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MÁRIO PASSOS
PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL


Éna sexta letra e quarta consoante do alfabeto que encontramos o nome da nova publicação do Município de Vila Nova de Famalicão.
A partir de hoje, e a cada dois meses, o efe pede licença para entrar na casa de todos os famalicenses, levando-lhes através das suas páginas a força do nosso território. Uma força que não se mede apenas pelo grande trabalho que temos desenvolvido na autarquia, mas que se explica também e em grande parte pelo enorme esforço coletivo de uma comunidade que diariamente trabalha para o desenvolvimento e crescimento de Vila Nova de Famalicão.
No efe, os famalicenses vão continuar a encontrar as últimas notícias sobre a atividade municipal e autárquica, mas esta é sobretudo uma publicação de valorização do território, em que damos a conhecer os rostos e as histórias de muitos outros protagonistas do dinamismo do nosso concelho.
Veja-se o exemplo da Sofia Oliveira, atleta famalicense que recentemente levou a bandeira de Famalicão e de Portugal ao mais alto pódio do Kickboxing mundial, em Abu Dhabi, e que nesta primeira edição do efe nos dá um enorme testemunho de superação e dedicação.
Mas há muitos outros temas! Revelamos os nomes da música portuguesa
que este ano vão animar as festas concelhias. Mostramos aos famalicenses o que muda com a entrada em vigor do novo serviço de recolha de resíduos sólidos indiferenciados. Fomos conhecer e perceber o impacto de alguns investimentos que estão no terreno e que são estruturantes para o futuro do concelho e dos famalicenses – as novas instalações da Unidade de Saúde Familiar de São Miguel-o-Anjo e da Polícia de Segurança Pública. Mostramos a dinâmica das nossas freguesias. Pedimos ‘Opinião’. Acompanhamos a produção das amêndoas Vieira que todos os anos adoçam a Páscoa dos portugueses, entre outros temas que, estou certo, merecerão a leitura e a atenção de todos. Queremos que cada edição do efe reflita a força, a fibra, o fulgor e o futuro de Famalicão. Comecemos já pela primeira!
Boas leituras!













Os famalicenses não ficaram indiferentes à devastação provocada pela tempestade Kristin e depressa se associaram à onda de solidariedade que se fez sentir um pouco por todo o país. A mobilização da nossa comunidade - à qual a autarquia também se associou com a doação de mais de 8 mil telhas para apoiar a reconstrução de habitações nos distritos de Leiria e Santarém -é, mais uma vez, motivo de enorme orgulho para todos nós.
O título de campeã mundial de Kickboxing é o culminar de um percurso carregado de superação, espírito de sacrifício, resiliência, disciplina e organização. A Sofia Oliveira é o exemplo de uma campeã numa modalidade improvável.
A famalicense Ema Leitão, administradora dos Transportes M. Simões Nogueira, é a nova presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), sucedendo a Pedro Polónio. A empresária famalicense irá liderar os destinos da ANTRAM ao longo dos próximos três anos, tornando-se na primeira mulher a presidir à Associação. Parabéns e muito sucesso neste novo desafio!
A sétima travessia sobre o rio Douro está a ganhar forma. A Ponte D. Antónia Ferreira, conhecida como Ponte da Ferreirinha, tem 835 metros de extensão, é uma grande obra de engenharia e tem a assinatura de uma construtora famalicense: o Grupo ACA.






9_MAI


FESTA DA FLOR ANA MOURA

























5_JUN FESTAS ANTONINAS VAN ZEE


A9_JUN

FESTAS ANTONINAS QUATRO E MEIA







1_SET

FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA RUI VELOSO









13_JUN FESTAS ANTONINAS NENA












s festas de um concelho são um momento de exaltação coletiva, onde se celebra o orgulho, a identidade e as tradições de um povo. Por cá já se preparam os grandes eventos que compõem o cartaz turístico do nosso concelho. A música volta a ser protagonista e já se conhecem os principais nomes que em 2026 vão animar o palco das grandes festas de Vila Nova de Famalicão. Quer apontar na agenda?
Ana Moura passará pela Festa da Flor no dia 9 de maio.
Van Zee, no dia 5 de junho, Quatro e Meia, no dia 9, e Nena, no dia 13, animam as Festas Festas Antoninas.
Setembro começa com o regresso a Famalicão de Rui Veloso, que atua no dia 1 na Feira de Artesanato e Gastronomia, cujo cartaz conta também com a música de Toy, no dia 4, e de Chico da Tina, no dia 5. Guarde estas datas e celebre connosco! A festa faz-se em Famalicão e a banda sonora promete ser em grande!

4_SET




FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA TOY








5_SET FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA CHICO DA TINA


























Há novas regras para os feirantes que queiram vender na feira semanal de Famalicão, considerada uma das mais antigas e concorridas feiras da região e do país.
Com a implementação de um novo sistema de controlo de acesso ao recinto, a autarquia pretende que a ocupação dos espaços de venda na feira de Famalicão só seja permitida aos feirantes que cumpram com o regulamento municipal para venda neste espaço. Em causa está o cumprimento de medidas como a recolha do lixo produzido, deixando o local limpo no final do dia de feira, o pagamento de taxas de ocupação, a inexistência de dívidas de anos anteriores ou acordo de pagamento de valores em dívida e o respeito pelo limite do espaço de venda atribuído.
Com a entrada em vigor das novas regras, adotadas em articulação e diálogo com a Associação de Feirantes do Distrito do Porto, Douro e Minho, o município fará uma vigilância apertada sobre o cumprimento das normas. “Vamos exigir o cumprimento das normas. Estamos certos que a implementação deste novo sistema traz benefícios para todos, desde logo, para quem vende e vem comprar, colocando em pé de igualdade todos os feirantes”, explica o vereador dos Mercados e Feiras do Município, Augusto Lima.








A Câmara Municipal vai agravar as coimas relativas às contraordenações relacionadas com a gestão de resíduos sólidos urbanos. Em causa está, por exemplo, a deposição indevida e o acondicionamento incorreto de resíduos, a inobservância das regras de deposição diferenciada e seletiva e o incumprimento do horário de deposição dos resíduos.
O objetivo passa por diminuir as contraordenações que se têm vindo a registar, promovendo um concelho mais limpo. “Com esta medida, a Câmara Municipal pretende dissuadir a população de adotar este tipo de comportamento e pedir mais atenção e cuidado na gestão dos seus resíduos”, explica Hélder Pereira, vereador da Fiscalização e das Infraestruturas Ambientais e Gestão de Resíduos. “O objetivo é, acima de tudo, prevenir e sensibilizar os famalicenses para esta gestão e evitar que continuem a aparecer resíduos em locais indevidos”, concluiu. Para as pessoas singulares, as coimas passam de um mínimo de 250 euros para 750 e de um máximo de 1500 euros para 2500. No caso das pessoas coletivas, a coima mínima sobe de 1250 euros para 2500 e a máxima fixar-se-á nos 22 mil euros.
O executivo municipal anunciou ainda a instalação de 300 novos ecopontos nas freguesias e que, a partir de março, também a Polícia Municipal será envolvida na fiscalização deste tipo de contraordenações, com a criação de uma brigada exclusivamente afeta à gestão dos resíduos sólidos.









