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apresentador Cristina Da Costa convidados Ema Dantas Kelly Amaral
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Subsídios federais para salários e arrendamento estendidos até junho Temas em discussão
Ano XXX edição nº 1526
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Taça de Portugal Braga e Benfica na final
1. Análise do situação política - nacional e internacional 2. A pandemia de Covid-19 - ponto da situação 3. Dia Internacional da Mulher – que significado tem nos dias de hoje?
Krystle Ferreira, B.A. (Hons), LLB
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sexta-feira às 18h
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MILÉNIO | EDITORIAL
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EDITORIAL
Previsão Meteorológica Previsão Meteorológica 5 a 11 Março toronto 22 de Fevereiro toronto Sexta-feira Sexta-feira Sábado Sábado DOMingo DOMingo Segunda-feira Segunda-feira Terça-feira Terça-feira Quarta-feira Quarta-feira Quinta-feira Quinta-feira
Ano XXIX- Edição nº 1526 5 a 11 de março de 2021 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Direção: Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Cartoon by Stella Jurgen
Mulheres – a outra metade do céu Manuel DaCosta Editorial
O dia 8 de março de 2021 marca o Dia Internacional da Mulher. O tema deste ano é “escolher desafiar” e “mulheres na liderança: conquistar um futuro igualitário num mundo de covid-19”.
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m 1977, as Nações Unidas reconheceram este dia e declararam o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher a nível mundial. É um dia para educar as pessoas sobre os direitos da mulher e o direto à igualdade. Neste dia, celebram-se as conquistas culturais, sociais e políticas da mulher. Ao escrever os últimos dois parágrafos, passam-me várias questões pela cabeça. Desde a declaração de 1977 e os 44 anos que se seguiram, as mulheres continuam a afirmar que o mundo ainda permanece um desafio para alcançar justiça e igualdade. Uma guerra longa e prolongada para se obterem mudanças. Porquê? Quais são os obstáculos que impedem as mulheres de alcançar o que procuram? Talvez a igualdade de género não seja um objetivo alcançável devido às estratégias implementadas atualmente para abrir um caminho que ainda está a ser procurado. Colocar ênfase em situações abstratas supondo que são os homens os causadores do fracasso das mulheres, não trará as mudanças que as mulheres procuram. De qualquer forma, o que é igualdade de género? As mulheres são quem são e a suposição é de que, salvo algumas exceções, não querem ser como os homens. Um aspeto importante do Dia Interna-
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cional da Mulher é celebrar as conquistas das mulheres. Será que as mulheres querem realmente celebrar as suas conquistas, correndo o risco de serem comparadas com os homens? Sem dúvida que as conquistas são triunfos pessoais, para consumo íntimo, em direção a um plano para fazer melhor. Os obstáculos que as mulheres têm de ultrapassar nas suas vidas pessoais e profissionais serão sempre superiores aos dos homens. Embora alguns possam interpretar isto como sendo algo abrangente, a realidade é que as conquistas das mulheres não podem ser comparadas a qualquer feito tangível de um homem, devido às variadas tarefas que se espera que as mulheres desempenhem. Justiça e dignidade são virtudes pelas quais vale a pena lutar, no entanto, a igualdade de género irá requerer competências especiais onde a genética das mentes masculinas terá de ser reprogramada para ver o mundo a partir de uma perspetiva feminina. A celebração do 8 de março será preenchida com narrativas embelezadas, visibilidade, igualdade, colaborações estratégicas, confiança e valorização, conscientização e pensamento positivo. Porém, todos os aspetos positivos a serem celebrados têm de ser contrabalançados para incluir várias mulheres sem voz, que sofrem com os fardos da sociedade porque ninguém as ajuda. Alguns desafios que as mulheres enfrentam hoje são semelhantes aos que enfrentavam em 1977. - As mulheres reformam-se com uma riqueza 30% inferior à dos homens; - A probabilidade de uma mulher alcançar cargos executivos é 25% menor comparando com um homem. - Mesmo desempenhando o mesmo tipo de função executiva, as mulheres têm um
rendimento menor que os homens. - As mulheres são marginalizadas e sexualizadas devido à sua aparência, a sociedade pronuncia-se independentemente de qualquer mensagem positiva. Estes são apenas alguns dos desafios enfrentados pelas mulheres numa sociedade moderna onde as aparências, em vez do mérito, ditam o sucesso. Recentemente vi um programa de televisão produzido por mulheres, onde são retratadas a lutar por uma determinada posição, a traírem-se umas às outras, um programa de inveja e promiscuidade em que as personagens principais demonstram a suposição estereotipada há muito sustentada por muitos de que as mulheres não gostam umas das outras, nem se apoiam. Atualmente, a pornografia é uma das indústrias mais lucrativas do mundo. O número de olhos focados particularmente nas mulheres e no consumo de aspetos privados da sexualidade não podem ser úteis para a causa das mulheres. Vamos celebrar, mas apenas o facto de que o respeito e inclusão são necessários para trazer harmonia ao mundo. A igualdade de género forçada não irá funcionar. Apoiar e abraçar a mudança é um processo lento, mas pode ser feito e começa com muitos na sociedade não olharem para a mulher como um objeto sexual quando ela passa. Parece simples, não é? As mulheres têm várias falhas. Os homens apenas têm duas, tudo o que fazem e tudo o que dizem. As mulheres não precisam de um dia, mas sim de uma vida toda em que demostramos o nosso respeito. As estrelas no céu são vossas. Versão em inglês
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Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com Assistente de Direção: Carlos Monteiro c.monteiro@mdcmediagroup.com Marketing: José M. Eustáquio Vice-Presidente, MDC Media Group Inc. jm.eustaquio@mdcmediagroup.com Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira Telefone: 416-900-6692 info@mdcmediagroup.com Colaboradores do jornal: Adam Care, Adriana Marques, Aida Batista, Anselmo Borges, Augusto Bandeira, Catarina Balça, Cristina Da Costa, Daniel Bastos, Francisco Pegado, Inês Barbosa, Inês Carpinteiro, Joana Leal, Lizandra Ongaratto, Luís Barreira, Luísa Silva Geraldes, Manuel Luís, Paulo Gil Cardoso, Paulo Perdiz, Rosa Bandeira, Telma Pinguelo, Vincent Black. Cartoonista: Stella Jurgen Traduções: Inês Carpinteiro e David Ganhão Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
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Cristina Da Costa Opinião
Ser mulher é ter sorriso de borboleta, têmporas de papoila, pálpebras de violeta, e asas de colibri para ser livre. E saber rir, chorar, lutar sem nunca baixar os braços. Ser mulher é maravilhoso :)
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aros leitores, muito bom dia. Feliz sexta-feira. Cá estamos na primeira semana de março. Onde as manhãs são de inverno e as tardes de verão... :) Este fim de semana com algo mais a celebrar. Não é que não se possa celebrar diariamente, mas temos mais incentivos. Celebramos o Dia Internacional Da Mulher. Dessa criatura que luta, sofre e chora, sempre com garra. Sendo eu filha, irmã e mãe de duas mulheres também, não poderia deixar passar esta data em branco. Quero partilhar com alguns de vós alguns factos muito importantes para o caso de já os ter esquecido. O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente em 08 de março. A data comemorativa foi instituída pela ONU - Organização das Nações Unidas, em 1975. Muitas histórias marcaram a luta das mulheres para obterem o seu espaço de destaque na nossa sociedade ainda hoje na sua grande parte regulada pelo sexo oposto.
Espero que este não seja apenas um dia de homenagens, mas a recordação do esforço feminino, que resultou em conquistas sociais, económicas e políticas. Se não sabe por que essa data foi escolhida e o que ela representa, continue a leitura e ficará a par de situações que contribuíram para a criação do Dia Internacional da Mulher. Numa época em que mulheres trabalhavam 16 horas por dia e ganhavam um terço do que os homens recebiam, iniciou-se uma luta para redução da carga de trabalho e a procura de melhores salários. Na sequência de uma confusão feita em jornais alemães e franceses, criou-se um mito acerca de um incêndio que teria acontecido no dia 08 de março de 1857 na cidade de Nova York. Nessa ocasião, as mulheres teriam sido presas, outras esmagadas pela multidão que fugia, e 129 operárias teriam sido mortas por um incêndio na fábrica que elas ocupavam. Em memória dessa data, muitas pessoas atribuíram-lhe a origem do Dia internacional da Mulher. Em 1908, em Manhattan, em Nova Iorque, houve uma manifestação onde duas mil mulheres reivindicaram o direito ao voto. Ainda com muito caminho a percorrer. Com a industrialização por volta dos séculos XIX e XX, as condições de trabalho e as instalações onde trabalhavam eram muito precárias. Então a 22 de novembro de 1909 aconteceu uma greve geral do setor têxtil, que durou até fevereiro de 1910. A desigualdade e opressão vivida na época levaram 15 mil mulheres às ruas para protestar por melhores condições de trabalho, salários dig-
Créditos: DR
Ser mulher é ... nos e diminuição da carga horária. Em 1910, a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Trabalhadoras realizou-se em Copenhaga, na Dinamarca, onde surgiu a proposta da alemã Clara Zetkin para escolher uma data que anualmente seria o Dia da Mulher para assim pressionar o governo pelas demandas da luta feminina. Essa iniciativa teve o apoio unânime das mais de 100 mulheres participantes de 17 nacionalidades. Como resultado da reunião, comícios com mais de um milhão de pessoas ocorreram nos países da Áustria, Alemanha, Dinamarca e Suíça. Esses atos foram marcados pela busca do direito de votar, frequentar formações profissionais, ocupar cargos públicos e pelo fim da discriminação da mulher no ambiente de trabalho. Assim, aparecia o primeiro Dia Internacional das Mulheres que ocorreu em 19 de março de 1911 na Suécia, Alemanha, Dinamarca e Áustria, como resultado da conferência realizada no ano anterior. Neste mesmo ano, um incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Triangle Shirtwaist Company em Nova Iorque fortaleceu ainda mais a escolha de um dia para lutar pelos seus direitos. Instalações elétricas precárias, piso de madeira e uma enorme quantidade de tecido no local contribuíram para que o fogo se espalhasse rapidamente pela fábrica. Neste dia, 125 mulheres e 21 homens morreram, a maioria imigrantes judeus. Em 05 de abril foi realizado um funeral coletivo acompanhado por 100 mil pessoas. As manifestações tornaram -se muito
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mais intensas desde que a tragédia ocorreu, principalmente para reivindicar segurança mais adiante, em 1917 o ano ficou marcado por uma marcha com mais de 90 mil mulheres. Os direitos reivindicados eram principalmente por melhores condições de trabalho, já que naquela época era comum as mulheres trabalharem até 16 horas diárias, 6 dias por semana. Em 08 de março de 1917, as mulheres russas protestaram ao grito de “Pão e Paz”. O feito resultou na renúncia do czar e concessão do direito ao voto para as mulheres pelo governo provisório que havia sido instituído. A Organização das Nações Unidas declarou o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher. Como a partir da década de 60 a data que mais se utilizava como Dia da Mulher era o 08 de março, a ONU instituiu essa data para a celebração anual. Para a ONU, a luta pela igualdade é um esforço coletivo e a organização procura promover estratégias, acordos e programas ao redor do mundo para elevar o status da mulher na sociedade. Ficou com mais alguma informação sobre esta luta que já vem de há muitas décadas e que continua, não obstante, nos dias de hoje. Com algum caminho ainda a percorrer e com muitas igualdades a serem destinadas. Um dia de cada vez neste indo nosso que cada vez mais tem voz Feminina. Só que é o que é e vale o que vale. Cuidem -se. Muita saúde e até para a semana se os homens quiserem e as mulheres deixarem . Cristina da Costa/MS
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“O melhor presente que podemos dar a nós mesmas é aceitarmo-nos como somos” - Patrícia Ribeiro Wolfson
Patrícia Ribeiro Wolfson é a convidada da Federação de Empresários Luso Canadianos (FPCBP) para celebrar virtualmente o Dia Internacional da Mulher, um evento que conta com o apoio do grupo MDC, proprietário do Milénio Stadium. O tema deste ano é “Women in Leadership: Achieving an equal future in a COVID-19 world” e com as receitas do evento uma estudante luso-canadiana vai receber uma bolsa de estudo. Abaixo fica o perfil de Wolfson, uma comunicadora nata que se tornou numa coach e que ajuda outras mulheres a realizarem os seus sonhos e a encontrarem o seu equilíbrio.
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atrícia Ribeiro nasceu em Lisboa e apesar de ter crescido em Toronto a certa altura da vida decidiu trocar a cidade mais multicultural do mundo por Nova Iorque, a cidade que nunca dorme. Para trás deixou uma carreira de sucesso na televisão canadiana para abraçar um projeto desafiante: o “Saturday Night Live”, um programa de TV americano que se baseia em sketches de comédia. O interesse pelos media começou muito cedo e estreou-se numa rádio portuguesa aos nove anos a ler histórias no programa “Palmo e Meio” na Chin Radio. Aos 18 anos foi a vez de se estrear como jornalista e apresentadora de TV no programa “Só Desportos” na CFMT, hoje OMNI. Filha de Jorge Ribeiro, o fundador da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), Patrícia esteve sempre envolvida com a comunidade portuguesa, dançou no Rancho Folclórico da Casa do Benfica e sempre participou nas comemorações do Dia de Portugal. Patrícia recebeu uma bolsa de estudo da FPCBP e formou-se em Rádio e Televisão na Ryerson University em 1996. Tornou-se conhecida do público com o programa de TV “Uh Oh!” da YTV que esteve no ar durante seis temporadas e que foi também transmitido no Discovery Kids nos EUA, Austrália e em Singapura. Na YTV Patrícia apresentou também o programa “The Anti-Gravity Room” e foi a autora da uma notável reportagem sobre tourada portuguesa.
Hoje Patrícia é mãe de três rapazes, de oito, 10 e 12 anos e tornou-se coach. Casada com um pediatra e a viver em Nova Iorque, Patrícia olha hoje para trás e não tem dúvidas que, mesmo com uma carreira profissional bem estabelecida em Toronto, tomou a decisão certa quando decidiu arriscar e ir para os EUA. “Naquela época da minha vida eu queria experimentar novos projetos porque era jovem e tinha a oportunidade de ter mais responsabilidades. Já tinha experiência de televisão e a ideia de voltar a cantar em Nova Iorque pareceu-me uma aventura incrível, e foi! Durante alguns anos viajei entre Toronto e Nova Iorque enquanto trabalhava na YTV, mas depois conheci o meu marido, constituímos família e agora o nosso tempo é passado sobretudo em Nova Iorque”, partilhou. A maternidade e a vida profissional foram um dos grandes desafios da sua vida, mas ainda assim garantiu-nos que sempre teve a opção de escolher. “Tive sorte porque tive a opção de escolha, embora o
Patrícia com os três filhos e o marido. Crédito: DR
meu plano tenha sido sempre ficar em casa quando chegasse a altura de constituir família. O meu trabalho era flexível e para mim era muito importante passar parte do meu dia com os meus filhos. Queria estar presente, por eles e por mim e sabia que ia voltar ao trabalho quando estivesse pronta e que a partir daí tudo se ia desenrolar de forma natural”, justificou. A dada altura da sua vida Patrícia decidiu fundar a Jump Start For Change, uma empresa que pretende inspirar e dar força às mulheres. Depois de anos de experiência em televisão e na indústria do cinema, Patrícia decidiu ficar em casa a criar os seus filhos e nessa altura tornou-se uma life coach certificada, terapeuta em Reiki e em Terapia Energética Integrada. Quando combinou a sua experiência em comunicação com a sua jornada pessoal de autoconhecimento, criou os programas “Soul Seekers TV” e “Goddess Gatherings”. “O programa Soul Seekers TV com a minha amiga e parceira Linda Krauss Barnett surgiu devido à
nossa experiência em TV e cinema e devido à nossa paixão por ajudar as pessoas. O nosso programa ajuda as pessoas a se conectarem com os seus dons e talentos para que possam brilhar no mundo. No meu outro projeto, Goddess Gatherings, trabalho com outra das minhas melhores amigas, Marissa Wagenberg, e a nossa missão é liderar as pessoas através dos desafios das suas vidas, dando-lhes orientação e testemunhando a sua jornada de cura”, afirmou. Patrícia ajuda as pessoas a atingirem os seus objetivos com base em objetivos reais e não em conceitos pré-fabricados. “As pessoas podem seguir na direção certa quando se libertam de bloqueios que as mantêm num ciclo energético velho onde fazem as mesmas coisas de forma repetida. Através do coaching ajudo-as a curaram as feridas e a verem o presente”, avançou. Uma das frases célebres de Patrícia é que cada mulher é responsável por ser a melhor versão de si, mesmo sendo mãe. “Apesar de admirarmos pessoas que conseguiram realizar determinados feitos nas suas vidas, nós não somos essas pessoas e mesmo que tenhamos seguido o mesmo caminho podemos não conseguir atingir os mesmos resultados. Muitas das minhas clientes são mães e lidam muito com esta realidade. Existem tantas expectativas para as mulheres na nossa sociedade que pode ser uma estrada solitária a percorrer se quisermos fazer as coisas de uma maneira diferente das gerações anteriores”, contou. A coach diz que apesar de muitas mulheres trabalharem e criarem, em simultâneo, as suas famílias, ainda existe muito estigma associado à escolha que as mulheres fazem para viver a sua vida. “No final quem sabe o que é melhor para nós somos nós próprias e não os outros. Ninguém nos pode orientar como devemos criar a nossa família, lutar pelos nossos sonhos ou viver a nossa vida. Não devemos estar à espera da aprovação das outras pessoas porque isso pode nunca acontecer. O melhor presente que podemos dar a nós mesmas é aceitarmo-nos como somos. Levar a vida desta forma é um exemplo maravilhoso para os nossos filhos”, concluiu Joana Leal/MS
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Três mulheres, três histórias
A mesma luta pela igualdade de direitos
Joana Vicente, Executive Director & Co-Head, TIFF
A história da luta das mulheres pela garantia da dignidade e igualdade de direitos relativamente aos homens, vem de muito longe. Os passos dados nesse caminho cheio de obstáculos têm sido firmes, mas ainda assim difíceis e não suficientes. Todos os anos por esta altura surgem de novo os alertas – é preciso continuar, ainda há muito a fazer… –, juntamente com a enumeração de dados estatísticos que demonstram, de forma clara, que a existência de um Dia dedicado à Mulher, infelizmente, ainda faz todo o sentido. Não para recebermos flores, muitas vezes bonitas por fora, mas vazias de conteúdo, mas antes para lembrar que um mundo, que continua a ser pouco inclusivo, no que diz respeito à igualdade de oportunidades para homens e mulheres, não é justo. Nem espelha a realidade atual.
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s mulheres são mais educadas têm, portanto, tantas ou mais qualificações, mas no mundo do trabalho continuam a ser deixadas para funções de segundo plano. Não é o caso das mulheres que vão integrar o painel moderado por Angie Camara e promovido pela MDC, que se realizará no dia 9 de março próximo, pelas 4 pm, e a que poderá assistir através da nossa página de Facebook ou através da transmissão em direto pela Camões TV. Efetivamente, Josie Scioli, Joana Vicente e Desiree Lopes são exceções à regra. Trata-se de três mulheres líderes, que se afirmam profissionalmente, a cada dia que passa, pelo mérito das suas competências, visão e capacidade de concretização. No entanto, as suas histórias de vida diferentes permitem-nos perceber que, para se atingir o patamar de excelência em que se encontram, a luta é redobrada relativamente aos colegas do sexo masculino. Josie Scioli, atual Deputy City Manager do departamento Corporate Services Divisions da Câmara Municipal de Toronto, recorda que quando fazia parte dos quadros da Bell Canada durante 18 anos, apenas 3% dos quadros dirigentes eram ocupados por mulheres e ela própria considera que não foi sempre devidamente reconhecida pela sua valia profissional pelo simples facto de ser mulher, mas “eu lutei sempre e nunca deixei que isso me deitasse abaixo, porque é assim que eu sou – a minha mãe ensinou-me a ser assim, ela própria era uma mulher de fibra. Mas olhando para o exemplo dos City Managers, eles são homens, mas por detrás têm quatro mulheres, não homens. Isso na minha opinião diz muito sobre a sociedade de hoje em dia.”. Já Desirée Lopes, atual Diretora de Programas da Future Skills Centre, que começou o seu percurso profissional no Brasil, de onde é natural, sublinhou que o facto de ser mulher e jovem também não lhe facilitou a vida “as pessoas assumem que você é jovem, ou
Josie Scioli, Deputy City Manager, City of Toronto
mulher, e você está ali porque “está ajudando”, dando uma assistência, não por estar liderando pensamentos, mudando coisas, trabalhando mais do que as outras pessoas porque precisa de se estabelecer”. Desirée tem dois momentos que não esquece, entre muitos outros que já marcam a sua história de vida, “eu trabalhava numa start-up no Brasil, uma empresa bem consolidada apesar de ser nova, com investidores do Brasil inteiro, quando cheguei a um workshop para revisar a estratégia da empresa. Eu e uma outra mulher, também jovem éramos gerentes de projeto e, portanto, estávamos à frente de todos os projetos e nesse workshop só falaram homens. Nós não fomos convidadas para falar, mesmo estando na linha da frente da empresa. Lembro-me que depois desse workshop o meu chefe, na época um homem, disse “fiquei muito dececionado com vocês por não terem me ajudado no momento difícil do workshop”, quer dizer, não pensou em nos convidar para fazer uma apresentação, participar, mas depois ainda pensou que a gente não ajudou ele. Outro exemplo, já eu trabalhava nos Estados Unidos (onde estive oito anos), um membro do conselho onde eu trabalhava na Universidade de Yale disse “ah legal o seu trabalho young girl” e eu falei, “nossa, obrigada old man” (risos) então se ele pode descrever a minha idade, também posso descrever a dele”. Afinal, como Joana Vicente, atual Diretora Executiva do Festival Internacional de Cinema de Toronto, afirma “nós mulheres precisamos de trabalhar mais para os nossos esforços
“Every girl, no matter where she lives, deserves the opportunity to develop the promise inside of her.” — Michelle Obama
serem reconhecidos. Está assumido na nossa sociedade que os homens são olhados pelas pessoas, de forma natural, como líderes e como tal são-lhes proporcionadas melhores oportunidades. Precisamos de continuar a abrir espaço para que as mulheres ocupem cargos de tomada de decisão através da contratação intencional”. Neste contexto, Josie lembra que continua
Desiree Lopes, Director of Programs, Future Skills Centre, Ryerson University
a haver uma disparidade salarial – a remuneração igual, para trabalho igual é, em muitas circunstâncias, uma miragem. Como sublinha Josie Scioli “isso tem sido mudado, mas ainda acontece” e “as áreas onde as mulheres sofrem mais e que se vê que não são tratadas de forma igual é nas posições de liderança. E depois as mulheres acabam por ter menos participação no trabalho, muito por causa do cuidar das crianças e todas as outras coisas que elas têm que realmente de gerir por causa do estereotipo que ainda existe. Eu fui sortuda, porque tive a minha mãe e a minha sogra que me ajudaram muito e também o meu marido, mas nem todas têm essa ajuda e é por isso que é necessário haver muito mais apoio para mulheres, que precisam ser vistas como igualmente capazes e que tenham as mesmas oportunidades.”. Já Desirée afirma “acho que problemas sistémicos como o preconceito de género não mudam por um pensamento ou por algumas iniciativas pequenas. A gente vê porque ainda existe. É muito real porque apesar da boa-vontade de homens e mulheres que estão no mesmo barco e já estão a fazer alguma coisa para tentar melhorar, este preconceito está ainda muito presente. Podemos pensar que há 20 anos as coisas eram muito diferentes, que as coisas mudaram, mas tem muita coisa que ainda vai demorar muito tempo. Mas… a gente tem de começar”. Como diz Josie “há uma discussão de credibilidade de género que tem que existir e acho que se não continuarmos a ter estas conversas, o gap que temos falado vai tornar-se norma e não podemos deixar que isso aconteça”. Recentemente, com a pandemia que se atravessou no nosso caminho, de novo se evidenciou a real condição da mulher, aos olhos da sociedade em geral. As mulheres são as mais afetadas tanto ao nível profissional, onde a taxa de desemprego é mais elevada do que entre os homens, como nas suas vidas pessoais. Neste último ano foram inclusivamente registados números ainda mais elevados de violência doméstica. Joana Vicente considera, a este propósito que “as mulheres foram mais afetadas precisamente porque carregam o peso do cuidado da casa, dos filhos e por vezes dos seus pais. E fazem tudo isso continuando a trabalhar a tempo inteiro e a fazer o acompanhamento escolar das crianças. E isto já as sobrecarrega em tempos normais, mas durante a pandemia atingiu-as ainda mais.” Já Josie acrescenta que “sabemos hoje que relativamente aos homens, as mulheres estão 1,8% mais vulneráveis relativamente à perda do emprego. As mulheres representam 39% dos empregos globais, sendo que 24% perderam os seus trabalhos com esta pandemia. É substancial. Outra coisa que me preocupa muito é a questão da violência em relação às mulheres, agora que estiveram tanto tempo em casa, fez com que as coisas tomassem proporções maiores e elas
não tiveram a possibilidade de falar com alguém, porque estão naquele ambiente e não podem sair dali”. É preciso fazer alguma coisa para mudar o status quo. Desirée Lopes faz-nos ver essa necessidade de uma forma muito clara e prática - “hoje 80% da minha equipa são mulheres, então muitas têm crianças pequenas, outras com crianças com necessidades especiais, outras que não têm crianças e têm que ser tratadas com o mesmo respeito. E eu sei o que posso fazer hoje: reunir com a minha equipa e perguntar o que estão a precisar, se precisam de um tempo, mais espaço, ou seja, entendemo-nos. As mulheres, geralmente, não sempre, mas geralmente têm maior obrigação com os filhos e eu espero que os governos e a ONU pensem no longo prazo, que precisamos que a licença de maternidade e paternidade sejam iguais. Se não como é que o empregador contrata uma mulher, com as limitações que o empregador tem, não pensando que aquela pessoa, naquela idade pode ter um filho. Temos que atingir um equilíbrio, não dá para pensar que é só no mundo das ideias”. Por tudo isto, para Joana Vicente o Dia Internacional da Mulher “é uma oportunidade para reconhecer e celebrar as Mulheres que tiveram impacto na minha vida e na indústria do cinema. Por isso estou tão empolgada por apresentar um evento promovido pelo TIFF In Conversation With ..., no qual entrevistarei a minha amiga de longa data e lendária cineasta Euzhan Palcy. Ela foi a primeira cineasta negra a ter um filme produzido por um grande estúdio de Hollywood. O filme chama-se A Dry White Season e teve como protagonistas Donald Sutherland, Susan Sarandon e Marlon Brando. Sinto que, até que as mulheres sejam valorizadas na nossa sociedade, precisamos de continuar a celebrar as suas conquistas”. Também Desirée Lopes defende a necessidade da celebração do Dia da Mulher, assim como outros “Dias de” porque para ela “significa um momento em que a gente pode chamar a atenção para algo que muitas pessoas, muitas organizações, muitos grupos trabalham todos os dias e tentam fazer com que os direitos das mulheres estejam mais presentes, mais reais e mais tangíveis para o trabalho de todos nós”. Josie Scioli diz que para si o Dia da Mulher “significa solidariedade, significa união, é sobre nos apoiarmos uns aos outros, significa celebrações, dar a devida luz a grandes conquistas, é sobre encorajar todas as mulheres, de todas as áreas (sociais, económicas e culturais), a partilhar as suas histórias. Acho que as histórias são mesmo muito importantes para que as pessoas entendam melhor – sejam elas de sucesso ou de desafios, não interessa. Porque para mim é isso que inspira as pessoas, é isso que é importante”. Catarina Balça/MS
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Cristina Bray, de 49 anos
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Maria Silva, de 37 anos
Créditos: DR
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Rosine Rocumback Gusmão, de 29 anos
Mulheres conquistam espaço em profissões dominadas por homens Com o passar dos anos, e a evolução do mercado de trabalho, podemos afirmar que não existem mais profissões exclusivamente masculinas ou femininas. Apesar de alguns setores ainda serem predominantemente dominados por homens, as mulheres já ocupam os seus espaços e ganham reconhecimento em diferentes áreas que antes eram reduto exclusivo deles.
