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Macaé (RJ), quarta-feira, 21 de setembro de 2016, Ano XL, Nº 9129
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Andamos no novo Ford Fusion Novo Ford Fusion teve o visual remodelado e ficou até R$ 9.100 mais caro que antes
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Motor 3-cilindros põe Uno em nível de consumo de híbridos Uno "mil" está bem mais espertinho, 72/77 cv de potência e 10,4/10,9 kgfm de torque (gasolina/etanol) PÁG. 5
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Honda divulga imagens do Civic hatch europeu Honda Civic hatch europeu fará estreia no Salão de Paris e tem poucas mudanças visuais PÁG. 4
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AUTOTAL Veja o novo Jeep Compass sem camuflagem O mistério sobre o novo Jeep feito no Brasil acabou. O modelo, que vai adotar o nome Compass, foi flagrado durante a gravação d e um comercial de divulgação do SUV médio que estreia mundialmente no Salão do Automóvel de São Paulo, de 10 a 20 de novembro. Conhecido nos corredores da
Jeep pelo nome de Projeto 551, o novo Compass utiliza uma versão alongada da plataforma do Renegade. Com isso, suas dimensões o colocam em pé de igualdade para brigar com Hyundai Tucson (exix35), Honda CR-V, Toyota RAV4, entre outros. No visual, o novo SUV da Jeep se assemelha a uma versão
menor do Grand Cherokee: veja o desenho de faróis e lanternas, além das linhas da carroceria. A versão flagrada, Limited, será a de topo e terá pintura em dois tons, um para o teto e outro para o restante da carroceria. Novidade também são as rodas, iguais às do Renegade, mas com acabamento cromado. Na parte mecânica, o Compass terá nas versões mais caras, o motor 2.0 turbodiesel Multijet de 170 cv que também está no Renegade e na picape Fiat Toro. Para as de entrada, haverá um novo 2.0 ou 2.4, flexíveis, da família Tigershark. Os câmbios devem ser os mesmos do Renegade: automático de seis e nove marchas. O novo SUV aposenta não só o Compass, que foi vendido também no Brasil, como o Patriot, que era exclusivo para os Estados Unidos. Aliás, sua estreia no mercado norte-americano só deve ocorrer no ano que vem, após a apresentação no Salão de Los Angeles, no final de novembro. O utilitário-esportivo médio da Jeep será fabricado em Goiana (Pernambuco), assim como já ocorre com o Renegade e a Toro, além de China e Itália.
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Andamos no novo Ford Fusion Novo Ford Fusion teve o visual remodelado e ficou até R$ 9.100 mais caro que antes
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ançada no Brasil há três anos, a segunda geração do Ford Fusion passa por seu primeiro grande conjunto de mudanças. As atualizações incluem reestilização leve, aumento da potência do motor 2.0 turbo, uma nova versão e adição de tecnologias. A linha 2017 do sedã médio grande mexicano chega às autorizadas do País em 1º de outubro. As mudanças acarretaram um grande aumento de preço. A versão SE, de entrada, agora parte de R$ 121.500 – a alta foi de R$ 7.100 (ou 10,6%). O propulsor 2.5 flexível traz atualizações que permitiram reduzir o consumo de combustível em até 7%, segundo informações da Ford. A potência não mudou: são até 175,6 cv com apenas etanol no tanque. O 2.0 Ecoboost a gasolina, por sua vez, ganhou 14 cv, agora gera 248 cv de potência e está nas versões SEL (novidade na linha), cuja tabela começa em R$ 125.500, e Titanium, de topo. A diferença, de apenas R$ 4 mil ante o preço da SE, mostra que a Ford quer concentrar as vendas do Fusion nas opções com motor mais forte. A configuração Titanium, aliás, ficou R$ 8.600 mais cara e parte de R$ 138 mil. Com tração nas quatro rodas (AWD), a tabela é de R$ 154.500 – nesse caso a alta foi de R$ 9.100. No visual, as alterações aplicadas ao sedã são discretas.
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De janeiro a agosto deste ano, o Fusion teve 2.391 emplacamentos, segundo dados da Fenabrave
Lanternas e faróis foram redesenhados – os da versão Titanium agora têm sistema de iluminação feito totalmente por LEDs (full-LED). Os faróis de neblina, antes redondos, agora são horizontais (as molduras também mudaram). A grade dianteira também recebeu uma
leve atualização. Todas as versões vêm com rodas de liga leve de 18 polegadas. Para cada uma há desenho exclusivo e as da Titanium AWD são diamantadas. Por dentro, a principal alteração está na alavanca do câmbio, substituída por um botão gira-
tório. A solução liberou espaço no console central. A versão Titanium AWD tem opção de acabamento com couro na cor bege, além do preto, também disponível para as demais. Embora todas as configurações estejam mais bem equipadas, as novas tecnologias de
destaque foram concentradas na Titanium. A com tração 4x2 traz a terceira geração do sistema multimídia Sync, compatível com Android Auto e Car Play, da Apple. Na AWD, há ainda sistema de estacionamento automático com opção de manobras em vagas perpendiculares, detector de pedestres com função de frenagem e monitoramento individual da pressão dos pneus, além de teto solar de série. Nas demais, o item é opcional. Rodando, embora não desperte grandes emoções, o Fusion é um carro quase à prova de críticas. Os 14 cv a mais da versão avaliada, Titanium AWD, não fizeram grande diferença, pois o sedã já era bem ágil tantos para arrancar quanto para retomar velocidade. O motor, que traz alto torque em baixa rotação, faz bom casamento com o câmbio automático de seis marchas. Mesmo sendo grande e pesado, o Fusion
é bem à mão. Com suspensão bem acertada, direção direta, tração 4x4 e vários controles eletrônicos, o Ford passa segurança ao motorista em qualquer situação. Concorrentes. Como é trazido do México, e, portanto, isento de imposto de importação, o Fusion tem uma grande vantagem competitiva no Brasil. Seu preço é menor que os dos rivais de porte semelhante, que vêm dos EUA, Europa e Ásia. Assim, o sedã médio grande disputa compradores também com modelos menores e com menos tecnologia. O Ford tem 4,87 metros de comprimento e 2,85 metros de distância entre os eixos. Em termos de dimensões, há diversos rivais, como o Accord. O Honda importado do Japão sai por R$ 162.500 e tem, respectivamente, 4,91 metros e 2,77 metros. Já o sul-coreano Hyundai Azera, com 4,92 metros de comprimento e 2,84 metros entre os eixos, tem tabela de R$ 180.840. A Ford também aponta como rivais – da versão de topo – modelos médios de marcas de luxo, que são menores, mas têm preços semelhantes. Desse grupo, o BMW Série 3, a partir de R$ 163.950, e Mercedes-Benz Classe C, com tabela começando em R$ 162.900, foram nacionalizados, mas mantiveram o preço de quando eram importadas – segundo as marcas, a maioria das peças vem de fora. A versão flexível, por sua vez, concorre com opções de topo de sedãs médios nacionais e argentinos. Entre eles está o Toyota Corolla Altis, a R$ 106.080. VENDAS
De janeiro a agosto deste ano, o Fusion teve 2.391 emplacamentos, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Esse número é bem superior ao do Azera (204) e do Accord (110), e semelhante ao obtido pelos médios de luxo. No mesmo período, as vendas do Série 3 somaram 2.622 unidades e as do Classe C, 2.504.
SERVIÇO
Ficha Técnica: sugerido - R$ 154.500 (Titanium AWD) - 2.0, 4 cil, 16V, turbo, gasolina ● POTÊNCIA (cv) - 248 a 5.500 rpm ● TORQUE (mkgf) - 37,7 a 6.000 rpm ● CÂMBIO - Automático, 6 marchas ● COMPRIMENTO - 4,87 metros
● PREÇO
● MOTOR
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Honda divulga imagens do Civic hatch europeu Honda Civic hatch europeu fará estreia no Salão de Paris, em outubro, e tem poucas mudanças visuais
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Honda divulgou uma série de imagens da versão europeia do Honda Civic hatch, que fará sua estreia durante o Salão de Paris, em outubro, e são poucas as mudanças em relação ao modelo que será vendido para os Estados Unidos. Visualmente, as únicas diferenças são que os repetidores de setas nos painéis laterais sobre as rodas dianteiras são transparentes (como do Civic sedã nacional) e que as saídas de escape estão à mostra e localizadas no centro, enquanto no carro norte-americano elas
ficarão escondidas e fixadas a direita do para-choque traseiro. Na Europa, o hatch que será feito para todo o mundo em Swindon, na Inglaterra, terá os motores 1.0 turbo três cilindros de 127 cv e o 1.5 quatro cilindros turbo de 180 cv - o último, o mesmo que equipa a versão de topo do Civic sedã no Brasil. O câmbio, para ambos, poderá ser o manual de seis marchas ou o automático CVT. No segundo semestre de 2017, vem também uma versão diesel, com motor 1.6 turbo de 118 cv. A versão esportiva Type-R, que ainda não está pronta, deve
chegar às ruas no ano que vem, sendo apresentada durante o Salão de Genebra, em março. Seu motor 2.0 turbo deve entregar cerca de 350 cv e transformá-lo em um rival de Ford Focus RS e Volkswagen Golf R. Por enquanto o Brasil não é um dos mercados que devem receber a versão hatch do Civic. Um dos argumentos da Honda é que como ele é unicamente produzido na Inglaterra, seu valor com os 30 pontos percentuais no preço do carro, o tornaria inviável financeiramente para brigar com Focus, Golf e Cruze Sport6.
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Motor 3-cilindros põe Uno em nível de consumo de híbridos Uno "mil" está bem mais espertinho, 72/77 cv de potência e 10,4/10,9 kgfm de torque (gasolina/etanol)
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urpreende o silêncio a bordo e o consumo de combustível do Uno 2017 equipado com o novo motor 1.0 3-cilindros Firefly, que estreou nesta quinta-feira (15) ao lado do 1.3 de 4-cilindros -- responsável por aposentar o defasado 1.4 Fire flex. Agrada também o baixo nível de ruído interno, semelhante ao do up!, tão bom a ponto de virar referência no segmento de compactos com motores tricilíndricos. O Uno 3-cilindros é silencioso e isso passa a sensação de categoria superior. O ronco é semelhante aos motores de mesma arquitetura conhecidos do mercado, um pouco mais agudo que um 4-cilindros. Outro ponto extremamente positivo foram os números registrados no computador de bordo da unidade avaliada durante quase 80 quilômetros de test-drive: média de 14 km/l com gasolina, com alguns picos em momentos de trânsito menos intenso de impressionantes 16,7 km/l. Estes dados, obtidos com gasolina no tanque, são próximos aos do Peugeot 208 PureTech, que bate de frente com modelos híbridos em percurso urbano. O Uno 1.3 (Way e Sporting) também registrou ótima média (12,5 km/l na cidade). Suspensão é ligeiramente mais firme na versão esportivada Sporting e mais molinha na aventureira Way. Em nenhum momento, mesmo em algumas lombadas ignoradas, ela chegou ao final do curso. Porém, ao contrário do 1.0, o motor de 1,3 litro é barulhento. MAIS ESPERTO
Desempenho do 1.0, 72/77 cv de potência e 10,4/10,9 kgfm de torque (gasolina/etanol), é muito similar ao do up! MPI (aspirado), o que significa que o Uno
"mil" está bem mais espertinho. Muito disso vem do trabalho para entregar bom torque a regimes mais baixos. Já o 1.3 tem força de... 1.3: empolga menos do que os 101/109 cv e 13,7/14,2 kgfm fariam prever, mas não chega a decepcionar. Bem melhor, certamente, do que o velho 1.4 Fire. Em suma, novo Uno chega -- atrasado, é verdade -- para finalmente colocar as coisas em ordem na casa da Fiat, decretando oficialmente o fim do Palio Fire (vendido agora apenas para frotistas) e posicionando o Mobi como veículo de entrada da marca. LADO RUIM
Apesar da intensa e sensível evolução mecânica, ainda há pontos que precisam melhorar, e a maioria deles já são conhecidos pelo público. O câmbio segue mole, com engates imprecisos e facilmente desencaixáveis -- uma esbarrada de joelho na manopla, por exemplo, pode facilmente tirar a alavanca da engrenagem da quarta marcha. O acabamento não tem baciada de plástico duro, mas tampouco oferece partes emborrachadas nem corresponde a um carro que pode chegar a quase R$ 54 mil -- assim como acontece no up!. Nesse ponto há carros com preços parecidos, embora maiores, que alcançam nível mais requintado. Fora isso, o sistema multimídia é o mesmo do Uno anterior, sem possibilidade de conexão interativa com o celular dos passageiros, como espelhamento de tela ou projeção via CarPlay ou AndroidAuto. A Fiat afirma que, em algum momento, irá oferecer ao Uno o sistema Live On, já prometido para o Mobi?, mas que até agora não chegou ao consumidor.
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BMW inicia produção do SUV-cupê X4 no Brasil Modelo será produzido em Araquari (SC) apenas na configuração xDrive28i XLine
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BMW inicia na quartafeira (31) a produção do SUV-cupê X4 na fábrica de Araquari (SC). A única versão nacionalizada será a xDrive28i XLine, sem modificações em relação ao carro importado e que conserva inclusive o preço, de R$ 299.950. Configuração de entrada do SUV-cupê (existe ainda a xDrive35i M Sport, com um motor seis cilindros de 306 cv), o X4 xDrive28i XLine está equipado com um motor 2.0 de 245 cv e câmbio automático sequencial de oito marchas. Com o início da produção nacional, a expectativa da montadora alemã até o final deste ano é de que as vendas do modelo passem das 30 unidades/ mês atuais para 45 unidades/ mês. O X4 é produzido atualmente em fábricas da BMW nos Estados Unidos, Egito, Rússia, Tailândia e Malásia. Atualmente, a fábrica da BMW em Araquari produz anualmente 16 mil veículos, tendo capacidade para montar até 32 mil carros por ano. Além do recém-chegado X4, são montados no Brasil o sedã Série 3, o hatch Série 1, os SUVs X1 e X3 e o Mini Countryman. A planta brasileira, a 30º unidade fabril da BMW no mundo, faz parte do plano de investimento da montadora, que contempla um aporte financeiro de R$ 800 milhões no período de 2013 a 2017.
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