A autarquia famalicense vai sortear em abril as primeiras habitações destinadas ao arrendamento acessível, um novo segmento de habitação pública no concelho de Famalicão.
O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, depois de recentemente ter dedicado um dia de trabalho ao dossier da Habitação e a acompanhar algumas das obras em curso para a construção de novos fogos habitacionais em vários pontos do concelho.
Mário Passos passou por Telhado, Castelões, Delães e Oliveira Santa Maria, onde estão a ser construídas 117 das mais de 200 habitações ao abrigo do programa 1º Direito, resultantes de um investimento de 27 milhões de euros, cofinanciado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
As inscrições para as candidaturas aos sorteios de atribuição das habitações decorrem online, através do portal viver.famalicao.pt, ou de forma presencial, por marcação prévia junto da Divisão de Habitação do Município.
Atualmente já se encontram elegíveis para os sorteios destas habitações cerca de 170 agregados familiares.
Fazem parte dos critérios de elegibilidade ser residente no concelho há pelo menos 3 anos, viver numa das situações de indignidade habitacional e estar empregado ou ser reformado/pensionista.
DOS ELEITOS LOCAIS
O futuro da governação de proximidade em Vila Nova de Famalicão arranca neste novo mandato autárquico com uma aposta clara na qualificação e no reforço do conhecimento técnico dos seus protagonistas. A Câmara Municipal deu início a um plano de formação concebido para dotar os eleitos locais das ferramentas necessárias para uma gestão mais eficiente e rigorosa do território. Este investimento na capacitação dos autarcas assume-se como uma estratégia estruturada e prolongada ao longo do ano, tendo já conhecido os seus primeiros momentos práticos em sessões nas áreas da proteção civil, delegação de competências e contratação pública.
A Câmara Municipal vai avançar, com caráter de urgência, com o processo de substituição integral da conduta de água instalada na Avenida 25 de Abril e na Avenida Narciso Ferreira e que abastece não só o centro urbano, como também algumas zonas periféricas da cidade. Os procedimentos técnicos para a elaboração do projeto de substituição desta conduta estão já em curso, prevendo-se que esta intervenção, que é essencial para a resolução do problema, venha a ser realizada até ao final do primeiro semestre deste ano. A decisão surge depois das recentes anomalias registadas no sistema de abastecimento de água no centro da cidade.
O Parque de Sinçães conta com uma nova área dedicada ao desporto ao ar livre. Com um investimento na ordem dos 160 mil euros, o novo Parque de Fitness e Street Workout oferece equipamentos de cross training, pistas de obstáculos e aparelhos de fitness que permitem monitorizar o treino através de aplicação móvel. A infraestrutura foi desenhada para servir todos os cidadãos, desde atletas de alta competição a praticantes de ginástica de manutenção. “Um espaço eclético e pensado para todos”. Foi assim que Mário Passos, presidente da Câmara Municipal, descreveu o novo equipamento, “mais um investimento que privilegia a saúde e o bem-estar dos famalicenses”.
NO DIGITAL
A Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco renovou o portal online para melhorar e facilitar o acesso dos seus leitores e do público aos seus serviços e recursos. O novo site - www.bibliotecacamilocastelobranco.org - está agora mais intuitivo, funcional e responsivo e possui uma área reservada aos utilizadores que permite o acesso a um conjunto de funcionalidades, como o serviço de empréstimo de livros online, às bibliotecas digitais municipais e a milhares de documentos, bem como a consulta de publicações online com maior rapidez e o acesso a catálogos digitais não só da biblioteca municipal, mas também dos diferentes polos espalhados pelo concelho e das bibliotecas escolares.
Março marca a entrada em vigor do novo serviço de recolha de lixo em todo o concelho. Recolha decorrerá exclusivamente durante a noite.
Apartir do dia 16 de março, a recolha de resíduos sólidos indiferenciados no concelho conhecerá uma nova realidade. Com a entrada em vigor do novo serviço, a recolha passará a realizar-se exclusivamente durante o período noturno em todo o concelho, tirando os camiões das estradas durante o dia. Os circuitos, a periodicidade e os locais de recolha porta-a-porta mantêm-se - seis vezes por semana no centro urbano e três vezes por semana nas restantes freguesias. Os resíduos deverão ser colocados em sacos devidamente fechados e depositados nos mesmos dias e locais habituais, mas agora num horário comum a todos os famalicenses - entre as 19h00 e as 21h00.
Com a introdução destas alterações, explica Mário Passos, “estamos a garantir um serviço mais rápido e eficiente, menos trânsito e menos lixo nas ruas ao longo do dia e ruas limpas logo ao amanhecer”.
Refira-se ainda que o novo procedimento vai ao encontro das orientações estratégicas a nível nacional, incluindo diferentes fluxos de resíduos, com especial enfoque na recolha de biorresíduos e nos vários serviços complementares ao nível da limpeza urbana. Em 2025, foram recolhidas mais de 43 mil toneladas de resíduos indiferenciados em todo o concelho.
O novo contrato de recolha de resíduos traz novidades para os moradores da zona urbana de Vila Nova de Famalicão.
Nos edifícios multifamiliares e comerciais que não dispõem das chamadas casas do lixo, a autarquia vai colocar pequenos contentores, com capacidade entre os 60 e os 80 litros, para a deposição dos resíduos. Serão colocados nas ruas pelos serviços municipais antes do horário de recolha do lixo e recolhidos após a passagem do camião. Com esta medida pretende-se, sobretudo, “evitar questões de salubridade pública relacionadas com a colocação dos sacos com resíduos na via pública”, explica o autarca. Para fazer frente a este problema que afeta também outras áreas habitacionais e comerciais do concelho, a Câmara Municipal começou já a instalar equipamentos coletivos de deposição de resíduos. O primeiro dos 45 equipamentos que vão ser instalados ao longo deste ano já se encontra à disposição da população e está localizado na Rua Luís Barroso. Tratam-se de equipamentos compostos por módulos com grelhas ventiladas, com contentores no interior e sistema de fecho mecânico condicionado, estando
dotados de água e saneamento para permitir todas as condições de salubridade. A sua gestão será feita em colaboração com os condomínios ou representantes de moradores.
O novo serviço de recolha de resíduos prevê também a criação de novos circuitos para a recolha de biorresíduos domésticos.
A partir de março, a Câmara Municipal vai alargar o projeto piloto de recolha porta-a-porta dos resíduos domésticos orgânicos a todo o perímetro urbanodois dias por semana - e às vilas de Joane, Ribeirão e Riba de Ave - uma recolha semanal –, abrangendo zonas específicas de habitações multi e unifamiliares. Recorde-se que, a este nível, a Câmara Municipal efetua também a recolha de biorresíduos não domésticos em três circuitos: nos grandes produtores (empresas com cantinas), no sistema HORECA (hotéis, cafés e restaurantes) e ainda a recolha seletiva dos resíduos verdes em todos os cemitérios do concelho, permitindo assim a sua valorização e evitando a sua deposição em aterro.
Os números da recolha de biorresíduos têm vindo a aumentar de ano para ano. Só em 2025, foram recolhidas 2420 toneladas.
Para além da recolha de biorresíduos, a autarquia vai também continuar a apostar em projetos de valorização destes resíduos na origem, ou seja, por compostagem comunitária ou doméstica. Atualmente estão implementados 8 compostores comunitários (Vilarinho das Cambas, Oliveira Santa Maria, Lousado, Novais, Vermoim, UF Carreira e Bente, UF de Seide e Ribeirão). Para além destes, o município continua a disponibilizar gratuitamente compostores domésticos para todos os munícipes do concelho, num processo que inclui uma ação de formação. Os interessados na adesão a este processo, devem contactar a Divisão de Ambiente do Município de Famalicão.
Os dados sobre a gestão de resíduos em Famalicão sinalizam uma mudança de comportamento ambiental muito positiva na comunidade famalicense. O número de materiais recicláveis recolhidos em 2025 subiu, mantendo a tendência de crescimento verificada nos últimos anos.
Os últimos dados fornecidos pela RESINORTE indicam um aumento de 43,7% na recolha seletiva destes resíduos, entre o período de 2018 e 2024. Relativamente à recolha seletiva dos três principais tipos de resíduos recicláveis (vidro, papel/cartão e embalagens), recorde-se que o município dispõe de uma rede de mais de 600 ecopontos, estando prevista a instalação de mais 300 nas freguesias do concelho.
BIORRESÍDUOS
TÊXTEIS
INDIFERENCIADOS





Aesquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Vila Nova de Famalicão está praticamente renovada e a funcionar num edifício totalmente requalificado, resultado de um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros. A intervenção, concretizada através de um protocolo entre a Câmara Municipal, o Ministério da Administração Interna e a PSP, veio dotar o espaço de melhores condições de trabalho, maior segurança e novas valências operacionais. Os mais de 50 efetivos da PSP já trabalham nas renovadas instalações, alvo de uma obra profunda que resolveu problemas estruturais naturais de um edifício com mais de 30 anos. Foram renovadas fachadas, substituídas caixilharias e requalificados todos os espaços interiores, que passaram a obedecer a uma nova organização funcional. O Comissário Eduardo Alexandre, comandante da PSP de Famalicão, realça que a requalificação trouxe “melhores condições de trabalho, promovendo o conforto, o bem-estar e a dignidade no exercício das funções policiais”. Uma ideia reforçada pelo agente Rui Dinis Russo, na PSP de Famalicão desde 2012 na brigada de patrulhamento de proximidade. “Não é só uma sensação de cara lavada, é podermos atender as pessoas com dignidade, com condições, com privacidade e com o conforto que o serviço policial também merece”. Da experiência em Famalicão, fica-lhe a satisfação por ver esta obra a terminar. “Para nós, polícias, é importante ter instalações adaptadas às necessidades dos diversos serviços, em condições que não são comparáveis com o que aqui tínhamos”.
A nova esquadra é vista pela PSP como um reforço da proximidade à população.
O feedback recolhido tem sido maioritariamente positivo, tanto da população, como dos profissionais, que revelam maior orgulho e motivação. “As novas instalações permitem projetar a esquadra como um serviço público moderno, funcional e inclusivo, deixando para trás a perceção de um edifício degradado, pouco acolhedor ou fisicamente inacessível”, sublinha o Comissário Alexandre.
A esquadra tem agora entrada pela Avenida 25 de Abril, em frente à Unidade de Saúde Familiar Urbana, e integra novas salas para acolher o futuro sistema de videovigilância urbana, celas, sala de reconhecimento e áreas diferenciadas para atendimento ao público, investigação e zonas restritas ao corpo efetivo. As novas infraestruturas incluem sistemas de climatização eficientes, reforço da segurança com videovigilância interna e externa, alarmística avançada, portas corta-fogo e sistemas de deteção automática de incêndio. O Comissário Eduardo Alexandre explica que a reorganização do espaço introduziu uma clara separação de áreas: atendimento geral ao público, espaços reservados para vítimas equipados com botão de pânico e maior privacidade, salas de inquirição criminal e zonas restritas para o efetivo, com melhores condições de acomodação, vestiários e áreas de apoio. A acessibilidade foi também significativamente melhorada. A nova entrada permite o acesso autónomo a pessoas com mobilidade reduzida e foi instalada uma casa de banho adaptada, tornando a esquadra mais inclusiva.
Uma das principais apostas foi a humanização do atendimento. O espaço destinado a vítimas foi melhorado e criado um segundo espaço específico para crianças e jovens que acompanham vítimas, equipado com sofás, mesas e brinquedos (que foram recolhidos pelos elementos do efetivo policial), de forma
a reduzir o impacto emocional da permanência numa esquadra. “O ambiente mais reservado, confortável e seguro é essencial, sobretudo em situações sensíveis como a violência doméstica”, sublinha o comandante, destacando que a nova organização facilita o encaminhamento e a gestão dos fluxos de atendimento. Embora os tempos de resposta em ocorrências criminais continuem a depender da complexidade de cada caso, o Comissário explica que as novas condições permitem “um atendimento administrativo potencialmente mais célere e uma experiência global mais positiva para o cidadão”.
A renovação da esquadra da PSP trouxe também ganhos ao nível do planeamento e coordenação do serviço policial. A esquadra dispõe agora de uma sala equipada para ações de formação, reuniões e briefings operacionais, mas foi também reforçada a capacidade de apoio logístico, com melhores condições de alojamento e alimentação para situações de serviço prolongado ou reforços operacionais. Um dos reforços mais relevantes poderá surgir com a futura implementação do sistema de videovigilância urbana. A esquadra está totalmente preparada para receber o feed das câmaras, cuja instalação está em processo junto da Comissão Nacional de Proteção de Dados.
Recorde-se que numa primeira fase, estão previstas 12 câmaras, podendo o sistema chegar a 54 pontos no perímetro urbano de Famalicão.
Satisfeito com a concretização da obra, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, realça a importância e o significado da intervenção. O autarca defende que o edifício está agora preparado para permitir a evolução da Esquadra para uma Divisão Policial apetrechada com os meios necessários e adequados à realidade de Vila Nova de Famalicão. “Pretendemos que sejam aqui alocados mais e melhores recursos. O crescimento de Vila Nova de Famalicão justifica a criação de uma Divisão da PSP no concelho”, refere.
O autarca aponta a segurança como uma área de atuação prioritária. “As forças de segurança, concretamente a PSP e a GNR, necessitam de melhores condições e de meios próximos e capazes de responder rapidamente às situações que se colocam no dia a dia e enquanto isso não se concretiza, o município continuará disponível para dar todo o seu apoio, de modo a que as justas aspirações das nossas forças de segurança se tornem realidade, o quanto antes”.
A requalificação da esquadra da PSP de Famalicão resultou da parceria do Município com o Ministério da Administração Interna, um processo que permitiu concretizar uma obra que é tida como exemplar. A inovação introduzida no projeto e no desenho da nova Esquadra de Famalicão pode e deve ser considerada como uma referência para o desenvolvimento de esquadras modernas no futuro, combinando segurança, funcionalidade, tecnologia e humanização do serviço policial.
Recentemente, em visita conjunta com o Presidente de Câmara, o Comandante Distrital de Braga da PSP, o Superintendente Leitão da Silva, salientou a excelência do projeto. “Este edifício tem a dignidade que umas instalações policiais devem ter, não só para quem aqui vem, mas também para quem aqui trabalha”. Com a conclusão da requalificação dos espaços funcionais e a transferência dos operacionais, o projeto entra agora na segunda fase, que inclui obras no pavilhão desportivo e nas duas casas de função da esquadra.
O Comissário Eduardo Alexandre sublinha ainda o contexto local como fundamental para o cumprimento da missão da PSP ao serviço da segurança e da comunidade. “Há uma articulação muito positiva com o Município, bem como com as diversas entidades, designadamente a GNR, os Bombeiros, a Proteção Civil, a CPCJ, os estabelecimentos de ensino e outras instituições locais (…) difícil de encontrar noutros contextos territoriais”.
FINANÇAS MUNICIPAIS
ACâmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai gerir, em 2026, um orçamento de 256 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 37.6 milhões em relação ao orçamento aprovado para 2025.
O maior orçamento da história da autarquia prevê um forte investimento em áreas prioritárias para o futuro do concelho e dos famalicenses, impulsionado pela enorme capacidade do município de captação de financiamento comunitário.
Com uma previsão de investimento de mais de 106 milhões de euros - um aumento de 38% face a 2025 - o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, fala num orçamento “equilibrado” que reflete “um modelo de gestão assente no rigor e na solidez”, mas também no “arrojo e na ambição de quem acredita que Famalicão pode ir ainda mais longe”.
€256M €106M
É O MAIOR ORÇAMENTO DA HISTÓRIA DO MUNICÍPIO E UM DOS MAIORES DO PAÍS. O CRESCIMENTO FACE A 2025 FOI DE 37,6 MILHÕES DE EUROS, UM AUMENTO DE 17%.
FATIA DO ORÇAMENTO DESTINADA AO INVESTIMENTO EM OBRAS E PROJETOS ESTRUTURANTES PARA O FUTURO DO CONCELHO. O ORÇAMENTO PARA 2026 É IMPULSIONADO PELOS FUNDOS EUROPEUS: DESTES 106 MILHÕES, 70 PROVÊM DE FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO.
O edil famalicense aponta 2026 como um “ano marcante” para Vila Nova de Famalicão pela conclusão dos vários projetos e intervenções em curso. “São investimentos estruturantes, que farão a diferença no dia a dia dos famalicenses e cuja concretização está garantida neste orçamento municipal”, acrescenta. É o caso, na Saúde, das sete novas e renovadas Unidades de Saúde Familiares. Na Habitação, a continuidade ao processo de construção dos fogos habitacionais destinados ao arrendamento acessível. Na Educação, os investimentos em curso no parque escolar concelhio, como são exemplo a requalificação e ampliação da Secundária Pe. Benjamim Salgado, as intervenções nas Escolas Básicas Senador Sousa Fernandes, Brufe e Seide, e da preparação das futuras intervenções nas EB23 do concelho. Na área do Ambiente, os investimentos na conclusão da rede de abastecimento de água, na construção do novo Parque do Pelhe e na expansão do Parque de Sinçães. No Desporto, destaque para a construção do Centro de Atletismo, para o arranque do concurso público de construção das novas piscinas municipais de 50 metros e para a reabilitação do futuro Pavilhão Municipal de Riba de Ave, entre outras concretizações.

