

MISSÕES:

O impacto do Concílio Vaticano II na Vida Missionária das Irmãs Dominicanas de Nossa
Senhora do
Rosário
de Monteils
“O Concílio Vaticano II foi um dos marcos mais significativos da história recente da Igreja Católica no mundo. Foi convocado pelo Papa João XXIII, no dia 25 de dezembro de 1961, por meio da Constituição Apostólica Humanae Salutis. Os trabalhos conciliares tiveram início no dia 11 de outubro de 1962, e foram distribuídos em quatro sessões, complexas em dinâmica e conteúdo, que só vieram a termo no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o novo Papado, de Paulo VI.

Ao propor uma renovação profunda das práticas eclesiais e de sua compreensão, o Concílio Vaticano II inaugurou uma nova perspectiva missionária, baseada em uma visão de mundo mais aberta, mais dialógica e comprometida com a dignidade de todos os povos. Hoje, ao olharmos para tais mudanças, à luz do novo paradigma cultural emergente – chamado decolonial - percebemos queoVaticanoIIsaiuàfrente,afinadocomas mudanças que estavam sendo gestadas em seu tempo, indicando caminhos para a superação das marcas do colonialismo na Missão e na Teologia, propondo uma prática missionária que já não seja entendida como ‘sair para conquistar’, mas como ‘caminhar junto’.
ARTIGO DE CAPA

Durante séculos, a missão cristã esteve historicamente entrelaçada com os projetos coloniais europeus. A evangelização foi confundida com a imposição de cultura, língua, sistema de valores e estrutura eclesial dominantes. Mas em 1992, em Santo Domingo, o Papa JoãoPauloIIreconheceuque a evangelização da América Latina havia se dado ‘não raras vezes, à custa da dignidade dos povos originários’. Então, o Concílio Vaticano II faz-se particularmente notável e importante por haver contribuído para a ruptura dessa lógica. De fato, no decreto conciliar Ad Gentes, a missão é apresentada como o compartilhamento do amor de Deus, que quer alcançar toda a humanidade, não como imposição de um projeto cultural hegemônico.
A missão passa a ser pensada, desta forma, não mais em termos de superioridade civilizatória ou evangélica, mas como serviço, escuta e atenção às pessoas vulneráveis e como partilha do Evangelho em contextos reais, concretos. Na sequência, um outro documento do Concílio, a Lumen Gentium, introduz a poderosa imagem da Igreja como ‘Povo de Deus’, descentralizando a autoridade eclesial, enquanto reconhece que a ação do Espírito Santo não se restringe às fronteirasvisíveisdaIgrejainstitucional.Esteconceitoérealmenterevolucionário,namedidaemquedá lugar a um processo, que vem desde então se consolidando, de valorização das culturas locais e da experiência de fé vivida nos diferentes contextos históricos e sociais. Forammarcantesetransformadoresoconviteeaorientaçãoconciliaresparaqueaevangelização deixasse de ser flagrantemente impositiva e passasse a ser experimentada como um diálogo genuíno com o diferente. Esta mudança foi proposta também na Gaudium et Spes, que anuncia uma Igreja solidária com as alegrias e esperanças, dores e angústias do mundo. Ao invés de uma evangelizaçãovertical,oConcílioVaticanoIIconvidaoscatólicosdomundointeiroaodiálogocom as realidades humanas, principalmente com os pobres, os excluídos, os esquecidos da história. Essa dimensão dialogal e contextual da missão afina-se com o que hoje chamamos de epistemologias decoloniais, em que pensadores contemporâneos como Enrique Dussel e Boaventura de Sousa Santos denunciam o ‘monopólio da razão ocidental’ e apontam a necessidade de ouvir os saberes silenciados pelos processos coloniais. Em sintonia com essa ideia, teólogos e teólo-
Foto:
Concílio Vaticano IILothar Wolleh
gas latino-americanos, como Gustavo Gutiérrez, Virgínia Azcuy e Carlos Mendoza Álvarez vêm propondo as chamadas teologias contextualizadas, nascidas do chão da vida, do sofrimento e da resistência dos povos.
Evangelizar, nesse sentido, não é trabalhar para apagar a identidade dos povos, mas anunciar Cristo de maneira que Ele possa ser reconhecido em suas culturas, símbolos, lutas e espiritualidades. O Papa Francisco, na Evangelii Gaudium e em Querida Amazônia, dá corpo a esse espírito prenunciado pelo Concílio Vaticano II, quando convoca a Igreja a se colocar ‘em saída’, o que significa abandonar seus próprios esquemas de poder para caminhar com os povos, sobretudo os indígenas,afrodescendentes,camponeseseperiféricos:umaIgrejaqueprotagonizemovimentos e processos de libertação e justiça.
As Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, juntamente com a Ordem Dominicana e outras Congregações co-irmãs, na América Latina, debruçaram-se sobre essas janelas que o Vaticano II abriu para a Cristandade Católica no mundo, e aí começaram a vislumbrar, apreender e respirar os novos ares da missão. E a perspectiva decolonial nos ajuda a continuarmosnessecaminho,reconhecendoqueamissãocristãprecisaserlibertadora,pluralerespeitosa para com as histórias, memórias e saberes dos povos. Como afirmou o teólogo indígena guarani Tupãzinho Fernandes, ‘evangelizar é semear com o outro, não sobre o outro’. Portanto, a reinterpretação da missão como vivida por Domingos e Anastasie, à luz das diretrizes do Concílio Vaticano II, continua como uma proposta viva e urgente: não mais uma missão de conquista, mas de comunhão, serviço e libertação. Uma missão que, ao se descolonizar, reencontra a beleza do Evangelho em sua forma mais pura: o amor que se encarna, escuta e une todos os povos, conclamando-os a ao respeito uns pelos outros e ao cuidado para com Nossa Casa Comum.”
Referências e Sugestões de Leitura:
CONCÍLIO VATICANO II. Ad Gentes, Lumen Gentium, Gaudium et Spes (Documentos Conciliares).
DUSSEL, Enrique. Filosofia da Libertação. Vozes.
GUTIÉRREZ, Gustavo. Teologia da Libertação: Perspectivas. Vozes.
MENDOZA ÁLVAREZ, Carlos. Teologia da Reconciliação a Partir das Vítimas. Paulinas.
AZCUY, Virgínia Raquel. Teología en clave de mujer. San Pablo.
FRANCISCO, Papa. Evangelii Gaudium, Querida Amazônia.

Irmã Maria da Conceição Rodrigues dos Santos (Ceiça) é Teóloga, Mestra em Filosofia e Doutoranda em Ciências da Religião. Há 6 anos desenvolve, ao lado das Irmãs Dijé e Verônica, um trabalho missionário junto a comunidades tradicionais no Jalapão, Estado do Tocantins.

