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MILÉNIO STADIUM 1786 - 27 DE FEVEREIRO

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PENSE ANTES DE PERGUNTAR

O mundo está a caminhar para um cenário sombrio controlado por chatbots de Inteligência Artificial, enquanto as pessoas se tornam dependentes da preguiça que a IA proporciona. Estamos a transformar-nos em indivíduos cujo pensamento independente está a ser substituído por uma espécie de companhia oferecida por bots como o ChatGPT, cujas respostas às nossas perguntas são adotadas como se fossem nossas. O resultado deste comportamento explorador é o surgimento de uma pandemia de problemas de saúde mental que imitam muitos dos sintomas da toxicodependência.

Antes de aprofundar esta reflexão, é importante estabelecer uma distinção entre a dependência de Inteligência Artificial e a dependência das redes sociais, que reside sobretudo na natureza da interação: companhia sintética versus validação social digital. Ambas estimulam o sistema de recompensa do cérebro, mas manifestam-se através de estímulos dife-

rentes. A dependência da IA foi deliberadamente concebida para reconfigurar o nosso cérebro através de algoritmos desenvolvidos pelas mentes mais brilhantes do mundo. Já a dependência das redes sociais baseia-se na validação social e na satisfação do ego, através do deslizar interminável de conteúdos, visualização de vídeos e mensagens provocatórias. Passámos a comparar-nos com vidas reais ou cuidadosamente editadas (FOMO, imagem corporal), tomando-as como referência. Estatísticas atuais indicam que, em média, cada pessoa verifica o telemóvel 352 vezes por dia, ou seja, uma vez a cada 2,5 minutos. As pessoas estão a abdicar de pensar e a procurar conteúdos que nada acrescentam às suas vidas. Grande parte desta navegação baseia-se numa forma de voyeurismo, como maneira de obter informação sobre o que os outros fazem, mas, no final, qual é o contributo real para a nossa vida? A necessidade compulsiva de obter informação fácil, sem recorrer ao pensamento crítico, aliada à obsessão em interagir com bots que parecem ter todas as respostas para melhorar a nossa vida, está a afastar-nos da vida real, das pessoas e das competências interpessoais do mundo real. Muitos investigadores sugerem que esta necessidade de interação resulta do tédio e da solidão, e defendem

que estas dependências são comparáveis ao consumo de drogas e álcool. Todos compreendemos que o abuso de substâncias tem consequências graves e sentimos os seus efeitos físicos e mentais. Contudo, comparativamente, a dependência da IA é invisível e gradual, à medida que os bots vão ocupando espaço na nossa vida enquanto seres humanos e nos transformam em humanoides robóticos que procuram a recompensa de aprovações não humanas.

A IA torna-se viciante ao imitar-nos através dos dados que fornecemos, conquistando as nossas emoções com apoio personalizado e criando dependência. À medida que aumentam os casos de problemas de saúde mental, o apoio às pessoas que necessitam diminui, porque a dependência da IA ainda não é reconhecida como uma doença de saúde mental.

A dependência dos utilizadores e a busca de segurança emocional podem levar ao isolamento social, com pessoas que se escondem da sua própria realidade e evitam falar sobre a transição da intimidade humana para a intimidade sintética. Enquanto o mundo não reconhecer que os criadores da IA estão, de certo modo, a assumir um papel quase divino ao criar uma nova “bíblia”, o planeta poderá avançar lentamente para a autodestruição, impul-

sionado por uma nova religião que propaga forças autodestrutivas.

Os casos de suicídio associados ao alegado controlo mental pela IA estarão a aumentar, enquanto os governos continuam a permitir a evolução tecnológica sem controlos adequados. Isto não significa que a tecnologia de IA não possa trazer grandes benefícios. Tal como aconteceu com a internet, criada para o bem da sociedade, mas que deu origem à dark web, também a IA pode desenvolver vertentes sombrias, exploradas por quem procura tirar partido dos mais vulneráveis.

O poder dos chatbots poderá infiltrar-se no sistema político, que constitui a última barreira de governação e proteção dos processos democráticos. No Japão, um grupo de engenheiros de software criou um partido chamado Team Marian e conquistou 11 lugares no parlamento japonês, prometendo chatbots, autocarros autónomos e empregos de alta tecnologia. Por outras palavras, sem necessidade de pessoas. Se olharmos para a retórica de um certo partido político em Portugal, percebemos até que ponto a manipulação da mensagem se tornou uma ferramenta de sucesso. Isso é IA.

Ano XXXV - Edição nº 1786

27 de fevereiro a 5 de março de 2026 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário
Versão em inglês Pág. 09
Photo: Copyright

Inteligência Artificial Ao seu dispor…

Quantas pessoas usam IA no mundo?

Frequência e perfis de utilização

Uso de IA no Canadá

IA e Saúde Mental: procuras e uso para apoio emocional

Suicídio e IA

As pessoas precisam de compreender como estas ferramentas funcionam para poderem questionar criticamente o que lhes é apresentado
- Jesse Hoey

Num tempo em que os chatbots de inteligência artificial são cada vez mais utilizados para desabafos, conselhos e até apoio emocional, importa perceber o que realmente está por detrás desta aparente “empatia digital”. Jesse Hoey, Professor na David R. Cheriton School of Computer Science, da University of Waterloo, onde dirige o Computational Health Informatics Laboratory (CHIL), alerta para os equívocos mais comuns. As respostas da IA parecem compreensivas porque reproduzem padrões estatísticos da linguagem humana, não porque sintam ou compreendam. Essa diferença é crucial.

Ao longo da entrevista, Hoey explica como estes sistemas podem reforçar o viés de confirmação, alimentar dependências emocionais e incentivar uma preocupante “preguiça cognitiva” se forem usados como substitutos da reflexão pessoal ou das relações humanas. Defende também a necessidade urgente de literacia em IA e de enquadramento ético claro, sobretudo em áreas sensíveis como a saúde mental. A tecnologia pode apoiar, mas não pode nunca substituir, o discernimento humano.

Milénio Stadium: Porque é que os chatbots de IA parecem emocionalmente responsivos ou validadores? Trata-se de uma característica intencional?

Jesse Hoey: Os chatbots de IA parecem responsivos porque reproduzem padrões que os seres humanos utilizaram no passado. Se alguém disser “estou a sentir-me triste”, a maioria das pessoas responderá “lamento ouvir isso”, outras dirão “não te preocupes” e, mais raramente, poderão optar por uma resposta mais dura. Os sistemas de IA fazem algo semelhante: tendem a oferecer respostas empáticas, por vezes encorajado-

ras e, ocasionalmente, mais firmes. Podem até escolher uma resposta mais assertiva se o padrão de interações for semelhante ao de outros utilizadores que reagiram bem a uma abordagem mais direta. Isto pode dar a sensação de personalização, mas trata-se de uma escolha puramente estatística, que pode, aliás, ser inadequada para aquele utilizador específico.

Não é, em geral, uma característica intencional no sentido emocional. Resulta sobretudo da forma como a linguagem humana e as normas sociais funcionam e que a IA aprende a imitar. Ainda assim, existe investigação em IA, anterior aos sistemas modernos e ainda em curso, que procura incorporar deliberadamente esse tipo de resposta.

MS: Existe o risco de os sistemas de IA reforçarem o viés de confirmação?

JH: Sim. Esse risco é bem conhecido. Os sistemas tendem a alinhar as respostas com os pressupostos do utilizador, o que pode reforçar crenças pré-existentes em vez de as desafiar.

Há esforços para “alargar” as respostas, tornando-as menos confirmatórias. Contudo, a base teórica para esse alargamento ainda não é totalmente compreendida, o que dificulta a sua implementação eficaz. Por isso, a literacia em IA é fundamental. As pessoas precisam de compreender como estas ferramentas funcionam para poderem questionar criticamente o que lhes é apresentado.

MS: Quais poderão ser as implicações cognitivas a longo prazo do recurso à IA para decisões ou reflexão emocional?

JH: A comparação frequente é com a calculadora: libertou-nos de cálculos manuais, permitindo-nos concentrar noutras tare-

fas, mas também levou muitos a esquecer procedimentos matemáticos básicos.

No entanto, a analogia é imperfeita. A calculadora executa operações totalmente determinadas: se alguém perguntar “2+2”, pode verificar a resposta e confirmar que está correta. Já uma pergunta como “devo casar com a Ana ou com a Maria?” não tem verificação possível. Não existe forma de testar o cenário alternativo.

A IA não é capaz de avaliar o risco indutivo humano, isto é, não pode assumir as consequências existenciais de uma escolha. Se as pessoas delegarem demasiado, podem desenvolver não só preguiça cognitiva, mas também preguiça emocional. Isso poderá enfraquecer relações sociais, reduzir a capacidade de cooperação e empobrecer o capital social, algo que não acontece com uma simples calculadora.

MS: Como equilibrar apoio e empatia sem criar dependência emocional?

JH: Segundo Hoey, tal só seria possível se os sistemas deixassem de ser “imortais”. A IA não sente porque não tem nada em jogo: quando o hardware falha, o software simplesmente migra para outra máquina. Não enfrenta finitude nem vulnerabilidade. Alguns teóricos falam de “computadores mortais”, ainda sobretudo conceptuais, que estariam intimamente ligados ao seu suporte físico e, portanto, sujeitos à sua duração limitada. A consciência da finitude é, para os humanos, o que sustenta a empatia, a cooperação e o sentido profundo das relações. Sem essa dimensão existencial, as interações permanecem superficiais e não contribuem verdadeiramente para o bem-estar humano.

MS: Devem existir limites éticos e regulamentação na área da saúde mental?

JH: Sim. Estão em curso esforços sérios para definir quadros regulatórios adequados, embora o desafio seja complexo por várias razões. Contudo, penso que a regulamentação é apenas parte da solução. A outra é a literacia em IA. Quem recorre a chatbots para apoio psicológico deve compreender como funcionam. Imagine-se um alcoólico que utiliza um assistente de IA para evitar recaídas, sem saber que os proprietários da plataforma estabeleceram uma parceria com um importador de bebidas interessado em promover produtos de baixo teor alcoólico. Se o utilizador acreditar que a IA possui uma espécie de “superinteligência médica”, ele poderá ter menos probabilidade de questionar as sugestões e poderá acabar por seguir um caminho nada bom para a desejada recuperação.

MB/MS

Jesse Hoey. Créditos: DR.
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Confiar numa máquina para falar de emoções

Sinal dos tempos ou alerta social?

Num tempo em que os chatbots de inteligência artificial se tornaram companheiros de desabafo, conselheiros instantâneos e presença constante no quotidiano digital, cresce uma pergunta inevitável: o que nos diz esta tendência sobre o estado da saúde mental e sobre a forma como procuramos ajuda? Quando alguém se sente mais confortável a partilhar as suas fragilidades com uma máquina do que com um terapeuta ou com pessoas próximas, não estamos apenas perante uma mudança tecnológica, estamos diante de um sinal social relevante.

Nesta entrevista, a psicóloga Elaine Oliveira analisa este fenómeno com olhar clínico e crítico. A especialista reflete sobre as necessidades emocionais básicas que a IA pode, de forma limitada, ajudar a suprir, como a necessidade de validação, organização de pensamentos e redução imediata da ansiedade, mas alerta também para os riscos de dependência emocional, empobrecimento das relações humanas e enfraquecimento da resiliência. Entre oportunidades e perigos, defende que a tecnologia pode ser uma ferramenta complementar, mas nunca substituta do acompanhamento profissional e da profundidade insubstituível do vínculo humano.

Milénio Stadium: Quando as pessoas se sentem mais confortáveis em confiar num chatbot de IA do que num terapeuta humano ou numa rede de apoio, o que é que isto nos diz sobre o sistema de saúde mental?

Elaine Oliveira: Isso nos mostra uma lacuna importante no acesso e na perceção do cuidado em saúde mental. Uma grande parte da população ainda enfrenta barreiras significativas para buscar ajuda na área da saúde mental: o custo, listas de espera, estigma, medo de julgamento ou dificuldade de se expor emocionalmente.

A IA, por outro lado, oferece algo que o sistema tradicional muitas vezes não consegue garantir: disponibilidade imediata, anonimato e uma sensação de segurança emocional inicial. Isso não significa que as pessoas prefiram máquinas, mas sim que muitas vezes se sentem mais seguras dan-

do o primeiro passo em um ambiente onde não há risco de rejeição.

De certa forma, isso funciona como um “termômetro social” que mostra o quanto ainda precisamos tornar o cuidado humano mais acessível, acolhedor e livre de estigma.

MS: Do ponto de vista clínico, que necessidades psicológicas poderá a IA estar a suprir quando as pessoas a utilizam como válvula de escape emocional em momentos de sofrimento ou solidão?

EO: Do ponto de vista clinico, vemos que a IA pode suprir necessidades emocionais muito básicas e universais, como a necessidade de ser ouvido, a busca por validação emocional, o desejo de organizar pensamentos e sentimentos, a redução imediata da ansiedade e a sensação de companhia em momentos de solidão.

Muitas vezes, o simples ato de colocar sentimentos em palavras já tem um efeito terapêutico importante. Quando nomeamos emoções, organizamos pensamentos confusos e estruturamos experiências internas, ativamos áreas do cérebro responsáveis por regulação emocional e processamento cognitivo. Isso ajuda a reduzir a intensidade do sofrimento e a dar sentido ao que estamos vivendo.

Na psicoterapia, utilizamos com frequência uma ferramenta chamada journaling (ou escrita terapêutica). Funciona de maneira relativamente simples: o paciente é orientado a escrever livremente sobre o que está sentindo, descrever situações difíceis, identificar pensamentos automáticos e, em alguns casos, refletir sobre possíveis alternativas de interpretação. Essa prática favorece autoconsciência, clareza emocional e maior capacidade de autorregulação. Quando alguém utiliza a IA para expressar sentimentos, organizar ideias ou receber perguntas reflexivas, pode estar vivenciando algo semelhante a um journaling guiado - com o diferencial de que há uma resposta imediata. Nesse sentido, a tecnologia pode funcionar como uma ferramenta inicial de organização emocional e processamento interno. No entanto, é importante lembrar que, na terapia, o journaling acontece dentro de um contexto clínico estruturado,

com acompanhamento profissional, interpretação cuidadosa e integração ao processo terapêutico como um todo - algo que a tecnologia, por si só, não substitui.

MS: Vê riscos potenciais no facto de as pessoas desenvolverem dependência emocional de ferramentas de IA para validação ou tranquilização, sobretudo se esses sistemas forem percecionados como sempre solidários e não julgadores?

EO: Sim, existe esse risco, especialmente para pessoas mais vulneráveis emocionalmente.

Quando uma ferramenta está sempre disponível, responde rapidamente e oferece validação constante, ela pode se tornar uma fonte principal e às vezes exclusiva de conforto emocional. Isso pode reduzir a motivação para buscar conexões humanas reais, que são mais complexas, mas também mais profundas e essenciais para a saúde mental.

Outro risco é que a vida real envolve frustração, limites e divergências, que são elementos fundamentais para o crescimento emocional, enquanto a interação com IA tende a ser mais previsível e adaptada ao usuário.

MS: A utilização frequente da IA para obter conselhos ou processar emoções pode interferir no desenvolvimento da resiliência, da regulação emocional ou das competências de gestão das relações interpessoais?

Se sim, de que forma?

EO: Pode interferir sim, principalmente se a IA passar a substituir, e não apenas complementar, os processos naturais de enfrentamento.

A resiliência emocional se desenvolve através da experiência de lidar com desafios, tolerar desconfortos e construir estratégias internas e relacionais. Quando alguém recorre constantemente a uma fonte externa imediata para aliviar qualquer sofrimento, pode haver uma redução na tolerância à frustração e na confiança na própria capacidade de lidar com emoções difíceis.

Além disso, habilidades interpessoais como negociar conflitos, expressar vulnerabilidades e lidar com diferenças só são desen-

volvidas plenamente nas relações humanas reais.

MS: Na sua opinião, que salvaguardas deveriam ser implementadas para evitar que indivíduos vulneráveis substituam o acompanhamento profissional em saúde mental por interações baseadas em IA?

EO: Algumas medidas são fundamentais:

• Deixar claro que a IA não substitui terapia ou avaliação clínica.

• Incluir orientações explícitas para busca de ajuda profissional em situações de sofrimento significativo.

• Desenvolver sistemas que incentivem o equilíbrio entre o uso da tecnologia e o fortalecimento das conexões humanas.

• Promover educação pública sobre saúde mental e uso responsável da tecnologia.

O ideal é que a IA seja vista como uma ferramenta complementar, um apoio inicial e não como um substituto do cuidado humano, que continua sendo insubstituível na profundidade, na empatia e na complexidade das relações.

MB/MS

Elaine Oliveira. Créditos: DR.
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A verdade crua sobre os perigos da IA

Este não é um artigo agradável, pode até ferir a sensibilidade de algumas pessoas, mas em nosso entender é um alerta importante para todos os pais que ainda desconhecem os perigos de deixar adolescentes, sem vigilância parental, durante horas a interagir com plataformas digitais. E este é um alerta sério. Há vários casos extremos, que felizmente não representam uma maioria, mas ainda assim merecem toda a nossa atenção e cuidado. Nos Estados Unidos várias famílias acusam plataformas como o ChatGPT, da OpenAI, e a Character.AI de falhas graves na proteção de menores, alegando que estas tecnologias contribuíram para o agravamento de problemas de saúde mental e, em alguns casos, para o suicídio dos seus filhos.

Há nestas histórias, que infelizmente tiveram um final trágico, um alerta para o facto de certos chatbots, concebidos para simular conversas humanas, poderem criar relações emocionalmente intensas com jovens vulneráveis, reforçando o isolamento e validando pensamentos autodestrutivos.

Um dos casos mais mediáticos é o de Sewell Setzer III, de 14 anos. A mãe, Megan Garcia, processou a Character.AI em outubro de 2024, num tribunal da Florida, alegando que o filho desenvolveu uma relação emocional e sexualizada com uma personagem virtual inspirada na série Game of Thrones. O adolescente partilhava pensamentos suicidas com o chatbot, que, segundo a queixa, não só manteve a interação como se apresentava como figura de apoio emocional, aprofundando o afastamento

do jovem da realidade. Em novembro do mesmo ano, num outro caso, os pais de um menino de 11 anos acusaram o chatbot de o incentivar a reagir violentamente contra os pais por estes lhe terem limitado o tempo de ecrã.

Também a OpenAI foi alvo de uma ação judicial movida pelos pais de Adam Raine, de 16 anos, que processaram a empresa e o seu diretor executivo, Sam Altman, alegando que o ChatGPT validou pensamentos suicidas do filho, discutiu métodos letais e até se ofereceu para redigir uma nota de despedida. A empresa declarou-se profundamente consternada com a morte e afirma ter mecanismos de segurança que encaminham utilizadores em risco para linhas de apoio. Após o processo, anunciou o reforço de controlos parentais, verificação de idade e novas medidas de proteção para menores.

Outro caso trágico é o de Juliana Peralta, de 13 anos, no Colorado. A adolescente suicidou-se em novembro de 2023 após três meses de conversas com um chatbot inspirado numa personagem do videojogo Omori. Segundo a família, mesmo perante declarações explícitas de intenção suicida, a plataforma não sugeriu ajuda profissional, nem alertou responsáveis ou autoridades, mantendo a interação ativa. Embora não sejam exclusivamente baseadas em inteligência artificial, outras plataformas digitais frequentadas por jovens também enfrentam processos. Roblox e Discord têm sido alvo de ações judiciais relacionadas com assédio e exploração. Num caso recente, Becca Dallas processou ambas as empresas após o suicídio do filho, Ethan, de 15 anos, autista, que durante anos foi manipulado e chantageado por um adulto que, online, se fazia passar por adolescente.

As empresas envolvidas afirmam estar a investir cada vez mais em segurança e reconhecem os desafios na proteção de menores. No entanto, estes casos expõem uma realidade inquietante: estas são ferramentas tecnológicas poderosas, que quando utilizadas sem supervisão adequada, podem amplificar fragilidades emocionais.

Especialistas alertam para o que deveria ser óbvio para todos - a inteligência artificial não substitui acompanhamento psicológico, apoio familiar ou intervenção profissional. Mas a verdade é que, principalmente para os mais novos, a facilidade de acesso, a aparente empatia e a disponibilidade permanente dos chatbots podem criar uma ilusão de apoio seguro, especialmente perigosa.

Mais do que demonizar a tecnologia, estes casos sublinham a urgência de literacia digital, supervisão parental e regulamentação eficaz. A inteligência artificial é uma ferramenta com enorme potencial, mas nas mãos erradas ou sem controlo pode tornar-se um risco silencioso. Proteger os mais jovens exige vigilância, diálogo aberto e responsabilidade partilhada entre famílias, escolas, empresas e legisladores. MB/MS

Estudantes do Sheridan College protestam contra uso de IA nas artes

“Estamos

a aprender a criar, não a replicar”

Alunos do programa de Visual and Creative Arts (VCA) do Sheridan College organizaram recentemente um walk-out em protesto contra a utilização de inteligência artificial (IA) nas salas de aula. A manifestação, que reuniu estudantes de vários anos, procurou chamar a atenção para o que consideram ser uma ameaça à integridade artística, à aprendizagem criativa e ao futuro profissional no setor das artes.

Oponto de rutura surgiu com um trabalho proposto aos alunos do segundo ano: gerar uma imagem através de IA e depois recriá-la. Para muitos, a proposta foi sentida como contraditória. “Passamos tanto tempo a aprender a criar a partir da nossa própria mente”, afirmou um estudante durante o protesto, “e depois dizem-nos: ‘replica isto a partir desta imagem de IA.’ Pareceu completamente contra-intuitivo.” Segundo o mesmo aluno, a iniciativa refletia uma orientação mais ampla da administração no sentido de tornar o currículo “mais centrado na IA”. A indignação aumentou quando os estudantes souberam que ferramentas de IA estavam também a ser integradas em projetos de animação, uma área em que o Sheridan College construiu reputação internacional. “Isso foi de loucos”, comentou outro aluno.

Para muitos, a ideia de recorrer à IA num curso reconhecido precisamente pela excelência artística e técnica parece um paradoxo difícil de aceitar.

Ayla Hope, estudante do terceiro ano de VCA, falou com emoção sobre o impacto pessoal do tema. “Esta greve é muito importante para mim porque a IA destruiu realmente a minha vida”, afirmou. Para Ayla, a presença da IA no ensino artístico é injustificável: “Porque é que precisas de usar IA quando tens o teu próprio cérebro, que é para ser usado? Os computadores não têm cérebro; apenas recolhem e combinam coisas. Não fazem nada de verdadeiramente importante.” A sua posição ecoa um sentimento partilhado por vários colegas: a convicção de que a criação artística nasce da experiência humana, da sensibilidade e da interpretação individual, dimensões que, defendem, não podem ser replicadas por algoritmos.

