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MILÉNIO STADIUM 1781 - 23 DE JANEIRO

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31 DE JANEIRO DE 1970

O mundo enfrenta um problema chamado imigração, e o Canadá não está imune a este dilema. Embora o Canadá não seja um caso único, as consequências de anos de imigração historicamente elevada resultaram num sistema completamente desorganizado, que funcionava bem a nível económico e social antes da implementação das políticas da era Trudeau. A rejeição social deu origem a forças divisórias que afetaram milhões de pessoas, e a experiência de Trudeau de acomodação social para todos os que dela necessitam falhou de forma retumbante. Essa experiência está agora a chegar ao fim sob a liderança de Mark Carney, mas é tarde demais para voltar atrás e reparar os danos causados.

Em 2025, a população do Canadá aumentou apenas marginalmente, cerca de 0,9%, atingindo os 41,7 milhões. No primeiro semestre de 2025, 54.530 pessoas deixaram o Canadá - o número mais elevado alguma vez registado. Quatro províncias e um território regista-

ram diminuições populacionais: Ontário, Colúmbia Britânica, Quebeque, Terra Nova e Labrador e o Yukon. Estas regiões coincidem, em geral, com as áreas do país que receberam mais imigrantes. Todos os países necessitam de imigração para garantir o seu bem-estar, sobretudo quando a taxa de natalidade está a diminuir e a estabilidade económica depende de um equilíbrio saudável entre imigração e nascimentos. Atualmente, esse desequilíbrio deveria ser motivo de preocupação, especialmente para quem procura emprego, numa altura em que a economia canadiana apresenta fraco desempenho.

A grande experiência canadiana em matéria de imigração está a terminar e está a ser celebrada como um sucesso e como uma correção tardia, mas necessária. Mas será que devemos celebrar? As gerações mais jovens do Canadá, incluindo a Geração Z, queixam-se de não conseguir encontrar emprego e de verem a sua qualidade de vida deteriorar-se, alegando que os empregos mais mal pagos foram ocupados por imigrantes. É amplamente reconhecido que os canadianos, independentemente de quem sejam, não querem realizar o tipo de trabalho que muitos imigrantes aceitam fazer, mas continuam a queixar-se de que não há emprego. É muito mais fácil aceitar os benefícios do que enfrentar as dificulda-

des do trabalho, uma atitude comum entre os queixosos de sempre, que agora encontram eco junto de sociais-democratas que consideram ser necessário cuidar destes “pobres” num país rico, mesmo que isso aconteça à custa de uma política de imigração eficaz.

A vaga de recém-chegados no período pós-pandemia agravou a escassez de habitação, sobrecarregou os serviços públicos e perturbou o mercado de trabalho. O governo decidiu contratar mais 30 mil funcionários públicos, aumentando um corpo federal já pouco produtivo, que agora se tenta reduzir. Muitos sugerem que os jovens canadianos estão a sofrer por terem de competir com os recém-chegados. Eu diria que isso é uma falácia, pois a minha experiência a recrutar canadianos para determinados tipos de trabalho tem sido marcada pela frustração, já que o principal interesse de muitos candidatos parece ser dar mais um passo numa experiência social de dependência da ajuda governamental. Atualmente, no Canadá, como em muitos outros países, aqueles que são protegidos pelo Estado queixam-se de que foram admitidos no país os “imigrantes errados”. Talvez esta seja uma crítica legítima, mas se esta política tivesse sido aplicada de forma transversal, eu próprio nunca teria sido autorizado a entrar no Canadá. Tal como

muitos canadianos, tenho dificuldade em aceitar os critérios de entrada demasiado permissivos para muitos, pois as políticas governamentais de portas abertas e de experimentação social causaram enorme sofrimento, ao falharem na responsabilidade de proteger aqueles que foram legalmente aceites neste país.

A aceitação liberal de quem está em necessidade pode ser uma prática válida, mas quando as políticas são concebidas por pessoas que possivelmente nasceram com uma “colher de prata na boca”, nunca haverá uma verdadeira compreensão do que a imigração deveria ser.

Abrir indiscriminadamente as portas à imigração, sem uma estratégia alinhada com as necessidades do Canadá, foi um erro grave, porque a mudança transformadora que permite o crescimento de um país faz-se através de políticas justas — boas tanto para quem chega como para quem já cá vive. Era diferente a 31 de janeiro de 1970, quando os imigrantes vinham para o Canadá para trabalhar, sem quaisquer expectativas de apoio governamental.

Ano XXXV - Edição nº 1781

23 a 29 de janeiro de 2026

Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!

Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5

Telefone: 416-900-6692

Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça

Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com

Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com

Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com

Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.

Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
Versão em inglês Pág. 9
Credito: DR
Manuel DaCosta Editorial

Imigração no Canadá Novas regras, mais incertezas

O Canadá prevê admitir 380 mil residentes permanentes em 2026, menos do que nos anos anteriores, mantendo números estáveis até 2028. O resultado será mais concorrência e critérios mais exigentes.

Cerca de 240 mil vagas destinam-se a imigração económica. Programas familiares e de refugiados sofrem cortes mais acentuados.

Os convites passam a ser sobretudo por categorias e sectores prioritários, e não por grandes sorteios gerais. A adequação ao per l procurado passa a ser mais importante do que a pontuação elevada.

Saúde, construção e ofícios especializados, STEM, educação e agricultura continuam no topo das prioridades.

Quem já estudou ou trabalhou no Canadá tem vantagem clara. Manter estatuto legal válido torna-se crucial.

Em 2026, o Canadá prevê 230 mil novos trabalhadores temporários, uma redução signi cativa. O objetivo é baixar os residentes temporários para menos de 5% da população até 2027.

O acesso a open work permits para familiares é agora muito mais limitado. Filhos dependentes deixam de ser elegíveis.

Apenas 155 mil novos vistos em 2026. Exigências nanceiras aumentam e os limites por província mantêm-se apertados.

Apesar dos cortes gerais, o Canadá aumenta as metas de imigração francófona fora do Quebeque. O francês pode fazer a diferença.

As províncias impõem quotas mais curtas, setores prioritários e janelas de candidatura limitadas.

Durante anos, o Canadá abriu portas a trabalhadores temporários para responder às necessidades do mercado de trabalho. Hoje, o cenário está a mudar. O sistema de imigração do Canadá entra em 2026 em modo de reajuste. O governo federal está a reduzir números, apertar regras e privilegiar candidatos que correspondam melhor às necessidades do mercado de trabalho e à capacidade de integração do país. O IRCC estima que 1,4 milhões de residentes temporários verão os seus work permits expirar ao longo de 2026 e deixa um aviso claro: “Residentes temporários devem sair do Canadá no nal da estadia autorizada.”

As novas regras têm também um impacto signi cativo no acesso à residência perma-

nente, tornando o processo mais competitivo e menos previsível. Com menos vagas disponíveis e critérios mais alinhados com necessidades económicas especí cas, nem todos os residentes temporários conseguirão transitar para estatuto permanente, mesmo após vários anos a viver e trabalhar no Canadá. A experiência pro ssional no país continua a ser valorizada, mas deixa de ser uma garantia. Muitos candidatos enfrentam agora prazos mais curtos, requisitos linguísticos mais exigentes e uma dependência crescente de programas provinciais com quotas limitadas. Para quem tem work permit a expirar, a residência permanente deixa de ser um percurso quase natural e passa a exigir planeamento estratégico rigoroso e decisões atempadas.

Fonte: Ministério das Finanças, Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá (Graeme Bruce/CBC)
Fonte: IRCC (CBC)
Work permits a expirar...
Que caminhos restam para ficar no Canadá?

As recentes mudanças nas políticas de imigração do Canadá estão a redefinir, de forma profunda, o futuro de milhares de trabalhadores temporários que vivem e trabalham no país há vários anos. Com regras mais apertadas, maior escrutínio sobre os vistos de trabalho e um acesso cada vez mais restritivo à residência permanente, muitos veem-se confrontados com a incerteza do estatuto legal, apesar de estarem plenamente integrados no mercado de trabalho e na sociedade canadiana. Para compreender o impacto real destas alterações, (humano, económico e legal) o Milénio Stadium falou com Diane Campos, consultora de imigração e fundadora da Campos Immigration Consultancy, que acompanha de perto estes casos no terreno.

Milénio Stadium: As recentes alterações às políticas de imigração no Canadá tornaram o acesso à residência permanente mais restritivo. De que forma estas mudanças estão a afetar, na prática, trabalhadores temporários que já estão integrados no mercado de trabalho canadiano e veem agora os seus work permits a expirar?

Diane Campos: Com base no que tenho observado na prática, a renovação de muitos vistos de trabalho tornou-se significativamente mais difícil do que era há apenas um ou dois anos. Uma parte substancial destes vistos está associada ao Programa de Trabalhadores Estrangeiros Temporários, em particular àqueles que dependem de LMIAs apoiados pelo empregador. É precisamente aí que reside, neste momento, o maior desafio.

Com o aumento das taxas de desemprego, que na Área Metropolitana de Toronto se situam atualmente entre 7% e 8%, dependendo da região específica, o governo federal veio apertar os critérios de elegibilidade para a emissão de LMIAs. Na prática, isto traduziu-se num maior número de recusas, num menor número de aprovações e, em alguns casos, na não tramitação de pedidos de LMIA, sobretudo no âmbito da categoria de baixos salários.

Enquanto consultora, tenho vindo a deparar-me com empregadores que dependem genuinamente de trabalhadores estrangeiros, mas que se veem impossibilitados de apoiar a renovação dos respetivos vistos de trabalho. Tal não se deve à inexistência de necessidade desses trabalhadores, mas sim

ao facto de o teste ao mercado de trabalho já não lhes ser favorável no atual contexto económico. Como resultado, trabalhadores temporários que têm exercido atividade legal, pago impostos e contribuído para a economia canadiana enfrentam agora o risco de perder o seu estatuto, exclusivamente em virtude de uma alteração do contexto económico mais amplo.

MS: Muitas pessoas construíram a sua vida no Canadá com a expectativa de uma transição relativamente estável para a residência permanente. Que impacto psicológico, financeiro e familiar está a observar entre aqueles que enfrentam hoje maior incerteza quanto ao seu futuro no país?

DC: Muitas pessoas construíram a sua vida no Canadá com a convicção genuína de que existiria uma transição razoável e previsível do estatuto temporário para a residência permanente. Essa expectativa foi reforçada durante o período da pandemia entre 2020 e 2023, quando o governo implementou medidas excecionais, como o programa TR to PR, para reter trabalhadores que já contribuíam para a economia. Embora essas medidas tenham sido extraordinárias, moldaram as expectativas de muitos indivíduos e famílias.

Atualmente, o afastamento dessas políticas tem gerado uma pressão emocional e psicológica significativa. Tenho observado níveis elevados de ansiedade, incerteza e desgaste mental entre trabalhadores que cumpriram todas as regras — trabalharam legalmente, pagaram impostos e integraram-se nas suas comunidades — e que, ainda assim, enfrentam agora um futuro incerto.

Do ponto de vista financeiro, esta instabilidade dificulta o planeamento a longo prazo. Muitas pessoas adiam decisões importantes, como a compra de habitação, o investimento em educação ou a celebração de contratos de trabalho de maior duração, simplesmente por não saberem se poderão permanecer no país.

Para as famílias, em particular aquelas com filhos, o impacto é ainda mais profundo. Os pais tentam proporcionar estabilidade — planeando a escolaridade, os cuidados infantis e a integração social — enquanto vivem com a constante possibilidade de não conseguirem renovar o seu estatuto. Embora os programas de imigração sejam, em última análise, determinados por po-

líticas públicas e sujeitos a alterações, as consequências humanas desta incerteza são muito reais. Navegar o sistema atual exige não apenas orientação legal, mas também empatia, planeamento realista e flexibilidade num contexto que se tornou significativamente menos previsível.

MS: Na sua experiência, estas novas regras estão a criar situações de limbo legal, em que trabalhadores qualificados continuam a ser necessários para a economia, mas ficam sem opções viáveis para manter o estatuto legal? 4 - Existe o risco de algumas destas pessoas acabarem por cair em situação irregular, seja por desconhecimento, desespero ou falta de alternativas? Que consequências isso pode ter a médio e longo prazo?

DC: Esta situação é particularmente difícil para pessoas que tentam fazer a transição de visitante para visto de trabalho, ou para trabalhadores que já estão no seu segundo ou terceiro visto de trabalho e, de repente, não conseguem renovar porque um LMIA não está disponível. Com as alterações recentes, incluindo restrições aos LMIAs de baixos salários em regiões com maior desemprego, muitos empregadores simplesmente não conseguem apoiar renovações, mesmo quando querem fazê-lo.

Quando esta opção desaparece, algumas pessoas perdem o estatuto legal, muitas vezes devido a confusão, falta de informação ou desespero. As consequências podem ser graves: perda de estatuto legal, problemas de inadmissibilidade futura e opções muito limitadas para regularizar a sua situação.

Existem programas como as aplicações Humanitárias e de Compaixão (H&C), que permitem às pessoas solicitar consideração para regularização com base em circunstâncias pessoais excecionais. No entanto, estas aplicações não foram concebidas para resolver lacunas sistémicas para migrantes económicos, e os tempos de processamento podem ser extremamente longos. Isto deixa indivíduos e famílias trabalhadoras, totalmente integrados e a contribuir para a sociedade canadiana, numa situação de incerteza prolongada.

Iniciativas direcionadas, como o Out-of-Status Construction Workers (OSCW) Pilot, já forneceram apoio a um número limitado de trabalhadores. O acesso continua a ser altamente restrito e, apesar dos anúncios do governo sobre a sua reabertura, incluin-

do atualizações em março de 2024, muitos continuam à espera, sem saber quando ou como poderão candidatar-se. Para as pessoas afetadas, isto não é apenas um problema de políticas — é algo profundamente pessoal. São membros ativos das suas comunidades, pagam impostos e apoiam as suas famílias, mas encontram-se presos num limbo onde as regras já não correspondem à sua realidade.

MS: Que estratégias ou caminhos realistas podem ainda ser considerados por quem tem o work permit prestes a terminar e quer continuar a viver e trabalhar no Canadá de forma legal?

DC: Neste momento, tudo se resume à ocupação e à procura no mercado de trabalho. O Canadá está claramente a priorizar os canadianos no mercado de trabalho, especialmente em períodos de desemprego mais elevado. Isso significa que os trabalhadores estrangeiros precisam de colocar perguntas muito práticas:

• A minha ocupação está em procura?

• Responde a uma carência de mão-de-obra?

• Tem um impacto positivo no mercado de trabalho canadiano?

Os trabalhadores em setores em demanda, como saúde, certas profissões especializadas e outras funções qualificadas, continuam a ter caminhos viáveis através de programas como o Express Entry e os Programas de Nomeação Provincial (PNP), que são desenhados para responder às necessidades económicas. Também temos visto seleções direcionadas em áreas como saúde e para candidatos francófonos, onde a proficiência na língua pode melhorar significativamente a elegibilidade. Manter-se informado é fundamental. Estes programas abrem, fecham e mudam com frequência, e perder uma seleção ou uma nova via pode significar perder uma oportunidade real. Orientação adequada e ação atempada fazem uma diferença significativa. Existem também opções temporárias que podem ajudar as pessoas a permanecer legalmente no Canadá enquanto se reposicionam, como manter o estatuto de visitante, candidatar-se a vistos de trabalho abertos quando elegível, ou programas como o International Experience Canada (permissão de trabalho tipo working holiday), que continua a ser uma opção valiosa para jovens profissionais, incluindo cidadãos portugueses com menos de 35 anos.

A realidade hoje é que a imigração exige flexibilidade, planeamento sólido e atenção constante às mudanças de política. Não existe uma solução única para todos, mas ainda existem maneiras legais e estratégicas de avançar para aqueles que compreendem realmente como o sistema funciona.

MB/MS

Diane Campos. Créditos: DR.
Credito: DR

Burlas na imigração continuam a afetar milhares no Canadá

Apesar dos alertas constantes das autoridades, as burlas associadas a processos de imigração continuam a fazer vítimas no Canadá, em particular entre trabalhadores temporários e estudantes internacionais, muitos deles em situação de incerteza quanto ao futuro. Promessas de vistos rápidos, empregos garantidos ou caminhos “seguros” para a residência permanente alimentam um mercado paralelo de fraude que se aproveita da desinformação e da vulnerabilidade. Para perceber por que razão estes esquemas persistem e quais os riscos reais para quem neles cai, o Milénio falou com Sergio R. Karas, advogado canadiano e especialista certificado em cidadania e imigração.

Milénio Stadium: Que tipos de burlas são hoje mais comuns no sistema de imigração canadiano e porque continuam a ter tanto impacto?

Sergio R. Karas: Há vários ciclos de burlas, mas neste momento assistimos sobretudo a fraudes relacionadas com vistos, falsificação de documentos e, acima de tudo, pedidos de asilo fraudulentos. Este é o maior esquema em circulação. Muitas pessoas entram no Canadá como visitantes ou com autorizações temporárias de trabalho e, quando o visto se aproxima do fim, recorrem a consultores sem licença que lhes dizem: “faça um pedido de refúgio e assim consegue um open work permit”. O problema é que essas histórias são inventadas. Não se trata de uma comunidade específica — acontece em todo o lado. O que estas pessoas não sabem é que, na maioria dos casos, acabam com uma ordem de deportação condicional. O argumento usado pelos burlões é simples: como o processo de refúgio pode demorar quatro a cinco anos, a pessoa consegue ficar no país durante esse tempo, trabalhar, receber benefícios ou assistência social.

Há ainda esquemas mais recentes, como o falso “FIFA visa”, promovido por consultores que alegam existir um visto especial para assistir ao Campeonato do Mundo.

Isso é totalmente falso. As pessoas pagam, os pedidos são submetidos com base em mentiras e o dinheiro desaparece.

MS: Porque é que estas práticas continuam, apesar dos avisos do governo?

SRK: Continuam por várias razões. Primeiro, porque algumas pessoas conseguem escapar impunes. Segundo, porque há uma enorme procura. Para haver fraude são precisas duas partes: quem vende o esquema e quem está disposto a comprá-lo.

Muitas pessoas sabem que não têm qualificações para obter residência permanente, não dominam a língua, não têm experiência profissional suficiente, e já ouviram de advogados sérios que não têm hipótese. Quando alguém lhes diz “o meu amigo fez um pedido de asilo e conseguiu”, acabam por seguir o mesmo caminho.

O sistema também está sobrecarregado. Por exemplo, o Immigration and Refugee Board não tem um mecanismo eficaz de triagem para identificar rapidamente pedidos de países que não produzem refugiados. Resultado: há cerca de 300 mil pedidos num sistema desenhado para lidar com 40 mil. Com esse volume, os processos arrastam-se durante anos.

Além disso, as consequências são mínimas. Se um pedido de refúgio falso for recusado, o pior que pode acontecer é a emissão de uma ordem de deportação. As deportações são poucas face ao número de casos. Quando se deportam cerca de 18 mil pessoas por ano num sistema que lida com mais de um milhão, é uma gota no oceano.

MS: Muitos imigrantes chegam ao Canadá com promessas irrealistas de residência permanente rápida e garantida. Até que ponto estas falsas expectativas contribuem para a vulnerabilidade dos candidatos a burlas?

SRK: Sem dúvida. Promessas de resultados garantidos são o primeiro sinal de alerta. As pessoas devem consultar advogados licenciados e desconfiar de quem promete soluções rápidas ou empregos fictícios.

É verdade que muitos burlões atuam dentro das próprias comunidades linguísticas,

porque falam a mesma língua e criam uma falsa sensação de confiança. Mas também há pessoas que participam conscientemente na fraude porque sentem que não têm outra opção.

Isso aplica-se não só a pedidos de refúgio falsos, mas também a ofertas de emprego fraudulentas. Durante o período pós-pandemia, houve esquemas em que consultores propunham a pequenos empresários criar empregos fictícios. O candidato pagava até 40 mil dólares, divididos entre o consultor e o empregador, e depois devolvia parte do salário “por baixo da mesa”. Era um esquema a três, bastante comum.

MS: Que impacto tiveram estas práticas nos processos de residência permanente?

SRK: Muitas dessas falsas ofertas de emprego eram usadas para obter pontos extra na candidatura à residência permanente. O governo acabou por retirar esses pontos precisamente porque sabia que grande parte das ofertas era falsa. Era quase um segredo aberto. Há pessoas desesperadas para ficar no país que aceitam qualquer promessa. Mesmo quando o processo falha, sentem que “ganharam” cinco ou seis anos no Canadá, o que perpetua o problema.

MS: Existe o risco de as novas políticas de imigração no Canadá empurrarem trabalhadores para a ilegalidade ou exploração laboral?

SRK: Sim, esse risco é real e preocupante. O governo estima que mais de um milhão de vistos expirem este ano, mas a verdade é que não sabe exatamente quantas pessoas permanecem no país após o fim do visto. Não há dados fiáveis sobre quem saiu.

Muitas dessas pessoas não têm um caminho legal para ficar. Terão de sair ou permanecer ilegalmente. Na minha opinião, uma grande parte ficará. Trabalharão sem contrato, a receber em “cash”, porque não querem regressar aos seus países de origem.

Há ainda problemas de coordenação entre governos. Em cidades como Toronto, considerada “sanctuary city”, pessoas sem estatuto legal continuam a ter acesso a alguns

serviços. Algumas províncias prolongam cuidados de saúde ou cartas de condução. Para o sistema funcionar, é preciso transparência, coordenação e regras claras: se o visto expirou e não foi renovado, a pessoa tem de sair.

MS: Que conselhos práticos deixa a quem está a tentar renovar o seu estatuto no país?

SRK: O primeiro conselho é procurar um advogado de imigração licenciado e experiente. Evitar intermediários sem licença que prometem soluções milagrosas. É fundamental obter uma avaliação honesta das hipóteses reais.

Em segundo lugar, não participar em esquemas ilegais: nem pedidos de refúgio sem fundamento, nem ofertas de emprego falsas, nem LMIA pagos. Isso é um caminho seguro para problemas sérios no futuro.

Muitas pessoas fazem um cálculo de risco e decidem ficar ilegalmente porque acreditam que as consequências são baixas. Mas tudo isso acaba. Pode demorar, mas a realidade chega sempre.

MB/MS
Sergio R. Karas. Créditos: DR.
Credito: DR

VOX POP

Vozes do Canadá Opiniões sobre

as novas regras de imigração

O governo canadiano implementou recentemente mudanças nas regras de imigração, afetando tanto quem deseja se estabelecer no país quanto aqueles que já vivem e trabalham aqui há anos. Para entender como essas novas políticas estão impactando a vida das pessoas, conversamos com oito residentes, com idades entre 24 e 55 anos. Cada um compartilhou suas opiniões sobre as mudanças, os desafios enfrentados e possíveis soluções, além de enviar mensagens diretas ao governo. Das preocupações com a burocracia à necessidade de valorização da experiência de quem já está no país, estas vozes revelam a diversidade de sentimentos e expectativas diante de uma questão que toca diretamente a vida de milhares de imigrantes.

