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MILÉNIO STADIUM 1783 - 6 DE FEVEREIRO

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Escolas Ensinando ignorância às crianças

Manuel DaCosta Editorial

À medida que Paul Calandra, Ministro da Educação da Província de Ontário, assume outro Conselho Escolar, os cidadãos perguntam-se por que a educação dos seus filhos não tem prioridade sobre a política que atualmente mergulha o sistema educacional num caos. Os pais merecem mais do que apenas uma explicação sobre porque os Conselhos Escolares não estão a ser fiscal e educacionalmente responsáveis na gestão do sistema escolar.

Oque está a causar a má gestão da educação por parte dos responsáveis pelo desenvolvimento dos nossos filhos? A decisão dos pais sobre onde os seus filhos frequentam a escola tornou-se um passo crítico para o futuro dos seus filhos, porque há uma atitude crescente de que os Conselhos Escolares Públicos são incapazes de fornecer educação estruturada e medidas de segurança para educar e

proteger os nossos filhos. Como resultado, os pais estão a sacrificar muitas opções para uma vida melhor, colocando os seus filhos em escolas independentes.

Em 2022-2023, as matrículas em escolas independentes aumentaram 22%, enquanto as matrículas em escolas públicas diminuíram 1,2%. O custo médio anual para se matricular numa escola independente é de cerca de $14.000,00, o que representa um fardo pesado para as famílias. As escolas particulares são muito mais caras e estão fora do alcance da maioria das famílias, exceto das mais ricas. Os pais preocupam-se sempre que enviam os seus filhos para escolas públicas ou para escolas católicas financiadas pelo Estado, devido à queda nas notas dos exames, à violência e à má gestão financeira. Quanto mais dinheiro o governo investe nestes problemas, mais problemas sistemáticos parecem surgir. Os alunos tornaram-se uma fonte de medo para os professores, dificultando ainda mais a aprendizagem, mas em Ontário, um aluno receberá sempre uma nota de aprovação, independentemente da legitimidade da sua aprendizagem e da sua responsabilidade na absorção da educação. Os professores e os

sindicatos de professores tornaram-se politizados, afastando ainda mais o foco no ensino equilibrado, resultando numa visão da educação baseada no dogma esquerdista. Os sindicatos escolares criaram uma fortaleza burocrática centralizada, com pouca flexibilidade para acolher alunos que precisam de ajuda extra ou têm necessidades especiais.

Para alguns governos, como o da Austrália e de Portugal, a solução para o declínio nos níveis de aprendizagem, especialmente entre os meninos, é retirar os smartphones e o acesso às redes sociais das crianças com menos de 16 anos. Isso não curará os males que afetam o sistema, e a cura pode ter que vir dos pais, assumindo um papel mais ativo na sua responsabilidade de criar os seus filhos com os valores que vêm de uma vida familiar estável e interessando-se pela educação que recebem. Se deixarmos a cargo dos governos a proteção das nossas crianças contra o conteúdo digital, será mais uma garantia de fracasso por parte de pessoas que não compreendem o que é criar uma criança hoje em dia. Há uma perda de fé no sistema educativo e a degradação é acentuada por educadores

medíocres, mais interessados em reclamar da injustiça do sistema educativo e da falta de reconhecimento pelo seu trabalho. A minha amiga Aida Batista provavelmente discordará da minha avaliação de que o ensino hoje em dia é bastante inferior ao de tempos passados. Os educadores perderam o conceito do que é ensinar por não acompanharem as mudanças na sociedade. A internet trouxe uma era de profunda depressão, inimizade e solidão, e as escolas não forneceram o antídoto que a educação deveria ter fornecido.

Apenas 13% dos jovens acreditam que ainda existem normas sociais significativas e culpam as gerações passadas por arruinar o seu futuro.

Como podemos mudar isso e fazer com que mudem de opinião? Temos de ensinar aos nossos filhos altruísmo, generosidade, honra e integridade, e isso vem de casa. Sim, é difícil quando eles veem os reis da política praticarem o egoísmo, o egocentrismo e a sede de poder como o caminho para um futuro de sucesso.

A civilização mudou e as escolas estão a criar orfanatos para não ofender a linhagem de ninguém, ensinando que somos todos iguais quando, na verdade, não somos. Cada linhagem deve ser celebrada culturalmente, sem diluir ou fingir que os ideais sagrados dos professores devem ser protegidos. As escolas não são sobre os professores, mas sobre os alunos.

Educadores, por favor, ensinem e poderão salvar o mundo.

Ano XXXV - Edição nº 1783

6 a 12 de fevereiro de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça

Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

MÁ GESTÃO OU FINANCIAMENTO ESCASSO?

A educação pública em Ontário atravessa um momento de forte tensão e debate, com impactos diretos nas escolas, nas comunidades e, sobretudo, na vida diária de milhares de alunos e famílias. Nesta edição do Milénio, olhamos de perto para a situação financeira dos School Boards, num contexto marca-

do por défices orçamentais, escassez de recursos básicos em algumas escolas e pela decisão do Governo Provincial de assumir o controlo de vários conselhos escolares.

Através de dados oficiais, análises institucionais e diferentes perspetivas, exploramos as causas desta

A VISÃO DA ONTARIO PUBLIC SCHOOL BOARDS’ ASSOCIATION

crise: trata-se de um problema de má gestão local ou do reflexo de um financiamento público insuficiente face às crescentes exigências do sistema educativo? Abordamos ainda o papel dos trustees, as mudanças na governação escolar e as implicações democráticas da supervisão provincial.

A Ontario Public School Boards’ Association (OPSBA), a associação que representa os conselhos escolares públicos de Ontário, tem vindo a alertar que o sistema de educação pública está sob forte pressão financeira e operacional, com desafios que ameaçam a qualidade e equidade da educação oferecida a cerca de 1,4 milhões de estudantes em toda a província.

1. Financiamento insuficiente e lacunas orçamentais

Os dados do Financial Accountability O ce of Ontario (FAO) indicam que o financiamento real por aluno é um dos mais baixos da última década, e projeta que, nos próximos anos, pode até cair novamente, ameaçando a manutenção do nível atual de serviços.

2. Despesas com Educação Especial e saúde mental A OPSBA destaca consistentemente que a educação especial é uma das áreas mais afetadas pela insuficiência de financiamento. Todas as 74 autoridades e conselhos escolares relataram que a demanda por serviços de educação especial excede os recursos fornecidos pelo governo, obrigando-os a usar orçamento próprio para cobrir a diferença.

3. Governança local e democracia escolar

A associação expressa preocupação com mudanças legislativas recentes, como a Bill 33, que reduzem o papel democrático de dirigentes e trustees escolares eleitos localmente. Eles defendem que os trustees são elementos essenciais para assegurar que as decisões reflitam as necessidades e prioridades das comunidades locais.

CRÍTICAS AO ENFOQUE DO GOVERNO

Embora a perspetiva oficial seja centrada nas finanças e na proteção dos alunos, críticos observam que:

➡ a crise financeira dos conselhos está em parte ligada a financiamento provincial insuficiente e inflação, não apenas à má gestão local;

➡ a intervenção tem sido vista por oposi tores como centralização de poder e erosão da democracia local, pois remove a autoridade de trustees eleitos;

➡ sindicatos e professores denunciam que a tomada de controlo enfraquece o papel das comunidades e foca-se mais em controle do que em educação de qualidade.

Dois gráficos complementam esta análise, ajudando a compreender a dimensão financeira do problema e os desafios que se colocam ao futuro da educação pública em Ontário

POR QUE RAZÃO O GOVERNO

DE ONTÁRIO ESTÁ A TOMAR CONTROLO DOS SCHOOL BOARDS?

O Governo de Ontário, através do ministro da Educação Paul Calandra, tem argumentado que a intervenção direta nos conselhos escolares, nomeando supervisores provinciais e removendo o poder de tomada de decisão dos trustes, é necessária para restaurar a estabilidade financeira e garantir que os fundos públicos são usados de forma responsável.

O objetivo declarado pelo Governo é fortalecer a supervisão e a gestão financeira para que cada dólar gasto “coloque os alunos em primeiro lugar”, assegurando que as decisões orçamentais reflitam as necessidades educativas e não levem a cenários de insolvência ou cortes de professores durante o ano letivo.

Base legal para a intervenção

O Governo apoia-se em disposições legais da Education Act e na legislação recentemente reforçada pelo Supporting Children and Students Act, que lhe conferem autoridade para:

➡ exigir investigações e auditorias financeiras;

➡ emitir direções vinculativas aos conselhos que não cumpram as regras;

➡ e, em situações de não conformidade ou risco a interesse público, dar ao ministro poderes administrativos completos sobre o conselho (chamado supervision).

Estas medidas legais permitem ao Governo intervir diretamente quando considera que um conselho não está a cumprir as suas obrigações de gestão prudente dos recursos públicos.

Contexto mais amplo segundo o Governo

Paul Calandra e o Executivo conservador afirmam que a ação não é isolada e que a supervisão de alguns conselhos é um passo de um plano mais amplo para modernizar e atualizar o modelo de governança das escolas. O Governo considera que, sem alterações significativas, muitos boards continuarão incapazes de equilibrar os seus livros e de cumprir com

Ministro da Educação Paul Calandra
MB / DG

Governo do Ontário defende supervisão provincial

O governo provincial do Ontário tem intensificado a supervisão sobre vários conselhos escolares (school boards) nos últimos meses, numa resposta direta às crescentes preocupações com défices acumulados, planos de cortes contestados e alegados problemas de gestão financeira. As intervenções, lideradas pelo Ministro da Educação, Paul Calandra, estão a gerar um debate aceso entre o executivo provincial, a oposição política, sindicatos de professores e comunidades escolares que temem que a centralização de decisões enfraqueça a governação democrática local.

Segundo o governo, a nomeação de supervisores provinciais, que assumem funções de gestão e controlo financeiro em conselhos escolares específicos, é uma medida necessária para restaurar estabilidade financeira, reforçar a responsabilização e garantir que os recursos públicos são aplicados onde são mais necessários: nas salas de aula. Em várias ocasiões, Calandra justificou estas decisões afirmando que alguns conselhos “perderam de vista a missão principal” do sistema educativo e falharam na sua obrigação de proteger o sucesso académico dos alunos.

Num statement enviado ao Milénio Stadium, através de Emma Testani, assessora de imprensa do gabinete do ministro, o governo foi claro ao defender que a província tem o dever de agir quando considera que os trustees deixam de cumprir a sua função. “Quando os trustees falham nas suas responsabilidades, os pais esperam que a província intervenha e coloque os conselhos escolares novamente no caminho certo”, lê-se no comunicado.

Peel como exemplo central do governo No documento enviado ao jornal, o gabinete do Ministro destaca como exemplo recente a intervenção no Peel District School Board, apontando duas razões fundamentais: o risco imediato de despedimentos e um histórico prolongado de défices. “Por exemplo, o ministro tomou medidas imediatas na semana passada para colocar o Peel District School Board sob supervisão provincial, travando um plano iminente de despedimentos que teria resultado na perda de emprego de 60 professores em sala de aula e causado uma disrupção significativa na aprendizagem de quase 1.400 alunos a meio do ano letivo”, refere o comunicado.

O governo sublinha ainda que o conselho em questão acumulou défices durante cinco anos consecutivos, o que, segundo o gabinete do ministro, levanta “sérias preocupações quanto à sustentabilidade financeira a longo prazo”. Para o executivo provincial, estes números representam mais do que uma dificuldade pontual: são um sinal de gestão insustentável, com consequências diretas na estabilidade do sistema educativo.

Objetivo declarado: proteger alunos e evitar impacto nas salas de aula

O governo de Ontário insiste que o foco principal não é político, mas sim educativo. No comunicado enviado ao Milénio Stadium, o gabinete do ministro afirma que a prioridade é proteger a aprendizagem e garantir que os recursos não se perdem em decisões consideradas inadequadas. “O nosso foco é proteger a aprendizagem dos alunos e garantir que cada dólar é direcionado de volta para as salas de aula, para que os professores tenham o apoio de que precisam e os alunos tenham a melhor oportunidade de sucesso”, refere o statement.

Esta mensagem tem sido repetida publicamente por Paul Calandra, que tem defendido uma visão de governação mais rígida e centrada na responsabilização financeira. O ministro tem argumentado que, quando os conselhos escolares acumulam défices e continuam a tomar decisões que colocam em risco serviços essenciais, o governo provincial tem legitimidade para atuar, mesmo que isso implique suspender temporariamente a autonomia local.

No comunicado, o gabinete reforça esta posição com um aviso claro: “Continuaremos a reforçar a responsabilização em todo o sistema educativo e não hesitaremos em agir quando a aprendizagem dos alunos estiver em risco.”

O que está em causa nas intervenções

Nos últimos meses, o governo anunciou supervisões em vários conselhos escolares, incluindo alguns dos maiores do país.

A intervenção provincial implica que um supervisor nomeado pela província assume poderes executivos sobre decisões financeiras e administrativas, limitando o papel dos trustees eleitos. Para o governo, esta medida é um instrumento de emergência para travar trajetórias financeiras consi-

deradas perigosas. De acordo com o Ministério da Educação, as intervenções têm sido justificadas com base em relatórios internos, auditorias e avaliações que apontam para défices crónicos, esgotamento de reservas financeiras e incapacidade de implementar planos de recuperação.

A oposição critica centralização e acusações de subfinanciamento

Apesar da firmeza do governo, partidos da oposição têm contestado a estratégia, afirmando que a província está a usar as intervenções como forma de transferir responsabilidades e evitar um debate mais profundo sobre financiamento.

Representantes do New Democratic Party (NDP) e do Partido Liberal do Ontário têm defendido que muitos conselhos escolares enfrentam dificuldades devido ao aumento dos custos operacionais, incluindo inflação, transporte, necessidades especiais, saúde mental e manutenção de edifícios antigos, sem que o financiamento provincial acompanhe plenamente essas pressões.

Para a oposição, o governo está a colocar a tónica na governação local para evitar admitir que o modelo de financiamento pode ser insuficiente face às necessidades atuais.

Alguns críticos afirmam ainda que a substituição de trustees eleitos por supervisores nomeados pode enfraquecer a participação comunitária e reduzir a transparência na tomada de decisões.

Sindicatos alertam para riscos à democracia e à educação pública

As reações dos sindicatos de professores também têm sido fortes. Organizações como a Elementary Teachers’ Federation of Ontario (ETFO) e outras associações sindicais têm denunciado o que consideram ser uma “centralização perigosa do poder” e um ataque à governação democrática local. Para estes sindicatos, a supervisão provincial pode representar um precedente preocupante: a província passa a ter capacidade de afastar representantes eleitos localmente, mesmo quando as dificuldades financeiras podem ter causas externas, como o aumento generalizado dos custos e a complexidade crescente do sistema educativo. Os sindicatos defendem ainda que a intervenção não deve servir para justificar cortes em serviços ou reduzir pessoal docen-

te, e que a prioridade deveria ser garantir financiamento suficiente e previsível para permitir planeamento a longo prazo.

Calandra fala em reformas e num sistema mais moderno

Paralelamente às intervenções, Paul Calandra tem dado sinais de que o governo pretende avançar com reformas mais amplas no modelo de governação dos conselhos escolares. O ministro tem defendido que o sistema precisa de ser modernizado, com regras mais claras sobre gestão orçamental, prestação de contas e prioridades de investimento.

Ao falar sobre o tema, Calandra tem insistido que é necessário reforçar a responsabilização e impedir que decisões financeiras comprometam a aprendizagem dos alunos, sublinhando que o governo continuará a agir quando detetar riscos.

Debate continua aberto: autonomia local vs. controlo provincial

No centro desta controvérsia está uma questão fundamental: até que ponto os conselhos escolares devem ter autonomia para gerir os seus próprios recursos e definir prioridades locais? Para o governo do Ontário, a autonomia só é legítima quando existe estabilidade e boa gestão. Quando isso falha, o executivo provincial defende que tem o dever de intervir para proteger alunos e garantir que os fundos públicos são usados de forma responsável.

Por outro lado, a oposição e sindicatos argumentam que a supervisão provincial pode enfraquecer a governação democrática local e criar um modelo excessivamente centralizado, onde as comunidades perdem voz e influência sobre decisões que afetam diretamente as escolas dos seus filhos.

O que é claro, para já, é que o governo de Ontário não pretende recuar. O statement enviado ao Milénio Stadium resume a visão do executivo: uma intervenção direta sempre que considera que a aprendizagem e a estabilidade do sistema educativo estão ameaçadas. Resta saber se esta estratégia produzirá resultados duradouros ou se aprofundará ainda mais o debate político em torno do financiamento e da governação das escolas públicas no Ontário.

Intervenções provinciais nos Conselhos Escolares A supervisão deve ser o último recurso - T.J. Goertz (OPSBA)

Nos últimos meses, várias direções escolares no Ontário têm enfrentado dificuldades financeiras que levantam preocupações tanto junto das comunidades educativas como dos próprios responsáveis políticos. Entre o aumento dos custos operacionais, as exigências crescentes ao nível da saúde mental e do apoio a alunos com necessidades especiais, e as pressões associadas ao transporte escolar e à manutenção de infraestruturas envelhecidas, muitos conselhos escolares afirmam estar a operar no limite da sua capacidade orçamental.

Ao mesmo tempo, o governo provincial tem vindo a intensificar a supervisão sobre alguns conselhos escolares, recorrendo a intervenções diretas quando considera que existe risco de má gestão ou de incumprimento das regras financeiras — uma abordagem defendida pelo Ministro da Educação, Paul Calandra, como forma de “proteger os resultados dos alunos” e “restaurar uma gestão financeira sólida” nas boards mais afetadas. Em várias ocasiões, Calandra disse que estava a tomar medidas imediatas para evitar despedimentos de docentes e “caos nas escolas”, e que não hesitaria em colocar conselhos sob supervisão quando estes mostraram déficits crónicos ou planos financeiros insustentáveis.

Estas decisões, embora apresentadas como necessárias para garantir estabilidade e concentrar recursos diretamente nas salas de aula, levantam um debate sensível: até que ponto uma intervenção provincial pode enfraquecer a governação democrática local e reduzir a capacidade das comunidades influenciarem decisões que afetam diretamente as escolas dos seus filhos?

Para compreender melhor as razões por detrás desta instabilidade e perceber quais as soluções defendidas pelo sector, o Milénio Stadium falou com T.J. Goertz, gestor de Comunicações Estratégicas da Ontario Public School Boards’ Association (OPSBA) — organização que representa os conselhos escolares públicos da província. Nesta entrevista, Goertz explica quais são, na perspetiva da OPSBA, os principais fatores que estão a contribuir para a crise financeira em alguns conselhos, como é feito o equilí-

brio entre rigor orçamental e qualidade do ensino, e quais os riscos de uma maior centralização de decisões. O responsável sublinha ainda a necessidade de financiamento sustentável e previsível, defendendo que qualquer supervisão provincial deve ser encarada como último recurso e acompanhada por um plano claro para devolver o controlo às estruturas locais.

Milénio Stadium: Na perspetiva da OPSBA, quais são os principais fatores que estão a levar à crise financeira em alguns conselhos escolares: falhas de governação, aumento dos custos operacionais ou insuficiência de financiamento provincial?

T.J. Goertz: A OPSBA acredita que os principais fatores são o aumento dos custos operacionais, combinado com um financiamento que não tem acompanhado a inflação nem as pressões do sistema. Os conselhos escolares estão a enfrentar despesas crescentes relacionadas com o transporte de alunos, pagamentos obrigatórios ao Plano de Pensões do Canadá (Canada Pension Plan) e ao Seguro de Emprego (Employment Insurance), Educação Especial, apoios de saúde mental, manutenção de instalações e medidas de segurança — muitas vezes sem aumentos correspondentes no financiamento provincial.

Embora a governação e a tomada de decisões a nível local sejam importantes, a lacuna estrutural no financiamento é o fator mais significativo.

MS: Como conseguem os conselhos escolares equilibrar a responsabilidade de gerir os orçamentos de forma prudente com a obrigação de garantir ambientes de aprendizagem seguros e bem equipados para os alunos?

TJG: Os administradores eleitos (trustees) são legalmente obrigados a aprovar orçamentos equilibrados, e os conselhos levam essa responsabilidade muito a sério. Ao mesmo tempo, a sua obrigação principal é para com o bem-estar, a segurança e a aprendizagem dos alunos.

Muitas vezes, os conselhos escolares têm de tomar decisões difíceis, estabelecendo prioridades, dando preferência ao apoio nas salas de aula, aos serviços aos alunos e às medidas de segurança, enquanto adiam

projetos de investimento em infraestruturas ou reduzem despesas não essenciais. Este equilíbrio torna-se cada vez mais difícil quando os custos sobem mais rapidamente do que o financiamento.

MS: Que papel desempenham os trustees na prevenção de situações de crise financeira e onde considera que deve recair a responsabilidade quando os conselhos chegam ao ponto de intervenção provincial?

TJG: Os trustees desempenham um papel essencial de supervisão: definem os orçamentos, aprovam despesas, acompanham o desempenho financeiro e responsabilizam os quadros superiores. São a primeira linha de defesa contra riscos financeiros. No entanto, a responsabilidade deve ser partilhada. Os trustees actuam dentro de um quadro de financiamento desenhado pela província, sujeito a requisitos legislativos e limitações políticas. Quando um conselho chega ao ponto de intervenção provincial, isso reflecte não apenas decisões locais, mas também estruturas sistémicas de financiamento e governação.

Como temos vindo a afirmar desde que o ministro iniciou estes processos de supervisão, os trustees locais, trabalhando em conjunto com as equipas de liderança dos conselhos escolares, dão às comunidades uma voz real nas suas escolas. E quando essa voz é enfraquecida, todos perdem.

A supervisão deve ser sempre um último recurso. Quando acontece, deve existir um plano claro, comunicado publicamente, que defina expectativas para todas as partes envolvidas, incluindo um caminho transparente para o regresso à governação local plena.

MS: Quão preocupada está a OPSBA com o facto de intervenções provinciais poderem enfraquecer a governação democrática local na educação e a capacidade das comunidades influenciarem decisões que afetam as suas escolas?

TJG: Estamos profundamente preocupados. Os trustees são a voz eleita localmente na educação pública, garantindo que as decisões refletem as prioridades e valores das comunidades.

As intervenções provinciais removem essa camada democrática, centralizam a autoridade e reduzem a responsabilização a nível local. Embora a intervenção possa ser necessária em casos extremos, deve ser usada com moderação e com salvaguardas que preservem a governação democrática e a confiança das comunidades.

MS: Que mudanças ou apoios considera a OPSBA necessários para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer em toda a província?

TJG: A OPSBA acredita que a prevenção exige:

* financiamento sustentável e previsível, que reflita os custos reais do mundo atual;

* maior transparência e colaboração entre a província e os conselhos escolares;

* assistência financeira direcionada para conselhos que enfrentam pressões específicas, incluindo alterações no número de alunos, infraestruturas envelhecidas e aumento das necessidades dos estudantes;

* respeito pela governação local, com intervenções focadas no apoio e recuperação e não na substituição dos trustees, sempre que possível.

