Embora adote a maioria dos usos editoriais do âmbito brasileiro, a n-1 edições não segue necessariamente as convenções das instituições normativas, pois considera a edição um trabalho de criação que deve interagir com a pluralidade de linguagens e a especificidade de cada obra publicada.
Editores
Peter Pál Pelbart e Ricardo Muniz Fernandes
Direção de arte
Ricardo Muniz Fernandes
Coordenação editorial
Gabriel de Godoy
Assistência editorial
Inês Mendonça
Concepção e coordenação editorial
André Arçari e Bruno Zorzal
Organização
André Arçari, Bruno Zorzal e François Soulages
Transcrição (diálogos com artistas)
André Arçari para Cao Guimarães, Luiza Baldan e Rubiane Maia
Giovanna Mont’Mor para Solon Ribeiro
Revisão textual
Herbert Farias
Traduções
Alemão: Marília Palmeira para Peter Weibel (“Vídeo como arte espacial: notas de trabalho”) e André Arçari para Peter Weibel (Apêndice: 5x Peter Weibel)
Francês: Bruno Zorzal para François Soulages (“A fricção criadora”), Dominique Chateau (“Os avatares do cinematismo: do filme ao espectador”) e Michel Sicard (“O vídeo plástico”)
Inglês: André Arçari para Hito Steyerl (“Um museu é uma fábrica?” e “A articulação do protesto”) e Philippe-Alain Michaud (“Do cinema expandido às imagens neobizantinas: o filme de artista na era digital” e “A invenção do cinema”)
Revisão técnica das traduções
Alemão: André Arçari
Inglês: Pedro Moreira
Francês: Paulo Holanda para Dominique Chateau e Michel Sicard
Preparação
Ana Godoy
Revisão
Fernanda Mello
Projeto gráfico e capa
Juliana Cornacchioni
Instituições parceiras
Arquivo Histórico Wanda Svevo – Bienal de São Paulo, Artforum, Bill Viola Studio, Bruce Conner
Family Trust, Centre national d’art et de culture Georges Pompidou, Departamento de Comunicação, Lab.Artes e Programa de Pós-graduação em Artes – Ufes, Esther Schipper Gallery, Galerie Neugerriemschneider, Harun Farocki GbR, Labo AIAC – Paris 8, Paula Cooper Gallery, Zkm –Zentrum für Kunst und Medien.
Comitê científico internacional
André Arçari, Angela Grando, Bruno Zorzal, Eric Bonnet, François Soulages, Gabriel Menotti, Graça Penha Nascimento Rossetto, Leon Farhi Neto, Panayotis Papadimitropoulos.
1ª edição | junho, 2026 n-1edicoes.org
Agradecimentos
Almerinda da Silva Lopes, Angela Grando, Antje Ehmann, Bill Viola, Camille Drury, Dylan Lustrin, Eve Arballo, Flora Pereira Flor, Francis Hunger, Gabriel Lordello, Gene Zazzaro, Giovanna Mont’Mor, Hal Foster, Hermano Callou, Hito Steyerl, Isabelle Moffat, James Benning, Jeff Gibson, Kira Perov, Marcele
Souto Yakabi, Margit Rosen, Natália Quinderé, Osarieme Isokpan, Pedro Tavares, PhilippeAlain Michaud, Pollyana Quintella, Rodrigo de Oliveira, Valentina Marinai, Vitor Bermudes, Ivone Carvalho.
Os avatares do cinematismo: do filme ao espectador.......................................................... 48
Dominique Chateau
Do cinema expandido às imagens neobizantinas: o filme de artista na era digital.......................................... 60
Philippe-Alain Michaud
Vídeo como arte espacial: notas de trabalho 70
Peter Weibel
Apêndice: 5x Peter Weibel ................................................... 78
2. A imagem movente: o cinema e suas reinvenções ..................................... 90
Visualidade dialética: imagem e montagem em Harun Farocki 92
André Arçari
Livia
Angela Grando
Hermano Callou
Katia Maciel
Entre margens: circularidades de corpos e paisagens em contracampo 262
André Parente
Tsunami ao redor do sono .................................................... 278
Raquel Garbelotti, Aline Dias e Murillo Paoli
O vídeo plástico: por uma arte poética das imagens flutuantes 292
Michel Sicard
5. Travessias audiovisuais: criações e diálogos ...... 300
O espaço e o tempo no audiovisual .............................
Cao Guimarães
Atravessando imagens
Rubiane Maia
A imagem no fim .......................................................................