RMA/MS

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Não sei se são justas. Tenho medo de que pessoas qualificadas sejam barradas sem motivo claro. Isso afeta não só quem vem, mas também o mercado de trabalho.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Gera ansiedade. Quem planeava a vida para o médio e longo prazo agora tem que repensar tudo, desde trabalho até moradia.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Ter uma espécie de transição, onde quem já está no país consiga adaptar-se às novas regras sem perder direitos.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Pensem mais no lado humano e menos em processos burocráticos.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Mais rígidas, mas talvez tenham o objetivo de controlar o mercado de trabalho. Mesmo assim, quem já contribuiu não deveria ser penalizado. Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Pode atrasar processos de residência e gerar frustração. Pessoas qualificadas podem desistir de investir no país.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Caminhos claros e estáveis para regularização, sem exigir provas absurdas de cada detalhe da vida profissional.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Considerem que cada trabalhador já tem um papel na sociedade. Não façam mudanças sem planeamento humano.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Não são muito humanas. Dificultam a vida de pessoas que já estão integradas e construíram carreira aqui.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Podem causar stress, incerteza e até fazer com que pessoas experientes deixem o país, o que é uma grande perda.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Programas de estabilidade, que reconheçam experiência e permitam planejamento de longo prazo.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Valorizem quem já ajudou a construir este país. Isso é investimento, não custo.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Para mim, parecem bastante restritivas. Tenho amigos que estão a tentar renovar os vistos e já se sentem pressionados. É complicado começar uma vida aqui quando as regras mudam tão rápido.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Podem criar muita insegurança. Alguém que já está integrado, que paga impostos e contribui para a comunidade, agora pode sentir que todo o esforço não é reconhecido.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Programas que reconheçam a experiência de quem já está no país, ou vistos mais longos para trabalhadores que provem que são essenciais.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Espero que pensem nas pessoas reais, não só nas estatísticas. Quem já está aqui merece estabilidade.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Parece um retrocesso. Estão a tornar tudo mais difícil, mesmo para pessoas que já estão integradas e querem contribuir.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Pode criar insegurança e atrapalhar os planos de vida. Pessoas podem deixar de investir no país e isso é ruim para todos.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Vistos de longo prazo, mais flexibilidade e menos exigências absurdas, principalmente para quem já está no país.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Pensem no lado humano antes de mudar regras. O Canadá precisa de pessoas, não apenas de leis.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Parece que complicaram ainda mais a vida de quem já trabalha e vive aqui há muito tempo. Fica difícil planejar o futuro.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Pode gerar insegurança, stress e até fazer pessoas experientes irem embora, o que é péssimo para empresas e comunidades.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Programas específicos para trabalhadores de longa data e suas famílias, que reconheçam sua contribuição para o país.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Lembrem-se que somos pessoas, temos histórias e queremos contribuir. Não apenas números.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

São muito complicadas. Parece que não consideram quem já está estabelecido, criando barreiras para pessoas que já investiram tempo e dinheiro aqui.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

Além do stress, pode haver perda de talento. Alguns vão considerar voltar ao país de origem se sentirem que não têm futuro aqui.

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Flexibilizar os critérios, reconhecer experiência local e oferecer apoio durante a transição.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Não esqueçam que estas mudanças impactam vidas. O Canadá é grande, mas precisa de pessoas para crescer.

O que acha das novas regras de imigração do Canadá?

Estão a complicar muito, mesmo para quem já está integrado. Parece que o sistema não valoriza a experiência e o esforço das pessoas.

Como estas mudanças podem afetar quem já trabalha aqui há anos?

“Pode atrasar promoções, cidadania e até criar medo de arriscar projetos pessoais ou empresariais.”

Quais seriam as soluções para quem quer continuar a viver no Canadá?

Mais clareza nas regras, menos burocracia e valorização de quem já contribuiu para o país.

Que mensagem daria ao governo sobre estas novas políticas?

Facilitem a vida de quem já faz parte da comunidade. Isso beneficia todos, inclusive a economia.

Bruno, 29 anos
Fábio, 33 anos
Carla, 35 anos
Henrique, 27 anos
Daniel, 42 anos
Ana, 24 anos
Gabriela, 55 anos
Elisa, 50 anos

A gratidão de um país

Olá, muito bom dia. Espero que este mês de janeiro esteja a ser produtivo. Muita neve e frio, mas é “fruta da época” e não há escape possível.

Por falar em escape, o Canadá uma vez mais surpreende e não muito pela positiva.

As novas políticas de imigração já chegaram tarde, no contexto de que o pais precisa de mão-de-obra qualificada e de residência para quem realmente quer fazer algo da vida. Nos últimos anos “as portas“ da imigração quanto a mim foram abertas ao “contexto errado“ deixando entrar quem realmente não merecia.

Pergunto eu - quem vai “aguentar” um sistema que ajudou todos e quaisquer uns que pediam “ajuda”? Pedidos de refúgio, de exílio politico, religioso etc, qualquer desculpa de cariz “humanitário” para se acolherem por entre nós. E contribuir, trabalhar para agradecer o facto de poderem viver em paz?

Ou eu cada vez entendo menos, ou o Canadá fez tudo errado. Continuamos com refugiados a povoar quartos de hotéis da cidade, desde que para cá vieram a título de “salvação“ e nada fizeram. E o nosso governo, ou seja (nós contribuintes), a bancar esta “caridade”. Até quando? Isto por entre muitas outras questões...

E diga-me caro leitor/a - concorda que as pessoas que têm vistos temporários, trabalham, descontam, compram casas e estabelecem as suas famílias sejam repatriados? Porque já não servem e não se enquadram na política de imi-

gração que cada governo implementa? Tamanho desastre, evidencia falta de ética e estratégia politica e económica. O crescimento, principalmente do Canadá, tem sido possível graças a mão-de-obra da imigração. Não de quem se acomoda ao sistema. Vistos para estudantes rejeitados? Concordo, mas até certo ponto. Que fossem feitas análises concretas antes de aceitar ou rejeitar, não assim de uma forma brusca e sem sensatez. A ver onde estes decisões bruscas vão levar o sistema. Desperdiçam recursos desmedidamente em temas desnecessários e traçam o destino de cidadãos que realmente têm boas intenções no pais que escolheram para melhorar as suas vidas.

É o que é e vai valer sempre o que vale.

Até já, Cristina

Esta semana

• David Fonseca: Sinta a vibração da música nacional numa conversa intimista com um dos maiores artistas da pop portuguesa

• Acompanhe Jorge Urbano numa viagem pelas vivências e conquistas da nossa comunidade além-fronteiras.

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• .... e muito mais!

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Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

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Cristina Da Costa Opinião
Credito:

JANUARY 31, 1970

The world is grappling with a problem called immigration and Canada is not immune from this dilema. Although Canada is not unique, the consequences of years of historically high immigration, resulted in a completely screwed up system, which was working economically and socially beforeTrudeau era policies were implemented. Social rejection has resulted in divisionary forces that have affected millions of people and Trudeau’s experiment in social accommodation for all in need has failed miserably. The experiment is ending under Mark Carney but it’s too late to turn back and repair the damage done.

In 2025, the population of Canada increased minimally by about 0.9% to 41.7 million. 54,530 people moved from Canada in the first half of 2025, the highest ever recorded. Four provinces and one territory saw population decreases, Ontario, BC, Quebec, Newfoundland and Labrador and the Yukon. These provinces were generally the areas of the country where most people immigrated to. Every country needs immigration to sustain its well-being, particularly when the number of births is decreasing and economic stability is dependent on a healthy balance of immigration and birth rates and currently the imbalance should be worrisome for those looking for a job as the Canadian economy underperforms.

Canada’s great immigration experiment is ending and we are celebrating this as a success and an overdue correction. But should we be celebrating? Canada’s younger generations, including Gen Z’s are complaining they can’t find jobs and that their quality of life has suffered

because all the lower paying jobs have been taken by immigrants. It is well known that Canadians, whoever they are, do not want to do the type of work many from other countries will do, but continually complain they can’t find work. A silver spoon is much easier to ingest the honey that the hardship of work provides for the complainers, which have always existed, but now have the ear of social-democrats who feel that we have to take care of these poor people in a rich country at the cost of effective immigration. The post-pandemic rush of newcomers exacerbated housing shortages, strained public services and disrupted the job market. The government decided to hire 30,000 additional civil servants to increase the lazy pool of federal workers, which we are now trying to fire.. Many will suggest that younger Canadians are suffering because they have to compete with newcomers. I would suggest that this is a fallacy as my experience in recruiting Canadians for certain types of work is a combination of frustration as the main interest of many of the workers is to take another step in doing a social experiment in government assistance.

Currently in Canada, as with many other countries, those who are protected by the state complain that the wrong type of immigrants were let into the country. Perhaps this is a legitimate complaint but if this policy was enforced across the spectrum, I would have never been allowed to enter Canada. I struggle like many Canadians with the loose entry requirements for many as government policies with its open door rules on social experimentation has caused so much misery by failing to accept responsibility to protect those who have been accepted into this country legally.

Liberalism in accepting those in need may be an accepted practice but when policies are implemented by people who have possibly been born with a silver spoon in their mouths, there will never be an understanding of what real immigration should be about. Opening the floodgates to immigration without a strategy for Canada’s needs was a huge mistake because transformative change, which allows a country to grow is done by fair policies, which are not only good for the people coming in but also for the people who already live in the country. It was different in January 31, 1970, when immigrants came to Canada to work without any expectations of government assistance.

Apresentador

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Manuel DaCosta

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MEANDERING

If I may, I'm going to ask you to pretend for a few minutes. Pretend that the Earth is a different place. Still the same billions of people, going about their daily tasks, only the atmosphere is appeasing, even in its routine. Over the millennia, this Earth took a path of cooperation as a means of growth and prosperity. There is no politics, there is no competition.

All have purpose, and all are content. It’s not what we’ve been fed as ‘paradise’ on our Earth, used against us as a carrot on the end of a stick. Something to strive for, to earn, rather than deserve. On

that Earth, people evolve by keeping themselves tuned in to their surroundings. There is no slavery, no competition. Money lacks great importance here because no one is in need. Having more cash than someone else was of no advantage. Whatever the people need, they build, they invent, they share. It’s not perfect on this Earth, because perfection is another of those carrots I mentioned before. There are those who still need assistance, but they get it, without question, or blame. This assistance comes from those who decided that their purpose is to help, and they can do this without worrying about making ends meet. It’s Earth, without borders or kings.

Still awake? I guess this could be a dream for some, or a nightmare for others, (although I fail to see why), but I truly believe it could have happened this way. Surely, I would not have been as simplistic as I de-

picted, mainly because we as a species can be so volatile and violent, especially when in fear. And I would be remiss if I ignored the ease with which we allow ourselves to be corralled. But if thinking and education for everyone could have persevered, we may well have been living greater lives today. Even as I’m writing this, my cynicism is pushing to break through, but I know that’s only because I live on this Earth. Our reality today could have had many different scenarios. If Quantum physics can someday prove it, people of the future may be able to see them. Who knows? Anything is possible, provided we’re still around.

The fact is, we only know this reality, and in order to attain the aforementioned other, it will take more time than anyone can imagine, but it is only time. We have to stop the surprisingly few people that are running this show. We have to collective-

ly suck it up and admit we’ve been looking the other way for too long, buying the lies we’ve been fed. Now we are allowing them to punch holes in thje future for our children, and their children. These surprisingly few people are making a mockery of all of us, right to our faces. Look at Musk, he’s having a spat with that other tool who owns Ryanair. He’s angry, so he boasts that maybe he should just buy the company. He jokes about having that kind of power. This is what happens when one individual has so much money. DT wants to forcibly buy Greenland. Everything is a commodity to these people; they don’t, for a minute, consider us. To them, we are tools to use as required. But we keep them rich, powerful, fancy free. It’s about time we put our tools in the same box and start fixing this. Fiquem bem.

Raul Freitas Opinion

Blue Monday and how to get through the January Blues

January can feel like the longest month of the year. After the festive highs and the dark days of winter, many people experience low mood, fatigue, and a sense of monotony-often labeled as “Blue Monday” or the broader January blues. While there’s no single cure, there are practical, evidence-based strategies you can weave into daily life to brighten your winter and boost resilience.

What is Blue Monday?

Blue Monday is a term coined to describe the idea that the third Monday of January is the most depressing day of the year. While the science is more nuanced than a single day, the concept captures a real phenomenon.... post-holiday fatigue, cold and darker days, financial strain, and unmet New Year resolutions can contribute to mood dips and reduced motivation. Some key contributors to the January blues can be reduced daylight and circadian disruption. Weather-related inactivity along with holiday debt and financial stress. Social comparison and expectations.

Here are some of the things that l have done over the many years....and as the years go on for all of us, it does get more difficult, but keeping a positive attitude and an open mind to trying new things. I try to spend time outside during daylight hours, even on cloudy days. If possible, take a short walk at lunch or throughout the day. I also use periotic standing when the weather is very bad outside. As they say motion is lotion and keeping some type of physical movement going is the best practice. This one did not work for me, but may for you.... that is light therapy lamp in the morning if your schedule allows. Use it for 20-30 minutes daily, especially in darker months.

Dr. Carlo Ammendolia who is a regular on Insight’s suggests consistent activity, 2030 minutes most days can improve mood and energy. He suggests brisk walks, cycling, home workouts, or dance breaks. Even gentle yoga or stretching can help. I do a weekly stretch program with a registered therapist, and it has help get me flexible and mobile most day, but l still have my days. Exercise outdoors, when possible, fresh air plus sunlight can boost well-being. The latest trend that l have tries is taichi and l have not gotten enough to honestly say whether it has had any significant effect on me for the positive. I will stick this and let you know if l gain any benefits.

Dr. A will tell you that nourish your mood with a balanced approach to the winter months. His regime is a balanced program prioritizing complex carbs, lean proteins, and healthy fats to stabilize energy. The only vitamin that he recommends is vita min D and being aware of your blood lev els of which your family doctor can give you. Dr. A does not drink coffee and l asked why and his response was taste and pref erence and he decided to not drink coffee. And his last bit of recommendation is to try and not eat a heavy meal too close to bedtime.

Trying to connect with friends or folks that can help you either mentally or give you some comfort with a few laughs. However, if you are feeling isolated, connect with friends, family, or

communities with shared interests. Helping others can improve mood and sense of purpose. For some reason giving whether time or a helping hand seems to always make me feel better and it activates the part of the brain that gives you a boost of vigor and reality, give it a try.

The biggest part for me is the mental aspect of winter and getting down regardless of what people try to tell you.... sometimes l get into that funk and myself at times do not know what to do and then my mind starts to wonder. The one and only thing lately that has continued to work is breathing and drinking water. Short daily

can reduce stress. Here is my breathing tip when you get into that funk.... breath in for 4 second, hold for 7 seconds and exhale for 8 seconds and repeat 3 to 5 times.

Challenge negative thoughts with balanced evidence and reframe to more adaptive outlooks. Try to identify triggers and create a plan to minimize their impact. If you get stuck, breath and get up and move, and if you can’t move just stand at 10-to-5minute intervals. Mindfulness is a big park of keeping your mind in a positive mode and mood. Try not to be around negative people, especially during the winter months. Try to limit scrolling in tik toc and Instagram as it only put you in a spiral and your mind will wonder and those though will stay with you all night long and will disrupt your sleeping habits. Persistent low mood and if blues persist for weeks,

Fernando

Pessoa edição de Nuno Ribeiro PRÉ-HETERÓNIMOS INGLESES

Este livro de 73 páginas (Editora Apenas Livros) ´é o 14º título desta série que se iniciou em 2018 com «Escritos sobre o tédio». O subtitulo do volume é claro «Antologia de textos em inglês».

Trata-se pois de uma edição bilingue na qual Nuno Ribeiro (n.1983) é o tradutor além de assinar a introdução e ser o responsável pela edição. Fernando Pessoa (1888-1935) viveu na África do Sul entre 1896 e 1905 e não é de estranhar a sua apetência e a sua capacidade para escrever em inglês; não só

poemas mas também reflexões filosóficas e até charadas.

Além dos textos poéticos dos pré-heterónimos o livro inclui ainda o fac-símile de textos de Charles Robert Anon, uma lista de livros anunciada (Books to come) de David Merrick, uma lista de Sidney Parkinson Stool, um projecto de livro intitulado «The Death of God», um texto filosófico intitulado «Identity of Being and Not Being, uma ficha biográfica de Alexander Search, o poema «The Accured Poet» do mesmo, um envelope dirigido a Alexandra Search, um conjunto de assi-

The January blues are common, but theyoritizing light, movement, nutrition, social connection, small achievable goals, and mental health tools, you can build buffer against low mood and create a winter that feels more manageable and even enjoyable.

naturas da família Wyatt – entre outros documentos. Nota curiosa para o texto de Charles Robert Anon na página 31. «Identity of Being and Not Being - Pure Being (that is, substance) is that beyond wihich , outside which nothing can be conceived. Now, that beyond which nothing can be conceived is unbounded, indeterminate and therefore inconceivable, for we can only conceive things in so far as we determine them. Now that which is inconceivableis that in wich noting can be conceived. But that in wihch noting can be conceived is negation, not-Being. Therefore Pure Being = Pure not-Being. C.R.A.» Fica apenas uma ideia mas nada pode substituir a leitura – ela mesma – e o seu usufruto cultural.

JCF
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Uma confusão frequente com consequências políticas

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Presidenciais não são Legislativas!

Caros amigos, depois de um fim de semana em grande com bons amigos com os pés debaixo da mesa, nada melhor do que fazer uma pequena reflexão e análise das eleições presidenciais, que muitos fazem confusão e baralham tudo, outros não se conseguem ver ao espelho nem pensam bem da forma que decidem o voto. Por isso certas atitudes fazem baralhar muita gente, uma das maiores confusões que se repete em períodos eleitorais em Portugal, e que voltou a ouvir-se nestas eleições, é a mistura entre eleições presidenciais e eleições legislativas. Embora ambas sejam eleições nacionais, servem propósitos muito diferentes e produzem efeitos políticos distintos.

Nas eleições legislativas, os portugueses elegem os deputados à Assembleia da República. É dessa eleição que resulta a composição do Parlamento e, consequentemente, o Governo. O primeiro-ministro surge da maioria parlamentar e governa o país no dia a dia.

Já nas eleições presidenciais, o que está em causa é a eleição do Presidente da República, que não governa, tenham calma, não confundam as coisas, muitos acham que o presidente governa, não meus caros… mas tem funções fundamentais. Garante o regular funcionamento das instituições, pode dissolver o Parlamento, vetar leis, convocar eleições e atuar como árbitro político em momentos de crise. É um cargo unipessoal, acima dos partidos, pelo menos em teoria. É triste ouvir pessoas dizer que se fosse o… ia mudar a governação. É precisamente aqui que muitos eleitores se enganam, votar num Presidente não é votar num Governo, nem é um voto di-

reto de apoio ou rejeição ao Executivo em funções. No entanto, na prática política, os resultados presidenciais têm sempre leitura política, e foi isso que aconteceu agora. Sim claro, houve a pesada derrota de Marques Mendes, do cidadão Marques Mendes, não do PSD. A derrota expressiva de Luís Marques Mendes, sim, candidato apoiado pelo PSD, foi politicamente significativa. Não apenas pelo resultado em si, mas pelo contexto, Marques Mendes era visto como o candidato do partido que atualmente governa o país, liderado por Luís Montenegro.

Custa perceber, ou fazem que não percebem, é melhor falar do que lhes convém, alguns até festejaram como que tivessem ganhado a lotaria, valha-nos Deus e a Santa Engrácia, é claro que se percebeu que mesmo tratando-se de eleições presidenciais, o eleitorado acabou por enviar uma mensagem clara. Quando um candidato apoiado pelo partido do Governo tem um resultado

Eleições presidenciais O retrato dos resultados nas comunidades portuguesas

Deixo-vos aqui uma análise dos resultados da noite eleitoral do passado dia 18 de janeiro no que diz respeito às eleições para eleger o Presidente da República de Portugal.

Tivemos uma maior participação na diáspora com um aumento do número de votantes, em relação às eleições de 2021. “Houve votantes em 64 países, menos 6 do que em 2021. O número de votantes foi de 70.396 (4,05%) contra 27.864 em 2021 (1,98%). O número de eleitores recenseados era agora de 1.754.80 contra 1.527.519. O alargamento do universo eleitoral deve-se à implementação do recenseamento automático

em 2017. Nas eleições de 2016, apenas foram recenseados 301.463 eleitores e votaram 14.150 nos dois círculos eleitorais.

André Ventura ganhou em percentagem (41,8%) e em número de votos, obtendo 29.111 votos, 21.510 na Europa, 5.353 na América, 1.479 em África e 1.174 na Ásia Oceânia. António José Seguro obteve 23,2% dos votos, o correspondente a 16.154 votos, dos quais 12.510 na Europa, 2.155 na América, 638 votos em África e 842 na Ásia Oceânia.

A nível nacional, António José Seguro obteve 31,1% dos votos (1.754.000), André Ventura 23,5% (1.326.000), Cotrim de Figueiredo 16% (902.000), Gouveia e Melo 12,3% (695.00) e Marques Mendes 11,30% (637.300). Por países, António José Seguro venceu em 23 países e empatou em dois com André Ventura. André Ventura venceu igualmente em 23 países, Cotrim de Figueiredo em 15 e Marques Mendes em 2. Em alguns países a vota-

ção em André Ventura desequilibrou os resultados, como Suíça, França, Luxemburgo ou África do Sul. Na Escandinávia, António José Seguro ganhou em todos os países. Em alguns países onde governa a extrema-direita, como Hungria, Itália, Finlândia, Eslováquia ou Holanda, André Ventura não ganhou.

António José Seguro ganhou na Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chéquia, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Itália, Holanda, Noruega, Reino Unido, Suécia, Turquia e Ucrânia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Quénia, São Tomé e Príncipe, Coreia do Sul, Japão, Timor-Leste. André Ventura venceu em Andorra, França, Luxemburgo, Sérvia, Suíça, África do Sul, Angola, Moçambique, Namíbia, Senegal, Tunísia, Zimbabué, Austrália, Índia, Israel, Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, USA, Venezuela.

Cotrim de Figueiredo venceu em Chipre, Croácia, Eslováquia, Espanha, Hun-

fraco, isso é lido como um sinal de desgaste político, descontentamento ou, no mínimo, falta de entusiasmo do eleitorado. Mas tenham calma, não significa, automaticamente, que o Governo caiu em desgraça ou que perdeu legitimidade para governar, muitos gastaram foguetes parece que iam governar, chama-se a isso políticos de meia tigela, não confundam as coisas, o que isto significa é que o capital político do PSD não se transferiu para o seu candidato presidencial, e isso é sempre relevante. Ah... esperem aí, depois vieram os aflitos reclamar porque o primeiro-ministro não declarou apoio a nenhum dos candidatos na segunda volta. Meus caros virem-se para a senhora dos aflitos que vos pode ajudar, muitos parabéns ao primeiro-ministro, aquele silêncio estratégico de Montenegro perante a ida a uma segunda volta, o facto de o primeiro-ministro Luís Montenegro não assumir apoio público a nenhum dos candidatos é tudo menos inocente. Trata-se de uma decisão política calculada, menos inteligente é os que julgavam que ele ia abrir caminho, e reparem, há várias leituras possíveis. Proteção do Governo, ao não se associar a nenhum candidato, Montenegro evita que uma eventual derrota na segunda volta seja interpretada como mais uma derrota direta do Executivo, depois tem o reconhecimento da autonomia presidencial, o silêncio pode ser apresentado como respeito pela natureza suprapartidária do cargo de Presidente da República, chama-se a isto saber estar na posição. Mas ainda tem outras importantes, como, as consequências políticas, no curto prazo, não há consequências institucionais diretas, o Governo mantém-se em funções, o Parlamento não muda e não há crise formal.

Uma coisa é certa e o PSD tem de olhar em frente porque, no plano político, há sinais importantes, o Presidente que vier a ser eleito poderá sentir-se mais autónomo e menos condicionado pelo Executivo. Depois disto tudo, a conclusão, apesar de as eleições presidenciais não servirem para escolher governos, os eleitores usam-nas muitas vezes para enviar mensagens políticas. E a mensagem deste fim de semana foi clara, o apoio partidário, por si só, já não garante vitórias, e o eleitorado está mais atento, mais crítico e menos previsível. Para um bom entendedor, meia palavra basta, a esquerda cada vez está mais fragilizada. Bom fim de semana!

gria, Irlanda, Polónia, Roménia, Marrocos, Catar, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Tailândia, Panamá e Perú. Marques Mendes venceu na China e no Uruguai.”

Em democracia devemos sempre respeitar as opiniões de quem vota. E queria dizer que respeito é algo que deveria pautar esta segunda volta que agora começa e que culmina com a eleição em 8 de fevereiro, (7 e 8) aqui nas comunidades portuguesas. Apelo para que se discutam ideias e que impere o bom senso. É possível trocar ideias e ideais sem agredir, sem maltratar, sem levantar a voz. Portugal precisa de todos nós com civismo e urbanidade, saberemos, estou certo, dar a resposta para o que o país precisa. Temos duas escolhas. Nestas eleições não existem candidaturas de partidos, existem candidaturas de cidadãos que têm as suas ideias para o país. Nós só temos que votar e escolher o que achamos melhor para Portugal. Viva a Democracia.

“Democracia é a pior forma de governo, exceto por todas as outras formas que já foram tentadas na história” - Churchill

Vítor Silva Opinion
Augusto Bandeira Opinião

A FORÇA DAS PALAVRAS

Há palavras de vida há palavras de morte

Há palavras imensas, que esperam por nós

E outras frágeis, que deixaram de esperar (…)

Mário Cesariny

Aida Batista Opinião

"Há palavras que nos beijam/como se tivessem boca (...)", assim começa a letra de uma canção interpretada por Mariza. E assim é! Há palavras que beijam, acariciam, aconchegam, afagam, mimam e ninam, como as canções de embalar

antes de adormecer. Outras há que mordem, arranham, queimam, ferem, magoam, chegando mesmo a matar. Por isso, todas elas devem ser manuseadas com cuidado, porque nunca sabemos se quem as ouve as recebe como carícia ou arma de arremesso.

