Ano XXXIV edição nº 1776 | 19 de dezembro de 2025
O Natal e a geringonça familiar Será que o João ainda acha que a TerRa é plana?
Não via o sorRiso falso da Maria desde o Natal pasSado
Conduzi três horas para comer uma tarte que ela comprou no No-FrilLs
mileniostadium.com
Trabalhei três dias para estes animais me "agradecerem" com 20 minutos de ruído a mastigar
mais um peru seco. Tanta mania... até parece que estamos numa gala
Trouxe um vinho bom para ele o guardar e servir-nos a porcaria caseira dele
Esta comida é uma porcaria Que o Tio Zé não venha outra vez com a política
Academia do Bacalhau de Toronto
celebrou o Natal
P20
Quando é que posSo ir brincar com o meu brinquedo novo?
População do Canadá está a diminuir
David Ganhão
Quem me dera estar em casa da Sarah a brincar com o gato dela.
P21
DEZEMBRO 2025 REVISTAMAR.COM
MATILDE ONOFRE
Obrigado!
P26
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19 de dezembro de 2025
Credito: DG/Firefly
EDITORIAL
Feliz Geringonça Manuel DaCosta Editorial
À medida que o dia 25 de dezembro se aproxima, sente-se a excitação no ar, ou será apenas o corpo a congelar lentamente?
O
s preparativos estão em pleno andamento para que as famílias se reúnam num espírito de alegria, celebrando o nascimento de Cristo enquanto enchem a boca de comida e bebida. É a celebração máxima, onde abusos generosos acontecem em nome da festa, enquanto se presta homenagem a familiares e amigos. Mas será tudo convivialidade neste reencontro com família e amigos, ou trata-se antes de um sacrifício que muitos suportam apenas porque é esperado? Regra geral, a combinação de comida e consumo excessivo de álcool resulta, mais vezes do que não, numa certa palhaçada, à medida que as línguas se soltam e a licença para di-
zer “verdades inconvenientes” surge, sob o disfarce da brincadeira. Não admira que muita gente tema mais um feriado com os sogros, e que a preparação para “aguentar” irmãos, irmãs, mães ou pais seja um exercício mental de proporções olímpicas. Uma miríade de situações pode surgir e desviar o rumo do que deveria ser uma experiência maravilhosa. A composição das famílias, sobretudo hoje em dia, reúne origens e valores diferentes, incluindo membros que não comem a comida tradicional que preparou e exigem um prato à parte. Os parentes de sangue sentem-se autorizados a discordar ou discutir, enquanto dos familiares por afinidade é esperado que se mantenham mais contidos. Já os anfitriões trabalham até à exaustão: fazem as compras, organizam mesas e cadeiras para criar um ambiente que eleve o espírito natalício, cozinham para todos sem ajuda e limpam tudo no final, enquanto os convidados saboreiam o café ou o brandy. Claro que havia um plano para a noite, mas ninguém contou com o Tio Jeb a es-
tragar as cortesias com comentários críticos. Depois há aqueles familiares que se recusam a comparecer, mas não dizem a verdadeira razão. Será uma obrigação moral dizer a verdade à família, ou basta dizer que se têm outros planos? Eles podem não acreditar, mas a escolha é sua. Na maioria das vezes, assume-se que o Natal deve ser uma época feliz. A realidade, porém, é que para muitas pessoas é um período triste. Alguns nem sequer enfrentam a pressão familiar, porque a solidão é tudo o que conhecem. Aqueles que se aquecem junto à lareira, a saborear uma bebida exótica, talvez devessem pensar em quem não tem o conforto do fogo a crepitar e a envolver o corpo de calor. Mais de 60% da população afirma sentir-se cansada e stressada nesta altura do ano, então por que razão celebrar uma parábola bíblica? As luzes a piscar no exterior e as velas numa mesa posta apenas para dois podem criar a atmosfera perfeita, serena e reconfortante, que reflete uma parte essencial do Natal. Família… talvez um churrasco no verão.
