Skip to main content

Notícias Matosinhos #108 Maio 2026

Page 1


Matosinhos investe no Air Invictus

Universidade do Porto expandese para Leça da Palmeira Ensino P.13 "Não queremos apenas investir, queremos contruir" - a visão da SAD do Leça Entrevista P.14 Uma Arte nas Mãos, um Ofício em Risco

Orfeão que resiste ao tempo pede novas gerações

Entrevista P.10
Sociedade P.5
Atualidade P.3
Sociedade P.9

O MÊS EM JORNAL

Por Francisco Samuel Brandão

FICHA TÉCNICA

Diretor: Francisco Samuel Brandão

Diretor Adjunto: Mário Costa

Editor: Emídio Brandão

Coordenação: Diogo Barbosa

Design: Emibra

Corpo Redatorial: Andreia Lima; Bernardino Costa; Carlos Marinho; Emídio Brandão; Francisco Fernandes Brandão; Gonçalo Azevedo; João de Almeida; João Madureira; João Regufe; José Henrique Correia; Nuno Ferreira; Paulo Ferreira; Paulo Gaspar; Prof.Dr. Júlio Pinto da Costa; Paulo Mengo de Abreu;

Propriedade: Emibra -

Publicidade e Consultadoria de Gestão, Lda

Conselho Administrativo: Emídio Brandão

Email: redacao@ noticiasmatosinhos.com

Sede e Redação/Edição: Av. Dom Afonso Henriques, 1122 1ºAndar, Sala A, 4450-011 Matosinhos

Direção Postal: Apartado 2153, 4451-901 Matosinhos

Tlf Geral: 229 999 310

Tlf Redação: 229 999 315

Registo ERC: 127008

Depósito Legal: 428306/17

NIPC: 502 505 117

Periodicidade: Mensal

Gráfica: Fig- Indústrias Gráfica, SA

R. Adriano Lucas 161, 3020-265 Coimbra

Tiragem: 1000 Exemplares

Nota: O Estatuto Editorial encotra-se publicado na página de Internet: www.nmmatosinhos.com/ estatuto-edito

A partir de segunda-feira vamos sentir novamente o sobe e desce dos preços dos combustíveis que, por litro, vai custar mais caro 8,5 cêntimos no gasóleo e cerca de 6,5 cêntimos na gasolina, que seria mais pesado se o Governo não tivesse descontado alguns cêntimos no imposto sobre os produtos petrolíferos, isto segundo fontes com conhecimentos destas matérias.

Mas mesmo fazendo algum desconto, o Estado continua a ganhar com o IVA uma vez que, quanto mais caro tivermos de pagar os combustíveis mais os seus cofres se enchem e compensa o Fisco com o que ganha automaticamente.

Esta situação só é possível pelo encarecimento do crude nos mercados internacionais resultante do conflito no Médio Oriente, que sendo essencialmente económico, ninguém acerta as contas e

todos usam teorias argumentativas que são uma enormíssima hipocrisia que corre todos os beligerantes e seus simpatizantes. Mas que fazer perante isto. Nada! É esperar que os senhores da guerra acordem bem-dispostos e acabem com todas as incertezas com que diariamente vivemos, fazendo acordos sérios que levem o planeta a viver sossegado. Mas não vai ser fácil pois estão todos convictos que têm razão e querem mais poder económico para poderem ditar as suas leis que regra geral não agradam aos povos pois criam-se grandes abismos em que a maioria – os mais fracos – ficam cada vez mais depauperados e sem voz que se ouça. A história sempre mostrou esse quadro desde que há memória e escribas. Ao que toca aos portugueses, que dependem muito de políticas internacionais, vai-se fazendo o que se pode, governados por

políticos subordinados às regras comunitárias da Europa e que olham muito mais para si do que para as reais dificuldades da população mesmo que nos tentem convencer, através dos rios de dinheiro que disponibilizam em marketing político, de que tudo está a correr bem, mas sempre dentro dos princípios relativos da verdade. Mas quem sente as dificuldades é a generalidade da comunidade que paga tudo mais caro sem que o governo dê grandes alternativas, limitando-se a fazer pequenos ajustamentos nos preços de alguns produtos como que a dizer: estão a ver, depois não digam que não estamos preocupados com os portugueses. Não passa de conversa fiada. A tendência é tudo a ficar a preços que vão levar as famílias a ficarem em casa, o mais possível, para não terem gastos desnecessários em resultado da carência

económica em que se vão ver mergulhados. O barómetro do que vem a seguir passa pelo preço dos combustíveis na origem, mas tudo vai depender do empreiteiro americano, que ainda não sabe o que quer mantendo a população mundial na expetativa de que tudo se resolva rapidamente parando com incertezas em que estamos mergulhados e acabando com as mortes gratuitas que tem promovido por todo o lado em que põe a mão.

Resta-me a esperança de que, com a sua próxima ida à China, Xi Jinping, que também não é nenhum bom exemplo em matéria de direitos humanos, ponha Donald Trump na ordem dizendo-lhe: olha lá, ainda estou aqui! Que mais poderia dizer o único adulto no meio desta rapaziada toda.

Rua Alfredo Cunha, 546

COINCIDÊNCIAS

13 de julho de 2024 cidade de Butler, Pensilvânia, 15 de setembro de 2024, campo de golfe em West Palm Beach, Flórida, 25 de abril de 2025, Hotel Hilton, Washington. E vão três, uma, outra e outra vez, ontem como hoje, quem sabe como será amanhã. De facto, o impressionante rol de atentados visando o Presidente americano afigura-se de difícil explicação, mas mais custoso se torna aceitar o sucedido face a uma segurança que se quer apertada, meticulosa e “à prova de bala”. Neste último caso permitiu-se que alguém se hospedasse, dias antes, na unidade

que iria receber o jantar de gala, na posse de arma de fogo e várias facas sem que ninguém se apercebesse de tal nem que um simples detetor de metais o evitasse, estranho, muito estranho. Acrescente-se que ao contrário das anteriores tentativas estávamos perante um espaço fechado, um salão relativamente amplo, portanto, na teoria, de mais fácil controle. Percebendo que não existe segurança a 100% exigia-se que os acontecimentos anteriores tivessem merecido uma profunda reflexão de quem de direito a fim de evitar falhas tão evidentes como esta última. Chegados aqui interessa olhar com alguma atenção para os momentos em que estas situações aconteceram tornando-se evidente a coincidência temporal com as evidentes dificuldades políticas de Trump. Assim: o primeiro, um mês e uma semana antes da convenção do partido democrata, 19 a 22 de agosto de 2024, em que seria formalizada a candidatura de Kamala Harris e Tim Walz, respetivamente, à Presidência e Vice-Presidência, num palco com cerca de 50.000 pessoas em que desfilariam figuras de proa potencialmente impactantes no apoio popular aos candidatos; o segundo, um mês

e três semanas antes das eleições de 05 de novembro de 2024 em que as sondagens antecipavam uma disputa de tal forma apertada que os swing states poderiam decidir a refrega; a terceira, num contexto terrível para o atual presidente, com a incapacidade de resolução da guerra Rússia-Ucrânia, os ficheiros do caso Epstein, a faixa de Gaza, o ataque ao Irão de mãos dadas com Netanyahu. Refira-se que a cerca de cinco meses de nova consulta popular, para o Congresso, com os estudos de opinião a atribuírem a Trump a menor base de apoio popular, de sempre, a possibilidade de perda da maioria no Senado e ou na Câmara dos Representantes se apresenta como real. A acontecer tal situação é mais do que certo que todo o mandato ficará eivado de dificuldades colocando o atual ocupante da Casa Branca perante um cenário de todo indesejável. Aguardamos com expectativa pelos próximos capítulos.

Matosinhos recebe o Air Invictus

ACâmara Municipal de Matosinhos vai apoiar o Air Invictus com 325 mil euros. A atribuição deste apoio foi aprovada em reunião privada do executivo municipal, com as abstenções do PSD e do Chega.

O festival aéreo Air Invictus, que vai ocorrer entre 19 e 21 de junho, vem suceder ao Red Bull Air Race que teve quatro edições no Porto e em Gaia, a última em 2017.

A edição de 2026 vai abranger os concelhos de Matosinhos, Porto, Vila Nova de Gaia e Maia, e vai incluir corridas de aviões, acrobacias, aeromodelismo, festivais de drones, uma feira da defesa e concertos. Um dos grandes objetivos é promover a região e a literacia aérea e aeroespacial. Em Matosinhos vão haver diversas iniciativas, como o "Revenge of the 80’s", na praia do Titan, acompanhado por demonstrações de aeromodelismo noturno e acrobacias aéreas. Haverá ainda a tentativa de estabelecimento de um recorde de drones em simultâneo no ar. De acordo com o responsável da organização, Luís Castro, o Air Invictus vai dividir-se em 15 pontos de interesse e tem como meta atrair um milhão de pessoas à região.

Paulo Mengo Professor de História

Exponor volta a receber Rally de Portugal

Os motores voltam a ligar na Exponor, com a chegada do WRC Vodafone Rally de Portugal, que terá lugar de 7 a 10 de maio.

As máquinas só chegam à Exponor a 8 de maio, que mais uma vez serve de Parque de Assistências aos pilotos e equipas, depois de um dia de competição na zona centro do país.

Esta será a despedida do WRC de Matosinhos e da Exponor, uma vez que a próxima edição será em Viseu.

MOONtosinhos está de regresso

A edição de 2026 do MOOntosinhos está de regresso, dando início a seis sessões noturnas inspiradas nos coretos. Os encontros serão conduzidos por Joel Cleto e percorrem vários locais do concelho. A primeira sessão já teve lugar no dia 20 de abril. As restantes serão nos dias 31 maio – Coreto do adro do Bom Jesus de Matosinhos; 30 junho – Coreto de Guifões; 29 julho – Largo da Feira de Santiago de Custóias; 28 agosto – Coreto da Igreja de São Mamede de Infesta; 28 setembro – Coreto do Parque Basílio Teles. Todas as sessões decorrem pelas 21h30 e a entrada é livre.

Luísa Salgueiro deixa presidência do PS de Matosinhos

Luísa Salgueiro terminou as funções como Presidente do Partido Socialista de Matosinhos, anunciou a autarca nas redes sociais.

"Na sequência da minha eleição para o Secretariado Nacional do Partido Socialista, tornando incompatível o exercício de dois cargos executivos, apresentei a minha renúncia ao cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia do PS Matosinhos, função que exerci durante quatro mandatos consecutivos, com enorme orgulho, dedicação e espírito coletivo, ao serviço de Matosinhos, antecipando assim o fim do meu mandato, que ocorreria em junho." pode ler-se na publicação.

Carlos Mouta, atual vice-presidente da Câmara de Matosinhos, vai assumir assim o cargo de Presidente da Comissão Política Concelhia de Matosinhos.

Marcas do Super Bock Group distinguidas internacionalmente

OSuper Bock Group voltou a ver a sua mestria reconhecida na edição de 2026 do Monde Selection de la Qualité . Num ano marcado por uma forte concorrência internacional, as marcas do grupo não só revalidaram o seu posicionamento de excelência, como elevaram a fasquia ao conquistar três Diamond Trophies, o galardão máximo que premeia a consistência de quem obtém o nível Ouro por

três anos consecutivos.

