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Manuel DaCosta Editorial

Ao refletir sobre o meu patriotismo em relação ao Canadá, surgiram-me mais perguntas do que respostas. A interrogação mais importante que me ocorre é esta: “Sou um bom patriota canadiano? Ou sou apenas alguém que abana a bandeira quando dá jeito?” A minha incapacidade de responder com convicção fez-me sentir, por momentos, um pouco traidor ao meu país. Mas depois ouvi Canadian Railroad Trilogy, de Gordon Lightfoot, e The Hockey Song, de Stompin’ Tom Connors, e o meu ânimo elevou-se. Estas canções conseguem unir o país através da visão de uma comunhão de espíritos no vasto território que habitamos.
Este tema do Milénio surge da preocupação com a diluição do amor ao país e com a questão de saber se é possível
Ano XXXV - Edição nº 1780 16 a 22 de janeiro de 2026
Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si!
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Madalena Balça
Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
ser plenamente patriota num país como o Canadá. Talvez seja mais fácil ser patriota em países antigos, com histórias longas, mas essa ideia está a ser posta em causa. No Reino Unido, em 2025, um inquérito sugere que apenas 32,4% da população se considera “bastante nacionalista”, ficando o restante pouco ou nada nacionalista. Isto alimenta a teoria de que o patriotismo está em declínio nas democracias, devido a guerras mentais geopolíticas. Eu iria mais longe e argumentaria que o patriotismo pode ser mais forte em países autocráticos, onde é muitas vezes vivido em segredo, mas onde existe uma fome de levantar o véu da opressão e gritar, sem ambiguidades, o amor à pátria.
Um país como o Canadá, quase impossível de unificar em pensamento e propósito, junta-se sobretudo em datas simbólicas, como o aniversário nacional, ou durante grandes eventos desportivos. A união cultural é rara, pois cada província e território encara as suas tradições e populações de forma distinta. Um exemplo das pressões divisionistas que afetam a perceção de fa-
vorecimento de uma cultura em detrimento de outra é o facto de, em 2025, 42% das pessoas convidadas a obter residência permanente serem francófonas. Voltando às minhas próprias inquietações quanto ao amor por este país, pergunto-me muitas vezes se o Canadá alguma vez decidiu qual deve ser o seu lugar no mundo. Somos um país das Américas, mas estamos constantemente a tentar vender a nossa alma aos licitadores mais altos noutras partes do mundo, como acontece atualmente com a China. Talvez consideremos as Américas, com exceção dos Estados Unidos, inferiores para nos alinharmos com elas, mas confiar em ditadores de meia-tigela parece não ser problema. Não ouço muitas pessoas apregoarem a excecionalidade do Canadá; em vez disso, tornámo-nos um país de propagadores de negativismo, contaminando um lugar de que sempre nos orgulhámos. O nosso patriotismo e a nossa independência estão a ser atacados por um sentimento de desespero, e a nossa liderança parece não ter qualquer noção do que os canadianos realmente querem. Viajamos
pelo mundo à procura de oportunidades para melhorar o país, sem perceber que estamos a vender a nossa alma cultural e intelectual a sociedades regressivas que nunca nos trarão benefícios reais. O Canadá tem tudo, exceto liderança política visionária. Continuemos, então, a fazer prognósticos sobre o amanhã e a esperar que surja um feiticeiro que nos abra os olhos. Ter uma consciência patriótica não é ser separatista, mas construtor de pontes. É abraçar o país e todas as suas gentes, erguendo barreiras espirituais e culturais contra aqueles que promovem, de forma agressiva, atitudes contrárias ao Canadá. Os nossos problemas não se resolverão esvaziando garrafas de uísque ou indo passar férias à Flórida. Os nossos obstáculos terão de ser resolvidos internamente, com inteligência e recursos próprios. E isso não acontecerá sem unidade e cooperação. Enquanto espero, o meu patriotismo, imperfeito como é, não desaparecerá.

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com
Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com
Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com
Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila.
Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça
Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
Num mundo em que grandes potências intervêm em países soberanos, derrubam governos e passam a gerir destinos alheios como se fossem territórios provisórios, o conceito de patriotismo deixa de ser abstrato. A pergunta impõe-se com desconforto: e se fosse connosco? Se fosse o nosso país a ver a sua autonomia posta em causa, que tipo de patriotismo emergiria - o da resistência, o do medo, o da revolta ou o da responsabilidade coletiva?
Ser patriota hoje já não significa apenas exibir símbolos ou repetir discursos. Significa questionar, proteger instituições, defender valores democráticos e assumir um compromisso ativo com a sociedade em que se vive. Mas de onde nasce esse sentimento? Do receio de perder o que temos? Da
❏ Amar o país em teoria, mas desistir dele na prática.
❏ Defender o país onde se vive.
❏ Pintar a cara com as cores da bandeira e esquecer tudo o resto até ao próximo feriado.
❏ Questionar o poder quando ele falha.
❏ Saber o hino até ao primeiro refrão e murmurar o resto com convicção.
❏ Honrar as raízes sem negar o presente.
❏ Defender o país nas redes sociais… sobretudo quando se vive noutro fuso horário.
❏ Sentir pertença ou assumir deveres.
❏ Dizer “no meu tempo isto não acontecia”, mesmo sem saber quando foi esse tempo.
❏ Precisar de uma ameaça externa para despertar.
❏ Confundir crítica com traição e discordância com falta de amor à pátria.
O patriotismo exige coragem, não silêncio.



O patriotismo começa em casa.
A pátria não é a entidade pela qual valerá a pena morrer, mas pela qual vale a pena viver – pelos filhos, pelos netos, nossos e dos outros.
Servir o país é servir as pessoas.
Onde nos sentimos bem, é aí a nossa pátria.


ameaça externa? Do apego emocional à terra onde nascemos? Ou da consciência cívica de que um país se constrói todos os dias?
Em sociedades multiculturais como o Canadá, e em comunidades da diáspora como a portuguesa, a questão torna-se ainda mais complexa. A quem somos fiéis? Ao país que nos acolhe, onde trabalhamos, votamos e criamos os nossos filhos? Ou ao país das raízes, da memória, da língua e da herança cultural?
Talvez o patriotismo contemporâneo não seja uma escolha exclusiva, mas um exercício de equilíbrio: entre pertença e responsabilidade, entre identidade e cidadania, entre o lugar de onde vimos e o lugar onde decidimos estar.
❏ Defender instituições.
❏ Achar que o país é perfeito - desde que os problemas não nos afetem diretamente.
❏ Questionar o poder.
❏ Aparecer apenas quando a seleção ganha e desaparecer quando perde.
❏ Proteger valores democráticos.
❏ Usar símbolos nacionais como adereço, mas nunca como responsabilidade.
❏ Escolher onde se pertence - ou aceitar pertencer a mais do que um lugar.
❏ Culpar sempre “os outros”: os políticos, os imigrantes, a geração seguinte.
❏ É ter a coragem de reconhecer os problemas do país e vontade de os resolver.


O mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana.

O amor ao país mostra-se na ação.
Os operários não têm pátria.
A pátria é o povo e nada pode sobrepor-se ao povo sem que corram perigo a liberdade e a justiça.



A minha pátria é a minha língua.
A pátria de um porco encontra-se por toda a parte onde há bolotas.
É preciso partir para o estrangeiro, a fim de encontrar a pátria que abandonamos.

O que significa ser patriota num país dependente e consciente das suas limitações?
Entre discursos fáceis e bandeiras erguidas, surge uma ideia comum: o patriotismo verdadeiro revela-se quando a soberania é posta em causa. Através de diferentes idades e perspetivas, estas vozes refletem sobre resistência, dignidade e lealdade, questionando se o amor à pátria existe enquanto tudo funciona ou apenas quando sentimos que já não mandamos no nosso próprio destino.
RMA/MS
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É defender quando dói. Bandeiras e discursos não custam nada.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia. Aceitar seria normalizar a perda de soberania.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Infelizmente sim. Só reagimos quando já estamos encostados à parede.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
Ao país onde conseguem viver com dignidade e respeito.
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
Patriotismo mede-se em crise, não em palavras.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia. A submissão tem sempre um preço mais alto a longo prazo.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Sim. A independência só é valorizada quando está ameaçada.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
Aos dois, mas isso gera conflitos internos difíceis.
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É defender mesmo quando sabemos que estamos em desvantagem.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia. Mesmo sabendo que somos um país frágil e dependente, a resistência também é simbólica.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Muitas vezes aparece tarde demais.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
O país de origem nunca desaparece da identidade.
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É não ficar calado quando vemos injustiça ou perda de autonomia.
Resistia. Mesmo que fosse inútil, o silêncio é cumplicidade.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Sim. Antes disso parece tudo distante.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
Ana, 22 anos
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
Ser patriota hoje é agir quando percebemos que já não mandamos totalmente no nosso país. Falar de amor é fácil, mas defender interesses nacionais custa e obriga a escolhas. Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia, mesmo sabendo que Portugal não tem força real para enfrentar ninguém.
Somos pequenos, dependentes e provavelmente seríamos vencidos rapidamente, mas aceitar sem reação seria pior.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Acho que sim. Enquanto tudo funciona mais ou menos, as pessoas não querem saber. O patriotismo nasce do medo de perder.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
Ao país que lhes dá condições para viver. A lealdade também se constrói com justiça e oportunidades.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Ao país onde se sentem realmente aceites.
Miguel, 35 anos
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É defender quando as decisões já não são nossas. Amor sem ação é só discurso confortável.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia, mesmo sabendo que provavelmente perderíamos. Portugal é fraco mili-
tarmente, economicamente e politicamente. Qualquer potência nos venceria, mas a dignidade está na tentativa.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Na maioria das vezes sim. Antes disso, a maioria prefere não ver.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
Muitos vivem divididos. O coração fica num lado, a vida no outro.
Paulo, 41 anos
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É ação concreta, não símbolos nem slogans.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia, mas sei que como país não temos
força suficiente. Individualmente podemos resistir, coletivamente somos frágeis.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Sim. Somos reativos, não preventivos.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
A quem lhes dá estabilidade.
Helena, 66 anos
O que é ser patriota hoje: falar de amor ao país ou defendê-lo quando alguém manda mais do que nós?
É defender a soberania, mesmo quando parece perdida.
Se fosse Portugal a ser ocupado e gerido por outro país, aceitava ou resistia?
Resistia. A história mostra que a passividade custa caro.
O patriotismo só aparece quando perdemos a soberania?
Sim. A memória coletiva acorda sempre tarde.
Os imigrantes são fiéis a que país: ao que lhes deu origem ou ao que lhes dá futuro?
As raízes ficam sempre, mesmo quando a vida segue noutro lugar.

Nos primeiros dias de 2026, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela que levou à captura do antigo presidente Nicolás Maduro e ao anúncio de que os Estados Unidos da América iriam assumir a gestão do país por tempo indeterminado. Esta ação reacendeu intensas críticas regionais e debate internacional sobre soberania, intervenção estrangeira e Direito Internacional.
Como se não bastasse, Trump e a sua administração têm feito ameaças explícitas a países como Cuba que, para além de tudo mais, enfrenta agora o impacto na sua economia da ação militar americana na Venezuela, decorrente do corte de petróleo venezuelano.
Paralelamente, a retórica do presidente norte-americano e as suas propostas de aquisição ou anexação (“a bem ou a mal”) da Groenlândia renovaram tensões com aliados europeus e alertaram para o facto de uma das nações mais poderosas do mundo introduzir, deste modo, uma alteração profunda do conceito de Direito Internacional, no que diz respeito à soberania nacional e autodeterminação dos Estados.
Mas, afinal, o que significa ser patriota? Trata-se de um sentimento espontâneo de pertença, de uma prática cívica consciente ou de uma reação a ameaças externas reais ou percebidas?

Para John von Heyking, professor da School of Civic and Economic Thought and Leadership da Arizona State University, a resposta exige um regresso às bases da teoria democrática. Inspirando-se em Alexis de Tocqueville, o académico distingue claramente dois tipos de patriotismo: um “instintivo ou emocional” e outro que o pensador francês designou como “patriotismo reflexivo”. Segundo Heyking, “a democracia liberal depende do patriotismo reflexivo, que apela tanto ao coração como à razão, porque assenta em princípios de liberdade e igualdade”.
Esta forma de patriotismo, explica, não nasce espontaneamente. “Isto significa que os cidadãos de uma democracia liberal necessitam de educação cívica nos seus princípios fundadores para poderem governar-se e desenvolver um sentimento de ligação ao país.” Reduzir o patriotismo a uma mera emoção, alerta, é sinal de uma cidadania enfraquecida: “Reduzir hoje o patriotismo a um simples sentimento emocional ou instintivo reflete uma cidadania democrática passiva, maioritariamente apática e carente de literacia cívica.” A distinção é clara e contundente: “O patriotismo reflexivo é para cidadãos; os sentimentos emocionais são para súbditos.”
Daniel Béland, professor da Universidade McGill e diretor do McGill Institute for the Study of Canada, apresenta uma perspetiva complementar, sublinhando o peso do contexto internacional na construção do sentimento patriótico. Para o académico, “o patriotismo é um sentimento, mas é também uma forma de envolvimento político e uma reação a ameaças externas”. No caso canadiano, essa dimensão tem-se tornado particularmente visível nos últimos anos. “Atualmente, o patriotismo (ou nacionalismo) canadiano é claramente moldado pela perceção de uma ameaça económica e geopolítica vinda da Casa Branca de Donald Trump”, afirma, referindo-se, entre outros fatores, “à guerra comercial entre o Canadá e os Estados Unidos, que levou ao surgimento do movimento Buy Canadian”.
A relação com os Estados Unidos surge, assim, como um elemento central no despertar, ou reconfiguração, do patriotismo canadiano. Questionado sobre se intervenções norte-americanas noutros países podem reforçar esse sentimento no Canadá, Béland responde de forma direta: “Sim, porque as ameaças externas tendem, em geral, a criar um sentimento de solidariedade nacional entre os cidadãos de países que se sentem atacados e/ou em perigo.”
John von Heyking reconhece esse efeito, mas alerta para os seus limites. “As intervenções dos EUA podem despertar respostas emocionais, mas estas carecem de
direção”, afirma, sublinhando que essas reações não são sustentadas por “uma cidadania conhecedora dos próprios princípios fundadores do Canadá, ou seja, do que o Canadá representa”. Para o professor, definir a identidade nacional apenas em oposição ao vizinho do sul é insuficiente: “Dizer ‘não somos americanos’ funciona apenas até ao momento em que os canadianos se tornam americanos.”
A fragilidade dessa base identitária torna-se ainda mais evidente quando se imagina um cenário de interferência política ou militar direta no Canadá. Longe de gerar automaticamente uma onda de união nacional, tal situação poderia expor fissuras profundas. “Maioritariamente, exporia fragilidades”, afirma Heyking, apontando para uma clivagem geracional preocupante. “Os canadianos mais velhos manifestam maior patriotismo, mas os mais jovens desligaram-se, em grande medida, a nível emocional.” Alguns, acrescenta, “poderão até ver com bons olhos a possibilidade de se mudarem para lugares como a Carolina do Sul e ganharem salários em dólares americanos”.
Daniel Béland concorda que a coesão nacional não deve ser dada como garantida. “Normalmente, seria de esperar que este tipo de interferência aproximasse os canadianos de todas as regiões do país”, reconhece. No entanto, a realidade atual é mais complexa. “Existe atualmente um debate em curso sobre a possibilidade de referendos à independência tanto em Alberta como no Quebeque”, lembra, sublinhando que “as ameaças percecionadas vindas da administração Trump não eliminaram as divisões internas, incluindo as divisões regionais”. Mais ainda, alerta para o risco de instrumentalização externa: “Uma interferência política estrangeira poderia procurar explorar e agravar essas divisões através de uma lógica de ‘dividir para conquistar’.”
É precisamente no contexto do multiculturalismo canadiano que a questão do patriotismo se torna mais delicada. Como construir um sentimento de pertença comum numa sociedade marcada por múltiplas identidades culturais, étnicas e nacionais? Para Béland, a resposta passa pelo reconhecimento da natureza multinacional do país. “Os académicos distinguem entre um nacionalismo maioritário, projetado pelo governo federal, e um nacionalismo minoritário, predominante no Quebeque”, explica. A este quadro juntam-se ainda “a construção das nações indígenas e a correspondente reivindicação de autogoverno”, bem como “um regionalismo atualmente forte em Alberta e Saskatchewan”. O resultado é claro: “Neste contexto, o Canadá é um país multinacional e multiétni-
co, no qual o patriotismo (canadiano) não é partilhado de forma igualmente intensa por toda a população nem em todo o território.”
John von Heyking é mais crítico quanto ao papel do multiculturalismo enquanto elemento agregador. Na sua perspetiva, o Canadá enfrenta hoje “os resultados de uma geração que tentou fazer do multiculturalismo um valor em si mesmo, sem um forte sentido de unidade”. Durante algum tempo, explica, essa unidade foi assegurada por políticas públicas amplamente consensuais, mas esse cimento está a desfazer-se. “Com a promessa de cuidados de saúde universais e outros serviços públicos a falhar enquanto elemento agregador, não é claro de que forma o multiculturalismo poderá servir como o cimento que une a sociedade.”
Entre o patriotismo reflexivo defendido por Heyking e o patriotismo moldado por ameaças externas descrito por Béland, emerge um retrato complexo do Canadá contemporâneo: um país onde o sentimento de pertença existe, mas é desigual, fragmentado e, por vezes, reativo. Mais do que nunca, a questão que se coloca não é apenas se os canadianos se sentem patriotas, mas que tipo de patriotismo estão dispostos, e preparados, para exercer num mundo em rápida transformação.
MB/MS



Olá, bom dia. Bom ano e assim como quem não quer a coisa… 2026. Truz, truz, bate-nos à porta, mas bora la. Mais uma voltinha neste carrossel ao qual chamamos vida.
Saúde e paz. O resto? O resto vem por acréscimo.
Mas e como todos sabemos ou, pelo menos deveríamos, os lideres do mundo por estes dias deixam muito a desejar.
Pergunta o jornal Milénio esta semana, após a investida dos Estados Unidos da América de Trump, “o tresloucado“, na Venezuela,
De que é feito o Patriotismo?
Bem, este tema é muito “bicudo”, pois tem muitas características, umas mais válidas do que outras. Falo por mim, entendo que não posso nunca, e não devo, opinar pelos sentimentos alheios.
Para mim, ser patriota é dar tudo o que se tem onde se vive, onde se constrói um lar, uma família, no seio de
uma comunidade (por vezes, nem tanto), mas o simples facto de pertencer a um lugar durante muito tempo e aí se “enraizar”, produzir, contribuir. Fiz e continuo a fazer o melhor que posso. Não obstante, a vida dá muitas e tantas voltas que tomamos decisões diferentes, que muitas vezes não são compreendidas pelos demais, mas digo-vos que isso a mim pouco ou nada me incomoda desde que quem me apoie entenda, já é o suficiente.
Senso de Patriotismo para alguns é nunca mais regressar a terra-mãe, para outros há sempre aquela esperança no horizonte.
Neste momento, o mundo está em tumulto, e pergunto eu? Quem é o líder que tenha o direito de ditar quem governa uma nação e seu povo? Já não basta o tresloucado do Putin, o maluco do Hamas e o doido de Israel e por entre outros? Agora chega-nos um franjola americano com o peito cheio de ar a querer defender os “direitos” dos venezuelanos? Acham? Ou o direito de tomar “conta” do petróleo que eles têm no subsolo? Petróleo esse que sempre e por toda uma vida despoletou o interesse e a ganância dos Estados Unidos.
Essa é que é essa.
Pobre povo enquanto nação. Golpe de estado após golpe de estado, insegurança política, social, económica.
Fome, roubos, pilhagens e mortes só porque sim. Meu Deus. Na Venezuela vivem cerca de 28 milhões de pessoas, metade mulheres e cerca de 6 milhões residem na capital Caracas. A fisionomia dos venezuelanos resulta da “mistura de etnias”, africanas, indígenas e europeias, muitos lusos, por sinal.
Um narcisista como o Trump a querer ajudar uma nação? A sério? Um país constituído na sua grande parte por imigrantes? Não é essa a palavra que ele mais abomina, ainda que tenha nascido do ventre de uma senhora escocesa, daí também ela imigrante (Mary Anne MacLeod Trump), e a sua esposa Melania Trump seja oriunda da Eslovénia. Para rematar este tema...
Patriotismo é também sentir na alma o país que nos viu nascer e visitá-lo, contribuir para ele e não só olhar para ele como uma tábua de salvação em tempo de crise. Mundo sem conflito no século XXI, seria o ideal. Tempos de muita sabedoria, corrigir erros dos nossos ex-líderes seria muito bom, útil até. Pelos vistos é mais do mesmo, mas ainda pior com mais loucos há mistura.
É o que é e vai valer sempre o que vale.
Fiquem bem e até já, Cristina
Aos sábados às 7:30 da manhã
Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
Esta semana
• Contemple o espetáculo da Grande Regata dos Moliceiros, uma homenagem à história e cultura das gentes da Ria de Aveiro.
• A Rosa vai ensinar a cozinhar um suculento Galo em Vinho Tinto. Uma receita bem tradicionalem mais um Rosa's Portuguese Kitchen.
Visite a mítica Chapelaria Salgueiro’s, um símbolo do charme e do comércio tradicional.
• Saboreie as iguarias preparadas pela Confraria dos Sabores da Abóbora, onde a abóbora é a rainha de pratos cheios de tradição.
• Ria com a terceira parte da comédia "Adivinha Quem Vem Jantar" no Teatro Fantástico.
Explore o universo de Capicua numa conversa exclusiva sobre o seu novo disco e o poder da poesia como resistência... e muito mais!

