museu do douro
Coleção Museu do Douro Serviço
editorial
A IMPORTANCIA DO MUSEU DO DOURO
Toda a História deve ser preservada, esse princípio básico da Humanidade nos faz entender melhor a evolução ou involução do pensamento Humano.
O Vinho de um modo geral sempre teve uma história que no final é lembrada e celebrada à mesa, mas como foi o seu passado? Como ele chegou até os dias de hoje? Qual sua importância na vida de uma povo?
Estas perguntas todas podemos encontrar em diversos vinhos pelo Mundo afora, mas nenhuma reúne mais história, emoção, vibração e até atos de heroísmo como a bonita, fantástica e intrigante história do Vinho do Porto.
Um vinho que tem a capacidade de representar toda uma Nação, todo um povo obreiro e fiel às suas tradições, guardar um passado longevo e ao mesmo tempo ser jovem. O Vinho do Porto nada mais é do que a “Alma Portuguesa na sua forma líquida”!
O Vinho do Porto tem uma duplicidade única, ele tem dois corpos distintos, produção no encantador Vale do Rio Douro e comércio nas cidades de Vila Nova de Gaia e Porto.
Assim sua história é sempre contada com duas vertentes inseparáveis, mas, distintas uma da outra, uma é suor constante, outra é aventuras e agruras de um comércio desenfreado.
Juntar essas duas histórias e delas traçar toda uma época temporal com mais de 400 anos de história ativa aos olhos do mundo não é uma tarefa fácil. A sorte é que as duas vertentes produziram inúmeros documentos e instrumentos que podem ser reunidos em um só local para serem estudados e avaliados com o seu devido respeito e tempo para se entrar na História do Vinho do Porto.
Exerce essa função de mantenedora e protetora o Museu do Douro na pequena, mas bela cidade de Peso da Régua, onde tudo tem início nas águas que passam do Rio Douro e vai até a fronteira com a Espanha, cem quilómetros de rio acima.
O Museu do Douro é o guardião dessa História, de fato e de direito, sua localização já é por si só emblemática, está na sede da Casa da Companhia no Douro. Centro nervoso onde o Estado, Lavradores e Comerciantes davam início a um trabalho bem complexo e exaustivo de como fazer chegar aquele Néctar Sagrado às mais distantes mesas por esse mundo afora. Esta Sede da Companhia em Peso da Régua é emblemática,
uma pena que suas paredes não falam!!!
Bem antes da celebrada data de 10 de setembro de 1756, o Vinho do Porto já era de grande importância para a economia do Norte de Portugal, e as decisões tomadas a partir dessa data não só colocou o Estado Português em uma situação privilegiada, como fez valer muitos direitos a quem os elaborava e muitos deveres a quem os comercializava.
Toda essa rica História é hoje guardada com carinho no Museu do Douro. Aqueles que desejam estudar profundamente a importância da Região do Douro Social e Economicamente falando, encontra neste Museu vasta bibliografia e documentação relativa com as gentes do Douro, suas vidas, seus hábitos e seus costumes, e como era em tempos passados as relações trabalhistas e o comércio do Vinho do Porto antes que este deixasse a região para adormecer em Vila Nova de Gaia.
Hoje seria de grande valor um movimento que chamaríamos de “torna viagem”, ou seja, que a vasta documentação privada das Empresas que produzem e comercializam o Vinho do Porto remetessem seus arquivos mais antigos para o Museu do Douro. Existem Casas produtoras atualmente que muito bem preser-
vam seus Arquivos, mas sabemos bem, que muito se perdeu com o passar do tempo por pura falta de cuidado e atenção para com o passado.
Temos todos, amantes ou não do Vinho do Porto, o dever moral para com as futuras gerações de fazer zelar e conservar toda essa rica história, que foi forjada com muito trabalho e dedicação e não com um simples toque na tecla “enter” de um computador!
Carlos Ernesto Cabral de Mello
faz falta saber
1 DE MAIO | DIA DO TRABALHADOR
O Museu do Douro está encerrado ao público
DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS
– MUSEUS PARA A EDUCAÇÃO E A
INVESTIGAÇÃO
20 DE MAIO, VILA FLOR
Assinalando o DIM 2024, iremos apresentar publicamente a investigação realizada no restauro da obra “Deixai vir a mim as criancinhas”, pertencente ao Museu Berta Cabral, de Vila Flor, trabalho inserido no programa Identificar para Conservar.
Nesta sessão serão apresentados publicamente os resultados da intervenção que devolveu a integridade física e estética à pintura Flamenga do século XVI, o que implicou uma abordagem científica transversal, de que daremos conta.
Entregaremos a obra mais estudada e restaurada à sua tutela, mas também iremos alertar para estratégias onde a conservação deste bem é, de agora em diante, uma responsabilidade maior e de todos, em especial dos vilaflorenses.
Junte-se a nós nesta iniciativa e venha saber mais sobre um processo interventivo que conjugou os resultados analíticos de alta tecnologia com os atuais critérios de intervenção de restauro de bens culturais.
