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Personalidades do Ano 2025

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FICHA TÉCNICA

Diretor

Francisco Samuel Brandão

Diretor Adjunto

Mário Costa

Editor

Emídio Brandão

Coordenação

Diogo Barbosa

Corpo Redatorial

Diogo Barbosa, Gonçalo Azevedo

Design

Emibra

Propriedade

Emibra, Lda

Email revista-nm@emibra.com

Sede e Redação/Edição

Av. D. Afonso Henriques, 1122, 1.o Andar, Sala A, 4450-011, Matosinhos

Direção Postal

Apartado 2153, 4451-901 Matosinhos

Tel. Geral

(+351) 22 999 9310

Tel. Redação (+351) 22 999 9315

Registo

ERC 127008

Depósito Legal 428306/17

NIPC

502 505 117

Periodicidade

Anual

Grá ca

Fig - Indústrias Grá cas, SA.

R. Adriano Lucas 161, 3020-265 Coimbra

Tiragem

500 exemplares

Nota

O Estatuto Editorial encontra-se publicado na página de Internet www.nmmatosinhos.com/estatuto-editorial

Voltamos um ano depois com mais uma edição que privilegia personalidades da terra que se distinguem, ou distinguiram, em várias áreas de atividade, tendo com isso contribuído para o destaque que Matosinhos vem granjeando ao longo das últimas décadas, catapultando para uma das dez mais importantes cidades do país pela mão de uma população de mais de cento e setenta mil habitantes. Com uma história a perder-se nos tempos, esta terra genuinamente de Pescadores e Agricultores, considerando as largas áreas de freguesias dispersas onde o campo foi, e ainda é, o modo de vida de muita gente, Matosinhos foi crescendo lentamente ao sabor do marasmo nacional que era o país, para dar um grande salto com o advento da democracia que instaurou novas regras por onde passava a igualdade de direitos e oportunidades, embora nestas vertentes se reconheça que, em muitas situações, é letra-morta e que dá lugar às mais diversas interpretações privilegiando interesses cinzentos e encapotados. Mas não é tudo mau, pelo contrário, pois Matosinhos com o desenvolvimento económico do país plantou muita indústria em vários segmentos, o comércio e os serviços cresceram dando trabalho e melhores condições de vida à população para o que muito contribuiu nos primórdios dos “novos tempos” a mão ágil política de Narciso Miranda - os seus sucessores foram seus alunos que aproveitaram bem as lições e as aplicaram noutros momentos das suas gestões - que foi um dos obreiros das grandes mutações operadas no concelho.

Hoje esta terra constitui-se uma referência fora de portas pelo muito que oferece aos visitantes

e turistas desde o mar e a tudo que com ele está conectado como as praias a restauração, o magní co peixe que agrada aos forasteiros e é seguro de vida dos restaurantes de grande qualidade despontados por todo o lado como cogumelos, e tornou-se também, um grande dormitório de não naturais à procura de espaço e melhor viver.

Recordo a frente mar desta terra, especialmente do lado de Leça da Palmeira, que os do meu tempo podem estabelecer comparações visuais e calcorreavam desde o velho e extinto “Garrafão” até ao farol da Boa Nova, visualizava-se unicamente a piscina natural concebida - dos seus primeiros grandes projetos - pelo incontornável matosinhense, arquiteto Siza Vieira - nada se via para além da paz que um deserto pode proporcionar.

Atualmente, Matosinhos tornou-se uma cidade cuja construção disseminou por todo o lado, é ativa e cheia de movimento, só comparável a uma pequena metrópole com caos no trânsito nas horas de ponta, que não cresce mais por não poder ir para cima dos vizinhos, mas, um senão, ao que parece, pode car sem um dos seus polos (a praia) mais catalisadores dos seus habitantes e visitantes pela cada vez maior importância do porto de Leixões que se vê obrigado à construção do prolongamento do paredão norte que levará as autoridades a bloquear acesso às areias nas e cheias de velhas histórias de muita gente.

Consequências do desenvolvimento. Sim, é claro!

- Francisco Samuel Brandão

OS NOSSOS SERVIÇOS

- Vídeos Institucionais e Promocionais

- Criação de websites

- Fotogra as Pro ssionais

- Redes Sociais

- Newsletters

- Materiais Impressos

- Identidade Visual

- Assessoria de Imprensa

- Campanhas Digitais e Publicitárias

Política Administradores

Especial Ex-Presidentes da APDL

Direito

Empresários

Engenharia

Economia

Saúde

Música Cultura Associativismo

EmpreendedoresComunicação

Ensino Gastronomia

Desporto

2026: UM ANO DECISIVO PARA O FUTURO DE MATOSINHOS

Oinício do novo ano assinala um momento decisivo para Matosinhos. Será o período em que começaremos a ver concretizado o trabalho conjunto que temos desenvolvido para melhorar o bem estar das pessoas e para construir um concelho mais justo, mais inclusivo e mais preparado para enfrentar os desa os que se aproximam. Entre os avanços mais relevantes está a disponibilização das novas habitações criadas ao abrigo do PRR. Este investimento traduz estabilidade, dignidade e novas perspetivas para centenas de famílias e é um passo fundamental para assegurar que todos dispõem de condições de vida adequadas e de um lar seguro onde possam projetar o seu futuro. A mobilidade no concelho também dará um salto signi cativo com a nalização do MetroBus, uma infraestrutura determinante que mudará a forma como circulamos. Mais sustentável, mais acessível e mais e ciente, este novo sistema de transporte reforçará a ligação entre freguesias, aproximará serviços e impulsionará novas dinâmicas económicas e sociais. É um investimento que coloca Matosinhos na linha da frente de um futuro mais ecológico e funcional. Paralelamente, continuaremos a captar investimento privado, a gerar emprego quali cado e a fortalecer a con ança de quem escolhe Matosinhos para trabalhar, inovar, estudar ou simplesmente viver. Queremos que os jovens encontrem motivos para permanecer e que quem chega

reconheça no nosso concelho um espaço cheio de possibilidades. Contudo, o desenvolvimento só é verdadeiro quando abrange todos. Por isso, estamos a preparar novas respostas de apoio aos nossos idosos, com abertura prevista já para 2026. Estas estruturas proporcionarão mais conforto, segurança e tranquilidade às famílias, reforçando a rede de cuidados que distingue a nossa comunidade. Também na Educação manteremos o investimento: o parque escolar será modernizado, garantindo ambientes seguros, atuais e inspiradores, onde crianças e jovens possam aprender com igualdade de oportunidades. Cada uma destas conquistas re ete compromissos concretos para elevar a qualidade de vida de quem vive, trabalha ou estuda em Matosinhos e são a prova de um percurso que estamos a trilhar assenta na participação e que se de niu com o contributo de todos — cidadãos, instituições, empresas e associações.

A todas as pessoas de Matosinhos, deixo um agradecimento genuíno por caminharem ao nosso lado e por acreditarem no futuro que estamos a construir em conjunto. O ano de 2026 será determinante, e juntos continuaremos a a rmar Matosinhos como um concelho de excelência, onde vale a pena viver, investir e sonhar.

- Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

LUÍSA SALGUEIRO

Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

Luísa Maria Neves Salgueiro licenciada em Direito e pós-graduada em Direito do Ambiente. Antes de ser eleita Presidente da Câmara Municipal em 2017, exerceu advocacia, nomeadamente como Consultora Jurídica na Câmara Municipal do Porto e na DECO. Foi eleita Vereadora na Câmara Municipal de Matosinhos durante três mandatos, de 1997 a 2009, e Deputada à Assembleia Nacional durante quatro mandatos, na XI, XII e XII legislaturas e foi Vice-presidente da Assembleia Parlamentar de Segurança Energética e Ambiental da NATO.

Presidiu à Direção da Associação Nacional de Municípios Portugueses de 2021 a 2025 e atualmente é presidente do Conselho Geral.

Entre outros cargos que desempenha no âmbito da sua eleição para Presidente da Câmara, é atualmente Vice-presidente da Assembleia da Associação Eixo Atlântico; Vice-presidente da Direção da Associação para a Colaboração dos Portos e Cidades Portuárias, Vice-presidente da RETE – Associação dos Portos e Cidades Portuárias, desde 25 de outubro de 2020; Presidente do Conselho Coordenador das Cidades pelo Clima desde 19 de julho de 2024; Vice-presidente da Comissão Executiva Regional do ICLEI (RexCom) – Governos Locais para a Sustentabilidade; Membro do Conselho Executivo da CGLU, membro do Conselho Político Europeu do Pacto de Autarcas e OECD Champion Mayor for Inclusive Growth.

MARTA PONTES

Política

Natural da Senhora da Hora, psicóloga licenciada pela Universidade do Porto, com especialização em gestão e Executive MBA pela Porto Business School, construiu um caminho marcado pelo compromisso com as pessoas e com o território. Começou a trabalhar aos 17 anos e, ainda no nal da universidade, criou o seu próprio projeto, revelando desde cedo um espírito empreendedor que atravessa toda a sua vida pro ssional. Da intervenção clínica e social à docência universitária, passando pela coordenação e gestão de projetos, aliou sempre a atividade pro ssional ao voluntariado em várias instituições, mantendo a convicção de que o verdadeiro desenvolvimento nasce da proximidade e da capacidade de mobilizar comunidades. Ao longo da sua trajetória pro ssional, que articula formação, desenvolvimento económico e ação pública, integrou

também a criação e gestão de empresas sociais, estando na génese de projetos estruturantes de apoio ao empreendedorismo, comércio local, marketing territorial, captação de investimento e promoção internacional de políticas de prevenção, em articulação com as Nações Unidas, bem como na a rmação de Matosinhos enquanto Cidade Gastronómica da UNESCO. Há nove anos que integra a equipa de Luísa Salgueiro, com quem já havia trabalhado anteriormente, assumindo atualmente funções como vereadora das áreas da economia, turismo, internacionalização, proteção civil e polícia municipal. Concilia este desa o com a vida familiar, sendo mãe de duas lhas, tendo na família o seu maior interesse, motor e pilar fundamental da sua vida. Pares e amigos reconhecem-lhe um profundo sentido de pertença a Matosinhos e o orgulho genuíno na comunidade de que faz parte.

ÂNGELA MIRANDA

Presidente do Centro Social e Cultural de Custóias

Ângela Miranda assumiu a presidência do Centro Social e Cultural de Custóias movida por um profundo sentido de compromisso social e por uma ligação antiga à área da ação social no concelho de Matosinhos. Entre 2017 e 2021, enquanto vereadora da Câmara Municipal de Matosinhos com o pelouro da Ação Social, teve oportunidade de conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelas instituições locais, bem como as necessidades reais da população, em particular da população idosa. Foi nesse período que surgiu uma candidatura à construção de Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI), envolvendo várias instituições do concelho. O Centro Social e Cultural de Custóias foi uma das entidades que se disponibilizou para avançar com um projeto de lar, tendo sido desenvolvido um trabalho próximo com a autarquia, nomeadamente ao nível da cedência do terreno e da elaboração do projeto de construção. Apesar de a candidatura não ter sido aprovada, o projeto manteve-se como uma ambição estratégica da instituição, especialmente por Custóias ser uma das freguesias que não dispõe deste tipo de resposta. Com a anterior direção numa fase de transição, após muitos anos de dedicação, surgiu a oportunidade de Ângela Miranda se candidatar à presidência da instituição. A aceitação do desa o foi imediata, sustentada pelo gosto genuíno em trabalhar com idosos e pela convicção de que o envelhecimento da população exige respostas cada vez mais próximas, humanizadas e diversi cadas. Sob a sua liderança, o Centro Social e Cultural de Custóias tem vindo a reforçar o seu papel na comunidade, disponibilizando atualmente respostas como centro de dia, centro de convívio, serviço de apoio domiciliário e creche. A instituição apoia cerca de 60 utentes no centro de dia, 50 no centro de convívio, 25 no serviço de apoio

domiciliário e 35 crianças na creche, com possibilidade de abertura de mais algumas vagas para crianças referenciadas pela CPCJ. Este trabalho é assegurado por uma equipa de cerca de 38 colaboradores, cujo empenho diário é fundamental para a qualidade das respostas prestadas.

A dinamização de atividades é uma das áreas a que Ângela Miranda atribui particular importância. Com o apoio de professores e técnicos especializados, são promovidas atividades adaptadas aos diferentes níveis de autonomia dos utentes, como aulas de yoga, jogos tradicionais, coro e música. Para além das atividades regulares, são também organizadas iniciativas no exterior, como piqueniques e passeios culturais, que têm um impacto muito positivo no bem-estar emocional dos idosos. A possibilidade de sair de casa, conviver e revisitar locais marcantes das suas vidas traduz-se em maior alegria e animação, um retorno frequentemente destacado pelas próprias famílias.

O Centro Social e Cultural de Custóias acolhe também idosos com limitações físicas, incluindo pessoas em cadeira de rodas, dispondo de condições de acessibilidade, como elevador para o refeitório, permitindo a sua participação ativa na vida da instituição sempre que possível.

