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Ideias Filosóficas

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João Paulo T. Dias

Ideias Filosóficas 1º Edição

Uberlândia / Minas Gerais Navegando Publicações 2019


Navegando Publicações

www.editoranavegando.com editoranavegando@gmail.com Uberlândia – MG, Brasil

Copyright © by autor, 2019. D541 – Dias.,João Paulo T. Ideias Filosóficas. Uberlândia: Navegando Publicações, 2019. ISBN: 978-85-53111-80-0 10.29388/978-85-53111-80-0 1. Filosofia 2. Pensamento Filosófico. I. ,João Paulo T. Dias. II. Navegando Publicações. Título. CDD – 370 DU – 37 Revisão/ Diagramação – Lurdes Lucena

Índice para catálogo sistemático Filosofia

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Navegando Publicações

www.editoranavegando.com editoranavegando@gmail.com Uberlândia – MG Brasil

Editores Carlos Lucena – UFU, Brasil José Claudinei Lombardi – Unicamp, Brasil José Carlos de Souza Araújo – Uniube/UFU, Brasil

Conselho Editorial

Afrânio Mendes Catani – USP, Brasil Alberto L. Bialakowsky – Universidad de Buenos Aires, Argentina. Ángela A. Fernández – Univ. Autónoma de Sto. Domingo, República Dominicana Anselmo Alencar Colares – UFOPA, Brasil Carlos Lucena – UFU, Brasil Carlos Henrique de Carvalho – UFU, Brasil Carolina Crisorio – Universidad de Buenos Aires, Argentina Cílson César Fagiani – Uniube, Brasil Christian Cwik – University of the West Indies, St.Augustine, Trinidad & Tobago Christian Hausser – Universidad de Talca, Chile Daniel Schugurensky – Arizona State University, EUA Dermeval Saviani – Unicamp, Brasil Elizet Payne Iglesias – Universidad de Costa Rica, Costa Rica Fabiane Santana Previtali – UFU, Brasil Francisco Javier Maza Avila – Universidad de Cartagena, Colômbia Gilberto Luiz Alves – UFMS, Brasil Hernán Venegas Delgado – Universidad Autónoma de Coahuila, México Iside Gjergji – Universidade de Coimbra - Portugal Iván Sánchez – Universidad del Magdalena –Colômbia João dos Reis Silva Júnior – UFSCar, Brasil Jorge Enrique Elías-Caro – Universidad del Magdalena, Colômbia José Carlos de Souza Araújo – Uniube/UFU, Brasil José Claudinei Lombardi – Unicamp, Brasil José Jesus Borjón Nieto – El Colégio de Vera Cruz, México José Luis Sanfelice – Univás/Unicamp, Brasil Lívia Diana Rocha Magalhães – UESB, Brasil Mara Regina Martins Jacomeli – Unicamp, Brasil Miguel Perez – Universidade Nova Lisboa – Portugal Newton Antonio Paciulli Bryan – Unicamp, Brasil Paulino José Orso – Unioeste – Brasil Raul Roman Romero – Universidad Nacional de Colombia – Colômbia Ricardo Antunes – Unicamp, Brasil Robson Luiz de França – UFU, Brasil Sérgio Guerra Vilaboy – Universidad de la Habana, Cuba Silvia Mancini – Université de Lausanne, Suíça Teresa Medina – Universidade do Minho – Portugal Tristan MacCoaw – Universit of London – Inglaterra Valdemar Sguissardi – UFSCar – (Aposentado), Brasil Victor-Jacinto Flecha – Universidad Católica Nuestra Señora de la Asunción, Paraguai Yoel Cordoví Núñes – Instituto de História de Cuba, Cuba


DEDICATÓRIA Dedico essas singelas palavras deste livro à Luiza Maria de Carvalho, minha mãe, mulher simples e batalhadora, sedenta de retidão e honestidade, que tanto me ensinou nesta história de vida compartilhada.


OBJETIVO CENTRAL DA OBRA O objetivo da obra é reunir pensamentos, reflexões, ditames e dizeres em capítulos sucintos que apresentem, versem e ou discorram sobre diferentes questões do saber filosófico ou do cotidiano, no sentido de trazer o leitor uma nova forma de pensar e instigá-lo a refletir e debater sobre questões do dia a dia, bem como analisar assuntos pertinentes, sob diferentes aspectos, âmbitos e abordagens. João Paulo T. Dias


SUMÁRIO PREFÁCIO

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“SHALOM”

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“SALAMALEICO!”

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ADMIRAR

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BACH

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CARIÑO

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CASUALIDADE ACONTECE, MAS SABE O QUE PENSO...

9

COMO TATUAGEM

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CONVERSA

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CUMPLICIDADE

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CURRICULUM VITAE

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DIFERENÇAS ENTRE OS VERBOS SER E ESTAR

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DON’T FORGET

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DUAS COISAS

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DÚVIDAS

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A MULHER

22

EMOÇÃO E RAZÃO

25

EPISTEMOLÓGICO

26

ESTRANHO E INTERESSANTE...

28

FAZENDO UM PARALELO...

29

FELICIDADE E TRISTEZA

31

“HOMO SUM, HUMANI NIHIL

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A ME ALIENUM PUTO”

32

INTERESSANTE

33

INTELIGÊNCIA COMPARTILHADA

34

NASCEMOS PRONTOS OU NOS FAZENDO?

35

O JOVEM E O ANCIÃO

37

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ

38

NÃO CONSEGUE DORMIR?

38

O QUE ERA PARA SER UM DIÁLOGO SE TORNOU UM MONÓLOGO

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O TEMPO

42

QUEM NÃO TEM NADA,

44

NÃO SE APEGA A NADA

44

SÍNDROME DE NARCISO

45

TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA

46

VINHO

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TUDO QUE ACONTECEU

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VOCÊ TEM RAIZ PRA CIMA!?

49

CURIOSO QUESTIONADOR

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SAUDADE

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PREFÁCIO Este livro não é um diário, mas assim como uma colcha de retalhos, é um emaranhado de pequenas lembranças, pensamentos e ponderações, que se juntam e formam o tecido da vida. Eu, João Paulo Tadeu Dias, escrevo com letra cursiva (inicialmente), ou melhor, à mão, essas mal traçadas linhas, pois assim, tornam-se mais pessoais que formais e, ainda mais verdadeiras e sinceras, tais palavras. Posteriormente, repasso tais informações ao computador, as imprimo e as disponibilizo ao leitor para que possa tirar suas próprias reflexões e conclusões.

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“SHALOM” Eu, João Paulo Tadeu Dias, brasileiro, com árvore genealógica paterna da família de sobrenome Dias, derivado da junção e contração dos nomes Diogo e Diego, portugueses, também com sua derivação espanhola, Diaz. Além, é claro, mescla de negros e indígenas, uma miscelânea de raças e costumes, religiões e crenças, assim é o povo brasileiro, uma mistura de tudo e todos. A árvore genealógica materna da família Carvalho, vinda de Portugal/Espanha, que pode ter descendência judia ibérica (Sefarditas, possivelmente). Parte judeu ou não, os judeus tem uma expressão muito bonita e interessante, “Shalom”. Etimologicamente, “Shalom” ou “shalom aleikhem” é uma forte expressão na língua hebraica e significa “paz”, “harmonia”, “integridade”, “prosperidade”, “bem-estar” e “tranquilidade”, além de “olá” e “adeus”, dependendo da situação, ou ainda, algo semelhante a “A paz sobre vós” com similaridades com a bela expressão mulçumana correspondente a “Salam” ou “Salamaleico”. “Shalom” poderia e até deveria ser mais usada por outros povos de maneira a consagrá-la pelo uso e tornar seu conjunto de significados mais fortes para todos. Talvez hoje, no mundo contemporâneo, estejamos mais necessitados de tais coisas. “Shalom”

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“SALAMALEICO!” “Salamaleico”, originalmente de “Alaam Aleikum”, dizem os mulçumanos e árabes. Bonita expressão! Tão bonita e que quer dizer tanta coisa. Algo assim: “que a paz esteja sobre vós”. A resposta esperada deve ser “Alaikum As-Salaam”, ou seja, “que a paz de Deus esteja com vós também”. Que expressão significativa, independente do Deus, Allah, energia ou força, independente da religião ou crença, que você acredite que tenha criado o universo, todas as coisas e dado vida os seres viventes. Que essa saudação, “Salamaleico”, ecoe nos corações dos árabes e não árabes, e aprendamos a nos amar e respeitar mutuamente, como sugere a expressão. “Salamaleico!” Que Allah seja louvado!

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ADMIRAR Admirar vem da ideia de olhar de longe. E melhor, admirar, se possível, com outra pessoa, com você. Quem não admira, olha, reconhece e se encanta com algo, objeto ou coisa, paisagem ou alguém? O ato em si de admirar nos remete a algo que nos provoca, emociona, mexe de alguma forma com a sensibilidade. Por natureza, o homem é um ser sensível, sente e transmite essa sensibilidade por diversas formas, inclusive pelo olhar, para quem está ao seu redor. Mesmo sendo o olhar uma forma única de criar um vínculo, mesmo que distante com aquilo ou com alguém que se olha. Cada um tem uma forma de olhar e, por conseguinte, sentir e se sensibilizar. O que mexe com você? O que te sensibiliza? O que te provoca? Muitas vezes, um olhar, um olhar mais atento, um olhar de emoção, um olhar de encantamento, um olhar admiração, um olhar de quem você quer olhar. Um olhar se torna muito mais espetacular quando é compartilhado e admirado.