AS ENTRADAS NO MUSEU DO DOURO SÃO GRATUITAS, NO DIA 18 DE MAIO.
exposição permanente
DOURO: MATÉRIA E ESPÍRITO
Douro: Matéria e Espírito foi concebida como uma síntese temporal e geográfica da Região Demarcada do Douro (RDD). Estruturada como a grande porta de entrada no Douro, apresenta as singulares características da geomorfologia da região, determinantes fatores históricos e o engenho do Homem que fundaram os alicerces da especialização deste território na produção vinícola. É a combinação de fatores naturais e humanos que Douro: Matéria e Espírito expõe.
exposições temporárias
» CONCURSO INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA 2022 - ALTO DOURO VINHATEIRO: 20 ANOS PATRIMÓNIO MUNDIAL
Patente até dia 19 de maio de 2024
Esta exposição, que reúne as imagens vencedoras da edição de 2022, faz parte de um projeto mais vasto do Museu do Douro de recolha visual do território, reconhecendo a importância da fotografia na formação de memórias coletivas. Pretende-se deste modo dinamizar e dar visibilidade ao património construído no presente, enquanto parte da memória futura.
Esta edição aliou-se à celebração dos 20 anos da inscrição do Alto Douro Vinhateiro na lista do Património Mundial, tendo por âmbito geográfico a área classificada pela UNESCO.
As imagens vencedoras do concurso, integram a coleção de fotografia do Museu do Douro quer no formato digital quer em prova autenticada em papel, constituindo mais um precioso elemento dos Arquivos Visuais da Região.
exposições média duração
» COLEÇÃO NATÁLIA FERREIRA-ALVES E JAIME FERREIRA-ALVES
Um conjunto de obras doadas ao nosso Museu, por Natália e Jaime Ferreira-Alves que, durante a sua vida profissional, se dedicaram ao estudo da arte, tendo por isso um natural gosto colecionista. As pinturas expostas são da autoria de Mónica Baldaque, pintora com quem os colecionadores estabeleceram uma relação de amizade, e cujas obras se centram na paisagem do Douro.
Com o objetivo de dar a conhecer o acervo doado ao Museu, esta coleção estará patente ao público ao longo ano de 2024.
exposições virtuais
SE NÃO ESTIVER CÁ NINGUÉM… NINGUÉM VEM PARA CÁ PROGRAMA DE ARQUIVOS VIVOS
O projeto Vivificar contemplou a recolha de arquivos visuais junto das casas comerciais de fotografia e de colecionadores dos concelhos de Alijó, Lamego e Torre de Moncorvo.
As representações do comum nos lugares resultaram em três exposições virtuais, disponibilizadas na plataforma Google Arts & Culture do Museu do Douro. Nesta mostra é possível conhecer o Douro do séc. XX pelo olhar dos seus fotógrafos e colecionadores.
Aceda às exposições através dos links das imagens.
Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Lamego — Google Arts & Culture
Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Torre de Moncorvo — Google Arts & Culture
Se não estiver cá Ninguém… Ninguém vem para cá - Alijó — Google Arts & Culture
exposições itinerantes do Museu do Douro
CONTINUA:
©Rui Pires, Coleção Museu do Douro Rui Pires na coleção Museu do Douro
Núcleo Museológico de Favaios, Pão e Vinho
» Até 26 de maio
© António Meneres
Percursos pela Arquitetura Popular no Douro, do Arq. António Menéres
CITICA - Centro de Inovação Tecnológica INOVARURAL, Carrazeda de Ansiães
» Até 30 de junho
Rui Pires
Rui Pires na Coleção Museu do Douro (exposição de exterior)
Praça do Município de Sabrosa
» Até 10 de junho
INAUGURA:
© António Jaime Abrunhosa
Concurso Internacional de Fotografia
2020 “Douro Património Contemporâneo”
– Memória com Futuro
Auditório Municipal de Freixo de Espada a Cinta
» De 10 de maio a 17 de setembro
© Carlos Cardoso
Via Estreita, de Carlos Cardoso
Auditório Municipal de Vila Flor
» De 24 de maio a 9 de setembro
*As datas apresentadas poderão sofrer alterações de acordo com a agenda do Museu do Douro e/ou dos locais mencionados.
© Noel Magalhães, Col. Museu do Douro Memória de um Olhar, de Noel Magalhães
Museu do Ferro e do Território de Torre de Moncorvo
» De 17 de maio a 17 de setembro
© Manuel Casal Aguiar
Douro, de Manuel Casal Aguiar
Museu Municipal de Resende
» De 31 de maio a 14 de julho
coleção Museu do Douro
Assinalando os 90 anos da abertura ao trânsito da ponte rodoviária da Régua sobre o rio Douro, lembramos uma imagem da sua construção, captada pelo Mestre Noel Magalhães (1921-2020).
Este negativo (MD/M-2105), pertencente à nossa coleção, será provavelmente uma das imagens mais antigas deste nosso fotógrafo duriense, que começou a fotografar ainda muito jovem por influência de seu pai.
Inaugurada 1934, a ponte foi inicialmente pensada para a linha ferroviária que ligava a Régua a Vila Franca das Naves, com o objetivo de associar a Linha do Douro à Linha do Vouga através de Viseu. Como este projeto foi abandonado, adaptou-se a infraestrutura ao trânsito rodoviário, sendo desde então um dos ícones desta cidade.
» INCORPORAÇÕES
Doação Teresa Andresen
No passado mês de março, a Arquiteta Teresa Andresen doou ao Museu do Douro um conjunto documental constituído por 64 livros e 4 pastas de arquivo cuja temática se associa à vitivinicultura e à Região Demarcada do Douro. Os documentos de arquivo refletem a sua
Academia Portuguesa da História - O vinho na história portuguesa, séculos XIII-XIX: ciclo de conferências. Porto: Fundação Eng. António de Almeida, 1983.
atividade profissional enquanto perita de Portugal na Comissão Permanente do Património Mundial da UNESCO e Membro do Conselho Consultivo da Missão Alto Douro Vinhateiro Património Mundial e enquanto Membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queirós.
