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Anastasiando - Ano VIII - nº 46 - Fevereiro 2026

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CF 2026: FRATERNIDADE E MORADIA: “ELE VEIO MORAR ENTRE NÓS” (JO 1,14)

A Campanha da Fraternidade de 2026 convida toda a Igreja e, de modo particular, a Família Dominicana, a refletir sobre o tema “Fraternidade e Moradia” como expressão concreta da fé cristã e do compromisso com a justiça social. Falar de moradia é falar de dignidade, de cuidado comavidaedodireitofundamentaldetodapessoaa ter um lugar onde possa viver com segurança, proteção e esperança.

A moradia vai além de uma estrutura física. Ela é espaço de pertencimento, de convivência, de descanso e de construção de vida digna. É na casa que se fortalecem os vínculos familiares, se protegem os mais vulneráveis e se cria a base para o acesso a outros direitos, como saúde, educação e trabalho. Por isso, a ausência de moradia digna representa uma grave ferida social e um desafio ético que interpela nossa fé.

Irmãs Dominicanas de Monteils | Província Nossa Senhora do Rosário | Ano VIII - nº 46 | Fevereiro 2026
ARTIGO DE CAPA

Arealidadebrasileiratornaesseapeloaindamaisurgente.DadosdoIPEA(InstitutodePesquisa econômica aplicada) revelam que:

• Cerca de 16,4 milhões de brasileiros vivem em favelas ou comunidades urbanas informais, ou seja, em espaços com infraestrutura deficitária ou irregularidade fundiária, segundo dados do Censo 2022 do IBGE.

• O déficit habitacional — que representa a diferença entre as moradias necessárias e as existentes em condições adequadas — está estimado em aproximadamente 6 milhões de domicílios no país com base nos dados mais recentes da Fundação João Pinheiro (FJP) para 2022 e 2025.

• Esse déficit representa cerca de 8,3% do total de moradias ocupadas no Brasil, sinalizando que milhões de famílias ainda não têm acesso a uma casa adequada.

Comparando as duas dimensões

• 16,4 milhões de pessoas em assentamentos/favelas indicam um quadro amplo de moradia precária, que vai além do déficit formal de unidades habitacionais e inclui condições inadequadas de habitação e infraestrutura.

• Já os cerca de 6 milhões de domicílios em déficit revelam, por outro lado, quantas unidades ainda são tecnicamente necessárias para atender as famílias que não ocupam habitação digna.

OsnúmerosmostramqueoproblemadamoradianoBrasiléduplo:háumexpressivo déficit de unidadesadequadase,simultaneamente,muitaspessoasquejávivememocupaçõesoufavelas com condições precárias de infraestrutura e serviços essenciais — o que reforça a urgência de políticas públicas que vão além da construção de casas, incluindo melhoria de condições habitacionais e regularização fundiária.

Dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/UFMG)indicamque,noiníciode2025,maisde335milpessoasviviamemsituação de rua no Brasil, com forte concentração nos grandes centros urbanos. Esse número revela não apenas o aumento da pobreza e da vulnerabilidade, mas também a insuficiência de políticas públicas eficazes que garantam o direito à moradia como direito humano fundamental.

Àluzdafécristã,essarealidadenãopodeserignorada.Nãopodemosficarindiferentes,poisa indiferença é sinal de cumplicidade. O Evangelho nos revela um Deus que não permanece distante do sofrimento humano, mas escolhe habitar entre nós. Como afirma o evangelista João: “E o Verbo se fez carne e armou a sua tenda entre nós.” (Jo 1,14)

Deus não apenas visita a humanidade, mas a escolhe como lugar de sua habitação para sinalizar a dignidade da moradia/casa/lugar onde se habita. Ao entrar na história, assume a condição humana e se compromete com a realidade concreta da vida, com suas fragilidades e esperanças. No Mistério da encarnação, Jesus nasce na simplicidade, percorre caminhos como peregrino e faz das casas e das mesas partilhadas espaços privilegiados do anúncio do Reino. Desse modo, a moradia adquire um sentido teológico profundo: torna-se sinal da presença de Deus que acolhe,

gera comunhão e oferece vida plena e segura a todos. Moradia, jamais pode ser mercadoria! Como Irmãs Dominicanas de Monteils, somos chamadas a contemplar essa realidade à luz do nossocarisma.FiéisàPalavraeatentasaossinaisdostempos,reconhecemosqueafraternidade cristã exige mais do que solidariedade pontual. Ela pede compromisso com a transformação das estruturas que produzem exclusão e negam dignidade a tantos irmãos e irmãs. São Domingos nos recorda que a verdade do Evangelho deve ser anunciada com a vida, pois “não se pode falar de Deus sem se deixar tocar pela dor do mundo”.

A Campanha da Fraternidade 2026 nos convida, portanto, à conversão do olhar e das práticas. Defender a moradia digna é assumir uma postura profética, que denuncia a lógica do lucro acima da vida e anuncia uma sociedade baseada na justiça, na partilha e no cuidado com a casa comum. É reconhecer que ninguém pode viver plenamente enquanto outros são privados do mínimo necessário.

Chamado à ação

ÀluzdaCampanhadaFraternidade2026,somosconvocadasatransformarreflexãoemcompromisso concreto. Como Comunidade anastasiana-dominicana, somos chamadas a escutar o clamor dos que não têm moradia e dos que vivem em moradias precárias, em ocupações; fortalecer iniciativas de acolhida e incidência social; apoiar políticas públicas que garantam o direito à moradia digna e colaborar, em rede, com pastorais e movimentos que defendem a vida das pessoas em situação de vulnerabilidade.

Somoschamadastambémafazercomquenossascomunidadessejam casas abertas, espaços de escuta, partilha e anúncio profético do Reino, onde ninguém se sinta sem lugar.

Queestetempodereflexãofortaleçanossocompromissocomospobres,comosquevivemem situação de rua, com os que vivem nas ocupações, ameaçados de despejo e com todos aqueles cuja dignidade é ameaçada. Ao lutar pelo direito à moradia, reafirmamos nossa missão de servir à vida e anunciar o Reino de Deus, onde cada pessoa tem lugar, casa para viver com dignidade.

Irmã Sandra Camilo Ede é Dominicana de Monteils, graduada em Serviço Social, especialista em Direitos Humanos, integrante da Rede ‘Um Grito Pela Vida’ e do Coletivo de Mulheres da Região Noroeste.

Informativo organizado e diagramado pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário – Irmãs Dominicanas de Monteils. Contato: comunicacao@dominicanasdemonteils.org.br / Instagram: @irmasdominicanasdemonteils

À luz do Espírito Santo, Província Nossa

Senhora do Rosário realiza Assembleia e Capítulo Provincial

Entre os dias 03 e 13 de janeiro, foram realizados, em Goiânia/GO, a VIII Assembleia Provincial e o III Capítulo Provincial da Província Nossa Senhora do Rosário. Ambos os eventos representam marcos importantes para a Província, consolidando um espaço vital para avaliar a caminhada, re-

fletir sobre a missão atual, tomar decisões e determinações, além de prospectar novos horizontes com esperança e renovação. Todos os trabalhos foram assessorados pelo Padre Joachim Andrade, verbita indiano que está no Brasil há 33 anos e é Doutor em Ciências da Religião pela PUC-SP.

A Assembleia foi aberta com a Celebração de Votos e Jubilares. A Província comemorou a entrada das Irmãs Lara Edwiges Barbosa Batista, Leilane Gonçalves Pereira, Tailane Alcântara Silva e Klyvia Ribeiro de Souza para o Noviciado. As Irmãs Merlande Bazard e Maria da Conceição Rodrigues dos Santos reafirmaram seu compromisso com Deus pela Renovação dos Votos. A Irmã Nancy Agustina Escobar professou seus Votos Perpétuos, e foi celebrada também a fidelidade das Irmãs Jubilares:

• 75 anos de Profissão de Irmã Terezinha Prado de Azevedo;

• 65 anos de Profissão de Irmã Águeda Gonçalves França, Irmã Leônia Maria da Motta, Irmã

Maria Efigênia Coelho, Irmã Maria Lucrécia Ramalho da Silva e Irmã Nadir Barros Freire;

• 60 anos de Profissão de Irmã Maria Olinda da Rocha Silva e Irmã Patrícia Castanheira dos Santos.

