Entrevista a Paulo Carvalho, Presidente da Junta da Freguesia de Matosinhos Entrevista P.4
Investimento histórico nos Bombeiros e Proteção Civil
Entrevista com o Comandante António Salgado Rosa, da Polícia Municipal de Matosinhos
Laura celebrou 102 anos Corredor
Hospital Pedro Hispano adquire sistema de cirurgia robótica Saúde P.10
Entrevista P.9
Gente da Nossa Terra P.15
Sociedade P.6
O MÊS EM JORNAL
Por Francisco Samuel Brandão
FICHA TÉCNICA
Diretor: Francisco Samuel Brandão
Diretor Adjunto: Mário Costa
Editor: Emídio Brandão
Coordenação: Diogo Barbosa
Design: Margarida Rodrigues
Corpo Redatorial: Bernardino Costa; Carlos Marinho; Emídio Brandão; Francisco Fernandes Brandão; Gonçalo Azevedo; João Madureira; João Regufe; José Henrique Correia; Nuno Ferreira; Paulo Ferreira; Paulo Gaspar; Prof.Dr. Júlio Pinto da Costa; Paulo Mengo de Abreu;
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Nota: O Estatuto Editorial encontra-se publicado na página de Internet: https://www.nmmatosinhos. com/estatuto-editorial
O país arde por força da época, agravado pelo mau comportamento dos humanos que tratam selvaticamente a Terra em busca do ganho, voltando as costas aos sérios avisos dos especialistas em matéria de ecossistemas, num caminho sem retorno, não obstante as várias cimeiras que se tem realizado para travar esta postura de procura da riqueza fácil e bem-estar imediato que deixa para os vindouros o “fechar da porta”.
Grande parte da Europa sofre este flagelo que pode ser um reiterado aviso ao quanto pouco se tem feito em prol do controlo dos fogos que deixam comunidades de rastos do ponto de vista humano e material.
Mas nesta tragédia, há sempre grandes negócios – vejam as compras e trocas de equipamentos de combate e meios de comunicações, as madeiras queimadas também dão muito lucro – com orçamentos
que nunca se sabe muito bem os seus valores certos, que alimentam muitos “tachos” criados à sombra das inúmeras entidades que têm por função debelar a perigosidade das chamas, parecendo que até dá jeito que estes fenómenos aconteçam.
Portugal tem uma história triste e pesada com estes eventos e, ano após ano, surgem teóricos projetos badalados pela comunicação social através de propositadas conferências de imprensa que anunciam melhoria nestes combates desiguais, mas o resultado dá sempre negativo e a má experiência fica esquecida não servindo, ao que parece, de exemplo para nada. É tudo um filme que estamos fartos que nos imponham, só mudando periodicamente os atores, e, sem hipóteses de o posicionar em off.
Este ano temos um Ministro da Adminis-
tração Interna, Luís Neves, que ganhou grande traquejo e notoriedade em trinta anos de administração pública, militando na Polícia Judiciária onde chegou a Diretor Nacional e, neste momento superintende as ações de combate aos incêndios no país, mas com “duas cruzes” às costas: uma, criar a eficácia bastante, tal como fez na PJ, por forma a reduzir os efeitos nefastos dos fogos, a outra, é libertar-se o mais rapidamente possível das polémicas em que o envolveram pondo em causa a sua capacidade de se manter como ministro. Luís Montenegro, para mim, não é um grande exemplo de seriedade intelectual (não esquecer as trapalhadas em que se vê envolvido, que ainda não chegaram ao fim), mas não quer dizer que não tenha a capacidade de nomear um ministro impoluto para o seu gabinete como o fez com Luís Neves.
O problema é que este ministro deve ter muitos detratores, até dentro da PJ, por saber demais da vida de muitos “artistas” que giram nos areópagos da política nacional. E, vai daí, eis que chegou momento do ajuste de contas. Mas, pela aragem, vai ser “uma montanha que pare um rato”. Isto só bom para a oposição do governo AD e alguns coscuvilheiros comentadores com cores partidárias –supostamente pagos com direito aos focos mediáticos -, pois vai moendo ainda mais as suas fragilidades dando flanco a alterações no sentido do voto e alimentando as heresias do Chega. Claro que não é razão para Luís Neves se demitir do cargo que ocupa há somente meio ano quando a “procissão ainda vai no adro”.
Rua Alfredo Cunha, 546
Tempos negros os que a Escola Pública está a atravessar. Órfã de uma liderança confiável em que a aposta é desmantelar a estrutura do ministério a fim de entregar muitos dos seus serviços à iniciativa privada, estamos só no início do processo, começamos a sentir na pele os resultados desta cruzada ideológica. Diga-se que desde a questão dos alunos sem aulas, assunto não resolvido, passando pela revisão do Estatuto da Carreira Docente, que não ata nem desata, foi-se percebendo que abundando a propaganda faltavam soluções efetivas. No entanto impõe-se uma análise mais aprofundada à trapalhada em que nos mergulharam aproveitando a experiência que 39 anos de serviço me conferem e durante os
quais exerci, em múltiplas ocasiões, a função de classificador de exames do secundário sem nunca ter assistido a uma situação tão deplorável. Direciono esta reflexão a três destinatários, a saber, alunos e respetivas famílias, Docentes, Primeiro-Ministro e Ministro da Educação. Quanto aos primeiros, as principais vítimas, uma palavra de incentivo percebendo muito bem a instabilidade criada numa fase tão decisiva da sua vida e em que as expectativas criadas são elevadas, pedindo-se alguma resiliência e a crença em melhores dias. Relembrar ainda a mais-valia que por certo constituiu o investimento feito na sedimentação, ao longo da escolaridade obrigatória, de um conhecimento multidisciplinar de braço dado com um futuro promissor. Aos Encarregados de Educação a certeza de que os seus filhos estão bem mais capacitados para o exercício de uma cidadania ativa num mundo tão carecido de princípios. Relativamente aos segundos um rasgado elogio pela resiliência mostrada e por mais uma vez, sem olharem a sacrifícios, terem sido capazes de ultrapassar todas as
dificuldades, naturais e artificias, constituindo um pilar sólido acima de qualquer suspeita. Sobrou assim profissionalismo, que compensou a falta dele onde menos se esperava, garantindo que não será por eles que a Escola Pública alguma vez soçobrará, bem hajam. No que concerne aos últimos, os réus, a lembrança de que a incompetência é muitas vezes atrevida e este é um desses exemplos. Quem se responsabiliza pelo desmantelamento das estruturas do ministério a reboque da suposta “Reforma do Estado”? Como foi possível ignorar, olimpicamente, o que aconteceu no ano transato com o exame de Filosofia passando de um universo de cerca de 20.000 para 300.000 provas? Qual o custo da entrega de parte do processo aos privados? Quais as repercussões das acusações, absurdas, do ministro face aos Docentes? Uma nota final, a triste imagem de Bugalho a fazer de porta voz do Governo não se distinguindo partido de Estado. Pois é quando a propaganda ultrapassa o serviço público dá nisto.
Matosinhos entrega 119 novas habitações
eficiência energética, incluindo painéis fotovoltaicos que contribuem para a redução dos encargos das famílias e para a sustentabilidade ambiental do concelho.
estão previstas 512 novas habitações financiadas por fundos europeus e a reabilitação de 456 fogos municipais, num total de 968 habitações abrangidas por este investimento.
Carlos Mouta da Concelhia "
Carlos Mouta foi eleito para a a Presidência da Concelhia do Partido Socialista de Matosinhos, que teve lugar no passado sábado. O atual vice-presidente da autarquia, foi eleito com 98,8% dos votos. Neste ato eleitoral participaram 942 militantes socialistas.
É com um profundo respeito pela história do nosso Partido no concelho, por todos os que lideraram esta estrutura que assumo esta responsabilidade, com um espírito de continuidade, de abertura, de reforço para aproximar os militantes, para preparar os desafios futuros e para garantir que o Partido Socialista de Matosinhos continua unido, mobilizado, qualificado, moderno e progressista. afirmou numa publicação nas redes sociais. Carlos Mouta sucede assim a Luísa Salgueiro, que liderou o cargo nos últimos 8 anos.
Paulo Mengo Professor de História MAU, MUITO MAU
Depois da criação da nova Freguesia de Matosinhos, quais foram os maiores desafios encontrados nos primeiros meses de mandato?
Os primeiros meses foram muito exigentes, com a reorganização dos serviços, a criação da nova estrutura da freguesia e a preparação dos instrumentos necessários ao seu funcionamento.
O maior desafio foi garantir que esta transição não afetasse a qualidade dos serviços prestados à população. Hoje, considero que conseguimos ultrapassar essa fase com sucesso, construindo uma Junta mais próxima, mais eficiente e mais preparada para responder às necessidades dos matosinhenses.
Que balanço faz deste início de funções enquanto presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos?
Desde o primeiro dia, a nossa prioridade foi garantir uma Junta de Freguesia próxima das pessoas e assegurar que a transição para a nova freguesia decorresse sem afetar a qualidade dos serviços.
Ao mesmo tempo, temos procurado criar respostas para as necessidades da comunidade, como o projeto +Apoio, e reforçar a intervenção social e a proximidade aos cidadãos. É esse o caminho que queremos continuar a seguir: uma Junta cada vez mais próxima, eficiente e atenta às pessoas.
Quais são as três principais prioridades para os próximos quatro anos?
As nossas prioridades são claras: continuar a apoiar as pessoas, melhorar o espaço público e reforçar a proximidade com a comunidade. Queremos uma Junta cada vez mais moderna, eficiente e, acima de tudo, próxima dos cidadãos.
Que projetos considera fun - damentais para
Paulo Carvalho: Liderar Matosinhos com proximidade e visão
melhorar a qualidade de vida dos matosinhenses?
As Grandes Opções do Plano têm um objetivo claro: melhorar a qualidade de vida dos matosinhenses, através do reforço do apoio às pessoas, da valorização do espaço público e da promoção de uma freguesia mais inclusiva, sustentável e participativa.
Como pretende aproximar ainda mais a Junta da população?
A proximidade constrói-se estando presente no terreno, ouvindo as pessoas e levando a Junta ao encontro da comunidade. É essa a lógica de iniciativas como a Presidência Aberta e dos projetos que desenvolvemos junto das famílias, dos seniores e das associações.
Ao mesmo tempo, queremos uma comunicação mais moderna, transparente e acessível, que informe, promova a participação e reforce a confiança dos cidadãos. Esse é o compromisso de uma Junta verdadeiramente próxima das pessoas.
O acesso à habitação continua a ser uma preocupação em Matosinhos. Que papel pode desempenhar a Junta?
A habitação é um desafio crescente. Embora a Junta não tenha competências diretas, continuará a apoiar as famílias e a defender um maior papel das freguesias na resposta a esta realidade.
Que medidas estão previstas para
apoiar idosos, famílias vulneráveis e pessoas em situação de isolamento?
O apoio aos idosos, às famílias vulneráveis e às pessoas em situação de isolamento é uma prioridade. Continuaremos a reforçar projetos de proximidade e a trabalhar em rede com as instituições do concelho, para garantir respostas eficazes e assegurar que ninguém fica sem o apoio de que necessita.
Matosinhos tem uma forte identidade ligada ao mar e à pesca. Como pretende preservar esse património?
A nossa estratégia passa por valorizar essa identidade em várias dimensões. Queremos preservar a memória das nossas comunidades piscatórias, apoiar as associações ligadas ao mar, promover iniciativas que mantenham vivas as tradições e transmitir esse legado às gerações mais novas. É fundamental que os nossos jovens conheçam a história daqueles que fizeram de Matosinhos uma referência nacional ligada ao mar. Ao mesmo tempo, queremos afirmar essa identidade através da cultura e dos grandes eventos. Continuaremos a apoiar iniciativas como o Festival "Arroz de Sardinha – Matosinhos, Terra de Mar e Sabores", as celebrações ligadas às tradições marítimas, as exposições, os encontros culturais e todas as atividades que valorizem a nossa história e projetem Matosinhos para o futuro. Mas preservar o património não significa viver apenas do passado. Significa também cuidar do nosso litoral, valorizar a frente marítima, apoiar quem continua ligado às atividades do mar e promover um desenvolvimento sustentável que respeite a nossa identidade. O mar continuará a ser um motor económico,
social, cultural e turístico de Matosinhos, e devemos saber conciliar essa dinâmica com a preservação daquilo que nos torna únicos.
