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Notícias Matosinhos #107 Abril 2026

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Docapescainveste emnovocais flutuante Atualidade P.3

AeroportodoPorto comemora80anos comnovoCentrode Operaçõesepista renovada Sociedade P.4

Matosinhosentre osmunicípios commenos desperdíciosde águanarede

P.9

Sociedade P.5
Sociedade P.6
Entrevista P.14

O MÊS EM JORNAL

Por Francisco Samuel Brandão

FICHA TÉCNICA

Diretor : Francisco Samuel Brandão

Diretor Adjunto: Mário Costa

Editor: Emídio Brandão

Coordenação: Diogo Barbosa

Design: Emibra

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Tiragem: 1000 Exemplares

Nota: O Estatuto Editorial encotra-se publicado na página de Internet: www.nmmatosinhos.com/ estatuto-edito

Não é possível ter uma previsão exata do que irá acontecer daqui a dias se o Irão continuar a bater o pé às exigências de acordospretendidospelosEUAseguindo as orientações do seu Presidente, Donald Trump, que tem ideias e projetos sem definições lógicas e racionais, arrastando o mundo para um beco sem saída, na sua visão, mas que prejudica a regular convivência dos povos, estejam onde estiverem, e torna tudo mais pobre à exceção dos senhores da guerra para quem esta circunstância só dá biliões de dólares.

Ameaça atrás de ameaça, através da máquina de comunicação que só tem servido para agigantar o papel do Presidente e do seu Staff, com não raras mentiras, ou pelo menos sem grande verdade factual, o mundo espera a todo o momento até terça-feira à noite o que

irá acontecer ao país dos Aiatolas e a todas as geografias regionais parceiras dos Estados Unidos daAmérica. É que, se os EUAatacam mesmo o Irão, este não vai ficar quieto sem dar resposta, que passará por tudo que esteja ao lado de Trump, como bases instaladas por todo o lado onde Portugal também pontua com o “porta-aviões” Lajes.

Mesmo que Donald Trump tenha caído na armadilha que Benjamin Netanyahu montou para satisfazer antigos desejos, não vai sair bem na fotografia e vai custar-lhe muito caro domesticamente, poisosamericanosnãosãosóosMAGAe há sondagens que mostram que a maioria do povo começa a não ficar satisfeito com a falta de cumprimento de promessas eleitorais com que enganou toda a gente. É que, os americanos como os europeus tambémtêmbolsosejácomeçamasenti-los

com ar a mais.

Já estamos a sentir os efeitos dos comportamentos voláteis de Trump que começam a pesar fortemente na economia dos portugueses pelas dificuldades que acarreta o bloqueio à passagem do crude pelo estreito de Ormuz e leva a lucros escandalosos dos senhores do petróleo com os respetivos ganhos do pretenso DDT do mundo.

Mas pior do que isto, é se este diferendo escala para uma situação sem retorno pondo em causa a vida de milhões de inocentes em que os iranianos (não são todos aiatolas) pagam pelas bestialidades dos seus dirigentes e do empreiteiro sem maneiras americano, não contando ainda com os efeitos colaterais que saltarão para os países da região que não farão como Cristo que ofereceu a outra face depois de ter levado uma lambada.

Bom, mas este americano fiel seguidor do ideário do primeiro-ministro de Israel, errático como o conhecemos, até pode a todo o momento ter uma ideia fabulosa e… mais uma vez, convencido que vai ganhar a guerra com o tempo e que o leva ao Prémio Nobel da Paz, adia por mais uns tempos o seu plano de destruição do que sobra da antiga Pérsia e vem mais uma vez reclamar a vitória dos EUA. Não serão os contadores de estórias que farão o retrato da atualidade - só ajudam – mas daqui a uns anos haverá mais conhecimento dos fatos que os estudiosos independentes plasmarão realmente a História destes dias cinzentos e incertos. Isto é mesmo um circo cujos principais palhaços não têm mesmo por onde se lhes pegue.

Rua Alfredo Cunha, 546

Todos crescemos a ouvir falar da lenda do “Milagre das Rosas” em que a Rainha D. Isabel ao transportar pão para os famintos foi confrontada por D. Dinis, relativamente ao que levava no regaço, tendo respondido que eram Rosas no momento em que, ao abrir o manto, se deu a transformação do alimento nesta variedade de flor. Ora, este gesto de amor ao próximo aproximou-a da santidade graçasaosocorrodosmaisdesfavorecidos. Vemistoapropósitodeumapráticaoposta que muitos dos atuais governantes, por esse mundo fora, têm utilizado não para

dar algo aos mais desprotegidos, mas sim para lhes retirar o que de pouco possuem a fim de o entregar aos mais poderosos. Um olhar mais detalhado para o mundo em que vivemos permitir-nos-á, com alguma facilidade, percecionar que os tempos são de grande dificuldade e incerteza à boleia de conflitoscompotencialdedestruiçãohumana e social. Ora o que se esperava de quem foi eleito para gerir a causa pública, com base no contrato social, seria o apoio aos menos abastados a fim de os proteger daqueles que se tentam aproveitar das dificuldades alheias para constantemente fortalecerem a sua posição. Nada disso, apoiando-se num novo ídolo, o mercado, que veneram sem limites dão-se ao luxo de tudo justificar em seu benefício, mesmo que exaurindo uma população inteira, querendo-nos fazer crer quenãoexistemalternativas.Vejamosalguns exemplos: Como justificar que num ápice se tenha, despropositadamente, subido o preço dos combustíveis com petróleo adquirido antes do conflito a 75 dólares o barril? Como perceber a escalada, frenética, do preço do gás natural do dia para a noite? Como aceitar a subida, descontrolada, do

preço dos bens essenciais? Como calar a revolta pelos lucros absurdos de setores como a GALPà custa de todos nós? Como ficar indiferente ao escândalo dos preços das casas, mais 140% em menos de 10 anos, numa bolha especulativa que condena gerações de portugueses a gastarem, em média, perto de 40% dos seus rendimentos na habitação ou, em alternativa, a viverem em casa dos pais se tal for possível? Como ficar calado perante os lucros, estonteantes, do setor bancário em Portugal à boleia da subida de juros que asfixiam a esmagadora maioria para distribuir dividendos a meia dúzia? E muitos, muitos mais exemplos poderia chamar à colação num frenesim predatório que não olha a meios para atingir os respetivos fins e que se repete vez após vez. O atual primeiro-ministro quando questionado sobre a situação argumentou que o governo estava atento não vendo de momento qualquer movimento especulativo. Sim, sei que não é fácil combater o poder económico instalado a nível planetário, mas ao menos que se olhe para o país vizinho e se perceba que é possível mitigar as dificuldades. Haja coragem.

Luísa Salgueiro nomeada para cargo na União Europeia

Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara de Matosinhos, foi proposta pelo Conselho de Ministros para membro efetivodoComitédasRegiõesdaUnião Europeia.

Aautarca passa a integrar a delegação portuguesa neste órgão consultivo europeuquereúnerepresentanteslocais e regionais dos 27 Estados-Membros. “Recebo esta nomeação com enorme sentido de responsabilidade e também com a consciência da sua importância paraMatosinhos.”,afirmouapresidente.

Luísa Salgueiro está segura que esta decisão trará benefícios para Matosinhos, “reforçando a nossa presença e influência nas decisões europeias que impactam diretamente os territórios e as pessoas.”, disse. Esta posição garante também acesso privilegiado a informação e programas

europeus, facilitando a captação de investimentos,financiamentoseprojetos que podem beneficiar o concelho em áreas como mobilidade sustentável, saúde, educação, cultura, economia azul e políticas sociais.

Nadelegaçãoportuguesaencontram-se tambémCarlosMoedas,HugoMartins, Inês Medeiros, Luís Filipe Menezes e Vasco Cordeiro, entre outros.

O Comité das Regiões da União Europeia é um órgão consultivo da União Europeia que emite pareceres sobre legislação e políticas europeias com impacto nas cidades e regiões, representando os interesses das autoridades locais junto de instituições como a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia.

Docapesca investe em novo cais flutuante

ADocapesca lançou um concurso público paraaconstruçãodeumnovocaisflutuante de apoio à pequena pesca no Porto de Pesca de Matosinhos.

Opreço-basedaempreitadaéde467.500€, cofinanciado pelo Programa Operacional

Mar 2030. Esta intervenção tem como objetivo melhorar as condições de operação e segurança das embarcações de pequena dimensão, através da instalação de uma nova infraestrutura com capacidade para

mais de 30 embarcações. Está ainda incluída a reabilitação e o reaproveitamento de equipamentos existentes, promovendo uma abordagem mais sustentável e eficiente na utilização de recursos.

Paulo Mengo Professor de História

Nova tecnologia ao serviço dos nadadores salvadores de Matosinhos

O Sistema de Salvamento Balnear de Matosinhos anunciou que tem uma nova tecnologia ao seu dispor para missões de prevenção e salvamento. Trata-se de um novo drone operacional que reforça a capacidadederespostaemcenárioscríticos, equipado com sensor térmico e câmara de infravermelhos, que permite localizar pessoas perdidas mesmo em condições de visibilidade reduzida, durante a noite ou em ambientes complexos.

Matosinhos recebeu 3ª Gala do Bombeiro

O Terminal de Cruzeiro do Porto de Leixõesfoi palco da 3.ªGala do Bombeiro do Distrito do Porto, uma cerimónia de homenagem e reconhecimento que assinalou os 50 anos da Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto.

Acelebração contou com a presença do novo Ministro daAdministração Interna, Luís Neves, da Presidente da Câmara MunicipaldeMatosinhos,LuísaSalgueiro, do Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses,AntónioNunes,edaVereadora da Proteção Civil da Câmara Municipal de Matosinhos, Marta Pontes.

Durante a cerimónia, a Câmara Municipal de Matosinhos foi distinguida com uma mençãohonrosa,peloapoioecolaboração do município na valorização e no reforço das condições de trabalho dos bombeiros.

Obras para reforço de águas pluviais

Estão em curso trabalhos de reforço da rede de águas pluviais na Rua Santa Helena, na Rua Funde de Vila, na Rua Santa Eufémia e na Rua Santa Marinha, em Matosinhos.

Estas intervenções têm como objetivo melhorar a capacidade de drenagem, aumentar a eficiência do sistema e prevenir problemas durante períodos de chuva intensa.

Segundo a autarquia, a empreitada inclui a “instalação de novos coletores para separação de redes, como a execução de trabalhos de pavimentação e a construção de novos passeios.”

A conclusão da obra está prevista para o segundo semestre do ano.

Aeroporto do Porto comemora 80 anos com novo centro de Operações e pista renovada

AANAAeroportos de Portugal e aVINCI Airports assinalam o 80.º aniversário do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A16demarço,foraminauguradosoficialmente o novo Centro de Coordenação de Operações (Airport Operational Centre) e a pista totalmente renovada, na presença do Primeiro-Ministro de Portugal, do Ministro das Infraestruturas e demais entidades oficiais. Representando um investimento de 50 milhões de euros, o maior de sempre realizado no aeroporto, o projeto foi concluído ao longo de 19 meseseincluiu:Repavimentaçãocompleta da pista; Modernização dos sistemas de drenagem; Substituição da iluminação do aeródromo por tecnologia LED; e instalação de um Sistema deAterragem por Instrumentos (ILS) de Categoria II, permitindo operações em condições de baixa visibilidade.

Paralelamente, a ANA|VINCI Airports está a implementar um programa de modernização, que inclui: Remodelação da área de partidas;Ampliação e renovação do lounge (800 m², 200 lugares); Modernização dos serviços Fast Track e canal prioritário para famílias e pessoas com mobilidade reduzida; Instalação do serviço de self-bag-drop de bagagem; ModernizaçãodalojaDutyFree;ecriação de novas áreas de espera e de lazer, bem como de áreas para animais de estimação. Para dar resposta ao aumento de tráfego previsto nos próximos anos, foi apresentado ao Governo um Plano Diretor doAeroporto, que inclui a expansão do terminal e construção de novas portas de embarque. Estão igualmente em estudo outrosprojetosdegrandeenvergadura:um novo terminal de carga, um novo hangar de manutenção a ser construído pelaTAP e a ligação à futura linha ferroviária de alta velocidade.

