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Manuel DaCosta Editorial

A reforma nem sempre é o "mar de rosas" que se apregoa. O anúncio do Freedom 55 pintava um cenário de serenidade e diversão desfrutado por pessoas de meia-idade, mas o sonho tornou-se agora um pesadelo para a maioria, que olha atualmente para uma reforma aos 75 anos e, para alguns, reforma nenhuma.
Areforma tem certamente os seus benefícios, mas ninguém descreve os mitos à medida que os nossos caminhos avançam para a vida sénior. A realidade da reforma é muito mais sombria do que a maioria das pessoas quer enfrentar porque, tal como nos contos de fadas, a reforma pode ser uma armadilha se não tiver o dinheiro necessário para garantir a qualidade de vida a que está habituado. Assim, idealmente, a reforma para a maioria é um mito e os desafios que destruirão os seus planos são muitos, incluindo acreditar que:
• A sua reforma acontecerá como sonhou.
• Irá reformar-se na idade que planeou.
• Todo o tempo livre adquirido o tornará mais feliz.
• Sentirá finalmente que o seu trabalho árduo valeu a pena.
• As suas poupanças estarão lá quando precisar delas.
• A sua segurança social fornecerá uma almofada de apoio.
• Nunca mais terá de trabalhar.
As crenças acima não passam de desejos mentais que a maioria de nós tem, e que raramente se concretizam. Em vez disso, analisemos o que é a reforma e as realidades que acompanham a decisão de se reformar, pois esta transição de vida lembra-nos que se trata da conclusão de uma carreira primária e do início do nosso "terceiro ato".
A nossa vulnerabilidade ao sair da zona de conforto da nossa vida social pode trazer muitos aspetos negativos sobre a nossa suscetibilidade à solidão e outros problemas de saúde mental, particularmente se estiver
sozinho e sem um plano para preencher a sua "tigela" com diferentes tipos de ingredientes de vida.
Apesar de todas as projeções de "contos de fadas" sobre a reforma, esta pode tornar-se difícil e até prejudicial para o seu bem-estar. Os sintomas de potenciais desvantagens nesta transição podem incluir o isolamento social, a vulnerabilidade financeira e o declínio físico, pelo que é importante que estes sintomas sejam avaliados e planeados estrategicamente antes da reforma. O maior desafio é sempre a falta de fundos para a esperança de vida prevista. Se espera viver 20 anos, mas o seu orçamento é para 10, como lidará com o défice? Mas o maior risco não é apenas ficar sem dinheiro; é prender-se a uma decisão financeira e de estilo de vida da qual é difícil recuar, para mais tarde perceber que o que realmente precisava era de mudança, flexibilidade e revigoramento, e não de uma saída. A situação ideal é tornar-se financeiramente independente e depois escolher como deseja participar, de forma paga ou não, num ritmo que se ajuste à sua vida. Muitas pessoas privam-se de muitas regalias durante os seus anos de atividade com a esperança de concretizar os seus so-
nhos acumulados quando se reformarem. Isto pode não ser totalmente satisfatório, pois a inflação, a doença ou outros imprevistos podem forçá-lo a repensar os seus planos, à medida que os sonhos originais se transformam em pesadelos.
A abordagem deve ser uma vida equilibrada pontuada por poupanças que o sustentem na velhice. Embora o fardo financeiro seja primordial, não esqueçamos as recompensas que muitas vezes se perdem com a reforma, incluindo a perda de uma vida profissional, a capacidade de ir trabalhar diariamente e o prestígio de um cargo ou título. A minha filosofia é trabalhar até que os ossos estalem e caiam, e depois deixar todos os seus bens aos que o rodeiam e que se reformaram mais cedo, ou a familiares que ficaram apenas à espera que você morresse. No meu caso, se me sobrar algum dinheiro, levo-o comigo.
Lembre-se, o sucesso consiste em preocupar-se com cada maldita coisa no mundo, exceto dinheiro.
Ah! Freedom 75.

Ano XXXV - Edição nº 1789
20 a 26 de março de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.


Para muitos luso-canadianos, a reforma não é apenas o fim de um ciclo profissional - é o início de uma decisão que foi sendo construída ao longo de toda uma vida. Entre o Canadá e Portugal, acumulam-se anos de trabalho, poupança e expectativas, muitas vezes alimentadas desde cedo com a ideia de um eventual regresso às origens. No entanto, esse plano, aparentemente simples, revela-se cada vez mais complexo à medida que entram em jogo fatores financeiros, fiscais e familiares.
No contexto atual, marcado pelo aumento do custo de vida no Canadá e por uma maior mobilidade entre países, cresce o número de pessoas que pondera alternativas: permanecer, regressar ou dividir o tempo entre duas realidades. Cada uma destas opções levanta questões práticas, desde o acesso a pensões e benefícios até à gestão de investimentos, mas também desafios emocionais, ligados à família, à estabilidade e ao sentido de pertença.
É neste enquadramento que a perspetiva de AnaBela Taborda, Branch Manager em Little Portugal e Mutual Funds Representative na Monarch Wealth, do IC Savings, se torna particularmente relevante.
Através do seu trabalho próximo com a comunidade portuguesa, acompanha de forma direta as dúvidas, preocupações e decisões de quem se aproxima da reforma ou já iniciou esse processo.
Nesta entrevista, partilha uma visão prática e informada sobre os principais erros a evitar, as perguntas mais frequentes e os cuidados a ter no planeamento financeiro, quer para quem decide permanecer no Canadá, quer para quem opta por regressar a Portugal. Ao mesmo tempo, revela como fatores como a família, os laços afetivos e a rede de apoio continuam a desempenhar um papel determinante numa escolha que, mais do que financeira, é profundamente pessoal.
Entre números e emoções, esta é uma decisão que exige preparação e, acima de tudo, clareza.
Milénio Stadium: Na sua experiência de trabalho próximo com membros da comunidade portuguesa, com que frequência os clientes discutem a possibilidade de se reformarem em Portugal e que preocupações costumam levantar?
AnaBela Taborda: A maioria dos portugueses que decidem reformar-se em Portugal já tomaram essa decisão há muito tempo. Diria mesmo que no inicio das suas
carreiras no Canada e que têm vindo a poupar para o poder fazer. Também tenho clientes que dividem o seu tempo entre Portugal e o Canada, muitos por terem familia e habitação cá e não quererem quebrar os laços.
MS: Quais são as questões financeiras que as pessoas colocam com mais frequência quando tentam decidir se faz mais sentido viver o período de reforma no Canadá ou em Portugal?
AT: A questão principal é se continuarão a receber as pensões quando deixam de residir no Canadá.
MS: Do ponto de vista bancário, o que devem os clientes considerar ao gerir poupanças, pensões ou investimentos pensando nos desafios colocados no pós-reforma no Canadá, ou o que devem considerar caso planeiem passar a viver de forma definitiva em Portugal ou optar por dividirem a vida entre períodos no Canadá e outros em Portugal?
AT: Para quem se reforma no Canadá sugiro que se informem de tudo a que têm direito na reforma e que analisem os investimentos de forma a não estarem investidos em produtos de alto risco. Para quem decide voltar para Portugal, além de se certi-
ficarem que irão ter forma de transferir as reformas das contas bancárias no Canada para as contas em Portugal, há três aspetos muito importantes que devem considerar:
a. Old Age Security – devem informar-se se têm direito a continuar receber e se esse não for o caso não tentem fazê-lo visto as coimas poderem ser bem elevadas.
b. RRSP( Registered Retirement Savings plan) - se têm estes investimentos convém confirmar com a instituição financeira se têm de residir no Canadá para poder transformá-lo em RRIF (Registered Retirement Income Fund). Aos 71 anos os RRSP’s têm de ser transformados em RRIF’s, mas nem todas as instituições financeiras permitem essa migração dos investimentos se a pessoa não reside no país, o que pode causar uma situação dramática de impostos. Se este for o caso devem fazer essa migração antes de saírem.
c. TFSA’s – podem continuar com os investimentos que têm mas não podem fazer contribuições adicionais se o fizerem estão sujeitos a coimas elevadas.
MS: Tem notado mudanças na forma como as pessoas abordam o planeamento da reforma nos últimos anos, particularmente tendo em conta o aumento do custo de vida no Canadá?
AT: Noto que muitas pessoas estão a adiar a reforma por falta de poupanças que lhes permitam fazer uma vida mais desafogada.
MS: Para além do aspeto financeiro, qual considera ser a importância das ligações familiares e das redes de apoio na decisão final sobre onde passar os anos da reforma?
AT: Este aspeto é interessante, temos muito pessoas que se mudam para Portugal e estão de portas abertas para receber os filhos e netos que os queiram visitam, mas também há muitas que não são capazes de o fazer e continuam as suas vidas no Canadá para dar e receber apoio dos familiares e amigos.
MB/MS



Para muitos emigrantes, a partida nunca é totalmente definitiva. Há uma ideia que atravessa décadas, silenciosa mas persistente: a de que um dia se regressará ao país de origem. Esse regresso sonhado é, muitas vezes, construído na memória - feito de afetos, de lugares familiares, de cheiros e rotinas que o tempo transforma em refúgio emocional. Para quem saiu de Portugal em busca de melhores condições de vida, esse desejo acompanha uma vida inteira, ganhando especial força à medida que se aproxima a reforma. É nesse momento que a pergunta se impõe com maior clareza: voltar ou ficar?
Contudo, a resposta está longe de ser simples. O país que ficou para trás mudou e quem partiu também. O regresso, tantas vezes idealizado, confronta-se com uma realidade diferente daquela que se guardou na memória. Ao mesmo tempo, o Canadá, que começou por ser destino temporário, transforma-se em casa: é onde estão os filhos, os netos, os amigos, as rotinas construídas ao longo de anos ou décadas. Entre dois mundos, muitos luso-canadianos vivem este dilema com uma mistura de pragmatismo e emoção.
A decisão sobre onde viver a reforma envolve hoje múltiplas dimensões. Para além das questões financeiras, como o custo de vida, o valor das pensões, os impostos ou o acesso à habitação, surgem preocupações com os cuidados de saúde, o apoio social e a qualidade de vida. Mas há também fatores menos tangíveis e igualmente determinantes: o sentimento de pertença, a língua, a proximidade familiar e a segurança emocional.
Gila Raposo, codiretora executiva do Abrigo Centre, acompanha de perto esta realidade através do seu trabalho com seniores da comunidade de língua portuguesa. Com base nessa experiência, partilha nesta entrevista as principais preocupações, dúvidas e desafios enfrentados por quem vive entre o desejo de regressar e a vida construída no país de acolhimen-
to. Porque, no fim de contas, mais do que uma escolha geográfica, a reforma torna-se uma decisão profundamente humana, feita de contas, mas também de coração.
Milénio Stadium: Através do seu trabalho com seniores da comunidade de língua portuguesa, quais são as principais preocupações que os mais velhos expressam quando pensam na reforma e no local onde querem viver?
Gila Raposo: Muitos seniores expressam uma combinação de preocupações práticas e emocionais. A estabilidade financeira está frequentemente no topo da lista, nomeadamente saber se as suas pensões, poupanças ou benefícios serão suficientes em qualquer dos países. O acesso aos cuidados de saúde é outro fator central, sobretudo à medida que as necessidades aumentam com a idade.
Para além disso, existe uma forte dimensão emocional. Os seniores preocupam-se frequentemente com o isolamento, as barreiras linguísticas (especialmente após décadas no Canadá) e a possibilidade de não sentirem um verdadeiro sentido de pertença. A acessibilidade da habitação, a segurança e a proximidade de redes comunitárias familiares, como associações culturais ou igrejas, também pesam significativamente nas suas decisões.
MS: Muitos seniores ponderam regressar a Portugal e que fatores sociais ou emocionais influenciam essa decisão?
GR: Sim, muitos consideram essa hipótese, pelo menos em teoria. A ideia está muitas vezes associada à nostalgia, ao desejo de reconectar com as suas raízes e ao apelo de um ritmo de vida mais tranquilo. No entanto, a decisão raramente é simples. Fatores emocionais como a ligação a filhos e netos no Canadá, o receio de perder redes sociais já estabelecidas e a preocupação com uma nova adaptação após tantos anos no estrangeiro acabam por travar muitos. Alguns apercebem-se também de que o Portugal que deixaram mudou, tal como eles próprios. Por isso, muitos op-
tam por permanecer no Canadá ou considerar um estilo de vida “duplo”, dividindo o ano entre os dois países, quando tal é possível.
MS: Qual é o peso das ligações familiares, filhos, netos e comunidade, na decisão final sobre onde viver a reforma?
GR: As ligações familiares são, muitas vezes, o fator mais determinante. Mesmo quando existe um forte apelo emocional para regressar a Portugal, a presença de filhos e netos no Canadá tende a fixar os seniores aqui.
As ligações comunitárias também desempenham um papel essencial. Relações de longa data em comunidades culturais, linguísticas e religiosas, bem como programas como o grupo de seniores Life and Hope do Abrigo, oferecem um sentido de identidade, pertença e apoio diário. Para muitos, estas redes tornam-se uma extensão da família, sobretudo quando os familiares estão ocupados ou vivem mais longe. Na prática, a decisão sobre onde viver a reforma é menos sobre o lugar e mais sobre as pessoas.
MS: Do ponto de vista social e do bem-estar, que desafios podem surgir quando um sénior regressa ao seu país de origem após muitos anos no Canadá?
GR: Regressar após décadas no estrangeiro pode ser surpreendentemente difícil e muito diferente de umas férias de verão. Os seniores podem experienciar um “choque cultural inverso”, percebendo que as normas sociais, os serviços e até as dinâmicas familiares mudaram. Pode também haver uma perda de autonomia, especialmente se sistemas como o de saúde ou os serviços públicos funcionarem de forma diferente ou forem mais difíceis de navegar. O isolamento social é outro risco, sobretudo se amigos já tiverem falecido ou mudado, tornando a reconstrução de uma rede de apoio mais difícil nesta fase da vida. Além disso, muitos sentem uma identidade “entre dois mundos”, já não se sentindo totalmente em casa em
nenhum dos países, o que pode afetar o seu bem-estar emocional.
MS: Que conselho daria a quem se aproxima da reforma e tenta equilibrar questões financeiras com qualidade de vida e apoio social?
GR: O mais importante é começar a planear cedo e adotar uma abordagem abrangente. A preparação financeira é essencial, mas deve ser considerada em conjunto com as necessidades de saúde, as relações sociais e as preferências de estilo de vida. É útil testar as próprias expectativas - passar períodos mais longos no local que se está a considerar antes de tomar uma decisão definitiva. Deve-se pensar no acesso a cuidados de saúde, transportes e apoios no dia a dia, e não apenas no custo de vida. Igualmente importante é manter relações sólidas. Quer se fique no Canadá ou se opte por mudar, ter uma rede social de confiança é fundamental para o bem-estar.
MB/MS
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Planear a reforma nunca foi uma tarefa simples, mas para muitos luso-canadianos torna-se um exercício ainda mais exigente quando se coloca a possibilidade de viver entre dois países. A decisão de permanecer no Canadá ou regressar a Portugal implica muito mais do que comparar custos de vida ou avaliar o valor das pensões. Trata-se de um processo que exige uma análise cuidada de múltiplos fatores financeiros, fiscais e até cambiais, muitas vezes desconhecidos ou subestimados.
Éprecisamente neste contexto que o aconselhamento especializado ganha uma importância crucial. Segundo Paulo Jorge Pereira, representante financeiro da Primerica, um dos erros mais comuns passa por confiar todas as decisões a um único profissional, quando, na realidade, um planeamento eficaz exige a colaboração entre diferentes especialistas, nomeadamente consultores financeiros, contabilistas e advogados, tanto no Canadá como em Portugal. Só assim é possível garantir que todas as dimensões, desde a fiscalidade à gestão de ativos, estão devidamente alinhadas.
Questões como a residência fiscal, a tributação de pensões, a exposição às flutuações cambiais ou o acesso aos sistemas de saúde podem ter um impacto significativo no rendimento disponível e na qualidade de vida durante a reforma. A isto juntam-se decisões complexas relacionadas com património, como manter ou vender propriedades, investir no estrangeiro ou preparar a transmissão de bens entre diferentes jurisdições legais.
Apesar de Portugal continuar a apresentar, de forma geral, um custo de vida mais baixo, essa vantagem pode ser atenuada por fatores como a valorização do euro face ao dólar canadiano ou diferenças nos regimes fiscais. Por isso, mais do que uma escolha emocional ou baseada em perceções, a decisão deve assentar num planeamento rigoroso e informado. Os dados e conselhos que se seguem oferecem uma visão clara dos principais desafios e oportunidades que marcam este processo, ajudando a transformar uma decisão complexa num caminho mais seguro e sustentável a longo prazo.
Principais fatores financeiros na decisão: Canadá vs Portugal
O passo mais importante é ter um consultor financeiro, um contabilista e um advogado no Canadá, que trabalhem em conjunto para garantir que as três principais áreas estão cobertas. O problema que observo hoje é que indivíduos e famílias confiam numa só pessoa para tratar de tudo, quando cada profissional tem a sua área de especialização. Idealmente, deverá existir a mesma estrutura em Portugal.
Residência fiscal e tributação transfronteiriça
• A sua residência fiscal determina onde paga impostos sobre o rendimento global.
• O tratado fiscal Canadá–Portugal evita a dupla tributação, mas não necessariamente uma tributação mais elevada.
• Portugal tributa atualmente a maioria das pensões estrangeiras a taxas progressivas.
• Estrutura do rendimento de reforma
• É necessário planear:
→ CPP / OAS
→ Levantamentos de RRSP / RRIF
→ Pensões de trabalho
• Cada um é tributado de forma diferente, dependendo da residência e do tipo de levantamento.
Exposição cambial
• Rendimento em CAD vs despesas em EUR = risco real de poder de compra.
• Um dólar canadiano mais fraco pode reduzir significativamente o seu nível de vida em Portugal ao longo do tempo.
Acesso a cuidados de saúde
• Perda da cobertura provincial (como o OHIP) vs acesso ao sistema público/ privado de Portugal.
Ativos e imobiliário
• Manter/vender propriedade no Canadá?
• Comprar vs arrendar em Portugal?
• Mais-valias e tributação de rendimentos de arrendamento em ambos os países.
• Planeamento sucessório
• Diferentes regras de herança e tributação ➔ requer coordenação entre jurisdições.
Custo de vida: Canadá vs Portugal Comparação geral
• Portugal é significativamente mais barato no geral (habitação, alimentação, serviços).
• Mas:
→ Zonas premium (Lisboa, Algarve) já não são “baratas”
→ Bens importados, automóveis e alguns serviços podem ser caros
Implicações no planeamento
• Um custo de vida mais baixo significa:
→ As suas poupanças podem durar mais tempo
→ Pode reformar-se mais cedo ou levantar menos por ano
Mas há um senão:
• Se o seu rendimento estiver em CAD e o EUR valorizar ➔ a vantagem de custo diminui
• Diferenças fiscais podem anular poupanças
Papel do CPP, OAS e pensões no estrangeiro
Os programas de reforma canadianos continuam centrais, mas comportam-se de forma diferente no estrangeiro:
CPP (Canada Pension Plan)
• Totalmente transferível - pode recebê-lo em qualquer lugar.

