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Macaé (RJ), quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016, Ano XL, Nº 8933
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Cobalt Elite 1.8 tem transformação radical, mas preço assusta Sedã inaugura nova linguagem global da marca no país e design tem novos faróis, lanternas e para-lamas dianteiros
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e patinho feio a cisne ou de sapo a príncipe. Assim pode ser definida a transformação radical de estilo do Cobalt, médio-compacto da GM. Reestilizações acontecem por motivo mercadológico. Fabricantes precisam expor na mídia produto com cara nova para ficar em evidência. Poucas reestilizações surtiram tanto efeito quanto esta. Além disso, a nova versão topo de linha, a Elite, abusa do marrom, tonalidade da moda no mundo automotivo, tanto na carroceria quanto no revestimento em couro dos bancos e painéis de portas. As lanternas verticais, tipo tuning, que tinham pouco a ver com o estilo do carro, foram substituídas pelas horizontais. O enorme farol quadrado cede a vez ao de formato horizontalizado. A tampa do porta-malas passa a ter aerofólio para compor o visual. PÁG. 4
VITRINE
Renault inaugura fábrica na China
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Kadjar é o primeiro modelo a entrar em produção na nova planta PÁG. 5 DIVULGAÇÃO
Com queda de 40% nas vendas em janeiro, montadoras vão esticar feriado de carnaval PÁG. 7
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AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Fiat Toro 1.8 Freedom por completo Faltando menos de um mês para o lançamento oficial, a Fiat Toro já não é mais segredo para ninguém. Mas pela primeira vez podemos conferir como ficou a versão 1.8, que será a mais barata da gama, inclusive por dentro. É o que mostram essas imagens enviadas pelo leitor Victor de Facci: o modelo sem camuflagem alguma. Diferentemente de flagras anteriores, que mostravam a versão topo de linha Volcano 2.0 turbodiesel, desta
vez a picape fotografada é a da versão Freedom AT6, o que indica a motorização 1.8 flex acoplada ao câmbio automático de seis marchas. Na frente, este modelo traz menos cromados e a iluminação diurna, feita pela parte superior do conjunto óptico, é feita por lâmpadas comuns em vez de LEDs. As laterais também não contam com frisos cromados, enquanto as rodas têm desenho diferente, sem acabamento diamantado.
Tata Motors quer fugir de polêmica com novo Zica A montadora indiana Tata Motors está reconsiderando mudar o nome de seu novo carro, batizado previamente de Zica (versão reduzida de “zippy car”, que significa carro veloz), depois que o vírus com o mesmo nome se espalhou pelo mundo. A decisão foi anunciada uma semana depois que a
Tata soltou uma propaganda em que o carro aparece ao lado do embaixador da marca, Lionel Messi. Os indianos pretendem mudar o nome do veículo porque as associações com o Vírus Zika que traz graves defeitos congênitos e problemas neurológicos são inevitáveis.
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Renault inaugura primeira fábrica na China Kadjar é o primeiro modelo a entrar em produção na nova planta
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Renault inaugurou nessa segunda-feira (1º) sua primeira planta na China, fruto de uma joint venture com a montadora local Dongfeng. A fábrica, localizada na cidade de Wuhan, recebeu investimento de quase US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4 bilhões) e tem capacidade de produção de 150 mil unidades anuais inicialmente. O primeiro veículo a ser produzido no local será o Kadjar. A Renault afirma que, em sua capacidade máxima de operação, a planta consegue fabricar até 300 mil carros por ano. Além da linha de montagem e produção dos compontes, a fábrica possui centro de pesquisa e desenvolvimento para adaptar os produtos às escolhas dos consumidores, segundo a Renault. O Kadjar entrará no mercado chinês no mês que vem com um motor a gasolina 2.0 local e algumas mudanças em relação à versão europeia. O SUV chinês terá a opção de teto solar panorâmico, suspensão lateral independente e 4Control. Ainda esse ano, outro SUV começará a ser produzido no local. Em 2017, o elétrico Fluence ZE se juntará ao time, mas será vendido na China com o logo da Dongfeng e não com o da montadora francesa.