COMUNIDADES
Mês da Bíblia é marcado por estudo e reflexões nas comunidades
Anastasianas-Dominicanas
Em setembro, mês dedicado ao estudo bíblico e no qual é celebrado o Dia da Bíblia, a Irmã Sandra Camilo Ede, da Comunidade Bem-Viver, de Goiânia/GO, teve a oportunidade de assessorar e coordenar vários grupos de estudo da Palavra. Com apoio de subsídios da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), as equipes realizaram o estudo e o aprofundamento da “Carta aos Romanos”.
“Na CRB, Regional de Goiânia, nos reunimos com as Religiosas do Grupo de Reflexão e Estudo Bíblico (GREB). Na comunidade Bom Pastor, nos reunimos
semanalmente às Comunidades das Irmãs Dominicanas de Monteils, em Goiânia. Na Paroquia à qual pertenço, acompanhei dois Grupos de Círculos Bíblicos com o estudo da ‘Carta aos Romanos’”, pontua a Religiosa.
Como integrante da Comissão Arquidiocesana de Animação Bíblica das Arquidioceses, Irmã Sandra também assessorou o estudo do sexto livro do Novo Testamento na Paróquia Nossa


Senhora da Terra e na Paróquia Santo Eugênio. O movimento também se expandiu às unidades educacionais: a convite da Pastoral Escolar do Externato São José, a Religiosa assessorou um Estudo Bíblico com pais e crianças. Nos dias 24 e 25, ela também participou da realização de um Congresso Bíblico.
Ao fim de um mês marcado por muita leitura e reflexão, Irmã Sandra avalia a importância do estudo às Escrituras: “Todos estes momentos de estudo bíblico e partilha da vida têm fortalecido nossa fé, nossos laços comunitários e nossa esperança. Na certeza de que ‘a esperança não nos
Fotos: Pascom Nossa Senhora da TerraArquidiocese de Goiânia
decepciona’ (Rom 5,5), esta experiência de vivência, partilha e anúncio da Palavra é, para mim, a concretização do Carisma Anastasiano que está na base da minha Consagração. A Palavra semeada no meio da gente vai produzindo frutos. Assim, dou Graças a Deus que se faz presença atuante na nossa história, nas nossas diversas realidades”, conclui.
Irmã
Sandra Camilo Ede
Comunidade Bem-Viver – Goiânia/GO

Café com Livros
A dica de leitura desta edição vem de Demilton Mariano, contador que atua na Fraternidade Betânia e no Centro de Educação Infantil Marta Carneiro. O livro escolhido por ele é “O Caçador de Pipas”, obra de estreia do escritor afegão Khaled Hosseini, publicada em 2003 e traduzida para mais de 40 idiomas. A narrativa, ambientada no Afeganistão e nos Estados Unidos, conquistou leitores em todo o mundo e se tornou um dos romances mais marcantes da literatura contemporânea.


“É um livro que conta a história de um erro de criança que perdura por uma vida, e traz na sua história a família, o peso da culpa, o perdão... Enfim, coisas do nosso cotidiano. Eu, particularmente, acredito muito que as pessoas erram e acertam, e o importante é perdoar.”

DICA PNSR
Demilton Mariano
Imagem:
Divulgação

Irmã Sílvia Rodrigues


Existemdoresqueotemponãoapaga,só transforma em rotina. São ausências que se instalam como sombra e, mesmo quando a vida floresce em outros caminhos, seguem nos lembrando que o amor também pode ser saudade. Há quem aprenda, desde muito cedo, a lidar com a perda, costurando os dias com fé e coragem. A protagonista dessa história precisou descobrir, ainda na infância, como remendar as próprias tristezas.
Nascida na zona rural de Frutal, Minas Gerais, no dia 15 de junho de 1940, Sílvia
Rodrigues foi a primogênita de quatro filhos de um lavrador trabalhador e uma mãe que lhes foi tirada cedo demais. Essa despedida, tão prematura e dolorida, é uma de suas poucas memórias pueris.“Aminhamãe,infelizmente,eunemconheci.Elamorreuquandoeutinhaseisanos,foium terror para mim. Então eu não lembro nada da minha mãe. Só lembro da morte dela”.
A partida súbita da matriarca trouxe às crianças uma dor precoce. Na inocência dos primeiros anos habitava uma carência de artifícios para enfrentar o luto. Essa angústia só foi amenizada pelotempo,emsuavagarosacaminhada.“Nãopossodizer,emumapalavraconcreta,deondeeu encontrei forças. Acho que foi na própria vida, na criação de Deus”, relembra.
Os quatro filhos foram criados pelo pai e por uma madrasta, com quem ele se casou e, algum tempomaistarde,geroumaisumfilho.Ascriançascresceramemumainfânciahumilde,marcada pela simplicidade e pelo afeto. “Ela não era uma madrasta ruim, mas não era a minha mãe, né? Mãe é mãe. Eu carrego até hoje um sentimento: como eu gostaria de ter conhecido a minha mãe! Mas não posso dizer que a minha infância foi ruim. Foi uma infância assim, pobre, mas de nunca passar fome”, conta.
Mesmo em meio a tantos desafios, a alegria encontrava caminho nas vidas das crianças. As brincadeiras soltas da meninice ganham destaque no imaginário infantil de Sílvia. “Na roça a rotina era de menina. Eu era a menina que brincava muito com os meninos. Nossa vida era brincar, erafazerarte,eraapanhar.Agenteeraassim:desubirnaárvore,subirnacerca,correr,jogarbola”, discorre. Ali, entre árvores e animais, não havia brinquedos sofisticados, mas havia natureza e liberdade.
Adisciplina,noentanto,marcoupresençacedonarotinadapequenaSílvia.“Eujáfuicriadapara trabalhar. Comecei muito cedo. Todo mundo ajudava na lida da roça. Eu peguei a enxada e fui ca-
pinar a roça assim que comecei a dar conta e ter força. O serviço era esse”, destaca.
Foi também no ambiente rural que ela começou a cultivar a fé. A religiosidade da família era vivenciada com poucos recursos, mas muita simplicidade e comunhão. “A gente não sabia nada de religião.Eufuiaprendendooquequeerareligiãonarezadoterço.Moravanaroça,eaítinhaterço na casa de fulano, então a gente ia pra lá rezar. De vez em quando tinha a fogueira de São João. Então a gente foi cultivando isso através de uma experiência muito popular, uma religião muito popular”, destaca.
O estudo, um dos grandes desejos de sua vida, também precisou esperar devido às limitações da região. “Eu não tinha oportunidade de estudar tudo o que eu queria, mas eu tinha uma loucura pra estudar. Onde nós morávamos não tinha escola, mas a minha madrasta tinha uma irmã que morava em um lugar que tinha uma escola. Aí eu fui pra lá para estudar, quando eu tinha nove anos”, conta.
Sílvia seguiu seus estudos até o quarto ano, que naquela época, era o grau mais alto oferecido pelas escolas da zona rural. Quando concluiu essa etapa, continuou trabalhando na roça e ajudando os pais. Quando ela completou 18 anos, a família se mudou para o perímetro urbano de Frutal. Finalmente, com oportunidade e os recursos necessários, ela pôde dar continuidade à tão sonhada formação educacional. Determinada, trabalhava como doméstica enquanto estudava à noiteeconciliavaseusafazerescomarotinadacasa.Maistarde,encontrounoscursossupletivos um caminho para recuperar o tempo perdido.
“Eu fui fazer um estudo que, naquele tempo, se chamava Madureza. Era fazer quatro anos em um só. Eu tinha tanta vontade de estudar que eu dei conta de fazer os quatro anos em um”, recorda. Em seguida, Sílvia se dedicou ao Curso Normal Científico, que, naquela época, era a porta de entrada para uma vida à frente das salas de aula. “Quando fiz o Normal Científico, terminei em dezembro. Em fevereiro já comecei a dar aula, e não parei mais, até aposentar”, comenta.
Para a jovem Sílvia, o magistério representava mais do que uma profissão: era uma realização pessoal. Sua atuação como professora unia o amor pelo conhecimento ao objetivo de progredir e construir novas perspectivas para sua vida. “Eu gostava muito de criança. Foi um tempo muito bom para mim. Eu também estava cumprindo um desejo que eu tinha, de não trabalhar só de doméstica, mas de ter uma outra profissão... então, foi muito bom”, reflete.
Ainda em Frutal, um discreto despertar vocacional tinha início para Sílvia. A abertura de uma comunidade das Irmãs Dominicanas de Monteils no município trouxe a ela um novo olhar sobre a vidaconsagrada.“Éumavocaçãotardia,né?Eujátinhaestudadoejáeraprofessoraprimária,aí conheci as Dominicanas e me encantei. E antes de me encantar com elas, elas caíram em cima de mim,porqueagentetrabalhavamuitonaigreja,eracatequista,trabalhavanasfestas.Estávamos em tudo, então foi assim que elas me conheceram e eu as conheci”, brinca.
DentreasIrmãsqueprimeiroacolheramSílviaemsuajornadavocacional,eladestacaduaspresençasqueamarcaramdeformaespecial:“TenhoumapreçomuitograndepelaIrmãAnita.Morei muitos anos com ela e com a Irmã Terezinha Prado”, relembra.
A decisão de seguir a vida religiosa foi amadurecida com cautela e naturalidade, mas, normalmente, despertava certa ansiedade. “Era uma criação muito rígida em casa, e o meu medo era de
mearrepender.Pensava:‘Seeumearrepender,oqueeufaço?’Otempofoipassando,atéqueum dia eu tive coragem de dizer ‘Sim, e se eu me arrepender, aí vou ver o que vou fazer’. Mas eu não me arrependi, até hoje”, revela.
Irmã Sílvia tinha 36 anos quando entrou no noviciado em Uberaba, e durante os dois anos de duração, conciliou a formação religiosa com seu trabalho. Trazia consigo a experiência de professora, a maturidade de quem enfrentou desafios desde cedo, e um coração inquieto, aberto ao chamado. “Foi um período muito bom. Naquela época, tinha muita vocação. Nós éramos um grupo grande, e era bom demais. Nós já estávamos sendo formadas dentro de um trabalho pastoral. Era uma vida diferente da que eu já tinha conhecido”, relembra.
Apósconcluironoviciado,IrmãSílviapermaneceuemUberaba,ondeseguiuatuandocomoprofessora da rede pública. Nessa época, sua missão se enraizou no chão do povo. A Religiosa se dedicou ainda mais a ser presença concreta e viva nas Comunidades Eclesiais de Base. Nas CEBs, ela encontrou um espaço de partilha, fé e compromisso, como quando viveu na Comunidade do Gameleira, durante o período de construção do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro: “No dia a dia, todo esse trabalho de visita às famílias, de trabalhar nas casas com os bóias frias, tudo isso ia de encontro com a minha vocação. Eu fui me interessando por isso. As CEBs, a partir do despertar, já fazem você entrar no todo”, pontua.
O envolvimento com as Comunidades de Base acompanhou Irmã Sílvia por muitos anos, atravessando diversos estados. Naturalmente, também a aproximou da realidade dos trabalhadores. Foi nesse contexto que ela se aproximou da Comissão Pastoral da Terra (CPT), espaço de escuta, apoio e resistência diante das injustiças no campo. O cenário era de tensão: posseiros ameaçados, famílias expulsas, pistoleiros armados rondando as comunidades.
“Era um tempo de conflito, muitos desafios. Tempo da gente colocar uma bandeira da Pastoral daTerraenooutrodiaelaestavatodaatirada,nobarro,cheiadeburacosdebala.Opessoalvinha para a cidade, despejados. Fazendeiro vinha com jagunço, com pistoleiro, e a gente acompanhava aquelas famílias.”
A missão se tornava também um ato de coragem. Sem medir esforços, a CPT reunia recursos – com a ajuda de grupos de apoio, seminaristas e camaradas – para dar assistência em meio às ocupações.Chegavamaenchercaminhõesparaalimentaropovo.IrmãSílviaselembradeembatesemqueobatalhãodapolíciainterferianotrabalhodaComissãodemaneiragraveetruculenta.



