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Anastasiando - Ano VIII - nº 49 - Agosto 2026

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Irmãs Dominicanas de Monteils | Província Nossa Senhora do Rosário | Ano VIII - nº 49 | Agosto 2026

ARTIGO DE CAPA

O ESTUDO EM SÃO DOMINGOS

“É próprio do ser humano a atração pelo conhecimento. Há um desejo de saber, há uma curiosidade em compreender o que acontece, há um apetite em querer entender o porquê das coisas. Por isso é Homo sapiens, o homem que sabe, que busca saber cada vez mais. Essa atração do conhecimento levou o homem a contemplar, a olhar e a admirar o belo e o maravilhoso. O homem começa a observar tudo o que pode. Da observação vem algumas assimilações, associações de ideias e as primeiras impressões da realidade que o circunda. Hoje, na era digital, vemos quanto o ser humano progrediu em conhecimento. Evidentemente, falta muito, ainda, em humanidades, no respeito ao diferente, numa cultura de justiça e paz, mas cresceu em conhecimentos. Todavia, conhecer não é somente acúmulo de conteúdo, assimilação de informações e decifrar conceitos de palavras. O conhecimento deve levar ao pensar, a indagar e buscar a razão e o sentido de cada coisa em si e dentro do todo. E aqui entra o estudo. Estudar é averiguar, pesquisar, avaliar. O estudo pega um dado conhecido para analisá-lo, verificá-lo, aprofundá-lo, diagnosticá-lo, em suma, trazer o máximo de informações possíveis sobre esse dado e descobrir qual é seu escopo, sua finalidade, sua razão de ser.


Informativo Anastasiando

Artigo de Capa

Para falar do estudo em São Domingos, deveríamos primeiro considerar esse tema na História em geral e na História da salvação. Mas, ficaria muito extensa e exaustiva nossa reflexão. Partiremos do fato de que, muitos dos que nos precederam na História da Igreja nos deixaram registros escritos de ensinamentos, de tradições orais postas por escrito, de regras, leis, etc. A finalidade disso foi para que não perdêssemos a memória daquilo que nos foi transmitido originalmente, e para vivermos o que é específico da nossa vocação e missão como cristãos no tempo presente. Assim sendo, São Domingos estudava, em seu tempo, para poder conhecer melhor a Palavra de Deus, buscar vivê-la na sua realidade concreta e poder transmiti-la aos demais, para que pudessem vivenciar o mesmo. São Domingos desde a infância fora instruído nas letras e na doutrina cristã. O que havia de melhor ao seu alcance foi-lhe transmitido. As Universidades começavam a surgir na Europa do século XIII e, na Espanha, antes da célebre Escola de Salamanca, Palência foi um ‘pequeno centro universitário’. Aí, em Palência, Domingos recebeu sua formação clássica. Um episódio marcante da vida de Domingos foi a venda de uma coleção de livros que ganhara de presente. Coleção essa muito cara que seria útil para sua vida intelectual. Todavia, diante de uma situação de carestia, vendeu essa coleção, apesar de tantas advertências, para socorrer os necessitados de Palência assolados pela fome. Disse: ‘Não posso estudar em peles mortas, enquanto os homens morrem de fome.’ Com isso, Domingos demonstra que o estudo tem uma finalidade: a vida e a vida em sua plenitude. Vida digna para todos aqui na terra com perspectiva para a Vida Eterna. Poderia até parecer que o estudo não teria tanta importância, pois o importante é o socorro dos necessitados. Mas não é assim. O estudo ilumina a ação para que ela possa ser mais eficaz. 02


Informativo Anastasiando

Artigo de Capa

Depois de formado, Domingos seguia estudando pessoalmente. Carregava sempre consigo o Evangelho segundo Mateus e as cartas de São Paulo (Lembrando que naquela época não havia, ainda, um volume único da Bíblia). E tinha como livro de cabeceira as Conferências de João Cassiano (Maior asceta do Ocidente e sintetizador dos Pais do Deserto). Além disso, suas atitudes mostram o quanto era influenciado pelo pensamento de Santo Agostinho, o que era comum em sua época. O fato de nós chamarmos São Domingos de Pregador da Graça, do lema da ordem ser Veritas, são temáticas acentuadamente agostinhas. São Domingos não foi escritor, nem professor universitário, foi pregador e pai de uma família de pregadores, que deixou o estudo como característica fundamental de sua família religiosa. O estudo é um carisma da Ordem dos Pregadores, é um dom a serviço, meio indispensável para o bem da missão. Não se estuda para ser o melhor de todos, mas para poder dar o melhor de si mesmo na missão. Não se estuda para a concorrência, mas para demostrar a competência naquilo que se faz. É para servir melhor, para ser luz da Igreja. E, no que diz São Tomás de Aquino, luz que ilumina e não luz que brilha. A luz que brilha põe o foco em si, a luz que ilumina põe o foco na missão. E podemos dizer que a potência da nossa luz será a medida de nossa dedicação ao estudo. Para São Domingos o estudo não é uma opção de trabalho, é um dever que devemos nos empenhar, nos esforças para oferecer o que há de melhor. Não tem por finalidade formar intelectuais de gabinete, mas pregadores e pregadoras comprometidos com a missão de evangelizar, de apontar o caminho do Reino de Deus apresentado por Nosso Senhor Jesus Cristo. Essa é a missão da Igreja, e nós, como Igreja, assumimos, dentro do nosso carisma específico, lutar pela dignidade de todos até a salvação eterna. Concluindo, o estudo é para São Domingos um meio de ajudar a vida a ser vida em abundância para todos (Cf. Jo 10,10).”

Frei José Almy Gomes, OP é frade dominicano e sacerdote católico. Atualmente, é Pároco da Paróquia Sagrada Família, no bairro Jardim Saúde, de São Paulo/SP.

EXPEDIENTE Informativo organizado e diagramado pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário – Irmãs Dominicanas de Monteils. Contato: comunicacao@dominicanasdemonteils.org.br / Versão on-line: issuu.com/nucleopnsr Instagram: @irmasdominicanasdemonteils Facebook: fb.com/IrmasDominicanasdeMonteils

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CADERNO

COMUNIDADES

No dia 08 de agosto, as Irmãs Dominicanas de Monteils tiveram a alegria de participar de um momento especial de fé, comunhão, fraternidade e reencontro. A Família Dominicana se reuniu para celebrar uma missa em honra a São Domingos de Gusmão, realizada na Paróquia São Judas Tadeu, em Goiânia/GO. Representando nossa Congregação, estiveram presentes as Irmãs: Tânia Goreti; Ana Rita Lopes; Rosa Amélia de Figueiredo; Maria Augusta de Almeida; Terezinha Fernandes; Alice de Almeida; Francinete Rodrigues; Francisca Saraiva; Célia Silva do Nascimento; Irenilda Pitombeira e Alda Nazaré do Nascimento. Outras congregações da Ordem, como as Irmãs Dominicanas da Beata Imelda e as Irmãs Dominicanas do Rosário de Melegnano, também marcaram presença. A celebração também contou com a estimada participação dos Irmãos e Irmãs Franciscanos, fortalecendo ainda mais os laços de fraternidade entre as comunidades religiosas. “A celebração foi concelebrada por Irmãos Dominicanos e por um Irmão Franciscano, tornando a eucaristia ainda mais significativa. Unidos em torno da mesa do Senhor e sob a inspiração de São Domingos, celebramos nossa vocação, nossa missão e a alegria de caminharmos juntos”, explica a Irmã Alda Nazaré. Após a Santa Missa, os participantes partilharam um agradável momento de confraternização, com comidas, bebidas e, sobretudo, boas conversas. Foi uma ótima oportunidade para reencontrar amigos e amigas de longa caminhada, como completa Irmã Alda: “Entre os reencontros, tivemos a alegria de rever a Irmã Emília, que por muito tempo foi presidente da CODAL; a Irmã Célia, que foi presidente da CRB Goiânia; o Frei Wanderley, atual prior da comunidade; e o Frei José Roberto, que retornaram a morar em Goiânia. Foi uma festa simples, alegre e profundamente significativa. Um verdadeiro momento de memória, amizade, fraternidade e gratidão, no qual pudemos celebrar São Domingos e, ao mesmo tempo, celebrar os vínculos que permanecem vivos ao longo de nossa caminhada”, conclui. 04