MB/MS
T.J. Goertz. Créditos: DR.
Credito: DR

Cortes, falta de recursos e centralização preocupam escolas públicas

As escolas públicas em Ontário enfrentam cortes, falta de professores e decisões centralizadas. Professores, educadores e pais alertam para turmas grandes, apoio insuficiente, materiais escassos e pressão sobre os profissionais. A intervenção do Governo Provincial preocupa, podendo reduzir a participação das comunidades locais sem aliviar a crise.

Professor alerta para o impacto dos cortes e da centralização nas escolas secundárias de Ontário

As escolas públicas do ensino secundário em Ontário enfrentam um período de desafios. A realidade é descrita por Ruben Borba, ex-aluno e professor do ensino secundário público, que alerta para o impacto direto destas medidas nos alunos. Segundo o docente, o apoio aos estudantes com maiores necessidades tem vindo a diminuir, apesar do aumento significativo de alunos com Planos Educativos Individuais, deficiências do desenvolvimento e alunos para quem o inglês é segunda língua. Atualmente, existe cerca de um professor de Educação Especial para cada 70 alunos, um rácio muito superior ao de anos anteriores. A isto somam-se cortes em apoios diretos e o fim da distribuição de computadores portáteis aos novos alunos do 9.º ano. A falta de professores qualificados, sobretudo em áreas como francês e tecnologia, tem levado a turmas numerosas e à utilização frequente de professores suplentes como solução temporária. Muitos alunos chegam ao ensino secundário com lacunas de aprendizagem, sem que existam condições para um acompanhamento individual eficaz. Ruben Borba manifesta também preocupação com a decisão do Governo Provincial de assumir o controlo direto dos School Boards, reduzindo o papel dos trustees eleitos. Para o professor, esta centralização afasta a tomada de decisões das comunidades escolares e dificulta a resposta às necessidades concretas de cada escola. A sua mensagem às autoridades é clara: investir na educação pública é essencial. Em vez de mais cortes e menos representação

local, defende um sistema que ouça alunos, professores e comunidades, promovendo uma educação mais justa, eficaz e sustentável.

Funcionária do TDSB aponta entraves financeiros e falta de apoio nas escolas

Uma secretária de uma escola do Toronto District School Board (TDSB), que pediu para não ser identificada, afirma que, apesar de não existir uma falta evidente de recursos básicos, o funcionamento diário das escolas é dificultado por constrangimentos financeiros e administrativos. Segundo a funcionária, um dos principais problemas prende-se com os custos elevados das aquisições. Embora muitos materiais sejam mais baratos em lojas comuns, as escolas do TDSB são obrigadas a comprar apenas através de fornecedores aprovados, onde os preços podem ser significativamente mais altos, levando a um consumo mais rápido do orçamento disponível. Na sua perspetiva, existe uma falta de compreensão da realidade escolar por parte das estruturas de decisão. Muitas escolas enfrentam escassez de pessoal de apoio e de substituição, sendo frequentemente obrigadas a recorrer ao seu próprio orçamento para suprir essas necessidades, em detrimento da compra de materiais destinados aos alunos. Estas dificuldades têm impacto direto no ambiente escolar, provocando desgaste dos profissionais, problemas de saúde mental e uma diminuição do apoio prestado aos alunos. A pressão constante acaba por resultar em baixas médicas entre os funcionários. Quanto à decisão do Governo Provincial de assumir o controlo dos School Boards, a entrevistada mostra-se pouco otimista, considerando que a medida deverá afetar sobretudo a administração central, sem melhorias significativas ao nível das escolas, podendo mesmo agravar a situação existente.

“As crianças estão a pagar o preço”: pais alertam para falta de recursos nas escolas

A crescente falta de recursos nas esco-

Boards estão a gerar preocupação entre os encarregados de educação. Sonia Gaio-Francisco, membro de um Conselho de Pais, alerta para impactos diretos no quotidiano escolar das crianças e na qualidade do ensino. No dia a dia da sua filha na escola, Sonia afirma ter notado uma dependência crescente de materiais didáticos partilhados ou desatualizados, bem como um acesso limitado à tecnologia. “Tem havido pedidos frequentes para que os pais forneçam artigos básicos para a sala de aula, como lenços de papel, toalhas de papel e até sabão líquido”, refere. A situação agrava-se, segundo a encarregada de educação, com a redução do pessoal de apoio, o que compromete a supervisão e o acompanhamento individualizado dos alunos.

Questionada sobre as causas desta realidade, Sonia considera que o problema resulta de uma combinação de fatores. “O subfinanciamento a longo prazo criou uma pressão significativa sobre o sistema educativo. Ao mesmo tempo, a fraca supervisão financeira e decisões pouco eficazes por parte do Conselho agravaram a situação e minaram a confiança pública”, afirma. As consequências desta instabilidade financeira fazem-se sentir sobretudo nas crianças. O aumento do número de alunos por turma, a diminuição do apoio disponível e o risco de despedimento de professores são apontados como fatores que afetam negativamente o bem-estar e a aprendizagem. “Estas incertezas prejudicam a qualidade do ensino e o sentimento de segurança e pertença dos alunos à escola”, sublinha. Relativamente à recente decisão do Governo Provincial de assumir o controlo dos School Boards, Sonia vê potenciais vantagens e riscos. Por um lado, acredita que a intervenção pode trazer maior estabilidade financeira e responsabilização a curto prazo. Por outro, teme uma redução da participação local e do envolvimento da comunidade escolar. Na sua opinião, os trustees poderiam ter evitado esta situação. “Deveriam ter atuado mais cedo, assegurando uma governação responsável, transparente e a implementação de medidas corretivas, evitando assim a necessidade de intervenção provincial”, conclui.

“Compramos materiais do nosso bolso”: educadora alerta para carências nas escolas

Raquel, educadora, afirma que, no seu trabalho diário, sente uma forte falta de recursos básicos que dificulta o normal funcionamento da escola. Segundo explica, é frequente educadores e professores terem de comprar do próprio bolso materiais essenciais para as actividades escolares, como materiais de colorir, cadernos e papel. Para além disso, há também carências ao nível de bens básicos, como papel higiénico e sabão para as mãos.

A educadora refere ainda problemas graves nas infraestruturas, uma vez que muitas escolas não têm orçamento para reparar ou substituir sistemas de aquecimento e ar condicionado, que são antigos e pouco eficientes. Na sua perspetiva, esta situação resulta tanto de uma má gestão por parte do School Board como do desinvestimento contínuo do Governo na educação. “O orçamento nem sempre é bem distribuído e as prioridades não são definidas de forma adequada, ao mesmo tempo que os fundos destinados à educação têm vindo a ser reduzidos”, explica. Estas dificuldades financeiras têm um impacto direto no ambiente escolar e no bem-estar dos profissionais. Os cortes no número de funcionários aumentam a pressão sobre os professores, provocando elevados níveis de stress e, em muitos casos, problemas de saúde mental. Além disso, disciplinas como Música e actividades como visitas de estudo ou natação são frequentemente eliminadas por falta de verbas. Relativamente à decisão do Governo Provincial de assumir o controlo dos School Boards, Raquel considera que ainda é cedo para avaliar os resultados. Embora tema novos cortes a curto prazo, acredita que, a longo prazo, esta intervenção poderá trazer maior clareza na gestão e ajudar a reconhecer a necessidade de um financiamento mais adequado para as escolas, apesar de poder reduzir a participação dos pais nas decisões.

Marit Stiles acusa governo de Ford de “jogos políticos” na Educação

A intervenção do Governo do Ontário em vários conselhos escolares (school boards), colocando-os sob supervisão provincial, continua a gerar forte controvérsia e a dividir opiniões. Enquanto o ministro da Educação, Paul Calandra, defende que estas medidas são necessárias para corrigir falhas graves de gestão e garantir que o dinheiro público é aplicado diretamente nas salas de aula, a oposição acusa o Executivo de estar a enfraquecer a democracia local e a desviar o foco do verdadeiro problema: o subfinanciamento crónico do ensino público.

Alíder do NDP do Ontário, Marit Stiles, tem sido uma das vozes mais críticas em relação à estratégia do governo conservador, denunciando a nomeação de supervisores com salários elevados e alegando que as escolas continuam a enfrentar dificuldades estruturais, como falta de professores, carência de recursos e aumento da violência em ambiente escolar. Em entrevista, Stiles acusa o governo de utilizar a Educação como instrumento político e defende que a estabilidade financeira dos conselhos escolares só poderá ser alcançada com um reforço real do financiamento e com respeito pela representação comunitária.

Milénio Stadium: O governo provincial argumenta que a sua intervenção nos conselhos escolares tem como objetivo corrigir má gestão. Considera que se trata de um problema de governação ou de um sinal de subfinanciamento crónico do ensino público?

Marit Stiles: Em vez de enfrentar as causas profundas do problema, o ministro da Educação optou por intervir através de manobras políticas, nomeando figuras próximas do Partido Conservador como superviso-

res, com salários que podem atingir os 350 mil dólares por ano.

Esses supervisores falharam em ouvir pais, profissionais da educação e comunidades, enquanto as salas de aula continuam a lutar com os mesmos problemas que estudantes e trabalhadores enfrentam há anos, tanto sob governos conservadores como liberais: turmas sobrelotadas, aumento da violência e uma grave escassez de professores e funcionários escolares.

Temos repetidamente apelado a este governo para que faça o que é certo e financie adequadamente as nossas salas de aula. Mas, em vez de apoiar os estudantes com investimento real, optaram por financiar supervisores excessivamente bem pagos e sem prestação de contas, cujas únicas qualificações parecem ser ignorar as vozes de pais, comunidades e alunos, e negligenciar a responsabilidade de fortalecer a educação pública.

MS: Pais e educadores relatam falta de materiais básicos nas escolas. O que revela esta situação sobre o estado atual do sistema educativo do Ontário e quem deve ser responsabilizado?

Stiles: Isto é um sinal claro de que o sistema de educação pública do Ontário está a ser levado ao limite, após anos de cortes deliberados. Quando os pais são obrigados a organizar angariações de fundos para comprar materiais básicos e quando os educadores têm de pagar do próprio bolso, isso não é um fracasso dos conselhos escolares locais, é um fracasso da liderança provincial.

O governo Ford controla o financiamento da educação. A responsabilidade é de um governo que escolheu cortar o financiamento por aluno e privar as salas de aula dos recursos necessários, para depois culpar educadores e representantes eleitos pelas consequências dessas decisões.

MS: Como avalia o impacto do controlo provincial sobre os conselhos escolares na democracia local e no papel dos trustees eleitos?

Stiles: Este é um exemplo claro de um governo que está a brincar politicamente com o futuro das nossas crianças e a silenciar a voz dos pais dentro das escolas. Quando o governo substitui trustees eleitos por pessoas nomeadas, sem qualificações e ligadas ao poder, está a eliminar a participação das comunidades e a concentrar a tomada de decisões em Toronto, muitas vezes a centenas de quilómetros de distância dos conselhos escolares que estão sob supervisão, sobretudo no Norte do Ontário.

MS: Na sua perspetiva, quais são as consequências a longo prazo destas intervenções para professores, alunos e para a equidade educativa em todo o Ontário?

Stiles: Antes de mais, isto retira aos pais a sua voz dentro das escolas, e isso tem impactos profundos. Em vez de resolverem os problemas estruturais que as escolas enfrentam, estas intervenções desestabilizam sistemas já fragilizados e minam a confiança.

Estas tomadas de controlo político irão agravar desigualdades, e o impacto será sentido sobretudo nas escolas que servem comunidades com maiores necessidades, onde as decisões passam a ser tomadas longe das salas de aula, por burocratas no centro de Toronto.

MS: Que medidas concretas propõe para garantir estabilidade financeira nos conselhos escolares sem retirar a supervisão local e a representação comunitária?

Stiles: A estabilidade financeira começa com financiamento honesto e adequado. O NDP do Ontário tem sido claro: isto significa restaurar o financiamento por aluno, fi-

nanciar devidamente a educação especial, os apoios de saúde mental e o transporte escolar, e garantir que o financiamento acompanha a inflação e o crescimento das matrículas.

Significa também trabalhar em colaboração com os conselhos escolares, educadores e trustees eleitos, e não puni-los pelas consequências do subfinanciamento crónico provocado por Ford e pelos conservadores.

O ministro da Educação deve garantir responsabilização sem silenciar as comunidades. Uma educação pública forte depende da democracia local, de financiamento estável e previsível e de um governo disposto a ouvir, não de um governo que governa através de tomadas de controlo e jogos de poder.

MB/MS

Marit Stiles. Créditos: DR.
Credito: DR

FORA DE TÓPICO

Olá, muito bom dia, como tem passado? Muito bem espero.

Omês mais curto do ano e já a dar que falar.

Esta semana em cima da mesa está o tema sobre a situação das escolas, a falta de estabilidade e de orientação. Pois, como já não tenho miúdos em idade escolar, tenho a certeza que os colegas vão escrever q.b. sobre o tema. Vou mesmo opinar “Fora de tópico”.

Vou-me “voltar” para Portugal e este forte e feroz inverno de tanta e tanta água, chuvas intensas, ventos fortíssimos, muito acima de todos os normais esperados para

a época. O arrasar de algumas cidades, ao centro, sul e também a norte do nosso país.

O ditado referente a Portugal falava sempre, e desde sempre, que em “Abril águas mil”, mas ao que tudo indica há mudanças - “Inverno em Portugal, chuvadas sem igual”.

Pois... e ao que parece, nem tão cedo vêm tréguas de bom tempo.

As pessoas afetadas no distrito de Leiria, Marinha Grande e Torres Vedras, mal conseguem conter os estragos e reparar os danos. Agora pergunto eu - onde estão os verdadeiros apoios?

Há que ser franco, em tempo de dificuldade, o povo português é solidário. Vêm de toda a parte com ajudas e recursos para ajudar o próximo. Há que louvar! Em momentos de aperto, haja misericórdia.

Governos de outros países já se mostraram solidários com o povo português. E espero que quando chegar a ver-

dadeira hora da verdade e de aplicar os subsídios, que seja mesmo assim.

Resta desejar que as intempéries recentes, e as que ainda aí vêm a caminho, se acalmem e deixem de destruir. Portugal não é de todo melhor, nem merece nem mais, nem menos do que outros países, mas esta fúria na mão da Mãe Natureza é deveras assustadora e sem precedentes num país que não está de todo preparado para tal ferocidade. Em situações como esta, sem precedentes, só posso opinar por mim, sinto-me impotente e sem saber o que mais fazer para minimizar o sofrimento alheio, pois nunca sabemos quando nos calha a nós. Que Deus nos proteja.

Desejo de todo o coração que estas famílias e todos os animais sejam recolhidos, apoiados e encontrem alguma calma e paz . É o que é e vai valer sempre o que vale.

Fiquem bem e até já, Cristina

Aos sábados às 7:30 da manhã

Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

Esta semana

• E conheça a tradição do Jogo do Pau, em Fafe

• Em Querem drama? o convidado é o maestro Martim Sousa Tavares.

• Após uma pausa de 12 anos, os britânicos Cutting Crew falaram connosco sobre o seu regresso aos palcos.

O grupo MDC juntou-se a outros meios de comunicação social comunitários no Ethnic Media Roundtable

• Sara Dantas foi a convidada de Rômulo Ávila em Sentir, Pensar e Agir.

• Dance e divirta-se com o espírito dos anos 80 no Retro Fest 2026.

Visite a exposição The Fifty Two sobre as mulheres que transformaram Toronto.

• .... e muito mais!

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Cristina Da Costa Opinião
Credito: JN

Schools Teaching kids ignorance

As Paul Calandra, who is the Minister of Education for the Province of Ontario, takes over another School Board, citizens wonder why the education of their children does not take precedence over the politics currently immersing the education system into a chaotic mess. Par-

ents deserve more than just an explanation as to why School Boards are not being fiscally and educationally responsible in the management of the school system.

What is it that’s causing the mismanagement of education by those responsible in many ways for the development of our children? A parent’s definition as to where their child attends school has become a critical step in the future of their child because there’s an

increasing attitude that the Public School Boards are incapable of providing structured education and safety measures to educate and protect our children. As a result, parents are sacrificing many choices for a better life by placing their children in independent schools.

In 2022-2023, enrollment in independent schools rose by 22% where public school enrollment decreased by 1.2%. The medium annual cost to enroll in an independent school is about $14,000.00, which places a heavy burden on families. Private schools are much more expensive and out of reach for most but wealthy families. Parents worry every time they send their kids to government run public systems or the publicly funded Catholic school system because of declining test scores, violence and financial mismanagement. The more money government throws at these problems, the more systematic problems appear to surface. Students have become a source of fear for teachers, further encumbering learning, but in Ontario, a student will always be given a passing grade regardless of the legitimacy of their learning and accountability in their absorption of education.

Teachers and Teachers Unions have become politicized further removing the focus on balanced teaching, resulting in an education point of view from the leftist dogma. School Unions have created a bureaucratic centralized fortress with little flexibility to embrace students, who require extra help or have special needs. For some governments such as Australia and Portugal, the argument about declining levels of learning, particularly boys, is to remove smartphones and access to social media for kids 16 and under.

This will not cure the ills that are affecting the system, and the cure may have to come from parents by taking a more active role in their responsibility to raise their children with the values that come from

a stable homelife and taking an interest in the schooling being received. If we leave it up to governments to protect our kids from the digital content, it will be another assurance of failure from people who don’t understand what raising a child is today. There is a loss of faith in the system of education and the degradation is accentuated by inferior educators who are more interested in complaining about unfairness in the education system and lack of appreciation for their teaching.

My friend Aida Batista will probably disagree with my assessment that teaching today is quite inferior to times gone by. Educators have lost the concept of what teaching is about by not keeping up with the changes in society. The internet brought an era of deep depression, enmity and loneliness and schools have not provided an antidote that education should have provided.

Only 13% of young people believe that meaningful social norms still exist and they blame past generations for screwing up their futures.

How do we pivot from that and change their minds? We have to teach our children altruism, generosity, honour and integrity and that comes from home. Yes, it is difficult when they see the Kings of politics practice selfishness, egoism and lust for power as the way of a successful future. Civilization has changed and schools are creating orphanages to not offend anyone’s lineage, teaching that we are all equal when in fact we are not. Each lineage should be celebrated culturally without diluting or pretending that teachers sacred ideals should be protected. Schools are not about the teachers but the students.

Educators please teach and you may just save the world.

Photo: Copyrights
Manuel DaCosta Editorial

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Addiction

What an existence. As I sit here before my computer, desperately trying to unscramble the myriads of thoughts travelling through my head, there is someone elsewhere seeking out a glass of water. At the very same time, there is another, in a completely different place, seeking shelter from attack.

Someone else, at the very same moment, is wondering if “they” will be knocking down their door, to drag them away. I can go on and on, of course, because it’s reality, for all of us. While many of us are leading a, so-called, ‘normal life’, others are fighting for theirs,

in many different fashions. Yet the normal-lifers, like me, manage to carry on. How do we do this? It’s pretty simple. To be able to participate, or fight back, we would have to disrupt our routine, our own livelihood. Once we picture it, we can see that our lives, as we know them, will crumble around us. The thought of not working to pay off our obligations, as they have become to be known, is nightmarish to most, to say the least. How can we act? We owe everything, every month. Failing that, we have no shelter, no sustenance, nowhere to go, and no way to get there. That is a deterrent, if I've ever heard one. It’s a well-built trap we’ve grown into, whether we like it, or not. It’s like a type of addiction, but not really our own fault. As soon as we are born, forces begin their attempt at shaping your life, succeeding most of the time. So, this is where we end up, accepting that there are many in much

worse situations than we are. We may even attribute luck to this fact. The very word seems to be derived from the idea of being better off than someone else. Could the competitive nature of our system be contributing to the ease with which we move on, knowing what lies out there? All I know is that all this makes me feel in a certain way, a way I would only want to describe with words that I don’t wish to use. Being able to write gives me a sense of relief, and a naive notion of contribution to the cause, (while being a normal-lifer). What do we do? What power do we have to slow the global business interests, who have monopolized everything that is necessary for our survival, and are holding it for ransom? A ransom that is and, will never be, paid in full? Our leaders have borrowed so much money. We’ve mortgaged the future of our families, and those to come. Looking around us, within a

much shorter radius, we can see how most are having a harder time of it, having to do with less for more, with no end in sight, (if anything it’s becoming a trend). And that is exactly the way the system intends. We are so addicted now, that they no longer hide in the shadows. They couldn’t be any more transparent.

Oil companies that only a few years ago had ‘green initiatives’ in place, are now openly stating that those are now gone in the name of more fossil fuel production. Why? Because millions of people decided that they would put a swindler billionaire in power, because he was the only one that really understood them.

It’s another wonder of our species, the admiration for the powerful and wealthy. Better than sex.

Dream on.

Fiquem bem.

Raul Freitas Opinion

Mayor Olivia Chow’s Snowstorm

Is this year’s major snowstorm cleanup an indicator of Mayor Chow’s re-election bid?

Toronto, a city famous for its winter beauty and heavy snowfalls, faces annual challenges when the snow inevitably piles up. In 2026, residents and policymakers are focusing on how efficiently the city clears streets, sidewalks, and transit corridors, and what this means for mayoral leadership, budget priorities, and future elections. With this year’s record setting dump on Toronto and the mishaps of last year, the current snow removal landscape, the performance metrics that matter to residents, the potential political implications for Mayor Olivia Chow are crucial to her re-election this October.

My past recollection of serving at city hall, Toronto relies on a mix of municipal plows, contracted services, and snow-cleaning equipment. In recent seasons, there has been a debate over whether the fleet size and deployment patterns match storm intensity and duration. Accumulated snow must be relocated from arterial roads and sidewalks to designated dumpsites. Overflow can strain municipal budgets and prolong disruption, especially in dense neighbourhoods and construction corridors. Snow on major transit routes can delay streetcars and buses, compounding commuter frustration. Snow clearing near transit hubs is critical for maintaining mobility during storms.

Are political ramifications tied to the 2026 election bid of Mayor Olivia Chow’s re-election?

With the upcoming municipal election, timing and snow policy could be the game changer for this mayor and her re-election come this October. If Toronto’s municipal elections align with snow seasons, voters will cer-

tainly weigh the effectiveness of snow clearing as a practical governance test. A strong performance on winter operations can translate into broad public approval, particularly among commuters, small business owners, and residents in affected neighborhoods.

A stated 2.2% budget plan for snow removal implies a measured, perhaps restrained, cost approach. Voters may view this as prudent fiscal management or as underinvestment, depending on outcomes during major storms. Incumbents often benefit from incumbency advantages, including established relationships with unions, suppliers, and the purchasing ecosystem. However, persistent complaints about winter services can erode support if residents feel the city did not adequately respond to a given storm.

Mayor Olivia Chow could be positioned for favorable re-election prospects if winter recovery is smooth and visible improvements are communicated. I never thought in all my years in the political scene that winter storms and in particular these in 2026 could be the deciding factor for swing voters, especially seniors. I was involved when in 1999 when Mayor Lastman called in the army to help us clear snow and we received global attention with that decision. The major differences were that with the Lastman era we were just getting into the megacity change and we were all caught off guard.

Snow clearing remains a practical, high-stakes policy area for Toronto in 2026. While weather can be unpredictable, the city’s ability to efficiently restore mobility, ensure pedestrian safety, and manage the budget will shape public opinion and electoral dynamics. Whether Mayor Olivia Chow’s administration can translate a 2.2% snow removal budget into durable improvements-and how opponents respond-will influence the campaign discourse as the election approaches.