Clique aqui e conheça a história de Irmã Sílvia na íntegra, no Podcast Vidas Anastasianas!
Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.


COMO NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO INSPIRA O DIA A DIA DOS COLÉGIOS ROSÁRIO DE SÃO PAULO

“Uma manhã ou tarde no Rosário ou no Rosarinho, assim que alunos e educadores entram, começa com a visão da imagem de Maria. Ela sustenta num braço o Menino Deus, e, com o outro, estende a mão e a repousa com delicadeza, numa atitude de quem dá proteção e conforto sobre a cabeça do homem ajoelhado a seus pés.
Mais do que uma imagem que ocupa um lugar de destaque em nossos espaços, o momento concretizado pela arte nos remete, diariamente, a uma relação de fé, amor e confiança, que atravessa séculos e se manifesta no presente, entre nós. O gesto fácil de Nossa Senhora do Rosário, no simbolismo do ‘eu protejo você’, inspirou-nos e forneceu-nos o próprio lema que nos guia em nosso Projeto Político-Pedagógico: ‘Educando para o cuidado’.
Esse gesto está por trás de nossas práticas educativas e dá sentido às escolhas que fazemos
em favor da formação integral de nossos estudantes, quando enxergamos cada criança, adolescente e jovem em sua singularidade, quando acolhemos suas histórias, seus sonhos e suas fragilidades, para que possam desenvolver, ao máximo, o potencial que já possuem. Essa inspiração da Mãe – que, por força, também é uma cuidadora – é que nos revela como construir um ambienteescolaremqueoconhecimentoeosvaloreshumanoscaminhemladoalado,parafazer surgir cidadãos éticos, solidários e comprometidos com o bem comum.
Aquela mesma imagem, ainda, mostra-nos a Mulher com o longo rosário preso à cintura, o que nosremeteaoséculoXIII,eàtradiçãodahistóriadominicanaemseurelatosobreoaparecimento daSenhoraaoFundador.Maria,então,nessamilagrosaaparição,aconselhaaDomingosàprática daoraçãocomoformadeatingiros‘coraçõesendurecidos’edebuscarpelapaz.Oconvitequeela fez,notempoantigo,replica-separaoagoradenossosColégios,nadimensãoespiritualquelhes infundimos.Sejanosencontrosreligiosos,sejanomodocomonosacolhemosunsaosoutros:em tudo e em todo lugar, está a prece que conduz ao silêncio interior, ao diálogo com Deus e à escuta atenta e empática diante das dificuldades alheias. Neste cenário, o respeito, a tranquilidade e o afeto são valores reais, vividos cotidianamente.
OutrainspiraçãoquenosdespertaNossaSenhoradoRosárioatrela-se,maisumavez,aosentimentosemelhanteàquelenascidosobadevoçãodosfiéisderemotostempos,emquepassavam e repassavam as contas do rosário: o da força da comunidade, o sentimento de pertença e apoio mútuo. Esse mesmo espírito move as relações em nossos Colégios. Somos uma comunidade educativa porque partilhamos ideais, responsabilidades e esperanças. Cultivamos o sentido dos laçosdefamíliaparaquecadapessoa–aluno,educador,colaboradoroumembrofamiliar–tenha asseguradoseulugareseuvalorúnicos,eperceba-serecebidanumespaçoeafetoquesãoseus, e que deseja compartilhar.
Nossos Colégios querem viver ainda mais da inspiração na Senhora do Rosário, que, naquele longínquo século XIII, escutava os fiéis em oração, tão sedentos de justiça, tão oprimidos. Os Colégios Rosário I e Rosário II, que atuam no século XXI, querem ouvir os menos favorecidos em sua procura de justiça social. Querem, também, reafirmar seu compromisso com a inclusão, com o respeito à diversidade e com a defesa dos direitos humanos. E, sendo escola, sobretudo, precisam promover, entre seus alunos, a consciência crítica sobre o meio social, permitindo-lhes ser, eles próprios, promotores da dignidade do outro, agentes transformadores de uma sociedade menos compassiva.
Assim,nosso‘Educarparaocuidado’nadamaisédoqueumailuminaçãoeumaherançamariana, o que a torna – muito além de uma memória e uma comemoração do mês de outubro – uma forçaviva,quenosmoveenosorientaparaoamanhã.ORosárioeoRosarinhoprocuramimitaro gesto de Maria, que, a cada novo amanhecer, nos traz inspiração e nos conduz em nossa missão de educar.”
Delma Gomes Silva Tavares é Diretora das Unidades I e II do Colégio Nossa Senhora Rosário, de São Paulo. Christiane da Costa é Coordenadora Pedagógica do Colégio Nossa Senhora Rosário – Unidade II.


