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Notícias Matosinhos #109 Junho 2026

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Sociedade P.5

O MÊS EM JORNAL

Por Francisco Samuel Brandão

FICHA TÉCNICA

Diretor: Francisco Samuel Brandão

Diretor Adjunto: Mário Costa

Editor: Emídio Brandão

Coordenação: Diogo Barbosa

Design: Emibra

Corpo Redatorial: Andreia Lima; Bernardino Costa; Carlos Marinho; Emídio Brandão; Francisco Fernandes Brandão; Gonçalo Azevedo; João de Almeida; João Madureira; João Regufe; José Henrique Correia; Nuno Ferreira; Paulo Ferreira; Paulo Gaspar; Prof.Dr. Júlio Pinto da Costa; Paulo Mengo de Abreu;

Propriedade: EmibraPublicidade e Consultadoria de Gestão, Lda Conselho Administrativo: Emídio Brandão

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Direção Postal: Apartado 2153, 4451-901 Matosinhos

Tlf Geral: 229 999 310

Tlf Redação: 229 999 315

Registo ERC: 127008

Depósito Legal: 428306/17

NIPC: 502 505 117

Periodicidade: Mensal

Gráfica: Fig- Indústrias Gráfica, SA

R. Adriano Lucas 161, 3020-265 Coimbra

Tiragem: 1000 Exemplares

Nota: O Estatuto Editorial encotra-se publicado na página de Internet: www.nmmatosinhos.com/ estatuto-edito

Não vale a pena esperar milagres sobre a postura isenta que os políticos e seus secretariados deveriam desenvolver, como exemplo de retidão no tratamento da causa pública a bem da comunidade, e entenderem o seu trabalho como uma missão em prol da procura do melhor para o seu semelhante. É para isso que são eleitos e outros escolhidos na base do conhecimento, que algumas vezes falha por proximidade ao poder que cria enormes labirintos cheios de buracos que permitem manobras que resultam muitas vezes em comportamentos pouco recomendáveis que mais tarde ou mais cedo vem sobrecarregar o erário público para o qual todos contribuímos.

O PS, que começa a dar passos na sua legítima ascensão depois das últimas eleições, vê a sua sede assaltada pela PJ em busca de provas que consolidem acusações

de graves irregularidades promovidas por pessoas ligadas à estrutura partidária numa importante freguesia de Lisboa. É evidente que ainda não há ninguém acusado seja do for, mas, não há fumo sem fogo, e o PS vê-se envolvido em mais um caso desagradável com consequências reputacionais pagando na qualidade de estrutura partidária por abusos de elementos a ele ligados.

Não estou a julgar ninguém, pois não me compete e, só os tribunais ditarão sobre o que for provado. Até lá existe a presunção da inocência que é extensível a todos os não julgados em sede própria, onde militam grandes “galifões”. Mesmo assim, o PS a ver-se envolvido nestas situações não tem razões para não continuar a subida na intenção dos portugueses e deve aproveitar a desordem (o diabo) que vai aparecer nas hostes do PSD, protagonizado por

Passos Coelho que perdeu o tino pelas “bocas” que proferiu, deixando o mar agitado (dentro de momentos) com os votos em branco em Espinho e a surpresa de Braga para a eleição a presidente do partido de Luís Montenegro a que junta, entre outas, a nega dos TSD à reforma laboral. Tenho dúvidas que o primeiro-ministro se vá aguentar a gerir os destinos dos portugueses mantendo a imagem do bom vendedor de projetos perante uma execução duvidosa e cheia de possíveis imponderáveis futuros vindos do exterior que irão de certeza dificultar a vida do povo, sempre à espera de fazer boas apostas, mas que em matéria eleitoral não raras são as vezes que não acerta no ideal. Dentro de pouco tempo, com o evoluir de possíveis contendas dentro de casa, o PSD pode ver-se numa situação incontrolável, e sobre pressão da oposição,

Luís Montenegro terá dificuldade de se aguentar na liderança dos destinos do país criando-se novas eleições, o que já estamos habituados. É questão de esperar. Mas pior que isso é o que vai pelo mundo fora, tudo subordinado à força e influência dos judeus americanos que conseguem pôr Israel a liderar vontades, arrastando os EUA para um buraco que não encontram saída tendo subestimado o Irão, que não é um bom exemplo, com um regime nada recomendável em que os direitos humanos são letra morte.

Ainda mais grave é, Benjamin Netanyahu - um criminoso, segundo o Tribunal Penal Internacional - chefiar um governo da extrema-direita, em que comparado com seu ministro Ultra, Ben Gvir parece uma pomba, pelas figuras tristes, prepotentes e lunáticas que tem protagonizado ultimamente.

Fruto de avanços cumulativos entrou o mundo numa nova era, de tal modo desafiante, que me atrevo a dizer que superará o impacto da Revolução Industrial bem como o advento da era digital. Sim, estou a falar da Inteligência Artificial. Em poucos meses já mobilizou todas as áreas do conhecimento preparando-se para alterar, profundamente, o modo de vida da humanidade tal como a conhecemos atualmente. Ora, uma das arenas onde mais rapidamente se fará sentir no seu dia-a-dia é, naturalmente, a Escola, aportando uma série de mudanças que

exigem um olhar cuidado e atento a fim de que não seja ultrapassada pela realidade. Como ator privilegiado, e por tal com conhecimento de causa, constato a afirmação de uma nova plêiade de paradigmas que em cascata ameaçam colocar em causa aquilo que pareciam ser as bases do sistema de ensino vigente. Permitam-me partilhar, alicerçado em casos concretos, três das novidades já visíveis em contexto escolar sem prejuízo de outras que certamente se evidenciarão num futuro próximo, a saber: a forma como os Alunos encaram a IA utilizando-a avidamente como fonte de informação primária, o que implica uma alteração visível na construção do conhecimento; a frequência com que os Docentes são agora confrontados pelos Discentes no sentido de confirmar ou infirmar toda uma pluralidade de dados; a utilização de uma multiplicidade de instrumentos digitais que servem de acesso à mesma. Dito isto, constato desde já algo que está a ameaçar seriamente o processo de ensino-aprendizagem-avaliação e que merece cuidada análise, a fim de que se corte o mal pela raiz, não podendo o ministério da educação assobiar para o lado.

É para mim claro que estamos a assistir ao nascimento de uma prática gravíssima, e que no próximo ano letivo avançará como fogo em seara seca, que passa pela utilização, por parte dos alunos, da IA na realização de testes e trabalhos. Ora o desconforto é evidente entre Docentes bem como entre aqueles Discentes que, sem batota, e fruto do seu esforço vão atingindo os objetivos delineados. A realidade é que lentamente, mas cada vez em maior número, vamos sendo confrontados com testes e trabalhos que somos obrigados a corrigir, mas que foram elaborados pela IA e assinados pelos nossos estudantes. Como não aceito ficar de braços cruzados, “legalizando” meios menos lícitos, proponho que os órgãos pedagógicos das Escolas assumam os seus poderes legais nesta matéria entregando aos Docentes a possibilidade de, com o bom-senso que a matéria exige, anularem as respostas em que os Discentes não sejam capazes de explicar, minimamente, aquilo que escreveram. Se nada for feito acredito que este problema saltará para a avaliação externa (exames) tomando uma dimensão imparável. É preciso agir.

Novo cartão no comércio local

Carlos Mouta na corrida à Concelhia do PS

Bruno Gonçalves. Carlos Mouta foi Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Matosinhos desde 2018, sendo membro da Comissão Nacional do Partido Socialista e membro da Comissão Política Distrital do PS. Entre 2017 e 2021, foi Administrador da ULS de Matosinhos. Desde 2021, exerce funções como Vice-Presidente da autarquia.

Nas suas redes sociais, o autarca deixou a mensagem “Agradeço a presença de todos, neste momento tão especial. Obrigado por fazerem parte deste caminho!”

Paulo Mengo
Professor de História

Matosinhos passa a integrar a direção da ATPN

Matosinhos passa a integrar a direção da Associação de Turismo do Porto e Norte (ATPN) para o mandato 2026-2028. A representação do Município de Matosinhos será assegurada pela Vereadora Marta Pontes, responsável pelo pelouro do Turismo e Economia.

A integração de Matosinhos na direção da ATPN representa um passo estratégico na afirmação do município como interveniente ativo nos processos de decisão, contribuindo para uma abordagem mais integrada, sustentável e competitiva do turismo na região Norte.

Camas doadas a Perafita

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos formalizou a entrega de 12 camas articuladas à Junta de Freguesia de Perafita. Esta ação está inserida num projeto mais vasto da instituição, que prevê a doação total de 40 camas a diversas entidades do concelho, consolidando o compromisso de responsabilidade social da ULS junto das populações locais.

O momento da entrega foi assinalado pela presença do Presidente da Junta de Freguesia de Perafita, Miguel Hora, e da Vogal do Conselho de Administração da ULS de Matosinhos, Ângela Miranda, que destacaram a importância desta cooperação institucional para garantir uma resposta mais próxima e eficaz às necessidades dos cidadãos, especialmente daqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade ou com mobilidade condicionada.

Drones vão ajudar a salvar pessoas e a prevenir incêndios

O Sistema de Salvamento Balnear de Matosinhos anunciou que tem uma nova tecnologia ao seu dispor para missões de prevenção e salvamento. Trata-se de um novo drone operacional que reforça a capacidade de resposta em cenários críticos, equipado com sensor térmico, holofotes, altifalante e câmara de infravermelhos, que permite localizar pessoas perdidas mesmo em condições de visibilidade reduzida, durante a noite ou em ambientes complexos.

Para além disso, os drones irão auxiliar na deteção de colunas de fumo e de possíveis cheias.