ADN circular: Super Bock Group no caminho da economia circular

Menos carbono, também com o SDR

Uma das grandes bandeiras de Sustentabilidade do Grupo é “menos carbono”. Cada embalagem de vidro retornável permite evitar bastante as emissões de carbono versus de uso único (em média). Cada tonelada de material que é reciclada de forma eficaz contribui diretamente para areduçãodapegadacarbónicadaoperação. O novo SDR vem contribuir ativamente paraaotimizaçãoeresultadosemtermosde emissões de carbono ao permitir aumentar as taxas de reciclagem das embalagens para 90% e, assim, assegurar maior disponibilidade de material para incorporar em novas embalagens.

Onde

e como devolver as embalagens do SDR?

As embalagens abrangidas pelo SDR devem ser devolvidas nos pontos de recolha distribuídos por todo o território nacional. Estão disponíveis: pontos de recolhaautomáticos(localizadosemsupere hipermercados),quiosquebulkdistribuídos por várias dezenas de municípios e ainda pontos de recolha manual estes últimos sobretudo para apoiar o canal Horeca. Paraseremaceitesnesteslocaisderecolha e assim obter o valor de depósito de volta, as embalagens devem:

• estar vazias;

• completas (com tampa, no caso das garrafas de plástico);

• com o seu formato original (não devem estar deformadas ou esmagadas)

• ter rótulos intactos para permitir a leitura do código de barras;

• conter no rótulo o símbolo da SDR Portugal.

O que muda a partir de 10 de abril?

A partir de 10 de abril, as garrafas de plástico e as latas de bebidas abrangidas pelo Sistema de Depósito e Reembolso, identificadas com o símbolo da SDR Portugal (a marca Volta), passam a ter um valor de depósito e deixam de ser colocadas no ecoponto amarelo. Estas embalagens passam a ter um circuito próprio de devolução. O consumidor paga o depósito no momento da compra e recupera esse valor quando devolve a embalagem vazia num ponto de recolha. Asrestantesembalagensdebebidas,como por exemplo vidro e cartão, continuarão a ter o símbolo do ponto verde e, como tal, deve ser devolvidas aos ecopontos verde ou azul respetivamente.

Que embalagens estão abrangidas pelo SDR?

O Sistema de Depósito e Reembolso aplica-se apenas a embalagens de bebidas (águas, refrigerantes, cervejas, sidras, etc) deusoúnico-garrafaselatas-deplástico, metal ou alumínio, inferiores a 3 litros. Estas embalagens estarão identificadas com o símbolo oficial da SDR Portugal e serão sujeitas ao pagamento de um valor de depósito no momento da compra.

Para o Super Bock Group (SBG), a circularidade não é algo recente ou uma moda. É, acima de tudo, um compromissodesdesempre. Ao longo da sua história, o Grupoteminvestidodeforma consistentenagestãodassuas embalagens, consciente de que a sustentabilidade é um processocontínuodeaprendizagem e adaptação, alicerçado no princípio fundamental de que a melhorembalageméaquelaqueé (re)utilizadadeformainteligente.

O uso múltiplo das embalagens, vulgarmente conhecidas como “taras retornáveis” encontra-se na linha da frente da estratégia do Super Bock Group contra o desperdíciodemateriais,assumindo particular relevância no canal HORECA. Através das garrafas de vidro e de barril retornáveis, e de sistemas consolidados de retorno das mesmas à fábrica para nova reutilização, a empresa tem garantido a extensão contínua do ciclo de vida daquelas embalagens, uma abordagem que permite, não só mitigar o uso de matérias-primas virgens, como atuar na promoção de hábitos de consumo mais responsáveis.

Semprequeasembalagensretornáveisnão forem a preferência dos consumidores, o protagonismo passa para a reciclagem das embalagens de uso único. Em estreita articulação com a Sociedade Ponto Verde, entidade gestora do SIGRE (Sistema Integrado deGestãodeResíduosdeEmbalagem),oGrupoassegura que todas as embalagens de bebidas (PET, latas e vidro de uso único) seguem o fluxo correto de deposição nos respetivos ecopontos. Para o efeito, o Grupo suporta anualmente o custo das ecotaxas por cada embalagem colocada no mercado. Esta contribuição é canalizada para as entidades que, a nível nacional, recolhem os resíduos dos ecopontos verde, amarelo e azul. Um compromisso que garante que, ao serem devolvidas corretamente, estas embalagens são recicladas e os materiais (plástico, vidro ou cartão) reintegrados no ciclo produtivo. É fundamental recordar que embalagens depositadas em resíduos indiferenciados acabam em aterros — um destino que todos devemos combater.

A eficácia operacional do Super Bock Group não se restringe, no entanto, à reutilização e à reciclagem. Começa muito antes, no processo de conceção/design das embalagens.Aaplicação de princípios de ecodesign (projetar embalagens para minimizar o seu impacto ambiental) e de biomimicry (soluções inspiradas na natureza) tem permitido ao Grupo, aos longo dos anos, reduzir o uso de matérias-primas naturais enquanto assegura toda a qualidade nos seus produtos. O impacto é tangível: nos últimos 16 anos, já foi evitada a entrada de 7.800 toneladas de plástico PET (nas embalagens de águas minerais e refrigerantes) no mercado e de 53 mil toneladas de vidro (via garrafas de vidro de cerveja), fruto da utilização daqueles princípios de inovação e eficiência nas embalagens — um histórico que hoje se projeta com renovada ambição.

Com a chegada do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR), o Grupo vê fortalecida e circularidade das embalagens de uso único. O que muda?

O SDR é um novo sistema de recolha de embalagens de bebidas que permite elevar a qualidade da reciclagem para um novo patamar. Ao garantir um fluxo exclusivo para embalagens de bebidas de uso único — como o plástico PET e as latas —, o SDR resolverá dois maiores desafios da reciclagem: a taxa de retorno e a contaminação em virtude dos múltiplos tipos de materiais que são colocados atualmente no ecoponto amarelo.

O objetivo é claro: potenciar o bottle-to-bottle e o can-to-can. Isto significa que, graças a um sistema que permite separar e preservar o material de forma “pura”, potencia a reintrodução desse mesmo plástico e alumínio na produção de novas garrafas e latas. O material recuperado mantém as suas propriedades de qualidade intactas, transformando o que antes seria considerado resíduo numa matéria-prima para produzir novas embalagens.

ASuperBockGroupestáapreparararotulagemdassuasembalagens de bebidas (garrafas PETe latas) para este novo sistema.Todas irão passar a ter o símbolo Volta e um novo código de barras de modo que sejam identificadas nas várias máquinas de recolha automática e outros pontos de retoma das embalagens em todo o país. Um compromisso claro do Super Bock Group com a circularidade seja via embalagens retornáveis seja via os complementares sistema SIGRE - via Sociedade Ponto Verde -, ou novo sistema SDR.

Numa banca de acessórios nas feiras de Leça do Balio e da Senhora da Hora, MárcioAlmeida mantém uma atividade que começou ainda em criança. Hoje com 49 anos, entrou no mundo das feiras aos 12, depois da morte do pai, para ajudar a mãe a continuar o negócio da família. Atualmente vende carteiras, mochilas, lenços e outros pequenos acessórios. Apesar das longas horas de trabalho e das dificuldades causadas pelo mau tempo e pela diminuição das vendas, destaca o convívio com clientes e colegas como uma das melhores partes da profissão, mantendo viva uma tradição que faz parte da história das feiras locais.

As feiras continuam a ser um elemento importante da vida social e comercial em vários pontos do concelho de Matosinhos. Espaços como a Feira de Santana, em Leça do Balio, a feira de Custóias e a feira da Senhora da Hora reúnem semanalmente vendedoreseclientes,mantendovivauma tradição que atravessa gerações. Entre as muitas histórias que se encontram nestes espaços está a deArturAndrade, Presidente da Associação de Feirantes do distrito Porto, Douro e Minho, que há mais de três décadas faz das feiras o seu modo de vida.

ArturAndradeéfeirantehá32anos.Antes de entrar neste mundo trabalhava numa empresa do setor têxtil, mas foi uma mudança nas condições de trabalho que acabou por levá-lo às feiras. “Trabalhava ao fim de semana na empresa, mas a empresa deixou de funcionar nesses dias. Eu e a minha esposa ainda éramos jovens e decidimos aproveitar a oportunidade. Começámos apenas aos fins de semana, mas depois a atividade acabou por se tornar permanente”, recorda.

O início não foi fácil. Como acontece com muitos feirantes, a adaptação exigiu persistência e capacidade de enfrentar as dificuldades do comércio ambulante.

“Foi difícil no começo, mas gostávamos do comércio e fomos ficando. Hoje já estamos completamente enraizados nas feiras”, conta.

Na banca que mantém atualmente vende sobretudo vestuário, mais concretamente

calças de ganga, um produto que comercializa desde o início da sua atividade. No entanto,aolongodosanosfoidiversificando o negócio. Há cerca de 12 anos criou uma segunda atividade dedicada à venda de capas e acessórios para telemóveis.

Eu e a minha esposa ainda éramos jovens e decidimos aproveitar a oportunidade. Começámos apenas aos fins de semana, mas depois a atividade

acabou por se tornar permanente

A ideia surgiu quando um dos filhos estava a terminar os estudos e mostrou interesse em trabalhar nas feiras. “Acabei por ficar com as duas coisas nas mãos. Hoje trabalhamos em algumas feiras com o vestuário e noutras com os acessórios de telemóveis”, explica.

A rotina de um feirante está longe de seguir um horário tradicional. O dia começa muitas vezes ainda de madrugada e prolonga-se por muitas horas. “Há dias em que acordamos às cinco da manhã. À segunda e à quarta vamos para feiras em Espinho e Famalicão.Aqui no concelho de Matosinhos chegamos por volta das sete”, conta.Ao contrário de um emprego convencional,otrabalhoraramenteselimita a oito horas por dia. “Nós trabalhamos seis ou até sete dias por semana, muitas vezescomdezoudozehorasdetrabalho.”

Entre as várias dificuldades da profissão, uma das maiores está relacionada com as condições do próprio espaço de trabalho. Montar e desmontar estruturas exige esforço físico e o tempo pode tornar-se um adversário constante. “As intempéries são o nosso maior inimigo. O vento, principalmente, é muito complicado nas feiras”, afirma. Apesardosdesafios,arelaçãopróximacom os clientes continua a ser uma das maiores recompensas da atividade.Ao contrário do que acontece nas grandes superfícies comerciais, nas feiras o contacto é direto entre quem vende e quem compra. “Aqui o cliente fala diretamente com o dono da banca. Ao longo dos anos criam-se relações de confiança e até de amizade”, explica. Para muitos visitantes, a feira não é apenas um local de compras, mas também um espaço de convívio. “As pessoas vêm conversar, passar um bocado do tempo.Antigamente era aqui que se sabiam as notícias da região.” Com o passar dos anos, no entanto, o mundo das feiras mudou bastante. A

concorrência das grandes superfícies comerciais e a alteração dos hábitos de consumo trouxeram novos desafios aos feirantes. “Hoje vivemos numa era muito agressiva no comércio.As grandes lojas também fazem preços baixos e isso tornou-se um grande adversário”, admite.

Aindaassim,acreditaqueocontactodireto eaconfiançaconquistadajuntodosclientes continuamaserumavantagemimportante para quem trabalha nas feiras. Paraacomunidadelocal,asfeirasmantêm um papel relevante, sobretudo para a população mais velha. “Muitas pessoas ficam ansiosas pelo dia da feira. É uma oportunidade para sair de casa, fazer compraseconviver”,refere.Alémdisso,os produtos frescos vendidos nestes espaços continuam a atrair muitos consumidores.

Acontinuidadedaprofissão,porém,levanta algumasdúvidas.ArturAndradereconhece que as novas gerações mostram menos interesse em seguir esta atividade. “Tenho dois filhos formados e nenhum quis seguir a profissão do pai. Um deles agora mostra mais

ao município, mas a qualquer momento podem retirar-nos o lugar. Isso não dá segurança a quem quer fazer um projeto devidanestaárea”,afirma.Paraumjovem que queira construir futuro na profissão, a faltadeestabilidadepodeserumobstáculo importante. Apesardasdificuldades,ArturAndradediz sentirorgulhonopercursoqueconstruiunas feiras.Ao longo dos anos criou amizades com colegas e clientes de diferentes áreas da sociedade. “Temos clientes de todo o tipo: médicos, engenheiros, pessoas de todas as profissões. Todos gostam de vir à feira e isso dá-nos um grande orgulho.” No concelho de Matosinhos existem atualmente três grandes feiras: a de Leça do Balio, a da Senhora da Hora e a de Custóias. Na opinião do feirante, algumas delas têm perdido dinamismo ao longo do tempo. A feira da Senhora da Hora, refere, mantém uma dinâmica mais forte, enquanto outras enfrentam dificuldades e menor afluência de público.