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las estão mostrando o seu valor, e trabalhando duro, como motoristas, bombeiras, policiais, pedreiras, carpinteiras, eletricistas, mecânicas...e uma série de outras profissões que já foram consideradas “masculinas”. Nessa edição em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, conversamos com profissionais que, contrariando a ideia de “sexo frágil”, ocupam espaços profissionais diversos e se destacam nas suas áreas de atuação. Vamos entender como elas lidam com questões que ainda existem nessas carreiras dominadas por homens, como o preconceito e o fato de precisarem demonstrar constantemente a sua competência e fazer valer o lugar que ocupam. Patrulhar e combater o crime em Toronto é um desafio permanente que Maria Silva, de 37 anos, enfrenta todos os dias com muita determinação e entusiasmo. Desde 2019 ela integra a força policial da maior cidade canadense. A imigrante portuguesa, natural de Barcelos, chegou no Canadá em 2013, mas o sonho de integrar um órgão de segurança pública era antigo. Ainda na terra natal tentou entrar para o exército mas não teve sucesso e depois de se mudar para cá decidiu apostar na polícia local: “Poder ajudar pessoas que não conheço em diferentes situações, lidar com o perigo, a adrenalina de nunca saber o que nos espera em cada chamada sempre me fascinou”. Depois da equivalência de diplomas e de ter passado por testes de conhecimentos, físicos e psicológicos, em agosto de 2019 foi aceita na polícia de Toronto para iniciar os treinamentos. Essa é uma corporação formada na maioria por homens, como mostram os números. No Canadá dados oficiais apontam que as mulheres representam pouco mais de 20% da força policial. “No meu pelotão são só homens, eu sou a única mulher. Para ser ter uma ideia, em Toronto, dos cerca de 5 mil polícias, 600 são mulheres. Ainda não
senti nenhum preconceito por parte dos meus colegas, pelo menos não intencional. Mas por algumas vezes senti que era mais protegida. Atender uma chamada e o os meus colegas virem logo me apoiar talvez pelo facto de pensar que preciso de ajuda. É um mundo predominante masculino, mas se mostrarmos que somos tão boas como eles ganhamos o respeito dos polícias masculinos”, diz a portuguesa. E nas ruas a policial diz que o fato de ser mulher nunca a atrapalhou, pelo contrário, sente um respeito muito grande por parte da população. Considera que isso também é reflexo da maneira como se comporta e da confiança que tem em seu trabalho: “As mulheres polícias são conhecidas por serem mais duras e rígidas. Talvez pelo facto que temos que mostrar que sabemos fazer o trabalho igual ou melhor que os homens”. Mas se engana quem pensa que a dedicação é exclusiva ao trabalho. Em casa também enfrenta uma grande responsabilidade: a criação das duas filhas de 11 e 14 anos. E admite que conciliar carreira e maternidade nem sempre é fácil: “Essa é uma profissão com escalas de trabalho diferentes, tive que lhes explicar que muitos dias ia chegar a casa muito tarde e passaria uns dias sem as ver”. Ela conta que apesar de alguma dificuldade no início, com o tempo tudo foi se encaixando, e agora essa já é e rotina da família e as vídeochamadas possibilitam que a mãe esteja presente virtualmente nas horas das refeições e possa dar boa noite antes das meninas irem dormir. “A vida pessoal mudou bastante. Ter que explicar as minhas filhas que a mãe pode não vir para casa um dia, assustou-me. Mas por outro lado sabia que elas tinham muito orgulho de a mãe ter lutado pelo sonho dela mesmo quando já tinha 35 anos”, afirma Maria. Outro setor antes dominado por homens e que aos poucos vai ganhando mais mão-de-obra feminina é o da construção civil. E algumas dessas mulheres atualmente a trabalhar em canteiros de obra vieram de uma realidade profissional bem diferente e optaram pela construção como forma de sustentar a família. É o caso de Cristina Bray, de 49 anos, que trocou a tesoura do salão de beleza, onde atuou por anos como cabeleireira, pela talocha de assentar cimento. A virada profissional da imigrante portuguesa, que há 16 anos se mudou com a filha e o então mari-
do para o Canadá, se deu juntamente com uma mudança de vida. Depois de se separar do marido, sabia que precisava ganhar mais para arcar com as despesas da casa e também poder ajudar a filha, agora com 24 anos, a realizar o sonho de se tornar médica. A área da construção foi a escolhida, afinal sabia que era um setor bem remunerado. A portuguesa conhecia a filha de um encarregado de uma empresa especializada na construção de calçadas e ali tentou a sorte: “Trabalho a mim, nunca meteu medo. Fui arriscar trabalhar nessa área para ver como seria e ainda bem que deu certo. Há quase quatro anos trabalho para essa mesma empresa e estou satisfeita”. Na área da construção em que ela atua a presença de mulheres é menor ainda: “O meu grupo de trabalho tem 18 pessoas, eu sou a única mulher, sempre fui. Fiquei surpresa porque recebi apoio dos colegas, acho que admiravam a minha coragem, afinal é um trabalho pesado. Um deles chegou a dizer-me que já atuava nesse ramo há 40 anos, e eu era a primeira mulher que ele via a assentar cimento”. Cristina conta que a postura dos seus superiores sempre garantiu com que conseguisse trabalhar de maneira tranquila e considera que também tem sorte em atuar numa boa empresa onde existem políticas claras contra assédio e desrespeito no local de trabalho. E depois de anos exercendo a profissão de cabeleireira e lidando com a vaidade, ela conta que no início a mudança radical causou estranhamento: “Estava acostumada a trabalhar com o cabelo arranjado, de salto alto, unhas sempre feitas. Agora a realidade é outra, todo dia ponho uma muda de roupa limpa, mas 30 minutos depois está suja, não tem jeito. As unhas mantenho pintadas, afinal uso luvas, mas agora deixo a vaidade para o final de semana, quando posso me arranjar, maquiar e vestir como gosto”. O glamour, de fato, fica de lado durante o expediente. “É um trabalho pesado, doloroso. Nos dias de inverno, o frio castiga, machuca a pele, é difícil, mas vale a pena. Não me arrependo da minha mudança de carreira em nenhum momento, estou a conseguir ter uma vida confortável e ajudar a realizar o sonho da minha filha, isso é o mais importante”. Quem também viu no setor da construção uma maneira de garantir bons rendimentos e uma vida confortável em Toronto foi a brasileira Rosine Rocumback Gusmão,
de 29 anos. Ela concilia a rotina profissional atribulada com a criação do filho de quatro anos. A primeira experiência no setor aconteceu há dois anos, a convite de um amigo, que na época precisava de um reforço num trabalho que estava coordenando. “Até aquele momento, nunca tinha pensado em entrar para a construção. Foi uma grata surpresa”, diz ela. A partir daí, acumulou um trabalho depois do outro, e a versatilidade é uma marco forte: “Se precisar fazer drywall eu faço, assim como metal frame, insulation”... A jovem de sorriso largo e rosto delicado, chama atenção pela beleza, e conta que nem tudo é fácil quando se é exceção: “Não sei se poderia denominar como preconceito, mas em um primeiro momento há sempre um olhar diferente, recheado de incertezas, do tipo: “será que essa menininha aí da conta do trabalho? Trabalhei uns dois meses em um prédio com outra equipe, maioria não brasileiros, e me senti por muitas vezes desconfortável sim, insegura, uma vez fui embora mais cedo quando percebi que ficaríamos apenas eu e um outro rapaz no prédio. Infelizmente acontece, e nós precisamos desenvolver além da habilidade na sua função, a arte de se impor a ponto de que os outros trabalhadores ao redor tenham “medo” de falar com você”. A escolha dela por essa profissão repercutiu entre amigos e familiares: “Muitos deles acredito que passarão o resto da vida se questionando “porque ela escolheu isso?” O fato de ser mulher também traz vantagens: “Esse trabalho muitas vezes exige além da força física uma habilidade extra que nós mulheres dominamos, a arte da observação. Sempre que converso sobre o assunto com outros profissionais escuto o mesmo “Gosto de trabalhar com mulheres porque vocês enxergam além do que foi pedido, vocês prestam atenção, entregam sempre além do esperado”, conta ela. No perfil da brasileira em uma rede social ela mostra um pouco sobre a realidade diária do trabalho, e da vida como imigrante no Canadá, no intuito de ajudar outras mulheres “Se esse conteúdo gera força e encoraja outras mulheres a tomarem inciativa, entrarem nessa área, fico satisfeita”. Exemplos de mulheres que quebram estereótipos de gênero e conjugam trabalho duro com feminilidade e competência e provam que o lugar da mulher é onde ela decidir estar. Lizandra Ongaratto/MS
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Mulheres sacrificam carreiras para se dedicarem à família O tema não é novo, mas com a comemoração do Dia Internacional da Mulher a 8 de março, o papel da mulher no mercado de trabalho e na vida familiar volta a ganhar destaque nos meios de comunicação social nacionais e internacionais. Este artigo não se foca no papel da mulher no mercado de trabalho, mas sim na sua dedicação à família e aos filhos. O Milénio Stadium ouviu a história de duas mulheres que abandonaram a carreira para se dedicar a 100% à família.
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aniela Longaray era professora de canto e cantora antes de engravidar, mas desde que foi mãe não voltou à vida profissional. “Sou formada em jornalismo, mas não exerço. Em 2018 emigrei para o Canadá e durante alguns meses cantava em eventos, mas depois acabei por parar porque era muito cansativo. As aulas de canto sempre foram o meu principal rendimento e quando engravidei estava a dar aulas em duas escolas de Toronto”, contou. Casada e mãe de uma menina com 16 meses, Daniela nunca adiou o sonho de ser mãe por causa do foco na vida profissional, mas compreende que algumas mulheres o façam. “Casei em 2011, mas já namorávamos desde 2003. A ideia de virmos para o
Daniela Longaray. Crédito: DR.
Daniela Longaray com o marido e a filha. Crédito: DR.
Canadá foi justamente para criarmos uma família. No Canadá sabia que ia poder estar em casa nos primeiros anos de maternidade. E no Canadá a nossa filha tem mais qualidade de vida do que no Brasil”, disse. A jovem mãe tem hoje 34 anos e tem a certeza que “a maternidade é o trabalho mais importante do mundo”. “Cuidar de um ser humano desde o dia zero, um ser que vai fazer parte do mundo, socializar com outros adultos, no futuro. A infância marca de qualquer jeito, seja para o bem e para o mal, sempre entendi que esse tempo seria vivido de forma plena”, afirmou. Embora seja mãe há apenas 16 meses, se fosse hoje Daniela voltava a fazer o mesmo. “Nunca me arrependi, já é comprovado que uma criança que tem cuidadores em que ela sente total confiança vai torná-la mais confiante e segura na vida de uma forma geral. Quanto mais apegada a mim ela é mais eu sei que fiz um bom trabalho, pois ela sente confiança de que, não importa o que aconteça, eu estarei ali para ela”, adiantou. A pandemia trouxe benefícios para toda a família porque com o teletrabalho o marido de Daniela passou a ser um pai ainda mais presente. “No Brasil o meu marido trabalhava das 9H às 7:30H e chegava a casa por volta das 8:30H, o que faria ele ser inevitavelmente um pai ausente. No Canadá ele vive a 10 minutos do trabalho e devido à pandemia agora está em teletrabalho, o que fez com que fosse ainda mais presente”, avançou. O facto de o casal não ter família no Canadá tornou a parentalidade ainda mais desafiante, mas nem isso os demoveu. “Claro que é difícil, ser mãe expatriada não é fácil. Mas tem aspetos muito bons, no início exige dedicação a 100%, não apenas a nível físico, mas também emocional. Mas eu sabia disso tudo e estava tranquila com a minha decisão. A vida é feita de ciclos e eu sabia que este ciclo seria assim”, referiu. Carmen Carvalho interrompeu a carreira para ajudar a filha a criar o neto. Depois de trabalhar como assistente administrativa na Câmara Municipal de Toronto durante 14 anos, Carmen dedicou-se a 100% ao primeiro neto. Filha única, quando o pai teve uma trombose, Carmen voltou para Portugal e ficou lá um ano até o pai falecer. “Acabei por trazer a minha mãe para o Canadá porque ela não podia estar sozinha. Já estava num
avançado estado de demência e era totalmente dependente para os cuidados do dia a dia. Nessa altura na nossa casa tínhamos quatro gerações e a entreajuda entre nós fez com que construíssemos uma ligação muito forte”, sublinhou. Carmen reconhece que as condições de apoio à parentalidade têm melhorado no Canadá, mas admite que o cenário ideal para que ambos os pais pudessem trabalhar seria existir mais creches e a preços mais acessíveis. Hoje com 67 anos, Carmen tem dois filhos e cinco netos com idades entre os 10 e os 18 anos. A antiga assistente administrativa não julga quem recorre a lares de idosos, mas no seu caso não foi uma opção. “A minha mãe faleceu em 2018, mas quando ela ficou dependente senti que o melhor era ser eu própria a tomar conta dela. Mas reconheço que não é uma opção para todos e o importante é que quem cuide esteja disponível a nível físico, emocional e financeiro e que saiba que existem profissionais que nos podem ajudar. Não me arrependo de ter abdicado de uma maior reforma e de ter restrições de tempo para lazer, foi de livre vontade”, partilhou. Sobre o equilíbrio entre ser mulher, cuidadora e avó, Carmen defende tudo é compensador quando há apoio familiar. “Ser avó é mais fácil porque os pais traçam as regras, aos avós só cabe apoiar e mimar. Ser cuidadora é muito difícil porque há inversão dos papéis naturais, mas tudo se resolve com amor e apoio”. O último relatório da Mediacorp Canada de 2021 comparou as empresas canadianas que são mais amigas das famílias e chegou a esta conclusão: 20 empresas lideram o ranking de empresas mais amigas das famílias em todo o país. A lista é bastante diversificada e vai desde empresas de telecomunicações até seguradoras. Para citar apenas algumas: Banco do Canadá, Bell Canada; Desjardins; Hospital for Sick Kids; KPMG; Salesforce; Toyota Canada e Universidade de Toronto. Os programas e as iniciativas que as empresas desenvolvem para equilibrar os compromissos profissionais e familiares foi um dos tópicos analisados para criar este ranking. Licença de maternidade e parental; assistência na creche; programas para dias de folga pagos; flexibilidade de horas; licença para ajudar familiares idosos; assistência na adoção; assistência reprodutiva,
incluindo medicamentos para fertilidade e fertilização in vitro e até bolsas de estudo para filhos de funcionários. Na lista das empresas canadianas mais amigas das famílias em 2021, as medidas de apoio às famílias são várias. A auditora KPMG oferece aos funcionários um generoso subsídio de adoção (até $20.000) e apoia novas mães com pagamentos complementares de licença-maternidade até 100% do salário durante 17 semanas (mais de quatro meses). O Regulador de Energia do Canadá ajuda a sua equipa a equilibrar os seus compromissos familiares através de horários de trabalho flexíveis, até cinco dias de licença familiar remunerada por ano (para consultas familiares e responsabilidades relacionadas) e até 15 dias de licença médica remunerados anualmente. Mas há até quem vá mais longe e ajude com despesas para tentar engravidar. A Canada Mortgage and Housing Corporation (CMH) oferece vários apoios para a família, que vão desde generosos subsídios de fertilização in vitro (até $20.000) a maternidade e licença parental complementar para novas mães e pais (incluindo pais adotivos). Joana Leal/MS
Carmem Carvalho. Crédito: DR.
Carmen abandonou o trabalho para cuidar da mãe. Na foto a mãe de Carmen com os bisnetos. Crédito: DR.
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o próximo dia 8 deste mês celebramos mais um Dia Internacional da Mulher: uma data oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975 e que tem como propósito relembrar e exaltar toda a luta pela igualdade e consequentes conquistas das mulheres de todo o mundo. Assim, nesta edição do jornal Milénio Stadium decidimos debruçar-nos sobre o papel da mulher em diferentes contextos dentro da nossa sociedade. O assunto não é novo: a luta pela igualdade de género remonta ao século XIX, com a luta pelo direito ao voto. Desde então, o movimento foi dando mais e mais passos importantes - como a ampliação de direitos legais e sociais no que a família, direitos reprodutivos, sexualidade e mercado de trabalho diz respeito, por exemplo -, mas a “meta” ainda não foi, de todo, alcançada. No desporto, as grandes lutas têm que ver com a igualdade de oportunidades, diferença nas remunerações e prémios monetários, assédio moral e sexual, entre muitos outros. Terão as mulheres a mesma probabilidade que os homens de fazer do desporto carreira? Como é visto o futebol feminino? Quais são as diferenças salariais entre homens e mulheres no mundo desportivo? Vamos conferir alguns dados que nos podem responder a estas e outras perguntas. Desigualdades salariais Em agosto de 2020 a revista Forbes divulgou o top 10 das desportistas mais ricas do mundo nesse ano. Nesse top salta à vista que as nove primeiras são tenistas profissionais: Naomi Osaka, que recentemente conquistou o Open da Austrália, não só lidera esta classificação como também alcançou valores que nenhuma outra mulher havia, até então, alcançado: são 37,4 milhões de dólares, entre prize money e contratos publicitários. Serena Williams, com 36 milhões, e Ash Barty, com 13,1 milhões de dólares, completam o pódio. Seguem-se Simona Halep (10,9 milhões), a canadiana Bianca Andreescu (8,9 milhões), Garbiñe Muguruza (6,6 milhões), Elina Svitolina (6,4 milhões), Sofia Kenin (5,8 milhões), Angelique Kerber (5,3 milhões) e, finalmente, a futebolista norte-americana Alex Morgan, que atualmente joga pelo Orlando Pride. Mas vamos comparar estes valores com os do sexo masculino: na lista dos 100 atletas (masculinos e femininos) mais bem pagos, divulgada pela Forbes, o primeiro lugar pertence a Roger Federer, que faturou 106.3 milhões de dólares. Ao tenista suíço seguem-se os jogadores de futebol Cristiano Ronaldo (105 milhões) e Lionel Messi (104 milhões). Na realidade, nesta lista apenas constam duas mulheres: Naomi Osaka, que ocupa a 29.ª posição, e Serena Williams, 33ª classificada.
A formação, os cargos e a representatividade Em Portugal, e segundo o estudo “ALL IN, Towards balance gender in sport” as mulheres correspondem a apenas um terço dos desportistas federados. Este estudo foi realizado pela União Europeia e pelo Conselho da Europa e teve como principal objetivo apoiar as autoridades públicas e as organizações desportivas na elaboração e implementação de políticas e programas que visem combater as desigualdades de género no desporto. Para além desse dado, o estudo concluiu ainda que o cargo de treinador e a liderança no movimento desportivo eram, em 2018, atividades dominadas quase por completo por homens. Nesse ano, o número de treinadoras registadas em Portugal era “de apenas 10%, sendo de 15% no conjunto dos treinadores de alto rendimento” e entre as federações “apenas 16% dos vice-presidentes e 14% dos membros da direção” eram mulheres. Ao nível europeu, e centrando o estudo em seis campos estratégicos (liderança, treino, participação - do desporto de base ao desporto de elite -, violência baseada no género, comunicação/meios de comunicação e políticas e programas que abordam a igualdade de género no desporto), chegaram a algumas conclusões interessantes, entre elas: • Na Europa, as mulheres representam apenas 8% dos presidentes das federações nacionais de desporto olímpico; • Apenas uma em cinco mulheres são treinadoras de elite nas federações nacionais de desporto olímpico; • 11 desportos (37%) não têm presidentes mulheres nas suas federações nacionais. • A maioria das presidentes femininas encontram-se na patinagem (20%), ginástica (19%) e triatlo (12%); • A ginástica (46%) e a patinagem (40%) têm a maior proporção de vice-presidentes do sexo feminino. Os progressos e as distinções Em Portugal tem-se assistido a uma cada vez maior aposta nas modalidades - algo que já se fez sentir também nos desportos praticados por mulheres. Em 2017, por exemplo, Joana Schenker e Inês Henriques conquistaram, respetivamente, títulos mundiais no bodyboard e na marcha. No mesmo ano, a seleção feminina de futebol portuguesa marcou pela primeira vez presença no Campeonato da Europa. Já em fevereiro de 2021, na última jornada do Grupo E, estas mulheres valentes bateram a Escócia por 2-0 e seguiram para os playoffs do Euro 2022, competição que terá lugar em Inglaterra entre 6 e 31 de julho de 2022. O sorteio está marcado para hoje, dia 5 de março. A seleção feminina portuguesa
ocupa atualmente a 38ª posição do “Ranking Mundial de Seleções” da Federação Internacional de Futebol (FIFA). Lucy Bronze, jogadora inglesa que atualmente alinha pelo Manchester City, foi eleita a melhor jogadora do mundo na cerimónia FIFA The Best, que consagra os principais nomes do futebol. Foram também premiadas a francesa Sarah Bouhaddi - eleita melhor guarda-redes do mundo -, e a holandesa Sarina Wiegman, da seleção da Holanda, como melhor treinadora. Kadeisha Buchanan, jogadora canadiana, faz parte da Equipa do Ano Feminina 2020 da UEFA, juntamente com Sarah Bouhaddi, Lucy Bronze, Wendie Renard, Magdalena Eriksson, Kheira Hamraoui, Amandine Henry, Sara Björk Gunnarsdóttir, Daniëlle van de Donk, Delphine Cascarino e Pernille Harder. Ada Hegerberg foi a primeira mulher da história a receber, em 2018, um dos mais prestigiados prémios do futebol: a Bola de Ouro da revista “France Football”. A ela seguiram-se Megan Rapinoe e Lucy Bronze. Na Arábia Saudita, país que até 2018 proibia a entrada de mulheres em recintos desportivos, fez-se história graças ao lançamento de um campeonato de futebol feminino. A iniciativa, impulsionada pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, teve como objetivo reforçar a participação das mulheres no desporto. Para além do futebol, também a Fórmula 1 é vista como uma modalidade “masculina”. Ainda assim, e a título de exemplo, em 2018 a Alfa Romeo Sauber, equipa desta modalidade de automobilismo, anunciou a promoção de Tatiana Calderón, de 24 anos e que integrava a equipa de desenvolvimento, ao cargo de piloto de testes para essa época.
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Felizmente são inúmeros os nomes de mulheres com feitos incríveis no mundo desportivo que poderíamos destacar. Na impossibilidade de o fazermos, eis a nossa seleção de nomes de mulheres que têm vindo a deixar a sua marca na história do desporto: Kathrine Switzer Kathrine foi a primeira mulher a participar na Maratona de Boston, uma prova que, na época, era exclusiva a atletas masculinos. Quando foi descoberta, tentaram retirá-la da prova de forma violenta. Terminou a prova em quatro horas e 20 minutos, mas acabou desqualificada. Este episódio tornou-se num símbolo da luta das mulheres pela igualdade no desporto. Telma Monteiro A judoca Telma Monteiro é um verdadeiro orgulho nacional. Estreou-se nas competições europeias com apenas 18 anos, em 2004, e nas suas 14 participações subiu sempre ao pódio: acumula cinco medalhas de ouro, duas de prata e sete de bronze. Conseguiu o ouro nos Jogos Europeus em Baku, 2015, e bronze em Minsk, em 2019. Nos Jogos Olímpicos foi medalha de bronze, no Rio de Janeiro, em 2016. No campeonato mundial de judo soma quatro medalhas de prata e uma de bronze. É a judoca portuguesa mais medalhada de sempre, 11ª no ranking mundial. Naomi Osaka
Foi em 2018 que Naomi Osaka se tornou na primeira japonesa a ganhar um torneio Grand Slam, batendo a lendária Serena Williams na final do US Open desse mesmo ano. Em fevereiro deste ano venceu o Open da Austrália pela segunda vez, somando assim o seu quarto título de Grand Slam. Campeã canadiana lusodescendente Com apenas 23 anos, Osaka tornou-se na terceira pessoa, desde 1968, a vencer as Natural de Montreal, Meaghan Benfeito quatro primeiras finais de Grand Slam - é nasceu a 2 de março de 1989, filha de portu- ultrapassada pelo suíço Roger Federer (sete gueses - Arthur Benfeito e Margarida Cor- títulos nos seis primeiros torneios do Slam reia. A medalhista olímpica originalmente que disputou) e pela ex-tenista americana competiu como nadadora, mas em boa Monica Seles (seis). hora mudou para o mergulho. Estreou-se nas olimpíadas em Pequim 2008 com sua Simone Biles parceira Roseline Filion. Embora tenham A ginasta profissional dos Estados Unificado em sétimo lugar no mergulho sindos, especialista em ginástica artística, tem cronizado, a experiência preparou-as para vindo a encantar tudo e todos. Com apeo futuro. Benfeito e Filion conquistaram o nas 23 anos, conta já com 25 medalhas em bronze no mergulho sincronizado de 10m campeonatos mundiais, 19 delas de ouro, o em Londres 2012 e Rio 2016 onde Benfeito que a torna na ginasta mais condecorada na também conquistou o bronze na categoria história do seu país em mundiais. A verdaindividual de mergulho de 10m. Também deira rainha da ginástica artística. participou em competições de CampeoO caminho é feito de obstáculos, mas natos Mundiais, Jogos da Commonwealth nem isso impede mulheres de todo o mune Jogos Pan-americanos. Benfeito foi nodo de brilharem neste que (ainda) é um meada a porta-bandeira do Canadá nos mundo de homens. Como diria James BroJogos da Commonwealth de 2018 em Gold wn, “this is a man’s world, but it wouldn’t Coast, Austrália. be nothing without a woman or a girl”! Inês Barbosa/MS As personalidades
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As novas Penélopes Se partires um dia rumo a Ítaca, faz votos de que o caminho seja longo, repleto de aventuras, repleto de saber. - Konstantínos Kaváfis (poeta grego)
Aida Batista Opinião
Em março, a primavera faz-se anunciar pela forma como a natureza se desdobra em múltiplas manifestações de fertilidade. Mas não é por nenhuma associação à fertilidade feminina que o Dia Internacional da Mulher, por decisão das Nações Unidas, passou a ser celebrado, a partir de 1975 e em mais de 100 países, no dia 8 de março.
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o entanto, pensando na fertilidade como um conceito ligado à criação, então diremos que o mês foi bem escolhido, porque foi graças à luta de um grupo de mulheres corajosas que foram gerados direitos que, nascidos há pouco mais de um século, se foram desenvolvendo e ramificando ao longo dos últimos anos, embora a sombra da sua copa não chegue ainda a geografias onde tantas mulheres se sentem desprotegidas. Em anos anteriores, os dias de transição de fevereiro para março coincidia com o meu regresso das Correntes d’Escritas,
grávida de emoções por tudo quanto havia vivido na Póvoa de Varzim. Este ano, na impossibilidade de terem ocorrido presencialmente, foi-nos dada a possibilidade de as seguirmos no aconchego das nossas casas, para onde a organização nos enviou tudo quanto digitalmente preparara durante meses de gestação, e que resultou num parto muito bem-sucedido. Na alcofa do enxoval, nenhuma peça faltou para vestir os dois dias a que estas Correntes ficaram reduzidas: Cerimónia de Abertura, Testemunhos, Exposições, Documentários, Conversas, e as sempre tão aguardadas Mesas a começarem pelos enigmáticos motes com que a Manuela Ribeiro armadilha os participantes, que se veem obrigados a encontrar a ponta do novelo com que terão de se desenvencilhar da frase ou do verso proposto. Este ano outros fios se teceram numa instalação a que foi dado o título de “As Penélopes”, com que se pretendeu homenagear a tradição das mulheres poveiras, que, com lã branca, tricotavam camisolas bordadas depois a ponto cruz com motivos essencialmente marinhos. Na mitologia grega, Penélope era a mulher de Ulisses que, durante 20 anos, esperou que ele voltasse da guerra de Troia. Como principal figura feminina da Odisseia, Penélope é a
metáfora da fidelidade conjugal, porque, apesar dos vários pretendentes que a assediavam, ela acreditou sempre no regresso do seu amado a Ítaca. Para justificar as recusas, perante um pai que a aconselhava a um novo enlace, urdiu um estratagema: apenas aceitaria voltar a casar-se depois de terminar a teia iniciada para o dossel funerário de Laertes, seu sogro. E Penélope tecia durante o dia, mas, para poder prolongar o tempo de espera e adiar a palavra dada, desfazia de noite o que fizera durante o dia. À semelhança de Penélope, também a vida da maioria das mulheres poveiras foi tecida de agulhas que tricotavam dias para desfazer as noites de ausências de seus maridos no mar, bordando-lhes saudades nas longas esperas que, por vezes, terminavam amortalhadas no fundo do mar. No caso da instalação organizada no âmbito das Correntes d’Escritas, os bordados escolhidos inspiraram-se em contos de escritoras convidadas, reunidos num livro que faz parte da exposição. Embora não conheça os textos das doze escritoras, apóstolas desta merecida homenagem às mulheres da Póvoa (estendida a tantas outras), não posso deixar de concluir que o título da instalação encaixa na perfeição na trama dos nós de que eram tecidas as vidas das mulheres poveiras – ausências constantes e permanentes esperas. Algumas mulheres que, no próximo dia 8 de março, forem celebradas serão já outras Penélopes – aquelas que, tecedeiras de futuros, alcançaram vidas autónomas, afirmando-se pessoal e profissionalmente no mercado de trabalho, como foi o caso das mulheres migrantes. Para as homenagear, encontra-se no prelo a coletânea “Menina e moça me levaram”, comemorativa dos
25 anos de vida ativa da Associação Mulher Migrante, onde teremos oportunidade de conhecer 44 narrativas de mulheres que passaram pelos mais diversificados processos migratórios. Das diferentes Ítacas onde estabeleceram os seus reinos, chegaram-nos testemunhos de policromáticas telas tecidas entre elas e os diferentes mundos por onde se ensarilharam as suas vidas. A viagem nem sempre lhes foi fácil. Tal como Ulisses, também elas passaram por esforçados trabalhos e provações. Alturas houve em que pediram para serem amarradas ao mastro da persistência para não se deixarem tentar pelo canto sedutor de sereias, em detrimento da resistência que a gesta lhes exigia. Todas elas estão a ser lembradas através das histórias de vida que nos inspiram e, como escrevi na nota de abertura, a quem ficamos inteiramente gratas: às que partiram e ficaram; às que partiram e voltaram; às que estranharam e depois se adaptaram; às que voltaram mas tornaram a partir; às que, como pássaros migrantes, voam entre dois ninhos numa dupla relação de pertença; às que escolheram o nosso país como segundo ninho; em suma, a todas as que, com os seus testemunhos, nos deram verdadeiras lições de como as mulheres se podem afirmar, pessoal e coletivamente, alicerçadas na força do querer e na vontade de triunfar. Muitas delas permaneceram no anonimato. Daí ser imperativo evocar igualmente todas as que nos antecederam, mas viveram a gesta da e/imigração dentro de vidas que nunca foram contadas, nem sequer tiveram direito a uma nota de rodapé na Odisseia que ajudaram a escrever.
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Women have had a significant impact on my life and l would like to share with you an insight of someone that has had a significant influence in my life and on many others. She is someone that l saw grow into a mature, caring and extraordinary person that took all her abilities, faith and knowledge and became a Nurse Practitioner. She is someone that never gave up through some very difficult times and managed to juggle many issues that life threw at her and managed to be a successful person in more ways than one.
L
et me explain…. The journey began at the age of eight when l noticed in her a caring for humanity and the way she treated people with respect, care, love and compassion. I noticed early on in life that she had that something…. you can call it karma, intuition, talent or just maybe she had a God given gift to be with humanity and all that it brings. Even at that early age l saw something in her that made me realize that she was special. I know that you can say that about all children if you look hard enough, but this young lady just had it. She had the ability at an early age to lighten up a room or have someone take notice of her early maturity and charm. In her early teens like many teenagers this was a transition time for her, but she managed to stay focused on her personal goals and during these times l believe is when a light bulb lite up and she decided to get into a career that helped people, in particularly children. She had this bond to children throughout her early years that was magical to see and experience. Her ability to communicate with children was very special. This young lady decided to go into the health care field and specialize in caring for children and their mental and physical needs. She became a nurse at The Hospital for Sick Children and dedicated her early years as a nurse in the neurology and pain clinical areas, but that wasn’t enough, she continued to work as a daily nurse and continued her education to become a Nurse Practitioner. Her tireless nights and stressful work schedule made for this part of her life to very challenging and difficult. But
she persisted where many people would give up and accept what they have in front of them. This was not good enough for her, so she pushed until it got done. Starting this new journey as a Nurse Practitioner in the Acute Pain Services area was just a step in her journey within the health care field when one of her colleagues saw her commitment, passion and hard work that she recommended this person for an award called the DAISY Award. Let me quote what this person said in nominating her for this most prestigious award. “Elisa joined the Acute Pain Service area as a Nurse Practitioner. Upon first meeting her it was evident she was someone truly special. Over the last year l have witnessed Elisa go out of her way to advocate for some of the most vulnerable families on our service. She tirelessly championed a new device that will allow children to be discharged home sooner, with better pain control than ever before. She accomplished this with professionalism, patience and incredible perseverance, all while facing the challenges of COVID 19. But what has most struck me is her unwavering advocacy, accomplished with such care, patience and compassion, to meet the individual needs of patients and their families. A most recent example saw her reaching out to community rehabilitation facilities, pharmacies and caregivers, long after her workday had ended. She communicated with the child and family at every step in the process in a way that made them truly feel heard. At a time when the child and family truly felt no options remained, Elisa gave them hope. I cannot think of anyone more deserving of this award. As an advanced practice nurse with over 20 years’ experience l have been humbled by Elisa’s compassion, commitment to family-centred care and reminded of the true essence of nursing.” This quote capsulizes and frames what this person is all about and l couldn’t have put it any better…. If you want to know more about the Daisy Award and read up further on Elisa, you can visit the sick kids web site at www. sickkids.ca . Today, Elisa in her young career has moved on to work with children in the Therapeutic for Rare Neurological Disorders and is enjoying this stage of her career at Sick Kids Hospital. This young lady has changed my life and l have been blessed to have her in my life where l am so proud not only of her professional accomplishment, but she is just a wonderful loving person and l am so proud to call her my daughter. I would be remised not to mention a few
Créditos: DR
A very special woman in my life…
other women that have been very import- have all played significant roles in my life. To all women, you can count on my unant in my life and especially this week it being women’s week. My mother Elisa, my conditional support. mother-in-law Vincenza, my wife Teresa and my daughters Laura and Daniela…you
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Editorial
MILÉNIO | CAPA
5 a 11 de março de 2021
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English version
Women-the other half of the sky March 8th-2021 is International Women’s Day. This year’s theme is “choose to challenge” and “women in leadership: achieving an equal future in a covid-19 world”.