Justiça Climática: a urgência de um novo comportamento humano
“Fui convidada para uma reflexão sobre as questões climáticas, e meu desejo é que este texto contribua para o pensamento coletivo, para que a humanidade não precise disputar o ‘último peixe’. Há um provérbio que diz: ‘Somente quando a última árvore for derrubada, o último peixe pescado e o último rio poluído, as pessoas perceberão que não podem comer dinheiro’.
Para entender a Justiça Climática, especialmente com a COP30 na Amazônia, em 2025, é fundamental refletir sobre o modo de vida dos povos originários. Eles vivem em harmonia com a natureza,emumasabedoriaancestralquecontrastacomomododevidaurbano.Elesnosmostram que a verdadeira educação é um retorno à terra, um reaprendizado de como nos conectar com a nutrição da vida em todas as suas formas: física, mental, emocional e espiritual.
No entanto, é crucial ilustrar o paradoxo: esses povos, detentores de tanto conhecimento, so-

frem preconceito, exclusão e são subjugados. Desde a invasão de suas terras, eles morrem brutal e injustamente. São caçados e expulsos de seus lares para dar lugar ao crescimento econômico e industrial. Suas terras continuam sendo expropriadas, deixando um rastro de morte e destruição, tudo para alimentar nosso consumo desenfreado.
A luta escancarada dos povos originários revela a gravidade da nossa contradição. Em pleno ano da COP30 na Amazônia, onde deveríamos focar em soluções justas e coerentes, como fiscalizar demarcações de terras e rever o inconstitucional Marco Temporal, somos forçados a lutar contra o que deveria ser um avanço.
A aprovação da PL 2159/21, a ‘PL da Devastação’, aprovada ‘na surdina’, é um exemplo.Essapropostavisaflexibilizara
Lei Ambiental, abrindo espaço para mais crimes e violações, como perseguições a povos indígenaseconflitosarmados–flechascontraarmasdefogo.Éumacenaarcaica,dignadeumfilmede horror no século XXI, e o mais alarmante é o silêncio de muitos que não se posicionam.
A COP30, que deveria ser um esforço global para encontrar soluções para a violência climática, se vê desviada para combater algo que vai na direção oposta. Em vez de focar na redução de emissõesenapreservação,aatençãosevoltaparaadefesadoóbvio:aproteçãodasterrasedos povos que as habitam.
A COP30 pode ser a oportunidade de ouro para iniciar uma mudança de comportamento global. Já se foram 29 eventos desde 1995, quando os ambientalistas, taxados de loucos, faziam previsões sobre o aquecimento global. Em todas as COP’s, crimes foram denunciados e propostas ambiciosas foram feitas, mas poucas foram levadas a sério. O resultado é a emergência climática que se agrava a cada minuto.
Espera-se que essa urgência produza um amadurecimento real e a criação de políticas globais que definam um novo modelo de produção, consumo e preservação. Não podemos esperar pelo ‘último peixe’ para que mudanças aconteçam. A COP30 precisa ser um marco histórico de decisões coletivas, levadas a sério por líderes mundiais e grandes empresários.
A COP30 na Amazônia e a justiça climática têm tudo a ver com os povos originários. É como a cirurgia que um paciente precisa para remover um tumor. Precisamos de uma grande cirurgia de comportamento e consciência. Precisamos nos reconectar com a natureza, substituir o consumismo pela sustentabilidade e trabalhar em comunidade. Honrar a água, a terra, o fogo e o ar.
Os povos originários, que resistem há séculos, são os médicos dessa cirurgia. Eles possuem a sabedoria da terra e a arte de viver em comunidade. Precisamos aprender com eles a produzir e consumir apenas o necessário, a valorizar o ser acima do ter. O mundo precisa remover o nódulo da ganância e aprender a existir em comunidade.
Éurgentevoltaràsnossasorigensereaprenderasereexistirporinteiro,antesqueoúltimorio seque. A boa notícia é que a percepção dessa necessidade pode gerar uma Nova Terra.
Se não houver mudanças radicais de comportamento e de participação nas decisões coletivas, estaremos fadados ao fracasso. Cientificamente, a humanidade já esgotou 7 dos 9 limites planetários.Nãohámaistempoparaadaptação.Éprecisofomentarmudançasestruturaisnomodode produção e consumo.
Espera-seque,antesquesejatardedemais,nosunamoscomopovosconscientesparausufruir da verdadeira vida natural e de toda a riqueza do nosso planeta.”

Irany Cabral é Assistente Social do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG.

EQUIPES DE APOIO
I Encontro da Escola em Pastoral da Rede
Anastasiana-Dominicana de Educação
Entre os dias 10 e 12 de setembro, o Centro Pastoral Dom Fernando, de Goiânia/GO, foi palco do I Encontro da Escola em Pastoral da Rede Anastasiana-Dominicana de Educação. Com o tema “Educar Evangelizando e Evangelizar Educando: nosso jeito de fazer educação”, o evento buscou partilhar as concepções e caminhos já percorridos no Grupo de Trabalho (GT) Escola em Pastoral. Esse espaço de troca fortaleceu o diálogo entre as Escolas Anastasianas-Dominicanas e colocou o currículo em movimento por meio de vivências sensíveis dos aspectos em estudo. Para o encontro, os participantes do GT organizaram momentos orantes, palestras, partilha de ideias, circuito de oficinas sobre os temas em estudo e apresentações de práticas pastorais. Esses foram momentos de interação, cultivo da espiritualidade e alinhamento do “saber-fazer” Pastoral em Rede.