Para Artur Andrade, a preservação das feiras depende também da forma como são valorizadas pelas autarquias e pela sociedade. “Hoje vemos eventos como feiras medievais, onde as pessoas pagam paraentrarpararecriarasfeirasdopassado. Mas para existir essa recriação tem de existirafeiraverdadeira.Éprecisoinvestir nasfeirasdehoje,porqueelasfazemparte da nossa história e da nossa cultura.”

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Numa banca de roupa numa feira em Matosinhos, Filipe Póvoas organiza as peças que vende ao público. Há cerca de 30 anos que trabalha nas feiras, depois de a empresa têxtil onde trabalhava ter encerrado. Como já ajudava ao fim de semana, decidiu dedicar-se por completo a esta atividade. Hoje vende sobretudo roupa de senhora e trabalha sozinho, já que o negócio já não permite sustentar duas pessoas. Apesar das dificuldades como o mau tempo e a diminuição das vendas continua a valorizar o contacto direto com os clientes e o ambiente das feiras ao ar livre, que considera muito diferente do comércio das grandes superfícies.

A Vida por Trás das Feiras

interesse, mas não é algo muito comum.” Na sua opinião, parte do problema está também na falta de estabilidade e nas regras que regulam as feiras. Segundo explica, muitos feirantes trabalham em condições precárias, sem garantias a longo prazo.

“Pagamos impostos

Fili

Clube65: Chega ao concelho

Vai nascer em Matosinhos o projeto pioneiroderesidênciassenioresClub65,a primeira solução de ‘Senior Independent Living’no país.

O grupo ReVentures vai investir cerca de 225 milhões de euros na construção de 900 apartamentos nos distritos do Porto - Matosinhos, Lapa e Boavista - e Lisboa - Benfica, Portela, Campo Grande

e Carcavelos.

Estarão disponíveis apartamentos tipologias T0 a T2, incluindo serviços essenciais, como concierge 24/7, manutenção, limpeza, segurança e resposta a emergências, além de piscina, ginásio, jardins, restaurante, cafetaria e áreas dedicadas a atividades culturais e sociais.

Nuno Ferreira

Empresário 910857380

AAPRENDIZAGEM CONTÍNUA COMO PILAR INQUEBRÁVEL DO SUCESSO EMPRESARIAL

A maior ameaça para uma empresa não é a crise do mercado nem a concorrência.

É a estagnação o momento em que se decide que já se sabe o suficiente. No setor da construção e dos restauros, essa ilusão é particularmente perigosa: materiais evoluem, regulamentações mudam e as expectativas dos clientes elevam-se sem parar.

A reinvenção não é um luxo das grandes

empresas. É uma necessidade de sobrevivência especialmente para quem constrói o seu nome com as próprias mãos. Reinventar-se não significa abandonar o que se sabe fazer bem, mas integrar conhecimento novo sem perder a identidade. Continuamos a ser artesãos respeitamostécnicastradicionais ,masusamos software de modelação avançada e exigimos formação contínua às nossas equipas. Não são contradições. São camadas de excelência. O empresário que tem medo de aprender teme, nofundo,reconhecerqueaindanãochegou.Mas é precisamente essa humildade que distingue os que constroem empresas duradouras. O futuro pertence aos que se comprometem, todos os dias, a ser ligeiramente melhores do que eram na véspera. Essa é a obra que nunca termina e é, de todas, a que mais vale a pena construir.

Cadaedifíciointegramaisde1.200metros quadrados (m2) de áreas comuns e mais de 600 m2 de jardins.

Segundo o portal do Club65, será na Senhora da Hora, mais concretamente na Avenida da Senhora da Hora, que vai nascer o edifício. "Club65 de Matosinhos alia a tranquilidade de uma zona residencial à proximidade de tudo o

que é essencial. Com comércio, serviços, transportes e zonas verdes por perto, é um lugar funcional e bem conectado, ideal para quem valoriza equilíbrio no dia a dia.", pode ler-se. A primeira abertura está prevista para abril de 2027, na Lapa, sendo que as restantes inaugurações decorrerão até ao primeiro semestre de 2029.

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Matosinhos entre os municípios com menos desperdícios de água na rede

O documento da ERSAR, com dados relativos a 2024, aponta uma média nacional de 26,5% para o indicador Água Não Faturada, que contabiliza a água que seperdeduranteoabastecimento,antesde chegar às torneiras dos consumidores, devido a roturas, fugas ou avarias. Analisando os dados para as entidadesembaixa(quegarantem o abastecimento à população), observa-se que Matosinhos é o quarto município com menos perdasdeáguaanívelnacional, sendosuperadoapenasporSanto Tirso, Trofa e Vila do Conde. Matosinhos atingiu um nível de perdas de apenas 9,1%, semelhante ao ano anterior e que representa o mínimo alguma vez registado no concelho. “Écomgrandeentusiasmoquevemos,uma vezmais,Matosinhoscomoumareferência nacional, no que diz respeito à gestão de perdas de água na rede. Garantir, em Matosinhos, uma gestão ambientalmente

responsável é crucial para o Município e vemos na INDAQUAMatosinhos um parceiro fundamental para alcançá-la, nos âmbitos do abastecimento de água e também gestão de águas residuais”, afirma Luísa Salgueiro, Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos. Nos últimos cinco anos com dados divulgados pela ERSAR (2024-2020), Matosinhos tem registado, consecutivamente, umdesempenhodereferênciaa nível nacional, com uma média de perdas de apenas 10,8%. “Evitar desperdícios de água ainda antes de esta chegar ao consumidor é uma responsabilidade não apenas operacional, mas também ambiental. Queremos garantir aos consumidores da INDAQUAMatosinhos que a sua água, para além de 100% segura, é gerida da forma mais eficiente possível”, afirma Tiago Fragata, Diretor Geral da INDAQUAMatosinhos.

Nova praça vai nascer em Custóias

AFreguesia de Custóias vai ganhar uma nova praça, mais concretamente na envolvente da Igreja Paroquial de Custóias.

Segundo a autarquia, o projeto prevê o reordenamento da zona envolvente à igreja, “com particular incidência na reorganizaçãodacirculaçãoautomóvel epedonalnosarruamentosadjacentes”. A intervenção tem como objetivo melhorar as condições de mobilidade, segurança e acessibilidade, bem como qualificar o espaço público, “criando uma nova centralidade urbana em Custóias.”

O projeto deverá ficar concluído no prazo de três a quatro meses, permitindoavançarparaolançamento do respetivo concurso público.

João Madureira

Gestor de Marketing e Vendas

DO MAR QUE É NOSSO

O cheiro a mar no concelho de Matosinhoséapenasmaresiaquecarrega o perfume das brasas de peixe assado. É um convite silencioso de quem sabe que a felicidade se serve, muitas vezes num prato de barro ou numa travessa de inox bem polida e gasta. Se o grande Porto fosse uma casa, Matosinhos, sem qualquer sombra de dúvidas, seria a sala de jantar. Sempre o ouvi dizer. Mas atenção, não é uma daquelas salas formais e frias, onde temos medo de pousar os cotovelos. É a sala da família, daalegria,dobarulhodasconversasque se cruzam como tilintar dos talheres. Conhecem esta sensação? Falar de gastronomia em Matosinhos, é falar de algo que por vezes se confunde, mas que é feito de alma e tradição que já passa de geração em geração. Tudo começou de forma natural, quase bruta, quase como o garum que os romanos aqui produziam e consumiam. Antigamente, a “comida” era o sustento quevinhadomar,nadamais.Astabernas e tascas eram o refúgio dos pescadores, lugares peculiares, de vozes grossas e de mãos calejadas que faziam o peixe saltar da rede para o lume sem grandes cerimónias.Comopassardasdécadas,o queerapuranecessidadetransformou-se em arte, e que grande arte, assar peixe é uma arte que poucos conhecem. O segredonuncafoiacomplicaçãotécnica, mas sim a simplicidade e respeito pela matéria-prima que o mar nos vem entregar. O desenvolvimento do concelho foi galopante, não acredita? Dê um pequeno pulo até aos anos 80 e procurem posicionar-se no mapa onde tudo, ou melhor quase tudo seria diferente. O que eram ruas estreitas de casas baixas e redes estendidas ao sol, tornaram-se em artérias pulsantes de um comercio que vive do paladar. Matosinhos cresceu para cima e para os lados, mas manteve sempre o seu nariz virado para o seu mar. Hoje, quando falamos do que aqui se come, o rei absoluto é o peixe assado. É uma gastronomia honesta, tradicional que não precisa de artifícios porque a frescura está lá, a frescura é de cá. Esta autenticidade e audácia colocou o concelho no radar mundial “world´s best fish”. Agora, recebemos turistas de todos o mundo, críticos e chefes de renome que procuram a pureza do sabor que aqui se preserva. O setor da restauração tornou-se a espinha dorsal da economia local. Mas o mais interessante é olhar para o futuro, o concelho já se projeta para lá danossatradição.Aquiforamcozinhadas políticas de visão, vemos uma nova geração de chefes a chegar, que trazem novas técnicas e abordagens, mas que têm o bom senso de não estragar o que já é perfeito. O turismo gastronómico está a tornar-se mais sustentável, mais atrativo, mais atento a pegada ecológica e mais digital, sem nunca perder o calor humanoquenosécaracterístico.Ofuturo passa por esta simbiose, entre o mar que nos alimenta e a inovação que nos projeta cá dentro e lá fora. Continuamos a ser a sala de jantar de excelência, mas agora com as portas e janelas abertas para o mundo. Porque, no fundo, seja num almoço de trabalho, ou um jantar mais requintado, o que nós procuramos é sempre o mesmo, a verdade de um sabor que nos faz sentir em casa, e que nos traz lembranças, e este sabor é a alma de Matosinhos.Acerteza de uma refeição inesquecível, onde o simples se torna felicidade.

DOS DIRETORES

A reforma do sistema educativo tem decorrido com alguma normalidade, apesar de se imporem outras medidas estruturais que “revolucionem” a educaçãoemPortugal.Uma“revolução” que configure sem qualquer dúvida o aluno /cidadão que queremos formar. O modelo que tem estado subjacente à formação social tem tido resultados bem visíveis, destacando-se de entre outros, fenómenos como, guerras, fome, delinquência, diferenças sociais inaceitáveis, em suma, uma sociedade onde nem todos são felizes. Se assim é, e se acreditamos no papel da escola na formação do ser humano e, consequentemente na (re)construção de uma outra sociedade, urge mudar de uma forma sustentável.Atransferência de novas competências para os diretores escolares — um fenómeno muitas vezes associadoàmunicipalizaçãodaeducação e à autonomia das escolas — é um tema que gera debates intensos. Esta mudança transforma o diretor de um gestor pedagógico num verdadeiro “CEO” da escola, o que traz benefícios claros,mastambémriscossignificativos. Assim sendo, seria importante que as transferências a operacionalizar para os diretoresfossem,grossomodo,“intensas” na sua abrangência, continuando outras a serem delegadas nas autarquias. Se assim for, no que se refere a algumas vantagens, teríamos: a agilidade na resolução de problemas - com mais competências(especialmentefinanceiras e de contratação), o diretor não precisa de esperar por decisões centrais lentas do Ministério para resolver questões urgentes.Adaptação à realidade local - permite que a gestão seja moldada às necessidadesespecíficasdacomunidade escolar; o que funciona numa escola pode não funcionar noutra; novas competências permitem essa diferenciação. Gestãoestratégicaderecursos-odiretor passa a ter uma visão 360º.Ao gerir o orçamento,podepriorizarinvestimentos emáreasqueeleidentificacomocríticas para o sucesso dos alunos (exemplo, mais tecnologia ou reforço no apoio escolar). Reforço da liderança - um diretor com poder de decisão real ganha maior autoridade e capacidade de mobilizar a equipa em torno de um projeto educativo próprio. Estas seriam algumas das vantagens (genéricas) que mereceriam uma especial atenção pela parte da tutela. Porém, também poderíamosapontaralgumas(potenciais) desvantagens de um novo modelo de competências delegadas nos diretores, como sejam: sobrecarga burocrática e administrativa - é o risco principal. O diretor corre o risco de passar tanto tempo a gerir questões administrativas, que poderia acabar por negligenciar a liderança pedagógica (o foco no ensino e na aprendizagem). Falta de formação específica - muitos diretores têm formação em ensino, não em gestão pública,direitoadministrativooucontabilidade.Semoapoiotécnicoadequado, o risco de erros de gestão aumenta. Clientelismo e pressões locais - com competências na contratação de pessoal e gestão de recursos, o diretor pode ficar mais exposto a pressões políticas locaisouinteressesdegruposdepressão, comprometendo a imparcialidade. De sigualdades entre escolas: escolas com diretoresquesãogestoresmais“astutos” podem acabar com muito mais recursos e melhores condições do que escolas geridas por perfis mais académicos, criandoumfossonaqualidadedoensino público. No geral podemos afirmar que o aumento de competências para os diretores e, consequentemente, o sucessodessemodelodependemenosda quantidadedecompetênciasatribuídase mais da existência de equipas de apoio administrativo robustas que libertem o diretor para ser, acima de tudo, um líder de pessoas e de aprendizagens. Simulta neamente importaria que se elaborasse umestatutoconvenientementeadequado para a carreira dos diretores, exigindo que assumam a responsabilidade da formação holística do novo perfil dos nossos alunos, do cidadão que tenha potencial para (re)construir uma outra sociedade,ondetodospossamserfelizes, como não acontece atualmente.Assim, configuremos o caminho para o aluno SUC – Solidário, Utópico, Critico.