Leia a qualquer hora do dia mileniostadium.com @mileniostadium Siga-nos nas redes sociais Ano XXXII- Edição nº 1776 19 de dezembro de 2025 Semanário. Todas as sextas-feiras, bem pertinho de si! Propriedade de: Milénio Stadium Inc./MDC Media Group 309 Horner Ave. Etobicoke, ON M8W 1Z5 Telefone: 416-900-6692 Manuel DaCosta Presidente, MDC Media Group Inc. info@mdcmediagroup.com Madalena Balça Diretora, Milénio Stadium m.balca@mdcmediagroup.com
Diretor Criativo: David Ganhão d.ganhao@mdcmediagroup.com Edição Gráfica: Fabiane Azevedo f.azevedo@mdcmediagroup.com Publicidade: Rosa Bandeira 416-900-6692 / info@mdcmediagroup.com Redação: Adriana Paparella, Francisco Pegado e Rómulo M. Ávila. Colaboradores do jornal: Aida Batista, Augusto Bandeira, Cristina DaCosta, Daniel Bastos, Paulo Perdiz, Raul Freitas, Reno Silva, Rosa Bandeira, Vincent Black, Vítor M. Silva.
O Natal deveria ser um momento para agradecer àqueles que fazem a diferença nas nossas vidas. Uma empresa de comunicação funcional como a MDC exige pessoas dedicadas e visionárias, capazes de compreender que a sociedade é imperfeita e que o nosso trabalho é usar essas imperfeições como informação útil para quem lê as nossas palavras. Quem valoriza o seu trabalho estará sempre atento aos ciclos de informação, garantindo que os conteúdos falados ou publicados refletem aquilo que a MDC representa. Há, naturalmente, quem não tenha capacidade intelectual para isso e viva perpetuamente num mundo de mediocridade. Quero agradecer a todos os que, semana após semana, contribuem com conteúdos que refletem quem são como pessoas. Obrigado a todos os colaboradores da MDC, patrocinadores e a cada leitor, por confiarem os vossos olhos à informação que produzimos. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo. Pág. 11
Versão em inglês
Previsão Meteorológica toronto
Traduções: David Ganhão e Madalena Balça Parcerias: Diário dos Açores e Jornal de Notícias
SEX SÁB DOM SEG TER QUA QUI A Direção do Milénio Stadium não é responsável pelos artigos publicados neste jornal, sendo os mesmos da total responsabilidade de quem os assina.
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Natal em família
Uma noite nem sempre feliz O Natal continua a ser, no imaginário coletivo, um tempo de união, harmonia e reencontros. À mesa, supostamente, sentam-se os afetos, as tradições e a promessa de que, pelo menos uma vez por ano, a família funciona como um espaço de acolhimento. Mas por detrás desta imagem idealizada, amplamente promovida pela cultura popular e pelo consumo, esconde-se muitas vezes uma realidade mais complexa feita de concessões, silêncios, tensões antigas e pressões emocionais e financeiras que se intensificam nesta época do ano. Para muitas famílias, o Natal funciona como uma verdadeira “geringonça” relacional: um equilíbrio frágil entre expectativas elevadas, obrigações sociais e dinâmicas familiares nem sempre resolvidas. Nem todos se entendem, nem todos querem estar presentes, e nem sempre à mesa estão apenas aqueles com quem existe verdadeira proximidade. Há quem participe para evitar conflitos, há quem ceda para não “ficar mal” e há também quem opte pela ausência como forma de autoproteção emocional.
