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Macaé (RJ), quarta-feira, 1 de julho de 2015, Ano XL, Nº 8747
Fundador/Diretor: Oscar Pires
AUTOMÓVEIS O DEBATE DIÁRIO DE MACAÉ
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Tamanho família
Ford exalta versatilidade da Ranger em face-lift apresentado na Tailândia
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rojetadas para uso profissional, esportivo e rural, as picapes cada vez mais ganham “status” de carro de passeio. Principalmente por incorporarem diversos itens de conforto, segurança e entretenimento, que normalmente são aplicados a modelos de uso familiar. Caso da nova Ford Ranger, apresentada nesta semana na Tailândia, que passou por uma renovação estética e de conteúdo. E, agora, conta com mais tecnologia embarcada. Na dianteira, a grade adota o formato hexagonal proposto pela nova identidade visual da Ford, que lembra uma boca. O conjunto óptico foi atualizado – assim como o para-choque – e segue uma forma mais fina. Na traseira, a única alteração perceptível é uma leve
modernização na lanterna. O resultado é um aspecto um pouco menos robusto, mas bem mais elegante. As grandes novidades, porém, estão dentro da cabine da picape. Ela ganha novos painel de instrumentos e versão da central multimídia Sync, com tela sensível ao toque de oito polegadas, GPS e comandos por voz. A partir do sistema, o motorista pode executar controles de climatização, entretenimento e navegação sem precisar usar as mãos. Há ainda uma tomada veicular capaz de recarregar um notebook, o que facilita para quem pretende usar a picape profissionalmente. A direção, que era hidráulica como no Brasil, passa a ser elétrica. PÁG. 4
VITRINE
MOTOMUNDO
Manobra arisca
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Na Europa, Hyundai aposta no hatch i30 com versão turbinada de 189 cv
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A percepção ao volante do Hyundai i30 Turbo é melhor do que dizem seus dados técnicos. O trem de força se completa com a grande estrela desta configuração, o propulsor 1.6 T-GDi
Na garupa da emoção Com 200 cv e visual inspirado, nova geração da Yamaha YZF-R1 flerta com moto de competição PÁG. 7
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Macaé (RJ), quarta-feira, 1 de julho de 2015
AUTOTAL por LUIZ FERNANDO LOVIK Aparência esportiva Mostrado no Salão do Automóvel, em São Paulo, o Ford Fiesta Sport já está à venda no Brasil. O modelo será equipado com itens exclusivos para valorizar o visual esportivo e terá três opções de cores para a carroceria: vermelho, branco e preto perolizado. Na parte externa, o hatch elimina todos os cromados e traz parachoque dianteiro mais agressivo, grade dianteira e retrovisores em preto brilhante, faróis com máscara negra, saias laterais, parachoque traseiro com aplique especial e spoiler. Emblemas identificando a versão na traseira e na soleira das portas e rodas de liga leve de 16 polegadas escurecidam
completam o design. O modelo sairá de fábrica equipado com ar-condicionado, controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, vidros traseiros e dianteiros elétricos e faróis de neblina. Há também o sistema de conectividade Sync com comandos de voz, AppLink – permite acesso de aplicativos em smartphones – e Assistente de Emergência, que faz ligação automática para o SAMU em caso de acidente. Sob o capô, o já conhecido motor Sigma flex 1.6 litro de 125/128 cv de potência com gasolina/etanol e transmissão manual de cinco marchas.
Audi TT tecnológico
Prestes a desembarcar no Brasil, a terceira geração do Audi TT já tem site exclusivo por aqui. Ainda sem preços definidos, o cupê será vendido em duas versões: Atraction e Ambition – a primeira com rodas de liga leve aro 18 e faróis de xênon, e a segunda com rodas liga leve aro 19 e faróis de leds. Internamente, o modelo chama atenção pelo seu painel de instrumentos totalmente digital com tela de LCD de 12,3 polegadas com até dez funções, detalhes
em alumínio, bancos de couro e volante multifuncional de pegada esportiva. Em ambas as configurações, o cupê esportivo será impulsionado pelo motor 2.0 TSFI de 230 cv de potência, acoplado a transmissão S-Tronic de dupla embreagem e sete velocidades. Com tal motorização, o Audi TT é capaz de percorrer o zero a 100 km/h em apenas 5,9 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h.
