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Manuel DaCosta Editorial

Diz-se que ninguém pode ser ajudado se não conseguir ajudar-se a si próprio. Será esta afirmação aplicável a um país como Portugal e ao seu povo, perante as condições catastróficas provocadas pela calamidade trazida pelo furacão Kristin? Recentemente li uma frase que despertou a minha mente questionadora sobre as verdadeiras causas das tragédias e do sofrimento das populações no mundo, sugerindo que “somos mapas de tudo como estamos a viver a vida de forma errada”. As consequências são o luto e a dor, porque evitamos a verdade sobre quem somos e sobre aquilo que tomamos como garantido.
Hoje, estamos a focar-nos em Portugal como um país em crise. O número de mortes resultante da miséria contínua causada pelas condições meteorológicas têm sido mínimas, considerando os ataques prolongados do vento e da chu-
va, mas uma morte já é uma morte a mais. Enquanto todos embarcamos no comboio da empatia por aqueles que sofrem e nos perguntamos como podemos ajudar, talvez seja útil questionar por que razão os serviços de emergência em Portugal não foram acionados atempadamente, algo que poderia ter evitado algum sofrimento humano.
Com ministros sem saber o que fazer e líderes escondidos para não serem vistos como favorecendo uma campanha política em curso, tudo isto revelou uma cobardia moral perante populações perdidas num abismo infernal. E depois o vento pára, deixando vidas destruídas e lágrimas derramadas sobre rios de água que lentamente corroem uma vida inteira de sonhos.
As perguntas nunca cessam e as respostas de quem está no poder são palavras vazias, sem substância, baseadas na ignorância, porque responder implica riscos para futuras ambições políticas, em vez de fornecer orientação, enquanto os cidadãos olham para o céu através de um telhado sem telhas. E depois chamamos a isto uma catástrofe natural, porque assim se cria uma plataforma conveniente para todas as explicações futuras sobre por que razão
a recuperação do país estagnou devido à inação. Em vez disso, chamamos Kristin de “um ato de Deus”.
Mas talvez não devamos colocar toda a culpa nos pés dos governos. A tendência das pessoas para construir coisas apenas a pensar em dias de sol também cria condições que contribuem para a vulnerabilidade das estruturas à destruição. Ainda assim, leis e regulamentos deveriam controlar a construção e essa é uma responsabilidade dos governos. A corrupção, claro, anula grande parte da implementação de boas medidas de construção, resultando em trabalhos inferiores e permitindo que a fúria de Kristin abrace e destrua as estruturas, mas não a corrupção.
Em tempos de crise, a relação entre um Estado e os seus cidadãos é definida pelas obrigações do governo para com o seu povo: garantir segurança, manter serviços essenciais e fomentar a confiança nacional através de quem ocupa posições de liderança. Contudo, tem de existir uma ênfase na cooperação entre o público e o governo, para assegurar que há um quadro de “responsabilidade partilhada”, em vez de “eu prejudico-te porque existes para me preju-
dicar”. No mínimo, os governos deveriam ter manuais de crise e orientações, sistemas de alerta precoce, regras de proteção civil, racionamento de recursos e um sistema que reduza o sofrimento das pessoas, equilibrando urgência e serenidade. No caso de Portugal, não houve uma racionalização estratégica das necessidades dos cidadãos nem das exigências operacionais para reduzir os danos. O governo falhou com os seus cidadãos devido a uma indiferença induzida politicamente, em que ignorar a realidade pareceu ser a resposta mais conveniente. Sim, todos devemos ajudar, mas recordemos Pedrógão e todas as suas falhas, e criemos condições que realmente permitam ajudar quem precisa. Kristin veio e mostrou-nos a todos quão vulneráveis somos e quais os passos necessários para o futuro. Mas, claro, as pessoas irão encarar isto como uma ocorrência única e não tomarão medidas para enfrentar outros “Kristins”, porque em breve o sol voltará a brilhar.

Ano XXXV - Edição nº 1784
13 a 19 de fevereiro de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta
Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Os sucessivos eventos meteorológicos que têm abalado Portugal nas últimas semanas - com ventos avassaladores, chuvas intensas, cheias e derrocadas - voltaram a expor, de forma brutal, a fragilidade da vida e a imprevisibilidade do destino. Em poucas horas, aquilo que parecia garantido pode transformar-se em perda, medo e incerteza. A Mãe Natureza, tantas vezes admirada pela sua beleza, lembra-nos também o seu lado implacável, perante o qual o ser humano continua a sentir-se pequeno e impotente.
Passagem da depressão Kristin pelo território português, com ventos na ordem dos 200 quilómetros por hora e chuva forte.
Leiria, por onde a tempestade entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa são os

O Governo reúne-se em Conselho de Ministros extraordinário e prolonga a situação de calamidade até 08 de fevereiro.
Cerca de 180.000 clientes da E-Redes continuam sem luz, a maior parte na zona de Leiria.
A Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alerta para o risco de inundações, cheias, deslizamentos de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
Inundações motivam retirada de pessoas de habitações, registando-se já 11 mortes.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considera que Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, é talvez a situação de cheias mais grave do país.
A Proteção Civil ativa o alerta vermelho para a bacia do Tejo, devido à subida abrupta do caudal, provocada pelas descargas das barragens, o que coloca em risco zonas ribeirinhas e impõe medidas preventivas no distrito de Santarém.
Um homem morre e outro fica ferido num acidente de trabalho, em Leiria, durante a reparação de estruturas elétricas para a E-Redes.
Reportadas falhas na rede SirespSistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal.
Cerca de 450.000 clientes da E-Redes em Portugal continental continuam sem eletricidade, com o distrito de Leiria a concentrar a maior parte das situações.
A Anacom reconhece que a situação é complexa e que persistem dificuldades para repor o serviço de comunicações nas regiões afetadas, apesar da deslocação para o
2 DE FEVEREIRO
Centenas de milhares de pessoas continuam com problemas na rede móvel.
A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, diz desconhecer o que falhou, a propósito do

Governo volta a prolongar situação de calamidade até 15 de fevereiro.
O primeiro-ministro estima os prejuízos causados pelo mau tempo em mais de 4.000 milhões de euros e assegura que o Governo vai recorrer a "todos os instrumentos

Os municípios de Soure e de Montemor-o-Velho retiram centenas de pessoas de casa, face ao risco de inundações nas zonas ribeirinhas do Mondego, em especial na margem esquerda.


Para muitas famílias, eu diria demasiadas, o impacto não se mediu apenas em danos materiais, mas na sensação de desamparo. Houve quem se visse isolado, sem acesso a estradas, sem eletricidade, sem apoio imediato, e com a angústia de não saber quando ou como a normalidade regressaria.
É precisamente em situações como estas que a solidariedade se torna essencial. A comunidade portuguesa, dentro e fora do país, tem demonstrado ao longo das décadas uma capacidade extraordinária de se unir quando os seus enfrentam dificuldades.
terreno de milhares de técnicos dos operadores.
Na Grande Área de Toronto (GTA), onde reside uma das maiores comunidades portuguesas do mundo, essa vontade de ajudar é evidente. No entanto, é igualmente importante que exista uma ação concertada, transparente e responsável, garantindo que os fundos angariados chegam verdadeiramente a quem mais precisa, com critérios claros e com impacto real. Porque a solidariedade só cumpre plenamente o seu propósito quando se transforma em ajuda concreta e eficaz

Perto de 1.200 militares do Exército e 222 viaturas estão no terreno em operações de apoio às populações na região Centro, afetada pela passagem da Kristin.
Proteção Civil alerta para situação meteorológica "muito complexa" prevista para os próximos dias e

O mau tempo obriga a deslocar 1.163 pessoas, todas realojadas.
A Proteção Civil admite como "bastante elevada" a probabilidade de o número aumentar devido aos caudais dos rios, sobretudo na Lezíria do Tejo e Sado.
Um bombeiro, pertencente à corporação de Campo Maior, no distrito de Portalegre, morre no decorrer de uma operação de patrulhamento, reconhecimento e vigilância.
O trânsito na Autoestrada 1 (A1) foi cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego.
Mais de 3000 pessoas de diversas freguesias do concelho de Coimbra
Cerca de 215.000 clientes da E-Redes da zona de Leiria permanecem sem energia, num total de 285.000 clientes sem luz em Portugal.

Portugal enfrenta uma nova tempestade, ainda sem recuperar da Kristin, com populações privadas de eletricidade e a precisar de ajuda, após uma semana de chuva intensa e ventos fortes que causaram 10 mortes e deixaram 68 concelhos em calamidade.

O Governo coloca 48 concelhos de Portugal continental em situação de

Troço da A1 ruiu entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.
Primeiro-ministro promete Programa



As imagens que chegam de Portugal nas últimas semanas são difíceis de esquecer: estradas cortadas, telhados arrancados, árvores centenárias tombadas, praias invadidas por areia e comunidades inteiras mergulhadas na escuridão, sem eletricidade, comunicações ou acesso rápido a ajuda. A sucessão de depressões e fenómenos meteorológicos extremos que assolou várias regiões do país deixou um rasto de destruição quase impossível de contabilizar.
Mais do que os prejuízos materiais, há uma marca invisível que permanece: a sensação de vulnerabilidade e impotência perante a força da natureza. Para quem viveu os momentos mais críticos, o medo foi real. Para quem assistiu à distância, a angústia não foi menor. E em muitas localidades, ao choque inicial juntou-se um sentimento amargo de abandono, com relatos de falhas no sistema de comunicações, atrasos na resposta operacional e dificuldades logísticas que agravaram o sofrimento das populações. Foi neste contexto que o Milénio Stadium falou com cinco portugueses residentes no Canadá, todos com ligações diretas às zonas mais afetadas. Nas suas palavras, encontramos testemunhos de preocupação, mas também reflexões sobre o que pode, eventualmente, ter falhado e, sobretudo, sobre o que deve ser feito para que tragédias como esta não voltem a apanhar Portugal tão desprotegido.
Acima de tudo, estas entrevistas lançam um apelo à solidariedade: a necessidade de uma mobilização organizada da comunidade portuguesa na Grande Área de Toronto, capaz de angariar apoios e, sobretudo, garantir que cada contribuição chegue realmente a quem mais precisa. MB/MS

Milénio Stadium: Que danos concretos provocaram estes temporais em propriedades suas, bens pessoais ou de familiares que ainda vivem na região?
Jack Prazeres: Pessoalmente tive algum prejuízo em casas, mas foi pouco. O maior impacto foi nas terras, nas fazendas e sobretudo nas árvores: muitos eucaliptos e pinheiros caíram. A casa da minha mãe sofreu danos com água, não por cheias, mas porque entrou pelas telhas e afetou a parte elétrica. Na minha casa aconteceu algo semelhante. Foi mais por causa do vento, que empurrou a água para dentro. No entanto, houve muitos estragos na baixa da Lourinhã, com cheias que afetaram várias habitações. Muitas pessoas ficaram sem parte do telhado e muitas empresas sofreram danos. Também caíram árvores muito antigas, com 100 ou 200 anos, o que é muito triste. Além disso, houve muitas horas sem luz e sem internet. Em algumas zonas demorou três ou quatro dias a recuperar.
MS: Tem-se falado muito sobre a reação, ou falta dela, por parte da Proteção Civil e do Governo. Como avalia a forma como as populações foram socorridas?
JP: Acho que não estávamos preparados para uma situação desta dimensão. Temos
tido incêndios, mas nunca uma combinação tão forte de água e vento. O Governo e a Proteção Civil não estavam à espera nem equipados. Houve falhas graves, por exemplo na parte elétrica. Também se falou do facto de muitos carros serem elétricos e não se conseguirem carregar, o que dificultou a ajuda. Além disso, muitos lugares pequenos ficaram completamente isolados, sem meios de comunicação. Durante a noite e no dia seguinte ninguém sabia o que se estava a passar. Isso foi muito grave.
MS: Considera então que o sistema de comunicações falhou?
JP: Sim, falhou. Portugal investiu bastante nisso, mas não funcionou como devia.
MS: E quanto à ausência do Exército nas primeiras horas/dias?
JP: Demorou muito a chegar. Devia ter sido mobilizado logo nas primeiras horas. A resposta aconteceu, mas podia ter sido mais rápida e com mais efetivos.
MS: O que espera dos apoios anunciados pelo Governo?
JP: Ainda não tenho pormenores, mas espero que não aconteça como nos fogos, em que houve má distribuição e quem precisava muitas vezes não foi ajudado. É essencial
que exista uma estrutura organizada e séria para gerir o dinheiro, porque há pessoas, sobretudo idosas, que ficaram sem telhados e não têm meios para reparar as casas. Essas devem ser prioridade, tal como os negócios que criam emprego.
MS: O que pode fazer a comunidade portuguesa no Canadá?
JP: Devemos organizar-nos para angariar fundos. Materiais talvez não valha a pena enviar, mas dinheiro sim. O mais importante é garantir transparência e boa distribuição, através de uma organização séria, com contabilistas, e não diretamente através de políticos. Conheço modelos usados noutros países, como Itália, em que um contabilista gere uma conta especial e o dinheiro é libertado conforme as obras são feitas. Assim evita-se desperdício ou desvios.
MS: Acredita que as associações da comunidade podem ter um papel importante?
JP: Sim. A Federação, clubes e associações devem unir-se. Se todos ajudarem um pouco, conseguimos fazer algo com impacto real.
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Milénio Stadium: Como é que descreve a dimensão dos estragos causados pelas depressões e pelos fenómenos meteorológicos extremos na sua região? Que impacto concreto tiveram nas pessoas, nas casas e nas infraestruturas locais?
Américo Tomas: Pelo que vi, sobretudo através de imagens, os estragos foram grandes, especialmente na zona de Leiria, e foi devastador o impacto na Foz. No meu caso, perdi parte do telhado: algumas telhas saltaram. Um portão grande também rebentou e foi parar à estrada. Há ainda algumas árvores inclinadas, mas felizmente não tivemos mais problemas. No entanto, sei que a situação foi muito mais grave noutras áreas. Em Leiria, por exemplo, a minha sobrinha teve de sair porque não havia luz, nem comunicações.
Na Nazaré, a areia invadiu estradas e causou grandes transtornos. Na Foz do Arelho também houve problemas semelhantes, com muita areia deslocada pelo vento, e a praia perdeu dimensão.
MS: Como avalia a resposta das entidades oficiais, Proteção Civil, autarquia e Governo,durante as horas e os dias mais críticos?

Milénio Stadium: O que é que nos pode dizer sobre os danos concretos provocados por estes temporais, por exemplo, em propriedades suas ou de familiares que ainda vivem na região?
Tiago Salada: : Na localidade de Soutecico, freguesia do Arrabal, entre Leiria e Fátima, praticamente todas as casas, sobretudo as mais antigas, foram afetadas pelos ventos. Houve chaminés que caíram e telhados destruídos. Neste momento ainda há zonas sem telecomunicações. Algumas partes da aldeia já têm eletricidade e água, mas outras continuam sem esses serviços. Além disso, o excesso de água está a inundar tudo.
Em localidades como a Barosa, à saída de Leiria, há estradas completamente inundadas, sem condições para circulação automóvel. A situação é caótica e Portugal, infelizmente, não estava preparado para um fenómeno desta dimensão, porque nunca se tinha visto nada assim.
MS: Tem-se falado muito da reação, ou falta dela, por parte de entidades como a Proteção Civil e o Governo. O que é que sabe sobre isso?
TS: No caso de Leiria, acho que o presi-

Milénio Stadium: Sendo natural de Torres Vedras, como descreve a dimensão dos estragos causados pelas depressões e pelos fenómenos meteorológicos extremos que têm atingido o seu concelho? Que impacto concreto tiveram nas pessoas, nas casas e nas infraestruturas locais?
Vítor Santos: Sendo natural de Torres Vedras, foi com enorme preocupação que acompanhei os acontecimentos. A dimensão dos estragos foi significativa, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a cheias. Houve habitações inundadas, prejuízos consideráveis em pequenos negócios e danos em infraestruturas públicas. Para além dos danos materiais, o impacto emocional nas famílias é algo que não pode ser ignorado. Estamos a falar de pessoas que viram, em poucas horas, bens de uma vida inteira afetados por fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes.
MS: Do que lhe foi transmitido, como avalia a resposta das entidades oficiais - Proteção Civil, autarquia e Governo - durante as horas e dias mais críticos? Sentiu que o
Sentiu que o apoio chegou a tempo?
AT: Não tenho muita informação direta, mas pelo que ouvi, a resposta não foi suficiente. Foi uma situação muito intensa e aconteceu tudo de uma vez, com problemas em várias zonas ao mesmo tempo. Além disso, parece-me que não havia infraestruturas preparadas para um fenómeno desta dimensão.
Houve muitas casas sem telhado e o problema é que agora faltam materiais e mão de obra. Diz-se até que há falta de telhas e de pessoas para reparar os estragos. Um colega meu, por exemplo, tem um prédio nas Caldas da Rainha onde o telhado foi arrancado.
O problema é que o material tinha amianto e a Câmara não deixa avançar com obras sem equipas especializadas, o que está a atrasar tudo. Entretanto continua a entrar água e vários andares já foram afetados. Há demasiada burocracia numa altura em que era preciso agir rapidamente, e sinto que o Governo não está a ajudar como devia.
MS: Muita gente criticou a ausência do Exército no terreno. O que pensa sobre isso?
AT: Concordo. Acho que demoraram a reagir e podiam ter usado o Exército para apoiar na limpeza e até na proteção das populações.
MS: Considera que Portugal deve adotar medidas estruturais para prevenir situações semelhantes?
AT:É difícil dizer. O clima em Portugal normalmente não é tão extremo como aqui no Canadá e isto foi algo fora do habitual. Talvez por isso ninguém estivesse preparado.
MS: Que tipo de apoio pode a comunidade portuguesa no Canadá organizar para ajudar?
AT: A comunidade pode angariar fundos, mas é essencial garantir que sejam entregues a uma entidade séria, que distribua a ajuda corretamente. Eu, por exemplo, tenho ajudado diretamente hospitais e bombeiros com equipamentos, e assim sei que o dinheiro vai para o fim certo. Acredito que uma iniciativa conjunta seria positiva, desde que bem organizada e transparente.
dente da Câmara, Gonçalo Lopes, tem sido incansável. Pelo que vejo, ouço e leio, não pára um segundo a tentar obter ajuda do Governo. No entanto, muitas pessoas questionam porque é que os militares não foram mobilizados. Leiria tem um quartel e não percebo porque não foram chamados para ajudar. Já me disseram que seria necessário decretar um estado de emergência, mas se isto não é uma situação de emergência, não imagino qual será.
A tragédia está a atingir toda a gente. Eu e o meu sócio temos uma empresa recente de importação de vinhos e um dos nossos fornecedores, proprietário de uma quinta com quem trabalhávamos, morreu ao cair de um telhado. Como não tinha quem lhe reparasse o telhado, tentou arranjá-lo sozinho e acabou por perder a vida. Neste momento, não há ricos nem pobres: está tudo no mesmo barco.
MS: O que espera concretamente que o Governo faça para recuperar o seu concelho e a sua região?
TS: Tem de haver uma resposta mais imediata. Não é só o meu concelho que precisa de ajuda, mas há muito trabalho para fazer. Soube pela televisão que a ministra da
Administração Interna se demitiu, o que, numa altura destas, não ajuda nada. Acho que as pessoas deviam unir-se e não abandonar o barco quando ele parece estar a afundar.
Vai demorar muito tempo a recuperar os estragos em estradas, terrenos, empresas e propriedades. É preciso paciência, mas também ação e apoio real.
MS: O que acha que a comunidade portuguesa no Canadá pode fazer para ajudar?
TS: Se houver essa possibilidade, tenho todo o gosto em voluntariar-me. Sei que em Portugal a seleção vai fazer um jogo amigável em Leiria para ajudar o concelho. Talvez aqui também se pudesse organizar algo para angariar fundos.
Em Portugal as pessoas estão unidas: existem grupos online onde se partilha informação sobre quem precisa de telhas, lonas ou apoio, e há muita gente a doar. Aqui no Canadá podíamos organizar um jantar ou um evento de angariação de fundos. Eu não sou ninguém, mas se muita gente se juntar, podemos fazer algo com impacto.
apoio chegou a tempo ou houve falhas que agravaram a situação?
VS: Segundo os relatos que me chegaram de familiares e amigos no terreno, houve um forte empenho da Proteção Civil, dos bombeiros e da autarquia na resposta imediata às situações mais críticas. Em momentos de grande pressão, é importante reconhecer o esforço e a dedicação de todos os operacionais. Naturalmente, como em qualquer situação desta dimensão, haverá sempre aspetos a melhorar, sobretudo na fase de apoio continuado às famílias e na recuperação dos prejuízos. O essencial agora é garantir que ninguém fica para trás.
MS: Há medidas estruturais ou preventivas cuja implementação considere urgente para evitar que situações semelhantes se repitam?
VS: Estes fenómenos extremos exigem uma reflexão séria e medidas estruturais. É fundamental reforçar os sistemas de drenagem, investir na manutenção das linhas de água, melhorar o planeamento urbano nas zonas de risco e apostar em infraestru-
turas mais resilientes às alterações climáticas. Mais do que reagir às emergências, é necessário prevenir e preparar o território para realidades que, infelizmente, tendem a repetir-se.
MS: A viver em Toronto, que tipo de apoio acha que a comunidade portuguesa em Ontário poderia organizar para ajudar as áreas mais afetadas? Que modelo de solidariedade considera mais eficaz para garantir que a ajuda chega realmente a quem precisa?
VS: A comunidade portuguesa em Ontário sempre demonstrou grande capacidade de mobilização solidária. Acredito que o apoio mais eficaz será aquele que for organizado de forma transparente e articulado com as entidades locais, garantindo que a ajuda chega diretamente às famílias mais afetadas. A angariação de fundos com critérios claros e acompanhamento institucional poderá ser a forma mais segura de contribuir

Milénio Stadium: Em que medida o seu concelho e as pessoas amigas ou familiares foram afetados por tudo o que tem acontecido em Portugal?
Francisco Ribeiro: Eu conheço pessoas nas Caldas da Rainha que realmente foram afetadas. No meu caso, temos lá um armazém onde algumas partes do telhado desapareceram. Mas, por acaso, não foi assim tão grave como noutras áreas. No meu caso pessoal, tive a felicidade de não ser tão atingido.
MS: Mas o que é que sabe do impacto que isto teve na vida das pessoas e nas infraestruturas locais?
FR: Eu, por acaso, estava lá na altura. Isto aconteceu às 04h00 e eu tenho uma casa a quatro quilómetros das Caldas da Rainha e estava a pensar ir para lá. Mas, quase à entrada, a estrada estava bloqueada, com postes de luz caídos no chão. Passei por várias árvores tombadas na estrada.
Por exemplo, lá há várias rotundas e havia muitos placards da campanha eleitoral, e eu fiquei mesmo surpreendido ao ver que o vento tinha dobrado e torcido os postes de ferro desses placards. Isso foi uma das coisas que mais me impressionou: ver o que o vento fez. Vi também uma árvore caída em
cima de um carro, à frente de uma casa, e muitas outras árvores derrubadas.
MS: Uma das coisas de que se fala muito é que a ajuda não foi tão rápida quanto seria necessário. Daquilo que soube, na altura em que estava lá, e das pessoas com quem certamente vai conversando, o que é que me diz sobre esse aspeto?
FR: Pois, um dos problemas foi que não havia eletricidade quase em todo o lado. Nas Caldas da Rainha não havia, e nos arredores, então, muito menos. Esse aspeto acho que demoraram a reparar. E, neste momento, há ainda várias famílias e várias localidades sem luz.
Mas também a dimensão do temporal não foi normal. Na minha maneira de pensar, dou um bocado o benefício da dúvida, porque foi um temporal tão grande e tão vasto que acho que não havia pessoas preparadas para responder a tudo. A própria EDP não tem assim tantos trabalhadores para acudir a todo o lado. Aquilo foi mesmo brutal.
MS: Sentiu medo nessa noite?
FR:Sim, sim. Lembro-me de acordar e as persianas da minha casa, que estavam todas para baixo, faziam um barulho enorme com a força do vento… aquilo era medonho.
Acordei e pensei: “Eu lá fora não vou.” E, infelizmente, sei de um caso ou dois de pessoas que saíram e morreram ou ficaram feridas. Mas penso que, apesar do estrago que aquela tempestade fez, houve uma coisa em que tivemos muita sorte: foi a hora a que a tempestade passou. Se tivesse sido durante o dia ou durante a manhã, as pessoas estariam na rua, com carros a passar, postes de luz a caírem em cima de veículos, e as pessoas a tentarem fazer alguma coisa. Poderia ter sido uma tragédia muito pior.
MS: Agora, o que é que nós aqui em Toronto, nós portugueses que vivemos por aqui, podemos fazer para ajudar?
FR:Um dos grandes problemas que eles têm lá é a falta de mão de obra para acudir a tanta necessidade.
MS:Mas não podendo ir para lá trabalhar, os portugueses que residem aqui o que podem fazer?
FR: Angariar dinheiro, arranjar maneira de fazer chegar dinheiro às zonas afetadas. Unidos, podemos fazer alguma coisa. Eu penso que sim.