• Sujeito a ~15% de imposto retido na fonte (reduzido via tratado)
OAS (Old Age Security)
• Pago no estrangeiro se cumprir os requisitos de residência (tipicamente 20+ anos no Canadá)
• Também sujeito a retenção na fonte
• Possível recuperação (clawback) com base no rendimento global
GIS (Guaranteed Income Supplement)
• Cessa após 6 meses fora do Canadá Pensões privadas / RRIFs
• Normalmente sujeitos a:
→ 15% de retenção (pagamentos periódicos)
→ Até 25% em montantes únicos
Erros financeiros comuns
Erros frequentes e dispendiosos:
1. Não se tornar corretamente nãoresidente do Canadá
• Leva à continuação da tributação canadiana sobre o rendimento global
• Requer cortar ligações residenciais significativas
2. Ignorar o “departure tax”
• Determinados ativos são considerados “vendidos” quando sai do Canadá
3. Má gestão dos levantamentos de pensões
• Levantamentos únicos de RRSP podem desencadear retenções mais elevadas (25%)
4. Não planear os mecanismos de dupla tributação
• O tratado evita dupla tributação, mas pode ainda pagar mais imposto no total
5. Ignorar o risco cambial
• Muitos reformados subestimam o impacto a longo prazo
6. Erros de conformidade
• Não apresentar formulários adequados (ex.: saída do país, formulários NR)
• Continuar contribuições para TFSA/ RRSP como não-residente ➔ pode resultar em penalizações
A reforma ainda está a alguns anos de distância:
É aqui que um bom planeamento faz realmente a diferença:
Comece já a estruturar o seu rendimento
• Construa uma combinação de:
→ Contas fiscalmente eficientes (RRSP, TFSA — tendo em conta a futura residência)
→ Rendimento de pensões vs rendimento de investimento flexível
Pense em duas moedas desde cedo
• Considere criar gradualmente exposição ao EUR
• Evite depender 100% do CAD na reforma
• Planeie o momento da saída
• O planeamento fiscal do ano de saída pode poupar valores significativos
• Considere:
→ Vender ativos antes de sair
→ Escalonar levantamentos
Acompanhe a elegibilidade para o OAS
• Aponte para 20+ anos de residência no Canadá para manter o OAS no estrangeiro
• Teste o estilo de vida
• Passe períodos prolongados em Portugal antes de decidir
• Construa uma equipa de aconselhamento transfronteiriça
• Contabilista familiarizado com:
→ Tratado fiscal Canadá–Portugal
→ Regras fiscais portuguesas
Conclusão final
Para os luso-canadianos, esta decisão é menos sobre “onde é melhor” e mais sobre:
• Rendimento líquido após impostos (em ambos os países)
• Poder de compra ajustado à moeda
• Acesso a cuidados de saúde e benefícios Portugal pode ser claramente vantajoso do ponto de vista financeiro, mas apenas com um planeamento intencional e transfronteiriço.
MB/MS

O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Estou a reduzir despesas e a poupar mais, além de explorar investimentos moderados em fundos de pensões privados.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Portugal. Sinto-me ligada às minhas raízes e gosto da nossa gastronomia e tradições.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
É determinante. Não consigo imaginar-me longe dos meus filhos e netos. De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
Analiso cuidadosamente o rendimento da reforma, mas a proximidade familiar pesa mais do que a poupança extra que poderia ter noutro país.
À medida que a idade da reforma se aproxima, muitos portugueses enfrentam decisões importantes sobre como garantir estabilidade financeira, qualidade de vida e proximidade com a família. Fomos ao encontro de sete pessoas com idades entre os 50 e os 75 anos, explorando as suas estratégias de preparação para a reforma, as escolhas entre viver em Portugal ou no Canadá, e a importância da família e das finanças na tomada de decisão. As respostas revelam diferentes perspetivas sobre como equilibrar segurança económica, apego às raízes e qualidade de vida nos anos da reforma.
RMA/MS
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Investi em propriedades e mantenho uma poupança de emergência para qualquer imprevisto.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Portugal, sem dúvida. O calor humano, a língua e os amigos são insubstituíveis.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
Tudo. Não me imagino longe da minha terra natal nem da minha família.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
As finanças estão equilibradas, mas a decisão final é mais emocional do que económica.
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Tenho contribuído para fundos de pensão privados e aprendi a gerir melhor os meus gastos mensais.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Portugal, pelo clima ameno, saúde acessível e ligação à comunidade.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
Muito. A minha família é a minha prioridade e quero estar próxima deles.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
O planeamento financeiro ajuda-me a sentir-me segura, mas não me faria mudar de país se isso implicasse afastamento da família.
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Tenho investido regularmente num plano de poupança e estou a acompanhar de perto a minha reforma da Segurança Social. Também estou a considerar investimentos de baixo risco para diversificar a minha carteira. Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Escolheria Portugal, porque gosto do clima, da cultura e de estar próximo da família. O Canadá é atrativo, mas a distância seria complicada.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
Muito. A minha família e os amigos são fundamentais, e tenho um forte apego à terra onde cresci.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
O custo de vida e a estabilidade financeira são decisivos. Portugal oferece-me um equilíbrio entre qualidade de vida e custos.
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Já terminei de pagar a casa e tento manter uma vida saudável para reduzir gastos médicos futuros.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Consideraria o Canadá pela segurança e qualidade de vida, mas o frio extremo seria um desafio para mim.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
É importante, mas estou aberto a novas experiências se houver condições de segurança e conforto.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
Se a reforma permitir viver confortavelmente no Canadá, poderia considerar a mudança, mas o planeamento é essencial.
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Tenho um plano de poupança mensal e participo em workshops sobre gestão financeira e saúde no envelhecimento.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Canadá. Procuro qualidade de vida, serviços de saúde avançados e segurança, mesmo que esteja mais longe da família.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
Pesa, mas acredito que podemos manter laços fortes à distância.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
São decisivos. Quero garantir que tenho estabilidade e acesso a serviços de qualidade, independentemente do país.
O que está a fazer atualmente para se preparar para a reforma e garantir estabilidade no futuro?
Não me preparei muito financeiramente, mas concentrei-me em manter saúde e redes de apoio familiar.
Se tivesse de escolher entre reformar-se em Portugal ou no Canadá, qual seria a sua escolha e porquê?
Portugal, é o meu país, e quero passar os meus últimos anos perto da família e amigos.
Quanto pesa para si a família ou o apego à terra na decisão de se mudar ou permanecer no país durante a reforma?
É o fator mais importante. Nada me faria deixar a minha terra natal na altura da velhice.
De que forma as questões financeiras ou o planeamento da reforma influenciam a sua decisão sobre onde viver?
Financeiramente, Portugal ainda é acessível para mim, e a ligação emocional supera qualquer preocupação monetária.

Cá estamos a 20 de março... oh pá é só piscar um olho e mais um mês na reta final, incrível.
e inadaptável ganância.
Então, digo-vos eu, invernos muito pouco ou nada e o resto o tempo o dirá.

Então contem-me um pouco sobre a vossa época de ouro, se puderem claro.
Sai-se da pátria mãe com uma mala, melhor do que uma mala de cartão, e vai -se mundo fora em busca de algo melhor, a caminho pensa-se “fico meia dúzia de anos, remedeio a vida, e regresso“.
Como tem passado? Frio, sol, chuva e neve, de tudo um pouco, mas assim é a vida.
Será? Em muitos casos sim, noutros não, talvez não porque não se queira, mas porque não é conveniente. Alguns por egoísmo, por ajudar os filhos, outros por pura
Temos também de comer a fruta menos “rija” e salvar as sementes para que se possam plantar e renasça um novo ciclo. Assim me encontro, entre ciclos. Tenho ou não razão? Essa é uma questão que, a mim e a quem me é mais próximo, nos diz respeito. Os comentários ou os julgamentos em nada me afetam, até porque quem fala tem que se lhe diga e a partir do momento que me paguem as contas, podem opinar, até lá... nem por isso.


Cada cabeça, cada sentença. Às pessoas que têm coragem de viver, tiro o meu “chapéu“, às que sobrevivem desejo-lhes saúde e sorte. Vidas e ambientes muito diferentes sem falta de dúvida, mas é o que é e vai valer sempre o que vale.
Fiquem bem, desfrutem e não esqueçam que o que levamos para o “além”, serão apenas as atitudes e as memórias, de preferência boas, feitas ao longo de uma vida. Fiquem bem, Até já,
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Manuel DaCosta Editorial

Retirement isn’t always all it’s cracked up to be. The commercial for Freedom 55 painted a picture of serenity and fun being enjoyed by middle aged people but the dream has now become a nightmare for most who are potentially looking at now retiring at 75 and never retirement for some.
Retirement certainly has its benefits but nobody is outlining the myths as our paths travel to senior living. The reality of retirement is much bleaker than most people want to face because like fairy-tales, retirement can be a trap if you don’t have the money to secure the quality of life you are used to. So ideally retirement for most is a myth and the challenges that will wreck your plans are many, including:
• Your retirement will happen as you dreamed.
• You will retire at the age you planned.
• All the free time acquired will make you happier.
• You’ll finally feel like your hard work paid off.
• Your savings will be there when you need them.
• Your social security will provide a cushion for you to fall back on.
• You’ll never have to work again.
The above beliefs are nothing more than mental wishes most of us have, which rarely come true.
Instead let’s analyze what retirement is and the realities that come with the decision to retire as this life transition reminds us that it’s the conclusion of a primary career and the beginning of our “third” act. Our vulnerability from withdrawing from the comfort zone of our social life can bring about many negative aspects about our susceptibility to loneliness and other mental health issues, particularly if you are alone and without a plan to fill your bowl with different types of life ingredients. Despite all the “fairytale” projections about retirement, it can become difficult and even detrimental to your well-being. Symptoms of potential drawbacks to the transition can include social isolation, financial vulnerability and physical decline so it’s important that the symptoms be assessed and strategically planned before retirement. The biggest challenge is always the lack of funding for the expected life expectancy. If you expect to live 20 years but your budget is for 10, how will you deal with the shortfall? But the bigger risk is not just running out of money it is locking yourself into a financial and lifestyle decision that is difficult to pivot from and later realizing that what you really needed was change, flexibility and reinvigoration, not an exit.

The ideal situation is to become financially independent and then choose how you want to participate, paid or unpaid, at a pace that fits your life. Many people do without many of the perks in life during their earning years with the hope of bundling their missed dreams when they retire. This may not be wholly satisfying as inflation, disease or other unexpected occurrences may force you to rethink your plans as the original dreams become nightmares. The approach should be a balanced life punctuated by savings, which will carry you through your old age. While the financial burden is primary, let’s not forget
the rewards that are often lost with retirement, including the loss of a professional life, the ability to go to work daily, and the prestige of missing a position or title. My philosophy is to work until your bones crackle and fall and then leave all your assets to those around you who retired earlier or family members who just waited for you to die. Me. If I have any money left, I will take it with me.
Remember, success is about worrying about every damn thing in the world, except money.
Ah! Freedom 75.

Esta semana
• 33 anos de sucessos - Manuela Azevedo revela tudo sobre o regresso dos Clã aos palcos
• O realizador Miguel Gonçalves Mendes abre o coração no “Querem Drama?”
• Adriana Garambone, Sílvia Pfeifer e Helena Fernandes, numa entrevista exclusiva sobre a peça “Uma vida de Amizade” e humor.
• Coma bem e viva saudável. Descubra o equilíbrio em mais um Healthy Bites.
• Rómulo Medeiros Ávila conversa com a artista Mary Raposo em mais um Sentir, Pensar e Agir.
• Uma viagem no tempo. A tradição viva do azeite na Casa da Memória de Ribeiros.
• Com a Fado TV ouça a voz do fado, o coração da nossa cultura.
• e muito mais...
Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

• Imóvel misto comercial/residencial.
• Ícone de Toronto: a famosa Doce Minho Bakery, edifícios comerciais adjacentes e moradia personalizada.
• Um investimento único e chave na mão.
Ativo misto de prestígio: padaria/café operacional, duas unidades comerciais e moradia de luxo. Múltiplas fontes de rendimento num pacote único. Ideal para empresas familiares ou investidores institucionais.

• Imóvel comercial/residencial
• 2 unidades comerciais ao nível da rua
• Frente de 24 metros para a Dundas
• Construção em tijolo bem conservada
Esquina icónica frente ao parque com elevada visibilidade. Inclui duas lojas, cave ampla e residência T3 com terraço. Potencial significativo de reabilitação numa das zonas mais vibrantes da cidade.

• Terreno com mais de 0,4 hectares (1 acre)
• Frente de 45 metros
• Edifício isolado com entrada de carga ao nível do solo Edifício comercial isolado junto à autoestrada 401. Grande lote com excelente exposição, estacionamento amplo e potencial de expansão. Ideal para retalho, serviços ou indústria ligeira.

• Oportunidade rara de desenvolvimento em esquina
• Vistas espetaculares da cidade e do lago
Localização premium na Wychwood Community com terreno vago e edifício de tijolo (418 m2). Inclui retalho, dois apartamentos e acesso por via pública. Ideal para promotores ou investidores visionários.

• Oportunidade de arrendamento em Swansea Village
• Rodeado por alta densidade residencial
Espaço comercial vibrante a passos de The Queensway e Humber Bay. Localização estratégica com fácil acesso à QEW e transportes. Permite diversos usos comerciais numa zona de grande procura.

• Prédio misto comercial/residencial
• Frente de 11,4 metros
• 4 apartamentos (2x T2 e 2x T3)
Imóvel de tijolo em zona privilegiada com forte potencial de rendimento e valorização. Ativo misto ideal para fluxo de caixa estável ou uso próprio numa localização urbana de alta procura.

• Cabeleireiro e Spa Médico com serviço completo.
• 20 anos de atividade.
• Carteira de clientes estabelecida. Operação “chave na mão” de estética médica e bem-estar. Inclui design moderno, tecnologia de ponta, equipa formada e o imóvel. Rendimento imediato garantido em localização premium.

• Imóvel misto comercial/residencial
• Edifício isolado de 3 pisos
• Frente de 25 metros para a College St
• Comunidade Dufferin Grove/Little Portugal Ativo de esquina com dois inquilinos comerciais e três unidades residenciais. Elevada visibilidade e flexibilidade para investidores ou promotores num dos eixos mais procurados de Toronto.

• Terreno de esquina para loteamento Área de Bathurst & Wilson
• Aprox. 1.300 m².
• Duas casas existentes (uma arrendada, outra devoluta a precisar de reabilitação).
Excelente terreno de esquina com 44m de frente. Otimizado para a nova política de Toronto: ideal para duplex, triplex ou fourplex. Estudo de viabilidade e análise de massificação disponíveis sob consulta.



A isenção vitalícia de mais-valias (Capital Gains) para ações de pequenas empresas é agora de 1.250.000 $.
Se está a considerar vender o seu imóvel, fale connosco para saber como esta mudança o pode beneficiar.

Raul Freitas Opinion

It’s a beautiful, sunny afternoon, Spring is undoubtedly around the corner, and the setting couldn’t be more pleasing. I am sitting on my couch, tapping on the keyboard, my dog lying on the floor, comfortably snoring away.
Don’t worry, this isn’t the opening scene of a boring novel, it’s my current reality, and it’s just fine. But just being asked to write an opinion for a publication forces me to think of things that disturb this reality, and that makes it hard to write at times. It’s a coping mechanism, of sorts. If I spent any time committed to thinking about our reality, then I’m afraid I might end up in a mental rabbit hole. Others might handle better than I, but this is how I work. That’s not to say that I don’t know what’s been said, and what has happened. No matter how
hard I try to avoid it, those that feed us the streams have become experts in penetrating the old armour. But I tell myself that there may be readers that might, in some small way, benefit from the words that are printed in this publication every week. When sitting down to think of something to write, I often reminisce. I use my memories to gauge what things are like in the present day. At my age I believe that it’s pretty much standard practice. After all, those that are longer in the tooth have been around the block a few more times. But that extra life experience has
also taught me that in looking back, things were not always as they seemed. Looking around me today, the havoc that is being wreaked on society in general hasn’t just popped out of nowhere. The plagues we see today have been dragged along for decades, hidden behind shadows and double talk. We’ve been led around in circles for lifetimes, following the proverbial golden fleece on a stick.
The stick-bearers kept us happy, although increasingly less. But, in general, I believe that most people that are beyond middle age look back and see much that they miss, and would like to see come back, and I’m not referring to youth. I’m not trying to foreshadow doom of any kind, but what will future generations think of their life until their fourties? Will they focus on what was pleasant more than the chaos they were living during their younger days? The brain has a way of putting the negative memories behind the positive ones, which is great, but you must also factor in ‘learning from your mistakes’. If we naturally tend to forget unpleasant memories, then we have to count on those who never forget, and those who write them down. It’s a paradox. We forget, we get reminded, but if we didn’t experience it, we tend not to listen so well, and are subsequently easily distracted. And on it goes, round and round. Remember that life in the 70’s, 80’s and the 90’s sure seemed better that what we have going on today, but the reality was that that eventually, the dam had to burst, because we have all been living unsustainably, and worst of all, we’ve been supporting those that could eventually end us. Basically, we were lucky, now that the creature has taken off its mask, no one knows what’s going to happen next.
Fiquem bem.
Leia em português


Doug Ford wants to implement changes to the freedom of information act in Ontario for himself and his cabinet ministers. The question is why?
It seems that the walls may be getting tighter and tighter around Doug Ford and some of his cabinet ministers. Does Ford who is known within certain circles as “The Boss” have a premonition or has been tipped off that the RCMP might have found information that could be damaging to Doug Ford and his brand.
The question should be, is the Ford government freedom of information act (FOI) and the elimination of it legal and how does it look on his re-election bid or any future political office? Ford’s one word answer when questioned by the media is to blame China. China? He’s starting to sound like Trump.
The freedom of information act is a cornerstone of government transparency in Ontario, enabling residents to request records from public bodies. Periodically, governments discuss reforms to FOI laws-ranging from tweaks to processing times and exemptions to broader discussions about digital modernization. When a government signals changes to FOI, supporters argue reforms can improve efficiency and protect sensitive information, critics worry reforms may reduce accountability and increase opacity.
The purpose of the FOI is to provide public access to government records, promote accountability, and allow scrutiny of decision-making. Ford does not want anyone to see who he has been speaking within, especially the media as many can put the dots together. In many respects this move by Ford could backfire on him and create a sense of smell around him. The public should know who he has been speaking with and if he feels that he is in the right, then he should leave the

act the way it is. The other reason why now is because he has no opposition and the rhetoric is very soft, but the public sentiment is bad.
The Ford government is also saying that these changes to the FOI Act will modernize and manage how information requests are handled, but the proposals have sparked criticism and suspicion as l have indicated. The government argues the changes are meant to reduce backlog and delays in FOI requests and address frivolous or vexatious requests that clog the system. From the Ford government's perspective, it’s about efficiency and cost control, not secrecy. Groups tied to freedom of the press argue this could weaken one of the few ways the public and media access internal government records.
There’s no direct evidence proving intent to hide wrongdoing, but governments often face suspicion when they try to tighten access to information. The concern is more about potential impact than proven motive. In short, the government says it’s about efficiency, critics say it risks reducing transparency. Both things can be true at the same time-it depends on how the changes are written and enforced.
The conversation around FOI in Ontario involves balancing transparency with privacy and administrative efficiency. For Premier Doug Ford, the political impact hinges on how reforms are sold and implemented, as modernization that preserves accountability, or as retreat from openness. Citizens and observers benefit from clear, accessible information about what changes are proposed, why they’re necessary, and how they protect public interest.
Regardless of how you see it, in my estimation it smells bad and the Ford brand may be tarnished, but l doubt it. This premiere has been able to dodge bullets in the past and he might just do it again.

Com o subtítulo de «Chega-se à crença pelo sofrimento» este livro de 123 páginas celebra o voto Municipal de 20 de Abril de 1718 quando a Vereação do Município da Horta estabeleceu por escrito um compromisso «enquanto o Mundo durasse» para celebrar a imagem do Senhor Santo Cristo que se venera na igreja de Nossa Senhora da Graça na freguesia da Praia do Almoxarife uma vez que o povo faialense sentia nessa imagem «amparo seguro em todos os espaços e épocas amargas da vida».
António Rego em «A religião dos Açorianos» advertiu. «Há de facto nos açorianos o que podemos chamar uma propensão para o sobrenatural, uma capacidade para integrar o divino na sua vida». Carlos Lobão conclui: «O Homem existe no tempo e só Deus na eternidade». Com quatro imagens coloridas, dez fotografias (duas delas a cores) e doze anexos, este livro torna-se também uma fotobiografia valiosa e única. (Edição e design gráfico Câmara Municipal da Horta, paginação Luís Freitas, apresentação José Leonardo Goulart da Silva, impressão gráfica «O Telégrapho»).

Host Vince Nigro
Guest Shaun Ruddy


Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
am

Muitas vezes perco por ser direto, mas, no fundo, sinto-me bem comigo próprio, porque dizer o que se sente e dizer as verdades é uma virtude. Nem todo o cidadão tem coragem de se expressar de forma direta. Sabem porquê? Porque, muitas vezes, as coisas são ditas apenas para agradar a outros, para entreter ou
profissionais da área. Por países da Europa, por todo o Portugal continental. Mas ver alguém preocupar-se primeiro com a mesa antes de se preocupar com o trabalho foi algo que me surpreendeu. Isto daria quase uma novela. Por isso eu tenho reparado a falta da procura da notícia sobre algo, foi assim que se chegou à conversa e se falou no assunto.
Este tipo de atitude acaba por refletir, infelizmente, alguns dos problemas da sociedade atual. Existem apoios e incentivos para a comunicação social, precisamente para que o seu trabalho sirva o interesse público e ajude a divulgar iniciativas culturais e comunitárias.
apoios existem para produzir informação e fortalecer a comunicação com a comunidade, não para benefício pessoal. Nem sempre atitudes como estas são ilegais, mas podem ser antiéticas, contrárias à deontologia profissional e prejudiciais à credibilidade da comunicação social. Não nos podemos esquecer de que o jornalismo vive muito da confiança pública. Quando essa confiança é quebrada, quem perde é toda a profissão.
Para muitos, isto poderá parecer apenas conversa de esquina. Mas a verdade é que pequenas atitudes dizem muito sobre o caminho que estamos a seguir. Se cada um tivesse mais coragem para dizer o que realmente pensa e para exigir qualidade, muitas coisas poderiam melhorar.

Infelizmente, muitas vezes valoriza-se mais a quantidade do que a qualidade. E isso acaba por se refletir em várias áreas da nossa vida coletiva.
A comunicação social tem um papel fundamental na promoção das iniciativas da comunidade e na divulgação da nossa cultura. Por isso mesmo, é importante que continue a desempenhar esse papel com responsabilidade, profissionalismo e sentido de missão.
Que todos os meios de comunicação continuem o seu trabalho, mas sempre com qualidade, respeito pelo público e dedicação ao verdadeiro propósito do jornalismo.
Porque, no final de contas, não é a quantidade que faz a diferença, é a qualidade. Bom fim de semana!