O projeto está a ser desenvolvido exclusivamente pela autarquia e espera-se que esteja operacional até ao início de 2027.

Luísa Salgueiro eleita para o Bureau do Comité Europeu das Regiões

APresidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, foi eleita para o Bureau do Comité Europeu das Regiões, órgão de direção política da instituição europeia que representa as autoridades locais e regionais dos Estados-Membros junto da União Europeia.

A presença no Bureau do Comité Europeu das Regiões permitirá ao Município acompanhar mais de perto as prioridades europeias, identificar atempadamente novas oportunidades de financiamento, reforçar contactos institucionais e trazer para Matosinhos conhecimento, boas práticas e experiências de outros territórios europeus.

“Esta eleição é, acima de tudo, uma responsabilidade acrescida perante Matosinhos e os matosinhenses. A presença no Bureau do Comité Europeu das Regiões contribui para aproximar o concelho das prioridades europeias, identificar novas oportunidades de financiamento, reforçar parcerias e trazer para Matosinhos novas oportunidades que possam melhorar a vida das pessoas, apoiar as empresas e

valorizar as nossas instituições”, afirma Luísa Salgueiro, presidente da Câmara Municipal de Matosinhos. Este posicionamento poderá ser particularmente relevante em áreas como a habitação, a mobilidade, a sustentabilidade ambiental, a transição energética, a saúde, a inclusão social, a educação, a cultura, o desporto e a qualificação dos serviços públicos de proximidade. Para as empresas e para a economia local, esta participação europeia pode contribuir para uma maior ligação de Matosinhos a redes de inovação, economia azul, transição digital, internacionalização, qualificação profissional e atração de investimento. O Comité Europeu das Regiões é o órgão consultivo da União Europeia que dá voz aos municípios e regiões no processo de construção europeia. A eleição de Luísa Salgueiro para o seu Bureau reforça a presença institucional de Matosinhos na Europa e cria novas condições para que o concelho esteja mais próximo das decisões, prioridades e oportunidades europeias que podem fazer diferença na vida quotidiana dos matosinhenses.

Novo espaço de apoio às vítimas em Matosinhos

oi inaugurado a 11 de maio, no Tribunal de Matosinhos, um Gabinete de Apoio à Vítima (GAV).

A cerimónia contou com a presença de Rita Alarcão Júdice, Ministra da Justiça, e Amadeu Guerra, Procurador Geral da República. Após o descerramento da placa, deu-se uma visita ao espaço destinado a receber as vítimas, onde receberão apoio gratuito, confidencial e especializado - psicológico, jurídico e social.

O evento terminou com intervenções e palavras de agradecimento da ministra, do Procurador Geral da República, e de António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

Na cerimónia este também presente Carlos Mouta, vice-presidente da autarquia.

Em 2025, os 12 GAV em funcionamento em todo o país apoiaram mais de 4 mil vítimas, sendo que na sua maioria são mulheres.

Super Bock Group - nada se perde, e quase tudo se valoriza

Em Leça do Balio, o processo que dá vida à cerveja é, também, o ponto de partida para um compromisso diário com a inovação e a sustentabilidade. Através de uma rede que alia a tradição da agropecuária local à inovação científica de vanguarda, o Super Bock Group consolida o seu modelo de economia circular. Dreches e leveduras há vários anos que não são resíduos, mas sim matérias-primas que alimentam o tecido produtivo da região.

A circularidade deixou, há muito, de ser um conceito abstrato ou uma declaração de intenções nos relatórios corporativos, para se traduzir em circuitos logísticos, em parcerias estratégicas e no quotidiano de quem trabalha a terra e cuida dos animais. No coração do concelho de Matosinhos, o Super Bock Group tem vindo a materializar este compromisso através da aposta na economia circular e na valorização integral dos seus subprodutos. Os grandes protagonistas desta história têm nomes técnicos — dreches e leveduras —, mas o seu impacto é humano, social e económico. O princípio é tão simples quanto transformador: na natureza nada se perde, e no processo industrial da cerveja, quase tudo se valoriza.

O saber da terra: três décadas de circularidade em Guifões

Para compreender o verdadeiro impacto desta visão, é preciso viajar escassos quilómetros desde a fábrica até à freguesia de Guifões. É ali que encontramos António Paulo Canastra, o rosto da Paulo Canastra Agropecuária, Lda, exploração dedicada à produção de leite que conta, atualmente, com um efetivo de 170 cabeças de gado.

Simplyeast

No coração do concelho de Matosinhos, o Super Bock Group tem vindo a materializar este compromisso através da aposta na economia circular e na valorização integral dos seus subprodutos.

“Foi o meu pai que começou a utilizar as dreches na alimentação dos animais”, recorda o agricultor, evidenciando uma relação de proximidade e confiança com o subproduto que atravessou gerações. O quotidiano da exploração divide-se entre o cultivo de campos agrícolas e a gestão meticulosa da ração do gado, onde a dreche desempenha um papel nutricional e financeiro insubstituível. A sustentabilidade industrial encontra aqui o seu verdadeiro propósito, quando serve de suporte à viabilidade da agricultura local.

A engrenagem logística: do silo ao terreno, sem desperdício

A chegada deste alimento fresco e altamente nutritivo às mãos de produtores como

outras rações animais.

Luís Cunha, administrativo comercial da Cordeiro & Peça, explica o papel vital da empresa nesta engrenagem: “Asseguramos a recolha diária deste subproduto, garantindo o seu rápido encaminhamento para as explorações agropecuárias. Isto é fundamental para manter a qualidade e evitar a degradação da matéria, especialmente nos meses de maior calor.”

O sucesso deste modelo reflete-se na evolução contínua do volume gerido, que em 2025 atingiu a marca de 41.500 toneladas. Para os agricultores, além do ganho nutricional para os animais, o uso da dreche traduz-se numa redução direta e significativa nos custos de alimentação.

Do relatório à prática: o compromisso

Esta abordagem integrada reflete os dados inscritos no Relatório de Sustentabilidade do Super Bock Group, que enfatiza a política de “desperdício zero” e a valorização dos resíduos orgânicos das suas operações.

Ao unir a tradição da agropecuária, representada pela resiliência de produtores locais, à eficácia logística da distribuição e à audácia da biotecnologia, o Super Bock Group fecha o círculo perfeito da sustentabilidade. Um ecossistema exemplar onde a responsabilidade corporativa cria valor económico, protege o ambiente e garante que o dinamismo industrial e a preservação caminham, lado a lado, em direção ao futuro.

Paulo Canastra Agropecuária
Cordeiro & Peça

Paulo Gaspar Professor Doutor

INDIVIDUAL VS. SOCIAL

No mundo contemporâneo, a transição de uma cultura essencialmente social e comunitária para uma cultura marcadamente individualista não é um mero acaso histórico, mas sim o resultado previsível de um conjunto de transformações socioeconómicas, tecnológicas e filosóficas. Hoje, o “eu” frequentemente sobrepõe-se ao “nós”, e esta prevalência do individualismo pode ser justificada através de três pilares fundamentais. O Modelo Económico e a Apoteose do Mérito - o sistema económico globalizado assenta nas premissas do capitalismo que premeia a competitividade, a produtividade pessoal e a flexibilidade. Fomos moldados para nos vermos como gestores da nossa própria “marca pessoal”. O sucesso ou o fracasso são amplamente partilhados como responsabilidades exclusivamente individuais (a narrativa da meritocracia). O mercado atual já não se dirige a massas homogéneas, mas sim a nichos ultra específicos. Consumir tornou-se uma forma de expressar a identidade individual, onde o que compramos diz ao mundo quem nós somos, isolados do grupo. A Revolução Digital e o “Ecrã-Espelho” – se outrora a socialização exigia a negociação de espaço, tempo e vontades em comunidade, a era digital permitiu uma atomização da experiência social. As redes sociais criam bolhas de informação personalizadas. O feedback de cada utilizador é um reflexo dos seus próprios gostos, preconceitos e desejos, desabitando o espaço do contraditório e do consenso coletivo. Estamos mais conectados, mas menos vinculados. As interações digitais tendem a ser utilitárias ou baseadas na validação do ego (likes, visualizações), transformando o outro num mero espetador da nossa individualidade, em vez de um parceiro de vivência social. A Crise das Instituições Tradicionais - historicamente, a cultura social era sustentada por pilares sólidos: a família alargada, a igreja, e os “bairros”. Nas últimas décadas, estas estruturas perderam centralidade ou fragmentaram-se. Sem estas âncoras coletivas, o ser humano moderno viu-se obrigado a procurar as suas próprias respostas, valores e redes de segurança. Se, por um lado, esta libertação das amarras tradicionais trouxe direitos individuais sem precedentes e maior liberdade de escolha, por outro, empurrou o indivíduo para um estado de autossuficiência forçada. Em suma, podemos afirmar que a prevalência da cultura individual sobre a social não decorre de um egoísmo intrínseco à natureza humana atual, mas sim de um ecossistema que penaliza a dependência e recompensa a autonomia absoluta. Sobreviver e prosperar no século XXI exige, quase por decreto cultural, que o indivíduo se coloque no centro do seu próprio universo. Tudo isso tem transformado a nossa sociedade num local nada saudável, onde fenómenos de fome, exclusão social, “elitismo”, de entre outros, se tem sobreposto ao bem-estar de TODOS. Assim sendo, urge mudar todo o rumo dos acontecimentos para se (re)construir uma outra sociedade onde todos possam ser felizes. Ora, essa reconstrução só será possível se a ESCOLA se tornar no centro de toda a intervenção de mudança. Com efeito, para que a escola possa reconstruir uma sociedade mais saudável, ela precisa de deixar de ser vista apenas como um centro de transmissão de conteúdos académicos e passar a ser entendida como o principal motor de transformação social e humana. Uma sociedade “saudável” não se mede apenas pela ausência de doença, mas pela resiliência emocional, pela coesão social, pela justiça e pela sustentabilidade. A escola pode liderar esta reconstrução através de algumas frentes de ação fundamentais, como sejam: implementar programas de desenvolvimento socio emocional onde os alunos aprendam a identificar, nomear e gerir emoções (como a frustração, a ansiedade e a raiva); integrar a saúde mental no quotidiano escolar, garantindo que pedir ajuda seja visto como um sinal de força e autoconhecimento, e não como uma fraqueza; promover debates sobre temas fraturantes onde o objetivo não seja “ganhar a discussão”, mas sim compreender a perspetiva do outro. Isso combate a polarização social; ligar a escola ao bairro ou à cidade. Quando os estudantes saem à rua para resolver problemas reais (ajudar idosos, limpar áreas verdes, apoiar minorias), eles percebem que as suas ações têm impacto direto no bem-estar coletivo; ensinar os jovens a questionar as fontes, a identificar fake news e a compreender como funcionam os algoritmos das redes sociais que moldam as suas opiniões; capacitar os alunos a tomarem decisões baseadas em factos e evidências (seja na dimensão individual, seja nas escolhas coletivas). A escola não pode continuar a ser uma “fábrica de trabalhadores” focada apenas em exames e rankings. Para reconstruir a sociedade, ela deve transformar-se num ensaio microcósmico do mundo que queremos: um espaço seguro, inclusivo, cooperativo e ecologicamente consciente. Ao formar cidadãos integralmente saudáveis, a escola cura, por consequência, o tecido social. Ousamos afirmar que a própria escola tem de se desmantelar, quase por completo, para se centrar no que realmente queremos formar… cidadãos SUC – Solidários, Utópicos e Críticos que tenham a capacidade de (re)construir uma “sociedade saudável” onde o bem-estar de TODOS seja a tónica dominante da vida de cada um.