Novos empreendimentos em Leça da Palmeira e Matosinhos Sul

ARM Promo anunciou o lançamento do RM Villas, um novo empreendimento residencialquereforçaaofertadehabitação de elevada qualidade em Matosinhos Sul. O empreendimento integra 11 unidades habitacionais, com tipologias que variam entre T0, T1, T1 Duplex e T2 Duplex, reunindoapartamentosemoradias.Asáreas distribuem-se entre 40 m² e 105 m², com valoresdecomercializaçãocompreendidos entre 235.400 € e 449.400 €. O investimento global no projeto, com assinatura do arquiteto Sérgio Sousa, é de cerca de 4.000.000 €.Aobra arranca no 1.º trimestre de 2026. A RM Promo assinala o sucesso do o RM Leça, localizado no centro de Leça da Palmeira, atualmente em construção e já com todas as frações vendidas. O empreendimento integra 10 apartamentos de tipologias T1 e T2, com áreas compreendidas entre 53 m² e 101 m², refletindo uma oferta pensada para diferentes perfis de utilização. Os preços de venda variaram entre 220.000 € e 400.000 € para habitação e 70.000 € para loja, com um investimento global aproximado de 3.000.000 €.Aconclusão da obra e realização das escrituras está prevista para o final de 2026.

ÁREAS DE ATUAÇÃO

Projetos 2D/3D

Decoração de interiores e exteriores Mobiliário personalizado e por medida Obras Chave-na-mão

(+351) 914 924 060 geral@bsinteriores.pt Rua António Ramalho, nº 600 4460-240 Senhora da Hora

Ogrupo empresarial Lionesa Business Hub, em Leça do Balio,vaiinvestir60milhões de euros em expansões. A“expansão sul” no espaço já teve início em 2025, que já alberga cerca de sete mil trabalhadores de 47 nacionalidades. Prevista para 2027, o investimento superior a 50 milhões prevê novosescritórios,soluçõesde“flexliving” e grandes áreas verdes, com destaque para o Jardim Filosófico como elemento central.

O Lionesa Sports & Leisure Club fazem parte da “expansão norte”, com abertura previstapara2028.Oinvestimentodecerca de cinco milhões de euros prevê “qualificação do campus existente, reforçando infraestruturas tecnológicas, soluções de sustentabilidade,flexibilidadedosespaços e condições de bem-estar”, segundo o comunicado do grupo empresarial.

O Lionesa Business Hub destacou ainda quenoanopassado,integrarammaisde500 novosprofissionaisecinconovasempresas. Nesse mesmo ano, com a reabertura da Linha de Leixões, o campus ficou ligado com outros pontos do distrito do Porto, complementada com um shuttle gratuito.

Lionesa Business Hub anuncia investimento

O restaurante oferece serviços de restauração com pratos cuidadosamente preparados, atendimento dedicado e comodidades que garantem conforto e conveniência aos clientes.

966 742 009 +351229350923 info@praiadotitan.pt Av. Gen. Norton de Matos, 4450-208 Matosinhos

Antiga Fábrica de Conservas premiada no Building of the Year 2026

O empreendimento Fábrica 390, em Matosinhos, foi distinguido nos ArchDailyBuildingoftheYear2026.É o único vencedor da edição concebido por arquitetos portugueses, vencendo na categoria IndustrialArchitecture. O projeto, de Álvaro Siza Vieira, transformaaantigafábricadeconservas num complexo urbano de uso misto, numa intervenção que reconstrói as suas fachadas e chaminés originais

e introduz novos volumes e pátios, assegurando luz natural, permeabilidade e diversidade programática contemporânea.

Considerado o maior prémio de arquitetura decidido pela comunidade a nível global, o Building of theYear Awards atingiu um recorde na sua 17ª edição, contando com mais de 120 mil votos públicos provenientes de mais de uma centena de países.

ITF Intertex regressa à Exponor

AITF Intertex – Feira Internacional da IndústriaTêxtil regressa à Exponor entre19e21demaio,prevendoatingir umrecordedeparticipaçãodeempresas portuguesas. Na quinta edição do certame, a organização estima reunir mais de 150 expositores, dos quais pelo menos metade serão nacionais, bem como mais de 4.000 visitantes provenientes de cerca de 45 países. Depois de três edições consecutivas realizadas no Europarque, em Santa Maria da Feira, a Intertex volta ao local onde se estreou em Portugal, em 2022.Aedição de 2026 decorrerá no Pavilhão 6 da Exponor.

Aapresentação da feira decorreu no passado dia 3 de março, na sede da ANIVEC –Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confeção e

Moda, entidade que volta a apoiar o evento.

Entre as principais novidades desta edição destaca-se a integração da secção de calçado e artigos de pele, anteriormente organizada em paralelo sob a designação Intertex Leather & Shoes, no espaço principal da feira.

Aárea dedicada à maquinaria têxtil, que registou crescimento na edição anterior, será igualmente reforçada.

Afeira contará ainda com um ciclo de conferências temáticas — as Business Talks — desenvolvido em parceria com aANIVEC, o CITEVE – Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário e o MODATEX – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confeções e Lanifícios.

Teatro Constantino Nery e Sete Casas classificado como Interesse Municipal

OTeatro Municipal ConstantinoNeryfoiclassificadocomoMonumento deInteresseMunicipalea SeteCasascomoConjunto de Interesse Municipal.As classificações foram publicadas em Diário da Repúblicaeresultamdadecisãoaprovada em reunião da Câmara Municipal de Matosinhos, reforçando a proteção e valorização do património histórico. Inaugurado em 1905, o Teatro Constantino Nery é um dos espaços culturais mais emblemáticos da cidade.

Apósterencerradonofinaldadécadade 1980, foi adquirido pelo Município em 2000, reabilitado e reaberto ao público em 2008, mantendo desde então uma programação cultural regular e diversificada.

As Sete Casas na Rua de Brito Capelo, iniciada em 1913, representam um importante exemplo da arquitetura burguesa de gosto eclético do início do século XX e fazem parte da identidade urbana de uma das principais ruas comerciais de Matosinhos.

José Henrique Correia Investigador de História Contemporânea | Professor ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2026: HITTLER E ZIELINSKI, "SEGUNDA VOLTA CÓMICA" EM ARCIS-SUR-AUBE

Dois candidatos com sobrenomes evocativos tentarão conquistar a Câmara municipal deArcis-sur-Aube no domingo, 22 de março.Aimprensa internacional diverte-se com a história de Charles Hittler eAntoine Renault-Zielinski.

Arcis-sur-Aube, uma pequena cidade nolestedaFrança,nãomuitolongede Troyes, as eleições municipais "são comentadas na imprensa internacional". Os 2.800 habitantes de Arcis-sur-Aube, no entanto, ficarão "felizes em ver que o presidente cessante não deseja imitar o falecido líder do mesmo nome",(BBC). Na verdade, a segunda volta marcada para domingo será triangular: além de Charles Hittler e Antoine Renault-Zielinski, Annie Soucat, independente, também está na disputa. Os moradores preparam-se para vivenciar "uma segunda volta cómica", (diário suíço 24 Heures). De facto, o presidente cessante, Charles Hittler, que lidera uma lista decentro-direita,temcomoadversário Antoine Renault-Zielinski, candidato do partido de extrema-direita Les Patriotes. Nos últimos dias, usuários franceses têm "inundado" as redes sociais com "postagens humorísticas sobre a batalha entre o falecido ditador alemão, Adolf Hitler, e o herói da Ucrânia atual, Volodymyr Zelensky", (BBC). O septuagenário recusou sempre mudar o sobrenome. "Quando soubermos quem é você, o nome é menos importante. As pessoas verão quem está por detrás disso. Para quem me conhece, sou apenas 'Sr. Charles'", disse à BBC. No entanto, alguns dos netos decidiram fazê-lo, diz o Telegraph. NaAlemanha, foram os habitantes de Gomaringen – uma cidade alemã irmã deArcis-sur-Aube – a ficararem "surpreendidos com a chegada do Sr. Hittler"!, continua o diário britânico. Por sua vez, Antoine Renault-Zielinski "carrega o sobrenome do pai, French, e o da mãe, polaca", relata o VRT NWS.A imprensa belga explica que, desde o início da guerra em 2022, a questão de um possível vínculo familiar com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky tem sido frequentemente feita ao candidato de extrema-direita, apoiado pelo partido Les Patriotes de Florian Philippot. "Irónicamente, Arcis-sur-Aube deu nome a uma cidade próxima a Odessa, na Ucrânia de Zelensky",(BBC). Em 1814, os exércitos de Napoleão enfrentaram tropas russas, prussianas e austríacas na Batalha deArcis-sur-Aube. Dois anos depois, famílias protestantes alemãs, convidadas pelo governo russo, estabeleceram-se no território do que hoje é a Ucrânia Fundaram vilarejosaquederamnomesfranceses, em homenagem às batalhas em que alemães e russos lutaram juntos.

Câmara de Matosinhos avança com apoio à criação de 300 novas vagas em lares de idosos

ACâmara Municipal de Matosinhos vai apoiar cinco Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) doconcelhonaelaboraçãode projetos de arquitetura e especialidades necessários à construção de cinco novas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI). O apoio total poderá atingir 375.000 euros, correspondendo a 75.000 euros por instituição.

As entidades beneficiárias, que manifestaram intenção de apresentar candidatura à nova linha de financiamento nacional para criação e reabilitação de equipamentos sociais, são:

-Associação deApoio Social de Perafita (ASSP)

-AssociaçãoATI –Amigos daTerceira

Idade de Leça da Palmeira

- Associação de Solidariedade Social Betesda

- Centro Social e Cultural de Custóias

- Centro Social Paroquial do Padrão da Légua

“A decisão do Executivo Municipal resulta de um processo de auscultação às instituições locais e da identificação partilhada das necessidades ao nível das respostas residenciais para pessoas idosas.Aexperiência de avisos anteriores demonstraqueascandidaturascomprojetos técnicos já concluídos — nomeadamente arquitetura e especialidades — obtêm melhorpontuaçãoemaioresprobabilidades de aprovação.

O apoio municipal destina-se, por isso,

a permitir que as IPSS preparem antecipadamente candidaturas mais robustas, maduras e competitivas, aumentando as hipóteses de financiamento para a futura construção dos lares de idosos”, explicou Luísa Salgueiro, presidente da autarquia.

