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Revista FERTILIS ano 3 nº 5

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R$ 7,90


Leia mais sobre as reportagens da Fertilis, revista da Clínica Evangelista Torquato em www.clinicaevangelistatorquato.com.br/ revista-fertilis Tiragem: 7.000 exemplares Contato comercial: (85) 8669.3041/ 8857.8990 EXPEDIENTE FERTILIS, Revista da Clínica Evangelista Torquato é customizada pelo Grupo MAESTROS Núcleo Editorial Direção Executiva Vinícius Augusto Soares e Priscille Gomes Gerente de Marketing Clínica Evangelista Torquato Manuella Nobre Jornalista responsável Janaína da Costa Gouveia DRT CE 01591JP Revisão Lahisla Vilar Socorro Franco Direção de Arte Mônica Meneses Comercial Deninha Pessoa Fale conosco contato@agenciamaestros.com.br Impressão: Tecnograf Distribuição Jornal O POVO

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EDITORIAL

asceu! Preparar uma nova edição da Revista Fertilis se aproxima de uma gestação. Somos um pouco pais e mães desta publicação. Temos carinho, dedicação e vontade de criar mais um filho lindo, uma revista feita para você. Com todo o cuidado, selecionamos e apuramos o melhor conteúdo para pais e mães - assuntos interessantes para antes, durante e após o período gestacional. Apresentamos artigos escritos por médicos e especialistas de reconhecimento nacional. Pensando no seu futuro filho, esta edição traz uma série de matérias voltadas para ele. São assuntos como a primeira dentição, os seus cuidados e o uso da chupeta, você verá que existem maneiras corretas de utilizá-la. E como os filhos crescem, separamos um artigo especial sobre a importância de registrar todos os momentos dessa gestação em vídeo. A saúde da mãe e como ela pode influenciar a gravidez também têm espaço nesta edição. A obesidade, por exemplo, possui impacto negativo na fertilidade. Outro item que também influencia é a idade. Atualmente, uma em cada cinco mulheres tem seu primeiro filho após os 35 anos. É o estilo de vida da nossa sociedade que também atinge a fertilidade masculina; esse tema está em um de nossos artigos. Na matéria de capa, falo sobre um mal que atinge muitas mulheres: a endometriose. Ela é de difícil diagnóstico, mas vamos falar sobre seus principais sintomas e como a alimentação pode ajudar as pacientes com esta doença. E ainda tem acupuntura, dermatologia preventiva e dicas para uma gestação saudável. Como os mais emocionados pais, estamos felizes e realizados. Continue sugerindo temas e enviando suas dúvidas para o e-mail contato@agenciamaestros.com.br, afinal, a Revista Fertilis também é sua. Aproveite bastante a leitura e até breve!

Dr. Evangelista Torquato


SUMÁRIO

8 chupeta

a infância 38 celebrando

primeira dentição

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12 14 amamentação 16 o impacto da idade x 18 obesidade infertilidade feminina

gestação saudável e exercícios físicos

fertilidade masculina e estilo de vida

endometriose

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e endometriose 28 alimentação preventiva 32 dermatologia 34 teste do olhinho procurar um médico geneticista? 36 quando

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e maternidade 42 arte 44 recados filho, minha história 48 meu sua consulta 50 agende

A Revista Fertilis é uma publicação trimestral do Grupo MAESTROS. A revista não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e seus conceitos emitidos.

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chupeta: vilã ou mocinha? Dra. Sylvia Goulart Fonoaudiologia e Personal Baby CRFa 8304 8

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É comum pensarmos em bebês e logo nos vem à mente a imagem de um lindo bebê gorducho e de chupeta. Mas será que essa chupeta é só um objeto inocente que toda criança pode fazer uso? Ou será que existe uma forma orientada para realizar essa oferta? São tantos tipos, marcas, modelos, formatos...qual será a melhor opção? Calma! Vamos entender agora qual a melhor forma de fazer uso desse utensílio tão comum na vida das crianças.


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ato de sugar acontece ainda durante a vida intrauterina, constitui um reflexo de alimentação inato, que visa à ingestão de leite materno, essencial para a sobrevivência do recém-nascido. A presença desse reflexo ao nascimento pode indicar maturidade e boa função neurológica e o mesmo pode ser observado a partir da 29ª semana de gestação. Quando o bebê nasce, observamos com muita frequência uma “procura” pelo seio materno, nos dando a impressão de que o bebê quer sugar o tempo todo. Este é outro reflexo, o de “busca”, que também garante a sobrevivência do recém-nascido. Quando o bebê é amamentado, ao mesmo tempo em que suga o seio e se alimenta com a extração do leite, também sente prazer em sugar. Concluímos então que sugar é uma necessidade! Alguns bebês têm maior ou menor necessidade quanto ao tempo de sucção. Os que mamam no seio materno normalmente têm um tempo maior e mais frequente de sugadas, diferente dos bebês que fazem uso frequente de mamadeira. Esse tempo de sucção na mamadeira é sempre menor que o tempo de mamada no seio, invariavelmente faz com que o bebê queira complementar o tempo de sucção fazendo uso de dedo, chupeta, paninhos... E é aí que mora o perigo! Objetos inadequados utilizados para sucção podem trazer prejuízos às estruturas orais, podendo causar alterações na arcada dentária, na deglutição, na respiração e, posteriormente, na fala, entre outras alterações. Portanto, para bebês que fazem uso de mamadeiras ou mesmo que mamam no seio e mesmo assim, após a alimentação, sentem a necessidade de sugar, o ideal é que se ofereça a chupeta. Mas devemos tomar alguns cuidados para que este acessório traga apenas benefícios para a saúde do bebê. Aqui vão algumas dicas:

• Faça uso de chupetas ortodônticas e observe sempre a indicação na embalagem quanto à idade da criança; • Se notar que, mesmo após a alimentação, o bebê ainda quer sugar, ofereça a chupeta. Ele tende a fazer sucções fortes até ter a sua necessidade satisfeita, em seguida a solta. Neste momento a mesma deve ser guardada e não oferecida novamente; • Não deve estar disponível e à vista da criança; muitas vezes essa disponibilidade é que causa o vício, fazendo com que o bebê fique o tempo todo com ela na boca; • Evite prender a chupeta panos e fraldas, pois o peso da mesma, durante a sucção, pode deformar a arcada dentária; • Mantenha o utensílio higienizado e faça a sua troca conforme a necessidade; • Deve ser retirada até os dois anos de idade. Nesta fase a sucção deixa de ser uma necessidade fisiológica e passa a se tornar um vício. Coincide com o momento de desenvolvimento da fala e com o nascimento da primeira dentição. O uso continuado neste período pode trazer prejuízos nestas áreas. Entendemos então que a chupeta pode ser utilizada, desde que haja a necessidade demonstrada pelo bebê. Tomando os cuidados necessários quanto à escolha, ao uso e ao manuseio, este objeto tão cobiçado pelas mamães pode ser de grande ajuda! 9


primeira dentição sintomas e cuidados Dra. Ginna Gonçalves Odontologia CRO 5435-CE

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sorriso de um bebê ainda sem dentes encanta a todos, mas um belo dia começam a nascer os dentinhos, e o caminho até a dentição completa da criança é longo. Esse processo de formação tem início na sexta semana de vida intra-uterina. Isso mesmo! Os dentes decíduos são formados quando a gestante está com um mês e meio de gestação e esses só vão aparecer, na cavidade bucal, por volta dos 3 aos 12 meses de vida. Porém esse tempo pode variar de criança para criança. O importante é que, até os três anos de idade, ela terá sua dentição completa. Mas, se até um ano e meio de vida o seu bebê não tiver nenhum dentinho, procure um odontopediatra. Os primeiros sintomas costumam aparecer um mês ou dois antes do grande evento e, certamente, serão períodos de muita salivação, irritabilidade e perda de apetite em razão de dor e desconforto ao mastigar, devido à inflamação gengival local. Durante o nascimento dos dentes, podem aparecer sintomas leves como aumento de temperatura (até 37.7°C), um ou dois dias de diarreia e problemas para dormir. Quando esses sintomas apresentam-se de forma severa, é aconselhável consultar o médico pediatra. Para aliviar o sofrimento, seu bebê pode começar a morder, mas não por hostilidade. Para melhorar o incômodo, você pode dar a ele mordedores, alguns em gel, que podem ser colocados na geladeira. Alimentos e bebidas frias aliviam a dor e funcionam como anestesia. Outra opção é massagear a gengiva da criança com a dedeira. Às vezes, pode ser necessário administrar o gel anestésico, medicamentos a base de camomila e até mesmo um analgésico. Nesse caso, é sempre prudente consultar o odontopediatra.

