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MILÉNIO STADIUM 1777 - 24 DE DEZEMBRO

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David Ganhão

Ano XXXIV edição nº 1777 | 24 de dezembro de 2025


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24 de dezembro de 2025

EDITORIAL

São José

Manuel DaCosta Editorial

lhos, em particular os de Mateus e Lucas, Maria estava prometida a José e já se encontrava grávida antes de viverem juntos. José era um homem judeu e, em grande parte dos Evangelhos, a sua figura é quase ignorada. Tendo em conta que São José foi amplamente ignorado, apesar de ser considerado o pai de Jesus, colocaram-lhe algumas questões, talvez para lançar alguma luz sobre essa aparente desconsideração por parte dos Evangelhos:

Para muitos católicos, o nascimento de Jesus Cristo assinala uma das datas mais importantes do calendário cristão. Com o nascimento de Jesus inicia-se um novo capítulo na salvação da humanidade, através da vivência dos princípios que Ele pregou e que conduzem à P: São José, sendo um homem judeu e tenlibertação do pecado. do uma mulher prometida em casamento, ma questão que surge frequente- sem a ter conhecido, e que já se encontrava mente tanto entre católicos como grávida, como se sentiu? entre não católicos prende-se com R: Nasci para servir Deus sem questionar. o conceito do nascimento de Jesus, conhecido como nascimento virginal, que sugere P: Nas Escrituras não existem palavras suas que a mãe de Jesus foi concebida com a in- registadas. Foi por receio de dizer algo ertervenção do Espírito Santo e não através rado? de sêmen humano. José é considerado o pai R: O meu serviço a Deus foi proteger a de Jesus, mas, de acordo com os Evange-

U

Imaculada Mãe de Deus e ajudar a criar o Senhor do Universo, sem necessidade de glorificação pessoal.

Filho de Deus foi um período reconfortante da minha vida. O sexo não era importante para mim.

P: Apenas uma vez nos Evangelhos é chamado pai de Jesus. Não acha que deveria ter tido maior destaque sendo o pai de Cristo?

P: O que considera ser o seu principal contributo para a filosofia cristã?

R: O Espírito Santo é todo-poderoso e fornece todas as respostas de que necessita. Ser invisível aos olhos dos homens não é algo negativo.

P: São José, que idade tinha quando faleceu, uma vez que desaparece sem deixar Haverá sempre debate científico sobre a rasto quando Jesus tinha 12 anos? gravidez de Maria e sobre José enquanto pai de Jesus, mas acreditar sem dispor de R: Criei o meu filho até ele ter 20 anos. A dados para provar responderá a mais quespartir daí, o Espírito Santo assumiu. tões sobre quem acredita do que sobre eles. P: Foi escolhido para ser marido de Maria A virgindade, em qualquer forma, liberta o apenas como seu protetor, tendo em conta ser humano do peso dos pensamentos maa sua idade avançada? lignos que hoje são infligidos à sociedade. R: Tive uma vida plena, e tornar-me marido de uma virgem prestes a dar à luz o

Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXII- Edição nº 1777 24 de dezembro de 2025 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com

Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.

R: Tal como muitos que trabalham silenciosamente para iniciar a mudança, isso exige um temperamento especial e humildade. O mundo celebra São José não por proclamações ruidosas, mas pelo conforto interior que proporciono às pessoas.

Versão em inglês

Previsão Meteorológica toronto

Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias

SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.

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E se...?

E se, neste Natal, tivéssemos a possibilidade de parar o tempo por instantes e iniciar uma conversa improvável? Uma conversa sem pressa, sem distrações, sem filtros. E se pudéssemos falar, ou escrever, a alguém que, de uma forma ou de outra, habita o imaginário desta quadra que atravessa séculos, culturas e crenças? O que perguntaríamos? O que teríamos coragem de dizer? E, talvez mais importante ainda, o que estaríamos dispostos a ouvir? O Natal é feito de símbolos. Alguns sagrados, outros profanos; uns profundamente religiosos, outros nascidos da tradição popular ou da cultura contemporânea. Todos, porém, carregados de significado. Há figuras que nos remetem para a fé, para a origem cristã da celebração, para a ideia de esperança, redenção e amor. Outras surgem como metáforas da infância, da fantasia, da crítica social ou até da desilusão. Cada uma delas, à sua maneira, reflete algo de nós, das nossas crenças, contradições, medos e desejos.

Ao longo dos anos, o Natal foi-se transformando. Tornou-se mais ruidoso, mais comercial, mais exigente. É celebrado em mesas fartas, em encontros familiares nem sempre fáceis, em ausências sentidas, em memórias que aquecem e em silêncios que pesam. Para muitos, é um tempo de alegria; para outros, de introspeção; para alguns, de solidão. Talvez por isso faça tanto sentido imaginar um diálogo com estas figuras: porque falar com elas é, no fundo, falar connosco próprios. Se pudéssemos escrever uma carta ou sentar-nos frente a frente com uma dessas presenças simbólicas do Natal, o que tentaríamos compreender? Perguntaríamos sobre o sentido da fé num mundo cansado? Sobre a inocência que se perde com o tempo? Sobre a generosidade que tantas vezes se confunde com obrigação? Sobre a natureza, o planeta e o futuro que estamos a deixar? Ou talvez sobre o poder, o medo, a violência e as sombras que também fazem parte da história humana, mesmo numa época associada à luz?

Foi este exercício de imaginação e reflexão que o Milénio lançou aos seus colaboradores: convidá-los a estabelecer uma conversa, real na intenção, imaginária na forma, com figuras ligadas ao Natal. O desafio não foi apenas criativo e divertido, mas profundamente humano. Porque, ao escolher com quem falar, cada autor revela aquilo que mais o inquieta, aquilo que mais o inspira ou aquilo que sente estar a faltar neste tempo que deveria ser de encontro. Os textos que se seguem não pretendem dar respostas definitivas. Não são catequeses, nem contos infantis no sentido clássico, nem exercícios de nostalgia. São diálogos possíveis, cartas íntimas, reflexões abertas, algumas com uma pitada de ironia. São tentativas de resgatar o sentido do Natal para além da superfície, do ruído e da repetição automática dos gestos. Ao abrir estas páginas, o leitor é convidado a fazer o mesmo exercício: pensar com quem gostaria de falar neste Natal. E, sobretudo, pensar no que teria para dizer e no que estaria disposto a ouvir. Porque, talvez, o verdadeiro espírito do Natal comece precisamente aí: na coragem de conversar, mesmo quando as respostas não são simples e muitas vezes não são as que gostaríamos de ouvir. Feliz Natal para todos! MB / DG


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Uma conversa com Maria, num banco de jardim Passei ao seu lado num banco de jardim que parecia fora do tempo. Não havia turistas, nem pressa. Apenas árvores, silêncio e uma mulher de olhar tranquilo. Reconheci-a sem saber bem porquê. Era Maria, mãe de Jesus. Fiquei incrédula, mas depois de olhar de novo, percebi que não estava enganada, era mesmo a Mãe divina a quem dirijo tantas preces, a quem tanto tenho pedido orientação e que interceda por mim e pelos meus.

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nchi-me de coragem e... “Posso sentar-me?”, perguntei, já inclinada e a assumir o meu lugar naquele banco. “Já te sentaste”, respondeu, sorrindo. Respirei fundo. “Estou tão feliz por estar ao Teu lado. Nem acredito que estou assim tão perto da mãe de Jesus. Gostava de conversar um pouco contigo, achas que posso tomar um pouco do Teu tempo precioso?” Acenou que sim com a cabeça e abriu um sorriso lindo. Sem perder tempo continuei, “Tenho tantas perguntas… O mundo anda tão violento, Maria. Tão duro. Como mãe de Jesus, podes ajudar-me a perceber por que razão milhares de anos depois dos Seus ensinamentos, ainda tantas crianças nasçam apenas para sofrer com guerras, fome, abandono...?”. Ela olhou para as mãos, como quem acaricia uma memória antiga. “No meu tempo também se nascia em ambientes hostis. O meu filho nasceu num estábulo, rodeado de medo e perseguição. Mudam os cenários, mas o coração huma-

no luta sempre com as mesmas sombras.” “Mas Jesus ensinou tanto sobre amor… e parece que tantos esqueceram.”, insisti. Maria sorriu com doçura. “Os ensinamentos continuam vivos. O problema é que alguns preferem citá-los em vez de vivê-los. Amar dá trabalho. Perdoar cansa. E cuidar das crianças exige renúncia e muito amor. Nem todos estão dispostos.” Abanando a cabeça a dizer que sim, reforcei a ideia. “A verdade é que hoje os pais estão demasiado enredados num mundo de ecrãs, que muitas vezes substituem as conversas... estamos tão dependentes da internet que não há nenhum sítio onde consigamos estar só conectados com os nossos ou com nós próprios. Hoje, se Jesus voltasse a nascer, de certeza que nasceria numa maternidade particular com wi-fi.” Maria riu-se, com um riso leve. “Ele continuaria a escolher os lugares simples. Talvez uma periferia esquecida. Ou uma casa onde ninguém tem tempo, mas toda a gente tem sede de sentido para a vida.” Ficámos em silêncio por um instante, mas logo arrisquei outro tema. “Maria… e as mulheres? Como vês a mulher de hoje?” Ela ergueu o olhar, com um ar atento. “Vejo mulheres cansadas, fortes, sobrecarregadas, brilhantes. Vejo mulheres que conseguem ser tudo num só dia: mãe, profissional, cuidadora, lutadora, sobrevivente. No meu tempo, muitas eram silenciadas. Hoje falam, mas ainda nem sempre são ouvidas”. Triste, acrescentei “Ainda apedrejam

mulheres, Maria. Não apenas com pedras, mas com palavras, violência doméstica, dependência, medo. Tantas continuam presas em relações destrutivas…” O sorriso de Maria desapareceu por um momento. “Sim, eu sei... A violência muda de forma, mas nasce da mesma raiz: a ilusão de poder sobre o outro. No meu tempo, a mulher era julgada na praça pública. Hoje muitas são julgadas dentro de casa, atrás de portas fechadas. O sofrimento escondido é, por vezes, o mais pesado.” “E o que dirias a uma mulher que sofre em silêncio?” Maria pousou a mão sobre a minha. “Que não foi criada para o medo. Que não nasceu para a humilhação. Que não precisa de pedir licença para existir. E que Deus nunca se confunde com a violência.” Engoli em seco. “Sabes, às vezes parece que às mulheres é sempre pedido para aguentar mais um pouco. Ter paciência. Perdoar de novo.” Ela inclinou ligeiramente a cabeça. “A paciência não é obrigação para suportar o injusto. O perdão não é sinónimo de permanecer onde se morre por dentro. Até eu, que aceitei tanto em silêncio, tive momentos de fuga, no Egipto, por exemplo. Fugi para proteger o meu filho. As mães sabem quando é tempo de resistir e quando é tempo de partir” respondeu, com um leve brilho nos olhos. “A verdade, Maria, é que quando Jesus voltar vai ter tanto trabalho que terá que arranjar um jato para poder acudir a todos os que necessitam do seu amparo…”

Ela riu-se e respondeu rápido, “Ou talvez apenas de boas sandálias. Continuaria a caminhar entre os pobres, os esquecidos, as mulheres feridas, as crianças sem voz. Não mudaria muito o itinerário.” “E Tu, Maria… que me dizes deste mundo tão acelerado, com redes sociais, opiniões rápidas, julgamentos instantâneos?”, perguntei. “Eu aprendi a guardar coisas no silêncio do coração”, respondeu. “O barulho nunca foi o lugar onde Deus falou comigo. Talvez por isso hoje tantos tenham dificuldade em escutá-Lo: vivem com demasiado ruído por dentro.” Ficámos mais um momento em silêncio. O vento moveu as folhas das árvores. “Se pudesses deixar uma mensagem ao mundo de hoje, qual seria?”, perguntei. Maria pensou por um segundo e respondeu: “Que olhem mais devagar para as crianças. Que protejam mais as mulheres. Que tenham menos certezas e mais compaixão. E que não transformem a fé numa arma.” Levantei-me devagar. “Obrigada, Maria. Pela conversa… e pela coragem de seres Mãe num mundo difícil, em todos os tempos.” Ela sorriu outra vez. “As mães nunca escolhem tempos fáceis. Apenas escolhem amar.” Quando me virei, no banco estava apenas um raio de sol morno, desses que aquecem sem queimar.

Complete a frase…

Gostaria de ler no Milénio trabalhos sobre _ _ _ _ _ _ _ _ _ . Porque nós temos muitas ideias, mas as suas podem ser melhores. Envie a sua proposta para: info@mdcmediagroup.com

Madalena Balça/MS


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Reportagem Especial

Os Reis Magos em 2025 Do deserto ao TikTok: a viagem sem estrela Belém, hoje. Quem diria que uma viagem milenar poderia ser tão… complicada? Os Reis Magos, conhecidos por terem feito a primeira viagem internacional de Natal, estiveram na redação do jornal Milénio Stadium para contar como seria hoje seguir a famosa estrela. E, acredite, não é nada como nos livros de história.

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elchior, Baltazar e Gaspar chegaram de Uber – ou pelo menos foi isso que disseram, porque camelos elétricos ainda não existem (embora Belchior confesse que “estaria disposto a investir”). Logo de início, alertaram para o perigo: se tentassem atravessar o deserto hoje, seriam assaltados antes da segunda duna. “E nem pensem em usar GPS”, disse Belchior. “Ele recalcula para estradas inexistentes só para rir da tua cara.” Sobre as estrelas, os três assumem que hoje não há luz celestial a guiar ninguém. “A estrela que te guia agora é um telemóvel com 2% de bateria e um mapa que insiste em recalcular para sítios que nem o Google conhece”, explicou Belchior. Baltazar acrescentou, com ar de quem já sofreu na pele: “A última estrela que segui foi no Instagram. Era uma influencer de viagens que prometia ‘luz interior’. Acabei inscrito num retiro vegetariano no Alentejo, rodeado de cabritinhas lindas para comer”.

nios seriam essenciais. Camelos com branding, drones a seguir a “estrela”, TikTok para registar cada quilómetro e check-ins em apps para encontrar a manjedoura mais “cozy” com vibe rústica. “Chegaríamos ao estábulo e a Maria diria: ‘Desculpem, não podem filmar. Temos contrato de exclusividade com a Netflix’”, brincou Baltazar. Quanto aos presentes, o trio adaptou-se à modernidade. Ouro? Continua relevante, mas em forma de cartão-presente da App Store. Incenso? Um difusor inteligente com aromaterapia “modo natividade”. Mirra? Hoje dá-se algo útil: fraldas biodegradáveis, máquinas de ruído branco ou vouchers para noites de sono. “Prático, mas sem glamour”, disse Gaspar, rindo. A viagem original também tinha desafios que ninguém comenta. “O trânsito de camelos era terrível”, recordou Belchior. “E as estradas sem iluminação… hoje qualquer estrela fraca pareceria um milagre.” Gaspar, sempre o cínico, acrescentou: “Sofri bullying de um camelo. Chamava-me ‘cota’. A minha barba ainda era pequena.”

E quanto ao Natal moderno? “Sinto falta do silêncio”, confessou Belchior, “hoje é tudo buzinas, festas temáticas e playlists enjoativas.” Baltazar suspirou pelas estrelas verdadeiras, enquanto Gaspar se consolava com o que mais importa: “Pelo menos há pastel de nata. Brilho celestial? Hoje brilho Embora saibamos que os três não são da de açúcar queimado e, sinceramente, estou mesma cor, eles insistem em dizer que satisfeito.” são, porque hoje em dia é melhor ser tudo Antes de se despedirem, os três fizeram por igual antes que dê problemas. Conseum pedido: que haja Wi-Fi suficiente, pasguimos trabalhar com eles na redação e, téis de nata disponíveis e camelos com ar claro, os três são da mesma cor, sem tirar condicionado para a próxima viagem. “E se nem pôr - a democracia das aparências não formos assaltados, claro”, acrescentou está garantida. Belchior, sorrindo, porque fazer uma traSe a viagem fosse feita hoje, os Reis Magos vessia no deserto carregados de ouro, não não deixariam de ser pragmáticos: patrocí- era certamente nos tempos de hoje.

sucesso absoluto: o bebé Jesus dormiu, a IA já estava a programar o próximo milagre, e os Reis Magos perceberam que, afinal, até no No Natal de 2025, os Reis Magos chegaram século XXI, presentes com significado conao estábulo com os seus presentes moderni- tinuam a fazer milagres… só que agora com zados, prontos para impressionar o peque- Wi-Fi, bateria infinita e notificações push. no Jesus, e explicaram-nos tudo. Primeiro, Se os Reis Magos voltassem hoje, seriam inGaspar que contou a Rómulo que ofereceu fluenciadores, estrelas de TikTok e provaum smartphone topo de gama: “Para posvelmente receberiam mais mensagens de tares os teus primeiros stories e ficares faseguidores do que o próprio Menino Jesus. moso antes mesmo de andar”, disse ele. Imaginem só: Belchior a fazer unboxing de Jesus, ainda em fraldas, olhou desconfiado fraldas biodegradáveis, Baltazar a transmipara o aparelho, tocou na tela e… fez um tir ao vivo o ritual de aromaterapia “modo mini update de firmware. Ninguém sabia natividade” e Gaspar a ensinar o camelo a que ele já estava à frente do Instagram e dançar TikTok para angariar likes. cada vez que mandava um bitaite já tinha 5 milhares de likes. Depois, Belchior trouxe E, claro, não poderiam faltar comentários uma assinatura de app de meditação: “Para hilariantes nos stories: “Gaspar, o que é acalmar o espírito”, explicou. Jesus boce- que o camelo comeu hoje?”; “Belchior, a jou, deitou-se sobre o travesseiro e, em tua barba está a tornar-se trending topic!”; segundos, estava a dormir profundamen- e/ou “Baltazar, a estrela falhou ou foi só o te, provando que até ele precisa de mind- GPS?” No fim das contas, o Natal do século fulness depois de tanta viagem e camelos XXI é uma mistura de tradição e moderbarulhentos. nidade, milagres e notificações, pastéis de nata e playlists enjoativas. E os Reis Magos? Baltazar apareceu com comprimidos de paEles continuam a fazer o impossível, agociência e vitaminas anti-stress: “Vai precira com muita piada, Wi-Fi rápido e, quem sar, Jesus, para quando cresceres e tiveres sabe, um camelo influencer patrocinado de lidar com pessoas a reclamar de tudo”, por outros camelos mais ricos. O que imdisse ele. Jesus pegou num comprimido, porta é que o espírito natalício permanece: olhou para os pastores a correr e pensou: seja guiado por uma estrela no céu ou por “Vou precisar de um stock infinito…” uma notificação do Google Maps, que os E, para completar o pacote futurista, os presentes tenham significado e que haja três revelaram ter para oferecer a Jesus sempre um pastel de nata quentinho à mão. um grande pacote de inteligência artificial Porque, convenhamos, até o Menino Jesus pessoal: “Ela organiza a agenda, responde a merece um upgrade tecnológico e um poue-mails e até sugere canções de embalar”, co de açúcar celestial. disseram. Jesus olhou para a IA, fez um som E assim, com camelos a darem likes, droque poderia ser “Olá, mundo?” e, instannes a gravarem stories e uma IA a tocar rap taneamente, a IA começou a tocar uma de natividade, os Reis Magos provam que, cantiga de embalar remixada com batidas mesmo no século XXI, milagres podem de rap. Gaspar comentou: “Se estivesse no acontecer… contanto que haja bateria sufiTikTok, já teria viralizado.” ciente no telemóvel e Wi-Fi de qualidade. No final, os presentes modernos foram um Rómulo M. Ávila/MS Presentes 2.0: Milagres com Wi-Fi e Batidas de Rap


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Donkey & Cow

An ancient interview with modern problems Traveling back in time to chat with the original witnesses of the Nativity, I found that the "greatest story ever told" was more complicated and gritty than our Christmas carols lead us to believe. Despite a two thousand year gap, Donkey and Cow's grievances regarding bureaucratic red tape, the housing crisis, exploitation of the working class feel remarkably relevant today. Some things never change. Milénio Stadium: Thank you for taking the time to give us a behind-the-scenes look at what many people call the greatest story ever told. Donkey, after what I’m sure was a long and tiring journey, was the stable up to your standards? Donkey: Well, unless we count the star that was burning a hole in the roof, my Airbnb rating for this host is zero stars. Rustic chic they call it… more like a health and safety violation… and the noise! The sheep have absolutely no concept of volume control. Cow: The only health violation in this room is the stench of human disappointment. Don’t forget, this is my home. I live here with the sheep—you and your passengers invaded my space and now I have to listen to you complain. If anyone should complain, it’s me. Don’t get me wrong, hosting the Messiah is an honour and for the most part, Joseph and Mary were considerate guests, but I feel using the feed trough for a bassinet was an invasion of my personal space. MS: You’re often described as silent witnesses. Was that silence respect or shock? C: Sometimes silence happens when you realize the adults in the room have no plan. D: I was silent because no one was listening. There’s a difference. Inside I was freaking out. The lack of preparation was appalling. The Saviour comes into the world with no qualified medical staff or a sterile birth room? The Roman state can organize a mandatory census across the entire empire but can’t provide basic social services to its citizens? I mean, if this was Canada, with its universal health care, things would have been different, but in some countries, care is provided on your ability to bribe the innkeeper, if you know what I mean. If you can’t fund a birth, you can’t run an empire. C: Let’s not forget the lack of dignity and compassion. These kids were alone and vulnerable.

D: Correction, I carried a very pregnant woman through Roman-controlled territory, on my back for a week! It was a delightful journey if you enjoy slow movement and anxiety. No consideration for me, but that’s how the world D: We were traveling for valid reasons and should have works—the load always slides downhill until it lands on been given a room, yet we were treated like migrants the back of the closest animal… or woman… or poor perlooking for a handout. A classic case of NIMBYism—not in son… my backyard. C: I’m sure the desert road was harsh. C: You witnessed the cruelty of man denying shelter to D: …and expensive! Those Romans built some nice roads, someone in need. Apparently, the kindness of strangers but nothing is free. We kept getting stopped by soldiers only extends as far as the nearest empty manger. looking to take advantage of the travelers, charging us MS: So, Cow, we need to talk about the gas in the stable. “tolls” for road maintenance. It’s extortion. You’re a major contributor to the methane emissions MS: The reason for this trip was Emperor Augustus’ cen- problem—and the greenhouse gasses are not just comsus mandate, forcing Joseph to register in the “City of ing from your butt… we know 95% of it is coming out as David”. It seems a tad bureaucratic, to me. high-potency burps right to our faces… multiply that by one billion cows… D: Look, theoretically, a census is vital for governments to establish fair representation… it’s how you proper- C: That’s an outrage! You’re blaming us for our burps? ly fund new schools and hospitals based on population There are a billion of us because you demand a burger shop density… it’s how you gather economic and social data for on every corner. You breed us, feed us then blame us for policy-making… but let’s be honest with each other, this our digestion. You know, humans are the only creatures wasn’t about counting heads for those reasons. This was that create poisons for profit. For vanity. My gases are a about citizens standing in line to prove they exist for the natural process that disappear after 12 years. Your fossil sole purpose of taxation and control. fuel CO2 hangs around for a millennium. C: The Romans wanted to know how many souls they D: I mean, he’s not wrong but sometimes I do have to hold controlled… and the reward was being turned away by my breath… you should too, Cow. everyone. MS: Plants absorb CO2, cows eat plants, then supercharge MS: Yes, that leads us back to the infamous “no room the CO2 into a much more potent greenhouse gas—methat the inn” scenario. How many times were you turned ane. You don’t accept any responsibility for climate down before you reached the stable? change? D: We lost count. None of them had space. C: “Full” is a word people use when they mean “afraid”.

C: It’s easy to blame something that won’t talk back. The problem isn’t my digestive process, it’s the way you run

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MS: Let’s focus on the journey. Donkey, you carried Mary from Nazareth to Bethlehem, which is roughly 150 kilometres. How long did that take?

the farm. You pack us in by the millions then act surprised that we breathe! Don’t blame animals for farmer greed— stop filling our troughs with industrial leftovers and let us eat what nature intended. MS: You’ve been up close and personal with the star of this story. PR on this birth is off the charts—already we’ve had visits from angels, shepherds, a drummer boy and three wise men. Long-term, what do you think about the “born in a manger” narrative? D: This whole “humble beginnings” thing is a good angle. It’s the “poverty chic” brand strategy. We need to put together a strong marketing team and secure the Nativity Scene licensing rights, immediately… C: Your obsession with fame disgusts me. D: Branding is king baby… I see a book deal, movies, Jesus action figures… MS: Cow, what do you think the future holds for this Child? Is there one thing you hope humanity learns from this humble moment in your stable? C: Simplicity and humility are everything. The endless need humans have for big, bright unnecessary things will ultimately kill them… and the earth. D: True. But I predict that in 2000 years they’ll probably just turn this whole humble scene into a giant, plastic, light-up display on their lawns. David Ganhão/MS


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Dear Little Drummer Boy W

movie, was first written in 1941 by Katherine Kennicott Davis who sourced the story from a Czech carol or a 12th-century French legend retold as Le Jongleur de Notre Dame (Our Lady's Juggler). It was first recorded by the Trapp Family Singers in 1955, then popularized by the Harry Simeone Chorale in 1958, but one of the most memorable versions was with a near improbable live 1977 duet with David Bowie and Bing Crosby together for a rendition known as “Peace On Earth / Little Drummer Boy” on Bing Crosby’s Christmas Television Special, showing that old meeting new had common ground in the message. And in today’s world, it’s incredible how it still resonates. Yes, it clearly has religious connections, but the message radiates with people of different faith. I have passed this onto my children and instilled the understanding into them that using what talents you have to give to people will always make them appreciate it more. They also love your story, they love the animation for its time and the song. They inquisitively ask why people didn’t see your value earlier, wanting everyone to have treated you well, then ask me if I have ever faced those same differences. What a wonderful way to teach them a valuable life lesson. You turned out to not exist in real life, not even a mention of you in the

bible, but you do in my mind and my thinking – thank you. Reno Silva/MS

TICO #50009051

hen I was a child, your place in history alongside three wise men showed that the separation in possessions and stature was small and that the intention was more precious and valuable than riches. These three wise men that “travelled so far”, carried valuable gifts, which at the time, were priceless even. It was the most of which they could find to show their appreciation and anticipation of what was about to happen and who was about to be born. They offered what they felt was most valuable and sacrificed their time and efforts to get them to the unborn child. But there was you, all but a poor boy, a peasant who had nothing, barely dressed to present himself and offering the only thing he had – his talent. All he had to offer was something worth nothing materialistically, but yet as valuable as what the wise men offered. I have always understood that, always found it so profound that it was so very accepted that a God-given talent meant so much to the people there in attendance, with apparently even baby Jesus smiling back. Now, I now know it is a fictional story, but what a wonderful thing to instill in us as children to know that we are all capable of offering what we can, especially as it’s the thought that counts. From an early age, most of us feel we can give what we can and expect that people have their heartstrings pulled while they accept it.