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BACH Recentemente, interpelado por um estudante a respeito de minhas convicções e gostos musicais, estive pensando e resolvi responde-lo a contento e dizer que: “Gosto de boa musica, em qualidade artística, sonora e de letra (composição), sejam elas, populares ou não”. Mas, na verdade, tenho uma ligeira vontade de apresentá-lo as composições “bachianas”. Johann Sebastian Bach (1685-1750), alemão, compositor do período Barroco, viveu aproximadamente 65 anos de pura criatividade e inspiração. Seguramente, um dos maiores, senão o maior (no meu humilde ponto de vista) de todos os tempos. Compositor amplamente associado ao Cristianismo e seus conceitos cristãos e religiosos. E, sim, se considerarmos os XXI (21) séculos da era Cristã e, até mesmo antes, provavelmente, nenhum compositor fez tanto pelas artes e, em especial, pela música clássica e instrumental. Um compositor tão variado e cheio de “artimanhas” e “peripécias” musicais que o torna incomparável. Sua composição, variações de tonalidades e nuances, torna-se universal, amplamente apreciada e consagrada pelos mais diversos grupos sociais e culturais, desde o clero até os membros diversos da sociedade em todas as épocas. A música erudita conquistou diversos admiradores e adeptos desde a Idade Média (também conhecida como “Idade das Trevas”, período que sucedeu a queda do império romano, entre os séculos V e XV) ou depois dela, período Barroco (século XVII) e, posteriormente, já no iluminismo (também denominado “Século das Luzes” no século XVIII) onde houve um grande salto das artes, pintura, escultura, ciências, filosofia e, é claro, musica, dentre outras formas de expressão artísticas. Bach influenciado por suas convicções religiosas, artísticas e, por que não dizer, dom, elaborou algumas das mais emocionantes e bonitas canções conhecidas até então. Dentre essas maravilhas canções estão: Toccata and Fugue in D minor (a minha predileta!); Aria sulla quarta corda (também uma das minhas preferidas!); Jesus, alegria dos homens; Concertos para violino;

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Suite n. 3; Cello suíte n. 1 i- Prelude; Cello suíte n. 1 ii- Allemande; Cello suíte n. 1 iii- Courante; Concerto n. 5 in F Menor – Largo, G Minor (Luo Ni); Brandenburg concert n. 3 in G Major; Brandenburg concert n. 4 in G Major – 2. Andante 3. Presto; Air; Adagio; Dentre muitas outras composições. A música nos coloca em um estado de espírito e equilíbrio, num estado de graça e bênçãos que poucas coisas, como a arte, oração, meditação e pensamento objetivo/reflexivo podem nos colocar. Algo próximo ou semelhante a alguma coisa maior, os mais religiosos ou com um senso de fé mais pronunciado diriam Deus (cristãos, evangélicos e suas derivações religiosas), Alá (na crença muçulmana), Yahweh (lê-se: Javé, em hebraico), Brama “O Criador” (segundo os hindus), Rá (egípcios), Pacha Mama e Viracocha (divindades dos povos andinos), Espírito Santo, energia, o próprio universo, natureza ou a alma interior, dependendo da sua fé ou crença. Independente, da crença ou religião tem algo que você acredita e, com música, de qualidade instrumental, qualidade sonora e qualidade escrita (letra), esta conexão torna-se mais direta e contundente. Bach foi um marco e um gênio da música poucas vezes comparável a outros e que deixou um legado universal insuperável de alta qualidade sonora e musical. Que me perdoem os novos artistas e famosos da musica popular ou “pop” (como os jovens gostam de dizer), em especial com canções que fazem apologia a violência, assédio, sexo, uso de drogas e bebidas em excesso, além de aspectos discriminatórios, homofóbicos, de questões de gênero ou racismo. Tais compositores e músicos vão ter que se esforçar, demasiadamente, para chegar ou tentar se aproximar dessa qualidade de composição musical, sonora e até espiritual, que Bach e outros pouquíssimos compositores/músicos alcançaram.

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CARIÑO Siempre piensé que el español o castellano és demasiado bonito de se escuchar, hablar y escribir. En español, tenemos la palabra “cariño” que és muy hermosa y se ha dicho especialmente a personas muy atenciosas y afectuosas, como son las abuelas, madres, hermanas, parrejas, hijos, novias o amigas. Sino, en portugués tenemos una palabra muy similar que és “carinho” y representa non la persona, pero si, representa una condición de demasiada gentilesa, aprecio, afecto y cuidado con otra persona a cual se quieras muy bien. Los dos idiomas son hermtanos y muchas palabras tienen las mismas orígenes, lo latín. Cariño viene de “carus”, por supuesto, algo de muy alto precio o valor. Entonces, independiente de la lenguaje, la palabra “cariño” és muy encantadora, atractiva y hermosíssima. Quedomé muy contento por poder escuchala y algunas veces poder hablar de ella. Cariño, algo que se ha dicho a alguien muy importante en su vida, de modo sincero, verdadero y especial, pero principalmente, de modo afectuoso. És muy bueno escuchar y hablar cariño, de los otros y para los otros. Tiene que intentar eso hoy. No se olvide! Gracias por su consideración, amistad y afecto! Cuídate, cariño!

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CASUALIDADE ACONTECE, MAS SABE O QUE PENSO... Casualidade acontece, mas sabe o que penso é que somos senhores de nossos pensamentos e atitudes. Prefiro acreditar que os seres humanos são responsáveis por seus atos, e consequentemente, seu destino e vida. Cada escolha interfere no nosso destino. Eu escolho te ver, conversar, mudar, fazer o novo e de novo. Independente do tempo ou lugar, isso pouco ou nada importa, podemos e merecemos mais.

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COMO TATUAGEM Desculpe, não quero incomodar. Contudo, acho que ficou faltando dizer o quanto te acho TÃO ESPECIAL, o quanto me divertia com você, o quanto era bom te ver (com seus “trejeitos” e “micagens”), o quanto gostava do seu olhar, o quanto era gostoso o som da tua voz ou da tua risada, o quanto teu cheiro me fazia bem, o quanto tua pele me deliciava, o quanto era bom de estar com você e compartilhar a vida contigo. Seguramente, você foi uma das melhores coisas/pessoas que passaram na minha vida. Queria, sinceramente, te agradecer por aparecer ou acontecer na minha vida e torna-la melhor. Obrigado! Obrigado por tudo, mesmo! Algumas coisas ou pessoas marcam a gente pra vida toda, impregnam no nosso corpo, na nossa mente, na nossa alma, como se fossem tatuagens na carne e você é uma delas. Sempre me lembro do seu jeito e quanto você me deixava mais alegre (independente do que estivesse acontecido ou dos problemas), me deixava com um bem-estar, enfim, mais feliz. Escrevo tais linhas, mas meu coração chora e se parte por você, e pelas vezes que deixei de dizer o quanto te amava e era importante pra mim. Espero que não guarde nenhum ressentimento ou amargura. Desejo-te tudo de bom e melhor, que Deus e a vida puderem te oferecer. Você é gentil, amorosa, alegre, batalhadora, com bom caráter e de bom coração, por isso, merece vencer. Simplesmente, era você. Cuide-se, minha querida! De alguém que nunca vai esquecer e deixar de te agradecer.

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CONVERSA Você já deve ter percebido a dificuldade que temos em ter, e principalmente, mantermos uma boa conversa. Reclamamos da falta de tempo, vida atarefada, muitas responsabilidades e atribuições. São tantas informações, tantas coisas para chamar ou tomar nossa atenção como as redes sociais, celulares, computadores e tecnologias, que surgiram supostamente para facilitar a comunicação e, muitas vezes, conversas, mas que realmente tiram a atenção de coisas essenciais como uma conversa interessante e franca com que a gente tem um apreço ou carinho muito grande, como a mãe, o pai, os filhos, os irmãos, os amigos e tantas outras pessoas importantes que passam por nossa vida. Não temos tempo, ou melhor, não damos tanta importância às coisas que realmente deveriam ser prioridade para nós, nós mesmos. Nós e os nossos, nossos familiares, mães, pais, filhos, irmãos, esposas ou maridos, amigos, colegas e até nossos conhecidos mais íntimos. Talvez, possamos estar abdicando de coisas como sucesso, bem-estar, prazer e felicidade por falta de algo tão natural e normal, que nos instiga a pensar, raciocinar e refletir sobre tudo que é uma boa conversa. Não uma conversa fútil, inútil e desfocada que, às vezes, também pode ser importante para descontração e descanso, mas uma conversa de “qualidade”, com forma e conteúdo sólido, embasado e de preferência, com alguém que a gente goste e admira. Uma conversa abre portas, até então fechadas e nos mostra o horizonte, e mais que isso, nos mostra que pode haver mais além do horizonte, outras possibilidades. As boas coisas da vida ou as boas coisas que acontecem na vida ocorrem por causa, motivo, razão ou circunstância de uma boa conversa. Sucesso profissional ou pessoal, bem-estar físico ou psíquico, prazer físico ou emocional e até a tão almejada felicidade só tem com condicionante e combustível, uma boa conversa. Conversa mesmo com alguém que esteja distante, seja com o auxílio das ferramentas tecnológicas, se bem utilizadas, ou de ferramentas não tão modernas, porém mais pessoal e informal, como é o caso da carta ou do simples, mas, por vezes, eficaz, bilhete ou recado nos trazem boas recordações, nos

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provocam duvidas e questionamentos, nos instigam emoções e nos inspiram pensamentos e reflexões. Talvez, e somente, talvez, com mais algumas conversas as coisas poderiam ser esclarecidas, aclaradas, repensadas e poderiam tomar um rumo melhor e mais feliz. Conversa, sim, talvez, o mais perfeito combustível para o bem-estar, sucesso, prazer e felicidade. Observação: Escrevi esse texto me lembrando e pensando em você e nossas boas conversas. Saudações!

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CUMPLICIDADE Recordar, dizem popularmente que recordar é viver. Recordando e pensando, repensando e refletindo... O ser humano é um ser que vive, ou melhor, convive, ou seja, aquele que vive junto, em conjunto com outros seres humanos. Vive, convive com outros agregados, outros seres humanos. O fato de o homem procurar um par para se agregar, viver e conviver é um ato interessante e digno de discussão, debate e reflexão. O encontro, a amizade, o namoro, o casamento e tudo que deles resultam são relações de mais ou menos cumplicidade, companheirismo e muito respeito. Por exemplo, se pensarmos em alguns dos nossos avós que se encontraram pela vida, começaram a namorar e se casaram em relacionamentos, diriam uns, arranjados, viveram e conviveram, nem por isso, menos felizes. Criaram filhos, netos, bisnetos, tataranetos, em muitos casos, tiveram uma família numerosa e feliz. Com certeza, alguns desses patriarcas familiares podem ter tido desilusões, vidas sofridas, relacionamentos conturbados, sonhos despedaçados. Mas, será que se tivessem mais escolhas ou oportunidades de conhecerem outras pessoas fossem mais felizes? Há que se pensar! No mundo contemporâneo, tanto o homem quanto a mulher, têm mais escolhas, mais oportunidades e, nem por isso, são mais felizes. Muitas opções, escolhas e tipos torna a escolha mais difícil e, comparativamente, angustiante, pois escolhendo um, fatalmente estará abdicando de outro e, talvez, algo novo, diferente e que provoque alegria ou felicidade. Contudo, o contrário pode ser verdadeiro, encontrar algo mais do mesmo, igual e que provoque, amargura e tristeza. A liberdade de escolha e as múltiplas opções trazem suas responsabilidades. A vida moderna, a liberdade de múltiplas escolhas podem correr o risco de tornar o relacionamento com outras pessoas um “test drive” com dezenas de pessoas numa rotina angustiante e sem foco em coisas importantes como o respeito, companheirismo e cumplicidade. Cumplicidade algo interessante! Se analisarmos conhecidos, amigos, familiares ou outras pessoas que possuem um relacionamento (namoro, casamento, união estável, dentre outros) estável e por muitos anos, a cumplicidade, com cer-