As sucessivas intempéries que assolaram Portugal nas últimas semanas deixaram um rasto de destruição em várias regiões do país e reacenderam o debate sobre a eficácia dos mecanismos de prevenção e resposta do Estado perante fenómenos meteorológicos extremos.
Apesar de os alertas e a atuação da Proteção Civil terem evitado mais vítimas, há críticas à falta de planeamento estrutural e de prevenção a longo prazo, sobretudo no ordenamento do território, na mitigação em zonas de risco e no reforço de infraestruturas vulneráveis. O mau tempo deixou graves consequências humanas e sociais: famílias sem casa, negócios afetados e maior fragilidade económica, além de impactos significativos na saúde mental. A reconstrução vai além das infraestruturas, exigindo apoio psicológico, reposição de meios de subsistência e apoios financeiros rápidos e transparentes. Perante este cenário, a comunidade portuguesa no estrangeiro, em particular no Canadá, tem voltado a demonstrar uma mobilização exemplar. Em Toronto, a res-
posta não se fez esperar.
“A comunidade portuguesa e luso-canadiana em Toronto tem, uma vez mais, dado provas da sua extraordinária solidariedade e generosidade. Sempre que Portugal atravessa momentos difíceis, a resposta que chega daqui é rápida, sentida e concreta”, afirmou a Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito.
Segundo a diplomata, a mobilização tem passado por campanhas de angariação de fundos, pelo envolvimento de associações culturais, paróquias, clubes comunitários e inúmeros cidadãos que, mesmo à distância, mantêm uma forte ligação ao país de origem. “Essa capacidade de mobilização, enraizada numa memória coletiva de entreajuda e responsabilidade cívica, é motivo de profundo reconhecimento e orgulho”, sublinhou.
Após as tempestades de 2026, a expectativa é que a comunidade volte a organizar-se de forma estruturada e eficaz. “A comunidade encontrará, como sempre, a forma mais adequada e eficaz de ajudar. Seja apoiando iniciativas credíveis já no terreno, articulando esforços com insti-
tuições portuguesas e luso-canadianas, ou aguardando indicações claras sobre as necessidades mais urgentes, o essencial é que essa solidariedade se traduza num apoio bem direcionado e útil”, acrescentou a Cônsul-Geral.
O Consulado-Geral de Portugal em Toronto garantiu que acompanhará de perto a evolução da situação em território nacional, comprometendo-se a divulgar informação fidedigna que permita canalizar a ajuda para onde ela é mais necessária.
Tentámos igualmente contactar José Eustáquio, presidente da Aliança de Clubes e Associações Portuguesas de Ontário, no sentido de obter uma reação a esta possível mobilização da comunidade luso-canadiana. Até ao fecho desta edição, não foi possível recolher qualquer declaração.
Num cenário de fenómenos extremos cada vez mais frequentes, estes vieram reforçar a urgência de investir na prevenção e adaptação, enquanto a diáspora volta a afirmar o seu papel solidário no apoio a Portugal.
RMA/MS

Quando a tempestade se abate sobre Portugal, o eco sente-se muito para lá das suas fronteiras. A milhares de quilómetros de distância, no Canadá, os corações da comunidade portuguesa batem ao ritmo da preocupação, da saudade e da solidariedade. Entre telefonemas ansiosos, mensagens trocadas a altas horas e o acompanhamento atento das notícias, a diáspora vive estes dias com a angústia de quem está longe, mas nunca desligado. No Canadá, associações e clubes acompanham de perto os efeitos dos temporais que têm fustigado várias regiões do país, reforçando um sentimento que atravessa oceanos: Portugal pode estar distante no mapa, mas permanece sempre perto na alma.



Casa do Alentejo de Toronto acompanha com
A Casa do Alentejo de Toronto acompanha com preocupação os recentes temporais em Portugal, que têm provocado estragos em várias regiões. Jaime Nascimento, presidente executivo da instituição, admite que a distância aumenta a apreensão, sobretudo quando há familiares e amigos nas zonas afetadas.
“Com a apreensão natural de quem está longe e tem amigos e/ou familiares nas zonas afetadas e em perigo”, afirma, refletindo o sentimento da comunidade luso-canadiana. Para já, não existe qualquer iniciativa formal de solidariedade ou angariação de fundos, mas essa hipótese não está excluída. “De momento nada ainda definido, já que tudo normalmente resulta do tempo de encontro nas nossas reuniões, o que também não invalida contactos individuais”, explica. Quanto às formas de apoio, recorda que, em situações semelhantes, a ajuda tem passado por contributos financeiros e pela recolha de bens essenciais, como roupas pessoais e de casa.
Numa mensagem aos portugueses afetados, deixa palavras de encorajamento: “Muita coragem, acima de tudo. Se a nossa condição de vida está preservada, é preciso força moral e espírito de união para recuperar a normalidade.” A Casa do Alentejo de Toronto mantém-se atenta à evolução da situação, reforçando os laços de solidariedade que unem os portugueses, independentemente da distância








Comunidade portuguesa de Mississauga atenta aos temporais em Portugal
A comunidade portuguesa em Mississauga, no Canadá, segue com preocupação os recentes temporais que afetaram Portugal. Jorge Mouselo, presidente do Centro Cultural Português de Mississauga, sublinha que, apesar da distância geográfica, existe um forte sentimento de proximidade e solidariedade para com os portugueses que atravessam este período difícil. A situação tem sido acompanhada através das notícias, bem como de contactos diretos com familiares e amigos residentes nas regiões atingidas.
Por enquanto, o Centro Cultural ainda não lançou qualquer iniciativa formal de apoio ou angariação de fundos, mas Jorge Mouselo não descarta essa possibilidade no futuro. “Neste momento ainda não temos nada organizado, mas o nosso coração está com estas pessoas. São acontecimentos da natureza que ninguém consegue prever. Mais tarde poderá fazer-se algo”, afirmou o dirigente.
Quanto à forma de ajudar, Mouselo reconhece que o apoio financeiro é uma das opções mais comuns, mas alerta para a importância de agir com prudência, escolhendo sempre canais credíveis e transparentes.
Mesmo sem ações concretas até ao momento, a mensagem que parte de Mississauga é de união, fé e esperança. “Mesmo longe, vamos rezando convosco. É preciso força, lutar e nunca desistir”, declarou Jorge Mouselo, reforçando o vínculo emocional da comunidade lusa no Canadá com Portugal nestes momentos de adversidade.
First Portuguese acompanha situação dos temporais em Portugal e apela à solidariedade
Perante os recentes temporais que têm afetado várias regiões de Portugal, o First Portuguese Canadian Cultural Centre tem acompanhado de perto a situação, reforçando o seu compromisso com a comunidade portuguesa. Carina Paradela, Diretora de Operações, explica que o clube tem mantido contacto constante com os sócios, verificando se se encontram bem, se houve danos nas suas propriedades e se os familiares estão em segurança. A prioridade da instituição é assegurar que todos sintam apoio neste momento difícil.
Até ao momento, o First Portuguese não lançou qualquer campanha de angariação de fundos própria, mas mantém-se disponível para apoiar iniciativas da comunidade. A nível pessoal e institucional, já foram realizados donativos à Cáritas Portuguesa, reconhecendo a importância do trabalho da organização junto das populações afetadas pelos temporais.
A comunidade portuguesa no Canadá tem demonstrado grande solidariedade, promovendo várias ações de apoio. A instituição recomenda que os donativos sejam efetuados diretamente através do site da Cáritas Portuguesa (caritas.pt) ou de outras organizações credíveis, lembrando que as contribuições financeiras permitem uma resposta mais rápida às necessidades urgentes.
Numa mensagem “aos nossos irmãos em Portugal”, Carina Paradela transmite esperança: “A nossa mensagem é de amor, união e entreajuda. Que o povo português encontre força na solidariedade que sempre o caracterizou e que, juntos, consigam ultrapassar esta tragédia”.
Associação Cultural do Minho acompanha com preocupação os temporais em Portugal
A Associação Cultural do Minho de Toronto acompanha com grande preocupação os recentes temporais que têm afetado diversas regiões de Portugal. Estes fenómenos climáticos têm causado danos significativos, deixando muitas famílias em situações delicadas, e despertando a atenção da comunidade portuguesa no Canadá, especialmente da comunidade minhota. A presidente da associação, Judite Lopes, sublinha que a situação é particularmente sentida entre os minhotos residentes em Toronto, que têm familiares e amigos diretamente impactados pelas tempestades. “A nossa prioridade neste momento tem sido acompanhar e apoiar, na medida do possível, aqueles que foram mais afetados, garantindo que saibam que não estão sozinhos”, afirma.
Relativamente a iniciativas de solidariedade, campanhas de apoio ou angariação de fundos, Judite Lopes esclarece que estas estão a ser estudadas e poderão ser anunciadas em breve, dependendo da forma mais eficaz de ajudar. A dirigente transmite ainda uma mensagem de união e encorajamento à distância: “Estamos solidários com todos os portugueses afetados, de norte a sul, e é fundamental oferecer apoio, transmitindo força e coragem a quem sofre com estas tempestades.”
Com esta postura, a comunidade minhota em Toronto reafirma os laços com a terra natal, demonstrando proximidade, responsabilidade e vontade de agir em apoio a Portugal, reforçando o sentimento de solidariedade que atravessa gerações e continentes.

Torres Vedras foi um dos concelhos mais fustigados pela violência do vento e da chuva. A passagem das tempestades Kristin, Leonardo e Marta provocou quedas de árvores, derrocadas, estradas cortadas e falhas prolongadas nos sistemas de eletricidade e comunicações, afetando gravemente a mobilidade e o quotidiano das populações.
A dimensão dos estragos, tanto em infraestruturas públicas como em propriedades privadas, obrigou o município a ativar o Plano Municipal de Emergência e a mobilizar recursos humanos e técnicos num esforço contínuo de resposta e recuperação.
Com prejuízos estimados em cerca de 30 milhões de euros apenas em infraestruturas municipais, a autarquia enfrenta agora um enorme desafio de reconstrução, ao mesmo tempo que tenta garantir apoio imediato às famílias mais vulneráveis e às situações mais críticas.
Também o setor agrícola sofreu impactos severos, com danos avultados em explorações e estufas, particularmente na zona da Silveira, onde os prejuízos poderão atingir os 10 milhões de euros.
A crise teve ainda consequências diretas na vida cultural e económica do concelho, levando ao adiamento do Carnaval de Torres Vedras, um dos maiores eventos populares do país, cujo impacto económico ultrapassa os 16 milhões de euros, segundo um estudo realizado em 2025.
Nesta entrevista ao Milénio, o presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Dr. Sérgio Paulo Matias Galvão, explica quais têm sido as prioridades imediatas da autarquia, descreve os apoios disponíveis para os setores mais afetados e sublinha a importância de investir na prevenção e na adaptação às alterações climáticas, num contexto em que fenómenos extremos parecem tornar-se cada vez mais frequentes.
Milénio Stadium: Tendo em conta que os prejuízos em infraestruturas públicas estão estimados em cerca de 30 milhões de euros, quais são neste momento as prioridades imediatas do município na recuperação e reconstrução do concelho?
Sérgio Paulo Matias Galvão: A prioridade absoluta do Município tem sido, desde o primeiro momento, o apoio às pessoas, em particular às famílias realojadas e às situações mais gravemente afetadas. A nossa principal preocupação são os munícipes. Em paralelo, estamos totalmente empe-
nhados na reposição das principais vias de acesso que garantem a coesão territorial e a mobilidade no concelho. Mesmo nos casos em que estão em causa estradas nacionais, mantemos uma articulação permanente com as entidades competentes, mobilizando todos os meios municipais disponíveis para acelerar soluções.
É igualmente prioritário consolidar infraestruturas e zonas que permanecem instáveis, prevenindo novos riscos e assegurando condições de segurança duradouras.
MS: A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta provocou danos significativos na agricultura, com prejuízos que podem chegar aos 10 milhões de euros. Que tipo de apoio concreto está a Câmara a prestar aos agricultores afetados, nomeadamente no caso das estufas destruídas na zona da Silveira?
SPMG: Desde o primeiro dia que o Município tem estado em estreita articulação com os agricultores e com as entidades competentes.
No dia 31 de janeiro realizou-se uma reunião com o Senhor Vice-Presidente da CCDR-LVT, Dr. José Bernardo, com a presença de vários agricultores da região, com o objetivo de ouvir diretamente os afetados e identificar mecanismos de apoio adequados.
O levantamento e reporte de prejuízos estão a ser efetuados em articulação com as plataformas governamentais (https:// www.gov.pt/guias/apoios-calamidade)
Através da Agência Investir Torres Vedras, o Município disponibiliza igualmente apoio técnico no preenchimento de candidaturas e formulários necessários, assegurando acompanhamento próximo, à semelhança do que é feito com outras empresas do concelho, independentemente do setor de atividade.
MS: A ativação do Plano Municipal de Emergência foi uma medida decisiva. Considera que os meios disponíveis no concelho foram suficientes para responder à dimensão da crise, ou ficou evidente a necessidade de reforçar recursos e mecanismos de resposta para futuros eventos extremos?
SPMG: A ativação do Plano Municipal de Emergência foi uma medida atempada e fundamental para garantir uma resposta coordenada.
Num contexto de fenómenos climáticos cada vez mais extremos, mais do que refor-
çar apenas a capacidade reativa, é essencial investir de forma consistente na prevenção - essa é a prioridade estratégica para o futuro.
Importa também reconhecer o empenho exemplar dos trabalhadores da Câmara Municipal, dos SMAS e da Promotorres; do Serviço Municipal de Proteção Civil; do Gabinete Técnico Florestal; da Unidade de Infraestruturas e Vias Municipais; da Área de Transportes e Segurança Rodoviária; dos Presidentes de Junta e respetivas equipas; dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras; das forças de segurança e de todos os agentes de proteção civil locais.
Uma palavra igualmente importante para a população, que colaborou e cumpriu as indicações da Proteção Civil, facilitando a gestão das operações num momento particularmente exigente.
MS: O adiamento do Carnaval de Torres Vedras foi uma decisão marcante, tendo em conta o peso económico e cultural do evento. Que impacto prevê que esta decisão possa ter para o comércio local e para a economia do concelho, e que medidas estão a ser equacionadas para minimizar esse impacto?
SPMG: A decisão de não realizar o Carnaval de Torres Vedras nas datas inicialmente previstas foi difícil, mas foi uma decisão consciente, responsável e tomada sempre com a segurança dos torrienses como prioridade absoluta.
A não realização do evento tem, naturalmente, um impacto muito significativo na economia local. Esse impacto faz-se sentir desde o pequeno comércio tradicional - como retrosarias, lojas de tecidos e costureiras - até às empresas ligadas à restauração e hotelaria, incluindo cafés, bares, restaurantes, hotéis e pensões.
De acordo com o estudo de impacto económico e de públicos realizado em 2025 pelo IPPS-ISCTE, o Carnaval de Torres Vedras representa um impacto superior a 16 milhões de euros na economia local, o que demonstra claramente a relevância do evento para o tecido económico do concelho.
Esta decisão foi sempre articulada de forma próxima com os vários agentes envolvidos, nomeadamente os operadores económicos ligados ao evento. As regras aplicáveis foram definidas com diálogo e transparência, procurando garantir equidade e previsibilidade, dentro dos constrangimentos legais e financeiros existentes.
MS: Muitos munícipes enfrentaram cortes de eletricidade e comunicações, além de estradas cortadas e dificuldades de circulação. Que lições retira a autarquia desta situação e que medidas de prevenção e adaptação climática poderão ser implementadas para reduzir vulnerabilidades futuras?
SPMG: Esta situação reforça a necessidade de estarmos cada vez mais preparados para eventos extremos.
É fundamental investir na prevenção, na realização de exercícios e simulações regulares e no reforço dos sistemas de comunicação entre serviços municipais e equipamentos públicos, como escolas, garantindo maior resiliência operacional.
Ao nível das infraestruturas, importa assegurar manutenção preventiva mais robusta, nomeadamente das condutas de água e redes essenciais, trabalho que está atualmente a ser integralmente reposto graças ao empenho dos trabalhadores dos SMAS, que têm atuado em condições particularmente exigentes.
A adaptação às alterações climáticas exige planeamento e investimento - essa será uma das linhas prioritárias da ação municipal.
MB/MS



Olá, bom dia e uma ótima sexta-feira, Desejo que se encontrem saudáveis e nas vossas casas, agasalhados. Pela terra Mãe,o cenário é bem diferente - tempestades assíduas, ventos fortes, derrocadas, inundações, etc, deixaram o nosso país e a vizinha Espanha em estado caótico.
Éimpossível ficar indiferente com tanta dor e destruição em nosso redor.
Os Governos, (que palhaçada...) mais do mesmo, ao invés de criarem infraestruturas capazes, que funcionem, vão tapando o sol com a peneira. Agora ajudam... e
porque não fazer o certo? Criar um Portugal mais sólido e menos vulnerável?
Talvez porque os governantes e suas famílias e amigos estejam sempre acima disto tudo e não sabem o que é sentir na própria pele o desconforto de não ter de comer, um teto... nada.
Pergunta o jornal Milénio o que a comunidade Lusa, em Toronto e no Canadá pode fazer para ajudar? Digam-me ainda não fizeram nada? Pois em Portugal onde existem muitas mais dificuldades, o povo ajuda o povo e por que é que quem está fora não se dedica a esta causa de ajudar quem precisa neste momento de ser ajudado? São esses $20 dólares que vos vão ficar a fazer falta?
Não é necessário haver uma catástrofe em Portugal para se perceber que quem aí está, pelo menos a maior parte, de solidário pouco ou nada tem. Basta vermos o exemplo do Magellan Community Centre, querem usufruir sem “meter a mão ao bolso”, sabem? Fico cada vez mais triste
e desapontada com a nossa comunidade, vivem num país maravilhoso, têm o que precisam e muito mais. Têm um estado que os auxilia caso seja necessário e, tornaram-se insensíveis, sem empatia.
Eu faço sempre a minha parte. Aliás, vou para lá dissotento saber quem mais precisa e faz-se o bem. Acreditem, ficamos de alma lavada.
Cada vez mais percebo o porquê de me ter afastado “da vida pública”, cansei-me de tanto cinismo e egoísmo coletivo. Não me identifico no seio de uma comunidade assim. É o que é e vai valer sempre o que vale.
Leiam nas entrelinhas…
Ajudar, fazer o bem e não olhar a quem. A minha falecida mãe dizia uma e tantas vezes, “Cada um deita-se com a própria consciência.”,
Fiquem bem e até já, Cristina
Aos sábados às 7:30 da manhã
Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
Esta semana
• Entrevista com Rui Reininho: Uma conversa sem filtros com a lenda do rock português.
• Literatura: Apresentação do livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade, de Ruben Pacheco Correia, com a participação especial de Júlio Isidro
• Querem drama? Esta semana, Beatriz Pessoa traz-nos uma história que promete prender o seu olhar.
• Mira Sabe Bem – Chouriças: Um roteiro pelo sabor regional. Desta vez, fomos descobrir o segredo das melhores chouriças da Praia de Mira.
• Sentir, Pensar e Agir: Mudar o mundo através da reflexão. Terry Costa e Catarina Alves vão sentir, pensar e, acima de tudo, agir.
• Entrevista com Margarida Costa: Conheça de perto a visão e os desenhos de Margarida Costa.
• .... e muito mais!