Luiza Baldan
O cinema como incorporação
Solon Ribeiro Nota bibliográfica
Sobre os autores...................................................................................
PREFÁCIO
PATRÍCIA MORAN
Um mergulho na arte contemporânea através das múltiplas camadas do audiovisual é a proposta entregue ao leitor por André Arçari, Bruno Zorzal e François Soulages, organizadores desta publicação. O elenco por eles escalado reúne pesquisadores acadêmicos e artistas, numa oportunidade de se conhecer e cotejar duas formas de produção de conhecimento e diálogo com as coisas do mundo, ou seja, com os valores, produção simbólica e material de determinada época. Por um lado, verifica-se a pesquisa estritamente acadêmica, fundamentada e estruturada segundo determinados métodos, em que se debatem problemas estéticos e poéticos, cuja relevância e validade se constroem não apenas pelo conhecimento escrito e discursivo, mas também pela capacidade de promover diálogos críticos e reflexões que ecoam nas práticas artísticas contemporâneas. Do corpo a corpo com a obra a abordagens especulativas, essa natureza de pesquisa se conecta a um estado da arte historicamente construído. Já os artistas, por outro lado, partem de inquietações pessoais, nas dinâmicas sociais que os cerceiam ou em um processo de investigação de linguagem. Técnicas e métodos na lida com os materiais se encontram encarnados em obras e eventos sem compromissos com determinada formalização ou método reconhecido e consolidado. Ao contrário, é corrente a expectativa, por parte da crítica especializada e de galerias, de os trabalhos representarem a expressão de uma assinatura, de um olhar pessoal em diálogo mais direto ou hermético com o público.
No encontro promovido em Filme-vídeo: imagens em movimento, imagens em fricção, percorrem-se experiências dos artistas em textos poéticos, em derivas, em imagens sobre a arte e propostas de debates políticos, sobre algumas configurações possíveis do cinema na atualidade. As performances,
videoinstalações, objetos, fotos, videoprojeções e documentários ganham concretude mediante conceito e processos revelados ao leitor. Os dispositivos de exibição demandados pelas obras e eventos, ou consolidados institucionalmente, são discutidos à luz das propostas expressivas das obras. Atualizam-se indagações sobre o cinema expandido, sobre criações artísticas que resistem a certos pontos de vista, olhares e enquadramentos consolidados e reconhecidos socialmente. Os ensaios escritos adotam e promovem uma releitura de problemas. Mais de um artigo revisita momentos da arte experimental como o vídeo, para recolocar seu impacto e lugar na história da arte.
O livro adota uma dinâmica polifônica na qual artistas e cientistas colaboram na construção de um debate transversal. Um exemplo flagrante é o diálogo entre os realizadores, no colóquio promovido pelos organizadores desta publicação. Hermano Callou indaga ao veterano artista da performance Solon Ribeiro sobre suas conexões entre a “história material do cinema” e o corpo do artista, segundo definição de Solon, incorporado. A resposta é uma oportunidade para se recuperar a conexão entre as artes, o cinema e a performance como produção de um evento único, de um transbordamento ritualístico. Solon se inscreve em linhas de força da arte brasileira no festivo, criativo e conturbado final dos anos 1960 e início dos anos 1970. A sensualidade do corpo como obra conectada à cultura popular nos Parangolés de Hélio Oiticica é reivindicada pelo artista do Crato, que cita a fala de Cao Guimarães, outro artista presente ao evento, para responder a questões. André Parente, Bruno Zorzal e Katia Maciel citam Solon Ribeiro. Cao Guimarães responde a Hermano Callou. Uma rede de saberes e afetos transversais sustenta o livro.
André Arçari, Bruno Zorzal e François Soulages desenvolvem o “conceito operacional” de “imagem-fricção”, fiéis aos preceitos do pensador Gilles Deleuze sobre a necessidade de se inventarem conceitos e se desenvolverem teorias para nomear problemas e questões ainda não formuladas. A ampla abrangência do conceito proposto suscita indagações. Da visibilidade da imagem à forma do sujeito, a fricção
é convocada. Enfim, há uma proposta para se explorar uma dimensão áspera da obra de arte, um pequeno conflito nos materiais, nos conceitos, na visualidade, na articulação dos processos conceituais e no encontro com o público. É desses choques que o conceito operacional proposto extrai sua efetividade. Nem todos os autores aqui presentes se dedicam à ideia de interpretar a arte a partir da fricção, mas certamente as obras aqui presentes respondem ao universo a ela relacionado.
