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Avanço tecnológico versus preservação ambiental
“A Inteligência Artificial (IA) tem se mostrado uma ferramenta cada vez mais presente no cotidianodapopulação,sejaparapesquisascientíficaseacadêmicasouparadesvendarcuriosidades de seus usuários, auxiliando em atividades do dia a dia. Entretanto, apesar de otimizar o tempo e facilitar diversas atividades, surge um grande questionamento: será que a IA pode ser aliada na sustentabilidade do nosso planeta? Como podemos utilizá-la para ajudar o meio ambiente e reduzir os impactos dessa esfera?

Antes de tudo, é necessário compreender o que é a Inteligência Artificial. Ela pode ser entendida como uma tecnologia que busca aproximarainteligênciahumanadocontexto digital, utilizando o desenvolvimento dealgoritmosesistemasquepermitem realizar atividades e traduzir idiomas, por exemplo (TEIXEIRA, 2019).
Portanto, ao analisar o significado de ‘Inteligência Artificial’, é possível notar que se trata de aprimorar atividades humanas, com o objetivo de auxiliar em situações cotidianas, seja na elaboração de projetos ou questionamentos curiosos de seus usuários.
No entanto, estudos recentes mostram que ao executar um prompt – ou seja, realizar um simples comando operacional para acionar o funcionamento dos sistemas nas plataformas, como o Chat GPT ou Gemini – para desenvolver um projeto ou analisar dados, por exemplo, pode-se causar diversos impactos ambientais. Isso pois o funcionamento desses sistemas exige a construçãode Data Centers–instalaçõesfísicasqueabrigamservidoresesistemasdeprocessamento, armazenamento e compartilhamento de dados – que necessitam de água para manter o seu resfriamentoefuncionamentoadequado,alémdagrandeconcentraçãodegasesliberados,oque contribui, como inúmeras outras ações, na poluição da atmosfera e do meio ambiente (TEIXEIRA, 2019).
Ainda, para a construção desses Data Centers, há a necessidade de um grande espaço físico e de infraestrutura altamente organizada para um funcionamento adequado, o que, por ora, exige a redução ambiental da área e instalações de bases para realizar a manutenção desses equipamentos. Com isso, pode ocorrer a diminuição de fauna, flora e até mesmo desvios de cursos hídricos para abrigar essas construções, o que pode prejudicar, de forma descontrolada, o bom andamento da biodiversidade local e do ecossistema – não somente daquele ambiente, mas de uma população inteira – a longo prazo.
Em contrapartida, o uso direcionado da IA, ou seja, o uso consciente, intencional e estratégico, permite diversas ações significativas em prol da conservação do meio ambiente. Dentre estas, destacam-se o monitoramento de áreas de preservação ambiental, observando os animais presentes em determinada região e sua interação com o ambiente, o índice pluviométrico de certo local, auxiliando agricultores e latifundiários a se programar com relação a suas lavouras, monitorando áreas de queimadas ou áreas ameaçadas.
A Inteligência Artificial também pode vir a colaborar com o meio ambiente minimizando o desperdício de recursos naturais como fontes de energia não renováveis, trazendo alternativas para o uso sustentável desses recursos. Além disso, podem ser utilizadas para evitar diversos desperdícios e gastos exagerados nas residências, indústrias e comércios, a partir da programação de uso de ar condicionados, acionar luzes do ambiente, perceber variações na utilização de água e monitorar possíveis vazamentos, além de diversas outras utilizações.
No campo científico e governamental, diversos pesquisadores, como biólogos, engenheiros, ecólogos, geógrafos e outros profissionais da área, utilizam a IA com o intuito de melhorar, desenvolver e analisar pesquisas, além de processar dados, construir gráficos ou, até mesmo, dispor de medidas para obter estratégias de desenvolvimento e melhoramento no que diz respeito ao meio ambiente. Dentre essas maneiras, existem organizações como a Rainforest Connection (com sede nos Estados Unidos) e o Instituto Imazon (na Amazônia) que desenvolveram aplicativos e pesquisas utilizando Inteligências Artificiais de ponta, que aliam os dados de satélites e acústicas, por exemplo, de algumas florestas como as tropicais e a Amazônica, para monitorar as espécies presentes no ambiente e evitar possíveis desmatamentos, utilização de forma indevida de áreas protegidas e propagação de espécies animais e vegetais dos espaços.
Partindodomesmopontodevista,outrautilizaçãoimportantedaIAtemsidoapartirdaanálise de mudanças climáticas relacionadas aos possíveis desastres naturais. Esses desastres podem estar associados a mecanismos antrópicos como o desmatamento, queimadas e ocupações de espaços preservados, sendo a IA utilizada para propor ações que considerem, por exemplo, a
análise de reflorestamento de áreas mais propícias e prioritárias para o combate a questões ambientais.
Portanto, apesar de ser bastante divulgada como uma ferramenta com fins recreativos e de maneirainformal,asinúmerasInteligênciasArtificiaisexistentespodempossuirpapéisextremamenterevolucionáriosecomenormepotencialcomrelaçãoàstecnologias,parapropormaneiras de auxiliar na preservação do meio ambiente e contribuir de forma significativa nas pesquisas de melhoramento ambiental.
Ainda é importante destacar que parte dos desenvolvedores dos softwares das diversas IAs tem se mostrado cada vez mais engajados a procurar maneiras de otimizar e melhorar a sustentabilidade no que diz respeito ao funcionamento dos data centers, principalmente, através das escolhas dos materiais utilizados para a sua construção, uma vez que ainda são necessários diversosmineraiserecursosenergéticospoucosustentáveisounãorenováveisparaafabricaçãoe funcionamento dessa tecnologia. Portanto, as pesquisas relacionadas às formas de construções e ao desenvolvimento dessas bases, são, também, formas positivas da utilização da IA no meio ambiente. Isso, aliado ao uso consciente dos usuários das plataformas – de forma informal ou não – pode vir a auxiliar no melhor desempenho, armazenamento de dados e resultados obtidos por essas IAs e, consequentemente, no aumento da sustentabilidade e melhora da qualidade do meio ambiente.
Sendo assim, o manuseio das inteligências artificiais, tanto para fins profissionais, recreativos ou informais, quanto para medidas de monitoramento e aprimoramento de atividades econômicas e sustentáveis, pode gerar efeitos positivos e negativos para o meio ambiente, sendo importante que os indivíduos a utilizem de maneira equilibrada e intencional, se tornando conscientes das consequências do uso para o meio ambiente e aprimorando estudos para desenvolver IAs com reduções de impactos.
Neste cenário, a educação anastasiana-dominicana possui papel essencial na formação de cidadãos capazes de compreender criticamente os impactos da tecnologia, utilizando-a de forma ética, sustentável e comprometida com as futuras gerações. Afinal, o verdadeiro progresso não estáapenasemcriareaprimorartecnologiascadavezmaisavançadas,masemgarantirqueelas contribuam para a construção de um futuro mais sustentável para os próximos que virão.”
TEIXEIRA, J. O que é Inteligência Artificial. 2019. Acesso em: 23 fev. 2026.

Júlia Cavalcanti é licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás e Professora de Ciências do Colégio Externato São José, de Goiânia/GO.