O orçamento disponível é suficiente para responder às necessidades da freguesia?
Temos procurado gerir os recursos públicos com rigor, transparência e responsabilidade, definindo prioridades e investindo onde conseguimos gerar maior impacto na vida das pessoas. Esse
continuará a ser o nosso compromisso. Sou um defensor de uma maior descentralização de competências, quer por parte do Estado, quer dos municípios. A experiência demonstra que, quando as freguesias dispõem das competências e dos recursos adequados, conseguem prestar um serviço mais próximo, mais célere e mais ajustado às necessidades reais das populações. Conhecemos o território, conhecemos as pessoas e temos capacidade para decidir e atuar com rapidez. Essa é a grande força do poder local de proximidade. Naturalmente, esta descentralização tem de ser acompanhada pelos respetivos recursos financeiros, humanos e técnicos. Não basta transferir competências; é indispensável transferir também os meios para as exercer com qualidade e responsabilidade. Defendo igualmente uma revisão da Lei das Finanças Locais e um reforço do Fundo de Financiamento das Freguesias, garantindo uma distribuição mais justa dos recursos e uma maior autonomia financeira.
Sendo Vice-Presidente da ANAFRE, qual a importância desta Associação e qual o balanço que faz deste mandato?
É uma enorme honra e uma grande responsabilidade integrar a direção nacional da ANAFRE enquanto Vice-Presidente. Encaro estas funções não como um reconhecimento pessoal, mas como o reconhecimento do trabalho desenvolvido em Matosinhos e da importância que o poder local tem na vida das pessoas. É também
motivo de orgulho para Matosinhos ver um dos seus autarcas assumir estas responsabilidades a nível nacional. Embora este mandato ainda esteja no seu início, o balanço é muito positivo. Temos desenvolvido um trabalho de proximidade com as freguesias de todo o país, reforçado o diálogo institucional com o Governo e apresentado propostas concretas para melhorar o funcionamento do poder local. Entre as prioridades que temos vindo a defender destacam-se a revisão da Lei das Finanças Locais, o reforço do Fundo de Financiamento das Freguesias, a revisão do Estatuto dos Eleitos Locais, um maior acesso das freguesias aos fundos europeus e uma descentralização mais ambiciosa, sempre acompanhada dos respetivos recursos financeiros, humanos e técnicos. Acredito profundamente que as freguesias fazem parte da solução para muitos dos desafios que o país enfrenta. São elas que conhecem melhor o território, que identificam mais rapidamente os problemas e que conseguem responder com maior proximidade, rapidez e eficácia às necessidades das populações.
Qual é o projeto que gostaria que ficasse associado ao seu nome quando terminar o mandato?
Sinceramente, espero que o meu mandato seja recordado pela forma como servimos as pessoas e não por uma obra em particular. Gostava que dissessem que encontraram uma Junta mais próxima, mais humana, mais disponível e mais capaz de responder às necessidades da comunidade. Mas, se tivesse de escolher apenas um projeto, escolheria, sem hesitar, o Vivências Seniores. Porque este projeto representa muito daquilo em que acredito. Representa o respeito por aqueles que ajudaram a construir Matosinhos, por aqueles que trabalharam uma vida inteira para que hoje tivéssemos a freguesia que temos, por aqueles que nos transmitiram valores, conhecimento e identidade. O Vivências Seniores é muito mais do que um conjunto de atividades. É um projeto de dignidade, de inclusão, de combate ao isolamento e de promoção do envelhecimento ativo. É um projeto que
Governar uma freguesia é estar próximo das pessoas e responder aos desafios do dia a dia. É essa visão que Paulo Carvalho partilha nesta entrevista, onde fala dos projetos que estão a transformar Matosinhos e revela as prioridades para os próximos anos. Da valorização do espaço público ao apoio social, passando pela cultura, pelo ambiente e pela participação cívica, o presidente da Junta explica como pretende continuar a fazer de Matosinhos uma freguesia cada vez mais atrativa e preparada para o futuro.
procura devolver aos nossos seniores aquilo que tantas vezes lhes falta, a companhia, participação, autoestima e alegria de viver. Ao longo deste percurso tenho assistido a histórias extraordinárias. Pessoas que voltaram a sair de casa, que recuperaram amizades, que descobriram novas capacidades, que voltaram a sorrir e a sentir-se úteis. E acredito sinceramente que não existe maior recompensa no exercício de funções públicas do que perceber que conseguimos melhorar a vida de alguém.
Se um dia olharem para trás e disserem que o Vivências Seniores ajudou a fazer pessoas mais felizes, então sentirei que deixámos um legado verdadeiramente importante. Porque, no fim de contas, a maior obra que um autarca pode deixar não é feita de betão. É feita de pessoas. É feita de vidas que conseguimos tocar e transformar.
A nossa maior ambição é acrescentar vida aos anos e não apenas anos à vida.
Como imagina Matosinhos daqui a quatro anos?
Gostava que, daqui a quatro anos, os matosinhenses sentissem que vivem numa freguesia mais cuidada, mais limpa, mais segura e mais próxima. Uma freguesia onde os espaços públicos convidam à convivência, onde as associações continuam fortes, onde a cultura e o desporto fazem parte do dia a dia e onde existe orgulho em pertencer a esta comunidade. Espero também que Matosinhos seja reconhecido pela sua capacidade de cuidar das pessoas. Que sejamos uma referência nacional na promoção do envelhecimento ativo, na saúde comunitária, no apoio às famílias, na inclusão e no trabalho em rede entre as instituições. Gostava que os projetos que hoje estamos a consolidar fossem vistos como exemplos de boas práticas e inspirassem outras freguesias do país.
Quero uma freguesia onde os jovens
encontrem oportunidades para participar e construir o seu futuro, onde os nossos seniores vivam com mais qualidade de vida, onde as famílias sintam que têm uma Junta disponível para as apoiar e onde ninguém fique para trás. Mas, acima de tudo, imagino um Matosinhos onde as pessoas sintam que vale a pena viver. Uma freguesia que continua a honrar a sua história, as suas gentes do mar, as suas tradições e a sua identidade, mas que olha para o futuro com ambição, inovação e confiança.
O meu sonho é que Matosinhos seja reconhecido não apenas pelas suas praias, pela sua gastronomia ou pela sua ligação ao mar, mas sobretudo pela forma como cuida das pessoas. Porque uma grande freguesia não é aquela que tem os maiores edifícios ou os maiores investimentos, mas sim, aquela onde as pessoas vivem melhor, sentem que pertencem à comunidade e têm orgulho em dizer: 'Eu sou de Matosinhos'
"
[...], a maior obra que um autarca pode deixar não é feita de betão. É feita de pessoas.
É feita de vidas que conseguimos tocar e transformar.
Saiba Mais
Reforço da Rede de Águas Pluviais em Guifões
A Câmara Municipal de Matosinhos anunciou que vai dar início a uma intervenção de reforço da rede de águas pluviais em Guifões, no âmbito do procedimento "Acordo de Quadro – Reforço de Rede de Águas Pluviais". A empreitada decorrerá na Rua das Agras, Rua da Paz, Travessa das Agras e Travessa da Paz, com o objetivo de melhorar a capacidade de drenagem das águas pluviais e reforçar a infraestrutura existente, contribuindo para a prevenção de situações de acumulação de água e para uma maior eficiência da rede. Os trabalhos deverão prolongar-se até 13 de dezembro de 2026. Durante o período da intervenção poderão verificar-se condicionamentos temporários na circulação rodoviária e pedonal nas zonas abrangidas.
Sãozinha do Táxi faleceu atropelada
Conceição Alves, mais conhecida por Sãozinha do Táxi, faleceu no passado dia 15 de julho, atropelada por um camião em Santa Cruz do Bispo. O trágico acidente aconteceu na Avenida Arquiteto Fernando Távora, em frente ao posto de abastecimento Alves Bandeira, pelas 17h00. O condutor do pesado não prestou auxílio, ainda que a GNR não descarte a possibilidade de não se ter apercebido do embate.
A idosa, muita conhecida no concelho por ter sido taxista por mais de 50 anos, tinha 83 anos.
Ricardo Valente termina carreira e assume cargo no Leixões
Ricardo Valente pôs um ponto final na carreira. O futebolista de 35 anos vai agora integrar um cargo no clube. "Olá Leixonenses", é assim que começa um vídeo emotivo deixado pelo clube, onde Ricardo Valente conta como começou a sua ligação com o clube. Passou pelo clube na formação, vindo do FC Porto. A história de amor com o Leixões viria a crescer ainda mais quando Valente regressa ao clube em 2014 e mais tarde em 2022, realizando mais quatro épocas de grande nível, perfilando-se como um dos favoritos dos adeptos e o capitão de equipa. «No final da época passada, o presidente convidou-me para ficar na estrutura do Leixões e decidi aceitar. Senti que este era o momento, mas a missão no Leixões ainda não está cumprida. Olho com bons olhos para o futuro e estamos no caminho certo», afirmou em declarações aos meios oficiais do clube.
Innovation District: 19 mil Residentes nos Terrenos da Refinaria
Corria o ano de 2023 quando iniciou a demolição do complexo industrial da refinaria, localizada em Leça da Palmeira, depois do encerramento no ano de 2020.
A primeira fase contemplou a demolição e remoção dos 26 tanques de armazenagem de petróleo bruto, e a segunda fase a demolição das estruturas das antigas unidades de produção. Concluída a primeira fase em 2024, de acordo com a Galp, a segunda fase decorre dentro do prazo e a conclusão deverá acontecer até dezembro de 2026.
Agora, o espaço vai ser transformado no Innovation District, com habitação, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes. O projeto inclui
um pólo universitário da Universidade do Porto e um Parque Atlântico dedicado à biodiversidade.
“A visão passa por transformar esta área numa nova centralidade urbana do Grande Porto. O projeto procura combinar habitação diversificada e inclusiva, atividade económica, ensino, investigação, lazer e espaços verdes, reforçando a posição da região entre os hubs tecnológicos e sustentáveis mais relevantes a nível internacional”, segundo o documento.
A pedido da Galp, a consultora PwC realizou um estudo que aponta que a reconversão da antiga refinaria poderá gerar um impacto acumulado de 65 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto (PIB) nacional ao longo de 30 anos e criar
mais de 100 mil postos de trabalho em Portugal. Desses, cerca de 65 mil serão no concelho de Matosinhos.
O Innovation District pode ainda acolher cerca de 19 mil residentes e 30 mil estudantes universitários. Os dados dos censos de 2011, ainda antes de união de freguesias, Leça da Palmeira tinha 18500 habitantes.
No entanto, a construção só deverá acontecer a partir de 2029, sendo que pode decorrer paralelamente a descontaminação dos solos. A Galp aponta que deverá ser criada uma ligação do metro a Leça da Palmeira, de modo a resolver o problema da mobilidade e atenuar o fluxo de milhares de pessoas que irá trazer o Innovation District.
OCorredor Verde do Leça é um dos 25 nomeados para o Prémio Europeu de Espaço Público Urbano 2026. A nomeação foi anunciada pelo Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona (CCCB), entidade organizadora do prémio bienal. Esta é uma das principais uma das mais prestigiadas distinções europeias na área da arquitetura, paisagem e espaço público. O júri destacou o contributo para a regeneração ambiental, a resiliência
hídrica e a mobilidade sustentável. Recorde-se que o rio Leça nasce em Santo Tirso, a uma altitude de 475 m, e desagua em Matosinhos, com uma extensão de cerca de 46 quilómetros. Para além do Corredor Verde do Leça, estão nomeados os projetos portugueses do Mercado do Bolhão, o Funicular da Graça, em Lisboa, e a Praça e o Posto de Turismo do Piódão, em Arganil. Os cinco finalistas serão conhecidos a 9 de setembro, e o vencedor será anunciado a 15 de outubro, em Barcelona.