Para dar início aos trabalhos, Gregory Rial, da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), dialogou com os participantes sobre a importância de integrar toda a Comunidade Educativa no projeto evangelizador da Rede. E, no decorrer do encontro, foram aprofundadas as reflexões sobre os significados da “Escola em Pastoral”, a articulação com o Carisma Anastasiano-Dominicano, as dimensões da Organização Pastoral, os Elementos Inculturadores e as Articulações Pedagógico-pastorais.
Fotos: GT
Escola em
Pastoral
O encontro enfatizou a necessidade de que a ação pastoral, na Rede de Educação Anastasiana-Dominicana, seja intencional e planejada, implicando a construção de diferentes saberes, linguagens, valores e experiências.
Grupo de Trabalho (GT) Escola em Pastoral
Encontro presencial da Equipe Educativa reflete a arte de tecer a Rede de Educação
Anastasiana-Dominicana

O Projeto Educativo da Rede de Educação Anastasiana-Dominicana, que vem sendo produzido de forma colaborativa desde 2022, está em sua etapa final de produção. Para essa construção, a Equipe Educacional reuniu-se, mensalmente, ao longo desse período para estudar e dialogar sobre concepções e práticas educacionais.
Nesse processo, o grupo buscou não apenas estabelecer relações com tudo que já havia sido construído historicamente e com a realidade vivenciada nas Escolas da Rede, mas também visou projetar caminhos possíveis para potencializar o fazer educacional anastasiano-dominicano. Em uma abordagem “Freiriana”, o grupo objetivou construir um Projeto Educativo sustentado em um “inédito viável” para o processo educacional desenvolvido nas escolas.
Embora as reuniões da Equipe Educacional ocorram no formato on-line, nos dias 18 e 19 de setembro, o grupo se reuniu presencialmente, no Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo. O encontro integrou dois objetivos: realizar a leitura coletiva do texto final do Projeto Educativo da Rede de Educação Anastasiana-Dominicana e fazer uma visita técnica ao Colégio Rosário.
A leitura presencial do texto final promoveu diálogos e negociação de sentidos, esclareceu dú-
vidas e fortaleceu as integrantes para a implementação do Projeto Educativo. Já a visita técnica, carinhosamente preparada pela Diretora Delma Tavares, pela Irmã Irismar Sousa e pela equipe do Colégio, contemplou as duas unidades do Rosário e contou com visitação aos diferentes espaços dos Colégios e interações com a Equipe Pedagógica, colaboradores e estudantes.
No Colégio Rosário, o grupo visitante se emocionou com os momentos de acolhida e oração e com as dinâmicas preparadas pelas professoras e alunos da Educação Infantil e Anos Inicias do Ensino Fundamental, nas quais foram vivenciados os valores da educação anastasiana-dominicana e a alegria. Esses momentos foram marcados pela acolhida, a troca de ideias e a fraternidade, que promove a convivência e fortalece a Rede de Educação. A emoção continuou no Rosarinho, com a recepção calorosa, a apresentação das crianças e o diálogo com toda a equipe.
O encontro presencial evidenciou a identidade da educação anastasina-dominicana vivenciada no Colégio Nossa Senhora do Rosário, e foi permeado pela cultura do encontro, o exercício da escuta ativa e a abertura ao outro. A Equipe Educacional saiu renovada e fortalecida para implantar o Projeto Educativo e, assim, dar continuidade à Missão da Educação Anastasiana-Dominicana de evangelizar por meio da educação.
Equipe Educacional PNSR


UNIDADES

ASSEIJ realiza 1º Encontro de Contadores e Financeiros 2025
A Associação Educadora da Infância e Juventude - ASSEIJ promoveu o 1º Encontro de Contadores e Financeiros entre os dias 26 e 28 de agosto de 2025, no Caminho de Emaús, em Goiânia.
O evento reuniu representantes das Mantenedoras da Província Nossa Senhora do Rosário: Colégio Santa Rosa de Lima (Goiânia), Instituto Nossa Senhora do Rosário (Brasília),

Organização Religiosa - Irmãs Dominicanas de Monteils (Brasília) , e Associação Educadora da Infância e Juventude). O encontro também reuniu Gerentes Financeiros e Contadores da Matriz e de Filiais, Diretores da ASSEIJ, além de Consultores especializados nas Áreas Fiscal, Contábil, Auditoria e Jurídica, destacando a participação da Priora Provincial Irmã Solanje Carvalho e da Madre Geral Irmã Aparecida de Souza Lopes.
O encontro teve como objetivo debater os principais desafios e oportunidades da Gestão Educacional, criando um espaço de atualizações, troca de experiências e integração entre os participantes.
Entre os temas abordados, destacaram-se a Reforma Tributária e suas implicações para o setor, com a participação do consultor Eder Aquino da LF Contabilidade. Também foram discutidos os aspectos legais e práticos da Filantropia; a análise comparativa entre regimes de caixa e competência; o controle e gestão do imobilizado com a Auditora Liliana Ramos da LR Auditoria; a elaboração de orçamentos e planilha de custos com a Advogada Tatiane Arikawa da Táfer Assessoria, e estratégias para aprimorar os processos internos com a Contadora Elisangela Abreu.
O evento ainda contou ainda com a demonstração do sistema ERP SAP pelos Consultores Ronaldo Oliveira e Marco Nunes, sob a coordenação de André Reis, abordando suas funcionalidades na Gestão Financeira e Contábil.
Além das discussões técnicas, o encontro proporcionou momentos de confraternização e integração entre os participantes, fortalecendo o relacionamento entre gestores, colaboradores e especialistas do setor.
Foto: Arquivo

A Contadora Elisangela reforça: “Por meio de iniciativas como esta, reafirmamos o compromisso em promover uma gestão cada vez mais eficiente, inovadora e alinhada às necessidades do ambiente educacional, contábil e fiscal. Além de aprimorar processos para um melhor desempenho e qualidade nos serviços prestados.”
Elisangela dos Santos Abreu
(Coordenadora Contábil)
Associação Educadora da Infância e Juventude - ASSEIJ
40 anos do Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré


O Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP, celebra, em 2025, seus 40 anos. Uma trajetória marcada pelo compromisso com a infância, pela educação anastasiana-dominicana e pela presença transformadora na comunidade de Ribeirão Preto. Para marcar esta data tão especial, diversas atividades foram realizadas ao longo do mês de agosto, reunindo crianças, famílias, colaboradores, Irmãs Dominicanas e amigos da escola.
Nas primeiras semanas de agosto, os alunos participaram de atividades pedagógicas especiais em sala de aula, celebrando a história da escola de forma lúdica e significativa. Já no dia 15, foi realizado um momento interno de comemoração com as crianças, incluindo a tradicional cantiga de “para-
béns”, seguida por uma publicação comemorativa nas redes sociais.
No dia 16, a comunidade escolar e religiosa viveu um dos momentos mais importantes da programação: a Missa em Ação de Graças pelos 40 anos, celebrada na Paróquia Nossa Senhora dos
Canaviais. A celebração eucarística, que foi a primeira realizada na Matriz após sua reforma, foi presidida pelo Padre Anderson e concelebrada pelos Padres Nilton e Ilson. O momento contou com a presença da comunidade, de amigos e, em especial, das Irmãs Dominicanas de Monteils, que vieram de diferentes localidades.
Após a celebração, foi oferecido um almoço comemorativo para colaboradores, Sacerdotes, convidados e Irmãs. Durante este encontro aconteceu também a celebração de envio da Irmã Aparecida Lopes, Diretora do CEIMN. O momento de profunda espiritualidade permitiu que as Irmãs intercedessem pela nova missão de Irmã Cida, eleita no último Capítulo Geral, realizado em Monteils, como Priora Geral da Congregação.
O almoço também integrou outro marco das celebrações: o lançamento do livro comemorativo dos 40 anos do CEIMN, que reúne uma coletânea de depoimentos de pessoas que fizeram e fazem parte da história da escola. A entrega simbólica de exemplares emocionou todos os presentes. Para ampliar ainda mais esse gesto de gratidão, foi realizado, no dia 18, um café da manhã especial com amigos e benfeitores que contribuíram para a obra. Na ocasião, cada participante recebeu, oficialmente, o livro em mãos.
Paralelamente, o CEIMN realizou a veiculação de uma série de vídeos nas redes sociais, trazendo depoimentos de famílias, ex-alunos, colaboradores e Irmãs, que seguiram sendo publicados até a última semana de agosto. A escola recebeu diversas homenagens de Unidades Educacionais da Província Nossa Senhora do Rosário, por meio de mensagens, cartões, presentes e gestos de carinho de amigos da comunidade.
Segundo a Assistente de Comunicação do CEIMN, Evelin Mussolini, as comemorações continuaram até o final do mês, com momentos festivos junto às crianças e à comunidade escolar. “Mais do que celebrar uma data, os 40 anos do CEIMN reafirmam a missão de ‘evangelizar educando e educar evangelizando’, fortalecendo a esperança em um futuro de amor, cuidado e solidariedade para as novas gerações”, pontua.
Evelin Mussolini
(Assistente de Comunicação)
Centro Educacional Infantil Maria de Nazaré - Ribeirão Preto/SP
CEACDAN destaca núcleo familiar como escola de valores
No dia 22 de agosto, a equipe do Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday, de Porto Nacional/TO, abriu as portas da instituição para celebrar o tradicional Dia da Família. Na ocasião, o espaço recebeu uma ornamentação especial para contemplar esse momento marcante na memória das crianças e seus familiares com muita beleza.
A programação incluiu um momento devocional e muita diversão, com brincadeiras, lanche, jogos e música, conduzida pelas Postulantes Tailane Alcântara, Lara Edwiges e Leilane Gonçalves, que animaram o ambiente. O CEACDAN também recebeu a Religiosa e Psicóloga Irmã Maria da Conceição Rodrigues, que ministrou uma palestra com o tema “Família: uma escola de valores”.

O evento contou com a presença de 20 pessoas, entre comunidade e familiares das crianças que participam das atividades ofertadas pelo Centro. A interação foi marcada por muitos risos e descontração, com envolvimento ativo dos responsáveis e seus filhos nos jogos e charadas.
A Assistente Social da instituição, Mariene Alves da Silva Aguiar, destaca a importância de momentos que reforcem os vínculos familiares: “A família é base essencial no desenvolvimento social, lugar de afeto, pertencimento, paz, respeito. É porto seguro nas horas de aflição, lugar de bem-estar, orientação, transmissão de valores, princípios e cultura. É onde a criança aprende a interagir com o mundo. Família é onde o amor se multiplica e as memórias se tornam eternas”, reflete.
Mariene Alves da Silva Aguiar (Assistente Social)

Centro de Ação Comunitária Dom Alano du Noday – Porto Nacional/TO
Alunos do CESED exploram soluções sustentáveis para a poluição do solo

No dia 09 de setembro, os alunos do Curso Técnico em Administração do Centro Social Encantos Dominicanos, ação social do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, participaram de uma atividade dinâmica e colaborativa com o tema “Poluição do Solo”. A prática, proposta pela professora Patrícia Zago na disciplina de Responsabilidade Socioambien-
Fotos: Marcela Guerra Santos

tal, uniu conhecimentos sobre sustentabilidade e práticas da área de Administração.
A proposta foi desenvolvida em grupos de 4 a 6 estudantes, teve duração de 1 hora e contou com o uso da ferramenta digital Padlet, um quadro colaborativo on-line que permitiu a construção conjunta de conteúdos de forma criativa e interativa. Essa vivência teve como principal objetivo compreender as causas e consequências da poluição do solo, relacionando-as com aspectos da Administração, por meio do trabalho em equipe em ambiente digital, visando o desenvolvimento de soluções criativas e sustentáveis.
Divididos em grupos, os estudantes escolheram diferentes focos dentro do tema central, como: Lixo urbano, Agrotóxicos, Lixo eletrônico, Resíduos industriais e Aterros e lixões. Após uma breve introdução ao tema, feita pela professora Patrícia, os grupos realizaram uma pesquisa sobre o tipo de poluição escolhido, abordando suas causas, impactos e exemplos reais, como cidades, empresas ou casos noticiados na mídia.
Em seguida, os alunos registraram suas descobertas no Padlet coletivo e, claro, incluíram um toque de criatividade com imagens, vídeos e até memes relacionados ao tema. A Professora Patrícia reforça a importância de atividades como essa para a formação dos alunos do CESED: “A atividade reforça o compromisso do Colégio Nossa Senhora das Dores com uma educação voltada para a formação de cidadãos críticos, conscientes e preparados para os desafios socioambientais do século XXI. Além de exercitarem o raciocínio lógico e a capacidade de pesquisa, os alunos refletiram sobre o papel das empresas e da sociedade na preservação do meio ambiente”, conclui.
Patrícia Zago
(Professora de Responsabilidade Socioambiental)
Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG
Colégio Sagrado Coração de Jesus celebra
121 anos com dia de fé, cultura e homenagens
No dia 15 de setembro de 2025, o Colégio Sagrado Coração de Jesus comemorou 121 anos de história e tradição em Porto Nacional/TO. A data foi marcada por uma programação especial que uniu fé, cultura e a participação ativa de alunos, famílias e colaboradores. As atividades começaram logo cedo, às 7h, com uma bênção especial e recepção dos alunos, seguida de um momento de oração, reflexão e agradecimento pela trajetória do Colégio.

A celebração contou com a presença das Irmãs Dominicanas de Monteils, que compartilharam mensagens inspiradoras e homenagens, junto aos Professores e Equipe Pedagógica.
Um dos pontos altos da manhã foi o desfile da Educação Infantil, organizado pela Coordenação do segmento. As turmas dos turnos matutino e vespertino percorreram as dependências do Colégio exibindo faixas, cartazes, brasões e tiaras com o símbolo da Escola, enchendo os corredores de cor, alegria e sentimento de pertencimento.
No final da tarde, colaboradores, pais e alunos participaram de uma procissão a pé, que saiu da Capela do Colégio em direção à Catedral de Nossa Senhora das Mercês. O momento, marcado pela fé e devoção, integrou a comunidade escolar às celebrações religiosas da cidade.