É UM ORÇAMENTO EQUILIBRADO QUE
REFLETE UM MODELO DE GESTÃO ASSENTE NO
RIGOR E NA SOLIDEZ, MAS TAMBÉM NO ARROJO E NA AMBIÇÃO DE QUEM ACREDITA QUE FAMALICÃO PODE IR
AINDA MAIS LONGE. MÁRIO PASSOS

Famalicão continua a ser o município mais exportador da Região Norte e o terceiro a nível nacional. No total, o concelho registou em 2025 exportações no valor de cerca de 2.679 milhões de euros.
Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre o comércio internacional de Portugal, da balança comercial e sobre o Valor Acrescentado Bruto (VAB) das indústrias transformadoras, confirmam a forte capacidade produtiva e exportadora do concelho, afirmando Famalicão como um dos principais motores da economia portuguesa. Esta evidência confirma-se também no saldo da balança comercial, com um superavit de 952,8 milhões de euros, o segundo melhor registo nacional, apenas atrás de Setúbal e que reflete a robustez do tecido empresarial local, que exporta significativamente mais do que importa.
A dimensão industrial do concelho é igualmente comprovada pelo VAB das indústrias transformadoras. Em 2024, Famalicão gerou cerca de 1.373 milhões de euros de VAB industrial, alcançando o segundo lugar a nível nacional, apenas ultrapassado por Lisboa.
Paralelamente, o dinamismo económico tem sido acompanhado por uma evolução significativa na área da inovação, alinhada com a estratégia municipal “Do Made IN ao Created IN”. Nos últimos anos, o número anual de investigadores no concelho mais do que duplicou, passando de 296 para 769. No mesmo período, a despesa anual em investigação e desenvolvimento cresceu de 21,9 milhões de euros para 63,5 milhões, refletindo a aposta crescente das empresas famalicenses na criação de valor através do conhecimento e da tecnologia.
O concelho de Vila Nova de Famalicão continua a ser uma referência na atração e consolidação de investimento empresarial.
Desde 2014 - ano em que entrou em vigor o Regulamento de Projetos de Investimento de Interesse Municipal (Projetos Made 2IN) - e até ao final de 2025, a autarquia famalicense aprovou 82 projetos empresariais de interesse municipal, correspondentes a um investimento global de 348 milhões de euros e à criação de mais de 1600 postos de trabalho.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, fala num instrumento de captação de investimento “que tem registado uma ampla adesão por parte do tecido empresarial e que tem tido um impacto significativo ao nível do desenvolvimento económico, da criação de emprego e da coesão social, reforçando a competitividade e a atratividade do concelho de Vila Nova de Famalicão”.
Em paralelo, o município tem vindo a reforçar o apoio à instalação de novas empresas, nacionais e internacionais, através de um acompanhamento próximo e continuado dos promotores, estando atualmente a acompanhar investimentos na ordem dos 700 milhões de euros.
FAMALICÃO MADE IN REALIZA-SE EM ABRIL
Já é conhecida a data da 6.ª edição do Fórum Famalicão Made IN. A iniciativa decorrerá a 29 de abril, na Casa das Artes, e terá como tema “A Melhor Defesa é a Inovação”.
Num momento em que a Europa reforça a autonomia estratégica e procura reduzir dependências externas em setores-chave e perante contexto global marcado por rápidas transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e crescente competição internacional, a inovação e as tecnologias críticas assumem um papel determinante na soberania económica, na resiliência industrial e na competitividade e segurança das economias.
O 6.º Fórum Famalicão Made IN pretende reunir líderes empresariais, centros de investigação, decisores públicos e investidores para debater como consolidar ecossistemas tecnológicos robustos, acelerar a transferência de conhecimento e criar condições para que empresas inovadoras possam escalar soluções para mercados globais, bem como partilhar oportunidades de negócio.

O ringue está montado. As cordas, gastas pelo tempo e pelos combates, delimitam um espaço como tantos outros onde Sofia Oliveira passou grande parte da vida. Não há público, não há árbitro, não há adversária do outro lado. Há silêncio, foco e memória. Foi em lugares como este que aprendeu a cair, a levantar-se e, vinte anos depois, a conquistar o mundo.
Em Abu Dhabi, foi Campeã do Mundo de Kickboxing e tornou-se a primeira portuguesa a alcançar o ouro mundial em provas da World Association of Kickboxing Organizations (WAKO). A famalicense não traz o título estampado no discurso. Traz marcas invisíveis de uma carreira construída longe dos holofotes, à custa de persistência e resiliência.
Hoje, carrega o peso e o orgulho de uma modalidade que continua a lutar por reconhecimento. Entre as cordas do ringue, Sofia Oliveira fala de uma vida sem atalhos, das escolhas pessoais adiadas, do desafio constante de ser mulher numa modalidade de combate. Fala também de fim –um fim escolhido – e de futuro. Porque, mesmo quando deixar a alta competição, sabe que nunca sairá verdadeiramente deste lugar. Apenas ficará do outro lado, pronta para ensinar outras a entrar.
Vinte anos depois do primeiro combate, em que momento exato percebeste que tinhas o que era preciso para ser a melhor do mundo?
Acho que essa perceção se vai adquirindo gradualmente com o tempo, mas o ponto de viragem foi em 2014, quando participei pela primeira vez num campeonato do mundo pela seleção nacional. Foi nesse momento que percebi que tinha potencial para continuar e para fazer mais e melhor pela modalidade. A partir daí, decidi levar o kickboxing mesmo a sério e acabei por deixar outros desportos que praticava para me dedicar exclusivamente a este caminho.
Quando olhas para trás e vês que foram precisas duas décadas para chegar a este título, o que sentes?
Sinto que foi um percurso fundamental e que foi preciso todo este tempo para conseguir alcançar um grande título. Hoje em dia, há uma tendência para achar que tudo se consegue de forma fácil e rápida, mas eu valorizo muito o tempo e a dedicação que investi. Ser campeã do mundo significa que todo o esforço, toda a persistência e tudo aquilo de que abdiquei valeram a pena e foram finalmente recompensados.
O que é que se ouve “por dentro” quando o hino nacional toca em Abu Dhabi?
É uma emoção indescritível porque, naquele momento, passa-nos pela cabeça tudo o que lutámos e tudo o que sacrificámos para estar ali. Ouvir o hino com a medalha de ouro ao peito é sinal de que o trabalho foi bem feito e que a missão está cumprida. Sinto um orgulho enorme pelo meu percurso e por aquele campeonato. Foi, sem dúvida, a cereja no topo do bolo da minha carreira.
Esta medalha representa a vitória final ou é apenas a face visível de mil derrotas e sacrifícios que ninguém viu?
É a face visível de muito trabalho invisível. Ninguém vê o que passamos, especialmente nas derrotas e nos momentos de frustração. Para chegar a este título, tive de lidar com muitos combates perdidos e treinos onde as coisas não corriam como eu queria. O segredo foi acreditar sempre no processo e man-
ter a confiança, sabendo que, mesmo que a medalha não viesse, todo o percurso e as conquistas pessoais já teriam valido a pena.
Já admitiste que a vida pessoal ficou muitas vezes em segundo plano. Que partes da Sofia ficaram esquecidas ao longo destes anos?
Ficou esquecida, em grande parte, a minha faceta social e a vivência da adolescência. Abdiquei de saídas à noite com amigos, da plenitude da vida académica na faculdade e de momentos simples, mas importantes, com a minha família. Muitas festas de aniversário e almoços de família aconteceram sem a minha presença porque eu tinha de estar focada na modalidade. São escolhas difíceis que fazemos por um objetivo maior.
Houve momentos em que sentiste que estavas a viver mais para o kickboxing do que para ti própria?
Sim, senti isso ao abdicar de tanta coisa na minha vida pessoal. Houve alturas em que o kickboxing absorveu tudo e eu fiquei em segundo plano, mas fiz essa escolha conscientemente porque era o que eu queria. No fundo, acaba por não ser algo negativo porque o foco total era necessário para alcançar o que alcancei e, no final, tudo compensou.
Existe um combate - ganho ou perdido - que te tenha moldado enquanto atleta e enquanto pessoa?
Não consigo destacar um único combate, mas sim o conjunto de todos eles. O que realmente me moldou foi o “combate” constante de ter de me desdobrar entre a vida desportiva, profissional e pessoal. Cada derrota no ringue ensinou-me algo e deu-me vontade de voltar ao ginásio no dia seguinte para melhorar. Foi essa resiliência que me formou.
Como se aprende a conviver com o cansaço físico e emocional acumulado de tantos anos de exigência?
Fui aprendendo com os erros e com as falhas ao longo dos anos. É um processo difícil que envolve lidar com lesões, cansaço psicológico e a pressão constante da dieta e do peso limite para competir. Aprendi que o segredo é o equilíbrio. É preciso estar 100% focada, mas também saber desligar e respeitar as nossas necessidades enquanto pessoas, como sair para comer uma pizza de vez em quando.
Acreditas que a tua carreira teria sido diferente se estivesses numa modalidade mais mediática? Talvez pudesse estar melhor financeiramente, mas não sei se seria esse o caminho que me realizaria. Nunca dei muita importância à parte mediática ou ao reconhecimento público. O que me move é o desporto em si e os títulos que conquistei por mérito próprio.
Sentes que, por seres mulher num desporto de combate, tiveste de ser “duas vezes melhor” para seres levada a sério?
Sim, totalmente. Tive de ser duas ou três vezes me-
lhor para provar que somos capazes e para marcar a nossa posição. Ainda existe algum preconceito e desvalorização quando uma mulher diz que faz kickboxing, mas sinto que a mentalidade está a evoluir e as pessoas estão a tornar-se mais abertas e compreensivas de que este desporto é para todos. Portugal conquistou dois títulos mundiais nesta competição. É uma modalidade que está a crescer entre as mulheres?
Sim, e é um motivo de orgulho imenso. Este último campeonato foi espetacular porque serviu para mostrar que o kickboxing tem mulheres com muito valor e capazes de obter resultados de excelência. Ver a
modalidade crescer e ver mais mulheres a querer participar e a mostrar o seu potencial é muito gratificante.
A luta mais difícil da tua carreira foi dentro do ringue contra uma adversária, ou fora dele, contra a invisibilidade e o preconceito?
Foi uma luta constante em ambas as frentes. Há 20 anos, o preconceito era muito maior; as pessoas criticavam o meu pai por colocar uma rapariga num desporto de combate. Hoje, sinto que a minha missão é mostrar que o kickboxing não é “só porrada”, mas sim um desporto com regras, respeito, inteligência e fair play.
Orgulho-me de poder falar abertamente sobre isto e ajudar a quebrar tabus.
Como conseguiste conciliar a vida académica e profissional sem prejudicar o teu rendimento dentro do ringue?
O segredo é ter uma base de apoio sólida. Ter família e amigos que nos apoiam, que não nos apontam o dedo quando faltamos a um compromisso para ir treinar e que nos ajudam a não desistir nos dias maus. Com esse suporte emocional, as dificuldades tornam-se um pouco mais suportáveis e conseguimos manter o foco nas duas esferas da vida.
Depois de te tornares Campeã do Mundo, sentes que o reconhecimento finalmente chegou ou, na prática, mudou pouco?
Na prática, mudou muito pouco. Para se ter uma ideia, cheguei do campeonato do mundo num domingo e na segunda-feira já estava na minha empre-