Os dias 04, 05 e 06 foram marcados pela análise de conjuntura e apresentação, por cada comunidade, das atividades realizadas em 2025. Houve também o estudo de parte dos Atos do Capítulo Geral e o trabalho em grupos para sugestões de textos para o Capítulo Provincial. O grupo também presenciou a síntese do relatório do quadriênio provincial.

Foto:
Prof. Josué Santos/Externato
São José

O Capítulo Provincial, iniciado no dia 08, com um Missa de Abertura, contou com a participação de 21 Irmãs Capitulares e 2 Junioristas como observadoras. A programação contou com a aprovação do regimento do Capítulo e do Estudo da Província, definição das funções no capítulo (secretária, escrutinadoras, coordenadora geral e moderadoras) e relatório da Provincial. Houve também um dia de oração e discernimento com a assessoria do Padre Joachim, que aprofundou o tema “Governança” a partir das leituras bíblicas, tendo como enfoque os exemplos de Jesus, Maria e José.

No dia 10, realizou-se a eleição das novas membras do Governo Provincial para o período de 2026 a 2030. À luz do Espírito Santo e inspiradas pelo testemunho de Madre Anastasie e de São Domingos, foram eleitas para este serviço de animação e governo:

• Irmã Doraildes da Silva Matos - Priora Provincial

• Irmã Regina Azevedo Soares - Vigária Provincial

• Irmã Charlimène Philippe - 2ª Conselheira

• Irmã Juana Francisca Sanabria Cabral - 3ª Conselheira

• Irmã Ismaelita Tavares Santana - 4ª Conselheira

O grupo iniciou o trabalho das comissões para elaboração das prioridades para o quadriênio, fazendo também a leitura e as respostas às moções apresentadas ao Capítulo. Também foi formada uma equipe para redação dos atos do Capítulo Provincial.

A comunidade anastasiana-dominicana confia este novo Governo Provincial à graça de Deus, para que, no espírito da comunhão fraterna e da fidelidade ao Carisma Anastasiano-Dominicano, conduza a Província com sabedoria, coragem e esperança. Toda a Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils une-se em oração por este tempo de missão e serviço.

Irmã Doraildes da Silva Matos (Priora Provincial)

“Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.” (Mt 2,2)

No dia 03 de janeiro, a Família Anastasiana-Dominicana se reuniu em festa, em solo goiano, para viver uma verdadeira Epifania de Graça. Com o intuito de celebrar o mistério da vocação e a alegria da entrega total a Deus, foi realizada uma Missa em Ação de Graças: noite de colheita e de novos plantios no jardim anastasiano.

Com o coração ardente, as jovens Lara Edwiges, Leilane Gonçalves, Klyvia Ribeiro e Tailane Alcântara foram admitidas ao Noviciado. A querida Irmã Nancy Augustina Escobar fez sua Profissão

Irmã Danize Pereira da Mata

Casa de Formação Madre Anastasie

Porto Nacional/TO

Solene, consagrando-se para sempre ao Deus da vida, a serviço dos irmãos. A celebração desta entrega, que transborda fronteiras, contou com a presença especial de seu irmão, Padre Gabriel Agustín Quintana Amarilla, vindo do Paraguai.

As Irmãs Maria da Conceição Rodrigues e Merlande Bazard renovaram seus Votos, reafirmando o compromisso de serem luz no mundo. Foram celebradas ainda, com profunda gratidão, as Irmãs jubilares, estando presente a Irmã Maria Efigênia Coelho, que completou 65 anos de consagração – uma vida inteira doada a Deus em nossa Congregação.

Segundo Irmã Danize Pereira da Mata, a Eucaristia foi presidida pelo Padre Joachim Andrade (Verbita) e enriquecida pela presença fraterna do irmão Frei José Fernandes, OP. “Louvamos a Deus pela presença dos familiares de nossas Irmãs, dos amigos e da Família Dominicana, que enriqueceram este dia de festa. Como os Magos guiados pela estrela, a Congregação celebrou a manifestação de Deus, que continua a chamar, consagrar e enviar. Renovamos o nosso compromisso de anunciar e servir, seguindo os passos de Cristo, à maneira de São Domingos e de Madre Anastasie”, conclui.

Família, fé e comunidade marcam Missa de Votos Perpétuos de dominicana no Paraguai

No dia 20 de janeiro de 2026, foi celebrada, no Paraguai, a Missa em Ação de Graças pelos Votos Perpétuos da Irmã Nancy Agustina Escobar, residente da Casa de Formação Madre Anastasie, de Porto Nacional/TO. A ocasião permitiu que as famílias paterna e materna da Religiosa se reunissem para celebrar o marco. Irmã Nancy, que começou sua vida cristã dentro destes dois círculos, recebeu as boas-vindas e foi parabenizada pelo sim definitivo à missão.

A Missa foi celebrada pelo irmão da Religiosa – o Padre Gabriel Agustín Quintana Amarilla – na Capela San-

Foto:
Prof. Josué Santos/Externato
São
José
Foto:
Arquivo Pessoal

ta Elena, do bairro Tarumandy, na cidade de Luque. Foi nessa mesma comunidade que Irmã Nancy fez sua Primeira Eucaristia e também foi adoradora assídua do Santíssimo por mais de quatro anos, todas as quintas-feiras.

Quem também esteve presente na celebração foi a Comunidade da Paróquia Santa Librada. Nela, Irmã Nancy fez sua Crisma e trabalhou na Catequese de crianças e jovens, além de coordenar a Juventude por três anos. Segundo ela, essas experiências contribuíram profundamente em sua caminhada de fé:

“As comunidades me ensinaram a ser cristã. Foi uma emoção muito grande celebrar com eles essa Missa, encheram meu coração de alegria e carinho. Sou grata a Deus por ter comigo essas pessoas, que até hoje, rezam por mim”, comenta.

Mais de 200 pessoas participaram do momento. Após a Missa, foi servido um belo e fraterno jantar, preparado pela comunidade. “Sou muito grata a Deus pelas maravilhas que essas comunidades aportaram na minha vida”, reforça a Religiosa.

Irmã Nancy Agustina Escobar

Casa de Formação Madre Anastasie – Porto Nacional/TO

Dominicanas de Monteils refletem sobre Governança na XVIII Assembleia da CODALC

A XVIII Assembleia da CODALC (Conferência de Dominicanas da América Latina e do Caribe), realizada de 03 a 10 de fevereiro, na Casa de Encontro das Irmãs Paulinas, em São Paulo/SP, contou com a participação de três Religiosas da Província Nossa Senhora do Rosário: Irmã Aparecida de Souza Lopes – Priora Geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, Irmã Doraildes da Silva Matos – Priora Provincial, e Irmã Maria Irenilda Gomes Pitombeira.

O evento foi marcado pela reflexão do tema “Boa Governança: Liderança e a Busca da Verdade”, conduzido pela Irmã Margaret Mayce, coordenadora da Confederação Internacional das Irmãs Dominicanas (DSIC). A reflexão sobre Boa Governança mostrou-se essencial para a vida e missão das Congregações. O tema ajudou as participantes a reconhecerem aspectos positivos de sua prática

de liderança, mas também a identificarem fragilidades que precisam ser revistas à luz do Evangelho. Segundo Irmã Margaret, o ponto central da boa governança é viver e agir na verdade, sempre diante de Deus.

“Fomos convidadas a olhar para Santa Catarina de Sena como referência de liderança. Sua vida testemunha que liderar é um ato profundamente espiritual, que nasce da consciência iluminada por Deus e se concretiza em atitudes firmes, corajosas e comprometidas com o bem comum. Liderar, portanto, é reconhecer o sagrado que habita em nós e, a partir desse olhar, conduzir a comunidade. A liderança é um dom concedido a todas e deve ser exercido como serviço. Não pode ser instrumento de abuso ou imposição, mas caminho de construção coletiva. No estilo anastasiano-dominicano de ser, governança e liderança caminham juntas, sustentadas pela contemplação, pela ação e pela missão, guiadas por nosso carisma”, reflete Irmã Irenilda.