Foto: Arquivo pessoal:

Celebração de São Domingos de Gusmão reúne Família Dominicana em Goiânia


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Comunidades

Com a conclusão das festividades de agosto, o grupo roga para que São Domingos de Gusmão continue intercedendo por toda a Família Dominicana e inspirando todos a viverem com alegria, fé, fraternidade e compromisso com a missão. Irmã Alda Nazaré do Nascimento Comunidade Bom Pastor - Goiânia/GO

Celebração de São Domingos de Gusmão reúne Família Dominicana em Goiânia

Foto: Arquivo pessoal:

Também em Goiânia/GO, as Irmãs da Comunidades Bom Pastor e Caminho de Emaús se reuniram, em um momento de comunhão e espiritualidade, para celebrar São Domingos de Gusmão. As atividades foram guiadas pelo Roteiro para o Tríduo de São Domingos do mês de agosto, material proposto pela Equipe de Espiritualidade da Província Nossa Senhora do Rosário. Esta vivência, que integra o cotidiano das comunidades da Província, propôs reflexões, partilhas e momentos de prece e integração entre as Religiosas. Irmã Célia Silva do Nascimento Comunidade Caminho de Emaús - Goiânia/GO

No dia 8 de agosto, data em que a Igreja comemora a festa de São Domingos de Gusmão, as Irmãs Charlimène Philippe e Luísa Teresa de Sousa, integrantes da Comunidade Irmã Iveta, em Curitiba (PR), vivenciaram um momento de fraternidade, oração e alegria. As Religiosas participaram de uma celebração na Capela São

Foto: Arquivo pessoal:

Em comunhão, Comunidade Irmã Iveta celebra São Domingos em Curitiba

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Comunidades

Domingos, pertencente à Paróquia Santo Antônio, em comunhão com os Freis Dominicanos. A missa foi presidida pelo pároco da Paróquia Santo Antônio, Frei Edmilson de Oliveira, e concelebrada pelo Frei Marcelo. O momento fortaleceu os laços espirituais e a identidade carismática da comunidade local. “Foi um momento muito significativo e especial, pois tivemos a alegria de celebrar a festa de São Domingos junto aos Freis Dominicanos, fortalecendo nossa comunhão e nossa identidade como Família Dominicana”, destaca a Irmã Charlimène Philippe. As religiosas participaram ativamente do momento litúrgico, integrando a procissão do ofertório ao levar a âmbula com as hóstias e as galhetas. Essa presença simbolizou a união da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils com toda a Família Dominicana, em um momento marcado pelo carinho e partilha. A vivência reforçou o compromisso com o carisma anastasiano-dominicano e a união fraterna no cotidiano da igreja local, como completa Irmã Charlimène: ”Para nós, foi uma experiência muito bonita e significativa, uma oportunidade de renovar nossa alegria de pertencer à Família Dominicana, fortalecer os laços de fraternidade e recordar o chamado de São Domingos a anunciar o Evangelho com amor, esperança e dedicação.” Irmã Charlimène Philippe Comunidade Irmã Iveta – Curitiba (PR)

Foto: CRB

Irmãs da Casa Provincial vivem momentos de reflexão e partilha em confraternização da CRB No dia 09 de agosto, as Irmãs Doraildes Matos e Rosângela Maria Pinto de Assis, da Comunidade da Casa Provincial, de Brasília/DF, participaram de uma confraternização promovida pela Regional Brasília/Formosa/Luziânia, da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). O evento, que aconteceu no Recanto Claretiano, contou com uma celebração eucarística presidida por Dom João Brás de Avis. Durante o momento, a presidente da CRB, Irmã Maria do Desterro, refletiu sobre a importância da articulação dos Religiosos e Religiosas, abordando também sua missão no Dicastério para a Vida Religiosa. O dia de comunhão também integrou momentos de descontração e união, como coffee breaks, almoço e a realização de um animado bingo. Cerca de 150 religiosos participaram das atividades da confraternização. Irmã Doraildes Matos (Priora Provincial – Província Nossa Senhora do Rosário) Comunidade da Casa Provincial – Brasília/DF

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Comunidades

No dia 12 agosto, a Irmã Maria Odete Constâncio, residente da Comunidade Nossa Senhora da Conceição, de Conceição do Araguaia/PA, completou seus 99 anos. Para celebrar uma vida marcada por jornadas de missão, espiritualidade e força, a comunidade local realizou as atividades de abertura do centenário de Irmã Odete, com uma série de homenagens. As celebrações tiveram como destaque uma missa campal, que contou com a presença de cerca de 400 pessoas das comunidades urbanas e rurais da região. Familiares, amigos e diversas Irmãs Dominicanas participaram dos eventos, demonstrando carinho e admiração à Religiosa. Após a bênção final, os participantes tomaram a palavra para realizar uma série das mais emocionantes homenagens. A partilha integrou cantos, poesias, contos e narrações de fatos da vida da Irmã Odete. Por sua trajetória educacional, cultural, religiosa e social, Irmã Odete também recebeu importantes condecorações. O Conselho da Universidade Aberta do Brasil (Polo Eduardo Lima Luz), aprovou a concessão de uma Moção de Honra ao Mérito Educacional à Irmã Odete, destacando-a como uma das professoras mais antigas em atividade na região e uma guardiã da história das Irmãs Dominicanas e do próprio município de Conceição do Araguaia. Assim, o início das comemorações do centenário celebrou o impacto transformador da fé, da educação e da dedicação de Irmã Odete na história e no coração do Pará.

Fotos: Paróquia Catedral Nossa Senhora da Conceição

Missa campal, homenagens e moção de honra ao mérito marcam abertura do centenário de Irmã Maria Odete em Conceição do Araguaia

Irmã Doraildes Matos (Priora Provincial – Província Nossa Senhora do Rosário) Comunidade da Casa Provincial – Brasília/DF

Vida e legado missionário de Irmã Regina Lúcia Fuzisaka são celebrados durante lançamento de obra literária em São Paulo Na tarde de 22 de agosto, data em que se celebra Nossa Senhora Rainha, a Comunidade Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, teve a alegria de acolher e celebrar o lançamento do livro escrito por Irmã Regina Lúcia Fuzisaka. 07


Fotos: CNSR SP

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Comunidades

O evento, realizado no Teatro Bor, do Colégio Nossa Senhora do Rosário, contou com a presença de muitos amigos, familiares, ex-alunos, colaboradores do Colégio e Irmãs da Província Nossa Senhora do Rosário. Gente que veio de longe, de perto, só ou acompanhada. Estima-se mais de 120 pessoas presentes. Intitulada “Irmã Regina Lúcia Fuzisaka no País das Mil Colinas”, a obra aborda a biografia, a história familiar, a vocação e a missão da religiosa, com destaque para o período em que atuou como missionária em Ruanda, na África. Essa experiência, marcada pelo trabalho em uma região ferida pela miséria, fome, desemprego e exclusão social, permeou o turbulento período da Guerra Civil de Ruanda, que culminou no genocídio de 1994. Durante o lançamento do livro, Irmã Regina destacou que adotou, ao longo de sua vida religiosa, o lema de Jesus, presente no Evangelho de Marcos (10,45): “Não vim para ser servido, mas para servir”. A palavra que norteou a sua vida foi “serviço”. O evento foi marcado pela emoção e pela gratidão ao relembrar os trabalhos realizados no continente africano, o seu retorno ao Brasil e a missão em terras goianas. Irmãs da Comunidade Nossa Senhora do Rosário - São Paulo/SP

DICA PNSR

Café com Livros

Imagem: Divulgação

A dica de leitura dessa edição vem de Porto Nacional/TO. Irmã Danize da Mata, que é Mestra de Noviças da Casa de Formação Madre Anastasie, sugere o livro “Praticando a presença de Deus”, de Frei Lourenço da Ressurreição e Frank Laubach.