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People say that you can’t be helped if you can’t help yourself. Is this statement applicable to a country like Portugal and its people under the catastrophic conditions caused by the calamity brought on by hurricane Kristin? Recently I read a phrase that awakened my questioning mind about the real causes of tragedies and suffering in world populations that suggest that “we are roadmaps to everything that is living life wrong”.
The consequences are grief because we are avoiding the truth about who we are and the things we take for granted. Today we are focusing on Portugal as a country in crisis. The death toll due to the continuing misery brought on by weather conditions have been minimal, considering the prolonged attacks by wind and rain, but one death is one too many. While we are all jumping on the bandwagon of empathy for those who are suffering and we question how we can help, it may be useful to question why the emergency services in Portugal were not implemented on a timely basis, which could have possibly prevented some human suffering.
With Ministers not knowing what to do and leaders hiding as to not be perceived as partial to an on-going political campaign, all exhibited moral cowardice to popula-
tions lost in the abyss of hell. And then the wind stops, leaving lives destroyed and tears shed onto rivers of water slowly eating away at a lifetime of dreams. The questions never stop and the answers from those in charge are empty words where substance is based on ignorance because answers create risk for future political aspirations instead of providing guidance as citizens look to the sky through a roof of non-existing tiles. And then we call it a natural catastrophe because it will provide a platform for all future explanations as to why the country recovery stagnated by inaction and instead, we call Kristin “an act of God”
But perhaps we should not lay all blame at the feet of governments. People’s preponderance to build things for only sunny days also creates conditions that contribute to the vulnerability of structures to destruction. Regardless, laws and regulations should control construction and that is the responsibility of governments.
Corruption, of course, negates much of the implementation of “good” construction measures, resulting in inferior workmanship and allowing Kristin’s fury to embrace and destroy the structures, but not the corruption.
In times of crisis, the relationship between a State and its citizens is defined by governments obligations to its citizens to ensure safety, maintain essential services and foster national confidence by those in positions of leadership. However, there has to be an emphasis on co-operation between the public and government to ensure there is a framework of “shared responsibility” instead of “I screw you because you exist to screw me”. Minimally, governments should have in place crisis manuals and guidance, early warning systems, civil defense rules, resource rationing and a system that reduces people’s suffering by balancing urgency and calm.
In the case of Portugal, there was no strategic rationalization for the needs of its citizens and operational necessities to reduce damages. The government failed its citizens because of politically induced indifference where ignoring reality appeared to be the most convenient answer. Yes, we all should help but let’s remember Pedrogão and all its flaws and put in place conditions which will result in helping those in need.
Kristin came and showed all of us how vulnerable we are and the steps that are needed for the future. Of course, people will look at it as a one-time occurrence and take no measures to combat other Kristins because soon the sun will shine again.
Apresentador Augusto Bandeira
Convidados
Nellie Pedro
Rómulo Medeiros Ávila
Rúben Pacheco Correia



Desde 1973 que a Teixeira Accounting Firm garante a estabilidade administrativa de que a sua empresa necessita para crescer. Desde o planeamento fiscal corporativo a soluções de dívida, somos gente de negócios a ajudar gente de negócios.
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Woke up today to the news that a woman at a school in a remote, tiny B.C. town, murdered nine people and apparently then offed herself, bringing the total deaths to ten. By the time anybody reads this, other facts and details will have been revealed, no doubt, but the details won’t matter in the end. Fact is, ten people are dead at a remote school in Canada.
Canada is not the United States, far from it. Canadians aren’t accustomed to mass killings and people wandering the streets with weapons. Yet here we are, a Canadian school, Canadian children, terrorized, American style. I wouldn’t be surprised to see DT stating something totally inappropriate and stupid, regarding this tragedy, openly basking in the pain of his rivals. We all know that face he puts on when he’s so pleased with himself. Little DT also threw a tantrum regarding the opening of the new bridge that Canadians built from Windsor to Detroit.
He grumbled something about not allowing the bridge to open until he got what was owed to him. He even alluded to wanting part-ownership. Now it’s up to Carney to remind him that usually, when people pay for something, they own it. But he doesn’t care, does he? He doesn’t care that there are laws, or even that people die under his policies. He is the biggest criminal that this world has ever seen, and he’s backed by a number of others, who are clinging on the sides of the bandwagon, hoping that it will continue to lead them to the gravy train. I’m convinced that he’s getting away with
so much because the rest of us continue in a state of shock.
The world is being dragged around by a toddler, and nobody has the guts to confront him. Carneys Davos speech was a breath of fresh air, but where did it lead?
You tell me, nothing else has developed since; European leaders continue to cower, Russia continues to string DT along while decimating the Ukraine, Venezuela seems to be forgotten, Cuba is being asphyxiated by DT’s oil embargo, while American ships are pressuring Iran for whatever reason they claim this week.
Yet DT carries on, the self-proclaimed ender of wars, winner of the biggest and best awards, and to top it off, everywhere he goes he’s treated like royalty, even internationally. So what does that say about us? Are we that cowardly, that disenfranchised, that we just keep rolling with the punches?
For many, many people, life sucks, and DT is the biggest propagator of this misery, although he’ll tell you straight to your face that he’s done more good than anyone in history! We’ve all witnessed this phenomenon on several occasions.
People are losing their minds trying to make sense of their lives, too often leading to tragic, incomprehensible actions. But there’s one loonie that must be brought down before it’s too late, and following that, we must make certain that the rest of his entourage is brought down with him. It will be a Herculean task, one which I am not convinced will ever be completely fulfilled.
Power and greed have become so deeply entrenched that I fear we could be facing a Hydra; cut off one head only to see two more grow back in its place. This will not go away unless we react consistently, and to his face.
Fiquem bem,
Raul Freitas


Recent reporting has raised alarms about allegations that a subset of officers in Toronto were involved with organized crime. While specifics can vary as investigations unfold, the broader concerns are not what happened, but what cities can do to preserve or restore public trust when law enforcement is perceived to be compromised. York Regional Police was the organization that unfold these crimes and alerted Toronto Police.
Reports allege that several officers roughly 7 to 10 were connected to or collaborating with organized crime networks. Situations like this typically involve investigations by independent oversight bodies, internal affairs units, and sometimes concurrent criminal probes. The publicly traded risk is twofold...ongoing safety concerns for communities and a deep erosion of trust in law enforcement. Because investigations are ongoing and details can change as evidence emerges, it is essential to rely on official statements from police service, civilian oversight bodies, and court records for precise facts.
Why public trust matters for policing.
Public safety effectiveness depends on legitimacy, communities comply with laws, cooperate with investigations, and support policing efforts when they perceive the force as fair and accountable. Trust is built through consistent, transparent action. Proactive accountability, visible reforms, and honest communications. Corruption allegations can create a chilling effect, witnesses may fear retaliation or lose faith in the justice system, reducing reporting and cooperation.
What can Toronto do to maintain and rebuild trust. In my estimation the current chief of police should resign immediately since these epic situations have been under his watch. Establish or empower civilian oversight bodies with robust investigative powers, subpoena authority, and transparent reporting. Ensure investigations into officer misconduct are independent from the police department
to reduce perceived conflicts of interest. Publish timely, accessible findings and corrective actions, including disciplinary measures and policy changes.
What has been reported thus far through the media and some insiders leaking information sounds like the police were giving criminals cover and a blank sheet to do whatever they wanted. Especially shootings of peoples homes without immunity and a brazen approach to shooting guns at any hour of the day because of nformation given through the police channels about where people lived and had their homes targeted. There is also reporting of an attempted mur der plot that involves the police and others associated with the cops both in Toronto and York Region. These reports in my estimation could just be the tip of the iceberg with possibly more to fall.
We cannot paint all law enforcement with the same brush because of a few bad apples and that is the messaging that the police union and others are trying to project. On a personal note, l support our men and women in blue and most of the force are great and brave folks. However, if all these allegations turn out to be true, all l can say is “WoW”.
Regardless of the outcomes, public trust has been eroded and broken and a fresh lead er needs to be brought in and incorporate some transparent programs that try and rebuild confidence with the citizens of Toronto, but more important ly is regaining pub lic trust. The force needs to rebuild integrity through in depend ent re










form programs. Strengthen whistleblower protections and channels. Foster community policing and partnerships with neighbourhoods and folks of all backgrounds and nationalities.
Allegations of police-organized crime connections are profoundly destabilizing for communities that rely on police for safety and justice. While investigations

tronco carcomido pelos anos possa figurar em segundo lugar») e acaba no povoamentos: «Nos Pereiros ao pedreiro, ao carpinteiro, ao ferreiro, ao ferrador e ao sapateiro chamavam-se artistas». Ficamos pela crónica sobre a carreira diária: «Mais do que o seu percurso entre a Meda e o Pinhão, a carreira era para nós a velha camioneta que vinha todos os dias e nos ligava pela EN 222 à Vila, ao Comboio e ao Mundo.
Com edição da Padrões Culturais, capa de Mário Andrade e apoio da Associação Amigos de Pereiros estas 150 páginas são 14 crónicas de revisitação («Nasci nos Pereiros e ali vivi até aos doze anos») e daí o seu subtítulo - «Quotidianos de uma aldeia do Alto Douro 1930-1980»).
Ageografia sentimental é vasta: «A fonte da aldeia, a azenha ou lagar do azeite e o forno, tal como a igreja, as capelas, o cemitério, as tabernas, os sotos quando vendiam tecidos, a escola do Combro e as salas de aula que precederam esta, se alguém ainda as conseguir identificar, os velhos caminhos, o rio e os seus açudes e pontes, o moinho da tia Elisa, o caminho de Valongo mas ainda do lado de cá do rio, tudo isto constituiu a memória colectiva dos Pereiros».
O Mundo começa na paisagem («As árvores da minha terra são os sobreiros, embora uma ou outra oliveira de

A carreira da Meda ou a Carreira da Viúva passava todas as manhãs, pelas oito e trinta minutos, a caminho do Pinhão e regressava às quatro e meia da tarde. Mostrar-se na Avenida para ver passar aa carreira constituía a actividade social mais importante da gente da Vila e não vestir a melhor roupa para solenizar esse momento podia desqualificar um cidadão.
Nesse curto intervalo desfilavam pela Avenida funcionários, artistas, comerciantes, desocupados, donas de casa virtuosas e meninas casadoiras, bisbilhotando quem tinha chegado e imaginando o destino de quem seguia, assim alimentando o o seu imaginário de residentes desta pequena Vila do interior onde nada se passava desde os tempos do senhor Marquês de Pombal e da criação da Real Companhia Velha». JCF




Quando os guardiões da lei se tornam um problema para a confiança pública

Isto é um caso que merece muita atenção e respeito por quem nos transmite confiança e respeito, eu ainda tenho muita confiança nos agentes policiais, mas os recentes acontecimentos em Toronto, em que vários polícias estiveram no centro de uma investigação criminal por alegada corrupção e envolvimento com uma rede de crime organizado, deixaram muita gente a coçar a cabeça e a questionar aquilo em que, até agora, muitos confiavam.
Não é todos os dias que se lê que sete polícias em serviço e um oficial reformado foram formalmente acusados de crimes graves como corrupção, traição de confiança, tráfico de drogas etc. Estas não são acusações leves, são alegações que, se provadas, atingem diretamente a essência do que se espera de quem deve proteger a sociedade.
Para mim, e acredito para muitos cidadãos comuns, ouvir que agentes da lei podem ter partilhado informações privilegiadas com criminosos que depois cometeram crimes violentos, é um choque profundo. É natural que isso faça abanar a confiança de quem olha para a polícia como símbolo de segurança, justiça e ordem. Quando as
suspeitas envolvem facilitação de delitos, a confiança pode ruir. Por outro lado, é importante lembrar algo que muitos parecem esquecer, ainda que estas acusações sejam sérias, ainda não foram provadas em tribunal. Todos os indivíduos acusados têm direito a um processo justo e a defesa plena. Neste sentido, não podemos meter toda a força policial no mesmo saco porque erros ou crimes de alguns não definem os muitos que trabalham honestamente todos os dias. No entanto, ter ouvido o comando da polícia fazer declarações que não conseguiram transmitir, de forma clara e convincente, a gravidade das acusações e o empenho na sua resolução, isso sim tem impacto negativo. Quando líderes policiais respondem com
termos vagos, isso pode reforçar a sensação de que há reticência em enfrentar o problema com transparência total.
Transparência é a chave para restaurar e manter a confiança. Organismos independentes, como a Transparency International Canada, têm pedido uma investigação totalmente independente e pública para que se compreenda em profundidade o que realmente aconteceu e se reforcem mecanismos que previnam situações semelhantes no futuro. A ser verdade este tipo de exigência não é ser anti polícia, é defender a confiança pública que a polícia precisa recuperar. Na minha opinião há os prós de uma resposta forte ao caso e são claros. Reforça a ideia de que ninguém está acima da lei. Mostra que a sociedade exige ética e integridade mesmo dentro das instituições de segurança. Envia um sinal claro de que a polícia deve ser responsável perante a comunidade que serve.
Mas também há os contras, ou melhor, os riscos, surgem quando a investigação não é conduzida com total abertura ou quando líderes policiais parecem mais preocupados em proteger a imagem da instituição do que em esclarecer os factos de forma transparente. Se isso acontecer, a confiança pública, já fragilizada, pode ficar ainda mais abalada.
Sim, temos que perceber e admitir que ainda há muitos polícias que diariamente arriscam a vida, trabalham com dedicação e colocam a segurança dos outros à frente da sua. Mas quando alguns poucos mancham essa reputação, a sombra estende-se sobre muitos. Cabe às lideranças, aos órgãos independentes e à própria comunidade exigir que se faça justiça, com rigor e sem proteções indevidas.
No fim, o que os cidadãos querem não é uma polícia perfeita, isso não existe, mas sim uma polícia que se responsabilize pelos seus erros e esteja verdadeiramente comprometida com os valores que promete defender. E isso, meus caros leitores, faz toda a diferença. Bom fim de semana!

A emigração constitui uma realidade intrínseca à identidade madeirense, marcando, desde o povoamento do arquipélago até à contemporaneidade, as suas dimensões sociais, culturais, económicas e políticas. A vasta diáspora da denominada “pérola do Atlântico”, estimada em cerca de 1,5 milhões de madeirenses e seus descendentes, transporta consigo, ao longo de gerações, tradições, valores e memórias para destinos tão diversos como África do Sul, Austrália, Brasil, Canadá, Curaçau, Estados Unidos da América, França, Havai, Inglaterra e Venezuela.
Éprecisamente neste último país da América Latina que se encontra radicada a maior comunidade emigrante madeirense, estimada em cerca de 300 mil emigrantes e descendentes, num universo aproximado de meio milhão de luso-venezuelanos. Trata-se de uma comunidade maioritariamente composta por naturais da Madeira que, apesar de nos últimos anos viver imersa numa profunda crise económica, política e social, tem persistido, desde a segunda metade do século XX, como um pilar relevante do desenvolvimento urbano, económico e sociocultural da Venezuela.
O legado histórico da diáspora madeirense na pátria de Simón Bolívar encontra-se, desde o início da segunda década do século XXI, materializado na missão e visão do Museu da Família Teixeira, situado na Fajã da Murta, freguesia do Faial, concelho de Santana. Este espaço museológico foi idealizado pelo empreendedor e benemérito Aneclet Teixeira, emigrante de sucesso radicado em Caracas, onde, desde a década de 1980, impulsionou e consolidou as cadeias de lojas Rey David. O museu tem como principal desígnio homenagear e perpetuar a memória dos seus progenitores, Albino Teixeira e Conceição Caires, naturais da Fajã da Murta, que, à semelhança de milhares de conterrâneos, iniciaram, na década de 1950, uma trajetória migratória familiar rumo à Venezuela.
Detentor de diversos investimentos na América Latina e no seu torrão natal, onde tem apostado de forma consistente nos sectores da hotelaria e do imobiliário, Aneclet Teixeira viu esse percurso reconhecido em 2021, quando, no âmbito das comemorações do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, foi distinguido pelo Governo Regional da Madeira com a Insígnia Autonómica de Bons Serviços. Na Fajã da Murta, ergueu um espaço museológico que alberga memórias, objetos, correspondência e fotografias da Família Teixeira, constituindo-se como um testemunho vivo da epopeia emigratória madeirense.
A profunda ligação ao arquipélago da Madeira e a visão empreendedora de Ane-
clet Teixeira têm-se materializado, nos últimos anos, num conjunto significativo de investimentos no sector da hotelaria e do turismo, numa região frequentemente distinguida como o melhor destino insular do mundo pelos World Travel Awards. Este contributo para o crescimento económico e a criação de emprego traduziu-se, em 2023, na inauguração, no centro do Funchal, do Barceló Hotels & Resorts, um empreendimento turístico de cinco estrelas, resultante de um investimento de várias dezenas de milhões de euros, assente na reabilitação de seis edifícios da baixa citadina, operado pelo grupo Barceló e dotado de 111 quartos, ginásio, salas de reunião, restaurantes, lobby bar e rooftop bar.
Ainda nesse ano, o empreendedor inaugurou o empreendimento Suites King David, uma unidade de Alojamento Local resultante de um investimento superior a cinco milhões de euros, composta por 15 apartamentos das tipologias T0 e T1, totalmente equipados e com vista privilegiada sobre a Avenida do Mar, o porto e a baía do Funchal.
Atualmente, Aneclet Teixeira encontra-se a concluir a reabilitação de uma casa centenária situada na Avenida do Infante, projeto que representa a concretização de um sonho profundamente ligado à saudosa memória dos seus filhos, Renny Xavier e Andrea Daniela, a quem dedica uma sentida homenagem. A intervenção constitui mais um exemplo relevante de reabilitação urbana de um edifício emblemático da ci-
dade do Funchal, outrora devoluto, agora transformado na sua residência, rebatizada como King David Palace, numa alusão à marca consolidada na Venezuela e difundida pela América Latina.
A moradia preserva a sua estrutura original, integrando elementos de calçada madeirense e portuguesa, e será enobrecida com o brasão da Família Teixeira, esculpido pelo próprio. Este gesto simbólico reflete a capacidade empreendedora da diáspora portuguesa, que, ancorada numa profunda ligação às suas origens, investe ativamente no desenvolvimento do território pátrio.

Não me peçam razões por que se entenda a força da maré que me enche o peito (…)
José Saramago


“O futuro não se espera, faz-se”, afirmou António José Seguro no seu discurso de vitória na noite eleitoral, alcançada com a maior expressão de votos de sempre. E o futuro fez-se, no passado dia 8, com a afirmação dos valores da democracia e da liberdade. As circunstâncias em que decorreram estas eleições, demasiado conhecidas por todos, eram extremamente adversas.
Uma parte do país inundado e submerso, isolado, estradas cortadas, cenários de guerra em concelhos que viram muitas das suas estruturas completamente arrasadas, gente sem luz, sem água e sem internet há vários dias, muito para além de um tempo humanamente aceitável nos tempos que correm. Houve até quem tivesse ido votar de barco, já que as inundações criaram ilhas num arquipé-
lago de isolamentos forçados. Apesar de tudo, os portugueses revelaram uma enorme coragem, não abdicando de exercer o seu mais sagrado direito de cidadania – ir votar!
Este gesto de vontade e firmeza contrariou as vozes que advogavam o adiamento das eleições, apesar de se saber que era inconstitucional, provando, mais uma vez, a maturidade do povo português que, não hesitando, se mobilizou na defesa dos valores democráticos.
António José Seguro, o presidente eleito, apresentou-se sozinho, sem o chapéu de qualquer partido político, “independente e sem amarras” – expressão mais do que uma vez repetida – se bem que sejam bem conhecidos o seu percurso, bem como as origens partidárias que nunca renegou.
Partiu de valores muito baixos nas sondagens (uns meros 6%), venceu a 1ª volta e fez uma campanha muito discreta na 2ª volta, longe dos holofotes da comunicação social, respeitando a dor dos que viviam as consequências das intempéries. Os adversários e comentadores acusaram-no,
amiúde, de fazer um discurso redondo, sem um grande rasgo de ideias ou propostas, apelidando-o de “Melhoral, que não faz bem nem faz mal”. Mas, passo a passo, foi isso que fez dele um candidato ponderado, inclusivo e agregador. Nunca usou do insulto, nem do enxovalho, pelo contrário, revelou sempre uma enorme elevação nos debates e entrevistas, recusando-se a chafurdar no lamaçal de insinuações que em nada dignificam o discurso público.
Ao observarmos a natureza, não raramente destacamos o trabalho organizado da formiguinha, pequena no tamanho, mas capaz de carregar cinco vezes o peso do seu corpo. Olhando para a vitória de José António Seguro, podemos dizer que ela foi o resultado desse trabalho persistente de formiguinha que nunca se afastou do carreiro inicialmente traçado. E chegou ao fim da meta a mostrar que, afinal, tinha arcaboiço para carregar o peso esmagador dos votos que o elegeram. Se nos lembrarmos de Zeca Afonso, que merece ser invocado em contextos desta natureza, uma das canções que o celebrizou foi precisamente
“A formiga no carreiro”. A letra da canção recorda-nos que há uma outra formiga que vem no sentido contrário a pedir um outro rumo; no caso, o rumo da demagogia, do populismo, da divisão, da conflitualidade, da mentira descarada facilmente veiculada pelos curtos vídeos que circulam nas redes sociais, do slogan fácil e sem consistência de quem “anda na roda da vida” à cata do poder, mas desdenhando e atacando quem o tem. Foi este carreiro, de quem bradava por uma mudança, que foi rejeitado por uma grande maioria que se quis manter fiel ao carreiro da decência, da ética e da moderação, avesso à gritaria da sedutora cigarra.
Podemos, assim, concluir que António José Seguro, que até nem era uma figura carismática, nem colheu um grande entusiasmo na fase inicial, soube, silenciosamente e sem espalhafato, colher os mais variados apoios ao percorrer o carreiro da seriedade, do equilíbrio e da contenção, que lhe permitiram acumular um capital que fez dele o Presidente da República de todos os portugueses.