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Oh Canada – we stand on guard for thee

As I contemplate my patriotism to Canada, more questions than answers resulted from this ponderance. The most important inquiry in my mind being “Am I a good Canadian Patriot? Or am I simply a good flag waiver when convenient?” Furthering my inability to provide an answer with conviction made me feel a bit of a traitor to my country. But then I listened to Gordon Lightfoot’s “Canadian Railroad Trilogy” and Stompin’ Tom Connor’s “Hockey Song” and my spirits were lifted because these songs are able to bring the country togeth-
er through their vision of what a union of spirits in the vast land we live in should be about.
This Milenio topic came about out of concern about the dilution of love of country and the question pertaining to the concern about if it’s possible to be fully patriotic to a country like Canada. Perhaps it’s easier to be patriotic to the old countries with long histories but that assumption is being challenged. In Britain in 2025, a survey suggests that only 32.4% of the population are “quite nationalistic” with the rest of the population not very nationalistic at all. This promotes the theory that patriotism is on the decline in democracies because of geopolitical mind wars and I would further argue that patriotism may be stronger in autocratic countries where it’s mostly practiced in secret but where there’s a hunger to lift the veil
of freedom and scream out loud that they love the country unequivocally. A country like Canada, which is almost impossible to unify in thought and purpose, comes together when there’s a national birthday or an important sports event. Cultural unison is rare as each province and territory visualizes their unique traditions and populations separately from each other. As an example of divisionary pressures which affect the perceptions of favouring one cultural aspect over another is the fact that in 2025, forty two percent of people invited for permanent residency were French speaking.
Returning to my own challenges regarding my love for this country, I often wonder if Canada has ever decided what their placement in the world should be. We are a country in the Americas but always trying to sell our souls to the highest bidders in other parts of the world as we are currently doing in China. Perhaps we consider the Americas inferior, except the USA, to align ourselves with, but trusting tin pot dictators is just fine. I do not hear a lot of people trumpet the exceptionality of Canada and instead we seem to have become a country of negative procreators pandemizing a place that we have always been proud of. Our patriotism and independence is being attacked by a sense of desperation and our leadership has no concept of what Canadians really want. We travel the world looking for opportunities to make our country better without realizing that we are selling our cultural and intellectual soul to regressive societies who will never provide us with any benefit. Canada has everything except visionary political leadership. Let’s keep prognosticating about tomorrow and hope that a wizard shows up to open our eyes.
Having a patriotic conscience is not about being a separatist but a bridge builder. It’s about embracing a country and all its people and placing spiritual and cultural barriers against those who aggressively promote contrarian attitudes towards Canada.
Our problems will not be resolved by emptying bottles of whiskey or traveling to Florida on vacation. Our obstacles will have to be resolved from within, using our intelligence and resources. This won’t happen without unity and co-operation.
While I wait, my patriotism, flawed as it is, will not dimmish.



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We’ve all seen it on our screens, more than once or twice. Most of us have formed opinions, chatted about it, maybe even argued over it. But just picture living in a country where a citizen can get shot in the face three times, dying instantly from the injuries.
Local police are denied access to the scene by federal authorities, who provoked the incident. There is relatively no fallout whatsoever, on the contrary, the victim is merely labeled a terrorist, and the shooter is resting with his family, while doners take up the cause and send him money. This is the new normal there, or
so it seems. Certainly, DT is happy, it’s his vision in living colour. He claims to be the number one patriot, although he has quite a list of things he is number one in. Number one patriot in a land where the term has come into its own. I want to say that they have weaponized the word, but that’s not the case.
Patriotism has always been a guise for overstepping, in the name of protecting the interests of a territory that is corralled by some imaginary lines. There’s good reason American children are required to pledge the oath to their flag every morning, before class. This kind of mild brainwashing, along with constant propaganda, is what creates patriots. I mean, Canadians were weaned on American patriotism. Every show or movie on TV, or even from hollywood, radiated us with oodles of American ideals and ways of life, and we enjoyed every minute. That was
then, now, practically the entire planet is weened on American culture. DT’s ‘Make America Great Again’ slogan, can only be referring to how Americans saw themselves in the movies, which is everything but reality. Writers of The Simpsons, the long-running cartoon comedy, never miss a chance to poke at this phenomenon; every time Homer is proud of what he sees going on around him, no matter how stupid, he chants USA!USA! It can be hugely entertaining to root for your country in sports, and such, but that’s not what we’re talking about. It’s when you’re convinced that your country is so great that it stands alone, no other country, or its people, matter; they’re irrelevant.
DT is running rampant and the people just watch. His worshipers excuse it all, and his detractors, while they are many, don’t seem to be speaking very loudly. The patriots allow their government to
break the law and ignore due process because they are number one, so it’s all good. Whatever DT is doing must be the right thing.
DT has also enabled other patriots in other lands to brush off the proverbial swastikas. Patriot countries in Europe and Asia have found new life, what with the most powerful leader in the world scooching over to their side.
So, please, don’t talk to me about patriotism. It’s an empty word, and it carries a virus. What Canadians, and others need to remember is when it comes to supporting your country,going patriotic is just stooping down to their level. Not carrying that virus allows us the continued use of our intelligence and our courage, which is something Canadians are good at. Fiquem bem.


Mayor Olivia Chow announced her budget for 2026 and it was not a surprise as it is an election year, and a double-digit budget would not work in her re-election bid. Municipal budgets shape the services communities rely on every day-from road and public safety to parks and libraries. A proposed 2.2% increase for 2026 prompts a thorough look at what this means for residents, businesses, and local government.
2.2% increase typically means anticipated spending will rise by 2.2% compared to the previous fiscal year, after accounting for inflation, population growth, and changing service levels. The increase is usually allocated across core service areas like police, fire, roads, transit, sanitation, parks, capital projects, and debt service. To support the rise, the city may rely on a mix of property taxes, fees, grants, state or federal funding, and potential policy adjustments.
Higher budgets often fund essential upkeep like pothole repair, street resurfacing, fire protection, and police presence leading to safer, more reliable communities. Enhanced parks, libraries, and recreation programs can boost quality of life and community engagement. Increased spending can support jobs and local businesses through procurement, construction projects, and service contracts.
A modest growth rate provides predictability for residents and businesses, helping them plan for the year ahead. Stable increases allow government agencies to maintain ongoing programs without abrupt cuts or drastic policy shifts. A controlled increase can prevent sudden tax spikes and support responsible debt servi-
cing, potentially improving credit ratings and borrowing terms. An explicit budget increase often comes with published performance metrics, making it easier for residents to see how funds are allocated and measured.
Even a modest increase can translate to higher property tax bills for homeowners, renters indirectly affected through landlord adjustments, and small businesses. Residents facing inflation may view any tax or fee increase as a relative burden. There may be concerns whether the additional funds produce tangible gains or simple cover inflation without substantive improvements. Without strong performance metrics, it can be hard to ensure funds are used efficiently.
An increase in one area may necessitate cuts or slower progress in non-budgeted priorities or special projects. If neighboring
municipalities keep flat budgets or lower increases, residents might compare services and costs unfavorably. Property taxes tend to be borne more heavily by fixed-income residents and new homeowners, raising concerns about equity. If small businesses face higher costs, there could be concerns about competitiveness and local economic vitality.
This is an election budget, and no one should convince you otherwise. Olivia Chow has explained how she inherited a financial nightmare, and she has been able to turn it around. She will announce some cuts to all departments but with very little fanfare. Once re-elected and l believe that she will be re-elected this October, the next budget will be in double digits. We must give mayor Olivia Chow some credit and she is playing this quite smart and politically correct.
A 2.2% increase in the 2026 municipal budget sits at the intersection of governance, accountability, and community well-being. Proponents argue it enables necessary maintenance, safer neighbourhoods, and strategic investments that support long-term prosperity. Critics caution against unnecessary spending, tax burdens, and inefficiencies. The ultimate measure of the budget’s value will be in transparent reporting, tangible service improvements, and how well the city aligns resources with residents’ priorities.
Mayor Olivia Chow has flipped the script and has gone from double digits to 2.2% and is attempting to convince everyone that she truly is trying to change the narrative and help all Torontonians manage life in the big smoke... but, l am not buying it.


Depois de «de lito» (2021) e de «dis tância» (2023) António Ferra (n.1947) está de regresso ao pequeno formato com este «metáfora da água» (2025). Com o grafismo de Pedro Serpa e um desenho do autor, a impressão é da Gráfica 99.
Num certo sentido a azenha é também uma metáfora do tempo que corre na levada para o turbilhão da água a accionar os rodízios que ajudam a transformar o grão em farinha – a origem do pão.
Um pequeno livro não é um livro pequeno. Dizem os
ingleses «short and sweet»; en português podemos dizer «o tamanho não é a qualidade». Vejamos o poema: «As pedras renascem/e já não vou a tempo de travar a azenha/ com os pássaros a cantarem ladainhas/ uma nascente corrompe-me a memória/e não vejo a escuridão natural do fundo/na metáfora da água/ assim as palavras partem/e s barcos alteram o percurso,/na cabotagem dos dias».
Um pequeno livro mas não tanto.






António José Seguro dizia, há uns dias atrás, que se houver segunda volta nas presidenciais, como é possível garantir que os boletins de voto chegam a tempo às comunidades, com o atual sistema? A resposta, infelizmente, é simples: não é possível. Por isso, temos de agir agora, com antecedência, e não esperar que o problema rebente nas nossas mãos. Por este candidato ser o único que se preocupa com as comunidades é que tem o meu voto e deveria ter também de todos os que moram nas comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo.
Sei que o sistema de votação (presencial nos consulados) não é o melhor para ter
adesão, no entanto, apelo para que se faça um esforço e se vá votar a 17 e 18 de janeiro. Uma das qualidades mais importantes que um Presidente da República deve ter é a competência política, assim como ter um conhecimento profundo da Constituição da República Portuguesa. Um Presidente deve ser alguém de mente aberta, humanista, capaz de compreender as tendências do desenvolvimento mundial, mas com capacidade de ainda poder influenciar os processos da política dentro de portas. O Presidente deve ser politicamente experiente e, como representante do Estado, ele também precisa de conhecimento de relações diplomáticas. O Presidente deve ser o centro da integridade moral de Portugal. António José Seguro tem estas qualidades a que se junta uma personalidade forte, capaz de suportar a pressão a que este importante mandato está sujeito. A sua ideologia social-democrata será benéfica e útil para o que o país precisa neste momento, porque
um Presidente deve ter ideologia política, mas terá de ouvir todos e ser o representante de todos. Vivemos tempos difíceis com alguma tensão na sociedade portuguesa, precisamos de alguém que una os portugueses e esse é um dos grandes propósitos desta candidatura, a União de todos os portugueses. Seguro quer zelar pelos que se sentem inseguros, pelos pobres, os que têm salários baixos, os que sofrem de desigualdade salarial entre mulheres e homens, os jovens que emigram porque não encontram o futuro que desejam em Portugal e os que já emigraram e se querem sentir portugueses por inteiro. Entendo também que as candidaturas de António Filipe e Catarina Martins não têm sentido e que devem, sim, unir esforços para que António José Seguro seja eleito como Presidente da República. Sei das preocupações de António José Seguro com a diáspora e da importância que este atribui às comunidades portuguesas
espalhadas pelo mundo. Quanto às nossas comunidades, destaco o compromisso em criar um canal permanente de ligação com os nossos emigrantes, com um assessor dedicado exclusivamente às comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. Porque os portugueses que vivem fora de Portugal são uma parte essencial da nossa identidade e do nosso futuro.
A forma como os emigrantes votam nas diferentes eleições é desigual e confusa. É tempo de acabar com este regime a duas velocidades. É preciso criar condições tecnológicas e logísticas que facilitem o acesso ao voto. Todos os portugueses, em Portugal ou no estrangeiro, têm as mesmas oportunidades de participação, mantendo a confiança no sistema eleitoral. A democracia deve ser inclusiva e facilitar a participação política dos nossos emigrantes é também um ato de justiça e de respeito.
Por tudo isto apoio a candidatura de António José Seguro e convido todos aqueles que residem fora de Portugal a fazer o mesmo, todos ganharemos com a vitória deste humanista.
“Apelo ao voto em António José Seguro”Vítor Silva

Problemas, é fácil apontar o dedo quando se esquecem que também são culpados.
Pois, é exatamente isso que acontece com muitos, especialmente com políticos. Sempre disse que a política é suja e um dos locais mais propícios para queimar pessoas. E o português, diga-se, é exímio nessa arte. O mais curioso é ver quem se apresenta como salvador da pátria e dos problemas, quando muitos desses problemas foram criados precisamente por quem hoje mais critica.
É triste quando se faz da política uma carreira a todo o custo. Sim, concordo que os políticos fazem falta e devem ser escolhidos pela capacidade e não pela cor partidária. Mas tirem o cavalinho da chuva, isso nunca vai acontecer. Por isso já nada me admira do que se passa a nível mundial, nem das atitudes que vemos nos cidadãos. O extremismo cresce por culpa de políticos que hoje se pintam de uma cor e amanhã de outra.
As pessoas já não comem só sopa. Hoje existe uma percentagem elevada de cidadãos com formação e capacidade para perceber o que certos políticos querem. Muitos já não aceitam ver instituições partidarizadas, nem individualidades misturadas no campo associativo ou social enquanto estão profundamente ligadas a partidos políticos ou à gestão de grandes empresas. Há conflitos de interesses evidentes, mas ninguém tem coragem de dizer o que realmente sente. Critica-se em surdina, o que é ainda pior, porque os mais frágeis nunca chegam a perceber se são respeitados ou apenas usados. Mas haja saúde… que em Portugal, na realidade, há pouca. Ainda assim, há sempre quem saiba criticar e apontar o dedo. A palavra da moda é “tacho”. Como é possível culpar a morte de pessoas pela falta de ambulâncias e apontar o dedo a uma ministra que encontrou o SNS num estado de autêntica desgraça? Durante anos desviaram-se milhões de euros de rubricas essenciais do orçamento, houve uma falta de investimento brutal, e agora a oposição vem dizer que investiu?
Graças às novas tecnologias, hoje sabe-se tudo. Já não vale a pena tentar enganar o Zé Povinho. Arranjem outra estratégia, mais original, em vez de virem a público
dizer “olha, não faz nada”. Valha-me Deus e Santa Engrácia. Não consigo perceber como ainda há coragem de bater sempre na mesma tecla quando a ferida vem claramente do passado.
Para quem tem memória curta, recordo, a pior governação, onde mais dinheiro foi desviado de rubricas de um lado para o outro, aconteceu com a geringonça e com o governo de maioria do PS que se seguiu. É por isso que hoje a extrema-direita cresceu, porque muitos deixaram de acreditar nos políticos da velha guarda. Temos agora um governo a tentar remendar as asneiras e arrumar a casa, enquanto uma parte da oposição prefere destruir e tentar enganar o povo.
Desculpem, mas esta indignação nasce do que tenho visto no Parlamento, políticos de peito cheio, quando foram eles próprios que ajudaram a colocar Portugal no fundo do poço.
E agora entram em cena as eleições presidenciais. Tantos candidatos com possibilidade de chegar à segunda volta como nunca se viu. As sondagens são misteriosas, e, em muitos casos, muito bem “trabalhadas”. No estado em que o mundo se encontra politicamente, parece que qualquer coisa serve para Presidente. Há candidatos que assustam, outros que ameaçam o Go-
verno como se tivessem poderes executivos, esquecendo-se que não cabe ao Presidente governar nem avaliar ministros. Deixem este Governo fazer as mudanças que são necessárias. Há campanhas que, pela forma como são conduzidas, fazem lembrar tempos de ditadura. E não esqueçamos os populistas, estão a crescer. Surpresas? Sim, vão existir. Uma é certa, ninguém ganhará à primeira volta. Todos parecem lutar apenas por um lugar na segunda.
A grande incógnita será quem lá chega. Segundo as sondagens, o eleitorado do Chega é fiel, e existe a possibilidade de Ventura passar à segunda volta. A pergunta é, quem terá capacidade para lhe fazer frente? Isto vai dar uma grande açorda e muitos terão de engolir sapos bem grandes na hora de escolher.
Por isso, pense bem em quem quer ver passar e em quem quer como próximo Presidente da República.
Mais importante do que tudo, vá votar e vote bem. Portugal precisa de um estadista, de alguém com experiência, que olhe para o país como um todo. As escolhas são as que são, mas pelo menos escolham com consciência, para não se arrependerem depois. Bom fim de semana!
Mesmo ausentes, continuamos a existir em todos os momentos. olhos e dormi
José Luís Peixoto
Crédito: DR

sível, sinto a tua falta. Enquanto eras vivo, nunca te compreendi. Escondi-me de ti e nunca mais me achaste depois do dia em que emigraste, quando eu era apenas uma criança. Um dia, desapareceste-me e eu, criança, não entendi a razão; apenas sabia que me tinhas deixado sozinho com a minha mãe. Abandonaste-me.
Como podia eu, criança, compreender que tinhas de emigrar por motivos que só os adultos sabiam? A minha mãe disse-me, depois de eu acordar sem ti ao meu lado, que te foste embora, e o meu mundo de criança desfez-se em desilusão. Não me disseste adeus, apenas desapareceste.”

