
FÉ EM MEIO AO FOGO
A resposta da igreja à crise e ao deslocamento na república Democrática do Congo. UMA
IGREJA SEM PAREDES
Adoração, aconchego, e valor para os esquecidos da Mongólia.
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A resposta da igreja à crise e ao deslocamento na república Democrática do Congo. UMA
Adoração, aconchego, e valor para os esquecidos da Mongólia.
Como a Igreja do Nazareno em Myanmar se posiciona com esperança em oposição à guerra, desastres e deslocamentos.


A revista MNC tem como objetivo contar histórias da igreja que vive a compaixão de Cristo. Nossa esperança é que todos escutemos o chamado à compaixão como estilo de vida.
Seguindo o exemplo de Jesus, Ministérios Nazarenos de Compaixão se associam às congregações locais de todo mundo para vestir, alimentar, abrigar, curar, educar e viver em solidariedade com os que sofrem sob opressões, injustiças, violências, pobreza, fome e doenças. Ministérios Nazarenos de Compaixão existe através da Igreja do Nazareno para proclamar o evangelho à todas as pessoas em palavras e ações.
MINISTÉRIOS NAZARENOS DE COMPAIXÃO 17001 Prairie Star Pkwy, Lenexa, KS 66220 (800) 310-6362, info@ncm.org
ARTE E CRIAÇÃO: Prelude
FOTO DA CAPA: Región Eurasia TRADUÇÃO: Luciane Quitério
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Salvo indicação em contrário, todas as citações da Bíblia são da Nova Versão Internacional (NVI), copyright 2001. Usada com permissão. Todos os direitos reservados.
Na Armênia, o Clube Infantil local tem sido um lugar de crescimento, apoio e fé desde 2004.
No coração da África, as províncias orientais da República Democrática do Congo foram assoladas por uma crise humanitária de proporções assombrosas.
Como a Igreja do Nazareno em Myanmar se posiciona com esperança em oposição à guerra, desastres e deslocamentos.
Em Ulaanbaatar, onde as temperaturas de inverno podem cair para -40°C, reúne-se um tipo diferente de igreja, uma que não se define pela sua arquitetura, mas pelo seu calor humano, compaixão e portas abertas.





“ Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor; porque na sua paz vós tereis paz.”
- Jeremias 29:7
Os planos de Deus vão além do que podemos imaginar, compreender ou esperar. Nesse sentido, tentar entender o caminho de Deus no mundo parece um mistério, até mesmo uma impossibilidade. No entanto, abraçar os planos de Deus é o que significa ter fé na transformação que Deus faz do nosso mundo. Enfrentamos uma tarefa impossível, tornada possível em Cristo. Mesmo quando ações de fé parecem sem sentido pelos padrões do mundo, ainda somos chamados a depositar nossa confiança em Deus.
O profeta Jeremias também clama por uma visão mais elevada. Em vez de reconstruir apenas a sua própria nação, Israel é exortado a estender a mão aos seus vizinhos e buscar paz e bem-estar com aqueles que não eram o povo de Deus.

Esta edição da revista MNC destaca cristãos que incorporam essa visão em situações de medo, guerra, e desespero. Suas histórias não apresentam santos separados do resto de nós, mas pessoas comuns espalhadas pelo mundo que levam luz a lugares difíceis. Aqui vemos a igreja como ela é chamada a ser — pessoas cuja fé em Jesus as conduz a uma nova forma de viver. Walter Brueggemann escreve que abraçar a visão de Deus nos torna “filhos do oitavo dia” — seguidores de Jesus que escolhem um modo de vida radical e alternativo.
servindo, confiantes no amor e cuidado abundantes de Deus.
O uso de “paz e bem-estar” em Jeremias 29 não é por acaso. Essa paz — shalom — é a plenitude da vida na visão de Deus para o mundo. As palavras de Jeremias não são uma promessa de manter o povo de Deus em segurança, mas um convite para a obra renovadora de Deus. Viver essa visão requer fé, porque ela se estende além de nossas circunstâncias atuais. A igreja é chamada a encarnar o reino de Deus, uma alternativa aos reinos, poderes e principados deste mundo — uma alternativa ao medo, ao desespero, à pobreza, ao egoísmo e à solidão.
Brueggemann escreve:
“Shalom está enraizada em uma teologia da esperança, na convicção poderosa e vibrante de que o mundo pode e será transformado e renovado, que a vida pode e será mudada e que a novidade pode e virá.”
“ Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais.”
- Jeremias 29:11

Muitas vezes, o medo e a escassez nos tentam a diminuir a visão de Deus e a viver de forma limitada. Deus nos chama não para ficarmos paralisados, mas para vivermos segundo uma regra diferente. As histórias nestas páginas nos lembram que, mesmo em tempos de medo, a igreja aprende a servir e amar. Quando os recursos são escassos, os fiéis se reúnem para compartilhar com os vizinhos. Na Armênia, Camarões, República Democrática do Congo, Itália, Iraque, Mongólia, Mianmar e Ucrânia, os cristãos abrem espaço para os outros, mesmo em meio à guerra, porque Jesus lhes pede isso. Eles podem ter medo, mas não são prisioneiros do medo. Continuam
Essa visão ganha forma a cada semana à medida que congregações ao redor do mundo fazem uma pausa em gratidão na Ceia do Senhor. Somos formados como o Corpo de Cristo por meio da Palavra e da mesa. O caminho de Jesus resiste à lógica deste mundo: perdoamos e buscamos a reconciliação, ajudamos aqueles que não “merecem”, visitamos os presos, alimentamos os famintos (Lucas 4.16-21). Unimo-nos à nova criação de Deus, onde lobos e cordeiros se deitam juntos (Isaías 11.6) e espadas se tornam arados (Isaías 2.4).
Estes são os planos de Deus para nós: uma nova realidade sob o senhorio de Cristo. Senhor, dá-nos olhos para ver e fé para vivermos no “teu reino que venha na terra como no céu”.

Diretora de MNC

Por Simbarashe Kanenungo, coordenador de Desenvolvimento Integral Infantil
A Igreja do Nazareno é uma presença nova, mas crescente, em Camarões. Em resposta às persistentes dificuldades econômicas do país — que afetaram gravemente o bem-estar das crianças — a igreja adotou uma abordagem holística de alcance social, com o objetivo de ministrar aos jovens vulneráveis.
Camarões enfrenta uma grave crise econômica desde 2018. Isso se deve, em grande parte, ao conflito nas regiões Sudoeste e Noroeste e aos efeitos persistentes da pandemia de COVID-19. Muitas crianças são deixadas à própria sorte, vagando pelas ruas, frequentemente exploradas para vender comida ou sujeitas a abuso sexual. A educação continua fora do alcance de muitos, especialmente órfãos, famílias deslocadas e aqueles rejeitados pela sociedade. Reconhecendo que as crianças ocupam um lugar vital no reino de Deus, a Igreja do Nazareno respondeu a essa crise estabelecendo uma escola na cidade de Galim.
A “École Primaire Bilingue de Galim” - Centro de Desenvolvimento Infantil oferece às crianças vulneráveis uma oportunidade de educação e um futuro melhor. Com 72 alunos matriculados do primeiro ao sétimo ano, a escola conta com o apoio de sete voluntários dedicados, incluindo professores e cozinheiros, que
cuidam fielmente das crianças todas as semanas. Em maio, a escola realizou uma celebração em homenagem aos alunos que concluíram o primeiro ano do jardim de infância, entregando certificados para marcar suas conquistas. Uma mãe compartilhou sua sincera gratidão. “Mesmo depois que as aulas terminam, este programa continua abençoando nossos filhos”, explicou ela. “Meu filho agora ora em casa antes das refeições.”
Além da educação, o ministério está promovendo o crescimento espiritual. As crianças não estão apenas participando de estudos bíblicos, auxílio com a lição de casa, esportes, e jogos — elas também estão frequentando a igreja com suas famílias, enriquecendo a congregação local.
A equipe local participou de treinamentos liderados pelo coordenador de desenvolvimento infantil holístico para aprimorar sua capacidade de ministério eficaz. Desde que recebeu apoio do de Ministérios Nazarenos de Compaixão em março de 2025, a escola fez progressos notáveis e agora está oficialmente registrada no Ministério da Educação.