I
n 1977 the United Nations recognized the day and declared March 8th as International Women’s Day across the globe. It is a day to spread awareness among people regarding women’s rights and equality. This day celebrates the cultural, social and political achievements of women. As I wrote the previous two paragraphs many questions come to mind. Since the declaration in 1977 and for the next 44 years, women continue to declare that the world still remains a challenge to achieve fairness and equality. That’s a long and protracted war to achieve change. Why? What are the obstacles preventing women from achieving what they are looking for? Perhaps a change in a society that favours men to the detriment of women? Maybe gender equality is not an achievable goal because of the strategies currently being implemented to open the ultimate path being sought. Placing the emphasis on abstract assumptions that men are the cause for the failure of women to achieve will not bring about the changes women are looking for. What is gender equality anyway? Women are who they are and the assumption is that with some exceptions they do not want to be like men. An important aspect of the International Women’s Day is to celebrate women’s achievements. Do women really want to celebrate their accomplishments at the risk of being compared to men? Surely ac-
complishments are personal triumphs for intimate consumption towards a plan to do better. The hurdles that women have to overcome in their personal and professional lives will always exceed those of a man. While some may interpret this as being all encompassing, the fact is that a women’s achievements cannot be measured against any tangible feat by any male counterpart because of the varied tasks females are expected to perform. Justice and dignity are feats worth fighting for but gender equality will require special skills where the genetics of male minds will have to be repro-
Também estamos disponíveis na
grammed to view the world from a female perspective. The celebration of March 8th will be filled with flowery narratives including celebration, visibility, equality, strategic collaboration, trust and appreciation, awareness and positive thinking. However, all the positive aspects being celebrated have to be counterbalanced to include many women without a voice who are suffering the burdens of society because there is no one to help them. Some challenges women face today are
similar to 1977. • women retire with 30 per cent less wealth than men • women are 25 per cent less likely than men to reach executive positions in corporate boardrooms • females earn less than men for similar type of work in executive positions • women are marginalized and sexualized because of appearances regardless of any positive messaging society may trumpet. These are only a few of the challenges faced by women in a modern society where appearances rather than performance dictate success. Recently watched a television show produced by women where females are portrayed fighting for position, betraying each other, jealousy and promiscuity shown by the main characters revealing stereotypical assumptions long held by many that women do not like or support each other. Pornography is one of the most lucrative industries in the world today. The number of eyes looking at mostly women and consuming aspects of deprived sexuality cannot be helpful to women’s causes. Let’s celebrate but only the fact that respect and inclusion are necessary to bring harmony to the world. Forced gender equality will not work. Nurturing and embracing change is a slow process but it can be done and it starts by many in society not looking at a woman as a sex object when she walks by. Sounds simple eh? Women’s faults are many. Men only have two and they are everything they do and everything they say. Women don’t need a day, they need a lifetime of our respect. The stars in the sky are yours. Manuel DaCosta/MS
, para todo o Canadá,aos domingos, entre as 10 e o meio-dia Esta semana Fazemos exercício físico com personal trainer Kassama e Telma Pinguelo, em mais um Body & Soul Recordamos os grandes eventos promovidos por Álvaro Covões, empresário do mundo do espetáculo Entramos na rede social do Timeline com Adriana Marques e Catarina Balça Percebemos como nasceu a região gandareza com o documentário A Conquista das Areias Analisamos os temas da atualidade em mais um Roundtable E voltamos a viver a vida bem portuguesa de Bem-Vindos a Beirais
Destaques do dia, notícias de Portugal, dos países da lusofonia e ainda economia, negócios, finanças e curiosidades interessantes.
Desde as últimas notícias aos destaques do entretenimento, passando pela ciência, tecnologia, cinema e estilo de vida.
Com Nuno Miller Seg-Sex 7h
Seg-Sex 11h
Um programa voltado para aqueles que curtem a boa música, com os clássicos dos anos 80, 90 e 2000, e os hits do momento.
Muita animação, juntando a melhor música para o seu regresso a casa e uma variedade de informações que não pode perder.
Esta semana oferecemos-lhe o documentário A Conquista das Areias, da autoria da Câmara Municipal de Mira, que conta a história de homens e mulheres que criaram um mundo verde junto ao mar para o travar e defender a terra. Venha connosco até à região gandareza e fique a conhecer esta história!
Seg-Sex 14h
Seg-Sex 18h
Sáb 14h30
Esta semana, Adriana Marques e Catarina Balça falam-nos da primeira escolhida para a viagem no Space X até ao espaço, contam-nos a história bizarra da compra de um iPhone e explicam-nos tudo sobre o assalto aos cães da Lady Gaga.
No início do mês em que se celebra a Mulher, Manuel DaCosta conversa com Megan Boakye, uma mulher empreendedora, proprietária de uma empresa gráfica que se dedica ao design e planeamento de eventos.
No Body&Soul desta semana vamos conhecer uma nova terapia holística: a iridologia. Com a especialista Judith Cobb vamos perceber como os nossos olhos são realmente a janela da alma e nos dizem a que problemas de saúde devemos prestar mais atenção.
Sáb 18h
Sáb 21h
Dom 16h
A Camões TV esteve à conversa com Ricardo Araújo Pereira. Uma oportunidade de conhecer melhor a história do rapaz que queria ser escritor e jogador de futebol do Benfica, mas que se tornou num dos rostos mais conhecidos da televisão portuguesa pelos seus dotes de humorista, jornalista e comentador político.
O Espaço Mwangolé continua com as experiências e vivências da comunidade negra no Canadá em torno do Black History Month. Esta semana teremos o ativista, autor do livro best seller “Until We Are Free” e cofundador do Black Lives Matter Canada, Rodney Diverlus.
Our host Stella Jurgen interviews Carol W, a Paper Mâché sculptor from São Paulo, Brazil; and an interview with Kate Taylor, Professional Fine Artist and Chair Member of the Artists’ Network announcing the virtual art show “Big Bold Risk”.
Dom 17h
Dom 18h30
Dom 21h
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MILÉNIO | OPINIÃO
5 a 11 de março de 2021
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OPINIÃO
Fim do cristianismo na Europa? 2
Anselmo Borges Opinião
1. Pergunta-se: o que se passou para que o jesuíta Victor Codina tenha podido escrever, num estudo sobre Ser Cristiano en Europa?, que estamos a assistir a um colapso do cristianismo na Europa?
R
ealmente, os dados são preocupantes. Exemplos: na Espanha, o número de agnósticos e ateus supera o dos católicos praticantes. Na França, a maior parte da população já não é católica. Na República Checa, mais de 60% declaram-se ateus. Nos Países Baixos, na Noruega, na Suécia..., o número dos que se declaram sem religião ronda os 50% da população. E tudo indica que o número de católicos e dos que se confessam cristãos vá diminuindo na Europa em geral e é, de facto, notória a exculturação do cristianismo... Quanto à juventude, os números são alarmantes: “uma grande parte vive à margem da Igreja, que, para ela, se converteu numa pequena e estranha seita”. A situação reflecte-se na queda vertiginosa das vocações, com seminários vazios, muitas paróquias — o seu número aumentará sempre — não têm padre. E não é só “um inverno eclesial europeu”, assistimos também
a um exílio de Deus... Procurando causas. Quanto à Igreja-instituição, temos o impacto brutal dos escândalos clamorosos da pedofilia, bem como dos escândalos económico-financeiros e da corrupção no Vaticano. E, quando olhamos para as estruturas eclesiásticas, é inevitável a pergunta: onde está a simplicidade e a fraternidade exigidas pelo estilo do Evangelho? Acrescente-se o patriarcalismo, a exclusão das mulheres, o clericalismo, que é uma verdadeira “peste da Igreja”, como repete o Papa Francisco, implicando uma “estrutura perversa”, segundo G. Schickendanz. Há “um desfasamento teológico e cultural da doutrina e dos dogmas”, cujas formulações se devem à cultura helénica, longe da mentalidade moderna e pós-moderna. Acrescente-se “uma moral legalista e casuística, proveniente de uma antropologia dualista, pré-moderna, pouco personalista, muito centrada no sexo, que utiliza a pastoral do pecado e do medo do castigo para manter o povo cativo da Igreja.” Uma liturgia hierática, ritualista, ininteligível para a maioria dos fiéis, pouco ou nada participada. Para muitos, o cristianismo e a Igreja constituem “um déjà vu”, algo ultrapassado e em desuso; pior: para alguns, a Igreja é a personificação do pior da nossa cultura: “repressão, ânsia de poder, inquisição, censura, machismo, moralismo, ódio à vida, sentido de culpa e de pecado”. Mais preocupante é que Deus se tornou longínquo, um estranho, “um Deus no exílio”, na expressão de L. Duch. No mundo da tecnociência, do consumo, do conforto,
960 St. Clair Avenue West, Toronto, Ontario (647) 748-0960 PioneersGallery.ca
do hedonismo, do ter, do parecer e do aparecer, à volta de um “eu” desvinculado de toda a norma, entrou-se num imanentismo fechado, mais a-religioso do que anti-religioso, mas sem horizontes de transcendência: não interessa “o que vai para lá da vida quotidiana, do trabalho, do dinheiro, da comida, da saúde, do consumo, do sexo, do bem-estar e da segurança de uma velhice tranquila”. A vida é para gozar no sentido mais imediato do termo, na busca de uma juventude perene... A pergunta é: E quando toda esta lógica é barrada, posta em causa? Isso constata-se agora, no meio desta catástrofe trágica da pandemia. De repente, um vírus invisível que invadiu o mundo todo, apoderando-se da Humanidade, veio travar e pôr em causa estes ideais. O mal-estar é deprimente, e a esperança está em que, depois de um interregno, a que uma vacina ponha termo, se volte à “normalidade”, isto é, ao ponto onde fomos apanhados, para podermos avançar outra vez na lógica na qual se vivia. Ainda se não pensou profundamente sobre a impossibilidade deste raciocínio e seus pressupostos. De facto, já não se pode ignorar que o modelo anterior está posto radicalmente em causa. Porque é preciso entender que não é possível continuar o modelo tecnocrático de desenvolvimento ilimitado, que somos globalmente interdependentes, que o progresso tem de ter em conta as alterações climáticas, a biodiversidade, e avançar, portanto, segundo um modelo coerente com a urgência de “uma ecologia integral”, para utilizar a expressão
feliz do Papa Francisco: o grito da Terra e o grito dos pobres, clamando por uma humanidade justa. 2. Mas também pode acontecer que as pessoas, confrontadas com o abismo da existência, com a morte, parem e reflictam, indo ao encontro do essencial, das perguntas últimas, do Mistério vivo e acolhedor. Vêm-me à memória palavras luminosas do grande Václav Havel, que constatou: “Estamos a viver na primeira civilização global”. Acrescentou: “Mas também vivemos na primeira civilizaçãoa ateia, isto é, numa civilização que perdeu a ligação com o infinito e a eternidade.” As consequências disso: uma civilização obstinada em perseguir objectivos a curto prazo”, “o que é importante é que um investimento seja rentável em 10 ou 15 anos” e não os efeitos dentro de 100 anos. Depois, “o orgulho”, a hybris dos gregos. Por isso, suspeitava que “a nossa civilização caminha para a catástrofe”, a não ser que cure “a sua miopia e a sua estúpida convicção de omnisciência, o seu desmesurado orgulho”. Achava que “o desenvolvimento desenfreado de uma civilização deliberadamente ateia deve alarmar-nos”. Considerava-se apenas meio crente, mas com “a certeza de que no mundo não é tudo apenas efeito do acaso” e convencido de que “há um ser, uma força velada por um manto de mistério. E é o mistério que me fascina”. “A transcendência é a única alternativa à extinção.” Anselmo Borges é Padre e professor de Filosofia
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5 a 11 de março de 2021
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Confinamento! Mal me quer… bem me quer… Opinião
No passado fim de semana os portugueses entraram em mais um período do Estado de Emergência, renovando a situação excecional em que já nos encontrávamos e que se vai manter até dia 11 de março, sem que tenham sido aliviadas quaisquer medidas restritivas e sem que se saiba a partir de que data possamos começar a desconfinar e bem como iremos fazê-lo.
N
o entanto e no mesmo momento em que foi decretado este novo confinamento, com todas as restrições e pesadas multas pelas infrações, o sol brilhou neste nosso jardim plantado à beira-mar e cerca de quatro milhões de portugueses (segundo uma amostra representativa do todo nacional) saíram à rua para “apanhar ar”, desrespeitando as regras acabadas de ser restabelecidas. Confesso que também me apetecia ter ido passear num dos muitos paredões da nossa costa ou passear numa das praias, gozando o prazer do sol, da temperatura amena e dar ao corpo uma pequena dose de vitamina D, tão esquecida por este inverno cinzento e tão chuvoso. No entanto, não fui! Por obediência (…) às normas em vigor, mas e sobretudo por considerar que, apesar da satisfação que nos causa termos conseguido (até agora) um enorme decréscimo dos casos sanitários produzidos por esta pandemia, ainda não nos encontramos em situação de poder dispensar grande parte das restrições a que temos estado sujeitos.
é verdade! A Covid-19 e as suas variantes conhecidas (e desconhecidas…) continuam ativas em Portugal, contagiando e matando portugueses, e estamos ainda muito longe da vacinação completa (prevê-se que, se houver vacinas, apenas em setembro teremos 70% da população vacinada) e não nos podemos esquecer do que nos aconteceu depois do Natal e Fim de Ano. Outra circunstância que possa estar a iludir a população portuguesa para uma imediata falsa imunidade, levando-a a arriscar progressivamente o seu confinamento, tem sido o alarde público dado pelos média a todas as declarações a propósito do que deve ser desconfinado e quando e como fazer o desconfinamento, enchendo o painel noticioso com entrevistas a técnicos de saúde, epidemiologistas, políticos, dirigentes de instituições profissionais, patronais e comentadores de todo o tipo (até de futebol…). Claro que, embora nenhum se atreva a colocar em causa os excelentes resultados obtidos com o atual confinamento e poucos sugerem a data para o anular (o diabo/Governo que assuma o ónus…), a pressão exercida por estas informações gera na população
o errado entendimento de que o maior perigo já passou, que podemos aliviar as precauções e sair à rua quando nos apetecer. Sem causar um pânico desnecessário, nem provocar mal-estar aos portugueses, é preciso ser-se claro nos discursos públicos, evidenciando que estamos a obter bons resultados com as atuais restrições, mas o “filme” ainda não acabou e o retrocesso é possível! Todos compreendemos as razões que levam responsáveis de todo o género a pressionar o Governo e as populações trabalhadoras a apressar o desconfinamento. Elas são económicas e sociais, perante o futuro da recuperação do país e os desafios financeiros que se acumulam, mas não podemos baixar a guarda face a um inimigo que ainda não desarmou, hipotecando toda a guerra que travámos até aqui e qualquer futuro possível. É prematuro desconfinar!
Créditos: DR
Luis Barreira
E, se dúvidas houvesse sobre a eficácia das medidas de confinamento destas últimas semanas, bastaria relembrar que, a 28 de janeiro último, Portugal era o país europeu (entre os 27) com maior número de casos por 100.000 mil habitantes (cerca de 1.264 casos por 100.000 habitantes) e a 25 de fevereiro somos um dos quatro melhores países com menos casos (com 124,93 casos por 100.000 habitantes). Um resultado que não queremos perder, antes melhorar! Atualmente, entre os países europeus com mais problemas pandémicos estão a Estónia e a Hungria e alguns outros, como a Bélgica, a França, a Alemanha ou a Noruega, assumem ter de tomar medidas mais fortes para impedir o aumento de casos devidos à circulação da variante britânica do coronavírus. Considerando que: toda a população portuguesa tem acesso a esta realidade nacional e internacional, através dos meios de comunicação nacionais; que no país não existe nenhum movimento negacionista deste vírus e das formas de o combater com impacto na população e que o confinamento temporário não é uma situação que exija grandes sacrifícios, embora por vezes se torne pouco suportável, porque é que, com alguns raios de sol e uma atmosfera primaveril, tantos portugueses “saltaram para a rua”, como nunca tinha ainda acontecido desde o início do ano? Sem ignorar outro tipo de razões que justifiquem esta atitude, centrava-me em duas que me parecem as principais. Face aos bons resultados que estamos a obter na erradicação dos contágios, na diminuição dos óbitos e na recuperação dos doentes, associados à progressão da vacinação, muitos de nós começam a encarar a atual situação como o “final do tratamento” contra o vírus e a supressão do perigo de contágios, expondo-se sem receios. E tal não
Portuguese Times: 50 anos ao serviço da comunidade luso-americana Daniel Bastos Opinião
Ao longo dos anos a comunidade lusa nos Estados Unidos da América (EUA), cujos dados dos últimos censos americanos apontam que é atualmente constituída por mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, principalmente concentrados na Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Nova Jérsia, tem sido palco de uma notável multiplicidade de meios de comunicação social, em particular, ligados à imprensa escrita. Como destaca o jornalista Vamberto Freitas em Algumas considerações sobre a imprensa portuguesa nos EUA, entre “quase todos aqueles que nestes últimos anos se têm interessado pelos centros lusos radicados nos Estados Unidos da América, uma das facetas da vida comu-
nitária que geralmente mais os impressiona parece ser a exis¬tência, sempre precária mas persistente, da Imprensa falada e escrita em língua portuguesa”. As raízes da imprensa de língua portuguesa no território norte-americano remontam mesmo à segunda metade do séc. XIX, isto é, ao período inicial da emigração lusa para os EUA, quando muitos portugueses participaram na corrida ao ouro e na fundação de colónias agrícolas na Califórnia, ou se começaram a ligar aos negócios ligados à pesca da baleia. Este contexto socio-histórico singular mereceu, inclusivamente, em 29 de novembro de 2013 amplo destaque no jornal The Herald News (Fall River), através de uma reportagem assinada por Kevin Andrade sobre a imprensa luso-americana. Segundo o jornalista de investigação luso-americano, existiram cerca de mil jornais nos Estados Unidos publicados em língua portuguesa, que constituem indubitavelmente um enorme e importante manancial para o conhecimento e estudo da história da comunidade portuguesa na América.
No profícuo campo dos jornais luso-americanos, um dos órgãos de informação que mais se tem destacado pelo seu dinamismo e longevidade tem sido o Portuguese Times. Um semanário de língua portuguesa fundado em Newark, New Jersey, em 1971 por Augusto Saraiva, que veio a ser adquirido em 1973 por António Alberto Costa, e que no início de 1974 assentou praça em New Bedford. Com circulação nacional e assinantes em quase todos os estados americanos, o Portuguese Times, que tem presentemente como administrador Eduardo Sousa Lima e diretor Francisco Resendes, assinalou no decurso do mês de fevereiro o seu cinquentenário de publicação ininterrupta. Ao longo do último meio século, o semanário luso-americano tem-se assumido como um jornal de referência da comunidade portuguesa nos EUA, em particular na Nova Inglaterra, uma região no nordeste dos Estados Unidos que abrange os estados de Maine, Vermont, Nova Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island.
Capaz de ultrapassar os contratempos e as adversidades, e na maior parte dos casos sobrevivendo graças ao espírito de carolice dos seus proprietários, diretores, colaboradores, leitores e empresários mecenas, com mais ou menos dificuldades expostas pelas crises económicas, o Portuguese Times ao longo dos últimos 50 anos tem conseguido resistir e renovar-se. Dando um exemplo genuíno de altruísmo e serviço em prol da comunidade portuguesa no território norte-americano, ajudando a promover a cidadania, a valorizar a cultura, as tradições e o dinâmico movimento associativo luso. Descendente de uma provecta estirpe de jornais publicados em língua portuguesa no território norte-americano, o jornal Portuguese Times, orgulhoso do seu passado, projeta-se no presente e no futuro como um órgão de informação comunitário que constrói pontes entre Portugal e os Estados Unidos da América, dilui a saudade e a distância, fortalece a identidade cultural lusa e difunde Portugal na maior potência mundial.
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Eleições autárquicas Já há fogo no ar, uns apontam para setembro outros para novembro, mas elas vão ser este ano.
O
PSD parece que está a preparar um teste à capacidade de visão dos portugueses, com a qualidade de candidatos que procura para encabeçar as listas. Possivelmente serão em setembro próximo, mas já há pedidos para serem adiadas pelo facto de não haver tempo nem condições para se prepararem campanhas. Concordo plenamente. Os cabeças de lista têm que apresentar um manifesto para os próximos quatro anos e não é através de textos deixados nas caixas do correio ou fotografias em outdoors, há trabalho no terreno a ser feito. E há várias razões para isso: 1 - muitas das pessoas não conseguem compreender o que se escreve; 2 - nas eleições autárquicas há o apoio de vários partidos, mas vota-se é na pessoa; 3 - o segredo de um bom presidente de Câmara não está nos estudos que ele/a tem, está na capacidade da pessoa em convencer o eleitorado que a ideia é boa; 4 - essa pessoa precisa de condições para ir de porta a porta e explicar ao cidadão o que pretende fazer para melhorar a qualidade de vida dos residentes e perceber as necessidades de cada um. São coisas muito importantes e só cara a cara se conseguem resultados, mas mais próximo das eleições irei opinar sobre este assunto. Nestas eleições está a aparecer um PSD empenhado em apresentar candidatos de renome e com provas dadas tanto na po-
CONHECEDORES ABSOLUTOS DAS LEIS DE IMIGRAÇÃO
Permits de trabalho abertos (qualquer empresa) para juventude (18 a 35 anos), processos de residência permanente, ofertas de trabalho podem resultar em permits de trabalho temporários ou permanentes Jason Ferreira, B. Comm, RCIC
416-653-8938
los Manuel Félix Moedas, natural de Beja, licenciou-se como engenheiro civil pelo Instituto Superior Técnico de Lisboa e frequentou a École Nationale des Ponts et Chaussées em Paris, Em 1998, formou-se com Mestrado em Administração de Empresas pela Harvard Business School, EUA (1998/2000), já é oficialmente o candidato para a Câmara de Lisboa. Rui Rio já confirmou publicamente e sem dúvida é o melhor candidato para todos os lisboetas. Sem ainda se conhecer os outros a não ser o atual presidente Fernando Medina, esta
Créditos: DR
Augusto Bandeira
Opinião
lítica como em cargos por onde passaram como gestores e é isso que faz falta - saber fazer bem sem exagerar nos custos, saber controlar a balança. Os lisboetas vão ter um excelente candidato, neste momento têm lá um presidente que deixa muito a desejar. Ficou no cargo do atual primeiro-ministro, que era o lugar dele, estava bem melhor na Câmara. O Medina vai ter um concorrente de peso e espero que Lisboa acorde para lhes ser dada de volta a cidade que merecem. Apoiado pelo PSD e possivelmente pelo CDS entre outros partidos da direita, Car-
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Em assunto de imigração, não se deixe enganar por rumores
será uma oportunidade para os lisboetas dizerem se querem alguém com capacidades acima da média para governar a capital do país. Carlos Moedas tem um curriculum invejável: em 2014 foi nomeado pelo primeiro-ministro português para Comissário Europeu, foi responsável por Pesquisa, Ciência e Inovação, um dos maiores projetos de ciência e inovação do planeta no valor de 77 bilhões de euros, é autor da proposta do futuro programa Horizon Europe, no valor de 100 mil milhões de euros, cujo lançamento está previsto para 2021. Mas há muito mais sobre este senhor, não lhe falta nada para convencer o eleitorado de Lisboa. Agora compete aos votantes decidirem se querem alguém capaz. Mas o PSD não fica por aqui, está com força a trabalhar para a segunda cidade maior do país, o Porto. Segundo as últimas notícias o independente Rui Moreira, com quem Rui Rio simpatizava, não mostra confiança e por isso mesmo o PSD vai a jogo nas eleições autárquicas com um candidato próprio, que ainda procura. Também em Viana do Castelo, onde os militantes do PSD reuniram em plenário no dia 12 de fevereiro, foi aprovado com uma maioria devastadora e sem qualquer voto contra o perfil do candidato a Presidente da Câmara Municipal. Com o perfil adequado fala-se no ex-presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Prof. Rui Teixeira, e ex-presidente da Associação de Institutos Politécnicos do Norte. A ser verdade Viana do Castelo será uma cidade que vai perguntar ao eleitorado se quer um presidente capaz e com um curriculum invejável. Com todo o respeito acho que está na hora de Viana do Castelo eleger um novo rumo, muito tempo no poder faz mal e incentiva a corrupção. Vamos esperar por mais novidades, mas já se vê que as autárquicas vão ser quentes e com alguma qualidade da parte do PSD. Ainda bem que não se vai atrás dos meninos do partido, espero que isto seja o inicio de uma mudança saudável.
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Família de Ontário forçada a pagar estadia num hotel depois de regressar de um funeral em Lisboa Cristina Teixeira viajou para Portugal para ir ao funeral do pai em Oeiras, Lisboa, e no regresso a Bowmanville, Ontário, teve de pagar $3.458 por uma noite num hotel para cumprir a quarentena obrigatória para passageiros internacionais. A família Teixeira defende que o plano do governo federal para fazer quarentena num hotel foi “mal concebido” e diz que tem vivido um pesadelo desde que aterraram no Aeroporto Internacional de Pearson, em Toronto.
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m declarações ao Milénio Stadium, a neta, Victoria Russo, de 25 anos, explica que a família tentou pedir uma exceção ao Governo canadiano para no regresso cumprir quarentena em casa, uma vez que se tratava de uma viagem essencial para atender ao funeral do avô. “Nós trocámos e-mails e chamadas telefónicas com a Embaixada do Canadá em Lisboa, com a Health Canada e com a CBSA antes, durante e depois de viajarmos. O Canadá tem uma compassionate travel exemption para qualquer pessoa que tenha de viajar para ir a um funeral, mas o Governo não reconhece que isso é apenas para pessoas que viajam de outros países para o Canadá e não vice-versa. As regras são totalmente invertidas e não favorecem os cidadãos canadianos que podem precisar de viajar para outro país para a ir a um funeral, como foi o nosso caso”, informou. Cristina Teixeira estava a regressar ao Canadá com o seu irmão e com a filha no dia 27 de fevereiro depois de passar uma semana em Portugal e no Aeroporto de Pearson fez o que lhe pedido, voltou a pedir uma exceção para que o caso fosse reavaliado, mas o pedido foi chumbado. “Como voltaram a negar o nosso pedido para cumprir quarentena em casa tivemos que reservar um hotel na hora. O agente de saúde deu-nos um número direto para um hotel e disse que este tinha mais disponibilidade do que os outros. Não pudemos escolher o hotel e no início disseram-nos que teríamos de pagar $369 por noite e que a estadia mínima eram três noites. Quando chegámos ao hotel o preço aumentou para $700 por noite. A nossa fatura final foi $3.458,67 e depois foi-nos enviado um recibo de $2453.55. Tentámos obter esclarecimentos com o ge-
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rente do hotel, mas até agora não tivemos qualquer resposta”, explicou. O hotel onde a família Teixeira ficou hospedada foi o Crowne Plaza Hotel e a família teve de sair do aeroporto de táxi porque o hotel não os veio buscar, tal como tinha sido prometido em frente ao agente de saúde. A família acabou por ficar apenas uma noite no hotel porque recebeu o resultado dos testes à COVID-19 em menos de 15 horas, mas o hotel cobrou as três noites na mesma. Victoria admite também que o serviço do hotel não foi o melhor. “O nosso quarto não tinha medidas adicionais para controlar a transmissão do vírus, quando fizemos o check-in não nos informaram sobre nenhuma regra em específico, não nos disseram que tínhamos de permanecer no quarto e aguardar pelas refeições, não pediram a nossa identificação, só verificaram a dos meus tios porque a reserva foi feita com o cartão de crédito deles, não nos perguntaram se tínhamos restrições de dieta ou alergias”, contou. A família Teixeira acusa o Governo de “permitir que cada hotel pratique o preço que entender” e diz que a indústria se está a aproveitar de canadianos que passam por momentos de dor e stress depois de perderem um familiar em condições completamente atípicas. “Acredito que esta é uma forma da indústria recuperar o dinheiro que perdeu no ano passado devido à pandemia. A entrada do hotel estava cheia de pessoas que não estavam a cumprir a distância social entre si e durante a nossa estadia nenhuma equipa veio verificar se estávamos nos nossos quartos. Quando ligávamos para a receção do hotel eramos completamente ignorados”, lamentou. Victoria Russo publicou no YouTube um vídeo de quase 15 minutos onde explica os detalhes da viagem inteira e onde percebemos que parecem existir algumas informações contraditórias entre o Governo e as transportadoras aéreas. O vídeo contava quarta-feira (3) com 1,236 visualizações e a dada altura Victoria explica que a TAP Portugal informou a família pelo telefone de que ia ter o embarque negado se não fizesse uma reserva num hotel com antecedência. A jovem de 25 anos refere que, segundo a Transport Canada, foi-lhes transmitida a
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Família Teixeira. Foto cedida pela familia - Direitos Reservados
informação de que não podiam fazer a reserva antes de viajar. De acordo com a Agência de Saúde Pública do Canadá cabe aos próprios hotéis - e não ao Governo - estabelecer as suas próprias tarifas e que essas tarifas podem sofrer alterações. A regra de quarentena em hotel para passageiros internacionais entrou em vigor no país na semana passada. Todos os passageiros que aterram no
Canadá devem pagar três noites num hotel enquanto aguardam pelo resultado do teste à COVID-19. Se o resultado for negativo o Governo permite que os passageiros cumpram a quarentena em casa, mas se o teste vier positivo cabe ao Governo designar um local para os passageiros cumprirem quarentena. Joana Leal/MS
Daniel Bastos novamente distinguido “Português de Valor” em França No âmbito da 11.ª edição do prémio “Portugueses de Valor”, uma iniciativa organizada pela revista da diáspora Lusopress, um relevante meio de comunicação social da comunidade lusa em França, o escritor e historiador Daniel Bastos, colaborador do Milénio Stadium que tem vários livros publicados no domínio da História e Emigração, e cujas sessões de apresentação o têm colocado em contacto estreito com as comunidades portuguesas, foi nomeado pelo terceiro ano consecutivo como um dos “Portugueses de Valor 2021”.