A assessora permeou, durante a formação, algumas atitudes fundamentais para que haja uma boa governança. Entre elas:

• Atenção aos pensamentos do mundo e às realidades das pessoas;

• Escuta atenta e partilhada da Palavra de Deus, respeitando as diferentes interpretações;

• Sensibilidade às necessidades do mundo, ao clamor da terra e dos pobres.

O grupo refletiu também sobre o poder, compreendido como a capacidade de influenciar comportamentos e decisões. “Cada pessoa possui poder, que se manifesta nas escolhas que faz, nas decisões que toma e até naquilo que deixa de fazer. O verdadeiro poder é aquele que cuida de si mesma e da comunidade”, explica Irmã Irenilda.

Foram apresentados diferentes tipos de poder:

• Manipulador: poder exercido sobre o outro ou sobre a situação;

• Explorador: poder destrutivo, que fere relações;

• Competitivo: poder contra o outro, nem sempre com intenção negativa, mas que pode gerar divisão;

• Integrativo: poder com o outro, construindo uma visão compartilhada de futuro.

As Religiosas compreenderam que as potencialidades de cada tipo de poder estão presentes em sua caminhada, e que são chamadas a discernir continuamente qual forma estão exercendo. Por fim, destacou-se a importância da liderança em conjunto, valorizando as relações e cultivando mentes e corações abertos. O futuro da Vida Religiosa está profundamente ligado ao valor da espiritualidade. Uma governança verdadeiramente evangélica nasce da interioridade, fortalece a comunhão e projeta esperança para a missão.

Sobre os próximos passos nessa caminhada, Irmã Irenilda completa: “Pretendemos partilhar os frutos da Assembleia por meio da socialização do material formativo que receberemos, organizando momentos de estudo, reflexão e diálogo em nossas comunidades. A proposta é que cada Irmã possa compreender a riqueza do tema da Boa Governança e sua aplicação concreta na vida

comunitária e missionária. Além da entrega do conteúdo, desejamos promover espaços de partilha fraterna, nos quais possamos aprofundar os principais pontos refletidos — especialmente sobre liderança, poder, autoridade e responsabilidade — à luz do carisma dominicano e anastasiano. Dessa forma, a experiência vivida na Assembleia não permanecerá apenas como informação,massetornaráprocessoformativo,ajudandoaCongregaçãoafortalecerumaliderançamais evangélica, participativa e comprometida com a Verdade”.

Café com Livros

A dica de leitura dessa edição vem do Núcleo de Comunicação Social do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG. Alyson Prado, que é Assistente de Comunicação, sugere o livro “Andróides Sonham com Ovelhas Elétricas? (Blade Runner)”, de Philip K. Dick, publicado no Brasil pela Editora Aleph.

“A obra, lançada em 1968, apresenta um romance de ficção científica ambientado em um futuro distópico, no qual todas as espécies animais foram praticamente extintas. Nesse contexto, possuir um animal de estimação vivo, ao invés de uma réplicaeletrônica,tornou-sesímbolodeprestígioestatussocial.Poressarazão,oprotagonista Rick Deckard, um caçador de recompensas que “aposenta” andróides, aceita umamissãodesafiadoracomoobjetivodefinalmenteadquirirumaovelhareal.Aolongo de sua jornada, porém, Deckard se depara com profundos dilemas éticos: o que realmente distingue humanos de andróides? Como atribuímos valor à vida? Até que ponto a nossa empatia pode ser tensionada diante de objetivos pessoais? Com essas questões em vista, a obra convida o leitor a refletir sobre a relação entre ética, trabalho e empatia, a presença da espiritualidade no cotidiano particular e social, e a valorização da vida a partir de diferentes perspectivas.Comotodaboahistóriadeficçãocientífica,aobraseatualizaparaquestõesda contemporaneidade, tal qual “1984”, de George Orwell, e “V de Vingança”, de Alan Moore e David Lloyd, pois carregam consigo como ponto de flexão mais importante a abordagem do humano enquanto ser-agente em movimento em um mundo em que avanços tecnológicos, mudanças climáticas e interesses sociopolíticos são, obviamente, indissociáveis.”

Alyson Prado

Imagem: Divulgação
DICA PNSR

Irmã Esther Maria Silva Beghelli

No início da década de 60, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora já se instalava no imenso edifício da Avenida Barão do Rio Branco. Com seus 15 andares e traços que dialogam com a emergência da arquitetura brutalista, o novo prédio acabara de substituir o suntuoso casarão do complexo médico original. Aos poucos, a paisagem urbana se transfigurava, em um contexto influenciado pela verticalização, pelo modernismo e pela industrialização pulsante do meio de século. Até mesmo a Capela Nosso Senhor dos

Passos, anexa ao hospital, tinha outra cara: a construção delicada e tipicamente interiorana, com influências rococó, dera espaço a uma igreja de aspectos neogóticos, marcada por uma única e imponentetorrecentral.Osprédios,ofluxodeautomóveiseaefervescênciadocomércioanunciavam a chegada de um novo tempo na outrora pacata princesinha de Minas.

Em14dejulhode1963,naquelemesmohospital,AgostinhoBeethovenMacedoBeghellieIvone Silva Beghelli também viviam o início de uma nova vida. A terceira filha do casal, Esther Maria Silva Beghelli, veio ao mundo em um domingo e foi batizada naquela mesma capela, no dia seguinte. Foi recebida pelos pais e pelo irmão mais velho, Agostinho Filho, em um lar amoroso e profundamente católico. Sua chegada precedeu ainda o nascimento de mais dois irmãos – Vicente Neto e o caçula, Raimundo Nonato – que completaram o seio familiar harmônico e cooperativo.

O dia a dia dos Silva Beghelli era marcado pela rotina tradicional de uma família mineira. Os pais trabalhavam fora, e sob sua orientação atenciosa e acolhedora, as crianças desenvolveram desde cedo a responsabilidade e o cuidado mútuo.

“A convivência com meus irmãos era muito boa. Como eu era a mulher da casa, minha mãe saía para trabalhar, meu pai também, e eu e meu irmão mais velho tomávamos conta dos dois mais novos. A gente fazia muitas brincadeiras dentro de casa e estudava bastante, também. Minha mãe foi formada professora, mas exercia a profissão de secretária. Mesmo trabalhando fora, ao chegar o final de semana, ela exigia de nós os cadernos, para conferir as atividades. Estudava com a gente aslições.Entãoelaéumapessoaquenoscolocounessemundodosestudoscommuitaresponsabilidade”, relembra Irmã Esther Maria.

Além do estudo, despertou-se também, prontamente, a afinidade pelas coisas divinas. Os pais faziam parte da Fraternidade Leiga Dominicana, de São Domingos. Logo, a religiosidade era cul-

tivada com afinco e compromisso, todos os dias. “Fomos crescendo nesse sistema, posso dizer assim, de oração. Frequentando a Igreja, participando dos eventos religiosos dentro de casa, fazendo sempre os nossos momentos de oração em família”, comenta. Ser criança em Juiz de Fora entre os anos 60 e 70 era uma folia. Fora dos grandes polos comerciais, a vida acontecia majoritariamente ao ar livre. Ruas e calçadas eram extensões das casas, onde a vizinhança formava uma grande rede de convivência. A infância dos filhos de Seu Agostinho e Dona Ivone era plena, mas tinha seus momentos ainda mais especiais. “Nas férias, a gente tinha a graça de ir para a casa dos avós, que era uma chácara. Perto desta chácara, moravam também nossos primos. Então a gente se juntava lá e ficava, mais de dez crianças, brincando aos cuidados da avó e de uma tia solteira, que cuidava da minha avó”, conta a Religiosa.

A jovem Esther Maria viveu toda sua vida escolar em instituições de ensino religiosas. Quando encerrou o ensino médio, preparou-se amplamente para dar início à trajetória acadêmica. No entanto, um desafio de saúde se manifestou durante a realização de seu primeiro vestibular. “Eu estava com uma doença que nem sabia o que era. Na última prova do vestibular, que naquela épocaeramúltiplaescolha,eupegueiocartãozinho,fureisóumaletraeentreguei.Estavacom40 graus de febre! Não tive condições nem de responder à prova, e já fui internada. Era um derrame no pericárdio, a membrana que envolve o coração”, explica.