Sabe quem me lê que, muitas vezes, falo que o mundo precisa de estadistas que consigam reduzir as guerras e conflitos e que o mundo possa viver em paz e com as condições de vida que um ser humano deveria ter. Urgente seria termos uma Europa forte e com responsáveis políticos que enfrentam estes problemas como uma política assertiva, assim como uma liderança diferente nos Estados Unidos da América. Deixo aqui uns exemplos que nos devem deixar a pensar.
ASíria foi devastada por quase 14 anos de conflito, com milhares de deslocados e graves problemas eco-
nómicos. Mais de 17 milhões de pessoas no país necessitam de assistência humanitária. A população foi afetada com perdas de vidas e património, destruição e pobreza. Milhões de crianças ainda estão fora da escola, enquanto as famílias lutam para sobreviver. Parece que o novo governo está a dar uma esperança, mas ainda tenho muitas dúvidas que isso possa acontecer. As necessidades básicas de milhares de pessoas continuam sem ser satisfeitas. Em Gaza continuam dias catastróficos para a população civil. Milhares de palestinianos perderam a vida e muitos estão feridos ou incapacitados para sempre. A população enfrenta perdas inimagináveis e o risco de fome continua inaceitável. Quase 2 milhões de pessoas estão deslocadas e mais de metade das casas em Gaza foram danificadas ou destruídas.
O Sudão está à beira do colapso total, após mais de 18 meses de destruição implacável. A violência brutal e a grave escassez de alimentos afetam agora metade
da população, e a fome é o denominador comum por todo o território. A grande maioria da população está fora das suas casas e, na maioria dos casos, perderam tudo.
Burkina Faso está um caos com quase meia centena das suas cidades em todo o país sem alimentos ou comunicações. O problema é que não chega ajuda humanitária a quem dela necessita. Cerca de 2 milhões de pessoas estão afastadas também de suas casas ou da região de onde viviam, muitas vezes forçadas a fugir várias vezes devido à insegurança e à falta de assistência. Mais de 800 mil crianças viram a sua educação interrompida, uma vez que as escolas continuam encerradas, agravando ainda mais a crise.
No Afeganistão, décadas de guerra, instabilidade política e crise económica obrigaram as famílias a abandonar as suas casas e deixaram milhões de pessoas em situação de pobreza extrema, agravada por secas, terremotos e inundações recor-
rentes. As famílias no Afeganistão vivem, na sua esmagadora maioria em pobreza extrema.
Infelizmente estes não são casos únicos muitos mais existem, mas o espaço da minha crónica não é suficiente. Diplomacia, muita diplomacia, será necessária. Pode ser difícil impedir ou prevenir uma guerra, mas tem de se trabalhar para isso. A melhor forma é os países tentarem chegar a um acordo. Isto pode ser feito através de negociações, de modo a evitar que se inicie uma guerra, recorrendo a alguém de fora do conflito tente intermediar a situação e encontrar uma solução. Neste caso, por exemplo, os países podem assinar um tratado de paz, no qual decidem cessar as hostilidades.
Precisamos de união, não de divisão e ódios.
"Uma criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo" Malala Yousafzai

A vitória de Seguro é uma vitória do país inteiro. É uma vitória para a democracia e para uma política menos barulhenta e mais diligente. É uma vitória do homem sobre qualquer apoio e, honra seja feita, de um grupo de amigos que nunca desistiu dele. Mas os resultados de antes de ontem são também uma derrota para a direita que defendia a equivalência e a neutralidade entre candidatos, com Montenegro à cabeça.
Contados os votos, o novo Presidente da República superou todos os prognósticos. Durante as últimas três semanas, muitos anteciparam um aumento expressivo da abstenção, uma onda de votos em branco ou nulos e, claro, algum voto da direita no candidato “não-socialista”. Seguro conseguiu não só bater o recorde para o maior número de votos alguma vez obtido por um Presidente, como também evitou que o seu adversário tivesse mais votos que ele na primeira volta. Ganhou todos os concelhos, exceto dois, e várias das comunidades na diáspora onde Ventura tinha ganho. Tem uma legitimidade eleitoral inequívoca e absolutamente ímpar.
António José Seguro conquistou-o apesar de tudo. De um ponto de partida muito baixo, segundo a maioria das sondagens; do fogo amigo e da relutância de muitos camaradas presos em 2014; de um outono difícil, em que a sua campanha parecia não levantar voo. Apesar de ter menos tempo de antena que os adversários e de ter passado uma década longe da vista dos portugueses. Sobretudo, ganhou apesar da postura ignóbil de tantos líderes à direita que o quiseram colocar no mesmo patamar que André Ventura e que, para se ilibarem, pintavam Seguro como um radical. Essa direita, personificada por Luís Montenegro, é a principal derrotada da noite eleitoral. Primeiro, por não ter ganho com uma colagem à vitória de Seguro, como Costa fez com Marcelo em 2021. Ou por assim consolidar o mau momento político que o Governo atravessa, desde o pacote laboral à calamidade pós-Kristin. Mas mais do que a leitura de conjuntura, o líder do PSD prescindiu de liderar o seu
eleitorado, deixando-o livre para se identificar com outras ofertas políticas. Alguns votaram Ventura e, ou já não voltam, ou voltando, poderão de novo voltar a partir. Outros votaram Seguro, provando que não existe um bloco unido, homogéneo e ideológico da “direita”. Ninguém é dono do voto de ninguém e a maioria dos eleitores tem preocupações maiores do que onde se situa entre esquerda e direita. Montenegro perdeu porque esta neutralidade fragiliza futuras tentativas de juntar em torno de si “os moderados” contra os radicais. Ele jamais poderá ser Macron ou fazer o que este fez ao PS francês. Em quarto lugar, o primeiro-ministro perdeu a oportunidade de poder cobrar ao Presidente uma dívida de gratidão pela sua eleição. Se é certo que essa tática pouco serviu a Costa contra Marcelo, Seguro não deve mesmo nada a ninguém.
Por fim, desengane-se quem achava que esta neutralidade deixava o Chega mais
Governo. Não entremos é não” ou em como disponibilida
Basta ape de ter tido AD e recla direita para vez mais, op fazer concor Governo. Tudo tivesse tido a hu que a sua direita Seguro.
O segredo por tória, porém, talvez capacidade de Seguro imperturbado com isso e com praticamente qual quer coisa que lhe atirem.
Enquanto Marques Mendes e Gouveia e Melo trocavam tiros, ferindo-se fatalmente um ao ou tro, havia alguém que surgia acima do barulho, sereno mas determinado. Pe rante várias contrariedades e para exasperação de muitos jornalistas, não era apenas a forma que o distinguia. Seguro manteve uma disciplina de men
sagem invejável que transmitia a firmeza das fundações do seu pensamento político.
É injusto dizer que Seguro não se definiu. Foi claro em relação às leis laborais, a uma eventual revisão constitucional e em relação às áreas que considerou prioritárias, como a segurança para o primeiro Conselho de Estado ou a saúde para o primeiro ano de mandato. Percebeu que o seu papel não era entrar no detalhe das medidas, cabendo-lhe mais o papel de juntar as pessoas à volta da mesa. No entanto, focou-se nas transformações que queria imprimir no paradigma político português.
Avisando que não queria deixar tudo na mesma e que seria exigente, Seguro frequentemente afirma que "a política ou serve para melhorar a vida das pessoas, ou então não serve para rigorosamente nada". Contrariava a política do improviso com o rigor, a ética e o desígnio que diz faltar ao país. Não o fazia pela crítica, pela “narrativa da decadência”, como lhe chamou este domingo. Pelo contrário, puxa pelo talento e a esperança – a qualidade, enquanto reclama justiça e humanidade. Para rematar, transmite-nos que nada disso se obtém através da divisão
Seguro não foi o primeiro político a defender isto. Foi, contudo, talvez o mais coerente. Estes princípios de ação política corresponderam na íntegra ao seu comportamento, to. Por muito que o tentem necessário perante do adversário, o fazer vingar esta ca” de político. esta cultura da deixar marca na no país. Eu, pelo tarei empenhado



Numa campanha renhida para a Presidência da República em Portugal, iniciada no final de 2025, o país foi palco de intensos debates e múltiplas narrativas, cada qual ao gosto de cada eleitorado. Todos sabemos que, nestas circunstâncias, a soberania popular é soberana: há quem ganhe e há quem perca, e apenas o tempo poderá ditar o verdadeiro veredicto.
Sim, André Ventura não ganhou as presidenciais, mas venceu de uma forma inédita na liderança da direita. O simples facto de representar um dos partidos mais recentes, formado nos últimos sete anos, não impediu que alcançasse a segunda volta, algo que não acontecia desde 1986, tendo tido também um bom resultado na segunda ronda. Esse feito demonstra a força da sua liderança e a capacidade de mobilizar um eleitorado que, durante décadas, parecia afastado do espectro da direita radical.
O mais curioso e, para muitos, desconcertante, é a dificuldade que alguns têm em aceitar os eleitores de André Ventura. A democracia implica respeitar a escolha
É evidente que aqueles que apelidam An dré Ventura de fascista, racista ou xenófo bo muitas vezes não reconhecem a realida de: o seu projeto não visa suprimir eleições, calar a imprensa, instaurar uma ditadura ou abandonar a NATO e a União Europeia. Quer governar à direita, de forma clara e consistente, promovendo mudanças que considera essenciais para o país. A frase “não é não” parece, no atual contexto, in suficiente para descrever a complexidade da política portuguesa. É necessário aceitar que há pessoas que querem mudar o país e sabem exatamente o porquê, lutando por um Portugal melhor.
Portugal enfrenta desafios evidentes: enquanto alguns países do Leste europeu que entraram mais recentemente na União Europeia avançaram no PIB e no poder de compra, Portugal perdeu posições. Já não ocupa o quinto lugar entre os países mais seguros do mundo, caindo para o déci mo segundo, refletindo problemas de desgoverno, imigração descontrolada, corrupção e falta de eficácia governa mental. André Ventura propõe um ca minho de mudança radical, focado na segurança, na justiça e na confiança, valorizando um sistema que funcione de forma digna e eficaz para todos os portugueses.
Como emigrante, compreendo profundamente a importância de regras claras e justas de integração.


MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
DEFESA CRIMINAL COM QUEM ENTENDE A SUA LÍNGUA
Orgulhosamente a servir indivíduos e empresas da nossa comunidade há quase 20 anos.
Não enfrente o sistema sozinho. Confie na experiência, no atendimento personalizado e resultados focados na qualidade





No passado dia 8 de fevereiro, o Portuguese Cultural Centre of Mississauga encheu-se de gente, palavras e emoções para a apresentação do livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade, da autoria de Rúben Pacheco Correia. Foi uma tarde em que a literatura se cruzou com a televisão, a memória colectiva e a identidade portuguesa, num encontro marcado pela proximidade humana e pela vontade de escutar histórias que raramente são contadas sem filtros.
Oevento reuniu um público diverso, composto por membros da comunidade luso-canadiana, leitores atentos e admiradores de dois nomes incontornáveis da cultura portuguesa: Júlio Isidro, numa visita inédita ao Canadá, e o autor açoriano Rúben Pacheco Correia. A presença de Júlio Isidro, figura histórica da televisão portuguesa, conferiu um simbolismo especial à sessão, despertando nostalgia e respeito entre várias gerações que cresceram com a sua voz e presença mediática. Com a organização de Matthew Correia e a sua equipa, no centro da conversa esteve Rabo de Peixe – Toda a Verdade, uma obra que procura ir além da ficção e das narrativas televisivas para devolver humanidade, contexto e rigor a uma história que ganhou projeção internacional. Com uma escrita directa e assumidamente frontal, Rúben Pacheco Correia partilhou com o público o
processo de investigação, os dilemas éticos e o peso de contar uma verdade que nem sempre é confortável, mas que considera necessária.
A apresentação decorreu num ambiente intimista, marcado por intervenções sentidas, momentos de reflexão e um diálogo aberto com o público. Mais do que um lançamento literário, a sessão transformou-se num espaço de escuta e partilha, onde se falou de Açores, de periferias esquecidas, de estigmas mediáticos e da responsabilidade de quem conta histórias reais.
Júlio Isidro, com a serenidade de quem carrega décadas de experiência, sublinhou a importância de preservar a verdade num tempo dominado pela velocidade da informação e pela superficialidade dos julgamentos. As suas palavras ecoaram como um apelo à memória e à ética, valores que atravessaram toda a tarde.
O encontro terminou com um porto de honra, prolongando-se em conversas informais, dedicatórias e fotografias, num claro sinal de que a cultura e a língua portuguesa continuam vivas e ativas fora de fronteiras. Para muitos dos presentes, esta foi mais do que uma apresentação de livro: foi um reencontro com Portugal, com os Açores, com a língua e com histórias que ajudam a compreender quem somos. Num mundo cada vez mais apressado, Mississauga parou por algumas horas para ouvir, sentir e pensar. E saiu mais rica por isso.
O livro Rabo de Peixe – Toda a Verdade resulta de dois anos de investigação, que levaram o autor da Ilha de São Miguel à Sicília e ao Brasil, entrevistando protagonistas reais do caso conhecido como a “droga do italiano”. A investigação deu origem a um documentário produzido por um canal português. No Canadá, Nellie Pedro subiu ao palco e anunciou que o seu programa Gente da Nossa TV detém os direitos para a sua emissão em território canadiano. O grupo MDC foi patrocinador oficial do evento e pode ver e ouvir todas as declarações dos intervenientes na nossa reportagem televisiva, contudo não posso terminar este texto, com uma nota sobre o povo de Rabo de Peixe. Nenhuma narrativa ficaria completa sem uma palavra justa sobre Rabo de Peixe e as suas gentes. Um povo moldado pela terra e pelo mar, que dão tudo — o sustento, o carácter e até a capacidade de sonhar. Ali há trabalho duro, há dignidade silenciosa e há uma felicidade que não se mede pelos rótulos que de fora insistem em colar. Há gente que acorda cedo, que enfrenta o sal, o vento e a vida de frente, com uma força que não pede aplauso. Rabo de Peixe não é um estigma: é uma comunidade viva, resiliente e orgulhosa, que merece respeito, escuta e justiça. Esta terra deu gente para o mundo, gente de alma e coração grande. Porque de simplificações e julgamentos fáceis estamos todos cansados. E porque contar a verdade tam-
bém é isto: reconhecer o valor de quem, todos os dias, constrói o mundo com as próprias mãos. Passo a passo. A droga deu à costa e que culpa tem o povo? Destruiu vidas é verdade, enriqueceu alguns é outra verdade. Mas leia o livro e perceberá a história real, muito além da ficção, pois essa, a verdade, estará sempre acima de tudo o resto, jornalisticamente falando.



Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

A Escola Portuguesa Novos Horizontes acolheu, no dia 7 de fevereiro, a professora e escritora Guida Micael para um encontro especial que reuniu alunos da escola, alunos convidados do Toronto Catholic District School Board (TCDSB), professores e membros da comunidade escolar, num evento centrado na literatura infantil e no valor da gratidão.
Aautora apresentou o seu primeiro livro para crianças, “I Am Grateful”, lançado no ano passado, uma obra que convida os mais novos a refletirem sobre as pequenas e grandes coisas pelas quais podem sentir-se gratos no dia a dia e que serve também como incentivo à leitura. Durante a sessão, Guida Micael partilhou com os alunos a inspiração por detrás

do livro e sublinhou a importância de cultivar sentimentos positivos desde cedo. “Quis escrever uma história simples, mas com uma mensagem forte, que ajudasse as crianças a reconhecerem o que têm de bom à sua volta, mesmo nos dias difíceis”, explicou a escritora. “A gratidão ajuda-nos a crescer com mais empatia e consciência.”
tilhou aquilo por que se sente mais grata: “Sou grata pelas oportunidades que tive como imigrante no Canadá.” O tema da gratidão esteve presente ao longo de todo o encontro. Um dos momentos mais marcantes foi a participação ativa dos alunos, que não só colocaram perguntas à autora como também partilharam aquilo por que se sentem gratos. Entre as respostas surgiram referências à vida, à família, aos amigos, aos professores e até “aos livros que nos ensinam coisas novas”.
“Eu sou grata pela minha família e pela minha escola, porque aqui aprendemos português e fazemos novos amigos”, partilhou a aluna Mia, arrancando sorrisos à plateia.
Para a professora Cecília Fernandes, iniciativas como esta desempenham um papel essencial no percurso educativo das crianças. “O dia de hoje faz parte do nosso programa escolar, no qual semanalmente convidamos figuras da comunidade para interagir com os alunos. Trazer uma escritora à escola aproxima os alunos dos livros e da leitura, mas também permite trabalhar valores importantes de uma forma prática, emocional e significativa”, destacou.
O evento decorreu nas instalações da escola, situadas na 1130 Dupont Street, no 3.º andar, em Toronto, e integrou-se nas atividades culturais e comunitárias promovidas pela Escola Portuguesa Novos Horizontes. A iniciativa proporcionou aos alunos o contacto direto com figuras da comunidade, provenientes de várias áreas da sociedade, servindo como inspiração para a descoberta de interesses, sonhos e possíveis percursos profissionais, e reforçando o compromisso da escola com a educação, a língua portuguesa e o envolvimento comunitário.
David De Sousa (R.I.B.O.),

Um pastel de nata para cada um!
No Family Day, evite conflitos... Traga uma caixa cheia, assim, ninguém tem de lutar pelo último Pastel de Nata!
O sabor que põe toda a família de acordo.


O último fim de semana em Ontário foi mais do que uma celebração: foi um reencontro com as raízes, um abraço caloroso à alma portuguesa. Entre aromas familiares, sons que atravessam gerações e gestos carregados de significado, a comunidade reuniu-se para celebrar aquilo que verdadeiramente nos une — a fé, a tradição e a força viva da cultura açoriana.
Em Maple, a Irmandade do Divino Espírito Santo da Igreja de St. David’s abriu as portas para a tradicional Festa Branca, e o salão encheu-se de luz, devoção e alegria. Decorado com simplicidade e elegância, o espaço refletia o orgulho de uma comunidade que carrega as suas origens no coração. Entre sorrisos cúmplices e murmúrios de oração, ouviam-se as gargalhadas das crianças a correr entre as mesas, enquanto os mais velhos partilhavam memórias e histórias de outros tempos. Famílias e amigos reuniram-se à mesa para um jantar preparado com
esmero e carinho; cada prato evocava a terra natal, cada sabor criava pontes entre gerações. O aroma das iguarias tradicionais misturava-se com a fragrância das velas acesas, criando uma atmosfera simultaneamente acolhedora e sagrada.
Com a atuação do Conjunto Santa Fé, a música tomou conta do salão e a festa ganhou novo fôlego. Danças e cantorias ecoaram pelos corredores, e os passos guiados pelo ritmo da tradição fizeram os corações bater em uníssono. Em cada acorde sentia-se a presença viva de uma cultura que se recusa a desaparecer. José e Fernanda Rego, mordomos do Divino Espírito Santo de 2026, conduziram a festa com dedicação e alegria, simbolizando a fé e a identidade de um povo. Numa sala repleta, onde o nosso jornal marcou presença, a devoção à Pombinha do Espírito Santo era palpável — não havia açoriano que não trouxesse consigo, nem que fosse no coração, a coroa do Espírito Santo. Cada gesto, cada olhar e cada oração reforçavam o laço in-
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO
E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
visível que une esta comunidade para além do tempo e da distância.
É ainda de registar que Joe e Delia Costa, mordomos do Espírito Santo do ano passado, ofereceram à Igreja de St. David’s um cheque no valor de 10 mil dólares, proveniente do montante apurado no ano anterior, contribuindo assim para ajudar a fazer face às despesas da igreja — um gesto de generosidade que reflete o espírito solidário da comunidade.
No final, entre abraços apertados e despedidas demoradas, ficou a certeza de que a tradição não é apenas lembrada, mas vivida intensamente, ano após ano. Cada encontro transforma-se em memória, cada prato em história, cada canção em saudade e esperança — e, em Maple, a chama da fé e da comunidade continua firmemente acesa. RMA/MS

Celebre o Dia dos Namorados com o toque especial da Lazar Bakery.
Temos uma seleção exclusiva de doces artesanais, feitos com amor para tornar o seu momento inesquecível.
António José Seguro venceu a segunda volta das eleições presidenciais na Madeira, mas André Ventura voltou a reforçar a sua votação com mais 15 mil votos, registando um crescimento significativo face ao primeiro escrutínio, no qual tinha sido o candidato mais votado no arquipélago.
Ocandidato apoiado pelo Chega passou de 44.822 votos na primeira volta para 59.600 na segunda, con-
solidando a sua aceitação junto do eleitorado regional.
Ventura venceu em dez das 54 freguesias madeirenses, nomeadamente em Santo António da Serra (Santa Cruz), Tabua, Ribeira Brava, Ponta do Pargo, Estreito da Calheta, São Vicente, Boaventura, Caniçal, Quinta Grande e Jardim da Serra. JM/MS
Em janeiro de 2026, os aeroportos dos Açores registaram cerca de 112 mil passageiros desembarcados, uma queda homóloga de 3,5%, segundo o SREA. Esta descida surge após reduções verificadas entre setembro e novembro de 2025, apesar de uma ligeira recuperação em dezembro. Ainda assim, 2025 fechou com um recorde histórico, ultrapassando 2,3 milhões de passageiros, mais 2,6% do que em 2024.
Amaioria dos desembarques em janeiro teve origem em voos territoriais (47,8%), seguindo-se os voos interilhas (44,6%) e os internacionais (7,6%).
Enquanto os voos interilhas cresceram 1,7%, registaram-se quebras nos voos territoriais (-5,1%) e, de forma mais acentuada, nos internacionais (-19%).
Quatro ilhas apresentaram crescimento homólogo: Pico, Corvo, São Jorge e Santa Maria. As restantes cinco registaram descidas, com maior impacto em Faial e São Miguel. Esta última concentrou 56,5% do total de passageiros desembarcados, seguida da Terceira.
Nos embarques, contabilizaram-se 113 mil passageiros, menos 4,8% face a janeiro de 2025, com a maior quebra também nos voos internacionais.
AO/MS


A Câmara Municipal do Funchal assinalou o Dia Mundial das Leguminosas, celebrado a 10 de fevereiro, com a realização da Semana das Leguminosas, que decorre até 13 de fevereiro, no FUNLAB - Centro de Ciências Experimentais, na Penteada. A vereadora com os pelouros da Educação e da Saúde, Helena Leal, marcou presença no arranque da iniciativa, sublinhando que “esta semana pretende despertar consciências para a importância das escolhas alimentares que fazemos diariamente, não só para a nossa saúde, mas também para a sustentabilidade do planeta”.
Acelebração está integrada na Estratégia Alimentar do Município do Funchal - SEMEAR. A Semana das Leguminosas do Município do Funchal é reconhecida pelo Pacto de Milão sobre Política de Alimentação Urbana como uma das três melhores práticas na promoção de um futuro alimentar sustentável, destacada pela FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.
Para Helena Leal, este reconhecimento internacional “confirma que o trabalho de-
Governo Regional destaca excelência dos produtos açorianos mas admite desafios nos transportes
O secretário da Agricultura dos Açores destacou, em Lisboa, “a excelência intrínseca” dos produtos açorianos "em qualquer parte do mundo", admitindo que as dificuldades no transporte ainda condicionam a chegada aos mercados internacionais, situação que “está a ser corrigida”.
Osecretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, falava na abertura da Lisbon Food Affair, que decorre até quarta-feira na FIL – Feira Internacional de Lisboa e conta com a participação de 20 empresas do arquipélago açoriano. A Lisbon Food Affair é uma feira exclusivamente profissional do setor agroalimentar em Portugal, reunindo fabricantes e distribuidores de alimentos e bebidas, bem como empresas de equipamentos, serviços e tecnologias destinadas à distribuição e ao canal Horeca, tanto a nível nacional como internacional.
“Este é um espaço de oportunidades e, como espaço de ocasião, é também um espaço de negócio. As empresas estão aqui não apenas pela apresentação do produto,
mas para estabelecer contactos e diálogos com empresas nacionais e internacionais que podem resultar em interesses comerciais em quantidade e qualidade”, sublinhou o titular pela pasta da Agricultura nos Açores.
António Ventura disse que os Açores afirmam-se pela “excelência intrínseca dos produtos”, resultante do “cruzamento que existe entre os solos vulcânicos, a brisa marítima e o saber-fazer dos açorianos”.
Em declarações aos jornalistas, o governante sublinhou ainda a importância da Marca Açores, que “conta atualmente com mais de nove mil selos e mais de 300 empresas aderentes” e celebra este ano o 11.º aniversário, considerando que “tem sido um elemento de alavanca" dos produtos fabricados no arquipélago.
"É uma marca de sucesso, reconhecida a nível nacional e internacional”, reforçou, acrescentando que o nome Açores “é reconhecido e afirmado" quer a nível nacional, quer internacional.
O governante salientou também que a feira permite resultados concretos, indi-
cando, por exemplo, que no ano passado a região alcançou "dois prémios de reconhecimento internacional ao nível de inovação, o que é motivo de grande orgulho para os Açores e para os produtores", além de permitir estabelecer "contratos comerciais duradouros".
O secretário regional da Agricultura reconheceu, contudo, que por vezes falta capacidade de "fornecimento em quantidade". Mas, segundo António Ventura, essa limitação “é também o trunfo dos Açores”, já que a aposta está na “pequena e média quantidade”, que assegura a “excelência e a diferenciação” dos produtos açorianos.
“Os Açores estão vocacionados para nichos de consumidores e não para grandes superfícies. A nossa excelência afirma-se para quem obviamente quer um produto de qualidade, no alimento e no imaginário. O mercado internacional não procura só quantidade, procura aquilo que é diferente e a diferenciação é um sucesso”, considerou. Entre os produtos açorianos diferenciados estão os laticínios, carnes, hortícolas, licores e bebidas, marcados pela
senvolvido no Funchal está alinhado com as melhores práticas a nível global”. Esta iniciativa reforça o compromisso municipal com a promoção de uma alimentação mais saudável, sustentável e inclusiva, integrando igualmente o conjunto de atividades do Projeto Educativo Municipal.
Segundo a autarca, “o município tem vindo a assumir um papel ativo na educação alimentar, apostando em ações práticas e pedagógicas que envolvem a comunidade desde as crianças até à população sénior”. No total, foram realizadas 11 ações educativas, que envolvem cerca de 230 participantes, desde alunos do pré-escolar, 1.º ciclo e ensino secundário, até seniores de diversas instituições. A vereadora destaca que “é fundamental envolver públicos de todas as idades, promovendo hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida”. A programação incluiu, entre outras iniciativas, a realização de uma palestra, uma componente prática, que contempla a confeção e degustação de iguarias à base de leguminosas, bem como a distribuição de um folheto informativo.
JM/MS
singularidade e qualidade, de acordo com o governante.
"Qualquer que seja o produto dos Açores é apreciado em qualquer parte do mundo. Mas, há por vezes dificuldade em chegar a estes mercados internacionais, devido aos transportes aéreos e marítimos. Mas, estamos a evoluir em termos de mobilidade dos açorianos e das mercadorias entre os Açores e o resto mundo", assegurou.
E, embora ainda não tenha sido alcançado "o sistema perfeito", a região está "a trabalhar para continuar a melhorar a mobilidade dos açorianos" e o transporte de "mercadorias entre os Açores e o resto do mundo", acrescentou.
António Ventura adiantou igualmente que foi constituído um grupo de trabalho da Marca Açores, que irá apresentar conclusões para a revisão dos critérios de adesão e afirmação da marca.
“Ao fim de 11 anos, é natural revisitar um processo de sucesso. Há novas exigências dos consumidores e novas formas de produzir, e essa conjugação deve conduzir a um modelo melhor. Vivemos um mundo diferente e temos um consumidor mais atento”, justificou.

urbana. A Linha 5 liga a estação Kennedy, a leste, à estação Mount Dennis, a oeste, ao longo de 19 quilómetros e com um total de 25 estações e paragens. Mais de 10 quilómetros do percurso são subterrâneos. A nova linha estabelece ligação com 68 rotas de autocarros, três estações do metro da TTC, o UP Express e as linhas GO Kitchener e Stouffville, estando ainda previstas futuras conexões à linha Barrie, à extensão oeste do Crosstown, à Ontario Line e à extensão do metro de Scarborough.