Há 20 anos a manter Matosinhos em movimento Centrauto Guifões

Há negócios que sobrevivem ao tempo. Outros tornam-se parte da identidade de uma cidade. Em Guifões, no coração de Matosinhos, a Centrauto construiu-se precisamente assim: com trabalho diário, confiança e uma relação próxima com quem entra pela porta — seja cliente de longa data, oficina ou alguém que apenas procura uma peça urgente para voltar à estrada. Tudo começou em julho de 2006. Na altura, Jorge já conhecia bem o setor automóvel. Trabalhara anos no ramo e sabia exatamente o que fazia falta no mercado: rapidez, conhecimento técnico e, acima de tudo, compromisso com o cliente. Depois de sair da empresa onde trabalhava, percebeu que era o momento certo para arriscar. Precisava apenas da pessoa certa ao seu lado.

Essa pessoa foi Carlos Teixeira. Os dois conheciam-se do setor e partilhavam a mesma visão. Jorge tinha a experiência e a ligação à Centrauto; Carlos conhecia o mercado e ajudou a encontrar o primeiro espaço. Assim nasceu a empresa. Pequena no início, mas com uma ambição muito clara: nunca deixar um cliente sem resposta.

Ao longo dos anos, a empresa cresceu. Mudou de instalações e, desde 2017, ocupa um espaço de cerca de 450 metros quadrados em Guifões. Hoje, são 10 pessoas a trabalhar diariamente para garantir que oficinas e clientes encontram aquilo de que precisam — desde filtros e óleo até suspensão, travagem, acessórios ou produtos de limpeza automóvel.

Mas, para Jorge, o verdadeiro segredo nunca esteve apenas nas peças. “O importante é a resposta”, explica. “O cliente tem de sentir que pode contar connosco.”

Essa filosofia tornou-se a base da empresa. Num mercado cada vez mais competitivo no Grande Porto, onde a rapidez pode fazer toda a diferença, a Centrauto apostou sempre na disponibilidade imediata, nas entregas rápidas às oficinas e num atendimento próximo. Muitas vezes, o cliente nem chega a esperar: se a peça não está em stock, fazem tudo para a conseguir em poucas horas através do armazém central.

Em duas décadas, Jorge viu o setor transformar-se profundamente. Quando começaram, quase tudo era tratado em

papel. Hoje, a informática domina totalmente o negócio. Os pedidos chegam por telefone, computador ou WhatsApp.

A velocidade aumentou e as exigências também.

E depois há a grande mudança que paira sobre todo o setor: os carros elétricos. Jorge admite que existe alguma preocupação entre quem trabalha há décadas no mercado tradicional de peças automóveis. Afinal, um carro elétrico precisa de menos componentes de desgaste do que um motor convencional. Menos filtros, menos óleo, menos manutenção clássica.

Mas o empresário acredita que a mudança será gradual.

“Ainda vai durar algum tempo”, diz com serenidade.

Talvez porque, depois de quase 20 anos, Jorge sabe que os negócios não sobrevivem apenas porque vendem produtos. Sobrevivem porque criam relações. Porque conhecem os clientes pelo nome. Porque resolvem problemas quando há urgência. Porque mantêm a palavra.

É isso que ele quer continuar a transmitir à comunidade local: confiança, proximidade e consistência.

“Vamos continuar a trabalhar da mesma maneira: tratar as pessoas o melhor

possível, ter os melhores preços e ser rápidos.”

E é precisamente essa simplicidade — quase rara nos dias de hoje — que explica porque é que a Centrauto de Guifões continua a ser uma referência em Matosinhos. Não apenas pelas peças que vende, mas pela forma como, ao longo de duas décadas, nunca deixou de estar presente quando alguém precisou.

Vamos continuar a trabalhar da mesma maneira: tratar as pessoas o melhor possível, ter os melhores preços e ser rápidos.
Jorge Pinheiro e Carlos Teixeira
Equipa da Centrauto Guifões

13 Praias com "Qualidade de Ouro"

Matosinhos tem 13 praias com “Qualidade de Ouro”, anunciou a Quercus com os dados relativos a 2026.

O concelho mantém assim o mesmo número de praias do ano passado. Em 2025 foram galardoadas as Praias da Agudela, Angeiras Norte, Angeiras Sul, Aterro, Cabo do Mundo, Funtão, Fuzelhas, Leça da Palmeira, Marreco, Pedras Brancas, Pedras do Corgo, Quebrada e Senhora (Boa Nova).

Para a obtenção do galardão, as praias

devem também ter concluído a última época balnear (2025) sem qualquer registo de "ocorrência/aviso de desaconselhamento da prática balnear, proibição da prática balnear e/ou interdição temporária da praia".

Dados da Quercus relativos a 2026 mostram que Matosinhos é o quarto concelho com mais praias premiadas, liderado por Vila Nova de Gaia, com 19. No total, Portugal tem 434 praias galardoadas, 370 costeiras, 53 interiores e 11 de transição.

Air Invictus

João Madureira Gestor de Marketing e Vendas

A DIGITALIZAÇÃO DOS MAIS NOVOS

Existe qualquer coisa de invisível, ou melhor não visível na forma como entregamos as nossas vidas aos sistemas digitais do estado, e esse sentimento creio que seja transversal.

O Air Invicuts vai animar os céus durante três dias, de 19 a 21 de junho, passando por quatro cidades: Porto, Via Nova de Gaia, Matosinhos e Maia. Matosinhos será o palco da abertura oficial do evento, que está de regresso passados nove anos, anteriormente conhecido como Red Bull Air Race. Ainda em local a definir, a cerimónia será das 21h30 às 22h00, com atuação do Quarteto de Cordas da Casa da Música e apresentação oficial do evento pelas entidades convidadas.

A Praia do Titan será o grande foco inicial do evento. Entre as 22h00 e as 23h30, o concerto REVENGE OF THE 90’s vai

O SNS digitalizou-se, e nós seguimo-lo, naturalmente, como se segue alguém em quem confias e neste caso foram milhares de pessoas que seguiram e que adotaram as novas tecnologias para recolha e armazenamento de dados. Agora as receitas chegam por SMS, o boletim de vacinas ficou guardado numa qualquer nuvem, a consulta passou a marcar-se entre o cafezinho e o metro. Ninguém com a memória funcional das filas e das pilhas de documentos amarelados vai defender o que havia antes, isso é certo, mas a facilidade tem uma sombra que raramente vem mencionada na mesma frase, ao concentrarmos tudo num só lugar, criamos qualquer coisa que vale muito mais do que imaginamos estar a guardar. O ataque à base de dados do SNS que veio a público nas últimas semanas não foi assim tão sofisticado. Não foi o enredo de um filme de Hollywood com hackers de capuz numa cave escura, iluminada por ecrãs verdes. Foi um esquecimento, uma falha. As credenciais de um médico que mudou de funções há alguns anos continuavam ativas no sistema, a chave ficou por fora da fechadura depois de a casa ter mudado de dono, alguém a encontrou ou procurou-a e entendeu o que podia abrir. O que se seguiu foi uma pesquisa deliberada dentro dos registos do SNS, ao que parece com um critério de seleção que diz muito sobre quem percebe o verdadeiro valor destes dados, procuravam essencialmente menores, crianças com um histórico clínico e número de utente, morada e NIF, crianças que ainda não tem conta bancária nem histórico de crédito, nada que faça soar um alarme quando o nome pode ser usado indevidamente durante anos. Este é certamente um crime que pode não ter consequências visíveis a curto ou médio prazo, mas não deixa de ser um crime que a longo termo pode ser bastante lesivo para as nossas crianças e todos aqueles que foram alvo deste ataque. Certo dia alguém pode descobrir que alguém já viveu com os seus dados. A verdade é que a digitalização dos serviços públicos e não só, trouxe eficiência real e seria desonesto negá-lo, mas trouxe também uma concentração de intimidade que os cidadãos nunca foram verdadeiramente convidados a discutir. Quando se regista o filho no centro de saúde, não está a assinar um contrato de risco, está a fazer aquilo que se faz normalmente, aquilo que é obrigatório fazer com toda a naturalidade, a supor, razoavelmente, que o estado trata esses dados com o mesmo cuidado com que um pai ou uma mãe guardaria os documentos mais importantes dentro de sua casa. O problema é que o estado é feito de pessoas, e pessoas que se esquecem de revogar acessos, partilham palavras-passes e conteúdos sensíveis sem saber, os sistemas e bases crescem muito depressa, mais depressa que as rotinas dessas pessoas, e essas rotinas de manutenção deviam acompanhar esse andamento, mas que por vezes não acompanham. O resultado é a acumulação de portas encostadas que ninguém contabilizou ou previu. A grande questão não é se a digitalização foi um erro, porque não foi, a questão é que a digitalização sem cultura de segurança e prevenção é como construir uma casa com boas paredes e má fechadura, ou até deixar sempre as janelas abertas e confiar em pleno que ninguém vai tentar entrar. Existem algumas ações que se podem fazer hoje para tentar ajudar as entidades competentes a ter uma visão mais alargada do que estamos aqui a falar e do que pode ter sido exposto. Se detetar que foi alvo deste ataque com acesso indevido aos seus dados ou aos dados dos seus filhos menores, alerte as autoridades competentes, este pode ser um passo muito importante para responsabilizar os autores deste crime. Dentro do portal do SNS

