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Anastasiando - Ano VII - nº 43 - Agosto 2025

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COMO SÃO DOMINGOS NOS INSPIRA A SERMOS PEREGRINOS DA ESPERANÇA

Estemêsdeagosto,quetemparaanossaFamíliaDominicana caráter especial devido à memória festiva de nosso Pai São Domingos, é uma oportunidade grande que temos para reavivar em nossa vocação e missão eclesial o seu legado confiado a nós de sermos pregadores e pregadoras da graça, ainda mais, neste ano jubilar dedicado ao tema da esperança.

A partir do justo título “luz da Igreja” atribuído a São Domingos, proponho elencar alguns aspectos que fazem dele uma inspiração para a humanidade abraçar a missão sublime de ser sinal de esperança para com o próximo (especialmente os membros de sua família religiosa), visto que esse seu “atributo iluminador”, está profundamente associado à sua vocação e missão.

O Divino Mestre nos ensinou que somos “luz do mundo”, luz esta que não foi feita para ser acanhada e ficar escondida, mas para brilhar diante de todos pelo esplendor das boas obras (Mt 5,14). Nosso querido São Domingos assumiu essa característica de ser luz, brilhando por suas boas ações, em meio a muitas trevas de seu tempo as quais, servindo-sedediferentesinstrumentos,acreditopoderem seridentificadashojesobtrêsformas:adaignorância,ada violência e a da indiferença.

Enquanto no tempo de Domingos seu combate à ignorância se travava, sobretudo, no campo da teologia (a heresia cátara), notamos a necessidade hoje, de promover um diálogo, sistemática e insistentemente, entre Evangelho e humanismo. Em um mundo marcado por muitos comodismos, notícias rápidas, fake news em massa nas redes sociais e pelo fenômeno das bolhas sociais, vemo-nos diante do desafio de propagar a força humanizadora e iluminadora que emana da Boa Notícia do Evangelho.

Assim como no tempo de Domingos, essa luz pode causar grande incômodo às pupilas de certas pessoas, principalmente às daquelas apegadas às trevas de sua auto referencialidade. Por outro lado, esta mesma luz é capaz de afugentar medos, aquecer corações frios e insensíveis, a recompor o juízo e a despertar a paixão e a ética pautadas na Verdade. Em outras palavras, é capaz de dar esperança!

Na Europa do séc. XIII, havia infindáveis conflitos armados na defesa das fronteiras dos países da cristandade para barrar o avanço da expansão árabe, o que ocasionava desestabilizações internas, fome, miséria e doenças. Vemos esse cenário de muita dor se repetindo nos conflitos atuais no Oriente Médio, na Europa Oriental e na África, bem como uma espécie de “guerra fria” travada entre países democráticos e as funestas articulações internacionais ultraconservadoristas.

Nós, os pequenos luminares da nossa Família Dominicana, somos instigados a exercer a mesma compaixão de Domingos para com os oprimidos e invisíveis da sociedade, afugentando as trevas do aspiral da violência com a luz da paz, através de gestos concretos de reconciliação, de diálogo e de fraternidade, únicos capazes de depor as armas do discurso de ódio e do desejo de vingança. Essas obras, iluminadas pelo Espírito Divino, são importantes gotas de esperança, capazes de fazer brotar, no árido chão das relações conflituosas, verdes campos e flores para as tantas pessoas que experimentam indescritíveis dores e perdas.

Por fim, é possível, ainda, suscitar a esperança a partir da nossa vocação cristã e dominicana de ser luz quando rompemos com o sentimento danoso da indiferença. Não há nada mais desanimador e desesperador do que sentir-se imerso pela equivocada conclusão de que, “não havendo mais o que fazer, não compensa ocupar-se com as pessoas”! São Domingos pode até não ter realizado tudooquealmejava,mas,movidoporseuardorapostólico,elefeztudooqueestavaaoseualcance! Ele é exemplo para nós de alguém que resistiu à indiferença dos seus opositores, a fim de não envenenar seu coração pela desesperança, e, assim, ser capaz de promover e suscitar a empatia entre as pessoas.

Na contramão da cultura do descarte, denunciada pelo saudoso Papa Francisco, somos chamados, então, a fomentar a esperança em oposição à indiferença quando reafirmamos a certeza de queoReinodeDeusénossobemmaior,dequeadignidadedefilhosefilhasdeDeusnãosedesfaz, e de que as riquezas culturais dos povos são um ganho para a humanidade toda. Que o exemplo de São Domingos, luz da Igreja, não cesse de inspirar peregrinos de esperança em nosso mundo!

Frei Ronivalder Biancão, OP, é Frade Dominicano, Mestre em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e integra o Convento Sagrada Família, em São Paulo/SP.

CAPITULO GERAL

Realizado em Monteils, XXXI Capítulo Geral renova compromisso com a missão deixada por Madre Anastasie

De 16 a 27 de julho de 2025, realizou-se em Monteils, na França, o XXXI Capítulo Geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils. A abertura oficial aconteceu com a celebração das Laudes e uma acolhida fraterna feita por Irmã Regina Azevedo, que convidou todas as participantes ao silêncio, à escuta e à interiorização, preparando o espírito

para o dia de retiro, orientado por Frei Eric de Clermont-Tonnerre, O.P.

O primeiro dia foi inteiramente dedicado ao Retiro Espiritual — um tempo de escuta, reflexão e aprofundamento. Frei Eric recordou que o Capítulo é, antes de tudo, um momento espiritual e eucarístico, um tempo de ação de graças e de renovado compromisso com a missão comum. Trata-se de um espaço de discernimento e corresponsabilidade no Governo da Congregação, que exige caridade, escuta, liberdade, humildade e responsabilidade.

Três pilares fundamentais marcaram esse início: Confiança, Caridade e Esperança, sustentados por duas atitudes essenciais: Obediência e Unidade. “Viver o Capítulo é acolher esse tempo de graça com o coração aberto à ação do Espírito Santo e atento aos sinais dos tempos”, comenta Irmã Charlimène Philippe.

Ainda no primeiro dia, celebrou-se a Missa de Abertura. À tarde, Frei Eric refletiu sobre o tema “No coração do mundo”. “Ser Cristão Dominicano hoje é estar presente, com coragem e fé, tanto no centro quanto nas periferias da Igreja. O Reino de Deus que anunciamos vai além das nossas capacidades humanas e congregacionais”, relembra Irmã Charlimène.

As Religiosas foram convidadas a:

• Caminhar com as pessoas, partilhando suas dores e esperanças, como Jesus fez com os discípulos de Emaús;

• Praticar a hospitalidade e a perseverança, favorecendo o verdadeiro encontro;

Foto: Arquivo pessoal

• Enfrentar os desafios, como São Domingos diante da heresia e da ignorância;

• Promover a fraternidade por meio da vida comunitária e da amizade.

“A esperança cristã foi ressaltada como força interior que nos permite enfrentar os desafios do presente com coragem. Alimentada pela fé, ela é como a luz da Vigília Pascal: discreta, mas viva — sinal de verdadeira e duradoura alegria”, destaca Irmã Charli.

No segundo dia, reforçou-se a importância do sigilo sobre os assuntos tratados no Capítulo. As informações estão sendo divulgadas oportunamente. Foram eleitas as Escrutinadoras, a Coordenadora Geral e as Moderadoras; lido e aprovado o regimento do Capítulo, bem como aprovadas as Secretárias. Irmã Regina apresentou o Relatório do Governo Geral, e Irmã Anne-France, representando Irmã Huguette, expôs o Relatório Financeiro da Casa Geral.

Iniciou-se então o processo do Tractatus, como preparação para a eleição da nova Priora Geral, com momentos de escuta em grupos organizados por idiomas. No terceiro dia, após as Laudes e a Missa do Espírito Santo, as Escrutinadoras fizeram o juramento sobre o Evangelho e, em seguida, realizou-se a eleição da nova Priora Geral, sendo eleita, a Irmã Aparecida de Souza Lopes. Com fé e generosidade, ela aceitou a missão que lhe foi confiada.

À tarde, deu-se início ao Tractatus para a eleição das Conselheiras Gerais, seguindo o mesmo processo. Foram também apresentados os Relatórios das três Províncias da Congregação:

• Província França-Lacordaire (França)

• Província Nossa Senhora do Rosário (Brasil)

• Província Nossa Senhora de La Vang (Vietnã)

No dia seguinte realizou-se a eleição das Conselheiras Gerais. Foram eleitas: Irmã Anne-France (Vigária Geral), Irmã Danize Mata, Irmã Catharina-Marie e Irmã Loan. A partir dos Relatórios, foram constituídas quatro Comissões Temáticas para refletir sobre os desafios e prioridades da Congregação:

• Casa Geral: gestão, administração dos bens e colaboração entre Províncias.

