Skip to main content

MILÉNIO STADIUM 1785 - 19 DE FEVEREIRO

Page 1


SERVIR E PROTEGER

Manuel DaCosta Editorial

“O poder não cede nada sem exigência. Nunca cedeu e nunca cederá.”

- Frederick Douglass

Policiar uma cidade como Toronto e, por extensão, a região da GTA, tornou-se complicado devido à introdução de ideologias políticas no seio da força. A sociedade precisa de lei e ordem para funcionar, e os cidadãos escolhem indivíduos especiais para nos servir e proteger. Contratamos homens e mulheres, pagamos a sua formação e colocamo-los ao serviço do público para manter a paz e a harmonia nas nossas ruas.

A maioria das pessoas não compreende que, no momento em que fornecemos à polícia uma arma de fogo funcional, estes passam a integrar uma estrutura paramilitar treinada para matar, e não apenas para aplicar leis contra o crime. A governação destas unidades militares assemelha-se à de qualquer exército em guerra em qual-

quer parte do mundo. Com base nesses parâmetros de governação, que guerra está a polícia de Toronto a travar? É contra o crime ou pela garantia da sua própria autopreservação?

Ouvimos frequentemente os mais sensíveis dizer que a polícia tem o trabalho mais perigoso do mundo, mas essa realidade não se traduz no valor dos polícias de hoje, que gritam sobre o quão perigosa é a sua profissão mas, na maioria das vezes, permanecem dentro da segurança dos carros-patrulha. Um polícia morto é um a mais, no entanto, eu poderia comparar o número de fatalidades na polícia e na construção civil e adivinhar qual das áreas regista mais mortes por ano. Muitas vezes pergunto-me: tendo em conta o perigo, por que razão alguém escolhe a polícia como carreira? Será pelos incentivos financeiros e benefícios, combinados com o “guarda-chuva” protetor da irmandade, que garante um emprego com rendimento estável e condições de trabalho relativamente seguras?

Recentemente, vários agentes da polícia foram acusados de fraude e criminalidade na cidade de Toronto. A York Regional Police foi contratada para investigar os seus “irmãos” e as acusações alegadas ainda terão de ser julgadas em tribunal, enquanto a

investigação continua. O Chefe do Toronto Police Service, Myron Demkiw, e os chefes da polícia de York realizaram uma conferência de imprensa usando coletes à prova de bala enquanto respondiam às perguntas dos jornalistas. Porquê? O simbolismo de combate e de potencial ferimento não foi mais do que uma demonstração de poder, para sublinhar os perigos do trabalho, enquanto falavam de criminalidade dentro dos seus próprios departamentos.

A questão de porque e como agentes da polícia violam a lei é complexa, envolvendo ganância, falhas sistémicas, falta de supervisão e má conduta individual. Só isto deveria ser motivo suficiente para o Chefe se demitir, devido à falha institucional sob a sua liderança.

As atividades criminosas devem ser deixadas aos criminosos, e não àqueles que contratamos e pagamos para defender a lei e a ordem, sem quebrar o seu juramento profissional. É evidente que dentro da polícia de Toronto existem “regras frouxas” e uma cultura de impunidade face a violações legais. Como reconstruir a confiança pública na força policial? Talvez começando pela humildade e admitindo que o caroço da maçã está podre, mas, sendo uma organização militar, nunca farão tal admissão.

A polícia deveria servir para criar uma comunidade e, enquanto empregadores, devemos exigir nada menos do que isso. As redes sociais mostram cada vez mais vídeos de pessoas a fazer justiça pelas próprias mãos devido ao aumento da criminalidade e à falta de resposta da polícia. Já não nos sentimos seguros nas nossas casas e a polícia encoraja-nos a dar aos criminosos tudo o que eles querem. Isto não é lei, nem ordem, é promover a ideia de que, mesmo com um orçamento superior a mil milhões de dólares, a polícia se recusa a fazer o seu trabalho.

Se um agente comete um crime, é suspenso com salário, raramente é despedido e fica em casa, muitas vezes durante anos, a receber sem trabalhar. Esse é um sistema em que todos gostaríamos de trabalhar, e que contribui para criar um ambiente anárquico onde a autopreservação é a única coisa que importa. Estes são os nossos “protetores”: uma força policial de 80 mil pessoas na cidade de Toronto hoje. Querem que eu esteja do vosso lado?

Por enquanto, não há confiança nem respeito.

Ano XXXV - Edição nº 1785

20 a 26 de fevereiro de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Quem nos protege, a nal?

O que aconteceu?

Quantas pessoas foram detidas?

De que são acusados?

Quais são as consequências imediatas?

O que disse o chefe da Toronto Police Service, Myron Demkiw?

Nível de perceção de segurança

Impacto das detenções de polícias na con ança pública Porque é que isto importa?

Polícia de Toronto sob escrutínio

A recente investigação Project South que levou à detenção de vários agentes da Toronto Police Service (TPS) e de um policial reformado abriu uma crise inédita na história recente da polícia municipal. A York Regional Police liderou, em junho de 2025, uma investigação que entretanto durou mais de sete meses e que culminou na acusação de sete polícias em exercício e de um ex-agente, bem como de 19 civis, por alegados crimes que vão de tráfico de droga a conspiração para homicídio, extorsão, fornecimento de informações confidenciais a organizações criminosas e mais.

Numa declaração oficial enviada ao Milénio, a Toronto Police Service Board reconheceu a gravidade pública do caso e sublinhou que a confiança no policiamento “é fundamental” para o funcionamento seguro de qualquer sociedade. O Conselho reafirmou que todos os elementos do serviço são exigidos aos mais altos padrões de profissionalismo, integridade e responsabilidade, e que qualquer alegação de conduta criminosa deve ser tratada “com a máxima seriedade”.

Em resposta às acusações, a direção da TPS, liderada pelo Chefe Myron Demkiw, fez um apelo claro por uma abordagem transparente e independente. Em decla-

rações oficiais, Demkiw descreveu o episódio como “doloroso e perturbador” tanto para a polícia como para a população, e afirmou que a prioridade imediata do serviço é “fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para responder de uma forma que preserve a confiança dos habitantes de Toronto”.

O Chefe deixou bem percetível que, desde que tomou conhecimento das alegações, a sua principal preocupação foi garantir a independência da investigação, inclusive apoiando ativamente a York Regional Police e insistindo em que “nenhuma pedra fosse deixada por virar”. Para Demkiw, a acusação de membros da própria força policial é um passo necessário para demonstrar que todos, sem exceção, devem ser responsabilizados perante a lei.

A investigação Project South começou depois de uma situação em que suspeitos alegadamente planeavam assassinar um agente de serviços correcionais em York Region, numa tentativa que envolveu um carro que abalroou uma viatura policial estacionada. A partir desse episódio, as autoridades descobriram que um dos agentes, identificado como o Constable Timothy Barnhardt, teria acedido ilegalmente a uma base de dados policial e fornecido informações confidenciais a terceiros ligados ao crime organizado.

O caso expandiu-se rapidamente, com a polícia a alegar que a informação obtida de forma ilícita pelos agentes acabou por ser utilizada para planearem extorsões, roubos, tiroteios e até pressões sobre o tráfico de droga e proteção de indivíduos ligados a organizações criminosas. Entre os agentes acusados estão ainda o Constable Saurabjit Bedi, o Sgt. Carl Grellette, o Constable Derek McCormick, o Constable Elias Mouawad, o Sgt. Robert Black e o Constable John Madeley Jr., bem como o antigo agente John Madeley Sr.. As acusações variam desde abuso de confiança e uso não autorizado de sistemas informáticos a tráfico de substâncias e conspiração.

No comunicado emitido pela Polícia, Demkiw afirmou que alguns dos agentes acusados foram suspensos e que a TPS vai procurar a suspensão sem vencimento para pelo menos quatro deles, uma medida que, até recentemente, não era possível em Ontário, onde polícias suspensos podiam continuar a receber salário mesmo sob investigação criminal, algo que tinha gerado críticas públicas no passado.

Um dos pontos centrais nas declarações oficiais é a confiança pública. Demkiw insistiu que as acusações não representam os mais de 8 000 membros da força, e que a maioria dos agentes continua a manter elevado grau de serviço e compromisso com

a segurança da cidade. A intenção, disse, é assegurar que o trabalho legítimo e quotidiano dos polícias não seja prejudicado pelo comportamento de um número reduzido de indivíduos, e que a confiança possa ser reconstruída com transparência e vigilância constante.

Para reforçar essa defesa, o Chefe e o Conselho de Supervisão pediram ao Inspector General of Policing de Ontário uma inspeção independente e externa do policiamento, cobrindo áreas como supervisão de agentes, processos de recrutamento e verificação contínua, acesso a sistemas informáticos, práticas de gestão de provas e aptidão para o serviço.

A onda de detenções e acusações lançou questões profundas sobre a confiança da população na polícia. Comentários de figuras públicas, incluindo responsáveis políticos e agentes de outras forças, têm sublinhado a necessidade de resposta firme e reformas estruturais.

Por exemplo, a chefe da polícia de Montreal comentou que casos deste tipo são um “momento triste” para o policiamento em geral, refletindo uma tendência mais ampla de perceção de insegurança e desafios na confiança pública nas forças policiais. Do lado político, o Premier de Ontário, Doug Ford, descreveu as alegações como “muito perturbadoras”, mas alertou para que a população não perca confiança no trabalho da polícia na sua generalidade, referindo que em qualquer organização há sempre “algumas maçãs podres” e que serão os tribunais a determinar a responsabilidade dos acusados.

Também houve críticas ao papel do próprio Chefe Demkiw, com vozes a questionar se a liderança da TPS tem sido suficientemente proativa em evitar que casos de acesso indevido a dados ou outras condutas inadequadas se repetissem ao longo dos anos, e se este caso revela falhas mais profundas na cultura interna e nos mecanismos de supervisão.

O Project South expôs um fenómeno que muitos especialistas em justiça criminal consideram raríssimo em forças policiais modernas: a alegada infiltração de agentes em atividades que colocam diretamente em risco a segurança pública. Para além de ser um escândalo judicial e criminal, trata-se de um teste à capacidade das instituições de manter a confiança do público num tempo em que questões de segurança urbana, violência armada e relações entre polícia e comunidade estão no centro da agenda social.

O facto de polícias terem sido acusados de facilitar acessos ilegais a informação confidencial, aceitar alegados subornos e cooperar com estruturas criminosas não só justifica a investigação em si, como sublinha a necessidade de mecanismos de fiscalização eficazes, internos e externos, capazes de prevenir e detetar irregularidades antes que se tornem casos de grande impacto público.

Como já afirmou o Chefe Demkiw: a reconstrução da confiança exige mais do que palavras; requer um compromisso contínuo com a transparência, a vigilância crítica, a reforma e uma cultura institucional aberta à mudança.

MB/MS

Credito: Evan Mitsui\CBC
Não há ninguém que um bom polícia deteste mais do que um polícia corrupto

Clayton Campbell – Toronto Police Association

A revelação de que vários agentes da Toronto Police Service enfrentam acusações graves no âmbito da investigação conhecida como Project South continua a gerar forte inquietação pública e a alimentar um debate inevitável sobre credibilidade institucional. Para muitos cidadãos, este caso não representa apenas mais um episódio criminal: é um abalo direto na perceção de segurança e na confiança depositada em quem tem a responsabilidade de proteger a comunidade.

Num momento em que Toronto já vive sob pressão devido ao aumento da criminalidade, à violência armada e ao roubo de automóveis, a suspeita de envolvimento de agentes policiais em redes ilícitas levanta questões sensíveis sobre vigilância interna, cultura organizacional e limites do poder. Ao mesmo tempo, a situação coloca também os restantes milhares de polícias, que continuam a exercer funções diariamente, sob o peso de uma desconfiança coletiva que pode ser difícil de dissipar.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, Clayton Campbell, presidente da Toronto Police Association, reage às acusações, defende a importância do devido processo legal e sublinha que este caso deve ser visto como uma demonstração de que os mecanismos de fiscalização funcionaram, alertando para o risco de generalizações que possam comprometer a reputação da maioria dos agentes.

Milénio Stadium: Como está a Toronto Police Association a reagir ao facto de agentes da Toronto Police Service enfrentarem acusações graves como tráfico de droga,

conspiração para cometer homicídio e roubo de automóveis? Que mensagem deixa aos residentes que se sentem traídos?

Clayton Campbell: Os detalhes do Project South, caso se confirmem como verdadeiros, são profundamente preocupantes. Enquanto organização sindical profissional, temos a responsabilidade de garantir que os nossos membros têm direito ao devido processo e a apoio ao nível do bem-estar, embora a representação legal não seja garantida. Enquanto a investigação decorre, a nossa maior preocupação prende-se com a reputação e o moral de mais de 8.000 membros que todos os dias vão trabalhar e fazem o que é correto. Estes agentes sentem-se igualmente frustrados e desapontados com estas notícias, e sabemos que não há ninguém que um bom polícia deteste mais do que um polícia corrupto. Sabemos também que grande parte do público continua a apoiar os nossos membros, mesmo perante adversidades. Gostaríamos de recordar à população que o profissionalismo e a integridade da maioria dos nossos membros não devem ser postos em causa ou questionados pelas ações de apenas alguns.

MS: Este caso tem potencial para danificar seriamente a confiança do público. Como pode essa confiança ser reconstruída quando os acusados são precisamente aqueles de quem se espera proteção?

CC: Relembramos ao público que, todos os dias, os nossos membros comparecem ao trabalho e fazem o que é correto, pelas razões certas. É esse profissionalismo e integridade que continuará a construir confiança junto das comunidades.

MS: Podemos dizer que os mecanismos in-

ternos de supervisão e responsabilização da TPS falharam?

CC: Não. Na verdade, o Project South é um exemplo de como os mecanismos de supervisão e responsabilização funcionaram.

Foi o trabalho de investigadores colegas que identificou a alegada conduta ilícita dos envolvidos no Project South. Em vez de ignorarem a situação, seguiram as provas e procederam à detenção e acusação dos seus colegas por crimes muito graves. Estes agentes devem ser elogiados pelo seu trabalho. Se, à medida que a investigação prosseguir, juntamente com várias revisões que foram ordenadas na sequência do Project South, forem identificadas falhas nos sistemas e processos internos, acreditamos que a Toronto Police Service irá corrigi-las de forma adequada.

MS: Que impacto pode isto ter na moral e na credibilidade da grande maioria dos agentes que desempenham as suas funções com integridade? Como evitar que o público conclua que “são todos iguais”?

CC: Esta investigação tem inevitavelmente impacto nos nossos membros. Eles estão igualmente frustrados e desapontados com estas notícias, porque sabemos que não há ninguém que um bom polícia deteste mais do que um polícia corrupto. Temos sido muito claros com os nossos membros nas últimas semanas, lembrando-lhes repetidamente que grande parte do público continua a apoiá-los. E temos sido igualmente firmes, tanto nos meios de comunicação social como junto do público, ao afirmar que o profissionalismo e a integridade da maioria não devem ser colocados em causa pelas ações de uma minoria.

MS: Considera que são necessárias mudan-

ças no recrutamento, formação e avaliação contínua para prevenir infiltrações criminosas ou casos graves de má conduta dentro do serviço?

CC: Embora reconheçamos a importância de analisar eventuais fragilidades organizacionais que possam ter contribuído para estas alegações, acreditamos que uma revisão sistémica destes temas, de forma tão abrangente, poderá ser excessiva e não produzir os resultados desejados. Solicitámos estar presentes nessas discussões para podermos continuar a defender os direitos e interesses dos nossos membros.

MB/MS
Clayton Campbell. Créditos: DR.
Credito: MDC Media Group

DR

A sensação de insegurança não advém deste caso em particular, mas sim do aumento da criminalidade

- António Osório - FPCBP

A investigação que envolveu agentes da Toronto Police Service, e levou à acusação de vários polícias por crimes graves, continua a provocar ondas de choque na cidade, não apenas pelo impacto na credibilidade das forças de segurança, mas também pelas eventuais consequências indiretas no tecido económico e social de Toronto. Num contexto em que comerciantes e pequenos empresários já enfrentam desafios constantes, desde roubos e vandalismo até ao aumento dos custos operacionais, casos desta dimensão intensificam a sensação de vulnerabilidade e levantam dúvidas sobre a capacidade do sistema em proteger quem investe e trabalha diariamente na cidade.

Mais do que um caso criminal, trata-se de um episódio que ameaça fragilizar a confiança num dos pilares essenciais de qualquer comunidade: a segurança. Para o setor empresarial, a perceção de instabilidade e insegurança, que já se sentia graças ao aumento de criminalidade na região, pode traduzir-se em retração do investimento, insegurança nas zonas comerciais e receio acrescido entre trabalhadores e clientes.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, António Osório, presidente da Federação de Profissionais e Empresários Luso-Canadianos, analisa o impacto desta crise na confiança pública e no ambiente económico, defendendo uma abordagem equilibrada: rejeitar alarmismos, mas exigir transparência, responsabilização e medidas eficazes que garantam a credibilidade das instituições e a tranquilidade da sociedade. Milénio Stadium: Como é que um caso desta dimensão, envolvendo alegada corrupção e crime dentro da polícia, pode afetar a confiança dos empresários e comerciantes, sobretudo em zonas onde já existe preocupação com roubos e criminalidade?

António Osório: Em primeiro lugar, é obrigatório referir que a Polícia é uma instituição respeitada, com dezenas de milhares de polícias na Província do Ontário que, todos os dias, saem para as ruas para garantir

a segurança e a ordem pública. Em segundo lugar, devemos evidenciar também que casos de corrupção acontecem em qualquer profissão ou área de atividade. Porém, esses casos de corrupção são uma ínfima minoria e não devem colocar em causa a dignidade das instituições nem a dignidade da maioria dos seus profissionais.

Confirmando-se o caso de corrupção referido, temos de enaltecer o facto de ter sido detetado e de ter havido intervenção para acabar com a prática do crime. O combate à corrupção é um combate permanente e todos temos de colaborar, denunciando quando os vemos.

Espero que estes casos não sejam suficientes para afetar a confiança dos empresários e comerciantes nas forças de segurança. O que temos de fazer enquanto sociedade, é garantir que a polícia tem os meios humanos, técnicos e financeiros para combater o crime eficazmente e, sempre e quando haja casos internos, sejam resolvidos adequadamente.

MS: Muitos cidadãos perguntam: “Se nem na polícia podemos confiar, em quem podemos confiar?” Como avalia o impacto desta crise na perceção de segurança e estabilidade económica?

AO: Compreendo que as notícias de existência de corrupção dentro da própria polícia possam causar um alarme social maior, precisamente porque estamos a falar de uma força policial que tem o dever de manter a segurança dos cidadãos. Ninguém está à espera de ver um polícia corrupto, mas não devemos deixar-nos influenciar negativamente. Se pensarmos um pouco, vemos que a esmagadora maioria dos polícias são pessoas sérias e de bem, que cumprem zelosamente as suas funções. É claro que, por norma, naturalmente, confiamos na polícia.

As Autoridades têm o dever de investir na polícia, investir na qualidade da formação, investir na qualidade dos agentes e, logicamente, manter ativa a inspeção interna para garantir o cumprimento da lei e das regras éticas e deontológicas da profissão.

Do mesmo modo, deve manter mecanismos capazes de detetar com rapidez casos de agentes com problemas.

Mais, as Autoridades têm o dever de garantir a paz social e, por isso, quando casos destes acontecem, uma ação rápida, eficaz e transparente é primordial para garantir a tranquilidade dos cidadãos.

Dito isto, penso que estes casos têm sempre algum impacto negativo na perceção da segurança e estabilidade económica, mas não podemos esquecer-nos que a perceção é isso mesmo, uma perceção, não um facto. E o facto é que os casos de corrupção dentro da polícia são a exceção, não a regra.

MS: Este tipo de escândalo pode prejudicar investimentos, turismo ou a dinâmica de pequenos negócios, ao aumentar a sensação de insegurança na cidade?

AO: Não podemos dizer que é um escândalo. Impõe-se alguma moderação da nossa parte. A confirmarem-se as suspeitas, é óbvio que é um caso sério e preocupante, que deve ser tratado apropriadamente. Um polícia tem um dever especial de cuidado, um dever especial de respeitar a lei, as regras, a ética e a moral, de ser honrado na sua conduta. Quando isso não acontece, tendencialmente, há uma quebra na confiança que os cidadãos depositam nas forças policiais. A sensação de insegurança não advém deste caso em particular, mas sim do aumento da criminalidade e, especialmente, de alguma criminalidade grave, sobretudo em determinadas áreas das nossas cidades. É este tipo de crime que coloca em causa o investimento, o turismo ou a dinâmica empresarial, porque ninguém está disposto a investir numa zona onde não existe segurança e, aqueles que já lá estão, começam a passar por situações difíceis e, a dado momento, podem considerar encerrar os seus negócios ou mudar para outras zonas. O turismo também sobre as consequências pois os viajantes tendem a evitar destinos onde a segurança não é garantida.

Então coloca-se a questão sobre as razões do aumento da criminalidade e o que é que está a ser feito pelas Autoridades para com-

bater essa criminalidade e minimizar as suas consequências. É nisto que temos de nos focar, e solicitar os esclarecimentos às Autoridades responsáveis.

MS: Na sua perspetiva, que tipo de resposta pública e institucional é necessária para proteger a credibilidade das forças policiais, mas também garantir justiça e transparência?

AO: A corrupção é um flagelo social. Sempre houve, há e sempre haverá corrupção. A corrupção não se combate episodicamente, é uma tarefa permanente e integrada.

No que respeita à polícia, as Autoridades têm de investir na qualidade dos candidatos, na qualidade da formação dos polícias, manter uma formação contínua exigente. Manter o moral dos polícias elevado e boas condições profissionais é essencial para que não sintam a tentação de se deixar corromper. Ademais, a inspeção interna constante é essencial.

Quando casos destes acontecem, é importante que sejam tratados adequadamente. Impõe-se uma investigação célere, séria e transparente. Impõe-se que, confirmando-se as suspeitas, os criminosos sejam levados à justiça, julgados e condenados se os factos se provarem. Havendo condenação, as penas devem ser agravadas na medida em que a lei o permita, precisamente porque os crimes foram cometidos por agente público, um polícia, no exercício das suas funções públicas.

O que não pode suceder é impunidade. Se não houver responsabilização e consequências, aí sim a credibilidade das forças policiais e do próprio Estado fica ferida de morte. MS: Que papel pode ter a comunidade portuguesa e as suas organizações na promoção de diálogo e confiança, evitando alarmismo mas exigindo responsabilização?

AO: A comunidade portuguesa e as suas organizações têm um papel essencial em todos os aspetos sociais no Canadá e em qualquer país onde existe diáspora portuguesa. A comunidade portuguesa, diria luso-canadiana, é muito respeitada no Canadá, precisamente devido à sua conduta pacífica, à sua participação cívica, proativa e construtiva. Em qualquer área da vida social (educação, saúde, justiça, economia, finanças, política, etc.), a comunidade luso-canadiana sempre acrescenta valor. É este espirito cívico, proativo e construtivo que devemos trazer também para estes casos. Vamos promover o diálogo, cooperar e construir soluções. Mas também vamos pedir responsabilidades àqueles que têm a obrigação de manter a segurança e a ordem pública, e enfim, a paz social. Disso depende a vida dos luso-canadianos e das pessoas em geral.