Os Diamond Trophies foram atribuídos a Super Bock Original, Super Bock 0.0 e Super Bock Sem Glúten, um feito que sublinha a capacidade do grupo em manter padrões de qualidade irrepreensíveis.

A Super Bock continua a fazer história no setor cervejeiro: com a medalha de Ouro deste ano, Super Bock Original alcança 48 medalhas no total, mantendo uma sequência de 43 anos consecutivos a subir ao pódio.

A dinâmica de inovação do grupo também registou resultados relevantes. Super Bock Unfiltered, lançamento exclusivo para o mercado suíço feito em 2025, estreou-se com a medalha de Ouro, provando que as novas tendências de consumo são acom panhadas pelo rigor técnico da marca. Já Super Bock Free Negra evoluiu para a medalha de Ouro, superando a distinção de Nominee Bronze e de Prata) obtida no ano anterior. Paralelamente, as marcas Cristal, Super

https://www.fecharasete.com/pt/home

https://www.instagram.com/fecharasete/ https://www.facebook.com/fecharasete.pt/

ÁREAS DE ATUAÇÃO

Cofres

Fechaduras

Controlos de acesso

Comandos de garagem

Portões e automatismos

Portas e grades de segurança

Bock 0.0, Super Bock Stout, Super Bock Sem Glúten e Super Bock Abadia

APDL e APRAM reforçam a cooperação

A APDL recebeu, a 7 de abril, representantes da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM), dando seguimento ao protocolo de cooperação entre as duas entidades, que visa reforçar a colaboração em transformação digital e inovação tecnológica.

Paula Cabaço, presidente da APRAM, destacou que a parceria permitirá à Madeira beneficiar da experiência de Leixões na gestão operacional e segurança, enquanto contribuirá com o seu conhecimento sobre cruzeiros.

João Pedro Neves, presidente da APDL, sublinhou que o protocolo reforça a

Na Rua Álvaro Castelões, em Matosinhos, há uma pequena oficina que resiste ao tempo. Lá dentro, entre o cheiro do couro e o som ritmado das ferramentas, trabalha o Sr. Manuel — um homem que dedica a vida ao mesmo ofício há mais de meio século. Começou cedo, demasiado cedo para os padrões de hoje. Tinha apenas 12 anos quando começou a acompanhar o pai, observando cada gesto, cada corte, cada ponto. No início, era apenas curiosidade de criança; depois, tornou-se hábito. E, sem dar por isso, ficou. O que começou como aprendizagem transformou-se num vínculo profundo — quase como um primeiro amor, daqueles que não se explicam, apenas se vivem. Ao longo dos anos, o Sr. Manuel fez da sua oficina um mundo completo. Ali, não há apenas consertos: há criação. Faz sapatos do zero, moldados à mão e à medida de quem os vai usar. Faz malas, remendos, ajustes — “faz de tudo”, como diz com simplicidade, mas com um orgulho discreto. Cada peça que sai das suas mãos carrega tempo, técnica e uma herança que não veio de livros, mas de ensinamentos passados de pai para filho.

Quando o pai morreu, há cerca de 30

comercialização dos produtos 4PORTS e a cooperação entre administrações portuárias. O acordo abrange áreas como gestão portuária, sistemas de informação, cibersegurança e inovação tecnológica, e a APDL disponibilizará as aplicações 4Planning, para planeamento e monitoramento do tráfego portuário; 4Watch, para controlo em tempo real das operações; e LiveMap, para visualização da atividade marítima e status das embarcações. Estas soluções, já implementadas em Leixões, serão adaptadas à realidade da Madeira com o contributo da APRAM, especialmente na operação de cruzeiros.

aquele espaço ao seu lado. E isso pesa. Não pelo trabalho — que garante conseguir dar conta — mas pela ausência de continuidade. Para ele, o maior problema não é o esforço, é o silêncio que fica quando não há quem aprenda.

O mundo também mudou à sua volta. Antes, tudo era feito à mão; hoje, as máquinas ajudam, aceleram, substituem gestos. Ele adaptou-se, aprendeu a usá-las, mas sabe que cada máquina exige conhecimento — “cada máquina é um homem”, diz.

Ainda assim, sente que algo se perdeu: o tempo, o cuidado, a durabilidade. Hoje há sapatos baratos, feitos para durar pouco.

“Há sapatos a 10 euros que é para deitar fora”, comenta, com a experiência de quem sabe distinguir qualidade ao primeiro toque. Apesar de tudo, há algo que se mantém intacto: as pessoas. O Sr. Manuel gosta do contacto, das conversas, das histórias

Uma Arte nas Mãos, um Ofício em Risco

que entram pela porta juntamente com os clientes. Para ele, quem ali entra deixa de ser apenas cliente — passa a ser quase família. Recebe todos da mesma forma, com respeito, independentemente de quem são ou do que trazem para consertar.

Mas há dias em que a oficina fica mais silenciosa do que devia. Menos pessoas entram, menos pedidos aparecem. E ele sabe o que isso significa. A arte que aprendeu, que aperfeiçoou, que vive todos os dias, está a desaparecer lentamente. Não vê quem a continue, não vê futuro para aquilo que sempre foi o seu presente. Ainda assim, continua. Abre a porta todos os dias, pega nas ferramentas e trabalha como sempre fez. Porque, para o Sr. Manuel, ser sapateiro não é apenas uma profissão — é uma forma de estar, uma identidade que não se abandona.

E enquanto puder, ficará ali. Até não poder mais.

PROVAS

As “provas de ensaio” que o ministério obriga as escolas a fazerem são sempre uma oportunidade de “treino” para todos, por isso não há muito que questionar, enquanto “mera prática de ensaio”. No entanto, importa efetuar algumas reflexões acerca de tudo que está envolvido no processo de avaliação externa dos alunos. Com efeito, as provas e exames no ensino básico são um dos temas mais controversos na educação. Enquanto uns as veem como um “termómetro” necessário para a qualidade do ensino, outros consideram que elas reduzem a aprendizagem a uma memorização temporária. Efetivamente, subjacente a esta prática, ousamos afirmar que se encontram dois conceitos antagónicos que, de alguma formam, condicionam o modo de pensar dos seus defensores e assim sendo, a postura face às provas e exames. Estamos a falar de “competição” e “cooperação”. O mundo (infelizmente) está formatado para a competição, refletindo-se em todo o sistema escolar essa mesma premissa. Um mundo que, ao optar por esse caminho, tem conduzido a um processo “pouco saudável” de “felicidade para todos”, pois alguns exemplos – guerra, fome, exclusão social - não são nada abonatórios para os seres humanos. A Escola, sendo uma instituição pela qual passam todos os seres humanos, tem a “obrigação”, de ter uma atuação assertiva e diferenciada do caminho que tem vindo a percorrer, para a (re)construção de um “outro mundo. O caminho que se tem seguido, ao longo dos séculos, tem trazido os mesmos resultados, apenas em escalas diferentes, mal seria se não existissem algumas melhorias sociais, porém (muito) insuficientes. Não somos totalmente céticos quanto a algum papel que as provas possam desempenhar e, quando bem utilizadas, podem constituir uma mais-valia para o mundo escolar. Pensamos, nomeadamente, de entre outras vantagens: permitirem em medir o nível de conhecimento de todos os alunos sob as mesmas condições, o que ajuda a identificar desigualdades entre diferentes escolas ou regiões; fornecerem dados imediatos aos professores sobre quais os conteúdos que não foram bem compreendidos pela turma, permitindo desse modo um ajuste na planificação; introduzirem o aluno à gestão do tempo, ao foco e à resiliência sob pressão, competências que serão exigidas em etapas futuras; reduzirem a subjetividade da avaliação, garantindo que o resultado se baseia no desempenho demonstrado num momento específico. Porém, consideramos que as referidas vantagens só fazem sentido se, forem todas percecionadas numa dinâmica formativa, onde o objetivo é potencializar a individualidade de cada um e nunca numa perspetiva associada a uma “nota”. Na realidade, no mundo de hoje das escolas, as provas apresentam uma “conotação negativa”, porque a existência de um uso excessivo de provas gera efeitos colaterais negativos no desenvolvimento da criança, como sejam, de entre outros: o “ensino para o exame”, onde professores e alunos se focam apenas no que “sai na prova”, deixando de lado a criatividade, o pensamento crítico e as artes; a pressão das provas pode gerar aversão à escola, distúrbios de sono e queda na autoestima, especialmente em alunos com ritmos de aprendizagem diferentes; muitos alunos estudam apenas para “passar”. Após a prova, ocorre o chamado “despejo de informação”, onde o conhecimento não é consolidado na memória de longo prazo; provas padronizadas muitas vezes não consideram o contexto cultural e socioeconómico do aluno, acabando por punir aqueles que não têm apoio extra ou recursos em casa. Ousamos afirmar que existem provas a mais para os mais jovens, fase onde se devia valorizar o “caminho da cooperação”. Para todos os outros jovens das nossas escolas as provas deviam ser integradas no sistema da avaliação formativa, significando que a “nota da prova” não deve ser o fim do processo, mas sim um ponto de partida. Importa caminhar noutro sentido, onde a cooperação seja a tónica dominante num sistema de ensino que forme jovens num “sistema holístico” e não os reduza a “números” diferenciados apenas pela componente cognitiva.

Passeio Sénior de Matosinhos regressa em maio com cruzeiros no Douro

Investidos mais 11,6 milhões de euros em escolas do concelho

Matosinhos vai investir mais 11,6 milhões de euros na requalificação de duas escolas do concelho.

Os projetos de requalificação e reabilitação da Escola Básica Dr. José Domingues dos Santos, em Lavra, e da Escola Básica de Leça do Balio foram aprovados em reunião de câmara do executivo.

O projeto referente à Escola Básica Dr. José Domingues dos Santos representa um investimento total de 5,1 milhões de euros e a intervenção prevê a renovação integral dos edifícios, a melhoria da eficiência energética, a modernização das salas de aula e dos espaços comuns, o reforço das condições de acessibilidade e a criação de ambientes educativos mais

ACâmara Municipal de Matosinhos vai retomar, já no mês de maio, o já habitual Passeio Sénior, direcionado aos munícipes com mais de 60 anos.

A edição de 2026 vai proporcionar um dia de convívio a todos os participantes, a bordo de um cruzeiro no Rio Douro, começando no Cais de Gaia e terminando em Entre-os-Rios.

O passeio decorrerá em várias datas, organizadas por freguesia: 6 de maio –Matosinhos. 7 de maio – Guifões, 8 de maio – Leça do Balio, 13 de maio – Perafita, 14 de maio – Senhora da Hora, 15 de maio – Custóias, 11 de junho – Leça da Palmeira, 16 de junho – São Mamede de Infesta, 17 de junho – Lavra e 19 de junho – Santa Cruz do Bispo. Cada passeio contará com uma lotação máxima de 550 participantes. As inscrições deverão ser realizadas presencialmente nas respetivas Juntas de Freguesia, até cinco dias úteis antes da data correspondente. Para mais informações, os interessados podem contactar através do email geracoes@ cm-matosinhos.pt.

adequados às exigências pedagógicas atuais.