• Evangelização: presença das irmãs nas escolas, evangelização por meio da arte, colaboração com leigos, proteção de menores e de pessoas vulneráveis e outros lugares de evangelização, etc.

• Sinodalidade: comunicação e interculturalidade.

• Formação Permanente: acompanhamento das Jovens Professas, vida espiritual (interioridade), Equipe Interprovincial de formação e ecologia.

Cada Comissão elaborou um texto que foi apresentado à Assembleia, debatido, ajustado e aprovado. Esses documentos integrarão os Atos do Capítulo.

Foto: Arquivo pessoal

Realizou-se uma videoconferência com Catia Flaviany, responsável pela Comunicação da Província no Brasil, sobre a nova Identidade Visual. Em sua fala, Catia destacou: “Se faz sentir, faz sentido.” Apresentou a proposta de um logotipo simples, mas carregado de significado, que conecta a história da Congregação com os diferentes públicos de hoje. O Capítulo decidiu, então, dar continuidade ao estudo sobre essa Identidade Visual.

Também foram analisadas, refletidas e aprovadas — ou não — as Moções enviadas ao Capítulo. Na sequência, as participantes vivenciaram uma Noite Cultural marcada pela leveza e integração, com a partilha de elementos das diversas culturas representadas. Foi um momento rico de convivência e fraternidade.

Em clima de oração, prestou-se uma homenagem às Irmãs que integraram o Governo anterior e ao novo Governo, pedindo ao Espírito Santo que continue iluminando suas missões.

O Capítulo Geral foi concluído com palavras de gratidão da nova Priora Geral, Irmã Aparecida de Souza Lopes, para todas as Irmãs e colaboradores que contribuíram para este tempo de escuta, discernimento e graça.

Irmã Charlimène destaca os ótimos resultado do Capítulo: “Durante todos esses dias, vivenciamos uma experiência profunda de oração e partilha: Laudes, Missas diárias com Homilias inspiradoras do Frei Eric, Vésperas, Completas, momentos de meditação e convivência fraterna. Tudo isso fortaleceu nossa comunhão e renovou nosso compromisso com a missão deixada por nossa fundadora, Madre Anastasie. O Capítulo aconteceu num clima leve e fraterno, e fomos muito bemacolhidaspelaComunidadedeMonteils.Foi,verdadeiramente,umtempodeaçãodegraças. Somos profundamente gratas a todos e todas que nos acompanharam com orações e apoio na preparação desse momento. Que cada uma de nós siga comprometida com a missão anastasiana-dominicana, onde quer que esteja. Deus seja louvado!”

Irmã Charlimène Philippe

Comunidade Irmã Iveta – Curitiba/PR

Missão de combate ao tráfico de pessoas é valorizada e impulsionada durante o Capítulo

No dia 22 de julho, o Capítulo Geral fomentou um encontro de partilha aberto a todas as Irmãs da Comunidade de Monteils. Durante esse momento, a Irmã Sandra Camilo Ede, da Comunidade Bem-Viver, de Goiânia/GO, apresentou às Irmãs Capitulares a missão da Rede “Um Grito pela Vida”, iniciativa brasileira de combate ao tráfico de pessoas, integrada à rede internacional Talitha Kum.

A fala da Religiosa englobou também a Campanha Coração Azul, motivada pelo Dia Mundial de Combate ao Tráfico de Pessoas, celebrado em 30 de julho. Irmã Sandra convidou todas as Irmãs a se unirem ao grupo em oração pelas vítimas do tráfico de pessoas e pelo que atuam nesta missão. “Houve muito interesse por parte das participantes! Assim, reafirmamos nosso compromisso com a defesa da vida, no combate a este crime que o Papa Francisco definiu como ‘uma ferida no corpo da humanidade, uma ferida no corpo de Cristo’”, conclui

A importância da Identidade Visual Congregacional

No dia 24 de julho, a convite da Irmã Danize da Mata, Catia Flaviany de Moura, Diretora de Comunicação e Marketing da Província Nossa Senhora do Rosário, participou do XXXI Capítulo Geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils.

O encontro, realizado de forma virtual, possibilitou uma apresentação introdutória sobre a importância de tratar da Identidade Visual para Congregações Religiosas e seu impacto nas diversas frentes de atuação da organização - incluindo Províncias, Comunidades Religiosas, Unidades Educacionais e Projetos Sociais. Em seguida, foi exposto o projeto de desenvolvimento da nova Identidade Congregacional, com as propostas elaboradas pela agência contratada. Encerrando a apresentação, Catia Flaviany destacou a frase-conceito “Se faz sentir, faz sentido”, refletindo que a identidade de uma Congregação não é formada apenas por elementos simbólicos, mas também por associações emocionais e afetivas. “Por isso, a atualização da marca da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils precisa realmente ‘fazer sentir’ para gerar pertencimento em todo o ecossistema envolvido”, ressaltou.

Foto: Arquivo pessoal

Após a exposição, o Capítulo registrou o trabalho e as pesquisas já conduzidos pela Equipe de Identidade Visual, formada por representantes das três Províncias da Congregação e apoiada pelo Núcleo de Comunicação e Marketing da PNSR. O projeto segue com o novo Governo Geral, com o objetivo de alcançar uma Identidade Visual representativa para toda a Congregação.

Catia Flaviany de Moura

Núcleo de Comunicação e Marketing

Província Nossa Senhora do Rosário

Tempo de fazer memórias

Capitulares embarcam em roteiro religioso na França e seguem caminhos trilhados por Anastasie

Ao longo do mês de julho, as Irmãs Capitulares tiveram oportunidades de peregrinar por lugares profundamente significativos para a história da Congregação. Foi um tempo de memória viva, de reencontro com as raízes e, sobretudo, de renovação do compromisso com a missão confiada por Deus por meio de Madre Anastasie.

Entre os dias 11 a 14, as Religiosas estiveram em Vence, na região da Provença-Alpes-Côte d’Azur, cidade conhecida por

sua luz e beleza natural, que há tempos encanta artistas. Lá, visitaram a belíssima Capela do Rosário, concebida por Henri Matisse, famoso pintor francês. Após a Segunda Guerra Mundial, Matisse mudou-se para Vence para cuidar da saúde, e ali conheceu Monique Bourgeois, jovem enfermeira que cuidava dele e que, mais tarde, se tornaria Religiosa com o nome de Irmã Jacques-Marie.

Inspirado por sua fé, Matisse criou a Capela como uma obra total de arte, integrando arquitetura, vitrais, cerâmica e mobiliário litúrgico. “Com simplicidade e profundidade espiritual, os vitrais em tons de azul, verde e amarelo conduzem à luz que é Cristo. A arte ali presente nos fala do essencial, revelando, em cada detalhe, a presença de Deus”, reflete Irmã Charlimène Philippe.

Foto: Arquivo pessoal

Em 15 de julho, Irmã Patrícia Lopes e Irmã Charlimène visitaram a Comunidade de Bor, a convite de Irmã Regina Azevedo Soares, para rezar diante do túmulo de Madre Anastasie, como conta Irmã Charli: “Foi um momento de grande emoção estar ali, onde tudo começou. A simplicidade e a coragem de nossa fundadora ainda ecoam naquele lugar sagrado. Em oração, agradecemos sua entrega e pedimos a Deus que continue guiando a Congregação nos caminhos do amor e do serviço”.

No dia 20, o destino foi Villefranche-de-Rouergue, cidade rica em espiritualidade e patrimônio religioso. Dentre os locais visitados, destaca-se a Collégiale Notre-Dame, Igreja Gótica do século XIII, símbolo da fé e cultura da região, cujo interior, ricamente ornamentado, convida à oração.

As Religiosas também estiveram no Monastério dos Cartuxos (Chartreuse Saint-Sauveur), que abriga o maior claustro da França. A história desse lugar é marcada por fé e sacrifício: fundado por um homem que desejava alcançar a salvação, foi confiado aos Cartuxos, que posteriormente foram expulsos, durante a Revolução Francesa. Mais tarde, o espaço foi confiado às Irmãs, que cuidaram dos doentes. Hoje, é um lugar de silêncio e contemplação.

A visita foi encerrada com um marco espiritual desta peregrinação: a Chapelle des Pénitents Noirs, verdadeiro tesouro barroco escondido por trás de uma fachada simples. Seu interior, ricamente decorado, revela séculos de devoção e arte sacra.

No dia 28, as Irmãs visitaram Compeyre, na região da Occitânia, local de nascimento de Madre Anastasie. “A emoção foi intensa ao adentrarmos o quarto onde ela viveu com sua irmã Josefina. Durante um momento de oração, conduzido por Irmã Regina Azevedo, apresentamos nossas intenções e agradecimentos. Nesse ambiente de memória e oração, Irmã Regina entregou à nova Priora Geral, Irmã Aparecida de Souza, a medalha recebida de Irmã Cleonice quando foi eleita, tornando esse gesto ainda mais significativo”, destaca Irmã Charlimène.