On October 26, 2026 Mayor Olivia Chow could get an avalanche win for her re-election bid or a big dump in more ways than one. I still maintain that Toronto is a very progressive town and whether it’s a two-way or a three

Com investigação, textos e selecção documental de António Manuel Nunes, este volume de 316 páginas é mais do que um livro pois integra seis CDs e uma vasta iconografia. A edição é da TRADISOM com o apoio da Sociedade Portuguesa de Autores, da Câmara Municipal de Coimbra, do Convento de São Francisco, do Museu do Fado, da Câmara Municipal de Lisboa e do Ministério da Cultura. Arthur Paredes viveu entre 1899 e 1980. José Manuel Silva, Presidente da Câmara Municipal de Coimbra assina um texto na contracapa: «Arthur Paredes, filho de Coimbra, dedicou a esta cidade e à sua guitarra o melhor do seu talento e da sua vida.

Asua arte visionária elevou a Guitarra de Coimbra a patamares de excelência, dotando-a de um som inconfundível e de um repertório próprio. Rompeu com a tradição, inspirou mestres e deixou um legado que atravessa gerações. Com este livro rendemos homenagem ao «Pai da Guitarra de Coimbra», cuja obra é património vivo da nossa identidade. A Coimbra deu-lhe

som; a nós deu-nos alma». Por sua vez o autor do livro sintetizou o mesmo deste modo: «Volvidos mais de cem anos sobre o seu nascimento, o guitarrista Arthur Paredes (1899-1980) continua a inspirar sucessivos admiradores. Um anónimo funcionário bancário que se distinguiu como artista. Deus maior do Olimpo da guitarra de Coimbra, fixou o código genético da paisagem sonora que envolve o mítico cordofone, consolidando Coimbra como referência no mapa cultural e definindo critérios artísticos de extremo rigor perfomático».

Os seis CDs integram música de artistas do passado já distante (o ano de 1900 marca os primórdios da gravação em Portugal) o que torna este livro um documento único e histórico. Vejamos os seus nomes: Luís Petroline, Reynaldo Varella, Thomaz Ribeiro, Anthero da Veiga, Manuel Rodrigues Paredes, Flávio Rodrigues da Silva, Francisco Caetano, Miguel Peres de Vasconcelos e Manassés de Lacerda. Este livro teve a coordenação e ediçãp de José Moças, capa e direcção gráfica de Rodrigo Madeira, revisão de António Pires e Albano Ribeiro além de masterização de Carlos Nascimento e Isaac Raimundo. O livro é dedicado em especial à memória dos que fizeram o Primeiro Modernismo da Canção de Coimbra – Arthur Paredes, Edmundo Bettencourt e Afonso de Sousa. Fiquemos com um excerto de José Régio: «Ai choro com que o Paredes/Vibrando os dedos em garra/ Despedaçava a guitarra/ Punha os bordões a estalar». Mais do que um livro, estamos perante um acontecimento.

way race with Brad Bradford and John Tory, Chow wins in all the scenarios. However, a one on one with John Tory will make the race close and interesting. Stay tuned for the next big snow dump.
Vincent Black Opinion

Depressão Kristin, memória curta e muita política à mistura

Augusto Bandeira Opinião

Confesso que por vezes fico sem saber bem como olhar para certos acontecimentos, ou até como pensar sobre eles. Nos últimos dias têm-se ouvido tantas asneiras e gafes que parecem atiradas para os céus. Muitas pessoas, sobretudo políticos, se estivessem caladas mereciam, no mínimo, uma medalha, talvez até uma estátua.

Não sou político, mas tenho a minha opinião formada, construída ao longo da vida, pelos erros que cometi e pelos que vi outros cometerem. Quando olho para o passado, fico envergonhado com algumas coisas que hoje se dizem na sociedade política e mediática.

Lembro-me bem da “Cantata da Paz” de Sophia de Mello Breyner, onde se cantava, “Vemos, ouvimos e lemos não podemos ignorar…” - relatórios da fome, caminhos de injustiça, linguagem do terror. Parece que, infelizmente, voltamos a precisar dessas palavras.

Talvez fosse bom que certas individualidades fizessem uma pausa, olhassem para trás e aprendessem algo com a história.

Mecenato da diáspora

E tudo isto só para dizer o seguinte. O que aconteceu recentemente na região de Leiria com a depressão Kristin foi algo raro, violento e, acima de tudo, imprevisível. Meteorologistas e especialistas lembram que fenómenos semelhantes só terão ocorrido em 1941. Estamos, portanto, perante um acontecimento extraordinário da natureza, daqueles que nenhum governo, por mais competente que seja, consegue travar.

Ainda assim, mal a tempestade passou, começou outra, a tempestade política. A oposição e até alguns candidatos presidenciais correram logo a apontar o dedo ao Governo de Luís Montenegro, como se este tivesse um botão mágico para desviar

depressões no Atlântico. É uma acusação absurda e, francamente, irresponsável. Quem viveu os grandes incêndios de 2017 não se esquece do que aconteceu quando a oposição de hoje estava no poder. Houve falhas graves de prevenção, descoordenação total e, pior de tudo, perderam-se vidas. Nessa altura, poucos fizeram autocrítica. Hoje, aparecem de peito feito a dar lições de governação e a exigir milagres ao atual executivo.

Convém lembrar que este Governo herdou problemas enormes na saúde, na justiça e na educação, sectores deixados em frangalhos por quem agora critica. Em vez de ajudar, preferem transformar cada tragédia

num ataque político, esquecendo que as primeiras vítimas são sempre as populações. Outro ponto que tem gerado polémica é o facto de o Primeiro-Ministro não ter revelado publicamente em quem vai votar na segunda volta das presidenciais. Mas pergunto, desde quando é obrigação de um cidadão, seja ele político ou não, tornar público o seu voto?

O voto é, por natureza, secreto. Luís Montenegro tem todo o direito de manter a sua escolha no foro pessoal. Não declarar o voto não é falta de transparência; é respeito pela democracia e pela liberdade individual. Quem exige o contrário está, na prática, a querer pressionar e condicionar uma decisão que deve ser livre.

Em vez de aproveitarem cada tragédia para fazer política barata, a oposição devia ter vergonha e refletir sobre o seu próprio passado enquanto governo. O país precisa de união em momentos difíceis, não de guerras partidárias em cima de catástrofes naturais.

A depressão Kristin foi obra da natureza, não de um partido, nem de um primeiro-ministro. E enquanto continuarmos a misturar tudo com calculismo político, pouco aprenderemos com estes episódios. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Ah esperem, também gostavam de saber em quem vou votar? O voto é secreto, viva a democracia! Bom fim de semana.

A missão solidária de Jean Pina ao serviço da Casa de Portugal em Paris

Daniel Bastos Opinião

Uma das marcas mais distintivas das comunidades portuguesas no estrangeiro reside na sua reconhecida capacidade empreendedora e no enraizado sentido de solidariedade e benemerência. Esta matriz identitária tem sido amplamente confirmada pelos percursos de inúmeros compatriotas que, a partir da diáspora, constroem empresas de sucesso e dinamizam iniciativas de elevado impacto económico, cultural, social e até político, contribuindo simultaneamente para a projeção positiva de Portugal além-fronteiras.

Entre os empresários portugueses da diáspora, cada vez mais valorizados como uma mais-valia estratégica na promoção do país, destaca-se o percurso do empresário João Pina, conhecido em França por Jean Pina, uma das figuras mais dinâmicas e beneméritas da comunidade luso-francesa.

Natural de Trinta, pequena localidade do concelho da Guarda, João Pina emigrou para França no início da década de 1980, com apenas 19 anos, integrando o vasto movimento migratório de portugueses que então procuravam, na pátria gaulesa, melhores condições de vida. A sua chegada a Paris foi marcada por dificuldades significativas, incluindo um grave acidente que o deixou em coma durante vários dias — episódio determinante que viria a reforçar a sua profunda devoção a Nossa Senhora de Fátima. Superadas as adversidades iniciais, construiu um notável percurso empresarial no setor da construção civil, amplamente

retratado na obra biográfica Jean Pina: de sonhador a promotor, da autoria de Elizabete Dente, publicada em 2016. Atualmente administrador do Grupo Jean Pina, sediado nos arredores de Paris e constituído por seis empresas com atividade nos setores da construção civil, limpeza e reciclagem de resíduos, Jean Pina afirma-se como um dos mais relevantes empresários luso-franceses. Contudo, o sucesso alcançado ao longo de décadas no mundo dos negócios tem sido, de forma consistente, acompanhado por um inequívoco compromisso solidário em prol da comunidade portuguesa e dos mais vulneráveis, tanto em França como em Portugal.

Este espírito solidário encontrou expressão institucional em novembro de 2019, com a criação da Fundação Nova Era Jean Pina, cuja missão assenta no lema “Solidariedade em Movimento”. Desde então, a Fundação tem desenvolvido uma dinâmica notável de apoio social, promovendo projetos dirigidos a populações especialmente vulneráveis — seniores, crianças institucionalizadas, desempregados e famílias em situação de fragilidade — reforçando a coesão social e a dignidade humana nos territórios de origem e de acolhimento da diáspora.

Foi neste enquadramento que, no final do mês de janeiro, Jean Pina, enquanto administrador do Grupo Jean Pina e presidente da Fundação Nova Era Jean Pina, firmou um protocolo solidário com a Fondation Nationale de la Cité internationale universitaire de Paris (CIUP), fundação privada de utilidade pública responsável pela gestão da emblemática Cité Internationale Universitaire de Paris. Instituição singular no panorama universitário francês e internacional, a CIUP promove, desde 1925, o intercâmbio cultural, o diálogo entre povos e

a convivência pacífica, acolhendo mais de dez mil estudantes, investigadores e artistas de todo o mundo em dezenas de residências universitárias.

Entre as 43 casas que integram este campus universitário de referência destaca-se a Casa de Portugal – André de Gouveia (Maison du Portugal – André de Gouveia), criada em 1967, cuja missão passa pelo acolhimento de estudantes, investigadores, artistas e atletas portugueses de alto nível. Inserida num contexto internacional e cosmopolita, a Casa de Portugal assume-se como uma verdadeira montra da cultura portuguesa em Paris e como um espaço de afirmação da identidade lusófona. Sob a direção do pianista português João Costa Ferreira, que exerce funções desde 2023, a instituição desenvolve uma intensa programação cultural, com cerca de uma centena de iniciativas anuais nas áreas da música, dança, teatro e cinema. É neste exigente quadro de acolhimento de mais de uma centena de estudantes universitários e de intensa promoção cultural — frequentemente limitado por recursos financeiros e humanos escassos — que o protocolo solidário agora celebrado assume particular relevância. A título gracioso, e suportado pelo presidente da Fundação Nova Era Jean Pina, o acordo insere-se no projeto de renovação da Maison du Portugal – André de Gouveia, contemplando a requalificação de vários quartos, a modernização das casas de banho, bem como a limpeza e valorização do átrio de entrada. Intervenções fundamentais para melhorar as condições de conforto, segurança e dignidade dos residentes, salvaguardando simultaneamente o valor arquitetónico e patrimonial do edifício.

Este protocolo enquadra-se no regime de mecenato previsto no artigo 238 bis do

Code général des impôts (CGI), aplicável a donativos efetuados em benefício de organismos de interesse geral, permitindo mitigar os encargos inerentes ao funcionamento desta instituição, que se assume, na prática, como uma verdadeira embaixada cultural de Portugal em Paris.

Num país que acolhe uma comunidade portuguesa estimada em cerca de um milhão de pessoas — a maior da Europa e uma das mais expressivas comunidades estrangeiras em França —, a ação solidária contínua de Jean Pina constitui um exemplo paradigmático do papel estruturante da diáspora portuguesa. Mais do que um gesto isolado, este protocolo simboliza uma visão de responsabilidade social, de compromisso com a educação, a cultura e a identidade nacional, demonstrando como o sucesso empresarial, quando aliado à solidariedade, se transforma num poderoso instrumento de coesão, desenvolvimento e afirmação de Portugal no mundo.

Cerimónia de assinatura do protocolo solidário entre o empresário luso-francês Jean Pina (dir.) e a Fondation Nationale de la Cité internationale universitaire de Paris (CIUP), representada pelo diretor da Casa de Portugal – André de Gouveia, João Costa Ferreira (esq.). Créditos: DR.
Photo: : Nuno Brites/JN

O que não devemos cancelar

Dizer que a escrita vive das palavras é um lugar comum. Dizer que as mesmas têm de aparecer numa sequência que faça sentido e torne a sua leitura inteligível, não passa de outra verdade que já todos conhecemos. Porém, daquilo que nem todos se dão conta é que, quem convive com duas línguas e há muito se afastou da língua materna, acaba fatalmente por se deixar apanhar nas pequenas armadilhas que as línguas nos colocam.

Para além das situações tão frequentes dos falsos amigos (palavras parecidas, mas com significados diferentes), é também bem notória a construção da estrutura frásica, quando esta é pensada numa língua, mas escrita/dita noutra. Um outro fenómeno digno de registo acontece quando certas expressões, muito usadas no período em que as pessoas abandona-

O cravo

ram o país, caíram em desuso. O contrário é igualmente verdade: palavras antes consideradas estrangeirismos hoje fazem já parte do léxico comum, prova de que a língua é um organismo vivo e em constante mutação.

Tenho o grato privilégio de me dar com residentes em diferentes diásporas, que uma vez por outra me pedem para rever os textos que escrevem. Esta deve ser uma prática a utilizar por toda a gente - os que estão fora e os que vivem cá dentro. Precisamos de dar a ler a terceiros o que escrevemos, porque só outros conseguem detetar falhas, gralhas, repetições, pelas quais passamos sem as vermos. E esta, garanto-vos, é uma tarefa surpreendente porque obriga à interação dos dois elementos da comunicação: emissor (quem escreve) e recetor (quem lê). Quantas vezes escrevemos na convicção de fazermos passar uma determinada mensagem e depois somos confrontados com uma interpretação completamente afastada do propósito inicial.

As palavras constituem de facto um universo muito rico e vasto e, se calhar, até é por isso que usamos a velha máxima de que a língua portuguesa é muito traiçoeira.

À medida que os anos avançam, por vezes sinto que quando digo uma ou outra palavra, de imediato se desenham dois enormes pontos de interrogação no rosto do meu interlocutor. E isto é tanto mais notório quanto maior for o intervalo de idades que nos separa.

Quando estava a ler «A grande arte» do consagrado escritor brasileiro Rubem da Fonseca, deparei-me com o seguinte diálogo:

«Estou ficando gorda», disse Lilibeth. Está todo o mundo ficando gordo e preocupado com isso. A opulência engorda. Esse é um dos ônus, talvez o único, da riqueza – a enxúndia.»

Para me certificar, voltei a ler: enxúndia! Não ouvia esta palavra desde os meus tempos de criança, quando em dias de festa se assistia à matança das galinhas no quintal da nossa casa. Lembro-me dos comentários sobre esta ou aquela galinha que dava uma canja mais rica, por causa da qualidade da enxúndia - a tal gordura de cor amarelada!

Mas o mesmo acontece com palavras que a nossa língua recentemente adotou e me escapam em determinados contextos. Dou

um exemplo com que esta semana me defrontei ao ver o programa “Tudo em família”. A determinada altura, a pergunta que continha oito respostas, era sobre qualquer coisa que pudesse ser cancelada. Como assistente atenta, tentei ir ao encontro das respostas dos concorrentes e segui-os nas suas apostas. Desde a festas, encontros, jantares, subscrições, consultas, reuniões, casamentos, batizados, contas bancárias e por aí adiante, faltavam respostas em que nenhuma das famílias acertara. Ao ser preenchido o que faltava no ecrã, uma das respostas era: “Pessoas”.

Fiquei perplexa, pois nunca tal solução me teria passado pela cabeça. Levei alguns segundos a ligar a resposta ao contexto das redes sociais. Era isso! Cancelar pessoas, ou seja, eliminar pessoas da nossa lista de contactos.

Sim, podemos cancelar pessoas, mas, porque estamos em vésperas de eleições presidenciais, tenhamos cuidado com o que está em jogo, já que a nossa Democracia é a única coisa que não deve ser cancelada.

de Abril que poderia ser a flor contemplada por Buda

Amanhã, sábado (7) e domingo (8), vamos a eleições para eleger o próximo Presidente da República Portuguesa que sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa. Gostava de recordar um momento marcante da política portuguesa, protagonizado pelo Exmo. Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, de quem sou admirador pelas suas qualidades humanas e políticas. Aliás, acho mesmo que algo ainda de mais relevante no panorama político português lhe estará reservado. Digo ainda mais, pois é o político português com melhor e mais qualificado curriculum. Mas quando eu achei que já não me podia surpreender, eis que o fez pela positiva.

Num plenário da Assembleia da República, casa mãe da Democracia portuguesa, ele evocou Siddhartha Gautama, mais vulgarmente conhecido por Buda. Vamos aos factos.

Num "despique" entre Santos Silva e André Ventura, o ex Presidente da Assembleia da República sugeriu que o atual candidato a Presidente da República se inspirasse em Buda e que se mantivesse calado. Quando se estava a discutir a proposta de lei para IVA 0% em 44 alimentos do cabaz essencial, o líder do Partido mais à direita em Portugal ao invés de valorizar tão importante medida, ou mesmo criticar, interveio abordando o ataque no Centro Ismaelita em Lisboa. E claro que se lamenta a morte daqueles seres humanos, mas o discurso de ódio, de racismo e xenofobia não devia nunca ter lugar no Palácio da democracia, o parlamento de Portugal. E claro que as diversas bancadas reagiram "em mola" a este discurso de extrema-direita, estranho seria não o fazerem, e acabaram por interrom-

per Ventura levando o então Presidente da Assembleia da República a reagir. Não contente com a reação do Sr. Presidente da Assembleia da República, Ventura disse: "Parece um banqueiro, senhor Presidente". Claro está que a situação que se vive na banca mundial foi claramente uma provocação de baixo nível. Augusto Santos Silva, do alto da sua magistratura, disse, e muito bem: “Sr. deputado, se me permite, um dos mais famosos sermões do Siddhartha Gautama, também conhecido como Buda, foi um sermão em que ele esteve calado contemplando uma flor. O sr. deputado também se podia inspirar”. Excelente, dou os meus parabéns ao Sr. Ex Presidente da Assembleia da República. E quis copiar a citação para que nada fosse alterado.

Para onde vai Portugal com este tipo de discursos de extrema-direita? Não nos lembramos de Salazar? Não sofremos como povo o suficiente? O mundo político nada fica a ganhar com Ventura, Le Pen, Abascal e Bolsonaro, Orban e Trump

entre outros, estes deviam também ficar calados a contemplar uma flor. Essa flor deveria ser um cravo de Abril. Os cravos da Liberdade. Os cravos da Democracia. Quero relembrar os mais novos, e os mais velhos esquecidos, que em Portugal no dia 25 de Abril se comemora anualmente a homenagem à revolução que em 1974 libertou o país da ditadura. Mas como vemos todos os dias, invariavelmente, devemos lutar pela democracia, pois muitos só a valorizam quando deixam de a ter. Não queremos voltar à redução de liberdades, direitos e garantias dos cidadãos. Vamos fazer acontecer Abril nas diferentes mesas de voto. Vamos votar pela continuação da democracia.

"As comunidades portuguesas são a demonstração concreta de quão falso é o mito da contradição entre identidade originária e integração, sobre que repousam variadas estirpes de xenofobia" – Augusto Santos Silva

Crédito: DR
Aida Batista Opinião
Vítor Silva Opinion

Não fizemos tudo

Há uma diferença fundamental entre dizer que uma catástrofe foi inevitável e dizer que se fez tudo o que era possível. A primeira frase reconhece limites humanos perante a natureza. A segunda é uma afirmação política grave. Porque, quando não é verdadeira, transforma falhas em opção e impotência em soberba.

Opaís que hoje vemos não cabe nas imagens televisivas. A destruição estende-se muito para além do que algum órgão de comunicação social conseguiria retratar: estradas secundárias intransitáveis, habitações isoladas, empresas paradas, campos devastados, populações exaustas. Em muitos territórios, a sensação é clara: a prevenção falhou e a resposta está a falhar, apesar do trabalho imenso das autarquias, dos agentes de proteção civil, dos bombeiros e da sociedade civil. Não por falta de empenho, mas por falhas de organização, antecipação e coordenação.

Pouco poderia ter sido feito para contrariar ventos daquela intensidade. Isso é verdade. Mas não é verdade que pouco pudesse ter sido feito antes e em paralelo. As pessoas deviam ter sido avisadas de forma mais atempada, clara e veemente. Muito mais podia ter sido feito para ativar, pré-posicionar e articular meios tanto humanos como técnicos. E, claro, a montante, muito haveria e haverá a fazer para reduzir riscos, proteger infraestruturas críticas e preparar respostas de emergência. Falemos no concreto. O estado de prontidão IV, que mobiliza 100% dos dispositivos, não podia ter sido ativado apenas horas antes da tempestade. Já se sabia, com dias de antecedência, o que aí vinha. Logo a seguir à tempestade, devia-se ter ativado o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil e tudo o que ele prevê precisamente para cenários desta natureza. Nunca esperar mais de um dia para declarar o estado da calamidade, um erro que é uma repetição face ao que sucedeu este verão nos incêndios. Um erro que

não sucedeu no passado. Em 2022, declarou-se o estado de alerta antes dos incêndios, pré-posicionando meios e contribuindo para melhores respostas. Agora, o estado de calamidade deve durar tanto tempo quanto necessário, não só para agilizar a recuperação mas também para preparar as chuvas intensas e os riscos de cheias que se antevê para os próximos dias.

Não nos podemos escudar a dizer que isto são apenas responsabilidades técnicas, nem podemos ficar calados só porque alguns dizem que observar e sugerir é aproveitamento político. Uma resposta a uma emergência destas implica coordenação política e operacional ao mais alto nível. É para isso que existe a Comissão Nacional de Proteção Civil. Inexplicavelmente, esta apenas reuniu no domingo, cinco dias depois da catástrofe e no dia em que se antecipava um novo evento climatérico grave. Reunir esse órgão não é um detalhe burocrático. É o que permite articular todas as respostas ao alcance do Estado: o envolvimento das Forças Armadas, a requisição e distribuição de geradores, bombas de água, abrigos temporários, meios de evacuação e apoio logístico.

Tudo isto hoje faz falta e tudo isto podia e devia ter sido pedido ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, a que Espanha recorre desde o dia 28. Não é sinal de fraqueza pedir ajuda. É sinal de responsabilidade. Ao invés disso, temos uma Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e um Governo que diz que todas as necessidades estão acudidas e que há meios ainda por esgotar. Se acham que ainda não há necessidades, vão ao terreno. Se ainda há meios para esgotar, façam-no rápido porque a passividade numa emergência destas é imperdoável.

Tudo isto não reduz a dificuldade do que se segue. Temos de pensar seriamente no apoio à limpeza, à estabilização de solos, à reconstrução de edifícios, empresas e comunidades. Não como um exercício avulso de anúncios, mas como um plano coordenado, com meios, calendários e responsabilidades claras. Cada dia de atraso custa dinheiro, empregos e coesão social.