O leitor tem nas mãos um mapa do pensamento contemporâneo sobre certo cinema, incluindo o experimental, que se manifesta em forma de escultura, evento, instalação e até como projeção para ser vista na sala de cinema. Com certeza o encontro com esses pensadores, representantes da arte no Brasil e no mundo, proporciona uma contribuição bibliográfica que chega em boa hora, atualizando um debate marcado por avanços e interrupções. Esse contexto reflete o próprio audiovisual expandido, que entendo como cinema experimental em suas múltiplas manifestações. Boa leitura!
SOBRE OS AUTORES
Aline Dias
Artista e professora na área de vídeo e multimeios do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo. Desenvolve projetos expositivos, editoriais e fílmicos, com ênfase em arte contemporânea, escrita e publicações de artista, relações entre vídeo, cinema e artes visuais. Coordena o projeto de extensão Escrita em Artes (2017-). Coordenou os projetos vão, projeção de filmes no lençol (2017-19) e Montagens nos espaços expositivo, fílmico e impresso (2016-22). Desenvolveu pesquisa de pós-doutorado no ppgav-udesc (202223). É doutora em Arte Contemporânea pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, mestre em Poéticas Visuais (ufrgs) e bacharel em Artes Plásticas (udesc).
André Arçari
É graduado em Artes Visuais (2014) pela ufes, mestre em Artes (2018) pela mesma instituição e atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais –Escola de Belas Artes / ufrj (2020-) onde foi bolsista capes-proex (2022-2024). Realizou um período sanduíche na Hochschule Hannover (2024-25) com bolsa capes-pdse e atualmente é pesquisador visitante no Friedrich-Meinecke-Institut da Freie Universität Berlin (2025-) com bolsa concedida pelo Deutscher Akademischer Austauschdienst - daad. É integrante do grupo de pesquisa Laboratório de Pesquisa em Teorias da Arte e Processos em Artes, LabArtes-ufes (2012-Atual). Artista multimídia, pesquisador, teórico e crítico independente, tem como interesse problemáticas ligadas ao vídeo, cinema e fotografia, narrativas em abismo, dispositivo, looping, silêncio e zen-budismo.
André Parente
Artista, teórico do cinema, das novas mídias e professor titular na ufrj. Entre 1977 e 2022, realizou inúmeras fotografias, vídeos, filmes, instalações e trabalhos nas técnicas tradicionais (gravura, desenho, escultura e objetos) nos quais predominam a dimensão conceitual e experimental. Seus trabalhos foram apresentados no Brasil e no exterior em inúmeras exposições, mostras e festivais. Dentre os livros publicados, destacam-se: Imagem-máquina. A era das tecnologias do virtual (1993); Sobre o cinema do simulacro (1998); O virtual e o hipertextual (1999); Narrativa e modernidade (2000), Tramas da rede (2004); Cinema et narrativité (2005); Cinema em trânsito (2012); Cinemáticos (2013); Cinema/Deleuze (2013); Passagens entre fotografia e cinema na arte brasileira (2015).
Angela Grando
Professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo, Programa de Pós-Graduação em Artes (ppga/ufes); pesquisadora (bpc-fapes) e Crítica de Arte. Doutora e mestre em História da Arte e Arqueologia pela Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne e mestre em História da Arte e Arqueologia pela Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, é membro da aica (Associação Internacional de Críticos de Arte), da abca (Associação Brasileira de Críticos de Arte) e do cbha (Comitê Brasileiro de História da Arte). Atua na área de Fundamentos Teóricos e Crítica das Artes, pesquisa sobre processos criativos; arte sonora e meios audiovisuais; teoria e crítica da imagem.
Bruno Zorzal
Artista visual e pesquisador, Bruno Zorzal é doutor em Estética, Filosofia e História das Artes Plásticas e Fotografia pela Universidade Paris 8 Vincennes - Saint-Denis, na França. Escreve e coordena livros de teoria da fotografia e das imagens no Brasil e na França. Realizou estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, ppga-ufes, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo, Fapes, ocasião em que foi pesquisador convidado na École des arts de la Sorbonne, Universidade
Paris 1 Panthéon-Sorbonne, na França. Dirige a Cooperativa de pesquisa e criação retiina.Espírito Santo e é membro do retiina.International.
