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Manuel DaCosta Editorial

Quando algo está partido, ou tentamos repará-lo ou descartamo-lo. O problema atual da sociedade é que há muito que está partido no mundo e a reparação será um exercício gigantesco, porque primeiro temos de controlar as narrativas da extrema-direita difundidas por influenciadores, streamers e provocadores, que são maioritariamente jovens e estão frustrados com o atual nível de governação. As suas mensagens não se preocupam nem têm em conta as dificuldades de muitos que criaram as democracias de que temos beneficiado, pelo menos desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nem os sacrifícios feitos pelas gerações mais velhas, que criaram plataformas de que os jovens deveriam hoje tirar partido.
Os Estados Unidos, sob o “Rei Trump”, estão a construir charcos lamacentos onde o extremismo prospera, estendendo os seus tentáculos pelo mundo e criando uma retórica fascista cheia de preconceito e ódio. A intolerância
que vemos nos EUA está agora a ser replicada em arenas políticas por todo o mundo, incluindo Portugal, um país que celebra 50 anos de liberdade democrática, conquistada com suor e lágrimas por aqueles que escolheram a liberdade em vez da xenofobia autocrática. Hoje, em Portugal, os noticiários estão cheios do nome de Mário Machado, que lidera uma organização chamada 1143, e, por extensão, do nome de André Ventura ou, como Isaltino Morais lhe chama, “Andresito”, que tem ligações à referida organização neonazi. A normalização do 1143 por André Ventura cria uma identidade para o Chega assente no ódio e com efeitos reais, à escala mundial, na propagação do extremismo, sendo aceitável para pelo menos 30% da população portuguesa, além de tantos outros imigrantes.
O grupo neonazi detido pela polícia portuguesa estava bem armado e poderá ter estado a planear ataques contra aqueles que o Chega afirma serem os nossos inimigos, nomeadamente imigrantes e ciganos. André Ventura recusa-se a negar a sua existência e o seu apoio ao Chega, aceitando assim as suas ideias e escolhendo o silêncio como forma de resposta às perguntas. O Chega diz querer os votos de todas as pessoas comuns, mas não daqueles contra quem espalha ódio. A parte triste é que os portugueses têm outra oportunidade de
mostrar ao Chega que este tipo de política não serve o seu país, no dia 8 de fevereiro, mas podem estar confusos depois de o primeiro-ministro de Portugal ter demonstrado cobardia ao não apoiar princípios democráticos e ao sugerir que não apoiaria nenhum dos candidatos. Isso não é liderança, e a sua falta de coragem enviou ao país a mensagem de que era aceitável não votar num novo presidente e também aceitável votar no Chega. É este o tipo de liderança de que precisamos? Um homem de pés frios? Ventura promete “bater com o punho na mesa” por Portugal e acabar com a corrupção e o roubo. Talvez o murro devesse começar pela sua própria cabeça e limpar o cérebro de ideais corruptores que destruirão Portugal. Sugere que Sócrates e Isaltino irão para a prisão. Embora a prisão não seja um lugar estranho para nenhum deles, ter Ventura como juiz e júri sentado no trono da presidência dará origem ao renascimento do fascismo. Poderá até copiar o exército do ICE dos Estados Unidos, expulsando imigrantes e impedindo outros de entrar; talvez devesse consultar Trump e construir um muro.
As pessoas têm de despertar para a realidade das visões extremistas, mas só os eleitores podem mudar isto. Como disse o Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney: “Se não está à mesa, está no menu”. Não
sejam como Montenegro, Cotrim e outros que agora estão no menu de André Ventura. Falando da minha cidade, Toronto, foi interessante ver que pouco mais de mil votos foram expressos entre mais de 48.000 eleitores elegíveis. 69,19% dos votos foram para o Chega. Isso levou-me a questionar o processo de pensamento de imigrantes que apoiam o ódio numa terra distante, enquanto celebram a sua boa sorte numa democracia canadiana. Muitos desses eleitores viveram os horrores do fascismo e de Salazar. É esta a política que estão a apoiar? Os sentimentos nostálgicos destes eleitores não promovem o respeito mútuo na sociedade, e a sua retórica não pode ser feita de palavras vazias e mentiras baseadas numa ignorância retórica. É por isso que os comunistas não crescem. Mentes pequenas olham sempre para o mundo através dos olhos daqueles que fazem campanha pelo discurso do medo. Já agora, onde estavam os outros cerca de 47,000 eleitores elegíveis? Provavelmente a ver um jogo de futebol.
Sejam construtores, não destruidores — não apenas com as mãos, mas também com os vossos votos.

Ano XXXV - Edição nº 1782
30 de janeiro a 5 de fevereiro de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5
Telefone: 416-900-6692
Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com
Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Os resultados da primeira volta das eleições presidenciais portuguesas revelaram uma tendência que merece reflexão aprofundada: a maioria das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo optou pelo voto em André Ventura, líder do partido radical de direita Chega. Um partido que se afirma contra a imigração, que promove um discurso de exclusão assente na ideia de que “Portugal é para os portugueses” e que recorre, com frequência, a narrativas que dividem a sociedade com base na origem, na cor da pele ou na religião.
O paradoxo é evidente. Portugal é, historicamente, um país de emigrantes. Milhões de portugueses construíram a sua vida fora do país, muitas vezes enfrentando discriminação, precariedade e desconfiança. Ainda assim, uma parte











significativa dessa diáspora identifica-se hoje com um partido que defende políticas e discursos hostis à imigração e às minorias, em nome de uma ideia rígida de identidade nacional.
Nesta edição, o Milénio propõe-se analisar este fenómeno, com particular atenção aos resultados registados em Toronto, onde o Chega obteve uma votação expressiva (69,19%). Que descontentamento é este que atravessa as comunidades portuguesas no estrangeiro? O que explica a adesão a um discurso radical por parte de eleitores que vivem em sociedades democráticas, multiculturais e profundamente marcadas pela imigração?
Muitos afirmam votar por “mudança” e por rejeição à governação portuguesa dos últimos
anos. No entanto, quando questionados sobre que mudança desejam, as respostas são frequentemente vagas. O discurso simplista, emocional e agressivo encontra eco, sobretudo quando o líder do partido chega ao ponto de afirmar que Portugal “precisa de três Salazares”, numa clara referência elogiosa ao ditador do Estado Novo, grande responsável pelo fluxo migratório dos anos 60/70, quando se fugia da pobreza extrema que grassava no país e da guerra colonial.
Mais do que um voto de protesto, estes resultados levantam questões sérias sobre literacia política, memória histórica e o papel das comunidades emigrantes no futuro democrático de Portugal. É essa reflexão que procuramos aprofundar nas páginas que se seguem.
Melo Ventura Mendes
Seguro Figueiredo Melo Mendes
Seguro Mendes Figueiredo Melo



As pessoas querem mudar, mas não me sabem dizer o quê
Nesta edição que dedicamos à análise dos resultados da primeira volta das eleições presidenciais, falámos com representantes de partidos políticos portugueses aqui em Toronto. A abstenção volta a levantar questões profundas sobre a relação da diáspora portuguesa com a vida política nacional, bem como o crescente apoio da nossa comunidade a um partido de extrema-direita. Para nos dar a sua perspetiva da situação política atual da comunidade portuguesa residente na GTA e não só, conversámos com Carlos Miranda, dirigente do Partido Socialista em Toronto, que analisou os obstáculos ao voto no estrangeiro, o sentimento de protesto e descontentamento existente entre os emigrantes, o papel das redes sociais na difusão de narrativas simplistas e enganadoras, e a responsabilidade dos partidos democráticos perante esta nova realidade política. Uma reflexão crítica sobre cidadania, participação e futuro democrático, dentro e fora de Portugal.
Milénio Stadium: Há 48.500 eleitores inscritos aqui no Consulado de Toronto recenseados aqui e votaram 1.035. Qual é a razão, na sua opinião, para esta abstenção, sendo que ainda assim este número de votantes?
Carlos Miranda: É sempre difícil responder a essa questão, até porque esta abstenção não retrata apenas o Canadá, mas também aquilo que acontece um pouco por todo o mundo com as comunidades portuguesas. Uma das razões é, de facto, a dificuldade que as pessoas têm em exercer o seu direito de voto à distância. O voto está concentrado no posto consular, o que torna a vida difícil para quem quer votar. Há também algum desinteresse por parte da população. É um misto das duas coisas. Na parte que compete ao Estado e aos partidos, deveria ser criada uma forma de votar mais acessível, usando, por exemplo, associações e locais onde a comunidade se reúne. É lamentável que apenas cerca de 2% tenham votado, porque os emigrantes têm poder para fazer a diferença e não usam essa possibilidade.
MB: Desses 2% que votaram mais de 69% votaram no candidato do partido Chega, André Ventura. O que é que está a acon-
tecer à comunidade e não apenas aqui em Toronto, mas as comunidades portuguesas que estão espalhadas pelo mundo para apostarem num partido radical de direita. CM: Há aqui dois fatores ou mais que dois. Tenho tentado perceber também eu próprio, o que tem acontecido, o que aconteceu nas últimas eleições e o que poderá vir a acontecer num futuro breve. E a conclusão, a que chego é que, de facto, há aqui um desapego relativamente à realidade do nosso país atual. Nós temos que perceber que se olharmos com muita atenção para aquilo que foram as votações espalhadas por todo o mundo e a idade média das comunidades que residem nesses mesmos lugares, podemos perceber algo que de facto traduz aquilo que eu acabei de dizer - as pessoas saíram há já uns bons anos de Portugal, ou os pais ou os avós por dificuldades provocadas pela ditadura emigraram e pouco ou nada acompanham o nosso país. Portanto, na minha opinião, essa é uma das razões. Evidentemente que a segunda razão é mais forte. É, de facto, o partido em questão. André Ventura é quem concorre para Presidente da República, mas leva com ele todo um partido e, de certa maneira, uma lengalenga, (desculpe-me a expressão), que atrai de facto as pessoas. É o populismo. Notícias enganosas. E usa muito bem, muito bem mesmo, as redes sociais, na minha opinião. Muitas vezes é difícil de expressar o que pensamos para que não se ofenda quem quer que seja, mas de facto há aqui estes dois pontos que, na minha opinião, traduzem naquilo que foi este resultado eleitoral. Muita gente diz que temos que acabar com o sistema, temos que mudar. E eu tenho conversado com algumas pessoas a quem pergunto, mas mudar o quê? E as pessoas não sabem dizer, querem mudar, mas não me sabem dizer o quê. Ora vamos lá ver, ou nós percebemos aquilo que fazemos ou então andamos aqui porque vamos na onda, não é? Vamos todos na onda e pronto. E eu acho que é o que está a acontecer, porque este populismo tem esta narrativa de termos que acabar com o sistema.
MS: Considera que, de certo modo, é um voto de protesto ou um voto de revolta contra a situação política no país?
CM: É indiscutivelmente um voto de protesto, de revolta. Porque eu não consigo ver
todos estes portugueses a serem militantes ou simpatizantes do partido Chega. Não consigo ver isso. Além disso, em 48.000 pessoas votaram 1000. Não podemos dizer que isto é a voz dos emigrantes no Canadá, não é? Nós estamos a falar em 2%. Mas é verdade que. de facto, há aqui uma revolta. Nem tudo corre bem para os emigrantes, muitas vezes somos esquecidos por este ou aquele motivo. Há também um voto de protesto por tudo aquilo que tem acontecido em termos de algumas situações de escândalos, de corrupção, etc. Tudo isso pode ter contribuído para este desfecho.
MS: Mas os partidos tradicionais da política portuguesa têm também responsabilidade nesta ascensão de um partido de extrema-direita em Portugal?
CM: Evidentemente que sim. Nós não nos podemos acomodar e não nos podemos deixar de nos adaptar à realidade do dia a dia das pessoas, daquilo que vai evoluindo pelos países. Quer dizer, não podemos parar no tempo.
MS: Por outro lado, há também um nível de desconhecimento um bocado acentuado do sistema político português e nomeadamente dos poderes do Presidente da República, não é?
CM: Exatamente! Muitas das pessoas foram votar a pensar que votavam no partido. Chega e que depois o André Ventura, sendo eleito, poderia mexer muito nas questões de que ele fala durante a campanha. O que não é verdade, mas as pessoas não sabem disso. Eu tive a oportunidade de observar o nível de conhecimento que as pessoas têm até relativamente às regras da votação. Quando fui votar ao consulado estava uma fila enorme e eu estive ali algum tempo que deu para observar algumas situações e, de facto, as pessoas falavam em assuntos que não dizem respeito ao Presidente da República. Esta campanha de André Ventura tem sido feita com aquilo que as pessoas querem ouvir, mas que nada tem a ver com esta eleição, só o governo é que tem poder para melhorar ou alterar o que poderá estar mal. Não o Presidente da República. Já agora eu também presenciei que algumas pessoas chegavam à mesa de voto e não puderam votar porque não estavam inscritas cá e as pessoas estavam extremamente
revoltadas porque queriam votar, que não deixavam porque até o tal “sistema” estava instalado no consulado de Toronto. Isto é quase inacreditável, mas aconteceu por mais de uma vez.
MS: Independentemente do resultado do dia 8 de fevereiro, com o resultado de André Ventura, que leitura se pode fazer do futuro de Portugal perante este crescimento da extrema-direita em Portugal?
CM: Portugal vai seguir o mesmo caminho que alguns países já percorreram. É uma realidade. E também atenção, há que respeitar a vontade do povo, claro, há que respeitar aqueles que votam no partido Chega! Seja por que motivo for.
Mas os partidos democráticos têm de refletir seriamente, porque existe o risco de retrocesso em conquistas alcançadas desde 1974. O próximo governo terá um trabalho muito difícil pela frente.
Agora estamos a falar no André Ventura e no António José Seguro e estamos a falar em dois polos completamente diferentes e, portanto, eu penso que a maioria dos portugueses não vai ter dúvidas em qual é que vai votar. Mas depois, a partir daí, o governo vai ter um trabalho muito duro para lidar com o partido Chega que vai querer poder a todo o custo.
MB/MS

David Curto — CHEGA!

A participação política dos emigrantes portugueses continua a ser um espelho complexo das ligações que mantêm com o país de origem. Entre a distância geográfica e o acompanhamento da realidade nacional, principalmente através das redes sociais, muitos formam opiniões, fazem escolhas e tomam posições. Ainda assim, o voto da diáspora pode ganhar especial relevo num resultado final.
Nesta entrevista, David Curto, representante do Chega em Toronto, fala sobre o envolvimento da comunidade portuguesa no Canadá e da sua participação na 1ª volta das eleições presidenciais. Partilha também as razões que, na sua perspetiva, podem explicar a abstenção eleitoral e o apoio crescente a André Ventura e ao partido de extrema-direita, Chega. Ao longo da conversa, foram também abordados alguns temas centrais do debate político atual - o papel do Presidente da República, a Constituição, a imigração e o descontentamento de parte dos emigrantes com o rumo do país.
Milénio Stadium: O que é que, na sua opinião, explica que, dos 48.054 eleitores inscritos, apenas 1.035 tenham votado?
Esta votação, aqui no concelho de Toronto, até foi a que registou mais votos. Ir ao consulado não é fácil: fica no centro da cidade e é longe para muitos portugueses. Ainda assim, acho que foi um número razoável, sobretudo quando comparado com eleições anteriores. Claro que podia haver outras soluções, como mesas de voto espalhadas pela GTA, mas isso só é possível com aprovação do governo.
Acho que, no futuro, com a votação eletrónica de que o governo tem falado, vai haver muito mais participação. Principalmente na parte dos imigrantes, isso será algo óbvio. Mas mesmo agora, acho que todos nós devíamos fazer a nossa parte, como portugueses que somos.
MS: Porque é que, na sua opinião, o futuro Presidente da República deveria ser André Ventura?
DC: Porque me identifico muito com as ideias dele. Acho que o André Ventura é um democrata da transparência e pode ser uma das soluções para o futuro dos portugueses. Penso que isso ficou claro pelos votos que recebeu: o povo quer mudança. Na segunda volta, espero que muitos eleitores de direita acreditem nele. Acho que o André Ventura pode fazer a diferença na nossa democracia e na nossa política.
MS: Quando fala em “democracia da transparência”, o que quer dizer concretamente?
Uma mudança, algo diferente daquilo a que estivemos habituados nos últimos anos.
MS: Mudança em que sentido? O que acha que é necessário mudar?
Por exemplo, temos visto muitos problemas na saúde, que está cada vez pior. Também na economia do país, acho que há muito por melhorar.
MS: Mas considera que essas são funções do Presidente da República?
DC: O Presidente não manda, não governa, nós sabemos disso, quem governa é o governo. Mas pode estar mais em cima do governo, ser mais ativo, pressionar, ajudar o país a andar mais para a frente.
MS: André Ventura chegou a dizer que gostaria de presidir às reuniões do Conselho de Ministros. Considera isso uma boa ideia?
DC: Sim, acho que sim. É um dos temas que ele propõe. Fala-se muito da Constituição Portuguesa e ele também diz que gostava de mudar alguns pontos. Não vai mudar tudo, isso é óbvio, mas a Constituição também precisa de um “update”, como fazemos nos telemóveis. A última vez que foi mexida foi em 1989, no tempo do Mário Soares. Se for para melhorar certos aspetos e for bom para
todos os portugueses, acho bem.
MS: Sabe que no Estado Novo existia a figura do Presidente do Conselho de Ministros. Concorda então com o regresso desse modelo?
DC: Sim, mas Portugal não vai ser uma ditadura, atenção.
MS: Muitas pessoas têm receio disso…
DC: Não concordo. O André Ventura e o Chega são muito parecidos com o partido que está no poder em Itália. Quando a senhora Meloni ganhou, toda a gente dizia que a Itália ia virar uma ditadura, que iam acabar as eleições. E não foi isso que aconteceu. Hoje, a Itália não é uma ditadura e Meloni é bem vista por muitos líderes europeus. O partido dela é equivalente ao Chega.
MS: O Presidente da República deve ser um árbitro da democracia, promotor da união e do respeito pelas diferenças. Acha que André Ventura tem esse perfil?
DC: Pessoalmente, gostava que ele fosse um pouco mais moderado. Mas se as pessoas acreditarem nele e se ele conseguir ser Presidente da República, espero que também se torne mais moderado e que as pessoas à volta dele o ajudem nesse sentido. Acho que ele consegue fazer esse trabalho.
MS: Como militante do Chega e como imigrante no Canadá, como vê as declarações de André Ventura e de dirigentes do partido sobre a imigração em Portugal?
DC: Antes de mais, o André Ventura não é contra a imigração. O que ele pede é imigração controlada. Ele diz “Portugal para os portugueses”, mas aceita imigração legal. Eu estou no Canadá há vários anos e tive de respeitar as leis canadianas, a cultura canadiana. No fundo, o que ele pede é o mesmo que o Canadá pede: imigração legal.
O Canadá é um país muito mais de imigração do que Portugal, e mesmo assim tem regras. A imigração legal até protege os próprios imigrantes, porque se entrarem
demasiadas pessoas sem condições, muitos acabam por viver muito mal em Portugal.
MS: Tem dados que confirmem que a imigração ilegal em Portugal é assim tão elevada?
DC: Não tenho os números comigo. Aquilo que sei vem do que vejo nas notícias. Há cerca de um ano falou-se que havia um milhão e meio de imigrantes em Portugal e que quase metade não estaria legal. Não estou a dizer que se deva mandar essas pessoas embora, atenção, nem o André Ventura diz isso. Mas vemos nas notícias pessoas a viver em condições miseráveis, dez pessoas num quarto. Isso não é bom para a humanidade, nem para a imagem de Portugal.
MS: No Canadá também existem situações semelhantes. Muitos portugueses passaram por isso.
DC: Talvez aqui não haja tanto, porque a imigração é mais controlada. Portugal é um país muito mais pequeno e talvez não tenha as mesmas condições que o Canadá. Mas infelizmente é isso que se vê em Portugal.
MS: Houve um cartaz do Chega com a frase “Isto não é o Bangladesh”. Acha que isso não pode ser considerado xenófobo?
DC: Eu não vejo isso dessa forma. Acho que é apenas a expressão de um cartaz. Talvez porque seja um dos países de onde tem vindo mais imigração. Ele (André Ventura) fala nesse aspeto porque talvez essas pessoas não estejam a respeitar tanto as leis portuguesas como deviam. E sabemos que, normalmente, são muçulmanos, de outra religião, e por vezes não aceitam a nossa cultura ou a nossa religião. Se querem ser aceites em Portugal, também têm de respeitar as nossas culturas.
A informação que tem sobre Portugal vem sobretudo de onde?
DC: Temos um grupo de delegados do Chega onde passa muita informação. Também sigo as redes sociais e gosto de ver os telejornais portugueses, como a CNN ou a SIC Notícias.
MS: Na sua opinião, qual é a principal razão de insatisfação dos emigrantes portugueses com os 50 anos de democracia?
DC: Eu não acho que os emigrantes portugueses estejam assim tão zangados com Portugal. Mas como estamos longe, vemos notícias de que não gostamos. Qualquer português quer que Portugal evolua e, quando vai de férias, gosta de ver o país melhor do que quando saiu. Os portugueses que estão fora são tão portugueses como os que estão em Portugal.
É importante que as pessoas se mentalizem disso e participem. Os eleitores fora de Portugal são cerca de 1 milhão e 777 mil, quase 2 milhões de votos. É um número que pode fazer a diferença. Por isso faço o apelo à comunidade luso-canadiana: votem naquilo que querem para Portugal.