For me, I carried that always to the point that I managed to do that for a living, using my God-given talent to play music for people – it’s the best of what I can do and give to people. It is ironically linked to the Little Drummer Boy by music. I have also seen a more complex layer to this in that your value will always be what people place on it - some value it far more than others. In your movie, you were but a beggar child in a sea of people who did not regard it as much of value. Your same talent there that pleased the Lord, Mary and Joseph meant nothing to the other townsfolk as they walked by you as if nothing was special. We see that so many times in videos, one recently where Joshua Bell, one of the world’s most famous violinists played in New York’s subway making under $30, but 2 nights earlier was playing at Boston’s Symphony Hall where people paid hundreds, even thousands of dollars to hear him. Your talent meant the most to who appreciated it the most, to who saw the sheer act of giving what you could. For that, I learned early on that my value would always appeal to some, never all, and I learned to accept that. As musicians, we all want to please everybody and that carries in our lives as well, but we simply can’t, and that lesson was conveyed in your movie. So, to that, I thank you for existing, if only even fictionally in a story. I do not know your name, I wish I did have a name to put to you, I know that you were young, you were small, but your talent was huge. Your song sung by so many, one of the most memorable and catchy Christmas Carol, one that children would sing in schools, quite possibly their favorite after Rudolph, Frosty and Jingle Bells. The song which preceded the 1968 animated

A equipa da MarinaSol, deseja a todos os seus clientes, familiares e amigos, os votos de um Feliz Natal. O vosso apoio ao longo dos anos, continua a ser apreciado. Votos de um Feliz Novo Ano. Marina, Luisa, Sara e Tatiana.

marinasol.ca 1201 Dundas St. W Suite 100, Toronto marinasol@bellnet.ca 416-536-7686

1135 COLLEGE ST, TORONTO

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Drummer boy, you are the subject of one of my childhood’s favorite songs, but I only got to understand your importance later in life. I had always wanted you to be a real person that could add proof to what you represented, as many things though, the meaning behind the character signifies more than just the “person”.


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Uma conversa entre mim e os Anjos de Natal Eu: Anjos, o Natal está a chegar, mas confesso que este ano sinto-o diferente. Ligo as Anjo da Solidariedade: Esse é o verdadeiro espírito do Natal em Portugal: não é a abundânnotícias e vejo tanta preocupação em Portugal… contas a subir, casas difíceis de pagar, cia, é a partilha. Não é a perfeição, é a tentativa diária. pessoas cansadas. Eu: Então ainda faz sentido celebrar? Anjo da Esperança: Sentimos isso também. O peso do dia-a-dia tem abafado o brilho das Anjo da Sabedoria: Mais do que nunca. Celebrar não é esquecer os problemas, é ganhar luzes de Natal. Mas a esperança não desapareceu — está apenas mais silenciosa. força para enfrentá-los com humanidade. Eu: Fala-se muito de política, de conflitos, de quem tem razão e quem não tem. Às vezes Eu: O que desejam para este Natal? parece que estamos mais divididos. Todos os Anjos: Que haja menos indiferença e mais cuidado. Menos pressa e mais escuta. Anjo da Paz: As divisões fazem mais barulho do que os gestos de união. No entanto, há mais Que cada pessoa se lembre de que também pode ser luz, mesmo em tempos difíceis. pontes a serem construídas do que muros, mesmo que não apareçam nos títulos dos jornais. Eu: Talvez seja isso o Natal… não mudar o país de um dia para o outro, mas mudar um Eu: Vejo jovens a pensar em sair do país, famílias preocupadas com o futuro, idosos espouco o nosso olhar. quecidos… (Os Anjos sorriem em silêncio). Anjo da Justiça: Isso entristece-nos. Um país mede-se pela forma como cuida dos seus: dos mais novos, dos mais velhos e dos que vivem no limite. O Natal lembra exatamente isso. Beatriz Simões/MS Eu: E ainda assim, apesar de tudo, há algo que resiste. Vejo pessoas a ajudar, a partilhar, a tentar ser melhores.

BOAS FESTAS!

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Rádio Perdiz FM – Frequência 24.77 Programa: A Voz da Lareira Locutor: Paulo Perdiz Convidados: Rudolfo e Cometa

vel. Feno Prado de Ouro: colhido à mão na Serra da Estrela e hospitais abertos. Para nós, que vivemos de logística urgenenriquecido com pétalas de trevo. Quer voar até às estrelas te, isto é incompreensível. O planeamento humano está a ou manter o estábulo feliz? Prado de Ouro. O feno que até o falhar onde mais importa. Rudolfo leva na marmita." Paulo Perdiz: Sem dúvida. Tal como a tragédia no Elevador Rudolfo: (Rindo) Olhe, Paulo, o Prado de Ouro é o único que da Glória, que nos lembrou que a segurança é prioritária. E me tira a azia das bolachas industriais que as pessoas deixam a moda do "Chocolate do Dubai", Rudolfo? Dizem que as renas andam viciadas. à lareira. O Pai Natal devia comprar isto às toneladas!

Paulo Perdiz: Fica a dica! Mas digam-me, vocês que observam tudo lá de cima... 2025 foi avassalador. Como viram o regresso de Donald Trump e a imagem do Cristiano Ronaldo (Som de rádio antiga a ser sintonizada. Ruído estático de na Casa Branca? ondas curtas que dá lugar ao zumbido das válvulas a aqueRudolfo: (Suspira) O Cristiano treina mais do que nós. O cer. Piano suave e lenha a crepitar no fundo.) Trump queria-o como "Secretário do Golo", mas o Ronaldo Paulo Perdiz: (Voz pausada e grave) Muito boa noite, estisó aceitava se a Casa Branca passasse a "Casa CR7". Mas famado ouvinte da sua Perdiz FM, a emitir na frequência noslando a sério, o que vemos em Gaza e na Ucrânia é de partir tálgica de 24.77. Daqui fala o vosso companheiro de sempre, o coração. A administração Trump 2.0 trouxe novas conPaulo Perdiz, nesta emissão que atravessa a neblina de deversas, mas o sofrimento continua lá. O Pai Natal reza para zembro de 2025. Hoje, o meu estúdio cheira a erva fresca que a paz deixe de ser um desejo de postal. das montanhas e ao frio cortante do Ártico. Tenho o privilégio de receber o senhor Rudolfo e o senhor Cometa, que Cometa: E foi um ano de despedidas. A partida do Papa fizeram uma pausa na logística natalícia para nos dar esta Francisco deixou o mundo mais órfão de bondade. Agora, com o Papa Leão XIV, estamos a adaptar-nos. Ele é focado honra. Sejam bem-vindos. na tecnologia; já nos pediu Wi-Fi 7 no trenó para acompaRudolfo: (Voz cansada e profunda) Boa noite, Paulo. É um nhar as rotas no tablet. O Vaticano parece Silicon Valley.só consolo ouvir esta música. O mundo lá fora está uma corfalta também marcar presença na Web Summit Lisboa. rida louca. Estacionar o trenó em Lisboa, com as obras intermináveis do Metro e as novas ciclovias, foi um milagre. Paulo Perdiz: É o progresso. E por cá, no futebol, o José Quase levávamos uma multa da EMEL enquanto alinháva- Mourinho no Benfica deu um nó no estômago a muitos... eu mos as renas no telhado! Não perdoam nem a tração animal. falo assim porque sou verde.

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Rudolfo: O Pai Natal proibiu! Era pistacho por todo o lado. E com a Inteligência Artificial, todos nos perguntam se seremos substituídos. Olhe, no apagão global deste ano, os computadores pararam. Sabe quem continuou a voar? Nós. O meu nariz não precisa de algoritmos, só de instinto. Paulo Perdiz: A ética é o melhor GPS. Estamos a terminar a nossa hora. Rudolfo, Cometa, como está a nossa gente em Toronto? Rudolfo: Toronto está caríssima! Comprar casa lá é impossível. Mas os portugueses não mudam: continuam a deixar o melhor vinho do Porto e filhoses para o "velhote". Gente de grande coração. Cometa: E cuidado com o Louvre, Paulo! Depois daquele roubo espetacular, a segurança está apertadíssima. Quase nos confundiam com ladrões de arte ao passarmos por Paris! Paulo Perdiz: (Risos) Meus amigos, obrigado por esta conversa. Foi um privilégio ter o frio do Ártico aquecido pela vossa sabedoria. Boa viagem e bom Natal. Que o teu nariz, Rudolfo, continue a ser o nosso farol nestes tempos incertos.

Rudolfo: Obrigado, Paulo. E lembrem-se, se virem uma luz Rudolfo: O Mourinho ligou para o Polo Norte a perguntar se vermelha no céu, não é um drone, sou eu a pedir passagem! o trenó podia ter uma "defesa em bloco baixo" para evitar as correntes de ar! Mas o céu também teve momentos de silên- Paulo Perdiz: Despeço-me com a música que as renas pecio. A perda do Diogo Jota tocou-nos a todos. E o velho Ozzy diram... Um clássico que nunca perde a força. Até amanhã. Osbourne... dizem que agora dá lições de rock aos anjos. (Som da agulha no vinil. A voz de Mariah Carey preenche Paulo Perdiz: Compreendo, Cometa. Mas antes de avançarmos, temos de saudar quem permite que esta emissão Paulo Perdiz: Contaram-me que o Ozzy e o Diogo Jota jun- o estúdio com "All I Want For Christmas Is You". Ouve-se chegue ao céu. Senhores ouvintes, esta hora tem o apoio taram-se ao coro celestial para cantar o Hino de Portugal. Rudolfo a tentar acompanhar os agudos de forma desafinaImaginem "A Portuguesa" com guitarra elétrica entre as nu- da enquanto o som dos guizos se afasta e o crepitar da lareira especial do Feno Prado de Ouro. vens. Pelo menos não vão a tribunal por cantarem o hino. aumenta até ao silêncio final.) (Jingle Publicitário: Som de harpa e coro angelical) Coro: Paulo Perdiz/MS "Prado de Ouroooo... ourooooo!" Locutor de Publicidade: Cometa: Foi bonito, Paulo. Mas cá em baixo, a realidade "Se o seu animal é uma lenda, merece o melhor combustí- é dura. Vimos bebés a nascer em ambulâncias por falta de Cometa: É verdade. O meu GPS estelar anda baralhado. Entre trotinetas elétricas nos telhados e TVDEs por todo o lado, voar baixo em Portugal tornou-se um desporto de risco em pleno 2025!


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O Presépio de Natal...

O presépio de Natal é muito mais do que uma tradição decorativa ou uma representação artística. Ele recorda-nos o nascimento de Jesus num contexto de simplicidade extrema: um estábulo, sem conforto, onde Maria e José não encontraram lugar para ficar. Esta cena, narrada pelo Evangelho de Lucas, não é apenas uma memória histórica ou religiosa; é também um convite à reflexão sobre a vulnerabilidade humana, a exclusão e a necessidade de acolhimento.

A

o longo dos séculos, o presépio, tal como idealizado por São Francisco de Assis, tornou-se um símbolo vivo que nos desafia a olhar para o mundo com atenção crítica. Se Deus escolheu nascer onde não havia espaço nem conforto, então cada comunidade cristã é chamada a perguntar-se quem continua hoje sem lugar, sem abrigo ou sem dignidade. Neste contexto, o presépio deixa de ser apenas objeto de contemplação: transforma-se num espelho da realidade social, no qual podemos identificar problemas como a escassez de habitação, a fome ou a solidão, mesmo em países ricos e tecnologicamente avançados. Assim, celebrar o Natal à luz do presépio é assumir um compromisso ativo com a solidariedade, a justiça e o cuidado pelos mais frágeis. A seguir, apresento-vos uma entrevista imaginária com o Presépio de Natal, que nos fala diretamente sobre estas questões, convidando-nos a refletir sobre a fé vivida e a responsabilidade comunitária nos dias de hoje. Entrevista ao Presépio de Natal Francisco Pegado: Presépio de Natal, todos os anos voltamos a olhar para ti. O que é que ainda tens para nos dizer?

Presépio: Recordo-vos onde tudo começou. Jesus nasceu num estábulo, porque não havia lugar para Maria e José. Como nos diz o Evangelho de Lucas, “deu à luz o seu filho primogénito, envolveu-o em panos e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2,6-7). Continuo a lembrar-vos que Deus escolhe nascer na simplicidade e na fragilidade, onde mais se sente a necessidade de acolhimento.

do olhamos para a realidade atual do Canadá?

P: Sem dúvida. Num país marcado pela prosperidade, milhares de pessoas enfrentam a falta de habitação acessível, dificuldades em pagar renda e a dura realidade de viver em abrigos temporários ou mesmo na rua. Tal como Maria e José, muitos continuam à procura de um lugar onde possam ficar um lar seguro, quente e digno.

FP: E a insegurança alimentar, como se liga à tua imagem? FP: A manjedoura ocupa um lugar central na tua imagem. Porque é tão importante? P: A minha simplicidade reflete essa realidade. Cada vez mais famílias dependem dos “food banks” para garantir P:Porque ela é o sinal dado por Deus. O próprio anúncio refeições básicas. O que deveria ser temporário tornou-se aos pastores o confirma: “Achareis o menino envolto em permanente. Isto mostra que o presépio não é apenas simpanos e deitado numa manjedoura” (Lc 2,11-12). O Salvabólico: ele denuncia uma realidade concreta e interpela a dor do mundo revela-Se não no poder nem no conforto, responsabilidade coletiva. mas na pobreza e na marginalidade. Esta escolha desafia-vos a olhar para além das aparências e a reconhecer Deus FP: Que tipo de Natal nos pedes, então? onde falta espaço e sobram portas fechadas. P: Peço-vos um Natal vivido. Um Natal que transforme a FP: Olhar para ti hoje provoca algum desconforto? solidariedade em ação, a compaixão em compromisso e a fé em justiça. Um Natal que não termine quando as luzes P: Provoca, e deve provocar. Porque, apesar de vivermos se apagam. num mundo marcado pela abundância, ainda há quem não tenha casa, pão ou dignidade. Enquanto houver pes- FP: Se hoje se construísse o presépio, como te apresentasoas sem lugar, eu continuo a ser um sinal incómodo e uma rias? pergunta aberta à vossa consciência. P: Seria simples, humano e verdadeiro. Teria menos luxo e FP: Que perguntas colocas à comunidade cristã? mais humanidade. Jesus nasceria onde houvesse partilha, escuta e compromisso com a realidade do nosso tempo. P: Pergunto-vos quem continua hoje sem lugar entre vós. A fé não pode limitar-se à contemplação silenciosa do pre- FP: Para terminar, o que nos queres dizer em 2025? sépio. Ela pede uma resposta concreta: gestos de acolhiP: Que ainda existem demasiadas manjedouras entre vós. mento, partilha e compromisso com os mais frágeis. Só Mas também vos digo isto: quando a comunidade se une, assim o Natal deixa de ser apenas uma celebração e passa torna-se abrigo. E quando a fé é vivida de forma autêntica, a ser vida vivida. transforma o mundo. FP: A tua mensagem ganha um significado especial quanFrancisco Pegado/MS


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Entrevista Exclusiva

Uma Conversa com o (In)Sensivel, mas sempre atento Mr. Grinch No alto da montanha, isolado na sua caverna, longe do burburinho da cidade, vive o Grinch, o famoso personagem verde que já tentou roubar o Natal. Entre uma chávena de chá e um olhar mesquinho, aceitou falar connosco sobre temas atuais, desde tecnologia e sustentabilidade até cultura pop, sempre com a sua típica visão sarcástica e direta. Lisbeth Domingues: Olá, boa tarde, Grinch! Obrigada por nos receberes no teu refúgio na montanha e por aceitares esta entrevista, sabendo nós o quão reservado és. Prometemos ser breves. Para começar: como vês o mundo atual, com tanta tecnologia, redes sociais e alterações climáticas? Mr. Grinch: Boa tarde… ou boa sorte a todos, dependendo do ponto de vista. Sim, podia estar a desdenhar das pessoas que andam a perder tempo com o Natal, mas decidi fazer diferente este ano e daí conceder-vos esta entrevista. Espero só que não demore muito, não abusem da minha “bondade”. Pois, o mundo está um caos, e eu só observo enquanto bebo o meu chá quente, coisa que mais ninguém faz. Toda a gente fala de salvar o planeta, mas ninguém quer largar o smartphone; até as árvores parecem ter Wi-Fi agora…. É cómico e triste ao mesmo tempo. LD: Já que falas em tecnologia, o que pensas da inteligência artificial e do impacto que tem no mundo? MG: Máquinas a escrever livros, pintar quadros, aconselhar pessoas… o meu coração até se encolhe. Usa-se a IA sem critério, substituindo pensamento, criatividade e originalidade por instruções automáticas. Já falam com ela como se fosse psicóloga! Mas admito: se uma IA tentasse roubar o Natal, aí sim teríamos um problema sério. Falta-lhe a minha elegância rabugenta. LD: E as redes sociais? Imagino-te bem longe delas. MG: Longe? Mesmo aqui no monte consigo ouvir os cliques, os likes e os filtros. Se tivesse redes sociais, só partilhava fotos de humanos a tropeçar, sem filtros e sem sorrisos falsos. Seria a minha versão do Natal: real e sem embrulho. Nas redes tudo é perfeito, bonito e artificial. Se as pessoas vivessem como publicam, o mundo seria melhor. Mas não vivem. Ao menos as quedas são reais… e engraçadas. LD: Falando no Natal, achas que perdeu o verdadeiro sentido? MG: Absolutamente. Antes era sobre estarem todos juntos, rir, partilhar. Hoje é sobre comprar, mostrar e acumular. Mas vou admitir que consigo ficar sensibilizado ao ver alguém a ajudar outro sem esperar recompensa. Isso até aquece o meu coração que, por sinal, cresceu, mas não tanto como a fatura da eletricidade em dezembro. O Natal, atualmente, resume-se a consumismo!! Em outubro já vemos lojas a promover decorações e prendas para o Natal, depois vem a Black Friday com promoções natalícias… quando chega o dia tudo se resume a: jantar em família; quem pode, pois, cada vez mais vemos o número de pessoas carenciadas a aumentar; desembrulhar presentes e acabou. Com tanto consumismo, daqui a alguns anos o Natal não passará apenas lembrança boa do passado. LD: Os fenómenos climatéricos extremos são cada vez mais frequentes. O que pensas sobre sustentabilidade e alterações climáticas? MG: Isso preocupa-me mesmo. O planeta sofre: poluição, aquecimento global, desflorestação. Mas ninguém quer abdicar do conforto. Produz-se lixo sem reciclar, cortam-se árvores como se fossem descartáveis e compram-se coisas inúteis. Esquecem-se que o planeta é o maior presente que recebemos. Ao menos eu tento não contribuir para o caos. LD: Disseste que não ligas a redes sociais, mas estás bem informado. E quanto à música e entretenimento, segues alguma tendência? MG: Apenas de forma crítica. Filmes, séries, memes... tudo muito barulhento. Ainda assim, uma série que faça rir ou pensar vale mais do que cem anúncios de aplicações desnecessárias. Na música, então, é tudo “mais do mesmo”: artistas diferentes, músicas iguais, muito comerciais e descartáveis. Já não se fazem canções como Bohemian Rhapsody, Don’t Stop Believin’, Canção do Engate, O Sopro do Coração ou Sou Como um Rio. E claro, todos os anos nesta altura descongelam a Mariah Carey com All I Want for Christmas Is You. Faz-se muito, mas com pouca qualidade. LD: Com tudo isto, ainda há esperança para a humanidade?

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MG: Há sempre esperança… mas poucos querem ouvir o Grinch a dizer “acordem!”. Tudo começa quando cada um passa a importar-se verdadeiramente com o que interessa. Talvez, só talvez, se cuidarem uns dos outros e da natureza, o coração cresça um pouco. Ui… estou a ser contagiado pelo espírito outra vez. Socorro! LD: Para terminar, que conselho deixas aos nossos leitores? MG: Meninos e meninas, adultos também incluídos: não deixem que o barulho digital, o consumismo ou o medo roubem a vossa alegria. A felicidade não vem em caixas de presente, nem em likes, por isso, pensem menos em presentes e mais em ações. Sejam genuínos, sinceros e originais pois isso são qualidades que nenhuma máquina tem; são qualidades únicas que distinguem cada ser humano. Às vezes, até um velho rabugento e verde pode ensinar isso, não tenham medo de serem “Grinch” de vez em quando. E lembrem-se: o Natal é uma desculpa para serem gentis… não para serem perfeitos. Que este tempo vos ajude a encontrar o verdadeiro Espírito de Natal!!! Lisbeth Domingues/MS


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A magia da vida de um ELF Este ano, enquanto eu conversava com um Elf, percebi o quão maravilhoso (e travesso) é o mundo deles. Não tenho crianças ao meu redor, mas sempre fui fascinada pela arte dos Elfs: a forma como organizam a lista de presentes, cuidam dos brinquedos e, acima de tudo, se divertem com a magia do Natal. Perguntei-lhe o que faria se algumas crianças da lista não tivessem passado o ano exatamente como deviam.

Mas não estava sozinho! Outros Elfs, curiosos, tentaram ajudar-me… e acabaram também a dar voltas pelo ar. Um deles caiu em cima de um trenó cheio de presentes, espalhando brinquedos pelo chão; outro acabou enrolado numa guirlanda gigante, que girava como se fosse uma roda de hamster. A cena parecia um verdadeiro cartoon natalício parecida com aquelas do Humor com realidade feitas pela Stella Jurgen... risadas, gritos de surpresa e neve falsa voando para todo o lado.

"- Ah, nós observamos tudo! Algumas merecem O clímax chegou quando o Pai Natal entrou no arpresentes, outras… bom, inventamos desculpas mazém. Olhou para o caos, coçou a barba e disse: para o Pai Natal tipo, o trenó ficou preso na neve, o “Então… alguém quer que eu adicione um botão de Wi-Fi do Polo Norte caiu, essas coisas.” turbo a todos os brinquedos deste ano?” Entre chocolates, rabanadas e pequenos pedaços de No final, todos rimos, com alguns hematomas e bolo, o Elf começou a contar histórias hilariantes: as muitos doces para recuperar a energia. O carrossel desculpas inventadas para o Pai Natal. No fim, cheacabou aprovado, mas agora temos uma nova regra ga à conclusão de que, com açúcar e boa disposição, de segurança no Polo Norte: nunca subestime o poqualquer afazer do Natal se torna épico. der de um brinquedo mágico… e nunca teste sozi“-Houve um caso em que o Pai Natal disse que o saco nho!” mágico tinha encolhido durante a noite, eu ainda rio Viver como um Elf não é apenas usar um chapéu ponquando lembro disso. Cada história mais esgarrada tudo e correr atrás de renas. É uma rotina recheada que a outra e mesmo assim cada uma faz parte da de magia, travessuras e, claro, muitos doces. Desde a magia do Natal”, disse Elf em meio a uma gargalhaalvorada, os Elfs acordam no ritmo de sinos e jingles, da contagiante. prontos para transformar simples pedaços de madeiEmbalagem de presentes, teste de brinquedos ... ah ra, plástico e tecido em brinquedos que vão encantar testes de brinquedos, mais uma lembrança recente. crianças do mundo inteiro. Entre risadas e corridas pelo armazém do Polo Norte, cada dia é um desafio: embrulhar presentes sem perder um dedo nas fitas adesivas, testar os brinquedos para garantir que funcionam e ocasionalmente brincar com eles antes da entrega, organizar listas intermináveis de crianças… algumas muito, muito travessas. Um Elf sabe que nem sempre é fácil decidir quem merece presentes e quem precisa de Tudo começou bem… até que o carrossel decidiu que “uma mensagem do Pai Natal”, mas sabe também girar devagar era entediante. Cada volta acelerava, que uma pitada de criatividade e humor, transforma lançando-me para o ar como se fosse um foguete de qualquer situação em diversão. Natal. Numa dessas acrobacias, fui direto para uma pilha de peluches de renas e bolas de Natal, enquan- Um bom Natal a todos! to a música tocava uma versão distorcida de Jingle Fabiane Azevedo/MS Bells.

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“-Era uma manhã aparentemente normal no Polo Norte, eu e os outros Elfs sabíamos que algo épico estava prestes a acontecer. O brinquedo da vez? Um carrossel musical mágico, prometido como o sucesso deste Natal. A primeira regra do teste: só Elfs corajosos podiam experimentá-lo. Eu, claro, ofereci-me voluntário.

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A conversa com Jesus Cristo Cristina Da Costa Opinião

Olá, muito bom dia. Nesta edição especial de Natal do jornal Milénio, resolvi ter uma conversa “hipotética” com Jesus Cristo, o nosso salvador. Mas antes de lhe colocar algumas questões vamos viajar pelo tempo.

A

história de Jesus Cristo, figura central do Cristianismo, relata a vida de um profeta judeu do século I d.C. que pregou amor, perdão e o Reino de Deus na Galileia e Judeia, realizando milagres e sendo crucificado por ordem romana, mas que, para os cristãos, ressuscitou, tornando-se o Filho de Deus e Salvador da humanidade, com seu legado transformando biliões de vidas. Sim, está escrito, certo? Nós não assistimos, mas enquanto povo Cristão, quem o for, respeitamos este legado e acima de tudo mantemos a fé. Ateus e cristãos e até outras religiões quando se encontram em situações menos

felizes a primeira palavra que vem ao pensamento e à boca (interligados) é Deus. Oh, meu Deus!; Valha-me Deus! etc. E então se esta fórmula está tão incutida no nosso ADN, porque todos nós vamos estar com “eu sou melhor do que tu“, temos as nossas dúvidas e colocamos questões? Então, tal como a política a religião para mim são tópicos muito sensíveis e há que os tratar com todo o respeito para não ferir suscetibilidades. “Sentei-me com Jesus Cristo e perguntei… Senhor Jesus, diga-me. Como se sente no meio deste mundo surreal? Onde as pessoas são cada vez mais egotistas e egocêntricas? Onde a sua mensagem se confunde no meio de tanta barbaridade, guerra, injustiça? O que é que aconteceu ao milagre de reparar a dor alheia? Para onde nos leva este comportamento? Para a salvação ou para o fundo do abismo? Crê que ainda pudemos ser salvos de tanto pecado? De tanta maldade? Onde está a empatia para com o próximo?