Por Krystle Bowen
O peso da dor do mundo pode ser esmagador — desastres, conflitos e lutas nos cercam diariamente. Em meio a tudo isso, Deus não nos pede para nos Afastarmos, mas para caminharmos em compaixão. Através das Escrituras, aprendemos a ver com os olhos abertos, a responder com amor e a praticar a misericórdia fielmente. O sofrimento não é novidade, mas hoje estamos mais conscientes do que nunca. Uma notificação vibra e sabemos instantaneamente quando ocorre um desastre. Notícias e redes sociais trazem histórias de guerra, fome e crises em todo o mundo para dentro de nossas casas em segundos. Mais perto de nós, comunidades lutam com problemas de moradia, sistemas falhos e dificuldades com a saúde mental. Mesmo dentro de nossas próprias famílias, sentimos o peso da doença, do conflito e da perda. Às vezes, desejamos um botão de pausa — apenas um momento para respirar fundo. Mas não há pausa. Como seguidores de Jesus, somos chamados a ser as mãos e os pés de Cristo, caminhando em direção ao sofrimento em vez de fugir dele. A questão, então, é como vivenciamos isso quando as necessidades ao nosso redor parecem tão avassaladoras?
Peça a Deus que abra seus olhos para a necessidade de alguém (Lucas 10.25-37).
Na parábola do Bom Samaritano, a primeira coisa “boa” que o samaritano faz é perceber. Outros passam por ele, ocupados demais ou com medo de reconhecer o sofrimento à sua frente. O samaritano não precisa ir longe; ele simplesmente abre os olhos para alguém em seu caminho.
Quem está no seu caminho? Quem precisa da sua compaixão — na sua família, na sua vizinhança, na sua cidade?
Se você ainda não vê, aproxime-se. Proximidade importa. Seja voluntário em uma escola local, banco de alimentos ou programa de acolhimento familiar. Pequenos gestos — ouvir, atender a uma necessidade, dedicar tempo— podem gerar investimentos eternos.
Escolha a presença em vez da evitação.
O samaritano agiu de acordo com o que percebeu. Ele cuidou do homem ferido. Perceber é o começo, mas não o fim. Como Jesus, devemos estar dispostos a intervir mesmo quando for desconfortável.
Quando Jesus veio, ele trouxe o Reino de Deus — uma promessa de paz presente e futura. Como discípulos, apontamos as pessoas para esta realidade: Deus veio e ainda está vindo. Cada refeição compartilhada, cada visita a um solitário, cada ato de compaixão nos dá um vislumbre desse reino irrompendo.
(Miquéias 6.8)
A compaixão é mais do que um ato isolado; é uma postura do coração. Através da oração e das Escrituras, somos moldados em pessoas que percebem. O Espírito nos fortalece para agir e, quando estamos sobrecarregados, nos encoraja a praticar a misericórdia repetidamente. Compaixão não significa consertar tudo. Significa ser fiel com o que Deus colocou bem diante de você. Observe, aja, pratique — e confie em Deus a



“Significa manter-se firme aos ensinamentos e ao exemplo de Deus, mesmo quando o medo, a raiva e o ódio parecem naturais. Significa escolher o perdão em vez da vingança, mostrar compaixão por aqueles que sofrem — mesmo aqueles do outro lado — e orar pelos inimigos em vez de desejar-lhes mal. É confiar nas promessas de Deus quando o futuro é incerto e encontrar paz em Deus quando tudo ao nosso redor parece instável.
Significa também encorajar e apoiar outros, especialmente outros crentes, compartilhando a esperança que temos em Cristo”.
- Ram Tin Par, Coordenador de MNC
“Antes de tudo, por meio da oração. Não somos nós que fazemos a semente crescer — nós simplesmente semeamos, cuidamos e regamos — mas é o Espírito Santo quem traz o crescimento. A oração é a essência de tudo. Junto com a oração, devemos compartilhar a Palavra de Deus. Também devemos ser um modelo. Eles devem ver seus líderes não apenas na igreja, mas também fora dela — em nossas famílias, na maneira como interagimos com os outros e em como mostramos o amor e a luz de Deus em todas as áreas da vida e em nossas comunidades.” Também é essencial caminhar ao lado deles em sua jornada. Cada vida é uma vida que Deus nos confiou. É por isso que caminhamos com eles mesmo quando desistem de si mesmos ou acreditam que não são dignos. Nesses momentos, precisamos ser aqueles que os lembram de que são dignos, que Jesus foi crucificado por eles e que suas vidas têm propósito e valor. Finalmente, crie oportunidades para que eles sirvam. Dê aos jovens espaço para usar seus talentos não apenas dentro da igreja, mas também na comunidade. Envolva-os em projetos de serviço e evangelização onde possam compartilhar o amor de Deus com aqueles que ainda não conhecem Jesus.
- Lusine Melkonyan, Coordenadora de MNC para o Norte da Eurásia

Por Lusine Melkonyan, Coordenadora de MNC para Eurásia Norte
Na Armênia, o Clube Infantil local tem sido um lugar de crescimento, apoio e fé desde 2004. O programa se reúne no prédio da igreja todas as semanas e atende 45 crianças entre 6 e 18 anos, alcançando um total de 70 famílias — 225 pessoas na comunidade. Mais do que apenas um encontro depois da escola, o Clube Infantil fornece roupas, material escolar, itens de higiene, alimentos e até mesmo apoio médico para as crianças e suas famílias.
Acampamentos, visitas domiciliares e uma variedade de atividades semanais nutrem o desenvolvimento espiritual, intelectual, físico, emocional e social das crianças.
Em uma comunidade que enfrenta dificuldades econômicas e emigração contínua, um lugar como o Clube Infantil é essencial. Ele oferece estabilidade, ensina às crianças sobre o amor de Deus e as ajuda a se tornarem jovens confiantes e capazes, que podem impactar positivamente o ambiente ao seu redor. Ao longo dos anos, as sementes plantadas na vida dessas crianças deram frutos notáveis — muitas que frequentaram o Clube Infantil já se formaram e servem fielmente na igreja e no próprio centro. Elas lideram aulas bíblicas, ajudam em eventos e cuidam da próxima geração, dando continuidade ao ciclo de amor, fé e serviço que moldou suas próprias vidas. Abaixo, seguem histórias pessoais de indivíduos que participaram do programa, destacando o impacto a longo prazo que esses centros estão causando.

P: Com que idade você frequentou a escola?
Comecei a frequentar o nosso Clube Infantil quando eu era bem pequena. Não me lembro exatamente
quantos anos eu tinha — talvez uns 7 ou 8 anos — porque parece que eu sei disso desde sempre.
P: Qual é a sua lembrança favorita da escola?
Liana: Um dia especial foi dedicado à Espanha, e o nosso pastor Trino fez um espaguete delicioso com molho. Ainda me lembro daquele sabor incrível — foi o melhor que já comi! Também tivemos acampamentos incríveis, e eu realmente guardo com carinho cada lembrança daqueles dias. Outra ótima lembrança são as aulas de adoração em um pequeno apartamento — era muito divertido, e nós ainda cantamos aquela música juntos no nosso clube infantil.
P: Quem foi a pessoa que mais te impactou na escola?
Liana: Na verdade, não tenho apenas um líder que me influenciou mais. Em vez disso, cada líder que tive deixou uma marca especial em mim. Com cada um deles, aprendi algo valioso e absorvi o melhor do seu exemplo. O que mais me marcou foi ver Jesus refletido em todos eles — sua bondade, paciência e amor me mostraram o que realmente significa seguilo. O exemplo deles me inspirou a crescer na minha fé e a servir aos outros com o mesmo coração.
P: Como a escola impactou sua fé?
Liana: Aquele lugar realmente moldou quem eu sou. Honestamente, não consigo imaginar minha vida se eu não tivesse estudado lá. Ali foi onde aprendi sobre


Jesus pela primeira vez e experimentei seu amor em primeira mão. Vi como ele realmente está perto e descobri uma maneira de me comunicar com ele pessoalmente. Compreendi que ele não está longe mas bem aqui comigo. Essa experiência não moldou apenas a minha fé — ela me moldou como pessoa.
P: Como a escola a preparou para servir?
Liana: Este lugar me mostrou o verdadeiro significado de servir e como refletir Jesus em cada passo que dou. Ao crescer aqui, não apenas aprendi o que significa servir crianças, mas também vivenciei isso em primeira mão. Vi muitos exemplos — alguns maravilhosos, e outros que eu não gostava quando criança. Agora, como adulta, evito pensar nessas coisas de que não gostava e me concentro no que é positivo e significativo.
P: Onde ou como você serve atualmente?
Liana: Eu sirvo no ministério infantil, que é muito importante para mim. Adoro trabalhar com as crianças e ajudá-las a crescer. Além disso, também auxilio durante os cultos de domingo e ajudo a equipe de mídia. Às vezes, quando necessário, também apoio outros ministérios, mas trabalhar com crianças sempre será o meu favorito.
P: Por que você serve?
Liana: Eu sirvo para me aproximar de Jesus e aprofundar minha fé. Acredito sinceramente que aqueles que servem são abençoados ainda mais do que aqueles a quem servem. Através do meu envolvimento no ministério, vejo-me crescendo na fé e dando passos importantes na minha jornada espiritual. Servir também me dá a oportunidade de compartilhar o amor de Deus, mostrar quem Ele é e ajudar outros a conhecê-Lo melhor — porque é para isso que Ele nos chamou.
“Não é apenas um lugar —é uma família.”



P: Com que idade você frequentou a escola?
Manvel: Acho que eu tinha uns 6 anos quando comecei a frequentar o Child Development Center (CDC) (Centro de Desenvolvimento da Criança) e terminei aos 18 anos.