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teza, será apontada como um dos fatores marcantes. A união de duas pessoas por longos anos seguramente é marcada pela cumplicidade. Cumplicidade no olhar, nas palavras, no agir, no pensar. Duas pessoas cumplices se respeitam e se entendem, por mais diferentes que possam ser com relação as suas convicções e crenças (religiosas, econômicas, culturais, sociais, políticas, morais e individuais). Um completa o outro, em busca de um ponto de equilíbrio, isonomia e igualdade. Muitos casais apaixonados dizem: “Faria tudo por você!” ou “Você é tudo pra mim!”, ou ainda, “Faria qualquer coisa por você!” Não, tudo errado quando o certo seria: “Faria tudo por nós!” ou “Você é tudo pra mim e eu sou tudo pra você!”, ou ainda, “Faria qualquer coisa por nós!” Muitas vezes, as pessoas se esquecem que em qualquer relacionamento são duas pessoas e não uma única pessoa. Os dois devem se doar, pelejar, batalhar, lutar pela felicidade mútua. Mesmo que, por ventura, em alguma situação ou hora, alguém tenha que se sacrificar um pouco mais, deverá ser pelo bem e alegria do casal. Quando um só se entrega à relação e o outro, pouco ou nada faz em prol dos dois, com o tempo, o desgaste, o cansaço e as cobranças surgem e, aos poucos, corroem e destroem algo que poderia ser muito agradável ao casal. A cumplicidade está em todas as coisas do dia a dia; numa mensagem enviada ou ligação recebida com consideração e carinho; num olhar recíproco trocado de relance; na firmeza e segurança do toque das mãos; na conversa sincera e interessada do cotidiano; na divisão e compartilhamento das tarefas diárias; no apoio, diálogo e sugestões cotidianas. Todo o ser humano desde o homem que vivia em cavernas, caçador e coletor, até o homem dito moderno, só evoluiu, cresceu e se desenvolveu, construiu assentamentos humanos gigantescos e se agrupou em grandes centros urbanos, por ser um animal que vive agregado, compartilhando conhecimento e cooperando entre si. Em outras palavras, com cumplicidade, e nos relacionamentos pessoais e interpessoais também é assim.

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CURRICULUM VITAE Em latim, “curriculum vitae” diz respeito ao caminho percorrido, ou melhor, vida percorrida. No entanto, nos tempos atuais deixou de ter tal significância e passou a ser sinônimo de vida corrida (como relata o filósofo e professor, Mário Sérgio Cortella). O escritor latino Ovídio difundiu a expressão: “tempus edax rerum”, que quer dizer algo como: “tempo devorador das coisas” ou o “tempo consome todas as coisas”. Interessante pensar na relação ou junção das duas expressões nos dias atuais. Produzir, criar, escrever, organizar, participar, publicar são palavras recorrentes na vida de grande parte das pessoas, que são cada vez mais exigidas, avaliadas e contratadas pelo que produzem, talvez nem tanto pela qualidade, mas ainda sim, pela quantidade de coisas que produzem. Tal realidade toma forma ainda mais expressiva no ambiente acadêmico, especialmente para estudantes, professores, pesquisadores, pra não falar em cientistas ou geradores de novas tecnologias. Uma trajetória de uma vida inteira percorrida, permeada e direcionada a enriquecer, abastecer e atualizar cada vez mais o curriculum vitae e agora, fazer isso de uma maneira muito mais rápida e progressiva. O físico alemão, Albert Einstein, no seu “miraculoso” ano, 1905, publicou somente três (3) artigos que revolucionaram a ciência, física e o entendimento do mundo e da vida. No Brasil, órgãos governamentais nas esferas federais, estaduais e até municipais, de ensino, pesquisa, ciência, tecnologia ou extensão, com poucos e precários investimentos (para um país que pretende se tornar uma grande potência), avaliam o conjunto da obra do profissional e enfatizam a atuação do profissional durante toda ou grande parte de uma vida, normalmente, com base nos últimos cinco (5) anos. Certo ou errado? Uma trajetória de vida anterior e uma experiência enorme, nas mais diversas áreas do conhecimento e de atuação, podem ser, literalmente, corroída, deglutida, consumida ou devorada pela passagem e ação do tempo. Com certeza, um jovem e potencial professor, pesquisador, extensionista, cientista ou profissional de qualquer área,

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não pode concorrer com isonomia ou condições igualitárias com um profissional de mais idade e que dedicou toda uma vida percorrida na sua profissão por muito tempo. A experiência muitas vezes conta muito, contudo, o jovem com pouca ou nenhuma experiência pode demonstrar capacidade de inovação, ideias e novas formas de pensar, além de vontade de atuar e mostrar seu valor. O curriculum vitae deve apresentar o caminho de uma vida de trabalho, ética e retidão percorrida e favorecer a trajetória ou história de vida. Mesmo com a passagem e ação do tempo, o profissional deve ter interesse em aprender, renovar, atualizar seus conhecimentos e estabelecer novas parcerias, além de se colocar a disposição e de maneira atuante no mercado de trabalho. Privilegiar e favorecer outras atividades em sociedade, sejam elas, individuais, como as artes, música, dança, teatro ou, coletivas e sociais, como as ações solidárias e cooperativas, não só no âmbito das instituições, mas também entre as pessoas devem ser estimuladas. Formar o profissional é importante, mas antes do profissional se encontra o cidadão, o ser humano, o homem de bem, ético, correto e ciente de seus deveres, obrigações e responsabilidades na sociedade. Aquele que traz consigo valores morais que o tempo e as agruras da vida não degradam, desfazem ou apagam. Pense sobre isso!

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DIFERENÇAS ENTRE OS VERBOS SER E ESTAR Cresci, estudei, me formei, graduei, fiz pós-graduação e atuo em Agronomia, sou Engenheiro Agrônomo. Estou empregado, trabalho, oriento, leciono e pesquiso na área de Educação. Parafraseando outro professor: “SOU Agrônomo e ESTOU professor”. Isso da margem para muita reflexão. Contudo, por vezes, me sinto mais professor e pesquisador que agrônomo e, por vezes, o contrário, mais agrônomo que professor. Na vida as duas profissões se completam, se complementam e misturam, dando forma a uma pessoa e depois a um profissional, um pouco mais ético, completo e com uma visão geral, “holística”, mais aberta, compreensiva e entendida da realidade. Cresci urbano, mas vivi, aprendi a valorizar e gostar do campo e das coisas simples da vida, por isso, me graduei Engenheiro Agrônomo. Queria fazer algo mais, melhor e maior para o agricultor e sua família, e consequentemente, para o cidadão rural e urbano, que depende quase que exclusivamente dos insumos, produtos e alimentos vindo do campo. Ao longo da caminhada descobri o profissional da educação, o professor, aquele que não tem hora para trabalhar, que muitas vezes leva muito trabalho para a casa, que muitas vezes é mal remunerado, desvalorizado e desrespeitado, mas que é o alicerce de todas as profissões, o esteio de um país que quer e pode se tornar desenvolvido, valorizar seus cidadãos, proporcionar, dentre outras coisas importantes, principalmente saúde e educação de qualidade. Resultado, me apaixonei pela carreira e tento fazer o melhor que posso, com as condições que me são oferecidas. Independente da profissão ou carreira escolhida, todo profissional e, principalmente, o Engenheiro Agrônomo e o Professor, devem se doar ao máximo e tentar fazer o melhor para tentarmos conseguir um país mais justo, equilibrado e ético, que proporcione alimentos, saúde e educação de qualidade à todos os seus. Feliz dia dos professores, dia 15 de outubro.

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DON’T FORGET I do not forget the time I met you. With your long white dress, long black hair, one angelical face and, many times, with a simplicity that is difficult to believe, with feet on the floor. Someone so special, so full qualities, that is so difficult to forget. Someone able to the things and gestures so wonderful that little time I saw. I remember that you are able of the things as solidarity, pity, generously, affection and simplicity. One beautiful woman inside and outside (as I speak always). One woman between a lot of women, or better, many people. I admire you so much, always.

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DUAS COISAS Minhas sinceras desculpas por desconhecer o legítimo autor da frase, que um dia escutei por acaso, em algum lugar (acho que em alguma palestra do filósofo e professor Mario Sérgio Cortella): “Duas coisas que se guardadas nós perdemos, a primeira é o conhecimento e a segunda, o afeto ou carinho.” Interessante, não! Pensar que quanto mais somos forçados a estudar, transmitir, difundir e discutir o conhecimento, isso pode consolidá-lo, melhorá-lo ou expandi-lo é uma ideia peculiar e interessante. Cada vez que assimilamos uma informação ou um conjunto delas sobre determinado tema de interesse, temos a oportunidade de refletir e ponderar sobre o mesmo e, posteriormente, discutir e transmitir um conhecimento assimilado e consolidado aos demais. Uma responsabilidade ou missão nobre, honrosa e árdua de ser cumprida, competindo a todas as pessoas ou profissionais, mas em especial a um, o professor. A segunda parte do discurso, o afeto ou carinho, aparentemente se torna mais fácil e compreensível a todos. Eu disse, aparentemente... Se considerarmos que cada ser humano é um ser especial que possui conhecimentos e histórias vividas únicas, podemos entender que devemos considerar, respeitar e tratá-las como tal. De certa forma, intimamente, sempre compreendi bem essa parte da história, ou melhor, da frase. Desde muito cedo, escolhi e precisei viver e morar sozinho, de certa forma, abdiquei de algumas coisas muito importantes, como o convívio com familiares, amigos de infância e juventude, além de entes queridos para conquistar outras coisas também importantes. Como, imagino, muitos tiveram que fazer tais escolhas. Na trajetória da vida conhecemos muitas pessoas, umas vêm outras vão, sem deixar nenhumas ou poucas marcas de sua passagem. Eventualmente, encontramos grandes pessoas, grandes cidadãos, grandes companheiros e ou familiares, amigos, irmãos de trajetória e convívio que deixam grandes e boas lembranças desse encontro. Quando temos a chance de demonstrar nosso afeto ou carinho e, por algum motivo, não o fazemos, tal oportunidade se esvai como o tempo e podemos não ter nova chance de mostrar nossa afeição pela pessoa querida, respeitada e amada.