Para o futuro, Ângela Miranda mantém como principal objetivo a construção de uma ERPI em Custóias, permitindo dar resposta a uma necessidade há muito sentida pela comunidade. Paralelamente, pretende reforçar o serviço de apoio domiciliário, em articulação com a Segurança Social, e alargar a resposta da creche, possibilitando que as crianças possam permanecer na instituição até aos cinco anos. Projetos que re etem uma visão integrada, intergeracional e centrada nas pessoas, pilares que continuam a orientar a atuação da instituição.

FERNANDO LEITE

Administrador-Delegado da LIPOR

Fernando António Ferreira Leite

tem 71 anos, é casado, com dois lhos e um neto. É licenciado em Economia pela Universidade do Porto, possui uma Graduação em Alta Direção de Empresas pela AESE Business School (Portugal), bem como detentor de outras formações especí cas na área da Gestão de Empresas, Liderança, Gestão Pública e Gestão do Ambiente.

Atualmente é Administrador-Delegado da LIPOR – Associação de Municípios para a Gestão Sustentável dos Resíduos do Grande Porto. Exerceu e exerce vários cargos de Administração, destacando-se o seu atual cargo na LIPOR, Vogal do Conselho de Administração da Agência de Energia do Porto, Vogal não executivo da Maiambiente –Gestão de Resíduos e Limpeza Urbana da Maia. A nível de Associações de Classe, é membro da Direção da AVALER – Associação de Entidades de Valorização Energética de Resíduos

Sólidos Urbanos e Vice-Presidente da ACR+ – Associação Europeia para a Reciclagem. Ainda a nível Associativo, é membro da Direção da APAJAR – Associação Pró- Arquitectura João Álvaro Rocha, Presidente da Assembleia Geral da Casa do Caminho, Instituição Particular de Solidariedade Social, em Matosinhos, e da ASMAN – Associação de Solidariedade Social Mouta Azenha a Nova, na Maia, bem como associado de diversas outras associações de Benemerência, Culturais e Desportivas. Fernando Leite habita na fronteira do concelho de Matosinhos com a Maia, desenvolvendo pro ssionalmente grande parte da sua atividade no concelho matosinhense, devido às funções que desempenha na LIPOR e na Agência de Energia do Porto, contribuindo para os objetivos de Sustentabilidade, Bem-Estar, Qualidade de Vida e Felicidade dos Cidadãos que habitam em Matosinhos.

LUÍS BRANCO

Provedor

Luís Manuel Figueiredo Branco xou-se em Matosinhos em 1993, onde foi sempre extraordinariamente bem acolhido.

É licenciado em Direito, tendo uma pós-graduação em Notariado, pela Universidade Lusíada, e também uma pós-graduação em Direito Fiscal, pela Escola de Direito da Universidade do Porto.

Ao longo da sua carreira pro ssional foi Funcionário de Finanças, Solicitador, Notário, Professor de Direito no Ensino Superior e Advogado, pro ssão que ainda exerce.

Na Câmara dos Solicitadores, integrou o Conselho de Instrução Disciplinar do Norte, foi Secretário e Presidente da Direção do Conselho Regional do Norte, membro do Conselho Geral e, dentro deste Conselho, Presidente do Conselho Restrito. Foi vogal da Direção da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores, durante dois mandatos.

Fez parte, como Vogal e depois como Secretário da Direção do COMITÉ DOS POSTULANTES EUROPEUS que integrava os Solicitadores portugueses, os Procuradores Judiciais espanhóis e os Avoés franceses.

Como Notário, por indigitação da Direção da Ordem dos Notários, integrou, como vogal, o Conselho do Notariado.

Em 2017 foi eleito Provedor da Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia do Bom Jesus de Matosinhos, cargo para o qual foi já reeleito mais duas vezes, sendo que esta Mesa Administrativa, a que preside, com o apoio da PRR e da Câmara Municipal de Matosinhos, tem dado maior projeção à Misericórdia com a construção, de raiz, de um Lar de Terceira

Idade para 60 utentes, que será inaugurado em breve; com a construção, também de raiz, de uma Creche para 92 crianças, obra que se encontra em curso e que será inaugurada durante o primeiro semestre de 2026; com a reconversão da Creche do Paraíso, que aumentará a sua capacidade de 44 para 92 crianças, obra que também se encontra em curso e que igualmente será inaugurada durante o primeiro semestre de 2026.

Para além de tudo isto, reformulou-se e aumentou-se a frota automóvel, recuperaram-se e estão em recuperação vários imóveis colocados no mercado de arrendamento, cujas rendas se destinam à sustentabilidade da Instituição, e, a muito curto prazo, será aberto concurso público para a construção, também de raiz, de um edifício para 59 utentes em Lar e 40 em Centro de Dia, projeto este que não tem apoio de fundos europeus e que se espera que venha a merecer a aceitação e o apoio das Empresas e dos Cidadãos de Matosinhos.

Com todas estas novas valências sociais, acredita que será um concelho mais solidário e onde as crianças e os idosos terão mais apoios. Mas há ainda muito a fazer na área dos cuidados continuados, da de ciência e dos “sem-abrigo”, entre outros, áreas em que a Misericórdia tem também projetos e que intervirá se conseguir dispor dos fundos monetários necessários para o efeito.

Devemos todos ter em atenção de que não faz qualquer sentido passar uma vida inteira sem dar a mão aos nossos semelhantes e sem tentar melhorar a vida da nossa comunidade.

Ahistória da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo – acompanha de perto a evolução do sistema portuário no Norte de Portugal e re ete mais de um século de transformação económica, tecnológica e infraestrutural. As suas origens remontam ao nal do século XIX, quando as di culdades de navegação na barra do Douro tornaram evidente a necessidade de criar um porto seguro que pudesse servir a cidade do Porto e a região envolvente. Foi nesse contexto que nasceu o Porto de Leixões, cuja construção começou em 1884 e terminou em 1895, com a edi cação de dois grandes molhes que formaram um porto arti cial moderno para a época. Inicialmente concebido como porto de abrigo, Leixões rapidamente assumiu um papel comercial determinante, acompanhando o aumento do tráfego marítimo e a expansão industrial da região. Com a crescente relevância do porto, tornou-se necessária uma entidade capaz de gerir e desenvolver de forma continuada as infraestruturas marítimas. Assim, em 1913 foi criado o organismo que daria origem à futura administração portuária, responsável não apenas pela operação do porto mas também pela execução de obras, expansão de cais, melhoria das acessibilidades e adaptação tecnológica às novas exigências do transporte marítimo. Ao longo do século XX, Leixões consolidou-se como o principal porto do Norte do país, acompanhando a modernização económica e tornando-se um polo fundamental para a indústria, comércio e logística. A evolução institucional culminou na

criação da APDL enquanto entidade moderna responsável pela administração do Porto de Leixões, da Via Navegável do Douro e, mais tarde, do Porto de Viana do Castelo. Esta integração permitiu uma gestão mais e ciente, articulada e estratégica dos principais portos da região Norte, reforçando o seu papel no desenvolvimento económico, na competitividade internacional e na ligação aos mercados externos. A APDL tem vindo a investir continuamente na modernização das infraestruturas, na digitalização, na sustentabilidade ambiental e na melhoria das operações, garantindo que os portos sob a sua tutela permanecem competitivos e preparados para os desa os logísticos do século XXI. Hoje, a APDL representa não apenas um legado histórico de engenharia e desenvolvimento regional, mas também uma peça vital no sistema portuário nacional e na economia portuguesa. Nas próximas páginas, contamos com um Especial APDL , onde entrevistaremos alguns dos ex-presidentes da APDL, pessoas que acrescentaram valor signi cativo ao desenvolvimento dos portos e à região Norte de Portugal.

RICARDO FONSECA

Ex-Presidente da APDL

Ricardo Fonseca, natural de Baião, é licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. Terminado o curso, cumpriu o serviço militar na Reserva Naval da Marinha Portuguesa. Começou a vida pro ssional como Auditor Interno da ITT – International Telegraph and Telephone, departamento que coordenou conjuntamente com o Controle de Crédito do Grupo Oliva/ Rabor. Em 1975 foi nomeado para a Administração do STCP – Serviço de Transportes Coletivos do Porto, cargo que manteve até 1990, ano em que encetou uma estadia de três anos em Macau, onde foi Assessor do Governo e Vice-Presidente da TDM – Televisão de Macau. Regressou, tendo assumido o lugar de Diretor Geral da STCP

Em 1996 foi nomeado Presidente do Conselho de Administração da APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões. Durante os 12 anos em que presidiu a APDL registaram-se eventos signi cativos no Porto de Leixões.

Fizeram-se as concessões para a movimentação da carga contentorizada e da carga geral. Nasceram, assim, as atuais empresas TCL e TCGL. Fruto de uma atuação concertada da Administração da APDL e dos concessionários, o Porto de Leixões encetou uma fase de enorme crescimento, que conduziu ao magní co e reconhecido porto que é atualmente.

Construiu-se a VILPL – Via Interna de Ligação

ao Porto de Leixões que, ligando o porto à rede de autoestradas, evita um con ito diário com o tráfego urbano de mais de 1000 veículos pesados. Associada à VILPL está a nova Portaria, exemplo de modernidade e e ciência. Ainda a assinalar a construção da Plataforma Logística, do Centro de Controle e Segurança, do Auditório Infante D. Henrique, da nova Ponte Móvel, bem como o lançamento do novo Terminal de Cruzeiros. Criou-se o Centro de Formação, por onde, além de muitos quadros dos portos nacionais, também passaram quadros dos portos de todos os países da CPLP. Com a construção de uma passagem subterrânea, integrou-se no espaço portuário todo o terreno a sul da Doca Pesca. De registar o clima de cooperação e diálogo que sempre existiu no seio da Comunidade Portuária e com os Sindicatos, que faz de Leixões um exemplo de paz social. Em 2008 foi nomeado Presidente do Metro do Porto, cargo que manteve até 2012. Atualmente é membro da Direção da Associação Comercial do Porto e Presidente da Direção da ANECAP – Associação Nacional de Empresas Concessionárias de Áreas Portuárias. Em 2006 foi distinguido pela Associação Comercial do Porto com a Medalha de Prata. Os concelhos de Vila Nova de Gaia, em 2004, e Matosinhos e Porto, em 2016, atribuíram-lhe a Medalha de Mérito, grau de ouro. A Faculdade de Economia do Porto distinguiu-o com o Prémio Carreira 2018.

JOÃO MATOS FERNANDES

Ex-Presidente da APDL

João Pedro Matos Fernandes, de 58 anos, é natural de Águeda. Licenciou-se em Engenharia Civil pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) em 1991 e concluiu o Mestrado em Transportes no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, em 1995. Iniciou a vida pro ssional na Comissão de Coordenação da Região Norte, de 1990 a 1995. Foi Adjunto do Secretário de Estado dos Recursos Naturais entre 1995 e 1997 e Chefe de Gabinete do Secretário de Estado Adjunto da Ministra do Ambiente entre 1997 e 1999. Foi Administrador da Quarternaire Portugal, Consultoria para o Desenvolvimento, SA, entre 1999 e 2005, tendo nesse ano iniciado o seu percurso na APDL, onde até 2008 foi Vogal do Conselho da Administração. Em 2008 foi surpreendido com um telefonema de Ana Paula Vitorino, e aceitou o convite para ser Presidente do Conselho de Administração da APDL, tendo perfeita noção da responsabilidade do cargo e da importância que o Porto de Leixões tinha em Matosinhos e no Porto. Considera que a experiência que tinha do território foi fundamental para liderar Leixões. Durante esse tempo, Matos Fernandes destaca a instalação de unidades para medir as partículas e a qualidade do ar em Leixões, bem como o desenvolvimento da barreira da estilha. Destacou ainda a inauguração da portaria e da VILPL, muito graças ao seu antecessor. Foi também no seu tempo que à frente da instituição que

entrou em funcionamento o cais do Terminal de Cruzeiros e do assinar de contrato para o primeiro armazém da Plataforma Logística e das suas infraestruturas. Relembra também, com carinho, o primeiro Dia do Porto de Leixões, relembrando a curiosidade da população para com o funcionamento de todo o porto, bem como nos trajetos de autocarro dentro das instalações aquando das obras da Ponte Móvel. Cidadão honorário de Matosinhos, considera que a cidade evoluiu muito e conta com uma história própria, com grandes guras da sociedade, que cresceu muito à volta do Porto de Leixões. Vê com satisfação o futuro da área portuária, ainda que haja o desa o da relação com a cidade e a capacidade de crescer na oferta de contentores. Foi ainda Presidente da Associação dos Portos Portugueses, entre 2008 e 2010. Entre 2014 e 2015 foi Presidente do Conselho de Administração da Águas do Porto. No ano de 2015 integrou o XXI Governo Constitucional, como Ministro do Ambiente, até 2018, acumulando depois a pasta da Transição Energética. De 2019 a 2022, assumiu as funções de Ministro do Ambiente e Ação Climática. Atualmente, é docente na FEUP, com incidência nas áreas da engenharia sustentável, planeamento físico e avaliação ambiental, Senior of Counsel no Instituto de Conhecimento Abreu Advogados e pertence também ao Conselho de Administração da INDOB, SA.