MB/MS

Antonio Osório. Créditos: FPCBP
Creditos:

Precisamos de uma investigação independente, rápida e

pública sobre a polícia
- John Sewell

Num momento em que Toronto enfrenta um dos maiores escândalos ligados à sua força policial, a confiança pública volta a estar no centro do debate. A detenção de vários agentes da Toronto Police Service, acusados de crimes graves como tráfico de droga, conspiração para homicídio e roubo de viaturas, levantou questões inquietantes sobre os mecanismos de supervisão interna e sobre a credibilidade de uma instituição que existe para proteger os cidadãos. Num contexto multicultural e socialmente complexo, como o da maior cidade do Canadá, casos desta dimensão têm um impacto profundo na perceção de segurança e no relacionamento entre a polícia e a comunidade.

Nesta entrevista ao Milénio Stadium, John Sewell, antigo presidente da Câmara de Toronto entre 1979 e 1980, analisa as consequências desta crise e defende reformas urgentes no sistema de liderança e fiscalização policial, alertando para os perigos de uma perda crescente de confiança institucional.

Milénio Stadium: Este escândalo gerou choque e ansiedade. Que impacto pode ter um caso desta dimensão na relação entre a polícia e a sociedade, sobretudo numa cidade multicultural como Toronto?

John Sewell: Em 2025, a Toronto Police Service realizou um inquérito a 1200 pessoas sobre a polícia de Toronto. A conclusão do estudo foi a seguinte: “Em todas as interações e consultas, uma mensagem destacou-se: a confiança tem de ser reconstruída - dentro do Serviço e entre a polícia e o público.”

Essa falta de confiança não é nova: tem sido documentada muitas vezes nos últimos anos por estudos semelhantes, mas a liderança da polícia de Toronto nunca tomou medidas eficazes para recuperar essa confiança.

O escândalo apenas intensificou essa falta de confiança, que já é muito significativa entre as comunidades negras e outras comunidades racializadas. Muitas pessoas decidiram deixar de chamar a polícia porque têm medo do que lhes possa acontecer. É um problema grave.

MS: Acredita que estamos perante uma crise mais ampla de confiança institucional? Quais são as consequências sociais

quando os cidadãos perdem confiança nas instituições que deveriam protegê-los?

JS: Existe certamente um sentimento de desilusão entre muitas pessoas em grandes cidades como Toronto em relação aos governos e às instituições, principalmente porque os governos parecem desinteressados em enfrentar os grandes problemas -desigualdade económica, falta de habitação acessível, sem-abrigo, um sistema de saúde que não responde adequadamente, e cidades que foram privadas de recursos financeiros e, por isso, não conseguem garantir um nível elevado de serviços públicos, como transportes, boa remoção de neve, entre outros.

Os governos provinciais (como o de Doug Ford) obtêm grande parte do seu apoio em zonas rurais que não são tão afetadas por estes problemas, o que é uma das razões pelas quais esses governos e as instituições que controlam não respondem bem.

Acredito que a desigualdade económicao facto de os ricos ficarem cada vez mais ricos e o resto de nós mal conseguir sobreviver - é a maior questão que os governos não enfrentam e é a principal razão para este sentimento de desilusão pública. Precisamos de uma mudança profunda nas leis fiscais para começar a tributar aqueles que acumularam tanta riqueza graças à sociedade.

O resultado de não resolver estes problemas poderá ser a eleição de pessoas que afirmam que serão líderes fortes, mas, como vimos no exemplo dos Estados Unidos, esses líderes rapidamente se tornam tiranos e criam um clima de terror. Talvez consigamos evitar isso no Canadá, mas para isso precisamos de líderes governamentais que enfrentem estes problemas reais que as pessoas sentem todos os dias.

MS: Na sua opinião, o que falhou para que alguns agentes tenham alegadamente passado a integrar uma rede criminosa? Foi uma falha da cultura interna, da supervisão, do recrutamento ou da falta de fiscalização independente?

JS: Quando membros de uma instituição não fazem o trabalho que lhes compete, isso revela um problema de gestão — significa que os gestores não são eficazes. A alegada rede criminosa entre agentes é uma falha simples e direta de gestão, que sempre foi muito fraca dentro da força policial.

de Toronto

Agentes que trabalham muitos anos na polícia e se adaptam à cultura interna são promovidos e passam a gestores — independentemente de terem ou não competências de liderança. E a cultura policial inclui a ideia de que nunca se denuncia atividade suspeita de colegas, bem como a ideia de que a polícia está imune à crítica. Todos estes fatores alimentam uma força policial mal gerida. O chefe da polícia (Myron Demkiw) e dois dos seus chefes adjuntos estão na polícia de Toronto há mais de 30 anos. Eles representam essa cultura policial que não tem servido bem o público. São as últimas pessoas a considerar que a mudança vale a pena.

MS: Quais são os riscos quando a polícia perde autoridade moral, mesmo mantendo autoridade legal? Isso pode levar a mais tensão social, medo ou desobediência?

JS: Muitas pessoas não confiam na polícia para prestar um bom serviço. A resposta da polícia tem sido tornar-se mais armadaarma de fogo, taser, bastão, colete à prova de bala - e isso faz com que pareçam ainda mais distantes e mais perigosos, aumentando o medo e a falta de cooperação.

Demasiados membros do público não confiam na polícia e a polícia não confia no público.

MS: Se estivesse hoje em funções, que reformas apoiaria para reforçar a supervisão civil e a transparência, sem comprometer um policiamento eficaz?

JS: Precisamos de uma Police Service Board que encare a sua função como supervisão pública do policiamento. O Conselho atual foi capturado pela própria polícia e concorda com tudo o que o chefe propõe, mesmo quando existem opções melhores, menos dispendiosas e que prestariam melhor serviço ao público.

O Conselho e a gestão superior da polícia têm de começar a levar a sério os comportamentos errados dentro da corporação. No caso Zameer de 2024 (quando o senhor Zameer foi acusado de ter atropelado intencionalmente um agente no parque de estacionamento subterrâneo da Câmara Municipal), o juiz concluiu que os três agentes que testemunharam tinham articulado os seus depoimentos e não disseram a verdade sob juramento. Já passaram quase dois anos desde essa conclusão e o Conselho e o chefe não fizeram nada.

Em junho de 2025, um detetive foi considerado por um juiz como alguém que não dizia a verdade sob juramento, e o Conselho e o chefe decidiram que era um assunto pessoal e que o público nunca saberia o que aconteceu a esse detetive.

A lei em Ontário determina que a polícia não pode apoiar candidatos em eleições, e o Conselho tem uma política que inclui essa norma legal. A Toronto Police Association apoiou Doug Ford nas eleições provinciais no início de 2025 e depois apoiou Paul Poilievre nas eleições federais, ambos em violação da lei e da política existente. O Conselho e o chefe recusaram-se a avançar com qualquer ação disciplinar para fazer cumprir a lei e a própria política do Conselho.

Como é possível confiar num Conselho e num chefe que toleram que agentes mintam em tribunal e que se recusam a aplicar a lei contra agentes policiais?

Por isso, precisamos de membros muito mais firmes no Conselho de Supervisão Policial e de uma nova liderança com fortes competências de gestão, disposta a combater e substituir a cultura policial existente.

Também precisamos de uma investigação independente, rápida e pública sobre a polícia de Toronto e sobre a tolerância a alegada corrupção. A investigação prometida será sobre todas as forças policiais de Ontário, o que dilui o problema específico de Toronto e demorará demasiado tempo.

MB/MS

John Sewell. Créditos: DR.

de Melo, 47 anos

VOX POP

Confiança abalada

Vozes da comunidade após o escândalo na Toronto Police

A detenção de agentes da Toronto Police Service reacendeu o debate sobre confiança, segurança e responsabilidade institucional. Entre reservas, desconfiança e apelos à transparência, cidadãos de diferentes idades partilham como encaram o papel da polícia, da justiça e dos mecanismos de supervisão quando aqueles que deviam proteger são acusados de crimes graves.

RMA/MS

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Confio, mas com mais reservas. A polícia é uma instituição grande e não podemos julgar todos pelos erros de alguns, mas claro que um caso destes abala a confiança.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Um pouco, sim. Se quem devia proteger está envolvido em crimes, ficamos sempre a pensar no que mais pode estar a acontecer sem sabermos.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

Acho que as instituições de supervisão e a justiça têm esse papel. É importante que existam mecanismos de controlo independentes.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Fica, inevitavelmente. O respeito constrói-se com confiança, e quando ela é quebrada, demora tempo a recuperar.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Sinto mais desconfiança. Não é fácil acreditar quando vemos notícias de corrupção ou abuso de poder.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Sim, porque pensamos que talvez nem todos estejam a agir para nos proteger. Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

Na minha opinião, quando aqueles que deviam proteger falham, ou se envolvem em crimes graves, a última defesa de uma democracia é a comunicação social livre e uma justiça independente. A comunicação social investiga e expõe; a justiça responsabiliza. Juntas, garantem que ninguém está acima da lei e que o poder não se torna impune. A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Sim. A autoridade do agente policial fica bastante fragilizada, principalmente aos olhos das vítimas, porque depende não só do poder legal, mas também da confiança, da legitimidade moral e da perceção de imparcialidade, que são fortemente abaladas por escândalos de grande dimensão.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê? Confio, mas acho que devia haver mais transparência.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Não necessariamente, mas preocupa-me.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

Tem de ser os tribunais, necessariamente.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Fica, mas depende de como a instituição reage.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Fica difícil confiar da mesma forma. Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Sim, porque questionamos quem está realmente do nosso lado.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

As entidades independentes de supervisão.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Sem dúvida. A autoridade moral é a primeira a ser afetada.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Ainda confio. Já vi muitos casos ao longo da vida e sei que não se pode generalizar.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade? Não diretamente, mas deixa-me mais atento.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

O sistema judicial. Tem de funcionar acima de qualquer instituição.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Sim, mas cabe aos bons profissionais restaurar essa imagem.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Fico dividida. Quero confiar, mas estes casos deixam marcas.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Um pouco, porque a sensação de proteção diminui.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

A sociedade civil e os órgãos de fiscalização independentes.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Sim, principalmente na relação com o público.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Fico triste, mas continuo a confiar na maioria.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Um pouco, porque mexe com a nossa sensação de estabilidade.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

A justiça e os mecanismos de controlo interno.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Sim, especialmente junto das comunidades mais vulneráveis.

Depois da detenção destes agentes da Toronto Police Service, sente que ainda pode confiar na polícia? Porquê?

Confio, mas com cautela. Casos assim mostram que é preciso vigilância constante.

Este caso faz com que se sinta menos seguro na sua comunidade?

Não me sinto menos segura, mas sinto-me mais crítica.

Na sua opinião, quem nos protege quando aqueles que deviam proteger estão envolvidos em crimes graves?

O sistema democrático, através da justiça e da fiscalização.

A autoridade de um agente da polícia fica fragilizada depois de um escândalo desta dimensão?

Fica, mas pode ser recuperada com transparência e responsabilidade.

Manuel Ferreira, 72 anos
Carla Mendes, 39 anos
Álvaro Janeiro, 63 anos
Débora
Rui Oliveira, 51 anos
Helena Duarte, 64 anos
Paulo Santos, 45 anos
Sofia Almeida, 38 anos

Em quem confiar?

Olá, bom dia, como está? Mais uma semana. Ainda “ontem” passámos de ano e já estamos a findar o 2º mês… esta vida está a correr rápido demais e sem querer chegamos ao nosso destino num ápice. É mesmo assim, mas desejo que esteja bem e com coragem para enfrentar a vida que nos surpreende todos os dias.

Por falar em surpresas, em cima da mesa na redação do jornal Milénio esta semana está um tópico que sugere isso mesmo.

Em quem podemos nós confiar mesmo? Quando um policia ingressa na profissão de “Serve & Protect ”, ou seja de servir e proteger a sua sociedade, creio que seja um ato

de coragem de boa vontade. Naquele momento, jura que protege e defende com a sua própria vida para o bem de uma sociedade.

Então vamos lá raciocinar em conjunto. Numa sociedade perfeita essa é a ideologia, mas estamos cansados de saber que o dinheiro e o poder transformam as pessoas e nem sempre para o bem.

Esmagar ou tirar partido do elo mais fraco é uma mais-valia para certas pessoas que, sim, com autoridade julgam-se acima da lei. Confesso que ainda sentia algum respeito e até um certo orgulho pela policia de Toronto, porque no meio de tanto “Joio” existe Bom Trigo, agentes íntegros e honestos, mas confessemos é um pouco, para não dizer deveras assustador não saber que quem nos julga e faz sentir “menos bem” é efetivamente o predador.

Sabemos que esta sociedade está cada vez mais complicada e com problemas com a criminalidade, mas como

viver com isso já nós sabemos, mas dai a chegar a este ponto... já nem sei o que dizer. É complicado e caminhamos para um abismo de falta de credibilidade. Afinal para que serve a lei? O “lobo mau” disfarçado de cordeiro existe em vários contextos e quando se perde o controle da situação é difícil ou, em muitos dos casos, impossível de recuar. Houve alguém ou várias pessoas que tiveram a coragem de “desmantelar“ a rede e quiçá quantos ainda estão “no controlo“ de outras como esta?

Uma coisa é certa, por muito que não se queira vamos ficar, pelo menos eu ficarei, reticentes quanto ao fator “respeitar a autoridade“, porque ao fim do dia nós pagamos impostos, cumprimos a lei e ”levamos” com estas lições de vida por parte de quem nos devia proteger. É o que é e vai valer sempre o que vale.

Até já, Cristina

Esta

semana

• Júlio Isidro é o destaque da edição especial de Sentir, Pensar e Agir, revisitando momentos marcantes da sua carreira.

• Mia Tomé recebe Miguel Rocha no programa Querem Drama?, numa conversa centrada em emoções e histórias de vida.

• Após 15 anos de espera, a Linha 5 da Eglinton Crosstown é finalmente inaugurada, marcando uma mudança estrutural para a cidade.

• O Healthy Bites apresenta novas propostas de menus semanais focados em sabor e alimentação consciente.

• Em entrevista, Conceição Ruas fala sobre o seu novo livro e a jornada até Santiago de Compostela.

• A peça Adivinha Quem Vem Jantar chega ao desfecho na Camões TV, destacando o talento nacional.

• A Olaria José Alves Santos mantém viva a tradição, revelando a mestria do trabalho artesanal em barro.

Cristina Da Costa Opinião

the job while speaking about criminality within their own departments. While the question of why and how police officers break the law is a complex issue involving greed, systematic failures, lack of oversight and individual misconduct and this alone should provide enough incentive for the Chief to resign due to corporate failure under his watch.

TO SERVE AND PROTECT

“Power concedes nothing without demand. It never did and it never will.”

- Frederick Douglass

Policing a city like Toronto and by extension the GTA, has become complicated because of the insertion of political ideologies into the force. Society needs law and order to function and citizens select special individuals to serve and protect us. We hire men and women, pay for their training and place them in the servitude of the public to keep peace and harmony on our streets.

Most people don’t understand that once we provide police with a functioning firearm they become part of the para-military outfit which are trained to kill, rather than just enforce laws against crime. Governance of these military units mimics any army outfit fighting wars anywhere. Based on the parameters of governance, what war is the police of Toronto fighting? Is it crime or assurance of self-preservation? We often hear the soft hearted suggest that the police have the most dangerous job in the world, but this reality doesn’t translate into the value of today’s cops which scream how dangerous their job is but for the most part, remain within the safety of the patrol cars. One dead cop is one too many, however, I could compare the number of fatalities in policing and construction and guess which has the most deaths

per year. Often I wonder, in view of the danger, why choose joining the police as a career? Could it be the financial incentives and benefits combined with the protective umbrella of the brotherhood which ensures a career with a stable income with relatively safe work conditions?

Recently a number of police officers were charged with fraud and criminality in the City of Toronto. The York Regional Police were hired to investigate their brothers and the alleged charges are still to be tried in court, and the investigation continues.

The Chief of the Toronto Police Service, Myron Demkiw and the chiefs from York, conducted a press conference wearing flak jackets as they confronted reporters’ questions. Why? The symbolism of combat and potential injury was nothing more than a power trip to show the dangers of

Criminal activities should be left to criminals and not those we hire and pay to uphold law and order and not breaching their professional oath. It’s obvious that within the Toronto Police force there are “loose rules” and a culture of impunity against legal violations. How to build public trust in the police force again? Maybe starting with humility and admit that the core of the apple is rotten, but being a military organization, they will never make such an admission. Policing of people should be to create a community and as their employers, we should expect no less. Social media is broadcasting videos with increased frequency of people taking the law into their own hands due to increasing criminality and lack of attendance by police.

We no longer feel safe in our homes and police encourages us to give the criminals whatever they want. This is not law and order but it is promoting the fact that even with over a billion dollar budget, police refuse to do their job. If a police member commits a crime, they are suspended with pay, seldom fired and stay at home, often for many years getting paid not to work. Now that’s a system we should all work under and create a anarchistic system where self-preservation is the only thing that matters. That’s our protectors, an 80,000 strong police force in the City of Toronto today.

You want me on your side?For the time being, there is no trust or respect.

Apresentador

Augusto Bandeira

Convidados

David Curto

Manuel

DaCosta Rómulo Medeiros Ávila

A detenção de polícias da Toronto Police Service acusados de crimes graves
sexta-feira às 18h
Tema da semana
Manuel DaCosta Editorial
Photo: Copyrights

Cosmic dust

The great astronomer and communicator, Carl Sagan, once said: “The cosmos is within us. We are made of star stuff. We are a way for the universe to know itself.” In a nutshell, what he is saying is that the major components that make up the universe are what we humans, and in fact all living things, are made of. Humans, having the gift of awareness, are the “star stuff” that is studying where it all comes from. The universe studying itself.

In this age of disconnection, this is probably the most relevant quote to serve as a reminder that we all are made from the exact same materials. We all come

from the same place. My point? The weather. The low I feel is directly tied to the lack of sunshine. Weeks of rain and high winds have painted our skies in various shades of grey for weeks on end. Yes, I’m whining, but this is Portugal! We have become accustomed to a more balanced Winter, even if rain is the norm. But that’s not really my point; it’s how we all depend so much on our environment. We have expectations that must be met, for the most part, because it would not work otherwise. How would we fair if it rained for a year? What if Toronto suffered snow and cold temperatures for a year? Both cases are disastrous. That is how important it is to continue to be aware of how closely knit we are with every other natural cycle on the planet. We are disturbing those natural cycles. The Earth is also simultaneously going through some shifts of its own.

We, having all been programed to think that humanity will always come up with a solution to whatever problem that's presented, tend to keep doing whatever we are doing. It doesn’t help that many of us are confused because there seem to be so many sides to whatever story is plaguing us. Many people are easily convinced that everything will be fine because that is exactly what they want to hear, and in these cases, it doesn’t matter what the truth is.

Having been without sun for so long has reminded me of how vulnerable we are not only to weather, but how much we count on so many vital things to be readily available to us. Meanwhile, there are humans throughout the world that are not only having to deal with difficult weather, but also having to content themselves with another reality, one that is inconceivable

to any of us. No electricity, water, fuel to cook, heat in the Winter, or even a roof. When I think of things like this, it makes for a weak argument to be low. We all do what we can to survive, but it’s good to remember that we’re not all in the same boat. I also spent many winters in Ontario, many in the snow belt. Those short, colourless days that never seemed to end. But we survived, and it made us stronger. When the sun does eventually make an appearance, it won’t take long to forget the recent past. That’s how ‘one’ we are with all else that surrounds us, and it’s good to remember this. Carl was such a cool guy. We could really use him right now.

Fiquem bem,

Raul Freitas

Raul Freitas Opinion

Do you trust our cops?

This could be the biggest Police scandal in history.

Next time you get stopped by a Toronto or York Region police officer will you look at them any different today based on the scandal at hand or would you be normal as usual. The phrase “police scandal” often conjures images of corruption, investigations, and damaged reputations. In Toronto, as in many major cities, a series of questionable incidents and injuries over the years have raised questions about how policing is conducted, and what this means for the relationship between law enforcement and the communities they serve.

Why public trust matters

Trust underpins voluntary compliance, cooperation in investigations, and the willingness of communities to share information that keeps everyone safer. People are more likely to view police actions as legitimate when they believe officers are operating ethically, with accountability, and in consultation with community voices. Trust supports fair treatment under the law, due process, and protection against discrimination. Strong, trust-based relations can lead to better mental health outcomes, reduced violence, and more effective crime prevention.

Even if trust is a concern, many people still want to interact with police in a re-

frontational and always ask for information, not aggression. Try and keep these simple rules always front and centre in your mind when confronted with a police officer. Based on what has happened and how the media has portrayed all these outcomes, it hard to trust especially at this time.

Many Toronto residents and community leaders say public trust in the Toronto Police Service has been significantly shaken by the recent corruption scandal involving multiple officers. There is clear evidence from news coverage, political responses, and community commentary that the scandal has exacerbated existing concerns about trust in policing in the city. Mayor Olivia Chow said the police chief and the service need to “earn trust back” from the residents after the scandal.

Police leaders and officials have emphasized that restoring trust will take time, transparency, accountability, and structural reform, but they acknowledge the current situation has weakened public confidence. While not every Torontonian has lost trust entirely, broad segments of the community-including civic leaders, advocacy groups, and many residents-feel that trust in the Toronto Police Service has been seriously undermine by the scandal and will require meaningful changes and accountability to rebuild.

These kinds of charges strike at the heart of policing-when officers sworn to uphold the law are accused of participating in serious criminal activities, it deeply shakes public confidence. The Chief of Police, Myron Demkiw, has acknowledged the severity of the situation and is seeking an in-

dependent external review and structural changes inside the service. This scandal affects all cops in the province the Ontario’s Inspector General of Policing is conducting a provincewide integrity and anti-corruption audit to identify systemic weaknesses and help restore confidence.

While writing this piece l reflected on the Craig Bromell era as a police association leader and his contributions to debates about the TPS culture. Hhe is not involved in current scandals but i wanted to refer to his era as one that used the TPS to his advantage and how he was able to maneuver with the backing of the police. Craig is a personal friend and many of these issues would not have happened under his watch.

Restoring trust will require more than statements but structural accountability, openness, and real sustained change.

Vincent Black Opinion
Photo: Copyright

Chef Anthony Gonçalves

A cozinha portuguesa no topo de

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é a sua reconhecida vocação empreendedora. Ao longo de décadas, inúmeros compatriotas têm afirmado percursos de sucesso, criando empresas sólidas e desempenhando funções de relevo nos planos cultural, social, económico e político.

