Entre o período feudal e a Contrarreforma, em um mundo marcado por guerras e estruturas de poder predominantemente masculinas, os mosteiros – especialmente os femininos – tornaram-se espaço cruciais de saber, autonomia e expressão intelectual. Foi nesse ambiente que pensadoras como Heloísa, Hildegarda de Bingen e Catarina de Siena encontraram voz e autoridade, ao lado de muitas outras hoje pouco reconhecidas.
Apesar de frequentemente excluídas da narrativa filosófica tradicional, essas mulheres deixaram um legado intelectual significativo, contribuindo para reflexões profundas sobre ética, religião, conhecimento e existência. Este livro resgata suas trajetórias e propõe uma revisão necessária: quem, afinal, reconhecemos como protagonistas da história da filosofia?