Já a requalificação da Escola Básica de Leça do Balio corresponde a um investimento global de 6,5 milhões de euros que contempla uma intervenção profunda no edifício escolar, a reorganização funcional dos espaços, a melhoria das condições térmicas e acústicas, o reforço da segurança e a modernização das infraestruturas de apoio à atividade letiva. Estas duas intervenções juntam-se a outras quatro com projetos já aprovados - EB 2/3 da Barranha, a EB 2/3 Maria Manuela Sá e a EB 2/3 Irmãos Passos e EB 2/3 de Custóias — a aguardar apreciação das candidaturas, num investimento total que ultrapassa os 40 milhões de euros.

Sindicatos dos Trabalhadores Portuários elegem novos Órgaõs Sociais para 2026/2029

Nos dias 28 e 29 de abril, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores Portuários (FNSTP) reuniu-se com representantes sindicais de todo o país. O encontro teve lugar no Tryp Porto Expo Hotel, em Leça da Palmeira, servindo de palco para o debate de temas centrais do setor e para a definição da nova estrutura diretiva.

A Assembleia Geral Ordinária arrancou pela manhã do dia 28, com uma intervenção do Dr. Nuno David Silva, diretor-geral da Yilport Ibérica. A sessão seguiu com testemunhos dos vários sindicatos, que inclui Leixões, Aveiro, Sines, Caniçal (Madeira), Figueira da Foz, e Ponta Delgada, Praia da Vitória e Horta (Açores). Foi ainda aprovado com unanimidade o Relatório e Contas da instituição.

de Leixões, terminando o dia com uma reunião com a direção da FEDPORMAR. No dia 29, foi a vez da Assembleia Eleitoral. Contados os votos, a Assembleia-Geral passa a ser presidida por Américo Vieira, tendo João Paulo Rodrigues como vice-presidente e Wilson como secretário. Para a Comissão de Fiscalização, foram eleitos José Vicente como presidente, Bruno Lima como relator e Orlando Miguel como secretário. Por fim, a Direção será liderada novamente Aristides Peixoto na presidência, apoiado pelo vice-presidente Martinho Pinho e pelo secretário Luís Peixoto. Tomada a posse dos eleitos, foi aprovado o Programa de Ação para o quadriénio 26/29. O dia terminou com uma sentida homenagem a Manuela, pelos longos anos

João Madureira

Gestor de Marketing e Vendas

A ECONOMIA DO QUE NÃO SE REPÕE

Matosinhos tem o mar à porta. Não apenas como metáfora, mas como facto em si mesmo. A praia, o porto, o horizonte. É um privilégio que a maioria das cidades não tem e que, como todos os privilégios, por vezes se esquece depressa.

A economia azul é o nome técnico para algo que aqui sempre existiu sem nome, viver do mar respeitando-o e preservando-o, respeitando também a sua envolvente. O problema é que fica bem em conferências e raramente sai delas. Muito se tem falado em transformação da paisagem, urge no presente uma maior consciência e escrutínio por parte dos agentes e populações. Portugal tem umas das maiores zonas económicas exclusivas da Europa. Somos pequenos em terra e imensos no mar. Essa assimetria devia dizer-nos algo sobre como tratamos o litoral. Nem sempre diz. Leça da Palmeira sabe o que isso é. O farol ali está, há décadas, para orientar quem chega e quem parte. A relação com o mar nunca foi de fins de semana, foi de sustento, de risco, de uma identidade que se foi sedimentando devagar, mas com uma estratigrafia exata e bem definida. A piscina das Marés de Álvaro Siza Vieira, encaixada nas rochas como se sempre estivesse estado ali, ficou porque alguém percebeu que intervir num lugar não é dominá-lo. Esse sábio entendimento não é assim tão frequente. A paisagem não é cenário. É memória coletiva, é o que os olhos aprendem a reconhecer desde cedo e que o corpo guarda sem saber. A costa muda devagar e por isso engana. A certa altura aquilo que sempre esteve ali já não está. A paisagem familiar de sempre que, a certa altura já não se reconhece. As comunidades sentem essa perda antes de a conseguirem nomear, e quando a nomeiam já há pouco a fazer e quem conhece aquele mar por dentro raramente é ouvido. Preservar o que os nossos olhos veem não é nostalgia. É responsabilidade para com as gerações vindouras. Que se pense e trabalhe em projetos de visão aliados ao equilíbrio. Esse respeito e a chave para uma harmonia coletiva. As civilizações definem-se tanto pelo que constroem como pelo que decidem não destruir. O que está em jogo não é abstrato. É caráter de um lugar, a sua

Nuno Ferreira

Empresário 910857380

Carlos Mouta candidata-se à liderança do PS de Matosinhos

Carlos Mouta, vice-presidente da autarquia, é candidato à presidência da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Matosinhos, sob o lema “Nós, Matosinhos – Futuro com História”.

Carlos Mouta foi Vice-Presidente da Comissão Política Concelhia do PS de Matosinhos desde 2018, tendo trabalhado de forma próxima com Luísa Salgueiro. É também membro da Comissão Nacional do Partido Socialista e membro da Comissão Política Distrital do PS. Entre 2017 e 2021, foi Administrador da ULS de Matosinhos, marcado pelo combate

Saber que DIREITOS temos enquanto consumidores de bens e serviços é o primeiro passo para sermos cidadãos mais ativos, interventivos e participativos.

TUDO A QUE TENS DIREITO

é o projeto da DECO que pretende tornar os serviços de informação e apoio ao consumidor mais acessíveis e próximos em todo o território nacional. O objetivo é simples e urgente: garantir que todos os cidadãos tenham acesso facilitado à informação, ao apoio, ao aconselhamento e à resolução de problemas de consumo.

O aumento do custo de vida? As faturas elevadas? Problemas diversos com as garantias de equipamentos, ou o crédito à habitação? SMS fraudulentas nos telemóveis? Estas são algumas das dificuldades que os consumidores enfrentam diariamente pelo que, sem informação rigorosa, mas simples, e apoio personalizado, não as conseguem solucionar. Pretendendo levar os direitos do consumidor até ao quotidiano de todos os cidadãos, TUDO A QUE TENS DIREITO aposta numa abordagem inovadora que combina proximidade local, comunicação clara e ao serviço dos cidadãos.

A DECO, proporciona aos consumidores a oportunidade de:

Em meu nome Nuno Ferreira, como atleta e patrocinador e do representante da Team Neukick Irineu Fernandes, queremos deixar um agradecimento muito especial ao Dr. Carlos Mouta, vice-presidente da Câmara, ao Dr. Nuno Matos vereador da Câmara Municipal de Matosinhos e ao Presidente da Junta de Leça da Palmeira. A vossa presença significou muito para nós. O apoio que têm dado aos nossos atletas e, principalmente, aos nossos meninos, faz toda a diferença no crescimento deles — não só como desportistas, mas como pessoas. O desporto é escola de vida: ensina respeito, disciplina e superação. E é com exemplos como o vosso que continuamos a acreditar e a crescer. Campeonato Regional Norte de Systema

Combat, realizado no passado dia 25 de abril de 2026, no Pavilhão Gimnodesportivo de Arada, Ovar.

O evento contou com a participação de várias equipas e atletas de diferentes escalões, promovendo a prática desportiva e o desenvolvimento da modalidade.

A Associação Team NeuKick Norte sagrou-se Campeã Regional por clubes, com um total de 26 pontos, tendo obtido os seguintes resultados individuais: Iniciados (-40kg): Campeão Regional: Vasco Fernandes; Juvenis (-34kg): Campeão Regional: Pedro Crista; Juvenis (-42kg): Campeão Regional: Duarte Silva, Campeã Regional: Inês Silva, Vice-Campeão Regional: Francisco Martins; Juvenis (-46kg): Campeão Regional: Diogo

Adrega, Vice-Campeão Regional: Tomás Miranda; Juvenis (-54kg): 3º Classificado: André Job; Juvenis (-74kg): Campeão Regional: Rafael Mendes; Juvenis (+74kg): Campeã Regional: Ana Rita Job; Seniores (-70kg): Campeã Regional: Letícia Crista; Seniores (-88kg): Vice-Campeão Regional: Pedro Queiroz; Veteranos (-66kg): Campeão Regional: Rodrigo Martins; Veteranos (-88kg): Campeão Regional: Miguel Job; Classificação Coletiva por Clubes: 1º Lugar: Associação Team NeuKick Norte – 26 pontos. Este evento reforçou o papel do concelho de Matosinhos e da freguesia de Leça da Palmeira na promoção do desporto e na dinamização de iniciativas que envolvem a comunidade

à pandemia de COVID-19. Desde 2021, Carlos Mouta exerce funções como Vice-Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos.

“Esta candidatura nasce da vontade de manter unido o Partido Socialista de Matosinhos em torno de um projeto exigente, participado e preparado para o futuro, honrando uma história coletiva que muito deu ao concelho”, afirma Carlos Mouta.

A candidatura de Carlos Mouta tem como mandatária Luísa Salgueiro.

• Conhecer os seus direitos e saber como exercê-los;

• Ter aconselhamento para se sentir mais confiante nas suas decisões.

• Ter acesso a apoio especializado para resolver problemas.

Os NOVOS ESPAÇOS DECO

Facilitando o acesso dos consumidores de todo o território nacional aos serviços de informação e apoio da DECO, o projeto apresenta os novos Espaços DECO, potenciando assim a parceria que a Associação tem vindo desenvolver com autarquias em todo o país e agora privilegiando as regiões do interior e do sul do país, onde as populações mais vulneráveis tem mais dificuldade no acesso à informação.

Mas TUDO A QUE TENS DIREITO procura ir mais longe. Este projeto convida outros municípios a juntarem-se à rede de parceiros, recebendo na sua região os Espaços DECO, levando até aos consumidores mais informação sobre os seus direitos com acesso a serviços de informação e apoio, a possibilidade de participar em ações de esclarecimento e sensibilização, materiais informativos diversos e ferramentas digitais.

Nestes Espaços, a DECO, com o Município, informa, apoia, aconselha e capacita os cidadãos, acompanhan-

do-os de perto em todas as questões de consumo.

Também as equipas das autarquias serão diretamente abrangidas pela vontade do projeto em promover o conhecimento e exercício dos direitos dos consumidores, realizando-se para esse fim diversas ações de capacitação dirigidas a técnicos municipais e de outras organizações locais. A DECO alarga a sua intervenção e estende a ação da defesa dos consumidores aos mais diversos agentes locais.

ROADSHOW

Para dar a conhecer TUDO A QUE TENS DIREITO, a DECO em parceria com os municípios, vai percorrer diversas regiões do País. Entre abril e junho, a unidade móvel da DECO desloca-se a dezenas de cidades para apresentar os Espaços DECO aos consumidores, prestar informação e apoio às populações, distribuir materiais informativos, divulgar ferramentas digitais e até surpreender os consumidores com ofertas.

Para estas e mais informações conte com o apoio da DECO: (+351)21 371 0200; linha whatsapp: (+351) 966 449 110 deco@deco.pt; www.deco.pt.

oi anunciado o programa das Festas do Senhor de Matosinhos 2026, que terá lugar de 15 de maio a 7 de junho.

A Procissão Solene em honra do Bom Jesus de Matosinhos será no dia 24 de maio, às 16h00, figurando-se como um dos atos de fé mais emblemáticos da região. Já no dia 26 de maio, feriado municipal, a cidade celebra a Eucaristia Solene às 11h00,.