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FIQUE SABENDO

• Talvez você não saiba, mas um em cada 2.000 bebês já nasce com um dente ou até dois! A grande maioria das crianças tem o primeiro dentinho aos 6 ou 7 meses de idade. Embora a terminologia correta seja dentadura decídua, é mais conhecida como dentição de leite, por causa da cor branca semelhante ao leite. • Se a ordem de nascimento dos dentes for interrompida, não haverá qualquer prejuízo para o bebê, mas é recomendado consultar o odontopediatra. • Após o aparecimento do primeiro dentinho, é importante usar a escova adequada de acordo com a idade. A dedeira massageia a gengiva, não higieniza os dentes!

• O período do nascimento dos molares (entre 1,5 e 2,5 anos de idade) é a época em que as crianças apresentam maior risco de aquisição de S. Mutans (bactéria da cárie). • A transmissão e contaminação da cárie e de outras bactérias ocorrem pelo contato frequente entre a mãe, pai e/ou babá e o bebê. Por meio de beijinhos na boca, assoprar alimentos, usar o mesmo talher, chupar a chupeta antes de dar à criança, com a intenção de limpá-la, etc. • Reduzir o nível elevado de bactérias na boca dos pais e cuidadores é necessário e possível! Consulte seu dentista!

Presente nos momentos mais felizes Odontopediatria Odontologia para bebês Ortodontia preventiva e corretiva

Dra. Ginna Gonçalves Clínica de A a Z - Rua Coronel Jucá, 690 - Aldeota Fone | Fax: 85 3267.0222 - azodontologia.com.br 11


fertilidade masculina e estilo de vida Hábitos pessoais e fatores externos podem ter um impacto negativo na saúde geral e na capacidade reprodutiva masculina. O envelhecimento, a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo, o estresse, entre outros, influenciam a saúde e o bem-estar do homem. Indiretamente, isso pode alterar o comportamento sexual masculino e afetar sua reprodução.

Leocácio Barroso Urologia CRM 5832 RQE 3374

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envelhecimento parece ter um efeito menor na fertilidade masculina quando comparado com a fertilidade feminina. Existe uma discreta, mas progressiva, diminuição no número de células de Leydig, nos níveis de testosterona e na motilidade espermática. Depois dos 50 anos, percebe-se uma certa demora do homem para engravidar sua parceira. A obesidade tem sido associada a uma variedade de desordens no corpo de homens e mulheres. Ela pode trazer doenças cardiovasculares, diabetes, certos cânceres, além de ser associada a uma diminuição da densidade espermática e a um aumento no índice de fragmentação do DNA, além de diminuição dos níveis de testosterona devido à aromatização periférica de andrógenos em estradiol, o que leva a uma redução da espermatogênese. O consumo excessivo de álcool, ao longo do tempo, resulta em disfunção erétil, diminuição da libido e ginecomastia. O álcool, também, pode exercer um efeito no eixo hipotálamo-gônada, e o resultado é uma disfunção testicular, ocasionando alterações hormonais. Ele, ainda, reduz os níveis de antioxidantes do corpo e um aumento no estresse oxidativo. Elevados níveis de espécies reativas de oxigênio estão associados com diminuição da motilidade espermática. Vale observar que não existe evidência de que o consumo leve de álcool afete a fertilidade. O tabagismo tem sido associado com diminuição da fertilidade em muitos estudos. Em homens, ele afeta negativamente a produção, a motilidade e a morfologia espermática, reduzindo inclusive as taxas de sucesso dos procedimentos de fertilização in vitro e a injeção intracitoplasmática de espermatozóides. É estimado que a combustão do tabaco produza em torno de 4000 compostos. Mais de 30 desses compostos são mutagênicos e/ou carcinogênicos em diferentes sistemas.

O crescente aumento do uso de telefones celulares é uma outra preocupação. A emissão de ondas eletromagnéticas desses equipamentos tem efeitos deletérios na fertilidade. Recentes estudos observacionais, in-vivo e in-vitro, mostram uma diminuição dose-dependente na densidade, na motilidade, na vitalidade e na morfologia espermática. Outro fator negativo para capacidade reprodutiva do homem é a hipertermia testicular. Ela pode impedir a espermatogênese e impactar a fertilidade masculina. O uso de laptops, sem uma proteção, muito próximo aos testículos pode provocar danos à fertilidade. O uso frequente de saunas, jacuzzis e ofurôs (banhos quentes de imersão) podem causar um declínio na qualidade do sêmen. Um estudo em que os pacientes foram submetidos à hipertermia úmida, a descontinui-

dade da exposição à hipertermia resultou em retorno aos parâmetros normais na metade dos pacientes. O uso de esteroides anabolizantes por profissionais e atletas amadores tem crescido. Esses agentes podem causar um efeito devastador na fertilidade. Assim como a terapia de reposição de testosterona, essas substâncias podem levar a um quadro de azoospermia (ausência total de espermatozoides no ejaculado). A recuperação da função hormonal nem sempre ocorre após a descontinuação destes agentes. O uso indiscriminado de medicamentos, muitas vezes sem orientação médica, pode provocar alterações na fertilidade. A finasterida (utilizado para prevenir a queda de cabelo e hipertrofia prostática), alguns antibióticos (tetraciclina, eritromicina), antihipertensivos (beta-bloquadores,tiazídicos), tadalafil (utilizado para disfunção erétil), cimetidina (utilizado para úlcera gástrica), colchicina e alopurinol (utilizados para tratar gota), podem alterar a qualidade do sêmen. De uma maneira geral, podemos concluir que a fertilidade masculina reflete o estado de saúde do homem. Por isso evite ter filhos com idade mais avançada, combata a obesidade e o sedentarismo através de uma dieta equilibrada e atividades físicas regulares. Não exagere no consumo de álcool, pare de fumar, não use drogas ilícitas, evite permanecer em ambientes muito quentes e não faça uso de medicamentos sem orientação médica. Referência: Brukner JV, Fenig DM and Lipshultz LI. Adverse effects of environmental chemicals and drugs on the male reproductive system. Infertility in the Male 2009; Cap 14: 226-250.

FATORES DE RISCO

• Idade avançada • Obesidade • Consumo excessivo de álcool • Tabagismo • Contato com emissão de ondas eletromagnéticas • Hipertermia testicular • Uso de esteróides e/ou anabolizantes • Uso indiscriminado de medicamento

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De modo geral, as futuras mamães têm a informação de que é importante amamentar o seu bebê. Porém, as dificuldades emocionais no decorrer do processo, ou seja, na prática, aparecem frequentemente.

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amamentação um ato de amor Dra. Flavia Parente Psicologia CRP 02769

As emoções afetam a lactação através de mecanismos psicossomáticos específicos. Calma, confiança e tranquilidade favorecem um bom aleitamento; por outro lado, medo, depressão, tensão, dor, fadiga e ansiedade tendem a provocar o fracasso da amamentação.

uitos estudos e experimentos científicos comprovaram que, através da amamentação, mãe e filho têm maior oportunidade de envolvimento e aprofundamento afetivo. Psicologicamente, ocorre uma redução do efeito traumático da separação provocada pelo parto. Portanto, a amamentação não é apenas um processo fisiológico de amamentar o bebê, mas envolve um padrão mais amplo de comunicação psicossocial entre mãe e bebê.

Outro fator que faz com que a amamentação seja vivenciada de forma tão assustadora por várias mulheres é o medo de “ficar presa”, “a relação de dependência mãe-bebê”, pois a mamadeira pode ser administrada por qualquer pessoa. E ainda, a mamadeira simboliza um objeto intermediário que lhes dá segurança de um certo grau de afastamento e não envolvimento. Acredito que, principalmente a mulher que trabalha fora, especialmente as profissionais autônomas, que geralmente não podem desfrutar dos meses de licença, uma vez que um afastamento mais prolongado do trabalho pode comprometer o orçamento, fiquem ansiosas para voltar ao estilo de vida executivo e acabam adotando a alimentação artificial por não conseguirem estruturar o tempo, incluindo amamentação e trabalho. No entanto, muitas são as alternativas para estruturar e conciliar a volta às atividades profissionais com a amamentação.