Os resultados das mais recentes eleições presidenciais portuguesas no círculo da emigração, em particular no Canadá, levantaram questões inquietantes sobre participação cívica, literacia política e o crescimento da extrema-direita entre comunidades historicamente marcadas pela experiência da ditadura e da emigração forçada. Dos mais de 48 mil eleitores inscritos, pouco mais de mil exerceram o seu direito de voto, com uma percentagem significativa a optar pelo Chega, um partido de discurso radical e populista.
Ofenómeno não é exclusivo do Canadá, nem das comunidades portuguesas no estrangeiro, mas ganha contornos especialmente paradoxais quando observado à luz da história recente de Portugal e do percurso de muitos emigrantes portugueses. Nesta entrevista, analisam-se as razões da elevada abstenção, os obstáculos práticos ao voto, a fragilidade da literacia política nas comunidades da diáspora e a eficácia de um discurso simplista que explora o descontentamento, o medo e a desinformação.
Mais do que uma leitura conjuntural dos resultados eleitorais, esta conversa propõe uma reflexão mais profunda sobre os riscos que este tipo de retórica representa para a democracia portuguesa e sobre a responsabilidade coletiva, dos partidos, das instituições e dos eleitores, na defesa dos valores democráticos conquistados ao longo dos últimos 50 anos.
Milénio Stadium: O que justifica, na sua opinião, que dos 48.054 recenseados em Toronto apenas 1.035 tenham votado?
Laurentino Esteves: Esta questão dava para um jornal inteiro. Antes de mais, devo dizer que vejo com bons olhos o facto de ter havido mais pessoas a votar do que em atos eleitorais anteriores. Ainda assim, a abstenção continua a ser enorme, não apenas no Canadá, mas em todo o círculo da emigração, dentro e fora da Europa.
Uma das principais razões prende-se com o facto de as mesas de voto estarem concentradas em consulados e embaixadas. Num
país continental como o Canadá, isso torna o voto praticamente inacessível para muitos eleitores. Por exemplo, se pensarmos no Norte Ontário estamos a falar de pessoas que vivem a 700, 1.000 quilómetros ou mais do local de votação, o que implica viagens longas, custos elevados e, muitas vezes, pernoitas, sobretudo no inverno. Nestes moldes, é urgente avançar para o voto eletrónico. Se todos os portugueses da diáspora pudessem votar com facilidade, a participação seria certamente maior.
MS: E como explica que 69,19% dos votantes tenham escolhido o Chega?
LE: Aqui entramos num problema mais profundo: a enorme falta de literacia política no seio das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Portugal é, historicamente, um país de emigrantes, mas parece que muitos se esqueceram disso. Já agora, ao contrário do que a extrema-direita apregoa, a maioria dos portugueses não emigrou por culpa do PS ou do PSD, mas sim nos anos 60 e 70, para fugir a uma ditadura.
É profundamente preocupante ver emigrantes, que muitos deles fugiram de um regime autoritário, a apoiar hoje um partido anti-imigração, anti-minorias e, no fundo, anti-tudo o que não encaixa no seu molde. Se não se tem a “tonalidade de pele certa” ou a religião certa, não se serve. Isto devia alarmar-nos a todos.
MS: Muitos dizem que o voto no Chega é um voto de protesto contra o sistema político português. Concorda?
LE: Eu acho essa explicação insuficiente. Pode haver algum descontentamento, algum ressentimento, admito isso. Mas há sobretudo uma enorme falta de compreensão ou conhecimento sobre o que este partido realmente é. Falo com muitas pessoas na comunidade e muitas nem sequer se apercebem de que estão a votar num partido extremista.
Quando lhes pergunto se sabem que André Ventura admira Trump e Bolsonaro, muitos encolhem os ombros. É que todos estamos a ver o que Trump está a fazer nos Estados Unidos - deportações em massa,
crianças detidas, cidadãos naturalizados expulsos, violência legitimada, assassínios em praça púbica... o ICE, tal como funciona hoje, faz lembrar a PIDE: uma polícia política ao serviço do poder. E é isto que Ventura defende.
MS: Há também uma perceção errada sobre o papel do Presidente da República?
LE: Completamente. Metade ou mais daquilo que Ventura promete fazer não é exequível. O Presidente da República não pode prender ninguém, não pode colocar corruptos na cadeia, não pode castrar pedófilos, nada disso. É pura bazófia. Mas os eleitores do Chega não sabem como funciona o sistema político português, nem quais são os reais poderes do Presidente.
O que me revolta profundamente é ouvir o discurso dos “50 anos de corrupção” quando o próprio partido está cheio de casos: ladrões de malas, de combustível, pedófilos, agressores domésticos, deputados envolvidos em fraudes, pessoas que não pagam pensões de alimentos, até gente que roubou caixas de esmolas em igrejas. É patético.
MS: Os partidos tradicionais também têm responsabilidade nesta ascensão de um partido de extrema-direita, nomeadamente junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo?
LE: Claro que sim. A responsabilidade é partilhada. Mas sabe, eu não tenho capacidade para estudar isto cientificamente, mas alguém devia fazê-lo porque de facto eu noto o seguinte: muitos emigrantes que hoje votam Chega chegaram aos países de acolhimento sem nada, construíram uma vida melhor e hoje vivem com algum conforto, mas esqueceram-se do que passaram. Quando ouvem discursos extremistas a dizer que os imigrantes são criminosos, ilegais ou vivem de subsídios, acreditam sem questionar, sem verificar. E isso simplesmente não corresponde à realidade.
MS: Que leitura faz do futuro de Portugal, perante este crescimento da extrema-direita?
LE: Preocupante! É isso. Esse discurso de Ventura pega, (e pega nas comunidades,
pega no Alentejo profundo, que sempre foi tradicionalmente de esquerda, uma coisa que eu não consigo perceber) porque é o discurso de taberna, de café. E, portanto, estas pessoas identificam-se com este discurso, porque é o mesmo discurso que se ouve se formos a uma padaria ou a um bar aqui do bairro. É a conversa que está à mesa, é este tipo de conversa... “estás a ver? Isto é tudo ladrões, todos corruptos”. Mas o que é preocupante é que depois esse discurso entranha-se, no pensamento das pessoas. Isto é preocupante até porque este tipo de políticos são tipo vampiros, sentiram o sangue e agora não vão parar e vão ser muitos mais.
MS: Considera que esta força do Chega pode ameaçar a tradicional direita portuguesa?
LE: Ameaça a direita e o centro-esquerda e centro-direita e os partidos moderados e democráticos. Porque o que está em causa aqui, eu sei que esta palavra diz muito pouco ao eleitorado desse partido, mas de facto é a nossa democracia e a nossa vida comum que está em causa. E isto não é uma retórica, está mesmo em causa. A democracia e o país como nós o conhecemos e como nós entendemos. Portugal sem democracia deixa de ser Portugal, mas este eleitorado claramente não entende.

Como veem os portugueses que vivem no Canadá o país que deixaram? Entre quem votou e quem optou por não participar, surgem críticas à burocracia, ao custo de vida e à falta de oportunidades, mas também reconhecimentos de avanços em saúde, educação e políticas sociais. Este voxpop revela sentimentos reais de insatisfação, esperança e frustração, mostrando o que realmente move a comunidade portuguesa no estrangeiro e como ela percebe a política em Portugal. Uma radiografia direta, honesta e cheia de nuances sobre a ligação de emigrantes ao seu país.
RMA/MS
Maria Silva,
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta?
Sim
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito? Por quê?
Estou insatisfeita. Nos últimos anos, temos visto aumentos no custo de vida e dificuldades na habitação, sem respostas eficazes do governo. Apesar de haver avanços na saúde e educação, sinto que as políticas sociais beneficiam mais algumas regiões e grupos do que a população em geral. Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Muitos sentem-se frustrados com a falta de oportunidades, especialmente para jovens e profissionais qualificados. Alguns valorizam reformas recentes, mas reclamam da burocracia e da dificuldade em investir ou regressar.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta? Não
Por que não votou?
Não votei porque é a minha primeira vez aqui no Canadá e não me senti suficientemente informada sobre os candidatos e programas. Senti alguma confusão com as promessas eleitorais e não quis votar sem ter uma opinião fundamentada.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito? Por quê?
Estou insatisfeita. Vejo que muitos jovens enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho, com contratos precários e salários baixos. Além disso, a habitação é cara e inacessível para quem começa agora a vida profissional.
Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Sentem que não há incentivos suficientes para voltar, investir ou desenvolver projetos em Portugal. Muitos também criticam a burocracia e a lentidão em aprovar mudanças importantes.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta?
Não
Por que não votou?
Não votei porque acredito que seria mais confortável e seguro poder exercer o meu voto de forma eletrônica, no conforto de casa. Sem essa opção, acaba desmotivando, e imagino que muitos jovens também deixem de participar.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito?
Por quê?
Moderadamente satisfeita. Acho que existem esforços visíveis para melhorar áreas essenciais como saúde e educação, mas os resultados nem sempre chegam a todos. A implementação de medidas muitas vezes demora e nem sempre é eficiente.
Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Sentem-se insatisfeitos devido à burocracia e à dificuldade de regresso. Por outro lado, valorizam os avanços sociais e algumas políticas de incentivo, mas ainda há lacunas significativas que os impedem de se sentirem plenamente satisfeitos.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta?
Não
Por que não votou?
Não votei porque achei uma verdadeira palhaçada ter de andar horas de carro até ao local de votação, sem sequer ter onde parar ou descansar. Sinto que a logística desmotiva muitas pessoas e torna o ato de votar demasiado complicado. Pergunto-me quando é que finalmente teremos o voto eletrónico para facilitar a participação de todos, especialmente dos que vivem longe.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito? Por quê?
Moderadamente satisfeita. Vejo que há esforços para melhorar áreas essenciais como saúde e educação, mas a implementação das políticas é lenta e nem sempre chega a quem mais precisa.
Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Muitos sentem-se frustrados com a burocracia e a dificuldade de regresso. Alguns apreciam os avanços sociais e políticas de incentivo, mas ainda existem lacunas que os impedem de se sentirem plenamente satisfeitos ou motivados a voltar.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta?
Não
Por que não votou?
Não votei porque nenhum candidato me parecia suficientemente preparado ou com propostas concretas. Além disso, sinto que a política muitas vezes se distancia da realidade do cidadão comum.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito?
Por quê?
Estou moderadamente satisfeita. Houve avanços, como melhorias no SNS e aumento de programas de apoio social, mas ainda há problemas sérios, como a dificuldade em arranjar habitação acessível e a precariedade laboral.
Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Muitos emigrantes valorizam melhorias sociais recentes, mas continuam a sentir que o país não oferece oportunidades suficientes para quem quer regressar ou investir, além do custo de vida elevado.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta? sim
Por que não votou?
Votei sempre que pude, é uma questão de cidadania e responsabilidade, especialmente agora que percebo melhor as consequências das decisões políticas ao longo do tempo.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito? Por quê? Estou insatisfeito. A política tem sido lenta na resolução de problemas antigos, como os transportes públicos em regiões mais remotas e a gestão da saúde. Muitas promessas não se concretizam e sinto que falta um planeamento a longo prazo. Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Muitos sentem que o país não investe suficientemente em quem sai, seja para estudar ou trabalhar, e isso cria um sentimento de abandono. Ao mesmo tempo, valorizam certas melhorias sociais, mas não compensam a falta de oportunidades de trabalho e estabilidade.
Votou nas eleições presidenciais da 1.ª volta? Sim
Por que votou?
Votei para apoiar um candidato que defende políticas económicas fortes e estabilidade financeira, áreas que considero essenciais para o futuro do país.
Como avalia a forma como Portugal tem sido governado nos últimos anos? Está satisfeito ou insatisfeito? Por quê?
Estou satisfeito. Apesar de existirem problemas, houve avanços na estabilidade
económica, reformas em saúde e investimento em infraestruturas. Acredito que, globalmente, o país tem caminhado na direção certa, mesmo que ainda falte ajustar algumas políticas sociais.
Na sua opinião, qual é a principal razão de muitos emigrantes portugueses no Canadá e noutros países se sentirem insatisfeitos ou satisfeitos com a política portuguesa?
Muitos estão satisfeitos com melhorias sociais, mas críticos com salários baixos e impostos altos. Para quem quer regressar, a carga fiscal e o custo de vida são barreiras importantes.


Ora viva, como está? Sexta-feira de bem, são todas, para muitos prenúncio de fim de semana.
Bem, em cima da mesa pela parte da equipa do jornal Milénio, questão “bicuda”, aliás como quase todas, perguntam o que os outros não ousam... bora lá. Questionam o porquê de apenas uma mera percentagem de portugueses recenseados no Consulado Geral de Portugal em Toronto ter votado na primeira volta das eleições presidenciais em Portugal, do passado dia 18 de janeiro. De 48,054 mil inscritos apenas 1,035 registaram a sua vontade?
Dá que pensar. Afinal, que povo somos nós enquanto sociedade? E que nos importa o que se passa na terra-mãe? Errado! Vejam o exemplo da Venezuela - viram o “rabito” apertado pelo Trump e vão a correr para Portugal chorar por ajuda, aliás antes desta invasão já andavam a “mendigar” asilo. E nós, estaremos imunes? E se sim, até quando? Ninguém sabe, muitos de nós somos cidadãos por opção e conveniência, já não falando de segundas e terceiras gerações, como os nossos filhos e, para quem tem, netos. Não obstante, é um estalo na pátria não participar. Um verdadeiro Enxovalhar a Pátria.
Mas o povo português adora reclamar. Porque isto e aquilo e mais o outro não fazem bem, a política do nosso pais é uma afronta etc. etc.. Falar é fácil e agir? Ah pois... precisavam de ganhar mais uma hora ou duas e era inconveniente ir votar. Que mentalidade esta, que nunca mais
vai mudar. Tristeza. É o que é e vai valer sempre o que vale. O Chega nunca esteve tão perto e... bago a bago vai enchendo a galinha o papo.
Não se admirem com uma “boa” surpresa um destes dias. Cá estamos e depois vão reclamar a quem e sobre o quê? Esta abstenção registada em Toronto deve ser somada à de vários países com emigrantes portugueses, que fizeram a mesmíssima coisa.
Não concordo com a política dos últimos 50 anos em Portugal, com a bola a ser atirada entre PS e PSD que nada, mesmo nada, fazem. Então, um dia destes acordamos num estado novo onde “vozes de burro, não vão chegar ao céu”. Mais não digo.
Até já e fiquem bem, Cristina
• Rosa's Portuguese Kitchen aprenda a dar um toque de Portugal a um clássico canadiano com a Poutine à Portuguesa.
• Querem Drama? o convidado Samuel Uria fala-nos do seu percurso e das suas origens.
• Falamos com os Mesa sobre o seu regresso aos palcos
• A comunidade portuguesa em Toronto uniu-se no jantar solidário da Associação Migrante de Barcelos
Ria com a continuação da peça "Adivinha Quem Vem Jantar".
• Visitamos as Grutas de Mira de Aire, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.
• Conheça a história de Armindo Barata, estofador há mais de 50 anos.
.... e muito mais!
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When something is broken you either attempt repairs or you dispose of it. The current problem in society is that there is much broken in the world and the repair will be a gargantuan exercise because first we have to control far right narratives of influencers, streamers and provocateurs, which are mostly young and frustrated with the current level of
governance. Their messaging does not care or take into account the hardship of many that created the democracies that we have enjoyed at least since the end of the second world war and the sacrifices made by older generations, creating platforms that young people should be taking advantage of today.
The United States, under King Trump, is constructing muddy ponds where extremism is festering, spreading its tentacles into the world and creating fascist rhetoric filled with bigotry and hatred. The intolerance that we see in the USA is
now being duplicated in political arenas throughout the world, including Portugal, a country that is celebrating 50 years of democratic freedom, conquered with sweat and tears by those who chose freedom rather than autocratic xenophobia. Today in Portugal, the newsreels are filled with the name of Mario Machado who heads an organization called 1143 and by extension, the name of Andre Ventura or as Isaltino Morais refers to him “Andresito”which has ties to the aforementioned neo-nazi organization. The normalization of 1143 by Andre Venture creates an identity for Chega which is based on hate and has real worldwide effects on the spread of extremism and is palatable by at least 30% of the Portuguese population plus just as many immigrants.
The neo-Nazi group apprehended by the Portuguese police were well armed and may have been planning attacks against those who Chega professes to be our enemies namely immigrants and gypsies. Andre Ventura refuses to deny their existence and support for Chega, therefore accepting their ideas and choosing silence as a method of answering questions. Chega says that they want the votes of all common people, but not those he spreads hate against. The sad part is that the Portuguese have another opportunity to show Chega that their type of politics is not for their country on February 8th, but they must be confused when the Prime Minister of Portugal showed cowardice by not supporting democratic principles and suggesting that he would not support either candidate. That’s not leadership and his gutlessness sent a message to the country that it was fine not to vote for a new president and also ok if they chose to vote for Chega. Is this the type of leadership we need? A man with cold feet? Ventura promises to “punch the table” for Portugal and end corruption and thievery. Maybe the punch should start with his head and clean his
brain of corruptive ideals that will destroy Portugal. He suggests that Socrates and Isaltino will be put in jail. While jail will not be a strange place for either, with Ventura being judge and jury sitting on the throne of the presidency will give rise to the rebirth of fascism. He will possibly copy the ICE army from the United States expelling immigrants and preventing others from coming in, maybe he should consult with Trump and build a wall instead.
People have to wake up to the reality of extremist views but only the voters can change this. As Prime Minister of Canada Mark Carney said, “If you are not at the table, you are on the menu”. Don’t be like Montenegro, Cotrim and others who are now on the menu of Andre Ventura.
Speaking of my town, Toronto, it was interesting to see that just over one thousand votes were cast out of over 48.000 eligible voters. 69,19% of the votes went to Chega. It made me wonder about the thought process of immigrants supporting hatred in a land far away while celebrating their good fortune of a Canadian democracy. Many of those voters experienced the horrors of fascism and Salazar. Is this the politics they are supporting? The nostalgic sentiments of these voters do not advance societal respect for one another and their food can’t be empty words and lies based on rhetorical ignorance. This is why communists don’t grow. Small minds always look at the world through the eyes of those who will campaign for discourse and fear. By the way, where were the other 47,000 or so eligible voters? Probably watching a soccer game.
Be builders not destroyers, not only with your hands but with your votes.



Desde 1973 que a Teixeira Accounting Firm garante a estabilidade administrativa de que a sua empresa necessita para crescer. Desde o planeamento fiscal corporativo a soluções de dívida, somos gente de negócios a ajudar gente de negócios.
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It took long enough, but somebody finally took the plunge and told the world exactly what it has been thinking for a good long time: It’s time to cut the umbilical cord connecting us to the USA.
The main reason that our leaders don’t look them in the eye as they rant and lie their way around the schoolyard, is money. The very thought of a slowdown in economic numbers is enough to let slide the fact that they’re cowering to a lunatic. In Davos, he sounded like he was at a White House press conference, speaking to his MAGA faithful, waving and then tossing aside his biblical list of ‘accomplishments’. Meanwhile, in the audience, hundreds of
the world’s top political leaders and heads of state sat there and listened. But things were different.
A few days earlier, Canadian PM, Mark Carney had stepped up, and surprising everyone by not only admitting that there is a World Order, but that it was not coming back, adding that this break form “American hegemony” and “great powers” can be built something “better, stronger and more just.”.
He also accused the latter of “using economic integration as weapons”. We knew exactly who he was speaking to, without naming him. Now that was a surprise! The Canadian Prime Minister! An ex-banker! Not only did he get a standing ovation, (a great sign of solidarity), but leaders and statesmen from all corners complemented him on his clarity and candor. Obviously, DT is going to sling out a few doses of BS, to see if he can stain this push forward at Davos, but that’s quickly becoming ‘so last week’, that only the American press will be trumpeting his words, (no pun intended).
This push back showed immediate results; Greenland was suddenly being spared the wrath of DT, although this week I did read something alluding to DT, stating Canada “was next”. Whatever. We need to keep pushing back. His propaganda machine is relentless, and he’ll do anything to distract his followers from the fact that those pesky Epstein files are more than a month overdue in congress, a major violation of the law. The handful of redacted photos that have been released are mostly of Bill Clinton! If that doesn’t say it all, I don’t know what does. Clearly, it’s not the Americans who are going to take him down any time soon.
The White House is busy trying to incite civil disobedience, while those who can see clearly are warning of falling into that quagmire.
Most are calling for restraint, knowing full well that DT would adore an excuse to install Marshall Law. This way he doesn’t have to do anything he doesn’t want, including allowing the elections in November, where he knows he’ll lose the house and probably the Senate majority. His hands will be ‘cut off’; he and all of his staff of tentacles will go down, we hope. It sure would bring some temporary sunshine for the world, which will continue to have its problems, but this is one major disease we have to vaccinate against.
Fiquem bem!


This week Prime Minister Mark Carney met with Pre mier Doug Ford and the two appeared to have made up plus both were on the same page regarding China, the automotive sector, and the tariff struggles against Trump. The two had lunch at a pizza joint in Etobicoke. Was this a photo op for a possible spring election or gearing up for a possible couple of by-elections that could get the liberals closer to a majority?
In my estimation this campaign style meeting started on January 20, 2026, when PM Carney delivered a nota be speech at the World Economic Forum in Davos. In a speech titled “Principled and Pragmatic: Canada’s Path”, he declared that the long-standing U.S.-led rules-based international order is breaking down and urged middle powers to act in concert to shape the new world rather than simply reacting to it.
Carney’s argument was stark, rather than being in a smooth transition, the global order has experienced a real rupture-marked by great power rivalry, economic coer cion, and the weaponization of trade, finance, and sup ply chains. His signature line-“middle powers must act together, because if we’re not at the table, we’re on the menu” – captured the urgency of his message. The speech also touched on key geographical flashpoints, such as support for Greenland’s sovereignty alongside Denmark and opposition to tariffs imposed by the U.S. – moves that underscored the shifting dynamics among major al lies. Despite careful wording, Carney’s critique implicitly targeted U.S. policy under President Donald Trump, trig gering sharp remarks from Trump suggesting “Canada lives because of the United States,” which Carney later rebutted.
Another campaign give away this week from the Carney Liberals is to provide Canadians tax relief related to the GST/HST system, but it’s not a permanent across-theboard HST cut for everyone. However, when announced the messaging was that most Canadians would benefit from a tax break. PM Mark Carney announced a signifi cant increase to the GST tax credit for low modest-income Canadians. Under the new plan the credit will be in creased by 25% for five years starting in July 2026. There will also be a one-time top-up of about 50% this year. This means bigger payments to eligible families and individuals to help offset high grocery costs and everyday expenses.