A música será um dos grandes atrativos, com concertos de entrada livre nos Jardins da Biblioteca Municipal Florbela Espanca. O arranque musical dá-se a 16 de maio, às 22h00, com a energia dos Expensive Soul, seguindo-se o talento de Miguel Araújo no dia 22 de maio, também pelas 22h00.

Na meia-noite de 23 de maio, o Porto

de Leixões será o palco do fogo de artifício. Mais tarde, a 26 de maio, pelas 19h00, o Parque 25 de Abril recebe o tradicional "Fogo de Bonecos". No plano cultural, a Biblioteca Municipal Florbela Espanca acolhe, entre 23 de maio e 11 de julho, a exposição fotográfica “Senhor de Matosinhos, Doces da Romaria”, da autoria de Paulo Calisto. Esta mostra, de entrada gratuita, convida a uma viagem visual pelas iguarias que marcam esta festividade. Para os amantes do trabalho manual, a FaMa – Feira de Artesanato de Matosinhos estará instalada no Jardim Basílio Teles de 15 de maio a 7 de junho. Este espaço será o ponto de encontro ideal para descobrir ofícios tradicionais e a vibrante criatividade local.

Em que consiste o Orfeão de Matosinhos?

OOrfeão de Matosinhos é uma instituição centenária, fundada em 1917, que nasceu com um forte propósito cultural e social. Inicialmente ligado ao canto coral, rapidamente se afirmou como um espaço de encontro e de partilha, aberto a todas as classes sociais. Na sua génese, o Orfeão tinha como missão promover a educação, a comunicação e a cultura através da música. Era um movimento que procurava aproximar as pessoas e democratizar o acesso à arte. Ao longo dos anos, essa missão manteve-se, embora adaptada às exigências de cada época. Hoje, continua a ser um espaço de convívio, criação artística e ligação à comunidade, onde a tradição se cruza com a necessidade de inovação.

Qual é o papel do Orfeão na sociedade atual?

O Orfeão continua a desempenhar um papel importante enquanto ponto de encontro cultural. Mais do que um grupo coral, é uma casa onde se criam relações humanas e se partilham experiências. Atualmente, vivemos uma realidade mais exigente. A comunicação tornou-se mais rápida e superficial, e há menos disponibilidade para atividades presenciais. Por isso, o grande desafio passa por manter viva a tradição, sem perder a capacidade de atrair novas gerações. As associações como o Orfeão são fundamentais para a coesão social. Podem evoluir, adaptar-se e reinventar-se, mas não podem desaparecer.

Quantos sócios tem atualmente o Orfeão?

O Orfeão conta com cerca de 300 sócios. Esses sócios participam ativamente nas atividades?

Nem todos. Muitos mantêm a sua ligação à instituição de forma mais simbólica, continuando como sócios, mas sem presença regular nas atividades. Existe ainda um desafio adicional: nem todos utilizam meios digitais, o que obriga à manutenção de formas tradicionais de comunicação, como o envio de cartas. Apesar disso, procuramos garantir que todos estejam informados e incluídos.

Como é a participação nas atividades promovidas?

A participação varia. Há sócios muito presentes e outros que aparecem pontualmente, muitas vezes acompanhados por familiares. Curiosamente, os sócios mais recentes tendem a ser mais ativos. Apesar das dificuldades, existe um forte sentimento de pertença. Muitos sócios, mesmo ausentes, continuam ligados emocionalmente ao Orfeão.

Que tipo de ambiente procuram criar nos eventos?

Não procuramos eventos massificados. O nosso objetivo é criar momentos de proximidade e partilha, onde as pessoas possam interagir de forma genuína. Um exemplo disso foi a celebração do Dia Mundial da Poesia, onde recebemos cerca de 100 pessoas. Mais do que o número, foi marcante ver o reencontro entre pessoas e a necessidade de contacto humano. Esses momentos ficam na memória e dão-nos motivação para continuar.

O Orfeão que resiste ao tempo pede novas gerações

Presidente do Ofeão de Matosinhos, Rosalina Queirós

Com mais de um século de existência, o Orfeão de Matosinhos é um dos pilares inabaláveis da cultura matosinhense. O NM esteve à conversa com Rosalina Queirós, Presidente da instituição, que nos revelou os desafios de gerir uma estrutura centenária, os planos para o futuro e a estratégia para aproximar as novas gerações.

Como começou a sua ligação ao Orfeão?

A minha ligação começou há cerca de oito anos, quando fui convidada para integrar o coro. Mais tarde, com a saída da direção, o meu marido foi convidado para assumir a presidência, numa fase particularmente difícil, marcada pela pandemia. Após quatro anos, ele deixou o cargo e eu assumi a presidência. É uma responsabilidade grande, mas também um compromisso emocional. O Orfeão “entra-nos na pele” e torna-se difícil abandonar.

Como tem sido liderar uma instituição com tanta história?

É um desafio constante. Liderar o Orfeão exige equilíbrio entre o respeito pelo passado e a necessidade de inovação. Há um património histórico muito forte, com figuras importantes associadas à instituição, o que implica responsabilidade. No entanto, não podemos ficar presos ao passado. É necessário definir uma linha orientadora clara e trabalhar de forma consistente para garantir a continuidade do Orfeão.

Quais são os principais desafios atualmente?

O maior desafio é a renovação geracional. É cada vez mais difícil atrair jovens para o coro e para as atividades culturais. Vivemos num contexto em que os interesses mudaram. A vida é mais acelerada, as rotinas são exigentes e o digital ocupa

grande parte do tempo dos mais novos. Além disso, sentimos uma menor adesão do público masculino.

Porque é que acha que os jovens não aderem tanto?

Os hábitos mudaram profundamente. Antigamente, havia mais interação social presencial e atividades coletivas. Hoje, muitos jovens passam mais tempo em ambientes digitais e têm agendas muito preenchidas com atividades escolares e extracurriculares. Para contrariar isso, temos de criar propostas que façam sentido para eles e que despertem o seu interesse.

O que a motivou pessoalmente a integrar o Orfeão?

Sempre tive uma forte ligação às artes. Gosto de pintar, de fazer teatro, de criar. O Orfeão permitiu-me expressar essa criatividade e, acima de tudo, partilhá-la com os outros. Uma das maiores satisfações é ver o crescimento das pessoas. Há membros que chegaram com dificuldades de expressão e hoje conseguem atuar em palco com confiança. Esse impacto humano é extremamente gratificante.

Tem sentido uma evolução positiva no Orfeão?

Sim, claramente. Temos conseguido aumentar a participação e o envolvimento nas atividades. Um exemplo é o Prémio Literário Santos

Como foi a celebração dos 109 anos do Orfeão?

Foi um momento muito especial. Tivemos casa cheia e a presença de várias entidades e sócios antigos. Um dos momentos mais marcantes foi o hastear da bandeira, acompanhado pelos bombeiros voluntários. Foi uma cerimónia simples, mas com grande significado e emoção.

Que momento destaca como mais marcante?

O orgulho é sempre coletivo. Destaco a evolução do coro e o facto de conseguirmos manter o Orfeão ativo.

Também foi muito significativo levar o grupo de teatro ao palco do Teatro Constantino Nery, em Matosinhos, com uma produção de qualidade, apesar de sermos amadores.

Como é que alguém se pode juntar ao Orfeão?

Qualquer pessoa pode integrar o Orfeão. A quota anual é de 18 euros. As pessoas podem começar por assistir a um ensaio, conhecer o ambiente e participar de forma livre. Não há obrigatoriedade imediata — queremos que se sintam bem e integradas.

Quais são os planos para o futuro?

O objetivo é continuar a crescer e a diversificar a oferta cultural. Queremos atrair novos públicos, especialmente jovens, através de atividades mais dinâmicas e participativas. Ao mesmo tempo, pretendemos manter a identidade do Orfeão e o seu papel na comunidade.

Que mensagem gostaria de deixar à comunidade?

Leça, que passou de seis ou sete participações para 22 obras a concurso no último ano. Isso demonstra um crescimento significativo e uma maior projeção da iniciativa.

Que atividades estão previstas para os próximos tempos?

Temos uma programação bastante diversificada:

• Concurso do Vestido de Chita (integrado nas festas do Senhor de Matosinhos)

• Encontro de Coros

• Uma peça de teatro baseada em “Muito Barulho por Nada”, de William Shakespeare

• Noites temáticas internacionais (como uma noite italiana)

• Eventos culturais, musicais e solidários

Também estamos a apostar em novas iniciativas, como workshops de guitarra e aulas de bateria, para atrair públicos mais jovens.

Convidamos todos a visitar o Orfeão. Tragam ideias, tragam os vossos filhos e netos.

Não queremos ser uma instituição fechada. Queremos crescer com a comunidade e continuar a servir as pessoas. A cultura é um bem essencial — e só faz sentido se for partilhada.

Liderar o Orfeão exige equilíbrio entre o respeito pelo passado e a necessidade de inovação "

O restaurante oferece serviços de restauração com pratos cuidadosamente preparados, atendimento dedicado e comodidades que garantem conforto e conveniência aos clientes.

Lavra recebe a 15ª edição do Encontro de Escolas de Dança Flamenco do Norte

No próximo dia 23 de maio, o Auditório de Lavra transforma-se no epicentro do "duende" e da paixão espanhola com a realização do 15º Encontro de Escolas de Dança Flamenco do Norte. O espetáculo tem início marcado para as 21h00 e promete uma noite de entrega absoluta à arte flamenca. Este evento, que celebra uma década e meia de existência, é uma coprodução da Dance4U Agency e da Baila Passion. O encontro consolidou-se como a principal referência da Dança Flamenca no norte do país, funcionando como uma montra de talento para alunos e profissionais que dedicam

José Henrique Correia Investigador de História Contemporânea | Professor O PORTUGUÊS NA ESCALA GLOBAL: "UMA BATALHA PERDIDA" POR LISBOA?

Impulsionada pelo crescimento demográfico do Brasil e África de língua portuguesa, a língua está agora a evoluir muito além de seu berço europeu. Isso é suficiente para gerar discussão, entre a tentação de lutar para manter as normas existentes, os desafios educacionais e as ambições de influência cultural. Portugal enfrenta uma realidade: perdeu o controlo da sua língua. Álvaro Filho, escritor e jornalista brasileiro, debate o futuro do idioma, por ocasião da publicação de seu livro Eu não falo brasileiro. O português europeu, refere, está destinado a evoluir por razões demográficas: "A luta dos portugueses para 'preservar' a língua é uma batalha perdida. Isso não é apenas por causa dos 200 milhões de falantes de brasileiro, mas também porque, até ao final do século, ainda haverá mais 200 milhões de falantes em África. Num contexto de cerca de meio bilião de falantes de português, Portugal terá apenas 10 milhões – se é que tem tantos assim." Essa luta para manter o padrão português às vezes é dolorosa. Em editorial, Leonídio Paulo Ferreira,jornalista, recorda que "o desafio para Portugal é, portanto, transformar uma língua falada por 27 vezes mais pessoas do que o número dos seus habitantes", ou seja, 270 milhões de falantes de português no total. "A influência cultural é uma alavanca de poder", disse, devendo inspirar-se em França, que "é uma superpotência nesta região". O francês, com 396 milhões de falantes, é de facto "a quarta língua mais falada no mundo e a segunda mais aprendida como língua estrangeira", acrescentando: "Uma política cultural e linguística fortalece o poder de um país. Cria conexões emocionais que influenciam o turismo e o consumo. A França percebeu isso, com a sua rede de escolas secundárias e Alianças francesas." (...)" Não devemos tentar congelar a língua", enfatizou Gregório Duvivier (comediante brasileiro), atualmente em Portugal com um programa que foca precisamente na língua portuguesa e as diferenças linguísticas entre Portugal e Brasil. “ Precisamos pensar seriamente sobre isso, especialmente através da dublagem em português de Portugal. Caso contrário, é possível que os portugueses europeus desapareçam, o que seria uma pena”. A investigadora Ana Catarina Mesquita acredita que, além do peso demográfico dos seus falantes, uma língua também se destaca pela capacidade de produzir conhecimento, inovação e influência. No entanto, o português ainda é pouco usado em ciência e decisões internacionais, que são dominadas pelo inglês. A falta de investimentos consistentes limita a disseminação e o estatuto geral da lingua. O futuro, portanto, depende da vontade política de impô-lo como uma linguagem de conhecimento e poder.