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Pesquisas recentes têm demonstrado a superioridade do leite materno em todos os aspectos. Do ponto de vista psicológico, um dos aspectos mais relevantes para mim é: a mãe que amamenta possibilita ao seu bebê, além das vantagens nutritivas do leite materno, o contato epidérmico fundamental para seu desenvolvimento. É através desse contato que a criança relaciona-se com o mundo, abrindo-se para novas experiências. É esse contato corporal que constitui a origem principal do bem-estar, da segurança e da afetividade, dando ao bebê a capacidade de procurar novas experiências. Ocorre, porém, que uma série de fatores, um conjunto de atividades, necessita existir e se manifestar para que a amamentação ocorra com sucesso. Quando a mãe está cercada de pessoas que conseguem ajudá-la e apoiá-la, sem desqualificar suas capacidades de cuidar do bebê, os sentimentos de autoconfiança e satisfação emocional aumentam. Consequentemente, o reflexo de liberação ocorre e a produção de leite é satisfatória. Assim, é importante a existência de um ambiente familiar favorável que transmita encorajamento. No entanto, observam-se comumente atitudes críticas, desencorajadoras e pouco confiantes por parte de parentes e amigos da puérpera, especialmente no que se refere à sua capacidade de amamentar; é frequente que, diante de qualquer fato peculiar que aconteça ao bebê, as primeiras suspeitas recaiam sobre o leite materno (“é fraco”, “provoca cólicas”, “provoca diarreia” ou “prisão de ventre”, etc.), carregando implicitamente uma mensagem de inadequação para a mulher como mãe, com o efeito geral não só de inibir a lactação, através da ansiedade, como também prejudicar, muitas vezes, outras funções maternais, comprometendo o estabelecimento de uma ligação boa e tranquila.

A amamentação exige disponibilidade e desejo da mãe de querer amamentar. Se analisarmos na prática, muitos fatores irão influenciar para a desistência (dores, ferimentos, inflamações, horários, dependência, trabalho etc.). Há mães que não vão conseguir amamentar seus bebês por inúmeros fatores, e isso tem que ser aceito por elas e pelos que a cercam, para compreenderem e aceitarem esse fato, sem trazer tantos julgamentos e sentimentos de fracasso. O mais importante é que esse ato seja algo prazeroso para os dois, mãe e bebê. Não é porque o bebê não está sendo amamentado que ele terá consequências psíquicas e problemas de desenvolvimento social e cognitivo por essa falta de contato com o leite materno. Ele poderá ter contato com a linguagem materna, com seu calor e com todo o ato de amor que envolve esse ato de amamentar por outros meios. Minha sugestão para que as futuras mamães não sejam surpreendidas com dificuldades que só vão conhecer verdadeiramente quando o bebê chegar é realizar, durante a gestação, um trabalho complementar de orientação psicológica, através do qual terão a oportunidade de obter mais informações sobre si mesmas, sobre as dificuldades mais comuns e como administrá-las de forma a possibilitar um início de vida saudável para o bebê e um puerpério o mais tranquilo possível. 15


o impacto da idade

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Dr. Daniel Diógenes Reprodução Humana CRM 8534 RQE 6612

uito da atual “epidemia de infertilidade” se deve a este fato: uma em cada cinco mulheres tem tido o seu primeiro filho após os 35 anos. Um aumento de oito vezes em relação à geração anterior, fato este que tem provocado o crescimento de até 50 vezes no número de fertilizações in vitro realizadas ao redor do mundo, metade delas em mulheres acima dos 35 anos.

Mais ainda, 44% das mulheres nunca acharam que precisariam de uma fertilização in vitro e se mostraram chocadas quando descobriram que sua fertilidade estava bastante comprometida. Em contraste, aproximadamente 46% dessas mulheres relatou que se tivessem tido melhores informações sobre sua fertilidade, ainda assim, não teriam como ter evitado o adiamento da gravidez, o que é um dado preocupante em termos de fertilidade.

Ao rápido declínio da fertilidade não é dada a devida importância pela maioria dos médicos, pela mídia ou pela população em geral. As dificuldades em se chegar a uma gravidez após os 40 anos são enormes. As taxas de sucesso em uma fertilização in vitro caem para assustadores 04 a 10% após os 42 anos, por exemplo.

A falha em reconhecer a relação entre idade feminina e fertilidade é muito comum e reflete a inacessibilidade ou desinformação sobre o assunto. Uma mudança educacional e cultural se faz necessária. A crença de que é fácil engravidar em idades avançadas deve ser combatida. Adiar a primeira gravidez pode muitas vezes significar não conseguir engravidar, mesmo usando as técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro. A fertilidade cai assustadoramente após os 35 anos e a grande maioria das mulheres terá muita dificuldade em conceber após os 40 anos.

Estudos demonstram que 30% das mulheres tinham a expectativa de uma queda gradual da fertilidade até a menopausa, por volta de 50 anos (na verdade após os 35-37 anos a fertilidade despenca), 31% achavam que ficariam grávidas sem problemas aos 40 anos (idade em que as dificuldades são enormes). As razões para essa crença errada se devem a fatores como: a ausência de história de infertilidade na família, o bom estilo de vida, as informações incorretas recebidas de amigos e médicos e a mídia ilusória da gravidez em celebridades com idade avançada. 16

Existe, atualmente, uma tendência em se adiar a primeira gravidez. Muitas mulheres, por motivos pessoais e profissionais, optam por engravidar após os 35-40 anos.

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Conscientizar a população em geral é função dos profissionais de saúde, da mídia e das políticas de saúde pública de cada país. O fator idade feminina não pode ser ignorado e é a maior dificuldade encontrada na área da medicina reprodutiva nos dias atuais.


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obesidade x infertilidade feminina

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Dra. Claruza Lavor Reprodução Humana e Ginecologia CRM 9315 RQE 4698

obesidade possui um impacto muito grande na saúde, inclusive na fertilidade. Segundo dados do Ministério da Saúde, o excesso de peso atinge 30% das mulheres em idade fértil no Brasil. A relação entre a obesidade feminina e a fertilidade é complexa, e seus efeitos negativos na reprodução humana são amplamente discutidos. O excesso de peso tem sido associado à infertilidade e à irregularidade menstrual. Mulheres com excesso de peso, mesmo não apresentando a conhecida Síndrome dos Ovários Micropolicísticos, sofrem dos mesmos problemas de anovulação e irregularidades do ciclo menstrual. O excesso de gordura corporal na mulher pode alterar os níveis de insulina liberada pelo pâncreas, o que leva a um aumento na produção de estrógeno pelos ovários, dificultando a liberação dos óvulos e limitando as chances da mulher engravidar. Assim, acredita-se que o melhora-

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mento na resistência à insulina atingida com a perda de peso tem mais importância no retorno à ovulação normal. Entre as consequências da obesidade têm-se: atraso para a concepção espontânea, aumento das taxas de abortamentos espontâneos, baixa resposta aos tratamentos para infertilidade, além da maior predisposição a complicações obstétricas. A infertilidade feminina em pacientes com sobrepeso e obesas está relacionada principalmente com a alteração nos esteróides sexuais. Cerca de 6% dos casos de infertilidade primária em mulheres podem estar associados ao excesso de peso. Destas, mais de 70% podem vir a engravidar espontaneamente se houver a redução do peso corporal com a prática de exercícios físicos e dietas apropriadas. As intervenções para a redução do peso geralmente constituem o ponto inicial do tratamento. Objetivam melhorar a fertilidade e reduzir o risco de complicações obstétricas, sendo mais efetivas quando introduzidas como abordagem inicial.


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acupuntura

o papel na melhora dos sintomas da fibromialgia

A medicina ainda não encontrou um tratamento efetivo e específico para essa síndrome. Hoje se busca a origem da dor para suprimir suas causas e controlá-la, aliando tratamento medicamentoso, exercícios aeróbios de baixo impacto, como caminhadas, alongamentos e acupuntura.