Outra preocupação central prende-se com o mercado de trabalho. Um dos estudantes alertou para o risco de desvalorização das profissões criativas: “Se a IA está apenas a pegar nas ideias de cada pessoa e a devolvê-las instantaneamente, qual é o motivo para ter artistas de conceito?” Segundo ele, se as empresas perceberem que conseguem substituir parte do processo criativo por sistemas automatizados, po-

derão contratar menos profissionais. “Se as pessoas não se manifestarem contra isto, torna-se mais fácil a IA tornar-se comum e substituir empregos.”

O protesto não foi apenas uma reação pontual a um trabalho específico, mas a expressão de um receio mais profundo: o de que a formação artística se transforme num exercício de adaptação à máquina, em vez de desenvolvimento da criatividade humana. Os estudantes defendem que a escola deve ser um espaço de experimentação, erro, descoberta e construção de identidade artística e não de dependência tecnológica.

A discussão está longe de ser simples. A IA é já uma realidade em múltiplos setores e levanta questões inevitáveis sobre inovação, eficiência e competitividade. No entanto, para estes alunos, a linha vermelha está traçada quando a tecnologia começa a substituir e não apenas a apoiar o processo criativo.

Ao abandonarem simbolicamente as aulas, os estudantes do VCA quiseram garantir que as suas vozes fossem ouvidas. Mais do que rejeitar a tecnologia, procuram afirmar um princípio: a arte continua a ser, acima de tudo, uma expressão humana.

VOX POP

Desabafos e conexões

A saúde mental na era digital

Nos últimos anos, o uso de Inteligência Artificial para apoio emocional tem crescido, com pessoas de todas as idades a recorrer a chatbots e assistentes virtuais para falar sobre sentimentos, ansiedade ou problemas pessoais. Mas por que razão alguns se sentem mais confortáveis a desabafar com uma máquina do que com um profissional de saúde mental? E até que ponto o sistema de saúde mental consegue acompanhar as necessidades da população? Neste vox pop, ouvimos seis pessoas entre os 24 e os 73 anos, cada uma partilhando as suas experiências e opiniões sobre o uso da IA para desabafar, as falhas do sistema de saúde mental e as possíveis consequências de procurar apoio emocional digital. As respostas revelam uma mistura de curiosidade, desconfiança e reflexão sobre como equilibrar tecnologia e cuidado humano.

RMA/MS

Ana, 24 anos

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Sim, já usei algumas vezes. Às vezes só quero “descarregar” sentimentos ou organizar ideias antes de falar com alguém da minha confiança. Não é algo frequente, mas ajuda-me a colocar os pensamentos em ordem. Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Acho que é a ausência de julgamento. Com um bot, podemos escrever exatamente o que sentimos, sem medo de sermos avaliados ou corrigidos. Dá uma sensação de segurança que nem sempre existe com humanos, mesmo profissionais.

O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, especialmente no acesso. Consultas demoradas, listas de espera longas e, às vezes, falta de diversidade nos tipos de terapia oferecidos.

Parece que quem precisa de ajuda imediata encontra barreiras.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode ser útil para organizar ideias, refletir sobre problemas e até aliviar ansiedade momentaneamente, mas não substitui a intervenção humana. Há o risco de desenvolver confiança excessiva em respostas automatizadas, que podem ser superficiais.

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Não, nunca senti necessidade. Prefiro conversar com amigos ou familiares. Mas sei que muitas pessoas recorrem à IA justamente por não ter essa rede de apoio disponível.

Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Porque não há cara a cara, não há constrangimentos ou julgamentos. As pessoas podem dizer coisas que nem conseguiriam expressar a outra pessoa, mesmo que seja um psicólogo. Há um conforto na anonimidade. O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, falta educação e sensibilização sobre saúde mental. Muitas pessoas não sabem a quem recorrer ou sentem vergonha. Também há falta de investimento em prevenção e programas acessíveis à população em geral.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode ajudar a desabafar, mas pode criar uma falsa sensação de resolução. Problemas complexos podem ficar sem acompanhamento adequado e a pessoa pode adiar buscar ajuda real.

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Não. Prefiro falar com familiares ou amigos de confiança. A tecnologia não é algo que faça parte da minha rotina emocional.

Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Por medo ou vergonha de expor sentimentos íntimos. Com uma máquina, a pessoa sente que ninguém pode criticá-la ou avaliá-la.

O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, principalmente na atenção personalizada e na rapidez de resposta. Muitas pessoas acabam por não conseguir ajuda a tempo, o que agrava o sofrimento.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode ajudar a refletir sobre problemas, mas há risco de confiar demasiado na IA e não buscar apoio humano, que é essencial para lidar com questões emocionais profundas.

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Não, prefiro conversar com pessoas reais. Mas percebo que, para jovens ou pessoas mais isoladas, a IA pode ser um apoio inicial.

Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Talvez por medo de ser julgada ou por timidez. Com um bot, ninguém vê expressões ou reações, e isso dá liberdade para falar abertamente.

O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, especialmente na prevenção. Muitas pessoas só procuram ajuda quando os problemas já estão graves. Há pouca educação emocional nas escolas e nos locais de trabalho.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode ajudar a organizar pensamentos e aliviar ansiedade momentaneamente, mas não substitui empatia e acompanhamento humano, que são fundamentais para mudanças profundas.

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Nunca usei. Prefiro falar com amigos ou familiares. Acho que ainda não confio totalmente em IA para assuntos tão íntimos.

Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Acho que é a ausência de julgamento e a facilidade de expressar sentimentos sem constrangimento. Algumas pessoas têm vergonha ou medo de falar sobre vulnerabilidades com outro humano.

O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, principalmente na rapidez de resposta. Muitas vezes, quando alguém procura ajuda, tem de esperar semanas ou meses por consultas. Isso pode agravar problemas que precisavam de intervenção imediata.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode oferecer conforto e organização de ideias, mas o risco é depender demasiado de respostas automatizadas, perdendo a oportunidade de intervenção especializada e personalizada.

Já alguma vez usou o ChatGPT ou outra IA para desabafar ou pedir conselhos pessoais?

Já usei algumas vezes, especialmente quando me senti isolada. É diferente de falar com amigos porque não há julgamento nem expectativas, só um espaço para expressar sentimentos. Porque acha que há quem se sinta mais à vontade a falar com um bot do que com um profissional de saúde mental?

Por vergonha ou medo de se abrir totalmente. Às vezes queremos falar sobre algo que nos causa ansiedade ou culpa, e a presença de outro ser humano pode tornar isso mais difícil. Um bot dá espaço seguro e imediato.

O sistema de saúde mental está a falhar? Em quê?

Sim, falta investimento em terapias acessíveis e acompanhamento contínuo. Muitas pessoas começam a terapia mas não conseguem manter sessões regulares por custos ou falta de profissionais disponíveis.

Que consequências pode ter procurar apoio emocional na Inteligência Artificial?

Pode ser bom para reflexão e autoconhecimento, mas não resolve questões profundas. Há risco de respostas genéricas que podem não se adequar a situações complexas, ou de a pessoa sentir que a IA substitui a ajuda profissional.

Miguel, 31 anos
Carla, 45 anos
João, 52 anos
Maria, 60 anos
Luís, 73 anos

Quando a inteligência é artificial…

Olá, bom dia, como estão? Mais um mês a despedir-se... é o que vos venho dizendo, andamos nesta correria tão desenfreada que nem damos pelo tempo a passar. Quanto ao tema de capa desta semana, é complicado, mas cada vez mais real. A pandemia veio deveras revelar e moldar o ser humano e, infelizmente, não para melhor. O isolamento, o egoísmo, o senso de “self entitlement”...

Cada vez mais o mundo “artificial” substitui a realidade.

A AI, a tal inteligência, que já nos ronda há bastante tempo, mas que agora nos últimos tempos “invadiu” as nossas vidas, de uma forma brusca e quase sem saída, está por todos os lados, não há como escapar. E então surgem os maiores perigos, como o de haver algo que substitua o ser humano e a sua capacidade de pensar, tentar elaborar e argumentar algo por si próprio.

Já lá vai o tempo em que tínhamos de utilizar a massa encefálica para compilar matéria e ser criativo, pois... belos tempos não é? Com tantas aplicações e modernices do mundo digital, o ser humano está cada vez mais dependente e “viciado” na caixa maravilha do seu PC ou telemóvel.

A aplicação ChatGpt, pensa por nós (digo-vos que nunca consultei, ainda não senti necessidade, nem vontade de me “viciar”), mas está a tornar-se por si própria numa grande “endemia” e, praticamente, uma celebridade. Pensa, fala, escreve e o ser humano só tem de colocar uma questão e já está, tema resolvido.

Está a tornar-se assustador isso sim, quando a dependência humana chega a este ponto, em que as pessoas “desistem” de pensar e nem se preocupam em disfarçar que o tema ou temas não são da vossa própria autoria. Para quê o esforço se a “máquina” pensa por nós?

Perigoso, viciante e eu não me identifico de todo com esta geração.

Não sei que vos diga. Talvez apenas que esta sociedade atual está a criar “pequenos monstros” dependentes de uma era de ilusão, de falsa pretensa.

É o que é e vai valer sempre o que vale.

Sugiro que não deixem de utilizar a vossa criatividade, escrevam, leiam, conversem, não se isolem entre 4 paredes e não permitam que pensem por vós.

Até já, Cristina

Esta semana

• Estivemos à conversa com Noiserv sobre o seu novo disco e o percurso na música independente

• Querem drama? Gisela Casimiro explica-nos por que razão a arte e a vida precisam de uma pitada de intensidade.

• Celebramos os 43 anos da Casa do Alentejo

• Cheira a Portugal no Rosa’s Portuguese Kitchen, com o segredo dos bifinhos com cogumelos

• Sentir, Pensar e Agir: Do serviço à Rainha de Inglaterra para o Sobreiro: a verdade e o fogo do Chef Hugo Alves

• A comunidade portuguesa em Toronto uniu-se para reconstruir a Casa da Madeira.

• Fomos à estreia do Musical “Música no Coração” que celebra a história e a cultura do teatro

• Uma viagem mágica onde o tempo não pára: conheça Pedro Machado e a arte da relojoaria n’O Lugar do Tempo

• e muito mais...

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Cristina Da Costa Opinião

Think before asking

The world is moving towards a hellhole controlled by AI Chatbots and people are addicted to the laziness that AI provides. We are becoming people where independent thinking is being replaced by companionship provided by Bots like CHATGPT whose answers to our questions are adopted as if they are our own. The result of this exploitative behaviour is the cause of a pandemic of mental health issues mimicking many of the symptoms of drug addiction.

Before furthering my editorializing on the subject, it’s important that a distinction between Artificial Intelligence addiction and social media addiction be established, which lies primarily in the nature of the interaction or synthetic companionship versus digital social validation. Both benefit the brain's reward system but they manifest themselves through different triggers. AI addiction was purposely created so that our brains would become rewired by algorithms which were designed by the smartest people in the world. Social media addiction is based on social validation and ego boosts by endlessly scrolling, watching videos and rage-bait. Our beings became comparisons of real or curated human lives (FOMO, body images) as examples.

Statistics today estimate that the addiction to scrolling shows that the average

person checks their phones 352 times per day or once every 2.5 minutes. People are giving up thinking and go fetching things that contribute nothing to their lives. Much of the scrolling is based on voyeurism as a way to acquire information about what others are doing but, in the end, what’s the contribution to your life? Our compulsive need for easy information without using our brains and an obsession to interact with Bots which are perceived to have all the answers to our questions of how to make our lives better are taking us away from real life, people and real world interpersonal skills. Many researchers suggest that our need for interaction is due to boredom and loneliness, and they also suggest that the addictions are similar to drugs and alcohol. Everyone understands that abuse of drugs and alcohol have serious consequences and we all feel the traumas of the

abuse physically and mentally, but comparatively, the addiction to AI is invisible and gradual as the Bots take over your life as human beings and transform you into robotic humanoids seeking the rewards of non-human approvals. AI becomes addictive as it mimics you through the data provided and conquers your emotions by providing personalized support, creating the dependency. As the incidences of mental health issues rise, the support for those in need decreases because AI is still not regarded as a mental health disease.

User dependency and those seeking emotional safety often become social outcasts hiding from their truth and not speaking about their change from human to synthetic intimacy. Until the world recognizes that the creators of AI are purposely playing God by creating a new bible, the world will proceed to slowly self-destruct because of the new religion spreading self-destructive forces. The incidence of suicides due to AI mind control are on the rise and governments continue to allow the technology to evolve without controls. This is not to suggest that great things will not be achieved with AI technology, but like the web and the rise of the dark web is an example of something which was created for the good of society but developed tentacles of darkness to be used by those who prey on the vulnerable.

The power of Chatbots will infiltrate the political system which is the last barrier of governance we have as protection of democratic processes. In Japan, a group of software engineers created a party named Team Marian and won 11 seats to Japan’s legislature, promising chatbots, self-driving buses and high-tech jobs. In other words, there is no need for people. Look at the rhetoric in Portugal from a certain political party and you can see what messaging manipulation has become to attain success. That’s AI.

Apresentador

Augusto Bandeira

Convidados

Elaine Oliveira

Manuel DaCosta Rómulo Medeiros Ávila

A

Tema da semana
Manuel DaCosta Editorial
Photo: Copyrights

Our own worst enemies

Today’s tech companies are really sitting pretty. Their target (us) is malleable as asphalt on a summer day, and after centuries of behavioral studies and decades of psychological analysis, those who've used humanity for profit now know exactly how to convince people that whatever they’re peddling is for our benefit, even if the possibility exists that the exact opposite is the truth.

If you don’t want to go that far, lately, due to DT’s open season on the rest of us, corporate leaders are openly arguing that

some collateral damage (us) is a necessary evil in order to improve the lives of the populus overall. This is their usual translation; what they’re really saying is that collateral damage is a biproduct of their constant push to improve the bottom line and divide the spoils between its shareholders. Mind you, we all know exactly what they are really implying, yet, just as they predict, we buy, we use, we become dependent. This dependency has great advantages for the provider: a guaranteed monthly income (rent) for a service that actually runs itself and requires little maintenance for the most part, also, they have a 24-hour platform to sell advertising and to influence and misinform at will. And we sure are addicted! When was the last time you went anywhere without your de-

vice? When did you last take down time without reaching for your smartphone? It has become as important to us as anything else. We no longer possess the ability to go through a day without one because not only is it an important communication device, because everyone expects everyone else to be available to answer a call at any time, but more importantly it’s become our past time, our gap filler. Before these devices, we would occupy our time by natural methods like observing our surroundings, making conversation, twiddling our fingers or even reading a newspaper or a magazine.

Get on public transport, everyone has their head in their phones, even walking down the streets, how many people do you see swiping screens and gazing

up every few seconds to avoid obstacles? Even crossing streets! It’s a need for a constant fix.

Now there is open A.I. Artificial ‘intelligence’ available for all. Come on in, no one will hurt you and no money changes hands. Now you are in the driver’s seat. Infinite amounts of knowledge available for use, free of charge, even if much of it is erroneous. But that’s not the worst of it. Humanity is freely allowing it into its folds, convinced that it is an assistant. As we speak, there are writers, musicians, painters and other people of the arts that are using this technology to either improve or completely do their work, and many openly admit it. It’s becoming a norm.

We are throwing away our collective knowledge for the convenience of not even having to think, and this is what they want. Our imaginations will also be diminished for lack of use because we have a machine that will answer all our questions and abide by our wishes. While we are being entertained, the techs are studying our every move, so they can eventually take all of the people’s ideas to improve the system and eventually turn around and begin charging us for what we’ve been taking for granted, (another monthly rent). Remember free Youtube, Word, Adobe? Nothing free anymore, unless you are willing to tolerate the ads, which are obviously programed to annoy as much as possible.

New technology is very exciting, but have you ever wondered why there is a new iPhone every year? Is it necessary? Do we need all the info we are fed daily? How CONVENIEVT does everything have to be? This word is used against us on a daily basis. All these ‘advancements’ are for business, not us, but they need to convince us otherwise because we have to help develop it and also pay the bill.

So, how deep do we go before we realize that we are being intentionally dehumanized by technology?

Fiquem bem!

Raul Freitas Opinion
Credito: DR

Is ChatGPT controlling medical advice?

This past month l happened to drop into a friend’s office and he was busy speaking to someone on his cell, but in fact he was getting advice from ChatGPT on getting medical advice for his ailing father. I asked him what he was doing, and he said, l think ChatGPT saved my father’s life. Obviously, my first question was how?

He indicated to me that his father was in the hospital for days and they were not able to figure out what was wrong with him. In

the hospital my friend was frustrated with the answers he was getting so he turned to ChatGPT and asked what was wrong with his father. Well, he inputted symptoms and started to go back and forth with the app and according to him, this platform figured out what was wrong and what he needed to do. Not only was he able to get some feedback, but he was able to get this platform to convert the language to a southern dialect and had his father listen to the answers.

In recent years, artificial intelligence (AI) tools like ChatGPT have become increasingly popular as sources of information and guidance across many domains. Healthcare is one of the areas where people are turning to AI for quick advice, explanations of symptoms, mental health support,

and even decision-making assistance.

ChatGPT and similar AI tools powerful instruments for expanding access to health information and supporting self-management. However, they are not a replacement for professional medical evaluation and personalized care. The responsible path forward is to view AI as a complement-enhancing understanding, streamlining information gathering, and facilitating productive conversations with healthcare providers-while maintaining rigorous standards for safety, accuracy, and patient well-being.

Users should be informed about the capabilities, limitations, and potential risks of the AI tool. All systems should include safeguards to avoid giving harmful,

definitive medical diagnoses or treatment plans without clinical oversight. Clinicians should remain the final arbiters of medical decisions. AI assists but does not replace professional judgement. Clear delineation of responsibility in case of incorrect guidance, with mechanism for redress and correction.

What should be the best practices for using ChatGPT....always try to verify reputable sources. Cross-check critical information with established guidelines. Before making health decisions, consult a clinician, especially for new symptoms, persistent issues, or change in conditions. Avoid sharing highly sensitive personal health data in generic AI chats. Use privacy-respecting tools and read the platform’s data usage policies.

Be mindful of red flags.... if you or someone else experiences severe symptoms, seek emergency care immediately. For complex concerns, prepare a concise symptom timeline, list of medications, allergies, and previous diagnoses to discuss with a clinician. Medical guidelines evolve.... check dates on information and reply on sources that note the publication or update many of your medications and do not take certain supplements that may interfere with your medication.... always look out for the other driver. Stay engaged in your medical history and take it seriously.

ChatGPT is a helpful educational tool. It is not a substitute for professional medical care. When in doubt-get an in-person evaluation. Try and be your own doctor where you need to listen to your own body. Take charge of your health and yes ChatGPT can be a vehicle where you can cross reference some of the symptoms you may be encountering, but nothing still replaces seeing a medical practitioner in person.

ChatGPT is in my opinion one possible source to get information you may need for yourself or a loved one to make a smart evaluation and know all your possible options when it comes to your health. However, be aware that ChatGPT is a platform that can like all others become addicted like many other platforms. Proceed with caution, especially when it comes to health advice.

O ponto de partida deste livro de António Cândido Franco (n.1956) com 91 páginas é uma citação de Holderlin «Poetas para quê, no tempo da miséria?» e termina com uma advertência: «Qualquer semelhança com a realidade de acordo com a técnica do etc e tal é mera carnavalização involuntária.»

Esta «Operação Papagaio» é definida como um poema documental e tem os seus antecedentes em 1899 com a Operação Doutor Faustroll em Paris e a Operação Caracol em 1961 no Café Gelo em Lisboa.

Definido o objectivo (captura poética de hipertexto) e as regras (nenhuma concessão à realidade, nenhuma concessão à racionalização), os materiais usados são os seguintes: pareceres científicos, relatórios públicos, actas e comunicados, notas de imprensa telejornais, noticiários, autos de polícia, fichas médicas, protocolos hospitalares, diários da República, códigos jurídicos, acordos ortográficos, acordos judiciais, breviários militares e livros de culinária.

Como se sabe o papagaio caracteriza-se por repetir palavras e há neste livro muita ironia e muito sarcasmo numa clara homenagem

ao Surrealismo. Quando Cesário Verde se queixou ao seu amigo Macedo Papança que a Imprensa valia um desdém solene não sabia que o primeiro jornal a publicar um poema de Fernando Pessoa lhe trocou o nome e e chamou-lhe Pessoa Nogueira em vez de Nogueira Pessoa. Cesário Verde e Camilo Pessanha são mais importantes que Cláudio Nunes e Augusto Gil.

Uns são fortes, outros são fracos. Fernando J.B. Martinho chamava aos poetas fracos figurões; Cristovam Pavia chamava aos poetas fortes mastigadores do Mundo. O pó é para todos; a posteridade é só para alguns. É aí que bate o ponto. Edição Officium Lectionis, capa de Maria Helena Vieira da Silva.

JCF
Credito: DR
Vincent Black Opinion
Photo: Copyright

Remodelação exigente, na hora certa com a pessoa certa

Cada vez se vê mais oportunismo na política. E o mais curioso é que muitos dos que hoje falam mais alto são exatamente aqueles que falharam no passado.

Ademissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, na sequência das críticas à gestão da resposta à Depressão Kristin, abriu a porta a todo o tipo de comentários. Uns legítimos, outros completamente despropositados, e alguns até a roçar o ataque pessoal, o que diz muito sobre o nível a que certa política desceu.

Mas o que mais impressiona é ver antigos ministros da Administração Interna virem agora dar lições. Sim, esses mesmos que es-

tiveram no cargo e que pouco ou nada fizeram para reforçar meios, prevenir riscos ou preparar o país para fenómenos extremos que já eram previsíveis. Hoje falam como se tivessem deixado obra feita. Não deixaram. É fácil comentar de fora. Difícil é assumir responsabilidades quando se esteve dentro. Durante anos desviaram-se prioridades, adiaram-se investimentos e ignoraram-se avisos. Agora, perante tempestades e acidentes, aparecem vozes indignadas como se nada tivessem a ver com o estado a que certas estruturas chegaram. A memória não pode ser curta, nem seletiva. Portugal já pagou caro por más governações. Já conheceu bancarrota. Já viu promessas irrealistas levarem o país a situações difíceis. E não pode voltar a cair no mesmo erro, embalado por discursos fáceis e por quem vive permanentemente em campanha.

A classe média não pode continuar a pagar os erros acumulados de decisões polí-

ticas irresponsáveis. E o povo não pode ser tratado como se não tivesse memória.

É neste contexto que surge a nomeação de Luís Neves para ministro da Administração Interna.