Nuno Costa Santos novo livro
Com o subtítulo de «Histórias do melan cómico», este novo livro de Nuno Costa Santos (n.1974) com a edição Letras La vadas, foto de Vitorino Coragem, capa e desenhos de Paulo Fernandes, notas de contracapa de Hugo Tiago e Pilar Gutier rez, tem 169 páginas e deve o título ao texto da página 49: «Rogério enganou-se e em vez de pedir café pediu amor.
ORogério ficou baralhado e nada disse, o amor acabou por ser servido em chávena fria. E amor em chávena fria era o que Ro gério estava habituado com Laurinda. To mou logo um CRF para esquecer». O livro abre com uma citação de Ruy Belo (19331978) e parece seguir a ideia de Santos

Quando há lugar para todos, e ainda sobra, é de aproveitar

Meus caros leitores, sei que, quando muitos terminarem de ler este artigo de opinião, como já aconteceu no passado, a minha pessoa será apontada e olhada de lado. Alguns dirão: “outra vez recados”. Mas, meus caros, isto é a realidade. Não há aqui nada contra a forma como se está a gerir, nada disso, nunca. Ao contrário do que muitos pensam, eu não digo mal por dizer. Opinar não é maldade.
Recentemente tive a oportunidade de ouvir dois jovens numa conversa sobre a situação cultural da nossa comunidade, dos clubes e das associações. Algo que sempre admirei e que gosto de apoiar é precisamente a juventude talentosa, com ideias e visão para o futuro. Tudo o que ouvi nessa conversa é algo que venho a defender há muito tempo, e confesso que fiquei surpreendido, pela positiva. Já tinha admiração por eles, mas essa consideração aumentou ainda mais.
Ambos são dirigentes de uma associação cultural, com trabalho feito, dedicação e ideias excelentes para o futuro. E digo, sem qualquer dúvida, ainda bem que existem jovens que se interessam e querem dar continuidade à nossa cultura regional. Não é fácil espantar-me, mas ouvir jovens falar com esta clareza e sentido de responsabilidade é, no mínimo, motivo de orgulho.
Durante a conversa, referiram algo que não nos pode passar ao lado, há casas que hoje inventam festas apenas para sobreviver; outras já não olham para o setor cultural. E, a certo ponto, foi colocada em cima da mesa uma realidade que, goste-se ou não, um dia terá de acontecer, a forma de gerir os clubes terá de mudar. Digo isto há anos e sempre fui apontado pela negativa. Mas, meus caros amantes da cultura, isso acabará por se tornar uma realidade. A curto prazo, não vamos ter pessoas suficientes dispostas a trabalhar de forma voluntária, a carregar tachos de salão em salão. Isso já se começa a ver. Há clubes que nem sequer têm direção formal, mas sim pessoas que se agarram para não deixar morrer o que foi construído. E atenção, isso
não é mau, pelo contrário, é de louvar. A comunidade está de parabéns nesse aspeto. Que isto não seja mal interpretado. Trata-se de uma opinião pessoal, baseada numa conversa com jovens que se dedicam, trabalham e prestam um serviço de enorme qualidade em prol da cultura.
Deixo aqui um conselho claro, clubes e associações que ainda têm juventude interessada em continuar, abracem-na, agarrem-na, motivem-na. Não a ignorem. Aceitem ideias, partilhem experiência e transmitam o conhecimento acumulado para que outros possam continuar.
A parte da conversa que mais me surpreendeu foi quando um deles referiu a existência de um edifício à venda, com cerca de 90 mil pés quadrados, numa zona acessí-

vel e dentro da área da nossa comunidade. A ideia era simples, mas poderosa, este seria o momento ideal para vários clubes e associações se unirem e adquirirem esse espaço, transformando-o num verdadeiro centro cultural da comunidade portuguesa.
Um local onde cada associação teria o seu escritório, podia haver uma sala de reuniões, um grande salão com capacidade para grandes eventos. Hoje contamos com a ajuda de uma grande instituição que, sempre que necessário, abre as portas. Mas o futuro é incerto. As pessoas mudam, as ideias também.
Se fosse possível unir, como tantas vezes se diz, seria a cereja em cima do bolo. Os clubes não desapareceriam, ganhariam qualidade, melhores condições e mais capacidade de prestar serviços. Todos ficariam bem na fotografia. Mais do que isso, seriam verdadeiros heróis por prepararem o futuro da geração que hoje tenta dar continuidade ao que foi construído.
Nada é impossível. E quando se ouvem jovens com ideias destas, só há uma atitude possível, louvar, apoiar e dar espaço. Não seria preciso envolver todos, mas aqueles que mantêm uma agenda cultural ativa, mesmo os que têm casa própria e atravessam dificuldades. Tudo continuaria, mas com menos dores de cabeça, melhor gestão e mais estabilidade. Um gestor, uma equipa fixa, organização, e a comunidade teria a garantia de continuidade por muitos e bons anos. Isso chama-se crescimento. E crescimento faz-se a ouvir os jovens. Eles são, sem dúvida, o futuro. Bom fim de semana!

Uma das marcas distintivas das comunidades portuguesas na diáspora é o seu forte espírito empreendedor, patente nas trajetórias de numerosos compatriotas que alcançaram sucesso empresarial e relevância cívica. Entre esses exemplos, destaca-se o percurso inspirador de John Negreiro Guedes, empreendedor e benemérito de referência da comunidade luso-americana.
Natural de Vilas Boas, no concelho de Chaves, João Negreiro Guedes emigrou para os Estados Unidos da América no início da década de 1960, com apenas 10 anos, num contexto marcado pelas dificuldades socioeconómicas do interior transmontano durante o Estado Novo. Formado em Arquitetura no Norwalk State College, no Connecticut, fundou no final da década de 1970 a Primrose Companies, empresa de arquitetura e construção sediada em Bridgeport, especializada em projetos comerciais, multiresidenciais e médicos no Connecticut e em Nova Iorque. Com mais de 40 anos de atividade no setor, o arquiteto luso-americano assinou numerosos projetos de referência, entre os quais se destacam o The Birmingham Apartments, em Shelton, o Federal Arms Apartments, em Bridgeport, o Twin Brooks Village Homes, em Trumbull, o Post Road Professional Center, em Westport, ou o Easton Community Center, em Easton.
O sucesso alcançado nos Estados Unidos tem sido acompanhado por um apoio contínuo à sua região de origem, à qual John Negreiro Guedes, como é conhecido na América, permanece profundamente ligado por um consistente espírito benemérito. Na aldeia natal, onde regressa com regularidade, financiou diversas iniciativas de caráter desportivo, cultural e recreativo, incluindo a aquisição do terreno para o campo de futebol e a construção da sede da associação cultural.
Este compromisso solidário estende-se a outras instituições do concelho de Chaves, com particular destaque para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago, que tem encontrado em John Negreiro Guedes um apoio determinante ao longo dos anos.
Entre os vários contributos de relevo em prol desta corporação, cuja área de intervenção abrange sete freguesias a sul do concelho de Chaves, no distrito de Vila Real, destaca-se a doação, em 2007, de um monitor de sinais vitais. No ano seguinte, ofereceu uma Ambulância de Socorro totalmente equipada, no valor de cerca de 60 mil euros. Em 2017, concedeu um donativo que permitiu equipar todo o corpo ativo com farda n.º 2 e, no início de 2023, possibilitou a aquisição de uma viatura de comando e de duas viaturas destinadas ao transporte de doentes não urgentes.
Mais recentemente, durante a última quadra natalícia, o emigrante luso-americano voltou a assumir um papel decisivo ao contribuir de forma substancial para a aquisição de uma nova Ambulância de Socorro (ABSC) para os Bombeiros Voluntários de Vidago. Este meio revelou-se essencial para o reforço da capacidade de resposta da corporação numa área de atua-
ção com cerca de 100,27 km² e aproximadamente 5.300 habitantes, caracterizada por uma forte predominância florestal, mas também por uma crescente presença de estruturas comerciais e industriais, bem como por uma densa rede viária, onde se incluem a A24, a EN2 e várias estradas nacionais e municipais. A nova viatura permite, assim, uma intervenção mais célere, eficaz e tecnicamente apetrechada em situações de emergência.
Não por acaso, em reconhecimento do valioso contributo prestado à causa dos bombeiros, a Liga dos Bombeiros Portugueses distinguiu John Negreiro Guedes com o Crachá de Ouro, uma das mais elevadas distinções honoríficas da instituição, destinada a galardoar atos e serviços de inequívoca relevância para a dignificação da causa bombeira. A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vidago atribuiu-lhe igualmente a Medalha de Prata da corporação e erigiu um busto em sua homenagem no quartel dos “Soldados da Paz”, descerrado em 2022.
O percurso de John Negreiro Guedes constitui um exemplo paradigmático do papel insubstituível que a diáspora portuguesa — em particular a comunidade luso-americana — desempenha na solidariedade social, na coesão territorial e na projeção de Portugal no mundo. Ao conjugar sucesso empresarial com um profundo sentido de responsabilidade cívica e de ligação às raízes, estes emigrantes afirmam-se como verdadeiros embaixadores do país, reforçando laços afetivos, apoiando causas estruturantes e contribuindo, de forma concreta, para o desenvolvimento das suas terras de origem e para a valorização internacional de Portugal.


Crédito: DR

Foi-nos, então, explicado que, antes da II Guerra eclodir, e perante os sinais que indiciavam já os conflitos que se avizinhavam, havia um desejo transversal a muitos europeus - o de emigrar para fora da Europa. Ora, nessa época, o país que aos olhos de todos aparecia como o melhor destino era precisamente o Canadá. O Canadá estava, portanto, associado a uma imagem de abundância e riqueza fácil.
O verdadeiro problema de Auschwitz é que Auschwitz aconteceu.
Imre Kertész (sobrevivente)

Hoje, 27 de janeiro, dia em que escrevo e envio a minha crónica, celebra-se o “Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto”, implementado através de uma resolução da Nações Unidas, a 1 de novembro de 2005. A memória, que tantas vezes é considerada curta, ao pretender dignificar as vítimas, alerta-nos para as consequências dos movimentos de ódio
e segregação contrários à defesa dos direitos humanos. Por isso, e porque diariamente testemunhamos, a coberto de uma certa impunidade, infundadas agressões a cidadãos de todo o mundo, recordo a minha visita a Auschwitz, quando se celebraram os 70 anos da libertação.
Na minha adolescência, impressionou-me a obra de Leon Uris, Milla 18, um romance baseado em factos reais, ocorridos durante a ocupação da Polónia, e as atrocidades que visavam eliminar um povo e outras minorias. Desde então, acalentara o desejo de um dia poder pisar
o chão do país onde havia perecido uma grande parte dos que tinham sido vítimas da loucura de um homem. Tive oportunidade de dar satisfação a esta vontade, quando me desloquei à cidade de Cracóvia, e daí, a Auschvitz (Oswiecim) e Birkenau. Numa visita guiada pude sentir a proximidade do quanto é capaz a monstruosidade humana quando se solta a besta que há em cada um de nós. As imagens falavam por si, e o grupo deslocava-se de forma compassada a lembrar outros passos, sempre em silêncio, como se o horror nos esmagasse e nos impedisse de fazer perguntas. No entanto, uma legenda, por entre as várias existentes, instalou-se na minha ignorância - Kanadá! Este era o nome dado aos armazéns onde se guardavam os melhores pertences dos recém-chegados. E essa foi a única pergunta com que ousei interromper a dolorosa e pausada caminhada. Porquê Kanadá?
Aos deportados para os campos de extermínio, foi-lhes sempre ocultado o seu verdadeiro destino. Por isso, e perante a permissão de poderem levar vinte e cinco quilos de objetos pessoais, eles escolhiam o que de melhor tinham para os acompanhar na nova vida que lhes era prometida. À saída dos vagões, após intermináveis horas ou dias de viagem, outros prisioneiros os esperavam para, de imediato e segundo ordens superiores, confiscar os pertences dos que seguiam para as câmaras de gás. Os diferentes haveres, que depois seriam enviados para a Alemanha, eram levados para armazéns que passariam a conter o que de melhor existia dentro do campo: as memórias de vidas arbitrariamente interrompidas. E foi assim que, pela sua carga simbólica, os armazéns ganharam a dimensão de um país, de um paraíso distante e imaginário feito de objetos impregnados de quotidianos que jamais voltariam a ser vividos. Após esta explicação, concluí que, por muito que se saiba sobre um determinado período da História, há pequenos detalhes que nos escapam e o acaso se encarrega de descobrir, preenchendo assim as lacunas do nosso sempre incompleto saber. Decorridos onze anos sobre esta visita, o Canadá continua a estar na lista dos destinos da emigração. Entre os que o procuram, existem portugueses que, tal como no passado, não se cansam de desafiar a legalidade para tentarem a qualquer custo espreitar a nesga entreaberta da porta do armazém do bem-estar. Pena é que, estes sim, tenham memória curta, e continuem a galgar a onda de quem alimenta discursos de ódio, em vez de promover a tolerância e a paz de que tanto precisamos. Lembrar é a única forma de evitar a barbárie!

As Nações Unidas são uma organização composta por Estados independentes que se uniram para trabalhar essencialmente para a paz e o progresso económico e social. A ONU deveria ocupar um lugar central na política externa de todos os países, assim como ter um papel crucial no trabalho a fazer contra a corrupção.
AONU tem de ser o principal mecanismo para a cooperação internacional em matéria de paz e segurança, bem como de cooperação para a democracia e para as liberdades e direitos humanos, mantendo a base fundamental de que todos os seus membros são livres e iguais. Estamos a assistir por parte de diversos países ao não cumprimento dos direitos humanos básicos, sendo estes gravemente violados. A ONU tem de se impor na garantia da segurança dos cidadãos contra o abuso de regimes não democráticos.
O mundo tem de voltar a confiar na ONU. Muito tem de mudar. Como pode,
por exemplo, a Arábia Saudita ter membros que trabalham na Comissão das Mulheres da ONU? Sabemos que nenhum país está completamente imune à corrupção, mas devemos procurar exemplos dos que melhor trabalham nesta área e aplicar a outros, ajudando no trabalho de prevenção da corrupção, porque esta dificulta tanto a justiça como a democracia e prejudica seriamente a economia.
Vejo um risco óbvio na integridade da ONU no que concerne a nomeações políticas, o que mina a confiança nas instituições da ONU, isto porque se os seus órgãos forem liderados, ou os seus líderes forem nomeados, por Estados que claramente não cumprem os requisitos mais básicos de respeito pelos direitos humanos onde fica a credibilidade? Os custos desta instituição também me parecem questionáveis, falamos de mais de 30 biliões de US dólares, ao mesmo tempo as contribuições para a ONU ou estão a diminuir ou o atraso é denominador comum da parte de muitos países. Não pode uma organização desta grandeza estar constantemente com problemas financeiros.
A ONU tem como secretário-geral “o nosso“ António Guterres, um dos melhores. No entanto a sua elevada categoria não é suficiente, precisamos de uma organização a nível mundial diferente.
Precisamos que os extremismos acabem de uma vez dando lugar a políticas que sejam capazes de dignificar e valorizar o ser humano dando-lhe capacidade económica para serem um agente de crescimento mundial, tendo sempre em conta nesta equação o meio ambiente. Não acho que devamos desistir, temos homens e mulheres no mundo capazes de governar respeitando culturas e credos, mas, indubitavelmente, a classe política tem de sofrer alterações significativas para que, pelo menos, a democracia possa chegar aos “quatro cantos” do mundo e o simples respeito pelos direitos humanos possa ser cumprido e seja visto como algo natural e não como uma visão quase inalcançável como por exemplo em muitos dos países do Médio Oriente.
Espero que depois de milhares de discursos, reuniões e receções, depois dos milhares gastos pelas comitivas de mais de 140 países participantes nesta Assembleia Geral da ONU, possamos começar a ver luz no fundo do túnel que todos desejamos seja luz de progresso, paz e prosperidade para o planeta Terra.
“O estado do nosso mundo é insustentável. Não podemos continuar assim” – António Guterres


Esta eleição não é sobre socialismo. É sobre liberdade, estabilidade, esperança, experiência, sensatez, unidade, e tantas outras virtudes políticas que devemos festejar com um maciço mandato de confiança a António José Seguro.
Por muito que alguns queiram fazer esta eleição sobre socialismo, ela não o será. Seguro nem é o Che Guevara de Penamacor, nem é um homem sem convicções. Pelo contrário, ele é conhecido por momentos em que mostrou a sua fibra, desde Timor à lei do financiamento dos partidos, e por outros onde mostrou a sua moderação.
Isto não é sequer novidade numa campanha onde Seguro quando muito foi criticado por não se querer colocar em gavetas. Por ser um construtor de pontes nato, desde o início que percebeu a importância de poder representar aqueles que hoje se designam “não-socialistas”.
Mas lá porque não cabe a Seguro o papel de defender o socialismo, os socialistas não podem simplesmente comer e calar quando querem tornar ser-se socialista numa espécie de lepra. Não podemos permitir, muito menos por falta de comparência, a consolidação do PS como malfeitor do nosso período democrático ou da ideia do socialismo como bicho papão, equiparado ao comunismo. A este ritmo, ainda comemos crianças ao pequeno-almoço.
Pode estar fora de moda, mas, como Mário Soares também dizia, um político assume-se. Eu sou socialista e este artigo não é sobre as eleições – é um remédio para um dos seus sintomas. É o elogio que o socialismo merece.
A primeira pergunta a colocar é de que “socialismo” falam. Para o gongórico Nuno Melo, até o Chega é socialista. Para Ventura, socialista é todo o período desde o 25 de abril. Faz lembrar aqueles comunistas enrijecidos para quem até o PS era de direita. Deve ser muito chato ver o mundo de uma cor só, mas se o socialismo é esta democracia onde podemos falar livremente, propor diferente, então que belo “sambinha de uma nota só” nos saiu. Se, no segundo seguinte socialismo já é Venezuela, Coreia do Norte, Cuba, e todo o leque de estados falhados – se já mata, se já destrói – podemos começar pelo facto de te-
rem sido os socialistas os primeiros a ser atacados por esses regimes, a começar pelos mencheviques na Rússia soviética. Podemos falar de semelhantes feitos numa longa lista de estados autoritários de direita ou paraísos neoliberais que cedo se tornaram um inferno de violência e de miséria. Mas talvez o mais simples seja reafirmar que há quase 150 anos que se distinguem os reformistas e os revolucionários, não só na forma como querem chegar ao poder e exercê-lo, mas também na forma como encaram a iniciativa privada e nos objetivos tão bem resumidos na dicotomia de Olof Palme – não acabar com os ricos, mas acabar com os pobres.
E se passarmos à frente e nos focarmos nos socialistas portugueses? O que terão feito esses vilões da banda desenhada? O salário mínimo, a construção do SNS, o alargamento da escola pública, os computadores para os miúdos, as creches e os manuais gratuitos, a aposta nas energias renováveis? A lei da paridade, a descentralização para os municípios, o fim das subvenções vitalícias? 10 anos de crescimento económico e dos salários, em que voltámos a ultrapassar países do Leste e em que obtivemos os primeiros superavits da história da democracia? Ah, não, ainda queres falar sobre a descolonização? Ou da patranha das 3 bancarrotas, das quais duas foi Mário Soares quem teve que salvar o país da situação onde outros o colocaram. O PS não fez tudo e não fez tudo bem, mas nem o país

mais rico com a democracia mais avançada consegue resolver os seus problemas todos. A história do progresso económico, social e político do nosso país é escrito, em larga medida, por impulsos dos malvados socialistas. Nem por um segundo me vão convencer a ter vergonha no que o PS fez e no que lhe proporcionou tantas vitórias eleitorais nos últimos 30 anos.
Quando isto que realmente importa não convém, fala-se de outras coisas, não menos importantes. Como tenho ouvido a potes em debates, para os eleitos do CHEGA os socialistas são todos corruptos que metem boys e pedófilos no poder. O único socialista que foi julgado por pedofilia foi ilibado e indemnizado. Veremos o que acontece a Nuno Pardal Ribeiro. Infelizmente, pessoas más e más práticas há em todos os partidos e, aliás, todos os locais de poder. O CHEGA acaba de colocar no gabinete do Presidente da Câmara de Albufeira a sua própria irmã, no gabinete da Assembleia Legislativa Regional da Madeira a ex-mulher do deputado Francisco Gomes. Em Lisboa, nem têm a Câmara e já distribuem empregos. Será que agora também são “tachos” e “boys” ou apenas acham que é a sua vez de estar na cozinha?
Isso não iliba o PS de sancionar os infratores dentro do seu partido. Ao contrário do atual Governo, onde os casos se acumulam sem que ninguém seja responsabilizado, eu lembro-me bem de governantes do PS, incluindo o próprio António Costa, que se demitiram porque não se admitia que as funções executivas fossem manchadas por qualquer tipo de suspeição. 2 anos depois, a operação Influencer ainda não avançou mas, por exemplo, Miguel Alves já foi absolvido. Talvez seja ocasião para recordar que também foi o PS a aprovar os 2 pacotes de legislação anti-corrupção, em 2001 e 2021 e a dotar a PJ e o MP dos recursos técnicos e humanos para reforçar o combate a esta criminalidade.
Podem tentar fazer desta eleição um julgamento ao socialismo. Não o será. Porque o socialismo não é um insulto. É a história viva de um país que escolheu cuidar, incluir e crescer. Não abdicamos dos nossos valores, do nosso legado nem do futuro que queremos construir. O vento político pode soprar à direita, mas as pessoas continuam a acreditar na igualdade de oportunidades, na solidariedade para com os mais desfavorecidos, na regulação do mercado e na dignidade do trabalho. Essas continuam a ser as nossas razões, o nosso devir e a mais bonita epopeia de um povo que não aceita desistir.



