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APáscoaéumamensagemuniversaldeesperança,derenovaçãoederecomeço.Ésímbolode superação diante do impossível. Significa o encontro com Deus, com o outro e com a natureza. É a inauguração do ser humano novo, plenamente realizado, divinizado. Por isso, somos seres vocacionados à transcendência. Somos parte do infinito de Deus.
A Páscoa nos torna pessoas de passagem: nunca chegadas, nunca instaladas, mas felizes por estar vivas hoje. Assim, amamos a vida, a amizade, o encontro, a partilha.
A Páscoa é um chamado à esperança e à ação para superar os conflitos atuais, lembrando que a Ressurreição é luz e vida.
A Páscoa de Jesus é a vitória da vida sobre a morte. O homem de Nazaré não se deixou confinar pela morte. Não ficou prisioneiro do túmulo. A mensagemdotúmulovazioéque nenhuma escuridão é definitiva. Jesus ressurgiu como sinal de que o amor, a justiça e a verdade não podem ser enterradas. Deixemos brotar a esperança da Páscoa em nossas vidas e no mundo.

Vivemos num mundo marcado tanto pela beleza, pelo conforto e pelo prazer, quanto pela dor, pelo vazio e pelo mal. A Páscoa nos diz que não existe noite que impeça a aurora. Jesus não foi poupado do sofrimento e do abandono. A Páscoa nos convida a enfrentar as dores do presente com coragem e fé, certos de que a crise não tem a última palavra. Nenhuma morte é irreversível. “Há sempre um terceiro dia” (Frei Betto).
Não vemos a Ressurreição contemplando os restos da morte. Não podemos celebrar a Páscoa sem continuar a enfrentar as noites que trazemos no coração e as sombras de morte que, muitas vezes, pairam sobre o mundo. A morte não é a última fronteira.
Só podemos contemplar o Ressuscitado no mistério da vida. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
A alternativa cristã é: vida ou ressurreição (Pe. Casaldáliga).
“Uma sociedade só é saudável quando protege a sacralidade da vida” (Leão XIV).
A Ressurreição nos faz descobrir a verdadeira extensão da vida. Por isso, só no compromisso com a vida é que podemos encontrar o Deus da Vida.
Deus é Amor. Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 13,1). O ser humano, por ser imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26), também é chamado a amar o mundo e a sociedade na qual vive. Para Jesus, a nossa felicidade depende de nossa capacidade de amar no terreno da história. Fazer acontecer a Páscoa é fazer acontecer o amor onde a vida do ser humano não é vida e, menos ainda, não é vida em abundância.
A vida de Jesus foi pautada pela solidariedade feita estilo de vida, internalizada como projeto pessoal. Jesus, ao ressuscitar, inaugura uma nova forma de presença junto aos seus. Doravante, nós — simbolizados em Pedro, João e Maria Madalena — amparados pela fé da Mãe de Jesus e movidos pelo Espírito, descobriremos novos caminhos de ir ao seu encontro na missão: não se trata mais de olhar para o céu, nem para o chão, mas para o rosto do irmão e da irmã. Constitui-se a comunidade póspascal, convite que nos é feito a nos envolver nesta dinâmica.
A vida do Ressuscitado é uma vida entregue de muitas formas em ações concretas pelas pessoas de seu tempo, ensinando um jeito de ser humano, um jeito de ser gente ao lado de outras pessoas. Ele encontra irmãos já não de carne e sangue, mas da humanidade. Para sermos Páscoa e fazermos a Páscoa acontecer, tornar-se história, precisamos ser próximos, solidários, participantes ativos nas lutas por um mundo novo, “acender a chama da vida é fazer a terra inteira feliz”.
Assim, a Páscoa é tempo de nos humanizarmos pela ternura, pela bondade e pela cordialidade mútua. Nós podemos contribuir com a vida, no ritmo do Espírito, crescendo em corresponsabilidade, dando asas à vida, na alegria de cada dia, no amor de cada dia, na esperança de cada dia, enfim, tendo um “caso de amor com a vida”. Porque não são ideias que mudam o mundo, mas atitudes.
A Ressurreição nos chama à ação. O Deus Criador nos convida a recriar a nova humanidade. Ressuscitar hoje pede remover as “pedras pesadas” que massacram a humanidade; traduz-se em ressurreições cotidianas, visíveis, palpáveis: cuidar dos mais pobres, preservar a natureza, alcançarapaz,combaterasdesigualdades,nãodeixararderasferidasdoegoísmoedaindiferença, agir com compaixão, erguer os desanimados, dar voz aos silenciados, partilhar o pão, investir na educação de qualidade, viver uma cultura do encontro e do diálogo, despertar corações para proteger a vida e a dignidade.
É recomeçar, fertilizando terrenos para novas semeaduras. Fazer a escolha diária pela vida, a vida plena. Porque, “lavar o pranto do mundo”, recompor o mundo quebrado é um modo de atualizar a experiência da Ressurreição e viver a nossa vocação.
Cristoressuscitadoéaguinadadefinitivadahistóriahumana(PapaFrancisco).Cristovive,esua vitória é a garantia de que sonhos brotados do coração e da fé são sementes de um “novo céu e de uma nova terra” (Frei Betto).
Nossa história pessoal e o caminho da humanidade estão nas mãos de Deus e na nossa atuação missionária. Em sintonia com o movimento de Jesus que nos encaminha para a missão, que nós nos sintamos enviadas a transformar o mundo, sendo testemunhas críveis, através de nossas palavras e de pequenos gestos cotidianos, atendendo ao convite do Ressuscitado: “Ide,portanto…”(Mt28,19),construamomundonovoabertoaoReinodeDeus,ReinodeAmor, de Paz e de Fraternidade.