A Linha 5 Eglinton Crosstown LRT, em Toronto, foi oficialmente inaugurada no passado domingo, 8 de fevereiro, encerrando um percurso de cerca de 15 anos marcado por atrasos sucessivos, promessas incumpridas e custos que ascenderam a 13 mil milhões de dólares. Inicialmente prevista para entrar em funcionamento seis anos antes, a obra tornou-se um dos projetos de infraestruturas mais polémicos da cidade, devido às dificuldades técnicas, entraves administrativos e constantes derrapagens orçamentais.
Um relatório da Metrolinx, divulgado no outono passado, revelou que o custo final ultrapassou em cerca de mil milhões de dólares o orçamento revisto
foi recebida com entusiasmo pelos passageiros: a partida do primeiro comboio, pouco depois das 7h35, foi saudada com aplausos que se repetiram ao longo de toda a viagem.
Apesar da importância do momento, a inauguração decorreu sem grandes cerimónias oficiais, refletindo o longo e complexo percurso do projeto. A simplicidade do arranque contrastou com o forte simbolismo da ocasião, que assinala o encerramento de um dos capítulos mais exigentes da história recente dos transportes públicos em Toronto.
O Eglinton Crosstown LRT foi apresentado em 2007 no âmbito do plano “Transit City”, com o início das obras a ocorrer em novembro de 2011. Desde então, o projeto enfrentou inúmeros obstáculos, tornando-
Apesar do frio intenso, centenas de residentes não quiseram perder a inauguração. Famílias, amigos, curiosos e até animais de estimação reuniram-se ao longo da linha, com alguns a aguardarem durante horas e outros a passarem a noite ao relento para serem dos primeiros a experimentar a nova ligação.
No primeiro dia, as viagens foram gratuitas e, apesar de alguns contratempos típicos de uma estreia, o entusiasmo e a expectativa dominaram o ambiente, refletindo a emoção de uma cidade que esperava há 15 anos por este momento.
No entanto, o impacto prolongado das obras nas comunidades locais foi profundo, sobretudo ao longo do corredor da Eglinton. A zona conhecida como “Little Jamaica” foi uma das mais afetadas, com o encerramento de mais de 300 pequenos negócios, consequência direta das dificuldades de acesso e da longa duração da construção.
Jason Macdonald, responsável pela Little Jamaica Business Improvement Area (BIA), sublinha a dimensão dessas perdas: “A construção teve um impacto devastador no comércio local. Muitos negócios desapareceram e outros lutaram para sobreviver. Corremos o risco de perder um importante património cultural de Toronto.” O responsável deixou ainda um apelo à população e aos representantes governamentais: “Não se esqueçam de “Little Jamaica” e regressem ao bairro, apoiando os pequenos
Embora a inauguração da linha traga algum alívio, os desafios continuam.”
Entre os presentes esteve também Carlos Carvalho, trabalhador da construção civil que participou diretamente na obra, e que não escondeu o orgulho no momento: “é um grande orgulho fazer parte desta história. Foram muitos anos de trabalho árduo e ver a linha finalmente em funcionamento é uma sensação única. A Linha 5 será um marco importante na evolução da cidade.” O caráter simbólico do dia foi igualmene sublinhado por Chris Drew, membro do grupo voluntário CodeRedTO, que distribuiu ímanes e botões comemorativos durante a inauguração. Em declarações ao jornal Milénio, afirmou: “Foi um longo caminho até aqui e é uma sensação extraordinária poder partilhar este momento com tantas pessoas. Precisamos de mais infraestruturas como esta, de mais investimentos e de estudos aprofundados para ajudar a descongestionar o trânsito e, acima de tudo, peço que todos continuem a apoiar o comércio local.”
A Toronto Transit Commission (TTC), responsável pela operação da linha, esclareceu que esta fase inicial funcionará como um período piloto. Durante este período, os comboios circularão a velocidade reduzida e com horários ajustados: das 5h30 às 23h00 nos dias úteis e das 7h30 às 23h00 aos fins de semana. A ausência de cerimónias oficiais reflete a prioridade dada à estabilidade e ao bom funcionamento do serviço.
Apesar de todos os obstáculos, a inauguração da Linha 5 Eglinton é vista como um símbolo de perseverança e esforço coletivo. Para muitos residentes, representa um passo decisivo rumo a um sistema de transportes públicos mais eficiente, sustentável e acessível. Com esta nova ligação, Toronto inicia uma nova etapa na modernização da sua rede de mobilidade urbana, encerrando finalmente um capítulo longo, complexo e exigente da sua história recente.

Cuba, durante muitos anos um dos destinos de férias preferidos por milhares de turistas, enfrenta atualmente uma grave crise energética que está a afetar o turismo, os transportes e diversos serviços essenciais no país.
Várias companhias aéreas, incluindo as canadianas Air Canada, WestJet e Air Transat, anunciaram a suspensão dos voos para Cuba, devido à falta de combustível de aviação. A decisão surge na sequência de um aviso internacional à aviação (NOTAM), emitido pelo Governo cubano, que informa que o combustível de aviação Jet A-1 não estará disponível para reabastecimento em nove aeroportos internacionais da ilha, incluindo o Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, entre 10 de fevereiro e 11 de março de 2026. As companhias asseguram que estão a implementar planos de contingência para garantir o regresso em segurança dos passageiros canadianos que permanecem no país.
A Air Canada anunciou ainda uma política de reembolso para quem tinha partidas agendadas. Para os voos de regresso, a Air Canada informou que poderá adicionar combustível extra e realizar paragens técnicas para reabastecimento, caso seja necessário.
Entretanto, o Governo do Canadá emitiu um "aviso de viagem", alertando para a escassez generalizada de recursos em Cuba, incluindo eletricidade, água, alimentos, medicamentos e combustível. As autoridades recomendam “máxima cautela”, advertindo que novas interrupções podem ocorrer sem aviso prévio.
A crise energética vai além do setor da aviação. Cuba enfrenta cortes frequentes de eletricidade e constrangimentos no funcionamento de serviços públicos, num contexto particularmente sensível para a economia do país, fortemente dependente do turismo como uma das suas principais fontes de receita externa.
Medidas imediatas para passageiros em Cuba ou com viagens planeadas:
• Contactar a companhia aérea: Se já se encontra em Cuba, entre em contacto com a sua companhia aérea para
informações sobre repatriamento, pois muitos voos estão suspensos.
• Confirmar alojamento: Verifique com o seu resort ou “casa particular” se há fornecimento de eletricidade, água e serviços, pois alguns estabelecimentos encerram temporariamente ou reduzem capacidade.
• Acompanhar avisos de viagem: O Governo do Canadá recomenda um elevado grau de cautela (nível 2) para viagens a Cuba.
• Preparar-se para escassez: Leve medicamentos essenciais, alimentos de prateleira e produtos de higiene pessoal, que são escassos.
• Permanecer em áreas turísticas: Mantenha-se nos resorts, onde há maior probabilidade de ter eletricidade; a crise é mais grave noutras zonas da ilha.
• Limitar deslocações: Evite utilizar transportes locais ou táxis devido à escassez de combustível.
• Antes de viajar: Consulte o site oficial da sua companhia aérea para alertas e atualizações sobre voos.
FP/MS


Nove mortos
A comunidade de Tumbler Ridge, no norte da província canadiana da Colúmbia Britânica, foi palco de um dos mais mortíferos ataques armados da história recente do Canadá. Nove pessoas morreram incluindo o próprio suspeito e pelo menos 27 ficaram feridas na sequência de um tiroteio ocorrido na terça-feira, dia 10, na Tumbler Ridge Secondary School.
De acordo com a Real Polícia Montada do Canadá (RCMP), o primeiro alerta para a presença de um atirador ativo foi recebido cerca das 13h20 (hora local). “Como parte da resposta inicial ao tiroteio, os agentes entraram na escola para localizar a ameaça”, indicou a polícia em comunicado. “Durante as buscas, os agentes encontraram várias vítimas. Um indivíduo que se acreditava ser o autor dos disparos foi também encontrado morto, com o que aparenta ser um ferimento autoinfligido.”
Na quarta-feira, dia 11, as autoridades identificaram o suspeito como Jesse Van Rootselaar, de 18 anos. Segundo a polícia, o jovem terá iniciado os ataques numa residência local antes de se dirigir à escola.
No interior da Tumbler Ridge Secondary School morreram: uma educadora de 39 anos; três alunas de 12 anos; dois alunos, de 12 e 13 anos. As vítimas mortais na residência foram: uma mulher de 39 anos, mãe do suspeito e um rapaz de
11 anos, meio-irmão do suspeito. As autoridades afirmaram que, para já, não existe uma explicação clara para o motivo do ataque. A polícia revelou ainda que, ao longo dos últimos anos, tinha sido chamada diversas vezes à residência do suspeito para lidar com questões relacionadas com saúde mental.
Segundo a RCMP, todos os restantes alunos e funcionários foram evacuados em segurança. “A polícia está a trabalhar em estreita colaboração com o distrito escolar para apoiar um processo coordenado de reunificação das famílias”, acrescentou a corporação.
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, declarou-se “devastado” com o sucedido e anunciou que as bandeiras nos edifícios federais estarão a meia-haste durante sete dias. Também o Premier da Colúmbia Britânica, David Eby, manifestou solidariedade para com as vítimas e as suas famílias.
O ataque é considerado o mais mortífero no Canadá desde 2020.
A investigação continua, enquanto equipas especializadas prestam apoio psicológico à comunidade, profundamente abalada por esta tragédia.
Até ao fecho desta edição, não foram divulgadas novas informações sobre os feridos hospitalizados em estado grave. FP/MS
Na quarta-feira, 11 de fevereiro, teve lugar a abertura oficial do Toronto Black Film Festival (TBFF), com uma casa cheia, onde a arte, o amor e o orgulho se fizeram sentir de forma intensa.
OTBFF, apresentado pelo TD Bank Group em colaboração com a Global News e fundado pela Fabienne Colas Foundation, é a maior celebração do Black History Month (Mês da História Negra) no Canadá. A 14.ª edição, TBFF26, decorrerá entre 11 e 16 de fevereiro de 2026 e contará com 22 estreias mundiais, 9 estreias internacionais, 1 estreia norte-americana, 13 estreias canadenses e 5 estreias em Ontário, apresentando mais de 60 filmes de 15 países, incluindo Canadá, África do Sul, Gana, Austrália, Estados Unidos, Portugal, Guiné-Bissau, República Democrática do Congo, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Uganda, Bermudas e Nigéria.
Antes da sessão de abertura, os irmãos, atores e produtores canadianos Shamier Anderson e Stephan James receberam o Prémio Carreira 2026, em reconhecimento pelas suas contribuições à indústria cinematográfica e à cultura negra global. O icónico realizador norte-americano Stanley Nelson foi distinguido com o Prémio Vida 2026, homenageando a sua carreira dedicada a documentar a experiência afro-americana.
Sobre os homenageados
Shamier Anderson é um ator canadiano, conhecido pelos seus papéis na série de televisão Wynonna Earp, como o vice-marechal Xavier Dolls, em Invasion, como Trevante Cole, e no filme de ação John Wick: Chapter 4, onde interpretou Mr. Nobody. Stephan James é também ator canadiano, tendo ganho destaque internacional ao receber o Canadian Screen Award de Melhor Ator pelo papel de Jesse Owens no filme Race (2016). Participou ainda em várias séries de televisão desde jovem.
Stanley Earl Nelson Jr. é um realizador documental americano e MacArthur Fellow, reconhecido pelo trabalho dedicado a documentar a história e experiências afro-americanas. Entre os seus filmes mais notáveis estão Freedom Riders (2010), The Murder of Emmett Till (2003) e Jonestown: The Life & Death of People's Temple (2006). Nelson re-
cebeu a National Humanities Medal das mãos do Presidente Barack Obama em 2013 e venceu três Primetime Emmy Awards.
A fundadora do festival, Fabienne Colas, afirma que o evento tem como principal objetivo celebrar o talento local; “trata-se de criar uma plataforma para amplificar as vozes de artistas negros e de trazer estrelas que possam inspirar e empoderar a próxima geração” Este ano, o festival tem um “sabor especial” coincidindo com a celebração dos 30 anos do Mês da História Negra no Canadá.

A segunda volta das eleições presidenciais portuguesas confirmou aquilo que já se vinha desenhando desde a primeira ronda: António José Seguro foi eleito Presidente da República, alcançando uma vitória clara num ato eleitoral marcado por forte mobilização e por uma campanha intensamente debatida dentro e fora do país.
O resultado final traduz não apenas a escolha de um nome, mas também um sinal político relevante. Num momento em que Portugal enfrenta desafios económicos, sociais e climáticos cada vez mais
exigentes, os eleitores optaram por uma figura associada à estabilidade institucional, ao diálogo e à moderação, valorizando um perfil de consenso para o mais alto cargo da nação.
A votação mostrou também, uma vez mais, a importância crescente da diáspora portuguesa, cuja participação tem vindo a ganhar peso simbólico e político.
Os gráficos publicados nesta página apresentam os dados completos da votação em Portu-


António José Seguro
gal, no estrangeiro e no Canadá, oferecendo uma leitura clara da distribuição dos votos e da dimensão desta vitória.
Com este resultado, António José Seguro inicia um novo ciclo presidencial, num contexto em que se espera que o chefe de Estado desempenhe um papel determinante na defesa da coesão nacional, na proximidade às comunidades e na resposta aos desafios que marcam o presente e o futuro do país.
Montreal
António José Seguro
49,86 % 179 votos André Ventura

O primeiro-ministro anunciou que haverá um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo e atuar nas infraestruturas mais críticas.
Oanúncio foi feito por Luís Montenegro durante uma visita às zonas afetadas pelas cheias em Alcácer do Sal (distrito de Setúbal).
"Ainda não é o dia para poder anunciar ao país exatamente o plano que temos em mente para os próximos anos em Portugal, mas eu posso já avançar - que tivemos uma reflexão já muito aprofundada no Conselho de Ministros - e dei orientações a todos os ministérios para projetarmos um grande programa de recuperação e resiliência para Portugal, para podermos chegar a todo o território", afirmou, em declarações transmitidas por alguns meios de comunicação social no local. Montenegro disse entender os apelos feitos para colocar "determinados territórios no âmbito da situação de calamidade, no âmbito da situação de contingência", e assegurou que "ninguém vai ser esquecido".
"Nós vamos ter uma resposta nacional para um problema que afetou todo o território: nós teremos um PTRR, um Programa de Recuperação e Resiliência Português, exclusivamente português, para podermos sair desta sucessão de intempéries mais fortes, mais resilientes, recuperados socialmente, recuperados do ponto de vista da dinâmica económica", disse.
Por outro lado, o objetivo deste programa, explicou, será também fazer "uma atuação que é absolutamente imprescindível sobre as infraestruturas mais críticas". "Infraestruturas básicas, infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, de abastecimento de energia elétrica, de abastecimento de água, de serviços públicos. Nós temos pela frente um desafio enorme nos próximos
anos de podermos recuperar e também de nos tornarmos mais resistentes para uma eventual repetição deste ou de outros fenómenos com igual gravidade", disse.
O primeiro-ministro destacou ainda que o Governo manteve "contacto permanente" com o Presidente da República, explicando que se tem revezado com Marcelo Rebelo de Sousa nas visitas aos territórios afetados pelo mau tempo.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
JN/MS



A reposição de antenas da rede de comunicação de emergência SIRESP destruídas pela passagem da depressão Kristin vai ter um custo de "cerca de seis milhões de euros", informou o ministro da Presidência.
Em audição na comissão parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro admitiu que existiu uma falha do SIRESP aquando da tempestade Kristin.
O ministro salientou que, ao contrário de ocasiões como o apagão, a falha deveu-se à "destruição física de antenas SIRESP", cuja reposição custa "cerca de seis milhões de euros".
O governante acrescentou que o investimento foi já aprovado pelo executivo.
Em 30 de janeiro, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) já tinha admitido a existência de falhas pontuais na rede de comunicações de emergência e segurança do Estado, ressalvando que estas foram colmatadas com recurso a estações móveis.
"Obviamente que uma estação móvel não tem a mesma capacidade que uma estação fixa", referiu Mário Silvestre, ao adiantar que "algumas delas foram arrancadas pela base" durante a passagem da depressão Kristin por Portugal continental.
No apagão de abril do ano passado, o SIRESP também falhou e na altura o Governo criou um grupo de trabalho para "a substituição urgente" desta rede de comunicações, cujo relatório foi, segundo fonte ligada ao processo, concluído em janeiro. Em 2026, a empresa Siresp SA, que gere o SIRESP, vai receber uma indemnização compensatória de 26 milhões de euros para garantir a gestão, operação e manutenção da rede, um valor idêntico ao dos anos anteriores, anunciou, em 30 de janeiro, o Governo.
Caso entretanto seja criada uma outra entidade para gerir a rede de comunicação, a indemnização compensatória aprovada em 29 de janeiro em Conselho de Ministros será transferida, precisou então à Lusa fonte ligada ao processo.
JN/MS

O projeto de lei do PSD que limita o acesso de crianças e jovens a plataformas online e redes sociais foi aprovado no parlamento, com os votos favoráveis das bancadas do PSD, PS, PAN e JPP.
Durante duas horas os deputados debateram a proposta social-democrata apontando vários problemas ao diploma, que agora vai descer à comissão para ser debatida na especialidade.
A proposta contou com os votos contra das bancadas do Chega e da Iniciativa Liberal e com as abstenções dos deputados do CDS-PP, PCP, Livre, Bloco de Esquerda e do socialista Miguel Costa Matos. Todos os deputados concordaram que as redes sociais representam riscos para as crianças e jovens mas defenderam modelos diferentes de proteção e levantaram dúvidas sobre a proteção de dados.
A maioria dos deputados reconheceu que é preciso regular e limitar o acesso a menores de 16 anos, com exceção do Chega e CDS-PP
que entendem que essa deve ser uma missão que cabe às famílias e não ao Estado.
O diploma do PSD estabelece que é preciso ter pelo menos 16 anos para aceder a redes sociais como o Instagram, Tik Tok ou Facebook e que, entre os 13 e os 16 anos, o acesso só é permitido após o "consentimento parental expresso e verificado".
A legislação atual já proíbe o acesso a menores de 13 anos, mas até agora não havia controlo nem a idade era verificada pelas plataformas. Com este novo projeto de lei, será preciso confirmar a idade do utilizador através do sistema Chave Móvel Digital para conseguir aceder às plataformas.
Também os prestadores de serviços passam a ser obrigados a implementar mecanismos que protejam as crianças e jovens, podendo ser alvo de coimas até "aos dois milhões de euros ou 2% do volume de negócios anual mundial".
Várias bancadas lamentaram o facto de o PSD não ter permitido que fossem apresentadas outras iniciativas, com a bancada
social-democrata a manifestar abertura para a proposta ser "aperfeiçoada" na espe cialidade.
Nas galerias estiveram alunos de escolas de Leiria, Oeiras, Miraflores, Lisboa e estu dantes da Universidade Lusófona, que as sistiram também à troca de acusações entre os deputados Pedro Frazão (Chega) e Gon çalo Capitão (PSD), um momento que levou à intervenção do presidente da Assembleia da República.
O parlamentar do Chega referiu o santo Carlo Acutis, que morreu aos 15 anos e ficou conhecido como "o padroeiro da internet", numa intervenção que o social-democrata classificou como lamentável.
"O senhor invocou um santo e eu em relação à sua intervenção vou invocar ou tra santa: a santa ignorância que é a sua padroeira", afirmou Capitão, com Frazão a acusá-lo de ter vocação para "ser come diante de terceira categoria num bar ma nhoso".









































Zonas afetadas pela tempestade "Kristin" (27 e 28 de janeiro)
Inundações ou cheias provocadas pela depressão "Leonardo" (3, 4 e 5 de fevereiro)
Apoio do Exército e Marinha às populações até 2 de fevereiro.
Barragens com descargas controladas para minimizar os riscos de cheias.