Um homem com 60 anos, oito anos à frente da Polícia Judiciária e mais de três décadas ao serviço da investigação criminal. Não é um político de carreira. É alguém com experiência operacional, que conhece o terreno e os problemas reais das forças de segurança, da Polícia de Segurança Pública à Guarda Nacional Republicana, passando pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Para muitos, uma escolha acertada. Para outros, como é hábito, mais uma oportunidade para lançar suspeitas ou fazer comentários políticos.

Entre eles, José Luís Carneiro, também ele antigo ministro, que afirmou tratar-se de “um excelente profissional”, mas não resistiu a acrescentar que se trata de “uma

personalidade forte num Governo, apesar de tudo, frágil”.

Quando não há críticas ao currículo, critica-se o contexto. Quando não se consegue apontar falhas concretas, insinua-se fragilidade. É o costume.

O que verdadeiramente fragiliza um país não é a escolha de um profissional experiente. O que fragiliza um país é o oportunismo político, a falta de memória e a tentativa constante de reescrever o passado. Portugal precisa de estabilidade. Precisa de governantes competentes. Precisa de oposição séria, que critique com responsabilidade e não por mero cálculo partidário. E precisa, acima de tudo, que os portugueses não se esqueçam de quem governou, de como governou e dos resultados que deixou.

Porque para um bom entendedor, meia palavra basta. Bom fim de semana.

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas no estrangeiro reside na sua reconhecida capacidade empreendedora e no enraizado sentido de solidariedade e benemerência. Esta matriz identitária tem sido reiteradamente confirmada pelos percursos de inúmeros compatriotas que, a partir da diáspora, edificam empresas de sucesso e promovem iniciativas de elevado impacto económico, cultural e social, contribuindo simultaneamente para a projeção internacional de Portugal.

Entre os empresários portugueses da diáspora — hoje crescentemente valorizados como ativos estratégicos na promoção externa do país — destaca-se o percurso do guardense João Pina, conhecido em França por Jean Pina, uma das figuras mais dinâmicas e solidárias da comunidade luso-francesa. Atualmente administrador do Grupo Jean Pina, sediado na região parisiense e constituído por seis empresas com atividade nos setores da construção civil, limpeza e reciclagem de resíduos, Jean Pina afirma-se como um dos mais relevantes empresários luso-franceses. Todavia, o êxito alcançado no plano empresarial tem sido, de forma consistente, acompanhado por um inequívoco compromisso social em prol dos mais vulneráveis, tanto em Portugal como em França.

Esse compromisso ganhou expressão institucional em novembro de 2019, com a criação da Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão se sintetiza no lema “Solidariedade em Movimento”. Desde então, a Fundação tem desenvolvido uma ação estruturada e continuada de apoio social, promovendo projetos dirigidos a populações particularmente vulneráveis — idosos, crianças institucionalizadas, desempregados e famílias em situação de fragilidade — contribuindo para a coesão social e para a salvaguarda da dignidade humana nos dois países.

Foi neste enquadramento que, no passado sábado, 21 de fevereiro, o presidente da Fundação celebrou um protocolo de colaboração estratégica com a Associação Soleils de Paris, que tem vindo a desenvolver um notável trabalho social junto de pessoas em situação de vulnerabilidade na capital francesa. Com uma intervenção centrada na ação social direta, a associação organiza, na última sexta-feira de cada mês, ações de rua que incluem a distribuição de refeições quentes, vestuário e bens essenciais em várias zonas de Paris.

A relevância do trabalho da associação — composta por cerca de vinte voluntários, entre os quais portugueses e lusodescendentes, e presidida pela jovem lusodescendente Eleonor Patrício — ganha particular significado à luz do contexto socioeconómico francês. Segundo dados divulgados pelo INSEE, em 2023 a taxa de pobreza em França atingiu 15,4%, o valor mais elevado desde 1996, sendo que na área metropolitana da Grande Paris os indicadores superam a média nacional. Trata-se de um cenário que exige respostas complementares às

políticas públicas, envolvendo a sociedade civil organizada e o voluntariado. Neste contexto, a assinatura do protocolo entre a Fundação Nova Era Jean Pina e a Associação Soleils de Paris reveste-se de particular importância. Não se trata de um gesto meramente simbólico, mas da formalização de uma parceria estruturada, que garante previsibilidade, continuidade e enquadramento institucional ao apoio concedido. Através da oferta regular de donativos em espécie — designadamente bens alimentares, produtos de higiene e artigos de primeira necessidade — a Fundação reforça a capacidade operacional da associação, permitindo-lhe ampliar e consolidar a sua intervenção junto das populações mais vulneráveis. No próprio ato de assinatura do protocolo foram já entregues trinta sacos contendo bens alimentares e produtos de higiene e limpeza, que serão distribuídos pelos voluntários da associação a pessoas em situação precária, incluindo cidadãos em situação de sem-abrigo na capital francesa. Este primeiro gesto concreto evidencia a natureza pragmática e operacional da parceria agora estabelecida. Num país que acolhe uma comunidade portuguesa estimada em cerca de um milhão de pessoas — a maior da Europa e uma das mais expressivas comunidades estrangeiras em França — iniciativas desta natureza assumem um significado que ultrapassa o plano assistencial. Elas afirmam a maturidade cívica da diáspora portuguesa e a sua capacidade de organização, demonstrando que o sucesso empresarial pode e deve ser acompanhado por responsabilidade social.

A celebração deste protocolo constitui,

assim, um exemplo paradigmático do papel estruturante que a diáspora e os lusodescendentes desempenham nas sociedades de acolhimento, sem nunca romperem os laços com a pátria de origem. Ao mobilizar recursos, redes e capital humano em prol dos mais vulneráveis, a comunidade portuguesa projeta uma imagem de Portugal como nação solidária, empreendedora e universalista. Num tempo marcado por desigualdades persistentes e desafios sociais complexos, a ação concertada de fundações, associações e voluntários de matriz lusa reafirma que a diáspora não é apenas memória ou identidade: é também compromisso ativo, responsabilidade partilhada e construção concreta de pontes de solidariedade entre povos e territórios.

Augusto Bandeira Opinião Photo:
Daniel Bastos Opinião

Correntes descritas

(…) o criador tem sempre o recurso à criação como anestésico, como analgésico, como salvação.

Eugénio Lisboa

Em virtude de ter tido uma educação católica, desde muito cedo me habituei a determinadas correntes que, para terem efeito ou alcançarem o objetivo desejado, não deveriam ser interrompidas. Organizadas à volta de um tema de caráter religioso, eram compostas pelas mais variadas orações (de acordo com

Emigrantes

a figura que se pretendia homenagear), que iam da Ave Maria ao Pai Nosso, podendo ainda contemplar outras menos usuais. Além das orações, a iconografia também era usada, traduzindo-se na circulação de “santinhos” e pagelas, tradicionalmente impressas para determinadas ocasiões festivas. Ao longo do tempo, fui abandonando todas estas práticas, tendo a componente religiosa da minha vida passado a uma espiritualidade, mais vivida na intimidade, longe dos rituais de exposição pública.

Entrados no advento das redes sociais, surgiu um outro tipo de correntes que, com frequência, nos caem nas várias aplicações que temos. Subjacente, está sempre a mesma fórmula – enviar a não sei quantas pessoas (o número é variável) sob pena de sermos amaldiçoados ou o desejo não se concretizar, no caso de as ousarmos interromper. Por princípio, nunca dou andamento a este tipo de correntes e, até ao momento, ainda não senti que tamanha infração tenha alterado o curso dos meus dias. Pelo menos ainda não dei por isso. Eles seguem a normalidade habitual, testemunhando que continuo a ser dona do meu destino, sem me deixar influenciar por estas aves de mau agouro.

As únicas correntes a que me mantenho fiel, e que tudo faço para as seguir, ininterruptamente, enquanto a minha mobilidade

mo permitir, são as Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, este ano na sua 27ª edição. Entrado o Ano Novo, começa o corrupio dos contactos com aqueles que também querem estar presentes nesta romaria que congrega as maiores vozes do universo literário ibérico. São elas que garantem muitas horas de valor acrescentado às vidas que, durante uma semana, tudo largam para dizerem “presente”, por não conseguirem também ficar indiferentes à força destas correntes. Este é o único proselitismo em que de bom grado embarco, na certeza de que no mar da Póvoa estará sempre a barca que nos levará ao paraíso das letras.

São manhãs, tardes e noites preenchidas com as mais variadas atividades: mesas de debate no auditório, sujeitas a um mote; visitas a diversas escolas com alguns dos autores convidados; lançamento de livros com a presença dos escritores, editores e críticos literários; sessões de poesia, projeção de filmes, feira do livro, com a facilidade de termos os autores ali à mão para lhes pedir um autógrafo.

As comunicações são quase todas de grande qualidade, e o mote dado a cada convidado serve para lhes espevitar a imaginação e criatividade. É sempre interessante constatar a forma como cada desafiado pega no tema, dele fazendo as mais variadas leituras. Perante a perplexidade inicial de alguns (publicamente confessada), há quem olhe para a frase, sem rodeios, para a partir de aí desenvolver uma ideia; quem elabore ensaios de natureza histórico-filosófica; quem opte por textos poéticos ou prosa poética, colagem de textos de fontes diversas ou, ainda, quem se enrede num jogo provocatório de palavras virando do avesso o que havia sido proposto. A profundidade dos temas não impede o exercício da arte de conversar, marcada aqui e ali por registos de humor, feitos de uma forma muito inteligente que, em determinados momentos, desencadeia gargalhadas soltas e genuínas.

Se eu tivesse de reduzir cada edição a uma só palavra, escolheria o adjetivo “mágico”, porque são verdadeiramente mágicos os dias ali vividos.

Na hora da despedida, recordo o poema de Alexandre O'Neil: “Os domingos de Lisboa são domingos difíceis de passar”, a que dou uma outra versão - “Os dias da Póvoa são dias difíceis de olvidar”.

Bons para enviar dinheiro, esquecidos na hora da tragédia?

Em 2025, os emigrantes portugueses enviaram para Portugal 4.387,67 milhões de euros - um aumento de 2,14% face ao ano anterior. Este número não é apenas uma estatística económica: é a prova concreta de um compromisso contínuo com o país de origem. Mesmo longe, os emigrantes continuam a sustentar famílias, a investir, a dinamizar economias locais e a contribuir para a estabilidade financeira nacional.

Mas quando a tragédia bate à porta, será que esse compromisso é reconhecido na mesma medida?

A passagem das depressões (Depressão Kristin, Depressão Leonardo e Depressão Marta) provocou 16 mortes, centenas de feridos, desalojados e elevados prejuízos materiais. Casas destruídas, empresas ar-

rasadas, infraestruturas danificadas, estradas cortadas, falhas de energia, água e comunicações. Um cenário de devastação particularmente intenso nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. Perante esta realidade, muitos emigrantes não hesitaram. Viajaram para Portugal, ajudaram familiares, repararam estragos, apoiaram financeiramente obras urgentes. Há mesmo relatos de empresas sediadas no estrangeiro que enviaram trabalhadores para auxiliar na recuperação. Uma vez mais, a diáspora mostrou que não vira costas ao país. Contudo, no momento de definir os apoios públicos, os portugueses residentes no estrangeiro ficaram de fora.

A portaria de 9 de fevereiro, que regulamenta a Resolução do Conselho de Ministros n.º 17-A/2026, estabelece que os

apoios à reconstrução se destinam a “habitação própria e permanente”. Na prática, este critério exclui emigrantes que, embora proprietários de casa em Portugal, não tenham ali residência fiscal permanente.

Esta decisão tem que gerar contestação. O Governo está a discriminar os portugueses no estrangeiro e tem que rever imediatamente a medida para incluir também os emigrantes, numa fase posterior.

A questão que se coloca é simples, mas profunda: pode o Estado aceitar as remessas enviadas pela diáspora como um pilar económico e, simultaneamente, excluí-la dos apoios em situações de calamidade?

É compreensível que o Governo priorize habitação permanente, sobretudo em cenários de recursos limitados. No entanto, ignorar completamente os emigrantes cria

Chega de sermos considerados portugueses de segunda

Vítor Silva

um sentimento de injustiça. Muitos mantêm casas em Portugal que representam poupanças de uma vida inteira. São imóveis que pagam impostos, sustentam economia local e preservam laços familiares e culturais.

Não se trata de sobrepor direitos, mas de encontrar soluções equilibradas. Poderia existir um regime complementar, critérios proporcionais ou mecanismos faseados que incluíssem também os residentes no estrangeiro. O que não pode acontecer é a mensagem implícita de que os emigrantes são lembrados apenas quando é preciso enviar dinheiro.

Portugal é um país de emigrantes. Sempre foi. A diáspora não é um detalhe estatístico, é parte integrante da identidade nacional. Num momento de tragédia, essa pertença deve traduzir-se não apenas em discursos de reconhecimento, mas em políticas concretas de inclusão.

Se os emigrantes nunca deixaram Portugal para trás, talvez esteja na altura de Portugal não os deixar para trás também.

Crédito: DR
Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinion

Trump faz o que quer. E a Europa?

Hoje já nada nos choca da Administração Trump. Na sexta-feira passada (20), o Supremo Tribunal norte-americano considerou inconstitucionais as tarifas aduaneiras, motivando fúria da Casa Branca. Trump ameaçou ripostar, aplicando uma taxa de 15% sobre todas as exportações para a América, pelo menos durante um período de cinco meses antes de ser forçado a levar estas medidas ao Congresso.

Há uns anos, isto seria uma crise gigantesca. Há uns meses, motivou um pacote de ajudas do Governo na ordem dos 10 mil milhões de euros. Agora, como já não surpreende, o tema já não suscita a urgência necessária para agir, seja em Portugal seja na Europa. O melhor que se conseguiu foi voltar a suspender o processo de ratificação de um acordo comercial que não se entende se continuará a existir neste contexto.

A situação para Trump não está fácil. A Reserva Federal de Nova Iorque publicou um estudo que aponta para 90% dos custos das tarifas estarem a ser absorvidos pelos importadores americanos e não pelas exportadoras estrangeiras. Os impactos adversos sentem-se numa economia que estagna e que faz gorar a promessa de fazer ressurgir o emprego, em especial entre as classes populares que o elegeram. Entretanto, o governo sofre as consequências dos excessos – da agência anti-imigração ICE, do condicionamento dos media contra adversários e, claro, da divulgação aparatosa dos ficheiros Epstein.

Apesar da fragilidade externa, o presidente americano goza de sucesso nos seus objetivos internacionais. Criou a sua Board of Peace, numa clara afronta às Nações Unidas, mas contando com o endosso de muitos países europeus, incluindo do governo português. Está a provocar uma situação humanitária grave em Cuba, enquanto ninguém o sanciona pelo ataque à Venezuela nem pela iminente agressão ao Irão. Chega mesmo a encorajar movimentos independentistas no Canadá e de extrema-direita na Europa. Trump faz o que quer e a Europa é a primeira a deixar que assim seja. Veja-se que, não obstante a ameaça decla-

rada de invadir ou (indignamente) adquirir a Gronelândia, os nossos líderes continuam – com honrosas exceções –amestrados, bajulantes, rastejantes. Será que reforçaram o apoio à Ucrânia? Não, nem sequer conseguiram acordar o seu financiamento. Tendo a necessidade de se armar para estar preparados para qualquer ameaça à sua segurança coletiva, permanece descoordenada e displicente no reforço da sua capacidade industrial militar.

A questão, claro, é estratégica. Há quem ache que o melhor que podemos fazer é agradar e não irritar a fera. Há quem entenda que não podemos prescindir de fazer um acordo com Washington, seja por motivos económicos seja pela cooperação militar e de informações (intelligence) que temos deles. A esta equação devemos quiçá juntar a nossa dependência energética. Se em 2021, a América era responsável por menos de 6% do nosso fornecimento de gás, agora ela responde por 26% dessas necessidades e por 15% do nosso consumo de petróleo.

Todavia, se não podemos nos desembaraçar da nossa in terdependência, há muito que podemos fazer para refor çar o nosso peso negocial. O think-tank alemão Dezernat Zukunft (“Departamento do Futuro”) publicou há dias um estudo que aponta para o facto de 30% do valor de mer cado das grandes tecnológicas americanas depender do acesso aos mercados europeus, de 80% do urânio pouco enriquecido usado nos EUA ter cá origem ou de como a priorização de turbinas da Siemens para data centres europeus põe em risco investimentos nos EUA na ordem dos 50 mil milhões de euros.

Os analistas repararam já, também, que, pe rante suficiente pressão, sobretudo dos mercados financeiros, “Trump always chickens out” (Trump acobarda-se sempre). Embora isso pudesse convi dar os mercados a instigar a cobardia, essa anteci pação na verdade resulta numa reação mais suave às atitudes do Presidente e, logo, na necessidade de este agir ainda pior até o mercado cair o suficiente para o travar. Por outro lado, há quem entenda que o Presi dente norte-americano fabrique crises, como a ameaça de invadir a Gronelândia, como forma de distrair o mun do da sua verdadeira agenda, designadamente no Médio Oriente e na Europa do Leste. É possível que, numa era onde nada é permanente, esticar o limite seja apenas tática numa negociação.

Seja a essência de Trump o cinismo ou a vulnerabilidade, há muito a fazer se quisermos mais do que apenas reagir ao curso da história e mitigar o dano que esta possa infligir. De uma forma ou de outra, desdramatizar dificilmente parece ser o caminho ótimo. Como se viu com Mamdani, mais do quem afaga o seu ego, Trump respeita um adversário que se dá ao respeito e que está seguro do seu valor e das suas convicções.

Em matéria de relações internacionais, os tempos não estão para os fracos de estômago ou de coração. Estes são tempos em que a nossa postura vai ficar registada na história. Em 1938, Chamberlain fez o Acordo de Munique, para evitar a guerra e comprar tempo para os Aliados se armarem. Ainda assim, a história não é simpática com a sua estratégia de apaziguamento. Quase 90 anos depois, a Europa comete o mesmo erro moral enquanto falha

Crédito: DR

Desde 1973 que a Teixeira Accounting Firm garante a estabilidade administrativa de que a sua empresa necessita para crescer. Desde o planeamento fiscal corporativo a soluções de dívida, somos gente de negócios a ajudar gente de negócios.

Estratégia Fiscal

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Planeamento de Futuro

Planeamento patrimonial

Planos de reforma privados

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Casa do Alentejo celebra 43 anos de história e comunidade em Toronto

Há 43 anos nascia um sonho: criar em Toronto um espaço onde a língua, a cultura e a identidade portuguesa pudessem viver e crescer. A Casa do Alentejo Community Centre of Toronto abriu portas a 20 de fevereiro de 1983 e, desde então, tornou-se muito mais do que uma associação. É casa, ponto de encontro e símbolo de memória e futuro, um lugar que acolhe gerações e une pessoas em torno das suas raízes.

Ao longo das décadas, a Casa enfrentou desafios, cresceu com o trabalho voluntário da comunidade e consolidou-se com a aquisição do seu próprio espaço, reforçando atividades culturais, sociais e recreativas para todos. Aberta a todos, acolhe alentejanos, portugueses de outras regiões e membros de diversas origens, refletindo o espírito inclusivo que marca a sua missão.

A festa dos 43 anos reuniu membros da Casa, representantes da comunidade portuguesa e convidados especiais, incluindo diplomatas, políticos e líderes associativos. Entre eles, Teresa Luís, Vice-Presidente da Casa do Alentejo, falou do coração que move esta instituição. Recordou que, mesmo entre aqueles que não pertencem for-

malmente a associações, todos sentem a necessidade de manter vivas as tradições e a cultura. Explicou que muitos dos que mais se dedicam estão a envelhecer, tornando a participação mais difícil, mas que o esforço e a dedicação desses pioneiros continuam a inspirar a comunidade. “Por vezes sentimos saudade ou preocupação por não conseguirmos transmitir aos mais jovens tudo o que sentimos. A vida está mais ocupada, mas continuamos empenhados em manter viva esta ligação e envolver as novas gerações”, disse Teresa.

Seguiu-se José Eustáquio, Presidente da ACAPO, que lembrou os momentos marcantes da Casa: grandes semanas culturais, salas sempre cheias e a promoção da música portuguesa, não apenas do Alentejo, mas de todo o país. Reconheceu o trabalho dos dirigentes e voluntários, reforçando que sem o esforço coletivo de todos, a história da Casa não seria a mesma. “São 43 anos de dedicação, e todos os que participaram ajudaram a construir este legado”, afirmou.

Ana Luísa Riquito, Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, trouxe uma visão mais ampla, destacando a Casa do Alentejo como um motor da participação cívica dos portugueses e da solidariedade entre luso-canadianos. Salientou que esta solidariedade é

intergeracional e se manifesta em diversas áreas de atividade, mostrando que o movimento associativo da diáspora se renova, mantém-se vivo e saudável, e continua a reinventar-se.

Para a cidade de Toronto, a Casa é também um ponto de convergência cultural. Olivia Chow, Presidente da Câmara Municipal, lembrou que ao longo dos anos a Casa tem unido a comunidade, celebrando a língua e a cultura portuguesa. “É arte, é música, é dança, mas acima de tudo são pessoas que compreendem a importância de preservar a sua herança”, disse, destacando a força e acolhimento da comunidade alentejana e portuguesa de uma forma geral na cidade.

Alejandra Bravo, Vereadora do Círculo Eleitoral de Davenport, reforçou o papel da Casa na promoção da solidariedade e da união. Recordou que a instituição não serve apenas os alentejanos, mas também a comunidade portuguesa em geral e a sociedade canadiana. “Graças ao trabalho conjunto, mantêm-se vivas a língua, as tradições e os valores. Como costumo dizer, uma árvore sem raízes não cresce e aqui as raízes estão firmes”, afirmou.

Por fim, Ashley da Silva, Assistente da Deputada Provincial Marit Stiles do Círcu-

lo Eleitoral de Davenport, transmitiu uma mensagem de continuidade e esperança. “Continuem a preservar as tradições e a apoiar-se mutuamente. Que a cultura alentejana permaneça viva, com a participação de todos, por muitos e bons anos”, disse, reforçando a importância de manter a ligação entre gerações.

A celebração terminou com o tradicional porto de honra e o corte do bolo, acompanhados de aplausos e fotografias, e a música de Pedro Joel e banda encheu a sala de ritmo e alegria, juntando todas as gerações. Quarenta e três anos depois, a Casa do Alentejo mantém-se fiel às suas raízes, com os olhos no futuro. Mais do que um espaço físico ou eventos, é um lugar de pertença, símbolo da coragem de quem partiu, da força de quem construiu e do orgulho de uma comunidade que mantém Portugal vivo em Toronto. Que estes 43 anos sejam apenas mais um marco de muitos outros que virão, continuando a celebrar a cultura, a amizade e a solidariedade.