Quandopenso em palavras, lembro-me de um embaixador americano que, na hora de deixar Portugal, deu uma entrevista a um periódico português, em que confessou gostar muito da palavra «pantufa», por tudo quanto lhe estava associado. Passei a olhar para a pantufa com os olhos de um estrangeiro e concluí que ele tinha razão. Uma palavra não é um corpo neutro, pois encerra todo um universo de significantes. E, para ele, as pantufas eram descanso, conforto, o “choco” do sofá; mas também podem incomodar, e muito, se as virmos, aos pares e imóveis, ao lado de uma cama de hospital ou nos pés de um doente que arrasta a morte, vagarosamente, para enganar o curso da vida. Eu, por exemplo, gosto muito da palavra ombro, não pelo que ela de anatomicamente representa, mas por um outro significado mais intimista que lhe incorporo - o lugar que nos basta para um encosto porque, ombro acima, encontramos um ouvido que escuta as mágoas de qualquer desgosto. Há, contudo, palavras em que ninguém toca, caíram no esquecimento como crianças para quem ninguém olha no momento de adoção. Mas elas continuam a gritar que existem, porque continuam a fazer parte do vocabulário de alguém, apesar de não serem usadas. Em outubro passado, estive no Namibe (Angola) para dar uma formação a professores do ensino básico. Numa das aulas, fizemos referência a arcaísmos e um dos que dei como exemplo foi “à guisa de”. Para grande espanto meu, os for-

mandos disseram-me que ainda a usavam. Afinal, aquilo que é um arcaísmo para nós, mantém-se vivo como uma relíquia, no léxico de um país que tem o português como língua oficial.

Se hoje aqui invoco a força das palavras é porque, ultimamente, tenho constatado um espaço público contaminado por palavras sabujas e grosseiras, que fui educada a não proferir e hoje se vulgarizaram. A sua utilização, com mais frequência, é um indicador de que se tende para uma normalização da deselegância no trato. Quando se banaliza a prática da falta de maneiras na linguagem, hoje ampliadas pelas redes sociais, e tudo se confunde com liberdade de expressão, então não nos admiremos que o discurso público seja cada vez mais pobre roçando mesmo a boçalidade.

Acabámos de passar um longo período de campanha eleitoral para as presidenciais, que vai continuar por causa da escolha de um dos candidatos na segunda volta. Iremos ter muitas ações de campanha, entrevistas e debates a dois. Pela natureza de um dos candidatos, sabemos que as intervenções poderão vir embrulhadas num tipo de linguagem muito baixa, desligada do conteúdo das ideias que venham a ser defendidas. Espera-se que o espírito cristão que o mesmo advoga, tenha em conta uma das máximas de Madre Teresa de Calcutá, quando nos diz que “As palavras que não dão luz aumentam a escuridão”.

Pense-se, por isso, que a melhor e única maneira de ser esclarecido não é falar alto, gritar, gesticular, insultar ou falar por cima do outro. A eleição é para escolher o mais alto magistrado da nação, alguém que nos saiba representar enquanto país. E a condição primeira é ser educado! Por isso, como num jogo de espelhos, voto em quem me reflete: no decoro e na decência.

Liga dos Bombeiros Portugueses homenageia Manuel Carvalho, benemérito da diáspora luso-americana

Bastos Opinião

Um dos pilares fundamentais da proteção civil em Portugal, os bombeiros desempenham um serviço essencial em múltiplas frentes: socorro em acidentes rodoviários, combate a incêndios, resposta a desastres naturais e industriais, emergência pré-hospitalar e transporte de doentes, abastecimento de água às populações, salvamento de náufragos, bem como ações de prevenção, formação e sensibilização junto das comunidades.

Exemplos maiores de altruísmo e cidadania, nem sempre reconhecidos com a justiça devida pelos poderes públicos, as corporações de bombeiros em Portugal enfrentam, de forma recorrente, sérias dificuldades estruturais, resultantes da crónica escassez de meios financeiros, que em muitos casos condiciona a prestação de serviços essenciais às populações.

Ao longo dos últimos anos, parte desses constrangimentos — frequentemente agravados por contextos de crise económica — tem sido mitigada graças à generosidade de emigrantes portugueses que, um pouco por todo o território nacional, se constituem como um apoio vital ao funcionamento das corporações e à prossecução da sua missão humanitária.

Um exemplo paradigmático dessa solidariedade encontra-se na figura do emigrante luso-americano Manuel Carvalho, natural de Tamengos, no concelho de Anadia. Empresário de referência na área da restauração em Mineola, localidade situada a cerca de 30 quilómetros de Nova Iorque, onde aproximadamente 15% dos cerca de 21 mil habitantes são de origem portuguesa, Manuel Carvalho tem vindo, ao longo de várias décadas, a dinamizar um conjunto significativo de iniciativas de apoio aos Bombeiros Voluntários de Anadia, associação humanitária fundada em 1933.

A sua notável filantropia tem permitido encontrar soluções concretas para apetrechar esta corporação do coração da Bairrada. Entre as várias ações desenvolvidas, destaca-se a iniciativa promovida após ter tomado conhecimento das dificuldades financeiras vividas pelos bombeiros da sua terra natal, no verão de 2016. Esse contexto levou-o a organizar, no início do ano seguinte, um evento solidário de grande impacto. O jantar, realizado na Churrasqueira Bairrada, estabelecimento de que é proprietário - uma referência no seio da comunidade nova-iorquina- mobilizou a comunidade luso-americana de Mineola e permitiu angariar cerca de 25 mil euros, verba entregue à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Anadia, destinada a apoiar obras no quartel e a aquisição de uma viatura operacional.

Esta generosidade constante e desinteressada para com a corporação do seu torrão natal é acompanhada por um envolvimento igualmente ativo no apoio aos bombeiros do território de acolhimento e da terra de origem da sua esposa, Jackie Carvalho. Em reconhecimento desse percurso, Manuel Carvalho é Bombeiro Honorário em Mineola e recebeu, em 2023, a mais alta distinção honorária atribuída pelos Bombeiros da República do Panamá.

Ainda no final desse ano, no âmbito das comemorações do 90.º aniversário dos Bombeiros Voluntários de Anadia, foi entronizado como “Embaixador dos Bombeiros Voluntários de Anadia em Mineola”. Na mesma cerimónia, foi-lhe atribuído o título de sócio benemérito n.º 1365, bem como um Diploma de Reconhecimento da Associação Humanitária.

É neste quadro de mérito amplamente reconhecido que, no passado dia 10 de janeiro, Manuel Carvalho foi distinguido, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Anadia, com a Medalha de Agradecimento da Liga dos Bombeiros Portugueses. Esta distinção, atribuída pela confederação que representa as associações e corpos de bombeiros voluntários e profissionais em Portugal, destina-se a galardoar pessoas singulares ou coletivas que pratiquem atos de especial relevância em prol da causa dos bombeiros portugueses, em território nacional ou em missões de apoio internacional.

Na cerimónia marcaram presença, entre outros responsáveis, o Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, António Nunes, e o Presidente da Mesa dos Congressos da Liga, Luís António Vicente Gil Barreiros. Nos fundamentos da distinção, é sublinhado o contributo do «Benemérito Manuel Carvalho, Embaixador dos Bombeiros Voluntários de Anadia em Mineola, por atos de relevância ao serviço da Causa dos Bombeiros Portugueses».

Uma distinção que honra não apenas o percurso de Manuel Carvalho, mas também a melhor tradição solidária da diáspora portuguesa, que continua a fazer do compromisso cívico e da gratidão às raízes uma marca identitária incontornável.

O empresário e benemérito luso-americano Manuel Carvalho, no decurso da cerimónia de atribuição da Medalha de Agradecimento, no Quartel dos Bombeiros Voluntários de Anadia, distinção conferida pela Liga dos Bombeiros Portugueses. Créditos: DR
Crédito: DR
Daniel

A quem serve a neutralidade

Ninguém é verdadeiramente neutro numa disputa destas. Quem alimenta equívocos em relação à segunda volta destas eleições presidenciais, não está à margem da mesma. Aceita e normaliza quem a pretende travar como um combate contra o socialismo, quando se trata antes da defesa da democracia, da liberdade e da tolerância.

Ninguém pode dizer que foi apanhado de surpresa. Quando se recusou a excluir um apoio a Ventura, Cotrim afirmou ter perdido a cabeça. Marques Mendes respondeu que “há limites que não se diluem, nem por cálculo eleitoral, nem por conveniência do momento.” Afinal, a palavra de nenhum vale alguma coisa. Em ambos os casos, o “cordão sanitário” era uma ideia necessária apenas enquanto fosse útil para segurar eleitores moderados na primeira volta. Consumada a derrota, a história é outra. Todos nos recordamos da dignidade de outros tempos e de outras geografias. De um país que, tanto com Costa como Montenegro, premiou quem dizia “não é não”. De França, onde já por diversas vezes, da esquerda à direita, uma “frente republicana” se uniu em torno do candidato mais bem colocado para derrotar Le Pen e os seus apaniguados. Da unidade histórica dos democratas na Polónia, onde já venceram, ou na Hungria de Órban, fã confesso de Ventura que agora Magyar promete derrubar. Infelizmente, tudo isto parece distante das cúpulas liberais e sociais-democratas, aparentemente ressentidas com a desilusão eleitoral. O idealismo deu lugar ao cinismo, logo agora que mais precisávamos dele, quando não nos

podemos dar ao luxo de relativizar os nossos princípios. Porquê e para quê? Nesta encruzilhada dramática da nossa vida em comum, temos de enfrentar de forma lúcida as razões que podem informar uma decisão destas.

A verdade mais pura, que ecoa nos corações, é que a direita ainda não se adaptou a um país que mudou. Arreados do poder durante a maior parte dos últimos 30 anos, os políticos de direita cresceram numa cultura política de combate ao PS, dando por garantida a democracia liberal que tinha, afinal, conquistado o “fim da história”. Ainda em 2023, Montenegro considerava que o maior problema da política portuguesa era o socialismo, não o populismo. É por força de hábito que alguns perfilham da falsa dicotomia de Ventura.

Por detrás deste apego ao passado há mais que nostalgia. Na longa travessia do deserto da direita portuguesa, a moderação de Rio trouxe-lhes formidáveis derrotas, ao par que a extrema-direita se agigantou e lhes ameaça o espaço político. Na boçalidade icónica de Hugo Soares há mais do que personalidade e paixão: há a suspeita de que é preciso ser-se duro e falar alto para captar atenção e recuperar eleitorado.

A intuição é a de que o seu sucesso não está na consolidação do “centro”, que pode estar fugido do PS apenas temporariamente, mas na disputa com a extrema-direita nos seus termos. Para isso, a AD tem-se aproximado desta em matérias como a imigração ou os costumes. Por isso, Montenegro não podia desocupar esse espaço e deixar-se colar aos demais partidos “à sua esquerda”.

Para o fim pretendido, é uma má estratégia. Em primeiro lugar, por renunciar a liderança do seu campo político. Nada é mais importante em política do que a perceção de força. Em segundo lugar, porque os eleitores do CHEGA têm origens (e logo, potenciais regressos) mais próximos da esquerda do que propriamente do PSD.

Em terceiro lugar, porque os eleitores que o PSD (e a IL) perder para Ventura nestas presidenciais poderão nunca mais voltar. Por um lado, porque as ideias insidiosas têm essa forma de se infiltrar de forma profunda nas consciências. Mas, sobretudo, porque quem ultrapassa a linha da decência para aceitar votar Ventura uma vez não terá problemas em fazê-lo novamente. Não é assim que Montenegro vai conseguir esvaziar a extrema-direita.

O erro está, porém, em colocar aí o seu fito. Depois da hecatombe do PS, o PSD tinha a oportunidade perfeita para tentar a “Macronização”, projetando-se como último reduto dos “moderados” contra o radicalismo. Seria esvaziar, em vez de combater o PS - uma tática que funciona melhor com quem está entre a espada e a parede, do que com um CHEGA que encontra sempre novos cúmulos da radicalização. Esse argumento está, porém, permanentemente descredibilizado: quaisquer eleitores que se possam mobilizar contra o radicalismo não irão nunca perdoar Montenegro pela indiferença entre Seguro e Ventura.

Se não é pelos valores, se não é pela estratégia política, será por estratégia parlamentar que o partido do Governo quer ficar de fora da segunda volta? Pedro Santos Guerreiro aventa essa hipótese, perspetivando a neutralidade como preço para poder continuar a poder negociar com o Chega no Parlamento. Deve-se dizer que não foi isso que prometeu em eleições. Depois, não precisa de ter o Chega como parceiro quando sabe poder contar com o PS para preservar a estabilidade. Todavia, se Montenegro acha que Ventura vai ficar agradecido com o seu silêncio, veremos o que acontece no cenário provável de que Ventura tenha mais votos do que a AD teve nas Legislativas. Este “appeasement” conhecerá o mesmo destino que todos da história – os líderes aplacados ficam em-

poderados a exigir mais. Graças ao “nim” do PSD, a vida do Governo no Parlamento será mais difícil daqui para a frente. A cobardia do líder do executivo não se fica, contudo, pela política interna. Enquanto escolhemos o nosso Chefe de Estado, Trump ameaça invadir a Gronelândia, território do aliado reino da Dinamarca. Tal como já havia sancionado cidadãos europeus por trabalharem no Tribunal Penal Internacional ou por terem legislado regras para as gigantes tecnológicas (americanas), o atual ocupante da Casa Branca quer aplicar tarifas aos países que se prontificaram a colocar militares para defender a soberania. É uma tentativa de extorsão e coação económica intolerável, sobre a qual não é possível ficar calado nem indiferente. É, claro, a sequência lógica para a impunidade com que pôde intervir na Venezuela. O governo português não condenou a violação do direito internacional, achando-a “benigna”. Muitos relativizaram, pois poucos guardam saudades da ditadura de Maduro. Mas, então, e agora? Mesmo tratando-se de ameaças perante aliados, mesmo quando isso põe em causa a Aliança Atlântica de que fomos fundadores, mesmo quando todos os outros países europeus reagem, o nosso Governo nada diz.

Em Portugal como lá fora, a neutralidade não nos protege de quem nos ameaça. Fortalece-os. Legitima-os. E enfraquece-nos. O nosso país não se pode resumir à tragédia de homens fracos. Somos muito melhores que isso, como aliás já se começou a ver com a torrente de políticos de direita a apoiarem o candidato democrata nesta segunda volta. Esta será uma eleição sobre moderação e compromisso, sobre unir o país ao invés de o dividir pelo ódio. Mas será também, e sempre, uma eleição sobre a clareza dos nossos valores, a esperança na nossa força coletiva e a coragem de fazer o que está certo.

Miguel Costa Matos Opinion
“Os açorianos que residem fora sentem a ligação às suas

raízes com maior

intensidade”

Katia Guerreiro. Nascida na África do Sul e “renascida” em Ponta Delgada aos 11 meses, Katia Guerreiro traz agora à Capital Portuguesa da Cultura 2026 o sentimento de ser "filha da terra”, alinhando o seu percurso artístico com uma profunda ligação aos Açores. Entre a Medicina e o Fado, entre a Viola da Terra e os palcos internacionais, a comissária de Ponta Delgada 2026 quer transformar “O Lugar do Amanhã” num projeto que semeie pensamento crítico e novos públicos, sobretudo entre crianças e jovens.

Katia Guerreiro contou que aceitou o desafio de comissariar a Capital Portuguesa da Cultura em 2026 porque “os açorianos que residem fora do arquipélago sentem a ligação às suas raízes com maior intensidade”, pelo que regressar e contribuir para a comunidade onde cresceram, colocando toda a experiência adquirida ao serviço da região, é um desejo sempre presente. A fadista recordou ainda que, embora o convite tenha ocorrido no final de 2023 e a nomeação oficial tenha sido anunciada a 15 de abril de 2024, apenas assumiu funções formais no dia 3 de fevereiro de 2025.

A programação terá início a 29 de janeiro, no Coliseu Micaelense, com o espetáculo “Deixa Passar a Vida”, ponto de partida simbólico para um ano em que Ponta Delgada se apresenta como “Lugar do Amanhã”. “O tema da Capital Portuguesa da Cultura 2026 é ‘O Lugar do Amanhã’, focando na cultura e educação como peças fundamentais. Queremos deixar sementes nas crianças e jovens, promovendo o pensamento crítico e criando novos públicos e criadores”, explicou.

Da missão cultural à motivação pessoal, a fadista sublinha que é com forte sentido de pertença e responsabilidade que conduz esta iniciativa.

“Há uma vontade de contribuir para que esse território possa beneficiar de ainda maior criação, que é bastante vibrante, e de maior fruição, inclusive de poder fazer chegar muita coisa de qualidade que vai girando pelo mundo e a toda a gente. Há uma vontade genuína de contribuir. E, a partir do momento em que eu recebo esse convite, achei que era essa a minha oportunidade, era esse o meu momento. E foi um apelo que chegou por algum motivo”, afirmou.

A ligação de Katia Guerreiro a Ponta Delgada é muito forte, sendo esta a cidade do seu coração, ainda que, por circunstâncias do percurso de vida dos pais, tenha nascido na África do Sul.

“Eu costumo dizer que nasci a segunda vez em Ponta Delgada aos 11 meses de idade, quando cheguei à ilha. Fisicamente nasci na África do Sul, por circunstâncias da fuga dos meus pais de Angola, mas é em Ponta Delgada que me reconheço; foi onde comecei a andar, a falar e a crescer rodeada de um lugar marcante que vincou a minha personalidade. Senti-me totalmente açoriana e ‘filha da terra’ quando o Dr. José Manuel Bolieiro me anunciou num espetáculo de solidariedade no Coliseu como sendo ‘mais açoriana do que muitos açorianos’”, contou.

Foi em São Miguel que a artista cresceu e onde a música, que nem sempre esteve no centro da sua vida, a acompanhou desde cedo e acabou por traçar o rumo da sua carreira. “Sempre fui muito melómana. No ciclo preparatório, a minha professora de música na Escola Roberto Ivens perguntou-me porque não me inscrevia no conservatório, dizendo que eu escrevia ditados musicais como quem escreve por-

tuguês. Guardei essa frase, mas, por timidez, não segui o conselho na altura. Mais tarde, aproximei-me da música de forma informal na Igreja Matriz de Ponta Delgada e, aos 15 anos, entrei para o Rancho Folclórico de Santa Cecília, onde aprendi a tocar Viola da Terra. Foi lá que ouvi o Fado pela primeira vez”, recordou. Foi, no entanto, quando foi para Lisboa estudar Medicina que aprofundou essa relação com a música, agora em paralelo com a vida académica. “Quando vim para Lisboa estudar Medicina, trouxe a Viola da Terra e fundei a Tuna Médica de Lisboa. Durante os seis anos da faculdade, a música era um passatempo, mas tornou-se um escape essencial para a minha organização e saúde mental, especialmente no difícil terceiro ano”, contou, realçando que era a única estudante no país a utilizar a Viola da Terra numa tuna académica.

O cruzamento entre vocação artística e formação médica ganhou expressão plena em 2000, quando começou a carreira profissional no Fado. “O João Braga ligou-me no dia em que terminei o meu último exame da faculdade, convidando-me para cantar no Coliseu de Lisboa numa homenagem à Amália Rodrigues. Eu já cantava em tertúlias e casas de fado vadio, onde conheci o João Veiga e o filho do Alfredo Marceneiro. Aceitei o convite do Coliseu de forma inconsequente, mas o espetáculo foi transmitido na TVI e as críticas foram tão fortes que, dois meses depois, estava a gravar o meu primeiro álbum, ‘Fado Maior’”, revelou. A artista ainda exerceu Medicina durante 12 anos, fazendo urgências hospi talares em locais como Évora e Montemor, e tendo deixado a prática formal quando a filha nasceu, embora continue inscrita na Ordem dos Médicos. Do palco de Portugal aos grandes centros culturais internacio nais, Katia Guerreiro tem vindo a somar momentos marcantes ao longo de 25 anos de carreira.

“É difícil escolher. Um momento mar cante foi ser condecorada pelo governo de França como Chevalier da Ordem das Ar tes e Letras. Outro foi nos ‘Encontros para a Europa da Cultura’ em Paris, onde, num painel com figuras como Costa Gavras e Jeanne Moreau, pediram-me para cantar um fado a capella. Cantar Sofia de Mello Breyner e ver toda aquela plateia aplaudir de pé foi um orgulho imenso por represen tar a minha língua e o meu país”, elencou.

E, apesar de toda a carreira internacio nal e de grande sucesso, Katia Guerreiro realça: “Levo sempre os Açores comigo”, reforçando que, embora o Fado esteja mui to associado a Lisboa, o seu percurso é in dissociável das influências do cancioneiro açoriano, que moldou a sua forma de sentir e viver a música.

AO/MS

Segurança

AUTONOMIAS

Social lança novo modelo para simplificar ciclo

contributivo na Madeira

A Segurança Social lançou o novo modelo Simplificação do Ciclo Contributivo (SCC), que reduz a burocracia para as empresas e simplifica a comunicação de salários e o cálculo de contribuições.

Deixa de ser obrigatório o envio mensal da Declaração Mensal de Rendimentos (DMR), passando a Segu

dia 20 do mês seguinte — caso contrário, são considerados aceites.

O SCC aplica-se a entidades empregadoras, incluindo trabalhadores independentes com funcionários, e será implementado de forma gradual ao longo de 2026, tornando-se obrigatório a partir de 1 de janeiro de 2027. O novo modelo promete poupança de tempo e custos, maior automatização e

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Toronto uniu-se por Barcelinhos

Comunidade Portuguesa mobiliza-se para apoiar Bombeiros

A comunidade portuguesa em Toronto voltou a mostrar união no jantar solidário da A.M. Barcelos Toronto C.C., realizado no sábado, 17 de janeiro, no salão da Liuna Local 183. Cerca de 500 pessoas participaram do evento, dedicado aos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, com o objetivo de angariar fundos para a compra de um Veículo Urbano de Combate a Incêndios. A noite ficou marcada por um ambiente de convívio e animação, com um jantar cuidadosamente confecionado pela Europa Catering. No palco passaram vários artistas e grupos, entre os quais o Duo Raça Latina, o Grupo de Cantares da A.M. Barcelos, Os Bombos do Arsenal, as Rusgas da Associação Cultural do Minho, as Rusgas do Arsenal do Minho e a cantora Sara Dantas. A animação prolongou-se ao longo da noite, reforçando o caráter festivo e comunitário da iniciativa.

Para além de José Eustáquio, presidente da ACAPO que deixou uma mensagem de orgulho e união, o jantar contou também com a presença de vários dignitários ligados aos Bombeiros de Barcelinhos, sublinhando a ligação próxima entre a diáspora e a terra de origem. José Costa,Presidente da Direção dos Bombeiros V. de Barcelinhos, agradeceu o envolvimento de todos os que tornaram a iniciativa possível, sublinhando que só com união é possível realizar eventos desta dimensão. O responsável explicou ainda que o valor angariado será aplicado na compra de uma nova viatura de combate a incêndios, um investimento essencial, uma vez que o veículo atualmente em serviço tem cerca de 40 anos e se encontra desatualizado. A nova viatura representa um custo aproximado de 300 mil euros, sendo este jantar o pontapé de saída para a campanha de angariação de fundos destinada à sua aquisição. “Somos bombeiros voluntários, sempre prontos a ajudar quem está do ou-

tro lado. Sabemos que muitos de nós têm família cá e lá, e é reconfortante sentir que, quando for preciso, haverá também alguém a cuidar das nossas famílias”, acrescentou.

Por seu turno, José Beleza, Comandante dos Bombeiros V. de Barcelinhos e Comandante Operacional dos Bombeiros Portugueses ,destacou que “apesar da distância geográfica, o apoio da comunidade emigrante, nomeadamente em Toronto, mostrou-se determinante, refletindo um forte espírito de solidariedade. O comandante frisou a importância da união, do envolvimento comunitário e do esforço da direção para criar melhores condições, permitindo atrair jovens para o voluntariado e fortalecer a missão dos bombeiros junto da população.

