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Automóveis 03 08 2016

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Macaé (RJ), quarta-feira, 3 de agosto de 2016, Ano XL, Nº 9087

Fundador/Diretor: Oscar Pires

AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ

O novato Nissan Kicks enfrenta Honda HR-V e Jeep Renegade Caçula mexicano chega por R$ 89.990 para encarar versões de topo de Renegade e HR-V

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or muitos anos, houve uma questão recorrente no mercado automobilístico: qual seria o grande rival do Ford EcoSport? O Renault Duster chegou, mas não conseguiu desbancar o utilitário pioneiro em vendas. Aí, no ano passado, vieram o Honda HR-V, agora novo líder do segmento, e o Jeep Renegade, segundo colocado. Os dois passaram a ser protagonistas da categoria, e são eles que o Nissan Kicks desafia. Modelo que parece ter sido feito sob medida para agradar ao brasileiro, o Kicks já chega mandando bem no preço de R$ 89.990 da versão SL, ante os R$ 97.490 do Renegade Limited Edition e os R$ 99.200 do HR-V EXL. Também com muita tecnologia embarcada, o Nissan estreia vencendo o comparativo e mostrando aos clientes que merece atenção. O segmento não é caracterizado por modelos com alto desempenho – pelo menos, não entre os líderes do ranking. Prova disso é que, dos três, o que acelera mais é o HR-V, com seu motor 1.8 flexível de até 140 cv com gasolina. PÁG. 3

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AUTOTAL Novo Renault Clio RS 2017 chega com até 220 cv O

Novo Renault Clio RS 2017 chega ao mercado europeu com duas propostas de performance. O hot hatch da marca francesa ressurge completamente renovado e com motor 1.6 Turbo entregando 200 cv na versão normal e 220 cv na Trophy. Com transmissão de dupla embreagem EDC com seis marchas, o Novo Clio RS 2017 chama atenção por oferecer três opções de chassi: Sport com rodas aros 17 ou 18

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polegadas, Cup com rodas aro 18 e Trophy, também com rodas aro 18. Neste último caso, a suspensão é 20 mm mais baixa na frente e 10 mm atrás. O Clio RS Trophy também tem escapamento especial Akrapovic e outros detalhes exclusivos. O novo esportivo tem ainda freios com pinças vermelhas, faróis de neblina em LED alusivos à divisão Renaultsport, pacote aerodinâmico mais eficiente e

acabamento interno com design esportivo. De quebra a Renault apresentou também a versão GT Line. NÚMERO

1.6 turbo

Motor 1.6 Turbo entregando 200 cv na versão normal e 220 cv na Trophy


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COMPARATIVO

O novato Nissan Kicks enfrenta Honda HR-V e Jeep Renegade Caçula mexicano chega por R$ 89.990 para encarar versões de topo de Renegade e HR-V

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or muitos anos, houve uma questão recorrente no mercado automobilístico: qual seria o grande rival do Ford EcoSport? O Renault Duster chegou, mas não conseguiu desbancar o utilitário pioneiro em vendas. Aí, no ano passado, vieram o Honda HR-V, agora novo líder do segmento, e o Jeep Renegade, segundo colocado. Os dois passaram a ser protagonistas da categoria, e são eles que o Nissan Kicks desafia. Modelo que parece ter sido feito sob medida para agradar ao brasileiro, o Kicks já chega mandando bem no preço de R$ 89.990 da versão SL, ante os R$ 97.490 do Renegade Limited Edition e os R$ 99.200 do HRV EXL. Também com muita tecnologia embarcada, o Nissan estreia vencendo o comparativo e mostrando aos clientes que merece atenção. O segmento não é caracterizado por modelos com alto desempenho – pelo menos, não entre os líderes do ranking. Prova disso é que, dos três, o que acelera mais é o HR-V, com seu motor 1.8 flexível de até 140 cv com gasolina, que não empolga. O Renegade vem atrás. Também traz um 1.8 flexível, só que com 132 cv (com etanol). O 1.6 do Kicks gera até 114 cv, também com o combustível vegetal. Trata-se do mesmo propulsor do March, com o qual o novato compartilha a plataforma. O câmbio CVT do Honda também é mais esperto nas trocas de marchas que o do Nissan, mas ambos perdem para o ótimo trabalho do automático de seis marchas do Jeep, que faz milagre com esse 1.8 de pouco torque para o peso do carro. As suspensões dos três compensam essa falta de pujança com um trabalho exemplar de estabilidade e absorção de impactos. Kicks e Renegade, nesse quesito, estão minimamente acima do HR-V, que tem um pouco mais de retorno de molas após passar por lombadas ou buracos mais profundos, mas nada muito significativo. Porém, os controles de chassi (que o Renegade tem em nível de atuação menor), estabilidade e tração do Nissan o deixam em outro patamar dinâmico ante os rivais.