Nesta edição de junho do Informativo Anastasiando, a Irmã Maria de Jesus Ferreira da Silva, de São Félix do Tocantins/TO, partilha as profundas e importantes missões desempenhadas pelas Irmãs que residem na Comunidade instalada na região do Jalapão, vasto território de preservação ambiental localizado no extremo leste do estado do Tocantins. Confira:

Comunidade Santa Luzia
São Félix do Tocantins (Jalapão)
Irmãs que compõem a Comunidade: Irmã Maria de Jesus Ferreira (Dijé), Irmã Verônica Miranda e Irmã Maria da Conceição dos Santos (Ceiça).
“O projeto da Comunidade enraíza-se na missão e se torna vivo pelo seguimento de Jesus Cristo. A vivência missionária da Comunidade é expressa no testemunho de vida fundamentada no Carisma: ‘viver e anunciar a Palavra de Deus e, como Madre Anastasie, anunciá-la e testemunhá-la com simplicidade, sabedoria, audácia, coragem e alegria.’
A Comunidade busca, a cada dia, reacender a experiência de Deus, na Palavra, na oração e na liturgia,comumaaproximaçãointensacomopovo,atentaaosentidomissionáriodeserenviada a este povo, pela graça do Espírito Santo.
No dia a dia, nossa Comunidade se apoia na dinâmica que favorece o compromisso com a Missão e o seguimento de Jesus Cristo: oração comunitária de segunda a sexta-feira, no sábado, terço comunitário após o café. Na oração comunitária, alguns leigos participam, bem como no café da manhã; e no almoço, algumas adolescentes, durante o período de aula.”
O dia a dia da Comunidade
• 1. Oração Comunitária: de segunda a sexta-feira, às 07h30; no sábado, terço comunitário após o café.
• 2. Reunião Comunitária: primeira sexta-feira de cada mês, das 09h às 11h.
• 3. Reunião de Estudos: terceira sexta-feira de cada mês, às 09h.
• 4. Missa em casa: toda quarta-feira, às 07h30.
• 5. Retiro Mensal: última sexta-feira de cada mês.
• 6. Lazer: segunda sexta-feira de cada mês.
• 7. Adoração ao Santíssimo, na Matriz: às18h, nas quintas-feiras.
• 8. Domingo: missa às 08h, no Centro Artístico Jesus de Nazaré, e às 19h, na Matriz.
• 9. Catequese no Prata: a cada 15 dias, no sábado.
Atividades individuais
Irmã Dijé:
• Assessoria pedagógica na Escolinha Cantinho do Céu: segundas, terças e quartas-feiras, das 09h30 às11h30,comacompanhamentodealunoseorientação docente.
• Catequesedeadultos: de 15 em 15 dias, às sextas-feiras, 19h30.
• Pastoral da Criança: reunião de líderes, uma vez ao mês, aos sábados; a cada dois meses, Celebração da Vida.
• Grupo Pré-jovem: a cada 15 dias, aos sábados.
• Formação continuada de catequistas.
• Atendimento domiciliar a famílias em situação de vulnerabilidade.
• Orientação espiritual individual, de acordo com a demanda.
• CRB: participação na Coordenação Regional.
• Coordenação Paroquial da Pastoral da Criança.



• Atividades regulares como membro da Equipe de Espiritualidade da Província.
• Atividades relativas à formação acadêmica em andamento: pós-graduação em Neurociências com Aplicação à Educação, pela Universidade Neurociência – SP.
Irmã Verônica:
• Coordenação do Centro Artístico Jesus de Nazaré: de segunda a quinta-feira, com atividades em três períodos: manhã, tarde e noite.
• Professora de flauta doce e teclado no Centro Artístico Jesus de Nazaré.
• CoordenaçãodaCatequeseParoquial,decrianças e adolescentes – Iniciação, Eucaristia e Crisma: domingo pela manhã e quarta-feira à noite.


Irmã Ceiça:
• Catequese de adultos
• Formação continuada de Catequistas.
• Formação continuada de catequistas
• Atendimento aos jovens nas famílias.
• Atividades relativas à formação acadêmica em andamento: GraduaçãoemMúsicapelaUNINTER, fase de estágio e produção de TCC.
• Acompanhamento junto aos acadêmicos do curso de música à distância da UFT, através de aulas práticas de música.
• Atendimento psicológico individual e acompanhamento a famílias.
• Palestras para alunos e formação docente.
• Coordenação dos Estudos Comunitários.
• DocêncianaCasadeFormaçãoMadreAnastasie,emPorto Nacional.
• AtividadesregularescomomembrodaEquipedeFormação da Província.
• Atividades relativas a formação acadêmica em andamento: DoutoradoemCiênciasdaReligião,pelaPUC-Goiás,emfasedeproduçãodatese,cujotemaéaMissãodas Irmãs no Jalapão, suas bases, desdobramentos e alcance.


“Toda esta vasta gama de atividades que compõem a Missão das Irmãs Dominicanas de Nossa SenhoradoRosáriodeMonteilsnoJalapão/TO,porsuaComunidadeSantaLuzia,sediadaemSão FélixdoTocantins,nãoseriapossívelsemasmuitasepreciosascolaboraçõesquerecebemos.Em primeiro lugar, está o povo local, amigo, com seu abençoado acolhimento e seus ensinamentos ressignificadores, juntamente com a Província Nossa Senhora do Rosário, que nos assiste com verbas que garantem nossa subsistência material, e nos proporcionou moradia própria e meio seguro de locomoção. Outros parceiros muito importantes nos ajudam a levar adiante todo esse trabalho,comoaParóquialocal,porsuasliderançaseclesialeleiga;oGovernoMunicipal,quenos dásuporteseguro,gestãoapósgestão,pormeiodosseusváriosorganismos,independentementedeorientaçãopartidária;eamigosanônimosquenosapoiamcomverbaseventuais,quenostiramdedificuldadesimprevistas,comoosverdadeirosmilagresvivenciadosetestemunhadospor nossa Mãe Anastasie, ajudando-nos a sustentar nossas práticas e consolidar nossa fé. A todos e todas somos infinitamente gratas e dispensamos cotidianamente nossas orações!”