sa a trabalhar como se nada tivesse acontecido. Ainda assim, sinto que o reconhecimento social é maior hoje do que seria há uns anos.
Quando se compete ao mais alto nível, o que significa levar o nome de Vila Nova de Famalicão além-fronteiras?
É um orgulho enorme representar a minha cidade e a minha freguesia. Famalicão tem estado ao meu lado e tem-me apoiado ao longo destes anos, por isso sinto uma gratidão imensa. Mesmo que a minha carreira competitiva termine, espero continuar a dar o meu melhor por Famalicão e por Mogege.
Decidir terminar a carreira no auge é um ato de coragem?
Foi uma decisão pensada. Conciliar a vida profissional com a desportiva está a tornar-se extremamente difícil e eu sinto que preciso de parar e descansar. Sair da seleção nacional como campeã do mundo é a forma perfeita de encerrar este capítulo.
O que mais te vai custar deixar para trás?
O que vai deixar mais saudades é a adrenalina e o “bichinho” de subir ao ringue. Embora a preparação seja muito dura, a sensação de estar lá em cima, sentir o calor das pessoas e o ambiente do combate é única. No entanto, saio de consciência tranquila porque sei que fiz a minha parte e que deixei uma base para que outros possam vir e fazer ainda melhor.
Se o ringue pudesse falar e contar a tua história, o que gostarias que dissesse sobre quem foi a Sofia Oliveira?
Gostava que dissesse que fui alguém que dignificou o desporto e que lutou para elevar o kickboxing. Quero que lembrem que representei Portugal com muito esforço contra os melhores do mundo e que tentei sempre deixar a modalidade num lugar melhor do que aquele em que a encontrei, facilitando o caminho para os que vêm a seguir.
Como imaginas o teu futuro na modalidade e que conselhos deixas às jovens que agora começam? Espero que o meu futuro passe por continuar ligada ao kickboxing, idealmente com a minha própria academia, onde possa transmitir o legado de 20 anos de carreira. Quero formar jovens não só como atletas, mas como pessoas persistentes que não desistem dos seus sonhos. Quero dizer-lhes que confiem no processo e nas pessoas que têm ao lado. Se realmente querem isto, tenham confiança na vossa capacidade para evoluir a cada dia e tudo valerá a pena.
“ GOSTAVA DE SER LEMBRADA COMO ALGUÉM QUE LUTOU PARA ELEVAR O KICKBOXING.
SOFIA OLIVEIRA



PAULO PEREIRA
Professor Acompanhante da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola ( UUARE)
CAMPEÕES NA
ESCOLA E NO DESPORTO
organização dos horários escolares, sendo a escola uma parceira ativa na conciliação destas duas vertentes. Sempre que treinos, competições ou estágios de seleção implicam ausências, são preparados Planos Pedagógicos Individuais de Conciliação (PPI-C), com apoios educativos e aulas individualizadas, garantindo a continuidade das aprendizagens para os alunos-atletas.

Rendimento.
Conciliar o sucesso desportivo com o sucesso escolar é um desafio exigente. No Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco (AECCB), esse desafio tem vindo a ser enfrentado com sucesso desde o ano letivo de 2021/2022, através da Unidade de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE). Desde a sua implementação, a UAARE criou um enquadramento específico para jovens atletas que competem ao mais alto nível e que pretendem, em simultâneo, alcançar bons resultados académicos. É neste contexto que as rotinas desportivas assumem prioridade na
Este trabalho é feito com professores acompanhantes e a unidade dispõe também de uma Sala de Estudo Aprender Mais (SEAM), com uma equipa pedagógica composta por cerca de 30 professores de diferentes áreas curriculares, para corresponder às necessidades de apoio em disciplinas que os alunos possam revelar maiores dificuldades de aprendizagem. O objetivo é assegurar o acompanhamento académico, prestando todos os apoios pedagógicos necessários e garantindo um acompanhamento próximo e eficaz. Este trabalho é ainda reforçado pela psicóloga, que assegura apoio psicopedagógico especializado - tão importante para quem está na alta competição.
Atualmente há cerca de uma centena de alunos-atletas, do 6.º ao 12.º ano, distribuídos por 11 modalidades desportivas e pertencentes a 21 clubes, que estão neste enquadramento, com resultados que mostram que o trabalho desenvolvido é de excelência e amplamente reconhecido pela dinâmica pedagógica, como é exemplo o recente elogio da equipa de coordenação nacional das diferentes escolas que integram Unidades de Apoio ao Alto
Os alunos-atletas integrados na UAARE distinguem-se, de forma geral, pela elevada disciplina, organização, responsabilidade e capacidade de resiliência - qualidades fundamentais para responder às exigências da dupla carreira. O orgulho no sucesso escolar e desportivo reflete-se em resultados que fazem destes jovens verdadeiros campeões - na escola e nas suas modalidades desportivas. Foi precisamente para melhor contribuir para este processo individual dos alunos/atletas que o AECCB, com um conjunto de professores, em articulação com o município, através de um diagnóstico aprofundado das modalidades, clubes e da realidade desportiva do concelho, passou a integrar a rede de escolas UAARE (no ano letivo 2022-2023), com uma candidatura que obteve a classificação máxima em todos os parâmetros avaliados, quer ao nível do número de alunos-atletas, quer das condições asseguradas para a conciliação da dupla carreira.
O apoio do município foi determinante, nomeadamente na criação da Sala de Estudo Aprender Mais, dotada de equipamentos de elevada qualidade e considerada uma das melhores do país.
No seio do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco, dizemos que “Somos todos UAARE”, por este ser um projeto de referência e por contribuir com sucesso para o percurso académico e desportivo de tantos jovens, que a todos nos orgulham.
A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão tem vindo a reforçar o investimento no desenvolvimento e crescimento das freguesias do concelho. O objetivo é claro: responder às necessidades concretas de cada território e melhorar a qualidade de vida de quem cá vive e trabalha. 2026 arranca com vários investimentos no terreno. Projetos que se traduzem na melhoria de infraestruturas, na requalificação do espaço público e no apoio às coletividades locais e que representam a aposta da autarquia na promoção de um território mais coeso e equilibrado. Investir nas freguesias é investir nas pessoas. É reforçar a qualidade de vida, desenvolver o território e construir um futuro melhor para todos.