A Câmara Municipal de Brampton aprovou, no dia 21 de janeiro de 2026, a construção do monumento “Portas da Cidade do Canadá”, assinalando um momento histórico para a comunidade portuguesa no Canadá e, em particular, para a comunidade luso-canadiana de Brampton. Com a aprovação final do município, fica oficialmente autorizada a edificação deste monumento simbólico, que pretende eternizar a presença, a história e os contributos da comunidade portuguesa para o crescimento e desenvolvimento da cidade e do país.
Oprojeto, iniciado há seis anos, nasceu da visão de Guido Pacheco, presidente da organização sem fins lucrativos responsável pela iniciativa. Desde o início, o objetivo foi criar um marco permanente em espaço público que representasse a herança cultural portuguesa e o papel determinante dos portugueses e luso-descendentes na construção da identidade multicultural de Brampton. O percurso até à aprovação final foi longo e exigente, marcado por diversos desafios de ordem administrativa e técnica, mas a perseverança, a dedicação e o espírito de colaboração de todos os envolvidos permitiram que esta visão comunitária se tornasse agora uma realidade concreta.
O início da construção está previsto para março de 2026, com a chegada do trabalho em pedra proveniente de São Miguel, nos Açores. A cerimónia de lançamento da primeira pedra será anunciada mais próxi-
mo da data. A inauguração oficial do monumento está prevista para setembro de 2026, coincidindo com o sábado das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres, uma das celebrações religiosas e culturais mais marcantes para a comunidade açoriana.
É de salientar o empenho de Guido Pacheco na formação de uma equipa ampla e dedicada, cujo trabalho foi fundamental para a concretização do projeto. Destaca-se o contributo da equipa de arquitetura, liderada por Gil Gouveia e Abel Macedo; da equipa de eletricidade, sob a liderança de Frank Garcia, da World Wide Electric; da equipa de construção, liderada por Carlos Botelho, da Capelas Construction; e da equipa de Relações Públicas, liderada por Matthew Correia. O projeto contou ainda com o trabalho essencial de advogados, engenheiros, topógrafos e agrimensores, cuja experiência técnica viabilizou todas as etapas do processo.
O Comité das Portas da Cidade – Azores Canada é composto por Guido Pacheco, como presidente, Frank Garcia, vice-presidente, John Pimentel, secretário, José Antonio Cordeiro, tesoureiro, Matthew Correia, responsável pelas Relações Públicas, pelo vereador Martin Medeiros, representante dos Wards 3 e 4, e pelos diretores Abel Macedo, Brandon Da Costa, Carlos Botelho, Gil Gouveia e Herman Custodio. Em nome da comunidade portuguesa, o Comité expressa um profundo agradecimento ao vereador Martin Medeiros pelo seu envolvimento e entusiasmo desde a primeira hora do projeto, bem como
a todo o Conselho da Câmara Municipal de Brampton e ao presidente da Câmara, Patrick Brown, pela aprovação final e por viabilizarem a instalação do monumento no Azores Park, uma propriedade municipal situada em frente à Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no 101 Malta Avenue, em Brampton.
A réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores, será a segunda a ser erguida fora dos Açores e a primeira no Canadá, reforçando os
laços culturais e históricos entre os Açores, Portugal e a diáspora portuguesa. A comunidade portuguesa assinala este momento com profundo orgulho e satisfação, vendo neste monumento um símbolo duradouro de identidade, memória e reconhecimento público. Para mais informações e futuras atualizações sobre este projeto histórico, a organização convida a comunidade a acompanhar a página @PCAC nas redes sociais.
RMA/MS


vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!
Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras. A
De leste a oeste do Canadá, a comunidade luso-canadiana continua a reinventar-se sem perder as suas raízes. Entre lideranças visionárias, associações históricas, cultura viva e um forte compromisso com as novas gerações, estas são histórias de quem trabalha todos os dias para fortalecer a união, preservar a identidade portuguesa e construir um futuro coletivo com orgulho, participação e sentido de pertença.
Antonio Osorio lidera a FPCBP com visão de integração intergeracional
Antonio Osorio assume, em 2026, a presidência da FPCBP – Federation of Portuguese Canadian Business & Professionals, com o objetivo de reforçar a participação da comunidade luso-canadiana e aproximar diferentes gerações. O plano da nova direcção aposta na promoção da actividade empresarial, no profissionalismo, no networking, na excelência académica e na valorização dos seus membros. Entre as prioridades estão a integração das novas gerações, com programas de Scholarship e Mentorship, a expansão da Federação para províncias como Quebec e British Columbia, e a atração de novos empresários. O calendário inclui eventos tradicionais, encontros mensais de networking, a celebração dos 45 anos da FPCBP e a participação nas comemorações do Dia de Portugal. Para Osorio, a Federação é um pilar histórico da comunidade portuguesa no Canadá e continuará a promover a união, a
A Associação Portuguesa de Manitoba (APM), em Winnipeg, inicia um novo ano com uma forte aposta no envolvimento dos jovens, na inclusão e na promoção da cultura portuguesa junto de toda a comunidade. Em entrevista, a diretora da Cultura, Sandra Clemente, destacou a importância de criar iniciativas que aproximem gerações, mantenham vivas as tradições e deem espaço a novas ideias. A APM conta ainda com um parque recreativo em St. Laurent, Manitoba, que acolhe cerca de 250 famílias e funciona como ponto de encontro durante o verão, com eventos comunitários e atividades culturais que fortalecem os laços associativos. Um dos projetos centrais deste novo ciclo é, precisamente, o regresso da Escola Portuguesa, que recomeça em 2025 após a interrupção provocada pela pandemia. Com uma longa história ligada à APM, a escola volta a oferecer aulas presenciais para jovens e aulas online para adultos, estando aberta a toda a população, independentemente da sua origem. A associação apresenta também uma agenda completa de eventos ao longo do ano, organizada por datas, que inclui almoços e jantares comemorativos, assembleia geral, festas tradicionais, torneios, eventos no parque e celebrações especiais como a Páscoa, o Dia de Portugal, as festas populares, o Halloween e o Natal. Entre os destaques estão o 60.º aniversário da APM, a Festa do Campeão, a Festa do Divino Espírito Santo, a participação no Folklorama e o Jantar de Passagem de Ano. Os grupos de folclore continuam a desempenhar um papel fundamental na vida da associação, com
um grande evento comunitário com artistas locais, folclore e gastronomia portuguesa. A APM marcará também presença no Folklorama, em agosto de 2026, um dos maiores eventos multiculturais de Winnipeg, onde apresentará espetáculos diários, gastronomia portuguesa e uma exposição cultural dedicada à cultura portuguesa como um todo — um momento de grande orgulho e partilha com toda a cidade. Com uma direção que alia experiência e novas ideias, Sandra Clemente é clara ao afirmar: “A Associação Portuguesa de Manitoba mantém como objetivo principal preservar e valorizar a cultura portuguesa, envolver os jovens e criar experiências significativas para toda a comunidade, garantindo que as tradições se mantenham vivas para as gerações futuras”. A terminar, Sandra Clemente, responsável pela área cultural, destacou ainda o papel essencial dos voluntários, sublinhando que o trabalho da associação só é possível graças à dedicação totalmente voluntária de todos aqueles que preservam e promovem a cultura portuguesa.
Peniche Community Club of Toronto celebra 45 anos com festa e planos para o futuro
O Peniche Community Club of Toronto celebra o seu 45.º aniversário no dia 21 de março, com uma festa que reunirá membros e amigos da comunidade. Em entrevista, o diretor João Freixo destacou a história do clube, os desafios atuais e os planos para o futuro. Segundo Freixo, a longevidade do Peniche é resultado do empenho dos seus sócios, sobretudo das gerações mais antigas, e de uma gestão inclusiva. A festa contará com a presença do presidente da Câmara de Peniche e animação musical de Toy e Karma Band, numa noite pensada para dignificar o clube. Além das comemorações, a direção pretende recuperar atividades desportivas,

como a academia de futebol jovem, e manter viva a tradição do futebol sénior. Apesar das dificuldades, Freixo mostra-se confiante: “Somos poucos, mas bons”, reforçando o apelo à participação da comunidade para garantir a continuidade do clube.
Dauno Ferreira lidera o Estrelas do Atlântico com foco na juventude
Dauno Ferreira assume a presidência do Grupo Folclórico e Etnográfico Estrelas do Atlântico, em Laval (Quebec), com o objetivo de promover a cultura portuguesa e envolver as novas gerações da comunidade luso-canadiana. Em 2026, o grupo marcará presença em vários festivais e festas populares, incluindo as celebrações do Dia de Portugal em Toronto e Kingston, além de uma deslocação aos Açores, com participação em eventos na ilha de São Miguel. Para Ferreira, a prioridade é manter o grupo ativo e garantir a continuidade das tradições portuguesas no Canadá, reforçando a identidade cultural e a ligação entre gerações.
Já demos voz a quem constrói, preserva e faz pulsar a nossa identidade além-fronteiras: à Associação Cultural do Minho, à Comunidade Angolana de Ontário, à Associação Migrante de Barcelos, ao Círculo dos Amigos de Rabo de Peixe do Québec, à Banda do Sagrado Coração de Jesus de Toronto, ao First Portuguese Canadian Cultural Centre, ao Arsenal do Minho, à Academia do Bacalhau de Toronto, à Associação Saudades da Terra QuebeQuente, à Comissão de Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres em Montreal, à Casa dos Poveiros de Toronto. E assim continuaremos — a dar voz, a unir comunidades, a manter vivas as nossas raízes.
RMA/MS
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
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A produção de banana tem aumentado na Madeira, mas os fundos europeus recebidos recuaram, revela o Tribunal de Contas Europeu (TCE), numa auditoria ao programa POSEI para as regiões autónomas, referindo também que o setor do leite açoriano é competitivo.
No relatório especial sobre as medidas de apoio à agricultura nas regiões ultraperiféricas (RUP) da União Europeia (UE), os auditores analisaram os apoios na Madeira, centrando-se na produção de banana, e nos Açores, no que respeita a Portugal. Segundo dados da Comissão Europeia, o programa POSEI assegura anualmente cerca de 106 milhões de euros para a agricultura em ambas as regiões. O TCE destaca que, apesar de entre 2015
0,29 euros por quilo, abaixo do praticado nas Canárias (0,30 euros) e em Guadalupe e Martinica (0,67 euros).
No caso da Madeira, o apoio POSEI depende exclusivamente da produção comercializada e é reduzido se a produção exceder 19 mil toneladas ou a superfície ultrapassar 696 hectares, tendo os sete milhões de euros recebidos em 2023 chegado a 2.815 produtores.
Relativamente aos Açores, os auditores concluem que, com o apoio do POSEI, o setor do leite conseguiu conservar a sua competitividade, mantendo níveis relativamente estáveis de produção e exportação.
De forma geral, o tribunal europeu conclui que o POSEI não respondeu a todas as necessidades específicas das regiões ultraperiféricas, sendo a maior parte do apoio
bordo de semissubmersível
As autoridades apreenderam quase nove toneladas de cocaína transportadas no semissubmersível intercetado ao largo dos Açores, naquela que "será a maior apreensão jamais efetuada" desta droga em Portugal. "Acabaram por se recuperar cerca de 265 fardos de cocaína, numa quantidade global que estimamos em aproximadamente perto das nove toneladas, que - a confirmar-se, portanto depois de se efetuar as devidas pesagens - será a maior apreensão de cocaína jamais efetuada em território nacional", disse, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da instituição.
Artur Vaz precisou que na embarcação seguiriam 300 fardos de cocaína, tendo os cerca de 35 sobrantes afundado, tal como o semissubmersível, o que impediu a sua apreensão pelas autoridades.
Uma embarcação semissubmersível foi intercetada na sexta-feira "em alto mar a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores"
numa ação conjunta da PJ, da Marinha e da Força Aérea, "em condições de extrema dificuldade e perigosidade, derivado da atual adversidade das condições meteorológicas", anunciou hoje, em comunicado, a força policial.
A bordo da embarcação, proveniente da América do Sul e com destino à Europa, seguiam três tripulantes colombianos e um venezuelano, que foram resgatados antes de o semissubmersível naufragar, precisou o diretor da UNCTE.
A operação de combate ao tráfico de droga transcontinental por via marítima, apelidada de "Adamastor", contou com a "estreita colaboração e articulação" da PJ com as autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, no quadro do Centro de Análise e Operação Marítimas - Narcóticos (MAOC-N, na sigla oficial), refere a nota.
"A investigação prossegue a cargo da PJ, em articulação com autoridades parceiras de outros países, no âmbito de um inquérito titulado pelo DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da Comarca dos Açores", conclui a força policial.
AO/MS


Diane Campos Founder/RCIC
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A Direção Regional do Sindicato de Jornalistas emitiu uma nota de Repúdio para condenar a ocorrência de segunda-feira, no Funchal, em que dois repórteres de imagem da RTP Madeira foram atacados por um turista que danificou o equipamento que estaria a ser utilizado.
Leia a nota emitida pela Direção Regional do Sindicato de Jornalistas na integra: “A direção da Madeira do Sindicato de Jornalistas vem por este meio condenar o ataque que foi feito ao material da equipa de reportagem da RTP Madeira, no decurso da atividade profissional. O episódio aconteceu na manhã desta segunda-feira quando os dois camaradas, ambos associados deste sindicato, encontravam-se a captar imagens numa das ruas do Funchal. Sem que nada fizesse prever, um turista pontapeou o tripé, danificando, desta forma, o referido equipamento, tornando-o inutilizado até à reparação. A equipa ainda foi ao encontro do homem, mas, a meio do percurso encontrou um elemento da PSP que se encontrava em patrulha, e pediu ajuda. Foi solicitado
reforços por parte deste agente, tendo logo entrado em ação uma brigada que acabou por interceptar o homem, junto à rotunda Sá Carneiro.
A PSP tomou conta da ocorrência e aguarda a formalização na PSP, por parte da RTP. Esta direção vem enaltecer a rápida intervenção da PSP, repudia profundamente o sucedido com a equipa e demonstra apoio a solidariedade aos dois camaradas em causa. Aproveitamos ainda para relembrar que à luz da Lei de Imprensa (Lei n.º 2/99, de 13 de Janeiro), o Artigo 33.º referente ao Atentado à liberdade de imprensa é claro: «1 - É punido com pena de prisão de 3 meses a 2 anos ou multa de 25 a 100 dias aquele que, fora dos casos previstos na lei e com o intuito de atentar contra a liberdade de imprensa: a)... b)... c) Apreender ou danificar quaisquer materiais necessários ao exercício da actividade jornalística»A direção deste sindicato vem reafirmar que estará sempre atenta a eventuais violações deste ou de outro artigo que ponha em causa a liberdade e o livre desempenho da atividade do jornalista.” JM/MS


O Museu de Toronto apresenta a exposição “The 52: Stories of Women Who Transformed Toronto”, uma iniciativa que celebra a vida e o contributo de 52 mulheres que tiveram um papel determinante na construção da cidade tal como a conhecemos hoje.
Resultado de um projeto de investigação desenvolvido ao longo de vários anos, a exposição percorre diferentes períodos históricos, desde o século XIX até à atualidade. Ao longo deste percurso, são destacadas mulheres que se afirmaram como verdadeiros motores de mudança nas áreas da ciência, das artes e cultura, da política, do desporto e da vida cívica. Se algumas destas figuras são já amplamente reconhecidas, muitas das histórias agora apresentadas permaneceram, até hoje, pouco conhecidas do grande público. A exposição convida os visitantes a aproximarem-se destes percursos, a “calçar os sapatos” destas mulheres e a compreender de que forma as suas ações influenciaram profundamente a evolução de Toronto. Em conversa com o jornal Milénio, Bria Dietri-
ch, curadora associada de aprendizagem e exposições do Museu de Toronto, explicou que o principal objetivo da exposição passa por ampliar a compreensão da história da cidade. “Ao destacar estas histórias, a exposição mostra que Toronto foi construída por muitas vozes e contributos, frequentemente invisibilizados. Ao centrar as experiências das mulheres, “The 52” revela como a mudança acontece de forma coletiva, através do trabalho, do ativismo, da criatividade e da liderança, tanto nos bastidores como em posições de destaque”, sublinhou.
Segundo a responsável, a exposição procura ainda integrar estas histórias nas transformações sociais, políticas e culturais que as próprias mulheres ajudaram a criar, ligando ações individuais ao impacto coletivo na cidade. Ao ir além do espaço expositivo, “The 52” mantém estes legados vivos através de programas públicos, visitas orientadas e conversas que estabelecem uma ponte entre o passado e o presente.
A mostra inclui fotografias de arquivo, artefactos históricos e monólogos criativos escritos por 24 dramaturgos canadianos premiados, proporcionando uma expe-
riência envolvente, acessível e educativa para públicos de todas as idades. Atualmente, as mulheres representam 52% da população de Toronto, um dado que dá nome à exposição e reforça a sua relevância social e cultural. Ao destacar estas histórias, o Museu de Toronto celebra o impacto que as mulheres tiveram, e continuam a ter, em todos os aspectos da vida da cidade. Estas são as 52 mulheres extraordinárias que inspiram e transformam, deixando, ontem e hoje, marcas profundas na história de Toronto: Adrienne Clarkson, Angela James, Ausma Malik, Beatrice Worsley, Bernice Redmon, Bianca Andreescu, Blanche Lemco van Ginkel, Cathy Crowe, Cecília Krieger, Cheri DiNovo, Clara Cynthia Benson, Columbia “Coco” Diaz, Diane Carter, Elizabeth “Elsie” MacGill, Emma Goldman, Emily Stowe, Fanny “Bobbie” Rosenfeld, Flora MacDonald Denison, Frances Loring, Gar Yin Hune, Hazel McCallion, Jackie Shane, Jane Jacobs, Jean Lumb, Jeanne Parkin, Jennifer Hodge de Silva, Jill Andrew, Josephine Mandamin, Judith Snow, June Rowlands, Karen Kain, Kathleen Taylor, Kit Coleman, Laura Bulger, Lee Maracle,
Lillian H. Smith, Margaret Atwood, Mary Ann Shadd Cary, Mary Fix, Menaka Thakkar, Min Sook Lee, Myrtle Cook McGowan, Penny Oleksiak, Phyllis Bomberry, Roberta Bondar, Rosalie Silberman Abella, Rosemary Sadlier, Rowena Hume, Saadia Muzaffar, Slova Greenberg, Susan Bailey e Verna Johnston.
Trata-se de uma oportunidade única para descobrir histórias inspiradoras que ajudaram a moldar Toronto e que continuam a ecoar no presente.
Informações para visita
A entrada é gratuita, sendo aceites doações. Não é necessária reserva. www.museumoftoronto.com
The Exhibition - The 52: Stories of Women Who Transformed Toronto”, Em exibição até Maio de 2026
Quarta a sábado, das 12h00 às 18h00 401 Richmond Street West – Entrada Leste
Realizou-se no passado 28 de Janeiro, na Assembleia Legislativa da província de Ontário, a “Ethnic Media Roundtable”, um encontro dedicado à reflexão sobre o presente e o futuro dos media étnicos na província.
Ainiciativa foi promovida por Marit Stiles, deputada provincial pelo círculo eleitoral de Davenport, líder do Partido Novo Democrático de Ontário e da Oposição Oficial, contou com a participação de Alexa Gilmour, deputada provincial pelo círculo eleitoral Parkdale–High Park e ministra-sombra para as áreas da Mulher, Oportunidades Sociais e Económicas e Multiculturalismo, bem como de Tom Rakocevic, deputado provincial pelo círculo eleitoral de Humber River–Black Creek e ministro-sombra para os Serviços Públicos, Prestação de Serviços Empresariais e Aquisições.
O encontro reuniu representantes de diversos órgãos de comunicação social comunitários e étnicos, amplamente reconhecidos pelo papel essencial que desempenham na disseminação de informação junto das comunidades que servem, muitas vezes na sua própria língua e com o necessário enquadramento cultural. Para muitas comunidades, estes meios assumem um papel insubstituível no acesso à informação, tanto sobre os países de origem como sobre o Canadá e o resto do mundo, promovendo a participação cívica e a integração social.
Ao longo da mesa-redonda, foram debatidos diversos desafios que atualmente se colocam aos media étnicos. Entre os temas em destaque estiveram: o aumento dos custos operacionais, que tem levado muitos órgãos a reduzir equipas, limitar a produção de conteúdos ou mesmo encerrar atividades; o impacto do avanço da inteligência ar-
tificial; a necessidade de educação e formação para a adaptação à digitalização, tanto por parte dos media como das comunidades; as dificuldades na captação de patrocínios comerciais, tanto junto dos três níveis de governo como de entidades públicas e privadas; o crescimento da desinformação; e a dificuldade em garantir informação fiável e de proximidade.
Foi ainda sublinhado o papel dos media étnicos como uma verdadeira “linha de vida” para muitas comunidades, merecendo reconhecimento, respeito e apoio contínuo.
Na sua intervenção, Marit Stiles destacou o contributo dos media étnicos para a diversidade informativa e para o fortalecimento da democracia, afirmando que “estes meios são indispensáveis para garantir que todas as comunidades tenham acesso a informação fiável, relevante e contextualizada”. A líder sublinhou ainda que estas vozes locais “reflectem a verdadeira diversidade de Ontário”. Durante o encontro, Marit Stiles elogiou igualmente o trabalho desenvolvido pelo MDC Media Group, destacando o seu contributo no seio dos media de língua portuguesa, sublinhando a importância de projetos que garantem informação de proximidade, representação comunitária e participação cívica ativa.
Marit Stiles defendeu ainda a necessidade de reforçar o apoio a nível provincial, sugerindo a criação da “Ontario Local Journalism Initiative”, e comprometeu-se a levar esta discussão ao nível federal, garantindo uma atenção mais ampla e estruturada às dificuldades enfrentadas pelos media comunitários e étnicos.
Por sua vez, Alexa Gilmour salientou o impacto directo destes meios na vida das comunidades, referindo que “os media comunitários não só informam, como criam liga-
ções, dão voz a realidades muitas vezes ignoradas e promovem a inclusão social”.
Já Tom Rakocevic alertou para a urgência de encontrar soluções sustentáveis, defendendo que “é fundamental criar mecanismos de apoio que permitam aos media étnicos continuar a servir as suas comunidades sem comprometer a sua viabilidade económica”.
A “Ethnic Media Roundtable” reforçou, assim, a importância de um diálogo contínuo entre decisores políticos e profissionais dos media comunitários. Mais do que um espaço de debate, o encontro deixou claro que o futuro dos media étnicos está diretamente ligado à qualidade da democracia, à inclusão social e à capacidade de Ontário continuar a dar voz à diversidade que o define. FP/MS