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Não se engane com sobras ou migalhas de afeto ou poucas e pequenas demonstrações de carinho, mensagens ou conversas esparsas (em tempo de internet e mídias sociais massivas) não podem ou não vão substituir o “olho no olho”, um aperto de mão, um abraço forte e apertado, um beijo carinhoso, uma palavra amiga ou solidária, uma conversa sincera e despreocupada com aquela pessoa especial, seja ela, mãe, pai, filhos, irmãos, amigos, cônjuges ou namorados. Pare, pense e reflita em suas ações, demonstrações e, sobretudo, nessas duas coisas, conhecimento e afeto/carinho. Em torno do terceiro século depois de Cristo, Santo Agostinho, um grande teólogo, pensador e escritor declarou: ”Não pode saciar a fome quem lambe pão pintado.”

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DÚVIDAS O ruim é não sentir ou ter dúvidas, o ruim é sempre sentir ou ter dúvidas. Aquele que só tem dúvidas torna-se impossibilitado de agir frente aos percalços da vida e tende a sucumbir às dificuldades. No processo contínuo de conhecimento, ou melhor, de autoconhecimento, a dúvida nos traz a oportunidade de repensar as ações e atitudes frente às dificuldades e novidades da vida. A dúvida nos tira do equilíbrio, desestabiliza e nos provoca a novas reflexões, novas formas de agir e novas formas atuar no dia a dia. Ter dúvidas é uma oportunidade contínua de aprender, reciclar e inovar as informações e, depois de muito pensar, tornar-se conhecimento e sabedoria. Dúvidas, por que não tê-las? Mas, se não tê-las como sabê-las! A dúvida faz parte do processo de ensino e aprendizagem das coisas.

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A MULHER Do ponto de vista biológico, a fêmea e, no nosso caso, seres humanos, a mulher é muito mais evoluída que o homem. Sempre afirmei e continuo reafirmando isso. A mulher possui todo o aparato fisiológico/reprodutivo mais desenvolvido. A fêmea, em seu aparelho reprodutor produz, armazena e nutre a célula chave na reprodução, o óvulo. Em primeira instância, que depois de fertilizado pelos espermatozóides do macho ou no nosso caso em particular, do homem, originará o zigoto, que irá crescer e se desenvolver em uma nova vida, um novo ser. O óvulo é uma estrutura biológica tão evoluída que apresenta quase todos os nutrientes e características intrínsecas necessárias a uma nova vida, assim como os ovos das aves. Além disso, todo o aparato reprodutivo feminino esta preparado para conceber, gerar, formar, nutrir e proteger uma nova vida, o que a torna uma mulher em um ser ainda mais especial, uma mãe. Não que eu seja feminista, moralista ou qualquer adjetivo popularmente usado e muito desgastado pelo tempo, possa apequenar e tirar o encanto de tal fato. Se não bastasse tal característica da fêmea, ou melhor, a mulher se apresenta de forma tão diferente, atrativa e ma-ra-vi-lho-sa-men-te encantadora. A fascinação que as mulheres causam é algo que me assusta e interessa profundamente, desde muito tempo. Como tais criaturas conseguem permear encantamento e atitude, doçura e vivacidade, inteligência e destreza nas atividades?! Como que mesmo sem dizer uma só palavra, uma mulher pode tornar o dia e a vida muito mais agradável só de estar por perto ou nos destinar um olhar?! O cabelo, a tez, a face, os olhos, a boca, o sorriso, tudo tão fascinante e incrivelmente bem feito, que parece esculpido, desenhado pelo melhor e, melhor dos artistas. A pele, o cheiro, o olhar, a voz, algo tão bom de se encantar e admirar. O corpo... Ah, sim, o corpo... fresco, suave, bem acabado, liso e delicado. Algo genuinamente capaz de fazer um homem se perder, aconchegar e acariciar de tal maneira que, cuidado e carinho, assim como, vontade e desejo, se fundiriam e se confundiriam. Jaz a mulher amada, deitada e estendida no chão, na mesa, no sofá ou na cama, o local pouco ou nada importa. Jaz

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amada e dissipada, estendida ou largada, com desvelo tal que o homem não mais é o homem. São um só, ele e ela, o homem e a mulher, um só corpo, uma só alma. Deitada e embalada por carícias, sinto seu corpo, seu cheiro que entorpece e enlouquece, seu voz e seu amor. Tomo seus pés, acaricio, brinco, me divirto em cada pedaço, cada parte, dos dedos à canela, da canela à perna, da perna à coxa. Beijo-a, acarinhando-a. Sento seu cheiro mais forte, seu sexo, seu pudor. Chego onde quero! Uma das minhas partes preferidas, o ventre. Não há dúvida, minha parte preferida. A barriguinha bem torneada, lisa e definida. Minha boca se enche de água, saliva e desejo, minha língua passeia por entornos e contornos conhecidos e desconhecidos, mas que ainda assim, me fascinam. O umbiguinho, lindo! Meu rosto, nariz, boca, mãos, pele, corpo, tudo não controlo e, sim, descontrolo, de maneira sexual, carnal, animal. A quero agora! Me desfaço e caio nos seus braços, aconchegantes, mãos acolhedoras e seios fartos, adequados em tamanho, proporcional, redondos e lisos. Minha boca os encontra, beijo, mordisco, chupo, acaricio. E outra vez me perco no seu corpo. Estou no ombro, pescoço, boca, orelhas, cabelos nos meus lábios... a desejo e a quero, não só de corpo, mas de alma, pensamento e coração. Seus lábios molhados se encontram aos meus, algo tão sublime que não ouso dizer. Seu amor, seu sexo, tudo posso ver e perceber nos seus olhos, gemidos e prazer. Num lapso de tempo, perco os sentidos e aos poucos me refaço, com laivos de gozo, prazer e satisfação, pois tal mulher me preenche, revigora e completa. Entretanto, a mulher pode apresentar certa dose, em determinados momentos, inconstância e desequilíbrio, características que podem tornar a mulher ainda mais atrativa, instigante, importante e prazerosa na convivência e nas relações mútuas. Não quero outras mulheres, quero “a mulher”. A mulher que me deseje, que goste de mim, que seja companheira, amante e amiga. Alguém que eu possa confiar, conversar e discutir, coisas sérias e futilidades ou bobagens. Alguém como você, uma mulher diferente e, ao mesmo tempo, igual a todas as outras mulheres. Mulheres de carne e osso, corpo e alma como você, mulher. Se existe um Deus ou dependendo da sua crença, uma alma, uma energia ou algo superior e inexplicável, e se cada

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um de nós, seres humanos, possuímos uma parte, nem que seja minúscula ou ínfima desse Deus, com certeza, as mulheres tem um pouco a mais disso.

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EMOÇÃO E RAZÃO Emoção, palavra que deriva do latim “emovere” e significa mexer, tocar, indicando movimento, ação ou ato de estar em direção a algo. Já, a palavra razão se origina também do latim “ratio” e ou da palavra grega “logos” e quer dizer reunir, contar, separar, calcular, juntar ou medir. Portanto, razão diz respeito ao ato de pensar e ou falar ordenadamente e logicamente. Cotidianamente e constantemente, muitas pessoas vivem com o dilema da emoção que, muitas vezes, se contrapõe a razão ou da razão contra aspectos emocionais. Tal conjuntura não é sempre verdadeira, visto que quando o ser humano estiver em plena faculdade mental, equilibrado e sereno, as duas coisas podem perfeitamente andarem juntas e proporcionar autoconhecimento e crescimento pessoal. No entanto, quando a emoção comanda seus pensamentos, sentimentos e ações, a razão e a lógica pode ficar prejudicada e, consequentemente, provocar sérios problemas. E o contrário também é verdadeiro, quando a razão direciona suas reflexões, percepções e atitudes, a emoção e a sensibilidade podem ficar demasiadamente afetadas e causar frustações e descontentamento. A emoção leva os sentidos a caminhos importantes a serem percorridos, como aos sentimentos sinceros, ao contentamento e alegrias. Porém, se sozinho pode nos guiar e trazer dramas, frustações e angustias. A razão nos direciona a ordem, reflexão, lógica, ação estratégica e coordenada, e por vezes, ao almejado sucesso. Contudo, se sozinha pode nos separar daqueles que temos o maior apreço, consideração e são realmente importantes na vida, pais, cônjuges, filhos, familiares e amigos mais próximos. Equilíbrio entre a emoção e a razão torna-se fundamental nas relações amorosas e afetivas, familiares e trabalhistas, amizades e em sociedade. Duas coisas, emoção e razão, que se completam e complementam mutuamente, sendo tão importantes durante toda a vida.

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EPISTEMOLÓGICO Epistemológico diz respeito ao estudo do conhecimento, derivado do grego "episteme": ciência, conhecimento e; "logos": discurso, ou seja, um ramo filosófico que estuda problemas relacionados à ciência, ao conhecimento, ao saber. Além disso, busca incessantemente o conhecimento e o saber. Basicamente, não é isso que todo pesquisador, ou melhor, cientista deveria fazer ou se propor a tentar fazer? Estudar problemas e propor soluções de maneira a buscar um modo de vida mais condizente, ou diriam uns mais adeptos a um modo de vida mais natural, sustentável e equilibrado, com outros seres na natureza. A busca racional e reflexiva, prática e experimental, além é claro, do aprendizado empírico (do saber tradicional adquirida da experiência e observação dos antepassados) bem como, a pesquisa bibliográfica deveriam ser os meios mais recorrentes a essa aspiração. Num mundo cada vez mais tecnológico, com informação mais acessível e prontamente disponível isso deveria ser uma constante. Será que é assim que acontece? Mais e mais jovens tornam-se “escravos” de mídias sócias e comunicativas e esquecem que informação sem objetivo e clareza de ideias, torna-se só informação obsoleta, sem importância e descartável, no máximo fonte passageira de entretenimento momentâneo. Informação com objetivo certo, bem conduzido e realizado, gradativamente pode se tornar em fonte séria de informação, sólida e confiável, de modo a transformar a vida de qualquer ser humano. A pesquisa e, consequentemente, a ciência tende a ser o meio mais confiável na procura do entendimento e conhecimento das coisas do mundo e da natureza. No entanto, pressões de escolas, universidades, centros acadêmicos, instituições de fomento/financiamento, instituições privadas e públicas, além das políticas públicas privilegiam o volume de informações, artigos (“papers”), livros, resumos e outros trabalhos que, poucas vezes se traduzem em conhecimento e saber. Cuidado, na ânsia de escrever e publicar, pois pode ser um caminho árduo, desgastante e com pouco, pra não dizer nenhum retorno ao cientista, pesquisador, universitário ou estudante, além das instituições e a sociedade em geral, que

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deveria ser a principal interessada na questão. A epistemologia pode ser deixada de lado por questões puramente financeiras, burocráticas, políticas e estruturais de grupos que poucos se interessam ou importam com a produção de conhecimento para a melhora de vida das gerações atuais e futuras. Pense nisso!