O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, esteve recentemente na União de Freguesias de Vale São Cosme, Telhado e Portela a acompanhar as obras de conclusão da rede de abastecimento de água no concelho. A primeira fase deste projeto está em curso e prevê a construção das infraestruturas para a distribuição da rede em “alta” por parte das Águas do Norte e da rede em “baixa” por parte da autarquia, com a ligação a mais de 600 ramais domiciliários, num total de 22 quilómetros de rede. A esta primeira fase, que representa um investimento de 5 milhões de euros - mais de 1 milhão assegurado pela autarquia e cerca de 3,6 milhões pelas Águas do Norte, vão seguir-se outras duas fases/empreitadas, que permitirão concluir a rede de abastecimento de água no concelho. Serão promovidas pela autarquia, terão início este ano e representam um investimento de mais 2 milhões de euros para a instalação de mais 905 ramais domiciliários, numa extensão aproximada de 35 quilómetros.
As obras de ampliação e requalificação da Escola Básica de Seide vão arrancar em abril e, durante a intervenção, as atividades letivas vão decorrer em instalações provisórias localizadas num terreno contíguo à emblemática Casa de Camilo, atualmente utilizado como zona de estacionamento. A mudança deverá acontecer no final do 2º período letivo, logo após as férias escolares da Páscoa.
O estabelecimento escolar público, que atualmente dá resposta a mais de 60 alunos do ensino primário, vai funcionar numa construção modular que inclui quatro salas de aula, refeitório, sala de professores, instalações sanitárias e área técnica. Recorde-se que a intervenção na Escola Básica de Seide vai resultar de um investimento municipal na ordem dos 1,3 milhões de euros, com um prazo de execução de 12 meses. A empreitada prevê a recuperação do edifício centenário existente e a ampliação da oferta escolar, através da construção de um novo edifício com dois pisos, que inclui quatro salas de aula, salas de apoio, sala de professores, refeitório (com fabrico próprio de refeições), instalações sanitárias e sala de arrumos, bem como a reorganização do espaço envolvente, de forma a criar um recreio coberto, um recinto desportivo, uma horta pedagógica e espaços verdes.

Está em curso a ampliação e beneficiação do cemitério de Cabeçudos, obra que, até ao momento, conta com um apoio municipal de 90 mil euros. A intervenção vem melhorar as condições e aumentar a capacidade deste espaço de memória e homenagem que passará a dispor de 130 sepulturas, 42 columbários e 30 ossários, num terreno de mais de 1600 m² adquirido também pela Câmara Municipal. Recentemente, a freguesia de Cabeçudos viu também arrancar a obra para a futura Casa Mortuária, que permitirá dar um espaço digno, confortável e respeitador à comunidade para os momentos de luto e despedida. A obra contou com um apoio municipal de 93 mil euros em fase de conclusão.

O calendário anual das Mostras Comunitárias, promovido pela Câmara Municipal em parceria com as Juntas de Freguesia, arrancou no Louro, em janeiro. “A riqueza do nosso concelho está na diversidade daquilo que somos enquanto território e mais do que um espaço de convívio, as mostras comunitárias são o reflexo dessa identidade, da cultura e das tradições de cada uma das nossas 49 comunidades de freguesia”, diz a propósito o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.
Recorde-se que as mostras comunitárias já se realizam desde 2014. Acontecem ao longo do ano, de forma rotativa pelas diferentes freguesias do concelho, quase sempre ao fim-de-semana e com um programa de animação associado, desenvolvido pelas associações locais. É uma iniciativa assente numa ótica de valorização da comunidade, enquanto espaço de afirmação, interação e partilha, traduzindo-se numa dinâmica e animada exposição coletiva sobre as freguesias famalicenses.
Novais receberá a próxima Mostra Comunitária, nos dias 28 e 29 de março.

Melhorar a rede viária é um trabalho que nunca está concluído. Um pouco por todo o concelho decorrem obras de melhoria das condições de circulação nas estradas, quer para automobilistas, quer para peões. É o caso, por exemplo, do alargamento da Rua Padre António do Xisto, em Requião, da pavimentação da Rua de Codeçoso, em Arnoso Santa Maria, da pavimentação da Rua Joaquim Ferreira, em Riba de Ave, entre outras.
Ribeirão vai ganhar um espaço multifuncional dedicado à cultura e às associações locais, que promete dinamizar a atividade cultural da comunidade. Este novo equipamento, integrado no plano de requalificação da vila, visa proporcionar um local para a criação, ensaio e produção artística. Até ao momento, o projeto contou com um apoio municipal de 149 mil euros.
São já vinte as academias que pertecem à Rede de Academias Seniores de Famalicão! O projeto, criado pela Câmara Municipal como resposta ao envelhecimento ativo, visa combater a exclusão social e o isolamento das pessoas mais velhas no concelho, com vista à ocupação de tempos livres através de iniciativas de convívio, participação cívica e voluntariado social. Da iniciativa fazem parte as Academias Sénior de Brufe, Carreira e Bente, Delães, Famalicão, Gavião, Gondifelos, Joane, Lousado, Mouquim, Nine, Novo Rumo (Ass. Professores de V. N. de Famalicão), Oliveira Santa Maria, Pedome, Riba de Ave, Ribeirão, Requião, Seide, Tusefa (Tuna Sénior de Famalicão), Vale S. Martinho e Vilarinho das Cambas.

É na vila de Riba de Ave que vai nascer o próximo Pavilhão Municipal. A Câmara Municipal adquiriu recentemente o antigo pavilhão desportivo do Externato Delfim Ferreira, que no futuro dará lugar ao Pavilhão Municipal de Riba de Ave. O recinto, já apto para várias modalidades e com bancada para mais de 500 pessoas, será colocado ao serviço das associações e clubes desportivos locais. A aquisição do equipamento representa um investimento municipal de 501 mil euros. Depois de realizadas as intervenções necessárias, o espaço reforçará a rede de equipamentos desportivos do concelho.
Mais espaço, melhor organização, maior conforto e uma forte aposta na qualidade dos cuidados de saúde primários.
O novo Centro de Saúde de São Miguel-o-Anjo, na União de Freguesias de Famalicão e Calendário, está prestes a entrar em funcionamento e promete transformar a experiência dos mais de 12 mil utentes. O médico e coordenador da USF, João Matos, detalha as principais mudanças e novidades do equipamento.

Para quem visitar o novo edifício da Unidade de Saúde Familiar (USF) de São Miguel-o-Anjo, a primeira mudança é visível antes mesmo de entrar na receção. O problema crónico do estacionamento, que dificultava a gestão diária na antiga unidade devido ao elevado volume de viaturas, será finalmente resolvido.
No interior, a arquitetura foi desenhada para garantir maior segurança e conforto. O novo espaço contará com dois módulos especializados: um dedicado à saúde infantil e materna e outro direcionado para a saúde do adulto e do idoso. Esta divisão permitirá uma resposta mais eficaz em períodos de maior pressão assistencial. “Em situações de contingência, como na época da gripe, conseguiremos separar os doentes com patologia respiratória dos restantes utentes que aguardam as consultas programadas”, afirma João Matos, coordenador da USF.
Apesar da mudança de instalações, a equipa clínica permanece a mesma, mantendo as sete equipas de saúde compostas por médico e enfermeiro de família. No entanto, o novo edifício foi pensado para o crescimento. Caso haja necessidade de integrar utentes que atualmente não têm médico atribuído, a estrutura permite o alargamento para uma oitava equipa.
A unidade manterá uma oferta de serviços que vai além da consulta convencional, incluindo rastreios,