Dra Zélia Becco Anestesiologia e acupuntura CRM 6304

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acupuntura

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fibromialgia é uma síndrome de redução de tolerância generalizada à dor, caracterizada pela dor crônica músculo-esquelética difusa em várias partes do corpo. O diagnóstico dessa doença é clínico, a partir da presença de dor à pressão, persistente por mais de três meses, em pontos predefinidos pela Sociedade Americana de Reumatologia, abrangendo a parte superior e a inferior do corpo, lado direito e esquerdo, assim como o esquerdo axial. Além da dor, a fibromialgia pode causar sensação de formigamento e inchaço nas mãos e nos pés, principalmente ao levantar da cama, assim como ocasionar rigidez muscular. Está frequentemente associada a distúrbio do sono, fadiga (sono não reparador) e humor depressivo ou ansiedade, impactando negativamente o trabalho, o lazer e a vida familiar dos pacientes por interferir na capacidade da pessoa executar as tarefas diárias. Pode ser primária ou estar associada a outras patologias, como a artrite reumatoide, osteoartrite, lupos eritematoso sistêmico, artrose e tendinites. Estima-se que 2 a 3% da população brasileira seja portadora de fibromialgia. A doença tem uma prevalência maior nas mulheres, em uma proporção de nove mulheres para um homem em um universo de 10 pacientes. É mais comum na faixa etária de 35 a 50 anos, mas também pode acometer pessoas mais velhas, crianças e adolescentes.

A dor na fibromialgia é causada por uma amplificação dos impulsos dolorosos. A medicina ainda não determinou se a doença tem uma origem genética ou decorre do estresse emocional. Sabe-se que esses pacientes têm níveis mais baixos de serotonina. O excesso de esforço físico, a tensão emocional, alguma infecção, a exposição ao frio, o sono ruim ou um trauma podem agravar ou desencadear a fibromialgia. A medicina também não encontrou ainda um tratamento efetivo e específico para essa síndrome. Hoje se busca a origem da dor para suprimir suas causas e controlá-la, aliando tratamento medicamentoso; exercícios aeróbios de baixo impacto, como caminhadas e alongamentos; acupuntura; psicoterapia; técnicas de relaxamento; fisioterapia, entre outras. Indicada como tratamento coadjuvante para o controle da dor em pacientes com fibromialgia, a acupuntura libera neurotransmissores com finalidade analgésica, antidepressiva, antiansiolítica, antiinlamatória, entre outras. Em pessoas com fibromialgia, a acupuntura diminui a intensidade e os números de pontos de dor e o índice miálgico, melhorando a qualidade de vida, a capacidade funcional, a vitalidade, os aspectos sociais e emocionais e a saúde mental do paciente. A dor na fibromialgia é real e o alívio desse sintoma pode gerar efeitos significativos na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Por isso, é fundamental que a equipe de saúde, a família e os colegas de trabalho acreditem no sofrimento do doente e sejam solidários a ele.

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endometriose

uma doença de difícil diagnóstico A endometriose é uma doença ginecológica que afeta mais de seis milhões de mulheres no Brasil. Ela se caracteriza, principalmente, pela dor pélvica, que ao longo do tempo, pode se tornar cada vez mais forte. Uma das consequências da endometriose é a infertilidade.

Dr. Evangelista Torquato Reprodução Humana CRM 5688 24

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as o que é a endometriose? Essa patologia é uma afecção inflamatória provocada por células do endométrio que, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal. Essas células que vão para o abdômen deveriam ser varridas pelo sistema imunológico, mas isso não acontece. O resultado é um processo inflamatório que pode diminuir a qualidade do óvulo, do embrião e afetar a fertilidade da mulher. A relação entre a endometriose e infertilidade pode ser observada quando comparamos a prevalência da doença em mulheres férteis e inférteis e em relatos sobre o restabelecimento da fertilidade, após o tratamento dessa patologia. Diante da nossa experiência, constatamos que em cada cem

pacientes que vão a um ginecologista, dez têm endometriose. No caso dos especialistas em reprodução humana, a proporção muda. Quando verificamos um subgrupo de mulheres que não conseguem engravidar, de 30 a 40% delas são portadoras de endometriose. Uma das dificuldades para mulheres com endometriose é identificar o seu problema. Em muitos casos, a doença pode passar despercebida em uma consulta ginecológica de rotina. Os exames de imagem são os mais adequados para indicar a possível existência da patologia, que será confirmada, posteriormente, por meio de exames laboratoriais específicos. Entre os exames de imagem que podem sinalizar a endometriose estão: a ultrassonografia transvaginal - procedimento de menor custo, 25


endometriose

que permite a identificação de endometriomas, aderências pélvicas e endometriose profunda. Outro exame é a ressonância magnética, que apresenta melhores taxas de sensibilidade e especificidade na avaliação de pacientes com endometrioma e endometriose profunda. Dependendo do caso, existem diferentes formas de tratar a endometriose. Há mulheres que têm essa patologia e sentem dor pélvica. Para essas, o mais indicado seria a cirurgia com o uso da laparoscopia. Esse método permite tanto o diagnóstico como o tratamento da paciente. O procedimento é realizado através de pequenas incisões na barriga e a introdução de instrumentos telescópicos para a visualização, se for o caso, para a retirada das lesões. A laparoscopia também permite a coleta de material para avaliação em laboratório e o tratamento cirúrgico das lesões. O ideal é que seja realizado após o término da fase de avaliação por meio dos exames de imagem, isso vai permitir que o diagnóstico e o tratamento possam ser feitos de maneira integrada. Para as pacientes com endometriose e inférteis, a indicação é tentar a gravidez o mais rápido possível. Essa doença, ao longo dos anos, tem a capacidade de diminuir o número de óvulos e causar infertilidade. Nesses casos, podem ser utilizados desde métodos mais simples aos mais complexos da reprodução assistida, dependendo da idade da paciente. Para mulheres com menos de 35 anos de idade, a solução para o problema pode ser a indução da ovulação com coito programado. Nesse procedimento, a paciente toma remédios que vão estimular a ovulação e, através de uma ultrassonografia transvaginal seriada, será possível saber o dia da ovulação, aumentando assim, as chances de uma gravidez. Outra opção seria a inseminação, onde a ovulação da mulher também é estimulada. Enquanto isso, o sêmen do homem é recolhido é tratado no laboratório de reprodução humana e depois colocado na cavidade do útero. Outro método de maior complexidade e com altas taxas de sucesso é a fertilização in vitro (FIV). Novamente, a ovulação da mulher é induzida através de medicamentos, que deverá acontecer no 12º, 13º dia do ciclo. Os óvulos são retirados da mulher e unidos ao sêmen do parceiro em laboratório. Os melhores embriões serão colocados no útero da paciente, que aguardará a confirmação ou não da gravidez. Nesse procedimento, a mulher é sedada, não sente dor e não é preciso ser internada. Os embriões excedentes podem ser congelados. Em alguns casos, o procedimento poderá ser realizado mais de uma vez. 26

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endometriose

SINTOMAS • Dismenorreia - cólica menstrual que, com a evolução da doença, aumenta de intensidade e pode incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais;

• Dispareunia - dor durante as relações sexuais;

• Dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação;

• Infertilidade.

RECOMENDAÇÕES

• Não imagine que a cólica menstrual é um sintoma natural na vida da mulher. Procure o ginecologista e descreva o que sente para ele orientar o tratamento; • Faça os exames necessários para o diagnóstico da endometriose, uma doença crônica que acomete mulheres na fase reprodutiva e interfere na qualidade de vida; • Inicie o tratamento adequado ao seu caso tão logo tenha sido feito o diagnóstico da doença; • Saiba que a endometriose está entre as causas possíveis da dificuldade para engravidar, mas a fertilidade pode ser restabelecida com tratamento.

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alimentação e endometriose Seguindo algumas pautas dietéticas determinadas, muitas mulheres que sofrem de endometriose conseguem uma melhoria da dor e de outros sintomas de sua doença, como a infertilidade.

Dra. Roberta Becco Nutrição CRN 3353 28

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ma dieta equilibrada, independente do seu efeito sobre a endometriose em si, melhorará o funcionamento do sistema imunológico e do estado de saúde em geral. No caso específico da endometriose, apesar de não se tratar de uma intolerância alimentar ou de uma patologia originada no sistema digestivo, a doença parece responder a certas substâncias contidas nos alimentos, sobretudo nas que podem exercer alguma influência sobre nosso sistema hormonal.Uma das características da endometriose é o crescimento de tecido endometrial fora do útero, em regiões como ovários, intestino, reto, bexiga e delicada membrana que reveste a pélvis. Esses implantes, conhecidos como aderências pélvicas, por serem constituídas por mucosa uterina, são sensíveis aos hormônios estrógenos. Os estrógenos induzem o crescimento dos implantes de endometriose; portanto, para combater a endometriose, nos interessa reduzir a quantidade de estrógenos existentes no organismo. Os estrógenos sintetizam-se, entre outros, no tecido adiposo. Por isso, não é conveniente ter excesso de gordura no corpo. Caso a paciente tenha obesidade, deve-se buscar a perda de peso.

devem ser evitados nos casos de endometriose, e outros que, pelo contrário, podem ajudar a regular os níveis desse hormônio.