Está a nascer a Ciclovia do Litoral. Do Rio Onda a Leça da Palmeira, vai haver "uma nova via segregada dedicada exclusivamente às bicicletas", anunciou Luísa Salgueiro. Com uma extensão de 8 quilómetros, esta obra tem o custo de 1,5 milhões de euros e é financiada a 80% pelo projeto Norte 2030. A Câmara Municipal de Matosinhos comparticipa com 225 mil euros. "Aproveitamos bem os recursos europeus", afirma a autarca. Paralelamente, está em curso a empreitada de reabilitação dos passadiços já existentes, no total de 12 quilómetros de extensão.
Paulo Gaspar Professor Doutor
EXAMES:
ACALMAR E CONSTRUIR
Num momento em que a opinião pública está desgastada e a comunidade escolar (alunos, pais e professores) sente frustração com as falhas organi zativas e os atrasos, trazer uma voz de serenidade e esperança é não só necessário, mas profundamente construtivo. A chave para este artigo é validar o sentimento de indignação (para que o leitor sinta que quem escreve compreende a realidade) e, em seguida, apontar com firmeza para uma perspetiva de futuro, a confiança nas instituições e valorização do esforço dos alunos. Com efeito, não vale a pena dourar a pílula: a época de exames que ainda não terminou fica marcada por falhas graves. Logística conturbada, prazos no limite (ou ultrapassados), incertezas na correção e uma pressão acrescida sobre quem menos a merecia — os estudantes. Para as famílias e professores, a sensação foi de um desgaste desnecessário; para os alunos, a de um sobressalto contínuo num momento que já é, por si só, dos mais exigentes da vida académica. A crítica é justa e as falhas têm de ser assumidas para que não se repitam. Contudo, quando o ruído da indignação ocupa todo o espaço, corremos o risco de esquecer o essencial. É nos momentos de tempestade que mais precisamos de lucidez, serenidade e de uma visão de futuro. O sistema de exames nacionais em Portugal, com todas as suas fragilidades conjunturais, continua(?) a ser um dos pilares da equidade na transição para o ensino superior. A sua missão, por enquanto, permanece válida e fundamental. O problema não está no conceito nem no processo, mas no modelo operacional e na gestão de recursos que o suporta. E isso pode e tem de ser corrigido. Atrás das falhas organizativas, há um “exército” de professores que trabalhou até ao forças para garantir porta se fechasse aos Há escolas que foram verdadeiros portos de abrigo no meio do caos. E, acima de tudo, há milhares de jovens que demonstraram uma resiliência extraordiná ria. Olhar para o futuro com esperança não é um ato de ingenuidade, é uma exigência. As crises servem, historicamente, como aceleradores de mudança. As falhas deste ano deixaram expostas as fragilidades que já não podem ser ignoradas pela tutela. A exigência de melhoria é agora inevitável, e é precisamente esse escrutínio público que vai forçar um planeamento mais rigoroso, mais meios e uma digitalização mais eficiente para as próximas edições. Aos estudantes que viveram este ano de incertezas, resta uma certeza maior: o vosso mérito não fica diminuído por uma folha de cálculo atrasada ou por uma falha de calendário. O conhecimento que adquiriram, a capacidade de superar a adversidade e o foco que mantiveram valem incomparavelmente mais do que as falhas do sistema. É tempo de baixar a poeira, confiar que o processo vai evoluir e lembrar que a educação é uma maratona, não um sprint. O futuro constrói-se com exigência, sim, mas também com a serenidade de quem sabe que, do erro, nasce a melhoria. Continuemos a acreditar. Não podemos terminar este artigo de opinião sem lamentar veemente, mais uma vez, a postura dos partidos políticos, que continuam a não ser exemplo para ninguém. Com efeito, os partidos políticos aproveitam o momento para a troca habitual de acusações, caça à culpa e aproveitamento tático, focados em somar pontos na opinião pública em vez de construir soluções, a vida real aconteceu longe dos palcos partidários. A vida real aconteceu nas salas de aula, nas secretarias das escolas e na intimidade das casas de milhares de famílias. É aí que reside a verdadeira força do nosso sistema de ensino: nas pessoas. Se este processo não colapsou totalmente, deve-se exclusivamente aos dois pilares fundamentais: os professores e os pais. Aos professores, pedimos ano após ano um esforço sobre-humano. Enfrentaram prazos de correção desumanos, plataformas por vezes instáveis e a responsabilidade gigante de avaliar o futuro de milhares de jovens sob uma pressão sufocante. Puseram a sua vida pessoal em pausa, trabalharam pela noite dentro e responderam com um profissionalismo exemplar para minimizar os impactos do caos organizativo. Foram o rosto da estabilidade quando tudo em redor parecia falhar. Aos pais e famílias, coube o papel mais doloroso: gerir a ansiedade dos seus filhos. Em casa, foram o porto de abrigo, os psicólogos de serviço, os que acalmaram os medos e contiveram a revolta perante a incerteza dos prazos e os sobressaltos dos calendários. Sofreram em silêncio para dar serenidade a quem precisava de focar a sua energia no estudo. Ignorar este esforço conjunto para transformar a educação num mero campo de batalha partidário é uma injustiça para com quem, no terreno, carrega o sistema às costas.
Investimento histórico nos Bombeiros e Proteção Civil
ACâmara Municipal de Matosinhos aprovou em reunião de executivo um investimento global de 7,2 milhões de euros destinado a reforçar a formação, capacidade operacional e o apoio às quatro corporações de Bombeiros e às Unidades Locais de Proteção Civil do concelho. Este pacote financeiro, distribuído entre 2026 e 2029, representa uma das maiores apostas municipais dos últimos anos na área da proteção civil, consolidando um modelo de resposta que combina formação altamente especializada, equipas permanentes de intervenção e estruturas de proximidade ao nível das freguesias. O maior volume de investimento, cerca de 4,8 milhões de euros, será destinado ao funcionamento das Equipas Operacionais de Bombeiros (EOB), que asseguram uma resposta permanente e articulada às operações de proteção civil. A este montante soma se ainda 1,5 milhões de euros para as Equipas de Intervenção Permanente (EIP), financiadas em partes
iguais pelo Município e pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. O município atribui também 480 mil euros às quatro associações humanitárias, através de um subsídio plurianual destinado ao desenvolvimento das suas atividades humanitárias.
Cerca de 260 mil euros serão aplicados na formação avançada dos bombeiros, através de cursos ministrados pelo Centro de Formação SEGANOSA.
Por fim, 85 mil euros serão investidos neste caso apenas em 2026 no reforço das Unidades Locais de Proteção Civil das freguesias. Luísa Salgueiro sublinha que este é
"um investimento que traduz o compromisso inequívoco de Matosinhos com a segurança das populações e com a valorização dos nossos bombeiros, que todos os dias garantem a proteção e o socorro no concelho de Operações de Socorro, reforçar a formação, assegurar meios permanentes de resposta e apoiar as estruturas locais de proteção civil é garantir que o concelho está preparado para enfrentar qualquer emergência com eficácia, prontidão e responsabilidade.
Nota de Pesar
O Notícias de Matosinhos manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Luísa, filha do nosso amigo José Manuel, da Imagens JM. Neste momento de imensa dor, endereçamos ao José Manuel, à sua família e a todos os amigos as nossas mais sentidas condolências, desejando-lhes força e coragem para enfrentar esta irreparável perda. Que a memória da Luísa permaneça para sempre no coração de todos aqueles que tiveram o privilégio de a conhecer. À família enlutada, a equipa do Notícias de Matosinhos apresenta as mais sinceras condolências.
Nuno Ferreira Empresário 910857380
Hoje quero deixar uma palavra de profundo agradecimento a todos os fornecedores que trabalham com a Nuno Ferreira –Construção e Restauros, Unipessoal Lda. O vosso profissionalismo, dedicação, confiança e o fornecimento atempado de materiais são fundamentais para o sucesso de cada obra que realizamos. Sabemos também da importância de cumprirmos com os nossos compromissos, nomeadamente com os pagamentos, para que esta parceria continue a ser sólida e baseada no respeito
e na confiança mútua. Sem a vossa colaboração, não seria possível executar e entregar aos nossos clientes obras com a qualidade e o rigor que nos caracterizam.
Obrigado pela parceria, pela confiança e pelo apoio constante. Continuaremos a trabalhar com honestidade, transparência e dedicação para fortalecer esta relação por muitos anos. O nosso sincero obrigado a todos os nossos fornecedores!
"Queremos que os cidadãos vejam a Polícia Municipal como alguém que está aqui para os ajudar"
Entrevista com o Comandante António Salgado Rosa, da Polícia Municipal de Matosinhos
Como chegou à Polícia Municipal de Matosinhos?
Cheguei à Polícia Municipal de Matosinhos em novembro de 2003, depois de ter passado pela Polícia Municipal do Porto. Na altura, o então presidente da Câmara, Narciso Miranda, convidou-me para integrar este projeto, que estava a dar os primeiros passos. O objetivo era ajudar a organizar e estruturar a nova Polícia Municipal. Era um desafio importante e aceitei-o com muito entusiasmo.
Ainda há quem desconheça as funções da Polícia Municipal. Qual é, afinal, o seu papel?
A principal missão da Polícia Municipal é garantir o cumprimento das normas municipais no âmbito administrativo. Temos competências na fiscalização do trânsito, do ambiente, do urbanismo, no apoio a eventos na via pública, na segurança dos transportes públicos e das escolas, entre outras áreas. Importa esclarecer que não fazemos investigação criminal nem asseguramos a ordem pública, competências que pertencem às forças de segurança nacionais, como a PSP e a GNR. Apenas intervimos nessas áreas quando somos solicitados para colaborar.
Como descreve a relação da Polícia Municipal com a população?
De uma forma geral, é muito positiva. Naturalmente, como temos uma função fiscalizadora, nem sempre é fácil agradar a todos. Ainda assim, privilegiamos sempre o diálogo e a sensibilização antes da punição, sempre que possível. Existem, no entanto, infrações relativamente às quais somos particularmente rigorosos, como o estacionamento em segunda fila, nos passeios ou em lugares destinados a pessoas com mobilidade reduzida. Nesses casos, não facilitamos. Ao mesmo tempo, investimos muito no policiamento de proximidade através de programas dirigidos aos idosos, aos comerciantes e às escolas, o que nos permite criar uma relação de confiança com a comunidade.
Um desses programas é o de apoio à terceira idade. Quantas pessoas acompanham atualmente?
Neste momento acompanhamos 103 idosos em situação de maior vulnerabilidade. Não significa que sejam os únicos que necessitam de apoio, mas procuramos garantir um acompanhamento de qualidade às pessoas que vivem sozinhas, têm problemas de mobilidade ou não possuem qualquer retaguarda familiar. Realizamos visitas regulares, contactos telefónicos diários, ajudamos na gestão da medicação, vamos buscar medicamentos às farmácias, acompanhamos alguns idosos
ao levantamento das reformas para evitar burlas e, quando necessário, prestamos apoio na entrega de refeições. O nosso principal objetivo é proporcionar segurança, tranquilidade e combater o isolamento.
Como avalia a evolução da segurança em Matosinhos nos últimos anos?
Matosinhos continua a ser um dos concelhos mais seguros da Área Metropolitana do Porto. Os indicadores de criminalidade mantêm-se baixos e não temos registado aumentos significativos. É verdade que, ocasionalmente, surgem fenómenos pontuais, como uma sequência de furtos numa mesma rua, mas isso não representa necessariamente um crescimento da criminalidade. São situações isoladas que acabam por inflacionar momentaneamente os números.
Quais são os maiores desafios que a Polícia Municipal enfrenta atualmente?
O principal desafio continua a ser a escassez de recursos humanos. Recebemos diariamente pedidos de intervenção de todo o tipo e muitas pessoas ligam primeiro para a nossa central antes de contactar a PSP ou a GNR. Isso demonstra que existe confiança na Polícia Municipal, mas também aumenta a nossa responsabilidade. Temos atualmente um concurso para a entrada de mais 20 agentes, o que permitirá reforçar significativamente a nossa capacidade de resposta.
Quantos agentes integram atualmente a Polícia Municipal?