Infelizmente, este padrão não é novo. Já o vimos com o apagão e com os incêndios: falhas básicas de procedimentos, ativação tardia de mecanismos, dificuldades de

coordenação. Seria razoável esperar que o Governo tivesse aprendido com esses erros. Não parece ter sido o caso. Governar também é reconhecer erros e limitações, ouvir quem está no terreno, aceitar sugestões e corrigir decisões a tempo. A soberba nunca salvou ninguém. A humildade e a capacidade de adaptação às dificuldades, sim. Ainda vamos a tempo de fazer melhor. Mas isso exige abandonar a narrativa do “fizemos tudo” e assumir, com seriedade, que o Estado tem de estar à altura quando as pessoas mais precisam dele.

Credito:
Miguel Costa Matos Opinion

COMUNIDADE

Retro Fest une música, nostalgia e solidariedade em Mississauga

A cidade de Mississauga viveu uma verdadeira viagem no tempo com a realização do Retro Fest, um evento que juntou música, nostalgia e solidariedade ao som dos grandes êxitos das décadas de 80 e 90. A iniciativa, organizada por uma equipa liderada por Paulo Távora, do Távora Foods de Mississauga, animou a cidade e reforçou os laços da comunidade luso-canadiana, envolvendo também membros de outras comunidades locais.

Mais do que uma festa temática, o Retro Fest destacou-se pelo seu forte carácter solidário. O evento permitiu angariar um total de 62.600 dólares, valor que foi integralmente distribuído por três instituições comunitárias portuguesas que desenvolvem um trabalho essencial junto da comunidade.

A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos recebeu 12.520 dólares, enquanto a Luso Canadian Charitable Society e o Magellan Community Centre receberam, cada uma, 25.040 dólares. Os fundos destinam-se a apoiar projetos de âmbito social, educativo e comunitário. Em declarações ao jornal Milénio, Paulo Távora explicou que a motivação para organizar o Retro Fest nasceu do desejo de retribuir à comunidade o apoio recebido ao longo dos anos e de fazer com que a comunidade se unisse em torno de uma causa. “É sabido que as músicas dos anos 80 e 90 têm um sabor especial, e eu queria partilhar esta época com as pessoas, fazendo algo diferente”, acrescentou. Segundo o organizador, a escolha das instituições beneficia-

das refletiu a vontade de apoiar diferentes áreas fundamentais da vida comunitária.

“A Federação apoia empresários, profissionais e estudantes, a Luso Canadian Charitable Society trabalha com pessoas com necessidades especiais, e o Magellan dedica-se aos cuidados dos idosos. Queríamos que o Retro Fest tivesse um impacto real e positivo na vida das pessoas”, afirmou.

Os representantes das instituições beneficiadas sublinharam a importância do apoio recebido e o impacto direto que estes donativos terão no trabalho desenvolvido.

O presidente da Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos, António Osório, destacou o espírito comunitário da iniciativa. Segundo o dirigente, o Retro Fest foi uma oportunidade para reviver os anos 80 e 90 num ambiente de convívio, diversão e celebração.

No entanto, frisou que, para além da animação, esteve sempre presente uma causa maior, com o objetivo de apoiar instituições que desempenham um papel essencial no apoio comunitário, reforçando a união e a solidariedade entre os membros da comunidade.

Já Jack Prazeres, presidente da Luso Canadian Charitable Society, agradeceu aos organizadores e à comunidade pelo esforço coletivo. O responsável salientou que este tipo de apoio é fundamental para garantir a continuidade de serviços de qualidade prestados a pessoas com necessidades especiais, acrescentando que os fundos angariados irão contribuir para a construção das novas instalações da instituição na cidade de Hamilton.

Por sua vez, Manuel DaCosta, presidente do Conselho de Administração do Magellan Community Charities, destacou a importância de iniciativas como o Retro Fest para o fortalecimento da comunidade. Segundo o dirigente, é sempre positivo ver organizações independentes e empresários locais a mobilizarem esforços em prol de causas essenciais.

Mais do que o montante angariado, sublinhou o valor do gesto, da liderança e do compromisso demonstrados.

Manuel DaCosta aproveitou para agradecer o apoio contínuo da comunidade e esclarecer que todos os envolvidos participam de forma voluntária, doando o seu tempo e recursos para a concretização do projeto, rejeitando qualquer acusação de benefício financeiro pessoal. Deixou ainda um apelo à comunidade para evitar julgamentos infundados, lembrando que este tipo de atitude prejudica a união e o progresso coletivo.

O entusiasmo foi igualmente visível entre os participantes, que elogiaram a organização, a música e o ambiente acolhedor do evento. Para muitos, o Retro Fest representou uma oportunidade de reviver memórias, fortalecer laços e contribuir para uma causa maior.

Com mais de 500 participantes, o Retro Fest 2026 voltou a demonstrar a força e a vitalidade da comunidade luso-canadiana em Mississauga. Uma celebração onde música, amizade e generosidade caminharam lado a lado, provando que a cultura e a solidariedade continuam a ser pilares fundamentais de uma comunidade unida e humana.

Organizações beneficiadas pela iniciativa

A Federação de Empresários e Profissionais Luso-Canadianos é uma organização sem fins lucrativos dedicada ao fortalecimento do tecido empresarial e social da comunidade portuguesa no Canadá. A sua missão passa pela promoção do profissionalismo, da excelência académica, do networking e da visibilidade dos seus membros, contribuindo para a valorização do talento luso-canadiano.

A Luso Canadian Charitable Society desempenha, há várias décadas, um papel fundamental no apoio a pessoas com necessidades especiais. A instituição apoia anualmente mais de 300 utentes, através de programas diurnos, formação, apoio à literacia e acompanhamento às famílias. Atualmente, opera a partir de três instalações modernas, localizadas em Toronto, Mississauga/Peel e Hamilton.

O Magellan Community Centre é um projeto comunitário em fase de desenvolvimento, concebido para servir os idosos da comunidade portuguesa em Toronto. A iniciativa prevê a construção de um edifício com 256 camas e 57 unidades de habitação a preços acessíveis, bem como um centro comunitário, espaços comerciais e outras comodidades. O objetivo é proporcionar cuidados dignos, humanos e culturalmente sensíveis, melhorando a qualidade de vida nesta fase da vida.

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Casa das Beiras celebrou 26 anos com noite memorável em Toronto

A Casa das Beiras – Cultural Community Centre of Toronto celebrou, no passado dia 31 de janeiro, o seu 26.º aniversário com uma noite marcada pela emoção, identidade cultural e espírito comunitário. O evento reuniu sócios, amigos e membros da comunidade portuguesa na sede da instituição, na Ronald Avenue, que se encheu de elegância, alegria e orgulho coletivo. O jantar de gala, servido pela Europa Catering, destacou-se pela qualidade e variedade da ementa, oferecendo uma autêntica experiência gastronómica portuguesa. A componente artística também teve grande relevo, com atuações de Bruna e de Fernando Correia Marques, que encantaram o público e deram ainda mais brilho a uma celebração memorável.

Depois de um período desafiante, a associação volta a ter uma “casa” e prepara-se para retomar a sua dinâmica cultural e comunitária, mantendo viva a identidade beirã que a define há décadas. Em declarações, Katia Caramujo, Vice-Presidente do Executivo da Casa das Beiras, revela que o calendário de atividades para este ano aposta na continuidade dos eventos tradicionais que sempre marcaram a vida da associação. “Queremos voltar a realizar a matança do porco, a semana cultural e as noites gastronómicas”, explica, acrescentando que a direção pretende também surpreender com novas iniciativas. “Vamos incorporar alguns eventos diferentes. Pedimos à comunidade que esteja atenta.”

Chegar a esta fase com sucesso não foi um caminho fácil, mas, segundo Katia Caramujo, o segredo esteve sempre nas pessoas. “Este percurso é o resultado de muito trabalho, união e dedicação. Desde os fundadores que lançaram as bases, passando pelos dirigentes e voluntários, até à comunidade que sempre acreditou e participou.” A responsável sublinha ainda a importância de saber equilibrar tradição e modernidade, respeitando as raízes beirãs sem perder a capacidade de adaptação aos novos tempos. A mensagem deixada à comunidade é clara e sentida. “A Casa das Beiras é feita

de pessoas. De quem esteve desde o início, de quem chegou depois e de todos os que continuam a caminhar connosco.”

Um agradecimento profundo a todos os que, com a sua presença e apoio, ajudam a preservar as tradições, promover a cultura e manter vivo o espírito beirão. O desejo é que a união continue a ser a base para um futuro construído com orgulho, amizade e esperança.

Quanto aos desafios, a Vice-Presidente reconhece que o maior já foi superado: encontrar um novo espaço e conseguir reabrir o clube. Seguiu-se a incerteza sobre o regresso dos associados e simpatizantes, re-

ceio que rapidamente deu lugar à confiança. “A maior parte voltou, conquistámos novos simpatizantes e temos tido sempre a casa cheia.” O foco agora está na sustentabilidade financeira, nomeadamente na angariação de fundos para suportar as renovações realizadas e garantir a continuidade do projeto.

Olhando para o futuro, os sonhos e a ambição da Casa das Beiras passam por crescer sem perder a sua identidade. “Queremos continuar a ser um ponto de encontro para a comunidade, um espaço vivo de cultura, tradição e convívio entre gerações.” Envolver os mais jovens, fortalecer os laços comunitários e assegurar que o legado beirão perdura no tempo são objetivos centrais, sempre com abertura ao futuro e respeito pelas raízes que dão sentido à história da Casa das Beiras.

Amigas de Toronto – Circle of Friends

A celebração do 26.º aniversário da Casa das Beiras foi mais do que uma festa: foi uma homenagem a todos que, ao longo dos anos, construíram e mantêm viva esta comunidade — dirigentes, voluntários, sócios e amigos que transformaram a instituição num verdadeiro lar longe de casa. A noite refletiu dedicação, resiliência e amor às raízes portuguesas, reforçando o compromisso de continuar a servir a comunidade com paixão. A Casa das Beiras revelou-se, assim, como um ponto de encontro de gerações, histórias e saudades, um espaço onde o orgulho de ser português se sente em cada gesto e sorriso.

Solidariedade e música em prol da investigação do cancro da mama

Realizou-se no último sábado de janeiro mais um memorável evento “Amigas de Toronto – Circle of Friends”, cuja missão é angariar fundos para a pesquisa do cancro da mama. Este ano, a iniciativa reuniu mil participantes, reforçando a tradição de sucesso desta festa comunitária que já vai no 23.º ano consecutivo.

Oevento é coordenado por Angela Machado, fundadora e força motriz da iniciativa, com o apoio de Fátima Bento, tesoureira, sempre ao seu lado, e um dedicado grupo de voluntárias, incluindo a família da fundadora. A colaboração destas senhoras garante a preparação da sala e o atendimento impecável a todas as convidadas, tornando cada edição uma experiência acolhedora e memorável. O programa do evento mantém a tradição de excelência. Após a alocução de representantes especializados em Oncologia do Princess Margaret Hospital, seguiu-se um bom jantar e um espetáculo musical de alto nível. Este ano, subiram ao palco Henrik Cipriano e Steve Medeiros, César Russo, Humberto Domingues e a Banda Unique Touch, com som e luzes assegurados pela Five Star Sound & Lighting de Steve Ferreira. Cada apresentação foi cuidadosamente preparada para encantar a comunidade, refletindo o elevado padrão artístico do evento.

Todos os fundos arrecadados revertem integralmente para o Princess Margaret Hospital Cancer Foundation, um dos principais centros mundiais de investigação e tratamento do cancro. “Ao apoiar esta fundação, estamos a contribuir para um ecossistema de investigação de classe mundial, que atrai os melhores investigadores e permite avançar na missão de criar um mundo livre do medo do cancro”, afirmou Fátima Bento, tesoureira do comité.

Segundo a diretora do comité, o sucesso do evento é também atribuído à sua própria dinâmica de autopromoção. As participantes sabem que a festa ocorre sempre no último sábado de janeiro, e muitas garantem desde já lugar para a edição seguinte. Este ano, apesar da procura elevada, algumas interessadas não conseguiram ingresso, tendo a organização assegurado que haverá nova oportunidade no próximo ano.

Desde a primeira edição, já foram doados mais de 1,1 milhões de dólares à Princess Margaret Hospital Cancer Foundation, valores que têm apoiado de forma significativa a investigação e o tratamento do cancro da mama. O 23.º evento realizado em 31 de janeiro de 2026 ainda não entrou na contabilidade final, mas promete reforçar ainda mais este impacto.

Fátima Bento concluiu as declarações com um agradecimento especial: “À MDC Group, à LiUNA Local 183, pela cedência da sala, aos patrocinadores, ao elenco musical, à

Cindy da Ponte pelo magnífico trabalho fotográfico, a todas as participantes e à MC da noite, Clara Abreu, o nosso sincero reconhecimento. Este evento só é possível graças a cada uma de vocês.”

O Amigas de Toronto – Circle of Friends continua a ser uma das maiores festas comunitárias de Toronto, provando que a solidariedade e a cultura podem caminhar de mãos dadas em prol de uma causa maior: um futuro sem cancro da mama.

RMA/MS
RMA/MS

O pulsar do movimento associativo luso-canadiano

Continuação: Clubes Comunitários: visões, projetos e desafios

De norte a sul, de leste a oeste, a comunidade luso-canadiana é um organismo vivo, em constante movimento. Entre encontros, festas, projetos e sonhos partilhados, pulsa uma energia que mantém vivas tradições centenárias e semeia novas ideias. São histórias de dedicação silenciosa e de liderança apaixonada, onde cada associação, cada clube, é muito mais do que paredes e eventos: é um espaço de identidade, memória e esperança. Aqui, a herança portuguesa encontra o futuro canadiano, e juntos constroem pontes de orgulho, pertença e participação que atravessam gerações.

Diane Cabral e o Rancho Folclórico da Nazaré de Toronto: tradição, união e futuro da comunidade

Diane Marie Cabral é a atual presidente do Rancho Folclórico da Nazaré de Toronto, uma associação que há décadas é um pilar da comunidade luso-canadiana. Com uma visão centrada na participação ativa e no reforço dos laços culturais, Diane partilha os projetos e ambições para o novo ano. “Este ano, queremos concentrar os nossos recursos em construir relações mais fortes com outros grupos e associações culturais”, explica.

O Rancho distingue-se pela sua diversidade, com membros entre os 2 e os 78 anos, uma das suas maiores forças. “Continuaremos a fazer aquilo que sabemos fazer melhor — juntar pessoas. Quando nos reunimos, todos se sentem incluídos, e esse sentimento de união faz de nós uma família”, acrescenta.

Entre os principais momentos do ano destacam-se as atuações da primavera em

eventos comunitários e o Dia de Portugal, uma ocasião especial em que os membros desfilam e dançam, celebrando a herança cultural e a ligação entre gerações. A associação prepara também a celebração do 67.º aniversário do Rancho, que terá lugar no próximo outono.

Como presidente, Diane ambiciona manter e expandir o ambiente positivo e acolhedor que define o Rancho. Salienta ainda que o amor e a dedicação à tradição são essenciais para manter a instituição viva. Combinando tradição e inovação, o Rancho Folclórico da Nazaré de Toronto continua a afirmar-se como um importante farol cultural da comunidade luso-canadiana.

Casa do Benfica de Toronto prepara ano cheio de eventos e celebrações

Este ano, a Casa do Benfica continuará a incentivar os seus membros, assim como a restante comunidade portuguesa e local, a usufruírem das suas instalações e a participarem nas atividades mensais do clube. A instituição mantém o compromisso de organizar eventos que beneficiem tanto o clube como a comunidade em geral. Segundo John da Costa, presidente do executivo, entre os destaques da agenda para 2026, está o torneio anual de golfe, que rapidamente se tornou um dos eventos mais populares da Casa do Benfica. O aniversário do clube também marcará presença nas celebrações deste ano. Ao longo do ano, estarão programados diversos eventos, incluindo atividades direcionadas para seniores, noites de karaoke e outras surpresas a serem anunciadas. "Novo ano, novos desafios", afirma o presidente da di reção do clube. A primeira mensagem é de sucesso para todos os grupos comunitários

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neste novo ano. A Casa do Benfica, conciliando experiência e juventude, tem novas ambições no horizonte, embora reconheça que ainda há muito trabalho pela frente. O orgulho de fazer parte desta grande comunidade é evidente: "Sinto-me muito orgulhoso do que conseguimos alcançar. Acredito que ainda há muito mais por vir. A nossa força está na unidade, mas também nas nossas diferenças. É impressionante como um país tão pequeno em termos de área tem uma cultura tão vasta. Isto demonstra a grandeza do nosso povo, que é o nosso maior património." E, como não poderia deixar de ser, a esperança e o desejo de todos os adeptos estão claros: "O mais importante é que o Benfica seja campeão."

Bruno Santos aposta na união de gerações para fortalecer o futuro do Oshawa Portuguese Club

Bruno Santos, Presidente da Assembleia Geral do Oshawa Portuguese Club (OPC), encara este novo ano com o objetivo de fortalecer a união da comunidade luso-canadiana e aproximar diferentes gerações. Para o dirigente, esse é um desafio constante, mas essencial, destacando o Rancho Folclórico como um elemento-chave na ligação entre o passado e o presente, onde os mais jovens aprendem a valorizar as tradições portuguesas.

Quanto ao calendário, a única data já confirmada é o jantar e baile do 48.º aniversário do clube, marcado para 7 de fevereiro. Ainda assim, a Semana da Fiesta continua

dança, celebrando não só a cultura portuguesa, mas também a diversidade cultural de Oshawa. Mantêm-se ainda outros eventos tradicionais ao longo do ano, como o Baile dos Sócios, o Dia da Mãe, o São Martinho e as festas de Natal para as crianças. No plano futuro, Bruno Santos sublinha a importância de garantir a continuidade do clube através da formação de uma nova Direção. Defende uma comunidade portuguesa mais unida, com maior colaboração entre os clubes de Toronto e Ontário e instituições culturais vizinhas, reforçando a identidade portuguesa e construindo um futuro coletivo sólido.

Já demos voz a quem constrói, preserva e faz pulsar a nossa identidade além-fronteiras: à Associação Cultural do Minho, à Comunidade Angolana de Ontário, à Associação Migrante de Barcelos, ao Círculo dos Amigos de Rabo de Peixe do Québec, à Banda do Sagrado Coração de Jesus de Toronto, ao First Portuguese Canadian Cultural Centre, ao Arsenal do Minho, à Academia do Bacalhau de Toronto, à Associação Saudades da Terra QuebeQuente, à Comissão de Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal, à Casa dos Poveiros de Toronto, à Associação Portuguesa de Manitoba (APM), em Winnipeg, ao Grupo Folclórico e Etnográfico Estrelas do Atlântico, em Laval (Quebec), à Casa das Beiras de Toronto, ao Peniche Community Club of Toronto e à FPCBP – Federation of Portuguese Canadian Business & Professionals. E a história continua — vamos seguir adiante, juntos, celebrando, fortalecendo e reinventando o nosso legado.

RMA/MS

NOVOS COMEÇOS, NOVAS OPORTUNIDADES. A SUA

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Com mais de 10 anos de experiência a ajudar a comunidade imigrante a construir uma nova vida no Canadá, Diane Campos dá agora início a um novo capítulo com a criação da Campos Immigration Consultancy Inc.

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O nosso compromisso é consigo — com o seu futuro, a sua família, e os seus sonhos.

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Governo Regional confirma abertura de concurso para pedopsiquiatras

A secretária regional da Saúde e Proteção Civil confirmou a abertura de um concurso para pedopsiquiatras. “Vamos divulgar amplamente a abertura deste concurso para ver se há interessados”, afirmou.

Aresponsável pela tutela, em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação da nova plataforma de rastreios da saúde, frisou que “há falta de especialistas em todo o país, sabemos que é um problema que não é só da região. Se calhar, na Madeira sente-se mais, uma vez que não há alternativas”. “Neste momento, temos duas pedopsiquiatras no SESARAM e recorremos a outra pedopsiquiatra através de prestação de serviços”, explicou.

Micaela Freitas admite que o SESARAM está em conversações com a Sagrada Família. “Em relação à Unidade de Pedopsiquiatria de São Rafael, no Centro de Reabilitação Psicopedagógica da Sagrada Família, na Penteada, estamos em conversações e

ainda esta semana vamos ter uma nova reunião”. “O contrato prevê que a unidade São Rafael tenha todos os recursos disponíveis, mas, se não existem especialistas na região, também não conseguem fazer face a isso”.

Micaela Freitas esclarece que são as Irmãs Hospitaleiras que realizam a contratação dos recursos humanos, de forma a garantir o acompanhamento dos doentes que estão internados ao abrigo do acordo assinado com o SESARAM.

“Nós temos cada vez mais crianças e jovens que, por falta de recursos, também da unidade São Rafael, estão a ficar no SESARAM, de forma a garantir que os cuidados são prestados”, afirmou, frisando que a tutela vai “tentar encontrar uma solução junto da Sagrada Família para que a unidade São Rafael consiga manter os cuidados que tem feito até agora, no fundo, para ter mais resposta na área da pedopsiquiatria aqui na região”.

Receitas de IRC atingem valor recorde e confirmam solidez da economia açoriana, sublinha Duarte Freitas

O Secretário Regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, Duarte Freitas, presidiu à sessão de encerramento do Encontro de Alojamento Local, realizado na ilha do Pico, onde destacou a evolução positiva da economia da Região Autónoma dos Açores.

Na sua intervenção, o governante sublinhou que as receitas de IRC, em 2025, atingiram um valor recorde, fixando-se em mais de 83 milhões de euros. Este valor representa quase o dobro do verificado em 2019, apesar da redução da carga fiscal efectuada pelo Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM em 2021. Segundo Duarte Freitas, estes

números “reflectem a solidez e o dinamismo da economia açoriana, hoje mais competitiva e com maior capacidade de gerar riqueza”.

“Esta nova dinâmica económica resulta da redução de impostos implementada pelo actual executivo, aliada a uma gestão pública mais responsável, rigorosa e eficiente”, prosseguiu.

A presença do Secretário Regional das Finanças Planeamento e Administração Pública neste encontro reforçou a importância do alojamento local e do turismo como sectores estratégicos para o desenvolvimento económico e a valorização dos Açores.

AUTONOMIAS

Jovens debatem ‘fake news’ e feminismo na Madeira em projeto Erasmus+

A Região Autónoma da Madeira entre os dias 25 de janeiro e 1 de fevereiro, acolheu o intercâmbio juvenil internacional ‘FAKE OutLAB’, no âmbito do programa Erasmus+, dedicado à literacia mediática, combate à desinformação e reflexão sobre feminismo e estereótipos sociais.

Oprojeto foi promovido pela ARTE.M – Associação Artística e Cultural (Madeira) e contou com a participação de jovens da Escola APEL (Madeira), Young Folks LV (Letónia) e VitaTiim (Estónia). Ao longo das atividades, os participantes desenvolveram competências de pensamento crítico, análise da informação digital e compreensão dos mecanismos de manipulação mediática, com especial enfoque nas ‘fake news’ e no papel das redes sociais.

Através de metodologias criativas e artísticas, os participantes exploraram como a desinformação é construída e disseminada, ao mesmo tempo que analisaram a forma como o feminismo é frequentemente distorcido pelos media. O projeto contou com a colaboração da UMAR Madeira na dinamização de sessões sobre igualdade de género e desconstrução de estereótipos.