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iniciativa, que tem o Alto Patrocínio do Presidente da República, demanda valorizar anualmente 100 portugueses que se encontram espalhados pelo mundo, e cujo percurso profissional, pessoal ou associativo se tem destacado em prol das comunidades portuguesas. Refira-se ainda, que de 5 a 7 de agosto, será realizada na cidade de Bragança uma gala que vai premiar seis portugueses de França, dois do resto do mundo e dois de Portugal, a partir da seleção de 100 pessoas, que levam o nome de Portugal mais longe, no campo cultural, empresarial, associativo e solidário, e cujas histórias vão ser reunidas no livro “Portugueses de Valor 2021”.
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Unifor: Air Canada vai reembolsar passageiros
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A Air Canada concordou em reembolsar os passageiros que tiveram os seus planos de viagem cancelados por causa da pandemia. A medida faz parte do pacote de resgate do governo federal e foi confirmada por uma fonte que está a acompanhar as negociações.
Trudeau diz que final da campanha de vacinação pode ficar concluída antes do previsto previsto. Questionado pelos jornalistas sobre como o Canadá ia conseguir antecipar a vacinação de toda a população, Trudeau disse estar confiante de que pode acontecer antes do final de setembro, se a entrega das vacinas acontecer antes do previsto e se a Health Canada aprovar mais vacinas proPresidente dos EUA, Joe Biden, missoras. A recente aprovação da Health Canada anunciou também na quarta-feira (3) que o seu Governo vai ter stock da vacina AstraZeneca vai adicionar mais suficiente para vacinar todos os america- de 20 milhões de vacinas ao stock nacional nos até final de maio, dois meses antes do dos próximos seis meses. Na quarta-feira
O primeiro-ministro Justin Trudeau disse esta quarta-feira (3) que a campanha de vacinação do Canadá pode terminar antes de setembro se o país garantir as vacinas necessárias e se houver uma mudança nos calendários de vacinação.
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(3) o país recebeu 500.000 doses de vacinas produzidas na Índia, mas ainda não se sabe quem vai poder ser vacinado. Mesmo antes de Biden anunciar que a vacinação dos americanos vai estar concluída até final de maio, os EUA já estavam encaminhados para concluir a vacinação antes do Canadá. No final de março 34% da população americana vai estar vacinada, enquanto na mesma altura o Canadá espera vacinar 8% da população. CBC/MS
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presidente da Unifor também revelou que conversou com a Air Canada e com funcionários do governo federal que estão a negociar com a companhia aérea que confirmaram que a Air Canada concordou há muito tempo em reembolsar os passageiros em troca de um resgate. As companhias aéreas canadianas já receberam até agora mais de $1,7 mil milhões de apoios do governo para ajudar a pagar salários. Existem várias condições para um resgate financeiro: as companhias aéreas têm de reembolsar os passageiros que tiveram voos cancelados por causa da pandemia; devem restabelecer as rotas regionais no país e têm de assegurar os empregos no setor. CBC/MS
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Jahmil French, star of Degrassi
The Next Generation and Soundtrack, dead at 29 Tributes pour in for Scarborough-born star on social media as news of his death emerges
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ahmil French, the Scarborough-born star of Degrassi: The Next Generation, has died, his manager confirmed to CBC News. He was 29. “It is with a heavy heart that I confirm the passing of a dear friend and client Jahmil French,” Gabrielle Kachman said in a statement. The circumstances of his death were not disclosed. “He will be remembered by many for his passion for the arts, his commitment to his craft, and his vibrant personality. I ask that you keep his family and friends in your thoughts and prayers at this difficult time,” Kachman added. Tributes for French, who played Dave Turner in the teen series Degrassi and also starred in the Netflix series Soundtrack, poured in on social media Tuesday (2) as costars and colleagues learned of his death. “You will always hold such a special place in my heart,” wrote Degrassi co-star Mindy Shankar, who played Alli Bhandari on the show. “Thank you for being one of the most talented, compassionate, kindest, funniest friends I have. You were so loved.” Fellow Degrassi star Chloe Rose, who played Katie Matlin, tweeted that she was “in shock.” “He always wanted to make people laugh and smile, a true joy to be around.” On its website, the Scarborough-based Wexford Collegiate School for the Arts lists French among its graduates. In 2018, French received a Canadian Screen Awards nomination for his work in the film Boost, about two immigrant teenagers embroiled in car-theft scheme in
Jahmil French arrives on the red carpet at the Canadian Screen Awards in Toronto on Sunday, March 11, 2018. (Chris Young/Canadian Press)
Montreal. French told the Globe and Mail that year that a day before finding out about his nomination, he went to buy a poster of his favourite movie, Training Day, only to find out later he was nominated in the same category as one of its stars, Ethan Hawke. “What are the chances that I just put a poster of him and Denzel Washington up on the wall to honour my ambition and my infatuation, and the next day, I’m in the same category as him?” the newspaper
quoted French as saying. Another Degrassi star, Jessica Tyler, posted a statement online Tuesday (2) saying the stars of the show were “a family.” “It can be so easy to forget, or rather not spend that much time speaking about, where it is that we came from,” she said. Although not all of the show’s members kept in close contact since it went off the air, they are “bound together, forever, by the unique experience we call Degrassi,” she said.
“You are so loved, Jahmil... Rest in Peace. Your kindness and bright light will not be forgotten. Much love to you my friend.” In his final post on Instagram six weeks ago, French posted a photo captioned with only a smiling emoji. On Tuesday (2), the post was filled with comments by fans and friends shaken by his loss. CBC/MS
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Subsídios federais para salários e arrendamento estendidos até junho O governo federal vai estender até junho dois programas de apoio à pandemia que apoiam as empresas a pagar salários e arrendamento. A medida foi confirmada esta quarta-feira (3) pelo primeiro-ministro Justin Trudeau numa conferência de imprensa coletiva em Otava que explicou que os valores se mantêm. Trudeau disse que esta não é a altura de retirar os apoios aos trabalha-
dores e aos proprietários de empresas, se vai manter. mas antes de apoiá-los. Os programas deveriam acabar a 13 de março, mas vão ser estendidos até 5 de juprograma de apoio aos salários paga nho. Mais quatro meses de programas de75% dos vencimentos e o programa vem custar aos contribuintes mais $16 mil de apoio ao arrendamento cobre até milhões – quase $14 mil milhões do pro65% das despesas com aluguer. O complegrama de apoio aos salários e cerca de $2 mento de arrendamento que foi criado para mil milhões do subsídio de arrendamento. apoiar empresas que foram obrigadas a feA ministra das Finanças sublinhou que char por causa dos confinamentos também
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existe luz ao fim do túnel e que os apoios federais vão manter-se onde e quando forem necessários. A Federação Canadiana de Empresas Independentes já reagiu e disse que a extensão dos apoios aos salários e ao arrendamento são boas notícias para os proprietários de pequenas empresas. CBC/MS
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Imigrantes irregulares podem inscrever-se para vacina Covid-19 Os imigrantes em situação irregular ou ilegal, sem número de utente do Serviço Nacional de Saúde, podem inscrever-se para receber uma vacina contra a covid-19. A informação foi enviada pelo Alto Comissariado para as Migrações a associações de apoio a migrantes na tarde de quarta-feira (3).
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s pessoas com mais de 80 anos ou mais de 50 anos e comorbilidades graves estão a ser convocadas para receber a vacina pelos centros de saúde, mediante o número de utente do SNS. Mas as pessoas oriundas de países sem acordos com Portugal na área da Saúde não têm número de utente nem estão inscritas em centros de saúde. Estão, portanto, fora do radar das autoridades sanitárias. O JN questionou o Ministério da Saúde sobre a forma como planeia identificar e
contactar estas pessoas, para assegurar que serão imunizadas contra a covid-19. Em resposta, fonte oficial informou apenas que o plano de vacinação “é universal, ou seja, destina-se a qualquer pessoa presente em Portugal, desde que a vacina esteja clinicamente indicada por essa pessoa”. Já ao início da tarde de quarta-feira (3), o Alto Comissariado para as Migrações (ACM) fez chegar às associações do setor um email, contendo uma ligação para a página na internet do Ministério da Saúde. Lá, as pessoas podem inscrever-se para a vacinação, indicando o nome completo, a data de nascimento, o género e um número de telefone, móvel ou fixo. Além disso, devem indicar o país de nacionalidade e de naturalidade, bem como a morada completa. O email, lacónico, está escrito em português e em inglês e diz apenas que os migrantes sem número de utente “já podem
submeter a sua inscrição para serem vacinados contra a COVID19”. Depois, “serão contactados pelas Unidades Locais de Saúde”. O JN pediu mais esclarecimentos ao ACM, mas ainda não obteve resposta. Associações sem informação A questão da vacinação dos imigrantes em situação irregular ou ilegal foi levantada pela Ad Sumus, associação de apoio de Almada, numa audição com os ministérios da Segurança Social e da Presidência, há uma semana. “Como vai ser a vacinação dos emigrantes irregulares? Como será feito o rastreio destas pessoas?”, questionou Lígia Almeida, na altura. Lígia Almeida louvou a ação do Governo: “Não tínhamos, até hoje, qualquer indicação de como seriam abrangidos” os imigrantes sem número de utente do SNS.
As dúvidas da Ad Sumus foram reforçadas por Cyntia de Paulo, ainda antes de a Casa do Brasil, a que preside, ter recebido o email do ACM. Cyntia de Paulo assegurou que muitas pessoas continuam a viver em Portugal em situação ilegal ou irregular, apesar de o Governo ter considerado como estando em situação regular todas as pessoas que já tinham iniciado processo no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, quando começou a pandemia de covid-19. “Não serão tantas quantas as que foram consideradas regulares, mas serão muitas”, disse. No verão do ano passado, a região da Grande Lisboa foi duramente atingida pela pandemia, incluindo em áreas habitadas por comunidades de imigrantes. JN/MS
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Mulheres trabalham mais uma hora e 13 minutos que os homens
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Trabalho As mulheres portuguesas trabalham em cada dia útil mais uma hora e 13 minutos do que os homens, entre trabalho pago e não pago, continuando a ter maior dificuldade em conciliar a profissão com a vida familiar e pessoal.
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sta é uma das conclusões de um estudo que a CGTP divulga esta quinta-feira (4), o último de um conjunto que a Comissão para a Igualdade tem vindo a divulgar sobre a situação atual da mulher no trabalho, no âmbito da preparação da Semana da Igualdade que a central promove entre 8 e 12 de março. Segundo a análise, feita com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Eurostat, 78% das mulheres trabalhadoras fazem pelo menos uma hora de trabalho doméstico por dia, enquanto apenas 19% dos homens o fazem. “Apesar de haver sinais positivos sobre a participação dos homens ao nível da par-
tilha de responsabilidades na vida familiar, existe ainda uma grande distância entre partilha equilibrada de responsabilidades e as realidades quotidianas”, refere o estudo. De acordo com o documento, quase 40% das mulheres já interrompeu a carreira para cuidar de filhos, enquanto apenas 8% dos homens o fez. Cerca de 17% das mulheres são cuidadoras informais, abdicando, total ou parcialmente, a título temporário ou definitivo, do pleno envolvimento no trabalho remunerado para prestar assistência a cônjuge, pais, filhos, ou outros familiares em condição de fragilidade ou de dependência. E apenas 9% dos homens são cuidadores informais. “Neste contexto, os efeitos já causados pela pandemia e a generalização do teletrabalho para um elevado número de mulheres, aprofundaram ainda mais as dificuldades já existentes na conciliação entre trabalho e vida familiar e pessoal”, considerou a CGTP.
Segundo o estudo, na primeira vaga da crise pandémica, coincidente com o 2.º trimestre de 2020, a proporção da população empregada que trabalhou sempre ou quase sempre em casa, em teletrabalho, chegou aos 25,2% nas mulheres e aos 21,1% nos homens. Citando os resultados do inquérito nacional realizado em 2020 pelo INE, o documento diz que a existência de crianças conduz a uma perceção mais desfavorável quanto à existência de condições necessárias ao teletrabalho em termos de situação familiar e de gestão do tempo, particularmente entre as mulheres. “Por outro lado, foram também as mulheres quem mais recorreu ao apoio extraordinário à família, sendo que mais de 80% dos beneficiários deste apoio são mulheres, um indicador que ilustra de forma clara as assimetrias que continuam a marcar a prestação de cuidados no seio familiar”, refere. As desigualdades relativamente às mu-
lheres persistem apesar de Portugal ser um dos países europeus com mais elevada taxa de participação feminina no mercado de trabalho, dado que a taxa de atividade das mulheres se situa nos 73%, acima da média europeia, que é de 68%, e próxima da taxa de atividade dos homens, que se situa nos 78%. Portugal combina uma taxa de atividade feminina elevada com uma baixa proporção de mulheres empregadas a tempo parcial, pois apenas 11% das mulheres o fazem, comparativamente com os mais de 31% registados na média da União Europeia. Simultaneamente, as mulheres representam cerca de 50% do emprego em Portugal, enquanto a nível europeu a taxa de feminização do emprego se encontra nos 46%. A Comissão para a Igualdade da CGTP considerou que “o prolongamento generalizado e a constante irregularidade dos horários e tempos de trabalho são claramente incompatíveis com a necessidade de conciliar diariamente a vida profissional com a vida familiar”. Segundo o estudo, Portugal é o quarto país da União Europeia onde se trabalha habitualmente mais horas por semana a tempo completo: 40 horas semanais, em média, no conjunto dos setores, mas na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca chega-se às 42 horas semanais. Mais de 50% do total dos trabalhadores, incluindo os que estão a tempo parcial, trabalha em média entre 36 e 40 horas e 18% mais de 40 horas. Mais de 1,7 milhões de assalariados trabalha por turnos, à noite, ao sábado ou domingo ou numa combinação destes tipos de horários, 860 mil dos quais são mulheres, 49% do total. Do total de mulheres trabalhadoras, 41,5% são abrangidas por este tipo de horários. Mais de 650 mil mulheres trabalha ao sábado, cerca de 430 mil ao domingo, 393 mil ao serão, 393 mil por turnos e 132 mil à noite. A Comissão para a Igualdade da CGTP defendeu a necessidade de serem tomadas medidas efetivas e eficazes que permitam conciliação da vida profissional com a vida pessoal e familiar dos trabalhadores e que garantam a igualdade das mulheres. JN/MS
Conselho de Ministros
“Não há nada como prevenir para não ter de remediar”, diz Marcelo sobre incêndios florestais Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que, no Conselho de Ministros temático desta quinta-feira (4), foi debatida e apreciada “aquilo que é uma estratégia nacional” de ordenamento do território, que visa “prevenir mais do que combater os fogos florestais”.
“Trata-se de uma estratégia que arrancou em 2017 e é de longo prazo, visando 2030”, sublinhou, relembrando que, tal como nos mostrou esta quinta-feira (4), em que se
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m cima da mesa estiveram dois diplomas polémicos: o Programa Nacional de Ação do Plano de Gestão Integrada de Fogos Rurais e o regime jurídico de arrendamento forçado, muito contestados pelo setor agroflorestal. No final do encontro, presidido pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa pediu “solidariedade estratégica”, recordando a “tragédia de 2017” e o “flagelo dos incêndios” que, ao longo de “sucessivos tempos históricos, fustigou milhares de portugueses”. Por isso, acrescentou, foram aprovados, neste Conselho de Ministros, vários diplomas, mas também uma estratégia de prevenção, de Ordenamento do Território.
assinalaram 20 anos da queda da ponte de não ter de remediar”, sublinhou. Entre-os-Rios”, é fundamental juntar toNa mesma linha de pensamento, Antódos os portugueses em torno da mesma es- nio Costa reforçou o apelo à concertação na tratégia. “Não há nada como prevenir para prevenção dos incêndios. “Se queremos ter uma floresta resiliente, temos de agir nos elementos estruturais”, referiu, realçando que “a reforma da floresta tem de ser um combate nas próximas décadas”. O chefe de Estado foi convidado a presidir ao Conselho de Ministros temático sobre florestas, que decorreu esta quinta-feira (4) de manhã em Monsanto, Lisboa. António Costa convidou também Marcelo Rebelo de Sousa para um almoço, em São Bento, para assinalar o fim do primeiro mandato do Presidente da República. De recordar que, há cinco anos, António Costa também convidou o então Presidente da República, Cavaco Silva, em fim de mandato, para presidir a um Conselho de Ministros, que se realizou seis dias antes de Marcelo Rebelo de Sousa lhe suceder nas funções de chefe de Estado. JN/MS
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Covid-19
Graça Freitas admite cenário de nova escalada da pandemia em Portugal A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu que Portugal pode voltar a enfrentar uma nova vaga da pandemia nos próximos meses, mesmo com a atual campanha de vacinação em curso.
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Uma nova escalada do vírus está em cima da mesa, mesmo com a vacina”, reconheceu Graça Freitas, numa entrevista à RTP3, sublinhando: “O vírus sofre mutações. Não estamos livres disso, apesar da vacina. E não sabemos quanto tempo vai durar a imunidade, se vai proteger contra novas variantes ou como vai funcionar a imunidade natural”. Questionada sobre os critérios de avaliação que devem orientar a definição do plano de desconfinamento, Graça Freitas realçou a diversidade de metodologias adotadas entre os países e salientou que não existe uma “receita” única pela qual todos podem copiar. Porém, não deixou de apontar a primazia de quatro critérios. “Os quatro indicadores que estão a ser mais ponderados - e que não excluem outros - são: incidência cumulativa a 14 dias, taxa de positividade, ocupação de camas em unidades de cuidados intensivos e o Rt [índice de transmissibilidade]”, frisou. A este nível, sublinhou que Portugal está com um Rt “baixo” e com “uma taxa de positividade inferior a 4%”, mas relembrou a situação preocupante em internamentos e confessou que é ainda preciso “baixar um bocadinho” a incidência. “Temos de consolidar todos estes valores e esperar ainda que alguns deles melho-
nheceu que “o primeiro trimestre vai ficar aquém das expectativas”, por força da falta de disponibilidade de vacinas, mas mostrou esperança no cumprimento da meta de 70% da população do país vacinada até final de agosto. Quanto a um eventual alargamento da utilização da vacina da AstraZeneca a pessoas com mais de 65 anos, a diretora-geral da Saúde não exclui a revisão que já está a avançar em alguns países. “À medida que vamos tendo mais informação de outros países, não o pomos de parte, porque permite vacinar mais rapidamente grupos mais velhos”, disse. Depois de passar em revista um ano de pandemia no país, que considerou ter sido “muito intenso” e “trágico”, durante o qual assumiu ter tido “momentos” em que pensou em desistir, Graça Freitas lamentou os “números açambarcadores” de mais de 16 mil mortos e 800 mil casos associados à covid-19, em especial o drama vivido no último mês de janeiro, em que Portugal bateu máximos de óbitos e infeções. “Aconteceu uma avalanche. Juntaramtenha assinalado que não é uma decisão da -se alguns fatores importantes e, por vesua responsabilidade. zes, não se consegue prever a sinergia dos A responsável da DGS assegurou que está fatores. Tínhamos uma nova variante a previsto o arranque da testagem nas escocircular, que aumenta a velocidade de prolas com a retoma das atividades letivas e pagação, estávamos no inverno e tivemos que os rastreios podem ser alargados em temperaturas extremamente frias, mas não função do que for encontrado, mas deixou havia uma previsão com uma dimensão uma mensagem aos especialistas que dedestas. O que esperaríamos era uma terceifendem a testagem maciça como a solução ra onda um bocadinho maior do que a separa o combate à pandemia: “Os testes não gunda. O rasto que deixou é devastador”, são tratamentos nem vacinas”. concluiu. Já sobre a vacinação, Graça Freitas recoJN/MS
rem. Gostaríamos que a incidência baixasse mais para termos mais conforto. É preciso ter alguma cautela. Estes desconfinamentos nos outros países também estão a ser faseados”, notou. Entre as maiores preocupações do confinamento está o encerramento das escolas e as consequências que esta situação pode ter nos alunos, com Graça Freitas a vincar que “a cautela aconselharia a que fosse uma abertura faseada, começando pelos graus de ensino com alunos mais novos”, embora
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Câmara de Ponta Delgada apoia 55 empresas do concelho A medida de apoio à reestruturação e inovação de empresas, criada no âmbito do Fundo Municipal de Emergência Empresarial, teve uma taxa de execução de 100% esgotando, assim, a sua dotação de 50 mil euros, indica nota.
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egundo a autarquia de Ponta Delgada, beneficiaram deste apoio 55 micro, pequenas e médias empresas do concelho e diferentes setores de atividade, nomeadamente turismo, contabilidade e comércio. Os números foram avançados pela presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Duarte, após uma visita a uma das empresas beneficiárias da medida, a AHBorges. O apoio da Câmara de Ponta Delgada às empresas que se candidataram visou a aquisição de material informático para a sua adaptação ao teletrabalho e, por conseguinte, para a melhoria do processo produtivo em contexto de pandemia. Foi também apoiada a aquisição de software informático, a criação de sites e a alteração de processos de comunicação com vista à diversificação e angariação de novos clientes.
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Câmara de Ponta Delgada apoia 55 empresas do concelho A medida de apoio à reestruturação e inovação de empresas, criada no âmbito do Fundo Municipal de Emergência Empresarial, teve uma taxa de execução de 100% esgotando, assim, a sua dotação de 50 mil euros, indica nota. Segundo a autarquia de Ponta Delgada, beneficiaram deste apoio 55 micro, pequenas e médias empresas do concelho e diferentes setores de atividade, nomeadamente turismo, contabilidade e comércio. Os números foram avançados pela presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Duarte, após uma visita a uma das empresas beneficiárias da medida, a AHBorges. O apoio da Câmara de Ponta Delgada às empresas que se candidataram visou a aquisição de material informático para a sua adaptação ao teletrabalho e, por conseguinte, para a melhoria do processo produtivo em contexto de pandemia. Foi também apoiada a aquisição de software informático, a criação de sites e a alteração de processos de comunicação com vista à diversificação e angariação de novos clientes. AO/MS
Governo dos Açores vai rever programa de apoio ao pagamento de propinas Lucro do Novo Banco dos Açores
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Vamos rever a portaria, tornando a medida mais abrangente e mais simplificada para que este apoio abranja um maior número de estudantes, porque se trata de uma grande ajuda aos estudantes que se encontrem em dificuldades”, disse o vice-presidente do Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, Artur Lima. Artur Lima falava numa audição na comissão especializada permanente de Assuntos Sociais do parlamento regional sobre uma proposta do PS para a criação de uma linha de apoio social para estudantes e trabalhadores-estudantes do ensino superior, na forma de incentivo não reembolsável. “A linha de apoio social visa apoiar as situações de diminuição de rendimentos associados à pandemia do vírus Covid-19, tendo por referência os rendimentos do ano anterior à declaração de pandemia”, segundo o projeto de decreto legislativo regional apresentado pelo PS. Segundo Artur Lima, as condições de acesso da portaria de apoio ao pagamento de propinas “eram muito restritivas” e o objetivo do atual executivo é “melhorar” o programa para os estudantes que “estão a braços com mais dificuldades”. “O Governo já está a trabalhar e a vice-presidência para alterar esta portaria de modo a abranger um maior número de estudantes e famílias, e não apenas aquelas de fracos rendimentos, nesta altura de pandemia e pós pandemia”, salientou. O vice-presidente adiantou ainda, durante a audição no parlamento, que o Governo Regional “está a trabalhar” para “melhorar o prémio de mérito” de ingresso no ensino superior, medida que “contribui também para ajudar as famílias e estudantes”.
Sobre a iniciativa socialista, disse que a vice-presidência “nada tem a opor” à proposta que “parece bem-intencionada” visando a criação de uma linha de apoio social para estudantes. O deputado socialista Vilson Ponte Gomes destacou que a iniciativa do partido “abrange não só os estudantes deslocados açorianos, como também os não deslocados” e, “sobretudo, os estudantes trabalhadores acima dos 30 anos” e que estão confrontados com “uma situação inesperada de desemprego e quebra de rendimentos” na sequência da pandemia de Covid-19. “Este diploma pretende alcançar não só aqueles que têm fracos rendimentos, mas também aqueles que, por via da situação pandémica que atravessamos, sentem e sentiram os seus rendimentos a diminuírem”, frisou. Durante a audição, a deputada do CDS-PP nos Açores, Catarina Cabeceiras, referiu que o seu partido também “entregou na segunda-feira” (1), no parlamento regional, “uma iniciativa para apoio aos estudantes deslocados” quanto “à criação de uma gabinete de apoio” a estes alunos, assim como “a criação de um mecanismo de apoio ao pagamento de habitação a estes estudantes deslocados e que frequentam o ensino superior”. Ouvido também na mesma comissão, o secretário Regional da Juventude, Qualificação Profissional e Emprego sublinhou a importância de iniciativas legislativas para apoio aos jovens estudantes numa altura de crise motivada pela pandemia. “Com esta proposta do grupo parlamentar do PS, ou com a proposta do CDS-PP e outros contributos que possam existir, serão sempre vistos positivamente pelo Governo, até porque se coadunam claramente com as necessidades de apoio momentâneo por via do Covid-19, mas também pela perspetiva futura de grande proximidade com cada um dos estudantes açorianos que se encontrem deslocados e incentivando o regresso às suas terras”, referiu Duarte Freitas. AO/MS
cai 30,4% para 2,8 ME em 2020 O Novo Banco dos Açores encerrou o exercício de 2020 com um lucro de quase 2,790 milhões de euros, que representa uma quebra na ordem dos 30,4% em relação ao resultado líquido de 2019.
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O Governo dos Açores vai rever o programa de apoio ao pagamento de propinas dos estudantes universitários, não se opondo a iniciativas legislativas dos partidos que também visem ajudar os jovens do ensino superior, salientou o executivo.
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m nota, o Novo Banco dos Açores dá conta de que “o ano de 2020 foi marcado por um funcionamento extraordinário e muito difícil”, devido à pandemia de Covid-19, mas, “não obstante as enormes dificuldades, (…) obteve um resultado líquido do exercício de 2020 positivo de 2,8 milhões de euros, o que representa uma redução de 30,4% face a 2019”, ano em que o resultado líquido foi de cerca de quatro milhões de euros. “Este resultado é explicado por um crescimento positivo do resultado financeiro e melhoria do resultado de operações financeiras e diversos face a 2019, tendo como consequência uma evolução positiva do produto bancário em mais 3,8%”, concretiza a nota, adiantando que o produto bancário foi de 13,4 milhões de euros. Regista-se ainda um aumento de 1,7% dos custos operativos e de 2,7% dos custos com pessoal, sendo que a rubrica de forne-
cimentos de serviços de terceiros teve um ligeiro decréscimo, de 0,2%. “O presente exercício foi fortemente influenciado por um movimento de acréscimo de provisões para fazer face a eventuais perdas futuras tanto no crédito como nos imóveis”, esclarece o banco. Apesar de “todos estes fatores desfavoráveis, em 2020 o ‘Cost to Income’ foi de 50,6%, contra 51,7% em 2019”, realça a Comissão Executiva do Novo Banco dos Açores. No final de 2020, o ativo líquido tinha aumentado para 584,4 milhões de euros, em relação aos 558,6 milhões com que o banco encerrou o exercício de 2019, um aumento de 4,6%. Também a rubrica de capital e reservas subiu de 40,1 milhões de euros em 2019, para 40,6 milhões de euros em 2020. “O Novo Banco dos Açores durante este período muito difícil para as empresas, instituições e famílias esteve sempre próximo dos seus clientes disponibilizando as moratórias de crédito e as linhas de crédito Covid-19”, destaca a nota, apontando para “um aumento de crédito concedido face ao exercício de 2019 de mais 3,2%”. O crédito concedido a clientes, líquido de imparidades, foi de 356,4 milhões de euros. Já o crédito vencido foi de sete milhões de euros, “o que representa 1,89% do crédito total do banco e compara com 10.222 milhares de euros [10,2 milhões de euros] em 31 de dezembro de 2019”. De destacar também o aumento de 8,3% dos depósitos de clientes, que passaram de 367 milhões de euros em 2019 para 397,7 milhões em 2020, contribuindo para um rácio de transformação de 90,8%. O Novo Banco dos Açores encerra a nota atestando a sua “solidez” com um rácio de solvabilidade que, em 30 de novembro de 2020, era de 15,23% e um rácio de liquidez de 355%. AO/MS
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MILÉNIO | AUTONOMIAS
5 a 11 de março de 2021
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Governo Regional diz que pandemia está “em contenção” O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou esta quarta-feira (3) que a pandemia de covid-19 está “em contenção” no arquipélago, porque as atividades económicas estão em funcionamento e o registo diário de novas infeções é inferior 100.
