A exposição individual da artista mineira Marilá Dardot traz ao público um conjunto de trabalhos que atravessam, entre outros pontos, a memória constituída pela cultura: de obras que lidam com livros, literatura e linguagem até as que tratam de temas apagados da história por posições políticas, censura, gênero ou pelo tempo.
Nos últimos anos, Dardot tem constituído um grupo de trabalhos a partir da observação de narrativas históricas que passam por recorrências, sobreposições ou pela efemeridade das notícias.
Além disso, de acordo com Luisa Duarte, pesquisadora que assina os textos críticos da exposição e presente neste jornal, os trabalhos de Dardot tocam em questões sensíveis do presente (o clima, o capitalismo, a democracia, as gastas epistemologias ocidentais, as falsas promessas tecnológicas) e estabelece relações com o campo da linguagem.