ARAÚJO, Henrique Gomes de - A Casa Ferreira. A Construção Antropológica do Sucessor. Lisboa: Edições Quetzal, 2001.
» COLEÇÃO IVDP
Oratório
Em 1973, o Instituto do Vinho do Porto adquiriu o solar dos Vazes, na zona alta de Peso da Régua, com o intuito de aí instalar o Museu da Região do Douro. A compra incluía o valioso recheio da habitação, anteriormente pertença da família Vaz Osório. Como o projeto não avançou, muitas das peças terão sido recolhidas na sede do Instituto. Pensamos que, entre essas, estaria este oratório de suspensão, portátil, de estilo nanbam, possivelmente do século XVII (MD/M-7666).
Trata-se de um móvel de produção luso-asiática, de madeira, com duas portas e, em cujo interior estaria colocada uma escultura ou pintura devocional, entretanto substituída por uma pintura sobre pergaminho. A cimalha é rematada por friso de talha e as portas e as laterais do móvel são lacadas a negro, com incrustações de madrepérola e decoração a ouro, embora já muito desgastada, observando-se entre a vegetação pássaros de cauda longa. O interior das portas é decorada por talha baixa de motivos vegetalistas, com decoração a dourado e seis molduras ovais para pinturas sobre cobre ou colocação de relíquias.
O pergaminho, fixado ao interior do móvel, reproduz o mapa de Portugal enquadrado numa moldura de cartelas e cachos de uvas, num estilo próprio dos anos 1940/50. Poderá ser uma obra produzida pelo Gabinete de Propaganda do IVP, pois, à semelhança de outras obras desta coleção, a sinalização da RDD é feita com elementos vínicos e durienses de desenho detalhado.
Uma análise mais precisa da sua origem, nomeadamente local de produção, só será possível com exames mais detalhados, a realizar numa futura intervenção de restauro.
» PATRIMÓNIO RDD
HISTÓRIAS ATRÁS DOS OBJETOS
Este mês gostaríamos de desvendar histórias que se escondem atrás de objetos e práticas da nossa região. Ainda que os possamos conhecer, desconhecemos quem está retratado ou o porquês de determinadas tradições. É a partir da investigação que os artefactos ganham outro sentido, reforçando assim o valor que têm para o património duriense.
Fotografia “Pagamento depois da vindima”
Publicada no livro “O Douro”, da autoria de Manuel Monteiro, a imagem Pagamento depois da vindima, de Emilio Biel, fotografada na primeira década do século XX, tem corrido mundo pela expressividade do momento, em que, no meio do campo, um lavrador faz o pagamento à roga que participou na vindima. Graças às pesquisas da Dra. Maria dos Anjos Tulha, da Biblioteca Municipal de S. João da Pesqueira, ficámos a saber que a figura ao centro da imagem se trata do Sr. João Manuel Ribeiro, proprietário da Quinta do Vale da Fonte, em Soutelo do Douro, S. J. da Pesqueira. Partilhamos aqui uma fotografia da família, gentilmente cedida pelos seus descendentes, que comprova esta identificação.
Douro. Pagamento depois da vindima. (In MONTEIRO, Manuel – O Douro. Porto: Emilio Biel & Cª Editores, 1911, p. 60-61.).
Santa Cruz
A chegada do mês de maio trás consigo diferentes tradições primaveris. Algumas estão relacionadas com o esconjuramento do mal, procurando afastar o diabo e os maus espíritos das casas e também dos campos.
Na zona de Favaios registou-se uma interessante tradição associada ao dia da Santa Cruz, 3 de Maio, em que se celebra «a exaltação do Triunfo de Cristo sobre a Morte», data que também se pode associar às festividades romanas, pagãs, dedicadas à deusa Flora, as Florárias (BARROS & COSTA, 2002, p. 35 e 7).
Até há algumas décadas era tradição assinalar o dia colocando cruzes na entrada dos campos, sendo esta uma forma de os proteger e procurar boas colheitas. Testemunhámos essa prática na entrada de uma vinha no lugar de Sevilhães, onde se encontrava uma cruz de madeira presa num dos postes de xisto.
serviço educativo
EUSOUPAISAGEM – EDUCAÇÃO E TERRITÓRIO
A base da ação assenta na pesquisa de relações de experiência entre as pessoas e as paisagens.
Aposta-se na criação de contextos de experimentação, com caráter de continuidade, para a presença de crianças, adolescentes, jovens, adultos e seniores em atividades de experiência e conhecimento.
Pesquisa-se com o território e a paisagem, com o corpo e o lugar, em diálogo e tensão com diferentes linguagens e falas.
Interpelam-se as paisagens e as pessoas com o teatro, com a dança, com o vídeo, com a imagem animada, com a escrita, a geografia, a antropologia e a literatura, com a arquitetura paisagista e o cinema, com o desenho, com a fotografia e com o som.
eu sou paisagem é, desde 2006, um convite, uma convicção e uma vontade para atuar e refletir sobre a educação neste território e nestas paisagens.
CAFÉ CENTRAL
Mostra em cartazes | Museu do Douro, Peso da Régua | Setembro 2023
CARTAS DA LIBERDADE E DA PAISAGEM. PROJETO COM ESCOLAS
Em 2013 e 2014 lançamos o projeto “cartas da liberdade e da paisagem” para refletir sobre os 40 anos do 25 de abril de 1974.
Dez anos passados, retomamos o projeto Cartas para assinalar ao longo de todo o ano, as comemorações dos 50 anos de Democracia em Portugal.