A comunidade lusa nos Estados Unidos da América (EUA), cuja presença no território se adensou entre o primeiro quartel do século XIX e o último quartel do século XX — período em que se estima terem emigrado cerca de meio milhão de portugueses, maioritariamente oriundos dos arquipélagos nacionais, em particular dos Açores — destaca-se atualmente pela sua plena integração, pelo reconhecido espírito empreendedor e pelo relevante papel económico e sociopolítico que desempenha na principal potência mundial.
Atualmente, segundo dados dos mais recentes censos norte-americanos, residem nos EUA mais de um milhão de portugueses e luso-americanos, concentrados sobretudo nos estados de Massachusetts, Rhode Island, Nova Jérsia e Califórnia. É precisamente neste último estado que vive e trabalha a maior comunidade luso-americana do país, constituída por mais de 300 mil pessoas. A presença portuguesa na Califórnia remonta à centúria oitocentista, associada à corrida ao ouro, à dinamização das atividades ligadas à pesca da baleia e do atum e, posteriormente, ao desenvolvimento da agropecuária. Essa presença secular manifesta-se hoje numa densa rede de associações, clubes, paróquias, organizações cívicas e núcleos museológicos que preservam a memória e dinamizam a vida comunitária. No plano do associativismo social, destaca-se de forma particular a Portuguese Organization for Social Services and Opportunities
(POSSO), uma instituição de referência ao serviço da comunidade luso-americana na cidade de San José.
Fundada em 1976, em San José — cidade que concentra uma relevante comunidade portuguesa da Califórnia e uma das mais expressivas dos Estados Unidos —, a Organização Portuguesa para Serviços e Oportunidades Sociais nasceu com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e ampliar as oportunidades das populações de língua portuguesa.
Prestes a assinalar meio século de atividade, celebrando o seu 50.º aniversário no próximo dia 28 de março, esta prestigiada instituição sem fins lucrativos consolidou-se como uma verdadeira ponte de solidariedade no seio da comunidade luso-californiana. Ao longo das últimas décadas, tem desenvolvido um conjunto diversificado de iniciativas de caráter social, cultural, recreativo e educativo, que reforçam os laços comunitários e promovem a inclusão social. Entre essas iniciativas assumem particular importância, numa época em que se verifica um progressivo envelhecimento da comunidade portuguesa na América — acentuado pela diminuição dos fluxos migratórios provenientes de Portugal —, os programas dirigidos aos seniores luso-americanos. Muitos deles vivem hoje confrontados com problemas de saúde, solidão, ausência de retaguarda familiar ou dificuldades linguísticas.
Neste contexto, a POSSO desenvolve um conjunto relevante de programas de acompanhamento e apoio domiciliário, que incluem serviços de agendamento de consultas, transporte, tradução e interpretação, bem como apoio em matérias administrativas e fiscais. Paralelamente, promove diversas iniciativas orientadas para o bem-estar, a nutrição e a vida ativa dos idosos, como a distribuição de alimentos, a
confeção de refeições, a medição da pressão arterial, a realização de rastreios médicos e a organização de oficinas de saúde. Como assinala o estudo sociológico A Emigração Portuguesa no Século XXI, entre 2001 e 2011 a percentagem de idosos entre os emigrantes portugueses residentes nos EUA aumentou sete pontos percentuais, passando de 16% para 23%.
O alcance e a eficácia deste trabalho resultam, em grande medida, da generosidade e do espírito de voluntariado que continuam a caracterizar a comunidade portuguesa em San José. Um espírito solidário que constitui, simultaneamente, um sinal de respeito pelo legado das gerações pioneiras, de confiança no presente e de esperança no futuro da comunidade luso-californiana. Graças a esse empenho coletivo, a missão, visão e valores da POSSO estendem-se também a outras comunidades que integram o mosaico multicultural da Califórnia.
Importa ainda sublinhar que a ação da POSSO não se limita à dimensão social. A instituição tem igualmente desempenhado um papel relevante na valorização da cultura e da língua portuguesas, nomeadamente através da promoção do ensino do português e do apoio a iniciativas culturais que reforçam a ligação identitária das novas gerações às suas raízes. Ao celebrar cinquenta anos de existência, a POSSO afirma-se, assim, como um exemplo paradigmático do dinamismo associativo da diáspora portuguesa e da sua capacidade de mobilização em torno de valores de solidariedade, cidadania e participação cívica. Mais do que uma instituição de apoio social, a POSSO tornou-se um espaço privilegiado de organização comunitária e de afirmação cultural, onde os membros da comunidade não são meros beneficiários de serviços, mas protagonis-
tas ativos na defesa dos seus direitos e na construção de melhores condições de vida. Num mundo cada vez mais interligado, o percurso da POSSO recorda-nos igualmente o papel estratégico da diáspora na projeção internacional de Portugal. Ao longo de meio século, esta instituição tem contribuído para fortalecer os laços entre Portugal e a Califórnia, afirmando a presença portuguesa como uma realidade dinâmica, empreendedora e solidária no espaço norte-americano. Celebrar os 50 anos da POSSO é, portanto, celebrar também a história, o trabalho e a resiliência de gerações de emigrantes portugueses que, longe da sua terra natal, souberam construir comunidades coesas, afirmar a sua identidade cultural e projetar o nome de Portugal no mundo.



A guerra no Médio Oriente é um erro que nos vai custar caro por muito tempo. Não só em termos de segurança, mas no bolso dos portugueses. Se Trump achava que o Irão era a Venezuela, enganou-se redondamente. Não deve ter ajudado mobilizar visível e antecipadamente forças para a região, perdendo qualquer efeito surpresa. Não nos acalma o espírito que o ataque seja feito em violação grosseira do direito internacional, sem sequer se tentar enquadrar nele, ou que se tenha atacado uma escola, matando quase duas centenas de civis, sobretudo crianças do sexo feminino. Portugal não está fora desta equação. O Governo apressou-se a alinhar politicamente com a ação americana, mas hesita agora nas consequências económicas dessa mesma posição. Não adianta agora dizer que não ajuda com forças ou que está solidário com Espanha. Desde pelo menos a intervenção na Venezuela que sabíamos que Montenegro em nada contribui para o primado da lei sobre o poder dos mais fortes.
Opior são as consequências irrefletidas desta guerra, e que não excluem Portugal e os portugueses. Os combustíveis estão já 30 cêntimos mais caros, iniciando um efeito cascata em todos os preços de bens e serviços transportados. Isto não para aí. Há processos industriais que dependem de gás natural. Há a disrupção à oferta de bens intermédios, como o nitrogénio, usado em fertilizantes, ou o hélio, gás com diversas aplicações médicas. Tudo isto está já a aumentar as taxas de juro, acrescentando ainda mais pressão ao custo de vida sentido pelas famílias.
A reação do Governo joga pelos mínimos. Até agora, baixou duas vezes o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, num total de 5 cêntimos no gasóleo e 2,5 cêntimos na gasolina. O que quase nunca se vê divulgado é que o Governo já havia, a 27 de dezembro de 2024 e 28 de novembro de 2025, aumentado por outras duas vezes o ISP. Na prática, o Governo está a devolver aquilo que já havia cobrado a mais, em mais um clássico truque de “dar com uma mão e tirar com a outra”. E ainda não devolveu tudo – à data de hoje, mais de 40% do aumento da carga fiscal sobre a gasolina e 16% da sobre o gasóleo ainda não foi devolvido, justamente numa altura em que os preços estão como estão na bomba.
O Governo, aliás, tem dito que vai esperar antes de tomar mais medidas, deixando mais medidas para um período posterior. É uma estratégia possível de gestão política, quando previsivelmente passaremos meses com constante pressão pública para aprovar mais medidas. Parte, no entanto, de dois erros de análise – o primeiro, de que essa pressão será gerível mais tarde se se perder agora a perceção de que a AD quer saber e tem respostas credíveis.
O segundo erro do Governo aprende-se nas aulas de macroeconomia. A rigidez na definição de preços obriga os produtores a antecipar nos seus preços todos os possíveis aumentos futuros dos seus custos. Mesmo que os seus custos voltem a descer mais à frente, as empresas incorporarão já quaisquer aumentos de custos temporários no futuro mais imediato. A conclusão é simples: quanto mais cedo um Governo agir para travar uma escalada inflacionista, melhor.
A questão que mais dividirá os economistas é outra. É, antes, o como. Afinal, uma visão clássica apontaria para a necessidade de aumentar os juros e apertar o cinto, ao Estado, empresas e famílias, para absorver excessos de procura e repor o equilíbrio ao mercado. Os suspeitos do
costume apontarão neste sentido que tão bom resultado nos trouxe em 2008 ou 2011. Outros, ainda, voltarão a ganhar a vida em longos debates sobre apoios condicionais, direcionados e temporários que amparem o choque. Essas medidas são necessárias e provavelmente outras, mais de carácter universal, como o IVA Zero, cuja anterior aplicação foi um sucesso objetivo. Não nos podemos esquecer da classe média no meio desta situação.
Esta crise não é, porém, uma perturbação na procura, a segurar como está à custa do erário público – isto é, de todos nós. É uma perturbação na oferta e que exige medidas do lado da oferta. Depois de ter sido desenvolvida, nos anos 70, como alternativa à visão keynesiana, a economia pelo lado da oferta (“supply-side economics”) conheceu um novo paradigma progressista depois da crise inflacionista pós-Covid. Aplicado à atual situação, trata-se, por exemplo, de incentivar famílias e empresas a eletrificarem consumos outrora satisfeitos pelo gás fóssil.
Não tenhamos ilusões: a crise que aí vem será dura, como foi a de 2022. Exigirá proatividade, agilidade e criatividade. Exigirá responsabilidade, humildade e sensibilidade social. Exigi-lo-á de todos nós, independentemente da cor partidária, e exigi-lo-á através de várias frentes e vários instrumentos. Infelizmente, para quem tem um martelo, todos os problemas parecem pregos. Para quem tem palas nos olhos, só se vê mesmo o que está à frente do nosso nariz. Se continuarmos assim, mais uma vez, agiremos tarde demais. Leia em inglês

Este conflito começou em fevereiro de 2026, após ataques de Israel e dos Estados Unidos. Não concordo, de todo, com uma intervenção militar direta; creio que este tipo de ação deve privilegiar o direito internacional e a proteção dos direitos humanos. Uma intervenção militar unilateral nunca deveria ocorrer. Quero, aqui, chamar a atenção para a falta de legitimidade internacional em ações militares que não passem pelas Nações Unidas.
Tem estado bem o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que, aliás, tem sido uma das vozes mais críticas, rejeitando a ação militar unilateral dos Estados Unidos da América e de Israel, e alertando para o risco de uma
guerra prolongada e devastadora. Por outro lado, não tenho apreciado a liderança da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao adotar uma agenda muito alinhada com a do presidente dos EUA, Donald Trump, desvalorizando o direito internacional.
Devemos saber distinguir o povo iraniano do seu governo. O que referi anteriormente não significa que apoie o regime de Teerão, do qual discordo veementemente. Parece-me correta a posição da bancada social-democrata no Parlamento Europeu, ao sugerir que o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica seja classificado como organização terrorista pela União Europeia.
O centro-esquerda europeu vê a guerra como um fator de instabilidade económica e regional, preferindo o uso de sanções e alavancas diplomáticas em vez da força militar para conter as ambições nucleares e a repressão interna do Irão. No entanto, nem todos seguem esta linha: repare-se no governo trabalhista de Keir Starmer,
que mantém uma postura mais dura contra o regime iraniano, autorizando o uso de bases britânicas pelos EUA e distanciando-se da posição mais pacifista de países como Espanha e Noruega.
Para mim, não restam dúvidas: a diplomacia não é apenas uma alternativa, mas o único caminho legítimo para uma resolução duradoura no Irão. Não queremos uma solução de dias ou horas, mas sim de anos e décadas. Esta resolução tem de se afirmar através do Direito Internacional. Devemos defender uma abordagem que evite o confronto militar ilegal sem autorização das Nações Unidas; parece que a diplomacia foi abandonada prematuramente em favor da força.
Os diplomatas devem persistir no esforço para que, através do diálogo, o Irão abandone as ambições nucleares. Estamos cientes da falta de direitos humanos no país, mas a diplomacia europeia deve ser, acima de tudo, um pilar no apoio à transição democrática, em vez de se focar exclusivamente na questão nuclear.
O fracasso desta diplomacia já está a causar grandes prejuízos económicos por todo o mundo, traduzindo-se na subida dos preços da energia e dos produtos alimentares, entre outros. O ideal seria um cessar-fogo imediato para evitar mais mortes e prejuízos financeiros globais, permitindo, sobretudo, que o Irão se torne um Estado democrático pela vontade das suas gentes e não por imposição externa. A diplomacia e o respeito pelo Direito Internacional são os únicos caminhos para uma solução duradoura. É vital priorizar a transição democrática e a paz, evitando o confronto militar unilateral que apenas gera instabilidade económica e sofrimento humano evitável Leia em inglês
Crédito: DR

Fui direita ao hospital e tu reconheceste-me: “minha filha”! Enfeixámo-nos num abraço de lágrimas. Ao fim de uma semana, tive de regressar e só voltei a ver-te no verão, mas já não te encontrei. Tu tinhas deixado de ser o homem forte para passares a mais uma criança de quem tínhamos de cuidar. Mergulharas num mundo de tréguas em que não reconhecias os teus. Os médicos, junto de quem buscávamos ajuda, preparavam-nos para a tua demência, cada vez mais acentuada, diziam eles. E eu acreditei, enquanto outros não tinham perdido a esperança.

Celebrou-se mais um Dia do Pai, e eu continuo a recordar-te na certeza de que acompanhas os meus dias com o mesmo orgulho que sentias enquanto acompanhavas o meu percurso. Trabalhava em Toronto, quando recebi a notícia que te tinha dado uma trombose e te encontravas muito mal no hospital. Consegui uma passagem para esse mesmo dia. Tinha uma noite pela frente e não consegui pregar olho no avião. Em criança, tinha aprendido todas as orações que tu me ensinaste, mas não sabia a qual delas
recorrer... Ave Maria? Salve Rainha? Deveria ir diretamente a Nossa Senhora sem que me dirigisse primeiro ao Criador?
Afinal não é Ele quem tem o direito de vida ou de morte sobre cada um de nós? Optei pelo Padre Nosso. Quedei-me naquela parte “seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu”. E se a vontade d’Ele fosse levar-te? Não, não poderia ser. Não poderias partir sem me dizer nada. Sempre nos ensinaste que quando nos vamos embora nos devemos sempre despedir. Partires assim, contrariava todas as regras de boas maneiras incutidas. Pensei no Ato de Contrição. Comecei a desfiá-lo. Mas, contrição, porquê? Teria que sentir arrependimento por estar longe? Tu foste sempre o primeiro a apoiar-me na
minha carreira, construída de pequenas vitórias arduamente conquistadas. Quando saí a primeira vez para ir dar aulas na Finlândia, alguém comentou contigo que não achava bem que eu tivesse deixado marido e filhos e ido trabalhar para fora. Tu defendeste-me num misto de amor e orgulho para comigo. Entendeste a minha decisão, porque cedo conjugaras também o verbo partir, quando rumaste a outras paragens na ânsia de inventar um futuro melhor para mim e os meus irmãos ainda por nascer. No avião, quase todos os passageiros dormiam, enquanto eu conversava contigo, recordando pedaços de vida partilhados, primeiro em terras de África e, depois, já em Portugal. Recordei Páscoas e bebi a amargura até ao fim, não sem antes pedir: Pai, se for possível, afasta de mim este cálice!
Pouco a pouco, ela foi ressurgindo em pequenos lampejos de luz do fundo de um túnel. Começaste a falar de coisas um pouco difusas na tua memória. Como uma meada que enredava, enredava, sem que encontrássemos a ponta do fio, mas que lentamente se começava a organizar no labirinto de um passado até então desorganizado. E tudo batia certo! E eu pus-me a pensar onde tinhas ido buscar as forças que te levaram a trocar as voltas aos médicos, que tanto estudaram, mas nada sabiam sobre o mistério da vontade de viver. Provaste, afinal, que há desígnios insondáveis de Deus e escreveste, sem querer, mais um capítulo nos tratados de medicina. Nos momentos da mais completa lucidez, perguntavas-me como estava, e eu respondia-te que estava tudo bem. “Ainda bem, minha filha, que Nossa Senhora te abençoe” e pedias-me que rezasse por ti. Ainda oiço a tua voz: “Rezar é falar com Deus”. É isso que continuo a fazer, depois de mais tarde nos teres deixado. Porque continuas a ser o que sempre foste: o esteio forte na defesa dos valores que me transmitiste e que fizeram de mim aquilo que hoje sou. Sem genealogias de berço, mantendo o sinete do teu nome lacrado na mais valiosa herança que deixaste, a única que verdadeiramente enobrece.
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Desde 1973 que a Teixeira Accounting Firm garante a estabilidade administrativa de que a sua empresa necessita para crescer. Desde o planeamento fiscal corporativo a soluções de dívida, somos gente de negócios a ajudar gente de negócios.
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Bordando amor e cultura

Nos dias 3 e 10 de março, a Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) realizou, em colaboração com a EmbroideryCA, um Workshop de Bordado dedicado ao tradicional Lenço dos Namorados, envolvendo a comunidade portuguesa residente na cidade canadiana. A iniciativa teve como objetivo não apenas ensinar técnicas de bordado, mas sobretudo preservar uma das mais belas tradições do Minho.
Aformadora Luciana da Costa, natural de Castelo de Neiva, de Viana do Castelo, destacou a importância da continuidade destas práticas culturais: “É muito importante não deixar morrer estas
pequenas tradições, estes pormenores da nossa cultura. O bordado está muito presente em Viana do Castelo, e é com muita alegria que vejo as pessoas acolherem a iniciativa de bordar, não apenas para aprender a técnica, mas para dar continuidade às nossas tradições”.
Luciana da EmbroideryCA explicou também o significado do Lenço dos Namorados: “Essencialmente, é uma carta de amor. Antigamente, as raparigas bordavam estes lenços para oferecer aos rapazes como pedido de namoro. Se os rapazes os usassem em público, significava que aceitavam o pedido de namoro. É uma forma de manter viva a cultura e a tradição, mesmo com os erros ortográficos típicos da época”.
Pulsar da Comunidade
gastronomia
A comunidade portuguesa de Toronto celebrou um fim de semana de tradição, gastronomia e convívio nos eventos ‘Matança do Porco’, Festival de Marisco e Festa do Leitão. Entre gastronomia típica, música e convívio, os eventos reforçaram a união, a cultura e as raízes portuguesas, celebradas com alegria mesmo longe da terra natal.
Tradição e renovação marcam “Matança do Porco” no Graciosa O Graciosa Community Centre of Toronto voltou a celebrar, no sábado, a tradicional “Matança do Porco”, reunindo sócios, amigos e a comunidade portuguesa numa noite de convívio, gastronomia e orgulho nas raízes. Com casa cheia, o jantar trouxe à mesa sabores autênticos preparados com dedicação ao longo de vários dias.
A animação prolongou-se pela noite dentro, com música moderna e tradicional, com momentos de alegria que reforçaram o sucesso da iniciativa, já um destaque do calendário associativo.
Entretanto, a coletividade prepara-se para uma nova fase, com Fernando Correia a assumir a liderança a 11 de abril, data que coincide com o aniversário do clube. Entre tradição e renovação, a instituição continua a afirmar-se como um espaço onde a cultura açoriana se mantém viva, mesmo longe da terra natal. Cada prato refletia não apenas o rigor da ementa tradicional, mas também o cuidado e o saber de quem,
dias antes, já se encontrava envolvido na preparação minuciosa deste evento. A “Matança do Porco” não se faz apenas no dia — constrói-se com tempo, dedicação e respeito pelos costumes, numa ponte viva entre a ilha Graciosa e o Canadá, sentida no sabor, no peito e na alma.
Entre tradição e renovação, a Graciosa Community Centre of Toronto continua, assim, a afirmar-se como um espaço onde a cultura não se perde — reinventa-se, celebra-se e vive-se intensamente, mesmo longe da terra natal.
Sabores do mar e união: Festival de Marisco volta a encher sala em Toronto O 7.º Festival de Marisco da Associação Migrante de Barcelos realizou-se no passado sábado, 14 de março de 2026, no Renaissance by the Creek , reunindo cerca de 500 participantes numa noite marcada pelo convívio, pela cultura e pela tradição portuguesa. A forte adesão da comunidade voltou a evidenciar o espírito de união e o apoio contínuo às iniciativas promovidas pela associação.
A animação esteve a cargo da banda Raça Latina, que garantiu um ambiente festivo ao longo de toda a noite. Já a componente gastronómica destacou-se pela qualidade dos pratos preparados pelo chef Vítor Santos, que manifestou a sua satisfação por cozinhar para uma sala cheia, destacando também o contributo essencial dos voluntários, cujo trabalho foi fundamental para
Olivia Rites, presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural do Minho e participante ativa nos workshops, acrescentou: “É muito importante manter estas tradições. A Associação Cultural do Minho garante que muitos jovens aprendam este tipo de bordado, tão tradicional da nossa região. Tenho um lenço que a Luciana fez para mim com as minhas iniciais, muito bonito, que uso sempre no meu traje durante as saídas do rancho, mostrando que mantenho viva esta tradição”.
Entre os participantes mais jovens, Cecilia Fernandes destacou a experiência como inovadora e inspiradora: “É a minha primeira vez participando neste workshop, e estou a gostar muito. Nunca tinha expe-
rimentado antes, e esta é uma experiência nova que gostaria de repetir. É importante que os jovens nunca se esqueçam de Portugal e das suas raízes, aprendendo mais sobre a nossa cultura e encontrando formas de se divertir enquanto praticam tradições como o bordado”.
Tania Angeira, diretora da Associação Cultural do Minho de Toronto, reforçou o valor da continuidade das tradições portuguesas: “Acredito que é muito importante continuar com a tradição portuguesa, seja andando no rancho, nas rusgas, bordando ou fazendo crochê. Temos de dar continuidade às nossas práticas culturais e manter viva a herança portuguesa. Mesmo que alguns pensem que a juventude não se interessa, eu posso afirmar que há muitos que querem continuar estas tradições. Adoro fazer isto e ver a nossa cultura a ser preservada”.
Promovida pela ACMT e pela EmbroideryCA, o workshop do Lenço dos Namorados revelou-se muito mais do que uma simples aula de bordado: foi um abraço à tradição, um encontro de gerações, um espaço onde memórias e histórias se entrelaçaram ponto a ponto. Entre risos, agulhas e fios coloridos, cada participante não apenas aprendeu a bordar, mas sentiu o pulsar da cultura minhota, fortalecendo laços e mantendo viva a chama das nossas raízes. Este momento reafirma o papel da Associação Cultural do Minho de Toronto como guardiã de uma herança que transcende fronteiras, cultivando amor, identidade e saudade em cada gesto delicado de quem borda. E se alguém reparar num “português esquisito” no lenço dos namorados, não se assuste! Faz parte da magia da história e da tradição. Não é erro, é charme antigo. Erros culturais… esses sim é que são outro filme e vão acontecendo por aí.
RMA/MS
o sucesso da iniciativa. Mais do que um festival gastronómico, o encontro afirmou-se como uma verdadeira celebração da cultura portuguesa e do espírito comunitário. O sucesso alcançado consolida o Festival de Marisco como um evento de referência dentro da comunidade.
Assim, a Associação Migrante de Barcelos já tem agendadas novas iniciativas. No dia 18 de abril realiza-se a “Festa Branca”, que incluirá jantar de leitão e animação da banda Raça Latina. Já nos dias 23 e 24 de maio terá lugar o Festival do Galo, no Madeira Park, integrado na Semana de Portugal. O evento inédito promete dois dias repletos de tradição e animação, contando com diversas atividades culturais, desportivas e gastronómicas, como tourada com ganadaria canadiana, futebol entre clubes, festival de folclore e a celebração do 4.º aniversário dos Moto Galos – Barcelos Toronto.
Festa do Leitão anima a Casa das Beiras em Toronto Também no sábado à noite, a Casa das Beiras de Toronto acolheu a tão esperada “Festa do Leitão”, um evento dedicado aos apreciadores desta iguaria tradicional. Embora não tenhamos conseguido ouvir a opinião do próprio leitão, o espírito da festa certamente foi apreciado pelos participantes. O evento contou com casa cheia e muita animação, oferecendo uma noite de convívio e boa disposição. Os voluntários
da Casa, liderados pelo presidente, Bernardino Nascimento, e pela vice-presidente, Katia Caramujo, mais uma vez deram provas do seu empenho e dedicação, garantindo que todos os presentes desfrutassem de uma experiência memorável. O entretenimento ficou a cargo do talentoso Tony Silveira, cuja atuação foi um dos momentos altos da noite. A Festa do Leitão reafirma-se assim como um evento emblemático para a comunidade portuguesa em Toronto, combinando tradição, gastronomia e alegria. O leitão “andou”, ficou o sabor a Portugal.
RMA/MS



preender melhor o presente e a refletir sobre o futuro. “Essa relação com as grandes questões da vida ilumina o tempo de Camões, mas também pode iluminar o nosso”, concluiu.
Também presente na sessão, a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, destacou a dimensão universal de Camões e a importância de valorizar a língua e a literatura portuguesas junto das novas gerações. A diplomata recordou que o poeta foi, no sentido literal e simbólico, um “poeta da viagem”, sublinhando a ligação entre a sua obra e as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.