P: Qual é a sua lembrança favorita da escola?
Manvel: Minhas lembranças favoritas são dos acampamentos de curta duração durante o Natal. Nós nos divertíamos juntos e também crescíamos em conhecimento e fé.
P: Quem foi a pessoa que mais te impactou na escola?
Manvel: Sempre foram meus líderes, que estavam prontos para responder às minhas perguntas, me apoiar e orar por mim.
P: Como a escola impactou sua fé?
Manvel: O centro teve um impacto muito grande na minha fé, com seus estudos bíblicos, momentos de adoração e disciplina espiritual que ajudaram minha fé a crescer.
P: Como a escola te preparou para servir?
Manvel: Ter oportunidades de servir durante meu tempo no centro foi importante para mim, para que eu pudesse compartilhar minha experiência com meus líderes e receber conselhos para me tornar melhor nisso. Também devo dizer que Deus trabalhou muito em mim para que eu me tornasse mais semelhante a Cristo.
P: Onde ou como você serve atualmente?
Manvel: Tenho experiência no ministério infantil,

“Foram sempre os meus líderes que me apoiaram e oraram por mim .”
mas agora sirvo na equipe de mídia da minha igreja e ajudo meu pastor quando ele precisa de mim.
Q: Por que você serve?
Manvel: Ter a oportunidade de servir é uma bênção de Deus porque você se torna parte de Sua obra. Esse pensamento me motiva a servir mesmo quando minha fé não está no seu melhor.
P: Há mais alguma coisa sobre a igreja, o serviço ou as escolas que você gostaria de compartilhar?
Manvel: É um trabalho árduo, então quero agradecer a todos que me serviram, me ajudaram, me encorajaram e oraram por mim. Também sou muito grato a Deus, que me abençoou com a escola.
PASSANDO ADIANTE O AMOR QUE RECEBI
P: Em que idade você frequentou a escola?
Mariam: Eu tinha entre 7 e 8 anos quando frequentei o Clube Infantil pela primeira vez.
P: Qual é a sua lembrança favorita da escola?
Mariam: Um dia, em uma aula bíblica, uma de nossas líderes, a Srta. Lucine, nos contou a história de um paralítico, e fiquei impressionada com a bondade de Jesus e a disposição dos amigos do paralítico em ajudá-lo a qualquer custo. Cheguei em casa e contei essa história para todos os meus amigos, tanto na rua quanto na escola. Outra lembrança que nunca esquecerei: quando recebi as cartas do meu padrinho/madrinha, fiquei muito feliz. No começo, minhas líderes as traduziam para mim, e depois me senti orgulhosa quando consegui lê-las sozinha. Uma das cartas tinha até adesivos lindos que usei para decorar minha cama.
P: Quem foi a pessoa que mais te impactou na escola?
Mariam: A Sra. Anna, uma das líderes, foi a pessoa que mais me influenciou. Nós realizávamos
acampamentos todos os anos, e em um desses acampamentos com o tema “Jesus é meu amigo”, aceitei o Senhor em minha vida graças aos líderes da igreja. O exemplo deles continua a impactar minha fé.
P: Como a escola impactou sua fé?
Mariam: Eu senti o amor infinito do Senhor quando era criança aqui, e isso moldou minha fé. Continuei frequentando a igreja por meio dos grupos de adolescentes e jovens, e permaneço no Senhor até hoje.
P: Como a escola a preparou para servir?
Mariam: Lembro-me de que meu primeiro ato de serviço foi em um acampamento no quintal de casa. Eu estava em um grupo pequeno e com medo, mas meus líderes estavam sempre ao meu lado para me ajudar com tudo. Mesmo depois que o programa terminou, recebi um caderno azul com flores brancas de presente — ele se tornou meu primeiro diário de oração.
P: Onde ou como você serve atualmente?
Mariam: Eu sirvo no Clube Infantil como líder de um pequeno grupo, também no grupo de adolescentes e na Escola Dominical.
P: Por que você serve?
Mariam: O ministério é uma forma de ser um instrumento do Senhor, o que é muito importante para mim. De todos os meus ministérios, o que eu mais gosto é o do Clube das Crianças, porque quando eu tinha essa idade eu sentia o amor infinito do Senhor. E, ao servir, eu tento fazer com que as crianças sintam o amor que eu senti um dia.
“O ministério é uma forma de ser um instrumento do Senhor.”




Seu apadrinhamento proporciona a uma criança os itens essenciais de que ela precisa para prosperar.


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COMO A IGREJA SE POSICIONA EM MEIO À GUERRA NA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO


Por Pascal Balibanga, Coordenador de MNC para a Área Central da África, e Lyne Mendy, Assessora Regional de resposta a desastres e crises humanitárias
No coração da África, as províncias orientais da República Democrática do Congo foram assoladas por uma crise humanitária de proporções alarmantes. Desde o início de 2025, conflitos implacáveis, roubos armados, deslocamentos em massa e violações generalizadas dos direitos humanos têm devastado comunidades, particularmente no Kivu do Norte e no Kivu do Sul, deixando um rastro de destruição.



As cidades de Goma e Bukavu estão agora sob o controle de rebeldes, criando um clima de medo, insegurança e crescente desespero. Na comunidade de Karisimbi, em Goma, bandidos armados têm atacado casas e comércios. Em áreas como Katoyi e Katindo, a violência é tão constante que o som de tiros se tornou algo comum. Bairros inteiros se esvaziaram à medida que famílias buscam segurança além das fronteiras ou em campos de deslocados. "Não sabemos a rapidez com que as coisas estão mudando ou a quem recorrer em busca de ajuda", compartilhou um pastor local.

O conflito teve um impacto profundo na Igreja do Nazareno, particularmente nos distritos de Virunga, Kivu do Norte, Kivu Central e Kivu do Sul, em Tanganyika. Em alguns casos, os fiéis foram forçados a fugir da noite para o dia, abandonando casas, fazendas e meios de subsistência. O som de tiros ecoou ao redor da Igreja Francófona de Eden, que fica no coração da zona de conflito de Goma.
Com os bancos fechados e os agentes de dinheiro móvel cobrando taxas exorbitantes, até mesmo as transações econômicas básicas se tornaram impossíveis. As famílias não tinham acesso a dinheiro. Os preços dos alimentos dispararam. E, ainda assim, a igreja permaneceu, em solidariedade com seus membros, mesmo com os prédios esvaziados e as aldeias invadidas.
No final de janeiro de 2025, após os rebeldes destruírem os campos de deslocados, milhares de famílias estavam novamente em movimento. Algumas retornaram a aldeias de origem inseguras, enquanto outras cruzaram para o Burundi, Ruanda, Quênia e Tanzânia; algumas fugiram para Kinshasa. O deslocamento deixou as famílias em extrema pobreza, sem nada, desde abrigo e roupas até medicamentos.
Líderes religiosos, incluindo pastores e missionários, têm sofrido ameaças, perseguição e deslocamento, muitas vezes sem acesso a recursos básicos.
Os serviços de saúde estão sobrecarregados e com falta de suprimentos.
Os serviços de saúde estão sobrecarregados e com falta de suprimentos.
Muitas pessoas estão traumatizadas, especialmente mulheres e crianças, após sobreviverem a ataques diretos ou perderem entes queridos. As comunidades cristãs foram profundamente abaladas, com a vida espiritual interrompida e os locais de culto vazios.
Quando o conflito se intensificou em janeiro de 2025, milhares de famílias no leste da República Democrática do Congo foram forçadas a fugir de suas casas sem aviso prévio e poucos pertences. Nos dias seguintes, a Igreja do Nazareno respondeu rapidamente, liderada por pastores e voluntários locais que se recusaram a abandonar suas comunidades em crise.
Em parceria com o Ministério Nazareno de Compaixão, igrejas locais começaram a distribuir alimentos básicos como arroz, feijão, farinha de milho, óleo e sal — ingredientes essenciais que ajudaram as famílias a prepararem sua primeira refeição quente em dias. As famílias receberam cobertores, colchões, lonas, panelas e roupas, além dos alimentos. Kits de proteção especiais foram entregues a mães com recém-nascidos, oferecendo apoio crucial em condições de extrema vulnerabilidade.
“Meu filho e eu passamos dias sem comida e dormimos em condições terríveis”, explicou Natalie, uma mãe recente que foi forçada a fugir de casa.
“Hoje, recebemos alimentos para duas semanas e um kit de proteção. Somos muito gratos a Deus e à Igreja do Nazareno.”
À medida que a situação começou a se estabilizar, os líderes locais perceberam que a ajuda em curto prazo não seria suficiente.
As pessoas ansiavam por voltar para casa, mas encontraram suas comunidades em ruínas e seus meios de subsistência destruídos.
Em resposta, as igrejas trabalharam com a MNC para lançar programas de reintegração social em todo o país áreas mais afetadas. No distrito de Virunga,
“Não esperávamos essa ajuda. Tantas pessoas com deficiência foram esquecidas. Seu apoio, arroz, colchões, açúcar, nos trazem um alívio real. Que Deus os abençoe por se lembrarem de nós.”
600 indivíduos receberam ferramentas agrícolas, sementes e treinamento em educação financeira, juntamente com pequenos subsídios em dinheiro para ajudar a iniciar negócios. Em Kivu do Sul, 500 famílias foram apoiadas com alimentos, itens de higiene e suprimentos básicos para começar a reconstrução. Em Kivu do Norte, 1.800 pessoas receberam assistência para reintegração.
“Estávamos nos perguntando como voltar para nossas aldeias”, disse o Sr. Nzabonimpa, de Virunga. “Agora, com ferramentas, sementes e treinamento financeiro, podemos voltar a cultivar e iniciar pequenos negócios.”
Após suas comunidades serem destruídas, muitos não tinham recursos para começar a reconstrução. Sem ferramentas ou terras agrícolas intactas, a recuperação parecia impossível. No entanto, com o apoio constante da igreja, as famílias estão lentamente restaurando o que foi perdido. Rafiki Bazira, mãe de cinco filhos do distrito de Tongo, fugiu para Rusayo com seus filhos. “Chegamos a Rusayo sem nada”, disse ela. “Graças à comida, cobertores, e utensílios de cozinha, conseguimos sobreviver.”
O apoio também se estende a pessoas que muitas vezes são esquecidas durante crises. O Sr. Roxy, um líder de uma associação local de pessoas com deficiência, expressou gratidão pela assistência que chegou a algumas das famílias mais marginalizadas da região.
“Não esperávamos essa ajuda”, disse ele. “Tantas pessoas com deficiência foram esquecidas. [Os recursos como] arroz, colchões e açúcar nos trazem um alívio real.”
Mas o trauma — especialmente entre mulheres e líderes
religiosos — continua como uma ferida profunda. Em resposta, as igrejas lançaram programas de saúde mental e de cura de traumas. Pastores que sofreram ferimentos físicos durante a violência começaram a receber cuidados contínuos, e uma nova iniciativa de Treinamento de Formadores em terapia de trauma está preparando líderes de igrejas locais para acompanhar outros em seu processo de cura.
“Desde a guerra, a vida tem sido insuportável”, disse o Pastor Edson. “As ferramentas e as sementes que recebemos nos permitem cultivar novamente e nos reintegrar lentamente. Sou profundamente grato por esse apoio; ele me dá esperança para o futuro.”
Em uma região marcada pela instabilidade e pelo sofrimento, a Igreja do Nazareno permaneceu presente, oferecendo não apenas recursos materiais, mas também apoio emocional e espiritual. Com coragem e compaixão, as igrejas abriram suas portas e corações, lembrando às comunidades que elas não estão sozinhas.
Por meio da liderança local, da parceria global e das orações fiéis da Igreja, Deus está trazendo cura a lugares marcados por conflitos. E a esperança — como luz na escuridão — está criando raízes novamente.