Retomamos interrogações, provocações e experiências para agir e pensar sobre as relações evidentes e menos evidentes entre os lugares e os seres humanos e não humanos que os habitam e que se influenciam mutuamente. Através da criação e troca de cartas em vários suportes – da carta sonora à carta cantada, da carta escrita à carta em vídeo, da carta e mapa militar à carta oral, lida em voz alta - procuram-se modos de mais conhecer e viver estes lugares tendo sempre em conta a relação entre as liberdades e as paisagens.
CARTAS DA LIBERDADE E DA PAISAGEM
Oficinas de fotografia e vídeo com a videasta Paula Preto e com Grupo PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua
DOISMAISUM
PROGRAMA DE OFICINAS
Grupos do Pré-Escolar e 1º Ciclo do Centro Escolar da Alameda e das Alagoas | JI de Galafura | JI de Loureiro • Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia | Peso da Régua • Grupos do Pré-Escolar e 1º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião
Este programa propõe a cada grupo de crianças, jovens ou seniores um percurso pedestre (ou uma visita às exposições e aos espaços do edifício sede do Museu do Douro) + duas oficinas temáticas. Estas ações realizam-se em 3 momentos diferentes do ano e permitem que o grupo, como coletivo, possa ser colocado mediante linguagens e experiências para a escuta dos corpos e dos lugares.
Educação Pré-escolar | Ensino Básico | Ensino Secundário e Profissional | Associações Recreativas | Grupos Seniores
BIBLIOTECAS.
Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua
Oficinas em contexto do espaço da biblioteca escolar onde se constroem novos textos, novas oralidades, novos livros com os 5ºs, 6ºs e 10ºs anos da EB2,3 de Peso da Régua e Escola Secundária João de Araújo Correia.
BIBLIOTECAS.
Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião.
Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com turmas dos 7ºs e 9ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião.
PÚBLICO COMUM. Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Centro Escolar de Lamego nº 1, Lamego.
Programa em articulação com instituições pares: museus, teatros ou centros culturais da região para percorrer e conhecer diferentes espaços no território local e regional. Oficinas realizadas com um grupo de turmas do 1º, 2º ano e 3ºs anos do Centro Escolar de Lamego, Nº1.
PRÁTICAS PARTILHADAS. Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas Diogo Cão. Vila Real.
As áreas de trabalho como a escrita, o movimento, o som, a palavra, o registo gráfico e o teatro permitem que os grupos possam ser colocados perante novas linguagens e experiências em articulação com o trabalho preparatório e de regulação com o grupo de educadoras da primeira infância do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, Vila Real e serviço de educação do Museu do Douro.
COM-VIVER. Centro Escolar da Alameda e Centro Escolar das Alagoas, Agrupamento de Escolas João Araújo Correia, Peso da Régua
Programa para conhecer os lugares onde se habita. Esta atividade que decorre ao longo do ano de 2024, foi proposta pelo Centro Escolar da Alameda (Agrupamento de Escolas João Araújo Correia) à equipa do serviço educativo, para trabalhar, em conjunto, itinerários tendo em conta, os patrimónios materiais e imateriais com as crianças do 4º ano do 1º ciclo das Escolas da Alameda e das Alagoas.
[Carta de Mariana Alcoforado a sua Mãe]
Senhora Minha Mãe
Não vos podendo ver mais nesse martírio inventado de desgosto e dúvida por mim, vos escrevo logo após vossa partida (hoje precipitada a senti e em desprendimento me foi clara: pois pensais acaso que não?) a dar desta vossa filha conhecimento e das causas que me trazem neste cruel a profundo abatimento ou medo.
Talvez de amor vos fale ou de morte; de clausura (aquela a que desde menina me votastes, tão bem paramentada, em sossego posta), de hábito: aquele que visto e aquele adquirido de mim e através de mim também de outrem, mesmo agora criada tanta distância. Tendo o mar entre nós penso inevitável ser esquecida, eu o esqueça, me esqueça. Deixais de vez vosso susto que já nada mais me pode acontecer neste mundo senão o viver sozinha a imaginar-me, lamentando-me de sorte tão adversa (de braços de homem passei aos meus e talvez por minha única culpa, que mulher não o soube aprisionar, ou repelir a tempo), enganando-me em cartas que tanto mais entendo de meu engenho que de paixão, construídas todas elas em língua não materna (assim vos recuso, de vós me liberto um pouco – ó vingança, ó riso…) tão doce e amarga tornada, desde que da boca dele a ouvi em proveito de meu uso.
Sabei Senhora Mãe: nada do que é vosso me importa, nem pensamentos, nem costumes. Costumes que apesar de tudo e todavia, continuo a aceitar,
de lei e cobardia, aceitando este estado onde de acordo com meu pai me pusestes por homem não ter nascido a entrave fazer a meu irmão e minha irmã, de dote, podendo ela assim arranjar marido que a receba apesar de feia, não vos custando eu mais que parto e raivas acesas ao meu saberdes por amada e possuída de corpo contra vossas ordens, mando, vontades; apesar mesmo de vossas ameaças.
Mas tranquilizai que abandonada me encontro e isso, sei, vos dá alegria, a verdade foi, enraivecida não me terdes perdoado usufruir da vida o que da vida jamais usufruístes. Agora, inquieta encontro vossa atenção por minha saúde e desgosto por minha apatia… nada mais me restando senão aceitar essas atenções, fingindo não ver nelas a secreta alegria de me encontrardes repelida, logo vós vingada de minha ousadia em recusar o que generosamente meus pais me haviam dado ao me mandarem para este convento… castigo sofro por me ter entregue: amante de homem por prazer; entrega nomeada de amor e de amor me haja perdido – diz Dona Brites.
