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Guia F1 2026

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Ferrari • SF-26
Mercedes-AMG • F1 W17
Cadillac • MAC-26
Aston Martin • AMR26
McLaren • MCL40 Red Bull • RB22
Alpine • A526 Williams • FW48 Haas • VF-26 RB • VCARB03
Audi R26

AUma Fórmula Diferente

Fórmula 1 continua com o mesmo nome desde 1950. De lá para cá, várias mudanças aconteceram, nos aspectos técnicos, esportivos e de imagem.

Mas uma coisa sempre foi a mesma: a essência. O objetivo é ser o mais rápido entre os concorrentes, seguindo e respeitando as várias fórmulas diferentes de regulamento que são estabelecidas pelos dirigentes. Tudo com aval das equipes que formam a categoria e moldam o mercado e os negócios globais da mobilidade e do motorsport.

Mesmo que, para se chegar a isso (ser o mais rápido), seja necessário não acelerar o tempo todo, economizar combustível ou energia, parar o carro a 0 km/h nos boxes para fazer 1 ou 2 pit stops a mais que os adversários... quem conseguir fazer a corrida mais veloz, da largada à chegada, será o vencedor.

O menor tempo ainda é o alvo a ser batido. O que muda são as tecnologias aplicadas nos carros, que obrigam os pilotos – incríveis especialistas

em operar máquinas fantásticas – a executarem a melhor estratégia para conseguirem unir todos os coeficientes para terminarem as corridas antes dos demais, conquistando a vitória.

E quem pode aproveitar esta nova Fórmula 1, é o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto. Com as mudanças nos carros e motores, as equipes podem iniciar um desenvolvimento de equipamento mais equiparados. Lógico que se tratando de um laboratório, muitas coisas podem dar errado e seguir um caminho contrário. Mas as possibilidades de melhorar desempenho podem aparecer e quem conseguir uma ideia (sim, a F1 é feita de ideias) funcional, pode surpreender. Bortoleto inicia uma nova fase junto com a Audi, marca com histórico de sucesso no automobilismo mundial, que agora encara o maior desafio do motorsport, a F1. Juntos, se encontrarem a Fórmula Mágica, podem fazer história neste capítulo desta Nova Fórmula chamada de 1.

❙ DIRETORIA ❙ Isabel Reis ❙ isabel.reis@motormidiateam.com.br Venício Zambeli ❙ venício.zambeli@motormidiateam.com.br

❙ COMERCIAL ❙ marcelo.cervantes@motormidiateam.com.br

❙ MARKETING ❙ thomas@helloweventos.com.br

❙ ARTE ❙ andrea.eire@gmail.com.br

❙ JORNALISTA RESPONSÁVEL ❙ Isabel Reis - MTB 17311

Revista Racing ISSN 1413-8913. Publicação mensal da Motor Mídia © Direitos reservados.

❙ MOTOR MÍDIA ❙ Empresa de conteúdos, soluções digitais e eventos

www.racingonline.com.br

Foto: Divulgação

Tudo novo de novo

F1 muda regulamento e traz diversas novidades para a temporada de 2026

texto: Rodrigo França e Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: F1 Media / Formula 1 / divulgação editorial

AFórmula 1 inicia a temporada de 2026 com tudo bastante diferente em relação aos últimos anos. Isso por conta de um novo regulamento que faz com que os carros, menores em relação ao usado nos últimos anos, tenham uma aerodinâmica completamente diferente, e com uma unidade de força que tem metade da potência vinda de um motor elétrico. Além disso, a chegada de novas equipes também agita o ano novo da categoria máxima do esporte a motor mundial.

O novo regulamento técnico deixou os carros menores, bem como os pneus. Os carros passam a ter uma aerodinâmica em que não apenas a asa traseira, mas também a

dianteira se move, enquanto os pilotos passam a ter mais potência para quando estiverem menos de um segundo distante dos adversários, usando o “overtake mode”.

Falando em potência, o motor elétrico agora é fundamental para os pilotos, já que vai responder por metade dos 1.000 cv de um carro de F1. A pré­temporada mostrou que, para os espectadores, o som do motor será uma mistura do propulsor a combustão com o barulho característico dos motores elétricos. Com relação a combustível, a categoria passará a ter uma gasolina feita com materiais renováveis, novidade neste ano.