Como a Igreja do Nazareno em Myanmar se posiciona com esperança em oposição à guerra, desastres e deslocamentos.


Em uma tarde quente e úmida do final de maio de 2025, cerca de uma dúzia de nazarenos caminhava cuidadosamente por uma estrada lamacenta e cheia de poças nos arredores de Yangon, Mianmar. Alguns eram pastores e líderes locais, outros viajavam de fora do país. Poucos haviam percorrido aquela estrada antes, então a maioria olhava para frente, antecipando o que poderia encontrar na próxima curva. A vegetação se agarrava às laterais do caminho, estreitando-o e escondendo seu destino.
Depois de aproximadamente um quilômetro — e desviando de uma vaca relutante em se mover — o grupo saiu da trilha, atravessou uma pequena ponte sobre um riacho e chegou a uma clareira de terra. Estruturas simples de madeira começavam a tomar forma. Os cantos e os suportes laterais de duas pequenas construções estavam sendo amarrados e pregados.

O reverendo Vula, pastor local e diretor do Chapman International College, onde muitos nazarenos estudam, deu um passo à frente com entusiasmo e convidou o grupo a se reunir em torno de uma pequena mesa e um banco. “Sejam bem-vindos às nossas casas de oração. Quando esses edifícios estiverem concluídos, ficarão abertos 24 horas por dia para que as pessoas venham orar”, disse ele.
Existe um motivo para que essas casas de oração estejam literalmente fora dos roteiros turísticos. Mianmar enfrenta conflitos quase constantes desde 1948, quando conquistou a independência da GrãBretanha. Grupos étnicos buscam autonomia, com confrontos contínuos contra os militares. O país alterna entre governos civis e militares, com o golpe mais recente em 2021 consolidando o controle do regime atual.
A Constituição de 2008 permitia repartir o poder entre líderes militares e civis, mas o golpe desmantelou grande parte desse equilíbrio. Os
“Mesmo em meio a conflitos, guerras e dificuldades, Deus continua agindo e está conosco. A história do nosso Salvador mostra ao nosso povo que sua dor não é ignorada por Deus. Deus vê cada lágrima e fará justiça no tempo certo. Não podemos mudar nossa situação repentinamente, mas podemos confiar que Deus está redimindo até mesmo os momentos mais sombrios e difíceis para o Seu propósito.”
militares reprimiram violentamente aos grupos da oposição, (...) limitaram os partidos políticos e colocaram a ex-líder Aung San Suu Kyi em prisão domiciliar. Os cristãos, juntamente com outras minorias religiosas, enfrentam discriminação, enquanto grupos étnicos como os Rohingya continuam a sofrer violenta perseguição.
O pastor Tin Oo, que presenciou essas crises e mudanças em primeira mão, é o coordenador de MNC do distrito sul de Myanmar. “Desde que os militares assumiram o controle, um dos maiores desafios espirituais que enfrentei foi ajudar as pessoas a lidar com o medo, o desespero e a raiva”, explicou. “Muitos se sentem abandonados ou confusos sobre onde Deus está em meio a toda essa dor.”
Rama descreve isso de forma simples: "Tudo começa com o medo."
Apesar dos riscos, os pastores continuam a servir. Como minorias religiosas, eles convivem diariamente com a ameaça de
perseguição e violência. Os pastores portam carteiras de identidade do clero que podem isentálos do serviço militar obrigatório, embora essas carteiras também possam torná-los alvos.
“Significa amar o próximo, orar por aqueles que estão sofrendo e encorajá-los a viver com fé. Neste tempo de guerra e dificuldades, fidelidade significa manter-se comprometido com a oração, servir aqueles que estão necessitados e compartilhar o evangelho da paz mesmo que tudo ao nosso redor seja perigoso.”

Desde que a violência se intensificou nos últimos quatro anos, o deslocamento aumentou drasticamente — mais de 3 milhões de pessoas estão agora deslocadas em Myanmar. Muitas chegam a Yangon em busca de segurança. No dia em que o grupo visitou os locais de oração, eles pararam em cinco igrejas nazarenas, todas servindo pessoas deslocadas internamente — aquelas forçadas a fugir de suas casas, mas que permanecem dentro das fronteiras do país — a maioria delas crianças.
O Rev. Adam é o superintendente distrital do Distrito Central de Myanmar e testemunhou essa resposta em primeira mão. “Deus é fiel e poderoso”, disse ele. “[Deus] abre muitas novas portas para o ministério e nos dá mais poder e autoridade. É por isso que conseguimos continuar expandindo nosso ministério.”

Às vezes, as crianças chegam sozinhas ou com acompanhantes que logo vão embora. Quatro das cinco igrejas que o grupo visitou se tornaram lares para essas crianças.

Em uma delas, duas meninas, de 13 e 8 anos, e um menino, de 12 anos, contaram sua história:
“Nosso pai partiu há muitos anos para outro país para trabalhar. Mas parou de mandar dinheiro depois de um tempo. Minha mãe cuidava de nós, mas havia muitos dias em que brigas e guerras eclodiam perto de nós. Então ela fez um plano para nos trazer para Yangon. Mas ela também adoeceu e morreu pouco depois de chegarmos aqui.”
Agora órfãs, elas vivem com outras nove crianças na igreja. Uma jovem mostrou com orgulho um prêmio acadêmico que ganhou em uma escola que a igreja a ajudou a frequentar.
“Essas crianças, e dezenas de outras, estão recebendo abrigo, comida, cuidados para os traumas, apoio educacional e um modelo de fidelidade”, disse Ram Thein. “A fidelidade está enraizada no amor. Com um coração que ama Jesus, oferecemos muitas orações com nossas próprias vidas.”
Em março de 2025, Myanmar sofreu um terremoto de magnitude 7,7 — o segundo mais mortal em sua história moderna, matando mais de 5.300 pessoas. Líderes nazarenos se mobilizaram rapidamente, apesar do risco de postos de controle militar. Eles levaram comida, água e assistência espiritual, e
fizeram planos para fornecer apoio psicológico a crianças em escolas locais.
“Por vezes, senti profunda raiva do ditador do nosso país e até desejei que a sua vida terminasse. Mas quando reflito sobre como Jesus respondeu aos soldados romanos que o oprimiram — com perdão e amor — o meu coração começa a mudar. Começo a ter esperança não na destruição do meu inimigo, mas na sua transformação e na reconciliação entre os nossos líderes nacionais que agora estão em guerra.”
Jasmin Eugenio é a coordenadora do Sea Field MNC e se lembra claramente da resposta da escola. “O diretor acolheu bem esta iniciativa, dizendo que embora muitos grupos tivessem fornecido comida, roupas e remédios, ninguém ainda havia se concentrado nas necessidades emocionais das crianças”, disse ela.
Ram Tin Par é a coordenadora de MNC para o Distrito Central de Myanmar e testemunhou em primeira mão a obra transformadora de Deus. “Às vezes, senti uma profunda raiva do ditador do nosso país e até desejei que sua vida terminasse”, disse ela. Mas quando reflito sobre como Jesus respondeu aos soldados romanos que o oprimiram — com perdão e amor — o meu coração começa a mudar. Começo a ter esperança não na destruição do meu inimigo, mas na sua transformação e na reconciliação entre os nossos líderes nacionais que agora estão em guerra.”
Essas casas de oração, a igreja lotada, lares para crianças deslocadas e os pastores firmes são todos sinais da obra fiel de Deus em Myanmar — fazendo novas todas as coisas, consertando o que está quebrado e restaurando o que foi destruído.