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m apenas quatro horas, o projeto “Foot Trodden - Portugal & the wines that time forgot” (“Pisa a pé - Portugal e os vinhos que o tempo esqueceu”) alcançou a meta inicial de 9.900 euros através da plataforma de financiamento coletivo Kickstarter. Duas semanas após o lançamento da campanha, a 18 de fevereiro, o projeto já recebeu 30.800 mil euros de quase 400 investidores, garantindo a venda de mais de 600 livros ainda antes de a obra estar concluída e à venda. “Existem definitivamente muitas pessoas interessadas em Portugal e no vinho português, mas suspeito que existe outro grupo disposto a confiar em nós se dissermos que vai ser interessante, e querem juntar-se na viagem”, disse Woolf à agên-
cia Lusa. A dupla ganhou uma grande audiência com o primeiro livro da parceria, “Amber Revolution”, considerado melhor livro de vinhos do jornal New York Times em 2018 e distinguido com o prémio Louis Roederer em 2019. Dedicado à história de vinhos brancos com uma distintiva cor amarela produzidos na região italiana de Friuli, na Eslovénia e na Geórgia, foi traduzido em mais cinco línguas, nomeadamente italiano, mandarim, coreano, japonês e ucraniano. “Food Trodden” pretende seguir a mesma senda, procurando dar contexto histórico e cultural à informação técnica sobre os vinhos. “Sentimos que existe espaço para um livro que conte histórias e interesse a todo o tipo de pessoas, e não apenas para especialistas ou aficionados do vinho. Estamos a tentar escrever um livro que chegue a diversas audiências, não queremos que seja apenas uma obra de referência”, explicou Woolf, britânico radicado em Amsterdão. O trabalho é o culminar de três anos de investigação pelo país, que Simon Woolf visita regularmente na qualidade de escritor, seja para a revista Decanter ou para a
‘newsletter’ The Morning Claret, e onde o norte-americano Ryan Opaz, cocriador do bloque Catavino, se estabeleceu, no Porto, em 2013. Opaz, que faz visitas guiadas sobre vinho e gastronomia em Portugal, destaca as histórias pessoais “fantásticas” de novos produtores na região do Vinho Verde ou Dão, regiões singulares como Colares e a Bairrada, e tradições únicas como o vinho de Talha, no Alentejo. “Foi fantástico falar com tantas pessoas de uma forma mais profunda e analítica e ficar a conhecer histórias que não sabíamos que existiam, que às vezes elas não acham que são importantes contar”, acrescentou. O livro deverá ser publicado no outono, enriquecido, graças ao financiamento adicional, com um capítulo sobre o vinho da Madeira e uma série de ‘podcasts’ exclusiva para os participantes. Se o financiamento continuar a aumentar, os autores estão a planear acrescentar um mapa desdobrável do país e criar uma base de dados eletrónica com informação sobre produtores de vinho emergentes em Portugal. JM/MS
Início dos trabalhos de reconstrução na Ponta Delgada e Boaventura arrancarão em breve O Secretário Regional de Equipamentos e Infraestruturas, Pedro Fino, deslocou-se, durante a manhã de quarta-feira (3), às freguesias da Ponta Delgada e Boaventura, para contactar com a população e verificou, no terreno, que “estão a ser dados passos concretos para a reconstrução das zonas afetadas”, cumprindo, assim, os prazos avançados pelo Governo Regional.
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egundo o governante “neste momento, decorre o processo de contratação dos projetistas e prevemos, para breve, o início dos trabalhos de reconstrução”, refere Pedro Fino. “Depois das limpezas para a reposição das condições mínimas, estamos a elaborar os procedimentos para a contratação dos projetistas e posterior elaboração dos projetos necessários no âmbito dos trabalhos de reconstrução”, explica, apontando que em breve será efetuada, no terreno, prospeção geotécnica, de forma a apurar todos
os parâmetros necessários para a elaboração desses mesmos projetos. Nesta visita no terreno, o governante acompanhou ainda alguns trabalhos de limpeza e pequenas obras, colocando-se ao corrente, in loco, da situação em cada uma
das freguesias visadas. Os trabalhos de reconstrução deverão estar, na maioria dos casos, concluídos até final de 2022. JM/MS
Câmara de Lobos atribui 332 mil euros às cinco juntas de Freguesia do Concelho A autarquia vai distribuir 331.783,40 euros pelas cinco juntas de freguesia que compõem o concelho. Este apoio visa reforçar a atividade das juntas no ano em curso e responder à resolução das pequenas obras de proximidade.
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Um livro em língua inglesa sobre vinhos portugueses, que conta com um capítulo dedicado ao Vinho Madeira, já angariou o triplo do financiamento pedido inicialmente pela Internet, sucesso que os autores, Simon J. Woolf e Ryan Opaz, atribuem à curiosidade de enófilos em todo o mundo sobre Portugal.
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Livro sobre vinhos portugueses com capítulo de Vinho Madeira faz sucesso antes de ser publicado
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O que nos preocupa agora é termos surtos descontrolados. A pandemia está em contenção. O número [de novos infetados por dia] inferior a 100 dá-nos o conforto de que temos capacidade de resposta dos serviços hospitalares e das unidades de saúde”, disse o chefe do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP. Miguel Albuquerque falava à margem de uma visita ao Centro de Interpretação da Floresta da Macaronésia, uma estrutura criada no âmbito do projeto VALCONMAC - Valorização e Conservação dos Recursos Florestais na Macaronésia, situada na freguesia de Santo António da Serra, concelho de Santa Cruz, zona leste da ilha. JM/MS
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sta quarta-feira (3), durante a tarde, decorreu a cerimónia de assinatura dos contratos de concessão destas ajudas. Para o financiamento do plano de atividades das juntas de freguesia foram atribuídos 106 mil euros. “Para além dos contratos interadministrativos, a autarquia assegura também o financiamento das atividades das freguesias do concelho, no montante de 225 mil euros, através de acordos de execução, aprovados pela Assembleia Municipal, nos termos da lei das finanças locais”, explicou Pedro Coelho. O presidente da Câmara enalteceu “o excelente trabalho que vem sendo desenvolvido pelas juntas de freguesia do concelho em prol das comunidades locais”, considerando-o “decisivo para a resolução de problemas concretos relacionados com o dia-a-dia dos cidadãos”. JM/MS
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MILÉNIO | ÁFRICA
5 a 11 de março de 2021
ÁFRICA
Ajuda alimentar vai chegar a mais de 500 mil em Moçambique
Milhares de vacinas falsas contra a covid-19 apreendidas na África do Sul e China
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polícia da África do Sul apreendeu 400 ampolas, suficientes para 2400 doses de falsas vacinas contra a covid-19. Já as autoridades chinesas detiveram 80 pessoas com ligações a uma rede criminosa dedicada à venda de falsas vacinas em espaços físicos, mas também na Internet. Três mil exemplares foram apreendidos. Para o secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, estas apreensões são apenas “a ponta do iceberg” de um problema mundial. No final do ano passado, quando faltava pouco mais de uma semana para o início da vacinação contra o coronavírus em Portugal e na Europa, um estudo da Checkpoint Research, empresa internacional especializada em cibersegurança e uma referência no setor da informática reconhecida até pelas autoridades policiais, identificava, tal como o JN avançou, anúncios que prometiam vacinas por cerca de 300 euros. Um relatório então divulgado revelava também que, só em novembro de 2020, foram registados 1062 domínios (que dão acesso a páginas que podem ser consultadas) com a palavra vacina, que serviriam para promover produtos para combater a pandemia. Rede criminosa desmantelada Os receios da Checkpoint Research, que eram os mesmos de entidades como a Interpol, Europol e da Agência Europeia do
Medicamento, foram agora confirmados na África do Sul e na China. No primeiro país, a polícia encontrou num armazém situado em Germinston, cidade da região de Gauteng, 400 ampolas de falsas vacinas contra a covid-19. Esta quantidade era suficiente para 2400 doses. No mesmo armazém estavam guardadas três milhões de máscaras, igualmente, falsificadas. No âmbito desta operação, que ocorreu na sequência de um alerta lançado pela Interpol, foram detidos três suspeitos de nacionalidade chinesa e um oriundo da Zâmbia. Eram também chineses os líderes de uma rede criminosa que se dedicava à venda de falsas vacinas contra a covid-19. A comercialização ocorria em locais físicos controlados pelo grupo, como também através de diferentes sites. Esta organização estava sediada na China, país onde, em mais uma ação apoiada pela Interpol, foram apreendidas 3000 vacinas falsas e detidas 80 pessoas. “Embora nos congratulemos com este resultado, estas ações são apenas a ponta do iceberg quando se trata da vacina covid-19 relacionada crime”, disse Jürgen Stock. O mesmo responsável acrescentou que “a Interpol continuará a prestar o seu total apoio às autoridades nacionais que trabalham para proteger a saúde e a segurança dos seus cidadãos”. “Estas detenções, sublinham o papel único da Interpol na reunião de actores-chave de ambos os públicos e dos sectores privados para proteger a segurança pública”, concluiu Jürgen Stock, que deixa um importante aviso: não há vacinas contra a covid-19 à venda na Internet. JN/MS
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A ajuda já chegou a mais de 400 mil pessoas” e o plano após fevereiro “é chegar a 500 mil”, referiu Antonella D’Aprile, representante do PAM em Moçambique. “Sabemos que não é suficiente: há mais pessoas que fogem para chegar a zonas seguras por causa do conflito”, acrescentou, na cerimónia de entrega de um donativo de 3,6 milhões de dólares (2,9 milhões de euros) do Japão a agências das Nações Unidas. As autoridades moçambicanas e agências humanitárias estimam que haja 670 mil pessoas obrigadas a fugir das suas terras para junto de comunidades de acolhimento nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula. Assim, no global, e num contexto agravado por ciclones e covid-19, estima-se que 1,3 milhões de pessoas necessitem de diferentes tipos de ajuda. Além do PAM, também o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) beneficiam do donativo entregue pelo Japão. Cerca de metade dos deslocados são crianças e jovens, muitos dos quais “perderam os pais ou estão separados deles”, destacou Maria-Luisa Fornara, representante do UNICEF, agência que tenta dar amparo aos mais novos e que recebe uma parcela de 686 mil dólares (568 mil euros) do donativo japonês. O FNUAP vai conduzir um milhão de dólares (830 mil euros) para manter ativos serviços que garantam cuidados de
saúde sexual e reprodutiva, bem como de combate à violência de género: “A crise humanitária agravada pelo impacto da covid-19 tem um impacto extremamente negativo na saúde e situação financeira das mulheres”, referiu Andrea Wojnar, representante desta agência das Nações Unidas. O PAM vai receber dois milhões de dólares (1,6 milhões de euros) numa altura em que fortaleceu a operação logística com recurso a uma aeronave para chegar a zonas mais remotas. O Japão “estará sempre” ao lado de Moçambique, destacou o embaixador Hajime Kimura, que classifica o donativo às agências da ONU como uma forma de “aliviar” o país ao enfrentar “graves desafios, como a deterioração da situação de segurança em Cabo Delgado”, além do impacto da covid-19, referiu. A doação é apontada como “um exemplo” por Myrta Kaulard, coordenadora residente das Nações Unidas em Moçambique, que espera vir a ser seguido, face ao apelo lançado em dezembro para angariação de 254 milhões de dólares (210 milhões de euros) para apoio humanitário a Cabo Delgado. Os ataques de grupos armados começaram em 2017 e o conflito com forças moçambicanas prossegue, sendo que a origem e motivações dos agressores continuam por esclarecer - alguns ataques foram reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico, entre junho de 2019 e novembro de 2020. A crise humanitária resultante inclui mais de dois mil mortos, numa região identificada há anos como parte de rotas do tráfico internacional de droga, pedras preciosas, madeira e outros recursos. Cabo Delgado é também a região onde avança o maior investimento privado de África para extração de gás natural. NM/MS
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O Programa Alimentar Mundial (PAM) prevê expandir a ajuda a mais de 500 mil pessoas na crise humanitária de Cabo Delgado, região do norte de Moçambique sob ataque de rebeldes há três anos.
Redes criminosas dedicadas que comercializavam vacinas em espaços físicos e na Internet foram desmanteladas. Secretário-geral da Interpol avisa que estas operações revelaram apenas a “ponta do iceberg”.
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Cerca de 280 raparigas adolescentes raptadas do seu internato em Jangebe, noroeste da Nigéria, foram libertadas e estiveram esta terça-feira (2) na sede do Governo de Zamfara, onde foi realizada uma pequena cerimónia em sua honra.
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Agradecemos a Deus por vos trazer de volta até nós”, disse o governador de Zamfara, Bello Matawalle, a 279 raparigas adolescentes que foram libertadas na segunda-feira (1) à noite das mãos dos seus raptores. “Elas são 279 delas e não falta mais ninguém”, disse o governador, após as autoridades terem anunciado anteriormente que 317 raparigas tinham sido raptadas da sua escola por homens armados, vulgarmente conhecidos como “bandidos” nesta região da Nigéria.
Fatigadas pelo cansaço, as raparigas, que têm entre 12 e 16 anos, chegaram muito cedo à sede do Governo em Gusau, a capital do estado de Zamfara, em vários miniautocarros, segundo os jornalistas no local. As autoridades reuniram-nas então num auditório, onde lhes foi distribuída roupa limpa, e perante os jornalistas, as jovens adolescentes cantaram o hino nacional. “Fizeram-nos caminhar durante horas”, disse uma das sobreviventes, Hafsat Umar Anka, durante a cerimónia, acrescentando: “Algumas de nós tinham tantas dores nas pernas que tiveram de ser carregadas”. As condições em que as raparigas estiveram detidas eram absolutamente atrozes e, segundo este relato, os “bandidos” ameaçavam matar qualquer uma que tentasse fugir. O Presidente nigeriano, Muhammadu
Buhari, já expressou a sua “imensa alegria” por esta libertação. “Junto-me às famílias e ao povo de Zamfara para acolher e celebrar a libertação das estudantes traumatizadas”, de acordo com a declaração assinada pelo seu porta-voz Garba Shehu. O Presidente Buhari chegou ao poder em 2015, um ano após o rapto em massa de Chibok, onde 276 raparigas tinham sido raptadas pelo grupo jiadista Boko Haram no norte da Nigéria, causando preocupação a nível mundial. Mais de uma centena delas ainda estão desaparecidas e ninguém sabe quantas estão vivas. Buhari tinha prometido pôr fim ao conflito no nordeste do país, mas a situação deteriorou-se significativamente desde então. JN/MS
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Raparigas raptadas na Nigéria foram libertadas
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5 a 11 de março de 2021
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BRASIL
Brasil soma 1910 mortes em 24 horas, maior número desde início da pandemia O Brasil contabilizou 1910 mortes devido à covid-19 na quarta-feira (3), o maior número desde o início da pandemia e que elevou o total para 259.271 vítimas mortais, informou o Governo brasileiro.
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ste é o segundo recorde consecutivo de mortes que o Brasil regista em 48 horas. Na terça-feira (2), o país sul-americano somou 1641 óbitos, menos 269 face aos números desta quarta-feira (3). No momento em que vários especialistas em saúde afirmam que este é o pior momento da crise no Brasil, a Nação, com cerca de 212 milhões de habitantes, registou ainda 71.704 novos casos de infeção na quarta-feira (3), o segundo número mais alto de sempre, depois de 7 de janeiro, quando se contabilizaram 87.843 diagnósticos de covid-19. No total, o Brasil concentrava, na quarta-feira (3), 10.718.630 casos de infeção desde que a pandemia chegou a território brasileiro, há pouco mais de um ano. Os dados fazem parte do boletim epidemiológico difundido pelo Ministério da Saúde brasileiro, e mostram uma segunda vaga da pandemia mais acentuada do que a primeira, cujo pico foi atingido em meados de julho último.
TAP com novo voo do Brasil para Portugal anunciado para 11 de março A Embaixada de Portugal em Brasília anunciou esta quarta-feira (3) que se irá realizar, em 11 de março, um novo voo entre São Paulo e Lisboa, em “condições inteiramente idênticas” às da viagem de repatriamento ocorrida no passado sábado (27).
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voo será operado pela TAP Air Portugal, companhia que ficará responsável por contactar os passageiros que, “sendo portugueses ou cidadãos estrangeiros residentes em Portugal, foram afetados pela suspensão dos voos” devido à pandemia de covid-19, e “manifestaram, junto dos postos consulares portugueses no Brasil, necessidade de regresso imediato a território nacional”, informou a embaixada. Numa mensagem publicada na rede social Facebook, a Embaixada de Portugal em Brasília explicou ainda que o contacto com os cidadãos que pretendam embarcar no voo será feito, preferencialmente, por via telefónica, mediante os dados fornecidos previamente aos postos consulares, apelando ainda a que “não sejam feitas tentativas de contacto direto com a TAP”. Em declarações à Lusa, André Serpa Soares, do gabinete de Comunicação e Relações Públicas da TAP, esclareceu que o voo será de cariz comercial. “Este voo é para todos aqueles que se inscreveram nas redes consulares de Portugal
no Brasil, que fazem parte de uma lista entregue pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros à TAP, que posteriormente contactará as pessoas dessa lista”, disse. Segundo a legislação em vigor, os passageiros deste voo terão de apresentar um comprovativo de realização de teste laboratorial (RT-PCR) para rastreio da infeção por SARS-CoV-2, com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores ao momento do embarque, com exceção das crianças que não tenham completado 24 meses de idade. Terão ainda de cumprir, após a entrada em território nacional, um período de isolamento profilático de 14 dias, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde portuguesas. Ainda segundo Serpa Soares, em 10 de março, cidadãos brasileiros ou residentes no Brasil vão poder aproveitar esse voo que partirá de Lisboa em direção a São Paulo para regressar ao Brasil. Nesse sentido, os voos poderão ser comprados no ‘site’ da TAP ou poderão ser reagendados bilhetes já comprados através da companhia aérea portuguesa. Em 27 de janeiro, o Governo português suspendeu os voos de e para o Brasil entre 29 de janeiro e 14 de fevereiro, uma medida “de último recurso”, que já foi prorrogada, e que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, admi-
tiu ser necessária tendo em conta a “situação muito difícil” que se vivia em Portugal em relação à pandemia de covid-19. Nesse sentido, em 17 de fevereiro, Augusto Santos Silva anunciou o repatriamento de portugueses que se encontravam no Brasil e que precisavam de regressar a Portugal por “razões humanitárias”, num voo que se realizou no último sábado (27). Contudo, os portugueses nessa situação queixaram-se dos preços pedidos pela TAP no voo de repatriamento e apontaram críticas ao Governo. “É vergonhoso o que se está a passar. A TAP está a pedir 890 euros por cada passagem São Paulo-Lisboa, num voo que foi anunciado pelo Governo português como de repatriamento e humanitário”, afirmou à Lusa um inspetor da Polícia Judiciária, do Departamento de Investigação Criminal de Setúbal, que apenas pediu para não ser revelado o seu nome por motivos profissionais. Para o inspetor, “ainda é mais vergonhoso porque o dinheiro que o Estado está a injetar na TAP vai ser pago por todos” os “cidadãos portugueses”. A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.549.910 mortos no mundo, resultantes de mais de 114,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP na quarta-feira (3). JN/MS
Estirpe brasileira pode escapar aos anticorpos gerados pela CoronaVac a fórmula do Sinovac e testaram a sua eficácia com a linhagem detetada pela primeira vez em janeiro deste ano, em Manaus, capital do Amazonas. A análise dos dados “sugere que a estirpe P.1. pode escapar aos anticorpos neutralizantes induzidos por uma vacina de vírus inativada”, como é o caso do CoronaVac, s resultados foram obtidos a partir referiu o relatório. O estudo foi publicado de uma pequena amostra de oito na segunda-feira (1) na secção de artigos pacientes que receberam duas doses ainda não revistos por outros cientistas da do imunizante chinês, o mais utilizado até revista “The Lancet”. Os autores sublinharam que são necesagora no país, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19. Cientistas da Uni- sárias investigações com amostras maiores versidade de São Paulo (USP) e da Univer- para confirmar os seus resultados e afirmasidade Estadual de Campinas (Unicamp) ram que, para os casos graves de covid-19, recolheram plasma dos oito voluntários não só os anticorpos produzidos pelo Coque participaram nos ensaios clínicos com ronaVac entram em ação, mas também
A variante brasileira do novo coronavírus, originária do estado do Amazonas, pode escapar aos anticorpos gerados pela vacina do laboratório chinês Sinovac, a CoronaVac, segundo um estudo preliminar realizado por duas universidades brasileiras.
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outros elementos do sistema imunológico, como os linfócitos de memória. Nesse sentido, consideraram que, para impedir a disseminação da nova estirpe pelo país, pode ser necessária a administração de uma terceira dose de reforço da vacina modificada para a variante brasileira ou outras. O estudo indica ainda que os anticorpos produzidos por uma pessoa previamente infetada pelo novo coronavírus não parecem ser capazes de bloquear a variante brasileira, segundo análise do plasma de 19 pacientes que conseguiram superar a covid-19, antes do surgimento da nova estirpe. “A variante P.1 pode escapar das respostas de anticorpos geradas por uma infeção anterior, então a reinfecção pode ser plausível com variantes com mu-
tações na proteína pico’”, observaram os investigadores. A proteína ‘spike’ é o elemento que o novo coronavírus usa para penetrar nas células humanas e as mutações nessa região estão associadas a uma taxa mais alta de infeção pelo vírus. Segundo dados oficiais, já foram detetados casos da variante brasileira em 17 dos 27 estados do país, assim como em outros países, que optaram por suspender temporariamente os voos do Brasil para impedir a sua expansão para os seus territórios. Desde novembro, o Brasil enfrenta uma “segunda onda” de infeções, mais virulenta e letal que a primeira, que obrigou os governos regionais e municipais a endurecer as medidas de distanciamento social. JN/MS
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ONU pede ao exército birmanês que pare de “assassinar manifestantes”
Myanmar A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos pediu esta quinta-feira (4) ao exército birmanês que pare de “assassinar e deter manifestantes”, contabilizando pelo menos 54 mortos 1700 detidos desde o golpe de 1 de fevereiro.
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É extremamente chocante que as forças de segurança estejam a disparar munições reais contra manifestantes pacíficos em todo o país”, disse Michelle Bachelet, em comunicado divulgado. “Também estou chocada com os ataques a equipas médicas de emergência e ambulâncias que tentam prestar assistência às pessoas feridas”, acrescentou. “O exército birmanês tem de parar de matar e prender manifestantes”, considerou a ex-Presidente chilena, cujo pai, Alberto Bachelet, morreu detido e torturado no seu país. O Alto Comissariado das Nações Unidas afirma ter corroborado informações de que pelo menos 54 pessoas foram mortas por
polícias e militares desde o golpe militar de 1 de fevereiro, mas alertou que o número real de mortos pode ser muito maior. Desses 54 casos documentados, pelo menos 30 pessoas foram mortas na quarta-feira (3). Outra pessoa foi morta na terça-feira (2), 18 no domingo (28) e cinco nos dias anteriores, segundo uma contagem da ONU. Além disso, “informações credíveis indicam que centenas de pessoas ficaram feridas durante as manifestações”, indicou o Alto Comissariado, que sublinhou, no entanto, ser difícil estabelecer um número exato. Por outro lado, mais de 1700 pessoas foram detidas arbitrariamente, incluindo pelo menos 700 na quarta-feira (3), devido à sua participação em manifestações ou pelo seu envolvimento em atividades políticas, referiu a ONU. Entre os detidos incluem-se deputados, ativistas políticos, escritores, defensores dos direitos humanos, professores, profissionais de saúde, funcionários do governo,
jornalistas e padres. Também em relação aos detidos, o Alto Comissariado estima que o número real seja muito superior, visto que as manifestações ocorreram em mais de 500 locais, “onde nem sempre foi possível acompanhar a evolução da situação”. “Muitas das detenções arbitrárias feitas desde 1 de fevereiro podem constituir desaparecimentos forçados”, disse Bachelet, pedindo a libertação imediata de todos os que permanecem detidos arbitrariamente. Os manifestantes foram esta quinta-feira (4) novamente para as ruas de Myanmar (antiga Birmânia) protestar contra o golpe de Estado, apesar do medo causado pela repressão registada na quarta-feira (3), o dia mais mortal desde o golpe, em que pelo menos 38 manifestantes foram mortos, de acordo com a ONU. Apesar do medo de represálias, houve várias manifestações, incluindo em Rangum, capital económica de Myanmar. “Estamos unidos”, gritaram os manifes-
tantes, protegidos por barricadas improvisadas, erguidas com pneus velhos, tijolos, sacos de areia, bambu e arame farpado. Alguns protestos foram dispersos com gás lacrimogéneo e foram ouvidos tiros, segundo a imprensa local. No distrito de San Chaung, palco de forte violência nos últimos dias, imagens do líder da junta militar, Min Aung Hlaing, foram coladas no chão por manifestantes para que os pedestres pudessem pisá-las e impedir que o exército e polícia se aproximassem já que não se atreveriam a fazer o mesmo. O golpe militar, no dia 1 de fevereiro, atingiu a frágil democracia de Myanmar depois da vitória do partido de Aung Sang Suu Kyi nas eleições de novembro de 2020. Os militares tomaram o poder alegando irregularidades durante o processo eleitoral do ano passado, apesar de as autoridades eleitorais terem negado a existência de fraudes. JN/MS
Covid-19
As autoridades russas garantiram esta quinta-feira (4) que poderão fornecer vacinas contra a covid-19 a 50 milhões de europeus a partir de junho, após a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciar o início da análise da vacina russa Sputnik V.
“
Após a aprovação pela EMA, seremos capazes de fornecer vacinas para 50 milhões de europeus a partir de junho de 2021”, disse o presidente do fundo soberano russo, Kirill Dmitriev, que contribuiu para o desenvolvimento desta vacina. “A Sputnik V pode dar uma contribuição importante para salvar milhões de vidas na Europa”, acrescentou. “As parcerias em matéria de vacinas devem ser desvinculadas da política e a cooperação com a EMA é um exemplo perfeito de que juntar esforços é a única maneira de acabar com a pandemia”, afirmou ainda
Dmitriev, destacando que o medicamento já foi aprovado por cerca de 40 países em todo o mundo. A Agência Europeia do Medicamento anunciou recentemente ter começado a analisar a vacina russa Sputnik V, “uma vacina contra a covid-19 desenvolvida pelo centro nacional russo Gamaleya para epidemiologia e microbiologia”. Segundo a EMA, o prazo para aprovação deverá “demorar menos tempo do que o habitual” devido ao trabalho preparatório já realizado. A primeira etapa é uma “análise contínua” de dados e ensaios clínicos, a que deverá seguir-se um pedido de autorização condicional por um ano para introdução da vacina no mercado. O tempo entre a análise contínua e a autorização tem sido, até agora, de dois a quatro meses. Nas últimas semanas, registou-se um pingue-pongue público entre os criadores da Sputnik V e a EMA, com os
primeiros a alegarem ter enviado um dossier para aprovação do regulador europeu, e a Agência Europeia a garantir não ter recebido nada. Recebida pela primeira vez com ceticismo no Ocidente, a primeira vacina russa contra a covid-19 convenceu, desde então, os especialistas, especialmente após a publicação de estudos na revista especializada The Lancet, que afirmam que a eficácia da Sputnik V contra as formas sintomáticas da doença é de 91,6%. Por enquanto existem apenas três vacinas autorizadas na União Europeia: as da Pfizer-BioNTech, da Moderna e da AstraZeneca. Uma quarta, da Johnson & Johnson, está a ser alvo de um pedido de autorização. Duas outras, da Novavax e da CureVac, iniciaram o processo de “análise contínua”. JN/MS
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Rússia pronta a fornecer vacina a 50 milhões de europeus a partir de junho
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MILÉNIO | MUNDO
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Comissão Europeia
Plano social prevê tirar 15 milhões da pobreza e reduzir sem-abrigo até 2030 A Comissão Europeia propõe, no seu plano de ação relativo ao Pilar dos Direitos Sociais, retirar 15 milhões de cidadãos da pobreza até 2030, pretendendo também “reduzir drasticamente” o número de sem-abrigo nas ruas da União Europeia (UE).
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m causa está a proposta de plano de ação para implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, esta quinta-feira (4) apresentada, no qual o executivo comunitário “foi cauteloso e decidiu estabelecer um objetivo de ter menos 15 milhões de pessoas expostas ao risco de pobreza até 2030”, afirma à Lusa o comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit. Em entrevista à Lusa a propósito deste plano de ação, o responsável pela tutela nota que, “nos últimos anos, nomeadamente entre 2016 a 2018, houve uma clara melhoria na redução da pobreza ligada ao mercado de trabalho e ao facto de mais pessoas estarem empregadas”. “Agora registaram-se recuos devido à covid-19 e temos de recomeçar a reduzir o número de pessoas pobres ou expostas ao risco de pobreza”, admite Nicolas Schmit, numa alusão à recessão criada pela pandemia. Para o responsável luxemburguês, o objetivo de tirar 15 milhões da pobreza é “ambicioso, mas realista”, apesar de ficar abaixo da meta anteriormente traçada de reduzir em 20 milhões até 2020. “Foi estabelecido um objetivo de 20 milhões antes da crise financeira, mas a crise financeira teve um impacto desastroso nas desigualdades e pobreza na Europa”, contextualiza Nicolas Schmit. O comissário europeu alude à anterior estratégia para 2010-2020, na qual foram estipulados “objetivos concretos que, na verdade, não foram totalmente atingidos”, apesar de ainda assim terem “existido me-
Nicolas Schmit, comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais. Crédito: Olivier Matthys / POOL / AFP
lhorias” até ao ano passado. Deste plano de ação para implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais até 2030 faz também parte a meta de “baixar drasticamente” o número de sem-abrigo nas ruas, embora Bruxelas recuse comprometer-se com a eliminação total do problema, como pedido por organizações não-governamentais e pelo Parlamento Europeu. “Se eu assinaria um compromisso que diz claramente que, em 10 anos, não existirão sem-abrigo na Europa? Teria de ser cauteloso. Os objetivos são importantes, mas de alguma forma é preciso assegurar que são atingíveis”, assinala Nicolas Schmit à Lusa. E concretiza: “Não sei se conseguiremos reduzir a zero o número de sem-abrigo nas ruas em nove anos, mas o que temos de fazer é de o baixar dramaticamente. Que-
remos combater este problema, queremos reduzi-lo de forma expressiva e se o conseguirmos reduzir a zero isso seria uma conquista fantástica”. Apesar de insistir em “cautela nesta questão do zero”, Nicolas Schmit garante que o executivo comunitário tem “em mente que este é um grande problema social”, que abrange entre 700 mil a um milhão de pessoas na UE, de acordo com os dados mais recentes. O responsável aponta, inclusive, que a Comissão Europeia vai trabalhar com a presidência portuguesa em áreas como o alojamento para sem-abrigo e a sua reinserção social. “Esta vai tornar-se uma questão política para a UE e, por isso, vamos lançar com a presidência portuguesa em junho uma plataforma [de debate] sobre como é que po-
demos combater a questão dos sem-abrigo”, adianta. Essa plataforma vai abranger todas as partes envolvidas (como municípios e associações) porque “não é possível fazê-lo só ao nível da UE [instituições] dado que existem sem-abrigo nas ruas em Bruxelas, em Paris, em Lisboa, e as soluções estão aí, no terreno”, precisa Nicolas Schmit. Uma das grandes prioridades da presidência portuguesa da UE, neste primeiro semestre, é então a agenda social, estando prevista a aprovação deste plano de ação para implementação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais na cimeira social agendada para 7 e 8 de maio, no Porto. A proposta apresentada pela Comissão Europeia prevê, ainda, as metas de ter pelo menos 78% da população da UE empregada até 2030 e pelo menos 60% dos trabalhadores com ações de formação todos os anos. Os jovens também são contemplados na estratégia através de medidas para aumentar as suas competências, como as digitais. “Estamos numa situação peculiar porque temos ao mesmo tempo muitas pessoas a perder os seus empregos ou colocadas em lay-off, mas por outro lado também vemos que muitos empregos emergem, nomeadamente na área digital, e por isso temos de dar aos jovens a possibilidade de se formarem”, refere ainda Nicolas Schmit à Lusa. Já os trabalhadores através de plataformas (como os estafetas da Glovo ou os motoristas da Uber) serão considerados no plano de ação através da melhoria das condições de trabalho, sendo que até final do ano, e após duas consultas aos parceiros sociais, a Comissão Europeia vai apresentar uma proposta direcionada a estes profissionais. JN/MS
Covid-19
A Comissão de Vacinas alemã aprovou esta quinta-feira (4) a administração da vacina contra a covid-19 do laboratório AstraZeneca e a univesidade de Oxford em pessoas com mais de 65 anos, anunciou o Ministério da Saúde alemão.