GUILHERMINA REGO

Ex-Presidente da APDL

Guilhermina Rego nasceu no Porto em 1971 e é licenciada em gestão e mestre em nanças. É doutorada em ciências empresariais pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto. É Professora Catedrática da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). É Vice-presidente da Comissão de Ética da FMUP. É membro da Direção da FMUP desde 2021. É Diretora do Department of Healthcare Management of the International Chair in Bioethics. Publicou dezenas de trabalhos e pareceres por extenso em revistas nacionais e internacionais e publicou diversos livros sobre diferentes temas.

Entre 2009-2013 foi Vereadora do Pelouro do Conhecimento e Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, Presidente do Conselho de Administração da Fundação Porto Social e Presidente do Conselho de Administração da Fundação Ciência e Desenvolvimento. Entre 2013 e 2017 foi Vice-Presidente da Câmara Municipal do Porto. Entre setembro de 2017 e junho de 2020 foi Presidente do Conselho de Administração da APDL – Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, SA. Foi convidada pelo XXI Governo Constitucional para a presidência e aceitou porque considerava ser extraordinariamente aliciante presidir a uma das maiores empresas públicas portuguesas. À frente da APDL, salienta a gestão e coordenação de projetos de investimento estratégicos, como as acessibilidades marítimas no Porto de Leixões, as acessibi-

lidades marítimas e rodoviárias ao Porto de Viana do Castelo, a Janela Única Logística, ou o Douro’s Inland Waterway 2020. Um dos projetos dos quais mais se orgulha, pelo seu enorme impacto ambiental, foi a promoção e acompanhamento do projeto WindFloat Atlantic – parque eólico utuante da EDP em Viana do Castelo, o primeiro o shore na Europa Continental. Internamente à APDL, destaca a monitorização da revisão do Plano Estratégico, bem como os processos de emissão das Declarações de Impacto Ambiental pela APA ou a Infraestruturação e Gestão da Plataforma Logística do Porto. Neste período destaca a promoção da atividade comercial da empresa, a coordenação da atividade de serviços de gestão e controlo nanceiro, e a implementação da Estratégia para o Aumento da Competitividade da Rede de Portos Comerciais do Continente – Horizonte 2026, como grandes desa os. Tentou sempre aplicar conhecimentos da experiência autárquica aquando da sua estadia na APDL, bem como colaboração com entidades académicas como o INEGI, o INESC TEC e os diversos projetos desenvolvidos no CIIMAR. Neste seu mandato, Guilhermina Rego considera ter sido uma experiência rica a nível de competências adquiridas, em matéria portuária e também na gestão da água e dos oceanos, mas também pelas pessoas que conheceu, com as quais ainda mantém laços de profunda afetividade.

NUNO ARAÚJO

Ex-Presidente da APDL

Nuno Araújo é engenheiro mecânico, gestor e dirigente político, com um percurso pro ssional marcado pela liderança, pela modernização de organizações complexas e pelo compromisso com o desenvolvimento económico e institucional do país. Exerceu funções de elevada responsabilidade em contextos técnicos, empresariais e públicos, destacando-se o período em que foi presidente da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), entre 2018 e 2022, com sede em Leça da Palmeira, Matosinhos. Nesse mandato, liderou processos de modernização das operações portuárias, reforço da intermodalidade, digitalização, planeamento estratégico de infraestruturas e articulação entre o setor público e privado, sempre com uma visão de longo prazo para o sistema portuário nacional. Considera que esse período foi exigente, mas muito positivo, tendo deixado uma APDL mais preparada, mais pro ssional e com uma visão estratégica clara. Durante o seu mandato avançou-se com a modernização do Terminal de Contentores Sul, promoveu-se a integração do Terminal Ferroviário de Leixões, reforçando a intermodalidade e a ligação ao hinterland, e lançou-se uma visão de expansão através do porto seco da Guarda, alargando a in uência logística do porto para o interior do país e reduzindo custos e emissões no transporte. Nuno Araújo sente que os maiores desa os que enfrentou foram a resistência à mudança,

constrangimentos administrativos e contexto externo, mas a sua formação em engenharia ajudou-o a pensar de forma sistémica, orientada para processos, e ciência e abilidade, tornando-se essencial para a sua tomada de decisões.

A sua formação em Engenharia Mecânica marcou uma abordagem à gestão assente no rigor técnico, na e ciência dos processos e na tomada de decisão informada, aliando interesse público, sustentabilidade e competitividade económica. A sua ligação a Matosinhos resulta sobretudo do seu percurso institucional e político. Para além da experiência pro ssional na APDL, mantém uma relação de grande proximidade com a atual presidente da Câmara Municipal e com a estrutura local do Partido Socialista. É também um concelho onde tem família e amigos e onde mantém hábitos regulares, nomeadamente na restauração, área que muito aprecia e que considera parte integrante da identidade local.

Atualmente é empresário no setor da energia e da transição energética, liderando projetos ligados às energias renováveis, à descarbonização e à sustentabilidade, áreas que considera decisivas para o futuro da economia portuguesa. No plano pessoal, é pai, acredita no valor do trabalho, do mérito e da responsabilidade pública, e defende que o desenvolvimento dos territórios exige visão estratégica, capacidade de execução e proximidade às pessoas.

ELABORAMOS PROJETOS

JORGE GUERRA SOARES

Direito

Nascido em 1961, em Leça da Palmeira, teve o primeiro contacto de aprendizagem de letras e números na escola da Lininha. Transitou para o extinto Externato de Santo António (Cacildinhas) e, depois, para o Liceu Nacional de Matosinhos. Licenciado em Direito, pela Universidade Livre do Porto e com Pós-Graduação em Contratos, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto, cidade onde, em 1986, passou a exercer a advocacia.

Fez parte do Coro de Jovens de Leça da Palmeira. Foi atleta federado de basquetebol desde os 11 até aos 34 anos, maioritariamente no Grupo Desportivo de Basquete de Leça, mas também no Grupo Desportivo

da F.A.C.A.R e no Leça Futebol Clube. Pertenceu aos órgãos sociais do Grupo Desportivo de Basquete de Leça durante cerca de 30 anos, como Vice-Presidente e Presidente da Direcção, Presidente da Mesa da Assembleia Geral, exercendo actualmente as funções de Secretário da Mesa da Assembleia Geral. É, ainda, Mestre da Companha (Presidente da Mesa da Assembleia Geral), da Confraria Gastronómica do Mar. Lecense de gema, mantém e cultiva laços fortes com amigos de longa data, sendo uma gura reconhecida pela dedicação à sua terra. Reside em Leça da Palmeira, tem uma lha e é, desde 2006, sócio da Azenha, Ferraz, Soares & Associados, Advogados, SP, RL.

JÚLIO PEREIRA MENDES

Empresário

Júlio Pereira Mendes iniciou o seu percurso prossional muito cedo, ainda na adolescência. Em 1992, tornou-se o primeiro empregado da empresa que viria mais tarde a liderar, a Auto Transportadora Pereira Mendes, dando início a uma história construída com trabalho, visão estratégica e uma forte ligação ao setor dos transportes rodoviários. Desde jovem demonstrou uma paixão clara pelos camiões, afastando-se de outros caminhos mais comuns na época. Com uma personalidade comunicativa e bem-disposta, começou como ajudante de mecânico, experiência que lhe permitiu conhecer a base técnica do setor. Pouco tempo depois, surgiu a oportunidade de passar a ajudante de motorista, decisão que marcou um ponto de viragem. Ainda muito jovem, passou a ganhar um valor signi cativo para a época, fruto de longas jornadas de trabalho e dedicação total, incluindo ns de semana.

Após cumprir o serviço militar, regressou com um objetivo claro: profissionalizar-se e estruturar um projeto próprio. Frequentou a formação necessária para se tornar responsável técnico de uma empresa de transportes, requisito obrigatório na altura para a obtenção do alvará. Concluída a formação, obteve o alvará — atribuído e não adquirido por compra, como era comum na época — e deu início à sua atividade empresarial, com o apoio do pai. O crescimento foi gradual, mas consistente. Júlio Pereira Mendes foi adquirindo viaturas, impulsionado por uma forte capacidade comercial e uma facilidade natural em criar relações. Sempre acreditou que qualquer empresa precisa de uma base comercial sólida, e essa visão acompanhou-o desde o início. A empresa chegou rapidamente a um ponto em que já não era possível conciliar a condução com a gestão, levando-o a assumir de nitivamente funções de direção. Nos primeiros anos, a faturação diária atingia valores

muito elevados para o contexto da época, resultado de um ritmo de trabalho intenso, muitas vezes dia e noite. Ao longo do percurso, passou por diferentes áreas do setor, incluindo distribuição e transporte internacional, com operações para países como Inglaterra e Dinamarca. Mais tarde, optou por concentrar a atividade no transporte de contentores, área onde encontrou estabilidade, escala e posicionamento estratégico. Atualmente, Júlio Pereira Mendes é reconhecido como uma das principais referências nacionais no transporte de contentores. É frequentemente apontado como o maior transportador deste segmento a nível nacional, destacando-se não só pela dimensão da frota, mas também pela qualidade das infraestruturas, que são próprias e estrategicamente localizadas no coração da plataforma logística.

Nos últimos anos, o investimento tem sido contínuo e estruturado. Só no último ano, o valor investido rondou 1 milhão de euros, incluindo viaturas e a expansão das instalações, que cresceram de cerca de 11 mil para 15 mil metros quadrados. Existem novos projetos em desenvolvimento, que re etem uma visão de crescimento sustentado e prudente.

Ao longo do tempo, acompanhou de perto as mudanças e desa os do setor. Mercados como a América e África registaram quebras, mas a empresa manteve-se estável graças a uma estratégia clara de diversi cação: nunca depender de um único mercado ou cliente. O mercado das ilhas assume hoje um papel central, com destaque para a parceria com o Grupo Sousa, um dos seus principais clientes, num segmento considerado estável e pouco volátil.

Com uma visão focada no crescimento contínuo, Júlio Pereira Mendes, enraizado no setor, bem posicionado e com ambição para o futuro, continua a construir um percurso marcado pela consistência, proximidade e conhecimento profundo do negócio.

JOSÉ GUIMARÃES TEIXEIRA

Empresário

José Guimarães Teixeira, nasceu em Amarante e vive em S. Mamede de Infesta há mais de 60 anos. Jogou futebol no FC Infesta durante 17 anos, do qual é sócio de Mérito, Benemérito e Honorário, que conciliou com a obtenção da licenciatura em Economia na FEP. Foi acionista e Presidente do Conselho de Administração na MABERA S.A., empresa têxtil sediada em Famalicão, que recebeu 6 distinções anuais de melhor empresa do setor pela revista EXAME, entre 1997 e 2006. Em 2014 adquiriu a totalidade das ações da FORTIUSTEX S.A. em falência técnica, com sede em Leça do Balio, assumindo a Presidência do Conselho de Administração e imprimindo um diálogo positivo, agregador, de con ança e proximidade e com propósito de superação, conseguiu reverter a preocupante situação empresarial e tornou a FORTIUSTEX S.A. empresa de referência no setor, contribuindo em 2024 com

cerca de 100.000 € para a CMM por efeito da Derrama Municipal. A veia empreendedora e a ousadia subjacente, determinaram a expansão dos negócios e a diversi cação da sua atividade empresarial, com a criação de mais duas empresas no Concelho de Matosinhos, aquisição de duas empresas no Concelho da Maia e uma no Concelho de Vila Nova de Famalicão e a criação de outra no Concelho de Barcelos, das quais é sócio maioritário e g erente. No seu universo empresarial emprega atualmente cerca de 350 colaboradores. Paralelamente à atividade pro ssional, é dirigente da Associação de Futebol do Porto desde 2010, da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal há cerca de 12 anos, Presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros Voluntários de S. Mamede de Infesta desde 2022 e atualmente Presidente da Assembleia Geral do Núcleo SCP de Matosinhos.

JOSÉ MANUELFAFIÃES

Empresário

José Manuel Fa ães, natural de Matosinhos, iniciou muito cedo um percurso de vida marcado pela iniciativa, resiliência e visão empresarial. Ainda jovem partiu para Luanda, Angola, onde prosseguiu os seus estudos, regressando a Portugal no nal de 1975. Pouco depois deu início à sua atividade empresarial no setor da metalomecânica, área em que construiu uma carreira sólida e amplamente reconhecida pela capacidade técnica, inovação e rigor na execução de projetos de grande complexidade.