Embora… de prazer me dei e conquistei, desafiando de aparência do mundo e a mim mesma nesse desafio de coragem, inconsciência ou grande tentação de fuga, a única que desde sempre se me deparou.
Minha trégua, paz. Limite de mim própria, Senhora Mãe.
Que mulher vós nunca fostes nem eu jamais o serei…
Pouco vos escondo e em nada vós me entendeis. Com esta carta sei apenas conseguir reacender raivas, orgulhos e sentidos de posse sobre mim. Bem me podeis executar, quem me defende? A lei? A que dá aos pais todos os direitos de mordaça, aos machos primazia e à mulher somente o infinitamente menos nada, com dádivas de tudo?
Olhai que não me iludo, Senhora, este convento será meu túmulo, guardião feroz em morte como jamais o foi em meses de fala e agasalho. Que isso lhe é alheio. Me alheio. Permiti-me apenas alheada ficar, só isso peço: deixai-me fiar os dias que me restam com seus tecidos hora a hora, em fuso de memória. Assim me encontrastes e quisestes saber os motivos com a certeza deles, primeiro falando-me com azedume, depois com certa brandura, tentando tirar por astúcia aquilo que de mim afinal não consigo esconder. Prefiro o azedume, Senhora Minha Mãe, que a ele estou mais habituada partindo de vossa mercê.
Que mal vos fiz nascendo?
É como se as vossas entranhas tivesse sido obrigada e me gerásseis de culpa, quem sabe… e bem contrariada, por certo.
Gostaria que dissésseis a meu irmão, muito lhe agradecer o não me tornar a chamar ao parlatório; assim me pouparia a penosa resolução de me negar a vê-lo, ou, com total precisão: a ouvi-lo. Os seus assomos de cólera deixam-me num estado de nervos deplorável, não queira ele tornar sua irmã mais desgraçada.
Soubesse ser por amizade que ele o faria… porém, apenas é seu o nome que defende, invocando princípios de honra que ora me convencem, ora me aterrorizam.
Comunicai-lhe que o cavaleiro de Chamilly jamais voltará ao nosso país e como de lhe escrever larguei para sempre, não preciso mesmo de meu irmão licença para o fazer, como até aqui; assim ando eu ao mando e ao uso de todos…
Beijo-vos a mão, Senhora Minha Mãe, como prova de grande consideração
Vossa filha dedicada
Mariana
28/3/71
Barreno, Maria Isabel; Costa, Maria Velho da; Horta, Maria Teresa : Novas Cartas Portuguesas, Publicações Dom Quixote – Setembro de 2022 (reimpressão)
museu de território colaborar e partilhar
Encontre, aqui, as datas, locais e ações em colaboração e partilha.
Todas as saídas previstas poderão ser alteradas de acordo com a agenda e necessidade dos serviços do Museu e dos equipamentos/instituições que nos recebem e ou solicitam.
» 02 de maio - Práticas Partilhadas. Oficinas de movimento, som… . JI do Corgo, Vila Real. Agrupamento de Escolas Diogo Cão. Vila Real. [11h0012h00 | 14h00 – 15h00]
» 02 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 03 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 03 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Biblioteca Escolar da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 06 de maio – Ler Debaixo da Árvore. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 11h30]
» 06 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola
Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10]
» 06 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 07 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 07 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 16h00]
» 08 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 1º ano do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 08 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10]
» 08 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 9ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h00 – 15h30]
» 09 de maio – com_ViVer. Visita à Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho, Canelas, Peso da Régua, no âmbito do projeto. 4ºs anos do Cen-
tro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 12h00]
» 09 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 09 de maio – Cartas da Liberdade e da Paisagem. Oficinas de fotografia e vídeo. Grupo PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 17h00]
» 10 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 7ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [10h30 – 12h10]
» 10 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 15h00]
» 13 de maio – com_ViVer. Visita à Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho, Canelas, Peso da Régua, no âmbito do projeto. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 12h00]
» 13 de maio – Ler Debaixo da Árvore. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 15h30]
» 14 de maio – com_ViVer. Visita à Estação Arqueológica do Alto da Fonte
do Milho, Canelas, Peso da Régua, no âmbito do projeto. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 12h00]
» 14 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 14 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 15h00]
» 15 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 2ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 15 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 9ºs anos da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Biblioteca Escolar da Escola Básica 2º,3º Ciclos De Santa Marta De Penaguião. Agrupamento de Escolas de Santa Marta de Penaguião. Santa Marta de Penaguião. [14h10 – 15h50]
» 16 de maio – 2+1: Percurso. JI Santa Casa da Misericórdia. Peso da Régua. [10h30 – 12h30]
» 16 de maio - Práticas Partilhadas. Oficinas de movimento, som… . JI Lordelo, Vila Real. Agrupamento de Escolas Diogo Cão. Vila Real. [11h00 - 12h00 | 14h00 – 15h00]
» 16 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia,
Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 17 de maio – Público Comum. Oficinas de movimento, som, voz, teatro… . 3ºs anos do Centro Escolar Nº1 de Lamego, Agrupamento de Escolas Latino Coelho, Lamego. [9h30 – 12h00]
» 17 de maio - Cartas da Liberdade e da Paisagem. Oficina. Universidade Sénior de Peso da Régua. [15h00 – 16h30]
» 20 de maio – com_ViVer. Visita à Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho, Canelas, Peso da Régua, no âmbito do projeto. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 12h00]