O ‘FAKE OutLAB’ reforçou a importância da literacia mediática como competência essencial para a juventude europeia num contexto marcado pela rápida circulação de informação digital.

O intercâmbio juvenil foi financiado pelo Programa Erasmus+ – Agência Nacional Portuguesa. Num mundo saturado de informação, a mensagem é clara: antes de acreditar, é preciso questionar. JM/MS

Açores registam maior subida nos preços

das casas

em Portugal e batem recorde histórico

A Região Autónoma dos Açores liderou a subida dos preços das casas em Portugal em janeiro de 2026, com um aumento anual de 19,8%, segundo o índice do idealista. O preço mediano atingiu um máximo histórico de 1.952 euros/m², refletindo a forte procura e o crescente interesse de investidores nacionais e estrangeiros. Ponta Delgada destacou-se entre as cidades, com uma valorização de 12,8% e um preço mediano de 2.348 euros/m², superando várias cidades do continente.

Ocrescimento dos Açores ficou bem acima da média nacional (13,1%) e superou todas as outras regiões, in-

cluindo Alentejo, Madeira, Centro e Área Metropolitana de Lisboa. Apesar da valorização acelerada, os Açores continuam mais acessíveis do que as regiões mais caras do país, embora a diferença esteja a diminuir.

A subida generalizada dos preços em quase todo o território nacional e os máximos históricos registados no início de 2026 indicam que o mercado imobiliário açoriano deverá continuar a atrair atenção de compradores e investidores, mantendo uma tendência de crescimento enquanto persistirem os atuais fatores de procura e atratividade.

DA/MS

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

PORTUGAL CANADÁ

Será este o primeiro inverno sem neve em Vancouver em 43 anos?

Vancouver está a entrar no mês de fevereiro sem que tenha sido oficialmente registada qualquer queda de neve na estação meteorológica do aeroporto, o que pode colocar a cidade no caminho para o seu primeiro inverno sem neve em 43 anos.

Ometeorologista Ken Dosanjh, do Environment and Climate Change Canada, afirma que, embora ainda haja algum tempo de inverno pela frente, não existe qualquer probabilidade de neve ao nível do mar no futuro próximo.

Segundo Dosanjh, se não cair neve até à primavera, será a primeira vez que Vancouver passa um inverno inteiro sem neve desde 1982-1983.

O Environment Canada afirma que uma “massa de ar invulgarmente quente” é responsável pela queda diária de recordes de temperatura na Colúmbia Britânica, com Sandspit e Bella Bella a ultrapassarem máximas anteriormente registadas em 1954 e 1998, respetivamente.

As montanhas da North Shore, na região metropolitana de Vancouver, encontram-se verdes e em Grouse Mountain, a estância de ski com vista para a cidade, as temperaturas chegaram aos 12 graus na

quarta-feira (4), com apenas sete das mais de 30 pistas abertas.

Dosanjh disse que, apesar de terem existido alguns relatos de neve húmida na cidade no início de janeiro, até agora nenhuma chegou ao solo ou se acumulou na estação meteorológica do Aeroporto Internacional de Vancouver.

O meteorologista acrescentou que os recentes rios atmosféricos não só trouxeram chuva para algumas zonas da Colúmbia Britânica, como também elevaram os níveis de congelamento, ajudando a derreter qualquer neve que tenha caído na região.

Dosanjh afirmou que “não está a ver qualquer sinal” de neve ao nível do mar durante pelo menos nove dias. “Por isso, talvez tenhamos de esperar até meados ou final de Fevereiro, talvez aí haja uma melhor hipótese. Mas, para já, não estou a ver neve, pelo menos durante a próxima semana”, disse.

Na quarta-feira (4), o Metro Vancouver Regional Parks anunciou a reabertura antecipada do trilho de caminhada Grouse Grind, devido ao “tempo favorável”. Normalmente, este trilho permanece encerrado até pelo menos abril.

Adeus à obrigação de vendas de veículos eléctricos. Olá aos incentivos à compra. Carney agita a indústria automóvel do Canadá

O primeiro-ministro Mark Carney vai revogar a obrigatoriedade de vendas de veículos eléctricos no Canadá, que exigia que, dentro de uma década, todos os automóveis novos vendidos fossem eléctricos, eliminando assim mais uma política ambiental implementada durante a era Trudeau.

Em alternativa, Carney adopta uma abordagem própria, introduzindo normas mais rigorosas de emissões de gases com efeito de estufa para os modelos de veículos produzidos entre 2027 e 2032, com o objectivo de incentivar os fabricantes a produzir mais veículos de emissões zero.

O governo espera que o novo sistema conduza a que 75% dos automóveis novos vendidos no Canadá sejam eléctricos até 2035 — um objectivo ambicioso, mas ainda assim inferior ao imposto pela anterior obrigatoriedade, que Carney está agora a abandonar.

Funcionários governamentais afirmaram que ainda não foi calculado quanto dióxido de carbono será eliminado com o novo sistema, admitindo que os modelos de previsão ainda não estão concluídos.

O governo está também a revelar uma nova estratégia nacional para o sector automóvel, destinada a proteger a indústria e os empregos no Canadá face ao desejo

do Presidente norte-americano Donald Trump de transferir a produção de veículos para os Estados Unidos. Ottawa procura igualmente relançar a indústria nacional de veículos eléctricos e baterias.

Carney anunciou ainda que o governo liberal vai lançar um novo programa de 2,3 mil milhões de dólares para oferecer incentivos à compra ou aluguer (leasing) de até 5.000 dólares para veículos eléctricos e até 2.500 dólares para híbridos plug-in.

Os veículos plug-in terão de custar menos de 50.000 dólares para serem elegíveis e terão de ser fabricados em países com os quais o Canadá tenha acordos de comércio livre, o que excluirá veículos produzidos na China. Este limite de preço não se aplicará a veículos fabricados no Canadá.

No passado, o Canadá ofereceu um desconto popular de até 5.000 dólares para ajudar os consumidores a reduzir o custo de veículos plug-in, mas o programa ficou sem fundos há mais de um ano, devido à elevada procura.

O governo planeia ainda construir mais estações de carregamento em todo o país através de um fundo de 1,5 mil milhões de dólares, para responder à ansiedade dos consumidores que receiam não conseguir chegar ao seu destino por falta de pontos de carregamento.

Stephen Harper diz que o Canadá deve reduzir urgentemente a sua dependência

dos Estados Unidos

O ex-primeiro-ministro Stephen Harper afirmou que o Canadá deve mudar urgentemente de rumo face a um presidente norte-americano imprevisível e reduzir a sua dependência do mercado dos Estados Unidos, de modo a proteger a soberania do país e garantir o funcionamento contínuo da economia.

Discursando numa gala em Ottawa para assinalar os 20 anos desde que formou um governo conservador, Harper disse que, embora tenha “permanecido em grande parte em silêncio” sobre a agressividade dos Estados Unidos até agora, sente-se obrigado a pronunciar-se sobre aquilo que descreveu como uma ameaça existencial.

Segundo Harper, os Estados Unidos tornaram-se “hostis” e o seu líder, o Presidente Donald Trump, está a questionar abertamente a soberania canadiana, lançando ameaças e traindo acordos comerciais, o que representa um “desafio sério” que exige uma resposta firme.

Embora os canadianos estejam “compreensivelmente chocados, confusos e revoltados” com aquilo que Trump e os seus

aliados têm feito nos últimos meses, Harper afirmou que o país deve colocar as emoções de lado e concentrar-se em políticas concretas.

Disse ainda que muitas pessoas na comunidade empresarial acreditam que “as coisas voltarão ao que eram” com o tempo, com um acesso seguro e previsível ao mercado norte-americano, sob um governo dos EUA que “defenda uma ordem global”.

“Não acredito que essa seja uma suposição segura”, afirmou Harper.

“O Canadá tem de se adaptar a novas realidades geopolíticas. E, para ser claro, essas realidades significam que temos de reduzir a nossa dependência dos Estados Unidos.”

Embora os EUA continuem a ser o “principal parceiro” do Canadá, devido à proximidade geográfica e às relações comerciais de longa data, Harper disse que a relação contínua com os Estados Unidos exige “reflexão equilibrada e sóbria”.

À medida que o Canadá se prepara para rever o CUSMA — o acordo de comércio livre com os Estados Unidos e o México — Harper afirmou que o governo deve assegurar dois objectivos nessas negociações:

proteger a base industrial canadiana e preservar o direito de vender recursos críticos a países que não sejam os Estados Unidos. Harper defendeu que o Canadá deve considerar a imposição de tarifas sobre produtos norte-americanos, argumentando que um acordo tarifário unilateral poderia dizimar o sector industrial e manufacturador.

O primeiro-ministro Mark Carney eliminou, no verão passado, muitas das tarifas recíprocas do Canadá sobre bens norte-americanos, numa tentativa de pressionar Trump a terminar a guerra comercial.

Harper alertou ainda que o Canadá não deve tornar-se uma colónia de recursos cativa dos Estados Unidos, exportando a sua valiosa energia e minerais para um único cliente.

Disse também que o país deve avançar com a construção de um oleoduto até à costa da Colúmbia Britânica e simplificar processos regulatórios para acelerar outros projectos que possam fortalecer uma economia sob ataque e atrair capital internacional.

“Não um dia, mas agora mesmo”, afirmou. “Amigos, precisamos disto.”

Credito:

Polícias detidos em investigação sobre crime organizado e corrupção

Pelo menos sete agentes do Serviço de Polícia de Toronto, assim como um aposentado, foram detidos e acusados no âmbito de uma investigação de grande dimensão sobre crime organizado e corrupção, conduzida pela Polícia Regional de York (YRP). A operação, designada “Projeto South”, é descrita pelas autoridades como uma investigação prolongada e complexa, que envolveu uma grande quantidade de recursos e várias forças policiais.

Ainformação foi revelada numa conferência de imprensa realizada na quinta-feira (5), que contou com a presença do chefe da Polícia de York, Jim MacSween, do subchefe Ryan Hogan, e do chefe da Polícia de Toronto, Myron Demkiw. De acordo com os responsáveis durante a conferência, os agentes detidos exerciam funções nas Divisões 11 e 12 da Polícia de Toronto, sendo que pelo menos um dos detidos estava ligado à Unidade de Armas e Gangues. Quatro dos agentes foram suspensos sem vencimento enquanto decorre o processo legal. Entre os detidos encontram-se também agentes seniores com mais de dez anos de serviço, algo que gerou preocupação tanto nas comunidades afetadas como dentro da própria força policial. As acusações centram-se em envolvimentos em crimes graves, como tráfico de drogas, conspiração para cometer homicídio, roubo de carros, extorsão, disparos, conspiração e vazamento de informações privilegiadas da polícia para organizações criminosas, entre outros. Embora a lista completa de crimes ainda não tenha sido oficialmente divulgada, foi revelado que, até ao momento, 27 detenções foram efetuadas, sugerindo que a rede criminosa investigada possui ramificações mais amplas. Durante a conferência, o chefe de polícia de Toronto, Myron Demkiw, descreveu o episódio como doloroso e perturbador, afirmando que o impacto da criminalidade organizada dentro da corporação vai “muito além das ações imediatas” e garantindo que “nenhuma pista será ignorada” nesta investigação.

A investigação, que começou em junho de 2025, envolveu mais de 400 oficiais de várias agências, incluindo a Polícia Regional de York, o Serviço de Polícia de Toronto, a Polícia Provincial de Ontário e os Serviços Correcionais de Ontário. Foi apoiada por uma equipa dedicada de procuradores do Ministério do Procurador-Geral, do Serviço de Procuradorias Públicas do Ca-

nadá e financiada pelo governo de Ontário, através do Criminal Intelligence Service of Ontario.

Durante a conferência de imprensa, a polícia identificou vários suspeitos, incluindo os seguintes agentes da Polícia de Toronto:

Timothy Barnhardt – agente

Robert Black – sargento

John Madeley (Sr.) – agente aposentado

John Madeley (Jr.) – agente

Carl Grellette – sargento

Saurabjit Bedi – agente

Derek McCormick – agente

Elias Mouawad – agente

Vários outros civis também foram identificados, com acusações que incluem conspiração para homicídio, posse de arma proibida com munição e disfarce com intenção criminosa.

Espera-se que mais informações sejam divulgadas nas próximas semanas, à medida que a investigação progride e novas detenções possam ocorrer.

Alunos do secundário no Ontário

precisam de notas mais altas do que nunca para entrar na universidade, mostram dados

Maya Duckworth-Pilkington passou as primeiras duas semanas de janeiro enterrada nos livros, a estudar. Até ao momento em que entregou o exame final de Funções Avançadas, a finalista da Rosedale Heights School of the Arts não se apercebeu de quanto tempo e esforço estava a dedicar aos estudos. “A pressão para ter bons resultados é maior do que nunca”, explicou através de mensagem de texto. “As pessoas não dormem bem, não comem bem e não têm tempo de lazer.”

Na altura em que estava a fazer os exames, Duckworth-Pilkington disse que tinha uma média de 96%. É tutora de colegas, co-presidente de um clube de liderança, editora do jornal da escola e responsável de produção do programa de teatro musical da escola.

Apesar disso, não tem a certeza se conseguirá entrar no curso universitário que deseja.

A sua experiência reflete uma tendência que mostra que as médias de entrada dos alunos do 12.º ano que conseguem vaga na

universidade continuam a subir. E têm vindo a subir há 15 anos, segundo uma análise de dados do Conselho das Universidades do Ontário (Council of Ontario Universities –COU), feita pela CBC News. É uma tendência que remonta a 2006, sendo que os dados mais recentes do COU, referentes a 2021, mostram que, para a maioria das universidades, as médias típicas de entrada para estudantes do secundário situavam-se entre 85,4% e 92,9%. Uma análise anterior da CBC News, baseada em dados até 2017, mostrava que nesse ano as médias de entrada variavam entre 82,2% e 90,4%.

Os números traçam um retrato preocupante da realidade vivida pelos estudantes finalistas na província neste momento, à medida que os processos de admissão universitária se tornam mais competitivos e especialistas em educação defendem uma reforma profunda tanto no sistema de avaliação do ensino secundário como no processo de admissão às universidades.

A comunidade reuniu-se no domingo, 1 de fevereiro, para assinalar o 38.º Annual Black History Month Kick-Off Brunch, evento que marcou o início oficial das comemorações do Mês da História Negra no Canadá. A iniciativa foi organizada pela Ontario Black History Society e contou com a presença de líderes comunitários, representantes institucionais, educadores e famílias.

Em 2026, o Canadá celebra 30 anos desde que a Câmara dos Comuns reconheceu oficialmente o mês de fevereiro como o Mês da História Negra, um marco importante na valorização do contributo histórico, cultural e social das comunidades negras para a construção do país.

É neste contexto que surge o tema deste ano, “History starts at Home” em português, “A história começa em casa”, uma mensagem que coloca a família e a comunidade no centro da preservação da memória e da identidade cultural, reforçando a importância da transmissão de valores entre gerações. O evento de abertura decorreu num ambiente de partilha e reflexão, proporcionando um espaço para recordar o legado das comunidades negras ao longo de várias gerações e para reforçar o papel da educação e da vivência familiar na construção da identidade individual e coletiva.

Segundo o presidente da Ontario Black History Society, Cali Braithwaite-Walton, o tema escolhido é um lembrete simples,

mas poderoso, de algo que já é conhecido por todos. Para o responsável, as histórias da comunidade não começam em placas comemorativas nem nos manuais escolares, mas sim à mesa de jantar, no carro a caminho da escola e nos momentos de partilha com os mais velhos.

Cali Braithwaite-Walton sublinhou ainda que é nesses momentos do quotidiano, em conversas informais e cheias de significado, que os jovens aprendem quem são, de onde vêm e porque a sua história importa.

Ao longo do mês de fevereiro, estão programadas diversas iniciativas educativas, culturais e comunitárias, que pretendem não só homenagear o passado, mas também inspirar as novas gerações a conti-

nuar a construir o futuro. O 38.º Annual Black History Month Kick-Off Brunch deu, assim, o pontapé de saída para um mês de celebrações que reconhecem a resiliência, a criatividade e o impacto duradouro das comunidades negras no Canadá, reforçando o valor da memória, da identidade e da união comunitária.

Chief Myron Demkiw. Foto: Toronto Police Service

NÚMEROS, APOSTAS E NEGÓCIOS

PREÇOS DOS BILHETES

Preço de "Entrada" (Mais Barato)

Começa por volta de $5.800 USD

(aprox. $8.100 CAD)

Média de Revenda Ronda os $9.900 USD (aprox. $13.800 CAD)

Mais Caro

Camarotes VIP e lugares premium estão listados acima de $63.000 USD

A GRANDE APOSTA

As estimativas sugerem que os norte-americanos irão apostar legalmente mais de $1,76 mil milhões neste único jogo.

O LADO DIVERTIDO

DAS APOSTAS

O Lançamento da Moeda (Cara ou Coroa)

A "Coroa" (Tails) venceu o lançamento em 53% dos Super Bowls. A tendência histórica sugere que apostar na Coroa é a escolha favorita.

A Cor do Gatorade

A cor do "Banho de Gatorade" no treinador vencedor é uma das apostas mais populares.

⊲ Laranja: O favorito (historicamente frequente).

⊲ Azul: O outsider (a surpresa possível).

⊲ Roxo: Pagamento elevado (muito raro).

O "Doink" (Bater no Ferro)

Será que um field goal vai bater nos postes verticais ou na barra transversal? (Paga odds enormes, aprox. 46,00).

Duração do Hino

Mais/Menos (Over/Under) de 1 minuto e 58 segundos para Charlie Puth.

O "BOOM" DAS APOSTAS NO CANADÁ

Com o mercado regulamentado do Ontário em pleno funcionamento, espera-se que o volume de apostas no Canadá atinja recordes, sendo as apostas especiais (ex: "Será que o Bad Bunny vai usar óculos de sol?", "Resultado da moeda ao ar") massivamente populares.

CUSTO DA PUBLICIDADE

Um spot de 30 segundos custa cerca de $7 Milhões+ (1 Segundo de tempo de antena = $233.333 USD)

Isto é, sensivelmente, o preço de um Ferrari Roma... por cada vez que pestaneja durante um intervalo publicitário.

O derradeiro "arco de redenção". Um QB veterano que revitalizou a sua carreira para levar Seattle ao grande jogo

O Troféu O icónico Troféu Vince Lombardi é produzido artesanalmente pela Ti any & Co. O processo de fabrico demora 4 meses. A taça mede 56 cm de altura e pesa cerca de 3,2 kg.

FESTIVIDADES E ENTRETENIMENTO

A ABERTURA "DA CASA"

A lendária banda de punk-rock Green Day(nativos de East Bay, Califórnia) dará início à transmissão com uma atuação especial de tributo ao 60.º Aniversário, momentos antes do pontapé de saída.

OS HINOS

Hino Nacional: Charlie Puth

Conhecido pelo seu perfect espera-se que mantenha a atuação America the Beautiful: Brandi

A nativa do estado de Washington Grammys emprestará a sua Lift Every Voice and Sing: Coco Conhecido como o "Hino Nacional interpretado por Coco Jones,

Domingo, 8 de fevereiro Levi’s Stadium (Santa
Esta é a desforra do Super Bowl interceção de Malcolm
Sam Darnold

fevereiro de 2026 ás 18h30 (Santa Clara, California)

Bowl XLIX (2015), famoso pela Butler na linha de golo.

QUARTERBACKS —>

O MENU ESTATÍSTICAS DE CONSUMO

Drake Maye

A jovem estrela no seu segundo ano, à procura de iniciar uma nova dinastia.

Puth pitch (ouvido absoluto), atuação abaixo dos 2 minutos.

Brandi Carlile Washington e vencedora de 11 voz ao clássico patriótico.

Coco Jones Nacional Negro", será Jones, natural da Carolina do Sul.

O ESPETÁCULO DO INTERVALO (HALFTIME SHOW)

Bad Bunny

A superestrela porto-riquenha promete incendiar o palco com uma produção massiva de Latin-trap e Reggaeton.

Asas de Frango (Chicken Wings) A comida nº 1 do futebol americano. Prevê-se que os americanos comam 1,48 mil milhões de asas durante o fim de semana.

A Domino’s e a Pizza Hut registam tipicamente um aumento de 67% nas encomendas no Domingo do Super Bowl em comparação com um domingo normal.

As vendas de queijo a retalho sobem 10% na semana que antecede o jogo (para nachos, dips e tábuas de queijos).

Cerveja

É o segundo maior dia de consumo de cerveja nos EUA (atrás do 4 de Julho), com mais de 1,23 mil milhões de litros consumidos.

O snack de topo no Canadá Enquanto os americanos preferem as asas de frango, os dados sugerem que os canadianos consomem muito mais machos com molho (nachos and dip) do que o mercado dos EUA durante o jogo.

FACTOS CURIOSOS

O Dia "de Baixa"

Estima-se que 16 a 19 milhões de pessoas (na América do Norte) liguem tipicamente a dizer que estão "doentes" na segunda-feira após o Super Bowl (frequentemente apelidada de "Super Sick Monday").

Explosão de Abacate Mais de 45 milhões de quilos de guacamole são consumidos neste único domingo.

Logística da Pizza: Os estafetas da Pizza Hut e da Domino's percorrerão, no domingo, quilómetros suficientes para ir à Lua e voltar 3 vezes.

PORTUGAL PORTUGAL

Inovação

Universidade de Aveiro desenvolve substitutos ósseos a partir de impressão 3D

Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu um projeto de medicina regenerativa focado na criação de substitutos ósseos personalizados, através de tecnologia de impressão tridimensional (3D).

Segundo explica a Universidade em comunicado, os investigadores recorreram à técnica de fotopolimerização em cuba, para produzir peças à medida de cada paciente, utilizando uma resina líqui-

base aquosa, para mimetizar o mineral do osso humano e permitir a produção de estruturas complexas, adaptadas a cada caso clínico. A utilização da base aquosa reduziu em cerca de 80% o uso de compostos orgânicos e diminuiu o tempo da fase final de produção em cerca de 60%.

"Os próximos passos do processo envolvem a avaliação do comportamento biológico do material e a realização de testes avançados para garantir a segurança e eficácia das soluções antes da aplicação clíni-

Mau tempo

"Não temos condições". Câmara de Alcácer do Sal decide adiar eleições

A presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, decidiu adiar as eleições presidenciais de domingo (8) no concelho, devido à situação de calamidade, tendo já comunicado essa intenção à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

"Já tínhamos refletido e falado com os presidentes de junta sobre essa eventualidade e hoje concretizámos com o envio às entidades competentes dessa decisão de não realizar as eleições" este domingo (8), revelou Clarisse Campos, em declarações à agência Lusa.

Segundo a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, que após a visita do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comunicou essa decisão à CNE, não estão reunidas as condições para a realização do ato eleitoral. "Não

presidenciais

temos mesmo condições. Temos muitas localidades que estão isoladas, algumas delas onde funcionam mesas de voto. Temos toda a zona baixa da cidade completamente inundada", pelo que "era impensável que o ato eleitoral se realizasse com as mínimas condições", explicou.

Considerando que em Alcácer do Sal, um dos concelhos abrangidos pela situação de calamidade decretada pelo Governo até domingo, "a situação ainda é mais grave do que na semana passada", a autarca reforçou que "a decisão será a de não realizar o ato eleitoral", para já, para as presidenciais. Sobre uma nova data, a autarca referiu que, "em conformidade com a lei", o próximo ato eleitoral teria de se realizar "na semana seguinte". No entanto, disse "aguardar pela decisão das entidades competentes".