Dizem que quem a traz música na alma não precisa de partitura para saber o ritmo da vida. É gente que entende,quaseporinstinto,queaalegriasófazsentido quando é compartilhada, como um refrão que une vozes. Mais do que notas soltas, nossas histórias são feitas de harmonia — daquela capacidade bonita de ajustar o próprio tom para acolher o próximo e transformar o barulho do mundo em algo que traz paz. É uma sinfonia que se escreve com trabalho, com os pés firmes na fé, provando que o compromisso com o outroéamelodiamaisbelaquealguémpodecompor. Em 07 de março de 1943, no município de Castanhal, em São Francisco do Pará, uma canção ganhava
seus primeiros acordes. Nesta data, Antônio Francisco de Sena e Raimunda Freitas de Sena celebravam a chegada de Maria José de Sena, sua sétima filha. Naquela época, o casal trabalhador não imaginava que a jornada seria tão longa; a pequena era a sétima semente de uma colheita que ainda daria outros cinco frutos. Ao todo, uma dúzia de filhos consagraram o amor dos pais.
Simplicidade, alegria e virtude reinavam na casa dos Sena. Em suas memórias de infância, Maria José guarda um tempo de encantamento, aprendizado e, acima de tudo, responsabilidade. “Eu adquiri muitos conhecimentos, muitas coisas boas na minha infância! Aproveitei bastante, brinquei muito, estudei. E aproveitei a Catequese: fui acompanhada e, depois, passei a acompanhar. Minha infância foi muito feliz”, afirma.
De fato, a religiosidade permeava a rotina da família em diversos níveis. Era comum que, antes dos primeiros raios da aurora, as luzes da casa despertassem, embaladas pelo movimento da mãe, que acordava os filhos para a missa das seis. Esse compromisso com a fé se intensificava durante a Semana Santa, quando até mesmo os mais novos guardavam o jejum.
Maria José, mesmo menina, já depositava fidelidade nos propósitos e tarefas de seu dia a dia. Conforme crescia, aprendia a propagar o bem mais precioso que herdou em seio materno: o cuidado. “Me criei assim, dando assistência em casa. Tive cinco irmãos mais novos do que eu, e passei a cuidá-los, como uma pessoa responsável, ajudando minha mãe”, recorda.
Além de uma ocupação semanal, a Catequese – cursada com as Irmãs italianas da Congregação do Preciosíssimo Sangue – era o início de um despertar vocacional. Durante os encontros, Maria José começava a vislumbrar a ideia de uma vida voltada integralmente ao sagrado.
“Meu contato com as Religiosas foi desde pequenininha, na Catequese. Eu conversava com a minha família e contava que eu gostava muito de estar lá, com elas. Minha mãe contava também
que, com cinco anos, eu despertei para Vida Religiosa. Eu já falava que eu queria ser Religiosa a partir dos cinco anos. Eu fui crescendo com toda essa conquista dos meus pais, e eles queriam, também. Então foi tudo a meu favor, né? Cresci para pertencer à Vida Religiosa”, comenta. O contato com as Irmãs também entrelaçava a rotina educacional de Maria José, que passou a estudar no Colégio São José, estabelecido em 1950 pela Congregação Preciosina, que atuava em Castanhal. “Minha relação com os estudos sempre foi muito boa. Eu estudei no grupo escolar do Governoatéaquartasérie.ComoeugostavamuitodasIrmãs,euvivialá,diretamente,noColégio e na Igreja. Então eu passei a ajudar. Depois, como a nossa família não tinha condições, minha mãe pediu para eu continuar os estudos no Colégio, e eu me ofereci para trabalhar com elas, em função de garantir o meu estudo. Então eu fazia o que podia lá e estudava com elas”, explica.
Foram anos de trabalho, estudo e desenvolvimento intelectual e espiritual. Quando findou seus estudos no Colégio São José, Maria José tinha 24 anos e uma decisão concreta: “Eu falei que ia entrar! As Irmãs de Castanhal pensavam que eu seria da Congregação delas, mas eu não me via lá. E aí veio a Irmã Maria da Imaculada, que passou por Castanhal para fazer um curso, e lá nós nosencontramos.Noprimeiroolhar,eufalei:‘Écomessaqueeuvou’.AíelamelevouparaBelém, onde tinha o Colégio Santa Maria de Belém, e me apresentou”, conta.
Essa primeira experiência marcou o primeiro contato da jovem Maria José com a Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils. Durante um ano, ela recebeu o alicerce necessário e foi preparada para ingressar na Vida Religiosa. Quando completou 25 anos, mudou-se para o Colégio Nossa Senhora das Dores, em Uberaba/MG. Ali, entrou para o Noviciado, que naquele tempo, tinha como Madre Mestra a Irmã Nadir Rodrigues Silva.
“Foi o Noviciado que eu esperava. Não encontrei dúvida nenhuma, só abertura para minha vida. Tudo que me foi pedido, procurei fazer. Até hoje, sinto saudades! Eu admiro, admirei e continuo admirando aquele espaço que tive, aquele tempo que me preparou até os dias de hoje”, reflete. Nos primeiros anos de jornada religiosa, a jovem ganhou um apelido carinhoso, pelo qual é conhecida até os dias de hoje dentro da Congregação: Irmã Zeca. A alcunha carrega em si a leveza e oafetoquetransbordamdesuapersonalidade,tornando-sereflexofieldocarinhocomoqualela viria a conduzir sua missão.
Em1970,IrmãZecaconcluiuoNoviciadoevoltouaBelémdoPará,ondetrabalhoucomoSecretária do Colégio Santa Maria e, posteriormente, assumiu o cargo de Coordenadora do Jardim da Infância.Ela,quesempreteveumaafinidadeespecialcomcrianças,tambémteveaoportunidade de estar à frente das salas de aula, ministrando aulas de Religião para os alunos do sexto ano.


Clique aqui ou acesse o QR Code e conheça a história completa de Irmã Zeca, no Podcast Vidas Anastasianas!


Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.



“Se pesquisamos na internet, encontramos uma longa explanação sobre a origem e o significado das festas juninas.
Mas, hoje, eu desejo extrapolar. Desejo sonhar, inspirada nos relatos de São Lucas.
A pesquisa na internet nos diz que este costume de festejar os Santos de junho, veio de Portugal. Eu vou mais longe. Vou até a cidade montanhosa de Judá, onde moravam Zacarias e Isabel, os pais de São João Batista.
OqueLucasnosdiz?ElenoscontaqueaVirgemMaria,visitadapeloAnjoGabriel,alémdereceber o pedido para ser a Mãe de Jesus, foi avisada de que sua parenta Isabel, avançada em idade, também ia ser mãe, e que já estava no sexto mês de gravidez. ‘Maria então partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel’ (Lc.,1,39)
Assim como Maria, os vizinhos de Isabel e toda a redondeza estavam ansiosos à espera do dia em que ela, mulher muito idosa, daria à luz um filho.
E o dia chegou: 24 de junho, exatamente três meses depois que Maria se engravidou de Jesus. Foi uma alegria imensa para toda a população da cidade e das redondezas. Zacarias, o pai, ergueu um mastro bem alto, todo enfeitado, para comemorar o acontecimento. Mas, como fazer com que os amigos mais distantes fossem avisados? Não foi difícil. Ele recorreu a um costume antigo: acendeu uma grande fogueira. A fumaça e o clarão seriam o sinal. E os amigos entenderam e começaram a festa em suas comunidades.
Com a praça iluminada pelo fogo, os vizinhos dançavam e cantavam em volta da fogueira. Estavam muito alegres porque tudo havia dado certo. Isabel e o menino estavam bem. Os pais já haviam escolhido o nome: ‘O menino se chamará João.’
Pelo visto, Nossa Senhora ainda estava lá e participou da festa. Foi uma festança só! Os comes e bebes foram aparecendo. As bandeirinhas também dançavam, dependuradas nas cordas esticadas. Os músicos se revezavam. As cozinheiras corriam, de lá para cá, com bandejas cheias de coisas gostosas.
Em um dado momento, alguém teve a ideia de festejar, de modo especial, o matrimônio abençoado de Isabel e Zacarias. Isabel, de resguardo, não podia dançar. Mas outros casais se ofereceram para representá-los. E Zacarias, como era sacerdote, presidiu a cerimônia.
Foi assim que a festa do nascimento do Batista passou de geração a geração. Da Palestina, chegou à Europa. Na França, país requintado, a festa foi mais bem organizada. As danças eram quadrilhas marcadas por um veterano (balancé, tour!). As vestimentas ganharam mais requintes, mas eram sempre alegres e vistosas. Da França, a festança chegou a Portugal. Ali houve um fato curioso – João Batista recebeu um companheiro: Santo Antônio. A festa seria em homenagem aos dois. Um, porque recebeu a missão de preparar a vinda do Messias. O outro, porque recebeu a missão de anunciá-lo para todas as gentes.
EnoBrasil,comoessecostumechegou?Éclaroqueosportuguesesquevieramnãopoderiam deixar que seus costumes se perdessem. As festas juninas – agora duas: do João e do Antônio –vieram com eles. Como a festa está no sangue dos brasileiros, mais um Santo foi incorporado ao grupo:SãoPedro.Afinal,Pedroéochefedetodosemereceserhomenageado.Trêsdiasdefesta! Para nós, brasileiras e brasileiros, isto é uma maravilha. O que era animado e bonito, ficou mais bonito e mais animado. Os costumes do oriente e da África se misturaram nas nossas praças. O mês de junho ficou pequeno. Foi preciso estender os festejos para julho. E quase não pularam para o agosto!
Tenho grande prazer em apreciar estas festas pela TV. São lindas e empolgam mesmo os que estãosentadosemsuascasas.Dávontadedeagentetambémdançar.Éumacoisalinda!Quanto mais parecidas com o ‘antigamente’, mais bonitas. As saias de chitas coloridas, as flores ornando ospenteados,oshomenscomcalçasdecaipiras,ascriançascomsaiasrodadaseosnoivosenoivas vestidos a caráter... Tudo muito autêntico, tudo simples, sem sofisticação. Isto se vê até nas comidas;omilhoassado,opé-de-molequeeapipocasãomelhoresqueocaviardosrequintados. O quentão e a caipirinha são de causar inveja aos estrangeiros.
Tenho certeza que Jesus e Nossa Senhora ficam muito contentes com estas festas, que homenageiam seu três grandes Santos. Estou certa, também, que eles não gostariam que nelas entrassem interesses controversos e costumes estranhos. Vamos torcer para que as festas juninas continuemesejamlindas,alegres,sadiaseautênticas.VivaSãoJoão,SantoAntônioeSãoPedro!”

