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MILÉNIO STADIUM 1787 - 6 DE MARÇO

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Homens a governar mulheres ou mulheres a governar homens?

Março é o mês que celebra as mulheres e são inúmeros os eventos planeados para elevar o estatuto feminino e destacar as suas conquistas em todo o mundo. Naturalmente, em muitas regiões do globo as mulheres continuam sem direitos básicos, pelo que as celebrações existem apenas na mente de quem reconhece que elas merecem mais do que as condições atuais lhes permitem. Neste momento, as mulheres encontram-se num cruzamento difícil, questionando se o seu percurso rumo à igualdade está numa fase de progresso ou de retrocesso.

Enquanto homem que escreve este editorial, sugeriria que o caminho reformista que as mulheres percorriam há alguns anos estagnou e foi ajustado para acomodar a manutenção do poder masculino, por parte de quem não quer ceder controle.

O mundo mudou e, infelizmente, as mulheres não adotaram métodos revisionistas na governação política ou empresarial. Vivemos tempos em que a mentira está na base de muito do que é feito. Os Estados Unidos são liderados por um presidente narcisista que promove uma masculinidade hegemónica sem benevolência, e as mulheres no seu gabinete, (sete, face a 16 homens), transformaram-se em figuras distantes para fingirem que pertencem. Deveriam ser pensadoras fortes e independentes, exemplo para outras mulheres em todo o mundo. O papel das mulheres não deve ser celebrado apenas como casos isolados de sucesso, mas afirmado de forma coletiva na sociedade, lembrando que os direitos das mulheres são direitos humanos. Um mundo abusivo, onde os homens continuam a olhar para as mulheres sobretudo como objetos sexualizados, não mudará se as próprias mulheres não exigirem mudança. Não pode ser apenas responsabilidade dos homens, sem liderança e incentivo de cada mulher.

O mundo acompanha com fascínio os casos de Jeffrey Epstein, Frank Stronach e Sean Combs (Diddy) e os seus comporta-

mentos abusivos contra mulheres, muitas delas menores. Todos negam irregularidades e advogados poderosos tratarão do assunto, deixando vítimas desmoralizadas e a questionar o seu valor e o valor de todas as mulheres.

Em todo o mundo, muitas mulheres e raparigas continuam a enfrentar discriminação com base no sexo e no género, sendo os homens frequentemente apontados como responsáveis. Enquanto se celebram algumas vitórias do movimento feminino, muito mais precisa de ser feito para alcançar a igualdade. Muitas mulheres continuam sem poder de decidir sobre o próprio corpo, inclusive em democracias consideradas progressistas, como os EUA. No Canadá, os dados mostram que, a nível global, a representação política das mulheres ocupa apenas o 71.º lugar, apesar do apoio quase universal à paridade. Porquê? Será que as mulheres não querem participar nos sistemas legislativos para promover mudanças, ou serão as barreiras e as expectativas sociais, diferentes das impostas aos homens, o verdadeiro obstáculo? Como pode um país ter políticas equilibradas sem a participação feminina? A eliminação de barreiras

sistêmicas, como a desigualdade na distribuição do trabalho, a segregação profissional, a violência de gênero e os preconceitos inconscientes, é essencial para o progresso. De modo geral, muitos homens não desejam que as mulheres tenham direitos iguais, por razões culturais e socioeconómicas. Pretendem manter hierarquias, papeis de género rígidos e que as mulheres “fiquem no seu lugar”. Homens protegem homens e são leais entre si e essa é a realidade num contexto em que as mulheres se tornaram mais instruídas e mais exigentes. Multiplicam-se livros escritos por mulheres sobre como “controlar” os homens através do corpo, assim como milhões de artigos sobre como as mulheres devem parecer e comportar-se para dominar aquilo que a sociedade considera incontrolável. Ao mesmo tempo, muitos homens receiam que essas mudanças desmontem privilégios históricos e culturais e, por isso, resistem. Não podemos simplesmente conviver e respeitar-nos mutuamente?

Ano XXXV - Edição nº 1787

6 a 12 de março de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta

Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
Versão em inglês
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Photo: Copyright

Ainda há muito a fazer

Assinalar o Dia Internacional da Mulher não é apenas um gesto simbólico ou uma celebração de conquistas históricas. É, acima de tudo, um momento de reflexão profunda sobre as desigualdades e violências que continuam a marcar a vida de milhões de mulheres em todo o mundo. Num contexto em que casos mediáticos como os de Jeffrey Epstein, Sean “Diddy” Combs e tantos outros casos de abuso e exploração sexual chocam a opinião pública, torna-se evidente que não estamos perante episódios isolados, mas sim perante manifestações de um problema estrutural e persistente.

Os números confirmam essa realidade com crueza. No Canadá, cerca de 30% das mulheres com 15 ou mais anos relatam ter sido vítimas de agressão sexual pelo menos uma vez na vida, sendo que apenas 5 a 6% dos casos são denunciados à polícia. Em 2024, 187 mulheres e meninas foram mortas violentamente por homens, muitas em contexto doméstico. As mulheres indígenas são desproporcionalmente afetadas: cerca de 46% referem ter sofrido agressão sexual ao longo da vida.

30%

CANADÁ

▷ Cerca de 30% das mulheres (15 anos ou mais) relataram já terem sido vítimas de agressão sexual pelo menos uma vez na vida (dados auto-relatados).

▷ Somente 5–6% dos casos de agressão sexual são reportados à polícia, mostrando um enorme sub-registo.

▷ Indigenous women são desproporcionalmente afetadascerca de 46% experienciaram agressão sexual na vida, comparado com 33% das mulheres não indígenas.

▷ Estimativas indicam cerca de 46,56 incidentes de agressão sexual por 100 000 habitantes em 2021 (relatórios policiais), o valor mais alto desde 1996.

▷ Em 2024, 187 mulheres e meninas foram violentamente mortas no Canadá por agressores identificados como homens. Grande parte aconteceu em contextos domésticos ou familiares, com parceiro atual ou antigo em muitos casos.

A violência sexual contra mulheres no Canadá é ampla e persistente, com muitos casos não chegando à justiça.

BRASIL

Estupro e violência sexual em 2024

▶ O Brasil registou 87 545 casos de estupro e estupro de vulnerável. Isso equivale a cerca de uma vítima a cada seis minutos

▷ 65,7% dos crimes ocorreram dentro de casa, e 45,5% dos agressores eram familiares diretos das vítimas

▶ Em 2024 ocorreram 1 470 casos de feminicídio, o equivalente a quase quatro mulheres assassinadas por dia

Perfis das vítimas e perpetradores

▷ A grande maioria das vítimas são mulheres (88,9%).

▷ Os agressores são frequentemente familiares ou parceiros/ex-parceiros íntimos,

Feminicídio

▷ Dados preliminares indicam que em 2025 foram reportados 1 450 feminicídios

Em Portugal, apesar de os dados serem parciais, registam-se centenas de casos de violação por ano, e em 2025 cerca de 24 a 25 mulheres perderam a vida em contexto de violência doméstica ou de género. Já no Brasil, em 2024, foram registados 87 545 casos de estupro e estupro de vulnerável, o que significa uma vítima a cada seis minutos e 1 470 feminicídios, o que representa quase quatro mulheres assassinadas por dia. Em 2025, os dados preliminares apontam para 1 450 feminicídios.

Globalmente, estima-se que uma em cada três mulheres tenha sofrido violência física ou sexual ao longo da vida. Mais de 370 milhões foram vítimas de estupro ou abuso sexual na infância. Estes dados revelam uma urgência incontornável: termos todos consciência de que celebrar o Dia Internacional da Mulher implica reconhecer que a igualdade e a segurança das mulheres continuam longe de estar garantidas e que o combate à violência exige compromisso político, social e cultural permanente.

Que se aproveite este Dia para todas e todos nos lembrarmos que ainda há muito trabalho a fazer.

PORTUGAL

Dados oficiais detalhados de prevalência são limitados, mas o que se sabe inclui:

▷ Taxa de estupro de cerca de 3,6 casos por 100 000 habitantes em anos recentes, segundo dados agregados de crime (dados de anos anteriores).

▷ O abuso sexual constitui mais de metade dos casos de crimes sexuais

▷ Registos judiciais mostram centenas de casos de violação registados por ano

▶ Em 2025, aproximadamente 24–25 mulheres perderam a vida em contextos de violência doméstica ou violência de género

Em Portugal, os dados oficiais são parciais e muitos casos como assédio e estupro não são denunciados, o que dificulta uma imagem completa, mas evidenciam que a violência sexual persiste.

CONTEXTO GLOBAL

▷ Em todo o mundo, estima-se que 1 em cada 3 mulheres já tenha experienciado violência física ou sexual na vida, e 1 em 5 pode ter sido vítima de estupro ou violência sexual grave

▷ Mais de 370 milhões de meninas e mulheres sofreram estupro ou abuso sexual na infância em todo o mundo, destacando a gravidade em todas as regiões.

Principais tendências

▷ A violência sexual é global e persistente, afetando milhões de mulheres em todos os países.

▷ A maior parte dos casos não é reportada às autoridades, resultando em subnotificação crónica.

Dia Internacional da Mulher
Há provas claras de que o discurso misógino online [...] está a contribuir para a normalização de uma masculinidade baseada na dominação
- Caroline F. Pukall

Em teoria, muitas sociedades ocidentais afirmam hoje defender a igualdade de género. No entanto, a distância entre o que está inscrito na lei e aquilo que se vive no quotidiano continua a ser significativa. A forma como as mulheres são frequentemente representadas, e por vezes tratadas como objetos de desejo ou de prazer masculino, revela que a luta pela autonomia, pela autodeterminação e pela afirmação plena das mulheres na sociedade está longe de ter terminado.

Para compreender melhor esta realidade, ouvimos a psicóloga e investigadora canadiana Caroline F. Pukall, professora da Queen's University e titular da Cátedra de Investigação em Saúde Sexual do Canadá. Especialista em sexualidade e relações humanas, Pukall analisa as dinâmicas psicológicas e culturais que ajudam a explicar porque persistem fenómenos como o abuso sexual, o assédio e a objetificação das mulheres, mesmo em sociedades que proclamam valores de igualdade.

Segundo a investigadora, a explicação reside, em grande parte, na diferença entre mudanças estruturais e mudanças culturais. “Do ponto de vista psicológico, a persistência do abuso e do assédio sexual, mesmo em sociedades que formalmente abraçam a igualdade de género, reflete a diferença entre mudança estrutural e mudança cultural”, afirma. “As leis e as políticas podem evoluir muito mais rapidamente do que as crenças profundas, as normas e as dinâmicas de poder que moldam o comportamento quotidiano.” Na sua perspetiva, embora muitos países tenham adotado legislação progressista e políticas de igualdade, os sistemas sociais e institucionais ainda reproduzem, muitas vezes de forma subtil, relações de poder herdadas do passado. “Parte do problema reside no facto de as dinâmicas de poder baseadas no género permanecerem enraizadas nas instituições, de os sistemas muitas vezes falharem em responsabilizar os agressores e de as narrativas culturais continuarem a sexualizar e a objetificar as mulheres”, explica. Essa objetificação não é apenas um fenómeno simbólico ou cultural. Para muitos especialistas, ela contribui para criar um ambiente em que os limites e a autonomia das mulheres são mais facilmente desvalorizados. Ao reduzir a mulher ao seu corpo ou à sua aparência, reforça-se uma lógica

em que o valor feminino é medido em função do olhar masculino.

Nesse contexto, a investigadora considera que ainda subsistem perceções profundamente enraizadas sobre o papel das mulheres na sociedade. Questionada sobre se alguns homens continuam a ver as mulheres como uma espécie de “propriedade simbólica”, Pukall responde sem hesitação: “Sim. Do ponto de vista psicológico e cultural, é correto dizer que alguns homens continuam, muitas vezes de forma implícita, mais do que consciente, a ver as mulheres como propriedade simbólica.”

Esta perceção não surge isoladamente. Pelo contrário, está ligada a estruturas sociais e culturais que se mantêm ao longo do tempo. “Esta perceção não surge no vazio; é sustentada por hierarquias de género duradouras, normas que privilegiam os homens em relação às mulheres, por papéis tradicionais e por normas sociais que não acompanharam o ritmo dos compromissos formais com a igualdade”, afirma.

Em muitas culturas, explica a investigadora, essas hierarquias continuam a manifestar-se nas expectativas sobre liderança, autoridade e poder. “As hierarquias de género estão incorporadas nas expectativas culturais sobre liderança e autoridade, e essas expectativas enquadram a autonomia das mulheres como algo que os homens podem conceder, monitorizar e controlar.”

Embora estas crenças não sejam universais, acrescenta, “continuam a ser influentes”. Outro fator que tem contribuído para reforçar ou amplificar estas dinâmicas é o papel das plataformas digitais. Nos últimos anos, redes sociais e comunidades online tornaram-se espaços onde determinados discursos misóginos ganham visibilidade e alcance. De acordo com Caroline F. Pukall, existe evidência clara de que esse fenómeno está a influenciar a forma como alguns homens constroem a sua identidade. “Há provas claras de que o discurso misógino online e em certos movimentos políticos está a contribuir para a normalização de uma masculinidade baseada na dominação”, afirma. “A cultura digital contemporânea amplificou vozes e ideologias que apresentam a dominação, o controlo e a reação antifeminista como marcadores de autenticidade masculina.”

Estas narrativas circulam hoje com grande rapidez e visibilidade, influenciando não apenas atitudes em relação às mulheres, mas também a forma como muitos

homens percebem o seu próprio papel na sociedade. “Essas narrativas moldam não só as atitudes em relação às mulheres, mas também as formas como muitos homens se compreendem a si próprios, as suas vulnerabilidades e os seus papéis sociais”, explica. Na prática, isso significa que determinados modelos de masculinidade, baseados no poder, na autoridade ou na dominação, acabam por ser reforçados em certos ambientes digitais. “Uma masculinidade baseada na dominação está a ser amplificada, recompensada e normalizada por sistemas digitais e políticos poderosos”, acrescenta. Para alguns analistas, este fenómeno está ligado a um movimento de reação contra os avanços do feminismo e da emancipação feminina. Em vários países, observa-se o crescimento de discursos políticos ou ideológicos que questionam conquistas históricas das mulheres. Segundo Pukall, “sentimentos de insegurança e ansiedade de estatuto podem levar alguns homens a interpretar o empoderamento das mulheres como uma ameaça à sua própria posição social”, explica. Essas perceções são frequentemente reforçadas em determinados ambientes digitais. “A investigação mostra que esses espaços online muitas vezes apresentam os homens como vítimas do feminismo, oferecendo identidades baseadas na dominação como forma de recuperar o controlo, o que pode alimentar movimentos de reação”, acrescenta. Apesar deste cenário complexo, a investigadora sublinha que também existem sinais claros de mudança positiva, sobretudo no modo como muitas mulheres vivem e expressam hoje a sua sexualidade. Nas últimas décadas, o acesso à informação, os movimentos feministas e a maior visibilidade das questões relacionadas com diversidade e direitos sexuais contribuíram para uma transformação significativa das normas sociais. Cada vez mais mulheres reivindicam o direito ao prazer, à autonomia e à expressão livre da sua sexualidade. Para Caroline F. Pukall, essa expressão saudável e autónoma da sexualidade feminina tem um impacto profundo no bem-estar psicológico. “A expressão autónoma e saudável da sexualidade está fortemente ligada a níveis mais elevados de autoestima sexual, melhor funcionamento sexual e bem-estar geral”, afirma. A investigadora acrescenta que vários estudos demonstram a importância desses fatores para a saúde mental e emocional das mulheres. “Os estudos

mostram que a autoestima sexual, a assertividade e a autoeficácia estão positivamente correlacionadas com a satisfação e o funcionamento sexual das mulheres, o que pode reforçar a confiança, a saúde emocional e o envolvimento nas relações.”

No entanto, continuam a existir obstáculos importantes. Entre eles, destaca-se o peso de normas culturais e mensagens sociais que continuam a associar a sexualidade feminina à vergonha ou ao julgamento moral. “Persistem barreiras psicológicas, em particular a vergonha sexual e mensagens socioculturais prejudiciais, que a investigação mostra poderem enfraquecer o desejo, a excitação e o bem-estar sexual global”, conclui.

Num momento em que se assinala mais um Dia Internacional da Mulher, é importante lembrar que, apesar de décadas de progresso em matéria de direitos, igualdade legal e visibilidade social, muitas mulheres continuam a enfrentar uma realidade difícil: a persistência da violência sexual, do assédio e da objetificação do corpo feminino. É necessário ainda que aconteçam mudanças profundas nas mentalidades, nas relações sociais e nas narrativas culturais que moldam a forma como homens e mulheres se veem e se relacionam no mundo contemporâneo.

MB/MS

Caroline F. Pukall. (DR)
Photo: Copyright

O medo continua a ser muito poderoso

Casos de abuso, assédio sexual e violência doméstica continuam a surgir nas manchetes e a expor uma realidade difícil – o número assustador mulheres violadas, violentadas psicologicamente, agredidas e mortas não para de crescer.

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, decidimos olhar de frente para esta realidade e dar voz a quem trabalha diariamente com vítimas de violência. Conversámos com Luciana Pache de Faria, responsável pela equipa de Violência Baseada no Género do Abrigo Centre, organização que, entre outras valências, presta apoio a mulheres e famílias que enfrentam situações de abuso.

Nesta entrevista, Luciana Pache de Faria fala sobre os padrões que observa nas relações abusivas, os obstáculos que muitas mulheres ainda enfrentam para denunciar a violência e o papel fundamental da educação na construção de relações mais saudáveis e igualitárias.

Milénio Stadium: Na sua experiência a trabalhar com mulheres que sofreram violência ou abuso, que padrões observa na forma como os agressores veem as mulheres? Como parceiras, como objetos ou como propriedade?

Luciana Pache de Faria: Esta é uma questão complexa. No Abrigo trabalhamos a partir de uma perspetiva informada pelo trauma e anti-opressiva. Isso significa responsabilizar as pessoas que usam violência pelo dano que causam, ao mesmo tempo que reconhecemos que elas são moldadas por pressões sociais, culturais e relacionais. Esta abordagem convida-nos a olhar não apenas para a responsabilidade individual, mas também para as normas de género, as desigualdades sistémicas e as condições estruturais que continuam a sustentar a violência entre parceiros íntimos. Pela minha experiência, muitos homens têm dificuldade em ver as suas parceiras como indivíduos plenamente independentes. As mulheres são por vezes vistas como extensões do homem, responsáveis por satisfazer expectativas emocionais, sexuais ou relacionadas com a própria relação. Quando uma mulher estabelece limites ou afirma a sua independência, isso pode ser interpretado como desrespeito ou como uma perda de controlo.

As normas sociais e culturais também desempenham um papel importante. Muitos homens crescem em sistemas que apresentam as mulheres como submissas ou como objetos sexuais e que ensinam que ser ho-

mem significa ser dominante, agressivo e emocionalmente restrito. Essas mensagens podem contribuir para comportamentos de controlo, objetificação e abuso.

Também observamos que alguns homens têm histórias de trauma ou cresceram em famílias onde existia violência. Em certos casos, o comportamento abusivo repete padrões aprendidos na infância, por vezes combinados com fatores como pobreza ou marginalização social. Compreender estes contextos não desculpa nem justifica a violência, mas ajuda-nos a perceber o quadro mais amplo.

MS: As mulheres que procuram apoio no Abrigo Centre sentem-se hoje mais empoderadas para denunciar abusos ou o medo, a dependência económica e as pressões culturais continuam a silenciá-las?

LPF: As mulheres que chegam ao Abrigo têm experiências muito diferentes e não existe uma única resposta. As escolhas de cada sobrevivente dependem da sua segurança, da sua preparação emocional, da situação económica, do contexto cultural e do apoio que tem.

Algumas mulheres sentem-se hoje mais informadas sobre os seus direitos e mais confiantes para falar. O acesso a apoio comunitário pode fazer uma grande diferença. Ao mesmo tempo, o medo continua a ser muito poderoso. Muitas mulheres receiam represálias, receiam não ser acreditadas ou perder a custódia dos filhos. A dependência económica também pode tornar extremamente difícil sair de uma relação, especialmente quando a habitação, o emprego ou até o estatuto de imigração estão ligados ao parceiro.

As pressões culturais ou comunitárias podem acrescentar outra camada de dificuldade, particularmente quando existem expectativas fortes em torno da unidade familiar ou quando o estigma associado à separação é elevado.

Por isso, embora algumas mulheres se sintam hoje mais empoderadas, continuam a existir barreiras sociais e estruturais que silenciam muitas outras. Apoiar sobreviventes significa olhar não apenas para a segurança individual, mas também para as condições sociais e económicas que moldam as suas escolhas.

MS: Nas comunidades imigrantes, incluindo comunidades lusófonas, existem dinâmicas culturais específicas que influenciam a forma como a sexualidade feminina é vivida e percebida?

LPF: As normas culturais podem influenciar a forma como a sexualidade feminina é compreendida e expressa. Em algumas comunidades, incluindo comunidades de língua portuguesa, papéis tradicionais de género, expectativas relacionadas com a modéstia, a honra familiar ou a responsabilidade das mulheres em manter a relação podem influenciar a forma como as mulheres vivem a sua sexualidade.

As mulheres continuam também a ser objetificadas na cultura e nos meios de comunicação, e isso influencia a forma como as relações entre homens e mulheres se desenvolvem. Em muitas culturas, as mulheres são condicionadas a olhar para a sua sexualidade a partir da perspetiva de agradar aos homens, de ter uma determinada aparência ou comportamento para serem vistas como desejáveis ou dignas de uma relação.

Muitos homens também foram condicionados a acreditar que, para serem poderosos, devem estar com uma mulher que tenha uma determinada aparência ou comportamento. Tudo isto faz parte de um processo de condicionamento social. É importante questionar como isso afeta a verdadeira intimidade, que deveria permitir aos parceiros ligarem-se de várias formas, através de interesses comuns, objetivos partilhados, estímulo intelectual e desejo físico.

Uma sexualidade saudável envolve um nível de intimidade em que ambos os parceiros se sentem seguros para expressar os seus desejos, necessidades e vulnerabilidades. Infelizmente, muitas mulheres continuam a ser ensinadas a agradar, em vez de perguntar o que lhes dá prazer, enquanto muitos homens continuam a ser ensinados que devem saber automaticamente o que a parceira deseja. Isso não é realista. Comunicação, segurança emocional e vulnerabilidade estão no centro da intimidade e de uma sexualidade saudável.

Nas comunidades imigrantes, desafios adicionais, como o stress associado ao processo migratório, as barreiras linguísticas, o isolamento, as preocupações relacionadas com o estatuto de imigração e a vulnerabilidade económica, podem tornar essas pressões ainda mais intensas.

MS: Tem observado sinais de maior polarização ideológica ou narrativas mais conservadoras que reforçam papéis de género tradicionais e limitam a autonomia das mulheres?

LPF: Parece que estamos a viver um período em que a divisão entre homens e mulheres pode estar a aumentar. Os estereótipos sobre

o que significa ser homem ou mulher continuam a ter grande presença na sociedade. Muitas vezes ensina-se aos homens que devem ser fortes, resolver os problemas sozinhos e nunca demonstrar tristeza ou vulnerabilidade, porque isso seria sinal de fraqueza. Ao mesmo tempo, os estereótipos associados às mulheres continuam a apresenta-las como cuidadoras, responsáveis por satisfazer as necessidades de todos, tolerar abusos e apresentar-se de forma fisicamente desejável.

Se continuarmos a transmitir estas mensagens aos jovens, é legítimo perguntar como irão resolver os desafios inevitáveis que surgem em qualquer relação.

Felizmente, estas ideias coexistem com mudanças importantes. Muitos homens estão a envolver-se em discussões sobre igualdade e reconhecem que tratar mulheres e homens de forma igual contribui para uma sociedade mais harmoniosa.

MS: Na sua opinião, que papel desempenha a educação na transformação destas dinâmicas? O que precisa de mudar para que as mulheres sejam plenamente reconhecidas como donas de si próprias?

LPF: A educação é essencial para transformar as dinâmicas de poder entre homens e mulheres, prevenir a violência e promover relações mais equilibradas.

Não se trata apenas de responder ao abuso depois de ele acontecer. Trata-se de dar às pessoas, desde cedo, os conhecimentos e competências necessários para construírem relações saudáveis e respeitadoras.

A prevenção pode incluir ensinar às crianças e jovens conceitos como consentimento, relações saudáveis, literacia emocional e questionamento de estereótipos de género. Também significa envolver homens e rapazes em conversas sobre poder, responsabilidade e masculinidade, bem como garantir acesso a apoio psicológico e serviços para homens e mulheres.

É igualmente importante abordar questões mais amplas, como desigualdade social, pobreza ou stress familiar, porque esses fatores também influenciam as escolhas das pessoas.