A organização liderada por Vitor Santos, Presidente da Associção Migrante de Barcelos, agradeceu publicamente o apoio dos inúmeros patrocinadores e voluntários que tornaram possível a realização do evento, bem como a generosidade de todos os participantes. A iniciativa foi considerada um sucesso por Vítor Santos, reforçando que “foi o culminar de vários meses de preparação e contou com o apoio significativo do público, apesar das dificuldades económicas atuais. A angariação de fundos vai continuar, estando ainda aberta a receção de donativos a favor da corporação, uma das maiores do país, com cerca de 35 mil sócios. Vítor Santos sublinhou ainda o papel da Associação Migrante de Barcelos na promoção da cidade, da solidariedade e do apoio às causas sociais, reforçando que a colaboração com a comunidade e com instituições locais é para manter. Relativamente a 2026, o presidente revelou que a associação terá um ano repleto de iniciativas, com destaque para a Valentine’s Night e o Carnaval (14 de Fevereiro), que serão celebrados em conjunto a 14 de fevereiro. Estão igualmente previstos eventos como, entre outros, o Festival do Marisco, a Noite Branca, o aniversário dos Moto-Galos e o Festival de Verão.

No campo cultural, a exposição inaugurada no ano passado pela associação continuará a sua digressão internacional, passando pelo Canadá, nomeadamente agora por Montreal, reforçando a divulgação cultural de Barcelos além-fronteiras. Mais do que números (a serem depois anunciados), discursos ou um jantar solidário, esta noite foi a prova viva de que a distância nunca apaga o sentido de pertença. Em cada gesto, em cada aplauso e em cada contributo, sentiu-se o coração de Barcelos a bater em Toronto. A comunidade emigrante mostrou que a solidariedade não conhece fronteiras e que a memória da terra natal continua a ser um farol que guia ações concretas. Ao apoiar os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, estes portugueses reafirmaram valores de entreajuda, compromisso e humanidade, deixando claro que, quando a causa é nobre, a união transforma-se em força e esperança. Este jantar foi apenas o início de um caminho coletivo onde a diáspora continua a ser um pilar essencial no cuidado, na proteção e no futuro de quem ficou.

Manuel Da Costa recebeu dirigentes e empresários de Barcelinhos

No dia anterior, na Peach Gallery, Manuel Da Costa — empresário, filantropo, CEO da Magellan Community Foundation e presidente da Viana Roofing & MDC Media — recebeu a comitiva que veio de Barcelos, reforçando a importância da ligação entre Portugal e o Canadá, seja ela cultural ou empresarial.

“Cada vez mais têm de existir estas ligações, porque vivemos num mundo empresarial global. É assim que funcionam hoje as empresas e a economia mundial. Não podemos estar apenas focados no local onde vivemos”, explicou Manuel Da Costa.

Num espaço que é seu, o empresário comentou ainda a iniciativa da Associação Migrante de Barcelos, destinada a “dignificar a cultura portuguesa entre a comunidade emigrante”. Aproveitando a ocasião, Da Costa deixou uma mensagem de orientação às associações e clubes locais: é fundamental desenvolver uma visão estratégica. “Esses clubes e associações têm de fazer uma expansão mental, perceber por que existem e qual será o seu futuro. Isso é o principal fator para a sua sobrevivência, pois estas entidades são muito importantes para a nossa comunidade”, afirmou. Manuel Da Costa salientou que não basta realizar dezenas de eventos apenas para manter a atividade, sem qualidade e com salas vazias. “Mais vale fazer poucas festas bem organizadas, que gerem receita suficiente para garantir a sustentabilidade destas associações. É dessa forma que eu encaro o futuro”, concluiu.

Por sua vez, José da Costa, também um dos empresários mais destacados de Barcelos, destacou a oportunidade de criar pontes económicas entre Portugal e o Canadá, sobretudo na área têxtil, embora atue também na indústria automóvel. Em visita a Toronto, revelou que já colaborou com uma marca canadiana e vê potencial para novas oportunidades, impulsionadas pelas turbulências económicas e geopolíticas globais. Aproveitou ainda uma visita ao Consulado Português para reforçar contactos empresariais, mostrando que é possível conciliar iniciativas humanitárias com objetivos de expansão internacional das empresas portuguesas.

Para além de Manuel Da Costa, José da Costa e Vítor Santos, a visita contou com a presença de José Beleza, empresário no ramo farmacêutico, e de Fernando Miranda, diretor dos Bombeiros de Barcelinhos e também com percurso profissional ligado ao setor empresarial. A visita reforçou a importância das ligações culturais e empresariais entre Portugal e Canadá, destacando a necessidade de visão estratégica e sustentabilidade das associações, ao mesmo tempo que abriu portas a novas oportunidades de cooperação económica e internacional.

RMA/MS

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Aproxima-se o Segundo Encontro Vianense em Toronto

Caros leitores do Milénio, em especial todos os residentes no Ontário com raízes em Viana do Castelo e um carinho especial pela cultura do Alto Minho, aproxima-se o Segundo Encontro Vianense, dando continuidade ao formato do evento realizado em maio de 2025.

Oprimeiro encontro, realizado no ano passado, ficou marcado pela forte participação da comunidade e pelo elevado valor cultural do programa apresentado. Em 2026, por razões profissionais e por respeito a todos os que se irão deslocar a Toronto vindos de Viana do Castelo, muitos deles ligados às áreas do ensino e da saúde, foi necessário proceder a um ajustamento das datas. Assim, o evento irá decorrer nos dias 10 e 11 de abril, datas já anteriormente comunicadas a clubes, associações e amantes da cultura regional.

Este Encontro Vianense conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Associação de Grupos Folclóricos do Alto Minho (AGFAM), parceira essencial na organização e preparação artística do evento. Em Toronto, a iniciativa beneficia ainda da colaboração de clubes locais e do empresário Manuel DaCosta, nomeadamente na disponibilização de espaços para a realização das atividades culturais.

Os trabalhos de preparação já estão em curso. Tal como na primeira edição, voltará a ser apresentada uma seleção de folclore, um dos momentos mais marcantes do encontro de 2025. Foi particularmente emotivo ver vários grupos folclóricos, representando diferentes freguesias, reunidos num só espetáculo, com elementos dos seus próprios grupos a defenderem as suas origens. Esta organização esteve, e estará novamente, a cargo da AGFAM, incluindo a preparação do grupo que se deslocará a Toronto, tarefa exigente que requer grande coordenação e dedicação.

No dia 11 de abril, o formato será semelhante ao do ano anterior, com jantar e espetáculo protagonizado pelo grupo vindo de Viana do Castelo, reservando-se ainda momentos especiais de animação. Os reconhecidos cantadores Augusto Canário e Cândi-

do Miranda integrarão a comitiva e irão animar a noite com as tradicionais desgarradas à moda do Minho, uma expressão cultural profundamente enraizada na identidade vianense.

Está igualmente a ser confirmada a presença dos DJ Tuga Nights, que prometem música para vários públicos, com especial destaque para os êxitos dos anos 80. A animação da noite ficará assim repartida entre o folclore tradicional, as cantigas ao desafio e, numa fase posterior, a música dos DJ.

No dia 10 de abril, véspera do evento principal, estão previstas várias atividades culturais, dependentes das condições climatéricas, da disponibilidade dos artistas vindos de Portugal e dos espaços a utilizar. Espera-se uma forte adesão dos grupos folclóricos locais e da comunidade em geral. Entre as iniciativas previstas encontram-se oficinas de danças tradicionais portuguesas para adultos e crianças, uma oficina de cantar ao desafio, apresentação de livro de Augusto Canário e Cândido Miranda, bem como uma tertúlia dedicada ao trajar e ao ourar à moda de Viana, entre outras propostas. Mais informações sobre os locais e horários serão divulgadas em breve.

Para a realização de um evento desta dimensão, o apoio de voluntários é fundamental. Fica, por isso, lançado o convite a todos os vianenses e descendentes de vianenses residentes em Ontário para se juntarem a esta organização e ajudarem a divulgar o Encontro junto da comunidade. Vamos mostrar o calor humano de Viana do Castelo e de todo o distrito.

Está igualmente prevista a presença de um representante da Câmara Municipal de Viana do Castelo, bem como dos artistas que se deslocam ao Canadá com o objetivo de manter viva a cultura regional portuguesa junto da comunidade emigrante.

Guarde as datas, 10 e 11 de abril, e traga um amigo para conhecer as nossas raízes.

Para mais informações ou para se voluntariar, poderá contactar através do telefone +1 647-766-7097. Mais uma vez, junte-se a nós. Unidos, somos mais fortes. Augusto Bandeira/MS

Amigos da Terceira no Canadá apresentam 5.ª edição do Festival de Alcatra

No dia 21 de janeiro, a Associação Amigos da Terceira no Canadá realizou uma conferência de imprensa no Macedo’s Winery, em Toronto, para apresentar oficialmente a 5.ª edição do Festival de Alcatra, que decorrerá no domingo, 1 de março, no salão Renaissance by the Creek.

Ainiciativa, dirigida aos meios de comunicação social luso-canadianos, teve como objetivo dar a conhecer o programa completo do evento, que incluirá o tradicional festival gastronómico da alcatra, com o respetivo concurso culinário, um dos principais atrativos da celebração. Durante a apresentação, a organização destacou que os fundos angariados serão direcionados para a promoção da cultura terceirense no Canadá. Além disso, os recursos irão apoiar a deslocação da Banda do Senhor Santo Cristo de Toronto e de duas marchas: a Marcha da Saudade do Canadá e a Marcha dos Amigos das Tradições Terceirenses. O grande objetivo é viabilizar a participação nas Festas nas Festas Sanjoaninas de 2026, uma das maiores e mais tradicionais festividades da Ilha Terceira, em Portugal, que decorrerão de 19 a 29 de junho. Também foram revelados os nomes dos grupos de danças de Carnaval 2026, e a associação aproveitou a ocasião para reforçar o seu apoio aos grupos locais comprometidos com a preservação das tradições terceirenses. Nesse âmbito, foram entregues

sete cheques, no valor de 500 dólares cada, às marchas de Carnaval que irão participar no evento deste ano, organizado pelos Amigos da Terceira.

Nellie Pedro, presidente da associação, expressou com orgulho o seu compromisso com as suas origens, destacando a importância de preservar e celebrar as tradições terceirenses. Com uma profunda paixão pelo que faz, reafirmou o empenho da Associação em manter viva a cultura da Ilha

Terceira, promovendo-a com respeito e dedicação às gerações passadas.

A Associação Amigos da Terceira no Canadá é presidida por Nellie Pedro e conta com a colaboração de uma equipa dinâmica, composta por Rosa Vaz, Gary Fraga, Dulce Sales, Judy Rodrigues, Lúcia Rocha, Luciano Rocha e Marília Moreira.

A Associação expressou ainda o seu sincero agradecimento pelo trabalho de divulgação realizado através dos meios de

comunicação social, reconhecendo a sua importância fundamental na promoção de uma iniciativa que visa valorizar a identidade açoriana, fortalecer os laços comunitários e preservar o património cultural da Ilha Terceira, junto da diáspora. Através desta divulgação, reforça-se o compromisso de manter a memória coletiva viva e de transmitir as nossas tradições às novas gerações. Francisco Pegado

7:30 am

10:30 am

10:00 am

O pulsar do movimento associativo luso-canadiano

Clubes Comunitários: visões, projetos e desafios

Hoje continuamos a dar voz aos clubes e associações comunitárias que promovem a cultura e o apoio social da comunidade luso-canadiana. Através dos testemunhos dos seus dirigentes, mostramos projetos, ambições e o trabalho em prol da união, da identidade cultural e do bem-estar coletivo. Esta semana, damos seguimento à nossa série, destacando associações marcantes pela sua atividade, diversidade e impacto comunitário. ACMT reforça tradições do Minho Minhoto, apostando na cultura e na juventude

A Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) continua a desempenhar um papel central na preservação da cultura minhota na comunidade luso-canadiana, com uma participação crescente de jovens e crianças. Atualmente, a associação conta com muitos jovens luso-canadianos envolvidos nas suas atividades e tem apostado em novas iniciativas, como a realização de ensaios mensais Pre-School para crianças dos 2 aos 5 anos, muitas delas filhas de antigos membros do rancho, garantindo assim a continuidade geracional. Em 2026, a ACMT

respeito entre associações, sublinhando que o futuro é promissor graças ao empenho e dedicação dos jovens luso-canadianos na preservação das tradições, costumes e da língua portuguesa.

União, tradição e um sonho em construção na Casa dos Poveiros de Toronto

Linda Correia, Presi dente do Executivo da Casa dos Povei ros de Toronto, inicia o novo ano com o objetivo de unir ainda mais a comunidade poveira e in centivar a participação dos jovens por vontade própria, fortalecendo a ligação entre gerações.

No calendário de 2026 desta cam-se o evento de sensibiliza ção para o cancro da mama, em março, a celebração de São Pe dro, em junho, e o tradicional São Martinho, em novembro, iniciati vas que reforçam a vida cultural e so

longe da realidade”. Para Linda Correia, o associativismo não é uma competição, mas um trabalho conjunto em prol da cultura, costumes e tradições portuguesas.

Associação Saudades da Terra QuebeQuente reforça tradição e união da comunidade luso-

eventos de 2026 estão a festa do Chicharro, em 21 de março, e o convívio anual, em 14 de novembro, que celebram amizade e união.

Diane reforça que esses encontros matam a saudade e fortalecem os vínculos culturais. “É uma honra ser presidente desta associação que mantém nossas tradições. União é força, e são nossos eventos culturais que nos unem”, afirma Diane, agradecendo a todos pelo empenho e participação.

diana, preservando tradições e envolvendo ativamente as novas gerações. Destaca a importância de oferecer eventos de qualidade a preços acessíveis, com especial atenção à juventude, que participa inclusive na direção da associação, contribuindo para decisões e novas ideias.

O calendário de 2026 inclui a tradicional Festa do Chicharro, a realizar-se a 11 de abril, evento promovido desde 1997 para manter viva a tradição da Ribeira Quente. O ponto alto do ano serão as Grandes Festividades do Senhor Santo Cristo dos Milagres, nos dias 15, 16 e 17 de maio de 2026, que assinalam os 60 anos da primeira celebração no Canadá, com forte impacto religioso, cultural e grande participação jovem. Em outubro, a 17, realiza-se ainda a Noite de Gala dedicada ao Apóstolo São Paulo, um momento de reconhecimento da comunidade. Para Roberto Carvalho, o futuro constrói-se com uma liderança próxima e participativa, baseada no diálogo, na diversidade e no espírito solidário. O presidente deixa uma mensagem de união e convida todos os portugueses a participarem nas Festas do Senhor Santo Cristo em Montreal, símbolo de fé, identidade e coesão comunitária.

Círculo dos Amigos de Rabo de Peixe do Québec: união e tradição que aproximam gerações

Sob a liderança de Diane Borges, o Círculo dos Amigos de Rabo de Peixe do Québec inicia mais um ano com o objetivo de fortalecer a comunidade luso-canadiana e valorizar as tradições da vila de Rabo de Peixe. A presidente destaca a importância da participação de todas as gerações e do trabalho voluntário: “Queremos continuar a colaborar com pessoas da comunidade. Juntos somos fortes.” Entre os principais

Banda do Sagrado Coração de Jesus Toronto: música, cultura e juventude

Sob a direção do maestro Sandro Melo, a Banda do Sagrado Coração de Jesus de Toronto inicia 2026 com uma visão clara: aproximar gerações e fortalecer a identidade luso-canadiana. O maestro pretende combinar concertos de música tradicional portuguesa e repertório moderno, além de criar projetos de mentoria que conectem músicos experientes a jovens talentos. Ensaios abertos, apresentações em espaços comunitários e maior presença digital visam aproximar a banda da comunidade, tornando-a um ponto de encontro cultural e geracional. Entre os destaques do calendário estão a viagem aos Açores de 29 de julho a 5 de agosto para celebrar os 120 anos da Filarmónica Minerva do Ginetes, além de participações em eventos comunitários como St. Patrick's Parade, Portugal Day, Labour Day Parade e concertos de Natal. Sandro Melo ressalta que a banda é mais do que música: é união, aprendizado e partilha. Segundo ele, “o futuro constrói-se juntos.

Quando caminhamos com o mesmo propósito, superamos dificuldades, celebramos conquistas e deixamos um legado mais forte para as próximas gerações”. Com essa abordagem, a Banda do Sagrado Coração de Jesus reafirma seu papel na preservação da cultura luso-canadiana, transformando a música em instrumento de fé, identidade e esperança.

Na semana passada, demos voz à Comunidade Angolana de Ontário, ao First Portuguese Canadian Cultural Centre, ao Arsenal do Minho e à Academia do Bacalhau de Toronto, dando a conhecer o trabalho, os desafios e as ambições que movem estas organizações. Em todas elas, apesar das dificuldades comuns, sobressai a mesma determinação: reforçar laços, promover a inclusão e garantir a continuidade das tradições, sem perder de vista o futuro, a inovação e a responsabilidade coletiva. E este percurso não fica por aqui.

Para a semana, voltamos a dar destaque ao movimento associativo, continuando a passar pelos clubes e associações comunitárias que dão vida à nossa comunidade. Um compromisso de proximidade e reconhecimento, que valoriza o trabalho voluntário, fortalece a ligação com a comunidade e sublinha o papel essencial destas instituições na construção de uma comunidade mais unida, participativa e resiliente.

Número de beneficiários sem-abrigo do ODSP e do OW no Ontário aumenta

72% desde 2019

O número de pessoas beneficiárias do Ontario Works (OW) e do Ontario Disability Support Program (ODSP) que se encontram em situação de sem-abrigo aumentou 72% desde 2019, de acordo com um novo relatório da organização de direitos humanos Maytree.

No mais recente documento de análise política, divulgado esta semana, a organização — que afirma estar “empenhada em promover soluções sistémicas para a pobreza e em reforçar comunidades cívicas” — refere que mais de 30 mil pessoas abrangidas por estes programas não dispõem de habitação estável.

Os dados, obtidos junto do governo provincial através de um pedido ao abrigo da lei de acesso à informação, dizem respeito ao período entre julho de 2019 e julho de 2025.

Alexi White, diretora de mudança sistémica da Maytree, explicou em entrevista que, quando o OW e o ODSP foram implementados na década de 1990, os apoios concedidos permitiam às pessoas alugar um quarto em muitas regiões do Ontário, uma realidade que se alterou profundamente desde então.

“Ao longo do tempo, permitimos simplesmente que o custo de viver com baixos

rendimentos disparasse e ignorámos isso do ponto de vista das políticas públicas”, afirmou White.

O relatório destaca ainda outras pressões sentidas pelos beneficiários de apoios sociais, referindo que o número de pessoas em situação de sem-abrigo entre aqueles que dependem do OW há mais de um ano aumentou 136% nesse mesmo período de seis anos.

“Longe de estabilizar vidas e ajudar as pessoas a sair da pobreza, a dependência do OW está a tornar-se, cada vez mais, uma sentença de sem-abrigo”, escreveu a autora do estudo, Lena Balata, conselheira sénior de políticas da Maytree.

O relatório salienta igualmente que 70% dos beneficiários sem-abrigo são adultos solteiros — o grupo que recebe os apoios mais baixos por parte da província.

Em resposta às conclusões do estudo, o porta-voz do Ministério das Crianças, Comunidade e Serviços Sociais, Daniel Schultz, afirmou em comunicado que a província “tomou medidas históricas para tornar a vida mais acessível às famílias do Ontário, ao mesmo tempo que expandiu as oportunidades de emprego e utilizou todas as ferramentas disponíveis para proteger a economia, o emprego e as comunidades”.

CBC/MS

Organismo de segurança no trabalho do Ontário gasta mais de 800 mil dólares

em campanha publicitária

O organismo responsável pela segurança no trabalho no Ontário está a defender uma campanha publicitária que, segundo críticos, tem como objetivo melhorar a sua imagem pública, havendo quem considere que esse dinheiro deveria ser utilizado para apoiar trabalhadores lesionados.

Acampanha televisiva, com a duração de cinco semanas, inclui dois anúncios centrados nas histórias de trabalhadores fictícios que regressam ao trabalho após sofrerem uma lesão. Os anúncios, com 30 segundos cada, terminam com o logótipo do Ontario Workplace Safety and Insurance Board (WSIB), enquanto surge no ecrã uma breve lista dos serviços prestados pela entidade.

No entanto, a Oposição Oficial no Ontário e o sindicato que representa os 3.800 trabalhadores da agência criticam duramente os 855 mil dólares gastos nas

campanhas publicitárias atualmente em exibição na televisão, e numa campanha semelhante que decorreu por mais cinco semanas no final de 2024. Segundo o WSIB, a campanha atual custa 455 mil dólares, enquanto a anterior teve um custo aproximado de 400 mil dólares.

O presidente do sindicato OCEU/ CUPE 1750 afirmou que os anúncios representam um desperdício de recursos e que esse dinheiro deveria ter sido aplicado na missão principal do WSIB.

“Acho que são um pouco estranhos”, disse Harry Goslin, referindo-se aos anúncios. “O WSIB é o único prestador de serviços para quem está abrangido pela Lei do Seguro de Segurança no Trabalho. Não é como se, quando alguém se magoa ou adoece no local de trabalho, pudesse escolher para onde se dirigir.”

“Não compreendo verdadeiramente porque é que estes anúncios estão a ser exibidos”, acrescentou.

CBC/MS

Doug Ford apela ao boicote de veículos elétricos chineses no Canadá após acordo de Carney

O Premier do Ontário, Doug Ford, está a apelar aos canadianos para que boicotem os veículos elétricos fabricados na China, que poderão voltar a entrar no país ao abrigo de um acordo recentemente alcançado pelo primeiro-ministro Mark Carney.

Ford tem sido crítico do acordo e do facto de Carney não o ter consultado previamente, afirmando que a decisão irá prejudicar o setor automóvel do Ontário. Na quarta-feira (21), foi ainda mais longe, apelando diretamente aos canadianos para que não comprem veículos elétricos chineses. “Boicotem os veículos elétricos chineses”, afirmou. “Apoiem as empresas que estão a fabricar veículos aqui. É tão simples quanto isso.” Segundo Ford, os canadianos devem apoiar construtoras automóveis que tenham produção no Canadá, acrescentando que não acredita que os fabricantes chineses venham

alguma vez a produzir veículos no país. Durante a visita de Carney à China, o primeiro-ministro canadiano e o presidente chinês, Xi Jinping, acordaram que o Canadá irá, na prática, eliminar as tarifas de 100% sobre veículos elétricos chineses e permitir uma quota anual de importação de até 49 mil veículos, em troca da redução, por parte da China, das tarifas sobre a canola canadiana. Ford falava numa conferência de imprensa conjunta com Brian Kingston, presidente e diretor executivo da Associação Canadiana de Fabricantes de Veículos; Flavio Volpe, presidente da Associação de Fabricantes de Peças Automóveis; e Lana Payne, presidente nacional do sindicato Unifor, onde condenaram o acordo com a China por colocar a indústria automóvel do Ontário em desvantagem competitiva.

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Lazarus/WSIB. Créditos: Grant Linton/CBC
CBC/MS

PORTUGAL CANADÁ

Carney reúne-se com o gabinete após discurso contundente dirigido à administração Trump

O primeiro-ministro Mark Carney reúne-se com o seu gabinete na cidade do Quebeque para delinear o plano do governo para o novo ano, depois de ter utilizado um momento amplamente acompanhado no palco internacional, no início desta semana, para condenar a administração norte-americana e sinalizar uma mudança de rumo para o Canadá.

Carney chega à reunião após concluir uma viagem à China, ao Qatar e à Suíça, onde proferiu um discurso marcante no Fórum Económico Mundial, apelando às potências médias para se unirem contra as “grandes potências” que recorrem à “coerção” económica, como tarifas — uma referência clara ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O primeiro-ministro e os seus ministros reúnem-se à porta fechada na Citadelle do Quebeque, residência secundária do Governador-Geral, fortificada no século XIX para proteger a cidade de um eventual ataque americano, durante dois dias, a partir de quinta-feira, num encontro descrito como um fórum de planeamento antes do regresso do Parlamento, na próxima semana.

“Este não é um retiro de gabinete comum”, afirmou Marci Surkes, diretora de estratégia e diretora-geral da Compass

Rose, que anteriormente liderou os assuntos de política e de gabinete no gabinete do então primeiro-ministro Justin Trudeau. “O primeiro-ministro vai precisar que todos os ministros compreendam que isto não é ‘business as usual’ e que não se podem comportar como se estivéssemos em tempos normais. Isto é quase uma postura de tempo de guerra.”