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ESTRANHO E INTERESSANTE... Estranho e interessante... Interessante e estranho. O que foi? Estive pensando e achando estranho. Como algumas pessoas podem ser tão especiais e ao mesmo tempo tão interessantes como VOCÊ. Interessante ao ponto de fazer esquecer outras coisas, afazeres, tarefas, angústias, desilusões, alegrias e, principalmente, de nós mesmos, e esquecermos tudo que toma e sobrecarrega nossa mente. Tornar os pensamentos limpos e serenos de maneira que só reste um pensamento ou lembrança, daquilo que mais importa, uma pessoa, VOCÊ. Enquanto não nos desvencilharmos de nós mesmos, nos abrirmos para o novo, para as necessidades daqueles mais precisam, não vivermos somente para nós e nossas necessidades, e sim, vivermos, trabalharmos e nos doarmos para os outros, ou melhor, pra VOCÊ, tudo estará perdido. Por mais estranho que possa parecer. Quando pararmos de nos dar tanta importância e procurarmos atender as necessidades, e não as vontades, dos outros ou de VOCÊ, talvez estejamos diminuindo os problemas do dia a dia e verificando que VOCÊ possa ter maiores problemas e necessidades do que eu, e estejamos mais pertos de viver em harmonia e construir algo melhor e duradouro para NÓS. Uma sociedade igualitária, justa e solidária, que respeita e dignifica o cidadão, começa com respeito pelo eu, mas principalmente, por VOCÊ e pelos outros. Talvez, não seja tão estranho, mas sim, interessante e importante.

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Aos meus alunos, colegas, professores e amigos das Ciências Agrárias, que muitas vezes se sentem desmotivados e desvalorizados.

FAZENDO UM PARALELO... Com certeza uma das profissões mais admiradas e respeitadas é a medicina, e com razão. E as outras profissões? Se pararmos para pensar: qual a função de um médico, ou melhor, por que praticar a medicina? Diriam uns “para salvar vidas”, “para ajudar as pessoas a suportarem suas doenças e terem maior e melhor qualidade de vida” diriam alguns. O médico cura ou resolve um problema patológico, na maioria das vezes. E o agricultor, profissional das Ciências Agrárias ou engenheiro agrônomo, qual a sua importância? Se pensarmos por esse viés podemos supor que é plantar, colher, obter grandes produções, diriam alguns mais simplistas. Diria mais, produzir alimentos em quantidade e qualidade e, seguramente salvaguardar os recursos naturais, principalmente água e solo, para as futuras gerações. Enquanto o profissional da saúde, o médico, trata à doença, o agricultor ou agrônomo busca evita-la, preveni-la ou, auxiliar no controle da enfermidade e recuperar o paciente produzindo e ofertando alimentos em quantidade e qualidade. Se pensarmos friamente, quantas vezes visitamos o médico na nossa vida? Cinquenta ou cem vezes? Mais? E quantas vezes comemos, bebemos, nos alimentamos? Três, quatro vezes ao dia ou mais, durante toda a vida? Mais? Se colocarmos nesse levantamento, as bebidas e, dentre elas, a água, seguramente muito mais, todos os dias da vida. Cada vez que nos alimentamos um agricultor, profissional das Ciências Agrárias ou Agrônomo derramou muito suor, utilizou muito tempo e trabalho, sem contar a adoção de diversas tecnologias na produção desses diversos alimentos. Adicionamos também, nesse levantamento, a produção de artigos de vestuário e beleza, roupas, cosméticos, utensílios domésticos e industriais, a pesquisa e os estudos de fármacos ou medicamentos para as mais variadas doenças, dentre outras coisas de importância ímpar, como salvaguardar e proteger os recursos naturais

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para as futuras gerações, que dificilmente seria conseguido sem o auxílio desses profissionais do campo. Então, minha grande admiração e respeito pelo profissional da saúde, contudo, minha protfunda saudação, admiração, orgulho, respeito e satisfação em ser AGRÔNOMO e profissional das Ciências Agrárias, e participar dessa grande missão que é produzir alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para os quase oito Bilhões de habitantes do planeta, além de deixar o planeta e os recursos naturais em condições de suprir a vida e as futuras gerações de seres humanos por muito tempo. Um abraço cordial e grande. Dia 12 de outubro, dia do Engenheiro Agrônomo. Professor Dr. João Paulo T. Dias

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FELICIDADE E TRISTEZA Você já pensou nas relações intimas de tristeza e felicidade? Felicidade é a percepção de momentos passados de alegria e vivacidade. Interessante como a felicidade é tão almejada e procurada de todas as formas por todos. Disfrute, usufrua, regozije-se com os pequenos e curtos momentos de felicidade, pois é passageira e tem que ser valorizada. A tristeza, ou melhor, os fracassos, as decepções, provações, frustações, problemas da vida são uma constante, muito e muito mais, que a felicidade. A tristeza também deve ser saboreada e considerada como um momento de reflexão, mais do que isso, um momento de mudança e de novas atitudes frente aos acontecimentos. Nos tira da “zona de conforto”, do nosso equilíbrio diário e traz oportunidades de crescimento contínuo. A tristeza é uma convocação da vida para novos pensamentos, meditações, de tomar consciência, provocar ações e movimentos em prol do novo. Disfrute da felicidade! Aproveite, reflita e agradeça a oportunidade que a tristeza e as dificuldades que a vida proporciona a cada um de nós, e altere suas ações em busca de algo novo, duradouro e realmente importante.

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“HOMO SUM, HUMANI NIHIL A ME ALIENUM PUTO” O senador, dramaturgo e escritor romano, Terence (195185 a.C. a 159 a.C.) disse: “Homo sum, humani nihil a me alienum puto”. Popularmente traduzido como: Sou homem, nada que é humano me é estranho. Interessante pensar nisso, pois com o passar do tempo, o homem está perdendo a capacidade de se assustar, de se espantar e de achar estranho alguns pensamentos e atitudes danosas a ele mesmo, homem, e a outros seres humanos. Todos os dias somos “bombardeados” com notícias midiáticas, sejam por rádio, televisão, jornais, revistas e internet, com informações de desrespeito, preconceito, falta de afeto e solidariedade, acidentes naturais, inundações, seca, fome, doenças, insegurança, violência, guerras e mortes. Parece algo tão “corriqueiro e normal” que o homem esta perdendo a capacidade de se assustar e indignar com tais situações e, pior, ficar estático, estagnado diante de tais situações precárias, vexatórias e danosas a todas as pessoas. Paulo Freire (19211997), patrono da educação no Brasil, dizia que: “Precisamos ter esperança do verbo esperançar e não do verbo esperar”. A indignação, reflexão, sem ação e atuação forte é mera espera e não esperança. Se indigne, pense, reflita, se organize e atue de forma planejada para buscar mudanças e algo melhor. Não se acomode e conforme com as mazelas da vida de muitos seres humanos. Certas coisas são humanas e também estranhas, e por isso, não devemos acostumar com a pequenez de alguns homens que são preconceituosos, mesquinhos, arrogantes, pretenciosos, desrespeitosos, nada solidários e pouco ou nada amorosos com outros seres humanos. Pense nisso! Cuide de você mesmo e dos outros.

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INTERESSANTE A vida acontece. Você nasce, cresce, envelhece e morre. No início a criança se interessa por tudo, por todos, por coisas e gentes que ainda não conhece. O adolescente se interessa por novidades, novas tecnologias, novas ideias, novas pessoas e acontecimentos. O adulto se interessa por trabalho, estabilidade financeira e pessoal, casamento, filhos. O idoso se interessa pelas coisas que aprendeu, pelo o que proporcionou aos outros, pessoas que conviveu e pelos lampejos de vida que restam. A morte chega, não escolhe credo, classe econômica, cor ou raça, gênero, altura, cor dos olhos ou porte físico, e nos arrebata de maneira, por vezes, sorrateira ou lenta, brusca ou rápida, mas assertiva e definitiva. E no meio do caminho... Interessante como as pessoas aparecem, dividem a vida e passam a coexistir ou partem, vão embora e, ainda assim, algumas poucas ficam... Ficam marcadas na carne, na memória e na alma como se já fizessem parte da gente e há muito tempo estivessem perdidas, esperando uma oportunidade de se reencontrar, se completar mutuamente e coexistir juntas.

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INTELIGÊNCIA COMPARTILHADA Capacidade de raciocínio lógico, coerente, organizado e focado é uma capacidade intrínseca, especial, única e individual de cada ser humano. A forma de gerir e controlar esses pensamentos em prol de algum objetivo, meta ou desejo pode determinar a maneira como o homem reage frente às incertezas, inconstâncias e dificuldades da vida. O pensamento articulado, o raciocínio e a reflexão compartilhada sobre determinado assunto ou tema de interesse das demais pessoas, grupo ou público pode ser uma forma inteligente e, diga-se de passagem, esperta, além de, possivelmente rápida de resolução de situações-problema. A inteligência compartilhada refere-se à forma de pensar sobre determinado tema/assunto comum (com, junto) as pessoas, grupo ou público, partilhando e debatendo reflexões, hipóteses levantadas, alternativas expostas e buscar soluções viáveis, práticas, eficazes e duradouras. A inteligência compartilhada, ou melhor, o pensamento crítico, coerente, articulado sobre determinado assunto pode ser mais bem resolvido com o apoio e auxílio de muitos, ou seja, de todos ou todas as partes interessadas expressando seus pontos de vista, experiências e conhecimento popular, tradicional ou empírico. Pense, divida, compartilhe, dialogue, debata, expresse diferentes pontos de vista sobre um mesmo tema de estudo e busque soluções ou possíveis alternativas em conjunto para aquilo que se quer resolver.