Apar do apoio financeiro a Câmara cede ainda 4 terrenos municipais em cada uma das respetivas freguesias (uma das instituições possui terreno próprio), estimados no valor de 1.000.000 euros cada. Cerca de 23% a 25% dos residentes de Matosinhos têm mais de 65 anos — o que significa que uma em cada quatro pessoas no concelho é idosa.

Hospital celebra Dia Internacional da Mulher

O Hospital Pedro Hispano assinalou o Dia Internacional da Mulher com um gesto simbólico dirigido às mulheres internadas, mantendo uma tradição já enraizada na instituição.

O Voluntariado do Hospital Pedro Hispano e a Liga dosAmigos do Hospital de Matosinhos ofereceram uma flor às utentes, numa iniciativa que procurou transmitir afeto, proximidade e esperança.

Aentregadasflorescontoucomapresença de Alcina Madanços, responsável pelo voluntariado, e de Prata de Azevedo,

presidente da Liga dosAmigos.Também Catarina Diogo, vogal executiva do Conselho deAdministração da Unidade LocaldeSaúdedeMatosinhos,seassociou ao momento, acompanhando a iniciativa e sublinhando a importância do trabalho desenvolvido pelos voluntários no apoio diário aos utentes. Para além desta ação, vários serviços do hospital assinalaram a data com murais, mensagens simbólicas e pequenos gestos de reconhecimento, celebrando a força e o papel inspirador das mulheres.

O auditório do Hospital Pedro Hispano vai receber, no próximo dia 21 de maio de 2026, o 2.º Encontro “Controlo de Infeção na ULS”, uma iniciativa dedicada à partilha de conhecimento e boas práticas na prevenção e controlo de infeções em contexto de cuidados de saúde.

Ainiciativa conta com a participação de entidades e organizações ligadas à área da saúde,incluindoaUnidadeLocaldeSaúde de Matosinhos e associações profissionais relacionadas com o controlo de infeção.

O evento vai reunir profissionais de saúde, especialistas e investigadores para

discutir estratégias, desafios e avanços no controlo de infeções nas Unidades Locais de Saúde (ULS), promovendo a atualização científica e a colaboração entre diferentes áreas clínicas. Este segundo encontro pretende reforçar a importância da vigilância epidemiológica, da prevenção de infeções associadas aos cuidados de saúde e da implementação de práticas seguras nas instituições de saúde, contribuindo para a melhoria contínua da qualidade e segurança dos cuidados prestados aos utentes.

Novo mandato do Conselho Municipal de Juventude de Matosinhos

O Conselho Municipal de Juventude de Matosinhos (CMJ) realizou a primeira reuniãodoano,naFábricaVascodaGama. A sessão ficou marcada pela tomada de posse dos membros do Conselho, assinalando o arranque de um novo mandato autárquico. Durante a reunião, realizou-se a eleição interna e foram designados os representantes do CMJ em órgãos municipais e estruturasdeacompanhamentoestratégico: MesadoCMJ(Secretários):VitóriaFerreira eBernardoLourenço;ConselhoMunicipal deEducaçãoeConselhoMetropolitanode Juventude: Rodrigo Pinheiro; Conselho LocaldeHabitaçãoeConselhoConsultivo deEconomia:PedroTomé;ConselhoLocal deAcompanhamentodoPlanodeAçãopara a Energia Sustentável e Clima: Francisco Meireles; Comissão Alargada da CPCJ de Matosinhos: Solange Cunha.

Crianças recolhem 30kg de resíduos da praia

Os alunos do 1.º ano do Jardim-Escola João de Deus de Matosinhos participaram numa ação de remoção de resíduos marinhos na Praia de Fuzelhas, em Leça da Palmeira.

Durante a atividade, as crianças ajudaram a recolher cerca de 30 quilos de resíduos encontrados no areal, contribuindo para a limpeza e preservação do espaço natural. Aaçãointegrou-senostrabalhosdelimpeza

que o Município tem vindo a realizar nas praias do concelho, na sequência da acumulação de detritos provocada pelo mau tempo que se fez sentir nas últimas semanas.

Ainiciativa foi promovida pela Câmara MunicipaldeMatosinhosemparceriacom oCentrodeMonitorizaçãoeInterpretação Ambiental (CMIA) de Matosinhos.

Alunos recebem Kits de Emergência Familiar

Já começaram a ser distribuídos em Kits de Emergência Familiar aos alunos das escolas do concelho de Matosinhos. O projeto arrancou na Academia do Alertinha, com a participação de 40 alunosdaEBFlorbelaEspanca.Osalunos participaram numa ação de sensibilização sobre como prevenir e agir em situações de emergência. No final, receberam o Kit que contém váriosmateriaisessenciais,comomochila, lanterna, apito, lençol térmico, garrafa de água, caneca, temporizador, escova de dentes, jogo, lista de contactos de emergência e bolsa para documentos.

As crianças participaram também em atividades interativas com o apoio de um tablet que simularam vários contextos do diaadia comoumquarto,umacozinha, uma praia ou uma floresta identificando possíveis perigos e aprendendo a preveni-los. Os alunos receberam ainda um folheto com informação sobre como completar o kit em família.Asessão inicial contou com a presença da vereadora da Proteção Civil e Polícia Municipal, Marta Pontes. TodososalunosquevisitaremaAcademia do Alertinha irão receber um Kit de Emergência Familiar.

Carlos Marinho Professor Doutor de Matemática FERMAT, O PRÍNCIPE DOSAMADORES

Umadasmaioresfigurasdamatemática de todos os tempos afinal era amador. Consideradoo"PríncipedosAmadores", PierredeFermatdedicou-seàmatemática nashorasvagas,nuncafoiasuaprincipal atividade,emboratenhasidootrabalho quelhedeumaisprazer.Porquetrabalhar matemática é puro prazer. Foi jurista e magistrado por profissão, dedicava à Matemáticaapenasumashoraspordia, porlazere,mesmoassim,foiconsiderado por Blaise Pascal o maior matemático doseutempo.

EmplenoséculoXVII,Fermataolere estudaroTeoremadePitágoras,quediz “Numtriânguloretângulo,oquadradoda hipotenusaéigualàsomadosquadrados doscatetos”,verificouquepoderiahaver maisqualquercoisaemtãobeloresultado. Aquele teorema fez-lhe pensar mais além.Fermatpensouquehaveriamais históriaparaalémdestahistória.Pensou, então,quex3+y3=z3,parainteirosx,y,ez inteirospositivos.Tentouemvãoprovar estarelação.Verificouempoucotempo quenãoerapossível.Depoistentoupara x4+y4=z4, para inteiros x,y, e z inteiros positivos.Novamente,nãoerapossível. Apóssucessivastentativaspara5,6,7, confirmouquenãoerapossível.Como apalavradesistirnãofaziapartedoseu vocabulário,enquantodecidiaemtribunal algunsprocessos,tomouainiciativade pensarnoseguinteresultado:“Nãoexiste nenhum conjunto de inteiros positivos x, y, z e n com n maior que 2 que satisfaça a equação xⁿ+yⁿ=zⁿ”. O teorema foi escritonasmargensdolivroAritmética deDiofante,seguidodeumafrase: “Eu tenho uma demonstração realmente maravilhosa para esta proposição, mas estamargemédemasiadoestreitaparaa conter".Escrevernasmargensdoslivros erahabitualemFermat,efoigraçasao seufilhomaisvelho,Clément-Samuel, queassuasanotaçõesnãoseperderam. Depoisdepassarcincoanosarecolher cartas e anotações do seu pai, publica em1670,emToulouse,aAritméticade DiofantecontendoobservaçõesdePierre deFermat,ondenapágina61continha o teorema. Em bom tempo o fez. Fez do seu pai, um dos matemáticos mais ilustres do planetaTerra. Fez com este ato que o seu pai ficasse na história da ciênciaedamatemática. Fica sempre a dúvida, se Fermat conhecia de facto alguma demonstração ou se equivocou ao acreditar que apoderiademonstrar.Geraçõesinteiras de matemáticos amaldiçoam a falta de espaçodaquelamargem.Durantemaisde trêsséculos,praticamentetodososgrandes matemáticos,entreelesLeonhardEulere CarlGaussdebruçaram-sesobreoassunto. Maistarde,umrenomeadoempresário e matemático alemão, PaulWolfskehl, nanoiteemquedecidirasuicidar-sena suabiblioteca,deparou-secomo"Último Teorema de Fermat",aolê-lomudoude ideiasenãosesuicidou.Noseutestamento, deixou em 1906, a quantia de 100 000 marcos para quem o demonstrasse. O teoremadesafioumatemáticosportodoo mundodurante358anos,atéqueAndrew Wiles,ummatemáticobritânico,conseguiu demonstrá-loem1993.

De Matosinhos para o Mundo: A Carreira de Hugo Ribeiro

Com quase 30 anos de ligação à natação, o matosinhense Hugo Ribeiro tornou-se um dos nomes mais resilientes das águas abertas em Portugal. Do primeiro pódio em Sanxenxo ao título mundial no circuito Oceanman, o nadador concilia a vida de pai de gémeas com uma rotina profissional dupla: entre os turnos no IKEA e as aulas como professor de natação.

O NM esteve à conversa com o atleta que, com o apoio do projeto Heróis Betano, treina com uma intensidade rigorosa, ambicionando agora conquistar as ultramaratonas mais exigentes do mundo.

Quem é o Hugo Ribeiro?

O Hugo Ribeiro é um marido, pai de gémeas e professor de natação que persegue os seus sonhos como nadador de maratonas em águas abertas.

Como começou a sua ligação à natação e, em particular, às águas abertas?

Pratico natação há já quase 30 anos...Por volta dos 8 anos fui aprender a nadar, por indicaçãomédica(devidoadiagnósticode asma e alergias), nas Escolas Municipais de Matosinhos. Acabou por ser uma experiência bastante positiva e no ano seguinte pedi aos meus pais para experimentaraescoladenataçãodoLeixõesSport Club. Pouco tempo depois fui convidado a integrar a equipa de competição do clube, o que acabou por surgir um pouco de surpresa pois, apesar de ter historial desportivo na família, nada tinha a ver com desportos aquáticos.

Entretanto comecei a competir, a evoluir gradualmente e, com o tempo, demonstrando maior capacidade para as distâncias mais longas.Apenas no verão de 2005 fiz a minha primeira prova de águas abertas. Na altura o meu clube foi convidado a participar num evento em Sanxenxo (Galiza). Como nadador de longa distância quis participar e adorei a experiência. Acabei por ir ao pódio, juntamente com o7x campeão mundialde águas abertas - o espanhol David Meca, o que despertou ainda mais o meu interesse pela modalidade.

Apartir desse momento, quis explorar e conhecermelhorestamodalidadeque,para além de gostar, aparentemente parecia ter alguma aptidão natural. Conversei com os meus pais de forma a poder a investir

mais a sério nesse sentido, começando a pesquisar e tentar participar em mais competições.

Com o tempo fui fazendo mais provas, alcançando bons resultados e sobretudo ganhando experiência, em especial pela Galiza, não só pela proximidade, como tambémpelacompetitividade,premiaçãoe cultura/tradiçãodesportivanamodalidade.

Nessaaltura,jáem2010,sentinecessidade de procurar uma orientação técnica mais específica, uma vez que se tratava de uma vertente muito diferente da natação em piscina. Tive a sorte de trabalhar com treinadores que me ajudaram muito nesse processo. Em especial, quando fui treinar com o Prof. Rodolfo Nunes, em Paços de Ferreira, consegui pela primeira vez adaptar os treinos às exigências das águas abertas, algo que em Portugal ainda é raro, dado o foco estar maioritariamente na natação de piscina.

Com o tempo, e muita dedicação, os resultados foram aparecendo, cheguei ao topo nacional, participei em provas internacionais e conquistei alguns resultados importantes. No entanto, por volta de 2016, tive de interromper a alta competição para me poder dedicar à vida pessoal - casei, fui pai de gémeas em 2018, e a prioridade passou a ser a família.Apósapandemia,jácomumavida mais estabilizada, retomei gradualmente os treinos e senti que o “bichinho” da competição ainda estava presente. Por volta de 2023 regressei à competição em águas abertas e as coisas começaram a correr bem. Entretanto surgiu a oportu nidade de poder fazer parte do programa de apoio a atletas amadores HERÓIS BETANO da BETANO, o que se revelou crucial para, não só poder retomar a competição ao mais alto nível, como também participar em provas de grande prestígio e tentar concretizar sonhos que tinham ficado por cumprir.