Irmã Nilce Velozo de Oliveira é Dominicana de Monteils, residente da Comunidade Bom Pastor, de Goiânia/GO.
Informativo organizado e diagramado pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário – Irmãs Dominicanas de Monteils. Contato: comunicacao@dominicanasdemonteils.org.br / Versão on-line: issuu.com/nucleopnsr Instagram: @irmasdominicanasdemonteils Facebook: fb.com/IrmasDominicanasdeMonteils


Assembleia Geral Ordinária da ASSEIJ é marcada por partilhas e eleição da Diretoria para o quadriênio 2026-2030
Entre os dias 18 e 20 de março, 33 Irmãs, associadas da Associação Educadora da Infância e Juventude (ASSEIJ), estiveram reunidas em Assembleia Geral Ordinária nas dependências do Centro de Espiritualidade Tomás de Aquino (CETA), em Uberaba/MG. Três associadas, impossibilitadas de participar presencialmente, acompanharam a Assembleia de forma virtual. A pauta da Assembleia constou de:

• Prestação de contas e aprovação do balanço referentes ao exercício de 2025;
• Outros assuntos de interesse das associadas;
• Eleição da Diretoria da Mantenedora para o quadriênio 2026-2030.
No primeiro dia de Assembleia, a contadora da ASSEIJ, Elisangela dos Santos Abreu, apresentou o balanço de 2025 comparativo com 2024, das várias unidades da mantenedora: a sede e suas 9 filiais. O balanço foi aprovado pelas associadas e pelo Conselho Fiscal. No dia 19, foram tratados vários assuntos referentes aos trabalhos e interesses das Irmãs na condução da Educação de qualidade para os alunos das escolas da rede e o atendimento às demandas sociais que envolvem as várias unidades da ASSEIJ. No terceiro dia, foi eleita a Diretoria da ASSEIJ para os próximos 4 anos. A Diretoria eleita ficou assim constituída:
• Diretora Presidente: Irmã Irismar Sousa de Menezes
• Diretora Vice-presidente: Irmã Virgínia Helena de Sousa
• Diretora Secretária: Irmã Vanda Heleusa de Resende
• 1ª Diretora Financeira: Irmã Aida Noelia Rodriguez Lezcano
• 2ª Diretora Financeira: Irmã Isolina Auxiliadora Alves
• Conselho Fiscal: Irmã Tânia Goretti dos Santos, Irmã Eulália Borges Vidigal e Irmã Romi Raupp Behenck
Em conclusão, Irmã Vanda Heleusa de Resende roga: “Que as luzes do Divino Espírito e a sabedoria que assenta junto ao trono do Pai nos acompanhem e guiem todas as nossas ações na busca da verdade, da justiça e da paz”.
Irmã Vanda Heleusa de Resende (Diretora Secretária)



Banhado pelas generosas águas do Rio Tocantins, o município de Porto Nacional repousa sobre as memórias de um tempo em que as embarcações eram o pulso do sertão. Muito antes das pedras de seus casarões coloniais serem erguidas, a terra já ecoava os passos e cantos do povo Xerente. Com sua resiliência inabalável e organização social complexa, os indígenas teceram a identidade cultural da região.
Em 1904, as Irmãs Dominicanas de Monteils aportaram naquele solo com sonhos e
objetivos. Elas acreditavam que a educação era a bússola necessária para orientar o progresso em meioàvastidãotocantinense. Ali,estabeleceramagênesedoqueviriaasetornaroColégioSagrado Coração de Jesus, primeira grande instituição de ensino da região.
Em 31 de maio de 1942, naquela terá marcada pela ancestralidade indígena e pela ação missionária dominicana, o trabalhador rural Agenor Lúcio Ferreira e a dona de casa Domingas Sanches Ferreira escreviam um novo capítulo de sua história. Sob o teto de um lar fundado na fé e no trabalho, nascia Ana Lúcio Ferreira, um dos doze frutos desse amor, que florescia com o vigor do sertão. Enquanto o pai – homem de respeito e lida incansável – dividia-se entre o cultivo na fazenda e o movimento de um pequeno comércio de cereais na cidade, a casa vibrava com a energia de uma famílianumerosa.Apesardosdesafiosdaépoca,AnacresceutestemunhandooesforçodeAgenor e a dedicação de Domingas, que garantiam que, mesmo em meio a doze filhos, nunca faltasse o essencial.
O apreço pela introspecção e a força da fé foram traços marcantes da personalidade de Aninha, desde os primeiros anos. “Eu gosto muito do silêncio, aquele silêncio do café da manhã. Quando você tem um pouco daquele silêncio, ele ajuda você, o dia todinho, a caminhar. E eu era sempre assim. Meu pai sempre perguntava. Falava: ‘Cadê Ana?’ E a mamãe respondia: ‘Tá lá no quintal, lá nos pés de goiaba’. Eu ia pro pé de goiaba para rezar. Eu abraçava o tronco da goiabeira e falava: ‘Jesus, o Senhor está aqui comigo!’ Eu falava com Jesus abraçada no tronco da goiabeira!”, partilha.
Ainda durante a infância, Aninha teve seus primeiros contatos com as Religiosas Dominicanas, por meio de ações e projetos promovidos pelo Colégio na região. “Ali eu fiquei conhecendo várias Irmãs. Elas davam aula e tinha o trabalho doméstico, o bordado pra fazer... Elas tinham uma casa que ficava distante do Colégio, e punham as meninas pra fazer artesanato, fazer camisetinhas pra
recém-nascido. Eu fiz demais lá, junto com elas! Costurava junto com elas. E aí eu fui crescendo no meio delas”, explica.
Com o passar do tempo, esse contato, aliado à religiosidade que já era vivenciada no seio familiar, começou a criar raízes. “De repente me deu aquele entusiasmo pra ser freira, pra seguir a vida religiosa”, conta.
Em um primeiro momento, os pais da jovem ficaram inseguros em relação ao despertar vocacional da filha. O acesso restrito à escolaridade e a pouca idade de Aninha os preocupavam. No entanto, ela já tinha o discernimento de que sua jornada seria direcionada por outros trilhos. “Eu ia para a festa, brincava com todo mundo, tinha ambientes bons e pessoas boas no meu ambiente.Maseusentiaquetinhaalgodiferentenaminhavida.Aíeufalei:‘Euqueroserfreira.Jesusestá me chamando’”, relembra.
Quandoadecisãofoitomada,SeuAgenoreDonaDomingasforam,juntoàfilha,aoencontroda Madre Superiora responsável pela admissão de vocacionadas. Entregaram a ela a confiança e o cuidado, garantindo que as portas sempre estariam abertas caso os ventos do destino trouxessem Aninha de volta ao lar da família.
Com fé e resignação, a jovem embarcou em um avião da Força Aérea Brasileira, que pousou no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia/GO. Nessa oportunidade, Ana conheceu o Externato São José e foi acolhida pelas Irmãs, durante quase um mês, em preparação a sua entrada para o Noviciado. Ao fim dessa experiência, enfim, embarcou para Uberaba.
A chegada no Triângulo Mineiro foi marcada por um período de adaptações e choques culturais para a jovem, que pela primeira vez, se via tão distante de sua velha e conhecida Porto Nacional. Duranteasprimeirassemanas,elaesperouatéqueasoutrasmeninasquetambémingressariam no Noviciado chegassem em solo uberabense.
“Fiquei esperando um mês. Quando foi fevereiro, chegaram três de Belém. Eu lembro como hoje:trêsdeBelém,eudePortoNacional,edoRioachoquechegarammaisduas.Euseiqueéramos uma turma de oito. E aí nós começamos a vida, né?”, relembra.
O Noviciado foi, para Aninha e suas companheiras, um tempo de discernimento e aproximação da Vida Religiosa. O momento de trabalhar, intelectual e fisicamente, em prol de seu despertar vocacional e da formação que as levaria ao caminho consagrado.
Quando concluiu sua jornada como noviça, Irmã Ana Lúcio voltou a Porto Nacional. Lá, passou umasemanaaoladodafamília,momentomarcadoporreencontrosacolhedoresegrandesemoções. Logo em seguida, foi transferida para Conceição do Araguaia, no Pará.