Porque deixa que o Mundo ande tão aflito?” Jesus olhou-me e com toda a sua complacência disse: “Cristina, enquanto houver ganâncias vai existir maldade, enquanto o homem pensar ser imortal e deixar que o seu ego seja mais forte do que a razão, não vai haver paz. A minha palavra foi e continua a ser de fé, de bondade e amor, mas o homem não consegue “ver” para além dessa linha de pensamento, o homem tornou-se egotista e foi-se transformando e moldando os seus próprios vícios e desejos. Um dia, quando já muito pouco houver para destruir, será tarde demais. “ Assim fica a mensagem do nosso salvador: “Não fazer o que não quer que vos façam”. Tentar calçar o sapato alheio e quiçá com um pouco mais de carinho ainda possamos ir a tempo de nos salvar. É o que é e vai sempre mesmo valer o que vale. Fiquem bem, Feliz Natal e um próspero 2026. Cristina

Esta semana

Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã

•

O espírito natalício encheu o Graciosa Community Centre, em Toronto, numa festa de alegria e convívio.

•

Grupo de Teatro Fantástico: Uma hilariante comédia de enganos inspirada nos anos 60.

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Colheres de Pau: De um pedaço de pinho nasce uma obra de arte. Conheça Jorge dos Santos Costa.

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Healthy Bites: Saúde no prato e sabor na mesa. Receitas nutritivas para um estilo de vida equilibrado e delicioso.

•

Oficina dos Violinos: Entramos num templo da música onde o restauro e a construção de instrumentos de arco.

•

Marta Pereira da Costa: Como Marta leva o Fado ao mundo e traz o mundo para dentro do Fado.

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Seu Jorge: Uma entrevista exclusiva com uma das vozes mais icónicas do Brasil.

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e muito mais...

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English version

questions were put to him to perhaps to shed some light on the personal slight by the Gospels: Q: St. Joseph, being a Jewish man and having a woman betrothed to you without knowing her and who was already pregnant, how did it make you feel? A: I was born to serve God without question. Q: In the scriptures you have no recorded words. Was this because you didn’t want to say the wrong things? A: My service to God was to protect the Immaculate Mother of God and help raise the Lord of the Universe without the need for personal glorification. Q:Only once in the Gospels you were called the father of Jesus. Don’t you think you should have had more prominence being the father of Christ? A: The Holy Spirit is all powerful and provides all the answers you need. Being invisible to the eyes of man is not a bad thing. Q: St. Joseph, how old were you when you passed away since you disappeared without a trace when Jesus was 12 years old? A: I raised my son until he was 20 years old. The Holy Spirit took over from there. Q: Were you chosen to be Mary’s husband to be only her protector considering your advanced age?

A Saint. Joseph A

question that is often in the minds of Catholics and non-Catholics is about the concept of Jesus’ birth, which is referred to as a virgin birth, suggesting that Manuel DaCosta Jesus’ mother was impregnated with the intervention of Editorial the Holy Spirit and not by human sperm. Joseph is considered to be the father of Jesus but according to the GosFor many Catholics, the birth of Jesus Christ marks pels, specifically Matthew and Luke, Mary was betrothed one of the most important dates of the Christian calto Joseph, being pregnant before they lived together. Joendar. With the birth of Jesus heralds the beginning seph was a Jewish man and for the most part in the Gosof a new chapter in the salvation of men by following pels, he was ignored. the principles that Jesus preached about, which would In view of St Joseph being largely ignored despite the fact lead to our deliverance from sin. that he was considered the father of Jesus, a number of

A: I had lived a full life and becoming the husband of a virgin about to give birth to the son of God was a comforting time for that period of my life. Sex was not important to me. Q: What do you feel is your main contribution to the Christian philosophy? A: Like many working quietly to initiate change it requires a special temperament and humility. The world celebrates St. Joseph not because of loud pronunciations but because of the inner comfort I give people. There will always be scientific discourse about Mary’s pregnancy and Joseph as Jesus’ father, but believing without having the data to prove will answer more questions about you than about them. Virginity in whatever form frees you from the burden of the evil thoughts that are today inflicted on society.

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O ESSENCIAL DA SUA FESTA

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OPINIÃO

A tale from the forest Not more than a week ago, I set off on my daily walk, alone. My wife, who usually comes with, stayed home to look after the bread she was baking. I decided to take the route through the forest, since it had been a while. Last year's fires had taken quite a toll on the forest, leaving it looking somewhat apocalyptic; a landscape of large, blackened boulders peppered with scores of charred sticks, of various heights, jutting out of the ground.

S

ince then, we avoid this route because it’s painful enough to look at, but walking through it was all that much worse. But my mind took me that way, and that way I went. The road along the path climbs and winds, like a small mountain road, and with practically no living vegetation. It was easy to see much farther into the forest than ever. As I looked through the dead trees, I saw what looked like the back of a figure, leaning against a blackened trunk. I had seen a few types of

animals in that area over the years, but this seemed to be a person. There was no way I was going to just walk by without at least checking if this person was alright, or even if it was a person. I slowly made my way over, casually calling out a “hello” so as not to scare whoever might be there. As I approached, I felt a little tense, since it looked like a person, from behind, but I got no response as I called out. As I finally faced this figure, I took a step back in disbelief. Before me was a woman. She was sitting on a stump, gently leaning back against the dead tree that shadowed her from behind. Her face was strong, somewhat worn by time, but not too much. The colour of her eyes was a mixture of the earth, the sky, and the pastures; her red hair draped over her shoulders. Although I stood in front of her, staring into her face, she saw straight through me. Before her was the mountainside, laden with blackened granite and scorched trees. “I can’t understand it”, she said, out of the blue, with a voice that would soothe an untamed beast, but call the attention of a child. I was at a loss for words. “Nothing is perfect, and I’ve done everything with as much patience as possible, maybe too much. Why are you like this?”. I think she was asking me! But I didn’t know how to respond. “I’m sorry”, I blurted out, “Do I know you?”. Now she was looking at me, I could tell, not with my eyes, but I felt it inside. “You evolved to be the link, to bring everything together, but it isn’t working”, she said. It was the fact that I felt so small at that moment that made me realize she was speaking to all the Me's, not just the one standing, feet glued to the ground, in front of her. “I blame myself”, she continued, “I wanted to be so careful, for the job was of paramount importance, yet this might have been my flaw. From what I see, your brain isn’t prepared to cope with the speed at which things are changing. There are those among you developing technologies whose repercussions are not even being studied. Did I fail, or did you fail?” I felt

like I had to respond, so I asked, “isn’t it still early to make a judgement? Our brain hasn’t developed for very long, in your great scheme of things.” (by this time I had clued in to the fact that I was conversing with Mother Nature, albeit it didn’t hit me until later). “You want more time?”, she said with a stern but loving voice, (don’t ask me how). “Look around you. Look at what you’ve done with the little time you’ve had”, “War, famine, murder, habitat destruction, air pollution, water contamination. Water. The very essence of life. Not to mention the greed”, she looked down. “But we’ve done many great things, enough to raise hope”, I countered. She looked up again, straight through me, “I am your hope. You hope I manage to return what you have destroyed, but it’s not that simple. I might have ways to resolve the problems you caused, but the consequences may not be what you all hope. It may be you who suffers the most in the end. Besides, you have yet to even begin to try and make things right.”, she again looked at me. “What control do we have? It’s all in the hands of a few!” Some of the softness suddenly went out of her face, “you are responsible. You have control yet allow everything to get worse. You are afraid, afraid to lose what you have, afraid of all the things you’ve been told would happen if you fell out of line.” She paused, took a deep breath, and looked down once again, “You’re in for some rough weather, which will hopefully set you straight. I will keep trying to help, after all, you are a part of me, but I warn you, don’t be complacent, it’s what’s gotten you into this mess. Celebrate your winter solstice, enjoy your family, your friends, but don’t forget that time is short.” I made my way toward her, but she just backed into the tree trunk and promptly disappeared. I’ve gone back to the same spot since, hoping to get another chance, but nothing there looks as it did that day. Fiquem bem, Raul Freitas/MS

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My conversation with God... Vincent Black Opinion

Not a solution to every problem, but an invitation... to draw close, to kneel, to soften. Christmas reframes the idea of divinity-not distant and untouchable, but willing to enter human fragility. In this imagined conversation, God reminds me that faith is not the absence of darkness, but the choice to light a candle within it.

Damos Asas aos seus Sonhos

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On Christmas night, when the house finally falls quiet and the lights on the tress glow softer than they did all day, I imagine a conversation with God that I confess my fears-of not being enough, of doesn’t sound like a whisper that knows failing those l love, of the world breaking faster than l can mend it. God listens. And my name. then, gently....” you were never asked to carry the world. Only to love the part of it Hello God... it’s the holiday season again, placed in your hands.” the lights, the songs, the expectations. I’m The spiritual weight of Christmas settles tired, a bit scattered... are you listening? here. It is not only about joy, but about preGod…l am listening. l listen in the quiet betsence. God choosing to be with us, rather ween the notes, in the soft breath between than above us. In the cold of a Bethlehem two ideas. l listens where you doubt, and night, heaven leans into earth and says, l am where you hope. not leaving you alone. The world feels fractured families dividAs the conversation fades, there is no draed, news loud, expectations loudest of all. matic ending. Just a quiet reassurance that Where is the good in all this? lingers like carols in the distance, that hope God’s response to me is that the spark of can be born in unlikely places, and that good is often quiet and patient. It might be a every act of love-no matter how small-eshared plate, a listening ear, a gesture of for- choes the first Christmas. giveness, or a whispered “I’m glad you’re God, what message would you want me to here. ” Even in disagreement, there is room carry into the new year? for dignity. The light you seek is not always a blaze, sometimes it is a steady candle you You are more capable of love than you know, and more resilient than you fear. Let pass to the next person. curiosity lead you, compassion steady you, I ask the questions l’ve carried all year-the and courage guide you. When you succeed, ones about loss, about unanswered prayers, let humility keep you grounded. And alabout why love so often comes wrapped in ways, may you remember you are not alone pain. God doesn’t rush to explain. Instead, on this journey. there is a pause, holy and full, as if the siAnd maybe that is God’s final word in the lence itself is part of the reply. conversation.... not spoken but lived. “Look at the story you are celebrating,” the voice seems to say. “I did not come as God Bless and Merry Christmas to all! certainty or power, but as vulnerability.” A child in a manger becomes the answer.

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“Uma conversa com o Pai Natal” preocupado com o que se passa na sociedade, mas já me convenci de que nada vai mudar.

Augusto Bandeira Opinião

Ele ergueu as sobrancelhas.

Confesso: quando recebi o convite para entrevistar o Pai Natal, na semana do Natal, achei que era brincadeira. Aceitei-o com muito orgulho e, eu com tanta coisa para falar com o homem vestido de vermelho, comecei por marcar o local da entrevista. Achei que uma biblioteca seria o melhor cenário. Depois, dei seguimento à preparação da conversa, para que nada ficasse por dizer, pedir ou perguntar.

- Diferente como? Não me digas que queres outra vez um cavalo mágico. A alfândega ainda não me perdoou a última tentativa… Sorri. - Não, nada disso. O que eu queria mesmo era que me levasse uns recadinhos. Nada de pesado, prometo. Só umas sugestões para melhorar o mundo… sabe como é, aquela magia natalícia aplicada à vida real.

rada pior do que uma geringonça, especialmente entre os que não conseguiram chegar ao poder. É só uma coisa simples: “Queridos governantes, especialmente alguns que estão na oposição, o presépio é que tem figuras decorativas, não a cultura nem o desporto.” O Pai Natal deu uma gar-

outros e que não julgassem que só eles é que sabem. Ou, pelo menos, que deixassem os jovens meter o pé na porta, antes que a porta ganhe uma fechadura digital que só eles saibam usar. O Pai Natal fez um ar pensativo. - Sabes, às vezes as pessoas só precisam de um empurrãozinho doce, um abraço ou uma palmadinha nas costas. Tudo de forma simbólica. Mais uma gargalhada minha. - Exatamente. E se vier embrulhada em papel brilhante, com uns lacinhos coloridos, ainda

E

lá estava ele, sentado num cadeirão da biblioteca, ao lado da lareira, a ajeitar a barba e a soprar para cima dos óculos, como quem tenta desemperrar um GPS emocional depois de dar demasiadas voltas ao Polo Norte. Quando me aproximei, eu, cheio de vergonha e muito emocionado, confesso, com algum receio de que ele descobrisse que eu nunca acreditei no Pai Natal, recebeu-me com um ar simpático e atento. Olhou-me de cima a baixo e perguntou: - Então, meu jovem, o que queres pedir este ano? Disse-o com aquele tom caloroso de quem já ouviu milhões de pedidos, alguns impossíveis, outros quase ridículos, mas nunca julga ninguém… exceto, às vezes, os seus ajudantes, quando o chocolate desaparece misteriosamente.

Ele acenou, interessado. Eu, cheio de coragem e pronto para pedir, continuei.

Primeiro recado: para Eu, na minha calma e muito bem prepara- os políticos do, sentei-me à frente dele, respirei fundo - Pai Natal, se puder, leve e disse: por favor uma mensagem aos - Olhe, Pai Natal… este ano o meu pedido nossos políticos, mas a todos em é um bocadinho diferente. Ando um pouco geral. Isto está a ficar uma caldei-

galhada que fez tremer as bolas da árvore de Natal; quase metade caiu ao chão. - Ah! Queres dizer que era bom deixarem de misturar política com desporto e cultura, como se tudo fosse farinha do mesmo saco? - Isso mesmo, Pai Natal. Cada um no seu lugar, sem temperos estranhos.

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Ele anotou tudo num caderno onde se lia, na capa: Pedidos Esquisitos, mas de Boa Intenção. Sorri. Afinal, ele pensa como eu. Segundo recado: para a comunidade - E já agora, Pai Natal, se não for pedir muito… leve também uma cartinha a algumas individualidades da nossa comunidade. Uma coisinha simpática, cordial e natalícia. Algo como: “Caros senhores e senhoras, passar a tocha não dói. Saber respeitar faz parte da educação. Ajudar sem esperar retorno é coisa de homens com H grande e de mulheres grandes líderes. Podem prometer isso a curto e médio prazo?” O velhinho riu-se outra vez.

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- Ah, sim… aquela ideia de que ninguém é substituível. Mas alguns acreditam que são imortais e oferecem com uma mão, esperando receber com duas, é isso?

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Fiquei corado, sem saber bem o que dizer. - Pronto, pronto… também não vamos exagerar. Só queria sugerir que dessem espaço à nova geração, que não desprezassem os

melhor. Chegou a hora mais triste: a despedida O Pai Natal levantou-se, estalou as costas, aparentemente, carregar sacos de prendas durante séculos tem efeitos dolorosos que se vão sentindo ao longo dos anos, e piscou-me o olho. - Está feito. Levo tudo comigo. Mas olha… o teu presente deste ano és tu quem o constrói. Eu só entrego as mensagens. E desapareceu pela porta da lareira, como quem entra para o turno da noite mais mágico do ano. Fiquei a olhar para as cinzas tímidas que ainda brilhavam. Pensei que, se o Pai Natal realmente entregasse aqueles recados, talvez o mundo acordasse um bocadinho mais leve, mais aberto e mais pronto para o futuro. E se não os entregar… bem, pelo menos tentei. E no Natal, tentar já é meio caminho para acreditar. Desejo a todos os leitores um santo e feliz Natal. Que a melhor prenda seja muita saúde e muita união. Bom fim de semana!


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Aida Batista Opinião

Ao Rei Herodes

M

ajestade, As cartas e os postais de Natal são cada vez mais raros nos tempos que correm. Há cada vez menos pessoas, nas quais também me incluo, a entregarem-se a esta tarefa na quadra natalícia. Talvez, por isso, me tenha hoje sentido impelida a escrever-te esta carta. Porquê a ti? Para te confessar um sentimento que durante anos atormentou a minha infância. Nunca soubeste, Herodes, o quanto foste responsável pelos incontáveis pesadelos que enxamearam os sonhos da minha inocência. Educada numa família militantemente católica, para o meu pai a Bíblia era o livro de leitura obrigatória com que depois doutrinava os nossos dias. Ele conhecia todos os episódios do Velho e do Antigo Testamento, permitindo-se muitas vezes citar o número de certos versículos, sempre que precisava de fundamentar com probidade as suas narrativas. Conhecidas as circunstâncias da Natividade de Jesus - o ponto alto das nossas celebrações representadas pelo Presépio erguido ao pormenor -, era-nos contado o que se passara a seguir – a Matança dos Inocentes, descrita no Evangelho de Mateus 2:16-18. Surgia, então, apresentada com o maior realismo, a tua figura macabra - Rei da Judeia - inconformado com o nascimento de um menino que te poderia roubar o lugar. Perturbado com a ideia de perderes o reino, planeaste mandar matar

todos as crianças até aos dois anos de idade, na esperança de que o Deus Menino se encontrasse entre elas. Eras Rei, deverias ter sido informado de tudo, mas um anjo ludibriou-te os planos. Visitou José em sonhos e preveniu-o do que iria acontecer. E foi assim que ele teve tempo de levar o Menino e Sua Mãe para o Egito, a coberto da clandestinidade, para poder escapar à ira dos teus algozes. Sempre ouvi esta narrativa horrorizada e pensava para comigo como seria bom poder ter a capacidade de mudar o curso dos acontecimentos, convencendo-te de que haveria outros caminhos que não a condenação dos que nada tinham a ver com a tua obsessão. Admito também que sempre considerei José um homem egoísta, que se preocupou em cuidar apenas da sua vidinha, pondo a sua família a salvo. Mas a tua crueldade e o teu sangue frio, ao ditares o decreto final, foi sempre o que mais me perturbou. Como fora possível tamanha insensibilidade, sem que, por momentos, pensasses na dor de tantas mães a quem os filhos foram arrancados do colo sem dó nem piedade? Senti durante muito tempo uma enorme repulsa por ti, pelo menos até a minha inocência não ter sido ainda contaminada pela existência de tantos outros Herodes espalhados pelas mesmas e outras geografias. São homens que, tal como como tu, cultivam um narcisismo exacerbado, dotados que são de egos muito maiores do que os reinos que governam. Têm outros nomes, assumem outros rostos, outras idades, habitam outros espaços, mas, tal como tu, semeiam ódios e colhem os destroços espalhados pelos campos de terra queimada. Comungando da mesma ambição que os eternize no poder, ordenam novos mas-

Crédito: DR

Eu tenho uma carta escrita

sacres, já não de espada em punho, mas pondo a tecnologia ao seu serviço para destruírem gerações de crianças a quem foram interrompidos todos os sonhos de um dia poderem vir a ser gente. Contrariamente ao que aconteceu contigo que, além dos evangelistas, poucos mais registaram o teu ato hediondo, hoje tudo se passa à nossa frente e os inocentes desfilam perante a indiferença do olhar do mundo

que chega a ser conivente com os seus horrores. Em nome do Menino que se fez Homem e pregou o amor ao próximo, como caminho da salvação, surgem novos Herodes a cada passo a apontar os caminhos da raiva e da intolerância, impedindo a reconciliação entre os homens de boa vontade, como deveria ser o verdadeiro espírito da época que atravessamos.

A lavadeira C

— Vou ao presépio — disse ela —. Levo o teu nome e o da tua mãe. Há luz que atravessa oceanos. Nem sempre vou com os pés, às vezes só com o pensamento. O importante é não ir sozinho. Falou-lhe então do presépio, das figuras pequenas, gastas pelo tempo, do Menino deitado numa palha pobre, igual à de tantas casas. Disse-lhe que ia acender uma vela, como fazia todos os anos, e que este ano levaria também o nome da Laura e o dele. — A luz não precisa de passaporte — acrescentou. O Vítor respirou fundo. Os olhos encheram-se-lhe de água, mas não chorou. Agradeceu em silêncio, como quem recebe algo maior do que esperava. Prometeu voltar a Carlão, aos tanques, quando pudesse, quando o inverno do Canadá deixasse. A lavadeira pegou de novo na trouxa e despediu-se. Seguiu caminho, sentindo o peso mais leve, como se tivesse deixado parte dele na conversa. Atrás de si, nos tanques da rua do Pousado, ficou a água a correr, levando consigo o nome de Laura, dito com cuidado, para que não se perdesse. Crédito: DR

mãos mergulharem. O frio acordou-lhe a pele, mas também lhe trouxe uma espécie de sossego. Vítor Silva Foi então que ouviu passos, leves, quaOpinion se envergonhados. Quando levantou os olhos, viu o Vítor. Reconheceu-o logo, embora estivesse diferente, com um ar mais A lavadeira saiu de casa ainda antes de distante, como se trouxesse outros céus o dia se decidir a nascer. O céu era um dentro de si. pano cinzento, sem costura, e o frio entrava-lhe pelos ossos como se também — Não pensei encontrar ninguém a esta quisesse lavar-se. Levava a trouxa à ca- hora — disse ele. beça, bem composta, e no coração le— A água não escolhe horas — respondeu vava um destino mais antigo do que ela: ela, com um meio sorriso. Belém, o presépio, o lugar onde todos os caminhos parecem acabar e recomeçar Ficaram ali um instante, só a ouvir o correr ao mesmo tempo. Não ia por promessa da fonte. Depois ele contou-lhe que agora feita em voz alta, mas por aquelas que se vivia no Canadá, um nome grande que soafazem em silêncio, quando a vida aperta va a frio e a distância. Falou da neve, das casas aquecidas por dentro e do silêncio e aprendemos a pedir pouco. que cai cedo à tarde. Disse que trabalhava aminhava devagar, sentindo o peso muito, que aprendeu outra língua, mas que conhecido da roupa molhada de ou- havia coisas que não se aprendem nunca a tros dias, lembrando-se das mãos da dizer. mãe, das mãos da avó, que fizeram o mes— A minha mãe morreu há um mês — mo caminho antes dela. O mundo muda, acrescentou, quase num sopro. — A Laura. diziam-lhe, mas a água continua fria e o sabão continua a arder nas feridas pequenas. A lavadeira sentiu o nome bater-lhe no peiAntes de seguir pela estrada maior, des- to. A Laura, claro. Lembrou-se dela jovem, viou-se como sempre para os tanques da de lenço na cabeça, a rir enquanto esfregarua do Pousado, em Carlão. Era ali que va lençóis, a dizer que a vida custa menos parava para descansar o corpo e organizar quando se canta. Passou a mão pela água, o pensamento. Os tanques tinham pedra como se pudesse tocar o passado. gasta, marcada por gerações de lavadeiras, — As mães não morrem de repente — disse. e a água corria com uma paciência que pa— Ficam espalhadas. Ficam nos tanques, recia saber tudo. Pousou a trouxa no banco nas casas, nas palavras que ainda usamos de pedra, arregaçou as mangas e deixou as sem pensar.


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herança luminosa. Levam consigo a língua portuguesa, a cultura, as tradições e a memória coletiva, contribuindo para o enriquecimento das sociedades de acolhimento. Em Toronto, é notório como a diáspora portuguesa revela a capacidade de conciliar integração plena com a preservação das raízes, constituindo um exemplo de convivência harmoniosa entre identidades.

No Horizonte da Esperança

Um diálogo imaginário com a Estrela de Natal esperanças e fragilidades. O presente contexto de incerteza deve ser encarado como oportunidade para que as sociedades reDaniel Bastos forcem o compromisso com os princípios Opinião da razão, da justiça e da concórdia. A luz que outrora conduziu os Reis Magos vindos Daniel Bastos: Estrela de Belém, cuja luz de longe permanece como esperança de milenar orientou os Reis Magos e marcou orientação e discernimento. simbolicamente o nascimento de Jesus, co- DB: No domínio económico, verifica-se meço por sublinhar a honra que representa igualmente um panorama desafiante, dialogar consigo. O mundo contemporâneo caracterizado por desigualdades persisvive um período profundamente marcado tentes e por uma sensação de vulnerapor tensões políticas, instabilidade geoes- bilidade que afeta numerosas famílias e tratégica e desafios que colocam à prova a comunidades. Que reflexão deixaria às capacidade de cooperação entre povos e sociedades que procuram restaurar equilíbrio e equidade? nações. Que leitura faz da atual situação?

humildade, solidariedade e cuidado pelo próximo — deveriam nortear as decisões económicas, de modo a assegurar que o progresso não exclui, mas integra. A manjedoura que acolheu o nascimento de Jesus simboliza precisamente a possibilidade de que a grandeza emerja da simplicidade.

DB: A cultura e a língua portuguesa são, de facto, elementos agregadores que mantêm coesa a ligação entre Portugal e as suas comunidades no exterior. Em plena quadra natalícia, essa ligação adquire especial relevância, não apenas pela força da tradição, mas também pelo significado universal da mensagem do Natal. Qual a sua opinião a este respeito? EB: O nascimento de Jesus representa um momento fundador, recordando à Humanidade a necessidade de renunciar ao orgulho e de reencontrar o caminho da humildade, da paz e da fraternidade. O Natal transcende fronteiras e convoca todos os povos a refletirem sobre a dignidade humana e sobre a importância do diálogo, da tolerância e da cooperação.

DB: Agradeço, Estrela de Belém, pela clarividência inspiradora. Que o Natal continue a recordar-nos a necessidade de renovar a esperança, reforçar a solidariedade e procurar permanentemente os caminhos de luz. Que a solidariedade que emana da comunidade portuguesa DB: É nesse sentido que, ao longo do meu em Toronto, nos irmane a todos a tornar trabalho como historiador da diáspora o mundo um lugar melhor, e nos inspire portuguesa, encontro inspiração nas co- uma Feliz Quadra Natalícia e um Próspemunidades emigrantes, que continuam a ro Ano Novo. afirmar uma identidade marcada pelo esforço, resiliência e sentido comunitário. A EB: Que assim seja, Daniel. Que a Humanicomunidade portuguesa em Toronto, no dade, nos seus tempos incertos, reencontre Canadá, constitui um exemplo paradigmá- sempre a força ética e moral para seguir rumos iluminados por valores que dignificam tico dessa vitalidade cultural e humana. a vida e honram a paz. Estrela de Belém: Caro Daniel, a política EB: A economia, sendo criação humana, humana tem sido, ao longo dos séculos, deveria estar ao serviço da dignidade de EB: As comunidades portuguesas espalhaum campo onde se entrecruzam ambições, todos. Os valores que o Natal recorda — das pelo mundo são depositárias de uma

Have a joyous and wonderful holiday season, and a Happy New Year! Desejo-vos uma época festiva alegre e maravilhosa. Feliz Ano Novo!