Irmã Glycia Maria Barbosa é Dominicana de Monteils, residente da Comunidade São Tomás de Aquino, de Uberaba/MG.

“Vivemos um tempo em que o consumo se tornou extremamente acelerado. Produtos chegam até nós embalados em múltiplas camadas de plástico, papel, isopor e materiais descartáveis que, muitas vezes, permanecem na natureza por décadas ou até séculos após poucos minutos de utilização. Diante desse cenário, cresce a busca por alternativas que reduzam os impactos ambientaiscausadospelodescarteexcessivoderesíduossólidos.Entreessasalternativas,destacam-se as embalagens biodegradáveis e as retornáveis.
As embalagens biodegradáveis vêm sendo apresentadas como uma solução promissora para a diminuição da poluição ambiental. Produzidas a partir de matérias-primas de origem vegetal ou compostos capazes de se decompor mais rapidamente pela ação de micro-organismos, elas representam um avanço importante em relação aos plásticos convencionais derivados do petróleo. Estudosambientaisdemonstramqueasubstituiçãogradualdemateriaisaltamentepersistentes por opções biodegradáveis pode contribuir para a redução do acúmulo de resíduos em aterros sanitários, cursos d’água e oceanos.
No entanto, a discussão sobre sustentabilidade exige um olhar mais profundo do que apenas a troca de materiais. A ecologia integral, conceito amplamente desenvolvido na encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, nos convida a compreender que a crise ambiental está diretamente ligada à forma como nos relacionamos com o consumo, com os recursos naturais e até mesmo uns com os outros. Não se trata apenas de produzir embalagens ‘menos poluentes’, mas de repensar hábitos, excessos e a lógica do descarte imediato.
Nessecontexto,asembalagensretornáveisapresentam uma proposta ambientalmente muito significativa. Diferentemente das embalagens descartáveis—aindaquebiodegradáveis—,asretornáveis prolongam o ciclo de vida do material, diminuem a necessidade de extração de novas matérias-primas, reduzem gastos energéticos de produção e geram me nor volume de resíduos ao longo do tempo. Em muitos casos, estudos de análise do ciclo de vida apontam que sistemas de reutilização podem apresentar impactos ambientais menores do que produtos descartáveis bio degradáveis, especialmente quando há logística adequada

de retorno e higienização.
Entretanto, a adoção de embalagens retornáveis exige mais do que infraestrutura: exige mudança cultural. Pressupõe desacelerar hábitos automáticos, assumir responsabilidades coletivas ecompreenderquesustentabilidadenãopodeserreduzidaaumasimplestendênciademercado. Muitasvezes,procuramossoluçõesrápidasparaproblemasquenasceramjustamentedarapidez excessiva com que consumimos e descartamos. Talvez o maior desafio ambiental da atualidade não seja tecnológico, mas humano.
Como bióloga e professora de Ciências, percebo diariamente o quanto é desafiador despertar nas pessoas uma consciência ambiental verdadeiramente crítica e sensibilizada. Explicar os impactosdoconsumoexcessivo,discutirotempodedecomposiçãodosmateriais,abordarosdesequilíbriosecológicoseosefeitosdaaçãohumanasobreosecossistemasexigemuitomaisdoque transmitir conteúdos científicos. Exige tocar percepções, provocar reflexões e, principalmente, ajudar crianças e jovens a desenvolverem um novo modo de enxergar o mundo.
Ao mesmo tempo, é profundamente gratificante perceber pequenas mudanças acontecendo. O estudantequepassaareutilizarumagarrafa,quequestionaoexcessodeembalagensnocotidiano ou que começa a compreender que sustentabilidade não é apenas uma pauta ambiental, mas também ética e social, demonstra que a educação ainda possui um enorme poder transformador. São mudanças silenciosas, mas extremamente significativas.
A educação possui um papel essencial nesse processo. Formar crianças, jovens e adultos conscientes significa ajudá-los a perceber que cada escolha cotidiana possui consequências ambientais, sociais e econômicas. Quando um estudante compreende o caminho percorrido por uma embalagemdesdesuaproduçãoatéseudescarte,elecomeçaadesenvolverumapercepçãomais crítica sobre seu próprio consumo. Pequenas atitudes, como reutilizar recipientes, evitar desperdícios ou optar por produtos com menor impacto ambiental, passam então a fazer sentido não apenas como obrigação, mas como expressão concreta de cuidado.
E talvez seja justamente essa a essência da ecologia integral: compreender que cuidar do planetatambémécuidardavidahumana,dasfuturasgeraçõesedasrelaçõesqueconstruímoscom o mundo ao nosso redor.
Em um planeta cada vez mais marcado pelo excesso de resíduos, pelas mudanças climáticas e pela exploração desenfreada dos recursos naturais, não basta apenas substituir embalagens. É preciso substituir mentalidades.
Porque a Terra não sofre apenas com aquilo que descartamos nas lixeiras. Ela também sofre com aquilo que descartamos dentro de nós: o senso de responsabilidade, o sentimento de pertencimento e a consciência de que habitamos uma única Casa Comum.
Talvez a verdadeira sustentabilidade comece exatamente quando deixamos de perguntar apenas ‘qual embalagem polui menos?’ e passamos a questionar: ‘que tipo de mundo estamos ajudando a construir com nossas escolhas diárias?’”

Franciany Trindade é Bióloga e Professora Ciências do Ensino Fundamental - Anos Finais do Colégio São Domingos, de Araxá/MG.