Carney diz em Davos que ‘a velha ordem não vai voltar’

Num momento que se tornou definidor do seu mandato, Carney usou o discurso em Davos para apelar à união de potências médias como o Canadá.

“A velha ordem não vai voltar. Não devemos lamentá-la”, afirmou. “Mas a partir da fratura, podemos construir algo melhor, mais forte e mais justo.” Segundo Surkes, esta visão irá dominar as reuniões do gabinete.

Carney irá também informar os ministros sobre o controverso acordo comercial que traz da República Popular da China, que permitirá ao Canadá importar até 49 mil veículos elétricos chineses por ano, em troca da redução de tarifas chinesas sobre a canola, produtos do mar e outros bens canadianos.

CBC/MS

“O Canadá existe por causa dos Estados Unidos”, diz Trump, numa crítica a Carney

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Canadá deve a sua própria existência aos Estados Unidos, ao mesmo tempo que criticou o primeiro-ministro Mark Carney por ter proferido um discurso a condenar a coerção exercida por grandes potências.

Falando em Davos, na Suíça, onde voltou a defender a aquisição da Gronelândia pelos EUA, Trump disse que precisa do território dinamarquês para o seu proposto “domo dourado”, um sistema de defesa antimíssil que poderia cobrir a América do Norte. Trump afirmou que, devido à geografia, o sistema protegeria também o Canadá e que o país não demonstra gratidão suficiente pelo facto de tal sistema estar

a ser considerado. Carney tem sido cauteloso no passado quanto à participação ou financiamento canadiano nesta iniciativa.

“O Canadá recebe muitas coisas de graça da nossa parte. Deviam estar gratos, mas não estão”, disse Trump. “Vi o vosso primeiro-ministro ontem. Ele não parecia muito grato, deviam estar gratos aos EUA. O Canadá existe por causa dos Estados Unidos”, afirmou, numa aparente referência à proteção militar norte-americana no continente. “Lembra-te disso, Mark, da próxima vez que fizeres declarações”, acrescentou, embora Carney já tivesse deixado a cimeira antes do discurso de Trump. Os dois líderes não se encontraram à margem do evento.

TikTok pode continuar a operar no Canadá, por enquanto

O Tribunal Federal do Canadá anulou uma ordem governamental que determinava o encerramento das operações do TikTok no país, permitindo que a aplicação de vídeos curtos continue a funcionar, pelo menos por agora.

Numa decisão sucinta, o juiz Russel Zinn anulou a ordem e devolveu o processo à ministra da Indústria, Mélanie Joly, para nova análise. O juiz não apresentou justificações para a decisão.

Num comunicado enviado por email à CBC News, um porta-voz do Ministério da Inovação, Ciência e Desenvolvimento Económico do Canadá afirmou que o processo regressa agora à ministra e que Joly “irá avançar com uma nova revisão de segurança nacional”.

“Devido às disposições de confidencialidade da Lei do Investimento no Canadá, não estamos em posição de comentar mais sobre esta revisão”, acrescentou o porta-voz.

O TikTok acolheu favoravelmente a decisão. Um porta-voz da empresa disse à Radio-Canada que a plataforma “aguarda com expectativa trabalhar com a ministra para encontrar uma solução que sirva os melhores interesses dos mais de 14 milhões de canadianos que utilizam o TikTok”.

“Manter a equipa canadiana do TikTok permitirá um caminho a seguir que continue a apoiar milhões de dólares em inves-

timento no Canadá e centenas de empregos locais”, acrescentou. Em novembro de 2024, o ministério da Indústria tinha ordenado a dissolução das operações comerciais do TikTok no Canadá, invocando riscos para a segurança nacional, embora tenha esclarecido que o governo não estava a bloquear o acesso à aplicação nem a capacidade dos utilizadores criarem conteúdos. O TikTok recorreu da decisão.

CBC/MS

Discurso de Carney em Davos encontra eco no México

O discurso do primeiro-ministro Mark Carney no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, teve repercussões no México - um país que, tal como o Canadá, tem sido obrigado a lidar com o temperamento imprevisível do seu vizinho norte-americano, muito mais poderoso.

Odiscurso de Carney esteve “em sintonia com os tempos atuais”, afirmou a presidente mexicana Claudia Sheinbaum, durante a sua conferência de imprensa matinal de quarta-feira, em resposta a uma pergunta de um jornalista sobre Davos.

“Foi um discurso muito bom de Carney, do primeiro-ministro Carney. Não sei se ouviram.”

O governo liberal de Carney tem trabalhado para reforçar os laços bilaterais com o México, numa altura em

que ambos os países tentam preservar o acordo comercial trilateral com os Estados Unidos, conhecido no Canadá como Acordo Canadá–EUA–México (CUSMA).

A governadora-geral Mary Simon deixou a Cidade do México na manhã de quarta-feira, após uma visita iniciada na segunda-feira que incluiu um encontro com Sheinbaum. A presidente mexicana descreveu Simon como uma “mulher muito interessante” e afirmou que discutiram o tema da reconciliação entre os povos indígenas e o Estado.

A visita de Simon dá continuidade à viagem de Carney ao México, realizada em setembro passado, e antecede uma importante missão comercial da Team Canada, agendada para o próximo mês, que será liderada pelo ministro do Comércio Canadá–EUA, Dominic LeBlanc. CBC/MS

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Presidência

Marcelo anuncia regresso à militância do PSD e faz balanço da presidência

Em reunião com eurodeputados portugueses, o ainda presidente da República revelou que a partir de março voltará a ser militante do PSD. Marcelo Rebelo de Sousa recordou ter lidado com governos desde a esquerda mais extrema até ao suporte parlamentar mais à direita.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou a eurodeputados portugueses, em Estrasburgo, que a partir de março retomará a sua filiação no PSD. O presidente da República destacou que iniciou o mandato lidando com o Governo mais à esquerda desde o 25 de Abril e que termina o mandato num contexto de Executivo com suporte parlamentar mais à direita. Durante a reunião à porta fechada, Marcelo combinou elogios a PS e PSD com críticas subtis ao Chega, lembrando episódios como a votação do acordo Mercosul no Parlamento Europeu, que considerou prejudicial para Portugal. O chefe de Estado sublinhou que mantém relações cordiais com António Costa e Luís Montene-

Presidenciais 2026

gro, garantindo que não favorece qualquer partido.

Rebelo de Sousa defendeu o papel do centrão na política portuguesa e europeia e destacou a capacidade de convergência dos deputados. "Os portugueses fazem pontes impossíveis, plataformas que outros não fazem", afirmou, comparando os conflitos internos a pedras maleáveis que não ferem tanto quanto parecem. Marcelo reforçou a importância de cooperação entre partidos nas decisões vitais para o país e para a Europa. Marcelo também falou do encerramento do seu ciclo na presidência. Referiu que se prepara para uma fase mais privada, com viagens pelo país, incluindo Madeira e Açores, e deslocações internacionais, como a ida a Madrid para ser condecorado pelo rei Filipe VI. "Estou a caminho do meu deserto", afirmou, resumindo o momento de transição e o fim da sua atividade política direta.

Líder do Chega diz que não afastou militantes neonazis

Confrontado com ligação do partido ao Grupo 1143, André Ventura alegou que "Ferro Rodrigues fez coisas piores".

Na segunda volta das presidenciais, André Ventura participou na "Grande entrevista" com Vítor Gonçalves na RTP1. Questionado sobre militantes do Chega ligados ao grupo neonazi 1143, Ventura afirmou não os conhecer e disse ter afastado apenas os que "tinha de afastar".

"Nem sei se estes elementos ainda são do Chega", acrescentou, criticando que outros candidatos não são questionados da mesma forma. Segundo avançado ontem, pelo menos três militantes do partido surgem na lista de detidos numa megaoperação da PJ contra o 1143, indiciados por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência contra estrangeiros, tendo todos já concorrido em eleições pelo Chega. "Eu sou intolerável à violência", garantiu, defendendo controlo de fronteiras sem recurso a violência. Acusou jornalistas e partidos de Esquerda de incitar comporta-

mentos violentos e atacou Ferro Rodrigues por "ter feito coisas muito piores".

JN/MS

Cuidados Continuados

PORTUGAL

Luís Montenegro

Página satírica processada pelo Governo diz que caso é "sintomático" e "lamentável"

O autor da página satírica "Volksvargas", que vai ser alvo de um processo judicial intentado pelo Governo, diz que o Executivo está a querer "intimidar uma página satírica ao ponto de querer processar o seu autor", o que é "sintomático" e "lamentável".

OGoverno anunciou que vai processar o autor da página "Volksvargas" por este ter criado uma imagem falsa onde se lê uma alegada mensagem enviada por Luís Montenegro a Donald Trump. A publicação goza com Luís Montenegro pois coloca-o numa posição de subserviência a Trump, onde elogia as tarifas aduaneiras e se disponibiliza para que os americanos tomem conta dos Açores.

"O texto fictício atribuído ao primeiro-ministro foi escrito de modo a não deixar margem para dúvida de que se trata de uma sátira, incluindo expressões como "supreme leader" [líder supremo] e "great architect of our modern times" [grande arquiteto dos tempos modernos] e admitindo "sovereign access to our Azores islands [controlo total do Arquipélago dos Açores], escreveu o autor da página, nas redes sociais.

A página "Volksvargas", presente nas principais redes sociais e dedica-se a gozar

com políticos nacionais e internacionais, sobretudo de Direita. O autor da página realça, no comunicado, que na Europa "surgiram várias publicações semelhantes nas redes sociais a imaginar o que outros líderes andariam a dizer ao presidente americano".

Trata-se, assim, acrescenta, "de uma imagem satírica, que deixa absolutamente claro que não há qualquer intenção nem possibilidade de desinformar, estando, inclusive, acompanhada da marca de água 'volksvargas' no canto inferior direito". O autor diz ainda que "não deixa de ser sintomático e lamentável que o Governo não se preocupe com a desinformação propagada pelo Chega, mas procure intimidar uma página satírica ao ponto de querer processar o seu autor".

Em comunicado, o gabinete do primeiro-ministro realçou a "importância de combater a desinformação e alertar os portugueses para a relevância de verificar a credibilidade das fontes informativas" e acrescentou que será "apresentada queixa nas instâncias adequadas". O utilizador em causa soma 12,4 mil seguidores na rede social X, 73 mil no Facebook e mais de 97 mil no Instagram.

JN/MS

Há 2800 utentes nos hospitais que aguardam resposta social ou vaga em cuidados continuados

Quase 2800 utentes estavam internados nos hospitais públicos, a meio de janeiro, à espera de resposta social ou de vaga em cuidados continuados, segundo dados da Direção Executiva do Serviço Nacional der Saúde (DE-SNS).

ADE-SNS revelou que até 14 de janeiro estavam 734 utentes a aguardar por resposta social - segundo dados do Instituto da Segurança Social - e 2034 por vaga na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), em todas as

tipologias, incluindo cuidados domiciliários, saúde mental e cuidados pediátricos e paliativos. A informação indica ainda que, este ano, até 14 de janeiro, foram admitidos 61 utentes em resposta social, 58 através dos Centros Distritais da Segurança Social e três através da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Do total de utentes admitidos, 37 foram no âmbito da portaria que define articulação entre as diversas instituições para referenciação e acompanhamento de quem, por motivos sociais, já teve alta clínica, mas

permanece nos hospitais públicos.

Os dados mostram ainda que, nas duas primeiras semanas do ano, foram admitidos 1629 utentes na RNCCI.

O Governo tinha anunciado há duas semanas a criação de 400 vagas de internamento social em novas unidades intermédias, contratualizadas com entidades do setor social e solidário, destinadas a pessoas com alta clínica que ainda não podem ser encaminhadas para respostas permanentes de cuidados continuados.

Esta solução "destina-se a evitar a per-

manência indevida de pessoas com alta clínica em meio hospitalar por inexistência de resposta social disponível", refere a portaria. Diz ainda que as vagas contratualizadas com o setor social e solidário que sejam convertidas em unidades intermédias ou camas intermédias, ainda que não estejam a ser utilizadas, "devem manter-se reservadas", havendo lugar ao pagamento de 40% do valor da comparticipação financeira previsto na presente portaria, por um período de seis meses. JN/MS

Credito: JN

CUIDAR DO CORPO E DA

A CAMINHADA "HOT GIRL WALK" (NEAT)

O PROTOCOLO DE NUTRIÇÃO 80/20

Pare de tentar ser perfeita. Tente obter 80% das suas calorias diárias a partir de alimentos integrais e nutritivos (carnes magras, vegetais, fruta, cereais integrais) e guarde os outros 20% para "alimentos para a alma" que adora (chocolate, pizza, vinho). Isto evita o ciclo de compulsão e restrição que muitas vezes arruína o progresso. Se lhe apetecer uma bolacha, coma-a dentro dos seus 20% em vez de se sentir culpada. Esta consistência ajuda a manter o plano a longo prazo sem se sentir privada.

A saúde física não se resume ao ginásio; trata-se também da Termogénese de Atividade Sem Exercício (NEAT), que é todo o movimento que faz no dia a dia fora dos treinos. Aponte para 7.000 a 10.000 passos diários. Ponha um podcast ou uma playlist e experimente esta sequência de caminhada intervalada de baixo impacto: caminhe num ritmo lento durante 3 minutos e depois em passo acelerado durante 3 minutos. Alterne entre estes ritmos durante 30 minutos como um treino eficaz para melhorar a saúde cardíaca e ajudar na perda de gordura sem o impacto nas articulações do HIIT.

COMBATER A "TRISTEZA DE INVERNO" COM VITAMINA D E LUZ

Quando os dias ficam mais curtos e a motivação cai (Perturbação Afetiva Sazonal), tem de ser proativa. Suplemente com Vitamina D (consulte o seu médico) e tente apanhar luz natural nos 30 minutos após acordar. Isto regula o ritmo circadiano e aumenta a serotonina. Se estiver muito escuro, use uma lâmpada de fototerapia ou simplesmente acenda luzes fortes logo ao acordar para enganar o cérebro e entrar em "modo diurno".

O PRATO DE PEQUENO-ALMOÇO EQUILIBRADO

Comece o dia com um pequeno-almoço rico em proteína e fibra para controlar os desejos mais tarde. Cozinhe dois ovos como preferir. Acompanhe com queijo cottage ou iogurte grego para mais proteína, uma fatia de pão de massa mãe com meio abacate para gorduras saudáveis e hidratos, e uma porção de fruta para micronutrientes. Isto cria um prato perfeitamente equilibrado que a mantém saciada até ao almoço.

MUDE PARA OBJETIVOS DE "PERFORMANCE"

Se se sente em baixo em relação à sua imagem corporal, pare de se focar na sua aparência e foque-se no que consegue fazer. Defina como meta fazer a sua primeira flexão completa, correr um quilómetro mais rápido ou levantar mais peso no peso morto. Isto muda o foco mental de "encolher-se" para "empoderar-se". Constrói uma confiança que se traduz numa melhor saúde mental e geralmente resulta em mudanças físicas como subproduto.

CIRCUITO DE FORÇA SÓ COM HALTERES

Não precisa de máquinas sofisticadas. Pegue num par de halteres de peso moderado e faça um circuito de corpo inteiro: 10 Agachamentos Goblet, 10 Press de Ombros, 10 Lunges Inversos e 10 Remadas Inclinadas. Repita durante 3 a 4 rondas. Isto constrói força funcional e definição muscular. Foque-se em movimentos lentos e controlados em vez da velocidade. É perfeito para dias agitados em que não consegue ir ao ginásio comercial.

MENTE

MONITORIZAÇÃO

DA SOBRECARGA PROGRESSIVA

Pare de adivinhar os seus treinos. Para mudar o seu corpo, tem de fazer mais ao longo do tempo. Mantenha uma nota no telemóvel com os pesos que levanta. Se levantou 7kg nos agachamentos na semana passada, tente 8kg esta semana, ou faça mais 2 repetições com o mesmo peso. Esta técnica, chamada "Sobrecarga Progressiva", força o corpo a adaptar-se e a mudar. Se não estiver a registar, provavelmente está apenas a marcar passo.

COMER ANTES DE TREINAR

Cerca de 30 a 60 minutos antes do exercício, coma um pequeno lanche combinando hidratos de carbono simples e proteína moderada. Bons exemplos incluem uma banana com um batido de proteína, ou uma bolacha de arroz com queijo cottage e fruta. Isto aumenta os seus níveis de energia para puxar mais pelo treino e fornece nutrientes essenciais para a construção muscular.

O "MAU TREINO" É UM BOM TREINO

O perfecionismo é inimigo da consistência. Um "mau" treino, onde se sentiu fraca, cansada ou distraída, é na verdade uma vitória mental porque reforçou a disciplina de ir. Quando se sente deprimida ou em baixo, completar um treino abaixo da média prova a si mesma que é de confiança. Dê crédito a si mesma pela ação, não pela intensidade. Isto constrói resiliência mental contra a mentalidade de "tudo ou nada".

MG/DG. Fotos Maya Ganhão

Para a ajudar a encontrar o equilíbrio perfeito entre corpo e mente, convidámos a treinadora de fitness Maya Ganhão (@mayaganfit) a partilhar os seus segredos. Conhecida pela sua abordagem à 'Recomposição Corporal' — construir força sem dietas restritivas — a Maya defende que a saúde deve ser sustentável e agradável. Nestas duas páginas, reunimos 12 das suas estratégias essenciais, desde nutrição equilibrada e treinos inteligentes a táticas de saúde mental, desenhadas para revitalizar a sua rotina em qualquer estação do ano.

PRIORIZE A PROTEÍNA EM TODAS AS REFEIÇÕES

Para conseguir a recomposição corporal (perder gordura mantendo o músculo), precisa de seguir uma dieta rica em proteína. Uma regra simples é incluir uma fonte de proteína em cada refeição. Seja frango, tofu, iogurte grego ou ovos, a proteína é essencial para construir músculo e mantém a saciedade. Aponte para cerca de 1,5g a 2,2g de proteína por quilo do seu peso ideal.

FAÇA A CURADORIA DO SEU FEED NAS REDES SOCIAIS

A sua dieta mental é tão importante como a física. Se segue contas que a fazem sentir-se insegura, inadequada ou ansiosa, deixe de as seguir. Encha o seu feed com criadores que se focam na força, educação e estilos de vida realistas (como a Maya!) em vez de padrões corporais irrealistas e muito editados. Esta simples desintoxicação digital pode reduzir drasticamente a ansiedade diária e melhorar a sua imagem corporal quase imediatamente.

O "PADRÃO" DE 5 MINUTOS (PARA DIAS DE POUCA ENERGIA)

Nos dias em que se sentir lenta ou desmotivada, comprometa-se com apenas 5 minutos de movimento. Diga a si mesma que fará um alongamento de 5 minutos ou apenas uma série de agachamentos. Muitas vezes, a parte mais difícil é começar; depois de começar, é provável que continue. Se parar após 5 minutos, ainda é melhor do que zero. Isto mantém o hábito de "aparecer", mesmo quando o corpo se sente cansado.

Menino de cinco anos detido por agentes de imigração à porta de casa

Liam Barros, de cinco anos, foi detido, no Minnesota, pelos Serviços de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) à porta de casa, quando regressava da escola.

Aoperação por parte dos agentes federais tinha como objetivo prender o pai da criança. Num comunicado, citado pelo "The Guardian", Tricia McLaughlin, secretária-adjunta do Departamento de Segurança Interna, esclareceu que esta ação foi direcionada ao progenitor, considerado imigrante ilegal. "O ICE não tinha como alvo uma criança, mas o pai fugiu a pé, abandonando o filho", alegou. Acrescentou ainda que "os pais são questionados se desejam ser deportados com

os filhos ou se querem que o ICE coloque as crianças sob os cuidados de uma pessoa de confiança designada por estes".

Porém, a versão do advogado que representa a família contraria esta ideia. Segundo Marc Prokosch, "a família fez tudo o que deveria, de acordo com as regras estabelecidas". "Eles não vieram para cá ilegalmente. Não são criminosos", sublinhou.

O pai e o filho foram enviados para o Texas. Liam é uma das quatro crianças do distrito escolar de Columbia Heights que foram detidas por agentes federais de imigração durante a intensificação das ações de fiscalização da administração Trump na região nas últimas duas semanas.

JN/MS

Três

O Governo da Gronelândia publicou um guia que prepara as famílias da ilha ártica para situações de crise.

Odocumento, que descreve a preparação para crises de cinco dias, foi apresentado pelo Ministério da Natureza e Ambiente para responder a eventos que tornam a população "particularmente vulnerável", explicou o Governo da Gronelândia.

"Temos uma tradição de estarmos bem preparados, em parte porque o clima instável e as alterações climáticas fazem parte do nosso dia a dia", e "ocasionalmente vivemos eventos que nos tornam particularmente vulneráveis, como apagões", destacou Peter Borg, responsável, entre outras áreas, pela autossuficiência no Governo groenlandês.

De acordo com um comunicado do Governo autónomo, o guia "é um complemento às medidas de preparação existentes e deve ser considerado tanto uma ajuda para os indivíduos como um reforço para a comunidade".

O guia é o resultado de um ano de trabalho após "uma série de cortes de energia de curta e longa duração" que afetaram a ilha, segundo o Governo da Gronelândia.

O documento aconselha os groenlandeses a terem três litros de água por pessoa por dia, alimentos de longa duração e fáceis de preparar para cinco dias, medicamentos, incluindo um kit de primeiros socor-

ros, artigos de higiene como papel higiénico e álcool gel, e recursos para combater o frio em situações críticas.

Numa ilha ártica onde as temperaturas podem descer até aos -20 graus Celsius, as autoridades recomendam de tudo, desde cobertores e roupas quentes a fontes de calor como fogões, aquecedores a querosene, velas e até um gerador de emergência com combustível.

Além disso, a lista de "outras necessidades" do guia inclui sinalizadores, vários métodos de pagamento (cartões ou dinheiro), baterias e carregadores portáteis para dispositivos como telemóveis.

Para ajudar os groenlandeses a manterem-se informados, o Governo recomenda também ter um rádio que possa ser alimentado por baterias, células solares ou manivela.

Insta também a população a manter os números de telefone dos familiares, vizinhos e autoridades facilmente acessíveis e considerar a aquisição de equipamento de comunicação por satélite.

O guia, intitulado "Preparado para a Crise", foi publicado no mesmo dia em que, após semanas de debate sobre o persistente interesse de Trump em controlar a ilha ártica, o presidente dos EUA convocou negociações imediatas no Fórum Económico de Davos para a aquisição do território autónomo dinamarquês.

JN/MS

O primeiro-ministro sueco defendeu que a união da Europa forçou os Estados Unidos a recuar numa intervenção militar na Gronelândia e na ameaça de taxas aduaneiras contra países com tropas na ilha.

Ulf Kristersson afirmou numa conferência de imprensa em Estocolmo que a pressão europeia obrigou Washington a optar por uma negociação no seio da NATO sobre o território autónomo da Dinamarca, depois das ameaças de anexação.

"Uma Europa unida obrigou os Estados Unidos a dar um passo atrás e, em vez disso, a iniciar uma discussão com a Dinamarca sobre o aumento da presença militar", disse. O chefe do Governo sueco considerou que qualquer diálogo deve ocorrer "sob as condições dinamarquesas". Insistiu que as exigências do presidente norte-americano, Donald Trump, para assumir o controlo da ilha terão sido suavizadas devido ao "apoio claro" da Europa à Dinamarca e à Gronelândia.

Kristersson reiterou que a Suécia está disponível para contribuir para o reforço da segurança da NATO no Ártico, mas lamentou a manutenção da retórica norte-americana contra as autoridades dinamarquesas.

Trump anunciou um acordo com a NATO sobre a Gronelândia que descreveu como "realmente fantástico". "Temos tudo o que queríamos", assegurou, após conversações com o chefe da NATO, Mark Rutte, no Fórum Económico de Davos, na Suíça. Trump disse que se trata de um entendimento de "segurança nacional e internacional" a longo prazo, cujo texto final será publicado em breve.

Na sequência das conversações com Rutte, Trump retirou a ameaça de impor taxas aduaneiras suplementares a oito países que enviaram tropas para a Gronelândia desde que anunciou pretender obter o controlo da ilha, a bem ou a mal. A Suécia era um desses países, juntamente com a Dinamarca, a França, a Alemanha, os Países Baixos, a Finlândia, a Noruega e o Reino Unido.