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O perigo dos ovos todos no mesmo cesto Paulo Pisco Opinião

Na história da democracia portuguesa, nunca houve umas eleições presidenciais tão renhidas como as que vão realizar-se em 18 de janeiro de 2026. Os portugueses no país e nas comunidades vão escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que foi um presidente que fez um primeiro mandato extraordinário, mas que deixou muito a desejar no segundo.

T

endo em conta o mês de campanha que ainda falta, há quatro candidatos que têm possibilidade de passar à segunda volta (Seguro, Mendes, Melo e Ventura). Três estão situados no espetro da direita, um dos quais faz parte da extrema-

-direita populista. António José Seguro é o único a representar o centro esquerda nestas eleições, e por isso é o que melhor pode encarnar o conjunto de valores que são muito caros a todos os eleitores no espaço político do Livre, do Partido Comunista e do Bloco, como a justiça social, igualdade e solidariedade ou direitos individuais e coletivos. Além disso, todos estes partidos já tiveram momentos de convergência ou experiência de cooperação parlamentar, sendo o caso mais paradigmático o período que ficou conhecido como o da “geringonça”, pela estabilidade política e resultados concretos, designadamente na recuperação de rendimentos e direitos. O grande dilema nestas eleições, é a possibilidade da direita vir a acumular um poder quase absoluto depois de dia 18, provocando um grande desequilíbrio que pode desvirtuar a equidade nas políticas e criar discriminação e, até, alguma arbitrariedade que pode atingir vastos setores da socie-

dade portuguesa com favorecimento de um lado das convicções ideológicas em detrimento do outro. Se for eleito um presidente de direita, os ovos estarão todos no mesmo cesto, uma vez que também o primeiro-ministro e o presidente do Parlamento são do PSD. Os presidentes dos governos regionais dos Açores e da Madeira também, tal como a Associação Nacional de Municípios, depois das últimas eleições autárquicas. Ora, esta situação representa um grande desequilíbrio na distribuição dos poderes, o que pode originar um enviesamento nas decisões políticas, de que são exemplo as propostas para o pacote laboral e as alterações à Lei da Nacionalidade, deixando assim de fora uma parte importante do país, porque, é preciso também sublinhar, a direita está no poder, mas sempre apenas separada por uma curta margem do Partido Socialista, pelo que os direitos da oposição em circunstância alguma deveriam ser negligenciados.

Por isso mesmo, perante um tal quadro de dispersão de votos, seria da maior importância que o único candidato que tem condições para garantir o equilíbrio entre o conjunto de poderes que determinam as orientações para o desenvolvimento e estabilidade do país, evitando discriminações, pudesse recolher o apoio de toda a esquerda. Seria uma forma importante de criar um mecanismo de alerta para os desvios que uma maioria tão grande pode facilmente ter, absorvida pela cegueira do poder. Era também a democracia a ganhar em termos de escrutínio, transparência e representatividade e de preservação do equilíbrio institucional. E já basta 20 anos de presidentes de direita, depois de Cavaco Silva de 2006 a 2016 e de Marcelo Rebelo de Sousa, de 2016 até 2026. Paulo Pisco - Diretor do Departamento de Comunidades do PS

José Goulão GENOCÍDIO NA TERRA SANTA

Não é possível fazer a síntese de um livro desta envergadura – basta pensar que o massacre de Der Iassine aconteceu em 1948 e o conflito de então para hoje não parou de aumentar e de alastras aos países vizinhos como Líbano, Iraque, Síria e Irão. Em 1982, com dois jornalistas italianos, José Goulão entrevistou Nayef Hawatmeh, secretário-geral da FDLP e viu o resultado terrível dos massacres de Sabra e Chatila. Hoje em 2025 há 146 países dos 193 membros da ONU que reconhecem o Estado da Palestina. Algumas palavras da página 389 podem servir de resumo – embora precário e limitado: «A questão não é saber se os palestinianos terão o seu Estado independente, isto é, se poderão vier um dia na sua Pátria usurpada. A questão é saber quando. Escrevê-lo não é uma profecia, é o resultado natural do primado da razão humana, matéria indestrutível pelas pulsões genocidas de supostos filhos de um deus cruel, sanguinário, egocêntrico e racista. Um deus racista, sem carácter, porque «escolheu» um «povo» para ditar a sua vontade a todos os outros». JCF

Crédito: DR

José Goulão é jornalista desde 1972 tendo passado (entre outras) pelas revistas «Vida Mundial», «Valor» e «Volta ao Mundo» (que dirigiu) e pelos jornais «A Capital», «O Diário», «Semanário Económico» e «Sporting» - do qual foi director. Neste seu livro de 420 páginas (Editora Página a Página, capa de Afonso Santos) o autor reúne o seu testemunho de mais de quarenta anos de reportagens no Médio Oriente.


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A ilusão do Ocidente Opinião

A ordem mundial não está a desmoronar-se. Ela já acabou e nós ainda não temos a coragem de o admitir. Em lado algum é isso mais claro do que na Europa, que já foi palco e raiz de tamanha guerra e sofrimento ao longo dos séculos dos séculos. A Administração americana faz do Velho Continente o seu recreio: para organizar a paz em torno de negócios pessoais e intrometer-se nas democracias europeias, apoiando movimentos sociais e partidários que suportem a sua visão do mundo. Enquanto isso, retraem as garantias de segurança. Não é só a presença de militares americanos na Europa do Leste que se vai reduzir. É o ensurdecedor silêncio de um aliado perante a ameaça de Putin invadir.

E

ssa ameaça já começa a ter repercussões concretas no terreno. É disso exemplo as constantes e descaradas incursões de aeronaves russas, principalmente drones, em território europeu, com consequências diretas, por exemplo, no funcionamento dos aeroportos. Já teve, claramente, impactos económicos, na forma de uma crise inflacionista, que trouxe grandes custos sociais e políticos a governos de várias cores. Nenhum custo será maior do que a evidência de que, além das debilidades económicas tão bem diagnosticadas por Mario Draghi, a Europa está dividida, sem agência nem rumo, num mundo crescentemente multipolar. A primeira pergunta que devemos colocar é de que nos vale a aliança atlântica aos

aplicar uma lógica de esferas de influência. Ao contrário de Chamberlain, os lideres de agora não terão a seu favor o argumento de que compraram tempo para capacitar a Europa para a guerra. Estes últimos 3 anos foram absolutamente desperdiçados, nem se encomendando o que demora tempo a construir nem criando capacidade industrial para cá os produzir. O terceiro desafio para a Europa está em como financiar a guerra. E não haja dúvidas: nós estamos já em guerra. Ao longo da história, muitas foram as maneiras de o fazer mas nenhuma foi tão contraproducente como fazê-lo à custa dos cidadãos, através de impostos mais altos ou de serviços públicos piores. Há pelo menos 50 anos que os estrategas militares sabem que a batalha mais importante não são com soldados. São os “hearts and minds” (corações e cabeças) das pessoas. Deve ser por isso que, nos próximos anos, enquanto despejamos dinheiro à barda em armamento, a Europa se prepara para impor, de uma só vez, o fim do PRR,

Credito: DR

Miguel Costa Matos

dias de hoje. Ela tem de servir para mais do que obrigar a Europa à compra de material militar ou como uma promessa de defesa coletiva apenas entre europeus. No curto prazo, precisamos ainda da intelligence norte-americana e de peças para o material armado que já temos. Todavia, fica pouco claro que mais podemos regatear a uma Administração que nos é abertamente hostil. Nessa aliança em desmoronamento, faltará saber o que se fará se, por exemplo, a Estónia, ou parte dela, for o próximo. Honraremos o artigo 5.º ou vai cada país ter uma noção diferente dessa obrigação? A segunda questão a refletir é que paz queremos. A história um dia rezará de como a Rússia pós-soviética começou a sua ofensiva em 2008 na Geórgia, prosseguiu-a na Crimeia em 2014 e consolidou-a na Ucrânia em 2022. Tal como em 1938, condenaremos os apaziguadores que acreditavam em ceder território a troco de um cessar-fogo, em sacrificar povos para uma paz fácil num território distante ao qual se pode

cortes na Política de Coesão, cortes na Política Agrícola Comum e uma nova dose de austeridade nacional, imposta pelas novas regras orçamentais. Por muito bons que sejam os líderes políticos, não há tecido social que sobreviva a isto. O quarto e último eixo que a Europa não pode ignorar é o que fazer com os outros BRICS. Este conjunto de países, que mesmo após a invasão da Ucrânia nunca quebrou ligações com o Kremlin, tem, nos últimos anos, investido (literalmente) forte e feio no reforço das suas ligações diplomáticas, usando o dinheiro e a sua capacidade de construção como isco para nações mais pequenos e indefesas. Hoje a China e a Índia também já não são apenas operários numa fábrica global a competir pelo baixo preço. São criadores de ciência e até de tecnologias de produção, do qual Portugal e a Europa não pode ficar de fora. Num mundo multipolar, o truque não é tanto em ir exigindo alinhamento geopolítico, quando este pode ser múltiplo e circunstancial. Também não é de despejar dinheiro em feiras sem feirantes. As parcerias que faremos no mundo devem ser baseadas profundamente em ouvir. Não vale a pena também querermos armar uma guerra com todos ao mesmo tempo. A Europa não precisa de mais discursos comovidos. Precisa de visão, coragem e investimento: não só militar, mas social, industrial e estratégico. Se queremos garantir a paz, temos de nos preparar para defendê-la com meios próprios, firmes nas nossas alianças mas senhores do nosso destino. E se queremos respeito no mundo multipolar, teremos de o conquistar não com apelos vazios, mas com exemplos concretos. Essa é a Europa que faz falta e é por ela que vale a pena lutar.


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O NATAL aquece corações e une a comunidade Durante o passado fim de semana, a nossa comunidade viveu dias verdadeiramente especiais, cheios de alegria, partilha e aquele calor humano que só esta época do ano consegue trazer. Em diferentes espaços, com diferentes sotaques e tradições, celebrou-se o Natal com a mesma essência: união, família e amor pelas nossas raízes. A Associação Migrante de Barcelos, ainda na sexta-feira, abriu portas para um emotivo Jantar de Natal, onde a amizade e a confraternização estiveram à mesa, reforçando laços e criando memórias que ficam para além da época festiva.

A Casa dos Açores do Ontário celebrou a Festa de Natal das Crianças, mantendo vivas as tradições açorianas e oferecendo momentos de pura felicidade, onde a inocência e a imaginação brilharam mais alto. De regresso a Barcelos, no domingo, a Associação Migrante de Barcelos voltou a encher-se de vida com o Natal das Crianças, envolvendo o Rancho, o Futebol e os Moto-Galos, na sede da associação — uma verdadeira festa comunitária onde todos tiveram lugar.

No Centro Comunitário “Graciosa”, o espírito natalício ganhou ainda mais vida Entre muitas celebrações espalhadas pela Grande Área de Toronto, por fim, a com o Natal das Crianças e o Natal do Clube, num ambiente de sorrisos, brinca- Casa do Alentejo de Toronto também abriu o coração e a sua sala para a sua Festa de Natal das Crianças, celebrando com simplicidade, ternura e o orgulho deiras e carinho, onde os mais novos foram reis e rainhas por um dia. de uma identidade que atravessa oceanos. A fé e a música caminharam lado a lado na Festa de Natal da Igreja St. João Bosco e do Grupo Coral Mariano, num momento de recolhimento, esperança e Estes dias de festa provam que, mesmo longe da terra natal, carregamos conemoção, onde as vozes tocaram fundo a alma de todos os presentes, num serão nosco as tradições, os valores e, acima de tudo, a capacidade de amar e cuidar uns dos outros. O Natal vive-se assim: em comunidade, com gestos simples, animado por vozes excelentes, onde se destacou Fernando Faria. mãos estendidas e corações unidos. A todos os que organizaram, participaram A magia continuou na Associação Cultural do Minho de Toronto, com o encan- e tornaram estes momentos possíveis, o nosso mais sincero agradecimento. E tador “Santa’s First Stop”, um evento pensado para as famílias, onde o Pai Natal a todos, sem exceção, desejamos um Santo e Feliz Natal, vivido com paz, saúde marcou presença e espalhou alegria pelos mais pequenos — e também pelos e muito amor no coração. adultos. E é assim… porque o Natal também se conta nas pequenas histórias que ficam. No Centro Cultural Português de Mississauga, o tradicional “Breakfast with SanRMA/MS ta” reuniu gerações à volta da mesa, num início de dia recheado de risos, histórias e aquele sabor especial de estar em casa, mesmo longe dela.

Casa dos Açores

C. C. Graciosa

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Casa do Alentejo

Credito: E-Motions

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Igreja S. João Bosco

A. M. de Barcelos

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A.C.Minho de Toronto

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PCCM

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Jantar de Natal 2025 da LiUNA

Delegados Sindicais e Representantes de Saúde e Segurança cional da LiUNA,, Diretor para o Canadá e Gestor Regional para o Centro e Leste do país. Mancinelli destacou a relevância do espírito sindical e elogiou o empenho dos trabalhadores. Para o dirigente, o sucesso da LIUNA não se mede por números, mas pela forma como os membros são tratados e pela segurança com que regressam a casa. Sublinhou ainda a liderança de Jack Oliveira e da sua equipa, bem como o papel fundamental dos delegados sindicais e representantes de saúde e segurança no trabalho diário junto dos membros. Mancinelli terminou com votos de Boas Festas a todos os trabalhadores, famílias e profissionais da comunicação social. Representantes políticos de vários níveis de governo associaram-se à celebração, deixando mensagens de reconhecimento e de boas festas. O Presidente da Câmara Municipal de Vaughan, Steven Del Duca, referiu: “foi um ano emocionante. Apesar dos desafios, a LiUNA, os seus membros, trabalhadores e reformados continuam a contribuir para uma economia forte. Precisamos de mais investimento em infraestruturas para ga-

rantir trabalho contínuo aos membros. Aqui, na cidade, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar a LiUNA, e os seus membros, assegurando uma excelente qualidade de vida para todos. Feliz Natal." Já a Deputada Federal pelo círculo eleitoral de Davenport, Julie Dzerowicz, sublinhou o orgulho em representar uma das comunidades com maior número de trabalhadores portugueses da Local 183. Enalteceu o contributo diário destes trabalhadores na construção das cidades e do país, agradecendo-lhes pelo esforço e dedicação, e desejou um Feliz Natal e Boas Festas a todos os membros, famílias, residentes do seu círculo eleitoral e à comunidade portuguesa. O jantar constituiu, assim, um momento de convívio, gratidão e espírito familiar, reforçando os valores que unem trabalhadores, famílias e comunidade. Uma celebração que demonstrou que, juntos, continuam a construir um futuro melhor. FP/MS

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LiUNA, – Laborers International Union of North America é um sindicato que representa mais de meio milhão de trabalhadores nos setores da construção, serviços, saúde e setor público no Canadá e nos Estados Unidos da América. O evento teve como principal objetivo reconhecer o trabalho desenvolvido ao longo do ano na defesa dos direitos laborais, bem como na promoção da segurança e saúde nos locais de trabalho. Durante os discursos, os líderes sindicais sublinharam a importância da união e do diálogo entre trabalhadores, sindicatos e entidades patronais, destacando o papel essencial dos delegados sindicais e dos representantes de saúde e segurança na proteção dos trabalhadores e na criação de ambientes laborais

mais seguros. Em declarações à nossa reportagem, o responsável executivo do sindicato, Jack Oliveira, reafirmou a importância deste encontro para a valorização dos trabalhadores e da comunidade sindical. Oliveira reconheceu que o último ano foi particularmente exigente, marcado por desafios relacionados com tarifas, negociações governamentais e cerca de 40 contratos de trabalho, alguns dos maiores da história da Local 183. Sublinhou que o sindicato continua a “ir atrás do impossível”, destacando ainda o trabalho fundamental dos delegados sindicais e representantes de saúde e segurança, responsáveis por garantir o cumprimento dos contratos e prevenir riscos graves no local de trabalho. O dirigente terminou agradecendo aos órgãos de comunicação social comunitários pelo contributo e desejou a todos os membros, às suas famílias e à comunidade sindical um Feliz Natal e um próspero 2026, reforçando a importância do convívio familiar e da união. Também marcou presença no jantar Joseph Mancinelli, Vice-Presidente Interna-

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Decorreu o Jantar de Natal dos Delegados Sindicais e Representantes de Saúde e Segurança da LiUNA - Local 183, reunindo dirigentes sindicais, trabalhadores, convidados institucionais e líderes políticos de diversos níveis de governo.


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Natal antecipado leva esperança e solidariedade aos seniores do Centro Abrigo “vivemos uma semana inteira de celebração. Ontem, o coral emocionou-nos com músicas natalícias; hoje estamos nesta festa linda, cheia de música e alegria. É sempre encantador ver tanta animação, dança e celebração da vida. O Natal é um momento especial para agradecer pelo presente maravilhoso que é viver. É uma data de união e amor, e é fundamental que todos se sintam incluídos e valorizados.” Também presentes no evento, Ofélia Isaobjetivo foi assinalar o Natal de forma inclusiva, proporcionando aos bel e Lena Barreto, membros do Conselho seniores momentos de convívio, re- Diretivo do Centro Abrigo, sublinharam o flexão e animação, especialmente pensados impacto positivo da celebração no bem-espara aqueles que, muitas vezes, vivem esta tar dos seniores. Lena Barreto referiu: “hoje é um dia muiépoca longe dos seus familiares. A festa principal decorreu nas instala- to importante. Estamos a celebrar o Natal ções do centro e reuniu dezenas de utentes num momento especial de convívio, com num ambiente de calor humano e parti- muita presença, alegria, música, dança, allha, reforçando a importância do apoio co- moço e várias atividades. Basta olhar para o salão para perceber como todos estão femunitário nesta fase da vida. A coordenadora do programa Vida e Es- lizes.” Já Ofélia Isabel acrescentou: “é um perança, Alice Nunes, destacou a impor- dia super especial. A energia e a alegria de tância simbólica e emocional da iniciativa: todos mostram que o trabalho do Abrigo faz

No dia 17 de dezembro, o espírito natalício chegou mais cedo aos utentes do Centro Abrigo, numa celebração marcada pela alegria, emoção e um forte sentido de comunidade. A iniciativa, promovida pelo programa de seniores “Vida e Esperança”, integrou uma semana inteira de atividades natalícias, vividas como uma verdadeira celebração em família.

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realmente a diferença na vida dos nossos seniores, e isso deixa-nos muito felizes.” A festa contou ainda com a presença da vereadora de Davenport, Alejandra Bravo, que enalteceu o papel da instituição na comunidade: “o Abrigo é uma instituição muito importante para a comunidade de Davenport, para a cidade de Toronto e para a comunidade lusófona. Os seus programas são exemplares e inovadores, especialmente no apoio às mulheres e no fortalecimento da comunidade. Agradeço a todos os que trabalham no Abrigo e a todos os que, ao longo dos anos, contribuíram para que esta organização continue a fazer a diferença. É um privilégio representar Davenport e servir esta comunidade.” Durante a celebração, vários utentes e também membros da comunidade quiseram deixar mensagens de Boas Festas, refletindo os valores mais profundos da quadra natalícia. Marília Santos partilhou: “estamos na época do Natal e quero desejar a toda a nos-

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sa comunidade, ao grupo Vida e Esperança e a todos, conhecidos ou não, um Natal cheio de paz, saúde, amor e carinho. Que o novo ano traga tudo aquilo de que precisamos. O resto, o universo dará.” Maria Emília da Costa desejou: “quero desejar um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todas as pessoas do mundo, especialmente à nossa gente aqui do Abrigo, à Casa de Camões e a todos os meus amigos. Feliz Natal para todos.” Sérgio Sarmento acrescentou: “Feliz Natal para todos e um Próspero Ano Novo com saúde, paz e amor.” Maria da Luz deixou um desejo simples e profundo: “desejo paz para o mundo inteiro, muitas alegrias e muita saúde para todos.” Arlete Pamplona concluiu: “desejo uma mensagem a todos os meus amigos que estão aqui, aos que não estão e a toda a gente no mundo. O que mais desejo é muita saúde e muita paz, porque é isso que realmente precisamos. Muito obrigada.” O dia terminou com um almoço festivo, composto por pratos típicos da época, acompanhado por música que animou o ambiente e incentivou à dança e ao convívio. A animação contou com a participação do DJ Paulo Luís e da cantora Lídia de Sousa, que proporcionaram momentos de alegria e música ao vivo, tornando a celebração ainda mais especial para todos os presentes. Mais do que uma simples festa, o Natal antecipado no Centro Abrigo foi um momento de partilha, dignidade e valorização dos seniores. O sorriso no rosto de cada utente foi a maior recompensa para todos os envolvidos. Como bem resumiu Íria Barcelos: “o Natal é uma época para olhar para os outros e para dentro de nós mesmos. Que possamos levar no coração as mensagens de esperança, amor e união que o Natal nos oferece e que, todos os dias, consigamos criar um ambiente onde ninguém se sinta sozinho.” FP/MS


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Natal pelo Mundo

Celebrar a Diversidade na Escola Portuguesa Novos Horizontes Um dos alunos participantes, Jackson T., partilhou também a sua experiência: “gostei muito de apresentar para a minha família e para os convidados. Senti-me orgulhoso do que conseguimos mostrar. Foi uma excelente oportunidade para desejar Boas Festas à minha família portuguesa e à minha família com raízes maltesas.” Entre os pais presentes, Márcia Pereira expressou a sua emoção “para mim, foi um grande orgulho ver a minha filha aprender e abraçar as tradições dos pais e dos avós nesta época natalícia.” A importância desta iniciativa foi igualmente sublinhada pela responsável da Coordenação do Ensino Português no Estrangeiro - Canadá, Maria do Rosário Gaspar, que referiu: “É sempre importante, para mim, enquanto coordenadora, estar presente nos eventos que decorrem nas escolas. No caso da Escola Portuguesa Novos Horizontes, esta presença teve um signifi-

cado ainda mais especial, uma vez que se trata de uma escola que assinou recentemente um protocolo como escola associada ao Instituto Camões. Enquanto representante do Instituto Camões, não poderia deixar de marcar presença neste momento tão significativo para a comunidade escolar.” A celebração ganhou um encanto especial com a presença do Pai Natal, que animou o evento, distribuindo sorrisos e alegria entre os alunos. O brilho nos olhos das crianças contagiou todos os presentes, reforçando o ambiente festivo, familiar e acolhedor da celebração. Este evento evidencia o papel fundamental das escolas de língua portuguesa, que desempenham uma função central na preservação e transmissão da língua e da cultura, tanto para filhos de portugueses como para comunidades que aprendem o português como língua de herança. Em todo o mundo, o português tem vindo a

afirmar-se neste contexto, com associações e escolas a promoverem cursos, actividades, seminários e conferências dedicadas à sua valorização. A Escola Portuguesa Novos Horizontes tem como missão apoiar os alunos no desenvolvimento da língua portuguesa e no conhecimento da cultura lusófona através da leitura, escrita, música, arte e teatro. A equipa pedagógica, com mais de 15 anos de experiência, trabalha diariamente para criar um ambiente de aprendizagem acolhedor, inclusivo e multicultural. Esta celebração demonstrou, uma vez mais, que a aprendizagem da língua portuguesa vai muito além da sala de aula: é também um instrumento de união, identidade cultural e valorização da diversidade, mostrando que a escola abraça alunos de diferentes origens e celebra verdadeiramente o Natal pelo Mundo. FP/MS

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A Escola Portuguesa Novos Horizontes, situada na 1130 Dupont Street, em Toronto, celebrou recentemente o Natal com uma iniciativa que reuniu alunos, famílias, professores e convidados, num ambiente de convívio, partilha e forte espírito comunitário. Sob o tema “Natal pelo Mundo”, a celebração destacou não só a língua portuguesa, mas também a diversidade cultural que caracteriza a comunidade escolar. O evento contou com apresentações preparadas por alunos e docentes, que encantaram pais, familiares e convidados, proporcionando momentos de alegria, emoção e partilha. A diretora da escola, Teresa Luiz, destacou a importância da iniciativa: “Esta festa foi muito especial. Procurámos valorizar e incluir as tradições da nossa comunidade escolar numa celebração de união e amor. No final, sentimo-nos muito felizes. Agradeço especialmente aos nossos alunos, que fizeram um trabalho magnífico, aos pais e familiares pelo apoio, às professoras pelo empenho e dedicação, e à professora e escritora Guida Micael, que nos brindou com a sua presença e com o seu livro “I Am Grateful”. Neste Natal, desejo a todos muito amor, paz e união.” Para a professora Cecília Fernandes, este momento teve um significado muito especial “Este momento representa orgulho e união. Ver o espetáculo ser um grande sucesso, com uma apreciação tão positiva por parte das famílias, foi extremamente gratificante. Foi muito emocionante ver os nossos alunos trazerem familiares não portugueses, mostrando que a língua e a cultura portuguesas unem, acolhem e criam pontes entre diferentes culturas. Este momento reafirma o valor do nosso trabalho e o impacto positivo da escola na comunidade.”