Na pista, durante os testes de pré­temporada no

FÓRMULA 1 2025 • INTRODUÇÃO

Bahrein, o que se viu foi a manutenção das quatro principais forças do grid do ano passado. A McLaren foi quem mais andou na soma dos seis dias de testes, enquanto a Ferrari a mais rápida. A Mercedes mostrou maior consistência, e a Red Bull buscou equilibrar estes itens todos.

Se a disputa pelo título mundial promete muita emoção, a F1 terá momentos históricos já a partir do GP da Austrália. Isso porque Audi e Cadillac vão estrear. Os alemães, que compraram a Sauber, seguem com Gabriel Bortoleto entre os pilotos, e apostam em um carro “puro sangue”, inclusive com motor Audi. Já os americanos debutam na F1 com uma nova equipe, uma dupla formada por Valtteri Bottas e

Sergio Pérez, e usando motores Ferrari. O calendário também tem mudanças. Sai Ímola e entra Madri, com um circuito de rua na região do aeroporto de Barajas e do centro de treinamento do Real Madrid. A forma de ver as corridas da F1 também mudou: sai a Band, e entra a Globo, com 15 corridas em TV aberta e todas as atividades no Sportv, o canal esportivo por assinatura do grupo carioca. É desta forma que a F1 chega para uma nova temporada. Com tudo novo. A única coisa que promete não ser nova é a emoção ao longo das 24 corridas do campeonato. E é essa história que será contada a partir do dia 8 de março, na Austrália.

Laranja é a cor da moda

McLaren chega para 2026 bicampeã de construtores e com Lando Norris campeão do mundo. Mas precisa se manter em alta com as novas regras

texto: Rodrigo

França e Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: McLaren / Divulgação

AS EQUIPES

AMcLaren voltou aos melhores dias. Depois de um longo período de recuperação, o time voltou ao caminho de vitórias, prova disso são o bicampeonato de construtores e o título mundial de Lando Norris, conquistado na última temporada. E, no que diz respeito aos testes de pré­temporada, a equipe deve seguir como uma das principais forças.

Time que mais andou nos testes do Bahrein, a McLaren teve a quarta maior quilometragem quando consideramos também as atividades realizadas em Barcelona, ainda em janeiro. Mesmo sem liderar as tabelas combinadas dos treinos em Sakhir, o time esteve entre os mais velozes e mostrou força com o MCL40, que segue equipado com unidades de potência Mercedes.

No layout do carro, a McLaren segue laranja, mas também

manteve a cor preta dos anos anteriores, mudando levemente seu visual. A situação de seus pilotos, porém, é diferente neste ano. Norris parte buscando o bicampeonato e, mais do que isso, tenta provar que é sim um piloto que pode ter uma história das melhores na F1. Oscar Piastri, por sua vez, busca seguir forte para brigar mais uma vez pelo título, mas sem se deixar tornar um segundo piloto.

O objetivo da McLaren na temporada é dos mais claros: seguir no topo da F1 e brigar por vitórias e títulos mais uma vez. Para isso, porém, o time precisa mostrar o desempenho da primeira metade de 2025, já que na fase final do campeonato do ano passado, viu a Red Bull, e especialmente Max Verstappen, se aproximar, o que colocou em risco o título de Norris entre os pilotos.

LANDO NORRIS

OSCAR PIASTRI

Para voltar a ser a estrela

Mercedes mostra força nos testes de pré-temporada e, com unidade de potência mais desenvolvida, começa 2026 como favorita

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Mercedes / Divulgação

mais brilhante

AS EQUIPES • MERCEDES

Éum fato que, mesmo no período de resultados não tão reluzentes, a Mercedes jamais deixou de estar no grupo da frente da Fórmula 1. Uma prova disso é o vice­campeonato mundial de construtores de 2025. Mas, com as novas regras e uma pré­temporada em que mostrou força, o time da estrela de três pontas larga para o campeonato na condição de favorito.

Levando em conta as quilometragens dos testes em Barcelona e no Bahrein, a Mercedes foi quem mais andou, com um total de 6.202 quilômetros percorridos ao longo dos nove dias de atividades. No mesmo período George Russell foi quem mais andou ao longo dos testes, ao passo que Kimi Antonelli, se não teve grande número de voltas, mostrou boa velocidade.