Por outro lado, também há alimentos que contêm estrógenos ou que promovem a formação desses no organismo, os quais, evidentemente,

o bem-estar pessoal e a renúncia a certos alimentos para alcançar

Também existe uma série de alimentos que, por distintos mecanismos, são capazes de promover as reações inflamatórias no organismo e, portanto, é conveniente evitá-los na dieta antiendometriose. As dores menstruais típicas da endometriose decorrem das ações das prostaglandinas, lipídeos (gorduras) que o corpo produz a partir da dieta. Podemos combater a dor, reduzindo a formação de prostaglandinas “más” (de série- 2) no organismo. Evitar alimentos que contenham ácidos graxos, que podem servir de “tijolos” para a produção das prostaglandinas de série 2, prostaglandinas “más”, e, em paralelo, aumentar o consumo de alimentos que contenham precursores das prostaglandinas “boas” de série 1 e 3. Cada paciente com endometriose responde de maneira distinta às mudanças dietéticas. Muitas percebem uma grande melhoria, outras, não tanto. Nem todos os alimentos causam o mesmo efeito em todas as mulheres. Essa dieta visa encontrar o equilíbrio entre a melhor qualidade de vida possível.

ALIMENTOS BENÉFICOS PARA PACIENTE COM ENDOMETRIOSE:

Alimentos ricos em fibra

A fibra pode ajudar a diminuir os níveis de estrógenos ao facilitar a excreção das mesmas. Regula o trânsito intestinal e pode ajudar a aliviar os problemas com a digestão. Boas fontes de fibra são: arroz integral, cereais integrais (com moderação), feijões, lentilha, ervilhas, pão integral, grãos integrais (chia, linhaça), farelo de aveia.

Alimentos que contenham fitoestrógenos

Os fitoestrógenos são substâncias próprias dos vegetais parecidas aos estrógenos. São capazes de unirem-se aos receptores de estrógenos, mantendo-os “ocupados” e evitando, assim, que os estrógenos produzidos pelo corpo da mulher possam atuar. Dentre os alimentos temos: alho, aipo, arroz integral, avelã, aveia, ameixa, couve, brócolis, nabo, lentilha, feijões, grão de bico, maçã, nozes, inhame, beterraba, linhaça, gergelim e cenoura. Apesar de a soja conter grande quantidade de fitoestrógenos, normalmente se recomenda precaução em seu uso na dieta antiendometriose.

Alimentos que favoreçam a flora intestinal

Caso a flora intestinal não se encontre em equilíbrio, os fitoestrógenos da alimentação não serão aproveitados. As bifidobactérias, presentes na flora intestinal, podem facilitar a excreção de estrógenos próprios, inibindo um processo pelo qual são reabsorvidos. Portanto, nos interessa promover o crescimento dessas bactérias no intestino com o consumo de alimentos que as contenham, como o iogurte natural.

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alimentação e endometriose

ALIMENTOS QUE DEVEM SER EVITADOS:

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Alimentos que contêm grandes quantidades de açúcar e outros carboidratos refinados

O açúcar promove as reações inflamatórias, logo, é conveniente reduzir seu consumo na dieta antiendometriose, principalmente os açúcares refinados (açúcar branco). O motivo da retirada dos açúcares refinados se dá ao fato do mesmo gerar o aumento da secreção de insulina (hormônio encarregado de introduzir o açúcar nas células), assim como a insulina, promove a formação de prostaglandinas do tipo 2. Há vários produtos que contêm grandes quantidades de açúcares sem que sejam percebidos, como os iogurtes com frutas ou sabor, sucos de frutas, refrigerantes, ketchup, cereais do café da manhã, frutas em conservas, dentre outros.

Alimentos que contêm ácidos graxos precursores das prostaglandinas “más”

São aqueles que contêm ácido araquidônico e ácido linoleico. São essencialmente as gorduras de origem animal, bem como o óleo de girassol e o de milho. Seu conteúdo é elevado nos alimentos fritos com esses óleos e na maioria dos pratos semipreparados. São alimentos como atum vermelho, carne vermelha (porco, boi, cavalo, carneiro), leite integral, leite condensado, banha de porco, manteiga, nata, derivados de carne como embutidos e enlatados, queijos (com exceção dos queijos brancos), vísceras, especialmente fígado e gema do ovo. A carne e os lácteos também contêm estrógenos próprios do animal de que provêm. Estes estrógenos são similares aos nossos. Na dieta antiendometriose nos interessa evitar os estrógenos, sendo essa a principal razão da exclusão da carne e dos lácteos da dieta.

Alimentos que contêm cafeína

A cafeína aumenta os níveis de insulina no sangue (o que, às vezes, promove as reações inflamatórias),além de aumentar os níveis de estrógenos, inibindo o seu metabolismo no fígado. Alimentos que contenham cafeína, além do café, mesmo que em menores quantidades, são o chá preto e o chá verde, assim como os refrigerantes e as bebidas energéticas.

Alimentos que contêm trigo

Em alguns estudos foi evidenciada a intolerância a alimentos que contêm trigo em muitas mulheres com endometriose. Após a eliminação do trigo da dieta, consegue-se uma notável melhoria de seus sintomas. Aconselha-se evitar ou ao menos diminuir o trigo na dieta antiendometriose. O trigo, além de apresentar alto índice glicêmico (capacidade de aumentar o açúcar no sangue e, consequentemente, a insulina), contém diferentes substâncias às quais se atribui uma ação pró-inflamatória. Um dos culpados poderia ser o ácido fítico, mesmo que este se encontre também em outros alimentos geralmente bem tolerados. Outra explicação poderia ser o glúten, proteína presente em grandes quantidades no trigo. A intolerância hereditária ao glúten se denomina doença celíaca, a qual causa uma inflamação intestinal crônica. Segundo alguns estudos, parece haver uma relação entre a doença celíaca e a endometriose. Observou-se uma maior incidência de doença celíaca entre as mulheres com endometriose do que na população em geral e vice-versa. Isso não implica que todas as mulheres com endometriose tenham doença celíaca; porém, pode haver algum tipo de relação entre os mecanismos genéticos ou imunológicos que causam ambas as patologias.

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dermatologia preventiva atenção aos sinais que sua pele apresenta Dra. Paula Behr Dermatologia CRM 10006 RQE 17128

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a infância nos dias de hoje, é imprescindível usar protetor solar nas nossas crianças. Já existem estudos suficientes que comprovam que o efeito dos raios solares é cumulativo e vão degenerando as células aos poucos e este processo pode iniciar na infância, caso não se tenham os devidos cuidados. Na adolescência, a pele tende a ficar mais oleosa e as acnes vão aparecendo. Imprescindível que o adolescente tenha consciência dos cuidados com a higienização da pele e, dependendo da gravidade da acne, procurar atendimento dermatológico, evitando assim as cicatrizes futuras. Na idade adulta, a proteção solar é o melhor aliado para evitar o envelhecimento precoce. Porém, existem procedimentos que ajudam muito na prevenção, tais como: • Toxina botulínica: ao observar o surgimento das linhas de expressão, o uso da toxina botulínica é muito interessante tanto para corrigir quanto para disfarçar as marcas de expressão; • Preenchimento com ácido hialurônico: em locais da face em que já existe a perda de colágeno, este procedimento é indicado para preencher e também estimular as fibras elásticas e colágenas; • Laser facial: a tecnologia de ponta para prevenir o envelhecimento. O objetivo é estimular a pele a ficar mais rígida e também melhorar cicatrizes de acne e rugas finas. Na pele do idoso é importantíssimo promover a hidratação através de cremes específicos, porque a pele com a idade vai perdendo a elasticidade e a vitalidade, ficando mais ressecada, com maior tendência a alergias e sintomas como coceira e desidratação.

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teste do olhinho Para prevenir doenças e detectar alguma alteração o mais cedo possível, o bebê passa por vários exames antes mesmo de receber a alta hospitalar. Algumas triagens, como o teste do pezinho, são muito conhecidas, mas existem outras que também são essenciais. O teste do olhinho é uma delas.