Quando apoiamos famílias e comunidades, fortalecemos a resiliência social e criamos condições para que as mulheres sejam reconhecidas como decisoras e não como objetos. No Abrigo acreditamos que um mundo mais justo é possível. Um mundo onde mulheres e homens são valorizados pelas suas forças e vulnerabilidades, onde os conflitos são resolvidos com compreensão e não com violência. Acreditamos que ninguém, mulher, homem, criança, jovem ou idoso, deve viver com abuso. Todos têm direito aos seus sentimentos, às suas opiniões e ao respeito. E ninguém tem de enfrentar estas situações sozinho.

MB/MS

Luciana Pache de Faria. (DR)

Na edição desta semana, assinalando a passagem de mais um Dia Internacional da Mulher, o Milénio Stadium decidiu voltar a olhar de frente para uma realidade que continua a marcar profundamente a vida de milhões de mulheres em todo o mundo. Apesar dos avanços sociais, legais e culturais alcançados ao longo das últimas décadas, a luta pela igualdade, pela autodeterminação e pelo respeito pela integridade feminina está longe de ter terminado.

Os números da violência sexual e da violência de género continuam a ser alarmantes em vários países e revelam que muitas mulheres ainda vivem sob ameaça, pressão ou controlo. Em paralelo, uma série de casos mediáticos envolvendo figuras poderosas voltou a colocar o tema no centro do debate público internacional. O escândalo associado a Jeffrey Epstein, por exemplo, expôs um sistema de exploração sexual que durante anos se manteve protegido por redes de influência e silêncio.

Estes episódios, amplamente divulgados pela comunicação social, levantam uma constatação inquietante: as mulheres continuam a ser vistas por muitos homens como objetos de prazer.

Para refletir sobre estas questões, conversámos com a sexóloga Roxanne Guyon, professora adjunta do Departamento de Psiquiatria e Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade Laval, investigadora dedicada ao estudo da sexualidade, das normas de género e da violência sexual.

Segundo a especialista, os recentes escândalos mediáticos não revelam propriamente um fenómeno novo, mas antes uma maior exposição pública de um problema estrutural que existe há muito tempo. “As manchetes recentes não revelam um fenómeno novo, mas antes a maior visibilidade de um problema estrutural de longa data”,

afirma. Para Roxanne Guyon, o caso de Jeffrey Epstein, por exemplo, demonstrou de forma particularmente clara como a exploração sexual pode permanecer escondida durante anos quando protegida por redes de poder. “O caso de Jeffrey Epstein, por exemplo, expôs não só a exploração sistemática de jovens mulheres e raparigas, como também a forma como riqueza, poder e proteção institucional podem encobrir abusos durante anos.”

Para compreender a persistência desta realidade, é necessário olhar para raízes culturais muito mais profundas. “A objetificação sexual das mulheres, reduzi-las ao seu apelo sexual ou utilidade para o prazer alheio, tem raízes profundas em sistemas patriarcais antigos”, explica. Quando as mulheres são constantemente representadas como corpos a avaliar ou possuir, acrescenta, a sua autonomia acaba por ser simbolicamente diminuída.

A investigação científica mostra que esse tipo de representação tem consequências sociais reais. Segundo Roxanne Guyon, há estudos que associam a objetificação a “menor empatia em relação às mulheres e maior tolerância à coerção”. Em certos casos, pode mesmo contribuir para a violência, quer diretamente (quando quem objetifica demonstra maior agressividade), quer indiretamente, ao influenciar normas culturais sobre o que é considerado aceitável. Isso não significa que “a objetificação conduza automaticamente à violência, mas cria um ambiente cultural onde os limites das mulheres são levados menos a sério.”

Ao mesmo tempo, a forma como estas dinâmicas se manifestam evoluiu nos últimos anos. O crescimento das redes sociais, a velocidade da circulação de informação e movimentos liderados por sobreviventes, como o #MeToo, contribuíram para aumentar a visibilidade e a responsabilização pública. Contudo, os mesmos espaços di-

gitais também podem amplificar discursos misóginos e ideias de “direito” sexual. Em determinadas subculturas online, explica a investigadora, a hostilidade contra as mulheres surge frequentemente mascarada de humor ou de provocação, o que dificulta a distinção entre ironia e ideologia. “Apesar de maior denúncia pública, persistem guiões culturais que retratam as mulheres como disponíveis ou subordinadas”, observa Roxanne Guyon. A mesma lógica pode manifestar-se de forma subtil nas relações íntimas contemporâneas. “Muitos homens rejeitam visões objetificantes, mas alguns guiões culturais continuam a posicionar a sexualidade feminina em função das necessidades masculinas”, afirma Roxanne Guyon. Entre os exemplos apontados pela especialista estão sentimentos implícitos de direito à disponibilidade sexual, a interpretação da intimidade como uma progressão “natural” da relação ou a tendência para minimizar hesitações. “O consentimento pode ser tratado como algo a negociar ou conquistar, e não como um processo contínuo”, explica.

Essas dinâmicas estão frequentemente associadas a normas mais amplas sobre masculinidade, onde iniciativa e domínio continuam a ser valorizados. Além disso, são reforçadas por vários fatores sociais, incluindo culturas de pares, representações mediáticas e conteúdos digitais.

Outro elemento importante neste debate é a forma como pornografia, redes sociais e educação sexual influenciam a construção das perceções sobre o corpo feminino e o desejo. Segundo Roxanne Guyon, a pornografia dominante disponível online apresenta muitas vezes o sexo como uma performance centrada no prazer masculino. “A pornografia online dominante apresenta frequentemente o sexo como desempenho, com corpos femininos fragmentados ou exagerados e posicionados em função do prazer masculino”, afirma. Nessas representações, o desejo feminino surge frequentemente como automático e sempre disponível, “as expressões de prazer são muitas vezes performativas, sugerindo que o gozo da mulher valida a competência masculina”, acrescenta.

Embora a pornografia não seja necessariamente prejudicial em si mesma, a exposição repetida a estes modelos, sobretudo sem educação crítica, pode influenciar expectativas sobre o que as mulheres “devem” querer ou sentir.

As redes sociais também desempenham um papel importante neste processo, ao promoverem frequentemente conteúdos centrados na aparência física e na sexualização. Sem pensamento crítico, alerta a especialista, essa exposição constante pode reforçar a ideia de que o valor da mulher está diretamente ligado à atratividade.

Por isso, Roxanne Guyon defende uma educação sexual abrangente que inclua temas como consentimento, literacia mediática e normas de género. “Ensinar jovens a analisar criticamente representações mediáticas e a compreender o consentimento como contínuo ajuda-os a contextualizar o que veem online”, explica.

Outro tema frequentemente discutido atualmente é a possibilidade de um retrocesso em relação à autonomia sexual das

mulheres, associado ao crescimento de movimentos conservadores ou de extrema-direita em várias partes do mundo. Segundo a especialista, “certas narrativas conservadoras apresentam os avanços feministas como excessivos e revalorizam expectativas tradicionais”, afirma. Ainda assim, Roxanne Guyon considera simplista falar de um retrocesso linear. Em muitas regiões, lembra, os direitos legais das mulheres e a consciencialização sobre violência sexual avançaram significativamente. “O progresso raramente é linear; mudanças rápidas geram reações adversas”, observa. Nesse contexto, o momento atual pode refletir uma fase de forte contestação cultural e política, em que normas sobre sexualidade e autonomia feminina estão a ser renegociadas em várias arenas sociais. Apesar de todos estes desafios, a especialista sublinha que muitas mulheres estão hoje a viver e a expressar a sua sexualidade de formas mais diversas e conscientes. O acesso à informação, a visibilidade de movimentos feministas e a afirmação de comunidades 2SLGBTQ+ contribuíram para reforçar o reconhecimento do prazer e da autonomia feminina. Para algumas, isso traduz-se numa maior capacidade de expressar desejos e limites nas relações. No entanto, essa transformação continua marcada por desigualdades e por um persistente duplo padrão social. “Muitas mulheres continuam a enfrentar julgamento social, assédio ou danos reputacionais por comportamentos normalizados nos homens”, lembra.

Roxanne Guyon conclui afirmando que a sexualidade feminina contemporânea continua a viver entre duas forças opostas: oportunidades crescentes de expressão e normas sociais que continuam a regular e avaliar o corpo feminino.

Por isso mesmo, num momento em que o mundo volta a celebrar o Dia Internacional da Mulher, a reflexão permanece urgente. A igualdade formal pode ter avançado em muitas áreas, mas a liberdade plena, aquela que permite às mulheres viverem a sua sexualidade, a sua identidade e a sua vida sem medo, julgamento ou violência, continua a ser uma conquista em construção. MB/MS

Roxanne Guyon. (DR)

VOX POP

Assédio, poder e desejo: a luta da mulher pela sua vontade

Casos recentes de abuso e assédio sexual que têm marcado a atualidade mundial voltaram a colocar uma questão incómoda no centro do debate público: afinal, como é que a mulher é vista pelo homem nos dias de hoje? Como sujeito pleno de vontade, autonomia e desejo próprios — ou ainda, demasiadas vezes, como objeto de prazer e extensão das expectativas masculinas? Num contexto em que se discute um possível retrocesso na afirmação dos direitos das mulheres, associado ao crescimento de discursos conservadores e ideologias de extrema-direita, impõe-se ouvir quem vive estas realidades na primeira pessoa. Como sentem as mulheres o olhar da sociedade sobre o seu corpo e a sua sexualidade? De que forma isso influencia a sua liberdade, a sua autoestima e a sua inserção social? O Milénio Stadium saiu à rua e falou com sete mulheres de diferentes idades. Vozes distintas, experiências diversas — mas um ponto em comum: a consciência de que a igualdade formal ainda não significa igualdade vivida.

RMA/MS

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

No meu tempo isso era quase assumido. Hoje há mais consciência, mas ainda há mentalidades muito enraizadas.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

A história mostra que, quando baixamos a guarda, perdemos direitos. Por isso é preciso vigilância constante.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Sempre influenciou. A diferença é que hoje as mulheres falam mais sobre isso.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Respeito absoluto pela decisão da mulher — seja ela qual for.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Sim, especialmente na forma como a publicidade e o entretenimento continuam a retratar a mulher como corpo antes de ser pessoa.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Vejo sinais preocupantes, sobretudo quando se tenta controlar decisões sobre o corpo feminino.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Claro. Há sempre uma avaliação social do comportamento feminino que não existe da mesma forma para os homens.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Mais mulheres em posições de poder e decisão.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Em certos contextos profissionais, isso ainda é muito evidente. Comentários sobre aparência ou insinuações fazem parte do quotidiano de muitas mulheres.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Acho que há uma reação conservadora ao avanço das mulheres. Sempre que conquistamos espaço, surge uma narrativa de que estamos a “exagerar”.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Sem dúvida. Uma mulher sexualmente livre ainda é vista com desconfiança em muitos meios.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Precisamos de igualdade real nas oportunidades e de uma mudança cultural profunda.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Sim, sinto isso muitas vezes, sobretudo nas redes sociais e em ambientes de festa. Há uma cultura em que o corpo feminino é exposto e consumido constantemente, e isso cria a ideia de que estamos sempre disponíveis. Se uma rapariga se veste de determinada forma, há quem ache que isso é um convite — e não é. Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Acho que há uma tentativa de retrocesso, principalmente no discurso público. Vejo muitos comentários a desvalorizar o feminismo e a dizer que “já temos direitos a mais”. Isso é perigoso, porque banaliza lutas que ainda estão longe de estar resolvidas.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Sim. Se uma mulher assume a sua sexualidade, rapidamente é rotulada. Ainda existe um duplo padrão muito forte. Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Educação sobre consentimento desde cedo e responsabilização real para comportamentos abusivos.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Em relações abusivas isso é muito evidente. Ainda existe a ideia de posse dentro de alguns relacionamentos.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Não diria um retrocesso generalizado, mas há forças políticas e sociais que pressionam nesse sentido.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Sim, sobretudo na forma como as mulheres divorciadas ou solteiras são vistas depois de certa idade.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Tolerância zero para violência doméstica e assédio.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Depende muito da geração, mas ainda vejo essa mentalidade presente, sobretudo em meios mais tradicionais.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Vejo um embate claro entre valores progressistas e conservadores.

Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Na minha juventude era muito mais limitador. Hoje sinto-me mais livre, mas ainda existe julgamento.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Normalizar a autonomia feminina em todas as idades.

Sente que, ainda hoje, muitos homens veem a mulher como um objeto de desejo ou como alguém que lhes “deve” disponibilidade sexual?

Comparando com os anos 80, melhorou bastante. Mas ainda existe, sobretudo em contextos de poder desigual.

Acredita que estamos a viver um retrocesso nos direitos e na autonomia das mulheres?

Vejo avanços e recuos. Os direitos nunca estão garantidos para sempre. Já sentiu que a forma como vive ou expressa a sua sexualidade influencia a forma como é julgada ou respeitada?

Na minha geração, isso era determinante para a reputação de uma mulher.

Que mudanças são urgentes para que a mulher seja vista plenamente como sujeito de vontade própria?

Educação emocional e respeito mútuo nas relações.

Ana, 19 anos
Carla, 27 anos
Teresa, 56 anos
Lurdes, 68 anos
Marta, 48 anos
Sofia, 41 anos
Helena, 34 anos

O fruto proibido

Olá, bom dia, como tem passado? Mais um mês e este traz prenúncios de rebentos, flores e quiçá, melhore o tempo, menos frio, mas lá diz o ditado “Março, Marçagão, manhãs de inverno, tardes de verão“, sapiência antiga, que hoje em dia pouco vale pois quase ninguém dá valor ao que era muito bom.

Tema de capa, bocudo e sensível.

Assédio sexual, violações e violências contra nós mulheres, um pouco por todo o mundo e nos mais variados estatutos sociais.

manos? Selvagens? Não sabemos o que é certo e o que não é?

Que evolução houve, afinal, com a emancipação? Com o evoluir dos tempos? Das conquistas no mundo da literatura, do campo profissional?

Parece-me que tudo se invalida, quando me dou conta destas atrocidades humanas.

Violar uma mulher porquê e para quê? Somos muito mais do que os homens, há tanto por onde escolher? Porque continuar a praticar o mal, a depravação?

Porque ainda houve e continua a haver lugar para os Epsteins, Clintons, Trumps, Príncipes Andrew e companhia, Putins deste mundo e arredores?

O que é que se passa na cabeça oca desta gente? Violar e maltratar, traficar, aprisio-

Bem, e agora um à parte, não acham muito curioso que o tresloucado do Trump tenha posto o pé no pedal a fundo com esta guerra inútil, mais uma contra o Irão na mesmíssima altura em que os ficheiros do amigo, já no mundo dos mortos, estão a ser revelados? Tanta coincidência? Será? Pensem!

Acho que este tema é mesmo sensível e dá-me ganas de sair atrás de todos e mais algum que ousem pousar ou maltratar uma mulher.

Celebra-se, daqui a dois dias, o Dia Internacional da Mulher, da mãe, da filha, da irmã. Será que estes monstros não saíram de um ventre? Quiçá foram feitos com moléculas danosas em laboratório.. Para quem não tem noção deixo este breve parágrafo e se lhe passar pela mente destratar estes seres de bem (alguns também não valem

Veja a nossa comunidade em ação

seres de bem), cá fica. Seja gentil sempre e se nada de bom tem para opinar, feche a matraca e lide com a sua fúria e com os seus demónios.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março e oficializado pela ONU em 1977, comemora a luta histórica por igualdade de direitos, voto, trabalho digno e contra a violência. A data, com raízes no início do século XX, ganhou força com a greve de mulheres russas em 1917 por "pão e paz.

Um dia feliz para todas as grandes mulheres que conheço e também para as que espalham o bem pelo mundo fora.

É o que é e vai valer sempre o que vale.

Até já e fiquem bem Cristina

Acompanhe histórias inspiradoras da nossa comunidade, eventos inesquecíveis e momentos que fazem a diferença!

Cristina Da Costa Opinião
Photo:

Men ruling women or women ruling men?

As a man writing this editorial, I would suggest that the reformist path which women were walking several years ago has stalled and has been amended to accommodate the continued power of men who do not want to capitulate to women’s control.

March is the month which celebrates women and numerous events are planned to elevate the status of women and their accomplishments throughout the world. Of course many areas of the world do not afford women any rights so celebratory exhibitions are only in the minds of those who are aware that they deserve more than what their current conditions allow. Currently, women are at a difficult crossroads, wondering if they are in a progressive or retractive mode in their campaign to equality.

The world has changed and unfortunately, women have not embraced the revisionist methods of political or business governance. We live in times where lies are at the base of much of what is being done. The United States is being led by a narcissist president who espouses hegemonic masculinity without any benevolence and the women within his cabinet consisting of seven members, compared to 16 men, have transformed into dispassionate shemales to pretend they belong. These should be strong independent thinkers which would

serve as examples to other women worldwide. The roles of women in the world should not be celebrated as singular examples of success, but should hold up as a whole in society, taking into consideration that women’s rights are human rights. An abusive world where men continue to look at women as sexualized beings above all other traits cannot be changed if women choose not to change it. It cannot be only men’s responsibility without the leadership and encouragement of every woman demanding change.

The world is entranced by the on-going sagas of Jeffrey Epstein, Frank Stronach and Sean Combs (Diddy) and their abusive behaviours of women, many of them underage. Everyone denies any wrong doing and powerful lawyers will see to it, leaving victims demoralized and seeking

answers as to the value, not only of themselves but other women.

Across the globe many women and girls still face discrimination on the basis of sex and gender and the finger is most often pointed at men. While many celebrate the few wins of the women’s movements, much more needs to be done if equality is to be reached. Many women still can’t make decisions about their bodies, including in progressive democracies such as the USA. In Canada, data shows that globally, women’s political representation is in 71 st place, despite near-universal support for parity. Why? Is it that women don’t want to participate in legislative political systems to mandate change or are the barriers the fact that the overall expectations from a woman are different than for a man? How can a country have balanced representation in political and social policies without women’s participation? Elimination of systematic barriers, including unequal labour burdens, occupational segregation, gender-based violence and unconscious biases must stop if progress is to be achieved.

Generally, men do not want women to have equal rights for a variety of cultural and socioeconomic reasons. They want unequal rights, they want hierarchy, they want gender roles and want women to stay in their lane. Men protect other men and they are loyal to other men. That’s the reality today as women have become more educated and more demanding of men. Books are being written by women on how to control men with their bodies and millions of “how-to articles” are being written about how women should look and behave to control what society deems uncontrollable, while men fear that all of the “how-to” books being written will dismantle historical and cultural privileges so they must fight change.

Can’t we just get along and just respect each other?

Aos sábados às 7:30 da manhã

Esta semana

• Venha conhecer a história e as estórias da cultura do arroz em Estarreja no Museu Fábrica da História – Arroz

• Querem drama? Será que a vida de Maria João Rosa tem tanto drama como os filmes que tanto gosta?

• Fomos testemunhas da força da nossa comunidade na Gala Anual da Luso Canadian Charitable Society

• Comer bem nunca soube tão bem. Conheça mais sugestões saudáveis em mais um Healthy Bites

• Toronto celebrou o Minho com Cristiana Sá e Bruno de Nine no 27º Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio

• Deixe-se contagiar pela magia da segunda parte de “A Música no Coração”.

• Porque o fado é para ser sentido, continuamos a trazê-lo até si com a FADO TV.

Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Photo: Copyrights

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WHAT DO YOU WANT?

You’re on vacation, relaxed, taking in the sights, enjoying a few care-free days. Time is irrelevant. You’re now back, but something has changed. Those few days of freedom served as a reminder that you do way too little of that. The experience has brought some clarity toward finding equilibrium. But the fog soon returns.

The harsh reality is that it’s a struggle for survival in this system within which we are forced to adhere to. We continue to pretend that the brass ring is there for the taking as long as you work harder than everyone else. I’m not sure

that was ever true, after all, the system was concocted by the most powerful people in the world at the time, so I have difficulty believing that they would comprise a plan that would take money out of their coffers. Either way, even if it were possible 100 years ago, over time, as we have all noticed, this ‘possibility’ of ever getting hold of that ring has become increasingly more distant. As is clear to everyone, this system’s endgame is to have us pay increasingly more and own increasingly less. Over the last half-dozen years our cost of living has increased dramatically, and I mean in reality, not from the numbers that we get fed. We all know how much harder it has hit us all than the numbers they unveil. Look at DT, he doesn’t even want the numbers out; he wants to be able to lie about them at will. But we don’t need the numbers, we shouldn’t even be looking at them because they are there to make us all

think in a certain, similar way. We are the consumers, we feel the increase in weight on our backs. Then there are taxes and the lack of services. We don’t need to go there. So what do we want? We know where all this is leading. The only advance possible in life is getting a better paying job, so you go to school, which is getting ever more expensive. It’s also limited, not everyone has the marks, not everyone even has a spot; far from it. The current reality for most people is to live out their lives, exactly as they are now, but with more money. But this more money is increasingly worth less and less whilst becoming scarcer. As we watch a tiny number of people vaccuum up billions here and billions there, we must realize that those billions come from the pot which we are all supposed to be dipping into. This plays a large role in the ever-increasing prices of everything, and I don’t just mean consumer goods. With DT’s new war, we

already know we’ll have to dish out more, but there are other, very important strategies being played out. There has been a lot of buzz surrounding the buying up of farmland by single big players. Bill Gates, and others, have bought millions of Hectares all over the world, and it seems they’re just getting started. Just think about what that means. Over the last while, corporations have been choking farmers on the prices of what they produce. Many have sold or are on the verge of having to sell their farms because they cannot make a living. Corporations control the market, therefore the prices, just like Walmart going to a manufacturer, ordering a million whatevers and dictating the price. Imagine what could happen to our food supply if it ends up under the complete control of a handful of people. That’s not to say that anything is under our control at the moment, but it can always get worse. We can be completely cut off from things we need, on the whim of some ‘multiaire’. Look at what DT is being allowed to do, wherever he pleases, to whomever he chooses. Does he follow the law? Does he look like he cares? Does it look like he takes anyone of us into consideration? Does he seem to be the sharing type? Do any of these people we see daily on the feeds they control seem like they give a damn about people, or the law? They sure never miss an opportunity to say they do. We have become so good at ignoring the elephant in the room. The idea that if we do nothing, everything will somehow work out. That may be true to some point, but history shows us that the opposite is the likely the result.

Let’s keep our heads clear so as to be aware of reality; we if we can’t immediately rid ourselves of this system, at least let’s reign it in and keep it on a leash. Make it at least so that everyone has that mythical chance at the pot, whether or not some take more than others. This way, we can at least have something to strive for that is real. A great first step would be to get all those #$%&>)<! to pay their taxes like the rest of us.

Fiquem bem1

Photo: Copyright

My reflections about women in my life

International Women’s Day is a moment to recognize the countless ways women shape our lives-and to recommit to the work that they do. I love women and the ones that are in my life l cherish them and respect all that they do. I come from a family that had no sisters but had a strong mother figure and was my rock and my inspiration. So, when my daughters came into my life, it changed all my perspectives and inspiration is the word that l would use to describe the women in my life.

All the women in my life have been strong and courageous with empathy in equal measures. They lead families, communities, and organizations with a blend of decisiveness and compassion that often redefines what strength looks like. Relationships with women-whether in family, friendship, or work, teach collaboration, shared responsibility, and mutual support. For me, women continue

to provide balance and show me hard love especially when l needed it.

My perspective is that when women and men collaborate as equals, we all thrive. Women challenge norms, reshape institutions, and drive progress. Their advocacy for justice, representation, and human rights continuously expands what’s possible for future generations. When l see my women lead in society, innovate, and excel provides tangible aspirations for young people. It helps dismantle stereotypes and broadens the horizon of what anyone can achieve. Women often shoulder interconnected responsibilities-care, community building, mentorship-that sustains families and societies. Their contributions are foundational, even when not always acknowledged in headlines.

In many countries, women hold leadership positions across sectors, influence policy, and contribute to innovation and culture at high levels. Gap remains in pay equity, representation in senior roles, access to quality education I underserved areas, and protections against genderbased violence. One thing that l have noticed is that strong women leaders like the President of Italy shows strength and are full of conviction based on their beliefs.

Modern women often balance careers, family roles, and societal expectations simultaneously. Unlike the past, where roles were more rigidly defined, today’s women are expected to “do it all” – succeed professionally while maintaining traditional care-giving roles. As l have stated that the women in my life are all strong, but with an open mind. In today’s times being a woman and juggling a family life along with a career is very difficult, as l see it in my own family. All the women in my life and those that l know all seem to work harder than most men l know.

In some ways, women’s issues feel more relevant now than in the past because women are more present in public, politics, and economic spaces. Social media amplifies voices and exposes inequalities. Movements advocating gender equality have gained global visibility. The best example is global organizations like the United Nations actively promote gender equality as part of sustainable development goals. Conversations that were once private are now public and systemic. Women contribute strengths that deeply enrich society. Women excel in empathy, collaboration, and communication-critical skills including leadership and commun-

ity-building. Again, women balance men, not competing, but complementing in many ways. Gender equality is not about replacing men or competing with them. It’s about balance.

We all benefit when men and women share many aspects of life. Leadership, care-giving responsibilities along with emotional expression and vulnerability are accepted across genders. When women thrive, families are stronger, economics grow, and society become more stable. Equality benefits everyone-not just women.