Durante sua recuperação no hospital, Esther – que vislumbrava com expectativa sua escolha profissional e os próximos passos de sua vida – foi impactada pelo olhar analítico de um profissional da saúde. “Nessa época, eu já pensava na vida religiosa. O médico cardiologista que me atendeu falou: ‘Você poderia fazer Enfermagem. Você vai ser mais útil na vida religiosa sendo enfermeira’. Então eu fiquei seis meses de repouso e pensando. Depois, me preparei novamente para o vestibular e fiz o vestibular para enfermagem”, conta.

Duascoisas,apartirdali,começavamatomarforma.Umaideaçãoprofissionalconcretaeodiscernimento de uma antiga vocação religiosa. Esse interesse pela vida consagrada já tinha longa data, como relembra: “A minha paróquia, que frequentei a vida inteira, era a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, que tem o nicho com São Domingos, Santa Catarina e Nossa Senhora do Rosário. Então acho que essa vocação já vinha sendo gestada mesmo desde o ventre materno. Aos 18 anos,euestavafazendoumanovenadeNatalqueenvolviaacomunidade,efalei:‘Achoquequero fazeressaexperiênciadevidareligiosa’. Eutinhaumatia,IrmãMariadeLourdesMacedoBeghelli, que era religiosa e enfermeira. Quando manifestei essa vontade, ela louvou muito a Deus. Falou: ‘Que bom! Você está tendo apoio dos seus pais?’ E eu fui completamente apoiada”, recorda.

Clique aqui ou acesse o QR Code e conheça a história completa de Irmã Esther Maria, no Podcast Vidas Anastasianas!

Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.

ARTIGO DE OPINIÃO

URBANIZAÇÃO X SOLIDARIEDADE:

CIDADE, MORADIA E FRATERNIDADE EM TEMPOS DE CRESCIMENTO URBANO

“As cidades são construções históricas e sociais. Elas não surgem apenas de ruas, prédios e infraestruturas, mas das relações humanas que se estabelecem no espaço geográfico ao longo dotempo.Énascidadesqueavidacotidianaacontece:moramos,estudamos,trabalhamos,convivemos e expressamos nossas culturas. Por isso, pensar a cidade vai muito além de observar sua paisagem; é refletir sobre as pessoas que nela vivem e sobre as condições que tornam essa convivência mais justa ou mais desigual. Como nos provoca a Campanha da Fraternidade 2026, pensar a cidade é, sobretudo, pensar a vida humana em sua dignidade e vulnerabilidade.

A urbanização é o processo de crescimento das cidades e do aumento da população urbana. No Brasil, esse processo ocorreu de forma intensa ao longo do século XX, impulsionado pela industrialização e pela migração do campo para a cidade. A relação campo–cidade foi se transformando, e as cidades passaram a concentrar oportunidades, serviços e riquezas. No entanto, esse crescimento nem sempre foi acompanhado de planejamento e políticas públicas suficientes para atender a toda a população.

Comoresultado,oespaçourbanobrasileiropassouaapresentarprofundascontradições.Aconcentração de renda, a segregação socioespacial, o déficit habitacional, a mobilidade urbana desigual e a falta de saneamento básico em muitas áreas revelam que nem todos têm acesso pleno à cidade. Surge, então, a reflexão sobre o direito à cidade: o direito de todos à moradia digna, ao transporte, ao lazer, à saúde, à educação e a condições adequadas de vida. Quando esse direito é negado, a urbanização deixa de ser um processo de desenvolvimento e passa a ser também um fator de exclusão.

A urbanização também se relaciona diretamente com o cuidado com a Casa Comum. O cresci-

mento desordenado das cidades intensifica problemas ambientais como a impermeabilização do solo,asilhasdecalor,apoluiçãoeaescassezdeáreasverdes.Essesimpactosafetamaqualidade de vida urbana e atingem, de maneira mais severa, as populações mais pobres.

É nesse contexto que a Campanha da Fraternidade se insere como um importante convite à reflexão e à ação. Promovida anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 2026,trazotema‘FraternidadeeMoradia’,chamandoaatençãoparaumadasquestõesmaisurgentesdascidadesbrasileiras.Amoradia,alémdenecessidadebásica,éexpressãodedignidade, pertencimento e segurança. Iluminada pelo lema ‘Ele veio morar entre nós’ (Jo 1,14), a reflexão nos lembra que a fé cristã se manifesta de forma concreta no cuidado com as condições de vida das pessoas, especialmente das que vivem em situação de vulnerabilidade. A cidade, enquanto parte da Criação, também precisa ser cuidada. Planejar cidades mais sustentáveis é um gesto de responsabilidade com o próximo e com as futuras gerações.

Compreender as relações entre sociedade, natureza e território ajuda a formar cidadãos conscientes de que o espaço urbano não é infinito nem neutro, mas resultado de escolhas humanas que podem e devem ser transformadas. A intersecção entre educação e fé se torna evidente quando observamos que a cidade é, ao mesmo tempo, espaço de encontros e de exclusões. A fraternidade surge como resposta ética e cristã às desigualdades urbanas. Valores como solidariedade, justiça social e cuidado com o próximo se traduzem, no espaço urbano, na defesa de políticas públicas inclusivas, no combate à segregação socioespacial e na atenção às periferias, aosmoradoresemsituaçãoderua,aosmigranteseaosidosos.Aurbanizaçãosemplanejamento fere a dignidade humana; a fraternidade, por sua vez, chama à corresponsabilidade social. Nesse processo, a escola ocupa um lugar privilegiado. Como espaço de formação integral, ela articula o conhecimento científico com a formação ética e cristã, despertando a sensibilidade social dos estudantes. Ao observar criticamente a cidade onde vivem, os jovens aprendem a ler o mundo e a reconhecer que pequenas ações de fraternidade no cotidiano escolar e comunitário também constroem espaços mais humanos.

Por fim, refletir sobre Urbanização X Solidariedade é compreender que o crescimento das cidades precisa ser pensado a partir das pessoas. A Campanha da Fraternidade 2026 nos convida a conhecer a realidade urbana e agir de forma solidária e comprometida. Cidades mais justas são possíveis quando há fraternidade, consciência e compromisso coletivo. Que este tempo de campanha nos ajude a olhar para nossas cidades não apenas como espaços construídos, mas como lugares de vida, encontro e missão.”

José Nilton Linares é professor de História e Geografia do Colégio Nossa Senhora das Dores, licenciado pela Universidade de Uberaba/MG, com formação em Pedagogia e especialização em Metodologia do Ensino de História e Geografia. Atua na Educação Básica, no Ensino Fundamental, Médio e em cursinhos pré-vestibulares. Seu trabalho pedagógico é voltado à aprendizagem crítica, ao planejamento didático e ao uso de metodologias ativas, lecionando atualmente Geografia, História, Filosofia e Projeto de Vida.

CASA COMUM

Próximos passos para a sustentabilidade em nosso dia a dia pós-COP30

“A COP30, realizada em Belém/PA, em novembro de 2025, ficou conhecida como a ‘COP da implementação’, focando na urgência da ação climática a partir da Amazônia. O marco principal foi a aprovação do ‘Pacote de Belém’, firmado por 195 países, com 29 decisões centradas em financiamento, adaptação e transição justa. A conferência consolidou o papel do Brasil como liderança ambiental, pautada em soluções baseadas na natureza e no combate ao desmatamento. Contudo, muitos desafios persistem, como as NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) - planos de ação de cada país para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e adaptar-se aos impactos climáticos. A eliminação dos combustíveis fósseis e a ausência de maior peso financeiro e diplomático dos EUA influenciaram as negociações, resultando em pontos que não foram totalmente solucionados. Muitos debates poderiam ter sido encaminhados de forma distinta, com discussões mais profundas, dado que o evento reuniu diversas nações com diferentes representações e alto investimento.

Entretanto,nãosedevepensarapenasnoevento em si, COP 30 ou pós-COP30, mas em tudo o que pode ser feito pelo cuidado da Casa Comum. O Papa Francisco ressalta que tudo está interligado e que precisamos cuidar de nós mesmos, dos outros e da Criação - o que engloba não apenas o cuidado com o meio ambiente, mas tudo o que é Vida.

Como ‘luzes’ e pistas para ações concretas no processo de Conversão Ecológica, no cuidado, preservação, uso consciente e responsável, coerência entre o ser e fazer, temos a Encíclica

Laudato Si’ e a Exortação Apostólica Laudate Deum, do Papa Francisco.