Como chegou à Cruz Vermelha e qual é atualmente o seu papel?

Faz agora cerca de 21 ou 22 anos que trabalho na Cruz Vermelha. Sempre estive ligado às perícias médico-legais e foi através desse contacto com a área da violência doméstica que surgiu o convite para integrar a casa de abrigo da Cruz Vermelha, que precisava de um psicólogo especializado. Durante algum tempo dividi o meu trabalho entre o Instituto de Medicina Legal e a Cruz Vermelha, fazendo acompanhamento psicológico às vítimas acolhidas.

Com o passar dos anos fui-me dedicando cada vez mais à Cruz Vermelha. Passei por praticamente todos os serviços ligados à violência doméstica e tive a oportunidade de acompanhar a criação de muitos deles. Coordenei também a emergência social do distrito do Porto, sempre muito ligado a situações relacionadas com crime e vulnerabilidade social.

Hoje sou diretor-executivo e responsável pela área da violência doméstica das delegações de Matosinhos e Vila Nova de Gaia. Tenho cerca de 150 pessoas sob a minha responsabilidade, coordenamos 23 serviços e gerimos orçamentos superiores a quatro milhões de euros.

Quantas pessoas trabalham atualmente na delegação de Matosinhos?

Temos cerca de 40 funcionários, entre técnicos superiores e equipas auxiliares. Além disso, contamos também com voluntários.

Embora a violência doméstica seja uma área central, trabalhamos igualmente noutras respostas sociais, como o apoio domiciliário a idosos e pessoas dependentes, apoio social a famílias carenciadas e ainda socorro pré-hospitalar em parceria com o INEM.

Como descreveria a missão da delegação de Matosinhos?

A missão da delegação está alinhada com a missão da Cruz Vermelha Portuguesa: devolver dignidade humana às pessoas em situação de vulnerabilidade. Falamos de vítimas de violência doméstica, pessoas em situação de pobreza, sem-abrigo, idosos dependentes ou famílias sem capacidade económica. O nosso objetivo é estar próximos das pessoas e ajudá-las a recuperar estabilidade e dignidade.

Que importância tem o apoio social no trabalho diário da instituição?

É absolutamente essencial. Grande parte da comunidade precisa deste apoio como

Mais de 1500 Vítimas

Acompanhadas

complemento ou até como principal suporte. Prestamos apoio alimentar, acompanhamento social e trabalhamos em articulação com outras instituições para encaminhar cada caso da melhor forma possível.

Como funciona a articulação com entidades como a Câmara Municipal, PSP ou serviços de saúde?

Na área da violência doméstica fazemos parte da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica. Trabalhamos em parceria com autarquias, PSP, GNR, unidades de saúde, escolas, IEFP e Segurança Social. Temos vários serviços especializados. Um deles é o “Primeiro Passo”, centro de atendimento a vítimas criado em 2018, onde prestamos apoio psicológico, jurídico e social. Quando necessário, fazemos o encaminhamento imediato para casas de abrigo ou estruturas de emergência.

Existem respostas específicas para públicos mais vulneráveis?

Há mais de duas décadas que o seu percurso se cruza com as histórias de quem mais precisa de proteção. José Pinto é o atual diretor-executivo da delegação de Matosinhos da Cruz Vermelha Portuguesa. Passou por praticamente todos os serviços ligados à violência doméstica e lidera hoje uma equipa de 40 pessoas, que gere uma das delegações mais completas e pioneiras do país na resposta à vulnerabilidade social. Nesta entrevista, fique a conhecer o trabalho hercúleo realizado no concelho por esta delegação.

Sim. Temos um gabinete de apoio a vítimas migrantes, onde fazemos mediação entre as vítimas e os serviços especializados existentes.

Temos também uma resposta de apoio psicoterapêutico para crianças e jovens vítimas de violência doméstica, assegurada por psicólogas especializadas.

Recentemente abriram um novo gabinete de apoio em

tribunal. Em que consiste esse trabalho?

Esse gabinete é extremamente importante porque acompanha vítimas antes, durante e depois das diligências judiciais. O ambiente de tribunal é muito hostil e emocionalmente pesado, especialmente para vítimas de violência doméstica. Muitas chegam com medo, ansiedade e a sensação de que ninguém vai acreditar nelas. O nosso trabalho passa por prepará-las emocionalmente, explicar-lhes o que vai acontecer e dar-lhes suporte durante os depoimentos. Por vezes os próprios magistrados pedem a presença dos nossos técnicos durante os interrogatórios para ajudar a criar um ambiente mais seguro para a vítima.

A delegação de Matosinhos é uma referência nacional nesta área?

Sim. Das cerca de 150 delegações da Cruz Vermelha no país, somos a única que reúne todas estas respostas especializadas: atendimento a vítimas, apoio psicoterapêutico, apoio a vítimas migrantes, gabinete de tribunal, casa de emergência e casa de abrigo. Em breve vamos inaugurar uma nova casa de emergência, com capacidade para acolher 15 vítimas e respetivos filhos, oferecendo melhores condições tanto às famílias como às equipas técnicas.

Como chegam as vítimas até à Cruz Vermelha?

Podem chegar por iniciativa própria ou encaminhadas por entidades como

primeiros passos quando recebem uma vítima?

O primeiro passo é sempre a avaliação de risco e das necessidades da vítima. Se o risco for elevado, aconselhamos o acolhimento imediato numa casa de emergência ou casa de abrigo. Quando a vítima precisa de regressar a casa para buscar pertences ou filhos, articulamos diretamente com PSP ou GNR para garantir proteção policial. Nos casos de risco mais baixo, criamos um plano de segurança personalizado, com contactos de emergência, estratégias de comunicação e medidas adaptadas à realidade daquela pessoa.

O perfil das vítimas mudou ao longo dos anos?

Mudou bastante. Há vinte anos as vítimas eram geralmente mulheres mais velhas, que só saíam da relação depois dos filhos crescerem. Hoje recebemos vítimas mais jovens, mais informadas e também muitos casos de violência no namoro. Existe atualmente um controlo muito mais intenso através das redes sociais, da localização e da comunicação constante. Já acompanhámos casos em que o agressor mantinha chamadas de vídeo ligadas praticamente 24 horas por dia para controlar a vítima.

Também mudou

José Pinto, Diretor-Executivo da Cruz Vermelha Portuguesa de Matosinhos

violência relatada?

A violência psicológica continua a ser a base de tudo. Na minha experiência, ela está presente em praticamente todos os casos.

A violência física surge muitas vezes depois de um longo processo de controlo emocional, humilhação e intimidação. Temos também violência sexual e económica. Muitas vítimas acabam financeiramente dependentes do agressor porque perderam autonomia ou emprego devido ao contexto de violência.

Como ajudam as vítimas a recuperar autonomia emocional e financeira?

O trabalho é feito em várias fases. Primeiro tentamos estabilizar emocionalmente a vítima, através de apoio psicológico e acompanhamento próximo. Depois, nas casas de abrigo ou emergência, trabalhamos competências pessoais, parentais e sociais. Muitas mulheres chegam completamente desvalorizadas e sem confiança. O objetivo é ajudá-las a recuperar autonomia, independência e capacidade de reorganizar a vida.

Quantas pessoas acompanham atualmente?

No total acompanhamos cerca de 1.500 pessoas. Entre estruturas de atendimento, apoio psicoterapêutico, respostas migrantes e acolhimento, são centenas de processos ativos ao longo do ano.

É difícil gerir emocionalmente equipas que lidam diariamente com histórias tão pesadas?

Muito difícil. Há uma preocupação constante com o desgaste emocional e o burnout das equipas. As técnicas ouvem diariamente histórias extremamente duras, muitas envolvendo crianças ou violência extrema.

Também nós precisamos de encontrar formas de libertar emocionalmente esse peso. Cada pessoa cria as suas estratégias para conseguir continuar.

Recorda algum caso particularmente marcante?

Há muitos, mas um dos que mais me marcou aconteceu quando tinha sido pai há pouco tempo. Fomos chamados porque uma menina de cinco anos estava abandonada num jardim no Porto. A mãe tinha fugido de um contexto de violência doméstica

e deixou a criança ali temporariamente. Quando cheguei, a menina chorava e repetia: “A minha mãe disse que me vinha buscar.” Foi impossível não me afetar profundamente.