Women’s Day is both a celebration and a call to action. It honours the strength, sacrifice, leadership, and emotional depth women contribute daily-often without recognition. Women’s issues are not just “women’s issues.” They are human issues. When we support women fully, we build balanced partnerships between men and women-and stronger societies overall. I would like to acknowledge all the women in my life, past and present and a heart felt thank you. You have all made me who I am today and have given me a grounded appreciation of who I am and you all continue to be a big part of my life.

JOSEFA DE LIMA Á ESQUINA DO OLHAR

Com prefácio de David Mourão-Ferreira e capa de Martins Correia, este livro de 39 poemas de Josefa de Lima é, segundo o autor do prefácio, «uma poesia que perturba e destrói o habitual conformismo do leitor, obrigando-o, não raro, a pôr em causa a realidade do mundo em que vive ou, até mesmo, os legítimos fundamentos dessa realidade».

Como convite à leitura citamos o poema «Para cada tempo um rosto»: «Um rosto é uma ilha onde/o náufrago enterra o desespero: dele/a flor, o fruto, a semente, colhe/paciente no passo lento das estações/não mais que quatro. Chega/para cada tempo um rosto». Há neste conjunto de poemas uma gramática do Mundo porque como diz um dos poemas «A distância é uma porta que se fecha sobre o olhar».

sos anunciados que nem sempre se concretizam. Lembro-me bem da frase dita recentemente: “Eu, se estivesse no Governo…”, afirmou Pedro Passos Coelho.

Tenho respeito por Passos Coelho. Liderou o país num dos momentos mais exigentes da nossa história recente, enfrentou a crise financeira e tomou decisões difíceis. Esse legado não deve ser apagado por divergências atuais.

Mas uma coisa é participar no debate público. Outra é parecer disputar espaço com quem hoje governa.

Com um tiro, lá vão dois

Como as coisas acontecem… uma foi vender peixe para o mercado e perdeu a boleia; outro está preocupado porque está prestes a perder o autocarro.

Nada de novo. Em política, muitas movimentações nascem em momentos aparentemente “espetaculares”. Mas, no fundo, a motivação pode ser a mesma, o medo de perder o lugar de destaque quando o autocarro passar. Começo pelo episódio que considero mais vergonhoso, embora ambos mereçam nota negativa.

A recente tensão entre o Ministro da Agricultura e a Presidente da Câmara Mu-

nicipal de Coimbra não é apenas um episódio de mau ambiente institucional. É um retrato de algo mais profundo, a falta de respeito entre titulares de cargos públicos. Convém lembrar algo simples. Um ministro da República representa o Governo de Portugal. É membro de um executivo legitimado por eleições legislativas e responde politicamente perante o país e a Assembleia da República. Já um presidente de câmara tem igualmente legitimidade democrática, mas num âmbito local, respondendo aos munícipes do seu concelho. São esferas diferentes, ambas legítimas, ambas importantes, e ambas merecem respeito. Mas poder não é sinónimo de palco. E protagonismo não substitui hierarquia institucional.

O facto de um autarca ter estado bem, ou até muito bem, numa situação de crise, como aconteceu durante a tempestade que afetou Coimbra, não lhe confere estatuto

de superioridade política face a um membro do Governo. Liderar em momentos difíceis é obrigação de quem exerce funções públicas. Não é um cheque em branco para desconsiderar a representação do Estado. Saber respeitar continua a ter valor.

Chegar tarde, demonstrar má disposição ou entrar numa reunião em clima de confronto pode gerar aplausos nas redes sociais, mas fragiliza a imagem das instituições. E quando as instituições se fragilizam, perde a política, e perdem os cidadãos.

Respeito institucional não é submissão. É maturidade democrática. E essa anda cada vez mais escassa.

Mas logo a seguir tivemos outro caso, semelhante na essência, embora sem confronto direto, apenas indiretas.

Com o passar dos anos aprendi a olhar para a política de forma diferente. A política portuguesa vive de ciclos… e de regres-

As críticas dirigidas a Luís Montenegro, quer pela escolha do novo Ministro da Administração Interna, vindo diretamente da Polícia Judiciária, quer pela ideia de que o Governo devia avançar rapidamente com reformas estruturais ou até pedir novo reforço eleitoral, levantam dúvidas sobre a intenção política por trás do discurso. É legítimo defender reformas na área laboral, na saúde ou na administração pública. É legítimo exigir ambição reformista. O que já não é tão claro é sugerir que nada está a ser feito, num contexto parlamentar frágil e num país que ainda procura estabilidade.

Quando a crítica deixa de soar a conselho de estadista e começa a parecer impaciência estratégica, parece que algo está a mudar.

Se Montenegro conseguir consolidar o Governo e implementar reformas com resultados visíveis, o espaço político para um eventual regresso de Passos encolhe naturalmente. E talvez seja precisamente esse o nervosismo que começa a transparecer. Portugal precisa de reformas. Mas precisa também de coesão no espaço político que governa. Minar publicamente o atual executivo pode enfraquecer não apenas um primeiro-ministro, mas todo um projeto político.

Na política, como na vida, quem tenta empurrar o barco para poder voltar a subir a bordo arrisca-se a vê-lo afastar-se definitivamente do cais.

Para bom entendedor, meia palavra basta. Bom fim de semana.

Casa dos Açores de Hilmar: um pilar da comunidade portuguesa na Califórnia

A comunidade lusa nos Estados Unidos da América (EUA), cuja presença no território se intensificou entre o primeiro quartel do século XIX e o último quartel do século XX — período em que se estima terem emigrado cerca de meio milhão de portugueses, essencialmente oriundos dos arquipélagos dos Açores e da Madeira — destaca-se hoje pela sua plena integração, inegável espírito empreendedor e relevante papel socioeconómico e cultural na principal potência mundial.

Segundo os dados mais recentes dos censos norte-americanos, residem atualmente nos EUA mais de um milhão de luso-americanos. Só no estado mais populoso do país, a Califórnia, vivem mais de 300 mil, na sua maioria de origem açoriana. Muitos trabalham por conta de outrem, designadamente na indústria, embora sejam também numerosos os que exercem atividade no setor dos serviços ou se distinguem nas áreas científica e académica, nas artes, nas profissões liberais e na vida política. No seio das numerosas comunidades luso-americanas da Califórnia — o estado com maior concentração de diáspora portuguesa nos EUA — proliferam dezenas de associações recreativas e culturais, órgãos de comunicação social, clubes desportivos

e sociais, fundações educativas, bibliotecas, grupos de teatro, bandas filarmónicas, ranchos folclóricos, casas regionais, sociedades de beneficência e instituições religiosas. Existem igualmente espaços museológicos que preservam e divulgam a herança cultural portuguesa, como o History San José e o Portuguese Historical Center.

Entre as associações recreativas e culturais que mais têm contribuído, nas últimas décadas, para a dinamização da açorianidade e da portugalidade na Califórnia, destaca-se, de forma inequívoca, a Casa dos Açores de Hilmar, situada no Vale de San Joaquin, um dos mais tradicionais e relevantes polos da emigração portuguesa naquele estado. Fundada em 1977, a instituição assumiu, desde a sua génese, como objetivos centrais o fortalecimento da identidade e da memória cultural açoriana, em particular, e portuguesa, em geral, através da música, do desporto, da literatura e da recriação de tradições religiosas, como as celebrações do Espírito Santo.

Recentemente, a Casa dos Açores de Hilmar — membro do Conselho Mundial das Casas dos Açores — deu um passo decisivo para honrar o passado, valorizar o presente e projetar o futuro, com o lançamento da primeira pedra da sua nova sede. Trata-se de um espaço orçado em vários milhões de dólares, cuja empreitada foi oficialmente autorizada no final do mês de fevereiro e cuja conclusão está prevista para o final do próximo ano. O novo edifício funcionará como um moderno centro cultural multifuncional, apto a acolher festividades e

uma vasta gama de iniciativas, como exposições, concertos, eventos literários, colóquios, programas intergeracionais, encontros sociais e celebrações comunitárias.

Este passo constitui simultaneamente um sinal de confiança no presente e no futuro do associativismo luso-californiano, que enfrenta hoje desafios complexos, designadamente o envelhecimento dos seus quadros dirigentes. Com efeito, nas últimas décadas, a América do Norte — Estados Unidos e Canadá — deixou de ser destino prioritário da emigração portuguesa, o que tem repercussões naturais na renovação geracional das estruturas associativas.

O futuro do associativismo luso-californiano, à semelhança do que sucede no restante espaço norte-americano, passará inevitavelmente pela diversificação das atividades de animação sociocultural, conciliando a matriz tradicional que sustenta o movimento associativo com novas expressões contemporâneas — como o cinema, a literatura, o design, a dança, o teatro ou a moda — capazes de mobilizar as gerações mais jovens de lusodescendentes, autênticos garantes da continuidade da presença portuguesa.

Nesse contexto, a Casa dos Açores de Hilmar afirma-se como um exemplo paradigmático do caminho a trilhar. Nas recentes festividades carnavalescas promovidas pela associação, atuaram e desfilaram dezenas de crianças e jovens lusodescendentes nas áreas da música, do teatro e da dança, perante centenas de convidados e associados, revelando uma vitalidade que constitui motivo de legítima esperança

quanto à preservação e renovação das tradições ligadas à açorianidade e à portugalidade na Califórnia.

O passado, o presente e o futuro da Casa dos Açores de Hilmar encontram expressão simbólica na conjugação de experiência e renovação que marca a sua liderança. De um lado, o jovem lusodescendente George Costa Jr., presidente da instituição; do outro, o seu vice-presidente, o comendador Manuel Eduardo Vieira, figura destacada da comunidade portuguesa na Califórnia. A articulação entre a energia transformadora da juventude e a memória acumulada de quem construiu o percurso associativo ao longo de décadas revela-se decisiva: é nesse diálogo intergeracional — entre inovação e experiência, entre continuidade e visão estratégica — que reside a garantia de um futuro sólido para a presença portuguesa na Califórnia e, mais amplamente, na América do Norte.

Festividades carnavalescas promovidas pela Casa dos Açores de Hilmar, no passado mês de fevereiro, reunindo comunidade e artistas numa celebração marcada pela música, tradição e forte participação intergeracional.
Daniel Bastos Opinião

A verdadeira viagem de descoberta não consiste em ver novas paisagens, mas sim ver com novos olhos.

Marcel Proust

Partindo do pressuposto de que “todos nós julgamos” – principalmente quem não conhecemos – a Dinamarca criou em 2000 “The Human Library” (A Biblioteca Humana) com o objetivo de combater o preconceito. Esta iniciativa espalhou-se por vários países, tendo sempre como metáfora: “antes de livros, leia pessoas”, tornando-se, assim, numa ferramenta de educação, inclusão social e transformação pessoal.

Queristo dizer que, em vez de requisitarmos livros, requisitamos vidas contadas na primeira pessoa, de acordo com o registo que pretendemos. Ou seja, tanto podemos “ler” um bombeiro, como um polícia, um criminoso, um

drogado, um cientista, um humorista, e tantos outros, nunca se esgotando o leque das nossas escolhas. Significa, portanto, que todas as vidas contêm os ingredientes necessários para merecerem ser contadas e ouvidas, contrariando aqueles que repetidamente afirmam terem vidas pouco interessantes.

Em Portugal, não existe ainda nenhuma “Biblioteca Humana”, mas eu conheço uma página, criada por Maria Helena da Bernarda desde novembro de 2018, que cumpre esse objetivo e tem a designação de NNO (Nós nos Outros). Porquê NNO? Porque em cada um de nós vive um pouco dos outros, assim como nos outros podemos ver retratado um pouco de cada um de nós, numa reciprocidade de trocas que nos preenchem e completam como seres humanos. Maria Helena brinda-nos há quase oito anos, ininterruptamente, com uma história de vida diária de gente anónima a respirar autenticidade, tendo atingido esta semana o fantástico número de 100

mil seguidores. Muitos deles, nos quais me incluo, faz desta leitura diária a sua oração matinal, não se cansando de satisfazer a curiosidade face a cada história que logo de madrugada é postada. E a Helena não para de nos surpreender, já que, ao fim de tantos anos de mais de um milhar de vidas contadas, estas nunca se repetem.

São vidas que espelham exemplos de desistência, hesitação, vazio, solidão, medo, drama, crueldade, sofrimento, mas também outros de superação, de quem cai e volta a levantar-se ou de escolhas bem-sucedidas, a caberem numa só vida ou repartidos por mais do que uma. Expor-se publicamente perante tão grande número de leitores é, por si só, um ato de uma enorme coragem por parte de quem se despe de pruridos e se apresenta despudoradamente nu perante tantos leitores.

Num tempo em que as redes sociais quase sempre espelham apenas momentos de felicidade, como se fossem um rincão do paraíso, Maria Helena da Bernarda, teve a ousadia de criar um espaço onde alegria e dor convivem por entre os “likes” dos seus mais fiéis e diversificados seguidores. E são também alguns deles que têm respondido à chamada para contribuir com uma ou ou-

tra história, ou apoiar algumas causas cuja urgência não pode esperar, gerando uma onda de solidariedade que tem minorado alguns dos problemas apresentados na sua maior crueza.

Atingir este número estrondoso de leitores é uma proeza que se fica a dever à vontade indómita da Maria Helena de não se desviar da rota traçada no seu mapa de marear pelo anonimato de vidas alheias que só ganham visibilidade pela forma empática como as sabe recolher. Não tenho dúvidas de que muitas vezes encontra um mar chão, que lhe permite navegar em velocidade de cruzeiro pela narrativa construída; outras, ao contrário, encontrará um mar proceloso, cheio de ondas traiçoeiras que precisa de contornar para poder manter-se à tona. Pesem embora as mais diversas adversidades que tem de enfrentar no seu caminho, ela não desiste, e o número agora alcançado continuará a dar-lhe um novo fôlego para mais um mergulho na alma das pessoas que queremos manter à superfície das nossas vidas.

Obrigada, Helena, por, através da tua perseverança, teres inscrito nesta biblioteca humana tantas lombadas de histórias que, sem ti, nunca seriam conhecidas.

Vidas resgatadas do esquecimento A nossa força

Por vezes temos que ser postos a prova como comunidade. Desta feita vou falar-vos da comunidade portuguesa de Toronto e da ACAPO que foi realmente uma “umbrella”, como aliás deve ser, cumprindo a principal função para que existe: unir e agregar.

No passado dia 21 de fevereiro o Jantar de Solidariedade, organizado pela ACAPO (Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário), transformou-se num exemplo e numa clara demonstração de força, mas também de esperança no futuro da comunidade portuguesa. Estive presente e vi líderes comunitários, figuras políticas de relevo, representantes de associações comunitárias, mas sobretudo anónimos que simplesmente fazem parte desta grande e importante

comunidade portuguesa. Isto tudo provou que quando ferem um de nós, mobilizamo-nos para ajudar, num esforço coletivo.

Tenho que destacar o timoneiro Joe Eustáquio agradecendo-lhe o seu empenho pessoal e a sua liderança, que foram fundamentais para o sucesso desta iniciativa. Através da sua capacidade de congregar vontades e de sensibilizar corações, Joe Eustáquio provou ser uma peça-chave na articulação deste movimento, lembrando-nos que o associativismo se faz com rostos que não recuam perante a adversidade. Relembro que, no dia de 22 de outubro de 2025, o rasto de destruição deixado por um incêndio na sede da Casa da Madeira de Toronto, não foi apenas um ataque a um imóvel; foi uma afronta à memória, um tiro direto ao coração e ao esforço de décadas da nossa querida comunidade madeirense. O valor de angariado durante a noite claro que é importante, mas muito maior é o seu simbolismo.

A doação e a solidariedade são os elos que nos unem nas horas de maior dificuldade.

Vítor Silva

Cada dólar doado representa a vontade de cada um e a recusa em permitir que o vandalismo acabe com a história de uma associação. Apesar dos danos causados, que claramente forçaram o encerramento temporário da Casa da Madeira, existe já um garante que a reconstrução está para breve, não sendo apenas um desejo, mas uma realidade. Se os luso-canadianos ergueram Toronto também serão capazes de reerguer esta associação madeirense, tão importante no contexto comunitário. Este exemplo de união deve servir de inspiração para todos os desafios que a nossa diáspora venha a enfrentar. E também é um exemplo para quem de Portugal nos vê. Somos um exemplo a seguir de fora para dentro. Tenho muito orgulho em pertencer a esta comunidade e sei bem que ainda pudemos dar muito mais.

Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinion
Credito: Adriana Paparella

Entre a estagnação e a radicalização

Passos Coelho tem razão em duas coisas: o Governo não está a fazer reformas e, para ele regressar, o país tem de estar mesmo mal. Se as últimas semanas já revelavam um crescendo de atividade política do ex-Primeiro-Ministro, o mês horribilis de Montenegro não terá ajudado.

Meteu água na gestão do comboio de tempestades, alegando que fazia tudo bem; assistiu impávido e sereno ao mirrar da economia, com a produtividade a cair e o investimento estrangeiro a diminuir 35%; foi humilhado pela UGT e pelas confederações em presariais na negociação do pacote laboral. Este passado fim-de-semana, perdeu as eleições internas do PSD na sua concelhia de Espinho e no seu antigo bastião de Braga. Montenegro está em apuros. O PSD entrou no Governo há 2 anos parecendo que queria mudar tudo. Até o logo do Governo alterou. Em poucos meses, apresentaram planos de emergência para a saúde, para a habitação, para a educação. Decorrido aquilo que te ria sido meio mandato legislativo, todos estes problemas estão pior. No SNS, o descalabro é de tal ordem que não só há mais portugueses sem médico de família e mais doentes nas listas de espera (duas tendências cró nicas), como, pela primeira vez em muito tempo, houve uma redução na “produção” – isto é, no número de consultas e cirurgias realizadas. O governo parece preso num “pântano”, sem iniciativa política e a reboque dos acontecimentos. Como se tivesse sumido a tensão inicial ou tivessem, simplesmen

te, esgotado as ideias que tinham. De lá para cá, reduz-se à gestão corrente e nem nisso são bons. O investimento fica por executar. As cativações em máximos. Em fevereiro, já há hospitais sem dinheiro para comprar medicamentos e material clínico.

A prioridade do Governo e da sua Reforma do Estado parece ser a de colocar familiares de governantes e companheiros de partido em lugares de nomeação. Não é só nos hospitais ou o caso do enfermeiro que queria comandar as renováveis. Foi a “refundação” do IEFP e ISS cuja única alteração de monta parece ser nomear livremente centenas de novos dirigentes. Como os lugares não chegavam para a lista telefónica, até o tamanho dos conselhos diretivos das CCDR teve de aumentar.

Para um liberal populista como Pedro Passos Coelho, percebe-se a frustração. Com exceção da segurança e da imigração, esta AD é muito diferente da sua PAF. Segue sem

cracia cristã, da sua sensibilidade social e dos seus pruridos, Montenegro é um soldado tão entusiasmado que olha para os pés e dá tiros. É uma dupla frustração para o ex-Primeiro-Ministro, ainda ressentido por ter sido corrido em 2015, ver agora os seus discípulos rebentar com uma oportunidade de governação destas.

Passos enferma, porém, de um erro de análise – ou talvez não. Na sua mais recente entrevista ao ECO, Passos defende que estaríamos “melhor” com um “quadro de estabilidade” proporcionado por um acordo com o CHEGA e a IL. Mas em que é que tem faltado estabilidade ao Governo da AD? Não só o Parlamento tem aprovado as suas propostas de lei. No Orçamento, a alternância espontânea de abstenções impediu a aprovação de alterações mais caras ou substantivas. Os acordos em geometria variável de Montenegro têm-lhe permitido ter o melhor dos dois mundos: não só negociar com o parceiro que lhe está mais próximo em cada momento como, também, tirar poder negocial a ambos. Montenegro parece ter aprendido com a crise da demissão “irrevogável” de Paulo Portas. Mas se descermos a um nível de análise mais maquiavélico, Passos Coelho também. Afinal, por muito que o seu governo tenha tremido naqueles dias, não caiu. Pelo contrário, o grito do Ipiranga fez ricochete e o CDS ficou mais frágil e dependente do poder. Passos sabe que, além de haver uma identificação ideológica e quase paternal com a sua figura, há na IL e no CHEGA um desejo larvar de chegar ao poder, que recentes experiências autárquicas em Gaia e Porto apenas aguçaram. Perante o risco de Hugo Soares meter a rolha no aparelho laranja, o professor de Massamá conta com um ex-aliado de Mem Martins e com uma jogadora de cartas de Oeiras para o ajudar a chegarem juntos ao poder. Mas o problema não é a falta de estabilidade. É a ausência de rumo do Governo e o projeto político que se prepara para a substituir. Entre a estagnação e a radicalização, o país não deveria ter de escolher. Não há tempo como este para afir-

Miguel Costa Matos Opinion

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Mais de 1000 pessoas fizeram questão de marcar presença na 17.ª gala da Luso Canadian Charitable Society, demonstrando de forma clara o seu respeito e admiração pelo trabalho desenvolvido por uma das mais prestigiadas instituições solidárias que nasceram no seio da comunidade portuguesa, residente na grande área de Toronto.

Joel Filipe, presidente do Canadian Construction Workers Union, explicou nos por que razão esta gala é, na sua opinião, uma das mais importantes organizadas pela comunidade portuguesa. “É uma das galas que nós participamos mais e achamos que é uma das mais importantes que temos na comunidade portuguesa e não só. É uma obra que merece. E eu acho que toda a comunidade deve ter orgulho do que tem e acho que todos os que possam contribuir para esta causa devem fazê-lo. Todos os dólares que vêm para aqui são bem empregados, porque o governo ajuda nalguma coisa, mas infelizmente falta muito para cobrir os custos que a Luso tem”. Ana Bailão e Charles de Sousa consideram que o facto de se conseguir mobilizar tanta gente em torno de uma instituição solidária é a prova objetiva da importância do trabalho desenvolvido. É motivo de grande orgulho para todos os luso-canadianos. “Eu acho que isto é uma demonstração do que a nossa comunidade pode fazer quando se junta, quando se compromete a um projeto e eu acho que houve um compromisso muito grande da comunidade, há muitos anos, para este projeto que tem vindo a crescer e a desenvolver-se. É bom ver a capacidade

da comunidade de produzir estes projetos que são necessários não só para a nossa comunidade, mas para todos em geral”, afirmou Ana Bailão. Por sua vez Charles Sousa sublinhou o orgulho que sente, perante o extraordinário trabalho desenvolvido pela Luso Charities, “é um grande orgulho para a nossa comunidade. Para nós todos, pelo exemplo que os voluntários têm dado ao longo dos anos. Agora temos três localizações, temos mais contribuição, mais valor. As outras comunidades querem usar o Luso como um exemplo de como é que o trabalho pode ser feito. E as famílias, as pessoas que mais necessitam de ajuda, estão gratos. A Luso continua a ser um lugar especial e merece muitos parabéns”.

Manuel DaCosta que sabe bem como é importante para quem trabalha de forma voluntária receber o apoio da comunidade portuguesa, para pôr de pé e garantir o bom funcionamento de uma instituição solidária, afirmou – “Cada vez mais a comunidade está a aderir ao que faz falta e a reconhecer que realmente vale a pena contribuir. E eu penso que pessoas como o Jack Prazeres e a Luso, que há muitos anos estão a lutar por esta instituição têm que ser apoiados e reconhecidos. Ser voluntário, ser um filantropo exige muita dedicação e contribuição financeira. Tudo isto leva tempo e dinheiro para fazer”.

Ana Luísa Riquito, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, por sua vez, considerou que mais uma sala cheia em noite de gala de angariação de fundos, só mostra o vigor da comunidade portuguesa residente em Ontário. “É a prova de que a comunidade está viva e se mobiliza por boas causas com

persistência e com durabilidade, que é isso que é difícil. Às vezes um pequeno fogo de vista consegue fazer-se, mas depois manter este nível de empenhamento ao longo dos anos é o que é difícil. E a Luso é uma líder pelo exemplo disso mesmo. Continua a haver aqui uma imensa necessidade de infraestruturas e de recursos humanos qualificados que apoiem ao longo de toda a vida as pessoas com deficiência. E por isso, hoje estamos todos aqui, juntos por esta causa”. Joe Botelho, presidente do Centro de Hamilton da Luso Canadian Charitable Society, falou-nos da importância da noite, lembrando que recentemente a instituição lançou mais uma obra da maior relevância para as pessoas com deficiência e respetivas famílias. Precisamente em Hamilton. “Como toda a gente sabe, esta obra que está agora no início. Vai levar algum tempo e vai levar algum dinheiro. E acho que noites como esta tornam tudo mais fácil. E já agora, quero agradecer a todos quantos estão cá e que puderam participar e estão a patrocinar. Acho que toda a gente faz um bom trabalho e nós sem este povo, sem este suporte era muito mais difícil. Por isso, da minha parte e da parte da Luso estou muito agradecido por tudo. Bem hajam”. Jack Prazeres era um homem satisfeito e grato por ver que as galas da Luso Canadian Charitable Society continuam a mobilizar tanta gente. “Temos que agradecer a toda a gente que participa. Porque este é um evento que marca a Luso, porque é destes fundos que nós conseguimos fazer os programas todos que temos diariamente. E as pessoas veem, a comunidade vê o trabalho que a Luso está a fazer, que é um bom trabalho.