São documentos objetivos, simples e práticos, que nos convocam

nesteprocessoàcoerênciaentreosereofazer.Épreciso avançar, ter paciência nos processos e ‘esperançar’ por ações concretas, no Cuidado da Casa Comum, mantendo uma conversão ecológica permanente que exige atitudes diárias, conversão do coração e da mente, responsabilidade compartilhada.

São muitas as ações. Nesse processo, as escolas são fundamentais: devem ser espaços de vivência e transformação, capazes de promover uma cultura ecológica e formar multiplicadores no cuidado da Criação. Além disso, é essencial articular comunidades em defesa da Casa Comum que conectem propósitos individuais a objetivos coletivos, ouvindo realidades locais por meio de rodas de conversa, colhendo depoimentos e avaliando o que está sendo realizado de concreto e o que pode ser implementado ou melhorado.

Devemos investir em políticas públicas e questionar órgãos competentes, setores públicos, instituições religiosas e organizações da sociedade civil e ONGs sobre ações concretas para o Cuidado da Casa Comum. É urgente apoiar, incentivar e fortalecer as ações que estão sendo implementadas ou realizadas na defesa da Vida, como a gestão de resíduos, o uso eficiente de energia e água e tantas outras ações concretas. Como diz o lema: ‘Paraqueamudançasejaglobal,elaprecisaserlocal’.Não se trata apenas de pensar nas gerações futuras; precisamos agir agora, para que as gerações presentes já façam parte desta arte de cuidar e vivam com mais qualidade de vida e respeito à preservação da Biodiversidade.

Cuidar da Criação é responsabilidade de cada um!”

Irmã Patrícia Lopes Monteiro é Dominicana de Monteils, reside na Comunidade Nossa Senhora da Glória e é Diretora do Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP.

EQUIPES DE APOIO

Quando a Comunicação deixa de ser setor e se torna cultura: Processo de reestruturação consolida a comunicação como eixo transversal no CEIMN

Durante o ano de 2025, o Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário foi requisitado pelo Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré para conduzir o processo de reestruturação do Setor de Comunicação da Escola. A solicitação partiu da Irmã Aparecida de Souza Lopes, então Diretora do CEIMN, após conhecer a reestruturação realizada em 2024, no Centro de Educação Infantil Marta Carneiro pela equipe do Núcleo.

A iniciativa nasce da compreensão de que a comunicação não se limita à divulgação de informações, mas constitui dimensão estruturante da gestão escolar. O processo teve como objetivo organizar e padronizar fluxos, garantindo que todas as ações comunicacionais contribuíssem efetivamente para o fortalecimento da missão educativa e social do CEIMN. Buscou-se promover informação qualificada, alinhamento interno, engajamento das famílias e consolidação da imagem institucional, posicionando a comunicação como eixo estratégico da Escola.

Com duração de 12 meses, a jornada contemplou visita técnica inicial e diagnóstico com os principais setores e Diretoria; análise de dados e cenário institucional; reuniões individuais e coletivas com a responsável pelo Setor de Comunicação, Coordenação Pedagógica e Direção; elaboração dos Manuais Interno e Externo de Comunicação; e validação dos documentos junto aos setores envolvidos.

Foto: Arquivo
CEIMN

O movimento também incluiu uma imersão formativa em design para a colaboradora Evelin Mussolini, realizada em Uberaba/MG, e conduzida pelo designer da Província, Pedro Henrique Marino - reforçando o compromisso com a qualificação técnica e estética da comunicação institucional.

Em janeiro de 2026, com os Manuais finalizados, a Diretora de Comunicação e Marketing – Catia Flaviany – esteve em Ribeirão Preto para apresentar o Manual Externo à Comunidade Educativa do CEIMN. O encontro reafirmou que a comunicação está presente em tudo o que é realizado na Escola. Comu-

Catia Flaviany de Moura (Diretora de Comunicação e Marketing) Núcleo de Comunicação e Marketing PNSR nicação não é apenas informação - é cuidado: cuidado com quem trabalha, com quem aprende e com quem confia na escola. Para muitas famílias, a comunicação é o principal vínculo com a instituição, sendo por meio dela que se constroem a confiança, a segurança e o pertencimento. A reestruturação consolida, assim, uma cultura comunicacional alinhada à missão educativa da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils. Após o encontro, a equipe do CEIMN segue comprometida com a implementação dos processos, reconhecendo que “a comunicação não é somente um setor, ela é um eixo transversal”. Como destaca Catia Flaviany: “Escolas que cuidam da comunicação como eixo não fazem mais coisas; fazem coisas com mais sentido. Elas compreendem que a comunicação atravessa o cuidado da limpeza, o trabalho da cozinha, a escuta da Secretaria, a sala de aula, a Pastoral e as decisões da Direção. E entender isso muda tudo.”

Foto: Arquivo CEIMN

UNIDADES

Alunos “Rosarinho” dão show de protagonismo com “Uma mala cheia de histórias”

No dia 13 de dezembro de 2025, a equipe do Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade 2, de São Paulo/SP, encerrou o ano letivo, abrindo portas e corações para celebrar um ano marcado por descobertas, aprendizados e muitos afetos. Foi um momento especial de memória, gratidão e renovação do compromisso com os valores que sustentam a missão educativa da rede.

Inspiradas na história das Irmãs Dominicanas de Monteils, que há 140 anos chegaram ao Brasil trazendo na bagagem valores como amor, fé, alegria, audácia e o desejo de educar, as crianças da Educação Infantil protagonizaram a apresentação “Uma mala cheia de histórias – Em busca da verdade”.

Na dramatização da chegada das Irmãs, cada valor apresentado foi relacionado aos livros trabalhados ao longo do ano, que deram origem a pequenos projetos desenvolvidos pelas turmas. Por meio

Colégio Nossa Senhora do Rosário - Unidade 2 – São Paulo/SP das histórias, as crianças revisitaram experiências de acolhida, cuidado, solidariedade, estudo e espiritualidade, tornando visível como esses valores permanecem vivos no cotidiano da escola.

Com muita música, dança e alegria, esse momento também convidou à reflexão sobre o cuidado de si, do outro e da casa comum, sobre a importância do aprendizado como caminho de crescimento e partilha, e a vivência da solidariedade como expressão concreta do amor em ação. Encerrando a apresentação, o “Rosarinho” celebrou o Natal, recordando o nascimento de Jesus e renovando o compromisso de seguir espalhando bondade, esperança e amor. Aos olhos da Coordenadora Pedagógica, Christiane da Costa, esse momento de recepção construiu boas perspectivas para a jornada que se inicia: “Assim, de história em história e de música em música, reafirmamos que a ‘mala’ das Irmãs Dominicanas continua aberta. Nela, sempre cabem mais valores, mais amizades, mais sorrisos e mais gestos de amor. É com esse espírito que acolhemosnossosalunosem2026,certosdequecadacriançaquechegatrazconsigonovashistórias, sonhos e possibilidades. Seguimos juntos, cuidando, aprendendo, crescendo e espalhando bondade, dando continuidade a uma missão que se renova a cada novo ano letivo.”

Christiane da Costa (Coordenadora Pedagógica)

Guiada pela acolhida, comunidade escolar do CEIMN retoma atividades com formações

No Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP, o ano letivo começou com um tempo especial de preparação, cuidado e acolhida. Antes mesmo da chegada das crianças, a equipe participou de formações essenciais, reafirmando o compromisso com uma educação humana, responsável e atenta às necessidades de cada criança e família.

O CEIMN recebeu a psicóloga Gabriela Niz, que conduziu reflexões sobre saúde mental e práticas de autocuidado, lembrando que cuidar de si é também uma forma de estar melhor disponível para o outro. A neuropsicóloga Noély Abrahão abordou temas como saúde mental, a campanha “Janeiro Branco” e a importância da inclusão, fortalecendo um olhar sensível e respeitoso para as singularidades de cada criança. Já a enfermeira Kátia Galvão realizou o treinamento da Lei “Lucas” (Lei nº 13.722/2018), capacitando a equipe para agir com segurança e responsabilidade em situações de emergência.