Por Kristin Burchfiel, Área Mediterráneo Occidental
Como uma Igreja do Nazareno na Itália traz esperança aos vizinhos necessitados

É sábado de manhã em Moncalieri, Itália, e a Igreja do Nazareno está repleta de energia nesta cidade situada aos pés dos pitorescos Alpes italianos.
O aroma do café sendo preparado traz sorrisos a muitos rostos enquanto o Pastor Matteo Ricciardi conversa com os vizinhos e os participantes do programa de Distribuição de alimentos da igreja na frente do local, que se tornou um ponto de encontro para a vizinhança nos últimos anos.
Logo ao lado, a van recém-adquirida pela igreja chegou, carregada de alimentos Frescos doados por supermercados próximos. Voluntários formaram uma linha de montagem para descarregar e separar os alimentos para cada família que chegará hoje para buscá-los.
E assim acontece todos os sábados com este grupo, metade deles membros da igreja e a outra metade trabalhadores de serviço comunitário, servindo como parte do acordo da igreja com o sistema judiciário local para fornecer oportunidades de serviço
comunitário para aqueles que precisam completar suas horas obrigatórias. Domenico é um dos trabalhadores que ficou sabendo do programa por meio do sistema judiciário e se interessou pela oportunidade após conversar com o Pastor Matteo. Embora tenha crescido em Moncalieri, Domenico nunca tinha ouvido falar da Igreja do Nazareno, mas rapidamente se interessou em ajudar e apoiar famílias em sua cidade natal, inclusive usando algumas de suas conexões na comunidade para garantir mais doações semanais de alimentos que ele recolhe ao longo da semana.
Quando perguntado sobre sua parte favorita de servir no programa, ele disse: “Gosto da sensação no final do dia. Sou jogador de golfe e, normalmente, gosto de jogar golfe nas manhãs de sábado, mas durante esse período, quando venho para cá e volto para casa por volta da hora do almoço, tenho a sensação de que não perdi tempo. Essa sensação permanece com você no final do dia e acho que é a melhor coisa.”
A rotina de sábado de manhã destaca o verdadeiro valor deste programa: criar comunidade. Num esforço para diminuir a dificuldade para aqueles que não podem comprar comida suficiente regularmente, surgiu uma rede de pessoas da igreja, da vizinhança, de supermercados locais, do banco de alimentos nacional e do sistema judicial.
solidariedade comunitária por “Unir as pessoas e responder às necessidades imediatas”, explicou o Pastor Matteo.
“Embora a principal questão abordada seja o acesso limitado a alimentos básicos entre famílias vulneráveis na comunidade próxima à nossa congregação… o programa tornou-se um recurso estável, atendendo tanto às necessidades básicas de alimentação quanto ao isolamento social, em um esforço para construir relacionamentos dentro da comunidade”, continua ele.

Assim como muitos lugares ao redor do mundo, Moncalieri tem uma mistura de moradores de longa data e famílias imigrantes. O aumento da pobreza nacional e das taxas de desemprego criaram uma necessidade maior de assistência alimentar, particularmente entre os grupos mais vulneráveis. Então, em abril de 2020, os lockdowns da pandemia de COVID-19 agravaram a situação, com muitas famílias enfrentando dificuldades financeiras devido ao fechamento de empregos e restrições. Foi então que a igreja decidiu que poderia fazer algo para servir seus vizinhos.
O que começou como uma pequena iniciativa autofinanciada desenvolveu-se em um programa de apoio estruturado graças a parcerias com lojas locais e a rede nacional de bancos de alimentos da Itália operada pela organização não governamental (ONG) da Igreja do Nazareno do Distrito Italiano, Associazione Missione Nazarena Italiana (AMNI). À medida que os serviços sociais públicos enfrentam crescente pressão, a iniciativa agora fornece ajuda essencial a famílias e indivíduos necessitados, e a congregação tornou-se um recurso vital para aqueles em situações vulneráveis.
Nossa congregação reconheceu essa necessidade e se mobilizou para oferecer apoio… que é particularmente útil porque serve de apoio para famílias imigrantes que podem enfrentar barreiras adicionais no acesso a serviços sociais, e promove a

Por meio do programa, 98 pessoas de 44 famílias recebem alimentos semanalmente. Além disso, a igreja coleta e distribui roupas e organiza refeições comunitárias. Relacionamentos estão se desenvolvendo à medida que compartilham de suas vidas semanalmente e pedidos de oração são atendidos. E esta comunidade aprendeu a celebrar e a lamentar juntas, como todas as boas comunidades fazem. Ao longo dos anos, houve diagnósticos de câncer e respostas às orações de cura. Mas também houve momentos difíceis.
Domenico explicou que existem épocas difíceis para servir, principalmente durante as festas de fim de ano, quando a igreja oferece refeições e convida todos que participam do programa de alguma forma para um almoço comunitário. “O Natal é a época mais difícil porque as emoções das pessoas estão à flor da pele”, disse ele. “Eu sei que naquele momento não posso fazer nada por elas, apenas tento dar-lhes comida e algumas palavras para animá-las um pouco naquele momento.”
À medida que os relacionamentos continuam


a crescer e a se desenvolver, o mesmo acontece com as operações. Em parceria com as Equipes de Missões Nazarenas e uma equipe da região de Chicago, a igreja remodelou recentemente seu santuário para criar mais espaço para seu depósito de distribuição de alimentos. Além disso, em parceria com os Ministérios Nazarenos de Compaixão, foram adquiridas prateleiras de aço inoxidável e um refrigerador de alta capacidade. A congregação também conseguiu comprar uma van que facilita e agiliza a coleta de alimentos e o descarregamento no armazém, em vez dos voluntários usarem seus veículos particulares para coletar alimentos toda semana. “Com a personalização adesivada (na van), o serviço está ganhando maior visibilidade… testemunhando a presença da igreja na comunidade”, explicou o Pastor Mateo.
Outro voluntário viu a oportunidade de compartilhar sua fé com a comunidade. “O bom testemunho que damos faz com que algumas

pessoas nos perguntem por que nos envolvemos neste serviço”, disse ele. “Elas ficam intrigadas com a nossa comunidade e, também por meio de outros encontros, conseguimos realmente dar testemunho ao bairro.”
À medida que Deus continua a abençoar este ministério fazendo-o crescer, a igreja espera expandir seu alcance. Graças à van, a capacidade de coletar e distribuir alimentos aumentou, e a igreja espera poder atender mais pessoas a cada semana, reduzindo o número de famílias atualmente na lista de espera. O programa também espera fortalecer suas parcerias, colaborando com outros supermercados e organizações para garantir um fornecimento de alimentos mais consistente e diversificado.
No final das contas, o objetivo continua sendo ser uma presença fiel na vizinhança e ter um impacto integral na vida das pessoas ao seu redor. O pastor Matteo afirma: “Além da distribuição de alimentos, o programa visa aumentar a conscientização sobre a missão da igreja e fortalecer os laços com os vizinhos, além de oferecer apoio espiritual e emocional por meio da comunidade.”

Por meio de parcerias e orações, a igreja está ajudando os vizinhos a encontrarem alimento e comunidade.

cresce quando
Compartilhe suas histórias de compaixão aqui
Por Purevtseren Khaltar, Coordenador de MNC para a Mongólia

Em Ulaanbaatar, onde as temperaturas de inverno podem cair para -40°C, um tipo diferente de igreja se reúne, uma igreja não definida por sua arquitetura, mas por seu calor, compaixão e portas abertas. Ela é carinhosamente conhecida por aqueles que a frequentam como a "Igreja dos Sem-Teto".


Isto não é uma metáfora. A congregação é composta por homens e mulheres que dormem nas ruas, vivem em túneis de aquecimento subterrâneos ou buscam refúgio em prédios abandonados. No entanto, todas as semanas, dezenas se reúnem para adoração, refeição, comunhão e cura.
Após se converter em 1993, um mongol, Puje, agora fundador e pastor deste ministério singular, começou a servir como líder de um pequeno grupo e membro do conselho da igreja.
Com o tempo, sentiu um chamado para servir aos mais marginalizados. Por dez anos, ministrou em prisões, levando o evangelho, aconselhando detentos e defendendo aqueles que a sociedade havia descartado.
“Quando o sistema comunista entrou em colapso, nosso país enfrentou uma crise. As prisões estavam superlotadas e com poucos recursos. As pessoas estavam morrendo de desnutrição e

tuberculose”, ele recordou. “Deus Abriu meus olhos para a dor deles.”
Após dois anos de estudo teológico nos Estados Unidos, ele retornou para casa com uma visão renovada.