São 300 famílias diárias que estamos a ajudar, portanto estamos a chegar muito longe. O próprio Governo está a tomar atenção ao trabalho que nós estamos a fazer e tem ajudado também ultimamente. Portanto, eu acho que é isso que faz a diferença”. Relativamente ao valor angariado, ainda estão a ser feitas as contas finais, mas o otimismo de Jack Prazeres leva-o a acreditar que se irá alcançar um valor superior ao do ano passado. “Bem, nós esperamos sempre fazer um bocadinho melhor que o ano passado. Isso tem acontecido sempre. Desde há 17 anos que isso acontece. Todos os anos estamos um bocadinho melhores, portanto vamos esperar, mas eu sei que já estamos acima de 500.000 dólares. Vamos ver o que é que se pode fazer, mas vai ser certamente um bocadinho melhor que o ano passado”. Doug Ford, Premier de Ontário, demonstrou mais uma vez com a sua presença, a importância e o valor que o seu governo atribui ao trabalho desenvolvido pela Luso Canadian Canadian Charitable Society, afirmando por mais de uma vez, que se trata de um trabalho incrível – “A Luso Charities desenvolve um trabalho incrível ao ajudar pessoas com deficiência a terem dignidade. Proporcionam-lhes um teto, um lugar para viver. Fiquei muito orgulhoso por estar em Hamilton quando foi lançada a primeira pedra do projeto. Estão a transformar uma antiga escola numa casa, e estamos verdadeiramente muito orgulhosos deles. Apoiamos a Luso com um montante de 16 milhões de dólares e vamos continuar a apoiá-la, porque faz um trabalho extraordinário”.

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27.º Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio do Arsenal do Minho anima Toronto

O Arsenal do Minho de Toronto voltou a afirmar-se como um dos grandes dinamizadores da cultura portuguesa na diáspora com a realização do seu 27.º Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio. O evento reuniu dezenas de participantes e um público entusiasta, numa verdadeira celebração das raízes minhotas e da identidade portuguesa além-fronteiras.

Aabertura ficou a cargo do grupo de Bombos, que trouxe força e energia ao palco desde os primeiros momentos. O ritmo contagiante envolveu o público, acompanhado pelas concertinas, recriando a sonoridade vibrante das romarias do Minho.

Nos cantares ao desafio, a improvisação, o humor e a criatividade conquistaram

novamente a assistência. Versos trocados no momento e respostas rápidas demonstraram que esta tradição continua viva e dinâmica, preservada com orgulho pela comunidade portuguesa no Canadá. Vindos diretamente de Portugal, Cristiana Sá e a sua banda, assim como Bruno de Nine, partilharam a emoção de participar num evento tão ligado à diáspora portuguesa. “Estar aqui mais uma vez, significa podermos trazer aos nossos imigrantes um pedacinho de Portugal, para que revivam as tradições que deixaram e a portugalidade que lhes está entranhada no sangue. Trazemos a nossa cultura popular e tradicional para lhes dar alegria e conforto”, afirmou Cristiana Sá. “Independentemente das dificuldades económicas e sociais que atravessamos, as pessoas portuguesas não devem deixar de celebrar

as festas do país. Sentimos orgulho em levar até eles uma lembrança de Portugal e ver que a comunidade mantém vivo o amor pelo país”, acrescentou.

Bruno de Nine reforçou: “eventos como este são essenciais para manter a nossa cultura viva. Somos sempre bem recebidos e sabemos que a comunidade portuguesa aqui em Toronto continua a celebrar as suas raízes com muito entusiasmo.”

As crianças foram uma das grandes estrelas do festival, enchendo o salão de energia e alegria, e demonstrando entusiasmo e orgulho pelas suas raízes. A sua presença reforça a continuidade das tradições portuguesas, garantindo que a cultura do Minho continuará a ser celebrada, mantendo vivas as memórias e o orgulho da comunidade.

Mandy Pereira, diretora do Arsenal do Minho de Toronto, sublinhou: “Estamos com a casa cheia e muito orgulhosos. Este festival é fruto do trabalho e dedicação de todos, assim como do apoio da comunidade. Quero aproveitar este momento para agradecer às nossas crianças: vocês são o futuro e, com vocês, continuaremos a manter vivas as nossas tradições.”

O festival incluiu ainda folclore e danças tradicionais, enchendo o salão de cor, movimento e alegria. A noite terminou com música, dança e convívio, reforçando os laços intergeracionais da comunidade. Em Toronto, o Minho continua a fazer-se ouvir nos bombos, nas concertinas e no folclore, celebrando tradições de geração em geração.

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Credito: Francisco Pegado

Asas do Atlântico celebra 53 anos e apresenta novos órgãos sociais para 2026

O Asas do Atlântico S.S. Club Inc. apresentou oficialmente os seus corpos gerentes para o ano de 2026, num evento solene e festivo que assinalou também os seus 53 anos de existência. A cerimónia reuniu cerca de 200 pessoas, enchendo a sala de sócios, amigos e representantes da comunidade, num ambiente marcado pelo orgulho, pela tradição e pelo espírito associativo.

Asessão contou com a presença da presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, que dirigiu palavras de incentivo à nova direção e destacou o papel fundamental da comunidade portuguesa no desenvolvimento da cidade. No seu discurso, sublinhou que “Portugal e os portugueses são uma força motriz de Toronto”, reconhecendo o contributo histórico, cultural e económico dos luso-canadianos para a diversidade e vitalidade da metrópole.

Na Assembleia Geral, João Goulart assumiu o cargo de presidente, tendo como vice-presidente José dos Santos e como secretária Nadine Goulart. No Conselho Fiscal, a presidência será exercida por Richard Matos, acompanhado pelo vice-presidente José Furtado e pela secretária Analia Goulart. A Direção Executiva será liderada por Melissa Mazzuca, que desempenhará as funções de presidente. Helena Furtado assume o cargo de vice-presidente, ficando igualmente responsável pela área de Relações Públicas. A secretaria estará a cargo de Marilia Fraga e a tesouraria será assegurada por Brock Mazzuca. Integram ainda os corpos sociais, na qualidade de vogais, Idalina Lopes, Elvina Furtado, Joana Bettencourt, Nancy Matos, Adelina dos Santos e Suzette Piton.

Após o momento formal da tomada de

posse, a celebração ganhou um tom mais festivo. A animação musical esteve a cargo da banda Santa Fé, que trouxe ao palco temas bem conhecidos da comunidade, convidando muitos dos presentes a dançar e a reviver memórias. O ponto alto da noite aconteceu quando todos se reuniram para cantar os “Parabéns” ao clube, assinalando os 53 anos com um bolo comemorativo que simbolizou mais de meio século de dedicação à cultura e às tradições açorianas.

Fundado por emigrantes oriundos sobre-

tudo das ilhas do Pico e do Faial, o Asas do Atlântico continua a ser um verdadeiro pedaço dos Açores em Toronto. Ao longo de mais de cinco décadas, o clube tem sido um espaço de convívio, partilha e preservação das raízes, mantendo viva a alma açoriana na diáspora e fortalecendo os laços entre gerações. Com esta nova composição, o clube prepara-se para dar continuidade ao seu trabalho associativo em 2026, reforçando o compromisso com os sócios e com a comunidade local. O próximo grande

evento já está marcado: a tradicional “Matança de Porco”, agendada para o final do mês de março, uma iniciativa que promete, mais uma vez, reunir a comunidade à volta dos sabores, dos costumes e da identidade que definem este grupo tão representativo do Pico e do Faial na Grande Área de Toronto.

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Autoridade de Saúde Pública de Toronto não irá suspender alunos

Os alunos de Toronto que estavam em risco de suspensão por falta de atualização das vacinas poderão permanecer nas aulas até ao final do ano letivo. A decisão foi anunciada pela Autoridade de Saúde Pública de Toronto, (Toronto Public Health, TPH na sigla em inglês) com o objetivo de dar mais tempo às famílias para entregarem os registos em falta e regularizarem a situação. Entre Novembro e Fevereiro, foram analisados os boletins de vacinação dos alunos do 2.º ao 5.º ano das escolas públicas. Sempre que foram detetadas vacinas em atraso, os pais receberam um aviso de possível suspensão ao abrigo da “Immunization of School Pupils Act.”

Apesar de não haver novas suspensões até ao final do ano, a lei mantém-se em vigor. Os pais devem apresentar os registos atualizados ou pedir isenção formal por motivos médicos, religiosos ou de consciência. A autoridade de saúde continuará a apoiar as famílias neste processo, mas não divulgou o número de alunos afetados.

De acordo com o calendário de vacinação da província, os estudantes devem estar imunizados contra sarampo, papeira, difteria, rubéola, tétano, poliomielite, tosse convulsa e doença meningocócica. As crianças nascidas a partir de 2010 têm ainda de estar vacinadas contra a varicela. Estas vacinas são consideradas essenciais para prevenir surtos nas escolas e proteger toda a comunidade educativa.

FP/MS

Toronto assinalou 100 dias para o arranque do Mundial FIFA 2026 com grande celebração comunitária

A cidade de Toronto assinalou esta semana a marca simbólica dos 100 dias para o início do FIFA World Cup 2026 com uma grande celebração que reuniu milhares de adeptos, representantes de vários níveis de governo, diplomatas e convidados especiais.

Vestidos com as cores das suas seleções favoritas, os participantes juntaram-se no espaço Rebel para um evento organizado pela Câmara Municipal de Toronto, sob o tema “O Mundo numa Cidade” (The World in a City).

A iniciativa contou com atuações ao vivo, apresentações culturais, gastronomia internacional e sessões de autógrafos com antigos e atuais jogadores do Toronto FC e da seleção nacional. Na sua intervenção, a presidente da Câmara, Olivia Chow, destacou que o torneio será uma oportunidade para mostrar ao mundo “a força das nossas co-

munidades e o espírito que une as pessoas”.

Também o Secretário de Estado do Desporto do Canadá, Adam van Koeverden, sublinhou que a contagem decrescente já começou para um verão memorável. “Três países. Um objetivo.” Canadá, Estados Unidos e México unem-se para acolher um torneio que promete inspirar jovens atletas e gerar benefícios económicos e comunitários duradouros.

Já numa perspetiva mais próxima da comunidade desportiva, o treinador e dirigente Samuel Gyeke-Amo destacou a dimensão multicultural da cidade. Segundo afirmou, Toronto irá mostrar ao mundo a sua diversidade, com bandeiras e camisolas de todas as nações nas ruas, tornando o Mundial numa verdadeira celebração global. Sublinhou ainda o impacto junto dos mais jovens, defendendo que ver os melhores jogadores do mundo em casa poderá inspirar sonhos e moldar futuras gerações.

O Canadá prepara-se com entusiasmo para acolher o FIFA World Cup 2026, em conjunto com os Estados Unidos e o México. A competição decorrerá de 11 de junho a 19 de julho de 2026, reunindo 48 seleções em 16 cidades anfitriãs. Em território canadiano, serão disputados 13 jogos, repartidos entre Toronto e Vancouver. Toronto irá acolher seis partidas, incluindo o primeiro jogo de sempre de um Campeonato do Mundo masculino realizado em solo canadiano, a 12 de junho, no BMO Field, que durante a competição adotará a designação oficial de Toronto Stadium. Durante o torneio, a cidade organizará ainda o FIFA Fan Festival no Fort York National Historic Site e no The Bentway, reforçando o ambiente festivo que promete marcar o verão de 2026.

Overdoses em Toronto aumentam quase 50% desde janeiro

O número de pessoas que sofreram uma overdose em Toronto subiu quase 50% em Janeiro de 2026, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com dados do programa municipal Sistema de Informação sobre Overdoses de Toronto (Toronto Overdose Information System). Os Serviços de Paramédicos responderam a 350 chamadas relacionadas com suspeitas de overdoses não fatais de opióides, um aumento de 47% face às 239 ocorrências registadas em Janeiro de 2025.

Ocrescimento começou em Outubro de 2025, com 277 chamadas, subindo para 281 em Novembro e 320 em Dezembro. Em comparação, no mesmo período de 2024 os números eram mais baixos: 264 chamadas em Outubro, 267 em Novembro e 266 em Dezembro. No que diz respeito a mortes, registaram-se 12 óbitos em Janeiro de 2025 e o mesmo número em Janeiro de 2026. Ao longo de 2025, a cidade contabilizou 126 mortes por overdose, menos do que as 226 do ano anterior. Segundo o Gabinete do Médico

Legista-Chefe, nos primeiros nove meses de 2025 houve 189 mortes confirmadas ou prováveis por toxicidade de opióides. O Sistema de Informação sobre Overdoses de Toronto criticou o encerramento dos centros de consumo assistido. O governo de Doug Ford optou agora por um modelo mais centrado na abstinência, investindo 530 milhões de dólares na abertura de 28 centros de tratamento em Ontário.

FP/MS

Toronto inicia substituição de transmissores de contadores de água avariados

A cidade de Toronto anunciou um plano de três anos, no valor de 103 milhões de dólares, para substituir os transmissores de contadores de água que falharam. Estes dispositivos enviam automaticamente os dados de consumo, mas muitos deixaram de funcionar devido a baterias com vida útil inferior à prevista.

Segundo Lou Di Gironimo, gestor-geral dos Serviços de Água de Toronto (Toronto Water), cerca de 70% dos 470 mil transmissores já falharam, e os restantes devem avariar até Setembro de 2026. Enquanto os transmissores não forem substituídos, os clientes afetados estão a ser cobrados com base em estimativas de consumo, em vez de leituras reais. Alguns moradores têm enviado leituras manuais para garantir que pagam apenas pelo consumo efetivo.

O trabalho, que começa em Abril, será

realizado pela Neptune Technology Group (Canada), com fornecimento dos novos dispositivos pela Aclara Technologies. Es-

tão previstas até 20 mil substituições por mês, organizadas por zonas, até 2028. Não haverá custos adicionais para os clientes.

A cidade garante que, assim que o sistema automatizado voltar a funcionar, a faturação correta será emitida em quatro a seis semanas, podendo gerar crédito ou saldo a pagar. Os clientes serão então retirados do sistema de faturação estimada. Os residentes devem aguardar uma carta da cidade a informar sobre a necessidade de substituição e marcar uma data com a Neptune. Um adulto deve estar presente, garantindo acesso ao contador e transmissor. A operação demora cerca de 20 a 30 minutos, e todos os técnicos terão identificação oficial da cidade. Enquanto esperam pela substituição, os clientes podem enviar leituras manuais online ou através do 311. O serviço de apoio ao cliente continuará disponível em várias línguas, com opções de pagamento flexíveis.

FOTOS
Creditos: Francisco Pegado

PORTUGAL CANADÁ

Câmara de Toronto

John Tory diz que não se voltará a candidatar

O antigo presidente da Câmara de Toronto, John Tory, anunciou que não voltará a candidatar-se ao principal cargo da cidade nas eleições municipais deste outono.

Num comunicado, Tory afirmou que não irá procurar a reeleição devido ao impacto que a campanha teria na sua família e nos seus amigos. “Não me vou candidatar a presidente da Câmara porque sinto que não posso sujeitar a minha família e as pessoas de quem gosto aos inevitáveis ataques à minha pessoa e à minha vida pessoal que já começámos a ver, mesmo antes de eu anunciar quaisquer intenções”, disse Tory no comunicado. “Não estou a pedir que tenham pena de mim. Assumi a responsabilidade ao demitir-me e sei que a política é um negócio duro, por vezes brutal. O que peço é a vossa compreensão.”

Em fevereiro de 2023, Tory anunciou a sua demissão, poucos meses depois de ini-

ciar o seu terceiro mandato como Mayor, após admitir que manteve uma “relação inapropriada” com uma antiga funcionária da sua equipa. Exercia o cargo desde 2014.

Tory afirmou que pretende continuar o seu trabalho como comentador e acompanhará de perto a lista de candidatos. Disse ainda que planeia incentivar quaisquer residentes que acreditem poder contribuir “de forma significativa” para melhorar a cidade a entrarem na corrida, seja para presidente da Câmara ou para vereador.

Acrescentou que continuará a servir a comunidade através do seu trabalho filantrópico e voluntário, incluindo com a WoodGreen, a Scarborough Health Network e o Festival Internacional de Cinema de Toronto.

“Serei sempre um defensor de Toronto. Serei sempre o maior fã desta cidade.”

Homem canadiano retido num centro de detenção do ICE há 4 meses aguarda audiência de deportação

A família de um homem canadiano detido pelo Immigration and Customs Enforcement (ICE) está a pressionar pela sua libertação de um centro de detenção no Texas.

de remoção e deportação.

Curtis Wright, de 39 anos, nasceu em Edmonton, mas vive nos Estados Unidos há quase 30 anos, onde também residem os seus pais, a noiva e os três filhos.

Wright é residente permanente e trabalha na indústria do petróleo e gás.

Estava a regressar aos Estados Unidos depois de uma viagem de negócios ao México, em novembro, quando foi encaminhado para uma segunda inspeção, contou o seu irmão, Adam Scorgie.

Mais tarde, Wright enviou uma mensagem à noiva a dizer que estava a ser detido e que seria transferido para uma instalação do ICE em Pearsall, no Texas.

Desde então, Wright já foi transferido para outros seis centros de detenção e o seu processo foi adiado três vezes, afirmou o irmão.

Scorgie disse que, embora Wright esteja a lidar relativamente bem com a detenção, as condições no centro são “horrendas”.

Wright tem três delitos menores no seu registo criminal: posse de substância controlada, posse de arma e condução sob o efeito de álcool. Segundo o advogado de Wright, Matt Mendez, estas acusações permitiram ao ICE iniciar procedimentos

Carney diz que o apoio ao ataque dos EUA e de Israel ao Irão “não é um cheque em branco”

O primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o seu apoio ao ataque dos Estados Unidos ao Irão, ordenado pelo presidente Donald Trump, ocorre num contexto de “falha da ordem internacional” e “não é um cheque em branco”.

Na sequência do ataque inicial ocorrido no fim de semana, Carney declarou que o Canadá apoia os Estados Unidos no esforço para impedir que a República Islâmica do Irão obtenha armas nucleares, classificando o regime como “a principal fonte de instabilidade e terror no Médio Oriente” e como tendo “um dos piores registos de direitos humanos do mundo”.

“Assumimos esta posição porque consideramos que a ameaça nuclear e a exportação de terrorismo por parte do Irão ao longo de décadas constituem uma das mais graves ameaças à paz e à segurança internacionais”, afirmou Carney. “Foi nesse sentido limitado que apoiámos esse aspeto. Isso não é um cheque em branco. Não significa que estejamos a participar. Não significa que estejamos a pedir algo em troca desse apoio. É simplesmente uma posição clara.”

A declaração inicial de Carney foi aplaudida em alguns círculos e criticada noutros por não abordar a questão do direito internacional.

Falando a partir de notas preparadas, Carney atualizou a sua posição, acrescentando que “o Canadá reafirma que o direito internacional vincula todos os beligerantes. O Canadá está a lidar ativamente com o mundo tal como ele é, e não a esperar passivamente por um mundo que gostaríamos que existisse”, afirmou. “Adotamos esta posição com pesar, porque o atual conflito é mais um exemplo do fracasso da ordem internacional.”

Carney acrescentou que, apesar de décadas de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o Irão continua a representar uma ameaça nuclear. “E agora os Estados Unidos e Israel agiram sem envolver as Nações Unidas nem consultar os aliados, incluindo o Canadá”, disse. Carney apelou ainda a uma “rápida desescalada das hostilidades”. “O envolvimento diplomático é essencial para evitar um conflito mais amplo e profundo. Os civis inocentes devem ser protegidos, e todas as partes devem comprometer-se a encontrar acordos duradouros para pôr fim tanto à proliferação nuclear como ao extremismo terrorista”, afirmou.

“O Canadá seguirá esta abordagem em conjunto com países que partilham a mesma visão e com os participantes no conflito.”

CBC/MS

Carney diz ao Parlamento australiano que aliados devem aproximar-se

CBC/MS Num discurso perante o Parlamento australiano que foi, em certa medida, uma declaração de apreço pelo país e pelo seu povo, o primeiro-ministro Mark Carney apelou aos cidadãos de ambos os países da Commonwealth para que se aproximem mais num momento em que a ordem global estabelecida está a desmoronar-se.

C“Qualquer acumulação de delitos menores pode levar um residente permanente a enfrentar um processo de deportação”, explicou Mendez.

Quando o ICE iniciou o processo de deportação, Wright foi informado de que a acusação de posse de substância controlada era a razão da sua detenção — uma acusação apresentada há mais de 20 anos, quando ainda frequentava o ensino secundário. Na altura, Wright cumpriu serviço comunitário como parte da sentença. CBC/MS

arney afirmou que o Canadá e a Austrália, ligados por uma herança comum e por instituições políticas semelhantes, estão bem posicionados para colaborar nos desafios do nosso tempo — nomeadamente no desenvolvimento conjunto de minerais críticos e de inteligência artificial, bem como no reforço da cooperação em matéria de defesa numa época em que aliados fiáveis são cada vez mais raros. Carney e o seu homólogo australiano, Anthony Albanese, com quem desenvolveu uma relação pessoal próxima, assinaram acordos nessas áreas, bem como um novo “tratado fiscal e de investimento” destinado a incentivar o investimento empresarial bilateral.

Depois de ser recebido com uma salva de 19 tiros e com uma banda militar a tocar O Canada em frente ao moderno edifício do Parlamento em Canberra, Carney reuniu-se com Albanese e com todo o seu gabinete, algo raro, antes do discurso, enquanto analisavam estas novas iniciativas.

Embora separados pela geografia, Carney disse aos parlamentares, perante quase todos os 226 deputados e senadores, que os dois países são, com razão, “primos estratégicos” e que estão preparados para fazer muito mais juntos perante “hegemonias”, como os Estados Unidos e a China, que estão a usar o seu poder económico como arma e a deixar as potências médias vulneráveis.

Embora possa existir um instinto de competição, dadas as semelhanças entre os dois países, Carney afirmou que, sendo ambos territórios vastos e ricos em recursos naturais muito procurados pelo mundo, a cooperação é o melhor caminho a seguir. CBC/MS

Primeiro-ministro Mark Carney com o homólogo australiano Anthony Albanese. (CBC)

Londres confirma que drone que atingiu base no Chipre não foi lançado do Irão

Um drone do tipo Shahed que, na madrugada de segunda-feira, atingiu a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, não foi lançado do Irão, confirmou esta quinta-feira o Governo britânico.

Um porta-voz disse que a investigação inicial das peças recuperadas do aparelho indica "que se tratava de um drone do tipo Shahed, que não foi lançado do Irão", e que caiu antes de o primeiro-ministro, Keir Starmer, autorizar os Estados Unidos a usar as bases britânicas para fins defensivos.

A mesma fonte indicou que o drone atingiu um hangar do aeródromo - e não uma pista, como afirmado anteriormente -, e causou "danos mínimos", sem provocar vítimas.

A informação coincide com aquela dada anteriormente pelo ministro da Defesa britânico, John Healey, e por uma fonte governamental cipriota citada pela agência

France-Presse (AFP), que disse que o drone que tinha sido lançado do Líbano, "provavelmente" pela milícia pró-iraniana Hezbollah.

Healey chegou hoje ao Chipre para tentar acalmar o descontentamento do governo da ilha mediterrânea e membro da União Europeia (UE), salientando que "a longa amizade entre o Reino Unido e a República do Chipre permanece sólida face às ameaças iranianas", escreveu na rede social X.

O ministro encontrou-se com o homólogo cipriota, Vasilis Palmas, com quem disse ter discutido "o reforço das defesas aéreas" pelo Reino Unido, de forma a garantir "a segurança comum". Em causa está a defesa das duas bases aéreas britânicas localizadas na antiga colónia de ataques de retaliação do Irão após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel iniciada no sábado (28) contra o Irão.

JN/MS

Proteção infantil

Trump chama "perdedora" a Espanha e acusa-a de ser "hostil à NATO"

O presidente norte-americano, Donald Trump, chamou "perdedora" a Espanha acusando o país de ser "muito hostil" à NATO. "Não sabe jogar em equipa", atirou o líder dos EUA.

Num novo ataque a Espanha, Donald Trump criticou o país por ser o único país da Aliança Atlântica a opor-se à meta de gastos na Defesa equivalentes a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e alertou para possíveis represálias. "Temos muitos vencedores, mas Espanha é uma perdedora", afirmou o presi-

dente dos EUA, em entrevista ao "The New York Post". Trump aproveitou também para destacar novamente a sua "deceção" com o Reino Unido, após a posição inicial de oposição ao uso das bases militares para ataques contra o Irão.

Espanha está a ser "muito hostil" à NATO, atacou o líder norte-americano. "Eles são muito hostis a todos (...) Eles não são jogadores de equipa e nós também não seremos", alertou numa outra mensagem onde sugere represálias contra o governo de Pedro Sánchez.