DG Fonte: ANPC, IPMA, COPERNICUS E APA Fotos: DR







A Canadian Construction Worker’s Union é um sindicato que abrange todos os sectores da indústria da construção civil. O nosso propósito é representar os que não têm representação, garantindo que os nossos sócios são devidamente tratados e protegidos, para que no final de cada dia possam regressar às suas casas e ao seio das suas famílias. Os sócios da CCWU desfrutam de bons salários, benefícios de saúde e pensão. Presidente: Joel Filipe | Vice-Presidente: Victor Ferreira | Financial Secretary: Luis Torres | Recording Secretary: Joel Filipe Jr | Trustee: Jason Torres

Family isn't just who we go home to—it’s the community we build together. We’re proud to be part of yours.
BPA Group is a leading-edge financial services company dedicated to providing professional administrative, custodial, consulting and trust management services — now and for the long term.

Coreia do Norte

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês.
Adinastia Kim governa o país com 'mão de ferro' desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô.
O atual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão.
"O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae
Comissão Europeia
está prestes a ser nomeada sucessora", disse hoje o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS.
A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan - onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai.
No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear.
A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na
liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC.
A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental.
Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a "filha amada" do país, ou ainda "grande guia", qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.
JN/MS


As instalações da Comissão Europeia em Bruxelas foram alvo de buscas no âmbito de uma investigação da Procuradoria Europeia sobre possíveis irregularidades na venda de imóveis ao Estado belga, disse uma fonte próxima do caso.
AProcuradoria Europeia indicou, em comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP), que a ação destinou-se à "recolha de indícios de provas" no âmbito de uma investigação em curso.
As buscas policiais decorreram em várias instalações, incluindo o departamento orçamental, de acordo com o jornal britânico Financial Times.
A Comissão Europeia confirmou ser alvo de investigações sobre a venda de 23 edifícios ao Estado belga em 2024 e disse estar confiante de que "o processo decorreu em conformidade com as regras", referiu um porta-voz da Comissão citado pela AFP.
O porta-voz do executivo europeu sublinhou que a Comissão vai "cooperar plena-
mente" com a Procuradoria Europeia e com as autoridades belgas, "fornecendo todas as informações e assistência necessárias para uma investigação aprofundada e independente".
Face ao aumento do teletrabalho desde a pandemia da covid-19, a Comissão Europeia anunciou em 2024 que ia vender, até 2030, cerca de 25% da área de escritórios.
Dessa decisão foi celebrado um acordo para vender ao Estado belga 23 edifícios destinados a alojamentos, empresas ou comércio, um projeto também enquadrado num plano das autoridades belgas de transformar o bairro europeu de Bruxelas.
A venda dos imóveis realizou-se durante o mandato do ex-comissário do Orçamento e Administração Johannes Hahn (20192024).
O valor da venda foi estimado na altura em 900 milhões de euros.

A principal responsável pelos casos "antitrust" no Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Gail Slater, anunciou a demissão, perante críticas à alegada influência política do Governo.
Gail Slater, de 54 anos, confirmou a saída numa mensagem publicada na rede social X, onde afirmou deixar o cargo "com grande tristeza e esperança inabalável".
Vários órgãos de comunicação social norte-americanos, incluindo a NBC, avançaram que o Governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, preparava-se para a substituir, alegadamente insatisfeito com a atuação de Slater em processos em curso.
Embora as fusões e aquisições não careçam de aprovação formal do Departamento de Justiça, a divisão 'antitrust' pode recorrer aos tribunais para bloquear transações que considere lesivas da concorrência.
A saída de Slater surgiu semanas depois de um membro sénior da sua equipa ter denunciado alegadas práticas da administração, que classificou como influenciadas por interesses privados. Roger Alford referiu-se a "uma batalha" interna no Departamento de Justiça e acusou Chad Mizelle, chefe de gabinete da secretária da Justiça, Pam Bondi, de tomar decisões relevantes com base na proximidade dos requerentes ao movimento MAGA (Make America Great Again), associado a Donald Trump. Entre os casos apontados como controversos está a mudança de posição do Departamento de Justiça relativamente à aquisição da empresa de redes Juniper Networks pela concorrente HPE. Depois de ter contestado judicialmente o negócio no início de 2025, o Departamento de Justiça chegou posteriormente a um acordo extrajudicial com as empresas, prevendo a alienação de alguns ativos. JN/MS



Congressistas republicanos pediram ao regulador dos media nos EUA que multe e prenda Bad Bunny e os executivos da NFL e da NBC, acusando o espetáculo do Super Bowl de incluir palavrões e "depravação indizível".
Ocongressista Randy Fine exigiu à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) que aplique sanções, considerando a apresentação ilegal por conter palavras que, traduzidas
para inglês, justificariam a suspensão da transmissão, além
O congressista incluiu traduções em inglês de músicas de Bad Bunny com palavras como "pénis" e "rabo", que são proibidas na televisão de sinal aberto, embora em concertos como o de domingo (8), os cantores evitem estas palavras para cumprir as regras.
Este pedido foi acompanhado por Andy Ogles, congressista do Tennessee, que enviou uma carta à Comissão de Energia e Co-
mércio da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) a solicitar uma investigação formal da NFL (liga de futebol americano) e da NBC (estação de televisão) por "facilitarem esta transmissão indecente", argumentando que a música "glorifica a sodomia e outras depravações indizíveis".
Os apelos refletem a crescente indignação entre os republicanos contra a atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, que o presidente Donald Trump classificou como "uma das piores da história" e uma
"afronta à grandeza" dos Estados Unidos. Brendan Carr instou em setembro os órgãos de comunicação social a alinharem-se com a administração Trump, tendo na altura advertido para medidas contra a ABC, incluindo uma revisão das suas licenças, caso a estação não punisse o comediante Jimmy Kimmel pelos seus comentários sobre o assassinato do conservador Charlie Kirk.
JN/MS










O clássico ficou no 1-1, o Dragão virou palco de folclore extracampo e o Benfica, dado como morto, relançou silenciosamente a luta pelo título
Ocampeonato português está relançado. É factual. Basta olhar para a classificação. Mas, curiosamente, se ouvirmos o discurso dominante, parece que vivemos três realidades diferentes: a “super época” do Porto, o Sporting que vai passando entre elogios tímidos e silêncio conveniente, e o Benfica descrito como um desastre ambulante.
Depois olhamos para os pontos… e a narrativa começa a tremer.
O Porto–Sporting, o clássico que podia marcar território na luta pelo título, terminou num 1-1 que espelhou exatamente o momento das duas equipas: intensidade alta, tensão máxima, mas pouca criatividade e quase nenhum risco. Muito cálculo, muito medo de errar. Jogou-se mais para não perder do que para ganhar. Em circunstâncias normais, discutir-se-ia futebol. Falar-se-ia de tática, das ideias de jogo, das decisões no banco. Mas isso seria exigir análise séria.
Pouco se falou do pragmatismo de Farioli, cada vez mais distante daquele Porto coletivo e dominador do início da época e cada vez mais dependente de rasgos individuais e de vitórias arrancadas a ferros. Pouco se falou da falta de ambição de
Rui Borges, que precisava de ganhar para encostar ao topo e preferiu a segurança do empate. Pouco se discutiu o facto de o Sporting somar triunfos sucessivos decididos nos últimos minutos, competência, sim, mas também uma dose de fortuna que raramente entra na equação mediática. Nada disto fez manchetes.
O que fez? Apanha-bolas, toalhas, ar condicionado, colunas de som, panos, cones escondidos.
É difícil não sentir desconforto. Durante a parte final do jogo, os apanha-bolas receberam instruções para retirar bolas e cones, atrasando reposições rápidas do Sporting, algo que contraria a obrigatoriedade desse material estar em volta do terreno do jogo. Depois vieram os relatos do ar condicionado no máximo no balneário visitante, toalhas desaparecidas numa noite de chuva, ruído propositado junto da zona dos adeptos adversários, episódios repetidos de perturbação do descanso das equipas visitantes.
Tudo isto pode parecer pequeno. Mas o problema é precisamente esse: a normalização do pequeno. Criou-se a ideia de que vale tudo para ganhar. Que a esperteza saloia faz parte do ADN competitivo. Que condicionar fora do campo é tão legítimo como jogar melhor dentro dele. Não é.
O futebol deve ser decidido no relvado. Quando se aceita este tipo de práticas como “jogos psicológicos”, está-se apenas a empobrecer a competição e a imagem do próprio campeonato.
No meio deste ruído todo, houve quem fizesse a coisa mais simples e aparentemente mais revolucionária: jogar e ganhar.
O Benfica entrou, resolveu o seu jogo, somou três pontos e aproximou-se. Sem truques, sem novelas, sem casos. E aqui começa a ironia maior da época.
Durante meses, o discurso foi o da crise encarnada. Treinador contestado, plantel curto, futebol pobre, fim de ciclo anunciado a cada empate. Cada deslize transformado em drama nacional. Comentadores
em contagem decrescente para o apocalipse. Mas a classificação é teimosa. O Benfica está ali. A sete pontos do primeiro, a três pontos do segundo, a jogar melhor nas últimas semanas, plenamente dentro da luta.
A pergunta impõe-se: a crise era assim tão profunda ou foi construída? Porque, curiosamente, quando Porto e Sporting perdem pontos, surgem sempre explicações suaves. Desgaste. Transição. Lesões. Pormenores. As falhas são contextualizadas, quase desculpadas. O Porto tem vencido com dificuldade, longe do brilho inicial, e fala-se pouco. O Sporting decide jogos sucessivos nos descontos e isso é tratado como “alma de campeão”, nunca como sinal de fragilidade.
A régua nunca é a mesma. E não se pede proteção para ninguém. Pede-se coerência. O que se sente é simples: o Benfica vive sob uma lupa permanente, enquanto os rivais atravessam a chuva de guarda-chuva aberto. Um empate encarnado é crise. Um empate alheio é estratégia. Uma derrota é drama. A dos outros é acidente. Este enviesamento não marca golos, mas molda perceções. E, em Portugal, as perceções alimentam debates, pressão e instabilidade.
No meio disto, perde-se o essencial. Fala-se menos de ideias de jogo, de jovens a crescer, de treinadores a ajustar sistemas. Fala-se mais de comunicados, suspeitas e teorias. O futebol português transformou-se numa novela semanal onde o argumento vale mais do que o espetáculo. Mas a verdade continua simples. O clássico empatou porque as equipas se anularam. O Benfica aproximou-se porque ganhou Sem mistério.
Talvez essa seja a maior lição desta fase do campeonato: por mais barulho que exista à volta, no fim ainda são os golos que mandam. E, ironicamente, a equipa que tantos decretaram moribunda continua teimosamente viva.
Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.












Sporting empata com o F. C. Porto no último minuto e fica tudo igual na luta pelo título

O Benfica recebeu e derrotou o Alverca pela margem mínima (2-1), graças ao golo de Anísio Cabral, que voltou a marcar no primeiro toque na bola dentro de campo.
Os encarnados começaram com grande ímpeto ofensivo e chegaram à vantagem no marcador, com golo de recarga de Andreas Schjelderup, após remate falhado de Rafa. À meia hora de jogo, os forasteiros responderam, num lance criado pela ala esquerda, onde Chiquinho fez estragos, com Figueiredo a encostar de primeira para o empate.
Na segunda metade, as águias insistiram, mas viram o guardião Matheus Mendes fazer grandes paradas. Pavlidis ainda festejou um golo, mas o VAR descortinou uma ligeira mão na bola do avançado grego, com muito protestos do banco do Benfica, que reclamou de seguida dois lances de possível grande penalidade.
Já com as esperanças a diminuir, José Mourinho lançou o jovem Anísio Cabral, que tal como contra o Estrela da Amadora, entrou e marcou logo no primeiro toque, aos 86 minutos, depois de cruzamento preciso de Dahl, com um cabeceamento certeiro do campeão do Mundo de sub-17. "Para o miúdo, e para nós, é obviamente um momento fantástico porque nos dá a vitória. Mas eu penso outra vez e vou repensar e dormir mal outra vez. Como é que é possível criar tanto, tanto, tanto e ter tantas dificuldades em fazer golos. Mas fizemos o segundo golo pelo miúdo e três pontos super decisivos para a nossa esperança de chegar mais acima", afirmou o treinador do Benfica.
Mourinho deixou ainda algumas críticas ao árbitro Bruno Costa. "No banco, ficou a sensação, apesar de não ter visto ainda nada, que o árbitro também nos criou problemas. Mas, se calhar, estou errado. Na segunda parte fomos muito fortes, não deixámos o Alverca sair. Mas quase saem com o ponto que queriam. Por tudo o que criámos, acho que a vitória assenta perfeitamente", afirmou.
JN/MS

O F. C. Porto recebeu e empatou com o Sporting no clássico disputado no Estádio do Dragão (1-1), como golo de Luis Suárez no último suspiro, na recarga de uma grande penalidade.
Aprimeira parte da partida - interrompida devido a uma enorme nuvem de fumo provocada por artigos pirotécnicos vindos da bancada dos Super Dragões - foi sempre amarrada, com paragens e sem grandes chances de perigo.
A segunda metade manteve a mesma toada, até que, aos 75 minutos, os dragões abriram o marcador. Depois de três remates consecutivos dentro da área sportinguista, que embateram na defensiva leonina, a bola caiu nos
pés do reforço de inverno Fofana, que bateu o guarda-redes Rui Silva. O VAR ainda verificou um lance na jogada do golo, mas este foi validado.
A partir desse momento, os leões praticamente só jogaram no meio-campo adversário, a tentar evitar a derrota no Dragão, e aos 90+8 minutos, o árbitro Luís Godinho assinalou penálti, por mão na bola de Francisco Moura. Luis Suárez falhou o penálti, defendido por Diogo Costa, mas na recarga de baliza aberta empatou o jogo. Com este empate, as margens entre os dois seguem iguais, com o F. C. Porto na liderança do campeonato (56 pontos), seguido do Sporting em segundo lugar (52). Quem beneficiou do resultado foi o Benfica, na terceira posição, que se aproxima do topo, ganhando dois pontos aos rivais nesta jornada.
JN/MS



22ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 13/02
Santa Clara 18:30 Benfica
CD Tondela 20:45 FC Alverca 14/02
Casa Pia AC 15:30 FC Arouca
Vitória SC 18:00 Est. Amadora
Gil Vicente 20:30 SC Braga 15/02
Nacional 15:30 FC Porto
AFS 18:00 Estoril Praia
Sporting 20:30 FC Famalicão 16/02
Rio Ave 20:15 Moreirense
Feirense
Torreense 3-1 UD Leiria
Portimonense 1-1 Benfica B
Paços Ferreira 0-3 Sporting B
22ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 14/02
Feirense 11:00 GD Chaves
Académico 14:00 UD Oliveirense
Farense 15:30 Leixões
Benfica B 18:00 FC Felgueiras 15/02
Paços Ferreira 11:00 Torreense
FC Vizela 11:00 Marítimo
Sporting B 11:00 Portimonense
UD Leiria 18:00 FC Porto B 16/02
FC Penafiel 18:00 Lourosa
Os clubes da Liga 2 de futebol consideraram que o novo chumbo da proposta de distribuição do mecanismo de solidariedade da UEFA, que previa a atribuição de verbas também aos emblemas do segundo escalão, traduz-se num "desequilíbrio financeiro grave".
Na Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), realizada no Porto, seis das 18 sociedades desportivas da Liga opuseram-se a essa distribuição, fazendo cair a proposta, que precisava de uma maioria qualificada de, pelo menos, 75% dos clubes do primeiro escalão para ser aprovada.
"O chumbo atual, ocorrido a meio da época, retira abruptamente uma verba orçamentada, criando um desequilíbrio financeiro grave e inesperado nas contas das nossas instituições", pode ler-se no comunicado divulgado em conjunto pelos emblemas.
Os clubes da Liga 2 manifestaram "total incompreensão", face "à inversão de voto por parte de clubes que, na época transata, votaram favoravelmente à partilha deste mecanismo", mostrando-se preocupados com a divisão de "uma Liga que deveria lutar pela união".
Ainda assim, destacaram a "postura exemplar e solidária dos 12 clubes da Liga, que de uma forma altruísta votaram a favor", nomeadamente o Vitória de Guimarães e o Estrela da Amadora.
"De forma especial, os clubes da Liga 2 expressam ainda o seu público e profundo agradecimento ao Vitória de Guimarães e ao Estrela da Amadora. Estes clubes, num gesto de nobreza e responsabilidade para com o ecossistema do futebol, já se disponibilizaram a ceder a sua parte das verbas em prol dos clubes do escalão secundário", concluem.
O sufrágio foi feito por voto secreto, sendo que, com esta decisão, os clubes do segundo escalão deixam de receber, esta época, cerca de seis milhões de euros que seriam cedidos pelos clubes da Liga que não participam nas competições europeias, os quais têm direito a um bolo global de 12 milhões de euros. Na última reunião magna em que o tema tinha sido debatido e votado, a 16 de janeiro, dos 17 clubes da Liga presentes ou representados, 12 votaram a favor, quatro contra e houve uma abstenção.. JN/MS


O acionista da SAD do Santa Clara alertou é impossível manter o clube nos Açores caso terminem os apoios regionais, enquanto o presidente do Governo dos Açores se mostrou confiante de que será possível "encontrar soluções" com "equidade".
Numa publicação nas redes sociais, o acionista maioritário da SAD do Santa Clara alertou para a importância do apoio do Governo Regional conhecido por "Palavra Açores" (por estar ligado à promoção turística da região), que concede, anualmente, um milhão de euros ao clube.
"A manutenção do apoio da 'Palavra Açores' ao Santa Clara é primordial para se manter as quatro equipas em São Miguel devido à insularidade e aos custos logísticos de se jogar em uma ilha. Caso ele não exista, é impossível manter o projeto na ilha e ele teria que ser transferido para o continente por motivos óbvios", escreveu Bruno Vicintin no Instagram, referindo-se às equipas A, B, sub-23 e juniores. O acionista descartou, contudo, uma "mudança de símbolo ou nome" do Santa Clara, caso aconteça a mudança para o continente, garantindo não terem existido conversas com outros clubes sobre uma alegada fusão.


"Este apoio já existe há mais de 20 anos e inclusive quando a SAD esteve não nas notícias desportivas, mas nas policiais, nunca foi cortado. Cortar agora após tanto investimento feito na região não acho que seria nem correto, nem inteligente, já que o retorno em impostos que se paga chega a nove vezes do que se recebe", avisa Vicintin.
Segundo notícias veiculas na imprensa regional, o Governo Regional vai terminar com o apoio da "Palavra Açores" a partir da época 2026/27, o que poderá comprometer a presença de vários clubes açorianos nas provas nacionais.
Hoje, questionado pela posição do Santa Clara, o presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) garantiu que vai continuar a demonstrar "capacidade de diálogo" e de "entendimento" com os clubes desportivos.
"A complexidade das situações é muito intensa. Envolve muitos operadores na área do desporto e do futebol. Estamos empenhados em encontrar soluções em que todos sejam parte dela. Posso tranquilizar os Açores, os açorianos, os clubes, que temos um principio de equidade no tratamento e de responsabilidade no esforço financeiro", afirmou José Manuel Bolieiro. O líder regional, que falava em Ponta Delgada, à margem de uma reunião com o Conselho de Ilha, prometeu, também, o lançamento em breve de um "concurso público transparente" para a concessão do Estádio de São Miguel, onde joga o Santa Clara.
Bolieiro, admitiu, contudo, a "contenção de despesa" nos apoios desportivos.
"Estamos, exatamente, a fazer contenção de despesa e a racionalizar investimentos. Fá-lo-emos com justiça e sentido de responsabilidade porque cumprimos com honra a palavra dada", declarou.
Já a direção do Santa Clara, que detém 40% da SAD, também considerou que o fim daquele apoio "não seria apenas um golpe financeiro", mas uma "ferida profunda na presença dos Açores no futebol nacional", segundo uma mensagem enviada aos sócios.
O PS/Açores, maior partido da oposição na região, marcou um debate de urgência sobre o fim dos apoios desportivos da "Palavra Açores" para o plenário deste mês da Assembleia Regional, que arranca terça-feira, na Horta.
Segundo uma notícia de domingo do jornal 'Record', a SAD do Santa Clara está, alegadamente, a equacionar sair dos Açores devido ao fim do apoio do Governo dos Açores, existindo clubes do continente interessados numa fusão.
AO/MS
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ATLETISMO
Braga e Benfica campeões europeus de corta-mato Creditos:

O Sporting de Braga, na prova feminina, e o Benfica, na estafeta mista, sagraram-se campeões europeus de corta-mato, repetindo os triunfos de 2025, com o Sporting a conquistar a prata na estafeta mista e nos juniores masculinos.
Avitória feminina do Sporting de Braga na 61.ª edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus de corta-mato, prova integrada no Crosse das Amendoeiras em Flor, que se realizou na Aldeia das Açoteias, em Albufeira, permitiu a revalidação do título alcançado na época de 2024/25, e o conjunto "arsenalista" soma agora nove títulos europeus.
O destaque individual vai para a queniana Jackline Rotich, que conquistou o ouro individual e contribuiu de forma determinante para a equipa minhota, enquanto Mariana Machado garantiu o sexto lugar, Laura Taborda classificou-se em 10.º e Solange Jesus obteve a 21.ª posição.
O Benfica repetiu também a vitória de 2025 na estafeta mista, chegando ao ouro
graças às participações de Isaac Nader, Etson Barros, Teresiah Gatieri e Salomé Afonso.
A participação portuguesa não se ficou por aqui e também o Sporting levou a medalha de prata, com o contributo de Nuno Pereira, José Pinto, Patrícia Silva e Purity Chepkirui. A equipa do DNA obteve a medalha de bronze.
Na prova de seniores masculinos, o Sporting foi quarto classificado, com Charles Rotich a conquistar a medalha de bronze a nível individual, Duarte Gomes foi 14.º e Rui Pinto 15.º.
Já o Benfica foi sexto a nível coletivo, com Victor Kimosop a conseguir o quarto lugar individual, Miguel Moreira foi 23.º e Samuel Barata 31.º.
Nos sub-20, o Sporting conquistou a medalha de prata coletiva, graças às pontuações de Franline Kibet, que arrecadou o ouro individual, e de Dinis Ferreira, bronze, com Afonso Oliveira a cortar a meta na 29.ª posição e Bernardo Arvelos na 66.ª.
JN/MS
O português José Cabeça foi 91.º classificado na qualificação de sprint clássico de esqui de fundo dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina2026, naquela que foi a estreia de Portugal no evento.
Na segunda participação em Jogos Olímpicos, depois de ter estado em Pequim2022, José Cabeça gastou 4.02,77 minutos para cumprir o percurso no estádio de cross-country de Tesero, ficando longe dos 30 primeiros, que se qualificavam para os quartos de final.
O norueguês Johannes Hoesflot Klaebo, campeão olímpico em Pequim2022, foi o mais rápido na qualificação, em 3.07,37, mantendo-se em rota para se tornar o atleta mais titulado da história
esqui de fundo
em Jogos Olímpicos de Inverno - está a dois ouros dos compatriotas Marit Bjorgen e Ole Einar Bjorndalen.
Esta foi a estreia de Portugal em provas de sprint clássico, com as anteriores participações em provas de esqui de fundo a serem sempre nos 15 km, com José Cabeça a ter o melhor resultado, com o 88.º lugar em Pequim2022.
O alentejano, de 29 anos, volta a competir nesta sexta-feira (13), nos 10 km estilo livre, com Emeric Guerillot a ser o próximo português em ação, na quarta-feira, no Super G de esqui alpino.
Emeric Guerillot vai ainda disputar o slalom gigante (14 fevereiro) e o slalom (16), com Vanina Guerillot a estar presente no slalom gigante (15) e no slalom (17). JN/MS