Desta vez, ele concentrou-se não apenas nos que estavam atrás das grades, mas também no que acontecia quando eles saíam.
“Muitos presos libertados estavam sem-teto. Alguns não tinham família para onde voltar. Outros estavam tão desesperançosos que não queriam sair da prisão de jeito nenhum”, disse ele. “Eu vi alguns reincidirem só para voltar.”
Em 2010, ele alugou um prédio grande e fundou uma igreja para ex-presidiários. Começou com doze membros. Mas logo, ele percebeu outros nas ruas — pessoas sem-teto que não tinham saído da prisão, mas sofriam o mesmo.
“Deus partiu meu coração novamente”, disse ele. “Percebi que também precisávamos servi-los.”
Ulaanbaatar é a capital mais fria do mundo, com invernos rigorosos e uma crescente população de sem-teto. Segundo um relatório de 2018,


havia mais de 10.000 pessoas sem-teto na cidade, um número que provavelmente aumentou devido a dificuldades econômicas, desastres naturais e alcoolismo generalizado.
Os pobres rurais frequentemente migram para a cidade depois de perderem o gado devido às intempéries, apenas para encontrarem oportunidades de emprego limitadas e custo de vida exorbitante.
Nesse contexto, a Igreja dos SemTeto tornou-se um santuário.
Entre 50 e 70 pessoas, incluindo Puje e sua família, se reúnem todas as terças e sextas-feiras. Elas estudam a Bíblia por meio de aulas por correspondência do programa Emmaus, cantam músicas de louvor e recebem refeições quentes. Na maioria dos dias, também há atendimento médico gratuito, cortes de cabelo e roupas doadas. Para lidar com o número crescente de pessoas, elas são divididas em quatro grupos.
“Esta igreja salvou minha vida”, disse um frequentador da igreja. “Cheguei à cidade sem nada. Dormia em túneis subterrâneos para me manter aquecido. Era viciado em álcool. Mas aqui, encontrei pessoas que não me julgaram. Me deram comida e me lembraram que ainda sou um ser humano.”
Puje trabalha intencionalmente com os fiéis para que sirvam em diversas funções — de cozinheiros e faxineiros a membros da equipe de louvor e evangelistas.
“Queremos que eles saibam que têm valor, propósito e dons a oferecer”, explicou ele. “Esta é a igreja deles.”
Servir e aprender juntos ajuda a lembrar os membros da igreja de seu valor, dignidade e importância dados por Deus. A mensagem nesta igreja é clara: Deus tem bons planos e propósitos para sua vida, e você pode viver uma vida que reflita esse propósito.
“Fiquei sem-teto por cinco anos. Perdi
minha família e vivi mendigando”, disse um dos membros. “Mas quando cheguei aqui, eles me trataram como uma irmã.” Agora ajudo a preparar as refeições durante o culto. Até canto na equipe de louvor. Nunca pensei que pudesse ter esse tipo de vida novamente.”
O trabalho da Igreja dos Sem-Teto vai muito além de apenas encontros semanais. É um ministério abrangente. Os parceiros do ministério levam os membros a banheiros públicos e cobrem os custos. Eles presenteiam gers (iurtas) mongóis tradicionais para famílias por meio de doações. Eles ajudam a fornecer mediação e reconciliação para indivíduos


Divididos em grupos de estudo e comunhão, os membros da igreja apoiam-se mutuamente através de adoração, oração e serviço compartilhado.
com parentes distantes, restaurando famílias e trazendo cura. E quando os fundos permitem, eles distribuem comida e bebidas quentes nas ruas.

Até mesmo feriados e festivais nacionais são celebrados juntos — Natal, Páscoa e Dias Evangélicos se tornam momentos de alegria para pessoas que sentem que a sociedade há muito as esqueceu.
Nos meses mais frios, muitas pessoas sem-teto buscam refúgio em dutos de aquecimento subterrâneos. Mas estes são perigosos. Os sistemas são obsoletos — alguns datam da década de 1950 — e podem vazar, queimar ou causar asfixia. Congelamentos são comuns, especialmente para aqueles que lutam contra o alcoolismo ou outros vícios.
“Nosso médico já tratou inúmeras feridas”, disse Puje. “Já vimos pessoas perderem dedos das mãos, dos pés — até mesmo membros. Mas nunca as rejeitamos. Cada cicatriz tem uma história, e cada pessoa importa em todo o país.”
A missão da Igreja dos Sem-Teto é clara: ajudar as pessoas a se recuperarem do vício,
construir uma comunidade espiritual e viver vidas enraizadas em princípios bíblicos.
“O vício não é apenas um hábito — é uma ferida”, compartilhou o pastor. “Usamos a Palavra de Deus para curar essas feridas.”
Muitos dos membros que antes viviam nas ruas agora participam da agricultura, da colheita e de outros trabalhos significativos. Outros retornaram ao campo, desta vez com esperança e estabilidade.
O sonho a longo prazo deste ministério é ter um espaço permanente — um centro onde discipulado, abrigo, reabilitação e desenvolvimento de habilidades possam acontecer sob o mesmo teto.
Por enquanto, porém, a iurta alugada e os recursos emprestados são suficientes. Lá dentro, o calor é real e a esperança é palpável.
“Não temos nada de luxo”, disse Puje. “Mas temos Deus. E temos uns aos outros.


Por Brandon Sipes, Consultor Humanitário para Crises
Mais de três anos após a invasão da Ucrânia pela Rússia, a guerra continua. Relatos de violência nas frentes de batalha, ataques com drones ou manobras políticas tornaram-se uma constante no dia a dia. Quando ocorre uma invasão como esta, muitas vezes há uma esperança inicial e sincera de uma resolução rápida e da retirada imediata dos exércitos. Mas, com o passar do tempo, a esperança pode se tornar cada vez mais difícil de encontrar.
Para a Igreja do Nazareno na Ucrânia, o chamado para proclamar a esperança e servir os mais vulneráveis permanece o mesmo.
Ao longo desses três anos, as igrejas distribuíram alimentos, forneceram abrigo, serviram pessoas deslocadas pela guerra, ofereceram cuidados para traumas e saúde mental e continuaram anunciando as boas novas — a boa notícia é de que Deus

quer o mundo de outra maneira e um dia será assim.
Em abril, pastores de cada uma das cinco igrejas ativas, juntamente com outros líderes distritais e o superintendente distrital, reuniram-se em Kozyatyn para se encorajarem mutuamente, avaliarem a situação da igreja e vislumbrarem o futuro. Juntos, eles discutiram os desafios que a guerra trouxe, como continuar servindo
suas comunidades, e como seguir Jesus os transforma em meio à violência.
“O maior desafio é responder à pergunta ‘Onde está Deus?’, feita por aqueles que perderam suas casas ou entes queridos”, compartilhou Svetlana Kleschar, superintendente distrital da Ucrânia. “Nesse caso, devemos ter cuidado redobrado ao citar a Bíblia.” Ao mesmo tempo, é necessário enfatizar o amor de Cristo. Esta guerra destruiu muitas famílias. Um dos desafios é o grande número de divórcios nas famílias, com crianças crescendo sem os pais e a educação muitas vezes ocorrendo online.”


que Deus permite que civis inocentes morram? Por que ele permite que criancinhas sejam mortas por foguetes enquanto dormem? Por que uma família inteira pode ser dizimada em uma única noite por um ataque de drone em seu apartamento? E essas são apenas algumas das centenas de perguntas que ouvimos. O maior desafio é responder a essas perguntas — enquanto, ao mesmo tempo, testemunhamos de um Deus amoroso, um Deus que salva, que protege e que dá esperança.”

Svetlana também refletiu sobre como o evangelho se aplica a este período: “Nossa esperança está em Jesus. A vida continua mesmo durante a guerra. O Senhor não nos abandona. Ele nos dá esperança para o amanhã. Eu acredito que o conceito de sacrifício se torna mais compreensível durante a guerra. Somos gratos aos nossos defensores que nos protegem na vida terrena do inimigo; mais gratos devemos ser ao Senhor que nos salva para a vida eterna. Este não é o fim, apesar de todos os fardos que a guerra traz.”
Para Serhii Akulenko, pastor da Igreja Kiev Pozniaky e coordenador distrital da MNC na Ucrânia, a jornada pastoral começou inesperadamente: “Tornei-me pastor por necessidade — simplesmente porque não havia mais ninguém para fazê-lo… Um desafio ainda maior era que não havia mais líderes espirituais maduros na igreja local — ninguém que pudesse apoiar ou orientar o ministério plenamente. Ao mesmo tempo, muitas pessoas que não conheciam a Deus começaram a vir à igreja em busca de ajuda… cerca de 80% das pessoas se enquadram nessa categoria.”
Aqueles que vêm frequentemente trazem perguntas difíceis e sinceras: “Por
Ele encontra profundo encorajamento ao lembrar que o próprio Jesus conheceu o sofrimento: “Alguns podem acreditar erroneamente que Deus está longe e não entende o que estamos passando. Mas quando olhamos atentamente para a vida de



experimentou muito do mesmo sofrimento, perda e dificuldade. Ele sabe o que significa sofrer. Ele sabe o que significa carregar esse peso. Isso significa que ele nos entende profundamente. Ele sofre conosco. E ele oferece a esperança de que este não é o fim.”
Em Kozyatyn, a pastora Irina descreve o testemunho firme da igreja: “Ser fiel é manter-se firme e fazer isso com paixão… Desde o início da guerra, a igreja se tornou o lugar onde as pessoas podem encontrar segurança e estabilidade. Não me refiro à segurança de serem bombardeadas por foguetes, mas à segurança de Deus.”
Sua esperança permanece ancorada na soberania de Deus: “Claro que Deus me dá esperança… Temos que concordar que será do jeito que Deus quer. Estamos aprendendo isso. É difícil e não entendemos muita coisa. Mas temos que ter esperança. Não podemos confiar nas pessoas. Não estamos depositando nossa confiança em nada além de Deus. Sabemos que Deus enviará seu povo até nós.”
A guerra não acabou. A perda ainda é profunda. Contudo, através de cada ato de compaixão, cada oração elevada, e cada palavra de esperança proferida, a Igreja do Nazareno na Ucrânia continua a personificar o amor de Cristo. Que possamos nos unir a eles em oração constante — confiando