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Concurso de Cantores de John Santos continua a revelar talentos na 20.ª temporada res foram ainda homenageados ao lado de Lisa Santos e John Santos, figuras centrais deste projeto artístico e comunitário. Já a 3.ª ronda de qualificação, realizada em dezembro na Casa do Alentejo de Toronto, voltou a afirmar o concurso como um espaço de excelência artística e inclusão. Participaram Mansion Huynh, Viktoriia Makarova, Justin Teng, Cassandra Oliveira Marques, Lja Bolongaita, Katrin Madoyan, Lauren Lee, Jocelyn Li, Anngel Pollard, Anjali Tuar, Sara Dantas e Alexa Iglesias-Macias, estando ausente da fotografia oficial Kendra Pierroz. O júri desta qualificação integrou Anthony Wright, Alex Andronache, Rodney Ronquillo, Chyrell Ronquillo, Mon Torralba e Ared Arzumanian. Na categoria juvenil, venceram Katrin Madoyan e Jocelyn Li, enquanto na categoria adulta os vencedores foram Anngel Pollard e Kendra Pierroz, novamente acompanhados por Lisa e John Santos no momento de consaNa categoria juvenil, os vencedores foram Emiliano Ro- gração. Sob o lema “Onde a música transforma sonhos em reasales e Elsa Kolahi, enquanto na categoria adulta o triunfo pertenceu a Callixa Raposo e Matt Quintana. Os vencedo- lidade”, o Concurso de Cantores de John Santos tem como O Concurso de Cantores de John Santos, uma das mais emblemáticas iniciativas musicais da comunidade luso-canadiana em Toronto, prossegue a sua 20.ª temporada com grande sucesso, tendo já sido realizadas a 2.ª e a 3.ª rondas de qualificação. A 2.ª qualificação, realizada em novembro, contou com um vasto leque de concorrentes, entre jovens e adultos, num verdadeiro desfile de talento e diversidade cultural. Subiram ao palco Harshal Gala, Marlene Mirasol, Emily Yip, April Yan, Selena Martins, Koharu Mitsui, Callixa Raposo, Thenuki Kodituwakku, Matt Quintana, Senuli Kodituwakku, Pauline Pregent, Elsa Kolahi, Mafalda Pacheco, Emiliano Rosales e Maitrii Chheda. O painel de jurados foi composto por Anthony Wright, Alex Andronache, Rodney Ronquillo, Ared Arzumanian, Ken Nguyen e Patrick Albernaz.

Boas Festas! desejo a todos um natal

cheio de paz e felicidade

JULIE DZEROWICZ

MEMBRO DO PARLAMENTO DAVENPORT 1202 BLOOR ST W | 416-654-8048 | JULIE.DZEROWICZ@PARL.GC.CA @JULIEDZEROWICZ @JULIEDZEROWICZMP JULIEDZEROWICZ.CA

principais objetivos lançar talentos, promover a música e a voz, e contribuir para o desenvolvimento pessoal e social dos participantes, combatendo comportamentos desviantes através da arte. Com concorrentes entre os 10 e os 65 anos, o concurso reflete a riqueza multicultural do Canadá, permitindo que cada participante cante na língua que desejar.Mais do que distinguir vencedores, esta iniciativa aposta numa forte componente pedagógica e formativa, proporcionando experiências de crescimento artístico acompanhadas por músicos de excelência da Grande Área de Toronto, incluindo eventos de gala ao longo da temporada. Ao longo de quase duas décadas, centenas de participantes passaram pelo palco, muitos deles com percursos de sucesso que hoje orgulham a organização. O concurso conta com o apoio de diversas entidades, sendo a MDC parceira desta iniciativa, que pode ser acompanhada através do site oficial: www.thesingingcontest. com. RMA/MS


Há tradições que não se resumem a figuras e luzes: constroem-se com memória, fé e uma dedicação que atravessa o tempo. É o caso do presépio, que para muitas famílias portuguesas no Canadá se tornou o verdadeiro centro do Natal. Entre histórias pessoais e laços familiares, o presépio continua a ser um ritual de fé, identidade e amor, mesmo a milhares de quilómetros de Portugal. RMA/MS

Fotos: Rómulo Ávila

Um Natal que une Açores, Canadá e coração No número 539 da Rushton Road, em Toronto, Natalia e Daniel Medeiros dão vida a um presépio que é muito mais do que uma decoração: é uma história viva que atravessa continentes e gerações. A tradição começou em São Miguel, nos Açores, e há mais de 50 anos acompanha o casal, agora na residência canadiana. Cada detalhe do presépio reflete o toque cuidadoso de Daniel, que dedica atenção aos pormenores minuciosos. Elementos que evocam as raízes açorianas e a vida no Canadá estão espalhados por todo o cenário, criando uma fusão única entre o “açoriano” Nordeste e a terra de maple leaf. A casa abre suas portas aos visitantes, oferecendo uma experiência interativa, onde é possível descobrir o significado de cada peça e apreciar o contraste entre objetos antigos e elementos modernos, harmonizados com carinho e atenção. Natalia trata de tudo cuidadosamente e explica-nos cada detalhe bonito de se ver. A tradição católica também se faz presente em cada toque. Natalia e Daniel confeccionam a coroa do Advento, quase transformando a sala inteira numa celebração espiritual com o presépio, sendo que este é uma expressão de fé, memória e identidade, feito com alma e dedicação. Para quem busca sentir o verdadeiro espírito do Natal, a casa dos Medeiros é um convite a mergulhar na história, na cultura e no calor humano que só a tradição consegue proporcionar.


Três décadas de fé e amor no Presépio Há mais de três décadas, Odília Andrade Janeiro faz do presépio o coração do seu Natal, vivendo a tradição com a mesma emoção do primeiro dia. Tudo começou nos Açores, na infância, ao lado do pai, que com materiais simples dava forma ao presépio da família. Essas imagens permaneceram vivas na memória de Odília, transformando-se numa missão: manter viva a devoção, o gesto e o sentido profundo do Natal. Ano após ano, Odília dedica incontáveis horas à construção do presépio. Cada pedra, cada caminho, cada figura é colocada com intenção e respeito. “Nada é apressado. Ali está a minha alma, a minha fé e a minha história”, afirma. O trabalho é sempre partilhado em família: o companheiro Álvaro, as filhas Nancy e Sabrina e os genros Pedro e Alex participam ativamente, aprendendo e deixando um pouco de si. É, assim, um presépio feito por muitas mãos, mas guiado por um só coração. Este ano, vivendo no Canadá, Odília adaptou o presépio à paisagem branca da neve canadiana, sem perder a essência da fé nem as raízes açorianas que a moldaram. Entre a neve e a luz, mantém-se intacta a mensagem do nascimento de Jesus. Para ela, o presépio continua a ser um espaço sagrado dentro de casa, onde a família se reúne, onde o silêncio fala e onde o Natal ganha sentido verdadeiro, dizendo-nos: “Que o Menino Jesus nasça em cada lar com paz, humildade e amor. Que nunca nos falte a fé, mesmo nos dias mais difíceis, e que saibamos olhar para o presépio como um sinal de esperança. Tudo o que faço aqui é com devoção, agradecendo a Deus pela vida e por mais um Natal.”

Tradição e família no coração de Toronto Também em Toronto, a tradição natalícia brilha há mais de 30 anos na casa de Cândida de Oliveira e João de Deus, que montam um presépio de três andares ocupando toda a sala de estar. O cenário mistura elementos típicos de diferentes regiões portuguesas com referências canadianas, criando um espaço único e acolhedor. A montagem do presépio é um ritual que demora mais de uma semana e envolve toda a família, com destaque para as netas, que ajudam a dar vida às miniaturas e detalhes do cenário. Durante o mês de dezembro, a família abre portas para vizinhos e amigos, que se encantam com a riqueza de detalhes e a dedicação de cada peça. Mais do que decoração, o presépio é um símbolo de tradição, família e memória, reunindo gerações em torno do espírito natalício. Entre figuras, luzes e silêncios cheios de significado, o presépio revela-se muito mais do que um costume natalício: é um elo profundo entre passado e presente, entre Portugal e o Canadá, entre fé e identidade. Nas casas de Natalia Medeiros, de Odília Andrade Janeiro e de Cândida de Oliveira, o Natal ganha forma através da dedicação, da memória partilhada e do amor transmitido de geração em geração. Estes presépios, construídos com tempo, alma e devoção, mostram que a distância geográfica nunca foi suficiente para apagar raízes, crenças e tradições. Pelo contrário, fortalecem-nas. Assim, o presépio continua a ser um sinal vivo de esperança, união e pertença, lembrando que o verdadeiro espírito do Natal nasce no coração de quem preserva, com fé, aquilo que o tempo jamais consegue apagar. Estas histórias, também, mostram como as tradições portuguesas se mantêm vivas, mesmo a milhares de quilómetros de casa, transformando o Natal em uma celebração de amor, união e cultura.


Sapateira Recheada • 1 sapateira cozida

• 2 colhe

• 2 ovos cozidos

• 0,5 dl d

• 80 g de pickles picados

• 1/2 cál

• 200 g de maionese

• Sal e p

• 2 colheres (sopa) de ketchup • 1 colher (sopa) de mostarda

1. Separe as patas da sapateira e retire o miolo do in Descasque e pique grosseiramente os ovos.

Sopa de tamboril • 2 litros de água • 2 cenouras cortadas em cubos médios • 2 litros de caldo de peixe • 500 g de batatas cortadas em cubos médios

• 500 g de tamboril cortado em cubos

2. Numa tigela, coloque o miolo da sapateira, os ovo mostarda. Adicione depois o ketchup, o pão ralad

3. Junte a maionese, tempere com sal e pimenta e e

4. Recheie a casca da sapateira com este preparado acompanhando com pão e torradinhas.

• 2 tomates sem pele e sem sementes • 1 embalagem de natas (150 g) • 2 colheres (sopa) de coentros picados 1. Numa panela, coloque a água a ferver e junte as cenouras e o caldo de peixe por 5 minutos, com a panela semitapada. Junte as batatas e deixe cozinhar. Adicione o tamboril e os tomates, e cozinhe por mais 10 minutos. Misture as natas e mexa delicadamente até se dissolverem no caldo. Desligue o lume e acrescente os coentros.

Polvo Guisado • 2 polvos

• 1 toma

• 2 cebolas picadas

• 1 copo

• 4 dentes de alho picados

• Salsa f

• 3 colheres de sopa de massa de pimentão

• Piment

• Colorau a gosto

• Banha • Azeite

• 2 colheres de sopa de pimenta da terra

1. Num tacho, coloque 3 a 4 colheres de azeite, adic aqueça em lume baixo até derreter a banha. 2. Adicione o alho e, depois, a cebola picada. Deixe

3. Adicione o colorau, a massa de pimentão, o toma

4. Adicione o polvo bem escorrido ao preparado ant

5. Adicione a salsa, tape a panela e deixe cozinhar le temperos.

6. Quando o polvo estiver praticamente cozido, adic cozinhar durante mais 20 minutos.

7. Pode adicionar batatas em cubos ou servir apena


eres (sopa) de pão ralado

de cerveja

lice de whisky

pimenta q.b.

Lombo de Porco Recheado • Lombo de porco

• 2 dl de vinho branco

• Sal a gosto

• 200 g de queijo ralado

• Pimenta preta

• 200 g de queijo S. Jorge

• Colorau doce

• 150 g de presunto em fatias

• 2 dl de azeite

nterior; reserve a casca.

os picados, os pickles e a do, a cerveja e o whisky.

envolva tudo muito bem.

o e sirva com as patas cozidas,

1. Abra o lombo com o auxílio de uma faca. Tempere com sal, colorau e pimenta preta. 2. Recheie com o queijo ralado, o queijo de S. Jorge e o presunto. Enrole o lombo e feche bem com fio de cozinha ou fio do norte. 3. Pincele com a mistura do azeite e do vinho branco. Leve ao forno durante 90 minutos, no mínimo. 4. Sirva acompanhado com puré e legumes salteados.

ate maduro bem picado

o de vinho de cheiro (Açores)

fresca

ta

a

Creme Brûlée • 100 g de açúcar

• 1 vagem de baunilha

• 500 ml de natas

• Açúcar para polvilhar

cione uma colher de banha e refogar durante 2 minutos.

ate picado e a pimenta da terra.

terior.

entamente. Retifique os

cione o vinho de cheiro. Deixe

as o polvo.

1. Coloque as natas num tacho. Abra a vagem de baunilha, raspe as sementes e adicione ao tacho; leve ao lume, mas não deixe ferver. Num recipiente, misture o açúcar e as gemas. 2. Adicione as natas em fio no recipiente das gemas e mexa sempre com umas varas de arame. Passe por um passador de rede fina, distribua por 6 taças individuais e coloque-as num tabuleiro com água (banho-maria). 3. Leve ao forno pré-aquecido a 160ºC, durante aproximadamente 45 minutos. Retire do forno, deixe arrefecer, polvilhe com o açúcar e queime com um maçarico ou um ferro próprio de queimar.

RB / DG

• 5 gemas


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24 de dezembro de 2025

Creditos: CBC

LOCAL

Canadá regista a maior percentagem de testes positivos à gripe em três épocas À medida que a época festiva se aproxima e o país regista a mais elevada taxa de testes positivos à gripe dos últimos anos, médicos e farmacêuticos de Ontário estão a apelar à população para que se vacine.

A

província deverá atingir o pico da época gripal durante o período das festas, afirmou Isaac Bogoch, especialista em doenças infeciosas do Toronto General Hospital, à CBC Toronto. “Esta será provavelmente uma época de gripe mais severa do que a média”, disse. De acordo com a Health Canada, 27,7% dos testes realizados no país deram positi-

vo na semana que terminou a 13 de dezembro. Este é o valor mais elevado registado nas últimas três épocas gripais, superando a taxa de positividade de 27,6% reportada na semana que terminou a 15 de fevereiro. A Public Health Ontario registou também uma taxa de positividade de 33,8% em Ontário na semana que terminou a 13 de dezembro, valor que a autoridade de saúde classificou como “muito elevado”. A percentagem de testes positivos manteve-se mais alta entre as crianças, com 73,3%. As autoridades de saúde de Ottawa e de uma região vizinha anunciaram que três crianças, com idades entre os cinco e os nove anos, morreram em dezembro devido a

complicações associadas à gripe. Bogoch explicou que o aumento dos casos se deve provavelmente à circulação predominante da estirpe H3N2 do vírus Influenza A, conhecida por provocar infeções mais graves. “É ainda cedo para saber como esta época vai evoluir”, afirmou. “Mas acredito que, quando analisarmos os dados em retrospetiva, haverá provavelmente mais hospitalizações relacionadas com a gripe este ano do que numa época gripal normal.” A porta-voz da Health Canada, Marie-Pier Burelle, afirmou que a estirpe H3N2 é dominante este ano, representando 71% das infeções detetadas. Segundo Burelle,

esta estirpe está também a circular amplamente na comunidade e está geralmente associada a um maior número de hospitalizações, com a taxa semanal de hospitalizações relacionadas com a gripe a aumentar de 2,1 para 3,6 hospitalizações por cada 100 mil pessoas na semana mais recente analisada. Bogoch referiu que é normal verificar um aumento das hospitalizações nos meses de dezembro e janeiro. “Esta é a nossa época da gripe e é quando, infelizmente, vemos mais casos em todo o país, mais pessoas a recorrerem aos serviços de urgência e mais pessoas a serem internadas”, disse. É por isso que a vacinação continua a ser fundamental”, sublinhou Bogoch. “Não é demasiado tarde para levar a vacina contra a gripe”, afirmou. “Sabemos há muito que a vacina não é perfeita, mas continua a reduzir o risco de infeção.” Bogoch reconheceu que a vacina deste ano não é “ideal”, sobretudo porque o componente que protege contra a estirpe H3N2 não é tão eficaz quanto desejável. “Esse componente da vacina ainda oferece alguma proteção, mas não tanta quanto gostaríamos”, explicou. A farmacêutica Deanna Kang destacou que não são apenas as pessoas mais vulneráveis que devem ser vacinadas. “Nunca é tarde para levar a vacina e nunca sabemos quem podemos estar a afetar simplesmente ao andar na rua ou ao estar em espaços públicos. A nossa saúde influencia também a saúde de quem nos rodeia”, afirmou. Kang recomendou ainda que as pessoas fiquem em casa e usem máscara se apresentarem sintomas. “Mesmo que nos sintamos indivíduos fortes e saudáveis, um caso de gripe pode ser particularmente grave”, alertou. Bogoch reconheceu que isso pode ser difícil durante a época festiva. “Claro que as pessoas podem reunir-se para as festas”, disse. “Mas, se estiverem doentes com gripe ou qualquer outra doença, não faz sentido ir trabalhar, mandar as crianças para a escola ou ir a uma festa e acabar por contagiar toda a gente.” CBC/MS

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24 de dezembro de 2025

Pais Natais assaltam supermercado "Fome justifica os meios"

Creditos: CBC

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estidos de 'uniforme' vermelho e acompanhados por elfos, um grupo de Pais Natais entrou num supermercado de Montreal, no Canadá, no passado dia 15 de dezembro, encheu os sacos de produtos alimentares e desapareceu. Na verdade, foi um assalto... mas, alegadamente, por uma boa causa. Isto porque, depois do furto, o grupo em questão emitiu um comunicado onde esclarecia que a comida roubada seria distribuída pelos mais necessitados. No comunicado foi também explicado que a aventura ao estilo Robin dos Bosques tinha como objetivo principal salientar a crescente crise do custo de vida, que tem tornado cada vez mais inacessíveis os bens de primeira necessidade. Note-se que neste episódio participaram cerca de 40 membros de um grupo que se intitula de "Robin des Ruelles" (Robin das Ruas, na tradução livre). A nota do grupo denominada "Quando a fome justifica os meios", e citada pelo The Guardian, afirmava que as pessoas no geral estão a trabalhar "cada vez mais para poder comprar alimentos nas redes de supermercados que se aproveitam da inflação como pretexto para obter lucros recorde". "Não há outra forma de dizer: muitas empresas estão a manter as nossas necessidades básicas como reféns", lê-se, acrescentando que as empresas "continuam a sufocar a população para desviar o máximo de dinheiro possível. Não se esqueçam: a

fome justifica os meios. Feliz Natal", escreveu o grupo. Por sua vez, o supermercado onde ocorreu o assalto pronunciou-se, dizendo que o furto em lojas é um ato criminoso e inaceitável. O porta-voz da cadeia de supermercados Metro referiu que os aumentos dos preços tem sido influenciado por diversos fatores exteriores à loja. Segundo o Conselho de Vendas do Canadá, os crimes deste tipo estão a crescer e representam mas de nove mil milhões de dólares em perdas de vendas, no ano de 2024. "É importante ressalvar que, como vendedor, somos o elo final da cadeia de suprimentos", disse esclarecendo que "os preços nas prateleiras refletem diretamente os custos dessa cadeia". As autoridades informaram que estão a investigar o assalto, mas que, até ao momento, ninguém tinha sido detido. NM/MS

Carney anuncia remodelação de vice-ministros O primeiro-ministro Mark Carney anunciou uma ampla remodelação de vice-ministros e altos funcionários públicos, numa reestruturação ao mais alto nível da administração pública que há muito era esperada em Ottawa.

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Creditos: DR

Um grupo de Pais Natais entrou num supermercado de Montreal, no Canadá, e encheu os sacos de produtos alimentares, tendo depois desaparecido. O objetivo principal do assalto era dar destaque à crescente crise do custo de vida, que tem tornado os bens de primeira necessidade cada vez mais inacessíveis.

CANADÁ

o total, 12 pessoas vão assumir novas funções e oito departamentos passam a ter novos vice-ministros. Oito antigos vice-ministros estão também de saída do governo federal. Nick Leswick, diretor executivo de políticas do Banco do Canadá, é agora o vice-ministro das Finanças, e John McArthur, investigador sénior do Brookings Institution, em Washington, D.C., vai integrar o Privy Council Office como vice-secretário do gabinete para a política económica. Marie-Josée Hogue, juíza do Tribunal de Recurso do Quebeque, que liderou no ano passado o inquérito federal sobre interfe-

rência estrangeira, passa a ser vice-ministra da Justiça e vice-procuradora-geral. Chris Fox, que desempenhava funções de vice-secretário do Conselho Privado, passa a ser vice-ministro da Defesa. Carney escolheu um novo secretário do Conselho Privado, Michael Sabia, no verão passado, e esta remodelação representa mais uma grande oportunidade para o primeiro-ministro deixar a sua marca no funcionamento do governo. O secretário do Conselho Privado é o funcionário público mais sénior do país, e os vice-ministros são os altos dirigentes da função pública nos diferentes departamentos governamentais. Para além das mudanças anunciadas na sexta-feira, o Gabinete do Primeiro-Ministro afirmou que “alterações adicionais nos escalões superiores da função pública serão anunciadas no início do Ano Novo”. CBC/MS

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24 de dezembro de 2025

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Crime

PORTUGAL PORTUGAL

Cavaleiro detido por pedofilia candidatou-se pelo Chega em 2 Autárquicas O professor de equitação detido em Alenquer, no dia 12 de dezembro, por suspeitas de abusar de dois alunos, de 11 e 14 anos, foi candidato pelo Chega às autárquicas de 2021 e 2025. Rui Pedro Moreira, de 22 anos, aguarda julgamento em prisão preventiva no EPL.

Credito: JN

O Explicações Tribunal ordena que André Ventura retire cartazes contra a comunidade cigana A juíza Ana Barão condenou ainda Ventura "a abster-se de, no futuro, determinar ou promover, direta ou indiretamente, a afixação de cartazes de teor idêntico ou equivalente". Por cada dia de atraso, por cada cartaz que permaneça na via pública para além egundo a sentença do Tribunal Local do prazo de 24 horas definido pelo tribuCível de Lisboa, André Ventura foi nal para a retirada, ou por cada novo cartaz condenado a "retirar, no prazo de 24 que possa vir a ser colocado, o líder do Chehoras, todos os cartazes que colocou na via ga terá de pagar uma multa de 2.500 euros, pública e nas diversas localidades do país ordenou ainda a sentença. JN/MS com a menção "os ciganos têm de cumprir a lei - André Ventura presidenciais 2026". O tribunal condenou na segunda-feira (22) o Chega a retirar todos os cartazes da campanha presidencial de André Ventura que visam a comunidade cigana, estipulando um prazo de 24 horas para que tal aconteça.

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cavaleiro e professor de equitação detido por abusar sexualmente de dois alunos menores, no Ribatejo, no passado dia 12 de dezembro, foi candidato à autarquia da Azambuja, pelo Chega. Rui Pedro Teixeira Moreira, de 22 anos, que era visto no mundo da equitação como uma "estrela" com "futuro promissor", encontra-se agora em prisão preventiva por suspeitas de pedofilia, no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL). Terá abusado, como revelou na altura da detenção a Polícia Judiciária (PJ) de, pelo menos, dois alunos, de 11 e 14 anos, entre abril e novembro deste ano. Mas as autoridades suspeitam que possa haver mais vítimas. Rui Pedro Moreira, que também está acusado do crime de pornografia infantil, vivia em Alenquer e treinava crianças dos 6 aos 16 anos, no Centro Hípico Lebreiro, na Azambuja, onde era também atleta. Nas suas redes sociais é possível ver como era adorado pelos pais dos alunos. São muitos os elogios que aparecem nos comentários das fotos (ainda) públicas na sua página de Instagram. Os crimes foram denunciados às autoridades por um jovem que pratica a modalidade em causa que a PJ terá confirmado após várias diligências investigatórias. Candidato pelo Chega às Autárquicas de 2021 e 2025

À revista Sábado, a presidente do Chega da Azambuja, Briana Batalha, contou como é que Rui Pedro Moreira entrou na política e chegou ao Chega. Tudo aconteceu em 2021, logo após atingir a maioridade. Num dia desse ano, terá aparecido à porta da concelhia do partido e mostrou disponibilidade para o ajudar, de forma voluntária. Rapidamente, o novo militante de André Ventura integrou as listas do Chega, concorrendo à assembleia municipal local nas autárquicas desse mesmo ano, e, novamente, nas de 2025. Porém, sem nunca ser eleito. Há um mês, destacou-se na Taça de Portugal de Equitação de Trabalho, prova que decorreu na Golegã, algo que teve muito destaque nas redes sociais. Ainda segundo a mesma revista, na Azambuja já corria há algum tempo o "boato" que o prestigiado cavaleiro "namorava" com um aluno de 14 anos. E ninguém fez nada. Só em novembro, depois de uma outra criança ter denunciado às autoridades os alegados "avanços" do professor é que o caso ganhou outra relevância e a PJ foi contactada. O menor que fez a denuncia escapou ilesa a tempo, mas os inspetores desconfiam que, além dos dois alunos, de 11 e 14 anos, Rui Pedro tenha feito mais vítimas. Confrontado pelas autoridades, o jovem aparentou "não ter consciência" da gravidade dos atos supostamente cometidos. Em breve, poderá ser transferido para a Carregueira, cadeia pensada para pedófilos e violadores. NM/MS

Justiça

Ministro da Educação quer explicações da RTP. "Ataque cobarde e vil"

F

Nesta época tão especial, desejo a todos os membros da nossa comunidade luso-canadiana um Natal repleto de paz, união e esperança. Que o espírito natalício fortaleça os laços que nos unem, valorize as nossas tradições e nos inspire a continuar a trabalhar juntos por uma comunidade cada vez mais forte e solidária. Em nome da Direção, envio votos de um Santo e Feliz Natal e de um próspero Ano Novo. Vitor Santos

Presidente da Associação Migrante de Barcelos Community Centre, Toronto

ernando Alexandre, exige que a direção da RTP explique a escolha do trecho que passou o canal de televisão na sequência do seu discurso sobre as residências universitárias e que levou a que diversas vozes o acusassem de estigmatizar os alunos de famílias com menos rendimentos, que beneficiam de acesso a estas infraestruturas. Numa entrevista ao jornal Eco, o governante considerou que a escolha não foi feita "por acaso" e que foi alvo de um ataque "cobarde e vil". "Acho inacreditável que a direção da RTP não explique isto. A RTP esteve presente na sessão toda, entrevistou-me no fim e escolheu um trecho que não acho que seja por acaso", começou por salientar Fernando Alexandre, acrescentando que "a RTP tem de explicar se foi incompetência". "A direção tem de investigar por que razão a jornalista escolheu aquele trecho. Quem esteve na sessão não ficou com a ideia que a RTP passou. Eu fiz um discurso longo e contextualizei aquilo que estava a dizer", atirou. "Que tipo de pessoa podia ter dito aquilo que disseram que eu disse? É um ataque cobarde, é um ataque vil, que tipo de pessoa é que pode dizer uma coisa

daquelas? Estamos a falar de quê? [...]. Infelizmente tivemos uma televisão pública que esteve ao nível das redes sociais, no seu pior. Que tipo de pessoa poderia ter feito uma coisa destas e a pessoa que está a ouvir cada vez mais tem que pensar, tem que perguntar: 'Isto faz sentido, isto é possível, mas quem é que ia dizer uma coisa destas?' Que tipo de pessoa é que diz isto de pessoas de baixos rendimentos?", questionou. Sobre o que diz que realmente disse, Fernando Alexandre já tinha falado, logo quando a polémica estalou. Disse que não se iria demitir por causa das suas declarações sobre os bolseiros e as residências, uma vez que considera que "o trecho que foi passado foi descontextualizado" e que a responsabilidade é "de quem escolheu aquele trecho". NM/MS

Credito: DR Credito: DR

O ministro da Educação quer que a direção da RTP explique a escolha do trecho que passou no canal de televisão na sequência do seu discurso sobre as residências universitárias e que o colocou no centro de uma (acesa) polémica.