No passado dia 1 de fevereiro, a MarinaSol completou 25 anos de dedicação. Neste Dia da Família, o nosso maior presente é a confiança que a sua família deposita na nossa, década após década. Obrigado por viajar connosco.
Benfica aponta "acusações falsas e despropositadas"

O Benfica emitiu um comunicado, no qual "repudia de forma veemente as falsas acusações da Associação Artística de Avanca relativamente ao jogo referente aos 16 avos de final da Taça de Portugal de andebol."
"Depois de o encontro da passada quarta-feira, dia 4 de fevereiro, não ter reunido as devidas condições para a prática da modalidade, tanto em Avanca como em Estarreja, a nossa equipa de andebol deslocou-se pela segunda vez a Avanca para retomar a eliminatória da Taça de Portuga, suportando todos os custos logísticos e financeiros. No dia 7 de fevereiro, a delegada do jogo, em conjunto com a equipa de arbitragem, voltou a considerar que o pavilhão não apresentava condições para a realização da partida, decisão que levou à aplicação do regulamento por parte da Federação de Andebol de Portugal", pode ler-se.
Os encarnados referem que o pavilhão dos adversários "apresenta falta de condições para a realização de jogos oficiais, independentemente das questões meteorológicas existentes", afirmando que "não pode, por isso, pactuar com acusações falsas e despropositadas em relação ao comportamento da sua equipa e dos seus atleta".
"Por fim, o clube deixa uma palavra de solidariedade para todos os que estão atravessar por dificuldades devido às condições atmosféricas que vivemos, seja em que zona do país for. Estamos e estaremos sempre na linha de frente para ajudar quem precisa, como é exemplo a campanha em curso liderada pela Fundação Benfica", termina o comunicado.
A Associação Artística de Avanca, recorde-se, tinha arrasado a Federação de Andebol de Portugal e o Benfica após ter sido eliminada na secretaria nos 16-avos de final da Taça de Portugal.
JN/MS
O F. C. Porto recebeu e empatou com o Sporting no clássico disputado no Estádio do Dragão (1-1), como golo de Luis Suárez no último suspiro, na recarga de uma grande penalidade.
Aprimeira parte da partida - interrompida devido a uma enorme nuvem de fumo provocada por artigos pirotécnicos vindos da bancada dos Super Dragões - foi sempre amarrada, com paragens e sem grandes chances de perigo.
A segunda metade manteve a mesma toada, até que, aos 75 minutos, os dragões abriram o marcador. Depois de três remates consecutivos dentro da área sportinguista, que embateram na defensiva leonina, a bola caiu nos pés do reforço de inverno Fofana, que bateu o guarda-redes Rui Silva. O VAR
ainda verificou um lance na jogada do golo, mas este foi validado.
A partir desse momento, os leões praticamente só jogaram no meio-campo adversário, a tentar evitar a derrota no Dragão, e aos 90+8 minutos, o árbitro Luís Godinho assinalou penálti, por mão na bola de Francisco Moura. Luis Suárez falhou o penálti, defendido por Diogo Costa, mas na recarga de baliza aberta empatou o jogo.
Com este empate, as margens entre os dois seguem iguais, com o F. C. Porto na liderança do campeonato (56 pontos), seguido do Sporting em segundo lugar (52). Quem beneficiou do resultado foi o Benfica, na terceira posição, que se aproxima do topo, ganhando dois pontos aos rivais nesta jornada.
JN/MS


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Portugal caiu diante a vizinha Espanha, na Eslovénia, por 5-3, num jogo em que procurou discutir o título até aos instantes finais. Antonio Pérez esteve imparável e anotou um hat-trick crucial para o oitavo título da Roja.
Numa final de grande intensidade, a Espanha entrou com tudo e rapidamente abriu uma diferença de 2-0 em pouco tempo de jogo, com golos de Antonio Pérez (2 m) e Jose Antonio Raya (3 m). Portugal não desanimou, reagiu e igualou por Afonso Jesus (5 m) e Rúben Góis (7 m), mas acabou por ver a "Roja" voltar a colocar-se na frente com o bis de António Pérez, dos 10 metros, para levar assim uma vantagem para o descanso.
Na retoma, a Espanha até ameaçou o quarto, endereçou duas bola ao ferro da baliza defendida por Bernardo Paçô, mas, pelo meio, foi mesmo Pauleta (30 m) quem acabou por fazer a festa para voltar a restabelecer a igualdade para a armada portuguesa. No entanto, o imparável Antonio Pérez chegou ao hat-trick (36 m), viu um colega mandar novamente ao ferro e lá acabou por assistir para o 5-3. Um resultado que perdurou até ao fecho e consagrou um novo campeão europeu de Futsal, o oitavo título da Espanha na prova, depois do bicampeonato conquistado por Portugal (2018 e 2022).
JN/MS
A Confederação do Desporto de Portugal (CDP) congratulou António José Seguro pela eleição como presidente da República, esperando que possa haver uma valorização do desporto e uma relação institucional de proximidade.
"A Confederação do Desporto de Portugal (CDP) saúda António José Seguro pela sua eleição como presidente da República, formulando votos de um mandato bem-sucedido ao serviço do país, da coesão nacional e da valorização do desporto enquanto setor estruturante da sociedade portuguesa", lê-se num comunicado do organismo.
A CDP relembrou um encontro com António José Seguro, no qual "defendeu a importância do reforço do diálogo ins-
titucional, na realização de um encontro anual com as Federações Desportivas e na definição de critérios claros e transparentes na atribuição de condecorações associadas ao mérito desportivo".
"A eleição de António José Seguro representa uma oportunidade para consolidar uma relação institucional de proximidade e confiança entre a Presidência da República e o movimento federativo. O desporto português necessita de reconhecimento, diálogo regular e de uma visão estratégica de longo prazo, e a CDP está inteiramente disponível para continuar a contribuir para esse caminho, em cooperação institucional", garantiu o presidente do organismo, Daniel Monteiro.


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Feliz Dia da Família!

As the Milan Cortina 2026 Winter Games unfold, the atmosphere across Canada is one of high-stakes anticipation. With the event now in full swing, the national conversation has shifted to a singular focus: Can this roster surpass Canada’s historic podium records? On Day 6, the momentum is palpable, with seven medals already secured and several marquee performances fueling the surge.
The journey to the podium began immediately. On Day 1, Valérie Maltais set the tone by capturing bronze in the women’s 3000-metre speed skating event, putting Canada on the board early. That momentum carried into Day 3, where Meghan Oldham displayed incredible technical precision in the women’s freestyle skiing slopestyle to earn another bronze. Speed and synergy defined the middle of the first week. On Day 4, the mixed relay short-track speed skating team battled through a crowded field to secure Canada’s first silver of the Games. This was followed by an evocative performance on the ice rink on Day 5, as the premier ice dance duo Piper Gilles and Paul Poirier skated to a bronze medal, a mo-

ment defined as much by its artistry as its athleticism.
Day 6 has already proven to be a rollercoaster of elite competition. In a result that sparked widespread debate, "King of the Moguls" Mikaël Kingsbury delivered a world-class run that many felt was gold-calibre; however, he ultimately walked away with a hard-fought silver.
Shortly after, Éliot Grondin—entering his event as the heavy favorite—lived up to the pressure by clinching silver in a photofinish men’s snowboard cross final.
Canada’s medal count has climbed to seven following a standout performance in the women’s 500m short track speedskating final. Courtney Sarault powered her way to a bronze medal, joining a podium headlined by gold medalist Xandra Velzeboer of the Netherlands and silver medalist Arianna Fontana of Italy.
The 500m podium marks a continuation of success for the Canadian women. All three athletes—Sarault, Boutin, and Brunelle—had previously reached the podium in Milan, having already secured silver medals in the mixed team relay.
While Canada currently sits with three silver and four bronze medals, the quest


for that elusive first gold remains the primary storyline. The depth of talent across both the mountains and the rinks suggests that the medal count is only just beginning to climb. With many of Canada’s strongest events still on the horizon, the dream of a record-breaking Winter Games remains very much alive.








Canada’s quest for Olympic gold began not with a whisper, but with a definitive roar on Thursday. In a clinical 5-0 dismantling of Czechia, the tournament favorites showcased exactly why they are the team to beat, combining elite offensive depth with a goaltending performance that silenced lingering pre-tournament doubts.
The scoring opened late in the first period courtesy of Macklin Celebrini, the young phenom proving he belongs on a stage populated by legends. However, the engine of the Canadian attack was undoubtedly Connor McDavid. The captain-in-waiting dismantled the Czech defense with surgical precision, racking up three assists and dictating the tempo every time he touched the ice. The highlight of the evening came in the third period when the "dream unit" finally struck; Nathan MacKinnon blasted home a power-play goal off a sequence of rapid-fire passes from McDavid and Sidney Crosby, a sequence that felt like a video game come to life.
The Binnington Narrative
Perhaps the most significant development, however, occurred at the other end of the rink. Jordan Binnington entered the Milan-Cortina games under an intense microscope. Statistically the lowest-ranked of Canada’s three goaltending options during the NHL season, critics had labeled the crease as Canada’s "Achilles' heel."
Binnington responded with a 26-save shutout that was as calm as it was commanding. Building on the momentum that saw him lead Canada to a 4 Nations Face-Off title last year, he looked entirely unfazed by the pressure. Head coach Jon Cooper’s pre-game assertion—that the goaltending "dilemma" was a non-story—now looks prophetic rather than defensive. If Binnington maintains this level of composure, Canada becomes an almost impossible puzzle for opponents to solve.
Despite the lopsided score, the victory was not without its costs. Top-pairing defenseman Josh Morrissey left the game after the first period, appearing for only a single shift thereafter. While the coaching staff remained tight-lipped about the specifics of the injury, losing a mobile, puck-moving veteran like Morrissey would be a significant blow to a blue line that prides itself on transition play.
Canada has little time to celebrate the blowout or dwell on injuries. They return to the ice on Friday to face Switzerland, a team known for their disciplined neutral-zone trap and opportunistic counter-attacks. Meanwhile, Czechia will look to rebound as they face France.If Thursday was a measuring stick, Canada has proven they have the size, the speed, and—most importantly—the goaltending to go the distance.


Luis Camara Secretary Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretary
Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cortez E-Board Member
Marcello DiGiovanni Vice President
Pat Sheridan E-Board Member


Perspetivas para a construção no Canadá mantêm-se fortes apesar do aumento dos custos e das pressões persistentes
Novos dados económicos da Canadian Construction Association (CCA) mostram que o setor da construção continua a superar o desempenho da economia em geral, mesmo num contexto em que a escalada dos custos e as limitações de mão-de-obra continuam a dificultar projetos que exigem grande utilização de betão.
Aindústria da construção no Canadá entra em 2026 com um otimismo cauteloso, sustentado por um crescimento económico estável e por um investimento significativo do setor público, mas condicionado por pressões persistentes sobre os custos e por limitações de capacidade. De acordo com o relatório Construction Quarterly Economic Insights (CQEI) do In-
verno de 2026, elaborado pela CCA, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor da construção cresceu 1,3% no terceiro trimestre de 2025, superando a média de todos os setores e reforçando o papel da construção como um motor económico essencial.
A construção continua a superar a economia em geral
Os dados do CQEI confirmam que a construção permanece como um dos setores com melhor desempenho no Canadá. O crescimento registado no terceiro trimestre de 2025 reflete uma procura sustentada nas áreas residencial, não residencial e de infraestruturas, apoiada pelo crescimento populacional, pelas necessidades habitacionais e pelo investimento público. “As oportunidades futuras para a
nossa indústria são significativas, mas os riscos também o são”, afirmou Rodrigue Gilbert, presidente da CCA. “Os investimentos do governo federal irão impulsionar o crescimento, mas o aumento dos custos e as limitações na força de trabalho continuarão a restringir a capacidade da indústria para atingir todo o seu potencial e concretizar a ambiciosa agenda de construção do Canadá.”
No caso de grandes projetos que envolvem grandes volumes de betão — incluindo fábricas, infraestruturas, edifícios institucionais, entre outros — este equilíbrio entre procura e capacidade de execução está a tornar-se cada vez mais evidente.
Apesar dos indicadores positivos de crescimento, o relatório sublinha que os custos de construção continuam a aumentar a um ritmo que dificulta o planeamento dos projetos e pressiona as margens de lucro. O Índice de Preços da Construção de Edifícios (BCPI) aumentou 4,2% em termos anuais no terceiro trimestre de 2025, impulsionado sobretudo pela subida dos preços de componentes metálicos, aço estrutural e canalizações — elementos críticos em estruturas de betão armado.
Foram também registadas disparidades regionais, com London (Ontário) e Quebec City (Quebeque) entre as jurisdições onde se verificaram os aumentos mais significativos. A construção de fábricas registou um aumento de 5,7%, enquanto os custos dos edifícios de escritórios subiram 3,2%, destacando a volatilidade contínua entre diferentes tipos de construção.
Para os empreiteiros, estas tendências reforçam a importância de estratégias de aquisição antecipada, orçamentação rigorosa e uma coordenação apertada entre projeto e execução, especialmente em trabalhos com forte dependência de betão, onde substituições de materiais ou redesenhos são frequentemente limitados.
Do ponto de vista das políticas públicas, o relatório aponta para sinais encorajadores. O orçamento federal de 2025, divulgado em novembro, incluiu 89,7 mil milhões de dólares em novas medidas líquidas ao longo de cinco anos, com 32,5 mil milhões classificados como investimentos de capital. Deste total, a CCA estima que cerca de 32 mil milhões de dólares estão destinados a despesas relacionadas com construção. Espera-se que estes investimentos sustentem uma procura contínua em projetos de habitação, infraestruturas e edifícios institucionais — muitos dos quais dependem fortemente da construção em betão. No entanto, o relatório alerta que o financiamento, por si só, não resolverá os desafios de execução sem avanços paralelos na formação de mão-de-obra, produtividade e eficiência regulatória.
Embora 2025 tenha sido um ano forte para o setor, o CQEI sublinha que a escassez de trabalhadores e as disrupções nas cadeias de abastecimento continuam a ser problemas estruturais ainda não resolvidos. À medida que os projetos se tornam maiores e mais complexos, os empreiteiros enfrentam uma pressão crescente para executar mais trabalho com recursos limitados.
“2025 foi um ano muito forte para a nossa indústria e esperamos continuar a construir com base nesse progresso, para construir o Canadá que os canadianos merecem”, afirmou Gilbert. “Juntos, continuaremos a construir o Canadá.”
O próximo relatório Construction Quarterly Economic Insights deverá ser publicado em abril de 2026, oferecendo aos empreiteiros um novo ponto de referência sobre como o crescimento, os custos e as decisões políticas continuam a moldar as perspetivas para a indústria da construção no Canadá.
DCN/MS
Build Canada Homes lança pedido de informação para acelerar métodos modernos de construção de habitação acessível
A Build Canada Homes (BCH) lançou um Pedido de Informação (Request for Information – RFI) com o objectivo de envolver empresas canadianas especializadas em métodos modernos de construção (Modern Methods of Construction – MMC), numa iniciativa destinada a acelerar a construção e disponibilização de habitação acessível em todo o país. As respostas ao RFI devem ser entregues até 5 de Março de 2026.
Opedido procura contributos de empresas ligadas a sistemas de construção modular, em painéis e pré-fabricada, de forma a compreender melhor as capacidades do sector, os modelos de negócio existentes e as abordagens de implementação. As empresas que responderem ao RFI terão também a
possibilidade de se registarem num futuro diretório público de fornecedores de MMC, criado para aumentar a visibilidade da capacidade e experiência deste sector.
A informação recolhida através do RFI ajudará a orientar o futuro processo de pré-qualificação da BCH e permitirá identificar empresas com elevado potencial na área dos MMC para futuros projectos de habitação e parcerias. Embora a participação não garanta trabalho futuro, a BCH afirma que este processo permite às empresas contribuir para a definição das estratégias de contratação e demonstrar interesse em empreendimentos liderados pela agência.
Um vasto leque de empresas é incentivado a responder, incluindo construtores de módulos volumétricos, fabricantes de sistemas em painéis e empresas de concepção e construção (design-build).
“Os métodos modernos de construção podem transformar a forma como construímos casas — tornando a entrega mais rápida, mais económica e mais consistente”, afirmou o ministro da Habitação e Infra-estruturas, Gregor Robertson. “Este RFI é uma oportunidade para as empresas canadianas ajudarem a moldar o futuro da habitação no Canadá.”
A directora executiva da BCH, Ana Bailão, afirmou que a iniciativa está focada em encontrar soluções escaláveis para a crise habitacional no país. “O Canadá precisa de soluções inovadoras para responder à procura urgente de habitação acessível”, disse. “Os métodos modernos de construção oferecem uma forma mais rápida e inteligente de construir, e este RFI pretende estabelecer parcerias com a indústria para desbloquear esse potencial em larga escala.”
Lançada a 14 de Setembro de 2025, a Build Canada Homes é uma agência federal com o mandato de aumentar a oferta de habitação acessível através do aproveitamento de terrenos públicos, da aplicação de instrumentos financeiros flexíveis e da actuação como catalisador de abordagens modernas de construção. A agência trabalha com organizações sem fins lucrativos, organizações indígenas, promotores privados e todos os níveis de governo para acelerar a entrega de habitação. Segundo a BCH, os futuros projetos que apoiar irão dar prioridade a materiais canadianos e a soluções de habitação produzida em fábrica, bem como a outras abordagens MMC, contribuindo para criar procura previsível, fortalecer cadeias de abastecimento nacionais e apoiar a criação de emprego no sector da habitação.

Rómulo Medeiros Ávila

Entre salões cheios de confusão, voluntários que dão tudo de coração e uma cidade canadiana a preparar golos… muito fora da baliza, há histórias que só o luso-canadiano consegue contar. Fevereiro chega com overdose de eventos, agendas cheias e salões vazios; os voluntários enfrentam rumores e mal-entendidos com paciência infinita; e Toronto mostra-nos que, quando se trata de prioridades, a criatividade não tem limites.
Overdose de eventos: a comédia luso-canadiana de Fevereiro
Fevereiro, o mês mais curto do ano, com tímidos 28 dias (29 quando se sente generoso)… e,ainda assim, a nossa comunidade luso-canadiana conseguiu encaixar 29 eventos entre os dias 6 e 28. Sim, leram bem: 29! Para um mês com 23 dias úteis (mesmo sabendo que os eventos só acontecem aos sábados ou domingos). Matemática? Desnecessária. Lógica? Que chatice. Os primeiros cinco dias? Silêncio absoluto — talvez meditação, talvez sesta, talvez a planear como entupir o calendário sem ninguém notar. E pronto, missão cumprida: 29 eventos em menos de um mês. E o resultado? Uma comunidade que corre de um lado para o outro, perdida, sem saber onde estar, para quê ou com quem. Se calhar é isso que querem: desaparecer entre tanta atividade. Porque, convenhamos, assim vão acabar por perder a identidade, a razão da existência… os salões que deviam estar cheios vão ficar com meia dúzia de gatos pingados debaixo da escada a perguntar-se: “isto é mesmo um evento ou uma reunião de amigos?”. É Carnaval e por isso ninguém pode levar a mal. É que isto não é organização, meus amigos. É uma overdose de intensidade. É como querer encher um balão que já rebentou, como tentar meter todos os patos no mesmo lago ao mesmo tempo: impossível e, acima de tudo, cansativo. Cada membro entra num estado de confusão crónica, a tentar decidir qual evento escolher, enquanto sonha secretamente com o dia em que poderá simplesmente sentar-se num café, conversar e perceber quem somos e para onde vamos. Os patrões não dão “subsídio de festas comunitárias”, ou ainda não entenderam isso? A vida está cara. Sejam racionais, por favor! Mais vale organizar menos, mas fazer com que os salões pareçam vivos, com pessoas a rir, a conversar, a partilhar. Menos eventos, mais identidade. Menos correria, mais comunidade. Menos caos, mais Portugal no Canadá. Qualidade sobre quantidade. Fevereiro acaba: corpos cansados, agendas cheias, salões vazios. Caixa fechado, sobraram 200 dólares para a limpeza. Lição: mais nem sempre é
melhor. Pelo menos rimos juntos — porque sem humor, a comunidade perde a alma.
Aviso à navegação: cuidado com as insinuações! Voluntários são sérios...
Senhoras e senhores, passageiros do barco da vida — ou pelo menos do projeto Magellan — atenção! Há um recado urgente a ser transmitido antes que mais uma tempestade de mal-entendidos nos atinja. No último sábado de janeiro, Manuel Da Costa, vigia do bom senso, levantou a voz e deu o grito que todos precisávamos ouvir: “Parem com as insinuações!”. E com razão. Porque, meus caros, parece que algumas pessoas andam a imaginar que cada voluntário, cada diretor, cada alma generosa que dedica tempo, talento e energia ao projeto… está a mamar para si. E eu não posso continuar a ouvir isto, quando sei que muitos dão até do seu bolso para comer ou para pagar a fatura da luz. Deixe-me esclarecer: cada casa ou organização desta nossa comunidade.... e cada minuto oferecido aqui é dado de coração. Conheço praticamente todos diretores e as diretoras — e garanto: ao contrário de tirar um dólar, eles dão. E oferecem. Às vezes, oferecem paciência infinita. Se acha que voluntário é profissão, sinto desapontá-lo. Não é. Eles trabalham de graça, muitas vezes deixando as suas casas, os seus confortos, a sua família, o seu tempo, e ainda assim, são acusados. É como acusar o Pai Natal de roubar o presente que ele mesmo trouxe!
Então, um aviso à navegação: não ajudem, se não quiserem. Mas, pelo menos, não desrespeitem quem constrói sonhos de graça. A Magellan, por exemplo, é gerida por voluntários que não precisam, nem querem, nem tiram um único dólar. Só querem transformar ideias em realidade, e rir um pouco pelo caminho — porque rir é grátis também.
E se ainda tiver dúvida… observe os gestos, o empenho, o café derramado, as reuniões eternas. Eles dão, e dão muito mais do que recebem em retorno. Então, da próxima vez que sentir vontade de insinuar, lembre-se: há um Manuel Da Costa (leia-se: todos voluntários) em cada esquina, pronto para lembrar que trabalho de coração não se compra nem se vende, apenas se respeita. Sem brincadeira: eu detesto ouvir falar mal de voluntários — sejam líderes, cozinheiras ou qualquer outro papel. Eles não merecem isso. Ser voluntário é doar tempo, energia e esforço sem obrigação nenhuma, e isso exige respeito. Fim do aviso. Voltemos todos ao convés e, por favor, sem gritos de tesouraria imaginária.
Toronto 2026: a capital mundial do amor… e do lubrificante
Toronto está pronta para o Mundial de 2026. E não, não é pelo futebol. É pelo lubrificante. A autoridade de saúde pública da cidade anunciou que vai gastar quase 200 mil dólares canadianos em preservativos, lubrificantes e outros apetrechos de saúde sexual. Isto mesmo: 576 mil camisinhas, 200 mil saquetas de lubrificante, 12.500 preservativos femininos e 16 mil dental dams. Tudo com embalagem temática de futebol. Porque, obviamente, nada diz “golo!” como uma camisinha estampada com a bandeira do Canadá.
Entretanto, a cidade luta contra a fome, a pobreza e milhares de pessoas sem-abrigo, enfrenta neve até ao pescoço e ruas que parecem cenários de filme pós-apocalíptico. Mas tranquilos: o que realmente importa é garantir que cada visitante do Mundial possa… digamos, marcar golos extra fora do estádio. Afinal, abrigo e comida podem esperar. Mas o desempenho sexual do adepto? Esse não pode falhar. Alguns vereadores tiveram a ousadia de questionar: “Será que este é o melhor uso do dinheiro público?”. Claro que não, mas quem precisa de racionalidade quando se trata de preparar Toronto para o maior campeonato de… bem, de amor próprio? E não se enganem: não são apenas os adeptos que se vão beneficiar. A cidade vai distribuir preservativos e lubrificantes em grandes eventos, numa iniciativa de saúde pública tão visionária quanto a ideia de colocar neve numa pista de Fórmula 1. Então preparem-se, fãs de futebol: em junho de 2026, Toronto não só vai celebrar golos, dribles e defesas milagrosas… vai celebrar o toque final da experiência desportiva com seis designs diferentes de camisinha temática. Porque nada diz “Bem-vindo ao Canadá” como uma embalagem de látex com estampa de bola de futebol e o símbolo da FIFA na pontinha. Toronto sabe como definir prioridades: os adeptos que tenham lubrificante suficiente para… verem o futebol em condições.
Última nota em desenvolvimento...
Se André Ventura se mudar para “Little Portugal”, a Olivia Chow vai ter que começar a dormir de capacete, pois os votos no André estão a ficar delicadamente próximos de nós. Com os dados da votação em Ventura, em Toronto, nas próximas eleições para a Câmara da cidade podem existir surpresas. Seguramente...
Avó babada

Dina Aguiar é uma avó muito orgulhosa. A jornalista partilhou uma foto inédita de um dos seus netos: Will, de 15 anos. A antiga cara da RTP1 mostrou várias 'selfies' dela com o jovem e fez uma declaração nas redes sociais. "E já são 15 anos ….10 na nossa companhia. 10 anos de amor incondicional. Parabéns querido Will. Foste uma dádiva divina. És uma bênção nas nossas vidas. E digam lá se o meu neto não é lindo?", escreveu a comunicadora.