Ao longo de décadas de atividade esteve diretamente envolvido, através da empresa Some ta/Fabiaço, em obras de referência no panorama industrial nacional, destacando-se a construção da torre de saltos com 40 metros de altura para o extinto Raf Park, em Santa Cruz do Bispo, as estruturas metálicas de conceção inovadora, do tipo “origami”, no Parque do Matadouro, em Santo Tirso, algumas com cerca de 30 metros de comprimento e 6 metros

de altura, bem como a execução de grande parte dos armazéns da fábrica de garrafas Barbosa & Almeida, em Avintes, integrando soluções estruturais com vãos de até 50 metros entre pilares. Estes projetos consolidaram a sua reputação como um empresário capaz de transformar desa os técnicos exigentes em soluções e cazes, seguras e duradouras. Reconhecido pela sua capacidade de liderança, planeamento e organização, estendeu a sua experiência empresarial à coordenação e promoção de projetos de grande escala, assumindo responsabilidades que exigem visão estratégica, gestão de equipas e controlo rigoroso de processos. Desde 2019 integra a ANPAC – Associação Nacional de Pilotos de Automóveis Clássicos, sendo responsável pela organização e promoção de quatro Campeonatos Nacionais de Velocidade, função que re ete a sua competência na gestão logística e operacional de eventos de dimensão nacional.

JUSTINIANO SERRÃO

Empresário

Justiniano Serrão é uma figura de referência na restauração de Matosinhos, destacando-se pelo percurso empresarial que dá continuidade a uma história familiar profundamente enraizada na gastronomia local. O Restaurante Serrão, hoje sob a sua liderança, nasceu do trabalho e da visão dos seus pais, tendo passado de geração em geração como expressão viva de uma tradição construída com esforço, dedicação e respeito pela identidade matosinhense.

Herdeiro desse legado, Justiniano Serrão assumiu o desa o de honrar a história do restaurante, ao mesmo tempo que lhe imprime uma visão própria, ajustada aos tempos atuais. A sua abordagem assenta num equilíbrio cuidadoso entre preservação e evolução: manter a alma do espaço, os sabores autênticos e a relação de proximidade com clientes e fornecedores, sem deixar de acompanhar as novas exigências do setor da restauração. Esta continuidade geracional é, para Justiniano, um compromisso de responsabilidade e orgulho. Em Matosinhos, onde o mar dita ritmos e inspira a mesa, a gastronomia é parte integrante da identidade coletiva. Justiniano Serrão conhece profundamente essa realidade. A sua visão valoriza o produto

local, em especial o peixe e o marisco frescos provenientes da lota, tratados com simplicidade e mestria, numa cozinha que respeita o sabor original e a tradição. Esta loso a re ete a herança recebida dos pais, mas também a consciência de que a qualidade e a autenticidade são os pilares que sustentam a reputação gastronómica da cidade.

Enquanto empresário, Justiniano distingue-se pela liderança próxima e pelo respeito pelas equipas, acreditando que o sucesso de um restaurante se constrói com pessoas, consistência e paixão. A sua gestão é marcada pela atenção ao detalhe, pela delidade aos valores familiares e por uma visão de longo prazo, que privilegia a solidez em detrimento de modas passageiras.

Num concelho reconhecido como um dos grandes polos gastronómicos de Portugal, Justiniano Serrão assume o papel de guardião de uma herança e de embaixador da gastronomia de Matosinhos. O seu percurso demonstra que a verdadeira visão empresarial pode nascer da continuidade, do respeito pelas raízes e da capacidade de fazer perdurar, no tempo, uma história que começou em família e que hoje continua a escrever-se à mesa.

ANABELA MOREIRA

Empresária

Anabela Moreira, nasceu a 26 maio de 1974, no Porto, e é entre o Porto e Paredes que construiu a sua vida pessoal e pro ssional. Cresceu num ambiente onde o trabalho nunca foi um peso, mas sim uma escola, de valores, de disciplina e de criatividade.

A sua infância foi feliz, profundamente ligada à família. Desde a adolescência começou a trabalhar e foi na fábrica de móveis do pai que passou grande parte dos seus dias.

Enquanto as crianças brincavam noutros lugares, Anabela brincava entre madeiras e projetos em construção. Observava, aprendia e, sem se aperceber, absorvia a essência de um mundo que viria a ser o seu: o mundo do mobiliário, decoração e criação.

Foi ali que aprendeu que com dedicação é possível construir algo sólido, seguindo o exemplo do seu pai, que com a sua veia empreendedora e trabalhadora, a marcou. Desde cedo percebeu o poder de transformar uma ideia, criando com as mãos aquilo que antes existia apenas na imaginação e no papel.

O seu percurso foi um caminho consistente, construído passo a passo. Sempre trabalhou e estudou em simultâneo, movida por uma vontade constante de evoluir. Fez o curso de Decoradora de Interiores, que sempre soube que esta área seria a sua vida.

Aos 25 anos, deu um dos passos mais marcantes do seu percurso. Fundou a BS Interiores, um projeto criado com muito trabalho, coragem

e visão, que hoje tem três lojas abertas na zona do grande Porto. Ver a empresa crescer ano após ano é uma das maiores realizações da sua vida.

Construir uma empresa exige resiliência, mas fê-lo enquanto criava dois lhos pequenos, trabalhando incansavelmente para garantir a estabilidade da empresa e da família, porque acreditava no projeto que estava a construir.

De ne-se como uma lutadora, movida pela honestidade, pela dedicação e pelo respeito profundo pelo cliente. Em cada projeto coloca muito mais do que conhecimento técnico. Coloca a sua história, a sua experiência e a sua verdade. Trabalha cada espaço como se fosse para si, com o mesmo cuidado, rigor e envolvimento emocional. Acredita que essa entrega cria relações de con ança duradouras e resultados com alma.

Hoje sente-se realizada, mas não acomodada. Continua ambiciosa, com vontade de crescer, aprender e expandir a BS Interiores.

O futuro motiva-a tanto quanto o início. Quer continuar a evoluir, a inovar e a deixar a sua marca no mundo do mobiliário e da decoração.

Tem apenas um desejo que que com o legado do seu percurso, simples, mas essencial: que sempre foi uma pessoa honesta, que os clientes con am em si e no seu trabalho de olhos fechados. Mais do que mobiliário e decorações, acredita que construir relações, con ança e histórias é, para si, o verdadeiro sucesso.

DEOLINDA ALVES

Empresária

Opercurso pro ssional de Deolinda Alves é o retrato de uma empresária construída no terreno, ao longo de décadas de trabalho contínuo, contacto direto com o público e uma forte capacidade de adaptação às diferentes fases do comércio e da restauração em Portugal. A sua história é marcada pela consistência, pela leitura atenta das oportunidades e por uma relação profundamente humana com o negócio. Desde cedo, Deolinda revelou uma afinidade natural com o comércio de proximidade e com a dinâmica diária dos espaços abertos ao público.

Ainda enquanto estudante, conciliando o ensino noturno com o trabalho, iniciou o seu percurso pro ssional numa padaria em Matosinhos, em regime de part-time.

Ao longo dos anos seguintes, passou por áreas distintas, experiências que contribuíram para a construção de uma base sólida e diversi cada. Trabalhou num gabinete de arquitetura e, posteriormente, integrou uma empresa familiar na Trofa, onde assumiu responsabilidades ao nível da faturação e da gestão administrativa de várias lojas.

A vontade de criar algo próprio e de trabalhar mais perto da sua comunidade levou-a, de forma quase inesperada, à área da restauração. Ao identi car uma oportunidade num espaço comercial no centro de Matosinhos, avançou para o seu primeiro negócio independente, apesar de não ter experiência prévia no setor. O projeto revelou-se um sucesso, abrindo caminho a novas parcerias e desa os. Entre eles, destaca-se a colaboração com o BUSCafé, estando associada à abertura e gestão de vários espaços de cafetaria e restauração em locais de referência.

Numa fase seguinte, Deolinda Alves explorou também o setor da noite, com a criação do bar Glamour,

antigo Bom Bar, em Leça da Palmeira. O projeto apresentava um conceito moderno para a época e teve um início promissor. No entanto, a crescente complexidade e exigência da atividade noturna levaram-na a reavaliar prioridades e a redirecionar o seu percurso pro ssional.

Essa reorientação conduziu a uma das fases mais longas e estruturantes da sua carreira. Durante 12 anos, esteve ligada ao espaço Ondas do Mar, onde consolidou a sua experiência na hotelaria e restauração, aprofundando competências de gestão, liderança de equipas e operação diária de um negócio de grande exigência. A decisão de encerrar este ciclo não resultou de falta de motivação, mas de uma análise consciente às di culdades crescentes do setor, nomeadamente a escassez de mão de obra e o impacto pessoal de uma atividade altamente exigente.

Após esse período, manteve ligação ao setor da construção, área onde continua envolvida, enquanto preparava um novo projeto mais alinhado com a sua identidade pessoal, com o comércio de proximidade e com as suas raízes familiares. É desse processo que nasce a Garrafeira Passaporte do Vinho.

Pensada como garrafeira e wine bar, a Passaporte do Vinho a rma-se como um espaço de proximidade, descoberta e partilha. A aposta recai na curadoria cuidada, no aconselhamento personalizado e na criação de uma experiência acessível, num ambiente acolhedor e pensado para as pessoas.

Num ano em que a Garrafeira Passaporte do Vinho assinala o seu primeiro aniversário, a história de Deolinda Alves a rma-se como um exemplo de empreendedorismo construído com tempo, experiência e coerência, mantendo abertas as perspetivas de crescimento e evolução futura.

NELSON SACHSE

Empreendedor

Nelson Sachse é um empreendedor português com uma carreira de mais de duas décadas na indústria tecnológica. A sua experiência abrange setores tão diversos como saúde, entretenimento digital, educação e mobilidade urbana e marítima. Viveu uma década em Londres, onde liderou equipas de engenharia e desenvolveu produtos para empresas de referência internacional, foi orador em vários eventos globais e organizou eventos para a Google e na área de EdTech.

Após o seu regresso a Portugal, fundou a matosinhos.tech em 2021, com o objetivo de criar um polo tecnológico de impacto global a

partir da cidade de Matosinhos. Sob a sua liderança, a comunidade organizou dezenas de eventos em locais emblemáticos como o Mercado Municipal de Matosinhos, o Teatro Constantino Nery, as Piscinas das Marés, a Casa da Música e o Mosteiro de Leça. Estes eventos trouxeram a Matosinhos especialistas de renome mundial (como da Apple) e conectaram o talento local com empresas internacionais. Atualmente, a matosinhos.tech reúne mais de 5.000 membros em todo o mundo e é um centro de colaboração e ambição para a região Norte, consolidando a posição de Matosinhos no mapa da inovação tecnológica europeia.

RUI RIBEIRO

Empreendedor

Rui Ribeiro, é CEO e Fundador da QSP-Marketing Management & Research desde 2004. Formado em Protocolo Multicultural e Formação em Criatividade e Inteligência Emocional, frequentou também o Curso de Gestão do ISAG, é MBA Executivo pela Porto Business School (PBS), Mestre em Gestão e Negócios pelo IESF, curso Geral de Finanças ministrado pela PBS, e tem a formação para executivos pelo IESE – Universidade de Navarra. Conta diversas participações e supervisão de vários projetos qualitativos e quantitativos em diversos sectores da atividade económica, bem como em diversos estudos research e neuromarketing.

Foi orador do primeiro QSP Summit com apresentação denominada “Marca – Criação de Valor” e tem coordenado anualmente a organiza-

ção desta Conferência Internacional. Tem ainda participado em algumas das maiores conferências mundiais de marketing e gestão.

Foi Diretor Geral do Grupo Media Capital, colaborando com diversos órgãos de comunicação social, tais como a TVI, Diário Económico, Semanário Económico, Fortunas & Negócios, Marketing & Publicidade, Brie ng, PcWorld, Computerworld, IOL, Publifaces, TCS, LUX e Maxim, entre outros.

Exerceu a Direção de Publicidade da Rádio Comercial, Rádio Cidade, Rádio Nostalgia, Rádio Nacional e Rádio Romântica. Dirigiu os departamentos de Marketing e Publicidade da TSF, Grande Reportagem, Rádio Energia e XFM. No seu percurso pro ssional inclui-se ainda o desempenho das funções de Diretor Adjunto da Rádio Nova Era.