A primeira-ministra dinamarquesa,

Mette Frederiksen, reafirmou já que o acordo que estava a ser finalizado entre os Estados Unidos e a NATO não colocava em causa a soberania da Dinamarca sobre a Gronelândia.

Frederiksen disse que o secretário-geral da NATO garantiu que a integridade territorial não foi objeto de negociação. "Podemos negociar sobre tudo o que é político: segurança, investimentos, economia. Mas não podemos negociar a nossa soberania", declarou, em comunicado. Para a chefe do Governo de Copenhaga, apenas a Dinamarca e a Gronelândia podem tomar decisões sobre questões que lhes digam respeito. Além da importância geoestratégica, a Gronelândia é considerada uma das ilhas com maiores riquezas naturais, incluindo hidrocarbonetos e terras raras.

Trump tem alegado que pretende evitar o acesso da Rússia e da China à Gronelândia e a outras regiões do Ártico, propósitos negados por Moscovo e Pequim.

Paz Aviso

Chanceler alemão avisa contra Mundo baseado só no poder e dá exemplo nazi

O chefe do governo federal alemão, Friedrich Merz, avisou para o perigo de uma ordem internacional baseada exclusivamente no poder, dando como exemplo o drama vivido aquando do regime nazi no seu país.

"Um Mundo onde só o poder interessa é perigoso. Primeiro, para os pequenos estados e as médias potências, depois para as grandes [potências]. O meu país já trilhou esse caminho no passado (...) e arrastou o Mundo para o abismo. Lembremo-nos, portanto, de que a nossa maior força continua a ser capacidade de construir parcerias e alianças entre iguais", disse, no Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça. Merz descreveu a invasão da Ucrânia pela Rússia como a "expressão mais radical" até o momento de uma "nova era" da política internacional, num contexto em que a China, graças à sua visão estratégica, conquistou um lugar entre as grandes po-

tências".

"A posição dos Estados Unidos como líder global está a ser desafiada", continuou, acrescentando que Washington está a "reformular radicalmente a política externa e de segurança".

O chanceler alemão frisou que as "autocracias" têm "súbditos", ao passo que as "democracias têm parceiros e amigos confiáveis".

Num discurso maioritariamente em inglês, Merz encorajou os "europeus e parceiros com ideias semelhantes" a avançar e pediu, especificamente, aos "amigos europeus" que façam "investimentos maciços" nas capacidades de Defesa, desejando que as economias europeias fiquem "mais competitivas".

A Alemanha quer desempenhar um "papel fundamental" na proteção de uma ordem mundial baseada em regras, garantiu.

JN/MS

Luso-americano Alberto Coutinho recebe indulto do governador de Nova Jérsia

O ex-deputado de Nova Jérsia Alberto Coutinho, um luso-americano condenado em 2013 por furto e falsificação de documentos, recebeu esta semana um indulto do governador desse estado norte-americano num último ato de clemência antes de deixar o cargo.

Ogovernador Phil Murphy anunciou que perdoou 148 pessoas numa rodada final de concessão de indultos antes do final do mandato, elevando para 455 o número total de perdões e comutações concedidas.

Entre os beneficiados pelo governador cessante está Alberto Coutinho.

O ex-deputado estadual democrata declarou-se culpado de desviar fundos da fundação beneficente da sua família, tendo sido condenado a três anos de liberdade condicional em 2013, após admitir ter-se apropriado 32.500 dólares da Fundação Bernardino Coutinho, criada em 1991.

O ex-político era filho de Bernardino Coutinho, fundador dos festejos do Dia de

Portugal em Newark e de uma fundação que promovia a cultura portuguesa e a inserção da comunidade na sociedade norte-americana e que morreu em 2016. Em declarações ao jornal norte-americano Politico na terça-feira, Alberto Coutinho disse que candidatou-se ao indulto via 'online' e que conseguiu "algumas cartas de apoio da comunidade". O luso-americano afirmou que não teve ajuda de autoridades eleitas no esforço para conseguir o indulto.

A agência Lusa entrou em contacto com Alberto Coutinho para obter uma reação à decisão do governador, mas não obteve resposta.

A condenação de Alberto Coutinho em 2013 levou ao desmoronamento da sua carreira política. Como parte de um acordo judicial no âmbito desse processo, Coutinho concordou em nunca mais ocupar um cargo eletivo ou um emprego público no estado, segundo a imprensa local. Agora, o indulto concedido por Murphy oferece-lhe novamente essa perspetiva..

Trump assina em Davos carta de criação do "Conselho da Paz"

O presidente norte-americano, Donald Trump, assinou a carta de criação do "Conselho da Paz" em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar "em coordenação" com as Nações Unidas.

"A carta está agora em vigor e o Conselho da Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no conselho. Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, segundo avançou a Casa Branca na, mas Trump convidou todos os países a aderir à organização.

O líder norte-americano reafirmou que o Conselho da Paz vai começar por se focar em Gaza, mas depois terá uma atuação global. "Penso que podemos expandir para outras áreas, pois, à medida que tivermos sucesso em Gaza - e teremos muito sucesso em Gaza -, podemos fazer inúmeras outras coisas. Uma vez que este conselho esteja completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos", afirmou Trump.

Apesar de ter prometido trabalhar "em conjunto com as Nações Unidas", Trump criticou a ONU por "não ter feito o suficiente" historicamente. "Penso que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui pode ser algo muito, muito singular para o mundo", referiu, acrescentando querer "trabalhar com muitas nações, incluindo as Nações Unidas". Trump tem sido muito crítico da ONU e retirou os EUA de várias organizações in-

ternacionais, tendo expressado recentemente a ambição de que o novo conselho possa replicar, se não competir com a ONU, como um mediador internacional.

Apesar da ambição global, o logótipo do Conselho da Paz retrata apenas a América do Norte e partes da América do Sul.

Muitos dos aliados dos EUA na Europa rejeitaram participar no conselho, como França, Noruega, Eslovénia e Suécia, e muitos outros ainda não responderam ao convite, como Portugal, Reino Unido, Alemanha e a Comissão Europeia.

Da UE, apenas a Hungria participa na criação da organização, bem como Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Marrocos, Paquistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Uzbequistão e Vietname, entre outros. JN/MS

OLÍVIA SARAIVA

Paralegal licenciada | Notária pública

Notariado de documentação e representação no tribunal

• CONDUÇÃO IMPRUDENTE

• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA

• PARAR EM SINAL DE STOP

• FURAR SINAL VERMELHO

• EXCESSO DE VELOCIDADE

• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)

• USO DE TELEMÓVEL

• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO

Credito: DR

Comece o ano com o melhor da nossa tradição

Meias-finais e final revelaram que organização e ambição ainda podem desafiar o poder instalado

Quandoa Liga Portugal Betclic 2025/26 chegou à sua 18.ª jornada, o retrato do futebol português mostrou um campeonato rico em contrastes: uma liderança dominante, clubes que superaram expectativas, outros que desiludiram e uma arbitragem que, mais uma vez, deixou muita gente a questionar critérios e consistência.

No topo da tabela, FC Porto estabeleceu-se como líder absoluto, com 52 pontos em 18 jogos, fruto de 17 vitórias e apenas um empate e sem qualquer derrota, com uma diferença impressionante de +33 golos (37 marcados, 4 sofridos).

Esta performance não é apenas dominante no contexto interno, é também estatisticamente extraordinária: o Porto tem sido uma fortaleza defensiva, a melhor da competição, e demonstra grande eficácia ofensiva sempre que tem bola. A sua campanha à primeira volta está entre as mais fortes registadas em ligas europeias nesta fase da temporada.

Sporting CP e SL Benfica completam o pódio, com 45 e 42 pontos respetivamente, ambos ainda sem derrotas registadas nesta fase. O Sporting mostrou um futebol ofensivo consistente, com 50 golos marcados e apenas 9 sofridos, enquanto o Benfica, apesar de criar tanto como os rivais, beneficiou de uma baliza mais goleadora que a maioria das equipas fora do “Big Three”.

A superioridade técnica e tática destes três grandes clubes confirma o que se tornou uma constante: são eles que melhor conseguem controlar jogos, manter posse e criar oportunidades claras de golo. Mais importante ainda, conseguem converter essa superioridade em pontos, algo que permanece evasivo para a maioria dos clubes “médios” da liga.

A nível de surpresas positivas, o Gil Vicente FC merece destaque. Com 31 pontos, ocupa a 4.ª posição, à frente de históricos mais habituados a lutar por lugares europeus como o SC Braga (5.º lugar com 30 pontos). Mérito para César Peixoto e sua estrutura técnica.

O Gil Vicente tem mostrado um modelo de jogo equilibrado e pragmático, sustentado numa defesa organizada (13 golos sofridos) e na capacidade de aproveitar contra-ataques rápidos e bolas paradas. Esta consistência permitiu-lhe surpreender equipas com orçamentos maiores e criar um colchão confortável na luta por um lugar europeu.

O Moreirense FC também merece menção. Embora com um registo mais irregular (27 pontos), mostrou competitividade contra equipas de topo e conseguiu alguns resultados de relevo, sustentados num coletivo disciplinado e forte nas transições ofensivas.

Clubes como FC Famalicão (26 pontos) e Vitória SC (25 pontos) permanecem na luta por um lugar europeu, beneficiando de solidez defensiva em muitos jogos e uma capacidade surpreendente de pontuar fora de casa.

Se há histórias positivas, existem também deceções claras. No fundo da tabela, AVS Futebol SAD aparece com apenas 4 pontos, sem qualquer triunfo, e um saldo de golos

extremamente negativo (-33), confirmando uma primeira volta para esquecer.

Clubes como CD Tondela (12 pontos) e Casa Pia AC (14 pontos) também vivem momentos difíceis, com dificuldades em criar jogo consistente e em manter organização defensiva. Ambos se veem agora envolvidos numa luta intensa pela manutenção.

Outros tradicionais da liga, como o Rio Ave FC e o Estrela da Amadora, estão no meio da tabela com performances medianas, mas sem a consistência necessária para sonhar com algo mais.

Tal como em épocas anteriores, a arbitragem segue como tema controverso entre adeptos, treinadores e analistas. Embora os números gerais de faltas e cartões não sejam, por si só, fora do normal para uma liga com o ritmo da Primeira Liga, a perceção de critérios inconsistentes persiste, particularmente em lances de penalty e uso do VAR. Muitos críticos apontam que decisões em jogos entre os grandes e equipas de meio da tabela parecem sofrer de critérios variáveis, alimentando insatisfação generalizada nas bancadas e nas redes sociais.

O argumento mais comum é que a arbitragem não tem uniformizado os seus critérios ao longo das jornadas, algo que se torna mais visível no acompanhamento dos mesmos clubes ao longo de diferentes jogos. Enquanto alguns lances são interpretados de forma rigorosa, outros parecidos são dei-

xados passar sem intervenção, criando uma sensação de imprevisibilidade.

Além da classificação, há dados estatísticos que ajudam a entender o espetáculo em campo. A média de 2,7 golos por jogo revela um futebol ainda atrativo em termos ofensivos, mas isso esconde grandes disparidades entre equipas do topo e do fundo da tabela.

A diferença entre a melhor defesa (Porto) e muitas defesas na parte inferior é enorme, traduzindo-se em jogos em que equipas medianas lutam para manter coesão tática e evitar desvantagens precoces.

A primeira metade da Liga Portugal 2025/26 mostrou um campeão moral em potência, FC Porto, e um claro domínio dos três grandes que, apesar de dificuldades pontuais, continuam a ditar o ritmo da liga. Surpresas como o Gil Vicente e a solidez de equipas como o Famalicão trazem um sopro de competitividade, mas também expõem as limitações de um campeonato ainda muito desigual.

No entanto, a confiança dos adeptos pode ser abalada pela falta de critérios consistentes na arbitragem e pela enorme diferença entre os principais protagonistas e o resto. A segunda volta será decisiva para confirmar se as equipas surpreendentes conseguem sustentar o seu desempenho ou se os grandes reforçarão ainda mais a sua hegemonia.

Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.

Paulo Freitas Opinião

LIGA

DOS CAMPEÕES

Juventus vence Benfica e complica contas das águias na Champions

cano McKennie, com assistência do canadiano Jonathan David.

OBenfica ficou com a vida muito complicada na luta pelo acesso ao play-off da Champions, ao perder com a Juventus (2-0), em Itália, na penúltima jornada da fase de liga da prova milionária.

Após uma primeira parte equilibrada, sem golos e com poucas oportunidades, a equipa de Turim, já com Francisco Conceição em campo (entrou no reatamento para o lugar de Miretti), abriu o marcador aos 55 minutos, num tiro bem colocado do médio Thuram.

Nove minutos depois, a Juve aumentou a vantagem, por intermédio do norte-ameri-

Depois de Aursnes acertar no ferro num canto, Chico Conceição esteve perto de criar o 3-0, num cruzamento em que a bola desviou para o poste, mas o Benfica reagiu e teve uma grande ocasião para reduzir a desvantagem aos 81 minutos, quando o VAR avisou o árbitro de uma falta na área sobre Leandro Barreiro. Chamado a bater, Pavlidis falhou de forma caricata, escorregando na hora do remate.

Com esta derrota, o Benfica continua a somar seis pontos e, para passar ao play-off, tem de ganhar na última jornada ao Real Madrid, na Luz, e esperar por vários resultados favoráveis nas outras partidas da ronda agendada para a próxima quarta-feira, dia 28 de janeiro.

JN/MS

Sporting surpreende PSG e garante play-off da Champions

Sporting CP 2

Paris Saint-Germain F.C. 1

O Sporting derrotou o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu, por 2-1, e entrou, à condição, no top-8 da classificação, assegurando desde já um lugar no play-off.

Em Alvalade, o herói foi Luis Suárez, que marcou aos 74 e aos 90 minutos, garantindo três pontos fulcrais para as ambições leoninas na Liga dos Campeões. Kvaratskhelia assinou o golo parisiense aos 79 minutos.

Perante o campeão em título, o Sporting passou dificuldades e defendeu du-

rante a maior parte do tempo, sentindo dificuldades para tirar a bola à equipa de Luis Enrique. Ainda assim, espreitou o contra-ataque em várias ocasiões, aproveitando dois lances bem construídos para marcar.

Com Nuno Mendes, Vitinha e Gonçalo Ramos, o PSG também espreitou o golo várias vezes, para além do tento de Kvaratskhelia, e ainda na primeira parte viu o VAR negar-lhe o 0-1 por falta sobre Geny Catamo.

Com esta vitória, o Sporting passa a somar 13 pontos e sobe ao sexto lugar da fase de liga, garantindo, pelo menos, a presença no play-off de apuramento para os oitavos de final.

SC TORONTO

Dois golos na segunda parte valeram o triunfo à equipa italiana sobre o Benfica (2-0), em Turim.
Creditos: DR
Juventus FC 2
S.L. Benfica 0
McKennie foi o autor do segundo golo da Juventus. (AFP)
Luis Suárez deu muito trabalho à defesa do PSG. (Patrícia de Melo Moreira / AFP)

F. C. Porto empata em Plzen

O FC Porto foi à Chéquia empatar com o FC Viktoria Plzeň (1-1) na sétima jornada da Liga Europa e vai entrar na última ronda da fase de liga com 14 pontos. Deniz Gül marcou o único golo portista no Stadion města Plzně.

Com quatro mudanças no onze que havia alinhado em Guimarães, os Dragões entraram à procura da baliza adversária e Borja Sainz obrigou Wiegele a aplicar-se (3m), mas os anfitriões inauguraram o marcador de seguida com um remate à entrada da área de Lukas Cerv (1-0). A resposta à desvantagem voltou a chegar através do extremo espanhol que, desmarcado por William Gomes, permitiu a defesa do guarda-redes austríaco aos 18 minutos.

Um cabeceamento de Samu (35m) voltou a testar o Viktoria Plzeň, que em cima do intervalo ficou reduzido a dez jogadores. Num canto cobrado por Rodrigo Mora à esquerda, Kiwior cabeceou para junto do poste mais próximo e Vydra utilizou o braço para impedir a igualdade. Chamado ao monitor pelo

VAR Michael Fabbri, o árbitro Andris Treimanis mostrou o cartão vermelho ao capitão checo e apontou para a grande penalidade, de onde o ponta de lança não conseguiu acertar no alvo.

Atrás no placar, mas em superioridade numérica, os azuis e brancos regressaram com Pepê no lugar de Borja Sainz, Francisco Moura e Gabri Veiga foram lançados por troca com Rodrigo Mora e Alberto Costa aos 56 minutos e o remate forte de Pablo Rosario foi o lance de maior perigo até Martim Fernandes e William Gomes serem substituídos por Alan Varela e Deniz Gül (70m).

O internacional turco esteve em evidência aos 79, quando, a passe de Pepê, ficou perto de empatar pouco antes de cair na área após um contacto com Lukas Cerv que motivou protestos em campo e no banco, mas sem consequências. Francisco Moura ainda marcou (85m), mas o golo foi prontamente invalidado por mão na bola de Samu. Num período em que os da Invicta cercavam a baliza adversária, Deniz Gül recebeu de Jakub Kiwior dentro da área e fuzilou as redes, resgatando um ponto ao minuto 90 (1-1).

PC/MS

Braga vence Nottingham

S.C. Braga 1

O Sporting de Braga venceu os ingleses do Nottingham Forest, por 1-0, na sétima e penúltima jornada da fase de liga da Liga Europa de futebol, e continua em zona de apuramento direto para os oitavos de final.

Em Braga, os ingleses desperdiçaram uma grande penalidade aos 53 minutos, com Hornicek a defender o remate efetuado por Morgan Gibbs-White, para no minuto seguinte a formação lusa chegar à vantagem, beneficiando de um autogolo de Ryan Yates. Com este resultado, o Sporting de Braga, que tem a continuidade em pro-

va assegurada via play-off, segue no quinto lugar, com 16 pontos, em posição de apuramento direto, enquanto o Forest, que viu Elliot Anderson ser expulso aos 90+4 minutos, está nos lugares de play-off.

Com os resultados da noite, o FC Porto, também com o play-off de acesso aos oitavos de final assegurado e que empatou 1-1 na visita ao Viktoria Plzen, passou a somar 14 pontos e caiu para a nona posição, a primeira fora da zona de apuramento direto.

As duas formações lusas vão lutar pelo apuramento direto, reservado aos oito primeiros, na última ronda, com os bracarenses a visitarem os neerlandeses do Go Ahead Eagles e os ‘dragões’ a receberem os escoceses do Rangers. Futebol 365/MS

Creditos: DR

FUTEBOL

"A

seleção é melhor quando o Cristiano está em campo"

Roberto Martínez, selecionador nacional, concedeu uma extensa entrevista à ESPN na qual falou da carreira, das possibilidades da seleção portuguesa conquistar o Mundial, de Cristiano Ronaldo e Diogo Jota. "A equipa que nós construímos foi com o Diogo Jota e vai continuar a ser", referiu.

Entre vários temas, um dos mais abordados acabou por ser o próximo Mundial. Nessa toada, após questionado, Roberto Martínez referiu aquilo que falta à seleção portuguesa em vésperas da competição, que se vai realizar entre o Canadá, Estados Unidos e México.

"O que falta é o que nós vamos fazer durante os três primeiros jogos do Mundial. Porque, agora, estamos apurados, mas só temos três jogos. E é isso que precisamos de controlar bem, os três períodos de 90

minutos que nós temos. Porque acredito muito que uma equipa fazer um bom torneio, ganhar o Mundial, envolve o que acontece durante esses três jogos. A equipa cresceu muito com os jogos do passado, com o que aconteceu na fase de preparação para o Europeu, durante o Europeu e, depois, o aspeto de ganhar a Liga das Nações da UEFA no seu formato mais exigente. Acho que é uma caminhada que faz parte da preparação da nossa equipa para o Mundial. Mas a preparação certa vai ser durante os três primeiros jogos do Mundial", referiu à ESPN, deitando um olhinho para as probabilidades de erguer o troféu. "Favorito, não. Candidato, sim. Porque, no Europeu, só há quatro seleções que estiveram em todas as competições importantes desde o ano 2000: Alemanha, Espanha, França e Portugal. Então, estamos no patamar certo para aceitar a responsabilidade, a exigência, a expectativa dos adeptos. Isso é ser candidato. E acredito muito na nossa atitude, em nossos valores como equipa", explicou.

Compromisso de Ronaldo é inegociável Roberto Martínez falou ainda de Cristiano Ronaldo e do papel dele nas Quinas. "O Cristiano Ronaldo, que chegou à seleção, há 21 anos, não é o mesmo Cristiano de agora. Agora, é um jogador muito mais de posição, de ponta de lança. É um jogador que, para nós, é um finalizador. É o melhor marcador da história. Então, ter um jogador que, agora, está com 25 golos nos últimos 30 jogos da seleção, é um presente. É o agora, não estamos a falar do que o jogador fez há 10 anos. Então, para mim, é muito importante o compromisso dele. É o único jogador do mundo que tem mais de 220 internacionalizações. Com a experiência do Cristiano Ronaldo, ter o compromisso que ele tem... Ele é um exemplo. E é um joga-

dor que contagia o balneário. Em campo, é um finalizador, que atrai marcações durante o jogo e abre espaço; e, para nós, esse é um aspeto muito importante, também com toda a experiência que ele consegue transmitir aos jogadores. Defeito? Acho que o defeito de um jogador, no geral, é quando não há compromisso, quando há falta de atitude. Então, um jogador sem compromisso, sem atitude, não é chamado para a seleção", completou.

O selecionador nacional destacou a resiliência do astro português e elogiou o foco. "Ainda agora, acho que ele está a mostrar que a idade é um número. Para ele, todos os dias são oportunidades de melhorar e conseguir acrescentar aquilo que ele consegue trazer à seleção. Nós, da comissão técnica, avaliamos todos os jogadores, todos os dias. Então a nossa avaliação do nosso capitão é a mesma que fazemos com os outros jogadores. E ele consegue estar num nível que faz com que mereça ser chamado. E a seleção é melhor quando o Cristiano está em campo", atirou, destacando também aquilo que ganham com ele. "Estamos a falar do jogador mais experiente do mundo. O jogador mais experiente dentro do futebol mundial. Então precisamos utilizar isso. Só pode ser positivo um jogador novo chegar ao balneário e poder aprender do jogador mais experiente que existe. Depois, há o aspeto dos movimentos dentro da área. É um jogador muito inteligente, rompe a linha defensiva, abre espaços para outros jogadores. E é um jogador de área. É esse o aspeto em que precisamos utilizar as valências do Cristiano. Mas todos os aspetos dele, de compromisso, do que significa jogar pela seleção - são muito importantes. É o melhor marcador, é o melhor jogador de área que nós temos em Portugal".

AO/MS

BASQUETEBOL

Neemias em destaque no triunfo categórico dos Celtics

Os Boston Celtics, com Neemias Queta em bom plano, realizaram uma exibição notável esmagando os Hawks, em Atlanta, por uns expressivos 132-106.

A equipa de Boston impôs o seu ritmo desde o início, fechando o primeiro período com uma vantagem de 30-23. O seu domínio prosseguiu, terminando o período seguinte com uma diferença esmagadora, 52-28, indo para os balneários com diferença de 31 pontos (82-51).

Na segunda parte, os Celtics mantiveram desde cedo o controlo do jogo, garantindo a vitória. No último período, com o jogo já decidido, os visitantes abrandaram o ritmo, dando aos Hawks a oportunidade de reduzir os números da derrota.

Numa partida em que o poste português Neemias Queta voltou a estar a grande nível — 14 pontos, 7 ressaltos, 1 assistência, 1 roubo de bola e 1 desarme de lançamento, — Jaylen Brown foi a figura principal, com 41 pontos, 6 ressaltos e 2 assistências.

JN/MS

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Após o trauma da eliminação na Taça da Liga e na Taça de Portugal, o Benfica entrou com o pé direito na segunda volta do campeonato. José Mourinho tinha garantido, na antevisão, que ia dar caça aos dois primeiros classificados e a arma das águias chegou e sobrou para, mesmo com muitos tiros de pólvora seca pelo meio, abater um Rio Ave que só deu sinais de vida, e poucos, na segunda parte.