O roteiro também inclui os caminhos que Madre Anastasie percorreu e as escolas onde estudou, formando um dia de gratidão e compromisso renovado. Em um momento fraterno, as Irmãs rezaram em várias línguas e celebraram a homenagem oficial: uma rua nomeada em sua honra — Rua Anastasie — reconhecimento merecido por sua vida e missão.

Outro ponto marcante da peregrinação foi Najac, vila medieval onde Madre Anastasie fundou uma comunidade. O local conserva a memória do Padre Gavalda, grande colaborador da fundação e pároco durante dois anos, especialmente em tempos de epidemia. Mais tarde, ele se transferiu para Bor, onde viveu até o fim de sua vida, servindo com dedicação à missão nascente.

Após o Capítulo, de 31 de julho a 2 de agosto, algumas Irmãs seguiram para Lourdes, outras para Paris, em ação de graças por todas as bênçãos recebidas. Foi um tempo de fé, silêncio e fraternidade.

Foto: Arquivo pessoal

As Religiosas foram acolhidas com carinho pelas comunidades locais. Em Paris, foram recebidas pelas Irmãs da Casa Geral e aproveitaram para visitar alguns pontos emblemáticos da cidade, como a Catedral de Notre-Dame, La Sainte-Chapelle, a Torre Eiffel, o Panteão e o Museu do Louvre. As Irmãs retornaram ao Brasil com o coração repleto de gratidão e renovado em esperança, como destaca Irmã Charlimène: “Aperegrinaçãofortaleceunossocompromissocomocarismade Madre Anastasie, e seguimos confiantes na fidelidade de Deus, com o desejo de manter viva esta obra de amor”.

Irmã Charlimène Philippe

Comunidade Irmã Iveta – Curitiba/PR

Memória e valorização da herança

anastasiana-dominicana marcam encontro

com familiares das primeiras missionárias francesas no Brasil

O XXXI Capítulo Geral da Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, realizado em julho, na França, foi palco de momentos de conexão fraterna, partilha de memórias e celebração da rica herança anastasiana-dominicana e dos 140 anos de missão no Brasil. Em um clima de comunhão e gratidão, os participantes puderam revisitar a história, honrar as raízes da missão e renovar o compromis-

so com o carisma que une gerações de Irmãs e leigos ao redor do mundo. No dia 29 de julho, reuniram-se, para um dia especial, Religiosas, sacerdotes e descendentes das primeiras missionárias francesas que trouxeram a Congregação ao Brasil. A programação teve início durante a manhã, em Monteils, com a acolhida das famílias. Mais tarde, os participantes puderam contemplar a história da Missão Dominicana no Brasil por meio de um belo número teatral. Ao final, as Irmãs Solanje Tavares de Carvalho e Irismar Sousa de Menezes fizeram a entrega simbólica de pedras preciosas às famílias, representando as fundadoras da missão no Brasil.

Em seguida, foi realizada uma Celebração Eucarística especial, presidida por Pe. Bernard Couronne. Mais tarde, o encontro contou com uma apresentação de Irmã Solanje Tavares de Carvalho, integrando material pesquisado por César Evangelista Fernandes Bressanin, que é Doutor em Educação, Pesquisador e trabalha com as Dominicanas de Monteils há 25 anos. O conteúdo abordou o histórico das primeiras Irmãs fundadoras e das instituições da rede anastasiana-dominicana ao redor do Brasil nas quais elas trabalharam. O momento de resgate histórico e valorização do trabalho das missionárias foi de grande emoção para todos.

À tarde, o grupo se deslocou para Bor, onde fica localizado o Convento das Dominicanas. Lá, participaram de uma partilha sobre a missão atual no Brasil. O encontro também foi guiado pela prece, contando com uma oração do terço no local de descanso de Anastasie e com vésperas na Igreja local. A confraternização foi finalizada com um jantar brasileiro, pautado no espírito de fraternidade e no louvor a Deus por tantas graças.

Irmã Danize Pereira da Mata (Conselheira Geral)

Irmã Charlimène Philippe (Coordenadora da Equipe de Ação Social)

Foto: Arquivo pessoal

COMUNIDADES

Participação no Encontro Cerne propõe a ressignificação da Vida Religiosa

No primeiro trimestre de 2025, o município de Porto Alegre/RS foi cenário de um encontro especial: o CERNE, organizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB). Marcado pela reflexão, estudo e espiritualidade, o evento reuniu religiosas e religiosos em torno do grande tema “A ressignificação da Vida Religiosa”, aprofundado em subtemas atuais e desafiadores para a

missão. Nesse contexto fecundo de partilha e crescimento, a Irmã Isolina Alves, da Comunidade Maria de Guadalupe, de Araxá/MG, esteve presente e, após viver essa experiência, traz um testemunho tocante sobre como o encontro iluminou novas perspectivas em sua caminhada vocacional e missionária. Confira:

“Queridas Irmãs, Venho partilhar com vocês um pouco da feliz experiência que realizei durante os meses de fevereiro e março deste ano. Estive em Porto Alegre, participando do encontro do CERNE. Foi uma grande oportunidade que tive para retomar o ritmo da caminhada, depois da páscoa de mamãe. Esta experiência foi, para mim, um presente de Deus, dado através da Província, pelo sim do Conselho Provincial e concretamente pela mantenedora ASSEIJ. Faço votos de que outras irmãs tenham também a mesma oportunidade.

O encontro se realiza todos os anos, em lugares diferentes, com temas e assuntos diversos; semprecomapropostadeformaçãopermanente,promovidopelaCRBNacional.Éramos40participantes, de 23 Congregações. Os assessores, religiosos ou leigos, muito preparados, demonstrando conhecimento e interesse no que dizem, refletem e exemplificam. Grande interesse também, demonstrado pela coordenação, tanto no acompanhamento permanente, como nas visitas esporádicas durante os dias em que permanecemos reunidos. O local de hospedagem não é de luxo, mas muito agradável. No próximo ano, o CERNE será realizado em Fortaleza – Ceará.

Foto: Arquivo pessoal

Reafirmo aqui o bem que este tipo de experiência nos faz, porque nos enriquece, nos amplia os horizontes, nos traz novidades, nos fortalecem na vida pessoal, comunitária e consequentemente na missão. Na verdade, precisamos estar cada vez mais perto de outras pessoas que comungam os mesmos objetivos. É importante alargar nossos horizontes com outras Congregações, participar de mais ati-

vidades da CRB, atualizar sempre nossa vida eclesial, olhar a dinâmica do mundo e, como Religiosas, buscar mudanças significativas, capazes de construírem o Reino de justiça, verdade, paz, fraternidade,amor.ReinoestequedemonstraamisericórdiaeacompaixãoanunciadasporJesus Cristo.

Que a Trindade Santa nos ajude a caminhar com o entusiasmo e a alegria propostos por Madre Anastasie, com a audácia de São Domingos, atentas aos apelos que nos vem da realidade social. Oxalá outras queiram participar dos próximos encontros, atualizando nosso ardor missionário para respondermos com fidelidade ao clamor da Igreja, com a força do nosso carisma. É o que desejo para toda a Província Nossa Senhora do Rosário”.

Irmã Isolina Alves

Comunidade Maria de Guadalupe – Araxá/MG

Dominicanas participam das celebrações dos 115 anos do Colégio São José, em Formosa/GO

No dia 24 de maio deste ano, a cidade de Formosa/ GO, bem próxima do Distrito Federal, esteve em festa, celebrando os 115 anos do Colégio São José e os 80 anos da presença das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora das Dores em seu meio. Atendendo ao convite de Irmã Roseli Chaves da Silva, Diretora do Colégio, as Irmãs Solanje Tavares de Carvalho, Rosângela Maria Pinto de Assis e Vanda Heleusa de Resende participaram das festividades, representando a Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils.

A Celebração Eucarística, presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Adair, foi carregada do sentimento de alegria, gratidão e louvor a Deus por esta caminhada de amor e pela história construída.

Foto: Arquivo pessoal

Um jantar festivo sucedeu à Celebração, com muitas homenagens às Irmãs de ontem e de hoje, e aos professores e colaboradores do Colégio que mantêm viva a chama do Ensino nos parâmetros da Verdade, da Justiça e do Amor.