E algum caso de sucesso que o deixe orgulhoso?

Lembro-me de uma família com três filhas cujo pai era extremamente violento. A mãe chegou a sofrer uma tentativa de homicídio.

Com acompanhamento psicológico e apoio continuado, aquela família conseguiu reconstruir-se. Hoje as filhas são adultas, uma é militar e outra arquiteta. Conseguiram refazer as suas vidas, e isso é talvez a maior recompensa deste trabalho.

Há novos projetos previstos para breve?

Sim. Além da nova casa de emergência, vamos abrir uma casa de autonomização. Será um apartamento destinado a vítimas que já saíram da casa de abrigo mas ainda precisam de algum tempo para ganhar estabilidade financeira antes de viverem totalmente de forma autónoma. A ideia é que tenham um período de transição seguro e acompanhado até conseguirem reorganizar definitivamente a vida.

"Das cerca de 150 delegações da Cruz Vermelha no país, somos a única que reúne todas estas respostas especializadas: atendimento a vítimas, apoio psicoterapêutico, apoio a vítimas migrantes, gabinete de tribunal, casa de emergência e casa de abrigo."

Jazz regressa

José Henrique Correia Investigador de História Contemporânea | Professor O AVANÇO DA IA, A CRISE EXISTENCIAL DE UM PRÉMIO LITERÁRIO JAPONÊS

Na última edição do Prêmio Literário Shinichi-Hoshi, que é especializado em ficção científica, o júri concedeu sem saber três obras escritas usando inteligência artificial. Como o avanço da IA generativa é inevitável, essa anedota levanta questões fundamentais sobre a literatura. Desde sua criação em 2014, o Prémio Literário Shinichi-Hoshi do Japão, dedicado à ficção científica, aceita contos escritos por inteligência artificial (IA). A ideia era permanecer fiel ao espírito do escritor que o nome do prémio carrega, faleceu em 1997 e muito conhecido pelos contos futuristas. Na verdade, até ao anúncio dos vencedores, nem mesmo os júri sabe se os textos pelos quais vota são escritos pela IA ou não. Doze anos depois, devido ao avanço da inteligência artificial, os organizadores deparam-se com um número muito maior de obras escritas usando IA generativa. Até agora, esses textos não eram bem recebidos pelo júri, mas o avanço recente da tecnologia mudou a perceção. Na edição mais recente do prémio, com resultados foram publicados em fevereiro, descobriu-se que três dos quatro vencedores usaram IA. "Estou impressionado. Agora, é impossível ver a diferença entre textos

Todos os concertos serão no coreto do Jardim Basílio Teles, pelas 18 horas.

Estão confirmados Theo Crocker

(dia 12), Gabi Hartmann (dia 18) e Máximo (dia 19).

Cultura
O Festival Matosinhos em Jazz está de regresso, como é habitual, durante o mês de julho.
(dia 4), Nubya Garcia (dia 5), Moses Yofee Trio (dia 11), Lakecia Benjamin

Carlos Marinho

Professor Doutor de Matemática

SALADA RUSSA

A 13 de junho de 2026 o matemático russo Grigori Perelman faz 60 anos. Estamos a falar de uma personagem atípica, brilhante, mas a borrifar-se literalmente para a fama e o dinheiro. A maior descoberta científica de 2006, segundo a revista “Science” foi na área da Matemática. A prova da Conjetura de Poincaré. O problema foi resolvido pelo matemático russo Grigori Perelman, um século após ter sido formulado pelo matemático francês Henri Poincaré. Recorde-se que Perelman foi premiado com a Medalha Fields 2006 por alcançar a solução para o problema que durante tanto tempo atormentou cientistas de todo o mundo.

Curioso, foi ter recusado o prémio afirmando ser completamente irrelevante para ele a sua obtenção. A Conjetura de Poincaré é uma das questões centrais da topologia, uma área da Matemática que estuda as propriedades geométricas de objetos que não mudam quando são distorcidos, esticados ou encolhidos. Grigori Perelman nasceu em São Petersburgo, na Rússia, em 1966, faltou à entrega de um prémio de um milhão de dólares do Instituto de Matemática Clay, nos Estados Unidos. "Não posso explicar a escolha dele, mas respeitámo-la. Ele (Perelman) não quer que interfiram na sua vida privada", declarou James Carlson, diretor do instituto. A organização pretendia agraciá-lo com um milhão de dólares, quantia prometida a quem resolver um dos "problemas do milénio".

Esta não é a primeira vez que este matemático russo recusa prémios e fama pelo seu trabalho. Em 22 de Agosto de 2006, no Congresso Internacional de Matemáticos, realizado na capital espanhola, em Madrid, Perelman foi contemplado com a Medalha Fields, prémio apelidado como o "Nobel da Matemática", tendo recusado de forma categórica o prestigiado prémio. O matemático, que vive em condições modestas em São Petersburgo, é sobejamente conhecida a sua recusa em falar com a Imprensa mundial e a participar em quaisquer sessões públicas. Leva-o a afirmar "o prémio é completamente irrelevante para mim", referiu, numa rara entrevista concedida à revista "The New Yorker", aquando do episódio ocorrido em 2006. "Qualquer pessoa entende que, se a demonstração estiver correta, não é necessário nenhum outro reconhecimento", rematou o matemático. Aos 60 anos de idade, Perelman é um dos maiores matemáticos e cientistas vivos da atualidade que ficará duplamente imortalizado na história da ciência pela prova extraordinária da Conjetura de Poincaré, mas também por recusar 1 milhão de dólares. Podemos falar aqui de uma salada russa, esta história tem tantos ingredientes, confusos e inusitados, que é um prato invulgar. Francis Bacon referiu que “o dinheiro é como o adubo, não é bom se não for distribuído”. Numa altura que as pessoas fazem tudo para colecionar dinheiro, Perelman envia uma mensagem simples, dinheiro não é tudo na vida. Ficar na história da matemática e da ciência, isso sim, não há dinheiro nenhum no planeta que pague o que este russo conseguiu, o patamar dos gigantes.

ISCAP lança nova licenciatura

OISCAP abriu as candidaturas para a sua nova licenciatura em Gestão, com início no ano letivo 2026/2027, posicionando-se como uma resposta direta às novas exigências do mercado global. Sob a direção de Armando Silva, o curso diferencia-se por fundir os pilares tradicionais da gestão com competências tecnológicas de ponta, nomeadamente a Inteligência

Estudantes debatem o futuro do Concelho

No dia 12 de maio, cerca de 58 jovens estudantes participaram na Assembleia Municipal Jovem, numa sessão cheia de ideias, debates e propostas para melhorar o concelho.

Foram apresentados 10 projetos em áreas como cultura, sustentabilidade, inclusão social, cultura, literacia financeira, emancipação, educação, cidadania e estilos de vida saudáveis. Depois das apresentações e votações,

foi escolhido o projeto vencedor: “Vida Real – Laboratório de Autonomia”, da Escola Básica e Secundária do Padrão da Légua. A mesa foi liderada por jovens representantes de escolas do concelho e contou com a presença da Presidente da Assembleia Municipal, Palmira Macedo, e do Vereador da Juventude e Educação, Nuno Matos.

Artificial e a transformação digital, preparando os alunos para a tomada de decisão em ambientes empresariais altamente complexos.

O plano de estudos é abrangente, articulando áreas como finanças, marketing, contabilidade e direito com uma forte componente prática, que inclui a realização de projetos reais em parceria com diversas entidades. Esta abordagem garante uma formação versátil e multicultural, capacitando os futuros licenciados para atuar em setores estratégicos — como a banca, consultoria, saúde e tecnologias de informação — ou para lançarem os seus próprios projetos de empreendedorismo. Com esta oferta, o ISCAP reforça o seu papel de referência no ensino das Ciências Empresariais, focando-se na criação de valor e na liderança organizacional.

A vitória do Leça sobre o Vianense garantiu a subida à tão desejada Liga 3. Foi um verdadeiro jogo de loucos, com o Leça a vencer aos 18' por Nzanza.

Os homens da casa empataram apenas 6 minutos depois, mas em apenas dois minutos, Nuno Pereira, com um colo de canto direto, e Nicolas Reis deixaram o jogo num confortável 1-3.

Aos 67 minutos, Tiago Moninhas reduziu, empatando depois o jogo aos 70 minutos. Já no tempo de compensação do prolon-

gamento, com o marcador fixado num dramático 3-3, Noah Santos marcou um golo soberbo que garantiu a subida do Leça à Liga 3. O tento gerou uma explosão de alegria no estádio e levou o banco de suplentes, em absoluto êxtase, a invadir o relvado para celebrar com o avançado. A equipa regressou a Leça da Palmeira, festejando ainda nessa noite com centenas de adeptos o grande objetivo da época.

JOÃO REGUFE

O ano em que Alvalade voltou a sonhar alto acabou por transformar-se numa das maiores desilusões recentes do Sporting Clube de Portugal. Durante meses, acreditou-se que esta poderia ser uma época histórica. O futebol praticado, a força coletiva e a ambição da equipa fizeram crescer a ideia de que os leões estavam preparados para conquistar tudo. Mas o futebol, tantas vezes cruel, não vive de promessas.

No campeonato, o Sporting encantou em muitos momentos. Houve noites de grande futebol em Alvalade, com intensidade, pressão alta e uma dinâmica ofensiva capaz de desmontar qualquer adversário. Porém, enquanto os leões oscilavam entre exibições brilhantes e perdas inesperadas, o FC Porto mostrou aquilo que separa campeões de candidatos: saber ganhar mesmo, e muitas vezes, sem jogar bem. As lesões, algumas delas decisivas, acabaram por retirar consistência à equipa leonina e o título fugiu para norte com justiça.