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MILÉNIO | MUNDO

24 de dezembro de 2025

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Ministra da Saúde

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Estamos a trabalhar há cerca de um ano com a Segurança Social. Eu espero que nos próximos dias possamos ter novidades sobre esta matéria", disse a ministra Ana Paula Martins, que falava depois de uma visita ao Hospital de Vila Franca de Xira. A governante disse ainda que espera encontrar soluções "pelo menos para algumas centenas de pessoas", para que "possam sair dos hospitais, onde não deviam estar. É um risco muito grande ter um utente que já tem alta clínica que não precisa de estar num hospital", sublinhou. Reconheceu que "não é de um dia para o outro" que se conseguem lugares para estas pessoas e explicou que, a nível nacional, aos 800 utentes que já estavam contabilizados com alta clínica, mas sem outra resposta, se juntaram mais 400. "É uma situação impossível de manter. Nós estamos na semana do Natal, na semana do Ano Novo e é preciso ter camas para internar as pessoas que precisam de ficar internadas", acrescentou. A governante apontou igualmente a falta de profissionais no hospital de Vila Franca, assumindo que muitos podem ter abandonado a unidade de saúde depois de ela ter deixado de ser Parceria Público Privada, mas disse que há seguramente outras razões para a decisão que tomaram. "Essa é

naturalmente uma delas, porque nas outras parcerias que tínhamos também aconteceu a mesma coisa. Mas há certamente outras razões, como a falta de atratividade, de projetos que, se calhar, os médicos também ambicionam ter dentro da sua prática clínica e, naturalmente, uma pressão demográfica destes cinco concelhos que o hospital serve, (...) o que cria bastante pressão nas equipas clínicas", disse. Quanto ao Natal e Ano Novo, disse que as escalas já estão feitas, "contando naturalmente com as merecidas férias dos profissionais". JN/MS

PS

PS envia a Ventura dossiê com "mais de 100 mentiras e imprecisões" do Chega O líder parlamentar socialista enviou hoje ao presidente do Chega um dossiê com "mais de 100 mentiras, imprecisões e manipulações verificadas" que acusa André Ventura e outros deputados do partido de terem veiculado.

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Credito: DR

A ministra da Saúde estimou que haja mais de 1200 de casos sociais nos hospitais, de pessoas com alta clínica mas sem resposta noutros locais, e disse que nos próximos dias deverá haver solução para algumas centenas.

Credito: DR

Governo pretende solucionar centenas dos mais de 1200 casos sociais nos hospitais

Venho, por este meio, fazer chegar ao seu conhecimento os dossiês apresentados no plenário durante o debate na generalidade do Orçamento do Estado 2026, com o resultado do `fact check´ às suas afirmações proferidas publicamente, desde 2020 até agora", pode ler-se numa carta enviada por Eurico Brilhante Dias, à qual a agência Lusa teve acesso. Segundo o líder parlamentar do PS, após uma "análise não exaustiva" concluiu-se que "são mais de 100 mentiras, impreci-

sões e manipulações verificadas e veiculadas", sobretudo por André Ventura e outros deputados do partido. "Considero que esta forma de fazer política não é aceitável, apoiando-se na mentira e na desinformação para divulgar ideias e propostas muitas vezes extremistas, xenófobas e que incitam ao ódio", criticou. O PS, segundo Eurico Brilhante Dias, vai continuar "a apresentar as propostas que considera serem as melhores para a vida dos portugueses" e vai promover "valores como a liberdade, a igualdade e o progresso". É preciso parar a mentira a bem da melhoria das condições de vida dos portugueses e da saúde da democracia", disse. JN/MS

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Cortes com alma. Tradição no sabor.


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24 de dezembro de 2025

UE

MUNDO PORTUGAL

União Europeia prolonga sanções económicas à Rússia por mais seis meses A União Europeia (UE) prolongou as sanções económicas contra a Rússia por mais seis meses, por causa da invasão à Ucrânia, há quase quatro anos.

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NM/MS

Credito: DR

E

m comunicado, o Conselho da UE anunciou a prorrogação do regime de sanções contra a Federação Russa até 31 de julho de 2026 devido à "guerra de agressão e sem provocações" que desencadeou o maior conflito em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial. As sanções abrangem vários setores, da energia aos bens de luxo.

Justiça

EUA

Revelados truques de Maxwell para atrair jovens para núcleo de Epstein

JD Vance não poupa críticas a comentários de Nick Fuentes: "Pode comer…"

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or exemplo, de acordo com o jornal britânico The Guardian, Maxwell era descrita como uma pessoa carinhosa, que fazia piadas e ouvia as pessoas. Apesar de ser já conhecida a forma como Ghislaine Maxwell atraia as vítimas, a divulgação pública destas informações ocorre num momento em que a ex-companheira de Epstein está a tentar que um tribunal federal de Manhattan lhe reduza a pena de prisão. Os documentos em questão referem que um agente da polícia relatou, em 2020, a um júri, a entrevista de uma mulher que afirmou ter sido abusada por Jeffrey Epstein quando ainda era menor de idade. A alegada vítima contou que nas duas primeiras visitas a casa do magnata não sofreu qualquer tipo de abuso, mas que foram "estranhas". No entanto, segundo informações do gabinete da polícia, Maxwell terá "normalizado a situação". "Ela agia como se

JD Vance não se poupou nas palavras que dirigiu a Nick Fuentes, depois depois de o comentador político de extrema-direita ter tecido comentários sobre Usha Vance - por ser filha de pais imigrantes.

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Para que fique bem claro: qualquer um que ataque a minha mulher, seja Jen Psaki ou Nick Fuentes, pode comer m****", disse Vance numa entrevista ao UnHerd, que foi publicada no domingo (21). E acrescentou: "Esta é a minha política oficial como vice-presidente dos Estados Unidos". Nick Fuentes de 27 anos, um supremacista da extrema-direita e negacionista do Holocausto, afirmou que JD Vance era um "traidor da raça" por ser casado com Usha, que é filha de dois imigrantes indianos, tendo usado termos pouco simpáticos para descrever as Segunda Dama norte-americana. "Quem é esse homem, afinal? Será que esperamos que um homem casado com uma indiana e que escolheu o nome de Vivek para o filho, vá apoiar a identidade branca?", questionou Fuentes devido à escolha de JD Vance para vice-presidente norte-americano. Usha Vance, de 39 anos, recorde-se, é a primeira asiática-americana e hindu que ocupa a função de Segunda

Dama. Durante a entrevista ao UnHerd, o vice-presidente dos Estados Unidos posicionou-se contra o antissemitismo e qualquer tipo de racismo, tendo traçado uma linha sobre o que é inaceitável para a Direita. "O antissemitismo e todas as formas de ódio étnico não têm lugar no movimento conservador. Seja atacar alguém por ser branco, negro ou judeu. É repugnante", salientou. JD Vance foi ainda mais longe, dizendo que Donald Trump "não construiu a maior coligação da política por submeter os seus apoiantes a intermináveis testes de pureza". NM/MS

Credito: DR

Num dos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos são descritos quais os truques que a ex-companheira de Jeffrey Epstein usava para atrair adolescentes para o núcleo do magnata. A antiga socialite normaliza as situações e "agia como se fosse uma irmã mais velha".

fosse uma irmã mais velha despreocupada e que fazia comentário do género: 'É isto que os adultos fazem'. Segundo o mesmo documento, a atividade sexual da vítima com Jeffrey Epstein foi aumentando com o tempo. No seu depoimento às autoridades, a vítima foi questionada sobre qual era o seu sentimento em relação ao magnata e à sua companheira. "Ela disse que sentia que eles a amavam. Ela sentia que eles eram família, que a apoiavam... e foi-lhe transmitido que ela precisava de lhes ser grata", cita a agente da polícia. De recordar que a antiga 'socialite' foi condenada a 20 anos de prisão em 2021, em Manhattan, por ajudar a atrair adolescentes para serem abusadas sexualmente por Epstein, após um julgamento que incluiu testemunhos de vítimas abusadas entre as décadas de 1990 e 2000. Recentemente, foi noticiado que a mulher estaria a ponderar entrar em contacto com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para lhe pedir comutação da pena, depois de ter sido transferida para uma prisão de segurança mínima e onde alegadamente estará a ser tratada com diversos privilégios. NM/MS

EUA

Ninguém reclamou corpo de Cláudio Valente, assassino de Nuno Loureiro nias fúnebres ou envio dos restos mortais para Portugal. Desde que se soube que Cláudio Valente, que entretanto foi encontrado morto por um tiro auto-infligido, era o autor dos três homicídios, que várias vozes se levantaram para falar dele. A maioria de forma negativa. Uma das últimas citadas pelos meios de comunicação social norte-americanos é homicida, natural do Entronca- de um ex-amigo do triplo homicida. Scott mento, poderá mesmo vir a ser se- Watson, professor de física na Universidapultado como indigente do outro de de Syracuse revelou que conheceu Cláulado do Atlântico, se a família, de classe dio Valente quando ambos estudavam na média, mas com quem tinha cortado rela- Universidade de Brown, entre 2000 e 2001. ções, não se responsabilizar pelas cerimó- Já nessa altura, há vários anos, o português

O corpo do serial killer português Cláudio Valente, que matou o professor Nuno Loureiro e dois estudantes da Universidade de Brown, nos Estados Unidos da América (EUA), ainda não foi reclamado. O assassino tinha cortado as relações com a família, de classe média, há vários anos.

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era "socialmente estranho" e mostrava sinais de não conseguir conter a "raiva". "Quando estudávamos em Brown eu era praticamente o seu único amigo. Ele era socialmente estranho e eu também, o que acho que explica a ligação que tivemos. Durante a semana de integração, ele estava sentado sozinho. Eu aproximei-me e cumprimentei-o. No início, ele mostrou-se reservado mas consegui quebrar o gelo e ficamos amigos”. Apesar disso, o docente universitário admite que os sinais possam ter estado "sempre lá", uma vez que ficava, "frequentemente frustrado", "irritado com as aulas, os

professores e as condições de vida". A última vez que falou com o amigo foi em 2003. "Ele disse-me que ia regressar a Portugal, embora pareça que isso não tenha acontecido", notou. O funeral de Nuno Loureiro também ainda não se realizou. Tudo indica que as cerimónias fúnebres se realizem nos EUA, onde o renomado investigador vivia com a mulher e os três filhos. Entretanto, amigos da família criaram uma petição pública para ajudar os menores na sua educação. Até ao momento já foram angariados mais de 260 mil euros. NM/MS


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Dinamarca

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ministro dos Negócios Estrangeiros, Lars Lokke Rasmussen, disse que está indignado com a nomeação, que considerou "totalmente inaceitável" acrescentando que o embaixador dos Estados Unidos na Dinamarca vai ser convocado nos próximos dias para explicações. O ministro pediu aos Estados Unidos respeito pela integridade territorial do seu país, referindo-se diretamente à nomeação do governador do estado norte-americano da Louisiana, Jeff Landry, para o cargo designado como "enviado especial" para a Gronelândia. No passado, Jeff Landry defendeu que território autónomo dinamarquês da Gronelândia deveria fazer parte dos Estados Unidos (EUA). Desde o princípio do ano que os Estados Unidos têm manifestado interesse adquirir o território dinamarquês alegando preocupações com a segurança norte-americana. As posições de Washington sobre o assunto geraram críticas tanto do governo dinamarquês como do governo autónomo da Gronelândia. "Jeff compreende o quão essencial a Gronelândia é para a nossa segurança nacional (dos EUA) e vai defender veementemente os interesses do nosso país para a segurança e sobrevivência dos nossos aliados e, na verdade, do mundo. Parabéns, Jeff!", afirmou no domingo (21) o presidente norte-americano Donald Trump, através de uma mensagem difundida pelas redes sociais. Entretanto, Jeff Landry disse que pre-

tende conciliar o que designou por "cargo voluntário" com a função de governador do estado norte-americano da Louisiana. Landry afirmou ainda que tem como "missão" tornar a Gronelândia parte dos Estados Unidos. O território do Ártico, com uma população de 57 mil habitantes distribuídos por 2,1 milhões de quilómetros quadrados (80% dos quais permanentemente cobertos de gelo), depende essencialmente das receitas da pesca e da ajuda da Dinamarca, que cobre quase metade das despesas orçamentais. Desde 2010 que a Gronelândia tem um novo Estatuto de Autonomia que reconhece o direito à autodeterminação, uma possibilidade apoiada pela maioria dos seus habitantes, embora não à custa de uma descida do nível de vida. Ao mesmo tempo, os residentes rejeitaram a anexação pelos Estados Unidos, de acordo com as sondagens que foram publicadas nos últimos meses. A Rússia reconheceu que as negociações com os Estados Unidos sobre um NM/MS plano de paz para a Ucrânia registam "progressos lentos", acusando alguns países de "tentativas maliciosas" para sabotar o processo diplomático.

Rússia

Rússia admite "progressos lentos" em negociações com EUA sobre Ucrânia

O Credito: DR

A Dinamarca anunciou que vai convocar o embaixador dos Estados Unidos depois do Presidente Donald Trump ter nomeado um "enviado especial" norte-americano para a Gronelândia considerando a decisão "totalmente inaceitável".

Credito: DR

Dinamarca condena nomeação de enviado dos EUA para a Gronelândia

vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Ryabkov, afirmou que os contactos em curso são acompanhados por "esforços extremamente prejudiciais" de um grupo influente de países para "torpedear as conversações", segundo declarações citadas pelas agências de notícias russas. Ryabkov elogiou a intenção do Presidente norte-americano, Donald Trump, de procurar "soluções que abordem as causas profundas do conflito e que sejam duradouras", mas criticou a atitude de vários líderes europeus face ao pla-

no de Washington, apresentado há cerca de um mês e ainda em negociação. Segundo o vice-ministro russo, um eventual acordo entre Moscovo e Washington sobre a Ucrânia é precisamente "aquilo que os adversários em Bruxelas e em várias capitais europeias mais temem", garantindo que a Rússia continuará a trabalhar nesse sentido "sem reduzir os esforços". Novas rondas de contactos sobre o plano norte-americano decorreram este fim de semana na Florida, com reuniões separadas entre representantes dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia. Apesar de não terem produzido avanços substanciais, Washington e Kyiv classificaram as trocas como "produtivas e construtivas". NM/MS

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Suplemento Desportivo

MUNDIAL 2026

JOGOS DE PORTUGAL ENTRE OS MAIS CAROS

Creditos: FPF

P57

Portugal reforça aposta olímpica

P60

Nova superliga traz NBA para a Europa

Leafs P60

Coaching Change?

P61

Duas vozes, um jogo, zero filtros. Rómulo Ávila e Francisco Pegado levam-no Fora de Jogo. Em CamoesRadio.com e no Facebook @camoes.radio segunda-feira às 18h


50

MILÉNIO | DESPORTO

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24 de dezembro de 2025

CRÓNICA DESPORTIVA

Quando o ruído fala mais alto do que o jogo

Paulo Freitas Opinião

Uma semana marcada por polémicas, discursos inflamados e a incapacidade crónica de colocar o jogo em primeiro lugar

A

última semana do futebol português não trouxe nada de verdadeiramente novo, mas confirmou, de forma quase caricata, os vícios profundos que continuam a impedir a evolução da modalidade no país. Entre jogos, comunicados, polémicas e discursos repetidos, o futebol nacional voltou a falhar no essencial: valorizar o jogo, respeitar os adeptos e proteger a sua própria credibilidade. O problema já não é pontual nem circunstancial: é estrutural e persistente. Dentro de campo, os resultados acabaram por ser secundarizados por tudo o que aconteceu à volta. E isso diz muito sobre o estado atual do futebol português. A discussão raramente se centrou na qualidade do jogo, nas opções táticas ou no mérito desportivo. Em vez disso, voltou a girar em torno da arbitragem, das interpretações, das suspeitas e das narrativas de vitimização. Mais uma semana se passou, mais um ciclo que se repete sem sinais de mudança. O vídeo-árbitro, que deveria ter sido um instrumento de pacificação, tornou-se apenas mais um elemento de discórdia. Não porque a tecnologia seja inútil, mas porque foi integrada num sistema

que se recusa a ser transparente. Critérios pouco claros, decisões mal explicadas e ausência de responsabilização alimentam a ideia de que nada mudou de facto. O futebol português parece incapaz de aceitar que o erro faz parte do jogo, preferindo criar a ilusão de conspirações permanentes. Como já tive oportunidade de escrever neste jornal, bem como em entrevistas para estações de televisão, sou frontalmente contra o vídeo-árbitro na forma em que está implementado e confirma-se que pouco de positivo veio acrescentar ao futebol português. Ainda mais grave é a forma como dirigentes e estruturas oficiais contribuem ativamente para este ambiente tóxico. Em vez de promoverem estabilidade e moderação, muitos optam por discursos inflamados, comunicados agressivos e ataques constantes às instituições. Esta semana voltou a mostrar como a comunicação oficial de vários clubes serve mais para pressionar do que para esclarecer. O resultado é previsível: adeptos radicalizados, estádios mais tensos e um clima geral de hostilidade. A instabilidade técnica é outro reflexo claro de um futebol sem rumo. Treinadores continuam a ser descartáveis, avaliados exclusivamente pelos resultados imediatos, sem contexto ou visão estratégica. A semana recente reforçou essa lógica cruel: projetos interrompidos à primeira série negativa, substituições apressadas e a ilusão de que mudar o treinador resolve problemas estruturais. O futebol português insiste em tratar sintomas em vez de enfrentar as causas. A desigualdade competitiva do campeonato também ficou evidente. Apesar do discurso de equilíbrio, a realidade mostra um fosso cada vez maior entre

constante tornou-se parte do espetáculo, quase um elemento identitário. Em vez de ser combatida, é explorada mediaticamente. Enquanto isso, temas fundamentais como organização das competições, transparência institucional, valorização do jogo e formação de públicos ficam sistematicamente para segundo plano. Ainda assim, o futebol português continua a ter qualidade. Há bons jogadores, treinadores competentes e clubes que tentam fazer diferente. Mas esses exemplos são frequentemente engolidos por um sistema que recompensa o ruído, a suspeita e o conflito. A semana que passou mostrou, mais uma vez, que o principal adversário do futebol português não está do outro lado do campo, mas sim dentro do próprio sistema. Se nada mudar, o risco é claro: perda de credibilidade, afastamento dos adeptos mais críticos e empobrecimento do espetáculo. O futebol português precisa urgentemente de menos gritos e mais reflexão, menos comunicados e mais responsabilidade, menos desculpas e mais coragem para mudar. A última semana não foi um acaso. Foi apenas mais uma confirmação de que o problema é profundo, e continua por resolver. Como consegue perfeitamente o leitor, esta é uma crónica da última semana desportiva, mas podia ser perfeitamente um resumo de todo o ano do futebol português. Exige-se reflexão no topo do futebol português de modo a credibilizar e voltar a fazer crescer o nosso futebol. Aproveito para desejar a todo o auditório do Milénio Stadium um santo e feliz Natal, com muita paz, saúde e amor. Que 2026 seja o ano que vos traga tudo aquilo que mais desejam. Como diria o enorme Raúl Solnado: ‘façam o favor de ser felizes’!

clubes com poder financeiro e os restantes. A última jornada confirmou que muitos jogos são disputados mais por obrigação do que por verdadeira expectativa competitiva. Um campeonato previsível perde interesse, perde público e perde valor. Ainda assim, insiste-se em fingir normalidade. A formação, tantas vezes apontada como orgulho nacional, está longe de ser gerida de forma responsável. A semana voltou a expor jovens jogadores lançados sob pressão extrema, transformados rapidamente em produtos de mercado. O discurso da aposta nos jovens soa vazio quando não existe um verdadeiro projeto de desenvolvimento humano e desportivo. O futebol português forma talento, mas continua a falhar na proteção desse talento. No plano financeiro, o cenário é igualmente preocupante. A dependência quase obsessiva das vendas de jogadores demonstra a fragilidade do modelo económico. Em vez de se construir sustentabilidade, vive-se de soluções imediatas e receitas extraordinárias. A semana recente trouxe mais sinais de clubes a gerir o presente à custa do futuro, num ciclo que se autoalimenta e que impede qualquer estabilidade a médio prazo. Os adeptos, paradoxalmente o pilar do futebol, continuam a ser tratados como figurantes. Horários pouco adequados, preços elevados, experiências nos estádios marcadas por tensão constante e um discurso que apela à paixão, mas ignora o respeito. A última semana reforçou a sensação de desgaste e cansaço emocional. O futebol português exige fidelidade absoluta, mas oferece um produto cada Crónica escrita com análises e ponto de vista vez mais pobre em valores. do seu autor. O mais preocupante é que esta realidade parece normalizada. A polémica

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24 de dezembro de 2025

51

TAÇA DE PORTUGAL

Sporting elimina Santa Clara em jogo com penálti polémico

Creditos: DR

mento de grande polémica e que promete fazer correr muita tinta, com o VAR a passar mais de oito minutos a analisar um lance dentro da área do Santa Clara, em que Tiago Duarte tocou ligeiramente na cara de Hjulmand. Apesar da indecisão, o videoárbitro mandou João Pinheiro ver as imagens e, após mais três minutos, o árbitro decidiu assinalar grande penalidade. O ambiente aqueceu, e de que maneira, no Estádio São Miguel, cabendo a Luis Suárez a responsabilidade de marcar o penálti e o colombiano assinou o 2-2 aos 90+16, 15 minutos depois do início do lance, e adiou tudo para o prolongamento. Ricardo Mangas falhou um golo cantado logo a abrir o tempo extra, mas o Sporting marcou mesmo aos 98. Novo cruzamento de Trincão, ligeiro desvio de Hjulmand e Ioannidis, de cabeça, a assinar a segunda reviravolta da noite e a garantir o apuramento dos leões.

Creditos: DR

Plantel do Santa Clara visa Liga e sindicato: "Exigimos respeito"

C.D. Santa Clara

2

Sporting CP

3

O Sporting garantiu o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal após a vitória, por 3-2 no prolongamento, sobre o Santa Clara. O jogo fica marcado por um lance muito polémico, que acabou por valer uma grande penalidade que permitiu aos leões empatarem a partida no final do tempo regulamentar, depois de o VAR e o árbitro demorarem quase 11 minutos a decidir uma falta de Tiago Duarte sobre Hjulmand. A equipa de Rui Borges defronta o AVS na próxima eliminatória.

O Santa Clara entrou bem na partida e criou o primeiro lance de perigo num remate de longe de MT, que João Virgínia, novidade na baliza dos leões, defendeu. A equipa de Rui Borges passou a controlar o meio-campo e, na primeira oportunidade, festejou. Cruzamento da direita de Fresneda e João Simões a assinar um grande golo, depois de receber com a perna direita e rematar com a esquerda. A desvantagem não fez tremer os açorianos, que chegaram ao empate perto da meia hora. Lucas Soares ganhou o duelo a Matheus Reis e, de fora da área, rematou forte para o 1-1 que se registava ao intervalo. A abrir a segunda parte, Trincão não conseguiu chegar ao cruzamento de Matheus

Reis com a bola a sobrar para o disparo de Maxi Araújo, mas Neneca assinou uma grande defesa para salvar o Santa Clara. O domínio territorial leonino tornava-se mais óbvio e, mesmo que o perigo não rondasse constantemente a baliza insular, Suárez chegou a ultrapassar Neneca, mas o ponta de lança ficou sem ângulo para um remate bem-sucedido. Aos 86 minutos e num lance aparentemente inofensivo, Gabriel Silva rodou bem sobre Gonçalo Inácio e disparou, com a bola a desviar em Eduardo Quaresma e a entrar na baliza de João Virgínia. Pouco depois, Paulo Victor foi expulso e deixou os açorianos com menos um. Já em período de compensação, mo-

O plantel do Santa Clara recorreu esta sexta-feira às redes sociais para emitir um comunicado em que os jogadores se insurgem por terem de jogar frente ao Arouca, para a I Liga, com menos de 72 horas de descanso, depois do polémico jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal, frente ao Sporting (2-3), ter ido a prolongamento. "Queremos protestar por sermos obrigados pela Liga Portugal a jogar frente ao Arouca com menos de 72 horas de descanso (...). Este mesmo facto já devia ter sido considerado na marcação do jogo, visto que, na época passada, em Alvalade, o nosso jogo já tinha ido a prolongamento, tal como aconteceu nesta edição da Taça", começa-se por ler no comunicado. "Lamentamos o facto de o Sindicato dos Jogadores não se pronunciar em nossa defesa, colocando-nos, por falta de descanso, até em risco de lesões", continua o plantel, concluindo de seguida, exigindo respeito: "Seguimos juntos e unidos, a trabalhar com profissionalismo para honrar o nosso clube e a nossa região. No entanto, exigimos respeito e profissionalismo de todas as entidades", referem ainda. JN/MS

FC Porto

4

F.C. Famalicão

1

O F. C. Porto venceu o Famalicão, por 4-1, e agendou um duelo, no Estádio do Dragão, com o Benfica nos quartos de final da Taça de Portugal. William Gomes, Victor Froholdt, Samu e Pepê marcaram os tentos que valeram o apuramento dos azuis e brancos, enquanto Justin de Haas ainda empatou a uma bola para os minhotos. Francesco Farioli fez seis alterações em relação à equipa que bateu o Estrela da Amadora, para o campeonato, mas a atitude não mudou. Depois de uma entrada forte no jogo, William Gomes aproveitou um erro de Mathias de Amorim, logo aos sete minutos, para bater Zlobin e abrir o marcador.