Temos atualmente 53 agentes. No entanto, como trabalhamos por turnos e existem férias, folgas, licenças e comparências em tribunal, o efetivo disponível diariamente
ronda apenas três dezenas de elementos. O objetivo ideal seria atingir cerca de 100 agentes, embora reconheça que isso implica um investimento muito elevado. Com a entrada dos novos elementos passaremos para 73 efetivos, o que já permitirá melhorar bastante a nossa capacidade operacional.
A presença da Polícia Municipal ajuda efetivamente a prevenir a criminalidade?
Sem dúvida. Há crimes que conseguimos contabilizar, mas há muitos outros que nunca chegam a acontecer precisamente porque existe policiamento visível. Temos exemplos concretos de zonas onde reforçámos o patrulhamento e onde os crimes diminuíram significativamente. A presença dos agentes funciona como um forte elemento dissuasor.
Que tipos de ocorrências são mais frequentes em Matosinhos?
Os crimes mais comuns continuam a ser os furtos, sobretudo no interior de veículos, e outros crimes contra a propriedade.
Depois de mais de vinte anos à frente da Polícia Municipal de Matosinhos, do que mais se orgulha?
Acima de tudo, da equipa que tenho. Desde os dirigentes aos agentes, todos demonstram uma enorme dedicação, mesmo perante a exigência diária da profissão. Também me orgulho de ter ajudado a construir uma Polícia Municipal sólida e organizada. Quando cheguei, a estrutura estava a nascer. Hoje funciona de forma autónoma e eficiente. Esse é, provavelmente, o maior legado que posso deixar.
À frente da Polícia Municipal de Matosinhos desde 2003, o Superintendente António Salgado Rosa faz um balanço do trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas, fala sobre os desafios atuais do policiamento municipal, a relação com a população e destaca os projetos de proximidade que fazem da instituição uma referência no apoio aos cidadãos mais vulneráveis.
Que mensagem gostaria de deixar à população?
Gostaria que os cidadãos olhassem para os polícias como pessoas que estão ao seu lado e que trabalham para os ajudar. Vivemos tempos em que é cada vez mais difícil lidar com determinadas situações, mas os nossos agentes continuam diariamente na rua ao serviço da comunidade. O que peço é que confiem na Polícia Municipal e que nos vejam como parceiros na construção de uma cidade mais segura para todos.
"A principal missão da Polícia Municipal é garantir o cumprimento das normas municipais no âmbito administrativo. Temos competências na fiscalização do trânsito, do ambiente, do urbanismo, no apoio a eventos na via pública, na segurança dos transportes públicos e das escolas, entre outras áreas.
João Madureira Gestor de Marketing e Vendas O SILÊNCIO DOS OLHARES
Um dia destes estava num café, acompanhado pelo meu amigo Ricardo, em conversa falávamos sobre a maneira como as pessoas se mostram nas redes sociais. Estivemos ali cerca de 45 minutos a debater o tema, até que chegamos a mesma conclusão de sempre: a ilusão de ser alguém no mundo digital enquanto nos esquecemos verdadeiramente do mundo real.
Foi nesse momento que percebi uma coisa, a verdade da solidão não é estar sozinho isolado num espaço. Às vezes é estar no meio de uma multidão e sentir que a nossa presença ali não faz diferença absolutamente nenhuma. As redes sociais são uma montra de momentos perfeitos, o tal “BEST Shot”. Viagens inesquecíveis, jantares impecáveis, sorrisos todos alinhados para o aplauso dos outros, caímos todos nessa tentação do “Olha para esta, olha para este”, e partilhamos em conversa sem pensar duas vezes. Está tudo tão alinhado, tão perfeito para nos levar a pensar na nossa própria felicidade ou fracasso. E quanto mais tempo gastamos nessa vitrine, mais sozinhos ficamos quando a luz se apaga. O meu amigo disse, “já ninguém olha para ninguém. Já ninguém fala com ninguém, o mundo preferido está ali à frente, no ecrã do telemóvel.” Nessa mesma altura encolheu os ombros, como quem não estava a tentar fazer nenhuma grande afirmação, só a constatar o que via. Vivemos hiperligados a tudo. Nunca tivemos tantas conversas acumuladas, centenas de amigos no Facebook, seguidores no Instagram, grupos intermináveis no whatsapp. Trocamos a intimidade pela interatividade, e o mais incrível é que nem damos por isso, falta o olhar, falta o corpo, na comunicação digital o rosto desaparece, e sem ele torna-se mais fácil ser cruel, ferir alguém é tão simples, quando não vemos a fragilidade no olhar de quem temos à frente. A violência e o insulto tornam-se verdadeiras armas de arremesso em qualquer post ou publicação. Verdadeiras granadas de mão prontinhas para atirar e fazer estragos na rede. Lembrei-me nesse momento de uma pequena nota de um filósofo que tinha lido algures, sobre este tema e que me chamou a atenção. Partilhei com o meu amigo Ricardo, ele riu-se e disse, “Lá vens tu com os Filósofos a esta hora”, mas era mais ou menos isto: a sociedade deixa de formar comunidades para criar enxames. Talvez não precisemos de grandes gestos para sair disto. Talvez baste olhar mais para quem está à nossa frente.
Ainda estou a pensar.
ULS Matosinhos é referência de boas práticas em logística hospitalar
AUnidade Local de Saúde de Matosinhos recebeu, a 14 de julho, representantes de várias unidades de saúde, hospitais e grupos privados para uma visita técnica dedicada ao projeto Logística + Digital, desenvolvido em parceria com o Kaizen Institute, a Glintt e a Zetes. A iniciativa apresentou as soluções de automatização e digitalização
implementadas nos circuitos logísticos, incluindo tecnologia RFID, pórticos de leitura automática e um sistema digital de distribuição, com o objetivo de aumentar a eficiência e a rastreabilidade dos materiais. Entre os resultados alcançados destacam-se uma redução de 92% no tempo de revisão dos supermercados logísticos, de 50% nas ruturas de stock e de
75% nos erros de preparação e separação de materiais. Atualmente, o sistema abrange 105 supermercados logísticos, mais de 30 mil kanbans, cerca de 15 mil artigos e mais de 20 mil etiquetas RFID, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos e uma resposta mais segura aos serviços clínicos.
Hospital Pedro Hispano adquire sistema de cirurgia robótica
A Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM) adquiriu o sistema de cirurgia robótica Hugo, da Medtronic, uma tecnologia avançada que permitirá reforçar a capacidade cirúrgica e a diferenciação assistencial do Hospital Pedro Hispano, num investimento integralmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A chegada deste sistema insere-se no processo de modernização e renovação dos equipamentos hospitalares, dotando o Hospital Pedro Hispano de tecnologia alinhada com o atual estado da arte da cirurgia. O financiamento disponibilizado pelo PRR constituiu, neste contexto, uma oportunidade para concretizar um investimento estruturante na capacidade de resposta da instituição.
A cirurgia assistida por robot representa mais uma etapa na evolução da atividade cirúrgica, depois da passagem da cirurgia aberta para a cirurgia laparoscópica, realizada através de pequenas incisões e com recurso a uma câmara que transmite imagens do interior do corpo. O robot não realiza a cirurgia de forma autónoma: todos os movimentos são comandados pelo cirurgião, através de uma consola com imagem tridimensional ampliada. Os braços robóticos reproduzem esses movimentos com elevada precisão, permitindo uma atuação mais rigorosa, sem que o cirurgião perca o contacto visual com a restante equipa presente na sala. Para os doentes,
esta tecnologia permite realizar intervenções menos invasivas, associadas a menor dor após a cirurgia, recuperação mais rápida e internamentos potencialmente mais curtos. A maior precisão em zonas do corpo de difícil acesso pode também ajudar a preservar nervos e outros tecidos importantes, contribuindo para reduzir o risco de complicações.
Numa primeira fase, o sistema será utilizado pela Urologia em prostatectomias, cirurgias para remoção da próstata; pela Cirurgia Geral no tratamento cirúrgico da obesidade; e pela
Ginecologia em histerectomias, destinadas à remoção do útero. Posteriormente, a sua utilização poderá ser alargada a nefrectomias para remoção total ou parcial de um rim, gastrectomias, que envolvem a remoção total ou parcial do estômago, e outras cirurgias do aparelho digestivo. Para os profissionais de saúde, o sistema proporciona melhores condições de trabalho, uma vez que o cirurgião opera sentado numa consola ajustável, reduzindo a fadiga associada a intervenções prolongadas. A imagem tridimensional de alta
definição e os instrumentos articulados permitem igualmente maior liberdade e precisão de movimentos, contribuindo para a diferenciação das equipas e para a atração e retenção de profissionais especializados.
A organização do sistema em braços robóticos independentes permite ainda a sua utilização em diferentes salas operatórias, otimizando o investimento e facilitando a partilha do equipamento pelas várias especialidades.
Rua Luísa Neto Jorge , loja Le a da Palmeira @ oxy viva |
Carlos Marinho
Professor Doutor de Matemática IMOR(TAIS)
O futebol é um desporto geométrico que funciona sob as regras da matemática e da ciência. Os grandes conteúdos matemáticos, a geometria, o cálculo, a estatística e a álgebra explicam de uma forma simples este jogo. Todas as suas regras, as suas contagens, a lei XI do fora de jogo, até os pontapés na bola são explicadas por belas parábolas. Stade de France, 10 de julho de 2016, foi uma data histórica para o futebol português e para Portugal. Decorria o minuto 109 do prolongamento quando Éder decidiu contrariar e ficar na história. Voltamos a reinaugurar o “Arco do Triunfo”, que após ter sido construído e inaugurado em 1836, foi tomado por valentes e talentosos jogadores. O avançado luso colocou Portugal no topo da Europa, deixando os gauleses à beira de um ataque de nervos. Cada português, cada um de nós tem a sua história para contar sobre este momento, este gesto marcaria a história, deixaria a nossa marca, em solo francês. Depois de uma fase de grupos com três empates, a seleção portuguesa, caminhou de forma triunfante para desenhar com letras douradas o título de campeão europeu. Após 10 anos volvidos, uma década depois, apesar de estarmos sempre nos momentos finais de cada competição, não voltamos a ganhar outro título. Talvez, por isso, ganhar a este nível só acontece de vez em quando. Perante mais de 80 mil pessoas, a maioria franceses, mas também muitos emigrantes portugueses, demonstrámos em bom português que fomos melhores. Os jogadores ofereceram aos emigrantes talvez a maior alegria que eles poderiam imaginar. Naquele minuto, ainda a faltar 11 minutos mais descontos, percebemos que a taça era nossa. Contrariamos Luís Vaz de Camões quando disse “é um cuidar que se ganha em se perder” no belo soneto “o amor é fogo que arde sem se ver”. Cuidamos daqueles instantes como se não houvesse amanhã. Aquele momento de sofrimento, mas de pura alegria, cheio de pulsações e palpitações seria nosso. Fernando Pessoa também poderia fazer parte desta história quando disse, "Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”. E o sonho aconteceu. António Gedeão também chutou “eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida”. Num país com pouco mais de 10 milhões de habitantes, temos jogadores para fazer 3 seleções, temos o melhor do mundo, Cristiano Ronaldo.
Em "Legenda", António Botto (18971959), o polémico poeta natural de Abrantes, escreve algo que retrata, de forma substantiva este momento, o maior instante da história do desporto luso, quando desenhou estas nobres palavras “Ó Pátria mil vezes Santa — Meu Portugal, minha terra, onde vivo e onde nasci! Na tua História me perco, e nela tudo aprendi. Mesmo que fosses pequena, e eu te visse pobre ou nua — Ninguém ama a sua Pátria por ser grande, mas sim por ser sua!”. Este dia fica para sempre marcado nas nossas memórias e tatuado nos nossos corações. Esta seleção fica, os jogadores serão lembrados para todo o sempre, como se fossem um teorema matemático, serão lembrados como os imor(tais). São os tais.