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A nova Ford Ranger, apresentada nesta semana na Tailândia, passou por uma renovação estética e de conteúdo, e agora conta com mais tecnologia embarcada
TRANSMUNDO
Tamanho família
Ford exalta versatilidade da Ranger em face-lift apresentado na Tailândia por Márcio Maio Auto Press
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rojetadas para uso profissional, esportivo e rural, as picapes cada vez mais ganham “status” de carro de passeio. Principalmente por incorporarem diversos itens de conforto, segurança e entretenimento, que normalmente são aplicados a modelos de uso familiar. Caso da nova Ford Ranger, apresentada nesta semana na Tailândia, que passou por uma renovação estética e de conteúdo. E, agora, conta com mais tecnologia embarcada. Na dianteira, a grade adota o formato hexagonal proposto pela nova identidade visual da Ford, que lembra uma boca. O conjunto óptico foi atualizado – assim como o para-choque – e segue uma forma mais fina. Na traseira, a única alteração perceptível é uma leve modernização na lanterna. O resultado é um aspecto um pouco menos robusto, mas bem mais elegante. As grandes novidades, porém, estão dentro da cabine da picape. Ela ganha novos painel de instrumentos e versão da central multimídia Sync, com tela sensível ao toque de oito polegadas, GPS e comandos por voz. A partir do sistema, o motorista pode executar controles de climatização, entretenimento e navegação sem precisar usar as mãos. Há ainda uma tomada veicular capaz de recarregar um notebook, o que facilita para quem pretende usar a picape profissionalmente. A direção, que era hidráulica como no Brasil, passa a ser elétrica. A segurança é reforçada – assim como a nova vocação urbana – com controle de cruzeiro adaptativo, monitor de ponto cego, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, monitor de pressão dos pneus, sistema de alerta de condução sonoro – que detecta comportamento inadequado do motorista quando este possa estar distraído ou até dormindo –, alerta de mudança de faixa com vibração no volante, assistente de rampa para aclives e declives e controle de carga adaptável, que ajusta o controle eletrônico de estabilidade com base na carga do veículo. Na motorização, permanecem as opções a gasolina e diesel já disponíveis no modelo vendido por aqui. A gasolina, é o 2.5 litro Duratec de 173 cv e torque de 24,8 kgfm – que no Brasil é flex. As versões com propulsor diesel podem receber o 2.2 litros de 150 cv e 38,2 kgfm ou o 3.2 litros de 200 cv e 47,9 kgfm. Dependendo do mercado, a marca norte-americana pretende oferecer ainda uma variante do propulsor diesel 2.2 com 130 cv. A transmissão pode ser automática ou manual de seis velocidades. Mas o gran-
NÚMEROS
2.5 Duratec
2.5 litro Duratec que no Brasil é flex
173 cv Potência máxima
de diferencial é a adoção da tecnologia start/stop, que desliga o motor nas paradas, como nos sinais vermelhos. De acordo com a Ford, é possível conseguir uma economia de até 22% de combustível com a novidade. A nova Ranger chega ao mercado asiático já no segundo semestre. A Europa só deve receber a linha 2016 no ano que vem e, pelo menos por enquanto, não há previsão de chegada ao Brasil, de acordo com a marca. Mas como as unidades vendidas por aqui vêm da Argentina e a previsão é de que a produção da Ranger com face-lift comece por lá em 2016, é provável que seu desembarque nacional seja ainda em 2016.
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A percepção ao volante do Hyundai i30 Turbo é melhor do que dizem seus dados técnicos. O trem de força se completa com a grande estrela desta configuração, o propulsor 1.6 T-GDi
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Na Europa, Hyundai aposta na esportividade do hatch i30 com versão turbinada de 189 cv por Márcio Maio Auto Press
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o último Salão de São Paulo, em outubro de 2014, a Hyundai apresentou o Veloster com motor 1.6 turbo como uma de suas apostas para o mercado brasileiro. A promessa foi lançá-lo no final deste ano, o que pode ser um passo para outra novidade: uma versão turbinada do i30. A marca coreana lançou a configuração recentemente na Europa e ela é equipada com o mesmo motor usado no Veloster previsto para desembarcar nas terras tupiniquins. Um trunfo que poderia ajudar a impulsionar as vendas do hatch médio, que já chegou a emplacar cerca de 3 mil unidades mensais – em 2010 e 2011 – no Brasil. Na Europa, o modelo é disponibilizado em três carrocerias: cupê, hatch e station wagon. E apresenta o novo face-lift, revelado no final do ano passado e desenvolvido pelo centro de estilo da marca em Rüsselsheim, na Alemanha. Esteticamente, a versão turbinada se difere por uma grade dianteira com várias aletas para entrada de ar, para-choques mais robustos com um friso vermelho e rodas de liga leve de 18 polegadas. E, é claro, escape duplo. Dentro da cabine, há bancos esportivos com detalhes em couro preto pespontado em vermelho, cor que aparece ainda na costura dos outros revestimentos, nas abas dos assentos e na manopla do câmbio. Este, aliás, é sempre manual e de seis velocidades na configuração esportiva. O trem de força se completa com a grande estrela desta configuração, o propulsor 1.6 T-GDi sobrealimentado de 189 cv e 27 kgfm de torque máximo. Com essas especificações, o modelo é capaz de chegar do zero aos 100 km/h em oito segundos e atin-
gir velocidade máxima de 219 km/h. De acordo com a marca, ele pode rodar até 13,7 km/l. Na Itália, o i30 turbinado é oferecido a partir de 23.400 euros, o equivalente a R$ 80.150. Só a título de comparação, no Brasil, o i30 é vendido com motor 1.8, de 150 cv e 18,2 kgfm, a partir de R$ 76.490. ALÉM DA APARÊNCIA
Piemonte/Itália – A percepção ao volante do Hyundai i30 Turbo é melhor do que dizem seus dados técnicos. Afinal, um zero a 100 km/h em 8 segundos é um tanto comum para um modelo esportivo. Nem mesmo a máxima de 219 km/h chega a excitar tanto assim. Mas sobre as ruas castigadas de Langhe, região de Piemonte, na Itália, o médio coreano fabricado também na República Checa surpreende. O som é agressivo, mas não escandaloso. E a dirigibilidade, excelente. O poder do propulsor é descarregado de forma equilibrada nas ruas. O i30 Turbo é mais alegre, mas não extremo. O assento é confortável e a direção, suficientemente precisa. A lista de equipamentos é boa, com direito a sete airbags, sensores de estacionamento traseiros e faróis bixênon. Mas luxos como ar-condicionado automático e navegador exigem investimento extra. NÚMEROS
2.0 litros
Mesmo motor do atual Focus
162 cv Potência máxima
20,2 kgfm Torque máximo
FICHA TÉCNICA
Hyundai i30 Turbo ● MOTOR:
Gasolina, dianteiro, transversal, 1.591 cm3, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro, turbocompressor e duplo comando de válvulas no cabeçote. Injeção direta de combustível. ● TRANSMISSÃO: Câmbio
manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. ● POTÊNCIA máxima: 186 cv a 5.500 rpm. ● ACELERAÇÃO de 0 a 100 km/h: 8 segundos. ● VELOCIDADE máxima: 219 km/h. ● TORQUE máximo: 27 kgfm entre
1.500 e 4.500 rpm. e curso: 77,0 mm X 85,4 mm. Taxa de compressão: 9,5:1 ● SUSPENSÃO: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação. Traseira semi-independente, do tipo eixo de torção com molas helicoidais e amortecedores a gás de dupla ação. ● DIÂMETRO
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A nova Yamaha R1 é bastante diferente da versão 2014. Mas o motor quatro cilindros de 998 cc com virabrequim crossplane permanece o mesmo adotado pela marca japonesa em 2004 na MotoGP
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Na garupa da emoção Com 200 cv e visual inspirado, nova geração da Yamaha YZF-R1 flerta com moto de competição por Raphael Panaro Auto Press