Primeiro-ministro do Ontário diz que eleição de um partido separatista no Quebeque seria um “desastre”
O primeiro-ministro do Ontário, Doug Ford, entrou esta quarta-feira no debate da política provincial do Quebeque, ao afirmar que a eleição de um partido separatista naquela província seria um “desastre” para o Canadá.
Ford falava numa conferência de imprensa conjunta com a primeira-ministra de New Brunswick, Susan Holt, antes de uma reunião dos primeiros-ministros provinciais.
Este deverá ser o último encontro de primeiros-ministros liderado pelo atual chefe do governo do Quebeque, François Legault, uma vez que anunciou, no início deste mês, que se demitirá do cargo assim que o seu partido escolher um novo líder.
Com Paul St-Pierre Plamondon, do Par-
ti Québécois (PQ), destacado na liderança das sondagens para as eleições provinciais previstas para o outono, Ford e Holt foram questionados sobre como seria partilhar a mesa dos primeiros-ministros com um líder separatista.
“Seria um desastre para o nosso país se os separatistas fossem eleitos. É tão simples quanto isso. Neste momento, precisamos de um Canadá unido”, afirmou Doug Ford.
“Nunca houve um momento mais importante na nossa história para garantirmos que estamos lado a lado, unidos”, acrescentou.
“Isso não só será bom para o Canadá, como também será bom para os quebequenses”, concluiu.
CBC/MS
Investigadores da Unidade de Homicídios da Polícia Regional de York estão a apelar a testemunhas na sequência de um homicídio ocorrido na cidade de Vaughan.
Na segunda-feira, 26 de janeiro de 2026, pelas 13h08, a polícia foi chamada a uma praça comercial na zona das estradas Winges e Rowntree Dairy, após vários relatos de disparos de arma de fogo. À chegada ao local, os agentes encontraram um homem em frente a um estabelecimento comercial com múltiplos ferimentos provocados por tiros. A vítima foi transportada para o hospital, onde acabou por não resistir aos ferimentos, tendo o óbito sido declarado.
Enquanto as autoridades se encontravam no local a investigar o tiroteio, foi recebida uma chamada a dar conta de um veículo em chamas na Kipling Avenue, a norte da
Woodbridge Avenue. O veículo, descrito como um SUV preto, correspondia à descrição do veículo suspeito que se colocou em fuga após o tiroteio. Os investigadores confirmaram posteriormente que o veículo incendiado era o mesmo envolvido no crime. No momento do incêndio, o veículo encontrava-se desocupado e não houve registo de feridos.
Na terça-feira, 27 de janeiro de 2026, o Gabinete do Coroner-Chefe identificou a vítima do homicídio: um homem de origem portuguesa, chamado Sergio Lopes, de 65 anos, residente em Richmond Hill.
As autoridades estão a tratar este caso como um incidente direcionado.
A polícia solicita que quaisquer testemunhas que ainda não tenham falado com as autoridades, bem como pessoas que possam possuir imagens de videovigilância da zona, entrem em contacto com a polícia.
CBC/MS
O ministro da Educação do Ontário colocou, esta quarta-feira, um sétimo conselho escolar sob supervisão provincial, com o objetivo de evitar o despedimento de dezenas de professores, afirmou, acrescentando que planeia em breve assumir também o controlo de outro conselho escolar devido a preocupações financeiras.
Paul Calandra anunciou que o Conselho Escolar do Distrito de Peel foi colocado sob supervisão e que o Conselho Escolar Católico do Distrito de York dispõe agora de duas semanas para apresentar argumentos que lhe permitam evitar o mesmo desfecho.
O conselho escolar da Região de Peel, a oeste de Toronto, estava prestes a despedir cerca de 60 professores, o que teria afetado aproximadamente 1.400 alunos, explicou Calandra.
“A meio do ano letivo, estavam a planear despedir professores, redistribuir turmas e provocar impacto direto nos alunos”, afirmou o ministro em entrevista.
“É fácil imaginar o que isso provoca nas escolas e o caos que gera para os alunos, sem falar nos pais, que constroem relações de confiança, e, obviamente, nos próprios professores.”
O conselho de Peel tem agora duas semanas para responder às preocupações levantadas por Calandra, após o que será tomada uma decisão sobre o fim ou a manutenção da supervisão. Caso esta se prolongue, será então nomeado um supervisor.
“Acho que terão muita dificuldade em convencer-me, em apenas 14 dias, de que vão mudar aquilo que, francamente, tem sido cinco anos de má gestão e decisões erradas”, afirmou. Segundo o ministro, o conselho tem registado défices duran-
te cinco anos consecutivos, colocando em causa a sua sustentabilidade financeira a longo prazo. Já o Conselho Escolar Católico de York esgotou as suas reservas financeiras, recusou apresentar um “plano realista de recuperação financeira” e teve sete diretores de educação em apenas nove anos, acrescentou Calandra.
Críticos afirmam que as decisões de Calandra de assumir o controlo dos conselhos escolares e afastar os seus membros eleitos enfraquecem a democracia local, defendendo que a grave situação financeira destes organismos resulta do facto de o financiamento provincial não acompanhar o aumento das necessidades nem a inflação.
O presidente da Associação dos Conselhos Escolares Públicos do Ontário afirmou que os membros eleitos dos conselhos dão às comunidades uma voz real e que, quando essa representação é fragilizada, todos saem a perder.

O governo canadiano voltou a admitir a possibilidade de as notícias regressarem ao Facebook, no âmbito das negociações em curso com a Meta, numa altura particularmente sensível marcada pela aproximação da revisão do CUSMA, o acordo comercial entre o Canadá, os Estados Unidos e o México.
ALei das Notícias Online, que entrou em vigor em 2023, obriga gigantes tecnológicos como a Google e a Meta a pagarem aos órgãos de comunicação social pelos conteúdos noticiosos que partilham ou reutilizam nas suas plataformas. No outono de 2023, a Google e o governo federal chegaram a um acordo que permitiu à empresa continuar a divulgar notícias
canadianas online, em troca de pagamentos anuais às empresas de comunicação social no valor de 100 milhões de dólares.
A Meta, proprietária do Facebook e do Instagram, optou por seguir a outra via prevista na Lei das Notícias Online, removendo todas as notícias das suas plataformas para evitar o pagamento de taxas aos meios de comunicação social.
Apesar de o Canadá se mostrar disponível para alguma flexibilidade, o governo garante que não abdica do princípio central da lei: proteger o jornalismo e assegurar o acesso dos cidadãos à informação num ecossistema digital em profunda transformação.
CBC/MS


O primeiro-ministro disse que o Governo está em contacto com as autarquias locais afetadas pela depressão Kristin e a avaliar os mecanismos de auxílio que podem ser acionados para mitigar os efeitos causados pelo mau tempo.
"Estamos a fazer uma avaliação de tudo aquilo que são as consequências no terreno e de todos os instrumentos que podemos utilizar para uma reposição mais célere da situação e, portanto, para que possamos ter a normalidade completamente restabelecida", disse aos jornalistas Luís Montenegro no final de uma reunião na Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) em Carnaxide, Oeiras.
O primeiro-ministro avançou que o Governo está em contacto com as autarquias locais e vai para o terreno fazer um levantamento das consequências, garantindo que nada está excluído em relação aos apoios.
"Não excluímos nada, mas também não vamos tomar medidas sem a devida fundamentação", disse, dando conta de que dois secretários de Estado vão hoje visitar o concelho de Leiria e deslocando-se depois a outras localidades afetadas para ser feita uma avaliação global.
Luís Montenegro afirmou que será feita "uma avaliação localizada nas zonas de maior impacto" para serem tomadas as medidas necessárias que competem ao Governo "em termos de entidades públicas, na interação, nomeadamente com as autarquias locais".
"Neste momento estamos concentrados em fazer um restabelecimento rápido da normalidade, em dar às pessoas a segurança para que elas possam estar em condições de se movimentarem, em condições de
salvaguardarem o seu património, os seus bens e de se salvaguardarem a si próprias e às suas condições e, portanto, essa é a nossa preocupação essencial", disse.
Os municípios de Leiria e Nazaré já pediram ao Governo que decretasse a situação de calamidade devido aos prejuízos do mau tempo.
O primeiro-ministro esteve juntamente com a ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, para "tomar um conhecimento ainda mais próximo" sobre o impacto da depressão Kristin e sobre as previsões para os próximos dias.
Além de lamentar as mortes registadas devido ao mau tempo, Luís Montenegro destacou também "a prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas por parte do sistema de proteção civil", nomeadamente as ações preventivas com a deslocação de meios para as zonas consideradas mais críticas e as diligências feitas durante os acontecimentos.
O primeiro-ministro alertou ainda a população para as previsões meteorológicas dos próximos dias, apesar da adversidade não ser exatamente a mesma, e para seguirem todas as orientações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
"Vamos continuar a ter precipitação, ventos fortes, agitação marítima e todas as orientações que demandem das entidades públicas devem ser acatadas por parte da população", disse, alertando para o facto de os terrenos estarem muito saturados.
A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rastro de destruição, vários desalojados e causou quatro mortos, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
JN/MS


Fenómenos extremos como a tempestade Kristin vão começar a ser recorrentes em Portugal, alertou o geógrafo Alfredo Graça, da plataforma meteorológica Meteored.
Achegada de sucessivas tempestadescomo as recentes Ingrid, Joseph e a "ciclogénese explosiva" Kristin - tem provocado danos irreversíveis e prejuízos avultados em várias zonas do país e vai ser uma realidade cada vez mais frequente.
Em causa está o encontro entre massas de ar quente e frio, potenciadas por um bloqueio de altas pressões entre a Gronelândia e a Escandinávia, que desvia o jato
polar em direção a Portugal Continental ou às imediações do nosso país, explica Alfredo Graça, geógrafo e editor-chefe da plataforma meteorológica.
As previsões a curto e médio prazo apontam para uma continuidade da tendência de precipitação, pelo menos durante a primeira quinzena de fevereiro, o que poderá facilitar a chegada de novas depressões e frentes associadas.
A chuva acumulada será significativa em várias zonas de Portugal, como o Norte e Centro, e em zonas mais expostas aos ventos de Oeste e Sudoeste.
JN/MS

Perda de telecomunicações, falhas de eletricidade, quedas de árvores e de estruturas, rajadas de vento que chegaram aos 178km/h, inundações, vias cortadas e escolas fechadas. A depressão Kristin atingiu Portugal na quarta-feira (28) e deixou um rasto de destruição, principalmente na zona Centro, no distrito de Leiria. Há seis mortes confirmadas (três em Leiria, uma em Vila Franca de Xira, uma em Silves e uma na Marinha Grande).
Oministro dos Assuntos Parlamentares defendeu que o sistema de Proteção Civil funcionou perante eventos climáticos extremos, advertiu que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza e prometeu que serão dadas as respostas necessárias.
Estas posições foram transmitidas por Carlos Abreu Amorim em plenário, na abertura do período de declarações políticas, numa intervenção em que começou por lamentar as vítimas em consequência da tempestade.
“É também com esse respeito pelas vítimas que devemos afirmar que esta tragédia
não pode ser tratada com ligeireza nem com precipitação. Exige verdade, exige rigor e exige uma resposta à altura da com-
plexidade do que enfrentámos e do que ainda enfrentaremos nos próximos dias”, declarou.

Credito: JN
O ministro dos Assuntos Parlamentares procurou depois assegurar que, “desde a primeira hora, o Governo acompanhou permanentemente a situação, os desenvolvimentos, o impacto e a resposta à tempestade”.
No que respeita aos apoios e aos trabalhos de reconstrução, Carlos Abreu Amorim deixou uma garantia: "O Governo não deixará de dar as respostas necessárias". Neste momento, na sua perspetiva, há "três prioridades essenciais: o apoio imediato às vítimas; o apoio às autarquias e aos serviços no terreno; e uma a avaliação rigorosa e transparente do que aconteceu".
"O Governo não se limitará a acompanhar acontecimentos. Assume a responsabilidade de agir, de mobilizar os meios necessários e de garantir que as famílias, as autarquias e os serviços públicos, os serviços sociais e as empresas têm o apoio de que precisam para recuperar, com dignidade e segurança. Cada decisão visa repor a normalidade rapidamente, sem deixar ninguém para trás", disse.
JN/MS

Hoje, vou falar sobre a rutura na ordem mundial, o m de uma bela história e o início de uma realidade brutal, na qual as relações entre grandes potências se fazem sem quaisquer limites à sua atuação.
Mas também quero dizer-vos que os outros países, em particular as chamadas potências médias, como o Canadá, não são impotentes. Têm a capacidade de construir uma nova ordem que incorpore os nossos valores, como o respeito pelos direitos humanos, pelo desenvolvimento sustentável, a solidariedade, a soberania e a integridade territorial dos Estados. O poder dos menos poderosos começa com a honestidade.
Todos os dias alguma coisa nos lembra de que vivemos numa era de rivalidade entre grandes potências, que ordem mundial sustentada por regras está a desvanecer-se e que os fortes fazem o que querem, e os fracos sofrem o que têm de sofrer.

Sabíamos que a história desta ordem internacional era parcialmente falsa. Que os mais fortes se eximiriam quando lhes fosse conveniente. Que as regras comerciais eram aplicadas de forma assimétrica. E que o direito internacional se aplicava com rigor variado, dependendo da identidade do acusado ou da vítima.
(...)
Este acordo já não funciona. Deixem
E tudo isto traz de volta a soberania, só que é uma soberania que antes estava ancorada em regras, mas que estará, a partir de agora, cada vez mais ancorada na capacidade de resistir à pressão.
Como disse, esta gestão de risco clássica tem um preço, mas esse custo de autono mia estratégica, de soberania, também pode ser partilhado. Investimentos coletivos em resiliência são mais baratos do que cada a conta de cada um construir a sua própria fortaleza individualmente. Padrões partilhados reduzem a fragmen tação, as complementaridades são de soma positiva.

Mais recentemente, as grandes potências começaram a usar a integração económica como arma: tarifas como vantagem negocial, a infraestrutura nanceira como coerção, as cadeias de abastecimento como vulnerabilidades a serem exploradas.
A questão para as potências médias, como o Canadá, não é se devemos adaptar-nos a esta nova realidade. Devemos. A questão é se nos adaptamos simplesmente construindo muros mais altos, ou se podemos fazer algo mais ambicioso. O Canadá esteve entre os primeiros a ouvir o alerta, o que nos levou a modi car funda mentalmente a nossa postura estratégica.
Em 1978, o dissidente checo Václav Havel escreveu um ensaio chamado “O Poder dos Impotentes”. Nele, faz uma pergunta simples: como é que o sistema comunista se sustentava?
A resposta começa com um vendedor de hortaliças. Todas as manhãs, este merceeiro coloca um cartaz na sua montra: “Trabalhadores do mundo, uni-vos!” Ele não acredita naquilo. Ninguém acredita. Mas coloca o cartaz na mesma, para evitar problemas, para sinalizar conformidade, para se acomodar. E, porque todos os lojistas em todas as ruas fazem o mesmo, o sistema persiste.
(...)
Havel chamou a isto “viver dentro da mentira”. O poder do sistema não vem da sua verdade, mas da disposição de todos a representá-lo como se fosse verdade. E a sua fragilidade vem da mesma fonte: quando uma pessoa, uma pessoa que seja, deixa de representar, quando o vendedor de hortaliças retira o seu cartaz, a ilusão começa a quebrar-se.
Está na altura de empresas, países, retirarem os seus cartazes.
Não se pode “viver dentro da mentira” de benefício mútuo através da integração quando a integração se torna a fonte da vossa subordinação.
As instituições multilaterais de que os poderes médios dependiam - a OMC [Organização Mundial do Comércio], a ONU, a COP [Conferência das Partes] - e a arquitetura de resolução coletiva de problemas estão muito diminuídas.
Como resultado, muitos países estão a tirar as mesmas conclusões, que devem desenvolver maior autonomia estratégica: em energia, alimentação, minerais críticos, nas nanças e cadeias de abastecimento. Este impulso é compreensível. Um país que não pode alimentar-se, abastecer-se ou defender-se a si mesmo tem poucas opções. Quando as regras já não vos protegem, é preciso que se protejam a vocês mesmos.
Os canadianos sabem que a antiga e confortável suposição de que a nossa geogra a e o nosso sistema de alianças conferiam automaticamente prosperidade e segurança já não é válida.
Devemos manter o princípio do nosso compromisso com valores fundamentais: soberania e integridade territorial, a proibi ção do uso da força exceto quando consistente com a Carta da ONU, respeito pelos direitos humanos. E devemos ser pragmá ticos ao reconhecermos que o progresso é frequentemente incremental, que os interesses divergem, que nem todos os parceiros partilham os nossos valores. Podemos envolver-nos amplamente, estrategicamente, mas com os olhos abertos. Devemos participar ativamente no mundo com ele é, e não esperar por um mundo como desejamos que seja.

No Fórum Económico Mundial, em Davos, o primeiro-ministro canadiano Mark Carney a rmou-se como uma das vozes mais sólidas e respeitadas do atual panorama internacional. Num palco onde se cruzam líderes políticos, económicos e empresariais de todo o mundo, Carney apresentou um discurso marcado pela clareza, pela coragem política e por uma visão estratégica que lhe valeu elogios transversais muito para além das fronteiras do Canadá.
Com a serenidade de quem conhece profundamente os mecanismos da economia global, mas também com a rmeza de um verdadeiro estadista, Mark Carney não hesitou em dizer aquilo que muitos pensam, mas poucos verbalizam sem reservas: o mundo mudou de forma estrutural e irreversível, e
insistir em respostas antigas para desa os novos é uma ilusão perigosa. Num tempo de fragmentação geopolítica, instabilidade económica, emergência climática e profundas desigualdades sociais, o primeiro-ministro canadiano apelou a uma leitura realista da nova ordem mundial e à necessidade urgente de adaptação.
A forma direta, mas ponderada, com que Carney defendeu cooperação internacional, responsabilidade partilhada e liderança assente em valores democráticos foi amplamente elogiada por analistas, decisores políticos e meios de comunicação internacionais. Muitos destacaram a sua capacidade de conjugar pragmatismo económico com consciência social, evitando discursos vazios ou soluções simplistas.
Ao a rmar que é tempo de o mundo “acordar” para a realidade que já está diante de nós, Mark Carney posicionou o Canadá como um ator credível, atento e disposto a assumir responsabilidades num contexto global cada vez mais complexo. Os destaques que se seguem procuram dar conta das ideias centrais de um discurso que muitos a rmam entrará para os anais da História Mundial. Mais do que uma intervenção pontual, o discurso de Carney a rmou-se como um verdadeiro exercício de liderança global.
Leia o discurso na íntegra aqui:

Já não estamos dependentes apenas da força dos nossos valores, mas também do valor da nossa força. Estamos a construir essa força em casa.

Estamos também a diversi car no estrangeiro, e recentemente acordámos uma parceria estratégica abrangente com a União Europeia, incluindo a adesão ao SAFE [Ação de Segurança para a Europa], os acordos europeus de aquisição e adjudicação de material de Defesa. Assinámos outros doze acordos comerciais e de segurança em quatro continentes nos últimos seis meses.
O nosso compromisso com o Artigo 5º é inabalável.
Estamos a trabalhar com os nossos aliados da NATO (incluindo os Nórdicos-Bálticos) para robustecer ainda mais os ancos norte e oeste da aliança, incluindo através dos investimen tos sem precedentes em radares de longo alcance, submarinos, aeronaves e tropas no terreno. O Canadá opõe-se fortemente a impostos alfandegários sobre a Gronelândia e apela a conversações focadas em alcançar os nossos objetivos partilhados de segurança e prosperidade para o Ártico.
Parem de invocar a “ordem internacional baseada em regras” como se ainda funcionasse conforme anunciado. Chamem ao sistema o que ele é: um período de intensi cação de rivalidade entre grandes potências, onde os mais poderosos prosseguem os seus interesses usando a integração económica como arma de coerção.
Signi ca agir consistentemente. Aplicar os mesmos padrões a aliados e rivais. Quando os poderes médios criticam a intimidação económica quando vem de um lado mas cam em silêncio quando vem de outro,


Isto não é multilateralismo ingénuo, nem é depender de instituições diminuídas, é construir as coligações que funcionam, questão por questão, com parceiros que partilham terreno comum su ciente para agirem em conjunto. Nalguns casos, será a grande maioria das nações. E é criar um teia densa de ligações através do comércio, investimento, cultura, nas quais nos podemos apoiar para futuros desa os e oportunidades.
As potências médias devem agir em conjunto, porque se não estão à mesa, estão no menu.
A velha ordem não vai voltar. Não devemos lamentá-la. Nostalgia não é uma estratégia. Mas a partir da fratura, podemos construir algo melhor, mais forte e mais justo. Esta é a tarefa dos poderes médios, que têm mais a perder com um mundo de fortalezas e mais a ganhar com um mundo de cooperação genuína.
Os poderosos têm o seu poder. Mas nós também temos algo, a capacidade de parar de ngir, de dizer as coisas como são, de construir a nossa força em nossa casa e de agir em conjunto.
Esse é o caminho do Canadá. Escolhemo-lo aberta e con antemente.
E é um caminho amplamente aberto a qualquer país disposto a trilhá-lo connosco.



