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Anastasiando - Ano VII - nº 45 - Dezembro 2025

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FELIZES OS QUE PÕEM NO SENHOR A SUA ESPERANÇA.”

“Queridas Irmãs, colaboradores, leigos, amigos que partilham conosco o carisma de São Domingos e de nossa amada fundadora Madre Anastasie,

Com gratidão e esperança, dirijo-me a todas e todos neste quase fim do ano 2025, ano em que celebramos o Jubileu da Esperança, os 175 anos de fundação de nossa Congregação e os 140 anos de chegada das filhas de Madre Anastasie ao Brasil. Este ano jubilar coincidiu com um momento de profunda relevância para nossa Congregação: a realização do 31º Capítulo Geral, com o tema: Peregrinas da Esperança, pregadoras da Palavra no qual fui eleita para o serviço de Priora Geral, tornando-me a 13ª sucessora de Madre Anastasie.

São acontecimentos que nos provocam mutuamente e convidando-nos a fazer memória agradecida do passado, a discernir com fidelidade o presente e a projetar, com coragem, o futuro que o Senhor nos confia.

Memória que se torna louvor e compromisso

Recordar os 175 anos de fundação de nossa Congregaçãoeos140anosdachegadadasfilhasdeMadreAnastasie, é deixar ecoar a memória viva de um chamado.

(SALMO 40,5)

Irmãs Dominicanas de Monteils | Província Nossa Senhora do Rosário | Ano VII - nº 45 | Dezembro 2025
ARTIGO DE CAPA

Com coragem, fé e determinação, Madre Anastasie funda a congregação e com espírito missionário audacioso ela envia suas filhas para responderem às necessidades de um povo e lançam, em terras brasileiras, as sementes de uma obra que, ao longo dos anos, se consolidou na missão educativa, evangelizadora e social.

Hoje, ao fazer memória dessa história, reconhecemos a fidelidade de Deus que nos sustentou e adedicaçãodetantasirmãsque,emdiferentescontextos,tornaramvisíveloamordeCristo.Esta memória celebrativa é, ao mesmo tempo, ação de graças e renovação de compromisso: permanecer fiéis ao carisma anastasiano-dominicano de contemplar e transmitir aos outros os frutos da contemplação, como nos ensinou São Domingo e como viveu Madre Anastasie.

O 31º Capítulo Geral: tempo de graça, escuta e discernimento

Nos dias de nosso 31º Capítulo Geral, experimentamos a graça da comunhão e do discernimento partilhado. Inspiradas pelo tema Peregrinas da Esperança, Pregadoras da Palavra, refletimos sobre o chamado que o Espírito nos faz neste tempo histórico, buscando caminhos de revitalização de nossa vida fraterna e de maior inserção missionária nas realidades onde as vidas clamam.

As discussões capitulares apontaram para a necessidade de fortalecer o aprofundamento, em especial, das dimensões: Vida Missionária, Formação e Comunicação à luz dos desafios contemporâneos, da Igreja e da sociedade.

Assumo, com humildade e confiança, a missão que me foi confiada, consciente de que a liderança na vida religiosa é sempre um serviço partilhado. Ser sucessora de Madre Anastasie é continuar, com todas as irmãs, o caminho traçado por ela: um caminho de fé, simplicidade, coragem, ternura missionária, e entrega confiante à vontade de Deus.

Horizontes e perspectivas para o futuro

O mundo de hoje nos convoca a uma presença mais ousada e criativa. Como Irmãs Dominicanas, queremos permanecer enraizadas no Evangelho e abertas aos novos sinais dos tempos. Espero e confio que os próximos anos sejam dedicados a aprofundar nossa formação integral, a fortalecer nosso espírito missionário, dinamizar o acompanhamento vocacional, intensificar a colaboração com leigos e leigas que partilham do nosso carisma e a desenvolver uma comunicação mais integrada e participativa que nos una como corpo congregacional e nos ajude a partilhar melhor nossas experiências de fé, missão, fraternidade, riqueza das culturas e a diversidade de

Foto: Arquivo pessoal

nossas presenças. Pois compreendo que a comunicação é expressão de comunhão, e comunhão é o coração da nossa vocação.

Convido-os a também renovar nosso compromisso com o cuidado da Casa Comum, a defesa da vida em todas as suas formas e a promoção da justiça e da paz. São caminhos pelos quais o Evangelho continua a se encarnar através de nossa presença e missão.

O Jubileu da Esperança nos recorda que a esperança cristã não é passiva, mas ativa, criativa, transformadora. É a esperança que nasce da contemplação e se traduz em gestos concretos de misericórdia, justiça e paz. Assim, celebrar o Jubileu da Esperança é afirmar que a esperança é dom e também tarefa. É ela que nos impulsiona a olhar o futuro com confiança, certas de que Deus continua a agir na história da Congregação e a escrever, conosco, novas páginas de amor e serviço no caminho sinodal.

Com gratidão por tudo o que vivemos e com renovada confiança no que virá, coloco nas mãos deDeusesobaproteçãodeNossaSenhoradoRosárioedeSãoDomingosocaminhoqueseabre diante de nós e desejo que o legado de Madre Anastasie continue a inspirar-nos a sermos pessoas de fé e profecia, firmes na Palavra e abertas ao novo que o Espírito suscita em cada tempo.

QueotestemunhodeMadreAnastasiecontinueainspirarcadairmã,cadacolaborador(a),cada amigo (a), a viver com alegria e fidelidade a sua missão, e que, unidos como família dominicana, sigamos sendo sinal de esperança e de luz no mundo.

“Confiai sempre na Providência e sede fiéis ao amor de Deus; Ele nunca deixará de conduzir-nos pelos caminhos da Sua vontade.”

Madre Anastasie

Com afeto e votos de paz e esperança,

Irmã Aparecida de Souza Lopes Priora Geral

Irmã Aparecida de Souza Lopes é Priora Geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils e Diretora do Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP.

Informativo organizado e diagramado pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário – Irmãs Dominicanas de Monteils. Contato: comunicacao@dominicanasdemonteils.org.br / Instagram: @irmasdominicanasdemonteils

COMUNIDADES

Conhecimento e educação intergeracional são pontos altos do III SIGERO

Entre os dias 06 e 10 de outubro, foi realizado o III SIGERO (Seminário Internacional de Gerontologia e Envelhecimento Ativo), evento organizado pela Universidade da Maturidade - UMA (Projeto de extensão da Universidade Federal do Tocantins). O seminário reuniu especialistas, pesquisadores e toda a comunidade acadêmica para debater questões relacionadas ao envelhecimento ativo, educação intergeracional, saberes tradicionais e qualidade de vida para pessoas idosas, fortalecendo práticas inovadoras e inclusivas no campo da educação ao longo da vida.