Sarah Weber Oftalmologia CRM 15533 34

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isando prevenir doenças e detectar alguma alteração o mais cedo possível, o bebê passa por vários exames antes mesmo de receber a alta hospitalar. Algumas triagens, como o teste do pezinho, são muito conhecidas, mas existem outras que também são essenciais.

Príncipe em treinamento

O teste do olhinho é uma delas. Ele detecta diversas patologias oculares que podem dificultar ou impedir o desenvolvimento da visão do bebê, que ocorre principalmente nos primeiros seis meses de vida. Infelizmente, apesar de ser recomendado pelo Ministério da Saúde, o exame ainda não é obrigatório e cabe aos pais levar a criança para realizá-lo. O exame é simples, fácil, rápido e não dói. Uma fonte de luz é emitida pelo oftalmoscópio (um aparelho semelhante a uma lanterna) para observar o reflexo que vem da retina. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de amarelo, vermelho ou laranja. Se houver alguma alteração, o reflexo será esbranquiçado ou difícil de observar. A catarata congênita é um dos distúrbios que o teste do olhinho ajuda a identificar, entre muitos outros. Essa doença consiste na opacidade total ou parcial do cristalino, lente natural de dentro do olho, que é responsável pela focalização da visão para perto e para longe. No bebê, ela é percebida como um reflexo branco das pupilas, uni ou bilateral, mais facilmente observado pelos pais em fotografias. A catarata, de uma maneira geral, atinge quase metade (46,2%) da população mundial com mais de 65 anos. Estima-se que, no mundo, cerca de 160 milhões de pessoas tenham esta doença, considerada a maior causa de cegueira evitável. No Brasil, são 2 milhões de pessoas acometidas e surgem cerca de 120 mil novos casos ao ano. A causa mais comum é a catarata senil, comum com o avançar da idade, mas existem outras causas. Já a catarata congênita tem sua incidência mais baixa, em torno de 0,4% dos bebês nascidos em todo o mundo. Pode ser causada por herança genética dos pais ou por doenças infecciosas adquiridas pela mãe durante a gravidez, que atingem o feto. Quanto antes for diagnosticada a catarata congênita, maior a chance de recuperação da visão da criança. Consideramos o seu tratamento uma urgência oftalmológica, pois ela impede o desenvolvimento visual do bebê em um momento fundamental. No caso de bebês prematuros é ainda mais importante realizar esse teste visual. Como eles ainda irão passar por um processo de formação, é necessário afastar o risco da retinopatia da prematuridade (principal causa da cegueira infantil na América Latina). Se o bebê não realizou o teste do olhinho, vale a pena conversar com o médico e verificar a possibilidade de fazer o exame.

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quando procurar um médico geneticista? A genética médica é uma especialidade da medicina que surgiu nos anos 60. Nos anos 70, surgiram as técnicas para o diagnóstico pré-natal de doenças genéticas e logo após, na década de 80, as primeiras certificações de médicos formados para a atuação nesta área da medicina.

Dra Denise Carvalho e Dra Ellaine Carvalho Médicas Geneticistas CRM 8141 RQE 6701 e CRM 15438 RQE 6704 36

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om os avanços na saúde (novas vacinas, saneamento básico etc.), as mortes por doenças não genéticas diminuíram, e as doenças genéticas estão sendo cada vez mais reconhecidas por um maior número de mortalidade e internações. Atualmente, conhecer o diagnóstico de uma determinada doença genética e como lidar com sua história natural são alguns dos grandes desafios dos clínicos, que contam com os médicos geneticistas para diagnóstico e tratamento adequados, além da realização do aconselhamento genético e da avaliação de risco dos familiares. O diagnóstico genético precoce tem levado a decisões importantes: mudança de hábitos de vida, reforço do acompanhamento clínico e, até mesmo, algumas medidas extremas como cirurgias para a retirada de órgãos na prevenção de doenças. Os exames genéticos podem ser realizados a partir de amostras de sangue, mucosa bucal, pele, líquido amniótico ou biópsia de vilosidade coriônica. Os procedimentos se tornaram mais acessí-

veis nos últimos anos, ganhando espaço em clínicas, laboratórios e hospitais brasileiros. O sequenciamento do exoma é a mais recente revolução da medicina. Mais de 20.000 genes são sequenciados e analisados em um único teste. Doenças multissistêmicas, que há décadas estavam sem diagnóstico, estão sendo diagnosticadas com o auxílio deste exame. Hoje, praticamente todo tipo de teste genético encontra-se disponível no país. Em 2013, a Agência Nacional de Saúde Suplementar determinou normas para garantir a cobertura de exames genéticos, através de planos de saúde, para 29 doenças genéticas; entre elas, doenças neurológicas, hematológicas e certos cânceres hereditários. É importante ressaltar que há indicações específicas e normas éticas para realizá-los, sendo necessário o esclarecimento de benefícios, riscos e limitações, devendo associá-los ao aconselhamento genético.

QUANDO PROCURAR UM MÉDICO GENETICISTA?

• Infertilidade; • Consanguinidade; • Idade materna ou paterna avançadas; • Anormalidades no ultrassom fetal (aumento da translucência nucal e malformações fetais); • Teste do pezinho alterado; • Antecedentes de natimortos /abortos de repetição; • História familiar de câncer em pacientes jovens;

• Exposição a teratógenos na gestação (radiação, infecções, drogas, etc.); • Realização de diagnóstico genético pré-implantacional (teste para determinada patologia genética antes da implantação do embrião no útero); • Hipotonia congênita, atraso no desenvolvimento; • Condição neurológica com possível causa genética, como alguma ataxia, neuropatia ou miopatia;

• Deficiência intelectual e/ou autismo;

• Doença metabólica ou sintomas que a sugiram (convulsão, involução neuropsicomotora, aumento de fígado e/ ou baço, hipoglicemia persistente, acidose ou vômitos recorrentes sem causa determinada);

• Múltiplas malformações congênitas;

• Doença genética na família.

• Diagnóstico de síndrome genética já conhecida (ex: Síndrome de Down);

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o d n a r b cele ância f n i a

er e receb d a v i t ,o cta A expe a preparação da, ga o, um filh exato da che os nt to momen ento... São ta o im nã o cresc s lindos que strar. to gi momen deixar de re o m tem co

nos s peque o d a id da, as to da v momen xata da chega a d a c r udo registra ivos, a hora e ABC... T e o d d e a d r t a u a vont repara format o, os p olhos e ida, da ã v e ç d e a t r d s a o e c da g 3º an em pis toda dif assa nu ectativa ção do 1º, 2º e r p p e x z ia e a c f n A e â . inf pod ível o de mora irresist a come a família nais, o mercad d s o e íd é quase s de cada dia, tradicio os. uns e v erta vídeos nos álb d e o . s it descob a o n r t o e o b f iferencia er de z d a a câm s s f aulo a r o a n a r iç e g v a p r li se ra oa al p m São P is a e d n e p n s io e e s o la d s a o iv f a fi t ir o é mo Fertil um pr e Jane o novid stamos juda de erecend a que e no Rio d uipe da Revista mes. f a h a o c a , lt a a is m m a o m c o Fil a eq ias e vez m -se que Contar tendênc ra saber mais, oduções e Carin do cada engana s a z a s li d a ia a M c r a m . ello P rença e espe ário é u aleza. P presas B al tem s cument s aqui em Fort u m o is e d v s e a io d d d au tário amãe uagem , proprie pis e m ma ling o a u d p ia m o e d m r n e aker pr agrada Aposta m está video m é , s b e m u a t ig que o Rodr tou Bell is v e r t n e