“Esses momentos formativos são fundamentais para que a escola seja, de fato, um espaço seguro, preparado e acolhedor. Eles dialogam diretamente com o valor trabalhado no mês de fevereiro: Acolhida – ‘Onde moro, minha casa’, que nos convida a refletir sobre pertencimento, cuidado, vínculos e identidade.

No CEIMN, acolher é fazer com que cada criança se sinta em casa, amada e respeitada desde o primeiro dia”, pontua a Assistente de Comunicação, Evelin Mussolini.

As aulas tiveram início no dia 22 de janeiro, com as turmas dos Maternais I e II, e no dia 28 de janeiro, com as turmas das Etapas I e II, marcando o começo de um novo ano letivo construído com dedicação, formação contínua e muito afeto. Com otimismo, a colaboradora conclui: “Seguimos firmes em nossa missão educativa, certos de que investir na formação da equipe é também garantirumambienteondecadacriançapossacrescer,aprenderesedesenvolvercomsegurança e confiança”.

Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré – Ribeirão Preto/SP

Fotos:

Jornada Pedagógica Pastoral do CEIMC tem acolhida e inclusão como alicerces

No Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, a semana entre os dias 26 e 30 de janeiro trouxe a realização de mais uma Jornada Pedagógica Pastoral. As atividades — pautadas pelo valor anastasiano-dominicano da acolhida — foram marcadas pela retomada de todos os setores da unidade escolar, além da preparação para o novo ano letivo e para a recepção dos alunos na semana seguinte.

Como parte dessa jornada, toda a equipe participou de uma Oficina Sensorial, proposta pelas professoras Pollyanna Manzi e Patrícia Lopes. Nesta vivência, os colaboradores foram convidados a percorrer um trajeto que explorou os diferentes sentidos, entendendo como eles são vivenciados por pessoas com necessidades especiais. O objetivo da dinâmica foi fortalecer a empatia e a compreensão sobre a inclusão, para que isso se reflita em cada gesto, em cada aula e em cada momento com as crianças do CEIMC.

A formação também contou com uma sessão do curta-metragem argentino “Ian”. A obra, dirigida por Abel Goldfarb, apresenta uma história emocionante, que evoca a importância de derrubar

barreiras em prol da integração.

A semana incluiu ainda a apresentação do diagnóstico do Processo Seletivo para Concessão de Bolsas de 2025/2026. O momento, realizado pela Assistente Social do CEIMC, Irany Cabral, teve como objetivo levar a conhecimento da equipe alguns detalhes do processo. A apresentação destacou o importante compromisso da escola em conceder bolsas gratuitas para famílias em situação de vulnerabilidade social, garantindo educação de qualidade e trabalhando com as famílias na redução das desigualdades e na prevenção da evasão escolar.

“A comunidade escolar pôde compreender melhor o que é CEBAS (Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social) e se inteirar de todas as etapas do processo seletivo. Abordamos a renda per capita, o público-alvo da escola, a necessidade de garantir transparência nos processos, as estratégias de comunicação para alcançar o nosso público e as minúcias de cada etapa: informação, inscrição, avaliação, visita familiar e resultados”, explica Irany.

A jornada foi concluída com um momento-chave para o sucesso da volta às aulas: a Reunião Geral CEIMC. O encontro se caracterizou pela apresentação da equipe, feita pela Diretora Pedagógica, Daniela Oliveira, e pela recepção dos novos colaboradores.

Fotos:
CEIMC

A Diretora Executiva Administrativo-Financeira do CEIMC, Irmã Virgínia Helena, evidenciou o papel da instituição enquanto unidade educacional anastasiana-dominicana, além de reforçar combinados, diretrizes e metas da equipe. A Coordenadora Administrativo-Financeira, Angélica Costa, e a Analista de Departamento Pessoal, Carla Beatriz Coutinho, apresentaram informações administrativas e esclareceram dúvidas da equipe.

Além disso, a reunião integrou momentos de comunhão, comandados pela Coordenadora de Pastoral Escolar, Jéssica Ohana, e uma dinâmica musical construtiva, realizada pelo Professor de Psicomotricidade, Renato Silva, e pela Professora de Musicalização, Cristiane Rodrigues. A atividade revelou a importância da sinergia e do trabalho em equipe. Após essa rica jornada, a equipe do CEIMC recebeu os alunos com sorrisos renovados, um ambiente acolhedor e a energia vibrante de um novo ciclo de aprendizado.

Pedro Henrique Dahdah Marino

(Assistente de Comunicação)

Centro de Educação Infantil Marta Carneiro – Uberaba/MG

Reflexões de Saint-Éxupéry embalam o retorno da equipe do Rosário São Paulo

Na retomada das atividades, os Colégios Nossa Senhora do Rosário e Nossa Senhora do Rosário – Unidade II, iniciaram o ano escolar com uma acolhida especial para todos os seus colaboradores.

No momento de comunhão, todos foram conduzidos, em primeiro lugar, à Capela do Colégio, onde vivenciaram um momento de acolhida e interiorização. Convidados à prece e à revisitação da caminhada de 2025, relembraram a atividade do último dezembro, quando foram convocados a ser “estrela”, bem como a estabelecer as metas para 2026. Nessa rememoração, retomou-se a disposição de fazer brilhar a luz que habita em cada um, oferecendo dons e talentos como serviço ao próximo, sem descuidar da atenção que principia pelo cuidado consigo mesmo. Afinal, só existe doação perfeita quando se está inteiro, cuidado e fortalecido.

Na sequência, os presentes aprofundaram-se no carisma da Sabedoria, não como acúmulo de conhecimentos, mas como um dom que integra fé, vida e missão à luz dos Evangelhos e dos exemplos de Jesus. Em consonância com o octogésimo aniversário da edição de “O Pequeno Príncipe” – obra do francês Saint-Éxupéry – escolheram-se daí a temática inspiradora e o registro de duas

A finalização desta manhã inaugural deu-se com a palestra de William Borghetti, especialista em comunicação e neurociência, a respeito da relação que estabelecemos com nossas crianças e adolescentes dentro da Escola.

A Agente de Pastoral do Rosário, Luciana Siufi, sintetiza: “Espiritualidade, humor e reflexões profissionais formaram o eixo sobre o qual se movimentará um ano de pleno exercício da missão que nos foi confiada, com sabedoria, luz interior e compromisso com o essencial. Bem-vindo, 2026! ”

Luciana Siufi

(Agente de Pastoral)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – São Paulo/SP

CNSD encerra as comemorações de seus 140 anos com lançamento de revista

No dia 28 de janeiro, durante a primeira Reunião Geral dos colaboradores neste ano, o Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, teve a alegria de lançar uma revista comemorativa aos 140 anos da instituição, marcando o encerramento das celebrações de aniversário.

A edição é colaborativa e começou a ser preparada em meados de 2025, sob a batuta da profissional de marketing, Catia Flaviany de Moura. Em seu conteúdo, há textos que versam sobre os vários aspectos do Colégio, colocando em pauta os memoráveis frases então escritas: “O essencial é invisível aos olhos” e “Tu te tornas eternamente responsávelporaquiloquecativas.” Distribuídas aos participantes, as citações passaram a ser um convite para que mantenham viva a consciência do que, de fato, importa na vida pessoal, profissional e comunitária, e do quanto cada um representa na existência daqueles a quem se doam. Depois, já instalado no interior do Teatro Bor, o público assistiu, entre risos, à apresentação do grupo Embrulha pra Viagem. A descontração e a leveza estenderam-se, em seguida, a um lanche partilhado, no ambiente dos reencontros, simplicidade e muito carinho.

âmbitos pedagógico, espiritual e interpessoal. O editorial foi executado pela ex-diretora Marta Beatriz Queiroz Fabri, seguido pelas reflexões da também ex-diretora Irmã Maria Helena Brennand Salazar da Veiga Pessoa e da então Priora da Província Nossa Senhora do Rosário das Irmãs

Dominicanas de Monteils, Irmã Solanje Tavares de Carvalho. As três refletiram sobre o legado das Irmãs Dominicanas desde a chegada delas ao Brasil, também há 140 anos.