O layout do carro da equipe, o W17, mantém o prata, cor tradicional da Mercedes, com detalhes em verde e em preto. Sobre os pilotos, cada um tem objetivos diferentes. Russell, sempre um destaque pela regularidade demonstrada durante as temporadas, espera finalmente brigar pelo título, enquanto Antonelli quer mostrar que o ano de estreia instável ficou para trás.

O objetivo da Mercedes é mostrar que pode, desta vez, brigar de fato por vitórias e voltar ao caminho da disputa do título. A dupla de pilotos é suficientemente forte para isso, e a unidade de força parece ser adequada para permitir que a equipe alemã possa voltar a fazer sua estrela de três pontas brilhar com força na maior categoria do esporte a motor mundial.

GEORGE RUSSEL KIMI ANTONELLI

Touro vermelho quer mais asas

Red Bull quer seguir na ponta do grid da F1, mas parceria com a Ford ainda deixa alguma incógnita para a equipe de Max Verstappen e Isack Hadjar

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Red Bull / Divulgação

AS EQUIPES • RED BULL

ARed Bull inicia a disputa da temporada de 2026 da Fórmula 1 sendo uma incógnita. Isso porque ninguém discute a capacidade do time de brigar pelas primeiras posições, ainda mais contando com Max Verstappen. Mas as novas regras e o início da parceria com a Ford para a produção das unidades de potência deixam alguma dúvida sobre o que o time dos energéticos poderá fazer.

O time vem em um momento de alta, já que depois de uma primeira parte de temporada abaixo do esperado em 2025, viu Verstappen evoluir e manter a briga pelo título de pilotos aberta até a última etapa. A Red Bull ainda completou o campeonato em terceiro entre os construtores. Mas não esteve entre os mais rápidos, e nem foi um dos líderes de quilometragem nos testes coletivos.

Somando as atividades de Barcelona e do Bahrein, o time foi apenas o sétimo com mais voltas completadas entre

os 11 times do grid. O RB22, que tem o motor produzido em parceria entre Red Bull e Ford, que estreia na categoria, conta com o layout tradicional da equipe, com o azul predominante, bem como o touro vermelho, mas em tons mais brilhantes, e não foscos, como era até o carro da última temporada.

Sétimo mais veloz da pré­temporada, Verstappen busca seguir como um candidato ao título, mesmo tendo feito críticas aos novos carros da Fórmula 1. Desta vez, o holandês terá como companheiro de equipe Isack Hadjar, que fez bom ano de estreia na categoria pela Racing Bulls, ganhando uma chance de mostrar que pode ser um companheiro a altura do tetracampeão.

Com todos esses fatores, é de se esperar que a Red Bull terá um desempenho positivo. Mas tudo dependerá da performance do carro e, sobretudo, do rendimento do motor. Se ela tiver isso, Verstappen já mostrou que pode brigar na frente, e Hadjar terá condições de fazer um bom papel.

3 6

MAX VERSTAPPEN

ISACK HADJAR

Vermelha de esperança

Ferrari mostra bom desempenho na pré-temporada e espera acabar com jejum de títulos nesta temporada

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Ferrari / Divulgação

AS EQUIPES • FERRARI

AFerrari começa 2026 da mesma forma em que iniciou a temporada passada: com expectativas em alta, ainda que por motivos diferentes. Se em 2025 tudo isso recaía na chegada de Lewis Hamilton, desta vez o desempenho na pré­temporada permite ao time de Maranello sonhar com a volta a disputa pelos títulos mundiais.

O time dos carros vermelhos foi o terceiro com mais voltas acumuladas nos testes, atrás apenas da Mercedes e da Haas. Além disso, a Ferrari viu Charles Leclerc anotar a volta mais rápida dos testes do Bahrein, enquanto Hamilton rasgou elogios ao equipamento que vai guiar na temporada deste ano na categoria máxima do esporte a motor mundial.

Mais do que isso, a unidade de força foi a segunda com mais voltas em média, sem apresentar grandes problemas.

Além da Ferrari, usam os motores produzidos em Maranello a Haas e a novata Cadillac.