Novo Conselho Municipal de Educação toma posse
Uma palestra que mostrou que a Matemática também encanta
OAgrupamento de Escolas Irmãos Passos, em Guifões, recebeu a visita do Professor Doutor Carlos Marinho para a realização da palestra “Matemática Tem Magia!”, uma iniciativa que reuniu professores e alunos do 8º ano num ambiente de grande entusiasmo e participação. Reconhecido como um dos maiores divulgadores da Matemática em Portugal, Carlos Marinho é considerado por muitos o grande embaixador desta ciência no nosso país. Ao longo dos últimos anos, tem percorrido escolas, universidades e diversas instituições, sendo atualmente o professor que mais palestras realiza em Portugal, levando a Matemática a milhares de pessoas de todas as idades. Durante a sessão, os participantes foram desafiados a descobrir a beleza, a criatividade e o lado surpreendente da Matemática. Com uma abordagem dinâmica, acessível e envolvente,
Carlos Marinho demonstrou que esta disciplina está muito para além dos números e das fórmulas, despertando a curiosidade e o interesse de todos os presentes de uma forma divertida e pedagógica. A iniciativa resultou de um convite da Presidente da Associação de Pais, Andrea Fins, que reconheceu a importância de proporcionar à comunidade educativa momentos de aprendizagem inspiradores e enriquecedores. O Diretor do Agrupamento, Professor Paulo Gaspar, destacou a relevância da presença de uma personalidade tão prestigiada na escola, sublinhando o impacto positivo que a palestra teve junto dos alunos e professores.
A sessão constituiu um verdadeiro momento de partilha de conhecimento, promovendo o gosto pela Matemática e reforçando a importância da educação como motor de desenvolvimento pessoal e académico.
Tomou posso o novo Conselho Municipal de Educação de Matosinhos para o mandato 2025-2029. Na primeira reunião, foram analisadas pelos novos membros um conjunto de matérias estratégicas para o ano letivo 2026/2027, entre as quais o Plano de Transportes Escolares, as Modalidades da Ação Social Escolar, os critérios para as Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) e a Rede Educativa e Formativa. Além disso, foram ainda designados representantes para o Conselho Local de Acompanhamento do Plano de Ação para a Energia Sustentável e Clima (CLA-PAESC) e para o Conselho Municipal de Segurança.
O Conselho Municipal de Educação, recorde-se, foi criado em 2004 e reúne representantes da autarquia, escolas, instituições de ensino superior, associações de pais, forças de segurança, serviços de saúde e sociais, IPSS, empresas e outras entidades, promovendo o diálogo e a articulação entre todos os parceiros da comunidade educativa do concelho.
José Henrique Correia Investigador de História Contemporânea | Professor
A TAPEÇARIA DE BAYEUX, DO SÉC. XI A NAPOLEÃO E HIMMLER
A tapeçaria chegou a Londres no dia 10 de julho, onde será exibida por um ano. A história do trabalho bordado, esse "gato de nove vidas", que sobreviveu à "turbulência da história”. Tapeçaria de Bayeux está de volta ao país onde dizem que nasceu. Na noite de sexta-feira, 10 de julho, a obra bordada cruzou o Canal da Mancha e chegou ao Museu Britânico em Londres, onde será exibida durante um ano. O transporte com extrema perícia, exigiu uma caixa com ar-condicionado à prova de vibrações, contrastando"com as viagens perigosas que o tapete fez ao longa de séculos. Por ocasião desse empréstimo feito pela França ao Reino Unido, relembra-se a história deste afresco de tecido de cerca de 70 metros de largura e 50 centímetros de altura, que milagrosamente "sobreviveu à turbulência da história". A Tapeçaria de Bayeux poderia de facto ser descrita como um "gato com nove vidas", escreve o jornalista Veerle Vanden Bosch, baseado no livro da historiadora Carola Hickx A Tapeçaria de Bayeux. A História de Vida de uma Obra-Prima ("A Tapeçaria de Bayeux. Histoire d'un chef-d'oeuvre"); é um exemplo controverso de diplomacia cultural. No entanto, a tapeçaria tinha "um objetivo político desde o início". Mostra a invasão normanda da Inglaterra e a Batalha de Hastings, de uma forma "tudo, menos imparcial" "Pura propaganda". Quanto à sua origem, feita entre 1066 e 1083(?) a dúvida persiste. Diz-se que foi projetada por um monge e feita na Cantuária, talvez por freiras. A sua chegada a Bayeux, no Calvados, também permanece um "mistério". Foi mantida na catedral da cidade por vários séculos, levando "uma existência discreta, ficava pendurada na igreja por nove dias e depois era guardada novamente". A primeira menção surge num inventário data de 1476. No século XVIII, o interesse pela tapeçaria de Bayeux cresceu, historiadores de ambos os lados do Canal "foram rápidos nas interpretações: os ingleses, por exemplo, alegavam que era uma obra de arte inglesa que, infelizmente, havia caído nas mãos desses pérfidos franceses",(The Standard). Sobreviveu à Revolução Francesa, em que quase era cortada para adornar uma carruagem; veio então Napoleão. O imperador planeava invadir os vizinhos do outro lado do Canal, mas a operação era extremamente cara. Em 1803, mandou levar a tapeçaria para Paris "numa carroça" para expô-la e "nos lembrar que a França já havia conquistado a Inglaterra uma vez". Mas a invasão nunca aconteceu. Quase um século e meio depois, um dos mais altos dignitários do Terceiro Reich, Heinrich Himmler, tornou-se "obcecado" pela tapeçaria, que disse "mostrar a superioridade da raça ariana." Os normandos foram apresentados como vikings e, portanto, alemães: "guerreiros altos e loiros, capazes de subjugar os ingleses",(Standrd). O bordado era visto como "um monumento germânico que deveria regressar à sua terra natal". Mas isso nunca aconteceu, devido ao rápido avanço dos Aliados, que, como Guilherme, o Conquistador, e seus homens novecentos anos antes, haviam cruzado o Canal da Mancha de barco, mas na direção oposta.
Obra de Francisco Portela Gonçalves dá voz à história de Abadim
Francisco Portela Gonçalves apresentou o seu livro “Abadim – Entre Minho e Trás-os-Montes: História, Tradição, Usos e Costumes”. A cerimónia teve lugar a 11 de julho, na Casa do Tempo, museu situado em Cabeceiras de Basto. Apresentado dias depois da celebração do 90º aniversário do autor, este livro constitui um contributo importante para a reconstituição da memória histórica da freguesia de Abadim, localizada no município de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga. Esta povoação conta com uma população de 472 habitantes, de acordo com os censos de 2021. No ano de 2023, o autor foi convidado pela irmã a redigir um texto sobre a freguesia
MEO Marés já tem datas para 2027
A edição de 2026 do MEO Marés, que ganhou uma nova casa em Leça da Palmeira, na Praia do Aterro, revelou-se um sucesso. Ao longo de três dias estiveram 100 mil espetadores estiveram no festival, que vibraram ao som de bandas como Da
Weasel, James, Ozuna, Danny Ocean, Calema, Vizinhos, Plutónio e muito mais.
Além do palco principal, o festival tinha ainda um palco dedicado ao stand-up comedy, à música eletrónica e outro ao samba. Havia ainda as habituais barraquinhas de diversas marcas, zona
de restauração, uma roda gigante e um slide para animar os festivaleiros. Segundo Jorge Lopes, responsável da PEV Entertainment, promotora do evento, o espaço deverá crescer na próxima edição “Queremos ampliar a área deste recinto junto ao mar e também a lotação.
O espaço será reconfigurado” Já foram também anunciadas as datas para a edição de 2027, que será nos dias 16, 17 e 18 de julho, sendo que brevemente será anunciado um "grande headliner".
Xacobeo Norte Surf Fest regressa com etapa da World Surf League
Entre 1 e 6 de setembro, a Praia de Leça da Palmeira recebe o Xacobeo Norte Surf Fest, que este ano integra, pela primeira vez, uma etapa do circuito Qualifying Series International 6000 (QS 6000 INTL) da World Surf League (WSL). A prova deverá reunir mais de uma centena de surfistas dos cinco continentes, em disputa por pontos para os rankings internacionais de acesso aos principais circuitos da modalidade.
A entrada da WSL marca uma nova fase para o festival, que duplica a duração, passando de três para seis dias. "É a primeira prova da liga mundial de surf em Matosinhos e um marco na afirmação deste destino de surf", destaca Afonso Teixeira, fundador e organizador do evento.
Além da competição, o festival mantém a sua vertente cultural e educativa, com concertos, Surf Talks, workshops, sessões de yoga, ações de limpeza de praias, surf adaptado e iniciativas de educação para a segurança aquática.
Entre os convidados confirmados para as Surf Talks estão o treinador
australiano Martin Dunn, o jornalista e escritor Andy Martin, o especialista em sustentabilidade João Castro e a surfista e artista Lee-Ann Curren. Martin Dunn irá ainda orientar o seminário "Evaluating Surfing Performances", destinado a treinadores e instrutores de surf. A inclusão continua a ser uma aposta, com uma sessão de surf adaptado promovida pela Associação Surfit Terapêutica, e haverá ainda uma exposição dedicada à história da competição de surf em Portugal. Para Frederico Teixeira, COO da WSL Europe, a integração da etapa QS 6000 representa "um momento histórico para o evento, para Matosinhos e para o surf português", reforçando a projeção internacional da região como destino de surf.
O Xacobeo Norte Surf Fest tem entrada livre, exceto nas Surf Talks e no seminário de Martin Dunn, que tem um custo de inscrição de 250 euros. O evento conta com o apoio do Turismo de Portugal, Turismo do Porto e Norte de Portugal e Município de Matosinhos, além de vários patrocinadores.
ABallet Art, escola de dança sediada em Matosinhos, conquistou o 1.º e o 3.º lugar nas finais internacionais do Global Dance Open, competição realizada em San Sebastián, Espanha. A prova reúne jovens bailarinos de vários países e é considerada uma das mais prestigiadas a nível mundial. O principal destaque foi para a coreografia "Ondine", vencedora da categoria Dueto/Trio Ballet Teen (12-14 anos). A interpretação valeu à escola matosinhense a medalha de ouro, distinguindo-se pelo rigor técnico
e qualidade artística.
A Ballet Art alcançou ainda o 3.º lugar na categoria Pequeno Grupo Clássico Sénior (18-28 anos), com a coreografia "Libertango", que mereceu igualmente o reconhecimento do júri internacional. Para a direção da Ballet Art, estes resultados representam o reconhecimento do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos, marcado pela formação técnica e artística dos seus alunos. A escola considera que as distinções reforçam também o papel de Matosinhos na promoção da dança e da cultura, levando o nome do concelho a um palco internacional.
Liga Portugal 26/27
JOÃO REGUFE NOVA IDENTIDADE
A pré-temporada não ganha campeonatos, mas oferece pistas sobre o que pode ser uma época. No Sporting, os jogos de preparação mostraram uma equipa em reconstrução, mas também um conjunto que procura evoluir sem perder a identidade competitiva que o trouxe aos títulos nos últimos anos. As mudanças no plantel obrigaram à redefinição de dinâmicas e lideranças. É natural que a equipa ainda apresente alguma falta de entrosamento, sobretudo nos momentos de organização defensiva e na eficácia ofensiva. No entanto, o balanço global é positivo. A intensidade aumentou, a pressão sobre o adversário mantém-se como imagem de marca e há sinais de uma maior flexibilidade tática e frescura física num plantel mais robusto e com novas soluções. Mais do que uma revolução, percebe-se uma evolução do modelo de jogo. O Sporting procura variar a construção, alternando entre uma saída apoiada e uma abordagem mais vertical, explorando melhor a mobilidade dos jogadores da frente e reduzindo a previsibilidade ofensiva. É um futebol mais adaptável às características do atual plantel, sem romper com os princípios que definem a equipa. A integração dos reforços decorre de forma gradual, enquanto a Academia continua a afirmar-se como uma fonte de talento e soluções. Esta capacidade de renovar o plantel sem perder competitividade é um dos maiores trunfos do clube. Naturalmente, há aspetos por corrigir. Os automatismos ainda estão longe do nível desejado e alguns setores necessitam de maior coordenação. Mas é precisamente para isso que serve a pré-temporada: errar, corrigir e crescer antes de começarem os jogos que contam.