“
A Comissão de Vacinas agora recomenda também a vacina da AstraZeneca para pessoas com mais de 65 anos. Esta é uma boa notícia para os idosos que estão a esperar por uma dose”, disse o ministro da Saúde, Jens Spahn, num comunicado. A chanceler alemã, Angela Merkel, já havia anunciado na noite de quarta-feira (3) que o comité se preparava para emitir um parecer favorável e que o seu Governo seguiria essa recomendação. Até agora, Berlim não autorizava esta vacina para pessoas acima de 65 anos, argumentando que os dados científicos do laboratório anglo-sueco eram insuficientes
para administrar o medicamento. Agora, “estudos muito recentes forneceram elementos” que permitem elevar a idade máxima para uso da vacina, explicou a chanceler na noite de quarta-feira (3). Merkel estava a referir-se, em particular, a estudos médicos britânicos que demonstravam eficácia significativa para pessoas mais velhas. Berlim espera com esta decisão acelerar a sua campanha nacional de vacinação, criticada pela sua lentidão pelo público. Desde o final de dezembro, 2 271 784 pessoas, ou 2,7% da população, foram totalmente vacinadas, tendo recebido duas doses de uma das três vacinas autorizadas na Alemanha (BioNTech/Pfizer, Moderna e AstraZeneca), de acordo com a última contagem realizada na quarta-feira (3). O próprio Governo francês já autorizou o uso desta vacina para pessoas de 65 a 75 anos com comorbidades. JN/MS
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Alemanha autoriza vacina da AstraZeneca para maiores de 65 anos
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Opinião
Sabem quando vamos a um restaurante com grandes expectativas? Aquela coisa de irmos no caminho a pensar no delicioso prato que vamos comer e até começarmos a salivar? Bem, era mais ou menos assim que os adeptos do Sporting e do F.C. Porto se sentiam enquanto esperavam pelo apito inicial do clássico desta jornada. Já sentados à mesa, o prato que lhes serviram foi, no mínimo, insosso.
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partida entre FC Porto e Sporting acabou empatada e sem golos. Os dragões até criaram mais situações de golo, mas foram incapazes de “desmontar” a defensiva leonina. Um resultado que acabou por ser mais favorável à equipa de Rúben Amorim, que assim mantém os 10 pontos de distância dos azuis e brancos. Já a turma de Sérgio Conceição viu-se ultrapassada pelo Braga no segundo lugar - os Guerreiros do Minho têm agora mais um ponto que os dragões. Sem surpresas nos onzes iniciais, as duas equipas entraram quase que a medo no jogo, somando várias faltas e apresentando um futebol sem grande arte. Os azuis e brancos foram os primeiros a ameaçar, com um remate de Manafá, aos 27’, que passou perto da baliza leoni-
na. Pouco depois, Taremi lançou um míssil que acabou por sair por cima da baliza de Adán. Até ao intervalo o Sporting não meteu as garras de fora, mas também não permitiu que o nulo se desfizesse. Já na segunda parte, Zaidu e Marega criaram um par de boas oportunidades, ambas, no entanto, sem o sucesso pretendido. O momento do jogo viria a acontecer aos 57’, com Taremi, que estava em excelente posição, a atrapalhar-se e a atirar ao lado, após cruzamento de Corona. Aos 72’ assistiu-se àquela que talvez tenha sido a melhor oportunidade dos leões: o recém-entrado Matheus Nunes acelerou mas acabou por atirar por cima no frente a frente com o guardião azul e branco. Um jogo que nos deixou, digamos, com fome: de golos, de emoção e, quem sabe, até de qualidade! O Benfica, por seu lado, parece ter dado um pontapé na crise que tem vindo a viver nesta edição da Liga. Entre entrar com o pé direito, ao pé coxinho e benzerem-se, as superstições dos jogadores encarnados parecem ter dado resultado e nos primeiros 10 minutos de jogo conseguiram criar duas boas oportunidades de inaugurarem o marcador: aos 8’, Diogo Gonçalves bateu o canto e Seferovic, de cabeça, tentou inaugurar o marcador mas viu o guardião vila-condense travar-lhe a investida e depois foi a vez de Everton rematar cruzado e acertar na quina da baliza. A partir daqui o Benfica foi diminuindo
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o ritmo do jogo, permitindo que o Rio Ave construísse, também ele, boas oportunidades - todas sem sucesso, no entanto. As equipas recolheram aos balneários com o marcador inalterado. Na segunda parte assistimos a um Benfica rejuvenescido que somou três boas oportunidades no espaço de dois minutos. Finalmente, aos 59’ surgiu o primeiro golo das águias, depois de Everton ganhar uma bola já na entrada da área e tocar para Seferovic que, de pé esquerdo, colocou os encarnados em vantagem. O golo voltou a acordar os vila-condenses que tiveram boas investidas por parte de Anderson Cruz e de Carlos Mané. Ainda assim, seria o Benfica a chegar novamente ao golo: após passe de Weigl para Everton, o brasileiro combinou com Pizzi e este fez o 2-0 para a equipa de Jorge Jesus. O terceiro poderia ter surgido aos 83’, mas Seferovic atirou por cima. O pontapé está dado… mas o combate está longe de estar ganho. Marítimo e Boavista estão em igualdade pontual no fundo da tabela classificativa: os insulares não foram além de um empate sem golos na deslocação ao reduto do Portimonense, enquanto que os axadrezados sofreram nova derrota, na visita ao Estádio D. Afonso Henriques. Ricardo Mangas até colocou a equipa de Vasco Seabra em vantagem aos 17’, mas Rochinha (39’) e André André (63’) - este de grande penalidade fizeram com que a turma vimaranense regressasse às vitórias na competição. Em maus lençóis está também a outrora equipa sensação do campeonato de futebol português, o Famalicão. Está em 16.º lugar, com apenas mais um ponto do que o Marítimo e o Boavista. Nesta jornada recebeu o 14.º classificado Farense mas o
marcador manteve-se a zeros até ao apito final. O Santa Clara - Paços de Ferreira marcou o primeiro jogo de 2021 com público nas bancadas… e a “festa” não poderia ter corrido melhor para os anfitriões! Foram cerca de mil pessoas que assistiram à equipa da casa bater os pacenses por três bolas a zero. Allano (10’), Cryzan (45’), de grande penalidade, e Carlos Júnior (56’) foram os marcadores de serviço. Já o Nacional convidou o Braga para jantar em sua casa. A ementa? Frango(s) à Piscitelli! O guardião dos madeirenses foi determinante para a vitória dos arsenalistas, que assim subiram aos segundo lugar do campeonato. Primeiro ofereceu de bandeja , aos 25’, o golo a Fransérgio, e quatro minutos depois teve uma péssima saída dos postes, permitindo que Abel Ruiz fizesse o gosto ao pé. Riascos ainda reduziu, com um belo golo aos 69’, para os anfitriões, mas tal foi insuficiente para evitar a derrota. Uma grande penalidade assinalada logo aos dois minutos valeu a vitória do Tondela sobre o Gil Vicente: o esférico bateu no braço de Rúben Fernandes dentro da área gilista e Rui Costa, árbitro da partida, expulsou o jogador. Ainda que, pelas imagens, se perceba que o braço do atleta estava junto ao corpo, o videoárbitro confirmou a decisão e João Pedro cobrou o penálti. No fecho da jornada, o Moreirense empatou 2-2 com o Belenenses SAD, em Moreira de Cónegos. Pelos cónegos marcou Rafael Martins (11’ e 37’), enquanto que Gonçalo Silva (17’) e Cassierra (72’) assinaram os golos dos azuis.
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MILÉNIO | DESPORTO
5 a 11 de março de 2021
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I LIGA
Sporting igualou o recorde de invencibilidade no campeonato O Sporting igualou o recorde de invenciNa primeira volta do atual campeonato, bilidade a abrir uma época da Liga, estaleões e dragões também se equilibraram, belecido em 1981/82, ao empatar 0-0 no no Estádio José Alvalade, em Lisboa, onde terreno do F. C. Porto, em encontro da o Sporting marcou primeiro, por Nuno 21.ª jornada. Santos, permitiu a reviravolta (Uribe e Corona), e salvou-se perto do fim, com um á 39 anos, sob o comando do inglês tento de Vietto. Malcolm Allison, os ‘leões’, que tiOs comandados de Rúben Amorim ponham um ataque constituído por dem bater o seu recorde de invencibilidade Manuel Fernandes, António Oliveira e Rui na receção ao Santa Clara, hoje (5), em jogo Jordão, chegaram invictos ao final da 21.ª da 22.ª jornada. ronda, registo que os comandados de RúEm 1981/82, o onze de Malcolm Allison ben Amorim replicaram. caiu precisamente à 22.ª ronda, ao perder Nas primeiras 21 jornadas do campeonapor 2-1 no Estádio do Bessa, em 20 de março to nacional de futebol da primeira divisão de 1982: Coelho bisou para os axadrezados, de 1981/82, o Sporting somou 15 vitórias e aos 12 e 42 minutos, com Lito a marcar para seis empates, com 47 golos marcados e 16 os leões, aos 34.Após esse desaire, o Sporsofridos. ting ainda ficou com mais cinco pontos -- as Os ‘leões’ cederam quatro empates caseivitórias só valiam dois - do que o Benfica, ros, com Belenenses (2-2, à primeira jornaque bateria em casa na jornada seguinte por da), Boavista (3-3, à sétima), Vitória de Gui3-1, com um hat-trick de Jordão (18, 65 e 78 marães (2-2, à 11.ª) e Sporting de Espinho minutos), os dois primeiros de penálti. (1-1, à 21.ª), e dois fora, com Benfica (1-1, à Depois, os leões não venceram nas três oitava) e Rio Ave (0-0, à 14.ª). rondas seguintes - 0-2 em Portimão, 2-2 Quase quatro décadas volvidas, o Sporting com a União de Leiria e 0-0 em Guimarães está ainda melhor, pois apenas cedeu quatro -, mas recompuseram-se: ganharam 3-0 ao igualdades, duas em casa, frente a F. C. Porto Amora e selaram o cetro à 28.ª e penúltima (2-2, à quarta ronda) e Rio Ave (1-1, à 14.ª), e ronda, com um novo 3-0, no Estoril. outras tantas como visitante, perante o FaDois golos de Manuel Fernandes e um de malicão (2-2, à nona) e hoje no terreno dos Jordão confirmaram o 16.º título nacional campeões nacionais (0-0, na 21.ª). dos leões, que, depois disso, só arrebataram O nulo no clássico do passado sábado (27), mais dois campeonatos, em 1999/2000 e naquele que foi também o primeiro encon2001/02. tro que ficou em branco, permitiu aos leões Agora, 19 anos depois, o Sporting, de Rúmanterem os 10 pontos de vantagem sobre ben Amorim, superou o segundo melhor os dragões. registo da história do clube a abrir um camEm 1981/82, o Sporting perdeu na visita peonato, obtido por Jorge Jesus, em 2017/18: ao F. C. Porto, por 2-0, num encontro da 15 vitórias e cinco empates nas primeiras 20 última jornada do campeonato, no Estádio rondas. das Antas, no Porto, ao qual chegou já como JN/MS campeão.
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Dragão sem rasgo de génio falha aproximação ao líder Esperava-se mais do F. C. Porto, que precisava de vencer para colocar pressão no Sporting, mas a equipa portista sentiu dificuldades em contrariar o plano do líder.
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m clássico em branco é algo que não seduz os amantes da bola, mas os empates têm dois sabores e este teve um sabor amargo para o F. C. Porto, que continua a 10 pontos do líder e acabou ultrapassado pelo Braga, que venceu o Nacional, e um sabor doce para o Sporting, que sai incólume de um terreno tradicionalmente difícil e segue invicto na Liga. Foi mais um teste para a equipa e estratégia de Rúben Amorim e, na verdade, apesar de toda a gente perceber como joga o Sporting, como foi reconhecido pelos técnicos na antevisão, também não foi o F. C. Porto que encontrou a fórmula mágica para tombar um leão que respira saúde e, se quisermos, joga com alma de campeão. O F. C. Porto teve compromisso, os jogadores quiseram, mas faltou algum atrevimento, inclusive a Sérgio Conceição, que demorou a introduzir peças novas, acabando por fazer apenas três alterações. Este dragão está a pagar a fatura de gostar (e bem!) de andar em todas as frentes e essa fadiga notou-se ainda mais na segunda parte (exemplo evidente Marega!), quando se exigia uma dinâmica e intensidade bem
maior para causar desconforto a um Sporting que esteve sempre seguro com o trio de centrais composto por Gonçalo Inácio, Coates e Feddal. A formação leonina levou sempre o jogo para onde lhe convinha, dando-se ao luxo de querer sair a jogar na primeira fase de construção. O F. C. Porto pressionou sempre à saída e o jogo acabava por ficar afunilado nas alas, resultando, invariavelmente, em lançamentos de linha lateral e faltinhas e mais faltinhas. Passou-se assim a primeira parte sem ocasiões ou rasgos de génios, com Adán a limitar-se apenas a antecipar-se a Marega numa ou noutra situação. O registo mantém-se na segunda parte, com o F. C. Porto a dominar e o Sporting a controlar, mas, finalmente, apareceram as ocasiões, a primeira num remate de Zaidu (47m). O dragão apelou ao caráter e teve duas chances flagrantes para desatar o nó, mas, desta vez, Taremi falhou o alvo. O iraniano atrapalhou-se no coração da área, depois do cruzamento de Corona (57) e, mais tarde, após excelente jogada de Manafá, atirou por cima da baliza (76). Antes, Matheus Nunes, numa grande arrancada, ficou na cara de Marchesín, mas, pressionado, também rematou por cima. Espremido, foram estas as verdadeiras oportunidades de um clássico que não deixa razões para ser recordado. JN/MS
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Renovação de Rúben Amorim com cláusula de 30 milhões na mesa
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SAD leonina e Rúben Amorim já iniciaram negociações para a renovação do atual contrato do treinador que termina em 2023, apurou o JN junto de fonte próxima do processo. Na mesa, de um dossiê que os leões desejam concluir antes do final da temporada, está a extensão da ligação por mais uma época (2024), melhoria do vencimento e a subida da cláusula de rescisão dos atuais 20 para 30 milhões de euros. A ascensão meteórica do técnico e a fantástica época dos verdes e brancos estão a despertar a curiosidade além-fronteiras - Leeds e Leicester têm seguido o desempenho - e levam o clube de Alvalade a tentar “blindar” o responsável e a colocar-lhe um preço menos apetecível. Nesse sentido, a sociedade terá de elevar o salário: de momento está na casa dos 2,5 milhões brutos por ano. Uma subida que, ao que apurámos, ultrapassará o teto salarial do plantel, que se fixa na casa dos três milhões de euros. O leão investiu 12,1 milhões de euros na contratação ao Braga - falta pagar cerca de sete milhões, segundo o relatório e contas -, e tem previsto suportar em cerca de 9,5 milhões em salários (brutos) pelos três anos e meio da ligação que será agora ampliada e revista. Um bolo total significativo, mas que deverá gerar um retorno superior, logo na primeira época completa, com a provável conquista do título e apuramento para a Liga dos Campeões: encaixe mínimo a rondar os
25 milhões de euros. Quase a cumprir um ano em Alvalade, data assinalada na sexta-feira (5), Rúben Amorim tem batido todos os recordes e mantém a formação invicta ao final da 21.ª jornada, dado inédito no clube. Entrou em março de 2020 e realizou 11 jogos até final da época: seis vitórias, três empates e duas derrotas. Falhou a entrada direta na Liga Europa e também foi, já em 2020/21, eliminado na pré-eliminatória da mesma prova. Venceu a Taça da Liga, caiu na Taça de Portugal e lidera a Liga com nove pontos de avanço sobre o Braga. Num percurso global de 40 duelos, venceu 29 (72,5%), empatou sete, perdeu quatro e deixou o leão bem encaminhado para uma história que não via há 20 anos. Ecos Paulinho de fora Paulinho continua sem treinar e é, naturalmente, baixa para o duelo com o Santa Clara, em Alvalade. À exceção do atleta, Rúben Amorim tem todo o plantel à disposição. Santa Clara quer travar Daniel Ramos, técnico dos açorianos, deseja travar o leão. “Vamos ver o quanto é possível dificultarmos o grande trajeto do Sporting e tentar conseguir aquilo que ninguém fez”, admitiu o treinador sobre o líder ainda invicto na Liga. JN/MS
Virar frangos num instante na corrida à Champions
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do Famalicão para somarem o quarto jogo consecutivo sem perder. Já os famalicenses, que vinham de um moralizador triunfo frente ao Rio Ave, na jornada passada, onde também tinham jogado boa parte do desafio com mais um elemento, acabaram por, desta vez, não aproveitar a benesse do duplo amarelo visto pelo central do Farense, aos 50 minutos. Depois de uma primeira parte inoperante, até cresceram ofensivamente, mas sem discernimento na finalizaEquipa da casa não soube aproveitar a ção. expulsão de André Pinto para garantir O Farense, que enquanto esteve em vitória importante. igualdade numérica foi sempre mais pressionante, viu-se obrigado a defender m duelo de aflitos, os minhotos e em todo o segundo tempo, mas na pono Farense não conseguiram desfata final até teve a melhor oportunidazer um nulo que, globalmente, tem de da partida, num remate de Licá, que melhor sabor para os algarvios, pois josaiu um pouco ao lado. O nulo mantém garam em inferioridade numérica quase os dois conjuntos próximos dos lugares toda a segunda parte, pela expulsão de descida. André Pinto, mas aguentaram a pressão JN/MS
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SAD e técnico negoceiam ampliação do contrato até 2024, com aumento substancial do vencimento.
Águia dribla fantasmas e volta a abrir as asas Após primeira parte de equívocos, equi- concentrados em cima do relvado. pa de Jesus reencontrou-se e ultrapassou vila-condenses com golos de Sefe- O abraço de Pizzi rovic e de Pizzi. Champions mais perto. No entanto, o descanso fez muito bem ao Benfica. Acutilante, com mais garra, e mais Benfica voltou a sorrir no campeorápido nas transições, obrigou o Rio Ave nato. Depois de dois empates cona cometer erros e antes do primeiro golo, secutivos, foi mais forte do que o concretizado por Seferovic após passe subRio Ave, graças a golos de Seferovic e Pizzi, til de Everton, já a equipa tinha cheirado ambos na segunda parte, êxito que aligeira um par de vezes a baliza. A entrada de Piza elevada pressão sentida nas últimas sezi, para o lugar de um apagado Taarabt, deu manas pelos maus resultados. Está, agora, mais qualidade de passe, a que se acrescena três pontos do F. C. Porto, que se encontra taram as subidas de produção de Grimalna terceira posição, o primeiro posto que do, Everton e também do avançado suíço. dá acesso à Liga dos Campeões, neste caso Acabou por ser o internacional português ao play-off, e a 13 do líder Sporting. A exia serenar os encarnados com um remate bição não foi brilhante até ao intervalo, o certeiro, festejado com um enorme abraço conjunto voltou a mostrar falta de ligação e a Rui Costa. A crise na Luz tem, para já, um pouca confiança, mas acabou por soltar-se intervalo. na segunda parte. Triunfo justo. Devido às lesões de Vertonghen e DarPositivo win, Jesus foi obrigado a mudar peças no Com duas assistências, Everton foi uma onze. Lucas Veríssimo e Jardel estrearam-se como dupla no eixo defensivo numa das figuras. Seferovic marcou e coordenou equipa que arrancou aos soluços. Everton o ataque. Weigl teve uma segunda parte de abriu as hostilidades com um remate cru- grande nível. zado que embateu no poste mas, a partir desse momento, o Rio Ave agigantou-se e Negativo colecionou várias oportunidades flagrantes O Rio Ave surpreendeu antes do interde golo. valo mas a ineficácia custou caro. Taarabt Bem organizada em campo e a explorar teve pulmão, mas mastigou em demasia o as fraquezas das águias, a equipa de Miguel jogo no meio-campo. Cardoso deixou-se conduzir pelo maestro Francisco Geraldes, que mexeu muito, aqui Árbitro e ali, com o jogo. Num lance individual, Nos lances mais difíceis, teve a ajuda Dala atirou ao poste, enquanto Savio e Camacho também estiveram perto do golo. preciosa do VAR. O golo de Seferovic foi Depois de uma semana marcada pela elimi- bem validado e o Rio Ave pediu, sem razão, nação na Liga Europa e pela entrevista de um penálti a seu favor. JN/MS Luís Filipe Vieira, os encarnados pareciam novamente paralisados, sem rumo e des-
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TAÇA DE PORTUGAL
Entrada diabólica lança Guerreiros para a vitória Braga ganha no Dragão e, cinco anos não fosse na direção da baliza. Já sem o lesiodepois, volta à final da Taça. Portistas jo- nado Mbemba em campo, o F. C. Porto tinha garam quase 70 minutos contra 10, mas tempo para voltar à luta pela eliminatória. Apesar de encostado às cordas, o Braga nem assim evitaram a derrota. aguentou bem a vantagem até ao intervalo. meia-final sorriu ao Braga, numa Conceição arriscou tudo o que podia na sesegunda mão que voltou a ser de gunda parte, os dragões criaram uma série emoções. Desta vez, foram os mi- de ocasiões marcar, mas só o conseguiram nhotos a ficar reduzidos a 10, por expulsão fazer por uma vez, por Marega, aos 75 minupolémica de Borja, ainda na primeira parte, tos. Antes e depois desse golo, o guarda-remas nessa altura já o F. C. Porto tinha uma des Matheus segurou a vitória dos minhotos montanha demasiado alta para escalar. Em com uma série de defesas de alto nível. Cinco anos depois de ter conquistado o poucos dias, as esperanças de títulos para os dragões no que resta da época esfuma- troféu no Jamor, numa final com o F. C. Porram-se quase por completo e os objetivos to, o Braga está de regresso a uma final da Taça de Portugal. estão a ir por água abaixo. O princípio do jogo foi decisivo para a qualificação bracarense. Com uma entrada POSITIVO sensacional, a equipa de Carlos Carvalhal Abel Ruiz deu cabo da defesa portista no marcou três golos em menos de meia hora início do jogo. O Braga soube sofrer e defene fez gato sapato de uma atarantada defesa der com acerto durante todo o tempo em portista. Sérgio Conceição apostou em Sarr que jogou com 10. como defesa esquerdo, em vez de Zaidu, e foi por ali que o Braga construiu as jogadas NEGATIVO dos dois primeiros golos, concluídas por um Sarr cometeu erros gritantes como latediabólico Abel Ruiz, que, pelo meio, ainda rematou à barra. Tudo bem jogado e melhor ral esquerdo, sobretudo no lance do 0-2. A finalizado, a dar razão ao técnico portista: abordagem inicial de Sérgio Conceição facom bola, o Braga talvez pratique mesmo o lhou em toda a linha. melhor futebol em Portugal. Aos 28 minutos, Piazon assinou um im- ÁRBITRO pensável 0-3 num livre direto soberbo e o Soares Dias expulsou Borja após ver as espectro da goleada pairou no Dragão, mas imagens e a decisão não pareceu correta. Não Otávio reduziu logo a seguir, pouco antes de existe falta no livre que dá o 0-3 ao Braga. Borja ver o vermelho direto por falta sobre JN/MS Marega, que seguia isolado, embora a bola
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Benfica junta-se ao Braga na final da Taça de Portugal O Benfica está na final da Taça de Portugal, juntando-se ao já apurado Braga, após vencer o Estoril, por 2-0, no jogo da segunda mão, após o triunfo por 3-1 no primeiro jogo.
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s águias entraram melhor e controlaram o primeiro tempo, frente a um Estoril que a espaços tentou chegar à área contrária. O primeiro lance com algum perigo surgiu logo aos cinco minutos, num remate de fora da área, de Pedrinho, que o guarda-redes Thiago Silva travou. Três minutos depois, Cervi esteve muito perto de abrir o marcador, mas o remate cruzado saiu a rasar o poste. Quase em cima do intervalo, Gonçalo Ramos deu expressão ao ascendente benfiquista, assistido por Chiquinho. No segundo tempo, a formação da Luz continuou a controlar a partida, faltando algum acerto na finalização para alcançar um resultado mais desnivelado. O segundo golo benfiquista acabou por chegar já depois dos 90, por Waldschmidt. No conjunto das duas mãos, as águias venceram os canarinhos, por 5-1, e seguem para a final, na qual vão defrontar o S. C. Braga, que no dia anterior afastou o F. C. Porto (32), após o empate 1-1 na primeira mão. JN/MS
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FRANÇA
Dois golos nos minutos finais permitiram ao Lille, esta quarta-feira (3), manter-se isolado no comando da liga francesa de futebol, depois de vencer em casa o Marselha, por 2-0, na 28.ª jornada.
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canadiano Jonathan David foi o herói do Lille, com um ‘bis’, aos 90 e 90+3 minutos, num encontro em que José Fonte e Renato Sanches foram titulares nos ‘dogues’, Xeka entrou na segunda parte e Tiago Djaló não saiu do banco. Com este triunfo tardio, o Lille manteve dois pontos de avanço sobre o Paris Saint-Germain, que, com Danilo nos 90 minutos, venceu em casa do Bordéus (15.º), por 1-0, com um golo do espanhol Pablo Sarabia, aos 20 minutos. A três pontos da liderança continua o Lyon, que, com Anthony Lopes na baliza, venceu na receção ao Rennes (10.º), por 1-0, graças ao tento solitário de Houssem Aouar, aos 74 minutos.
O derrotado da ronda acabou por ser Mónaco, que ficou a sete pontos do Lille, depois de perder na visita ao Estrasburgo, por 1-0, com o golo do 14.º classificado a surgir no primeiro minuto dos descontos, por Frederic Guilbert. Isolado na quinta posição está agora o Lens, que venceu em casa do Saint-Etienne (16.º), por 3-2, numa partida em que David Costa entrou na segunda parte, beneficiando da derrota do Metz em casa com o Angers (10.º), por 1-0. Na luta pela manutenção, o Lorient (17.º), primeira equipa acima da ‘linha de água’, acabou por ganhar pontos aos rivais, apesar de ter empatado 1-1 na visita ao Montpellier (sétimo). O Nimes (18.º) perdeu em casa do Nice (11.º), por 2-0, enquanto o Nantes (19.º) foi derrotado em casa pelo Reims (12.º). O lanterna-vermelha Dijon sofreu a oitava derrota consecutiva, na visita ao Brest (31), e está já a 12 pontos da salvação. JN/MS
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Golos no final mantêm Lille isolado na frente da liga francesa
Villas-Boas diz adeus ao Marselha:
“Sentirei a vossa falta” O treinador português acertou a rescisão do contrato com o clube francês e despediu-se com uma grande e emocionante homenagem ao último ano e meio da carreira.
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relação entre o treinador e os dirigentes do Marselha não acabou bem, mas a de André Villas-Boas com o clube francês, os adeptos e todas as pessoas que fazem parte do dia a dia da equipa é outra coisa. Esta terça-feira (2), dia em que se consumou o adeus ao Marselha, o técnico português fez questão de frisar essa ligação através de uma mensagem nas redes sociais. “Para sempre... juntos. (...) Em ano e meio, aprendi a sentir esta cidade e o amor dos seus cidadãos pelo seu clube. No vulcão Vélodrome, tremia convosco para celebrar cada objetivo e cada vitória. Fazer parte da história deste clube é uma estrela no pedigree de um treinador. Esta estrela é única em França. É impossível não amar este clube e os seus apoiantes. Levo comigo daqui as melhores memórias, sensações e emoções indescritíveis, com um amor singular por um clube e uma região única”, escreveu André Villas-Boas.
“A todos os meus jogadores e pessoal do OM, obrigado pelo vosso suor e esforço. Estamos emocionalmente ligados e sentirei muito a vossa falta. Com a tristeza de já não poder abraçá-lo, mas com a empatia que temos um pelo outro e sabendo que em breve estaremos novamente juntos”, acrescentou, antes de recorrer ao português para expressar o que lhe vai na alma. “Saudade é uma palavra portuguesa. Forte, visceral, ligado às raízes. Traduz as nossas lágrimas por algo que nos faz falta, um pedaço de nós que deixámos para trás. Vemo-nos mais tarde, Olympique de Marselha”. A caixa de comentários da publicação encheu-se, num ápice, de reações, muitas delas já a mostrarem saudade do técnico e outras apreço pelo trabalho desenvolvido no clube. O piloto francês Sébastien Ogier, por exemplo, agradeceu a Villas-Boas: “Obrigado por tudo. Vais fazer falta ao OM”. Já o defesa central da equipa do Marselha, Álvaro González, até comentou parcialmente na língua de Camões: “Eternamente agradecido. À bientôt, mister”. JN/MS
ITÁLIA
INGLATERRA
Cristiano Ronaldo fecha vitória da Armada portuguesa do Wolves também não trava o Manchester City Juventus
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O avançado português voltou a marcar e já leva 20 golos no campeonato italiano. Triunfo sobre o Spezia permite à Juve reduzir a desvantagem para o topo da classificação.