Em todos os movimentos migratórios conhecidos e devidamente documentados, quase sempre era o homem quem primeiro partia para criar as condições que permitissem uma reunificação familiar. Sabemos, no entanto, que, nas últimas décadas, se tem dado a feminização da emigração, embora esta não tenha conseguido ser tão forte que anule as tendências anteriores.
era o homem o chefe de família, como então se designava, deixava muitas vezes filhos pequenos que, durante alguns anos, se viam privados da presença do pai ou os conheciam cristalizados em molduras de fotografias. Em alguns casos, nem sequer se tinham despedido deles, sendo estes depois confrontados com explicações que não davam resposta ao vazio deixado. Ao longo dos meus contactos com o tecido migratório, ouvi muitas histórias dramáticas sobre ausências que criaram ruturas dolorosas no mapa das emoções destas crianças que, de um dia para o outro, eram confrontadas com rostos desconhecidos na sua cartografia de afetos. Compreende-se, por isso, que existam muitos casos de crianças que levaram tempo a criar laços
afetivos, precocemente interrompidos, e de outras que nunca chegaram a fazê-lo. Estas histórias retratam dinâmicas sociais de uma época que não gostaríamos de ver repetida no nosso país, quando se pretende dificultar a reunificação familiar. O caso de Emanuel Melo, residente em Toronto, é bem paradigmático do que acabo de escrever. De um dia para o outro, o pai emigrou, voltou três anos depois para ir buscar a família, mas Emanuel nunca o perdoou. Após a morte do pai, sentiu necessidade de se reconciliar com a mágoa que o perseguiu. Retirei este excerto da comovente carta que publicou no seu site: “Pai, agora que aqui já não estás, sinto a tua ausência; agora que já te foste embora por mais tempo do que eu julgava ser pos-
Poderia referir muitos outros casos, mas vou limitar-me àqueles de que tenho registos escritos, como é também o de Ana Medeiros. O pai emigrou em 1960 para o Canadá, deixando a mãe grávida de si e já com 4 filhos. Até se juntarem a ele, viu-o duas vezes: aos 3 e aos 6 anos de idade. Quando toda a família se volta a reunir, em 1968, a sua reação foi: “Inicialmente, não gostava muito do meu pai. Só o tinha visto duas vezes na minha vida. Estava habituada a dormir com a minha mãe e agora não podia, era o meu pai que dormia com ela. Embora o meu pai tenha sido carinhoso com todos nós, demorou algum tempo até que eu me relacionasse com ele. […] só depois de terminar o ensino secundário é que consegui aquela ligação especial com ele.”
Ainda o testemunho de Paula Vasconcelos, que, com a irmã ficou entregue aos cuidados da avó.
“Lembro-me de me sentir envergonhada no encontro com os meus pais, que não via há muito tempo. Felizmente, estávamos acompanhadas da nossa querida avó escondendo-nos atrás das suas saias”. Embora, pelo grau da dor causada, não possamos comparar estas três experiências, a verdade é que facilmente se pode concluir que existe sempre um corte emocional que deixa marcas: umas, disfarçadas pelas cicatrizes que as denunciam; outras, feridas abertas que nunca sararam.

Estas eleições presidenciais serão históricas. Não só por se antecipar serem as primeiras com uma segunda volta desde 1986, mas também pela sua imprevisibilidade. Pela primeira vez em 50 anos de democracia, os principais protagonistas não são só aqueles apoiados pelos partidos tradicionais. Talvez também uma primeira vez, não há um nome óbvio e irrefutável pré-qualificado para a segunda volta. Em ’86, apesar da “primária” à esquerda entre Soares, Zenha e Pintassilgo, a direita tinha Freitas do Amaral. 40 anos depois, tanto a direita como a esquerda estão fragmentados.
Estes factos são reveladores de uma crise no nosso sistema partidário. As bases eleitorais dos maiores partidos já não estão tão fidelizadas, e quando vão além das suas bases, os partidos não conseguem mobilizar, aglutinar e unir como antigamente. Isso começou a ver-se, tanto na mudança de ciclo em ’24 como na sua reconfirmação em ’25, quando o PS tombou até onde tombou e a AD não engrossou significativamente a sua votação. O CHEGA parecia ter-se tornado na “válvula de escape” do sistema, instituindo um novel tripartidarismo em Portugal. Afinal, talvez não.
Apesar da natureza diferente das eleições presidenciais, o sucesso de Cotrim revela que outras forças partidárias podem, no contexto certo, almejar competir com “os grandes”. Isso é um desafio muito aliciante para os pequenos partidos, mas uma responsabilidade muito pesada para os três grandes que não podem esperar que os eleitores estejam no bolso e o poder lhes caia no colo – vão ter de fazer mais para defender e expandir a sua base eleitoral.
A crise não é só dos partidos, também é das lideranças. Ao contrário do que é habitual, os candidatos do PS e PSD não exercem funções governativas há mais de 20 anos e nunca foram candidatos a primeiro-ministro. Não por vontade própria, é certo, mas isso é um crédito para eles. Não só porque significa que, não obstante isso, conseguiram manter relevância política, como também porque não sofreram o desgaste que essas funções acarretam. Isso revela que os portugueses reconhecem, hoje menos que nunca, o “valor da experiência”. Se a experiência for mesmo algo importante, como acho que é, designadamente para aperfeiçoar e filtrar lideranças, significa também que devemos procurar que a política preserve, valorize e retenha líderes. Sob pena de excluir uns e esgotar outros. Como se um bom dirigente político pudesse ser descartável. As sondagens apontam para uma espécie de montanha-russa de preferências eleitorais. No espaço de poucos meses, aquilo
que parecia um fait accompli para Gouveia e Melo e, depois, para Marques Mendes, tornou-se um penoso martírio para ambos. Essa é a prova de que, em política, não há verdades absolutas nem definitivas. De que ninguém é predestinado e que as campanhas fazem a diferença. Mais que isso, demonstra que não há nem uma rejeição da política à antiga nem a prova de hegemonia da nova. Os insurgentes Seguro e Cotrim têm, eles próprios, esses dois perfis muito distintos. A graça e assertividade de um, especialmente nas redes sociais, contrasta com a segurança e tranquilidade do outro, que aparece mais nos meios clássicos como nas televisões. A verdade é que, mais do que uma diferença nos métodos, eles representam, respetivamente, as duas pulsões atuais da política portuguesa – a vertigem pela novidade e o apego à estabilidade.
Já Gouveia e Melo e Mendes perderam-se na perceção dos interesses, na arrogância que cheira a desespero e no comentário fácil e, logo, por vezes contraditório, ao que acontece todos os dias. Ao Almirante, porque aprofundou as dúvidas sobre quem é e o que pensa. Ao conselheiro de Estado, porque cimentou a suspeita de que não tem real independência do Governo. Em ambos os casos, porque parecem fracos, enquanto Seguro e Cotrim parecem fortes.
A força, a coragem, a autenticidade, a clareza e a determinação são as virtudes cardeais da nossa época política, como já escrevi aqui várias vezes. É, por isso, que um
político hoje deve ter a tranquilidade de ser, apenas e exatamente, quem é e como é. Mais do que se adaptar ao que achamos que os eleitores querem, a política, para ser apelativa e regeneradora, tem de ser verdadeira. Tem de regressar à nobreza dos princípios e dos valores e focar-se em convencer as pessoas dos rumos em que acreditamos. Depois das três eleições legislativas dos últimos 4 anos, as eleições presidenciais são apenas o último episódio do deslaçar do nosso paradigma político. É um tempo fértil para oportunismos, mas também um tempo perigoso, onde a muitos (e até aos bons) levam-nos o vento. É um tempo que será necessariamente de mudança. Restará aos portugueses escolher qual. De um lado, a fúria do vendaval, em tons mais autoritários ou mais liberais, cada vez mais próximos nos apoios que ponderam dar e nas posições que tomam. Do outro, a capacidade de escutar e ser escutado, de unir pessoas com muitas diferenças políticas em torno da esperança e de um desígnio comum que é Portugal.
Num tempo em que o barulho tenta abafar a razão, precisamos de quem saiba escutar e unir. O futuro não se constrói com indignação permanente, mas com ambição partilhada. O próximo Presidente não deve ser o herói de uma fação. Deve ser o rosto de um país inteiro que ainda acredita que vale a pena construir em conjunto. Também por isso, desta vez poderá mesmo ser diferente.

A comunidade portuguesa nos Estados Unidos da América consolidou-se entre o primeiro quartel do século XIX e o último do século XX, período em que cerca de meio milhão de portugueses, sobretudo oriundos dos Açores e da Madeira, emigraram para aquele país. Hoje plenamente integrada, esta comunidade distingue-se pelo seu espírito empreendedor e pelo relevante papel económico, social e político que desempenha na principal potência mundial.
De acordo com os dados mais recentes dos censos norte-americanos, vivem atualmente nos EUA mais de um milhão de portugueses e luso-americanos. No seio desta vasta diáspora, multiplicam-se percursos de vida que materializam o chamado American dream: histórias de ascensão social construídas com trabalho árduo, mérito e resiliência. Entre essas trajetórias, destaca-se de forma particularmente exemplar a do comendador Manuel Eduardo Vieira, reconhecido como o maior produtor mundial de batata-doce biológica e uma das figuras mais marcantes da comunidade portuguesa na Califórnia. Natural da Silveira, na ilha do Pico, Manuel Eduardo Vieira emigrou aos 17 anos, em 1962, num contexto marcado pelo início da Guerra do Ultramar. Proveniente de uma família humilde, partiu inicialmente para o Rio de Janeiro, onde, acolhido por um tio, pôde prosseguir estudos para além da 4.ª classe. Durante cerca de uma década no Brasil, formou-se nas áreas da Contabilidade e da Gestão, adquiriu experiência profissional, conheceu a futura esposa, Laurinda, natural de Chaves, e ali nasceram os seus três filhos.
No início da década de 1970, mudou-se para os Estados Unidos, juntando-se aos pais e ao irmão na Califórnia, onde iniciou atividade agrícola no Vale de São Joaquim, numa empresa familiar. O esforço persistente — conciliando o trabalho no campo com o estudo noturno da lín-
gua inglesa — foi determinante para a consolidação do seu percurso. Um momento decisivo ocorreu em 1977, quando adquiriu a empresa A.V. Thomas Produce, então dedicada à produção de batata-doce em cerca de 20 hectares. Com visão estratégica e capacidade de inovação, Manuel Eduardo Vieira relançou a empresa, introduzindo práticas pioneiras, como a certificação de produção biológica em 1988 e, mais recentemente, a batata-doce em embalagem individual, pronta a ir ao micro-ondas. Paralelamente, expandiu a exploração agrícola para mais de 1200 hectares. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, a empresa tornou-se a maior produtora mundial de batata-doce biológica, com um volume de negócios superior a 50 milhões de euros e cerca de mil trabalhadores nas épocas de colheita. Na década de 1990, a cadeia Safeway distinguiu-o simbolicamente com a matrícula personalizada “King Yam”.
O seu percurso empresarial foi reconhecido em 2013, com a atribuição do prémio Lifetime Achievement nos Best Leader Awards EUA. Em 2011, o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva já lhe havia concedido a Comenda da Ordem do Mérito. Apesar do sucesso alcançado, Manuel Eduardo Vieira mantém uma ligação profunda à terra natal, expressa numa intensa ação filantrópica. Em 2017, foi inaugurada uma estátua em sua homenagem na Silveira, sendo também o principal benemérito do Centro Social, Cultural e Recreativo local. O seu percurso valeu-lhe cerca de duas dezenas de distinções, incluindo a Chave de Ouro do Município das Lajes do Pico.
É neste quadro de mérito amplamente reconhecido que, no passado dia 6 de janeiro, Manuel Eduardo Vieira foi condecorado em Lisboa pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Ordem do Infante D. Henrique, distinção destinada a reconhecer serviços relevantes prestados a Portugal, no país e no estrangeiro, bem como contributos para a projeção da cultura, da História e dos valores portugueses.
Na cerimónia realizada no Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República, o Chefe de Estado enalteceu o percurso profissional do condecorado e a sua ação filantrópica junto da comunidade luso-americana e de Portugal, destacando-o como uma figura maior da comu-
nidade portuguesa na Califórnia e um símbolo inequívoco do dinamismo, da capacidade de liderança e da força afirmativa da diáspora portuguesa, que continua a projetar e a dignificar Portugal além-fronteiras através do exemplo, do trabalho e da generosidade.


Cerimónia de condecoração do empresário e benemérito luso-americano, Comendador Manuel Eduardo Vieira, no Palácio de Belém, onde foi distinguido com a Ordem do Infante D. Henrique pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Créditos: Miguel Figueiredo Lopes / Presidência da República.

Açores
Carga aérea nos Açores cai 12,8% em 2025 e correio desembarcado recua 8,1%
A carga aérea nos Açores diminuiu em 2025. Foram embarcados 4,95 milhões de quilos, menos 12,8% do que em 2024, enquanto a carga desembarcada totalizou 6,0 milhões de quilos (-1,2%). O correio também recuou, com menos 4,8% no embarque e 8,1% no desembarque.
São Miguel e Terceira concentraram a maioria da carga e do correio. A quebra do embarque foi geral em todas as ilhas, destacando-se São Miguel em termos absolutos. Em contraste, o Faial e o Pico registaram aumentos na carga desembarcada.
Em 2025 realizaram-se 29.357 descolagens na Região, com picos em agosto e mínimos em fevereiro.
DA/MS

Associação Turística dos Açores tem devolver 700 mil euros de fundos europeus
A Associação Regional de Turismo (ART) dos Açores terá de devolver cerca de 700 mil euros de fundos comunitários relativos ao financiamento da operação da companhia aérea TUI na ilha do Pico, realizada há cerca de 10 anos. Segundo o presidente da ART, Marcos Couto, como a associação não tem receitas nem atividade, a única solução é repartir o valor pelos associados.
O subsídio, no valor de 690 mil euros, destinava-se a apoiar uma rota internacional direta entre a Holanda e o Pico, criada em 2016, que acabou por ser suspensa após apenas 16 voos, devido à baixa ocupação. A União Europeia considerou que os objetivos do projeto não foram cumpridos e detetou fracionamento da despesa, exigindo a devolução integral dos fundos.
A maioria dos associados contesta a solução apresentada e questiona a legalidade da despesa, tendo solicitado documentação e parecer jurídico. Apesar disso, Marcos Couto afirma que não há alternativa e que aguarda a resolução do processo para avançar com a extinção da ART, que está inativa há vários anos.
AO/MS


“Serei um exemplo”, prometeu Célia Pessegueiro, na sua primeira intervenção no congresso Regional do PS, na apresentação da moção de estratégia global ‘Agir para construir futuro’. A nova líder do PS quer que os dirigentes do partido saiam dos gabinetes para irem para junto do povo, ouvir as suas preocupações e aspirações.
Antes, a primeira mulher presidente do partido não deixou de expressar solidariedade para com os venezuelanos e portugueses que residem na Venezuela, no momento histórico em que vive o país, como deu nota logo no início do seu discurso.
Mas, a intervenção ganhou força quando criticou os governos regional e nacional com a questão do subsídio de mobilidade, avisando que nesta matéria, todos os partidos estão de acordo com a discriminação que o novo modelo acarreta para os residentes. O PS não desistirá de um sistema justo para os madeirenses, afirmou. “É o maior ataque à autonomia regional”, nos últimos anos, considerou.
O voto em António Seguro nas eleições presidenciais do próximo fim-de-semana, foi outra nota de incentivo, por considerar este o candidato que mais respeita as autonomias e representa um Portugal mais humanista.
Por outro lado, e manifestando a sua preocupação com o crescimento do populismo e extremismo, Célia Pessegueiro salientou que um dos objetivos é incentivar a ação do partido nas redes sociais, para combater a desinformação e chegar aos jovens, num cenário em que a extrema-direita tem vindo a crescer a nível europeu. “Contra o ódio e o populismo, democracia e humanismo”, reforçou.
Célia Pessegueiro quer mais pessoas a integrarem o PS, dando nota que 48,5% dos novos aderentes são mulheres, que querem contribuir com o futuro da sua terra e lutar por igualdade, combatendo contra quem quer retirar direitos duramente conquistados.
Os jovens mereceram várias mensagens da parte da socialista, que se mostrou preocupada e atenta aos problemas que estes passam nos dias de hoje, com o custo de
vida elevado e falta de resposta habitacional, entre outros.
Referindo-se às Mulheres Socialistas, presidido por Cátia Pestana, Célia Pessegueiro já deu conta que tem muitos projetos para levar a cabo, contando com este organismo.
Sobre as autarquias, criticou a discriminação existente em relação à distribuição de poderes e de receitas por estes organismos. “Autarquias são autónomas, mas não precisam que os governos lhes façam oposição”, afirmou.
Lado a lado com construir partido, há que atrair mais e novos protagonistas à política, disse, explicando o fundamento da criação do laboratório de ideias da Madeira, e prometendo “ação no terreno, mais do que palavras”, na auscultação das pessoas e procura de soluções.
Num discurso por várias vezes aplaudido, Célia Pessegueiro apontou as áreas que vão merecer prioridade da sua liderança, como habitação, saúde, educação, mobilidade, rendimentos, inclusão, setor primário.
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, voltou a criticar o atual modelo do subsídio de mobilidade, considerando que a legislação em vigor introduz uma discriminação inconstitucional contra os residentes das regiões autónomas.
As declarações foram feitas à margem da inauguração do novo Design Space da empresa Ferreira’s, no Funchal.
O líder do executivo madeirense revelou que está em cima da mesa uma proposta de lei enviada à Assembleia da República para revogar as normas que impõem condicionamentos ao acesso ao subsídio, como
a exigência de situação fiscal regularizada. “Não pode haver nenhum português discriminado em função do sítio onde vive.
O que esta lei introduziu foi uma discriminação dos portugueses das ilhas, que é inconstitucional.” Segundo Albuquerque, estas regras representam uma violação dos direitos fundamentais dos madeirenses, 50 anos após o início da autonomia política da Região.
O presidente explicou que uma pendência fiscal não equivale a uma infração, podendo até estar a ser contestada nos tribunais, e que ninguém pode ser impedido de viajar por esse motivo.




O Cantar dos Reis é uma das tradições populares mais antigas e emblemáticas de Portugal, realizado entre o Natal e o Dia de Reis, a 6 de janeiro. Esta prática secular celebra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus e envolve grupos de pessoas, os chamados reiseiros, que percorrem casas cantando janeiras, desejando um bom ano, louvando os Reis Magos e o Menino Jesus, e por vezes incluindo agradecimentos ou sátiras dirigidas às famílias que os recebem. Em troca, os moradores oferecem comida, bebida, dinheiro e, em algumas regiões, pinturas simbólicas nas fachadas das casas, reforçando o carácter social e religioso desta tradição.
Formados por amigos, vizinhos ou associações culturais, os reiseiros são acompanhados por instrumentos como concertina, bombo, ferrinhos e viola. As janeiras, transmitidas de geração em geração, combinam fé, alegria e sentido comunitário. As festividades variam consoante a região, incluindo elementos musicais, pequenas representações teatrais ou símbolos pintados nas casas, mantendo sempre o espírito de partilha e união comunitária que caracteriza o período natalício em Portugal.
Na quinta-feira, 8 de janeiro, esta tradição atravessou novamente o Atlântico e ganhou vida em Toronto, reunindo a comunidade portuguesa em torno da música, da fé e do convívio. O evento assinalou o regresso da celebração ao MDC Media Group e foi transmitido em direto pelo apresentador Rómulo Medeiros Ávila, através das plataformas Camões Radio e Camões TV, permitindo que muitos acompanhassem a festividade à distância.
O evento contou com a participação da Associação Migrante de Barcelos Community Centre e da Associação Cultural do Minho de Toronto, organizações que desempenham um papel central na preservação e promoção das tradições portuguesas na diáspora. O Cantar aos Reis trouxe ao público local a riqueza musical e o simbolismo cristão do Dia de Reis, unindo a celebração cultural à dimensão religiosa que define esta festividade. Laurentino Esteves, comentarista do evento e um dos pioneiros do Cantar dos Reis no Canadá, esteve na origem da criação do grupo de Cantar os Reis da Casa dos Poveiros de Toronto, fundado em 1989/90, dando início a esta tradição na cidade, então celebrada a 5 de janeiro, na Noite de Reis, pela primeira vez na capital da província de Ontário. Em declarações, afirmou: “é muito importante, enquanto comunidade, que saibamos preservar, divulgar e viver esta e outras tradições portuguesas. As associações são fundamentais nessa tarefa, pois, além de as perpetuarem, promovem também um convívio saudável, mantendo os mais velhos e os mais novos em perfeita harmonia. Fico muito feliz por ver a participação de vários jovens nestes grupos, o que nos deve orgulhar a todos, pois é a única forma de garantir que estas tradições continuem.”
Também os responsáveis das associações participantes reforçaram a importância do evento. Vítor Santos, da Associação Cultural do Minho de Toronto, acrescentou: “participar no Cantar dos Reis desperta orgulho, emoção e responsabilidade, ao ver esta tradição portuguesa viva em Toronto. Mais do que música, é partilha, devoção e união, reforçando a identidade da comunidade lusófo-








na. Momentos marcantes, como a visita ao grupo MDC, mostraram carinho e fraternidade. Esta tradição, que celebra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus, leva uma mensagem de fé, esperança e renovação, e continuará no próximo ano.”
Por seu turno, Judite Lopes, da Associação Migrante de Barcelos Community Centre, afirmou: “sem dúvida, a minha participação nos Cantares dos Reis reforçou a minha ligação às minhas raízes, à cultura e à língua portuguesas. Revivi o meu passado, recordando os tempos de juventude em que percorríamos vilas e aldeias, cantando pelas portas e recolhendo as janeiras oferecidas pelas pessoas, fruto do seu trabalho. Foi assim que me senti muito presente no meu passado, mesmo estando fora da minha terra natal, Portugal. Agradeço à MDC Camões Rádio/TV e desejo a todos um excelente Ano Novo 2026!”
O evento foi recebido com entusiasmo pelo público, que se deliciou com a música tradicional e se reconectou às suas raízes religiosas, transmitindo a tradição às novas gerações. Mais do que uma festa, o Cantar dos Reis em Toronto reforçou o papel da fé, da cultura e da música na manutenção da identidade portuguesa na diáspora, garantindo que esta manifestação cultural e espiritual continue a prosperar longe de casa.
A celebração do Dia de Reis vai, assim, muito além da música: é um momento de união, fé e partilha, lembrando que, mesmo em terras distantes, a tradição portuguesa permanece viva, inspirando futuras gerações a manterem-se ligadas às suas raízes culturais e religiosas.