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Cobalt Elite 1.8 tem transformação radical, mas preço assusta Sedã inaugura nova linguagem global da marca no país e design tem novos faróis, lanternas e para-lamas dianteiros
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e patinho feio a cisne ou de sapo a príncipe. Assim pode ser definida a transformação radical de estilo do Cobalt, médio-compacto da GM. Reestilizações acontecem por motivo mercadológico. Fabricantes precisam expor na mídia produto com cara nova para ficar em evidência. Poucas reestilizações surtiram tanto efeito quanto esta. Além disso, a nova versão topo de linha, a Elite, abusa do marrom, tonalidade da moda no mundo automotivo, tanto na carroceria quanto no revestimento em couro dos bancos e painéis de portas. As lanternas verticais, tipo tuning, que tinham pouco a ver com o estilo do carro, foram substituídas pelas horizontais. O enorme farol quadrado cede a vez ao de formato horizontalizado. A tampa do porta-malas passa a ter aerofólio para compor o visual.
DENTRO
Modificações nos paineis de porta e reposicionamento dos comandos dos vidros, deixandoos com melhor acesso. Na base do retrovisor interno estão os comandos do sistema de informação OnStar, que está integrado ao multimídia MyLink. Porém, o melhor do Cobalt é o espaço interno, principalmente para os que assentam no banco traseiro. A mesma fórmula adotada pelos concorrentes diretos: Nissan Versa e Renault Logan, que não figuram no quadro de concorrentes pela falta da transmissão automática. Esses três não se encaixam no segmento médio-médio por terem bitolas menores. O que é valorizado neles é o espaço interno e portamalas enorme. Esses modelos têm espaço de carros médiosgrandes para pernas no banco traseiro. Porém, faltam apoio de cabeça e cinto retrátil de três pontos no assento central. Ausência de itens básicos de segurança em carro de quase R$ 70 mil é inadmissível. O acabamento evoluiu muito e, na versão Elite, o revestimento em couro está muito benfeito. Os encaixes dos plásticos também. No embalo da eletrônica, o sistema OnStar é o queridinho da GM.
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Audi lança A1 Sportback reestilizado, que parte de R$ 106.990 Versão top de linha Ambition de 192 cv tem preço sugerido de R$ 124.990
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Audi A1 Sportback chega ao Brasil reestilizado e em versões mais potentes. O compacto vem nas versões Attraction (R$ 106.990) e Ambition (R$ 124.990), com direto a novos acabamento e cores. A nova versão Ambition vem equipada com o motor 1.8 Turbo FSI de 192 cv de potência. Na versão Attraction o A1 traz motor 1.4 Turbo FSI de 125 cv. O carro ficou 2 centímetros mais longo, com comprimento total de 3,97 metros. A cúpula do teto é pintada em cor contrastante com o restante da carroceria. Seu chassi o torna mais esportivo e ágil. A nova direção eletromecânica garante que o motorista tenha assistência ideal em todas as situações de rodagem. O nível de assistência é reduzido conforme a velocidade do veículo aumenta. Uma novidade é a introdução do sistema Audi Drive Select, oferecido na versão Ambition 1.8. O motorista pode utilizá-lo para alterar as características do motor e do câmbio S tronic entre três modos: auto, eficiência e dinâmico. O ESC (Electronic Stabilization Control, ou controle eletrônico de estabilidade) torna a direção ainda mais precisa e estável e a vetorização de torque diminui a tendência do carro a sair de frente (subesterço) quando guiado no limite. Dados de fábrica indicam que na nova versão Ambition, a aceleração de 0 a 100 km/h leva 6,9 segundos, ante 7 segundos do modelo 2015. O propulsor de maior cilindrada faz o A1 atingir a velocidade máxima de 234 km/h, contra 227 km/h do modelo 1.4. Na versão Attraction o A1 acelera de 0 a 100 km/h é em 8,9 segundos, contra 9 segundos do modelo anterior. A velocidade máxima subiu de 203
para 204 km/h. As duas versões são oferecidas com câmbio S tronic de dupla embreagem com sete velocidades. Na versão Attraction há rodas de liga leve de 16 polegadas de diâmetro e pneus 215/45. Já a Ambition traz rodas de 17 polegadas, com pneus 215/40. Por trás das rodas ficam os poderosos freios, com discos dianteiros ventilados com 256 (Attraction) ou 310 milímetros de diâmetro (Ambition). Nas traseiras as duas versões usam discos com 230 milímetros, seguros por pinças flutuantes de alumínio. Nas frenagens de emergência, as luzes de freio adaptativas piscam para alertar os motoristas que vêm atrás. O acabamento interno da versão Ambition é preto brilhante e os dois bancos esportivos dianteiros têm ajuste de altura. O teto é revestido de tecido preto. O volante e a manopla da alavanca da transmissão são de couro. Por fora a versão top de linha se destaca pelas rodas de 17 polegadas e pelo contraste
entre a pintura dos painéis, o arco preto brilhante e o pacote S-Line. O teto também traz pintura contrastante e, opcionalmente, o carro pode trazer o teto solar Open Sky, com acionamento elétrico. Os faróis são bixenônio, com luzes de condução diurna de LEDs, limpadores e ajuste automático de altura, de acordo com a distribuição interna de carga. A versão Ambition vem equipada de série com o Audi music interface e o Audi Sound system, além de rádio MMI e sistema Bluetooth de conexão para telefones celulares. O A1 Attraction também conta com conexão Bluetooth e rádio MMI. Tanto a versão Ambition como a Attraction podem receber também o pacote opcional WDI de tecnologia, que inclui controlador de velocidade, sistema de chave Keyless-go e o equipamento de som Bose surround. Na versão Attraction, o WDI inclui ainda o pacote de luzes, item já de série na versão Ambition.