O Colégio São José foi fundado em 1910, por intermédio dos Frades Dominicanos, que ali já exerciam seu apostolado desde 1905. Frei Emmanuel Wolsztyniak, então superior da Comunidade OP, entrou em entendimento com o Bispo Diocesano (de Goiás, na época) Dom Prudêncio Gomes da Silva, para solicitar à Superiora Geral, Madre Maria Boaventura, a fundação de um Colégio. No dia 03 de março de 1910, Frei Emmanuel chegava de Uberaba com as Irmãs Maria Leonor, Maria Hilária, Maria Apolina e Madalena. A 05 de abril, iniciaram a Escola para meninas, com 2 salas. Várias irmãs passaram por Formosa, lançando boas sementes, e de lá também surgiram muitas vocações, como Irmã Maria de Loreto, Irmã Regina Oliveira, Irmã Zélia Guimarães, Irmãs Maria das Dores e Alzira Barros, Irmã Elcias Brandão, entre muitas outras.

As Dominicanas de Monteils permaneceram em Formosa até início de 1943. Irmãs da Congregação de Jesus Adolescente dirigiram o Colégio de 1943 a 1945, até que chegaram as Irmãs Missionárias de Nossa Senhora das Dores, que o assumiram e o dirigem até hoje, com muita eficiência. São 80 anos de missão, com muita dedicação e amor.

Irmã Vanda Heleusa de Resende

Comunidade da Casa Provincial – Brasília/DF

Produção acadêmica de Dominicana do Paraguai incita reflexões sobre a crise ambiental

A Irmã Juana Sanabria Cabral, da Comunidade Santo Domingo de Guzmán, de Assunção, Paraguai, ofereceu uma valiosa contribuição bibliográfica durante um encontro da Confederação das Dominicanas da América Latina e do Caribe (CODALC), realizado entre 25 e 27 de junho. O artigo acadêmico, intitulado “Cultura do cuidado da criação a partir de nossas comunidades”, propõe uma reflexão teológica, ética e social sobre a crise ecológica. Confira um trecho:

“O planeta, nossa casa comum, está sendo destruído por causa dos seres humanos, incrivel-

mente, o SER HUMANO dotado de razão. A humanidade enfrenta um dilema: se continuar utilizando suas atuais estratégias de sobrevivência, corre o risco de desaparecer devido à deterioração da qualidade de vida.”

Este é apenas um dos temas que Irmã Juana, que tem um longo histórico de atuação acadêmica, já abordou em seus artigos e produções científicas. Acesse o QR code ao lado e leia na íntegra um segundo artigo, em espanhol, coescrito por ela e publicado na Revista Científica da Universidade del Cono Sur de las Américas (UCSA)!

Irmã Juana Sanabria Cabral

Comunidade Santo Domingo de Guzmán – Assunção - Paraguai

Irmã Vera Lúcia de Oliveira

MinasGerais,1955.Apaisageméformada por vales e colinas, cobertos de vegetaçãoecoloridospelosol.Acidadequeseesconde entre as montanhas leva o nome dos pássaros de beleza peculiar, que, em abundância, trilham caminhos por aqueles céus. Mutum, naquela época, era um município de charme pacato e movimento crescente. Ruas de terra batida, casarões imponentes e um comércio simples, que vibrava e era impulsionado pelo povo. Como quase toda boa vila interiorana, a cidade era movida pela agricultura e pela pecuária. Produto-

res experientes e dedicados transformavam cada amanhecer em oportunidade e cada colheita em futuro.

Marcílio Rodrigues de Oliveira era um desses homens do campo. Um lavrador de mãos firmes e alma comprometida com a terra. Com o apoio da esposa, Rita Teixeira de Oliveira — mulher de fé e presença abundante —, formou um lar alicerçado em trabalho, religiosidade e amor incondicional. Era um casal cristão, muito atuante na Igreja. E foi desse chão fértil, tanto no solo quanto nos valores, que floresceu uma família numerosa: dezessete filhos.

Nesse cenário de partilhas e esforços, sob o mesmo teto simples que abrigava tantos sonhos, nasceu a pequena Vera Lúcia, em 23 de março de 1955. Sua chegada era a continuidade de uma história que atravessaria décadas, carregando o início de uma vocação que floresceria em nome de outras tantas vidas.

Ocotidianodafamíliasedividiaentrealidanaroçaeastarefasdacasa.SeuMarcíliopreparava, semeava e capinava a terra, acompanhando com paciência os ciclos das plantações. O sustento vinhadaagricultura,mastambémdacriaçãodogadodeleite.DonaRita,porsuavez,administrava com destreza as demandas da casa. Preparava os alimentos, cuidava dos pequenos e organizava as tarefas domésticas com uma sabedoria prática. As filhas e filhos assumiam responsabilidades desde cedo, guiados por um senso de coletividade nascido do exemplo dos pais.

“Eu admirei muito minha mãe, porque ela tinha uma dinâmica para a gente assumir as tarefas. Ela fazia por rodízio, sem saber que era rodízio. Cada semana, uma de nós assumia uma determinada tarefa. Então a gente fazia de tudo um pouco, passava por todas as atividades. E a gente fazia aquilo com alegria”, recorda Irmã Vera Lúcia.

A infância, ainda que rigorosa, era vivida com alegria. Havia tempo para o trabalho e para as

brincadeiras das crianças, que corriam soltas entre árvores e quintais, inventando aventuras e rindocomliberdade.“Foiumainfânciaassim,muitoalegre.Agentesedivertiamuito,brincava.Às vezes, nossos primos iam para lá e a gente brincava subindo nas árvores, fazia a maior estripulia da vida”, explica.

A fé era o fio que entrelaçava a vida cotidiana da família. No lar de Marcílio e Rita, a oração era uma prática constante. Todas as noites, rezavam o terço, encarando a espiritualidade como fundamento. Nos meses de maio e outubro, dedicados à Virgem Maria, e dezembro, dedicado à Santa Luzia, reuniam os vizinhos para momentos de devoção comunitária. Também participavam de encontros para estudo e leitura da Palavra de Deus, e aos domingos, frequentavam assiduamente as celebrações. As missas aconteciam somente nos períodos de desobrigas, quando os missionários saíam para levar a palavra de Deus às comunidades mais remotas.

OsprimeirosanosescolaresdeVeraLúciasederamnumpovoadopróximodeMutum.Todosos dias, as crianças caminhavam uma légua – cerca de seis quilômetros – para ir e voltar da escola. A pequena estudou até a antiga “admissão” — uma espécie de prova de passagem entre os ciclos escolares — mas, como era comum às meninas da época, precisou interromper os estudos para ajudar mais intensamente em casa. Ainda assim, a semente do conhecimento já havia sido lançada, e haveria de florescer mais adiante.

Uma grande mudança marcou um novo ciclo na vida da família Oliveira. Com o sustento cada vez mais difícil em Mutum, seu Marcílio decidiu migrar em busca de melhores condições de vida. Encontrou na região de Palestina do Pará um lugar promissor. Para lá, a família levou seus sonhos, suas lembranças e sua fé.

“Nós levamos três dias e três noites para chegar às estradas, cheias de lama, e encontrar um local que a gente não conhecia. A gente foi assim, no escuro. Quando nós chegamos lá, eu dormi 24 horas, diretão. Acho que a pressão baixou, e o clima de lá era completamente diferente. Mas foi muito bom, a gente logo se adaptou. Foi gratificante”, relembra.

Nesse novo solo, quente e desafiador, Vera Lúcia conheceu pela primeira vez as Irmãs Dominicanas de Monteils. Seu primeiro contato foi com as Irmãs Lina, Odete, Cláudia e Guida, que formavam uma presença ativa e solidária entre os mais pobres. As Irmãs desenvolviam ali um trabalho missionário comprometido, lutando ao lado do povo da Palestina, assistindo famílias, organizando grupos de base e garantindo melhores condições de vida.

Pouco depois, a jovem Vera Lúcia teve a oportunidade de estudar no Colégio Santa Terezinha, instituição de ensino da rede anastasiana-dominicana em Marabá. Foi ali, naquele território onde a fé se mesclava com o estudo, que Vera Lúcia percebeu o chamado definitivo. “Eu fazia parte do momentodeoraçãocomelas,edealgunsmomentos,assim,delazer.Essecontatofoireafirmando a minha vocação para a vida religiosa, essa vontade de ser religiosa”, partilha.

No Colégio, Vera concluiu o ensino fundamental e, aos 25 anos, o ensino médio. O estudo, retomado com maturidade e propósito, já se orientava por uma convicção que crescia em silêncio: a dequesuavidaseriaentregueaoserviçodooutro.Afaculdadeviriamaistarde,masoaprendizado mais profundo já estava em curso — nas lições da infância, nos valores vividos em casa e no exemplo das Irmãs, que faziam da fé uma ação concreta no mundo.

A entrada para o noviciado foi uma experiência plena, realizada também em Marabá, ao longo de dois anos. Muito estudo, formação e convivência religiosa marcaram esse período. Após sua Primeira Profissão, celebrada em 21 de novembro de 1981, Irmã Vera Lúcia foi transferida para o município de Arraias, no Tocantins.