A Irmã Daniele Ramos, da Comunidade do Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional /TO, que é professora da disciplina de Educação em Saúde, esteve responsável pelas oficinas de Saúde, que aconteceram presencialmente nos dias 06, 07 e 08 de outubro, no polo de Porto Nacional:

• Oficina 1: Prevenção e primeiros socorros em fraturas e quedas

• Oficina 2: Manejo do engasgo em idosos: prevenção, cuidados e técnicas de desobstrução

• Oficina 3: Saúde mental e estimulação cognitiva no envelhecimento: estratégias para um viver ativo

• Oficina 4: Prevenção e manejo de queimaduras em idosos

• Oficina 5: Enfrentando a Violência na Velhice: tipos e estratégias de prevenção

• Oficina 6: Envelhecimento Ativo e Saúde Bucal: estratégias de cuidado e promoção da autonomia

Irmã Daniele Ramos

Essas oficinas contaram com a participação de acadêmicos da UMA, idosos dos CRAS, seus familiares, a acadêmicos da área da saúde e cuidadores de idosos. Além das oficinas, o III SIGERO integrou ainda com uma série de outras programações online.

Comunidade do Sagrado Coração de Jesus – Porto Nacional/TO

Em preparação para os Votos Perpétuos, Junioristas da Província participam de retiro com os Capuchinhos

Entre os dias 24 e 30 de novembro, as Irmãs Junioristas Rosimare Pereira da Cruz, Valande Onezaire e Nancy Agustina Escobar, da Casa de Formação Madre Anastasie, de Porto Nacional/TO, começaram seu retiro na Casa Oasis da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em preparação aos Votos Perpétuos.

Durante a experiência enriquecedora, as Religiosas aprofundaram suas vidas e vocações sob o tema “Peregrinas da Esperança”, com o apoio dos assessores Frei Moacir Casagrande e Frei Henrique Aguilar. Os Frades aportaram muita experiência, baseada na Palavra de Deus. Começaram refletindo sobre o substantivo “Esperança”, e depois propuseram um aprofundamento bíblico, dos livros de Jeremias até Apocalipses.

Segundo Irmã Nancy, o retiro representou uma oportunidade de resgatar toda a caminhada com gratidão. “Foi um momento de recolhimento e aprofundamento pessoal voltado para a ‘fonte’, onde inicia a caminhada consagrada Dominicana. Este retiro aportou muito na nossa vida, para confirmarnosso‘sim’definitivoaDeus,nossaentrega total à Congregação. Nos ajudou a olhar nosso ser com Esperança e nos mostrou que as dificuldades da vida fazem parte da história. Também nos fez ver que o encantamento não sustenta ninguém; o

que sustenta é o engajamento e nosso comprometimento, a nossa vida doada para nossas comunidadeseparaopovoqueacompanhamos.Nossafidelidadenaspequenascoisasdodiaadia. Nossocoraçãoestácheiodegratidãoporestaexperiênciavivida!Agradecemosprofundamentea Província por ter proporcionado essa oportunidade para nós”, conclui.

Casa

Nancy

–

Fotos: Arquivo pessoal

Idosos de Porto Nacional são tema de produção

acadêmica de Religiosa Dominicana

A Irmã Daniele Ramos, da Comunidade do Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/TO, em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), em Palmas, realizou um trabalho junto aos idosos de Porto Nacional sobre “Cidades Inteligentes e Saúde”. O artigo acadêmico, intitulado “Tecnologia, Saúde e Envelhecimento: Um Olhar Sobre a Realidade dos Idosos em Porto Nacional -TO”. Confira o resumo da produção:

“O aumento da expectativa de vida e o crescimento da população idosa impõem novos desafios aos centros urbanos, exigindo adaptações nas políticas públicas, na infraestrutura e no acesso aos serviços de saúde. Nesse cenário, emerge o conceito de cidades inteligentes, que se fundamenta no uso de tecnologias e no planejamento urbano orientado para a qualidade de vida, a inclusão social e o bem-estar da população, em especial dos idosos. Avaliar a percepção dessa faixa etária sobre o espaço urbano em que vive constitui subsídio relevante para a formulação de ações governamentais. Objetiva-se analisar a percepção de idosos acerca de cidades inteligentes, qualidade de vida e controle de doenças. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quanti-qualitativa, realizado com 48 idosos residentes na área urbana de Porto Nacional, Tocantins. A coleta de dados ocorreu entre maio e junhode2025,pormeiodequestionáriosemiestruturado,compostoporperguntasabertas e fechadas. A maioria dos participantes (69%) não considera a cidade adequada para envelhecer com qualidade, apontando problemas como ruas esburacadas, calçadas irregulares, ausência de rampas de acesso, inexistência de transporte urbano e sensação de insegurança. Também relataram a carência de áreas de lazer, a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a limitada adaptação urbana às suas necessidades. Em contrapartida, destacaram aspectos positivos, como a presença da Universidade da Maturidade (UMA), a proximidade de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e a tranquilidade percebida em determinadas regiões. No que se refere à tecnologia, 94% acreditam que ela pode contribuir para o cuidado em saúde; entretanto, 92% relataram dificuldades em utilizá-la, sobretudo pelo medo de errar ou pela falta de conhecimento. Apesar disso, alguns já utilizam o celular para lembrar a medicação, agendar consultas ou solicitar medicamentos via mensagem. Evidencia-se a necessidade de políticas públicas que priorizem a acessibilidade urbana, a inclusão digital e a valorização do idoso, de modo a tornar as cidades mais inteligentes, acolhedoras e adaptadas ao envelhecimento populacional.”

Irmã Daniele Ramos

Comunidade do Sagrado Coração de Jesus

Porto Nacional/TO

Acesse o QR Code e leia o material na íntegra!

Café com Livros

A dica de leitura desta edição vem da Diretora de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário, Catia Flaviany. O livro sugerido por ela é “Os Catadores de Conchas”, best-seller da autora britânica Rosamunde Pilcher. A obra é centrada na narrativa de Penelope, uma mulher madura que redescobre a própria força ao revisitar memórias de juventude, amores perdidos e segredos de família. Após sofrer um ataque cardíaco, a protagonista precisa lidar com os conflitos que surgem com a descoberta de que um quadro de seu falecido pai, “Os Catadores de Conchas”, vale uma fortuna. O livro é aclamado por sua delicadeza e capacidade de tocar milhões de leitores em todo o mundo por meio de reflexões. Mesmo após décadas de sua publicação, continua a ser amplamente lido e discutido.

“Este é um dos livros mais bonitos que já li! Desde a primeira página, os personagens e as cenas simplesmente ganham vida. É uma leitura profunda e, ao mesmo tempo, leve e envolvente – daquelas que parecem entrar na nossa cabeça e caminhar com a gente. Rosamunde retrata a história de uma família com suas diferenças, paixões e laços geracionais nem sempre simples, mas sempre belos e vulneráveis.”

Catia Flaviany
Imagem: Divulgação

Irmã Maria Augusta de Almeida

EPÍGRAFE DA ENTREVISTADA

“Escrever uma história de experiência de 82 anos de caminhada, não é fácil. Corre-se o risco dedeixardeladofatosmuitosignificativos,efoio queaconteceunestemeupequenorelato.Mesmo assim, agradeço a Deus, à minha Congregação, e, de modo muito especial, ao povo nordestino, que me deu a oportunidade de viver, conviver e, por que não, aprender com os mais sofridos e marginalizados do nosso grande Brasil.”

De quando em quando, as mais belas e revolucionárias histórias nascem nos mais simples cantos. Brotam como flor de mandacaru em meio ao chão seco – discretas, mas teimosas em florescer – determinadas a vibrar vida, a fazer mudança. No dia 14 de novembro de 1943, uma dessas histórias teve início.

Osoldosertãogoianonasciacedo,riscandodeouroostelhadossimpleseasestradasdeterra. FoisobessaluzquenteeternaqueveioaomundoMariaAugustadeAlmeida,filhadeumafamília numerosa, cercada de fé, trabalho e esperança.

“A minha infância foi maravilhosa, porque foi no interior, na roça, com toda a liberdade. Meus pais eram maravilhosos e muito carinhosos. Acompanhavam a gente em tudo. Nós éramos 11 irmãos, e a gente, desde pequeno, começou a ajudar a cuidar das crianças, cuidar da casa”, relembra a Religiosa.

Filha de pai agricultor e mãe costureira, Maria Augusta aprendeu, desde cedo, a valorizar o trabalho e as virtudes. A família vivia em idas e vindas entre a zona rural e o município de Goiás, que há pouco deixara de ser a capital do estado. O movimento do campo impulsionava também a rotina das crianças, que ajudavam nas tarefas de casa, delegadas pela matriarca. “O trabalho era dentro de casa: fazer queijos, requeijão de nata, leite, essas coisas assim. Era coisa da fazenda, mesmo”, recorda.

Haviatempo,sobretudo,parasercriança.AsbrincadeirasdeMariaAugustaeseusirmãoseram as mais diversas, e rendiam traquinagens e aventuras inesquecíveis. “Uma vez, meu irmão falou para mim e minha irmã: ‘Vamos fazer uma casinha e brincar de bonecas?’ Então nós, os três mais velhos,fomoscortarfolhasdecoqueiroparaconstruiracasinha.Elemefalou:‘Vocêpuxaafolhae ficapenduradanela,paraeucortarlaemcima,eaoutrairmã,maisvelha,vaicarregar’.Eucheguei, peguei a folha e segurei na frente assim, cheguei a dependurar mesmo na folha, e ele foi batendo

pra cortar. Quando eu vi, meu colo estava cheinho de lagartas! E aí eu saí correndo e gritando, tirei meu vestidinho, larguei lá no meio do campo e cheguei em casa só de calcinha. Então, essas coisas a gente lembra, porque ficaram muito fortes na nossa memória”, explica.

Ali, onde a terra dava todos os frutos e a colaboração movia a vida, a família também se unia pela fé. Os pais, muito religiosos, cultivavam a espiritualidade nos pequenos. “Meus pais reuniam todos os filhos, toda noite, para rezar o terço. A gente rezava o terço em família. E também tinha aquela devoção, de pelo menos uma vez por ano ir à cidade para confessar. Tanto é que quando eu era pequena e fui me confessar pela primeira vez, cheguei no confessionário e não alcançava aquelatabuinha.Fiqueidepé,enãopodia.Naqueletempo,tinhaqueseajoelhar.AíoPadreDominicanosaiu,meolhouedisse:‘Minhafilha,vácrescerprimeiro,sódepoisvocêtemqueconfessar’. Passados alguns anos, com a frequência dele na nossa fazenda, juntamos um grupo de meninas e a professora nos preparou para fazer a Primeira Comunhão. E eu fiz a Primeira Comunhão lá na roça”, relembra.

OsestudostambémeramumagrandeprioridadenafamíliaAlmeida.Opaicontratavaumaprofessora para residir na fazenda e lecionar aos pequenos durante os anos de ensino primário. Era uma rotina de estudo marcada por atividades, reflexões e tarefas. “Quando terminei o primário, eupensei:‘Ficarparada,nãodá”.AícomeceiocontatocomasIrmãsDominicanas,conseguimaterial para estudar. E quando eu terminei aquela fase de estudo, eu já tinha 16 anos e meio”, conta. Estes contatos com figuras religiosas dominicanas, que figuram grande parte de suas memórias de infância, revelam o início do despertar vocacional de Maria Augusta. Ela se recorda com clareza do impacto dessas presenças em sua vida. “Essa influência da Vida Religiosa foi graças à presença dos Padres Dominicanos na nossa vida. Eles iam para nossa casa, na fazenda, celebravam casamentos, batizados, e ficavam dois ou três dias hospedados conosco. Além disso, a presençadasIrmãs.MeupaidavamuitaassistênciaaoAsilodeGoiás.Todofinaldeano,tínhamos colheitas, e trazíamos uma parte pro asilo e visitávamos. Passávamos o dia com as Irmãs! Então, a influência foi surgindo nesse contato com as Irmãs e com os Padres Dominicanos”, destaca. Por volta de seus 16 anos, os caminhos para a vida consagrada começavam a se revelar. Maria Augusta admirava aquelas mulheres e se recordava de nutrir um fascínio pela vocação desde a infância. “Nós tínhamos uma casa na cidade, e quando a gente era criança e ficava ali na porta, passava aquela fila de Religiosas. Eram de uma Congregação Dominicana de Irmãs italianas, e lá era a casa de formação. Naquele tempo, eram muitas moças que entravam. Então a gente via aquelafiladeIrmãse,desdecriança,queriasaberoqueelasiamfazer.Eagentefoitendocontato com uma, contato com outra...”, comenta.

Clique aqui ou acesse o QR Code e conheça a história completa de Irmã Maria Augusta, no Podcast Vidas Anastasianas!

Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.

SABEDORIA E FUTURO

“Vivemos numa época em que a geração de jovens não vê perspectiva de futuro. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022 cerca de 20,9 % da população brasileira vive em domicílios alugados, um percentual que vem crescendo ao longo dos anos, em contraste com a geração de seus próprios pais que, já na vida adulta, haviam conquistado casa própria e carro na garagem. Muito disso se deve à insegurançafinanceira,aosaltos custos de moradia e a tantos outros elementos que dificultam a autonomia.

Esse conjunto de fatores econômicos e sociais cria um ambientepropícioaosurgimentoda ansiedade, já que muitos jovens sentem que não conseguem atingir as metas que antes eram consideradas “naturais” para a maturidade. Estudos mostram que 68% dos brasileiros sentem-se nervosos ou tensos e cerca de 23% foram diagnosticados com ansiedade, transtorno ca-

racterizadopelapreocupaçãoexcessivacomopassadoepelomedoinexplicáveldofuturo.Assim, vemosumageraçãodejovenseadultosqueenfrentaminstabilidade,insegurançaecomcadavez menos expectativas de melhoria. Diante desse cenário, surge a pergunta: como podemos encontrar forças e manter a esperança no futuro?

Muitas vezes nos pegamos em devaneios sobre a vida que queremos ter. Projetos, planos, sonhos: “Quero ter minha casa própria, quero emagrecer, quero abrir uma empresa, fazer uma viagem…”. São tantas as possibilidades que o futuro nos oferece que, por vezes, esquecemos do agora. Esquecemos do que já alcançamos até aqui, de viver os momentos presentes, de valorizar o que já construímos e de perceber o que podemos fazer hoje para que nossos sonhos se tornem reais.

A principal chave para combater essa angústia, é viver o presente. Não temos controle sobre as decisões e acontecimentos do passado, mas podemos aprender com eles. Ao mesmo tempo, nosso futuro está sendo moldado neste exato momento. E nenhum fruto será colhido adiante sem sabedoria agora: sem parar para analisar nossos erros, sem aprender a relevar desavenças paraaproveitarquemamamos,semplanejareconstruircompaciênciaaquiloquequeremosdesfrutar mais tarde.

Pode ser uma tarefa muito difícil, e muitas vezes, será. Mas é justamente no desafio que a sabedoria encontra espaço para nascer. Quando aprendemos a respeitar nosso próprio tempo, a dar passos pequenos, a celebrar conquistas simples e a olhar para a vida com mais gentileza, começamosaperceberqueofuturonãoéapenasalgodistanteeassustador:eleéumaextensão natural do presente que escolhemos viver.

E, assim, compreendemos que a verdadeira esperança não está em prever o amanhã, mas em cultivar, com sabedoria, o hoje.”

Pedro Henrique Soares é Videomaker e integra o Núcleo de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário.

“A Resposta Somos Nós”: COP30 trilha longo caminho rumo à cooperação climática e ao futuro da Casa Comum

“A COP30 - Trigésima Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em Belém-PA, nos dias 10 a 21 de novembro de 2025, foi uma boa oportunidade de articulação da Família Dominicana comprometida com a Justiça e a Paz. Estávamos em 37 pessoas, sendo leigos, leigas, padres e religiosas, de vários países, entre os quais: Brasil, Bolívia, Peru, Argentina, Honduras, Catalunha-Espanha e Estados Unidos. Ficamos hospedados no Seminário da Diocese de Abaetetuba/PA. O Padre Renilson Macedo, coordenador Pastoral do Regional N2, nos acolheu muito bem.

A fraterna convivência já nos possibilitou muita partilha de vida e valorização da diversidade cultural. Foram organizados vários locais onde aconteceram os eventos: Espaço Chico Mendes e Fundação Banco do Brasil, funcionando no Museu Emílio Goeldi. Aldeia COP e a Cúpula dos Povos, na Universidade Federal do Pará (UFPA). Zona Verde e Zona Azul, no Parque da Cidade. Free Zone, na Praça da Bandeira, Enzone, no Porto Futuro, entre outros.

A Marcha dos Povos, realizada na manhã do dia 15 de novembro, foi um dos destaques da conferência. Reuniu uma média de 70 mil pessoas, deixando a seguinte mensagem: ‘A resposta somos nós’, afirmando que os povos indígenas da Amazônia e do Sul Global lideram o caminho para a mudança climática.

Alguns resultados positivos importantes, apesar de desafios geopolíticos complexos. As principais conquistas e acordos:

• Mecanismo de Transição Justa: Foi criado um mecanismo para promover cooperação internacional, com foco em assistência técnica e compartilhamento de conhecimentos, priorizando direitos humanos e inclusão social;

• Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF): Lançado com o objetivo de remunerar países que conservam suas florestas tropicais, buscando US$ 25 bilhões para incentivar a preservação;

• Triplicação do Financiamento para Adaptação até 2035: Compromisso de aumentar os recursos para ajudar países em desenvolvimento a se adaptarem às mudanças climáticas;

• Acelerador Global de Implementação e Missão Belém para 1,5°C: Iniciativas para acelerar a implementação das metas climáticas e manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C;

• PlanodeAçãodeGênero: Aprovadocomfocoemfinanciamentosensívelaogêneroefortalecimento da liderança de mulheres indígenas, negras e rurais;

• Declarações políticas: Quatro acordos foram assinados, abordando fome, pobreza, combustíveis sustentáveis, mercados de carbono e racismo ambiental, com destaque para a inclusão de povos indígenas e comunidades vulneráveis;

• ParticipaçãoIndígena:MaiorpresençaderepresentantesindígenasnahistóriadaCOP,com reconhecimento do papel deles na proteção dos ecossistemas.

Noentanto,algunstemasimportantesficaramsemsolução,comoareduçãodousodecombustíveis fósseis e um plano global para acabar com o desmatamento. Podemos dizer que a COP30 reforçou a importância da cooperação climática, mas ainda há muito a avançar!”

Irmã Doraildes Matos é Dominicana de Monteils, reside na Comunidade Maria de Guadalupe e integra a Pastoral Escolar do Colégio São Domingos, de Araxá/MG.

UNIDADES

9ª Caminhada Ecológica do CEIMN inspira cuidado e responsabilidade ambiental

No dia 5 de setembro, foi realizada com grande alegria a 9ª Caminhada Ecológica do Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP. O evento, que integrou as atividades em comemoração à Semana do Meio Ambiente, já é tradicional na comunidade educativa. A caminhada reuniu crianças, famílias e educadores para celebrar o cuidado com a vida e com a Casa Comum, inspirados pelo legado do saudoso Papa Francisco, que sempre convocou a sociedade a cultivar respeito, responsabilidade e amor pela criação.

Durante o percurso, partilhas e aprendizados foram vivenciados, e não faltou animação. As crianças – protagonistas deste ato simbólico – caminharam com cartazes, frases de conscientização e um entusiasmo contagiante, lembrando a todos que pequenas atitudes são capazes de transformar o mundo. As famílias, sempre presentes e participativas, reforçaram o compromisso de educar para a sustentabi-

lidade desde a primeira infância.

A caminhada contou com o apoio essencial da Polícia Militar e dos Agentes de Trânsito da RP Mobi, que contribuíram para a segurança e organização do trajeto. A presença dos pais e familiares tornou o momento ainda mais significativo, fortalecendo os laços entre escola, comunidade e meio ambiente. Por fim, o grito de guerra do CEIMN ecoou com força pelas ruas: “1, 2, 3… Salvem o planeta!”

Evelin Mussolini (Assistente de Comunicação)

Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré – Ribeirão Preto/SP

Fotos: Arquivo CEIMN

Dia das Crianças é marcado por informação e diversão no CEACDAN

No dia 14 de outubro, o Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday, de Porto Nacional/TO, celebrou o Dia das Crianças com uma tarde de muita diversão para as crianças do projeto. O momento propôs festejar a inocência, pureza, imaginação e alegria que cada criança transmite às pessoas ao seu redor.

A celebração contou com a parceria da Faculdade ITPAC (Instituto Tocantinense Presidente Antônio Carlos Porto). Os acadêmicos do 1º período do curso de Medicina ministraram uma palestra sobre saúde bucal e higiene pessoal. Em seguida, foi realizado um momento devocional, seguido de muita diversão. O evento foi marcado por brincadeiras, jogos, lanche especial, música e distribuição dos saborosos “cremosinho” e “geladinho” para todas as pessoas presentes.

A tarde também contou com gincanas com premiação e pintura facial infantil, feita pelas Noviças Leilane Gonçalves, Lara Edwiges e Klyvia Ribeiro. Cerca de 70 pessoas, entre crianças, pais e responsáveis, participaram da ação.

A Assistente Social do CEACDAN, Mariene Alves da Silva Aguiar, destaca a importância de uma infância celebrada e vivida em plenitude: “Ser criança não se refere apenas à idade ou aos primeiros anos de vida, mas a um período de formação que influencia toda a trajetória do ser humano”, comenta.

Mariene Alves da Silva Aguiar (Assistente Social)

Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday – Porto Nacional/TO

Visitas do MJA do Rosário Curitiba unem ação ao propósito

Em 2025, o Movimento Juvenil Anastasiano iniciou suas atividades no Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, pela iniciativa da Irmã Charlimène Philippe. Formado inicialmente por estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental, o grupo é aberto a todos os jovens, independentemente de sua religião. Inserido em uma escola católica confessional, o MJA inspira-se nos valores

Fotos:
Marcela Guerra

cristãos e na espiritualidade anastasiana-dominicana, expressos na vivência cotidiana do acolhimento, da solidariedade, da verdade e da justiça.

“Mais do que um grupo, trata-se de um espaço institucional de crescimento humano, espiritual e comunitário, no qual a linguagem e a intencionalidade cristã se fazem presentes em todas as atividades. Com esteespírito,oMovimentoJuvenilAnastasianonascecomoumespaço de acolhida, escuta atenta e diálogo, no qual os jovens podem refletir sobre o papel de cada um e de todos no cuidado com a comunidade, no cultivo do autocuidado e no desenvolvimento da inteligência socioemocional, essenciais para o exercício de um protagonismo estudantil comprometido com o bem comum”, explica Fabiane Cessetti, Gerente de Comunicação do Rosário.

Em outubro deste ano celebrativo, o MJA viveu sua primeira ação externa, conduzida pelas Irmãs Charlimène Philippe e Luísa Teresa de Sousa: a visitação a uma casa de repouso. “Foi impossível conter a emoção. Às vezes, tudo o que alguém precisa é ser visto, ouvido, abraçado. E foi isso que os jovens do Colégio Rosário levaram — e receberam de volta — no Lar Rosa de Saron”, explica Fabiane.

Música, dança, histórias e carinho preencheram a tarde e entrelaçaram gerações. O MJA descobriu que doar tempo e afeto é o maior presente. Lágrimas se misturaram a sorrisos em um encontro que marcou corações e mostrou o verdadeiro sentido de servir com amor. “E, assim, jovens e idosos compartilharam o que há de mais bonito: a presença. Porque quando o amor fala, não há idade — há encontro. Essa ação gerou muita gratidão aos jovens estudantes, familiares e àCasadeRepousoRosadeSaron,portornaremrealidadeestaexperiênciaemocionante”, afirma. É nesse movimento de solidariedade, empatia e humanização que o MJA prossegue e encerra o ano com mais uma atividade externa que promete aquecer o coração: a ação no Lar de Acolhimento de Crianças Casa de Alice. Os estudantes, sob a orientação da Irmã Charlimène, prepararam brincadeiras, diversão, lanche e entrega de presentes para a criançada. Até mesmo o Papai Noel confirmou presença neste evento de generosidade e afeto, que aconteceu no dia 28 de novembro.

Em conclusão, a Gerente de Comunicação comenta: “Participar do MJA é fazer parte de um movimento que valoriza a vida, o cuidado com o outro e a esperança. É um convite para que os estudantes do Colégio Nossa Senhora do Rosário vivam o amor cristão em ação, transformando o cotidiano com gestos simples, mas repletos de sentido e propósito”.

Fabiane Cessetti

(Gerente de Comunicação)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR

Externato São José participa do Jubileu do Mundo Educativo no Vaticano

Entre outubro e novembro, o Colégio Externato São José, de Goiânia/ GO, marcou presença no Jubileu do Mundo Educativo, realizado no Vaticano, representando a Rede de Educação Anastasiana-Dominicana. A Diretora da instituição, Tatiana Santana, participou do encontro, que reuniu educadores de diversos países e destacou três pilares essenciais para a missão educativa católica: empatia, paciência e proximidade.

Durante o evento, esses valores foram enfatizados pelo Papa Leão como fundamentos para a atuação dos educadores na atualidade, especialmente em um contexto global marcado por desafios, incertezas e inseguranças. A reflexão proposta reforçou a importância do educador como presença humanizadora e testemunho vivo do Evangelho.

Ao longo do Jubileu, experiências e relatos de escolas do mundo todo evidenciaram desafios comuns, mas também a força da espiritualidade e da pedagogia dominicana como elementos que sustentam a identidade e coerência das instituições católicas. A participação do Externato São José reafirmou esse compromisso.

A Diretora Tatiana destacou que viver essa experiência no coração da Igreja foi profundamente formativo e espiritual. Em momentos de oração

diante ao túmulo de São Pedro e nas celebrações do Jubileu, ela levou consigo as intenções dos estudantes, professores e famílias da comunidade escolar.

A Coordenadora de Marketing e Eventos do Externato, Cristina Venier, destaca a importância da ocasião: “Para o Externato São José, a participação no Jubileu do Mundo Educativo representa um marco histórico, que fortalece os vínculos com a Província Nossa Senhora do Rosário, amplia a visão sobre a missão educativa e renova o compromisso com a formação integral, o cuidado e a promoção da beleza como expressão do bem.”

Cristina Venier

(Coordenadora de Marketing e Eventos)

Colégio Externato São José – Goiânia/GO

Sarau do CSD celebra vozes da Terra

e destaca a força da poesia pela vida

Nos dias 30 e 31 de outubro, o Colégio São Domingos, de Araxá/MG, realizou mais uma edição do Sarau CSD, projeto tradicional que reúne alunos do 8º ano em apresentações literárias e artísticas que valorizam a sensibilidade, o trabalho em equipe e o protagonismo estudantil.

Há dez anos, o sarau é uma das atividades mais aguardadas pelos alunos do 8º ano. A proposta, consolidada ao longo da última década, tem como principal objetivo ampliar os conhecimentos literários e incentivar a pesquisa, a leitura e o estudo por meio da experimentação de diversas linguagens artísticas.

O projeto ultrapassa os limites da sala de aula e busca desenvolver nas turmas o senso de responsabilidade, a autonomia, a empatia e a autoestima, além de oportunizar reflexões sobre a vida - seus encantos, desafios e o valor de cada experiência.

Em 2025, o tema escolhido foi “Vozes da Terra: poesia pela vida”, reunindo textos de grandes escritores brasileiros como Carlos Drummond de Andrade, Cora Coralina e Cecília Meireles. As atividades envolveram leitura, interpretação e apresentações literárias e artísticas preparadas pelos próprios estudantes.

De acordo com a professora de Língua Portuguesa, Sônia de Fátima da Silva, o sucesso do projeto é resultado direto do envolvimento coletivo. “O Sarau só se mantém vivo porque é fruto de um verdadeiro trabalho em equipe. Os alunos participam de todas as etapas, desde a escolha dos poemas, músicas e danças até o momento das apresentações no palco”, afirma.

Assessoria de Imprensa

Colégio São Domingos – Araxá/MG

Passeio especial do Rosarinho gera memórias afetivas e gratidão

No Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II, a medida que o ano se aproxima do fim, a gratidão é celebrada em prol da generosidade das pessoas que, por meio de suas doações, abraçaram a proposta de uma educação inclusiva e transformadora. Graças a esse gesto solidário, todas as crianças da unidade escolar puderam participar de um passeio especial, no qual tiveram a oportunidade de confraternizar, brincar e compartilhar momentos de alegria com seus colegas e professoras.

Os alunos visitaram um parque temático repleto de brinquedos e uma fazendinha, que proporcionou momen-

Fotos:

tos de diversão, contato direto com os animais e experiências de entretenimento educativo, enriquecendo ainda mais o fazer pedagógico.

Esse momento de lazer e cultura — ainda inacessível para muitas crianças — só foi possível graças ao apoio do Padre José Carlos Pedrini, que intermediou, junto à equipe da Cidade das Crianças, a realização desse passeio no dia 13 de novembro.

A Coordenadora Pedagógica do Rosarinho, Christiane da Costa, comenta: “Foi uma experiência que fortaleceu vínculos e criou memórias afetivas que nossos alunos levarão consigo. A cada gesto de solidariedade, oportunidades são ampliadas com a reafirmação do compromisso com uma educação que acolhe e promove o desenvolvimento integral de todas as crianças. A todos os envolvidos, o sincero agradecimento da comunidade educativa do Rosário II”.

Christiane da Costa

(Coordenadora Pedagógica)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II

Rosário SP embarca em uma travessia pela

vida de Anastasie e por 140 anos de história

Em outubro de 2024, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, recebeu uma carta de Irmã Regina Azevedo Soares, então Priora Geral, anunciando o Jubileu pela chegada das filhas de Madre Anastasie ao Brasil. A correspondência dava destaque à importância da celebração desse marco inicial da missão anastasiana-dominicana.

A abertura oficial do referido Jubileu aconteceu em 17 de novembro daquele ano, data escolhida por ser a do nascimento da Fundadora: uma homenagem e uma sinalização histórica, portanto. Completado um ano da comemoração, o Rosário chegou ao dia 17 de novembro de 2025 imerso em diversas atividades e memórias, preparadas com os alunos, a fim de bem encerrar essa celebração.

Tendo a linda Capela como cenário, as muitas turmas foram levadas a uma “peregrinação para acompanhar Madre Anastasie”, desde seu nascimento em Bor, na França.

Desta forma, ao passarem por uma “porta”, os alunos viram o Convento de Bor, o mapa da França, as vestimentas usadas pelas Religiosas, o genuflexório para oração, a figura de Madre Anastasie em tamanho real e a escolinha onde ela ensinou as primeiras meninas e meninos franceses. Depois, com alegria e encantamento, “caminharam pelo mar”, imaginando a travessia do pequeno grupo de Irmãs vindo da França para o Rio de Janeiro. Observaram imagens de cavalos, burros e carroças, representando o trajeto que fizeram as Dominicanas até Uberaba. Assistiram a um vídeo dos 140 anos da chegada, divertindo-se com as cenas, em preto e branco, das Irmãs montadas a cavalo. Por meio de fotos, conheceram as escolas que hoje mantêm viva a mesma missão do princípio. Ao final, contemplaram uma representação de Madre Anastasie, lá do céu, abençoando a todos.

Em determinado momento, já na despedida, foi perguntado às crianças: “Se Madre Anastasie estivesse aqui e agora, o que você diria a ela?” As respostas vieram cheias de ternura: “Obrigada por nos ensinar!” – “Parabéns, Madre Anastasie!” – “Obrigada por fazer o Rosário!”