O jornal Milénio Stadium felicita de coração a Casa do Alentejo e todos os que, com dedicação, mantêm esta história viva.

Um

incêndio, uma comunidade, um renascimento

A noite que provou a união em torno da Casa da Madeira

É ao som dos passos firmes e do entusiasmo contagiante da juventude do Rancho Folclórico da Casa da Madeira de Toronto que começa esta história de hoje — não apenas a história de um edifício consumido pelas chamas, mas a história de uma comunidade que se recusa a deixar arder a sua memória. Num tempo em que tantas vezes se fala de distâncias e divisões, o que se viveu no salão da Liuna Local 183 foi o contrário: um abraço coletivo. Um reencontro com aquilo que verdadeiramente sustenta uma comunidade — a solidariedade, a identidade e o orgulho nas suas raízes. As chamas podem ter destruído paredes, fotografias, palcos e salas cheias de histórias. Mas não tocaram no essencial. Não consumiram as décadas de trabalho voluntário, as gerações que ali cresceram, os ensaios de folclore, os jantares de convívio, os encontros que fizeram da Casa da Madeira muito mais do que um espaço físico. Fizeram dela um símbolo.

Efoi esse símbolo que a comunidade portuguesa decidiu erguer novamente — juntos. Dirigentes associativos, comunicação social artistas, empresários, jovens e famílias inteiras encheram a sala não apenas para angariar fundos, mas para afirmar, com presença e emoção, que esta casa não ficará em ruínas.

Porque quando uma instituição com mais de seis décadas de história é atingida, não cai apenas um teto — abala-se uma parte da nossa identidade coletiva. E quando a comunidade responde como respondeu no sábado, prova que há algo mais forte do que qualquer incêndio: a força de um povo unido. Foi isso que se sentiu. Foi isso que se viu. E é essa alma que marca o renascimento da Casa da Madeira.

Uma decisão imediata, uma onda de solidariedade

Para o presidente da Aliança dos Clubes e Associações Portuguesas do Ontário (ACAPO), José Eustáquio, a resposta foi clara desde o primeiro momento. “A notícia chegou no final de outubro. Foi uma situação extremamente grave e infeliz”, recorda. A Aliança, que se reúne na primeira terça-feira de cada mês, decidiu prontamente, em novembro, assumir a responsabilidade de agir. “A Casa da Madeira é uma instituição com mérito, com história e com

um papel fundamental nesta comunidade. Para a Aliança dos Clubes, a decisão foi fácil.” O que surpreendeu José Eustáquio foi a dimensão da solidariedade gerada. Artistas comunitários, empresas, patrocinadores e meios de comunicação social juntaram-se à causa, mesmo num contexto económico exigente. “Dá muito orgulho liderar uma organização que está cada vez mais unida e sólida.”

A ligação entre os clubes e a Casa da Madeira é profunda. “Praticamente não há clube que não tenha iniciado atividades ali ou realizado algum evento. Muitos ranchos tiveram ali o seu padrinho institucional.”

Após 63 anos de atividade, a Casa da Madeira permanece um símbolo maior da presença portuguesa no Canadá. O presidente da ACAPO deixou ainda palavras de reconhecimento a Luís da Corte, destacando a serenidade com que tem conduzido o órgão executivo da instituição, liderando uma equipa empenhada na reconstrução.

Um exemplo claro de união

Para o presidente da Assembleia-Geral da Casa da Madeira, José A. Rodrigues, o momento vivido desmente qualquer ideia de desunião na comunidade. “Quando tanto se fala na falta de união, hoje temos aqui um exemplo claro de que ela existe e está viva”, afirmou, visivelmente emocionado. Expressando gratidão à ACAPO, aos clubes e associações, aos patrocinadores, aos órgãos de comunicação social, aos sócios e amigos, sublinhou que o incêndio não atingiu apenas a comunidade madeirense, mas toda a comunidade portuguesa, incluindo a diáspora.

“O que hoje se vive aqui não é apenas um gesto nobre — é uma virtude que nos une e fortalece. Sentimos que a comunidade está connosco. Isso dá-nos confiança para reconstruir e reabrir as portas muito em breve.”

Também o vice-presidente da Assembleia-Geral, Joe da Silva, destacou a emoção do momento: “Não há palavras para explicar o que sentimos ao ver tanta gente reunida. Mais uma vez se prova que os portugueses são extremamente unidos, sobretudo na solidariedade.” E deixou uma mensagem clara: “A Casa da Madeira vai renascer ainda mais forte.”

O apoio político e institucional

Presente no evento, a deputada provincial por Davenport, Marit Stiles, sublinhou

que, apesar da tragédia inicial, o que se viveu foi uma poderosa expressão de solidariedade humana. “Quando o incêndio aconteceu, foi muito difícil para todos. Mas esta noite vemos unidade, amor e apoio. É isto que caracteriza a comunidade portuguesa em Toronto e Ontário — estamos sempre presentes uns para os outros.”

Marit Stiles recordou ainda o orgulho de representar Davenport, considerado o coração da comunidade portuguesa na província, agradecendo a mobilização massiva em torno da causa.

A encerrar a noite, a cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, dei-

xou palavras que ecoaram no salão cheio: “As paredes podem cair, mas o espírito não cai.” Referindo-se às circunstâncias trágicas que marcaram o último trimestre de 2025, destacou que a solidariedade demonstrada prova que a Casa da Madeira voltará a ser um espaço de memória partilhada, comunidade e generosidade. Agradeceu à ACAPO pela rapidez e empenho na organização da angariação de fundos, considerando-a um sinal inequívoco de que a reconstrução será uma realidade.

Uma noite de talento e esperança

Ao longo da noite, o palco recebeu artistas comunitários de várias vertentes musicais, bem como o colorido vibrante do folclore português, numa celebração da identidade e da cultura que a Casa da Madeira sempre promoveu. Merece referência jornalística a união dos clubes comunitários: todos presentes no evento.

O salão da LIUNA Local 183 transformou-se, assim, num símbolo de resistência e esperança. Comunicação social, dirigentes associativos, jovens e famílias inteiras demonstraram que a força de uma comunidade mede-se na adversidade. A iniciativa permitiu angariar 60 mil dólares, um contributo significativo para a reconstrução e continuidade do trabalho desenvolvido pela instituição, sendo que a campanha de solidariedade não se fica por aqui. Mais do que uma angariação de fundos, esta foi uma afirmação coletiva: a Casa da Madeira não é apenas um edifício. É memória, é pertença, é identidade. E, como ficou claro nesta noite, vai renascer das cinzas — mais forte, mais unida e mais determinada do que nunca.

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coração açoriano: as emblemáticas sopas do Espírito Santo. Mais do que um jantar, o evento foi a afirmação viva de uma instituição que continua a escrever a sua história com orgulho e sentido de missão.

Maria Moniz, um dos membros mais recentes da nova direção, assumiu recentemente as funções de Secretária Executiva da coletividade.

Em declarações ao nosso jornal, destacou que a filarmónica conta atualmente com cerca de 45 elementos, muitos deles com largos anos de dedicação e uma ligação profundamente enraizada à banda. “É uma honra integrar uma direção que dá continuidade a um legado tão rico”, sublinhou, realçando o orgulho coletivo que sustenta a instituição.

Entre as prioridades futuras está a criação de uma escola de música, vista como essencial para garantir o crescimento e a sustentabilidade da filarmónica. O objetivo é formar novos músicos, envolver os jovens na música e na cultura portuguesa e assegurar a renovação da banda, contando para isso com o apoio de pais, sócios e patrocinadores.

A filarmónica, que tem sede em Oakville, mantém ali os seus ensaios e disponibiliza os instrumentos necessários à atividade musical, assumindo-se como um verdadeiro polo cultural.

No âmbito da angariação de fundos, Maria Moniz salienta ainda a importância de promover eventos solidários e festas comunitárias, bem como manter a sede aberta durante a semana para momentos de convívio e jogos, fortalecendo laços e consolidando o espírito de pertença.

anunciou ainda que a Banda fará a Festa da Trindade no próximo dia 31 de maio de 2026, enquanto a já aguardada Festa Branca está marcada para 26 de setembro, prometendo alegria, diversão e muita música — ingredientes que nunca faltam quando a comunidade se une em torno da sua filarmónica.

A lista dos músicos é composta por vários naipes. Nas flautas estão Enrique de la Cruz, Ashley Brazil e Clayton Sousa. Nos clarinetes participam Dianna Soares, Humberto Bernardo, Christina Goulart e Tracy Aniceto.

No saxofone alto encontram-se Michael Moniz, Carla Martins e Vanessa Cedillo. No saxofone tenor fazem parte Sandra Marques, Felicia Costa, Roger Teixeira e Victoria Martins, enquanto no saxofone barítono está João Viveiros. Nos trompetes participam Brian Moniz, Sérgio Pavão e Vito Fiordalisi. Nos barítonos integram António Nunes, António Cunha, Eugene Belianski e Paul Jorge. Nos trombones estão John Medeiros e Daniel Figueiredo. As tubas são representadas por Rui Melo, Aeron Glenn e José Furtado. Na percussão participam Luís Costa, José Amaral, Justin Gonçalves e Joe Camara. As porta-estandartes são Elvina Furtado, Helena Furtado, Maria Pereira e Ryan Martins. O maestro é João Pereira, reconhecido pelo seu talento musical. Entre notas musicais, sabores tradicionais e palavras carregadas de sentimento, ficou clara uma certeza: enquanto houver dedicação, juventude e espírito comunitário, a Filarmónica Lira Bom Jesus continuará a ser um símbolo vivo da identidade portuguesa em terras canadianas.

“As filarmónicas fazem parte da alma e da cultura do nosso povo”, afirmou Luis da Costa, numa declaração que ecoa o sentimento profundo vivido no passado dia 21 de fevereiro de 2026, durante o tradicional Jantar da Mordomia da Santíssima Trindade, promovido pela Filarmónica Lira Bom Jesus.

Oencontro teve lugar no Salão da Paróquia Portuguesa de São José, em Oakville, reunindo dezenas de membros e amigos da comunidade numa noite marcada pelo convívio, pela fé e pela celebração das raízes culturais portuguesas.

O ambiente fez jus à tradição, onde não faltaram sabores que falam diretamente ao

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Por seu turno, Luis da Costa, líder da direção, reforça a necessidade urgente de captar juventude para a banda, reiterando que a escola de música é o passo certo para aprofundar essa ligação intergeracional. “As bandas são a alma de uma festa, de uma

E o jornal Milénio Stadium continuará, como sempre, a acompanhar o pulsar desta comunidade que faz da cultura um legado e da música uma ponte entre gerações.

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Denúncias de racismo levam ao afastamento de professores em Toronto

Duas professoras do ensino secundário em Toronto foram colocadas em licença administrativa após denúncias de mensagens com conteúdo racista anti-negro trocadas numa conta de redes sociais ligada à escola.

Ocaso envolve docentes da James Cardinal McGuigan Catholic High School, situada na região de North York. Segundo informações divulgadas pelo Toronto Catholic District School Board (TCDSB), está em curso uma investigação interna para apurar os factos e determinar as medidas disciplinares adequadas.

As mensagens foram descobertas por um estudante que tinha acesso a uma conta de Instagram associada ao programa desportivo da escola. Segundo relatos, um dos professoras partilhou uma imagem considerada ofensiva e de teor racista, à qual o outro respondeu com um comentário igualmente racista e insultuoso. O estudante fez capturas de ecrã da conversa e denunciou a situação à direcção da escola.

A organização comunitária “Parents of Black Children” afirma que a situação vai além do uso de palavras ofensivas. Para o grupo, o episódio levanta preocupações sobre dignidade, relações de poder e segu-

rança dos alunos, especialmente dos estudantes negros. A entidade também defende que os jovens que denunciam situações de discriminação devem ser protegidos contra qualquer forma de retaliação académica. Em resposta, o conselho escolar declarou que agiu com rapidez ao afastar as docentes enquanto decorre a investigação. Acrescentou ainda que disponibilizou apoio a estudantes e funcionários que possam ter sido afectados e reforçou que o racismo e qualquer forma de discriminação são incompatíveis com os valores educativos e com os padrões exigidos aos profissionais de ensino.

Especialistas em educação sublinham que episódios como este evidenciam a importância de políticas claras de combate ao racismo nas escolas, bem como de formação contínua para professores e funcionários. Ambientes escolares seguros e inclusivos são fundamentais para garantir igualdade de oportunidades e respeito pela diversidade.

A investigação continua, e a comunidade escolar aguarda esclarecimentos adicionais sobre as conclusões e eventuais medidas a serem adotadas.

Alimentação escolar premiada com 1,4 milhões para

apoiar famílias e inovar

A cidade de Toronto foi distinguida como uma das 24 vencedoras do “Mayors Challenge” (Desafio de Presidentes de Câmara) 2025-2026, promovido pela Bloomberg Philanthropies. Esta iniciativa internacional reconhece projetos inovadores de governos locais que melhoram serviços essenciais e a qualidade de vida das populações.

Acompetição recebeu mais de 630 candidaturas de 20 países, premiando ideias já testadas com sucesso em áreas como redução de custos, criação de empregos, distribuição de alimentos, transporte e sustentabilidade urbana.

Toronto irá receber 1,4 milhões de dólares e dois anos de apoio técnico especializado para expandir o seu programa de alimentação escolar, garantindo refeições saudáveis e culturalmente relevantes a todos os alunos das escolas públicas. O anúncio foi feito pela presidente da Câmara, Olivia Chow, que destacou a importância deste investimento, sobretudo num contexto de aumento do custo de vida, sublinhando o impacto direto nas famílias da cidade.

O programa será ampliado em 2026 para 155 escolas, abrangendo cerca de 62 mil alunos adicionais. Para além de fornecer refeições, fortalece parcerias com produ-

tores locais, gera impacto económico positivo e promove práticas inovadoras na distribuição de alimentos, assegurando sustentabilidade, inclusão e eficiência.

Mais do que um apoio financeiro, o prémio constitui um reconhecimento internacional de políticas centradas no bem-estar infantil e na promoção da igualdade de oportunidades, evidenciando o papel das autarquias na implementação de soluções concretas para desafios sociais e económicos.

Outros vencedores incluem: As-Salt, Jordânia; Barcelona, Espanha; Beira, Moçambique; Belfast, Reino Unido; Benin City, Nigéria; Boise, Estados Unidos; Budapeste, Hungria; Cape Town, África do Sul; Cartagena, Colômbia; Fez, Marrocos; Fukuoka, Japão; Ghaziabad, Índia; Ghent, Bélgica; Kanifing, Gâmbia; Lafayette, Estados Unidos; Medellín, Colômbia; Netanya, Israel; Pasig, Filipinas; Rio de Janeiro, Brasil; South Bend, Estados Unidos; Surabaya, Indonésia; Turku, Finlândia; Visakhapatnam, Índia.

Este prémio reforça como Toronto combina inovação urbana, justiça social e apoio às famílias, mostrando que políticas públicas bem planeadas podem transformar vidas e fortalecer comunidades.

Taste of the Danforth regressa em força às ruas de Toronto

O Taste of the Danforth está de regresso este verão a Toronto, após um período marcado por incertezas financeiras. Considerado o maior festival de rua do Canadá, o evento volta a animar a Danforth Avenue entre os dias 7 e 9 de agosto, com uma afluência estimada em mais de 1,6 milhões de visitantes ao longo de três dias.

Organizado pela Greektown on the Danforth BIA, o festival celebra a gastronomia e a cultura gregas, transformando cerca de 1,6 quilómetros da Danforth Avenue entre Broadview e para além da Jones Avenue numa verdadeira festa ao ar livre. Não faltarão especialidades como souvlaki e gyros, bem como música ao vivo e dança tradicional, num ambiente de celebração contínua.

O regresso do evento foi confirmado depois de o Premier da província do Ontário, Doug Ford, ter manifestado publicamente o desejo de ver o festival novamente nas ruas, durante uma conferência de imprensa. Já a presidente da Câmara Municipal de

Toronto, Olivia Chow, confirmou que a cidade reservou verbas para apoiar a iniciativa, saudando igualmente o contributo do governo provincial.

Entretanto, Tony Pethakas, presidente da Greektown on the Danforth BIA, adiantou à comunicação social que o muito acarinhado festival decorrerá entre 7 e 9 de agosto.

Nos últimos anos, o Taste of the Danforth enfrentou vários desafios. Em 2024, a associação comercial local votou contra um aumento de quase 20% nas contribuições dos seus membros, medida considerada essencial para assegurar o financiamento do evento, após um défice registado em 2023. Tal como muitos outros grandes acontecimentos, o festival foi também cancelado durante a pandemia, regressando apenas em 2023.

Com o apoio financeiro agora garantido, o Taste of the Danforth prepara-se para um regresso em grande, reafirmando o seu estatuto como uma das mais emblemáticas tradições de verão de Toronto. FP/MS

Toronto prepara-se para o Campeonato do Mundo, mas moradores levantam preocupações

Enquanto Toronto se prepara para receber milhares de visitantes durante o Campeonato do Mundo da FIFA 2026, os moradores dos bairros próximos ao BMO Field, temporariamente chamado de Toronto Stadium, expressam preocupações sobre trânsito, segurança e limpeza, segundo reportagem da CBC.

Numa sessão de informação comunitária, residentes de Liberty Village e Fort York colocaram questões sobre encerramentos de ruas, alterações no transporte público, congestionamentos, impacto no comércio local e recolha de lixo. Jennifer Poon, da Associação de Fort York, destacou que, apesar das preocupações, existe entusiasmo em receber o evento e mostrar a vizinhança a visitantes e turistas, promovendo a convivência comunitária.

A vereadora local, Ausma Malik, afirmou que a cidade criou uma mesa de planeamento para coordenar transporte,

segurança, comunicação com a comunidade e apoio a moradores e visitantes. Mike Barnet, da secretaria de transportes, explicou que os moradores terão uma “autorização de acesso local” e que a cidade incentivará deslocações a pé, de bicicleta e de transporte público, com serviços reforçados na TTC durante os jogos. Serão instalados pontos de informação e reforçada a recolha de lixo. O comércio local poderá experienciar mais clientes, mas deverá planear recursos adicionais. As autoridades de segurança estarão presentes para garantir proteção de todos, e eventos culturais paralelos envolverão residentes e turistas.

O FIFA Fan Festival decorrerá no The Bentway de 11 de junho a 19 de julho. Este grande evento representa um desafio logístico, mas também é uma oportunidade única para celebrar o desporto, a diversidade cultural e a vitalidade da cidade. Reportagem baseada em informações da CBC.

Creditos: CBC

Viagem de Carney à Índia totalmente centrada nos negócios

O primeiro-ministro Mark Carney viajou para a Índia na quinta-feira (26) naquela que responsáveis de ambos os países descrevem como uma deslocação potencialmente histórica, destinada a deixar para trás anos de relações frias e a lançar as bases para um acordo comercial abrangente.

Aministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand, afirmou que a “situação de segurança” com a Índia é uma “preocupação e prioridade extrema”. Ainda assim, Otava está a sinalizar que continua disposta a fazer negócios, apesar do alegado envolvimento da Índia no assassinato de Hardeep Singh Nijjar, cidadão canadiano, em solo da Colúmbia Britânica. Por seu lado, a Índia parece também estar a deixar de lado as suas alegações de que o Canadá alberga extremistas khalistanis, apoiantes da violência para estabelecer uma pátria sikh, no que aparenta ser um avanço diplomático com um antigo adversário.

Numa entrevista, o alto-comissário da Índia no Canadá, Dinesh Patnaik, afirmou acreditar que um acordo abrangente sobre comércio e outras matérias poderá ser alcançado rapidamente. “Esperamos que, quando o primeiro-ministro estiver na Índia, os termos de referência estejam prontos e possamos iniciar as negociações”, disse. “Esta visita vai estabelecer uma base para elevarmos a relação a um novo nível.” Sobre as preocupações de segurança, Patnaik afirmou que os dois países estão agora a trabalhar em conjunto, após o restabelecimento das relações diplomáticas. “Estamos a enfrentar a questão de frente. É assim que funcionam as democracias maduras”, disse. “Se se verificar que agentes do governo, agentes descontrolados ou cidadãos indianos estiveram associados ao que aconteceu com o Sr. Nijjar, tomaremos nós próprios medidas em conjunto com os canadianos.”

CBC/MS

Ministro da IA “desiludido” com reunião com a OpenAI após tiroteio em Tumbler Ridge

O ministro da Inteligência Artificial, Evan Solomon, afirmou ter ficado “desiludido” após uma reunião realizada com altos responsáveis da OpenAI.

Oencontro foi agendado depois de ter sido revelado que a empresa californiana tinha bloqueado a conta de ChatGPT da autora do tiroteio em massa de Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, meses antes dos homicídios, mas não informou a polícia sobre o conteúdo das interações. “Ficámos desiludidos por não terem apresentado respostas substanciais, e pedimos que as apresentassem”, declarou Solomon após a reunião.

A OpenAI bloqueou a conta de Jesse Van Rootselaar em junho, mas afirmou que as atividades registadas não atingiam o limiar da empresa para informar as autoridades, uma vez que não identificavam planos credíveis ou iminentes.

O Wall Street Journal noticiou que a conta de Van Rootselaar foi bloqueada após ter sido sinalizada por publicações perturbadoras, incluindo cenários de violência com armas de fogo. “Esperávamos que [a OpenAI] tivesse propostas concretas que pudéssemos compreender, que tivessem alterado os seus protocolos na sequência da horrível tragédia em Tum-

bler Ridge. Mas não ouvimos falar de novos protocolos de segurança substanciais, para além de algumas alterações ao seu modelo”, afirmou Solomon. O ministro disse esperar novas reuniões com a empresa para receber atualizações adicionais, mas não excluiu a possibilidade de o Governo avançar com regulamentação própria. “Todas as opções estão em cima da mesa, porque, no final do dia, os canadianos querem sentir-se seguros.”

A OpenAI tinha anteriormente afirmado que contactou a Polícia Montada do Canadá (RCMP) após o tiroteio de 10 de fevereiro, quando Van Rootselaar matou a mãe e o meio-irmão na residência da família, antes de se dirigir à escola secundária local, onde matou cinco estudantes e uma assistente educativa, suicidando-se de seguida.

Um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa tomou medidas para atualizar as suas políticas e agradeceu aos ministros envolvidos “pela discussão franca”, segundo um comunicado. “Os ministros sublinharam que os canadianos esperam ações concretas continuadas, e ouvimos essa mensagem de forma clara. Comprometemo-nos a apresentar, nos próximos dias, uma atualização sobre as medidas adicionais que estamos a tomar.”

Otava anuncia 8 milhões de dólares para Cuba

O Global Affairs Canada anunciou um financiamento de 8 milhões de dólares para Cuba, numa altura em que o país enfrenta as consequências do embargo petrolífero imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Este financiamento integra um programa de assistência internacional destinado a reforçar a segurança alimentar e a nutrição a nível local”, refere um comunicado do Global Affairs Canada (GAC).

OGAC afirma que os fundos visam “aumentar a disponibilidade de alimentos e apoio nutricional para cubanos vulneráveis”. O financiamento, a disponibilizar de imediato, será canalizado através de parcerias com o Programa Alimentar Mundial e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, segundo o comunicado. O anúncio surge depois de Cuba ter perdido a sua principal fonte de combustível no final do mês passado, quando a administração Trump assumiu o controlo das exportações de petróleo da Venezuela e interrompeu os envios, ao mesmo tempo que ameaçou aplicar tarifas a países que vendam petróleo à ilha. A ministra dos

Negócios Estrangeiros, Anita Anand, afirmou que não discutiu as “intenções de ajuda canadiana” com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nem com os Estados Unidos. “Esta decisão é política externa canadiana”, afirmou. “Estaremos sempre disponíveis para fazer mais quando as situações humanitárias assim o exigirem.”

Perante a comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros, o embaixador de Cuba, Rodrigo Malmierca Díaz, afirmou que o objetivo do bloqueio petrolífero dos EUA é “criar uma crise humanitária e tentar forçar uma mudança de regime através dela”.

O Ministério da Energia de Cuba afirmou que o país está a recorrer parcialmente à produção petrolífera interna, que cobre cerca de 40% das suas necessidades. “A situação humanitária em Cuba está a tornar-se bastante grave e séria”, afirmou o secretário de Estado para o Desenvolvimento Internacional, Randeep Sarai, acrescentando que este programa de financiamento acelerado visa dar um “impulso maior” aos cubanos.

CBC/MS

Liberais aceitam propostas conservadoras para limitar os ‘imensos’ poderes do Governo no diploma orçamental

Os liberais federais aceitaram alterações à secção mais controversa do diploma orçamental omnibus do governo de Carney, estabelecendo limites aos novos poderes propostos que permitiriam ao Governo conceder a empresas a possibilidade de contornar leis e regulamentos existentes.

Acomissão parlamentar de Finanças da Câmara dos Comuns votou a favor de quatro alterações apresentadas pelos conservadores, durante a análise na especialidade do projeto de lei C-15, a Lei de Execução do Orçamento. O diploma, inicialmente apresentado, concedia a qualquer ministro do Governo a capacidade de criar “ambientes regulatórios experimentais” (regulatory sandboxes), isentando temporariamente indivíduos ou empresas de qualquer lei federal, com exceção do Código Penal. “Trata-se de uma concentração imensa de poder e é evidente que esta preocupação tem sido generalizada e consistente”, afirmou a deputada conservadora de Ontário, Sandra Cobena.

O Canadá não é o único país a propor este tipo de mecanismo, um relatório da OCDE mostra que estes regimes estão a ser cada vez mais utilizados como forma limitada de flexibilização regulamentar para impulsionar a inovação competitiva numa era digi-

tal, em que os modelos de negócio evoluem rapidamente.

O relatório assinala que estes mecanismos existem em países como os Estados Unidos, França, Alemanha e Reino Unido. No entanto, diferentes países aplicam diferentes níveis de salvaguardas às isenções.

As alterações conservadoras impõem uma consulta pública obrigatória de 30 dias antes da concessão de qualquer isenção. Exigem ainda aprovação dupla, tanto de um ministro do Governo como do presidente do Conselho do Tesouro.

Estabelecem igualmente que as regras devem aplicar-se de forma igual a todos os participantes do setor, e não apenas a empresas selecionadas, bem como a apresentação de um relatório completo ao Parlamento no prazo de 90 dias, explicando os fundamentos da decisão e avaliando se se justifica legislação permanente.

As alterações acrescentam ainda limites claros ao que nunca poderá ser objeto de isenção, incluindo a Lei de Conflito de Interesses, a Lei do Auditor-Geral e outras leis fundamentais relativas à responsabilização, segurança e interesse nacional.

O líder parlamentar conservador, Andrew Scheer, afirmou aos jornalistas que está “muito satisfeito” com a aceitação das alterações.

CBC/MS

Credito: CBC

Los Angeles

FBI faz buscas na casa do português que lidera escolas em Los Angeles

O FBI está a executar um mandado de busca na casa do português Alberto Carvalho, superintendente das escolas em Los Angeles, e na sede do distrito escolar unificado (LAUSD) onde ele trabalha, segundo a Associated Press.

Os agentes federais entraram nos dois locais para executar mandados relacionados com uma investigação judicial, mas não foi divulgada a natureza do processo nem das alegações.

Alberto Carvalho, natural de Lisboa, é superintendente das escolas de Los Angeles desde fevereiro de 2022. Trata-se do segundo maior distrito escolar do país, abrangendo mais de meio milhão de alunos.

Nem o distrito escolar, nem o gabinete de Alberto Carvalho se pronunciaram ainda sobre os mandados de busca. Carvalho destacou-se, no último ano, pelo posicionamento das escolas de Los Angeles como locais seguros para crianças e pais independentemente do seu estatuto de imigração.

Ele próprio falou várias vezes da sua jornada de imigração, tendo chegado aos Estados Unidos com 17 anos e permanecido no país ilegalmente após a data de expiração do seu visto. O português conseguiu mais tarde estatuto legal e obteve a cidadania norte-americana. Antes de chegar a Los Angeles, Alberto Carvalho passou 14 anos como superintendente do distrito escolar de Miami-Dade, na Florida.

JN/MS

Presidente do Fórum Económico Mundial demite-se após revelações sobre ligações a Epstein

O presidente e diretor-executivo do Fórum Económico Mundial, Børge Brende, renunciou, na quinta-feira (26), ao cargo após a organização abrir uma investigação interna sobre os seus contactos passados com o empresário e criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

Após mais de oito anos no cargo, Brende afirmou que a decisão foi tomada após "cuidadosa reflexão". "Sou grato pela incrível colaboração com os meus colegas, parceiros e membros, e acredito que agora é o momento certo para o Fórum continuar o seu importante trabalho sem distrações", disse Brende, num comunicado citado pela "Euronews". Brende, ex-ministro dos Negócios Estrangeiro da Noruega, que liderou o Fórum Económico Mundial desde 2017, vai ser substituído por Alois Zwinggi, que será o presidente e diretor-executivo interino enquanto o conselho gere a transição de liderança. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, tem sido amplamente vista como uma potencial futura presidente após a saída do fundador do Fórum Económico Mundial, Klaus Schwab, no ano passado.

O Fórum Económico Mundial iniciou a investigação no início deste mês, depois de o Departamento de Justiça dos EUA ter divulgado um grande lote de arquivos relacionados com Epstein, o que atraiu um

novo escrutínio nos círculos empresariais e políticos globais. Ao longo dos anos, diversas figuras de destaque apareceram nas trocas de emails, agendas de contactos, registos de voos e outros documentos de Epstein. Em muitos casos, os nomes citados negaram publicamente qualquer irregularidade.

Por seu lado, segundo o jornal francês "Le Monde", Brende afirmou, num comunicado no início deste mês, que, durante uma visita a Nova Iorque em 2018, recebeu um convite jantar com o antigo vice-primeiro-ministro norueguês Terje Rod-Larsen e vários outros líderes, bem como com "alguém que me foi apresentado como investidor americano, Jeffrey Epstein". "No ano seguinte, participei em dois jantares semelhantes com Epstein, juntamente com outros diplomatas e líderes empresariais. Estes jantares, além de alguns emails e mensagens de texto, foram toda a minha interação com ele", explicou. "Desconhecia completamente o passado e as atividades criminosas de Epstein". Garantiu que, se soubesse do passado de Epstein, teria recusado o convite para o jantar e quaisquer outros convites ou comunicações subsequentes. Brende disse ainda reconhecer que poderia ter conduzido uma investigação mais completa sobre o historial de Epstein e lamentou não o ter feito.

JN/MS

Bill Gates admite que teve duas amantes russas mas sem ligação a Epstein

O fundador da Microsoft voltou a pedir desculpas pela proximidade que, em tempos, manteve com o criminoso sexual Jeffrey Epstein e admitiu ter tido duas amantes russas, confirmando algumas das alegações que constam nos emails do magnata divulgados pelo Governo dos Estados Unidos. Mas garantiu que nunca esteve associado a quaisquer tipo de crimes sexuais.

Algumas das alegações divulgadas nos emails do pedófilo, publicados pelo Departamento de Justiça dos EUA, continuam por comprovar, mas ameaçam a reputação de bom rapaz do filantropo, que tenta agora fazer controlo de danos. Segundo o "The Wall Street Journal", Gates terá tido, nos últimos dias, uma conversa "franca" com os funcionários da Fundação Gates - que criou juntamente com a ex-mulher - garantindo que nada fez de ilícito e que não esteve na ilha das Caraíbas onde terá ocorrido parte dos abusos sexuais cometidos por Epstein e pelo seu círculo de elite.

Bill Gates acabou por revelar que teve duas amantes russas, e que Epstein soube dos casos, mas que nunca teve contacto com mulheres supostamente vítimas de tráfico sexual. Sobre as fotografias ao lado de mulheres cujas caras foram ocultadas pelo Governo dos EUA, serão assistentes e

terão sido tiradas a pedido de Epstein. Amigos desde 2011, Gates e Epstein participavam em jantares sobre "possíveis investidores na saúde mundial", abrindo portas a uma confiança traiçoeira entre os dois bilionários. Conhecido por manter a vida pessoal privada, o fundador da Microsoft já tinha, recentemente, expressado arrependimento público pela proximidade com o pedófilo, pedindo "desculpa por todos os minutos" que passou com ele. Isto depois de um email escrito por Epstein revelar que Gates mantinha relações extraconjugais, bem como que havia tentado medicar "em segredo" a então mulher, Melinda Gates, para infeções sexualmente transmissíveis que o próprio teria contraído. Gates negou a relação com as vítimas do empresário e questionou a intenção de Epstein ao escrever esse texto, que não enviou para ninguém. Mas o dano reputacional estava feito: se, nos casos de Bill Clinton e do ex-príncipe André, já se especulava sobre muito do que está nos documentos, as revelações sobre Gates tiveram um fator surpresa. A exposição mundial do caso abalou a imagem do filantropo, que, a duas horas de intervir na Cimeira de Impacto da Inteligência Artificial, no dia 19, em Nova Deli, Índia, cancelou o discurso para não "ofuscar o evento".

JN/MS

Número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido aumentou 68% em 2025

O número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido subiu 68% em 2025 relativamente ao ano anterior, segundo estatísticas oficiais publicadas pelo Ministério do Interior britânico.

No ano passado, 141 portugueses condenados por crimes foram deportados, contra 84 em 2024, ficando Portugal atrás apenas da Albânia, Roménia, Polónia, Lituânia e Bulgária em número de deportações deste tipo.

Em sentido inverso, o número de cidadãos portugueses impedidos de entrar no Reino Unido na chegada à fronteira e subsequentemente reenviados diminuiu 30%, descendo de 424 em 2024 para 298 em 2025.

Os regressos voluntários, que abrangem pessoas sujeitas a controlo ou ação de imigração, mas que saem por iniciativa própria, por vezes com apoio logístico ou financeiro das autoridades britânicas, registaram uma subida de 52%, passando de 54 em 2024 para 82 em 2025. No conjunto, 592 portugueses sem direito legal a permanecer no Reino Unido, e sujeitos a expatriação administrativa ou a uma ordem de deportação regressaram em 2025, menos 14% do que os 688 registados no ano anterior. O aumento dos retornos de portugueses enquadra se numa linha de endurecimento gradual da política migratória britânica, que o Governo trabalhista tem vindo a aplicar.

JN/MS

Jeffrey Epstein
MUNDO
Reino Unido
Caso Epstein

5 DE OUTUBRO DE 1985 "THE DRIVE OF '85"

George Bell pega uma bola alta (fly ball) no Yankee Stadium para garantir o primeiro título da Divisão Leste da Liga Americana (AL East) dos Jays, consolidando-os como uma verdadeira potência.

7 DE ABRIL DE 1977 O INÍCIO COM NEVE

Os Blue Jays jogam sua partida inaugural no Exhibition Stadium coberto de neve, com Doug Ault rebatendo dois home runs em uma vitória por 9 a 5 sobre o Chicago White Sox.

5 DE JUNHO DE 1989 ENTRANDO NO SKYDOME

A equipe se muda para o revolucionário SkyDome (atual Rogers Centre), que contava com o primeiro teto motorizado totalmente retrátil do mundo.

OSPRIMEIROSANOSEA CONSTRUÇÃODEUM

24 DE OUTUBRO DE 1992 TRAZENDO O TÍTULO PARA O NORTE

Dave Winfield rebate uma dupla decisiva na Jogo 6 contra o Atlanta Braves, tornando os primeira equipe fora dos EUA a vencer a World

23 DE OUTUBRO DE 1993 "TOUCH 'EM ALL, JOE!"

Joe Carter rebate um icônico walk-o home run na parte baixa da nona entrada contra o fechador dos Phillies, Mitch Williams, para conquistar o bicampeonato consecutivo da World Series.

27 Noite de abertura: Galhardete de Campeões e calendário magnético

28 Boné branco de Campeões

30 Camisola de Campeões

10 Bobblehead do George Springer

24 Fim de Semana Y2K: Casaco com capuz retro

25 Bilhete especial SpongeBob (camisola)

14

O BAT Após playo um enorme corridas partida da pontuado pelo bastão (bat flip) história do beisebol. MARÇO

9 Dia Barbie: Chapéu de pescador

13 Bilhete especial Naruto (camisola)

22 City Connect: Bobblehead Bautista/Encarnación JUNHO

5 Noite Pride: Boné

8 Réplica de camisola Halladay

10 Bobblehead do

11ª entrada do Blue Jays a World Series.

25 DE SETEMBRO DE 2003

CARLOS MANDA A BOLA PARA FORA (4X)

Carlos Delgado se torna o 15º jogador na história da MLB a rebater quatro home runs em um único jogo.

2003 O DOMÍNIO DE "DOC"

Roy "Doc" Halladay ganha o prêmio Cy Young da Liga Americana, ancorando uma década em que foi o coração, a alma e o indiscutível arremessador principal (ace) da franquia.

14 DE OUTUBRO DE 2015

BAT FLIP

Após 22 anos sem ir aos s, José Bautista rebate enorme home run de 3 para virar o jogo na 5ª ALDS contra o Texas, pelo arremesso de flip) mais famoso da beisebol.

2021 A ASCENSÃO DE VLADDY

Vladimir Guerrero Jr. rebate 48 home runs, quase ganhando a Tríplice Coroa e inaugurando oficialmente a nova geração de estrelas da franquia.

4 DE OUTUBRO DE 2016

O WALK-OFF DO WILD CARD

Edwin Encarnación rebate um estrondoso walk-o home run na 11ª entrada contra os Orioles para enviar os Jays à ALDS.

Nota: Todas as ofertas são destinadas aos primeiros 15.000 adeptos

JULHO

Boné City Connect camisola retro do Roy

Dylan Cease

18 Revelação da estátua "Back-to-Back" e anéis das World Series de '92 e '93

22 Bilhete especial Stranger Things (bobblehead)

AGOSTO

5 Dia Transformers: Boné e projeção pós-jogo do filme

10 Réplica da Estátua "Back-to-Back"

15 Bilhete especial Care Bears (Peluche)

OUTUBRO DE 2025 UM REGRESSO ÉPICO

Os Blue Jays derrotam os Mariners numa emocionante ALCS de 7 jogos para alcançarem a sua primeira World Series desde 1993. Defrontando os atuais campeões Dodgers, Toronto leva a série ao limite absoluto, acabando por cair num inesquecível Jogo 7 em extra innings a jogar em casa.

SETEMBRO

11 Saco Retro

12 Dia Hello Kitty: Bobblehead

25 Corta-vento retro do Carlos Delgado

PORTUGAL PORTUGAL

Região de Leiria aprova plano estratégico para recuperar e transformar território

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria aprovou um Plano Estratégico de Recuperação e Transformação, que inclui um fundo de emergência social, na sequência da depressão Kristin que há quase um mês atingiu gravemente o território.

Integram esta Comunidade Intermunicipal (CIM) os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós. Num comunicado enviado à agência Lusa, a CIM explica que o plano parte da certeza de que "a Região de Leiria não pode limitar-se a repor o que perdeu", sendo "necessário recuperar rapidamente, reforçar a resiliência estrutural, e aproveitar este momento para modernizar o território e fortalecer o seu ecossistema económico". Citado no comunicado, o presidente da CIM, Jorge Vala, afirma que "o que está em causa não é apenas reconstruir o que foi danificado", mas "proteger o emprego, preservar a base industrial exportadora e preparar a região para os desafios climáticos e económicos das próximas décadas".

O plano organiza-se em três fases: resposta urgente, reconstrução com resiliência e transformação estrutural.

Na parte relativa à resposta urgente e estabilização, com um horizonte temporal de seis meses, "o foco está na proteção das famílias, na manutenção do emprego

e na garantia de mobilidade". Neste âmbito, o documento prevê a execução célere do apoio de 10 mil euros à habitação própria, reforço dos mecanismos sociais para agregados vulneráveis, criação de um Fundo Intermunicipal de Emergência Social, constituição de um Gabinete Regional de Recuperação Empresarial e o lançamento do programa "Empresa Aberta, com apoio até 30 mil euros para empresas que encerraram temporariamente.

A CIM reitera a necessidade de prorrogação da isenção de portagens nas autoestradas 8 e 19, que servem a região, "enquanto as vias alternativas permanecerem condicionadas."

Já no que se refere à segunda fase, reconstrução com resiliência, entre os seis meses e os dois anos, "o plano aposta em reforço estrutural de infraestruturas, modernização de sistemas de drenagem, defesa costeira, apoio à agricultura e floresta e no lançamento do programa "Indústria Resiliente Região de Leiria", focado na digitalização, inovação e redundância energética".

Na terceira fase (transformação estrutural), "o objetivo é consolidar uma região mais preparada e competitiva, com a Estratégia Regional de Adaptação Climática, comunidades de energia renovável, reforço das comunicações e da redundância energética, e consolidação do projeto Universidade de Leiria e Oeste".

JN/MS

Bombeiros temem aumento de partos em ambulâncias com fecho da maternidade

do Barreiro

A Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal está contra o encerramento da maternidade no Hospital do Barreiro, anunciado pelo Governo, e considera que a medida representa um sério risco para as grávidas, adivinhando um aumento de nascimentos em ambulâncias por causa do trânsito e distâncias entre hospitais.

Em comunicado, a federação aponta para os "elevados fluxos rodoviários na região e constrangimentos" que se podem traduzir "num maior risco de partos assistidos fora do contexto hospitalar" ou em ambulâncias.

"O encerramento da urgência no Barreiro implicará o encaminhamento de grávidas para unidades como o Hospital Garcia de Orta, em Almada, ou o Hospital de São Bernardo, em Setúbal, que têm também enfrentado dificuldades na resposta, aumentando tempos de transporte e reduzido margens de segurança, sobretudo em situações de trabalho de parto avançado ou

emergência súbita", pode-se ler no comunicado.

A federação lembra que, em 2022, foram realizados 1585 partos no Barreiro e que, no ano passado, houve mais de 150 partos fora dos hospitais. A corporação da Moita realizou 15.

O aumento dos partos em ambulâncias é encarado pela Federação dos Bombeiros do Distrito de Setúbal como preocupante e que "não pode ser encarado como uma inevitabilidade". No comunicado, os bombeiros lembram que "cada parto realizado numa ambulância representa uma situação de maior vulnerabilidade clínica". Apesar da competência dos bombeiros e profissionais de saúde, os meios disponíveis não substituem as condições técnicas e humanas de uma unidade hospitalar".

A Federação dos Bombeiros apela ao Governo para reavaliar a decisão e privilegiar "critérios de segurança, equidade territorial e proteção da vida".

JN/MS

Relação trava tentativa de Salgado para não ser julgado na Operação Marquês

O Tribunal da Relação de Lisboa negou a extinção do processo criminal contra Ricardo Salgado no âmbito da Operação Marquês, com base no diagnóstico de Alzheimer, considerando que o pedido da defesa não tem "cobertura legal".

Adefesa do antigo banqueiro, de 81 anos, havia recorrido da decisão da primeira instância, que rejeitara extinguir os autos e suspender o procedimento criminal. No acórdão, conhecido na terça-feira, o coletivo de desembargadores julgou o recurso "totalmente improcedente", sublinhando que, "concluindo-se que não é possível a suspensão ou extinção do procedimento criminal, por tal pretensão não ter cobertura legal e não violar qualquer disposição processual penal ou constitucional, há que manter a decisão".

O pedido para realização de nova perícia médico-legal foi igualmente considerado intempestivo e "sem qualquer relevância imediata no processo".

Ainda assim, os juízes ressalvam que, "na eventualidade de o recorrente vir a ser condenado, certamente o seu estado de saúde será tido em conta na fase da execução da pena".

Os tribunais têm vindo a rejeitar sucessivamente as pretensões da defesa quanto à extinção ou suspensão dos processos, embora admitam que o estado clínico possa ser ponderado na fase de cumprimento de eventual pena.

Ricardo Salgado é um dos 21 arguidos da Operação Marquês e responde por oito crimes de branqueamento de capitais e três de corrupção ativa, num processo em que estão em causa 117 crimes imputados no total.

Feira da alheira de Mirandela espera milhares de visitantes nos

Mirandela acolhe até ao próximo domingo, a 26.ª edição da Feira da Alheira, o melhor enchido do mundo para o site TasteAtlas e uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa, para celebrar a excelência gastronómica, a força da tradição e a identidade cultural.

Ocertame - organizado pela Câmara Municipal, em parceria com a Associação Comercial e Industrial - tem mais de uma centena de expositores distribuídos pela zona nobre da cidade, numa área de 11.500 metros quadrados, desde o

próximos quatro dias

Parque do Império até à Zona Pedonal da Rua da República. "Ultrapassamos o número do ano passado, em termos de expositores, o que é muito interessante e vamos ter aqui muitos motivos de interesse para que as pessoas possam ficar satisfeitas", refere o presidente do Município.

A Alheira de Mirandela IGP (Indicação Geográfica Protegida) é a rainha da feira, mas Vítor Correia sublinha que o certame terá representados outros produtos endógenos, "como o mel, a amêndoa, o azeite, os vinhos... pelo que a feira da alheira potencia todos estes produtos e também

a cultura", sublinha. Ainda segundo Vítor Correia, a edição deste ano vai custar cerca de 250 mil euros.

Do programa constam dezenas de atividades, com destaque para o seminário técnico-científico "Alheira de Mirandela: Tradição, Qualidade, Segurança e Inovação" e o fórum regional da Associação de Municípios Portugueses do Vinho. Há também showcookings, degustações e o curso de iniciação à Prova de Azeite. JN/MS

Credito:
JN
Mau tempo
Mirandela
Operação Marquês

AUTONOMIAS

Portugal tem de assumir “opção atlântica”

estratégica

O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, defendeu que Portugal deve assumir uma “opção atlântica” clara, sob risco de se tornar periférico na competição entre grandes potências. As declarações surgiram na quarta edição das Conferências do Atlântico, organizadas pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e pelo Município de Câmara de Lobos, sobre democracia liberal e Aliança Euro-Atlântica.

sob pena de se tornar periférico

Albuquerque alertou que o modelo estratégico da Guerra Fria, baseado na segurança europeia garantida pelos EUA, “acabou” e que a Europa precisa reforçar a sua capacidade dissuasora, investindo na “reindustrialização militar”. Reconheceu, porém, que tal esforço ocorre num contexto económico difícil na Alemanha, França e Reino Unido. O governante sublinhou que Portugal, enquanto potência pequena ou média, precisa escolher entre uma estratégia conti-

Dia Europeu da Vítima de Crime

nental ou atlântica. A opção atlântica, sustentada na posição geográfica do país e nos arquipélagos dos Açores e Madeira, permitiria projetar poder. Criticou a ausência de uma estratégia nacional clara, questionando a utilização dos 5.800 milhões de euros previstos para rearmamento e alertando para o desinvestimento nos arquipélagos estratégicos.

Albuquerque destacou ainda a importância da base das Lajes e dos cabos submarinos no Atlântico, bem como da Madeira nas ligações ao Sul e a África, alertando que o contexto internacional voltou a ser de “competição entre grandes potências”. Por sua vez, o presidente do município de Câmara de Lobos, Celso Bettencourt, reforçou o papel central da Madeira no Atlântico e na geopolítica, sublinhando que a região não é periférica, mas estratégica e participante ativa nos debates euro-atlânticos.

JM/MS

Criminalidade registada: Açores com 4 vítimas por mil residentes com 65 ou mais anos em 2024

O Dia Europeu da Vítima de Crime, assinalado a 23 de Fevereiro é marcado este ano com a divulgação de indicadores oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ) sobre criminalidade registada, que mostram uma descida do número de crimes e, em paralelo, a estabilização do número de pessoas lesadas/ofendidas em comparação com anos anteriores.

De acordo com a informação divulgada, em 2024 a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) registaram no país 277,7 mil pessoas lesadas/ofendidas/vítimas (277 654) em crimes, menos 1,0% do que em 2023 (menos 2 742), mas ainda 2,1% acima de 2000 (271 998). No mesmo ano, as autoridades policiais contabilizaram 354,9 mil crimes (354 878), uma redução de 4,6%

face a 2023 (menos 17 177) e de 2,3% quando comparado com 2000 (363 294).

Nos Açores, os dados específicos disponíveis na estatística da DGPJ sobre vítimas com 65 ou mais anos colocam a Região Autónoma dos Açores (RAA) entre os territórios com menor proporção de vítimas idosas: em 2024, as pessoas com 65 ou mais anos representaram 11,70% do total de lesados/ofendidos/vítimas na Região, valor próximo do observado em Lisboa (11,47%) e abaixo da maioria dos distritos do interior, como Bragança (25,18%) ou Vila Real (22,99%).

Ainda assim, quando o indicador é ajustado à população idosa residente, a RAA surge com 4 lesados/ofendidos/vítimas por cada 1 000 residentes com 65 ou mais anos. Um patamar intermédio, abaixo dos máximos registados em Castelo Branco, Faro e Portalegre (6 por 1 000) e acima dos valores mínimos observados, entre outros, na

Região Autónoma da Madeira (3 por 1 000).

No retrato nacional de 2024, o INE e a DGPJ sublinham ainda mudanças estruturais ao longo dos anos: entre 2000 e 2024 aumentou a proporção de mulheres no total de pessoas lesadas/ofendidas, ao mesmo tempo que desceu a taxa de criminalidade.

Em 2024, do total de lesados/ofendidos, 146 862 eram homens (52,9%) e 130 792 mulheres (47,1), quando em 2000 os homens representavam 64,0% (174 192) e as mulheres 36,0% (97 806).

Nesse mesmo ano, a taxa de criminalidade foi de 33 crimes por mil habitantes, abaixo de 2023 (35,0‰) e distante do máximo observado em 2008 (40,9‰).

Quanto ao perfil da criminalidade registada em 2024, mais de metade dos crimes foram contra o património (52,4%), seguindo-se os crimes contra as pessoas (25,9%). Dentro destes, a violência doméstica destacou-se com 30 221 crimes,

correspondendo a 8,5% do total de crimes registados.

No universo das vítimas de violência doméstica, a proporção de mulheres manteve-se superior à dos homens, embora em queda ao longo dos anos: em 2024, 70,6% das vítimas eram mulheres e 29,4% homens. Os documentos lembram que estes indicadores retratam a criminalidade registada pelas autoridades, isto é, crimes detetados ou comunicados às forças policiais.

Nos dados relativos ao Dia Europeu da Vítima de Crime, o total de pessoas lesadas/ ofendidas apresentado para 2024 resulta dos registos da PSP e da GNR, enquanto o estudo da DGPJ sobre vítimas com 65 ou mais anos trabalha com registos que incluem também a Polícia Judiciária (PJ).

DA/MS

Rangel admite que EUA podem usar Lajes, nos Açores, para ataque sem avisar Portugal

Em declarações à imprensa em Bruxelas, à margem de uma reunião da UE, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, explicou que o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos ocorre exclusivamente segundo o tratado bilateral entre os dois países. Esse uso abrange sobrevoos, escalas e estacionamento de aeronaves, autorizados principalmente por autorizações tácitas de curto prazo.

Rangel admitiu que nas últimas semanas essas autorizações têm sido mais frequentes, mas reforçou que isso já ocorreu várias vezes desde abril de 2024, quando assumiu o cargo. Segundo o ministro, os EUA podem utilizar a base para operações sem que Portugal tenha conhecimento prévio, prática comum em outras bases europeias. Questionado sobre a possibilidade de

uso da base em ações contra o Irão, Rangel afirmou que Portugal mantém o apelo à resolução pacífica de conflitos e cumpre o Acordo das Lajes, respeitando o direito internacional.

Ele destacou ainda que a aliança transatlântica é histórica e deve ser mantida, independentemente das mudanças geopolíticas. Sobre as novas tarifas impostas por Donald Trump, Rangel disse que o Gover-

no português apoia a posição da Comissão Europeia, pedindo esclarecimentos sobre o regime tarifário em vigor, especialmente em relação ao acordo alcançado na Escócia entre a UE e os EUA.

AO/MS

Creditos: DR

Sabor que une, momentos que ficam

Um campeonato estável, um futebol inquieto

Sem

mudanças no topo após 23 jornadas, a Primeira Liga confirma hierarquias, revela surpresas e levanta dúvidas sobre justiça e rigor no futebol europeu.

Ajornada 23 da Primeira Liga 2025/2026 não trouxe mudanças na tabela, mas deixou sinais. E, nesta fase do campeonato, os sinais valem tanto como os pontos. Quando faltam cerca de dez jornadas para o fim, já não se joga apenas com os pés: joga-se com a memória acumulada da época, com a pressão instalada e com a consciência de que a margem de erro é praticamente inexistente.

Desde cedo que o campeonato se escreve com a mesma ordem no topo: FC Porto na liderança, Sporting Clube de Portugal na perseguição e Sport Lisboa e Benfica a tentar encurtar distâncias. Não houve revoluções, nem colapsos inesperados. Houve consistência e é precisamente essa consistência que explica a fotografia atual da classificação. O FC Porto construiu a liderança num registo de estabilidade competitiva. Não é um líder exuberante, mas é disciplinado. A equipa raramente se desorganiza emocionalmente, sabe sofrer e sabe ganhar mesmo quando não controla totalmente o jogo. Ao longo das 23 jornadas, tem sido quem melhor equilibra risco e segurança. A crítica é clara: falta-lhe, por vezes, capacidade para resolver jogos mais cedo. Vive demasiado perto do limite. Mas enquanto continuar a somar vitórias, essa gestão conservadora será difícil de contestar.

O Sporting mantém-se fiel ao seu modelo. É, talvez, a equipa com identidade mais clara da Liga: processos bem trabalhados, construção paciente e controlo de ritmos.

Ainda assim, estar em segundo lugar desde o início da época também levanta questões. Falta-lhe aquele golpe de autoridade que transforme regularidade em liderança. Houve jogos em que foi superior, mas não decisivo, acumulando vitórias arrancadas nos derradeiros minutos. E num campeonato tão estável no topo, a diferença constrói-se precisamente nesses detalhes.

Já o Benfica tem sido o mais instável emocionalmente entre os três grandes. A terceira posição mantém-se desde a jornada inaugural, e isso pesa. Há talento, profundidade de plantel e momentos de futebol de grande qualidade. Mas há também desconcentrações defensivas, ansiedade nos momentos de maior pressão e uma irregularidade competitiva que impede aproximações mais firmes ao topo. O problema não parece ser técnico, mas mental. A equipa deu sinais de melhoria sob o comando de José Mourinho, mas permanece a dúvida: ainda irá a tempo? As próximas jornadas – deslocação a Barcelos para defrontar o surpreendente Gil Vicente Futebol Clube e receção ao líder FC Porto — podem definir o destino encarnado na luta pelo título.

ainda para mais com um Gil Vicente a morder-lhe os calcanhares jornada após jornada.

Na zona intermédia, equipas como Famalicão, Estoril Praia, Vitória Sport Clube e Moreirense Futebol Clube vão cumprindo campeonatos equilibrados, muitas vezes apresentando futebol mais organizado do que clubes com maior orçamento. São exemplos de estabilidade estrutural num campeonato que continua profundamente desigual em recursos. Na parte baixa, a tensão cresce a cada jornada. Santa Clara e o AVS Futebol SAD (AFS) encontram-se mergulhados na luta pela permanência, onde cada erro defensivo pode definir uma época inteira. Aqui joga-se com nervos expostos: menos estética, mais sobrevivência.

A estabilidade do pódio contrasta com a agitação no resto da tabela. O Sporting Clube de Braga continua sólido na perseguição aos lugares europeus, mas sem força para romper a barreira dos três da frente. É competitivo e organizado, mas não intimidante. Falta-lhe o salto qualitativo que transforme boas épocas em campanhas verdadeiramente marcantes,

O problema começa precisamente aí: a erosão da presunção de inocência no espaço mediático. Prestianni foi alvo de julgamento público antes de qualquer decisão definitiva. E isso levanta uma questão incómoda: pode o futebol combater injustiças criando novas injustiças?

A atuação preventiva da UEFA levanta dúvidas legítimas. Suspender um jogador antes da conclusão de uma investigação coloca em causa não apenas o atleta, mas também a integridade competitiva das equipas envolvidas. Se uma sanção provisória influencia o desfecho desportivo como por exemplo, numa eliminatória decisiva, quem assume as consequências caso a acusação não se confirme? Haverá reparação? Ou a justiça desportiva continuará a operar sem verdadeiro mecanismo de responsabilização?

A questão não é menor. Se não há prova conclusiva, por que se pune? Ou se adotava uma linha de neutralidade até ao fim da investigação, ou se aplicavam medidas simétricas a todos os envolvidos. O que não pode existir é a sensação de arbitrariedade. Num futebol cada vez mais exposto ao julgamento instantâneo, importa reafirmar um princípio simples: combater o racismo é inegociável, mas fazê-lo sem rigor pode fragilizar a própria causa. A justiça seletiva ou precipitada não fortalece o combate à discriminação: enfraquece-o. Aguardemos, por isso, pelos desenvolvimentos. Se os factos se confirmarem, que haja punição exemplar. Mas se não se confirmarem, ficará um precedente perigoso: o da condenação sem prova. E esse é um caminho que o futebol, e o desporto em geral, não pode permitir-se seguir.

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor

Paralelamente, o futebol português não ficou imune ao impacto mediático do alegado caso de racismo ocorrido na UEFA Champions League, envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni. Embora fora do contexto da Liga, o episódio trouxe para o debate nacional uma questão estrutural: o futebol continua a falhar na forma como lida com acusações desta gravidade. A reflexão impõe-se, mas deve ser feita com equilíbrio. O futebol precisa de tolerância zero para o racismo, sem ambiguidades. Mas também precisa de preservar princípios básicos de justiça. Até ao momento em que estas linhas são escritas, não existe prova pública irrefutável de comportamento racista por parte de Prestianni. Se existiu, deve ser severamente punido. Mas e se não se provar?

Paulo Freitas Opinião

LIGA

PORTUGAL

Dragão com fogo que chegue e muita atração pelo ferro

A caminhada azul e branca no topo do campeonato segue serena. Após os triunfos de Sporting e Benfica, o F. C. Porto não deu mostras de sentir a pressão e bateu o Rio Ave por 1-0, resultado que se revelou absolutamente escasso para o que se viu na Invicta. Os portistas somam, assim, a 10.ª vitória (em 20) pela margem mínima campeonato, numa noite em que a atração pelo ferro ditou lei no Estádio do Dragão.

Apenar numa série de cinco derrotas consecutivas, a equipa vila-condense nunca se mostrou capaz de contrariar a intensidade do líder da Liga, apesar de ter mostrado momentos de boa organização e ter criado um calafrio logo a abrir o encontro, quando Olinho cabeceou por cima. No entanto, a ação desenrolava-se toda no outro meio-campo e o minuto 22 acabou por ser decisivo. Excelente recuperação de Gabri Veiga, que lançou de imediato Pietuszewski. O polaco, que voltou a ser titular, tal como Zaidu, tirou Brabec do caminho e serviu Froholdt para o 1-0. Zaidu ficou muito perto de levantar o estádio com um golaço e Gabri Veiga, aos 35 minutos, abriu a época da "caça ao poste", após um lance de raça de Deniz Gul. A primeira parte não terminou sem um sério aviso de Alan Varela e um lance muito polémico na área do Rio Ave, ficando a sensação de que Nikitscher não tocou na bola e derrubou Gul. O árbitro mandou jogar, o VAR não deu indicação em contrário e o segundo tempo até começou bem para os azuis e brancos, mas a festa foi prematura. Gabri Veiga assistiu para o golo de Gul, porém o lance foi

anulado por um fora de jogo de oito centímetros de Pietuszewski no início da jogada. Consciente de que um contragolpe do Rio Ave poderia deixar a liderança mais frágil, o F. C. Porto carregou, mas Froholdt acertou no poste e, logo a seguir, foi Nikitscher a evitar o golo de Gabri. Farioli prescindiu de Gul e deixou Mora a jogar como falso 9, com os adeptos a não gostarem muito das hesitações na construção portista. Ainda assim, as oportunidades até ao final do encontro vestiram-se todas de azul e branco, com o guarda-redes Van der Gouw a voar para travar o cabeceamento de Pablo Rosario e Rodrigo Mora, já depois da entrada de Moffi para ponta de lança, a aproveitar uma recuperação do avançado nigeriano para provar que não há duas sem três: mais uma bola no ferro.

JN/MS

O Sporting foi até ao reduto do Moreirense vencer por 3-0 e reduziu, à condição, a diferença para o F. C. Porto em apenas um ponto.

Após uma entrada autoritária na primeira parte, mas sem efeito prático, o Sporting acabou por alterar a história do encontro no começo da segunda metade.

Francisco Trincão (50 m) disse presente a um passe teleguiado do uruguaio Maxi Araújo para tratar de desbloquear o marcador em Moreira de Cónegos. Já Geny Catamo (56 m), pouco depois, fletiu para dentro a partir do corredor direito e atirou de fora da área e em arco, sem hipóteses para André Ferreira. Um golo que promete ser um dos melhores do campeonato.

Para completar o triunfo, o goleador Luis Suárez (75 m), a par do moçambica-

no de regresso às opções do técnico Rui Borges, na sequência de um canto, recebeu a bola e finalizou com força para o fundo das redes, colocando assim os leões mais próximos dos três pontos.

O Moreirense, pelo meio, ainda procurou responder, enviou uma bola à trave, mas não teve resposta e terminou o jogo sem marcar.

Rui Borges, treinador do Sporting, reagiu à vitória sobre o Moreirense, afirmando: "Enaltecer o espírito do início ao fim do jogo. Mandamos no jogo, quisemos sempre ir à procura do golo. O Moreirense não nos criou qualquer perigo, controlámos o jogo com bola. A equipa manteve a qualidade, quis jogar, não se escondeu, procurou e foi ambiciosa".

O Sporting soma 58 pontos e fica, à condição, a apenas um ponto do líder F. C. Porto, que recebe no domingo, às 20.30 horas, o Rio Ave.

Geny Catamo marcou um golaço no regresso às opções. (Manuel Fernando Araújo / Lusa)
Victor Froholdt foi, mais uma vez, um poço de energia e marcou o golo que valeu os três pontos. (Miguel Pereira)

FC

24ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

27/02

FC Porto 18:45 FC Arouca

Sporting 20:45 Estoril Praia

28/02 15:30 Santa Clara

AFS 15:30 Est. Amadora

Nacional 18:00 SC Braga

Vitória SC 20:30 FC Alverca

01/03 15:30 Rio Ave

CD Tondela 15:30 Santa Clara

Casa Pia AC 18:00 Moreirense

Rio Ave 20:30 FC Famalicão 02/03

Gil Vicente 20:15 Benfica

II LIGA -

Benfica 3 AVS Futebol SAD 0

Benfica bate AVS na Luz

RESULTADOS - 23ª JORNADA

2-4 UD Leiria

FC Felgueiras 0-0

FC Penafiel

GD Chaves 2-0 Farense

Portimonense 0-1 Académico

Lourosa 1-0 Feirense

FC Porto B 1-0 Paços Ferreira

24ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

28/02

Sporting B 11:00 Leixões

Torreense 14:00 FC Porto B

FC Vizela 15:30 GD Chaves

UD Leiria 18:00 Portimonense 01/03

Farense 11:00 Lourosa

Académico 14:00 Marítimo

Paços Ferreira 15:30 UD Oliveirense

FC Penafiel 18:00 Benfica B 02/03

Feirense 18:00 FC Felgueiras

O Benfica recebeu e derrotou o AVS, por 3-0, no Estádio da Luz, com uma primeira parte de luxo, antes da segunda mão do play-off de acesso aos "oitavos" da Liga dos Campeões, em casa do Real Madrid. Com muitas mudanças no onze, foi um estreante nesta temporada a marcar o golo. Bah fez os primeiros minutos na época 2025/26 e estreou~se logo a abrir o marcador aos dez minutos, com um golo de pé esquerdo no meio da confusão. Sempre no meio-campo adversário, os encarnados chegaram ao 2-o, por Enzo Barrenechea, na sequência de um canto.

Ainda antes do intervalo, as águias aumentaram para três de vantagem através da magia de Rafa Silva, que se estreou a marcar neste regresso, com um golo de letra. Já na segunda metade, o clube da Luz criou várias chances de golo, mas sem sucesso, com José Mourinho a rodar os habituais titulares.

José Mourinho, treinador do Benfica, disse, após a vitória diante do AVS - "Vitória merecida, contra uma equipa que vive um momento difícil, mas dentro do momento difícil vive o seu melhor momento, com melhores resultados. Uma equipa séria, que a perder por 3-0 ao intervalo, na segunda parte continua a fazer o seu jogo. É uma vitória que peca por escassa e peca por não termos metido mais intensidade na segunda parte, mas é normal pelo jogo que está a chegar", analisou.

Com esta vitória, o Benfica segue em segundo lugar, com 55 pontos, enquanto o AVS continua no último lugar do campeonato, com oito.

JN/MS

COACHES WANTED

O Benfica foi derrotado pelo Real Madrid no Santiago Bernabéu por 2-1, sendo eliminado do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões, pelo agregado de 3-1 nas duas mãos. No centro da polémica com Prestianni, Vinícius Júnior marcou o golo que confirmou o triunfo merengue.

Ddecididos do objetivo e gelaram o Berna béu. Aos 13 minutos, Asencio quase mar cou um autogolo, após cruzamento, e Rafa aproveitou a defesa incompleta do gigan te Courtois, para empatar a eliminatória, confirmando o fulgor inicial.

De seguida, reagiram os merengues, que voltaram para a frente dos agregados

passados três minutos, com Tchouaméni a concretizar, depois de passe com peso e medida de Valverde. As águias ainda causaram perigo, mas foram os caseiros a voltar a marcar, mas o golo de Arda Guler foi invalidado por fora de jogo.

A segunda parte contou com um grande jogo de paciência e a primeira grande chance de golo surgiu aos 80 minutos, quando um desequilíbrio defensivo permitiu a Vinícius fazer o 2-1 na segunda mão, com um passe para a baliza defendida por Trubin. A formação de José Mou

Em Espanha não há dúvidas: «Mourinho deixou de ser o 'Special One'»

José Mourinho estabeleceu um recorde negativo na Champions League, tornando-se o primeiro treinador da história a somar 10 jogos consecutivos sem vencer (seis derrotas e quatro empates) em fases a eliminar. A mais recente desilusão aconteceu ao serviço do Benfica, com a eliminação frente ao Real Madrid na passada quarta-feira, após derrotas por 0-1 na Luz e 1-2 no Bernabéu.

Deste modo, o diário espanhol Marca destaca assim as frustrações recentes do técnico português, que já levantou a orelhuda por duas vezes na carreira: Apesar de sucessos recentes noutras competições europeias, como a conquista da Conference League com a Roma em 2022 e a chegada à final da Europa League em 2023, a principal prova de clubes da UEFA continua a ser um obstáculo para o técnico português, destaca o mesmo jornal, recordando o registo negativo, e recente, de Mourinho em eliminatórias da prova milio-

nária.

A presente época foi particularmente dolorosa, com Mourinho a ser eliminado duas vezes na mesma edição da Champions: primeiro na fase de qualificação, quando o seu Fenerbahçe foi afastado pelo Benfica, e agora nos play-offs, já ao comando das águias.

Apesar destes desaires, a Marca ainda recorda aquela que é a maior desilusão de Mourinho na Champions League, segundo o próprio. Aconteceu em 2012, quando o Real Madrid foi eliminado nas meias-finais, em casa, pelo Bayern, no desempate por grandes penalidades.

«Se tiver de escolher o pior momento, é essa eliminação com o Madrid. Éramos a melhor equipa da Europa. Teríamos ganho aquela final [com o Chelsea], não tenho dúvidas. E o mais cruel é que escolhemos para o desempate por penáltis o Cristiano Ronaldo, o Kaká e o Sergio Ramos. Eram uma garantia e o facto de aqueles que nunca falham terem falhado deitou-me abaixo», confessou o técnico no passado. A Bola/MS

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Real Madrid CF 2
S.L. Benfica 1
Vini Jr. no momento do golo do Real Madrid. (Pierre-Philippe Marcou / AFP)

O português Miguel Oliveira (BMW) foi oitavo classificado na estreia no Mundial de Superbikes, a primeira de três em Philip Island, na Austrália, depois de partir do 21.º e último lugar.

Uma queda no início da qualificação, na curva 2, não permitiu ao piloto luso marcar qualquer tempo na superpole, o que o fez partir da última fila da grelha.

Na corrida, o piloto natural de Cascais, que este ano trocou os protótipos de MotoGP pelas motas derivadas de série do Mundial de Superbikes, fez, porém, uma grande recuperação, até fechar a corrida inaugural do campeonato no oitavo lugar.

Miguel Oliveira partiu bem e, à chegada à fatídica curva dois, já tinha ultrapassado três pilotos, saltando para o 18.º lugar, para avançar rapidamente para os pontos, ao ganhar mais três posições e colocar-se no

15.º posto. Oliveira, de 31 anos, continuou a ganhar posições ao longo da corrida e, a seis voltas do fim, entrou no top 10, depois de uma queda do espanhol Xavi Vierge (Yamaha). Na parte final, o piloto luso ainda conseguiu conquistar mais duas posições, para acabar em oitavo, a 20,610 segundos do vencedor, o italiano Nicolò Bulega (Ducati), que partiu da pole e dominou a corrida. O pódio foi, aliás, preenchido na totalidade por pilotos transalpinos da Ducati, com Yari Montella em segundo, a 4,776 segundos, e Lorenzo Baldassarri em terceiro, a 6,147.

Na classificação do campeonato, Miguel Oliveira começou com a conquista de oito pontos, enquanto Bulega somou 25, mostrando desde já o porquê de ser o principal candidato ao título mundial de Superbikes. O Mundial de Superbikes é composto por 12 provas, incluindo duas em Portugal (Algarve e Estoril), com três corridas cada.

JN/MS

A Federação Portuguesa de Basquetebol (FPB) anunciou, entre outras medidas, a criação de um fundo solidário para apoiar os clubes afetados pelo mau tempo que se fez sentir em Portugal nas últimas semanas.

Em comunicado, o organismo considera que «enquanto comunidade desportiva unida por valores de solidariedade, responsabilidade social e coesão», o basquetebol nacional «deve mobilizar-se para apoiar os clubes afetados».

«Deste modo, a Federação Portuguesa de Basquetebol em estreita e inclusiva cooperação com as associações e clubes, decidiu lançar uma iniciativa que permita a todos contribuir para apoiar os clubes afetados, assegurando a continuidade de uma prática desportiva de qualidade», pode ler-se na nota oficial.

Entre as medidas anunciadas pela FPB, estão a criação de um fundo solidário nacional do basquetebol, o levantamento nacional de danos, a implementação de medidas desportivas excecionais e a criação de uma rede de solidariedade entre clubes. O organismo, que vai ainda lançar a campanha «O Basquetebol Apoia» e estabelecer parcerias institucionais, informa que «toda a informação detalhada será divulgada assim que o processo esteja totalmente concluído e devidamente estruturado».

Recorde-se que dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados, sendo que as regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

Creditos:

A seleção portuguesa de râguebi alcançou a sua maior vitória de sempre frente à Roménia, ao ganhar por 44-7 no Estádio Nacional, em Oeiras. Este resultado, obtido no encerramento da fase de grupos do Rugby Europe Championship, assegurou aos lobos o primeiro lugar no Grupo B.

Aequipa lusa demonstrou superioridade desde cedo, chegando ao intervalo a liderar por 25-7. A primeira parte foi marcada por quatro ensaios, da autoria de Rodrigo Marta (6 e 30 minutos), Simão Bento (10) e Vincent Pinto (14). A vantagem poderia ter sido ainda mais expressiva, não fosse a pontaria invulgarmente desafinada de Samuel Marques, que desperdiçou nove pontos em pontapés aos postes. No segundo tempo, Portugal manteve o ritmo e somou mais três ensaios. Manuel Cardoso Pinto bisou (48 e 63 minutos) e José Líbano Monteiro (55) também fez o gosto ao toque de meta. A contagem final foi selada com as transformações de Samuel Marques (49) e Manuel Vareiro (64),

além de uma penalidade convertida por Marques logo aos dois minutos de jogo. A seleção romena, longe do poderio de outrora, mostrou muitas fragilidades e raramente ameaçou a defesa lusa. O seu único ensaio surgiu por Marius Antonescu (26'), num período em que Portugal jogava com menos um elemento, devido a um cartão amarelo a Diogo Hasse Ferreira. No entanto, mesmo em inferioridade numérica, os Lobos conseguiram marcar, evidenciando a debilidade dos Carvalhos.

Este triunfo, por 37 pontos de diferença, é o terceiro máximo consecutivo de margem vitoriosa de Portugal sobre a Roménia em apenas dois anos, superando as vitórias por 25 pontos em Bucareste (49-24) e por 28 pontos em Botosani (34-6).

Com esta vitória, Portugal termina o Grupo B na primeira posição com 15 pontos, à frente da Roménia (5), Bélgica (5) e Alemanha (4). Nas meias-finais da competição, a seleção nacional irá defrontar em casa a Espanha, segunda classificada do Grupo A, num jogo agendado para 7 ou 8 de março.

JN/MS

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Yuki Tsunoda, o piloto reserva da Red Bull Racing, esteve em São Francisco para um evento de demonstração do novo carro de Fórmula 1 da equipa. E o momento que prometia ser de aproximação da Red Bull com os fãs norte-americanos acabou em tensão. Após o piloto japonês ter realizado uma série de drifts, a traseira do supercarro acabou por incendiar-se.

Esta foi a primeira aparição pública de Tsunoda desde que deixou de ser piloto da linha principal da Red Bull Racing em 2025. Tsunoda foi substi-

tuído por Isack Hadjar para a temporada de 2026.

O piloto não se apercebeu imediatamente do incêndio, mas ao fim de alguns segundos de pânico por parte dos espetadores, que tentavam alertá-lo, acabou por sair sem qualquer ferimento do carro, com o incêndio a ser contido rapidamente.

As causas do incêndio não foram identificadas até ao momento pela equipa de Fórmula 1.

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Why Canada’s winter sports dominance is melting away

For decades, the Maple Leaf has been a permanent fix ture atop the podiums of the winter world. But as the flame flickers out on the Milano Cortina 2026 Games, the cold, hard truth is setting in: Canada is no longer the heavyweight it once was. With a modest haul of 21 medals—the lowest since 2002— and a disappointing eighth-place finish, the "Great White North" is facing an identity crisis on the ice and snow.

The warning signs have been flashing for years. Canadian Olympic officials have long argued that a stagnant funding model, frozen since 2005, would eventually lead to a decline. In 2026, those predictions became reality. While powerhouse Norway—a nation with a fraction of Canada’s population—soared to 41 medals through an inclusive, grassroots-first approach, Canada struggled to keep pace.

A Golden Generation Facing Sunset

Perhaps more concerning than the medal count is the "age cliff" looming over the national pro gram. Roughly 75% of Canada’s 2026 medallists are 30 or older. Legends of the game like 40-year-old curling skip Brad Jacobs and 33-yearold moguls icon Mikael Kingsbury de livered under pressure, but they are un likely to be back for the 2030 Games in the French Alps.

While young stars like Megan Oldham and Steven Dubois provide glimpses of hope, there is no tidal wave of "next-gen" talent ready to fill the void. The pipeline is drying up, and the Canadian Olympic Committee (COC) knows exactly why: it has become too expensive to be a hero.

The High Cost of the Podium

The current reality for Canadian athletes is a "payto-play" system. According to Chef de Mission Jennifer Heil, athletes are shelling out an average of $25,000 of their own money just to compete. As COC Chief Sport Officer Eric Myles put it, "Promising athletes are leaving because they can't afford the out-of-pocket costs."

When wealth becomes a prerequisite for athletic excellence, the talent pool shrinks to a puddle.

The COC is now pleading with the federal government for a $144 million funding injection. They argue that sport is "nation-building at its finest"—a relatively cheap investment compared to pipelines or icebreakers that yields massive returns in national pride and community health.

Beyond the Checkbook

However, money isn't the only hurdle. Canada must also look at its culture. Norway’s success stems from a model that prioritizes participation and joy over early-childhood elite tracking. In contrast, Canada’s system is increasingly viewed as a declining infrastructure where only the lucky and the wealthy survive.If the men’s or women’s hockey teams had found an overtime goal against the Americans, the public mood might be more forgiving. But a hockey silver cannot mask a systemic failure. Without a radical shift in how we fund and find our athletes, the 2030 Games may see Canada slip even further into the shadows of the podium. As it stands, the "Great White North" is looking a little less "great" and a lot more precarious.

RS/MS

As the Toronto Blue Jays ramp up their Grapefruit League schedule, fans are naturally hunting for signs of what’s to come. However, spring training is notoriously deceptive. Small sample sizes

and uneven competition create a "noise" that often masks true predictive value.

A scorching March can be a mere fluke, while a sluggish start in the Florida sun rarely guarantees a disastrous April.

Yet, amidst the statistical chaos, certain discrete events offer genuine insight. We aren't looking for batting averages; we are looking for physical benchmarks. Here are four key storylines to monitor as the 2026 season approaches.

1. Daulton Varsho’s Outfield Cannon Varsho remains a defensive wizard, but 2025 saw him playing hampered. Following shoulder surgery, his average throwing velocity plummeted by 10 mph, leaving him in the bottom fifth percentile for arm strength. While his range still secured him elite fielding metrics, a "complete" Varsho needs his arm back. With more recovery time under his belt, even one high-velocity throw from center field this spring would signal that his physical ceiling has returned—a vital development for his upcoming free agency.

2. Experimental Arsenals

Spring is the laboratory for reinvention. We’re already seeing Brendon Little tinkering with a four-seamer, Trey Yesavage debuting a curveball, and Dylan Cease refining a changeup. The results in the box score matter less than the movement profiles. For Cease and Little, the goal is improved break; for Yesavage, it’s about

whether the new hook passes the eye test (and the data test) as a legitimate major-league weapon.

3. Kazuma Okamoto’s Exit Velocity Okamoto arrives with a massive reputation for power, but his spring is complicated by the World Baseball Classic. While he has already flashed his potential with a 431-foot blast, scouts are watching the "how" rather than the "how far." Recording a top-tier exit velocity—something north of 105 or 110 mph—would confirm that his NPB "thump" translates seamlessly to North American dirt.

4. Andrés Giménez’s Sprint Speed

After two 30-steal seasons, Giménez’s production on the basepaths cratered to just 12 swipes in 2025, largely due to nagging lower-body injuries. His sprint speed fell from the elite 90th percentile range to the 65th. At just 27 years old, a healthy Giménez should still have wheels. Watch for one explosive turn around first base or a high-speed beat-out of a routine grounder; it’s the only proof we need that his legs are back under him.

The optics at the Toronto Maple Leafs' practice facility this week were impossible to ignore. General Manager Brad Treliving wasn't alone on the sidelines; he was joined by MLSE President and CEO Keith Pelley. When the big boss shows up to watch drills just days before the March 6 trade deadline, it isn't just a social visit. It’s a high-level assessment of a franchise teetering on the edge of a lost season.

For nearly a decade, the narrative in Toronto has been consistent: buy at all costs. As perennial contenders, the "Core Four" era demanded aggres-

sive deadline splashes to quench a decades-long championship thirst. But the 2025-26 campaign has shattered that script. This isn't a team one piece away from glory; this is a group with a statistical pulse of less than one percent to win the Stanley Cup. Even more damning is the 79 percent probability that they will miss the playoffs entirely for the first time since 2016.

Chasing a postseason miracle at this stage isn't just optimistic—it’s organizational negligence. If Treliving stands pat or, worse, buys into a fool’s errand, the Leafs risk a "worst-case scenario" wakeup call on April 16. They could find them-

selves sitting out the dance with nothing to show for the valuable assets they could have flipped for a future-altering haul.

The blueprint for the next two weeks must be a strategic retreat. The priority should be moving pending free agents who currently hold peak value. Scott Laughton and Bobby McMann are the obvious candidates. While recouping the first-round pick spent on Laughton last year is a tall order, his resurgent play makes him a prime target for contenders. Similarly, McMann is enjoying a career year at age 29—a classic "sell high" opportunity that could replenish a barren cupboard of picks and prospects.

Beyond the rentals, the front office should entertain "hockey trades" for veterans like Oliver Ekman-Larsson or Brandon Carlo if the return offers a path to younger, more sustainable talent. The goal isn't just to hoard picks; it's to create the trade ammunition necessary to fix a flawed roster this summer.

Missing the playoffs might threaten jobs, but doubling down on a sinking ship will sink the entire franchise. The Leafs must stop looking at what they hoped this season would be and start dealing with the reality of what it is. It’s time to sell.

Luis Camara

Secretary Treasurer

Ricardo Teixeira

Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello Di Giovanni Vice-President

Pat Sheridan E-Board Member

Milhões investidos na substituição de betão poroso em várias escolas católicas de Hamilton

O Hamilton-Wentworth Catholic District School Board (HWCDSB) irá gastar quase 22 milhões de dólares na remoção de betão poroso em algumas das suas escolas mais antigas.

Omaterial poroso, conhecido como betão celular autoclavado reforçado (RAAC), terá enfraquecido ao longo do tempo devido a danos provocados pela água, tornando-se mais propenso a fissuras do que materiais alternativos devido às suas bolhas de ar.

Segundo um relatório técnico de 2024 encomendado pela Infrastructure Ontario ao grupo de consultoria Rimkus, entre meados da década de 1950 e meados da década de 1970 os produtos RAAC foram amplamente utilizados na construção de edifícios em Ontário, nomeadamente em painéis de parede e elementos estruturais de cobertura e pavimentos.

“Estes produtos revelaram-se suscetíveis à degradação ao longo do tempo, conduzindo a falhas, especialmente quando expostos à humidade e a cargas estruturais adversas.

“O principal problema associado ao RAAC é que é conhecido por sofrer deformação permanente por fluência ao longo do tempo.”

O relatório da Rimkus define o RAAC como “uma mistura acelerada de areia, cimento Portland e pó de alumínio.

“Durante o processo de cura, o pó de alumínio reage com os constituintes calcários do cimento, juntamente com a água, criando gás hidrogénio. Este gás forma bolhas de ar na mistura, resultando numa estrutura leve e relativamente uniformemente porosa.”

O HWCDSB recebeu financiamento provincial para remover e substituir o RAAC — o mesmo material utilizado em painéis do Ontario Science Centre (OSC), que foi encerrado abruptamente em junho de 2024 devido a preocupações de segurança relacionadas com o risco de colapso da cobertura da estrutura com 55 anos.

Na sequência do encerramento do OSC devido aos riscos associados ao RAAC, o Ministério da Educação emitiu um memorando, no final de 2023, exigindo que todos os conselhos escolares implementassem

estratégias de investigação, avaliação e gestão para edifícios que contenham este material.

“O conselho recebeu aproximadamente 21,9 milhões de dólares em financiamento pontual do Ministério (da Educação), especificamente destinado à substituição do RAAC através do programa School Condition Improvement”, afirmou Debbie McGreal-Dinning, gestora de media e comunicações do HWCDSB.

O financiamento apoiará sete projetos de substituição de RAAC em escolas identificadas, no âmbito do plano de renovação de capital do HWCDSB. Todos os projetos que utilizam estes fundos devem estar substancialmente concluídos até 31 de agosto deste ano.

McGreal-Dinning afirmou: “Os trabalhos envolvem uma reabilitação significativa dos sistemas do edifício e a substituição de componentes de betão envelhecidos utilizados em construções mais antigas.”

O Ministério da Educação alocou 300 milhões de dólares especificamente para a remoção e substituição de RAAC em escolas aprovadas. O HWCDSB é um dos 18

conselhos escolares de Ontário a receber financiamento para estes projetos. No total, cerca de 360 escolas em Ontário estão a ser monitorizadas quanto à presença de RAAC, o que corresponde a aproximadamente 8% das 4.800 escolas da província.

Segundo o relatório da Rimkus, a vida útil dos painéis de RAAC é inferior à de outros tipos comuns de lajes de cobertura, incluindo lajes metálicas ou painéis tradicionais de betão pré-fabricado.

Consequentemente, as coberturas construídas com painéis de RAAC exigem monitorização mais rigorosa por parte das equipas de manutenção e avaliações mais frequentes, tanto da cobertura como dos próprios painéis.

Os empreiteiros ainda não foram designados para os projetos do HWCDSB e, segundo McGreal-Dinning, “as coberturas identificadas foram avaliadas e não foram detetadas preocupações imediatas de segurança.”

O Hamilton-Wentworth District School Board não solicitou financiamento provincial para remoção de RAAC, uma vez que informou que, neste momento, não é necessária a substituição do material nos seus edifícios.

CC/MS

Pressão competitiva sustentável’ coloca o betão de baixo carbono no lugar do condutor

Na recente Canadian Concrete Expo, em Mississauga, Ontário, os participantes de um seminário apropriadamente intitulado Sustainable Concrete as a Competitive Advantage foram aconselhados a não apenas aceitar, mas a abraçar as mudanças na indústria do betão.

“A sustentabilidade já não é apenas operacional. Estamos a começar a ver uma pressão competitiva sustentável”, afirmou o orador convidado Philip Matisak, gestor de produto da Master Builders Solutions. Como exemplos dessa pressão competitiva sustentável, referiu as metas de carbono para 2030 a 2050 de grandes empresas tecnológicas como a Google, Amazon e Samsung.

A procura por sustentabilidade no betão não se limita ao desenvolvimento em grandes áreas urbanas. Está também a ocorrer em zonas rurais do leste do Ontário, nas Províncias Marítimas e no centro de Alberta, disse Matisak. Observando que o fabrico de cimento é o componente mais intensivo em energia na produção de betão, salientou igualmente que produtores de cimen-

to como a Holcim e a Titan estabeleceram metas ambiciosas de redução de dióxido de carbono.

A principal mensagem da apresentação foi que projetistas, empreiteiros, produtores e outros membros da indústria podem tirar partido de uma gama já disponível de produtos e programas para alcançar os objetivos de sustentabilidade dos clientes, superar desafios e, nesse processo, tornarem-se mais competitivos.

“Os cimentos mistos vieram para ficar e os materiais da próxima geração estão a caminho”, afirmou Matisak, citando vários exemplos. Entre eles incluem-se misturas com calcário superiores a 20%, cimentos ternários e misturas pozolânicas. Outros produtos incluem adjuvantes para betão que melhoram a fluidez e o nivelamento.

Noutro exemplo, referiu um produto destinado a resolver o problema do betão devolvido ou desperdiçado. Mais de 400 milhões de toneladas de betão nos Estados Unidos e no Canadá são desperdiçadas todos os anos, o que representa mais de 5% do total produzido. “O que se pode fazer com este betão?”, questionou Matisak,

mencionando o processo dispendioso e demorado de enviar o material para aterro ou triturá-lo para utilização como base de estrada.

Uma solução alternativa é o Master Suna RCT 223, que converte o betão devolvido ou excedente em material granular, podendo este ser reutilizado como enchimento, base de estrada ou agregado reciclado. Outro produto é o estabilizador de hidratação MasterSet DELVO, aprovado para utilização no Canadá, que é utilizado para estabilizar a consistência e a trabalhabilidade do betão em transportes de longa distância.

Em resposta a uma pergunta enviada por e-mail, destacou que a reutilização de betão devolvido em novas misturas não é aprovada no Canadá, ao contrário dos Estados Unidos, onde é permitida ao abrigo da especificação ASTM C1798/C1798M. “Seria excelente se uma norma semelhante fosse aprovada no Canadá.” O betão reciclado e reutilizado reduz o uso de matérias-primas virgens, poupa água e cimento e diminui as emissões de carbono, sublinhou.

“Como quantificamos os benefícios da sustentabilidade?”, perguntou Matisak,

dando de seguida a resposta. A melhor forma de os produtores de betão validarem a sua pegada de carbono é através das Declarações Ambientais de Produto (EPD), que comparou a rótulos nutricionais.

As EPD são documentos verificados por terceiros que enumeram os impactos ambientais “do berço ao portão” associados à criação de um produto ou serviço. Os produtores podem utilizar a informação constante numa EPD para otimizar a sua mistura de betão e reduzir emissões. “As EPD publicam impactos, mas não proporções ou formulações, e são válidas por cinco anos. Ajudam a comercializar de forma diferente e a conquistar novos negócios.” Desde 2023, registou-se um aumento de 23% no número de EPD no setor do betão no Canadá, salientou.

O público foi também incentivado a visitar e utilizar o portal online EC3 Building Transparency. O Building Transparency é uma coligação de grupos da indústria que desenvolveu, entre outras iniciativas, o Embodied Carbon in Construction Calculator (EC3).

A vilã invisível

Quando falamos de envelhecimento facial, a conversa é quase sempre a mesma: “é da idade”, “é genético”, “é a gravidade”. A pobre gravidade leva as culpas todas. Mas há um culpado bem mais discreto e bastante persistente, que raramente entra na equação: a tensão.

Sim, essa mesma. A que se instala quando estamos concentrados, preocupados, stressados no trânsito, a responder a e-mails às dez da noite ou simplesmente a pensar na vida. Não faz baru

lho, não pede licença, mas vai ficando. E o rosto, fiel cronista das nossas emoções, regista tudo. O rosto foi feito para se mover. Para sorrir, franzir o sobrolho, arregalar os olhos de surpresa. Cada expressão é um gesto vivo. O problema começa quando certos gestos deixam de ser ocasionais e passam a ser permanentes. A testa ligeiramente contraída. A mandíbula cerrada. Os ombros tensos que puxam o pescoço e, sem darmos por isso, alteram o equilíbrio de toda a face. Com o tempo, esta tensão acu-

mulada cria desequilíbrios musculares, pequenas assimetrias e uma expressão que já não corresponde necessariamente ao que sentimos. Já lhe disseram “estás com ar cansado” num dia em que até dormiu bem? Muitas vezes não é cansaço, é a tensão crónica a moldar o rosto.