Clique aqui ou acesse o QR Code e conheça a história completa de Irmã Aninha, no Podcast Vidas Anastasianas!

Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.


ARTIGO DE OPINIÃO
DA INTERIORIDADE À MISSÃO QUE TRANSFORMA
A Mulher Anastasie nasce do silêncio fecundo, onde Deus fala baixo ao coração. Inspirada pelo testemunho de Madre Marie Anastasie, fundadora da Congregação Nossa Senhora do Rosário de Monteils,elanãosedefineprimeiropelofazer,maspeloser:umamulherenraizadaemDeus,cuja força brota da oração, da escuta e da docilidade à vontade divina.
Como nos recorda o Evangelho, “ninguém acende uma luz para colocá-la debaixo de uma vasilha,masnaluminária,ondeelabrilhaparatodos”(cf.Mt5,15).ÀluzdessaPalavra,compreendemos sua vida como uma presença luminosa: serena, que não se impõe, mas permanece; que não ofusca, mas aquece; que não se exibe, mas ilumina caminhos, sobretudo nas entrelinhas de suas cartas.Énelasquepulsaumcoraçãoprofundamentehumano,conscientedesuaprópriatravessia espiritual. Por isso, com humildade desarmada, ela reconhece, no Documento 137, página 86, do Volume 2 das “Cartas de Madre Anastasie”, sobre a análise sobre a pureza de intenção no governo da comunidade em geral, e sobre as relações com cada Irmã em particular: “Compreendi, sem me enganar, que agi, em geral, por rotina e mecanicamente…quanto ao que se refere meu cargo e ao que deveria fazer, isto ou aquilo, eu cumpri, mas com certo esforço e, na sequência, às vezes com negligência e preguiça como, por exemplo, visita às casas. Não tive bastante cuidado de tudo ver, de tudo retomar e corrigir… não fui firme com relação ao governo e à vigilância…”.

Longe de diminuir sua grandeza, essa confissão a revela em sua verdade mais profunda. De fato, sua santidade não nasce da ausência de falhas, mas da abertura: deixar-se alcançar pela graça e, continuamente, refazer-se em Deus. É justamente nesse movimento interior que tocamos o coração do verdadeiro cristianismo: reconhecer a
potência do amor de Deus , um amor que não apenas sustenta, mas recria, converte e envia. Assim, como nos lembra a Palavra, “amemos umas às outras, porque o amor vem de Deus” (cf. 1Jo4,7).Édesseamor,portanto,quebrotamtodavocação,todamissãoetodafecundidade.
A Mulher Anastasie é, portanto, peregrina da conversão. Não se apoia em si mesma; ao contrário, abandona-se, com confiança, nas mãos de Deus. Assim, reconhece suas fragilidades, mas nãosedetémnelas;antes,permitequeoamordivinoastransformeemcaminhodecrescimento.
Desse modo, sua vida se revela como unidade: contemplação que gera ação, silêncio que se faz presença, oração que se traduz em cuidado. Em tudo, há uma convergência para o amor vivido, concreto, encarnado, cotidiano.
Por conseguinte, esse amor transborda nas relações. Madre Anastasie mostra-se misericordiosa, paciente e atenta. Sua humanidade não é obstáculo, mas lugar privilegiado de encontro com Deus. E, mesmo consciente de seus limites, ensina que a caridade é um exercício diário, que exige vigilância interior e constante abertura à graça.
No âmbito da missão educativa, seu testemunho torna-se ainda mais luminoso. Educar, para ela, é amar com gestos concretos: é cuidar das Irmãs, dos pobres, dos doentes, dos pequenos; é, em essência, conjugar o verbo “acolher”. Assim, a missão se configura como espaço de presença verdadeira, onde cada pessoa é reconhecida em sua dignidade e chamada a florescer.
Dessa forma, a força feminina que emerge de seu carisma não é ruidosa, mas profundamente espiritual. Nasce da interioridade, alimenta-se do amor de Deus e se expressa em gestos que geram vida, esperança e transformação.
Énessehorizontequeopoema“Ressalva”,deCoraCoralina,nosrecordaqueserMulherAnastasie, hoje, é assumir essa travessia interior: olhar-se com verdade, acolher o amor de Deus na própria história e deixar que ele transborde em gestos concretos de amor:
Ressalva
“Este livro foi escrito por uma mulher que na tarde da vida recria e poetiza sua própria vida.
Este livro foi escrito por uma mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.
Este livro:
Versos… Não.
Poesia… Não.”