Assim, em perfeita sintonia com a Igreja, que, nessa data, também festeja o Jubileu da Esperança, o Colégio Rosário criou seus momentos de fé, alegria, simplicidade, gratidão e esperança, tocando o coração das crianças e reforçando, com elas e para elas, o valor dessa história.

Luciana Lotito Siufi

(Agente de Pastoral Escolar)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – São Paulo/SP

CEIMC celebra o legado vivo de Madre Anastasie com fé, memória e ternura

Em novembro, as celebrações do aniversário de Madre Anastasie – fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils – movimentaram o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG. Este ano, a comunidade escolar do CEIMC vivenciou os valores anastasianos-dominicanos em toda a sua plenitude, como explica a Coordenadora de Pastoral Escolar, Jéssica Ohana: “Os valores defendidos pela fundadora caracterizam nosso modo de educar, que é marcado pela expressão da constância, do cuidado e da presença amorosa. No dia 17 de novembro, celebramos a natividade de Madre Anastasie, exemplo vivo de quem encarnou esses valores em sua total essência. Sua

entrega e sua fé iluminaram o caminho das Filhas de Anastasie, que neste ano, celebram 140 anos de suachegadaaoBrasilcomoperegrinasdaesperança e pregadoras da palavra.”

Para finalizar o mês de novembro de forma especial e fortalecer ainda mais esse período tão significativo, os alunos da Educação Infantil se uniram à Pastoral para parabenizar a fundadora e sentir, de perto, os frutos da bondade que ela semeou. Cada turma recebeu um quadro de Madre Anastasie, que

agora fará parte do cantinho de oração de cada sala, como sinal de presença, inspiração e cuidado. As crianças também participaram de um momento de diálogo e reflexão. A experiência contou com a apresentação do vídeo “Coração Viajante”, produzido pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da Província com base no material idealizado por Marcos Arengheri, Assistente Social do Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II, de São Paulo.

Sobre os frutos dessa ação, Jéssica conclui: “Enriquecemos ainda mais o momento celebrativo, dando beleza, memória e sentido ao que vivemos juntos. As crianças ficaram encantadas ao descobrir que fazem parte desta missão, e que Madre Anastasie, junto de suas filhas, foi e continua sendo uma grande trabalhadora do Cristo. A pergunta que reverberou entre elas foi simples e profunda: ‘O que podemos enviar de presente para Madre Anastasie por tudo o que ela nos deixou?’Juntos–educadoresecrianças–encontramosaresposta:omelhorpresentequepodemos oferecer é continuar vivendo sua bondade, sua consistência, sua fé e seu amor pela educação.”

Pedro Henrique Marino

(Assistente de Comunicação)

Centro de Educação Infantil Marta Carneiro – Uberaba/MG

Coração Viajante: Além da Coragem, o Legado

da Gestão e do Planejamento na Missão das Irmãs Dominicanas de Monteils

Em novembro, as unidades educacionais da rede de educação anastasiana-dominicana receberam o vídeo “Coração Viajante”, produzido com base no e-book homônimo. O material, que já começou a ser repercutido e utilizado, está despertando reflexões e relatos interessantes. César Fernandes, que é Professor de Matemática Financeira e Contabilidade e Finanças do Centro Social Encantos Dominicanos (CESED), de Uberaba/MG, partilha suas perspectivas a respeito:

“Ovídeo“CoraçãoViajante”,produzidopeloAssistenteSocialMarcosArengheridoColégioNossa Senhora do Rosário – Unidade II, é um poderoso testemunho de fé, sacrifício e dedicação, narrando a épica jornada das Irmãs Dominicanas de Monteils da França ao Brasil. A história, que

Foto:

se entrelaça com a fundação do CESED/CNSD, é uma fonte inesgotável de inspiração, sobretudo ao considerarmos o elo surpreendente entre a paixão missionária e os rigorosos princípios da Ciência por trás da Contabilidade e das Finanças. Acoragemdeatravessarumoceano,enfrentar tempestades e percorrer o interior do país em umavelhaambulânciapuxadaporbois,comorelata a história, é inquestionável. No entanto, por trás da bravura e da certeza de que o ‘amor de Deus não tem fronteiras’, existia uma necessidade fundamental para o sucesso e a perenidade da missão: Planejamento e Gestão de Recursos.

A disciplina de Contabilidade e Finanças ensinada aos alunos do Curso Técnico em Administração do CNSD não trata apenas de números, balanços e lucros; trata-se, essencialmente, de gestão estratégica de recursos escassos para a

consecução de objetivos. Essa é a ponte que liga a sala de aula à missão das Dominicanas: Para iniciar a ‘grande jornada’, as Irmãs precisaram organizar seus ‘poucos pertences em pequenos baús de madeira’, levando rosários, livros e o essencial para sobreviver e trabalhar. Isso, em termos práticos, foi um exercício de gestão de capital e logística. Elas tiveram que avaliar o que era vital (ativos) para a missão e o que deveria ser deixado para trás, maximizando o uso dos poucos recursos disponíveis.

O objetivo das Dominicanas de Monteils não era apenas prestar ajuda pontual, mas sim criar um legado duradouro que pudesse ‘florescer por todo o Brasil’. Fundar escolas e hospitais não é um ato impulsionado apenas pela boa vontade, é um empreendimento complexo que exige:

• Orçamento para construção e manutenção.

• Controle financeiro rigoroso para garantir que os remédios cheguem aos doentes e os professores sejam mantidos.

• Planejamento de longo prazo para o crescimento e a expansão da obra.

A semente de amor e conhecimento plantada só pôde crescer e se consolidar porque havia, implícita ou explicitamente, um senso aguçado de administração e prestação de contas. Sem esse planejamento, a missão se esgotaria rapidamente. O amor é o motor, mas a gestão é o combustível que garante a viagem.

A história das Dominicanas de Monteils ensina que a paixão e a coragem (o ‘Coração Viajante’) devem caminhar lado a lado com a disciplina e a prudência (a ‘Mente Gerencial’).

Para os alunos do CESED, o estudo da Contabilidade não é um fim em si mesmo. É um meio essencial para garantir a sustentabilidade de qualquer projeto, seja ele um negócio, uma ONG ou uma missão humanitária. O conhecimento adquirido na disciplina é o que permite transformar a vontade de fazer o bem em capacidade de fazê-lo de forma eficiente e por tempo indeterminado.