II Encontro do Serviço de Psicologia da ULSM

Gabinete de Apoio à Vitima vai nascer em Matosinhos

O Governo prevê abrir em 2026 um Gabinetes de Apoio à Vítima em Matosinhos, com o objetivo de reforçar o combate à violência doméstica e garantir apoio psicológico, jurídico e social mais próximo, gratuito e especializado às vítimas. O anúncio foi feito pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, durante uma audição parlamentar.

A ministra informou também que o Governo reativou o grupo de trabalho sobre as medidas

Oa implementar nas primeiras 72 horas depois de apresentação de uma denúncia por violência doméstica. Será ainda criada uma linha de atendimento permanente, 24 horas por dia e sete dias por semana, multidisciplinar e multilingue, que o objetivo é que esteja operacional em setembro. Santarém e Açores são os outros dois sítios que vão ter um GAV.

Auditório da Unidade Local de Saúde de Matosinhos vai receber, nos dias 27, 28 e 29 de maio de 2026, o II

Encontro do Serviço de Psicologia da Unidade Local de Saúde de Matosinhos.

Sob o tema “Cuidar Hoje: a Prática Psicológica no Sistema de Saúde Atual”, o evento pretende promover a reflexão e a partilha de experiências sobre os desafios contemporâneos da psicologia no contexto da saúde.

A iniciativa é dirigida a psicólogos, estudantes de Psicologia, profissionais de saúde mental e outros interessados na área, reunindo especialistas para debater práticas, inovação e o papel da psicologia nos cuidados de saúde atuais.

As inscrições para profissionais são de 40€, para estudantes são 25€, sendo que as inscrições para workshops têm o custo de 22€.

Universidade do Porto expande-se para Leça da Palmeira

Um novo Polo da Universidade do Porto(UP) vai nascer em Leça da Palmeira, mais precisamente nos antigos terrenos da refinaria Petrogal.

O anúncio foi feito pelo reitor António Sousa Pereira, na celebração dos 115 anos da UP e a sua despedida do cargo, após cumprir o seu segundo e último mandato.

A obra tem um custo inicial de 30 milhões de euros. Em 2024, circularam informações que o polo teria uma área de 50 hectares e seria dedicado às ciências e engenharias.

Segundo o reitor, o projeto permitirá reforçar a formação e investigação em áreas como energia verde, telecomunicações e tecnologias digitais, sendo considerado fundamental para o futuro da instituição.

Na sua despedida do cargo, António Sousa Pereira destacou a evolução da situação financeira da UP, que as receitas próprias passaram de cerca de 110 milhões de euros em 2018 para 209 milhões em 2024.

A cerimónia contou com a presença de António Costa, presidente do Conselho Europeu, e Pedro Duarte, presidente da Câmara Municipal do Porto.

Alunos de Matosinhos já podem ir para a escola de bicicleta

(DES)MAIO

Os alunos do 1º ciclo do ensino básico de Matosinhos já podem ir para a escola de bicicleta. O projeto “CicloExpressoComboios de Bicicletas” está agora disponível em todos os agrupamentos de escolas do 1.º ciclo do ensino básico do concelho.

Esta iniciativa permite que as crianças se desloquem de casa para a escola de forma segura, acompanhadas por maquinistas habilitados.

O objetivo principal é incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte escolar, promovendo hábitos saudáveis, autonomia infantil, responsabilidade, educação ambiental e atividade física regular.

O projeto organiza percursos semanais com horários e rotas definidos, garantindo a segurança dos participantes. A participação é gratuita e aberta a todos os alunos do 1.º ciclo, mediante inscrição em www. cicloexpresso.pt/inscricoes/matosinhos.

As inscrições permanecem abertas ao longo de todo o ano letivo.

Esta iniciativa foi desenvolvida pelo Município de Matosinhos em parceria com a Cooperativa Bicicultura.

Maio é o mês 5, com 31 dias, tem 744 horas, 44640 minutos e, já agora 2678400 segundos. Segundo o poeta luso Cesário Verde, este mês era peculiar, “Eu vim –não sabes tu? – para gozar em maio, no campo, a quietação banhada de prazer! Não vês, ó descorado, as vestes com que saio, e os júbilos, que abril acaba de trazer? Dia 1, é o Dia do Trabalhador, dia 3, Dia da Mãe, dia 13, dia de Nossa Senhora de Fátima. Em 2024, surgiu um governo que melhorou significativamente a vida das pessoas. Foram devolvidos rendimentos que estavam fechados a sete chaves no cofre do Tio Patinhas. Os cofres estavam cheios, o líder do PSD, abriu-os e devolveu aquilo que era das pessoas. Quando tudo corre bem, os políticos têm tendência a estragar. Em 2026, eis que alguém se lembra, e se, negociássemos um novo pacote laboral? Boa ideia. Não! Quando tudo corre bem, o país prospera como nunca, as pessoas estão felizes, o governo lembra-se, vamos negociar um novo pacote laboral. Pelo que li da ideia inicial, não vi uma única medida que fosse boa para os trabalhadores. Pode ter sido falha minha. Até podia ser uma boa ideia. Mas não. Lembro-me uma vez que fui passear com o meu filho, ele teria uns 6 anos, para o parque da cidade, no Porto, esse pulmão verde, essa joia do Norte. Estavam a fazer atividades para os mais novos, com escalada, com subida às árvores. Olhei para a fila e pensei, boa ideia. Vou esperar. Percebi ao fim de 30 minutos, que até que o meu filho pudesse andar, eu iria esperar cerca de duas horas. Teimoso, decidi esperar. Pensei, já que esperei 30 minutos, vou com a minha em frente. Péssima decisão. Ao fim de 120 minutos, chegou a vez dele. Eu estava cansado. Ele também. Fui para relaxar, estava exausto. Ele vestiu o material de subida, todo equipado, olhou para o cimo da árvore e disse “não quero subir”. E não subiu. Eu pensei, não, vais mesmo subir, nem que seja à força. Duas horas de espera, era o que faltava, pensei eu! Fomos embora sem ele subir, ele fez uma bela e justa birra. Por vezes, na vida temos de tomar decisões. Temos de saber recuar. De ser líderes. Não deveria ter esperado. Má decisão. Por vezes, ficamos reféns das decisões que tomamos, não temos coragem de recuar. Duas horas. Naquele momento não fui um verdadeiro líder. O conferencista americano John C. Maxwell defendia que "o líder não é aquele que sabe o caminho, mas aquele que mostra o caminho."

Voltemos ao pacote laboral. Será que ninguém disse, não vão por aí. Portugal pode evoluir contra a vontade dos trabalhadores? Thomas Edison, o génio da lâmpada dizia que “a melhor visão é a intuição”, aqui neste processo, a intuição diz que é melhor ter uma nova visão sobre o pacote laboral. Voltaire defendia que “conquistar não é suficiente. É preciso saber seduzir”.

Portugal só evoluiu, só prospera, pode enriquecer, sair do rés-do-chão, sob a ação de quem labora. Quem trabalha, gosta de ser valorizado, de poder viver, existe vida para além da labuta, caso contrário, vai haver luta, a oxigenação da economia vai cair, com efeitos imediatos, assim, poderemos estar à beira de um (des)maio.

Carlos Marinho Professor Doutor de Matemática

"Não queremos apenas investir, queremos construir" - a visão da SAD do Leça

Como é que chegou ao Leça FC?

Aligação ao Leça surge de forma indireta, mas acaba por ser construída ao longo de vários anos. O meu braço direito, o André da Silva, já trabalhava no clube e tinha um percurso relevante nas camadas jovens, sendo uma pessoa com quem trabalho há quase uma década. Foi com ele que fui desenvolvendo uma paixão e um projeto comum ligado ao futebol, muito antes de existir qualquer ligação formal a um clube. Esse projeto foi amadurecendo ao longo do tempo, e mais tarde surgiu o contacto do clube. Através do antigo presidente, do Sr. Pinho e do Pedro Vieira, fomos convidados para uma reunião onde nos foi apresentado o estado do Leça. Já existia interesse mútuo e curiosidade sobre quem éramos e o que poderíamos trazer. Foi nesse momento que conheci verdadeiramente o clube. E desde logo percebi que existia aqui uma oportunidade diferente: um clube histórico, com identidade forte, mas num momento de fragilidade competitiva, tendo acabado de descer à 5.ª divisão. Mais do que isso, era um clube com margem de crescimento evidente — aquilo a que eu chamo um “gigante adormecido”. Localização privilegiada, proximidade ao Porto, potencial desportivo e estrutural, mas subaproveitado. Era exatamente esse tipo de projeto que eu procurava: algo que não estivesse já estabilizado ou fechado, mas sim com espaço real para construir.

O que o levou a avançar com o projeto?

O que mais me fez avançar foi a combinação entre potencial e abertura humana. Ou seja, não era apenas o clube em si, mas as pessoas que o lideravam naquele momento.

Havia uma vontade clara de encontrar um parceiro sério e de longo prazo, não apenas alguém que colocasse dinheiro e desaparecesse. E isso é uma das grandes dificuldades no futebol: muitos clubes precisam de investimento, mas não estão preparados para partilhar o controlo ou construir em conjunto. Aqui aconteceu o contrário. Houve uma abertura genuína para construir um projeto conjunto, com liberdade para implementar ideias, estruturar o futebol e profissionalizar áreas que até então não estavam organizadas dessa forma. Isso criou uma base de confiança essencial.

Como se reconstrói a identidade de um clube histórico num dos momentos mais difíceis da sua centenária história? Graças a uma parceria sólida de dez anos com um membro do clube, corria o ano de 2023 quando José Luís Santos assumiu o desafio de liderar um projeto de reestruturação profunda. Para ele, o Leça Futebol Clube é um gigante adormecido com elevado potencial. Hoje vamos conhecer a visão e a estratégia por trás da nova alma dos leceiros.

Sem essa confiança, nenhum projeto desta natureza funciona.

Qual é a diferença entre o presidente da SAD e o presidente do clube?

A diferença principal está na natureza da gestão.

A SAD é responsável pela gestão do futebol sénior enquanto atividade profissional e empresarial. Ou seja, tudo o que diz respeito à equipa principal, contratação de jogadores, staff técnico, performance e gestão desportiva.

Já o clube mantém a sua essência histórica e estrutural: formação, modalidades, património, identidade e ligação à comunidade.