» 20 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 21 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 10ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10]
» 21 de maio - Cartas da Liberdade e da Paisagem. Oficinas de movimento, som… . 5º ano Centro Escolar de Mesão Frio, Agrupamento de Escolas Prof. António Natividade, Mesão Frio. [14h0015h45]
» 21 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 16h00]
» 22 e 23 de maio – Cartas da Liberdade e da Paisagem. Oficinas de fotografia e vídeo. Grupo PIEF (Programa Integrado de Educação e Formação), EB2/3 de Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 17h00]
» 22 de maio – 2+1: Percurso. JI Santa Casa da Misericórdia. Peso da Régua. [10h30 – 12h30]
» 22 de maio – 2+1: Percurso e Ler Debaixo da Árvore. Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 16h00]
» 23 de maio – FALAR. Oficinas de voz, leitura com os 12ºs anos do Ensino Profissional da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [10h40 – 12h10]
» 23 de maio - Cartas da Liberdade e da Paisagem. Oficinas de movimento, som… . 5º ano Centro Escolar de Mesão Frio, Agrupamento de Escolas Prof. António Natividade, Mesão Frio. [14h0015h45]
» 23 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 6ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 24 de maio – Ler Debaixo da Árvore. JI do Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 11h30]
» 24 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da Escola
Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
» 27 de maio – com_ViVer. Visita à Estação Arqueológica do Alto da Fonte do Milho, Canelas, Peso da Régua, no âmbito do projeto. 4ºs anos do Centro Escolar da Alameda, Peso da Régua. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [09h30 – 12h00]
» 27 de maio - Práticas Partilhadas. Oficinas de movimento, som… . JI Lordelo, Vila Real. Agrupamento de Escolas Diogo Cão. Vila Real. [14h30 – 15h30]
» 28 de maio – 2+1: Percurso. JI Santa Casa da Misericórdia. Peso da Régua. [10h30 – 12h30]
» 28 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 16h00]
» 29 de maio – 2+1: Percurso. JI do Centro Escolar da Alameda. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 11h30]
» 29 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [14h30 – 16h00]
» 31 de maio – 2+1: Oficina. Centro Escolar das Alagoas. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia. Peso da Régua. [10h30 – 12h00]
» 31 de maio – Bibliotecas. Oficinas de experimentação, movimento, teatro, leitura com os 5ºs anos da Escola Secundária João de Araújo Correia. Biblioteca Escolar da Escola Secundária João de Araújo Correia. Agrupamento de Escolas João de Araújo Correia, Peso da Régua. [14h00 – 15h30]
rede de museus do douro
A Rede de Museus do Douro, ao unir diferentes tipos de espaços museológicos, pretende também contribuir para a sua divulgação junto das comunidades de visitantes. Seja aproximando a comunidade local dos seus espaços, seja divulgando estas estruturas a quem nos visita, esta publicação é também um incentivo para partir à descoberta do território duriense. Através de diferentes coleções, os espaços aderentes permitem conhecer outras facetas do Douro, um território cuja paisagem é património Mundial!
Descubra a História no Museu da Casa Grande em Freixo de Numão
MUSEU
O Museu da Casa Grande, localizado em Freixo de Numão, é um notável centro de preservação e investigação histórica, que oferece uma rica visão das civilizações que ocuparam este território ao longo dos séculos. Fundado a 14 de julho de 1996 pela Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão (A.C.D.R. de Freixo de Numão), o Museu da Casa Grande tem como missão primordial a salvaguarda e a divulgação do património cultural.
Situado no coração do centro histórico da Vila, o núcleo museológico encontra-se instalado num imponente solar barroco do século XVIII. Este palácio,
destacado no cenário urbano, representa uma das expressões arquitetónicas mais imponentes do seu género na região do Douro. O seu interior acolhe uma coleção de arqueologia que se estende cronologicamente desde a pré-história até à época moderna, com especial ênfase para o período romano, espelhando a riqueza e a diversidade das sociedades que ocuparam este território ao longo dos milénios.
Além das riquezas arqueológicas, o Museu da Casa Grande é igualmente rico em testemunhos do passado recente. Alfaias e utensílios agrícolas diretamente ligados ao amanho da terra
e objetos ligados à panificação, à pastorícia, à produção de vinho, de azeite e de amêndoa, compõem a coleção etnográfica. Estes bens culturais, profundamente enraizados na história local, constituem testemunhos tangíveis da vida e das tradições das comunidades passadas.
A experiência no Museu da Casa Grande transcende a mera observação das suas exposições, estendendo-se à exploração do vasto Complexo Arqueológico de Freixo de Numão. Trata-se de um conjunto de núcleos visitáveis que proporciona aos visitantes uma imersão fascinante na história milenar desta região, permitindo o contacto direto com vestígios arqueológicos de grande relevância. Desde as ruínas pré-históricas (Castelo Velho) até aos vestígios da época romana e medieval, cada local oferece uma narrativa única sobre o passado. Entre os principais núcleos visitáveis destacam-se o Sítio Arqueológico do Prazo, com – entre outras – as
suas impressionantes ruínas da época romana, e o Rumansil I, onde é possível vislumbrar os vestígios de um complexo agroindustrial. Além destes, o Zimbro II, a Colodreira e a Calçada Romana das Regadas completam o conjunto arqueológico, proporcionando aos visitantes uma viagem no tempo através das suas descobertas e interpretações científicas.
Assim, visitar Freixo de Numão constitui uma oportunidade única para explorar as origens e as evoluções históricas desta região do Alto Douro Vinhateiro. Por sua vez, o Museu da Casa Grande emerge como um ponto de paragem obrigatório para todos aqueles que ambicionam aprofundar o seu conhecimento sobre a história e o legado cultural da área de Freixo de Numão. Venha explorar as maravilhas do passado connosco!