J JOSÉ PINTO

José Pinto, licenciado em Psicologia Clínica e da Saúde. Pós-graduado em Clínica Médico Legal, Especialista em Medicina Legal. Mestrado em Medicina Legal e Doutorando em Psicologia Jurídica e Forense. Trabalha na Cruz Vermelha Portuguesa desde 2005, e começou como psicólogo da Casa de Abrigo para Vítimas de Violência Doméstica. Coordenou a Linha Nacional de Emergência Social - 144 no Distrito do Porto. Coordenou o Centro de Atendimento a Vítimas de Violência, a Resposta de Acolhimento de Emergência para Vítimas de Violência Doméstica e também coordena a Resposta de Psicoterapêutica para Crianças e Jovens Vítimas de Violência Doméstica. É ainda Técnico Especialista da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género e Perito em Medicina Legal desde 2005. Esteve ainda envolvido em Missões Humanitárias em países africanos, como Moçambique e Zimbábue. José Pinto fez parte da Equipa de Intervenção em Crise e Catástrofe, com intervenções no âmbito da crise, como suicídio, homicídio e outros crimes. Na sua carreira foi também responsável da equipa psicossocial no trágico incêndio de Pedrogão Grande, em 2017, e posteriormente em Coimbra. O seu percurso é também virado para o ensino e a formação, sendo Professor Convidado no Mestrado em Medicina Legal do ICBAS. Trabalha como formador de várias entidades, como a UMARUnião de Mulheres Alternativa e Resposta e APAV – Apoio à Vítima, para capacitar os pro ssionais que trabalham diretamente com vítimas de crime. É também formador do Ministério da Administração Interna e do Ministério da Saúde, da Educação e Justiça. Em 2018 foi convidado para integrar a Direção da Cruz Vermelha Portuguesa como Tesoureiro, tendo posteriormente e até à atualidade sido nomeado Diretor Executivo da Delegação de Matosinhos. Em 2024 foi convidado para integrar a Direção como Diretor Executivo da Delegação de Vila Nova de Gaia, estando em acumulação dessas funções com a delegação de Matosinhos

MANUEL MOREIRA DA SILVA

Empreendedor

Manuel Moreira da Silva é Presidente do ISCAP, Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto, desde 2022, tendo sido anteriormente vice-presidente para a Investigação e Internacionalização e Presidente do Conselho Pedagógico. É professor Coordenador e docente do ISCAP desde 1998, sendo doutorado em Linguística pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e mestre pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. É membro do Conselho Estratégico de Investigação do Instituto Politécnico do Porto e Presidente do Comité Executivo da Associação de Centros de Língua Portuguesa (ReCLes.pt), que reúne 17 universidades e politécnicos. Pertence ao Coordinating Committee das redes europeias CERCLES e CARPE Network.

Foi investigador no INESCTEC, Laboratório Associado do Estado, entre 2005 e 2018, quando fundou o CEOS.PP - Centro de Investigação em Estudos Organizacionais e So-

ciais do P.Porto, onde é investigador integrado. Preside ao Conselho de Ética e Deontologia da APTRAD. Foi membro fundador do CCRVA – Centro de Competências em Realidade Virtual e Aumentada do P.Porto. Participa e participou em mais de 20 projetos competitivos nacionais e europeus, tendo sido (co)autor de dezenas de artigos em revistas e livros cientí cos e chair e orador convidado de vários eventos cientí cos internacionais. É coeditor das revistas: e3 - Revista de Economia, Empresas e Empreendedores na CPLP e da RTIC - Journal of Technologies Information and Communication, tendo sido coeditor da Revista POLISSEMA – Revista de Letras do ISCAP.

Há 28 anos ligado ao Concelho de Matosinhos, é membro do Conselho Consultivo de Economia de Matosinhos, do Conselho Geral da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, tendo sido também membro do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas Abel Salazar e membro do Conselho Municipal da Educação.

RODRIGO MAIA

Engenheiro e Gestor

Rodrigo Maia nasceu no Porto em 1979 e aí cresceu e estudou, licenciando-se em Engenharia Civil pela FEUP em 2002. Complementou a sua educação com várias pós-graduações na área de gestão, destacando-se o MBA Executivo na Porto Business School em 2021. Fez carreira no mundo da Engenharia e Construção. Trabalhou como projetista de pontes e viadutos na JLCM e na Armado Rito Engenharia, foi diretor de produção de obras rodoviárias e edifícios na construtura Novopca, sedeada em Matosinhos. Fez também carreira internacional, como diretor de divisão na MCAVias em Angola e como gestor de marketing na Hilti, no Liechtenstein. No regresso a Portugal, foi diretor de gestão de parceiros na Farfetch e é desde 2023 diretor de serviço ao cliente na Körber Supply Chain

Portugal, sedeada em Matosinhos. Paralelamente, está há muitos anos ligado ao mundo imobiliário: é sócio da Realplano, empresa do Grupo Omega, promotor imobiliário sedeado no Porto. Em 2023, Rodrigo Maia fundou duas empresas: a DimensionOscope, prestadora de serviços de consultoria e gestão de projetos de investimento imobiliário; Habit.Norte, Cooperativa de Habitação, com o propósito de construir vários edifícios residenciais em Guifões, Matosinhos – uma zona com infraestruturas de excelência e terra natal da família paterna de Rodrigo Maia. O modelo cooperativo permite o desenvolvimento de soluções habitacionais adequadas, a preços abaixo do mercado, direcionados a jovens e pequenas famílias, procurando criar impacto positivo signi cativo no tecido social daquela comunidade de Matosinhos.

PEDRO CRAVO

Engenheiro

Pedro Manuel da Rocha Cravo, nasceu em 1960 na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, Aveiro. Anos mais tarde mudou-se para Matosinhos, pois o pai trabalhava na Petrogal, terminando a 4.a classe em Freixieiro.

Fez o ciclo no “Palacete”, onde esteve no Quadro de Honra, conquistando o direito a receber 2000 escudos. Continuou a sua formação no Liceu Nacional de Matosinhos e foi escuteiro no Agrupamento 267 de Santa Cruz do Bispo, experiências que marcaram os seus primeiros anos de vida.

Em 1983, concluiu o curso de Engenharia Técnica Mecânica no Instituto Superior de Engenharia do Porto. Nesse mesmo ano, guiado por uma das suas grandes paixões, cofundou o Andebol Clube Lusitanos, em Santa Cruz do Bispo, onde hoje desempenha o cargo de Presidente do Conselho Fiscal. Anteriormente, também foi atleta

de andebol de 7 no Leixões Sport Clube, re etindo o seu envolvimento ativo com o desporto. Dador de sangue, fez também parte do Núcleo de Matosinhos da Amnistia Internacional, mantendo uma ligação profunda a Matosinhos.

A sua carreira pro ssional iniciou em 1984 e estendeu-se por mais de três décadas, dedicada à construção de máquinas e acessórios para as indústrias têxtil, grá ca e de madeira. Atualmente, continua ligado à área, prestando apoio na organização e consultoria em metalomecânica. Nos tempos livres, Pedro Cravo cultiva diversas paixões. É praticante de golfe há 20 anos, sendo sócio do Citygolf, na Senhora da Hora, e da ASGNP – Associação de Seniores de Golfe do Norte de Portugal, com handicap de 17,6. Também se dedica à dança, destacando-se em estilos como kizomba, salsa e bachata, mostrando uma versatilidade que alia desporto, cultura e lazer.

MANUEL COSTA

Economista

Manuel Augusto de Sousa Costa, nasceu em Cabeça Santa, Pena el, em 12 de fevereiro de 1949, tendo vindo viver para o Porto com 6 anos de idade, onde frequentou a Escola Primária de Aldoar. Como era o mais novo dos 4 irmãos, os seus pais pediram ao professor da 4.a classe para o propor para fazer o exame de admissão, na Escola Gomes Teixeira, onde fez os dois anos da Escola Preparatória. Findo este ciclo matriculou-se na Escola Comercial em Matosinhos, na Rua Conde Alto de Mearim, no Palacete do próprio Conde Alto Mearim (hoje camionagem Resende), onde permaneceu um ano até à inauguração da atual Escola Industrial e Comercial de Matosinhos, Escola Gonçalves Zarco, onde terminou o Curso Geral do Comércio, em 1966.

Poucos dias depois entrava como escriturário na Empresa Fabril do Norte, na Senhora da Hora. Como não tinha mais que estudar, foi aperfeiçoar o Francês (no Instituto de Francês do Porto) e o Inglês (British Institute) e iniciar no Alemão (Instituto de Cultura Alemã) em nais dos anos sessenta. Como não havia internet naquela altura e gostava de saber o que se passava nalguns países, tinha umas dezenas de pen-friends com quem correspondia para saber como se vivia nalguns países e melhorar, em termos de escrita, o seu francês e inglês.

Após dois anos de tropa, regressou à EFANOR e reiniciou os estudos, fazendo Curso Complementar de Contabilidade e Administração, na Gonçalves Zarco. Em 1974 ingressou na Faculdade de Economia do Porto no curso de Economia. Neste período mudou-se para a Banca, por ser uma área mais compatível com o curso, onde ascendeu à

Diretoria. Durante o seu percurso pro ssional na área, lecionou na mesma escola por onde tinha passado, a Escola Gonçalves Zarco, em Matosinhos. Em 1996, desa ado pela sua mulher, fundaram o bar/esplanada “Lais de Guia”, na Praia de Matosinhos, que durante muitos anos foi referência da juventude (e não só) de Matosinhos e do Grande Porto.

Aquando da construção do calçadão de Matosinhos, do Arq. Souto Moura, foi determinado/acordado que dos oito concessionários que antes existiam deveriam car apenas três concessões, mais o Lais de Guia, que deveria ser equiparado a uma pré-existência. Assim da fusão de três antigas concessões nasceu a Praia do Titan, que ainda hoje está sob a sua gestão.

Antes de 1996, os bares de praia abriam com o início da época balnear, isto é, em 15 de junho e fechavam em 15 de setembro, deixando as praias ao abandono, não havendo ninguém que as limpasse. Quando se instalaram na Praia Moderna, em 1996, iniciaram uma campanha de limpeza, com um pequeno trator próprio de limpeza da areia e zeram ver às entidades competentes (Câmara e APDL) que a limpeza da praia não podia ser apenas na época balnear, pois era utilizada todo o ano por grupos de amigos de futebol/voleibol e por cada vez mais por pessoas ligadas ao surf, incluindo muitos estrangeiros.

Ao m de várias denúncias e apesar dos concessionários comparticiparem no pagamento da limpeza da praia, felizmente foram ouvidos, e agora acredita que dá gosto passar no calçadão de Matosinhos, ver a praia limpa e muita gente a usufruir dela das mais variadas formas.

JORGE MAGALHÃES

Saúde

Jorge Manuel Pinto Leite de Magalhães, nasceu a 31 de julho de 1954 em Oliveira de Azeméis. Viveu de 1957 a 1959 no Brasil e regressou a Portugal, à cidade do Porto, onde estudou e concluiu o curso de Medicina em 1977.

Casou-se a 17 de setembro de 1977 com Maria de Fátima Moreira Teixeira, natural e a residir em Matosinhos. Tem 3 lhos (Ricardo Jorge, engenheiro; Mariana Soa, farmacêutica hospitalar; Rita Maria, farmacêutica comunitária) e uma neta Maria, estudante.

Foi assistente da cadeira de Higiene e Epidemiologia da Faculdade de Medicina do Porto de 1977 a 1995. Em 1980 foi residir de nitivamente em Leça da Palmeira em 1980. Fez serviço Médico à Periferia (também com a esposa) em Mesão Frio (1980/81) e esteve posteriormente a trabalhar em Tarouca (1982/85), onde além de médico Medicina Geral e Familiar (MGF), teve responsabilidade de direção dos serviços do Centro de Saúde, Saúde Pública e Hospital Concelhio de Tarouca. Em março de 1985 foi para a cidade do Porto para MGF do Centro de Saúde de Ramalde até 2014, altura em que se reformou da Função Pública. Mantém a atividade pro ssional na situação de privada tendo uma pequena clínica em

Leça da Palmeira (Clínica Médica do Corpo Santo) assim como em várias locais: Centro Social e Paroquial de Santa Cruz do Bispo, Ikea(fábrica), Junta Médica da Câmara Municipal do Porto. Faz parte da Direção (secretário) da Associação Humanitária de Matosinhos-Leça da Palmeira (Bombeiros Voluntários), Associação Ajude a Guiné-Bissau (Presidente), Associação Cultural Amigos de Leça da Palmeira (Presidente), Rotary Club de Leça da Palmeira (tendo sido cinco vezes Presidente), Associação dos Servitas de Nossa Senhora de Fátima ( onde é médico e sendo co-responsável clínico do posto de Socorros do santuário de 1981 a 2015), Federação Portuguesa de Automóvel e Karting( pertence Comissão Médica), Santuga (associação para apoio a São Tomé e Príncipe), Huella Latina (associação de apoio a todos os latino-americanos em Portugal e Europa, Liga dos Combatentes (associado e médico probonos), associado de várias associações do concelho de Matosinhos, quer como associado quer como pro ssional de saúde (probono). Foi candidato a Câmara Municipal de Matosinhos em 2017 pelo PSD. Jorge Magalhães tem como lema principal de vida: “Dar de si sem pensar em si”, um lema do Rotary Internacional/Cristão.

FERNANDO ROSA

Saúde

Fernando Albino Domingues Oliveira da Rosa. Nascido em 1 de agosto de 1959, em Pera ta, iniciou a sua formação na Escola Secundária Augusto Gomes e licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1984. Licenciou-se em Medicina e Cirurgia pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1984. Entre 2008 e 2013 dirigiu o Departamento de Medicina e, atualmente, lidera o Departamento de Emergência e Medicina Intensiva e o Serviço de Urgência do Hospital Pedro Hispano. Integrou a equipa que implementou a primeira Unidade de Cuidados Intermédios de Portugal, cuja atividade coordenou entre 1998 e 2008, tendo estas estruturas um papel importante no tratamento global do doente crítico. Contribuiu para a estruturação da segunda Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital Pedro Hispano. Ao longo da carreira, desempenhou ainda funções como adjunto da Direção Clínica do Hospital Pedro Hispano e posteriormente, integran-

do o Conselho de Administração, de 2010 a 2012 foi o Diretor Clínico dos Cuidados Hospitalares. Foi coordenador da Comissão de Farmácia e Terapêutica e investigador principal em estudos clínicos multicêntricos. Participou ativamente em grupos de trabalho do Ministério da Saúde e em encontros cientí cos, com um papel relevante na formação de novos pro ssionais de saúde.