LISTA DE EQUIPAMENTOS E ACABAMENTO

O Nissan Kicks leva a vantagem de ser um projeto mais no-

vo e se aproveita disso com um interior moderno, com acabamento de primeira, que chama muita atenção. É o melhor dos três, combinando duas cores, couro e plásticos cheios de texturas. O Renegade se destaca com algumas bossas que remetam à marca Jeep, deixando a sobriedade do HR-V para trás embora a qualidade seja a mesma nos dois. Mas é na disputa dos equipamentos que o Nissan mostra realmente a que veio. Além dos itens que auxiliam na estabilidade do carro, o novato tem painel digital personalizável e uma câmera de 360 graus que auxilia no estacionamento. Além disso, há faróis diurnos de LEDs. O ar-condicionado digital (no Renegade é duas zonas) e os múltiplos air bags (há um a mais no Jeep, para os joelho do motorista) também estão na lista dos rivais, mas o HR-V é inferior em equipamentos que os dois rivais. Quanto ao espaço interno, os utilitários-esportivos se equivalem em bons índices, com uma mínima vantagem para o espaço para a cabeça do Renegade – por causa do formato mais quadrado da carroceria. Mas isso se dilui no tamanho do porta-malas, muito inferior do Jeep, com 273 litros. Kicks tem 432 l e HR-V, 437 l. Há equivalência também na posição de dirigir e na ergonomia. O Nissan, porém, sobressai no desenho dos bancos, que contribui para que eles gerem menos cansaço em viagens. OPINIÃO

Conjunto de muito respeito. Renegade e HR-V são sucessos inegáveis. Mas, agora, eles terão de dividir os holofotes com o Kicks. Como é interessante o modelo da Nissan! Ele é composto por um conjunto praticamente imbatível pelo preço que tem. Só não merecia mesmo esse motor, que sobra no March manual, mas fica devendo no Kicks CVT. Não sou fã dos câmbios continuamente variáveis; acho eles uma forma certeira de deixar um carro confortável e chato. Mas as japonesas estão indo por esse caminho e o consumidor parece não se importar. Porém, se fosse para escolher um mundo perfeito no segmento, a melhor opção seria o Kicks com o motor do HR-V e o câmbio do Renegade.

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ECONOMIA

Financiamento de carros novos cai 30% no 1º semestre Segundo dados da Cetip, 521.727 unidades foram vendidas assim. Contando usados a queda é 16% sobre 2015

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s vendas financiadas de carros novos caíram 30% no 1º semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015. De janeiro a junho últimos foram financiados 521,7 mil carros zero, informou a Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), base integrada de dados que reúne o cadastro das restrições financeiras de veículos oferecidos como garantia em operações de crédito em todo o Brasil. No total das vendas de carros novos no país no 1º semestre, 54,8% foram por financiamento. O recuo nesse tipo de operação reflete na queda de 25% dos emplacamentos de carros no 1º semestre, o pior em 10 anos na definição da federação dos concessionários, a Fenabrave. USADOS

Segundo o balanço divulgado no dia 18 de julho, pela Cetip, os financiamentos de carros usados também caíram, 7,5%, em relação a 1 ano atrás. Eles somaram 1,26 milhão de unidades. A maior parte dos carros usados negociados tinha 4 a 8 anos de uso, o que a Cetip chama de "usados jovens". Em segundo nas vendas ficaram os usados "seminovos", como são descritos os que têm até 3 anos. Mesmo assim, essas duas categorias tiveram menos vendas do que em 2015. A única "faixa etária" de carros que apresentou crescimento no 1º semestre do ano foi a dos que têm de 9 a 12 anos de uso, com alta de 6,9% em relação a 1 ano. MOTOS

As vendas financiadas de motos caíram 23% entre janeiro e junho, frente ao mesmo período de 2015. As motos zero quilômetro tiveram recuo de 24,7% no semestre. As usadas, de 8,9%.

GERAL

Os financiamentos de veículos em geral, contando carros, motos e caminhões novos e usados, caíram 16,7% em relação ao 1º semestre de 2015. O montante chegou a 2,25 milhões de unidades entre janeiro e junho, contra 2,71 milhões há 1 ano. Os veículos novos financiados somaram 879,1 mil unidades e os usados, 1,37 milhão.