Desde 2010, quando iniciei a minha espe cialização em águas abertas com o Prof.

Rodolfo Nunes, no clube GESPAÇOS, o meufocoforasempreadistânciaolímpica dos 10 km. Só mais tarde, passei para as ultramaratonasinternacionais(provascom mais de 10 km), o que continua agora a ser a minha grande aposta, integrada no projeto HERÓIS BETANO, cujo objetivo é competir nos eventos mais icónicos, exigentes e lendários do mundo, ambicionandoalcançarresultadosinéditos para Portugal.

Atualmente, devido à minha rotina profissional/familiareàespecificidadedaminha preparação, treino sozinho e represento (à distância) a Sociedade Filarmónica Gualdim Pais. O treinador do clube, Prof. Sebastião Santos, é especialista em águas abertas e um amigo de longa data (desde osprimórdiosdaminhacarreira)e,mesmo à distância, tem sido um suporte essencial para a minha evolução, ajudando-me a preparar os treinos de forma estratégica e adaptada.

ção total em águas abertas, com a ajuda do Prof. Rodolfo Nunes.Até então, desde a minha primeira experiência em 2005, de ano para ano tinha vindo a participar em cada vez mais competições de águas abertas, o que me permitiu ir ganhando experiência através do contacto com diversas tipos de condições e competitividades. Felizmente os resultados foram aparecendo, tendo conseguido a minha primeira vitória absoluta em 2006 na "Travesia do Corte Inglés" em Vigo. No entanto, sentia que me faltava algo pois nesta altura ainda não treinava especificamente para águas abertas, e

Com o tempo, o trabalho que se foi desenvolvendo começou a dar frutos e consegui alcançar um nível competitivo que me permitiria batalhar entre os melhores.

Como é a sua rotina de treino numa semana típica?

Uma semana normal de treino engloba, em média, 7 a 10 sessões de água e 2 a 3 sessões de ginásio. As sessões de água são maioritariamente em piscina (Leça do Balio ou Fluvial Portuense),

disponibilidade o permitam: no mar ou rio (ex: barragem de Castelo de Bode, acompanhado com o meu treinador). Os treinos de água têm volumes variáveis que, por vezes podem ascender até aos 12/14km numa só sessão. Já o reforço muscular pós-treino (core e ombros) e alongamentos faço quando possível. Em dias em que tenho treino bidiário, o ritmotorna-separticularmenteexigente.A hora de acordar depende do planeamento do dia, mas nesses casos tenho de me levantar cedo para treinar logo de manhã. Depois sigo direto para o trabalho, e, quando saio, volto a treinar — geralmente antes ou depois das aulas que dou. E se ainda sobrar algum tempo ao fim do dia,façoumacurtasessãodeginásio ou reforço muscular/alongamentos. Os dias são longos, chego muitas vezes tarde a casa e o pouco tempo livre que tenho é para as tarefas normais de casa (quetambémnãopodemser

negligenciadas) e sobretudo para conviver com a família, o que é sempre importante, antes de descansar para começar tudo de novo no dia seguinte.

Que tipo de preparação física e mental é necessária para competir em águas abertas?

limites do corpo humano. Como consegue equilibrar a vida pessoal com uma carreira desportiva de alto nível?

De facto, não é nada fácil! O grande desafio é mesmo o tempo, que parece sempre curto. Infelizmente, não sendo um atleta profissional (pelo menos no sentido monetário da palavra), torna-se fundamentalgerirotempoquaseaominuto de forma a encontrar um equilíbrio diário entre treinos, trabalho, responsabilidades e convívio familiar, e ainda ter algum tempo para descansar e recuperar. No entanto, nada disto seria possível sem um forte apoio familiar - a família é a minha base de suporte que me permite conciliar tudo isto.

Os dias são intensos e exigentes, de modo que a motivação, foco e disciplina têm de estarsemprepresentes.Comotrabalhoem part-timenoIKEA,comhoráriosrotativos - ou seja, mudam todos os dias/semanas - tenho de ir ajustando constantemente a agenda diária de forma a encaixar tudo. Para além disso, sou também professor de natação na Matosinhosport, o que até me ajuda, pois uma elevada percentagem dos meus treinos são feitos na mesma piscina onde dou aulas (também por uma questão de conveniência).

O que o motiva a continuar a competir e a superar-se?

disso, luto para deixar orgulhosos todos aquelesqueestiverameestãodomeulado, acreditam e apoiam - em especial a minha família que sempre esteve presente, nos bons e nos maus momentos. Sobretudo, espero que um dia, quando as minhas filhas já forem mais crescidas, olhem para trás e tenham orgulho no pai, não só no que ele alcançou, mas no caminho que escolheu, de nunca desistir dos nossos sonhos e objetivos através da dedicação, perseverança, disciplina e paixão pelo que se faz.

Tem algum ritual ou hábito antes de competir?

Antes de qualquer competição tenho sempre o hábito de analisar bem a prova: interpretar as condições e percursos, estudar a concorrência, prever cenários possíveis e traçar um plano - há sempre um trabalho prévio a fazer. Em termos de rituais, por acaso até tenho um: nos momentos de concentração que antecedem a partida numa competição costumopassarareiapelasmãosenquanto, sozinho, me acalmo e foco no que está paravir.Istoquandotalépossível.Nãome lembro quando ou porque comecei a fazer isto, mas pode ter a ver com uma cena de um filme que gosto muito - "Gladiador"

Que significado tem para si representar Portugal e conquistar um título de campeão do mundo nas águas abertas?

Outro momento que guardo com muito orgulho foi o 4º lugar alcançado em 2015 naTraverséeInternationaleduLacSt.Jean de32kmnoCanadáequeerasimultaneamenteTaça do Mundo de Ultramaratonas (FINA Grand Prix World Cup), como parte do antigo circuito mundial de ultramaratonas da Federação Internacional. Esta é considerada por muitos como "a ultramaratona mais difícil do mundo" e conseguir este resultado inédito em tal evento, obtendo a melhor classificação de um português no circuito mundial foi muito especial, apesar de em 2013 já ter conseguido concluir a prova com um honroso 7º lugar. No entanto foi um resultado que ficou sempre com um ligeiro sabor agridoce por ter ficado tão perto do pódio, mas que reforçou a minha confiança e motivação para competir em provas tão exigentes e icónicas. Porúltimo,otítulomundialOCEANMAN 10km obtido em 2025 do Dubai que foi mais um marco histórico alcançado, em que jamais esquecerei o ecoar de "A Portuguesa" no lugar mais alto do pódio. Infelizmente gostaria que tivesse sido um momento partilhado com toda a minha família e treinador, mas tal não foi possível. No entanto, esteve presente o meu Pai, o meu companheiro e apoio de sempre ao longo de toda a minha carreira (evida)eumexemploquesempreseguirei. Claro que há outros momentos também muito importantes, mas estes são os que, por um motivo ou outro, foram mais marcantes.

A natação em águas abertas é uma modalidade preponderantemente de endurance, o que envolve uma elevada exigência mental e física.Apreparação e os momentos competitivos são muito longos, solitários e testam muitas vezes os próprios limites do nosso corpo. Como tal, a preparação tem de ser especializada: por um lado, a componente da resistênciatemdesertrabalhadademodoa prepararocorpoeamenteparaadistância que se vai enfrentar; por outro lado, surge a componente estratégica e de capacidade de adaptação às condições, igualmente importante e que pode ser desenvolvida, não só através de estudo e análise, como também da própria experiência de treino/ competição em águas abertas. No fundo, as maratonas de águas abertas são um derradeiro desafio natatório ao corpo e mente: tentar ser o nadador mais rápido a completar uma determinada distância (grande), sem perder o foco, enfrentando os elementos que a natureza nos opõe, desafiando muitas vezes os

No final da primeira parte da minha carreira (2005 a 2016) fiquei sempre com um sentimento agridoce.Alcancei um nível e resultados que muito poucos acreditavam que conseguisse. No entanto, tudo isso foi apenas à custa da paixão, trabalho, dedicação e, sobretudo, do investimento próprio (dos meus pais, a quemdevotudo!).Porexemplo,fizprovas internacionais (como taças do mundo e europa) em representação do meu País, onde eu e o meu treinador tivemos de suportar todos os custos. Infelizmente na altura não tive um suporte institucional ou federativo que me tivesse permitido ir ainda mais longe, ficando sempre a sensação de que poderia ter feito mais, em especial, nas ultramaratonas onde me tinha começado a especializar nos últimos tempos. Felizmente,desdeoregressoàcompetição em 2023, foram surgindo oportunidades que até então não existiram para mim, e que me têm permitido lutar por objetivos ambiciosos e resultados inéditos para as águas abertas em Portugal. Na atualidade tenho alguns apoios/ patrocínios nomeadamente a SUMARPO (fatos de neopreno), RIBSWIM (empresa familiar de material de natação) e, em especial, o programa HERÓIS BETANO que, desde 2024, tem sido uma ajuda fundamental e imprescindível para poder participar e competir nos maiores e mais icónicospalcosinternacionaisdemaratonas em águas abertas. Em termos motivacionais, é claro que ambiciono deixar o meu legado e a minha marca na modalidade em Portugal. Tive um treinador que me disse uma frase que nunca esquecerei: "Queres ser um, ou ser apenas mais um?" e esse é um lema que me está sempre presente. Para além

Penso que para qualquer atleta, o sonho começa por ter a oportunidade de representar o seu País. Para mim, é sempre um orgulho levar as quinas ao peito (ou neste caso na touca) em representação do povo português seja em que prova for. Poroutrolado,alcançarumtítulomundial serásempreummomentoespecialeúnico - ouvir "APortuguesa" no lugar mais alto do pódio fica-nos na memória, juntamente com todos os sentimentos e emoções que vivi na competição. Esta vitória na final mundial do circuito OCEANMAN 10km (distância principal) marca um feito inédito para um português naquele que é atualmenteomaioremaispopularcircuito de águas abertas do mundo.

O seu palmarés já conta com títulos muito importantes. Qual das suas conquistas considera mais especial e porquê?

Sem dúvida que tive vários momentos que me marcaram ao longo da carreira, mas há 3 que me vêm logo à memória: Oprimeirofoiaconquistadomeuprimeiro título nacional absoluto de águas abertas na distância de 10km (Alqueva, 2014).

Foi um objetivo pelo qual trabalhei vários anos juntamente com o meu treinador da altura Prof. Rodolfo Nunes, simbolizando a concretização de todo um processo de especialização na modalidade, não só através da própria conquista, mas também pelo caminho percorrido.

Quais são os seus principais objetivos para os próximos anos?

Este ano, com o apoio fundamental dos meus patrocinadores, especialmente da BETANO,tenhocomoobjetivosprincipais competir em algumas ultramaratonas internacionais pela primeira vez e lutar pela melhor classificação possível: Ultraswim Ibiza30km(ESP),ZEUSGrandPrix25km (POR) eWörthersee Swim 34km (AUT). Poderá ainda haver outras participações internacionais mas que dependerão de outros apoios que entretanto possa vir a obter. Se tudo correr pelo melhor, para o próximoanotenhoodesejodecompetirna ultramaratona histórica Santa Fé-Coronda 56km naArgentina, conhecida como "la más linda del mundo", mas ainda é apenas umaambiçãoedependerádeváriosfatores.

Que conselho daria a jovens atletas que sonham seguir uma carreira na natação?

Penso que o que diria se aplica a jovens atletas de qualquer modalidade: acreditem em vocês mesmos, dediquem-se de corpo e alma aos vossos objetivos/sonhos pois com trabalho, disciplina e motivação tudo é possível! Como diz o meu Pai, "O Céu é o limite!".

Para mim, é sempre um orgulho levar as quinas ao peito

O mês de março revelou um Sporting marcado por contrastes entre a estabilidade interna e a intensidade europeia. Na Liga Portugal, o mês começou com um empate difícil frente ao SC Braga, com um empate a duas bolas, onde o equilíbrio e a dureza do encontro evidenciaram os desafios competitivos que a equipa enfrenta na luta pelos primeiros lugares. Ainda assim, os leões responderam com autoridade ao vencer o Alverca por 1-4, numa exibição sólida que reforçou a eficácia ofensiva e a capacidade de controlo em jogos teoricamente acessíveis.