JN/MS

Guitarrista português Nuno Bettencourt vence Grammy

O guitarrista português, e CEO da Atlantis Entertainment, Nuno Bettencourt foi um dos vencedores da noite dos prémios Grammy 2026, que decorreram em Los Angeles, ao ser distinguido na categoria de Melhor Atuação Rock pela sua participação em "Changes (Live from Villa Park)".

Acanção premiada é dos Black Sabbath, banda do cantor britânico Ozzy Osbourne, que morreu em julho de 2025. A atuação que resultou no Grammy aconteceu no concerto de despedida de Ozzy, semanas antes de morrer, tendo Bettencourt dividido o palco com Yungblud, o baixista Frank Bello, o teclista Adam Wakeman e o baterista II.

Os vencedores deste Grammy subiram ao palco para receber o prémio, juntamente com Sharon Osbourne, viúva de Ozzy Osbourne, que estava visivelmente emocionada. Yungblud foi o responsável pelo discurso de aceitação, enquanto Bettencourt falou, mais tarde, com os jornalistas, na sala destinada às entrevistas dos vencedores.

Aos jornalistas, o português falou da ascensão da Inteligência Artificial (IA) e disse que esta não pode substituir a magia das atuações ao vivo. "Esta é a maior oportunidade para os rockers e para o rock'n'roll. A música verdadeira e as

canções verdadeiras são histórias reais que te tocam, há sangue na partitura, colocas-te nessa partitura e ninguém vai reproduzir isso", afirmou. "A imperfeição é a essência do rock'n'roll. Toda a gente tenta disfarçar as imperfeições, mas é aí que reside a essência. E, se conseguires fazer isso em palco, que é onde o rock'n'roll realmente acontece, a IA não se vai meter contigo", acrescentou. Natural dos Açores, e mais concretamente da Ilha Terceira, Nuno Bettencourt é um conceituado guitarrista, compositor e produtor português, que se tornou mundiamente conhecido por ser membro da banda de rock Extreme. EN/MS

Irmão de chefe de gabinete de Montenegro nomeado consultor por €4.000/mês

Frederico Perestrelo Pinto, de 25 anos, irmão do chefe de gabinete do primeiro-ministro, foi nomeado consultor coordenador do Grupo de Trabalho para a Reforma do Estado. Há um ano era estagiário na EDP Renováveis, em Madrid, mas agora vai ganhar 4.400 euros em Portugal.

notícia é avançada pela CNN Portugal. Segundo o canal de informação, o Ministério da Reforma do Estado justifica a escolha com excelentes notas em prestigiadas universidades e diz que existiu um processo de recrutamento com entrevista.

O gabinete liderado pelo ministro Gonçalo Matias sublinha que o novo consultor coordenador tem todas as condições para o cargo, cumprindo os critérios definidos, numa equipa que deve ter um "perfil analítico ou jurídico, experiência de gestão, ca-

pacidade de acompanhamento de projetos, e uma base académica relevante na área jurídica e económica".

O gabinete do ministro destaca ainda que o nomeado "tem uma licenciatura numa das melhores faculdades portuguesas de economia, a Nova SBE, com 17 valores" e "um mestrado numa das melhores universidades do mundo, a Bocconi, em Milão, onde obteve uma classificação de 109/110 pontos e a classificação máxima na nota da tese".

Além disso, segundo o Governo, Frederico Perestrelo Pinto era, até agora, "business development analyst na EDP Renováveis em Madrid", "cargo e cidade que deixou para contribuir para o trabalho deste Grupo de Trabalho, apesar deste ter uma duração muito limitada no tempo", ou seja, até 31 de dezembro de 2026.

EUA asseguram ter detido mais de quatro mil imigrantes em Minneapolis

A Administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que foram detidos mais de quatro mil imigrantes acusados de diversos crimes durante as operações realizadas em Minneapolis por agentes federais no âmbito da chamada Operação Metro.

De acordo com dados divulgados pela Casa Branca, as detenções incluem pessoas condenadas por crimes graves como homicídio, violação, roubo e tráfico de drogas, além de membros de gangues e outros considerados uma ameaça à segurança pública.

As autoridades indicaram que as operações foram executadas por agentes do Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE) com o apoio da Patrulha Fronteiriça e de forças locais, como parte de um desdobramento que começou em meados de 2025. O comunicado, assinado pela porta-voz da presidência, Karoline Leavitt,

assegura que se trata de uma "conquista sem precedentes", com a qual se justifica o deslocamento de mais de 3.000 agentes federais para a cidade, onde durante o mês de janeiro dois norte-americanos, Nicole Good e Alex Pretti, faleceram na sequência de disparos dos agentes em duas operações distintas em Minneapolis.

Antes da divulgação destes dados, o 'czar' da fronteira da Administração Trump, Tom Homan, anunciou que retiraria cerca de 700 agentes de imigração do estado de Minnesota e da cidade de Minneapolis devido à cooperação "sem precedentes" das autoridades locais.

O anúncio surge após constantes protestos dos cidadãos, que, depois das mortes de Good e Pretti, mantiveram manifestações e acampamentos contínuos na cidade exigindo uma resposta da justiça, bem como a retirada das forças federais.

JN/MS

Revelação de novos documentos sobre caso Epstein reacende polémicas em vários países

A divulgação de três milhões de documentos da investigação ao criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein reacendeu controvérsias que atingem figuras políticas, a realeza britânica e instituições internacionais, com impactos em França, Reino Unido, México, Noruega e Rússia.

Oantigo ministro da Cultura francês Jack Lang tentou conter a polémica gerada pelas referências ao seu nome nos documentos, invocando "ingenuidade" na relação com Jeffrey Epstein, afastando a hipótese de renunciar à presidência do Instituto do Mundo Árabe, cargo que ocupa desde 2013. Lang, de 86 anos, sublinhou que não existe qualquer acusação formal contra si e que a sua presença nos documentos não implica irregularidades, embora as 673 menções ao seu nome e alegados conflitos de interesses tenham afetado a sua reputação e a da filha, Caroline.

No Reino Unido, o antigo príncipe André Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Carlos III, abandonou antecipadamente a sua residência em terras da Coroa perto do Castelo de Windsor, na sequência da di-

vulgação dos documentos. A saída ocorreu num momento em que a Polícia do Vale do Tamisa anunciou a investigação de alegações de que Epstein teria levado uma segunda mulher ao Reino Unido para manter relações sexuais com André Mountbatten-Windsor em 2010, acusações distintas das feitas por Virginia Giuffre, que se suicidou no ano passado.

André Mountbatten-Windsor negou reiteradamente qualquer irregularidade na relação com Epstein e não comentou publicamente as novas alegações, apesar de surgir várias vezes nos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Na Noruega, o Instituto Nobel aguarda esclarecimentos do antigo primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, ex-presidente do Comité do Prémio Nobel da Paz, sobre possíveis benefícios financeiros recebidos de Epstein. O diretor do instituto, Kristian Berg Harpviken, avisou que, se se confirmarem benefícios significativos durante o exercício de funções no Comité Nobel, tal violaria o código de ética da instituição, sem, contudo, antecipar conclusões.

JN/MS

Diálogo

Estados Unidos e Rússia vão retomar diálogo militar de alto nível

Os Estados Unidos e a Rússia decidiram em Abu Dhabi, durante as negociações de paz sobre a Ucrânia, retomar o diálogo entre militares de alto nível, indicou o Comando Europeu das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUCOM).

Adecisão foi divulgada no dia em que expirou o tratado New Start, o último acordo de controlo de armamento nuclear entre Washington e Moscovo. "Manter o diálogo entre as forças armadas é um fator importante de estabilidade e de paz no mundo, que não podem ser alcançadas apenas pela força, e oferece um meio para aumentar a transparência e promover a desescalada", afirmou o EUCOM, estru-

tura tutelada pelo Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono). Num comunicado, o EUCOM referiu que o acordo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, foi alcançado após reuniões entre o general Alexus Grynkewich, comandante do EUCOM - que acumula igualmente as funções de Comandante Supremo Aliado da NATO na Europa -, e altos responsáveis militares russos e ucranianos. Este canal de diálogo "proporcionará um contacto militar-militar consistente, enquanto as partes continuam a trabalhar no sentido de uma paz duradoura", destacou a mesma nota informativa.

JN/MS

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Credito: JN

Sabor que une, momentos que ficam

Porto tropeça, Benfica oscila e Sporting tenta manter coerência; enquanto isso, equipas médias e pequenas complicam a vida dos grandes

Aépoca 2025/2026 do futebol português continua a revelar contornos próprios turbulentos, irregulares e, acima de tudo, reveladores. Fragilidades que antes eram escondidas atrás de vitórias magras ou momentos de inspiração individual agora estão à vista de todos. O último fim de semana competitivo provou isso mais uma vez: talento há, qualidade técnica existe, mas estabilidade é artigo raro.

O Porto teve a sua primeira derrota significativa. Não tanto pelo resultado em si, mas pela incapacidade de controlar jogos que, em teoria, deveria dominar. O Porto 2025/2026 é intenso, esforçado, mas ainda procura identidade. Falta clareza quando o plano falha, falta um condutor em campo que assuma a responsabilidade e dite o ritmo do jogo. Reagir mais com nervos do que com futebol não combina com a história do clube. E, se isto se tornar padrão, preocupa. Olhar para o banco e ver lá o menino Rodrigo Mora reforça a sensação de que o reage mais com nervo do que com técnica. O Benfica segue com a mesma contradição que tem marcado as últimas jornadas. A equipa joga bem, controla ritmos, pressiona adversários, mas continua a falhar na hora de matar o jogo. As águias são técnicas, evoluídas, mas emocionalmente intermitentes. Quando tudo corre bem,

parecem europeias; quando o adversário resiste, falta agressividade e fome no último terço. O empate não destrói objetivos, mas acende alertas: é preciso ajustar o timing, a decisão e a frieza nos momentos-chave. A gestão de jogadores e a pressão das competições europeias começam a deixar marcas, e não será surpresa se esses sinais se refletirem nas próximas jornadas do campeonato.

No palco europeu, o contraste é mais positivo. Benfica e Sporting garantiram a passagem à fase seguinte da Champions, cumprindo objetivos importantes para ambos os emblemas. O Benfica vai disputar o playoff, com dupla jornada frente ao Real Madrid, o Sporting segue diretamente para os oitavos de final. O Benfica conseguiu avançar com pragmatismo: soube sofrer, esperar e ser eficaz. Mas este equilíbrio raramente se repete nos jogos do nosso campeonato. Internamente, o ritmo, a intensidade e a concentração continuam a oscilar, e os adversários mais organizados aproveitam qualquer deslize.

O Sporting, por sua vez, mantém coerência rara no futebol português. Processos bem treinados, jogadores confortáveis nas suas funções e uma ideia de jogo consistente permitiram à equipa atravessar a primeira metade da época com relativa tranquilidade e chegar a esta fase com os objetivos intactos. Rui Borges continua a demonstrar estatuto de treinador sólido, capaz de impor disciplina e visão estratégica. A Champions surge como consequência natural de um projeto estruturado, e neste momento isso é ouro para o clube.

Nos Açores, o cenário é diferente. O Santa Clara aposta em Petit, numa tentativa de travar a queda e recuperar competitividade. O treinador representa organização, intensidade e combate: ingredientes clássicos quando a tabela aperta. Não é revolução, é sobrevivência. Primeiro, é preciso acreditar que é possível competir; depois, lutar ponto a ponto. Petit enfrenta o desafio de conciliar a pressão do campeonato com a necessidade de desenvolver a equi-

pa para além da simples estratégia defensiva.

Mas o desafio de Petit vai mais longe do que somar pontos. O futebol português mudou, mesmo nas equipas de menor orçamento. Já não basta fechar espaços e esperar pelo erro do adversário. É preciso saber sair a jogar, gerir ritmos, manter posse, explorar transições e, sobretudo, controlar emoções. Petit conhece o campeonato como poucos, mas esta época testará a sua capacidade de adaptação a um contexto em que a margem de erro é mínima.

Enquanto isso, equipas médias como Moreirense, Braga e Gil Vicente mostram organização, ambição e capacidade de complicar a vida aos grandes. Já não se trata de respeitar estatutos: cada ponto conta, cada falha é aproveitada, e o equilíbrio da tabela mantém-se incerto. Esta crescente competitividade torna a liga imprevisível e exige das equipas grandes uma consistência que, até agora, poucas conseguem manter durante toda a época.

O último fim de semana não decidiu títulos, mas revelou muito. Mostrou que os problemas estruturais não desaparecem. Que a Europa pode ser palco de afirmação, mas também espelho de limitações internas. Que a consistência mental e a gestão do desgaste físico e emocional são tão determinantes quanto a qualidade técnica. A época 2025/2026 tem sido um teste à resiliência de jogadores, treinadores e clubes. No futebol português, quem melhor souber lidar com a imperfeição terá vantagem. Esta época não será ganha pelo melhor, mas pelo menos inconsistente. Quem conseguir equilibrar pressão, talento e tomada de decisão, mesmo em momentos de adversidade, terá a chave para chegar ao final do campeonato com ambição real de vitória. Em tempos de equilíbrio instável, mais do que futebol, o que conta é resistência mental, emocional e estratégica. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião
Creditos: DG/Firefly

Quarta vitória seguida com um golo nos descontos para a equipa leonina. Luís Suárez foi outra vez herói. Insulares ainda puseram Alvalade em sentido.

OSporting está a habituar-se a resolver jogos em cima da hora. Depois de ter ganhado nas compensações ao PSG, em Arouca e em Bilbau, a equipa leonina voltou a brincar com o fogo e a sair sem se chamuscar da partida com o Nacional. Um golo de Luis Suárez, aos 90+6 minutos, garantiu a vitória, perante um adversário que só pecou mesmo por não conseguir segurar a bola nos instantes finais e que já devia saber que este leão nunca desiste.

O desgaste da Champions fez-se sentir e a gestão de Rui Borges no onze verde e branco não o disfarçou. Perante um Nacional bem organizado, o Sporting sentiu dificuldades para ligar o jogo. Os madeirenses tiveram a primeira grande oportunidade, num lance de superioridade numérica em que Catamo impediu Veron de faturar. Erráticos, os anfitriões só responderam à beira do intervalo, por Suárez, cujo desvio não chegou para bater o guarda-redes Kaique.

A segunda parte continuou equilibrada e o Sporting só melhorou após a entrada de Trincão, que esteve no golo de Pedro Gonçalves, aos 72 minutos. A vantagem leonina durou pouco e o 1-1 chegou numa jogada em que Rui Silva não desfez um remate à figura de Gabriel Veron e permitiu a recarga vitoriosa de Alan.

O Casa Pia ganhou pela primeira vez em casa, ao mesmo tempo que aplicou a primeira derrota ao F. C. Porto neste campeonato nacional, sendo também a primeira vitória de sempre dos casapianos sobre os dragões. William Gomes viu vermelho direto, após lance perigoso.

Orelvado de Rio Maior não se mostrou nas melhores condiçõves, devido à chuva que se fez sentir, sendo que a equipa da casa defendeu com as linhas muito baixas e beneficiou de grande eficácia para marcar na primeira aproximação, com Larrazabal a abrir o marcador aos 12 minutos, contra a corrente do jogo.

A estratégia dos casapianos manteve-se a mesma e beneficiaram de algum

azar de Thiago Silva, que colocou a bola na própria baliza, no último minuto da primeira parte. Na retoma, os dragões reagiram imediatamente, com Pablo Rosario a diminuir a vantagem caseira, aplicando um remate rasteiro à entrada da área.

A formação azul e branca continuou a insistir e o Casa Pia a resistir. Aos 78 minutos, William Gomes protagonizou um lance de muito perigo, colocando o pé em riste e vendo a cartolina vermelha sem qualquer contestação. Os portistas, com menos um, já não tiveram capacidade de criar perigo.

Apesar da derrota, o F. C. Porto continua líder isolado, com 55 pontos, mas vê o Sporting ficar a apenas quatro pontos, antes do clássico na próxima jornada. Já o Casa Pia saí da linha de água, sendo agora 15.º classificado, com 18 pontos.

O assalto final do Sporting à baliza insular começou por esbarrar no VAR, que anulou um golo a Luis Suárez por offside de oito centímetros, mas o avançado ainda tinha mais uma bala. No último minuto dos descontos, o Nacional tentou sair a jogar e a bola foi parar aos pés de Alisson, que serviu o colombiano para uma finalização de classe. Alvalade foi de novo à loucura.

JN/MS

HOUSE LEAGUE • Boys & girls 4 to 18 • Weekly games & season ending tournament

Team jersey, shorts & socks

ACADEMY PROGRAM

Weekly soccer school

COMPETITIVE REP TEAMS

our website for tryout info

Boys & girls 8 to 18

Men & women SOCCER CAMP

Weekly soccer camp

Full day & half day camp

Creditos:

20ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 07/02

Moreirense 15:30 Gil Vicente

Est. Amadora 15:30 Santa Clara

Estoril Praia 18:00 CD Tondela

FC Arouca 20:30 Vitória SC 08/02

Nacional 15:30 Casa Pia AC

SC Braga 18:00 Rio Ave

Benfica 20:30 FC Alverca 09/02

FC Famalicão 18:45 AFS

FC Porto 20:45 Sporting

RESULTADOS - 19ª JORNADA

C.D. Tondela

S.L. Benfica

Benfica empata em Tondela e atrasa-se ainda mais na luta pelo título

1-1

Sporting B 2-0

UD Leiria ADI

Portimonense

UD Oliveirense

Paços Ferreira

Feirense 1-1 Marítimo

19ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 06/02

FC Porto B 18:00 Académico

GD Chaves 20:15 FC Penafiel 07/02

Lourosa 11:00 FC Felgueiras

Marítimo 14:00 Farense

UD Oliveirense 15:30 FC Vizela

Leixões 18:00 Feirense 08/02

Torreense 15:30 UD Leiria 09/02

Portimonense 18:00 Benfica B 10/02

Paços Ferreira 20:15 Sporting B

O Benfica empatou a zeros na visita a Tondela (0-0), ficando mais longe do segundo lugar do Sporting, sendo que o líder F. C. Porto ainda não jogou nesta jornada do campeonato e também se pode distanciar. Num relvado muito desgastado pela forte chuva que se fez sentir este domingo, os encarnados pecaram pela finalização desde o primeiro minuto. Até ao intervalo, não faltaram oportunidades de golo falhadas por parte das águias, que viram um penálti assinalado sobre Barreiro ser revertido após revisão VAR. Na segunda metade, a toada da partida pouco mudou e entrou ainda mais em evidência as grandes defesas do guarda-redes Bernardo Fontes, uma autêntica muralha na baliza dos beirões.

O Benfica voltou a entrar por cima e a falhar oportunidades perante a inspiração de Bernardo. Mourinho lançou Sidny, Rafa e depois Bruma e Anísio, este último também testou o guarda-redes, mas não teve a inspiração do jogo com o Estrela da Amadora, na última jornada. Os encarnados mantiverem o domínio e chegada à área, mas os beirões nunca deixaram de contra-atacar. Em Tondela, o Benfica deixou dois preciosos pontos. A luta pelo título, e agora pelo segundo lugar, complica-se.

Com este empate, o Benfica segue no terceiro posto, com 46 pontos, enquanto o Tondela continua na penúltima posição, com 13. LN/MS

LIGA DOS CAMPEÕES

Mourinho

diz que Benfica

reencontra

o “rei” e “maior candidato” a vencer a Champions

Creditos: DR

O treinador do Benfica, José Mourinho, apontou o Real Madrid, futuro adversário dos “encarnados” no play-off da Liga dos Campeões de futebol, como “o maior candidato a ganhar a competição”.

Mourinho recordou a limitação do sorteio de sexta-feira (30), apenas com dois clubes que o próprio já orientou, casos de Real Madrid e o Inter Milão.

“Só tínhamos duas possibilidades, o Real ou o Inter, não tínhamos mais que escolher. Tocou-nos o rei. No outro dia, quando um jogador do Real me ofereceu a camisola, a brincar, mostrei aos meus colegas o símbolo que tinham na camisola, no braço, são 15 títulos, são o rei, com tudo o que isso significa, em termos de história e, também, do momento atual”, reconheceu.

O técnico dos “encarnados”, que comandou o emblema madridista entre 2010 e 2013, atribuiu o favoritismo ao próximo adversário na eliminatória, mas também na competição. “São o maior candidato a ganhar a competição, mas temos três jogos de campeonato antes”, rematou Mourinho, aludindo aos jogos com Tondela, Alverca e Santa Clara, antes de receber o Real Madrid, em 17 de fevereiro, e visitar os espanhóis, uma semana depois, no dia 25. Apesar de ter anunciado a vontade de “acabar” com esse jogo, resolvido nos descontos com um golo de cabeça do guarda-redes ucraniano Trubin, Mourinho destacou a atitude “incrível” do guarda-redes belga do Real Madrid Courtois, ao felicitar o seu homólogo, que, “dentro da tristeza da derrota, encontrou alguns segundos para estar feliz pelo seu colega que fez uma coisa de outro mundo”.

JN/MS

FUTEBOL Villas-Boas critica “horas a esmiuçar imagens à procura de penáltis inexistentes contra o F. C. Porto” no campeonato

Presidente do F. C. Porto, André Villas-Boas, diz que o caminho que os dragões têm pela frente continua “exigente” e fala em “narrativa carbonizada” de alguns comentadores.

No editorial que assina mensalmente na revista “Dragões”, o presidente portista mostra-se satisfeito com a trajetória da equipa de Francesco Farioli, mas lembra que “nada está ganho”, apontando aos obstáculos que o F. C. Porto terá de ultrapassar no resto da temporada.

“O caminho que temos pela frente continua exigente. Continuaremos a disputar tudo, contra tudo e contra todos: contra adversários fortes e em contextos difíceis, contra a narrativa carbonizada e plasmada de alguns 'comentadores', que de isentos têm pouco, em meios de comunicação social que anseiam pela nossa queda, chegando até a prevaricar com a honra dos atletas das equipas que defrontam o F. C. Porto e que dedicam horas a esmiuçar, em 'loop' e com lupa, imagens à procura de penáltis inexistentes contra o F. C. Porto, sustentados por ex-membros de comissões não permanentes de arbitragem da FPF que continuam a intoxicar o trabalho dos árbitros a cada fim de semana”, escreveu André Villas-Boas.

“Por tudo isto, fevereiro será um mês determinante na nossa caminhada, onde a união em torno da equipa e dos seus objetivos é fundamental”, acrescenta, recordando os bons resultados das últimas semanas.

JN/MS

Creditos: DR

FUTEBOL

Eustáquio sai do estágio para negociar com clube da MLS

Stephen Eustáquio já não entra nas contas de Francesco Farioli e foi autorizado a negociar diretamente com um clube da Major League Soccer norte-americana, abrindo assim a porta à saída do FC Porto. Há, entre os cenários estudados, a possibilidade de o jogador renovar com os azuis e brancos e ser emprestado com opção de compra, no caso ao Los Angeles FC. O vínculo de Eustáquio termina em 2027.