Viveu quatro anos naquela terra, onde deu continuidade às suas experiências à frente das salas de aula. O trabalho com a Educação era um desejo antigo, profetizado ainda no passado, sob sua sabedoria infantil. “Eu tinha dez anos de idade e a professora pediu para fazermos uma redação, dizendo o que a gente queria ser quando crescer. Eu coloquei que queria ser professora e Irmã de caridade. Disse: ‘Eu quero ser professora para ajudar as pessoas que não sabem ler e nem escrever, porque tenho muita pena das pessoas que não conseguem escrever nem o próprio nome. Irmã de caridade é para ajudar as pessoas doentes, os mais pobres, estar junto dos velhinhos’. E fui citando quem eu gostaria de ajudar. Então foi isso. Começou aos dez anos de idade”, conta.¬

De volta a Marabá, Irmã Vera começou a trabalhar no Colégio. Dividia seu tempo entre as salas de aula e atuando como Coordenadora. Além disso, desenvolvia atividades pastorais voltadas para o núcleo mais carente e vulnerável do município. “A gente fazia reuniões com as famílias, rezava o terço e também trabalhava textos bíblicos. Era uma presença assim. Eu não erguia sozinha, ia sempre com uma ou duas irmãs que atuavam ali. Foi um trabalho muito bonito, muito gratificante”, pondera.

Nas rotas de seu caminho religioso, Irmã Vera foi transferida para a cidade de Goiás, onde foi professora de Ensino Religioso no Colégio Sant’Anna. Permaneceu lá durante um ano, até ser convocada de volta a Marabá, para ser Vice-Diretora do Colégio das Irmãs. “Tinha uma equipe de leigos assim, muito bem qualificada e preparada. A Diretora era muito responsável e a gente conseguia trabalhar bem em equipe. Então não foi difícil responder a essa responsabilidade que estavam me entregando”, recorda.

FoinessemomentoqueIrmãVeraLúciadeuumimportantepassoemsuatrajetória:mudou-se para Brasília, onde deu sequência à sua formação acadêmica. Iniciou a faculdade de Pedagogia e escolheu a área de Orientação Educacional, na qual já vinha construindo experiências.

“Eu gosto muito de estar em contato com as pessoas, de poder ajudar, de ir ao encontro das pessoas – sobretudo daquelas que eu sinto que estão precisadas, às vezes, de uma palavra, de um abraço. Gosto muito de atuar nessa linha, então foi de cheio com o que eu já gosto de fazer”, ela reflete.

Clique aqui e conheça a história de Irmã Vera Lúcia na íntegra, no Podcast Vidas Anastasianas!

Pedro Henrique Marino é Jornalista, Designer e colaborador do Núcleo de Comunicação da Província Nossa Senhora do Rosário.

O LEGADO DE SÃO DOMINGOS INSPIRANDO O CSD

SãoDomingosdeGusmão(1170-1221),fundadordaOrdemdosPregadores,éumafigurafundamentalnahistóriadaIgrejaCatólica.NascidonaEspanhanoséculoXII,emumberçoexemplar, desde pequeno, ele trilhou o caminho de servir a Deus e dedicou sua vida à evangelização e ao ensino da Verdade, combinando um profundo amor por Cristo com um compromisso inabalável com o saber.

Muito dedicado aos estudos e, portanto, muito culto, Domingos compreendia que a fé não poderia ser separada da razão. Em tempos de grandes heresias e confusão doutrinária, ele viu na educação um instrumento eficaz para o fortalecimento da verdade evangélica. Por isso, fundou sua ordem com um carisma voltado para o estudo, a contemplação e a pregação.

A educação católica tem como missão não apenas transmitir conhecimentos, mas também formar homens e mulheres de fé, ética e compromisso com o bem comum. Nesse sentido, a vida e a obra de São Domingos de Gusmão, oferecem um modelo inspirador para a pedagogia cristã. Seus princípios continuam atuais e conduzem todos os processos educativos do Colégio São Domingos.

O Amor à Verdade e ao Estudo

São Domingos viveu em um período de grandes transformações intelectuais e religiosas. Percebendo a importância do conhecimento para a evangelização, ele fundou uma ordem que une vida contemplativa e estudo aprofundado, sempre em vista da pregação que orienta para Jesus. Os dominicanos tornaram-se grandes teólogos, filósofos e educadores, mostrando que a fé e a razão não se opõem, mas se complementam.

Para a educação católica, esse legado é essencial: o ensino não deve se limitar à transmissão de informações, mas deve formar pessoas críticas, capazes de discernir a verdade e vivê-la com coerência. Em um mundo marcado pelo relativismo, a pedagogia inspirada em São Domingos, hoje, convida os estudantes, bem como toda a comunidade educativa, a buscarem a sabedoria que vem de Deus e a aplicá-la em favor da justiça e da caridade.

A Pregação como Serviço

Domingos de Gusmão não se contentou em guardar o conhecimento para si; ele o colocou a serviçodosoutros.Percorreucidadesepovoados,pregandocomclarezaehumildade,adaptando sua linguagem para alcançar diferentes públicos. Essa postura é um exemplo para os educadores católicos, que devem comunicar os valores do Evangelho de forma acessível, relevante e transformadora.

A educação católica, seguindo seu exemplo, deve formar não apenas bons profissionais, mas também missionários, pessoas que usem seus talentos para servir e anunciar a Boa Nova em todos os ambientes.

A Formação Integral

São Domingos não separava a vida espiritual da intelectual. Para ele, o estudo aprofundado da fé era um caminho para se aproximar de Deus. Essa visão integradora é fundamental para a educação católica, que deve formar o coração, a mente e a alma dos estudantes.

Por isso, como escola católica, anastasiana-dominicana, devemos cultivar a virtude, a oração e o compromisso social. Como Domingos, que fundou a Ordem dos Pregadores para promover o conhecimento da Verdade, temos a missão de ser uma instituição de ensino que se torna farol nos contextos fragmentados da contemporaneidade.

ÉtambémimportanteressaltarqueavidadeDomingosfoiprofundamentemarcadapelaoração, contemplação e pelo amor à comunidade. Ele via a oração e o estudo como compromissos indispensáveis para uma pregação eficaz e a partilha de experiências na vida comunitária, como caminho para o fortalecimento da fé e da missão, o que nos impele a sermos uma comunidade viva de acolhimento, espiritualidade e aprendizado.

Inspiração no CSD

Essa filosofia dominicana de educação norteia todos os trabalhos no CSD, os quais são desenvolvidos para que o verdadeiro saber esteja a serviço do bem comum. Tomando como base a visão de Domingos de Gusmão, assim como os ensinamentos de sua discípula e fundadora

da Congregação de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, Madre Anastasie, empenhamos todos os nossos esforços para cumprir o propósito de promover o desenvolvimento humano integral dos estudantes nas dimensões do aprender a ser, fazer, conviver e conhecer. Para além da transmissão de conteúdos e de conhecimento, buscamos praticar e ensinar os valores essenciais para a missão educativa da Igreja.

Na realidade do mundo em que vivemos, inspirados por São Domingos de Gusmão, entendemos que as nossas práticas devem aproximar as pessoas de Jesus, associando ciência e espiritualidade, inteligência e amor.

A verdadeira sabedoria não se limita aos livros, mas ilumina a vida inteira, e a educação deve ser um processo que envolve razão, emoção e ação com o objetivo de formar pessoascríticas,éticas,quecultivemasensibilidade e ajam com responsabilidade no seu cotidiano.

Nocontextodacelebraçãodos140anosda chegada das Filhas de Anastasie ao Brasil, o legado de São Domingos nos mostra que ensinar é uma missão sagrada e que devemos formar indivíduos capazes de transformar o mundocomaluzdaféeovigordarazão.Que seguindo o seu exemplo, atentos às necessidades do nosso tempo, saibamos pregar o EvangelhodeJesusemnossocotidianoescolar materializando em ações de solidariedade e de fraternidade, o testemunho, o anúncio e o cuidado.

Texto de autoria de Eudes José da Silva, Coordenador de Pastoral, e Maria Clara Martins Pereira Silva, Agente de Pastoral do Colégio São Domingos, de Araxá/MG.

Cuidar da Casa Comum: Uma Reflexão sobre a Preservação da Biodiversidade à Luz dos

Valores Anastasianos-Dominicanos

Vivemos tempos em que a degradação ambiental se torna cada vez mais evidente: queimadas em florestas tropicais, extinção de espécies, mudanças climáticas e o esgotamento dos recursos naturais. Diante desse cenário, é urgente retomar uma atitude de cuidado com a nossa casa comum, expressão cunhada pelo Papa Francisco na encíclica Laudato Si’, para falar do planeta Terra como dom de Deus e espaço de convivência para todos os seres vivos. A partir desta perspectiva cristã, o cuidado com a criação não é uma opção, mas uma responsabilidade moral e espiritual. As florestas, em sua complexidade e beleza, são expressão viva da generosidade do Criador. Elas abrigam uma imensa biodiversidade — fauna, flora, rios e solos férteis — além de comunidades humanas que nelas vivem em equilíbrio há séculos. No entanto, o avanço de um modelo econômicopredatório,baseadonolucroimediato,temcausadoumverdadeirocolapsoecológico.