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Revista Fertilis: Por que escolher a linguagem de documentário para registrar os momentos da família? Bello Rodrigues: Quem não gosta de assistir uma história de amor? O doc tem essa característica de ir além de um simples registro bonito. Ele conta uma história que pode passar de geração a geração, que mostra o quanto aquele bebê foi desejado e amado desde os preparativos. RF: Como funciona na prática? BR: Existem projetos diferentespara atender às necessidades de cada fase da vida do bebê. O Doc Baby é o serviço mais completo de acompanhamento. Ele inclui um longo período, que registra desde os preparativos que antecedem à chegada do bebê até o 1º ano de vida. Através dele buscamos mostrar a beleza de cada detalhe. A decoração do quarto, a alegria do chá de baby, a emoção inesquecível do dia exato da chegada, o momento do 1º olhar do seu filho ainda na sala de parto, a comemoração dos parentes e dos amigos, o crescimento do bebê buscando mostrar as descobertas a cada mês e até sua confirmação de fé através do batismo ou da apresentação na Igreja. Para eternizar as festa infantis, oferecemos três formatos: Doc Kids, Doc Essência e Same Day Edit. O Doc Kids reúne um mix de imagens aéreas, depoimentos e trilha sonora especial para crianças. Neste serviço, buscamos não somente registrar a festa. Priorizamos a emoção, a alegria da criança, dos pais, dos amigos e parentes. Mais do que simples registro, a ideia é oferecer uma excelente opção para reunir toda família em frente de uma TV para reviver essa grande celebração, resgatando cada vez mais os valores do projeto maior de Deus, a família. O Doc Essência é um produto diferente para o dia especial da criança. Um estilo especial onde buscamos captar a essência da criança e da família, e também o Same Day Edit, onde o evento é filmado e editado no mesmo da festa, com a mesma qualidade de sempre dos melhores momentos, sendo um ótimo presente para a família, padrinhos e convidados. Estes vídeos são apresentados em primeira mão no dia da festa. Deixo aqui o convite para que todos os leitores venham conhecer a Carino Filmes. Até a próxima. 39


gestação saudável e exercícios físicos Máximo de Castro Maciel Educador Físico CREF 00782-6 CE

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é

muito debatido na literatura e na mídia que a atividade física traz muitos benefícios a curto, médio e longo prazo para a vida das pessoas. Este artigo propõe mostrar como os exercícios podem ajudar também durante e após o período gestacional. Promover o bem-estar da mulher antes da gravidez, durante a gestação e no pós-parto, por meio de programas de exercícios físicos, proporciona uma gravidez saudável com um estilo de vida ativa. Um bom programa de exercícios físicos pode auxiliar a mulher no seu bem-estar antes da gravidez, durante a gestação e no pós-parto. Esses programas de exercícios físicos devem ser acompanhados por um educador físico e previamente liberados pelo obstetra. Os programas de exercícios antes da gestação consistem em preparar o corpo para a gravidez com exercícios que melhoram o condicionamento físico (cardiorrespiratório e muscular-postural). Eles podem controlar doenças que colocam em risco a gestação como diabetes, hipertensão e obesidade. Os exercícios trabalham os músculos de forma geral, debilidades de força e flexibilidade, condição aeróbica e musculatura do assoalho pélvico. É importante que antes da gravidez as mulheres se preparem fisicamente

para melhorar o condicionamento físico e reforçar os músculos responsáveis pelos gestos posturais. Durante a gestação, as mulheres sofrem alterações de peso e posturais que provocam desconforto nas costas e inchaço nas pernas. Nesse período, a realização de exercícios suavizam as alterações e desconfortos que podem ocorrer. Esse é um momento muito delicado e é preciso respeitar a preferência de exercícios da gestante e as atividades que o médico permite. Os treinamentos programados nesta fase têm como auxiliar em algumas disfunções hormonais, provocadas muitas vezes pela ansiedade e tensões típicas do período e do dia a dia. Os exercícios mais indicados para esses períodos são: alongamento, hidroginástica, aeróbicos, resistidos e pilates. Os alongamentos são excelentes como complemento de outros treinos. Trazem uma melhoria na flexibilidade e ajudam na realização dos movimentos de forma mais harmônica. Os exercícios feitos na água têm baixo impacto nas articulações e são ótimos para pessoas que querem perder peso de forma segura, sem comprometer as articulações. O treino aeróbico, que tem como objetivo o condicionamento cardiovascular, também traz benefício para a circulação sanguínea e o equilíbrio da produção de endorfina no corpo. Os exercícios devem ser escolhidos de acordo com a preferência (caminhada, natação e exercícios na bicicleta horizontal) e a liberação de atividades pelo médico que acompanha a gestação. Os exercícios resistidos (musculação) melhoram a condição de suportar adequadamente o seu peso e a postura. Facilitam a realização das tarefas cotidianas, diminuem as dores nas costas e fortalecem as articulações para evitar lesões. O pilates tem como objetivo a consciência corporal por meio de exercícios de alongamentos resistidos. Aqui os exercícios auxiliam na manutenção da postura, ajudam a combater a diástase e a distensão abdominal. O mais indicado para a prática de atividade física é que seja acompanhada por profissionais que tenham o conhecimento de diversas modalidades de exercícios, pois facilitará a escolha daquela que mais se adequa ao estilo de vida da futura mamãe.

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arte e maternidade

Pierre Auguste Renoir La Maternite 1885 Óleo sobre tela Renoir retratou a amamentação de seu primeiro filho, nascido em 21 de março de 1885. O quadro foi pintado em óleo sobre uma preparação muito suave de esmaltes levemente transparentes aplicados a uma malha fina, com uma renovada e intensa atenção ao desenho.

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s o d Reca Dr. Evangelista, Nas minhas orações já ensino a minha Monique a rezar uma Ave-Maria em sua homenagem, porque devo a você também a vida da minha filhota. Fez tudo que só um grande profissional faz para que hoje eu pudesse estar gozando de tanta alegria junto ao meu esposo e aos nossos familiares. Obrigada! Você é mais que um profissional, você é um ser humano único. Deus te abençoe em todos os momentos de sua vida e que seus caminhos a serem trilhados cada vez mais se abram para todos seus passos nesta profissão que tanto ama. Eronildes Rodrigues - Fortaleza (CE)

Deus é perfeito, doutor! Só dois embriões... Tanto medo e insegurança eu tive, porém, os dois vingaram. Deus teve misericórdia de mim e ainda bem que te colocou em meu caminho. Até a próxima, Evangelista Torquato. Silvia Couto (Paraíba)

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Dr. Evangelista, Eu, Elilde e Tiago (nosso filho) agradecemos por tudo, pela sua competência, dedicação, paciência de toda sua equipe, em ter nos ajudado a obter este fruto lindo, saudável e maravilhoso que é nosso filho. Tínhamos muita fé em alcançar esta graça, mas faltava algo a mais que foi conhecê-lo e confiar em todos os momentos nesta possibilidade, hoje uma realização. Segue uma pequena mensagem de um sonho, hoje uma conquista! Cheguei papai... Hoje você nasceu e sei que a partir desse instante, a minha vida nunca mais será a mesma. Quando te vi pela primeira vez e pude observar a vida que ajudei a gerar, tudo tomou outra forma. Um enorme sentimento de orgulho tomou posse de mim. E agora, todos os dias quando acordo, eu me lembro o quanto é lindo o brilho que irradia dos teus olhos, esse brilho me ajuda a seguir com mais ânimo e alegria. Tenho agora uma razão mais que especial para lutar. Com você descobri que o sentimento mais puro e sincero que o homem é capaz de possuir é o amor por um filho. Muitíssimo obrigado pelo simples fato de você existir e me deixar fazer parte da sua vida. Que eu possa ser digno de te transformar em um homem de bem meu filho... Eu amo você filho! Stonio Almeida - Fortaleza (CE)


Dr. Evangelista, Desde que nasceram o João e a Maria há cerca de uma semana que as palavras bailam cá dentro, palavras que precisam ser partilhadas... Poderia dizer que lhe estou infinitamente grata pela forma como me tratou nas consultas e no parto (porque é verdade), mas não é esse o motivo pelo qual precisava lhe dizer. As palavras que queria fixar aqui são palavras de admiração. Uma das qualidades que eu mais admiro em alguém e está a cair em desuso é a compaixão, que é ser compreensivo e mostrar empatia pelo sofrimento alheio. Penso que é uma qualidade que deveria ser inata em todos os médicos, mas sabemos que não é assim. Ser ginecologista-obstetra não deve ser uma especialidade fácil. E você foi sempre educado, paciente, preocupado, generoso, atendo, prestável, respondendo sempre aos meus SMS ao longo da gravidez e excepcionalmente compassivo durante o parto. Sempre confiei, porque sabia que também ia dar o seu melhor para trazer ao mundo os meus filhos e é isso que lhe queria dizer. Nunca vou esquecer-me de alguém que acreditou e apostou no meu sonho, mesmo depois de quatro perdas. Nosso muito obrigado. Renata, Carlos, João Guilherme e Maria Celina (Parnaíba)

Evangelista Torquato, você é responsável por alegrias e felicidades incalculáveis. Porque quando se pensa que não há mais esperanças, Deus aponta o caminho que leva até você e te usa para nos proporcionar essa felicidade. Esse trio que Deus e você colocaram em nossas vidas é a prova disso. Maria Laura, Leonio Neto e Maria Fernanda, meus amados netos, filhos da Simeiry. Lucia Feitosa (Maranhão)