Após a apresentação da linha do tempo de fundação das escolas da Rede de Educação Anastasiana-Dominicana, a diretora Ízula Luiza conta um pouco de sua história e como ela se emaranha com a missão de educar no Colégio e, agora, dirigir toda a comunidade educativa do CNSD. A revista passa a intercalar textos que apresentam os diversos segmentos escolares com matérias a respeito de eventos que fazem parte do calendário anual, mas que não deixam de cativar alunos e famílias pela singularidade do momento e afetividade impressa, entre eles a comemoração dos 20 anos do Centro Social Encantos Dominicanos (CESED).

A publicação fecha com as matérias da abertura da Cápsula do Tempo dos 130 anos e do encapsulamento das cartas para os 150, da inauguração de novos espaços de convivência do Colégio e da Galeria das Diretoras, bem como dos 95 anos da Capela, e uma homenagem ao colaborador Eli Eurípedes Carvalho, que fez a sua páscoa em 2025, somando 40 anos de serviço amoroso no Colégio.

As celebrações dos 140 anos de fundação do Colégio Nossa Senhora das Dores contaram com diversas atividades e eventos relatados na revista, mas também no cotidiano escolar, como reflete o Assistente de Comunicação do CNSD, Alyson Prado: “Alunos, professores, colaboradores e famílias juntaram-se em oração, risos, trabalho e estudo, no ano da Audácia, para reafirmar o legado das Irmãs Dominicanas de Monteils, que há 140 anos iniciaram esta missão tão importante em Uberabae,depois,seespalharampeloBrasil.Evangelizarpelaeducaçãoélevarosvalorescristãos junto da construção de conhecimentos científicos que preparam nossos alunos para a vida adulta e, consequentemente, para a construção de uma sociedade melhor. Continuaremos a celebrar a existência do Colégio Nossa Senhora das Dores como símbolo do triunfo do ideal da educação como herança”, conclui.

Para conferir a revista na íntegra, clique aqui ou acesse o QR Code:

Alyson Prado (Assistente de Comunicação)

Colégio Nossa Senhora das Dores Uberaba/MG

Para a acolhida de alunos e professores, CESED propõe uma jornada de sabedoria

O início de um novo ciclo acadêmico é sempre um momento de renovação. Os alunos do Curso Técnico em Administração do Centro Social Encantos Dominicanos, de Uberaba/MG, foram recebidos na Capela do Colégio Nossa Senhora das Dores com a tradicional e calorosa acolhida anastasiana-dominicana.

O momento de reflexão e partilha marcou o ponto de partida para uma trajetória que une excelência profissional e valores humanos.

A abertura foi conduzida pela Coordenadora da Pastoral Escolar do CNSD, Lígia Del Nery, que deu as boas-vindas aos novos estudantes. Em sua fala, ela resgatou a trilha de valores que a instituição vem percorrendo desde 2023, como: a alegria como base do convívio, a simplicidade na essência do agir e a audácia como o impulso para o crescimento. Para este ano, o valor que guiará as reflexões e as práticas do CNSD é a sabedoria. Mais do que o acúmulo de conhecimento técnico, a sabedoria, em 2026, será o norteador também das decisões e do caráter

dos futuros administradores.

Dando continuidade ao momento, Lígia trouxe um mergulho na história e na identidade que sustenta a instituição. Foram relembradas as origens do CNSD com a chegada das 6 corajosas Irmãs que romperam barreiras por um propósito em trazer educação de qualidade para as meninas da cidade. Lígia pontuou sobre o legado de Madre Anastasie, fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, cuja visão educacional permanece viva em nossas ações. A presença espiritual de São Domingos de Gusmão e a devoção a Nossa Senhora do Rosário também foram faladas, reforçando o carisma Anastasiano-dominicano que diferencia e fortalece a formação técnica oferecida pelo CNSD.

Na sequência da semana, a equipe do Curso Técnico em Administração foi acolhida pela Coordenadora Pedagógica Cátia Helena Brant, em um encontro de boas-vindas ao ano letivo e também de troca de informações. Nesse primeiro encontro, Cátia acolheu a equipe com uma caminhada de fé desde a entrada do prédio até a sala de reuniões. No recinto, foi realizada uma dinâmica, com o propósito de mostrar como o chá muda a água, refletindo sobre como a convivência e o aprendizado diário transformam pensamentos, atitudes e o sabor das relações. Durante a atividade, cada professor escolheu um sabor que representasse o que desejam trazer para o novo ciclo escolar, como por exemplo: camomila para calma, frutas para energia e etc. Ao mergulhar o sachê, cada

Fotos: CESED

professor compartilhou seu desejo ou uma expectativa para o ano letivo. No final, os participantes refletiram sobre como a mistura de sabores (professores) torna o ambiente rico e saboroso. Sendo assim, juntos são todos sempre mais fortes e chegarão mais longe.

Após esse momento, a equipe fez uma oração inicial, conduzida por Lígia Del Nery, bem como uma fala sobre a proposta da Pastoral Escolar para o ano de 2026. Cátia repassou algumas normas e regras que irão reger a escola neste ano e as informações que se fizeram necessárias. Na sequência, a assistente Social, Angélica Maria Trida, passou o diagnóstico social dos alunos do CESED. O encontro foi finalizado com uma mensagem, em forma de poema, escrita pela colega Euripa Alcântara. Desta maneira, o CESED iniciou 2026 com muita alegria no coração e a certeza de um ano de muito aprendizado e crescimento.

Cátia Helena Brant

(Coordenadora Pedagógica do Curso Técnico em Administração)

Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG

Acolhida do CSD reforça valores e cuidado no início do ano letivo

O Colégio São Domingos, de Araxá/MG, iniciou o ano letivo de 2026, com a realização do Projeto Acolhida. A proposta pastoral orientou a recepção dos estudantes e de toda a comunidade escolar a partir dos valores da Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A iniciativa buscou sensibilizar crianças, jovens, educadores e famílias para a vivência do acolhimento, da empatia e da responsabilidade social no cotidiano escolar. Com o propósito de educar evangelizando e evangelizar educando, o projeto visa uma experiência inicial marcada pela escuta, pelo cuidado e pela criação de espaços de reflexão. A Educação Infantil e o 1º Ano do Ensino Fundamental tiveram como tema “O mundo é nossa casa”. Do 2º Ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, a abordagem se deu a partir da ideia “Somos morada”, convidando os estudantes a refletirem sobre pertencimento, dignidade e convivência fraterna.

Segundo a Agente de Pastoral do CSD, Maria Clara Martins Pereira Silva, a acolhida não é apenas um gesto inicial de recepção. “Acolher é uma atitude educativa que expressa a identidade e a missão da instituição. Inspirados pelo Evangelho e na busca da sabedoria como dom, desejamos criar um ambiente em que todos se sintam vistos, respeitados e chamados a crescer em fraternidade”, afirma.

Entre as ações que integraram o projeto, esteve a tradicional bênção das mochilas, realizada nos primeiros dias de aula, contemplando estudantes do 1º Ano do Ensino Fundamental ao 3º Ano do Ensino Médio. A bênção ocorreu no Centro Cultural do CSD e no pátio da escola, nos turnos da manhã e da tarde, com o objetivo de celebrar o início do ano letivo, reforçando a presença de Deus no cotidiano escolar e promovendo um momento de unidade e espiritualidade entre estudantes e educadores.

Outra atividade que marcou o início do Ano Letivo no CSD foi a celebração da primeira missa de 2026, que aconteceu no dia 10 de fevereiro, no Centro Cultural. O momento, que contou com a presença dos profissionais, estudantes e seus familiares, foi uma oportunidade de fortalecer a identidade confessional da instituição, promovendo a comunhão e renovação do compromisso cristão de vivenciar os valores do Evangelho no ambiente educacional. Durante todo o ano, o CSD realizará a celebração de missas mensais.

Além disso, toda a comunidade educativa foi convidada a participar da campanha de doação de materiais escolares, com o intuito de incentivar os estudantes a vivenciarem os valores da educação anastasiana-dominicana, num gesto concreto de solidariedade: doação de materiais novos ou usados, que estejam em bom estado de conservação. Após o período de arrecadação, os materiais serão doados para uma instituição social da cidade.