III Encontro Presencial das Diretoras da Rede de Educação Anastasiana-dominicana: tempo de formação, fraternidade e renovação

A Rede de Educação Anastasiana-dominicana é, antes de tudo, uma comunidade que caminha junto. Reunidas presencialmente entre os dias 21 e 23 de maio, as Irmãs e Diretoras das escolas da Província Nossa Senhora do Rosário viveram, no III Encontro Presencial das Diretoras da Rede de Educação Anastasiana-dominicana, uma agenda intensa, que articulou estudo, partilha, espiritualidade e convivência fraterna em torno de um eixo comum: a gestão de qualidade a serviço da missão educativa.
Desde a chegada, no aeroporto de Guarulhos, evidenciou-se o tom que marcaria todo o encontro: o reencontro caloroso entre Irmãs e Diretoras de diferentes unidades, o abraço fraterno entre quem só se vê algumas vezes ao ano, e a alegria silenciosa de quem sabe que se reúne em torno de algo maior do que si mesmo. Esse foi o pano de fundo dos dias que se seguiram.
Educação em Rede: entre nós e laços
A primeira manhã iniciou-se com a oração de acolhida, e ganhou densidade com a reflexão da Irmã Dora sobre o tema “A Educação em Rede: entre nós e laços”. A imagem dos nós e laços atravessou o encontro inteiro: nós que sustentam, laços que aproximam — uma metáfora para o que somos como comunidade educativa em uma sociedade marcada pela fragmentação. As participantes saíram dessa primeira partilha já confirmadas naquilo que o Projeto Educativo da Rede afirma: ninguém se forma sozinho, e nenhuma escola realiza a missão de forma isolada.
Logo em seguida, o grupo dialogou sobre “Gestão de Qualidade: disparadores, articulações e

desafios”, a fim de construir um referencial comum a partir do qual o tema seria aprofundado ao longo dos dias seguintes. Foi um momento de qualificação técnica, mas também de alinhamento entre as unidades — gestão de qualidade, na perspectiva anastasiana-dominicana, é, antes de tudo, gestão a serviço da pessoa e da missão. Na sequência, Irmã Solanje Carvalho conduziu uma discussão sobre um tema urgente: a Gestão de Pessoas em tempos de assédio. Em uma reflexão sensível, as Diretoras enfrentaram um dos desafios mais delicados da gestão escolar contemporânea — e o fizeram a partir do olhar próprio da pedagogia anastasiana-dominicana, que coloca o cuidado integral com a pessoa no centro de toda decisão institucional.
Na tarde do dia 21, por meio de uma metodologia que valoriza o protagonismo das próprias Diretoras como formadoras, a programação explorou a partilha, com o estudo de casos reais sobre gestão de qualidade e liderança, organizados a partir do tripé problema–reflexão–gestão. Cada Diretora apresentou desafios concretos de sua unidade. Tal diálogo sustenta-se no que Antônio Nóvoa chama de “formação dentro da profissão”: educadoras que formam umas às outras a partir da realidade de suas escolas, no diálogo entre pares experientes.
Para encerrar o dia, foi realizado um momento de oração sobre a importância da escuta ativa e do olhar atento em um exercício de règularité anastasiana-dominicana, que entende o cuidado espiritual como parte integrante do trabalho intelectual.
Um dia de convivência fraterna
O dia 22 foi reservado à convivência. Após a oração da manhã, o grupo realizou um passeio para conhecer uma fazenda de café. Reencontros, fotos, partilhas de história de vida — todo um tempo dedicado àquilo que sustenta, em silêncio, a vida institucional: os vínculos pessoais. Para finalizar o dia, o grupo vivenciou uma dinâmica de integração que, de forma leve e contextualizada, retomou o tema da gestão de qualidade e da liderança.
Rede de Educação Anastasiana-dominicana: um olhar para o futuro
A manhã final, de sexta-feira, articulou as duas faces da gestão que sustentam a vida das es-
colas da rede. Irmã Irismar Sousa de Menezes conduziu as reflexões sobre “Gestão de Qualidade x Gestão Financeira: aspectos legais e pontos de atenção para 2026”, oferecendo às Diretoras o referencial importante para o ciclo institucional. Como sempre nos lembra a tradição anastasiana-dominicana, a sustentabilidade financeira não é fim em si mesma, mas condição para que a missão se realize.
O grupo dialogou, na sequência, sobre o próximo encontro em 2027 e, antes do encerramento, foram apresentadas algumas propostas inicias de logo para um início de reflexão sobre a identidade visual da Rede. No conjunto, as logos apresentadas compuseram um mosaico vivo: unidade na identidade, diversidade nas expressões.
O Encontro foi finalizado com o envio e um sentimento sereno de quem chega ao fim de um percurso, e a alegria de quem leva consigo algo a partilhar. Cada Diretora regressou à sua unidade com novos saberes, novos vínculos e a renovação de um pertencimento, pois pertencer a esta Rede é pertencer a um cuidado que atravessa fronteiras, gerações e contextos.
Como ensinou Madre Anastasie, educar é levar adiante, fazendo crescer, ajudando a crescer. E para levar adiante, é preciso caminhar junto. Que os frutos desses dias se desdobrem, ao longo do ano, em cada uma das escolas da Rede — em decisões mais qualificadas, em vínculos cuidados, em uma gestão a serviço daquilo que nos define: a formação integral da pessoa, fundada na espiritualidade, na acolhida, na solidariedade, no estudo, na règularité, na justiça, na verdade e na sustentabilidade.
Equipe Educacional Província Nossa Senhora do Rosário

Entre os dias 27 e 29 de maio, a Comunidade Caminho de Emaús, de Goiânia/GO, sediou o VII Encontro de Assistentes Sociais da Província Nossa Senhora do Rosário. O encontro contou com representantes de todas as unidades da Rede de Educação Anastasiana-dominicana que possuem profissionais de Serviço Social em suas equipes. O grupo também foi integrado pelas
Irmãs Eulália Borges Vidigal, Alice Pereira da Silva, Patrícia Monteiro e Doraildes Matos, que enriqueceram os momentos de diálogo, reflexão e convivência fraterna. Além disso, o evento também contou com participação de Jeciara Faria (Secretária) e Patrícia Lopes (Profissional do Atendimento Educacional Especializado), do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG.
Na manhã do primeiro dia, os participantes foram conduzidos por Irmã Sandra Camilo Ede, que participou de forma remota, em um profundo momento de retiro espiritual. À luz da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo lema é “Ele veio morar entre nós”, a equipe vivenciou um tempo de oração, reflexão e fortalecimento da espiritualidade, renovando o compromisso com a missão educativa e evangelizadora da Rede.

No período da tarde, teve início a socialização dos trabalhos desenvolvidos pelos Assistentes Sociais das diferentes unidades. Com o tema “Serviço Social no contexto da Educação Anastasiana-Dominicana”, o encontro foi cuidadosamente preparado, de forma colaborativa, por toda a equipe. As discussões evidenciaram a relevância dos legados de Madre Anastasie e de São Domingos, sua continuidade por meio das Irmãs Dominicanas e, atualmente, também pelos leigos e colaboradores, que compartilham da mesma missão de educar, evangelizar e promover a dignidade humana.
Além dos momentos formativos, o grupo vivenciou uma enriquecedora confraternização, marcada pela amizade, admiração mútua e amor à missão. “Compartilhamoscomidastípicas,trazidas das diversas localidades representadas, contamos com a animação de nosso irmão Siro Pontes, e celebramos a fraternidade por meio da tradicional troca de presentes entre os participantes”, comenta Marcos Arengheri, Assistente Social do Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2, de São Paulo/SP.
No dia 29 de maio, a equipe encerrou o encontro com profunda gratidão por tudo o que foi vivenciado. Foram dias de intensa partilha de experiências, escuta, construção coletiva e fortalecimento de vínculos. Como fruto desse trabalho conjunto, o grupo avançou na elaboração de diretrizes e protocolos que servirão de referência para a atuação do Serviço Social na Rede de Educação Anastasiana-Dominicana. Esses instrumentos contribuirão para o fortalecimento do setor, oferecendo subsídios para a organização das ações desenvolvidas nas unidades educacionais e evidenciando, de forma cada vez mais clara, a contribuição do Assistente Social junto às equipes educativas e às coordenações pedagógicas, em consonância com a missão, os valores e o legado de Madre Anastasie.
Quanto aos resultados do encontro, Marcos comenta: “Retornamos às nossas comunidades e unidadesescolaresrenovadosnaesperança,fortalecidosnamissãoeconvictosdequeotrabalho construído coletivamente continuará produzindo frutos para a educação Anastasiana-dominicana, em favor da promoção da vida, da dignidade humana e da transformação social. Registramos nosso especial agradecimento à Irmã Célia Nascimento e a toda a comunidade do Caminho de Emaús, que nos acolheram com carinho, dedicação e generosidade. A hospitalidade, o cuidado emcadadetalheeoambientedesimplicidadeeespiritualidadecontribuíramparatornaressaexperiência ainda mais enriquecedora. Durante esses dias, sentimo-nos verdadeiramente em casa, favorecendo a convivência fraterna, a escuta atenta e o fortalecimento dos laços que nos unem enquanto equipe e missão.”
Marcos Arengheri
(Assistente
Social)
Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2 – São Paulo/SP