Neste Dia das Mães tão especial, porque é o primeiro com a nossa amada Maria Sofia nos braços, temos que agradecer a Deus pela bênção concedida, mas também somos gratos ao Dr Evangelita Torquato e toda a equipe de sua clínica, pela competência e profissionalismo que nos proporcionou realizarmos este sonho. Muito obrigada! Janekelly Hunka (Natal)

Em 09/07/14, tivemos, em nossos braços, concretizado o sonho da maternidade. Após 12 anos tentando engravidar, 06 fertilizações in vitro, havíamos aceitado o fato de não termos filhos. Quando surge em nossas vidas dois anjos que nos fizeram sonhar novamente. Minha irmã Élida e meu cunhado Ricardo Portela nos deram a prova que o amor existe e bem pertinho de nós, através da doação da barriga para que pudéssemos realizar o sonho da maternidade. Fomos agraciados com a chegada de nossa Maria Teresa, que teve a sorte de ter dois papais e duas mamães. Obrigada Deus, por ter nos mostrado que tudo acontece no seu tempo, que precisamos de resignação, força, fé e coragem para nunca desistirmos de nossos sonhos. Que nossa Maria Teresa seja um espírito de luz em nossas vidas e que, sem dúvidas, esse é um momento de realização plena para nossa família. Obrigada Dr. Evangelista, por sempre acreditar que um dia daria certo. Como você me disse, quando do resultado positivo, essa vitória é nossa. Egidia Maria Moura (Piauí)

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meu filho, minha história A enfermeira Cíntia Maria de Oliveira sempre sonhou em ser mãe, uns quatro filhos pelo menos, mas teve que percorrer um longo caminho até conseguir realizar esse sonho. Aos vinte e três anos, já tentava engravidar, no entanto a cada término de ciclo, a gestação não acontecia e vinha a frustração.

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epois de uma investigação, os médicos descobriram que o marido de Cíntia tinha problemas na quantidade e qualidade dos espermatozóides. Na mesma época, a enfermeira, também, foi diagnosticada com cisto no ovário. “No fundo eu sabia que iria precisar de um especialista em reprodução humana, mas tinha a esperança que o cisto no meu ovário iria desaparecer de forma espontânea”, revela Cíntia. Depois de um ano e meio de tratamento, Cíntia decidiu procurar um especialista. “Uma amiga me ligou e me disse: Cíntia, como paciente vou te indicar um médico com um perfil diferente”, diz a enfermeira. No mesmo dia, o marido de Cíntia entrou em contato com especialista em Reprodução Humana, Dr. Evangelista Torquato. Segundo a enfermeira, a sensação que sentiu, desde o primeiro contato com o médico, foi de segurança. Logo nos primeiros exames, Dr. Evangelista descobriu que o cisto ovariano de Cíntia tinha características de endometriose. Mais um obstáculo a ser vencido para realizar o sonho da maternidade. “Sempre senti muitas dores, antes, durante e depois do meu ciclo menstrual, mas nunca imaginei que tinha endometriose. Nenhum médico havia pedido exames específicos para investigar a causa das minhas dores”, explica Cíntia. Para o caso de Cíntia, o tratamento indicado foi a fertilização in vitro (FIV). Cíntia relembra que, “sem perder tempo começamos a medicação para estimular os óvulos. Fizemos a FIV e, em seguida, engravidei de trigêmeos! Dei um chute na endometriose”. Mas o sonho da maternidade ainda não seria dessa vez. Na 27ª semana de gestação, sem causa aparente, os bebês de Cíntia nasceram de forma prematura e não resistiram. Depois de um tempo e refeita da perda, Cíntia procurou novamente Dr. Evangelista Torquato. Submetida a uma nova FIV, com embriões que

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havia congelado, a enfermeira engravidou outra vez e, hoje, é mãe de um garoto lindo e saudável. Mas a luta de Cíntia ainda não havia chegado ao fim. A enfermeira passou a sentir a dores fortes e constantes. Exames revelaram que a endometriose havia voltado de forma mais intensa. Em busca de ajuda, Cíntia voltou a procurar Dr. Evangelista que a encaminhou para um especialista. “Fui submetida a uma cirurgia, e tudo foi melhorando. Uma biopsia revelou que meus órgãos estavam intactos, e eu, finalmente estava livre da dor. Sei que fui bem assistida, meus planos são de aumentar a família. Sei que minha história não termina agora...”, emociona-se Cíntia.


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Agende sua consulta Saiba onde encontrar os profissionais que assinam as matérias desta edição 1. CLARUZA LAVOR Reprodução Humana e Ginecologia CRM 9315/ RQE 4698 Contato: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota 2. DANIEL DIÓGENES Reprodução Humana e Ginecologia CRM 8534/ RQE 6612 Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota www.danieldiogenes.med.br blog.danieldiogenes.med.br 3. DENISE CARVALHO E ELLAINE CARVALHO Médicas Geneticistas CRM 8141/ RQE 6701 e CRM 15438/ RQE 6704 Contato: 85 3486 6221 CREOM Av. Dom Luis, 1233 - Sala 1305 consultoriogeneticaharmony@gmail.com 4. EVANGELISTA TORQUATO Reprodução Humana CRM 5688 Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota www.evangelistatorquato.com 5. FABRÍCIO SOUSA MARTINS Pós-Doutor em Biotecnologia da Reprodução CRBIO 36422/5-D Contatos: 85 3077 4240 e 85 9902 1022 BANCO DE CORDÃO UMBILICAL Av. Santos Dumont 5733 Sala - 1608 www.bcubrasil.com.br ce.fortaleza@bcubrasil.com.br

6. FLÁVIA SOARES PARENTE Psicologia CRP 112769 Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota fsoaresparente@gmail.com

11. PAULA BEHR Dermatologia CRM 10006/ RQE 17128 Contatos: 85 3458 1285 e 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota www.paulabehr.blogspot.com

7. GINNA GONÇALVES Odontopediatria e Ortodontia CRO 5435 - CE Contatos: 85 3267 0222 CLÍNICA DE A A Z Rua Coronel Jucá, 690 - Aldeota www.clinicaaz.com.br

12. ROBERTA BECCO Nutrição CRN 3353 Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota robertabecco@gmail.com

8. LEOCÁCIO BARROSO Urologia CRM 5832/ RQE 3374 Contatos: 85 3265 8210 e 3486 6252 UROCLINIC -TORRE SAÚDE COMPLEXO SÃO MATEUS Av. Santos Dumont, 5753 - Sala 103 - Papicu www.leocaciobarroso.com.br leocaciobarroso@terra.com.br

13. SARAH WEBER Oftalmologia CRM 15533 Contato: 85 3081 6400 CGV Oftalmologia Clínica e Cirúrgica Corporate Plaza Business Avenida Santos Dumont, 2456 - 18 andar atendimento@cgvoftalmologia.com.br

9. MÁXIMO DE CASTRO MACIEL Educador Físico CREF 00782-6 CE Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota educadormaximo@gmail.com 10. MARCUS BESSA Reprodução Humana e Ginecologia CRM 5397/ RQE 1352 Contatos: 85 3224 6366 e 3224 2393 G.O. CLINIC R. Henriqueta Galeno, 470 - Dionísio Torres www.goclinic.com.br

14. SYLVIA GOULART Fonoaudiologia e Personal Baby CRFa 8304 Contatos: 85 8716 0561 e 9902 5925 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota sylviagoulart@hotmail.com 15. ZÉLIA BECCO Anestesiologia e acupuntura CRM 6304 Contatos: 85 3031 6060 CENTRO DE REPRODUÇÃO HUMANA EVANGELISTA TORQUATO Av. Sen. Virgílio Távora, 2225 - Aldeota zelbecco@gmail.com

Os serviços médicos listados nesta página são de inteira responsabilidade dos profissionais e de suas respectivas clínicas.

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Cuidar hoje do amanhã.

CUIDAR DE VOCÊ. ESSE É O PLANO. A UNIMED SABE QUE SEUS PLANOS SÃO IMPORTANTES PARA SUA VIDA E SE CUIDAR É A MANEIRA DE VOCÊ REALIZAR CADA UM DELES.

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Revista FERTILIS ano 3 nº 5 by Monica Meneses - Issuu