Presidente do Conselho de Administração
Unidade Local de Saúde do Médio Ave, E.P.E.
planos de vacinação específicos e o serviço de pequena cirurgia. Este último vai permitir que intervenções de cirurgia menor, como a remoção de sinais e lesões menos graves, sejam realizadas na própria unidade, evitando deslocações ao hospital.
A excelência do serviço é corroborada pelos números. “A USF São Miguel-o-Anjo tem estado consistentemente no top 10 nacional em termos de indicadores de desempenho”, revela o médico responsável, sublinhando que “o objetivo é manter este ranking e os melhores resultados a nível concelhio e nacional”.
A nova fase da unidade abre também caminho à inovação tecnológica. Embora a equipa se mantenha a mesma, o novo edifício cria melhores condições para formação e para a implementação de ferramentas digitais avançadas.
“Esta unidade está preparada para integrar as novas oportunidades da Inteligência Artificial e passará a oferecer uma medicina mais precisa, preventiva e centrada no paciente”, detalha o coordenador, garantindo que “a inovação tecnológica estará sempre alinhada às boas práticas clínicas e à segurança dos utentes”.
Além disso, a unidade irá reforçar o acompanhamento remoto. Os serviços de teleconsulta por vídeo já abrangem especialidades como dermatologia e psiquiatria, uma aposta que teve um crescimento significativo nos últimos anos e que será um dos pilares das novas instalações.
DE SAÚDE PRIMÁRIOS: INVESTIR
NA PROXIMIDADE PARA FORTALECER O SNS
A inauguração do novo Centro de Saúde de São Miguel-o-Anjo, na freguesia de Calendário, representa muito mais do que a abertura de um edifício. É um sinal claro de compromisso com um modelo de saúde mais próximo das pessoas, mais eficiente na resposta e mais sustentável a longo prazo.
Este momento insere-se num ciclo particularmente relevante de investimento nos cuidados de saúde primários do concelho de Vila Nova de Famalicão, concretizado através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A requalificação e criação de novos centros de saúde traduzem-se em melhores condições de trabalho para os profissionais, em espaços mais adequados às exigências atuais da prestação de cuidados e, sobretudo, numa resposta assistencial mais digna e eficaz para a população.
Enquanto Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Médio Ave, tenho acompanhado de perto o impacto que estas intervenções têm no funcionamento global do sistema. Os cuidados de saúde primários são, e continuarão a ser, a verdadeira porta de entrada do Serviço Nacional de Saúde. São o primeiro contacto dos cidadãos com o sistema, o pilar da prevenção, do acompanhamento contínuo e da gestão integrada da doença crónica.
Investir em infraestruturas modernas, bem equipadas e pensadas para equipas multiprofissionais é investir na qualidade dos cuidados, na articulação com os cuidados hospitalares e na eficiência do sistema como um todo. Centros de saúde mais funcionais permitem melhorar a organização do trabalho, reduzir tempos
Com uma equipa que descreve como “madura” e com “larga experiência”, a USF de São Miguel-o-Anjo inicia este novo capítulo com o compromisso de manter a exigência e a melhoria contínua que têm pautado a sua prestação de cuidados nos últimos anos.
Localização
Rua Francisco António dos Reis, UF Famalicão e Calendário
Investimento
2,1 Milhões
Financiamento Comunitário
1,8 Milhões via Plano de Recuperação e Resiliência
Nº de Utentes
12.500
de espera, reforçar a continuidade de cuidados e evitar deslocações desnecessárias ao hospital. A criação e requalificação destes equipamentos ganha ainda maior relevância num modelo integrado como o das Unidades Locais de Saúde, onde a articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares é essencial para responder aos desafios demográficos, epidemiológicos e financeiros que enfrentamos. A proximidade, quando bem planeada, é também uma resposta inteligente à sustentabilidade do SNS.
Este percurso tem sido possível graças a uma relação de parceria sólida e construtiva entre a ULS do Médio Ave e a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. A colaboração institucional, assente numa visão comum de serviço público e de valorização das pessoas, tem sido determinante para transformar projetos em realidade concreta no terreno.
Paralelamente, importa sublinhar que esta aposta nos cuidados de saúde primários não é feita em detrimento do hospital. Pelo contrário: a modernização dos centros de saúde complementa o trabalho que está a ser desenvolvido no Hospital, permitindo uma melhor gestão dos fluxos assistenciais, maior foco nos casos que exigem cuidados diferenciados e uma resposta global mais equilibrada.
O futuro da saúde constrói-se com decisões estruturais, com investimento inteligente e com cooperação entre instituições. Cada novo centro de saúde, cada requalificação concluída, é um passo firme nesse caminho. Em Vila Nova de Famalicão, esse caminho está a ser trilhado com visão, responsabilidade e proximidade às pessoas - exatamente onde a saúde deve estar.
RAIO X VIEIRA.
Há rituais que resistem ao tempo. Em Portugal, a Páscoa não se anuncia apenas no calendário: sente-se no cheiro dos assados, junta padrinhos e afilhados à mesa, e num gesto repetido ano após ano - a oferta de amêndoas. É um gesto simples, mas carregado de simbolismo. E quem recebe amêndoas da Vieira, não resiste: pegar numa e depois noutra, para adoçar a boca. Um sabor que tem marca famalicense: A Vieira de Castro.























AVieira é uma marca de referência de Vila Nova de Famalicão. Nasceu como um projeto familiar, dedicado ao fabrico de pastelaria tradicional e salão de chá, que se tornou famoso na região pelos seus bolo-rei e pão-de-ló. A qualidade dos doces rapidamente ganhou fama e ultrapassou os limites da cidade, espalhou-se pelas redondezas e o negócio cresceu.
Com audácia e espírito empreendedor, António Vieira de Castro, o fundador, transformou o seu negócio: de confeitaria a fábrica, de uma loja tradicional local a uma referência nacional na produção de bolachas, amêndoas e rebuçados.
Criações icónicas como a “Bolacha de Água e Sal”, as “Amêndoas Cláudias” e os “Rebuçados Flocos de Neve” foram alguns dos produtos que começaram a ser produzidos e que continuam, ainda hoje, a fazer parte do imaginário coletivo dos portugueses, preservando o sabor e a qualidade originais que os tornam inconfundíveis.
As amêndoas começaram a ser parte dos produtos da Vieira em 1945, com a produção de drageados de amêndoa, que na época se juntavam à mesa da Páscoa ao lado do pão-de-ló, do folar e dos ovos de Páscoa. O objetivo era criar um produto que entrasse nos hábitos de consumo, que preservasse os sabores
portugueses, garantisse qualidade constante e uma relação próxima com quem comprava.
Ao longo das décadas, o mundo mudou e os hábitos de consumo também. A empresa modernizou processos, reforçou os padrões de segurança alimentar, alargou o portefólio e acompanhou as novas exigências dos consumidores. No entanto, nunca deixou cair aquilo que a tornou reconhecida: as amêndoas. Clássicas, cobertas, crocantes e coloridas, continuam a ser símbolo da marca e uma presença quase obrigatória na Páscoa portuguesa.
Entre as preferidas do público estão as Cláudias e as Napolitanas, descritas por Raquel Vieira de Castro, hoje CEO da marca, como “talvez as amêndoas mais vendidas em Portugal”. Em paralelo, a empresa tem apostado em sabores mais ousados e contemporâneos, provando que tradição e inovação não precisam de viver em lados opostos. Framboesa, limão, maracujá, laranja, café ou chocolate rubi são exemplos dessa aposta em surpreender novas gerações sem perder a confiança das antigas e da tradição. Na quadra pascal, o impacto sente-se em todo o país. As Amêndoas da Vieira surgem em supermercados, mercearias de bairro e cestos de oferta. São partilha em forma de doce - um ritual que sobrevive à pressa dos tempos modernos.
A campanha de 2026 começou a ser preparada há muito tempo. Ainda antes do início do ano, os sabores começaram a misturar-se com as amêndoas. Este ano foram produzidos 871500 quilos de amêndoas de Páscoa. Quando chegam aos pontos de venda, não levam apenas açúcar ou chocolate - levam história. “A cada Páscoa, quando alguém abre uma embalagem de Amêndoas da Vieira, não está apenas a provar um doce, está a participar numa narrativa feita de tempo, consistência e memória - uma tradição que se renova sem nunca deixar de ser reconhecida. E colocamos tudo isto na produção que fazemos, desde muito cedo”, lembra Raquel Vieira de Castro. “São 180g de muito sabor e tradição”, aponta a propósito das embalagens mais vendidas de amêndoas de Pascoa, “100% portuguesas, contribuindo para o desenvolvimento económico nacional”, realça. Este ano, a marca apresenta-se sob o mote “A tradição é o que fazes dela”. A frase resume o caminho percorrido, de homenagear o legado construído ao longo de décadas, aceitando que as tradições também se reinventam. Tal como surgiram novos hábitos, também a forma de consumir amêndoas evoluiu. “Temos apostado em embalagens renovadas, soluções pensadas para oferta e combinações de sabores inesperadas que mostram que a tradição pode ganhar novas cores sem perder o seu significado”.
EMBALAGEM DE AMÊNDOAS
NARRATIVA
RAQUEL VIEIRA DE CASTRO
TRADIÇÃO
Nos últimos anos, a Vieira tem vindo a adaptar-se a um consumidor mais informado, atento aos rótulos e exigente nas escolhas do dia-a-dia. Essa mudança tem impacto direto na forma como os produtos são pensados.
“A Vieira tem vindo a ajustar-se às novas exigências dos consumidores, que procuram cada vez mais produtos com perfis nutricionais equilibrados, sem comprometer o sabor”, explica Raquel Vieira de Castro. A inovação é, aliás, apresentada como um traço estrutural da identidade da marca. “A procura por novos sabores e formatos está no ADN da Vieira, desde as bolachas até às amêndoas”, afirma. Este esforço envolve mudanças nos processos de produção, no investimento em embalagens recicláveis e em iniciativas para reduzir o desperdício ao