Como não poderia deixar de ser, o SF­26 é vermelho em sua maior parte. Mas o cockpit é circundado pela cor branca, que aparece em mais espaços em relação ao desenho usado no ano passado. Entre os pilotos, Leclerc foi quem conseguiu os melhores resultados em 2025 e espera lutar por vitórias, o que é compartilhado também por Hamilton, que não conseguiu pódios no ano passado.

Apesar dos indicativos da pré­temporada, é necessário ao time cautela. Isso porque, em anos anteriores, a Ferrari foi destaque nos testes que antecederam o início do campeonato. Se tudo correr bem, o time tem condições de lutar por vitórias e poderá sair da fila que dura desde 2007 entre os pilotos, e desde 2008 no Mundial de Construtores.

LEWIS HAMILTON

CHARLES LECLERC

Em busca de um passo à frente

Williams vem de 2025 positivo e, mesmo com atraso em lançamento do carro, quer manter evolução

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Williams / Divulgação

AWilliams parte para a temporada de 2026 da Fórmula 1 empolgada com o quinto lugar no Mundial de Construtores obtido no campeonato do ano passado, mas com alguma desconfiança pelo atraso no lançamento do carro deste ano, o que causou a não participação do time nas atividades realizadas em Barcelona, em janeiro.

Mesmo sem a participação em Barcelona, o time de Grove foi o nono com mais voltas completadas, ficando à frente neste quesito da novata Cadillac e da Aston Martin. Se os tempos de volta não foram tão animadores, como nunca costumam ser em pré­temporada, a confiabilidade pareceu satisfatória nos carros de Alexander Albon e Carlos Sainz.

O FW38 é prioritariamente azul, lembrando muito o desenho usado no carro de 2025. Além disso, a Williams man­

teve sua dupla de pilotos da última temporada, considerada uma das melhores do grid. Albon mostrou constância para sempre conseguir pontos no ano passado, enquanto Sainz recolocou a equipe no caminho dos pódios.

O time inglês também é um dos quatro que utilizará unidades de força Mercedes, o que pode ajudar a manter o bom desempenho demonstrado na última temporada da categoria máxima do esporte a motor mundial. Vale lembrar que os motores da fabricante alemã são, na teoria, os que melhor funcionam neste início de novo regulamento.

Com uma dupla forte, motor de rendimento positivo e vinda de uma temporada das melhores dos últimos anos, a Williams espera manter o ritmo e brigar para se aproximar das principais equipes da atualidade. Resta saber se a não participação em Barcelona vai atrapalhar os resultados da equipe.

CARLOS SAINZ

ALEX ALBON

Quero ser grande

Racing Bulls vem de temporada positiva e espera seguir avançando, mesmo com novo motor e estreia de Lindblad

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Fotos: Racing Bulls / Divulgação

Vinda de um de seus anos mais positivos na Fórmula 1, a Racing Bulls parte para a temporada de 2026 buscando seguir ser uma equipe de formação para que a Red Bull possa dar experiência a seus pilotos. E, para isso, o time manteve Liam Lawson e trouxe da Fórmula 2 Arvid Lindblad, único piloto que fará a estreia na categoria neste ano.

O time foi um dos que melhor aproveitou os testes de pré­temporada em 2026. Somando as atividades de Barcelona e do Bahrein, o time percorreu 5.458 quilômetros, sendo a quinta no ranking de quilometragem. Este dado é ainda mais importante considerando que a Racing Bulls usará a unidade de força produzida pela parceria Red Bull­Ford.

O VCARB 03 mantém o layout branco, mas conta com maior presença do azul, muito por conta da principal patrocinadora da equipe, a Visa, mas também por conta da Ford. Se

Lawson não é exatamente o piloto mais confiável do mundo, ao menos fará, finalmente, sua primeira temporada completa por um mesmo time, já que começou 2024 pela Red Bull, onde durou dois GPs. Lindblad sobe à F1 após um ano de altos e baixos na F2.

A Racing Bulls conta com duas questões para tentar resolver. A primeira é com relação ao desempenho da unidade de força. Se ela for positiva, o “time B” da Red Bull terá de vencer a desconfiança em seus pilotos, já que Lawson não demonstrou nada demais desde que chegou na F1 e Lindblad, em que pese a boa quantidade de voltas nos testes, vai ter um ano de estreia.