Saturdays 7:30 am Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
Ao longo das próximas semanas, daremos voz aos clubes e associações comunitárias que desempenham um papel fundamental na dinamização, preservação cultural e apoio social da comunidade luso-canadiana. Através dos testemunhos dos seus dirigentes, procuramos dar a conhecer as visões, projetos e ambições que marcam o início de um novo ano associativo, destacando o trabalho desenvolvido em prol da união, da identidade cultural e do bem-estar coletivo.
Neste espaço, iniciamos este percurso com algumas das associações que se destacam pela sua atividade, diversidade de iniciativas e impacto comunitário, numa série que continuará a acompanhar, de forma próxima, a realidade dos clubes comunitários ao longo das próximas semanas.
Arsenal do Minho: Tradição com Inovação e Olhar no Futuro
Mandy Pereira e Frank Ferreira, diretores do Arsenal do Minho, encaram 2026 com entusiasmo e abertura à inovação, apostando em novas ideias que conciliam tradição e modernidade, sem perder a identidade cultural do clube. Para a direção, a criatividade e a vontade de experimentar são essenciais para atrair mais pessoas e fortalecer a participação comunitária. O calendário anual mantém eventos emblemáticos, como o Festival de Concertinas e Cantares ao Desafio, a Noite do Leitão, as Rusgas, o São João, o São Martinho e a festa de Natal dedicada às crianças.
O ano será ainda marcado pela celebração do 40.º aniversário do Arsenal do Minho, a 3 de outubro, com um grande evento
comemorativo. A direção deixa uma mensagem de união e esperança, acreditando que, com diálogo e trabalho conjunto, a comunidade continuará a crescer e a alcançar novos objetivos.
Academia do Bacalhau de Toronto: Solidariedade, Tradição e um Grande Desafio Internacional
Zilda Evangelista, vice-presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, inicia 2026 com uma mensagem de otimismo, união e solidariedade, desejando saúde, paz e felicidade a toda a comunidade. Entre os grandes desafios do novo ano destaca-se a ambição de organizar, em Toronto, o 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, um evento de grande relevância para a instituição e para a rede internacional que a integra.
A dirigente apela ao apoio contínuo de todos, sublinhando que o envolvimento da comunidade é essencial para manter vivo o espírito solidário que une “comadres” e “compadres” e garante a missão humanista das Academias. Com a simbólica saudação de “Gavião de Penacho”, reforça uma mensagem de fraternidade, compromisso e esperança num futuro construído em conjunto.
First Portuguese Canadian Cultural Centre: Entre a Responsabilidade Social e a Continuidade Comunitária
Carina Paradela, diretora de operações do First Portuguese C. C. C., encara o novo ano com foco na responsabilidade, no compromisso social e na estabilidade fi nanceira da associação, sem abdicar do apoio essencial à comunidade luso-cana diana. Um dos pilares do trabalho con
OLÍVIA SARAIVA
Paralegal licenciada | Notária pública
Notariado de documentação e representação no tribunal
• CONDUÇÃO IMPRUDENTE
• CONDUZIR COM CARTA SUSPENSA
• PARAR EM SINAL DE STOP
• FURAR SINAL VERMELHO
• EXCESSO DE VELOCIDADE
• CONDUÇÃO TEMERÁRIA (STUNT DRIVING)
• USO DE TELEMÓVEL
• CONDUZIR SEM SEGURO E TODAS AS OUTRAS MULTAS DE TRÂNSITO
tinuará a ser o centro de dia para idosos, fundamental no combate à solidão e na promoção do bem-estar, a par das atividades dirigidas às crianças e jovens, como o March Break e o Summer Camp, promovendo uma saudável ligação intergeracional.
O ano ficará marcado pela celebração do 70.º aniversário do First Portuguese, a 26 de setembro de 2026, que será assinalado com uma grande festa comunitária organizada por uma comissão composta por representantes de várias associações. Olhando para o futuro, a dirigente destaca o sonho de uma casa própria para a instituição e deixa uma mensagem clara: os idosos são a base da comunidade e os jovens o seu futuro, sendo na partilha entre gerações que se constrói uma comunidade mais forte e coesa.
Comunidade Angolana de Ontário (ACO): Unir Gerações e Reforçar a Identidade Angolana
Francisco Pegado, responsável pela área de comunicação e imagem da ACO, apresenta para este ano uma visão centrada na colaboração, proximidade e reforço do sentimento de pertença da comunidade luso-canadiana. A associação pretende assumir um papel mais ativo junto de instituições que apoiam a diáspora, tornando-se mais visível, presente e próxima das pessoas.
Um dos principais eixos de atuação passa pela aproximação entre gerações, através da criação de espaços de diálogo, eventos
culturais. A comunicação continuará a ter um papel fundamental na divulgação das atividades e na valorização da identidade cultural angolana no contexto multicultural canadiano. O calendário da ACO inclui diversas iniciativas culturais, sociais e comunitárias, como o The Angolan Youth of Ontario Coalition, o Dia Internacional da Mulher, o Dia da Criança, a Volta da Fogueira, o Dia do Herói Nacional, o Dia da ACO e a celebração da Independência de Angola. Paralelamente, estão previstos novos projetos focados na educação, integração social e promoção cultural, com o objetivo de fortalecer laços, incentivar a participação e promover uma comunidade mais inclusiva, unida e orgulhosa das suas raízes.
As perspetivas aqui partilhadas refletem a vitalidade, o empenho e o sentido de missão que caracterizam o movimento associativo luso-canadiano. Apesar dos desafios comuns, é evidente a determinação em reforçar laços, promover a inclusão e garantir a continuidade das tradições, sem deixar de olhar para o futuro com inovação e responsabilidade.
Nas próximas semanas, continuaremos este percurso, passando por todos os clubes e associações comunitárias, para dar a conhecer os seus projetos, eventos e objetivos. Uma forma de valorizar o trabalho coletivo, fortalecer a ligação com a comunidade e reconhecer o papel essencial que estas instituições desempenham na construção de uma comunidade mais unida, participativa e resiliente.
RMA/MS

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Bonnie Crombie demitiu-se oficialmente do cargo de líder do Partido Liberal do Ontário, vários meses depois de ter anunciado que deixaria a liderança na sequência de um resultado pouco expressivo numa votação interna realizada no outono.
Inicialmente, Crombie tinha afirmado que permaneceria no cargo até à escolha de um sucessor, mas decidiu agora antecipar a sua saída.
“À medida que começamos um novo
de se afastar em setembro, depois de ter obtido apenas 57% de apoio numa votação de confiança durante a assembleia-geral anual do partido.
“Bonnie avançou num momento crítico e desempenhou um papel importante na reconstrução do nosso partido, no crescimento do nosso movimento e no seu posicionamento para o futuro”, afirmou Kathryn McGarry, presidente do Partido Liberal do Ontário, em comunicado.
Com a época orçamental agora em pleno funcionamento na Câmara Municipal, vários departamentos municipais estão a comparecer esta semana perante o comité do orçamento para apresentar as suas necessidades financeiras para este ano.
Oorçamento da Cidade de Toronto para 2026 oferece o alívio que muitos proprietários procuravam no aumento do imposto predial, mas também expõe a enorme quantidade de trabalhos de infraestruturas que se avizinham para a cidade nos próximos anos e que, em alguns casos, poderão ser adiados.
Entre os departamentos que irão prestar esclarecimentos está o de parques e recreação, que enfrenta um adiamento de obras avaliado em quase 2 mil milhões de dólares no plano de capital a 10 anos, o plano da cidade para manter, renovar e expandir as infraestruturas.
De acordo com a proposta de orçamento para 2026, o departamento de parques verá uma redução de 214 milhões de dólares no seu plano de capital a 10 anos. Esse adiamento afetará sobretudo projetos de centros comunitários, afirmou Stephen Conforti, diretor financeiro da cidade, aos jornalistas após a apresentação do orçamento.
A proposta de orçamento foi apresentada pela presidente da Câmara, Olivia Chow,

que destacou a acessibilidade financeira e um aumento mais baixo dos impostos.
O plano de capital para as bibliotecas também sofreria um adiamento de 76 milhões de dólares, enquanto os serviços de gestão de resíduos enfrentariam um corte de 6 milhões. Os impactos desta alteração poderão ainda estender-se, em 2027, aos orçamentos dos serviços de água e das estradas.
No total, os fundos destinados ao plano de capital a 10 anos aumentariam ligeiramente com o orçamento proposto para 2026, cerca de 3 mil milhões de dólares, atingindo os 63,1 mil milhões. No entanto, a necessidade de manter os ativos existentes — trabalho conhecido como “estado de boa conservação” — representa pouco mais de metade do plano e está a crescer mais rapidamente do que o financiamento disponível, segundo a apresentação orçamental da semana passada.
Os trabalhos de manutenção podem variar entre grandes projetos e pequenas intervenções que muitos residentes de Toronto dão como garantidas. Um exemplo incluído no orçamento de 2026 é a infraestrutura de iluminação pública, da qual cerca de um terço já ultrapassou a sua vida útil, tornando-se mais dispendiosa de manter e exigindo investimento urgente.
CBC/MS
Governo de Ontário instou produtores de bebidas alcoólicas dos EUA a pressionarem políticos contra tarifas
O governo de Ontário enviou uma mensagem direta aos fornecedores norte-americanos de bebidas alcoólicas quando, no ano passado, retirou os seus produtos das prateleiras, comprometendo-se a redirecionar os consumidores para produtores locais. As empresas canadianas do setor dizem agora estar a tentar tirar o máximo partido do que poderá ser uma oportunidade temporária para alterar hábitos de consumo.
Ogoverno do Premier Doug Ford retirou o álcool de origem norte-americana das prateleiras da LCBO (Liquor Control Board of Ontario) há quase um ano, em retaliação às tarifas impostas ao Canadá pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Desde março do ano passado, mais de 80 milhões de dólares em bebidas alcoólicas americanas permanecem armazenados em armazéns, com Ontário a insistir que os produtos só regressarão às lojas quando todas as tarifas forem eliminadas.
Quando emitiu a ordem à LCBO, o governo provincial também instruiu a agência, que opera de forma independente, a enviar uma carta aos seus fornecedores norte-americanos, informando-os de que, na ausência dos seus produtos, a intenção era dar vantagem às empresas canadianas.
“A LCBO está a trabalhar com produtores sediados em Ontário e no Canadá para garantir que os nossos clientes tenham acesso a uma seleção de produtos feitos em Ontário e no Canadá”, lê-se na carta, obtida pela CBC News através de um pedido de acesso à informação. “Caso valorizem o acesso a um dos maiores mercados da América do Norte, encorajamo-los a falar com o vosso membro do Congresso e com os senadores
sobre o impacto destas medidas no vosso negócio e sobre a necessidade de remover as tarifas sobre bens e produtos canadianos.”
O fim dos boicotes provinciais faz parte de uma lista mais alargada de condições que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou no mês passado que o Canadá terá de cumprir para prolongar o Acordo Canadá–Estados Unidos–México (CUSMA).
A contestação por parte dos produtores norte-americanos, que sentem os efeitos do boicote da LCBO, tem vindo a intensificar-se ao longo dos últimos meses. CBC/MS

O primeiro-ministro Mark Carney presenciou, em Pequim, no primeiro dia de conversações oficiais, a assinatura de um acordo para reforçar a cooperação com a China nas áreas da energia limpa e convencional, após anos de relações difíceis entre os dois países. No entanto, até ao momento, nenhum dos acordos assinados inclui uma resolução sobre tarifas.
Pequim também não se comprometeu a comprar mais petróleo ou gás natural liquefeito canadiano no memorando de entendimento assinado pelo ministro da Energia e dos Recursos Naturais, Tim Hodgson. O memorando estabelece que ambos os países irão reforçar o diálogo ministerial em várias áreas, incluindo o desenvolvimento de recursos de petróleo e gás, gás natural liquefeito e gás de petróleo liquefeito, bem como a redução de emissões. Este acordo energético baseia-se em entendimentos anteriores.
O acordo marca o início de conversações ao nível ministerial, algo que, segundo um alto responsável canadiano, não acontecia há quase uma década. No entanto, até agora, não existem novos compromissos relativamente às exportações de energia
canadiana.
A delegação ministerial de Carney assinou ainda vários outros acordos para impulsionar as exportações de alimentos para animais de estimação do Canadá para a China e para aumentar o turismo entre os dois países. A China e o Canadá renovaram também um acordo de cooperação no combate ao crime, incluindo a exploração sexual de menores, o crime organizado transnacional e o branqueamento de capitais.
Na abertura de uma reunião entre Carney, a delegação canadiana e o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, Carney afirmou que equipas de ambos os países têm trabalhado nos últimos meses “para resolver algumas questões específicas que se foram acumulando ao longo do tempo” e para “estabelecer as bases de uma nova parceria estratégica” entre o Canadá e a China. Os progressos alcançados nos últimos meses, acrescentou, ajudarão a preparar os dois países “para a nova ordem mundial”. Trabalhando em conjunto, disse ainda, Canadá e China poderão “criar maior estabilidade, segurança, sustentabilidade e prosperidade para todos os nossos povos”.
CBC/MS

Os trabalhadores federais estão a começar a receber mais informações sobre os cortes de emprego previstos na função pública, depois de a Statistics Canada ter informado os funcionários de que 850 postos de trabalho serão eliminados no departamento ao longo dos próximos dois anos.
Afunção pública federal foi alvo de uma revisão significativa em 2025, e o primeiro orçamento do primeiro-ministro Mark Carney comprometeu-se a cortar 16.000 empregos até 2028.
Mais detalhes sobre os chamados “ajustamentos da força de trabalho” deverão ser divulgados até ao final da semana, segundo um email enviado aos funcionários pelo estatístico-chefe André Loranger. Isso incluirá a notificação dos primeiros 100 trabalhadores da Statistics Canada cujos postos são agora considerados excedentários. No total, o departamento enviará 3.274 avisos de ajustamento da força de trabalho a funcionários cujos serviços “poderão deixar de ser necessários”. A maioria desses avisos será enviada antes de 27 de janeiro. Nem todos os funcionários que receberem aviso perderão o emprego,
mas alguns poderão ser transferidos para outras funções. Doze por cento dos 99 cargos executivos da Statistics Canada também serão eliminados.
Num comunicado, a agência afirmou que “continua focada em servir os canadianos e em adaptar-se às necessidades futuras, à medida que atravessamos este período de mudança”.
A 31 de março de 2025, a Statistics Canada tinha 7.274 funcionários. Cerca de 940 avisos serão enviados a membros do Professional Institute of the Public Service of Canada (PIPSC) na Statistics Canada. “É realmente preocupante”, afirmou o presidente do PIPSC, Sean O’Reilly. “A Statistics Canada produz dados essenciais para tudo o que fazemos no nosso dia a dia, e ver este tipo de cortes preocupa-me quanto ao impacto que terão nesses dados.”
O governo está a oferecer incentivos à reforma antecipada, numa tentativa de atenuar o impacto dos cortes. Outros departamentos, incluindo a Shared Services Canada e a Global Affairs Canada, deverão também divulgar nos próximos dias detalhes sobre os seus próprios ajustamentos da força de trabalho.