No primeiro bimestre de 2026, a disciplina de Projeto de Vida, desenvolvida com as turmas de 6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental II do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, teve como tema central a Campanha da Fraternidade 2026: “Fraternidade e Moradia – Ele veio morar entre nós”. As atividades propostas buscaram incentivar os estudantes a refletirem sobre a importância da moradia digna como um direito humano e também como um gesto de cuidado, respeito e fraternidade.
Durante as aulas, os alunos participaram de rodas de conversa, pesquisas, produções artísticas e apresentações em grupo. Os estudantes investigaram o significado de uma moradia digna, analisando aspectos como segurança, saneamento, acesso à água, energia elétrica e qualidade de vida. Também refletiram sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade, como moradores de rua e famílias que vivem em áreas de risco.


No 6º ano, os alunos desenvolveram cartazes criativos comparando moradias precárias e moradias dignas, além de sugerirem ações solidárias que podem ser realizadas pelos próprios alunos. A atividade incentivou a criatividade, o trabalho em equipe e a empatia.
No 7º ano, os grupos aprofundaram a reflexão sobre o conceito de “lar”, relacionando o tema à convivência humana, à solidariedade e à fé. Os estudantes produziram apresentações de impacto no formato digital, com frases e mensagens inspiradas na fraternidade, buscando conscientizar a comunidade escolar sobre a importância do direito à moradia.
Já no 8º ano, os alunos criaram folders informativos e criativos, utilizando ferramentas digitais e materiais artísticos para divulgar dados, reflexões e propostas de conscientização. As produções foram pensadas para atingir diferentes públicos da escola, estimulando a comunicação, a responsabilidade social e o protagonismo juvenil.
Em suma, a Professora Karine Freitas pontua: “As atividades realizadas ao longo do bimestre contribuíram para o desenvolvimento da autonomia, da cooperação, da criatividade e da consciência cidadã dos alunos. Mais do que aprender sobre um tema social, os alunos foram convidados a olhar para a realidade com sensibilidade, compreendendo que pequenas ações podem transformar a vida das pessoas e fortalecer a fraternidade no ambiente escolar e na sociedade.”
Karine Freitas (Professora)
Colégio Nossa Senhora das Dores - Uberaba/MG
“Rosarinho” fortalece iniciativas voltadas ao cuidado dos alunos e da comunidade


O Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade II, de São Paulo/SP, promoveu, recentemente, uma reunião formativa com a visita da nutricionista Silvana Maiumi Wada. No mês de abril, a profissional esteve com as famílias do “Rosarinho” para dialogar sobre hábitos alimentares saudáveis, trazendo orientações importantes para incentivar, no cotidiano, escolhas mais conscientes para as crianças.
Segundo Christiane da Costa, Coordenadora Pedagógica do Colégio, essa ação dialogam diretamente com a missão do “Rosarinho”. “O cuidado com as crianças é um compromisso que envolve atenção integral ao seu desenvolvimento, contemplando não apenas os aspectos pedagógicos, mas também a saúde, a alimentação e o bem-estar. Inspirados pela proposta Anastasiana-dominicana, compreendemos que esse cuidado se amplia para além das crianças, alcançando também suas famílias, em uma relação de acolhimento, escuta e parceria.”
Dando continuidade a esse compromisso com o cuidado integral, no início do mês de maio, o Colégio recebeu a equipe de agentes de saúde da Unidade Básica de Saúde Neusa Rosália Morales. Durante a visita, foi feita a realização da campanha de vacinação contra a gripe para colaboradores e crianças, além da atualização das cadernetas de vacinação das crianças, fortalecendo a prevenção e a promoção da saúde de toda a comunidade.
Sobre o sucesso das ações, Christiane comenta: “Seguimos consolidando uma educação que integra cuidado, formação e responsabilidade coletiva, valorizando o bem-estar das crianças, das famílias e de toda a equipe escolar. Acreditamos que uma comunidade acolhedora, saudável e consciente se constrói por meio da parceria e do compromisso compartilhado entre todos.”
Christiane da Costa
(Coordenadora Pedagógica)
Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade II - São Paulo/SP
Nos dias 06, 07 e 08 de maio, o Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP, viveu momentos especiais em comemoração ao Dia das Mães. As famílias foram acolhidas para um lanche preparado com carinho, proporcionando vivências marcadas pelo amor, pela partilha e pela convivência.
Os encontros fortaleceram os vínculos entre escola e famílias, valorizando a presença, o cuidado e os laços afetivos tão importantes para o desenvolvimento das crianças. Entre abraços, sorrisos e momentos de emoção, foi possível perceber a beleza construída nas relações do cotidiano escolar.
Inspirada pelo mês mariano, a equipe refletiu também sobre o exemplo de Maria, Mãe de Jesus, reconhecendo em cada mãe — e em todas as mulheres que exercem esse papel com dedicação — a ternura e o amor que acolhem, educam e transformam vidas.


A Assistente de Comunicação do CEIMN, Evelin Mussolini, acrescenta: “O CEIMN agradece a presença de todas as famílias que participaram conosco desses momentos tão significativos, reforçando nossa missão de educar com amor, fé e espírito de comunidade.”
Evelin Mussolini
(Assistente de Comunicação)
Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP
CSCJ promove fim de tarde especial para celebrar o amor de mãe
No dia 08 de maio, a comunidade escolar do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/TO, viveu uma experiência marcada pela emoção, pela união e pela alegria de celebrar quem representa o amor em sua forma mais genuína: as mães.
Reunindo famílias de todos os segmentos escolares, o evento foi pensado com carinho para
proporcionar momentos de conexão, convivência e memórias afetivas entre mães e filhos. O fim de tarde ganhou um significado ainda mais especial quando toda a comunidade saiu em carreata rumo à orla da cidade, em um percurso repleto de entusiasmo, música e expectativa por tudo o que estava por vir.
Ao chegar ao local do evento, o pôr do sol e a energia contagiante dos participantes transformaram o ambiente em um verdadeiro cenário de acolhimento e celebração. As famílias puderam desfrutar de diversas atividades ao ar livre, fortalecendo laços e compartilhando momentos simples, mas profundamente significativos.
Um dos instantes mais emocionantes da programação foi a bênção conduzida pelo padre da Igreja Santos Reis, que mais uma vez esteve presente ao lado do Colégio em um momento especial. Suas palavras de fé, gratidão e proteção tocaram os corações de todos os presentes, reforçando a importância da família, do amor e da união.
E como toda boa celebração também merece movimento e alegria, o grande destaque do anoitecer foi um animado aulão de Zumba. Em meio à música, dança e muita descontração, mães e filhos puderam se exercitar juntos, sorrir, brincar e viver uma experiência leve e inesquecível.
O evento também contou com som ao vivo, trazendo ainda mais energia para a programação, além de pontos de hidratação gratuitos, preparados com atenção e cuidado para garantir o bem-estar de todos os participantes durante toda a tarde.