Assessoria de Imprensa

Colégio São Domingos – Araxá/MG

Cerimônia da Caneta do CSCJ convoca alunos à escrita de um

novo tempo

No dia 30 de janeiro, o Colégio Sagrado

Coração de Jesus, de Porto Nacional/TO, viveu um momento de profundo significado pedagógico e afetivo com a realização da tradicional Cerimônia da Caneta, destinada aos alunos que ingressaram, neste ano, no Ensino Fundamental – Anos Finais, marcando oficialmente o início de sua trajetória no 6º ano. Mais do que um

simples ato simbólico, a cerimônia representou uma passagem importante na vida acadêmica e pessoal desses estudantes, carregada de sentidos, responsabilidades e novos compromissos.

“A troca do lápis pela caneta simboliza um novo tempo: um tempo de maior autonomia, de escolhas mais conscientes e de registros que ganham caráter definitivo. Cada traço feito a partir desse momento passa a refletir não apenas conteúdos escolares, mas também atitudes,dedicaçãoeamadurecimento.Éoiníciodeuma etapa em que os alunos são convidados a assumir, de forma progressiva, um papel mais ativo e responsável em sua formação, compreendendo que o conhecimento construído agora será base para toda a vida escolar que se desenha à frente”, comenta Marcelo Medrado, Auxiliar de Comunicação e Marketing do Sagrado.

A cerimônia contou com a presença dos pais, familiares e membros da comunidade escolar, cuja participação tornou o momento ainda mais especial. Para as famílias, o momento foi marcado pela emoção e orgulho, com o testemunho do crescimento de seus filhos e o avanço para uma nova fase da educação básica. Para o Colégio, foi a reafirmação do compromisso com uma educação integral, que vai além dos conteúdos curriculares e valoriza os ritos, os símbolos e os vínculos construídos ao longo do caminho.

Como parte da programação, os alunos também participaram de uma breve palestra com um escritor local, que compartilhou reflexões sobre a escrita, a leitura e o poder das palavras na construção de histórias, sonhos e identidades. A fala trouxe inspiração e despertou nos estudantes o entendimento de que escrever é mais do que cumprir uma tarefa escolar: é uma forma de expressão, de pensamento crítico e de diálogo com o mundo.

Sobre o sucesso da ação, Marcelo conclui: “A Cerimônia da Caneta foi um evento marcante e emocionante, que ficará na memória das famílias que atendemos diariamente e, sobretudo, na história de cada aluno que deu esse importante passo em sua jornada acadêmica. Momentos como este reforçam o valor dos pequenos grandes rituais escolares, que ajudam a construir significado, pertencimento e propósito, acompanhando nossos estudantes em cada etapa de sua formação”.

Marcelo Medrado

(Auxiliar de Comunicação e Marketing)

Colégio Sagrado Coração de Jesus – Porto Nacional/TO

Tecitura diária: Agenda 2026 do Rosário Curitiba traz paz como destaque

O Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, construiu sua agenda para o ano de 2026, a partir de uma intencionalidade pedagógico-pastoral e de um desejo sincero: que o projeto educativo e evangelizador da instituição ultrapasse as páginas, os discursos e os planejamentos, tornando-se vida no cotidiano.

“Mais do que organizar compromissos, ela foi pensada como um verdadeiro instrumento de cuidado, escuta e formação, que acompanha cada passo da nossa comunidade educativa. Em sintonia com a missão de evangelizar educando e educar evangelizando, a agenda se apresenta como companheira diária na construção de relações, valores e sentido, ajudando-nos a viver, na prática, aquilo em que acreditamos”, explica o Coordenador de Pastoral, Rubens Aquino.

O tema que inspirou a idealização da agenda foi “Paz: uma tecitura diária”, que propõe uma reflexão robusta e constante. “Compreendemos que a paz não é algo que se recebe pronto. Ela se constrói aos poucos, nas relações, nas escolhas, nas pequenas atitudes que, muitas vezes, passam despercebidas, mas que formam o caráter, a fé e a sensibilidade de nossas crianças e jovens.Assimcomoumtecidoprecisademuitosfios,tambémavidaescolaréfeitadeencontros, histórias e afetos. A escola oferece seus fios: o cuidado, o ensino, a organização, a espiritualidade, o olhar atento para cada estudante. As famílias trazem outros fios indispensáveis: o amor, o exemplo,apresença,odiálogo.Educadoresealunos,juntos,vãoentrelaçandoessesfiosedando forma a um ambiente onde aprender também é aprender a ser, a conviver e a amar”, pondera.

O tema PAZ é desdobrado na agenda ao longo dos meses e percorre diferentes abordagens, estabelecendo relações com a vida, a tecnologia e a economia. À luz da fé, essa tecitura de diferentes ideias busca favorecer a tomada de consciência sobre o ideal que a comunidade escolar é chamada a viver em 2026, fortalecendo o compromisso de cada um como instrumento na construção de relações mais fraternas, solidárias e promotoras de paz.

Os recortes temáticos da agenda evidenciam que, quando um tema nasce da vida e volta para a vida, ele ganha força, profundidade e sentido, por isso, a agenda se constitui na expressão de um projeto vivido, assumido e partilhado. Em suas páginas, ela convida à organização, mas também à reflexão. Ajuda a planejar o tempo, sem perder o sentido do caminho. Incentiva o estudo, sem esquecer as relações. Apoia o crescimento acadêmico, sem abrir mão da formação humana e espiritual.

“Ao desenvolver a agenda com o tema ‘Paz: uma tecitura diária’, o Rosário Curitiba reafirma que educaréumatodeamor,esperançaecompromisso.Éacreditarquecadacriançaejovemmerece seracompanhadocomrespeito,féesensibilidade.Éconfiarqueaescola,quandovivesuamissão com coerência, torna-se espaço de transformação”, conclui.

Aquino

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR

Externato São José participa do Dia ANEC/GO

No dia 7 de fevereiro de 2026, educadores, gestores e colaboradores das instituições de Educação Católica de Goiás reuniram-se para vivenciar o Dia ANEC Goiás 2026, um encontro marcado pela comunhão, pela formação e pelo fortalecimento da missão educativa. O evento evidenciou seu principal propósito: promover o diálogo, a convivência fraterna e a construção coletiva de uma educação fundamentada em valores humanos e cristãos. Ao longo da manhã, a programação conduziu os participantes por momentos de animação, espiritualidade, reflexão cívica e formação, criando um ambiente propício à escuta e à partilha de experiências.

A abertura oficial do evento contou com a palavra da Professora Tatiana Santana, Diretora do Colégio Externato São José, de Goiânia/GO, e Coordenadora Regional da ANEC Goiás. Durante sua fala, ela destacou a importância da união entre as instituições católicas e do compromisso coletivo com uma educação que integra fé, conhecimento e cuidado com as pessoas. Em sua mensagem, ressaltou que educar em comunhão é assumir, diariamente, uma missão de esperança e transformação social.

Um dos destaques do encontro foi a palestra “Servir em comunhão: trabalho em equipe e missão educativa”, ministrada por Elias Antônio Democh, que convidou os presentes a refletirem sobre a importância do trabalho colaborativo, das relações humanas e da corresponsabilidade no contexto educacional. A fala reforçou que educar é uma missão partilhada, construída no cotidiano, a partir do diálogo, do cuidado e do compromisso com o bem comum.

O encontro contou ainda com a Cerimônia do Ícone “Jesus, Mestre da Esperança”, conduzida também pela professora Tatiana Santana e pelo Padre David, Vigário Episcopal para a Cultura e Educação. O momento, profundamente simbólico, fortaleceu a unidade entre as instituições e a peregrinação do ícone como sinal de fé, esperança e comunhão, fortalecendo os laços que unem as escolas e universidades católicas.

Segundo a Coordenadora de Marketing e Eventos do Externato, Cristina Venier, o Dia ANEC Goiás 2026, reafirmou o papel fundamental da Educação Católica na formação integral das pessoas, integrando fé, conhecimento e compromisso social. “Mais do que um evento formativo, o encontrofoiumverdadeirotempoderenovaçãodavocaçãoeducativa,inspirandoosparticipantesaseguirem firmes na missão de educar para a vida, para a fraternidade e para a esperança”, destaca.

Cristina Venier

(Coordenadora de Marketing e Eventos)

Colégio Externato São José – Goiânia/GO

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Anastasiando - Ano VIII - nº 46 - Fevereiro 2026 by Irmãs Dominicanas de Monteils - Issuu