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NASCEMOS PRONTOS OU NOS FAZENDO? A criança cresce, o jovem se torna adulto, o adulto envelhece e o velho morre. O que aparentemente está pronto ou terminado, pode não estar, e se alterar, modificar, atualizar, modernizar e se refazer de uma maneira parcial ou totalmente nova. Quando se é jovem nos sentimos e, pior, nos consideramos prontos e certos de nossos pensamentos e ações, além de convictos de nossas atitudes. Mas, lembre-se que tudo passa. Não daqui um ou dois dias, um ou dois meses, um ou dois anos, mas daqui a um tempo nossa perspectiva de futuro e nosso entendimento do passado mudam. Aquilo que um dia foi, já não o é. Aquilo que agora é, poderá não ser. Nossa visão e percepção da vida muda. O adulto e, muitas vezes, o idoso (aquele que detém muita idade, mas tem um espírito descobridor e inovativo) ou o velho (aquele que gastou ou passou a vida e não se modifica, não muda e se corrói pela passagem do tempo) se torna convicto e escravo do que viveu e aprendeu durante a vida e se vangloria de conhecimentos e sabedorias, no entanto, se esquece de que a sabedoria é contínua, única, individual e se atualiza com o correr do tempo. A satisfação, assim como a felicidade são momentos que devem ser aproveitados e disfrutados, mas nunca nos deixar acomodados, paralisados e inalterados. O olhar, o toque, a respiração, as palavras daquela pessoa amada deve ser aproveitadas e disfrutadas, mas não nos deixar numa condição de inércia e acomodação. Tudo o que nos é dado pode nos ser tirado, se nada for feito, alterado, mudado. Devemos nos colocar numa situação de insatisfação e de constante alteração, de modo a buscar nos tornar mais sábios, mais companheiros, mais amigos, mais solidários, mais afetuosos para com os outros, nos refazendo e aprimorando dia a dia. Na vida pessoal, profissional, social e afetiva somos chamados a nos refazer e buscar algo melhor, revisado, atualizado e transformado em algo novo. Satisfação garantida? Quando se recebe uma mensagem, uma palavra de amizade, carinho, conforto, saudade ou esperança de uma pessoa que se quer bem, seja ela um amigo, companheiro, familiar ou pessoa querida, isso nos provoca

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satisfação. Contudo, não convém nos acomodar e negligenciar uma demonstração sincera de afeto ou carinho. Nada garante uma situação, ou melhor, uma satisfação duradoura. A ideia de perfeito, do latim, vem de “perfectum”, ou seja, feito até o fim. Não somos perfeitos ou não estamos prontos, estamos em estágio permanente de crescimento e aprendizagem até o fim. Não estamos prontos, mas nos fazendo, atualizando, modernizando e melhorando com cada situação ou acontecimento da vida.

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O JOVEM E O ANCIÃO Uma lenda há muito tempo contada diz que um ancião estava à beira de um poço a tomar água, quando um jovem chega afobado e apressado para também tomar água. Ao ver o ancião calmo e tranquilo a saborear a bebida sem pressa, o jovem com sua energia e arroubos da juventude, pergunta ao ancião: - O que podemos esperar da vida? O ancião responde: - Cada um traz da vida sua trajetória, suas derrotas e vitórias. Inconformado com a resposta o jovem retoma a pergunta: - Ancião, o que podemos esperar da vida? Pacientemente, retoma o ancião: - As experiências que tivemos, as coisas que conhecemos e os amigos que fizemos. Enérgico e insistente, o jovem interpela novamente o ancião com a pergunta: - O que podemos esperar da vida? Ponderado, responde o ancião: - A morte! Assustado e desconsertado com a resposta inesperada, o jovem retruca o ancião: - Como pode ser tão pessimista e fatalista!? O ancião, consciente e sábio, retoma a resposta: - A morte!... e tudo que acontece e permeia nossa existência, pois a única certeza que temos é a morte. Uma vida solidária, compartilhada e aproveitada na sua plenitude com aquilo e ou aqueles que nos são mais caros e preciosos, como os familiares e amigos, é o que dá sentido e importância à vida. Vai perceber isso, sem pressa, com o tempo.

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O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ NÃO CONSEGUE DORMIR? O que acontece quando você ou eu, não conseguimos dormir? Se isso já aconteceu com você, parabéns e bem-vindo ao grupo, pois você não está sozinho! Quando não tiramos à famosa “soneca” ou “siesta” (como diriam os espanhóis ou os latinos de língua espanhola) depois do almoço ou à tarde, que tanto nos ajuda a recuperar as energias e a disposição para trabalhamos arduamente durante o dia ou fizemos alguma atividade que demande esforço ou raciocínio constante, estamos cansados, precisamos e devemos descansar para repor nossas energias e nos refazermos para o próximo dia, mas por algum motivo desconhecido não dormimos. Não tendo nenhum problema relativo à saúde e, não conseguindo dormir bem, em quantidade e qualidade é um condicionante de boa saúde, bom humor, atenção e foco nas atividades, estando em plena ciência de suas faculdades mentais, psíquicas, intelectuais e motoras, pode ser algum problema? Pelo menos no meu caso, essa constante, não é entendida como um agravante, visto que esse tempo e, diga-se de passagem, em horário inoportuno, normalmente de madrugada, em finais de semana, feriados e em outras épocas, que se diriam propícias à tão almejada “soneca”, não é problema. Desde muito tempo acordo no meio da noite, sem conseguir dormir. Às vezes, por motivos plausíveis e justificáveis perdemos o sono, por ansiedade antes de um trabalho ou avaliação importante, preocupação com familiares e entes queridos, por medo das agruras e desaventuranças amorosas, por possibilidade de insucessos profissionais, por dificuldades financeiras, por problemas pessoais e ou relacionados à saúde, enfim, prováveis motivos não faltam. No entanto, e, quando isso acontece sem motivo, causa, razão ou circunstância desconhecida ou inexplicável? Isso já deve ter ocorrido com você, anteriormente. Pode ser problema? Depende de como você enfrenta a situação. Se com bom humor e relaxamento ou com irritação, raiva, descontentamento, ansiedade ou chateação. Já tive meus dias em que a segunda opção foi a escolhida. Contudo, com o passar dos dias, a primeira opção passou a ser mais

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interessante. Na verdade, na atualidade, acordo tranquilo, levanto e tomo um copo de leite ou vários copos de leite, pois pode ser fome (segundo minha mãe. Risos...). Sento e vou ler, estudar ou escrever, como estou fazendo agora. Tendo em vista o horário noturno, com pouco ou nenhum movimento, sem barulho, ausência de distrações, como transeuntes, passantes, conversas, rádios, músicas, televisões, diálogos eloquentes e acalorados, dentre outros, torna esse momento auspicioso e propício a pensamentos, reflexões, meditações nas mais diversas áreas do conhecimento e do viver, além das mais variadas formas de estudar o comportamento e relações humanas, sejam elas, introspectivas ou interativas, extensivas à áreas do viver e conviver (viver junto) humano. O pensamento reflexivo liga o ser a algo intrínseco e questões pessoais como a fé, relações e inter-relações humanas afetivas e ou amorosas, conceitos éticos e morais. O pensamento extensivo liga-se a outras áreas como a religião, política, filosofia, ciências, exatas, artes, moda, beleza, dentre outras. Além disso, também pode e deve ser exercitado e aprimorado com esse momento noturno inesperado de “relaxamento das ideias”. Faça o teste e veja o que descobre, depois volte a dormir. Boa noite! 2018.

Ituiutaba-MG, madrugada, aos 18-19 de fevereiro de

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O QUE ERA PARA SER UM DIÁLOGO SE TORNOU UM MONÓLOGO Já teve a sensação de falar sozinho, consigo mesmo, durante uma conversa com outra pessoa? O que era pra ser uma conversa, ou seja, versar, falar, inquirir, discutir, confabular, discorrer, perguntar, responder, orientar, relatar algo com alguém ou para alguém, o “com” justamente diz respeito a esse segundo sujeito que poderia e deveria participar (com = junto, versar = falar) da conversa e não diz nada ou praticamente nada. É um monólogo a dois ou mais participantes, quase uma palestra ou curso onde os convidados participantes não participam, não reagem ou tomam nenhum partido. Algo ruim e desconfortável para o interlocutor, falante, palestrante, amigo, conhecido ou profissional que usa a fala como mecanismo, ou melhor, meio de atingir, emocionar, orientar e mobilizar, provocando ação e não o contrário, estagnação, em outras pessoas. Algo extremamente desconfortável quando em uma conversa, e deveria ser uma conversa (com + versar) e você fala, fala, pergunta, responde, exclama e o outro ouvinte só responde com interjeições, exclamações e sons sem o mínimo de nexo ou sentido, do tipo: Hum!..., Ah!..., Uh!... Ham, ram!..., no máximo surge um sim ou não, sem o mínimo esforço para se explicar, interagir, questionar e direcionar um diálogo (di = dois, ou mais participantes). Talvez, falte interesse ou entusiasmo? Pro-atividade e cooperação? Pensamento lógico e raciocínio rápido? Por exemplo, as pessoas mais idosas, com mais idade, como nossos pais, mães, avós, pouco ou nada têm se familiarizado com as novas tecnologias, não todos obviamente, mas muitos encontram dificuldade para criar, e manter uma conversa profícua e se relacionar (algumas vezes por falta de vontade de aprender ou falta de instrução propriamente) utilizando o telefone, internet ou mídias sociais por poucos minutos que sejam (os famosos “analfabetos digitais”). No entanto, pessoalmente são verdadeiras enciclopédias, ou melhor, traduzindo para os mais jovens Wikipedia (similar a uma enciclopédia, onde se busca palavras, sinônimos, descrições e significados) ambulantes ou Google (indexador ou ferramenta

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de busca de informações numa plataforma digital) e detém muito conhecimento acumulado durante décadas. Com o advento da internet, mídias e redes sociais eram de se esperar maior interatividades e conexão entre as pessoas e discussões profícuas sobre os mais diversos assuntos que permeiam a vida das pessoas. Mas, será que não estamos ficando muito dependentes e, talvez, alguns escravizados por uma vida digital, sobretudo os mais jovens e conectados, na maioria das vezes, uma vida irreal, pouco pessoal e nada informal? Com o tempo, as gerações vindouras terão que responder e buscar soluções para tais indagações. Por melhor e mais interativa que seja a plataforma digital que possamos usar, pouco ou nada substitui uma conversa franca, verdadeira, “olho no olho” com alguém importante ou especial, que nos deixa estarrecidos e gratificados com a sinceridade, respeito e amizade. Disfrute de uma boa conversa a dois ou mais e aproveite a oportunidade para dizer algo produtivo, interessante, enriquecedor e alegre ao outro.