Teve igualmente intervenções na transformação digital na área da saúde. Em 2012 apresentou publicamente a Plataforma de Dados de Saúde, projeto pioneiro que permitiu a partilha de informações entre todas as Unidades de Saúde de Portugal, ao qual se seguiram outras funcionalidades como Teleconsultas e a receita eletrónica. Coordena, nesse âmbito, a Comissão Local de Informatização Clínica da ULSM e integra a Comissão Local de Proteção e Segurança da Informação.

Teve igualmente intervenção na área social, como presidente da Direção da Associação de Apoio Social de Pera ta entre 2019 e 2025.

CRISTINA GAVINA

Saúde

Nascida e residente em Matosinhos, Cristina Gavina estudou na Escola Augusto Gomes e licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 1997, tendo recebido vários prémios escolares, dos quais se destaca o prémio obtido pela melhor classi cação nal do curso de Medicina de 1991/97. Concluiu o seu doutoramento em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto em 2015, onde colabora como Professora Associada Convidada. Tem ainda a competência em Gestão dos Serviços de Saúde da Ordem dos Médicos, a pós-graduação em Gestão na Saúde pela Católica Porto Business School, e o Master in Sciences in Clinical Trials pela Universidade de Oxford.

Especialista em Cardiologia desde 2005, trabalhou no Hospital de São João até 2011, onde foi responsável pela Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos, altura em que passou a integrar o Serviço de Cardiologia da ULS de Matosinhos, o qual dirige desde 2016. De 2016 a 2023 foi Diretora do Departamento de Medicina, e responsável pelo Serviço de Investigação, Epidemiologia Clínica e Saúde Pública Hospitalar de 2023 a 2025. Em 2025 colaborou na criação do Departamento de Formação, Ensino, Investigação, Inovação e Desenvolvimento, o qual dirige atualmente. É ainda a Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia para o biénio 2025/2027, sendo a primeira mulher a presidir esta sociedade cientí ca fundada em 1949.

JOSÉ BEÇA

Saúde

ODr. José Beça é uma referência na Medicina Dentária em Matosinhos, distinguindo-se não apenas pela excelência clínica, mas sobretudo pela forma humana e próxima com que exerce a sua pro ssão. Para o Dr. José Beça, a Medicina Dentária vai muito além do tratamento técnico: é um compromisso diário com as pessoas, baseado na con ança, no respeito e na empatia — valores que têm marcado a sua carreira ao longo de mais de três décadas.

Licenciado em Medicina Dentária pelo ISCS-N em 1994, iniciou a sua atividade clínica como generalista, tendo desde cedo demonstrado uma forte vocação para a Endodontia e a Dentisteria Adesiva. Em janeiro de 1995, integrou um estágio clínico com o Dr. Miguel Santana e o Dr. Henrique Reis, na clínica que esteve na génese do atual CMD. Poucos meses depois, em outubro de 1995, foi convidado a integrar a equipa do CMD na sua localização atual, onde permanece até hoje como um dos seus pilares clínicos. Ao longo do seu percurso pro ssional, o Dr. José Beça apostou continuamente na diferenciação e atualização cientí ca. Em 2001, realizou um estágio clínico em Madrid com o Dr. Rafael Miñana, reconhecido como o primeiro endodontista exclusivo da Europa. Em 2010, concluiu a Pós-Graduação em Endodontia pelo ISCS-N, consolidando uma prática clínica de excelência, atualmente

focada de forma exclusiva em Endodontia mecanizada com utilização de microscópio, aliada à Dentisteria Adesiva. Participou em inúmeros cursos, congressos e palestras nacionais e internacionais, sendo membro ativo de várias sociedades cientí cas, nomeadamente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD), da Sociedade Portuguesa de Endodontia (SPE) e da European Society of Endodontology (ESE). Encontra-se inscrito na Ordem dos Médicos Dentistas com a cédula pro ssional n.o 1138.

O sucesso e a consistência do seu trabalho clínico são também fruto de uma equipa sólida e dedicada. Neste contexto, destaca-se o contributo da sua assistente, Matilde Canhoto, cujo pro ssionalismo, rigor técnico e sensibilidade no acompanhamento dos pacientes são amplamente reconhecidos. A sua dedicação diária, atenção ao detalhe e capacidade de criar um ambiente sereno e acolhedor em clínica são elementos fundamentais para a excelência do serviço prestado, re etindo-se diretamente na experiência e con ança dos pacientes.

A parceria pro ssional entre o Dr. José Beça e Matilde Canhoto representa um exemplo de trabalho em equipa pautado pela competência, respeito e compromisso com a qualidade, valores que fazem do seu percurso uma referência na área da saúde oral em Matosinhos.

CLÍNICA OXYVIVA

Em Leça da Palmeira, a Oxyviva a rma-se como um novo conceito de estética clínica e bem-estar avançado, onde ciência, tecnologia e cuidado humano se encontram. Muito mais do que um espaço de estética, é uma clínica orientada por evidência cientí ca, com protocolos personalizados que respeitam a siologia e a individualidade de cada cliente. Num ambiente so sticado e contemporâneo, a Oxyviva propõe uma abordagem integrada, de dentro para fora. Falámos com Pedro Carvalho, fundador, administrador e responsável cientí co, para conhecer a visão que está a rede nir a relação entre beleza, saúde e longevidade.

A Oxyviva nasce num território profundamente ligado ao mar e à vitalidade atlântica. Como surge este projeto e qual foi a sua principal motivação?

A Oxyviva nasce de uma visão clara: a estética contemporânea deve transcender a aparência e assumir-se como uma extensão da saúde e do bem-estar integral. Em Matosinhos, um território marcado pela energia do oceano e pela relação com o corpo e o movimento, criámos um espaço onde ciência, tecnologia e cuidado humano coexistem de forma harmoniosa. A motivação foi oferecer uma abordagem so sticada, baseada em evidência cientí ca, que respeita a siologia humana e promove vitalidade, longevidade e equilíbrio — de dentro para fora.

Num mercado cada vez mais competitivo, o que distingue a Oxyviva de outros espaços de estética e bem-estar?

A Oxyviva distingue-se pela sua loso a clínica e pelo nível de personalização. Não somos apenas um centro de estética, nem apenas um espaço de bem-estar. Somos uma clínica de estética avançada onde cada cliente é

compreendido como um todo — corpo, mente e função. Cada protocolo nasce de uma avaliação individual e é pensado para respeitar o ritmo biológico e os objetivos de cada pessoa. Essa integração entre ciência, tecnologia de ponta e acompanhamento clínico rigoroso de ne a nossa identidade.

Como é feita a articulação entre tecnologia avançada e acompanhamento clínico?

Na Oxyviva, a tecnologia nunca atua isoladamente. Antes de qualquer tratamento, realizamos uma avaliação estruturada que considera histórico clínico, estilo de vida, condição da pele, composição corporal e estado funcional. A tecnologia é uma ferramenta de precisão; o critério clínico é o elemento orientador. Este modelo garante segurança, e cácia e resultados consistentes, sempre com uma abordagem ética e responsável.

A seleção das tecnologias re ete um posicionamento exigente. Que critérios cientí cos estiveram na base dessa escolha?

Todas as tecnologias da Oxyviva foram selecionadas com base em três pilares fundamentais: evidência cientí ca robusta, e cácia comprovada e elevado per l de segurança. Trabalhamos apenas com soluções amplamente estudadas e reconhecidas internacionalmente, garantindo benefícios reais, mensuráveis e sustentáveis.

A oxigenoterapia hiperbárica é uma das experiências diferenciadoras do espaço. Que benefícios oferece?

A oxigenoterapia hiperbárica permite a inalação de oxigénio a elevadas concentrações num ambiente pressurizado, potenciando a oxigenação dos tecidos. Os seus benefícios incluem a aceleração da regeneração celular, a redução da in amação, a melhoria da recuperação muscular e neurológica e o suporte ao envelhecimento saudável. É uma abordagem segura, não invasiva e profundamente regenerativa, quando aplicada em equipamentos certi cados e sob protocolos clínicos rigorosos.

Tecnologias como o HIFU e o laser díodo têm vindo a rede nir a estética moderna. Como são integradas na Oxyviva?

O HIFU permite atuar nas camadas profundas da pele através de ultrassons focalizados, estimulando a produção de colagénio e promovendo rmeza de forma natural e progressiva. Já o laser díodo, baseado na fototermólise seletiva, oferece uma solução e caz e segura para a redução progressiva do pelo, adaptável a diferentes fototipos, com benefícios adicionais na uniformização da pele e estímulo do colagénio. Ambas as tecnologias são integradas em protocolos personalizados, respeitando sempre a individualidade de cada cliente.

Para além da tecnologia, a Oxyviva valoriza cuidados manuais e terapêuticos. Qual a importância desses tratamentos?

As limpezas de pele profundas e as massagens terapêuticas — relaxantes, desportivas e linfáticas — são pilares essenciais da nossa abordagem. Estes cuidados promovem regeneração, equilíbrio e desintoxicação, preparando o

corpo e a pele para potenciar os efeitos das tecnologias.

A estética, quando associada ao toque terapêutico e à siologia, ganha profundidade e signi cado.

Como é feita a avaliação inicial e o acompanhamento ao longo do tempo?

A avaliação inicial é detalhada e personalizada, permitindo traçar um per l individual claro. Acompanhamos cada cliente através de reavaliações periódicas, registos clínicos e análise de resultados objetivos. Os protocolos são ajustados continuamente, garantindo e cácia, segurança e evolução sustentada.

A multidisciplinaridade parece ser um eixo central do projeto. Porquê essa escolha?

Porque a estética isolada tem limites. Quando integrada com áreas como sioterapia, nutrição, saúde funcional e regenerativa, os resultados tornam-se mais profundos e duradouros. Esta visão permite atuar sobre causas, e não apenas sobre sintomas, elevando a experiência e o impacto real na qualidade de vida.

Quais são os próximos passos da Oxyviva?

O nosso objetivo é a rmar a Oxyviva como uma referência nacional em estética clínica e bem-estar avançado. Pretendemos integrar novas tecnologias ligadas à ciência regenerativa, desenvolver programas de longevidade e promover educação em saúde. Mais do que crescer, queremos criar impacto — ajudando pessoas a viver com mais saúde, consciência corporal e elegância no tempo.

Dr. José Miguel Azevedo - Diretor Clínico

IMUNO HEMOTERAPIA

OServiço de Imunohemoterapia do Hospital Pedro Hispano é reconhecido como um exemplo de excelência no país. Liderado pelo Dr. Frederico Sabio desde 2022, conta com uma equipa altamente quali cada composta por 22 pro ssionais: quatro médicos, três enfermeiras, 11 técnicos superiores auxiliares de diagnóstico, duas assistentes técnicos e duas assistentes operacionais.

Este serviço é essencial para a instituição, assegurando suporte transfusional de alta qualidade, incluindo transfusão de plaquetas,

eletrólitos e outros produtos hemoderivados, bem como o diagnóstico e tratamento de patologias relacionadas com a coagulação, como trombo lias e coagulopatias. A participação no programa Patient Blood Management, que prepara os doentes para cirurgia, re ete o compromisso com a segurança e e cácia dos cuidados prestados. A excelência deste serviço, diversi cada e dedicada, marca pela união, comunicação e caz e ambiente de trabalho positivo, sempre com foco no bem-estar e na saúde dos doentes.

Saúde

EMÍLIA FRADINHO

Ensino

Emília Maria Ramalho Santos Barbosa

Martins Fradinho, nasceu no lugar de Bouças, em Matosinhos, no dia 7 de Julho de 1961. Filha de António Santos Barbosa e de Maria Alina Barbosa tem ainda uma irmã muito especial a quem se dedica de alma e coração. É casada, tem dois lhos e quatro netos. Matosinhense de gema, andou no Colégio da Boa Nova, fez a escola primária em Custóias, onde residia na altura e, regressando a Matosinhos, a Bouças, fez o 2º Ciclo no Palacete Visconde de Trevões. Em 1973/74 ingressa no Liceu de Matosinhos, atual Escola Secundária Augusto Gomes, tendo aí concluído o Propedêutico (atual 12º ano), tendo seguido para o ensino superior. Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, (Inglês e Alemão), abraçou o ensino em outubro de 1983, pro ssão que ainda exerce com a mesma paixão na Escola Secundária Augusto Gomes, desde 1989. Milhares de alunos vivenciaram e continuam a vivenciar esta entrega pois “considero que ser professor é desempenhar uma missão mágica, transmitindo conhecimentos, competências e atitudes, com amor! A escola é um prolongamento da casa, daí que o nosso papel de educadores tem que ser pro ssional, rigoroso mas revestido de afetos!”.