Numa tarde dedicada à língua portuguesa e à reflexão sobre um dos maiores nomes da literatura universal, o Consulado-Geral de Portugal em Toronto recebeu, na terça-feira, 10 de março, uma conversa com a Professora Doutora Rita Marnoto, subordinada ao tema “Camões, um poeta para além da Europa”.
Asessão decorreu com casa cheia, reunindo membros da comunidade portuguesa e amantes da literatura para revisitar a obra e o legado de Luís de Camões. Ao longo da intervenção, Rita Marnoto destacou a atualidade e a dimensão universal de Camões, considerando-o um dos maiores poetas da literatura portuguesa e mundial. A investigadora sublinhou a vasta erudição do autor e o seu profundo conhecimento da tradição clássica europeia. Destacou ainda a importância da experiência de vida do poe-
ta, que passou cerca de dezassete anos no Oriente e contactou com diversas culturas, algo raro para um escritor do seu tempo. Essas vivências, explicou, refletem-se na sua obra, como em Os Lusíadas, onde Camões menciona a existência de uma constelação desconhecida para a maioria dos europeus da época.
Para a investigadora, é precisamente esta combinação entre vasta erudição literária e experiência direta do mundo que torna Camões uma figura singular. “Não há outro grande poeta do seu tempo que tenha aliado uma experiência de vida tão ampla a uma erudição tão profunda”, sublinhou. Rita Marnoto defendeu ainda a importância de continuar a estudar Camões nas escolas, sobretudo como forma de compreender a riqueza e a expressividade da língua portuguesa. “Camões continua a dar-nos extraordinárias lições de língua portuguesa”,
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
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afirmou. A musicalidade, a sonoridade e a perfeição formal dos seus versos fazem da sua obra uma referência essencial da cultura portuguesa. Essa centralidade cultural reflete-se também no facto de Portugal celebrar o seu dia nacional a 10 de Junho — o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. “Portugal é um dos poucos países que celebra o seu dia com o nome de um poeta”, recordou a professora. Rita Marnoto sublinha que Camões permanece atual, destacando o seu espírito inquieto e reflexivo sobre temas universais como a justiça, as relações humanas, o amor e os limites da ação do homem. É precisamente essa inquietação que aproxima a sua obra das novas gerações. Para a investigadora, os jovens continuam hoje a procurar respostas para essas mesmas perguntas, e a leitura de Camões pode ajudar a com-
Ana Luísa Riquito salientou ainda a importância de aprender línguas e de manter o contacto com a literatura, destacando a musicalidade e a força sensorial dos versos camonianos, que permanecem na memória de quem os lê ou escuta. Para a Cônsul-Geral, ler Camões — sobretudo em voz alta — continua a ser um exercício cultural profundo e uma forma de compreender melhor a diversidade do mundo.
No final da tarde, ficou a sensação de que falar de Camões é também falar de identidade, de língua e de memória coletiva. Entre palavras, versos e reflexões, a sessão no Consulado-Geral de Portugal em Toronto recordou que a obra camoniana continua a atravessar séculos e oceanos, mantendo-se viva onde quer que a língua portuguesa seja falada. E, longe de Portugal, entre comunidades espalhadas pelo mundo, os versos de Camões voltaram a provar que a poesia também sabe fazer viagem — e encontrar sempre novos lugares para permanecer.
“Amor é um fogo que arde sem se ver”, escrevia Camões, que com apenas um olho via muito mais do que muitos com os dois abertos… e ainda assim nunca perdeu o fio à meada da poesia.
RMA/MS
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Carney afirma que criação de emprego no Canadá continua muito à frente da dos EUA, apesar da perda de 84.000 postos de trabalho no mês passado
A economia canadiana perdeu mais empregos em fevereiro do que em qualquer outro mês nos últimos quatro anos — mas o Primeiro-Ministro Mark Carney afirma que, em comparação com os Estados Unidos, o desempenho do país é bastante positivo.
"Se olharmos para o desempenho do mercado de trabalho nos últimos seis meses, criámos mais de 80.000 empregos", afirmou na sexta-feira, na Noruega.
"Os Estados Unidos criaram 6.000 empregos. Os Estados Unidos — com uma economia 11 vezes superior à nossa. Os salários [no Canadá] estão a crescer 4,2%, o crescimento salarial mais rápido em anos. O desemprego — 6,7% — é inferior ao nível de quando assumi o cargo há um ano."
De acordo com o Statistics Canada, o país perdeu 84.000 empregos em fevereiro. Esta é a maior perda mensal de postos de trabalho desde janeiro de 2022, quando se registou uma quebra de mais de 203.000. No entanto, o Departamento de Estatísticas Laborais dos EUA pinta um cenário ligeiramente pior para o mercado de trabalho americano do que o descrito por
Carney. Segundo os seus números mensais publicados, os EUA perderam, na verdade, 6.000 empregos nos últimos seis meses, e não ganharam. O departamento refere que, nesse período, a economia americana ganhou cerca de 243.000 empregos e perdeu cerca de 249.000.
Em Windsor, Ontário, o líder conservador Pierre Poilievre utilizou o mais recente relatório de emprego para criticar Carney. "Hoje recebemos a terrível notícia de que 84.000 canadianos perderam os seus empregos no mês passado, um relatório devastador", disse. "O resultado, em parte, dos fracassos liberais de Mark Carney e das contínuas políticas liberais que destroem o emprego."
Carney afirmou que o seu governo está a fazer investimentos em toda a economia para ajudar a protegê-la contra fatores externos que prejudicam o crescimento económico. "Dada a escala das ações comerciais e a incerteza associada às mesmas por parte dos Estados Unidos, isso está a causar grandes ajustamentos na economia canadiana", explicou.
CBC/MS
"Deveria ter disparado mais umas vezes" Ford felicita pessoa que baleou alegado
invasor de domicílio em Ontário
O Premier de Ontário, Doug Ford, felicitou um proprietário que baleou e feriu um alegado invasor de domicílio em Vaughan, Ontário, esta semana, afirmando que os intrusos "têm de ser baleados".
"Parabéns por disparar contra este tipo, deveria ter disparado mais umas vezes, no que me diz respeito", disse Ford, após ser questionado sobre o incidente.
Na sua resposta, Ford atacou o governo federal por "perseguir proprietários de armas legais e cumpridores da lei", bem como os "juízes fracos" que libertam pessoas sob fiança. A polícia afirma que o acusado neste caso estava em liberdade condicional na altura.
"Querem sempre proteger os maus da fita, os juízes querem sempre proteger os direitos da Carta, que tal a Carta de Direitos das pessoas, para as manter seguras, em vez de proteger sempre estes criminosos?", disse Ford. "Estou farto disto."
Os partidos da oposição criticaram prontamente as declarações. A líder do NDP, Marit Stiles, classificou as palavras como um "absurdo muito irresponsável". "Se as pessoas em Ontário se sentem menos seguras hoje, a responsabilidade é dele como governante desta província."
O líder do Partido Verde, Mike Schreiner, afirmou ser "irresponsável o Premier fazer comentários que encorajam a violência ou celebram a perda de vida".
Karen McCrimmon, crítica liberal para a Segurança Pública, acrescentou que "ninguém deve ser felicitado por disparar contra outra pessoa". "Ele deveria focar-se em investir em medidas que tornem a nossa província mais segura e capacitem os socorristas (first responders) a desempenhar o seu trabalho de servir e proteger as nossas comunidades. É irresponsável e insensível que qualquer líder elogie a violência", acrescentando que "ninguém deve ser felicitado por disparar contra outra pessoa."
CBC/MS
Os programas federais destinados a combater as alterações climáticas enfrentam cortes significativos, à medida que o governo transita para a inteligência artificial (IA) e elimina milhares de empregos, de acordo com planos departamentais recentemente divulgados.
No seu último orçamento, o governo do Primeiro-Ministro Mark Carney afirmou que recorreria parcialmente à IA para eliminar 40.000 empregos no serviço público, alinhando o crescimento da força de trabalho federal com o da população em geral.
Os dois maiores sindicatos da função pública do Canadá alertam que os cidadãos poderão sofrer uma queda na qualidade dos serviços governamentais federais como resultado. A Aliança do Serviço Público do Canadá (PSAC) e o Instituto Profissional do Serviço Público do Canadá (PIPS) dizem estar alarmados com as reduções de pessoal detalhadas nos planos apresentados na sexta-feira.
"Quando se cortam empregos, a carga de trabalho não diminui. Como é que vão con-
tinuar a manter um serviço de qualidade para os canadianos?", questionou Alex Silas, vice-presidente executivo nacional da PSAC. "Essa é a grande peça que falta nisto, e a grande peça que o governo Carney não está a ter em conta."
Silas também manifestou preocupação com a "falta de transparência", referindo que os planos são escassos em detalhes sobre como os serviços serão prestados após os cortes. Por exemplo, o Ministério do Emprego e Desenvolvimento Social terá menos 15.629 funcionários públicos em 2029 do que no ano passado. O departamento diz que irá "potenciar a inteligência artificial para automatizar processos internos e agilizar operações", planeando fundir a entrega de programas "para reduzir custos administrativos".
Entretanto, defensores do ambiente alertam que o plano para eliminar mais de 1.400 empregos no Ministério do Ambiente e Alterações Climáticas (ECCC) até 2029 sinaliza um enfraquecimento do compromisso com a redução de emissões.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Canadá (Global Affairs Canada) está a alertar os canadianos no Médio Oriente para se absterem de documentar atividades militares, numa altura em que a guerra consome a região.
Numa publicação na rede X, o governo alertou que "tirar, partilhar ou possuir" fotos ou vídeos de atividade militar ou danos "poderá levar a multas, prisão ou deportação". O aviso menciona especificamente o Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Este alerta surge após dezenas de estrangeiros terem sido detidos por partilharem vídeos em estados do Golfo que enfrentam ataques de drones e mísseis iranianos, como parte da guerra entre os EUA/Israel e o Irão. O grupo jurídico Detained in Dubai afirmou que 21 pessoas foram acusadas sob as leis de cibercrime dos Emirados, incluindo um britânico de 60 anos. A CEO do gru-
po, Radha Stirling, afirmou que o homem apagou o vídeo imediatamente quando solicitado, mas ainda enfrenta acusações que podem resultar em dois anos de prisão.
Stirling explicou que, sob estas leis, não só quem publica pode ser acusado, mas também quem partilha ou comenta. "Em tempos de tensão regional, as autoridades tornam-se hipersensíveis, e erros inocentes podem escalar rapidamente para situações extremamente graves para estrangeiros", disse.
O governo aconselha os canadianos a evitar todas as viagens não essenciais para Omã e Arábia Saudita, e a evitar qualquer viagem para os outros quatro países mencionados. O Irão também avisou os utilizadores das redes sociais de que podem ser acusados de espionagem por partilharem imagens do rescaldo dos ataques aéreos americanos e israelitas.

Jack Oliveira Business Manager
Joseph S. Mancinelli
President
Luigi Carrozzi Secretary-Treasurer
Carmen Principato
Vice President
Robert Petroni
Recording Secretary
Brandon MacKinnon
Executive Board Member
Terry Varga
Executive Board Member


estacionamento nas ruas
Toronto poderá
A Autoridade de Estacionamento de Toronto (Toronto Parking Authority), propôs um aumento de 25 cêntimos por hora para 20.179 lugares de estacionamento, enquanto cerca de 1.721 locais em zonas de maior procura poderão ter acréscimos entre 1,25 e 2,75 dólares por hora.
AAutoridade de Estacionamento de Toronto explicou que os aumentos fazem parte de uma estratégia para incentivar a rotatividade de veículos, permitindo que mais pessoas tenham acesso aos lugares disponíveis.
Atualmente os preços de estacionamento variam entre 1,50 e 6,75 dólares por hora. Com o aumento, os valores poderão chegar aos 7 dólares/hora nos locais mais concorridos, enquanto 1.680 lugares manterão a tarifa mínima de 1,50 dólares. A TPA estima que a mudança possa gerar cerca de 2,56 milhões de dólares adicionais em receitas. O aumento de tarifas será implementado
em fases a partir de abril, caso seja aprovado. A agência destacou que, mesmo com este ajuste, os preços de Toronto continuam comparáveis ou inferiores aos praticados noutras cidades norte-americanas, como Vancouver, Nova Iorque e São Francisco. Segundo a Autoridade de Estacionamento de Toronto, os vereadores municipais foram consultados sobre a proposta e não surgiram preocupações generalizadas.
A agência recomenda que os condutores planeiem com antecedência e considerem alternativas, como transporte público, bicicleta ou horários de menor procura, para reduzir custos.
A agência salienta que a medida não se destina apenas a aumentar receitas, mas também a gerir melhor o espaço urbano, garantindo um acesso mais justo e eficiente aos lugares de estacionamento em Toronto.
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
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Dois professores da Toronto Catholic District School Board já não exercem funções após alegações de racismo anti-negro envolvendo mensagens partilhadas numa plataforma de redes sociais acessível a alunos, num liceu católico em North York.
De acordo com o conselho escolar, assim que a direção tomou conhecimento do caso foi iniciada uma investigação interna. Os docentes foram imediatamente afastados da escola e colocados de licença, sendo agora confirmada a sua saída definitiva. O caso foi igualmente comunicado ao Ontario College of Teachers, entidade responsável por regular a profissão docente na província.
As mensagens, que remontam ao período das férias de Natal, incluíam conteúdo racista, nomeadamente linguagem ofensiva e estereótipos dirigidos à comunidade negra. A situação terá sido denunciada por um aluno que teve acesso às conversas através de uma conta associada a atividades escolares.
A organização Parents of Black Children classificou o incidente como “racismo anti-negro flagrante” e afirmou ter sido contactada por pais preocupados, que exigem justiça e responsabilização. O grupo criticou ainda a atuação da escola, alegando atrasos na resposta e falta de comunicação eficaz com a comunidade escolar.
Segundo relatos citados pela organização, alguns alunos dizem sentir-se inseguros e receiam possíveis represálias, incluindo impactos no seu percurso académico, caso falem publicamente sobre o sucedido. Há também críticas à forma como o tema foi abordado em reuniões escolares, onde, alegadamente, o incidente terá sido minimizado.
Perante a gravidade da situação, são exigidas medidas concretas, incluindo uma investigação transparente, maior proteção para alunos e funcionários e o reforço de políticas que garantam um ambiente escolar seguro, inclusivo e livre de discriminação.
CP24/MS
O governo de Ontário anunciou que os condutores a solo poderão, futuramente, circular nas faixas de veículos de alta ocupação (HOV) fora das horas de ponta, numa medida destinada a reduzir congestionamentos e melhorar a fluidez nas autoestradas provinciais.
Atualmente, as faixas HOV são reservadas a veículos com dois ou mais ocupantes, autocarros, táxis licenciados, veículos verdes, limusinas de aeroportos, motociclos e veículos de emergência. Veículos elétricos ou híbridos plug-in já podem circular nestas faixas mesmo com apenas um ocupante. A nova proposta permitirá que qualquer veículo a solo utilize as faixas fora das horas de maior tráfego, que ainda terão de ser definidas com base em dados de trânsito e consultas com partes interessadas.


O ministro dos Transportes, Prabmeet Sarkaria, afirmou que a medida visa manter os condutores em movimento, reduzir atrasos e melhorar a qualidade de vida de quem depende das autoestradas todos os dias. Segundo a Autoridade provincial, os horários de ponta, como as manhãs e finais de tarde em dias de semana, continuarão a ser reservados apenas para veículos com múltiplos ocupantes, garantindo que o fluxo de tráfego mais intenso não seja afetado. Atualmente, Ontário possui 237 km de faixas HOV, com planos de adicionar mais 146 km nos próximos anos. A Autoridade provincial acredita que abrir as faixas
a condutores a solo durante horários de menor tráfego poderá reduzir os tempos de viagem não apenas nas faixas HOV, mas também nas faixas normais, embora os detalhes exatos dos ganhos de tempo ainda não tenham sido divulgados.
A proposta inclui também regras de fiscalização: condutores que utilizarem as faixas indevidamente estarão sujeitos a uma multa de 110 dólares e três pontos na carta de condução. Veículos comerciais com mais de 6,5 metros continuarão a ser proibidos de utilizar as faixas HOV, mantendo a segurança e a eficiência do tráfego.
O Premier da provincia de Ontário, Doug Ford, descreveu a medida como “de sentido comum”, sublinhando que fora das horas de ponta muitas faixas permanecem vazias, podendo ser aproveitadas para reduzir congestionamentos. A decisão surge também com a aproximação do Mundial de 2026, que se estima poderá aumentar o tráfego de automóveis no centro de Toronto em cerca de 15%, exigindo soluções para evitar bloqueios e atrasos.
A medida será implementada após alterações à legislação, nomeadamente à Highway Traffic Act, que deverão ser introduzidas ainda este ano depois de consultas públicas. Com esta mudança, todas as faixas HOV existentes e as futuras poderão ser utilizadas por condutores a solo em horários específicos, tornando o sistema mais flexível e eficiente para todos os utilizadores das autoestradas provinciais.