Entre os muitos exemplos de portugueses e lusodescendentes da diáspora — hoje amplamente reconhecidos como um ativo estratégico na promoção internacional do país — destaca-se o percurso inspirador do chef Anthony Gonçalves, genuíno embaixador da gastronomia

portuguesa em Nova Iorque, uma das mais emblemáticas metrópoles dos Estados Unidos da América e do mundo. Filho de emigrantes naturais dos concelhos de Torres Vedras e do Sabugal, que partiram para os Estados Unidos na década de 1960, Anthony Gonçalves não frequentou qualquer escola formal de culinária.

A sua formação construiu-se na prática e na vivência familiar, no Trotters Tavern, restaurante português da família em Nova Iorque, onde, desde tenra idade, despertou para a arte da cozinha, guiado pelo pai e pela avó, entre aromas, sabores e memórias que moldaram a sua identidade gastronómica.

A paixão pela culinária foi posteriormente aprofundada em contextos de elevada exigência profissional, nomeadamente no Hotel Ritz-Carlton e nos restaurantes 42 e Bellota. Em 2016, assumiu a chefia do restaurante Kanopi, em Nova Iorque. Situado

Nova Iorque

no 42.º andar da torre envidraçada do The Opus Westchester, Autograph Collection, hotel de luxo localizado no centro de White Plains, a pouco mais de meia hora de Manhattan, com vista panorâmica sobre o vale do Hudson, o Kanopi tornou-se, sob a sua liderança, numa autêntica embaixada da cozinha portuguesa em território norte-americano.

Através de uma abordagem contemporânea e criativa da tradição gastronómica lusa, apoiado por uma equipa com fortes ligações a Portugal — e com o contributo pessoal de raízes familiares que se estendem também ao Algarve, terra natal da sua esposa — Anthony Gonçalves tem atraído uma clientela exigente e de elevado perfil, que inclui atletas da NBA, figuras do mundo da moda e personalidades da vida política. O menu de jantar é integralmente inspirado na matriz culinária portuguesa; diversos pratos dialogam com os sabores da lusofo-

nia; e a carta de vinhos apresenta exclusivamente referências importadas de Portugal, reforçando a identidade inequívoca do projeto.

A excelência, a visão estratégica e a fidelidade às raízes que o chef imprime ao Kanopi — constantemente renovadas através de visitas frequentes a Portugal — têm sido amplamente reconhecidas. O restaurante tem merecido destaque nas páginas do The New York Times, uma das mais influentes publicações internacionais, e Anthony Gonçalves foi, em 2023, semifinalista do prémio anual da Fundação James Beard, na categoria de “Melhor Chef” do Estado de Nova Iorque.

Em 2025, o Kanopi foi distinguido com o “Best Award of Excellence” atribuído pela revista Wine Spectator, no âmbito dos “Annual Restaurant Awards – The World’s Best Wine Lists”, que premeiam as melhores cartas de vinhos entre milhares de restaurantes avaliados a nível mundial. Este reconhecimento evidencia igualmente o trabalho de Danny Martins, sommelier e diretor de vinhos do Kanopi, natural de Coimbra e com ligações a Aveiro, responsável por uma carta com 395 referências, das quais 180 são portuguesas — uma das mais completas seleções de vinhos nacionais no setor da restauração nos Estados Unidos.

Também em Portugal o mérito do chef foi assinalado. A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal distinguiu, em 2024, Anthony Gonçalves com o prémio “Portugueses Lá Fora”, reconhecimento atribuído a profissionais que projetam a gastronomia nacional além-fronteiras e que contribuem para o prestígio internacional de Portugal.

O percurso de Anthony Gonçalves demonstra, de forma inequívoca, como a cozinha portuguesa constitui hoje um instrumento privilegiado de diplomacia cultural e económica. Através do talento, da inovação e da fidelidade às suas raízes, o chef não apenas afirma a identidade gastronómica lusa num dos mercados mais competitivos do mundo, como também reforça o papel dos lusodescendentes enquanto protagonistas na construção de uma imagem moderna, qualificada e cosmopolita de Portugal.

Na mesa do Kanopi, a tradição reinventa-se e transforma-se em narrativa de país. Cada prato servido, cada vinho português apresentado, cada referência à herança cultural comum traduz-se numa poderosa ação de promoção externa. É neste diálogo entre memória e contemporaneidade que a diáspora portuguesa encontra uma das suas expressões mais eficazes de afirmação internacional — provando que, onde houver talento e ligação às origens, Portugal estará sempre representado.

Tempestades, oportunismo e memória curta

Há momentos em que o meu próprio bom senso me diz, pensa, mas não fales; escreve, mas não publiques. A verdade é que nem sempre é fácil ficar calado quando se assiste a certos episódios da nossa vida política.

Nas últimas semanas, Portugal foi atingido por tempestades severas, com consequências sérias para muitas famílias. Perante situações destas, o primeiro dever de quem governa, e de

quem aspira governar, deveria ser claro, apoiar as pessoas, garantir condições mínimas, resolver o imediato e só depois discutir responsabilidades e soluções estruturais.

Infelizmente, há quem veja nestes momentos uma oportunidade para marcar posição política. Aparecem declarações inflamadas, exigências públicas, críticas sonoras. Tudo legítimo em democracia, mas há uma diferença entre fiscalizar e fazer campanha em cima da desgraça alheia.

Fala-se agora em prevenção, em obras que deveriam ter sido feitas, em decisões que poderiam ter evitado parte dos danos, nomeadamente na zona do Mondego. Mas importa recordar que muitos dos que hoje

exigem soluções rápidas fizeram parte de governos que também tomaram decisões, ou optaram por não as tomar. A memória política não pode ser seletiva.

O país viveu anos de governação marcados por compromissos frágeis e cedências sucessivas. Projetos estruturantes ficaram pelo caminho, decisões foram adiadas, e o resultado está à vista, continuamos vulneráveis perante fenómenos que exigem planeamento, investimento e visão estratégica.

A política não pode ser apenas reação. Não pode ser apenas discurso. E não pode, sobretudo, viver de narrativas construídas à conveniência do momento. A responsabilidade é transversal e não escolhe cor partidária.

Também é verdade que muitos cidadãos estão cansados. Cansados de promessas repetidas, de jogos de bastidores, de carreiras políticas feitas à sombra de aparelhos partidários. O país precisa de mais exigência, mais transparência e mais competência, independentemente da idade ou da filiação partidária. Portugal merece líderes com visão, coragem para assumir erros e determinação para fazer diferente. E merece eleitores atentos, com memória e espírito crítico. Porque numa democracia saudável não basta votar: é preciso lembrar. Bom fim de semana!

Augusto Bandeira Opinião
Daniel Bastos Opinião
Crédito: DR

CELEBRAR O AMOR

Desde muito cedo (…) que soube que o mundo cabe dentro de um alguidar com água, o mesmo no qual ainda hoje muitos chacoalham o seu amanhecer madrugador.

Kalaf Epalanga

Gosto de assinalar datas e de as registar no meu calendário. Por isso, continuo a declarar que sou pelas efemérides e a determinação oficial de dias disto e daquilo, por mais que me digam que, passadas as celebrações, tudo volta ao mesmo e não se fala mais no assunto.

Há certas festividades que há uns anos não celebrávamos: o Halloween e o Valentines's Day. Mas, como é impossível fugir à globalização, que nos entra pela casa adentro, por via das imagens televisivas intensamente repetidas, acabámos por adotá-las. Assim, no passado dia 14, celebrámos mais um “Dia dos Namorados.” Já imagino alguém, entre dentes, a ripostar que tudo isto é fruto do consumismo em que vivemos, do comércio que cada vez mais nos impinge produtos criados para esses dias especiais, e mais uma infinidade de argumentos a passarem-nos atestados de débeis mentais porque, sem vontade própria, nos deixamos hipnotizar pela onda comercial.

Claro que sabemos que o comércio anda sempre à frente destas datas na esperança de vender mais qualquer coisita. No entanto, pensemos também na criatividade e na imaginação posta em tudo quanto é inovação. Sim, porque é preciso inovar nos motivos da decoração, no chamariz da linguagem, na originalidade do produto e por aí adiante. Já não basta fazer bolos e bombons com forma de coração. Registe-se, por exemplo, a singularidade das ementas, em que se destaca uma linguagem romântica, nalguns casos a tocar o erotismo, para

designar pratos e bebidas que diariamente consumimos.

É bonito ver corações por todo o lado, sentir o cheiro dos ramos de rosas vermelhas à porta das floristas, olhar para as montras e descortinar inúmeras ideias para presentes espe ciais, trocar cartões, ou vir músicas românticas, assistir a programas na televisão que reve lam belas histórias de amor - daquelas que duram uma vida in teira até que a morte os separe -, desco brir casais que não se coíbem de cami nhar de mão dada, apesar da idade, porque o amor para eles é eterno.

E como o amor se revela em diferentes verten tes - maternal, paternal, filial, fraternal, sem excluir a amizade e tantas outras manifesta ções de afeto, a Câmara Municipal de Braga, há uns anos, quando a cidade foi Capital Europeia da Juventude, lançou um original desa fio aos jovens - que fizessem uma declaração de amor à sua cidade. O prémio seria um jantar a dois, ficando reservado ao vencedor o direito de escolher

a companhia. Nesse mesmo ano, houve outras iniciativas por todo o país: umas de carácter mais popular, como a confeção de um lenço dos namorados gigante ou o concurso de corações; outras, de cariz mais erudito como foi o caso da Biblioteca Municipal de Beja, cujo mote «Apaixonados» se baseou nas cartas de Mariana Alcoforado, ou a sessão de contos «A Invenção do Amor» por Luís Carmelo. Estes são apenas alguns exemplos, entre tantos outros, que nos provam que, sem estas datas, estes eventos não teriam ocorrido, dando largas à imaginação e criatividade dos que os organizam e dos que neles participam. Este ano, com o país a viver uma das maiores catástrofes de sempre, o dia (e muitos dos que o precederam) ganhou uma expressão diferente da de anos anteriores, já que o amor andou sempre no ar, mas na sua vertente mais altruísta. Vimo-lo a ser distribuído pelas mais variadas estações e apeadeiros que o comboio de tempestades arrasou, por todos aqueles que, voluntariamente, disponibilizaram o seu tempo para ajudar as vítimas das intempéries. Como destacava a capa da última edição do Milénio, “Depois da tempestade… vem a solidariedade” e “ser solidário” é a mais bonita forma de, desinteressadamente, amar e ce-

A coragem de ter um sistema social

Falemos do sistema de segurança social praticado em Portugal porque será provavelmente o destino da reforma ou parte dela daquele que fielmente lê os meus artigos de opinião. Acho que uma solução inteligente seria uma mudança do cálculo das pensões. Parece claro que até agora aquilo que foi iniciado pelo então ministro Vieira da Silva será cumprido, mas quem poderá garantir os anos vindouros.

Não ouvi, nem li ainda nada sobre a tal nova fórmula que permita calcular com justiça e manter uma pensão justa para todos. Não vou para o limite de dizer que a segurança social vai falir, mas que pode passar por graves dificuldades, isso quase tenho certeza.

Sei que muitos defendem, principalmente a direita, que o modelo sueco possa ser um bom princípio de resolução. Assim sendo as contribuições são capitalizadas com um juro fictício que está ligado ao cresci-

mento da economia. Estas contribuições do ano em questão seriam usadas para pagar as pensões desse mesmo ano.

A segurança social não é só reformas, temos que ter em conta o desemprego, a doença, a maternidade e paternidade que teriam que ser financiadas por seguros obrigatórios ou uma fatia do orçamento de estado. Fico com muitas legítimas dúvidas pois o estado deve ter a responsabilidade social, mas no resto é uma ideia que pode ter que ser utilizada nem que seja numa plataforma de estudo (gabinete de estudo).

A sustentabilidade da "máquina" que recebe os descontos dos trabalhadores precisa urgentemente de ser oleada. Um estudo feito no ano 2000 teve como principal conclusão o diagnóstico da falência da segurança social em 2011, mas esta manteve-se firme a pagar as suas obrigações a trabalhadores e reformados. Mas também é verdade que no estudo chamado de “Livro Branco da Segurança Social” se alertava que se passasse 2011 não passaria 2026 e estamos em... 2026.

Todos sabemos que o problema é o da longevidade do ser humano (receber reforma mais anos) o começar a trabalhar mais tarde (fazer descontos menos anos). Esta conta é fácil de fazer e não traz boas notícias para a divisão do dinheiro amealhado nos descontos que nos tiram dos nossos salários mês após mês. Nunca nenhum governo à esquerda ou à direita quis tomar uma atitude extrema neste dossier, mas quanto tempo mais temos?

Têm que existir soluções que vão para além da privatização de uma grande parte do sistema social. Teremos que saber fazer melhor que isso. Coragem é precisa na cabeça dos governantes, mas não facilitismo. A concertação social tem que ser responsável e a esquerda da esquerda em Portugal tem que, de uma vez por todas, ganhar responsabilidade e ser realista e não utópica, a direita e a direita da direita deve parar de pensar que com privatizações tudo se resolve. Os tempos que aí vêm têm de ser de coragem.

Quando a vida parece difícil os corajosos não se deitam e aceitam a derrota, em vez disso estão ainda mais determinados a lutar por um futuro melhor.

TERESA MARTINS MARQUES livro novo

Nos passos de José Rodrigues Miguéis

Com o subtítulo de «Uma biografia como romance» este livro de 698 páginas (Âncora Editora, capa de Sofia Tavares, foto de Fernando Bento) é um documento muito especial sobre a vida e a obra de José Rodrigues Miguéis (1901-1980).

Nele Teresa Martins Marques (n.1950) que tem dedicado a sua atenção qualificada a autores como Cesário Verde, Gomes Leal, Raul Brandão, José Régio, Vitorino Nemésio, David Mourão-Ferreira e Eugénio Lisboa (entre outros) utilizou cartas de dez figuras das letras portuguesas: Adolfo Casais Monteiro, Castro Soromenho, David Ferreira, Jacinto Baptista, Jorge de Sena, José Rodrigues Miguéis, José Saramago, Mário de Castro, Mário Neves e Taborda de Vasconcelos.

Licenciado em Direito (Lisboa) e em Ciências Pedagógicas (Bruxelas) JRM ligou-se ao Jornalismo («Seara Nova») e foi co-director do jornal «O Globo». Emigrou para os E.U.A. em 1935 tendo trabalhado na Revista Reader´s Digest de New York.

Segundo o próprio «era a minha maneira de continuar a viver em Portugal sem lá estar». Nasceu na Rua da Saudade e viveu em Manhattan. Sobre os E.U.A. escreveu e lê-se na página 307 «Ingrata América não comerás meus ossos!».

Sobre Portugal há na página 405 parte de uma carta a David Ferreira em 2412-1972: «Estamos nas mãos de tecnocratas e patos-bravos. Portugal entrou no caminho da Mentira para não dizer da Ilusão. Fado, rock, elogios, cimentos à bruta, inflação, tecnocracia, sabedoria de lombada, falsa oposição e colaboração disfarçada – e o Império, nau remedada, flutua num mar de caca». Uma nota de António José Saraiva na página 613: «Ninguém como ele sabe evocar a Lisboa do princípio do século, as suas ruas, janelas e interiores, a sua gente modesta, os seis vícios e segredos, as suas noites intermináveis e os seus dias luminosos.»

No final do volume surgem depoimentos de Eduardo Cintra Torres, Georges da Costa, Guilherme d´Oliveira Martins, Humberto de Aragão, João Pedro Porto, Lídia Jorge, Rita Marnoto, Sérgio Nazar David e Vamberto Freitas. JCF

Rainha Isabel II

Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinion

O fim da margem

A economia portuguesa não vai bem. Apesar de ter prometido que “não é difícil pôr a economia a crescer 3%”, 2025 é o segundo ano de gestão económica da AD, o segundo ano em que a nossa economia desacelera e o segundo ano em que crescemos em torno de 2%. Neste último trimestre, os últimos dados do Eurostat apontam para que o travão que se sentiu em Portugal nos últimos três meses do ano tenha sido 4 vezes maior do que aquele que se sentiu no resto da Europa.

Quandoesmiuçamos mais, adensam-se os motivos para preocupação. Os portugueses aprenderam, neste século, que mais importante do que o volume de crescimento é sabermos de onde é que ele vem. Depois de anos de aceleração, fruto de uma maior competitividade empresarial, eis que, segundo o INE, os motores do crescimento português na era Costa – o investimento e as exportações – griparam com o trabalho de Montenegro. Apesar de ainda não haver dados agregados disponíveis para o investimento, no caso das exportações, o crescimento passou de 2,0% em 2024 para 0,5% em 2025, enquanto as exportações na Zona Euro e na União Europeia alcançaram uma variação de 2,4 e 2,2%. É difícil encontrar uma explicação para este fracasso, se considerarmos que Portugal estava longe de ser o país mais exposto ao comércio com os Estados Unidos e, logo, à turbulência das tarifas de Donald Trump.

Já em relação ao investimento, as fotografias parcelares que existem permitem constatar duas más notícias, ao verificar que, por um lado, o investimento público registou um novo recorde de 1.751 milhões de euros por executar, enquanto a produção na construção estagnou no mesmo ritmo de crescimento do ano anterior (2,2%), como se o PRR não devesse estar numa fase mais avançada ou, pior, como se não houvesse uma crise da habitação. Essas di-

ficuldades apenas se vão agravar à luz da calamidade que abateu o país com a depressão Kristin. Ao contrário do que fazia uma certa direita, não diabolizo o crescimento do consumo privado. Quando não assente no endividamento, ele é a consequência de uma economia que consegue aumentar o rendimento disponível das famílias. Infelizmente, também os salários têm vindo a travar em termos reais, apesar do mercado de trabalho continuar mais próximo do que nunca do pleno emprego. Entretanto, o endividamento tem visto um crescimento galopante. Tal como os preços da habitação, que bateram um novo recorde de crescimento (17,7%) no terceiro trimestre de 2025. Mais cedo ou mais tarde, as pessoas fazem contas à vida e até o crescimento do consumo mirra ou desvanece.

Ainda assim, o facto de os salários crescerem mais do que o PIB permite às contas públicas viverem com alguma margem. A AD vai experimentar aquilo que muitos anos de governos socialistas conheceram – por muito que se baixe os impostos, é difícil baixar a carga fiscal expressa em percentagem do PIB. Em 2024, registaram-se duas descidas do IRS – a primeira, gigantesca, aprovada no Orçamento do Estado ainda de António Costa (e que, famosamente, consistia em 80% do propalado choque fiscal de Montenegro); a segunda, ainda considerável, aprovada pela oposição em alternativa a uma proposta do Governo AD que beneficiava sobretudo os mais ricos. Não obstante, a carga fiscal baixou apenas uma décima.

Este dividendo, em matéria de receita fiscal, não está a ser suficiente para o Governo equilibrar as contas. Em 2025, os pagamentos em atraso cresceram 13%, apesar de em dezembro ter chovido mais de 800 milhões de euros nas entidades do SNS para regularizar dívidas a fornecedores. Se o ano acabar com um “brilharete orçamental”, como já alguns aventam, tal não se deverá a Miranda Sarmento. Pelo contrário, o subsetor Estado viu o seu défice agravar-se de 5,7 para 7,5 mil milhões de euros em 2025, com um crescimento descontrolado da despesa de 8,1%.

Recorde-se que o Governo acordou com a Comissão Europeia um limite ao crescimento das despesas líquidas de 5,0% em 2025. Esta indisciplina orçamental apenas é

compensada pelo extraordinário desempenho da Segurança Social, que melhorou o seu saldo em quase 1.200 milhões, e da Administração Local, em 440 milhões (+44%). A questão, porém, é: até quando?

Na discussão do Orçamento do Estado, tanto no Parlamento como aqui, apontei para como estávamos perante um “fim de festa”. Era claro que nenhum Governo escolheria cortar quase 900 milhões no SNS, e outras largas centenas em apoios aos agricultores, investimento público e medidas de combate às alterações climáticas, a não ser que tivesse mesmo de o fazer. No primeiro caso, nem era muito claro se o conseguiriam fazer, embora haja sinais disso, nomeadamente no corte nas vagas para contratação de médicos. Agora, esse sufoco vai-se acentuar, com quase toda a margem orçamental disponível a ser alocada à difícil tarefa de reconstruir os municípios afetados pela calamidade. O Governo, aliás, já admitiu a possibilidade de haver défice e avisou que será preciso fazer escolhas. Tudo isto contribui para um prolongado mal-estar político. Por um lado, as oposições terão de equilibrar o suporte parlamentar às medidas do Governo e a crítica à sua insuficiência. Ganhará quem se souber distinguir da manada – propondo, por exemplo, que, ao contrário do Governo que recua e reduz o apoio do lay-off, os trabalhadores afetados por paragens de atividade resultante das tempestades recebam 100% do salário, como receberam durante a Covid.

Por outro lado, o Governo terá o alibi perfeito para não fazer os investimentos indispensáveis nos serviços públicos. Restará saber se conseguirá, com isso, conter e sanar a evolução da despesa pública e se, ainda assim, conseguirá vender os seus méritos ao país quando, no final do dia, tudo estiver na mesma ou até pior. É que uma coisa era as pessoas perceberem que os problemas não se iam resolver rapidamente, como prometido. Outra, é a mancha de incompetência e insensibilidade que, a este Governo, se lhe colou à pele. E disso, Montenegro não conseguirá fugir.

Miguel Costa Matos Opinion

Desde 1973 que a Teixeira Accounting Firm garante a estabilidade administrativa de que a sua empresa necessita para crescer. Desde o planeamento fiscal corporativo a soluções de dívida, somos gente de negócios a ajudar gente de negócios.

Estratégia Fiscal

Impostos corporativos e particulares

Aconselhamento fiscal

Saúde Financeira

Contabilidade geral

Financiamento empresarial

Soluções de dívida

Planeamento de Futuro

Planeamento patrimonial

Planos de reforma privados

Opções de reforma

Associação Migrante de Barcelos anuncia donativo de 35 mil dólares para os Bombeiros de Barcelinhos

A Associação Migrante de Barcelos anunciou, no passado fim de semana, que angariou 35 000 dólares para apoiar os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos na aquisição de um novo Veículo Urbano de Combate a Incêndios. O valor foi conseguido através de uma série de atividades solidárias realizadas ao longo do ano pela comunidade emigrante portuguesa na região de Toronto.

Oobjetivo desta iniciativa foi substituir o atual veículo de combate a incêndios, que já conta com cerca de 40 anos de serviço e se encontra desatualizado face às necessidades operacionais dos bombeiros.

Segundo a direção da associação, a missão vai muito além da simples arrecadação de fundos. “Queremos estreitar os laços

entre a comunidade emigrante em Toronto e a nossa terra natal. Esta campanha é um exemplo de solidariedade, entreajuda e compromisso social”, afirmou Vítor Santos, presidente da Associação Migrante de Barcelos, ao nosso jornal. “Os nossos emigrantes sentiram na pele o valor do voluntariado e da comunidade, e é com orgulho que retribuímos um pouco desse apoio aos

que arriscam as suas vidas para proteger as nossas famílias e as nossas vilas.”

Vítor Santos destacou ainda que “os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos necessitam de melhores condições de trabalho e equipamentos adequados, e acreditamos que este novo veículo vai reforçar a capacidade de resposta a emergências, garantindo mais segurança para toda a população.”