Cao Guimarães
Atua no cruzamento entre o cinema e as artes plásticas. Com produção intensa desde o final dos anos 1980, o artista tem suas obras em numerosas coleções prestigiadas como a Tate Modern (Reino Unido), o moma e o Museu Guggenheim (eua), Fondation Cartier (França), Colección Jumex (México), Inhotim (Brasil), Museu Thyssen-Bornemisza (Espanha), dentre outras. Participou de importantes exposições como xxv e xxvii Bienal Internacional de São Paulo (Brasil); InSite Biennial 2005 (México); Cruzamentos: Contemporary Art in Brazil (eua); Tropicália: The 60s in Brazil (Áustria); Sharjah Biennial 11 Film Programme (Emirados Árabes Unidos) e Ver é Uma Fábula (Brasil), uma retrospectiva com grande parte das obras do artista expostas no Itaú Cultural, em São Paulo. Realizou doze longas-metragens: Santino (2023), Amizade (2023), Espera (2018), O homem das multidões (2013), Otto (2012), Elvira Lorelay alma de dragón (2012), Ex isto (2010), Andarilho (2007), Acidente (2006), Alma do osso (2004), Rua de mão-dupla (2002) e o Fim do sem fim (2001), os quais participaram de festivais internacionais como Cannes, Locarno, Sundance, Veneza, Berlim e Roterdã.
Dominique Chateau
É professor emérito da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne, membro do Instituto acte, e diretor editorial da Nouvelle Revue d’esthétique, pela Presses Universitaires de France (Puf). Publicou recentemente em estética: Esthétique japonaise. L’Art et le Goût en mode flottant (L’Harmattan, 2019) e L’Art autrement qu’art (Puf, 2022). Nos estudos cinematográficos: Post-cinema. Cinema in the Post-art era, com José Moure (Amsterdam University Press, 2020), L’Idée cinématographique (Classique Garnier, 2021); 9’ 29’’: la mort filmée de George Floyd, Filmer la sensation (L’Harmattan, 2022).
François Soulages
Filósofo. Professor emérito da Universidade Paris 8 Vincennes - Saint-Denis e do Institut National d’Histoire de l’Art (inha), é presidente fundador da Cooperativa de pesquisa retiina.International (Recherches Esthétiques & Théorétiques sur les Images Nouvelles & Anciennes). Organizou cerca de trezentas conferências internacionais. Publicou mais de 100 livros, incluindo Estética da fotografia, perda e permanência (Senac São Paulo, 2010), publicado em 10 idiomas. Diretor de coleção: Eidos, Local & global & retiina.creation. Atua também como curador.
Hal Foster
Crítico e historiador de arte moderna e contemporânea, design, arquitetura e teoria pós-moderna. Professor nos departamentos de Arte e Arqueologia e de Arquitetura da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desde 1997 e 2011, respectivamente. É autor de inúmeros livros, entre eles: O que vem depois da farsa? (Ubu, 2021), O complexo arte-arquitetura (Ubu, 2017 / Cosac & Naify, 2015), O retorno do real (Ubu, 2017 / Cosac & Naify, 2014), Design e crime (e outras
diatribes) (Editora ufmg, 2016), Recodificação: arte, espetáculo, política cultural (Casa Editorial Paulista, 1996). Foi editor das revistas especializadas em arte Artforum (1977-1981), Art in America (1981-1987) e do periódico October (1991-2011).
Hermano Callou
Doutor em Comunicação e Cultura pelo Programa de Pós-graduação de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é professor, crítico, curador e pesquisador independente, com atuação na área de cinema experimental, cinema de artista e cinema contemporâneo.
Hito Steyerl
Artista e pesquisadora, é doutora em Filosofia pela Academia de Belas Artes de Viena. Desde 2001 ensina em instituições como a kuva, em Helsinque, Universidade de Artes de Berlim, Academia Real de Copenhague e Goldsmiths College de Londres. Entre as exposições individuais recentes da artista estão: Hito Steyerl – A Sea of Data, no Museu Nacional de Arte Moderna e Contemporânea (Seoul, 2022); Hito Steyerl: I Will Survive, Stedelijk Museum (Amsterdã, 2022), Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen K21 (Düsseldorf, 2020-21) e Centre Georges Pompidou (Paris, 2021). O trabalho da artista está representado em numerosas coleções, incluindo o Museu de Arte Contemporânea de Chicago, moma e Guggenheim (Nova York), Tate (Londres), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madrid) e Stedelijk Museum (Amsterdã).