Se conseguir superar estas duas questões, a Racing Bulls pode até pensar em voos maiores do que simplesmente servir de “banco de reservas” para pilotos que buscam uma vaga na Red Bull.

LIAM LAWSON AVRID LINDBLAD

Time verde no vermelho

Com estrutura e Adrian Newey, Aston Martin mira pelotão da frente, mas pré-temporada liga alerta no time de Fernando Alonso e Lance Stroll

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Aston Martin / Divulgação

AS EQUIPES • ASTON MARTIN

AAston Martin é de longe a equipe que mais tem investido em pessoal e infraestrutura nos últimos anos na F1. Inaugurou uma sede moderna nas proximidades de Silverstone, na Inglaterra, e trouxe Adrian Newey, mais celebrado projetista da categoria e, agora, chefe de equipe. E ainda assim o time passou por muitas dificuldades na pré­temporada.

O time dos carros verdes segue com Fernando Alonso e Lance Stroll na pilotagem. E neste ano passa a usar unidades de força da Honda. Mas se mostrou absolutamente frágil nos testes: chegou em Barcelona no penúltimo dia e acumulou problemas no Bahrein. Prova disso é que foi a equipe que, disparadamente, menos andou na pré­temporada.

O AMR26 é o primeiro carro da Aston Martin projetado

por Newey, e que conta com a unidade de força da Honda. Entre os pilotos, mais uma vez as esperanças recaem sobre Alonso, que completa em 2026 a marca de 25 anos no grid. Stroll, por sua vez, segue contestado por seus desempenhos mesmo após dez temporadas na categoria máxima do esporte a motor mundial.

Sétima colocada em 2025 entre os construtores, a Aston Martin mostra vontade e estrutura para se tornar uma das grandes. Mas a mudança de regulamento e o desempenho mostrado na pré­temporada dá a entender que o time inglês poderá ter que dar um passo atrás antes de pensar em incomodar as principais equipes do grid. A menos que o time e a Honda encontrem alguma solução, a Aston Martin começa 2026 brigando no fim do grid

FERNANDO

Tempero japonês para avançar

Haas faz boa pré-temporada e dá impressão de poder avançar no grid em ano com carro com marca da Toyota, parceira e patrocinadora da equipe

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Haas / Divulgação

avançar

AS EQUIPES • HASS

Pensando em ser a maior força do segundo pelotão. É deste jeito que a Haas inicia a temporada de 2026 da F1. Para isso, o time manteve sua dupla de pilotos do ano passado, com o experiente Esteban Ocon e o agora segundo­anista Oliver Bearman, segue com unidades de força da Ferrari e se apoia em uma pré­temporada das mais positivas.

A Haas foi a segunda equipe que mais andou nos testes, quando consideramos as atividades em Barcelona e no Bahrein. Os pilotos também estão entre os que mais andaram, com o francês sendo o terceiro da lista, e o inglês, o sexto. E o carro ainda mostrou alguma velocidade. No geral, um desempenho positivo para o mais antigo time americano do grid da F1.

Novidade mesmo está no visual do carro. O VF­26 leva as cores da Toyota, patrocinadora e parceira da Haas. O layout é todo da Gazoo Racing, divisão esportiva da fabricante japonesa. Entre os pilotos, Ocon é a esperança de consistência de pontos, enquanto Bearman cada vez mais se mostra adaptado a categoria máxima do esporte a motor mundial. Com uma dupla de pilotos entrosada e uma unidade de força das mais fortes, a dúvida da Haas recai sobre a capacidade do carro. Se ele também for bom, o time de Kannapolis poderá pensar em repetir 2018, seu melhor ano no Mundial de Construtores, quando terminou com a quinta posição. Para isso, o time tem que lutar contra seu próprio histórico, do qual até inicia bem o ano, mas perde desempenho e termina no fim do grid.

Estreia com tempero brasileiro

Audi faz sua primeira temporada na F1 buscando bom início com Gabriel Bortoleto e Nico Hulkenberg, e mira trajetória para brigar na frente em cinco anos

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Audi / Divulgação

AS EQUIPES •

Uma das marcas mais tradicionais do esporte a motor mundial, a Audi vai fazer sua estreia na Fórmula 1 nesta temporada. O time das quatro argolas adquiriu a estrutura da Sauber e vem investindo para ser, até 2030, uma das principais forças da mais importante categoria do automobilismo mundial, mas já tem boas expectativas para 2026.