São papéis diferentes, mas profundamente complementares. O problema surge quando essas fronteiras começam a ser ultrapassadas.

No nosso caso, sempre existiu uma lógica muito clara: existe apenas um Leça. Não há “clube contra SAD”, nem duas entidades a competir entre si. Isso foi fundamental para evitar conflitos e garantir estabilidade. Tivemos inclusive experiências anteriores no clube que não correram bem, com projetos de SAD que falharam e deixaram alguma desconfiança. Por isso, foi essencial reconstruir essa confiança com tempo, seriedade e consistência. Que realidade

encontrou na SAD?

A realidade que encontrei era bastante complexa e delicada.

Na prática, era difícil separar o que era clube e o que era SAD, porque devido a incumprimentos anteriores, o clube acabou por assumir também responsabilidades da gestão da SAD. Isso criou uma situação em que as contas estavam profundamente interligadas.

O clube tinha dificuldades sérias, com penhoras e injunções em curso, e a situação era tão frágil que, antes mesmo da formalização completa da entrada, foi necessário intervir financeiramente para evitar um cenário mais grave, que poderia levar à falência.

Na altura, se algumas dessas situações avançassem, o clube poderia até perder capacidade de inscrição competitiva, o que teria consequências muito sérias. Hoje, felizmente, a situação está estabilizada. Ainda existe um dossiê financeiro pesado, nomeadamente dívidas à Segurança Social e ao Fisco, mas deixou de ser uma situação fora de controlo. Passou a ser uma situação gerível e em acompanhamento permanente.

Qual é o modelo de sustentabilidade da SAD?

O nosso modelo é baseado na profissionalização e no investimento sustentado. Temos uma estrutura completamente

tamentos técnicos, comunicação, marketing e performance. Acreditamos que, para crescer, o clube não pode depender apenas

Por isso, grande parte do investimento não está apenas no plantel, mas sim em tudo o que o envolve: pessoas, infraestruturas, Temos parcerias externas, nomeadamente ao nível de treino e ginásio, e estamos

constantemente a trabalhar para melhorar essas condições.

A nossa visão não é emocional nem reativa. Evitamos decisões tomadas apenas por resultados de curto prazo, como contratar jogadores em “desespero” para salvar épocas. Isso cria instabilidade e compromete o futuro.

Preferimos um modelo sustentável, onde o clube cresce de forma estruturada, valorizando jogadores e criando ativos.

O objetivo é simples: construir valor dentro e fora de campo.

Que tipo de plantel procuram construir?

Procuramos sempre um equilíbrio muito claro.

Um plantel não pode ser homogéneo.

Se tiver apenas jogadores jovens, falta experiência. Se tiver apenas jogadores experientes, falta intensidade e futuro.

O equilíbrio é essencial.

Trabalhamos com uma média de idades equilibrada, onde convivem jogadores em início de carreira, atletas em fase de afirmação e jogadores com experiência consolidada.

Esse equilíbrio permite estabilidade emocional dentro do grupo, especialmente em momentos de maior pressão competitiva.

Também valorizamos perfis diferentes: jogadores com potencial de crescimento, outros com impacto imediato e alguns com perfil de liderança.

Uma eventual subida à Liga 3 altera o planeamento da SAD?

Não altera de forma estrutural. O nosso modelo foi construído sempre a pensar um passo à frente. Ou seja, não trabalhamos apenas para o campeonato em que estamos, mas já com exigências do patamar seguinte em mente. Do ponto de vista estrutural, o clube já está preparado para competir na Liga 3. Não seria necessário reinventar o projeto. Aliás, a subida pode até facilitar alguns processos, nomeadamente na captação de jogadores, porque o contexto competitivo torna-se mais atrativo e permite reduzir algumas dificuldades de recrutamento. Em termos financeiros, também não esperamos uma diferença radical, porque muitas vezes já é necessário investir para convencer jogadores a vir para o Campeonato de Portugal.

Qual foi a maior transformação desde 2023?

O maior orgulho não está apenas nas infraestruturas ou no crescimento desportivo, mas sobretudo na mudança de perceção do clube.

Quando chegámos, o Leça era um clube com identidade, mas com alguma perda de orgulho e ligação emocional por parte da comunidade.

Hoje isso mudou completamente. As pessoas voltaram a dizer com orgulho que são do Leça. Os miúdos levam a camisola do clube para a escola. O clube voltou a ser respeitado. Essa transformação cultural e emocional é, para mim, o maior sucesso de todos.

Mensagem final aos adeptos

A mensagem é de continuidade e confiança.

Sabemos que o futebol vive de resultados e exigência, mas o caminho não pode ser avaliado apenas por vitórias ou derrotas imediatas. O projeto está a ser construído a médio e longo prazo, e vai ter altos e baixos. O importante é manter o apoio, acreditar até ao fim e não abandonar o clube nos momentos menos bons.

A energia dos adeptos é fundamental e chega diretamente ao campo. Por isso, mais do que nunca, precisamos dessa ligação forte com o Leça.

Presidente da SAD, José Luís Santos

ATÉ AO FIM!

Abril trouxe ao Sporting um daqueles testes que separam promessas de certezas. Com um calendário apertado e adversários de diferentes exigências, a equipa leonina atravessou o mês entre a afirmação interna e a ambição europeia, revelando sinais claros de maturidade competitiva.

Na Liga dos Campeões, o Sporting entrou em campo com personalidade, sem complexos, discutindo cada jogo olhos nos olhos com adversários de outro patamar de experiência. Houve momentos de grande qualidade coletiva, circulação segura e uma pressão alta que, por vezes, encostou equipas mais rotinadas às cordas. No entanto, como tantas vezes acontece nestas noites europeias, os detalhes fizeram a diferença. Uma desconcentração, um erro mínimo ou a frieza do adversário em momentos-chave acabaram por pesar. Ainda assim, ficou a ideia de uma equipa em crescimento, cada vez mais confortável neste palco exigente e que poderia ter ultrapassado um Arsenal de grande prestígio.

No campeonato, o Sporting mantendo-se firme na luta pelos primeiros lugares quase até às últimas jornadas, acabou por derrapar. O dérbi entre Sporting e Benfica foi um retrato fiel da rivalidade: intenso, emotivo e decidido nos detalhes. O Sporting entrou mais afirmativo, procurando controlar o jogo com posse e pressão alta, enquanto o Benfica respondeu com transições rápidas e pragmatismo. As ocasiões dividiram-se, os duelos foram constantes e o ritmo raramente

Depois de o Porto ter perdido duas oportunidades para se afastar dos perseguidores com os empates com o Benfica e o Famalicão foi o jogo do Sporting x Benfica que veio criar a diferença de 7 pontos para o Benfica (segundo classificado) e 8 pontos para o Sporting embora este com menos um jogo terceiro classificado.

Depois o SCP empata dois jogos com os últimos classificados (o AVES e o TONDELA) e atrasa-se para 9 pontos do FCP e dois para o SLB.

Agora faltam 3 jogos e 12 pontos em jogo e o Porto precisa de ganhar um jogo para ser CAMPEÃO.

O Porto nunca mostrou ter os melhores jogadores e ser a equipa que jogava mais e mais bonito, longe dos tempos em que ganhava cá e lá fora com jogadores que

abrandou. No fim, mais do que a exibição, prevaleceu a eficácia — porque nestes jogos, onde tudo se equivale, é quase sempre um momento isolado que faz a diferença e inclina o resultado. Aqui, o Sporting disse adeus ao campeonato!

Já na Taça de Portugal, o percurso foi marcado pela intensidade típica das eliminatórias. Aqui, mais do que jogar bem, foi essencial saber competir — e o Sporting mostrou exatamente isso. No confronto da Taça de Portugal frente ao FC Porto, o Sporting CP mostrou maturidade competitiva num jogo intenso e equilibrado. A equipa leonina nunca perdeu organização nem clareza, resistindo à pressão portista e esperando pelo momento certo. O empate surgiu com oportunidade e eficácia, premiando a resiliência e a capacidade de sofrer. Num duelo decidido nos detalhes, o golo da primeira volta acabou por valer mais do que o resultado em si: garantiu a passagem à final da Taça de Portugal, a terceira consecutiva. No balanço global, abril deixou um Sporting competitivo em todas as frentes. Não foi um mês perfeito, mas foi esclarecedor: esta é uma equipa com identidade, ambição e margem de crescimento. Mais do que os resultados imediatos, ficou a sensação de um projeto sólido, capaz de olhar para o futuro com confiança e de discutir títulos com argumentos cada vez mais consistentes. Sporting entre os melhores da Europa!

A BOLA 1904

Finalmente uma alegria a nível das competições internas, leia-se a vitória no derby eterno. Num jogo bem disputado, que constituiu um bom espetáculo de futebol, viu-se um Benfica ainda distante da intensidade futebolística pretendida, mas que a espaços soube pressionar a todo o campo mostrando ao que vinha. Um penalti falhado pelo Sporting, após defesa de Trubin, e um golo invalidado nos descontos, a Rafael Nel, por fora de jogo, foram preciosos para o desfecho final mantendo acesa uma luz ao fundo do túnel no que ao segundo lugar diz respeito. No final fomos capazes de manter a invencibilidade que se na prática não garante nenhum título pelo menos serve de alguma consolação. O jogo com o Moreirense foi um pouco mais do mesmo, ou seja, após o golo obtido, muito bem António Silva, entramos no habitual deixa andar que mais cedo ou mais tarde as coisas se vão resolver parecendo não existir ambição de ir mais além. A resposta da equipa adversária não demorou e foi o nosso guarda-redes que adiou por mais de uma vez o empate. De resto não me parece admissível que em vantagem no marcador e após um canto a nosso favor se deixe um jogador adversário na situação de um contra um com o nosso defensor, Dahl, no que resultou, após falhanço clamoroso do sueco, o golo adversário. A este propósito não posso deixar de referir, novamente, a questão da falta de intensidade que desta vez mereceu um forte reparo de Mourinho,

faziam exibições de LUCHO, e, não me falem de TORRADAS e MEIAS DE LEITE. Longe vão os tempos do João Pinto, Secretário, Fernando Gomes, Secretário, Futre, Vitor Baía, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Maniche, Bruno Alves, Quaresma, Falcão, Lucho, Aloísio, Branco, Pepe, Jardel, Sérgio Conceição, Deco, Lisandro....... Mas nesta época foi a equipa que mostrou mais garra e ganhou na vontade de lutar e de querer ganhar. Teve altos e baixos, jogos em que mostrou debilidades e falta de jogadores capazes de resolver os desafios, mas, foi sempre unida e com uma vontade grande de ganhar a correr e a lutar muito. Agora vai entrar o mês de Maio e o Porto vai ter que ganhar um jogo para haver CAMPEÃO.

após desagrado público de Lukebakio por ter sido substituído, ao acusar o jogador de não recuar no auxílio ao setor mais recuado o que no futebol atual não é admissível. Ora compete relembrar os contornos da sua aquisição, feita em cima do fecho do mercado, que passaram pela contratação de um jogador lesionado, que necessitou de algum tempo de recuperação para poder voltar a jogar. Pergunta-se: Quem deu luz verde à saída atribulada e a preço de saldo de Akturkoglu sem existir uma alternativa credível para o lugar? Era este o perfil de extremo que se procurava? Foi estudado com a atenção devida a fim de encaixar no tipo de futebol que a equipa queria desenvolver, ou, por falta de alternativas, e à última da hora, era quem estava disponível? E a reflexão, desculpem-me a repetição face à última crónica, é mais do que premente porque me parece que estamos novamente enredados em hesitações, desde logo sobre o técnico para 2026-27, que vão necessariamente atrasar a definição do perfil dos jogadores a contratar e a dispensar emergindo novamente uma série de procedimentos errados que terão repercussão negativa durante a próxima época. Termino com uma saudação ao departamento jurídico do Benfica pelo seu profissionalismo no que diz respeito ao processo “Saco azul” atirando-o para o caixote do lixo da História.