O Auxiliar de Comunicação e Marketing do Sagrado, Marcelo Medrado, pondera: “Mais do que umahomenagem,esteencontrofoiumaoportunidadedefortalecervínculos,celebrarapresença dasmãesnavidaescolarereafirmarocompromissodonossoColégioempromoverexperiências que vão além da sala de aula; experiências que acolhem, aproximam e criam memórias para toda a vida. Foi uma tarde inesquecível, marcada pelo amor, pela gratidão e pela certeza de que os momentos vividos em família são os que verdadeiramente permanecem em nossos corações.”
Marcelo Medrado
(Auxiliar de Comunicação e Marketing)
Colégio Sagrado Coração de Jesus - Porto Nacional/TO


No mês de maio, o Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday, de Porto Nacional/TO, transbordou emoção com a celebração especial de Dia das Mães. “Foi uma semana inesquecível, repleta de apresentações preparadas com muito carinho por nossas crianças e adolescentes”, explica Mariene Alves da Silva Aguiar, Assistente Social do CEACDAN.
A programação começou com a energia contagiante da turma da Brinquedoteca e foi encerrada com chave de ouro pela delicadeza e beleza da turma de Balé. Sobre o sucesso do evento, a Assistente Social conclui:
“Uma linda homenagem para as pessoas mais importantes na vida de cada ser humano, aquelas que nos geraram, cuidaram, educaram e nos ensinaram a ser, a cada dia, pessoas melhores. Mais do que celebrar, re-
forçamosonossocompromisso:oCEACDANéumparceirodiáriodecadamãe,estamosaquipara caminhar lado a lado, oferecendo o apoio necessário nas lutas cotidianas de tantas mulheres que batalham incansavelmente por um futuro melhor para os seus filhos”
Mariene Alves da Silva Aguiar
(Assistente Social)
Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday – Porto Nacional/TO
Integradas pelo Centro Social Encantos Dominicanos (CESED), de Uberaba/MG, as reuniões mensais com a Coordenação Pedagógica e Professores, denominadas no Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, como REDUC’s, constituem o coração da engrenagem escolar. Longe de serem apenas o cumprimento de uma meta de calendário, esses encontros representam o espaço ideal onde a coordenação e o corpo docente se unem com um propósito claro: alinhar as questões do cotidiano escolar, promover a formação continuada e transformar os desafios da sala de aula em soluções conjuntas, garantindo, em última análise, o sucesso do processo de ensino-aprendizagem.
Essas reuniões consolidam-se como um ambiente de diálogo seguro e acolhedor. É o momento de colocar em pauta dificuldades coletivas — como os índices de indisciplina ou o baixo rendimento — e, de forma madura e integrada, buscar intervenções pedagógicas que sejam de fato eficazes. Além disso, o encontro desempenha um papel fundamental no fortalecimento da equipe, como:
• Compartilhamento de Sucessos: os docentes têm a oportunidade de relatar o que está dando certo em suas salas de aula, promovendo a união do grupo e inspirando novas práticas;


• Protagonismo Docente: a cada mês, um professor assume a responsabilidade de trazer uma temática para ser estudada de acordo com a sua vivência prática. O intuito é compartilhar ideias, trocar informações e gerar reflexões profundas para o crescimento de todos, tanto no âmbito pessoal quanto no papel de educadores atuantes. No mês de maio, tradicionalmente dedicado às mães, a reunião pedagógica ganhou contornos de profunda sensibilidade. A Coordenadora Pedagógica do CESED, Cátia Brant, conduziu uma belíssima reflexão sobre a mulher trabalhadora, abordando de frente os desafios que envolvem a maternidade e as exigências do mercado de trabalho atual. Parafraseando o poeta Mário Quintana, Cátia lembrou que, apesar de ser uma palavra pequena — composta por apenas três letras —, a mãe abriga em si um ser capaz de um amor que simplesmente não conhece limites.
A coordenadora prestou uma homenagem especial àquela mulher que não se contenta em amar e educar apenas os seus próprios filhos, mas que aceita a nobre missão de ensinar, acolher e formar também os filhos de outros trabalhadores. Ressaltou que conciliar a educação dos próprios filhos com a rotina da docência, às vezes, impõe conflitos internos e exige sacrifícios diários. No entanto, mesmo diante de todas as intempéries, a mãe professora consegue acolher seus alunos com carinho, educando-os com resiliência para enfrentar um mundo tantas vezes deseducado e injusto. Catia finalizou exaltando a forma como a mãe professora transforma o afeto em combustível para seguir firme na luta incansável em defesa da educação e do futuro dos adolescentes e jovens.
Para coroar esse momento de entrega e emoção, a reunião abriu espaço para um instante de profunda espiritualidade. Enquanto as professoras mães absorviam e liam as mensagens de carinho que receberam, os professores homens foram convidados a elevar seus pensamentos e orar por suas colegas de trabalho. O gesto culminou em um momento de conexão sincera entre os colegas e Deus, reforçando os laços de respeito, empatia e companheirismo que sustentam a comunidade escolar.
Cátia Helena Brant (Coordenadora Pedagógica do Curso Técnico em Administração) Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG


O Colégio São Domingos, de Araxá/MG, promoveu, no dia 11 de maio, uma programação especial de palestras voltadas à conscientização sobre bullying, cyberbullying e o uso das redes sociais por crianças e adolescentes. As palestras foram conduzidas por Carlos Frederico, Doutor em Educação, Mestre em Ciberinteligência e Especialista em Segurança Pública, e contaram com a participação dos estudantes dos Anos Finais e Ensino Médio, no turno da manhã e à noite, com os pais e responsáveis.
A proposta desses encontros foi ampliar o debate sobre comportamentos que ultrapassam os limites do respeito, especialmente no ambiente digital, orientando famílias sobre riscos e boas práticas quanto ao uso da tecnologia e uma reflexão sobre as habilidades socioemocionais importantes para a formação integral do ser humano.
De acordo com a Psicóloga do CSD, Isabela Rodrigues, a iniciativa integra um trabalho contínuo da instituição e destaca
também o papel das famílias nesse processo. “A proposta é trabalhar a prevenção e o enfrentamento do bullying e do cyberbullying, além de reforçar a importância do respeito mútuo e da responsabilidade nas relações. Incentivamos a participação dos pais, reconhecendo o papel essencial que eles têm na consolidação dessas práticas educativas e no acompanhamento do uso das redes sociais pelos filhos”, afirma.
O CSD mantém outras iniciativas sobre este tema ao longo do ano, como os projetos “Vozes Pelo Respeito”, “Conviver para Crescer” e o “Nosso Olhar”, que prevê a promoção de momentos sistematizados de reflexão sobre temas atuais e relevantes ao cotidiano escolar e social, oferecendo aos alunos um espaço seguro de escuta e expressão de suas demandas pontuais.
Assessoria de Imprensa
Colégio São Domingos - Araxá/MG
“Mosaico de Histórias”: CEIMC celebra 43 anos com série documental sobre as origens da escola social
Em maio, o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, celebrou seus 43 anos. Além da tradicional cerimônia de aniversário, que englobou todas as turmas e colaboradores da unidade escolar, foi realizado ainda o lançamento de uma campanha comemorativa pautada na preservação de memórias da escola.
O projeto, desenvolvido em parceria entre a Equipe de Comunicação e a Pastoral Escolar do CEIMC, nasceu de pesquisas acer-
ca do histórico da escola, desde sua fundação. Com o propósito de resgatar as histórias e memórias relacionadas à fundação do CEIMC, a equipe conduziu entrevistas com familiares, fundadoras, colaboradores e pessoas impactadas pelo trabalho social realizado no CEIMC ao longo das últimas quatro décadas.
O resultado é uma websérie documental em quatro episódios, que vem sendo partilhada nas redes sociais e nos canais de comunicação do CEIMC, além de am-