“É
o mais próximo possível que se pode chegar da M1”. Essa foi a definição para a nova geração da YZF-R1 dada por Valentino Rossi, heptacampeão de motovelocidade e piloto oficial da Yamaha na MotoGP. O italiano participou ativamente do desenvolvimento do modelo. Já a M1 é o protótipo que o piloto da marca japonesa usa na categoria. A relação entre os dois modelos ficou mais próxima durante o Salão de Milão, na Itália, onde a fabricante nipônica mostrou a segunda geração da superesportiva de rua. A superesportiva agora conjuga design de corrida, potência de 200 cv e muita tecnologia. Além do desempenho de moto de competição, a Yamaha deu à nova R1 uma estética esportiva e, ao mesmo tempo, futurista. Inspirada nas linhas da M1, a R1 traz cortes nas carenagens laterais e traseiras. O conjunto ótico também foi totalmente remodelado. Agora os faróis em formato de diamante ficam “escondidos” dentro da entrada de ar frontal e há filetes de luzes diurnas de leds logo acima. Já a rabeta ficou mais fina e as duas carenagens vazadas se encontram em um ponto mais alto, onde começa a lanterna vertical também em leds. Visivelmente, o modelo está mais curto e estreito. E na prática também. O comprimento caiu para 2,05 metros – 2 cm a menos. A largura foi reduzida em 2,5 cm – para 0,69 m. O que já era bom ficou ainda melhor na versão 2015 da Yamaha R1. O tradicional motor quatro cilindros em linha de 998 cc recebeu “upgrades” e agora passa a entregar 200 cv de potência a 13.500 rpm – 18 cv a mais. O torque ficou em 11,5 kgfm a 11.500 giros. Com 199 kg em ordem de marcha – 179 kg de peso seco –, a nova R1 tem relação peso/ potência absurda: menos de 1kg/cv. Já o virabrequim do tipo crossplane continua. Ele faz os pistões se movimentarem sequencialmente. Desta forma, enquanto o pistão de uma das extremidades está no ponto morto superior, seu oposto encontra-se em ponto morto inferior. Ao mesmo tempo, os dois centrais estão no meio do caminho, um com movimento de subida e o outro de decida. Para domar todo este manancial de força, a R1 conta com a
tecnologia. Os freios ABS agora adotam distribuição eletrônica da frenagem, há quatro mapeamentos para o propulsor, controle de tração com 9 níveis, sistema antiempinamento com três modos, controle de largada e o quickshift, que permite o piloto subir as marchas sem o uso da embreagem. A suspensão dianteira – garfo telescópico invetido – e a traseira – monoamortecida – têm cursos de 120 mm. Na Europa, a YZF-R1 parte de 18.490 euros – cerca de R$ 63 mil. A nova geração ainda não tem data para desembarcar no Brasil. A antiga, por sua vez, está à venda por R$ 65.500. POTÊNCIA COM CONTROLE
É claro que a nova Yamaha R1 é bastante diferente da versão 2014. Mas o motor quatro cilindros de 998 cc com virabrequim crossplane permanece o mesmo adotado pela marca japonesa em 2004 na MotoGP. A categoria rainha do motociclismo também ajuda no design do modelo, voltado para uma maior performance. Os 199 kg se mostram compactos e torna o peso semelhante ao do modelo menor, a R6. Há quatro mapeamentos a serviço do piloto. Porém, o trabalho dos engenheiros japoneses é realmente percebido ao girar a chave. O painel de instrumentos acende e mostra diversas informações da motocicleta. Os controles permitem ajustar tantos itens que a Yamaha criou um website dedicado, onde é possível “brincar” com diversas configurações. A central eletrônica remapeada e a unidade de medição inercial trabalham juntas para impedir que a moto empine e também perca aderência. O controle de tração com 9 ajustes também ajuda nesse sentido. A R1 é uma motocicleta cheia de personalidade, com desempenho para profissionais, mas que pode ser guiada por amadores. O chassi é um passo à frente também. Além das rodas, o quadro é feito de magnésio e o entre-eixos foi encurtado em 1,4 cm para dar maior maneabilidade. A frenagem é outro ponto positivo. Para parar os 200 cv, a Yamaha instalou discos duplos de 320 mm na dianteira e simples de 220 mm na traseira. Com a nova R1, quem vai em cima pode abusar e para “piorar” as coisas, ela executa um bom trabalho nas ruas sem tornar a condução “desesperada”.
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