ÀluzdavidadeMadreAnastasie,essesversostornam-semaisdoquepoesia:tornam-severdadeira chave de leitura. De fato, tanto Cora Coralina quanto Anastasie escrevem com a própria vida. Por isso, suas histórias não se esgotam em palavras, mas se tecem em lutas, revisões, quedas e recomeços.
Nesse sentido, “remover pedras e plantar flores” eleva-se a uma autêntica imagem espiritual: reconhecer os próprios limites, sem neles se aprisionar, e transformar fragilidades em possibilidade de graça. Assim, a autocrítica de Madre Anastasie não a paralisa; ao contrário, a desloca, a converte e a impulsiona ao recomeço.
Do mesmo modo, quando Cora afirma “Versos… Não. Poesia… Não.”, revela o essencial: há existências que ultrapassam o discurso e se tornam testemunho. É nessa perspectiva que Madre Anastasie se apresenta, não apenas em palavras, mas como encarnação do amor de Deus no cotidiano.
Diantedisso,somosconduzidasàfonte.Somosconvidadasabeberdoprópriopoço,ondeDeus nos espera com sua água viva, aquela que sacia a sede mais profunda de sentido, de verdade e de amor.
Com efeito, o verdadeiro cristianismo não consiste no acúmulo de práticas, nem na busca ansiosa por uma perfeição inalcançável, mas no abandono confiante ao amor que nos precede. Trata-se, portanto, de permitir-se ser amada por Deus e, transformadas por esse Amor, tornar-se presença viva de sua graça no mundo.
Assim, que essa luz, colocada na luminária, ilumine também a nossa caminhada e nos conduza a uma experiência cada vez mais profunda de Deus, na vida fraterna e na missão.
Por fim, que, à semelhança de Madre Anastasie, vivamos uma fé encarnada, na qual o desejo verdadeiro se faz gesto e o amor se traduz em vida. Pois, como ela mesma nos ensina:
“Ame muito a Deus. O desejo verdadeiro gera atos de amor que se manifestam em nossas ações.” Desse modo, nossa existência tornar-se-á luz que permanece, fonte que jorra e testemunho silencioso, reflexo vivo do amor de Deus que continua, discretamente, a transformar o mundo.


Profª Karla Giselle Rodrigues é Coordenadora da Pastoral Escolar do Colégio Externato São José, de Goiânia/GO. Formada em Letras pela Universidade Estadual de Goiás, Especialista em Gestão Escolar e Mestranda em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO).

A sustentabilidade se constitui como um dos alicerces fundamentais que sustentam a missão educativa da Rede de Educação Anastasiana-Dominicana. Para as instituições de ensino que carregam o legado vivo de Madre Anastasie, o compromisso com o meio ambiente transcende o currículo acadêmico, traduzindo-se em uma ética do cuidado que permeia toda a vivência escolar. Ao promover ações sustentáveis concretas, as escolas não apenas educam para o futuro, mas oferecem uma resposta assertiva e urgente ao chamado do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’, reforçando a responsabilidade compartilhada de zelar pela Casa Comum.
É sob essa perspectiva de harmonia entre a fé, a ciência e a cidadania que emerge uma importante ação, exercida no Colégio Nossa Senhora do Rosário e Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2, de São Paulo. As unidades são parceiras de longa data do projeto Tampinha Legal, o maior programa socioambiental de caráter educativo em economia circular do plástico da América Latina.
Realizado desde 2010, pelo Instituto SustenPlást, o programa promove a coleta de tampas plásticas para reciclagem. São mais de 3 mil pontos de coleta, como os Colégios Rosário de São Paulo, em todo o Brasil.
Dados do Instituto reforçam um grandioso ganho ambiental: cada 1 kg de tampinhas plásticas recicladas representa, aproximadamente, 1,5 kg de CO₂ que deixa de ser emitido na atmosfera. Para




O que coletar?
além das métricas ambientais, há também impacto social: o movimento gera sustentabilidade financeira para entidades assistenciais atendidas pelo Tampinha Legal, que recebem 100% do valor da venda do material reciclável.
Segundo Sandra D’Eva, Secretária Escolar do Rosário São Paulo, a entidade assistida pelo Colégio é a Casa Gina, que conta com projetos de acolhimento familiar e distribuição de alimento para pessoas em vulnerabilidade social. “A Casa Gina conta com 174 voluntários para a execução do projeto. Após a retirada nos pontos mencionados, as tampinhas são separadas por cor, ensacadas e vendidas para empresas de reciclagem. O valor arrecadado destina-se à produção de marmitas para moradores de rua, compra de cadeiras de rodas e de enxovais para recém-nascidos”, explica.
O Tampinha Legal é um projeto amplamente difundido, com adesão de instituições, iniciativas e ONGs espalhadas pelo Brasil. De acordo com Sandra, esse trabalho faz grande diferença: “Em 2025, foram recolhidas aproximadamente 1.846 toneladas de tampinhas, o que evita uma emissão de 2.250 toneladas de CO₂”, pontua.
A parceria com o Tampinha Legal consolida-se, também, como uma poderosa ferramenta pedagógica. Ao transformar o gesto simples do descarte em um ato de solidariedade e preservação, os colégios incutem nos estudantes, desde os primeiros anos da jornada escolar, a consciência de que a sustentabilidade é uma prática cotidiana. Que essa iniciativa possa inspirar e movimentar as iniciativas sustentáveis de todas as unidades educacionais que integram a rede!
Tampas plásticas de: garrafas, refrigerantes, água, produtos de limpeza, produtos de higiene, remédios, canetas, sorvetes, manteiga e requeijão.


Sandra D’Eva é formada em Pedagogia e Psicopedagogia e integra a equipe do Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, desde 1990.


No dia 13 de fevereiro, o Centro de Ação Comunitária
Dom Alano du Noday (CEACDAN), de Porto Nacional/ TO, realizou o Baile da Alegria, evento dedicado aos integrantes do grupo de idosos da unidade. Com o objetivo de promover a socialização, o bem-estar e o resgate cultural por meio das tradicionais marchinhas de Carnaval, os participantes compareceram a caráter, fantasiados. O evento, que contou com um público estimado de 25 pessoas, foi marcado por momentos de grande animação, estimulando a integração entre os participantes e a prática de atividades recreativas. Após as atividades, foi servido um café da manhã especial, proporcionando um espaço de convivência e fortalecimento de vínculos.
A Assistente Social da instituição, Mariene Alves da Silva Aguiar, destaca: “A ação reforça o compromisso do CEACDAN em oferecer ações que priorizem a qualidade de vida e o acolhimento da terceira idade, valorizando o papel do idoso na sociedade. ”
Mariene Alves da Silva Aguiar (Assistente Social)


Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday – Porto Nacional/TO
No Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP, o mês de fevereiro foi dedicado ao valor da espiritualidade. Os alunos foram convidados a refletir, de forma simples e significativa, sobre a presença de Deus em suas vidas. “Em sintonia com a Campanha da Fraternidade, a equipe trabalhou a proposta ‘A primeira Casa de Jesus’, recordando que Ele deseja habitar em nossos corações”, comenta a Assistente de Comunicação do CEIMN, Evelin Mussolini.


Evelin Mussolini
(Assistente de Comunicação)
Ao longo das atividades, as crianças foram incentivadas a compreender que um coração onde Jesus mora é um coração cheio de amor, gratidão e generosidade. Esses valores foram vivenciados no dia a dia, nas partilhas, nas orações e nas pequenas atitudes de cuidado com o outro. Como gesto concreto, a equipe realizou a Campanha de Solidariedade em prol dos moradores de Ubá/MG, município que se recupera dos efeitos das severas chuvas recentes. A ação fortaleceu nas crianças o sentido de fraternidade e o compromisso com o próximo. A participação das famílias também foi fundamental para tornar o momento ainda mais especial, reforçando os laços de comunhão e ajuda mútua.
Outro momento marcante foi a vivência do Dia de São José. De forma lúdica e significativa, uma das crianças, caracterizada como o santo, percorreu os espaços da escola levando uma mensagem especial: entregou a cada colaborador uma oração, semeando fé, carinho e espiritualidade por todo o ambiente escolar. Segundo Evelin, atividades como essas causam grande impacto positivo: “Assim, seguimos cultivando, desde a infância, corações sensíveis à presença de Jesus, tornando cada criança um sinal vivo de amor, fé e esperança. ”
Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré – Ribeirão Preto/SP
Concessão de uniformes gratuitos para 2026 é um dos benefícios sociais do CESED
No dia 23 de fevereiro, os alunos do Curso Técnico do Centro Social Encantos Dominicanos, de Uberaba/MG, receberam os uniformes para o ano letivo de 2026. A concessão dos uniformes sem custo é viabilizada por parcerias com uma série de patrocinadores, contribuindo de maneira efetiva para a inclusão social educacional. O CESED é uma ação de responsabilidade social do Colégio Nossa Senhora das Dores, oferecendo bolsas sociais há mais de 20 anos. Anualmente, são ofertadas 100 vagas para o Ensino Técnico em Administração, para jovens de 15 a 24 anos. Os estudantes são contemplados com bolsa de
estudos integral e benefícios complementares, como vale-transporte, lanche diário, uniforme e material didático.
As ações de apoio ao estudante bolsista são realizadas pelo setor de Serviço Social, visando subsidiar os atendimentos da assistência educacional. As atividades desenvolvidas pelo setor têm por objetivo identificar as expressões da questão social presentes na vida dos estudantes e familiares, visando o acesso e a permanência no âmbito educacional, contribuindo, assim, para a inclusão e igualdade de oportunidades no acesso ao ensino de qualidade. O setor oferta acolhimento, orientações e encaminhamentos para atendimento no conjunto das demais políticas sociais, visando o acesso e a permanência nas atividades educacionais.


A Assistente Social do CNSD, Angélica Maria Silva Trida, afirma: “O Centro Social Encantos Dominicanos oferta bolsas de estudos e benefícios complementares para estudantes de baixa renda. As ações são regulamentadas em conformidade com a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (CEBAS), constituindo ações das políticas de inclusão social educacional.”
Angélica Maria Silva Trida
(Assistente Social)
Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG
CEIMC celebra os 206 anos de Uberaba com um mergulho nas riquezas do município

No mês de março, o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/ MG, se mobilizou para celebrar a história de sua terra natal. Em comemoração aos 206 anos do município, a comunidade escolar mergulhou em uma jornada pedagógica para valorizar as riquezas que tornam a cidade única: a cultura, a espiritualidade, a arquitetura e a agropecuária.
Com o objetivo de enriquecer a compreensão sobre a identidade local, as turmas exploraram os cartões-postais, símbolos, meios de transporte e atividades culturais da região, além da paisagem rural e urbana de Uberaba. Em meio a pinceladas vibrantes, colagens e maquetes, os alunos criaram trabalhos artísticos em homenagem ao aniversário da cidade, destacando com orgulho o marco de seus 206 anos.
As atividades foram além da sala de aula, transformando o aprendizado em uma experiência sensível de

pertencimento. Através de uma mostra pedagógica, que enfeitou o salão do bloco Administrativo do CEIMC, a escola exibiu o olhar das crianças sobre a cidade, com muita criatividade.
Outro ponto alto das celebrações foi a parceria com o Museu do Zebu, que resultou em uma visita animada e na partilha sobre a importância da agropecuária para a economia e a cultura do Triângulo Mineiro. Esse contato direto com a história viva da cidade permitiu que as crianças compreendessem, desde cedo, como a atividade agrícola coloca Uberaba em destaque no cenário mundial.
Ao final dessa jornada, o sentimento que reverberou entre educadores e alunos foi o de gratidão. O Assistente de Comunicação do CEIMC, Pedro Henrique Marino, destaca: “Celebrar Uberaba é, acima de tudo, honrar a trajetória de um povo e semear nos pequenos o amor por suas raízes, garantindo que a história de nossa cidade continue sendo escrita com empenho, consistência e ternura.”
Pedro Henrique Dahdah Marino
(Assistente de Comunicação)
Centro de Educação Infantil Marta Carneiro – Uberaba/MG
Dia Internacional da Mulher no CNSD é marcado por
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, promoveu uma celebração interna marcada pela sensibilidade, escuta e espiritualidade. Todas as colaboradoras foram convidadas a viver um momento especial na Capela, pensado com carinho para ir além de uma simples homenagem, sendo um convite ao encontro consigo mesmas. A celebração teve início com uma profunda reflexão sobre o ser mulher — suas forças, suas dores e as múltiplas dimensões que compõem sua existência. Em um ambiente acolhedor e silencioso, cada participante foi conduzida a olhar para sua própria história, reconhecendo as marcas que carrega, muitas vezes invisíveis aos olhos dos outros.