Financiamentos são a principal modalidade de compra de carro novo no Brasil

LEI

Motoristas ainda desrespeitam ciclofaixa na área central Flagrantes feitos na última semana mostram veículos parados em faixa destinada aos ciclistas Marianna Fontes

marifontes@odebateon.com.br

Em tempos onde os problemas de mobilidade aumentam por conta do crescimento da cidade, optar pelo uso da bicicleta é uma decisão que traz diversos benefícios para si próprio e também para toda comunidade no entorno. Ampliar os locais para que a população possa trafegar em segurança é uma forma de incentivo. Esse meio de transporte é considerado um dos melhores quando se trata de sustentabilidade, sem falar nos inúmeros benefícios à saúde. No entanto, para promover um trânsito seguro e melhor é fundamental que exista respeito entre ciclistas e motoristas. Infelizmente, nem sempre é isso que acontece na prática.

Situações desse tipo já foram relatadas nas páginas do jornal O DEBATE ao longo dos últimos meses. Dessa vez o flagrante foi feito novamente na Rua Papa João XIII, no Centro. Nossa equipe de reportagem presenciou um carro particular parado na ciclofaixa fazendo o serviço de carga e descarga. No momento do flagrante uma ciclista precisou desviar pelo meio da rua por conta do desrespeito. Quem trabalha nas proximidades relata que isso acontece com frequência. “Até hoje as pessoas não aceitam a implantação dessas ciclofaixas. Infelizmente tem uma minoria que não está nem aí e faz o que quer, mesmo sabendo que poderá ser penalizado. Acho que o trânsito seguro depende de todos. Tanto do motoristas, quanto do ciclista e do pedestre”, diz uma testemunha que prefere não ser identificada. Além de desrespeito ao próximo, esse ato é considerado uma infração pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que define ciclovia como “pista própria

LUDMILA FERNANDES

Ciclistas precisam desviar o trajeto pelo meio da rua devido a falta de educação de alguns condutores

destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum”. De acordo com o Art. 181, estacionar o veículo “no passeio ou sobre faixa destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa, bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre canteiros centrais, divisores de pista de rolamento, marcas de canalização, gramados ou jardim público”, é considerada uma infração grave. Os infratores podem ser penalizados com multa de R$ 127,69, perda de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ter o seu veículo removido e apreendido. Já transitar sobre esses espaços a infração passa a ser considerada gravíssima. Nesse caso, a multa passa a ser de R$ 574,62 e perda de sete pontos na CNH. A ciclofaixa da Imbetiba foi inaugurada em outubro, complementando o projeto de revitalização da orla do bairro. A ciclofaixa começa na Praia do Forte, passando pela Rua Augusto de Carvalho terminando na Rua da Igualdade.


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DICAS

Honda compartilha dicas para condução segura Montadora dá dicas para quem adora curtir uma viagem, mas não abre mão de pegar a estrada e aproveitar a paisagem

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uando se trata de viajar, as possibilidades são infinitas: destinos para todos os gostos e trajetos que permitem unir o prazer de explorar com o de conduzir. No dia do Turista, a Honda compartilha dicas de condução segura para quem está planejando roteiros que incluam percursos de carro ou motocicletas. Afinal, todo cuidado é importante para que nada frustre seu momento de descanso.

ULTRAPASSAGENS

Elasdevem ser feitas com a maior segurança e, evidentemente, somente em locais permitidos. O modo mais fácil, seguro e rápido de realizar uma ultrapassagem passa por estas dicas: mantenha uma distância do veículo à sua frente para melhor visualização do tráfego no sentido contrário e para pegar “embalo”. Quando possível, e em local permitido, comece a ultrapassagem indicando com a seta. Faça a ultrapassagem com precisão, tenha atenção ao deslocamento de ar, principalmente em veículos de grande porte (caminhões e ônibus) e, assim que a ultrapassagem for realizada e com um espaço de segurança, sinalize o retorno à sua faixa de rolamento. Deixe a esquerda livre para os veículos com maior velocidade. Em relação aos veículos maiores (caminhões e ônibus) lembrese que eles possuem um ponto cego maior e que você precisará de mais espaço para realizar a manobra.

NÃO PEGUE A ESTRADA ANTES DE LER! REVISÃO DO VEÍCULO

Sua primeira providência ao planejar uma viagem desse tipo deve ser agendar uma revisão do seu carro ou moto. Faça um check-list e certifique-se que itens importantes serão verificados: nível do óleo e lubrificantes, filtro do ar e do combustível, sistema de freios, arrefecimento, calibragem dos pneus, suspensão, bateria, palhetas, luzes do painel, lâmpadas e itens de emergência (triângulo, chave de roda, macaco, estepe, extintor). RESPEITAR OS LIMITES

Quando o assunto é condução segura, três limites precisam ser priorizados: Seu próprio limite - O autoconhecimento é fundamental para entender como está sua condição física (cansaço, sonolência, etc.), sua condição mental (principalmente em relação ao stress e situações de preocupação) e sua habilidade em pilotar ou dirigir (não realize manobras para as quais você não está preparado). O limite do veículo – saibaquala capacidade de frenagem e de aceleração, de esterçamento e, no caso das motocicletas, da inclinação em curvas. Limites impostos pelo ambiente – Condições climáticas (a chuva, neblina, etc), as condições da via (mão dupla ou simples, buracos, ondulações, pouco ou muito tráfego) e, por fim, a legislação de trânsito (paradas obrigatórias, limites de velocidade, pontos de ultrapassagem) alteram a forma de dirigir. Atente-se para esses itens. PONTO CEGO

Todo veículo possui o chamado ponto cego. A coluna do carro pode "esconder" uma motocicleta, por exemplo, as laterais direita e esquerda também camuflam objetos que saem do ângulo de visão dos espelhos

se aproximam. Ver e Ser Visto no trânsito é fundamental para sua segurança.

CRUZAMENTOS

Em estradas ou nas cidades,essessão os locais com maiores índices de acidentes. Portanto, ao se aproximar de um cruzamento, diminua a velocidade mesmo estando na preferencial (dê uma conferida nos espelhos retrovisores se tem algum veículo colado); se tiver necessidade, utilize a buzina, mas não confie somente nela. Redobre a atenção. Se for fazer alguma conversão, utilize a seta, ela é fundamental para os demais condutores saberem de sua intenção e é obrigatória. DISTRAÇÕES

retrovisores. Lembre-se, antes de qualquer conversão, utilize os espelhos retrovisores e olhe rapidamente sobre o ombro. Isso aumentará seu campo de visão e diminuirá o ponto cego. DISTÂNCIA DE SEGUIMENTO OU SEGURANÇA

Em velocidade abaixo de 50 km/h fique a uma distância on-

de você possa observar os pneus traseiros do veículo da frente. Este espaço é suficiente para uma manobra evasiva. Acima de 50 km/h procure estabelecer uma distância de 3 segundos. Marque um ponto fixo (uma ponte, um poste, etc.), assim que o veículo da frente passar, conte até 3 segundos é quando seu veículo deverá passar pelo ponto de

referência. Evidentemente que nem sempre isto será possível, por exemplo, em momentos de intenso tráfego. Nestas horas, redobre a atenção. VER E SER VISTO

É de sua responsabilidade garantir a sua visibilidade. Procure ver tudo o que passa ao seu redor, identifique

situações de risco potencial. Fique atento a essas dicas: olhe além do veículo que está a sua frente; tenha atenção à pavimentação, buracos, sombras, animais, pedestres e outros veículos; certifiquese que você está sendo visto; atenção aos espelhos retrovisores, pois eles antecipam o movimento de veículos que

Segundo as estatísticas mais recentes em vários países do mundo, as distrações já são as principais causadoras de acidentes (graves ou não). Portanto, cuidado com as comidas e bebidas, pegar coisas em bolsas e mochilas e é claro, a utilização dos aparelhos celulares e smartphones. Caso seja necessário atender uma chamada, responder uma mensagem ou procurar o endereço de onde quer chegar, encoste o carro e faça com tranquilidade. Procure manter sempre sua atenção ao trânsito.


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FIQUE LIGADO

Carregar o celular no carro no carro estraga a bateria? Carregar o celular no carro não estraga, desde que as peças sejam de qualidade e o uso seja consciente

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medo de ficar sem bateria no smartphone acompanha os motoristas em suas viagens, seja no deslocamento do dia a dia ou em trajetos mais longos. A solução encontrada foi aproveitar um velho item que tem estado subutilizado nos automóveis para efetuar o carregamento: o antigo acendedor de cigarros, que foram trocados por tomadas de 12 Volts. Com o uso de adaptadores USB, a maioria das tomadas de 12 Volts de potência transforma-se em uma verdadeira tomada para inserir o cabo que conecta o celular à uma fonte de energia e executa o carregamento da bateria. Entretanto, no processo, surgem alguns questionamentos sobre a segurança e a eficiência do método, que nem sempre é tão promissor como parece. Conheça a seguir alguns cuidados na hora de carregar o celular no carro: ONDE COMPRAR UM ADAPTADOR PARA CARREGAR O CELULAR NO CARRO

Em vários dos cruzamentos das grandes cidades é possível encontrar vendedores de produtos com estes adaptadores, com entradas USB e que se conectam a fonte de 12 Volts do veículo. Os preços são acessíveis, pois os aparelhos não passam por um esquema de controle de qualidade, e podem ter procedência duvidosa. O motorista que quiser adqui-

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Carregar o celular no carro não estraga o aparelho. Muito pelo contrário, ajuda a não ficar sem bateria na hora que você mais precisa

rir um adaptador para carregar o celular deve realizar a compra em lojas de produtos automotivos de acordo com o modelo indicado pela montadora, e, além disso, exigir a nota fiscal. Nestes locais os padrões de qualidade são mais rígidos e, em caso de defeito, é possível reivindicar a situação graças ao comprovante de compras. O custo varia entre R$ 30 e R$ 70. NÃO SOBRECARREGUE O VEÍCULO

É muito mais prudente efetuar o carregamento do celular se esta for a única tarefa extra que estiver sendo realizada no momento. Carregar o smartphone durante a noite, com chuva, por exemplo, não é indicado. Usado

de uma vez só com o ar-condicionado, o desembaçador, os faróis e os limpadores, as chances de acontecer uma sobrecarga do sistema elétrico são maiores, o que pode causar danos ao veículo e ocasionar na substituição de peças, atividade que os motoristas preferem evitar. AQUECIMENTO EXCESSIVO

O motorista pode até queimar o dedo ao usar este acessório no veículo! Como a tomada não foi feita para passar muito tempo em funcionamento, ela pode superaquecer. Aliado ao aquecimento do celular, que já esquenta normalmente enquanto carrega, os dispositivos podem atingir altas temperaturas no interior do veículo, principalmen-

te sob o sol forte. É preciso ficar atento para que os equipamentos não causem deformações às peças compostas de plástico. CUIDADO COM LÍQUIDOS E SUJEIRA

Como o adaptador costuma ficar localizado no console do carro, bem próximo de portacopos e nichos para objetos, é importante ficar atento para evitar o contato entre estes itens. Derrubar líquidos sobre a tomada pode causar complicações elétricas, e o acúmulo de sujeira, papeis de bala ou recibos de pedágio podem interferir no funcionamento da entrada na hora de plugar o smartphone. Assim como carregar o celular na tomada de casa, após

o preenchimento da bateria, não há necessidade de manter o dispositivo conectado à fonte de energia. Isso não trará prejuízo, mas retirá-lo imediatamente após a conclusão do processo evita o aquecimento e a sobrecarga, já que outras funções podem ser executadas na sequência. OUTRAS OPÇÕES PARA CARREGAR O CELULAR NO CARRO

As baterias dos smartphones têm capacidade para durar bem mais hoje do que há vinte anos, quando ainda não era comum ver o dispositivo nas mãos dos motoristas. No entanto, a quantidade de vezes em que é utilizado no trânsito faz com que

ela acabe rapidamente, principalmente devido ao uso do GPS, que mantém a tela ativa durante todo o percurso, ou à chegada de notificações, quando habilitadas. Se o motorista precisar fazer uma viagem longa, ele pode se planejar para sair de casa com a bateria nos 100%. Efetuar o carregamento durante a noite é uma boa opção, ou então, se tiver pressa para sair, deixar o smartphone carregando no modo avião permite que a bateria seja preenchida mais rapidamente. Também existem carregadores móveis de bateria, que podem ser adquiridos em lojas de informática e tecnologia. Os pequenos dispositivos cabem na palma da mão e prometem dar autonomia para o celular em qualquer ocasião, sem precisar de outra fonte de energia. Para isso, é só deixá-lo carregado para que a carga seja transferida ao smartphone quando for preciso, via cabo USB. Além destes, o jeito mais tecnológico de dar aquela força para o smartphone é adquirir uma capinha que, ao mesmo tempo em que protege, recarrega o dispositivo. Elas não estão disponíveis para todos os modelos de celular, nem são tão baratos quanto os cases simples, mas a capa carregadora não vai deixar a bateria minguar na hora que o motorista mais precisar. Estar com o celular sempre disponível para executar qualquer função só é possível se a bateria estiver em dia.


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