A principal conclusão destes primeiros testes é que o Sporting não pretende viver do passado. Procura adaptar-se, reinventar-se e responder aos desafios de uma nova época. Se conseguir consolidar rapidamente este modelo e transformar o potencial em consistência, terá argumentos para voltar a discutir o campeonato. Porque as equipas vencedoras não são as que resistem à mudança; são as que sabem mudar sem perder a sua identidade. A direção do Sporting está de parabéns, não por ter escolhido outras soluções, mas porque arriscou numa nova identidade.
PAULO MENGO 1904
Terminada a participação portuguesa no mundial e iniciada a pré-época com os primeiros treinos e exames médicos as nossas atenções passam a estar concentradas no Glorioso. Porém exige-se, antes de mais, uma análise relativamente ao que foi o nosso desempenho em terras do “Tio Sam”. Para muita pena minha confirmou-se o que tenho vindo a escrever sobre uma seleção nacional em que a mediocridade foi palavra de ordem, fruto de um timoneiro medroso e incapaz de gerir o mais valioso plantel de sempre. De facto, tivemos um encartado em motociclos com a incumbência de pilotar um Ferrari, mas mais, com uma visão completamente antagónica do comum dos mortais conseguindo ver dinâmica onde nós víamos passividade, brilho onde nós víamos mediocridade e sucesso onde nós víamos fracasso. Claro está que os resultados deram razão à maioria sendo que Martinez já não consta nos comandos da equipa de todos nós. Uma palavra de confiança em Jorge Jesus ancorada na certeza de que iremos assistir à implementação de um futebol atrativo e agressivo, baseado na posse de bola e na rápida recuperação da mesma e em que os jogadores discutirão cada palmo de terreno sem medo nem tibiezas independentemente do adversário. Voltando ao “Glorioso” começam os primeiros sinais de inquietação, compreensível a derrota no primeiro grande teste atendendo às 18 jornadas que o Flamengo já disputou no Brasileirão, face à constituição do plantel a oito dias do jogo com o St. Gallen. Se se recordarem do que escrevi anteriormente lembrar-se-ão que uma das prioridades se relacionava com a necessidade de dotar a equipa de um mínimo de condições, para que possa ultrapassar com sucesso o St. Gallen, evitando o escândalo de sermos despromovidos à Liga Conferência assim a modos da 3ª divisão europeia. Ora o facto de termos vários atletas de férias, por força da participação no mundial, pressionava ainda mais a estrutura diretiva, mas, por incrível que pareça, até ao momento, apenas se verificaram três entradas, Clément Lenglet e Jakub Kaminski, sendo que Gabriel Índio está impedido de participar nestes dois primeiros jogos por ser menor. Em minha opinião, pouco, muito pouco, se a isto acrescentarmos o facto de António Silva ir a jogo, apesar de já ter acordo com o Bournemouth, porque não existem mais alternativas no centro da defesa. Na realidade se olharmos para o vizinho da segunda circular, mesmo sem ter que disputar pré-eliminatórias, verificaremos que tratou de apetrechar, atempadamente, o meio-campo face às mais que certas saídas de Morita e Hjulmand. O que se pergunta é o que mais falta para que deixemos de repetir erros atrás de erros que muitas das vezes comprometem toda uma época desportiva. O que desejo é que tudo corra bem sob pena de entrarmos, outra vez, numa nova época ao arrepio daquilo que o clube merece.
O Porto ganhou a Supertaça Cândido de Oliveira. Um trofeu já cá canta na época 26/27. Conta para a sala dos troféus, mas não é uma daquelas competições importantes.
O Torreense, digno vencedor da Taça de Portugal, fez justiça ao seu valor e representou com orgulho os seus pergaminhos. No final do jogo podia ser marcado um penálti que levaria o jogo para prolongamento e quem sabe para a lotaria dos penaltis. Mais um erro do VAR e a saga continua.
O relvado estava mau igual para as duas equipas. Vergonha para a FPF que a partir de agora não pode exigir aos clubes as melhores condições e aplicar multas aos clubes pela falta destas mesmas condições nos jogos do campeonato e das outras competições visto que não deu o melhor exemplo nas condições do recinto em um dos dois únicos jogos (o outro jogo é a Taça de Portugal) que são da sua responsabilidade durante uma época desportiva. Quanto ao Campeonato estamos todos a adivinhar. As circunstâncias são diferentes.
O Sporting parte num ciclo novo com muitas saídas de jogadores que foram muito utilizados nas últimas épocas. Vendeu bem, ganhou muito dinheiro está a comprar reforços e parece estar a acertar. Este é o destino dos nossos clubes. Valorizar os jogadores, retirar valor desportivo com troféus e valer com mais valias para voltar a investir.
O Porto tenta perder o menor número de jogadores possíveis sem ter ainda muito dinheiro e procura reforçar a equipa em posições estratégicas. Nesta área o scouting é fundamental. Comprar barato, com rendimento desportivo e margem de ganhos com mais valias.
O Benfica luta com a dificuldade de não ter acesso às receitas da Liga Milionária, sem certezas de quem fica, quem quer ficar e quem é preciso despachar para fazer receita para contratar novas figuras. Sai Otamendi e António Silva, dois defesas centrais e agora? Ou, promove um jovem da formação ou vai ao mercado procurar contratar um defesa. No meio campo Palhinha vem ou não vem e se não vier está tudo bem ou falta alguém. Na frente uns têm mercado para sair. Outros, não querem ficar, ou, o Benfica não os quer. O campeonato está para começar e o apuramento da Liga Europa já começou. Vamos viver o 26/27.
PAULO FERREIRA ACABOU O MUNDIAL
Laura é um exemplo de longevidade
Desporto
No dia 2 de agosto, o Restaurante São Valentim foi palco de uma celebração muito especial. Laura assinalou os seus 102 anos de vida, rodeada pelo carinho da filha, Teresa, da neta, Regina, e dos amigos Américo e Jaime. Entre sorrisos, abraços e garfadas de sardinha assada, a aniversariante mostrou que o sentido de humor continua bem vivo. A certa altura, olhando para o neto enquanto apreciavam a refeição, lança-lhe, entre risos: «Eu faço isto melhor do que tu», arrancando gargalhadas à mesa. A frase transporta-a para os tempos em que trabalhou na indústria conserveira, em Matosinhos, onde ganhou experiência e criou memórias que ainda hoje guarda com carinho.
A sua alegria é contagiante. Nem os funcionários do restaurante, nem os restantes clientes resistem a passar pela mesa para cumprimentar "Laurinha", como o amigo Jaime carinhosamente lhe chama, felicipela notável marca dos 102 anos. Grande parte da sua vida foi dedicada à Taberna do Oliveira, onde trabalhou como cozinheira ao lado do marido. Ali serviu centenas de
pescadores e, entre tachos e conversas, chegou mesmo a aprender inglês. A sua história é um exemplo de resiliência, dedicação e amor pela família. Ficou viúva ainda muito jovem e assumiu, sozinha, a missão de criar os sete filhos. O marido nunca deixou de ocupar um lugar especial no seu coração. «Sonho com ele quase todos os dias. Está à minha espera», confidencia Laura. A filha, Teresa, recorda a intensidade dessa relação: «Era um amor louco.»
A fé é outro dos pilares da sua vida. «Ele está aqui dentro de mim. Jesus guia-me no meu caminho todos os dias. Agradeço sempre», afirma com serenidade. Apesar da idade, Laura continua a viver cada dia com entusiasmo e vaidade. «Uso vestidos diferentes todos os dias», diz com um sorriso, revelando que mantém o hábito de visitar quase diariamente o seu café preferido, onde convive, ri e conversa com as amigas. E quando lhe dizem: «Hoje estás bonita», responde, sem hesitar e com a confiança de quem vive bem consigo própria: «Mas eu sou bonita todos os dias!»
Aos 102 anos, Laura continua a provar que a idade é apenas um número e que a verdadeira juventude se revela na alegria, na gratidão e na forma como se vive cada dia.
Nuno Correia: o matosinhense por trás do sucesso do Lourosa
Nuno Correia construiu um percurso sólido em diferentes áreas da gestão desportiva, da formação e do scouting, assumindo atualmente as funções de Diretor-Geral de Futebol do Lusitânia de Lourosa FC, SAD. Natural de Matosinhos, iniciou a sua carreira em 2003 como Team Manager dos sub-11 do Leixões SC, regressando ao clube anos mais tarde para desempenhar funções na equipa de sub-19 e na estrutura de scouting da formação, em 2011/12. Entre estas experiências, passou pelo FC Infesta, onde exerceu o cargo de Chief Scout da formação. Em 2012, assumiu pela primeira vez a direção-geral de futebol no FC Infesta, consolidando um percurso que viria a ser enriquecido pela atividade como empresário e intermediário de jogadores e treinadores, registado na Federação Portuguesa de Futebol. Entre 2013 e 2022 liderou a NCFoot – Gestão de Carreiras Desportivas, acompanhando o desenvolvimento de atletas e profissionais do futebol. Desde a época 2022/23 integra o Lusitânia de Lourosa FC, como Diretor-Geral de Futebol, desempenhando um papel determinante no crescimento
desportivo do clube. Durante este período, o Lourosa alcançou a subida à Liga 3 e, posteriormente, à II Liga Portuguesa, conquistando ainda o título de campeão da Liga 3. No futebol de formação, o clube somou também conquistas nacionais e distritais, incluindo o título nacional da II Divisão de Sub-19 e várias promoções das equipas jovens. Foi ainda galardoado com o 1.ª Leão D’Ouro da história do clube. Paralelamente à atividade profissional, Nuno Correia tem investido na sua formação, destacando-se a Formação Inicial de Dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol, a participação como orador na Liga Portugal Business School e a colaboração como formador na ImproveSports. Reconhecido pela experiência na gestão desportiva, pelo conhecimento da realidade do futebol português e pela capacidade de liderança, apresenta um percurso que combina competências técnicas, estratégicas e operacionais, desenvolvidas ao longo de mais de 20 anos ao serviço do futebol.
Cinema ao Ar Livre: quatro noites que transformaram o espaço público em lugar de encontro
Mais de mil pessoas participaram na primeira edição do ciclo "Cinema ao Ar Livre – Onde Todos Têm Lugar", uma iniciativa promovida pela MatosinhosHabit que levou a sétima arte ao coração de quatro conjuntos habitacionais do concelho: São Gens (Custóias), Seara (Matosinhos), Guarda (Perafita) e Recarei (Leça do Balio).
Ao longo de quatro sessões, a adesão da comunidade foi crescendo de forma expressiva. A primeira noite reuniu mais de 200 participantes, a segunda ultrapassou as 300 presenças, a terceira contou com mais de 400 pessoas e a última voltou a juntar mais de uma centena de participantes, confirmando o
AMatosinhosHabit continua a reforçar a sua aposta na promoção de comunidades mais sustentáveis através do projeto "Boas Práticas de Gestão Ambiental", desenvolvido em parceria com a Lipor e integrado num programa de intervenção comunitária que está a ser implementado nos novos conjuntos habitacionais de São Gens Piscinas, Teixeira de Melo e Alda Rodrigues. Recentemente, os conjuntos habitacionais de São Gens Piscinas e Teixeira de Melo acolheram duas sessões de sensibilização que reuniram moradores em momentos de conversa informal sobre sustentabilidade, incentivando à reflexão sobre pequenos gestos do dia a dia que podem fazer a diferença para o ambiente e para a qualidade de vida das famílias. Ao longo das sessões, foram abordados temas como a correta separação e deposição de resíduos, a redução do desperdício, o consumo responsável e a importância de escolhas mais conscientes. Para além dos benefícios ambientais, foram também partilhadas estratégias simples que permitem reduzir o desperdício e gerar poupanças no orçamento familiar, demonstrando que a sustentabili-
interesse da população por uma iniciativa inédita no concelho.
Mais do que um ciclo de cinema, este projeto nasceu com um propósito claro: transformar o espaço público num lugar de encontro, convivência e partilha, utilizando a cultura como ponto de partida para aproximar pessoas e fortalecer laços entre vizinhos. Realizadas nos próprios conjuntos habitacionais, as sessões procuraram também desafiar as barreiras invisíveis que ainda persistem sobre estes territórios, convidando a comunidade envolvente a entrar no bairro e a vivê-lo através de uma experiência positiva, aberta e inclusiva.