Pelo menos oito pessoas morreram na quarta-feira (18) durante uma operação policial contra o crime organizado no Rio de Janeiro, incluindo um dos narcotraficantes mais procurados do Brasil, informaram as autoridades.
Cerca de 150 membros da unidade de elite da polícia militar da cidade, o BOPE, apoiados por dois veículos blindados, foram mobilizados em várias favelas próximas do bairro turístico de Santa Teresa, visando um conhecido narcotraficante.
"Seguiu-se um grande confronto armado", que levou à morte do alvo, Cláudio Augusto dos Santos, de 55 anos, identificado como uma figura-chave de um dos maiores grupos criminosos do Brasil, o Comando Vermelho, afirmou o chefe da polícia militar, Marcelo Menezes Nogueira.
Dos Santos tinha pelo menos oito mandados de captura pendentes por sequestro, tráfico de droga e homicídio, disse Menezes Nogueira numa conferência de Imprensa
que descreveu Dos Santos como "um traficante implacável e sanguinário", que tinha 135 acusações criminais registadas. A polícia matou também outros seis suspeitos.
A oitava vítima foi um residente local que tinha sido feito refém juntamente com a sua companheira, que sobreviveu, acrescentou Menezes Nogueira. A morte ocorreu quando os sequestradores abriram fogo sobre a polícia durante negociações para libertar os cativos.
Os agentes detiveram ainda 116 pessoas e apreenderam 21 armas, 105 quilos de cocaína e 600 quilos de marijuana, segundo um comunicado da polícia.
Em retaliação pela operação policial, um autocarro foi incendiado numa importante avenida no centro do Rio, e foram erguidas barricadas com outros veículos, testemunharam jornalistas da AFP.
Menezes Nogueira afirmou que membros do Comando Vermelho estiveram por detrás das ações que causaram o caos no trânsito no centro da cidade.
JN/MS

Moçambicanos sujeitos
Os cidadãos de Moçambique e outros 11 países terão de pagar uma caução de até 15 mil dólares para terem visto de entrada nos Estados Unidos a partir de 2 de abril, anunciou o Departamento de Estado.
Amedida aplica-se aos titulares de passaportes do Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurícia, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seicheles e Tunísia. que terão de pagar a caução, que é reembolsada se o pedido de visto for recusado ou, caso seja concedido, se a pessoa cumprir os termos do visto.
De acordo com uma nota publicada no site do Departamento de Estado norte-americano, equivalente ao Ministério dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, a partir de 2 de abril, estes países são adicionados a uma lista, que já conta 50 países, cujos cidadãos estão sujeitos a esta exigência.
Esta obrigatoriedade começou a ser introduzida pelo governo do presidente Donald Trump no ano passado, no âmbito de uma repressão à permanência ilegal após o vencimento do visto e de medidas mais amplas para reduzir a imigração ilegal.
Ao abrigo do programa, os requerentes de visto de países designados, muitos dos quais em África, que apresentam elevadas taxas de permanência ilegal, têm de prestar cauções de cinco mil, dez mil ou 15 mil dólares (4300 a 13 mil euros), dependendo das suas circunstâncias e do critério do funcionário consular responsável pelo processamento do pedido.
"O programa de cauções para vistos já se revelou eficaz na redução drástica do número de titulares de vistos que excedem o prazo de permanência e permanecem ilegalmente nos Estados Unidos", argumenta o governo norte-americano na nota, acrescentando que quase 97% das cerca de mil
pessoas que paparam a caução não excederam o prazo de permanência do seu visto.
O Departamento de Estado estima que expulsar um migrante do país custa, em média, mais de 18 mil dólares (15,6 mil euros), pelo que considera que este sistema permitirá aos contribuintes norte-americanos poupar até 800 milhões de dólares, quase 700 milhões de euros, por ano.
Com a inclusão destes doze países, são já 50 os que estão sujeitos a este requisito, entre eles os africanos Argélia, Angola, Benim, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Guiné-Conacri, Guiné-Bissau, Maláui, Mauritânia, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.
JN/MS



Guterres avisa EUA e Israel que "está mais do que na hora" de acabarem com guerra
O secretário-geral da ONU avisou os Estados Unidos e Israel que "está mais do que na hora" de acabarem com a guerra no Irão, defendendo que "é tempo da força do direito prevalecer sobre o direito da força".
"É tempo de a força do direito prevalecer sobre o direito da força. É tempo de a diplomacia prevalecer sobre a guerra", afirmou António Guterres, em declarações aos jornalistas ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa, antes de participar num almoço de trabalho com os chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE), no âmbito da cimeira europeia, em Bruxelas.
Guterres disse ainda que tinha "duas mensagens" para partilhar sobre a guerra no Irão.
"A primeira é para os Estados Unidos e Israel: está mais do que na hora de acabar com esta guerra, que corre o risco de fugir completamente de controlo, causando imenso sofrimento aos civis e tendo repercussões na economia global que são realmente dramáticas, com potenciais consequências trágicas", avisou António
Russia Moscovo diz
Guterres. A segunda mensagem dirigiu-se ao Irão: "Parem de atacar os vossos vizinhos, eles nunca foram partes no conflito".
Guterres recordou que o Conselho de Segurança da ONU "condenou esses ataques, ordenou que cessassem e determinou a abertura do Estreito de Ormuz", salientando que o encerramento desta artéria comercial vital, por onde passa cerca de um quinto da produção de petróleo mundial, "causa enorme sofrimento a tantas pessoas em todo o mundo que nada têm a ver com este conflito".
Os líderes da União Europeia (UE), reunidos hoje em Bruxelas, vão discutir a resposta comunitária aos impactos da escalada militar no Médio Oriente, sobretudo para fazer face aos elevados preços da energia e garantir segurança energética.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, foi convidado para um almoço de trabalho para debater a deterioração da situação internacional e a forma como a UE e os seus parceiros podem trabalhar em conjunto para defender o multilateralismo.
JN/MS

As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão "em pausa", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo o qual o diálogo entre Moscovo e Washington continua.
"O grupo trilateral está em pausa", afirmou o representante da Presidência russa ao jornal "Izvestia". Peskov salientou, porém, que o enviado económico do Kremlin, Kiril Dmitriev, continua a trabalhar com os seus homólogos dos Estados Unidos. Além disso, referiu que, apesar da suspensão das negociações entre Moscovo e Kiev, as partes continuarão a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados mortos em combate. "O trabalho neste
sentido continuará de forma obrigatória", salientou. Na quarta-feira (18), o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo declarou ao "Izvestia" que, de momento, não há uma data concreta para a próxima reunião tripartida. As negociações de paz foram travadas pelo início da guerra no Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro, algo que foi reconhecido pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
A última ronda teve lugar em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro, sem avanços substanciais.
Entretanto, a Rússia continua a atacar o território ucraniano. JN/MS

entREVISTA AMAR

ENTREVISTA: MADALENA BALÇA | FOTOS: FAMÍLIA DOS SANTOS
MARÇO 2026
Ahistória de vida de Tino Dos Santos, começou há 57 anos. Nasceu em Portugal, mais concretamente em Fermelã, no concelho de Estarreja, Aveiro, e partiu cedo demais para compreender totalmente o que deixava para trás, mas com idade suficiente para nunca esquecer de onde vinha.
Entre Fermelã e Toronto não houve apenas uma mudança de geografia, mas um processo contínuo de construção: de
identidade, de pertença e de propósito. A infância, marcada pelos afetos profundos dos avós e pela ausência de um pai que o esperava do outro lado do Atlântico, cedo deu lugar a uma realidade exigente, onde cada conquista teve de ser aprendida, palavra a palavra, gesto a gesto.
Num país novo, com uma língua desconhecida e códigos por decifrar, Tino encontrou no desporto uma linguagem universal. Foi no rigor do treino, na disciplina
das artes marciais e na persistência diária que transformou fragilidade em força, dúvida em ambição, e acabou por traçar um percurso de excelência no Taekwondo, representando o Canadá ao mais alto nível.
Mas a sua história não se resume às vitórias. É também feita das perguntas que muitos imigrantes carregam: quem somos quando pertencemos a dois lugares? Como se constrói uma identidade entre raízes e caminhos novos? Ao longo dos
anos, Tino foi encontrando respostas, não numa escolha entre ser português ou canadiano, mas na aceitação de ser ambos.
Hoje, entre a família que construiu, as memórias que guarda e os regressos que antecipa, vive esse equilíbrio raro: o de quem aprendeu que casa pode ser mais do que um lugar, pode ser tudo aquilo que levamos connosco.

Entre o verde húmido dos campos de Fermelã e o cinzento apressado das ruas de Toronto existe mais do que um oceano, existe um salto de vida, desses que se dão sem rede, guiados apenas pela esperança e por um nome chamado futuro.
Para um rapaz de 11 anos, o mundo ainda é feito de imagens simples: a neve que se imagina branca e perfeita, as cidades que brilham nas histórias dos outros, a promessa de uma vida maior do que aquela que se conhece. Mas há também raízes, invisíveis, profundas, feitas de tardes depois da escola, de viagens no banco de trás de um táxi conduzido por um avô, de silêncios cúmplices que valem mais do que palavras.
Sair com 11 anos de Fermelã, no concelho de Estarreja, para vir para uma cidade como Toronto… teve algum impacto, mas eu vinha entusiasmado. Primeiro porque não tinha assim tantos amigos. Para mim foi mais a aventura, a ideia de vir para o Canadá, tudo aquilo que imaginávamos sobre o país. Era muito novo, claro que os amigos eram importantes, mas o mais forte era essa ideia de um novo país, uma nova vida numa grande cidade.
Mas, mais importante ainda, era o facto de vir viver com o meu pai. Eu nunca tinha vivido com ele. Quando ele emigrou, eu tinha um ano e meio ou dois anos, por isso eu nem me lembrava de ter vivido com ele. Na realidade, nunca tinha vivido com o meu pai, e queria muito isso, estar com ele todos os dias. Isso era mais importante do que qualquer outra coisa e já era razão suficiente para estar bem entusiasmado.
A única coisa que realmente me custou foi deixar os meus avós. Era muito próximo deles, especialmente do meu avô. O meu avô, o pai da minha mãe, chamava-se Agostinho Moutinho, e eu herdei o nome dele. Era taxista e passava muito tempo connosco. Eu e o meu irmão Francisco, depois da escola quando o meu avô tinha algum serviço para fazer, nós íamos muitas vezes com ele no carro. Eu era muito ligado aos meus avós, porque, na prática, foram como pais para mim.
A chegada nem sempre corresponde ao sonho e, por vezes, é aí que a verdadeira história começa. No coração do inverno canadiano, entre malas carregadas de expectativa e um frio
que se entranha nos ossos, a realidade revela-se menos perfeita do que as imagens guardadas na imaginação. A neve, antes símbolo de beleza intocada, surge manchada pelo quotidiano da cidade, como que a dizer que a vida ali seria feita de contrastes.
Mas são também esses primeiros instantes, entre o espanto, a desilusão e pequenos episódios quase caricatos, que ficam gravados para sempre. Momentos que, com o tempo, se transformam em memória viva, contada em família, entre risos e saudade.
Quando cheguei a Toronto tinha 11 anos, com a minha mãe e os meus 3 irmãos (eu sou o mais novo dos 4). Lembro-me bem desse dia. Nós chegámos no dia 24 de janeiro de 1980, mesmo no meio do inverno. E nós tínhamos aquela imagem do Canadá com neve, tudo muito bonito, muito branquinho. Eu vinha com essa ideia da neve bonita nas árvores, tudo perfeito. Mas quando chegámos… sabes como é, quando a neve cai é bonito, mas depois fica tudo sujo. Lembro-me de ir do aeroporto para casa, em Toronto, e ficar admirado e até desiludido por ver a neve tão preta e tão suja. Pensei logo: isto é muito diferente do que eu imaginava.
Outra coisa de que me lembro bem foi que, no aeroporto, eles perguntaram se trazíamos alguma coisa, de bebidas ou outra coisa de comidas que não eram permitidas. Ora, nós trazíamos um garrafão de aguardente, daqueles de três litros e o meu irmão Francisco pôs o garrafão em cima do balcão. E, claro, o meu pai teve logo de pagar 50 dólares, o que era muito nesse tempo. Essas duas coisas ficaram-me na memória. Hoje em dia são histórias que recordamos em família e dão para rir.



Entrar numa nova escola é sempre um começo, mas fazê-lo sem entender a língua é quase como tentar encontrar o caminho no escuro. Entre corredores desconhecidos e vozes que soam distantes, cada gesto ganha significado, cada olhar pesa mais do que as palavras que faltam.
É nesse silêncio forçado que nasce também uma força inesperada. O desconforto, a estranheza e até a humilhação dos primeiros dias transformam-se, pouco a pouco, em combustível. Porque há momentos que marcam, não apenas pela dificuldade, mas pela promessa silenciosa que se faz a si próprio: a de não ficar para trás, a de provar o seu valor, a de transformar fragilidade em determinação.
Quando cheguei, só sabia dizer “thank you” e “I don’t speak English”. Era só isso. Mas entrei logo na escola. Chegámos numa quinta-feira e comecei na escola na segunda-feira seguinte. Primeiro fomos à escola com um senhor português da comunidade que ajudava os imigrantes, tratámos dos papéis e depois ele foi-se embora. A escola era numa zona portuguesa, na College e Grace Street, que tinha o programa ESL (English Second Language) e o Principal chamou uma professora portuguesa para me ajudar.
Lembro-me que, antes de me levar para a sala que iria ser a minha, ela entrou na sala dela para ver como estavam os alunos. Aquilo era um caos, os miúdos em cima das cadeiras, uma barulheira. O meu primo tinha-me dito que aqui no Canadá não havia homework e as professoras não podiam bater e eu, para além de ter ficado admirado, achei que essa era uma boa notícia. Foi então que eu vi a seguinte cena: ela chamou um dos alunos, puxou-lhe a orelha e deu-lhe uma chapada. Eu fiquei chocado, porque não tinha nada a ver com o que eu tinha ouvido dizer sobre as escolas no Canadá.



Depois, na minha sala, no meu primeiro dia de aulas em Toronto, os meus colegas colocaram-me um livro à frente. Eu não percebia o que diziam, mas percebi que era para eu ler. Comecei a ler, mas não sabia pronunciar o inglês e, por isso, li tudo mal. E eles começaram a rir-se muito. Fiquei muito mal com aquilo, afinal eles estavam a gozar-me. Mas lembro-me de pensar: “Um dia vou mostrar-lhes algo especial. Vou mostrar-lhes que vou conseguir e vou ser melhor aluno do que eles.”
Há caminhos que começam quase por acaso, um impulso, uma curiosidade, ou até uma necessidade simples, como aprender a defender-se. Mas, por vezes, é nesses começos improváveis que se revela uma vocação. Entre quedas e repetições, entre gestos ainda inseguros e uma disciplina que se vai entranhando no corpo, nasce algo maior do que o próprio desporto.
O que começa como defesa transforma-se em dedicação; o treino em rotina; a rotina em propósito. E, pouco a pouco, constrói-se um percurso onde o talento dá lugar à persistência, e a vontade de ser melhor amanhã supera qualquer limitação de hoje. É assim que se forja um atleta, não apenas em vitórias, mas na forma como nunca deixa de evoluir.
Foi logo no verão de 1980, poucos meses depois de chegar que comecei a aproximar-me do desporto e em particular das artes marciais. Um primo meu, o Nelson, já treinava Taekwondo no YMCA, na St. Clair. Quando soube disso, fiquei logo interessado. Para ser sincero, o meu irmão Francisco batia-me muitas vezes, e eu queria aprender a defender-me (risos).

Comecei a treinar uma vez por semana, ao sábado. Depois, em setembro, abriu uma escola de Taekwondo ao lado, com um mestre que tinha vindo da Coreia. Eu e o meu primo inscrevemo-nos e passámos a treinar todos os dias. Comecei com o cinto branco e fui evoluindo. Foi uma paixão imediata. Acho que o que me fascinou mais, no início, era mais a parte da disciplina que as artes marciais ensinam, depois passou a ser também o lado competitivo, quando começou a aproximar-se a possibilidade de o Taekwondo integrar os grupo de desportos dos Jogos Olímpicos.
Eu não era uma pessoa com talento natural. Tudo o que consegui foi com muita disciplina. Nunca faltava a treinos, queria sempre aprender técnicas difíceis, movimentos difíceis. Era pequeno para a minha idade, mas era resistente. Acho que muito disso vem de crescer com os meus irmãos mais velhos, especialmente o Francisco, que me tornou mais duro.
Tinha muita vontade de aprender e nunca estava satisfeito com o nível em que estava. Queria sempre melhorar. Por isso, acho que essa paixão, essa resiliência, essa atitude de querer aprender constantemente, de nunca me contentar com o meu desempenho de hoje. Tinha mais a ver com o quanto posso ser melhor amanhã do que aquilo que sou hoje. Acho que foi isso que me fez seguir em frente e que acabou por me levar ao sucesso que tive como atleta, acabando por ser bem-sucedido. Acho que foi essa combinação de disciplina, resiliência e vontade de evoluir que me levou ao sucesso. Comecei a competir em 1986, com 17 anos. Fui campeão do Canadá várias vezes até 1995. Ganhei medalha de bronze no Campeonato do Mundo e duas medalhas de ouro no Campeonato Pan-Americano, em 1988 e 1990. Em 1992, fiquei em segundo lugar. Em 95, depois de parar, comecei a treinar. Primeiro a nível provincial e nacional, e depois, a partir de 2001, fui treinador da seleção nacional, juntamente com a Jamie (minha esposa).


Entre duas línguas, dois mundos e duas formas de estar, cresce uma identidade que não cabe em definições simples. Há um momento em que já não se é apenas de onde se nasceu, mas também ainda não se pertence totalmente ao lugar onde se vive. É um território invisível, feito de dúvidas, contrastes e pequenas contradições do quotidiano.
Ser de dois lados é, muitas vezes, não ser completamente de nenhum, até perceber que essa mistura é, afinal, uma riqueza. Que a identidade não é uma escolha única, mas uma construção feita de memórias, descobertas e reconciliações. E que, no fim, pertencer pode significar precisamente isso: carregar mais do que um lugar dentro de si.
Já em Toronto, durante toda minha juventude, quando chegava a casa, tinha os meus pais que falavam português, comia comida portuguesa, ou seja, como muita gente que vive aqui, tinha duas realidades na minha vida - saía de casa, assumia a minha pele de canadiano e em casa era português. Durante muito tempo, eu dizia que era canadiano. Não era de vergonha de ser português. Mas eu queria ser canadiano. E pronto, comecei a aprender os costumes daqui, as coisas do país, os desportos do país. Quando cá cheguei, no primeiro ano, joguei futebol porque era o desporto que eu conhecia antes de vir para cá, mas depois nunca mais joguei futebol. Mas pronto, eu comecei a habituar-me aqui às coisas dos canadianos. E eu tinha a ideia que para ser canadiano tinha que ser
1. BATIZADO DO TINO
2. COM O AVÔ, AVÓ, IRMÃOS E TIOS
3. TINO EM PÉ NO CHÃO E MÃE MARIA AUGUSTA
4. TINO COM OS IRMÃOS E A MÃE
5. ÚLTIMA FOTO NA ESCOLA, EM FERMELÃ
6. TINO NO TAEKWONDO
7. PRIMEIRO NATAL COM O PAI AINDA EM PORTUGAL
8. TINO NO TAEKWONDO
9. TINO NO TAEKWONDO
assim. Tinha que falar com as pessoas que não eram portuguesas, também porque não tinha assim muitos amigos portugueses, eles eram de outras raças. Claro que em casa eu falava português, comia comida portuguesa e isso tudo, mas fora de casa, não queria ser português. Quando comecei a ficar mais velho, comecei a notar que as pessoas não me aceitavam como canadiano – para eles eu não era canadiano, eu era português. O meu nome é um nome português, a minha aparência física é portuguesa. Ou seja eu não era visto como canadiano, mas também não me sentia totalmente português, porque saí muito novo de Portugal e não conhecia bem a nossa cultura e a nossa história. Foi um período difícil, de busca de identidade, foi realmente difícil para mim. Foi muito, muito difícil. Mas depois, à medida que fui crescendo, percebi duas coisas. A primeira é que o que se passava comigo, passava-se com outras pessoas como eu, outros imigrantes, na realidade é isso que significa ser canadiano. É o Canadá, esta bela paisagem, um mosaico de tantas culturas diferentes. É isso que faz do Canadá o Canadá. Certo. Eu sou apenas um imigrante, tal como muitas pessoas foram imigrantes há anos, há várias gerações. E agora os filhos delas são da segunda ou terceira geração. Certo. E depois... Eu vim para cá em 1980 e fui a Portugal em 82 e 84, e depois nunca mais fui a Portugal durante uns 14 anos, foi muito tempo. Mas depois comecei a interessar-me por Portugal, pela minha cultura, pela minha história. Então, comecei a aprender por conta própria sobre a minha cultura, a história de Portugal. Eu ia à biblioteca e lia. Fiz um pouco de pesquisa porque queria saber mais sobre a minha cultura, sobre o que significa ser português. Porque, apesar de tudo, sempre que via algo relacionado com Portugal, como, por exemplo, a seleção portuguesa de futebol ou algo do género, sentia um enorme orgulho, mas não sabia porquê.



Hoje vejo Portugal de forma diferente. Portugal mudou muito. Às vezes pergunto-me porque é que os meus pais vieram, porque o país tem tanto para oferecer. Mas também percebo que viver lá é diferente de visitar. Valorizo muito o sacrifício dos meus pais e tenho um grande orgulho na nossa cultura, na nossa história e, claro, cna nossa comida, que por sinal adoro, especialmente peixe e marisco. Quando vou a Portugal, quase não como carne.
Às vezes, o que une duas pessoas não está na língua que falam nem nos sabores que trazem da infância, mas nos valores que carregam sem dar por isso. Entre culturas diferentes, descobrem-se afinidades inesperadas, quase silenciosas, que constroem pontes onde antes só havia distância.


É nesse encontro de mundos que nasce uma família feita de equilíbrio: onde as diferenças convivem com naturalidade e o essencial, o respeito, o amor e a união, fala sempre mais alto.
A minha esposa, a Jamie, é de origem chinesa. Sabes que a minha mãe chegou a dizer que talvez fosse melhor casar com uma portuguesa, mas eu expliquei que os valores da cultura chinesa são muito semelhantes aos da cultura portuguesa: o respeito pelos mais velhos, a relação entre pais e filhos, a importância da família, a união familiar, tudo são valores que partilhamos. A língua é muito diferente, claro, a comida também é muito diferente, mas os valores realmente importantes esses estão presentes em ambas as culturas.
Antes de começarmos a namorar, já falávamos sobre como gostaríamos de educar os nossos filhos, com base nesses valores comuns.
O futuro nem sempre é um regresso definitivo, às vezes é um caminho de ida e volta. Entre o lugar onde se construiu a vida e aquele onde permanecem as raízes, há um equilíbrio possível. Não de escolha, mas de pertença partilhada, onde cada regresso sabe um pouco a casa.


1. COM AVÓ MARIA E TIA RITA
2. COM O PAI E IRMÃOS
3. TINO COM IRMÃOS E CUNHADOS
4. TINO E JAMIE
5. PAIS - MARIA AUGUSTA E JOSÉ SANTOS
6. TINO COM MULHER E FILHOS EM LISBOA (DA ESQ. PARA DIREITA - JAMIE; JULIAN; CAMILLE; NATHAN; TINO)
7. REPRESENTANDO O CANADÁ
Não imagino viver permanentemente em Portugal. Não faz sentido para nós. Temos 3 filhos, dois vivem aqui no Canadá e outro vive nos Estados Unidos, mas quando me reformar, e eu vou reformar-me muito em breve, gostava de passar três ou quatro meses por ano lá. Pela comida, pelo clima, pela segurança, pelas praias e pelas pessoas. A Jamie adora Portugal. Para nós é quase como uma segunda casa.






O mar continua a investir sobre o paredão de Moledo, em Caminha, e a derrocada que se iniciou há semanas continua a progredir e atingiu a esplanada de um dos bares de apoio à praia.
Asituação levou o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Pimenta Machado, a voltar ao local, depois de há 15 dias ali ter estado a anunciar a realização de uma obra com caráter de urgência, no valor de "três a quatro milhões de euros".
Ao JN, adiantou que serão executados trabalhos no imediato, para evitar a progressão da destruição e admitiu que o aumento da agitação marítima, pela depressão Therese, pode provocar mais estragos. "Agravou-se a situação do muro, parte da esplanada do apoio de praia também está a colapsar e, portanto, temos de fazer aqui uma intervenção rápida, emergente, para estabilizar aquele colapso do muro. Estamos preocupados que continue para sul", declarou Pimenta Machado, no local, com uma equipa da APA e da Câmara Municipal de Caminha, para avaliar e decidir a operação.
Pimenta Machado comentou que este tem sido e continua a ser "um ano difícil" para a costa portuguesa. "É que agora te-
mos mais uma tempestade, a Therese, que vai estar até domingo. Vamos ter ondulação com particular energia a afetar todo o nosso litoral, que já está muito fragilizado. Estamos a equacionar esta intervenção emergente, porque temos receio de que, com esta tempestade, zonas que estão muito fragilizadas, quer aqui em Moledo, quer em Esposende, quer no Furadouro, quer em Cortegaça, quer em Maceda, ainda vão fragilizar mais", explicou.
Sobre a praia de Moledo, adiantou ainda que "entre sexta-feira e segunda-feira", será assinado um protocolo com a Câmara de Caminha, para a autarquia "desenvolver o projeto da solução definitiva e depois a APA lançar a empreitada e fazer toda a recuperação do muro, adaptando-o à nova realidade, que infelizmente tem a ver com a ação erosiva do mar", acrescentou Pimenta Machado.
Recorde-se que a estrutura em pedra, construída há largas décadas, ruiu no extremo Norte, entre as escadas de acesso à praia e o bar "Mergulho", que já se encontrava encerrado devido à derrocada e agora também já começou a ser afetado.
A destruição total afeta, por agora, uma extensão de cerca de 50 metros do paredão.
JN/MS

Mário Ferreira nega fraude fiscal "Cada dividendo distribuído veio para Portugal e foi tributado"
Mário Ferreira começou a ser julgado, juntamente com as empresas Mystic Cruises, S.A. e Valens Private Equity, no Tribunal de S. João Novo, no Porto, por crime de fraude fiscal qualificada ligada ao negócio do navio Atlântida.
Aprestar declarações no tribunal, o empresário negou o crime imputado, afirmando, em relação ao negócio do Atlântida, não ter qualquer dívida ao Fisco e esclarecendo que até pagou os 110 mil euros agora reclamados. "Disse ao inspetor da Autoridade Tributária que, sendo eu um contribuinte controlado anualmente, cada dividendo distribuído no negócio de Malta veio para Portugal e foi tributado. Os senhores inspetores acharam que faltava uma parte que foi reinvestida noutras sociedades, acha-
vam que devia ter sido distribuído como dividendo e nós discordámos", explicou Mário Ferreira. "Mesmo assim pagámos, incluindo os juros de mora (110 mil euros) agora reclamados, para não arranjar problemas", adiantou.
Segundo o Ministério Público, Mário Ferreira terá usado uma estrutura societária em Malta para deslocalizar os lucros da venda do navio, ocultando o verdadeiro vendedor e evitando a tributação em Portugal, resultando numa vantagem patrimonial ilegítima superior a um milhão de euros.
Está prevista para esta tarde a audição de uma testemunha de acusação, uma inspetora da Autoridade Tributária.

Os diplomas foram apresentados pelo BE, PAN, PCP, Chega, Livre e IL e mereceram o voto contra das bancadas do PSD e CDS-PP, que suportam o Governo, e a abstenção do grupo parlamentar do PS, que anunciou uma declaração de voto escrita sobre o conjunto de iniciativas legislativas votadas.
Oparlamento rejeitou projetos de lei de partidos da oposição que pretendiam garantir o pagamento do subsídio de doença a 100% para os doentes com cancro e reforçar os seus direitos laborais.
Os diplomas foram apresentados pelo BE, PAN, PCP, Chega, Livre e IL e mereceram o voto contra das bancadas do PSD e CDS-PP, que suportam o Governo, e a abstenção do grupo parlamentar do PS, que anunciou uma declaração de voto escrita sobre o conjunto de iniciativas legislativas votadas.
Atualmente, o subsídio de doença para doentes oncológicos varia entre os 55% e os 75% do seu rendimento de referência,
percentagem que é aplicada conforme a duração da baixa médica. Na apresentação do seu projeto de lei, o deputado do BE Fabian Figueiredo salientou que a doença oncológica é uma situação frequentemente prolongada devido aos tratamentos e às sequelas que deixa na pessoa e na família, alegando que os doentes não devem enfrentar a uma "dupla batalha" contra a doença e a carência económica.
JN/MS



O primeiro-ministro admitiu que Portugal possa ter défice em 2026 devido à "excecionalidade" relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou "uma obsessão" para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
"Tal como já tinha antecipado na circunstância do processo de recuperação das tempestades e agora também com a excecionalidade do mercado da energia, quero apenas dizer que, pelo facto de termos tido crescimentos económicos sustentados e bons desempenhos orçamentais nos últimos anos, nós podemos, eventualmente, ter uma situação de défice e, ainda assim, ter equilíbrio nas nossas contas públicas", disse Luís Montenegro.
Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas na chegada à reunião do Conselho Europeu, Luís Montenegro admitiu que o facto de Portugal poder ter défice este ano "não significa estar num procedimento de défice excessivo ou num procedimento de desequilíbrio", mas antes que o Governo não fará "o país ser penalizado de uma forma exagerada por uma obsessão para ter
superávites"."A nossa convicção é que ainda estamos num quadro onde é possível salvaguardar o equilíbrio orçamental de maneira a termos um resultado positivo", mas "nós não estamos obcecados com isso", adiantou o chefe de Governo.
E frisou: "Nós lutamos para ter uma situação positiva no nosso saldo orçamental, nas nós queremos um país que seja justo socialmente e pujante economicamente".
A escalada militar no Médio Oriente - causada pelos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irão e consequente resposta iranianaveio agravar vulnerabilidades em Portugal, sobretudo através do aumento dos preços da energia, que pressiona a inflação e reduz o poder de compra das famílias, tendo levado o Estado a adotar medidas de mitigação.
A isto soma-se o efeito das tempestades que atingiram o país em janeiro, provocando danos em infraestruturas, habitação e atividades económicas, o que implicou despesas públicas em apoio e reconstrução.
Mais de 17 mil já assinaram petição pelo pagamento a 100% do subsídio de doença para doentes oncológicos
O número de subscritores da petição ‘Pelo Pagamento a 100% do Subsídio de Doença (Baixa) para Doentes Oncológicos’, dirigida à Assembleia da República, não pára de aumentar e, neste exato momento conta já com 17.828 assinaturas.
É, sem dúvida, um assunto que tem merecido uma atenção especial por parte da comunidade, que se mostra indignada com a decisão tomada pelo Parlamento na passada sexta-feira que rejeitou projetos de lei que pretendiam garantir o pagamento do subsídio de doença a 100% para os doentes com cancro e reforçar os seus direitos laborais. A petição refere que “atualmente, os doentes oncológicos em situação de incapacidade para o trabalho são abran-
gidos pelo regime geral de baixas médicas, que prevê uma compensação parcial do rendimento. Esta realidade obriga muitas pessoas a escolher entre tratar-se adequadamente ou garantir a sua subsistência, o que é socialmente injusto e humanamente inaceitável”.
Desta forma, exige que “todos os doentes oncológicos tenham direito a baixa médica paga a 100% da sua remuneração de referência durante o período de incapacidade clínica decorrente da doença e dos respetivos tratamentos”, apelando que “o Estado reconheça formalmente a doença oncológica como uma situação que exige proteção social reforçada, colocando a saúde e a dignidade humana acima da perda de rendimento”.
JM/MS

Miguel Albuquerque afirmou que Portugal enfrenta uma decisão estratégica sobre o futuro da política de segurança e defesa, sendo que sublinhou para a importância de uma orientação atlântica. As declarações foram feitas aos jornalistas no âmbito da conferência do Curso de Defesa Nacional.
“O desafio é qual será a política de segurança e defesa do país, ou continental ou atlântico”, afirmando que se trata de “uma decisão importantíssima do ponto de vista do interesse nacional para os investimentos que vão ser realizados nos próximos anos”.
Segundo o presidente do Governo Regional, a questão ganha ainda mais relevância perante os investimentos previstos no setor. “É um empréstimo com grandes condições, quer de pagamento, que é com juros baixos da União Europeia de cerca de 5.800 milhões de euros”, referiu, acrescentando que o essencial será decidir “como é que esse valor será aplicado no quadro da Estratégia Nacional de Segurança e Defesa”.
Para o governante, uma estratégia centrada no continente europeu tem limitações geopolíticas para Portugal. “A política continental não tem muito sentido”, frisou, defendendo que o país deve aproveitar a sua posição geográfica.
“Se for atlântico, nós temos que aproveitar aquilo que se diz que é a geografia útil”, afirmou, lembrando que o Atlântico voltou a assumir centralidade na defesa. “O Atlântico volta a ser central num contexto de defesa”, destacou, apontando como exemplo os cabos submarinos de dados e a localização estratégica da Madeira e dos Açores.
Por seu turno, o coronel e diretor do curso, João Assis Barbas, explicou que este curso tem como objetivo promover o pen samento estratégico no país. “Este curso visa formar e contribuir para o pensamento estratégico em Portugal”, afirmou.
Segundo o coronel, o curso reúne parti cipantes de diferentes áreas da sociedade portuguesa. “Os auditores que frequentam o curso são designados institucionalmente ou são resultado de candidaturas indivi duais ao curso”, explicou, acrescentando que o programa aborda vários temas rela cionados com estratégia e segurança. “O curso aborda temas diversos na área da estratégia, das relações internacionais, da geopolítica, da economia, do direito e pro cura contribuir para pensar estrategica mente no país”, disse.
O responsável sublinhou que o objetivo é aproximar os participantes da realidade nacional. “A intenção é sair das conferências e conhecer a realidade do país nas suas várias dimensões”, afirmou.

registam número
Os Açores alcançaram, este ano, um recorde de 43 candidaturas ao concurso 7 Maravilhas de Portugal, numa participação que abrange as nove ilhas e os 19 municípios do arquipélago. A edição de 2026 apresenta novas categorias e pretende valorizar não apenas o património natural e histórico, mas também elementos de contemporaneidade.
Oanúncio foi feito por Luís Segadães, responsável pelo concurso, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). Face ao estado de calamidade vivido no país, a organização decidiu prolongar o prazo de submissão de candidaturas até 27 de março, o que poderá ainda aumentar o número de propostas oriundas do arquipélago.
mas também o património edificado”, reforçando a aposta do Governo Regional na promoção dos Açores como destino turístico sustentável.
Ainda na BTL, foi apresentada a nova versão do Prémio Regional de Turismo Miosotis, criada em 2012 e agora atualizada. O coordenador da Açores DMO, José Toste, explicou que o objetivo é “alargar o reconhecimento a todas as empresas da cadeia de valor do turismo que abracem o caminho da sustentabilidade e que ajudam a cimentar os Açores como um dos melhores destinos de natureza do mundo”. Com uma nova imagem e uma plataforma digital para facilitar as candidaturas, o prémio passa a avaliar critérios como património e cultura, gestão sustentável e governança, alinhando se com os requisitos das organi-

O Curso de Defesa Nacional, que celebra o seu 50.º aniversário, reúne 45 participantes de diversos setores portugueses e de países lusófonos, como Angola, Brasil e Moçambique. O objetivo é aproximar os auditores da realidade nacional através de conferências e visitas de estudo, permitindo analisar desafios estratégicos e o contexto internacional.João Barbas esclareceu que este é o 50.º aniversário do Curso de Defesa Nacional, tendo começado em 1976. O curso integra conferências e visitas de estudo em várias regiões do país, permitindo aos participantes analisar os desafios estratégicos atuais, incluindo o contexto internacional.
JM/MS
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Paulo Freitas Opinião

FC Porto impõe-se pela frieza competitiva, enquanto Sporting e Benfica revelam limites que ajudam a tornar o campeonato cada vez mais previsível.
A jornada 26 não trouxe grandes surpresas. E isso, mais do que tranquilizador, começa a ser preocupante.
Ocampeonato português entrou numa fase em que já não se discute tanto quem pode ganhar, mas sim quem ainda é capaz de evitar perder. E nesse território, há uma equipa que se move com um conforto quase desconcertante: o FC Porto.
O líder continua a somar pontos como quem cumpre um plano antigo. Não há euforia, não há exibições esmagadoras, mas há uma coisa que mais ninguém consegue garantir com a mesma regularidade: controlo emocional. O Porto não entra em pânico, não se desorganiza, não se perde no ruído. E quando uma equipa consegue fazer isso durante 26 jornadas, deixa de ser apenas competente — passa a ser inevitável.
E é aqui que o problema começa para os outros.
O Sporting Clube de Portugal continua a ser a equipa mais fiel a uma ideia. Joga bem, sabe o que faz, raramente se expõe. Mas há um desconforto crescente na forma como se olha para este Sporting: parece sempre à espera de alguma coisa. De um erro do adversário, de um momento que desbloqueie o jogo, de um acaso que empurre o resultado. E uma equipa que espera demasiado dificilmente lidera. Há qualidade, há trabalho, há estabilidade — mas falta urgência competitiva.
Falta aquela sensação de inevitabilidade que o Porto transmite. O Sporting não falha muito, é verdade. Mas também não força suficientemente o erro do outro. E, nesta altura da época, isso começa a pesar.
Se o Sporting vive numa espécie de contenção permanente, o Sport Lisboa e Benfica vive no extremo oposto: excesso de variação.
O Benfica continua a ser a equipa mais difícil de definir. Tanto pode parecer preparada para discutir o título como, minutos depois, revelar fragilidades que não se admitem a este nível. Não é uma questão de sistema, nem de qualidade individual: é uma questão de estabilidade dentro do próprio jogo.
A equipa de José Mourinho melhorou em organização e compromisso, mas continua refém de oscilações que comprometem qualquer tentativa de aproximação ao topo. Há sempre um momento de desconcentração, uma quebra de intensidade, um detalhe mal gerido. E quando isso se repete ao longo de uma época inteira, deixa de ser acidente e passa a ser padrão.
Mais abaixo, há equipas que, sem o peso da expetativa, acabam por expor ainda mais estas fragilidades dos chamados grandes.
O Gil Vicente Futebol Clube é o exemplo mais evidente. Já não surpreende: afirma-se. Joga com clareza, sem complexos, sem necessidade de justificar cada erro. E essa liberdade competitiva permite-lhe fazer algo que muitas equipas maiores não conseguem: manter coerência durante noventa minutos.
No fundo, o Gil Vicente joga futebol. E isso, neste campeonato, já é uma forma de se destacar.
Em contraste, o Sporting Clube de Braga continua preso numa ambiguidade difícil de ignorar. Tem qualidade, tem soluções,


mas parece sempre a meio caminho entre querer mais e aceitar o que tem. E esse é talvez o maior problema: a ausência de verdadeira rutura competitiva. O Braga é bom, mas raramente é decisivo. E há uma diferença enorme entre as duas coisas. No meio da tabela, há um silêncio curioso. Equipas como Vitória Sport Clube, Famalicão, Estoril Praia e Moreirense Futebol Clube fazem campeonatos competentes, organizados, muitas vezes mais coerentes do que equipas com outro tipo de ambição. Não entram em euforias nem em crises: simplesmente competem. E talvez seja isso que falta a outros: normalidade.
Já na luta pela permanência, não há espaço para análises profundas. Há apenas sobrevivência. Santa Clara, Tondela e AVS Futebol SAD jogam cada jornada como se fosse a última. E, muitas vezes, é mesmo. Mas o ponto mais relevante desta jorna-
da 26 está noutro lugar. O campeonato português parece cada vez mais previsível: não pelos resultados isolados, mas pelos comportamentos repetidos. O Porto controla, o Sporting gere, o Benfica oscila. E quando esta dinâmica se prolonga durante tanto tempo, deixa de ser circunstancial. Passa a ser estrutural. E isso levanta uma questão incómoda: será que ainda há verdadeiramente campeonato? Ou estamos apenas a assistir à confirmação gradual de algo que já está decidido há meses?
A resposta ainda não é definitiva. Mas uma coisa é clara: quem quiser mudar o rumo da Liga terá de fazer mais do que jogar bem. Terá de quebrar padrões. E, até agora, ninguém parece capaz disso. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.


O Sporting apurou-se, na terça-feira (17), para os quartos de final da Liga dos Campeões, graças a uma vitória por 5-0 sobre o Bodo/Glimt na segunda mão dos oitavos de final.
Depois da derrota por 3-0 na Noruega, os leões precisavam de uma tarde memorável para seguirem rumo aos quartos de final da Champions e o "milagre" aconteceu.
A equipa de Rui Borges teve uma primeira parte avassaladora e chegou ao golo por Gonçalo Inácio, à passagem da meia hora e depois de ter desperdiçado uma série de boas oportunidades perante um Bodo/Glimt
que sentiu muitas dificuldades em Alvalade. Pedro Gonçalves, aos 61 minutos, fez o 2-0, deixando mais em aberto do que nunca a possibilidade de uma reviravolta épica na eliminatória.
O Sporting continuou a pressionar e chegou ao terceiro golo por Luis Suárez, na conversão de uma grande penalidade com selo do videoárbitro.
Apesar de ainda restarem 15 minutos de tempo regulamentar, o duelo seguiu para prolongamento e foi no tempo-extra que o leão fez história. Logo no segundo minuto, Maxi Araújo assinou o 4-0 e aos 120+2 Rafael Nel confirmou a goleada e o apuramento memorável em Alvalade.
Nos quartos de final, o Sporting vai defrontar o vencedor da eliminatória entre o Arsenal e o Bayer Leverkusen.
JN/MS
2026 Federação quer "pintar Portugal" com "fan zones" espalhadas pelo país
A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) anunciou a iniciativa "Pintar Portugal", que visa permitir a "todos os cidadãos" portugueses assistirem aos jogos da seleção portuguesa de futebol no Mundial 2026 em "fan zones" espalhadas pelo país.
"O que queremos fazer, dando a possibilidade a todos os cidadãos, nos seus municípios, ou no município mais próximo, é que seja possível assistir aos jogos da nossa seleção e fazê-lo vibrando, de uma forma organizada, onde nós tivermos cada uma das "fan zones". Unir Portugal é, pois, um objetivo", explicou Vasco Pinho, diretor executivo da FPF, numa cerimónia realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras.
O projeto "Pintar Portugal" foi apresentado na casa das seleções nacionais, em conjunto com as Associações Distritais e Regionais e as autarquias nacionais,

perspetivando a implementação de "fan zones" no maior número possível de localidades portuguesas.
O evento contou com uma centena entre os 306 municípios portugueses, correspondendo a cerca de um terço das autarquias nacionais, o que mereceu palavras de satisfação de Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol. "Esta é a nossa seleção, de todos vocês, de todos nós. Este tem sido um trabalho desenvolvido pela Federação Portuguesa de Futebol, as Associações Distritais regionais, ao lado dos clubes e com os municípios. E por isso agradecemos", reconheceu o responsável máximo pela FPF, otimista quanto à quantidade de autarquias e localidades aderentes.
João Medeiros Cardoso assumiu ainda que as pretensões da FPF não se esgotam nos cidadãos residentes em Portugal, tendo ainda recordado a comunidade emigrante existente nos países organizadores do Mundial, em especial EUA e Canadá, que também será envolvida no processo. "Também teremos iniciativas dedicadas a esse público e um plano para fazer ativações tailor-made específicas para a comunidade que está lá. Portanto, o mote é o vai dar Portugal, este sentimento de crença é generalizado para todos estes públicos, mas a forma como vamos ativar a nossa marca será diferente, porque nem todas as receitas funcionam exatamente da mesma forma", avançou o dirigente da FPF Portugal irá disputar a 23.ª edição do Campeonato do Mundo, que se realiza de 11 de junho a 19 de julho e contará pela primeira vez com 48 seleções, numa inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá. JN/MS

Triunfo do F. C. Porto, por 2-0, vale o apuramento para os quartos de final. Segue-se o Nottingham Forest.
OF. C. Porto voltou a bater o Estugarda, desta vez por 2-0, na segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, garantindo assim a qualificação para a ronda seguinte da prova, na

qual também estará o Braga. A equipa alemã tentou tudo para reverter o 1-2 da primeira mão, mas Diogo Costa, em noite inspirada, manteve a baliza portista a zeros com uma série de magníficas defesas. Aos 21 minutos, num lance rápido, os dragões aproveitaram o balanceamento ofensivo dos germânicos e abriram o marcador, por William Gomes.
Na segunda parte, o Estugarda continuou a pôr à prova Diogo Costa e o F. C. Porto passou largos períodos recuado no terreno, mas conseguiu manter-se equilibrado e, numa das saídas para o ataque, acabou mesmo por chegar ao 2-0, aos 72 minutos, através de grande remate de pé esquerdo de Froholdt, que tinha entrado após o intervalo para o lugar de Rodrigo Mora.
Com a eliminatória praticamente decidida, o Estugarda ficou em posição ainda mais difícil quando Nartey, um dos suplentes utilizados no segundo tempo, viu dois cartões amarelos em dois minutos (76 e 78) e foi expulso.
A vitória garante aos portistas a presença nos quartos de final de uma competição que venceram em 2010/11 (em 2002/03 conquistaram o mesmo troféu quando a prova ainda se chamava Taça UEFA) e um embate com o Nottingham Forest (jogos a 9 e 16 de abril).
A equipa inglesa, agora treinada pelo português Vítor Pereira, foi a única a bater o F. C. Porto nesta edição da Liga Europa, tendo derrotado os dragões na terceira jornada da fase regular (2-0), em Nottingham.

Meia hora de verdadeiro luxo bastou para que os guerreiros virassem a eliminatória. Horta e Zalazar, claro, mas também Pau Víctor, Gabri Martínez, Grillitsch... Tarde de sonho selou o apuramento para os 'quartos'
logo aos 6 minutos, Rodrigo Zalazar pressionou Dávid Gróf e obrigou o guarda-redes a despachar (mal) a bola, que Gabri Martínez recuperou e endossou, depois, ao uruguaio para que este ousasse o primeiro remate à baliza, percebeu-se que teríamos uma tarde... à SC Braga.
Pouco depois, Víctor Gómez integrou-se na manobra ofensiva e cabeceou ligeira-
mente ao lado. Sentia-se, cada vez mais, que o primeiro golo estava a vestir-se.
A anunciada festa começou a fazer-se aos 11 minutos: Pau Víctor chamou Rodrigo Zalazar, o criativo fugiu pela direita e ofereceu as honras da casa ao patrão Ricardo Horta. Pedreira a fervilhar...
Mas a massa associativa bracarense quase nem teve tempo para se sentar. Afinal, ato contínuo, a avalancha ofensiva da formação orientada por Carlos Vicens era de tal ordem que o segundo golo apareceu quando o relógio (ainda) marcava o quarto de hora. Nesse instante, Zalazar (e novidades?) cruzou, Toon Raemaekers cortou de forma imprecisa, e Florian Grillitsch atirou de primeira para o 2-0. Não podendo, de todo, retirar mérito ao tiro do internacional austríaco, também não podemos omitir a colaboração de Dávid Gróf. Na gíria, chama-se um frango.
Depois do triunfo do Ferencvaros na Hungria, a eliminatória estava empatada. E se a entrada triunfal do SC Braga deixou a plateia em êxtase, o que dizer do que aconteceu ao minuto 34? Pau Víctor fez um passe de rotura e potenciou a fuga de Gabri Martínez. El Gato, como é carinhosamente tratado, arrancou sem deixar rasto e colocou a cereja no topo do bolo com um remate colocado, já no interior da área. Sim, 3-0! E para que não restassem quaisquer dúvidas, o início da etapa complementar trouxe o 4-0. Que chegou assente numa verdadeira obra de arte pintada por aquele que é considerado por muitos como o maior artista da vida do SC Braga: Ricardo Horta. \
O dia 18 de março de 2026 constará eternamente do livro de honra do SC Braga. Os quartos de final estão garantidos — diante de Panathinaikos ou Betis —, mas a final de Istambul (20 de maio) não é utopia. O sonho comanda a vida...
A Bola/MS












O Benfica foi até ao terreno do Arouca vencer, por 2-1, num jogo em que até esteve a perder. Ivanovic, vindo do banco, mostrou-se fulcral ao sacar um coelho da cartola para resgatar a reviravolta nos últimos suspiros. Águias igualam, à condição, o Sporting.
Ojogo cedo começou a mostrar-se difícil para o Benfica. Aos sete minutos, o Arouca teve uma grande penalidade, não perdoou e colocou-se na frente do marcador. Barbero, chamado à responsabilidade, bateu como manda a lei: bola para um lado e guarda-redes para o outro. Um resultado que perdurou até ao recolher para os balneários.
Já na segunda parte, o colombiano Richard Ríos, de cabeça, igualou aos 50 minutos e deu esperanças para algo mais. O jogo foi passando, a missão mostrou-se complicada, mas eis que das fileiras encarnadas nasceu um salvador. Franjo Ivanovic, opção vinda do banco, apareceu dentro da área aos 90+6 minutos e finalizou em jeito e conquistou os três pontos.
Na sequência, Trezza e Dedic viveram um momento de conflito e acabaram por receber ordem de expulsão.
Ainda antes do fecho, o encontro fica marcado por um pequeno incêndio que deflagrou numa das bancadas do Estádio Municipal de Arouca.
Assim sendo, o Benfica iguala, à condição, o Sporting no segundo posto do campeonato com 62 pontos.
JN/MS


O F. C. Porto recebeu e derrotou o Moreirense, por 3-0, em jogo disputado no Estádio do Dragão, chegando aos sete pontos de vantagem sobre o Sporting, segundo classificado, que adiou o encontro da 26.ª jornada.
Os dragões entraram a pressionar e com o objetivo de resolver o jogo o mais rápido possível, abrindo o marcador ao quarto de hora de jogo, após um erro na fase de construção dos cónegos, com a bola a chegar a Pietuszewski, que rematou para defesa de André Ferreira, sobrando para Gabri Veiga, que finalizou já com o guardião no chão.
Ainda antes do intervalo, aos 25 minutos, o jovem polaco Pietuszewski esteve novamente envolvido no golo, mas desta feita como protagonista principal, rematando em arco com precisão extrema para aumentar a vantagem no marcador, festejando de joelhos perante o Dragão.
Na segunda metade, o Moreirense assustou os azuis e brancos no momento inicial,

com uma bola à trave, mas não foram capazes de criar mais perigo. William Gomes saltou do banco e, como já é característico, puxou da direita para o pé esquerdo e fixou o 3-0 final.
Com esta vitória, o F. C. Porto segue na liderança da Liga, com mais sete pontos que o Sporting, que não jogou nesta jornada. O Moreirense cai para oitavo lugar, estando com 35 pontos.
Francesco Farioli explicou a gestão do plantel, comentando a situação classificativa do campeonato - "Foi a noite certa antes de outro jogo importante. Levámos este jogo na direção certa cedo e poderíamos ter fechado mais cedo com mais um golo ainda antes do intervalo. Mas é importante ter estes resultados, ter também a oportunidade de preservar a energia de alguns jogadores", começou por dizer.
Quanto à vantagem de sete pontos face ao Sporting e Benfica, o técnico dos dragões diz que "não faz sentido olhar para a tabela, até porque um dos nossos rivais tem menos um jogo. Agora está na altura de focar no Estugarda e, depois, recarregar baterias para jogar em Braga, que como sabem é um adversário muito difícil", comentou.
JN/MS










Vitória
Rio
FC
27ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 14/03
Est. Amadora 20:15 Casa Pia AC 21/03
Moreirense 15:30 FC Arouca
FC Famalicão 15:30 Nacional
Benfica 18:00 Vitória SC
Santa Clara 18:00 Gil Vicente
CD Tondela 20:30 AFS 22/03
Estoril Praia 15:30 Rio Ave
FC Alverca 18:00 Sporting
SC Braga 20:30 FC Porto
Leixões
Paços Ferreira 1-0 Benfica B
FC Vizela 4-3 Lourosa
UD Leiria 1-2 Marítimo
Feirense 1-0
FC Porto B 0-0
Torreense 1-0
FC Penafiel
UD Oliveirense
Portimonense
27ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 20/03
GD Chaves 18:00 UD Leiria 21/03
Lourosa 11:00 Académico
FC Penafiel 14:00 FC Vizela
Marítimo 15:30 UD Oliveirense
Portimonense 18:00 FC Porto B 22/03
FC Felgueiras 11:00 Torreense
Feirense 14:00 Sporting B
Leixões 15:30 Paços Ferreira
Benfica B 18:00 Farense
UEFA cancela Finalíssima de futebol prevista para 27 de março no Catar
A UEFA anunciou o cancelamento da Finalíssima, que iria colocar frente a frente a Espanha, campeã europeia, e a Argentina, vencedora da Copa América de 2024, devido ao conflito no Médio Oriente.
"Após várias conversações entre a UEFA e as autoridades organizadoras no Catar, concluiu-se que não existem condições para disputar a partida no país do Médio Oriente", refere a UEFA, em comunicado.
O organismo europeu lamenta "profundamente que as circunstâncias e o momento atual tenham impedido as duas seleções de competir pelo troféu", destacando "o historial do Catar na organização de grandes eventos internacionais em infraestruturas de alto nível".
A UEFA agradece "ao comité organizador e às autoridades do Catar o trabalho desenvolvido na tentativa de acolher o encontro", manifestando "esperança de que a paz regresse brevemente à região".
No comunicado, organismo que tutela o futebol europeu explica que perante o risco de cancelamento procurou várias alternativas para manter a realização do jogo, que foram todas rejeitadas. "Uma das opções passava por disputar a partida no Estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, na data inicialmente prevista, com divisão equitativa de adeptos entre as duas seleções", indica a UEFA, adiantando que a proposta foi "recusada pela Associação do Futebol Argentino".
Outra da hipótese colocada, e também declinada, foi a de "realizar a Finalíssima em dois jogos: o primeiro em Madrid, em 27 de março, e o segundo em Buenos Aires, durante uma janela internacional antes do Euro e da Copa América de 2028".
A UEFA tentou ainda "garantir que a partida pudesse acontecer num estádio neutro na Europa, mantendo a data de 27 de março ou, em alternativa, 30 de março", mas "mais uma vez, a proposta não foi aceite pela federação argentina".
No comunicado, a UEFA refere que a "Argentina sugeriu disputar o encontro após o próximo Campeonato do Mundo, mas a falta de datas disponíveis na agenda da seleção espanhola inviabilizou essa possibilidade", e acrescenta: "Por fim, a equipa sul-americana mostrou disponibilidade apenas para jogar em 31 de março, data que se revelou impossível".
A Finalíssima de futebol, cuja primeira edição se disputou em 2022, em Londres, estava agendada para 27 de março, no Estádio Lusail, que foi palco da final do Mundial2022. JN/MS




O Sporting conquistou pela sexta vez a Taça de Portugal de voleibol, ao vencer o Benfica por 3-2, na final da edição 2025/26, disputada em Albufeira.
A seleção portuguesa de râguebi conquistou no domingo (15) o seu segundo título no Europe Championship, após vencer a Geórgia por 19-17, na final disputada em Madrid.
Um ensaio de Vincent Pinto, aos 73 minutos, transformado por Manuel Vareiro (74), que somou ainda quatro penalidades (37, 49, 61, 71), permi-
tiu a Portugal dar a volta ao marcador, na segunda parte, após chegar ao intervalo a perder por 12-3.
Foi o primeiro triunfo dos lobos sobre a Geórgia desde 2005, um ano após Portugal conquistar o seu primeiro título na competição que os georgianos já venceram por 17 vezes, em 24 edições. JN/MS
formação verde e branca, que já tinha batido os encarnados nos dois encontros do campeonato e na Supertaça, impôs-se pelos parciais de 25-22, 26-28, 25-23, 21-25 e 23-21. No ranking da prova, o Sporting juntou-se ao FC Porto e ao Castêlo da Maia no terceiro lugar do ranking, com seis cetros, contra 12 do Sporting de Espinho, segundo, e 21 do Benfica, que continua líder destacado.
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JN/MS


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O Benfica conquistou pela quinta vez a Taça da Liga de futsal, ao golear na final da edição 2025/26 o Eléctrico, estreante no jogo decisivo, por 7-1, num encontro disputado em Gondomar.
Carlos Monteiro (10 segundos), Jacaré (11 minutos), Tchuda (17), Silvestre Ferreira (27 e 39), Arthur (36) e Kutchy (38) marcaram os tentos
dos "encarnados", que ao intervalo venciam por 3-0, enquanto Simi Saiotti (29) faturou para os alentejanos. No ranking dos vencedores, o Benfica, que repetiu os sucessos de 2017/18, 2018/19, 2019/20 e 2022/23, ficou a um troféu do Sporting, que soma seis títulos, numa prova que é monopólio dos grandes da capital.
JN/MS


O Valongo conquistou o Troféu WSE de hóquei em patins, depois de derrotar os franceses do Noisy Le Gran, por 4-1, na final, disputada em Giovinazzo, em Itália. "É uma vitória histórica para o clube. Vencemos um título europeu, um dos principais objetivos desta época. Fomos competitivos durante todo o jogo, mantendo a nossa identidade contra uma equipa organizada. Fomos especiais durante todo o fim de semana, dentro e fora da pista. Este é um momento que devemos todos celebrar para depois voltarmos as nossas atenções para os próximos objetivos", disse o treinador Rául Meca, após os festejos. "Sinto-me orgulhoso por levar este troféu para Valongo por toda a direção que me apoia e todos os adeptos. O concelho mere-
ce. Sinto orgulho, raça e tradição", completou o técnico.
Depois de ter derrotado a equipa da casa nas meias-finais, o Valongo adiantou-se na final com um golo do argentino Franco Pósito, aos 19 minutos, antes de, já na segunda parte, Folhetas marcar dois golos aos 33, sentenciando praticamente a final.
O argentino Tomas Korosec ainda reduziu, aos 45 minutos, para a equipa francesa, treinada pelo português Luís Mateus, mas Pósito também bisou, no minuto seguinte, confirmando o triunfo do Valongo.
Na segunda edição da terceira prova de clubes europeia, o Valongo tornou-se o primeiro clube português a triunfar, somando o seu segundo título internacional, depois de ter vencido a Taça Continental em 2022/23.
JN/MS



In the high-stakes theater of Major League Baseball, some plays don’t just end a game; they become permanent scars on a franchise's soul. For the Toronto Blue Jays, the "what ifs" of their
Game 7 World Series loss to the Los Angeles Dodgers centered on a single, agonizing sequence at home plate involving Isiah Kiner-Falefa (IKF). For months, the narrative was one of "inches"—a cleat

mark, a sliding finger, a momentary bobble. But a definitive MLB report recently obtained by The Associated Press has finally silenced the debate with a cold, hard reality: it wasn't nearly as close as it looked.
The drama unfolded in the bottom of the ninth with the score knotted at four. With the bases loaded and the championship on the line, Daulton Varsho grounded to shortstop Miguel Rojas. Kiner-Falefa, pinch-running for Bo Bichette, broke for home. Rojas’ throw was true, but as catcher Will Smith caught the ball, his foot appeared to dance off the bag before resetting. To the naked eye and 1,500 viewings by manager John Schneider, it looked like a missed connection that cost Toronto the crown.
However, the replay official’s report clarifies that the "force out" occurred the exact microsecond the ball hit the back of Smith’s mitt. At that moment, his spike was firmly planted. While fans obsessed over the subsequent "re-tag" of the plate, IKF was already legally out. Instead of a walk-off celebration, the out stood, the game drifted into the 11th, and the Dodgers eventually secured their back-to-back titles.
The post-mortem remains painful. Critics pointed to third base coach Carlos Febles, who famously drew a line in the dirt to limit IKF’s lead—a conservative 7.8 feet—citing fear of a Will Smith pickoff. Kiner-Falefa, now with the Red Sox, admitted a single extra step might have changed history. But the data suggests he needed more than a step; he needed about three feet.

"I’ll think about it until the day I leave this Earth," Schneider lamented. For Toronto, the replay provides closure but no comfort. The "Inches Theory" has been replaced by a more distancing reality: a championship didn't slip through their fingers—it was never quite within their reach.
RS/MS










Luis Camara Secretar y Treasurer
R icardo Teixeira
Recording Secretar y

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cor tez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
David McCluskey E-Board Member

cobre
O roubo de equipamentos e materiais de construção foi um negócio lucrativo em 2025 e início de 2026, mas é o cobre — com preços recorde de 8 dólares por libra — que se tornou o principal alvo dos criminosos.
Enão são apenas os estaleiros de construção: empresas de serviços em todo o Canadá também estão a ser afetadas.
Em fevereiro, a polícia RCMP de Fort St. John, na Colúmbia Britânica, recebeu uma denúncia de roubo de fios de cobre no valor de 250 mil dólares, retirados de um local rural de gás. Já no leste do país, em setembro de 2025, a RCMP da Nova Escócia investigou o roubo de cobre num estaleiro em Lower Sackville, onde foram removidos tubos de sistemas AVAC, causando prejuízos estimados em 500 mil dólares.
A J.P. Morgan Global Research prevê que os preços do cobre atinjam os 12.500 dólares por tonelada métrica no segundo trimestre de 2026, com uma média anual de cerca de 12.075 dólares, num contexto de défice global de cerca de 330.000 toneladas.
Com roubos de cabos de cobre a ocorrerem por todo o país, algumas empresas estão a recorrer à marcação e rastreamento dos materiais. Em novembro de 2025, a polícia de Calgary conseguiu deter dois suspeitos após seguir um dispositivo de localização colocado em cabos roubados.
Dados dos EUA indicam que 63% dos furtos envolvem ferramentas, equipamentos ou materiais de construção, mas no Ca-
nadá não existem estatísticas consolidadas que permitam medir a dimensão do problema.
Assim, o setor — responsável por cerca de 7,5% do PIB canadiano, empregando mais de 1,6 milhões de pessoas e gerando mais de 222 mil milhões de dólares em receitas — tornou-se um alvo fácil para o crime.
As forças policiais não agregam dados detalhados e muitos furtos nem sequer são reportados. Empresas de segurança divul-
gam números, mas estes são frequentemente desatualizados ou não verificáveis.
Na Colúmbia Britânica, uma empresa referiu um aumento de 290% nos furtos desde 2024, embora a RCMP local não tenha confirmado esses dados.
A associação de construtores de Manitoba também alertou para o aumento dos roubos, deixando muitas empresas a lidar com o problema por conta própria.
Greg Simmons, empresário do setor, tornou públicos vários incidentes de roubo —

desde equipamentos de 15 mil dólares até ferramentas — tendo conseguido reduzir perdas através de formação de funcionários.
Entretanto, o custo da segurança tem vindo a aumentar, com novas taxas fiscais em algumas regiões.
Em Calgary, os furtos subiram de 280 casos em 2017 para 371 em 2025. A polícia atribui o aumento ao crescimento da construção e às maiores oportunidades para o crime.
Projetos-piloto com patrulhas de segurança noturna já mostram resultados positivos, embora com custos de cerca de 360 dólares por noite.
Apesar disso, o roubo de maquinaria pesada continua frequente, sendo usada para crimes ou revendida. Em várias regiões, escavadoras foram utilizadas para atacar caixas multibanco, causando prejuízos elevados.
Casos recentes incluem danos de 300 mil dólares em New Brunswick e apreensões de equipamento no valor de 1,4 milhões de dólares em Alberta.
O roubo de materiais como madeira também continua a ser comum, com cargas inteiras desviadas de estaleiros. Em 2019, um esquema criminoso envolvendo madeira no valor de 3,5 milhões de dólares levou à acusação de 80 pessoas em Edmonton.
DCN/MS Creditos:
A Infrastructure Ontario e o Ministério do Procurador-Geral emitiram um Pedido de Qualificações (RFQ) para empreiteiros interessados em construir o Complexo Prsional de Brockville e o Centro Correcional e de Tratamento do Vale de St. Lawrence.
As candidaturas serão analisadas para selecionar uma lista restrita de equipas com a experiência de construção necessária, bem como a capacidade financeira para executar um projeto desta dimensão e complexidade.
As equipas selecionadas serão posteriormente convidadas a responder a um Pedido de Propostas (RFP), cuja publicação está prevista para o outono de 2026. As empresas interessadas devem registar-se em merx.com para descarregar o RFQ.
O projeto será executado segundo o modelo design-bid-build (conceção-licitação-construção). Os arquitetos e enge-

nheiros responsáveis estão a finalizar os documentos de projeto, sendo este RFQ destinado à seleção de um empreiteiro para executar a obra com base nesses planos.
“Lançar o Pedido de Qualificações representa um marco importante e assinala o início de um processo competitivo para integrar um parceiro de construção”, afirmou Angela Clayton, presidente e CEO da Infrastructure Ontario. “Continuamos empenhados em trabalhar de perto com os nossos parceiros governamentais e envolver entidades experientes que apoiem a criação de instalações prisionais que respondam às necessidades a longo prazo da província.”
O projeto inclui a construção de um novo complexo prisional em Brockville e a expansão do centro de tratamento existente. O desenvolvimento deverá totalizar cerca de 322.000 pés quadrados.
“Expandir a capacidade do Complexo Prisional de Brockville e do Centro de Tra-
tamento do Vale de St. Lawrence torna a nossa comunidade mais segura, mantendo criminosos perigosos fora das ruas”, afirmou Steve Clark, deputado por Leeds— Grenville—Thousand Islands e Rideau Lakes. “À medida que os trabalhos avançam, é positivo ver o governo lançar este Pedido de Qualificações.
“A seleção da equipa que irá construir esta instalação e substituir a prisão de Brockville, com 184 anos, é um passo importante para concretizar um complexo moderno que os profissionais do setor merecem.”
A província indicou que a expansão deverá criar mais de 400 empregos, incluindo agentes prisionais, enfermeiros e pessoal de apoio.
Outros projetos previstos incluem 345 camas no Complexo Prisional de Thunder Bay, 320 no Centro de Detenção Toronto South, 91 no Centro de Detenção de Quinte e 235 no Complexo Prisional do Leste
do Ontário, além de 150 camas adicionais através de expansões modulares em Niagara, Milton e Sudbury.
“O nosso governo está a combater a criminalidade, construindo mais prisões e reforçando o sistema de fianças para garantir que os criminosos violentos permanecem onde devem estar: atrás das grades”, afirmou o primeiro-ministro Doug Ford. “A expansão de Brockville faz parte do nosso plano para acrescentar mais de 1.400 camas em estabelecimentos prisionais em toda a província.”
Novos projetos de expansão prisional deverão ser anunciados nos próximos meses. CCN/MS