Aexibição no Dragão, apesar da derrota nos quartos de final da prova rainha, deixou o treinador benfiquista orgulhoso e o toque a reunir das tropas encarnadas fez efeito em Vila do Conde. Com um início de jogo fortíssimo, com muita dinâmica nas alas, o Benfica subjugou a equipa vilacondense a uma pressão avassaladora e quando Leandro Barreiro abriu o marcador, de cabeça aos 16 minutos após cruzamento de Sudakov, já as águias podiam estar a vencer tranquilamente. Nelson Abbey negou as tentativas de Pavlidis e Dedic, Tomás Araújo falhou o alvo e Schjelderup acertou no poste.

À festa do golo seguiu-se um penálti assinalado por mão de Nikos, mas após ser alertado pelo VAR e ver as imagens, o árbitro reverteu a decisão e o 2-0 ficou adiado até ao minuto 25. Ntoi teve a pontaria que continuava a falhar aos avançados benfiquistas, mas o médio do Rio Ave acertou onde menos queria: na própria baliza.

A equipa da casa ainda assustou Trubin em cima do intervalo, com o mesmo Ntoi acertou no poste da baliza do guarda-redes ucraniano que tinha sido, até então, apenas

mais um espectador nos Arcos. A segunda parte foi bem menos interessante, com o Benfica a continuar a manter o controlo e a mostrar as mesmas dificuldades na finalização. Prestianni e Sudakov, por duas vezes, tiveram nos pés a possibilidade de acabar com todas as dúvidas e evitar o susto que surgiu ao minuto 69. Clayton marcou num remate cruzado, mas o lance foi anulado por fora de jogo pelo assistente, decisão confirmada pelo VAR, já que o ponta de lança estava sete centímetros para lá do último defesa.

A possível emoção para a reta final do encontro transformou-se, então, numa mera formalidade de deixar correr o cronómetro, com Pavlidis e Manu Silva a deixarem, ainda assim, os nomes na lista de oportunidades perdidas pelo Benfica em Vila do Conde.

JN/MS

Penálti de Alan Varela dá vitória suada ao F. C. Porto no terreno do V. Guimarães

lance que motivou muitos protestos do banco vitoriano. No entanto, o espanhol Samu desperdiçou a vantagem, ao colocar demasiado a bola, esbarrando na barra.

O F. C. Porto deslocou-se a Guimarães para derrotar o Vitória pela margem mínima (0-1), num jogo em que teve de batalhar para sair com os três pontos, que permitem continuar descansado na liderança do campeonato. Reforço Pietuszewski conquistou o penálti da vitória, concretizado por Alan Varela.

Motivados pela conquista da Taça da Liga no dérbi minhoto contra o Braga, os conquistadores entraram com tudo, ajudados pela grande moldura humana na bancada, mas não tiveram eficácia para abrir o marcador. Os dragões tentavam resisitir ao ímpeto ofensivo dos caseiros e só respiraram com o penálti assinalado aos 25 minutos. Alberto Costa lançou-se pela ala direita e acabou derrubado por Lebedenko à entrada da grande área, num

O jogo seguiu com uma toada muito ofensiva, com várias oportunidades de golo de lado, sempre com as mais perigosas a serem do lado da casa. Mas quem inaugurou o marcador foi mesmo a formação azul e branca, com outro penálti, desta vez após revisão do VAR, que viu queda do jovem reforço Pietuszewski, com Alan Varela a enganar Castillo e a fazer o primeiro do jogo.

A equipa de Guimarães tentou responder à desvantagem, em busca de pontos no encontro, mas Farioli lançou Bednarek vindo do banco que fechou a baliza portista.

Com esta vitória, o F. C. Porto continua isolado na liderança do campeonato nacional, com 52 pontos, sendo que o V. Guimarães cai para oitavo, com 25. JN/MS

Creditos: DR

I LIGA -

II LIGA -

RESULTADOS - 18ª JORNADA

19ª

JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

23/01

Casa Pia AC 20:15 AFS

24/01

Moreirense 15:30 Santa Clara

FC Arouca 18:00 Sporting

Estoril Praia 20:30 Vitória SC 25/01

Nacional 15:30 Rio Ave

FC Famélico 18:00 CD Tondela

Benfica 18:00 Est. Amadora

SC Braga 20:30 FC Alverca 26/01

FC Porto 20:15 Gil Vicente

RESULTADOS - 18ª JORNADA

Paços Ferreira

Académico 2-0 UD Leiria

Farense 0-0

UD Oliveirense

FC Felgueiras 0-1 Leixões

FC Penafiel 0-2

Benfica B 1-0

Portimonense

GD Chaves

Lourosa 0-4 Marítimo

Sporting B 1-2 Torreense

Feirense 2-1 FC Porto B

19ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)

23/01

Paços Ferreira 18:00 Académico 24/01

GD Chaves 11:00 Lourosa

Marítimo 14:00 FC Felgueiras

Leixões 15:30 Benfica B

25/01

FC Porto B 11:00 FC Vizela

Portimonense 11:00 Feirense

Torreense 14:00 Farense

UD Oliveirense 15:30 FC Penafiel

26/01

UD Leiria 18:00 Sporting B

Geny e Daniel Bragança dão vitória ao Sporting frente ao Casa Pia

O Sporting venceu o Casa Pia, por 3-0, no jogo que abriu a segunda volta do campeonato. Dois golos de Geny Catamo e um do regressado Daniel Bragança garantiram o sucesso dos leões.

Rui Borges promoveu a estreia a titular de Luís Guilherme e adaptou Fresneda a lateral esquerdo, uma vez que Maxi Araújo cumpria suspensão e Ricardo Mangas não estaria nas melhores condições físicas. Com muitas baixas, por lesão e castigo, o Sporting ressentiu-se e, apesar de dominar territorialmente, sentiu dificuldades para ultrapassar a defesa do Casa Pia.

Após três remates por cima de Luis Suárez, Alvalade festejou o primeiro aos 38 minutos,. Regressado da Taça das Nações Africanas, Geny Catamo rematou de pé esquerdo, com a bola a desviar num defesa e a trair Patrick Sequeira. O internacional moçambicano só precisou de mais cinco minutos para voltar a acertar no alvo. Desmarcado por um passe fantástico de Gonçalo Inácio, o extremo disparou para o 2-0 que se registou ao intervalo.

A segunda parte começou com um remate perigoso de Livolant e, no outro extremo, Trincão não conseguiu aproveitar uma defesa para a frente de Patrick Sequeira. Em cima da hora de jogo, Tiago Morais obrigou Rui Silva a defesa atenta e, pouco depois, Alvalade aplaudiu o regresso à competição de Daniel Bragança, após uma longa paragem por lesão.

Geny ainda começou a celebrar o "hat-trick", mas o moçambicano estava fora de jogo, e o terceiro golo chegou ao minuto 78. Erro na saída de bola do Casa Pia, recuperação de João Simões e Suárez a assistir para o golo especial de Daniel Bragança, que não jogava pela equipa principal desde 15 de fevereiro. JN/MS

JOGOS OLÍMPICOS

Portugal com três atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno

Vanina Guerillot e Emeric Guerillot, no esqui alpino, e José Cabeça, no esqui de fundo, vão ser os três representantes portugueses nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, anunciou esta segunda-feira o Comité Olímpico de Portugal (COP).

Enquanto Vanina Guerillot e José Cabeça vão repetir a presença em Jogos, depois de terem estado em Pequim 2022, Emeric Guerillot vai fazer a estreia em Milão-Cortina, evento que se disputa de 6 a 22 de fevereiro.

Depois do 43.º lugar no slalom gigante e de não ter terminado no slalom em Pequim 2022, Vanina Guerillot, de 23 anos, vai voltar a competir nas mesmas duas provas, com o slalom gigante a 15 de fevereiro e o slalom três dias depois. Eme-

ric Guerillot, de 18 anos, vai participar em três provas, voltando a colocar Portugal no Super G, no qual o país não tem representantes desde Lillehammer1994, prova agendada para 11 de fevereiro. A 14 de fevereiro, Guerillot vai disputar o slalom gigante, com o slalom marcado para 16 de fevereiro.

José Cabeça vai repetir a presença em Jogos de Inverno, depois do 88.º lugar nos 15 km estilo clássico em Pequim 2022, disputando, no esqui de fundo, o sprint em 10 de fevereiro e, três dias depois, os 10 km estilo livre.

O presidente da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, Pedro Flávio, vai ser o Chefe da Missão portuguesa a Milão-Cortina 2026.

A Bola/MS

ATLETISMO

Patrícia Silva conquista bronze nos 1.500 metros do

do Luxemburgo

Patrícia Silva terminou no terceiro lugar da final dos 1.500 metros do Meeting do Luxemburgo em pista coberta. A prova foi vencida pela etíope Samrawit Mulugeta, com a francesa Adèle Gay a ocupar a segunda posição.

A atleta portuguesa, que representa o Sporting, assumiu a liderança durante grande parte da corrida e mostrou-se

Meeting

sempre competitiva, mas acabou por ceder na última volta. Cortou a meta com o tempo de 4.08,35 minutos, apenas atrás de Mulugeta, vencedora com 4.07,59, e de Gay, que completou a distância em 4.08,12.

Aos 25 anos, Patrícia Silva tem como recorde pessoal nos 1.500 metros a marca de 4.05,02 minutos.

HÓQUEI EM PATINS FC Porto oficializa Rafa

Rafa renovou por um ano o contrato com o FC Porto, até 2027, mas com mais duas temporadas de opção.

Oclube portista formalizou o acordo com o internacional português, de 34 anos, que está há 17 anos no clube. Nesta longa relação, Rafa conquistou sete campeonatos de hóquei em patins, cinco Taças de Portugal, cinco Supertaças, uma Elite Cup, uma Liga dos Campeões, uma Taça Intercontinental e uma Taça Continental.

«Esta renovação significa muito para mim, aqui sinto-me em casa. É aqui que eu quero estar, é aqui que me sinto bem. Perceber que ano após ano o FC Porto continua a contar comigo e com o meu trabalho é muito gratificante, sem dúvida, porque sempre me disseram que mais difícil do que chegar a este patamar era conseguir manter-me aqui durante muitos anos e a verdade é que os anos vão passando e eu continuo por cá. Isso enche-me de orgulho e de satisfação»,

disse o jogador aos meios de comunicação dos portistas.

Rafa recebeu o Dragão de Ouro para atleta do ano na última gala do clube, mas, em final de contrato, teve em mãos uma proposta do Benfica, depois de, numa fase inicial, não ter chegado a acordo com os dragões.

Rafa já tinha à espera um contrato de três épocas para se mudar para a Luz, mas os dirigentes portistas reconsideraram a proposta financeira e os anos de vínculo para segurar o atleta.

O jogador vestiu 113 vezes a camisola da Seleção Nacional e despediu-se no último Europeu, em Paredes, no ano passado, com 81 golos, um Mundial (2019), dois Europeus (2016 e 2025) e duas Taças das Nações (2016 e 2019).

Rafa é um produto da escola do Óquei de Barcelos, transferindo-se em 2009 para os portistas, que o emprestaram em três ocasiões para clubes distintos: HC Braga, Valongo e Barcelos.

A Bola/MS
José Cabeça esteve nos Jogos Olímpicos 2022 e terminou em 48.º lugar. (DR)
Rafa é um dos símbolos dos dragões que esteve quase a mudar-se para os rivais encarnados. (WSE)

Former Raptor Kawhi dazzles youth in Scarborough

Scarborough’s TAT Stadium was electric last Saturday as a familiar face returned to the city he once led to glory. Kawhi Leonard, the cornerstone of the Toronto Raptors' historic 2019 championship run, made a surprise appearance to mentor local youth at a skills development clinic. The atmosphere near Birchmount and Crouse Road was one of pure jubilation, as dozens of young athletes and their parents greeted the superstar with a roar of approval.

Addressing the crowd, the current Los Angeles Clippers forward made his affection for the city clear: "Toronto is still in my heart."

The event was far more than a simple meet-and-greet. Leonard took an active role on the court, personally guiding participants through shooting and passing drills. The significance of the day was further cemented with the dedication of the court in his name. TAT Stadium founder Jackie Fung revealed that the partnership was sparked by Leonard himself, who approached Fung about hosting a clinic in Toronto following a successful collaboration on an event in China. Beyond his time, Leonard also provided tangible support, donating shoes, apparel, and basketballs to the aspiring players.

In a poignant moment, Leonard gestured toward a photo of his iconic 2019 buzzer-beater against Philadelphia. He used the "Shot" as a teaching tool, emphasizing that the spectacular moment was merely the result of countless, unseen hours of training and sacrifice. His goal, he explained, is to "leave a blueprint" for the next generation of Canadian talent, vowing that this visit wouldn't be his last.

The connection to the city is also deeply personal for Leonard. "My son was born out here, so he’s a Canadian," he shared, mentioning that his family plans to bring his son back to explore his birthplace in the future.

The ceremony also featured an appearance by Mayor Olivia Chow, who helped energize the crowd. Chow emphasized that the day was about more than just star power, noting that it was about providing youth with the "space, support, training and programs" necessary to reach their full potential.

Leonard’s visit coincided with a trip to Toronto for a matchup against his former team, where the Clippers edged out the Raptors 121-117. While he may wear a different jersey now, his commitment to the community ensures that his legacy in Toronto remains firmly intact.

RS/MS

BASEBALL Bichette: Only fond memories of Jays

In a spectacle of New York flash, Bo Bichette officially traded Toronto Blue Jays pinstripes for Mets orange and blue on Tuesday, donning No. 19 at Citi Field. The 28-year-old two-time All-Star moves to the Big Apple on a three-year, $146 million deal—a contract that grants the infielder a rare level of career autonomy via two opt-outs.

The signing marks a poignant end to an era in Toronto. Bichette, once a long-haired phenom drafted in 2016, grew into a franchise cornerstone alongside Vladimir Guerrero Jr. Together, they led the Blue Jays to the 2025 American League pennant, falling just short of a title. For years, Bichette maintained that his "ultimate goal" was to win a championship in Toronto alongside Guerrero. However, as the free agency process unfolded, he admitted the choice to move on became clear.“

Vladdy is a brother for life,” Bichette told Sportsnet. “The Blue Jays were in touch all off-season, but it became clear that this was the decision I needed to make.”

The departure leaves a bittersweet taste for Toronto fans. Bichette’s final act as a Blue Jay was legendary: a three-run homer on a sprained knee against Shohei Ohtani in World Series Game 7. While that moment remains etched in Toronto lore, it now serves as a farewell. His agent, Greg

Genske, noted that while the Blue Jays remained in "healthy dialogue" through the winter, the Mets emerged as a team uniquely committed to winning under owner Steve Cohen.

Bichette’s exit highlights the risk of letting star talent reach the open market. While Toronto successfully locked up Guerrero with a $500-million extension last April, they couldn't replicate the feat with Bichette. His move to New York, coupled with star outfielder Kyle Tucker choosing the Dodgers, shifts the landscape for the 2026 Blue Jays.

Toronto must now pivot. Defensively, Andres Gimenez will slide to shortstop. Offensively, the club will rely on a bounce-back from Anthony Santander and the continued dominance of Guerrero. Meanwhile, reinforcements like Kazuma Okamoto and Dylan Cease will be tasked with keeping the club in contention.

For Bichette, the transition involves moving to third base and embracing the heightened pressures of New York. His father, Dante Bichette, expressed pride in his son’s journey to free agency, noting that he always envisioned Bo playing on the game’s biggest stage. As the Mets aim to dethrone the champion Dodgers, Bichette is ready for the spotlight. "My goal is to win," he said, "and this organization checks it all."

Luis Camara Secretary Treasurer

Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager

Nelson Melo President

Jaime Cortez E-Board Member

Marcello Di Giovanni Vice-President

Pat Sheridan E-Board Member

Artigo de Opinião sobre Perspetivas da Indústria: Porque é que a liderança do Ontário na mobilidade laboral é importante

O Ministro do Trabalho do Ontário, David Piccini, foi recentemente designado pelos primeiros-ministros provinciais e ministros do trabalho de todo o país para liderar um esforço nacional destinado a desmantelar as barreiras à mobilidade laboral e a harmonizar as normas de segurança na construção.

Oobjetivo é claro: garantir que os trabalhadores qualificados possam ir para onde são necessários, adotando simultaneamente os mais elevados padrões de segurança para que cada trabalho seja bem feito e, mais importante ainda, realizado em segurança.

Num país tão vasto e economicamente interligado como o Canadá, isso já deveria ser a norma. Em vez disso, regras de recertificação obsoletas e quadros regulamentares desiguais dificultaram a circulação de profissionais qualificados entre províncias, atrasando projetos, aumentando custos e limitando as oportunidades para os trabalhadores.

A liderança colaborativa do Ontário está a mudar isso.

O Canadá está a entrar numa década decisiva para as infraestruturas, habitação, energia e renovação industrial. Desde a remodelação nuclear e expansão da rede elétrica aos transportes, cuidados de saúde e construção de habitação, a procura por mão de obra qualificada está a aumentar mais rapidamente do que qualquer província consegue fornecer isoladamente.

Isso faz com que a mobilidade laboral não seja apenas uma questão de força de trabalho, mas uma questão económica.

Um profissional formado e certificado numa província não deve enfrentar bar-

reiras desnecessárias para trabalhar noutra. Quando os trabalhadores qualificados são bloqueados por testes ou burocracia redundantes, os projetos atrasam-se, os custos aumentam e os canadianos sentem o impacto em tudo, desde a acessibilidade da habitação à fiabilidade energética.

O Ontário escolheu um caminho mais inteligente.

Ao promover o reconhecimento mútuo de credenciais e ao trabalhar com parceiros provinciais para alinhar as normas de segurança, a província está a eliminar a duplicação enquanto reforça a proteção dos trabalhadores. Respeita o profissionalismo dos artífices e reconhece uma verdade simples: as competências viajam com o trabalhador.

Para os membros da LiUNA, isto é extremamente importante. Os nossos membros constroem e mantêm a espinha dorsal da economia do Canadá: autoestradas, hospitais, centrais elétricas, sistemas de água, casas e tudo o resto. Estes projetos abrangem cada vez mais várias províncias, exigindo que os trabalhadores acompanhem o trabalho. Um sistema que permita a um trabalhador qualificado de Manitoba ou da Nova Escócia entrar num estaleiro de obra no Ontário sem atrasos burocráticos significa mais oportunidades para os trabalhadores e uma entrega mais rápida para os canadianos.

Igualmente importante é a harmonização da segurança.

O trabalho de construção e industrial é exigente. Os trabalhadores merecem normas claras e consistentes que os protejam, independentemente de onde estejam a trabalhar. Quando as províncias operam sob

regras de segurança diferentes, a confusão aumenta e o risco segue-se. Normas harmonizadas garantem que cada trabalhador sabe o que é necessário para se manter seguro e ter sucesso no trabalho.

A harmonização não significa baixar os padrões. Pelo contrário. Significa aplicar os padrões mais elevados em todo o lado. Os benefícios estendem-se muito além da construção. A competitividade do Canadá depende da rapidez e eficiência com que conseguimos entregar grandes projetos. A escassez de mão de obra, os estrangulamentos de credenciais e a formação inconsistente abrandam o crescimento e desencorajam o investimento. Uma força de trabalho móvel e bem protegida atrai talento, fortalece a produtividade e apoia a estabilidade económica a longo prazo.

O Ontário compreende isto. À medida que avança com grandes investimentos em energia, transportes, indústria transformadora e habitação, está a garantir que os trabalhadores não fiquem presos atrás de muros regulatórios obsoletos. Está a tratar a mobilidade laboral como aquilo que ela verdadeiramente é: infraestrutura económica.

O Canadá não precisa de 13 mercados de trabalho separados. Precisa de uma força de trabalho integrada que possa responder onde a procura é mais elevada. As províncias devem seguir o exemplo do Ontário, harmonizando as credenciais de saúde e segurança, alinhando a formação em segurança e removendo a burocracia desnecessária que trava as oportunidades para os trabalhadores qualificados.

O impacto seria transformador: mais oportunidades para os trabalhadores, en-

trega de projetos mais rápida, estaleiros mais seguros e uma economia nacional mais forte. Significa que os profissionais podem construir as suas carreiras, ganhar mais e ajudar a entregar os projetos de que o Canadá necessita, sem ficarem retidos por barreiras inúteis.

É por isso que esta abordagem foi unanimemente apoiada pela Canadian Building Trades, que representa mais de 600.000 trabalhadores da construção em 14 sindicatos internacionais, trabalhando em mais de 60 ofícios e ocupações especializadas, gerando seis por cento do PIB do Canadá.

A LiUNA, o maior sindicato da construção do Canadá, representa mais de 160.000 trabalhadores que transformam planos em realidade todos os dias. Desde hospitais e linhas de transporte a projetos de energia e habitação, os nossos membros são a espinha dorsal da construção da nação. Quando os governos removem barreiras e investem nos trabalhadores, os nossos membros — presentes e futuros — aparecem e cumprem.

O Ontário está a provar que modernizar a mobilidade laboral e harmonizar as normas de segurança não é apenas possível, é essencial para atrair talento, aumentar as oportunidades e construir a força de trabalho que o Canadá necessita para o futuro. O momento para construir é agora. Os membros da LiUNA estão prontos.

Victoria Mancinelli/DCN/MS

Victoria Mancinelli é a diretora de relações públicas, marketing e parcerias estratégicas da Labourers International Union of North America.

SAÚDE & BEM-ESTAR

Maldita tosse

A tosse é um dos sintomas mais comuns das doenças respiratórias e, embora muitas vezes seja encarada como um incómodo menor, pode tornar-se persistente, cansativa e até preocupante. Trata-se, na verdade, de um mecanismo natural de defesa do organismo, cuja função é proteger as vias respiratórias, eliminando secreções, partículas irritantes ou agentes infeciosos. No entanto, quando se prolonga no tempo ou interfere com o descanso e a qualidade de vida, torna-se essencial saber como a aliviar de forma segura e eficaz.

Antes de mais, é importante compreender que nem todas as tosses são iguais. A tosse seca, também chamada não produtiva, caracteriza-se pela ausência de expetoração e é frequentemente associada a infeções virais, alergias, ar seco ou irritação da garganta. Já a tosse produtiva surge acompanhada de muco e tem como objetivo libertar as vias respiratórias, sendo comum em constipações, gripes e bronquites. Esta distinção é fundamental, pois a abordagem ao alívio da tosse deve ter em conta o seu tipo e a sua causa. Mas então, o que pode fazer para o alívio natural da tosse?

Beba água

Uma das medidas mais simples e eficazes para aliviar a tosse passa por manter uma boa hidratação. Beber água regularmente ajuda a fluidificar as secreções, facilitando a sua eliminação, e reduz a irritação da garganta. Bebidas quentes, como chás de ervas, caldos ou água morna com limão, podem proporcionar um alívio adicional, sobretudo no caso da tosse seca, ao acalmar a mucosa irritada.

Coma mel

O mel é outro aliado frequentemente referido quando se fala em tosse. Graças às suas propriedades calmantes e antibacterianas, pode ajudar a reduzir a irritação da garganta e a frequência da tosse, especialmente durante a noite. Uma colher de mel simples ou dissolvida em chá morno pode ser suficiente para trazer algum conforto. No entanto, é importante lembrar que o mel não deve ser dado a crianças com menos de um ano.

Use extratos de plantas

Os extratos de plantas também são comummente utilizados para a tosse. Entre estes, a malva é reconhecida pelas suas propriedades emolientes e anti-inflamatórias. A mucilagem e outras substâncias presentes na

malva atuam revestindo as mucosas com uma camada viscosa que as protege dos irritantes, acalmando a garganta e reduzindo a irritação. Por estes motivos, a malva tem sido utilizada contra a tosse nas constipações comuns.

Humidifique o ambiente

O ambiente em que se vive também desempenha um papel relevante. O ar seco, especialmente no inverno ou em casas com aquecimento ligado durante longos períodos, pode agravar a tosse. A utilização de um humidificador ajuda a manter a humidade do ar, prevenindo o ressecamento das vias respiratórias. Em alternativa, colocar uma taça com água perto de uma fonte de calor ou tomar um duche quente pode ter um efeito semelhante.