A

resposta famalicense foi imediata e eficaz. Após um pontapé de canto, Justin de Haas ganhou nas alturas a Prpic e cabeceou para o empate. O interva-

lo não chegaria sem o F. C. Porto se voltar a colocar no comando do marcador. Zlobin ainda defendeu o remate de Gabri Veiga, mas a bola sobrou para o disparo ao ângulo de Froholdt. Mesmo em cima do descanso, lance polémico no Dragão, com o árbitro a assinalar um livre direto a favor dos portistas quando Pepê pareceu ter sido derrubado dentro da área. O VAR não corrigiu a decisão do chefe de equipa. A incerteza sobre o desfecho da eliminatória durou até ao minuto 80. Após um pontapé de canto e de um desvio num defesa do Famalicão Samu surgiu no sítio certo para, de cabeça, ampliar a vantagem. A um minuto do fim do tempo regulamentar, Zlobin impediu o bis de Samu, após cruzamento de Rodrigo Mora, mas Pepê aproveitou a recarga para estabelecer o resultado final. Segue-se um clássico entre F. C. Porto e Benfica na prova rainha do futebol português. JN/MS

Creditos: DR

F. C. Porto vence Famalicão e marca duelo com o Benfica


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24 de dezembro de 2025

RESULTADOS - 15ª JORNADA

I LIGA - CLASSIFICAÇÃO

Estoril Praia

1-0

SC Braga

Gil Vicente

2-2

Rio Ave

Est. Amadora

0-0

Moreirense

AFS

2-2

Nacional

CD Tondela

1-2

Casa Pia AC

Santa Clara

0-0

FC Arouca

FC Alverca

0-3

FC Porto

Benfica

0-0

FC Famalicão

Vitória SC

20:45

Sporting

Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

FC Porto

43

15

14

1

0

33

4

Sporting

35

14

11

2

1

38

7

Benfica

32

14

9

5

0

30

8

Gil Vicente

26

15

7

5

3

19

9

SC Braga

25

15

7

4

4

26

13

FC Famalicão

23

14

6

5

3

18

9

Moreirense

21

15

6

3

6

21

24

Vitória SC

21

14

6

3

5

15

17

Estoril Praia

17

15

4

5

6

23

25

FC Famalicão

18:00

Est. Amadora

FC Alverca

17

15

5

2

8

15

23

Estoril Praia

20:30

FC Alverca

Rio Ave

17

15

3

8

4

19

24

Nacional

16

15

4

4

7

17

21

Santa Clara

16

15

4

4

7

11

15

Est. Amadora

15

15

3

6

6

17

22

Casa Pia AC

13

15

3

4

8

16

29

FC Arouca

13

15

3

4

8

15

37

CD Tondela

9

15

2

3

10

9

27

AFS

4

15

0

4

11

11

39

16ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 27/12

28/12 FC Arouca

15:30

Gil Vicente

Casa Pia AC

15:30

Vitória SC

SC Braga

18:00

Benfica

20:30

Rio Ave

Sporting

29/12 FC Porto

20:15

AFS

11/01 Nacional

15:30

Santa Clara

Moreirense

18:00

CD Tondela

RESULTADOS - 15ª JORNADA

II LIGA - CLASSIFICAÇÃO

GD Chaves

0-1

Portimonense

Feirense

0-1

Paços Ferreira

FC Vizela

0-0

Académico

FC Felgueiras

2-0

FC Porto B

Leixões

1-4

Marítimo

Equipas

P

J

V

E

D

GM

GS

Sporting B

29

15

9

2

4

24

9

Académico

26

15

7

5

3

28

16

GD Chaves

26

16

7

5

4

19

12

FC Vizela

24

15

6

6

3

19

14

Farense

0-1

UD Leiria

FC Penafiel

1-0

Torreense

Benfica B

1-0

Sporting B

Lourosa

0-0

UD Oliveirense

UD Leiria

23

15

6

5

4

19

17

Lourosa

20

14

5

5

4

22

22

Torreense

20

15

6

2

7

19

19

FC Penafiel

19

16

5

4

7

15

16

Farense

19

15

5

4

6

15

20

FC Felgueiras

19

15

5

4

6

18

22

Benfica B

18

15

4

6

5

22

22

Feirense

17

15

4

5

6

16

17

FC Porto B

17

15

5

2

8

14

22

Leixões

16

16

5

1

10

18

34

Paços Ferreira

15

15

3

6

6

16

23

UD Oliveirense

15

14

3

6

5

14

17

Portimonense

15

15

4

3

8

17

26

Portimonense

12

14

3

3

8

16

26

16ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL) 16/11 Leixões

0-1

GD Chaves

23/11 Marítimo

2-1

FC Penafiel

28/12 Académico

11:00

Benfica B

Paços Ferreira

14:00

Farense

Pedro Proença: "Futebol português vive hoje uma grande união" O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) mostrou-se muito convicto de que a modalidade "vive", atualmente, um momento de "grande união", isto numa altura em que tem existido bastante polémica em torno da arbitragem. Após inaugurar a fase quatro da Cidade do Futebol, em Oeiras, que contempla um bloco residencial com 30 quartos, em três pisos, e um bloco social, com cozinha, restaurante, salas de reunião e espaço para atletas e selecionadores, o líder da FPF não esqueceu a anterior direção e apontou à construção da quinta e última fase. "Estamos hoje a completar um projeto que a anterior direção iniciou, teve a visão de iniciar esta quarta fase. Para fecharmos o ciclo da Cidade do Futebol falta a quinta última fase, um projeto pioneiro, com a primeira universidade do futebol", indicou Pedro Proença. Diante dos presidentes das associações distritais e demais sócios ordinários, representantes de jogadores, árbitros e treinadores, que estiveram reunidos na Cidade do Futebol, em Oeiras, no âmbito do primeiro Conselho de Presidentes, o líder máximo da FPF deu conta do momento de "grande união" vivida no futebol português. "O futebol português vive hoje um momento de grande união. Acreditem que digo isto com convicção. O futebol português está vivo e está bom", vincou. O presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, marcou igualmente presença no evento para falar da "responsabilidade significativa para o Município" e desejar sucessos desportivos em 2026.

FC Porto B

15:30

Sporting B

"Uma responsabilidade significativa para o Município. [Uma obra] que superou todas as nossas expectativas e estão a ser feitas todas as intervenções para que fique ainda melhor. [Desejo] sucessos desportivos em 2026, esses sucessos são entusiasmantes", declarou o autarca.

UD Oliveirense

15:30

Feirense

JN/MS

Portimonense

15:30

FC Felgueiras

30/12 Torreense

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24 de dezembro de 2025

LIGA I

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F. C. Porto vence em Alverca com muito brilho de Borja Sainz

Creditos: DR

Penálti de Pavlidis vale vitória ao Benfica sobre o Famalicão

F.C. Alverca

0

FC Porto

3

O F. C. Porto continua firme na liderança do campeonato, após festejar a 14.ª vitória em 15 jornadas da Liga. O sucesso em Alverca, por 3-0, teve um protagonista especial, com Borja Sainz a assinar dois dos golos azuis e brancos, sendo que o segundo da conta pessoal do espanhol foi uma autêntica obra de arte.

O

s dragões entraram, como habitualmente, muito pressionantes no Ribatejo e só precisaram de dois minutos para criar perigo, com um grande

passe de Froholdt a lançar Rodrigo Mora, que atirou por cima. Com o controlo quase absoluto do meio-campo, apesar das tentativas de sair a jogar do Alverca, o F. C. Porto festejou um golo de Borja Sainz, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Apenas três minutos depois, aos 29, o espanhol marcou mesmo, de cabeça, após um excelente cruzamento de primeira de Rodrigo Mora. Em vantagem, a equipa de Francesco Farioli baixou o ritmo e, sobretudo, a pressão e quase pagava bem caro por isso. O disparo de Marezi, após centro de Lincoln, parecia destinado ao empate, mas Diogo Costa assinou uma defesa do outro mundo, com o internacional português

a voltar a brilhar de imediato, negando, com coragem, a intenção de Nabil. A reação do Alverca perdeu-se ao intervalo e foi André Gomes que teve de se aplicar para travar Samu, sendo que o guarda-redes pouco mais poderia ter feito ao minuto 57: ainda defendeu o remate de Pepê, mas a bola sobrou para a recarga vitoriosa de Alan Varela. O momento da noite e, provavelmente, um dos melhores golos da jornada estava reservado para o minuto 69: Gabri Veiga, que tinha entrado para o lugar de Rodrigo Mora, tocou para o remate, de primeira e em arco, de Borja Sainz, que só parou no ângulo da baliza do Alverca. JN/MS

S.L. Benfica

1

F.C. Famalicão

0

O Benfica recebeu e venceu o Famalicão, por 1-0, em jogo da 15.ª jornada da Liga, decidido por uma grande penalidade de Pavlidis. O único golo do encontro surgiu aos 34 minutos e castigou uma grande penalidade assinalada com recurso ao videoárbitro. O avançado grego não perdoou e garantiu os três pontos às águias, que somaram a quarta vitória consecutiva. O Famalicão cricou mais problemas à equipa de José Mourinho depois do intervalo, mas sentiu dificuldades em criar reais oportunidades de golo. Com esta vitória, o Benfica passa a somar 35 pontos. JN/MS

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24 de dezembro de 2025

FUTEBOL

Portugal termina 2025 no sexto lugar do ranking FIFA

Creditos: DR

Ranking da FIFA (22 de dezembro)

"Depois de um hiato de alguns meses, é novamente o futebol português a ser Portugal termina 2025, ano em que venceu pela segunda vez a Liga das Nações e garantiu a qualificação para o Mundial2026, no sexto lugar do ranking FIFA, hoje divulgado, que continua liderado pela Espanha. Num lista sem qualquer alteração no top 30 em relação à contabilidade de novembro, visto que apenas existiram jogos a contar para a Taça Árabe, a seleção nacional viu confirmado o sexto posto, com Espanha, atual campeã europeia, Argentina, atual cam-

1. (1)

Espanha, 1.877,18 pontos.

2. (2)

Argentina, 1.873,33.

3. (3)

França, 1.870.

4. (4)

Inglaterra, 1.834,12.

5. (7)

Brasil, 1.760,46.

6. (5)

Portugal, 1.760,38.

7. (6)

Países Baixos, 1.756,27.

8. (8)

Bélgica, 1.730,71.

9. (10)

Alemanha, 1.724,15.

10. (11)

Croácia, 1.716,88.

peã mundial, e França, respetivamente, (...) a finalizarem o ano no pódio. 67. (68) Portugal segue muito perto do Brasil, que está no quinto lugar, e continua à frente dos Países Baixos, sétimos. Em termos de adversários no próximo Campeonato do Mundo, em que a equipas das 'quinas' vai disputar o Grupo K, a Colômbia está perto do top 10 no 13.º lugar, enquanto o Uzbequistão é 50.º. O grande "vencedor" do ano foi o Kosovo, que subiu no total em 2025 19 posições, terminando no 80.º posto, seguindo da No-

89. (89)

Creditos: DR

ruega (29.ª) e Suriname (123.º), ambos com subidas de 15 lugares. Dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Cabo Verde, que garantiu o primeiro Mundial da sua história, reforçou o estatuto do mais bem classificado, subindo uma posição para em 67.º. Entre os treinadores português, Omã, de Carlos Queiroz, ocupa o 79.º posto, a Guiné, de Paulo Duarte é 81.ª, e o Kuwait, de Hélio Sousa, é 135.º. A próxima atualização do ranking FIFA está agendada para 19 de janeiro do próximo ano.

Ex-Benfica bisa e dá Supertaça italiana ao Nápoles O Nápoles conquistou a Supertaça de Itália pela segunda vez, ao vencer o Bolonha na final (2-0) disputada na Arábia Saudita. David Neres, ex-jogador do Benfica, foi a grande figura da final, ao assinar os dois golos da equipa napolitana, que havia afastado o AC Milan na meia-final.

Cabo Verde, 1.370,49.

O extremo brasileiro abriu o marcador com um golaço aos 39 minutos e sentenciou o vencedor com mais um golo aos 57 minutos.

Angola, 1.271,54.

102. (102) Moçambique, 1.223,48. 133. (133) Guiné-Bissau, 1108,09. 189. (190) São Tomé e Príncipe, 871,63. 193. (193) Macau, 865,29. 198. (198) Timor-Leste, 835,55. JN/MS

O Bolonha, atual detentor da Taça de Itália, não teve argumentos para o campeão transalpino e o resultado final até podia ter sido mais dilatado. JN/MS

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MUNDIAL 2026

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O preço dos bilhetes para os jogos de Portugal no Mundial2026 de futebol, que vai decorrer nos Estados Unidos, no Canadá e no México, custam entre 225 e 600 euros, segundo o sítio oficial da competição na Internet FIFA colocou Portugal entre as seleções com os bilhetes mais caros durante a fase de grupos, juntamente com os três países anfitriões e com Argentina, atual detentor do título, Brasil e Inglaterra. Isto significa que ingresso mais barato para assistir ao vivo à estreia da seleção portuguesa no Mundial2026, que será a 17 de junho, em Houston, nos Estados Unidos, contra vencedor do caminho 1 do play-off intercontinental (Jamaica ou Nova Caledó-

A

nia ou República Democrática do Congo) custa 225 euros (265 dólares) e é denominado de categoria 3. Um bilhete da categoria 2 tem o preço 425 euros (500 dólares) e a categoria 1 custa 600 euros (700 dólares). Estes valores mantêm-se para os restantes dois jogos de Portugal no Grupo K, que serão frente ao Uzbequistão, em 23 de junho, igualmente em Houston, e Colômbia, a 27, em Miami, também em solo norte-americano. Caso Portugal, que foi cabeça de série no sorteio, vença o grupo, já sabe que vai jogar com um dos melhores terceiros os 16 avos de final em Kansas, com os bilhetes a variarem entre os 170 (mais baratos) e os 442 euros (mais caros) das categorias existentes.

Se seguir em frente, os oitavos de final vão ser em Vancouver, com bilhetes entre os 272 e os 765 euros, enquanto os quartos de final serão de novo em Kansas, com preços entre os 455 e os 1.076 euros. Já as meias-finais vão disputar-se em Atlanta, com bilhetes entre os 770 e 2.586 euros, enquanto a final tem um custo entre 3.561 e 7.387 euros. Isto significa que num cenário em que Portugal vença o grupo e chegue à final, um adepto precisa de gastar cerca de seis mil euros para assistir a todos os jogos da equipa das ‘quinas’. Depois de receber muitas criticas praticamente de todo o planeta futebolístico devido ao elevado preços dos bilhetes praticados no próximo Campeonato do Mundo, na terça-feira, a FIFA lançou um pacote de ingressos a 51 euros (60 dólares) para todos os 104 jogos da competição, incluindo a final, mas num número reduzido. De acordo com o organismo, esses bilhetes serão distribuídos às federações de cada país participante e, de acordo com as contas da agência noticiosa AP, deverá resultar entre 400 e 750 por seleções para cada jogo, dependendo da capacidade do estádio em que é disputado. A FIFA explicou que cada federação terá “a obrigação de disponibilizar os bilhetes as adeptos fiéis e com um vinculo próximo à sua seleção”. O jogo de abertura do Mundial2026, que será entre México e a África do Sul, a 11 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México tem bilhetes à venda entre os 870 e 2000 euros. Já a final, que será a 19 de julho, no Metlife Stadium, em Nova Jérsia, tem ingressos entre 3.500 e 7.400 euros. JN/MS

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Bilhetes para jogos de Portugal entre os mais caros da primeira fase FUTEBOL

Luís Castro é o novo treinador do Levante O português Luís Castro, que estava livre depois de abandonar recentemente o Nantes, é o novo treinador do Levante e assinou contrato até junho de 2027, anunciou este sábado o último classificado da Liga espanhola. Castro, de 45 anos, foi anunciado com o novo técnico do emblema de Valência, após o empate (1-1) na receção à Real Sociedad, em duelo da 17.ª jornada do campeonato espanhol. O treinador nascido em Moreira de Cónegos passou grande parte da carreira nos escalões de formação, primeiro do Vitória do Guimarães e depois do Benfica, tendo conquistado a UEFA Youth League com os "encarnados", em 2021/22. Após deixar a Luz, Luís Castro esteve duas temporadas no comando do Dunquerque e continuou no futebol francês com o Nantes, clube do qual foi afastado na última semana. JN/MS

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FUTEBOL

Rui Borges vencedor da ‘Liga’ Rui Borges Além destes, registaram-se seis empates Treinador completa em Guimarães 34 jogos de Liga ao serviço do Sporting. Ne- na temporada passada: em Guimarães, na nhum clube fez mais pontos desde que jornada 17 (4-4, golos de Tiago Silva, Kaio César, João Mendes e Dieu Michel; 3x GyoRB entrou em Alvalade keres e Trincão); no Dragão, na jornada 21 ui Borges completa 34 jogos (1-1, golos de Namaso e Fresneda); na jornade Liga ao comando do Sporting. Ou da 22, em Alvalade, com o Arouca (2-2, goseja, um campeonato. E, aconteça los de Harder e Trincão; Rui Silva, na própria o que acontecer nesta jornada, nos jogos baliza, e Henrique Araújo); fora, com a Aves de Guimarães, Lisboa e Alverca, ninguém SAD, na jornada 23 (2-2, golos de Zé Luís e somará mais pontos nestes 34 jogos do que Gustavo Mendonça; Diomande e Gyokeres), os leões de Rui Borges. O Sporting soma na receção ao SC Braga, na jornada 28 (1-1, 80 pontos (para já em 33 jogos), seguidos golos de Gyokeres e Afonso Patrão); com o por Benfica e FC Porto com 74 (ambos tam- Benfica, na Luz, na jornada 33 (1-1, golos de bém em 33 jogos), SC Braga com 63 (já com Trincão e Akturkoglu). Mesmo que perca amanhã em Guima34 jogos) e V. Guimarães com 52 (e 33 jogos). Os leões têm ainda mais vitórias, me- rães — o que seria bastante negativo para nos derrotas, mais golos marcados e menos as aspirações do Sporting na revalidação do título — ninguém ultrapassará Rui Borges no golos sofridos. O único desaire de Rui Borges surgiu já total de pontos das últimas 34 jornadas, pois esta temporada, na jornada 4, na receção ele ficará com três de vantagem sobre Benao FC Porto (1-2, golos de Nehuén Pérez, fica e FC Porto, caso estes vençam os jogos na própria baliza; Luuk de Jong e William contra Famalicão e Alverca. Se o Sporting Gomes). Os empates foram dois esta época: vencer em Guimarães, Rui Borges somará frente ao SC Braga, em Alvalade, na jornada 83 pontos neste ‘campeonato’ em que está 8 (1-1, golos de Suárez e Zalazar) e na Luz, à frente do futebol leonino, pontuação sucom o Benfica, na jornada 13 (1-1, golos ficiente para ter ganho os campeonatos de 2019/2020 e 2024/2025. de Pedro Gonçalves e Sudakov). Se realizássemos um minicampeonato com os jogos entre estas cinco equipas ao longo das últimas 34 jornadas, o Benfica sairia na frente, com 13 pontos em 9 jogos (DDVVEE em 2024/2025 e EVE em 2025/2026). Seguir-se-iam Sporting (VEEEEV em 2024/2025 e DEE em 2025/2026) e o FC Porto (EEDD em 2024/2025 e VVEV em 2025/2026), ambos com 12 pontos, embora os leões com nove jogos e os dragões com oito. O SC Braga ficaria com 11 pontos em oito jogos (VEVEE em 2024/2025 e EED em 2025/2026), enquanto o V. Guimarães terminaria com apenas 4 pontos igualmente em oito jogos (EEEDD em 2024/2025 e DED em 2025/2026). A Bola/MS Creditos: DR

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FÓRMULA 1

Max Verstappen vai mudar de número em 2026 O piloto neerlandês Max Verstappen vai utilizar o número 3 no Mundial de Fórmula 1 em 2026, depois de ter utilizado o 1, de campeão, ao longo das últimas quatro temporadas, anunciou a escuderia Red Bull.

O

britânico Lando Norris (McLaren), que se sagrou campeão no final de 2025 ao bater Verstappen por dois pontos, passará a utilizar o número 1. O número 3 pertencia ao australiano Daniel Ricciardo, já retirado da competição, que detinha os direitos sobre a utilização desse dorsal. No entanto, a alteração ao regulamento permite que os pilotos renunciem aos seus números, tendo o australiano autorizado a sua utilização por Verstappen. Desde a sua estreia na Fórmula 1, em 2015, Max Verstappen utilizou o número

33, até ao final de 2021, ano em que se sagrou campeão mundial pela primeira vez. Entre 2022 e 2025 utilizou no seu carro o número 1, habitualmente atribuído ao piloto campeão em título. Numa entrevista recente, Max Verstappen, de 28 anos, já tinha indicado que o seu número preferido "sempre foi o três". "O 33 servia mas sempre gostei mais de apenas um algarismo em vez de dois. Sempre disse que representava uma sorte dupla mas já consegui a minha sorte na Fórmula 1", explicitou. O Mundial de Fórmula 1 regressa a 26 de fevereiro, com os primeiros testes de pré-temporada, na Malásia. A primeira prova da nova temporada será o Grande Prémio da Austrália, de 14 a 16 de março de 2026. JN/MS

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FUTEBOL FEMININO

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Este montante recompensa tanto os clubes de elite como os amadores cujas jogadoras fizeram parte das seleções nacionais que competiram no torneio, em reconhecimento do papel essencial desempenhado pelos clubes a todos os níveis no desenvolvimento das jogadoras de futebol e no apoio ao sucesso das seleções nacio-

nais", lê-se no comunicado. Desse 'bolo', 344 mil euros vão ser dados às quatro equipas portuguesas que tiveram jogadoras na competição. O pentacampeão Benfica vai ser o que mais vai receber, com 200.385 euros, mais do dobro do que o rival Sporting (91.980), enquanto Sporting de Braga (30.660) e Torreense (21.900) são os outros clubes reembolsados. O Euro2025 decorreu na Suíça e foi conquistado pela Inglaterra, que bateu a Espanha na final, em Basileia, no desempate por grandes penalidades (3-1), depois do 1-1 no tempo regulamentar. Portugal disputou a fase final pela terceira vez consecutiva, mas, mais uma vez, ficou pela fase de grupos. JN/MS

Benfica empata em Alvalade e mantém distância para o Sporting na Liga feminina

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A UEFA vai distribuir pelos clubes de "emprestaram" jogadoras ao Campeonato da Europa feminino de futebol de 2025 um valor recorde de nove milhões de euros, num pacote que engloba também os emblemas formadores, anunciou esta sexta-feira o organismo. Em comunicado, a UEFA explicou que este valor é o dobro do que foi distribuído no Euro de 2022 e terá impacto em 103 clubes de toda a Europa.

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UEFA distribui nove milhões de euros por clubes com jogadoras no Euro de 2025

Benfica e Sporting empataram (1-1) em jogo a contar para a 8.ª jornada da Liga de futebol feminino e continuam separadas por cinco pontos na tabela. Aos 22 minutos, Catarina Amado executou um cruzamento perfeito a partir da direita, encontrando Nycole Raysla completamente solta na área sportinguista para uma finalização de cabeça que abriu o marcador, colocando as águias na frente.

S

ó no período de descontos é que as leoas deram a resposta, com Telma Encarnação a mostrar toda a frieza, marcando de penálti para colocar um empate no dérbi. O Benfica continua em primeiro lugar com 20 pontos, mais cinco que o Sporting, em segundo. JN/MS


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BASQUETEBOL

Nova superliga traz NBA para a Europa A Federação Internacional de Basquetebol (FIBA) e a Liga Norte-americana de Basquetebol (NBA) confirmaram a criação de uma nova liga profissional pan-europeia, que será explorada em parceria e que pretende marcar uma nova era no basquetebol masculino europeu.

A

competição contará com equipas com vagas permanentes, mas abrirá igualmente a porta a clubes das ligas nacionais afiliadas na FIBA Europa, que poderão aceder por uma «via baseada no mérito» desportivo, seja através da Liga dos Campeões da FIBA, seja por meio de um torneio de qualificação no final da época. Segundo o comunicado conjunto, a nova liga terá ainda a particularidade de alinhar o seu calendário com as competições domésticas e com as seleções nacionais. «A liga alinhará o seu calendário com os calendários das ligas nacionais e das seleções, o que permitiria aos jogadores representar o seu clube e a sua seleção nacional ao longo de todo o ano», refere a nota oficial. Apesar de ainda não terem sido divulgados todos os detalhes, o projeto inicial prevê a participação de 16 equipas, das quais 12

com lugar permanente e quatro apuradas por mérito desportivo. FIBA e NBA sublinham que a nova competição terá também um forte impacto estrutural, ao garantir «apoio financeiro e recursos ao desenvolvimento contínuo do ecossistema do basquetebol europeu», abrangendo ligas nacionais, academias de clubes e programas de formação de jogadores, treinadores e árbitros. Nos últimos meses, os dois organismos já tinham destacado que, além do prestígio associado à marca NBA, o aumento dos prémios monetários será um dos principais atrativos para captar os melhores clubes da Europa. O secretário-geral da FIBA, Andreas Zagklis, considera que o avanço do projeto conjunto «é uma excelente notícia para a comunidade europeia do basquetebol», salientando que o formato «respeita os princípios do modelo desportivo europeu, ao oferecer a qualquer clube ambicioso do Continente um caminho justo até ao topo». Zagklis defende ainda que a nova liga foi pensada para «melhorar a sustentabilidade de todo o ecossistema do basquetebol europeu, incluindo jogadores, clubes, ligas e

Neemias Queta, jogador dos Boston Celtics 2025-26. (Boston Celtics)

federações nacionais», criando um «efeito dominó» que beneficiará os adeptos em toda a Europa. Também o comissário da NBA, Adam Silver, mostrou-se confiante no sucesso da iniciativa. «Existe uma enorme oportunidade em torno da criação de uma nova liga na Europa», afirmou, convicção reforçada

após as conversações mantidas com as várias partes interessadas do continente. «Em conjunto com a FIBA, esperamos contar com a participação de clubes e grupos de proprietários potenciais que partilhem a nossa visão sobre o potencial desta modalidade na Europa», concluiu. A Bola/MS

OLÍMPICOS

Portugal reforça aposta olímpica com investimento histórico de 45 milhões Os contratos-programa de preparação olímpica, paralímpica e surdolímpica foram formalmente assinados entre o Comité Olímpico de Portugal (COP), o Comité Paralímpico de Portugal (CPP) e o Governo, num passo considerado decisivo para a valorização do alto rendimento nacional.