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Juventus voltou às vitórias na liga italiana, esta terça-feira (2), e aproximou-se do líder Inter de Milão. Cristiano Ronaldo fechou o resultado, depois de Morata e Chiesa derrubarem a resistência do Spezia (3-0). Em jogo da 25.ª jornada, o nulo aguentou-se até ao intervalo e foi só na segunda parte que a Velha Senhora encontrou o caminho do golo e arrancou para a vitória. Álvaro Morata fez o mais difícil e estreou o marcador, aos 62 minutos, antes de Chiesa deixar tudo mais fácil para a Juve. Já em cima do apito final, Cristiano Ronaldo juntou-se à lista dos marcadores e fechou o resultado com o 20.º golo no campeonato. CR7 é o primeiro jogador a marcar 20 golos no campeonato em 12 temporadas seguidas. JN/MS
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Manchester City continua a somar vitórias e esta terça-feira (2) conseguiu a 21.ª consecutiva, desta vez às custas do Wolverhampton. O líder da Premier League venceu por 4-1 e deu mais um passo rumo à conquista do título. Num duelo cheio de portugueses (Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva no City, e Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Neves, João Moutinho, Pedro Neto e Fábio Silva pelo Wolverhampton, comandado por Nuno Espírito Santo), a equipa de Guardiola chegou ao intervalo em vantagem, mas teve que puxar dos galões na segunda parte. É que Coady empatou à hora de jogo e ameaçou terminar a série vitoriosa dos “cityzens”. A igualdade aguentou-se até aos 80 minutos, quando Gabriel Jesus adiantou novamente a equipa da casa. A equipa de Nuno Espírito Santo ainda Mahrez e o mesmo Jesus fecharam o resulameaçou os “cityzens”, mas não evitou tado, com golos nas compensações. a derrota. O City marcou três vezes nos JN/MS últimos minutos e vai em 21 vitórias seguidas.
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ESPANHA
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Ex-presidente do Barcelona sai em liberdade
tar-se na direita e a cruzar para o interior da área dos visitantes, onde surgiu Vinícius Júnior a rematar e a impedir o desaire dos merengues. Com o empate, o Real Madrid caiu para o terceiro lugar, com 53 pontos, em igualdade com o FC Barcelona, segundo colocado e que beneficia de uma melhor diferença de golos face ao rival madrileno. As duas formações estão a cinco pontos do líder Atlético de Madrid (58) - que tem menos um jogo - sendo que para a próxima jornada do campeonato está reservado um dérbi madrileno entre Atlético e Real, no domingo (7), no campo dos colchoneros. Já a Real Sociedad, que não perde há seis rondas e vinha de três vitórias seguidas, segue isolada no quinto lugar, com 42 pontos, embora agora tenha o Bétis, sexto colocado, mais próximo, com 39. JN/MS
ra (1), em comunicado, confirmando a existência de buscas, na sequência de mandados emitidos pelo 13.º Tribunal de Instrução de Barcelona, “encarregue do caso sobre o uso de serviços de monitorização de redes sociais”. “O FC Barcelona ofereceu a colaboração plena com as autoridades judiciais e policiais, para ajudar a descobrir os factos pertinentes para a investigação. A informação e documentação requerida está relacionada apenas com este caso”, indicava a nota. Além dos escritórios em Camp Nou, os ‘mossos d’esquadra’ realizaram buscas também na sede da I3 Ventures e da Telampartner, duas empresas alegadamente contactadas para agir nas redes sociais contra adversários e atletas que se opunham à direção de Bartomeu. O ‘Barçagate’ partiu de uma denúncia de um grupo de adeptos, cujo processo segue em segredo de justiça até 10 de março, e, segundo a comunicação social espanhola, relaciona-se, entre outros, com uma campanha de difamação levada a cabo contra concorrentes da administração de Bartomeu. O clube elege um novo presidente no domingo (7), com três candidatos a concurso: Joan Laporta, antigo líder do emblema, entre 2003 e 2010, o empresário Victor Font e o antigo diretor Toni Freixa. Bartomeu, de 58 anos, foi presidente do ‘Barça’ entre 2014 e 2020, com Carles Tusquets a sucedê-lo, de forma interina, a partir de outubro do ano passado, após muita pressão de adeptos e até de atletas, como o futebolista argentino Lionel Messi, que ameaçou sair no verão de 2020. JN/MS
O brasileiro impediu, esta segunda-feira (1), a derrota do Real Madrid, ao marcar o golo do empate (1-1) na receção à Real Sociedad, aos 89 minutos, no jogo que encerrou a 25.ª jornada da Liga espanhola.
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s bascos colocaram-se em vantagem aos 55 minutos, na sequência de uma jogada bem delineada, que permitiu ao lateral Nacho Monreal cruzar a preceito para a finalização certeira do baixinho Portu. Perante a desvantagem, Zinedine Zidane tirou, de uma assentada, Asensio, Mariano Díaz e Isco, e lançou os jovens Hugo Duro, Vinícius Júnior e Rodrygo, quando faltava cerca de meia hora para o final. Seria precisamente em cima do apito final, aos 89 minutos, que o Real Madrid chegaria ao empate, com Lucas Vázquez a liber-
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Vinícius Júnior impede derrota do Real Madrid nos últimos minutos
O ex-presidente do FC Barcelona Josep Maria Bartomeu saiu em “liberdade provisória”, após ter comparecido perante um juiz, no âmbito da investigação do processo ‘Barçagate’, uma alegada campanha difamatória promovida contra adversários da sua administração.
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artomeu e Jaume Masferrer, ex-diretor da presidência do clube espanhol, foram colocados em liberdade, após terem passado a noite detidos, mas “permanece aberta a investigação” sobre crimes de corrupção e outros delitos criminais, informou o Tribunal Superior da Catalunha, em comunicado. Os dois antigos dirigentes do FC Barcelona decidiram não prestar declarações em tribunal, tal como já tinha acontecido perante as autoridades policiais, à semelhança do que fizeram o diretor-geral do clube, Óscar Grau, e o diretor jurídico, Román Gómez Ponti, que saíram em liberdade na segunda-feira (1). As autoridades regionais da Catalunha realizaram buscas em cinco locais, entre empresas e particulares, com o intuito de encontrar material útil para a investigação, confirmando que um dos locais alvo das buscas foram “departamentos específicos” em Camp Nou, estádio do FC Barcelona. O clube reagiu ainda na segunda-fei-
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JOGOS OLÍMPICOS
Comité dos Jogos Olímpicos de
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Tóquio 2020 tem mais 12 mulheres
FUTEBOL FEMININO
A seleção portuguesa de futebol feminijuntamente com Rússia, Irlanda do Norte, no ascendeu esta quinta-feira (4) ao 17.º Ucrânia, República Checa e Suíça. do ranking da UEFA, em vésperas de coNo ranking da UEFA, a Suíça (11.ª) e Rúsnhecer a adversária no play-off de acessia (15.ª) são as únicas seleções presentes no so ao Europeu de 2022. play-off que aparecem à frente da formação de Francisco Neto, ao contrário de Repúbliepois de concluída a fase de grupos ca Checa (19.ª), Ucrânia (20.ª) e Irlanda do de acesso à prova marcada para InNorte (27.ª). glaterra, de 6 a 31 de julho de 2022, Nas contas do ranking da FIFA, cuja últiPortugal, que somou seis vitórias, um ma atualização data de 18 de dezembro de empate e uma derrota (10-2 em golos) no 2020, Portugal, que é 30.º, apenas prevalece Grupo 6, sendo segundo colocado, tem um em relação à Irlanda do Norte (49.ª), estancoeficiente de 28,937 pontos. do atrás de Suíça (19.ª), Rússia (23.ª), UcrâEm relação ao ranking do final de 2019, a nia (24.ª) e República Checa (27.ª). formação das quinas ultrapassou País de GaO play-off, cujo sorteio, sem cabeças de les, Ucrânia e República Checa. série, está marcado para hoje (5), em Nyon, Nestas contas, entram os resultados nas na Suíça, disputa-se entre 7 e 13 de abril, qualificações e fase final do Europeu de 2017 com eliminatórias a duas mãos. (valem 20%) e do Mundial de 2019 (40%) A fase final do Europeu de 2022 realiza-se e ainda os resultados da qualificação para o em Inglaterra, de 6 a 31 de julho, e, além da próximo Europeu (40%), que passou de 2021 seleção anfitriã, já se qualificaram Holanda, para 2022 devido à pandemia de covid-19. Dinamarca, Noruega, Espanha, Finlândia, Portugal marcou presença no Europeu de Suécia, França, Bélgica, Alemanha, Islân2017, depois de bater a Roménia no playdia, Áustria e Itália. -off, falhou o Mundial de 2019 e está agora JN/MS no play-off de acesso ao Europeu de 2022,
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Seleção feminina em 17.º lugar do ranking da UEFA
O comité responsável pelos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 nomeou 12 mulheres para a direção executiva do organismo, uma decisão que surge depois do ex-presidente do comité, Yoshiro Mori, ter sido obrigado a demitir-se por tecer comentários ofensivos sobre as mulheres.
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eiko Hashimoto, a nova presidente do comité organizador e responsável pela mudança, pretende que as mulheres representem 40% dos membros da administração. “Em relação à promoção da igualdade de género, acreditamos que é necessário
trabalhar com sentido de rapidez e produzir resultados sólidos, a fim de restaurar a confiança no comité organizador”, disse Hashimoto no início da reunião do conselho de administração. Para receber as novas mulheres, o número de membros do conselho passou de 35 para 45. O comité responsável pela organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 conta agora com 19 mulheres entre os seus membros, elevando a proporção de mulheres de 20% para 42%. As mudanças, cinco meses antes do início dos jogos, vêm depois da indignação pública provocada pelos comentários do antigo presidente do comité de que as mulheres falavam demasiado nas reuniões. “As reuniões dos conselhos de administração com a presença de muitas mulheres demoram demasiado tempo. Se for aumentado o número de membros femininos e o tempo de intervenção não for limitado, será mais difícil concluí-las, o que é irritante”, declarou na altura Yoshiro Mori. Depois de uma chuva de críticas, Mori retirou-se do cargo e foi substituído por Hashimoto, uma antiga vencedora da medalha de bronze olímpica em patinagem. O comité organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio emprega cerca de 3.500 pessoas, mas será dissolvido após a realização dos Jogos Olímpicos. Por isso, é pouco provável que a medida tenha impacto a longo prazo. Em 2019, o Japão ocupava a 121ª posição entre os 153 países no ranking de igualdade de género do Fórum Económico Mundial. É raro encontrar mulheres em cargos de liderança ou nas reuniões de conselhos de administração no país asiático. JN/MS
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BASQUETEBOL
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Benfica vence F. C. Porto pela primeira vez esta época
O Benfica venceu (87-79), no Dragão Arena, o F. C. Porto no fecho da 19.ª jornada da Liga, naquela que foi a primeira vitória dos encarnados sobre os portistas esta época.
ANDEBOL
F. C. Porto retira número 1 da camisola em homenagem a Quintana O F. C. Porto anunciou que a direção do clube decidiu retirar o Número 1 da camisola de andebol do clube, como forma de homenagear Alfredo Quintana, falecido na passada sexta-feira (26).
“
A Direção do F. C. Porto tomou a decisão no sentido de homenagear Alfredo Quintana. Aprovando uma proposta apresentada por Jorge Nuno Pinto da Costa, a Direção do F. C. Porto decidiu retirar a camisola número 1 do andebol do clube”, pode ler-se numa nota publicada no site
oficial dos azuis e brancos. Os dragões acrescentam que “esta decisão é uma homenagem a Alfredo Quintana, até hoje o dono da camisola número 1 do andebol do F. C. Porto”. O guarda-redes luso-cubano, seis vezes campeão nacional pelo clube, não resistiu a uma paragem cardiorrespiratória sofrida pouco antes do treino de segunda-feira passada (22) e morreu na sexta-feira (26), aos 32 anos. JN/MS
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s encarnados reforçaram o terceiro lugar, com 34 pontos, tantos quanto os dragões, que são segundos, mas têm uma partida a menos. O Sporting é líder isolado, com 37 pontos. O F. C. Porto tinha domínio total no confronto direto entre as duas equipas nesta época, vencendo os três duelos disputados: meias-finais da Taça de Portugal 2019/20, realizadas em outubro do ano passado (8174), sexta jornada da Liga na Luz em novembro (79-88) e meias-finais da Taça Hugo dos Santos, há cerca de três semanas (80-76). Equilibrado desde o apito inicial, o quarto clássico da época entre F. C. Porto e Benfica só mexeu com mais vigor na primeira parte quando entravam os lançamentos de três pontos das duas formações.
No segundo período, melhor o F. C. Porto nos primeiros cinco minutos, em que um triplo de Tanner cavava a maior diferença do jogo (33-24), mas que, nos cinco minutos seguintes, foi atenuada com uma boa resposta dos jogadores de Carlos Lisboa, que foram para os balneários a perder por um escasso ponto (38-37). Para a segunda parte, o Benfica veio mais focado e agressivo defensivamente, colocando muitos problemas ao ataque portista. Cinco turnovers consecutivos e poucas ideias em desfazer o muro da defesa encarnada, deixavam o F. C. Porto em claras dificuldades. De tal forma que, no terceiro período, consentiu 29 pontos, muito por culpa do extremo norte-americano Quincy Miller. Com 11 pontos a separar as duas equipas no arranque do último período (55-66), os dragões voltaram à discussão da partida através da mão de Jalen Riley, que chamava a si a responsabilidade na hora de atirar ao cesto e, com nove pontos consecutivos, deixou o F. C. Porto a dois pontos do seu rival (78-80), quando faltavam pouco mais de dois minutos para jogar. Mas o Benfica não cedeu e Rafael Lisboa, com um triplo e uma ida à linha de lance livre, desfez as dúvidas quanto ao vencedor. Antes e depois da partida foram feitas homenagens a Alfredo Quintana, guarda-redes de andebol do F. C. Porto que morreu vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Os jogadores do F. C. Porto atuaram com uma faixa preta com o nome Quintana ao peito e no início do encontro foi feito um minuto de silêncio. No final, toda a equipa portista juntou-se no meio-campo, com o capitão Miguel Queiroz a segurar na camisola de Quintana. JN/MS
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HÓQUEI EM PATINS
Sporting e F. C. Porto empataram (2-2) num jogo da 21.ª jornada do Campeonato Nacional disputado no Dragão Arena e em que os azuis e brancos desperdiçaram duas vantagens no marcador.
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s guarda-redes Ângelo Girão, do Sporting, e Xavi Malián, do F. C. Porto, foram as grandes figuras do encontro e os principais responsáveis por não ter havido mais golos. O portista Gonçalo Alves também esteve em destaque, por ter sido o autor dos golos da sua equipa, ao passo que os leões comprometeram as suas ambições por terem desperdiçado três livres diretos e uma grande penalidade. O encontro começou com muitas cautelas das duas equipas e por isso escassearam as ocasiões de golo até ao intervalo. O F. C. Porto desaproveitou um livre direto aos seis minutos e, pouco depois, uma situação de superioridade numérica, devido à exclusão temporária de um jogador leonino, com Ângelo Girão a segurar a equipa ante o maior volume de jogo ofensivo do F. C. Porto. Numa das poucas vezes em que a defesa sportinguista deixou a sua baliza desprotegida, aos 20 minutos, Gonçalo Alves desferiu um remate forte e frontal e bateu pela primeira vez o guardião leonino.
O golo mexeu com o jogo, tornando-o mais aberto, e o F. C. Porto chegou à 10.ª falta, o que deu ao Sporting um livre direto e a possibilidade clara de empatar, mas tal não aconteceu devido a um inspirado Xavier Malián. O ritmo do jogo subiu na segunda parte e o Sporting conquistou uma grande penalidade aos 39 minutos. Gonzalo Romero enfrentou o guarda-redes portista e este levou a melhor, tanto no primeiro remate como no que se seguiu. Os dois minutos seguintes foram frenéticos. João Souto empatou para o Sporting, num lance em que os leões recuperaram a bola junto à baliza adversária e beneficiaram de uma situação de dois contra um para marcar, Gonçalo Alves repôs o F. C. Porto à frente do marcador na conversão de um penalti e Gonzalo Romero empatou, aos 42 minutos. O Sporting pressionou, arriscou e ganhou outro livre direto e uma grande penalidade, esta já aos 46 minutos, mas, mais uma vez, Xavier Malián e o desacerto leonino deixaram o resultado inalterado. Com este resultado, o F. C. Porto mantém-se na frente, com 48 pontos, e o Sporting continua no quinto lugar, com 37 e menos três jogos do que os portistas. JN/MS
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F. C. Porto e Sporting empatam no Dragão Arena
TÉNIS
João Sousa derrotado na estreia no ATP 250 de Buenos Aires João Sousa foi derrotado pelo indiano e qualifier Sumit Nagal, em dois sets, na primeira ronda do ATP 250 de Buenos Aires, que está a decorrer esta semana na Argentina.
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aquele que foi o primeiro encontro entre ambos, o número um nacional e 100.º colocado do ranking ATP não foi capaz de superar o jovem 150.º classificado mundial, de 23 anos, e acabou por perder com os parciais de 6-2 e 6-0, em uma hora e 10 minutos. João Sousa, que cedeu os últimos onze jogos consecutivos perante Nagal, continua assim sem conquistar qualquer triunfo em quadros principais do ATP Tour, desde
o Masters 1.000 de Xangai, em outubro de 2019. Depois de eliminado na jornada inaugural da prova de singulares na capital argentina, tal como há uma semana na estreia no ATP 250 de Córdoba, o tenista vimaranense, de 31 anos, vai agora voltar ao court para, ao lado do alemão Dominik Koepfer, disputar a competição de pares. Sumit Nagal, que jogou esta terça-feira (2) o seu quarto encontro em Buenos Aires, após as três vitórias na fase de qualificação, defronta na segunda ronda o chileno e segundo cabeça de série Cristian Garin, que figura no 22.º lugar da hierarquia ATP. JN/MS
F1
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Aston Martin regressa à Fórmula 1 com um Sebastian Vettel “entusiasmado”
A Aston Martin regressa em 2021 ao campeonato do mundo de Fórmula 1, substituindo a Racing Point, e tem como destaque o piloto alemão Sebastian Vettel, quatro vezes campeão, que admitiu esta quarta feira (3) estar “entusiasmado” para a nova época.
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a apresentação do novo carro, o AMR21 de motor Mercedes, o alemão explicou que quando foi abor-
dado por Lawrence Stroll para integrar a formação ficou “imediatamente muito motivado”. “Apesar de já ter corrido por quatro equipas e por muitos anos, começar uma nova temporada ainda me deixa entusiasmado. (...) Adoro a história do desporto, e a Aston Martin é um dos grandes nomes do passado, pelo que é divertido fazer parte deste regresso após 61 anos”, atirou. Vettel deixou a Ferrari após uma temporada de 2020 que admitiu não ter corrido bem, tendo a seu lado o canadiano Lance Stroll, com ambos a elogiarem tanto o regresso como o novo carro. Antes do regresso a Grandes Prémios, 99 anos depois do primeiro para os britânicos, assinalado no Bahrein em 28 de março, o novo monolugar rodou em Silverstone, na quinta-feira (4), antes de seguir para aquele país asiático para testes, de 12 a 14 deste mês. JN/MS
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Still no word on construction worker vaccinations Construction workers are still not specifically designated as being in the queue to receive COVID-19 vaccinations, Ontario construction and public health observers say.
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CANADA BORDER SERVICES AGENCY — Shipments of additional doses of the Health Canada Pfizer authorized COVID-19 vaccine have arrived in Canada with more to follow.
he official policy on delivering vaccines through three phases of the province’s vaccination program is found on the Ministry of Health’s website, covid-19.ontario.ca, stated Dr. Vinita Dubey, associate medical officer of health for Toronto Public Health, on March 3. That site refers to the pool of phase two vaccine recipients as including “people who live and work in high-risk congregate settings (for example, shelters, community living)” and “frontline essential workers, including first responders, education workers and the food processing industry.” “The process to categorize specific types of workers, such as construction workers, as essential workers for the purposes of determining vaccination prioritization is to be determined by the province,” said Dubey. “Vaccine supply is expected to increase substantially in the coming weeks. Opportunities for more people to be vaccinated will be announced as information becomes available. We will keep the public informed every step of the way.” During the first phase of vaccinations, said to have started in December 2020 and span to March, inoculations will be administered to staff and essential caregivers and any residents that have not
yet received a first dose in long-termcare homes, high-risk retirement homes and First Nations elder care homes; other similar categories of patients and residents along with health care workers identified as highest priority; and others at high risk. Phase two, April to July 2021, targeting the essential workers and others, will see the vaccination of 8.7 million people. Phase three, described as “steady state” and described as August 2021 and beyond, depending on the availability of vaccines, will see the remaining Ontarians who want the vaccines vaccinated. Council of Ontario Construction Associations (COCA) president Ian Cunningham said his association issued a request to the minister of health that construction workers be given their “appropriate” place in in the queue of essential workers for vaccinations but has not heard back. “We are not suggesting that construction workers should be in the lineup with doctors, nurses, paramedics, long-termcare home workers and residents,” said Cunningham. “There are also grocery store and pharmacy workers that confront the virus every day. COCA just wants a priority position for construction workers that is appropriate for the risk of exposure to the virus they face going to work every day and keeping the economy chugging along during the pandemic.” DCN/MS
Skills Ontario to host Women’s Day conference Skills Ontario has announced a free In- el, a segment on entrepreneurship, and ternational Women’s Day Conference to tips and resources on opportunities in the skilled trades and technologies. run March 8. “The skilled trades and technologies are he conference is geared to students, suitable for all, and by providing a space apprentices, businesswomen, tra- where those who identify as women can deswomen and advocates for wo- hear firsthand experiences and advice men in the skilled trades and techno- from experts, Skills Ontario is aspiring to logies, stated a release. There will be a shatter any and all stigmas that may exist two-hour online morning session starting in these fields,” said Ian Howcroft, CEO at 10:30 a.m. EST with a recorded replay of Skills Ontario, in the release. “With the opportunity to live text chat with the at 7 p.m. later in the day. The province’s Associate Minister of panellists, viewers can connect directly Children’s and Women’s Issues Jill Dun- with industry leaders to hear about how lop will be discussing the role of child care they can overcome their own challenges in the skilled trades in one session, fol- and pursue their careers.” Registration is open at the Skills Ontarlowed by a Parents Fireside Chat featuring skilled tradeswomen who will discuss io website. DCN/MS work/life balance. Other sessions include a Real Talk pan-
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MILÉNIO | AMBIENTE
5 a 11 de março de 2021
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AMBIENTE
Paulo Gil Cardoso Opinião
É difícil combater ou resistir a inimigos que não se veem, não se cheiram ou se sentem.
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ubstâncias, seres microscópicos, radiações, raios cósmicos…, são mais as coisas invisíveis ou indetetáveis do que as identificadas pelos nossos sentidos. As adversidades à vida e à existência do Homem são inúmeras. Esforçamo-nos diariamente por desenvolver tecnologia que nos permita conhecer o invisível, pro-
curamos criar mecanismos que nos permitam conhecer o cosmos para além do que os nossos sentidos permitem. Esta senda de conhecer o que nos rodeia é um ato de sobrevivência. Identificar possíveis ameaças à nossa existência, porém, não é suficiente. A identificação é o primeiro passo, o segundo passo é desenvolver defesas ou armas contra essas ameaças. Centenas de milhares de investigadores e cientistas trabalham arduamente nestas duas vertentes. Ainda assim surgem perigos onde menos esperamos, alguns repentinamente, outros lentamente e sub-repticiamente vão-nos envolvendo e prejudicando. Existem grandes ironias e paradoxos na atividade humana: as mais evidentes neste contexto de ameaças invisíveis são as próprias excrescências resultantes da prolifera-
ção do próprio Homem e o esgotamento de recursos por uma expansão descontrolada. Numa ânsia produtiva e de expansão exacerbada, libertamos quantidades gigantescas de dióxido de carbono, metano, clorofluorcarbonetos, substâncias cancerígenas da mais variada sorte, radiações, venenos… Além das resultantes do esforço produtivo agrícola e industrial, ainda introduzimos ameaças invisíveis nos alimentos e nos materiais dos objetos que utilizamos. Com certeza que, na maior parte das vezes, inadvertidamente e inconscientemente. Ao ritmo vertiginoso e exponencial de crescimento que a espécie humana teve nas últimas centenas de anos, porventura seria difícil ser de outra forma. Atualmente a humanidade é uma ameaça à biosfera, promovendo uma destruição de biodiversidade só comparável às grandes extinções em massa do passado da Terra. Não vislumbramos que com este ritmo a existência da nossa espécie terá ela
própria uma existência fugaz, consumimos anualmente uma vez e meia os recursos do planeta relativamente à sua capacidade de regeneração. Esta ânsia tem um final previsível, a impossibilidade de sustentação do Homem. Pela imensidão do tempo, por todos os milhares de milhões de anos, pela resiliência da vida, que sempre se adaptou e renovou, podemos inferir que esta situação momentânea criada pelo Homem será com certeza ultrapassada, no entanto, sem o Homem. Todo o dinâmico e gigantesco puzzle da Terra se ajustará, as peças que não se encaixarem, não se adaptarem, serão eliminadas. Procuramos identificar as ameaças invisíveis e superá-las, e distraidamente não percebemos que a maior ameaça invisível somos nós próprios. Estamos sempre a tempo de inverter o rumo. Vejamos o invisível, respeitemos o que nos rodeia, respeitemos as gerações vindouras.
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MILÉNIO | SAÚDE E BEM-ESTAR
5 a 11 de março de 2021
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SAÚDE & BEM-ESTAR
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O incrível corpo feminino não esteja assim tão errado! Um estudo conduzido pelo professor de psicologia Israel Abramov concluiu que as mulheres possuem mais aptidão para distinguir entre gradações subtis do que os homens, sendo que esta disparidade era mais evidente dentro do espectro de cores. Graças a este estudo descobriu-se ainda que pessoas do sexo feminino tinham uma maior a realidade, são coisas que muitos capacidade para distinguir pequenas dihomens provavelmente não sa- ferenças nas tonalidades de cor que eram bem… e até mesmo algumas mu- amarelas ou verdes. lheres! Sempre ouvi dizer que as mulheres são seres muito complexos, seja mental ou Temos melhor olfato fisicamente - e cada vez temos mais provas disso! Homens, não vos trago a “poção Um estudo publicado na revista cienmágica” para conseguirem ler o que vai tífica PLOS ONE concluiu que “os cérena mente das vossas mulheres… mas pelo bros das mulheres têm até 50 por cento menos já ficam com mais provas de que mais neurónios olfativos”. Para além de realmente somos - modéstia à parte - esacreditarem que este é provavelmente petaculares! E não, não sou eu que o estou um fator que contribui para uma maior a dizer - são evidências científicas! Vejam capacidade olfativa das mulheres em realguns exemplos! lação aos homens, também assumem que um melhor olfato ajuda a mãe e a criança Conseguimos ver um maior espectro de a criarem laços logo após o nascimento” cores e que tal também “influencia a seleção de potenciais companheiros por parte das Bem, não é anormal ouvirmos dizer que mulheres”, segundo a Medical News Toulheres e homens veem o mundo de uma day. forma bem diferente… e tal facto talvez Seguindo a temática desta edição do jornal Milénio Stadium - o papel que a mulher ocupa na sociedade hoje em dia, por ocasião da celebração do Dia Internacional da Mulher no próximo dia 8 deste mês -, resolvi resumir alguns factos sobre o corpo feminino que são, no mínimo, fascinantes.
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Adriana Marques Opinião
Hoje gostaria de falar de saudade. A saudade tem tamanho, tem cheiro, tem gosto, texturas. A saudade tem olhar, palavras, lembranças, experiências. Digo que a saudade é uma forma de nos teletransportarmos pela vida, como máquina do tempo. Chegamos exatamente onde queremos ou com quem queremos, através da nossa mente. Ela nos dá a possibilidade de sentir novamente um momento, uma experiência anteriormente vivida.
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or isso, sentir saudade não é de todo ruim como pode, às vezes, parecer. Pelo contrário. Sem ela, não conseguiríamos reviver os momentos bons
acontecidos no passado. Em tempos de pandemia, a saudade tem apertado bastante, não é mesmo? Principalmente para aqueles que vivem longe dos seus entes queridos e, agora mais ainda, com as restrições das viagens. Aquele abraço apertado que tanto gostaríamos de dar, parece estar prorrogado por tempo indeterminado. E isso nos causa dor, tristeza e desalento. Sei que temos a grande vantagem de vivermos numa era em que redes sociais e aplicativos podem, a qualquer hora, nos conectar com os nossos. Mas nada supera o fato de sentir o abraço caloroso daqueles que tanto amamos. Essa troca de energia tão necessária entre os viventes (até os animais precisam do contato físico) e que hoje precisa ser adiada, contida, nunca foi tão valorizada como agora. Outro tipo de saudade é aquela que você pode sentir sobre alguém que viveu experiências incríveis com você, mas, seguiu um outro caminho, diferente do
O nosso cérebro permite-nos recordar detalhes O hipocampo e o córtex pré-frontal (CPF) das mulheres são responsáveis por algumas das diferenças entre a forma como homens e mulheres pensam. Segundo Kimberly Langdon, obstetra, ginecologista e conselheira médica da Medzino Health “o CPF controla o comportamento social, o pensamento de causa e efeito, e o julgamento. (...) [Desenvolve-se numa idade mais jovem nas raparigas, e é por isso que correm menos riscos do que os rapazes da mesma idade”. Para além disso, “as mulheres incluem mais pormenores nas suas decisões ou nas conversas, e é por isso que os homens pensam que falam mais ou demoram mais tempo a expressar-se”, diz a profissional.
fatores, mas está provado cientificamente que as mulheres são mais fortes na luta contra as infecções do que os homens, seja em que idade for. E perguntam vocês porquê: segundo Felice Gersh, diretor e fundador do Integrative Medical Group, a resposta está no estrogénio, em idades mais jovens, e no cromossoma X extra. “Alguns deles permanecem ativos durante toda a vida da mulher, e dotam-na de um sistema imunitário mais poderoso”, diz Gersh. Sentimos dor de uma forma mais aguda
Lá se vai a teoria do sexo forte, não é? As mulheres “sentem pior dor e desconforto nas suas articulações, especificamente” para além de terem maior probabilidade de sofrer de artrite. “Todos sabemos que as mulheres têm um limiar incrível para a dor, como se viu no parto Sistema imunitário mais forte e outras proezas espectaculares, mas este pequeno facto não se destina a minimizar E aqui temos um exemplo bem recen- as suas capacidades, mas sim a mostrar te: durante toda a pandemia provocada como sentem mais dor e dores”, diz o espela Covid-19, vimos que o número de pecialista neuromusculoesquelético Lahomens infetados é, regra geral, superior wrence Barnard. ao das mulheres. É verdade que tal facto pode resultar de um grande número de Inês Barbosa
seu. E, assim, ambos optaram por encerrar um ciclo. É difícil ter maturidade para aceitar que você não pode mais ter aquele alguém na sua vida e que, mesmo de coração partido, a vida continua. A saudade aperta e machuca esse coração e podemos pensar que nunca mais ele irá se recuperar. A boa notícia é que o tempo tudo cura e ameniza, e a saudade se transforma em um belo aprendizado. Tem também aqueles que perderam entes queridos para a morte, que sabem que a saudade nunca vai ter fim e que o abraço nunca mais vai chegar. Essa, realmente, é uma das dores mais sofridas, parece corroer o coração! É aí que eu vejo a importância da saudade: ela conecta os sentimentos, as pessoas, o tempo passado e o presente, possibilitando, assim, que nem mesmo a morte apague os laços que um dia nos uniram. Por isso, valorizo o fato de sentirmos a falta, admiti-la, aceitá-la. Porque ela também fala de amor. A saudade nada mais é do que o amor que sentimos por
pessoas, por coisas, bolos, cheiro do cabelo da mãe, confissões numa madrugada, pescaria, viagem para a praia e tantas outras referências que vivenciamos ao longo da nossa trajetória e que estão distantes no tempo e das quais sentimos falta. Muitas vezes temos medo de olhar para essa lacuna porque não entendemos ou não aceitamos que tudo nessa vida é passageiro e que todas as situações mudam. Nada permanece estático. Proponho olharmos esse sentimento ao qual chamamos saudade com serenidade e agradecimento. É uma dádiva concedida por algo muito maior do que possamos imaginar e que nos permite acessar as verdadeiras preciosidades da nossa existência. Que muitas vezes, no passado, não foram percebidas como tal mas, agora, com a saudade podemos, novamente, nos manter conectados com elas.