O time foi o oitavo com mais voltas na pré­temporada, considerando os testes realizados em Barcelona e em Sakhir. A quilometragem, porém, foi o suficiente para a equipe pudesse evoluir não apenas a unidade de força – que torna o carro “100% Audi” – e também o design do R26, carro que marcará a estreia dos alemães na F1.

A dupla de pilotos é a mesma que mostrou força com a Sauber em 2025: Nico Hulkenberg é o alemão do time e chega embalado por um ano em que conseguiu bons resultados

e seu primeiro pódio na F1. Já Gabriel Bortoleto é o representante brasileiro pelo segundo ano seguido, e também vem de uma temporada das mais positivas, que incluiu um sexto lugar na Hungria em seu ano de estreia.

O layout do carro tem o prata como cor predominante na frente do veículo, com o vermelho e o preto aparecendo em destaque na traseira do R26, mostrando um desenho com as cores que representam a fabricante alemã ao longo de sua história no automobilismo mundial.

A dúvida sobre a Audi ainda é o desempenho da unidade de força. Se ela se mostrar eficiente, o time tem possibilidades de brigar no meio do pelotão, brigando até mesmo para ser uma quinta força do grid. É certo que com a experiência em diversas categorias do esporte a motor, a marca das quatro argolas deverá se desenvolver rapidamente, mesmo em um terreno ainda pouco explorado pela fabricante.

GABRIEL

Eu tô voltando

Alpine se mostra melhor na pré-temporada e, agora com motor Mercedes, espera pelo menos retornar ao meio do pelotão da F1

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Alpine / Dibulgação

AS EQUIPES • ALPINE

AAlpine entra em 2026 buscando apagar a péssima impressão deixada no ano passado na F1. Última colocada no Mundial de Construtores, ainda que com a marca peculiar de ser a “melhor lanterna da história da categoria”, o time francês busca, usando unidades de força Mercedes, voltar a figurar pelo menos no meio do pelotão.

O carro do time francês não era ruim, prova disso foram os pontos obtidos por Pierre Gasly. O desempenho do motor Renault não foi suficiente para qualquer possibilidade de bons resultados. Por isso, o time deixa de ser “puro sangue” francês e passa a usar motores Mercedes, além de manter o piloto francês e Franco Colapinto para este ano. Nos testes, a Alpine foi a sexta equipe com mais voltas.

O A526 mais uma vez mistura o azul da Alpine com o

rosa da principal patrocinadora. Entre os pilotos, Gasly é claramente a esperança de pontos, por ser mais experiente e comprovadamente um piloto seguro. Colapinto, por sua vez, vai ter pela frente uma temporada completa, tendo participado dos testes desde o início. E é nisso que o argentino se apoia para mostrar a capacidade demonstrada na Williams, no final de 2024.

Se o carro se mostrar bom, como no ano passado, a Alpine terá a chance de fazer uma temporada positiva, já que a unidade de força é considerada a mais desenvolvida neste começo de nova era da F1. A dupla de pilotos é boa, mas as esperanças para voltar ao meio do pelotão também dependem de o argentino não cometer tantos erros quanto no ano passado.

FRANCO COLAPINTO

PIERRE GASLY

Sonho americano

Cadillac estreia na F1 querendo ser grande, e aposta em veteranos para primeiro ano na categoria

texto: Leonardo Marson | edição: Venício Zambeli | fotos: Cadillac / Divulgação

AS EQUIPES • CADILLAC

Pela primeira vez desde 2016, a F1 terá uma nova equipe: a Cadillac, que chega com esperança de se tornar uma das grandes forças do grid nos próximos anos. A marca desembarca na categoria máxima do esporte a motor mundial ainda sob desconfiança de um primeiro ano duro, mas apostando em experiência para que a adaptação seja a mais rápida possível.

O time trouxe dois pilotos que estavam fora do grid para seu ano de estreia: Valtteri Bottas e Sergio Pérez. Além disso, a Cadillac optou por usar unidade de força da Ferrari em seu primeiro ano, apostando em um motor próprio inicialmente apenas em 2028. Nos testes, a quilometragem, segunda menor entre as 11 equipes, mostra que o time ainda precisa de evolução.