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Como uma igreja está reescrevendo a história de Siloé
Por Nayara Silva, Coordenadora de Desenvolvimento Integral Infantil, para a Região América do Sul
Siloé é um dos bairros mais estigmatizados de Cali, na Colômbia. Desenvolveu-se para abrigar trabalhadores de minas de carvão e ficou conhecido pela violência e pobreza. Conflitos entre grupos armados deixaram cicatrizes profundas, e o bairro ainda carece de serviços públicos.
Frequentemente descrita como “perto do paraíso” por suas vistas para as montanhas, Siloé também é lar da Igreja do Nazareno, nascida da violência sofrida pela família do pastor local.
O pastor Steyner Pietro perdeu seu irmão nesta comunidade quando ainda era Adolescente. A dor do luto o fez rejeitar o amor de Deus, mas anos mais tarde, Deus usou aquele momento de aflição para chamá-lo para o ministério pastoral. Steyner é agora o pastor da Igreja do Nazareno em Siloé. “Aquele momento foi muito doloroso para todos. Minha mãe, meu pai, minha família… Perder meu irmão foi muito difícil para mim, pois ele era uma pessoa muito especial. [Mas dessa perda] Deus me deu paixão por este bairro”, disse ele.
Depois de um acampamento para jovens, o Pastor Steyner se reconciliou com Deus e decidiu servir à sua comunidade para evitar que outros jovens se tornassem vítimas da violência. Inicialmente, ele pensou que estudar para ser policial seria o caminho a seguir. “Terminei o ensino médio e fiz um curso de polícia. Meu pensamento era: preciso me preparar para ajudar; dentro da instituição policial, eu teria a autoridade para ajudar minha vizinhança, minha comunidade e tudo mais”, disse ele.
Deus, porém, o chamou para o
ministério. Há dezesseis anos, a igreja começou com apenas 15 pessoas.
Desde o início, eles sabiam que, além de compartilhar a mensagem da salvação, precisavam servir à comunidade e ajudar a transformar vidas.
O trabalho começou em uma casa e logo se mudou para um espaço alugado que antes era usado como casa de jogos e esconderijo de contrabandistas. Deus transformou a história daquele lugar e a vida das pessoas ligadas a ele.
Inspirada em Mateus 9:36, a igreja começou servindo café da manhã para as crianças da vizinhança, e mais tarde adicionando o almoço. Embora o grupo fosse pequeno, eles compartilhavam o que tinham. Logo, os vizinhos se juntaram, doando arroz, ovos e farinha para fazer arepas.
O pastor Steyner tem visto a provisão de Deus repetidas vezes. “Deus sempre agiu e nos ajudou de uma forma ou de outra. As pessoas da igreja que começaram a se reunir compartilharam a visão entre si”, disse ele.
O projeto “FEED MY SHEEP” (Alimente Minhas Ovelhas) cuida de cerca de 40 crianças entre 9 e 13 anos. Muitas passam longas horas sozinhas ou sob



os cuidados de familiares ou irmãos. Dentro da igreja, eles encontram um espaço seguro para serem acompanhados, cuidados e apoiados academicamente e espiritualmente.
As crianças participam de aulas de literatura, ortografia e discipulado. No ano passado, estudaram As Crônicas de Nárnia e apresentaram uma peça teatral. Este ano, estão estudando Pinóquio, Provérbios e Salmos, explorando os valores de cada história e como as Escrituras podem moldar suas vidas.

A creche começou há nove anos para ajudar mães jovens e solteiras que precisavam de cuidados infantis seguros, mas não tinham condições de pagar por eles. Nelly Sogamoso, uma das fundadoras, lembra: “Começamos do zero, apenas com o espaço físico e um coração disposto a servir.”
A equipe chama o projeto de “hogar infantil” (lar infantil), onde crianças de um a quatro anos recebem cuidados, amor e proteção como se fossem da família.
Jesica Dorado, uma das professoras, viu o impacto do amor e do cuidado. “Um os testemunhos mais bonitos foi o de uma criança que, no início, não cumprimentava ninguém”, explicou ela. “Ele vinha de um ambiente familiar muito complicado. Quando chegou, [estava quieto], sentava-se de braços cruzados, não falava e apenas ouvia a aula. Não permitia que ninguém lhe dissesse nada”.
Com paciência e o amor de Cristo, a mudança aconteceu. “Hoje, depois de passar um bom tempo no projeto, aquela mesma criança mudou muito. Agora, quando vai embora, se despede, abraça os professores e diz: ‘Professor(a), muito brigado!’ Esses pequenos gestos refletem o grande impacto que o projeto tem em suas vidas”, disse ela.
O projeto “ Transformers” cria espaços para adolescentes e jovens adultos crescerem à imagem de Cristo. Cerca de 80 jovens participam de encontros em toda a comunidade, desde calçadas e casas até campos de futebol e a igreja.
Yuly Marian Cruz, uma das líderes, explicou: “Para abrir um novo ponto, realizamos uma campanha evangelística. Promovemos uma atividade que chamamos de ‘Sentados à Mesa’, convidando as pessoas a ouvirem o evangelho e compartilharem um lanche, geralmente chocolate quente”.
O ministério também organiza torneios de futebol e aulas para pais, ajudando as famílias a prosperarem e dando à comunidade uma nova perspectiva de vida. Para apoiar o desenvolvimento econômico, a igreja oferece um curso de barbearia ministrado voluntariamente por um barbeiro profissional. Duas turmas já se formaram e uma terceira está prestes a começar. Além do treinamento técnico, os alunos participam de momentos devocionais para descobrir o propósito de Deus em suas vidas. Cerca de 30 já se formaram — alguns abriram seus próprios salões, outros trabalham em casa ou em barbearias profissionais.
“Cada atividade é planejada para fortalecer seu crescimento e desenvolvimento geral.”
A professora Janet Sánchez compartilhou: “Para mim, este trabalho significa muito. Eu me dedico como se essas crianças fossem minhas. Eu me importo com elas e me preocupo com elas de todo o coração.”
Com o apoio de Ministérios Nazarenos de Compaixão, o projeto agora oferece refeições e um ambiente acolhedor e estimulante. A coordenadora Marly Cerezo e as professoras Janet Sánchez, Nasly López e Gisela Parra compartilham um sonho em comum: “Por que não dobrar o número de crianças?”
Além desses projetos, a igreja serve cerca de 150 almoços por dia de semana em seu refeitório comunitário.
A descrição de Siloé como “perto do céu” se encaixa não apenas em sua localização na montanha, mas também na maneira como os ministérios da igreja permitem que as pessoas experimentem a esperança do céu por meio de atos tangíveis de amor, trazendo a presença de Deus para a vida diária aqui e agora.


Texto e fotos fornecidos pela Região Eurásia
Para muitas famílias iraquianas, o lar deixou de ser um lugar de segurança e paz. Anos de conflito forçaram milhões a deixar para trás tudo o que sempre conheceram — lares, empregos e comunidades que fizeram parte de suas vidas por gerações. Essas famílias, deslocadas pela guerra e pelos conflitos, se encontram em um novo país, não como visitantes, mas como pessoas que estão tentando reconstruir suas vidas do zero.
Na Jordânia, um país que se tornou um refúgio para muitos, famílias do Iraque lutam contra a incerteza e a perda. Elas esperam, às vezes por anos, por uma chance de se reassentarem e recomeçarem. Mas em meio à espera, uma história silenciosa e poderosa se desenrola — uma história de fé, compaixão e a incrível força da comunidade.
Em 2003, o Iraque abrigava aproximadamente 1,5 milhão de cristãos; hoje, restam apenas cerca de 200.000. Aqueles que partiram continuam a buscar melhores oportunidades em países vizinhos,
sendo a Jordânia um dos principais destinos. Estima-se que 165.000 iraquianos residem atualmente na Jordânia, uma nação não muito maior que o estado do Maine. Muitos se estabeleceram em Amã, a capital, enquanto aguardam a documentação adequada para se reassentarem permanentemente em países como Austrália, Canadá ou outras nações ocidentais.
Uma dessas comunidades em Amã, onde muitos iraquianos optaram por se estabelecer, é conhecida como Jardins. Há quase 12 anos, o pastor Zaki Kopti e sua esposa, Fadia, começaram a visitar esses recém-chegados, oferecendo hospitalidade e compaixão. Eles

frequentemente ouviam o mesmo refrão enquanto tomavam chá e comiam biscoitos: "Estamos perdendo nosso tempo aqui." O status de refugiado os impedia de trabalhar, aumentando a dificuldade enorme de ter que esperar indefinidamente, às vezes por anos, para saber o que o futuro lhes reservava.
Muitos desses membros da comunidade que
“Esta é a nossa oportunidade de demonstrar o amor de Deus, não apenas falar sobre ele. É fácil falar sobre o amor, mas é muito mais difícil demonstrá-lo.”
foram deslocados já tiveram negócios prósperos, e muitos deles são incrivelmente bem-educados. Eles costumavam sustentar suas famílias e contribuir para o desenvolvimento de suas comunidades. No entanto, agora, se viram com poucas opções do que fazer.
Fadia, percebendo a necessidade de algo mais, sugeriu: "Por que não ensinamos inglês a eles?"
Com muitas pessoas desabrigadas por conflitos na esperança de se reassentarem em países de língua inglesa, a ideia foi rapidamente aprovada e uma mensagem de texto foi enviada anunciando a aula.
O pastor Zaki e Fadia ficaram surpresos com a resposta. "Nunca me esquecerei desse número", lembrou o pastor Zaki. "Foram 178 [pessoas inscritas]." Embora eles vissem isso como um desafio, também foi o início de algo transformador.
UM CENTRO COMUNITÁRIO DE ESPERANÇA
O centro comunitário da Igreja do Nazareno Gardens surgiu desse desafio. Com a ajuda de doadores e de Ministérios Nazarenos de Compaixão, eles expandiram para um espaço adjacente. Voluntários foram recrutados e o centro foi aberto a qualquer refugiado que quisesse ensinar ou participar de atividades.
Com o tempo, diversos programas começaram a tomar forma: aulas de culinária, um salão de manicure que oferece empregos e treinamento profissional, aulas de nutrição, sessões de treinamento pessoal, aulas de informática e palestras educativas. Uma das iniciativas mais notáveis foi uma pré-escola para crianças com deficiência que não eram aceitas em nenhum outro lugar.
"Esta é a nossa oportunidade de demonstrar o amor de Deus, não apenas falar sobre ele", disse o pastor Zaki com uma risada. "É fácil falar sobre o amor, mas é muito mais difícil demonstrá-lo."
Sua visão para o centro era clara: não apenas pregar aos domingos, mas demonstrar o amor de Cristo por meio de ações.
"Eles precisam ver Cristo em nós — o amor, suas misericórdias, sua graça — quando nos importamos com eles, demonstramos amor, e passamos tempo com eles."
O centro funciona de segunda a quinta-feira, das 9h às 15h, e conta com o apoio de quatro funcionários