Los Angeles Football Club é neste momento o emblema mais bem colocado para receber o futebolista e já há contactos acelerados para fechar o acordo. Inclusivamente, o atleta já viaja com destino aos Estados Unidos. No caso deste clube, o acordo contempla um empréstimo simples, sem compensação financeira, até ao final da MLS, mas com opção de compra de cerca de 7 milhões de euros. Os norte-americanos suportam o salário de Eustáquio. Eustáquio leva três anos e meio de dragão ao peito, período em que assumiu papel de destaque e conquistou sete títulos oficiais: uma Liga, duas Supertaças Cândido de Oliveira, três Taças de Portugal e uma Taça da Liga.

A escassa utilização esta época pesou decisivamente na decisão, além, claro, da chegada de Seko Fofana aos azuis e brancos, que reduz ainda mais a margem de Eustáquio. O médio soma 583 minutos repartidos por 16 jogos. Na Liga o cenário é ainda mais desolador, sem qualquer titularidade nas 19 jornadas já disputadas e 184 minutos de utilização, realidade que o levou a procurar novos desafios para manter o protagonismo necessário com vista ao Campeonato do Mundo, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.

A Bola/MS

Presidente da FIFA defende fim de veto às equipas russas

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu o levantamento da proibição de as equipas russas participarem nas competições internacionais de futebol. A medida foi implementada no início da guerra da Ucrânia, com a invasão das forças russas.

“Este boicote não conseguiu nada, só criou mais frustração e ódio. Que os meninos e as meninas da Rússia possam jogar futebol em outras partes da Europa pode ajudar”, disse, em entrevista ao canal britânico Sky, sobre a proibição de as equipas russas competirem internacionalmente, que dura desde o início de 2022.

Infantino garante que o fim deste boicote deve começar, “pelo menos, nas categorias inferiores”, considerando que um veto às equipas israelitas, devido à

guerra na Faixa de Gaza, seria “uma derrota”. “Deveríamos nos assegurar nos nossos estatutos de que nenhum país possa ser vetado de jogar futebol pelos atos dos seus líderes políticos”, referiu.

Na mesma entrevista, o líder da FIFA defendeu a atribuição do primeiro Prémio da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Obviamente que o merece. E não o digo apenas eu, uma vencedora do Prémio Nobel da Paz [a venezuelana María Corina Machado] também o disse. Ele [Trump] tem sido uma parte instrumental na hora de resolver conflitos e salvar milhares de vidas”, referiu.

Os Estados Unidos vão receber, juntamente com o México e o Canadá, o Mundial 2026 de futebol.

JN/MS

FPF quer reformular quadros competitivos e direitos televisivos

O diretor executivo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Vasco Pinho, apresentou as conclusões do Congresso do Futebol Português, destacando a reformulação dos quadros competitivos e os direitos televisivos entre as áreas que a sofrer reformas estruturais.

Congresso do Futebol, que teve lugar na Cidade do Futebol, em Oeiras serviu como “montra” da FPF para apresentar as reformas estruturais que pretendem “reforçar a sustentabilidade, competitividade e coesão” da modalidade.

O organismo agendou a apresentação do plano estratégico da FPF para 24 de feve-

reiro, precisamente um ano depois de Pedro Proença ter sido empossado sucessor de Fernando Gomes.

No evento a FPF apresentou mais de 100 propostas, das quais se destacam a reformulação das provas sob a sua tutela, com a Taça de Portugal a ver os “grandes” entrarem uma ronda mais tarde e as meias-finais a apenas um jogo, a Supertaça jogada no modelo de “final-four”, mas também alterações no Campeonato de Portugal, com o aumento do número de clubes participantes, e na Liga Revelação, competição sub-23.

Na vertente da discutida centralização dos direitos televisivos, que terá de ser implementada nas competições sob a égide da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a partir de 2028/29, o organismo liderado por Pedro Proença pretende ver uma cláusula de solidariedade implementada nos contratos para “assegurar uma distribuição mais justa de recursos” entre os clubes.

A harmonização dos regulamentos nas provas nacionais, a nível nacional e também distrital e regional, a implementação de um novo modelo de financiamento da FPF, que articulará associações, Liga e clube, e a criação do “walking football” competitivo também foram medidas apresentadas pelas diversas comissões.

Já no âmbito da formação, Vasco Pinho afirmou que a FPF pretende criar uma Universidade do Futebol, destacando a implementação de uma licenciatura sobre a modalidade.

A próxima edição do congresso também já ficou com data marcada, estando previsto para 29 e 30 de janeiro de 2027.

Creditos: DR
Creditos: DR
Diretor executivo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Vasco Pinho. (Facebook)

GINÁSTICA

Iúri

Iúri Leitão sagrou-se na passada quarta-feira (4), na Turquia, campeão europeu em omnium, a mesma disciplina onde foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

Ociclista português, natural de Viana do Castelo, esteve em grande nível e terminou a prova em primeiro lugar com 140 pontos, mais nove que o neerlandês Yanne Dorenbos, que esteve na frente até às última dez voltas, na corrida por pontos.

Iúri Leitão começou o concurso da melhor forma, ao destacar-se com triunfos

nas provas de scratch e corrida tempo, mas claudicou na eliminação com o 15.º lugar.

Chegou à última prova, a corrida por pontos, no segundo lugar, com 92 pontos, apenas atrás de Dorenbos, que liderava com 100. Mas depois superou o neerlandês e garantiu o título europeu em omnium.

No final da prova, Iúri Leitão abraçou o colega Miguel Salgueiro, que sofreu uma grave queda no primeiro dia dos Europeus na Turquia.

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A Federação de Ginástica de Portugal (FGP) anunciou, em comunicado, a atribuição de uma verba global de 50 mil euros destinada a apoiar os clubes afetados pela depressão Kristin.

De acordo com a Federação, o apoio prevê um «valor máximo por entidade de 7500 euros», podendo este montante ser, de forma excecional, superior, desde que devidamente justificado e «enquadrado na disponibilidade total do apoio».

A FGP esclareceu que esta medida se destina exclusivamente a mitigar os efeitos da depressão Kristin em território nacional, abrangendo, nomeadamente, «reparações urgentes» de infraestruturas, a reposição de condições de segurança, a recuperação de material gímnico danificado ou o aluguer temporário de espaços que permitam a continuidade da atividade desportiva. JN/MS

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Federação de Ginástica de Portugal
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Sporting vence com autoridade e volta a fugir ao Benfica

O Sporting recebeu e venceu a Académica de São Mamede por 3-0, em encontro da 17.ª jornada da primeira fase do campeonato, disputado no Pavilhão João Rocha.

Os campeões nacionais impuseram-se com clareza à formação de Gondomar, vencendo pelos parciais de 25-15, 25-15 e 25-16, num jogo controlado desde o início pelos leões, que voltam a isolar-se na liderança da classificação, destacando-se do Benfica que venceu no sábado o Leixões também por 3-0, na Luz.

Jan Galabov foi o melhor marcador da equipa leonina, com 13 pontos, enquanto Edson Valencia contribuiu com 10 pontos para o triunfo verde e branco.

No final da partida, o treinador do Sporting, João Coelho, destacou a forma como

a equipa abordou o encontro. «Entrámos com a pressão de serviço adequada para colocar o adversário em dificuldades, acumulou erros e nós conseguimos dominar as incidências da partida. Uma vitória justa, mas de lamentar a infelicidade [saiu lesionado] do Li [Yongzhen], porque estava bem, motivado e a entrosar-se. Foi uma exibição convincente e segura, como temos de fazer nos cinco jogos que faltam», afirmou.

O técnico sublinhou ainda os objetivos para o que resta da primeira fase. «Vamos pensar nos 15 pontos que falta conquistar na primeira fase e em ganhá-los todos. Queremos chegar na liderança [aos play-offs]», frisou João Coelho.

A Bola/MS

HÓQUEI EM PATINS Depressão Kristin:

«Benfica demonstrou grandeza que ultrapassa a rivalidade»

Após o jogo com o Benfica, a contar para a 14.ª jornada do campeonato de hóquei em patins, o Turquel agradeceu publicamente ao clube das águias a solidariedade demonstrada para com as vítimas da depressão Kristin.

Oclube do distrito de Leiria, aquele em que houve mais vítimas e mais estragos materiais recorreu às redes sociais para enaltecer o comportamento dos encarnados.

«O Hóquei Clube de Turquel vem expressar publicamente o seu mais profundo agradecimento ao Sport Lisboa e Benfica pela cooperação e pelo enorme

gesto de solidariedade, antes e após o jogo. Num momento em que a entreajuda é a nossa maior força, o SL Benfica demonstrou uma grandeza que ultrapassa qualquer rivalidade ou modalidade», lê-se na nota publicada nas redes sociais. Além de ter colaborado na partilha da conta solidária criada pelo clube de Alcobaça para ajudar as vítimas da depressão Kristin, a equipa de hóquei em patins ofereceu um stick autografado para uma venda de rifas realizada durante o encontro, cujas receitas reverteram também para as pessoas afetadas. A Bola/MS

Sporting volta a isolar-se na liderança da Liga de voleibol (SCP)
Nil Roca no jogo do Benfica frente ao Turquel, do campeoanto de hóquei em patins. (Benfica)

CANADA AIMS FOR TOP 5 FINISH

WITH STRONG

REPRESENTATION

THE BATTLE ON THE ICE

For many Canadians, the Olympics don't truly begin until the puck drops. This year, the stakes are amplified by the return of NHL superstars to the Men’s Hockey tournament. After an eight-year hiatus from best-on-best Olympic play, the expectation for this star-studded roster is nothing short of gold. On the Women’s Hockey side, the narrative is one of redemption. Despite five previous golds, the Canadians enter as underdogs following a di cult Rivalry Series against the

DOMINANCE ON THE SLOPES AND TRACKS

Canada’s medal ceiling will likely be determined by its freestyle and snowboarding contingents.

Twenty years after the "Own the Podium" initiative first bore fruit in Turin, the Winter Olympics return to the snow-capped peaks of Italy for the 2026 Milano-Cortina Games. For Team Canada, this event is more than a competition; it is a critical test of a two-decade legacy. Since that transformative 2006 performance, where Canada secured 24 medals, the nation has consistently ranked among the world’s elite, never slipping below fourth in the total medal count.

The 2026 Games arrive at a complex juncture for Canadian amateur athletics. While the goal remains a top five global finish, the shadow of the 2022 Beijing Games looms. Despite a respectable total haul in China, Canada’s four gold medals

United States. However, in the storied history of this rivalry, regular-season statistics rarely survive the pressure of an Olympic final.

The curling rink o ers another path to redemption. Brad Jacobs, the 2014 gold medalist, returns with a powerhouse Alberta-based squad to reclaim the men’s throne. On the women’s side, Rachel Homan has been the most dominant force in the sport over the last three years. After a disappointing finish in 2018, Homan’s rink looks to break a two-Games medal drought for Canadian women’s curling.

Snowboarding Mark McMorris remains the "ageless" wonder of the slopes. Fresh o his 25th X Games medal, he aims to finally upgrade his three consecutive slopestyle bronzes to a di erent hue. He is joined by 20-year-old Cameron Spalding, the reigning World Cup slopestyle champion, and Eliot

THE NEW GUARD AND UPSET THREATS

While the veterans draw the headlines, several emerging stars could provide the "bonus" medals needed to hit that 27-medal projection. Hallie Clarke made history in 2024 as the youngest world champion in skeleton history; at just 19, her fearless approach makes her a dangerous wildcard. In the air, Abigail Strate has turned a corner in her career, collecting six World Cup medals this season and establishing Canada as a legitimate threat in women’s ski jumping.

Finally, the ice dance duo of Piper Gilles and Paul Poirier represents the nation’s best hope to avoid a

marked a 30-year low. Factors like the pandemic certainly played a role, but with federal funding remaining stagnant, sport o cials are wary. The Canadian Olympic Committee has set an ambitious target to remain a top five power through 2035, yet the reality in Milano-Cortina will depend on whether traditional strengths can overcome a lack of new financial investment.

Shoreview Sports Analytics currently projects a bounce-back performance: 27 medals, including a significant jump to 10 golds. To reach those heights, Canada must find its footing in "ice prestige" sports—hockey, curling, and figure skating—which saw a concerning dip in production four years ago.

FLAG-BEARERS AND LIVING LEGENDS

Canada’s opening ceremony will be led by two titans of winter sport: Mikael Kingsbury and Marielle Thompson. Kingsbury, the greatest mogul skier in history, recently surpassed 100 World Cup victories. With the debut of dual moguls this year, he has two

Grondin, the Sainte-Marie boarder who has become a consistent force in snowboard cross.

Ski Cross and Moguls Beyond Thompson, Reece Howden has transformed the men’s ski cross circuit into his personal playground, tallying 22 gold medals in just a few seasons. In the halfpipe, Cassie Sharpe makes a triumphant return to the Olympic stage after a hiatus for motherhood, proving that her 2018 gold-medal form hasn't faded.

figure skating shutout. Having secured silver at the last two world championships, their artistry and technical precision make them a favorite for the podium in Italy.

The Milano-Cortina Games represent a full circle for the "Own the Podium" generation. As the opening ceremony nears, the question isn't just whether Canada can win, but whether the infrastructure built 20 years ago can still compete with the world's best. With a mix of legendary veterans and a hungry new generation, Canada is poised to prove that its winter dominance is far from a relic of the past.

distinct opportunities to add to his three Olympic medals. Thompson, a Whistler native and ski cross icon, has battled back from a severe knee injury to prove she is still a podium threat, seeking her third career Olympic medal.

The Speedskating Juggernaut The short-track team is perhaps Canada's deepest asset. William Dandjinou and Steven Dubois currently represent the best 1-2 punch in the world. Dandjinou enters as the top-ranked skater globally, while Dubois looks to build on the three medals he captured in Beijing. On the long-track oval, Ivanie Blondin and Valerie Maltais will look to defend their team pursuit title while contending for individual glory in the mass start.

Luis Camara Secretary Treasurer

Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello Di Giovanni Vice-President

Pat Sheridan E-Board Member

FAO diz que o plano de infraestruturas de 10 anos do Ontário totaliza 223 mil milhões de dólares, com saúde e transportes públicos a liderar o investimento

O Financial Accountability Office of Ontario (FAO) divulgou um novo relatório que analisa o plano de investimento em infraestruturas do Governo do Ontário para os próximos 10 anos, apresentado no Orçamento do Ontário de 2025, oferecendo uma visão detalhada sobre como e onde a província pretende investir em projetos de capital ao longo da próxima década.

Oplano de capital de 2025 é uma projeção de despesas a 10 anos que abrange infraestruturas detidas e controladas pela província, bem como projetos executados por outras entidades que recebem financiamento provincial. No total, o plano representa 223,1 mil milhões de dólares nominais no período entre 2025-26 e 2034-35.

Por setor, a saúde representa a maior

ser gastos nos primeiros três anos do plano, ficando os restantes 110,1 mil milhões, ou 54%, distribuídos pelos sete anos finais.

A despesa média anual deverá atingir 31,1 mil milhões de dólares por ano nos primeiros três anos, antes de descer para uma média de 15,7 mil milhões de dólares por ano durante os últimos sete anos. O FAO observa que esta redução reflete o facto de muitos projetos de longo prazo ainda se encontrarem em fases iniciais de planeamento, não estando totalmente definidos nem incluídos com os seus custos estimados completos.

Em comparação com o plano de capital de 10 anos de 2019, o plano de 2025 é 30,9 mil milhões de dólares, ou 17,9%, superior em termos reais. Os maiores aumentos reais verificam-se na área da saúde, com um acréscimo de 23,6 mil milhões de dó-

fatia do investimento previsto, com 61,1 mil milhões de dólares, correspondendo a 27% do total. Segue-se de perto o setor dos transportes públicos (transit), com 60,7 mil milhões de dólares, também equivalente a 27%. As autoestradas provinciais e outros projetos de transporte representam 31,3 mil milhões de dólares, ou 14%, enquanto a educação recebe 30,1 mil milhões de dólares, ou 13%. O financiamento restante distribui-se por outros setores, com 28,2 mil milhões de dólares (13%), ensino pós-secundário com 5,1 mil milhões (2%), justiça com 4,3 mil milhões (2%) e infraestruturas sociais com 2,4 mil milhões (1%).

Para permitir uma comparação mais precisa das tendências de despesa ao longo do tempo, o FAO ajustou o plano de capital, convertendo os valores nominais em valores reais. Depois de contabilizada a inflação, o FAO estima que o plano de 223,1 mil milhões de dólares equivale a 203,4 mil milhões em dólares reais de 2025. Deste montante, 93,2 mil milhões, ou 46%, deverão

lares, ou 75%, seguido da categoria “outros”, com mais 12,1 mil milhões, ou 87%.

A despesa em educação aumentou 6,3 mil milhões, ou 31%, enquanto as autoestradas provinciais e outros projetos de transporte aumentaram 2,9 mil milhões, ou 11%.

O investimento no ensino pós-secundário subiu 1,2 mil milhões, ou 35%.

Em contraste, o investimento real previsto para os transportes públicos é 13,5 mil milhões de dólares inferior ao plano de 2019, uma redução de 20%. A despesa na justiça diminui 1,3 mil milhões, ou 25%, enquanto o investimento em infraestruturas sociais é reduzido em 0,4 mil milhões, ou 15%.

O FAO comparou ainda as projeções de investimento para a próxima década com a despesa real em capital dos últimos 10 anos. Em dólares reais, o plano de capital de 2025, avaliado em 203,4 mil milhões, é 1,6 mil milhões de dólares, ou 0,8%, inferior aos 205,0 mil milhões gastos entre 2015-16 e 2024-25.

Os setores da saúde, a categoria “outros” e a justiça deverão registar maior despesa real na próxima década do que na década anterior, com aumentos de 17,7 mil milhões, 7,1 mil milhões e 0,8 mil milhões de dólares, respetivamente. No entanto, vários setores deverão ver uma redução do investimento, incluindo os transportes públicos, com menos 11,4 mil milhões; as autoestradas provinciais e outros transportes, com menos 6,0 mil milhões; o ensino pós-secundário, com menos 5,0 mil milhões; as infraestruturas sociais, com menos 3,4 mil milhões; e a educação, com menos 1,4 mil milhões.

O relatório também detalha como o plano de 223,1 mil milhões de dólares será financiado e distribuído. A província deverá contribuir com 184,6 mil milhões, ou 83% do total, enquanto os governos federal e municipal deverão contribuir com 16,3 mil milhões, ou 7%. Terceiros, incluindo colégios, hospitais e conselhos escolares (school boards), deverão fornecer 22,2 mil milhões, ou 10%, a partir de fontes próprias como taxas e donativos.

Do total, 191,1 mil milhões de dólares, ou 86%, estão destinados a ativos de capital detidos ou controlados pela província, incluindo hospitais, colégios, escolas e autoestradas. Os restantes 31,9 mil milhões, ou 14%, correspondem a despesas de capital, sobretudo sob a forma de transferências para entidades externas como municípios, lares de cuidados continuados e universidades. O FAO estima que 128,2 mil milhões, ou 57%, serão destinados a projetos de expansão, enquanto 94,9 mil milhões, ou 43%, serão utilizados para a renovação e modernização das infraestruturas existentes.

O relatório completo do FAO apresenta informação adicional sobre as tendências setor a setor e sobre os pressupostos de planeamento a longo prazo no âmbito das infraestruturas.

OCN/MS

Região de Peel atinge marco importante com viaduto ferroviário na Mississauga Road

A Região de Peel atingiu um marco importante nas obras de modernização da Mississauga Road, com a abertura de um novo viaduto que separa a estrada das linhas ferroviárias da CN Rail.

O novo viaduto permite desviar o tráfego por cima do corredor ferroviário, melhorando a segurança e a eficiência tanto para os utilizadores da estrada como para as operações ferroviárias. O projeto está a ser desenvolvido em parceria com a CN Rail e foi concebido para reforçar a conectividade e apoiar o crescimento futuro no noroeste de Brampton e no sudoeste de Caledon.

A Região de Peel afirma que o viaduto irá facilitar o desenvolvimento na área abrangida pelo plano secundário Heritage Heights, na cidade de Brampton, e irá também apoiar a futura expansão do serviço ferroviário da linha Kitchener da Metrolinx.

“O novo viaduto da Mississauga Road é mais do que uma melhoria de infraestruturas — é uma ligação vital que aumenta a segurança, reduz atrasos e apoia o crescimento futuro de Brampton e Caledon”, afirmou Kealy Dedman, comissária de Obras Públicas da Região de Peel.

“Este marco demonstra o compromisso da Região de Peel em construir uma rede de transportes que permita a circulação eficiente de pessoas e mercadorias, ao mesmo tempo que se prepara para as necessidades do futuro.”

À medida que a construção prossegue, o tráfego na Mississauga Road irá manter-se reduzido a uma faixa em cada direção durante o verão de 2026, altura em que o projeto está previsto ficar concluído.

O projeto mais abrangente de alargamento e melhoria da Mississauga Road inclui a expansão da via de duas para seis faixas entre a Bovaird Drive e a Sandalwood Parkway, bem como o alargamento da Sandalwood Parkway, entre a Wanless Drive, de duas para quatro faixas.

Outros elementos do projeto incluem um novo percurso multiusos ao longo do lado leste da Mississauga Road, destinado a peões e ciclistas, melhorias na iluminação pública e no paisagismo, requalificação dos passeios e bermas, bem como melhorias em cruzamentos e semáforos, com o objetivo de aumentar a segurança e melhorar o fluxo do tráfego. OCN/MS

SAÚDE & BEM-ESTAR

Poderá a vitamina D reduzir o risco de demência?

A demência é uma das doenças mais temidas do envelhecimento. Afeta a memória, o raciocínio, a autonomia e, progressivamente, a identidade de quem dela sofre. Com mais de 55 milhões de pessoas diagnosticadas em todo o mundo e cerca de 10 milhões de novos casos por ano, trata-se de um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Num contexto em que ainda não existe cura, a prevenção ganha um peso crucial. É precisamente neste campo que surge uma descoberta científica promissora: a vitamina D, muitas vezes associada apenas à saúde óssea, poderá desempenhar um papel importante na proteção do cérebro.

Um estudo recente da Universidade do Sul da Austrália, publicado na prestigiada American Journal of Clinical Nutrition, estabelece uma ligação direta entre baixos níveis de vitamina D e um maior risco de desenvolver demência. Segundo os investigadores, em determinadas populações, até 17% dos casos de demência poderiam ser evitados se os níveis de vitamina D no sangue fossem elevados para valores considerados normais.

Trata-se de um avanço significativo na compreensão dos fatores de risco desta

doença neurodegenerativa. Até agora, a demência era maioritariamente associada à idade, à genética e a fatores cardiovasculares. A ideia de que uma deficiência vitamínica relativamente comum possa contribuir de forma direta para o seu desenvolvimento abre novas perspetivas para a prevenção.

O estudo baseou-se numa análise extensa de dados do UK Biobank, uma das maiores bases de dados biomédicas do mundo, que reúne informações genéticas e de saúde de cerca de meio milhão de participantes do Reino Unido. Neste caso concreto, foram analisados dados de 294.514 indivíduos, permitindo aos cientistas cruzar níveis de vitamina D, imagens cerebrais, diagnósticos clínicos e informação genética.