E... descanse

No caso da tosse associada a constipações ou gripes, o descanso é fundamental. Permitir que o corpo recupere ajuda o sistema imunitário a combater a infeção de forma mais eficaz, reduzindo a duração dos sintomas. Evitar o fumo do tabaco e outros poluentes é igualmente essencial, já que estas substâncias irritam as vias respiratórias e prolongam a tosse. Quando as medidas na-

turais não são suficientes, podem ser utilizados medicamentos de venda livre, sempre com aconselhamento adequado. Os antitússicos são indicados sobretudo para a tosse seca, pois atuam reduzindo o reflexo da tosse. Já os expetorantes e mucolíticos são mais adequados para a tosse produtiva, ajudando a tornar o muco mais fluido e fácil de expelir. A automedicação deve ser feita com cautela, especialmente em crianças, idosos ou pessoas com doenças crónicas. Há, no entanto, situações em que a tosse não deve ser ignorada. Uma tosse persistente que dure mais de três semanas, que venha acompanhada de febre alta, falta de ar, dor no peito, perda de peso ou expetoração com sangue deve motivar a procura de avaliação médica. A tosse pode ser sinal de condições mais sérias, como asma, refluxo gastroesofágico, infeções respiratórias crónicas ou, em casos mais raros, doenças graves. Em suma, aliviar a tosse passa por compreender a sua origem e adotar estratégias simples, como hidratação, controlo do ambiente e descanso. Embora, na maioria dos casos, a tosse seja um sintoma temporário e benigno, ouvir o corpo e procurar ajuda quando necessário é a melhor forma de garantir uma recuperação segura e eficaz.

Credito: DR

Sara Norte e Vasco Vala casaram-se há nove meses, a 1 de maio de 2025, numa cerimónia carregada de emoção e que contou com as pessoas mais próximas entre os convidados. Na altura o casal não teve oportunidade de ir de lua de mel mas agora a disponibilidade dos dois ditou que conseguissem encontrar um tempo para aproveitar. O casal rumou a Cabo Verde e partilhou agora alguns dos momentos por lá passados embora já tenham regressado a Portugal. Sara Norte confessou ainda que "há muito tempo que não descansava tanto" e que aproveitou também "para ler", um hábito que gosta mas que tem ficado para trás.

Francisco Monteiro decidiu no início de dezembro de 2025 fazer uma transformação na sua vida. O instrutor de padel e vencedor do "Big Brother 2023" focou-se em recuperar a forma física do passado e passou as últimas semanas a ter maior cuidado com a alimentação e a colocar os treinos como prioridade. Francisco Monteiro resolveu falar aos fãs do Instagram sobre os resultados alcançados. "Comecei a ter cuidado com o que comia no início de dezembro. Comecei a treinar dia 15 de Dezembro. Hoje, dia 21 de janeiro, tenho menos 19 kg, menos 10% de massa gorda", realçou.

Zulmira Garrido esteve a passar uns dias no Rio de Janeiro, Brasil, onde aproveitou para passear e descansar. A comentadora do social falou sobre a experiência no país no programa "Casa Feliz" da SIC, onde explicou que, apesar de ter vivido dias muito felizes, apanhou um pequeno susto. Zulmira explicou que ela e o seu companheiro de viagem quase foram assaltados. "Tive uma tentativa de assalto de três miúdos para aí com 12 anos. Mas eram amadores, foram embora", explicou, referindo que tudo não passou de um susto.

A polémica que assombra a família Beckham continua a ser um dos temas do momento. Depois Brooklyn, filho mais velho de Victoria e David Beckham, ter partilhado publicamente um desabafo através do qual fez duras revelações sobre o clã Beckham, o drama familiar ganhou novos contornos na imprensa e virou tendência nas redes sociais. Entre os seus muitos desabafos de Brooklyn Beckham sobre a família e os pontos de rutura que levaram ao seu afastamento do clã está em destaque aquele em que o jovem falou sobre o seu casamento com Nicola Peltz Beckham, em 2022, e a intromissão da mãe na cerimónia. Brooklyn, de 26 anos, chega mesmo a referir que Victoria estragou a primeira dança que tinha planeado fazer com a esposa e roubou o protagonismo a Nicola, deixando o noivo desconfortável. Perante este testemunho, os fãs não perdoaram e inundaram a internet e redes sociais com diversos memes sobre possibilidades referentes a esta dança - cujas imagens reais não foram ainda reveladas publicamente. Os memes incluem imagens criadas com recurso a inteligência artificial e performances anteriores de Victoria, tanto na época das Spice Girls quanto na sua carreira solo. Ainda que as imagens estejam a arrancar gargalhadas a milhões de pessoas, para Victoria e David Beckham tornaram-se um verdadeiro pesadelo.

Nuno Markl conseguiu autorização da equipa médica para ir votar nas eleições presidenciais no passado domingo, dia 18 de janeiro, e aproveitou a saída do hospital para ir a casa pela primeira vez depois de ter sofrido dois AVC no final do ano passado. No entanto, frisa, não está, de todo, de volta a casa. Ainda tem um longo percurso a percorrer no hospital. Nuno Markl esteve em direto na rádio Comercial na quarta-feira, dia 21 de janeiro, e explicou que foi a casa apenas por breves momentos, tendo igualmente destacado os desafios que enfrentou por não ter uma habitação adaptada a cadeira de rodas. O comediante tem uns degraus à entrada de casa que foram ultrapassados com a ajuda de dois bombeiros. "A minha vontade é fazer uma rampa", confessou, admitindo que nunca pensou nesta possibilidade porque nunca imaginou que passasse por este processo de saúde em que tem que se deslocar de cadeira de rodas. Destacando a equipa médica que o tem acompanhado, Nuno Markl revelou que, além da fisioterapia, está a fazer terapia da fala e terapia ocupacional, e reconheceu o "mérito" de ir a casa (que não está adaptada ao seu estado atual) como sendo parte de todos estes acompanhamentos.

Tribunal

O príncipe Harry enfrentou mais uma vez o tribunal. O ex-membro sénior da realeza britânica deu o seu testemunho durante duas horas onde se emocionou por diversas vezes. Recorde-se que o marido de Meghan Markle está em Londres devido ao processo que moveu contra uma grande editora britânica, à qual pertence o Daily Mail. O duque de Sussex processou a Associated Newspapers por violação de privacidade. Neste depoimento, Harry acusa os tablóides britânicos de o perseguirem e de tornarem a vida da mulher "um verdadeiro inferno". "O estar aqui e posicionar-me contra eles, isso continua a perseguir-me. Eles tornaram a vida da minha esposa um verdadeiro inferno, Meritíssimo", revelou o filho mais novo do rei Carlos III com a voz embargada. Harry confirmou que, ao longo do processo, esta perseguição "só piorou, não melhorou". "É fundamentalmente errado submeter-me a tudo isto novamente. O que se exige é um pedido de desculpas e responsabilização. É uma experiência horrível", referiu. "Hoje, relembrámos ao Mail Group quem está a ser julgado e porquê", referiu Harry. O príncipe falou também da forma "às vezes racista" com que os meios de comunicação em questão falavam de Meghan Markle.

Credito: DR
Saída do hospital. Temporária...
Credito:
Susto
Dieta

OLHAR COM OLHOS DE VER

Histórias ao nosso redor - Ontario, Canada. Créditos: Fa Azevedo
Torre jardim. Créditos: Paulo Perdiz
Watch out. Créditos: Stella Jurgen

Palavras cruzadas

1. Empregar as mãos no uso de; mover com as mãos

2. Tornar compreensível; esclarecer, elucidar, explicar

3. Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar

4. Amar excessivamente

5. Fazer estimativa de; avaliar, calcular

6. Elevar-se do chão por impulso dos pés e das pernas

7. Mergulhar ou banhar em qualquer líquido

8. Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)

9. Fazer chegar ou ocorrer antes do tempo marcado; adiantar(-se)

10. Balançar criança no berço ou aconchegando-a no colo, para fazê-la dormir

11. Expressar-se vocalmente por meio de (frases melódicas)

12. Ir ou conduzir (alguém ou um animal) a algum lugar, para (se) entreter ou exercitar

13. Extrair ou raspar os pelos de 14. Transportar, levar (alguém ou algo) em direção ao lugar onde está quem fala ou de quem se fala

15. Ocupar o espaço de; ser o conteúdo de; tornar(-se) cheio

S K T F S O C O N T R O L O N

O S Q J A A U M E N T O J U J

C K C Z C D N H G F D S H C O

I N W F R I L E S T R A D A Y

O R I K I U D A M G G F X X B

L G T V I N H A U R B A N O Q

O Q R J O V F Y D S U G Z Y A

G I F J L N B K D E H X L I O

I L B O V I T E P S E R A M R

A O H L A B A R T B V N T I U

T G Q F I S A O S S E P I G T

U T B G S Z G E Q I K I P R U

O T N E M I C S E R C E S A F

X K L A R E D E F J T P O R E

V H D I G E S C O L A S H M F

Sudoku

O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

PESSOAS TRABALHO FUTURO CIDADE ESCOLA IMIGRAR URBANO ESTRADA AUMENTO CONTROLO RESPETIVO HOSPITAL SOCIOLOGIA FEDERAL CRESCIMENTO

Ovos Rotos

Ingredientes

• 4 batatas cortadas aos palitos

• 4 ovos

• 200 g de presunto fatiado fino

• bacon picado

• azeite

• sal e pimenta a gosto

• e óleo para fritar.

Modo de preparação

Comece por fritar as batatas em óleo bem quente até dourarem; a dica da Rosa é secá-

-las bem antes para garantir que fiquem estaladiças. Tempere com sal fino de imediato. Estrele os ovos em azeite, mantendo as gemas líquidas, e frite o bacon até ficar ligeiramente crocante.

Para a montagem, disponha as batatas numa travessa, seguidas do bacon, do presunto e, por fim, dos ovos. O toque final acontece à mesa: parta os ovos sobre as batatas e envolva bem para que as gemas criem um molho rico e aveludado.

Até a próxima semana!

Culinária por Rosa Bandeira
Jogo das 10 diferenças
Credito: MDC Media Group Inc.
Caça palavras

Júlio Machado Vaz

“Envelhecer é o processo de aprender a pacificar-nos com o tempo”

Aos 76 anos, o psiquiatra e divulgador mais conhecido de Portugal abre o coração sobre o seu novo livro, "Outonecer", e reflete sobre a saúde mental, a pressão do mundo digital e o papel reconfortante da família. Sentado descontraidamente na Mealhada, Júlio Machado Vaz não aparenta os 76 anos que o cartão de cidadão insiste em marcar. O tom de voz é o mesmo que, durante décadas, embalou os portugueses através das ondas da rádio e dos ecrãs de televisão, desmistificando tabus sobre a sexualidade e a mente humana. Mas hoje, o tema é outro, ou talvez seja o mesmo de sempre, visto de uma perspetiva diferente: a passagem do tempo. O seu mais recente livro, intitulado Outonecer, é o ponto de partida para uma conversa que toca na fragilidade, na memória e no futuro.

Otítulo, explica ele com um sorriso, não é um erro gramatical, mas uma homenagem. “Fui buscar o verbo ‘outonecer’ a Sophia de Mello Breyner Andresen. Achei um verbo lindíssimo e roubei-o”, confessa, entre risos. Para o psiquiatra, o outono da vida não tem de ser um prelúdio sombrio do inverno, mas sim uma estação de maturação onde, apesar das dores nas articulações, a cabeça ainda se sente com menos 10 ou 15 anos. Diferente de obras anteriores, como O Tempo dos Espelhos, que era focado na figura dos seus pais, Outonecer é assumidamente autobiográfico. “Só se eu me consultasse a mim próprio... o que posso fazer ao espelho, e

sempre poupo o dinheiro da consulta”, brinca. Este livro surge como uma associação livre de ideias sobre o processo de envelhecimento, um exercício de honestidade onde Júlio partilha não apenas o que aprendeu como médico, mas o que sente como homem que vê o mundo a mudar a uma velocidade estonteante. Partilhar medos e fragilidades nunca foi um problema para Machado Vaz.

Ele recorda, com um misto de ironia e seriedade, o choque que causou há 30 anos quando admitiu publicamente ter sofrido de depressão. Na altura, colegas de profissão ligaram-lhe preocupados: “Quem é que vai a um psiquiatra que esteve deprimido?”. O resultado foi exatamente o oposto, as pessoas começaram a procurá-lo mais, sentindo que, finalmente, tinham alguém que as compreendesse de verdade. “As pessoas gostam de ser compreendidas e ouvidas”, afirma, sublinhando que a empatia é a ferramenta mais poderosa de qualquer terapeuta. Apesar de ser reconhecido como psiquiatra, sexólogo, escritor e professor, Júlio Machado Vaz afirma que, neste momento da sua vida, os papéis de pai e avô são os que mais o ajudam a aceitar a passagem do tempo. “É muito reconfortante rever-me nas gerações mais novas. O facto de os meus filhos falarem dos meus pais aos meus netos, que já não os conheceram, cria uma continuidade que nos dá paz”, explica. No entanto, ser avô também traz uma nova fonte de ansiedade. Ao olhar para o estado do mundo — a crise da habitação, as alterações climáticas, as guerras e

a instabilidade digital — Machado Vaz confessa preocupação pelos que cá ficam. Para quem tem 70 anos, o futuro parece “afunilado”, mas para quem tem 20, esse futuro é um campo vasto e, por vezes, assustador. Um dos temas mais prementes da conversa é a forma como a sociedade atual lida com o tempo. Vivemos na era do “frenesi”, onde já não agimos, apenas reagimos. Júlio exemplifica com a sua própria rotina: “Vou sair daqui, ligar o telemóvel e aposto que tenho três mensagens. Este estímulo constante não nos deixa pacificar com o mundo que nos rodeia”. Para o psiquiatra, envelhecer com qualidade exige que lutemos contra esta pressa imposta pela tecnologia. O mundo digital, embora útil, criou um reflexo condicionado que nos impede de refletir. No seu consultório, ele continua a aprender com os seus pacientes que todos têm algo para ensinar, desde que estejamos dispostos a ouvir com atenção. Machado Vaz foi um dos pioneiros em trazer a saúde mental para o debate público em Portugal, embora partilhe os louros com outros colegas. Hoje, ele defende que a saúde mental não deve ser apenas uma preocupação de técnicos (psicólogos e psiquiatras), mas de toda a sociedade. “Devemos falar muito mais de saúde do que de doença”, defende, citando as diretrizes da Organização Mundial de Saúde. Ele recorda os tempos em que ir ao “médico dos nervos” era um segredo vergonhoso, especialmente para os homens. Durante as primeiras décadas da sua carreira de 50 anos, a grande maioria dos seus pacientes eram mulheres.

Para os homens, admitir problemas emocionais era visto como uma ameaça à sua masculinidade. “Se partirem uma perna, vão ao ortopedista sem problema. Mas falar com alguém sobre sentimentos era impensável. Felizmente, isso está a mudar”, nota com satisfação. A conversa não termina sem uma nota de carinho pela comunidade portuguesa no estrangeiro. Júlio recorda o período em que viveu na Suíça como imigrante. Apesar da sua posição privilegiada como médico, nunca esqueceu o acolhimento que recebeu nos cafés portugueses, entre pessoas que trabalhavam em limpezas ou obras. “Fui acolhido de uma maneira que nunca esquecerei”, diz. Até hoje, quando viaja, a sua primeira preocupação é saber se existe um restaurante português por perto — um hábito que faz a sua mulher rir, mas que demonstra a sua ligação profunda às raízes. Quanto ao futuro, Machado Vaz mantém a curiosidade de uma criança. Tem em mãos um projeto de livro que envolve conversas com o seu amigo Manuel Sobrinho Simões, embora admita, com a sua característica humildade, que o desafio será transformar essas conversas em algo que interesse verdadeiramente aos leitores. No final, a mensagem de Júlio Machado Vaz é clara: o outono da vida é um tempo de balanço, mas também de partilha. Entre o "outonecer" e a esperança, o psiquiatra continua a ser um farol de humanidade, lembrando-nos que, independentemente da idade, o mais importante é manter a capacidade de aprender com os outros.

artesonora
Credito: DR.

CARNEIRO 21/03 A 20/04

Durante este período, em que Vénus transita pela sua Casa X, poderá sentir que executa o seu trabalho com maior descontração. Sente-se mais liberto de pressões que o usual e é natural procurar algum modo de fuga à rotina. Vénus beneficia os relacionamentos, pelo que situações agradáveis nesse campo poderão surgir.

TOURO 21/04 A 20/05

Este trânsito de Mercúrio poderá marcar o início de um estilo de vida diferente e mais positivo. Estabelecerá novos contactos que poderão ter como ponto de partida a partilha de interesses comuns relativos à filosofia, factos da vida quotidiana ou a análise de ideias abstratas. Se tiver possibilidade, é agora o período ideal para viajar.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

Esta semana a aproximação de uma pessoa pode produzir em si um forte impacto. Uma profunda análise psicológica poderá ocasionar uma mudança de rumo a vários níveis e é provável experimentar alguma indecisão face a valores menos tradicionais. Avalie as situações com todo o seu rigor e saberá se as novas perspetivas são corretas.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07

A tranquilidade interior que agora sente confere-lhe maior capacidade e até necessidade de comunicar valores, sentimentos e afetos. É também um momento de maior inspiração e criatividade para quem, de algum modo, tenha ligação com a arte. No amor, não deixe de aproveitar todo esse charme e capacidade de sedução...

LEÃO 22/07 A 22/08

Poderá aproveitar estes dias para fazer uma especialização ou uma reciclagem. É uma boa época para organizar o seu trabalho e planear as suas atividades profissionais futuras. Poderá aproveitar para escrever ou para pôr os seus papéis em ordem. Dedique-se a atividades que ocupem de forma agradável o seu espírito e o seu tempo.

VIRGEM 23/08 A 22/09

Nesta altura o seu lado romântico e apaixonado está exacerbado. A sua necessidade de se afirmar tal como é também vai estar mais forte do que o usual. No entanto, vai-lhe ser difícil esconder as suas emoções e dedicar-se a tarefas que não lhe agradem. Procure disciplinar-se e conter essa tendência para a dispersão.

BALANÇA 23/09 A 22/10

O Sol está na sua Casa IV, o que é a Casa que tem a ver com o passado. Vai ser capaz de perceber como o seu passado influencia o seu presente. É uma boa altura para fazer uma autoanálise e para pôr de parte tudo aquilo que incomoda. Depois desta análise vai ver que se vai sentir muito melhor e com força para enfrentar a vida de frente.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11

Durante este período sentir-se-á a transbordar de energia quer mental, quer física. É uma altura propícia para concretizar objetivos que envolvam terceiros, mas terá de refrear essa impaciência para acabar rapidamente as tarefas. Terá de considerar que os outros poderão não ter a capacidade de trabalho que agora sente.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

A sua noção de posse, tanto a nível financeiro como sentimental, estará neste momento mais acentuada. Poderá aproveitar melhor o seu campo financeiro, investindo. Também o seu sentido estético virá mais ao de cima e poderá sentir o desejo de comprar coisas bonitas, objetos de arte, roupa nova e dar, assim, maior beleza e conforto à sua vida.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si próprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita para evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar algo de novo ou esclarecer situações que tem adiado. Poderá, através dos seus esforços, ajudar um amigo íntimo.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Algumas dúvidas que teimam em continuar no seu íntimo poderão ser resolvidas se, por exemplo, tentar ajudar os outros, sobretudo se tratar de pessoas doentes ou de alguma forma diminuídas. Poderá sentir algum complexo de inferioridade, não esqueça, o seu inimigo secreto encontra-se provavelmente no seu íntimo e pode ser apenas fruto da sua imaginação.

PEIXES 20/02 A 20/03

Durante este período o seu lado social vai estar mais em evidência. Aproveite para se aproximar e conviver mais com os seus amigos, participando em atividades e projetos de grupo. Sente maior facilidade em entrar em acordo com as outras pessoas e maior capacidade para as ajudar a atingir os seus objetivos.

Soluções

Apartamento privado na cave com entrada privada. 1 quarto, cozinha e casa de banho. Gas, luz e agua incluído. Aluga-se por $1,500 mensalmente. Não fumadores dentro de casa e sem animais. Situado perto da Dufferin e Bloor. Disponível a partir do dia 15 de Fevereiro. Contatar 416-432-1060

Apartamento num basement com dois quartos para alugar. Também tem lavandaria. na zona da Caledonia e St. Clair. Contatar 416-707-4939

Aluga-se apartamento segundo andar, com 1 quarto, cozinha, casa de banho sala. Tudo incluído (menos TV internet). Disponível de imediato. Não aceita fumadores. Area da College e Lansdowne. Para mais informações contactar. 416-937-5212

Aluga-se apartamento espaçoso no 1 piso com 2 quartos, cozinha, sala, casa de banho, dispensa,lavanadaria, varanda e estaciona-

Agenda comunitária

24 de janeiro

A.C. Minho de Toronto

Jantar dos Reis

165 Dynevor Rd, 19h00. Reservas e Informações: 416-805-1416

Marcha da Saudade do Canadá

Matança do Porco

53 Queen St, com cantorias terceirenses, às 18h00. Reservas e Informações: 647-6883400

Paróquia de N. S. de F. em Brampton

Matança do Porco

101 Malta Ave, Brampton, a partir das 18h00. Reservas e Informações: 647-966-2349

31 de janeiro

RETROFEST do TAVORA FOODS

Centro Cultural Português de Mississauga , 53 Queen St. N, Mississauga, durante todo o fim de semana. Reservas e Informações: 647-235-2032 ou tavorafoodsmississauga@gmail.com

Digressão da Dança de Espada da Vila das Lajes ao Canadá

Sábado, 31 de janeiro - primeira atuação no Clube Graciosa (279 Dovercourt Road);

mento. Zona da Weston Road e Lawrence. Contatar 416-875-8696

Oferta de trabalho: Estamos à procura de um carpinteiro experiente com conhecimentos em estuque (reboco) e pintura para integrar a nossa equipa em regime de tempo inteiro. Na GTA . Ligar para 647-244-1237

Aluga-se Apartamento num Basement com 1 quarto de cama, cozinha, sala, casa de banho, lavandaria e estacionamento. Entrada privada. Zona da Weston Road e Lawrence. Contatar 416-875-8696

Aluga-se apartamento todo renovado no 2 piso. Na zona da Landowne e Dupont a 5 minutos de tudo que e necessário. Quarto, sala, cozinha, casa de banho e repartição de arrumação. Para uma pessoa $1500.00 para duas pessoas $1600.00 tudo incluído. Contatar depois das 6 da tarde ou fins de semana 416-530-0064.

Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível para realizar serviço ao domicilio. Com 20 anos de experiencia. Fala português. Atende pessoa idosas, criança, homens mulheres. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647-761-9155

Aluga-se Apartamento num basement com 2 quartos, sala, cozinha, casa de banho e lavandaria a moedas Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-789-7516

Garage for rent. Rogers and Caledonia. Contact 416-968-1739.

Um apartamento com 1 quarto, cozinha, sala e casa de banho e com lavandaria. Estacionamento disponível. Na zona da Weston Road and Eglinton. Contato por telefone 416-531-4045 ou pode mandar mensagem. Aluga-se Apartamento num basement com

2 quartos, Cozinha, casa de banho, estacionamento e lavandaria a moedas. Na zona da Dufferin e Lawrence. Contatar 416-881-3326

Apartamento num basement para alugar. Super acolhedor com 2 quartos, cozinha e sala em comum, casa de banho e lavanderia a moedas. Acesso a quintal, localizado na da Lawrence e Dufferin. Contatar: 416-991-7164

Aluga-se basement com 1 quarto, sala, cozinha, sala de banho e lavanderia a moedas. Zona da Lawrence e Caledonia. Contatar: 647-588-5594

Aluga-se apartamento na cave na zona da Rogers e Old Weston Road,com cozinha,sala ampla, 1 quarto, lavandaria e aspiração central, em ótimas condições. Contatar 416-473-6460 ou 647-406-2994

segunda atuação na Casa dos Açores de Toronto (1136 College St); e Domingo, 1 de Fev: atuação no Clube P. de Mississauga. Reservas e Informações: Roger Mendes 647-407-2154

Casa dos Açores do Ontário Noite/Jantar Terceirense

1136 College St, a partir das 18:30h, com a atuação Dança de Espada da Vila das Lajes

Reservas e Informações: 416 -953 -5960

Casa das Beiras de Toronto 26º Aniversário

115 Ronald Avenue, a partir das 18h00. Com Fernando Correia Marques e Bruna. Reservas e Informações: 416-604 -1125

Festa das amigas de Toronto Circle of Friends - (só para senhoras)Angariação de Fundos para Princess Margaret Cancer Foundation.

No salão da Liuna Local 183, a partir das 18h30. Reservas e Informações: 416-9535960

A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!

Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.

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