A missão de Madre Marie Anastasie prosperou porque a bondade foi aliada à organização. O legado das Dominicanas convida todos os alunos a refletirem: qual é o seu ‘fruto de bondade’ e como você usará as ferramentas de gestão e planejamento aprendidas para garantir que ele não apenas nasça, mas floresça e inspire as futuras gerações? A Contabilidade, neste contexto, é a garantia da longevidade do amor.”

César Fernandes

(Professor de Matemática Financeira e Contabilidade e Finanças)

Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG

O começo de novos caminhos para a 3° série do CSCJ

No dia 25 de novembro, os corredores, algumas salas e o bosque do Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/TO, foram palco de uma das manhãs mais emocionantes do ano letivo. Um clima de ternura, alegria e gratidão tomou conta de cada espaço, marcando a despedida dos alunos das 3ªs séries do Ensino Médio, que receberam homenagens preparadas com profundo cuidado e afeto.

A Coordenação do Ensino Médio organizou um momento especial, repleto de memórias, palavras de reconhecimento e gestos de carinho. Em diversos instantes, a emoção falou mais alto: muitos alunos se deixaram tocar pelas lembranças construídas ao longo dos anos e pelas despedidas que anunciavam o fim de um ciclo tão marcante. Entre abraços, lágrimas e sorrisos, era possível perceber a intensidade do vínculo criado entre estudantes, educadores e a própria história do Colégio na vida de cada um deles.

Como parte da celebração, os alunos das demais séries do Ensino Médio e do Fundamental – Anos Iniciais formaram um corredor humano para aplaudir e parabenizar os

formandos. O gesto, simples e grandioso ao mesmo tempo, simbolizou a admiração e o respeito pela trajetória percorrida, criando um momento de comunhão e pertencimento que tocou a todos os presentes.

O ápice da homenagem aconteceu no bosque do Colégio Sagrado, onde os pais aguardavam seus filhos com faixas, cartazes, balões e presentes. A surpresa, preparada com amor e expectativa, emocionou profundamente formandos e familiares. De um lado, pais orgulhosos, celebrando com brilho nos olhos a conclusão de mais uma etapa na vida dos filhos. De outro, jovens que carregavam a sensação de dever cumprido e, ao mesmo tempo, o nascente sentimento de saudade pelos dias vividos na instituição.

“O evento foi encerrado de maneira simbólica e comovente, quando pais e filhos deixaram juntos o Colégio, em um gesto que representou a entrega dos nossos estudantes às suas famílias, agora prontos para seguirem rumo à universidade e à vida adulta. Permanecem, em cada um deles,asaprendizagens,valoresememóriasqueconstruímosjuntos.Eemnós,oorgulhoeacerteza de que cumprimos nossa missão educativa, guiando-os com excelência, cuidado e propósito”, afirmam as equipes pedagógicas e administrativas do Colégio Sagrado.

Marcelo Medrado

(Auxiliar de Comunicação e Marketing)

Colégio Sagrado Coração de Jesus – Porto Nacional/TO

140 anos de história, missão e futuro no Colégio Nossa Senhora das Dores

O ano de 2025 foi proclamado pela Igreja Católica como o Ano da Esperança, convidando os fiéis de todo o mundo a olhar para o futuro com confiança renovada. “Somos peregrinos da esperança” — tema escolhido pelo então Papa Francisco — iluminou o caminho espiritual deste período jubilar e encontrou eco profundo na história da Província de Nossa Senhora do Rosário e, de modo muito especial, na trajetória

do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG. Neste mesmo ano, foi celebrado um marco duplo: os 140 anos da chegada das Filhas de Anastasie ao Brasil e os 140 anos do CNSD. “Um século e quatro décadas se passaram desde que

Foto: CNSD

as primeiras Irmãs pisaram em terras brasileiras, trazendo consigo não apenas uma missão educativa, mas uma visão de mundo fundada na fé, no cuidado e na forma anastasiana-dominicana de amar e servir. Ao atravessar os portões do Colégio — seja como estudante, educador,colaboradorouvisitante—éimpossível não sentir a presença viva dessa herança, que continua moldando pessoas, caminhos e vocações”, reflete a Coordenadora de Pastoral Escolar e do Movimento Juvenil Anastasiano, Lígia Del Nery Scalon.

Ao longo de 2025, o CNSD se tornou palco de inúmeras experiências que traduziram, em gestos concretos, o espírito jubilar. Foram realizadas campanhas sociais que sensibilizaram a comunidade para as necessidades dos mais vulneráveis; foram promovidos encontros vibrantes da juventude anastasiana, reafirmando a importância de formar jovens comprometidos com o bem comum; ocorreram vivências de momentos profundos de espiritualidade, como o Terço da Família e celebrações religiosas que reacenderam nos corações a fé que move o ser.

A escola se abriu — em memória e em futuro — com a emocionante abertura da Cápsula do Tempo, gesto que nos convidou a honrar a história do CNSD e revisitar sonhos de outras gerações. Formações constantes aconteceram para professores e colaboradores, visitas a instituições, novas parcerias, novos projetos e uma série de atividades comemorativas que fizeram dos 140 anos não apenas uma data, mas um percurso de reconhecimento, gratidão e renovação de propósito.

“A cada dia, uma nova semente foi lançada no terreno fértil da educação anastasiana-dominicana. E, como em toda boa semeadura, também há frutos: frutos de partilha, de convivência, de crescimento humano, intelectual e espiritual; frutos de comunhão entre famílias, estudantes e educadores; frutos de esperança — aquela que não decepciona porque brota da fé e da coragem que marcaram a fundação de nossa missão. 2025 se encerra com a certeza de que uma equipe bem preparada, coesa, heterogênea, criativa, cheia de fé e coragem é capaz de realizar qualquer obra quando movida pelo amor ao próximo e pela confiança em Deus. Sabemos que novos desafios virão, como sempre vieram. Mas também sabemos — e isso nos consola e impulsiona — que novas oportunidades de aprender, servir, crescer e fazer o bem continuarão a florescer. Que ao ler esta notícia, cada leitor possa sentir-se caminhando pelos corredores do CNSD, ouvindo as vozes dos estudantes, percebendo a dedicação dos educadores, contemplando o legado das FilhasdeAnastasiee,sobretudo,respirandoaesperançaquenosguia.Porqueaqui,há140anos, somos — e continuaremos a ser — peregrinos da esperança”, conclui.

Lígia Del Nery Scalon

(Coordenadora de Pastoral Escolar e do Movimento Juvenil Anastasiano)

Colégio Nossa Senhora das Dores – Uberaba/MG

Foto: CNSD

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Anastasiando - Ano VII - nº 45 - Dezembro 2025 by Irmãs Dominicanas de Monteils - Issuu