Matosinhos City Race invade as ruas

A 8ª edição da Matosinhos City Race vai percorrer as ruas do concelho a 9 e 10 de maio.

O evento vai contar com uma etapa inclusiva de Orientação adaptada e mais uma vez vai inovar com a realização de uma prova indoor.

No dia 9 de maio, pelas 16:30, será o Sprint Indoor, na Escola Básica, Engenheiro Fernando Pinto de Oliveira, em Leça da Palmeira.

A 10 de maio, pelas 10:00, será a vez da Matosinhos

City Race & Orientação adaptada, na Escola Secundária Augusto Gomes. A organização estará a cargo do Grupo Desportivo dos 4 Caminhos de Matosinhos em parceria com a Câmara Municipal de Matosinhos e a Federação Portuguesa de Orientação. Esta prova é também ela uma homenagem a Sálvio Nora, um matosinhense com uma grande ligação ao desporto.

JOÃO REGUFE
PAULO FERREIRA
PAULO MENGO
ROLA

Campeonato Distrital de Patinagem Artística

Maria Salgado e Francisco Ordonhas vencem em Leça da Palmeira

Maria Salgado e Francisco Ordonhas conquistaram, na praia de Leça da Palmeira, o triunfo no Go Chill Porto Pro, segunda etapa da Liga MEO Surf 2026. Foi um fim de semana de domínio absoluto por parte dos dois atletas, que repetiram as vitórias alcançadas na etapa inaugural, na Figueira da Foz, e assim se isolaram na liderança dos respetivos rankings, afirmando-se como os principais candidatos aos títulos nacionais de surf.

A presença de nevoeiro pela manhã na praia de Leça da Palmeira atrapalhou o retomar da ação para o dia final do Go Chill Porto Pro, o que viria a acontecer apenas ao início da tarde. Após várias rondas e baterias, as finais começaram com uma surpresa, com a jovem nortenha Teresa Pereira alcançar a primeira final na Liga MEO Surf e transformando-se na primeira surfista do Porto a chegar a uma final, a defrontar Maria Salgado, que venceria a final com 10,85 contra

8,15 pontos. Do lado masculino, Francisco Ordonhas venceu o duelo frente a Afonso Antunes, com 16,25 pontos contra os 13,75 pontos do vencedor de 2022.

Tanto Maria Salgado como Francisco Ordonhas conseguiram a primeira vitória no Porto e Matosinhos, além de terem somado a segunda vitória em outras tantas etapas na presente temporada e conseguido, igualmente, a quarta vitória da carreira em etapas da Liga MEO Surf. Todas as etapas foram transmitidas em direto na Sport TV, assim como nos restantes meios oficiais: Youtube do MEO, app do MEO.

A Liga MEO Surf 2026 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas, com o apoio local do Município do Porto, do Município de Matosinhos e da Matosinhos Sport e o apoio técnico da Onda Pura Surf Center e da Federação Portuguesa de Surf.

Entre os dias 24 e 26 de abril, o Pavilhão Municipal de Custóias recebeu a etapa final do Campeonato Distrital de Patinagem Artística.

Depois de uma primeira fase realizada em Leça do Balio, esta última etapa reuniu atletas e clubes num ambiente de grande emoção, com destaque para o Rolar Matosinhos, que conquistou o 1.º lugar em Patinagem Artística, Solo Dance e Pares.

Ao longo dos três dias de competição, atletas, treinadores e público viveram momentos de grande emoção, num verdadeiro espetáculo de técnica, expressão e superação.

O evento ficou também marcado por um momento especial com a presença da Luísa Santiago, atleta do rolar, que sofre neste momento de uma doença oncológica. É um verdadeiro exemplo de coragem e força, que emocionou todos os presentes.

Matosinhos entrega 64 casas a famílias no 25 de abril

Matosinhos assinalou o 25 de Abril com a entrega de 64 habitações a famílias do concelho, no âmbito da inauguração do Conjunto Habitacional Teixeira de Melo. O projeto, financiado pelo PRR e com um investimento de cerca de 8,7 milhões de euros, reforça a aposta do município no acesso à habitação digna. Durante a cerimónia, a Vereadora da habitação e Presidente do Conselho de Administração da MatosinhosHabit, Manuela Álvares, destacou o significado da iniciativa, afirmando que “não entregamos apenas chaves, entregamos esperança”, sublinhando o impacto direto na vida das famílias.

O novo conjunto inclui habitações T1, T2 e T3, com zonas verdes, espaços exteriores qualificados e soluções de eficiência energética.

MatosinhosHabit dá voz à comunidade para celebrar o 25 de abril

A MatosinhosHabit celebrou a Revolução dos Cravos com uma iniciativa que deu voz a moradores/ as, trabalhadores/as e membros do Conselho de Administração, promovendo a partilha de memórias e reflexões sobre a data. A ação destacou a importância da participação ativa na construção da democracia e o papel da habitação como direito essencial.

“O 25 de Abril ensinou-nos que a democracia não se esgota no voto. Constrói-se, todos os dias, na participação ativa de cada cidadão na vida da sua comunidade”, afirma Manuela Álvares, Presidente do Conselho de Administração da MatosinhosHabit. Com esta iniciativa, a entidade reforça o seu compromisso com uma comunidade mais justa, inclusiva e participativa.

O 25 de Abril ensinou-nos que a democracia não se esgota no voto. Constrói-se, todos os dias, na participação ativa de cada cidadão na vida da sua comunidade.

Celebrar o 25 de Abril é reafirmar o valor da liberdade e o compromisso com a igualdade de direitos sociais, lembrando que uma sociedade verdadeiramente democrática só se concretiza quando garante, a todos, o direito de viver com dignidade, começando pela habitação.

Fazer Abril hoje, fazer Abril todos os dias, porque ainda há muito pelo que lutar!

Desafio Digital dos Bairros arranca em maio em Matosinhos

O Desafio Digital dos Bairros arranca em maio, em Matosinhos, convidando a comunidade a participar em iniciativas que promovem hábitos sustentáveis e soluções colaborativas para desafios ambientais locais. O projeto prevê prémios para os participantes e um apoio até 20 mil euros por bairro para as melhores soluções desenvolvidas. As inscrições estão abertas até 30 de abril.

Para mais informações consultar o site https://www.cm-matosinhos.pt/servicos/ ambiente/projetos-e-iniciativas/moves-it/ desafios-digitais-de-bairros

Carlos Mouta
Fernanda Rodrigues
Manuela Álvares

Encontro com a Comunidade Ucraniana

A Junta de Freguesia de Matosinhos teve o gosto de acolher um encontro cultural promovido pela @associacao.ucranianos. porto em Portugal, que reuniu a comunidade em torno da literatura e da partilha de identidade cultural.

O evento contou também com a presença da escritora ucraniana Svitlana Taratorina, que apresentou a sua obra inspirada em factos históricos, proporcionando um momento de reflexão e ligação às raízes culturais.

A iniciativa contou com a presença do

Vogal Dr. Paulo Ferreira, cujo discurso de apoio reforçou a importância da solidariedade e da proximidade com a comunidade ucraniana.

Este momento foi também reconhecido pelo Cônsul da Ucrânia no Porto, Andriy Vdovychenko, que destacou o apoio prestado pela Junta como um contributo significativo para o sucesso do evento.

A Junta de Freguesia de Matosinhos mantém o seu compromisso com iniciativas que promovem a cultura, a inclusão e os valores humanitários.

DMatosinhos

celebrou o 25 de Abril

ando continuidade à iniciativa de levar as atividades das Vivências Seniores às IPSS da freguesia, a manhã de 23 de abril foi marcada pelos ritmos e emoções da Musicoterapia, desta vez no Lar de Sant’Ana. Sabemos que a música tem o poder de despertar memórias, aliviar a ansiedade e criar verdadeiras pontes de comunicação.

Ao levarmos esta atividade às nossas instituições parceiras, promovemos não só o bem-estar, mas também o convívio, a alegria e o combate ao isolamento.

Lavra viveu, a 18 e 19 de abril, uma das edições mais memoráveis das suas celebrações carnavalescas, num evento que aliou a inovação à tradição, transformando a vila num cenário de cor, música e grande adesão popular.

As festividades tiveram início na noite de sábado, na Praia de Angeiras Norte, que acolheu um Baile de Máscaras que, apesar de se tratar de um evento fora da sua época, juntou centenas de pessoas. A sonoridade da noite ficou a cargo da banda Sambrazil, sendo o ambiente eletrónico assegurado por um alinhamento de DJs composto por Motta, Kaio Mendez, John Diaz e Miguel Teixeira. No domingo, o foco das atenções deslocou-se para as ruas com a realização

do aguardado Cortejo de Carnaval. O desfile foi marcado pela dedicação e criatividade dos grupos participantes, que encheram o percurso de brilho e entusiasmo. Em destaque estiveram os elementos da UD Lavrense, que levaram o espírito de vitória do clube uma vez que vão subir de divisão.

A tarde contou ainda com a participação especial de Maria Leal, que conquistou a assistência com a sua habitual simpatia, e com a energia dos DJs Kayo Mendez e Tiago Mendes, responsáveis por manter o ritmo festivo até ao encerramento do evento.

Lavra celebra o Carnaval 2026 com multidão nas ruas Lavra celebra o Carnaval 2026 com multidão nas ruas

A organização fez um balanço extremamente positivo, sublinhando que a presença em massa do público foi o fator determinante para o êxito das celebrações. Lavra celebrou 52 anos do Dia

ACâmara Municipal de Matosinhos promoveu, esta manhã, a entrega de garrafas reutilizáveis às crianças do pré-escolar da EB 1/JI da Quinta de S. Gens, numa ação simbólica integrada no projeto “Hidratação Sustentável”.

A iniciativa contou com a presença da presidente da Câmara, Luísa Salgueiro, e do vereador da Educação, Nuno Matos, reforçando o compromisso do município com a promoção de hábitos de vida saudáveis e com a educação ambiental desde os primeiros anos de vida.

Associado ao Dia Mundial da Água, celebrado a 22 de março, este projeto tem como principais objetivos incentivar o consumo de água da rede pública, reduzir o uso de plástico descartável e sensibilizar toda a comunidade educativa para práticas mais sustentáveis.

Na EB 1/JI da Quinta de S. Gens, foram abrangidas 5 turmas do pré-escolar, num total de 120 crianças. No conjunto do concelho, a medida já chega a 86 turmas e a 1.739 crianças, garantindo que todos os alunos que ingressam nos jardins de infância da rede pública têm acesso a uma alternativa reutilizável.