“Indico este livro, pois é um clássico espiritual recomendado pelo Papa Leão IV. O autor nos recorda algo essencial: Deus está presente em cada instante da nossa vida. Somos convidados/as a encontrá-Lo nas pequenas coisas, na oração, no trabalho e na vida cotidiana. É uma leitura simples, mas profunda, que nos ajuda a viver mais unidas a Deus. Para mim, é um convite a transformar a vida inteira em oração.”

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Irmã Danize da Mata


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Comunidades

Foto: Núcleo COM PNSR

Irmã Alzira Veloso Pereira Há uma grandeza serena naqueles que se abdicam dos excessos. Como o jardineiro que não apressa a terra, mas confia no tempo do cultivo, a verdadeira simplicidade opera no invisível: nutre o solo do cotidiano com paciência, acolhe as estações da vida e aguarda o florescer do destino. Nos pequenos gestos, no cuidado diário e no cultivo silencioso do afeto, a simplicidade revela a mais autêntica nobreza da protagonista desta história. No final da década de 1930, o município de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, vivenciava transformações políticas e sociais, mantendo uma forte base econômica voltada à agropecuária e ao transporte ferroviário. A população era constituída majoritariamente por proprietários de terras, tropeiros e lavradores. Na região rural, o povo fazia do trabalho árduo sua fonte de renda. Em 17 de julho de 1938, nascia Alzira Veloso Pereira. Terceira de oito irmãos, ela cresceu no compasso de um lar movimentado, onde a partilha era aprendizado diário. O pai era um homem habilidoso, que colecionava conhecimentos e ofícios. “Quando eu era criança, ele trabalhava como marceneiro. Saía pra trabalhar fora, também, com construção. E embora naquele tempo os estudos fossem muito atrasados, ele também foi professor do Primário, até a quarta série”, conta Irmã Alzira. Além dessas ocupações, o pai também administrava uma pequena lavoura, no quintal do sítio onde a família morava. A matriarca, por sua vez, era uma dona de casa muito dedicada à família e aos cuidados do lar. “Meus pais eram muito unidos, muito trabalhadores. Eram comunicativos! A minha mãe gostava de ensinar. Ela falava que precisávamos aprender a fazer de tudo em casa. Nos ensinava a limpar a casa, a fazer comida. Como era uma casa grande, ela nos dividia, e cada um trabalhava num lugar”, relembra. A união e a religião eram traços sempre presentes na rotina da família. Irmã Alzira se lembra dos pais estimularem os oito filhos a se dedicarem à fé e a à espiritualidade desde cedo. “Lá em casa, desde criança, a gente rezava o terço, todas as noites. Às vezes, lá na roça, meu pai e minha mãe levavam a gente à noite pra fazer a novena, com uma lanterna pra clarear os caminhos”, conta. A dedicação aos estudos também era motivada em seio familiar. A pequena Alzira estudou do primário à quarta série em uma escola rural, na região do sítio. Mais tarde, a família se mudou para a zona urbana de Formiga, para que os filhos pudessem seguir as próximas etapas escolares. Como toda mudança, a chegada à cidade foi acompanhada de um período de adaptações, que as crianças encararam com força e união. 09


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Comunidades

Em Formiga, a jovem Alzira seguia se dedicando aos estudos e à rotina familiar. Uma ou duas vezes por mês, gostava de assistir às missas realizadas no Colégio Santa Teresinha, das Irmãs da Congregação das Pequenas Irmãs da Divina Providência. Esse primeiro contato com as Religiosas foi o início de seu despertar vocacional. “Quando eu via as Irmãs nas procissões, eu achava aquilo tão bonito! Tinha uma vontade de participar daquilo ali. Mas, sozinha, porque meus pais não aceitavam muito a ideia de eu viver a vida consagrada. Diziam: ‘Você precisa ficar em casa, ajudar sua mãe’. Eu não falava nada, ficava só calada. Pensava: ‘Mas tem as minhas irmãs, que podem ajudar’. E assim, continuei, e já fui conhecendo as irmãs”, explica. A jovem Alzira recebeu apoio das Irmãs da região no seu processo de discernimento, enquanto vocacionada. Foi necessário muito diálogo e compreensão para que seus pais compreendessem sua decisão de seguir a vida religiosa. Algum tempo mais tarde, eles reconheceriam a escolha como uma linda e definitiva virada na jornada da filha. Orientada pelas Irmãs da Divina Providência, Alzira entrou no Noviciado de uma pequena Congregação, no município de Luz/MG. Um pouco antes, havia cursado Enfermagem e trabalhado em um hospital na cidade de Arcos/MG. Ela também foi convidada a fazer um curso de Administração de Controle à Infecção Hospitalar no Hospital São Camilo, em São Paulo/SP. A instituição, que era mantida pela Ordem Religiosa dos Camilianos, foi uma grande oportunidade de aprendizado na área da saúde. Tempos depois, Irmã Alzira foi transferida para a pequena cidade de Córrego Danta, onde permaneceu durante cerca de três anos. Mais tarde, foi transferida para Belo Horizonte/MG. Na capital mineira, trabalhou em uma instituição chamada “Colmeia”, que prestava apoio a mães solteiras em vulnerabilidade social. Além disso, também se dedicou ao trabalho em um lar que atendia 110 idosos. Prestava serviços na área da Enfermagem e auxiliava a Irmã que coordenava a casa na assistência religiosa dos idosos e funcionários. Pouco tempo depois, ocorreu a dissolução da Congregação religiosa da qual Irmã Alzira fazia parte. Esse movimento fez com que, por fim, ela chegasse à Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, mudando-se para Uberaba/MG. “Aqui, a gente tinha mais certeza de uma continuidade, né? Era uma Congregação bem formada, de muita experiência”, comenta. Irmã Alzira se dedicou a trabalhar na Catequese, ao lado de outras Irmãs, na comunidade Olhos d’Água. “Como eu fiz o curso de Enfermagem, além da Catequese, eu também trabalhava com os doentes nas casas, fazia visitas, sempre ajudando em alguma coisa que precisassem no trabalho da saúde. Dava algumas orientações sobre a vida católica, tinha a participação nas missas e encontros”, recorda. A Religiosa trabalhou também na Paróquia de Santa Cruz. Lá, com um grupo de senhoras, participou de uma missão popular a pedido do Pároco, Padre Clair, durante um 1 mês. Mais tarde, a Religiosa foi transferida para Curitiba, no Paraná. Lá, trabalhou na recepção e na cantina do Colégio Nossa Senhora do Rosário. Além disso, deu sequência à sua atuação na Catequese. “Era um colégio grande, muito movimento, e eu trabalhava na recepção e cantina. Eu gostava, mas passaram-se mais ou menos quatro anos e me deu uma vontade de voltar para cá”, explica. 10