Sabia que a linha premium das amêndoas Vieira integra a lista de produtos locais de Vila Nova de Famalicão reconhecidos com o selo ‘Made IN Famalicão – Produto Que É Nosso’?
Esta gama oferece a harmonização entre os melhores ingredientes com o melhor chocolate. Os sabores disponíveis são: amêndoa de chocolate branco com flocos de framboesa, amêndoa de chocolate branco com flocos de maracujá; amêndoa de chocolate branco e limão, amêndoa de
longo da cadeia de distribuição. Um dos exemplos mais visíveis está nas embalagens das bolachas, e dá exemplo: “No caso da ‘Maria’ e da ‘Água e Sal’, demos mais um passo na nossa estratégia de sustentabilidade, apostando no ecodesign”. A otimização dos formatos e a redução da mancha gráfica permitiram utilizar menos cartão e plástico, diminuindo a pegada ambiental.
Até ao final de 2026, a ambição da Vieira é crescer com consistência, inovar com responsabilidade e levar o melhor da sua herança nacional a cada vez mais consumidores. A meta é continuar a ser reconhecida como um símbolo de confiança, sabor e portugalidade no mundo, uma marca que respeita o passado e inova com propósito.
“Queremos reforçar a nossa presença nos cerca de 50 países onde estamos e em mercados emergentes. Queremos consolidar a relação com o Japão e explorar novas oportunidades na Europa e na América Latina”.
Dos clássicos rebuçados Flocos de Neve às bolachas Água e Sal, parte da memória coletiva nacional, a Vieira tem sabido evoluir.
Entre tradição e transformação, a marca famalicense prova que é possível honrar o passado sem deixar de responder às exigências do presente e às responsabilidades do futuro.
€45M 45%
EM 2024, A VIEIRA APRESENTOU UM VOLUME DE NEGÓCIOS DE 45 MILHÕES DE EUROS. CERCA DE 45% DA PRODUÇÃO DA VIEIRA DESTINA-SE À EXPORTAÇÃO PARA MAIS DE MEIA CENTENA DE PAÍSES.
chocolate branco e café; amêndoa de chocolate negro com sabor a laranja; amêndoa de chocolate ruby e amêndoa de chocolate de leite e flocos de caramelo.
O selo ‘Made IN Famalicão – Produto Que É Nosso’ resulta do Programa de Incentivo ao Consumo de Produtos Locais e Endógenos promovido pela Câmara Municipal. A iniciativa pretende reconhecer e evidenciar os produtos locais de Famalicão, contribuindo fortemente para a sua promoção e alargamento das redes de distribuição e comercialização. Integram este programa os produtos do setor agroalimentar, agrícolas e transformados, que se enquadrem na tipologia de produtos e nos critérios de avaliação e reconhecimento estabelecidos.
Formalize a candidatura do seu produto ao selo ‘Made IN Famalicão - Produto Que É Nosso’ em famalicaomadein.pt











Incentivar a prática de atividades ao ar livre, promover estilos de vida saudáveis e valorizar o património natural e paisagístico do concelho são os principais objetivos da Rede Municipal de Trilhos da Natureza de Vila Nova de Famalicão.
Cada um dos quatros trilhos é uma descoberta e cada paragem uma oportunidade de viver intensamente o concelho. São mais de 65 quilómetros envolvidos pela paisagem do verde Minho, pela frescura das zonas ribeirinhas, pelo sussurrar dos animais e pelo encanto do património das aldeias e freguesias de Famalicão.
Passear por aqui é conectar-se com a memória de gerações, num abraço tranquilo entre a natureza e a cidade.
Vamos pôr pés ao caminho?
Ponto de Partida e Chegada: Parque da Devesa Grau de Dificuldade (1-5): 4
Distância: 17,5 quilómetros
Duração: 5 horas
Pontos de interesse: Parque da Devesa, Igreja Matriz Nova e Antiga, Museu de Arte Sacra, Casa da Cultura, Paços do Concelho e Hortas Comunitárias.
Ponto de Partida e Chegada: Estação de Caminhos-de-Ferro de Nine
Grau de Dificuldade (1-5): 3
Distância: 14,9 quilómetros
Duração: 4 horas
Pontos de interesse: Cruzeiro da Quinta, Capela do Sr. dos Passos, Castro do Monte das Ermidas, margens dos rios Este e Guisande, Ponte de Coura, Igreja Românica do antigo Mosteiro de Arnoso e Buraco do Olheiro.
Ponto de Partida e Chegada: Igreja de Riba de Ave, Mosteiro de Oliveira de Santa Maria ou Parque de Lazer de Calça Ferros
Grau de Dificuldade (1-5): 4
Distância: 15,4 quilómetros
Duração: 5 horas
Pontos de interesse: Capela de S. José, Igreja de Oliveira S. Mateus, Mosteiro de Oliveira Santa Maria, Parque de Lazer de Calça Ferros, Zona do Açude e Azenhas do Ave (não aconselhável em dias de chuvas fortes).
Ponto de Partida e Chegada: Igreja de Gondifelos
Grau de Dificuldade (1-5): 4
Distância: 17,5 quilómetros
Duração: 4 horas e 30 minutos
Pontos de Interesse: Castro de Penices, Ponte Românica da Gravateira, margens do rio Este.


















RESTAURANTE




Conhecido pela sua cozinha tradicional portuguesa, o restaurante Casa Pêga oferece pratos caseiros e saborosos num ambiente acolhedor e familiar. Do cozido à portuguesa ao cabrito e bolinhos de bacalhau, o local é apreciado por amantes de comida típica portuguesa e por quem deseja desfrutar de uma experiência gastronómica tranquila.
MORADA
Rua 8 de Dezembro, 2316, 4760-012 UF Antas e Abade de Vermoim, Vila Nova de Famalicão
CONTACTO
Rodeada por áreas verdes, num espaço que combina a tradição com a natureza, a Quinta das Pirâmides oferece um ambiente tranquilo para escapadinhas de fim de semana, eventos e momentos de lazer e descanso, inspirado na vida e obra camilianas e conhecido pela sua arquitetura característica e pelos cuidados com a preservação do espaço, este alojamento torna-se o local ideal para quem procura relaxar e desfrutar de um contacto próximo com a natureza.
Avenida de Aziveiro, 224 4770-702 Telhado, Vila Nova de Famalicão
CONTACTO
sociedadequintadaspiramides@gmail.com
+351 910 009 511
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“AS IMAGENS QUE NOS OLHAM” DE FERNANDO LEMOS
A Fundação Cupertino de Miranda inaugurou, no final do passado mês de janeiro, uma exposição com 80 retratos realizados pelo fotógrafo, poeta, designer gráfico e surrealista Fernando Lemos, cujo centenário de nascimento se assinala este ano. “As Imagens que nos Olham” tem curadoria de Marlene Oliveira e Perfecto Cuadrado e reúne fotografias captadas entre 1949 e 1952, num contexto de inquietação artística, política e existencial do autor, antes da sua partida para o Brasil, onde viveu até à sua morte, em 2019. A Fundacão Cupertino de Miranda apresenta este conjunto de registos do artista, que revelam as captações da sua objetiva, fazendo os visitantes recuar mais de 50 anos e transportando-os para o imaginário estético da fotografia surrealista, ao mesmo tempo que evidenciam a sua mestria no uso da máquina fotográfica.
FIM DE SEMANA GASTRONÓMICO
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SEMANA SANTA DE FAMALICÃO 21 de março a 5 de abril
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POÉTICA DA PALAVRA, ENCONTROS DE TEATRO
Março - Casa das Artes
MÚSICA: TERESA SALGUEIRO
21 de março - Teatro Narciso Ferreira
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OLIVEIRA 15. OPINIÃO 16. TERRITÓRIO 18. SAÚDE: USF SÃO MIGUEL-
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