Iva Domingues, de 49 anos, resolveu publicamente partilhar um desabafo através do qual revela que a filha, Carolina, decidiu aos 23 anos abandonar as redes sociais. A jovem, que completou 23 anos em setembro do ano passado, aptou por desligar-se de plataformas como Instagram, TikTok e Facebook e, aparentemente, esta decisão representou maior felicidade na sua vida. "A minha filha saiu das redes sociais no final do ano passado. E eu não me lembro de a ver tão bem", começou por enaltecer a apresentadora da TVI. "Tem 23 anos. Está mais feliz. Mais leve. Mais focada. Mais enérgica. Mais presente. Mais ela. Não ficou desligada do mundo. Continua informada sobre o que é verdadeiramente relevante, apenas deixou de viver em ruído constante. Os dias agora rendem. Há tempo para o trabalho, para os amigos, para copos demorados, para livros começados e acabados, para passeios sem pressa... As noites são mais tranquilas. O sono é mais profundo. E a vida melhorou em tudo", garante Iva Domingues. "Às vezes, desligar é a melhor forma de nos voltarmos a ligar ao que é, de facto, essencial. A [geração] gen z é que sabe andar nisto", terminou, elogiando a atitude decidida de Carolina e assegurando que aprende "com ela todos os dias".

Sofia da Suécia falou, pela primeira vez, sobre a sua ligação a Jeffrey Epstein, uma vez que o seu nome de solteira, Sofia Hellqvist, surgiu nos ficheiros do magnata que foi condenado por tráfico sexual de menores e que morreu na prisão em 2019. "Conhecemo-nos num restaurante, num evento social onde fui apresentada a outras pessoas, e numa sessão de cinema com muitos outros. Felizmente, foi só isso", referiu. "Lamento por todas as vítimas. Espero que a justiça seja feita", referiu ainda a princesa.

Catarina Gouveia não ficou indiferente à notícia sobre as alegadas agressões decorridas numa creche em Carnide, Lisboa, por parte de funcionárias. A influencer, que é mãe de Esperança, de três anos de idade, mostrou-se chocada pelos relatos que os pais destas crianças fizeram e colocou a hipótese de haver câmaras de vigilância a proteger os mais novos. "Aceitamos ser filmados para proteger bens e «património», mas quando se trata de proteger crianças, hesitamos e falamos em privacidade. O que diz isso sobre as nossas prioridades? Entre a privacidade e a segurança e o bem-estar das crianças, a escolha de uma sociedade inteligente devia ser óbvia", concluiu.
Foi a 8 de fevereiro que as eleições presidências ditaram a eleição de um novo Presidente da República. Nos últimos dias de funções do atual Presidente da República, o músico André Sardet resolveu prestar-lhe uma homenagem pública. Lembrando Marcelo como "o Presidente dos afetos", o cantor revelou uma história desconhecida e um gesto solidário que o comoveu profundamente. "Em 2017, depois dos incêndios que assolaram a Região Centro, recebi um pedido para ir ao Hospital Pediátrico de Coimbra para cantar junto à cama de uma menina corajosa que estava nesse hospital a recuperar de graves queimaduras e que queria homenagear a mãe - vítima mortal desses incêndios. A música favorita da mãe era o «Foi Feitiço»", contou, descrevendo este momento como um dos "mais marcantes e emotivos" da sua vida. Após ter vivido esta experiência, André Sardet encontrou-se com Marcelo Rebelo de Sousa num almoço, diz e contou-lhe o sucedido. "O Presidente Marcelo fez algumas perguntas e escreveu num papel o nome e os dados de internamento dessa menina. Guardou esse papel no bolso da camisa… Pensei… não se vai mais lembrar! Não podia estar mais errado… MRS foi inúmeras vezes ao hospital - sempre sem imprensa - e ligava todos os dias à sua fantástica avó (que viveu no hospital meses a fio)", recordou.


Em casa de Diana Chaves foi dia de festa na terça-feira, 10 de fevereiro. A filha, Pilar, completou 14 anos e, como não poderia deixar de ser, a data foi comemorada. Numa primeira publicação que Diana Chaves fez na sua página de Instagram para assinalar a data podemos ver a jovem quando ainda era bebé ao colo da mãe. Logo de seguida, a apresentadora da SIC mostrou também aos seguidores uma fotografia que foi captada durante os festejos da data, dando assim destaque ao quanto a filha está crescida. Como não poderia deixar de ser, Diana Chaves recebeu várias carinhosas mensagens da caixa de comentários de ambas as publicações. "Boneca", disse Carolina Patrocínio. "Muitos parabéns, Pilar", escreveu Fátima Lopes. "Pilar. Parabéns, amores", pode ler-se na reação de Francisca Pereira, mulher do ator Ricardo Pereira. Também João Baião - que apresenta o "Casa Feliz" com Diana Chaves - fez questão de reagir a ambas as partilhas. tendo usado emojis em forma de coração.



Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1. Costuma agir de maneira regular, seguindo métodos, ordenações; metódico
2. Que tende a se envolver em brigas com certa impulsividade e frequência
3. Firme; que não é tenro, macio
4. Interrupção de uma atividade ou trabalho, para descanso
5. Aquele que tem pouca ou nenhuma gordura
6. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição
7. Que tem gordura acima da usual; obeso, cheio, corpulento
8. Móvel composto de um tampo horizontal, geralmente se destina a refei-

ções, jogos, apoio etc
9. Local ou sala equipada para a projeção de filmes
10. Aquele que não crê em Deus ou nos deuses
11. Que tem bons modos; civilizado, polido
12. Fazer perder a casca ou qualquer outro revestimento que envolva algum objeto
13. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)
14. Qualidade ou caráter de honesto, decente, moralmente irrepreensível
15. Especialidade médica que trata das doenças ligadas ao envelhecimento.

D M O B C I C A S T A N H O V
R V O C N R Z E E M E H B B H
A T U R Q U E S A A O E E K N
O R O S A D T G A F T W G U I
C R N O U D B R O N E L E C O
R Q B P K C F Q E C D I D I E
E V D Z C R Z G A Q W L J N C
D M M K Q U A Z C L S A V Z C
M D T A I M D P S L U S K A A
X A L I A T E L O I V O X O R
G R T A V P I T L C O S U E O
E L U R D O U R A D O E L D A
A L U Z A S S F T O C P E R M
M B Y D K B Z E T C F I E E E
B X K L A R A N J A Q A U V L
CASTANHO LARANJA ROSA ROXO AZUL CINZA SÉPIA
TURQUESA
BEGE
VERDE
VIOLETA
OCRE
DOURADO
LILÁS
MAGENTA

Ingredientes
• 40 ml de azeite
• 2 colheres de banha
• 2 cebolas em meias luas
• 6 dentes de alho
• 2 folhas de louro
• 1 colher de mostarda
• 600 grs de tomate pelado
• 150 g de polpa de tomate
• 2 colheres de pasta de pimento
• 1 colher de flocos de chili
• Sal e pimenta preta q.b.
• 2 cervejas
• 1 copo de vinho branco
• 1 kg de bifanas cortadas bem finas
• 10 pães
Modo de preparação
Num tacho, colocar o azeite e a banha. Juntar a cebola em meias luas, os dentes de alho e as folhas de louro. Deixar alourar. Usar azeite e banha dá um sabor mais rico e tradicional.
Adicionar o tomate pelado, a pasta de pimento e a polpa de tomate. Temperar com pimenta preta e os flocos de chili. Mexer bem.
Juntar as cervejas e o vinho branco. Temperar com sal a gosto. Deixar levantar fervura.
Retirar as folhas de louro e triturar tudo com uma varinha mágica. Deixar ferver até o mo-
lho engrossar um pouco. Triturar o molho dá-lhe uma textura cremosa e profissional.
Juntar as bifanas e deixar estufar lentamente neste molho por 30 a 40 minutos, até ficarem bem tenras.
Quanto mais tempo as bifanas cozerem no molho, mais saborosas e tenras ficam.
Abrir os pães e servir cada bifana bem quente e bem regada com o molho. Pode adicionar mais molho por cima para ficar mais suculenta. Até a próxima semana!



Paulo Perdiz

No silêncio de um atelier ou no burburinho de uma sala com jovens, existe um ritual que se repete há quase três décadas. Uma folha em branco, um pedaço de carvão e a mão firme que, com o cuidado de quem manuseia cristal, evita tocar na superfície para não deixar a marca da gordura da pele. Este é o mundo de Margarida Costa, a artista que não desenha apenas rostos, mas que imortaliza a essência humana através do grafite e do carvão.
Numa entrevista exclusiva, Margarida partilhou o percurso que a levou das brincadeiras no chão da sala até às paredes das galerias, revelando que a arte, para si, é muito mais do que técnica: é uma terapia e uma forma de resistência contra o esquecimento. A história de Margarida Costa começa com um desenho que hoje repousa num álbum de fotografias de família. Aos quatro anos, enquanto outras crianças se perdiam em rabiscos, Margarida sentava-se no chão para observar a avó Isaura. Com uma maturidade precoce, a menina captou as rugas, os sinais da idade e a bengala que sustentava os passos da matriarca: "Lembro-me da minha mãe colocar a data naquele desenho. Foi ali que tudo nasceu", recorda a artista. A avó Isaura foi a sua primeira musa e a base de todo o seu percurso artístico. Recentemente, a artista voltou a debruçar-se sobre o rosto da avó num processo profundamente emocional: "À medida que ia desenhando e aqueles olhos iam ganhando vida, fartei-me de chorar", confessa, revelando que chegou a recomeçar o trabalho várias vezes por as lágrimas terem manchado o papel. Embora o seu trabalho seja frequentemente confundido com fotogra-
fias devido à precisão, Margarida rejeita a frieza da lente. Para ela, o realismo é o campo onde expressa emoção: "Atrai-me a fisionomia humana, a textura da pele, as rugas. Quanto mais envelhecida a pele, melhor para o desenho, porque há mais história para contar".
A artista utiliza grafite e carvão como ferramentas primordiais. Curiosamente, prefere a "borracha miolo de pão" para esculpir a luz. A exceção abre-se para um detalhe vital: o brilho nos olhos, onde utiliza pontualmente uma caneta de tinta branca para conferir às personagens uma vivacidade que parece atravessar o papel. Um dos seus desafios recentes foi a série dedicada a Salvador Dalí, apresentada no Átrium Raul almeida, em Mira. A obra, que retrata o génio surrealista, foi concluída em apenas duas tardes, num impulso criativo onde a admiração pelo mestre acelerou o traço. Margarida Costa vive o desenho como uma forma de reeducação diária: "É uma terapia. A pessoa precisa trabalhar o seu lado mais calmo; é necessária muita paciência e insistência", explica.
A sua formação em Design Gráfico, sob a tutela do professor Albano Martins, deu-lhe as bases técnicas e o domínio da fisionomia. Atualmente, Margarida sente-se atraída pelo desafio de desenhar "invisíveis". Um dos seus projetos focou-se em desenhar pessoas em situação de sem-abrigo, captando a humanidade que a sociedade muitas vezes ignora: "O desenho consegue tentar imaginar o rosto das pessoas com base em depoimentos e referências que a fotografia já não alcança quando a pessoa já não está presente". Com exposições regulares e uma presença ativa nas redes sociais, Margarida Costa acredita que a sua missão é criar algo duradouro. Inspirada pela filoso-
Credito: DR
fia de Andy Warhol — "A ideia não é viver para sempre, mas criar algo que o faça" — a artista continua a desafiar-se, planeando trabalhar em escalas maiores, como os formatos A1. Para os jovens que a observam, Margarida deixa um conselho prático: o uso de referências e a observação constante. Ao fechar cada obra com um verniz mate para fixar o carvão, Margarida não está apenas a terminar um trabalho; está a selar uma memória. Seja o olhar de um génio ou o rosto da sua avó, os seus desenhos garantem que a essência humana continue a falar, silenciosamente, com quem tiver a sorte de os contemplar. Num mundo dominado pelo imediatismo digital e pela pressão da produtividade constante, o convite de Margarida para "desacelerar" através do desenho assume um caráter quase revolucionário. O ato de observar e transferir para o papel a essência de um rosto ou de um objeto exige uma presença plena que o quotidiano raramente permite. A prática proposta não foca na perfeição do traço, mas na qualidade da atenção dedicada ao momento. Através do retrato, Margarida recorda-nos que olhar verdadeiramente para o outro é um ato de empatia e reconhecimento. Ao exibir obras em progresso, a artista valida o erro como parte integrante da evolução pessoal e artística. A presença da sua exposição onde a encontramos, reafirma o papel fundamental da cultura local como um ponto de encontro para a alma. "O Rosto da Arte" acaba por ser, ironicamente, o nosso próprio rosto: aquele que se revela quando nos permitimos parar, observar e, finalmente, criar sem o peso do julgamento externo. Deu para pensar que somos todos obras em constante construção.







Aos sábados 7h30am Sábado às 10:30am | domingos 10am.


CARNEIRO 21/03 A 20/04
Poderá sentir que não atingiu em pleno os resultados relativamente a um objetivo a que se propôs. Contudo, é possível que as circunstâncias não o tenham ajudado e que, como tal, o resultado não tenha dependido apenas do seu esforço e do seu empenho. Tente aceitar esse facto e verá que se sentirá mais tranquilo.

TOURO 21/04 A 20/05
Este é um bom momento para contar com o apoio das outras pessoas e deixar que elas venham ter consigo. Terá maior facilidade em convencê-las a participar numa ideia sua. O convívio com nativos de Balança ou Gémeos poderá ser muito estimulante dado que conseguem entender perfeitamente a sua disposição.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Este é um período no qual terá maior capacidade de trabalhar com os seus colegas harmoniosamente e daí obter bons resultados. Uma relação afetiva com uma pessoa do seu meio de trabalho poderá surgir. Contudo, se essa relação tiver como base de apoio um qualquer interesse material, poderá ter os dias contados.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
É um período no qual poderá aprender mais sobre si próprio através da relação com os outros ou de uma relação amorosa. Poderá precisar de conselhos ou da colaboração de outras pessoas para a concretização dos seus planos. Pode também dar-se o caso de haver pessoas que necessitem do seu apoio num momento difícil.

LEÃO 22/07 A 22/08
Através da sua relação com o outro ou com os outros vai aprender a conhecer-se a si. Esta é uma boa altura para procurar encontrar a melhor maneira de fazer com que a sua relação amorosa faça progressos. Poderá aparecer-lhe uma questão legal que tem de ser resolvida.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Durante esta fase tenderá a afirma-se através das suas ações, identificando-se com o trabalho executado. Neste período deverá escusar-se a trabalhar em grupo, pois dificilmente suportará que outros fiquem com os créditos que lhe pertencem. Conflitos profissionais com superiores e colegas de trabalho poderão ocorrer.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Está numa fase em que sente necessidade de que os outros o apreciem pelas suas ações generosas e pela sua simpatia. Faça uma introspeção nesta altura e autoanalise para que, conhecendo-se melhor, desenvolva as suas qualidades e rejeite os seus pontos negativos. Este poderá ser um momento criativo.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Durante este período terá maior necessidade de se dedicar a jogos ou ocupações lúdicas, podendo mesmo dar a impressão de ser demasiado brincalhão. Tenha, por isso, alguma atenção com as situações que provoca, pois as outras pessoas nem sempre poderão estar recetivas e corre o risco de não ser levado a sério.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Poderá tender a dedicar-se a várias atividades ao mesmo tempo, ao ter energia de sobra para o fazer. É um momento favorável para impor um plano ou uma ideia que tenha concebido, ao ser provável ser bem recebido. No entanto, procure não falsear argumentos ou resultados apenas para levar a sua avante.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Nesta altura as suas capacidades de comunicação estarão no auge, especialmente com o estrangeiro. A sua capacidade de comunicação também será privilegiada em termos de mensagens para o exterior.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Poderá, atualmente, sentir uma certa atração por tudo o que exige energia, impulso ou paixão. Poderá realizar tarefas ou concretizar projetos que adiava precisamente por não sentir a determinação e atividade. Este planeta poderá trazer-lhe também capacidade para reatar uma antiga paixão ou um interesse súbito por alguém.

PEIXES 20/02 A 20/03
Durante esta fase estará com uma maior clareza de espírito e maior energia, sentindo necessidade de reorganizar a sua vida, pondo as coisas em ordem, tanto fisicamente como intelectualmente. A sua criatividade e autenticidade estarão igualmente favorecidas, pelo que poderá tirar partido deste momento positivo para fazer novos projetos.
Acompanhe histórias inspiradoras da nossa comunidade, eventos inesquecíveis e momentos que fazem a diferença!
Soluções



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20 de Fevereiro
Casa do Alentejo de Toronto
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21 de Fevereiro
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Liuna Local 183, às 18h00 – “Juntos pela Casa da Madeira”. Reservas e informações: jme@acapo.ca
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1136 College St, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-953-5960
22 de Fevereiro
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101 Malta Ave, Brampton,a partir das 12h30. Reservas e Informações: 647-9739182
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Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt. Com 2 quartos e acesso a lavandaria. Contas incluídas. Contatar 416-427-4703
Para classificado, ligue 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com
PROGRAMA CULTURAL
PROGRAMA CULTURAL
ABRIL 10, 2026
ABRIL 10, 2026
FIRST PORTUGUESE CANADIAN CULTURAL CENTRE - 60 Caledonia Road, Toronto
FIRST PORTUGUESE CANADIAN CULTURAL CENTRE - 60 Caledonia Road, Toronto
10:30AM Projeção de um trabalho cinematográfico de Flávio Cruz sobre a Romaria d’Agonia Incluindo tertúlia com o seu autor.
10:30AM Projeção de um trabalho cinematográfico de Flávio Cruz sobre a Romaria d’Agonia Incluindo tertúlia com o seu autor.
11:30AM Workshop musical Workshop sobre instrumentos e ritmos tradicionais portugueses. Os participantes aprenderão uma canção tradicional de Viana do Castelo.
11:30AM Workshop musical Workshop sobre instrumentos e ritmos tradicionais portugueses. Os participantes aprenderão uma canção tradicional de Viana do Castelo.
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO MINHO - 165 Dynevor Road, Toronto
ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO MINHO - 165 Dynevor Road, Toronto
6:00PM Workshop de Danças Tradicionais Portuguesas para Crianças Até aos 7 anos.
6:00PM Workshop de Danças Tradicionais Portuguesas para Crianças Até aos 7 anos.
6:45PM Workshop de Danças Tradicionais Portuguesas para jovens e adultos Para quem quer aprender um pouco mais sobre danças tradicionais e os costumes a elas associados.
6:45PM Workshop de Danças Tradicionais Portuguesas para jovens e adultos Para quem quer aprender um pouco mais sobre danças tradicionais e os costumes a elas associados.
9:30PM Tertúlia sobre o Trajar e o Ourar à moda de Viana Com presença de artesãos.
ABRIL 11, 2026
9:30PM Tertúlia sobre o Trajar e o Ourar à moda de Viana Com presença de artesãos.
PEACH GALLERY, 722 college st
ABRIL 11, 2026
PEACH GALLERY, 722 college st
9:30AM Apresentação do livro “Augusto Canário & Cândido Miranda – Mais de quarenta anos a cantar ao desafio” com a presença dos dois músicos e coautores do livro.
9:30AM Apresentação do livro “Augusto Canário & Cândido Miranda – Mais de quarenta anos a cantar ao desafio” com a presença dos dois músicos e coautores do livro.
10:45AM “De repente canta a gente” Oficina sobre o cantar ao desafio. Os participantes aprenderão alguns dos truques usados pelos melhores cantadores ao desafio.
10:45AM “De repente canta a gente” Oficina sobre o cantar ao desafio. Os participantes aprenderão alguns dos truques usados pelos melhores cantadores ao desafio.
NOITE: Espetáculos preparados em especial para o jantar da comunidade portuguesa pelos grupos folclóricos da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho e por Augusto Canário & Cândido Miranda.
NOITE: Espetáculos preparados em especial para o jantar da comunidade portuguesa pelos grupos folclóricos da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho e por Augusto Canário & Cândido Miranda.