Apesar do sucesso alcançado, o presidente realçou que a missão não termina aqui. “Angariar 35 mil dólares é um marco importante, mas a nossa ação continua no próximo ano. Vamos manter esta campanha solidária até reunirmos os fundos necessários para concretizar a compra do novo VICI. A comunidade está motivada e sabemos que juntos conseguiremos chegar ao objetivo.”

A iniciativa reuniu o apoio de emigrantes de várias faixas etárias e origens profissionais, bem como de entidades locais em Toronto que colaboraram com eventos, rifas e outras formas de participação comunitária. Com este gesto, a Associação Migrante de Barcelos reforça não só a ajuda prática aos bombeiros da sua região de origem, mas também a cultura e a identidade portuguesa no estrangeiro, promovendo valores de cooperação e apoio mútuo entre quem deixou Portugal e as comunidades que lá permanecem.

RMA/MS

Carnaval da Terceira no Canadá Tradição, alma coletiva e memória

O Carnaval da Ilha Terceira, Património Cultural Imaterial, é uma tradição açoriana centrada em salões e teatros, com danças, bailinhos e peças satíricas inspiradas no ano anterior. Com origens entre os séculos XVI e XVIII, envolve meses de preparação e mobiliza a comunidade local e emigrante, transmitindo cultura e identidade de geração em geração. Durante o Carnaval, os grupos apresentam-se em diversos salões e teatros, realizando várias atuações por noite; no Canadá, as apresentações decorrem sobretudo em casas comunitárias.

Um dos rostos do Carnaval luso-canadiano: “O Carnaval da Terceira no Canadá é memória, emoção e alma coletiva", Leslie Martins

Para Leslie Martins, o Carnaval da Ilha Terceira é muito mais do que festa — é memória e identidade. Ela lembra o gesto inesquecível da filha no palco em 2019 e destaca a “alma coletiva” da festa: humor, crítica social, música e teatro que envolvem todas as gerações. Não é feito para turistas ou prémios, mas faz parte da identidade do povo — onde um simples gesto pode transformar-se numa memória eterna.

A responsabilidade de ser cabeça de dança

Ser cabeça de uma dança é carregar meses de preparação: música, letras, ensaios, fi-

gurinos, logística… noites mal dormidas e pressão constante. Mas, quando as luzes se acendem e a música começa, todo o esforço desaparece. Resta apenas emoção, orgulho e a sensação de missão cumprida. E, quase sem respirar, já se pensa: “E para o ano… o que vamos fazer?” É exigente, sim, mas é isso que torna o Carnaval da Terceira tão genuíno e inesquecível. A cultura terceirense não tem donos. É feita por todos: os que ensaiam, cantam, dançam, costuram, escrevem e assistem. Ninguém a possui; todos a guardam. Quando se tenta “ser dono”, ela encolhe; quando é aberta, cresce. No coletivo, a tradição mantém-se viva, evolui e continua a fazer sentido. Na Terceira, a cultura é identidade, memória e pertença — não se herda, vive-se.

Quem mantém o Carnaval vivo no Canadá

“O Carnaval no Canadá está vivo graças a muita gente, e especialmente às mulheres, que sempre foram uma parte enorme desta tradição”, diz Leslie. “Alguns nomes que me vêm à cabeça são: Jessie Garcia, Sandra Toste, Lucia Toste, Kayla Toste, Natasha Sousa, Lorena Monteiro, Bernice Rocha, Madalena Baptista, Avelina Pires, Nancy Mendonca, Anabela Martins, Sandy Moniz, Delany Silva, Soraya Bernardo, Eduarda Da Silva, Luisa Fraga, Rosa Vaz, Marilia Moreira, Katelyn Miranda, Delilah Garcia, Filomena Melo, Abigail Lima, Sa-

Credito: DR

brina Mendes, Ariana Mendes, Sandra Costa, Gabriela Aguiar, Marta Borba, Ashley Borba, Neuza Arruda, Sianna Costa, Stephanie Silvei ra, Delma Avila, Maria Martins, Rosa Soveta, Manuela Freitas, Sara Sequeira, Melissa Justi no, Alexa Sarmento, Alicia Melo, Marta Me deiros, Lia Vieira, Dulce Lopes, Nancy Mene ses, Ellah Medeiros, Bianca Machado, Adelina Medeiros, Nancy Melo, Michelle Soares, Fer nanda Carreio, Amanda Freitas, Vania Rocha, Otilia Toste e Kelly Homem.”

Para além destas mulheres, há também ho mens que dão vida ao Carnaval: Ramiro Nu nes, Joe Da Silva, Eduino Silva, Jonathan Silva, Roger Mendes, Hermenegildo Toste, José Maria Lima, Zé Nandes, Rui Soveta, José da Silva e Roberto Picanço. “Todos mantêm o Carnaval vivo com dedicação, talento e es pírito comunitário, prova de que a tradição é feita por muitos com amor e empenho”, afirmou Leslie.

Antonio Gomes, João De São Mateus, José Henrique Costa, Victor Leal, Joe Costa, Luis Sequeira, Manuel Sapateiro, José Seoca (Mariano), Steve Pires, Francisco Ormonde, José Ramos, Manuel (Magano) Rodrigues e Sr. Francisco Freitas. Cada um contribuiu de forma única para manter viva a tradição.

Abigail Lima, filha do “pai Lima”, carrega também a alma do Carnaval da Terceira e será a próxima convidada do podcast “Sentir, Pensar e Agir”. O Carnaval não se conta, vive-se: cada dança é memória, sonho e

Em memória dos que partiram Leslie Martins lembra também aqueles que já partiram, mas cujo legado permanece vivo: “Sardinha, Abel Filipe, José Martins, José Fernandes, Sebastião Carvalho, Francisco Moro, José Almerindo, Piloto, Manuel Fisher, Manuel Barcelos, Luciano (200), Luciano Pereira, Senhor Sousa, João Costa, Nemésio, José Rocha, Manuel Carvalho, Almerindo Silva, Lionel, Manuel Fialho,

Leslie Martins. Créditos: DR.
Abigail Lima. Créditos: DR.
Credito: E-Motions

The Singing Contest continua a celebrar o o talento rumo às semifinais

O Concurso de Cantores de John Santos, uma das iniciativas musicais mais marcantes da comunidade luso-canadiana em Toronto, está a decorrer com grande sucesso na sua 20.ª temporada. Já foram realizadas 5 rondas de qualificação, reunindo dezenas de concorrentes entre os 10 e os 65 anos, refletindo a diversidade cultural do Canadá. Temos dado conta dos vencedores, sendo que a 4.ª eliminatória da temporada 20 de The Singing Contest ficou marcada por atuações de grande qualidade e por uma forte presença de concorrentes luso-descendentes entre os vencedores.

Numa noite competitiva e repleta de talento, subiram ao palco jovens intérpretes determinados a garantir um lugar nas fases seguintes da competição. Na categoria juvenil, os vencedores foram April Yan, Sophie Correia e Lauren Lee, enquanto na categoria de adulto o destaque foi para May Medeiros e Selena Martins. Esta ronda evidenciou particularmen-

te o talento da comunidade portuguesa, já que ambos os vencedores adulto e uma das vencedoras juvenis são portugueses ou de ascendência portuguesa.

O júri, composto por Anthony Wright, Rodney Ronquillo, Chyrell Ronquillo, Alex Andronache, Patrick Albernaz e Ared Arzumanian, teve a difícil tarefa de selecionar os melhores entre um grupo muito equilibrado. Já na 5ª eliminatória, o nível artístico manteve-se elevado, confirmando o crescimento e a maturidade dos concorrentes nesta 20.ª temporada. Na categoria juvenil, Emma Tagliabue e Ikhlas Garba conquistaram o apuramento com performances seguras e expressivas. Na categoria Adulto, os vencedores foram Natasha Costa, Em Faith e Cassandra Oliveira Marques. Também nesta ronda se destacou a representação luso-descendente, com duas das vencedoras na categoria “adulto” a serem portuguesas ou de origem portuguesa, reforçando a presença consistente do talento da comunidade na competição. Com atuações cada vez mais exigentes e um espírito

competitivo crescente, The Singing Contest entra agora numa fase decisiva, com a 1.ª semifinal marcada para sábado, 28 de fevereiro. A expectativa é elevada para a próxima etapa, que promete momentos de grande emoção e performances memoráveis numa temporada que continua a celebrar a diversidade e o talento artístico.

Sob o lema “Onde a música transforma sonhos em realidade”, o concurso procura revelar talentos e promover a música, aliando a competição a uma forte componente de formação artística, com músicos

de excelência da Grande Área de Toronto e galas ao longo da temporada. Ao longo de quase duas décadas, o concurso já levou centenas de participantes ao palco, muitos com percursos de sucesso.

A iniciativa de John e Lisa Santos, apoiada por várias entidades como a MDC, entra agora numa fase decisiva da 20.ª temporada, com as semifinais marcadas para 28 de fevereiro e 7 de março de 2026, na Casa do Alentejo de Toronto, prometendo atuações intensas e memoráveis.

RMA/MS

PROTEJA O SEU FUTURO

MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.

DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA

Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.

Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade

Os concorrentes. Créditos: DR.
O juri. Créditos: DR.
Concorrentes da 5.ª Eliminatória. Créditos: DR.

O coração que se vê no silêncio

Patrícia Borges e a arte de ajudar

Por trás das portas do Caloura Bar&Grill, em cada gesto, sorriso e palavra, pulsa um coração que escolheu viver a solidariedade. Para Patrícia Borges, a humanidade não é uma escolha ocasional: é uma missão diária, discreta, mas profunda. “Há momentos na vida em que percebemos que não podemos ficar indiferentes ao sofrimento dos outros”, conta Patrícia. “Lembro-me de ter participado numa angariação de fundos para meninas com cancro. Foi nesse instante que senti que tinha de fazer algo. Mesmo que fosse um gesto pequeno, podia fazer a diferença. São momentos assim que nos lembram que a vida não é só sobre nós, mas sobre todos à nossa volta.”

Quandoajuda, Patrícia não sente pena ou empatia no sentido tradicional.

“Sinto felicidade. Uma alegria profunda por poder contribuir. E sempre gratidão a Deus, porque sei que Ele me dá forças para estender a mão. Ajudar é ação. É natural. É ser humano.”

Essa humanidade manifesta-se nas pequenas coisas, quando ninguém está a olhar. “Às vezes é um telefonema, uma palavra amiga, um café oferecido. Nunca faço por aparecer. Faço porque sinto que é o certo. Posso não ter sempre a obrigação de fazer mais, mas quando alguém realmente precisa, não pergunto, faço. E as pessoas sabem que, mesmo sendo calada, podem contar comigo.”

No dia a dia, a presença de Patrícia na comunidade é constante. “É gratificante e, ao mesmo tempo, desafiante. Às vezes fico triste porque as pessoas esquecem rápido o que se faz, mas continuo, porque o que importa é a ação, não o reconhecimento. Estar presente e apoiar dá-me força. É como es-

tar junto de uma grande família, ver crescer e prosperar ao nosso redor.”

A força de Patrícia também vem de casa. “Agradeço os 13 anos do Caloura Bar&Grill, que me permitiram construir não só um negócio, mas uma comunidade. Os meus filhos, Tobias e Laura, e o meu marido, Rui Barbosa, são os meus pilares. A minha mãe sempre foi uma inspiração, exemplo de força e humanidade que tento seguir todos os dias.”

E essa comunidade que Patrícia construiu vai além da família. “Tenho clientes que se tornaram amigos sinceros, aqueles que mostram quem realmente são nas horas boas e nas difíceis. Todos os fornecedores que confiam em nós merecem um obrigado — cada gesto de confiança constrói esta família que é o Caloura Bar&Grill. Recebeu recentemente um “Canadian Award” de bom restaurante, sendo que essa é “a prova de que estamos a fazer algo com alma e dedicação. Claro que existem críticos e invejosos, mas isso só me dá mais garra e força para continuar.”

Entre o trabalho, a família e a comunidade, há ainda espaço para um orgulho pessoal. “E assumo: sou do Benfica. É um orgulho que me acompanha, tal como o orgulho de poder ajudar e estar presente para a minha comunidade. A vida é feita destes gestos, pequenos e grandes, que mostram o coração humano. É isso que me define.”

Patrícia Borges não busca aplausos nem reconhecimento. O que move a empresária é a certeza de que cada gesto de bondade, mesmo silencioso, tem impacto. “Ajudar sempre é uma extensão de quem eu sou”, resume, com a simplicidade de quem transforma empatia em ação, dia após dia.

RMA/MS

SARAIVA LEGAL SERVICES

OLÍVIA SARAIVA

Paralegal licenciada | Notária pública

Notariado de documentação e representação no tribunal

• CONDUÇÃO IMPRUDENTE

• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA

• PARAR EM SINAL DE STOP

• FURAR SINAL VERMELHO

• EXCESSO DE VELOCIDADE

• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)

• USO DE TELEMÓVEL

• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO

Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.

Desde vistos temporários a residência permanente e cidadania, oferecemos orientação personalizada, profissional e dedicada a cada etapa do processo.

O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

Diane Campos Founder/RCIC

Linha Ontário só deverá abrir no início da década

A província do Ontário não se compromete com uma data concreta para a abertura da nova linha de metro atualmente em construção em Toronto e alerta que uma importante autoestrada poderá ter de ser encerrada para permitir a construção de pontes, afirmou na quarta-feira o CEO da Metrolinx, Michael Lindsay.

Segundo Lindsay, o plano é abrir a Linha Ontário no início da década de 2030, podendo mesmo ultrapassar a meta de 2031. “Com base no ponto em que se encontra atualmente a infraestrutura civil, pensamos que continuamos a caminhar para concluir essa parte no início da década de 2030”, disse. Após essa fase, deverá começar o período de testes.

A Linha Ontário estava inicialmente prevista para abrir em 2027, quando o projeto foi anunciado em 2019.

Lindsay afirmou que a Metrolinx e a Toronto Transit Commission (TTC), responsável pela operação do metro, autocarros e elétricos da cidade, aprenderam lições com

dois outros projetos recentes.

O Eglinton Crosstown LRT abriu este mês, seis anos depois do previsto e 15 anos após o início da construção. Outra linha marcada por atrasos, o Finch West LRT, abriu no final do ano passado e enfrentou problemas significativos, muitos deles relacionados com o fraco desempenho dos comboios em condições de inverno.

“De acordo com as lições aprendidas com o Eglinton Crosstown, que temos discutido nas últimas semanas, estamos agora a pensar em como antecipar as questões de integração de sistemas para reduzir o tempo de testes e adaptação”, explicou Lindsay.

Lindsay e o primeiro-ministro do Ontário, Doug Ford, afirmaram que a província já iniciou as obras na parte elevada da nova linha, que atravessará o centro de Toronto, ligando o Exhibition Place, a oeste, ao antigo Science Centre, perto do centro da cidade. Também vai começar a construção de quatro novas estações.

A nova linha terá mais de 15 quilómetros, contará com 15 novas estações e deverá permitir quase 400 mil viagens por dia.

Lindsay explicou que o traçado exige a construção de três pontes sobre o rio Don, que corre junto à Don Valley Parkway (DVP), uma autoestrada importante que liga a Highway 401, a norte, à Gardiner Expressway, junto à zona ribeirinha.

Questionado sobre se as obras poderão obrigar ao encerramento da DVP, Lindsay respondeu que “possivelmente”. “São trabalhos formidáveis. Estamos, na prática, a construir o viaduto de Bloor três vezes neste projeto. São obras de grande dimensão”, afirmou, acrescentando que será feito um esforço para minimizar as perturbações para os automobilistas.

O líder interino do Partido Liberal do Ontário, John Fraser, criticou a província por má gestão: “São bons a falar, mas não são bons a fazer.”

Já a líder do NDP, Marit Stiles, alertou que o projeto poderá transformar-se noutro “poço sem fundo”. “Tenho receio de que acabemos novamente com um projeto cujo custo continua a subir e a aumentar, sem data final à vista”, disse, voltando a pedir um inquérito público à Metrolinx —

de 2030

algo que Doug Ford já rejeitou anteriormente.

Sobre a possibilidade de encerramento da Don Valley Parkway, Stiles e Fraser defenderam que o governo deve agir com extrema cautela. Um encerramento parcial de duas faixas na Gardiner Expressway, devido a obras de reabilitação, causou congestionamentos graves, levando a província a investir 73 milhões de dólares para financiar equipas a trabalhar 24 horas por dia e acelerar a conclusão. As faixas reabriram no ano passado.

“Não podemos permitir que a cidade fique paralisada, por isso será necessário muito planeamento”, afirmou Fraser. “Não creio que tenham um plano e esse tem sido o problema há oito anos.”

Para Marit Stiles, os habitantes de Toronto têm razões para estar preocupados: “A Metrolinx já nos mostrou repetidamente que não consegue fazer isto bem.” CBC/MS

Vigília em Toronto presta homenagem às vítimas do tiroteio em massa em Tumbler Ridge

A comunidade do bairro Beach, em Toronto, reuniu-se no passado fim de semana no Alex Christie Bandstand, no Kew Gardens, para prestar homenagem às vítimas do tiroteio em massa ocorrido em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, e manifestar solidariedade para com os sobreviventes e toda a população daquela localidade.

Oambiente foi de profunda consternação, mas também de grande união entre vizinhos. Num momento de dor, destacou-se a importância de estarem juntos, partilharem o silêncio e demonstrarem apoio mútuo. O ataque, ocorrido a 10 de fevereiro,

provocou nove mortos, em incidentes registados numa residência e numa escola da pequena cidade do nordeste da província, com cerca de 2.700 habitantes. De acordo com as autoridades, o suspeito, de 18 anos, acabou por morrer por suicídio.

A iniciativa partiu de Christi Johnson, residente no Beach e natural de Tumbler Ridge, o que conferiu à cerimónia um significado particularmente especial. Durante a vigília de sábado à noite (14), leu um poema emotivo e falou da dor de ver a sua terra natal atravessar um momento tão trágico. Partilhar o luto em comunidade, sublinhou, ajuda a suportar a perda e a lembrar que ninguém está sozinho. Christi Johnson descreve Tumbler Ridge

como uma terra onde todos se conhecem e onde as crianças crescem com liberdade e segurança. Recorda que, na sua infância, os alertas da mãe eram sobretudo sobre os ursos da região e não sobre estranhos, porque praticamente não havia desconhecidos. Essa sensação de tranquilidade, tão característica das pequenas comunidades, ficou agora profundamente abalada.

O vereador Brad Bradford referiu que tragédias desta natureza ultrapassam fronteiras e que a dor sentida a milhares de quilómetros também encontra eco em Toronto.

Por sua vez, Johanna Carlo, vice-presidente da Beach Business Improvement Area, salientou que, embora o luto possa ser vivido de forma solitária, momentos

como esta vigília demonstram que nenhuma comunidade enfrenta a dor sozinha.

A cerimónia acabou por simbolizar a ligação entre duas comunidades separadas por cerca de quatro mil quilómetros, mas unidas pela empatia e pelo espírito de solidariedade.

Para Christi Johnson, a forte adesão e o apoio demonstrado foram profundamente reconfortantes. Apesar de pequena, afirmou, Tumbler Ridge está espalhada pelo mundo através das pessoas que ali cresceram e que continuam a transportar consigo o forte sentido de pertença que caracteriza a sua comunidade.

Credito:

PORTUGAL CANADÁ

Canadá adere oficialmente ao programa europeu de empréstimos para compra de armamento

O Canadá aderiu oficialmente ao programa Security Action for Europe (SAFE) da União Europeia, que permite aos países participantes acederem a empréstimos para investir em capacidades de defesa.

Oministro da Defesa, David McGuinty, afirmou que o Canadá passa agora a integrar formalmente o programa, sublinhando que esta adesão “reforça a segurança coletiva, apoia o desenvolvimento de capacidades-chave de defesa e dá à indústria canadiana acesso aos mercados europeus de defesa, ao mes-

mo tempo que contribui para a segurança europeia e ucraniana”.

A entrada oficial acontece menos de um ano depois de o primeiro-ministro Mark Carney ter assinado uma parceria estratégica de defesa e segurança com a União Europeia, que incluía precisamente a participação no SAFE.

O programa permite que países parceiros tenham acesso a empréstimos com juros baixos para aquisição conjunta de equipamento militar e armamento, possibilitando também que empresas canadianas concorram a esses contratos internacionais.

O SAFE foi anunciado pela União Europeia em março e integra o esforço europeu de reforço militar face à guerra em curso entre a Rússia e a Ucrânia.

O Conselho da União Europeia já anunciou a primeira vaga de assistência financeira ao abrigo do SAFE, destinada a países como Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha, Croácia, Portugal e Roménia. Uma segunda vaga deverá ser aprovada em breve, alargando o apoio a países como Estónia, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia e Finlândia.

CBC/MS

Governo liberal alarga programa Express Entry a trabalhadores qualificados em áreas estratégicas

O Canadá vai expandir o seu programa de imigração Express Entry, com o objetivo de atrair um maior número de trabalhadores qualificados considerados essenciais para o crescimento económico e para a defesa do país, segundo o governo liberal.

As novas categorias do Express Entry irão dar prioridade a profissionais como investigadores e gestores de topo, pilotos, mecânicos e inspetores de aeronaves, bem como recrutas militares qualificados.

Os candidatos que cumpram os requisitos e sejam selecionados passam a ter acesso a um processo acelerado para obtenção de residência permanente.

O anúncio foi feito pela ministra da Imigração, Lena Metlege Diab, durante um discurso no Canadian Club of Toronto, na quarta-feira (18).

“O nosso sistema Express Entry está no centro da nossa abordagem para atrair e reter os trabalhadores qualificados de que o Canadá precisa”, afirmou Diab. “Não estamos à espera que as pessoas certas nos encontrem. Vamos procurar no mundo os

profissionais de que o nosso país necessita, ligá-los a empregadores canadianos e mostrar por que razão o Canadá é o melhor lugar do mundo para construir uma carreira e uma vida.”

De acordo com o gabinete da ministra, as alterações significam que investigadores e gestores seniores com experiência de trabalho no Canadá serão convidados a seguir o caminho para a residência permanente, como parte de um plano para “impulsionar a inovação e o crescimento”.

CBC/MS

Canadá enfrenta dilema perante apelos para ajudar Cuba em contexto de pressão e agressividade

O governo canadiano encontra-se numa posição delicada, perante apelos crescentes para ajudar Cuba, enquanto os Estados Unidos tentam limitar o fornecimento de combustível à ilha.

Olíder interino do NDP, Don Davies, e o líder do Bloc Québécois, Yves-François Blanchet, apelaram ao governo liberal para enviar ajuda imediata a Cuba, onde a população enfrenta apagões frequentes e escassez de alimentos, combustível e medicamentos.

Os Estados Unidos cortaram o fornecimento de petróleo proveniente da Venezuela, principal fornecedor de Cuba, e o presidente norte-americano Donald Trump ameaçou aplicar tarifas pesadas a países que enviem combustível para a ilha, afirmando ainda que o governo cubano parece estar “prestes a cair”.