JN/MS

Megaoperação da Interpol detém 60 abusadores de crianças e resgata 65 vítimas

As autoridades detiveram, na América Latina, 60 pessoas suspeitas de abusarem sexualmente de crianças, no âmbito de uma operação da Interpol.

Aoperação em causa foi conduzida em nove países, entre fevereiro de 2025 e janeiro deste ano, permitindo identificar e resgatar 65 vítimas, todas menores, 80% das quais raparigas e a maioria

geracional

Um estudo à escala internacional divulgado pelo jornal britânico "The Guardian" conclui que homens da geração Z são mais propensos a defender visões conservadoras sobre papéis de género, em contraste com gerações anteriores.

Oestudo, que contou com 23 mil inquiridos em vários países do Mundo, analisou dois grupos geracionais: a geração Z, que inclui pessoas nascidas entre 1997 e 2012; e a dos "baby boomers", que engloba os anos entre 1946 e 1964. A análise, noticiada pelo "The Guardian", aponta que a geração mais nova apresenta visões mais conservadoras sobre papéis de género do que a mais antiga, com quase um terço dos homens da geração Z a acreditar que as mulheres devem obedecer aos homens dentro de uma relação.

com idade entre os cinco e 13 anos.

De acordo com comunicado da Interpol, algumas das vítimas constaram durante mais de dez anos em bases de dados consideradas material de abuso sexual ou exploração de menores, sem que alguma vez tivessem sido identificadas.

"Os supostos autores dos crimes tinham diferentes níveis de ligação com as suas vítimas", explicou a Interpol, apontando

para "familiares, amigos, vizinhos, professores, predadores online e viajantes estrangeiros".

Entre os 60 detidos está uma mulher da República Dominicana que abusou dos próprios filhos, de 10 e 13 anos, em conjunto com um "criminoso sexual estrangeiro" que vivia com a família, tendo ambos sido detidos. Na Costa Rica, um homem fez-se passar por uma celebridade na Internet,

onde atraía e seduzia vítimas, que depois ameaçava e a quem fazia extorsão.

As autoridades do Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, República Dominicana e Panamá estiveram envolvidas na operação. Segundo a Europol, os países em causa ainda estão à procura de 45 vítimas de abuso sexual que continuam por resgatar. JN/MS

valores baixaram para 23% e 13%, respetivamente.

O estudo anual, realizado pela empresa de estudos de mercado Ipsos, juntamente com o Global Institute for Women's Leadership (GIWL), instituto de investigação sobre igualdade de género e representação feminina, visou 29 países. Os resultados, publicados pela universidade King's College London, mostram uma diferença considerável entre gerações acerca das dinâmicas relacionais.Os homens e rapazes da geração Z têm o dobro da probabilidade de concordar que o homem deve tomar as decisões importantes da relação, sendo que apenas 13% dos "baby boomers" acham que a mulher deve obedecer ao namorado/marido. Entre as mulheres questionadas sobre o mesmo ponto, 18% da geração Z e 6% da geração dos "boomer" concordam.

O estudo mostra também que quase um quarto dos homens mais jovens (24%)

acredita que uma mulher "não deve parecer demasiado independente ou autossuficiente", enquanto os "baby boomers ficaram pelos 12%. E, na sexualidade, 21% dos homens da geração Z defendem que uma "mulher a sério" nunca deveria iniciar o ato sexual, comparado com apenas 7% de concordância nos "baby boomers".

A análise também mostra que mais de metade dos homens da geração mais nova (59%) acredita que há demasiadas expectativas de que os homens apoiem e trabalhem mais na igualdade de género, enquanto os "baby boomers" ficam-se pelos 45%.

Numa análise por países, a Indonésia e a Malásia lideram a tabela, com cerca de 66% e 60% dos inquiridos de ambos os géneros a concordarem com a premissa de que a visão masculina se deve sobrepôr à feminina, enquanto nos EUA e em Inglaterra, os

Heejung Chung, diretora do GIWL e responsável pelo estudo, destaca sinais esperançosos que mostram que os alicerces da igualdade de género se mantêm fortes, como a concordância de que deveria haver mais mulheres nos Governos, mas salienta que a análise deixa claro que as opiniões conservadoras têm aumentado nos últimos anos. No questionário de 2019, 42% das pessoas acreditavam que os direitos das mulheres tinham ido longe mais nos seus países. Agora, o número aumentou para 52%.

"Acho que há muito descontentamento, muito medo entre os homens de perderem as suas posições sociais. Há um vazio que está a ser preenchido com retórica e vozes que estão a tentar revoltar os jovens contra a igualdade de género, contra as mulheres, contra migrantes", justifica Chung. JN/MS

Credito:

O Dia Internacional da Mulher, assinalado a 8 de março, deve ser mais do que uma celebração simbólica: é um momento de reflexão sobre o percurso das mulheres nas mais diversas áreas profissionais e sobre os desafios que continuam a enfrentar. Ao longo das últimas décadas, a presença feminina consolidou-se na política, na ciência, na justiça, na cultura, no desporto e na gestão empresarial. Hoje, as mulheres lideram equipas, dirigem instituições, produzem conhecimento científico de ponta e ocupam cargos de decisão que, durante séculos, lhes estiveram vedados. Contudo, apesar dos avanços inegáveis, a afirmação profissional feminina continua, muitas vezes, a exigir um esforço acrescido. Persistem desigualdades salariais, menor representação em posições de topo e uma maior pressão social associada à conciliação entre vida profissional e familiar. Em muitos contextos, a competência das mulheres ainda é sujeita a escrutínio mais rigoroso, como se precisassem de provar continuamente o seu mérito.

A celebração do Dia Internacional da Mulher recorda que a igualdade não é um dado adquirido, mas um processo em construção. Reconhecer o contributo feminino em todas as áreas é essencial, mas igualmente importante é criar condições estruturais que permitam às mulheres progredir sem barreiras invisíveis. Valorizar o talento, promover oportunidades justas e combater preconceitos são passos fundamentais para que o mérito, e não o género, determine o percurso profissional de cada pessoa. Nestas páginas encontram um conjunto de mulheres extraordinárias. Felizmente esta é apenas um pequeníssima amostra. Há muitas mais – na sua casa, na sua família, no seu ambiente de trabalho... no mundo, afinal.

Christine Sinclair

Uma das maiores futebolistas da história, capitã histórica da seleção canadiana. É referência mundial no futebol feminino e símbolo de liderança e longevidade no desporto.

Maria Manuel Mota

Investigadora de referência internacional na área da malária. Dirige o Instituto de Medicina Molecular e é uma das cientistas portuguesas mais citadas.

Rebeca Andrade

Ginasta brasileira mais medalhada da história, tornando-se também a maior medalhista olímpica geral do Brasil com 6 pódios (2 ouros, 3 pratas, 1 bronze) após os Jogos de Paris 2024.

Donna Strickland

Física canadiana e da Física (2018) pelo amplificação de pulsos mulheres laureadas

Uma das figuras mais portuguesa, apresentadora sária de sucesso.

Ursula von der Presidente da Comissão lheres mais influentes

Cristina Ferreira

Strickland

e vencedora do Prémio Nobel pelo desenvolvimento da pulsos laser. Uma das poucas laureadas na área.

Ferreira

mais influentes da televisão apresentadora carismática e empre-

der Leyen

Comissão Europeia, uma das muinfluentes na política internacional.

Mary Simon

Primeira Governadora-Geral indígena do Canadá. Defensora dos direitos dos povos Inuit e figura central na reconciliação nacional.

Telma Monteiro

Uma das atletas portuguesas mais medalhadas de sempre no judo, com presença constante em Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais.

Tatiana Sampaio

Bióloga e pesquisadora da UFRJ, reconhecida em 2026 por desenvolver a polilaminina, uma proteína capaz de regenerar lesões medulares.

Autumn Peltier

Ativista indígena pelos direitos à água potável. Tornou-se voz reconhecida internacionalmente na defesa ambiental ainda muito jovem.

Joana Vasconcelos

Artista plástica de projeção internacional, conhecida pelas suas esculturas e instalações de grande escala.

Giorgia Meloni

Política e jornalista italiana. Presidente do Conselho de Ministros da Itália desde 2022. É a primeira mulher a ocupar o cargo.

PORTUGAL PORTUGAL

Marcelo Rebelo de Sousa

"Foi a ideia mais louca que tive", diz Marcelo

sobre retrato oficial feito por Vhils

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que a escolha de Vhils para fazer o seu retrato oficial foi "a ideia mais louca" que teve como presidente, marca uma viragem e simboliza "o triunfo da democracia".

Aobra de Alexandre Farto, que assina como Vhils, foi apresentada numa curta cerimónia, no Museu da Presidência da República, com a presença do artista.

Vhils usou camadas de recortes de jornais de 2016 a 2026, sobrepostos e esculpidos, para formar a imagem do rosto de Marcelo Rebelo de Sousa, sorridente - apenas o rosto, em grande dimensão, e não o corpo inteiro.

"Visto de perto é completamente diferente. E podemos ver, quem tiver paciência, ali o retrato de alguém que foi pri-

meiro-ministro comigo [António Costa], ali problemas dos fogos, ali problemas da pandemia, está por lá, por baixo", apontou o presidente da República, em declarações aos jornalistas. Questionado se ficou satisfeito com a obra, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Fiquei muito satisfeito - não é satisfeito, é muito satisfeito - e ao mesmo tempo a dizer para mim mesmo que foi a ideia mais louca que tive em 10 anos de mandato".

"Eu sou considerado muito original. Esta foi a minha maior originalidade. Quer dizer, tive muitas originalidades, mas esta foi de longe a maior", acrescentou.

Segundo o chefe de Estado, quem visitar com calma a galeria de retratos de presidentes verificará que este marca uma viragem. E aqui quem virou o ciclo foi o Vhils, foi ele". A sua ideia, explicou, "era ter aqui uma representação de um período históri-

Presidência da República

Marcelo

vai sair como entrou,

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que vai sair de presidente como entrou no Parlamento para tomar posse, a pé, e desejou que o seu sucessor, António José Seguro, seja "o melhor" dos presidentes.

Ochefe de Estado falava tendo ao seu lado o primeiro-ministro, Luís Montenegro numa conversa em registo informal com os jornalistas, na residência oficial de São Bento, em Lisboa, depois de ter presidido a uma reunião do Conselho de Ministros, "Desejo ao senhor presidente António José Seguro, e já o disse duas vezes, as maiores felicidades. Que seja muito feliz. E, se for possível, que consiga ser o melhor de

AIMA

Imigrantes lamentam aumento das taxas da agência para as migrações

As principais associações de imigrantes em Portugal criticaram a subida das taxas da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) e pediram que esse aumento seja reinvestido nos serviços e em programas de integração.

No início do mês, a AIMA atualizou a tabela de taxas e demais encargos aplicáveis aos procedimentos administrativos do regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de cidadãos estrangeiros do território nacional, com aumentos que em alguns casos superam os 25%, em atos relacionados com autorizações de residência, vistos, renovações ou outros serviços de gestão migratória.

"Esta atualização da tabela já estava prevista e há a indicação de que é uma revisão que fazem periodicamente, mas o importante é que estes aumentos revertam para políticas de integração, o que não temos garantia que suceda", afirmou à Lusa a diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações, Eugénia Quaresma.

A renovação de residência passa a ter um custo entre 70 e 160 euros e o pedido de nacionalidade portuguesa tem um custo aproximado de 170 euros, enquanto a concessão de autorização de residência para investimento pode custar até 8.418 euros.

co" em que teve a responsabilidade de chefiar o Estado português, como Pomar tinha representado uma época diferente e como Paula Rêgo tinha representado uma época diferente", nos retratos de Mário Soares e de Jorge Sampaio. "Eu gostei muito. Muito, muito, muito. É o que interessa, porque corresponde àquilo que eu queria que representasse", reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou que Vhils veio da arte urbana, de "uma situação de luta pela afirmação" e descreveu-o como "um triunfador coerente com os seus ideais".

Nesse sentido, considerou que a obra apresentada "é um retrato de uma sociedade aberta" e simboliza "o triunfo da democracia".

JN/MS

"Para os investidores há um grande aumento, mas nas famílias que ganham pouco e são um agregado alargado o custo também é muito grande", considerou Eugénia Quaresma, adiantando que "as taxas devem estar em linha com os vencimentos em Portugal".

"Isto não significa que os migrantes não querem pagas as taxas, o que querem é a vida resolvida e que lhes garantam dignidade", afirmou a vice-presidente da Casa do Brasil de Lisboa, recordando que a AIMA tem tido lucro, entre os custos e as receitas das taxas, tendo atingido 62 milhões de euros.

JN/MS

a pé, e deseja que Seguro seja "o melhor" dos presidentes

todos os presidentes da República", declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa realçou a votação que o antigo secretário-geral do PS obteve na segunda volta das presidenciais: "Tem um apoio tal e tem uma esperança tal das pessoas atrás dele, que isso implica que seja obrigação de todos os cidadãos - agora, já falo quase como cidadão - desejarmos isso mesmo".

O presidente da República cessante manifestou ainda a expectativa de que o seu sucessor tenha "um bom relacionamento com o Governo". "Acho que era, neste momento do mundo, e neste momento da Europa, neste momento do país, depois da calamidade, acho que era o ideal para todos", acrescentou.

Interrogado sobre como pensa que os portugueses o vão recordar, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu que não tem "a mínima ideia", mas realçou que, quando assumiu o cargo, ponderou se deveria mudar a sua "maneira de ser", e decidiu que não.

Segundo o chefe de Estado, a decisão estava tomada quando subiu a rampa do Palácio de Belém, em 9 de março de 2016. "Não vou mudar, porque depois não fica nem carne, nem peixe. Nem fica aquilo que a pessoa é, nem aquilo que quer ser para vestir um facto institucional e uma maneira de agir e de proceder, mesmo ritualmente, que não é a sua maneira de ser", justificou. "Agora, deu bem, deu mal. Umas vezes, porventura, deu melhor. Outras vezes, deu pior", comentou.

Marcelo Rebelo de Sousa recordou que "tinha chegado a pé" à Assembleia da República, no dia em que tomou posse, e tenciona também "sair a pé, claro", na próxima segunda-feira, 9 de março, dia da posse de António José Seguro.

"Apesar de, teoricamente, o ex-presidente da República ter direito a automóvel, mas eu quero sair a pé, vou ter com o meu automóvel", disse.

Quanto ao que irá fazer depois, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou que não vai ter qualquer forma de intervenção política e defendeu que "deve-se saber sair de cena" e que "aí não pode haver meio-termo".

Credito: JN

Jovens madeirenses criam mapa digital para denunciar más práticas de sustentabilidade

Um grupo de jovens vai lançar um mapa digital, que identifica más práticas e falhas no acesso a espaços públicos, no âmbito do projeto ‘Inclusive Cities: Youth for Accessible Urban Spaces’.

Esta iniciativa é coordenada pela Associação My Madeira Island e cofinanciada pelo Programa Erasmus+ da União Europeia. Segundo a nota de imprensa, o projeto nasceu de uma proposta, em que os jovens identificaram dificuldades de acesso em vários locais públicos do Funchal, como em outros concelhos da região, incluindo estações dos CTT, centros de juventude e edifícios administrativos.

Segundo os participantes, “muitos destes espaços continuam a apresentar barreiras significativas para pessoas com deficiência motora, mobilidade reduzida, pais com carrinhos de bebé e outros cidadãos”.

“A acessibilidade é um dos principais fatores de exclusão social para pessoas com deficiência motora e mobilidade reduzida. Muitas vezes tornam-se invisíveis na sociedade e sentem-se afastadas dos processos de decisão”, afirmou André Santos, da My Madeira Island.

O mapa digital tem como objetivo destacar os locais mais problemáticos, de maneira a chamar a atenção dos urbanistas, decisores políticos e entidades públicas para a necessidade de soluções concretas. Esta plataforma permite igualmente a participação do público em geral, que poderá submeter sugestões de locais que necessitam de intervenção.

O projeto é desenvolvido em parceria com a organização italiana Uniamoci, sediada em Palermo, que apoia pessoas com deficiência e possui experiência em advocacia e inclusão social. Além da Madeira, será criado um mapa semelhante em Sicília.

A iniciativa pretende promover cidades mais inclusivas e reforçar o envolvimento dos jovens nos processos de participação cívica e diálogo com decisores.

Os interessados em colaborar na implementação do projeto na Madeira podem contactar a organização através do email info@mymadeiraisland.com.

JM/MS

AUTONOMIAS

Porto Santo regista maior subida do país no preço das casas

Os preços das casas continuam a subir na Região Autónoma da Madeira, com aumentos expressivos tanto na ilha da Madeira como no Porto Santo, segundo o mais recente índice de preços do idealista.

De acordo com o relatório anual de preços de venda, comprar casa na Região Autónoma da Madeira custa atualmente cerca de 3.821 euros por metro quadrado, colocando o arquipélago como a terceira região mais cara do país, apenas atrás da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve. Nos últimos 12 meses, os preços

subiram 17,5% na região, uma das maiores valorizações nacionais. O destaque vai para o Porto Santo, que registou a maior subida anual entre distritos e ilhas, com uma valorização de 32%. O preço mediano atingiu os 3.681 euros por metro quadrado, colocando a ilha entre os mercados imobiliários mais caros do país.

Também a ilha da Madeira apresentou uma valorização significativa, com uma subida anual de 17,3% e um preço mediano de 3.825 euros por metro quadrado, o terceiro valor mais elevado entre distritos e ilhas, apenas superado por Lisboa e Faro. No concelho do Funchal, os preços das

casas aumentaram 12,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, atingindo um valor mediano de 3.959 euros por metro quadrado. A capital madeirense mantém-se como a terceira cidade mais cara do país para comprar casa, apenas atrás de Lisboa e do Porto.

A nível nacional, os preços das casas subiram 12,2% em fevereiro, atingindo um novo máximo histórico de 3.076 euros por metro quadrado, de acordo com o índice do idealista, que analisa os preços de oferta anunciados na plataforma imobiliária.

JM/MS

José Manuel Bolieiro destaca na BTL aposta na qualidade como chave do sucesso turístico dos Açores

O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à abertura do ‘stand’ da Região na BTL 2026 – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre na Feira Internacional de Lisboa. A sessão reuniu autarcas, empresários e operadores turísticos açorianos, simbolizando a união institucional e empresarial na promoção do destino.

Ogovernante destacou que o crescimento do turismo nos Açores resulta de uma estratégia centrada na qualidade, no valor acrescentado e na diferenciação, em vez do aumento em volume. Como resultado, o rendimento do setor passou de 104 milhões de euros em 2019 para 206 milhões atualmente (+97%),

enquanto o número de passageiros desembarcados cresceu de 1,7 para 2,3 milhões (+40%). O RevPAR aumentou 72%, reforçando a valorização da oferta. Em 2023, o turismo gerou 889 milhões de euros, representando cerca de 20% do VAB regional, 17% do PIB e 17% do emprego. Bolieiro apelou ainda à confiança e resiliência em 2026, defendendo a consolidação dos resultados e rejeitando leituras pessimistas perante oscilações pontuais.

A presença reforçada na BTL confirma a aposta na promoção externa e na afirmação dos Açores como destino sustentável, diferenciado e de elevado valor acrescentado.

DA/MS

Governo autoriza 42,84 milhões de euros para reporequilíbrio financeiro da concessão aérea inter-ilhas açorianas

O Conselho do Governo Regional dos Açores autorizou o pagamento de 42.839.848 euros (cerca de 42,84 milhões de euros) à SATA Air Açores, S.A., no âmbito da reposição do equilíbrio financeiro do contrato de concessão do serviço público de transporte aéreo regular inter-ilhas, relativo ao quarto ano de execução da concessão.

Adecisão consta da Resolução do Conselho do Governo n.º 21/2026, de 25 de fevereiro, publicada no Jornal Oficial da Região. De acordo com o diploma, o

montante agora autorizado diz respeito aos custos e voos não previstos no contrato, realizados entre 1 de novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025, para acomodar o aumento da procura no transporte aéreo inter-ilhas. O Governo Regional sublinha que, no quarto ano da concessão, a transportadora efetuou voos adicionais para responder ao crescimento do número de passageiros.

A resolução refere ainda que o número de passageiros desembarcados nos voos inter-ilhas aumentou cerca de 82% desde a fase de preparação das obrigações de serviço público, cenário que, segundo o executivo,

pressionou a operação para além do que estava inicialmente contratualizado. Ao mesmo tempo, o documento aponta para o impacto do aumento das taxas aeroportuárias, dos preços dos combustíveis e da crise inflacionista, num contexto em que a concessionária não pode aumentar unilateralmente as tarifas, por estas estarem fixadas nas obrigações de serviço público. Segundo o texto publicado, o Governo Regional solicitou a uma entidade independente uma avaliação para calcular os prejuízos da concessionária no serviço público de transporte aéreo no interior da Região

Autónoma dos Açores, tendo essa avaliação confirmado e quantificado a existência desses prejuízos. Além da autorização do pagamento, a resolução delega na Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas a competência para executar o pagamento (com possibilidade de subdelegação) e ratifica os atos já praticados no âmbito deste processo de reposição do equilíbrio financeiro. O diploma produz efeitos na data da publicação, sem prejuízo da retroatividade associada à ratificação desses atos.

Creditos: DR
Creditos: Miguel
Machado

O sabor de Portugal entre duas fatias

Antes do clássico, a tensão sobe

FC Porto segura a liderança, Sporting mantém a pressão e Benfica enfrenta a última chamada antes do duelo que pode reescrever a corrida ao título.

Ajornada 24 da Primeira Liga 2025/2026 não foi uma revolução na classificação, mas foi um teste à maturidade competitiva de quem ainda acredita que o campeonato pode mudar. Quando a época entra na sua fase decisiva, já não há espaço para discursos otimistas: há rendimento, há nervos e há consequências.

O líder FC Porto voltou a fazer o que tem feito praticamente desde agosto: ganhar sem espalhafato. Não foi uma exibição exuberante, mas foi competente. A equipa portista continua a revelar uma frieza competitiva que a distingue. Sabe sofrer, sabe

temporizar e, acima de tudo, sabe quando acelerar. A crítica mantém-se: vive demasiado no fio da navalha. Há jogos que poderiam ser resolvidos com maior autoridade e acabam arrastados até aos minutos finais. Essa gestão no limite pode ser sustentável, mas não é imune ao erro.

O Sporting Clube de Portugal continua colado à liderança, mas deixou nesta jornada uma sensação ambígua. Controla bem os jogos, tem processos claros e mantém identidade. No entanto, falta-lhe aquele golpe de instinto competitivo que transforma superioridade em domínio inequívoco. O Sporting joga bem, mas por vezes joga demasiado confortável. Num campeonato tão comprimido, não basta ser competente, é preciso ser implacável.

Já o Sport Lisboa e Benfica vive entre a recuperação e a ansiedade. A equipa encarnada tem demonstrado melhorias evidentes na organização e no compromisso coletivo, mas continua a pagar caro cada momento de desconcentração. Há qualida-

de individual para discutir o título, mas há também uma instabilidade emocional que tem acompanhado a época desde o início. A diferença pontual mantém-se e o calendário aperta. O Benfica joga contra adversários, e contra o tempo.

Um dos grandes destaques da jornada voltou a ser o Gil Vicente Futebol Clube. O que começou como surpresa tornou-se afirmação. A equipa de Barcelos compete com coragem, organização e personalidade. Não joga com medo do estatuto do adversário e sabe interpretar os momentos do jogo. A sua consistência coloca pressão direta sobre o Sporting Clube de Braga, que nesta jornada voltou a oscilar entre o domínio territorial e a falta de eficácia. O Braga continua a ser competitivo, mas parece sempre a meio caminho entre a ambição e a prudência.

Mais abaixo, o Vitória Sport Clube confirmou a tendência de irregularidade. Capaz de exibições intensas e emocionalmente fortes, mas também vulnerável quando o jogo exige frieza. É uma equipa que joga muito com o coração, e isso tanto a eleva como a penaliza.

Na zona intermédia, Famalicão, Estoril Praia e Moreirense Futebol Clube continuam a demonstrar que organização supera orçamento. Não deslumbram, mas sabem competir. Em muitos momentos da época, têm apresentado futebol mais estruturado do que equipas teoricamente superiores. São o retrato de um campeonato desigual financeiramente, mas equilibrado taticamente.

A luta pela permanência adensou-se. Santa Clara e o AVS Futebol SAD continuam mergulhados numa batalha onde cada ponto tem peso de sobrevivência. O futebol, aqui, perde estética e ganha nervo. Erros individuais, decisões precipitadas e jogos partidos são sintomas de quem joga com o medo da descida à espreita.

Mas a jornada 24 também expôs uma realidade estrutural do futebol português: a excessiva dependência emocional dos “momentos”. Continuamos a viver de ci-

clos curtos de euforia e dramatização. Um golo nos descontos transforma crise em epopeia; uma derrota inesperada gera alarmes existenciais. Falta, talvez, uma cultura de análise mais fria e estrutural.