Cidadão canadiano morre «às mãos das autoridades iranianas»
Um cidadão canadiano morreu no Irão “às mãos das autoridades iranianas”, segundo afirmou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Anita Anand.
Numa publicação nas redes sociais, a ministra apelou ao regime iraniano para que ponha termo à violência contra os manifestantes. De acordo com a agência norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA), pelo menos 2.600 pessoas foram mortas desde o início das manifestações, no final de dezembro. “Os protestos pacíficos do povo iraniano, que pede que as suas vozes sejam ouvidas face à repressão do regime iraniano e às contínuas violações dos direitos humanos, levaram o regime a desrespeitar flagrantemente a vida humana”, escreveu Anand. “Os nossos responsáveis consulares estão em contacto com a família da vítima no Canadá e apresento, neste momento, as mi-
nhas mais sentidas condolências.”
A Global Affairs Canada (GAC) confirmou, na quarta-feira (14), ter conhecimento da morte de um cidadão canadiano no Irão, mas não forneceu mais detalhes. A GAC está a aconselhar os canadianos que se encontram no Irão a abandonarem o país imediatamente, se puderem fazê-lo em segurança.
A tensão na região está a aumentar, depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido uma “resposta muito firme” caso o Irão comece a executar manifestantes.
Os Estados Unidos estão a retirar parte do seu pessoal de bases no Médio Oriente, revelou um responsável norte-americano aos meios de comunicação social, após um alto responsável iraniano ter afirmado que Teerão avisou os países vizinhos de que atacaria bases americanas caso Washington avançasse com um ataque.
CBC/MS
MELISSA AZEVEDO, ADVOGADA.
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PORTUGAL PORTUGAL

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou que as urgências regionais podem ser "a medida certa" no curto prazo para responder a carências críticas, mas alerta que o diploma assenta numa fórmula errada, arriscando não ter adesão.
"É a medida certa, mas a fórmula errada", disse à agência Lusa o secretário-geral do SIM, explicando que o diploma publicado, na quarta-feira (14), em Diário da República "continua sem garantir, de forma inequívoca, a voluntariedade efetiva dos médicos e deixa aberta a porta a deslocações em serviço com salvaguardas laborais insuficientes".
O sindicato reconhece que o diploma fixa um limite de proximidade regional de 60 quilómetros e introduz regras sobre o tempo de deslocação, mas sublinha que "sem-
pre deixou claro ao Governo que o modelo só teria sucesso com três condições: equipas completas, incentivos adequados e carácter voluntário". "Uma reorganização desta natureza exigia um compromisso real com os médicos. Como não houve esse compromisso, os resultados e as consequências deste modelo terão de ser integralmente imputados à Direção Executiva do SNS, que o define, o concretiza e o avalia", salienta. Em causa está o decreto-lei promulgado na última semana pelo presidente da República, depois de ter pedido ao Governo que procedesse a aperfeiçoamentos ao diploma inicial que tinha chegado a Belém, e que prevê a criação de urgências regionais centralizadas como resposta à falta de especialistas, principalmente, na área da obstetrícia e ginecologia.
JN/MS
"Completamente falso". IL desmente queixa formal ou informal de Inês Bichão sobre Cotrim de Figueiredo
A Iniciativa Liberal garantiu, na quinta-feira (15), que não houve "qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal", em 2023, por parte da ex-assessora do partido, Inês Bichão, sobre o candidato presidencial, João Cotrim de Figueiredo.
"É completamente falso que tenha havido qualquer queixa interna ou reporte, formal ou informal, sobre o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo. A Ini-
ciativa Liberal rejeita visceralmente uma campanha suja que lança acusações muito graves sem qualquer evidência ou prova", pode ler-se na nota.
As alegações de Inês Bichão tornaram-se públicas esta semana nas redes sociais, onde a ex-funcionária descreveu comportamentos que considerou configurarem assédio sexual de Cotrim de Figueiredo durante o período em que exerceu funções no partido.
A presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) alertou que o agravamento dos comportamentos aditivos ligados ao jogo exige "medidas eficazes", afirmando que essas estão a ser "devidamente estudadas".
Numa audição na Comissão de Economia e Coesão Territorial, Joana Teixeira referiu que as medidas para regular a publicidade ao jogo serão apresentadas "em breve", defendendo limites aos horários e maior atenção ao impacto das redes sociais nos jovens.
"As várias medidas estão, neste momento, a ser estudadas e irão ser apresentadas em breve e numa altura que seja também pertinente", salientou, na audição requerida pelo Livre, no contexto da discussão sobre a regulação da publicidade e do patrocínio ligados aos jogos e apostas.
Entre as soluções em análise, destacou que "mais do que a proibição", poderá ser determinante "a redução dos horários em que a publicidade é feita, para não haver a possibilidade dos menores estarem a observar".
"Nas redes sociais e nos influencers é mais complicado", lembrou, indicando que estes conteúdos promovem "ganhos fáceis e um estilo de vida fácil de conseguir através do jogo", o que os torna especialmente perigosos para pessoas vulneráveis.
A presidente do ICAD insistiu que o tema exige coordenação interministerial. "Não é uma questão puramente técnica. Temos que envolver aqui outros setores de outros ministérios para termos uma ação mais concertada", defendeu.
Sobre o risco de migração para o jogo ilegal, Joana Teixeira mostrou-se cautelosa: "Se nós não temos evidência científica que comprove que isso é realmente uma questão, eu não posso nem dizer que sim ou que não".
A responsável destacou ainda programas já em curso, como "Eu e os Outros", "Não jogues com o teu futuro" e "What"s UP Tu Decides", reforçando que o ICAD está "muito atento a esta problemática" e apresentará "mais medidas estruturadas em breve".
Anunciou ainda a criação do Fórum do Jogo, prevista para o primeiro semestre, e a inclusão, nas comunidades terapêuticas, de "um programa específico para o tratamento das perturbações de jogo", até aqui centradas em álcool e drogas ilícitas. "Neste conselho interministerial, que irá ser convocado agora no primeiro semestre, também iremos debater as medidas que podem ser implementadas e iremos aqui também apresentar as que já temos", adiantou. A presidente do ICAD avisou, no entanto, que, antes de serem postas em prática, as medidas têm de ser planeadas, para não "gastar recursos que são limitados". JN/MS
Os juízes do Tribunal da Relação consideram que Ricardo Salgado tem de ser julgado no processo conhecido como caso BESA, no qual o ex-banqueiro está a ser julgado ao lado de Álvaro Sobrinho.
De acordo com a SIC Notícias, que avança com a notícia, os magistrados dizem que a defesa de Salgado está assegurada no julgamento pelos advogados e rejeitam a repetição de uma perícia médica nesta altura.
Os juízes entendem que uma nova avaliação só faz sentido se o ex-banqueiro for condenado a pena de cadeia.
"Não sendo possível a suspensão ou extinção do procedimento criminal, a situação clínica do recorrente terá que ser
avaliada em sede de condenação - se ela ocorrer - segundo o princípio da necessidade da pena na fase da execução: a execução efetiva da pena privativa da liberdade ocorre somente quando tal se revelar necessário do ponto de vista das finalidades preventivas assinaladas à punição", lê-se no acórdão citado pelo canal de televisão. Recorde-se que, recentemente, o Tribunal Constitucional disse "basta" e tornou definitiva a pena de oito anos de cadeia para Ricardo Salgado, 77 anos, pelo crime de abuso de confiança, por se ter apropriado de mais de 10 milhões de euros do BES, apesar deste sofrer da doença de Alzheimer diagnosticada na fase de julgamento.


O excedente comercial da China atingiu um novo recorde de quase 1,2 biliões de dólares (mais de 1 bilião de euros) em 2025, segundo dados hoje divulgados, apesar da guerra comercial com os EUA. Segundo os dados divulgados pelas autoridades aduaneiras chinesas, as exportações cresceram 5,5% em 2025, totalizando 3,77 biliões de dólares (3,23 biliões de euros), enquanto as importações se mantiveram praticamente inalteradas em 2,58 biliões de dólares (2,21 biliões de euros).
Em 2024, o excedente comercial tinha sido de 992 mil milhões de dólares (852 mil milhões de euros). Em dezembro, as exportações aumentaram 6,6%, em termos homólogos, superando as previsões dos analistas e o crescimento de 5,9% registado em novembro. As importações também subiram 5,7% em dezembro, face a um crescimento de 1,9% no mês anterior.
Economistas preveem que as exportações continuem a ser um dos principais motores do Produto Interno Bruto (PIB) chinês em 2026, apesar das tensões comerciais e geopolíticas. "Continuamos a esperar que as exportações desempenhem um papel importante no crescimento económico este ano", afirmou Jacqueline Rong, economista-chefe para a China no banco BNP Paribas. Embora as exportações para os Estados Unidos tenham caído acentuada-
mente desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca e a intensificação da guerra comercial com Pequim, a quebra tem sido compensada por um aumento das vendas para mercados da América do Sul, Sudeste Asiático, África e Europa. As exportações robustas têm permitido à China manter um crescimento económico próximo da meta oficial de 5%, embora tenham também suscitado preocupação noutros países, que temem a concorrência de importações a preços reduzidos para as industriais locais.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, apelou recentemente à China para corrigir os desequilíbrios estruturais da sua economia e acelerar a transição de um modelo centrado nas exportações para um crescimento impulsionado pela procura interna e pelo investimento.
A crise prolongada no setor imobiliário, após o reforço das restrições ao endividamento excessivo, continua a afetar a confiança dos consumidores e a travar a procura interna.
O economista Gary Ng, do banco francês Natixis, prevê que as exportações da China cresçam cerca de 3% em 2026, abaixo dos 5% registados no ano passado, estimando que o excedente comercial se mantenha acima de 1 bilião de dólares (858 mil milhões de euros) este ano.
JN/MS

Perto de metade dos norte-americanos apoiam extinção de ICE após
Cerca de 46% dos norte-americanos defendem a extinção do Serviço de Imigração e Controlo Aduaneiro (ICE), após agentes seus terem abatido a tiro uma mulher no Minnesota, revelou uma sondagem YouGov/The Economist.
Trata-se do primeiro inquérito de opinião a mostrar mais cidadãos norte-americanos a favor do que contra (43%) a eliminação desta agência do Governo federal dos Estados Unidos, criada em 2003 pelo então presidente, George W. Bush (2001-2009), após os atentados terroristas de 11 de Setembro de 2001.
Além disso, 47% dos inquiridos consideram que o ICE está a tornar os norte-americanos "menos seguros", em contraste com 34% que acham que a agência cria "mais segurança" no país.
A sondagem foi realizada entre 9 e 12 de janeiro, após a morte, a 7 de janeiro, de Renee Nicole Good, uma cidadã norte-americana branca de 37 anos que foi mortalmente baleada por agentes do ICE durante uma operação em Minneapolis, o que desencadeou protestos a nível nacional contra a agência.
O Governo do presidente norte-americano, Donald Trump, acusou a mulher de "terrorismo interno" porque, segundo os agentes do ICE, tentou atropelá-los com o seu veículo.
No entanto, as autoridades locais refutaram esta versão, afirmando que as imagens de vídeo mostram que ela estava a tentar afastar-se, mas os agentes perseguiram-na. Metade dos norte-americanos, 50%, considerou que o assassinato de Renee
Nicole Good "não foi justificado", ao passo que menos de um terço, 30%, o considerou "justificado", e os restantes disseram não ter a certeza, segundo a sondagem da empresa internacional de estudos de opinião YouGov e da revista norte-americana The Economist.
O inquérito mostrou também que quase três quartos da população, 73%, pensa que o ICE deve usar fardas quando faz operações de detenção, e 56% afirmaram que não deveria ser permitido que usem máscaras, como denunciaram pessoas detidas pela agência.
Quase metade, 49%, declararam ter "muito pouca" confiança no ICE, em comparação com 15% que expressaram "grande confiança" e 17% que manifestaram "enorme confiança".
O incidente aumentou o escrutínio da agência por parte de democratas progressistas, tendo a congressista Alexandria Ocasio-Cortez hoje reiterado que a sua posição continua a ser a de extinguir o ICE, responsável pela execução da política de deportações em massa do Governo Trump. Mas o ICE anunciou na semana passada um aumento de 120% do seu contingente, após a contratação de 12 mil agentes, elevando o total para 22 mil, graças à "grande e bela lei" assinada por Trump no ano passado, que a tornará a maior agência de segurança dos Estados Unidos.
A sondagem foi realizada junto de uma amostra de 1602 cidadãos norte-americanos por meio de entrevistas digitais e tem uma margem de erro de 3,3%. JN/MS


França vai abrir um consulado na Gronelândia em fevereiro para aumentar a presença no território dinamarquês, no contexto das crescentes ameaças do presidente norte-americano de anexação da ilha, anunciou esta quarta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros francês.
Em entrevista à rádio RTL, o chefe da diplomacia, Jean-Noël Barrot, explicou que a medida permitirá à França "enviar uma mensagem política" sobre a situação atual. As suas declarações surgem poucas horas antes do encontro entre os ministros dinamarquês e gronelandês com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o vice-presidente, JD Vance, na Casa Branca.
A decisão de abrir o consulado foi tomada no verão passado pelo chefe de Estado francês, Emmanuel Macron, sendo que o ministro dos Negócios Estrangeiros esteve lá em agosto "para planear a abertura do consulado", que começará a funcionar a 6 de fevereiro.
"Isto transmite uma mensagem relacionada com o desejo de ter uma maior pre-
sença [no território], incluindo na área científica", alegou, acrescentando que "a Gronelândia não quer ser governada, adquirida ou integrada nos Estados Unidos". "A Gronelândia decidiu ser dinamarquesa, fazer parte da NATO e da UE", referiu, lembrando as palavras do primeiro-ministro da Gronelândia.
Jens-Frederik Nielsen admitiu que o país está "perante uma crise política", sublinhando que se tiver de ser feita uma escolha entre os Estados Unidos e a Dinamarca, a decisão será ficar na Dinamarca. "A Gronelândia não quer que ninguém a possua nem que ninguém a controle", disse Nielsen.
Donald Trump tem insistido em adquirir controlo do território "a bem ou a mal", alegando que não vai permitir que a Rússia ou a China "ocupem a Gronelândia". O presidente norte-americano adiantou querer comprar o território à Dinamarca, mas admitiu também uma intervenção militar para tomar o controlo da região, que faz parte NATO e da União Europeia.
JN/MS

Guterres critica "ganância sem limites" e atropelos à lei internacional
Naquela que foi a sua última apresentação de prioridades anuais antes de deixar a liderança da ONU, Guterres assegurou que fará "com que cada dia de 2026 conte" e garantiu estar totalmente empenhado em continuar a trabalhar, a lutar e a impulsionar "um mundo melhor".
Oantigo primeiro-ministro português, que deixará a liderança da ONU no final de 2026, quis aproveitar o tradicional momento para fazer uma apresentação diferente, lançando um olhar não só para este ano, mas tam-
bém para o futuro, embora avisando que o contexto global é de "caos". "Vivemos num mundo repleto de conflitos, impunidade, desigualdade e imprevisibilidade. Um mundo marcado por divisões geopolíticas autodestrutivas, violações flagrantes do direito internacional e drásticos cortes na ajuda humanitária e ao desenvolvimento", frisou Guterres, sem nomear responsáveis. "Uns procuram colocar a cooperação internacional em estado terminal. Posso garantir: não desistiremos", sublinhou. JN/MS

Quebra jejum na política «sem amarras» e com apoio do PS
António José Martins Seguro, 63 anos, nasceu em 11 de março de 1962 em Penamacor, é mestre em Ciência Política, pelo ISCTE-IUL, e licenciado em Relações Internacionais, pela Universidade Autónoma de Lisboa. É casado e tem dois filhos.
Depois de ocupar vários cargos públicos – membro do Governo, deputado ou eurodeputado, entre outros – Seguro afastou-se da vida política após a demissão de secretário-geral do PS, em setembro de 2014, na sequência da derrota das eleições primárias contra António Costa.
Líder da Juventude Socialista (JS) entre maio de 1990 e março de 1994, conheceu, pela mão de António Guterres, uma ascensão rápida: chefe de gabinete do secretário-geral, foi eleito deputado nas legislativas de 1991 e a partir de 1994 fez parte do núcleo duro do «guterrismo» e secretário de Estado do Desporto.
Em 1999, foi número dois de Mário Soares na lista do PS às europeias, regressando a Lisboa dois anos depois para ser ministro-adjunto do primeiro-ministro.
Durante a governação de Sócrates, Seguro esteve sempre na segunda linha, apesar de ter sido cabeça de lista por Braga nas eleições legislativas de 2005, 2009 e 2011, tendo coordenado a reforma do Parlamento em 2007.
ENFOQUE DA CAMPANHA
● Unidade nacional e serviço ao país: Apresenta a sua candidatura como uma oportunidade para “servir Portugal” com seriedade e dedicação, destacando a sua experiência profissional e pública.

O político que foi quase tudo no PSD e quer agora ser Presidente
Luís Marques Mendes, 68 anos, foi deputado, secretário de Estado, ministro e líder do PSD, e entregou o cartão de militante no dia em que anunciou a candidatura a Presidente da República, em 06 de fevereiro.
Meses mais tarde, no final de maio, o PSD aprovou o apoio formal à sua candidatura, e o CDS-PP acabaria por fazer o mesmo, em novembro.
Luís Manuel Gonçalves Marques Mendes nasceu em Azurém, uma freguesia do concelho de Guimarães (distrito de Braga), em 05 de setembro de 1957, e viveu boa parte da sua vida em Fafe, filiando-se em junho de 1974 no então PPD (que em 1976 passaria a PPD/PSD).
Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Coimbra e, ainda estudante com 19 anos, chegou a vice-presidente da Câmara Municipal de Fafe e a adjunto do governador civil de Braga.
Integrou os três governos liderados por Cavaco Silva nas décadas de 80 e 90, como secretário de Estado Adjunto do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros e, finalmente, ministro Adjunto do primeiro-ministro, entre 1992 e 1995, e líder parlamentar.
Depois de perder a liderança do PSD em 2000, ganhou à segunda, em 2005, esteve no cargo dois anos – perdeu para Luís Filipe Menezes nas eleições diretas.
ENFOQUE DA CAMPANHA
● Experiência e estabilidade: Marca a sua candidatura na experiência política e capacidade de consenso como condição para garantir estabilidade no país.

O gestor que se tornou «político acidental»
Nascido em 24 de junho de 1961, em Lisboa, João Fernando Cotrim Figueiredo ganhou notoriedade nacional em 2019, quando se tornou no primeiro deputado da Iniciativa Liberal a sentar-se no parlamento, mas, antes disso, teve 34 anos de experiência empresarial.
Após o fim do ensino secundário, em 1979, foi viver para Londres onde tirou a licenciatura em Economia na London School of Economics.
Ao longo desses 34 anos, Cotrim Figueiredo foi administrador da Compal e da Nutricafés, diretor-geral da TVI e, entre 2013 e 2016, presidente do Conselho Diretivo do Turismo de Portugal, a convite do então ministro da Economia Bernardo Pires de Lima, do Governo de Pedro Passos Coelho.
Ficaria cerca de três anos como líder da IL, entre dezembro de 2019 e janeiro de 2023, período no qual a IL ascendeu a quarta força política, com um grupo parlamentar de oito deputados.
Nas eleições europeias de 2024 foi eleito eurodeputado com o melhor resultado de sempre do partido em qualquer tipo de eleições, com mais de 350 mil votos (9,08%).
ENFOQUE DA CAMPANHA
● Representante de uma visão liberal: Promove a defesa de liberdades individuais, economia de mercado e papel limitado do Estado.
MB/DG (DM)

O almirante das vacinas que promete estar acima das disputas partidárias
Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo, divorciado, com dois filhos, tem 65 anos, nasceu em Quelimane, Moçambique, entrou na Escola Naval em setembro de 1979 e teve uma longa carreira militar até chegar a chefe do Estado-Maior da Armada em dezembro de 2021, cargo em que permaneceu até ao fim de 2024.
Com 24 anos, na Escola Naval, integrou a esquadrilha de submarinos, onde passou 31 dias seguidos submerso.
Exerceu diversos comandos operacionais ao longo de uma carreira de mais de 40 anos, em que acumulou mais de 20 mil horas de navegação.
Na esfera pública, Henrique Gouveia e Melo começou a distinguir-se quando liderou a equipa das Forças Armadas destacada para apoiar as populações e os bombeiros durante a tragédia dos incêndios de Pedrógão Grande em 2017.
Em novembro de 2020, integrou a task force do plano de vacinação contra a COVID-19. Em fevereiro de 2021, após várias polémicas, o ex-primeiro-ministro António Costa nomeou-o coordenador da equipa.
Anunciou a sua candidatura presidencial em 14 de maio, em plena campanha eleitoral para as legislativas, o que lhe valeu críticas.
ENFOQUE DA CAMPANHA
● Independência institucional: quer reforçar a independência da Presidência da República em relação aos partidos políticos e ao “sistema” partidário tradicional.