Katia Maciel
Artista, poeta e professora titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Formada em História na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro,
é mestre em Cinema e História pela École des Hautes Études em Sciences Sociales em Paris, doutora em Cinema pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, tendo realizado três estágios de pós-doutorado: Universidade de Walles (2001/2), Universidade de São Paulo (2014/15), e Universidade de Nova York (2019/20).
Livia Flores
Artista e professora associada da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais – Escola de Belas Artes na mesma universidade. Sua produção artística desenvolve-se desde os anos 1980 em suportes variados, que incluem desenho, filme, fotografia e instalações. Publicou os livros Cadernos Desilha (org. com Michelle Sommer, 2021, 2019, 2017), Instruções para filmes (org. com Katia Maciel, 2013) e Livia Flores, Coleção Artebra (2012). Atualmente também integra o coletivo de poesia Anáguas.
Lucas Murari
Pesquisador de cinema experimental e arte de vanguarda. Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com período sanduíche na Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris 3 (Bolsa Capes). É editor da revista Eco-Pós, membro fundador da plataforma Risco Cinema e um dos curadores do Dobra – Festival Internacional de Cinema Experimental. Atualmente realiza estágio de pós-doutorado na Escola de Comunicação da ufrj (Bolsa Capes).
Luiza Baldan
Doutora (2020) e mestra (2010) em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e bacharel em Artes
Visuais (2002) pela Florida International University, nos Estados Unidos. Desde 2000, além do trabalho como artista, colabora com instituições de arte e espaços independentes como professora, produtora e curadora. Algumas das exposições individuais que realizou: Estofo, Galeria Anita Schwartz (br, 2017); Perabé, Finalista Prêmio Pipa, mam Rio (br, 2016) e Centro Cultural São Paulo (br, 2015); Build Up, MdM Gallery (fr, 2014); Índice, mam Rio (br, 2013). Algumas coletivas: Terra em tempos: fotografias do Brasil, mam Rio (br, 2022); 17ª Mostra Internazionale di Architettura, Participazioni Nazionali (Brasile), La Bienalle di Venezia (it, 2021); Bienal de Fotografia de Vila Franca de Xira (pt, 2021).
Michel Sicard
Artista, escritor, teórico da arte e professor da Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Seu trabalho centra-se nas relações texto/imagem, fotografia, performance. Representado nas coleções públicas do Fundo Nacional de Arte Contemporânea (frac), e em diversos museus franceses e estrangeiros, trabalha atualmente com as energias que circulam no universo. Em 2011, forma um duo com a artista Mojgan Moslehi para explorar a questão do vazio, do invisível e do tempo... Realizou numerosas exposições na Europa, Coreia e China; e tem cerca de sessenta trabalhos publicados, incluindo, com Mojgan Moslehi, Temps interférentiel dans la photographie et Photongraphie (L’Harmattan, 2020).
Designer gráfico, atua desde 2014 na área de fotografia digital, representações tridimensionais e renderização para projetos de arquitetura. Bacharel em Artes Plásticas pela ufes (2018), atualmente é graduando em Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Unisales. Apresentou o trabalho Tsunami na coletiva Elegia do sono, Galeria de Arte e Pesquisa – ufes
Murillo Paoli
(Vitória, 2019), bem como na ArtRio 2019. Integra o Núcleo de Arquitetura e Urbanismo Unisales, escritório modelo de atendimento e consultorias arquitetônicas para a comunidade e ongs que realizam trabalhos voluntários em comunidades vulneráveis.
Peter Weibel
(Odessa-Ucrânia, 1944 – Karlsruhe-Alemanha, 2023). Estudou literatura, medicina, lógica, filosofia e cinema em Paris e Viena, tornando-se uma figura central na arte midiática europeia em razão de seus diversos papéis como artista, teórico da mídia, curador e também por seu trânsito na interseção entre os domínios da arte e da ciência. De 1984 a 2017, foi professor na Universidade de Artes Aplicadas de Viena. Durante esse período, também foi diretor do laboratório de artes digitais na Universidade de Nova York, em Buffalo (1984-1989). Em 1989, fundou e dirigiu, até 1995, o Instituto de Novas Mídias na Städelschule, em Frankfurt am Main. Além disso, entre 1986 e 1995, ocupou o cargo de diretor artístico da Ars Electronica em Linz, na Áustria. Entre 1999 e 2023, Weibel foi Presidente e ceo do zkm – Zentrum für Kunst und Medien de Karlsruhe e, a partir 2017, foi diretor do Peter Weibel Research Institute for digital Cultures na Universidade de Artes Aplicadas de Viena.