O primeiro carro do time é o MAC­26, em homenagem a Mário Andretti. O modelo é preto e branco, com cada cor sendo priorizada em um lado do veículo. Sobre os pilotos, Bottas se manteve na F1 em 2025, na condição de reserva da Mercedes, enquanto Pérez ficou de fora após deixar a Red Bull. Mas ninguém duvida da capacidade deles que, se não brigaram por títulos, garantiram vice­campeonatos mundiais. Em um ano de regulamento novo, é difícil esperar qualquer coisa da Cadillac que não uma briga no fim do grid. Mas ao menos a equipe americana se cercou por todos os lados para que este primeiro ano seja marcado por um desenvolvimento rápido, como é visto na escolha dos pilotos e da unidade de força. Se o desenvolvimento for rápido, o time poderá avançar de cara.

SERGIO PÉREZ

77

VALTTERI BOTTAS

Bortoleto confiante para uma nova fase na F1

Nova equipe Audi entra na F1 com projeto ambicioso, com história vencedora da marca no mundo do motorsport

texto: Venício Zambeli fotos: Audi F1 / Divulgação

PILOTO BRASILEIRO NA F1 • GABRIEL BORTOLETO / AUDI

Gabriel Bortoleto inicia sua segunda temporada na F1 com mais experiência trazendo na bagagem as boas apresentações que provou em seu ano de estreia na categoria. E os planos continuam de crescimento, agora com o suporte de uma marca fabricante de automóveis gigante por trás, a alemã Audi. A equipe, que tem motor próprio, é sinônimo de sucesso em todas as categorias de topo do automobilismo que participou em toda a sua história, dos Grand Prix, Mundial de Rally e até nas provas do Mundial de Endurance, tendo conquistado uma hegemonia nas 24 Horas de Le Mans durante anos seguidos.

“Correr pela Audi, uma marca com uma história tão icônica e vitoriosa no automobilismo, é, simplesmente, a realização de um sonho”, comentou Gabriel Bortoleto. “Crescemos ouvindo falar do domínio da Audi em Le Mans e no rali, e ser escolhido para levar esse legado para a Fórmula 1 é uma honra inacreditável. Esta é a oportunidade de uma vida. Sinto o peso da responsabilidade, mas, mais do que isso, sinto uma motivação incrível para aprender, me superar e crescer com esta equipe. Estou pronto para dar tudo de mim para ajudar a escrever este grande capítulo da Audi Revolut F1 Team.”

A equipe também trabalha para construir uma jornada vencedora na Fórmula 1.

O GP da Austrália de F1 2026 marca o início de um novo capítulo tanto para a marca alemã, quanto para o esporte a motor. Um novo regulamento reformulado para a categoria, incluindo uma nova geração de carros e motores, recebe uma das mais prestigiadas marcas do automobilismo no grid e se unem para criar uma das aberturas de temporada mais aguardadas em décadas. Após uma pré­temporada intensa, com o programa de testes mais longo dos últimos anos e milhares de quilômetros percorridos em Barcelona e no Bahrein, a equipe Audi agora se prepara para fazer um campeonato consistente e em busca por bons resultados, com o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto ao volante.

“A estreia da Audi na F1 marca uma nova era para a marca”, explicou Gernot Döllner, CEO da AUDI AG e Presidente do Conselho de Administração da Audi Motorsport AG. “A Fórmula 1 é o palco mais exigente do automobilismo mundial, e estamos aqui não apenas para competir, mas para definir o futuro do ‘Vorsprung durch Technik’ (Avanço pela Tecnologia). Este projeto é um catalisador para toda a nossa empresa, um símbolo da nossa transformação rumo a uma cultura mais focada em desempenho, eficiente e inovadora. Nossa filosofia é de compromisso absoluto e de longo prazo. Entendemos que o sucesso na Fórmula 1 exige perseverança implacável e a Audi Revolut F1 Team não está aqui para fazer número; nosso objetivo é lutar pelo Campeonato Mundial até 2030.”

Correr pela Audi, uma marca com uma história tão icônica e vitoriosa no automobilismo, é, simplesmente, a realização de um sonho.

Gabriel Bortoleto

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