Trabalhar numa escola não é tarefa fácil pois muitas são as valências de cada instituição, para além de que lidar com crianças e jovens é algo complexo. Além de professora desempenhou todos os cargos inerentes à pro ssão, tendo sido Presidente do Conselho Geral, Coordenadora dos Diretores de Turma, Coordenadora de Departamento e foi, há mais de 20 anos, a impulsionadora e concretizadora do Projeto de Gabinete Disciplinar e Sala de Estudo na ESAG, valências que ainda hoje funcionam. Professora muito ligada aos alunos, principalmente aos mais fragilizados a nível de desempenho, disciplinar e afetivo, fez um Curso de Formação, em Coimbra, sobre Problemas Disciplinares e Mediação de Con itos, na escola. De sorriso fácil, abraçou com a mesma força outros projetos como fazer voluntariado no Hospital Pedro Hispano, ser membro dos Lions Clube de Matosinhos, ser membro do Órgão Consultivo da Santa Casa da Misericórdia e ainda, de cariz diferente, ser vereadora da Câmara Municipal de Matosinhos, por um Movimento Independente. Hoje em dia, continua a exercer a sua atividade pro ssional mas “já é tempo de usufruir de outras essências, ser cuidadora de quem de mim precisa, simplesmente contemplar o já vivido e realizar sonhos”.

CARLOS MARINHO

Ensino

Carlos Marinho nasceu em Matosinhos e reside na Senhora da Hora. Em 2025 foi o professor que somou mais palestras de matemática e ciência em Portugal, com “Matemática Tem Magia!”.

É Presidente da Comissão de Organização do I Congresso Nacional de Matemática 2025, que comemorou o Dia Internacional de Matemática em março de 2025, publicado no site Internacional Day of Mathematics. Fez parte da Comissão de Organização do Congresso Anual da SPDMov - Sociedade Portuguesa de Doenças de Movimento, em Doenças Neurodegenerativas, com o título “O Futuro das Doenças do Movimento”. Fez ainda

parte da comissão de organização de diversos eventos, seminários e encontros, e.g., sobre corrupção e ética. Carlos Marinhos é doutorado pela Universidade de Vigo, Espanha, tem Mestrado pela Universidade Católica Portuguesa e tem Licenciatura em Matemática pela FCUP, da Universidade do Porto. É Docente de Matemática do Departamento de Ciências Exatas e Experimentais da ESAG Para além disso, escreve artigos cientí cos de matemática, de ciência e índole geral. Deu diversas entrevistas a órgãos de comunicação social a comentar matemática, ciência, educação, política (eleições), desporto e outras áreas a ns.

@António Alves

LUÍSA PINTO

Cultura

Luísa Pinto é nascida e criada em Matosinhos. Doutorada em Estudos Artísticos, na especialidade de Estudos Teatrais e Performativos, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e pós-doutorada em Artes Cénicas pela ECA – Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). É encenadora, investigadora, atriz e professora nos cursos de Teatro da Escola Superior Artística do Porto (ESAP) e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Investigadora integrada no Centro de Estudos Arnaldo Araújo/ESAP, unidade nanciada pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, tem obra publicada e apresenta regularmente comunicações sobre teatro e artes performativas em encontros nacionais e internacionais, incluindo a Quadrienal de Praga de 2023. É Diretora Artística da Companhia de Teatro Narrativensaio-AC.

Enquanto encenadora, levou à cena mais de trinta peças, entre as quais Missa do Galo e Amor Solúvel, de Carlos Tê; Breviário Gota D’Água; O Filho Pródigo, de João Maria André; A Vida no Campo, de Joel Neto; e Anónimo Não é Nome de Mulher, de Mariana Correia Pinto. Este último contou ainda com encenação de António Durães e Maria de Medeia, entre outras. Assina também o espaço cénico da maioria dos seus projetos. Os seus espetáculos têm circulado por todo o país e pelo Brasil. Entre 2007 e 2015, foi Diretora Artística do

Teatro Municipal de Matosinhos Constantino Nery. Trabalhou ainda como apresentadora e autora de programas culturais para a RTP. É corealizadora do documentário Rompendo os Muros da Prisão e do Filme-Concerto – O Filho Pródigo. Em 2025, com o apoio da DGArtes, estreou Uma Rua de Cada Vez, de Mariana Correia Pinto e com encenação de António Durães e Luisa Pinto, espetáculo no qual acumulou a função de protagonista. A produção teve apresentações públicas de norte a sul do país. No âmbito do apoio da DGArtes à internacionalização, apresentou no Brasil Anónimo Não é Nome de Mulher, partilhando o palco com Maria Quintelas, em cinco teatros municipais do estado de São Paulo.

Foi também diseuse de poesia em diversos encontros e feiras literárias, entre elas a Feira do Livro do Porto. Concluiu o seu pós-doutoramento na Universidade de São Paulo e, no âmbito da investigação, publicou um livro sobre teatro com o apoio do Centro de Estudos Arnaldo Araújo/FCT. Realizou ainda o lme documental Eu Queria Ser Tudo, com estreia marcada para 2026.

“Matosinhos continua a ser a minha sala de jantar preferida e, no campo das artes e da cultura, destaco a maravilhosa Casa da Arquitectura, a Orquestra de Jazz de Matosinhos, o Teatro Municipal Constantino Nery e o mar, sempre o mar!”

RUI BARREIRA

Comunicação

Rui Barreira construiu a sua carreira a partir de uma relação consistente e consciente com a comunicação. Desde cedo, fez da criatividade, da escuta e da clareza ferramentas centrais do seu percurso, a rmando-se como alguém capaz de ligar pessoas, ideias e contextos com naturalidade e propósito.

Ao longo dos anos, integrou projetos de grande dimensão e trabalhou com equipas sólidas, em ambientes exigentes onde a visão estratégica e a capacidade de comunicação fazem a diferença. O seu contributo destacou-se não pelo protagonismo, mas pela forma como promove alinhamento, traduz complexidade em sentido e cria bases duradouras para o trabalho coletivo.

Com um percurso desenvolvido desde muito jovem na área da comunicação e da criatividade, Rui Barreira consolidou uma prática assente na autoria

responsável, na colaboração e na con ança mútua. A sua abordagem valoriza processos claros, relações humanas fortes e a convicção de que boas ideias ganham força quando são bem comunicadas.

Hoje, o seu trabalho re ete essa maturidade: resolve problemas, estrutura pensamento, constrói narrativas e dá forma a projetos com impacto real. A sua comunicação é direta, empática e e caz, capaz de gerar entendimento, mobilizar equipas e transformar intenções em ação.

Mais do que procurar reconhecimento, Rui Barreira a rma-se pela consistência do seu percurso e pela forma como se mantém el aos valores que orientam o seu trabalho. O resultado é uma carreira sólida, construída com integridade, e uma presença pro ssional marcada pela clareza, pela con ança e pela capacidade de criar ligações relevantes.

MUNDO SECRETO

Banda

Musical

Os Mundo Secreto são uma banda natural de Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, fundada em 1999, e assumem-se como um dos projetos mais marcantes da música urbana portuguesa das últimas décadas. A sua identidade artística nasce da ligação ao território, às vivências urbanas e à cultura musical que marcou uma geração no virar do milénio.

Em 2007 lançaram o álbum de estreia “Mundo Secreto”, que rapidamente os projetou para o topo da música nacional. Temas como “Põe a Mão no Ar”, “Chegámos à Party”, “Põe Aquele Som”, “Sabemos Onde Vamos” e “Essência” tornaram-se fenómenos imediatos, transformando o disco num verdadeiro clássico. O single “Põe a Mão no Ar” atingiu o 1.0 lugar mundial no YouTube, mantendo-se em destaque nas tendências durante uma semana. O sucesso radiofónico e televisivo - com forte presença na série juvenil Morangos com Açúcar (TVI) -, aliado à exposição mediática noutros meios, permitiu à banda atuar ao lado de artistas internacionais como as Pussycat Dolls e Rihanna. Ainda em 2007, os Mundo Secreto foram convidados a criar o novo genérico de Morangos com Açúcar, tendo também integrado a banda sonora da novela Vila Faia (RTP) com o tema “Essência”. Em 2009 editaram o segundo álbum de originais, “Soa o Alarme”, consolidando

o seu posicionamento no panorama do hip-hop nacional com temas como “Soa o Alarme”, “Oldskool”, “Fala a Sério” e “O Limite é o Céu”. Seguiu-se, em 2015, o terceiro álbum “Néons & Lasers”, inteiramente gravado, produzido e editado pela banda, re etindo uma abordagem independente e uma forte diversidade estética e sonora.

Em 2017 lançaram o single “Cadeira de Praia”, com co-produção de New Max (Expensive Soul). Já em 2023, integraram o evento “Revenge of the 2000’s”, revisitando temas que marcaram uma geração, com atuações em palcos de norte a sul do país, incluindo a Queima das Fitas do Porto

Atualmente, os Mundo Secreto são compostos por Nuno Melo (guitarra), Durval Nunes (MC/vocalista) e os gémeos Diogo e Miguel Moreira (MCs/vocalistas). Em 2024, lançaram o tema “Não Me Cortes a Vibe” e celebraram 25 anos de carreira com um concerto especial no Hard Club, assinalando um percurso profundamente ligado a Matosinhos e à sua identidade cultural.

A banda encontra-se agora a preparar o seu quarto álbum de originais, com lançamento previsto para o início de 2026, rea rmando a sua ligação às raízes, ao território e a uma criação artística que continua atual, relevante e próxima do público.

ASSOCIAÇÃO DE RESTAURANTES DE MATOSINHOS

Associativismo

Oano de 2025 cou marcado, para a Associação de Restaurantes de Matosinhos (ARM), por uma fase de consolidação dos projetos já existentes, mais do que pela introdução de novas iniciativas. A formação continua a assumir-se como o principal eixo estratégico da associação, reforçando o seu papel enquanto entidade de referência no desenvolvimento de competências no setor da restauração. Um dos projetos com maior impacto tem sido a parceria estabelecida com o IEFP de Matosinhos, que tem apresentado resultados muito positivos. No âmbito deste protocolo, a ARM assegura o recrutamento de candidatos inscritos no IEFP, desenvolvendo um percurso formativo com a duração de três meses, seguido de um estágio de igual período em contexto real de trabalho, integrado em restaurantes do concelho. Os números alcançados ao longo do último ano demonstram a e cácia do modelo, sendo que uma parte signi cativa dos formandos se mantém atualmente nos respetivos postos de trabalho. Com perspetivas de crescimento para 2026, a Associação de Restaurantes de Matosinhos prepara um reforço signicativo da sua oferta formativa. Em articulação com o IEFP, a associação passará a desenvolver três percursos formativos anuais, garantindo uma resposta contínua ao longo de todo o ano. As áreas de formação mantêm-se focadas no serviço de mesa, serviço de

bar, higiene e segurança alimentar e inglês aplicado à restauração, competências consideradas essenciais para a valorização pro ssional no setor.

Ainda em 2026, a ARM dará início a uma nova parceria, desta vez com a AIMA, assente em procedimentos semelhantes aos já implementados com o IEFP, nomeadamente ao nível do recrutamento e da formação. No entanto, estes novos percursos formativos integrarão um maior número de módulos, com especial enfoque em áreas como cidadania, cultura portuguesa e língua portuguesa, promovendo uma integração mais abrangente dos participantes.

Relativamente à colaboração com a Câmara Municipal de Matosinhos, os projetos existentes mantiveram-se ao longo de 2025. Contudo, por se tratar de um ano eleitoral, não foi possível imprimir maior dinamismo ou lançar novas iniciativas relevantes. A associação acredita que 2026 trará novas oportunidades de colaboração e desenvolvimento neste âmbito.

De forma global, o objetivo da Associação de Restaurantes de Matosinhos para o próximo ano passa por reforçar a sua a rmação enquanto entidade associativa representativa do setor, mas também enquanto entidade pedagógica de referência, contribuindo de forma ativa para a quali cação dos pro ssionais da restauração e para o desenvolvimento sustentável do tecido empresarial local.

JOSÉ MANUEL RAMOS

Gastronomia

Natural de Matosinhos, José Manuel Ramos de Carvalho, nasceu a 11 de maio de 1956.

Viveu sempre em Matosinhos e tem dois lhos: Rute Carvalho, Empresária, e Pedro Carvalho, Nutricionista. O seu avô paterno, Artur Pereira Maia de Carvalho, foi um dos fundadores da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Leixões, em 1931.

José e a sua família são Leixonenses de gema e, como não podia deixar de ser, teve um passado como jogador de basquetebol do Leixões Sport Clube. Esteve também ligado como Dirigente e Jogador do Sporting Clube de Matosinhos. Também colaborou como Dirigente do Desportivo de Leça, entre outras associações de caráter escolar e cultural.