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O TEMPO Por que o tempo? Por que ele é tão importante? O que o torna essencial? Por que entendê-lo? Conhecê-lo? Um minuto, um segundo é muito ou pouco tempo? E milésimos de segundo? É relevante? O valor que damos ao tempo, depende do tempo que damos. Poucas coisas na vida têm realmente valor, relevância como quando temos pouco tempo, tempo para sentir, para olhar, para refletir, para viver... Cada minuto, segundo e suas frações são importantes e únicos, passam e não retornam, se tornam imutáveis. Talvez, seja por isso que seja tão importante. Tão importante quanto é como se utiliza o tempo. Muitos trabalham, constituem família, criam seus filhos. Outros estudam, se preparam, se aperfeiçoam ou se especializam com o contar do tempo e objetivam fazer algo mais e melhor, seja de qualquer forma, tentar deixar algo que não sofra, ou melhor, sofra menos a ação do tempo e possa favorecer a vida das gerações futuras. Tempo, poucas coisas realmente importam e se tornam tão fundamentais. O tempo é uma variável bastante importante para a vida das pessoas. Independente do que dizia o cientista alemão Albert Einstein (1879-1955) sobre a Teoria da Relatividade Restrita (1905) e Teoria da Relatividade Geral (1915), que estabeleceram relações entre energia e massa, tentam explicar que tempo e espaço são relativos, dependendo do ponto de vista do observador. Como observador, ou melhor, como você, ser vivente e atuante, usa seu tempo em época de vida acelerada, corrida, com muitas obrigações e afazeres? Como se divide seu tempo em época de mídias sociais, redes comunicativas, telecomunicações e mídias massivas cada vez mais rápidas? Tem tempo para realmente fazer um trabalho de qualidade exemplar? Aproveita e reparte seu tempo com a família, filhos e amigos próximos? O que faz com o tempo? Ele, tempo, é pouco ou mal utilizado? Usa em algo proveitoso e produtivo para você e para os outros? Aquele tempo que esteve próximo da pessoa querida, amada e respeitada valeu a pena? Sente falta? Sentimos muitas coisas, mas falta de apreciar um pouco mais de tempo, um olhar, um sorriso, um abraço, um aperto de mão e

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o beijo ou carinho das pessoas amadas é a pior forma de sentir a falta desse tempo. Uns chamam saudade, outros lembranças, recordações de um tempo bom, agradável, que se foi, mas que deixa suas marcas. Muitas questões, poucas respostas e, talvez, tempo insuficiente. Ache tempo para pensar e buscar soluções, talvez, não para todas essas perguntas, mas para as suas verdadeiras e importantes questões. Pense nisso!

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QUEM NÃO TEM NADA, NÃO SE APEGA A NADA Os seres humanos são diferentes e têm necessidades diferentes. Talvez, em idade avançada, a felicidade seja olhar a foto da mulher amada e ter saudade das coisas que vivemos. Talvez, adulto, a felicidade seja estudar, ter emprego estável, publicar trabalhos e livros, dar aulas e criar seres pensantes e criativos ou desenvolver alguma atividade produtiva e bem desenvolvida. Talvez, mais jovem, a felicidade seja ter energia e empolgação para viajar, conhecer, descobrir novos lugares e novos amigos. A criança, talvez, tenha outras necessidades como, carinho e afeto dos pais, novas descobertas e aprendizados, comida e bebida, em qualidade e quantidade suficientes. Desde os primórdios, o homem é apegado, ou seja, tem necessidades de acúmulo de riquezas, concentração de coisas, bens e poder, sendo assim, pode ser passageiras e pouco duráveis. O polonês Zygmunt Bauman (1925-2017) definiu “sociedade líquida”. O “mundo líquido” ou a “felicidade líquida” pode ocorrer a cada dia, nesta mesma realidade. Quem tem muitas coisas, tem muitas necessidades e se apegam a muitas coisas. O menino que cresceu com poucos meios, desprovidos de muitas coisas, mínimos recursos, suficientes apenas para crescer e desenvolver de uma vida plena, repleta de imaginação, assistido por familiares e amigos mais próximos, pode ter mais sucesso. Tentar não acumular bens, que não seja os essenciais e, sim, acumular, amigos, familiares, conhecimentos, experiências, sabedoria pode ser mais produtivo, duradouro e importante para uma vida em plenitude. Quem não tem nada, não se apega a nada, ou melhor, quem tem poucas e verdadeiras necessidades, não se vincula pronunciadamente e afetivamente a coisas que não sejam realmente importantes.

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SÍNDROME DE NARCISO Na mitologia grega, Narciso era filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope. Como todo deus ou semi-deus, Narciso também tinha um dom, poder ou habilidade única. No seu caso, a beleza era única, irradiante e arrebatadora, que nenhum ser humano, semi-deus ou deus poderia resistir aos seus encantos. A bela ninfa Eco havia se apaixonado perdidamente por Narciso, que a desprezava e não a queria, devido a sua arrogância e orgulho. Num belo dia, Narciso, vaidoso e enfeitiçado pela ninfa, vendo-se no reflexo de um espelho d’água, teve uma paixão arrebatadora por ver o seu reflexo na água e desesperadamente se jogou na água, se afogou e afundou no curso d’água. No cotidiano, você, eu e todos corremos o risco de terminarmos com uma síndrome homogênea de Narciso, se afogando e afundando na nossa beleza, soberba, autoritarismo, poder e tantas outras coisas que nos deixam envaidecidos e extasiados com nós mesmos. Os aplausos, vitórias, reconhecimento, honrarias e prestígio têm que ser festejados, comemorados e aproveitados. Contudo, ao final, desça do pedestal do ponto mais alto do pódium e coloque-se no lugar de um homem simples, que erra e tem defeitos, mas que é honrado, batalhador e que trabalha dia a dia para proporcionar a si próprio, e principalmente, aos outras pessoas, dignidade, trabalho e oportunidades de crescimento contínuo, seja no âmbito pessoal, financeiro e profissional. Procure, pesquise, estude, treine, melhore suas atitudes, ações, trabalho e convívio com outras pessoas, sejam familiares, amigos, conhecidos ou colegas de forma a estar em constante progresso e não se deixe enganar pelo sucesso, pois na maioria das vezes é mais difícil se manter no topo, do que chegar ao topo. Não deixe que o Narciso que há em você determine seus caminhos e suas ações, pois pode ser o começo do fim de toda a sua trajetória e acabar por cair, afogar e afundar na sua soberba e vaidade.

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TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA Tudo depende do ponto de vista ou como diria Albert Einstein para explicar o tempo e o espaço segundo a teoria da relatividade: “Tudo depende do observador.” (do ponto de vista do observador). E, como ele, observador, vê, interpreta e entende as coisas em seu tempo. Cada observador tem seu tempo. Tudo é relativo! Talvez!? Sim ou não!? O que diria? Na natureza, os ciclos circadianos, que determinam o ciclo biológico dos seres vivos, ou melhor, que regem o crescimento e desenvolvimento tanto de animais e plantas e, nós, homens, seres humanos, também somos controlados pelo tempo. Uma unidade universal e que transforma a vida e tudo que conhecemos. Contudo, na natureza tudo tem sua forma ou jeito de acontecer. Uma flor como no caso do maracujazeiro pode durar um (1) dia aproximadamente (plantas melhoradas geneticamente podem durar mais). Pouco ou muito tempo? Tempo suficiente para que os seres humanos apreciem sua forma, cor, odor, beleza e, claro, os polinizadores, como as mamangavas possam coletar, transportar e polinizar outras flores de outras plantas. Outras flores como as rosas e outras, como as flores de corte tropicais podem durar de dias a semanas ou até meses. Contudo, tempo suficiente para serem apreciadas e ter sua função biológica cumprida, como produzir pólen e serem polinizadas/fecundadas e, por fim, produzir frutos e sementes para propagação das espécies. Depende, depende do tempo, espaço, objetivo natural ou do observador em questão, seja ele humano ou outro animal ou inseto com sua devida função biológica. Na vida também pode ser assim, tudo ter um objetivo, um motivo e um tempo para acontecer. Cada ser humano nasce, cresce, aprende e se desenvolve, e o adulto envelhece e morre. Cumpre um propósito, uma sina, um destino ou carma (que tem que acontecer, conforme a crença do hinduísmo). Entenda como quiser, dependendo do seu ponto de vista.

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VINHO De Rá e Osíris a Dionísio e Baco, e até antes da tradição egípcia e greco-romana, o vinho é tido como uma bebida digna de deuses e concebida aos homens, por sua intervenção. Egípcios, gregos, romanos, etruscos, persas, chineses e diversos povos da antiguidade já tinham mitos e lendas dessa especial bebida. Quantas noites passamos tendo como única companhia ou várias companhias, o vinho e, posteriormente, a embriaguez e tais deuses?! Apesar de ser uma bebida que se recomenda ser tomada em doses moderadas e normalmente, acompanhadas com alimentos e petiscos, familiares e amigos, esposas e maridos, o vinho também pode ser aproveitado sozinho, com bons e serenos pensamentos. A vinha apontada como uma das primeiras culturas plantadas por Noé, nos textos bíblicos, no que seria hoje o Monte Ararat (região próxima à Turquia e Armênia) é tida como uma das primeiras e mais importantes culturas espalhadas e cultivadas por todo o mundo. Mesmo na tradição judaico-cristão o vinho é tido como bebida sagrada e até nos dias atuais, referenciada como sendo o “sangue de Cristo”, durante as cerimônias religiosas. Sagrada ou não, o fato é que desde muito tempo o vinho é saboreado e apreciado pelos mais diferentes povos e tradições. Atualmente, é considerada bebida saudável e que proporciona bem-estar, qualidade de vida e longevidade, se apreciada com moderação e equilíbrio, devido às várias substâncias antioxidantes e favoráveis, principalmente, ao sistema imunológico, respiratório e cardiovascular. O vinho revigora e anima, previne e cura, celebra e comemora. Disfrute dos seus benefícios, sem moderação! Já sabia disso há muito tempo, como bom apreciador da bebida! (risos)