Mas houve erros internos difíceis de ignorar. A estrutura técnica liderada por Rui Borges e a direção leonina falharam num momento crucial da época. O mercado de inverno revelou-se desastroso. As contratações não acrescentaram qualidade, algumas chegaram sem impacto competitivo e outras nunca

MENGO FINAL TRÁGICO

conseguiram justificar o investimento. Quando o calendário apertou e o plantel precisava de profundidade, o Sporting percebeu demasiado tarde que reforçou mal, e pagou caro por isso.

Na Taça da Liga, o Sporting entrou com ambição, mas voltou a faltar eficácia nos momentos decisivos. O troféu acabou nas mãos do Vitória Sport Clube.

Já na Champions League, os leões recuperaram prestígio europeu. Competiram sem medo, discutiram jogos até ao fim e devolveram a Alvalade noites de verdadeira dimensão europeia. Mas o sonho terminou diante do Arsenal FC, num detalhe cruel que fechou a porta à glória.

Restava a Taça de Portugal como salvação da época. E foi aí que surgiu o golpe final.

O Torreense, equipa da Liga 2, fez história ao vencer os leões e conquistar um troféu impensável. Para o Sporting, ficou a imagem de uma equipa sem reação no momento mais importante. Os sócios e adeptos mereciam mais. No fim, os sonhos deram lugar ao vazio. Salvam-se apenas as modalidades, com o futsal, campeão europeu, o voleibol, o andebol tricampeão nacional e uma prova europeia cheia de mérito. Pouco para um ano que parecia destinado à glória.

ROLA A BOLA 1904

PAULO FERREIRA

E em Maio HABEMUS CAMPEÃO. A faltar três jogos o Porto precisava de ganhar ao Alverca para ser campeão. O Benfica que tinha ganho o dérbi com o Sporting em Alvalade e tinha passado para segundo. Empatou em Famalicão depois de estar a ganhar por dois golos e voltou para terceiro. O Sporting somou três maus resultados na derrota com o Benfica e dois empates com os últimos classificados da tabela. Na última jornada os jogos do Benfica com o Estoril e do Sporting com o Gil Vicente foram decisivos para a classificação do pódio. Para o Porto já campeão a derrota nas Aves adiou a festa para o Dragão no jogo com o Santa Clara. O Porto foi campeão pois os rivais desperdiçaram pontos e o Sporting ficou em segundo porque o Benfica perde pontos onde não pode. Concluímos que não podemos perder pontos, e, ganha quem faz menos asneiras. A Taça de Portugal aconteceu com estrondo. Já é habito alguns tomba gigantes durante a fase a eliminar, mas desta vez foi mesmo um TOMBO na final nunca visto. O presidente do Sporting falou de mais como diz o povo "PELA BOCA MORRE O PEIXE". Sempre que falou a atacar o Porto perdeu pontos logo a seguir: É porque o Porto tinha

medo, não jogava nadinha, porque ia cair no campeonato. E, só ficou em segundo porque o Benfica não se aguentou. Preocupou-se com tudo menos com a sua equipa. Como é ele o Presidente os assuntos estavam todos resolvidos? Fraquinho como Presidente. Fala mal, irrita-se muito, sabe pouco de futebol e não acerta duas. Quando fala de casos esquece o presidente que fugiu para Angola. O director que foi à Madeira depositar dinheiro na conta do árbitro. O Cashball…pois, em Alvalade são todos de famílias nobres e descendentes do Conde. A Final da Taça de Portugal foi o descalabro. Pouca vontade de jogar. Os médicos das comissões da UEFA não prestam? Os jogadores não competiram? Quando renovou com o treinador, Varandas falou 20 minutos de si e do clube e pouco falou do treinador, que teve poucas palavras. Estava muito feliz e que ia dar o seu melhor pelo clube, má gestão na comunicação. Agora vem Junho, o Campeonato do Mundo e a novela vai continuar. O Benfica vai ter que arranjar treinador, no Sporting vai haver mexidas e o Porto precisa só de continuar sem fazer asneiras. O Benfica vai ter que pagar a rescisão com o Mourinho????

Já cansa, ano após ano, erro após erro, má avaliação após má avaliação, incompetência atrás de incompetência, para onde te levam Benfica? É de facto extenuante aquilo a que estamos a assistir mais parecendo que não aprendemos com os erros, repetindo-os até à exaustão, numa atração desmedida pelo abismo. Lembram-se das duas épocas anteriores, com o Schmidt e o Lage, e das embrulhadas criadas que comprometeram decisivamente estas temporadas, vitórias do Sporting e do Porto, pois agora muda o ator, que não o cargo, sucedendo Mourinho como principal figurante. Mas atenção, uma olhadela mais minuciosa encontrará Rui Costa e a sua direção como principais responsáveis sendo para mim, hoje, evidente, que o Presidente, por muito boa pessoa que possa ser, não tem o mínimo perfil para o cargo que ocupa. Diga-se que durante o último ato eleitoral até apoiei a sua candidatura, também não me pareciam existir grandes alternativas, percebendo agora que estava manifestamente errado e que só a sua substituição evitará deslizar para um buraco profundo, muito profundo. Tem que existir alguém, num universo tão amplo de centenas de milhares de associados, com o perfil indicado para tal missão e o quanto antes melhor. É para mim claro que seja quem for o próximo técnico partimos já em nítida desvantagem, para a próxima temporada, bastando para

tal olhar para os exemplos dos nossos rivais e para a forma assertiva como estão a atacar o mercado. Se pensarmos que seremos obrigados, por força da derrota do Sporting na taça, a realizar três pré-eliminatórias, com início a 23 de julho, para acedermos à Liga Europa está tudo dito. Mas mais, o Campeonato do Mundo termina a 19 de julho sendo que teremos vários atletas envolvidos na competição, reunindo-se as condições que nos podem levar à tempestade perfeita. Como é possível estarmos a esta data, finais de maio, na total indefinição, assente numa passividade assustadora, que nos coloca numa estrada de sentido único tendo como destino a parede? E tudo isto porque fomos incapazes de, a duas jornadas do fim, perante um Braga fisicamente esgotado, de nos impormos, em casa, deitando pela janela fora mais de 50 milhões de euros. Mau, muito mau, mas reflexo claro do posicionamento de toda uma estrutura, a acabar em alguns jogadores, assente no deixa andar onde faltou claramente ambição e rasgo à Benfica. Não poderia terminar sem deixar claro que tendo a arbitragem permitido que o vizinho da segunda circular chegasse à final, após a escandaleira nos Açores, acabou o destino por se encarregar de servir um menu em que a humilhação foi o prato principal.

PAULO

Matosinhos voltou a receber mais uma edição da City Race, nos dias 9 e 10 de maio, numa iniciativa organizada pelo Grupo Desportivo Quatro Caminhos que juntou competição, inclusão e descoberta através da modalidade de orientação.

O evento arrancou no dia 9 de maio com a realização da Prova Indoor, proporcionando aos participantes um desafio diferente e estimulante, em ambiente fechado, na Escola Básica Eng. Fernando Pinto Oliveira. Já no dia 10 de maio, decorreu a Matosinhos City Race na Escola Secundária Augusto Gomes. Houve ainda uma prova de Orientação Adaptada.

Ao longo dos dois dias, participaram 215 atletas, em representação de 44 clubes de 5 países diferentes, que colocaram à prova a estratégia e a capacidade de orientação, em provas desafiantes que exigiram rapidez, precisão e leitura do mapa.

Foi em clima de grande entusiasmo e espírito desportivo que decorreu, a 16 de maio, mais uma edição do Meeting de Natação da Matosinhos Sport, a tradicional competição entre as 7 piscinas municipais do concelho.

Ao longo da tarde realizaram-se 29 provas individuais e uma prova coletiva, a já habitual estafeta americana de 14x25 metros livres.

Na classificação geral, a equipa de São Mamede de Infesta conquistou o 1.º lugar do pódio, seguida de Leça do Balio, em 2.º lugar, e Perafita, em 3.º. Matosinhos garantiu a 4.ª posição, enquanto Custóias e Guifões terminaram ex aequo em 5.º lugar. A piscina da Senhora da Hora fechou a classificação na 7.ª posição. Na prova de estafeta americana, a vitória pertenceu à equipa de Perafita, seguida de São Mamede de Infesta, em 2.º lugar, e Leça do Balio, em 3.º.

A competição, organizada pela Matosinhos Sport com o apoio da Associação de Natação do Norte de Portugal, voltou a reunir atletas, familiares e público numa tarde marcada pela emoção, convívio e paixão pela natação.

Arte Urbana

Presta Homenagem às Famílias dos

Os Gestores de Entrada das habitações sociais municipais participaram numa ação de formação em Primeiros Socorros promovida pela MatosinhosHabit.

A iniciativa decorreu nas freguesias de Custóias e Perafita e foi desenvolvida em parceria com a Cruz Vermelha Portuguesa — Delegação de Matosinhos.

A formação teve como finalidade reforçar competências básicas de atuação em situações de emergência, contribuindo para uma resposta mais segura nas comunidades.

Ao capacitar os Gestores de Entrada, a MatosinhosHabit reforça o seu papel enquanto agentes de proximidade, capazes de apoiar os moradores e contribuir para comunidades mais preparadas e solidárias.

O Projeto Gestores de Entrada foi apresentado pela MatosinhosHabit num encontro europeu dedicado à habitação social e acessível.

A Administradora Executiva da MatosinhosHabit, Fernanda Rodrigues, participou nos

Affordable Housing Initiative Days, em Guimarães, integrados no Energy Cities Annual Forum. A intervenção decorreu no painel “Stories from the Ground”, no âmbito da sessão dedicada à construção de parcerias e coligações para a inovação social.