Hidratação Sustentável chega à EB da Quinta de S. Gens

Custóias celebrou o 25 de Abril com desporto, solidariedade e memória

Cuidar

do Nosso Cemitério continua a ser uma prioridade

A Junta de Freguesia da Senhora da Hora realizou uma nova visita ao Cemitério da nossa Freguesia, acompanhada pelo Vogal do Executivo responsável por este pelouro, Vítor Magalhães.

Esta ação teve como principal objetivo acompanhar de perto o estado do espaço e verificar os trabalhos de manutenção em curso, nomeadamente a limpeza das áreas envolventes, controlo da vegetação e conservação

Senhora da Hora

geral, assegurando que o cemitério se mantém um local digno, cuidado e respeitador da memória de todos. A visita permitiu ainda o contacto direto com a população, valorizando a partilha de opiniões e sugestões que contribuem para a melhoria contínua dos serviços prestados. Reforçamos, assim, o nosso compromisso em garantir a qualidade, o respeito e a dignidade deste espaço tão importante para a nossa Freguesia.

No passado dia 25 de abril, realizou-se a 47.ª edição da Corrida da Liberdade de Custóias, uma das mais antigas provas de estrada em Portugal. O evento, que decorreu em percurso integralmente asfaltado, teve como ponto de partida e chegada o emblemático Largo do Souto. A iniciativa incluiu uma corrida principal de 10 quilómetros, uma caminhada de 5 quilómetros e várias provas destinadas aos escalões jovens, reunindo cerca de 1600 participantes, um número recorde que assinala esta edição como histórica. Mais do que um evento desportivo, a Corrida da Liberdade destaca-se pelo seu forte caráter solidário e comunitário. Apesar da inscrição ser gratuita, os participantes foram convidados a contribuir com um bem alimentar, posteriormente destinado a instituições locais, reforçando o espírito

de entreajuda que marca esta iniciativa. Paralelamente, e em jeito de homenagem ao 25 de Abril, a Junta de Freguesia de Custóias promoveu, no mesmo local, uma exposição dedicada ao papel da mulher durante este período histórico. A mostra procurou dar visibilidade a um contributo muitas vezes esquecido, destacando a importância das mulheres como pilares de famílias marcadas pela Guerra Colonial. Através de uma instalação simbólica, com sapatos femininos suspensos, evocou-se a memória de todas aquelas que viveram em silêncio, impedidas de expressar livremente os seus pensamentos durante a ditadura. A iniciativa pretendeu ainda sensibilizar as gerações mais jovens, nascidas já em democracia, para o valor da liberdade e para a importância de reconhecer o percurso de quem viveu durante décadas privado desse direito fundamental.

PECADO CAPITAL PREMIUM VINHO VERDE DOC 2024

Caros leitores certamente todos já ouviram falar ou saberão quais os sete pecados capitais! Mas e porque não acrescentar um novo pecado à lista? O Pecado de Baco!!! Nesta edição do NM, vamos conhecer um porco então desse pecado: o Pecado Capital Premium 2024. Oriundo da região dos vinhos verdes Marco de Canavezes, produzido e engarrafado pela Convívio de Sabores, eis um belíssimo vinho, cheio de caracter e personalidade, bem característicos dos vinhos da casta Alvarinho e excelentemente acompanhado pela casta Avesso, o que ainda lhe confere mais personalidade e complexidade. Para os menos conhecedores, este vinho vem mais uma vez desmistificar o mito de que este tipo de vinho não é exclusivo do Minho nomeadamente Monção e Melgaço. Aliás não é por acaso que na última década e meia, este vinho tem tido um reconhecimento nacional e internacional notável, a prova disso são os prémios que todos os anos lhe são atribuídos. Não será por acaso certamente!

Até breve com outro vinho.

Notas de prova:

Cor esverdeada já com alguns tons amarelados e com alguma efervescência com bolhas muito, muito finas. Aromas cítricos, mas também com notas a frutos tropicais. Na boca mostra-se cheio de personalidade, a confirmar as notas aromáticas e a sua frescura potenciada por uma acidez muito equilibrada. Mas e também alguma untuosidade o que lhe confere até algum corpo e um final de boca excelente. Um vinho “perigoso” que até pode levar alguns a cometer um dos sete pecados: a preguiça. Pese embora com excelentes aptidões gastronómicas, como aperitivo é excelente até porque está aí o calor!

PECADO CAPITAL PREMIUM VINHO VERDE DOC

CASTAS: Alvarinho e Avesso

TEOR

ALCOÓLICO: 13,5%

P.V.P: 8,00€ Aprox.

ENÓLOGO: António Sousa

PRODUTOR: Convívio de Sabores, (pecadocapital.pt)

Quem atende bem, enche a Casa Bom Dia, Moura!

O amigo Moura tem um ritual simples, mas especial: todas as manhãs sai de casa para ir tomar o seu café. Caminha devagar, cumprimenta quem passa e leva sempre consigo o seu fiel companheiro — um pequeno agapornis cheio de energia. O passarinho vai pousado no seu ombro, curioso, olhando tudo ao redor como se também apreciasse aquele momento.

Na restauração, há um segredo que nem sempre vem no menu: os bons funcionários também puxam clientes! Claro que a comida é importante, mas aquele atendimento simpático, a piada no momento certo e o cuidado

com cada detalhe fazem toda a diferença. Um cliente bem recebido volta — e ainda traz amigos. No fundo, há pratos que enchem a barriga… e profissionais que enchem a casa!

No Restaurante Maioral, em Angeiras, cada mesa conta uma história.

Na fotografia: Engenheiro Paulo, Carla, o propriatário Orlando Miranda e excelente funcionária Catarina — quatro presenças, um momento bem passado à mesa.

Entre pratos bem preparados e um ambiente acolhedor, o Maioral continua a ser ponto de encontro para quem valoriza boa comida e boa companhia.

Restaurante Maioral. Simples, direto e sempre à altura.

R.
R.de Almeiriga

Ordem do Templo em exposição no Angeiras

Beach Hotel

A exposição dedicada à Ordo TempliOsmthu e ao seu trabalho contemporâneo, com especial foco no trabalho secular, onde se podem ver documentos, símbolos e materiais que ilustram a presença atual da Ordem no plano cultural e humanitário, está no Angeiras Beach Hostel.

Este é um local onde muito dos que lá passam são os peregrinos no Caminho Português da Costa, a caminho de Santiago de Compostela.

A exposição estará no local entre duas a três semanas, partindo depois para os Bombeiros Voluntários de Leça do Balio.

Três amigos.

encontro marcado.

Onde Ler o Jornal

Bar do Titan - Av General Norton de Matos, Matosinhos, 4450-208

Bar Kartódromo Cabo do MundoRua de Almeiriga Norte, 2242, Perafita, 4455-419

Bar Xiringuito na Areia - Avenida Coronel Helder Ribeiro 877, Praia do Aterro Sul, Leça da Palmeira, 4450686

Café Pinhais d’Agudela - Alameda Manuel Francisco Correia, 97 a 105, Lavra 4455-237

Confeitaria Duquesa - Rua Alfredo Cunha , 15, Matosinhos, 4450-009

Confeitaria Leça - Rua General Humberto Delgado, 53, Leça da Palmeira 4450-337

La Bodeguita - Rua Hintze Ribeiro, 554A, Leça da Palmeira, 4450-652

Armazém do Caffé - R. de Tomaz Ribeiro, 469, Matosinhos, 4450-295

D’Alma Artesanal Matosinhos - R. Sousa Aroso, 655, Matosinhos, 4450121

Café Lua - R. Dr. Afonso Cordeiro 9, Matosinhos, 4450-035

Restaurante Casa Serrão, em

o almoço juntou o Eng.

empresário no setor dos acabamentos da indústria da madeira, e o Dr. Paulo Martins, diretor de uma conceituada empresa na área da transformação da madeira. Entre conversas técnicas sobre madeiras, acabamentos e soluções “à prova de

obra bem feita”, o encontro decorreu num ambiente descontraído, com espaço para ideias. Na fotografia, podemos ainda ver a Dra. Cátia Alves, relações públicas do Restaurante Casa Serrão, a acompanhar o momento, garantindo a boa disposição e aquele toque de simpatia que faz tudo correr ainda melhor à mesa.

uma refeição simples, bem servida e sem pressa. Entre petiscos e brindes, o momento

fez-se de conversa e boa companhia — exatamente como se quer. Taskuinha do Pirata. Onde voltar é sempre parte do plano.

Da esquerda para a direita: Zé Maia, Hélder, Tulio, Mestre Paulo, João Guedes, Quim Zé, Julio, Carlos, Albertino, Campinas e Viera

Dizem que quando um grupo de amigos decide almoçar junto, há sempre duas certezas: conversa animada… e críticas gastronómicas sem piedade. Mas desta vez, no restaurante La Bodeguita, em Leça da Palmeira, sobre a gestão do Paulo, aconteceu algo raro — unanimidade absoluta. Este verdadeiro “painel de especialistas” (auto-intitulado, claro), composto por conhecedores exigentes, paladares afinados e opiniões normalmente difíceis de alinhar, rendeu-se por completo. Entre garfadas e

brindes, houve silêncios suspeitos — sinal claro de que a comida estava mesmo a sério. Do primeiro ao último prato, tudo passou no rigoroso “teste do amigo crítico”, aquele que normalmente começa frases com “está bom, mas…”. Desta vez, o “mas” ficou esquecido à porta. Resultado final? Nota 20, sem discussão, sem recurso e sem sobremesa de consolação — embora essa também tenha sido devorada com entusiasmo.

Café Nau - Av. da República, 467, Matosinhos, 4450-242

Splash Bebidas Urbanas Portugal - R. Sousa Aroso, 281, Matosinhos, 4450-289

Torta de Noz - Av. Serpa Pinto, 663, Matosinhos 4450-282

Sizzle Shack - R. Conde Alto Mearim, 936, Matosinhos, 4450-028

Leitaria Quinta do Paço - R. Sousa Aroso, Matosinhos, 4450-289

Mancha’s Cervejaria - Av. da República, 804, Matosinhos, 4450-239

FonteLuz Caffee - Av. Menéres, 1140 Matosinhos, 4450-017

Casa Benfica Matosinhos - R. Álvaro Castelões, 425, Matosinhos, 4450-042

Núcleo Sporting de Matosinhos - R. de Brito Capelo, 97, Matosinhos 4450295

Liga dos Amigos do Hospital de Matosinhos - R. de Dr. Eduardo Torres, Senhora da Hora, 4464-513

Alpha Café Snack-Bar - R. Godinho 886, Matosinhos, 4450-009

- Advogados

- Barbeiros

- Cabeleireiros

- Centros de impressão

- Clínicas dentárias

- Clínicas médicas

- Clínicas veterinárias

- Colégios e infantários

- Empresas de condomínios

- Empresas de contabilidade

- Empresas de limpeza e jardinagem

- Empresas de metalurgia

- Escolas de condução

- Filiais de clubes

- Funerárias

- Hotéis

- Notários e cartórios

- Oficinas automóveis

- Restaurantes

- Transportadoras

Se pertence a uma destas categorias e ainda não recebe o Notícias Matosinhos, entre em contacto:

Email: redacao@noticiasmatosinhos.com

Tlf Geral: 229 999 310

No
Matosinhos,
Ferraz,
Liza, Tiago e Vlad escolheram a Taskuinha do Pirata, em Vila Chã, para partilhar

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Notícias Matosinhos #108 Maio 2026 by Notícias Matosinhos - Issuu