No topo, a liderança do FC Porto não resulta de um pico de forma recente, mas de uma consistência mantida desde o início da época. O Sporting não está em segundo por acaso: está porque raramente falha. E o Benfica não está em terceiro por azar: está porque deixou escapar pontos que um candidato não pode desperdiçar. O campeonato não é injusto: é cumulativo. Outro ponto crítico prende-se com a arbitragem e a gestão disciplinar, temas que continuam a gerar ruído jornada após jornada. Não por escândalos evidentes, mas pela falta de uniformidade nos critérios. O futebol português evoluiu tecnologicamente, mas continua a falhar na comunicação clara das decisões. Num campeonato decidido por detalhes, a perceção de incoerência alimenta desconfiança.

À entrada para as últimas jornadas, a Liga apresenta três realidades distintas: um líder pragmático, um perseguidor estável e um terceiro classificado que tenta reconstruir confiança. Atrás deles, um Braga pressionado por um Gil Vicente afirmativo. No fundo, equipas a lutar pela própria sobrevivência.

A jornada 24 não mudou a tabela, mas reforçou tendências. E nesta fase, tendência é quase destino. O título será decidido pela consistência mental mais do que pelo talento técnico. Quem vacilar menos, vencerá. Porque agora já não se joga apenas com qualidade: joga-se com resistência psicológica.

O campeonato aproxima-se do momento em que cada erro será irreversível. E é aí que se separa a equipa competente da equipa campeã. E relembro que no próximo fim de semana jogar-se-á um escaldante clássico: SL Benfica frente ao FC Porto.

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor

Paulo Freitas Opinião

LIGA PORTUGAL

Benfica saiu de Barcelos com os três pontos

O Benfica venceu o Gil Vicente, por 1-2, e repôs o atraso para o F. C. Porto e para o Sporting em sete e três pontos, respetivamente.

Em Barcelos, no jogo que encerrou a 24.ª jornada da I Liga, as águias foram para o intervalo em vantagem, graças a um golo de António Silva, mas consentiram a reviravolta no início da segunda parte (Héctor), depois de Aursnes ter sido substituído por lesão.

Obrigado ganhar para não perder mais terreno na luta pelo título e pelo segundo lugar, antes da receção ao F. C. Porto na próxima jornada, o Benfica reagiu e voltou à frente do resultado à passagem dos 70 minutos, através de Schjelderup.

Nos últimos minutos, o Gil Vicente pressionou e chegou a assustar Trubin, mas o resultado não se alterou até ao apito final e o Benfica somou a quarta vitória seguida no campeonato.

José Mourinho mostrou-se satisfeito com a vitória, mas deixou reparos à arbitragem por um alegado penálti que ficou por marcar. "Temos um número significativo de penáltis, mas hoje devia ter sido mais um, como deviam ter sido mais ao longo da época que não foram assinalados. O lance que antecede o nosso primeiro golo é penálti claro. Aceito que o árbitro não tenha visto, mas o VAR devia estar a beber um cafezinho naquela altura", comentou o treinador do Benfica, após o encontro em Barcelos.

Por outro lado, José Mourinho deixou elogios ao adversário e enalteceu a reação

das águias ao golo do empate. "O Gil Vicente também joga e fez um jogo competente. Sabíamos que era um jogo difícil, contra uma equipa que quer ganhar e não empatar. O empate nasce de um acumular de ações: a saída do Aursnes, a entrada do Enzo sem ter aquecido, o Trubin que tem uma reposição rápida no jogo e eles empatam na sequência. Mas reagimos ao golo do empate, porque era um resultado que não nos servia e empurrámos o Gil Vicente para trás até ao 1-2", referiu Mourinho.

Na próxima jornada, o Benfica recebe o líder F. C. Porto e tem a oportunidade de reduzir distâncias para o primeiro lugar, mas o treinador benfiquista desvaloriza a obrigação de ganhar.

JN/MS

Penálti aos 90+1 minutos abre caminho à vitória do F. C. Porto sobre o Arouca

O F. C. Porto recebeu e venceu na sexta-feira (27), o Arouca, por 3-1, no jogo de abertura da 24.ª jornada. William Gomes, nas compensações, garantiu os três pontos aos dragões.

Pietuszewski marcou logo aos 13 segundos e assinou o golo mais rápido da história no Estádio do Dragão, depois de o videoárbitro reverter o fora de jogo assinalado inicialmente, mas a vantagem madrugadora não embalou os portistas para uma noite tranquila.

O 1-0 manteve-se até ao intervalo e na segunda parte o Arouca tornou-se mais ameaçador. Já o F. C. Porto desperdiçou oportunidades para fazer o segundo golo e consentiu o empate à passagem dos 70 minutos (Djouahra).

O F. C. Porto reagiu e aos 90+1 minutos, já com o estreante André Miranda em campo, dispôs de uma grande penalidade, que William Gomes não des-

perdiçou, garantindo mais três pontos à equipa de Francesco Farioli que considerou justo o triunfo portista sobre o Arouca e defendeu que o penálti aos 90+1 minutos "é claro", apesar das críticas arouquenses. "Não vi as imagens ainda, mas parece-me que foi muito claro... Acho que nem devíamos falar disso tendo em conta a exibição que fizemos. Há muita coisa para valorizar", reagiu o treinador portista. "Quando há o esforço para criar tantas oportunidades e não as conseguimos concretizar, pode acontecer que o nível desça depois durante alguns minutos, mas acho que fizemos uma primeira parte fantástica e podíamos ter marcado mais golos. E depois, claro que ter esta reação após sofrermos o golo, com sete ou oito remates e a criar uma quantidade tremenda de oportunidades...", salientou Farioli, que também enalteceu o impacto dos jogadores que saíram do banco. Aos 90+8, Terem Moffi estreou-se a marcar pelo F. C. Porto e fixou o resultado final.

JN/MS

SC TORONTO

Creditos: DR
Creditos: DR

LIGA PORTUGAL -

-

1-2 Benfica

25ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

06/03

FC Famalicão 20:15 FC Arouca 07/03

FC Alverca 15:30 AFS

Moreirense 15:30 Nacional

SC Braga 18:00 Sporting

Estoril Praia 20:30 Casa Pia AC

08/03

Est. Amadora 15:30 Gil Vicente

Benfica 18:00 FC Porto

Santa Clara 20:30 Vitória SC 09/03

CD Tondela 20:15 Rio Ave

RESULTADOS - 24ª JORNADA

Sporting

Paços Ferreira 0-0

UD Oliveirense

FC Penafiel 1-1 Benfica B

Feirense 0-0

FC Felgueiras

25ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

06/03

GD Chaves 18:00 Académico 07/03

UD Oliveirense 11:00 Torreense

Portimonense 14:00 Paços Ferreira

FC Penafiel 15:30 Farense 08/03

FC Felgueiras 11:00 FC Vizela

Leixões 14:00 UD Leiria

Marítimo 15:30 FC Porto B

Lourosa 18:00 Sporting B

09/03

Benfica B 18:00 Feirense

Sporting vence Estoril com bis de Luis Suárez

O Sporting derrotou, na sexta-feira (27), o Estoril (3-0), em jogo da 24.ª jornada da I Liga, com o colombiano Luis Suárez a voltar a ser decisivo.

Pressionados pela vitória do F. C. Porto, os leões entraram a todo o gás e inauguraram o marcador logo aos seis minutos, por Luis Suárez, que voltaria a fazer o gosto ao pé ainda antes de estarem cumpridos os primeiros 20 minutos de jogo. A vencer por 2-0 desde cedo, o Sporting limitou-se depois a controlar a partida e raramente foi posto em dificuldades pelos estorilistas, que só na segunda parte criaram algum perigo.

O marcador só voltou a mexer aos 90+5 minutos, com Daniel Bragança a fixar o resultado final.

O treinador do Sporting, Rui Borges, mostrou-se satisfeito com o triunfo sobre o Estoril. "Primeira parte boa da nossa parte com bola e sem bola, com qualidade na construção e chegada à zona de finalização. Perante uma boa equipa era importante entrar bem, conseguir o golo cedo para deixar o Estoril mais desconfortável. Na segunda parte falhámos demasiados passes e deixámos o Estoril ter mais bola. A nossa energia também foi caindo", reagiu Rui Borges.

A ausência de Pedro Gonçalves, que não saiu do banco, foi nota de destaque na equipa leonina, com o treinador a explicar a opção com o facto de o médio não estar nas melhores condições físicas. Com esta vitória, o Sporting passa a contar 61 pontos, menos quatro do que o líder F. C. Porto.

JN/MS

TAÇA DE PORTUGAL

Penálti de Suárez dá vantagem ao Sporting contra o F. C. Porto nas meias-finais da Taça

pediu o segundo cartão amarelo para Alberto Costa, com Suárez a fazer o gesto de um roubo.

O Sporting recebeu e derrotou o F. C. Porto pela margem mínima (1-0), estando em vantagem após a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, graças ao penálti concretizado pelo goleador Luis Suárez.

Ojogo começou ainda antes do apito inicial, com Rui Borges a apostar no mesmo lote de titulares, enquanto que Francesco Farioli, a pensar no clássico contra o Benfica no próximo domingo, a contar para o campeonato, promoveu seis mexidas nos onze jogadores que começaram o duelo.

Desde o primeiro minuto, a intensidade e a batalha entre as equipas foi evidente, com várias paragens para assistências médicas a jogadores após choques com os adversários. Com poucas hipóteses de golo claras, a primeira parte ficou marcada por um momento à beira do intervalo, onde Alvalade

A segunda metade começou com mais oportunidades, primeiro por um grande remate de Alan Varela, que, do meio da rua, rematou ao poste leonino, seguido de Iván Fresneda, que aproveitou a confusão na área e embateu no poste dos dragões. Na sequência desse mesmo lance, Fofana chega atrasado e derruba Hjulmand, e Cláudio Pereira não hesitou ao assinalar penálti.

O habitual marcador dos leões, Luis Suárez, não facilitou e bateu para o lado diferente para onde Diogo Costa se atirou. O avançado colombiano faturou pela 30.ª vez esta temporada. O técnico portista Farioli colocou os habituais titulares em campo, mas o F. C. Porto não conseguiu mais reduzir a desvantagem.

A decisiva segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal está marcada para 22 de abril, no Estádio do Dragão, com hora a definir.

JN/MS

FIFA
Infantino pede expulsão de jogadores que tapam a boca com a camisola para falar

O presidente da FIFA defendeu que os futebolistas que tapam a boca durante altercações em campo devem ser expulsos, reagindo ao incidente que envolveu Gianluca Prestianni, jogador do Benfica, e Vinicius Júnior, do Real Madrid.

"Se um jogador tapa a boca e diz algo com consequências racistas, então deve ser excluído, obviamente. Deve presumir-se que disse algo que não devia, caso contrário não teria necessidade de tapar a boca", afirmou Gianni Infantino, em entrevista à Sky Sports. Em 17 de fevereiro, na primeira mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Champions, que o Real Madrid venceu por 1-0, o avançado brasileiro Vinicius Júnior, após ter marcado o único golo do jogo, terá sido alegadamente vítima de insultos racistas por parte do argentino Gianluca Prestianni, extremo do Benfica.

O árbitro francês François Letexier interrompeu o encontro, disputado no Estádio da Luz, em Lisboa, e acionou o protocolo antirracismo, retomando a ação quase 10 minutos depois. Após a partida, Prestianni negou qualquer insulto racista a Vinicius Júnior, enquanto o internacional brasileiro e outros jogadores do Real confirmaram a ofensa por parte do argentino.

A UEFA suspendeu provisoriamente Prestianni enquanto decorre o inquérito aos incidentes ocorridos na Luz, e mesmo sem poder jogar o argentino viajou com a equipa para Madrid, onde o Benfica foi derrotado por 2-1 e afastado da Liga dos Campeões.

Infantino considerou que "no âmbito de um processo disciplinar, é necessário

analisar a situação e reunir provas", mas acrescentou: "Não nos podemos limitar a isso no futuro".

"Devemos agir com firmeza e de forma dissuasora. Talvez devamos ponderar não só punir, mas também mudar a nossa cultura e dar a possibilidade aos jogadores ou a qualquer pessoa que tenha cometido uma falta de apresentar desculpas. Pode acontecer fazermos algo de que nos arrependemos no calor do momento; pedir desculpa, e a sanção deve então ser diferente. Talvez devamos considerar essa possibilidade", referiu ainda o dirigente.

JN/MS

Creditos: DR
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NBA

Neemias: "Jogar por Portugal no verão foi muito importante para mim"

O poste português, Neemias Queta, assinou uma exibição de luxo num dos mais recentes jogos na NBA e bateu recordes de carreira. O momento rendeu elogios de colegas, do treinador e até uma ovação dos adeptos dos Boston Celtics.

Neemias Queta teve uma noite de sonho na madrugada de segunda-feira (2) e carregou os Boston Celtics numa vitória sobre os Philadelphia 76ers, no TD Garden, por 114-98, ao anotar os máximos de carreira de 27 pontos e 17 assistências.

Após o jogo, olhou para uma pré-época difícil e deixou elogios ao treinador Joe Ma-

zzulla. "Sinto que depositou muita confiança em mim, apoiando-me em tudo. Não foi o verão mais fácil para mim, mas esteve sempre lá para mim, tentando ajudar-me e dar-me a maior confiança possível para que pudesse entrar em campo e ajudar a equipa a vencer, como aconteceu hoje", referiu.

Já a participação por Portugal no Eurobasket também teve um papel crucial para ganhar alguma confiança. "Foi crucial para mim receber a chamada dele, antes de jogar pela seleção. Saber que a minha equipa iria depender muito de mim para ter um bom desempenho todas as noites... jogar por Portugal no verão foi muito importante para mim. Permitiu-me ganhar muito ritmo e confiança. Trabalhámos muito durante o verão, antes e depois da cirurgia".

A meio do jogo, Neemias foi chamado à linha de lance livre e até ouviu cânticos de MVP [Jogador Mais Valioso]. Um momento que mexeu com os sentimentos do próprio. "Foi ótimo de ouvir. Distraiu-me um pouco e até falhei alguns lançamentos... Tenho de trabalhar nisso", rematou.

Já Joe Mazzulla, técnico dos Celtics, deixou alguns conselhos ao jovem poste português. "Ele continua a melhorar, mas é preciso saber baixar a cabeça e continuar a trabalhar. Tens de ter um nível de profissionalismo, ética de trabalho e compreensão. Ele trouxe tudo isso, com grande responsabilidade, para mostrar que tem tudo o que é preciso para ser o poste titular dos Celtics", referiu, lembrando também a conversa no verão.

"Parte de lhe dizer no verão que ele seria o titular foi para dar-lhe tempo para mentalizar-se devidamente e preparar-se física, mental e emocionalmente para o que significa ser o poste titular dos Celtics", completou.

CANOAGEM

Governo empenhado em recuperar Centro Náutico a tempo do Europeu

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, assegurou que o Governo está a trabalhar para que o Centro Náutico de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho esteja recuperado a tempo de acolher o Campeonato Europeu de canoagem, agendado para junho.

A garantia foi dada após uma visita ao equipamento desportivo, que sofreu prejuízos avaliados em 2,6 milhões de euros devido às cheias do rio Mondego no início de fevereiro. A governante reuniu-se com o executivo municipal do concelho do distrito de Coimbra para delinear os próximos passos.

«O nosso objetivo, em articulação com o município de Montemor-o-Velho, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e Fundação do Desporto, é conseguir colocar o Centro de Alto Rendimento em condições para recebermos o Campeonato Europeu», afirmou Margarida Balseiro Lopes.

A ministra, que esteve acompanhada pelo secretário de Estado do Desporto,

Pedro Dias, e pelo presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, adiantou que o cronograma das intervenções deverá estar definido até ao final da presente semana. A elaboração do plano contará com o envolvimento do município, do IPDJ e das Federações de Canoagem e Fundação do Desporto.

Margarida Balseiro Lopes explicou que a prioridade máxima é assegurar as obras essenciais para a realização da prova em junho, embora outras intervenções possam ser realizadas posteriormente. «Há intervenções que terão mesmo de ser feitas até junho e depois outras que vão ser feitas e que poderão ter uma maior dilação no tempo», detalhou.

Recorde-se que o Centro Náutico de Alto Rendimento de Montemor-o-Velho foi uma das infraestruturas mais danificadas pelas cheias que assolaram o Baixo Mondego. É neste local que está prevista a realização do Campeonato da Europa de canoagem de velocidade de 2026, entre 10 e 14 de junho, prova que servirá de qualificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2026.

A Bola/MS

Creditos: DR
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Ericeira volta a receber etapa decisiva das Challenger Series

A ronda portuguesa da competição de apuramento para a elite mundial, Championship Tour, decorrerá de 6 a 12 de outubro do corrente ano.

Apraia de Ribeira d'Ilhas, na Ericeira, foi confirmada como palco da quarta e penúltima etapa do circuito das Challenger Series (CS) de 2026/27, prova crucial para a qualificação para a elite da Liga Mundial de Surf (WSL). O anúncio foi feito esta segunda-feira pela organização.

O circuito secundário, que define o acesso ao Championship Tour (CT), terá início em Ballito, na África do Sul, de 12 a 18 de julho de 2026. Seguem-se as etapas de Huntington Beach, nos Estados Unidos (27 de julho a 2 de agosto), e São Sebastião, no Brasil (26 de setembro a 3 de outubro). A prova portuguesa na Ericeira decorrerá de 6 a 12 de outubro, antecedendo a etapa final em Newcastle, na Austrália, agendada para 1 a 7 de março de 2027.

Nestas competições, surfistas das sete regiões da WSL (Austrália/Oceânia, Ásia, África, Europa, Havai e Taiti, América do Norte e América do Sul) lutarão pelas co-

biçadas vagas no circuito principal de 2027. Estarão em disputa 10 lugares para a categoria masculina e seis para a feminina.

Paralelamente, a WSL anunciou a criação de uma nova categoria de eventos internacionais na terceira divisão, as Qualifying Series (QS). Estas provas, com 6000 pontos em jogo, também contribuirão para a qualificação para o CT de 2027 e contarão com 144 vagas masculinas e 80 femininas. Já estão confirmadas três localizações para este novo formato: Saquarema, no Brasil (14 a 20 de setembro), Cloud 9, nas Filipinas (16 a 25 de outubro), e Jinzun Harbor, em Taiwan (14 a 22 de novembro).

No que toca à representação portuguesa, Yolanda Hopkins e Francisca Veselko já asseguraram a qualificação para o Championship Tour 2026, enquanto Teresa Bonvalot ainda luta pelo apuramento. No quadro masculino, Frederico Morais e Afonso Antunes, sem hipóteses de alcançar os lugares de acesso ao CT, abdicaram de competir na última prova da época 2025/26, o Newcastle Surfest, que arranca a 9 de março. A Bola/MS

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DRESSAGE

Cavaleira envolvida em nova polémica por

causa de maus-tratos

A tricampeã olímpica de dressage, Charlotte Dujardin, está no centro de uma nova controvérsia relacionada com o tratamento de cavalos, após surgirem queixas sobre a sua conduta durante o aquecimento de uma prova em Amesterdão.

Apolémica reacendeu-se com a partilha de um vídeo de quase oito minutos nas redes sociais pela organização de bem-estar animal Collectif Pour Les Chevaux. As imagens criticam a forma como Dujardin montava a égua Alive and Kicking, destacando o uso de esporas e a manutenção de uma rédea curta e firme. Segundo a organização, a égua exibia um «comportamento de conflito» através da boca e da cauda, em resposta à abordagem da cavaleira britânica, que foi acusada de práticas «antiéticas».

O vídeo foi gravado pela veterinária equina Eva van Avermaet, fundadora da referida organização há cinco anos. Em declarações ao The Times, Van Avermaet criticou duramente a conduta de Dujardin, mostrando-se surpreendida, especialmente por a atleta de 40 anos ter regressado recentemente de uma suspensão por um incidente semelhante. «Nunca vi a Dujardin ser tão dura num aquecimento», afirmou Van Avermaet. «Depois do incidente com o chicote e da suspensão de um ano, seria de esperar que ela, mais do que ninguém, tivesse cuidado com a forma como trata o seu cavalo, especialmente em público».

A veterinária acrescentou que reportou a situação a um comissário do evento, mas não notou qualquer alteração na postura da cavaleira após a intervenção. A Bola/MS

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Evento da UFC no jardim de Trump com prejuízo de 25 milhões de euros

Seis ou sete lutas para uma lotação restrita, de 3.000 a 5.000 lugares, sentados na relva do presidente dos Estados Unidos da América. Só para arranjar o relvado da Casa Branca depois do evento será preciso quase um milhão de euros

AUltimate Fighting Championship (UFC) está a organizar um dos eventos mais ambiciosos da sua história, uma gala na Casa Branca que, apesar do elevado custo, é vista como um investimento estratégico — a empresa já assume que a operação não será rentável, prevendo perdas na ordem dos 30 milhões de dólares, qualquer coisa como 25 milhões de euros! O evento, impulsionado pelo círculo do presidente dos EUA, Donald Trump, para assinalar o 250.º aniversário da independência do país, terá lugar em junho no South Lawn, o relvado da residência oficial. Segundo o presidente da TKO Group Holdings, Mark Shapiro, o custo total poderá atingir ou mesmo ultrapassar os 60 milhões de dólares, cerca de 50 milhões de euros.

A organização prevê que as receitas, provenientes de patrocínios e acordos corporativos, cubram apenas metade do investimento, resultando num prejuízo significativo. Esta situação deve-se, em grande parte, à natureza do evento, que será por convite, limitando drasticamente as receitas de bilheteira, uma das principais fontes de rendimento em eventos ao vivo.

A lotação será restrita, com uma previsão de 3.000 a 5.000 lugares sentados no relvado da Casa Branca. No entanto, espera-se que dezenas de milhares de fãs acompanhem os combates numa zona adjacente, através de ecrãs gigantes.

Aos custos operacionais somam-se despesas extraordinárias. Apenas a reposição do relvado do South Lawn após o evento está orçamentada num milhão de dólares (850 mil euros). A este valor acrescem os custos com a preparação do terreno, estruturas temporárias, produção técnica e um reforço de segurança, num local com consideráveis limitações estruturais. Apesar do impacto financeiro, o grupo TKO confia que a exposição mediática global e o valor intangível associado a um evento desta magnitude compensarão as perdas. O cartaz, que contará com seis a sete combates, será transmitido pela CBS e pela Paramount+, garantindo um vasto alcance tanto em televisão aberta como em streaming.

Esta aposta surge num contexto de pressão sobre os custos de produção, depois de eventos de grande orçamento como a gala na Sphere de Las Vegas em 2024, que ultrapassou os 20 milhões de dólares. Com este novo evento, a UFC eleva o investimento, priorizando o posicionamento institucional e mediático da empresa no mercado norte-americano em detrimento da rentabilidade imediata.

ESGRIMA
Taça do Mundo adiada com receio da tensão no Médio Oriente

A Federação Internacional decidiu não realizar as provas no Egito, Itália e Grécia por uma questão de segurança, temendo problemas nas deslocações das diversas delegações

AFederação Internacional de Esgrima (FIE) anunciou o adiamento de três etapas da Taça do Mundo, agendadas para o período entre 5 e 8 de março, devido à instabilidade global provocada pela situação no Médio Oriente. As provas afetadas são a de florete no Cairo (Egito), a de sabre masculino em Pádua (Itália) e a de sabre feminino em Atenas (Grécia).

Num documento enviado às federações, o organismo máximo da modalidade justificou a decisão com base na segurança dos atletas e na incerteza crescente que poderia impedir várias delegações de viajar ou regressar aos seus países. «Devido à situação mundial atual, à incerteza que esta gera e ao nú-

mero crescente de delegações que poderiam não conseguir viajar ou regressar a casa por motivos como o cancelamento de voos, o Comité Executivo da FIE decidiu adiar as competições», explicou a federação.

A FIE classificou a medida como uma «decisão de força maior», tomada com o objetivo prioritário de «garantir a segurança de toda a família da esgrima» e assegurar que nenhuma delegação seja prejudicada por fatores externos à competição.

O Comité Executivo da FIE comprometeu-se a monitorizar a situação diariamente e a trabalhar com os organizadores para encontrar novas datas para os eventos. Por agora, as próximas competições no calendário mantêm-se, nomeadamente o Grande Prémio de espada em Budapeste (Hungria), de 13 a 15 de março, e a Taça do Mundo de florete em Lima (Peru), entre 20 e 22 de março. A Bola/MS

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PARALYMPICS

Canada Rallies Behind Paralympians at Milano Cortina 2026

lympic Committee (CPC) on Wednesday confirms that support for Para sport has reached an all-time high, signaling a profound shift in how Canadians view and value these world-class athletes.

BASEBALL

Max Scherzer’s Toronto return: A family affair

While Max Scherzer is famously known as "Mad Max" for his white-hot intensity on the mound, his recent decision to re-sign with the Toronto Blue Jays reveals a much softer side. The 41-yearold right-hander officially inked a oneyear deal to return to the True North, but it wasn’t just World Series aspirations that fueled the move—it was a viral, heartwarming nudge from his eight-year-old daughter, Brooke.