O rosto do Chega que se afirma candidato antissistema
André Claro Amaral Ventura, 42 anos, nasceu em 15 de janeiro de 1983, em Algueirão-Mem Martins, freguesia do concelho de Sintra. É licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado na mesma área pela Universidade de Cork, na Irlanda. Começou o seu percurso político no PSD, partido pelo qual foi eleito vereador da Câmara Municipal de Loures em 2017, após uma campanha que ficou marcada por declarações sobre a comunidade cigana, que causaram polémica.
Em 2018, desfiliou-se do PSD, em rutura com o então líder do partido, Rui Rio, renunciou ao mandato de vereador em Loures.
André Ventura fundou o Chega em 2019 e é o seu presidente desde o primeiro congresso, cargo que mantém há seis anos, após várias reeleições.
Em 2019, Ventura foi eleito pela primeira vez para a Assembleia da República, na altura como deputado único. Dois anos depois, o partido elegeu 12 deputados e em 2025 conseguiu 60 lugares, tornando-se a segunda força parlamentar.
Ventura foi candidato a Presidente da República pela primeira vez em 2021 e conseguiu perto
ENFOQUE DA CAMPANHA
● Visão mais interventiva da Presidência: Ventura advoga um papel mais ativo do Presidente nos assuntos nacionais, incluindo questionar poderes e legislações mais diretamente quando achar necessário (vs. modelo de moderação).
Porquê?
Viver fora de Portugal não diminui a importância do direito e do dever de participar nas eleições presidenciais. Pelo contrário, para quem reside no Canadá, votar é uma forma concreta de manter viva a ligação ao país de origem e de afirmar que a cidadania não termina na fronteira. A Presidência da República é um pilar essencial da democracia portuguesa, com um papel determinante na defesa da Constituição, na estabilidade política e na representação do país no mundo. Escolher quem ocupa esse cargo é uma responsabilidade que pertence a todos os cidadãos portugueses, independentemente de onde vivam.
Para a diáspora, o voto assume um significado ainda mais profundo. É um gesto de pertença, de memória e de compromisso com os valores democráticos. Muitos portugueses no Canadá emigraram em busca de melhores condições de vida, mas continuam atentos ao futuro de Portugal, às decisões políticas e ao impacto que estas têm nas famílias, na economia e na imagem do país no exterior.
Votar é também uma forma de dar voz à experiência da emigração, garantindo que a perspetiva dos portugueses no estrangeiro conta nas escolhas coletivas. A democracia fortalece-se quando todos participam. Mesmo a milhares de quilómetros de distância, cada voto é um elo ativo entre o presente da diáspora e o futuro de Portugal.
A eleição do Presidente da República Portuguesa terá lugar no dia 18 de janeiro de 2026.
Os cidadãos portugueses residentes no Canadá que pretendam votar na mesa de voto do Consulado-Geral de Portugal em Toronto devem estar devidamente recenseados nesta jurisdição consular. O local de voto corresponde à morada associada ao Cartão de Cidadão.
Como?
● O voto nas eleições presidenciais é sempre presencial.
● Não existe modalidade de voto por correspondência.
● Identifique-se com:
➤ Cartão de Cidadão/Bilhete de Identidade válido.
➤ Poderá apresentar outro documento identificativo, como a carta de condução ou passaporte português.
Onde?
Consulado-Geral de Portugal em Toronto 438 University Avenue, Suite 1400, Toronto
Quando?
17 de janeiro de 2026, no período das 08h00 às 19h00
18 de janeiro de 2026, no período das 08h00 às 15h00







Paulo Freitas Opinião

Meias-finais e final revelaram que organização e ambição ainda podem desafiar o poder instalado
Aúltima semana do futebol português ficou inevitavelmente marcada pela Final Four da Taça da Liga e pelo triunfo do Vitória de Guimarães, um desfecho que rompeu com a previsibilidade habitual e colocou em evidência várias fragilidades do sistema competitivo nacional. Os resultados das meias-finais e da final não foram apenas decisivos para a atribuição de um troféu: foram reveladores de abordagens, prioridades e diferenças de mentalidade que ajudam a explicar muito do estado atual do futebol português.
Nas meias-finais, o Vitória de Guimarães apresentou-se com uma clareza estratégica que contrastou com a postura mais cautelosa, por vezes excessivamente calculista, do Sporting CP. O resultado positivo alcançado pelos vimaranenses não foi fruto de acaso ou de um momento isolado. Foi a consequência de uma equipa organizada, intensa e emocionalmente preparada para um contexto de decisão. Enquanto outros entraram a pensar no que não podiam perder, Guimarães entrou focado no que podia ganhar.
A outra meia-final, entre SC Braga e SL Benfica, confirmou uma tendência recorrente na Taça da Liga: jogos equilibrados, decididos em pormenores, onde a gestão emocional pesa tanto como a qualidade técnica. O resultado acabou por apurar uma equipa teoricamente mais forte, mas deixou sinais de vulnerabilidade que se-
riam expostos na final. A Final Four voltou assim a demonstrar que, em contextos concentrados e de eliminação direta, o favoritismo raramente garante sucesso. A final foi o espelho de toda a semana. Um jogo tenso, fechado, com poucos espaços e marcado pela ansiedade natural de quem sabe que noventa minutos podem definir uma época. O Vitória de Guimarães revelou-se mais sólido, mais paciente e mais comprometido com o plano de jogo. O resultado final coroou essa superioridade competitiva e confirmou uma conquista histórica, construída com mérito e coerência.
Mais do que o troféu em si, o significado dos resultados da Final Four é profundo. Pela forma como venceu nas meias-finais e pela maturidade demonstrada na final, o Vitória de Guimarães expôs uma verdade desconfortável para o futebol português: organização, identidade e ambição clara podem, em determinados contextos, anular diferenças financeiras e mediáticas. Isto não invalida a desigualdade estrutural da Liga, mas prova que ela não é um destino inevitável em todos os cenários.
Para os clubes habitualmente dominantes, os resultados foram um alerta. A Taça da Liga continua a ser tratada com ambiguidade: valorizada no discurso, relativizada na prática. As eliminações nas meias-finais e a incapacidade de impor superioridade na final revelam uma abordagem que oscila entre a gestão e a condescendência. Quando o desfecho é negativo, surgem rapidamente as justificações habituais, raramente acompanhadas de autocrítica séria.
A arbitragem, como seria previsível, voltou a fazer parte da narrativa pós-jogos. No entanto, reduzir os resultados das meias-finais e da final a decisões polémicas é desviar o foco do essencial. O Vitó-

ria de Guimarães venceu porque foi mais competente nos momentos-chave, porque interpretou melhor o contexto competitivo e porque mostrou uma fome de vitória que faltou a outros.
A reação dos adeptos foi um dos aspetos mais positivos da semana. A conquista vimaranense gerou entusiasmo genuíno e trouxe frescura a um futebol português frequentemente acusado de previsibilidade. Num panorama saturado de polémicas e discursos defensivos, os resultados da Final Four ofereceram uma narrativa diferente: a de que ainda há espaço para mérito desportivo puro.
Este triunfo deveria obrigar a uma reflexão mais ampla. A Taça da Liga é muitas vezes questionada quanto à sua relevância, mas a semana passada mostrou que o problema não está no formato, mas na forma como é encarada. Quando clubes como o Vitória a assumem como prioridade, os resultados aparecem e a competição ganha sentido.
No rescaldo da final, o discurso voltou rapidamente ao mercado de transferências de inverno, sobretudo entre os derrotados. Fala-se de reforços como solução imediata, quase automática. A semana da Final Four desmonta parcialmente essa lógica. O Vitória de Guimarães não venceu por ter mais opções, venceu por ter melhores ideias e maior compromisso coletivo.
Os resultados das meias-finais e da final da Taça da Liga deixaram, assim, uma marca clara na atualidade desportiva. Mostraram que o futebol português pode ser competitivo, imprevisível e justo quando o foco está no jogo e não no ruído. Resta saber se esta semana será vista como um simples episódio isolado ou como um sinal de que algo pode, efetivamente, mudar.
Guimarães foi campeão. O futebol português ficou exposto. E isso, mais do que qualquer troféu, deveria ser levado a sério. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.













Jorge Braz anunciou o nome dos jogadores que vai levar para a Eslovénia para O Torreense qualificou-se para as meias-finais da Taça de Portugal de futebol ao vencer a União de Leiria, por 3-1, voltando a disputar uma fase tão adiantada da prova 50 anos depois.
Num duelo entre equipas da II Liga portuguesa, disputado no Estádio Manuel Marques, em Torres Vedras, Kévin Zohi bisou, aos 11 e aos 49 minutos, ao passo que Pablo Fernandez apontou o tento leiriense, aos 41. Musa Drammeh, já aos 90'+1', sentenciou a eliminatória.
Desta forma, a equipa de Luís Tralhão, que orientou pela primeira vez o Torreense em casa, é a primeira apurada para as "meias" da prova "rainha", fase em que vai ser a única representante do segundo escalão.
A única vez que o emblema do Oeste tinha chegado às meias-finais da Taça de Portugal foi na longínqua temporada de 1955/56, em que acabaria por atingir a final, perdendo perante o FC Porto, por 0-2.
Depois disso, voltou a disputar os "quartos" em 1956/57, 1983/84 e 1998/99, sem nunca superar esta ronda.
O Torreense volta, assim, às meias-finais da Taça de Portugal.
Sapo/MS
Sangue, suor, emoção e história pintada em tons de amarelo e negro. O Sp. Braga cai com estrondo da Taça de Portugal, cinco dias após a dolorosa derrota na final da Taça da Liga, mas o protagonista deste capítulo tem de ser apenas um: o Fafe. Triunfo dos justiceiros (2-1) nos quartos de final da Taça com golos de João Santos e Carlos Daniel numa noite memorável para os locais em Fafe.
Um capítulo porque a história já vem longa. O Sp. Braga é o terceiro emblema do primeiro escalão a ser derrubado no Parque Municipal dos Desportos de Fafe, seguindo as pisadas de Moreirense e Arouca: uma paulada justiceira aplicada
pelo quarto classificado da Série A da Liga 3, o terceiro escalão nacional.
A lamber as feridas da já referida final da Taça da Liga, perdida para o rival Vitória, o Sp. Braga tinha em novo duelo minhoto o analgésico para atenuar a dor. Sai de Fafe ainda com mais pisaduras. Carlos Vicens apresentou um conjunto arsenalistas com seis alterações no onze, voltando ao sistema de quatro defesas.
A resenha histórica da Associação Desportiva de Fafe ganha um novo capítulo dourado. Repete-se um feito com quase meio século, com os minhotos a marcar presença pela terceira vez nas meias finais da Taça de Portugal. Consegue-o de uma forma heroica, a despachar no seu reduto três equipas do escalão principal. «Eu quero o Fafe no Jamor», gritou-se nas bancadas.
MF/MS


No clássico do povo, que levou o Dragão a um carrossel de emoções, o FC Porto fez cair o rival Benfica. Podemos afirmar que Farioli ganhou «à Mourinho»: com rigor tático, eficácia ofensiva e capacidade de sofrimento.
Um golo do defesa Jan Bednarek deu a vitória ao FC Porto na receção ao Benfica, por 1-0, colocando os 'dragões' nas meias-finais da Taça de Portugal de futebol, juntamente com Torreense e Fafe.
O clássico dos quartos de final da prova 'rainha' ficou decidido aos 15 minutos, com o golo do defesa central polaco dos 'azuis e brancos' Bednarek, impondo a segunda derrota seguida aos 'encarnados', e segunda eliminação, depois do desaire frente ao Sporting de Braga (3-1), para as
meias-finais da Taça da Liga.
A verdade é que a noite acabaria por ser dos dragões e, assim, Mourinho voltou a não vencer o FC Porto como visitante (segunda vez com o Benfica, depois de duas vezes com o Chelsea).
Depois da Taça da Liga, o Benfica está também fora da Taça de Portugal e, dentro de uma semana, pode ficar fora da Liga dos Campeões, no jogo frente à Juventus. No campeonato, só a matemática impede, para já, semelhante conclusão.
O FC Porto, 20 vezes vencedor da Taça, a seis do recordista e finalista na edição anterior Benfica, junta-se ao Torreense, da II Liga, e ao Fafe, do terceiro escalão, que afastaram, respetivamente, União de Leiria e Sporting de Braga.
Ainda por jogar fica o jogo dos 'quartos', que opõe o Sporting, detentor do troféu, ao AVS, em Lisboa. Sapo/MS


O Benfica foi a pior equipa nos descontos finais dos jogos da primeira volta da I Liga portuguesa de futebol, ao apresentar um balanço negativo de quatro pontos perdidos.
As 'águias' deixaram 'voar' seis pontos em três jogos em que chegaram aos 90 minutos em vantagem, todos no Estádio da Luz, perante o Santa Clara (11), ainda sob o comando de Bruno Lage, o Rio Ave (1-1) e o Casa Pia (2-2), já com José Mourinho ao 'leme'.
À quinta ronda, o conjunto 'encarnado', que começou o campeonato com três triunfos, perdeu os primeiros pontos, ao mar-
car aos 59 minutos, por Pavlidis, e sofrer a igualdade, aos 90+2, culpa de um golo de Vinicius, após um erro do capitão Otamendi, quando atuava desde os 34 contra 10. Depois, em jogo em atraso da primeira ronda, disputado após a sexta, o Benfica voltou a claudicar nos descontos, agora face ao Rio Ave, com Sudakov a adiantar a equipa da casa já aos 86 minutos e André Luiz a empatar aos 90+1.
À 11.ª ronda, o 'onze' de José Mourinho fez ainda pior, já que desperdiçou uma vantagem de dois golos, sendo que, a perder por 2-0, o Casa Pia reentrou no jogo na sequência de um autogolo de Tomás Araújo, após um penálti mal assinalado contra o Benfica,
que Trubin defendeu, e empatou aos 90+2 minutos, por Nhaga.
Depois de três jogos a perder pontos nos descontos - mais do que qualquer outra equipa -, os 'encarnados' atenuaram o registo na 12.ª jornada, no Funchal, face ao Nacional, onde chegaram ao 2-1 aos 90+5 minutos, pelo 'inevitável' Pavlidis, depois de, aos 89, Prestianni ter restabelecido a igualdade.
Se o Benfica tem, ainda assim, um balanço muito negativo nos descontos, os outros 'grandes' apresentam um registo 'nulo', sendo que o 'campeão de inverno' FC Porto é uma de duas equipas - juntamente com o Estrela da Amadora - que nem conquistou, nem perdeu pontos após os 90 minutos.
Por seu lado, o Sporting deixou fugir a vitória na receção ao Sporting de Braga (1-1), à oitava jornada, ao sofrer um penálti, de Zalazar, aos 90+7 minutos.
Os 'leões' conseguiram, porém, 'recuperar' esses dois pontos perdidos face ao Santa Clara, à 11.ª ronda, nos Açores, onde chegaram ao triunfo, por 2-1, aos 90+4 minutos, pelo capitão Hjulmand, na sequência de um canto mal assinalado.
O Benfica sem as penalizações dos descontos estaria, sem esses golos, um ponto à frente do Sporting (e não três atrás) e a seis pontos do FC Porto (e não 10 atrás), o Santa Clara e o Moreirense foram os que mais beneficiaram.
Os açorianos resgataram quatro pontos nos descontos finais, para apenas 'mal' perdido, com o Sporting, enquanto a formação de Moreira de Cónegos nunca se deixou surpreender após os 90 minutos e, pelo contrário, arrebatou três pontos.
Vitória de Guimarães, com dois pontos resgatados, e Arouca, Casa Pia, Gil Vicente e Sporting de Braga, todos com um, também tiveram saldo positivo.
DAM/MS

Conselho da Disciplina instaura processo a Varandas na sequência da queixa do F. C. Porto
O Conselho da Disciplina, da Federação Portuguesa de Futebol, vai instaurar um processo a Frederico Varandas pelas palavras proferidas após o triunfo no campeonato sobre o Vitória de Guimarães.
O organismo tomou a decisão na sequência de uma queixa apresentada pelo F. C. Porto, que se mostrou descontente com a inação do Conselho de Disciplina e da APAF.
Na altura, Frederico Varandas, presidente do Sporting dirigiu-se à zona mista do Estádio D. Afonso Henriques e dirigiu várias críticas ao F. C. Porto e Benfica, na sequência das insatisfação de ambos os clubes com o polémico penálti nos Açores, num jogo a contar para a Taça de Portugal.
Em causa estiveram frases como: "Durante décadas, a arbitragem não era independente, tinha um dono, F. C. Porto ou Benfica"; "Foram 40 anos de fruta, de escutas, de missas, de agentes a comprarem jogadores para perderem jogos..."; e "Não é penálti sobre Hjulmand, mas não estão preparados para ver erros a favor do Sporting".
JN/MS

O presidente do F. C. Porto, André Villas-Boas, considerou que a renovação com Francesco Farioli é um "passo determinante na história do clube". O líder dos dragões destacou a simbiose que existe, não só entre a direção e a equipa técnica, mas também com os adeptos, após ter formalizado a extensão do vínculo na Livraria Lello, local histórico da cidade Invicta que comemora 120 anos de existência na passada terça-feira (13).
"É um projeto do F. C. Porto. A extensão da duração do contrato de um treinador é um passo determinante na história do clube. Estes passos dão-se quando há convicção no trabalho realizado e não há dúvida nenhuma que, com os registos até agora, os melhores de sempre na história do F. C. Porto, e o conhecimento do trabalho diário do mister e da equipa técnica, é para nós uma honra e um orgulho enorme antecipar a renovação do contrato. É merecido, fruto do trabalho que estão a desenvolver. Estou muito satisfeito e orgulhoso, pela rápida aceitação do que é o projeto do F. C. Porto em conjunto. É uma renovação que vai orgulhar todos os portistas", afirmou villas-Boas, em declarações aos meios do clube portista.
"É uma simbiose perfeita, tal como a união perfeita entre o F. C. Porto e os seus adeptos e massa associativa, que é muito fruto da mensagem do treinador, da sua convicção, que se alastra ao grupo. Acho que isso está bem simbolizado neste espaço [Livraria Lello] que também é de união à cidade. Acho que o mister Farioli foi fundamental nesta renovação do conceito de união. Sabemos o que ele significa e quando temos um líder forte, determinado que percebe o que é o F. C. Porto, os seus valores e princípios, a cida-

de, os resultados ficam à vista", acrescentou o líder dos dragões, voltando a insistir na importância do discurso do treinador italiano.
"Há muito mérito do mister no conhecimento da realidade, na transmissão da mensagem e na forma como faz os jogadores transcenderem-se em campo para obterem resultados. Tudo isto está à vista e também está dentro de nós, enquanto sentimento, numa união que mostramos em todos os campos”.
JN/MS

Num jogo de futebol infantil entre Esposende e Gil Vicente, o jovem Sebastião teve a oportunidade de marcar um dos golos da equipa gilista com aplausos dentro e fora de campo.
Ojogo de futebol infantil entre Esposende e Gil Vicente, do escalão sub-7 (traquinas), ficou marcado por um gesto de fair play e de verdadeiro exemplo da dimensão social e educativa do desporto, quando a equipa de Esposende permitiu que Sebastião, jovem jogador do Gil Vicente com trissomia 21, tivesse a oportunidade de marcar um golo.
O momento foi vivido com desportivismo dentro de campo e com particular emoção nas bancadas. O golo foi celebrado pelo próprio atleta, aplaudido pelos colegas de equipa e igualmente saudado pelos jogadores adversários, num gesto que mereceu reconhecimento generalizado.
O episódio ganhou ainda maior relevo pelo enquadramento da competição, organizada fora do âmbito da associação distrital, precisamente com o objetivo de proporcionar espaço à participação, integração e valorização de todas as crianças, num modelo formativo que privilegia a experiência e o convívio em detrimento do resultado.
O Gil Vicente fez questão de formalizar o reconhecimento através de uma mensagem enviada ao clube adversário, na qual enalteceu "o ato de fair play, ética e responsabilidade cívica" da equipa de Esposende, sublinhando que o golo marcado "ficará, com certeza, registado para sempre na memória e na autoestima [do jovem Sebastião]".
A partida terminou com vitória, por 8-2, da formação de Esposende, num resultado completamente secundarizado pelo gesto nobre que marcou atletas, treinadores e público.