Como uma das poucas nações ocidentais

que manteve relações amistosas com Cuba desde a revolução de 1959, mesmo perante o bloqueio norte-americano, o Canadá arrisca agora prejudicar uma relação já frágil com Washington caso decida intervir. O ministro canadiano responsável pelo Comércio com os EUA e Assuntos Intergovernamentais, Dominic LeBlanc, afirmou que está para breve um anúncio sobre ajuda humanitária destinada a Cuba.

David Carment, professor de Relações Internacionais na Universidade de Carleton, em Ottawa, recorda que o Canadá é um dos principais parceiros comerciais de Cuba, com cerca de mil milhões de dólares em comércio bilateral anual.

Segundo o Governo do Canadá, Cuba é o principal mercado canadiano nas Caraíbas, e o Canadá é a maior fonte de turistas para o país, bem como a segunda maior origem de investimento direto. Algumas vozes defendem que o Canadá deveria enviar com-

dos EUA

bustível, tal como a Rússia prometeu fazer. No entanto, Carment considera essa possibilidade inviável, já que o petróleo canadiano pertence a empresas privadas, muitas delas com operações nos Estados Unidos, tornando improvável que aceitem arriscar sanções económicas por parte da administração Trump.

Na Câmara dos Comuns, na semana passada, Don Davies referiu um discurso do primeiro-ministro Mark Carney, feito em janeiro no Fórum Económico Mundial em Davos, onde Carney apelou para que potências médias enfrentassem a intimidação de superpotências. Davies afirmou que apoiar Cuba “perante o imperialismo agressivo dos EUA” daria consistência a esse posicionamento.

Para Carment, Cuba representa agora um verdadeiro “caso de teste” para a credibilidade dessa mensagem.

CBC/MS

Deputado conservador

Matt Jeneroux passa a integrar grupo parlamentar Liberal

O deputado conservador Matt Jeneroux passou a integrar o grupo parlamentar liberal, anunciou o primeiro-ministro Mark Carney nas redes sociais. A mudança surge depois de Jeneroux ter indicado anteriormente que planeava renunciar ao seu lugar na Câmara dos Comuns.

Matt Jeneroux é o terceiro deputado federal conservador a mudar de bancada nos últimos meses, juntando-se a Chris d’Entremont, em novembro, e a Michael Ma, em dezembro. Após a adesão de d’Entremont aos liberais, poucas horas depois da apresentação do orçamento federal, surgiram especulações sobre se Jeneroux faria o mesmo. Inicialmente, ele anunciou que iria deixar o Parlamento, mas, em fevereiro, ainda não o tinha feito oficialmente.

Numa publicação nas redes sociais, Jeneroux explicou: “após reflexão com a minha família e conversas com colegas e eleitores, continuarei a servir no Parlamento e trabalharei com o primeiro-ministro Mark Carney como parte do novo governo, para ajudar a fortalecer o nosso país perante os desafios que se avizinham."

O líder conservador Pierre Poilievre criticou a decisão, acusando o antigo colega de bancada de trair os eleitores de Edmonton Riverbend. Numa publicação online, Poilievre afirmou que Carney tenta “apoderar-se de uma maioria liberal cara, contrariando a vontade dos canadianos na última eleição” e que Jeneroux “traiu o povo que votou por comida e habitação acessíveis, ruas seguras e um setor de recursos forte”.

Por seu lado, Mark Carney afirmou sentir-se “honrado” por acolher Jeneroux no caucus liberal e destacou que construir um país “mais forte, resiliente e independente” exige ambição, colaboração e, por vezes, sacrifício. O primeiro-ministro agradeceu a Jeneroux e à sua família pela continuidade do serviço público em Edmonton Riverbend. Matt Jeneroux tem mais de uma década de experiência política. Foi eleito para a Assembleia Legislativa de Alberta em 2012 e para o Parlamento federal em 2015, sendo reeleito quatro vezes consecutivas para a Câmara dos Comuns.

De acordo com Carney, Jeneroux assume agora funções como conselheiro especial para parcerias económicas e de segurança, contribuindo para reforçar alianças internacionais, relações comerciais e a cooperação global em matéria de segurança.

"O mundo mudou, e o Canadá precisa de mudar com ele. Este é o momento de nos unirmos," concluiu o primeiro-ministro, sublinhando que a colaboração será essencial para construir um futuro mais sólido para Edmonton, Alberta e para todo o país.

Com esta mudança, os liberais passam a ter 169 assentos na Câmara dos Comuns, que conta com 338 lugares. No entanto, ainda existem três eleições suplementares por realizar nos círculos eleitorais de University-Rosedale, Scarborough Southwest e Terrebonne, e o primeiro-ministro ainda não marcou datas para nenhuma delas.

Geopolítica

Trump avisa Londres para "não ceder" base militar nas ilhas Chagos

O presidente norte-americano mudou novamente de posição ao avisar o Reino Unido para "não ceder" uma base militar estratégica no oceano Índico, argumentando que será fundamental se os Estados Unidos atacarem o Irão.

"Não cedam Diego García!", escreveu Donald Trump, em letras maiúsculas, na sua rede social Truth Social, horas depois de o Departamento de Estado norte-americano ter reiterado o apoio ao acordo britânico destinado a restituir as ilhas Chagos à Ilha Maurícia e ao arrendamento do terreno dessa base.

Na terça-feira (17), o Departamento de Estado indicou que ia iniciar na próxima semana conversações com a Maurícia sobre

Inovação

MUNDO

a base conjunta EUA-Reino Unido de Diego García, de elevada importância estratégica. Na publicação, Donald Trump afirmou que o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, "não deverá, em caso algum, perder o controlo de Diego García ao assinar um contrato de arrendamento de 100 anos que é, no mínimo, precário".

O chefe de Estado norte-americano declarou que "se o Irão decidir não chegar a um acordo [sobre o programa nuclear], os EUA podem ver-se obrigados a utilizar Diego García e o aeródromo localizado em Fairford, Inglaterra, para repelir qualquer potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso".

Criador do ChatGPT defende agência global para regular inteligência artificial

O fundador e diretor-executivo da Open AI, que criou a ferramenta de inteligência artificial (IA) ChatGPT, entre outras, defendeu ser urgente a regulamentação daquele setor específico das tecnologias de informação, numa cimeira internacional em Nova Deli.

"Não estou a sugerir que não precisamos de regulamentação ou de proteções. Precisamos delas urgentemente, como para qualquer outra tecnologia com tamanho poder", disse o empresário norte-americano Sam Altman. Segundo o responsável, pode vir a dar-se o caso de que o Mundo precise de algo como uma entidade de regulação, à semelhança da Agência Internacional de Energia Atómica, para garantir a coordenação internacional em matéria de IA".

"A democratização da IA é a melhor forma de garantir a prosperidade da Humanidade", continuou, defendendo que "a centralização desta tecnologia, nas mãos de uma única empresa ou de um único país", pode conduzir "à ruína". Altman destacou que "a tecnologia continua a revolucionar o

mercado de trabalho, mas" que há "sempre algo novo e melhor para fazer. Os próximos anos serão um teste para o Mundo, à medida que esta tecnologia avança a um ritmo acelerado. Podemos optar por dar mais poder às pessoas ou por concentrar esse poder", declarou ainda.

Na mesma cimeira em Nova Deli, Narendra Modi, António Guterres e Emmanuel Macron defenderam o acesso universal à tecnologia e a implementação de medidas para regular a sua utilização. "A IA deve pertencer a todos", e o seu futuro não pode ser deixado "ao sabor de alguns multimilionários", alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres, dirigindo-se a uma plateia de dirigentes e executivos de topo do sector tecnológico.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, defendeu ainda que a tecnologia seja "acessível e inclusiva". Por sua vez, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a Europa, "um espaço seguro", está "determinada a continuar a ditar as regras do jogo e a fazê-lo com os nossos aliados, como a Índia".

JN/MS

Ex-príncipe André detido por má conduta em cargo público

Irmão do rei Carlos III foi detido por suspeitas de má conduta em cargo público, avança a "BBC". André já tinha sido destituído dos cargos reais por ligações suspeitas ao criminoso Jeffrey Epstein.

André Mountbatten-Windsor, antigo duque de Iorque no dia em que fez 66 anos, foi detido, na manhã de quinta-feira (19), em Sandringham, Norfolk, onde morava desde que deixou a residência real em Windsor. A detenção ocorreu cerca das 8 horas da manhã, com vários carros descaracterizados e agentes à paisana no local. Em comunicado, as autoridades de Vale do Tamisa revelam que prenderam um homem, na casa dos "60 e poucos anos", por "má conduta em cargo público", sem identificar o suspeito, que se sabe ser o elemento da família real. O irmão mais novo do rei Carlos III está agora sob custódia policial. "Entendemos o significativo interesse público neste caso e forneceremos atualizações no momento oportuno", refere a mesma nota.

Segundo a "BBC", André será agora encaminhado para uma cela numa esquadra com apenas "uma cama e uma sanita", onde aguardará interrogatório policial. O período máximo que pode ficar detido é 96 horas, mas, a maioria dos suspeitos, saem nas primeiras 12 a 24 horas, sendo depois acusados ou libertados enquanto as investigações prosseguem. Durante a detenção, a polícia pode aceder a "equipamentos de informática, arquivos, fotografias e quaisquer outras provas" que estejam na posse do irmão de Carlos III.

O ex-príncipe é mencionado em inúmeros ficheiros do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. Apesar das evidências, André Montebatten-Windsor desmentiu as supostas ligações ao caso mediático.

A detenção ocorreu, no entanto, na sequência da partilha de informações econó-

micas confidenciais ao norte-americano, nomeadamente relatórios comerciais, não estando a mesma relacionada com crimes sexuais. Na época em que desempenhava cargos políticos, André frequentava as festas de Epstein nos EUA. A lei britânica refere que, em última instância, este tipo de crimes pode levar à prisão perpétua.

As autoridades de Vale do Tamisa já tinham revelado que investigavam a deslocação de uma mulher russa, na altura com 26 anos, para o Reino Unido, por intermédio de Epstein, com o objetivo de promover um encontro sexual com André. O caso remota a 2010 e a mulher, mencionada nos documentos do financeiro - que contam com 18 mil fotografias e dois mil vídeos -, pode ter sido vítima de tráfico humano e abuso sexual. Atualmente, vive nos EUA e conta com um advogado de defesa para a apoiar no caso.

O rei Carlos III afirmou, em comunicado, que a "lei deve seguir o seu curso", embora esteja "profundamente preocupado" com a detenção do irmão André. "O que se segue agora é o devido processo legal, justo e adequado, pelo qual esta questão será investigada de forma apropriada e pelas autoridades competentes. Neste sentido, como já afirmei, contam com o nosso total e irrestrito apoio e cooperação", referiu o monarca, acrescentando que não tenciona continuar a comentar os recentes acontecimentos.

Quem também já se pronunciou acerca do tema foi a família de Virginia Giuffre, uma das notórias vítima de Epstein que alegou ter sido abusada pelo ex-príncipe quando era menor de idade. "Finalmente, hoje os nossos corações partidos foram consolados com a notícia de que ninguém está acima da lei - nem mesmo a realeza", escreveram, reivindicando Justiça por todas as mulheres que sofreram abusos às mãos de Epstein.

porta de entrada para a Europa de muitos migrantes, seguindo os passos de Francisco na sua primeira viagem fora do Vaticano.

OPapa norte-americano "seguirá o caminho feito pelo seu antecessor", o Papa Francisco, que escolheu esta pequena ilha italiana para a sua primeira viagem, em 2013, anunciou o Vaticano.

Situada na zona mais a sul da Itália, a ilha recebe a maioria dos migrantes que partem do norte de África, nomeadamente da Líbia e da Tunísia, para entrarem na Europa, através do Mediterrâneo Central, considerada a rota migratória marítima mais ativa e perigosa do mundo.

No ano passado, pelo menos 1342 migrantes morreram ou desapareceram no mar a tentar fazer esta rota.

O Vaticano anunciou também que o Papa visitará, a 8 de maio, o santuário de Nos-

sa Senhora de Pompeia e Nápoles, e que, a 23 de maio, viajará para Acerra, na região da Campânia, conhecida como a "Terra do Fogo" devido aos resíduos tóxicos despejados pela Camorra, a máfia local.

O líder da Igreja católica visitará também Pavia (norte de Itália) a 20 de junho e, a 6 de agosto, estará em Assis, para o 800º aniversário da "Morte de São Francisco". No dia 22 de agosto, participará no Encontro de Amizade e Povos de Rimini.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o ceo da OpenAI, Sam Altman, e o CEO da Anthropic, Dario Amodei. (AFP)
Credito: JN
O Papa Leão XIV vai visitar a 4 de julho a ilha italiana de Lampedusa,

CHÁ ENTRE O RITUAL E A CURA

LÚCIA-LIMA

Origem: América do Sul / Portugal

Sabor: Doce, suave e com um aroma a limão reconfortante, sem qualquer acidez.

Benefícios: Acalma os nervos, ajuda a relaxar antes de dormir e é excelente para a digestão.

MATCHA

Origem: Japão

Sabor: Intenso, vegetal (umami) e cremoso; uma experiência de sabor profundo.

Benefícios: Aumenta a concentração ("alerta calmo") e oferece uma dose massiva de antioxidantes.

CÁSCARA ("CHÁ DE CAFÉ")

Origem: América Latina

Sabor: Surpreendente! Notas de frutos vermelhos, hibisco e tabaco doce.

Benefícios: Rico em antioxidantes e com uma dose de cafeína mais suave que o café.

CHÁ PRETO GORREANA

Origem: Açores, Portugal

Sabor: Menos amargo que o normal; apresenta notas maltadas, suaves e um final limpo.

Benefícios: Fonte natural de energia equilibrada e rico em antioxidantes; ideal para substituir o café.

PU-ERH (CHÁ VERMELHO)

Origem: China (Yunnan)

Sabor: Robusto, terroso e encorpado; notas que lembram madeira húmida ou terra.

Benefícios: Famoso "queima-gorduras", reduz o colesterol e auxilia a digestão pesada.

GENMAICHA ("CHÁ DE PIPOCA")

Origem: Japão

Sabor: O vegetal fresco do chá verde combina com o sabor tostado do arroz torrado.

Benefícios: Reconfortante para o estômago, saciante e com baixo teor de cafeína.

O chá é muito

te: é um ritual, muitos, uma

Seja numa manhã chávena de chá tranquilidade aconchego. Existem apenas pelo prazer to intenso dos

ERVA-CIDREIRA

Origem: Europa / Mediterrâneo

Sabor: Perfil herbáceo e terroso ras; muito aromático e fresco.

Benefícios: Alivia o stress cólicas abdominais e promove

CHÁ BRANCO (PAI

Origem: China (Fujian)

Sabor: Extremamente delicado, tilmente adocicado.

Benefícios: O melhor para a devido ao nível máximo de metabolismo.

LAPSANG SOUCHONG

Origem: China

Sabor: Intensamente fumado ra ou uísque; muito marcante.

Benefícios: Aquece o corpo, e ajuda na digestão.

muito mais do que uma bebida quenritual, um momento de pausa e, para forma simples de bem-estar. manhã fria ou ao final do dia, uma chá pode proporcionar conforto, e até um certo sentimento de Existem chás que são escolhidos prazer do sabor, como o chá predos Açores (o Gorreana) ou o de-

Mediterrâneo

terroso com notas cítricas ligeifresco.

e a ansiedade, combate as promove o sono.

(PAI MU TAN)

delicado, floral e aveludado; suba pele (anti-envelhecimento) de antioxidantes.e acelerar o

SOUCHONG

licado chá branco, e outros que fazem parte do dia a dia por motivos associados à saúde.

Efetivamente, ao longo dos séculos, o chá foi também valorizado pelas suas propriedades medicinais. A camomila é conhecida pelo seu efeito calmante, tal como a cidreira e a tília, entre tantos outros. Já a hortelã pode ajudar na digestão, o gengibre é frequentemente asso-

fumado (pinho), lembrando fogueimarcante.

corpo, melhora o fluxo sanguíneo

ciado ao alívio de constipações e o chá verde destaca-se pelas suas propriedades antioxidantes. Ainda que nenhum deles deva substituir os tratamentos médicos, muitos são os que recorrem ao chá para evitar o uso recorrente de produtos químicos.

Além de tudo isto, o chá carrega uma forte dimensão cultural. No Japão, por exemplo, o

TÍLIA

Origem: Europa

Sabor: Floral, doce e ligeiramente amadeirado; uma infusão delicada e reconfortante.

Benefícios: Poderoso sedativo natural; ajuda a combater insónias e tensão nervosa.

ROOIBOS

Origem: África do Sul

Sabor: Naturalmente doce, com notas de noz e baunilha; encorpado e sem cafeína.

Benefícios: Rico em minerais (ótimo para desportistas), antialérgico e seguro para todos.

CHÁ AZUL (BUTTERFLY PEA)

Origem: Tailândia / Sudeste Asiático

Sabor: Muito subtil, herbáceo e terroso; ideal para misturar com limão ou menta.

Benefícios: Melhora a memória, reduz o stress e promove a saúde do cabelo e pele.

matcha é muito mais do que uma tendência: é parte de uma tradição ligada à cerimónia do chá, onde cada gesto tem significado. Em várias culturas, oferecer chá é sinónimo de hospitalidade, respeito e partilha - uma prova de que, por vezes, as coisas mais simples são também as mais profundas.

CAMOMILA

Origem: Egito / Europa

Sabor: Suave, floral e ligeiramente frutado, com notas naturais de maçã doce e mel.

Benefícios: O remédio clássico para dores de estômago e má digestão; também é um relaxante muscular suave que ajuda a dormir.

HIBISCO (FLOR DA JAMAICA)

Origem: África Tropical

Sabor: Intenso, ácido e refrescante, muito semelhante a arandos (cranberries) ou frutos vermelhos.

Benefícios: "Bomba" de Vitamina C; famoso por ajudar a baixar a tensão arterial, combater a retenção de líquidos e acelerar o metabolismo.

MILKY OOLONG

Origem: Taiwan

Sabor: Uma surpresa total: tem uma textura cremosa e um sabor natural a leite, manteiga e orquídea, sem adição de laticínios.

Benefícios: Combina o estado de alerta do chá verde com a digestão do chá preto; acelera o metabolismo e melhora a saúde da pele.

PORTUGAL PORTUGAL

E-Redes com 6500 clientes sem energia na zona mais afetada pela depressão Kristin

Cerca de 6500 clientes da E-Redes nas localidades afetadas pela depressão Kristin, em 28 de janeiro, continuam sem energia elétrica.

Em comunicado, a empresa afirma-se focada no restabelecimento da energia elétrica e dá nota de uma descida do número de clientes afetados, relativamente a quarta-feira, quando nas localidades mais afetadas pela depressão Kristin cerca de 7600 clientes continuavam sem ligação à rede.

A E-Redes reforça o alerta para que a população, caso identifique infraestruturas elétricas caídas ou danificadas, se mantenha afastada e reporte a situação à E-Redes (800506506 ou balcaodigital.e-redes.pt).

Os clientes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações,

Pós-Kristin

empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas. Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

JN/MS

Recuperar zonas afetadas a 100% é "irrealista". Casas estarão reparadas no prazo de um ano e meio

O coordenador da Estrutura de Missão para as zonas afetadas pela depressão Kristin, Paulo Fernandes, alertou que seria "irrealista" falar, numa situação como a que se abateu sobre a região centro do país, de uma recuperação a 100%. "Seria irrealista da minha parte", afirmou Paulo Fernandes, em entrevista à RTP. Dados preliminares apontam para cinco mil milhões de euros em prejuízos.

Paulo Fernandes afirma que, até ao momento, há mais de 12 mil inscritos para apoio à reparação de danos mais leves, num valor de até dez mil euros por intervenção, mas cerca de 30 mil já fizeram pedidos de ajuda junto das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Cerca de 20 mil empresas ativaram apólices de seguro, explica o responsável. No total,

haverá 164 mil empresas afetadas, 55 mil só em Leiria.

Sobre os prazos para recuperação, Paulo Fernandes acredita que as empresas estarão recuperadas num prazo de seis a nove meses, repondo as estruturas produtivas. Já foram levantados 900 milhões de euros de apoios à tesouraria, o que significa que as empresas estão a reagir "mais rapidamente". Já para as habitações, no que se refere a "intervenções mais leves", o responsável aponta o prazo de um ano para todas as intervenções estarem completas. Para casos mais complexos, com danos mais severos, em que as pessoas ficaram desalojadas, as obras poderão demorar entre um ano e um ano e meio. Neste momento, estão sinalizadas cerca de 170 habitações nestas condições.

JN/MS

Defesa nacional

Marinha vai vender quatro navios patrulha à República Dominicana por 24 milhões de euros

A Marinha portuguesa vai vender os navios patrulha Tejo, Douro, Mondego e Guadiana, vocacionados para missões de patrulha e vigilância marítima, controlo das águas sob jurisdição nacional, busca e salvamento e segurança marítima, à República Dominicana por cerca de 24 milhões de euros, com entregas faseadas durante os próximos anos, anunciou o Ministério da Defesa Nacional.

Ovalor base do contrato é de 24 milhões de euros, "podendo ser complementado por opções adicionais em sistemas e equipamentos, até um montante máximo global de 24,37 milhões de euros, em função das escolhas da República Dominicana", detalhou o ministério.

A entrega será faseada, com o primeiro navio "a ser entregue até 12 meses após a conclusão da fase logística, seguindo-se as restantes unidades, com prazos máximos de 20, 30 e 40 meses, respetivamente".

As embarcações serão entregues em Portugal, cabendo à República Dominicana o seu trânsito para destino. O ministério defende que esta transferência reforça as ca-

pacidades de patrulha e segurança marítima da República Dominicana mas também permite a Portugal "valorizar material de guerra não necessário às Forças Armadas".

Segundo a tutela, o acordo inclui "um programa integrado de transferência de capacidades, envolvendo ações de manutenção e modernização, fornecimento de munições e sobresselentes, documentação técnica, formação e treino de guarnições e equipas de gestão, de forma a garantir a plena operacionalização dos navios ao serviço da Armada Dominicana".

A Marinha está a fazer um conjunto alargado de compras de equipamento, com entregas previstas nos próximos anos: o porta-drones D. João II, que está a ser construído na Roménia e será entregue em 2026, os seis Navios de Patrulha Oceânicos (NPO"s), cuja primeira embarcação deverá chegar em 2027, dois reabastecedores logísticos em 2028, estando também prevista a aquisição de três fragatas de nova geração, no âmbito dos empréstimos europeus SAFE.

Marcelo Rebelo de Sousa inicia última visita oficial como presidente em Madrid

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, iniciou na quinta-feira (19) a sua última visita oficial, a Espanha, onde será recebido com honras militares pelo Rei Felipe VI, com quem se encontrou diversas vezes durante os últimos dez anos.

As visitas oficiais de Marcelo Rebelo de Sousa, que cessa funções como presidente da República em 9 de março, começaram em 17 de março de 2017, no Vaticano e em Madrid.

A capital espanhola é também o destino da última deslocação oficial ao estrangeiro de Marcelo Rebelo de Sousa como chefe de Estado, "cumprindo a tradição do início e final dos seus mandatos", como escreveu a Presidência da República.