Um dos pontos mais tocantes do encontro foi a partilha sobre a importância das mulheres serem apoio umas para as outras. “Em meio à correria do dia a dia, tantas vezes nos dedicamos intensamente ao cuidado do outro — acolhemos, escutamos, resolvemos problemas — e, sem perceber, nos deixamos em segundo plano. Foi lembrado, com delicadeza e verdade, que, em muitos momentos, somos nossosmaioresalgozes,noscobrandoexcessivamente, nos boicotando e adiando o cuidado com nós mesmas”, pondera a Coordenadora de Escola em Pastoral, Lígia Del Nery. Como gesto concreto de libertação e renovação, cada colaboradora foi convidada a escrever em um papel aquilo que já não lhe pertence mais: sentimentos, atitudes, lembranças ou até mesmo situações e vínculos que já cumpriram seu papel em suas respectivas trajetórias. Reconhecendo que tudo isso contribuiu para a mulher que hoje são, o con-
vite foi também para agradecer — mas, com coragem, deixar ir aquilo que já não faz mais sentido.
Em um momento simbólico e profundamente significativo, esses papéis foram queimados. O fogo, sinal de transformação, representou a possibilidade de recomeço, de purificação e de abertura ao novo. A vivência foi relacionada à força do Espírito Santo, que em Pentecostes, se manifestou em forma de línguas de fogo, trazendo vida, coragem e renovação. Assim também, cada chama que se erguia tornava-se sinal de esperança e de novos começos.
Para que todas as colaboradoras pudessem participar, a equipe foi dividida em cinco grupos, proporcionando um espaço mais íntimo de partilha, oração e escuta. Cada grupo, com suas particularidades, expressou emoções, histórias e preces, tornando o momento ainda mais rico e significativo.
Segundo a Coordenadora Lígia, a celebração foi marcada por lágrimas sinceras, abraços acolhedores, sorrisos leves e, acima de tudo, esperança. “Um encontro que reafirmou a beleza e a força de ser mulher, lembrando que, juntas, somos mais fortes, e que cuidar de si também é um ato de amor. Que os frutos desse momento continuem florescendo no cotidiano de cada colaboradora, fortalecendo vínculos, promovendo o autocuidado e renovando a esperança em cada novo dia. ”
Lígia Del Nery
(Coordenadora de Escola em Pastoral e MJA)
Colégio Nossa Senhora das Dores – Uberaba/MG
No dia 09 de março, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/TO, viveu um momento especial de celebração, afeto e reconhecimento, com a realização de uma homenagem dedicada ao Dia Internacional da Mulher. A ação, promovida pelas turmas da Educação Infantil nos turnos matutino e vespertino, reuniu alunos, educadoras, colaboradoras e, de maneira muito especial, as mães dos estudantes, compondo um cenário de acolhimento e valorização da presença feminina na comunidade escolar.
Desde os primeiros instantes, o ambiente foi marcado por uma atmosfera de sensibilidade e alegria. As crianças, com sua espontaneidade e pureza, protagonizaram apresentações musicais cuidadosamente preparadas, interpretando canções que exaltavam a


importância, a força e a beleza de ser mulher. Cada gesto, cada palavra e cada melodia carregavam significados profundos, traduzindo, de forma simples e sincera, o carinho e a admiração que cultivam por aquelas que desempenham papéis tão essenciais em suas vidas.
Além das apresentações, o evento foi permeado por momentos de verdadeira emoção. Em meio às homenagens, os alunos expressaram seu afeto por meio de abraços, sorrisos e gestos de acolhimento, criando uma conexão genuína com as mulheres presentes. “Esses instantes, carregados de ternura, evidenciaram o valor das relações construídas no ambiente escolar e a importância de cultivar, desde a infância, sentimentos como respeito, empatia e gratidão”, pontua Marcelo Medrado, Auxiliar de Comunicação e Marketing do Sagrado.
A participação das mães e da comunidade escolar feminina tornou a ocasião ainda mais significativa. Foi um momento de encontro, de partilha e de reconhecimento coletivo, no qual cada mulher pôde se sentir valorizada e homenageada, não apenas pelo que faz, mas pelo que representa na formação das novas gerações.
Em conclusão, Marcelo acrescenta: “Aopromoveressavivência,oColégioreafirmaseucompromisso com uma educação que vai além do ensino acadêmico, contemplando também a formação humana, afetiva e social de seus alunos. Celebrar o Dia Internacional da Mulher na Educação Infantil é, sobretudo, plantar sementes. Sementes de respeito, de valorização e de consciência, que certamente florescerão ao longo da trajetória de nossos estudantes. Momentos como este permanecem na memória e no coração de todos os envolvidos, fortalecendo os laços entre família e escola e consolidando nossa missão de educar com sensibilidade, propósito e dedicação.”
Marcelo Medrado (Auxiliar de Comunicação e Marketing)
Colégio Sagrado Coração de Jesus – Porto Nacional/TO