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A vitória (2-1) em casa do Lille prolongou o bom momento que o Lyon atravessa. A equipa de Paulo Fonseca deixou os dogues pelo caminho na Taça de França, somando o quinto triunfo consecutivo numa noite em que os holofotes estiveram centrados em Endrick. O prodígio brasileiro fez a estreia pelo Olympique, como titular, e dificilmen-
te poderia ter corrido melhor: aos 42', apontou o 2-1 final.
Antes, porém, já outro jovem tinha brilhado pelos gones, um que também fala a língua de Camões. Nem um minuto de jogo estava decorrido quando Afonso Moreira aproveitou uma falha de comunicação entre o guarda-redes do
Lille e um colega de equipa para inaugurar o marcador. Ao fazê-lo, o extremo luso assinou a 10.ª participação direta em golo - cinco marcados e cinco oferecidos - na presente época, sinal inequívoco da preponderância que tem vindo a ganhar no Lyon.
Um cenário que, em boa verdade, era difícil de antever no arranque da temporada. Contratado ao Sporting, ainda em julho, a troco de 2 milhões de euros, o desempenho do extremo, de 20 anos, vai transformando o investimento numa autêntica pechincha e até o próprio treinador, Paulo Fonseca, já admitiu ter ficado surpreendido
«O Afonso evoluiu muito. É muito importante assistirmos a esta progressão dele. Tenho de dizer que, quando começámos, não esperava este nível de rendimento nesta fase. Fez coisas que esperava ver no futuro. Talvez tenha sido o jogador que mais me surpreendeu», afirmou o técnico português, em dezembro, numa entrevista aos canais do clube.
E a cadência de Afonso tem vindo a aumentar. As 10 contribuições para golo do atacante surgiram em menos de 1000 minutos jogados (999', para sermos mais precisos) e, nos últimos sete desafios em que participou, só não faturou ou assistiu em dois. De resto, o golo de domingo ao Lille colocou Moreira no top-10 de jogadores portugueses com mais ações decisivas em 2025/26, contabilizando os que atuam nas 10 principais ligas europeias.
Não será de estranhar que Roberto Martínez já tenha anotado o nome de Afonso Moreira no seu caderno de apontamentos. DAM/MS


Real Madrid despede
Xabi Alonso e anuncia substituto
Xabi Alonso deixou o comando técnico do Real Madrid ao fim de menos de oito meses, depois de ter sido anunciado como sucessor de Carlo Ancelotti no final de maio de 2025. Conduziu os merengues no Mundial de Clubes, prova em que foi eliminado nas meias-finais, pelo PSG, e, já em 2025/26, foi o técnico do conjunto da capital espanhola em 28 jogos, 19 na LaLiga, um na Taça do Rei, dois na Supertaça de Espanha, que perdeu na final frente ao Barcelona no passado domingo, e seis na UEFA Champions League. Somou, no total, 36 jogos e 24 vitórias neste regresso ao Real Madrid, clube que já tinha representado enquanto jogador entre 2009 e 2014. O substituto de Alonso também já foi anunciado: é Álvaro Arbeloa, que treina nos escalões de formação do clube desde 2020 e é, desde o início desta temporada, o técnico do Real Madrid Castilla, a equipa B dos madrilenos. Tal como Alonso, Arbeloa também representou o Real Madrid enquanto jogador, este entre 2009 e 2016.
JN/MS

O tenista canadiano Milos Raonic, antigo número três mundial e finalista vencido em Wimbledon em 2016, anunciou hoje o final de carreira, na qual conquistou oito torneios do circuito ATP.
Raonic, de 35 anos, nascido em Podgorica, no Montenegro, mas de nacionalidade canadiana, termina um percurso no ténis mundial no qual coincidiu com o designado 'Big 4', grupo formado por Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Dkojovic e Andy Murray, sendo que este último derrotou-o na final do 'major' britânico.
"É um momento que tem de chegar um dia. Sabes disso, mas, surpreendentemente, nunca estás preparado. Estou consciente de que nunca estarei", comentou o canadiano
de 35 anos nas redes sociais.
Raonic tornou-se o primeiro canadiano a chegar a uma final de um torneio do Grand Slam, mas não compete há um ano e meio, desde a sua derrota na primeira ronda dos Jogos Olímpicos de Paris2024, nos 'courts' de terra batida de Roland Garros.
No palmarés, o canadiano conta com triunfos no torneio de San José (2011, 2012 e 2013), Chennai (2012), Banguecoque (2013), Washington (2014), São Petersburgo (2015) e Brisbane (2016).
Em 2016, ano em que chegou à final de Wimbledon, após derrotar Roger Federer nas meias-finais, tinha sido semifinalista no primeiro 'major' da época, na Austrália, conseguindo nesse período chegar a terceiro na hierarquia mundial.
DAM/MS


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Realizou-se no último sábado, 10 de janeiro, o ePrémio da Cidade do México. A Citroën estreou-se a vencer na Fórmula E graças a Nick Cassidy, enquanto António Félix da Costa abandonou a corrida.
Naquele que é o seu primeiro ano como marca no Mundial de Fórmula E, a Citroën estreou-se a vencer no último sábado (10 de janeiro).
Nick Cassidy levou a melhor no Prémio da Cidade do México, no qual António Félix da Costa não conseguiu chegar ao fim.
Cassidy fez valer a sua experiência no campeonato, tirando proveito de uma gestão acertada da energia e dos 'Attack Mode' para se colocar numa posição de vantagem ao longo de uma corrida em que Sébastien Buemi (Envision/Jaguar) arrancou da pole position.
Depois de passar boa parte da corrida fora do top dez, Nick Cassidy começou a
recuperar nas últimas 15 voltas, fazendo uso de todo o seu tempo de 'Attack Mode'. Chegou à liderança na volta 30 e nunca mais a largou, acabando a bater Edoardo Mortara (Mahindra) por 651 milésimos de segundo depois de uma luta intensa até ao fim. Oliver Rowland (Nissan) fechou o pódio ainda a menos de um segundo do vencedor.
António Félix da Costa (Jaguar) estava a tentar defender a posição face a Cassidy na volta 25 quando se envolveu num incidente com Maximilian Günther (DS Penske) - que também apanhou Dan Ticktum (Cupra). O luso não evitou o abandono depois de arrancar de décimo, continuando sem pontuar depois de duas rondas.
Nick Cassidy assumiu a liderança do campeonato com 40 pontos, mais quatro do que Jake Dennis (Andretti/Porsche). Em terceiro, com menos seis pontos, está Oliver Rowland.
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A seleção portuguesa de futsal, bicampeã europeia em título, vai partir para uma nova fase final "como se fosse para disputar o título pela primeira vez", garantiu esta segunda-feira o universal Erick, no início da preparação.
"Felizmente, a pressão e responsabilidade aumentaram, e a qualidade dos nossos jogadores também. Sentir pressão é um privilégio, é sinal que estamos a fazer bem as coisas e no patamar onde queremos estar. Obviamente, não é a mesma coisa chegar a uma competição como "underdog" ou favorito. Nem sequer pensamos no facto de sermos bicampeões. A taça é nova, ainda não temos esta e vamos entrar como se fosse para disputar o título pela primeira vez", sublinhou, aos jornalistas.
Antes do primeiro treino da equipa das "quinas", que começou a concentração, rumo à fase final do Campeonato da Europa, que se disputará na Eslovénia, Letónia e Lituânia, Erick frisou a ideia de "família", apesar das mexidas.
"Ficamos tristes com os que não estão cá presentes - e poderiam estar -, mas nós queremos focar-nos no sentido de responsabilidade. Saber que estamos cá nós e não os companheiros que poderiam estar também, é dar um bocado mais e sentir essa responsabilidade por eles. Fazer e dar um bocadinho mais, por todos os que não estão cá", apontou o futsalista luso, que atua nos espanhóis do Barcelona.
Na conferência de imprensa em que anunciou os convocados, o selecionador Jorge Braz voltou a considerar Erick "o melhor universal do mundo", algo que o jogador não se foca, apesar de reconhecer a importância da sua polivalência em campo.

"Dou um bocadinho do que o Jorge Braz me pedir, seja lá o que isso for. Para onde ele me pedir, eu vou. Tem a ver com a minha polivalência e com ele saber que eu me dedico e me dou ao jogo dessa maneira, principalmente com ele. Faço o que ele me pede e acha que é melhor. Não me foco muito se sou o melhor universal ou não, até porque isso conta pouco", vincou o internacional português, de 30 anos.
JN/MS


Os Boston Celtics, com Neemias Queta a titular, somaram a segunda derrota consecutiva, perdendo com os Indiana Pacers por 98-96.
Numa partida em que o poste português somou 15 pontos, oito ressaltos, duas assistências, dois roubos de bola e um desarme, a equipa de Indiana somou a terceira vitória consecutiva, melhorando o registo para 9-31, enquanto a turma de Joe Mazzulla caiu para 24-15, perdendo terreno precioso na luta pelo segundo lugar na Conferência Este.
No Gainbridge Fieldhouse, os visitantes começaram melhor o encontro, fechando o primeiro período com uma vantagem de 19-24, e foram para o balneário ao intervalo com uma pequena vantagem (53-56).
Contudo, a imagem do jogo mudou drasticamente na segunda parte. Os Pacers apresentaram-se renovados no terceiro período e, com um parcial de 26-21, conseguiram inverter a situação e passar para a frente no marcador, com 79-77.
No último período, mantiveram a calma e seguraram a liderança até ao fim, alcançando uma vitória importante.
O destaque dos vencedores foi, mais uma vez, Pascal Siakam, que teve uma exibição completa com 21 pontos, 8 ressaltos e 6 assistências.
Do lado dos Celtics, o melhor desempenho foi de Payton Pritchard, que terminou o jogo com 23 pontos e 8 assistências.
JN/MS
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With less than a month to go before the puck drops at the Milan Cortina Winter Games, the Santagiulia Ice Hockey Arena finds itself in a frantic race against the clock. Long positioned as the crown jewel of the upcoming Olympics, the venue has recently served as a lightning rod for skepticism, plagued by construction bottlenecks and logistical anxieties. However, as the final three-day test event concluded this Sunday, officials from the International Olympic Committee (IOC) and the International Ice Hockey Federation (IIHF) shifted their tone from cautious concern to bullish optimism.
The stakes could not be higher. For the first time since 2014, NHL superstars are slated to return to Olympic ice—a move that elevates the tournament's global profile but brings intense scrutiny regarding player safety and facility standards. The NHL has been vocal about its reservations, with Deputy Commissioner Bill Daly previously warning that the league would withhold its players if the arena's conditions posed any risk.
Walking through the venue today, the dichotomy is striking. While the "extraordinary seating bowl" and the primary ice surface are complete, much of the surrounding infrastructure still resembles an active construction zone. Plastic sheeting drapes unfinished corridors, and several locker rooms remain in various states of disarray. Despite the visual clutter, IOC Olympic Games Executive Director Christophe Dubi was quick to praise the "radical" progress made since the end of last year."
Did I ever have doubts? No. Was I concerned? Certainly," Dubi admitted, acknowledging that the site looked vastly different just six months ago. He credited a massive influx of engineering expertise and specialized "Ice Meisters" for dragging the project across the finish line. Dubi noted that while a plan is only as good as its execution, the sheer amount of oversight currently at the venue has turned it into a "first-class" facility in the eyes of the experts.
A primary concern for the NHL has always been ice quality, particularly the ability of the surface to hold up under the rigors of a packed Olympic schedule.
During the weekend's test event—which featured a grueling slate of three matches per day—the IIHF put the facility through its paces. President Luc Tardif emerged from the weekend satisfied, noting that the puck remained level and the ice didn't "bump" even during the late stages of the third period."
Yesterday was a good test," Tardif said. "We want to make sure about the quality of ice and the security for the players, regardless of where they come from. Now, I can say we’re ready for the competition."
Even the players participating in the test event seemed unfazed by the ongoing construction noise. Canadian forward James Livingston, currently playing for the Wipptal Broncos, offered a pragmatic perspective on the pressure. "We all grew up playing on ponds back in Canada," Livingston remarked, suggesting that the world’s best players are more than capable of adapting to a few unfinished hallways as long as the ice is fast and the












competition is fierce.
With the women’s tournament beginning on February 5 and the men following on February 11, the Santagiulia Arena is entering its final sprint. While the saw-
For many fanbases, the "Greatest of All Time" debate is a source of constant friction. In Toronto, however, the conversation usually begins and ends with one name: Kyle Lowry. While other stars may have possessed higher vertical leaps or flashier scoring titles, Lowry was the undisputed heartbeat of the Raptors for nine seasons—a tenure defined by floor burns, charges taken, and, ultimately, a 2019 championship ring.
Though he currently suits up for his hometown Philadelphia 76ers, Lowry’s connection to the North remains unbreakable. Even after his 2021 departure to Miami, he was vocal about his final destination, famously telling Marc Spears that retiring as a Raptor was "his everything." He hasn't wavered since; during a 2023 return to Scotiabank Arena, he flatly stated, "I’m definitely retiring a Raptor."
The only remaining question isn't if his jersey will be retired, but how many boxes of tissues the fans will need when it happens. Following the franchise's inaugural jersey retirement for Vince Carter in late 2024, Lowry’s No. 7 is the consensus choice for the next banner to hit the rafters. It is a gesture that acknowledges more than just his six All-Star ap-
dust may still be settling, the governing bodies have sent a clear message: the stage is set for the NHL's grand return.
pearances; it honors the grit that transformed a franchise.
When asked about the looming ceremony this past Sunday, the 39-year-old veteran initially deflected with his trademark humor, joking that he wasn't sure the jersey would actually go up. But the bravado quickly gave way to the raw emotion that defined his playing style.
"Y’all ever seen me cry?" Lowry asked, reflecting on the prospect of seeing his number immortalized. "I put a lot of blood, sweat, and tears into that No. 7... it would be a super emotional day."
At this stage of his career, Lowry’s impact is no longer found in the box score. In Philadelphia, his minutes are sparse, and his scoring is a fraction of what it once was. Yet, his value remains rooted in the same "heartbeat" leadership that anchored Toronto for nearly a decade. Whether he is mentoring younger guards or barking instructions from the bench, the qualities that made him a legend in Canada remain intact. He may be wearing a different uniform for now, but in the minds of the fans and the plans of the organization, Kyle Lowry has already come home.



Luis Camara Secretary Treasurer
Ricardo Teixeira Recording Secretary

Jack Oliveira Business Manager
Nelson Melo President
Jaime Cortez E-Board Member
Marcello Di Giovanni Vice-President
Pat Sheridan E-Board Member

A EllisDon expandiu os seus requisitos de segurança para tornar obrigatório o uso de capacetes de proteção Tipo 2 com francaletes (fitas de queixo) integrados para todo o pessoal nos seus estaleiros, com efeito a partir de 1 de janeiro de 2026.
Ao abrigo da política atualizada, todos os trabalhadores, subempreiteiros e visitantes devem usar um capacete Tipo 2 em conformidade com as normas CSA e/ou ANSI, equipado com um francalete de quatro pontos aprovado pelo fabricante, devidamente ajustado e apertado. A classe do capacete deve também ser adequada aos perigos específicos do local e cumprir a legislação local.
O Presidente e CEO da EllisDon, Kieran Hawe, afirmou que a alteração reflete o foco contínuo da empresa na redução de ferimentos graves em estaleiros de construção.
"Ao expandir e tornar obrigatórios os requisitos de capacetes para todos nos nossos locais, estamos a dar um passo crítico para eliminar lesões cranianas evitáveis e traumáticas", disse Hawe em comunicado.
As lesões cerebrais traumáticas continuam a ser uma das principais causas de fatalidades relacionadas com a construção, representando
aproximadamente 25% das mortes no setor, de acordo com dados da indústria. As quedas são responsáveis por cerca de 68% dessas le -

A Cidade de Toronto lançou o seu processo orçamental de 2026 com uma proposta de orçamento de capital e um plano de 63,1 mil milhões de dólares, cobrindo o período de 2026 a 2035 — o maior plano de capital a 10 anos na história da cidade.
Os serviços municipais apresentaram o esboço do plano de capital ao comité orçamental, juntamente com uma proposta de orçamento operacional de 18,9 mil milhões. O programa de capital visa resolver o problema do envelhecimento das infraestruturas e avançar com grandes investimentos em habitação, transportes e sistemas de águas.
O plano de capital proposto inclui 42,6 mil milhões em despesas apoiadas por impostos e 20,5 mil milhões em despesas apoiadas por tarifas. De acordo com a autarquia, as prioridades de capital incluem a manutenção e reparação de ativos existentes e a realização de grandes investimentos em habitação, estradas, pontes, transportes públicos e infraestruturas de
água.
Uma taxa dedicada de 1,5% para o Fundo de Construção da Cidade (City Building Fund), previamente aprovada pelo conselho, continuará a apoiar projetos de transportes e habitação. Combinada com o aumento proposto do imposto sobre a propriedade residencial, a taxa contribui para um impacto global no imposto sobre a propriedade de aproximadamente 2,2% em 2026.
Os funcionários da cidade descreveram o plano de capital como parte de uma abordagem plurianual para estabilizar as finanças municipais, mantendo simultaneamente os níveis de serviço e investindo em infraestruturas críticas. A cidade citou eficiências, reduções e compensações num total de 788 milhões em orçamentos recentes para ajudar a gerir as pressões financeiras.
Os orçamentos de capital e operacionais propostos são elaborados pelos serviços técnicos e estão sujeitos a alterações. A legislação provincial exige que o presidente da câmara (mayor) apresente um orça-
mento final ao conselho municipal até 1 de fevereiro, estando o conselho agendado para apreciar o orçamento de 2026 numa reunião especial a 10 de fevereiro.
As consultas públicas sobre o orçamen-
sões. A investigação demonstra que os capacetes Tipo 2 com sistemas de retenção integrados oferecem maior proteção do que os modelos tradicionais, reduzindo o risco de lesões na cabeça graves ou fatais. Os capacetes Tipo 2 são concebidos para oferecer proteção contra impactos no topo, frente, lados e traseira, enquanto os francaletes ajudam a manter os capacetes firmemente no lugar durante escorregadelas, quedas, ventos fortes ou ao trabalhar em posições difíceis. Os capacetes devidamente fixos reduzem também o risco de se tornarem perigos de queda de objetos.
A EllisDon implementou pela primeira vez os capacetes Tipo 2 para os seus funcionários há três anos, reportando resultados de segurança positivos. O requisito expandido aplica-se agora a todos os indivíduos nos estaleiros da EllisDon.
A empresa é membro do Conselho Canadiano de Segurança na Construção (Canadian Construction Safety Council) e afirmou que a medida pretende apoiar esforços mais amplos para fortalecer as normas de segurança em toda a indústria da construção.
OCN/MS
to continuarão durante o mês de janeiro, incluindo reuniões do comité orçamental e oportunidades para submissões escritas e orais.
OCN/MS


O cancro da próstata e o cancro do testículo continuam a ser os mais comuns entre a população masculina, representando não apenas uma questão médica, mas também um desafio cultural e psicológico. Apesar dos avanços científicos, muitos homens continuam a adiar os exames de rastreio, a ignorar sintomas e a evitar consultas médicas por vergonha, medo ou simples desinteresse.
De acordo com a Canadian Cancer Society (CCS), o cancro da próstata é o mais frequente entre os homens canadianos. Estima-se que um em cada oito homens venha a ser diagnosticado com esta doença ao longo da vida. Em 2024, foram registados cerca de 25 000 novos casos e 4 700 mortes relacionadas com este tipo de cancro. A maioria dos diagnósticos ocorre depois dos 50 anos, e o risco aumenta significativamente com a idade. Outros fatores incluem antecedentes familiares, origem étnica — sendo o risco mais elevado entre homens negros — e hábitos de vida como dieta rica em gordura animal e sedentarismo.
A boa notícia é que, quando detetado precocemente, o cancro da próstata tem uma taxa de sobrevivência superior a 90%. No entanto, essa taxa depende de uma condição essencial: que o homem faça os exames necessários a tempo. O teste do antigénio prostático específico (PSA) e o toque retal continuam a ser as principais ferramentas de rastreio. Ainda assim, muitas vezes, esses exames são adiados por constrangimento ou desconhecimento.
A relutância masculina em procurar ajuda é um fenómeno bem documentado. Pesquisas da Canadian Men’s Health Foundation indicam que 67% dos homens no país nunca consultaram um profissional de saúde mental — e essa resistência estende-se também à saúde física. Em relação ao cancro da próstata, estudos mostram que uma grande parte dos homens só realiza o teste PSA após insistência do médico de família ou quando surgem sintomas, o que muitas vezes significa que a doença já está em estágio avançado.
O cancro do testículo, embora menos frequente, é o mais comum entre homens jovens, entre os 15 e os 35 anos. A Canadian Cancer Society estima que cerca de 1
300 homens sejam diagnosticados todos os anos no país. Felizmente, este tipo de cancro tem uma das taxas de cura mais elevadas entre todos os tumores malignos: mais de 95% dos casos são curáveis quando tratados precocemente. O problema é que, mais uma vez, a deteção precoce depende da atenção do próprio homem ao seu corpo. O autoexame testicular, simples e rápido, é uma ferramenta essencial — mas muitos nunca o fazem.
Os médicos alertam que a vergonha, o desconhecimento e a falta de diálogo continuam a ser barreiras sérias à prevenção. A maioria dos jovens homens não fala sobre o assunto, e raramente os pais ou educadores abordam o tema.
Nos últimos anos, campanhas nacionais têm procurado mudar mentalidades. A Movember Canada e a Canadian Cancer Society promovem programas educativos, maratonas solidárias e campanhas de sensibilização que destacam a importância do diagnóstico precoce. As redes sociais têm também desempenhado um papel importante, sobretudo junto das gerações mais jovens, mostrando que falar sobre saúde masculina não é sinal de fraqueza, mas de maturidade.
Ainda assim, as estatísticas revelam que o caminho é longo. Em 2023, mais de 40% dos homens canadianos admitiram não ter feito qualquer exame preventivo nos últimos dois anos. Muitos recorrem ao sistema de saúde apenas quando os sintomas já são evidentes, o que reduz drasticamente as hipóteses de cura.
A mensagem das organizações de saúde é clara: prevenir salva vidas. O cancro da próstata e o cancro do testículo são altamente tratáveis quando identificados cedo, e os exames de rastreio são simples, rápidos e gratuitos no sistema público de saúde canadiano.
A deteção precoce não apenas aumenta a probabilidade de cura, como também permite tratamentos menos agressivos e uma melhor qualidade de vida.
Em última análise, a batalha contra os cancros masculinos é também uma batalha contra o estigma e o silêncio. É preciso redefinir o que significa ser “forte”: não é ignorar a dor, mas enfrentá-la. Não é esconder o medo, mas agir a tempo.