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento: terça-feira a sábado 9:00-12:00 e 14:00-18:00 Encerrado ao público à segunda-feira e nos feriados de 25 de dezembro, 1 de janeiro e primeiro domingo de setembro.
Ingresso: 2 € (bilhete normal)
Contactos: Rua Direita 5155 Freixo de Numão museucasagrande@hotmail.com
No passado dia 30 de abril a MuD visitou espaços museológicos localizados no concelho de Mesão Frio, nomeadamente, o Centro Interpretativo do Barco Rabelo, inaugurado no final de novembro de 2020, que permitiu a requalificação do edifício da antiga escola Primária do lugar da Rede, Mesão Frio. Este espaço está agora dedicado ao rio Douro, com um foco especial nas embarcações típicas do Douro e nos homens do concelho, que faziam do rio seu local de trabalho.
Enquadrado nesta visita, foi ainda possível visitar o Centro Interpretativo do Castro de Cidadelhe e o Castro. No final da visita realizou-se uma mesa redonda dedicada à discussão de dinamização para este espaço de memória do concelho de Mesão Frio.
MUSEU DO CÔA E PARQUE ARQUEOLÓGICO DO VALE DO CÔA
No Museu do Côa, durante o mês de maio:
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento: Todos os dias das 09:00 às 17:30
Bilhete: 7€ Passaport Mud: 20% desconto.
Contactos: museugeral@arte-coa.pt 279 768 260 Rua do Museu | 5150 – 620 Vila Nova de Foz Côa
CIMI | CENTRO INTERPRETATIVO DA MÁSCARA IBÉRICA
Durante o mês de maio, encontram-se patentes ao público as seguintes exposições:
» Exposição do 1º Raid Fotográfico "Caretos de Lazarim na Alcaria de Mazes";
» Exposição "Máscara de Lazarim Identidade de uma comunidade";
» Exposição “artesãos de máscaras de Lazarim”
» Exposição "Entrudo de Lazarim - Domingo-gordo e Terça-feira Gorda";
» Exposição "BUUU por detrás da Máscara"
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento:
» terça a domingo: 10:00 às 12:30 e das 13:30 às 17:00
Bilhete: gratuito
Contactos: cimi@cm-lamego.pt 254 090 134
Rua José de Castro, 5100-584 Lazarim
MUSEU
DO VINHO, S. JOÃO DA PESQUEIRA
Programação para maio, no Museu do Vinho de S. João da Pesqueira:
» 17 de maio | No âmbito do Dia Internacional dos Museus, atividades com as Escolas do Concelho;
» 18 de maio | Entrada gratuita, com visitas guiadas para grupos;
» 31 de maio | 21h30 | Noites no Museu | Música ao vivo, com Gabriela Pina (entrada gratuita).
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento:
De segunda a domingo: das 10h00 às 18h00
Bilhete: 4€
Passaport Mud: 20% desconto
Contactos: mvp@sjpesqueira.pt 254 489 983
Avenida Marquês de Soveral, n.º 79 5130 – 321 S. João da Pesqueira
ADEGA DAS GIESTAS NEGRAS
O Museu - "Adega das Giestas Negras " é uma adega de MDLXXV (1575), data gravada na padieira da porta, recuperada e adaptada a Museu em 2006, situado no coração da Quinta dos Mattos. Tem dois lagares (de 12 e 4 pipas) e uma dorna, todos em xisto, uma prensa de fuso, em madeira de castanho, com cerca de oito metros de comprimento, com mais de 300 anos. Aqui estão expostas muitas peças antigas, pertença da família, relacionadas com a atividade vitivinícola.
Durante o mês de fevereiro estarão ao dispor dos visitantes, para além da visita guiada ao museu, programas de visita guiada às instalações de vinificação e envelhecimento, bem como a degustação dos seus vinhos.
PROVA DE VINHOS WINE TASTING
Marcação / booking / reservátion:
» 10:00 - 16:00 - segunda a sexta-feira / monday to friday / du lundi au vendredi
» sábado por reserva / saturday by reservation / samedi sur reservation
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento:
» segunda a sexta: Das 10:00 às 16:00;
» Aos fins de semana sob marcação prévia;
Bilhete: 5€, inclui visita e prova de vinho do Porto
Passaporte Mud: 20% desconto
Contactos: 254 920 214 | 965 519 991 coimbrademattos@gmail.com Casa da Calçada, n.º 65 | 5050 – 042 Galafura
Durante o mês de maio, no Museu do Imaginário Duriense (MIDU)
» Exposição “17 Anos a Contar Histórias”
TEATRAÇO
Patente até dia 31 de outubro de 2024.
» 04 de maio | 6ª Edição FLiD – Festival Literário Douro | Espaço Miguel Torga | São Martinho de Anta.
» 08 de maio | 17:00h) | 5X Ciência às 5 com Fernando Rocha “Lítio: Exploração sustentável e transição energética” | Espaço Miguel Torga | São Martinho de Anta.
» 10 de maio | 15:00h | Palestra com João Pedro Mésseder “A Luta pela Liberdade e o Posicionamento Político de Miguel Torga” | Sessão escolar com o Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus e Agrupamento de Escolas Miguel Torga | Espaço Miguel Torga | São Martinho de Anta.
» 11 de maio | 18:00h | Malva - Novas Canções da Montanha | Espaço Miguel Torga | São Martinho de Anta.