O desmatamento e a perda da biodiversidade não são apenas problemas técnicos, mas sinais de uma crise ética e espiritual que exige conversão do coração e mudanças profundas no nosso modo de viver.

Neste caminho de conversão ecológica, os valores anastasianos-dominicanos oferecem importantes luzes. A espiritualidade anastasiana, inspirada em Madre Anastasie, valoriza a simplicidade, a solidariedade com os mais frágeis e a centralidade do amor como princípio de transformação pessoal e social. Já o carisma dominicano, fundado por São Domingos de Gusmão, une contemplação e ação: contempla-se a verdade (veritas) no silêncio e na oração, para anunciá-la com compromisso no mundo. Ambas as espiritualidades nos convocam a ver a criação não como objeto de exploração, mas como manifestação do amor divino.

Cuidar da biodiversidade, portanto, é um ato de justiça e compaixão. O olhar contemplativo dominicano nos convida a reconhecer a presença de Deus em cada ser vivo — da árvore mais frondosa ao inseto mais minúsculo. Já a dimensão anastasiana do cuidado nos impulsiona a agir com ternura e responsabilidade diante das feridas do planeta. A verdadeira espiritualidade cristã não se isola dos dramas do mundo, mas mergulha neles com esperança ativa.

Preservarasflorestasé,também,preservaravidahumanaemsuaplenitude.Povosoriginários, comunidades ribeirinhas e pequenos agricultores são os primeiros a sofrer com os impactos da devastação.Oevangelhoexigedenósumposicionamentoclaro:estaraoladodospobresdaterra e das criaturas ameaçadas. Em síntese, a espiritualidade anastasiana-dominicana nos desafia a viver a solidariedade ecológica — não como assistencialismo, mas como partilha da vida e da dignidade.

É preciso educar para o cuidado, promover políticas públicas sustentáveis e apoiar iniciativas locaisdeagroecologiaedefesadosterritórios.Masmaisdoqueisso,énecessárioumnovomodo de ser no mundo: menos consumo, mais gratidão; menos indiferença, mais empatia; menos egoísmo, mais comunhão com todas as formas de vida.

Afécristã,enraizadanoamorenadoutrinatrinitária,nosconvidaaviveremrelação:comDeus, com o outro e com a criação. O grito da Terra e o grito dos pobres são hoje um só. Ouvir este clamor é tarefa de todos que desejam seguir o Evangelho de Jesus Cristo, que “veio para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Que possamos, à luz dos valores anastasianos-dominicanos, cultivar uma espiritualidade ecológica que una oração, estudo, ação e cuidado com o planeta. Assim, a preservação das florestas e da biodiversidade deixará de ser um ideal distante e se tornará uma prática concreta de amor à casa comum e a todas as criaturas que dela fazem parte.

Professor Júlio César Guedes é Coordenador do 9º Ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Colégio Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG.

UNIDADES

Encontro de Espiritualidade fortalece a fé e o protagonismo jovem no CNSD

No dia 31 de maio, o Colégio

Nossa Senhora das Dores, de Uberaba/MG, realizou com grande entusiasmo o 1º Encontro de Espiritualidade para os jovens da Pastoral Jovem, organizado com carinho pela Pastoral Escolar. O encontro teve início com uma reflexão profunda sobre o mês de maio e a força de Maria, símbolo de fé, coragem e entrega. Logo após, o Frei Almy, da Ordem dos Dominicanos, conduziu um mo-

mento de espiritualidade enriquecedor, compartilhando histórias pessoais sobre a origem do terço e o poder da oração, além de trazer provocações profundas para reflexão.

Entre as falas marcantes do Frei, destacaram-se frases como: “Não transforme sua fé em superstição”, “Quem se acomoda não alcança” e “É preciso persistência e ousadia”. Essas expressões convidaram os jovens a refletirem sobre a importância do agir consciente na fé, indo além da repetição automática de orações. Orar é mais do que falar; é estar presente, inteiro, com o coração aberto à escuta e à transformação. O debate que se seguiu foi rico em partilhas e mostrou o quanto os jovens têm sede de sentido e espiritualidade autêntica.

O encontro foi encerrado com a 1ª Oficina do Terço e um café coletivo. As participantes puderam confeccionar suas próprias dezenas, num gesto simbólico de fé personalizada e artesanal. Entre risos, testemunhos e emoção, as histórias de vida e de devoção se misturaram à alegria do convívio fraterno. A Pastoral contou com a presença de alunas e suas famílias, que contribuíram diretamente para o sucesso desse momento especial. Foi uma tarde de vivência profunda, marcada pela presença de Deus, pelo protagonismo juvenil e pela força da espiritualidade vivida em comunidade.

Segundo a Coordenadora de Pastoral Escolar e Pastoral Jovem do CNSD, Lígia Del Nery Scalon, os encontros de espiritualidade são momentos essenciais para instituições que assumem uma proposta de escola em pastoral. “Momentos como esse favorecem a vivência da fé, o fortalecimentodoslaçoscomunitárioseaformaçãointegraldosalunos,indoalémdoconteúdocurricular.

Fotos:

Mais do que encontros religiosos, são experiências que despertam a escuta, o acolhimento, o silêncio interior e a ação consciente, pilares fundamentais para a construção de uma juventude comprometida com valores cristãos e humanos”, conclui.

Lígia Del Nery Scalon (Coordenadora de Pastoral Escolar e Pastoral Jovem)

Colégio Nossa Senhora das Dores – Uberaba/MG

Estudantes do Ensino Técnico do CNSD exploram Valores Anastasianos-Dominicanos com tecnologia

No dia 03 de junho de 2025, os estudantes do Centro Social Encantos Dominicanos (CESED), de Uberaba/MG, vivenciaram uma experiência educativa única que combinou tradição dominicana e inovação tecnológica. Durante as aulas práticas de Valores Dominicanos e Ética Profissional, os jovens utilizaram o software Plickers para aprofundar seus conhecimentos sobre como os valores dominicanos podem ser aplicados na gestão empresarial moderna.

O Plickers, uma ferramenta educacional interativa que permite avaliações em tempo real através de cartões com códigos QR, transformou a sala de aula em um ambiente dinâmico de aprendizagem. Por meio de questões estrategicamente elaboradas, os estudantes refletiram sobre conceitos fundamentais, como ética empresarial, liderança servidora, responsabilidade social e gestão humanizada, pilares que conectam diretamente os ensinamentos de São Domingos de Gusmão às práticas administrativas contemporâneas.

Durante a atividade, os estudantes responderam questões que abordavam situações práticas do cotidiano empresarial, sempre sob a ótica dos valores dominicanos. Temas como a importância da verdade nas relações comerciais, o papel da justiça social nas decisões gerenciais e a aplicação da compaixão no atendimento ao cliente foram explorados de forma interativa e participativa. Essa experiência transformadora permite aos jovens perceber como os valores aprendidos

Fotos: CESED

no CESED não ficam apenas na teoria educacional e religiosa, mas podem ser aplicados de forma prática na futura profissão de administradores.

Vale enfatizar que a metodologia permitiu identificar, em tempo real, o nível de compreensão dos estudantes sobre cada conceito abordado. O Plickers deu a possibilidade de tornar o aprendizado mais visual e participativo. Os aprendizes se sentiram engajados e foi possível trabalhar as dúvidas imediatamente.

A iniciativa demonstra o compromisso do CESED em formar profissionais tecnicamente competentes e eticamente conscientes. Ao integrar os valores dominicanos de verdade, justiça e compaixão com ferramentas tecnológicas modernas, a Escola prepara os seus estudantes para serem líderes transformadores no mercado de trabalho. Os resultados da atividade revelaram que 95% conseguiram estabelecer conexões claras entre os princípios dominicanos e as práticas administrativas, evidenciando a eficácia da metodologia aplicada. Esse tipo de abordagem pedagógica reforça a missão institucional de formar cidadãos íntegros e profissionais diferenciados, consolidando uma nova forma de ensinar que respeita a tradição dominicana enquanto abraça as possibilidades da tecnologia educacional moderna.