Ação militar norte-americana contra aparato de repressão iraniano poderá não ser a único, com EUA a analisarem ataques a programa nuclear e a mísseis
Opresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a analisar as opções para lidar com o Irão, não descartando ataques contra forças de segurança e líderes iranianos para inspirar manifestantes. Teerão, que promete uma "resposta esmagadora" no caso de uma agressão norte-americana, sofreu esta quinta-feira um novo revés, com a União Europeia (UE) a aplicar sanções individuais e a classificar a Guarda Revolucionária do país como terrorista.
Segundo duas fontes oficiais norte-americanas ouvidas pela agência Reuters, Trump quer criar condições para uma "mudança de regime" no Irão e não exclui o uso do poderio militar. Recentemente, um porta-aviões e navios de guerra auxiliares chegaram ao Golfo Pérsico.
Uma opção seria atacar comandantes e instituições iranianas que os EUA acredi-
tam serem responsáveis pela repressãoação que Washington espera que incentive a tomada do poder pelos revoltosos.
De acordo com uma das fontes ouvidas pela agência britânica, Trump poderá ainda escolher bombardear mais intensamente o país, tendo como alvo o programa nuclear ou os mísseis balísticos que podem atingir aliados, como Israel.
Quatro representantes árabes, três diplomatas do Ocidente e uma fonte ocidental sénior, cujos Governos têm conhecimento das discussões, expressaram à Reuters preocupação de que um eventual ataque tenha um efeito reverso nas ruas.
Perante as ameaças de Washington, o comandante em chefe do Exército de Teerão, Amir Hatami, prometeu uma "resposta esmagadora" a qualquer ataque. A declaração ocorreu na televisão estatal, que noticiou ainda que as Forças iranianas adicionaram mil "drones estratégicos" aos seus regimentos de combate.
JN/MS

As restrições ao sistema norte-americano de isenção de vistos (ESTA) podem reduzir fortemente as chegadas de turistas, afundando as receitas em 15,7 mil milhões de dólares, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).
"Os Estados Unidos poderão ter aproximadamente menos 4,7 milhões de chegadas internacionais, representando uma queda de 23,7% nas chegadas de países elegíveis para o ESTA em 2026", caso as medidas sejam implementadas, de acordo com um estudo do WTTC, que representa os principais operadores turísticos globais.
As perdas correspondentes nos gastos dos visitantes são estimadas em "até 15,7 mil milhões de dólares" (13,1 mil milhões de euros), e tendo em conta o impacto económico mais amplo relacionado com as viagens e o turismo poderão atingir 21,5 mil milhões de dólares, especifica o WTTC.
O Sistema Eletrónico de Autorização de Viagem (ESTA, na sigla em inglês) permite entradas sem visto para 42 países, a maioria europeus, incluindo Portugal.
A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) norte-americana propôs recentemente várias atualizações significativas ao ESTA, para melhorar a segurança e a verificação, que estão em período de consulta pública até 9 de fevereiro.
Segundo os media norte-americanos, as principais alterações propostas incluem a transição para pedidos exclusivamente por aplicação (ESTA Mobile), desativando o site do ESTA para o efeito; a verificação obrigatória de redes sociais dos candidatos; recolha extensiva de mais informações pessoais durante o processo de pedido, o que pode incluir o histórico de comunicações (números de telefone usados nos últimos cinco anos e endereços de e-mail), dados familiares e biometria (impressões digitais ou até mesmo a digitalização da íris).
Outras medidas previstas incluem o envio obrigatório de fotografia "selfie" e um registo de saída opcional, utilizando a geolocalização, para manter um histórico de
viagens "limpo" para futuras visitas.
Realizado em vários países com viajantes de mercados elegíveis para o ESTA, o estudo do WTTC foi combinado com uma modelação económica detalhada que avaliou os potenciais efeitos nas chegadas internacionais, nos gastos dos visitantes, no Produto Interno Bruto (PIB) e no emprego relacionados com o turismo nos Estados Unidos.
Um terço dos viajantes internacionais inquiridos (34%) afirmou que teria menos probabilidade de visitar o país nos próximos dois a três anos se as mudanças fossem implementadas, refere o estudo.
"O nosso estudo mostra que podem ser perdidos mais de 150 mil empregos se esta política for implementada - o mesmo número de empregos normalmente criados a cada trimestre nos Estados Unidos", disse Gloria Guevara, CEO do WTTC, em comunicado.
Segundo o WTTC, o mercado turístico norte-americano já perdeu 11 milhões de visitantes entre 2019 e 2025.
Em 2025, o WTTC estimou que o setor turístico norte-americano poderia perder 12,5 mil milhões de dólares, principalmente devido às restrições à imigração e às tarifas.
JN/MS



O Irão considerou que a designação pela União Europeia (UE) da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista "é outro erro estratégico" e acusou o bloco de "atiçar as chamas" de um conflito que outros países tentam evitar.
"Vários países estão atualmente a tentar evitar o início de uma guerra total na nossa região. Nenhum deles é europeu. A Europa, por outro lado, está a atiçar as chamas", criticou o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano na rede social X, aludindo à ameaça de ataque militar norte-americano contra a República Islâmica. Após o reconhecimento, anunciado pela UE, do exército ideológico do regime iraniano como uma organização terrorista, Abbas Araghchi afirmou que a decisão mostra hipocrisia em relação à posição sobre o conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas na Faixa de Gaza e prejudica os próprios interesses. "Depois de procurar o 'snapback' [mecanismo de restabelecimento automático das sanções] a pedido dos Estados Unidos, [a UE] comete agora outro grande erro estratégico ao designar as nossas Forças Arma-
das Nacionais como uma suposta 'organização terrorista'", acrescentou o chefe da diplomacia de Teerão, citado pela agência de notícias espanhola EFE. A UE classificou a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista, em resposta à repressão das manifestações ao longo de janeiro no país, que causou milhares de mortos. Esta decisão, que requeria a aprovação por unanimidade, foi tomada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do bloco, numa reunião em Bruxelas, anunciou nas redes sociais a alta-representante europeia para os Negócios Estrangeiros.
"A repressão não pode ficar sem resposta", comentou Kaja Kallas, alertando que "qualquer regime que mata milhares de pessoas do próprio povo está a trabalhar para a própria queda".
A Guarda Revolucionária do Irão junta-se a grupos islamitas como o Hamas e o libanês Hezbollah e a redes terrorista da Al-Qaida e ao grupo extremista Estado Islâmico na lista da UE. Todas as entidades e pessoas nesta lista veem os seus bens e ativos financeiros em solo europeu congelados e toda a cooperação policial e judiciária em matéria penal proibida.
A União Europeia (UE) quer reduzir o número de imigrantes ilegais no território do bloco comunitário, tendo esta quinta-feira a Comissão Europeia apresentado uma estratégia para a migração e asilo que prevê, nomeadamente, aumentar os repatriamentos.
"A prioridade é clara: reduzir o número de chegadas ilegais e mantê-las num nível baixo", assegurou o comissário europeu para a Administração Interna e Migração, Magnus Brunner, na apresentação da Estratégia Europeia de Gestão do Asilo e da Migração, que vigorará durante cinco anos. Brunner salientou ainda que para se poder proteger quem realmente
precisa, o bloco europeu tem de controlar as fronteiras "de forma eficaz", "limitar a migração ilegal" e "evitar abusos dos sistemas". Também a comissária para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, referiu que o bloco dos 27 deve manter "a redução das chegadas ilegais e, ao mesmo tempo, incentivar as vias legais de entrada na UE".
A Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) divulgou, no passado dia 15 de janeiro, que as deteções de passagens irregulares nas fronteiras externas da UE atingiram em 2025 o valor mais baixo desde 2021, com 177.781 pessoas identificadas.
De acordo com os dados divulgados pela
agência, as deteções em 2025 desceram 26% face ao ano anterior e somaram menos de metade do total registado em 2023. O executivo comunitário propõe, entre outras medidas, que sejam analisadas todas as chegadas ilegais à UE e aplicados os procedimentos de fronteira, ao abrigo do novo Pacto em Matéria de Migração e Asilo a partir de junho, bem como reforçar o papel da Frontex. Bruxelas quer ainda criar um sistema europeu comum para o regresso "com regras mais eficientes, processos digitalizados e novos aspetos inovadores, como a criação de plataformas de regresso", os chamados "hubs" de retorno, para onde seriam enviados os imigrantes com pedidos de asilo rejeitados. A Comissão quer ainda
O enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, a Minneapolis, Tom Homan, prometeu "repor a lei e a ordem" na cidade, abalada pelas mortes de dois cidadãos norte-americanos baleados por agentes federais.
"A segurança da população é primordial", afirmou Homan numa conferência de imprensa, a primeira desde que foi enviado para o Estado do Minnesota. Homan disse que a administração pretende prosseguir as operações de imigra-

melhorar a readmissão por parte de países terceiros, utilizando e reforçando o conjunto de instrumentos da UE para promover a cooperação. Com apenas cerca de um quarto das pessoas a cumprirem atualmente as ordens de saída, Bruxelas defende ser "urgente aumentar a eficácia do sistema de regresso da UE".
No âmbito do próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028-2034), a Comissão propôs 81 mil milhões de euros na área dos assuntos internos e um instrumento designado como Europa Global, com o objetivo de disponibilizar os recursos financeiros necessários para apoiar os objetivos definidos nesta estratégia. JN/MS

"lei e ordem" após mortes em Minneapolis
ção, mas sancionar agentes que não cumpram as regras, assegurando que as ações serão "mais inteligentes" e direcionadas.
A cidade tem sido palco de forte contestação após a morte de Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos baleado no sábado por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), e de Renee Good, morta a 7 de janeiro por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Os dois agentes envolvidos na morte de Pretti foram suspensos, um procedimento descrito como normal pela CBP.

O secretário-geral da ONU apelou para um diálogo com o Irão, particularmente sobre a questão nuclear, visando evitar uma crise com "consequências devastadoras para a região".
"Condenamos veementemente a horrível repressão que ocorreu no Irão", afirmou António Guterres, numa conferência de imprensa na sede da organização em Nova Iorque. "Estamos a acompanhar as discussões em curso com preocupação e acreditamos ser importante estabelecer um diálogo para chegar a um acordo, particularmente sobre a questão nuclear, e assim evitar uma crise que poderia ter consequências devastadoras para a região", acrescentou.
As declarações de Guterres surgiram num momento em que o primeiro vice-presidente do Irão, Mohammad Reza Aref, avisou que o país deve preparar-se para a guerra, perante a ameaça dos Estados Unidos de usar a força militar contra a República Islâmica.
"Hoje, devemos estar preparados para a guerra. A República Islâmica do Irão nunca inicia uma guerra, mas se lhe for imposta uma, defender-se-á com força", afirmou Mohammad Reza Aref, citado pela agência de notícias iraniana ISNA. As ameaças do líder da Casa Branca foram acompanhadas
pelo envio de uma força naval norte-americana, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln, que chegou à região do Golfo na segunda-feira com a escolta.
Na semana passada, as autoridades iranianas anunciaram que pelo menos 3117 pessoas morreram nos protestos ao longo de janeiro, números contestados por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, que alegaram estar em posse de dados que confirmam uma dimensão muito superior, a que somam dezenas de milhares de detidos.
O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, e entretanto perdeu intensidade, mas prosseguem os relatos de detenções e de confissões encenadas na televisão.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou, numa audição na quarta-feira (28) na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado em Washington, que o Irão está "mais fraco do que nunca", com a economia "em colapso", e, ao contrário do que acontecia no passado, o regime mostra-se incapaz de responder às reivindicações dos protestos.
Homan afirmou ainda que haverá "em breve" uma redução do contingente de cerca de três mil agentes federais destacados para a cidade, sem avançar pormenores, e prometeu manter o diálogo com as autoridades locais.
Na quarta-feira, Trump retomou a retórica dura contra o presidente da câmara democrata de Minneapolis, Jacob Frey, que declarou não aplicar as leis federais de imigração, acusando-o de estar a "brincar com o fogo". Frey respondeu que a operação federal "não tem nada a ver com segurança
ou imigração", classificando-a como "retaliação política".
Entretanto, a contestação estende-se aos tribunais, com um juiz federal a proibir a detenção de refugiados que vivem legalmente no estado sem estatuto de residente permanente, e outro a considerar provável que o ICE tenha violado múltiplas ordens judiciais.
JN/MS
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO









A jornada 19 trouxe vitórias esclarecedoras no topo, alívios momentâneos na Luz e sinais de alerta para quem continua a lutar contra os mesmos erros.
Oúltimo fim de semana de competição na Liga Portugal Betclic 2025/26 trouxe resultados que, mais do que apenas somar pontos à classificação, lançam leituras interessantes sobre o equilíbrio competitivo, a resposta emocional dos clubes às expectativas e as
múltiplas narrativas que emergem quando a bola pára de rolar.
O SL Benfica regressou aos golos com uma vitória convincente sobre o Estrela da Amadora por 4-0 no Estádio da Luz. Um resultado que, em termos puramente numéricos, serve para reforçar estatísticas positivas no capítulo ofensivo, sobretudo depois de críticas e protestos recentes de adeptos ao clube perante a irregularidade exibicional e distribuição de pontos nos jogos contra adversários teoricamente mais fracos.
Do lado do Sporting CP, uma deslocação a Arouca rendeu uma vitória por 2-1, resultado magro mas sólido que confirma a capacidade dos leões em gerir jogos fora da sua zona de conforto, mantendo a pressão pela luta direta no topo.
O SC Braga brindou os seus adeptos com uma exibição avassaladora: 5-0 contra o Alverca no Estádio Municipal de Braga. Mais do que os golos, aquela exibição trouxe à tona a luta minhota por uma presença constante nos lugares de Europa, algo que Braga parece consolidar cada vez mais como ambição de longo prazo.
Por fim, o FC Porto, líder destacado, confirmou a forma ao bater o Gil Vicente por 3-0 já na segunda-feira da ronda. Este resultado não só estende a vantagem na classificação como reforça números de eficácia ofensiva que têm sido a principal marca da campanha portista até agora.
Nos jogos de sábado e domingo, várias equipas de meio da tabela alternaram exibições sólidas com algumas fragilidades que não podem ser ignoradas.
O Moreirense bateu o Santa Clara por 1-0, uma vitória magra mas importante que confirma uma progressão tranquila na luta por um lugar seguro na tabela. Esta capacidade de somar pontos em jogos equilibrados é um dos trunfos estatísticos desta equipa, que tem sabido ser eficaz nas situações em que entra em vantagem.
Ainda no sábado, o Estoril Praia protagonizou um jogo intenso frente ao Vitória SC, vencendo por 4-2 num duelo com muitas transições e ritmo ofensivo. Apesar de continuar a sofrer golos com relativa facilidade, o Estoril mostrou que pode desequilibrar no ataque, um dado que a estatística de golos marcados já começava a revelar antes deste encontro.
Por outro lado, equipas como Rio Ave e Tondela sofreram derrotas pesadas: o Rio Ave perdeu em casa por 0-4 ante o CD Nacional, enquanto o Tondela caiu por 0-3 frente ao FC Famalicão. Estes resultados acentuam problemas evidentes na organização defensiva e na eficácia frente a equipas mais estruturadas, questões que os respetivos treinadores vão, seguramente, ter de abordar com urgência.
Para além da simples contagem de pontos, os resultados deste fim de semana reforçam tendências estatísticas que começaram
a emergir nas jornadas anteriores. Equipas no topo continuam a dominar no número de golos marcados e na eficácia ofensiva, confirmando a importância de transições rápidas, profundidade nas rotinas de jogo e aproveitamento das bolas paradas. Por contraponto, equipas na luta pela manutenção repetem padrões preocupantes: dificuldades em converter posse de bola em oportunidades claras, fraca eficácia nos remates e desorganização defensiva que resulta em golos sofridos em situações evitáveis.
Estatísticas de média de golos por jogo (acima de 2,5) continuam a indicar que a Liga Portugal é um campeonato com tendência ofensiva, mas essa mesma média está enviesada pelos números de equipas no topo, enquanto clubes na parte inferior ainda lutam para encontrar regularidade.
Este fim de semana também foi marcado por reações do público e debates sobre liderança e continuidade dos objetivos de época. No Benfica, a vitória por 4-0 foi recebida com alívio, mas as críticas recentes dos adeptos e a pressão sobre treinadores e direção mostram que resultados como este são, mais do que números, respostas emocionais a um percurso que nem sempre tem correspondido às expectativas.
Os resultados do último fim de semana reforçam aquilo que já se vinha sentindo na Liga Portugal 2025/26: um domínio claro dos grandes, com lideranças que não parecem suscetíveis a ruídos internos ou externos, e um pelotão intermédio que, apesar de resultados pontuais positivos, ainda carece de consistência para romper o fosso competitivo.
A jornada 19 colocou em evidência clubes que afirmam identidade (como Braga e Moreirense), expôs fragilidades de outros (como Rio Ave e Tondela) e realçou a importância de equilíbrio entre eficácia, mentalidade competitiva e resposta à pressão, dentro e fora das quatro linhas. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.













Noite memorável dos leões no País Basco. O Sporting venceu, na quarta-feira (28), o Athletic Bilbau, por 3-2, e garantiu o sétimo lugar da fase principal da Liga dos Campeões, que vale o apuramento direto para os oitavos de final da prova milionária. A equipa de Rui Borges esteve duas vezes em desvantagem no San Mamés, mas Alisson foi o herói verde e branco ao minuto 90+4.
Ointervalo colocou o Benfica em vantagem, ao marcar de grande penalidade, na sequência de uma falta de Tchouameni sobre Otamendi.
jogo não podia ter começado pior para a equipa portuguesa. Um erro de Hjulmand, logo aos três minutos, ofereceu o golo a Sancet e o médio não perdoou. A reação leonina surgiu num pontapé de canto concluído, de cabeça, por Diomande para o empate. Gonçalo Inácio teve de ser substituído, por lesão, e Matheus Reis não entrou nada bem: o brasileiro perdeu a bola para Guruzeta e ficou a pedir falta, que não
existiu, com o ponta de lança a rematar ao poste e a aproveitar a recarga para assinar o 2-1.
O Sporting entrou bem melhor na segunda parte, com Hjulmand a testar a atenção de Unai Simon e Geny Catamo a falhar um golo cantado, que surgiria ao minuto 62. Após uma bela combinação com Pedro Gonçalves, Trincão estabeleceu o empate.
O resultado deixava, na altura, o Athletic Bilbau fora da zona de apuramento, mas os bascos não mostravam força para contrariar o melhor futebol leonino, com Suárez a ver um golo anulado por um fora de jogo milimétrico.
O árbitro ainda assinalou penálti a favor dos leões por falta sobre Geny, mas alertado pelo VAR reviu as imagens e reverteu a decisão. Tudo ficaria decidido ao minuto 90+4. O pontapé de canto a favor dos bascos deu contra-ataque leonino, com Pedro Gonçalves a isolar Luis Suárez. O colombiano atrapalhou-se com a bola e permitiu a defesa de Unai Simon, mas a bola sobrou para a recarga vitoriosa de Alisson. JN/MS LIGA
O Benfica recebeu e venceu o Real Madrid, por 4-2, no Estádio da Luz, e passou aos 16-avos-de-final da Liga dos Campeões, com um golo do guarda-redes Trubin no último minuto.
Com a calculadora nas mãos, mas com uma só missão, os encarnados criaram várias situações de golo, mas viram os "merengues" abrir o marcador, por Mbappé, aos 30 minutos, que beneficiou de uma distração do lateral Amar Dedic, para cabecear sozinho, após belo cruzamento de Asencio.
Passados cinco minutos, surgiu a reação vermelha e branca, com Schjelderup a empatar, também de cabeça, agradecendo o trabalho de Pavlidis, que ainda antes do
Na segunda parte, nova investida das águias e "bis" de Andreas Schjelderup, dançando em cima de Asencio na área dos de Madrid, e colocando a bola nas redes ao canto inferior do poste mais próximo. A toada de golo e resposta virou de autor, com Mbappé também a bisar, aos 57, aparecendo sozinho na zona de penálti para bater Trubin.
Depois das expulsões de Rodrygo e Asencio, o Benfica teve uma última chance e Mourinho mandou Trubin subir no terreno, ele que faturou e permitiu a ultrapassagem ao Marselha para o Benfica passar nos primeiros 24 lugares, enquanto o Real Madrid caiu para fora dos oito primeiros, que têm bilhete direto para os "oitavos".
JN/MS




dragões responderam com personalidade.
Go Ahead Eagles 0
S.C. Braga 0
O Braga empatou a zeros no terreno do Go Ahead Eagles (0-0), nos Países Baixos, e caiu um lugar, mas garantiu uma das primeiras oito posições, passando em sexto aos oitavos de final da Liga Europa.
Aprimeira meia hora ocorreu sem grandes chances de golo, de parte a parte, com duas equipas conformadas com a nulidade do resultado. A ocasião mais flagrante pertenceu ao Braga, já nos descontos da primeira parte, com Fran Navarro a centímetros de abrir o marcador.
O momento de maior emoção no jogo aconteceu após o intervalo, com um valente espetáculo de pirotecnia por parte dos adeptos caseiros, que certamente valerá multa pesada por parte da UEFA. Na segunda metade, não houve vontade suficiente por parte dos guerreiros em vencer o encontro e manteve-se a mesma toada de poucas oportunidades.
Mesmo com o empate, o Braga cumpre o objetivo e passa no top-8 da Liga Europa, terminando na sexta posição (17 pontos), esperando agora por adversário nos oitavos de final da prova, enquanto o Go Ahead Eagles foi eliminado da competição europeia.
Dragões deram a volta ao marcador ainda na primeira parte e geriram com maturidade a vantagem, fechando a fase de liga no quinto lugar
OF. C. Porto garantiu o apuramento para os oitavos de final da Liga Europa com uma vitória segura frente ao Rangers (3-1), num jogo em que soube reagir ao golo madrugador dos escoceses e construir uma vantagem confortável ainda antes do intervalo. Rodrigo Mora foi a figura do encontro, decisivo na reviravolta portista e eleito o melhor em campo.
Depois de um início nervoso, marcado por um erro na saída curta que permitiu a Djeidi Gassama inaugurar o marcador, os
Rodrigo Mora deu início à reação aos 27 minutos, finalizando uma jogada de transição, antes de Francisco Moura aproveitar uma oferta defensiva para colocar o F.C. Porto em vantagem. Ainda antes do descanso, um autogolo de Emmanuel Fernandez, na sequência de um canto, ampliou para 3-1.
Na segunda parte, a equipa de Francesco Farioli baixou linhas, protegeu a zona central e concedeu mais posse ao Rangers, mas sem permitir grandes ocasiões. As entradas de Pablo Rosario e Deniz Gül ajudaram a dar equilíbrio e controlo ao jogo, num segundo tempo gerido com maturidade e consistência defensiva.
Com este triunfo, o F. C. Porto sobe ao quinto lugar da classificação e assegura o apuramento direto para os oitavos de final da Liga Europa.
JN/MS




S.L. Benfica 4
C.F. Estrela da Amadora 0
Num dia em que se assinalou, com um comovente minuto de aplausos, o aniversário da morte de Miklos Fehér, e em que Eusébio da Silva Ferreira completaria 84 anos de vida, a história que se escreveu no relvado foi de pura afirmação do futuro. O Benfica venceu o Estrela da Amadora por 4-0, num resultado redondo da 19.ª jornada que, no entanto, diz menos sobre o marcador e mais sobre o caminho traçado por José Mourinho.
Otécnico dos encarnados, fiel ao seu espírito pragmático e ao seu compromisso com a formação, apresentou uma equipa com uma surpresa de peso: a estreia a titular de Benjaqui, um lateral-esquerdo de apenas 17 anos já Campeão do Mundo no seu escalão.
A primeira parte foi “mastigada”, com o Estrela a mostrar-se bem organizado, frente a um Benfica que procurou espaços sem a acuidade habitual. Foi assim preciso esperar
quase até ao final do primeiro tempo para, ao minuto 43', surgir o desbloqueio da partida, com um golo pelo suspeito do costume, Vangelis Pavlidis.
Apesar dos dois golos de Pavlidis, a noite era mesmo de Sidny e aos 62 minutos, após um mau atraso de um homem do Estrela da Amadora, recebeu a bola isolado em frente a Renan e não hesitou: partiu para cima do guarda-redes tricolor e, à entrada da área, rematou cruzado para assinar o terceiro golo da partida. Aos 84', Benjaqui, o lateral titular que justificou em absoluto a confiança do treinador com uma exibição sólida e ofensiva, cruzou da esquerda para dentro da área, e encontrou na área Anísio Cabral, o jovem avançado que apareceu com a intuição de uma velha raposa e cabeceou sem piedade.
Estava feito o 4-0, assinado por dois jogadores sub-17, Benjaqui e Anísio, a combinarem para um golo que não foi só um número: foi um manifesto. Mas o que realmente fica desta noite na Luz é a imagem de um treinador a cumprir a palavra, a confiar nos miúdos e a ser recompensado.
JN/MS