Ao chegar à Catedral, foi celebrada a Missa de Abertura dos Festejos de Nossa Senhora das Mercês, que acontecem de 15 a 24 de setembro e celebram também os 190 anos da Paróquia Catedral, localizada no centro histórico de Porto Nacional. Durante a celebração, o Colégio foi homenageado e parabenizado pelos seus 121 anos de atuação na educação da cidade.
Encerrando as festividades, a equipe escolar emocionou os presentes entoando o Hino do Colégio Sagrado Coração de Jesus, reforçando o orgulho de pertencer a uma instituição centenária que segue transformando vidas através da educação.
Marcelo de Sousa Medrado
(Auxiliar de Comunicação e Marketing)
Colégio Sagrado Coração de Jesus - Porto Nacional/TO
Rosarinho promove uma tarde de aprendizados e sorrisos no CPTran/SP

Durante a Semana Nacional de Trânsito, as turmas do Pré II do Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II, de São Paulo/SP, tiveram a oportunidade de viver uma experiência inesquecível. Os alunos participaram de uma visita ao Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran/SP).
Foto: CSCJ
“A expectativa já estava presente desde cedo, e os olhinhos curiosos demonstravam a alegria de sair da rotina da sala de aula para um encontro repleto de descobertas”, conta Marcos Arengheri, Assistente Social do Rosarinho.
Ao chegarem, as crianças foram recebidas com muito carinho pelos policiais e bombeiros, que prepararam uma programação especial para ensinar, de forma divertida e acessível, temas muito importantes para o dia a dia. Logo no início, um animado teatro de fantoches prendeu a atenção de todos. Entre risadas e diálogos engraçados, surgiram lições preciosas sobre segurança no trânsito, prevenção de acidentes em casa e atitudes de proteção pessoal.
A cada cena, surgiam perguntas, comentários e histórias que os pequenos faziam questão de compartilhar, mostrando como estavam envolvi-

dos e interessados. A ludicidade fez toda a diferença: aprender através do brincar tornou o conteúdo leve, significativo e cheio de sentido para a realidade das crianças.
Os Policiais também conversaram sobre a importância de atravessar a rua com cuidado, respeitar a sinalização e sempre dar a mão a um adulto. Já o Corpo de Bombeiros trouxe dicas práticas para tornar os ambientes domésticos mais seguros, como evitar brincar perto do fogão ou mexer em tomadas.
Outro momento marcante foi a fala dos Policiais do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD,) que explicaram, de forma muito delicada, o quanto é importante não conversar com estranhos e sempre pedir ajuda a um adulto de confiança.
Além dos aprendizados, a visita foi recheada de carinho: o CPTran/SP ofereceu transporte confortável, um lanche delicioso que deixou a tarde ainda mais especial e materiais informativos, que as crianças levaram para casa, reforçando a parceria entre família e escola na construção de hábitos seguros.
No fim do encontro, não faltaram abraços, sorrisos e até alguns pedidos de “quero voltar de novo!”. Segundo Marcos, a aproximação com os Profissionais da Segurança fortaleceu ainda mais o vínculo de confiança, mostrando que aprender pode ser uma aventura divertida e cheia de afeto. “Maisdoqueconhecerregrasecuidados,nossospequenosvoltaramparacasacomvaloresque vão além das orientações: o respeito, o cuidado consigo e com o outro, e a certeza de que cada um pode colaborar para tornar o mundo um lugar mais seguro. Foram momentos de cidadania vividos na prática, que sem dúvida marcaram a memória e o coração das crianças”, conclui.
Marcos Arengheri (Assistente Social)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II – São Paulo/SP
CEIMC intensifica ações pela saúde mental durante Setembro Amarelo
Ao longo de 2025, o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, tem desenvolvido diversas iniciativas voltadas ao cuidado com a saúde mental, guiadas pelos valores anastasiano-dominicanos. No mês de setembro, período em que é celebrado o Mês da Valorização da Vida, as atividades se intensificaram.
Entre as ações realizadas, esteve a palestra “Alimentação saudável no local de trabalho: uma forma de autocuidado”, ministrada pela Nutricionista da instituição, Camila Cristina Silva. Durante o encontro, os colaboradores do CEIMC estudaram importantes aspectos sobre hábitos alimentares nutritivos e balanceados. Além disso, degustaram receitas saudáveis, que posteriormente foram partilhadas com toda a comunidade nas redes sociais.
Os colaboradores também participaram de uma formação com a especialista Drielle Gobbo, que abordou técnicas de meditação e saúde mental. A


profissional retornará ainda este mês para uma formação com as professoras, com o objetivo de possibilitar o trabalho dessas técnicas em sala de aula, com os alunos. Serão abordados temas como: a meditação e seus benefícios; como meditar com crianças: técnicas e adaptações; como criar espaços de relaxamento para crianças na sala de aula; a meditação como parte da cultura escolar e integrante do currículo.
O Setembro Amarelo também foi marcado por uma acolhida aos colaboradores, realizada pela Pastoral Escolar. O momento foi marcado por uma reflexão bíblica sobre a importância da saúde mental e pela partilha de trechos bíblicos que refletiam o autocuidado. A rica programação deste mês visa contemplar também a comunidade de pais e responsáveis do CEIMC. No dia 25, foi realizada uma Escola de Pais, que integrou uma palestra da Psicóloga e Acompanhante Terapêutica, Maria Giovana Sicari, sobre “A importância do diálogo, da escuta ativa e do olhar sensível”. De acordo com a Coordenadora de Pastoral do CEIMC, Jéssica Ohana Oliveira, as ações reforçam um compromisso permanente da instituição: “Neste mês de setembro fortalecemos o cuidado com a vida. A saúde mental, porém, é um compromisso que nossa escola vem cultivando ao longo de todo o ano, integrando-a à Ecologia Integral e incentivando o cuidado com a ‘casa interior’ de cada um de nós.”
Pedro Henrique Soares
(Editor de Mídias e Audiovisual)
Centro de Educação Infantil Marta Carneiro - Uberaba/MG
Fotos:
CEIMC
Rosário
Curitiba faz de setembro um mês de vida, fé, paz e esperança


No Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, o mês de setembro foi um convite especial à reflexão e à vivência de valores essenciais para a formação integral de nossos estudantes. A Semana da Paz mobilizou toda a comunidade escolar em torno do tema “Artesãos de Paz e Construtores da Vida”, despertando em alunos, professores e colaboradores a consciência de que cada gesto pode ser semente de harmonia e acolhimento.
Dinâmicas de convivência, práticas esportivas, momentos celebrativos e simbólicos de silêncio e oração mostraram que a paz se constrói aos poucos, pela dedicação coletiva e pelo cuidado mútuo.
Em sintonia, o “Mês da Bíblia” trouxe como inspiração o tema proposto pela CNBB: “A esperança não decepciona”, retirado da Carta de São Paulo aos Romanos. Essa mensagem dialogou profundamente com a busca pela paz, reforçando que a es-
perança floresce quando é sustentada por atitudes solidárias e gestos concretos de fraternidade. As iniciativas também se entrelaçaram ao espírito do “Setembro Amarelo”, movimento que destaca a importância do cuidado com a vida em todas as suas dimensões. “O olhar atento para a saúde emocional, a valorização das relações e o incentivo à escuta e ao acolhimento reforçaram a mensagem de que toda vida merece respeito, amor e proteção”, comenta a Gerente de Comunicação do Rosário, Fabiane Cessetti.
Para coroar esse período, a comunidade escolar vestiu branco, como sinal de compromisso com a paz e com a construção de um mundo melhor. Segundo Rubens Aquino, Coordenador da Escola em Pastoral, reflete: “Setembro foi vivido como um tempo de semeadura e compromisso com a vida. E, como a primavera, que renova a natureza com cores, perfumes e flores, também nós nos renovamos como escola em pastoral, cultivando valores que iluminam o caminho da esperança e trazem boas energias para seguir adiante”
Fabiane Cessetti
(Gerente de Comunicação)
Rubens Aquino
(Coordenador da Escola em Pastoral)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR
Setembro Amarelo no Externato São José: Um gesto de esperança e cuidado com a vida
Tradicionalmente, setembro é o mês em que todo o país se une em torno da Campanha “Setembro Amarelo”, que tem como objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância da valorização da vida e do cuidado com a saúde mental. No Externato São José, de Goiânia/GO, a Pastoral Escolar mobilizou os alunos do 8º ano a vivenciarem uma experiência significativa de partilha e solidariedade.
A ação consistiu na distribuição de balões amarelos personalizados com a logomarca do Colégio pelos arredores da escola. Mais do que um gesto simbólico, cada balão levava consigo uma mensagem de afeto e incentivo à vida, acompanhada de uma semente de girassol, escolhida justamente por representar a luz, a esperança e a capacidade de buscar sempre o sol, mesmo nos dias nublados.
A atividade foi acompanhada de perto pelo Professor de Projeto de Vida, Vinícius Araújo, e pela Coordenadora da Pastoral Escolar, Karla Giselle, que

incentivaram os alunos a compreenderem o verdadeiro sentido da ação.