Os resultados mostram que concentrações baixas de vitamina D estão associadas a menor volume cerebral, bem como a um risco acrescido de demência e de acidente vascular cerebral (AVC). Mais do que uma simples correlação, os investigadores recorreram a análises genéticas para reforçar a hipótese de causalidade, sugerindo que a deficiência de vitamina D pode efetivamente contribuir para o desenvolvimento destas patologias.

De acordo com o estudo, o valor de referência para níveis adequados de vitamina

D no sangue é de 50 nmol/l. Abaixo deste limiar, o risco aumenta de forma significativa. Ao elevar os níveis para esse patamar, os cientistas estimam que uma parte substancial dos casos poderia ser evitada, sobretudo em grupos com défices mais acentuados.

Embora ainda não existam alegações oficiais de saúde que relacionem diretamente a vitamina D com a prevenção da demência, a ciência tem vindo a demonstrar que este nutriente desempenha funções muito mais amplas do que se pensava. Sabe-se hoje que existem recetores de vitamina D (VDR) em praticamente todos os tecidos do corpo humano, incluindo o cérebro. Isto sugere que a vitamina D está envolvida em processos neurológicos fundamentais, como a regulação da inflamação, a proteção neuronal e possivelmente a manutenção das funções cognitivas.

Paradoxalmente, a insuficiência de vitamina D é generalizada à escala mundial, mesmo em países com muitas horas de sol. Fatores como o estilo de vida cada vez mais sedentário e passado em espaços interiores, o uso frequente de protetor solar, a idade avançada e determinadas condições de saúde contribuem para níveis insuficientes deste nutriente em grande parte da população.

Perante este cenário, cresce o interesse pela suplementação. Muitos especialistas defendem que, em determinados grupos, como idosos, pessoas com pouca exposição solar ou com défices comprovados, a suplementação de vitamina D pode ser uma medida simples, segura e potencialmente eficaz para promover a saúde geral, incluindo a saúde cerebral. Ainda assim, os profissionais de saúde sublinham a importância de avaliar os níveis séricos antes de iniciar qualquer suplementação e de optar por produtos cuja eficácia e biodisponibilidade estejam sustentadas por estudos científicos.

Embora sejam necessários mais estudos para confirmar estes resultados em diferentes populações e definir estratégias de prevenção à escala global, a investigação australiana reforça uma mensagem clara: cuidar dos níveis de vitamina D pode ser mais importante do que se pensava. Num mundo envelhecido e cada vez mais confrontado com a demência, pequenas intervenções preventivas poderão fazer uma grande diferença, não apenas na longevidade, mas na qualidade de vida. MS

Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista
Credito: DR

Prisão Real

O filho da princesa da Noruega Mette-Marit, Marius Borg Hoiby, foi preso sob suspeita de agressão, ameaça e violação de uma ordem de restrição. A informação foi avançada pela polícia norueguesa. "O Distrito Policial de Oslo confirma que Marius Borg Hoiby foi preso pela polícia na noite de domingo, suspeito de causar dano corporal, fazer ameaças com uma faca e violar uma ordem de restrição", lê-se no referido comunicado. A prisão de Marius Hoiby, de 29 anos, ocorreu dois dias antes de o jovem ir a julgamento na Noruega onde está acusado de 38 crimes, incluindo quatro violações, e pode ser condenado até 10 anos de prisão.

Parece que há mesmo um novo casal no mundo das celebridades... Kim Kardashian e o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton deram mais motivos para se acreditar que estão a viver um romance. A celebridade e o piloto foram fotografados num fim de semana romântico em Paris. Ambos mantiveram a descrição quando chegaram a um hotel, mas não conseguiram, ainda assim, escapar à imprensa internacional. Num vídeo, cujas imagens já estão a circular nas redes sociais, é possível ver os dois a chegarem num carro e com as respetivas equipas de segurança.

Filomena Cautela usou as redes sociais para se manifestar perante o que considera ser inaceitável no decorrer do estado de calamidade decretado pelo governo na zona de Leiria, uma das mais afetadas pela depressão Kristin. Filomena Cautela, de 41 anos, explicou que esteve "na Marinha Grande em alguns pontos de distribuição" e realçou que "continua a ser necessária água e alimentos, fraldas e toalhitas, entre lonas e telhas". A apresentadora diz ter levado "o que podia", mas afiança que "não é nada perante as necessidades".

Maria Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, estava desaparecida desde o dia 19 de janeiro. Sabe-se agora que a agente imobiliária terá sido morta nesse mesmo dia, enquanto angariava uma casa para venda. Num comunicado enviado às redações na noite de sábado, dia 31 de janeiro, a Polícia Judiciária fez saber que deteve o presumível homicida de Maria Amaral, que terá sido morta "por motivos passionais" e precisamente dentro da casa que tinha ido angariar na manhã de 19 de janeiro. O carro de Maria Amaral e o seu telemóvel ainda não tinham sido localizados até à passada quinta-feira. Nesse dia, o carro da agente imobiliária foi encontrado junto aos Bombeiros Voluntários de Peniche. Através de câmaras de videovigilância foi possível as autoridades perceberem que a viatura tinha sido deixada por um homem e desta forma chegaram à sua identidade. este homem, que terá confessado o crime à PJ, "foi inquilino de Maria Amaral há uns anos, ele e a mulher viveram num anexo de Maria Amaral".

Moda nos Grammy

Nicki Minaj encontrou-se recentemente com Donald Trump e mostrou-se ao seu lado, declarando-se como fã número 1 do presidente dos EUA. Este foi um momento que serviu de inspiração para Trevor Noah, que ficou responsável pela parte humorística da gala de entrega dos prémios Grammy, no dia 1 de fevereiro, em Los Angeles. "A Nicki Minaj não está aqui. Ela não está cá. Ela ainda está na Casa Branca com Donald Trump a discutir questões muito importantes", atirou Trevor Noah ao notar a ausência da rapper na cerimónia de entrega de prémios. Alegadamente." Trevor Noah também fez piadas com Donald Trump ao mencionar o polémico caso que envolve Jeffrey Epstein. "Canção do Ano... É um Grammy que todos os artistas querem… quase tanto como Trump quer a Gronelândia, o que faz sentido porque a ilha de Epstein já não existe e ele precisa de uma nova para passar algum tempo com Bill Clinton." Trump reagiu na rede social Truth - "O apresentador Trevor Noah, seja ele quem for, é quase tão mau quanto Jimmy Kimmel no Low Ratings Academy Awards", dizendo ainda que as afirmações de Trevor são "erradas" e ameaçando processá-lo.

A cerimónia de entrega dos prémios Grammy não é só a celebração da música, mas também uma das noites onde a moda se destaca. Como é habitual, quem passa pela gala veste-se a rigor e a passadeira vermelha torna-se também num dos grandes destaques da noite de celebração. Este ano o evento foi novamente apresentado por Trevor Noah, que escolheu para esta 68.ª edição dos Grammy um clássico fato preto com camisa branca e um laço. Mas nem todas as escolhas foram as mais convencionais, houve muita ousadia, extravagância e (alguma) cor na passadeira vermelha. Chappell Roan foi quem mais esteve debaixo do centro das atenções no que à ousadia diz respeito, tendo escolhido um visual transparente, cor de vinho, com os seios à mostra e com falsos piercings. Karol G também aderiu à tendência das transparências com um vestido azul de renda, assinado por Paolo Sebastian, de acordo com a People. Já Kesha optou por um vestido branco volumoso, de pele sintética da Atelier Biser. Kelsea Ballerini destacou-se com um vestido em tons de verde e dourado enquanto Zara Larsson surgiu com um conjunto composto por duas peças em tons de dourado.

Credito: DR
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OLHAR COM OLHOS DE VER

Inverno em movimento. Créditos: Stella Jurgen
Tradição em Azulejo, descanso à Portuguesa. Créditos: David Ganhão
Caminhos. Créditos: Fa Azevedo

Palavras cruzadas Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

1. Mostrar ou manifestar gratidão, render graças; reconhecer

2. Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)

3. Fazer chegar, passar às mãos de; dar

4. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)

5. Fazer trepidar ou trepidar; fazer estremecer ou estremecer; tremer

6. Perceber claramente as diferenças; distinguir, diferenciar, discriminar

7. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

8. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo

9. Pôr para trás, fazer recuar; retrasar

10. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

11. Provocar hipnose em alguém

12. Descansar em estado de sono

13. Voltar ao lugar de onde partiu; regressar

14. Precipitar-se a chuva sobre a terra

15. Perceber (som, palavra) pelo sentido da audição

Z U S A T S E C V C H P J C C

M Z P R Z C E C O M P R A S X

S H O V S A D I M O C P F R V

P O R T U G A L G A S E M P T

D O C E S Y E W Y F K S L L R

E F A M I L I A R E S T C M A

E C O V G N P O Z W X D A E D

T K O E O Z X D D D I U L S I

N F O U H Q R N Z K B C I A C

E J R C G U Y U K I O B M T I

S V I F N W S M I E L U E I O

E V G F M X F E F L O W N E N

R G

RECEITAS CESTAS OVOS FAMILIARES COMIDAS BOLOS

ORIGENS

PORTUGAL

MUNDO

DOCES

MESA COMPRAS

PRESENTE

TRADICIONAL

ALIMENTAR

Arroz de Frango no

Ingredientes

• 6 pedaços de frango

• 100 g de chouriço de carne

• 100 g de bacon

• 2 cenouras pequenas

• 2 tomates maduros cortados aos cubos

• 1 alho-francês

• 2 cebolas

• 1 folha de louro

• Sal e pimenta q.b.

• Azeite

• 500 g de arroz

• 100 g de queijo

Modo de preparação

Num tacho com água a ferver, colocar sal, pimenta, o louro, uma cebola cortada ao meio, as cenouras, o alho frances, os tomates, o chouriço e o bacon. Usar uma mistura de legumes e enchidos no caldo dá ao arroz um sabor mais rico e profundo. Quando levantar fervura, adicionar o frango e deixar cozer cerca de 1 hora até ficar tenro. Retire o frango cozido e desfie-o. Coar o caldo à parte — deverá obter cerca de 1200 ml de líquido. Num outro tacho, refogar a outra cebola picada num fio de azeite. Depois adicionar o caldo coado. Alourar a cebola no azeite antes de juntar o caldo dá um toque doce e aromá-

tico ao arroz. Adicionar o arroz e cozinhar em lume médio por cerca de 20 minutos até ficar meio cozido. Cortar o chouriço às rodelas e o bacon em tiras finas.

Num tabuleiro de forno, colocar metade do arroz, espalhar o frango desfiado por cima e cobrir com o restante arroz. Por fim, colocar o chouriço e bacon por cima e levar ao forno a 180°C até dourar e ficar ligeiramente estaladiço. Coloque o forno no grill nos últimos 2–3 minutos para um topo mais estaladiço. Até a próxima semana!

Culinária por Rosa Bandeira
Jogo das 10 diferenças
Caça palavras

artesonora

Cutting Crew

o Pop-Rock e o Renascimento

Houve um tempo em que as ondas de rádio de todo o planeta pareciam sintonizadas na mesma frequência vibrante, ecoando as melodias de um pop-rock que se tornaria, inevitavelmente, o hino de uma geração. Era meados dos anos 80, uma era definida pela experimentação tecnológica e pela emoção das letras, quando os Cutting Crew emergiram de Londres para conquistar o mundo. Formada em 1985, a banda não era apenas mais um projeto passageiro da New Wave; era o resultado de uma química rara entre músicos que compreendiam bem a música  global.

Aformação original, composta pelo carismático vocalista Nick Van Eede, o guitarrista virtuoso Kevin MacMichael, o baixista Colin Farley e o baterista Martin Beedle, criou um som distintivo. Ao misturar a energia crua do rock com um pop cuidado e as texturas atmosféricas da New Wave, os Cutting Crew definiram o padrão sonoro do seu auge. O seu single de estreia não foi apenas uma canção; foi um fenómeno cultural que os transformou em estrelas internacionais quase da noite para o dia, garantindo um lugar cativo na história da música contemporânea. Falar de Cutting Crew sem mencionar "(I Just) Died in Your Arms" é impossível. Em 1986, a faixa escalou as tabelas até atingir o topo absoluto, tornando-se uma daquelas composições raras que transcendem o tempo. No entanto, a longevidade da banda não se apoia apenas num único pilar. Ao longo dos anos, a sua discografia revelou uma amplitude musical e uma profundidade lírica que poucos contemporâneos conseguiram manter. Os álbuns da banda são frequentemente recordados pela sua produção impecável e letras sentidas, moldando o som do pop-rock do final da década de 80. Géne o soft rock e a new wave fundem-se em faixas que são simultaneamen amigáveis para as rádios e memoráveis para o espírito. Esta qualida de garantiu que as suas coleções de "Greatest Hits" continuassem a ser procuradas tanto por fãs de longa data, movidos pela nos talgia, como por novos ouvintes que descobrem a banda através de plataformas digitais e da cultura pop moderna. Nem tudo no percurso dos Cutting Crew foram luzes e aplausos. A banda enfrentou um dos seus momentos mais sombrios após o faleci mento do guitarrista original e co-fundador, Kevin MacMichael, em 2002. A ligação entre Nick e Kevin era a espinha dorsal do projeto, e a perda foi devastadora. "Não parecia certo continuar sem ele," recorda Nick com uma franqueza tocante. Este luto levou a um longo interregno. Nick Van Eede isolou -se nas Caraíbas, procurando no silêncio e na distância uma forma de processar a dor. Contudo, para um artista nato, a cura acaba sempre por se transformar em música. Durante esse período de reflexão, Nick escreveu um álbum in teiro dedicado à amizade que partilhou com Kevin. Foi nesse processo cria tivo que ele percebeu uma verdade fundamental: a música precisava de ser partilhada. Ele precisava de uma banda novamente. O regresso em 2005 não foi apenas um regresso co mercial, mas o cumprimento de uma promessa de honrar a memória de Kevin, mantendo a excelência vocal e a integridade das compo sições que os tornaram famosos. A música pop é frequentemen te criticada pela sua efemeridade, mas os Cutting Crew encontraram a fórmula da intemporalidade.

Recentemente, a banda assistiu a um ressurgimento massivo de popularidade graças à sua inclusão em produções da cultura contemporânea, como a série Stranger Things e o filme Lego Batman. Questionado sobre como se sente ao ver o seu trabalho ser descoberto por um público que ainda nem era nascido no auge dos anos 80, Nick não esconde o orgulho: "Isso é realmente importante e significa muito para mim," confessa. O vocalista menciona que a sua própria filha e o seu círculo de amigos mais jovens ajudam a manter a chama viva, servindo como uma ponte entre gerações: "De repente, voltámos a ser grandes. É uma validação da qualidade das nossas composições." Para Nick, ver uma canção escrita há quase quarenta anos tornar-se viral novamente é a prova de que a boa música é um organismo vivo.

As atuações ao vivo sempre foram uma parte vital da identidade dos Cutting Crew. Um concerto da banda é mais do que uma mera execução de repertório; é uma celebração coletiva. A exigência por bilhetes, que persiste década após década, demonstra como a influência da banda atravessou gerações. Nick encara o palco não como um pedestal, mas como um espaço de partilha. Para ele, o segredo da longevidade reside numa "banda fantástica" e, acima de tudo, na ausência de egos — que ele descreve como os "assassinos" de qualquer projeto criativo: "Não levar as coisas demasiado a sério é o segredo," afirma com um sorriso. Esta leveza permite que a banda se mantenha viva. Embora se mantenham fiéis às versões originais que os fãs adoram, a entrada de novos membros, como o baterista Phil e o teclista Tom, trouxe uma lufada de ar fresco aos arranjos. É um equilíbrio delicado entre o respeito absoluto pelo passado e uma abertura audaciosa ao presente. Sobre o risco de ser refém de um único sucesso, Nick responde com o seu humor tipicamente britânico: "Podes ficar preso se quiseres, mas nós mudámos muito." Nos seus espetáculos, a banda equilibra habilmente os clássicos obrigatórios com novas composições e algumas covers surpreendentes. Nick reconhece a sua posição peculiar no circuito de festivais: "Podemos estar no quinto lugar do cartaz, mas temos a maior canção da noite." A relação dos Cutting Crew com o público português é marcada por um carinho mútuo e memórias calorosas. Nick recorda com entusiasmo as suas passagens por Cascais e Lisboa, destacando não só a recepção calorosa dos fãs, mas também a cultura local: "Têm, sem dúvida, a melhor comida!" exclama, rendido à gastronomia portuguesa. Relativamente à cena musical portuguesa, o vocalista admite ter um conhecimento limitado, mas guarda com agrado as recordações do rock português dos anos 80, que conheceu através suas digressões. Essa que definem a postante ao mundo. O entusiasmo. lado "Niche", tem reiro. O título é uma com a indústria atual: que é muito 'nicho', não ca, referindo-se à formusical se fragmentou. do humor, reside um do seu papel no mundo. Nick a sua plataforma para mensaorgulhosamente a bandeira da protesto contra os "tiranos que arruinam o mundo". O seu apelo aos jovens é direto e inspirador: "Aproveitem a vida, sejam

A carreira dos Cutting Crew é um testemunho de resiliência; atravessaram a glória absoluta, a dor da perda, o esquecimento mediático e o renascimento cultural. No final de contas, como o seu engenheiro de som costuma dizer antes de subirem ao palco: "Lembrem-se, é apenas rock and roll." Mas para os milhares de fãs espalhados pelo mundo, e para o próprio Nick Van Eede, é muito mais do que isso, é a música que, como um abraço eterno e uma melodia que se recusa a morrer, continua a dar sentido às nossas memórias mais

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Presentemente, o mais importante para si são as relações com os seus amigos. Poderá mesmo através deles conseguir desenvolver projetos que lhe trarão benefícios. Tente perceber se o que quer hoje é o que quer amanhã, para assim aprofundar os seus objetivos.

TOURO 21/04 A 20/05

Será a sua carreira, em particular o relacionamento com os seus colegas, que estará em foco durante este trânsito. Aliás, a sua carreira poderá ser beneficiada mediante uma relação mais harmoniosa com as pessoas que trabalham consigo. Dessa relação poderá surgir um envolvimento afetivo, talvez com um superior.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Altura em que poderá conhecer alguém que lhe desperte uma atenção muito especial. Alguém muito interessante capaz de lhe transmitir emoções e valores culturais diferentes. Atualmente poderá e irá sentir vontade de viajar. Vai querer conhecer destinos que sempre sonhou. E se conseguir ir vai tirar um enorme proveito a todos os níveis.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

Nesta altura, enquanto Marte transita na Casa VIII, fará com que ocorram mudanças sobretudo em termos profissionais. Estas transformações são positivas e vão fazer com que, num futuro próximo, tenha muitos benefícios nos planos que estipulou. Em relação às suas emoções, estas estarão num período de grande intensidade. Estará numa fase de grande perspicácia intelectual.

LEÃO 22/07 A 22/08

Sente neste período uma maior necessidade de dialogar e de se relacionar. Tem mais vontade de ir a festas, conhecer gente nova e entrar em grupos de ordem social. Aproveite esta altura para tornar mais harmónica a sua relação afetiva. Por que não fazer uma pequena viagem amorosa?

VIRGEM 23/08 A 22/09

Aproveite este trânsito para cuidar mais da sua saúde, por exemplo, iniciando uma dieta. Também é a altura propícia para reorganizar o seu ambiente de trabalho ou doméstico, através da adoção de novos métodos e da afinação das suas capacidades. Procure não misturar as relações pessoais com as de trabalho.

BALANÇA 23/09 A 22/10

É possível que neste período se sinta bem no centro das atenções. O seu brilho, simpatia e boa disposição estão no auge, pelo que o relacionamento com os outros é-lhe especialmente favorável. Um relacionamento amoroso poderá surgir nesta altura. Não tenha receio de ser espontâneo na demonstração dos seus afetos.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Poderá sentir nesta altura que a sua atenção está mais voltada para a sua vida pessoal, íntima e familiar. Aproveite este período para fazer uma autoanálise (ou mesmo psicanálise) e para descansar mais. É uma boa altura para afastar fantasmas do passado que o perturbam. Verá que se vai sentir bem mais aliviado.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

Neste período estão beneficiados os contactos, as comunicações e as pequenas viagens. Os seus pensamentos estão mais claros. Tem necessidade de trocar ideias com as pessoas que o cercam e uma maior capacidade de se inserir no seu dia a dia. Esta é uma boa altura para ler mais e para reorganizar o seu trabalho.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Nesta semana a sua energia está direcionada para o planeamento e controle financeiro. É uma época de grande atividade mental na elaboração de transações comerciais lucrativas. Passe à ação e concretize os planos que tão cuidadosamente tem delineado. Se tiver de correr riscos esta é a altura indicada.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

É um período em que se vai sentir com muita energia, impulsividade e iniciativa, favorável ao começo de projetos e ao estabelecimento de novos contactos. É igualmente uma boa altura para cuidar do seu corpo, fazendo uma desintoxicação, estabelecendo novos hábitos alimentares ou dedicando-se a uma atividade física.

PEIXES 20/02 A 20/03

Terá tendência para o secretismo a todos os níveis. Vai tentar esconder sentimentos, emoções por achar que, no fundo, não há compreensão por parte dos outros. Este momento é mais voltado para o lado espiritual, emocional e sonhador da vida. Não se preocupe se tiver alterações de humor e de comportamento. Tudo tem a ver com o período de introspeção por que está passando, o qual irá ter frutos no futuro.

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Irmandade do Divino Espírito Santo de Maple, Igreja St. David's

2601 Major Mackenzie Dr, a partir das 18:30h – Festa Branca. Reservas e Informações: 416 612 8413

Banda Portuguesa de Hamilton e Ir. de S. Pedro

Matança do Porco

56 Mulberry Street, Hamilton , a partir das 18h30 . Reservas e Informações: 905966-0024

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Noite de Fado

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8 de Fevereiro

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Apartamento num basement com dois quartos para alugar. Também tem lavandaria. na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 416-707-4939

Apartamento privado com entrada privada. 1 quarto, cozinha e casa de banho privado. Gas, luz e água incluído. Situado perto da Dufferin e Bloor. Disponível a partir do dia 15 de Fevereiro. Contactar 416-432-1060

Aluga-se Apartamento num Basement com 1 quarto de cama, cozinha, sala, casa de banho, lavandaria e estacionamento, todo renovado. Entrada privada. Zona da Weston Road e Lawrence. Contatar 416-875-8696

14 de Fevereiro

Associação Migrante de Barcelos

Dia do Amor e do Carnaval

Liuna Local 183, às 18:00h, muita animação e alegria. Reservas e Informações: 647-949-1390

Banda Lira Portuguesa de Brampton

Matança de Porco

Europa CC, 7050 Bramalea Rd, 18h00. Reservas e Informações: 416-567-2060

Casa dos Açores do Ontário

Danças e Bailinhos de Carnaval

1136 College St, a partir das 16h30. Reservas e Informações: 416-953-5960

Centro Cultural Português de Mississauga

Dia de S. Valentim

51 Queen St N, a partir das 18:30h Reservas e informações: 905-286-1311 ou Secretary@pccmississauga.ca

Graciosa Community Centre

Danças e Bailinhos de Carnaval

279 Dovercourt Road, a partir das 16h30. Reservas e Informações: 416-656-5260

Casa do Alentejo de Toronto

Danças e Bailinhos de Carnaval

1130 Dupont St, partir das 16h30. Reservas e Informações: 416-537- 7766

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