“Preservar essa história, tão rica, vasta e bonita, é uma missão coletiva. O denominador comum encontrado em todas as entrevistas que realizamos é a certeza de que o CEIMC é fruto de muitas histórias. A escola social nasceu de esforços conjuntos, da luta comunitária e de um sonho partilhado.Éumaalegria,paratodosnós,registraressesdepoimentosecontemplaraimportânciade todas as peças desse mosaico”, afirma.
Os dois primeiros episódios do projeto audiovisual já estão disponíveis no YouTube do CEIMC. O primeiro, entitulado “A mulher por trás do nome”, mergulha na história de Dona Marta Carneiro, mulher de fibra, que encabeçou o movimento social junto aos fieis da Paróquia Sao José, dando origem ao sonho da escola. O segundo episódio, “Missionárias da fé”, costura depoimentos emocionantes sobre as décadas de trabalho e missão dedicadas pelas Religiosas fundadoras do CEIMC, Irmã Anita Rocha, Irmã Terezinha Azevedo e Irmã Marie France Jougla, que tanto se doaram à comunidade.
Pedro Henrique Marino
(Assistente de Comunicação)
Centro de Educação Infantil Marta Carneiro - Uberaba/MG plamente difundida em toda a comunidade escolar. Segundo o Assistente de Comunicação do CEIMC, Pedro Henrique Marino, a iniciativa integra as ações de produção e registro de material documental sobre a escola.

Clique ou acesse o QR Code e assista aos episódios!


Há experiências que ultrapassam o tempo de uma tarde e permanecem para sempre na memória e no coração. Assim foi a Ação Solidária de Campo do Movimento Juvenil Anastasiano do Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, na APACN (Apoio à Criança com Câncer), realizada no dia 22 de maio.
Muito antes da chegada à instituição, a solidariedade já se fazia presente nos corredores do Colégio. A mobilização da comunidade educativa para a arrecadação de alimentos, produtos de higiene e limpeza, revelou, mais uma vez, a força da empatia quando colocada em prática. Cada doação entregue carregava mais do que ajuda material: levava cuidado, atenção e esperança para tantas famílias acolhidas pela APACN.
Ao chegarem à instituição, os estudantes encontraram histórias marcadas pela coragem, pela superação e pela luta diária enfrentada pelas crianças, adolescentes e suas famílias durante o tratamento oncológico.
“Foi justamente no encontro com essas histórias que nasceu o verdadeiro sentido da experiência. Entre conversas, brincadeiras, atividades recreativas, música e dança, os jovens do MJA puderam viver um momento profundo de escuta, acolhimento e humanidade. Mais do que proporcionar alegria, eles também foram transformados pela leveza dos sorrisos, pela força dos pequenos gestos e pela beleza dos encontros sinceros. A presença atenta, o carinho compartilhado e a disposição para estar junto fizeram toda a diferença naquele dia. Afinal, ajudar vai muito além de doar: é oferecer tempo, afeto, escuta e presença verdadeira”, comenta Fabiane Cessetti, Gerente de Comunicação e Marketing do Colégio.
A ação reafirma um dos maiores propósitos do MJA: formar jovens capazes de olhar para o outro com sensibilidade, responsabilidade e empatia. Experiências como essa ensinam que a solidariedade não acontece apenas em grandes ações, mas principalmente nos gestos simples, que aproximam pessoas e transformam realidades. A tarde foi marcada pela emoção, pela alegria e pelo amor ao próximo — uma experiência que permanecerá para sempre entre as mais bonitas memórias construídas pelo MJA Rosário.
Fabiane Cessetti (Gerente de Comunicação
e Marketing)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR
Em setembro de 2025, um grupo de professores do Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, esteve em Goiânia/GO, para participar do I Encontro de Pastoralistas da Rede Anastasiana-Dominicana.
A programação constituiu uma experiência marcante de partilha, aprendizado e fortalecimento da caminhada em rede.
Entre as atividades vivenciadas, uma delas marcou especialmente a equipe do Rosário: a elaboração coletiva de uma colcha de retalhos. Cada escola levou um tecido diferente, representando sua identidade, sua história e suas riquezas. “Ao unir cada pedaço, compreendemos que a beleza não está na uniformidade, mas na capacidade de reunir diversas experiências com o mesmo propósito. Assim também é nossa missão como rede: cada instituição


possui sua marca e seus desafios, mas, juntas, formamos algo maior, mais forte e significativo. A colcha tornou-se símbolo da comunhão, da colaboração e da construção coletiva que desejamos viver em nossas escolas”, explica Luciana Lotito Siufi, Pastoralista do Colégio.
Em maio de 2026, a comunidade escolar do Rosário recebeu a colcha finalizada e se emocionou com sua beleza. Sua chegada aconteceu em um momento muito especial: a preparação dos alunos do 6º e 7º ano para a confissão, antes do Sacramento da Primeira Comunhão. A colcha os recordou que a vida também é feita de muitos recortes: alegrias, acertos, fragilidades e recomeços. E a reconciliação ajuda a restaurar aquilo que precisa ser renovado em cada coração.
Em seguida, o Rosário se reuniu novamente com a equipe que participou do encontro em Goiânia, recordando-se da importância de continuar tecendo essa rede: trocando ideias, fortalecendo a identidade e construindo, pouco a pouco, uma escola cada vez mais unida, humana e evangelizadora.

Tendo em vista a importância desse movimento, Luciana reflete: “Que sigamos, inspirados por Madre Anastasie, vivendo com simplicidade, sabedoria e audácia, na construção de uma rede de escolas que leve esperança e transformação às pessoas. Afinal, somos fios de uma mesma missão — e quanto mais unidos estivermos, mais bela será a colcha que construiremos juntos.”
Luciana Lotito Siufi
(Pastoralista)
Colégio Nossa senhora do Rosário - São Paulo/SP
DICA PNSR
A sugestão cinematográfica de junho vem direto do Movimento Juvenil Anastasiano do Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR. Beatriz Neuvalt Pesch e Valentina Parizotto Carvalho, que são alunas do 9º ano, participantes da Catequese e integrantes do MJA, indicam o filme “Fátima – A história de um milagre”. Dirigido pelo italiano Marco Pontecorvo e lançado em 2020, o longa retrata os eventos de 1917 em Portugal, quando três crianças pastoras testemunharam aparições da Virgem Maria. Os episódios ocorreram em meio ao ceticismo da Igreja e da sociedade, e culminaram no famoso “Milagre do Sol”. As alunas do MJA partilham suas reflexões sobre o filme, que está disponível na Netflix:.



“Nossa Senhora de Fátima não apareceu apenas aos três pastorinhos. Ela veio para nos mostrar que Deus não escolhe apenas os perfeitos, mas aqueles que estão dispostos a dizer ‘sim’ de todo o coração. A sua oração tem poder. Assim como Nossa Senhora pediu a Lúcia, Francisco e Jacinta que rezassem, nós também pedimos a você: reze, reze e reze pela paz no mundo.”
Beatriz Neuvalt Pesch e Valentina Parizotto Carvalho