» 17 de maio | 21:00h | Concerto “Aparição” de Santa Marta | Espaço Miguel Torga | São Martinho de Anta
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento:
» segunda a sexta:
9:00 às 12:30 | 14:00 às 17:30
» sábados, domingos e feriados: mediante marcação prévia
Bilhete: gratuito.
Contactos: museum@cm-tabuaco.pt 254 787 019
Rua Macedo Pinto, 5120 Tabuaço
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento:
» segunda a sexta: 1 de abril a 31 de outubro | terça a sexta: 9:00 às 12:30 | 14:00 às 17:30
» sábados e domingos: 10:00 às 12:30 | 14:00 às 18:30 Encerrado às segundas e feriados.
Bilhete: gratuito.
Contactos: geral@espacomigueltorga.pt 259 938 017
Rua Miguel Torga | 5060 – 449 S. Martinho de Anta
MUSEU DE GEOLOGIA FERNANDO REAL
04 de maio | Serra do Marão | Campeã | Antigas minas de ferro de Vila Cova, Serra do Alvão;
Orientação: Rui Teixeira e Luís Sousa
08 de maio | Mirandela | Torre de D. Chama | Ervedosa | Rebordelo | Sonim | Bolideira | Chaves
Orientação: Elisa Gomes e Rui Teixeira
18 de maio | Celebração do Dia dos Museus | manhã | Museus de Vila Real: Geologia –Arqueologia e Numismática – Vila Velha; Orientação: Elisa Gomes e Paulo Favas.
28 e 29 de maio | 25ª edição Feira de Minerais da UTAD | edifício de Geociências, Quinta de Prados, Vila Real | Com os objetivos de sempre, a que se junta este ano uma atenção especial aos granitos!
1. Divulgar junto da população escolar, e em geral, as Ciências Geológicas com as maravilhas que existem no nosso planetaminerais, rochas e fósseis;
2. Revelar o seu uso pelo Homem no dia-a-dia desde sempre, com oficinas científicas “As rochas e o Homem, desde a Pré-história”, até à atualidade em jóias, artesanato, bijuteria, ambientadores, etc.
3. Ação de Formação de Curta Duração6h | Conferências, dia 28 (Auditório Geociências) | 11h00 - "A Origem das Formas Graníticas" | Professor Juan Vidal-Romani (Univ. da Coruña) | 16h00 - "O que nos dizem as rochas magmáticas" | Professor João Mata (Univ. de Lisboa)
Em regime misto, presencial e on line, se desejar pode inscrever-se se na AFCD em https://utad.forinsia.com/Inscricoes/Candidaturas/ Secretaria.aspx?idCaracterizacao=446&idAccao=470
Haverá também visitas à exposição temporária “Minerais das Rochas Graníticas” na sala de exposição do Museu Fernando Real
No dia 28, a Feira de Minerais estará aberta ao público das 10:00 às 21:00 horas e no dia 29, das 9:00 às 19 horas. Todos são convidados!
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento: » dias úteis: Dias úteis das 9:00 às 17:00.
Visita guiada: 1€. Passaport Mud: 50% desconto.
Contactos: museugeo@utad.pt 259 350 351
Edifício Fernando Real, Quinta de Prados –5001 – 801 Vila Real
MUSEU DA OLIVEIRA E DO AZEITE
Exposição Temporária de Fotografia "Paisagens do Azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro"
As fotografias expostas, cuidadosamente selecionadas, capturam a essência das paisagens que moldam a produção de azeite na região de Trás-os-Montes e Alto Douro e demonstram que este produto é mais do que um ingrediente gastronómico, é tradição, herança cultural e testemunho da vida rural.
Através desta mostra, não se espera apenas celebrar a beleza das paisagens, mas também promover uma maior reflexão e compreensão da importância cultural e económica do azeite para esta região e para as suas gentes.
A exposição "Paisagens do Azeite de Trás-os-Montes e Alto Douro" é uma iniciativa
realizada no âmbito do programa Alma do Azeite, parceria entre a Câmara Municipal de Mirandela, APPITAD - Associação dos Produtores em Protecção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro e IPB - Instituto Politécnico de Bragança.
O concurso de fotografia que deu origem a esta exposição foi apresentado ao público durante as comemorações do Dia
Mundial da Oliveira, a 26 de novembro de 2023, quando o Município de Mirandela se associou ao Projeto Europeu Olive4All e à Rede Nacional de Comemoração do Dia
Mundial da Oliveira, para assinalar o dia e a sua importância.
A estará patente até 31 de dezembro.
//INFORMAÇÕES ÚTEIS:
Horário de funcionamento: » Segunda a domingo: Dias úteis das 9:00 às 18:00.
Bilhete: gratuito.
Contactos: moa@cm-mirandela.pt 278 993 616Morada: Travessa D. Afonso III, 48, 5370- 516 Mirandela facebook.com/moa.mirandela
loja museu do douro
Novidades de maio. na Loja do Museu do Douro.
http://loja.museudodouro.pt/
» Facebook: www.facebook.com/acompanhia.pt
» Através do e-mail: info.acompanhia@gmail.com
» Reservas: 93 215 01 01
prisma do visitante
Ficha técnica:
Título: Museu do Douro
Subtítulo: Newsletter
Nome do Editor: FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO
Periodicidade: mensal
URL: https://issuu.com/museudodouromd ISSN 2795-5877
museu do douro newsletter
geral: (+351) 254 310 190 | loja: (+351) 254 310 193
e-mail: geral@museudodouro.pt website: www.museudodouro.pt
Rua Marquês de Pombal 5050-282 Peso da Régua