Mónica Sintra mostrou fotografias no seu Instagram em que destaca a barriga com "excesso de pele" e recordou a "primeira lipoaspiração, que correu mal". "Por aqui trabalhamos na base da sinceridade. «Estás tão bem.»; «Emagreceste.»; «Tomaste isto e aquilo?» Mesmo quando vêm em forma de elogio, muitas dessas frases trazem farpas pelo meio. E a verdade é que, apesar de tudo isso, estou longe de me sentir bem. Tenho excesso de pele. Tenho problemas que carrego desde a primeira lipoaspiração que correu mal. Tenho questões físicas reais e outras mentais que não desaparecem só porque o número na balança mudou", desabafou ainda.

Leonardo DiCaprio não escapou às piadas da comediante Nikki Glaser, que ficou responsável pela parte humorística dos Globos de Ouro deste ano. Durante a sua abertura no Beverly Hilton, em Los Angeles, Nikki Glaser começou por destacar a presença do ator na cerimónia, realçando a sua carreira com "inúmeras atuações icónicas". "Trabalhou com todos os grandes realizadores, ganhou três Globos de Ouro, um Óscar e o mais impressionante é que conseguiu tudo isto antes da sua namorada completar 30 anos", brincou a comediante enquanto Leonardo DiCaprio, de 51 anos, ria e olhava para baixo.

O cantor Julio Iglesias está a ser acusado por duas ex-funcionárias de agressão sexual. Tudo terá acontecido quando estas mulheres trabalharam para o artista espanhol na sua mansão na República Dominicana em 2021. Segundo os relatos das funcionáriasuma empregada doméstica e outra fisioterapeuta - o cantor, então com 77 anos, tinha comportamentos controladores, de assédio e abuso de poder. Uma delas revelou que foi pressionada a ter encontros sexuais com Inglesias e sujeita a abusos físicos como penetração não consensual. Os abusos sexuais aconteciam na presença de um funcionário superior, refere também a mulher.

Pedro Barroso desistiu da "1.ª Companhia". O ator deu por terminada a participação no programa da TVI, desistiu do reality show esta terça-feira, 13 de janeiro. Despediu-se dos colegas em lágrimas. "Dizer a todos vocês que tomo a decisão de me ir embora", disse ao reunir os colegas. O ator explicou que foi para si "um esforço muito grande" estar no formato. "Hoje sei que aqui podia ser a minha porta de regressar à televisão, mas não me faz sentido, não vale o meu bem-estar físico", disse, sem conseguir conter as lágrimas. "Quero crescer enquanto pai, quero que ele cresça ao meu lado", apontou ainda referindo-se ao filho, Santiago, de três anos.
O ator explicou que também as saudades do menino foram uma das motivações para sair do programa. Ainda no seu discurso de despedida, Pedro Barroso lamentou que as suas atitudes tenham sido interpretadas como "ríspidas". O ator chegou mesmo a afirmar que não quer prejudicar-se e, por isso, preferiu dar por terminada a sua participação em "1.ª Companhia". "O dinheiro não vale tudo. Há jornadas que são muito boas quando terminas a meio", referiu ainda, explicando que, para si, "já não faz sentido" estar no programa da TVI.
Brooklyn Beckham decidiu enviar uma carta formal aos pais a pedir para que parassem de o contactar. O jovem, de 26 anos, queria que qualquer tentativa de reconciliação fosse feita "em privado" e não sob os holofotes das redes sociais. Por isso, no verão passado, numa carta legal pediu a David e Victoria que se comunicassem através dos seus advogados e o deixassem livre de algum tipo de contacto direto. Mas a situação terá piorado depois de Brooklyn Beckham ter enviado a referida carta, pois Victoria não deixou de meter 'gosto' em fotografias do filho e o ex-futebolista publicou no final do ano fotos da mulher, Victoria, e dos filhos, Romeo, Crus e Harper.
David publicou também uma fotografia sua com o filho mais velho, Brooklyn, abraçados em tempos em que a família não estava afastada. "Amo-vos muito", escreveu o antigo jogador de futebol, seguido de um emoji em forma de um coração branco. Após tal gesto, Brooklyn Beckham bloqueou a família das suas contas nas redes sociais. O casal está "profundamente triste" com toda a situação e os amigos dizem que cada publicação ou contacto foi feito com o desejo de haver uma reconciliação. "Eles estão apenas a fazer o que qualquer pai faria nesta situação... Eles amam o Brooklyn e vão estar sempre aqui para ele", acrescentou uma fonte.


Sean 'Diddy' Combs vendeu o seu jato privado preto depois de ter sido condenado pelas duas acusações de transporte para a prostituição, no ano passado. O rapper, de 56 anos, vendeu um Gulfstream G550, conforme foi agora confirmado pela People. Um representante da Silver Air Private Jets, empresa de aviação privada que anteriormente administrava os seus voos, informou a revista que a empresa já não vai administrar mais aquele tipo de avião que pertencia a Diddy. A revista diz ainda que não se sabe por quanto é que o jato privado foi vendido, mas há modelos semelhantes no valor dos 15 a 30 milhões de dólares.
O jato que pertencia ao rapper foi construído em 2015 e conta com a parte exterior em preto fosco, e o seu interior é em bege. Tem uma capacidade para até 14 passageiros e aceita animais de estimação, incluindo ainda um sistema de entretenimento. Nos meses que antecederam à sua prisão, lembram ainda, o artista foi fotografado a embarcar no referido jato privado. Em março de 2024, por exemplo, viajou da Califórnia até Antígua durante as buscas realizadas por agentes federais nas suas casas em Los Angeles e Miami.



Palavras cruzadas
1.Precipitar-se a chuva sobre a terra
2.Submeter (algo) ao processo de raciocínio lógico
3.Esforçar-se por achar ou descobrir (alguém ou algo)
4.Sustentar-se ou mover-se no ar por meio de asas ou algum meio mecânico
5.Balançar criança no berço ou aconchegando-a no colo, para fazê-la dormir
6.Tornar(-se) seco, retirar de ou perder a umidade; enxugar(-se)
7.Provocar alguém amorosamente, demonstrar interesse amoroso por; azarar
8.Usar de artifícios para adiar a resolução de um negócio; enrolar
9.Extrair ou raspar os pelos de
10. Exercer ação restritiva sobre; conter, regular
11.Imprimir grande velocidade ao deslocamento do corpo, pelo contato rápido dos pés ou das patas com o solo
12. Coordenar a execução de; conduzir, liderar
13. Fabricar manualmente ou em máquina caseira
14. Reunir em uma só todas as partes que não têm ligação natural entre si 15. Exprimir por meio de palavras


C C S T R P Z A Q A K M B S C
Q O T S A C D O P V E R J V W
N W S A T S I V E R T N E I O
F E D I V D I T C R I A R D U
K N T L Y J J T B B Z Z S E V
N P E H O W T N O X J R E O I
H R F A I U S J O R N A L C R
S H D L A R I V V A J S B A J
G A Y U E Y E S C O L H A S M
S A M R O F R W B O S H O T R
C C O M U N I C A R G U N K B
N X Y I K O S S E C U S L B X
F U P R Y L D F B H H W I Q D
H E D A D R E B I L Z X N B G
P R V D J N N E M O S S E E P
Sudoku
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
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LIBERDADE
ENTREVISTA

Ingredientes
• 500 ml de água
• 500 g de açúcar
• Casca de 1 limão
• 1 pau de canela
• 50 g de toucinho
• 18 gemas de ovo
• 1 dl de vinho do Porto
• Caramelo líquido
Modo de preparação
Colocar a água num tacho e juntar o açúcar, a casca de limão, o pau de canela e o toucinho. Deixar ferver durante 15 minutos. O toucinho serve apenas para aromatizar a calda, não
deve ganhar cor. Desligar o lume e deixar a calda arrefecer um pouco. Barrar uma forma de pudim com caramelo líquido. Coar a calda é essencial para obter um pudim liso e aveludado.
Numa tigela, colocar as gemas e juntar o vinho do Porto, misturando bem. Mexa as gemas suavemente para evitar bolhas de ar no pudim. Coar a calda de açúcar e juntar às gemas, mexendo com cuidado. Deitar o preparado na forma, tapar bem e levar a cozer em banho-maria durante 50 minutos. Tape bem a forma para evitar que entre água durante o banho-maria. Desligar o lume e deixar arrefecer ainda em banho-maria. Desenformar e servir, decorando a gosto. Até a próxima semana!




De regresso aos palcos com o álbum "Véspera", a banda liderada por Manuela Azevedo mostra longevidade, a urgência de cantar o presente e a constante mutação de um som que se recusa a envelhecer.
Desde que os primeiros acordes de "LusoQualquerCoisa" ou "Problema de Expressão" ecoaram nas rádios nacionais nos anos 90, os Clã estabeleceram-se como uma entidade singular no panorama musical português. Não são apenas uma banda; são uma marca de rigor, inovação e uma espécie de "laboratório" onde a palavra dita em português ganha texturas diferentes. Com mais de trinta anos de carreira, o grupo continua a desafiar os limites do que se espera de uma banda de pop-rock, mantendo uma frescura que muitos recém-chegados invejam. Numa conversa íntima e reveladora, Manuela Azevedo, a voz carismática e inconfundível da banda, partilhou os segredos de uma união que sobreviveu à passagem do tempo, às mudanças na indústria e, mais recentemente, a uma pandemia que moldou o seu trabalho mais recente, "Véspera". Manter uma banda unida por mais de trinta anos é um feito raro na música portuguesa. Quando questionada sobre o segredo dessa persistência, Manuela Azevedo é pragmática e afetuosa: "O prazer de tocar uns com os outros". Para os Clã, a música nunca foi apenas um negócio, mas um espaço de descoberta
contínua: "Tivemos sorte e algum sucesso porque fomos muito felizes em todo este processo", afirma a vocalista. Durante 28 anos, o núcleo duro manteve-se inalterado — os mesmos seis elementos. Foi apenas em 2019 que a formação sofreu a sua primeira grande alteração, com a entrada de Pedro Oliveira e Pedro Santos (bateria e baixo), que trouxeram, segundo Manuela, "uma injeção de sangue novo e de boas ideias". Mas o caminho nem sempre foi pavimentado a ouro; Manuela recorda que, no início da carreira, em 1992, o conselho que dariam a si próprios seria "paciência e persistência". O álbum de estreia foi aclamado pela crítica, mas o sucesso comercial demorou a chegar. "Tivemos quase a desistir", confessa. Valeu a teimosia e a crença no trabalho de Hélder Gonçalves, o mentor musical e compositor de quase todos os temas da banda. O último trabalho discográfico da banda, "Véspera” (2020), é um caso curioso de sincronicidade artística. Gravado pouco antes do mundo fechar devido à COVID-19, o álbum carrega uma atmosfera de urgência e iminência que se tornou profética. "Parece que o mundo estava estranho... olhávamos para o futuro com alguma ansiedade", explica Manuela. Canções como "Sinais", com letra de Samuel Úria, falam precisamente dessa distração quotidiana que nos impede de ver o "planeta a arder" e a violência a crescer ao nosso redor.
O título do álbum resume este estado de
espírito: estar na "véspera" de algo transformador, seja uma revolução ou uma catástrofe. O lançamento coincidiu exatamente com o decreto de confinamento em Portugal. Em vez de guardarem o disco, os Clã decidiram lançá-lo, tornando-se a banda sonora de muitos portugueses isolados em casa. "Soube-nos muito bem... tivemos eco de muita gente que ouviu o disco e que nos disse que foi uma excelente companhia para aqueles tempos de confinamento". Um dos pilares dos Clã é a sua relação profunda com a língua portuguesa e com os seus letristas. Hélder Gonçalves compôs a música, mas a banda sempre abriu as portas aos melhores poetas e escritores da sua geração. No currículo, contam-se colaborações com Carlos Tê, Sérgio Godinho, Arnaldo Antunes e Regina Guimarães. Em Véspera, a banda estreou uma colaboração com Capicua, que escreveu "Armário", um retrato quase acidental do confinamento, escrito antes da pandemia ser uma realidade. Manuela destaca que este intercâmbio entre gerações e estilos é o que mantém a banda relevante. "Há cada vez menos preconceitos em olhar para o passado... e um gosto na descoberta daquilo que faz toda a música portuguesa".
A vocalista reflete ainda sobre a dificuldade inerente de cantar em português europeu, mencionando o tema "Problema de Expressão" como um marco que define o ADN da banda. A música explora a natureza "fechada e menos melódica" do nosso
sotaque, comparado com o brasileiro ou o angolano, e a dificuldade de dizer coisas bonitas e diretas como "amo-te" ou "quero-te muito" sem soar estranho. Apesar de nunca terem tocado no Canadá, Manuela expressou um desejo vibrante de levar a música dos Clã à comunidade portuguesa no estrangeiro. Para a banda, tocar para a diáspora é uma forma de reavivar a ligação à língua e à cultura contemporânea, fugindo aos clichés do fado ou da música popular mais tradicional. "Gostava que a música portuguesa... a sua música mais contemporânea e mais jovem, fosse uma forma de voltar a ligar as gerações mais novas da comunidade portuguesa à língua". Para Manuela, os Clã não são apenas entretenimento; são um veículo de pensamento sobre a realidade portuguesa num mundo globalizado. Enquanto se preparam para o sucessor de Véspera, os Clã mantêm o radar afinado.
Seja num palco grande ao ar livre, com a energia do rock "eletrizante", ou num auditório fechado, onde a "qualidade da escuta" permite pormenores mais delicados, a banda continua a provar que a música não tem prazo de validade quando é feita com honestidade intelectual e prazer físico. Como disse Manuela Azevedo no final da sua conversa: "A arte portuguesa deve ajudar-vos a olhar para o mundo de uma maneira mais atenta, mais informada, com mais imaginação e, espero eu, também com alguma esperança".


9h00



CARNEIRO 21/03 A 20/04
Durante este período, em que Vénus transita pela sua Casa X, poderá sentir que executa o seu trabalho com maior descontração. Sente-se mais liberto de pressões que o usual e é natural procurar algum modo de fuga à rotina. Vénus beneficia os relacionamentos, pelo que situações agradáveis nesse campo poderão surgir.

TOURO 21/04 A 20/05
Este trânsito de Mercúrio poderá marcar o início de um estilo de vida diferente e mais positivo. Estabelecerá novos contactos que poderão ter como ponto de partida a partilha de interesses comuns relativos à filosofia, factos da vida quotidiana ou a análise de ideias abstratas. Se tiver possibilidade, é agora o período ideal para viajar.

GÉMEOS 21/05 A 20/06
Esta semana a aproximação de uma pessoa pode produzir em si um forte impacto. Uma profunda análise psicológica poderá ocasionar uma mudança de rumo a vários níveis e é provável experimentar alguma indecisão face a valores menos tradicionais. Avalie as situações com todo o seu rigor e saberá se as novas perspetivas são corretas.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07
A tranquilidade interior que agora sente confere-lhe maior capacidade e até necessidade de comunicar valores, sentimentos e afetos. É também um momento de maior inspiração e criatividade para quem, de algum modo, tenha ligação com a arte. No amor, não deixe de aproveitar todo esse charme e capacidade de sedução...

LEÃO 22/07 A 22/08
Poderá aproveitar estes dias para fazer uma especialização ou uma reciclagem. É uma boa época para organizar o seu trabalho e planear as suas atividades profissionais futuras. Poderá aproveitar para escrever ou para pôr os seus papéis em ordem. Dedique-se a atividades que ocupem de forma agradável o seu espírito e o seu tempo.

VIRGEM 23/08 A 22/09
Nesta altura o seu lado romântico e apaixonado está exacerbado. A sua necessidade de se afirmar tal como é também vai estar mais forte do que o usual. No entanto, vai-lhe ser difícil esconder as suas emoções e dedicar-se a tarefas que não lhe agradem. Procure disciplinar-se e conter essa tendência para a dispersão.

BALANÇA 23/09 A 22/10
O Sol está na sua Casa IV, o que é a Casa que tem a ver com o passado. Vai ser capaz de perceber como o seu passado influencia o seu presente. É uma boa altura para fazer uma autoanálise e para pôr de parte tudo aquilo que incomoda. Depois desta análise vai ver que se vai sentir muito melhor e com força para enfrentar a vida de frente.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11
Durante este período sentir-se-á a transbordar de energia quer mental, quer física. É uma altura propícia para concretizar objetivos que envolvam terceiros, mas terá de refrear essa impaciência para acabar rapidamente as tarefas. Terá de considerar que os outros poderão não ter a capacidade de trabalho que agora sente.

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
A sua noção de posse, tanto a nível financeiro como sentimental, estará neste momento mais acentuada. Poderá aproveitar melhor o seu campo financeiro, investindo. Também o seu sentido estético virá mais ao de cima e poderá sentir o desejo de comprar coisas bonitas, objetos de arte, roupa nova e dar, assim, maior beleza e conforto à sua vida.

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Poderá neste período sentir maior necessidade de olhar para si próprio de modo a descobrir aquilo de que realmente necessita para evoluir como pessoa. É uma altura propícia para começar algo de novo ou esclarecer situações que tem adiado. Poderá, através dos seus esforços, ajudar um amigo íntimo.

AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Algumas dúvidas que teimam em continuar no seu íntimo poderão ser resolvidas se, por exemplo, tentar ajudar os outros, sobretudo se tratar de pessoas doentes ou de alguma forma diminuídas. Poderá sentir algum complexo de inferioridade, não esqueça, o seu inimigo secreto encontra-se provavelmente no seu íntimo e pode ser apenas fruto da sua imaginação.

PEIXES 20/02 A 20/03
Durante este período o seu lado social vai estar mais em evidência. Aproveite para se aproximar e conviver mais com os seus amigos, participando em atividades e projetos de grupo. Sente maior facilidade em entrar em acordo com as outras pessoas e maior capacidade para as ajudar a atingir os seus objetivos.
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17 de janeiro
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