Dormir bem é uma necessidade básica tantas vezes desvalorizada no ritmo acelerado da vida moderna. Entre horários exigentes, preocupações constantes e o uso prolongado de dispositivos eletrónicos, o sono acaba frequentemente por ser sacrificado. No entanto, um sono reparador não é um luxo, é um pilar fundamental para a saúde física, mental e emocional.
Durante o sono, o corpo realiza processos essenciais de recuperação. É neste período que o organismo regula funções hormonais, reforça o sistema imunitário e repara tecidos. Ao mesmo tempo, o cérebro consolida memórias, processa informação e “organiza” emoções. Dormir mal ou menos horas do que o necessário pode comprometer todas estas funções, aumentando o risco de problemas como fadiga crónica, dificuldades de concentração, irritabilidade e até doenças mais graves, como a hipertensão, a diabetes ou a depressão.
Um dos aspetos mais importantes do sono é a sua qualidade. Não basta dormir muitas horas, é essencial que esse sono seja profundo e contínuo. Interrupções frequentes, acordar várias vezes durante a noite ou ter dificuldade em adormecer são sinais de que o descanso não está a ser eficaz. A longo prazo, estas perturbações po-
dem afetar o desempenho profissional, as relações pessoais e a qualidade de vida em geral.
Para além dos benefícios físicos, o sono desempenha também um papel crucial na saúde mental. Uma noite mal dormida pode traduzir-se em menor capacidade de lidar com o stress, maior sensibilidade emocional e menor clareza de pensamento. Por outro lado, quando dormimos bem, acordamos com mais energia, melhor disposição e maior capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia.
Num contexto como o atual, em que muitas pessoas enfrentam pressões económicas, profissionais e familiares, garantir um sono de qualidade torna-se ainda mais importante e também cada vez mais difícil. A verdade é que o descanso adequado funciona como uma espécie de “reajuste” diário, permitindo ao corpo e à mente recuperar do desgaste acumulado. Felizmente, existem hábitos simples que podem ajudar a promover um sono mais reparador”
• Manter uma rotina regular: deitar e acordar sempre à mesma hora ajuda o organismo a estabelecer um ritmo natural.
• Criar um ambiente propício ao descanso também faz diferença — o quarto deve ser um espaço tranquilo, escuro e
com uma temperatura confortável.
• Evitar o uso de telemóveis, tablets ou computadores antes de dormir. A luz azul emitida por estes dispositivos interfere com a produção de melatonina, a hormona responsável por regular o sono.
• Optar por atividades relaxantes, como ler um livro, ouvir música calma ou praticar técnicas de respiração.
• A alimentação também influencia a qualidade do sono. Refeições pesadas, consumo de cafeína ou álcool nas horas que antecedem o descanso podem dificultar o adormecer e prejudicar o sono profundo. Optar por uma alimentação leve ao jantar e evitar estimulantes ao final do dia pode fazer uma grande diferença.
• A prática regular de exercício físico é outro aliado importante. Atividades como caminhar, nadar ou fazer alongamentos ajudam a reduzir o stress e promovem um descanso mais profundo — desde que não sejam realizadas muito perto da hora de dormir.
Importa também referir que a qualidade do sono varia ao longo das diferentes fases da vida. Crianças, adultos e idosos têm necessidades distintas, e compreender essas
diferenças é essencial para ajustar rotinas e expectativas. Nos mais velhos, por exemplo, é comum haver um sono mais leve e fragmentado, o que torna ainda mais importante a adoção de hábitos saudáveis e consistentes. Já nos adultos em idade ativa, o maior desafio passa muitas vezes por conciliar responsabilidades profissionais e familiares com o tempo necessário para descansar.
Além disso, a atenção aos sinais do corpo é fundamental. Problemas persistentes como insónias frequentes, sonolência excessiva durante o dia ou dificuldade em manter o sono podem indicar distúrbios que merecem acompanhamento médico. Ignorar estes sinais pode levar a um agravamento do problema e a consequências mais sérias para a saúde.
Em suma, investir num sono reparador é investir na saúde e no bem-estar. Num mundo que valoriza a produtividade e a constante atividade, é essencial lembrar que o descanso não é tempo perdido, mas sim uma condição indispensável para viver com qualidade, energia e equilíbrio. Dormir bem é, afinal, uma das formas mais simples, e eficazes, de cuidar de nós próprios.
MB/MS




Cláudia Vieira recorreu às redes sociais para relatar um episódio menos feliz que viveu recentemente. A atriz da SIC esteve a trabalhar no Porto e, durante o tempo em que esteve a cumprir as suas funções, o carro do namorado, João Alves, foi assaltado. Cláudia explicou então como é que os ladrões conseguiram abrir o carro e levar os pertences. "Desbloquearam a chave e, para isso, têm que estar relativamente próximos, e é isso que vos quero alertar. [...] Quando fecham os vossos carros, estejam atentos se está alguém por perto, porque acho que tem que ter uma proximidade grande para conseguir tirar o código da chave", revelou ainda.

Noélia Pereira usou as redes sociais para publicamente revelar uma proposta de milhares de euros que lhe foi feita para promover um casino online. A antiga concorrente de reality shows da TVI quis provar que, ao contrário do que dizem os críticos, não é capaz de tudo por dinheiro. "Quando me chamam gananciosa! E não sabem tudo o que recuso por dinheiro nenhum", começou por referir. "Maltinha, só há uma maneira de arranjar dinheiro: é a trabalhar", rematou na legenda da imagem em que mostra a troca de mensagens com o valor que poderia receber caso tivesse aceitado promover jogos de casino online.

Joana Diniz, Sónia Jesus e Gabriel Sousa estão a viver uma viagem de sonho. Os três ex-concorrentes dos reality shows da TVI estão no Brasil, mais concretamente no Rio de Janeiro. Através das redes sociais, Joana Diniz tem vindo a mostrar os momentos que têm marcado esta aventura. "Mais um sonho realizado, meu Rio de Janeiro", enalteceu a cabeleireira especialista em alisamentos. "O meu coração já pertence ao Vidigal", disse ainda numa visita à favela da Rocinha. "Imagina vir no Rio e não visitar favela. Que experiência incrível, estou a amar. Super seguro, recomendo muito" reforçou Sónia Jesus.

Nuno Markl acordou entusiasmado e feliz na manhã de segunda-feira, 16 de março. Ainda no hospital, onde se encontra a recuperar de dois AVCs que sofreu no final de novembro de 2025, o humorista e radialista mostrou-se particularmente satisfeito com os resultados da nova temporada de "Taskmaster". O programa "Taskmaster" voltou à RTP1 no dia 14 de março, com um novo elenco que inclui Diogo Valsassina, Isabela Valadeiro, Gilmário Vemba e Jessica Athayde. Ainda antes da estreia do formato, onde Markl tem o papel de coapresentador e Vasco Palmeirim é o anfitrião, circularam duras críticas relacionadas com a escolha dos protagonistas. Nuno Markl chegou mesmo a vir a público defender os colegas. "Que ninguém se atreva a dizer mal deste elenco antes de o ver, porque depois de me ter safado de dois AVC estou sem estribeiras e começo a ser desagradável. Não sejam parvos e preconceituosos, vá. Sejam merecedores do trabalho que aqui tivemos e do qual estamos muito orgulhosos. Ser desagradável exclui de imediato o prevaricador do nosso coração. Este programa é do bem, não da embirração", disse nos primeiros dias de março. Agora, com o novo elenco de "Taskmaster" a fazer sucesso entre o público, o radialista não podia estar mais feliz.


Marco Costa falou pela primeira vez em televisão sobre a separação de Carolina Pinto. "Dói, custa sempre mas cada fim tem um novo recomeço e cada vez que as coisas acabam é uma nova oportunidade de recomeçar", começou por referir, explicando que se considera uma pessoa pragmática e bem resolvida. "Sou uma pessoa de diálogo, se tenho um problema digo: olha, isto é um problema. Mas não sou uma pessoa que se repete muito", disse. Marco Costa e Carolina Pinto anunciaram o fim da relação de cinco anos a 15 de fevereiro deste ano. O casal decidiu seguir caminhos separados, mantendo uma boa relação por terem a filha em comum entre ambos, Maria Emília, de três anos, como "prioridade absoluta". "Prefiro imaginar a minha filha a ter duas casas e estar feliz nas duas. E amanhã é outro dia. Ela está feliz na minha casa, está feliz na casa da mãe - que é uma super mãe. Nós temos uma boa relação e isso é o mais importante", referiu Marco Costa ao conversar com Cristina Ferreira e Cláudio Ramos. Sobre a separação, o famoso pasteleiro deixou escapar que o que mais lhe custa é não ter a filha todos os dias em sua casa. "Ainda hoje o que me custa mais é não ter a minha filha na cama comigo todos os dias."
Ruben Rua esteve no programa "The Leite Show", apresentado por Flávio Furtado, e sem rodeios abordou a sua saída recente da TVI. O modelo e apresentador foi convido pelo apresentador a explicar a frase em que disse ter fechado um ciclo de 10 anos que "teve tanto de injusto como de desejado". "Eu tinha um contrato de exclusividade que já durava há vários anos, esse contrato não foi renovado, portanto a TVI não quis que eu ficasse. E também da minha parte posso dizer que, não é que eu não goste de fazer televisão, porque gosto, não é porque eu não ache que podia fazer coisas na TVI ou até continuar com o próprio «Em Família», porque existia também essa vontade em fazer mais e em fazer melhor, mas como as coisas estavam e dado o meu passado recente eu também não tinha vontade em continuar. Portanto, acho que foi um fim que foi intencional para os dois lados. Daí a palavra desejado", explicou relativamente ao facto de se ter mostrado aparentemente satisfeito com o fim da ligação ao canal quatro. "Quanto à injustiça, o que eu quero dizer é eu acho que na TVI, olhando para o meu percurso, eu poderia ter feito mais, perante os resultados que apresentei, perante à evolução que tive", continuou, explicando que considera que lhe poderia ter sido dadas outras oportunidades.



Palavras cruzadas
1.Mostrar ou manifestar gratidão, render graças; reconhecer
2.Fazer chegar ou ocorrer antes do tempo marcado; adiantar(-se)
3.Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar
4.Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar
5.Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala
6.Escolher uma pessoa ou coisa entre outras; decidir-se por
Jogo das 11 diferenças

7.Extrair ou raspar os pelos de 8.Exprimir por meio de palavras
9.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
10. Entregar em troca; permutar
11.Descansar em estado de sono
12. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição
13. Amar excessivamente
14. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)
15. Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos

R S W L E D T E C Y K L A B X
H E K T I E W F L A R K N L U
K L D A X B Z X K N S S P P S
D E S E S P E T A D A S Q D T
S C S I C G Q N G S T R R T X
A I A O Z Y N L M O I E K F A
D O B Q Y V O P C R E U G S J
I N O J X Y C L J E C G Z E C
B A R G A L M N P P E U E G S
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
CHURRASQUEIRA CARNES
SELECIONADA
RECEITAS
INGREDIENTES TEMPEROS SEGREDOS ESPETADAS
AMIGOS
BEBIDAS
BARBECUES FOME
ALUGUER
SABORES PRATOS

Ingredientes
• 3 latas de atum escorrido
• 2 latas de feijão-frade cozido, escorrido e passado por água
• 1 embalagem de tomate cereja
• 3 ovos cozidos
• 1/4 pimento Vermelho (picado)
• 1/4 de cebola roxa (picada)
• Sumo de 1/2 limão
• Azeite a gosto
• Salsa fresca picada
• Azeitonas pretas
• Sal e pimenta q.b.
Modo de preparação
Numa taça grande, misture o pimento vermelho, os tomates cereja, o feijão-frade, a
salsa picada, a cebola picada e o atum escorrido. Desfaça o atum em pedaços grandes, sem o desfazer demasiado, para manter boa textura.
Regue generosamente com azeite e junte o sumo de limão. Tempere com sal e pimenta e envolva bem.
Deixe a salada repousar 10 a 15 minutos antes de servir para intensificar os sabores.
Decore com os ovos cozidos cortados em gomos e finalize com azeitonas pretas antes de servir.
Até à próxima receita!



Paulo Perdiz
Numa conversa sincera a artista, que conquistou Portugal no Festival da Canção, abre o coração sobre as suas origens, o processo criativo quase "académico" e a forma como a família e a tradição moldam a sua identidade pop.
Há uma energia inconfundível na Cláudia Pascoal. Quem a vê em palco, ro deada de cores e de uma presença cênica que mistura o lúdico com o vis ceral, pode pensar que aquela exuberância é uma constante. Mas, como a própria nos diz nesta conversa exclusiva ao Milénio, a "Cláudia de casa" é feita de contrastes: é uma mulher que adora o silêncio do seu canto, o conforto de um pijama e a companhia da sua PlayStation. Numa conversa com um tom de simples e humor, percorreu um pouco da sua carreira — desde o momento em que "sentiu que conseguiu" no Festival da Canção 2018 até aos preparati vos para o que aí vem, sempre com o selo da sua assinatura visual e sonora única. Natural do coração do Minho, Cláudia admite que a sua relação com as raízes nem sempre foi óbvia. "Engraçado que, em criança, nós temos esta coisa de adolescentes de querer fugir de casa", confessa. Houve um tempo em que a cultura regional parecia algo de que se queria afastar. No entanto, o tempo — e o isolamento forçado da pan que acontece depois de nos afastarmos e po fora de casa, principalmente na altura tipo um 'clique': afinal isto sou eu". As as melodias e os instrumentos da sua ter ra tornaram-se o alicerce do seu trabalho atual.
A artista descreve este regresso às ori gens não como um exercício de nostalgia, mas como um ato de afirmação. Cláudia fala com particular carinho das "Sete Ma rias", as mulheres da sua família que são a sua grande inspiração. Revelou inclu sive o desejo de realizar um documen tário em Arco de Baúlhe para filmar as rotinas das suas tias, que considera únicas. "Ninguém acorda às seis da manhã para fazer broa... eu tenho de ir lá gravar para saberem qual é a mi nha realidade e a realidade da minha família".
Apesar da imagem espontânea, o processo criativo de Cláudia Pascoal é tudo menos improvisado. Quando questionada sobre se prefere compor no estúdio ou atuar ao vivo, a resposta re vela uma faceta meticulosa: "Tenho um rigor muito académico a compor. Estudo todos os sons de Portugal, vou aos sítios, capto, isolo... é um trabalho completa mente diferente". Essa honestidade inte lectual reflete-se na forma como mistura o tradicional com o moderno. Cláudia rejeita o caminho mais fácil — o de "pôr uma batida por cima de uma música que já existe". Para ela, a música tem de ser uma reconstrução ho nesta. Além disso, há uma preocupação social e contemporânea nas suas letras: "As letras tam bém têm de ser mais atuais... aquelas letras mui to tradicionais nossas do patriarcado são para deixar para trás". Se o estúdio é o lugar do estudo e do isolamento, o palco é o território da "libertação total". É onde a Cláudia "estudiosa" dá lugar à artista exuberante que o público conhece. É também o espaço onde ela se sente em casa, apesar de recordar com humor o seu pânico perante improvisos, como quando foi convidada pelo humorista César Mourão para um momento de "desgarra da". "Eu sou péssima em desgarradas... uma mulher do Minho

tem de ser boa nisso, mas eu não sou!", brinca, reforçando que prefere o papel de estar
A discografia de Cláudia Pascoal tem sido marcada por uma pontuação peculiar. Depois de álbuns assinados com pontos de exclamação, a artista explica que esta escolha nasceu da dificuldade em dar nomes às coisas e do desejo de afirmação: "Eu queria esta exaltação de que era eu... acho que um ponto de exclamação seria o melhor exemplo do que eu sou no mundo". E o que se segue? Lançamos a dúvida: virá aí um ponto de interrogação? "Ponto de interrogação acho que nunca vou. Mas três pontos de exclamação, certíssimo, direiti-
Credito: DR
A artista confessa que, embora se considere "lenta" no processo de criação, a vontade de continuar a afirmar a sua presença com o seu próprio projeto, as suas canções e as suas produções é mais forte do que nunca. Cláudia apoio que recebe, espete da comunidade lusófora de portas. Apesar de nunca ter atuado no Canadá ou nos Estados Unidos, guarda com carinho o prémio que recebeu vindo dos IPMA e a força que sente através das redes sociais. "Muito obrigada por esse contacto, por esse mimo, só assim é que eu consigo continuar". Mais do que uma vencedora de festivais ou uma voz de rádio, Cláudia Pascoal tornou-se um símbolo de resiliência criativa. Num mercado que muitas vezes exige conformidade, ela escolhe a reinvenção constante. Cada novo álbum é um capítulo de um livro que recusa ser lido na diagonal; exige atenção, convida ao movimento e, acima de tudo, transborda uma alegria contagiante por ser, simplesmente, quem é. Entre o palco e a terra, Cláudia continua a ser a prova viva de que a música mais potente é aquela que bate no peito com a força de uma tradição e a liberdade de um sonho. Com as suas raízes bem fincadas no Minho e os olhos postos numa pop que não tem medo de ser autêntica e experimental, Cláudia Pascoal continua a escrever a sua história — sem hesitações, mas com muitos pontos de exclamação.



sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.


CARNEIRO 21/03 A 20/04
Momento em que está mais virado para o seu interior. Com o Sol na Casa XII, a Casa da espiritualidade, estará numa fase em que vai analisar o seu subconsciente. Vai-se aperceber em que estado se encontra o lado não racional, o não emocional. Dê ouvidos às suas intuições, pois neste período elas ajudam a resolver certas dúvidas.

TOURO 21/04 A 20/05
Nesta altura está com falta de paciência para suportar a disciplina no trabalho e para tudo o que limite a sua liberdade. Este é um bom momento para se relacionar com grupos, para fazer novos amigos que tenham novas formas de pensar e para desenvolver projetos inovadores.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
A sua vida profissional está na ordem do dia. É um bom período para fazer uma retrospetiva da sua vida e analisar as boas e más decisões que tomou. É através das experiências do passado que melhor podemos planear o futuro. Evite tomar decisões de forma precipitada e leviana, o que lhe pode trazer dissabores futuros.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
Durante esta semana, Mercúrio proporciona-lhe uma fase calma em que poderá aproveitar para dar atenção a assuntos que lhe interessem, tais como história, arte, filosofia, ciências, etc. dará desta maneira livre curso à sua curiosidade e sairá mais enriquecido desta experiência. Tente expor não só as suas teorias, mas também a sua vivência, não esquecendo nunca as opiniões e opções dos outros.

LEÃO 22/07 A 22/08
Fase de grande abertura de espírito a ideias e conceitos novos tanto no que diz respeito ao amor como à arte e à estética. Esta é, portanto, uma ótima altura para pôr de parte os preconceitos adquiridos e obter sensações completamente novas, indo assistir a atividades artísticas diferentes como música, dança ou teatro.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Este período poderá trazer-lhe alguns problemas desagradáveis no domínio dos seus relacionamentos pessoais, conjugais ou profissionais. Aproveite para esclarecer e resolver os desentendimentos que possam existir. Nesta fase um amor repentino poderá surgir, apaixonando-se intensa e impensadamente.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Para melhorar o seu bem-estar físico corte com o que pode prejudicar a saúde. Se puder faça algum exercício físico. Encontrará métodos mais eficazes de organização e resolução de tarefas diárias. Sentirá vontade de colocar todo o tipo de questões, com a vantagem de possuir agora capacidade para pensar de forma clara e decisiva.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Este é, para si, um período de grande criatividade em que estarão sublinhadas a sua expressão mental e afirmação intelectual. Nesta fase vai ter facilidade de comunicar aos outros o que pensa de uma forma criativa. Tem mais vontade de ocupar o seu tempo com jogos e distrações do que com trabalhos rotineiros.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Está com tendência para sentir-se impaciente e irritado, o que pode originar conflitos com os seus familiares. Nesta altura terá maior tendência para querer impor a sua vontade em assuntos relativos à casa e à família. Deve pensar bem antes de agir, controlar-se e não ter atitudes arrogantes. A sua segurança interior vai ser posta à prova nestes dias.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Os seus contactos diários com o mundo exterior estão agora mais desenvolvidos tanto no aspeto de comunicação escrita como no de argumentação, quer mesmo por meio de pequenas viagens ou deslocações. É uma boa altura para fazer novos conhecimentos ou fortalecer contactos anteriores e que ultimamente andam mais tensos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Com Vénus a transitar pela sua Casa III, a Casa da comunicação, vai-lhe trazer maior facilidade de resolver assuntos do quotidiano relativos ao movimento, energia mental e sobretudo no contacto com os outros. Vai-se sentir com calma, com uma atmosfera mais ligeira de que nas semanas anteriores.

PEIXES 20/02 A 20/03
Nesta altura, em que Vénus transita na Casa dos bens e da vida material, irá atravessar um período de boas oportunidades financeiras, mas precisará de ter um pouco de cuidado com essa tendência de ser extravagante e exagerar nos seus gastos. Por outro lado, irá identificar-se mais com aquilo que possui ou valoriza.
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