The story began in December while the Scherzer children were busy drafting their annual letters to Santa Claus. Amidst the requests for toys, Brooke asked her parents for a stamp to seal a private message. Once the kids were tucked in, Max and his wife, Erica, opened the envelope to find a sincere plea addressed to the Blue Jays organization.

The note read: “Dear Blue Jays, I am so sorry that you didn’t win the World Series. I hope that you win next time. I hope my dad is back on the team. My whole family loves spending time in Toronto... I am looking forward to come back next season.”

Scherzer, speaking to reporters in Dunedin, Florida, laughed as he recalled the moment. “That’s a bad negotiating tactic,” he joked, noting how Brooke’s love for the CN Tower, the local aquarium, and the stadium atmosphere made his free-agency priorities crystal clear.

Beyond the family ties, the three-time Cy Young winner is driven by unfinished business. After championship runs with Washington in 2019 and Texas in 2023, Scherzer believes this Toronto roster is on the cusp of greatness. "We came as close as you possibly can to winning the whole thing," he said, referring to the team's recent deep postseason runs. "This team can win. I wanted to be a part of it."

The financial structure of the deal reflects both Scherzer's age and his competitive fire. While the base salary sits at a modest $3 million, the contract is heavily incentivized. For every 10 innings pitched beyond the 65-inning mark, Scherzer earns a $1 million bonus. If he stays healthy and reaches 155 innings, he could pocket an additional $10 million.

For the Blue Jays, they regain a veteran leader with a resume that speaks for itself. For the Scherzer family, they get another summer in the city they’ve come to call a second home.

RS/MS

The momentum began with the Paris 2024 Games, which saw a record-breaking 11 million Canadians tune in to CBC/Radio-Canada. That energy has clearly transitioned from the summer to the snow. Today, nearly 40% of Canadians identify as fans of the Paralympic Games, and an overwhelming 70% believe that this national fandom is steadily growing.“

As we prepare to cheer on our team in Italy, this research proves that Canadians are more engaged than ever,” said Karen O’Neill, CEO of the CPC. She noted that the findings reflect more than just viewership; they represent a growing understanding of the Games as a catalyst for systemic change and the removal of societal barriers for people with disabilities.

The impact of this engagement extends far beyond the TV screen. The study, conducted in partnership with the University of Guelph and Leger Marketing, found that Para sport fans are significantly more likely to engage in advocacy and support for the disability community. In fact, 90% of fans reported taking active steps like donating

HOCKEY

or raising awareness, compared to 70% of the general population.

How to Support the Team: #FillTheStandsWhile the emotional support is vital, the financial reality of Para sport remains a challenge. Specialized equipment and accessible training environments come with a high price tag. To bridge this gap, the Paralympic Foundation of Canada has launched the #FillTheStands campaign. By "purchasing" a virtual seat, fans directly fund the essential training and equipment Canadian athletes need to reach the podium. "Without sustained funding, we risk leaving Canadians with a disability on the sidelines," explained Scott Sandison, Executive Director of the Foundation.

The Milano Cortina 2026 Games run from March 6–15. Canadian athletes will be competing in all six winter disciplines: Para alpine skiing, Para ice hockey, Para nordic skiing (biathlon and cross-country), Para snowboard, and wheelchair curling. As the torch is lit, a nation stands ready to watch, not just for the medals, but for the social progress these athletes inspire.

The Maple Leafs’ new reality: From Contender to Seller

The blueprint has officially shifted in Toronto. For the first time in the Auston Matthews–William Nylander era, the Toronto Maple Leafs are staring down the demise of the NHL’s longest active playoff streak. The "win-now" mentality has been replaced by a "FOR SALE" sign, and while management views this as a temporary "blip" akin to the recent resets of the Bruins or Lightning, the reality on the ice suggests a deeper rot.

With a barren cupboard of prospects and a lack of high-end draft capital—missing first-rounders in both 2026 and 2027—GM Brad Treliving must swallow his pride and recoup assets. The goal for this deadline isn't just to shed expiring contracts; it’s to inject youth, speed, and mobility into a roster that has become dangerously stagnant.

The Trade Block: Prime Assets

The most logical moves involve pending UFAs and veterans with high value. Bobby McMann is the premier chip; as a 20-goal scorer, he could command a first-round pick or multiple seconds from a contender desperate for secondary scoring. Similarly, Scott Laughton offers the leadership and versatility that playoff teams crave. If the Leafs aren't prepared to meet their next contract demands, they must move them now.

On the blue line, Troy Stecher has been a workhorse, but as a rental, he is a prime candidate to be flipped for a mid-round pick. More intriguingly, Treliving should consider "deep cuts" like Oliver Ekman-Larsson. At 34, his value will never be higher than it is during this resurgent season. Even Brandon Carlo, despite the sting of the trade that brought him here, re-

mains a valuable defensive specialist with a team-friendly cap hit that could entice a locked-in playoff squad.

Rebuilding the Cupboard

The objective is simple: stock the shelves. Whether the acquired picks are used at the draft or flipped later for NHLready talent in 2026-27 is a secondary concern. The immediate need is leverage. While fans may dream of landing a cornerstone like Robert Thomas, the lack of assets makes such a "retool-on-the-fly" difficult without sacrificing someone like Matthew Knies. A more realistic target is someone like Braden Schneider—a young, physical, right-shot defenseman who fits the timeline of a faster, rejuvenated defensive corps.

The knife may not cut as deep as the fanbase hopes this week, but Treliving cannot afford to whiff on these "easy sells." It is time to face reality: the streak is over, and the rebuild—however modest— must begin today.

With the opening ceremonies of the Milano Cortina 2026 Paralympic Winter Games just days away, a wave of national pride is surging across Canada. New research released by the Canadian Para-
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Luis Camara

Secretary Treasurer

Ricardo Teixeira

Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello Di Giovanni Vice-President

Pat Sheridan E-Board Member

Província

O governo do Ontário adjudicou um contrato de 1,04 mil milhões de dólares para construir o novo Ontario Science Centre na zona ribeirinha de Toronto, com início das obras previsto para esta primavera.

Oprimeiro-ministro Doug Ford apresentou os desenhos finais da nova instalação no Ontario Place, anunciando que o contrato de conceção, construção, financiamento e manutenção foi atribuído ao consórcio Ontario Science Partners.

Devido à dimensão do projeto, o consórcio integra várias empresas de infraestruturas e construção, incluindo John Laing Limited, Sacyr Infrastructure Canada Inc. e Amico Major Projects Inc. A construção ficará a cargo da Sacyr Canada Inc. e da Amico Design Build Inc. O projeto arquitetónico é liderado pela Snøhetta Architecture and Landscape Architecture P.C., em colaboração com o atelier torontense Hariri Pontarini Architects. A gestão das instalações será assegurada pela Johnson Controls Canada L.P.

O novo complexo, com cerca de 37 mil metros quadrados (400 mil pés quadrados), incluirá um edifício principal de 220 mil pés quadrados, espaços modernizados para experiências científicas temáticas e uma Cinesphere renovada com o dobro dos

lugares do antigo teatro OMNIMAX. “Isto é impressionante. É de classe mundial”, afirmou Ford, comparando o design à Ópera de Sydney. A abertura está prevista para 2029, integrada na requalificação mais ampla do Ontario Place, que inclui ainda um anfitea-

tro renovado da Live Nation, um parque de estacionamento de cinco andares e um polémico spa e parque aquático privado do grupo austríaco Therme.

Cerca de 120 mil pés quadrados serão dedicados a exposições, atividades educativas e workshops. O ministro do Turismo, Cultura e Jogos, Stan Cho, referiu que o antigo edifício, com 500 mil pés quadrados, era pouco eficiente, tendo apenas cerca de 100 mil dedicados a exposições permanentes. O encerramento súbito do centro original, projetado por Raymond Moriyama, em junho de 2024, devido a deficiências estruturais no telhado, gerou críticas de arquitetos, residentes e políticos da oposição, que defendiam a possibilidade de reparação.

Críticos questionam também a acessibilidade do novo local, apesar de Ford destacar ligações a transportes públicos existentes e futuros. Entretanto, um espaço temporário do Science Centre deverá abrir este verão no Harbourfront Centre, até à conclusão das novas instalações permanentes.

GTAC/MS

Mississauga revê regras de desenho urbano para acelerar aprovações de habitação e reduzir custos

A cidade de Mississauga está a rever os seus requisitos de desenho urbano com o objetivo de simplificar as aprovações de habitação e apoiar a construção de mais casas a preços acessíveis.

Numa recente reunião do Comité de Planeamento e Desenvolvimento, os técnicos municipais apresentaram a Revisão do Programa de Desenho Urbano da cidade e recomendaram várias alterações imediatas destinadas a desbloquear mais habitação em áreas urbanas.

As diretrizes de desenho urbano moldam os espaços públicos, ruas, edifícios e paisagens. Em Mississauga, os promotores imobiliários devem cumprir um conjunto de exigências, incluindo estudos de vento e de sombreamento. A revisão incluirá uma avaliação abrangente das diretrizes de desenho urbano da cidade, bem como das políticas relacionadas do Plano Diretor Municipal e dos regulamentos do regulamento de zonamento.

“A oferta e a acessibilidade da habitação continuam a ser questões centrais para os residentes de Mississauga”, afirmou Andrew Whittemore, comissário de planeamento e construção, num comunicado.

“Rever o nosso programa de desenho urbano ajudará a remover barreiras à habitação

sem comprometer os padrões que tornam as nossas comunidades excelentes lugares para viver.

“As cidades não são estáticas. Como planeadores, temos de estar preparados para responder às mudanças demográficas, às necessidades de infraestruturas e às condições económicas.”

O objetivo é eliminar barreiras desnecessárias à habitação, continuando a promover comunidades saudáveis, bem concebidas e vibrantes.

A revisão responde também às recomendações da Mayor’s Housing Task Force, um grupo composto por mais de 30 representantes do setor privado e sem fins lucrativos da construção e desenvolvimento imobiliário do Ontário. O grupo concluiu que alguns requisitos de desenho urbano aumentaram os custos e atrasaram a construção de habitação sem proporcionar benefícios significativos para a comunidade. No final de 2024, Mississauga introduziu duas zonas de apartamentos urbanos no regulamento de zonamento. As regras destinam-se a acelerar as aprovações de projetos de apartamentos em áreas urbanas. Os técnicos propõem agora atualizações aos requisitos de desenho urbano da cidade para essas áreas. As recomendações incluem:

• Substituir as exigências de “plano angular” por afastamentos simplificados: Muitas comunidades no Canadá estão a rever políticas que exigem que os edifícios recuem (“step back”) à medida que aumentam em altura. Esta exigência elimina área útil que poderia ser utilizada para habitação — sem proporcionar um impacto significativo na qualidade de vida nestas comunidades urbanas. Além disso, aumenta os custos de construção ao exigir estruturas mais pesadas, sistemas de transferência e layouts ineficientes.

• Reduzir as distâncias mínimas entre torres: Definir uma distância mínima entre torres ajuda a proteger a privacidade, as vistas para o céu e a mitigar impactos do vento. Os técnicos recomendam reduzir a distância exigida de 30 para 25 metros, o que é mais típico em áreas urbanas. Isto ajuda os edifícios a encaixarem-se de forma mais natural no terreno, apoia layouts de construção práticos e evita que partes do terreno fiquem subutilizadas — especialmente em propriedades menores ou com formatos irregulares.

Outras recomendações relacionadas com o desenho urbano incluem proporcio-

nar maior flexibilidade nas áreas de amenidades para residentes, nas janelas ao nível do rés-do-chão e nas entradas de edifícios ao nível da rua. Os técnicos também recomendam reduzir a distância mínima entre torres residenciais de 30 metros para 25 metros, referindo que este valor é mais comum em contextos urbanos. A alteração pretende permitir que os edifícios se integrem de forma mais natural nos terrenos, apoiar layouts práticos e evitar que partes de propriedades menores ou irregulares fiquem subutilizadas. Recomendações adicionais incluem maior flexibilidade para áreas de amenidades interiores e exteriores, janelas ao nível do rés-do-chão e entradas ao nível da rua. À medida que a revisão prossegue, os técnicos municipais irão consultar promotores imobiliários e membros da comunidade antes de submeter as atualizações propostas às Diretrizes de Desenho Urbano e às Notas de Referência de Design ao conselho municipal para aprovação. As alterações propostas ao zonamento para zonas de apartamentos urbanos e áreas de amenidades deverão ser apresentadas ao conselho para aprovação em abril, sujeitas a comentários adicionais recebidos antes da reunião.

Creditos: DR

Crónica ao contrário: HUMOR COM REALIDADE

Rómulo Medeiros Ávila

Março é delas. Os outros 11 meses, a gente finge que manda

Diz-se que março é o mês da mulher. Trinta e um dias de ousadia.

Os outros onze continuam em modo tradicional: painéis masculinos, reuniões masculinas, explicações masculinas sobre coisas que já tínhamos resolvido há semanas, se fossem elas!

Em março, há pausa solene: frases inspiradoras, flores (não se sabe bem porquê) e descobrimos que elas são “guerreiras”. Como se nos outros meses fossemos só suporte técnico da humanidade.

Março é delas. Os outros meses são dos homens. A gestão? Essa é delas o ano inteiro.

A mulher não falha. Só funciona

Há uma verdade que devia ser ensinada nas escolas e repetida nas reuniões de família: a mulher é a infraestrutura invisível da civilização. Como a eletricidade. Como a água canalizada. Como a internet quando precisamos mesmo dela.Só damos por ela quando falha. E ela raramente falha.

A mulher acorda já com três separadores mentais abertos: o que é preciso fazer; o que devia já estar feito; e o que tu esqueceste de fazer.

O homem acorda e pensa: “Café.” E às vezes nem isso. A multitarefa não é talento. É condição de existência. A mulher não faz várias coisas ao mesmo tempo. Ela vive em camadas.

Resolve um problema, antecipa outro, gere um terceiro e ainda encontra energia para perguntar se já comeste. E depois lembra-te — com rigor documental — que prometeste tratar “daquilo”. Tu prometeste. Ela arquivou. A memória feminina não falha. Só consulta. O radar emocional

— O que é que tens? — Nada. Ela olha. Analisa. Inclina ligeiramente a cabeça e diz: “não estás bem”. E, rapidamente... não estás. Nem sabias. Mas ela já tinha identificado a microfissura no teu estado de espírito há 17 minutos. Ela percebe o que não é dito. O que é dito a mais. E o que ficou suspenso no ar.

Chamar-lhe sensibilidade é redutor. Isto é inteligência emocional em alta definição.

Uma mala

A mala da mulher é um universo paralelo. Há água. Há snacks. Há solução para imprevistos. Há o objeto que “um dia vai ser preciso” - e é. Se o mundo acabar às 15h32, às 15h33 ela já distribuiu recursos para que isso seja mentira. O homem leva carteira e telemóvel.

E mesmo assim perde um deles.

E então voltamos à mala: a mala da mulher devia ter estatuto internacional de proteção. Lá dentro há tudo. Se um meteorito cair no centro da cidade, ela abre a mala e tira: um penso rápido; uma garrafa de água ou da tupperware; um snack; um carregador portátil: um elástico; três batons diferentes para que nunca esteja igual às amigas; um documento possivelmente útil; e ainda um objeto indefinido que “um dia ainda vai ser preciso”.

O dicionário Mulher–Homem

“Faz o que quiseres.” - Não é liberdade. É avaliação.

“Não tenho nada.” - Tem. Só não vai simplificar a explicação.

“Estou pronta.” - Está quase pronta. O que, na matemática feminina, é um conceito perfeitamente válido.

E no restaurante: — Não quero sobremesa. Cinco minutos depois: — Só para provar. Metade desaparece. Isto não é contradição. É gestão estratégica de calorias.

A CEO da vida real

Ela sabe aniversários. Consultas. Reuniões. Datas importantes. Onde está a camisola que tu “não mexeste”. Ela gere a logística invisível da vida. Planeia o futuro enquanto tu procuras as chaves que estão na tua mão. Sem aplausos. Sem pausa. Sem manual.

Algumas diferenças

1) Para o homem, arrumar é meter tudo numa gaveta e fechar com esperança. Para a mulher, arrumar é: categoria: subcategoria: sistema: lógica; estética; e uma pequena reforma estrutural na casa. Ela parece que não arruma - implementa um plano diretor urbano.

2) Quando a mulher diz: “Vou-me despachar” Isto não significa rapidez. Significa que vai entrar em modo turbo organizado: há banho, creme, cabelo, escolha de roupa, rejeição da roupa, reescolha da roupa, troca de sapatos, troca de mala, confirmação meteorológica, e uma última olhadela que dura 12 minutos.

O homem veste a primeira coisa que encontra. Às vezes ainda húmida, ou então sai de lindos e belos chinelos cor-de-rosa choque (que são da filha) como já me aconteceu.

3) A mulher começa uma série e diz: “Vemos só um episódio”. Três horas depois: “Só mais um”.

O homem adormece ao episódio dois e acorda no episódio sete sem perceber quem morreu e nem sabe bem onde está.

4) A mulher tira 37 fotografias para escolher uma. O homem tira uma e com metade da testa cortada.

Ela sabe o ângulo. A luz. O lado “bom”. Tu, homem, tens um lado. E nem sempre é bom.

5) Quando uma mulher te disser “não estou zangada”. Acredita- ela está. Muito mais quando está: silenciosa; económica nas respostas e cientificamente distante. É uma zona de baixa pressão emocional. Tu sabes que algo aconteceu. Só ainda não sabes o quê e porquê.

A intuição

“Não gosto muito dessa pessoa”, diz ela. Meses depois, confirma-se. Ela não fica chocada. Fica tranquila. A mulher não adivinha. Observa. Não dramatiza. Antecipa.

E mesmo cansada…Ela diz que está no limite. E continua. Com humor. Com firmeza. Com aquela força que não faz barulho, mas sustenta tudo. Porque no fundo, a mulher não é complicada.

É complexa. E complexidade não é defeito — é profundidade.

Concluindo...

Se a humanidade ainda funciona, não é apenas por tecnologia, política ou economia.

É porque há mulheres a segurar o que não aparece na fotografia. A organizar o invisível. A antecipar o imprevisto. A cuidar do que ninguém vê. A lembrar o que todos esquecem. E talvez o maior milagre não seja a força delas. Seja a paciência. Porque todos os dias, milhões de mulheres convivem com alguém que já perdeu o telemóvel enquanto o segura na mão e ainda assim continuam a acreditar no mundo.

E isso não é detalhe. É grandeza. Partilha se conheces uma mulher assim. Spoiler: conheces.

Peço a publicação desta crónica e a autorização da nossa diretora — que é mulher; da gestora de conteúdos sociais e imagem — que também é mulher; da assistente de produção — igualmente mulher; da coordenadora de recursos humanos — também mulher e com talentos culinários; e ainda da realizadora dos cartoons magníficos desta crónica — … adivinharam: também mulher. E muitas outras! Mas, considerando que estamos praticamente sob um governo maioritariamente feminino, forte e competente, venho humildemente recorrer ao nosso salvador de todas as causas impossíveis: Manuel Da Costa. Que este artigo alcance o milagre moderno: ser publicado sem sequer ser lido… mas ainda assim brilhar nas páginas do jornal. Líder Manuel, confio no teu inigualável talento diplomático.

Já agora: mulheres, vocês são o que quiserem, quando quiserem e onde quiserem. Na comunidade têm um papel absolutamente imprescindível — aliás, se formos honestos, é mesmo estrutural.

Mas deixem-nos lá fingir… só fingir… que damos autorização. Porque “a gente sabe” que, na verdade, não manda nada. Há até um livro que explica muito bem quem — ou o quê — realmente manda no mundo… mas deixo isso para a vossa investigação bibliográfica. Considerem isto um desafio académico com ligeiro sarcasmo incluído.

O lugar da mulher é onde ela bem quiser. Vocês pensavam mesmo que eu ia falar das dores de cabeça estratégicas? Claro que não. Porque de dores não percebo nada.

Bullying

Eduardo Madeira recorreu às redes sociais para partilhar e denunciar o bullying que têm feito contra a filha Leonor. O humorista publicou um vídeo da jovem de 12 anos a falar sobre o que lhe aconteceu na antiga escola e explicou que, como pai, tem sido duro assistir ao que a filha passou. "É difícil lidar com isto. É um pesadelo para quem passa pela situação. Na nossa família sou o que mais resisti a falar sobre isto em público. Faço-o agora porque quem fez isto foi atrás da Leonor. Continua atrás dela", explicou Eduardo Madeira. O ator contou que devido a várias situações, a filha teve que "mudar de escola" e de "hábitos".

Zé Lopes viveu um dos dias mais emocionantes da sua vida ao conhecer a nova afilhada, Maria Francisca, filha de uma das suas melhores amigas. "Honestamente não encontro as palavras certas para descrever o que ontem senti, o que ontem vivi", começa por dizer. "Quando peguei na minha afilhada Maria Francisca ao colo pela primeira vez, senti um peso estranho. Estranhamente bom. Como se eu agora tivesse uma responsabilidade acrescida sobre ela. O voto de confiança da Márcia e do Francisco quando me escolheram para padrinho trouxe-me a noção clara que, de agora em diante, terei um papel fundamental na vida dela", revelou ainda o comunicador.

Manuel Luís Goucha partilhou mais uma descoberta sobre a vida da mãe, Maria de Lourdes Sousa, que morreu a 10 de agosto de 2024, aos 101 anos de idade. Goucha explica que voltou a abrir uma das agendas que a mãe guardava e onde apontava "a sua contabilidade caseira". E foi numa dessas páginas que Goucha se deparou com promessas feita pela antiga manicura. O comunicador leu as várias promessas feitas pela mãe, relacionadas com ele, com o irmão e com o sobrinho. E o que Maria de Lourdes 'dava em troca' era parar de comer doces, que era o que ela mais apreciava.

Ivete Sangalo está a atravessar uma fase mais delicada da sua vida. A cantora brasileira, de 53 anos, está internada no hospital depois de ter desmaiado e caído em sua casa, em Salvador, Brasil, no passado dia 25 de fevereiro. A artista teve que se hospitalizada e, posteriormente, operada pois partiu dois ossos da cara perto das maçãs do rosto. De volta às redes sociais para descansar os fãs, a cantora explicou em detalhe o que lhe aconteceu e garantiu que está a recuperar. "Estou a passar aqui para dar notícias maravilhosas. Sei que vocês oraram, torceram...Tanto amor que recebi… Fizemos a cirurgia no domingo de manhã, passei o dia repousando por orientação médica, mas quero contar de uma forma objetiva porque sei que muita gente está querendo saber", começa por contar. Ivete foi para São Paulo para ser operada: "Foi uma lesão grave, bastante importante, mas poderia ter sido pior. Poderia ter batido a cabeça em um lugar mais crítico. Foi um livramento", explicou ainda. Ivete referiu que a cirurgia colocou o osso de volta à estrutura original e que o inchaço que tem é esperado no pós-operatório. "Houve uma rutura do osso e ele foi anexado de volta à sua estrutura original. Esse inchaço é natural, porque houve cirurgia, vasos cortados. Mas está tudo bem”, explicou ainda a artista.

Diogo Amaral ficou retido na Índia mais tempo do que o esperado devido ao conflito no Médio Oriente, que fez com que o seu voo para Portugal fosse cancelado. "A ideia era regressar amanhã, mas com esta macacada toda que está a acontecer o meu voo vai ser cancelado de certeza. E pronto... já tenho muitas saudades da minha Célia, dos meninos e dos meus meninos de quarto patas", disse no domingo, 1 de março. Já na manhã de terça-feira, 3 de março, o ator de 44 anos voltou às redes sociais para lamentar o alarmismo criado em torno do facto de não ter ainda conseguido regressar a Portugal devido ao cancelamento de voos. "A dar os bons dias à minha Célia linda e a explicar/ mostrar ao meu filho que o pai está ótimo e que as notícias que dizem que o pai está em perigo são mentira", escreveu na rede social Instagram. Às suas palavras, Diogo Amaral juntou uma fotografia de uma videochamada com Jessica Athayde e o filho do casal, Oliver, de seis anos. O ator, recorde-se, é ainda pai de Mateus, de 11 anos, fruto da relação entretanto terminada com Vera Kolodzig. Diogo Amaral encontra-se sozinho na Índia. O ator resolveu realizar o sonho de conhecer o país de mochila às costas.