Lançado em agosto de 2022, o Projeto Gestores de Entrada assenta numa lógica de proximidade entre a entidade gestora, os moradores e os parceiros locais. A iniciativa promove a escuta ativa, a participação

cidadã e a corresponsabilização na gestão dos espaços comuns.

O projeto envolve atualmente 321 Gestores de Entrada, eleitos pelos seus vizinhos, em 37 bairros municipais, contando ainda com 24 entidades parceiras e mais de 1.300 iniciativas realizadas.

A presença neste encontro permitiu partilhar uma prática local de inovação social com dimensão europeia, centrada nas pessoas e na construção de comunidades mais participativas.

Formação em Primeiros Socorros capacita Gestores de Entrada

Vivências Seniores | Palco de Afetos

O Teatro Municipal Constantino Nery recebeu, a 8 de maio, o espetáculo Palco de Afetos: Vivências em Família, integrado nas comemorações do Dia Internacional da Família.

O evento deu a conhecer o projeto Vivências Seniores, da Junta de Freguesia de Matosinhos, direcionado aos munícipes com mais de 65 anos.

Durante a celebração, o público assistiu a demonstrações de atividades como canto coral, teatro, biodanza, dança, musicoterapia,

tai-chi-chuan, yoga e treino funcional

O evento tinha também uma exposição de pintura e modelação, criada pelos participantes do projeto.

A iniciativa contou com a presença do Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, Paulo Carvalho.

Mais do que um espetáculo, foi um verdadeiro momento de valorização do envelhecimento ativo, dos laços familiares e da força da comunidade.

No passado dia 08 de maio, a Junta de Freguesia de Matosinhos recebeu e participou nas Sessões de Trabalho “+ Freguesias: Freguesias, Fundos Europeus e Programas da Comissão Europeia”, promovidas pela ANAFRE, que contou com o Presidente da ANAFRE Francisco Brito e com os vice-presidentes Ricardo Marques e Paulo Carvalho.

Esta iniciativa, dirigida a Presidentes e quadros técnicos das Juntas de Freguesia, teve como principal objetivo reforçar a capacidade das Freguesias para identificar,

ARAL celebra 120 anos Matosinhos participa em sessão da ANAFRE

AJunta de Freguesia de Matosinhos marcou presença nas comemorações do 120.º aniversário da Associação

Recreativa Aurora da Liberdade, assinaladas no passado dia 13 de maio.

Numa noite simbólica e participada, celebrou-se o percurso de uma instituição com um papel marcante na dinamização cultural, recreativa e associativa da freguesia.

O programa incluiu o hasteamento das bandeiras, com a presença da Banda da Associação Humanitária de Matosinhos-Leça da Palmeira, a inauguração da exposição “120 Anos em Palco”, momentos

institucionais no auditório e o tradicional brinde de aniversário.

A iniciativa contou com a presença da Tesoureira da Junta de Freguesia de Matosinhos, Ana Pinhal. Mais do que celebrar uma data, foi um momento de reconhecimento pelo contributo contínuo da ARAL na promoção da cultura, da tradição e do associativismo, pilares fundamentais de uma comunidade mais coesa e participativa.

A Junta de Freguesia de Matosinhos felicita a Associação Recreativa Aurora da Liberdade por este marco histórico, desejando a continuação de um trabalho de excelência ao serviço de todas as pessoas.

compreender e potenciar oportunidades de financiamento, cooperação e capacitação promovidas pela Comissão Europeia Ao longo da sessão, foram abordados diversos programas europeus relevantes para a ação das Freguesias, num momento de partilha, aprendizagem e reflexão sobre novas oportunidades de desenvolvimento local.

A Junta de Freguesia continua empenhada em reforçar competências e procurar novas ferramentas e oportunidades que contribuam para uma resposta cada vez mais próxima e qualificada junto da comunidade.

Lavra

Realizou-se uma visita de trabalho à Comunidade Piscatória de Angeiras, em articulação com a Litoral Rural, com o objetivo de identificar e mapear oportunidades de investimento no território no âmbito do programa MAR 2030.

A iniciativa permitiu sinalizar, no terreno, possíveis áreas de intervenção que possam contribuir para a valorização da comunidade piscatória, o reforço da atividade local, a modernização de infraestruturas e a promoção da sustentabilidade.

A Junta de Freguesia de Lavra continua empenhada em acompanhar oportunidades que possam contribuir para o desenvolvimento do território e para a valorização da identidade e economia local.

João Torres convidado em podcast escolar

OPresidente da Junta de Freguesia de Lavra foi o mais recente convidado do podcast “Domingues à Semana”, um projeto desenvolvido pelos alunos da EB 2,3 Dr. José Domingues dos Santos, no âmbito da iniciativa “Rádio Escola” e do jornal escolar LAVRANDO PALAVRA.

Mais do que uma entrevista, esta foi uma conversa próxima sobre a

comunidade, a escola e os temas que marcam o dia a dia de Lavra, dando voz ao talento, à criatividade e ao espírito crítico dos nossos jovens. A junta de freguesia dá os parabéns a todos os alunos, professores e envolvidos neste projeto tão inspirador, que promove a comunicação, a participação e o envolvimento da comunidade escolar.

O episódio já está disponível no Spotify.

Marchas de São João animam Lavra

OLargo Ezequiel Seabra enche-se de animação no próximo dia 20 de junho, a partir das 21h00, com as Marchas de São João 2026. O evento terá início com o tradicional desfile das marchas. Logo após o cortejo, a noite prossegue com as atuações e apresentações das coreografias, preparadas rigorosamente ao longo dos últimos meses. Promovido pela Junta de Freguesia de Lavra, o evento tem como objetivo valorizar as tradições populares, a identidade cultural e incentivar a participação da comunidade local.

Melhorias no Parque Municipal do Carriçal Intervenções na Freguesia

O Parque Municipal do Carriçal é um dos espaços verdes mais bonitos e emblemáticos da freguesia, sendo um local de lazer, convívio e bem-estar para muitos Senhorenses e visitantes.

A Junta de Freguesia continua empenhada na sua valorização e melhoria, acompanhando de perto os trabalhos necessários para a sua preservação e manutenção.

Neste momento, uma das prioridades passa pela resolução do problema existente no curso de água

das duas bicas (MÃE D'AGUA), onde se verifica uma significativa fuga de água. Os trabalhos de acompanhamento e avaliação continuam no terreno, procurando-se encontrar a melhor solução para resolver esta situação.

O Vogal do Executivo com o Pelouro do Ambiente & Salubridade, Vítor Magalhães, têm estado presente no local, juntamente com os trabalhadores envolvidos, acompanhando os trabalhos em curso, como tem sido habitual.

XI Festival da Primavera

No passado dia 9 de maio, o Auditório São Tiago, em Custóias, recebeu mais uma edição do Festival da Primavera, numa noite marcada pela grande participação do público, pela celebração das tradições populares e pela valorização da cultura etnográfica portuguesa.

O evento contou com casa cheia, demonstrando a forte ligação da comunidade ao folclore e às raízes culturais que unem diferentes regiões do país através da música, dança e costumes tradicionais. Marcaram presença Júlio Lourenço, Presidente da Junta de Freguesia de Custóias, e Cátia Macedo, responsável pelo pelouro da Cultura, reforçando o apoio da autarquia às iniciativas de promoção cultural e preservação das tradições populares.

A organização esteve a cargo do Rancho Típico de Esposade, ao qual foi deixado

um reconhecimento especial pelo trabalho contínuo na defesa e dinamização do património cultural popular, proporcionando à comunidade mais uma noite memorável de convívio e tradição.

O festival contou ainda com a participação dos grupos convidados:

* Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros – Porto de Mós;

* Rancho Folclórico Santa Marinha de Mogege – Vila Nova de Famalicão; * Rancho Folclórico de Moncarapacho – Olhão.

A iniciativa voltou a afirmar Custóias como uma terra de cultura, tradição e hospitalidade, valorizando o folclore enquanto expressão viva da identidade portuguesa.

A equipa da Junta de Freguesia continua no terreno a desenvolver várias intervenções de manutenção e melhoria do espaço público, procurando garantir melhores condições para toda a população. Uma parte significativa foi dedicada à Escola Básica Quinta de S. Gens, onde realizaram a manutenção dos espaços verdes e o corte das zonas ajardinadas, permitindo que os meninos possam brincar em melhores condições de segurança e conforto. Este tipo de intervenção exigiu vários dias de trabalho e dedicação da nossa equipa.

Tiveram ainda oportunidade de proceder à remoção da lona alusiva ao 25 de Abril, que se encontrava colocada na fachada da Junta de Freguesia. No Cemitério da Senhora da Hora, iniciaram e concluíram a pintura exterior do espaço, bem como a pintura de paredes interiores. Antes da pintura, foi também realizado o respetivo emassamento e preparação das paredes, numa intervenção cuidada.

A equipa continua diariamente no terreno, atenta às necessidades da população e empenhada na manutenção, conservação e valorização dos espaços da Freguesia. Se identificar alguma situação que careça de atenção, contacte através do email geral@jf-senhoradahora.pt

Mês do Fado

AJunta de Freguesia de Custóias promoveu, nos dias 7 e 8 de maio, a iniciativa “Maio é mês de Fado”, um projeto cultural que levou a tradição do Fado às escolas da freguesia, proporcionando aos alunos momentos de contacto com uma das maiores expressões da cultura portuguesa.

A iniciativa passou por vários estabelecimentos de ensino, envolvendo crianças e jovens num ambiente de

aprendizagem, partilha e valorização das tradições nacionais. Ao longo das sessões, os participantes tiveram oportunidade de conhecer melhor a história, a identidade e a importância cultural do Fado, Património Cultural Imaterial da Humanidade reconhecido pela UNESCO. O programa decorreu na Escola Básica de Santiago, no Jardim de Infância Elvira Valente, na Escola Básica Quinta do Vieira, na Escola Básica Professora Elvira Valente e na Escola Básica de

Senhora da Hora Custóias

Custóias, abrangendo várias turmas e comunidades escolares. Com esta ação, a Junta de Freguesia de Custóias reforçou o seu compromisso com a promoção da cultura junto das novas gerações, aproximando os alunos das tradições portuguesas e incentivando a preservação do património cultural nacional.