Sávio Gonçalves

(Professor de Valores Dominicanos/Ética)

Centro Social Encantos Dominicanos – Uberaba/MG

Gincana Ambiental e Solidária Mobiliza Alunos e Comunidade Escolar do CSCJ

No dia 24 de junho de 2025, o Colégio Sagrado Coração de Jesus, de Porto Nacional/ TO, realizou uma gincana envolvendo os alunos da Educação Infantil e do Fundamental Anos Iniciais, com o tema “Meio Ambiente e Solidariedade”. O evento teve como objetivo despertar nos alunos a importância da preservação do meio ambiente, desenvolver o senso de responsabilidade coletiva e incentivar o trabalho em equipe, além de arrecadar alimentos (bolachas de sal e de doce) para doação.

Todas as provas foram elaboradas de acordo com o tema proposto. Os estudantes foram divididos em duas equipes: Defensores da Fauna e Defensores da Flora. A gincana

Fotos: CSCJ

contou com a participação da maioria dos pais, que se envolveram ativamente na arrecadação dos alimentos. As crianças se divertiram com as provas esportivas e culturais, demonstrando entusiasmo e espírito de cooperação. Ao final, foram arrecadados quase meia tonelada de bolachas, destinadas ao Hospital de Amor de Palmas/TO.

Rosaine Maria da Costa Morais

(Coordenadora do Fundamental Anos Iniciais)

Colégio Sagrado Coração de Jesus – Porto Nacional/TO

Em meio ao inverno, CSD aquece corações com solidariedade

Durante o mês de junho, o Colégio São Domingos, de Araxá/MG, promoveu a tradicional Campanha “O Amor é Quentinho”. Por meio do aplicativo e das redes sociais, famílias e estudantes foram convidados a abraçar essa causa tão importante. As doações, entregues nas recepções do Colégio, somaram 138 itens, dentre eles: agasalhos, casacos, cobertores, mantas, calçados e outros acessórios que farão a diferença na vida de muitas pessoas neste inverno.

No dia 26 de junho, as doações foram entregues ao Serviço de Obras Sociais (SOS) de Araxá, contando com a participação de famílias representantes e profissionais do CSD, que viveram um momento de emoção e muita solidariedade.

Luciana Sant’Ana

(Analista de Comunicação)

Colégio São Domingos – Araxá/MG

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CEACDAN encanta comunidade com apresentações durante festa junina

No dia 26 de junho, o Centro de Ação Comunitária Dom Alano Du Noday, de Porto Nacional/TO, celebrou mais uma animada festa junina. O evento, que também marcou o encerramento das atividades do primeiro semestre, contou com a ornamentação dos espaços da instituição no tema típico junino, muito colorido e cheio de alegria.

Cerca de 300 pessoas, entre alunos, familiares e visitantes, integraram o arraiá. Além de barraquinhas com comidas típicas, a festança contou com belas atividades, como conta a Assistente Social do CEACDAN, Mariene Alves da Silva Aguiar:

“No ensejo, contamos com diversas apresentações. As turmas de balé dançaram lindamente coreografias juninas, incluindo também os passos clássicos do balé. A turma da brinquedoteca fez uma linda coreografia junina. A turma de tambores realizou uma apresentação com vários ritmos, como o samba o reggae, o samba reggae, o maracatu 1, o maracatu 2, a sussa, a catira e o maculelê. O grupo dos idosos também participou, apresentando a tradicional quadrilha junina. Já o grupo de música realizou um belo recital”, conclui.

Mariene Alves da Silva Aguiar

(Assistente Social)

Centro de Ação Comunitária Dom Alano Du

Externato São José promove manhã de cidadania em comunidade local

No dia 28 de junho, a Comunidade Santa Rita de Cássia, localizada no setor Jardim Itaipu, em Goiânia, viveu um momento de solidariedade e cuidado com a realização da Manhã de Cidadania, promovida pelo Colégio Externato São José, por meio da Pastoral Escolar. A ação integra o projeto social Gesto Fraterno a Serviço da Vida e Esperança, que tem como objetivo levar acolhimento, serviços e esperança a quem mais precisa.

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Noday - Porto Nacional/TO
Fotos: Marcela Guerra Santos

O evento começou com um momento de espiritualidade e oração, unindo os participantes em fé e comunhão. Às 8h30, um café da manhã comunitário foi servido, proporcionando acolhimento e diálogo entre as famílias da comunidade.

A partir das 9h, começaram as atividades simultâneas. As crianças se divertiram com brincadeiras, jogos e atividades lúdicas organizadas pelo grupo de jovens EJAD. Ao mesmo tempo, foram distribuídas senhas e preparada a estrutura para os atendimentos.

Um dos destaques foi a equipe do Dr. Gustavo Gomides e da Dra. Lohanna, que realizou mais de 60 atendimentos médicos, oferecendo orientações e encaminhamentos. Também houve serviços de apoio jurídico, assistência social, corte de cabelo e outras orientações.

Às 10h, a palestra Saúde da Família foi apresentada na capela, trazendo informações importantes sobre cuidados e prevenção no ambiente familiar.

A presença da Irmã Ana Rita, da Congregação Dominicana, reforçou o espírito de fé e serviço que inspirou toda a ação. A diretora do Colégio Externato São José, Tatiana Santana, acompanhou a programação com atenção e carinho, reafirmando o compromisso da escola com a transformação social. A coordenadora da Pastoral Escolar, Karla Giselle, destacou: “Evangelizarcomgestosconcretos,servindoosmenosfavorecidos,énossamissão.Éassimquefazemosdaescolaumespaçodefé,acolhimentoecompromissosocial.”

O encerramento foi marcado por gestos de generosidade e partilha: foram entregues cestas básicas às famílias atendidas e realizados sorteios de brindes. A alegria nos rostos, os abraços trocados e as palavras de gratidão deixaram evidente que pequenos gestos podem gerar grandes transformações.

Karla Giselle Rodrigues da Silva (Coordenadora de Pastoral Escolar)

Colégio Externato São José - Goiânia/GO

CEIMC de portas abertas para o futuro

Durante o mês de julho, o Centro de Educação Infantil Marta Carneiro, de Uberaba/MG, realizou as primeiras importantes etapas do processo seletivo para a concessão de bolsas a novos alunos para o ano de 2026. Com o objetivo de alcançar a população das camadas de maior vulnerabilidade, a escola social re-

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alizou uma campanha de divulgação e abriu suas portas, entre os dias 28 e 31, para receber as famílias interessadas em uma série de visitas guiadas pela instituição.

As visitas foram compostas por apresentações que abordaram em profundidade o projeto pedagógico, os valores anastasianos-dominicanos e os diferenciais que fazem do CEIMC uma referência em educação integral, acolhimento e qualidade. Os responsáveis puderam conhecer melhor a rede anastasiana-dominicana de Educação, assistir materiais audiovisuais sobre a instituição e tirar suas dúvidas sobre o processo seletivo.

As apresentações foram conduzidas pela Diretora Pedagógica, Daniela Oliveira, pela Assistente Social, Irany Cabral, e pela Coordenadora de Pastoral Escolar, Jéssica Ohana. Elas também guiaram o grupo em um passeio detalhado pela escola, apresentando a estrutura pedagógica e os espaços de aprendizado, convivência e vida prática.

A semana de visitas foi marcada por uma extensa participação e interesse das famílias, com grandes grupos em todos os dias propostos para a ação. A interação com os participantes foi extremamente bem-sucedida, proporcionando momentos significativos de escuta e diálogo. Esse contato direto possibilitou uma valiosa aproximação entre a instituição e a comunidade local. Essa iniciativa, que passa a ser realizada anualmente, integra uma série de ações estratégicas que buscam potencializar o propósito do CEIMC: proporcionar educação de qualidade a quem mais precisa. Com esse movimento, a escola reafirma seu papel social e educacional, criando oportunidades concretas de acesso ao ensino integral e humanizado. A ação certamente renderá frutos positivos durante o processo seletivo, que ocorre entre os meses de agosto e novembro, ampliando o alcance da missão anastasiana-dominicana.

CEIMN inicia segundo semestre com alegria

No dia 1º de agosto, o Centro de Educação Infantil Maria de Nazaré, de Ribeirão Preto/SP, voltou a encher-se de vida com o retorno das atividades do segundo semestre. Entre flores, sorri-

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CEIMC

sos e abraços, a equipe recebeu com alegria as 236 crianças, prontas para retomar as descobertas e aprendizados que fazem parte da rotina escolar.

Segundo a Assistente de Comunicação CEIMN, Evelin Mussolini, o período de recomeço é sempre marcado por reencontros e pela renovação do entusiasmo, tanto das crianças quanto de toda a equipe, mas em 2025, foi ainda mais importante:

“Agosto é um mês muito especial para nossa comunidade escolar. Neste ano, celebramos 40 anos de história do CEIMN, uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação infantil e com o apoio às famílias. Também nos unimos às comemorações em honra a São Domingos, fundador da nossa Ordem, exemplo de fé, dedicação e amor ao próximo.SeguindoolegadodeMadreAnastasie,seguimosfirmesnamissãodeeducarcomamor, acolher com respeito e formar crianças para um futuro de esperança e solidariedade. Que este semestresejarepletodeboasexperiências,aprendizadossignificativosemomentosquefortaleçam nossa caminhada conjunta!”