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ECONOMIA
Com queda de 40% nas vendas em janeiro, montadoras vão esticar feriado de carnaval Companhias automotivas paralisam a produção para ajustar os estoques
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om queda de quase 40% nas vendas em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2015 e sem perspectivas de melhoras no mercado, as montadoras decidiram esticar o feriado do carnaval. Até agora, seis grandes montadoras - Ford, General Motors, MAN, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo - anunciaram paralisações de uma semana ou mais a partir de segunda-feira. A Fiat já deu férias coletivas para a maior parte dos funcionários em Betim (MG), de 27 de fevereiro a 15 de março. A Ford vai parar as máquinas na fábrica de Camaçari (BA) no dia 8 e só retorna dia 29. A GM suspenderá a produção nas unidades de Gravataí (RS) e Joinville (SC) por três semanas, enquanto na Volvo, de Curitiba, o trabalho será suspenso por quase um mês na linha de ônibus e por três semanas na de caminhões (na semana do carnaval e depois entre os dias 22 de fevereiro e 7 de março). Volkswagen, Mercedes-Benz e MAN Latin America acumularam dias de paradas por causa da redução de jornada, como previsto no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) e também dispensam os funcionários na próxima semana nas unidades de São Bernardo do Campo (SP) e Resende (RJ). O mesmo procedimento ocorrerá na fábrica da Volks em São José dos Pinhais (PR) e na da Mercedes em Juiz de Fora (MG) - nesse caso para compensação futura. As informações são das empresas e dos sindicatos dos metalúrgicos. Além da falta de demanda, a Volkswagen enfrenta um problema extra. As fábricas de São Bernardo e de Taubaté ficaram paradas ontem por falta de bancos para produção e vão manter a paralisação na manhã
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de terça. Segundo os sindicatos, a fornecedora de estrutura para bancos Keiper não está entregando produtos e os estoques acabaram. Nenhum representante da Keiper foi localizado ontem para comentar o problema, que já ocorreu em diversas vezes no ano passado. A GM informou na segundafeira ter demitido 517 de um total de 798 funcionários que estavam em lay-off há cinco meses e deveriam retornar ao trabalho nesta semana. A empresa avalia ainda a situação de 68 trabalhadores do grupo que estão afastados por problemas de saúde ou por outras razões. Desse grupo, 168 entraram para um programa de demissão voluntária e 48 voltaram ao trabalho na segunda. MERCADO FRACO
As vendas de veículos em janeiro somaram 155,3 mil unidades, 38,8% menos que em igual mês de 2015 e 31,8% inferior aos resultados de dezembro. Foi o pior resultado mensal desde fevereiro de 2007, quando foram comercializados 146,7 mil unidades. Também foi o pior janeiro em nove anos. Só o segmento de caminhões caiu 43,8% em um ano. Segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, o ano começou "sem expectativa de crescimento, porém, os resultados de janeiro não devem ser balizadores para as projeções para 2016". A Fenabrave prevê queda de 5,2% nas vendas em 2016, enquanto a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos (Anfavea) trabalha com recuo de 7,5%, para 2,4 milhões de veículos. Em 2015, as vendas caíram 26,6% em relação a 2014.
Produção de veículos cai 25,9% em 2015, diz relatório do IBGE
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