A visita será uma "oportunidade para reafirmar e aprofundar os laços duradouros de amizade e fraternidade entre os dois países e povos", lê-se na nota da Presidência da República. Segundo o mesmo texto, Marcelo Rebelo de Sousa "terá a oportunidade de agradecer a assistência prestada por Espanha durante as tempestades que afetaram Portugal nas últimas semanas". O chefe de Estado adiou por duas vezes esta visita de despedida a Madrid, em dezembro e no início deste mês. O primeiro adiamento deveu-se à inesperada operação do Presidente a uma hérnia abdominal. A visita foi adiada de novo no início de fevereiro, por decisão conjunta com o Rei de Espanha, devido às tempestades que atingiram os dois países.

JN/MS
Credito: JN
Cortes de energia
Visita de despedida

Rotary Clube do Funchal promoveu jantar-palestra

sobre desinformação

O Rotary Clube do Funchal promoveu um jantar-palestra dedicado ao tema da desinformação e do pensamento crítico, iniciativa que contou com a participação do orador António Macedo Ferreira.

Sob o mote “Factos, Fakes e Outros Bichos Estranhos”, a sessão proporcionou um espaço de reflexão sobre a circulação de informação atualmente.

A iniciativa decorreu no Hotel Meliã Madeira Mare, reunindo rotários, convidados e membros da comunidade num ambiente de partilha e convívio institucional, em linha com a tradição do clube de promover momentos de formação, diálogo e camaradagem.

JM/MS

Ação sobre saúde mental e prevenção de comportamentos de risco na ESFF

A Escola Secundária Francisco Franco acolheu, no passado dia 12 de fevereiro, uma ação de sensibilização dedicada à saúde mental e à prevenção de comportamentos de risco na comunidade escolar, no âmbito do projeto europeu ‘Proeza – Melhora a Saúde Mental’.

Asessão foi dinamizada por Carolina Fernandes e Cláudia Ramos, profissionais da área da saúde, que proporcionaram um momento de reflexão, informação e partilha dirigido à comunidade educativa. A iniciativa teve como objetivo alertar para a importância do bem-estar psicológico na juventude e para a adoção de estratégias preventivas promotoras de um desenvolvimento saudável e equilibrado. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a adolescência constitui um período crítico para o desenvolvimento de hábitos sociais e emocionais determinantes para o bem-estar mental.

A escola sublinha que, perante pressões académicas, familiares e sociais, os jovens podem enfrentar níveis elevados de stress e ansiedade, sendo fundamental a existência de informação adequada e apoio atempado. A prevenção assumiu um papel central na sessão, com enfoque na identificação de sinais de risco e no reforço de competências

socioemocionais, promovendo uma cultura de cuidado, empatia e responsabilidade partilhada.

Universidade da Madeira com 714 vagas no próximo ano letivo

A Universidade da Madeira vai manter inalterado o número de vagas no próximo ano letivo, 2026/2027, disponibilizando 714 lugares, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI). Segundo comunicado citado pela Lusa, a distribuição nacional de vagas no ensino superior público regista um aumento global face ao ano letivo em curso.

No entanto, no caso da instituição madeirense, o contingente mantém-se estável. A nível nacional, o ensino superior público contará com 78.283 vagas, mais 1.465 do que no presente ano letivo. Destas, 56.790 são atribuídas através do Regime Geral de Acesso e 21.493 por via dos regimes e concursos especiais. No ensino politécnico e universitário, a maioria das instituições regista aumentos, embora existam casos pontuais de redução ou manutenção do número de lugares, como sucede com a Universidade da Madeira.

O ministério destaca ainda a diversificação das vias de acesso, sublinhando o reforço das vagas destinadas a titulares de Cursos Técnicos Superiores Profissionais, bem como o aumento de lugares para estudantes internacionais e para candidatos provenientes de cursos de dupla certificação. Entre as áreas com crescimento assinalável está a formação de professores, com um aumento das vagas nas licenciaturas em Educação Básica no Concurso Nacional de Acesso.

O Governo prevê também a atribuição de 2.500 bolsas anuais, no valor da propina, a novos estudantes matriculados em cursos que conferem habilitação profissional para a docência. No que respeita ao curso de Medicina, foram fixadas 1.656 vagas para 2026/2027 a nível nacional, mais 62 do que no ano anterior. Incluindo o ensino privado, o sistema de ensino superior disponibiliza 107.598 vagas em todo o país, mais 2.882 do que em 2025.

JM/MS

Salários médios nos Açores sobem 6,8% em 2025 e atingem 1862

A remuneração bruta total mensal média por trabalhador nos Açores fixou-se em 1862 euros em dezembro de 2025, registando um aumento de 6,8% face ao mesmo mês do ano anterior. Em termos absolutos, os trabalhadores ganharam, em média, mais 118 euros do que em dezembro de 2024, quando o valor se situava nos 1744 euros.

De acordo com os dados do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), a remuneração bruta regular mensal média - que exclui subsídios de férias e de Natal - subiu 7%, passando de 1247 para 1335 euros, mais 88 euros, em dezembro. Já a remuneração base mensal média, correspondente apenas ao vencimento base, aumentou igualmente 7%, fixando-se nos 1247 euros. Quando descontado o efeito da inflação, as remunerações continuam a apresentar ganhos reais: a remuneração total cresceu 4,4% em termos reais, enquanto a regular e a base registaram aumentos de 4,7%.

Setor primário continua a pagar menos e energia lidera

As diferenças salariais entre atividades económicas mantêm-se expressivas. Em dezembro de 2025, a remuneração bruta total mensal variou entre 1163 euros na Agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca e 3482 euros no setor da Eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio. Apesar de continuar a ser o setor com salários mais baixos, o setor primário foi também uma das áreas com maior crescimento homólogo, com uma subida de 16,3%. No extremo oposto, o setor energético apresentou um aumento mais moderado, de 3,2%, mantendo, ainda assim, os valores salariais mais elevados da economia regional. Na componente da remuneração base, a diferença mantém-se: os

trabalhadores da agricultura auferiram, em média, 889 euros, enquanto na área da educação o valor médio atingiu 2081 euros.

Empresas com pelo menos 500 funcionários pagam mais

Segundo o SREA, nas empresas com 1 a 4 trabalhadores, a remuneração bruta total média foi de 1201 euros. Já nas entidades com 500 ou mais trabalhadores, o valor subiu para 2729 euros.

Também aqui se verificou crescimento generalizado: as microempresas registaram a maior variação homóloga, com um aumento de 8,7%, sinalizando alguma recuperação dos rendimentos nos negócios de menor dimensão. Na remuneração regular, os valores oscilaram entre 927 euros nas entidades mais pequenas e 1779 euros nas maiores. No caso da remuneração base, a diferença situou-se entre 915 euros e 1630 euros.

Setor público recebe em média mais que o privado

Os dados revelam ainda que os trabalhadores das Administrações Públicas continuam a auferir remunerações superiores às do setor privado. Em dezembro de 2025, a remuneração total média no setor público foi de 2424 euros, o que representa um aumento de 8,1% face ao ano anterior.

No setor privado, a remuneração total média fixou-se nos 1713 euros, após um crescimento homólogo de 6,3%.

A componente regular passou de 1172 para 1250 euros, enquanto a remuneração base atingiu os 1174 euros.

Serviços intensivos em conhecimento lideram

A análise por uso de tecnologia e intensidade de conhecimento mostra que os trabalhadores dos Serviços Intensivos em Conhecimento receberam, em média, 2307 euros mensais, valor que traduz um aumento de 6,8% em termos homólogos. Nos Serviços Pouco Intensivos em Conhecimento, a remuneração média foi de 1486 euros, com uma subida de 6,0%. Já na indústria transformadora, os salários situaram-se em 1580 euros no conjunto do setor, com crescimentos próximos dos 5%.

Sabor que une, momentos que ficam

Na jornada 22, o topo da Liga confirmou a tendência da época: pragmatismo crescente, brilho raro e um campeão que pode ser mais eficaz do que memorável.

Ajornada 22 da Liga Portugal 2025/2026 confirmou aquilo que se vinha a desenhar nas últimas semanas: um campeonato equilibrado no topo, mas marcado por um pragmatismo crescente que ameaça retirar brilho à reta final. Num fim de semana sem goleadas estrondosas nem exibições memoráveis, o que ficou foi a sensação de um campeonato cada vez mais jogado com régua e esquadro, e com medo de errar.

O líder FC Porto segue no registo das últimas semanas: menos espetáculo, mais cálculo. A equipa apresenta a defesa mais sólida da competição e joga com uma frieza quase clínica. Não deslumbra, mas também não vacila. O Porto parece confortável num papel de predador silencioso, à espera do erro alheio. Há quem cri-

tique a falta de criatividade ou a menor exuberância ofensiva, mas a verdade é que este perfil historicamente resulta em títulos. Quando os campeonatos apertam, as equipas que sabem sofrer ganham vantagem e o Porto parece cada vez mais preparado para esse cenário.

Logo atrás, o Sporting CP continua fiel ao seu ADN ofensivo, mas paga o preço da exigência constante. A equipa mantém o melhor ataque da prova, mas começa a revelar sinais de desgaste emocional. A pressão de correr atrás do primeiro lugar jornada após jornada cobra fatura, não necessariamente em pontos, mas na frescura das decisões e na clareza coletiva. O Sporting continua a ser a equipa que mais entusiasma, mas também aquela que mais arrisca. E num campeonato que se decide nos detalhes, o romantismo ofensivo nem sempre é recompensado.

Já o Benfica voltou a cumprir sem convencer. A vitória nos Açores foi arrancada a ferros, num jogo em que a equipa voltou a alternar entre períodos de domínio e momentos de desconcentração preocupantes. É verdade que as equipas campeãs sabem ganhar mesmo quando não jogam bem, mas também é verdade que o Ben-

fica vive demasiado dependente do seu homem-golo e de episódios pontuais. Há uma crescente maturidade competitiva, sem dúvida, mas falta aquela autoridade que transforma candidatos em inevitáveis. Neste momento, o Benfica parece mais competente do que dominador.

A grande nota negativa da jornada pertence ao SC Braga. A derrota inesperada voltou a expor uma fragilidade antiga: a incapacidade de manter consistência emocional fora dos grandes palcos. O Braga continua a mostrar qualidade individual e momentos de futebol positivo, mas perde demasiados pontos onde não pode. Esta irregularidade crónica começa a afastar a equipa da luta pelo pódio e levanta dúvidas sobre a sua maturidade competitiva. Há talento, há ideias, mas falta lastro competitivo.

O destaque, pela positiva, vai para o Gil Vicente que, sem muito ruído, já alcançou o quarto posto. Não é surpresa para o leitor o quanto aprecio o trabalho que César Peixoto está a fazer nesta equipa: longe dos holofotes, com a sua ideia de jogo vincada, e a somar pontos!

Se no topo há tensão, no meio da tabela reina o caos. Equipas capazes de surpreender num fim de semana desmoronam no seguinte, e a jornada 22 voltou a ilustrar essa montanha-russa competitiva. Jogos intensos, resultados imprevisíveis, mas pouca qualidade sustentada. Há emoção, mas raramente há controlo. O futebol português continua a produzir partidas vibrantes, mas muitas vezes mais pela desorganização do que pela excelência. Falta consistência, falta identidade e, em muitos casos, falta profundidade de plantel.

Este cenário levanta uma questão inevitável: estamos perante um campeonato equilibrado ou apenas nivelado por baixo fora do topo? A resposta talvez esteja algures no meio. Os três grandes mantêm padrões elevados, ainda que diferentes entre si, mas o fosso qualitativo mantém-se evidente. A competitividade existe, mas nem sempre significa evolução. Muitas equipas

lutam com coragem, mas sem recursos para sustentar ambições maiores. Outro ponto que esta jornada reforçou foi a crescente importância do fator psicológico. À medida que o calendário encurta, o peso das decisões aumenta. Já não basta jogar bem; é preciso saber gerir momentos, controlar nervos e sobreviver à pressão. Neste capítulo, o campeonato está longe de decidido. Benfica, Sporting e Porto apresentam virtudes claras, mas também fragilidades expostas. Nenhum parece verdadeiramente inalcançável e isso pode ser tanto um sinal de equilíbrio como de ausência de hegemonia. Há também um lado menos discutido, mas igualmente relevante: a estética do jogo. A jornada 22 deixou a sensação de um futebol cada vez mais funcional e menos criativo. Menos risco, mais cálculo. Menos improviso, mais estrutura. Natural numa fase decisiva, dir-se-á. Mas também um alerta para uma Liga que, por vezes, sacrifica espetáculo em nome da sobrevivência competitiva. O pragmatismo pode ganhar campeonatos, mas raramente conquista memórias.

Ainda assim, há algo de fascinante neste equilíbrio imperfeito. Um campeonato sem dono, onde cada jornada redesenha a narrativa, tem o seu encanto. A luta pelo título promete estender-se até às últimas curvas, e isso é, em si mesmo, um ativo valioso. Num contexto europeu onde muitas ligas se resolvem cedo demais, a incerteza portuguesa continua a ser um trunfo. A jornada 22 não ficará na história pelas grandes exibições, mas pode vir a ser lembrada como um retrato fiel desta temporada: intensa, tensa e profundamente pragmática. Um campeonato jogado mais com nervos do que com fantasia, mais com cálculo do que com ousadia. E talvez seja precisamente aí que reside o seu carácter: imperfeito, irregular, mas imprevisível até ao fim.

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião

LIGA DOS CAMPEÕES

Real Madrid vence na Luz pela margem mínima no arranque do play-off

O Real Madrid bateu o Benfica, na terça-feira à noite (17), por 1-0. Vinícius Júnior marcou o tento solitário, que permite aos espanhóis levar uma vantagem na bagagem para o jogo decisivo.

Depois de um fecho da fase de liga de proporções épicas, o Benfica voltou a reencontrar o Real Madrid, na Luz, para a primeira mão do play-off da Liga dos Campeões.

A primeira parte foi ligada à ficha e com um bom futebol de parte a parte, mas os madrilenos começaram a crescer nos últimos minutos e foi preciso um Trubin em grande nível para segurar o nulo no momento de recolher até aos balneários.

Na retoma, o Real Madrid manteve-se dominante e acabou por chegar à vanta-

gem. Num belo movimento, o internacional brasileiro Vinícius Júnior (50 m), do lado esquerdo da área encarnada, apontou a mira e atirou ao ângulo superior direito. No seguimento, o jogo ficou vários minutos interrompido. Vinícius Júnior queixou-se de um alegado insulto de Prestianni. O play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões foi interrompido, ao minuto 52. O árbitro do encontro fez o gesto de racismo e o extremo do Real Madrid até chegou a afastar-se o relvado, foi assobiado, mas, após ficar tudo mais calmo, o jogo acabou por retomar

O brasileiro chamou de imediato o árbitro após uma troca de palavras com Prestianni, que levantou a camisola a tapar a boca. O árbitro ativou o protocolo de racismo e cruzou os braços no ar.

Vinícius terá dito ao árbitro que Prestianni lhe chamou "mono" (macaco). A partida retomou aos 60 minutos.

Tempo este que foi retomado e de lado a lado o golo estava na mente. Os espanhóis para ampliar; as águias para igualar. Contudo, o marcador não mais voltaria a sofrer alterações.

José Mourinho, treinador do Benfica, não esteve com meias medidas e arrasou a arbitragem, mas também falou do episódio de Vinícius Jr., jogador do Real Madrid, que se queixou de racismo.

«Uma coisa é o que Vinícius diz, outra é o que Prestianni diz, coisas completamente diferentes. Disse a Vinícius, de modo independente, que quando um jogador faz um golo daqueles sai em ombros. Não se vai mexer com um estádio ou com o co-

ração do estádio do adversário. Como se diz em Espanha, quem faz golos daqueles corta rabo e orelha e não acaba o jogo e ele acabou com o jogo», explicou.

Depois, a arbitragem: «Não há nada para explicar, tudo muito óbvio: tenho 1400 jogos, é simples, ele tinha um papelinho que dizia Carreras, Tchouaméni, Huijsen, se tiverem cartão amarelo não podem jogar. E alguém lhe disse que não podem levar amarelo. Carreras fez uma simulação grotesca e não leva amarelo, Tchouaméni com 10 faltas não leva amarelo. A única coisa que lhe disse foi: constatei um facto, depois com a sua arrogância deu-me a expulsão, não há crise.

A segunda mão, no Bernabéu, está agendada para dia 25 deste mês.

JN/MS

SC TORONTO

O confronto entre Real Madrid e Benfica foi interrompido por suposto incidente racista. (DR)
José Mourinho viu o cartão vermelho após o reatamento do jogo. (DR)

Nacional na Madeira

res a tentarem chegar ao empate, mas sem sucesso.

Sporting CP 1

F.C.

Foi graças a um golo de cabeça de Bednarek que o F. C. Porto derrotou na visita à Madeira o Nacional (0-1), continuando confortável na liderança do campeonato nacional.

Com a Choupana ensolarada, a primeira parte foi bastante equilibrada, com algumas chances de perigo, mas não entusiasmou, sendo que ambos os conjun tos jogaram à espera do erro do adversário. Na entrada para a segunda parte, a toada do jogo manteve-se a mesma, até que surgiu o golo portista.

Através da cabeça de Bednarek, que subiu bem alto para colocar a bola na baliza ma deirense, os dragões colocaram-se em van tagem no marcador. Houve ainda tempo para a estreia do avançado Moffi, reforço de inverno dos azuis e brancos, com os insula

Francesco Farioli, treinador do F. C. Porto, mostrou-se contente com o triunfo sobre o Nacional (0-1), dedicando a vitória ao antigo presidente Pinto da Costa, que morreu há um ano, e a Samu, que não joga mais esta temporada por lesão.

" Foi uma vitoria merecida e especial por podermos dedicar ao nosso antigo presidente e podemos assim honrar o seu legado", disse o técnico dos dragões.

Na sequência de várias alterações no

O Sporting recebeu e venceu o Famalicão (1-0), no jogo disputado em Alvalade, com um golo de Daniel Bragança perto do final do jogo, não deixando o F. C. Porto ficar ainda mais isolado na liderança. Jogando com a pressão da vitória do F. C. Porto perante o Nacional (0-1), os leões foram salvos pelo VAR, que chamou o árbitro que anulou o grande golo de Ba, por falta sobre Maxi Araújo. A primeira metade continuou intensa, com ocasiões de lado a lado, destacando-se a bola ao poste de Ricardo Mangas. Vindos do intervalo, ambos os conjuntos mostraram-se dispostos a cometer riscos e a jogar a pensar na vitória, mas faltavam golos. Em Alvalade, co-

meçou a sentir-se mais um jogo decidido perto dos minutos finais, sendo que Daniel Bragança foi lançado por Rui Borges para marcar o golo da vitória aos 81 minutos, de cabeça. Rui Borges tornou-se no terceiro técnico dos leões com mais vitórias consecutivas em Alvalade. "Queremos muito ser campeões. O meu único objetivo é esse. O meu único pensamento é só esse. Não me interessa absolutamente nada aquilo que é batido em termos individuais enquanto treinador", concluiu.

Com esta vitória, o Sporting continua no segundo lugar e não deixa o F. C. Porto ganhar mais margem na liderança, mantendo os quatros pontos de diferença. Já o Famalicão segue no sexto lugar, com 32 pontos. JN/MS

Daniel Bragança marcou o golo da vitória. (Mário Vasa)

I LIGA - CLASSIFICAÇÃO

II LIGA -

RESULTADOS - 21ª JORNADA

Santa

Casa

Gil

1-2

3-2

1-2 Moreirense

22ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

20/02

Est. Amadora 20:45 CD Tondela 21/02

FC Alverca 15:30 Santa Clara

FC Arouca 15:30 Nacional

Moreirense 18:00 Sporting

Benfica 18:00 AFS

SC Braga 20:30 Vitória SC 22/02

Estoril Praia 18:00 Gil Vicente

FC Porto 20:30 Rio Ave 23/02

FC Famalicão 20:15 Casa Pia AC

RESULTADOS - 21ª JORNADA

Feirense 1-0 GD Chaves

Académico 4-1

UD Oliveirense

Farense 1-2 Leixões

Benfica B 4-2

FC Felgueiras

Paços Ferreira 0-0 Torreense

FC Vizela 0-3 Marítimo

Sporting B 4-3 Portimonense

UD Leiria 2-2 FC Porto B

FC Penafiel 2-0 Lourosa

22ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

Leixões 18:45 FC Vizela 21/02

Torreense 11:00 Benfica B

Marítimo 14:00 Sporting B

UD Oliveirense 18:00 UD Leiria 22/02

FC Felgueiras 11:00 FC Penafiel

GD Chaves 14:00 Farense

Portimonense 15:30 Académico

Lourosa 18:00 Feirense 23/02

FC Porto B 20:15 Paços Ferreira

Benfica vence nos Açores

O Benfica venceu o Santa Clara, por 2-1, um triunfo construído com um golo de Pavlidis e um tento na própria baliza de PV. Os açorianos ainda reduziram no início da segunda parte, mas a equipa de José Mourinho não vacilou.

Após um primeiro quarto de hora equilibrado e sem grandes notas de destaque, o Benfica abriu o marcador aos 16 minutos. Após jogada de insistência, na direita, Tomás Araújo cruzou para Pavlidis marcar de cabeça.

O grego festejou o 20.º golo no campeonato, voltou a isolar-se na lista dos melhores marcadores e, já depois de Rafa perder três boas oportunidades, fez a jogada que resultou no autogolo de PV. A vantagem parecia confortável, mas o arranque da segunda parte mostrou que o encontro não estava decidido. Após um pontapé de canto na esquerda, o cabeceamento de Gonçalo Paciência não parecia especialmente perigoso, mas um ressalto "estranho" da bola na relva fez Trubin ficar muito mal na fotografia e ditou o 2-1.

Com muito tempo para jogar, o Santa Clara tentou alguns momentos de maior pressão em busca do empate, mas o Benfica controlou bem os acontecimentos e segurou três pontos muito importantes..

JN/MS

Técnico português somou a 13.º vitória consecutiva ao serviço do conjunto gaulês e não se conteve com o apoio e uma tarja que se destacava na bancada: "Bravo Fonseca".

OLyon, de Paulo Fonseca, está a realizar uma temporada de grande nível e tem conseguido bons resultados nas várias frentes em que compete. Estão nos quartos de final da Taça de França, ficaram em primeiro na fase de liga da Liga Europa e estão num sólido terceiro lugar no campeonato francês.

A mais recente senda de vitórias é o perfeito exemplo de um trajeto positivo. No passado domingo, o Lyon recebeu o Nice, no Groupama Stadium, tendo ultrapassado o teste com golos de Tolisso (45+1 m) e Nartey (64 m) para somar a 13.º vitória consecutiva. Após o encontro a equipa foi agradecer aos adeptos e o técnico português não se conteve e ficou visivelmente emocionado com o suporte e com uma tarja que se evidenciava na bancada com a seguinte mensagem: "Bravo Fonseca".