Em um momento de profunda fé, gratidão e comunhão, o Colégio Externato São José, de Goiânia/ GO, realizou a tradicional Missa em honra a São José, seu padroeiro, reunindo alunos, famílias, colaboradores, catequizandos, ex-alunos, equipe gestora e as Irmãs Dominicanas de Monteils.
A celebração, presidida pelo Padre Cristiano dos Santos, da Paróquia Mãe de Misericórdia, foi também uma ocasião especial para agradecer pelos 78 anos de história do Colégio, marcados pela missão de educar com amor, responsabilidade e valores cristãos.
Inspirados pelo exemplo de São José – homem justo, silencioso, obediente e fiel à vontade de Deus – os participantes foram convidados a refletir sobre virtudes essenciais para a vida: a fé que sustenta nas dificuldades, a coragem diante dos desafios e o amor responsável que cuida e forma.
Um dos momentos marcantes da celebração foi a participação do Coro São José, formado por cerca de
50 alunos, que encantou a todos com sua dedicação e sensibilidade, tornando a experiência ainda mais emocionante e significativa. A presença dos alunos da catequese também trouxe um significado especial à celebração, reforçando o caminho de fé vivenciado pelas crianças e a importância da formação espiritual desde os primeiros passos.
A liturgia foi vivenciada com grande participação da comunidade escolar, desde a acolhida até os cantos e momentos de oração, fortalecendo o sentimento de pertencimento e união entre todos.
Durante as preces, foram elevadas orações em ação de graças pela trajetória do Externato São José, pedindo a intercessão do padroeiro para que a comunidade educativa continue sendo instrumento de formação integral, cultivando a fé, a esperança e o amor em cada aluno.
A coordenadora de Marketing e Eventos do Externato, Cristina Venier, destaca: “Mais do que uma celebração litúrgica, a Missa de São José reafirma, ano após ano, a identidade do Colégio e seu compromisso com a formação humana e espiritual. Assim como São José foi guia e protetor da Sagrada Família, o Externato São José renova sua missão de ser um espaço que acolhe, educa e inspira, formando cidadãos comprometidos com valores e com o bem comum.”
Cristina Venier
(Coordenadora de Marketing e Eventos)
Colégio Externato São José – Goiânia/GO
“Rosarinho” completa 15 anos de história e transformação social
Em celebração aos 15 anos de história da unidade, a comunidade escolar do Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade 2, viveu, no dia 21 de março, um dia tecido de memórias, afetos e sonhos compartilhados. “A data não marcou apenas o tempo, mas tudo aquilo que fomos construindo juntos: vínculos, aprendizagens e a certeza de que educar é um encontro em gestos de amor”, afirma a Coordenadora Pedagógica do “Rosarinho”, Christiane da Costa.
Os alunos e suas famílias foram convidados a fazer parte desse momento especial, colorindo a escola com alegria na oficina de customização de chapéus de aniversário. Entre enfeites e sorrisos, cada detalhe carregava um pouco da identidade de quem faz parte desta história, fortalecendo laços e celebrando a beleza de caminhar em comunidade.
A celebração também contou com falas emocionantes da Diretora, Delma Tavares, e do Assistente Social, Marcos Arengheri. Em suas palavras, eles resgataram e compartilharam um pouco da trajetória


das Irmãs Dominicanas e do sonho que deu origem a este projeto educativo.
“Relembrar essa história nos conectou com nossos valores e com a missão que seguimos cultivandodiariamente.Comosímbolodessepertencimento,vivenciamostambémolançamentodo nosso hino, uma melodia que traduz em palavras e sentimentos tudo aquilo que somos e desejamos continuar sendo”, conta Christiane.
Foi nesse clima de celebração e significado que a equipe convidou todos os presentes a participarem de um gesto simples, mas profundamente simbólico: a construção de uma Cápsula do Tempo. Nela, as famílias presentes guardaram mensagens e expectativas do hoje que desejam reencontrar no amanhã. Ali, ficaram depositados sentimentos, sonhos e o olhar sensível sobre este lugar tão importante em suas vidas. Ao final do ano, quando a cápsula for aberta, a comunidade terá a oportunidade de revisitar essas lembranças, reconhecer o crescimento e celebrar, mais uma vez, a beleza do tempo vivido.
A celebração foi concluída com a tradicional cantiga de “Parabéns”, com bexigas, bolo e muita alegria. Com emoção, Christiane conclui: “Seguimos com gratidão por tudo o que vivemos até aqui, e com esperança pelos próximos capítulos dessa linda história que continuamos construindo juntos. ”
Christiane da Costa (Coordenadora Pedagógica)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade 2- São Paulo/SP


Em março, o Colégio Nossa Senhora do Rosário de Curitiba/PR, lançou o BiblioPaz, uma nova expressão do tradicional projeto pedagógico Biblio, que, a cada ano, convida a comunidade educativa a olhar com profundidade para a vida, para o outro e para a casa comum.
A Gerente de Comunicação e Marketing do Rosário, Fabiane Cessetti, destaca o espírito que motivou a criação do BiblioPaz: “Quando a educação acontece com propósito, a paz deixa de ser apenas um ideal e passa a ser vivida, cultivada e compartilhada.”
Inspirado pela educação anastasiana-dominicana, o Biblio vai além do conteúdo: promove reflexão crítica, diálogo e construção de sentido. Em 2026, ao colocar a PAZ no centro do fazer pedagógico, o Rosário transforma salas de aula em espaços de escuta, empatia e ação, onde aprender também é cuidar, respeitar e transformar.
O lançamento do BiblioPaz revelou a força dessa proposta, como comenta Fabiane: “Em cada atividade, gesto e reflexão, foi possível perceber que a paz não se ensina apenas com palavras — ela se constrói na vivência, no encontro e na consciência coletiva. Foi um movimento vivo, bonito, verdadeiro e profundamente inspirador. Assim como o Papa Francisco, acreditamos que educar é um ato de esperança. E que a educação seja, talvez, o fio mais forte na tecitura da paz — aquela que começa dentro de cada pessoa, se expande para oslares,fortaleceascomunidadesealcançaomundo.OBiblioPazémaisdoqueumprojeto.Éum convite.Éumcompromisso.Éoplantiodesementesque,cuidadascomconhecimento,sensibilidade e valores, têm tudo para florescer em um futuro mais justo, humano e pacífico.”
Clique aqui ou acesse o QR Code e assista um vídeo com detalhes do lançamento do BiblioPaz:

Fabiane
Cessetti
(Gerente de Comunicação e Marketing)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR
O Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, realizou recentemente uma Mostra Cultural do 2º ao 5º ano. A exibição teve como cerne “Fraternidade e Moradia”, tema da Campanha da Fraternidade 2026, sobre o qual reflete o Professor de Ensino Religioso, Filosofia e Sociologia do Rosário, Michael Gonçalves da Silva: “Quaresma é sempre tempo de reflexão e busca por conversão individual e da comunidade. Todos os anos, a CNBB nos interpela a compartilhar uma reflexão sobre a realidade do sofrimento em nossa sociedade, e neste ano de 2026, nos convida à vivência da Campanha da Fraternidade, cujo tema é a moradia (em especial a falta dela), compreendendo-a não apenas como um espaço físico, mas como um direito fundamental, um lugar de dignidade e de construção da vida em comunidade. Falar de moradia é tratar de pertencimento, segurança, identidade e, sobretudo, de humanidade. A casa, em sua dimensão mais concreta, protege o corpo. Mas, em seu sentido mais amplo, abriga histórias, afetos, memórias e sonhos. Exemplo disso é a obra literária ‘Quarto de Despejo’ de Carolina Ma-


ria de Jesus, que sonha com uma casa fora da favela e nos conta sobre a luta de quem não tem moradiaouviveemsituaçãodevulnerabilidade.Nessesentido,aausênciadeumamoradiadigna não representa apenas uma carência material, mas uma ferida social que compromete a cidadania e a dignidade da pessoa humana. Em um país marcado por profundas desigualdades, como o Brasil, o acesso à moradia adequada ainda é um desafio para milhões de pessoas, o que exige de todos nós uma postura ética e solidária.”
Segundo o Professor, nesse horizonte, a escola assume um papel fundamental. Ao educar para a fraternidade, ela forma sujeitos conscientes, críticos e comprometidos com a transformação da realidade. A proposta da Mostra Cultural surge como uma oportunidade potente de sensibilização e aprendizagem. Ao explorar o tema, as crianças são convidadas a desenvolver empatia, solidariedade e responsabilidade social desde cedo, construindo um olhar mais atento e cuidadoso com o mundo ao seu redor.
“Assim, a Campanha da Fraternidade 2026 nos interpela a repensar nossas práticas, nossas relações e nosso compromisso com o bem comum. A moradia, entendida como direito e como expressão da dignidade humana, torna-se um ponto de partida para refletirmos sobre a sociedade que estamos construindo — e, sobretudo, sobre aquela que desejamos construir: mais justa, mais solidária e verdadeiramente fraterna”, conclui.
Michael Gonçalves da Silva
(Professor de Ensino Religioso, Filosofia e Sociologia) Colégio Nossa Senhora do Rosário – São Paulo/SP


O Colégio São Domingos, de Araxá/MG, estruturou o Programa Espaço Maker & Computação como parte estratégica de seu projeto formativo para o Ensino Fundamental Anos Iniciais. A iniciativa organiza o ensino de Computação do 1º ao 5º Ano, de forma progressiva, alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e ao Referencial Curricular de Computação na Educação Básica de Minas Gerais, consolidando a área como linguagem formativa essencial na educação contemporânea.
Mais do que inserir tecnologia em sala de aula, o programa propõe uma abordagem pedagógica intencional, articulada ao Projeto Político-Pedagógico e ao Projeto Escola em Pastoral do CSD, integrando conhecimento técnico, ética, criatividade e compromisso social.
Segundo a Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental Anos Iniciais e criadora do programa, Denizi dos Santos Barbosa, o Espaço Maker ultrapassa a ideia de laboratório tecnológico.
“Compreendemos o Espaço Maker não apenas como um ambiente de inovação, mas como um espaço de formação integral. Cada proposta foi pensada à luz do nosso projeto pedagógico, buscando integrar conhecimento, ética, criatividade e compromisso com o bem comum”, afirma.
Ela destaca também que o programa é resultado de um processo estruturado de pesquisa e estudo. “O Programa Espaço Maker & Computação nasce de um trabalho intenso de reflexão pedagógica, com sucessivas revisões, até alcançar sua forma final. Ele dialoga com as diretrizes curriculares oficiais, mas também está profundamente enraizado na nossa identidade de escola católica confessional”, explica.
O programa está organizado com base em três eixos estruturantes: Pensamento Computacional, Cultura Digital e Mundo Digital. Nos 1º e 2º Anos, o trabalho ocorre prioritariamente por meio de atividades “desplugadas”, com o uso de LEGO Education. A proposta favorece a construção concreta de sequências, algoritmos físicos e organização lógica, estimulando a resolução de problemas de forma colaborativa. Nessa etapa, a manipulação e a experimentação são centrais para o desenvolvimento das estruturas cognitivas que sustentarão aprendizagens futuras.
A partir do 3º Ano, os estudantes iniciam a programação em ambiente visual, utilizando o software Scratch. Criam animações, jogos e projetos interativos, ampliando o raciocínio lógico para o campo digital. Conceitos como sequências estruturadas, loops, variáveis e eventos passam a fazer parte do repertório dos alunos, culminando, no 5º Ano, na elaboração de projetos autorais apresentados na Mostra Maker.
Para Denizi, ensinar Computação é também formar para a vida em sociedade. “Ensinar Computaçãoéensinarresponsabilidade,cooperação,empatiaeconsciênciadigital.Éprepararascrianças para compreender o mundo tecnológico sem perder a sensibilidade humana. Queremos formar sujeitos capazes de criar soluções, mas também de discernir seus impactos”, ressalta.
Assessoria de Imprensa
Colégio São Domingos – Araxá/MG

DICA PNSR
A dica de leitura desta edição vem do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG! O Assistente de Comunicação, Pedro Henrique Marino, sugere o livro “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz. Lançada em 2025, a obra narra a trajetória de uma família negra que ascende socialmente, mudando da favela para um condomínio de classe média. O romance explora os conflitos, o choque de classes, o racismo estrutural e o custo emocional dessa mudança.


“Tive a oportunidade de ler ‘Meridiana’ através de um clube do livro do qual faço parte. De imediato, fiquei fascinado. A escrita de Eliana é um convite à reflexão e ao envolvimento, tratando de temas complexos com leveza e precisão admiráveis. A narrativa é construída a partir dos pontos de vista de todos os personagens, criando um mosaico de vozes. Em minha opinião, o livro evidencia a autora como uma das vozes mais potentes da literatura brasileira contemporânea.”