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FC Porto 3
Gil Vicente F.C. 0
Segue imparável o FC Porto na liderança do campeonato, após ter alcançado a 11.ª vitória consecutiva na prova e não ter ainda conhecido o sabor da derrota. Aliás, só por uma vez não colecionou três pontos, quando recebeu o Benfica na 8.ª jornada da Liga. Segue a alta velocidade, frenético? Não, segue pragmático, paciente e a distribuir o esforço dos minutos de forma muito inteligente pelo jogo fora. Aquela imagem inicial dada pelo dragão de Farioli, a pressionar por quantas tinha a cada segundo, vai-se esvaindo e dando lugar a uma equipa sólida, que sabe esperar pelos momentos certos para resolver os jogos a seu favor.
OFC Porto não teve vergonha de deixar o Gil dominar aparentemente o meio-campo e ter, até, um pouco mais de bola ao longo da primeira parte. Samu estava endiabrado e nada estático entre os centrais minhotos, assumindo-se como verdadeiro joker do jogo azul e branco, recuando, jogando de costas para a baliza e criando condições para os médios entrarem em posição de finalização.
E foi então assim que o FC Porto chegou ao 1-0. Estávamos então perto do intervalo e pouco mais aconteceu até as três equipas irem descansar. Aos 61 minutos com as entradas de Rodrigo Mora e William Gomes em campo as coisas agitaram-se um pouco, mas curiosamente foi o Gil a fazer duas aproximações à baliza de Diogo Costa: um remate forte à figura do guarda-redes da Seleção Nacional,
que ainda assim não conseguiu segurar, e um livre de Luís Esteves ao poste. No minuto a seguir César Peixoto tentou mudar a dinâmica do Gil e colocou em campo Bamba e Martín Fernández. Azar dos azares: um minuto depois, o uruguaio estava expulso por entrada altamente imprudente sobre Thiago Silva.
Terá ruído aqui de vez a estratégia minhota, até porque outro Martim Fernandes, sem acentos e em português, lateral direito portista, tirou da cartola um coelho improvável e, a um quarto de hora do final, disparou a mais de 30 metros da baliza para o 2-0.
Ficava tudo decidido. Ainda entrou o reforço polaco Pietuszewski, aumentou a fantasia e o líder chegou ao 3-0. O Gil prossegue um campeonato excelente, e mostrou porquê, mas desta vez não deu para mais.

de catering e take-out para todas as ocasiões, mesmo as mais especiais
os
Casa
SC
FC
20ª
30/01
Vitória SC 20:45 Moreirense
31/01
Santa Clara 15:30 Estoril Praia
Rio Ave 18:00 FC Arouca
FC Alverca 20:30 Est. Amadora 01/02
Gil Vicente 15:30 FC Famalicão
Sporting 18:00 Nacional
CD Tondela 20:30 Benfica 02/02
AFS 18:45 SC Braga
Casa Pia AC 20:45 FC Porto
Paços
Leixões
Benfica B
FC Porto B 1-0 FC Vizela
Portimonense 0-1 Feirense
Torreense 2-1 Farense
UD Oliveirense 2-1 FC Penafiel
UD Leiria 3-1 Sporting B
19ª
29/01
Benfica B 18:00 Lourosa
30/01
FC Penafiel 18:45 Leixões
31/01
FC Felgueiras 11:00 GD Chaves
Académico 14:00 Torreense
Farense 18:00 FC Porto B
FC Vizela 20:30 Portimonense 01/02
Sporting B 11:00 UD Oliveirense
UD Leiria ADI Paços Ferreira
Feirense 14:00 Marítimo
Sob um frio cortante e chuva persistente em Arouca, onde se chegou a temer que não pudesse haver jogo por causa da neve que ali poderia cair devido à depressão Ingrid, o Sporting arrancou uma vitória preciosa por 2-1 alcançada nos descontos, num teste de carácter que definiu, para os leões, a 19.ª jornada da Liga. A equipa de Rui Borges, com o regresso de Hjulmand e a opção por Luís Guilherme no ataque, controlou a posse de bola, mas viu-se confrontada com a tenacidade de uma equipa da casa que nunca se rendeu. O primeiro ato deste jogo pertenceu ao inevitável Luis Suárez. Aos 35 minutos, o colombiano recebeu a bola já dentro da área do Arouca após uma jogada por Maxi Araújo e, depois de puxar para dentro, rematou para a baliza de Arruabarrena e inaugurou o marcador. Porém, a resposta do Arouca após o intervalo foi imediata, com Iván Barbero a empatar aos 48 minutos, transformando o jogo numa batalha de nervos onde os dois guarda-redes ainda se revelaram decisivos para impedir novos golos.
Perante o bloqueio da partida e o empate no marcador, as substituições de Rui Borges revelaram-se cruciais. O regresso de Pedro Gonçalves ao jogo aos 67 minutos injetou nova criatividade, e a insistência leonina junto da baliza do Arouca valeu ouro no último suspiro: no sexto e último minuto de compensação dado pelo árbitro, Luis Suárez surgiu com um cabeceamento magistral na resposta a um cruzamento de Geny Catamo, desbloqueando o jogo e desencadeando uma confusão generalizada que levou à expulsão de jogadores de ambos os lados.
Certo é que o golo de Luis Suárez, o seu segundo neste jogo, mais do que um triunfo e três pontos para a sua equipa, projetou o avançado colombiano para a frente da corrida à Bota de Ouro, igualando Pavlidis no topo da tabela de marcadores com 17 golos. Numa noite onde a técnica por vezes cedeu à luta, foi a garra e o faro de golo do atacante colombiano que mantiveram o Sporting na perseguição ao líder, provando que os títulos se conquistam também em noites gélidas e sofridas como esta, mesmo que para tal seja preciso recorrer à estrelinha de campeão que também conta no final de qualquer competição.
LN/MS


António Félix da Costa (Oreca) foi segundo classificado na categoria LMP2 nas 24 Horas de Daytona, prova de abertura do campeonato norte-americano de resistência (IMSA), e destacou-se como o melhor representante português na corrida.
Na sua terceira participação na clássica prova norte-americana, Félix da Costa dividiu o Oreca da Intel Europol com Tom Dillmann, Jeremy Clarke e Bijoy Garg. A equipa esteve sempre na luta pela vitória, liderando grande parte da corrida durante a noite. No entanto, ao amanhecer, acabou por cair para o segundo lugar da categoria, terminando na 11.ª posição da geral, a apenas cinco segundos do carro vencedor — o Oreca de George Kurtz, Alex Quinn, Toby Sowery e Malthe Jacobsen.
No final, Félix da Costa não escondeu a intensidade da prova: «Que corrida de loucos, lutámos com todas as nossas forças, a equipa fez um excelente trabalho de estratégia
durante toda a corrida, todas as paragens correram bem e todos os meus colegas não cometeram erros».
O piloto português sublinhou ainda que «foi uma corrida irrepreensível», lamentando a curta distância que o separou da vitória: «Queria mesmo muito ganhar esta corrida e numa prova de 24 horas ficar a cinco segundos da vitória é quase inédito. Ainda não foi desta que venci, mas saio feliz, de cabeça erguida e com sentimento de que deixámos tudo na pista», prometendo regressar em 2027 com o objetivo de vencer.
A vitória absoluta nas 24 Horas de Daytona foi conquistada pelo Porsche do brasileiro Felipe Nasr, do francês Julien Andlauer e do alemão Laurin Heirich, naquele que foi o terceiro triunfo consecutivo da marca alemã na prova.
Na categoria principal, Filipe Albuquerque (Cadillac) viu a sua corrida terminar prematuramente devido a problemas mecânicos. O piloto português explicou: «Tivemos ao longo de toda a corrida um bom andamento. Chegámos a estar na terceira
posição e estáávamos confiantes que o ataque final daria os seus frutos. Mas não pude chegar a essa parte, pois a caixa de velocidades do Cadillac cedeu e acabámos por desistir. Não era isto que queríamos, mas temos de nos conformar».
Também Manuel Espírito Santo, que se estreava em Daytona na classe LMP2 ao volante de um Oreca, foi forçado a abandonar a apenas 20 minutos do final. O jovem piloto de Cascais relatou uma corrida de altos e baixos: «Estávamos a andar bem. Quando o meu colega de equipa me entregou o carro, estávamos em sexto. Recuperei até segundo impondo um ritmo que me deixou bastante satisfeito. Mas os problemas estavam para vir, toques, penalizações e problemas mecânicos foram-nos afastando da frente e mesmo que me tenha esforçado ao máximo para recuperar o possível, tivemos mesmo de desistir».
A próxima prova do calendário IMSA será as 12 Horas de Sebring, marcadas para o dia 21 de março..
A Bola/MS

Portugal empata com a Noruega no Europeu
A seleção portuguesa empatou com a congénere da Noruega, na Dinamarca, por 35-35. A formação orientada por Paulo Jorge Pereira ainda não venceu na "Main Round" num grupo com adversário de grande valia.
Depois das derrotas frente à Alemanha (32-30) e França (46-38), o terceiro encontro do Grupo I da "Main Round" assumia contornos importantes para o futuro de Portugal no Europeu de Andebol.
Num jogo muito equilibrado, a Noruega sobressaiu na primeira parte e acabou por recolher para os balneários com uma vantagem mínima de 17-18. No recomeço, os nórdicos conseguiram ampliar a vantagem, mas a seleção portuguesa foi à luta, chegou a assumir a frente do marcador, mas acabou por ver o adversário a conseguir sempre dar uma boa resposta, acabando o jogo com um empate por 35-35.
Desta forma, o sonho do quinto lugar torna-se praticamente impossível.
JN/MS


O Benfica voltou a impor-se à Oliveirense, desta vez em Oliveira de Azeméis para o campeonato nacional, repetindo o triunfo alcançado em jogo da Liga dos Campeões disputado no pavilhão da Luz (3-2). A equipa encarnada venceu agora por 3-1, em partida da 13.ª jornada, que encerrou a primeira volta da competição, mantendo a invencibilidade e a liderança isolada da prova.
Aformação lisboeta entrou de forma fulgurante e inaugurou o marcador logo no primeiro minuto, com Nil Roca a finalizar após assistência de Roberto Di Benedetto. A superioridade do Benfica ficou reforçada aos 10 minutos, quando o internacional francês Roberto Di Benedetto fez o 2-0, resultado que se manteve até ao intervalo.
Na segunda parte, o marcador só voltou a mexer já nos minutos finais. A 2.37 minutos
do fim, Bruno Di Benedetto reduziu para a Oliveirense, relançando o encontro e trazendo incerteza ao desfecho. No entanto, a resposta do Benfica foi imediata e, no minuto seguinte, Gonçalo Pinto marcou o terceiro golo, dissipando quaisquer dúvidas e confirmando a vitória encarnada.
Com este resultado, a equipa orientada por Edu Castro continua a liderar a fase regular do campeonato nacional, somando 37 pontos, mais quatro do que o OC Barcelos. A formação minhota também venceu nesta 13.ª jornada, ao bater o Turquel por 5-1, este domingo. Carlitos esteve em destaque, ao apontar três golos, enquanto Iván Morales e Miguel Rocha completaram a contagem. Daniel Passos marcou o único golo da equipa visitante..
A Bola/MS
Os Lusitanos XV não conseguiram conquistar a Supertaça europeia de rugby, ao serem derrotados pelo Castilla y León Iberians por 42-17, em Amesterdão, nos Países Baixos, falhando o troféu que os espanhóis ergueram pela primeira vez na história da competição.
Oencontro foi dominado desde cedo pelos Iberians, que ao intervalo já venciam por 18-3. A equipa portuguesa reagiu apenas na segunda parte, com dois ensaios de Afonso Tapadinhas, aos 59 e 80 minutos, ambos convertidos por Domingos Cabral, que já tinha somado uma penalidade na primeira parte, aos 13 minutos. No entanto, os esforços lusos não foram suficientes para impedir a vitória espanhola, que somou um total de sete toques de meta.
Esta foi a segunda derrota da franquia portuguesa frente à congénere espanhola nesta temporada, depois de, na última jornada da fase de round robin, terem perdido em Lisboa por 26-13.
Com o triunfo, os Castilla y León Iberians conquistam a sua primeira Super Cup europeia, sucedendo aos georgianos Black Lion, que não participaram neste ano após vencerem as quatro edições anteriores da competição.
Os Lusitanos XV chegaram à final após terminarem a fase de round robin em segundo lugar, atrás dos Iberians, e garantirem a passagem às meias-finais com uma vitória categórica sobre os Brussels Devils, por 63-14.
Criada em 2021/22 pela Rugby Europe, a Rugby Europe Super Cup visa promover o desenvolvimento do râguebi em nações emergentes, e conta com a participação de equipas como os Lusitanos XV, os Brussels Devils, os Castilla y León Iberians e os neerlandeses Delta. Portugal terminou como vice-campeão em 2022 e 2024, sempre atrás dos georgianos Black Lion, e volta a confirmar o seu estatuto de força emergente no cenário europeu da modalidade.
Bola/MS


The Toronto Raptors’ youth movement is officially heading to Hollywood. The NBA announced Monday that rookie forward Collin Murray-Boyles has been selected to participate in the Rising Stars game during All-Star Weekend in Los Angeles. This selection marks a significant milestone for the franchise, as Murray-Boyles becomes the 10th Raptors rookie to earn the honor and the first to do so since Scottie Barnes in 2022.
Selected ninth overall in the 2025 NBA Draft out of South Carolina, the 20-year-old Murray-Boyles has wasted little time carving out a niche in head coach Darko Rajaković’s rotation. Through 37 games, he has been a steadying force for a Raptors squad that currently boasts an impressive 29-19 record. While his season averages—7.8 points, 5.1 rebounds, and 2.0 assists—might seem modest at a glance, the advanced metrics and "hustle stats" paint the picture of a rookie playing well beyond his years.
Murray-Boyles currently ranks second among all NBA rookies in offensive rebounds per game (2.5) and fifth in screen assists, highlighting his role as a physical, high-IQ connector. His impact has only intensified when given more responsibility; in his 13 starts this season, his production jumped
to 9.9 points, 6.5 rebounds, and 3.1 assists per game. His definitive "arrival" moment occurred on January 11 during a thrilling overtime win against the Philadelphia 76ers, where he recorded a massive 17-point, 15-rebound double-double, adding three assists, three steals, and three blocks for good measure.
The Rising Stars event, set for Friday, February 13, will see Murray-Boyles compete alongside the league's brightest young talents, including top-five picks Cooper Flagg (Mavericks), Dylan Harper (Spurs), and VJ Edgecombe (76ers).Adding to the Raptors' celebrations, rookie guard Alijah Martin has also been named to the event as part of the G League player pool. The 24-year-old Martin has been the engine behind a historic season for the Raptors 905. He led the affiliate to a perfect 14-0 record in the Tip-Off Tournament and has averaged 18.7 points while shooting a lethal 39.2% from three-point range. Martin has already seen the floor in 10 games for the parent club this season, and his inclusion in the All-Star festivities rewards his journey as one of the most polished older rookies in the system.
The tournament format for the Rising Stars game remains a fan favorite. The 21 NBA rookies and sophomores will be drafted into three teams by honorary coaches and basketball icons Carmelo Anthony, Tracy

McGrady, and Vince Carter. A fourth team, comprised of G League standouts like Martin, will be coached by former NBA veteran Austin Rivers.
For a Raptors organization focused on weaving a competitive present with a sustainable future, seeing Murray-Boyles and
Is it time for the Leafs to consider becoming sellers?

In the NHL, playing "must-win" games in January is rarely a sign of health. For the Toronto Maple Leafs, it is a sign of a crisis. After dropping five straight at home and stumbling through a 1-5-2 stretch, the loss on Tuesday’s clash against the Buffalo Sabres put their season on life support. Despite a spirited 9-1-3 run following the Christmas break, the recent "face-plant" has left Toronto in 20th place league-wide, with a postseason probability that has plummeted to a dismal 25.9%.
The math is unforgiving. To hit the projected 96-point wildcard threshold, the









Leafs must go 19-9-1 over their final 29 games. That is a tall order for a roster that looks exhausted and defensively porous. The road ahead is even more daunting: 66% of their remaining schedule is away from Scotiabank Arena, featuring a gauntlet of elite opponents like Edmonton, Tampa Bay, and Florida. Toronto’s descent is a byproduct of both injury and questionable roster construction. The blue line, which looked aging and slow in October, has been decimated. Offseason addition Chris Tanev has been limited to just 11 games due to three separate injuries. This has forced the coaching

staff to overextend veterans like 34-yearold Oliver Ekman-Larsson and ride Jake McCabe into the ground. While waiver additions like Troy Stecher and Cayden Primeau provided temporary depth, they haven't been enough to mask the lack of a true top-pairing anchor.
The front office, led by General Manager Brad Treliving, appears caught in a state of paralysis. While rivals have been active, Toronto has largely "kicked tires" on unrealistic trades while standing pat with struggling players like Simon Benoit and Philippe Myers. This inaction may have already cost them the season. With
Martin recognized on a global stage validates their recent scouting successes. As the team continues its push toward the 2026 playoffs, this All-Star nod serves as a promising preview of the talent expected to lead the "We The North" era for years to come.
RS/MS
the February 4 Olympic roster freeze approaching, the window to save the 2026 campaign is slamming shut.
This brings the organization to a painful crossroads: Should they be buyers or sellers by the March 6 deadline? With the Leaf’s loss to Buffalo, they fell eight points behind the Sabres and double-digits behind Detroit and Tampa Bay. In the NHL’s rigid playoff format, leaping over five established teams is mathematically improbable.
The most prudent—albeit painful—path may be a "retool on the fly." By trading pending UFAs like Scott Laughton, Bobby McMann, and Calle Järnkrok, or dangling higher-value assets like Ekman-Larsson, Treliving could recoup draft capital and clear significant cap space for 2027. Such a move would allow the team to get younger and faster, essentially changing a "DNA" that has proven insufficient in high-stakes moments.
However, Treliving’s own job security complicates the math. With Rogers consolidating ownership and the Blue Jays' recent success raising expectations across MLSE, the pressure to make the playoffs is immense. If management continues to sit on its hands, the club risks a worstcase scenario: missing the playoffs, losing free agents for nothing, and entering the summer with an aging roster and no fresh assets. For the Maple Leafs, the "miracle" they are hoping for needs to start now, or the "For Sale" sign must go up.



Luis Camara Secretary Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cortez E-Board Member
Marcello Di Giovanni Vice-President
Pat Sheridan E-Board Member


Qualquer pessoa que trabalhe no setor da construção dirá que a indústria atravessa um momento particularmente desafiante. Apesar de a procura por infraestruturas, habitação e grandes projetos continuar a crescer em todo o país, o setor enfrenta uma crise persistente — e cada vez mais grave — de escassez de mão de obra qualificada.
Este desafio, que não é novo, exige uma resposta urgente. Embora não seja, por si só, a solução para todos os problemas, acredito que uma abordagem globalmente conectada ao reconhecimento da competência profissional é um passo na direção certa.
É por isso que o CIOB voltou recentemente a assinar um novo e melhorado memorando de entendimento (MoU) com a Canadian Construction Association (CCA). Esta parceria representa um avanço significativo para o setor, criando percursos mais claros entre duas credenciais profissionais de reconhecimento internacional: o título de Membro do Chartered Institute of Building (MCIOB) e o programa Gold Seal Certification (GSC) da CCA.
Não é segredo que o Canadá depende há muito da imigração qualificada para sustentar a sua força de trabalho na construção — e essa dependência só tende a aumentar. No entanto, profissionais formados no estrangeiro enfrentam frequentemente obstáculos ao tentar integrar-se no sistema canadiano, mesmo quando possuem qualificações e experiência sólidas.
Ao abrigo deste novo acordo, os detentores do título MCIOB terão a sua formação reconhecida como equivalente ao requisito académico do programa Gold Seal Certification. Os candidatos continuarão a ter de demonstrar cinco anos de experiência no setor, apresentar uma carta de referência, concluir o curso obrigatório de ética e
cumprir outros requisitos do programa. O ponto crucial, contudo, é que apenas precisarão de três anos de experiência profissional no Canadá para se candidatarem.
Trata-se de um desenvolvimento significativo. Para profissionais internacionalmente qualificados que emigram para o Canadá, elimina um dos obstáculos mais comuns ao reconhecimento profissional. Ao mesmo tempo, permite ao setor da construção canadiano aceder a um conjunto mais amplo de talento global, numa altura em que há uma necessidade urgente de liderança qualificada em áreas como gestão de projetos, gestão da construção e supervisão em obra.
Os benefícios deste acordo não se fazem sentir apenas num sentido. Profissionais canadianos procuram cada vez mais oportunidades além-fronteiras, seja para adquirir experiência internacional, contribuir para projetos no estrangeiro ou construir carreiras globais.
Ao abrigo do memorando, os detentores da Gold Seal Certification da CCA serão reconhecidos pelo CIOB como cumprindo os requisitos para se tornarem membros candidatos ou TechCIOB. A partir daí, poderão progredir para o estatuto MCIOB, reconhecido internacionalmente em mais de 100 países.
Isto significa que os profissionais da construção no Canadá podem agora traduzir a sua experiência nacional em acreditações de prestígio internacional, sem entraves burocráticos. Na minha perspetiva, isto reforça a posição do Canadá como formador de profissionais de construção de classe mundial.
Para os mais céticos, importa esclarecer que este acordo não implica uma redução dos padrões por parte de nenhuma das organizações. As regras internas, procedimentos e requisitos de certificação — incluindo taxas aplicáveis e protocolos
de avaliação — mantêm-se inalterados. A única mudança é o reconhecimento adequado de credenciais de elevada qualidade em ambos os sistemas.
Como bem sabemos, a indústria da construção assenta na confiança, na competência e no profissionalismo. Ao reconhecer padrões equivalentes em vez de duplicar avaliações, acredito que o setor pode avançar mais rapidamente sem comprometer a qualidade e a segurança.
Mais importante ainda, este memorando é apenas o início. Representa a primeira de muitas iniciativas que o CIOB e a CCA pretendem desenvolver em conjunto para promover boas práticas, desenvolvimento profissional e liderança no setor da construção no Canadá.
Desde ética e sustentabilidade até métodos modernos de construção e capacidades de gestão, existe um enorme potencial de colaboração para apoiar o sucesso a longo prazo da indústria. Isto inclui empresas de todas as dimensões, especialmente as pequenas e independentes — a espinha dorsal do setor.
Em última análise, se queremos realmente enfrentar a crise de competências na construção, temos de estar dispostos a pensar para além das fronteiras e a questionar pressupostos ultrapassados sobre a origem do talento. Este acordo demonstra o que é possível quando instituições de confiança trabalham em conjunto para remover barreiras desnecessárias, mantendo elevados padrões profissionais — tão essenciais para a indústria.
Ao criar percursos mais claros e justos para o reconhecimento e progressão profissional, não estamos apenas a apoiar profissionais individuais, mas também a reforçar a resiliência e a sustentabilidade futura do setor da construção no seu todo. DCN/MS