JN/MS

Como anunciado, o F. C. Porto lançou um memorial em homenagem a Pinto da Costa, no dia em que se assinalou um ano da morte do histórico presidente dos dragões.

Num dia marcado por várias homenagens, o F. C. Porto lançou o memorial digital, "que permitirá a qualquer pessoa, em qualquer lugar, perceber rapidamente a dimensão do tributo que o universo F. C. Porto prestou a Jorge Nuno Pinto da Costa".

"Desde a obra deixada, espelhada em 2594 títulos nas mais variadas modali-

dades, com especial destaque para os 69 no futebol, passando pelo crescimento global que o F. C. Porto viveu nas suas quatro décadas de presidência, o memorial digital parte de quem foi Jorge Nuno Pinto da Costa para ilustrar os motivos de tamanha homenagem", informam os dragões.

Através do site oficial, é possível recordar testemunhos, mensagens e imagens que marcaram o período de Pinto da Costa.

JN/MS

Portugal já conhece os adversários na Liga das Nações

A seleção nacional ficou a conhecer os adversários na fase de grupos da Liga das Nações 2026/27. Portugal, campeão em título e que também venceu a edição inaugural, em 2019, vai medir forças com Dinamarca, Noruega e País de Gales. A primeira fase da competição vai decorrer num período mais curto, entre 24 de setembro e 17 de novembro, com os quartos de final agendados para 26 e 30 de março e a "final four" a jogar-se entre 9 e 13 de junho de 2027.

Osorteio foi realizado em Bruxelas, na Bélgica, com a presença do antigo internacional português Pepe, a

quem tocou ditar a sorte para as ligas A da competição, que vão disputar o título. Portugal, que integrava o pote 1, não se pode queixar da sorte, uma vez que escapou a Itália e Países Baixos, do pote 2, e a Inglaterra e Bélgica, do pote 3. Curiosamente, a equipa das quinas vai voltar a defrontar a Dinamarca, seleção que eliminou nos quartos de final da Liga das Nações 2024/25 rumo à conquista do título. Regista-se, ainda, o reencontro com o País de Gales, país que Portugal eliminou nas meias-finais do Euro 2016 antes de celebrar o troféu na final frente à França, em Paris.

JN/MS

Cristiano Ronaldo marca no regresso e ajuda o Al Nassr a vencer

O Al Nassr, treinado pelo português Jorge Jesus, venceu em casa do Al Fateh, do técnico José Gomes, por 2-0, com um golo de Cristiano Ronaldo, no jogo da 22.ª jornada da Liga saudita.

Oavançado português, que não jogava há 15 dias devido a um diferendo com o fundo de investimento da Liga saudita, abriu o marca-

dor, aos 18 minutos, seguindo-se o tento de Yahya, aos 80, para a equipa de Jesus, que também contou com João Félix no onze titular. Na tabela classificativa, o Al Nassr retomou o segundo lugar, com 52 pontos, menos um do que o líder, o Al Hilal, enquanto o Al Fateh, que teve Jorge Fernandes como titular, é 10.º, com 24. JN/MS

Tenha a tranquilidade que só um advogado experiente pode oferecer

Fernando Martins é advogado e notário público com mais de 30 anos de experiência a servir clientes no Canadá, Portugal, Brasil e em todo o mundo.

MARTINS LAW FIRM especializa em:

Imigração: Todas as áreas da lei de imigração canadiana, incluindo:

• residência permanente • entrada expressa • residência temporária

• pedidos de cidadania • renovações de cartão de residente permanente

• apelos ao Tribunal Federal • apelos de ordens de deportação • LMIAs Direito Criminal: incluindo assaltos, agressões e roubos; crimes de condução sob influência de álcool ou droga; assédio. Testamentos e Procurações (Powers of Attorney)

MARTINS LAW FIRM preocupa-se com os melhores resultados possíveis. O nosso objetivo é prestar soluções honestas e uma abordagem altamente personalizada e de alta qualidade para cada caso. Fernando Martins tem representado clientes no Tribunal Federal, Tribunal Superior de Ontário, Tribunal de Justiça de Ontário e Immigration Appeal Division.

905 College Street, Toronto | 416-536-5488 fernandomartins@martinslawfirm.ca | martinslawfirm.ca

de catering e take-out para todas as ocasiões, mesmo as mais especiais

Creditos: DR
Creditos: DR

ANDEBOL

Francisco Costa eleito melhor jovem andebolista mundial de 2025

O lateral-direito internacional português Francisco Costa foi eleito o melhor jovem andebolista mundial de 2025, tornando-se o primeiro jogador nacional a receber uma distinção de nível tão elevado da Federação Internacional de Andebol (IHF).

Ojogador do Sporting, de 20 anos, superou o central Óli Mittún, das Ilhas Faroé, e o lateral Nikola Roganovic, da Suécia, os outros finalistas do prémio criado em 2023 pela IHF, cuja votação para a atual edição decorreu entre 25 de janeiro e 10 de fevereiro de 2026.

Francisco Costa foi a principal figura da seleção portuguesa que terminou no quinto lugar no recente Europeu de 2026 (a melhor classificação de sempre), no qual foi o melhor jovem, melhor lateral direito e

o terceiro melhor marcador, atrás dos dinamarqueses Mathias Gidsel, distinguido hoje como o melhor andebolista mundial de 2025, e Simon Pytlick.

O lateral-direito já tinha integrado o lote de finalistas do prémio de melhor andebolista mundial jovem em 2024, ano em que foi distinguido o alemão Renars Uscins, que sucedeu a Elias á Skipagotu, das Ilhas Faroé, vencedor da edição inaugural, em 2023.

Francisco Costa reuniu a clara preferência dos selecionadores presentes no Mundial de 2025 e da Comissão de Treinadores e Métodos da IHF, dos quais recolheu 80% dos votos, e foi o segundo mais votado pelos adeptos, que detinham um terço do peso total na escolha do vencedor, atrás de Óli Mittún.

JN/MS

BASQUETEBOL Portuguesa faz história na NBA perante o casal Obama: «Se

não fosse a minha mãe…»

Instantes após fazer história ao inscrever o nome na lista All-Star da NBA, faltavam as palavras a Mery Andrade para expressar tudo o que lhe ia no coração ao sentar-se no banco da equipa Mundo como treinadora-adjunta, num novo formato do jogo que reúne os melhores dos melhores, da mais espetacular liga de basquetebol do planeta.

Dificilmente podia ter sido mais simbólico e especial e emocionante, reconheceu a antiga internacional portuguesa, na zona mista da casa dos LA Clippers. «Quando se entra e vê All-Star em todo o lado, e as luzes, neste que é o melhor pavilhão nos EUA, o coração já acelera. Depois, quem é que está ali ao lado? A Michelle e o Barack Obama, que vieram ver o jogo… Mais à frente, o Michael Jordan e o Magic Johnson. Estava quase a chorar. Foi mesmo uma experiência espetacular», acrescentou.

Mas se ter o casal Obama e muitos dos melhores da história do jogo não foi suficiente para lhe fazer rolar lágrimas no rosto, a coisa mudou de figura quando falou sobre como tinha sido partilhar à distância aquele momento com a mãe. «Vim de uma ilha super-pequena onde nasci, em Cabo Verde, fui para Portugal, fiz a universidade nos EUA, joguei aqueles anos todos em Itália. Depois voltar para os EUA, começar tudo do zero…

nada disto teria acontecido se não fossem os sacrifícios que a minha mãe e a minha família fizeram», disse emocionada ao dedicar mais um feito histórico àqueles que lhe são mais queridos.

Mery Andrade tornou-se na primeira mulher de sempre a integrar uma equipa técnica de um jogo All-Star da NBA. No final, em declarações aos jornalistas presente, defendia que era um feito muito maior do que ela. «Quando estou em certos ambientes, não estou a fazer isto só por mim: estou a fazer pela próxima mulher, por um país… Vêm-me sempre aquelas borboletas à barriga. Mas eu gosto disso, porque quando jogava – e joguei por mais 20 anos – sempre senti isso em situações importantes. E nesta manhã, quando me sentia nervosa, isso mostrou-me que estava a viver um evento importante na minha vida», apontou. A treinar nos EUA desde 2019 e na NBA desde 2023, como adjunta de Darko Rajakovic nos Toronto Raptors, a antiga basquetebolista, que jogou vários anos na WNBA, comentou a evolução que tem tido ao longo deste trajeto. «A parte mais divertida da minha carreira tem sido o crescimento. Nunca na minha vida imaginei que pudesse estar aqui e a treinar jogadores deste calibre. Porque era algo que nunca tinha sido feito. Mas eu baixei a cabeça, trabalhei e tudo o que viesse era bem-vindo». Não foi pouco o que veio. A Bola/MS

Creditos: Mike Neal
Creditos: DR

Canadian Women’s Hockey team must settle for silver

The narrative of the 2026 Winter Olympics in Milan seemed pre-written. Team USA arrived as a juggernaut, an "Olympic wagon" that had dismantled every opponent in its path. They held a psychological stranglehold over Canada, riding a seven-game win streak that included a humiliating 5-0 shutout just a week prior. On paper, the gold medal was already heading south of the border.

But hockey, at its core, exists to defy expectations.

Canada entered the Milano Santagiulia Arena not as the reigning 2022 champions, but as stubborn underdogs determined to turn the final into a "bloodbath." For 37 agonizing minutes, it looked as though they might actually pull off the heist of the decade. Following a scoreless first period defined by the brick-wall goaltending of Ann-Renée Desbiens and Aerin Frankel, Canada struck first. Early in the second, Kristin O’Neill converted a shorthanded backhand deke off a feed from Laura Stacey,

Canadian Men’s Hockey team charges into semifinals

sending a jolt of belief through the Canadian bench.

As the clock ticked down, Canada held that 1-0 lead with "infinite desperation." They weren't just playing a game; they were "holding a nation’s breath." However, the script took a cruel turn with just 2:04 remaining in regulation. With an empty net behind her for an extra attacker, U.S. captain Hilary Knight—now the all-time leading Olympic scorer in American history—deflected a Laila Edwards point shot to force the game into overtime.

The transition to 3-on-3 sudden death provided the "clean ice" the Americans needed to finalize their comeback. Megan Keller eventually found the back of the net, freezing the clock at 2-1 and triggering thunderous chants of “U-S-A!” throughout the arena.

The statistics from this tournament are staggering: the Americans finished with a 33-2 goal differential, cementing their status as the most dominant team of the fortnight. Yet, the final score felt more like a "soccer score in a calico nation"—tight, suffocating, and decided by the thinnest of margins.

While the Canadian players sat "silent and sunken" as the gold was handed away, they proved they were far from the team that had been bullied throughout the Rivalry Series. They pushed a superior opponent to the brink of heart -

The stage is set for a high-stakes showdown in Italy as Team Canada officially secures its place in the semifinals of the Milano Cortina 2026 Winter Olympics. After a pulse-pounding 4-3 overtime victory against a resilient Czechia squad on Wednesday, Canada has emerged as a top contender, punching their ticket to the medal round and keeping their golden ambitions alive.

The Semifinal Landscape

Due to their dominant performance in the preliminary round, Canada entered the knockout stage as the top seed. Under the tournament’s re-seeding format, they are slated to face the lowest-remaining seed in the semifinals: Finland. The Finns earned their spot through pure grit, orchestrating a stunning come-from-behind 3-2 overtime win to eliminate fifth-seeded Switzerland.

While Canada found success against Finland during last winter’s 4 Nations FaceOff, this will be their first meeting on Olympic ice in 2026. On the other side of the bracket, the United States will face off against Slovakia. The Americans advanced after a tense 2-1 overtime battle against Sweden, sealed by a game-winner from captain Quinn Hughes. Slovakia, meanwhile, cruised into the final four with a convincing 6-2 win over Germany.

break. Team USA earned their gold, but Team Canada earned the right to fly home from Italy with their heads held high, having turned a predicted blowout into a legendary test of wills.

Chasing History

For Canada, this tournament represents a chance to reclaim international hockey supremacy. This is the first time the program will play for an Olympic medal since taking bronze at Pyeongchang 2018. However, the ultimate goal remains the top of the podium; Canada hasn’t captured Olympic gold since Sochi 2014—the last time NHL players participated in the Games. With memories of the 2010 "Golden Goal" in Vancouver and the dominance of 2014 still fresh in the minds of fans, the pressure is on to end the twelve-year drought.

Conversely, the United States is looking to snap a much longer dry spell, chasing their first gold medal since the "Miracle on Ice" in 1980.

The Final Countdown

Hockey fans should clear their schedules for a blockbuster weekend of action:

• Semifinals

Friday, February 20 at 3:10 PM

• Bronze Medal Game

Saturday, February 21 at 2:40 PM

• Gold Medal Game

Sunday, February 22 at 8:10 a.m.

As the world watches, Canada stands just two wins away from returning the gold medal to its northern home.

Luis Camara

Secretary Treasurer

Ricardo Teixeira

Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello Di Giovanni Vice-President

Pat Sheridan E-Board Member

Iniciativa 4DY quer aumentar o acesso de jovens com deficiência às profissões especializadas

Foi lançada uma nova iniciativa nacional, de vários anos, com o objetivo de ajudar empregadores dos setores da construção e da indústria transformadora a repensarem a forma como recrutam, contratam e apoiam jovens com deficiência, redesenhando os sistemas dentro do local de trabalho, em vez de tentar “corrigir” o indivíduo.

Oprograma visa especificamente apoiar empregadores a reformularem os seus processos, de modo a incluir melhor jovens neurodivergentes, jovens com deficiência intelectual e jovens com desafios de saúde mental.

Estes grupos continuam a enfrentar níveis elevados de desemprego e subemprego, apesar de possuírem competências e motivação para terem sucesso em carreiras estáveis e bem remuneradas.

O projeto, conhecido como For Diverse Youth (4DY), é liderado pela organização Inclusive Design for Employment Access (IDEA), em parceria com o Centre for Industrial Relations and Human Resources (CIRHR) da Universidade de Toronto. É financiado através da estratégia federal Youth Employment and Skills Strategy, com um investimento de 4,44 milhões de dólares ao longo de 38 meses, prolongando-se até março de 2028.

“No passado, o foco foi desenvolver competências e preparar trabalhadores para o mercado”, explica Andrew Dixon, investigador sénior da Universidade de Toronto. “No entanto, muitos continuam a ter dificuldades em garantir emprego, especialmente em carreiras bem pagas.”

Segundo Dixon, os jovens com deficiência acabam frequentemente encaminhados para empregos de serviços com baixos salários, apesar de terem capacidade e interesse em seguir carreiras nas profissões especializadas ou na indústria. Ao mesmo tempo, ambos os setores continuam a enfrentar escassez de mão-de-obra e uma força de trabalho envelhecida.

A iniciativa 4DY pretende mudar esta narrativa, encarando a inclusão da deficiência como uma questão de desenho dos sistemas de trabalho, semelhante à saúde e segurança ocupacional, produtividade ou gestão da qualidade, e não como um desafio de adaptação tratado caso a caso.

O projeto combina investigação aplicada e testes no terreno para desenvolver ferramentas práticas, baseadas em evidência, que possam ser utilizadas por empregadores em contextos reais. Mais de uma dúzia de organizações parceiras da indústria, sindicatos, serviços de emprego e comunidades ligadas à deficiência estão envolvidas na criação e validação da abordagem.

Entre os primeiros resultados do projeto está um quadro de atuação sistémico concebido para integrar uma perspetiva de inclusão da deficiência em funções essenciais das organizações, desde o recrutamento e contratação até à integração, supervisão, mentoria e progressão profissional.

Com base nesse quadro, a equipa está também a desenvolver e testar um questionário de “verificação rápida”, que permitirá às organizações avaliar o seu nível atual de confiança e maturidade em termos de equidade, diversidade, inclusão e acessibilidade. A ferramenta destina-se a ajudar as empresas a identificar prioridades de melhoria, estabelecer pontos de referência e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

Para apoiar este trabalho, a equipa está igualmente a criar um portal web nacional — uma biblioteca virtual com ferramentas e recursos direcionados para empregadores. Ferramentas já existentes serão analisadas, avaliadas e catalogadas segundo um modelo padronizado, enquanto as lacunas identificadas servirão para orientar o desenvolvimento de novos recursos. O portal incluirá ainda um sistema de navegação desenvolvido em conjunto com empregadores e outros intervenientes do local de trabalho, para garantir que seja prático e fácil de utilizar.

A iniciativa está sediada no CIRHR e reúne conhecimento de várias entidades, incluindo a IDEA, a Youth Employment Services (YES), a Autism Alliance of Canada e o programa Ready, Willing and Able da Inclusion Canada.

Dois outros líderes do projeto são o Dr. Emile Tompa, diretor executivo da IDEA e cientista sénior no Institute for Work & Health, e o Dr. Rafael Gomez, diretor do CIRHR.

Apesar de ainda estar numa fase inicial, Dixon afirma que o envolvimento dos empregadores tem sido forte, especialmente nos setores da construção e da indústria.

“Embora ainda seja cedo para métricas formais de resultados, o envolvimento até agora indica que os empregadores e outros intervenientes valorizam a abordagem prática e centrada em sistemas para criar mudanças sustentáveis, bem como a nossa ênfase em soluções alinhadas com a realidade operacional.”

As primeiras conclusões obtidas junto de empregadores da construção sugerem que ajustes relativamente modestos podem ter um impacto significativo. Uma comunicação mais clara e consistente, práticas de supervisão previsíveis e maior flexibilidade na distribuição de tarefas, sempre que possível, podem criar ambientes onde uma maior diversidade de trabalhadores consiga ter sucesso.

A equipa do projeto está também a realizar inquéritos junto de programas pós-secundários e de aprendizagem profissional nas profissões especializadas, para compreender melhor como os percursos de formação podem apoiar jovens com deficiência e ligá-los de forma mais eficaz a empregadores inclusivos.

As parcerias são um pilar central da estratégia da iniciativa.

A responsável de envolvimento e parcerias da IDEA, Krys Munnings, está a trabalhar com a indústria, sindicatos e organizações comunitárias para expandir a rede de intervenientes envolvidos na implementação e promoção das ferramentas.

Dixon acredita que a oportunidade é significativa, não apenas para jovens com deficiência, mas também para setores sob pressão para modernizar e diversificar a sua força de trabalho.

“Os jovens com deficiência são uma oportunidade ainda por explorar”, afirma. “Sabemos que os jovens de hoje estão interessados em carreiras nas profissões especializadas e na indústria, mas acabam excluídos por sistemas que não foram concebidos com inclusão em mente. Ao redesenhar os sistemas de trabalho, em vez de excluir trabalhadores capazes, estes setores podem ampliar o seu conjunto de talentos e criar locais de trabalho mais produtivos e resilientes.”

DCN/MS

Irwin Bess anunciado como

diretor executivo da BuildForce Canada

A partir de 2 de março, a BuildForce Canada terá um novo diretor executivo: Irwin Bess.

De acordo com um comunicado da organização, Bess traz uma vasta experiência a nível nacional nas áreas de análise do mercado de trabalho, política económica e transformação digital, com um sólido historial na conversão de dados do mercado laboral em informação estratégica para apoiar os setores da construção e da manutenção no Canadá.

A organização destaca que desempenhou cargos de liderança sénior na administração pública federal, onde liderou importantes iniciativas de transformação e inovação de serviços.

“Irwin está empenhado em reforçar a liderança da BuildForce no mercado de trabalho, modernizar as ferramentas digitais e expandir parcerias para apoiar uma força de trabalho qualificada, resiliente e inclusiva”, refere o comunicado. “Antes de ingressar na administração pública, Irwin trabalhou como planeador municipal de desenvolvimento territorial e é licenciado em Estudos Ambientais (Planeamento), além de possuir um mestrado em Artes com especialização em transportes e cadeias de abastecimento.”

Bess substitui Bill Ferreira, que esteve oito anos na BuildForce antes de assumir o cargo de diretor executivo da Ottawa Construction Association.

DCN/MS

Creditos: DR
Creditos: DR

& BEM-ESTAR

tares, tanto solúveis quanto insolúveis, que podem ajudar a promover a saúde digestiva, regular o açúcar no sangue e manter a sensação de saciedade, o que pode ser benefício para a manutenção de peso. As propriedades antioxidantes desta joia nutritiva também lhe conferem poder no combate contra os radicais livres no organismo, de forma a reduzir o stress oxidativo.

A laranja é também uma fruta suculenta com alto teor de água, o que pode maximizar a hidratação daqueles que a desfrutam, especialmente durante os dias quentes de verão ou após atividades físicas.

Não só a riqueza de vitamina C, fibras e propriedades antioxidantes conferem um super poder às laranjas, existem outros nutrientes essenciais, como vitamina A, vitamina B6, folato, potássio e tiamina, que tornam as laranjas uma fonte incrível de nutrientes. Estamos a falar de uma fruta que faz bem aos vasos sanguíneos e ajuda a fixar o ferro no organismo.

O corpo humano não produz vitamina C por si só. Daí ser importante comer alimentos que forneçam essa vitamina. Uma laranja por dia basta para garantir as necessidades diárias de ingestão de vitamina C.

Mas então, a laranja pode ou não ser consumida à noite?

Existe a ideia de que a laranja não deve ser consumida durante a noite, muito influenciada pelo velho ditado popular, “de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata”, mas a verdade não é bem essa.

LARANJA

De manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata?

As laranjas estão entre as frutas mais populares e versáteis do mundo, em grande medida graças ao seu sabor cítrico característico e ainda pelo facto de serem muito refrescantes. Têm uma cor e um aroma inconfundível e são consumidas diariamente por milhões de pessoas que apreciam não só o seu sabor doce e agradável, mas também os inúmeros benefícios que oferecem à saúde.

Efetivamente, ricas em vitamina C, as laranjas contribuem para o fortalecimento do sistema imunitário e são frequentemente associadas a uma alimentação equilibrada. Para além do consumo ao natural, esta fruta é amplamente utilizada na culinária, surgindo em diversas receitas, desde sobremesas e sumos até

pratos principais e molhos. A história da laranja é igualmente interessante, marcada por uma longa trajetória de origem e expansão pelo mundo. Embora não seja fácil identificar com exatidão o seu ponto inicial, acredita-se que a laranja tenha surgido no sudeste asiático, possivelmente em áreas que abrangem a China e a Índia. Considerada uma das frutas mais antigas cultivadas pelo ser humano, existem registos e evidências que indicam o seu cultivo há milhares de anos. Atualmente, a laranja é produzida em várias regiões do planeta, incluindo a Ásia, Europa, África, Américas e Oceânia. Em Portugal, a produção mais reconhecida encontra-se sobretudo no Algarve, região onde a cultura da laranja tem grande importância económica e agrícola. Para muitos agricultores algarvios, esta

fruta representa uma fonte essencial de rendimento, contribuindo significativamente para o desenvolvimento da economia local e nacional.

O que torna as laranjas tão importantes a nível nutricional?

As laranjas são conhecidas por serem uma fruta cítrica rica em nutrientes e oferecem vários benefícios à saúde.