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Comunidades

De volta a Uberaba, Irmã Alzira seguiu trabalhando como catequista, tornando a Palavra acessível e compreensível a todas as crianças da comunidade. Durante este período, trabalhou com Irmã Elcias Brandão, que também residia na Fraternidade Betânia e tinha muitos projetos ativos. “Fazíamos experiências com ela, do trabalho com o povo. Reuniões com o pessoal das comunidades e um bom trabalho de artesanato, bordado, costura... um bocado de coisa”, diz. A paixão pelo artesanato, que acompanha Irmã Alzira até os dias de hoje, tem suas raízes nas memórias mais antigas da Religiosa. “A minha mãe era dona de casa, mas ela costurava, fazia bordado e crochê. Ela fazia muitas coisas em casa, e falava: ‘Olha, a gente tem que aprender a fazer de tudo’. Então eu e uma irmã minha, fomos desenvolvendo. Fazíamos uma aula de bordado à máquina em um povoado da região. Era longe, mas naquela época, era difícil a condução, então a gente ia andando. Logo, apareceu muito trabalho pra gente fazer: bordado, enxoval de noiva, e a gente fazia tudo”, relembra. Em Uberaba, Irmã Alzira também residiu e trabalhou na Comunidade São Tomás de Aquino, no coração do bairro Jardim Induberaba. Mais tarde, retornou à Fraternidade Betânia, onde permanece há duas décadas. “Quando eu vim para cá, continuei responsável pela Enfermagem das Irmãs idosas. Depois, chegou uma outra Irmã, que trabalhou no Hospital São Domingos durante muito tempo, então nós trabalhamos juntas”, afirma. Ao longo dos anos, Irmã Alzira viveu despedidas e presenciou muitas partidas. As perdas de entes queridos, como seus pais e alguns irmãos, foram momentos doloridos e desafiadores. No entanto, as dores do luto deram espaço à saudade, à gratidão e à força, que a movimentam diariamente. Aos 88 anos, Irmã Alzira mantém uma rotina ativa, focada na participação em celebrações religiosas na Fraternidade Betânia, no artesanato e no cuidado com sua saúde. “Meu serviço maior aqui é cuidar das coisas da missa e dos nossos momentos de oração. Organizar a capela, ver se está tudo em ordem. Tem também a costura e a reforma de roupas, que eu faço. Além disso, eu faço a fisioterapia”, partilha. Em frente à janela de sua máquina de costura, Irmã Alzira também cultiva um pequeno jardim — um espaço onde seu cuidado se encontra com a beleza da criação. Ali, entre o ir e vir das linhas e a ternura das flores que buscam o sol, ela costura o tempo com a mesma serenidade que levou a vida: fazendo do trabalho humilde a sua prece.

Clique aqui ou acesse o QR Code e ouça a versão em áudio da história de Irmã Alzira, no Podcast Vidas Anastasianas!

Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.

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ARTIGO DE

OPINIÃO ARTIGO DE OPINIÃO

A AURORA DE UMA VOCAÇÃO

“Toda vocação é dom de Deus. Dom que é concedido à humanidade de forma gratuita e amorosa. Às vezes, pode ser vista como algo desconhecido, no entanto, o Senhor se faz próximo, nos chama e espera de nós uma resposta. Penso que a melhor maneira de corresponder ao chamado é abraçando inteiramente a nossa humanidade e nos abandonando livremente na graça e no amor de Deus. Quando ganhamos um presente, não é comum guardá-lo na gaveta sem antes querer saber do que se trata. Mas, muitas vezes, quando se refere à vocação como presente de Deus, temos medo de receber, medo de dar o primeiro passo, e vários outros medos que nos aprisionam e nos fazem distantes de viver uma vida plena e realizada. Entretanto, o medo é uma emoção que faz parte do nosso ser e da nossa humanidade, só não podemos deixar que o medo nos paralise. Afinal, coragem não é sobre a ausência do medo, como nos ensina Santa Edith Stein ‘coragem é ir com medo’. Nesse sentido, a vocação começa a florescer de dentro para fora, quando os primeiros passos vão construindo caminhos e nos permitindo encontrar o nosso lugar. Como escreve o poeta Antônio Machado: ‘caminhante não há caminho, se faz o caminho ao caminhar’. Dessa forma, podemos perceber que cada um tem o seu processo e que cada chamado é único. É preciso estar aberto para bem viver a experiência da caminhada, vivendo o presente sem estar preso no passado ou na ilusão de um futuro que ainda não chegou. Convém lembrar que a vida de oração, o acompanhamento espiritual e a vida de serviço na Igreja são três pontos importantíssimos para um bom início de discernimento vocacional. Concluo dizendo que noites escuras precisam ser vividas antes da aurora, e que independente da vocação específica e do caminho que cada um vai trilhar, todos nós somos vocacionados ao amor. Em minha experiência pessoal, vivendo o carisma inspirado por São Domingos de Gusmão e por Madre Anastasie, sou impulsionada a viver diariamente de maneira radical esse amor. Como afirma Madre Anastasie em um dos seus escritos: ‘não nos pertence escolher o caminho que devemos trilhar para chegar a Deus. Ele próprio o escolhe. A nós compete segui-lo com amorosa disposição.’”

Irmã Tailane Alcântara Silva é Noviça da Congregação das Irmãs Dominicana de Monteils, residente da Casa de Formação Madre Anastasie, de Porto Nacional/TO. 12


CADERNO

CASA COMUM

A sustentabilidade, no contexto anastasiano-dominicano, não é uma mera prática ambientalista, mas uma tradução concreta da busca pela verdade, do compromisso com a promoção da vida e da justiça social. Esse cultivo torna-se ainda mais essencial na Educação Infantil, fase em que o afeto e a descoberta do mundo moldam a construção de princípios das crianças. No Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, o projeto “Eco da Terra: Cuidado que Ressoa no Mundo”, tem fomentado este movimento com dinamismo e intencionalidade. “Inspirado nos princípios da Economia de Francisco e Clara, que coloca a vida no centro da economia, a iniciativa reverbera as ideias de nosso querido Papa Francisco, quanto à economia que temos construído e que, muitas vezes, se torna uma ‘economia de mata’, que explora, destrói e não considera os limites da vida e da nossa Casa Comum. A partir dessas reflexões e em diálogo com a Campanha da Fraternidade de 2025, cujo tema foi ‘Fraternidade e Ecologia Integral’, surgiu a necessidade de olhar para a nossa realidade escolar e pensar em práticas e ações que fortalecessem e, principalmente, colocassem em prática o desenvolvimento de uma ecologia integral”, explica a Coordenadora de Pastoral Escolar do CEIMC, Jéssica Ohana. Vivenciando o contexto de Escola em Pastoral e fazendo parte da Rede de Educação Anastasiana-Dominicana, a comunidade escolar assumiu o compromisso de desenvolver um currículo evangelizador e, ao mesmo tempo, uma Pastoral de processos, que convida a ir além de ações pontuais e a construir experiências que realmente transformem. Neste caminho, a equipe identificou muitas ações de cuidado e sustentabilidade que já aconteciam na escola social. Surgiu, então, a necessidade de organizá-las, ampliá-las e dar-lhes maior intencionalidade e planejamento. “Mais do que criar novas ações, o projeto nasceu do desejo de dar voz e visibilidade ao cuidado com a Casa Comum, fazendo com que esse cuidado atravesse o cotidiano da escola, o currículo, as relações e as escolhas de toda a comunidade educativa. Assim, o ‘Eco da Terra’ busca transformar

Imagem: CEIMC

“Eco da Terra”: ações de sustentabilidade e cuidado com a vida e potencializam o aprendizado na Educação Infantil

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Informativo Anastasiando

Casa Comum

pequenas ações em experiências com sentido, fazendo com que o cuidado não seja apenas uma atividade realizada, mas uma forma de viver, educar e evangelizar. A partir desta perspectiva, diferentes ações da instituição foram sendo ressignificadas, ampliadas e conectadas, passando a fazer parte de um mesmo propósito: educar para o cuidado com a vida, com o outro, consigo mesmo e com a Casa Comum”, completa Jéssica.

Pequenos Jardineiros, Grandes Corações Projeto anual que aproxima as crianças da terra, das plantas e das hortas, possibilitando experiências de cuidado, cultivo e partilha. Ao plantar, acompanhar o crescimento e cuidar daquilo que foi plantado, os alunos percebem que a vida possui seu próprio tempo e que cuidar exige presença, paciência, responsabilidade e constância. Descarte Consciente A iniciativa tem como objetivo repensar a quantidade e os tipos de resíduos produzidos pela instituição e buscar formas mais responsáveis de descarte e reaproveitamento. Uma das ações já realizadas é a destinação dos restos de alimentos para uma fazenda, onde são utilizados na alimentação de suínos. Paralelamente, são desenvolvidas com as crianças práticas de conscientização para reduzir o desperdício de alimentos e promover a compreensão de que aquilo que descartamos também gera impactos. Por meio da arrecadação de tampinhas plásticas e lacres de latinhas, a equipe também está contribuindo com o “Projeto Reabilitar”, que transforma estes materiais em recursos para a aquisição de cadeiras de rodas, macas, muletas e outros equipamentos, que podem beneficiar diversas pessoas que necessitam desses recursos. O CEIMC também está buscando parcerias com cooperativas locais, para possibilitar a destinação adequada de materiais como papéis, embalagens de produtos de limpeza e materiais de informática, ampliando gradativamente a responsabilidade sobre os resíduos produzidos. Cuidado com a Vida As crianças têm a oportunidade de acompanhar de perto processos da natureza, como o nascimento dos pintinhos por meio da chocadeira, observando cada etapa do desenvolvimento e percebendo que a vida possui um ciclo, um tempo e necessidades próprias. Esse cuidado também acontece no cotidiano da instituição, por meio da responsabilidade com os animais que fazem parte do espaço escolar, como os coelhos, as tartarugas, os peixes e os pintinhos. Assim, as crianças não apenas 14

Fotos: CEIMC

Conheça algumas das ações que integram o projeto macro:


Casa Comum

observam os animais, mas aprendem, na prática, que cuidar é assumir responsabilidade, respeitar limites, oferecer proteção e reconhecer o valor de cada vida. Infância Anastasiana-Dominicana do CEIMC A proposta busca possibilitar às crianças a vivência dos valores cristãos inspirados em Madre Anastasie e São Domingos, por meio da oração, da arte, da música, das celebrações litúrgicas, das atitudes solidárias e das práticas de cuidado e sustentabilidade.

Fotos: CEIMC

Informativo Anastasiando

Economia de Francisco e Clara Uma ação que busca fortalecer a economia solidária e o empreendedorismo das famílias atendidas, promovendo dignidade, autonomia e justiça social por meio da articulação entre a Pastoral e o Serviço Social. A proposta culmina em uma feira de consumo consciente, criando espaços de partilha, valorização dos talentos e saberes das famílias e reflexão sobre outras formas possíveis de produzir, consumir e se relacionar com a economia. Solidariedade e Casa Comum Um conjunto de campanhas contínuas, como as arrecadações de Kits Escolares, Páscoa e Cestas Básicas, que busca responder às necessidades concretas das famílias e garantir condições para a aprendizagem e para uma vida mais digna. Todas essas ações, embora tenham características diferentes, fazem parte de uma mesma caminhada e buscam integrar-se à consciência coletiva, como reflete Jéssica: “O verdadeiro sentido do ‘Eco da Terra’ está justamente em fazer com que cada pequeno gesto de cuidado encontre outro coração, desperte uma nova consciência e gere uma nova ação. É assim que queremos seguir: pensando, sentindo e agindo, para que o cuidado com a vida deixe de ser apenas uma proposta e se torne parte daquilo que somos.”

Jéssica Ohana é Coordenadora de Pastoral Escolar do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG.

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CADERNO

EQUIPES DE APOIO

Foto: CNSR PR

Encontro “Chamadas a Servir” marca um primeiro passo vocacional em Curitiba

No dia 15 de agosto, a Comunidade Irmã Iveta, de Curitiba/PR, viveu com alegria e esperança o primeiro Encontro Vocacional realizado em parceria com o Colégio Nossa Senhora do Rosário. Intitulado “Chamadas a Servir”, o encontro reuniu 13 jovens de diferentes paróquias de Curitiba – entre elas algumas estudantes do Colégio – proporcionando um espaço de escuta, oração, convivência e discernimento vocacional. O evento contou também com a presença de Irmã Tailane Alcântara, Noviça da Congregação, que partilhou sobre a vocação e as diferentes formas de responder ao chamado de Deus. Seu testemunho tornou o momento ainda mais significativo e próximo das jovens. Irmã Charlimène Philippe comenta sobre as perspectivas promissoras despertadas pela ação: “O encontro foi mais do que uma atividade: foi um primeiro passo e uma semente Anastasiana-Dominicana lançada com esperança no coração das jovens e na caminhada vocacional da nossa comunidade em Curitiba. Ao final, ficamos com grande alegria e esperança. Para nossa felicidade, a maioria das participantes manifestou o desejo de continuar sendo acompanhada em sua caminhada vocacional. Confiamos essa semente ao Senhor, certos de que Ele fará brotar frutos no tempo oportuno. Agradecemos a toda a Província, que faz parte desta caminhada e nos sustenta com suas orações. Contamos com a oração de todas as Irmãs para que esta caminhada vocacional cresça e se fortaleça, ajudando muitas jovens a descobrir a beleza de responder ao chamado de Deus e colocar a vida a serviço.” Irmã Charlimène Philippe Comunidade Irmã Iveta, de Curitiba/PR

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Equipes de Apoio

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Profissionais de comunicação e marketing da Rede participam do ANEC Summit 2026

Foto: ANEC

Realizado pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, o ANEC Summit surgiu em 2025, com a proposta de promover integração, troca de experiências e formação continuada entre os profissionais de comunicação das instituições de ensino católicas de todo o Brasil. Sediada em Brasília/DF, a edição de 2026 do evento contou com uma programação diversificada, abordando temas atuais e relevantes para o contexto da comunicação e do marketing educacional. A Rede de Educação Anastasiana-Dominicana esteve no congresso, na presença de profissionais de comunicação de unidades educacionais: Fabiane Cessetti, do Colégio Nossa Senhora do Rosário (Curitiba/PR), Rosângela Carvalho, do Colégio Nossa Senhora do Rosário (São Paulo/SP), Pedro Soares, do Centro de Educação Marta Carneiro (Uberaba/MG) e Edna Vilhena, do Colégio São Domingos (Araxá/MG). No dia 05 de agosto, o Summit contou com uma apresentação do Padre Charles Lamartine, que compartilhou sua visão sobre a comunicação como um dos pilares da gestão institucional. A programação também incluiu as reflexões de Gian Franco Rocchiccioli sobre o valor do branding educacional e a palestra de Gaya Machado, que abordou o tema “Intencionalidade e comunicação: ciência comportamental como chave para mensagens que conectam e geram impacto”. O segundo dia de evento teve início com o dinamismo de José Alessandro Oliveira, especialista em marketing educacional católico. Na sequência, Ana Claudia Klein e Renata Dantas trouxeram importantes reflexões sobre reputação e gestão de crises. Encerrando o ciclo de palestras, Marcus Tullius apresentou considerações sobre comunicação, educação católica e evangelização na cultura digital. A programação também contou com a participação dos próprios profissionais de comunicação das instituições de educação católica, que apresentaram cases de sucesso e boas práticas desenvolvidos em suas escolas e universidades. As experiências compartilhadas contribuíram para ampliar o repertório dos participantes e inspirar novas possibilidades de atuação no campo da comunicação educacional. Além dos temas apresentados nas palestras e dos cases compartilhados, o evento proporcionou um importante espaço de convivência e partilha. Durante os intervalos, os participantes puderam visitar os estandes das empresas parceiras, conhecer soluções voltadas à comunicação e estabelecer contatos e trocas de experiências com profissionais de diferentes redes. O ANEC Summit 2026 representa uma importante oportunidade para refletir sobre o papel estratégico da comunicação na construção de uma educação católica fundamentada nos valores cristãos e no fortalecimento da gestão das instituições de ensino. O evento também amplia as perspectivas e fortalece a atuação conjunta em prol de uma comunicação mais alinhada à missão educativa. Pedro Henrique Soares Videomaker do Núcleo COM-PNSR

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UNIDADES Em São Paulo/SP, o segundo semestre de 2026 chegou trazendo frio, chuvas e também muitas e boas iniciativas, que revelam os valores e o compromisso do Colégio Nossa Senhora do Rosário em solidificar a formação humano-cristã de seus estudantes. Entre elas, a Campanha “Rosário Aquece”, pensada para revelar o carisma do cuidado com os mais vulneráveis. Promovido pela Pastoral da Escola, o movimento arrecada agasalhos e cobertores, mobilizando toda a comunidade educativa em um gesto de concreta solidariedade e partilha. Por outro lado, o Rosário, que acolhe tantas crianças e jovens, não podia se esquecer de que o país e parte do planeta viviam, em julho, uma Copa do Mundo. Por isso, a equipe resolveu ‘marcar seu gol’, desta vez em favor da sustentabilidade. Ao unir dois temas queridos de muitos – futebol e proteção ao meio ambiente – a escola se dispôs a recolher os liners (que são as películas plastificadas postas atrás das figurinhas de álbum e que demandam um descarte especial), para dar-lhes um fim adequado, assim contribuindo, simultaneamente, para a conscientização ambiental dos rosarianos, além de ajudar na economia circulante. E enquanto o Rosário inteiro se mobilizava nesses dois projetos, dentro da estação invernal, meninas e meninos do 5º ano do Ensino Fundamental - Anos Iniciais, acrescentaram a isso uma outra significativa experiência. Com o apoio da Orientação Educacional, deram início a uma série de encontros e dinâmicas, rodas de conversa e atividades variadas. Os momentos possibilitaram que os alunos refletissem juntos a respeito de suas próprias emoções e das relações interpessoais, construindo um ambiente escolar cada vez mais acolhedor e respeitoso. A maior ambição da ação – batizada de “Projeto de Convivência” – foi formar pessoas fraternas e comprometidas em garantir espaços onde todos possam se sentir valorizados e respeitados. Cristiane Daloia, que é Orientadora Educacional do Ensino Fundamental Anos Iniciais, e Luciana Siufi, que é Pastoralista do Rosário, destacam: “Como se percebe, não é um inverno de tremer o queixo que vai intimidar nossos desejos de ser, sempre, uma escola inserida nas questões mais relevantes de nossos dias, de nossa sociedade e de nossa missão educativo-cristã. Estamos atentos, para o que der e vier!” Cristiane Daloia Montico (Orientadora Educacional do Fundamental Anos Iniciais) Luciana Siufi (Pastoralista) Colégio Nossa Senhora do Rosário - São Paulo/SP

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Fotos: CNSR SP

Rosário SP une solidariedade, ecologia e convivência em projetos simultâneos


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Fotos: CNSD

XXIX Olimpíada Dominicana movimenta comunidade do CNSD O Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, viveu uma semana de muita emoção durante a XXIX Olimpíada Dominicana, que aconteceu entre os dias 03 e 10 de julho. O Complexo Esportivo do CNSD foi tomado por um arco-íris de alegria e animação. Alunos e colaboradores se envolveram na torcida, dividida por quatro bandeiras: azul, verde, amarela e vermelha. A Olimpíada acontece desde meados da década de 1990, atravessando as décadas e compondo a história do Colégio. Entre modalidades de grupo e individuais, os estudantes mostraram o resultado do empenho nos treinos e da paixão pelos esportes, tais como futsal, vôlei, natação, xadrez, estafeta, tênis de mesa, handebol, entre outros. Da Educação Infantil ao Ensino Técnico, a comunidade se movimentou e proporcionou lindos momentos. Neste ano, além de uma linda apresentação de dança, a abertura do evento contou com a apresentação dos mascotes do Colégio: os “Dorãossauros”. No período matutino, a bandeira vermelha foi a grande vencedora, enquanto, no vespertino, foi a bandeira azul. O CNSD parabeniza a todos os alunos, atletas, colaboradores e famílias que vestiram o uniforme do esporte, competição saudável e da alegria! Alyson Flaviano (Assistente de Comunicação) Viviane Santos (Gerente de Marketing) Colégio Nossa Senhora das Dores - Uberaba/MG

Colégio São Domingos conquista o primeiro lugar no Enem 2025 em Araxá O Colégio São Domingos, de Araxá/MG, alcançou o primeiro lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 no município. Os dados consolidados mostram que a instituição obteve média geral de 672,0 pontos, desempenho 4,1% superior ao registrado no ano anterior e significativamente acima da média nacional, de 534,4 pontos. 19


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O resultado coloca o CSD na liderança entre as dez escolas do município participantes do exame e reforça a evolução do desempenho dos estudantes ao longo dos últimos anos. O crescimento foi observado em praticamente todas as áreas do conhecimento, com destaque para Matemática, cuja média saltou de 651,1 pontos em 2024 para 727,1 em 2025 um avanço de 76 pontos, equivalente a 11,67%. A diretora do Colégio São Domingos, Ana Cristina Cunha Borges, atribui o desempenho ao trabalho desenvolvido de forma contínua pela equipe pedagógica e ao comprometimento dos estudantes. “Esse resultado é fruto de um projeto educacional consistente, que valoriza a formação integral dos alunos e acompanha de perto o desenvolvimento de cada estudante. Ver o Colégio São Domingos alcançar a primeira colocação em Araxá confirma que estamos no caminho certo e nos motiva a buscar resultados ainda melhores”, afirma. Além do expressivo desempenho em Matemática, o CSD também registrou crescimento nas médias de Linguagens, Ciências Humanas e Ciências da Natureza em relação aos últimos anos. Na redação, os estudantes mantiveram desempenho elevado, com média de 820 pontos, consolidando um histórico de excelentes resultados na competência considerada decisiva para o ingresso nas principais universidades do país. Para a diretora, os números refletem mais do que uma boa preparação para o exame. “Nosso compromisso vai além das notas. Trabalhamos para formar jovens preparados para os desafios acadêmicos, profissionais e da vida em sociedade. Os resultados do Enem são uma consequência desse trabalho diário, construído com dedicação, planejamento e parceria entre escola, alunos e famílias”, destaca.

Foto: CSD

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Assessoria de Imprensa Colégio São Domingos - Araxá/MG

Foto: CEIMC

Retiro de Colaboradores do CEIMC promove reflexão, espiritualidade e união

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No dia 03 de agosto, o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, realizou a 2ª edição do Retiro de Colaboradores – um momento dedicado à pausa, à escuta e à reconexão com aquilo que sustenta a caminhada pessoal e profissional da equipe. Com o tema “Onde mora o essencial? Sabedoria, va-


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lores e despertar interior”, o encontro convidou os participantes a refletirem sobre os valores que orientam suas escolhas, a sabedoria construída ao longo da vida e a verdade que habita em cada pessoa. Realizado no Centro de Espiritualidade Santo Tomás de Aquino (CETA), o retiro teve início com o acolhimento da Equipe Ampliada de Pastoral Escolar. Na chegada, cada colaborador foi convidado a escolher uma plaquinha com uma mensagem reflexiva com a qual mais se identificasse. As escolhas serviram como ponto de partida e acompanharam os participantes ao longo da jornada. Em seguida, os colaboradores participaram de uma caminhada orante inspirada no Sermão da Montanha. Em meio à natureza, uma corda – símbolo da esperança – conduziu o percurso, ao longo do qual foram encontradas placas com pequenas provocações, inspiradas nas palavras de Jesus. A caminhada foi encerrada com um momento de conexão coletiva e a oração do Pai-Nosso. A reflexão iniciada na caminhada foi aprofundada na palestra “Os Valores que Sustentam Minha Caminhada”, conduzida pela Irmã Isolina Alves. O momento propôs um olhar sobre os valores recebidos ao longo da vida, aqueles que são colocados em prática no cotidiano e o legado que cada pessoa deseja deixar. A Religiosa também provocou os participantes a refletirem sobre a missão da escola e o papel que ela desempenha na vida das crianças. A programação contou ainda com a participação da Irmã Dalva Oliveira, que conduziu a palestra “Entre subidas e pausas — a sabedoria de continuar”. A partir da imagem da montanha e da escalada, a reflexão trouxe um convite para olhar para a própria trajetória, reconhecendo que caminhar também envolve enfrentar desafios, respeitar pausas e encontrar sabedoria no percurso. O retiro também reservou espaço para a convivência e o encontro, com um bingo, um lanche temático junino e o “Arraiá do Essencial”, celebrando a alegria do encontro, o respeito às diferenças e a união entre os diferentes setores do CEIMC. Para encerrar a experiência, os colaboradores revisitaram as cartas depositadas na cápsula do tempo durante a primeira edição do retiro. Após a leitura e a retomada dessas reflexões, cada colaborador escreveu uma nova carta, dando continuidade ao compromisso de olhar para a própria caminhada. As novas mensagens foram guardadas e serão abertas na próxima edição do retiro. “Para mim, o mais bonito e significativo do nosso retiro foi perceber como tudo se conectou.”, reforça a Coordenadora de Pastoral, Jéssica Ohana. “Nada pareceu acontecer de forma isolada. Desde a oração inicial, quando a corda apareceu como símbolo de esperança e de tudo aquilo que nos sustenta e nos mantém unidos, até os diferentes momentos vivenciados ao longo do retiro, fomos sendo conduzidos por um mesmo fio: o convite a olhar para dentro, caminhar juntos e reconhecer onde realmente mora o essencial. Talvez esse seja um dos grandes aprendizados do nosso retiro: para enxergar e viver o essencial, precisamos caminhar juntos. É na comunhão que aprendemos a reconhecer a beleza das coisas simples, a escutar, sentir e crescer em sabedoria.”

Foto: CEIMC

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Pedro Henrique Soares (Editor de Mídias Digitais) Centro de Educação Infantil Marta Carneiro - Uberaba/MG

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Fotos: Arquivo CEIMN

CEIMN completa 41 anos de uma história construída com amor e dedicação No dia 05 de agosto, o Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/ SP, celebrou 41 anos de história, marcada pelo compromisso com a educação, o acolhimento e a formação integral das crianças. Fundado pelas Irmãs Ângela Maria da Silva e Maria Eugênia Miranda Cardoso, o CEIMN nasceu com a missão de transformar vidas por meio de uma educação pautada nos valores humanos, cristãos e dominicanos, missão que permanece viva até os dias de hoje. A comemoração com toda a comunidade escolar aconteceu no dia 10 de agosto, em um momento de alegria, gratidão e celebração. As crianças participaram do tradicional parabéns e de uma programação preparada com muito carinho para celebrar essa trajetória construída por tantas mãos. “A alegria e o brilho nos olhos de cada criança ao descobrir coisas novas todos os dias fazem do nosso trabalho uma festa. A curiosidade se transforma em conhecimento e, neste espaço, fortalecemos nossa missão e os valores que nos guiam”, afirma Deborah Valente, Diretora e Coordenadora Pedagógica da instituição. Um dos destaques da festa foi a decoração, que ganhou um significado ainda mais especial. Os balões que enfeitaram o ambiente e os topos de bolo foram confeccionados pelas próprias crianças, em uma atividade realizada com suas famílias. Mais do que um elemento decorativo, eles simbolizam a parceria entre escola e família, essencial para o desenvolvimento das crianças e para a construção da história do CEIMN. A Diretora Executiva da escola, Irmã Patrícia Monteiro, destaca: “Celebrar 41 anos é renovar o compromisso de continuar educando com amor, acolhendo cada criança em sua singularidade e mantendo vivo o legado das Irmãs Dominicanas, que há mais de quatro décadas fazem do CEIMN um lugar de aprendizagem, cuidado e esperança para as novas gerações. Como diz Madre Anastasie, ‘as palavras passam, mas os exemplos permanecem’. No CEIMN, temos o propósito de cultivar valores para que as crianças se tornem cidadãos do bem, fazendo a diferença em suas próprias vidas e na sociedade. Seguimos com esse legado: educar para a vida, construindo uma história com amor e dedicação.” Evelin Mussolini (Assistente de Comunicação) Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré – Ribeirão Preto/SP

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Ao longo do mês de agosto, a comunidade escolar do Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2, de São Paulo/SP, viveu uma experiência que uniu história, cuidado, aprendizagem e partilha. O evento “Homenagem aos Homens que Cuidam”, realizado no dia 8 de agosto, ganhou um significado ainda mais especial por acontecer na mesma data em é celebrado São Domingos de Gusmão, cuja trajetória inspira a Rede de Educação Anastasiana-Dominicana pelos valores da verdade, do estudo, da escuta, da presença e do cuidado com o outro. Como forma de se preparar para esse encontro, no dia anterior, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a história de São Domingos por meio de uma apresentação preparada pelos alunos das séries iniciais da unidade I do Colégio Nossa Senhora do Rosário. “Esse momento foi muito mais do que contar uma história: foi uma bonita experiência de partilha entre as escolas, em que conhecimentos, talentos e aprendizagens foram compartilhados para que outras crianças também pudessem conhecer e se encantar com a trajetória de São Domingos. Essa partilha dialoga profundamente com o exemplo de São Domingos, que dedicou sua vida ao estudo, à busca pela verdade e à transmissão do conhecimento. Aquilo que aprendemos ganha ainda mais sentido quando pode ser compartilhado com o outro”, afirma Christiane da Costa, Coordenadora Pedagógica do “Rosarinho”. Foi esse espírito que também esteve presente no evento com os convidados das crianças. Em cada brincadeira e na atividade musical, crianças e adultos foram convidados a estar juntos, ouvir, cooperar, ajudar e celebrar. Além de participar de atividades, puderam vivenciar o cuidado como construção de uma relação de parceria, em que cada um contribui e aprende com o outro. Assim, a história de São Domingos atravessou diferentes espaços e gerações: foi estudada e preparada pelos alunos, compartilhada entre as unidades, apresentada às crianças e, finalmente, transformada em experiências vividas com suas famílias. Celebrando o sucesso do evento, Christiane conclui: “Que essa corrente de partilha continue nos inspirando. Afinal, quando compartilhamos o que sabemos, multiplicamos o conhecimento; quando compartilhamos nosso tempo e nossa presença, multiplicamos o cuidado; e quando caminhamos juntos, fortalecemos os vínculos que fazem da escola e da família espaços de aprendizagem, afeto e vida.”

Fotos: CNSR 2 - SP

“Rosarinho” integra homenagem aos homens que cuidam às celebrações de São Domingos

Christiane da Costa (Coordenadora Pedagógica) Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2 – São Paulo/SP

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Fotos: CSCJ

Dois dias de fé, afeto e celebração no Sagrado Os dias 13 e 14 de agosto foram marcados por momentos de fé, emoção, gratidão e integração no Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/ TO. Ao longo desses dois dias, a comunidade escolar se reuniu para celebrar as famílias, fortalecer vínculos e vivenciar experiências que refletem os valores que fazem parte da missão educativa do Colégio. As celebrações tiveram início na quinta-feira, com uma homenagem especial aos pais dos alunos. As turmas da Educação Infantil, dos períodos matutino e vespertino, prepararam momentos repletos de carinho e emoção, permitindo que as crianças expressassem – por meio de apresentações e gestos de afeto – seu amor e admiração pelos pais. As homenagens contaram também com a participação da Pastoral Escolar, tornando a experiência ainda mais significativa. A presença das famílias no ambiente escolar reforçou a importância da parceria entre família e escola, mostrando às crianças que educar é uma missão compartilhada, construída diariamente com cuidado, diálogo e amor. Na sexta-feira, as celebrações continuaram no final da tarde, com a Missa de São Domingos. Em um momento de fé e comunhão, toda comunidade se reuniu no bosque do Colégio, que ficou completamente tomado por alunos, famílias, educadores, colaboradores e convidados. A celebração proporcionou um ambiente de oração, reflexão e encontro, fortalecendo os laços que unem a comunidade. Encerrando a programação, foram realizadas as apresentações dos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Com entusiasmo, dedicação e protagonismo, os estudantes compartilharam seus talentos e proporcionaram momentos de alegria e emoção aos presentes. As apresentações valorizaram a criatividade, a expressão e o trabalho coletivo, evidenciando que a aprendizagem também acontece por meio da arte, da convivência e da participação. O Auxiliar de Comunicação e Marketing do Sagrado, Marcelo Medrado, comenta: “Os dias 13 e 14 de agosto ficarão registrados como momentos especiais de nossa caminhada: dias de homenagear os pais, celebrar a fé, recordar São Domingos e valorizar o protagonismo de nossos estudantes. Mais do que eventos, foram experiências de encontro e convivência que traduzem aquilo em que acreditamos: uma educação que acolhe, evangeliza, forma e transforma, sempre fortalecida pela presença das famílias e pelos valores que inspiram nossa comunidade escolar.” Marcelo Medrado (Auxiliar de Comunicação e Marketing) Colégio Sagrado Coração de Jesus - Porto Nacional/TO

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A equipe do Centro Social Encantos Dominicanos, de Uberaba/ MG, iniciou o Módulo II com a certeza de um semestre com muitas descobertas e aprendizados. Para receber os alunos, o Professor Naedson Rosa aplicou uma dinâmica, com o objetivo de promover a reflexão sobre o desenvolvimento pessoal dos alunos e incentivar uma postura positiva diante do novo semestre. A atividade mostrou-se bastante produtiva e envolveu a participação ativa de toda a turma. Inicialmente, os alunos receberam pétalas de girassol confeccionadas em papel, que foram recortadas por eles. Em seguida, cada estudante escreveu, em sua pétala, uma palavra positiva que representasse valores, atitudes ou objetivos que desejava cultivar ao longo do semestre. No centro do girassol, estava a frase: “Esse semestre quero florescer em...”, servindo como ponto de partida para a reflexão individual. Durante a atividade, foi realizada uma conversa sobre o simbolismo do girassol. “Foi discutido que essa flor é conhecida por acompanhar a luz do sol, e que esse comportamento pode ser comparado à nossa própria caminhada. Assim como o girassol busca a luz diariamente, também devemos direcionar nossas ações para aquilo que nos faz crescer, buscando o bem, o conhecimento, o respeito, a perseverança e o desenvolvimento pessoal. Ao final da dinâmica, foi possível perceber o envolvimento dos alunos e a seriedade com que refletiram sobre seus objetivos”, explica Naedson. As palavras registradas nas pétalas evidenciaram sentimentos, sonhos e valores importantes para cada estudante, tornando a atividade um momento significativo de autoconhecimento, motivação e fortalecimento do compromisso com o próprio crescimento durante o semestre. Ao refletir sobre a proposta, a Coordenadora Pedagógica do CESED, Cátia Brant, destacou: “Mais do que iniciar um novo módulo, este é um convite para que cada estudante reconheça o seu potencial e compreenda que o crescimento acontece por meio das escolhas diárias. Que, assim como o girassol, possamos manter nosso olhar voltado para a luz do conhecimento, cultivando valores que nos tornem profissionais competentes e, acima de tudo, seres humanos melhores.” Cátia finaliza desejando que cada um mantenha o olhar voltado para aquilo que ilumina o caminho, enfrentando os desafios com coragem, perseverança e esperança.

Fotos: CESED

CESED propõe dinâmica motivadora para os alunos do Curso Técnico

Naedson Rosa (Professor) Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG

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Fotos: CNSR PR

Catequese do Rosário integra as celebrações do centenário da Arquidiocese de Curitiba Agosto é marcado pela celebração do Mês das Vocações e do Dia do Catequista, comemorado no último domingo. Neste ano, essas datas ganham um significado ainda mais especial para o Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, com a celebração dos 100 anos da Arquidiocese de Curitiba. Nesse contexto, a Arquidiocese abriu espaço para reconhecer as instituições que promovem a Catequese e, por meio dela, testemunham a beleza da vocação de servir e evangelizar. O Rosário Curitiba faz parte dessa história. Desde sua fundação, em 1958, mantém viva a missão de evangelizar por meio da Catequese, acompanhando, ao longo das décadas, milhares de crianças e jovens em sua caminhada de fé. “A grandeza dessa missão nasce do ‘sim’ de cada catequista que acolhe sua vocação e transforma cada encontro em oportunidade de construir vínculos, fortalecer valores, partilhar a fé e anunciar o Evangelho”, reflete Fabiane Cessetti, Gerente de Comunicação e Marketing do Colégio. Atualmente, cerca de 400 catequizandos participam da Catequese no Rosário, acompanhados por uma equipe de 15 catequistas que, com dedicação e compromisso, ajudam a tornar essa missão possível. Um pouco dessa bela trajetória foi registrado em um breve vídeo, que foi compartilhado pela Arquidiocese de Curitiba. A iniciativa presta uma homenagem especial aos catequistas e reconhece o papel fundamental de cada um na história centenária da Arquidiocese e na continuidade de sua missão evangelizadora. O vídeo revela como os estudantes do Colégio Rosário Curitiba encontram na Catequese um espaço privilegiado de encontro com Jesus Cristo e de crescimento humano, espiritual e comunitário. “Mais do que preparar para os sacramentos, formamos pessoas capazes de transformar o mundo com os valores do Evangelho”, destaca Irmã Charlimène Philippe, Coordenadora da Catequese. No Colégio Rosário Curitiba, a Catequese é um diferencial e representa uma caminhada que integra fé, conhecimento, convivência e compromisso cristão, vivenciada no cotidiano anastasiano-dominicano. Uma missão construída por muitas mãos e muitos “sins”, que atravessa gerações e continua formando crianças e jovens para viver e testemunhar os valores do Evangelho. Fabiane Cessetti (Gerente de Comunicação e Marketing) Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR

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Anastasiando - Ano VIII - nº 49 - Agosto 2026 by Irmãs Dominicanas de Monteils - Issuu