A experiência foi enriquecida pela colaboração das juntas de freguesia parceiras, que se associaram à iniciativa
oferecendo pipocas aos participantes, contribuindo para um ambiente ainda mais acolhedor e memorável para famílias, crianças e restantes espectadores.
A forte adesão registada ao longo das quatro sessões confirma que a cultura pode ser um poderoso instrumento de coesão social, valorização do espaço público e aproximação entre comunidades. Depois do sucesso desta primeira edição, a expectativa é que o Cinema ao Ar Livre – Onde Todos Têm Lugar regresse no próximo ano, continuando a afirmar que os bairros podem ser, cada vez mais, espaços de encontro, pertença e participação para todos.
Sustentabilidade
começa em casa: MatosinhosHabit reforça intervenção comunitária em parceria com a Lipor
dade pode começar dentro de casa e estar ao alcance de todos. O projeto "Boas Práticas de Gestão Ambiental" constitui a primeira etapa de um programa integrado de sustentabilidade concebido especificamente para estes novos territórios. Ao longo dos próximos meses, a intervenção será complementada por mais dois projetos igualmente desenvolvidos em parceria com a Lipor: "Alimentação Desperdício Zero", dedicado à promoção de hábitos alimentares mais sustentáveis e à redução do desperdício alimentar, e "Comunidade Mais Verde", que
desafiará os moradores a criarem pequenos espaços de cultivo de ervas aromáticas, individuais ou comunitários, incentivando uma maior ligação à natureza, ao espaço comum e à produção sustentável. Mais do que promover comportamentos ambientalmente responsáveis, este programa pretende estimular uma cultura de participação e corresponsabilização, demonstrando que a construção de comunidades mais sustentáveis depende do contributo de cada pessoa e das pequenas escolhas que fazemos diariamente. Depois da
Um mural que conta a história de Angeiras, pintado por quem a vive
OConjunto Habitacional Praia de Angeiras ganhou um novo mural comunitário, resultado de um processo de cocriação que envolveu moradores, associações locais, entidades parceiras e a comunidade envolvente, numa iniciativa integrada no projeto "Identidades do Bairro – Laboratórios de Cocriação Artística", promovido pela MatosinhosHabit.
Mais do que uma intervenção artística, este mural representa uma construção coletiva da identidade de um território.
Antes do início da pintura, foi desenvolvido um trabalho de auscultação junto da comunidade, recolhendo memórias, histórias, símbolos e sugestões que deram forma ao conceito final da obra. Neste processo participaram, entre outros, o Rancho das Sargaceiras, a Associação dos Pescadores de Angeiras, a ATSVL, as peixeiras do Mercado Municipal de Angeiras, moradores do Bairro Praia de Angeiras e diversos elementos da comunidade local, garantindo que o resultado refletisse verdadeiramente a história e a identidade daquele lugar.
Embora a pintura tenha decorrido ao longo de uma semana, realizada e orientada pelo artista plástico Tiago Braga FEDOR, coincidindo simbolicamente com a Festa da Sardinha, o projeto começou muito antes, através de um processo participado de escuta, diálogo e construção conjunta que permitiu transformar as ideias da população numa obra feita à sua medida. Esta intervenção acompanhou também a requalificação em curso do Conjunto Habitacional da Praia de Angeiras, reforçando
forte adesão registada nas primeiras sessões, a iniciativa terá continuidade durante os meses de agosto e setembro, levando novas ações aos diferentes conjuntos habitacionais abrangidos
a transformação física do território com uma dimensão simbólica e identitária. A par da renovação dos edifícios e do espaço envolvente, procurou-se criar um elemento que valorizasse o espaço público, promovesse o sentimento de pertença e deixasse uma marca positiva construída por quem ali vive e faz comunidade. Ao longo da semana, pessoas de diferentes gerações juntaram-se para pintar lado a lado, partilhando memórias, experiências e afetos. O mural tornou-se, assim, muito mais do que uma expressão artística no espaço público: transformou-se num momento de encontro, pertença e transmissão de identidade entre gerações, perpetuando visualmente as histórias, as tradições e a ligação de Angeiras ao mar e à sua comunidade.
Hoje, a obra assume-se como um novo ponto de referência do bairro, um espaço onde a comunidade se revê e do qual se orgulha. Mais do que embelezar uma parede, o mural celebra a memória coletiva de Angeiras e convida moradores e visitantes a descobrir um lugar onde a identidade local ganhou expressão através da arte.
Este é o segundo mural comunitário desenvolvido este ano no âmbito do projeto "Identidades do Bairro – Laboratórios de Cocriação Artística", depois da intervenção realizada no Conjunto Habitacional de São Gens, em Custóias, reforçando a aposta da MatosinhosHabit em processos participativos que utilizam a arte como ferramenta de valorização dos territórios, promoção da coesão social e combate ao estigma frequentemente associado aos bairros de habitação pública.
pelo programa e consolidando um percurso de sensibilização que alia sustentabilidade ambiental, participação comunitária e melhoria da qualidade de vida.
Biodanza no Mercado de Matosinhos
O Mercado de Matosinhos recebeu mais uma iniciativa das Vivências em Movimento, proporcionando aos/às participantes uma experiência profundamente enriquecedora de Biodanza, num ambiente contagiante de convívio, alegria e bem-estar.
Ao som da música e através do movimento, todos/as os/as que se juntaram a esta sessão viveram uma manhã repleta de energia positiva — for-
Parque 25 de Abril tem um novo Campo de Street Basket
Uma tarde marcada pelo talento, pela criatividade e pela partilha entre grupos de teatro sénior que proporcionaram ao público momentos de enorme qualidade artística e muita boa disposição.
O evento contou com a participação do Grupo de Teatro Vivências Seniores (Matosinhos e Leça da Palmeira), da Universidade Sénior de Rio Tinto e da Oficina de Teatro Sénior de Ramalde. Todos/as eles/as brindaram os/as presentes com interpretações repletas de dedicação, emoção e uma paixão contagiante pelo teatro. Esta iniciativa veio reforçar a importância do envelhecimento ativo, promovendo a
participação cultural, o convívio e a valorização do papel dos/as seniores na comunidade através da arte e da expressão dramática.
Em representação da Junta de Freguesia de Matosinhos, estiveram presentes os/ as membros do Executivo Alexandra Ferreira, Secretária, e os Vogais Paulo Ferreira e César Gavina, demonstrando o compromisso contínuo da autarquia com iniciativas que promovem a cultura, a inclusão e a participação ativa da população sénior.
A Junta de Freguesia agradeceu a todos os grupos participantes, ao público presente e a todas as pessoas que contribuíram para a concretização deste encontro.
talecendo laços, estimulando a expressão corporal e emocional, e promovendo um estilo de vida ativo e saudável no coração da nossa freguesia. Levar o programa das Vivências Seniores a diferentes pontos de referência de Matosinhos é uma forma privilegiada de aproximar a Junta de Freguesia da comunidade, valorizando os nossos espaços emblemáticos e incentivando a participação ativa da população sénior.
I Encontro de Teatro
Fbasket, um equipamento de excelência que nasce para promover o desporto informal, o convívio e o bem-estar de toda a comunidade.
A cerimónia oficial contou com o descerramento da placa inaugural pelo Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, Paulo Carvalho , e pela Presidente da Câmara Municipal, Luísa Salgueiro. Para o executivo, a chegada deste espaço ao Parque 25 de Abril reforça a importância da proximidade na criação
as idades a adotarem estilos de vida ativos e saudáveis no coração da freguesia. O evento de inauguração encheu o parque de energia com demonstrações dinâmicas de Basquetebol 3x3, protagonizadas pelos/as atletas do Grupo Desportivo de Basquete de Leça e do Guifões Sport Clube, além de um momento cultural marcante trazido pela Academia de Dança de Matosinhos. Este novo campo junta-se à estratégia de expansão dos espaços desportivos e de lazer ao ar livre no concelho.
PNEUS PINTO & PINTO
Av. Villagarcia de Arosa nº 1004, 4450-300, Matosinhos, Portugal
geral@pneuspintopinto.com
(+351) 22 326 4817
As Festas de Sant’Ana 2026 viveram mais uma noite memorável com a atuação dos Os Azeitonas, numa celebração marcada pela energia, diversão e forte interação com o público que encheu o recinto festivo. A banda portuense, uma das principais atrações desta edição, proporcionou um espetáculo vibrante, interpretando alguns dos seus temas mais conhecidos, como "Quem És Tu Miúda", "Anda Comigo Ver os Aviões" e "Ray-Dee-Oh", que foram acompanhados em coro por milhares de pessoas. Durante o concerto, os elementos da banda demonstraram estar particularmente contentes por atuar em Leça da Palmeira, não escondendo o carinho pela terra anfitriã. Em vários momentos, fizeram questão de elogiar a "terra mais
bonita de Portugal", criando uma ligação especial com o público leceiro e arrancando calorosos aplausos dos presentes.
Outro dos pontos altos da noite aconteceu à meia-noite, com o grandioso espetáculo de fogo de artifício, que iluminou os céus de Leça da Palmeira com cor, brilho e emoção. O momento foi vivido de forma intensa pelos presentes, tornando-se uma das imagens mais marcantes da noite.
A animação prosseguiu com a atuação do DJ Kanzaka, que manteve o público a dançar até ao encerramento de mais uma grande noite das Festas de Sant’Ana. Com uma atuação cheia de ritmo e boa disposição, garantiu que a energia se mantivesse ao mais alto nível até ao final.
Decorreu na Capela de Sant’Ana a tradicional Missa Campal em honra de Santa Ana e São Joaquim, integrada nas Festas de Sant’Ana. A celebração foi presidida pelo Rev.º Padre Francisco Andrade e reuniu numerosos fiéis e visitantes, num ambiente de fé, devoção e convívio comunitário. Durante a eucaristia teve lugar a tradicional bênção dos avós e das grávidas, um momento particularmente simbólico, em homenagem a Santa Ana e São Joaquim, reconhecidos como exemplos de amor, dedicação e união familiar. A cerimónia contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira, Plácido
Santos, acompanhado pelos membros do Executivo da Junta de Freguesia. Marcou igualmente presença a Presidente da Assembleia de Freguesia de Leça da Palmeira, Manuela Galante, bem como vários Deputados das diferentes forças políticas representadas na Assembleia de Freguesia.
Este ano, a Capela de Sant’Ana assume um especial destaque, após ter sido alvo de uma intensa obra de requalificação, que permitiu a valorização e preservação deste importante espaço de culto e património da freguesia.
A Missa Campal constitui todos os anos um dos momentos marcantes das Festas de Sant’Ana 2026, reunindo diferentes gerações em torno da fé, das tradições e da identidade de Leça da Palmeira.
Leça da Palmeira
Junta de Freguesia de Lavra acolheu Campanha de Vacinação Antirrábica
A Junta de Freguesia de Lavra recebeu mais uma edição da Campanha de Vacinação Antirrábica, proporcionando aos detentores de cães a oportunidade de cumprir uma importante medida de saúde pública e de proteção animal. A ação decorreu nas instalações da Junta de Freguesia e contou com a adesão de vários munícipes, que aproveitaram esta iniciativa para assegurar a vacinação antirrábica dos seus animais, contribuindo para a prevenção de doenças e para a promoção da saúde pública. Estas campanhas permitem o acesso
da população a este serviço essencial, reforçando a sensibilização para a importância da vacinação e do cumprimento das obrigações legais associadas à detenção de animais de companhia.
A Junta de Freguesia de Lavra agradece a colaboração de todos os participantes e das entidades responsáveis pela realização da campanha, destacando a importância destas iniciativas para o bem-estar animal e para a proteção da comunidade.
Festa da Sardinha voltou a celebrar as tradições da Praia de Angeiras
AGala do Dia de Lavra 2026
No âmbito das comemorações do Dia de Lavra, realizou-se a primeira edição da Gala do Dia de Lavra 2026, uma cerimónia que reuniu a comunidade para celebrar a identidade, a história e aqueles que, diariamente, contribuem para o desenvolvimento e valorização da freguesia.