Evelin Mussolini

(Assistente de Comunicação)

Centro de Educação Infantil Maria de Nazaré – Ribeirão Preto/SP

Luz e Amor de São Domingos inspiram caminho

do Rosário SP

Em cada cantinho do Colégio Nossa Senhora do Rosário,de São Paulo/SP, a presença viva de São Domingos se faz sentir com intensidade e ternura. Este grande santo, que marcou profundamente a história da Igreja, é uma fonte constante de inspiração para nossos alunos.

Neste ano jubilar de 2025, dedicado ao tema “Peregrinos da Esperança” pela Igreja Católica, nossas crianças participaram de uma experiência que celebrou essa caminhada de fé e confiança. As turmas da Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental prepararam com muito carinho a Capela do Colégio para uma celebração especial em homenagem ao Fundador.

Fotos:
CEIMN

Ali, realizaram sua própria Peregrinação da Esperança, percorrendo um caminho repleto de significados. Pelo trajeto, encontraram fotografias que retratavam boas ações do dia a dia e cartazes que ilustravam os momentos mais marcantes da vida desse santo tão querido. Lanterninhas e chinelinhos tornaram-se símbolos vivos para mostrar o valor de ser luz e esperança onde quer que estejam. Para as crianças, seguir os passos de Domingos significa aprender a espalhar solidariedade, verdade, amor e luz — valores que iluminam o coração e transformam o mundo ao nosso redor. Mais adiante, os alunos do 2º ao 5º ano abraçaram com entusiasmo a essência do carisma dominicano. Com dons de afeto e criatividade, confeccionaram marcadores de página que carregam o carinho e a gratidão de suas mãos. Cada marcador foi pensado para um familiar especial, alguém cuja vida reflete os ensinamentos cristãos da fé, da bondade, do estudo e do amor ao próximo. Um gesto simples, mas que revela a profundidade de um coração agradecido e cheio de esperança. Assim, o Colégio Nossa Senhora do Rosário segue firme em seu compromisso de cultivar, em cada criança e em cada ação, a luz da tocha de São Domingos, aquele que intercede por nós diante de Deus dizendo: “Rogai por nós”. É essa luz que nos fortalece para sermos, no nosso tempo, testemunhas vivas do bem, da verdade e da caridade.

Texto criado em coletividade pela Pastoral Escolar, Coordenadoras da Educação Infantil e 1° Ano e Professoras do 5° Ano

Colégio Nossa Senhora do Rosário - São Paulo/SP

Alunos do Rosarinho são motivados a seguir os passos de Domingos

No mês de agosto, o Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II, de São Paulo/SP, celebrou duas datas muito significativas: o Dia de São Domingos e o Dia dos Pais. Ambos momentos evocam a reflexão sobre o valor do cuidado, da presença amorosa e da solidariedade na vida cotidiana. As frases “Seguindo os passos de Domingos” e “Seguindo os passos de quem cuida de mim” inspiraram a conexão entre essas duas comemorações no Rosarinho. No dia 8, após o reconto da história de São Domingos, as crianças receberam como símbolo pequenos chinelinhos, representando o compromisso de seguir a caminhada de luz deixada por

Fotos: CNSR SP

ele. No dia 9, foi a vez das crianças retribuírem e demonstrarem cuidado a quem cuida delas diariamente. Esse momento foi marcado por brincadeiras que aproximam, sensibilização por meio da música e uma confraternização especial entre as famílias.

A Coordenadora Pedagógica da instituição, Christiane da Costa, faz um balanço da importância de momentos de vivência como este:

“SãoDomingosfoiumexemplodefé,dedicaçãoeserviço ao próximo. Sua vida foi marcada pelo desejo de espalhar a luz da verdade, sempre com humildade, compaixão e generosidade. Da mesma forma, os pais — sejam eles de sangue, de coração ou de caminhada — são presença firme e cuidadosa na vida de seus filhos, guiando-os com amor, paciência e solidariedade. Assim como São Domingos deixou um legado de luz e bondade, os pais também deixam marcas profundas nos caminhos de seus filhos, por meio de gestos simples do dia a dia: o cuidado, a escuta, o abraço acolhedor, a palavra que orienta e o exemplo que inspira. Que, inspirados por São Domingos, possamos reconhecer e valorizar todos aqueles que exercem a missão de cuidar, proteger e iluminar com amor a vida

de quem está ao seu redor. E foi assim que, no Dia dos Pais, celebramos não apenas a figura paterna, mas também todos os homens e mulheres que, com espírito solidário e coração generoso, se fazem presença amorosa na vida das crianças”.

Christiane da Costa

(Coordenadora Pedagógica)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Unidade II - São Paulo/SP

MJA: Um novo tempo de “saída” e esperança para a juventude Anastasiana no Rosário Curitiba

Após um tempo de pausa, o antigo Movimento Juvenil Dominicano (MJD) renasce no Colégio Nossa Senhora do Rosário, de Curitiba/PR, com novo nome, nova energia e novos horizontes. Surge, assim, o Movimento Juvenil Anastasiano (MJA), que começa a pulsar no coração da comu-

nidade educativa. Inspirados pelo apelo do Papa Francisco pela busca de uma Igreja “em saída”, a equipe do Rosário retomou, com alegria e esperança, este importante espaço de formação e protagonismo juvenil, convidando os estudantes do Ensino Médio a viverem com intensidade as dimensões da acolhida, espiritualidade e solidariedade.

A Gerente de Comunicação, Fabiane Cessetti, e o Coordenador da Escola em Pastoral, Rubens Aquino, explicam o que este novo momento representa para o MJA: “O símbolo da ‘saída’ vai além do movimento físico: é um convite à transformação interior, à abertura para o outro e ao compromissocomavida.OMJAnascecomoumlugardeescuta,partilhaemissão,ondeaespiritualidade e a formação caminham juntas, reconstruindo, ao lado dos próprios jovens, uma trajetória de fé encarnada na vida e nos valores anastasianos-dominicanos. Uma fé sensível às dores do mundo emovidapelodesejodetransformação.Maisqueumrecomeço,esteéarenovaçãodeumsonho: formar jovens com coração inquieto, olhar atento e mãos sempre dispostas a servir. O MJA está vivo e atuante — e com ele a certeza de que a juventude anastasiana tem muito a oferecer à escola, à Igreja e à sociedade”, concluem.

Fabiane Cessetti

(Gerente de Comunicação)

Rubens Aquino

(Coordenador da Escola em Pastoral)

Colégio Nossa Senhora do Rosário – Curitiba/PR

140 ANOS

Livro de histórias narra a vida de Madre

Anastasie e o início da Missão no Brasil

Marcos Arengheri

Em comemoração aos 140 anos da chegada das primeiras Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils ao Brasil, a Educação Infantil do Colégio Nossa senhora do Rosário-Unidade II, de São Paulo/SP, embarcou em uma linda viagem no tempo, criada pelo colaborador Marcos Arengheri. Ele, que é Assistente Social do Rosarinho, criou um livro de histórias infantis, pelo qual as crianças puderam conhecer a vida e o legado de Madre Marie Anastasie e de suas seis “filhas” missionárias, que deixaram sua terra natal para semear amor, fé e conhecimento em terras brasileiras.

O livro narra, de forma encantadora, os primeiros passos dessas seis “Marias”, que enfrentaram o calor intenso, longas distâncias percorridas em carro de bois e o desafio de desbravar regiões rurais e, muitas vezes, mata virgem. Entre aventuras e descobertas, as crianças puderam imaginar como era ensinar, cuidar e ajudar quando quase tudo ao redor ainda estava por começar.

A narrativa também mostra como o trabalho iniciado por elas cresceu e floresceu ao longo de 140 anos, transformando-se em escolas e obras sociais que continuam espalhando educação, solidariedade e esperança. É um convite para perceber que cada gesto de amor e serviço ecoa no presente, assim como ecoou no passado. O material é totalmente digital, mas algumas unidades já prepararam versões impressas para folhear e sonhar junto. Se você ainda não conhece “Coração Viajante – As Irmãs que Navegaram por Amor”, solicite pelo e-mail servicosocial@rosarionet.com.br. Vale a pena embarcar nessa leitura e, depois, nos contar como foi essa experiência e o que mais tocou o seu coração, seus alunos e sua comunidade.

(Assistente Social do Colégio Nossa senhora do Rosário - Unidade II)

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Anastasiando - Ano VII - nº 43 - Agosto 2025 by Irmãs Dominicanas de Monteils - Issuu