«

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O nosso objetivo é dar melhores condições aos nossos atletas. As expectativas são elevadas, mas, para as termos, temos de criar condições para valorizar o alto rendimento e dignificar os atletas, para poderem treinar e trazer bons

resultados», afirmou a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, à margem da cerimónia realizada na sede do COP, em Lisboa. Pela primeira vez, os contratos-programa integram simultaneamente as três dimensões — olímpica, paralímpica e surdolímpica — num pacote financeiro global de 45 milhões de euros, que representa um reforço de 30% nas vertentes olímpica e paralímpica e de 70% na vertente surdolímpica. «Temos as três dimensões em paridade, reforçando a inclusão e possibilitando boas prestações a nível internacional», subli-

nhou a governante, destacando a aposta do Executivo numa maior equidade no desporto de alto rendimento. Do lado do COP, o presidente Fernando Gomes realçou o crescimento do projeto olímpico, que passou de 83 para 133 atletas desde o início do ano, com mais 117 jovens integrados no projeto de esperanças olímpicas rumo a Los Angeles-2028. «Estes nove meses à frente do COP traduziram-se em ações concretas, colocando o atleta no centro das decisões. O atleta vê reconhecido o seu trabalho, agora com maior suporte à preparação, através da

criação de equipas multidisciplinares e da melhoria dos centros de alto rendimento, o que se refletirá em melhores condições e resultados», frisou. Já o presidente do CPP, José Lourenço, destacou a importância simbólica e prática de integrar as três dimensões no mesmo contrato, lembrando que a vertente surdolímpica estava sem enquadramento plurianual desde 2019. «Este contrato permite previsibilidade no apoio à preparação dos atletas. É um gesto de inclusão, que ajuda a mudar o paradigma cultural do país no que toca à equidade desportiva», considerou. Relativamente ao ciclo anterior, o financiamento destinado à preparação olímpica sobe de 22 para 30 milhões de euros, enquanto o apoio à preparação paralímpica aumenta de 9,2 para 15 milhões. Os Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028 realizam-se de 14 a 30 de julho, seguindo-se os Jogos Paralímpicos, de 15 a 27 de agosto, na mesma cidade. Já os Jogos Surdolímpicos de 2029 terão lugar em Atenas, com datas ainda por definir. Na cerimónia estiveram ainda presentes o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, a secretária de Estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes, e o presidente do Instituto Português do Desporto e Juventude, Ricardo Gonçalves. A Bola/MS

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HOCKEY

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The Oilers are proof that elite talent doesn’t always find its ceiling under the first—or even fourth—coach who tries to steer it. When Edmonton dismissed Jay Woodcroft, Connor McDavid and Leon Draisaitl were still searching for their breakthrough moment. They were good, dangerous, and flawed, much like today’s Maple Leafs. It took yet another voice behind the bench before the Oilers finally pushed through and reached consecutive Stanley Cup Finals. That context matters now more than ever in Toronto.

T

he Leafs don’t look like contenders. Some nights, they barely look competitive. But waving the white flag and letting this season drift away under Craig Berube serves no real purpose. This roster wasn’t built to wait. It was assembled to win now—or at least to try. Look at the clock. Auston Matthews is 28. William Nylander turns 30 in the spring. John Tavares is 35. Chris Tanev is 36. Morgan Rielly, Jake McCabe, Oliver Ekman-Larsson—all on the wrong side of youth, all signed for years to come. Outside of Easton Cowan and Mathew Knies, this is a veteran group with mileage and

urgency. Every lost season is one they don’t get back. There’s also no clean exit ramp. Selling sounds appealing in theory, but the returns would be modest at best. Expiring contracts won’t recoup what was paid to acquire them. Mid-tier players bring mid-tier picks. And the real value—core pieces—are protected by no-movement clauses or decisions too seismic to make midseason. The Leafs are short on picks, light on prospects, and locked into their present. Which leads to a simple truth: this is the team. That doesn’t mean it’s hopeless. Injuries will heal. Reinforcements will return on the right side of the defence. Goaltending could stabilize. And a new coach—armed with a different structure, different priorities, and a willingness to push stars in new ways—might squeeze far more out of what’s already here. Matthews, in particular, feels central to this. He hasn’t looked like the game-breaking force we know he can be. But history is full of superstars who dipped under one system and soared under another. A new approach could reignite him, unlock Nylander’s pace, reframe Rielly’s game, and finally give the power play a pulse. Toronto isn’t buried yet. The playoff line is still within reach. The East isn’t invincible. Get a bounce, catch a coaching bump, sneak in—and suddenly the conversation changes. Florida showed not long ago how thin the line can be between barely qualifying and playing for the Cup. Is that the likely outcome? No. But this group is better than it’s shown. And if there’s even a chance a different voice can unlock it, standing still shouldn’t be an option. JN/MS

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Is a coaching change the answer for the Leafs?

Raptors’ "Dancing Kid" steals the show The only undefeated streak left in Toronto While the Toronto Raptors’ performance on the court has been shaky, their youngest fan, Damian Ayuson, is officially in mid-season form. This past Saturday, the viral two-yearold—affectionately known as the "Dancing Kid"—returned to Scotiabank Arena to remind the crowd what real "clutch" energy looks like. As the Raptors struggled against the Celtics, the arena’s big screen pivoted to Damian. Clad in his No. 4 jersey, he didn't just sway; he blew kisses, clapped, and performed a celebratory routine after receiving a giant gift from the team mascot. Despite back-to-back losses for the team, the "Ayuson effect" remains undefeated. Fans joked that while the pros are missing shots, Damian hasn't missed a beat all month. MS

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Vendas de casas caem quase 11% em novembro face ao ano anterior, com o mercado em “compasso de espera” As vendas nacionais de casas caíram 10,7% em novembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado, à medida que a atividade do mercado imobiliário entrou num “compasso de espera” à entrada de 2026, segundo a Associação Canadiana do Imobiliário (CREA, na sigla inglesa).

A

associação indicou que 33.895 propriedades mudaram de mãos em todo o país no mês passado, sendo que, em termos ajustados sazonalmente, as vendas também recuaram 0,6% em relação a outubro. O preço médio nacional efetivo de venda de uma casa em novembro foi de 682.219 dólares, menos 2% do que há um ano. O economista-chefe da CREA, Shaun Cathcart, afirmou que alguns vendedores estão a fazer concessões nos preços para fechar negócios antes do final de 2025, após uma recuperação a meio do ano. “Dito isto, o sinal claro do Banco do Canadá de que as taxas de juro estão agora tão favoráveis quanto é provável que venham a estar é a luz verde que muitos mutuários com taxas fixas aguardavam. Por isso, continuamos a acreditar que a atividade irá aumentar no próximo ano”, afirmou num comunicado.

O banco central manteve a sua taxa diretora em 2,25% na semana passada, com os economistas a anteciparem que deverá permanecer inalterada durante grande parte do próximo ano. O governador do Banco do Canadá, Tiff Macklem, disse que a taxa se encontra no nível adequado para equilibrar a inflação e o crescimento económico. Esta decisão põe fim a uma trajetória de descida iniciada em junho de 2024, que reduziu a taxa diretora de 5%, incluindo cortes equivalentes a um ponto percentual ao longo deste ano. O índice de preços das casas da CREA, que procura refletir a venda de habitações típicas, recuou 0,4% entre outubro e novembro e registou uma descida de 3,7% em termos anuais. No entanto, alguns observadores do setor imobiliário estão menos convencidos de que uma recuperação esteja iminente. O porta-voz da NerdWallet Canada, Clay Jarvis, afirmou que a quebra nas vendas em novembro “é prova de que os compradores canadianos estão a ser travados por mais fatores do que apenas as taxas de juro”. “Lidar com a inflação nos últimos dois anos deixou os canadianos exaustos e inseguros. Se as suas poupanças se esgotaram, de onde virão as entradas iniciais?”, ques-

tionou em comunicado. “É difícil ver como 2026 será substancialmente melhor do que 2025 para as vendas de casas, especialmente se for o custo de vida a travar os compradores.” Marco Pedri, corretor imobiliário sediado em Toronto e associado da Shoreline Realty, disse acreditar que poderá demorar até bem dentro do novo ano para que a procura recupere, uma vez que persistem preocupações relacionadas com tarifas, o mercado de trabalho e a economia em geral. “E mesmo assim, penso que não será um aumento grande ou drástico”, afirmou em entrevista. “Acho que vamos manter-nos estáveis num futuro previsível. Não creio que alguém precise de ficar demasiado agitado ou excessivamente cauteloso com receio de ‘perder o comboio’. Não vejo uma retoma significativa antes do final de 2026, ou talvez até já em 2027.” Para os compradores de primeira habitação, Pedri refere que tem sido ainda mais difícil encontrar motivação para avançar. Segundo ele, alguns planeavam há anos dar esse passo quando os preços finalmente descessem, mas continuam hesitantes agora que o mercado estabilizou. “Com todas estas pressões externas a causar este abrandamento, o lado psico-

lógico é: ‘Estarei mesmo a tomar a decisão certa?’” O economista do TD, Rishi Sondhi, afirmou que os preços das casas deverão continuar pressionados pelo excesso de oferta na Colúmbia Britânica e em Ontário. Em contrapartida, mercados mais apertados deverão impulsionar ganhos de preços mais fortes noutras regiões do país. “Novembro foi um mês fraco para o mercado de revenda, com as vendas e os preços a recuarem”, escreveu numa nota. “No entanto, a queda das vendas em novembro foi modesta, e as vendas aumentaram em seis dos últimos oito meses. Assim, ainda não abandonámos a nossa perspetiva de que as vendas no Canadá irão aumentar gradualmente ao longo do próximo ano, apoiadas pela procura reprimida na Colúmbia Britânica e em Ontário, e por alguma melhoria nos mercados de trabalho em 2026.” A associação referiu ainda que as novas listagens caíram 1,6% em termos mensais. No final de novembro, havia 173.000 propriedades à venda em todo o Canadá, um aumento de 8,5% face a um ano antes, mas ainda 2,5% abaixo da média de longo prazo para esta altura do ano. DCN/MS


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SAÚDE & BEM-ESTAR

Natal e Ano Novo

Como celebrar sem culpas nem arrependimentos Em casa de muitos portugueses, a comida que chega à mesa nesta quadra de Natal é muito mais do que alimento. É memória, é afeto, é identidade. À mesa celebram-se histórias de família, no caso dos que residem fora do país sentem-se ainda mais saudades de Portugal, sem deixar de amar o país que nos acolhe, o Canadá. No Natal, no Ano Novo ou em grandes encontros familiares, a mesa farta continua a ser uma tradição - bacalhau, rabanadas, filhoses, assados, doces tradicionais e aquele “só mais um bocadinho” que vem sempre acompanhado de carinho.

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o entanto, depois da festa, surgem muitas vezes a culpa, o desconforto físico e a promessa apressada de “agora é dieta”. Mas será que os excessos alimentares precisam mesmo de ser vividos com arrependimento? Comer também é um ato emocional Do ponto de vista psicológico, comer não responde apenas à fome física. Especialmente em épocas festivas, a comida está ligada a emoções profundas: conforto, pertença, nostalgia e recompensa. O problema não está em desfrutar da comida, mas na forma como a sociedade associa prazer alimentar a falha moral. Comer “de-

mais” passa rapidamente a ser visto como 2. Escolher, não proibir falta de controlo, quando, na realidade, faz Não é preciso provar tudo. Escolher consmuitas vezes parte de um contexto emocientemente os pratos que têm maior sigcional e cultural legítimo. nificado emocional ou cultural pode trazer mais prazer do que comer de tudo um pouO ciclo culpa–restrição co sem atenção. Um dos maiores erros após períodos de 3. Respeitar o corpo excessos é entrar no ciclo da culpa e da restrição extrema. A lógica é conhecida: Se num dia se come mais, no dia seguinte “exagerei, agora tenho de compensar”. não é preciso “castigar” o corpo. Voltar naDietas muito restritivas, jejuns punitivos turalmente a refeições mais leves e rotinas ou eliminação radical de alimentos tendem habituais é suficiente. a aumentar a obsessão pela comida e a pro- 4. Manter alguma rotina babilidade de novos episódios de exagero. Mesmo em época festiva, pequenas rotinas Celebrar sem culpa começa por aceitar que ajudam: beber água, incluir legumes nas realguns dias não representam um padrão feições, caminhar após os almoços longos ou alimentar. Uma ceia ou uma semana festiva manter horários minimamente regulares. não anulam meses de hábitos equilibrados. O peso da comparação social Estratégias para celebrar com mais equilíbrio Outro fator que gera culpa é a comparação. Celebrar sem arrependimentos não signifi- Comentários como “já comeste demais”, ca abdicar da tradição, mas sim adotar uma “isso engorda” ou “depois não te queixes” ainda são comuns em ambientes familiares. relação mais consciente com a comida: Estas observações, muitas vezes feitas sem 1. Comer com presença maldade, reforçam a ideia de que o corpo Saborear devagar, reconhecer os sabores está constantemente sob escrutínio. e parar quando o corpo dá sinais de sacieCriar um Natal mais saudável passa tamdade ajuda a reduzir excessos automáticos. bém por normalizar o prazer à mesa e reComer em piloto automático, muitas vezes duzir comentários sobre peso, quantidade entre conversas e distrações, é o que mais ou escolhas alimentares, especialmente à contribui para o desconforto posterior. frente de crianças e jovens.

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Comer bem também é cuidar da saúde mental Para quem vive longe da família, as festas podem ser emocionalmente exigentes. A comida acaba por assumir um papel ainda mais central como fonte de conforto. Negar isso pode aumentar sentimentos de solidão ou tristeza. Cuidar da saúde passa por integrar corpo e mente. Comer com prazer, sem culpa excessiva, faz parte desse equilíbrio. Um convite à reconciliação com a comida Talvez este seja um bom momento para redefinir o que significa “excesso”. Em vez de arrependimento, pode ser visto como celebração pontual. Em vez de culpa, como parte de uma vida vivida com afeto, tradição e encontros à mesa. No fim de contas, aquilo que mais pesa não é o que se come entre o Natal e o Ano Novo, mas sim o que se repete ao longo do ano. Celebrar com consciência, respeito pelo corpo e pelas emoções é a melhor forma de honrar a tradição portuguesa, cá no Canadá, longe ou perto de casa. MS


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Paulo Perdiz

Portugal finalmente aprendeu a ouvir-se Do Hip Hop ao Pimba, 2025 é o ano em que os portugueses deixaram os sucessos estrangeiros de lado para celebrar o que é nosso. Durante o último ano aqui no Arte Sonora destacamos muitos artistas. O que vimos em 2025 não foi apenas música de melhor qualidade; foi, acima de tudo, uma nova forma de os portugueses consumirem o que os nossos artistas criam. Hoje, Portugal vive uma proximidade com os seus músicos que não se via há décadas. Já não ouvimos rádio apenas por ouvir. Somos agora ouvintes atentos e, acima de tudo, orgulhosos do que se canta em português.

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sta mudança começou na internet, mas espalhou-se por todo o lado. Este ano, o streaming em Portugal atingiu números nunca vistos, mas com um detalhe importante: o domínio é nacional. Se antes as tabelas do Spotify eram ocupadas por artistas americanos ou ingleses, agora o topo é de nomes como Dillaz, Slow J ou Ivandro. Os portugueses perceberam que a sua vida — as ruas de Lisboa, os bairros do Porto ou a calma do interior — é muito melhor contada e cantada pelos nossos artistas. Mas nem tudo é digital, curiosamente, nunca se comprou tanto vinil e edições especiais em Portugal como agora. As lojas de discos voltaram a ser pontos de encontro. Ter o álbum da Carminho ou de uma banda de rock português em vinil tornou-se um símbolo de apoio direto ao artista. Queremos tocar na música e guardá-la como um objeto de arte. Ao mesmo tem-

Aos sábados 7h30am

po, o público português apaixonou-se pelo "palco"; as salas de espetáculo, como o Coliseu do Porto ou o Campo Pequeno, esgotam com meses de antecedência para artistas da casa. As pessoas querem estar lá, cantar as letras do início ao fim e fazer parte da festa. Para perceber esta mudança, temos de olhar para todos os estilos, em 2025, todos têm o seu lugar. O Hip Hop e o R&B dominam as cidades, mas a música "Pimba" continua a ser o grande motor das festas pelo país fora. Hoje, o Pimba já não é visto como um estilo "menor", é a música que une as pessoas nas romarias e arraiais. Artistas como Quim Barreiros, Augusto Canário ou Emanuel continuam a ser os que mais quilómetros fazem na estrada. Em 2025, até artistas do Rock e da Pop começaram a colaborar com músicos populares, reconhecendo a sua capacidade de falar diretamente com o povo; vimos isso com os D.A.M.A que lançaram temas que se aproximam da música tradicional e popular, tais como: "Sozinha": uma nova versão do grande êxito de Ágata (ícone da música pimba), interpretada em conjunto com a própria cantora. No Fado, a mudança também é clara, já não é só música para turistas. O fado hoje é moderno e ouve-se em qualquer lugar: no carro, no trabalho ou em casa com amigos. Artistas como Carminho ou Gisela João levaram o fado para os grandes auditórios, misturando a tradição com sons novos e eletrónicos. Já o Rock e a Música Alternativa mantêm fãs muito fiéis. Bandas como Linda Martini ou Capitão Fausto têm segui-

dores que compram tudo o que eles lançam e não perdem um concerto. É um sinal de resistência contra a música "comercial" que vem de fora. Não podemos esquecer a força da música que vem de Angola, Cabo Verde e Brasil. O Kizomba e o Afrobeat fazem parte do nosso dia a dia, seja na rádio ou nas discotecas. Em Portugal, já não distinguimos o que vem de Luanda ou da Margem Sul; consumimos o ritmo e a língua com a mesma naturalidade. Esta mistura tornou o nosso mercado muito mais rico e interessante. Outra grande vitória de 2025 é o fim do preconceito. Hoje, é normal ver pais e filhos no mesmo concerto de rap; tornamo-nos ouvintes "omnívoros": podemos ouvir o trap de Lon3r Johny de manhã e a poesia de Mazgani à tarde. É perfeitamente aceitável ter na mesma lista de reprodução o Jazz de Mário Laginha e o sucesso de festas da Rosinha. Esta liberdade de escolha mostra que o público português está mais maduro. As redes sociais, como o TikTok e o YouTube, também ajudam muito. Um vídeo viral pode transformar um artista desconhecido num sucesso nacional num instante. Além disso, o impacto económico é real: os festivais de música por todo o país ajudam a dar vida ao comércio e ao turismo, levando as pessoas a viajar para verem os seus ídolos. Claro que há desafios, com tanta música a sair todos os dias, é difícil para os artistas manterem-se relevantes durante muito tempo. O mercado está muito rápido. No entanto, a tendência é positiva. Os portugueses estão a ouvir mais, a variar mais e a apoiar o

Sábado às 10:30am | domingos 10am.

que é feito em Portugal. Consumir música em Portugal hoje é um ato de identidade. Percebemos que, ao apoiar os nossos músicos, estamos a valorizar a nossa própria história. Portugal não está apenas a ouvir; Portugal está a vibrar na mesma frequência que os seus artistas. O Pimba traz-nos a alegria, o Fado a alma, o Hip Hop a voz e o Rock a atitude. Agora que 2025 chega ao fim, fica a certeza de que a música portuguesa não é uma moda passageira. É um movimento imparável, uma força cultural que se afirmou com uma maturidade sem precedentes. Saímos deste ano com o eco dos aplausos em salas cheias, do Coliseu aos festivais de verão, e um orgulho enorme na nossa voz — uma voz que hoje fala todas as línguas e toca todos os géneros. Mas o fecho deste ciclo é apenas o ensaio para o que aí vem. A Arte Sonora já está de olhos postos no horizonte, com a convicção de que o melhor ainda está por escrever. Esperamos que 2026 traga ainda mais sucessos, que a inovação tecnológica se cruze com a tradição das nossas raízes e que a nossa música continue a crescer sem limites geográficos. Portugal está pronto para continuar a fazer história nos palcos, e a Arte Sonora espera ansiosamente por estes grandes nomes que prometem definir o próximo ano. Queremos ser um espaço onde se escreve os novos álbuns, onde se entrevista e onde se celebra o talento daqueles que elevam principalmente a bandeira nacional. O futuro será bom, e nós estaremos aqui para o escrever.


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Palavras cruzadas

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O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.

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1. Arrojado, inovador; que ousa; 2. Aquele que tende a ver as coisas pelo lado mais desfavorável; espera sempre pelo pior; 3. Aquilo que possui baixa temperatura; 4. Que se empenha, que se entrega; aplicado; 5. Que apresenta formas elegantes, graciosas, esguias; 6. Que contém ou revela maldade; cruel, desumano, mau; 7. Que ou quem não tem finura de maneiras; cafona;

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2 8 8. Aquele que tem má educação; grosseiro, mal-educado; 9. Que tem gordura acima da usual; obeso, cheio, corpulento; 10. Firme; que não é tenro, macio; 11. Que preza a liberdade de opinião e de ação; que mantém o espírito aberto, tolerante; 12. Que sente nojo de tudo, que facilmente se enoja; 13. Cuja temperatura varia entre o quente e o frio; pouco aquecido; 14. Que vive segundo as regras de uma religião. 15. De pouca idade; moço;

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Culinária por Rosa Bandeira

Cabrito assado no forno

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Jogo das 10 diferenças

Ingredientes Rabanada

Caça palavras

S Q C F O G H O E T Z O X B B O K E I B K L O R L I R A C U R C B E O F P I B C M E O O S T I O P I I S D I A A E P L A N G L O A Z A R G C L U E O L E U A T L C I R N C D T Q R I O A R E B A A N E Q M A S A M C L P A O Z C N G L E N B U O M D T H A D R I E O N G C N M A A L L M I T E D L T E Y A A Ç D H I O V E N T A A O B I C U O A N N I V I N A G R E R N C K N U I S S F T O C U A T A A D R A T S O M O S C O C O A R U E B W O M I R C E L A Q P

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2 kg de cabrito 4 dentes de alho 2 folhas de louro 1 ramo de salsa 1 colher de colorau doce 300 ml de vinho branco 200 g de manteiga Sal e pimenta q.b. Laranja às rodelas para decorar Grelos e tomilho para decorar

Modo de preparação Colocar o cabrito em água com limão no dia anterior. Deixar por 12 horas. Depois escorrer bem. Num recipiente, misturar o vinho branco, o alho picado, o louro, a salsa, o colorau, o sal, a pimenta e a manteiga. Misture a marinada com a carne e deixe repousar durante 12 horas. Coloque a carne numa assadeira grande. Cubra a assadeira com papel de alumínio e leve ao forno pré-aquecido durante 2 horsa. Transfira a carne e as batatas para uma travessa e decore com grelos de nabo, tomilho e rodelas de laranja. Até a próxima semana!


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OLHAR COM OLHOS DE VER

Feliz Natal! Créditos: Ausguto Bandeira

Arvore da esperança. Créditos: Paulo Perdiz

Santa and Carols in the city. Créditos: Fa Azevedo

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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Está a iniciar um novo ciclo de vida muito propício ao êxito. Sente-se muito enérgico e com grande criatividade, o que lhe pode ser francamente útil em termos de trabalho. Também poderá sentir que está mais virado para si e para os seus assuntos pessoais e que presta menos atenção ao mundo que o rodeia. TOURO 21/04 A 20/05 Durante este período vai estar em maior sintonia como o seu eu interior. Sente que está no fim de um ciclo, o que provoca em si o desejo de proceder a algumas mudanças. Uma análise psicológica profunda poderá levá-lo a uma mudança de rumo. É importante usar todo o seu discernimento para avaliar a sua escolha.

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LEÃO 22/07 A 22/08

SAGITÁRIO 22/11 A 21/12

A consciência profunda de si vai estar mais sublinhada ao longo deste período. Deve aproveitá-lo para desenvolver a sua consciência pessoal e para se conhecer melhor. Nesta semana uma sensação de juventude fará com que se aproxime mais das crianças passando com elas momentos agradáveis.

Está a iniciar um novo ciclo de vida muito propício ao êxito. Sente-se muito enérgico e com grande criatividade, o que lhe pode ser francamente útil em termos de trabalho. Também poderá sentir que está mais virado para si e para os seus assuntos pessoais e que presta menos atenção ao mundo que o rodeia.

VIRGEM 23/08 A 22/09

CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01

Necessita neste momento de se refugiar na sua casa ou no seu ambiente familiar para se equilibrar e fortalecer. Está sensível, emotivo, e as lembranças vêm ao de cima. Deve examinar o que sente e como age relativamente às pessoas que o cercam. Descanse e durma mais para aumentar a sua energia.

Está a passar por um período de introspeção sentindo tendência para se isolar, procurando o seu autoconhecimento. Os seus sentimentos, sensações, intuições e perceções estarão também mais aguçados, sendo capaz de rapidamente se aperceber daquilo que normalmente levaria algum tempo a racionalizar e compreender.

GÉMEOS 21/05 A 20/06

BALANÇA 23/09 A 22/10

AQUÁRIO 21/01 A 19/02

Nesta fase não deve querer resolver sozinho, questões relativas ao seu trabalho ou negócios. Busque opiniões e a colaboração de outras pessoas. Procure descobrir a melhor maneira de fazer com que melhore a relação com o seu cônjuge ou com um sócio. Nos últimos quinze dias o centro da sua atenção será o seu mundo interior, os seus sentimentos e emoções.

Aproveite esta altura para fazer aquela viagem, tirar aquelas férias em que há tanto tempo anda a pensar e, se julga que não se pode ausentar por ser insubstituível, é altura de dar um voto de confiança aos seus colaboradores mais próximos e deixá-los em substituição. Lembre-se de que há sempre um telefone para situações particulares.

Inesperadamente, alguém das suas relações poderá solicitar a sua colaboração para um projeto. CSe tem uma certa tendência para o isolamento e para resolver os seus problemas a sós, fuja um pouco dos seus hábitos e aproveite esta oportunidade, que o Sol oferece-lhe neste momento.

CARANGUEJO 21/06 A 20/07 A sua atenção e preocupação vão estar concentradas no seu bem-estar físico, saúde e sobretudo na manutenção de um bom estado geral. Talvez seja altura para uma decisão drástica e cortar com o que pode prejudicar fisicamente. Um regime alimentar adequado e o exercício físico poderão produzir resultados excelentes.

ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 Esta é uma fase particularmente benéfica para conseguir os seus intentos na área financeira. Mas não se deixe cegar pela ganância e passar por cima dos outros para atingir os seus objetivos

PEIXES 20/02 A 20/03 Nesta altura a sua atenção estará mais voltada para o exterior, em especial para a sua carreira e para a imagem que transmite aos outros. Poderá ser uma época de maior responsabilidade, através, por exemplo, da atribuição de um cargo de liderança. Contudo, não se esqueça de analisar as suas reais capacidades.

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