ISSN 1676-2274 A REVISTA DOS MELHORES PROFISSIONAIS DE NUTRIÇÃO
R$50,00 - dezembro 2025 Ano 33 Número 195 Edição Impressa São Paulo
OBESIDADE E PERFIL LIPÍDICO NO CÂNCER DE MAMA: A INFLUÊNCIA DA QUIMIOTERAPIA SOBRE INDICADORES DE DISFUNÇÃO METABÓLICA E ACUMULAÇÃO LIPÍDICA
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editorial por Sibele B. Agostini
Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica De etiologia não completamente esclarecida, os principais fatores de risco para o câncer de mama incluem fatores ambientais e genéticos, entre os quais se destacam a idade, alterações endócrinas, história reprodutiva (menarca precoce, nuliparidade, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal), ingestão de bebidas alcoólicas, dietas ricas em ácidos graxos saturados, sobrepeso e obesidade, sedentarismo, exposição à radiação ionizante e polimorfismos de nucleotídeo único em genes específicos. Entre os fatores ambientais com elevado potencial de intervenção está a obesidade, condição também considerada como problema de saúde pública mundial. Evidências mostram que mulheres com tumores mamários malignos e IMC elevado têm maior risco de invasão tumoral e metástases, bem como desfechos clínicos negativos, incluindo recidiva tumoral e óbito. Portanto, o objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura sobre o papel da obesidade e do perfil lipídico na carcinogênese mamária, bem como as alterações no índice de adiposidade visceral e produto de acumulação lipídica após quimioterapia.
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5. Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica 12. Associação entre Colecalciferol e Fibromialgia: Uma Revisão Sistemática 19. Estratégias de Marketing Nutricional e Percepção do Consumidor em produtos plant-based: revisão de literatura 23. Técnicas Gastronômicas Le Cordon Bleu: Pavê de Café e Biscoito Artesanal
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Ano 33 - número 195 - dezembro 2025 - edição impressa
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Obesity and Lipid Profile in Breast Cancer: The Influence of Chemotherapy on Indicators of Metabolic Dysfunction and Lipid Accumulation
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Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica RESUMO: Na neoplasia mamária ainda é inconsistente o conhecimento sobre as alterações da quimioterapia sobre a composição corporal e o perfil lipídico, que podem impactar o prognóstico clínico em médio a longo prazo. O objetivo do trabalho foi realizar uma revisão da literatura sobre o papel da obesidade e do perfil lipídico na carcinogênese mamária, bem como as alterações no índice de adiposidade visceral (IAV) e produto de acumulação lipídica (PAL) após quimioterapia. Realizou-se busca de artigos originais no PubMed, BVS e Google Acadêmico (para rastreio da literatura cinzenta), sendo incluídos artigos em inglês e português, publicados de 2019 a 2025. No total, três artigos originais responderam a pergunta desta revisão. Destes, 66,7% (n=3) mostraram que a quimioterapia favorece o aumento do CT, LDL-c, TG, IAV e PAL, e a redução dos níveis de HDL-c. As evidências mostraram associação entre os valores elevados de IAV e PAL e maior risco de recidiva tumoral no câncer de mama. A adiposidade corporal e o perfil lipídico contribuem para a tumorigênese mamária, bem como os níveis de IAV e o PAL aumentam em mulheres com neoplasia mamária pós-quimioterapia, associando-se a piora do prognóstico clínico.
literature on the role of obesity and lipid profile in breast carcinogenesis, as well as changes in visceral adiposity index (VAI) and lipid accumulation product (LAP) after chemotherapy. A search for original articles was conducted in PubMed, BVS, and Google Scholar (to track grey literature), including articles in English and Portuguese published from 2019 to 2025. In total, three original articles answered the question of this review. Of these, 66.7% (n=3) showed that chemotherapy favors an increase in TC, LDL-c, TG, VAI and LPA, and a reduction in HDL-c levels. The evidence showed an association between high IAV and PAL values and an increased risk of tumor recurrence in breast cancer. Body adiposity and lipid profile contribute to breast tumorigenesis, and IAV and PAL levels increase in women with post-chemotherapy breast cancer, associating with a worsening clinical prognosis.
ABSTRACT: In breast cancer, knowledge about the effects of chemotherapy on body composition and lipid profile, which can impact medium- to long-term clinical prognosis, is still inconsistent. The aim of this study was to review the
Excetuando-se o câncer de pele não melanoma, a neoplasia mamária é o tumor maligno mais incidente entre as mulheres no Brasil. Dados do relatório anual do Instituto Nacional do Câncer (INCA, 2023), estimam que
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Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica a taxa de incidência do câncer de mama no Brasil é de 41,89 casos novos para cada 100.000 mulheres em cada ano de 2023-2025. Apesar dos avanços diagnósticos e terapêuticos, a taxa de mortalidade pela doença permanece elevada, representando a principal causa de morte por câncer na população feminina (OMS, 2024; SUBEDI et al., 2024). De etiologia não completamente esclarecida, os principais fatores de risco para o câncer de mama incluem fatores ambientais e genéticos, entre os quais se destacam a idade, alterações endócrinas, história reprodutiva (menarca precoce, nuliparidade, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal), ingestão de bebidas alcoólicas, dietas ricas em ácidos graxos saturados, sobrepeso e obesidade, sedentarismo, exposição à radiação ionizante e polimorfismos de nucleotídeo único em genes específicos, a exemplo dos genes supressores de tumor BRCA1 e BRCA2 (Brasil, 2022). Entre os fatores ambientais com elevado potencial de intervenção está a obesidade, condição também considerada como problema de saúde pública mundial. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS, 2024) mostram que 1 em cada 8 pessoas no mundo tem obesidade e 43% dos adultos têm excesso de peso, quando avaliados pelo Índice de Massa Corporal (IMC). A obesidade aumenta a incidência e estimula a progressão de pelo menos 15 tipos de tumores malignos, aumentando em 1,5 a 3,5 vezes o risco de câncer. Essa estimativa é válida também para o câncer de mama. Evidências mostram que mulheres com tumores mamários malignos e IMC elevado têm maior risco de invasão tumoral e metástases, bem como desfechos clínicos negativos, incluindo recidiva tumoral e óbito (SILVA et al., 2020; BOHN et al., 2022; DEVERICKS et al., 2022; COHEN et al., 2023; LOFTEROD et al., 2020). O IMC é o método mais amplamente utilizado no diagnóstico de obesidade, devido à praticidade de uso e baixo custo; porém, considera a massa corporal total, não diferenciando adiposidade, massa muscular, gordura visceral e gordura periférica. Esta importante limitação do método pode explicar as divergências de associação entre IMC elevado, ocorrência e progressão dos diferentes subtipos moleculares de tumor mamário. Apesar disso, uma meta-análise recente mostrou que a obesidade, avaliada pelo IMC, associou-se a piores desfechos no câncer de mama, em todos os subtipos moleculares (TRAN et al., 2024; CRISPO et al., 2023; LOHMANN et al., 2021). Nesse cenário, é importante que outros índices de avaliação do excesso de adiposidade e sua influência sobre a carcinogênese mamária sejam investigados. O Índice de
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Adiposidade Visceral (IAV), como marcador de disfunção do tecido adiposo, e o Produto de Acumulação Lipídica (PAL), marcador da deposição de gordura central e do perfil aterogênico de lipoproteínas, têm sido indicados como marcadores para a obesidade. Ambos os indicadores se associam ao câncer, porém poucos são os estudos que avaliaram a associação entre tais indicadores, o risco e a progressão das neoplasias mamárias. Além disso, a quimioterapia, como principal recurso terapêutico contra o câncer, parece impactar negativamente a composição corporal e os marcadores lipídicos, aumentando o risco de recidivas tumorais e de eventos cardiovasculares adversos (CARDOSO-PEÑA et al., 2020; MAZIDI; GAO; KENGNE, 2018). Portanto, o objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão da literatura sobre o papel da obesidade e do perfil lipídico na carcinogênese mamária, bem como as alterações no índice de adiposidade visceral (IAV) e produto de acumulação lipídica (PAL) após quimioterapia.
. . . . . . . . . . . . . . Me to d ol o g i a . . . . . . . . . . . . . . ........
Este estudo consistiu em uma revisão da literatura, desenvolvida após busca de artigos científicos na base de dados PubMed e nas plataformas eletrônicas: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico (para identificação da literatura cinzenta referente ao tema). Para a pesquisa, empregaram-se os seguintes descritores, intercalados pelo operador booleano “AND”: Breast Cancer, Abdominal Obesity, Chemotherapy, Adiposity, Index, Lipid Accumulation Product, Lipoproteins. Foram incluídos artigos publicados em inglês e português, entre 2019 e 2025, a fim de recuperar o estado atual da arte. Para elaboração da questão norteadora, utilizou-se a estratégia PECO, conforme demonstrado no Quadro 1. O problema de pesquisa definido foi: “a quimioterapia influencia os indicadores de adiposidade visceral e de acumulação lipídica em mulheres com câncer de mama?”
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Obesity and Lipid Profile in Breast Cancer: The Influence of Chemotherapy on Indicators of Metabolic Dysfunction and Lipid Accumulation
. . . ..... R esu lt a do s e Dis c uss ã o , , , , . . . . . . . Elo câncer de mama-obesidade Evidências recentes sugerem diferentes associações entre o excesso de gordura corporal e a neoplasia mamária em mulheres, variando conforme o status menopausal e o subtipo molecular do tumor maligno. A obesidade em mulheres com neoplasia mamária tem sido associada a características tumorais mais agressivas, como maior tamanho e maior grau de diferenciação do tumor, além da ocorrência aumentada de comorbidades, redução da sobrevida global e específica do câncer de mama (TRAN et al., 2024; CRISPO et al., 2023). Pinheiro e Monteiro (2019) mostraram que a
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obesidade parece exercer maior influência sobre o tempo de sobrevida de mulheres com neoplasias mamárias do tipo luminal, em comparação àquelas portadoras de subtipos HER2++ e triplo-negativo. Em meta-análise recente, os resultados mostraram associação entre obesidade e piores desfechos clínicos no câncer de mama, em todos os subtipos moleculares (RE/RP+, HER2++ e triplo-negativo); porém não foram encontradas associações entre adiposidade visceral, periférica e total com o tempo de sobrevida (LOHMANN et al., 2021). A aparente divergência entre os estudos pode resultar da ausência de dados sobre a massa muscular esquelética, considerada importante preditor de sobrevivência em pacientes oncológicos (CAAN; CESPEDES; KROENKE, 2019). O status menopausal das mulheres diagnosticadas com câncer de mama também parece influenciar o
Quadro 1. Critérios PECO (População, Exposição, Comparação e Outcome ou Desfecho) para elaboração do problema de pesquisa. P - Mulheres com câncer de mama no pós-quimioterapia E - Quimioterapia C - Mulheres com câncer de mama antes da quimioterapia O - Índice de adiposidade visceral e produto de acumulação lipídica
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Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica papel do excesso de adiposidade no prognóstico clínico. Evidências sugerem que a obesidade e excesso de tecido adiposo visceral aumentam a incidência e a progressão de tumores malignos da mama em mulheres na pós-menopausa, predominantemente dos subtipos moleculares luminais, responsivos ao estrogênio (RE+), mesmo na ausência de doença metabólica. Quanto às mulheres diagnosticadas com câncer de mama ainda na pré-menopausa, a literatura mostra associação entre a obesidade visceral e aumento do risco de tumores malignos do subtipo molecular triplo-negativo (SILVA et al., 2020; BOHN et al., 2022; DEVERICKS et al., 2022; COHEN et al., 2023; LOFTEROD et al., 2020; BERNARD; WELLBERG, 2021). A obesidade promove proliferação, invasão e progressão do câncer de mama por meio da inflamação crônica de baixo grau, que gera um microambiente favorável ao desenvolvimento tumoral, resultando em aumento da produção de fibroblastos, células T e citocinas pró-inflamatórias, com destaque para o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), interleucinas 6 (IL-6) e 8 (IL-8). Além disso, o tecido adiposo aumenta a conversão de andrógenos em estrogênio, que ocorre a partir do aumento da produção da enzima aromatase; resultando em maior exposição ao estrogênio associado a função ovariana ausente em mulheres com excesso de peso na pós-menopausa (CRISPO et al., 2023; TRAN et al., 2024). Além de aumentar a produção de citocinas pró-inflamatórias, a adiposidade visceral estimula a síntese de insulina e do fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), favorecendo o crescimento celular do tumor maligno mamário. Em acréscimo, o tumor maligno mamário superexpressa insulina e receptores de IGF-1, duplicando as chances de recorrência tumoral e menor sobrevida (Figura 1) (GODINHO-MOTA et al., 2021). Outros mecanismos têm relacionado o excesso de peso corporal na carcinogênese mamária à secreção de adipocinas pelo tecido adiposo, especialmente a leptina e a adiponectina. O efeito da expressão da leptina e sua associação com o câncer de mama difere de acordo com o status menopausal. Elevados níveis de leptina foram associados à neoplasia mamária em mulheres na pós-menopausa, enquanto na pré-menopausa esse risco é reduzido. Na pós-menopausa, o tecido adiposo aumenta as concentrações de leptina e de estrogênio. Este, por meio da ligação ao receptor de estrogênio (RE+), ativa diversas vias metabólicas ligadas ao aumento da proli-
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feração, angiogênese e diminuição apoptótica de células cancerígenas. Além disso, a leptina pode ativar o RE e o Receptor Epidérmico Humano do tipo 2 (HER2), e estimular a progressão do tumor mamário. A adiponectina, por sua vez, tem potencial para reduzir a inflamação e pode regular negativamente a atividade da aromatase, sendo associada, quando em níveis reduzidos, a tumores de grau de diferenciação elevado (KOTHERI; DIORIO; DUROCHER, 2020; NAAMAN et al., 2022). Perfil lipídico na carcinogênese mamária As evidências científicas referentes à associação entre perfil lipídico e risco de câncer de mama permanecem controversas. Um estudo coorte desenvolvido com mulheres japonesas encontrou associação positiva de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) ≥ 140 mg/ml e risco aumentado de câncer de mama, sem associação com os níveis séricos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c) (NAIRII et al., 2023). Em contraponto, Gupta et al. (2022), ao analisarem os níveis séricos de colesterol total (CT), LDL-c, HDL-c e triglicerídeos (TG) e sua associação com os subtipos moleculares do câncer de mama em mulheres nigerianas, mostraram associação positiva entre TG e risco aumentado deste tipo de neoplasia, associando inversamente o HDL-c à ocorrência de tumores triplos-negativo e níveis elevados de LDL-c aos tumores luminal B. Além desses, metanálise recente desenvolvida com mulheres asiáticas mostrou o potencial protetor de níveis adequados de HDL-c na carcinogênese mamária, e associação entre os níveis de TG, CT e LDL-c com aumento do risco de câncer de mama na pré-menopausa (WU et al., 2021). Esses achados podem resultar da necessidade elevada de colesterol pelas células malignas de tumores mamários, caracterizada por aumento da expressão de receptores de LDL-c. Referente ao papel do HDL-c na diminuição do risco de câncer de mama, seu papel protetor pode estar relacionado aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios, capazes de inibir a cascata de oxidação do LDL-c, bem como do papel inibitório que a apolipoproteína A-I exerce sobre a proliferação celular (NAIRII et al., 2023). Em acréscimo, estudos indicam que tanto o colesterol quanto seu principal metabólito, o 27-hidroxicolesterol (27-HC), podem promover o desenvolvimento e a metástase de neoplasias mamárias. Entre os mecanismos encontrados que podem explicar a atividade NUTRIÇÃO EM PAUTA
Obesity and Lipid Profile in Breast Cancer: The Influence of Chemotherapy on Indicators of Metabolic Dysfunction and Lipid Accumulation da 27-HC no risco de câncer de mama, incluem-se: (1) o aumento da estabilidade da proteína Myc (oncogene que pode promover a proliferação e metástase de células cancerígenas), com consequente redução de sua desfosforilação e ubiquitinação; (2) a indução do transdutor de sinal e ativador da transcrição (STAT-3), responsável por promover a angiogênese de células cancerígenas da mama, por meio da sinalização de espécies reativas de oxigênio (EROs) / STAT-3 e fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), relacionados à inflamação crônica de baixo grau (CEDÓ et al., 2019). Índices de disfunção metabólica e acumulação lipídica pós-quimioterapia Um estudo de coorte prospectivo, que objetivou investigar possíveis alterações metabólicas, estado nutricional e dietético em mulheres com câncer de mama estágios I-III expostas à quimioterapia, constatou maiores níveis de CT, LDL-c e TG, além de redução de HDL-c e aumento de marcadores de adiposidade visceral (IAV e PAL), sem mudanças na ingestão alimentar e composição corporal (SILVA et al., 2021). Em concordância com esses achados, Godinho-Mota et al. (2021), ao avaliarem o impacto da quimioterapia na composição corporal e marcadores lipídicos relacionados às doenças cardiovasculares (DCVs) em mulheres na pré e pós-menopausa recém-diagnosticadas com câncer de mama, encontraram um aumento da adiposidade visceral, incluindo aumento do IAV e PAL, além de piora nos marcadores lipídicos (CT, HDL-c, LDL-c, VLDL-c e TG), sem alteração no consumo alimentar, sendo esse efeito mais evidenciado em mulheres na pré-menopausa. De modo semelhante, estudo caso-controle desenvolvido com mulheres mexicanas concluiu que houve aumento do IAV nas sobreviventes de câncer de mama em comparação com o grupo de mulheres sem a doença, independentemente do IMC (CARDOSO-PEÑA et al., 2020). As alterações nos marcadores lipídicos decorrentes do tratamento quimioterápico, principalmente pelo aumento dos níveis de TG, CT e LDL-c e redução dos níveis de HDL-c, provocam, consequentemente, aumento dos marcadores de disfunção da gordura visceral, como IAV e PAL (SILVA et al., 2021). O impacto negativo da quimioterapia sobre a adiposidade corporal, especialmente a de localização visceral, e piora dos marcadores lipídicos (CT, HDL-c, DEZEMBRO 2025
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LDL-c, VLDL-c e TG) pós-tratamento antineoplásico relaciona-se ao desenvolvimento de DCVs e recorrência de câncer. Entretanto, a literatura ainda é incipiente quanto à associação entre IAV e PAL e o câncer de mama. Até o momento, as evidências indicam piora tanto do IAV quanto do PAL em mulheres após o tratamento quimioterápico, sendo necessários mais estudos para confirmação do impacto da quimioterapia sobre esses parâmetros, quais as consequências a médio e longo prazo, bem como para esclarecer as relações com o tipo de antineoplásico aplicado e os subtipos moleculares. Ressalta-se que, na presente revisão, não foram encontrados estudos que investigaram IAV e PAL relacionando-os aos subtipos moleculares das neoplasias mamárias (CARDOSO-PEÑA et al., 2020; GUO; WEI, 2025).
. . . . . . . . . . . . . . . . . C onclus ã o . . . . . . . . . . . . . . ........
As evidências mostraram que o excesso de adiposidade corporal e o perfil lipídico de mulheres podem favorecer a carcinogênese mamária, com efeitos distintos a depender do status menopausal e dos subtipos moleculares dos tumores malignos de mama. Além disso, os valores de IAV e PAL aumentam após o tratamento quimioterápico, associando-se ao risco de câncer de mama e recidiva tumoral. Entretanto, torna-se necessária a realização de mais estudos que avaliem esses indicadores por subtipos moleculares do câncer de mama.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........ Sobre os autores
Profa. Dra. Regina Márcia Soares Cavalcante Graduação em Nutrição-UFPI. Especialista em Saúde Pública-UFPI. Mestre em Ciências e Saúde-PPCS/UFPI. Doutora em Alimentos e Nutrição-PPGAN/UFPI. Professora Adjunta do Curso de Nutrição da UFPI/CSHNB. Professora do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da UFPI-HU. NUTRIÇÃO EM PAUTA
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Obesidade e Perfil Lipídico no Câncer de Mama: A Influência da Quimioterapia Sobre Indicadores de Disfunção Metabólica e Acumulação Lipídica Ricardo Costa Silva - Pesquisador Colaborador do Grupo de Pesquisa em Nutrição, Genômica e Oncologia (NUTRIGENON), Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portela, Teresina, Piauí, Brasil. Profa. Gilmara Péres Rodrigues - Professora Adjunto do Departamento de Nutrição e Pesquisador Coordenador do Grupo de Pesquisa em Nutrição, Genômica e Oncologia (NUTRIGENON), Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portela, Teresina, Piauí, Brasil.
.. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
PALAVRAS-CHAVE: Composição corporal. Neoplasias da mama. Adiposidade. Quimioterapia neoadjuvante. Produto de acumulação lipídica. KEYWORDS: Body composition. Breast neoplasms. Adiposity. Neoadjuvant chemotherapy. Lipid accumulation product.
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . RECEBIDO: 6/9/25 – APROVADO: 3/11/25
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da saúde. Câncer de mama. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Disponível em: https:// www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama. Acesso em:17 jul. 2024. BERNARD, J. J.; WELLBERG, E. A. The Tumor Promotional Role of Adipocytes in the Breast Cancer Microenvironment and Macroenvironment. The American Journal of Pathology, v. 191, n. 8, p. 1342-1352, ago. 2021. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8351133/. Acesso em: 16 jul. 2024. BOHN, M. S. et al. The role of obesity and bariatric surgery-induced weight loss in breast cancer. Cancer Metastasis Review, set. 2022, v. 41, n. 3, p. 673-695. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9470652/. Acesso em: 13 jul. 2024. CAAN, B. J.; CESPEDES FELICIANO, E. M.; KROENKE, C. H. The Importance of Body Composition in Explaining the Overweight Paradox in Cancer. Cancer Research, v. 78, n. 8, p. 1906-1912, 15 abril 2019. Disponível em: https:// pmc-ncbi-nlm-nih-gov.ez17.periodicos.capes.gov.br/articles/
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matéria de capa
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NUTRIÇÃO EM PAUTA
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Association between Cholecalciferol and Fibromyalgia: A Systematic Review
Associação entre Colecalciferol e Fibromialgia: Uma Revisão Sistemática
RESUMO: Introdução: A deficiência de vitamina D é fortemente associada com a fibromialgia, doença caracterizada por dor generalizada e fadiga crônica. Objetivou-se avaliar estudos sobre suplementação de vitamina D em indivíduos fibromiálgicos. Metodologia: Revisão sistemática da literatura realizada conforme protocolo PRISMA, cuja qualidade metodológica dos artigos deu-se segundo Jadad, risco de viés pela Cochrane e busca no PubMed/ MEDLINE, utilizando-se os descritores, “Fibromyalgia and (elder or elderly or older) and vitamin D and (supplementation or supplementary or treatment or therapy)”. Resultados: Na análise dos quatro ensaios clínicos selecionados, observou-se que o uso de 1200 UI/dia-2400 UI/ dia (24 semanas); 50.000 UI/sem (8 e 12 semanas) de colecalciferol foram igualmente eficazes na melhora da dor e qualidade de vida, considerando 794 indivíduos (14 a 70 anos de idade). Conclusão: O uso do suplemento impactou na função física, fadiga, distúrbios do sono e sintomas psicológicos. E as megadoses foram seguras e bem toleradas pelos participantes. ABSTRACT: Introduction: Vitamin D deficiency is strongly associated with fibromyalgia, a condition characterized by widespread pain and chronic fatigue. This study aimed to evaluate research on vitamin D supplementation in individuals with fibromyalgia. Methodology: A systemat-
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ic literature review was conducted following the PRISMA protocol. The methodological quality of the selected articles was assessed using the Jadad scale, and the risk of bias was determined by the Cochrane tool. The search was performed in the PubMed/MEDLINE database, utilizing the following descriptors: “Fibromyalgia and (elder or elderly or older) and vitamin D and (supplementation or supplementary or treatment or therapy).” Results: Analysis of the four selected clinical trials revealed that doses of 1200 IU/day to 2400 IU/day (24 weeks) and 50,000 IU/week (8 and 12 weeks) of cholecalciferol were equally effective in improving pain and quality of life across a cohort of 794 individuals aged 14 to 70 years. Conclusion: The use of vitamin D supplementation impacted physical function, fatigue, sleep disturbances, and psychological symptoms. Furthermore, high doses were found to be safe and well-tolerated by participants.
.................
Introdução . . . . . . . . . . . . ........
A fibromialgia (FM), uma síndrome complexa do sistema nervoso central, manifesta-se por dor difusa, fadiga, síndrome do intestino irritável, depressão, ansieNUTRIÇÃO EM PAUTA
Associação entre Colecalciferol e Fibromialgia: Uma Revisão Sistemática
dade e distúrbios do sono, que afeta 2% a 3% da população brasileira, principalmente mulheres entre 20 e 50 anos, com incidência crescente em idosos, atingindo mais de 7% entre 70 e 80 anos de idade (AMIN et al., 2019). Embora não haja tratamentos medicamentosos definitivos, abordagens focadas nas comorbidades melhoram a qualidade de vida dos pacientes (MELO; MADRUGA; TORRO, 2020). Nesse contexto, os hábitos saudáveis, alimentação equilibrada e exercícios físicos, combinados com a suplementação de nutrientes, como a vitamina D, podem impactar positivamente no quadro clínico (BATISTA et al., 2016), A suplementação com vitamina D pode aliviar a dor musculoesquelética crônica, ao reduzir à síntese de prostaglandina E2 e modular a via pró-inflamatória, destacando-se o papel na diferenciação de células T, contribuindo para os efeitos anti-inflamatórios, além da capacidade de ativar receptores em diversos tecidos, incluindo neurônios e cérebro, sendo relevante nos casos de FM em conjunto com a hipovitaminose D (ELLIS et al., 2018; LOMBARDO et al. 2022). Assim, o objetivo deste estudo é verificar o impacto da suplementação de vitamina D em indivíduos com fibromialgia.
. . . .......... Meto dol o g i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Realizou-se uma revisão sistemática (RS) de estudos duplo-cegos controlados por placebo, cuja questão norteadora foi elaborada utilizando a estratégia PICO, acrônimo para Problema ou População (P), Intervenção (I), Comparação (C) e Desfecho (O). A pergunta norteadora foi: “A suplementação com vitamina D conduz melhorias no quadro clínico de pacientes com fibromialgia?”. As dimensões PICO equivaleram aos seguintes elementos: (P) Pacientes com fibromialgia (I) Suplementação com vitamina D (C) Placebo (O) Melhoria clínica dos pacientes com fibromialgia A busca virtual foi conduzida na base de dados PubMed/MEDLINE, em junho de 2024 a janeiro de 2025, incluindo ensaios clínicos publicados em inglês, sem restrições de ano de publicação, gênero, idade ou etnicidade. DEZEMBRO 2025
clínica
O conectivo booleano “and” foi empregado na combinação dos Medical Subject Headings Terms (MeSH Terms): “Fibromyalgia and (elder or elderly or older) and vitamin D and (supplementation or supplementary or treatment or therapy)”. Os títulos e resumos dos artigos selecionados foram analisados para verificar o atendimento aos critérios de inclusão: disponibilidade de dados sobre a presente temática, para composição dos resultados. A avaliação dos critérios de elegibilidade foi realizada de forma independente pela autora e orientadora. Em caso de divergência, um terceiro pesquisador foi consultado. Para garantir a qualidade da RS, utilizou-se o protocolo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) (PAGE et al., 2021). A escala de Jadad e colaboradores (1996) foi empregada de forma independente e cega pelos pesquisadores para classificação qualitativa dos estudos. Pontuações de 0 a 5 foram atribuídas com base nos critérios de método de randomização (sequências e critérios de aleatorização dos participantes), uso do mascaramento (para pacientes e pesquisadores) e descrição da proporção de perdas de seguimento, sendo considerados de boa qualidade quando atingirem três pontos ou mais. O risco de viés, por sua vez, foi avaliado por meio da ferramenta RoB 2 para ensaios clínicos randomizados (STERNE et al., 2019).
. . . . . . . R e su lt a d o s e D is c uss ã o . . . . . ........
A pesquisa bibliográfica, conduzida conforme a estratégia pre-estabelecida resultou em 18 artigos. Após a leitura inicial, 14 foram selecionados para análise, dos quais apenas quatro ensaios clínicos controlados aleatorizados (ECAs) foram considerados elegíveis para esta revisão sistemática: Wepner et al. (2014), Mirzaei et al. (2018), Lozano-Plata et al. (2021), Arvold et al. (2021). A Figura 1 apresenta o fluxograma detalhado do processo de busca na fonte da informação, seleção e inclusão dos artigos originais nesta RS. Com relação aos efeitos da suplementação com a vitamina D, os dados estão apresentados na Tabela 1, revelando desfechos benéficos aos indivíduos com a doença em todos os trabalhos, mesmo que os participantes sejam de diferentes países, Estados Unidos da América, NUTRIÇÃO EM PAUTA
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México, Áustria e Irã. A idade variou de 14 a 70 anos, com destaque para participantes do sexo feminino, presente nos quatro trabalhos, ao contrário do masculino que só foi analisado por dois estudos, com número menor de indivíduos, comparando-se com o número de mulheres. Em todos os estudos, conforme Arvold et al., (2009), Wepner et al., (2013), Mirzaei et al., (2018) e Lozano-Plata et al., (2021), houve melhorias na redução da dor e na qualidade de vida. Em 75% dos artigos selecionados, ocorreram melhora em sintomas psicológicos, como ansiedade e depressão e da função física. A metade dos estudos reportou melhora na fadiga e uma pesquisa mostrou melhoras em distúrbios do sono. Além disso, vale ressaltar, a boa segurança e tolerabilidade das megadoses semanais de vitamina D (50.000) independente do tempo de tratamento, dado também corroborado para as doses diárias de 1200 UI e 2400 UI. O estudo de Wepner et al. (2013), embora com menor pontuação na escala Jadad (3/5), foi um dos pioneiros a evidenciar que a correção da deficiência de vitamina D, com doses ajustadas ao nível sérico inicial do paciente (1200 UI/dia a 2400 UI/dia), resultou em melhorias na dor e qualidade de vida após 24 semanas. Essa abordagem individualizada pode ser crucial, considerando a alta prevalência de hipovitaminose D em pacientes com dor musculoesquelética crônica.
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Por outro lado, Arvold et al. (2009), Mirzaei et al. (2018) e Lozano-Plata et al. (2021), todos com alta qualidade metodológica (Jadad 4/5), utilizaram uma dose semanal padronizada de 50.000 UI de vitamina D3, com durações de 8 a 12 semanas. Esses estudos corroboram os achados de Wepner, reforçando que doses mais elevadas e menos frequentes podem ser igualmente eficazes. A consistência dos resultados entre diferentes populações como, Mirzaei et al. (2018) e Lozano-Plata et al. (2021), focando exclusivamente em mulheres, a população mais afetada pela FM, fortalece a evidência de que a vitamina D é uma intervenção promissora. A melhora nos sintomas psicológicos, como ansiedade e depressão observada nos artigos desta RS, é particularmente relevante na FM, onde a vitamina D, participa da modulação dessas condições de saúde mental e contribui para o bem-estar geral dos pacientes, semelhante aos resultados da meta-análise de Yang et al. (2023), confirmando os benefícios da suplementação nos pacientes fibromiálgicos. Makrani et al. (2017), que examinaram a relação entre vitamina D e fibromialgia, confirmam que baixos níveis de vitamina D estão associados a uma maior gravidade dos sintomas. Além disso, é fundamental considerar o contexto da deficiência de vitamina D em idosos, onde a síntese cutânea e a absorção intestinal são reduzidas, agravando o NUTRIÇÃO EM PAUTA
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clínica
quadro de dor crônica, pois a suplementação, nesse grupo, não apenas visa à melhora dos sintomas da FM, mas também a preservação da saúde óssea e o bem-estar geral (MATSUO et al., 2022). Na avaliação do risco de viés, constatou-se que os quatro estudos apresentaram baixo risco (Figura 2). A maioria dos estudos demonstrou robustez quanto aos processos de randomização e mascaramento dos participantes e profissionais envolvidos na intervenção. Apenas um artigo exibiu preocupações no domínio do viés decorrente do processo de randomização, especificamente pela ausência de informações detalhadas sobre o cegamento dos avaliadores dos dados. Na Figura 3 consta os resultados da avaliação individual da qualidade dos estudos incluídos nesta revisão sistemática. Desse modo, os dados apresentados nesta RS, foram coletados com rigor e robustez de elevada qualidade, sendo confiáveis e relevantes à comunidade científica. As
variações nos protocolos de tratamento, nacionalidade dos indivíduos chamam atenção para a necessidade de mais pesquisas, com representatividade populacional, para estabelecimento de protocolos mediante consenso, envolvendo ajuste para diferentes subgrupos de pacientes com FM, para validar plenamente esses benefícios e elucidar os mecanismos exatos pelos quais a vitamina D influencia na fibromialgia.
. . . . . . . . . . . . . . . C onclus ã o . . . . . . . . . . . . . . . ........
Esta pesquisa compilou evidências que indicam que a suplementação de vitamina D impacta positivamente em um amplo espectro de sintomas característicos
Tabela 1. Síntese dos estudos analisados na revisão sistemática. 1º Autor/ Ano/País
Amostra(n) Idade Variáveis Total/Mas/Fem analisadas
Intervenção/Vitamina D3 Desfechos
Jadad
Arvold/2009/ 610/271/339 EUA
14 a 60 Qualidade de vida, Duração: 8 semanas FIQ, sintomas de Experimental: dor, de ansiedade, 50.000 UI/sem. de depressão, Controle: função física e Placebo: medicação similar fadiga.
Wepner/2013/ 30/3/27 Austria
Redução da dor, melhora 3 35 a 55 25(OH)D, sinto- Duração: 24 semanas na qualidade de vida, semas de ansiedade, Experimental gurança e tolerabilidade. depressão, FIQ, <24 ng/mL de 25(OH)D somatização e Dose: 2400 UI/dia dados sociodemo- 24 a 32 ng/mL de 25(OH)D Dose: 1200 UI/dia gráficos. Controle Placebo: Solução de triglicerídeos
Mirzaei/2018/ 74/0/74 Irã
20 a 70 25(OH)D, qualidade de vida, FIQ, escala de dor, sintomas de ansiedade, de depressão e função física
LozanoPlata/2021/ México
>18
80/0/80
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Duração: 12 semanas Experimental 25mg trazodona+50.000 UI/sem Controle Placebo: trazodona 25mg/sem.
Qualidade de vida, Duração: 12 semanas FIQ, sintomas de Experimental: 50.000 UI/sem dor, de ansiedade, Controle: Placebo: cápsula similar de depressão e função física
Redução da dor, melhora 4 na qualidade de vida, função física e sintoma psicológico, fadiga, segurança e tolerabilidade.
Redução da dor, melhora 4 na qualidade de vida, na função física e sintoma psicológico, segurança e tolerabilidade,
Redução da dor, melhora 4 na qualidade de vida, função física e sintoma psicológico, fadiga e distúrbios do sono, segurança e tolerabilidade
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Associação entre Colecalciferol e Fibromialgia: Uma Revisão Sistemática
da fibromialgia, incluindo fadiga, depressão, ansiedade, intensidade da dor, função física e qualidade de vida. Os achados deste estudo podem auxiliar profissionais de saúde na tomada de decisões clínicas e subsidiar a elaboração de diretrizes para o uso da vitamina D no manejo da fibromialgia.
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Sobre os autores
Profa. Ivone Freires de Oliveira Costa Nunes Docente do Programa de Pós - Graduação em Alimentos e do Departamento de Nutrição da Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella. Gabryelle de Araújo Melo – Nutricionista graduada pela Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella. Alenilson Francisco Saraiva de Oliveira – Nutricionista graduado pela Universidade Federal do Piauí, Campus Ministro Petrônio Portella.
clínica
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. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PALAVRAS-CHAVE: Vitamina D. Fibromialgia. Qualidade de Vida. KEYWORDS: Vitamin D. Fibromyalgia. Quality of Life.
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . RECEBIDO: 1/7/25 - APROVADO:17/11/25
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Que o nascimento de Jesus renove em nossos corações a fé, a esperança e o amor, trazendo luz e paz para nossas famílias neste Natal e em todos os dias do novo ano.
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Nutritional marketing strategies and consumer perception of plant-based products: literature review
foodservice
Estratégias de Marketing Nutricional e Percepção do Consumidor em produtos plant-based: revisão de literatura RESUMO: Analisar as estratégias de marketing nutricional direcionadas a produtos plant-based e sua influência na escolha dos consumidores. Trata-se de uma revisão de literatura com publicações entre 2013 e 2025, usando descritores específicos. Os dados apontam que expressões como “100% vegetal” e “rico em proteínas” são frequentemente utilizadas para destacar atributos nutricionais e direcionadas a um público majoritariamente jovem, feminino e com alta escolaridade. Apesar do apelo positivo, muitos desses produtos apresentam perfil nutricional semelhante a produtos ultraprocessados. A confiança do consumidor nas alegações nutricionais está associada à clareza das informações e à apresentação visual dos rótulos. Nesse contexto, destaca-se o papel do nutricionista na promoção de uma educação alimentar crítica, que auxilie escolhas mais conscientes. Concluiu-se que, apesar da força do marketing nutricional, é necessário ampliar o debate sobre a qualidade desses produtos e reforçar a importância do consumo de alimentos in natura como base de uma alimentação saudável. ABSTRACT: To analyze nutritional marketing strategies for plant-based products and their influence on consumer choice. This is a literature review based on publications between 2013 and 2025, with specific descriptors. The data shows that expressions such as “100% vegetable” and “rich DEZEMBRO 2025
in proteins” are frequently used to highlight nutritional attributes and meet the expectations of a mostly young, female and highly educated audience. However, many of these products have similarities to ultra-processed foods. Consumer confidence in nutritional information is associated with the clarity of information and the visual presentation of labels. In this context, the role of nutritionists in promoting critical food education stands out, which helps in making more conscious choices. It is concluded that, despite the strength of nutritional marketing, it is necessary to expand the debate on the quality of these products and reinforce the importance of consuming fresh foods as the basis of a healthy diet.
. . . . . . . . . . . . . . . . . Int ro duç ã o
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O termo “plant-based” foi criado na década de 1980 pelo bioquímico Thomas Colin Campbell para designar um padrão alimentar baseado predominantemente em alimentos de origem vegetal com redução significativa de gorduras e exclusão de produtos de origem animal (CAMPBELL, 2017). Com a evolução das pesquisas e o crescimento do mercado de produtos plant-based observou-se um auNUTRIÇÃO EM PAUTA
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mento na adesão dos consumidores, refletindo mudanças no estilo de vida e maior interesse nos potenciais benefícios destes alimentos, que trazem menor teor de gordura saturada e maior aporte de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Essa alimentação está associada à redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis devido, em parte, à presença de fibra e substâncias antioxidantes (JOHANNESEN et al., 2020). Os produtores de plant-based fazem forte apelo de marketing, com alegações como “textura e gosto de carne”, ““Descubra o novo jeito de aproveitar o sabor do leite, sem o leite”, “baixo teor de gordura”, além de utilizarem a sustentabilidade e benefícios à saúde que esse estilo de alimentação propicia, o que influencia diretamente as decisões de compra dos consumidores (BERNARDES, 2022). Diante da expansão desse mercado e da inter-relação entre nutrição e marketing, este artigo revisou a literatura científica sobre as estratégias de marketing nutricional voltadas aos produtos plant-based e seu impacto na percepção e escolha do consumidor.
. . . ............ Meto dol o g i a . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Para a realização da busca de dados da pesquisa, foram utilizadas as bases de dados Google Scholar, PubMed e SciELO. Com as seguintes palavras-chave empregadas: “marketing nutricional”, “plant-based”, “rotulagem nutricional” e “comportamento do consumidor”. Como critérios de inclusão, consideraram-se artigos publicados nos idiomas português e inglês, no período de 2013 a 2025, classificados como artigos originais ou de revisão. A partir disso, foram utilizados 9 artigos para a elaboração deste estudo de revisão literária.
. . . ..... R esu lt a do s e Dis c uss ã o . . . . . . . . . . .
lizadas
Estratégias de marketing nutricional mais uti-
As principais estratégias de marketing nutricional utilizadas em produtos plant-based incluem a alegação universal “100% vegetal” em todos os produtos analisados, destacando a origem vegana. A estratégia mais comum é a declaração “rico/contém proteína”, explorada
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pela maioria dos fabricantes para compensar a percepção de deficiência proteica. Os produtos enfatizam benefícios nutricionais como menor teor de sódio e maior quantidade de fibras. A adição de vitaminas, minerais, proteínas e aminoácidos vegetais é utilizada como estratégia de fortificação nutricional. Os fabricantes adotam nomenclaturas que remetem aos produtos cárneos convencionais para facilitar a identificação e aceitação pelo consumidor (CAVALCANTI et al., 2023). Perfil do consumidor de produtos plant-based e seus motivadores de compra. Neto et al. (2020) realizou uma pesquisa para identificar os principais motivadores de compra e analisar o perfil do consumidor de produtos plant-based. Os participantes classificaram a importância de diferentes fatores em suas decisões de compra. A partir de uma amostra de 399 pessoas, foi observado que o perfil do consumidor de produtos plant-based é sobretudo jovem (89,2% entre 18 e 35 anos), do gênero feminino (66,7%) e com elevado grau de escolaridade (mais de 90% têm ensino superior). Cerca de 53% consomem alimentos vegetais diariamente. Os principais motivadores de compra são preço e apelo sensorial, seguidos por conveniência e saúde. A inovação tem menor influência, o que revela preferência por alimentos já familiares (NETO et al., 2020). Principais diferenças entre produtos plant-based industrializados e alimentos in natura Composição Nutricional Os produtos plant-based industrializados possuem composição nutricional diversificada, sendo frequentemente formulados com proteínas vegetais, como soja e ervilha, para imitar o perfil proteico dos alimentos de origem animal. No entanto, alguns apresentam menor biodisponibilidade de aminoácidos essenciais, como metionina e lisina, em comparação com as proteínas animais. Além disso, muitos desses produtos são fortificados com nutrientes críticos, como vitamina B12, ferro e cálcio, para reduzir possíveis deficiências nutricionais. A adição de óleos vegetais, como coco e palma, é comum para melhorar textura e sabor, mas pode elevar o teor de gorduras saturadas. Contudo, o processamento industrial muitas vezes resulta em altos níveis de sódio e aditivos. Apesar dessas limitações, esses produtos são considerados alternativas sustentáveis (JOHANNESEN et al., 2020; MAGANUTRIÇÃO EM PAUTA
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NINHO et al., 2024). Os alimentos in natura representam o menor grau de processamento possível, pois são obtidos diretamente de plantas ou animais e não sofrem qualquer alteração após deixar a natureza. Apresentam elevada densidade nutricional com baixo teor calórico. De acordo com Pogonici e Butnariu (2022), frutas in natura possuem alto teor de água (80–90 %), carboidratos simples (frutose, glicose), fibras dietéticas, micronutrientes como potássio e vitamina C, além de compostos antioxidantes. Benefícios para saúde É sabido que os alimentos in natura possuem benefícios substanciais para a saúde humana. Frutas e vegetais reduzem significativamente o risco de doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral e dietas ricas desses alimentos auxiliam na prevenção de cânceres (AUNE et al., 2017). Um estudo conduzido por Daas et al. (2024) investigou a relação entre dietas vegetais e o consumo de alimentos ultraprocessados, incluindo produtos industrializados de origem vegetal; os pesquisadores acompanharam 35.030 participantes ao longo de cerca de 20 anos (1993–2014) e verificaram que aqueles que adotavam uma dieta baseada em plantas com baixo consumo de produtos ultraprocessados apresentaram uma redução de aproximadamente 22% no risco de mortalidade por todas as causas em comparação ao grupo com dieta pautada por plantas e alto consumo de ultraprocessados. Percepções de credibilidade e confiança no marketing nutricional. No marketing nutricional, a credibilidade e a confiança dos consumidores são fortemente influenciadas pela qualidade e transparência das informações veiculadas. Cuesta-Valiño et al. (2020) destacam que, nas redes sociais, a credibilidade e a informatividade do conteúdo publicitário são os principais fatores para gerar valor percebido, promovendo atitudes positivas e incentivando a intenção de consumo. Além disso, Küster-Boluda e Vila (2020) mostram que a confiança também depende dos elementos visuais das embalagens, como cores, design e selos nutricionais, que impactam a percepção de saúde dos produtos e a disposição para compra. As estratégias de marketing de produtos plant-based destacam proteínas, benefícios à saúde e apelo sustentável, influenciando o consumo, mas podendo levar a uma percepção exagerada dos seus efeitos. Muitos desses DEZEMBRO 2025
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itens industrializados apresentam perfil nutricional próximo ao de ultraprocessados, com alto teor de sódio, aditivos e gorduras. Assim, nem sempre oferecem os mesmos benefícios de dietas ricas em alimentos in natura (CAVALCANTE et al., 2023; MANGUINHO et al., 2024). O Nutricionista deve orientar os pacientes na leitura detalhada dos rótulos dos produtos plant-based, e destacar que o consumo desses produtos não substitui o consumo de frutas, legumes e alimentos integrais, por exemplo. Pesquisas adicionais são necessárias, especialmente no Brasil, para avaliar impactos de longo prazo em diferentes perfis de consumidores.
. . . . . . . . . . . . . . . C onclus ã o . . . . . . . . . . . . . . . . ........ O marketing nutricional mostra uma imagem positiva dos produtos plant-based, influenciando diretamente a compra pelo consumidor. Diante disso, torna-se essencial promover a educação alimentar crítica, capacitando o consumidor a diferenciar alimentos in natura ou minimamente processados de produtos industrializados que apenas simulam um perfil saudável. O nutricionista desempenha função estratégica nessa mediação, orientando escolhas mais conscientes e alinhadas à saúde a longo prazo. Futuras pesquisas devem explorar de forma mais aprofundada o comportamento do consumidor brasileiro, bem como avaliar o impacto do consumo contínuo de produtos plant-based industrializados na qualidade da dieta e nos desfechos de saúde populacionais.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........ Sobre os autores
Mariana Carvalho Gomes - Graduanda em Nutrição da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Aluna de Iniciação Científica (UNESA-Bolsista CNPq) - Laboratório de Ciências da Saúde da UNESA. Taiany Maria dos Santos Silva Ribeiro - Graduanda de Nutrição da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Aluna de Iniciação Científica (UNESA-Bolsista CNPq) Laboratório de Ciências da Saúde da UNESA. Amanda Duarte de Souza - Graduanda de Nutrição da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Aluna de Iniciação Científica (UNESA-Voluntária; UENF-Bolsista) NUTRIÇÃO EM PAUTA
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- Laboratório de Ciências da Saúde da UNESA Profa. Dra. Larissa Leandro da Cruz - Doutora em Produção Vegetal ( UENF). Mestre em Saúde e Nutrição (UFOP). Pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional (VP Centro de Nutrição Funcional), Nutricionista (UFOP). Professora orientadora do projeto de Iniciação Científica e integrante do Laboratório de Ciências da Saúde da UNESA.
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . PALAVRAS-CHAVE- Produtos à base de Plantas. Marketing. Nutrição. Comportamento do consumidor. KEYWORDS: - Plant-based. Marketing. Nutrition. Consumer Behavior.
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plant-based diets: associations with human health and environmental sustainability. European Journal of Nutrition, v. 63, p. 2957-2973, 2024. DOI: 10.1007/s00394-024-03477-w. JOHANNESEN, C. O.; DALE, H. F.; JENSEN, C.; LIED, G. A. Effects of plant-based diets on outcomes related to glucose metabolism: a systematic review. Diabetes, Metabolic Syndrome and Obesity, v. 13, p. 2811-2822, 2020. DOI: 10.2147/DMSO. S265982. KÜSTER-BOLUDA, I.; VILA, N. Can health perceptions, credibility, and physical appearance of low-fat foods stimulate purchase intentions? International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 17, n. 16, p. 5931, 2020. Disponível em: https:// www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7404770/. MAGANINHO, M.; ALMEIDA, C.; PADRÃO, P. Industrially produced plant-based food products: nutritional value and degree of processing. Foods, v. 13, n. 11, p. 1752, 2024. DOI: 10.3390/foods13111752. NETO, P. M.; et al. Alimentos plant-based: estudo dos critérios de escolha do consumidor. Research, Society and Development, v. 9, n. 7, e984974980, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i7.4980. POGONICI, V.; BUTNARIU, M. Nutritional and bioactive compounds in selected tropical fruits. Journal of Nutritional Science, v. 11, e45, 2022.
RECEBIDO: 11/8/25 – APROVADO: 3/11/25
. . . ................. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . REFERÊNCIAS AUNE, D.; GIOVANNUCCI, E.; BOFFETTA, P.; FADNES, L. T.; KEUM, N.; NORAT, T.; GREENWOOD, D. C.; RIBOLI, E.; VATTEN, L. J.; TONSTAD, S. Fruit and vegetable intake and the risk of cardiovascular disease, total cancer and all-cause mortality: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies. International Journal of Epidemiology, v. 46, n. 3, p. 10291056, 2017. DOI: 10.1093/ije/dyw319. BERNARDES, L. M. Oferta de produtos plant-based em Uberlândia - MG, e comparação com produtos de origem animal. 2022. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Nutrição) – Universidade Federal de Uberlândia. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/35553. CAMPBELL, T. C. A plant-based diet and animal protein: questioning dietary fat and considering animal protein as the main cause of heart disease. Journal of Geriatric Cardiology, v. 14, n. 5, p. 331-337, 2017. DOI: 10.11909/j.issn.1671-5411.2017.05.011. CAVALCANTE, A.; et al. Nutritional quality and labelling of plant-based meat analogues sold in Brazilian supermarkets. Public Health Nutrition, v. 26, n. 1, p. 54-64, 2023. DOI: 10.1017/ S1368980022001476. CUESTA-VALIÑO, P.; GUTIÉRREZ-RODRÍGUEZ, P.; NUÑEZ-BARRIOS, A. Perception of advertisements for healthy food on social media: effect of attitude on consumers’ response. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 17, n. 20, p. 1-18, 2020. DOI: 10.3390/ijerph17207460. DAAS, M. C.; et al. The role of ultra-processed foods in
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Técnicas Gastronômicas Le Cordon Bleu: Pavê de Café e Biscoito Artesanal Com mais de 120 anos de experiência no ensino da Gastronomia, o Le Cordon Bleu é líder mundial com sua rede de Institutos de Ensino da Arte Culinária e Administração da Hospitalidade. Oferecendo uma ampla gama de cursos de grande prestígio como: Cuisine, Pâtisserie, Boulangerie e diversos cursos de curta duração disponíveis nas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A rede de 35 escolas em 20 países gradua mais de 20 mil estudantes por ano. O Le Cordon Bleu também se orgulha das suas instalações de última geração e da sua dedicação em manter seus cursos sempre atualizados com a mais recentes tecnologias, viabilizando a colocação dos seus alunos no Mercado. Estamos felizes em compartilhar nossas receitas utilizando as técnicas clássicas e modernas ensinadas nas nossas escolas
. . . ............. Ing re dientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Biscoito 100 g de clara 80 g de açúcar refinado 70 g de gema 30 g de amido de milho DEZEMBRO 2025
40 g de farinha de trigo Açúcar de confeiteiro para polvilhar Calda de Café 250 ml de leite integral 50 g de açúcar refinado 70 ml de café coado Creme 2 claras 2 gemas 250 ml de creme de leite fresco gelado 250 g de queijo mascarpone italiano 60 g de açúcar refinado Montagem e Finalização 200 g de chocolate ao leite derretido Cacau em pó a gosto Folha de ouro (opcional)
. . . . . . . . . . . Progressão da Receita. . . . . . . . . . ........ 1. Preaqueça o forno a 160 °C. Para manter a temperatura do forno de cozinha caseiro abaixo de 180 °C, pode-se manter a porta aberta com o auxílio de uma colher de pau. NUTRIÇÃO EM PAUTA
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2. Coloque as claras na batedeira com 40 g de açúcar e bata, com o batedor do tipo globo, até o ponto de clara em neve. Reserve em uma tigela à parte. 3. Adicione as gemas e o restante do açúcar à batedeira e bata até formar um creme esbranquiçado e volumoso. Reserve. 4. Em outra tigela, peneire o amido e a farinha e, utilizando uma espátula de silicone, incorpore delicadamente às claras em neve, e em seguida às gemas batidas. 5. Mexa com cuidado até incorporar bem a mistura das claras. Passe essa massa para o saco de confeitar montado com o bico redondo. 6. Em uma assadeira com tapete de silicone ou untada com manteiga e coberta com papel-manteiga, faça porções de biscoito em formato semelhante ao do biscoito champagne. 7. Polvilhe com o açúcar de confeiteiro e asse os biscoitos até ficarem levemente dourados (cerca de 10 minutos). Retire do forno e reserve. 8. Coloque o leite, o açúcar e o café em uma caçarola pequena e leve ao fogo baixo até derreter o açúcar. Retire do fogo, passe a calda para um prato fundo e reserve. 9. Bata as claras na batedeira com o batedor do tipo globo até o ponto de clara em neve e reserve em uma tigela grande. 10. Em seguida, bata as gemas em velocidade alta, até elas ficarem esbranquiçadas e espumosas. Reserve em outra tigela. 11. Por último, bata o creme de leite na batedeira até formar um chantili e reserve separadamente. 12. Na tigela grande, misture o mascarpone com as claras em neve delicadamente, com uma espátula de silicone. Junte o açúcar e as gemas ao creme, o chantili, mexendo de baixo para cima. Reserve na geladeira até o momento da montagem. 13. Em um tapete de silicone, espalhe o chocolate derretido, formando um retângulo com 2 mm de espessura. 14. Deixe esfriar e endurecer em temperatura ambiente por cerca de 1 hora. 15. Após esse tempo, com uma espátula de metal ou em faca de chef, corte o chocolate delicadamente em triângulos obtusângulos de cerca de 10 cm de comprimento. 16. Coloque em uma assadeira forrada com papel-manteiga e leve à geladeira até o momento da montagem. 17. Mergulhe rapidamente os biscoitos na calda de café, um de cada vez, deixe escorrer o excesso de líquido e reserve. 18. Nas taças de sobremesa, coloque uma camada de creme, uma camada de biscoito e finalize com uma segunda
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camada de creme. 19. Polvilhe cacau em pó, acomode a decoração de chocolate em pó, no centro da taça, e, caso queira, finalize com um pedaço delicado de folha de ouro. 20. Leve à geladeira por cerca de 40 minutos antes de servir.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........ Sobre o autor
Chef Patrick Martin - Executive & Technical Director Le Cordon Bleu Anima
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........ PALAVRAS-CHAVE - Café. Açúcar. Ovos. KEYWORDS – Coffee. Sugar. Eggs
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ........ RECEBIDO: 10/10/2025 – APROVADO: 10/11/2025
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ....... REFERÊNCIAS
“L’École de la Pâtisserie” - Le Cordon Bleu® institute - Larousse.
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