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TUDO QUE ACONTECEU Tudo que aconteceu faz parte da minha e da tua história. Sempre terei de ti as melhores recordações da vida. Talvez, muita coisa ficou por dizer, muitas palavras não foram ditas, entendidas e sentidas. Quando quiser conversar estou à disposição, porém a gente merece uma conversa franca, verdadeira e sincera, como no dito popular: “olho no olho”. Fico feliz que esteja tendo essa experiência da docência, sendo professora e sentindo na pele as angústias, decepções, ingratidão e a falta de reconhecimento que nós, professores, passamos no dia a dia. Poucas, mas importantes vezes somos prestigiados, valorizados e respeitados, por melhor que seja nosso empenho e dedicação frente as dificuldades. O importante é fazer o melhor de acordo com nossas condições ou com o que temos disponível naquele momento. Na medida do possível, deve-se levar isso para a vida e fazer o melhor de acordo com nossas possibilidades para os conhecidos, amigos, relacionamentos e família. Provavelmente, não é o que os outros esperam ou desejam de nós, mas talvez, é o melhor que conseguimos naquela hora, com nossos recursos. Por exemplo, tenho consciência que muitas vezes estou ausente, desconheço ou não acompanho o que acontece com a família. Contudo, nas poucas chances que tenho de estar junto, participar e colaborar, tento fazer o melhor. Quando surge a oportunidade de acompanhar uma criança, um amigo, um familiar, um sobrinho menor com os colegas de escola numa apresentação cultural, teatral ou da própria escola, tudo se torna muito importante. Cada palavra, abraço, beijo ou gesto de afeto, por menor e mais simples que seja, torna-se de grande importância para mim. Como explicar ou definir a emoção de um gesto puro de carinho e afeto de uma criança, de um amigo, da pessoa que se gosta ou de um familiar?! É algo único e incomparável, um aperto de mão, um braço e um beijo na face, de despedida e ou agradecimento. Não tem preço ou algo comparável. Assim, também foi tudo que aconteceu com a gente, único, incomparável e inesquecível.

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VOCÊ TEM RAIZ PRA CIMA!?

Certa vez uma amiga me contou o aforismo que sua mãe sempre e incessantemente lhe dizia: “Você tem raiz pra cima”. De forma coloquial, simples e tradicional, a raiz se traduz na principal forma de sustentação, suporte, apoio das plantas (normalmente, pra baixo e no solo). Contudo, algumas plantas podem ser cultivadas e crescerem na água, como no caso da hidropônia. Outras plantas podem crescer fortemente aderidas e sugando reservas nutritivas de outras plantas, como algumas parasitas. Além disso, algumas plantas crescem com raízes aéreas para suporte sobre outras plantas, chamadas de epífitas, como as orquídeas. Outras ainda, plantas podem possuir raízes aéreas para respiração e trocas gasosas, como no caso de plantas de ambientes aquáticos de mangue. No entanto, raiz é uma estrutura responsável por manter firme, agarrado, fixado em algo. Algumas pessoas são assim, estáticas, acomodadas e intimamente aderidas ao que acham que têm. Seus bens materiais, coisas, lugares, situação econômico-financeira, profissional, família, amigos. Outras pessoas não têm esse tipo de entendimento e conceitos. Numa tentativa incansável de explicar o jeito de ser e de agir (da filha) perante uma postura de quem não se fixa a nada, nenhum lugar ou ninguém e pouco consegue aquietar-se diante das situações e percalços da vida, a mãe é recorrente: “Você tem raiz pra cima”. Algumas vezes essa situação pode refletir em uma forma de proteção e/ ou adaptação às circunstâncias e com o passar do tempo até trazer uma satisfação, júbilo, prazer indescritível e incontrolável, uma sensação de bem-estar e de sentir-se bem em uma gama variada de situações ou lugares. Plasticidade adaptativa ou necessidade consciente e recorrente? Sozinho ou com alguém, compartilhando (com=junto e partilha=dividir), junto e misturado, como no dito popular... Talvez, independente da escolha social, o importante é viajar, conhecer, se surpreender e deixar-se surpreender por coisas, lugares e acontecimentos inesperados. Em situações boas ou ruins, o ser humano muitas vezes se mostra com uma capacidade de resiliência adaptativa impressionante. Uma máxima popular no tempo antigo das grandes navegações, pelos portugueses, dizia: “Viver não é preciso, preciso é na-

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vegar”. Fernando Pessoa, como bom e prolixo lisboeta parafraseou o dito popular reescrevendo-o: “Viver não é preciso, preciso é escrever”. No entanto, a sentença reflexiva ainda pode ser refeita ou reinventada: “Viver não é preciso, preciso é viajar e conhecer”. Agora, mais adequada à visão holística e descentralizada de alguns de nós. Não ter raízes, não se fixar, não se acomodar com pessoas, situações, trabalho/emprego, cargos políticos ou de poder, lugares, situações... Pessoas plurifacetadas, pluriloculares, pluralizadas, com uma visão de ter e de ser, diversa e distinta. As malas sempre prontas para um novo começo, ou melhor, recomeço, um novo encontro (reencontro, com prefixo re, reforçando, dando ênfase aos novos encontros), novas formas e novos gestos; tudo novo; ensejos, desejos, vontades e aspirações; tudo novo de novo; nova forma de pensar e agir, diferentes formas de ver e de viver, crescer e se desenvolver. Se você “tem raiz pra cima”, eu não sei, mas talvez você seja de uma forma diferente, inusitada e por que não dizer que tem uma forma irreverente de ver, conhecer e pensar suas atitudes e sua vida. Alguém que sempre está disposto e pronto a ser diverso e distinto, numa ânsia sem descanso de fazer o novo. Sempre partir, repartir e compartilhar a vida, começar e recomeçar sua história. Que vive na véspera, ou melhor, antevéspera, esperando e desejando o momento de viajar. Que tem prazer em fitar as malas (sempre prontas), como se visse nisso o horizonte distante e longínquo. Que repouso nada! Que descanso nada! Sempre disposto a partir, viajar física e psiquicamente. O que dizer dos que, como eu, também “tem raiz pra cima”!? Reflita sobre tal provocação filosófica.

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CURIOSO QUESTIONADOR Uma amiga e mãe, certa vez me contou que sua filha era, segundo ela: “muito sapeca e esperta... questiona o planeta... (risos), não basta saber que a lagartixa sobe na parede... (risos), tem que saber como e por que ela sobe... (risos)”. As crianças, assim como alguns adultos e, eu me incluo nesse grupo, tem uma grande curiosidade e um senso crítico apuradíssimo, não bastando conhecer o fato (como no caso da lagartixa subir na parede), tendo que saber como, por que, causa, motivo, razão e circunstância pela qual algo acontece. Também, assim são os pesquisadores, cientistas e alguns leigos dotados de extrema curiosidade, percepção e sentido aguçado de novos “olhares” e, em determinados casos, possibilitam novas descobertas sobre coisas, até então tidas como normais, corriqueiras ou banais do cotidiano e da natureza. Grandes descobertas só foram possibilitadas por pessoas com tais questionamentos. O explorador italiano, Cristóvão Colombo não teria navegado sob o mando dos Reis Católicos da Espanha e alcançado o continente americano, particularmente nas Antilhas, em 1492, se não tivesse curiosidade, imaginação, coragem e muitos questionamentos. O matemático, astrônomo, teólogo e físico inglês, Sir Isaac Newton (1643-1727) não teria feito uma série de descobertas sobre as propriedades da luz, gravidade e tantas outras coisas, se não fosse um senso apurado de curiosidade e questionamentos diversos sobre o universo e a natureza. O compositor clássico russo, Tchaikovsky (1840-1893) com sua curiosidade e questionamentos, que o obrigaram a fazer o novo, criou uma de suas obras-primas, “1812 Overture” em comemoração a defesa da invasão das terras russas pelas tropas napoleônicas, em 1812. Sem curiosidade, questionamentos e sem a busca de algo novo, o pintor e escultor espanhol, Pablo Picasso (1881-1973), grande expoente do cubismo, não teria elaborado “Guernica” uma bela e emblemática obra crítica da Segunda Guerra Mundial. Além de muitos outros descobridores, vanguardistas, revolucionários e inovadores, seja na exploração, ciência, arte, música, pintura, escultura, literatura... Um curioso e questionador, questionador curioso... pode ser uma boa definição a tais visionários. Ou talvez, qualquer

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tentativa simples e restrita de defini-los pode estar restringindo nossa percepção de grandes pessoas, inventores e inovadores a qual devemos tanto? E, por que não ser um curioso e questionador, como a criança que interpela, insistentemente e recorrentemente, a mãe por questões tidas, até então, simples e normais da vida? Curiosidades e questionamentos com um espírito coerente, imaginativo, pensamento crítico, respeitoso e bem direcionado, pode ser o começo de grandes aprendizados e, talvez, grandes descobertas. Desperte sua atenção para isso e tente pensar algo novo!

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SAUDADE Saudade! A palavra significa ter ou sentir falta de algo, alguma coisa, um lugar, uma situação ou alguém que nos trouxe ou provocou alguma sensação de bem-estar. Diriam uns: “Saudade uma linda palavra, que só existe em português.” Palavra muito bonita, realmente. Entretanto, de certa forma, a fala não esta correta, não totalmente. Depende do ponto de vista (os que me conhecem sabem que gosto de dizer isso. Risos!). A palavra em si, saudade, sim, só existe em português, mas o sentido, não, pode ser expresso em outras línguas. Por exemplo, em espanhol não temos a palavra saudade, contudo, o sentido pode ser expresso por outras expressões, como: “Te echo de menos!”, seria algo como, “sinto sua falta” ou “saudade” (sentido literal, em português). Outro exemplo, na língua inglesa (anglo-saxã, inglesa ou norte-americana) pode se dizer: “I miss you!” (em tradução literal seria “Eu perdi você!”), mas o sentido seria algo como: “sinto sua falta” ou “não quero perder ou ficar sem você!”. E, provavelmente, em outras línguas do planeta teremos algumas expressões análogas/semelhantes à palavra ou expressão, saudade, com o mesmo sentido ou significado. Como veem, diria: “Nem tudo realmente é, o que aparenta ser!”, como a expressão saudade.

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Esperamos que esse livro contribua para o debate político e filosófico sobre a educação. Afirmamos que caso seja infringido qualquer direito autoral, imediatamente, retiraremos a obra da internet. Reafirmamos que é vedada a comercialização deste produto.

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A5

1a Edição

Julho de 2019 Navegando Publicações

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Ideias Filosóficas by Carlos Lucena - Issuu