Philippe-Alain Michaud
Crítico e historiador de artes visuais, especializado em pesquisas sobre as diversas formas de cinema. É curador da coleção de filmes do Musée National d’Art Moderne no Centre Georges Pompidou, em Paris. É autor de ensaios, livros e catálogos de exposições sobre cinema, arte moderna e contemporânea, tais como: Pyrotechnies: une histoire du cinema incendiare; Sketches: Histoire de l’art, cinéma; Le Mouvement des images; e Tapis volants. No Brasil, publicou Filme: por uma teoria
expandida do cinema (Contraponto, 2014) e Aby Warburg e a imagem em movimento (Contraponto, 2013).
Raquel Garbelotti
Artista, pesquisadora e professora do Departamento de Artes Visuais da ufes. Doutora pela eca/usp (2011), tendo realizado estágio de pós-doutorado no ctr/usp. Pesquisa problemas da vídeo-instalação e o cinema de exposição. Realizou diversas exposições no Brasil e no exterior, entre elas: projeto juntamentz para Translations/Traduções na warc (Toronto/ca, 2006); 8ª Bienal do Mercosul – Ensaios de Geopoéticas (Porto Alegre, 2011); Mise-en-Scenne: Maquete para a mostra Contracondutas (São Paulo, 2017) e O porão para coletiva 4X5, na Galeria Marília Razuk (São Paulo, 2021).
Rubiane Maia
Artista visual, vive entre Folkestone (Reino Unido) e Vitória (Brasil). É formada em Artes Visuais e é mestre em Psicologia Institucional pela Universidade Federal do Espírito Santo. Sua prática artística é um híbrido entre a performance, o vídeo, a instalação e a escrita. Ocasionalmente, flerta com o desenho, a pintura e a colagem. Em 2015, participou do workshop Cleaning the House, de Marina Abramovic, e da exposição Terra Comunal – Marina Abramovic + mai, no Sesc Pompeia (São Paulo), apresentando, por dois meses consecutivos, a performance de longa duração O jardim. No mesmo ano, lançou seu primeiro curta-metragem Evo, em parceria com Renata Ferraz, que estreou no 26º Festival Internacional de São Paulo e no 22º Festival de Cinema de Vitória.
Solon Ribeiro
Tem pautado seus trabalhos na experimentação com ênfase no fenômeno contemporâneo da saturação de imagens. Formado em comunicação e arte pela L’école Superieure des Artes Décoratifs (Paris, França), é autor dos livros Lambe-lambe pequena história da fotografia popular e O Golpe do corte. Participou de exposições em diversas cidades do Brasil e do exterior, dentre elas São Paulo não é uma cidade – invenções do centro, no Sesc 24 de Maio (São Paulo); A Fotografia em perspectiva, no Museu de Arte Moderna (São Paulo), O Cinema é Meu Playground, no mac Centro Dragão do Mar (Fortaleza/CE)
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (cip) (Câmara Brasileira do Livro, sp, Brasil)
F487 Filme-vídeo: Imagens em Movimento, Imagens em Fricção / organizado por André Arçari, Bruno Zorzal, François Soulages. - São Paulo : n-1 edições, 2025.
374 p. ; 13cm x 21cm. isbn: 978-65-6119-053-4
1. Audiovisual. 2. Filme-vídeo. 3. Imagens. 4. Movimento. 5. Fricção. i. Arçari, André. ii. Zorzal, Bruno. iii. Soulages, François. iv. Título.
2025-3477
Índice para catálogo sistemático:
1. Audiovisual 791.43
2. Audiovisual 791.4
cdd-150 cdu 791.4
Elaborado por Vagner Rodolfo da Silva - crb-8/9410
O livro como imagem do mundo é de toda maneira uma ideia insípida. Na verdade não basta dizer Viva o múltiplo, grito de resto difícil de emitir. Nenhuma habilidade tipográfica, lexical ou mesmo sintática será suficiente para fazê-lo ouvir. É preciso fazer o múltiplo, não acrescentando sempre uma dimensão superior, mas, ao contrário, da maneira mais simples, com força de sobriedade, no nível das dimensões de que se dispõe, sempre n-1 (é somente assim que o uno faz parte do múltiplo, estando sempre subtraído dele). Subtrair o único da multiplicidade a ser constituída; escrever a n-1.