Bruna Gomes e Bernardo Sousa viveram momentos delicados no passado fim de semana. O casal viu a casa de ambos ser assaltada durante um período de ausência. Após este enorme susto, a criadora de conteúdo digital regressou ao trabalho na noite de domingo (1). Bruna Gomes marcou presença na gala do "Secret Story 10", onde ao lado de Flávio Furtado tem o papel de comentadora. Cristina Ferreira mostrou-se sensibilizada com a situação e em direto, na primeira intervenção de Bruna Gomes, teve um gesto solidário para com a comentadora. "Hoje vamos dar um aplauso à Bruna, que a Bruna precisa de um miminho", disse a apresentadora do reality show. Em seguida, todo o estúdio aplaudiu durante largos segundos Bruna Gomes. A criadora de conteúdo digital reagiu ao gesto de carinho mostrando-se "abraçada" pelo público. "Que queridos", disse ainda. No dia do assalto, depois de ter revelado que a casa foi assaltada, Bruna Gomes contou aos seguidores que houve um presente especial que Bernardo lhe ofereceu no "Big Brother" e que acabou por ficar caído no chão "Foi um choque quando chegamos em casa e ela tinha sido assaltada. Estava do avesso, na verdade ainda estou em choque. Tirei essa foto do pingente no chão porque foi o que sobrou, deve ter caido... E é o pingente que o Bernardo me enviou quando eu estava no "Big Brother" e ele aqui fora. A nossa única preocupação era a Cleide e ela está bem, graças a Deus. A polícia acabou de sair daqui e agora vamos colocar as coisas no lugar", acrescentou.

Um assalto e um mimo Credito: DR
Credito: DR
Credito: DR
Credito: DR Cirurgia
Promessas de mãe
Padrinho
Credito: DR
Credito:
DR

International Portuguese Music Awards (IPMA) 2026 Nomeados anunciados

Os International Portuguese Music Awards (IPMA), apresentados pela Gnomi, anunciam com entusiasmo os nomeados para a sua 14.ª edição, que terá lugar no dia 25 de abril, no Providence Performing Arts Center. O evento, transmitido internacionalmente, irá distinguir a excelência em múltiplos géneros musicais, celebrando simultaneamente a riqueza e diversidade da cultura e do talento portugueses.

Agala será coapresentada por Ricardo Farias, natural de Rhode Island, e por Daniela Ruah, conhecida pelo seu trabalho em NCIS: Los Angeles. A noite promete ser memorável e repleta de estrelas.

Subirão ao palco artistas de renome como Calema, D.A.M.A, Richie Campbell, Assol Garcia, Némanus e Nelson Sobral.

Desde 2013, os International Portuguese Music Awards distinguem e celebram, anualmente, artistas de ascendência portuguesa residentes em qualquer parte do mundo. Os IPMA destacam a diversidade cultural do universo lusófono e proporcionam uma plataforma tanto a artistas emergentes como consagrados.

Os bilhetes estão disponíveis em: IPMAawards.com Eis os nomeados dos IPMA 2026, provenientes de seis países diferentes:

VÍDEO MUSICAL DO ANO

• “Santa” Mimicat, realização de Rodrigo Pedras (POR)

• “Respirar” Calema & Sara Correia, realização de João Reis Moreira (POR)

• “Leaving You Behind” Nuno, realização de Sebastian Crayn (ROU)

• “Não Gosta”

Bárbara Bandeira, realização de Ruben do Valle (POR)

INSTRUMENTAL

• “In2Between” Hélder Bruno (POR)

• “Fragmento Lunar (ft. João Frade, Érica Santiago & Samuel Navarro)” Ensemble 17 (POR)

• “Liberté” Célio (França)

• “Parents’ House” Rui Massena (POR)

WORLD MUSIC

• “Cotovia”

Diana Vilarinho (POR)

• “Nha Rabujenta” Assol Garcia (EUA)

• “Moleirinha (ft. Isabel Silvestre & Grupo De Cantares De Manhouce)” Karetus, Conan Osíris & Júlio Pereira (POR)

• “Grão” Tiago Nacarato & Cainã Cavalcante (POR)

POP

• “Fantasmas” RAFA (POR)

• “É O Que É” Marisa Liz (POR)

• “À Espera Do Fim” Luís Trigacheiro & Nena (POR)

• “Ride The Sun” The Black Mamba (POR)

• “hard for you” Mackenzie Arromba (CAN)

• “Santa” Mimicat (POR)

TRADICIONAL

• “Amor Refém” Ricardo Luiz (POR)

• “Carta de Despedida” Descendentes (POR)

• “Roda Maria” Joey Medeiros (EUA)

• “Amor Sentido (ft. Minhotos Marotos)” Cláudia Martins (POR)

FADO

• “A Minha Paixão” Kajó Soares (POR)

• “O Meu Nome é Ninguém” Mariana Arroja (EUA)

• “Visita Inesperada (ft. Jota.pê)” Teresinha Landeiro (POR)

• “A Nossa Vez” Vera Varatojo (POR)

RAP/HIP-HOP/DANCE

• “Where Are You” Danni Gato, Nelson Freitas & Djodje (POR)

• “Do The Things” Katia De Vallier (RSA)

• “Fotografia” Agir (POR)

• “2 AM Somewhere (ft charlieonnafriday)” Bankrol Hayden (EUA)

ROCK

• “Afterall” The Redbeds (POR)

• “Monster” CMAGIC5 (CAN)

• “Saudade” Josh Pereira (EUA)

• “A Price For My Soul” The Bateleurs (POR)

MÚSICA POPULAR

• “É Só Fogo de Vista” Karyna (POR)

• “Cavaleiro Solitário” Zé Amaro (POR)

• “Com a Força de Deus” Cláudia Nayara (POR)

• “Hoje Eu Vou” Victor Rodrigues (POR)

CANÇÃO DO ANO

• “Visita Inesperada (ft. Jota.pê)” Teresinha Landeiro, letra e música de Teresinha Landeiro (POR)

• “Carta de Despedida” Descendentes, letra e música de Mike (POR)

• “Cotovia” Diana Vilarinho, escrita por Joana Alegre, Diana Vilarinho, Ricardo Ribeiro (POR)

• “Porta 43” Luís Trigacheiro & Diogo Piçarra, escrita por Diogo Piçarra, Eduardo Espinho, João Direitinho, Luís Trigacheiro (POR)

NOVO TALENTO

• Sophia Tavares (POR)

• Ben Rodrigues (RSA)

Os finalistas da categoria Novo Talento irão atuar ao vivo durante a gala, perante um painel secreto de jurados disperso pela plateia. O vencedor receberá um prémio monetário de 2.000 dólares. MB/MS

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1. Obra escrita ou copiada à mão

2. Móvel composto de um tampo horizontal, geralmente se destina a refeições, jogos, apoio etc

3. De pouca idade; moço

4. Interrupção de uma atividade ou trabalho, para descanso

5. Qualquer coisa envolvida em papel, pano etc.; pacote

6. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

7. Sempre vê as coisas pelo lado bom, mesmo nas situações mais difíceis

8. Canto solene em honra da pátria e/ou de seus defensores

9. Aquele que revela ignorância ou pouca familiaridade com determinado assunto

10. Peça geralmente retangular, com as cores e emblema de uma nação

11. Mulher que mantém compromisso de casamento com um homem

12. Traço ou linha divisória entre espaços ou propriedades

13. Meio de pagamento, na forma de moedas ou cédulas, emitido pelo governo de cada país

14. Um dos três poderes soberanos do Estado, ao qual compete fazer as leis

15. Objeto de madeira, papelão, metal etc., destinado a guardar ou transportar objetos

H P K U Z H S R A I L I M A F

A C U V V V U D E C I D I R S

D S D J P D S O S O D I P M E

J A S L O R E D N E T A T H D

H D M V R P E P L F U Z A R A

Z I O A T K P S O C E Y L J D

E V Q T U A S S C A T S I V I

K J M I G J V E A R N Q M Z S

N G O S U V P G L I A Y E J S

M W R I E J J U X N T C N J E

O F A V S M X R W H R B T O C

K M D J E H N O A O O S A E E

I D I Z S S H W I W P I R S N

V V A A G S V T X Y M D B W O

K S T A S A C W P S I Y X B I

CASA IDOSOS MORADIA IMPORTANTE VIDAS FAMILIAR CARINHO ATENDER NECESSIDADES PORTUGUESES SEGURO ALIMENTAR DECIDIR VISITA

Ingredientes

• peito de frango

• farinha

• pão ralado

• ovos

• óleo para fritar

• sal e pimenta

• limão

Modo de preparação

Temperar os bifes de frango com sal, pimenta e sumo de limão. Deixar repousar alguns minutos. O limão dá sabor e ajuda a manter o frango

mais tenro. Num prato bater os ovos. Noutro colocar a farinha e noutro o pão ralado.

Passar cada bife primeiro pela farinha, depois pelo ovo e por fim pelo pão ralado. Pressione ligeiramente o pão ralado para criar uma crosta uniforme.

Fritar em óleo bem quente até ficarem dourados de ambos os lados. O óleo deve estar quente, mas sem fumegar, para fritar de forma uniforme.

Retirar e escorrer em papel absorvente. Finalizar com um pouco de limão por cima. Até a próxima semana!

Culinária por Rosa Bandeira
Jogo das 10 diferenças
Caça palavras

“Uma Vida de Amizade” cruza o atlântico para conquistar Portugal

Helena Fernandes, Sílvia Pfeifer e Adriana Gambarone revelam os bastidores de uma peça que transforma a cumplicidade real em arte no palco.

Num exclusivo para a MDC, três das maiores atrizes brasileiras falaram de si e das suas personagens, mostrando como a peça "Uma Vida de Amizade" mostra toda uma complexidade de relações reais. "Uma Vida de Amizade" não se limita a contar uma história de tempo; a peça propõe um mergulho profundo nas memórias partilhadas, nas crises superadas e nos silêncios que só quem se conhece há décadas é capaz de decifrar.

O texto, que passa pela comédia ácida e o drama sensível, convida o público a refletir sobre as suas próprias redes de apoio. Helena Fernandes e Sílvia Pfeifer destacaram o entusiasmo de atuar em solo português, sublinhando o intercâmbio cultural que une o Brasil e Portugal através da arte. Já Adriana Gambarone, fala da importância da química em cena, fruto de uma sintonia que transcende o guião. Para as artistas, levar este es petáculo além-mar é uma oportunidade de celebrar a universalidade da experiência feminina. Num mundo cada vez mais digital e efêmero, o espetáculo reafirma que a presença física e o toque do outro são insubstituíveis. Estas mulheres, não são ape nas grandes nomes da televisão e do teatro, mas uma lição de vida sobre a importân cia de cultivar o que é eterno: o amor entre amigos. A alma da peça parece ter saído de uma obra de ficção. Tudo começou com um encontro casual num restaurante, onde o diretor, ao ver a dinâmica entre as amigas, afirmou que a conversa delas já era uma peça de teatro. O texto foi então assinado por Gustavo Pinheiro, autor do suces so de bilheteiras "Dois de Nós". Sílvia Pfeifer, que mantém uma amizade com Helena há mais de 34 anos, recorda que a ligação entre elas vem desde a juventude. "A peça apro veita esse nosso histórico real para falar de mulheres que mantêm uma amizade desde a adolescência", explica Sílvia. A história é da vida das mulheres após os 40 e 50 anos, abordando desafios, dese jos e a liberdade de quem escolhe os seus próprios caminhos. Em cena, as atrizes dão vida a personagens como Gilda, Renée e Yasmin. Num encontro, onde temas como maternida de, carreira, sexualidade e o processo de envelheci mento são colocados na mesa. A peça é uma sucessão de cenas curtas e diálogos de expectativas sociais sobre as mulheres e a liberdade de ser quem se é. Adriana Gambarone define o espetáculo como uma comédia fa lada com leveza e humor, mas que também emociona. Helena Fernandes re força que a peça surge num momento de empoderamen to, representando mulheres inde pendentes e que trabalham. A estreia está marcada para o dia 6 de março, no Espaço Vita, em Braga. Após o arranque, a produção

segue em digressão pelo país até ao final do mês, passando por cidades como: Porto; Estoril; Águeda.

O elenco de luxo, que conta com a elegância e intensidade de Sílvia Pfeifer ao lado das também conceituadas Adriana Garambone e Helena Fernandes, confere ao espetáculo um peso artístico especial e grande interesse mediático. Para Sílvia, a peça reafirmou a importância da escuta e do carinho. Helena fala do amadurecimento como um processo de autodescoberta: "O amadurecimento traz essa questão de se ouvir mais, se respeitar mais e, principalmente, julgar menos e se chicotear menos". Adriana Gambarone destaca ainda a força da parceria real, já que as atrizes também são as produtoras da peça: "É uma parceria muito forte de mulheres que se unem por um propósito, respeitando suas diferenças para que tudo aconteça". Com o subtítulo "Uma comédia resistente ao tempo", espetáculo não se limita ao público feminino ou a meios feministas; é uma obra humana que convida tanto homens como mulheres de várias gerações à reflexão e ao riso sobre as relações que constroem. Esta Universalidade do Riso e da Reflexão ganha uma dimensão palpável ao vera entrega de quem dá vida a esta peça. Ao privar de perto com três das maiores atrizes do panorama brasileiro e mundial, torna-se dente que a força deste espetáculo não reside apenas no papel, mas na humanidade de quem a interpreta. Esta é, assumidamente, uma "comédia resistente ao tempo" que não se limita a classes sociais; é uma obra humana que convida homens e mulheres de várias gerações à introspecção, ao pensar, ao olhar mais para o lado de quem nos acompanha e ao riso partilhado.

A narrativa transforma o particular em público ao expor vulnerabilidades e absurdos quotidianos, rompendo barreiras de muita coisa. Através do talento destas mulheres, o humor deixa de ser entretenimento passivo para se tornar uma ferramenta de desconstrução: enquanto as gargalhadas vão encher a sala, o público confronta-se com espelhos de si mesmo — os homens encontram uma perspetiva diferente das relações, e as mulheres um exercício de validação. O objetivo é todos saírem do teatro com a leveza do riso e o peso saudável de uma nova consciência, celebrando uma arte que, por ser feita com verdade e interpretada com mestria, não conhece prazos de validade nem fronteiras.

Paulo Perdiz

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Durante este período a sua mente terá tendência para pensamentos menos definidos que lhe poderão provocar uma certa angústia, ansiedade, nervosismo ou insatisfação não justificáveis. Procure ultrapassá-los de uma forma positiva mediante uma ocupação que o distraia, ou analisando problemas que prendam a sua atenção.

TOURO 21/04 A 20/05

Procure sair, divertir-se e, sobretudo, conviver mais. O atual trânsito de Vénus não é propício ao isolamento, antes promete compensar o convívio, o intercâmbio de ideias, e a partilha de projetos e ideais. É possível que neste momento descubra que determinada amizade é já amor ou que certo amor é... só amizade!

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Fase profissional muito positiva. A sua ambição e desejo de vencer, irão fazer com que trabalhe afincada e perseverantemente, a fim de atingir os seus objetivos. Apesar de se sentir melhor a trabalhar sem interferências e gozando de plena autoridade, seja tolerante com os colegas e agradeça as ajudas recebidas.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

É um período muito propício a um encontro amoroso. Poderá também sentir um interesse muito especial por alguém. Se planeava viajar há algum tempo para algum sítio longínquo, este é o momento ideal para o fazer. Verá que terá grande satisfação em contactar com novas culturas e novas formas de pensamento.

LEÃO 22/07 A 22/08

Esta fase é propícia a encontros com pessoas que poderão ter um efeito profundo e transformador na sua maneira de pensar. É possível sentir um aumento de tensão ou sensação de irritação, tal como uma menor capacidade de dominar os seus instintos. Deve, pois, tentar controlar a agressividade e ironia.

VIRGEM 23/08 A 22/09

A união faz a força, é bem verdade. Não se isole, não se feche no seu pequeno mundo. Dê mais atenção às opiniões dos outros, integre-se e participe mais ativamente com eles. A sua relação a dois está, neste período, valorizada. Aproveite esta ocasião para examinar bem essa relação e tente descobrir se poderá acrescentar algo que venha beneficiar mais essa mesma relação. Dê ouvidos ao seu coração.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Com Vénus a transitar na Casa VI é um bom momento ao nível do trabalho e da saúde. Nesta altura terá também uma relação mais sensível com os seus colegas de trabalho. Tudo o que fizer vai querer fazê-lo na perfeição. Também é um período em que lhe faz bem cuidar do seu corpo, poderá mesmo fazer uma dieta.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

É um período de grande atividade ao nível da expressão mental e afirmação intelectual. Estará muito mais disponível para transmitir a sua energia e euforia aos outros do que para aceitar qualquer influência que deles venha, parecendo que, aparentemente, fica insensível e fechado às necessidades e aos apelos dos outros.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Período de algum desconforto inexplicável que o levará a tomar atitudes defensivas e provocantes, envolvendo-se em discussões. As suas energias estão voltadas para o ambiente do lar, esforçando-se por concretizar os seus ideais de bem-estar. De modo a evitar críticas, antes de meter mãos à obra, peça a opinião dos familiares.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Tente dominar o egocentrismo e o individualismo que sente. Este trânsito de Marte pela sua III Casa Astrológica poderá marcar um período de maior tensão e rigidez. Tenha cuidado com a forma por vezes agressiva que adota para falar com os outros, e que talvez não seja de molde a aumentar a sua a popularidade.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Com a passagem do Sol pela Casa relativa às posses, ao dinheiro, aos bens materiais, será a sua vida financeira que estará em evidência. Poderá pôr em prática um plano ou um projeto que irá melhorar as suas possibilidades de ganho. Será mercê das suas próprias capacidades que se definirá neste período e terá, por isso, a apreciação dos outros.

PEIXES 20/02 A 20/03

Energia e criatividade são as palavras-chave deste período. O esforço com que neste momento se dedicar aos trabalhos que tem em mãos, têm boas hipóteses de o conduzir ao sucesso. Tenderá a valorizar mais a sua independência do que habitualmente, pelo que a vida sentimental não está agora na primeira linha das suas preocupações.

Soluções

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Agenda comunitária

3 a 10 de Março

Associação Cultural do Minho de Toronto Workshop de Bordado – Lenço dos Namorados

165 Dynevor Rd, das 18:30h às 20:30h –em colaboração com a EmbroideryCA. Reservas e Informações: 647-702-0302

5 de Março

FPCBP

19.º almoço anual do Dia da Mulher

1136 College St, (11:00h às 15:00h) . Reservas e Informações: info@fpcbp.com

7 de Março

Casa dos Açores do Ontário Festa da Matança do Porco / Jantar do Espírito Santo

1136 College St, a partir das 18:30h, com Júlia Leal e Lídia de Sousa. Reservas e Informações: 416-953-5960

Jantar do Bom Jesus Milagroso Paróquia de S. J. De Oakville

2451 Old Bronte Road, a partir das 18:00h, com Rui Açoriano e Elite Sounds DJ. Reservas e Informações: 905-220-4712

Igreja N. S. de Fátima de Brampton

Espírito Santo – Noite Azul

101 Malta Ave, Brampton,a partir das 18:30h, com Carlos e Armando Janeiro. Reservas e Informações: 647-530-8394

Northern Portugal Cultural Centre Festa dos Sócios

zona da Weston Road e St. Clair. Entrada imediata. Ligar para 416-858-3669

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road com cozinha, sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-473-6460.

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road, com cozinha, sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-736-6460 ou 647-406-2994

Apartamento privado com entrada privada. 1 quarto, cozinha e casa de banho. Gás, luz e água incluído. Situado perto da Dufferin e Bloor. Contactar 416-432-1060

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, Cozinha, casa de banho, estaciona-

Jantar das Amigas

– Jantar de Gala Solidário - Cancro da mama

Na Liuna Local 183, a partir das 18:00h, com muitas surpresas e animação. Reservas e Informações: Linda Correia – 416720-9371.

Centro Cultural Português de Bradford

Dia Internacional da Mulher

767 Simcoe Rd, Bradford, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 905-7753254

Centro Cultural Português de Mississauga

Folklore’s 1st Annual Multicultural Youth Festival

51 Queen St N, a partir das 18:30h. Reservas e informações: 905-286 1311 ou Secretary@ pccmississauga.ca

8 de Março

Expressões de Barcelos

Arte e da Criatividade - A Migrante de Barcelos e Associação Port. do Canadá – Montreal

Abertura da exposição às 15h00. Reservas e informações: joaquinapires@bell. net ou 647-949-1390

14 de Março

Associação Migrante de Barcelo 7.º Festival do Marisco

Renaissance By the Creek, às 18:00h, com o Duo Raça Latina. Reservas e Informações: 647-949-1390. Classificados

40 Albany Street, Oshawa,a partir das 17:30h. Reservas e Informações: melannie@ northernportugal.org ou 905-576- 2474

mento e lavandaria a moedas. Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-881-3326

Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt. Com 2 quartos e acesso a lavandaria. Contas incluídas. Contatar 416-427-4703

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

Zona de St. Clair & Dufferin, este apartamento no 1º andar oferece 2 quartos num espaço moderno. Perto de transportes públicos, com o elétrico a poucos passos, é ideal para estadias curtas/férias. Fotos dis-

poníveis por email. hcipriano1970@gmail. com ou 416-878-0339.

Bem-vindo(a) à edição de fevereiro da newsletter da Magellan!

À medida que 2026 continua a avançar, este mês traz as mais recentes atualizações sobre o progresso da construção do Magellan Centre, informações sobre próximos eventos de angariação de fundos organizados por terceiros, novidades entusiasmantes sobre a 3.ª Gala Anual da Magellan e muito mais para o(a) manter informado(a).

ATUALIZAÇÃO DA CONSTRUÇÃO

• A cobertura principal está 100% concluída.

• A instalação dos montantes estruturais exteriores está a progredir nos pisos térreo, 2.º e 3.º (aproximadamente 60–70% concluído). O 4.º piso, ao longo da Lansdowne Avenue, terá início na próxima semana.

• A instalação dos ângulos de apoio para alvenaria está a avançar nos 1.º, 2.º e 3.º pisos, estando cerca de 90% concluída.

3.ª GALA ANUAL DA MAGELLAN

Temos o prazer de anunciar que a 3.ª Gala Anual da Magellan terá lugar oficialmente no sábado, dia 7 de novembro de 2026, no Universal Event Space, em Vaughan!Reserve já a data e marque-a na sua agenda, pois será um evento imperdível. A noite contará com um requintado serviço de receção, uma elegante experiência gastronómica de três pratos, espetacular entretenimento ao vivo e um ambiente festivo que promete criar uma celebração extraordinária. Para mais informações sobre a 3.ª Gala Anual da Magellan, acompanhe as próximas newsletters e publicações nas redes sociais.

ATUALIZAÇÃO MENSAL

FEVEREIRO

• As colunas técnicas (infraestruturas mecânicas verticais) estão a progredir nos 2.º e 3.º pisos.

• Aproximadamente 50% das janelas dos 2.º, 3.º e 4.º pisos já foram medidas e encontram-se agora em produção.

• A conduta de drenagem pluvial está ligada do edifício à rua. A instalação de sarjetas e linhas de drenagem pluvial continua em redor do edifício.

EVENTO RETROFEST

Junte-se a nós no 2.º Encontro Vianense, que terá lugar no sábado, dia 11 de abril de 2026, com início às 18h00, no Renaissance by the Creek, 3045 Southcreek Road, em Mississauga. Este evento de angariação de fundos promovido por terceiros, em apoio da Magellan Community Foundation e dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo, reunirá a comunidade para uma magnífica noite de música tradicional ao vivo, um delicioso jantar de quatro pratos, atuações vibrantes e uma animada celebração da cultura portuguesa. Para informações e compra de bilhetes, contacte: Augusto: augustob1963@gmail.com, Rosie: (647) 836-7097, Elisabete: (647) 533-2922 Para mais informações, envie-nos

Próximas etapas importantes

• Início da execução das platibandas e estruturas de suporte da cobertura no início de março.

• Início da instalação da membrana de cobertura a meio ou no final de março.

• Ligação dos ralos da cobertura para evitar a entrada de água no edifício.

• Remoção de todas as escoras e estruturas temporárias de cofragem do local.

No sábado, dia 31 de janeiro, a Távora Foods Mississauga organizou o RetroFest, um evento de angariação de fundos promovido por terceiros e liderado por Paul Távora, no Portuguese Cultural Centre of Mississauga. O RetroFest destacou grandes êxitos do passado, moda arrojada e uma atmosfera dinâmica que transportou os convidados de volta às icónicas décadas de 80 e 90. Graças à incrível generosidade dos participantes, foram angariados impressionantes 62.600 dólares, dos quais 25.040 dólares foram doados à Magellan Community Foundation. Estamos sinceramente gratos a todos os que participaram no RetroFest e contribuíram para o enorme sucesso da noite!

EVENTO BIFE DA PÁSCOA

No sábado, 4 de abril de 2026, o evento Bife de Páscoa irá reunir a nossa comunidade para uma noite de celebração no Cultural Centre of Mississauga. Organizado pelos Amigos de Viana, ACMT e Casa do Benfica, este evento solidário destacará a riqueza da nossa cultura regional enquanto contribui para uma causa importante. As receitas do evento reverterão a favor da Magellan Community Foundation, ajudando a apoiar a sua missão de criar um lar de cuidados continuados culturalmente sensível e habitação acessível para a comunidade.Para adquirir bilhetes ou obter mais informações, contacte Augusto através do email: augustob1963@gmail.com.

PARA DOAR

Ajude a construir o lar de cuidados continuados Magellan para seniores de língua portuguesa

2.º ENCONTRO VIANENSE

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