Começou a trabalhar apenas aos 16 anos, nunca deixando de estudar nas áreas de Gestão, Recursos Humanos e Marketing. No dia 2 de Maio de 1988 entrou para o Grupo JMV SA, uma das maiores empresas em Portugal, que distribui e comercializa vinhas/espumantes, mantendo-se na empresa por 36 anos. Atuou como Diretor Comercial / Gestor, de todas as Contas Nacionais da Grande Distribuição Retalhista e Grossista. Desempenhava

funções de Diretor de Áreas Comerciais com Equipas de vendas de Retalho e Grossista.

Como Gestor, durante 36 anos, tinha como responsabilidade elaborar todos os orçamentos e executá-los assim como gerir toda a área Financeira destes mercados/clientes.

Esteve como Diretor / Gestor ligado a algumas empresas em funções sempre executivas. Atualmente trabalho como Consultor / Financeiro e Comercial Em setembro de 2022 assumiu a Presidência da Direção da Confraria Gastronómica do Mar de Matosinhos.

José tomou esta decisão com espírito de missão e todos os dias tentam que a Confraria seja cada vez mais um elo de ligação com a sociedade de Matosinhos e naturalmente com a Câmara Municipal de Matosinhos, com quem têm desenvolvido em conjunto alguns projetos e que em breve irão reforçar esses laços.

José, também conhecido como Mestre Timoneiro, está certo que a Confraria Gastronómica do Mar vai ter um papel cada vez mais ativo em Matosinhos e em todos os locais onde esteja presente na divulgação da maravilhosa Gastronomia que Matosinhos tem para oferecer.

RESTAURANTE TERESA

ORestaurante Teresa está localizado em Matosinhos, numa das zonas mais reconhecidas de Portugal pela sua ligação ao mar e à tradição do peixe fresco. Inserido num contexto gastronómico forte e exigente, o restaurante assume um compromisso claro com a qualidade do produto, a simplicidade da cozinha e o respeito pela tradição portuguesa.

A base da proposta do Restaurante é o peixe e o marisco frescos, selecionados diariamente, preparados de forma simples e grelhados na brasa. O foco está no sabor natural dos ingredientes, evitando excessos e intervenções desnecessárias. Cada prato é pensado para valorizar o produto, mantendo métodos de confeção tradicionais e acompanhamentos clássicos que complementam a refeição de forma equilibrada.

Para além do peixe, o restaurante apresenta também opções de carne e outros pratos tradicionais da cozinha

portuguesa, garantindo variedade sem perder coerência com o conceito da casa. A carta de vinhos foi selecionada para acompanhar os pratos de forma prática e acessível, com referências nacionais que se adaptam bem à proposta gastronómica.

O espaço do Restaurante Teresa é simples, funcional e confortável.

O ambiente é informal e tranquilo, adequado tanto para refeições rápidas como para momentos mais prolongados à mesa. O atendimento é atento e pro ssional, procurando garantir uma experiência consistente, clara e sem complicações.

O Restaurante aposta na constância e na honestidade da sua cozinha. Mais do que seguir tendências, mantém uma identidade assente em boa matéria-prima, execução cuidada e respeito pelo cliente. É um restaurante pensado para quem procura comida portuguesa bem feita, num ambiente descomplicado e com foco no essencial.

Gastronomia

RESTAURANTE S. VALENTIM

Gastronomia

Orestaurante São Valentim, situado na emblemática Rua Heróis de França em Matosinhos, é hoje considerado um dos espaços gastronómicos de referência da cidade, especialmente para quem procura os sabores mais autênticos da costa portuguesa.

Reconhecido pela sua tradição e experiência acumulada ao longo dos anos, o São Valentim combina um ambiente acolhedor e descontraído com uma proposta culinária que celebra o peixe fresco e o marisco da região. A especialidade da casa são os peixes frescos grelhados no carvão — como sardinhas, robalo, rodovalho ou lulas — preparados com mestria e servidos à mesa

com simplicidade e sabor.

O espaço, que alia toques rústicos a detalhes modernos, encontra-se perto da famosa lota de Matosinhos, reforçando a ligação direta à cultura marítima local. A ementa varia consoante a disponibilidade dos produtos do dia, reforçando a aposta na frescura como principal ingrediente de qualidade.

Clientes elogiam não só a qualidade dos pratos, mas também o atendimento atento e a experiência gastronómica que a casa proporciona — tornando-o num destino frequentado tanto por locais como por visitantes que desejam conhecer o melhor da gastronomia portuguesa à beira-mar.

MANUEL PINHEIRO

Gastronomia

Mais do que restaurateur, Manuel Pinheiro tornou-se uma gura incontornável da gastronomia local — alguém que ajudou a construir, com trabalho diário e uma visão muito clara, a reputação da cidade como terra de bom peixe e de mesa generosa. Homem de hábitos simples e olhar atento, era no mercado de Matosinhos que tudo começava. Ali escolhia o peixe como quem escolhe histórias: com tempo, com experiência e com respeito pelo mar. Não era apenas uma rotina; era quase um ritual que de nia a forma como entendia a restauração — a qualidade começa na origem. Antes de Matosinhos, já tinha deixado marca no Porto com o restaurante Ribeiro. Mas foi em 1984, quando decidiu assumir um espaço prestes a fechar portas e transformá-lo em O Gaveto, que o seu nome caria de nitivamente ligado à cidade. Ao longo dos anos, tornou-se uma presença familiar

em Matosinhos. Conhecido pelos pescadores, pelos clientes habituais, pelos que chegavam de longe à procura de uma mesa autêntica. O seu nome passou a representar uma certa forma de fazer restauração: sem artifícios, sem pressas, com rigor e verdade. Em Matosinhos, falar de Manuel Pinheiro é falar de uma época, de uma forma de viver o mar e de receber à mesa. Um homem que, discretamente, ajudou a escrever uma parte importante da história gastronómica da cidade Um verdadeiro ícone — não pelo ruído que fez, mas pela consistência do que construiu. Em 2025, a PRO.VAR distinguiu Manuel Pinheiro com o prestigiado Prémio “Mérito Carreira e Dedicação ao Setor da Restauração”. Este galardão celebra mais do que um percurso pro ssional; coroa 41 anos de uma entrega incondicional e de um amor profundo à arte de bem servir.

HENRIQUE CALISTO

Presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol

Henrique Calisto nasceu em 1953 e é natural de Matosinhos.

Casado e pai de dois lhos foi professor de Educação Física e Treinador de Futebol.

Foi professor no Liceu de Santo Tirso e na Escola Secundária Gonçalves. Como treinador representou diversos clubes nacionais e internacionais como o Leixões, Boavista, Braga, Académica, Dongtam (Vietname), Seleção Nacional do Vietname, Muongthong (Tailândia) entre muitos outros. Entre 1980 e 2018 participou em diversas competições como treinador - 1.a e 2.a Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga; 1.a e 2.a Liga Vietnamita, Taça e Super Taça; 1.a Liga Tailandesa, Taça; 1.a Liga Chinesa, Taça e entre outras. Como Selecionador participou no Campeonato do Mundo, Campeonato da Ásia, Jogos Asiáticos, Sea Games e Asian Cup.

Henrique Calisto foi ainda comenta-

dor na Bola TV e no Porto Canal. Foi membro da Direção Técnica Nacional da Federação Portuguesa de Futebol e Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Leixões. Recebeu diversos prémios de mérito – José Maria Pedroto, Fernando Vaz e Cândido de Oliveira.

Em 1997 foi eleito Presidente de Junta da Freguesia de Matosinhos pelo Partido Socialista, tendo sido reeleito em 2001. Recebeu ainda diversas distinções nacionais e internacionais, de destacar a Comenda de Ordem de Mérito do Governo Português. Manteve sempre uma ligação a Matosinhos, tendo sido administrador executivo da Matosinhos Sport, desempenhando um papel importante na gestão do desporto municipal. Em 2025, aos 71 anos, Henrique Calisto assumiu novamente a presidência da Associação Nacional de Treinadores de Futebol, entidade que fundou e presidiu em 1986.

RODRIGO MORA

Jogador de Futebol

Desde cedo que se sabia que Rodrigo Mora, natural de Custóias, estava destinado a grandes voos no futebol. Chegou ao Futebol Clube do Porto em 2016 com apenas 9 anos, onde rapidamente mostrou todo o seu talento. Na época de 2022/23, com apenas 15 anos, tornou-se no mais jovem de sempre a se estrear em competições pro ssionais em Portugal, pelo FC Porto B, mas não se cou por aí. Na época seguinte, com 16 anos, marcou um golo na 2.a Liga, cando assim com o recorde de mais jovem de sempre a marcar no campeonato. Nesse mesmo ano o melhor marcador da Youth League e do Europeu de Sub-17 pela seleção nacional.

A idade não é um problema para Rodrigo e o ano de 2024 foi de sonho para o jovem Dragão. Estreou-se pela equipa principal dos azuis e brancos, onde se tornou jogador mais jovem de sempre a marcar e assistir no mesmo jogo. Na época de 2024/2025, um

ano desastroso para a equipa dos portistas, Rodrigo “explodiu” e foi a grande gura, marcando 11 golos e quatro assistências, conquistando o coração dos adeptos. As grandes exibições valeram-lhe mesmo a chamada à Seleção Nacional, na Liga das Nações, que Portugal conquistou, ainda que não tenha realizado nenhum encontro. Em 2025, apenas dois dias após o seu 18.o aniversário, o FC Porto, sabendo do diamante em bruto que têm em mãos, renovou contrato com Rodrigo Mora até 2030, com uma cláusula de rescisão de 70 milhões de euros. Em setembro, o jovem esteve nomeado para o Troféu Kopa, que premeia o melhor jogador do mundo sub-21, na cerimónia da Bola de Ouro, onde Rodrigo obteve um honroso oitavo lugar.

O futuro é risonho para o jovem de Matosinhos, que vai continuar a espalhar magia pelos relvados e fazer sonhar os adeptos.

ISAAC SERRÃO

Num concelho onde o desporto faz parte da identidade coletiva, Isaac Serrão surge como um dos jovens nomes a acompanhar com atenção. Jogador do Leixões Sport Club, Isaac representa uma nova geração de atletas que crescem com ambição, sentido de responsabilidade e uma forte ligação às suas origens.

Natural de Matosinhos, Isaac Serrão escolheu desde cedo o futebol como caminho, movido por uma paixão que nasceu de forma quase natural dentro de casa. Filho de Justiniano Serrão, antigo jogador de futebol e atualmente empresário, cresceu num ambiente onde o desporto, o compromisso e a disciplina sempre estiveram presentes. Seguir as pisadas do pai não foi uma imposição, mas sim uma inspiração — um legado assumido com identidade própria e visão de futuro. No Leixões, clube histórico da cidade e referência na formação de atletas, Isaac tem vindo a a rmar-se como um jovem promissor, destacando-se pelo seu empenho, pela atitude competitiva e pela maturidade com que encara cada desa o. O seu percurso re ete não apenas talento, mas também trabalho consistente,

capacidade de aprendizagem e respeito pelos valores do clube que representa.

A in uência de Justiniano Serrão é visível não apenas na ligação ao futebol, mas sobretudo na forma como Isaac encara a carreira: com humildade, foco e consciência de que o sucesso se constrói diariamente. Se o pai deixou a sua marca dentro das quatro linhas e, mais tarde, no mundo empresarial, o lho procura agora escrever o seu próprio caminho, com os pés bem assentes no presente e os olhos postos na evolução contínua.

Mais do que um jovem atleta, Isaac Serrão simboliza a continuidade de uma tradição desportiva aliada a uma nova geração mais preparada, informada e determinada. O seu percurso, ainda em construção, re ete o que Matosinhos tem de melhor: talento, identidade, perseverança e orgulho nas suas raízes.

Num momento em que o futebol valoriza cada vez mais a formação e o caráter, Isaac Serrão a rma-se como um nome a seguir, representando não apenas o Leixões Sport Club, mas também uma cidade que continua a formar pessoas e atletas com futuro.

Localizada em Pera ta desde 1978, o Kartódromo Cabo do Mundo foi o primeiro a ser construído permanentemente em Portugal. Neste momento vocacionado para o Karting de lazer, o Kartódromo oferece um leque variado de serviços: regime de aluguer individual, onde o adversário é o relógio, ou de aluguer, em grupo, onde pode juntar amigos ou familiares e experimentar as sensações de uma corrida; Escola de Competição, onde pode aprender a pilotar para ingressar nas competições nacionais, ou simplesmente para tirar o maior partido possível da experiência de

pilotar um kart; o cina, onde dispõe de uma equipa de mecânicos e experientes para a manutenção dos karts; e Serviço de Bar, onde enquanto espera pela sua vez pode relaxar com vista para o mar.

No Kartódromo dispõe ainda de quatro tipos de karts diferentes, estando sempre garantida a diversão, a velocidade e a adrenalina.

Um dos destaques de 2025 foi a Cabo do Mundo Cup, composta por sete provas ao longo do ano e que reúne dezenas de participantes e muita velocidade, onde o principal objetivo é o convívio e o respeito dentro e fora da pista.

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Personalidades do Ano 2025 by Notícias Matosinhos - Issuu