Promovida pela Junta de Freguesia de Lavra, a gala teve como principal objetivo reconhecer publicamente cidadãos e instituições que, pelo seu percurso, dedicação e contributo nas mais diversas áreas da vida social, cultural, desportiva e comunitária, se destacam como exemplos de compromisso e serviço à comunidade.
A primeira Gala do Dia de Lavra constituiu um momento de reconhecimento, gratidão e orgulho coletivo, reforçando a importância de valorizar aqueles que ajudam a construir uma freguesia mais dinâmica, solidária e participativa.
Parabéns a todos os distinguidos, cujo exemplo continuará a inspirar a comunidade Lavrense.
A Junta de Freguesia de Lavra marcou presença neste evento, sublinhando a importância de iniciativas que valorizam o património, as tradições e a história da freguesia, ao mesmo tempo que dinamizam a economia local e reforçam o espírito
Festa da Sardinha da Praia de Angeiras 2026 voltou a afirmar-se como um dos eventos mais emblemáticos da freguesia de Lavra, reunindo centenas de visitantes e habitantes em vários dias de convívio, animação e celebração das tradições ligadas à preservar e promover a identidade cultural de Angeiras e de Lavra.
Decorreu no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, a Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia, convocada através do Edital n.º 3. A sessão decorreu de forma muito participada e produtiva, permitindo a apreciação e deliberação de diversos assuntos de elevada importância para o desenvolvimento da Freguesia, reforçando o compromisso de todos os intervenientes com a melhoria da qualidade de vida da população e com o futuro da Senhora da Hora. Dos pontos em discussão, destacam-se as seguintes deliberações:
Contratos Interadministrativos de Delegação de Competências 2025-2026 – Juntas de Freguesia – Prorrogação de Prazo - Aprovado por maioria, com 5 abstenções (1 CDS e 4 PSD); Contratos Interadministrativos de Delegação de Competências 2025-2029 – Juntas de Freguesia - Aprovado por maioria,
com 5 abstenções (1 CDS e 4 PSD); Protocolo de Colaboração – ARTEAprovado por unanimidade; Protocolo de Apoio Financeiro "Valorizar Mais" – Parque de Jogos Manuel Pinto de Azevedo, Parque Urbano do Carriçal e Feira da Senhora da Hora - Aprovado por unanimidade; Protocolo de Colaboração com as Juntas de Freguesia para apoio às Unidades
Locais de Proteção Civil - Aprovado por maioria, com 2 abstenções (1 PSD e 1 CDS); 2.ª Revisão ao Orçamento e Plano 2026 - Aprovada por maioria, com 7 abstenções (4 PSD, 1 CDS e 2 CHEGA). A Junta de Freguesia da Senhora da Hora continua empenhada em promover uma gestão responsável, transparente e orientada para o desenvolvimento da freguesia, trabalhando diariamente em prol dos seus cidadãos e concretizando projetos que respondam a todas as necessidades.
Sessão Extraordinária da Assembleia de Freguesia
AEscola Básica de Custóias recebeu a primeira sessão do Conselho de Cidadãos da 3.ª edição do Orçamento Participativo de Matosinhos, uma iniciativa que reuniu dezenas de munícipes para refletir, debater e apresentar propostas para o futuro do concelho. Durante a sessão, os participantes tiveram a oportunidade de partilhar ideias e contribuir ativamente para a construção de soluções em áreas como o ambiente, a habitação, a economia, a juventude e o desporto, num ambiente de diálogo, colaboração e participação cívica.
A realização desta primeira sessão em Custóias reforça a importância da participação dos cidadãos nas decisões que influenciam o desenvolvimento do concelho, promovendo uma cidadania mais ativa, inclusiva e participativa.
A Junta de Freguesia de Custóias congratula-se com o envolvimento de todos os participantes e agradece à Câmara Municipal de Matosinhos a escolha da freguesia para acolher esta iniciativa, que representa um importante contributo para a valorização da democracia participativa e para a construção de um concelho cada vez mais próximo dos seus cidadãos.
Campo de Férias de Verão 2026
Ooitavo dia do nosso Campo de Férias de Verão 2026 começou com mais uma manhã passada na praia, onde o bom ambiente, a diversão e a segurança voltaram a marcar presença.
Apesar da bandeira verde estar hasteada, a maré encontrava-se muito vaza, o que originava algumas zonas com corrente e irregularidades que poderiam representar um risco considerável para as crianças. Por esse motivo, e colocando sempre a segurança em primeiro lugar, os meninos permaneceram junto à areia, podendo apenas refrescar-se e molhar os pés nas
Custóias acolheu a primeira sessão do Conselho de Cidadãos do Orçamento Participativo de Matosinhos
poças de água deixadas pela maré.
A manhã ficou marcada por muitos jogos de futebol, pela construção de castelos de areia, brincadeiras entre amigos e, claro, pela já habitual pausa para saborear uma deliciosa bola de Berlim, um dos momentos preferidos das crianças.
A manhã contou ainda com uma visita muito especial. O Presidente da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, Leonardo Fernandes fez questão de estar presente na praia para cumprimentar todas as crianças e agradecer pessoalmente aos nossos monitores pelo excelente trabalho, dedicação e empenho que têm demonstrado ao longo deste Campo de Férias.
Transmissão do último jogo de Portugal no Mundial reuniu centenas no Largo do Souto
O Largo do Souto foi palco, no passado dia 6 de julho, da transmissão em ecrã gigante do último jogo da Seleção Nacional no Campeonato do Mundo de Futebol 2026, numa iniciativa promovida pela Junta de Freguesia de Custóias.
Centenas de pessoas marcaram presença para acompanhar a partida, enchendo o espaço de entusiasmo, convívio e espírito de união. Famílias, jovens e visitantes viveram intensamente cada momento do encontro, demonstrando o
apoio incondicional à Seleção Nacional. Apesar do resultado ditar a despedida de Portugal da competição, a iniciativa ficou marcada pelo ambiente de festa, pelo civismo e pelo forte sentimento de comunidade vivido ao longo de toda a noite.
A Junta de Freguesia de Custóias agradece a todos os que participaram nesta iniciativa, contribuindo para transformar este momento desportivo numa verdadeira celebração da união e do orgulho em apoiar Portugal.
Bernardino Costa TABOADELLA 1255
CAEMENTA ROSÉ 2023
Caros enófilos e leitores do NM. Nesta altura de férias, tempo de por as conversas em dia com os amigos e de descanso: nada melhor que um belo vinho para nos acompanhar nessas ocasiões. Portanto e nesta edição a nossa proposta de baco é o: Taboadella Caementa Rosé 2023. Um néctar de elevadíssima qualidade e que para os menos conhecedores e cépticos em relação aos vinhos rosés, este belo exemplar vem desmitificar e muito a ideia que ainda existe em relação a estes vinhos. Propriedade da Família Amorim e tal como o nome indica é oriundo da Quinta da Taboadella 1255 situada na região do Dão. Estamos na presença de um vinho rosé totalmente feito com a casta Tinta Roriz. Um vinho cheio de elegância, frescura e aromas a fruta fresca, tudo em perfeita harmonia e equilíbrio. Que segundo o produtor: "O Taboadella Caementa Rosé é um vinho que resgata a tradição do cimento (caementa em latim) no Dão, trabalhando-a com inovação. Da lenta e menos intrusiva vinificação em tulipas de cimento resultou um vinho com uma maior nitidez aromática e persistência física. O estágio em barricas de carvalho francês ofereceu-lhe um equilíbrio perfeito entre uma acidez vibrante e um corpo texturado". Ou seja: um daqueles items que devemos ter sempre em casa, pois nunca nos vai deixar mal, acreditem. Óptimo como aperitivo ou pós refeição. Até breve com outro vinho.
TABOADELLA 1255 CAEMENTA ROSÉ
REGIÃO: Dão
CASTAS: Tinta Roriz
TEOR
ALCOÓLICO: 13%
P.V.P: 15,00€
ENÓLOGO: Rodrigo Costa
PRODUTOR: www.taboadella. com
Sudoku
Nível de dificuldade: Médio
de memórias reavivadas, de muito humor à mesa com sabor a maresia. Para refrescar!
por António Catarino
Texto
Uma Historia de Amor por Portugal
altura não puderam ficar, porque já tinham outro destino reservado, mas prometeram a si próprios que um dia voltariam. Reservaram férias para o ano seguinte, mas a pandemia da COVID-19 obrigou-os a cancelar a viagem. Mais tarde, outro imprevisto voltou a impedir o regresso. Parecia que o destino insistia em adiar esse reencontro com Portugal. Mas eles não desistiram. Quando finalmente conseguiram regressar, escolheram Matosinhos para passar as férias. Ao chegarem, a pessoa que lhes alugou a casa recomendou um restaurante: a Casa Serrão. Aceitaram a sugestão e descobriram muito mais do que boa comida. Encontraram um lugar acolhedor, pessoas extremamente simpáticas e um atendimento que os fez sentir em casa desde o primeiro momento. Desde então, passaram a regressar todos os anos. Há já três anos que, sempre que visitam Matosinhos, fazem questão de voltar à Casa Serrão, não só pela excelente gastronomia, mas sobretudo pela hospitalidade e pelo carinho com que são sempre recebidos. Havia ainda um sonho por concretizar: atravessar a Ponte Suspensa. Tentaram comprar os bilhetes ainda em Madrid, mas era impossível. Felizmente, a Cátia conseguiu tratar da reserva localmente e tudo correu na perfeição. A experiência foi inesquecível e ficaram profundamente agradecidos pela ajuda.
O profissionalismo faz-se de dedicação, simpatia e atenção ao detalhe. José Pereira, colaborador do New Wave, é um excelente exemplo de quem veste a camisola e contribui diariamente para a qualidade do serviço.
À mesa também se fazem boas ligações. Jorge Peixe, proprietário do restaurante Peixes e Marisco (à esquerda), acompanhado por Nelson Sousa e Vera Gonçalves, rosto da conceituada empresa Sonmovingui, num momento de convívio e boa disposição.
lado esquerdo: Zé Freitas, Marinha Freitas, Ana Paula Moniz e Manuela Garcia
Onde Ler o Jornal
Bar do Titan - Av General Norton de Matos, Matosinhos, 4450-208
Bar Kartódromo Cabo do MundoRua de Almeiriga Norte, 2242, Perafita, 4455-419
Bar Xiringuito na Areia - Avenida Coronel Helder Ribeiro 877, Praia do Aterro Sul, Leça da Palmeira, 4450-
Café Pinhais d’Agudela - Alameda Manuel Francisco Correia, 97 a 105,
lado direito: Maria Gonzalez, Idilberto Vieira, Tina Vieira e Carmen Sousa
Dizem que no meio está a virtude... e o Miguel, da famosa dupla H&M, não quis arriscar! Rodeado pelos amigos Bruno e Fernando, fica provado que uma boa companhia faz sempre uma grande fotografia.
No
Confeitaria Duquesa - Rua Alfredo Cunha , 15, Matosinhos, 4450-009
Rua General Humberto Delgado, 53, Leça da Palmeira
Rua Hintze Ribeiro, 554A, Leça da Palmeira, 4450-652
Armazém do Caffé - R. de Tomaz Ribeiro, 469, Matosinhos, 4450-295
D’Alma Artesanal Matosinhos - R. Sousa Aroso, 655, Matosinhos, 4450-
R. Dr. Afonso Cordeiro 9, Matosinhos, 4450-035
- Av. da República, 467, Ma-
Splash Bebidas Urbanas Portugal R. Sousa Aroso, 281, Matosinhos,
Av. Serpa Pinto, 663, Matosinhos 4450-282
R. Conde Alto Mearim, 936, Matosinhos, 4450-028
Leitaria Quinta do Paço - R. Sousa Aroso, Matosinhos, 4450-289
Mancha’s Cervejaria - Av. da República, 804, Matosinhos, 4450-239
Av. Menéres, 1140 Matosinhos, 4450-017
Casa Benfica Matosinhos - R. Álvaro Castelões, 425, Matosinhos, 4450-042
Núcleo Sporting de Matosinhos - R. de Brito Capelo, 97, Matosinhos 4450-
Liga dos Amigos do Hospital de MaR. de Dr. Eduardo Torres, R. Godinho
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