Uma linha de metro ligeiro há muito atrasada em Toronto poderá finalmente abrir ao público dentro de menos de duas semanas.
Falando aos jornalistas em Queen’s Park, o primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, afirmou que o objetivo é colocar o Eglinton Crosstown LRT em funcionamento no dia 8 de fevereiro.
Já passaram 15 anos desde o início da construção da linha e seis anos desde a data em que estava originalmente prevista a sua inauguração.
A linha, com 19 quilómetros e 25 estações, ligará a estação Kennedy, no leste de Toronto, à estação Mount Dennis, no oeste da cidade.
A província indicou que o serviço será implementado de forma gradual ao longo de seis meses, com comboios a circular com uma frequência de até cada três minutos e meio.
Um relatório divulgado no outono passado pela agência provincial de transportes Metrolinx revelou que o projeto ultrapassou os 13 mil milhões de dólares em custos.
JN/MS

Durante muito tempo, o cansaço foi visto como um efeito colateral quase inevitável de uma vida ativa, exigente e produtiva. Trabalhar muito, estar sempre disponível, cumprir prazos apertados e responder a múltiplas responsabilidades tornou-se, para muitos, um sinal de sucesso e dedicação. No entanto, quando o esgotamento deixa de ser passageiro e se transforma num estado permanente de exaustão física, emocional e mental, estamos perante algo mais sério: o burnout.
AOrganização Mundial da Saúde descreve o burnout como um fenómeno associado ao trabalho, mas não como uma doença mental. No entanto, na prática clínica, é evidente que esta fronteira é ténue: o burnout toca nas emoções, na identidade e no sentido de vida das pessoas. Quando alguém se sente “vazio”, “incapaz” ou “inútil”, já não estamos apenas a falar de gestão de tempo, estamos a falar de sofrimento humano e, em muitos casos, no fundo de até de uma depressão no sentido psiquiátrico. Então o burnout não é apenas “stress a mais”. Trata-se de uma resposta prolongada a níveis elevados de pressão, em que a pessoa sente que já não tem recursos internos para lidar com as exigên-
cias que lhe são impostas. O problema é que, muitas vezes, este processo instala-se de forma silenciosa e gradual, sendo normalizado tanto pela própria pessoa como pelo meio que a rodeia.
Os sinais de burnout podem manifestar-se de várias formas. A exaustão constante é, talvez, o sintoma mais evidente: acordar cansado, sentir que o descanso nunca é suficiente e viver com a sensação de estar sempre “no limite”. A isto junta-se frequentemente o distanciamento emocional em relação ao trabalho, marcado por cinismo, irritabilidade ou uma atitude de indiferença perante tarefas que antes despertavam interesse ou entusiasmo. Por fim, surge a sensação de ineficácia, em que a pessoa começa a duvidar das suas capacidades, sente que nunca faz o suficiente e perde a confiança no seu próprio desempenho.
Embora o burnout esteja intimamente ligado ao trabalho, as suas consequências estendem-se muito para além do horário laboral. Relações pessoais podem deteriorar-se, a motivação para atividades de lazer desaparece e sintomas físicos, como dores de cabeça, problemas gastrointestinais, insónias ou alterações no sistema imunitário, tornam-se mais frequentes. Em muitos casos, o burnout anda de mãos dadas com ansiedade e depressão, o que reforça a im-
portância de um olhar atento e informado sobre este fenómeno.
Vivemos numa sociedade que valoriza a produtividade constante e onde a fronteira entre vida profissional e pessoal se tornou cada vez mais ténue. O teletrabalho, apesar das suas vantagens, contribuiu em muitos casos para essa diluição de limites, criando a sensação de que se está sempre “ligado”. Acresce ainda a pressão económica, a instabilidade laboral e a cultura do desempenho, que empurra muitas pessoas para um ritmo insustentável, frequentemente à custa da saúde mental.
Prevenir o burnout implica, antes de mais, reconhecer que ele existe e que não é sinal de fraqueza individual. Pelo contrário, é muitas vezes o resultado de contextos de trabalho desajustados, com excesso de carga, falta de reconhecimento, pouca autonomia e expectativas irrealistas. A responsabilidade não pode recair apenas sobre o indivíduo, mas também sobre as organizações e a sociedade em geral.
Ainda assim, ao nível pessoal, há sinais de alerta que não devem ser ignorados. Escutar o corpo, respeitar limites, aprender a dizer não e valorizar o descanso são passos fundamentais. Criar rotinas que incluam pausas reais, atividade física, momentos de lazer e relações significativas ajuda a res-
Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista
taurar o equilíbrio emocional. Quando os sintomas persistem, procurar apoio psicológico não é apenas aconselhável, é um ato de autocuidado e responsabilidade. É importante compreender que o burnout não é simplesmente “estar cansado”. É uma forma profunda de exaustão emocional, física e mental que resulta de um esforço prolongado, geralmente laboral, num contexto de exigência constante, ausência de descanso, desmotivação, falta de reconhecimento e crítica. É o corpo e a mente a desligarem-se porque já não conseguem sustentar um ritmo desenfreado.
O burnout lembra-nos que não somos máquinas. A saúde mental é um pilar essencial do bem-estar e da qualidade de vida, e ignorá-la tem custos elevados, tanto individuais como coletivos. Falar sobre burnout, informar e desmistificar é um passo crucial para construir ambientes de trabalho mais humanos, sustentáveis e saudáveis. Porque cuidar de quem trabalha é, no fundo, cuidar da sociedade como um todo. O burnout tornou-se um espelho cada vez mais comum de uma sociedade que não para, nem deixa parar. Um espelho que reflete não apenas o cansaço individual, mas o colapso de um modelo de vida que já não funciona.




Ray J diz que não irá viver até 2027, por causa dos seus problemas de saúde. O ex-companheiro de Kim Kardashian atualizou sobre o seu estado de saúde depois de ter sido levado de urgência para uma unidade de saúde em Las Vegas, no início deste mês, após sentir dores no peito e enquanto lutava contra um caso grave de pneumonia, relata o Daily Mail. Num vídeo que publicou no Instagram, o artista, de 45 anos, agradeceu aos fãs por rezarem por ele e explicou: " O meu coração está a bater a apenas 25% da sua capacidade."

Rui Unas esteve entre os muitos nomes conhecidos que na madrugada de 28 de janeiro, sentiram os efeitos da depressão Kristin. Através das redes sociais, o ator e humorista explicou ter necessitado de chamar os bombeiros devido à queda de uma árvore. Na sua partilha, o ator e humorista aproveitou ainda para agradecer o apoio dos bombeiros nas centenas de ocorrências que tiveram devido aos estragos causados pela chuva e vento forte que se fez sentir um pouco por todo o país. “Apanhei um cagaço as 3 e meia da manhã mas como não era urgente só foram chamados mais tarde", começou por contar. "Estiveram a noite toda a trabalhar e todo o reconhecimento nunca é excessivo pela sua missão. Desde salvar o piriquito aos incêndios florestais, estas mulheres e homens são incansáveis, mesmo com falta de meios e apoio institucional. Obrigado Bombeiros de Barcarena e a todas as corporações do nosso Portugal", completou.

Madalena Aragão fez uma publicação dedicada a um membro da família muito especial: a sua cadela Bala. Na data em que se assinalou um ano desde que adotou o animal, da raça golden retriever, a atriz resolveu homenagear a cadela declarando todo o seu amor. "Faz hoje um ano que te adotámos e foi a melhor escolha da nossa vida. Amo-te Bala, ou de uma maneira que tu percebas, woof woof woof woof", escreveu a atriz numa publicação onde mostra várias imagens na companhia da cadela e do namorado, o futebolista João Neves.

Carolina Deslandes não ganhou para o susto na madrugada de quarta-feira, 28 de janeiro. A cantora ouviu de perto os efeitos da depressão Kristin que assolou o país. A artista explicou aos seguidores que ficou com medo do temporal ao ponto de ter chorado por pensar no que poderia acontecer com todas as pessoas a passar pelo mesmo. "Esta foi a noite mais assustadora dos meus quase 35 anos. Pode parecer ridículo, mas dei por mim a rezar e a chorar, com medo do que podia acontecer e a pensar na quantidade de pessoas que iam ficar sem casa", escreveu a artista.
Esta semana foi de festa em casa de Cristiano Ronaldo. A noiva do futebolista, Georgina Rodríguez, completou 32 anos no dia 27 e recebeu vários miminhos. Ainda a mostrar os festejos desta data especial, a celebridade publicou novas fotografias na sua página de Instagram e mostrou que foi presenteada com vários ramos de flores. "Obrigada por tanto amor", escreveu numa das imagens que publicou na rede social. Entre as pu blicações podemos ver a filha mais nova, Bella Esmeralda, junto de vários ramos de flores, mas não fica por aqui. Georgina Rodríguez mostrou também uma fotografia em que aparece a brincar com os filhos num parque de diversões e também a jogar ao Uno. O luxuoso presente que poderá ter sido oferecido por Cristiano Ronaldo. Além de mostrar que foi mimada pelos filhos, Georgina Rodrí guez também destacou um luxuoso presente que poderá ter sido oferecido por Cristiano Ronaldo. Trata-se de um relógio da marca Rolex com ouro amarelo e diamantes. Um modelo limitado e que poderá rondar os 70 mil euros. Neste dia especial, Cristiano Ronaldo fez questão de dedicar alguns palavras à companheira através da sua página de Instagram. "Feliz aniversário à mulher da minha vida", pode ler-se na publicação.



Andreia Rodrigues, de 41 anos, resolveu partilhar com os seguidores do Instagram um desabafo sentido sobre tudo "o que não se vê" na vida real de uma mulher que trabalha, treina e tem duas filhas para cuidar. "O que não se vê. O cansaço, as dores, as lesões. Os dias mais difíceis, mas em que continuo. O caos que, às vezes, se instala. Os dias em que não apetece mas vou na mesma. A vontade de recuperar mesmo que, às vezes, falte energia para tudo. A minha «obsessão» em garantir que me preparei o melhor possível e que nada me vai escapar. A vida não é perfeita. É vivida. E, às vezes, é no caos que ela acontece. E está tudo bem", disse ao mostrar um conjunto de vídeos e fotografias que ilustram os vários desafios aos quais se referiu. "Nem sempre tudo está no lugar. Nem tudo corre como planeado. Há dias em que a energia falta, há dias em que o caos é a palavra de ordem. Mas é neste equilíbrio imperfeito que a vida acontece. E está tudo bem! Entre trabalho, a família, os treinos, a casa, os dias bons e os dias mais difíceis… sigo! E dou o meu melhor! É o que é. É real! Alguém desse lado sente o mesmo?", questionou ainda na legenda da partilha. Andreia Rodrigues, recorde-se, é mãe de Alice, de sete anos, e Inês, de quatro, ambas fruto do casamento com o também apresentador de televisão Daniel Oliveira.



Palavras cruzadas Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
1. Fazer ficar ou ficar gordo; tornar(-se) gordo
2. Fazer chegar, passar às mãos de; dar
3. Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si
4. Fazer estimativa de; avaliar, calcular
5. Submeter (algo, alguém ou a si mesmo) à ação de encanto, feitiço ou magia; enfeitiçar
6. Mergulhar ou banhar em qualquer líquido
7. Ver-se frente a frente com; deparar, achar
8. Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo
9. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio
10. Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
11. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)
12. Exprimir por meio de palavras
13. Vingar uma agressão com outra maior, mais violenta; responder
14. Ter veneração por (alguém ou algo); ter grande apreço por; reverenciar
15. Seguir por um caminho ou percorrê-lo andando a pé


E E T O R S N E V O J S G J X
C Z F W E E L S T F A E P B A
A A Y U S L P I G A F U C O Q
U I D G P A R P S M N V D F H
S W M A O M E R E I W X E S J
A J A F S J P O T L C S T D H
R S M K T L O B N I N L E U K
J S M L A A R L E A I J C I A
S Y V K S T T E C R N G T N T
G I S T K N A M S N A L O T I
F K L Z M E G A E O S Q R E T
O A Z U I M E S R Y S U V R U
G O S O V U M B C M D H H N D
A
S F B C F N F F I L H O S R X
FAMILIAR
MENTAL PROBLEMAS
RESPOSTAS ATITUDE PROBLEMAS
DETECTOR
MALES
CAUSAR
AUMENTO
CRESCENTE
INTERNAR
JOVENS
FILHOS REPORTAGEM

Ingredientes
• 1 cebola
• 2 dentes de alho
• 500 g de carne de porco aos cubos
• ½ chouriço
• 2 dl de vinho branco
• Sal e pimenta q.b.
• Massa de pimentão
• 500 g de amêijoas
• 300 g de camarão
• 1 dl de azeite
• Salsa fresca
Modo de preparação
Ao cortar a cebola em rodelas em vez de picar, ela mantém melhor a textura durante a cozedura a vapor da cataplana. Num recipiente, temperar a carne com sal, pimenta, alho picado, massa de pimentão e vinho branco. Envolver bem e deixar marinar por 4 horas. Marinar a carne durante várias horas deixa-a super tenra e cheia de sabor. Aquecer metade do azeite num tacho grande. Alourar a carne de todos os lados. Depois juntar a marinada e deixar ferver. Retirar do lume e reservar a carne. Selar bem a carne cria uma crosta saborosa e conserva os sucos antes de cozer a vapor. Numa cataplana (ou tacho pesado), fazer ca-
madas com: metade da cebola, a carne, as amêijoas, o camarão, o resto da cebola, o chouriço às rodelas e salsa picada. Colocar salsa em duas fases, nas camadas e no final — dá frescura sem amargor. Regar com o molho reservado e o resto do azeite. Tapar a cataplana e cozinhar em lume médio por cerca de 20 minutos. Abrir, retificar temperos e polvilhar mais salsa antes de servir. Servir bem quente, diretamente da cataplana! Bata na tampa da cataplana com uma colher antes de abrir, é mais seguro libertar o vapor acumulado. Até a próxima semana!



Paulo Perdiz
Ana Matos Fernandes, conhecida pelo nome artístico Capicua, é uma das figuras mais ativas da música portuguesa atual. A rapper e socióloga partilhou uma reflexão profunda sobre o seu percurso, a sua visão política do mundo e os processos íntimos que dão vida às suas letras. Numa conversa que atravessou desde o impacto das alterações climáticas até à beleza das pequenas pausas quotidianas, Capicua revelou como a arte pode servir de âncora num tempo de incerteza global.
Oponto de partida da conversa foi o título sugestivo do seu espetáculo e do imaginário que rodeia os seus úl timos trabalhos: "Um gelado antes do fim do mundo". Este disco convida-nos a limpar as lentes que o tempo foi tornando foscas, para nos deixarmos impactar, para não cedermos ao adorme cimento e ao vício da dopamina rápida, para aguçar o espírito crítico, para renovarmos os votos com as utopias e não sucumbirmos à angústia vigente e à ansiedade da informação incessante. Para a artista, esta expressão encapsula os desafios da atualidade, como a escalada de conflitos, a crise climática e a ascensão da extrema-direita. No entanto, longe de se render ao niilismo, Capicua propõe o "gelado" como uma metáfora de esperança e prazer. "Não é o desespero que nos mobiliza para resolver problemas ou lutar por um mundo melhor", afirmou, subli nhando que é a vontade de preservar o que é belo — um mergulho no mar ou uma árvore centenária — que realmente nos move. Comer um gelado à beira do passeio torna-se, as sim, um gesto de resistência e uma pausa necessária para apreciar a delicadeza da vida no meio do caos.
Com formação em Sociologia, Capicua admite que o seu olhar sobre a realidade é indissociável da sua formação académica. Descrevendo-se como uma "Mafaldinha" (em referência à personagem de Quino) desde a infância, a artista explicou que já carregava preocupações sociais muito antes de chegar à universidade. Essa ba gagem reflete-se num disco que se divide em duas metades claras: uma verten te política e interventiva, focada na empatia e na crítica social, e uma vertente autobiográfica e emocional, que funciona como um retrato íntimo dos últi mos anos, incluindo a sua experiência com a maternidade. Para Capicua, um disco é sempre o espelho de uma época, mostrando as notícias dos jornais como o que se passa dentro de quatro paredes. No campo musical, o seu trabalho recente marcou uma ruptura com processos mais clássicos do hip-hop. Sob a produção de Luís Montenegro, a artista explorou uma fusão mais livre entre a eletrónica e os instrumentos orgânicos. Cada faixa nasceu de um estímulo diferente, permitindo-lhe transi tar com fluidez entre o rap, a palavra dita (spoken word) e a palavra cantada.
A poesia surge aqui como a espinha dorsal de todo o projeto, con ferindo coerência a uma sonoridade que viaja entre tons sombrios e momentos mais solares e "cor-de-rosa". Além da música, a escrita de crónicas para o Jornal de Notícias é uma parte essencial do seu ofício. Capicua revelou que existe um diálogo constante entre os seus textos jornalísticos e as suas letras, onde ideias exploradas numa crónica aca bam frequentemente por encontrar o seu caminho até um beat. Este rigor literário foi coroado com o Prémio José Afonso pelo álbum Madrepérola. O galardão teve um significado especial, pois o disco foi lançado nas vésperas da pandemia, ficando num "limbo" sem o habitual contacto com o público na estrada. O prémio foi, nas suas palavras, uma "pancadinha nas costas" que vali dou a sua proposta artística num período de grande frustração global. Olhando para o futuro, a artista continua empenhada no projeto Mão Verde, dedicado ao público infantil, cujo terceiro disco-livro deverá ver a luz do dia na primavera. Sobre a representatividade feminina no rap, Capicua mantém uma postura crítica, notando que, embora o espaço das mulheres esteja a crescer, estas continuam a ser uma minoria que exige um esforço contí nuo por igualdade. Capicua reforçou a importância da língua e da cultura como fios invisíveis que nos unem através do oceano. "A música portu guesa está mais viva e interessante do que nunca", concluiu, deixando um convite à descoberta e à celebração da identidade lusófona.






CARNEIRO 21/03 A 20/04
Nesta semana vai sentir grande necessidade de comunicar com os seus amigos. O intercâmbio de ideias e a partilha de projetos e ideais é uma coisa que não vai querer dispensar nesta altura. É possível descobrir que determinada amizade é já amor. No entanto, também pode acontecer o contrário e perceber que aquilo que julgava ser amor afinal é só amizade!

TOURO 21/04 A 20/05
Poderá ter oportunidades de progresso e sucesso em empreendimentos. Invista na sua carreira profissional. Este é um momento favorável para pôr em prática um plano que desde há algum tempo desenvolve. Poderá ser convidado a chefiar um projeto. É um bom momento para a preparação de sucessos futuros.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Este é um período de fé e confiança na vida e em si próprio. Aproveite esta fase de otimismo e segurança para se melhorar interiormente e alargar os horizontes. Quebre a rotina e atreva-se a fazer coisas novas. Faça atividades que o preencham cultural e espiritualmente. Estudos, viagens e leituras são boas opções.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
É possível que queira fazer nesta altura negociações e planos para melhorar a sua situação económica futura. Este é um momento em que o seu instinto e intuição estão aumentados. Sente mais necessidade de inquirir o vai no seu interior, do que de comunicar e conviver. Poderá sentir-se cansado e um pouco tenso.

LEÃO 22/07 A 22/08
Nestes dias estará favorecido o clima de diálogo com os outros, quer seja o seu cônjuge, os seus sócios ou simplesmente colegas. Uma troca de impressões torna-se agora especialmente útil, pois nesta altura poderão ser alcançadas conclusões benéficas e algumas situações poderão ser clarificadas.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Atravessa um momento em que se sentirá obrigado a um maior trabalho para conseguir equilibrar as suas finanças e para satisfazer as necessidades dos outros. Esta pode ser uma forma de amadurecer e aprender a controlar as suas reações. Além de resolver possíveis conflitos interiores, ganha experiência para o futuro.

BALANÇA 23/09 A 22/10
Nesta altura as atividades criativas, quer no trabalho, quer nas artes, despertarão o seu especial interesse trazendo a satisfação de ver concretizada a sua expressão pessoal. Talvez sinta que a sua autodisciplina esteja um pouco diminuída, ao atravessar uma época de descontração e descanso das rotinas diárias.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Com Marte a transitar na Casa IV poderá estar propenso a tomar atitudes inesperadas que poderão ser consideradas mesquinhas e irritantes. Tente ter um pouco mais de controlo naquilo que diz e que faz. Volte-se mais para si próprio, aproveite para meditar, carregue baterias e verá mais facilmente uma luz no fundo do túnel.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Sente necessidade de tornar mais bonito e agradável o ambiente que o rodeia. Apetece-lhe comunicar, conviver e conhecer gente nova. Está numa fase em que sente vontade de apreciar o que tem de belo no seu quotidiano e saborear o que lhe dá prazer. Poderá fazer nesta altura um passeio com a pessoa que ama.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Nesta semana a sua ambição e impulsividade estão orientadas para a sua segurança financeira. Está disposto a agir e a trabalhar o máximo que poder para defender e incrementar os seus ganhos. Os bens assim obtidos irão fortalecer-lhe o ego, pelo que irá exibi-los e partilhá-los com prazer. Cuidado com gastos excessivos.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Ao longo deste período aproveite para exercer a sua opinião em relação aos outros. Estará também vulnerável para dar mais de si ao próximo. Em torno de si, todos sentirão a sua autenticidade. Aproveite também para se auto analisar com honestidade e sentirá que a sua mente estará mais aberta para trabalhos mais úteis.

PEIXES 20/02 A 20/03
Poderá sentir, ao longo desta fase, que o seu humor ou o seu comportamento sofrem variações repentinas. Possivelmente sente-se incompreendido pelas outras pessoas e emocionalmente diminuído, o que lhe pode gerar alguma necessidade de se isolar. Tenderá, por isso, a manter secretos os seus sentimentos e emoções.
Soluções


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Banda Portuguesa de Hamilton e Ir. de S. Pedro
Matança do Porco
56 Mulberry Street, Hamilton , a partir das 18h30 . Reservas e Informações: 905966-0024
8 de Fevereiro
PCCM
Apresentação do livro “Rabo de Peixe – Toda a Verdade”
PCC Mississauga, 53 Queen St N., às 15:00h, entrada gratuita. Com Rúben Pacheco Correira e Júlio Isidro. Informações: 905-286-1311 • 647-403-8478 Classificados