Na Liga dos Campeões, trouxe um caminho emocional ainda mais acentuado. A derrota por 3-0 diante do Bodø/Glimt, deixou o Sporting numa posição delicada, marcada pelas dificuldades impostas pela equipa norueguesa e pelo ambiente adverso. Porém, seis dias depois, Alvalade viveu uma noite histórica: vitória por 5-0 após prolongamento, garantindo a passagem aos quartos de final

e consumando uma reviravolta épica que ficará gravada na memória dos adeptos. O Sporting entre os 8 melhores da Europa! Com abril à porta, o Sporting encara desafios de grande exigência. O duplo confronto europeu com o Arsenal, em abril, promete intensidade máxima, enquanto o clássico frente ao Benfica, logo de seguida, pode ser decisivo na corrida pelo título, exigindo gestão física e mental num calendário apertado. Também, e não menos importante será o embate contra o FC Porto que vai definir um dos finalistas da Taça de Portugal. É de referir que a vitória do Futebol Clube do Porto, em Braga, fez com que o Sporting, muito dificilmente, consiga chegar ao primeiro lugar no fim do campeonato.

Com o coração na boca e a alma nos pés, pronto para provar que nos momentos mais difíceis é quando o leão ruge mais alto.

MENGO ENTRE OS MELHORES

ROLAA BOLA 1904

PAULO FERREIRA

Chegou o fim do mês de Março e continua tudo indefinido sobre o resultado final. Os três primeiros ainda podem ganhar o campeonato (Porto, Benfica e Sporting). Depois Braga, Famalicão e Gil Vicente disputam o quarto lugar.

Faltam sete jornadas, vinte e um pontos em jogo, e do décimo sétimo décimo classificado existem 10 pontos de diferença. Quero dizer que de 18 clubes, 13 ainda estão a disputar os seus lugares. Só cinco clubes se encontram em posições confortáveis em que não descem, sendo também difícil atingir os ligares do top 5. Se isto não é um campeonato competitivo não sei o que é um campeonato competitivo. Prova de que as nossas equipas estão no bom caminho são os resultados nas Competições Europeias.

E, pronto, fruto de mais uma época atribulada deixamos escapar a última oportunidade que nos poderia deixar entreaberta a porta do título colocando-nos na luta pelo segundo lugar, no qual verdadeiramente não acredito. Mais do mesmo é o que se pode dizer do jogo com o FCP em que entramos francamente a dormir, repetindo erros à exaustão, com as consequências inevitáveis. Uma parte de avanço em que quase hipotecamos o resultado resgatado próximo do final, mas insuficiente para mais do que um simples empate. Refira-se ainda a evidencia, muito clara, da diferença abismal entre os dois conjuntos, no que à componente física diz respeito, a que se associa uma evidente disparidade de rotatividade dos jogadores, bastando olhar à forma como o Porto resolveu as dificuldades em Braga, algo que o Benfica nem em sonhos conseguiria colocar em prática. Não posso, no entanto, deixar passar em claro a vista grossa do árbitro da partida na jogada final em que Diogo Costa comete falta, clara, olhem para a forma como este enfia uma joelhada na coxa de Pavlidis, que pelo menos justificaria uma chamada de atenção por parte do VAR. Era preciso coragem, que não abunda, não era Sr. Pinheiro? Nada melhor que marcar uma falta a favor do Porto matando o mal pela raiz. Mudando de tema, existe um aspeto

que não posso deixar passar em claro e que tem a ver com a necessidade, urgente, de começar a preparar a próxima época começando desde logo pela definição da equipa técnica, essencial para evitar erros anteriores que têm resultado em prejuízos evidentes para o clube. A este respeito alerto para as intenções do nosso técnico, de todos conhecidas, em dirigir a seleção nacional o que pode conflituar, dado que o mundial se inicia em junho, com o cumprimento de prazos inultrapassáveis relativos a uma boa gestão da temporada seguinte. Imaginem que a competição corre mal e se abre uma vaga na equipa de todos nós, vamos à pressa substituir o atual técnico? O cenário repete-se pela terceira vez seguida com um início de temporada atribulado? Há, portanto, que antecipadamente resolver esta situação, claro que no segredo dos deuses, nem que seja pela substituição de Mourinho, Rúben Amorim está no mercado podendo trabalhar na sombra, por alguém que possa preparar calmamente a época 26/27. Assim há que começar, já, a definir e atacar os alvos de mercado, de uma forma assertiva e de acordo com o perfil antecipadamente traçado pelo principal responsável. Aprender com os erros é urgente.

Na Liga europa nos quartos de final temos duas equipas (25‰, Porto e Braga). Só Espanha e Inglaterra equipas do top five têm tantos representantes. Na Liga dos Campeões Espanha tem 3 representantes (Barcelona, Atlético Madrid e Real Madrid), Inglaterra tem dois (Arsenal e Liverpool), Alemanha tem um (Bayern). Portanto só nós nos metemos nos BIG/5 (Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália) estando em terceiro lugar no número de participantes nos oitavos de final das duas competições com cerca de 20‰ de equipas participantes nas duas competições. Para um País de 10M de habitantes é uma percentagem significativa onde mais nenhum país consegue meter o nariz e cheirar.

Matosinhos vai receber Mundial de ténis de praia

A praia de Matosinhos vai receber, entre 7 e 13 de setembro, o Campeonato do Mundo de ténis de praia, entre 7 a 13 de setembro, anunciou a Federação Portuguesa de Ténis. A competição terá um prize-money recorde, de 115 mil dólares, cerca de 99 mil euros. Esta será a

primeira vez que a competição vai ser disputada fora de Itália.

O Campeonato do Mundo vai decorrer na MatosinhosArena, que no ano passado acolheu o Sand Series, que em 2026 será noAlgarve.

JOÃO REGUFE
PAULO

Entrega de habitações em S. Gens

No dia 21 de março, foram entregues as restantes habitações no Conjunto Habitacional de S. Gens – Piscina, em Custóias, assinalandoaconclusãodeumimportante projetohabitacionalquetotaliza119fogos.

A data, coincidente com o Dia Internacional das Florestas e com o segundo aniversário do lançamento da primeira pedra, marcou simbolicamente o início de uma nova etapa para estas 68 famílias. Para assinalar o momento, cada agregado recebeu um vaso, num gesto simbólico de

crescimento e enraizamento nesta nova fase de vida.

O investimento, de 14 milhões de euros, financiado pelo PRR, integra-se na Estratégia Local de Habitação, reforçando ocompromissodoMunicípiocomoacesso a uma habitação digna e de qualidade.

O Município de Matosinhos participou, nos dias 11 e 12 de março, na Conferência Final do projeto europeu ATELIER, realizada em Bilbau.

A delegação integrou representantes do Município, da MatosinhosHabit e daAdEPorto, num encontro que reuniu mais de uma centena de participantes, entre parceiros europeus e especialistas na implementação de Distritos de Energia Positiva.FinanciadopeloprogramaHorizon 2020, o projeto ATELIER promove soluções integradas para cidades inteligentes, combinando eficiência energética, mobilidade sustentável e integração de energias renováveis.

Em Matosinhos foram definidas duas áreas piloto: o Conjunto Habitacional de Custió e o CorredorVerde do Leça.A MatosinhosHabit centra a sua intervenção em Custió, onde pretende aplicar soluções inovadoras desenvolvidas pelas cidades líderes do projeto.

A participação neste encontro reforçou a cooperação entre cidades europeias e contribuiuparaapartilhadeconhecimento eboaspráticas,fundamentaisparaacelerar a transição energética e climática.

IFRRU 2020Reunião Institucional

A Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro, e a Vereadora da Habitação e Presidente do Conselho de Administração da MatosinhosHabit, Manuela Álvares, receberam,emmarço,anovaComissão Diretiva do IFRRU 2020. Este instrumento financeiro apoia projetos de reabilitação urbana e eficiência energética.Adelegação foi

representada por Isabel Barroso de Sousa, DárioVilela e Hélder Pereira. Duranteoencontroforamidentificadas oportunidades de colaboração com o Município, com enfoque na reabilitação urbana e na implementação da Estratégia Local de Habitação, reforçando o alinhamento entre instrumentos de financiamento e prioridades municipais.

Matosinhos acolheu, no início de março, um Laboratório internacional do projeto europeu CO2PED, dedicado à promoção de transições energéticas mais justas, inclusivaseeficientesemcontextourbano. Durante três dias, parceiros europeus visitaram os conjuntos habitacionais de Recarei e S. Gens, onde contactaram diretamente com iniciativas comunitárias, intervenções de reabilitação do edificado e modelos participativos que envolvem os moradores na construção de bairros mais sustentáveis.

O programa integrou ainda um painel de discussão centrado no impacto e continuidade dos projetos nas comunidades, promovendo a partilha de estratégias para reforçar a capacitação local e acelerar a transição energética.

Aparticipação da MatosinhosHabit neste projeto, promovido pela Universidade de Aveiro, reforça o compromisso com a valorização dos territórios e com o envolvimento ativo das comunidades na construção de soluções para um futuro mais sustentável.

Matosinhos: Vivências Séniores revisitam o passado no Palacete Visconde de Trevões

NoâmbitodoprojetoVivênciasSeniores, o Clube do Património promoveu recentemente uma tarde dedicada à história e à partilha de memórias no emblemático PalaceteVisconde deTrevões.Ainiciativa transcendeu a habitual visita histórica, oferecendo uma experiência cultural profundamente imersiva. Odestaquedatardefoiavisitateatralizada, onde os/as participantes foram recebidos/ as pela figura do próprio “Visconde”.

edificado de volta à vida. Atualmente convertido em Museu da Memória de Matosinhos (MuMMa), o palacete é hoje um pilar da identidade da cidade. Contudo, o momento de maior emoção surgiu quando os/as participantes recordaram as funções anteriores do edifício, que serviu durante décadas como escolaeBibliotecaMunicipal.Paramuitas das pessoas presentes, a visita foi um reencontro com a própria juventude, evocando memórias vivas de tempos passados naquelas salas. Esta iniciativa da Junta de Freguesia de Matosinhos reforça o compromisso

da autarquia com a promoção do envelhecimento ativo, unindo a cultura e a valorização da memória coletiva.

Inscrições e Informações

Os/as cidadãos/ãs que pretendam obter maisinformaçõessobreoprojetoVivências Seniores ou proceder à sua inscrição deverão dirigir-se presencialmente aos balcões de atendimento da Junta de Freguesia de Matosinhos. Alternativamente, poderão entrar em contacto com os serviços através do número de telefone 229 380 586

8ª Edição Reborn Market

Mercado de artigos em segunda mão

29 Março 10:00-18h00

Praça Guilherme Pinto

Inscrições: gas.matosinhos@jf-matosinhos.pt Edifício da Junta de Freguesia de Matosinhos

Junta de Freguesia promove a 8ª edição do “Reborn Market”

A Junta de Freguesia de Matosinhos anunciou a abertura das inscrições para a 8.ª edição do Reborn Market, uma iniciativa que se consolidou como uma referêncialocalnocombateaodesperdício e na promoção do consumo consciente. O mercado, que já conta com um histórico de sete edições de sucesso, convida os/ as cidadãos/ãs a darem uma “segunda vida” a objetos que já não utilizam, desde vestuário e acessórios a livros e artigos

de decoração.

Sob o mote de que “o que a mim não me serve, pode ser o teu tesouro”, o projeto visa transformar o desapego em sustentabilidade, criando um ponto de encontro comunitário onde a economia circular é a protagonista. Segundo o Presidente da Junta, Paulo Carvalho “o objetivo para este ano é elevar o impacto da iniciativa, tornandoesta8ªediçãoamaiordesempre.

Nopassadodia26defevereiro,oauditório da Cooperativa Habitacional Água Viva foi palco de uma tarde repleta de música e nostalgia, assinalando o arranque da primeira edição do programa “Fado &

Esta iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia de Matosinhos, é muito mais do que um momento cultural; representa um compromisso sólido com a ação social e o envelhecimentoativo.Atravésdasvozes e das guitarras do fado, o projeto visa combater o isolamento social, estimular memórias e promover o bem-estar da

nossa população sénior.