Essa vivência proporcionou aos alunos a chance de refletirem sobre temas que fazem parte do seu cotidiano e que estão diretamente ligados à construção de um projeto de vida saudável e equilibrado. Através da prática, eles puderam aprender que o cuidado com a vida começa nos pequenos atos de gentileza e no olhar atento ao próximo.
A Coordenadora de Marketing e Eventos do Externato, Cristina Venier, reflete sobre a importância de ações como esta.
“OExternatoSãoJoséacreditaqueaeducaçãovaialémdasaladeaulaesefortalecequandoalia conhecimento,espiritualidadeevaloreshumanos.Énessecaminhoqueocurrículoevangelizador e a educação integral encontram sentido, pois possibilitam que cada experiência pedagógica também seja pastoral, unindo fé e vida, teoria e prática, saberes e valores. A ação do Setembro Amarelo é expressão clara dessa proposta: uma ação pastoral-pedagógica que integra as dimensões do cuidado e do serviço, despertando nos estudantes a sensibilidade para enxergar a vida como o maior presente que temos e que precisa ser sempre valorizado. Setembro Amarelo é um convite a todos nós: falar é a melhor solução, acolher é um ato de amor e semear esperança é transformar o futuro.”
Cristina Venier
(Coordenadora de Marketing e Eventos)
Colégio
Externato São José – Goiânia/GO
Fotos: Nicole Francine Cardoso de Sousa
Pastoral do Rosário SP leva alegria e recreação a lar de idosos

No mês de setembro, a equipe de Pastoral do Colégio Nossa Senhora do Rosário, de São Paulo/SP, realizou uma ação especial junto aos idosos do Lar Vivace, residencial especializado no cuidado de pessoas idosas. Os alunos do 8º ano organizaram e realizaram um animado bingo, com prendas preparadas com carinho. Os estudantes proporcionaram uma tarde alegre, divertida e cheia de novas energias para os moradores da instituição.
“O entusiasmo foi contagiante: cada número chamado era celebrado com risadas, torcida e a expectativa de ouvir o tão esperado ‘Bingo! ’. Mais do que uma atividade recreativa, a iniciativa rompeu a rotina, criandomomentosdeintegração,acolhidaevalorização da vida”, explica a Agente de Pastoral do Rosário, Luciana Lotito Siufi.
Após o bingo, o Professor José Messias, acompanhado de seu violão e dos alunos, entoou músicas que despertaram lembranças e emoções, favorecendo um encontro intergeracional marcado pelo diálogo, pelas trocas de experiências e pelo contato com a sabedoria dos mais velhos. Aos olhos de Luciana, a visita “reafirma o compromisso da Pastoral do Colégio em cultivar valores humanos e cristãos, incentivando os alunos a fazerem a diferença na vida das pessoas e a reconhecer a riqueza que os idosos representam para toda a sociedade”.
Luciana Lotito Siufi
(Agente de Pastoral Escolar)
Colégio Nossa Senhora do Rosário – São Paulo/SP
Terço da Família do CNSD agrega um encontro de fé, união e gratidão
Desde maio de 2025, a comunidade escolar do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/ MG, se reúne na última quarta-feira de cada mês, para um momento muito especial: o “Terço da Família”. Às 17h45, alunos, colaboradores e famílias se encontram em oração, formando uma grande corrente de fé que ultrapassa os muros da escola e alcança o coração de cada participante.
Mais do que fazer desse encontro uma tradição, este momento é um espaço de integração e cuidado. A cada edição, uma intenção especial é escolhida para guiar a oração, e todos são convidados a deixar, no início, os pedidos e agradecimentos que trazem no coração. Assim, o “Terço” se transforma em um mosaico de intenções, onde cada voz e cada vida encontram lugar.
A Coordenadora de Pastoral Escolar e Pastoral Jovem do CNSD, Lígia Del Nery Scalon, reflete sobre a importância de momentos de comunhão como o Terço: “Rezar juntos é também pausar o ritmo acelerado do dia a dia. O Terço da Família nos ensina a respirar fundo, a desacelerar e a permitirqueaoraçãonosconduzaaumestadodecalmaeserenidade.Emmeioàspreocupações cotidianas,estemomentoécomoumabraçoqueacolhe,consolaefortalece.Éumencontrosimples, mas profundamente significativo. Cada ‘Ave-Maria’, cada ‘Pai-Nosso’, cada silêncio partilhadorevelaqueafénosuneenossustenta.OTerçodaFamíliaé,portanto,umconvite:aagradecer, a rezar juntos, a confiar e a se deixar renovar pela presença de Deus em comunidade. Mais do que palavras, é uma experiência que se vive - e que, a cada mês, nos lembra que rezar em família é semear paz, esperança e amor”, conclui.


Lígia Del Nery Scalon
(Coordenação Pastoral Escolar e Pastoral Jovem)
Colégio Nossa Senhora das Dores - Uberaba/MG
Fotos:
Celebração do Tempo da Criação reforça no CSD o compromisso com a Casa Comum

O Tempo da Criação, período ecumênico para oração e ação em prol da natureza, é uma iniciativa muito importante para os cristãos em todo o mundo. No Colégio São Domingos, de Araxá/MG, ele foi amplamente celebrado neste ano de 2025.
No período de 1º de setembro a 04 de outubro, seguindo essa proposta ecumênica, diversas atividades foram realizadas com os estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, em vista da conscientização sobre a responsabilidade, confiada por Deus, de cuidar da Casa Comum.
Um momento muito significativo foi a Celebração Eucarística que aconteceu no colégio no dia 09 de setembro. O momento contou com a participação de estudantes, colaboradores e famílias da comunidade escolar, representando, novamente, um convite para ouvir o clamor da Terra e para uma conversão ecológica.
Em cada segmento, através de orações, reflexões durante as aulas e ações de sustentabilidade, o tema “Paz com a Criação” foi enfatizado, para incentivar gestos concretos na busca de uma relação harmoniosa com Deus, com o próximo e com a natureza.
A Agente de Pastoral do CSD, Maria Clara Martins Pereira Silva, destaca a importância desses momentos: “Em meio às crises ecológicas e sociais, celebrar o Tempo da Criação no CSD significou reafirmar o compromisso anastasiano-dominicano com a justiça, a sustentabilidade e o cuidado com todas as formas de vida”, conclui.
Maria Clara Martins Pereira Silva (Agente de Pastoral)
Colégio São Domingos – Araxá/MG






Foto:
CSD