A iniciativa foi recebida com entusiasmo por alunos, professores e comunidade educativa, num verdadeiro momento de celebração da cultura portuguesa.

QUINTA DA CAROLINA BRANCO 2022

O calor chegou, e com ele e, de uma forma instintiva diria quase fisiológica a procura por vinhos que nos proporcionem sensações de frescura e leveza não só como aperitivo, mas e também a acompanhar um qualquer prato próprio desta altuara. torna-se uma “necessidade”. Pese embora os vinhos sejam intemporais. Ou seja: vinhos brancos. Então o Carolina Branco 2022, é um desses vinhos. Poduzido pela Quinta da Carolina, pese embora as uvas não sejam provenientes das suas quintas, mas sim adquiridas a produtores da zona demarcada do Douro, situadas em Tabuaço e na Régua. Tudo isto obedecendo a um rigoroso critério de qualidade. De notar que inúmeros e conceituados produtores também o fazem. Produzido com as castas Viosinho, Rabigato, Códega Larinho, Gouveio e Malvasia Fina. E após um processo de vinificação e após ter estagiado vários meses em cubas de inox com controlo de temperatura e batonage semanal das borras finas. Aqui temos, este belo Carolina como produto final. De cor amarelo brilhante com algumas nuances esverdeadas. No aroma as notas a fruta a lembrar ameixas brancas e pêssego fazem-se logo notar e até a alguma erva acabada de cortar. Na boca revela bom volume e concentração, confirma as notas frutadas, acidez no ponto a proporcionar-nos uma bela sensação de frescura e leveza. Final de boca longo. Ideal para ser degustado como aperitivo, ou a acompanhar umas belas tapas.

Até breve com outro vinho.

QUINTA DA CAROLINA BRANCO 2022

REGIÃO: Douro DOC TEOR

ALCOÓLICO: 13%

P.V.P: 9,90€

ENÓLOGO: Luís

Cândido da Silva

A Nova Frente de Ataque do Fafe F.C.

Garrafeira Passaporte do Vinho recebeu prova exclusiva de Champagnes Louis

Roederer

A Garrafeira Passaporte do Vinho, em Leça da Palmeira, promoveu no passado dia 16 de maio uma prova especial dedicada aos Champagnes Louis Roederer, numa noite marcada pela casa cheia, ambiente intimista e experiências vínicas diferenciadoras.

O evento decorreu no espaço wine bar da garrafeira e contou com a apresentação de João Mesquita, da Ramos Pinto, bem como com a presença de Alexandra Machado, representante da JMV – José Maria Vieira, distribuidor oficial da Louis Roederer em Portugal.

Durante a prova, os participantes tiveram oportunidade de conhecer e degustar três referências emblemáticas da prestigiada maison francesa: Louis Roederer Collection 246, Louis Roederer Vintage 2016 e Louis Roederer Rosé 2017.

A experiência foi complementada com ostras frescas abertas no momento pela Madre Pérola, harmonizadas com os

champagnes apresentados, e ainda com morangos acompanhados por chocolate quente, proporcionando um momento gastronómico distinto e muito apreciado pelos convidados.

A iniciativa reuniu clientes habituais, apreciadores de vinho e novos visitantes, reforçando a posição da Garrafeira Passaporte do Vinho como um espaço de referência para a descoberta de vinhos, partilha de conhecimento e realização de experiências enogastronómicas em Leça da Palmeira.

A Garrafeira Passaporte do Vinho continua, entretanto, a preparar novos eventos e provas vínicas, apostando numa programação dedicada à promoção da cultura do vinho e à criação de momentos únicos para os seus clientes. Para quem quiser acompanhar ou inscrever-se nas próximas provas: https://passaportedovinho.pt/inscricao-provas

Momentos

escriba numa primeira análise, sem óculos, da foto a pensar tratar-se da nova frente de ataque para próxima época do Fafe F.C..Mas não. São somente amigos, nossos amigos, que quiseram ficar nas nossas páginas para a posteridade. Da esquerda para a direita: Arminda Brandão, Francisco (o maior playboy que conhecemos que serve o melhor prego da zona), Américo (as melhores carnes de Matosinhos - talvez por isso o Francisco seja tão amigo dele -), Graça Brandão e Emídio Brandão. Só falta a Manuela Brandão, mais conhecida por “Capitão Tempestade”.

respeito

Dupla benfiquista de

O Professor Doutor Júlio Pinto da Costa e o Márcio formam uma dupla benfiquista de respeito. O Márcio é uma verdadeira biblioteca do Benfica — sabe mais es tatísticas do clube do que muita enciclopédia — e o Professor entra sempre em modo especialista pronto para analisar tudo ao detalhe. Juntos, qualquer conversa vira debate futebolístico.

Especialista da estatistica

R.
Bernardino Costa

Na fila superior: Moisés, Carlos, Arnaldo, Zéli, Hélder, Vieira, Manel e Paulo

Na fila inferior: Geno Cambey, Paulinho, Mestre Manolino, Jorge Cambey, Armando

O jantar era tranquilo... ate comecarem as

historias

antigas

Onde Ler o Jornal

Bar do Titan - Av General Norton de Matos, Matosinhos, 4450-208

Bar Kartódromo Cabo do MundoRua de Almeiriga Norte, 2242, Perafita, 4455-419

O Gangue do Parque

Animacao CasanaSerrao

Reunião oficial na La Bodeguita para decidir a questão que realmente importa: Matosinhos vs Leça da Palmeira. O Hélder liderava a fação de Leça da Palmeira, o Cambey liderava a fação de Matosinhos, e o resto da malta só queria conseguir acabar o almoço

Ingrediente Especial

Na Casa Serrão há sempre um ingrediente especial que nunca falta: a boa disposição dos clientes. Entre conversas animadas, gargalhadas e bons momentos à mesa, cada refeição acaba por saber ainda melhor.

Luxury Professional!

O restaurante JáCome destaca-se pela excelente qualidade do serviço e pela autenticidade da sua gastronomia. O ambiente é acolhedor e bem organizado, tradicionais, faz deste restaurante uma referência muito positiva para quem aprecia boa comida e um ambiente confortável. Na foto, vemos precisamen

Shakti Semwal is one of those rare professionals whom everyone genuinely respects and likes. Admired by his employer, colleagues, and clients, he stands out not only for his competence but also for the way he treats everyone with humility, good humor, and professionalism. He is a true example of dedication and of how to excel at work without ever losing sight of the human touch.

Eng. Jose Ferraz, Dra. Catia Alves

e

Dr. Pedro Martins

Madeira, Negocios e Boa disposicao

No Restaurante Casa Serrão, em Matosinhos, o almoço juntou o conceituado Eng. Ferraz, empresário no setor dos acabamentos da indústria da madeira, e o conceituado Dr. Pedro Martins, diretor de uma conceituada empresa na área da transformação da madeira. Entre conversas técnicas sobre madeiras, acabamentos e soluções “à

prova de obra bem feita”, o encontro decorreu num ambiente descontraído, com espaço para ideias. Na fotografia, podemos ainda ver a Dra. Cátia Alves, relações públicas do Restaurante Casa Serrão, a acompanhar o momento, garantindo a boa disposição e aquele toque de simpatia que faz tudo correr ainda melhor à mesa.

Bar Xiringuito na Areia - Avenida Coronel Helder Ribeiro 877, Praia do Aterro Sul, Leça da Palmeira, 4450686

Café Pinhais d’Agudela - Alameda Manuel Francisco Correia, 97 a 105, Lavra 4455-237

Confeitaria Duquesa - Rua Alfredo Cunha , 15, Matosinhos, 4450-009

Confeitaria Leça - Rua General Humberto Delgado, 53, Leça da Palmeira 4450-337

La Bodeguita - Rua Hintze Ribeiro, 554A, Leça da Palmeira, 4450-652

Armazém do Caffé - R. de Tomaz Ribeiro, 469, Matosinhos, 4450-295

D’Alma Artesanal Matosinhos - R. Sousa Aroso, 655, Matosinhos, 4450121

Café Lua - R. Dr. Afonso Cordeiro 9, Matosinhos, 4450-035

Café Nau - Av. da República, 467, Matosinhos, 4450-242

Splash Bebidas Urbanas Portugal - R. Sousa Aroso, 281, Matosinhos, 4450-289

Torta de Noz - Av. Serpa Pinto, 663, Matosinhos 4450-282

Sizzle Shack - R. Conde Alto Mearim, 936, Matosinhos, 4450-028

Leitaria Quinta do Paço - R. Sousa Aroso, Matosinhos, 4450-289

Mancha’s Cervejaria - Av. da República, 804, Matosinhos, 4450-239

FonteLuz Caffee - Av. Menéres, 1140 Matosinhos, 4450-017

Casa Benfica Matosinhos - R. Álvaro Castelões, 425, Matosinhos, 4450-042

Núcleo Sporting de Matosinhos - R. de Brito Capelo, 97, Matosinhos 4450295

Liga dos Amigos do Hospital de Matosinhos - R. de Dr. Eduardo Torres, Senhora da Hora, 4464-513

Alpha Café Snack-Bar - R. Godinho 886, Matosinhos, 4450-009

Onde Somos Distribuídos

- Advogados

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Albano e Julio Pereira Mendes

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Notícias Matosinhos #109 Junho 2026 by Notícias Matosinhos - Issuu