E não, a questão não se resume aos músculos. Quando determinadas expressões se tornam constantes, a fáscia endurece, perde mobilidade e fixa o rosto em determinadas posições. Por isso, tratar rugas de forma eficaz não significa atuar apenas nos músculos, mas também na fáscia e na sua relação com os restantes tecidos. A verdade é que quando um músculo permanece contraído durante demasiado tempo, a circulação sanguínea e linfática fica comprometida. Menos oxigénio, menos nutrientes, mais dificuldade na eliminação de toxinas. O resultado? Tecidos mais rígidos, menos luminosidade, mais inflamação. E o envelhecimento acelera.

Aqui entra a tal protagonista pouco falada, mas fundamental: a tal fáscia. Este tecido rico em colagénio envolve e liga todas as estruturas do corpo. É sensível, adapta-se aos nossos padrões e “aprende” as expressões que repetimos diariamente. Se passamos anos a franzir o sobrolho ou a comprimir os lábios, a fáscia ajusta-se a esse padrão. Endurece. Perde mobilidade. E a ruga deixa de ser apenas uma linha superficial e passa a fazer parte da arquitetura do rosto.

Um exemplo clássico? O músculo que puxa os cantos da boca para baixo. Quando está constantemente encurtado, enfraquece o seu oposto, o que eleva o sorriso. Resultado: sulcos mais marcados, as chamadas “rugas de marioneta” ou, se preferir, “bigode chinês” e um ar permanente de seriedade (ou tristeza), mesmo quando estamos muito bem-dispostos.

Até a gordura facial, essencial para um aspeto jovem e harmonioso, sofre com este ambiente tenso. Mal nutridas e mal oxigenadas, as células adiposas tornam-se mais rígidas, por vezes edemaciadas, alterando volumes e contornos de forma desigual.

A boa notícia? A tensão não é uma sentença definitiva. Tal como se instalou ao longo do tempo, também pode ser libertada. Técnicas manuais específicas conseguem atuar não só nos músculos, mas também na fáscia, nos ligamentos e até na mobilidade óssea do crânio. Ao devolver fluidez aos tecidos, melhora-se a circulação, reduz-se a inflamação e o rosto recupera vitalidade. Não se trata de “esticar” a pele, mas de lhe devolver movimento e equilíbrio. Quando os tecidos voltam a respirar, o rosto faz aquilo que sempre soube fazer: regenerar-se.

Talvez na próxima vez que pensar em envelhecimento, em vez de culpar a gravidade, valha a pena perguntar: “estarei a levar com tensão a mais na cara?”. A minha esperança é que, depois de ler este artigo, perceba que, às vezes, o melhor lifting começa com um suspiro profundo e um sorriso mais leve.

MB/MS

O ator brasileiro Herson Capri, de 74 anos, sofreu um enfarte e está internado em São Paulo. A equipa que trabalha com o artista revelou que o artista encontra-se agora em recuperação. Herson preparava-se para estrear a peça "A Sabedoria dos Pais", em São Paulo. Depois do ocorrido, a produção informou que a primeira apresentação foi adiada para 5 de março por recomendação médica e de forma a assegurar o bem-estar do ator. O espetáculo entrará em cartaz no Teatro Bradesco, contando ainda com Natália do Vale como protagonista. A peça, uma comédia romântica escrita e dirigida por Miguel Falabella, fala de amor, recomeços e das surpresas da vida a dois.

Jennifer Lopez foi mãe há 18 anos. Os filhos da cantora, os gémeos Max e Emme, nasceram no dia 22 de fevereiro de 2008 e. Para assinalar a data, a cantora escreveu uma mensagem na sua página de Instagram. "Nasceram a meio da noite, no meio da maior e mais bela tempestade de neve que Nova Iorque tinha visto em anos! Era como se Deus estivesse a garantir que vocês iam entrar num mundo cheio de pura magia! No meu coração, eu sabia que a vossa vida seria sempre assim", começou por recordar a cantora.

Começou o julgamento de Nuno Homem de Sá. O ator está a ser acusado de violência doméstica pela ex-companheira, Frederica Lima. A pedido do Ministério Público e aprovado pela juíza, a sala de audiência foi "fechada ao público em geral pelo direito à privacidade e dignidade humana, e os factos que iam ser falados durante esta sessão comprometiam esse direito". O ator não quis prestar declarações na primeira audiência, de terça-feira (24), por isso teve de sair da sala enquanto decorria o depoimento de Frederica Lima. Nuno Homem de Sá está acusado de três crimes, entre eles o de violência doméstica, e só a sentença é que não será à porta fechada. À entrada para o tribunal de Torres Vedras, Nuno Homem de Sá falou com os jornalistas presentes e disse que está inocente e que este julgamento vai provar precisamente isso. "Estou à espera deste dia há mais de dois anos. A justiça vai ser feita e é para isso que eu aqui estou", reagiu o ator. À saída do tribunal, Nuno Homem de Sá comentou que queria que a sessão fosse aberta ao público em geral, porque desta forma não serão conhecidos todos os factos, como relata ainda o mesmo meio de comunicação. O advogado de Frederica Lima também falou com a comunicação social à chegada ao tribunal. "As expectativas são começar o julgamento com esta carga face ao tipo de crime que está aqui em causa, face ao contexto e ao mediatismo, face ao conjunto de mulheres que ainda morrem. São muitas. É preciso prevenir. Estamos aqui para isso, à procura da verdade e a verdade só caberá a uma pessoa que ali estará dentro."

A cantora Taylor Swift surpreendeu os seguidores da sua página de Instagram com algumas imagens de bastidores em que aparece sem maquilhagem, mostrando-se grata pelo sucesso do seu mais recente trabalho. Taylor Swift está a comemorar com os fãs o sucesso de "Opalite", que está no topo da Billboard Hot 100 e quis surpreender os seguidores com conteúdo único dos bastidores da produção do hit. A cantora, de 36 anos, publicou na sua página de Instagram, na segunda-feira, dia 23 de fevereiro, alguns vídeos e fotografias mais pessoais dos bastidores. "Apenas algumas recordações de «Opalite» para celebrar o [número] 1 na Hot 100 que vocês acabaram de conquistar com esta música", começou por escrever a artista na legenda da publicação. "Nem consigo descrever a minha emoção e estou muito impressionada com o amor que demostraram a esta música e vídeo", acrescentou. "Sei que são muitos números, mas tudo isto se resume a eu estar tão grata aos fãs que ajudaram a que isto fosse possível, recebendo esta música de braços abertos", escreveu depois, mostrando-se muito feliz por tal feito. "Só queria dizer obrigada, talvez vá comprar um pretzel gigante ao shopping para comemorar", disse, por fim.

João Paulo Rodrigues esteve no programa "Dois às 10", da TVI. No decorrer da entrevista, conduzida por Cristina Ferreira, João Paulo Rodrigues confessou que gosta de ser reconhecido pelo público, mas admitiu que muitas vezes não sabe como lidar com as pessoas quando o abordam na rua. "Sou muito introvertido e sempre fui muito envergonhado. [...] Às vezes passo um bocadinho por mal-encarado, mas é porque não sei como reagir", explicou. Questionado pela apresentadora, o ator, apresentador e cantor admitiu que continua a não ter namorada. "Estou solteirinho da Silva e estou muito bem. [...] Neste momento, honestamente, eu não ia ter vagar".

Inocente?

Nick Reiner, o filho do realizador Rob Reiner encontrado morto em casa com a mulher, declarou-se inocente no caso de homicídio dos pais. O suspeito de 32 anos apareceu de cabelo rapado e barba aparada em tribunal, usando roupas de prisão de tom castanho. Na sessão, o acusado falou apenas uma vez: para responder “sim” a uma questão do juiz. Reiner terá de comparecer novamente a tribunal no próximo dia 29 de abril para a marcação de uma audiência preliminar, onde os procuradores terão de apresentar as provas no caso e um juiz irá determinar se são suficientes para que Reiner seja julgado. Para já, a acusação ainda não decidiu se vai pedir a pena de morte para o filho do realizador norte-americano. Recorde-se que o advogado anterior de Reiner, Alan Jackson, abandonou a defesa do filho do meio do casal em janeiro, alegando circunstâncias fora do seu controlo e do seu cliente. Na altura, afirmou que a ética jurídica não lhe permitia revelar o motivo pelo afastamento, mas foi perentório quanto à inocência de Reiner: “De acordo com as leis da Califórnia, Nick Reiner não é culpado de homicídio”. Jackson não deu mais detalhes, mas adiantou que a conclusão foi tirada após semanas de investigação intensiva antes de a sua equipa ter de abandonar o caso.

Credito: DR
Credito: DR
Solteiro
18 anos
Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Barcicleta. Créditos: Paulo Perdiz
Woof woof. Créditos: Fa Azevedo
Entre a tradição e a arte urbana. Créditos: David Ganhão

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

2.Tornar compreensível; esclarecer, elucidar, explicar

3.Ter parte em; partilhar

4.Dar ou adquirir forma correta ou melhor; consertar(-se)

5.Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo

6.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

7.Obter, mediante pagamento, a propriedade ou o uso de algo

8.Apresentar, mostrar. Tornar (algo) visível ou perceptível a outrem (ou a um grupo de pessoas)

9.Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar

10. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar

11.Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

12. Extrair ou raspar os pelos de 13. Movimentar-se no espaço de uma parte mais alta para uma mais baixa

14. Escolher uma pessoa ou coisa entre outras; decidir-se por 15. Coordenar a execução de; conduzir, liderar

H Q E X P O N E N C I A L B P

M S G F K A K A U M E N T O E

G O S O N R E D O M H X Y G Y

M R J T C V B X V Q Z I J V E

A R U T U R T S E A R F N I C

D A T E S T R A D A S B D G O

L C R H J S A N K D C L D J N

W Z K K R E H J A X A H E V O

K L M A P T N I P V R A H U M

B Z V E N D A M O X R P Y X I

Z N H V K I G A I L E Y F H A

F O R N E C E R O J G D S X B

C O R U T U F X D E A E M J G

E V E N T U A L B F R U Y E J

P E D A D I C I R T E L E Q F

ELETRICIDADE CARROS

MODERNOS FUTURO

CARREGAR

EXPONENCIAL ESTRADAS

INFRAESTRUTURA

AUMENTO

VENDA

EVENTUAL GANHAR

ECONOMIA

APOIO

FORNECER

Arroz

Ingredientes

• feijão encarnado (cozido)

• arroz carolino

• grelos

• cebola picada

• dente de alho picado

• azeite

• polpa de tomate

• pasta de pimento vermelho

• chouriço de carne

• sal e pimenta

• água

Modo de preparação

Num tacho, colocar um fio de azeite e refogar o alho e a cebola picada.

Juntar a polpa de tomate, a pasta de pimento vermelho e o chouriço às rodelas. Mexer bem.

Adicionar a água e deixar ferver cerca de 10 minutos para apurar sabores.

Deixar ferver com o chouriço dá ao caldo um sabor fumado e delicioso.

Juntar o arroz, mexer e, quando voltar a ferver, juntar o feijão encarnado.

Por fim, adicionar os grelos e retificar o sal. Cozinhar destapado por 15 minutos.

O arroz deve ficar malandrinho, ou seja, com um pouco de molho! Servir de imediato ainda quente e malandrinho.

Até a próxima semana!

Culinária por Rosa Bandeira
Jogo das 10 diferenças
Caça palavras

Do escuro da guerra à luz da Murtosa O Cinema de Ana Rocha de Sousa

Ana Rocha de Sousa está de volta ao contacto direto com o público. A realizadora, que conquistou reconhecimento internacional com o premiado Listen, regressa agora com um novo projeto intitulado Asas, uma obra que mergulha nas cicatrizes profundas da guerra e na procura incessante por um porto seguro.

Em entrevista à MDC, a cineasta revelou os bastidores de uma rodagem que transformou as paisagens da Murtosa e de Ovar num cenário de reconstrução para quem fugiu do conflito na Ucrânia. O filme não é apenas uma narrativa sobre o conflito armado, mas sobre o que resta dele no íntimo de quem sobrevive. Asas acompanha um grupo de mulhe res ucranianas forçadas a abandonar as suas vidas, encontrando na região da Murtosa um lugar de inclusão. Para Ana, a escolha do cenário não foi um mero acaso geográfico, mas uma ligação emocional e estética. "O filme retrata, no fundo, aquilo que é um grupo de mulheres ucranianas que são forçadas a deixar a sua vida para trás no sentido de tentarem encontrar refúgio e segurança em Portugal", explica a realizadora. A guerra serve como pano de fundo, focando-se na narrativa, na vivência do "agora" e na tentativa de encon trar paz num lugar que partilha símbolos profundos com a terra natal dessas mulheres. Um dos elementos centrais desta ligação é a figura da cegonha, que dá o mote simbólico à obra. "Tanto cá como na Ucrânia, as cegonhas são muito presentes... Têm para mim uma imponência e uma beleza e um lugar de libertação muito importante para aquilo que é o universo do filme", afirma Ana Rocha de Sousa. Estas aves tornam-se personagens vivas, simbolizando a migração e a liberdade.

Diferente de produções que exigem grandes transformações de cenário, Asas encontrou na Murtosa a sua essência natural. Ana revela que a história real que inspirou o filme acon teceu muito próximo daquela região, o que conferiu uma camada extra de autenticidade à rodagem. Por questões de segurança, os detalhes da família que serviu de base à narrativa são preservados, mas a vivência da "portugalidade" é o centro da obra. A realizadora des taca a forma calorosa como foi acolhida pela comunidade local: "Senti-me sempre muito abraçada, tanto na Murtosa, como na Torreira, como em Ovar. Foi um processo de muita beleza e entreajuda". Contrariando qualquer receio de que o seu olhar crítico pudesse in timidar a população, Ana encontrou um ambiente de profunda colaboração: "O Asas não é um filme que esteja a apontar o dedo nem à Murtosa, nem a nada, nem a ninguém, mas retrata uma realidade muito dura sobre as dores que ficam da guerra". Um dos pontos mais marcantes da carreira de Ana Rocha de Sousa é a sua transição da frente para trás das câmaras, uma mudança que ela encara de forma orgânica: "Eu costumo dizer que não sou uma realizadora atrás das câmaras... Sou e serei sempre uma atriz atrás das câmaras", confessa. Esta perspetiva permite-lhe uma sensibilidade única no trato com o elenco; para ela, realizar não é apenas uma tarefa técnica, mas um exercício de "cor dão umbilical" com quem interpreta.

A sua experiência como atriz permite-lhe guiar os atores para lugares onde a emoção não é fabricada, mas genuinamente vivida. "Para mim, enquanto atriz, nunca foi uma questão de parecer, nunca foi uma questão de construir, foi sempre uma questão de ser, de sentir", explica a cineasta. É este cinema da verdade que Ana procura — onde o espectador não apenas observa, mas expe rimenta a empatia pelo próximo. Ao comparar Listen e Asas, Ana admite que, embora sejam filmes distintos, ambos são histórias de resiliência humana. O seu cinema é um apelo direto à compreensão do outro, utilizando a arte para confron tar diferenças culturais e as dificuldades da inclusão. "O que eu pretendo mais com os meus filmes é conseguir encontrar algum lugar de empatia. Empatia para com o outro, empatia para com questões de imigração e de inclusão", conclui. Com Asas, Ana Rocha de Sousa entrega um estudo sobre a capacidade de reconstrução da alma humana.

O filme prepara-se agora para o seu percurso internacional, levando as paisagens portuguesas e a sensibilidade da realizadora a palcos como o Canadá, provando que o cinema pode, de facto, dar asas à esperança.

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Poderá experimentar nesta fase alguma ansiedade e insatisfação. Tenderá a isolar-se possivelmente por uma maior necessidade de melhor explorar o seu mundo interior. Contudo, procure afastar os pensamentos obsessivos que não lhe trazem tranquilidade. Tente arranjar uma ocupação para se distrair e afastar essa angústia.

TOURO 21/04 A 20/05

Durante este trânsito procure conviver com os amigos, integrar-se em grupos ou participar em atividades coletivas. Da amizade existente, nova ou antiga, poderá surgir um relacionamento afetivo mais profundo. Não é o momento de estar só, embora não saindo do seu caminho, deixe que os outros venham ter consigo.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Neste período será tentado a transmitir as suas experiências e conhecimentos aos outros. Passe a mensagem dos valores em que acredita, mas tente nunca se impor, deixando coexistir pacificamente ideias e opiniões diferentes das suas. Dificuldades legais poderão surgir, tente evitar qualquer confronto com a autoridade.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Durante este trânsito a sua sensibilidade estará especialmente desperta para novos encontros através dos quais poderá ter uma consciência mais ampla da vida. É altura de visitar exposições de arte, ir a concertos, ao teatro ou mesmo visitar locais novos que lhe deem a conhecer novas filosofias de vida.

LEÃO 22/07 A 22/08

Pode chegar o fim de um período em que a rotina parecia dominar a sua vida. Isso far-se-á sentir mais a nível psicológico, o que poderá provocar-lhe alguma ansiedade. Como a sua segurança e estrutura interiores não serão afetadas, não terá motivos para recear uma intranquilidade.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Neste período vai, provavelmente, aperceber-se melhor dos efeitos que tem sobre os outros. Poderá integrar-se, com alguma facilidade, em grupos de trabalho, ou outros. Acredite que a união faz a força. O Sol, a passar pela Sétima Casa, assinala também um período em que as relações com o seu cônjuge ou sócio assentam em piso firme. Haverá uma maior abertura da sua parte à opinião de terceiros.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Esta é uma fase de expansão e afirmação da sua identidade. O otimismo e a confiança vão transparecer nas suas ações, provocando a admiração dos que o rodeiam. O seu lado romântico e apaixonado estará em alta. Se tem filhos procure usar toda a sua diplomacia para evitar que surjam conflitos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Nesta semana sentir-se-á mais jovem, com imensa energia e vontade de se divertir. A sua alegria esfuziante poderá, no entanto, não ser bem-aceite. Procure rodear-se de pessoas que estejam na sua sintonia. Fique atento às necessidades e sentimentos dos outros, evitando assim ser considerado insensível e egoísta.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Nestes dias vai sentir necessidade de criar um ambiente familiar confortável e tranquilo. Pode querer embelezar o seu lar. Esta pode ser uma boa altura para receber amigos em casa. Para que este momento seja positivo não desperdice dinheiro com coisas muito dispendiosas ou desnecessárias. Não abuse da alimentação.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Com tantos assuntos a fervilharem e a precisarem de resposta, o melhor será mesmo não se dispersar, para não arriscar tomar decisões precipitadas. Deve, pois, avaliar cada questão com calma e prudência, evitando as decisões definitivas. Atravessa, neste momento, um bom período para o estudo e a reflexão.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Esta é a altura ideal para concluir aquelas tarefas que se acumulavam há algum tempo e que exigiam determinação para a sua resolução. Sente desejo de começar coisas novas e sente-se atraído por todas as atividades que exijam energia, impulso, conquista e paixão. É Marte que está a revigorar o seu corpo.

PEIXES 20/02 A 20/03

Energia e criatividade são as palavras-chave. O esforço com que neste momento se dedicar aos trabalhos que tenha em mãos tem boas hipóteses de conduzir ao sucesso. Tenderá a valorizar mais a sua independência do que habitualmente, pelo que a vida sentimental não está agora na primeira linha das suas preocupações.

Soluções

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Agenda comunitária

28 de Fevereiro

Arsenal do Minho Festival de Concertinas e Cantares ao desafio

Liuna Local 183, a partir das 18h00 .Reservas e Informações: 416-505-0237/ 416-8336622

Luso Canadian Charitable Society Gala Anual de Angariação de Fundos Reservas e Informações: info@lusoccs. org or call 905-858-8197

Casa das Beiras de Toronto Noite Gastronómica

53 Queen St N, a partir das 18h00. ReserRancho à moda das Beiras, 115 Ronald Ave, a partir das 18:30h. Reservas Informações: 416-604-1125

Primeira Irmandade do DES de Mississauga

Matança de Porco

St. John’s Hall - 2185 Stavebank Road, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 416-616-6740

Asas do Atlântico

53 anos de história 1136 College St, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-725-9237 ou 647 -768 -0887

3 a 7 de Março

Associação Cultural do Minho de Toronto

Workshop de Bordado – Lenço dos Namorados

165 Dynevor Rd, das 18:30h às 20:30h –em colaboração com a EmbroideryCA. Reservas e Informações: 647-702-0302

5 de Março

FPCBP

19.º almoço anual do Dia da Mulher

1136 College St, (11:00h às 15:00h) . Reservas e Informações: info@fpcbp.com

ção central, em ótimas condições. Contatar 416-473-6460.

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road, com cozinha, sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-736-6460 ou 647-406-2994

Apartamento privado com entrada privada. 1 quarto, cozinha e casa de banho. Gás, luz e água incluído. Situado perto da Dufferin e Bloor. Contactar 416-432-1060

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647761-9155

7 de Março

Casa dos Açores do Ontário

Festa da Matança do Porco / Jantar do Espírito Santo

1136 College St, a partir das 18:30h, com Júlia Leal e Lídia de Sousa. Reservas e Informações: 416-953-5960

Jantar do Bom Jesus Milagroso

Paróquia de S. J. De Oakville

2451 Old Bronte Road, a partir das 18:00h, com Rui Açoriano e Elite Sounds DJ. Reservas e Informações: 905-220-4712

Igreja N. S. de Fátima de Brampton

Espírito Santo – Noite Azul

101 Malta Ave, Brampton,a partir das 18:30h, com Carlos e Armando Janeiro. Reservas e Informações: 647-530-8394

Northern Portugal Cultural Centre Festa dos Sócios

40 Albany Street, Oshawa,a partir das 17:30h. Reservas e Informações: melannie@ northernportugal.org ou 905-576- 2474

Jantar das Amigas – Jantar de Gala Solidário - Cancro da mama

Na Liuna Local 183, a partir das 18:00h, com muitas surpresas e animação. Reservas e Informações: Linda Correia – 416720-9371.

Centro Cultural Português de Bradford

Dia Internacional da Mulher

767 Simcoe Rd, Bradford, a partir das 18:30h. Reservas e Informações: 905-7753254

Centro Cultural Português de Mississauga

Folklore’s 1st Annual Multicultural Youth Festival

51 Queen St N, a partir das 18:30h. Reservas e informações: 905-286 1311 ou Secretary@ pccmississauga.ca

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, sala, cozinha, casa de banho e lavandaria a moedas Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-789-7516

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, Cozinha, casa de banho, estacionamento e lavandaria a moedas. Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-881-3326

Apartamento num basement com dois quartos para alugar. Também tem lavandaria. na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 416-707-4939

Aluga-se apartamento no 2º andar com 1 quarto, sala, cozinha, casa de banho, lavandaria e estacionamento. Localizado na área de Dupont e Symington. Contatar 416-539-9649

Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt. Com 2 quartos e acesso a lavandaria. Contas incluídas. Contatar 416-427-4703

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

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