dedicados membros da equipe: Marian, Lina, Ghassan e Omar. O mais importante é que o centro oferece um espaço seguro para aqueles que, de outra forma, jamais entrariam em uma igreja. À medida que surgem necessidades e amizades se formam, orações são feitas e o centro se torna um lugar onde o amor de Deus se torna palpável.
Adel* e seu irmão Rami* chegaram à região de Gardens vindos do norte do Iraque há cerca de quatro anos. Após se conectarem com a igreja, eles abordaram o Pastor Zaki com uma oferta de retribuição. "Quais habilidades vocês têm?" perguntou o Pastor Zaki. E assim, em parceria com os Ministérios Nazarenos de Compaixão, Adel e Rami responderam que eram barbeiros habilidosos, uma nova barbearia nasceu no centro comunitário da igreja.
O treinamento prático, aliado a momentos devocionais, ajuda os participantes a descobrirem novas habilidades e o propósito de Deus para suas vidas.

Toda semana, Adel e Rami abrem sua barbearia e oferecem cortes de cabelo gratuitos para mais de 20 pessoas de diversas nacionalidades e religiões.
"Cortes de cabelo podem ser caros para refugiados, então ganhar um de graça é uma grande bênção", diz o Pastor Zaki.
Além de prestar um serviço muito necessário, Adel e Rami começaram a treinar outras pessoas na arte da barbearia. Instrutores do Egito, Síria e Sudão foram trazidos para ensinar a profissão, o que aumenta a autoconfiança dos aprendizes. Essas habilidades ajudarão os refugiados a conseguirem emprego quando se reassentarem, dando-lhes um recurso inestimável para reconstruir suas vidas.
"Há dois anos, o Pastor Zaki nos convidou para prestar este serviço, e muitas pessoas se beneficiaram", disse Adel. "É uma grande honra poder oferecer este serviço e retribuir. Recebemos muita bondade ao ajudar os outros. Nos aproximamos do Senhor e aprendemos muito mais por meio de nossos estudos bíblicos de discipulado. É maravilhoso ter o poder de servir."
O que começou como um simples ato de acolher pessoas em um prédio da igreja — pessoas forçadas a fugir de tudo o que conheciam, experimentando uma nova cidade pela primeira vez — cresceu e se tornou um ministério completo que atende não apenas às necessidades espirituais daqueles deslocados pela guerra, mas também às suas necessidades práticas.

O centro comunitário da Igreja do Nazareno Gardens se ergue como um farol de esperança para as famílias refugiadas que perderam tanto. Através do amor, da graça e do serviço oferecidos pelo Pastor Zaki, Fadia e o restante da equipe, eles não estão apenas oferecendo um refúgio temporário; eles estão ajudando a reconstruir vidas — um corte de cabelo, uma lição e um ato de serviço de cada vez.
*Os nomes foram alterados por motivos de segurança.
Tu ouves os clamores dos oprimidos, curas os corações partidos e libertas os cativos. Apresentamos-te o povo da República Democrática do Congo, da Ucrânia, do Sudão, do Oriente Médio, de Myanmar e de todos os lugares onde o conflito roubou a paz, onde o medo obscurece o cotidiano e onde os mais vulneráveis sofrem grande dor.
Oramos pelas crianças e famílias que conheceram mais os tiros do que a alegria; que perderam seus lares, seus entes queridos ou a oportunidade de viver, trabalhar e brincar sem medo. Protege-as. Providencia-lhes alimento, abrigo, educação e a certeza do teu profundo amor. Molda a tua Igreja para que, em seu espaço e entre seu povo, os mais vulneráveis sejam acolhidos, protegidos e fortalecidos.
Que a nossa fé ganhe vida no amor atuante. Motive o seu povo a responder, não apenas com palavras, mas com mãos prontas para servir, recursos prontos para compartilhar e vozes prontas para se manifestar em prol da justiça. Que a igreja seja uma luz na escuridão, proclamando Cristo como Senhor através de uma compaixão inabalável por todos, desde o próximo até os inimigos.
Onde o ódio criou raízes, plante sementes de reconciliação. Onde a violência devastou comunidades, levante pacificadores. Onde o desespero se instalou, renove a esperança através do seu Espírito. Fortaleça todos os que carregam fardos pesados pelos deslocados, pelos famintos, pelos feridos e pelos aflitos.
Aguardamos ansiosamente o dia em que as espadas se transformarão em arados, em que as crianças e as famílias prosperarão na segurança de suas comunidades e em que a tua paz cobrirá a terra. Até lá, faze-nos fiéis em amarte de todo o coração e em trabalhar pelo que é justo no mundo.
Em nome de Jesus Cristo, nossa paz.







JORNADA PARA O BEM COMUM (JOURNEY TO THE COMMON GOOD) por Walter Brueggemann
Jornada para o Bem Comum (Journey to the Common Good), de Walter Brueggemann, explora como as histórias bíblicas — especialmente as de Êxodo, Jeremias e Isaías — convidam o povo de Deus a sair de sistemas de escassez e interesse próprio em direção a comunidades moldadas pela generosidade, justiça e compaixão.
ESTE SANTO CHAMADO: SABEDORIA DIÁRIA DE MULHERES NO MINISTÉRIO
(THIS HOLY CALLING: DAILY WISDOM FROM WOMEN IN MINISTRY)
Este Santo Chamado: Sabedoria Diária de Mulheres no Ministério (This Holy Calling: Daily Wisdom From Women In Ministry) é uma coleção devocional que reúne reflexões, orações e percepções de mulheres que servem em diversos contextos ministeriais. Cada estudo diário oferece encorajamento, sabedoria e inspiração, ajudando as leitoras a encontrarem força nas experiências vividas por mulheres que seguem fielmente o chamado de Deus.
ESTUDOS BÍBLICOS SOBRE O CARÁTER DE DEUS DO PROJETO BÍBLIA
Esta série explora Êxodo 34:6-7, investigando o que significa para Deus ser compassivo, misericordioso, tardio em irar-se, fiel e transbordante de amor leal.
Assista aqui: www.bibleproject.com

“A BELEZA COMO DESORDEM” (BEAUTY AS DISORDER), O PODCAST ECOCHRISTIAN COM DEIRDRE BROWER-LATZ
Deirdre Brower-Latz e Caleb Haynes refletem sobre o cuidado com a criação, mostrando como a beleza e a desordem nos convidam a honrar o projeto de Deus. Com base em suas experiências na agricultura e no ministério, Brower-Latz explora a mordomia, a paz e a vida em harmonia com a criação.
Disponível no Apple Podcasts
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constitui uma forma radical de crítica, pois anuncia que a dor deve ser levada a sério, que a DOR NÃO
DEVE SER ACEITA como normal e natural, mas sim como uma condição anormal e inaceitável para a humanidade.


–– Da Imaginação Profética por
Walter Brueggemann


...o trabalho de reconciliação não pode se limitar a intervenções ocasionais durante conflitos, mas diz respeito aos padrões da vida cotidiana. A reconciliação busca dotar as práticas da vida ordinária com um florescimento que reflita mais fielmente o plano de Deus de reconciliar todas as coisas em Cristo. É claro que as formas específicas que a luta pelo florescimento humano assume variam dependendo da história e das necessidades de um lugar. Para discernir essas coisas, precisamos estar lá.
O que realmente estamos dizendo é que a encarnação fundamenta o ministério da reconciliação de tal forma que aprendemos a ler a história, a geografia e as necessidades de um lugar. Ao fazermos isso no contexto da história de Deus, nossa imaginação é moldada para ver como a concretização das promessas de Deus poderia se manifestar em nossas próprias comunidades. Sem a história de Deus apontando para a encarnação como um modelo e um padrão de vida cristã, nunca poderemos desenvolver a paciência ou as habilidades necessárias para a longa jornada cristã de reconciliação.
Um trecho de Reconciliando Todas as Coisas: Uma Visão Cristã para a Justiça, Paz e Cura, (Reconciling All things: A Christian Vision for Justice, Peace and Healing) , de Emmanuel Katongole e Chris Rice

NAZARENOS DE COMPAIXÃO
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