A propriedade mais conhecida da laranja é sua riqueza em vitamina C, um super poder que ajuda a fortalecer o sistema imunitário, combater infeções, promover a absorção de ferro e contribuir para a saúde da pele. Além das propriedades da vitamina C, as laranjas são muito ricas em fibras alimen-

Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista

Na realidade, esta ideia de que a laranja é perigosa à noite já foi contrariada por diferentes pesquisas biomédicas que indicam que a laranja pode ser consumida em qualquer parte do dia. Os seus atributos nutritivos são verificados, independentemente da hora a que é ingerida.

Há, no entanto, algumas evidências de que o sono pode ser afetado se se comer laranjas à noite, mas o efeito é variável entre pessoas e depende da quantidade ingerida. Para além disto, pode haver algum problema com Refluxo e Azia. Efetivamente, devido à acidez, algumas pessoas podem sentir desconforto digestivo, azia ou dificuldade para adormecer se tiverem estômagos sensíveis. Em resumo, se você não tem problemas de acidez, comer uma laranja à noite pode ser considerado um hábito saudável.

E já agora... sumo ou fruta: qual o mais saudável?

O sumo não substitui a laranja. O sumo de fruta 100% natural é uma fonte de vitaminas e minerais. Já os néctares ou sumos com aroma de fruta, sendo bebidas que misturam água, açúcares e polpa, não reúnem a totalidade dos benefícios.

Há também quem pense que a riqueza da vitamina C se perde caso não se beba o sumo de laranja logo após espremê-la. Embora seja solúvel na água e sensível ao calor, oxigénio e à luz, há estudos que demonstram que o teor em vitamina C de um sumo acabado de fazer se mantém por várias horas.

MS

Marco Costa e Carolina Pinto estão separados, tal como anunciaram no domingo, dia 15 de fevereiro, nas redes sociais e a filha que têm em comum, Maria Emília, de 3 anos, continua a "ser a prioridade absoluta" do ex-casal. Marco mostrou-se nas redes sociais a brincar com a pequena Mimi, como é carinhosamente tratada, e ainda a ajudou a mascarar-se. "Antes: «Nunca me vou vestir assim.» Ela pediu. Eu vesti. Ela sorriu. Eu ganhei o dia Agora: pandinha oficial da Gabi e feliz da vida. Ser pai da Mimi é o maior privilégio da minha vida", escreveu o empresário.

Agir e Catarina Gama foram pais pela primeira vez na passada quinta-feira, 12 de fevereiro. A notícia foi dada pelo casal nas redes sociais onde mostraram imagens da menina e revelaram o nome da bebé. "Camila 12.02" escreveu a dentista na sua página de Instagram ao partilhar uma foto da bebé com os pais a segurarem-lhe a mão. Por sua vez, o artista mostrou várias imagens onde o podemos ver no hospital a segurar a filha ao colo e ainda deitado com ela.

Antonela Roccuzzo e Lionel Messi fazem um dos casais mais admirados no mundo do futebol. Os dois já se conhecem há muitos anos e juntos construíram uma bonita família com três filhos: Thiago, de 13 anos, Mateo, de dez anos e Ciro, de sete anos. E parece que o jogador do Inter Miami é um homem muito romântico que não deixa escapar nenhuma data especial. No Dia dos Namorados, que se celebrou no passado sábado, 14 de fevereiro, o futebolista esforçou-se e ofereceu um enorme presente à companheira: um peluche em formato de urso. Nas imagens partilhadas nas redes sociais de Antonela, é possível ver ainda que o casal teve direito também a um jantar romântico de sushi. Antonela e Lionel conheceram-se quando tinham cerca de nove anos em Rosário, uma cidade na Argentina. O desportista jogava com um primo de Antonela no clube Newell's Old Boys e os pais da modelo eram donos de um estabelecimento comercial que o jogador frequentava. Aos 13 anos Messi mudou-se para Espanha, onde foi jogar pelo Barcelona, mas a relação com Antonela não acabou. Os dois escreviam cartas um ao outro e mantiveram o contacto. Em 2009 o casal assumiu publicamente o namoro e, em 2010, a modelo mudou-se para Espanha para viver com o companheiro. O casal subiu ao altar em 2021 numa festa repleta de estrelas do mundo do futebol como Neymar, Luis Suárez e Daniel Alves.

O cantor Leandro pediu a namorada, Marina Pereira, em casamento. O pedido foi feito na véspera do Dia dos Namorados, celebrado a 14 de fevereiro, tal como contou o casal através das redes sociais. "O nosso «para sempre» começa agora! Sim, meu amor", escreveu Marina ao mostrar publicamente a fotografia do anel. Leandro terá surpreendido a amada durante uma viagem ao Porto e foi com a zona ribeirinha da Cidade Invicta como pano de funo que deu o anel e pediu Marina em casamento. A relação de Leandro e Marina teve início no final do verão de 2025. Sendo que, em junho, o cantor afirmou publicamente que estaria solteiro. Pouco depois, Leandro e Marina passaram a partilhar publicamente fotografias e momentos a dois. O casal assumiu assim a relação, que parece estar agora prestes a ser oficializada. O intérprete do tema de sucesso "Que mal te fiz eu", recorde-se, é pai de Simão, fruto do relacionamento com Sury Cunha, e Diego, da sua anterior relação com Doina Stratulat. Leandro e Doina separam-se em julho de 2023 após 10 anos de relação.

A família de Sérgio Conceição vai aumentar. Aos 51 anos, o ex-jogador de futebol e antigo treinador do Futebol Clube do Porto prepara-se para ser avô pela primeira vez. Rodrigo Conceição, de 26 anos, e a companheira, Catarina Reis, preparam-se para ser pais em breve. O anúncio foi feito no domingo, 15 de fevereiro, através de uma partilha especial na rede social Instagram. Sérgio Conceição, recorde-se, tem cinco filhos, fruto do casamento com Elsa Varela. O treinador de futebol é pai de Sérgio, de 29 anos, Rodrigo, de 26 anos, Moisés, de 25 anos, Francisco, de 23 anos, e José, de 10 anos.

Angelina Jolie pode estar prestes a abandonar Hollywood. A atriz quer começar uma nova vida longe dos holofotes da fama e não falta muito para deixar o país rumo a uma vida mais tranquila. De acordo com a revista People, que cita uma fonte próxima da atriz, Jolie quer vender a casa "e está pronta para uma vida que não gire em torno de Los Angeles", referiu. A única coisa que prende a atriz, de 50 anos, a ficar na cidade, é o facto dos filhos mais novos, Vivienne e Knox, serem ainda menores de idade. Porém, os jovens vão fazer 18 anos brevemente, o que os liberta do acordo de custódia que a atriz tem com Brad Pitt. A atriz "nunca quis morar em Los Angeles em tempo integral mas não há outra opção devido ao acordo de custódia com o Brad Pitt", referiu essa fonte. "A Vivienne e o Knox completarão 18 anos a 12 de julho" e, por isso, a artista "está a considerar viver em vários destinos fora do país", explicou ainda. Segundo algumas fontes, no futuro a atriz quer dividir o seu tempo entre a Europa e o Camboja, país do qual tem nacionalidade e que considera o seu "segundo lar". Recorde-se que Angelina é mãe de Maddox, de 24 anos, Pax, de 21, Zahara, de 20, Shiloh, de 19, e dos gémeos Knox e Vivienne, de 17 anos.

Credito: DR
Credito:
Credito: DR
Avô
Camila
Credito: DR
Credito: DR

OLHAR COM OLHOS DE VER

Paragem "obrigatória". Créditos: Paulo Perdiz
Não aos "canalhas" no poder! - Art exhibition - Pinacoteca, SP. Créditos: Fa Azevedo
Glenhyrst Brant Art Gallery Brantford, Ontario. Créditos: Stella Jurgen

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1. Entregar em troca; permutar

2. Ver-se frente a frente com; deparar, achar

3. Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala

4. Dar a (alguém) todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade

5. Fazer perder a casca ou qualquer outro revestimento que envolva algum objeto

6. Causar dano, prejuízo, apodrecimento em, ou ficar em mau estado, danificado, quebrado

7. Ter parte em; partilhar

8. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico

9. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar

10. Descansar em estado de sono

11. Obrigar-se por compromisso

12. Transferir (bem ou mercadoria) para outrem em troca de dinheiro

13. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

14. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas

15. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar

H W H S D J J R Q R S F H M G

F O X C I D A D E F I D J U Q

S O H N U M E T S E T A L N A

L Z G N N C O M U N I D A D E

S V I D A X D R J F J J N O Q

O E C C V O V A U M O N R Y B

T N L E J B F G P F R S O K H

N T U V K P W I E U N C J S P

O I B Z H G O L P T A D U K V

R D E A J K L X I A D U K E R

O A S A O S S E P V A J D X H

T D T R A B A L H O V W K G Z

W E D H T I C K M C U I W V U

M S F R J S O R T E M A R A P B V A T U L W B O Q L M H B T

Ingredientes

• 400 g de raia

• 1 fio de azeite

• Sumo de 1 limão

• Sal e pimenta q.b.

• 2 dentes de alho

Modo de preparação

Num tacho, leve água a ferver, tempere com sal e adicione as batatas-doces. Pré-aqueça o forno a 200°C.

Num recipiente próprio para ir ao forno, tempere a raia com o sumo de limão, sal, pimenta, alho picado e um fio de azeite. Deixar o peixe repousar no tempero por 10 a 15 minutos real-

ça o sabor e a textura. Leve a raia ao forno durante 25 minutos até ficar macia e ligeiramente dourada.

Enquanto o peixe assa, prepare o puré: num tacho, esmague a batata doce cozida.

Adicione a manteiga, tempere com pimenta, noz-moscada e um fio de azeite. Misture bem.

O puré de batata doce liga muito bem com peixe cítrico — a noz-moscada dá um toque especial.

Para servir: espalhe o puré no prato, regue com um fio de azeite e coloque a raia assada por cima.

Até a próxima semana!

Culinária por Rosa Bandeira
Jogo das 10 diferenças
Caça palavras

artesonora

Entre a farmácia e a escrita como cura Sara Silva

Numa conversa intimista, a farmacêutica e escritora de Vila Maior revela como um momento de dor profunda deu origem a "O Diário de Laura", uma obra que cruza a fé, o amor-próprio e a necessidade urgente de pararmos para nos ouvirmos.

Há encontros que parecem destinados a acontecer, não apenas entre pessoas, mas entre as palavras e a necessidade de as libertar. Sara Silva, natural de Vila Maior, em Santa Maria da Feira, viveu a maior parte da sua vida adulta ligada ao rigor das ciências farmacêuticas. Contudo, nos últimos dois anos, a sua bata branca ganhou a companhia de uma caneta que não serve apenas para passar receitas, mas para desenhar caminhos de cura interior. Sara apresentou-nos o seu projeto literário, "O Diário de Laura", revelando que a sua entrada no mundo da escrita não foi planeada, mas sim imposta por uma necessidade de sobrevivência emocional; contou-nos que o gosto pela leitura sempre esteve lá, desde a infância, mencionando com um sorriso o clássico "Amor de Perdição" de Camilo Castelo Branco como uma das suas primeiras grandes influências. No entanto, o ritmo da vida e as exigências da profissão afastaram-na desse universo criativo. O "clique" para o regresso aconteceu há cerca de dois anos, na sequência de um evento traumático: um aborto: "Passei por uma fase menos bonita — ou se calhar bonita, porque me obrigou a desconstruir e a construir novamente", confessa Sara. Foi nesse vazio da perda que a farmacêutica agarrou no papel para transpor o que sentia. O que começou por ser um

escape, uma forma de "conversar com Deus", acabou por se transformar numa terapia pessoal. O que Sara não sabia era que essas páginas, escritas na intimidade do seu quarto e sem filtros, acabariam por chegar às mãos de muitos outros. O nome do livro é uma homenagem à sua avó, Laura, que Sara descreve como um ícone, uma musa inspiradora que simboliza "amor e fé". O formato diário foi mantido na publicação precisamente porque era isso que as notas eram originalmente. Sara revela que foi o seu irmão, Pedro, quem a incentivou a partilhar os textos com o mundo, acreditando que o impacto que tiveram na família poderia replicar-se em muitas outras mulheres: "Achei que ele era louco", brinca a autora, "Alguma vez eu ia pôr aquilo legível ao mundo?" Mas a verdade é que, após estruturar o conteúdo e enviar para algumas editoras, o interesse foi imediato. O livro não é apenas um relato de dor; é um manual de superação que aborda temas como o aborto, a terapia e, acima de tudo, o amor-próprio. Conciliar a vida de farmacêutica, mãe e escritora não tem sido uma tarefa simples. Sara admite que o tempo é escasso, mas que a escrita se tornou uma extensão da sua humanidade, inclusive no exercício da sua profissão. "Agora consigo perceber que esta desconstrução da Sara acaba por passar um bocadinho também para os meus velhinhos e para as minhas pessoas", explica.

apenas para medir a tensão ou os parâmetros bioquímicos, mas para partilhar as suas próprias dores, sentindo em Sara uma empatia que o livro ajudou a validar. A ciência e a espiritualidade, outrora campos distintos, encontraram um elo de ligação na escuta ativa e no cuidado com o próximo. Um dos pontos centrais da obra de Sara Silva é a crítica ao "analfabetismo emocional e sensorial" da sociedade contemporânea. Vivemos num mundo saturado de informação, mas profundamente desconectado do "eu" interior. "Vivemos num mundo onde o analfabetismo emocional me parece gritante. Vivemos todos um bocado de coisas inertes, e eu gostava que todos nós mergulhássemos nesta necessidade de nos descobrirmos, de nos vasculharmos", afirma a escritora. Sara defende que o amor-próprio é muitas vezes discutido de forma superficial: "Fala-se tanto de amor-próprio e, depois, os casos de violência no namoro aumentam", observa, questionando se as pessoas realmente sabem o que é aceitarem-se e cuidarem-se. Para ela, a terapia e o desenvolvimento espiritual são ferramentas essenciais que não devem ser vistas como sinais de fraqueza, mas de coragem. Questionada sobre o seu processo criativo, Sara é perentória: a inspiração vem de algo superior. Quer se chame Deus, Universo ou Energia, a autora sente-se um "veículo".

caneta, flui e sai". É nesta vulnerabilidade que reside a força de "O Diário de Laura". Não há uma matemática literária, há apenas a verdade de um coração que se dispôs a ser lido. Desde o lançamento, o livro tem tido uma receção que superou todas as expectativas da autora. O feedback tem chegado de mulheres de todas as idades e estratos sociais, que encontram nas palavras de Sara um espelho para as suas próprias vivências. As apresentações do livro têm sido momentos de "gratidão e abraços". Sara descreve estas experiências como trocas onde recebe muito mais do que dá. "Saio de lá mais cheia do que aquilo que dei", diz, visivelmente emocionada. Para o futuro, a autora já terminou um novo projeto, intitulado "O Diário de Laura: O Recomeço". Como o próprio nome indica, a jornada continua, focada na ideia de que os recomeços são dignos de se tornarem obras de arte. Sara Silva encerra deixando um conselho simples, mas transformador: guardarmos alguns minutos por dia para nos abraçarmos e fazermos um "exercício de discernimento". Olhar para o que correu bem, o que correu mal e qual o nosso propósito. A mensagem final de "O Diário de Laura" é de esperança e companhia constante. "A única certeza de Laura, que é a minha, é de que nunca, mas nunca estaremos sós", diz a autora.

A autora nota que, após a publicação do livro, o atendimento na farmácia ganhou uma nova camada de profundidade. Muitos clientes procuram o seu gabinete não

Os seus textos surgem de forma intuitiva, muitas vezes de madrugada, fluindo de um lugar que a fala não consegue alcançar com a mesma facilidade. "Estar aqui a falar consigo não é de todo confortável para mim", confessa , "mas se pegar num papel e numa

Numa era de filtros de Instagram e vidas aparentemente perfeitas, Sara Silva oferece-nos a beleza da imperfeição e o poder curativo da honestidade. O seu livro é, acima de tudo, um lembrete de que a dor pode ser o adubo para um crescimento espiritual sem precedentes.

aos sábados 7h30 às 9h00

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Poderá experimentar alguma ansiedade nesta fase e insatisfação. Tenderá a isolar-se possivelmente por uma maior necessidade de melhor explorar o seu mundo interior. Contudo, procure afastar os pensamentos obsessivos que não lhe trazem tranquilidade. Tente arranjar uma ocupação para se distrair e afastar essa angústia.

TOURO 21/04 A 20/05

Durante este trânsito procure conviver com os amigos, integrar-se em grupos ou participar em atividades coletivas. Da amizade existente, nova ou antiga, poderá surgir um relacionamento afetivo mais profundo. Não é o momento de estar só, embora não saindo do seu caminho, deixe que os outros venham ter consigo.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Neste período será tentado a transmitir as suas experiências e conhecimentos aos outros. Passe a mensagem dos valores em que acredita, mas tente nunca se impor, deixando coexistir pacificamente ideias e opiniões diferentes das suas. Dificuldades legais poderão surgir, tente evitar qualquer confronto com a autoridade.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Durante este trânsito a sua sensibilidade estará especialmente desperta para novos encontros através dos quais poderá ter uma consciência mais ampla da vida. É altura de visitar exposições de arte, ir a concertos, ao teatro ou mesmo visitar locais novos que lhe deem a conhecer novas filosofias de vida.

LEÃO 22/07 A 22/08

Pode chegar o fim de um período em que a rotina parecia dominar a sua vida. Isso far-se-á sentir mais a nível psicológico, o que poderá provocar-lhe alguma ansiedade. Analise os fatores que podem ter causado essa transformação e poderá até tirar partido dela.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Neste período vai, provavelmente, aperceber-se melhor dos efeitos que tem sobre os outros. Poderá integrar-se, com alguma facilidade, em grupos de trabalho, ou outros. Acredite que a união faz a força. O Sol, a passar pela Sétima Casa, assinala também um período em que as relações com o seu cônjuge ou sócio assentam em piso firme.

BALANÇA 23/09 A 22/10

Esta é uma fase de expansão e afirmação da sua identidade. O otimismo e a confiança vão transparecer nas suas ações, provocando a admiração dos que o rodeiam. O seu lado romântico e apaixonado estará em alta. Se tem filhos procure usar toda a sua diplomacia para evitar que surjam conflitos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Nesta semana sentir-se-á mais jovem, com imensa energia e vontade de se divertir. A sua alegria esfuziante poderá, no entanto, não ser bem-aceite. Procure rodear-se de pessoas que estejam na sua sintonia. Fique atento às necessidades e sentimentos dos outros, evitando assim ser considerado insensível e egoísta.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Nestes dias vai sentir necessidade de criar um ambiente familiar confortável e tranquilo. Pode querer embelezar o seu lar. Esta pode ser uma boa altura para receber amigos em casa. Para que este momento seja positivo não desperdice dinheiro com coisas muito dispendiosas ou desnecessárias. Não abuse da alimentação.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Com tantos assuntos a fervilharem e a precisarem de resposta, o melhor será mesmo não se dispersar, para não arriscar tomar decisões precipitadas. Deve, pois, avaliar cada questão com calma e prudência, evitando as decisões definitivas. Atravessa, atualmente, um bom período para o estudo e a reflexão.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Esta é a altura ideal para concluir aquelas tarefas que se acumulavam há algum tempo e que exigiam determinação para a sua resolução. Sente desejo de começar coisas novas e sente-se atraído por todas as atividades que exijam energia, impulso, conquista e paixão. É Marte que revigora o seu corpo.

PEIXES 20/02 A 20/03

Energia e criatividade são as palavras-chave. O esforço com que atualmente se dedicar aos trabalhos que tenha em mãos tem boas hipóteses de conduzir ao sucesso. Tenderá a valorizar mais a sua independência do que habitualmente, pelo que a vida sentimental não está agora na primeira linha das suas preocupações.

Soluções

Classificados

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road, com cozinha, sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-736-6460 ou 647-406-2994

Apartamento privado com entrada privada. 1 quarto, cozinha e casa de banho. Gás, luz e água incluído. Situado perto da Dufferin e Bloor. Contactar 416-432-1060

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, sala, cozinha, casa de banho e lavandaria a moedas Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-789-7516

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, Cozinha, casa de banho, estacionamento e lavandaria a moedas. Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-881-3326

Apartamento num basement com dois quartos para alugar. Também tem lavandaria. na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 416-707-4939

Aluga-se apartamento no 2º andar com 1 quarto, sala, cozinha, casa de banho, lavandaria e estacionamento. Localizado na área de Dupont e Symington. Contatar 416-539-9649

GMCC IS LOOKING FOR A MECHANIC Com Experience with trucks, cars & landscape/ snow removal equipment. Must speak and write English. Year-round work, good pay. Email resume to gmcc@gmcc-inc.ca or call 416-783-3500.

Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt. Com 2 quartos e acesso a lavandaria. Contas incluídas. Contatar 416-427-4703

We are seeking skilled construction workers to join our growing team. Candidates must have proven experience, a strong work ethic, the ability to work well in a team, and must have valid work authourization. To apply, please send your resume to hr@nusens.ca or call 1-866-687-3670 for more information.

Estamos à procura de trabalhadores qualificados na construção para se juntarem à nossa equipa em crescimento. Os candidatos devem ter experiência comprovada, forte ética de trabalho, capacidade de trabalhar bem em equipa e autorização de trabalho válida. Para se candidatar, envie o seu currículo para hr@nusens.ca ou ligue para 1-866-687-3670 para mais informações.

Para publicar um classi cado, ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com

Agenda comunitária

20 de Fevereiro

Casa do Alentejo de Toronto 43.º Aniversário

1130 Dupont St, partir das 16h30. Reservas e Informações: 416-537-7766

21 de Fevereiro

ACAPO

Jantar Solidário a favor da Casa da Madeira

Liuna Local 183, às 18h00 – “Juntos pela Casa da Madeira”. Reservas e informações: jme@acapo.ca

Casa dos Açores do Ontário Dia do Amor

1136 College St, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-953-5960

22 de Fevereiro

Igreja NS de Fátima de Brampton Império de São João das Crianças 101 Malta Ave, Brampton,a partir das 12h30. Reservas e Informações: 647-9739182

28 de Fevereiro

Arsenal do Minho Festival de Concertinas e Cantares ao desafio

Liuna Local 183, a partir das 18h00 Reservas e Informações: 416-505-0237/ 416833-6622

Luso Canadian Charitable Society

Gala Anual de Angariação de Fundos Reservas e Informações: info@lusoccs. org or call 905-858-8197

PCCM

Festa das Amigas da Ana Lúcia Sousa

53 Queen St N, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 647-983-7884

Casa das Beiras de Toronto Noite Gastronómica

53 Queen St N, a partir das 18h00. ReserRancho à moda das Beiras, 115 Ronald Ave, a partir das 18:30h. Reservas Informações: 416-604-1125

Primeira Irmandade do DES de Mississauga Matança de Porco

St. John’s Hall - 2185 Stavebank Road, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 416-616-6740

Asas do Atlântico

53 anos de história

1136 College St, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-725-9237 ou 647 -768 -0887

Amigos da Terceira Festival da Alcatra

3045 Southcreek Rd, Mississauga, a partir das 12h. Reservas e Informações: 647-9824688

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook