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Automóveis 05 08 15

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Macaé (RJ), quarta-feira, 5 de agosto de 2015, Ano XL, Nº 8777

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

FOTOS DIVULGAÇÃO

Renault Duster Dynamique 1.6 16V mantém a receita no segmento dos SUV Espaço interno, porta-malas e rodar suave são os atrativos do utilitário da Renaut

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s alterações perceptíveis no Duster 2016 são a grade frontal, parachoques, novo formato dos faróis e as lanternas com LED. Por dentro, novos materiais de acabamento e sistema Midia NAV com mais conectividade. Na traseira, para-choque, lanternas redesenhadas e o novo puxador da tampa do porta-malas. O prático e enorme portamalas perdeu a tampa flexível para uma rígida e dobrável. Isso facilita a colocação de objetos em cima, mas, se mal fixados podem atingir os ocupantes em freadas

bruscas ou colisão. Para aumentar a capacidade do porta-malas, o estepe fica sob o assoalho, no lado de fora, o que dificulta a troca. Os bancos têm novo desenho e melhor anatomia, com espuma mais espessa. No painel central, o acabamento em preto brilhante diferencia o atual do anterior. O trunfo é o espaço para três adultos avantajados no banco traseiro. Esse é o pulo do gato da família Logan, que inclui também o Sandero. Apesar de a tração ser apenas dianteira, o Duster 1.6 mantém os ótimos ângulos de ataque e de sa-

ída e a altura do solo. Isso permite trafegar em caminhos precários sem se preocupar em tocar a parte inferior e transpor obstáculos tranquilamente. A suspensão é menos sofisticada em relação à multilink da versão 4x4, mas mantém o conforto em piso irregular. O Duster é um dos poucos carros que transfere menos as imperfeições do piso para dentro, além do rodar suave em terreno ruim. A suspensão é um dos destaques do Duster, mas na unidade testada ouviam-se grilos vindos da suspensão. PÁG. 4

VITRINE

TESTE

Teoria evolutiva Mitsubishi reestiliza Outlander e adiciona versão diesel para emplacar 800 unidades por mês no Brasil

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Caminho da roça Chevrolet aposta na Spin Activ como alternativa de crossover com jeito aventureiro PÁG. 7


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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Contramão da crise Uma das marcas de motocicletas mais glamouorosas do mundo confirmou o seu desembarque no Brasil. A norte-americana Indian Motorcycle fará sua estreia em solo nacional durante o Salão Duas Rodas, que será realizado entre os dias 7 e 12 de outubro no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. A fabricante vai aproveitar os números do segmento de motos premium no Brasil, que vai muito bem – ao contrário do mercado geral de duas rodas, que sofre desde

2013. A gama de modelos que estará exposta no estande da Indian não foi confirmada. Porém, já é de esperar que a clássica Chief será uma das principais atrações. Nos Estados Unidos, ela conta com versões chamadas de Dark Horse e também Vintage. A marca ainda comercializa uma releitura da Scout, primeira moto do line-up a ter refrigeração líquida. Outras são a touring Chieftain e a estradeira Roamaster.

Audi TT tecnológico Prestes a desembarcar no Brasil, a terceira geração do Audi TT já tem site exclusivo por aqui. Ainda sem preços definidos, o cupê será vendido em duas versões: Atraction e Ambition – a primeira com rodas de liga leve aro 18 e faróis de xênon, e a segunda com rodas liga leve aro 19 e faróis de leds. Internamente, o modelo chama atenção pelo seu painel de instrumentos totalmente digital com tela de LCD de 12,3 polegadas com até dez

funções, detalhes em alumínio, bancos de couro e volante multifuncional de pegada esportiva. Em ambas as configurações, o cupê esportivo será impulsionado pelo motor 2.0 TSFI de 230 cv de potência, acoplado a transmissão S-Tronic de dupla embreagem e sete velocidades. Com tal motorização, o Audi TT é capaz de percorrer o zero a 100 km/h em apenas 5,9 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h.


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Renault Duster Dynamique 1.6 16V mantém a receita Espaço interno, porta-malas e rodar suave são os atrativos do utilitário da Renaut

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s alterações perceptíveis no Duster 2016 são a grade frontal, parachoques, novo formato dos faróis e as lanternas com LED. Por dentro, novos materiais de acabamento e sistema Midia NAV com mais conectividade. Na traseira, para-choque, lanternas redesenhadas e o novo puxador da tampa do portamalas. O prático e enorme portamalas perdeu a tampa flexível para uma rígida e dobrável. Isso facilita a colocação de objetos em cima, mas, se mal fixados podem atingir os ocupantes em freadas bruscas ou colisão. Para aumentar a capacidade do porta-malas, o estepe fica sob o assoalho, no lado de fora, o que dificulta a troca. Os bancos têm novo desenho e melhor anatomia, com espuma mais espessa. No painel central, o acabamento em preto brilhante diferencia o atual do anterior. O trunfo é o espaço para três adultos avantajados no banco traseiro. Esse é o pulo do gato da família Logan, que inclui também o Sandero. Apesar de a tração ser apenas dianteira, o Duster 1.6 mantém os ótimos ângulos de ataque e de saída e a altura do solo. Isso permite trafegar em caminhos precários sem se preocupar em tocar a parte inferior e transpor obstáculos tranquilamente. A suspensão é menos sofisticada em relação à multilink da versão 4x4, mas mantém o conforto em piso irregular. O Duster é um dos poucos carros que transfere menos as imperfeições do piso para dentro, além do rodar suave em terreno ruim. A suspensão é um dos destaques do Duster, mas na unidade testada ouviam-se grilos vindos da suspensão. O motor 1.6 é a conta. Nem mais nem menos. Melhorou em relação à geração anterior, com 0,4kgfm de torque a mais com etanol, passando de 15,5kgfm para 15,9kgfm. O carro vai bem nas acelerações, mas exige atenção nas retomadas (ultrapassagens), pois

leva-se mais tempo em relação ao motor 2.0. É aconselhável desligar o ar-condicionado e colocar o motor na faixa de rotação ideal de torque (3.750rpm) para evitar susto. O motor 1.6 não tem a força nem a agilidade do 2.0. Os engates do câmbio são precisos, mas secos. A direção deveria ser mais leve nas manobras. Tem peso em alta, mas falta sensibilidade. Parece anestesiada. Característica de toda a família. O consumo não é baixo devido ao peso do carro. Para tornálo mais eficiente, há a função EcoMode, acionada por meio de comando no painel, que limita a potência e o torque do motor, e reduz a potência do ar-condicionado. Isso, segundo a Renault, permite redução de 10% no consumo. A visibilidade é boa em todos os sentidos. A garantia é de três anos ou 100 mil quilômetros rodados. GANHOU FUNÇÕES IMPORTANTES

A nova central multimídia da Renault, chamada Media Nav Evolution, ganhou importantes funções, ficando mais completa. O navegador agora traz informações do trânsito (por enquanto para oito cidades brasileiras), informando as

vias que estão congestionadas e até se existe algum radar à frente. A câmera de ré é outra novidade. A nova central também passou a “conversar” melhor com o telefone celular, e, por meio de um aplicativo chamado Aha, é possível escutar diversas rádios digitais, conexão com redes sociais, informações climáticas e pontos de interesse (como restaurantes e hotéis nas proximidades). Porém esse conteúdo depende do sinal de internet e obviamente vai consumir parte do seu pacote de dados. Essas funções são operadas a partir do telefone e não da tela do veículo, demandando atenção do motorista para manuseá-las, mas as respostas são dadas em formato de áudio. Por exemplo, para saber as condições climáticas é preciso localizar o respectivo ícone no aplicativo e selecioná-lo, e a previsão do tempo é reproduzida pelo áudio do veículo. No mais, a nova central manteve as funções anteriores, como telefonia, rádio e mídias (USB, entrada auxiliar). Um aspecto que deve ser aperfeiçoado é o reconhecimento automático do smartphone que se conectou à central, já que, quando há mais de um registrado, ele exige a seleção do que deve ser pareado.

O trunfo do Renault Duster é o excelente espaço interno


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FICHA TÉCNICA

Mitsubishi Outlander 2.2 turbodiesel 2.2: Diesel, dianteiro, transversal, 2.268 cm3, quatro cilindros, quatro válvulas por cilindro, turbo com intercooler, comando duplo no cabeçote e injeção direta. Acelerador eletrônico. ● TRANSMISSÃO: Câmbio ● MOTOR

automático de seis marchas à frente e uma a ré. Tração integral com distribuição eletrônica. Oferece controle eletrônico de tração. ● POTÊNCIA máxima: 165 cv a 3.500 rpm ● TORQUE máximo: 36,7 kgfm entre 1.500 e 2.750 rpm

● DIÂMETRO e curso: 86

mm X 97,6 mm.Taxa de compressão: 14,9:1 ● PESO: 1.640 kg. ● TANQUE de combustível: 60 litros ● SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, molas helicoidais e barra estabilizadora. Traseira independente do tipo multilink, com molas helicoidais e barra estabilizadora.

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Teoria evolutiva

A reestilização fez bem ao Mitsubishi Outlander. O novo design deu ao crossover uma “cara” moderna e mais palatável que o carro que chegou aqui em 2013. A estética acompanha a nova identidade visual “platinada” dos carros da fabricante nipônica no mundo

Mitsubishi reestiliza Outlander e adiciona versão diesel para emplacar 800 unidades por mês no Brasil por Raphael Panaro Auto Press

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Mitsubishi agiu rápido. Durante o Salão de Nova Iorque, em abril último, a japonesa revelou ao mundo o novo Outlander, com design remodelado – principalmente na dianteira. E apenas um mês depois, a fabricante já desembarcou o crossover no Brasil. Além da nova cara, o modelo ganhou uma novidade extra: uma versão diesel. O face-lift de emergência feito pela Mitsubishi veio depois de várias críticas globais à sua terceira geração. Mas a estética rejeitada parece não ter afetado as vendas no Brasil. Em 2013, o Outlander emplacou quase 1.100 unidades/mês após sua estreia, em agosto. No ano seguinte, manteve o patamar projetado pela marca nipônica, com pouco mais de 600 carros mensais – justamente o dobro do antecessor. Agora, com a reestilização e a nova motorização, os planos são mais otimistas: 800 emplacamentos por mês. Como já era de esperar, o face-lift mexeu nas extremidades do carro e, de quebra, revelou o visual que os próximos carros da Mitsubishi devem adotar. A dianteira foi a mais retocada. Ganhou um arrojado desenho no para-lamas e parachoque em forma de “X”, que agrega um novo painel cromado com desenho futurista. As entradas de ar e farol de neblina com detalhes cromados também foram remodelados. A luz de iluminação diurna completa o visual frontal. Atrás, as alterações são mais sutis. O aerofólio tem brake light e há um acabamento cromado na tampa do portamalas, que integra lanternas em leds. O para-choque mais robusto reforça a estética “offroad”. A lateral vem com um friso que contorna os vidros e

destaca a linha de cintura alta. O rack de teto e as maçanetas cromadas dão um toque de sofisticação, assim como as rodas de 18 polegadas de série. A Mitsubishi aproveitou a remodelação e diversificou o poder de atração do modelo no Brasil. Agora, o crossover conta com um inédito motor diesel de quatro cilindros, 2.2 litros com turbo de geometria variável, intercooler, injeção direta e duplo comando no cabeçote. De acordo com a marca japonesa, o propulsor proporciona maior torque e economia de combustível. Em números, são 165 cv e 36,7 kgfm. A motorização diesel se junta a outras duas já existentes a gasolina. A versão de entrada vem equipada com um 2.0 litros de 160 cv e 20,1 kgfm – igual ao do sedã Lancer. Nas configurações GT e GT Full Technology Pack, quem faz a força é o V6 3.0 litros de 240 cv e 31 kgfm. A complementação do trem-de-força varia de acordo com a versão. Na 2.0 litros, a transmissão agora é CVT com simulação de 6 marchas e tração dianteira. Já nas versões V6 e diesel, o Outlander se torna 4X4 com câmbio automático de seis marchas. Com o preço de R$ 173.990, o novo Outlander com motor diesel chega para ficar no topo da gama. Segundo a Mitsubishi, deve responder por 20% do “mix” do crossover, o que NÚMEROS

2.2 litros O motor é turbodiesel

165 cv Potência máxima

35,7 kgfm Torque máximo

representaria 160 das 800 unidades/mês projetadas. Para isso, a lista de equipamentos é um diferencial: ar-condicionado de duas zonas, tampa do porta-malas com abertura e fechamento automáticos, teto solar e sistema multimídia com tela “touch” de 7 polegadas. Mas o Outlander se destaca mesmo é na segurança. Além de airbags dianteiros,

laterais, de cortina e de joelho, é recheado eletronicamente: alerta sonoro de mudança de faixa no painel, caso o motorista faça a manobra involuntariamente, controles de tração e estabilidade e assistente de partida em rampa. O “pacote” ainda inclui duas tecnologias interessantes e que trabalham em conjunto. O ACC – ou controle de cru-

zeiro adaptativo – programa a velocidade que deseja andar e, caso um veículo entre na frente, o carro a reduz automaticamente para manter a distância. Se o da frente frear, o Outlander acompanha a frenagem. O outro é o FCM – Foward Collision Mitigation –, um sistema que utiliza um radar para controlar a distância de possíveis obstáculos à

frente. Ao entrar em margem de risco, ativa um alarme sonoro e aviso no painel que solicita uma ação de frenagem. Caso o condutor fique sem reação e a velocidade relativa entre o Outlander e o obstáculo for de até 30 km/h, o sistema freia o veículo de forma autônoma. E os carros vão ficando cada vez mais “à prova de barbeiragens”...

do carona – são mal localizados. A troca do estilo de tração é executada por um botão situado atrás do câmbio automático. Nota 8. ● CONSUMO – O Outlander com motorização diesel não participa do Programa Brasileiro de Etiquetagem do InMetro. Durante a avaliação, o crossover registrou uma média de 13,1 km/l em trecho predominantemente de rodovia. Nota 7. ● CONFORTO – Talvez a maior virtude do modelo. Os bancos, além de serem aquecidos, têm boa densidade e há espaço suficiente para acomodar cinco pessoas sem apertos. A acústica é eficiente em isolar o tradicional ruído dos motores diesel. Outra característica desse tipo de propulsor é a vibração. Porém, no Outlander ela é imperceptível. Nota 9. ● TECNOLOGIA – O Outlander é bem fornido nesse aspecto. Principalmente no que tange à segurança. Nove airbags, controles eletrônicos de estabilidade e tração, frenagem automática, alerta de mudança involuntária de faixa e piloto automático adaptativo são os “highlights”. O modelo ainda conta com novo motor diesel e a plataforma é bem

recente. A central multimídia completa fecha o pacote. Nota 9. ● HABITABILIDADE – Entrar e sair do Outlander é facilitado pelo bom ângulo de abertura das portas. A cabine tem porta-copos e portaobjetos suficientes para levar itens de uso rápido como celular, carteira e chaves. A última fileira de bancos é onde adultos podem passar alguma dificuldade e não é aconselhável passar muitas horas ali. O porta-malas leva quase 800 litros com a terceira fileira de bancos ereta, mas chega a generosos 1.625 litros com todos os bancos de trás abaixados. Nota 9. ● ACABAMENTO – A mistura dos plásticos emborrachados e duros no habitáculo conferem qualidade ao modelo, mas não transmite requinte. Volante e painel têm detalhes em plástico preto brilhante com moldura prateada e as portas ganharam materiais emborrachados. O ambiente é sóbrio, porém não traz o nível de sofisticação que o preço sugere. Nota 7. ● DESIGN – Definitivamente o Outlander melhorou no quesito estético. O desenho sem graça de antes ganhou uma revitalizada com a nova dianteira toda brilhante devido à

grande quantidade de cromados. E é melhor se acostumar. O Outlander antecipa o design que os futuros Mitsubishi irão ter. Atrás, pequenas mudanças contribuíram para a harmonia do veículo. Nota 8. ● CUSTO/BENEFÍCIO – O Mitsubishi Outlander Diesel não tem um concorrente direto com tal motorização. A marca japonesa acredita que seu carro reestilizado possa brigar diretamente com Kia Sorento e Honda CR-V – todos a gasolina ou flex. A favor do modelo da Mitsubishi está o novo motor e tecnologias, como o controle de cruzeiro adaptativo com frenagem automática. Para tudo isso existe um preço. E não é barato: R$ 173.990. A versão de entrada sai por menos de R$ 115 mil. O valor é um pouco mais baixo do que a Honda cobra pelo CR-V EXL 4X4 – R$ 115.900 – com apenas cinco lugares e motor flexível 2.0 litros e 155 cv – com etanol. Equipado a altura – sem piloto automático inteligente, mas com motor V6 de 278 cv –, o Kia Sorento topo de linha sai a R$ 149.900. Nota 5. ● TOTAL – O Mitsubishi Outlander Diesel somou 79 pontos em 100 possíveis.

PONTO A PONTO ● DESEMPENHO – O motor turbodie-

sel de 2.2 litros, 165 cv e 35,7 kgfm de torque move o Outlander sem grandes dificuldades. A transmissão automática de seis marchas também consegue aproveitar a melhor faixa de torque e garante desenvoltura e vigor ao crossover. Quem quiser explorar aimda mais o potencial do “powertrain” pode acionar as “borboletas” no volante para trocas de marchas manuais. Nota 8. ● ESTABILIDADE – A Mitsubishi diz ter aumentado a rigidez estrutural do chassi e da suspensão do Outlander em relação ao modelo anterior. Na prática, o modelo se mostra mesmo equilibrado e versátil. As rolagens de carroceria são controladas e a sensação de segurança se faz presente, seja em trechos sinuosos, nas pistas ou nos altos e baixos dos trajetos off-road. Nota 8. ● INTERATIVIDADE – É fácil se acostumar com todos os comandos. A central multimídia é intuitiva, os paddle-shifts são generosos e o volante tem ótima empunhadura. Somente o ajuste dos retrovisores elétricos – atrás do volante – e o freio de mão – mais para o lado


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A versão Activ carrega alguns atributos estéticos capazes de atrair a atenção de quem se interessa pelo apelo aventureiro que tanto tem feito sucesso no mercado automotivo CRÉDITO

TESTE

Caminho da roça

O amplo espaço interno é o principal trunfo do modelo. Quatro ocupantes viajam sem apertos e até um quinto pode ser incluído, preferencialmente para trajetos curtos. O portamalas de 710 litros evidencia a vocação familiar da minivan

Chevrolet aposta na Spin Activ como alternativa de crossover com jeito aventureiro por Márcio Maio Auto Press

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e uns anos para cá, a indústria automotiva enxergou potencial de lucro no nicho de modelos com estética aventureira. Mas a Chevrolet resistiu a criar sua primeira versão em um carro de passeio. Até mostrar, no ano passado, no Salão de São Paulo, a Spin Activ. Com a configuração, a marca oferece uma alternativa ao seu SUV mais barato – o Tracker, que começa na casa dos R$ 90 mil – com um modelo que alia bom espaço interno a um porta-malas capaz de evidenciar sua vocação familiar, com excepcionais 710 litros de capacidade. Na frente, o para-choque da Spin foi redesenhado para a versão Activ. Vincos pronunciados nas extremidades e aplique na parte inferior em tom fosco escuro se juntam às molduras de proteção nos para-lamas, soleira das portas e um largo decalque e barra longitudinal que se estendem sobre todo o teto para transmitir a impressão de vocação aventureira. Retrovisores externos e coluna central pretos e adesivos alusivos à versão são outros artifícios usados nessa roupagem off-road. Mas o diferencial mais explícito das configurações convencionais é mesmo o estepe fixado na tampa do porta-malas e as rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas, que acompanham pneus mais largos, 205/60, de uso misto. Com isso, está 8 mm mais alta. O interior tem bancos com de-

senho exclusivo e revestimentos em preto. O sistema multimídia MyLink com tela sensível ao toque e de sete polegadas chega de série e envolvido por uma moldura prateada. Outros itens de conforto fazem parte do pacote da versão Activ, como ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores e vidros elétricos e sensores de estacionamento traseiros. Mas, mesmo sendo baseada na configuração de topo LTZ, a Active não tem opção de sete lugares. O motor é o mesmo 1.8 litro de 106/108 cv com gasolina/etanol utilizado nas demais versões da minivan. A transmissão pode ser manual de cinco velocidades ou automática de seis. Mas, nesse último caso, trata-se da nova GF6, que foi recalibrada recentemente para diminuir o tempo das trocas de marchas e melhorar a eficiência das reduções. Além disso, a suspensão foi mexida para a versão, com acerto levemente mais rígido. Mas nada que mude tanto o comportamento dinâmico da minivan. NÚMEROS

1.8 litros

O motor é o mesmo 1.8 litro flex

108 cv

Potência máxima com etanol

17,1 kgfm

Torque máximo com etanol

PONTO A PONTO – São 106/108 cv com gasolina/etanol no tanque e 1.325 kg. Para uma tocada mais pacata, o propulsor 1.8 é mais que suficiente para mover a versão pseudoaventureira da Spin. Como o torque máximo de 16,4/17,1 kgfm aparece a 3.200 rpm com etanol/ gasolina – e boa parte dele já fica disponível a partir dos 2.500 rpm, não há decepções nas saídas de sinal. O câmbio automático de seis velocidades é moderno e trabalha em boa sintonia com o motor. As ultrapassagens e retomadas são favorecidas com a redução de até três marchas. Nota 7. ● ESTABILIDADE – A vocação de minivan da Spin pede uma suspensão que priorize o conforto, mas a versão Activ recebeu uma nova calibração que deixou o conjunto um pouco mais rígido. É tranquilo manter o carro em sua trajetória, mas ainda assim a carroceria aderna consideravelmente em curvas. Não chega a transmitir insegurança. Nota 7. ● INTERATIVIDADE – Os comandos principais do carro estão em lugares fáceis e têm uso bem intuitivo. A posição de dirigir – mais elevada – facilita a visibilidade dianteira e o ● DESEMPENHO

FICHA TÉCNICA

Chevrolet Spin Activ Automática ● MOTOR: Gasolina e etanol,

dianteiro, transversal, 1.796 cm3, quatro cilindros em linha, duas válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção multiponto. ● TRANSMISSÃO: Câmbio

automático de seis velocidades à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não possui controle de tração. ● POTÊNCIA máxima: 108/106 cv a 5.400 rpm com etanol/gasolina. ● TORQUE máximo: 17,1/16,4 kgfm a 3.200 rpm com etanol/gasolina.

grande vidro traseiro garante boa retrovisão. Mas abrir o porta-malas demanda o uso das duas mãos e uma certa familiaridade para lidar bem com a trava do estepe, que fica preso na tampa. Nota 7. ● CONSUMO – A Chevrolet não cede seus modelos para as avaliações do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, do Inmetro. Durante o teste, o computador de bordo marcou média de 8,6 km/l de gasolina, em trajeto urbano. Nota 6. ● CONFORTO – Há bom espaço para os passageiros dianteiros e duas pessoas viajam com algum conforto no assento traseiro. A suspensão é macia e absorve bem os impactos das irregularidades do asfalto. Nota 7. ● TECNOLOGIA – A plataforma é a mesma dos sedãs Cobalt e Prisma e do hatch Onix. Foi lançada em 2010 e é bem acertada. A transmissão automática de seis velocidades GF6 foi recalibrada recentemente, uma alteração que resulta em trocas em tempo 50% menor e reduções duplas e até triplas. O sistema multimídia com tela de sete polegadas é de série. Nota 7.

● DIÂMETRO e curso: 80,5

mm X 88,2 mm. Taxa de compressão: 10,5:1. ● SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com barra estabilizadora e amortecedores pressurizados. Traseira semi-independente por eixo de torção, barra estabilizadora e amortecedores pressurizados.

– O teto alto e o bom ângulo de abertura das portas facilitam bastante o acesso. O porta-malas leva invejáveis 710 litros, mas o espaço livre pode chegar a 1.668 litros com os bancos rebaixados. Nota 9. ● ACABAMENTO – A Spin tem encaixes bem feitos e os materiais são aparentemente de boa qualidade. Mas não são bonitos nem têm toque suave. O excesso de plásticos rígidos cria uma atmosfera de carro popular que não condiz com um preço final de mais de R$ 70 mil da unidade testada. Nota 6. ● DESIGN – A versão Activ teve o para-choque dianteiro redesenhado, com aplique na parte inferior em tom fosco escuro. Faróis de neblina têm molduras em preto brilhante e os faróis ganham máscara negra e lentes transparentes. Rodas de liga leve diamantadas de 16 polegadas, molduras de proteção nos para-lamas, soleira das portas, rack de teto e estepe fixado na tampa do porta-malas completam o visual “off-road”. No geral, preserva o aspecto habitual da Spin – sem qualquer charme. Nota 7. ● CUSTO/BENEFÍCIO – A Chevrolet ● HABITALIDADE

cobra iniciais R$ 67.250 pela Spin Activ, mas a cor metálica da versão testada adiciona R$ 1.300 à conta, além dos R$ 4.140 do pacote com transmissão automática e controle de cruzeiro. No total, a unidade avaliada custa R$ 72.690. Um Fiat Doblò Adventure tem sete lugares e motor 1.8 de 132 cv e 18,9 kgfm de torque, mas custa R$ 81.775 equipado à altura, só que sem transmissão automática e com sistema de bloqueio do diferencial dianteiro. Já pelo Idea Adventure Locker com equipamentos semelhantes e transmissão automatizada, com o mesmo motor do Doblò, a marca italiana pede R$ 71.915. Um Citroën Aircross 1.6 Auto Exclusive com sistema de multimídia com navegador GPS sai por R$ 71.690. A Volkswagen pede R$ 78.973 pelo Space Cross com sistema de som com GPS, mas sem estepe pendurado na traseira. Para quem precisa de mais espaço e porta-malas, a Spin pode ser a melhor opção. Mas sem essa necessidade, não é. Nota 6. ● TOTAL – A Chevrolet Spin Activ automática somou 69 pontos em 100 possíveis.


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