O “Fado & Memórias” percorrerá, ao longo dos próximos meses, diversas instituições do território, utilizando a música como ferramenta para reforçar laçoscomunitáriosevalorizaraidentidade cultural. O objetivo é claro: criar espaços de partilha e proximidade que permitam aos participantes reviver recordações felizes e participar ativamente na vida social da freguesia. Com o sucesso desta primeira sessão na C.H.E. Água Viva, a Junta de Freguesia reafirma a sua aposta em projetos que cuidam,aproximamevalorizamaspessoas.

Homenagem ao Mérito

Escolar

2024-2025

Decorreu, na Sede do Rotary Club da SenhoradaHora,aHomenagemaoMérito Escolar, relativa ao ano letivo 2024-2025. Nesta cerimónia foram agraciados os alunos melhor classificados dos Cursos Técnico-Profissionais e do 5.º ao 12.º ano doAgrupamentodeEscolasdaSenhorada Hora, numa justa distinção do empenho, dedicação e excelência académica demonstrados ao longo do ano.

Esta iniciativa contou com o apoio da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, reforçando o compromisso contínuo com a valorização da educação e do sucesso escolar na nossa comunidade. A cerimónia contou com a presença da Câmara Municipal de Matosinhos, representada peloVereador da Educação, Dr. Nuno Matos, da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, representada pelo seu Presidente, Dr. Leonardo Fernandes, doAgrupamento de Escolas da Senhora da Hora, representado pelo Diretor, Dr. JoãoTondela,bemcomodoCompanheiro

Sérgio Gago e do Presidente do Rotary Club de Maputo (Lourenço Marques).

Parabéns a todos os alunos distinguidos pelo seu mérito e desempenho exemplar. Continuaremos a apoiar iniciativas que promovam a excelência e valorizem o talento dos nossos jovens, porque investir na educação é investir no futuro.

Intervenções no Espaço Público

Aequipa da Junta de Freguesia continua no terreno a realizar diversas intervenções noespaçopúblico,comespecialincidência na reparação de buracos na via pública e na manutenção de pavimentos e passeios em vários arruamentos da Freguesia. Procedemos também à reparação e reposição de sinalização, contribuindo para melhores condições de segurança e orientação para todos os que circulam na Senhora da Hora. NasescolasdaFreguesia,foramigualmente realizadas várias ações de manutenção, nomeadamente ao nível da substituição e reparação de fechaduras, bem como intervenções em casas de banho e outros pequenos arranjos necessários para garantir melhores condições no dia a dia da comunidade escolar.

Duranteestesdiasforamaindasinalizadas outras situações que necessitam de intervenção, que serão acompanhadas e programadas para resolução pelas nossas equipas.

Importareferirqueotrabalhodesenvolvido ao longo da semana é mais vasto do que aquele que é possível mostrar através das fotografias partilhadas. Muitas das intervençõesrealizadasnãoficamregistadas em imagem, mas fazem parte do esforço diário das nossas equipas para manter a Freguesia cuidada, funcional e segura.

Continuaremos atentos às necessidades do território e disponíveis para intervir sempre que necessário.

Seidentificaralgumasituaçãoquenecessite de intervenção, contacte-nos através de mensagem privada no Facebook ou pelo email geral@jf-senhoradahora.pt

R. Pinto de Araújo 249, 4450-777

Matosinhos, Portugal

Tel: (+351) 22 999 7170

Email: geral@intermesum.pt

Foto: Rotary Club da Senhora da Hora

Bernardino Costa

QUINTA DA FOLGOSA

VELHA RESERVA TINTO 2020 DOURO DOC

Caros leitores do NM, muitas vezes somos brindados em almoços ou jantares em casa de amigos ou até na nossa, com belíssimas surpresas no que aos prazeres de baco diz respeito. Muitos certamente a alturas tantas já fizeram esta pergunta e comentário: (…), onde arranjas-te este vinho,émuitobom,nãoconhecia.Tenho que comprar umas garrafitas!... Pois bemfoiassimqueeuconheciovinhoque lhesestouasugerir,oQuintadaFolgosa VelhaReservaTinto2020DouroDOC [Este belo néctar é produzido pela Sociedade Agrícola Quinta da Folgosa Velha é uma empresa familiar, pertença da família Figueiredo que na sua propriedade de cerca de 16 ha, situada na Folgosa do Douro,produzuvasdamelhorqualidade, nummistodevinhastradicionaisevinhas empatamares.]Sendoqueestevinhonasceu das vinhas mais velhas da Quinta da Folgosa Velha situadas entre 150 e 300 metros, respeitando a natureza e seguindoumaviticulturasustentável,estevinho mostratodoopotencialdasvinhasvelhas doDouroparaproduzirvinhosdegrande elegância,complexidadeepoderdeenvelhecimento.

Atébrevecomoutrovinho.

Notasdeprova: Decorrubydenso,nonarizrevelaaromas afrutosdobosqueefolhasdeeucalipto. Boca envolvente a confirmar as notas aromáticasealgumafrescura,talvezpelas notas a eucalipto, taninos redondos, macios, com um final de boca longo e harmonioso. Ou seja, um vinho muito equilibradoecombompotencialdeguarda.

QUINTADA FOLGOSAVELHA

RESERVATINTO2020

REGIÃO:Douro DOC

CASTAS:Tinto Cão, TintaAmarela, Tinta Francisca, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz TEOR

ALCOÓLICO:14,5%

P.V.P:16,50€

ENÓLOGO: Margarida Kendall

Não fique a falar para o boneco: apoio ao cliente falha no essencial

Num tempo em que quase tudo se resolve à distância de um clique, seria de esperar que o contacto com as empresas fosse cada vez mais simples, rápido e eficaz. No entanto, a realidade parece contrariar essa expectativa. Um estudo recente da DECO veio expor fragilidades significativas nos sistemas de apoio ao cliente em Portugal, levantando dúvidas sobre o verdadeiro impacto da digitalização neste domínio.

A análise incidiu sobre 24 empresas de setores tão distintos como comunicações, energia, banca, saúde, comércio online e turismo. O objetivo era claro: perceber se os canais digitais estão a facilitar a vida dos consumidores, sendo que, a maioria das empresas ficou entre o “Mau” e o “Razoável”, o que não é nada animador. Na prática, aquilo que deveria ser um avanço tem-se revelado, muitas vezes, um obstáculo. Quando surge um problema, o consumidor é frequentemente encaminhado para formulários online ou para chatbots — assistentes virtuais que prometem respostas imediatas, mas que nem sempre cumprem essa promessa. Percursosconfusos,sucessõesintermináveis de menus e uma limitada capacidade de compreender situações concretas acabam por transformar um simples pedido de ajuda num processo desgastante. Em muitos casos, estes sistemas funcionam apenas como mecanismos de triagem. Em vez de resolverem eficazmente as questões colocadas, remetem o utilizador para páginas de perguntas frequentes ou para novos formulários, prolongando a resolução do problema. Mais preocupante aindaéofactodenemsempreserpossível

apresentar uma reclamação diretamente através destes canais.

Aprópriaformacomooapoioéapresentado tem vindo a mudar.Adesignação “apoio ao cliente” tem sido substituída por expressões como “ajuda”, “dúvidas” ou “opiniões”. À primeira vista, pode parecer uma mera questão semântica, mas, na prática, contribui para diluir a perceção dos direitos do consumidor e dificulta a identificação de canais formais de contacto.

Para além disso, nem todos os consumidoressãotratadosdamesmaforma.Quem tem contas premium ou está registado em determinadas plataformas pode ter respostas mais rápidas e soluções mais eficazes. Ou seja, cria-se uma diferença no acesso ao apoio, algo que deveria ser igual para todos.

Perante este cenário, a DECO deixa um alerta importante: a digitalização, que deveriasimplificar,estáatornarocontacto comasempresasmaisdifícil.AAssociação defende que o acesso a um interlocutor humano, deve continuar a ser a base do apoio ao cliente, e não uma possibilidade residual. Deve ser um direito. O apoio ao cliente existe para resolver problemas e não para deixar os consumidores perdidos, frustrados ou, como se costuma dizer, a “falar para o boneco”.

Sudoku

Grau de Dificuldade: Normal

Preencha com números de 1 a 9, sem repetir os números nas colunas verticais, naslinhashorizontaisenosquadrados3x3.

Para estas e mais informações conte com o apoio da DECO: 21 371 02 00; linha whatsapp: +351 966 449 110 deco@deco.pt; www.deco.pt. Siga-nos nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram, Linkedin e Youtube!

Kidness Foz: clínica dentária e pediátrica já chegou ao Porto

AKidness Foz chegou à cidade do Porto no passado mês de fevereiro, depois de quatro anos situados na Póvoa deVarzim. Iolanda Rodrigues é a responsável pela clínica dentária e pediátrica, situada na Rua do Marchal Saldanha 512. O espaço oferece diferentes tipos de serviços, como medicina dentária: Odontopediatria (medicina dentária para bebés, crianças e adolescentes); Ortodontia para crianças, adolescentes

De Chaves até Matosinhos

O José Lopes e a FernandaAlves Lopes são um casal de Vidago, Chaves, com uma ligação especial a Matosinhos - mais concretamente à Casa Serrão. Ligadosaosetordaconstruçãoepromoção imobiliária através da empresa Carrico &Alves, construíram ao longo de vários anos uma carreira sólida, com forte presença no Luxemburgo, onde ainda hoje os filhos continuam o negócio. Atualmente a viver em Portugal, mantêm uma rotina pouco comum:

e adultos;Aparelhos invisíveis Invisalign; Ortodontia preventiva e interceptiva; Higiene oral e prevenção;Avaliação do desenvolvimento oral infantil.

A clínica possui ainda serviços de Desenvolvimento e terapias infantis: Psicologiainfantil;Terapiadafala;Terapia ocupacional; Avaliação do desenvolvimento infantil;Apoio psicopedagógico; Intervenção precoce no desenvolvimento; e apoio a dificuldades de aprendizagem.

Onde Ler o Jornal

Bar do Titan - Av General Norton de Matos, Matosinhos, 4450-208

Bar Kartódromo Cabo do MundoRua de Almeiriga Norte, 2242, Perafita, 4455-419

Bar Xiringuito na Areia - Avenida Coronel Helder Ribeiro 877, Praia do Aterro Sul, Leça da Palmeira, 4450686

Café Pinhais d’Agudela - Alameda Manuel Francisco Correia, 97 a 105, Lavra 4455-237

Confeitaria Duquesa - Rua Alfredo Cunha , 15, Matosinhos, 4450-009

Confeitaria Leça - Rua General Humberto Delgado, 53, Leça da Palmeira 4450-337

La Bodeguita - Rua Hintze Ribeiro, 554A, Leça da Palmeira, 4450-652

Armazém do Caffé - R. de Tomaz Ribeiro, 469, Matosinhos, 4450-295

D’Alma Artesanal Matosinhos - R. Sousa Aroso, 655, Matosinhos, 4450121

Café Lua - R. Dr. Afonso Cordeiro 9, Matosinhos, 4450-035

Café Nau -Av. da República, 467, Matosinhos, 4450-242

fazem regularmente cerca de 150 km, duas vezes por semana, para almoçar ou jantar na Casa Serrão, em Matosinhos. Mais do que clientes, são já parte da casa. Uma ligação construída ao longo dotempo,assentenaamizade,naconfiança e, claro, na paixão pelo peixe na brasa.

A fotografia foi tirada na Casa Serrão, com o Justiniano Serrão, num retrato simples de uma relação que vai muito além de uma refeição.

AexposiçãodedicadaàOrdemdoTemplo e ao seu trabalho contemporâneo, com especial foco no trabalho Secular, está atualmentenaJuntadeFreguesiadeLavra, até dia 10 de abril. Esta mostra inclui documentos, símbolos

e materiais que ilustram a presença atual daOrdemnoplanoculturalehumanitário.

AexposiçãovaiaindapassarpeloAngeiras BeachHostelepelaBombeirosVoluntários de Leça do Balio.

Splash Bebidas Urbanas Portugal - R. Sousa Aroso, 281, Matosinhos, 4450-289

Torta de Noz - Av. Serpa Pinto, 663, Matosinhos 4450-282

Sizzle Shack - R. Conde Alto Mearim, 936, Matosinhos, 4450-028

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Notícias Matosinhos #107 Abril 2026 by Notícias Matosinhos - Issuu