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MILÉNIO | TURISMO
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Lezíria do Tejo em Santarém - Créditos: DR
Almeirim, terra de touros, campinos e da famosa Sopa da Pedra
Luísa Silva Geraldes A cerca de 100kms, de Lisboa, encontramos Almeirim, aos pés da altaneira cidade de Santarém, em plena lezíria ribatejana.
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inda hoje podemos ver alguns campinos montados nos seus cavalos, com as suas roupas coloridas a percorrerem a lezíria guardando touros nas margens do rio Tejo. É um colorido diverso o das lezírias. Onde o verde floresce na planície e sobretudo onde o cultivo de arroz, tomate e melão, o famoso melão de Almeirim cresce, no inverno, na época da chuva, por vezes, o Rio Tejo galga as suas margens alagando toda a lezíria, e permitindo que a circulação se faça unicamente de barco. O verde dos campos transforma-se então em azul profundo. A água inunda os campos. Ainda que não aconteça com frequência, pontualmente vemos as imagens do Tejo com o seu grande caudal, navegável por cima das estradas, dos campos, que afinal também
Campinos na lezíria - Créditos: DR
vai fertilizar. É um espetáculo que quando ocorre, muitas pessoas o vão ver do alto do miradouro das Portas do Sol, em Santarém. Para além desta particularidade, Almeirim é famosa também pelo seu melão. No entanto, quando falamos de Almeirim, é na famosa Sopa da Pedra que todos pensamos! A sua história provém de uma lenda muito antiga que se conta de boca em boca e que chegou até hoje, dando-lhe fama e levando centenas de pessoas a prová-la acorrendo a vários restaurantes que junto da Praça de Touros, desfilam numa rua única e por todos conhecida como a rua dos restaurantes! Chega a Almeirim gente de todo o país. Todos querem uma Sopa da Pedra! Eu própria, adoro e recomendo!! Aqui vai a sua lenda, já que não vos posso levar uma malga de Sopa da Pedra! Certo dia um frade chega a uma localidade, cansado e com a barriga a dar horas! Bate à porta de um de um lavrador abastado a quem mostra uma pedra que trazia consigo e dizendo que gostaria de fazer uma sopa com ela. Sem nunca terem ouvido tal, pareceu ao lavrador que o frade não sabia o que dizia! Desconfiado perguntou-lhe: - Com essa pedra? Ao que o frade respondeu, que sim. O lavrador pede então para que o frade lhe mostre como fazer.
Frade da sopa da pedra - Créditos: DR
Ora isso era o que o Frade queria ouvir! Lavou a pedra muito bem e pediu uma panela com um pouco de água. - Só com esta pedra e mais nada? - Pergunta o lavrador - Não, para ficar melhor, deve levar um fiozinho de azeite e deixarem-me pô-la ali naquele brasido, para que a pedra coza com a água, e o azeite e o sal, que também fará o favor de me dar! O frade foi pedindo mais alimentos que coziam numa panela preta de ferro sobre as brasas. O lavrador e a mulher já sentiam um cheirinho bom a sair da panela. No entanto, o frade não ficou por ali. Foi pedindo um pouco de carne, chouriço, farinheira, toucinho, entrecosto, feijão, batata, coentros, e tudo o que o lavrador tivesse por casa que ali pudesse juntar a ferver. Em pouco tempo saía um aroma delicioso da panela. O frade convidou então o lavrador e a mulher a comerem com ele a tão deliciosa sopa que ali tinha sido feita mesmo debaixo dos seus olhos. Comeram, comeram, lambuzaram-se e esfregaram a barriga de satisfação! - Que sopa deliciosa! Mas subitamente o lavrador pergunta ao frade pela pedra! Ao que o frade, esperto e ardiloso, responde:
- A pedra, está aqui no fundo da panela! Se me dão permissão, preciso de um pouco de água para a lavar e depois levo-a comigo para outra vez.! Ora lá foi o frade feliz e de barriga cheia com a pedra lavada e embrulhada num pano, dentro do seu alforge, para na noite seguinte bater a outra porta e fazer mais uma Sopa da Pedra. Hoje vários são os restaurantes que fazem esta maravilhosa sopa. Eu vou várias vezes ao restaurante O Forno, que simpaticamente me serve uma sopa tão boa como a que o frade cozinhou naquela primeira noite! Sempre que lá vou, passeio pelo restaurante, a cozinha é visível por todos os clientes. Vejo enormes panelas, com enormes colheres que mexem a pedra e os restantes alimentos. Fico sempre deslumbrada pelo espetáculo que é fazer esta sopa, mas sobretudo quando na mesa, depois de comer tudo até ao fim, vejo a pedra, branquinha, que voltará para a cozinha para encantar outras pessoas. Ah!! Mais uma curiosidade desta terra!! Para além da sopa vem sempre para a mesa, tirar um saboroso pão regional, a que dão o nome de caralhotas!! E esta hein?!!!! Vai uma sopa da pedra?
Sopa da pedra à mesa - Créditos: DR
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5 a 11 de março de 2021
A BLAST FROM THE PAST
Giocattoli Italiano T
Armando Terra Opinião
The last few articles were meant to stimulate the readers’ visual sense, both through article content and photos of a wide variety of lithographed motorcycle toys. We have already established that Germans have by far created the best examples which clearly illustrate graphics, detailing, and mechanical movements of motorcycle toys. Later, the Japanese arrived and attempted to be highly detailed with their own models. Basically, they were simply mimicking previously fabricated German designs. The Germans were un-matched toy fabricators and spared no expense to achieve the ultimate product. Their designs were reflections of the era and as inventions came to fruition, the toy designs were altered to reflect such inventions and appropriate timelines.
his week’s article will highlight two Italian toy manufacturers that have produced motorcycles which form part of the collection. The first is I.N.G.A.P., an acronym for “Industria Nazionale Giocattoli Automatici Padova”. Originally started production in Padova in 1919 and remained active until its closing in 1974. Most of their designs and products reflected what the masses were desiring. Most of their products were constructed of tin and were often very colourful and beautifully detailed. Products included trucks, cars, railway trains, airplanes, and my favourite of course, motorcycles. By far their largest output were undoubtedly model cars starting in the 1950’s. The initial series differed from the second series in that the second series had glazed side windows, windshield, and rear windshield. By this time, I.N.G.A.P. had moved away from tin and were heavily involved with mould injection technology. In the early 1960’s they began to manufacture American models in 1.87 scale, with a total number of 17 different models. Chassis and wheels were made of
tin and rubber, while bodies were cheaply fabricated and unicoloured with little styling, in my opinion. The second manufacturer is “FSC”, originally founded by Siro Ferrari in 1934 in Casalpusterlengo, Italy. The “FSC” is a combination of Siro’s name and his hometown. Experts agree that the toy industry grew by leaps and bonds in Germany, France, and England. With the end of the Second World War, it was Italy’s turn, with Ferrari’s manufacturing facility turning out hundreds and hundreds of toys. With the end of the war, the need for Iron and tin products was reduced and thus “FSC” began to strive. Inexpensive raw materials combined with great abundance made conditions ideal for Siro. Several other companies also thrived such as I.N.G.A.P., Centola, Piro, and Cardini. The end of the war also drastically altered the landscape and new materials were being introduced to replace tin toys. The greatest being “plastic” which almost replaced iron, tin, and wood overnight. Manufacturing was more efficient, cleaner, less expensive, but ultimately not as attractive to tin toy collectors. Later, battery, electric circuits, and transistors powered remote controls, eventually replacing traditional mechanical wind-up mechanisms, both fixed wind up and removable key types.
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The collection contains 32 examples of toys from both manufacturers and the following are a few to stimulate your visual sense. Enjoy! 1. 1930’s, 8” Long, I.N.G.A.P. Civilian Rider – Colourful, lithography, functioning exposed wind-up mechanism. Extremely detailed and retains much of its original gloss, and original double-sided fender plate 771-P.D. 2. 1930’s, collection of three I.N.G.A.P. creations – 6” motorbike and sidecar, license plate 550 P.D., 6” single civilian rider, license plate 520 P.D., and “Grandi Magazzini” tricycle. Bright lithography and all mechanisms are functional. 3. 1940’s & 1950’s examples of Siro Ferrari creations – 1940 model is 6” in length with internal windup mechanism. 1950 is 7” long, with very bright lithography, numbered “9” with internal friction mechanism. 4. 1940 collection of Italian made “Penny” toys – Back row are all Siro Ferrari. Front row, 3 on the left are super rare “Centola” from Bologna. Front row on the right is a super rare “Pino”. Have never seen another. All motorcycles are freerolling.
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çou a sua produção em Padova em 1919 e continuou ativa até ao seu fecho em 1974. A maioria dos seus produtos eram feitos de lata e eram normalmente muito coloridos e excelentemente bem detalhados. Os seus produtos incluíam camiões, carros, comboios, aviões, e os meus preferidos, as motas. De longe, a sua maior venda eram os carros, sem quaisquer dúvidas, começando nos anos de 1950s. A série inicial diferenciava da segunda série que tinha janelas coladas nas laterais, para-brisas, e para-brisas traseiro. Por esta altura, a I.N.G.A.P. já tinha deixado a lata e era bastantemente envolvida em tecnologia de injeção de molde. No início dos anos da década de 60, começaram a fabricar modelos americanos em escala de 1.87, com um número total de 17 modelos diferentes. O chassis e as rodas eram feitos de lata e borracha, enquanto o corpo era fabricado de forma barata, com uma cor única, com muito poucos detalhes, na artigo desta semana irá destacar minha opinião. O segundo fabricante é “FSC”, originalduas fábricas de brinquedos italianas que produziram motocicletas mente fundada por Siro Ferrari em 1934, de brinquedo que fazem parte da coleção. em Casalpusterlengo, Itália. A “FSC” é A primeira é a I.N.G.A.P., um acrónimo uma combinação do nome de Siro e a sua para “Industria Nazionale Giocattoli Au- cidade natal. Os conhecedores concortomatici Padova”. Originalmente come- dam que a indústria de brinquedos cresOs meus artigos semanais têm o intuito de estimular os leitores com um sentido visual apurado, tanto através do conteúdo do texto, como pela variedade de fotografias das motocicletas de brinquedos litografados. Já assumimos que os alemães são de longe os que construíram os melhores exemplares que ilustram graficamente, detalhadamente e com os seus movimentos mecânicos. Mais tarde, os japoneses chegaram e tentaram ser altamente detalhados com os seus modelos próprios. Basicamente, estavam a imitar os designs previamente fabricados pelos alemães, mas os alemães eram incomparáveis em relação ao fabrico de brinquedos e não poupavam no custo para atingir o seu produto final. Os seus designs eram reflexo da era e com a chegada do usufruto das invenções, os seus designs eram alterados de modo a refletir tais invenções.
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ceu a saltos largos na Alemanha, França e Inglaterra. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, era a vez da Itália, com as facilidades da Ferrari transformar centenas e centenas de brinquedos. Com o fim da guerra, a necessidade de produtos de lata e aço eram reduzidos e isso foi quando a “FSC” começou a subir. Materiais crus, baratos, combinados com abundância, proporcionaram as condições ideais para Siro. Várias outras empresas também subiram como a I.N.G.A.P., Centola, Piro e a Cardini. O fim da guerra também alterou drasticamente a paisagem, tendo sido introduzidos novos materiais para substituir os brinquedos de lata. O melhor era o “plástico” que quase substituiu o aço, lata e madeira do dia para a noite. Fabricar era mais eficiente, limpo, menos caro e, consequentemente, não tão atrativo como brinquedos de lata para colecionadores. Mais tarde, as baterias, circuitos elétricos, e controles remotos alimentados por transístores substituíram os mecanismos tradicionais de cordão mecânico, ambos as chaves de corda fixas e removíveis. A coleção contém 32 exemplares de brinquedos de ambas as fábricas e os seguintes são para estimular o seu sentido visual. Aproveite!
1. 8” de comprimento, I.N.G.A.P. Condutor Civil de 1930s – Colorido, litografado, mecanismo funcional de chave de corda. Extremamente detalhado e retém muito do seu brilho original, e matrícula 771P.D. original em ambos os lados. 2. 2Coleção de três criações da I.N.G.A.P. de 1930s – 6” de comprimento, motocicleta e carro lateral, matrícula 500 P.D., 6” de tamanho condutor único civil, matrícula 520 P.D., e triciclo “Grandi Magazzini”. Litografia brilhante e todos os mecanismos funcionais. 3. Exemplares da criação de Siro Ferrari de 1940s e 1950s – Modelo de 1940 com 6” de comprimento com mecanismo de corda interno. Modelo de 1950 com 7” de comprimento, com litografia bastante brilhante, numerado com o número “9” com mecanismo de fricção interna. 4. Coleção de brinquedos baratos feitos em Itália de 1940 – Na última linha são todos modelos Siro Ferrari. Na linha da frente, três à esquerda são “Centola” super raros da Bolonha. Na linha da frente à direita é um “Pino” muito raro. Nunca vi outro. Todas as motas são de rolamento livre.
MILÉNIO | ENTRETENIMENTO
5 a 11 de março de 2021
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Além desse incentivo, estes jardins ovais destacam-se, sem dúvida, pela visão que proporcionam do alto, com os formatos e as diferentes decorações criando um cenário incrível.
FYI
É importante explicar que para chegar aos jardins ovais de Naerum não é possível utilizar o carro. Afinal, um dos maiores objetivos de Søren Carl Theodor Marius Sørensen foi, justamente, incentivar as pessoas a passearem mais. Logo, só podemos ter acesso ao local caminhando.
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-Kika
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JARDINS OVAIS Em Copenhaga, capital da Dinamarca, existe um distrito suburbano que se chamada Naerum e que é famoso por uma característica muito peculiar: os seus jardins ovais que abrigam a comunidade. Em 1948, 40 lotes de jardins ovais, medindo aproximadamente 25x15m, foram construídos no distrito e distribuídos aos residentes locais. O responsável pela paisagem inusitada foi o arquiteto Søren Carl Theodor Marius Sørensen. Apesar de cada um dos donos poder decorar o seu jardim como quisesse, ele forneceu algumas instruções para que os lotes fossem aproveitados da melhor forma.
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Inicialmente, a ideia de Sørensen era dispor os jardins uniformemente. Porém, com o tempo, ele decidiu que a disposição em direções variadas deixaria o local mais descolado e dinâmico. O objetivo da construção é incentivar os residentes a socializarem entre si. Afinal, com uma área verde do lado de fora, os moradores ganharam um lugar para aproveitar o dia ao ar livre. Dessa forma, eles podem caminhar, passear com os seus animais de estimação e conversar com os vizinhos.
A CANÇÃO QUE EU MAIS GOSTO OU A CANÇÃO DE QUE EU GOSTO? Caso: com Luciana Graça Leitora de português do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, na Universidade de Toronto
?
• Conhecem a canção «Era uma vez», na voz de Kell Smith?… Que canção fantástica, na minha opinião!... É mesmo uma canção brasileira que eu gosto! – quer dizer… «que eu gosto» ou… «de que eu gosto»?...
Análise: • A expressão correta é «uma canção brasileira de que eu gosto». • O verbo «gostar» exige a preposição «de», porque, e como muito bem sabemos, quando se gosta, gosta-se de alguma coisa. • O verbo «gostar» pede, então, sempre um complemento introduzido pela preposição «de»; e isto quer quando introduz um complemento nominal (exemplo: «eu gosto de uma canção brasileira») quer quando introduz uma oração relativa (exemplo: «uma canção de que eu gosto é brasileira»). • Truque: devemos sempre usar «de que», quando o verbo que vem antes desta locução requere a preposição «de». •De forma resumida: - «gostar de», «precisar de», «necessitar de»; - assim sendo: «gosto do livro» e «o livro de que gosto»; «preciso de pão» e «o pão de que preciso»; «necessito de um vestido» e «o vestido de que necessito».
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MILÉNIO | ENTRETENIMENTO
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Kika
INÊS MOCHO
PARABÉNS
Inês Mocho usou as redes sociais para fazer uma partilha difícil. Num texto sincero e aberto, a maquilhadora revelou que passou por uma segunda gravidez ectópica. Isto acontece quando um óvulo fecundado se implanta numa estrutura que não o útero. Como tal, teve de abortar e remover uma das Trompas de Falópio.
Esta segunda-feira, dia 1, foi especial para Ruy de Carvalho. O ator fez 94 anos, uma data que foi assinalada por amigos e familiares nas redes sociais, através de pequenas homenagens. Noémia Costa, Diogo Infante, Rita Pereira, Mariana Monteiro, Sofia Alves, Marta Fernandes, Fernando Luís e Carolina Loureiro foram alguns dos atores conhecidos do grande público que deixaram mensagens de parabéns ao aniversariante na sua conta oficial de Instagram.
Contudo, chegaram notícias indesejadas. “Quando ouvi a médica dizer “é gravidez ectópica e desta vez são gémeos” o meu mundo pareceu parar, abrandar, senti-me zonza. Os momentos seguintes são fragmentos e muito rápidos... Vou a casa despedir da Leonor e do Miguel [Domingues, marido], vou à empresa orientar a equipa e dou entrada nas urgências. Foi tudo tão rápido que nem deu para processar. Tive que abortar e tirar a trompa”, diz, explicando o porquê de acompanhar este relato sensível com imagens em que surge a expor o ventre, com zonas cobertas por pensos.
Créditos: DR
Créditos: DR
Inês Mocho relata que, no espaço de um ano, passou por duas grandes perdas: “Agosto do ano passado tive uma gravidez ectópica e consequente aborto químico. É algo bastante violento física e psicologicamente. Só tive alta em dezembro e só aí me caiu a “ficha”. Fiz o luto do filho que queria ter e não tive. Fevereiro de 2021, descubro que estou novamente grávida. Não conto a ninguém e vou logo a correr a uma clínica de ecografias para ver se é uma gravidez viável ou não. Como é muito cedo não conseguem ver e mandam-me regressar em duas semanas. Enchi-me de pensamentos positivos de que estava tudo bem”.
A maquilhadora admite que está a enfrentar esta situação dolorosa com força e explica o porquê de partilhar algo tão pessoal e sensível: “Correu tudo bem e estou fisicamente confortável... Mas… há momentos em que não aceito o que aconteceu e há momentos em que me questiono o porquê das coisas, que penso nestes 3 bebés que já “perdi”. Sei que isto vai ser um processo longo para mim e neste momento esta foi a forma que me senti mais confortável de partilhar tudo isto convosco. Por escrito. Quero partilhar porque acho importante falar de assuntos como este”. Para rematar, Inês Mocho deixa uma mensagem de força a outras mulheres e diz que tem no marido e na filha a principal fonte de forças. Um texto que se está a tornar viral nas redes sociais, com muitos fãs e seguidores de Inês Mocho a deixarem-lhe mensagens de força e de carinho, mas também com muitas mulheres a reconhecerem-se neste testemunho doloroso.
VISUAL NOVO
Na altura o quadro terá sido encontrado num antiquário de Nova Orleães, EUA, e custado 2.4 milhões de euros, sendo posteriormente avaliado em cerca de 9.5 milhões de euros. A venda atual terá ficado nos 7.1 milhões de dólares. “Torre da Mesquita de Koutoubia” foi pintado por Winston Churchill em 1943. Não se conhece a identidade do atual proprietário deste quadro.
Uma mudança que terá acontecido para uma sessão fotográfica com Ellen von Unwerth. Os fãs e seguidores de Gwen Stefani não esconderam a surpresa com esta transformação radical, mostrando agrado e elogiando a beleza da cantora.
Bárbara Bandeira publicou no último domingo, dia 28 de fevereiro, algumas imagens do ‘baby shower’ do bebé de Angie Costa e Miguel Coimbra. A cantora publicou vídeos onde se podem ver vários doces e um bolo nos quais predominam as cores rosa e azul, o que indica que o sexo do bebé pode já ter sido revelado, no entanto o público ainda não sabe!
Créditos: DR
No evento estiveram presentes, além da cantora, da atriz e do músico, os restantes elementos dos D.A.M.A, Miguel Cristovinho e Kasha, assim como a mãe de Angie. De lembrar que Angie Costa, de 20 anos, e Miguel Coimbra, de 31, revelaram no passado dia 21 de fevereiro que esperam o primeiro filho em comum.
Ryan Fisher, que foi baleado no peito durante um assalto na rua, falou pela primeira vez sobre o que aconteceu. O cuidador dos três cães de Lady Gaga continua hospitalizado e a recuperar dos ferimentos que o colocaram em risco de vida. Através das redes sociais, relata na primeira pessoa o assalto que tinha como intuito o roubo dos cães.
ASSALTO
Créditos: DR
“As borboletas que ele me costumava dar transformaram-se em pezinhos”, escreveu, salientando o facto de este bebé ser fruto de um grande amor.
BABY SHOWER
Alguns dos doces tinham a letra A (de Angie) e M (de Miguel). Um bolo nos tons rosa e azul com nuvens, várias bolachas em forma de biberão e popcakes com o arco-íris.
GRÁVIDA
Catarina Mira usou as redes sociais para partilhar uma boa novidade: está grávida! A atriz e Martin Rose estão à espera do primeiro filho. Para divulgar esta notícia, Catarina Mira divulgou um vídeo no qual se mostra a fazer uma ecografia.
Créditos: DR
Gwen Stefani surpreendeu tudo e todos ao partilhar nas redes sociais uma fotografia em que surge com um novo visual, que a deixa completamente diferente. A cantora de 51 anos mostra-se com um corte bem mais curto, com os fios pela linha da boca e com franja, além de ter mudado o tom de loiro para preto.
Angelina Jolie colocou à venda uma obra de arte única. Trata-se de “Torre da Mesquita de Koutoubia”, um quadro pintado pelo ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill e que tinha sido oferecido à atriz em 2011 pelo então marido, Brad Pitt. Entretanto, os dois divorciaram-se.
“Há 4 dias, enquanto um carro acelerava e o meu sangue saía de um ferimento causado por uma arma de fogo, um anjo surgiu e deitou-se ao meu lado. Os meus gritos de pânico acalmaram enquanto olhava para ela, embora visse que o sangue acumulado ao redor do seu corpo minúsculo era o meu”, começa por escrever. Ryan refere-se a Asia, a cadela que fugiu dos assaltantes e que depois regressou para o seu lado. “Embalei a Asia o melhor que consegui, agradeci-lhe por todas as incríveis aventuras que vivemos juntos, desculpei-me por não poder defender os seus irmãos e resolvi que ainda tentaria salvá-los… e a mim mesmo”, continua no texto, mencionado Koji e Gustav, que foram levados pelos assaltantes. Ryan foi, entretanto, levado para o hospital. De lembrar que o crime aconteceu na noite de dia 24 de fevereiro. Os animais já foram recuperados e Ryan está estável e a recuperar no hospital.
Créditos: DR
Créditos: DR
TORRE DA MESQUITA DE KOUTOUBIA
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MILÉNIO | ENTRETENIMENTO
5 a 11 de março de 2021
OLHAR COM OLHOS DE VER
Arquitetura clássica - Créditos: Joana Leal
Tired of winter, can we have Spring now. - Créditos: Stella Jurgen
Go away winter. - Créditos: Manuel DaCosta
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MILÉNIO | PASSATEMPOS
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Palavras cruzadas
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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
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6 Culinária por Rosa Bandeira
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Tarte de massa quebrada
1. Firme; que não é tenro, macio 2. Que contém ou revela maldade; cruel, desumano, mau 3. Aquele que tem pouca ou nenhuma gordura 4. Que ou quem não é dependente, age com autonomia 5. Que sente ou manifesta alegria; contente, jubiloso 6. De pouca idade; moço 7. Que se aqueceu, que sofreu a ação de um tipo de calor 8. Que é irracionalmente inflexível; obstinado, teimoso
9. Que é tomado ou considerado no todo, por inteiro 10. Cujas dimensões são maiores que o normal 11. Que tem grande força física; robusto, vigoroso 12. Que percebe tudo; atento, vigilante, perspicaz 13. Que não se expõe; oculto, íntimo, discreto 14. Quieto, sossegado; não apresenta agitação, perturbação 15. De altura superior à média; de grande dimensão vertical
Ingredientes • • •
1.
1 chávena (230ml) de açúcar 4 maçãs pequenas Canela q.b.
Fazer o creme: misturar as gemas com o açúcar e o leite e mexer bem.
2. Levar ao lume, mexer sempre até a mistura engrossar. Deixar arrefecer. 3. Forrar a tarteira com a massa quebrada e espalhar o creme por toda a tarte. 4. Cobrir a tarte toda com a maçã, previamente descascada e fatiada. 5. Levar ao forno bem quente (200ºC) e deixar cozinhar até a maçã estar dourada.
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Créditos: DR
G K F I S O A Z D I V I N T O
• • •
Modo de preparação:
Caça palavras
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1 base de massa quebrada 6 gemas 1 chávena (230ml) de leite
6. Depois de fria polvilhar com canela em pó e açúcar de pasteleiro.
Jogo das 10 diferenças
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MILÉNIO | HORÓSCOPO
Tenha especial atenção a atitudes ou palavras impensadas ou bruscas pois estas poderão trazer-lhe alguns dissabores com os que o rodeiam. É, no entanto, uma altura propícia para o debate de opiniões e ideias com os amigos, estando sublinhada a sua capacidade de realização, empreendimento e iniciativa sociais. Ao longo desta semana sentirá uma intensa energia física e espírito criativo o que irá ajudar na tomada de decisões, de novas iniciativas e de novos projetos. No entanto, não deixe de ponderar as opiniões dos outros e não descuide a sua vida afetiva. Não se esqueça de que o exercício físico poderá ajudar a gastar as energias em excesso.
Com o Sol a transitar pela sua Casa X é a sua carreira que vai estar em evidência. Terá, pois, tendência para se envolver mais fervorosamente naquilo que faz. Aproveite para testar as suas capacidades no mundo do trabalho, para tomar decisões importantes e para passar à prática o que vem planeando há algum tempo.
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5 a 11 de março de 2021
Deve dar mais atenção ao seu mundo dos afetos. O diálogo, o debate e a troca de impressões a dois, está muito estimulado nesta semana. É, pois, uma boa altura para conversar com o seu parceiro e para esclarecer eventuais problemas que tenham vindo a afetar a vossa relação.
Os valores da sua privacidade e intimidade terão a sua atenção e irão assumir grande importância. Vai apetecer-lhe ficar em casa, só ou com a sua família, pois vai sentir-se muito bem junto dela.
Será um ótimo momento para imaginar e projetar uma nova decoração no lar, torConverse e ouça o que o seu parceiro tem a nando-o mais alegre e confortável. dizer. Encontra-se num período de grande criatividade intelectual, benéfico para apresentar uma ideia ou um projeto inovador.
Vai sentir maior facilidade em resolver os pequenos problemas ou atritos do dia a dia, uma vez que dispõe agora da capacidade de tornar leve e simpático o ambiente envolvente.
Lembre-se, contudo, que mais vale tentar persuadir os outros através de um bom ar- Em termos afetivos, pode ser boa ideia cogumento do que impor-lhes um ponto de municar finalmente os seus sentimentos e vista. Evitará conflitos e conseguirá mais fa- abrir o seu coração àquela pessoa especial. cilmente levar a sua avante.
Este é decididamente um bom peNo espaço destes dias a sua atenção ríodo para mostrar aos outros, com está voltada para o lado prático da objetividade, os seus pontos de vida. Serão encontrados métodos vista. Estes entendem-no/a e têm mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias, cumprindo rapi- consideração pelas suas opiniões. damente as suas obrigações. Tem grande capacidade de argumentação, Pratique desportos ao ar livre e inicie um o seu discurso é autêntico e lógico. É, como regime alimentar equilibrado, aproveite tal, uma boa altura para influenciar as outras para se libertar de vícios e limpar o seu or- pessoas a seu favor. ganismo.
Soluções 4 I N 10 G R A N D E P E N 9 1 D G E L N O T 8 O B C E A 15 A L T O
E 3 5 A U R 14 C C A L M O
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O seu intelecto estará particuNesta altura tente encontrar no seu larmente ativo. É um período de ambiente familiar e doméstico a grande capacidade de trabalho energia de que precisa para recarpelo que o deverá utilizar por forma a obregar as suas baterias. ter resultados em algum plano mais ousaDurma mais, tente dar mais importância do, anteriormente concebido por si. A sua exuberância e espírito criativo atrairá ao seu descanso e não se deixe absorver por o apoio e solidariedade de que possa neces- pensamentos que lhe possam provocar uma A argúcia que demonstra levará os outros sitar para concretizar os seus planos. A ní- certa tristeza. Poderá aproveitar este mo- a apoiar os seus projetos, contribuindo vel afetivo, poderá até surgir um encontro mento mais retirado para dar mais atenção para a sua realização. à família. amoroso inesperado. Irá atravessar neste período uma fase de grande lucidez e expansão a nível intelectual, a qual lhe permitirá planear a sua vida afetiva e profissional a longo prazo.
Há mais de 35 anos que o Leão D'Ouro se tem dedicado para servir a comunidade e cuidar dos nossos clientes e da nossa equipa. Com o contínuo impacto do vírus do COVID-19 em todos nós, queremos assegurar os nossos clientes de que continuamos aqui para vos servir. Continuaremos abertos para o servir em formato takeout e com entrega via SkipTheDishes ou UberEats.
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5 a 11 de março de 2021
Este é o momento de nos unirmos. De ajudarmos quem mais precisa. A MDC Media Group está a promover a recolha de alimentos para entregar no Food Banks of Canada. A nossa tenda está localizada na Camões Square 722 College Street em Toronto.
MILÉNIO | INFORMAÇÃO
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MEDIA GROUP INC
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