mb/dg
pessoas passam o Natal sozinhas no Canadá, vários indicadores apontam para níveis significativos de solidão, sobretudo entre quem vive sozinho ou enfrenta barreiras à participação social. Ao mesmo tempo, o stress financeiro surge como um dos principais fatores de pressão: a maioria dos canadianos planeia reduzir gastos, muitos sentem ansiedade face às despesas e uma parte significativa opta por cortar em viagens ou férias para conseguir “aguentar” a época festiva. Neste cenário, o peso do consumismo (presentes, refeições, deslocações) pode transformar-se num fardo emocional, com impacto direto na saúde mental e nas relações familiares. Ansiedade, irritabilidade, cansaço e isolamento tornam-se sintomas comuns de um Natal vivido sob pressão. Mais do que romantizar a quadra, esta edição do Milénio propõe olharmos para o Natal com honestidade: como um espelho das famílias contemporâneas, onde convivem afetos genuínos, fragilidades estruturais e desafios que merecem ser reconhecidos e discutidos.
Os dados ajudam a compreender este contexto. Embora não existam estatísticas diretas sobre quantas
FATORES DE STRESS COMUNS
IMPACTO NAS FAMÍLIAS
ENCARGO FINANCEIRO
PREJUÍZO EMOCIONAL
• presentes • comida • viagens
ansiedade • irritabilidade • tristeza •
FALTA DE TEMPO
TENSÃO NAS RELAÇÕES
• eventos • compras • preparativos
menos paciência • isolamento •
SINTOMAS FÍSICOS
DINÂMICA FAMILIAR
distúrbios do sono • dores de cabeça • fadiga •
• expectativas • conflitos • parentes
AUMENTO DAS HORMONAS DE STRESS ORÇAMENTO
DELEGAÇÃO
ESTRATÉGIAS DE LIDAR COM A SITUAÇÃO
AUTOCUIDADO
COMUNICAÇÃO
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VIAGENS EM FAMÍLIA E PLANOS PARA AS FESTAS
DESPESAS E STRESS FINANCEIRO
SOLIDÃO
• Canadianos que não viajam: Mais de metade dos inquiridos (53%) num inquérito da FlightHub realizado em 2024 afirmou não viajar durante a época festiva.
Os dados apontam de forma consistente para um elevado nível de stress financeiro, um dos principais fatores de pressão associados ao Natal:
• Padrões de viagem antes da pandemia: Um inquérito de 2020 indicava que mais de metade dos canadianos (53%) costumava viajar no Natal, embora este número tenha diminuído significativamente durante a pandemia.
• Ansiedade financeira: Mais de metade dos canadianos inquiridos (entre 54% e 62%) afirma não se sentir financeiramente preparado para o Natal ou sente ansiedade em relação à capacidade de suportar os custos da época festiva.
• Redução das viagens: Como medida de contenção de custos face ao aumento do custo de vida, um inquérito revelou que 21% dos inquiridos planeiam este ano reduzir ou cancelar férias para poupar durante a época natalícia.
• Cortes nas despesas: A maioria dos canadianos (71,5%) planeava reduzir os gastos com o Natal este ano.
• Embora não existam estatísticas diretas sobre quantas pessoas passam o Natal sozinhas no Canadá, entre os idosos, um em cada cinco experimenta solidão (9% dos adultos de 65 a 74 anos e 14% dos com 75 anos ou mais), um dado que pode sugerir que muitos podem enfrentar as festividades natalícias sem apoio social ou familiar.
• Despesas com viagens: As despesas relacionadas com viagens deverão, especificamente, diminuir 14% em termos anuais, de acordo com uma projeção para 2025.
MILÉNIO | CAPA
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19 de dezembro de 2025
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Para muitos, o Natal é sinónimo de reencontros, mesas cheias, rituais repetidos ano após ano e a expectativa de um tempo vivido em harmonia. Mas, por detrás das luzes, das músicas e das imagens de felicidade amplamente difundidas pela cultura popular, esta época festiva pode funcionar como um verdadeiro teste de resistência para as famílias. Tensões antigas, conflitos não resolvidos, desigualdades económicas e papéis familiares cristalizados tendem a emergir com maior intensidade quando a convivência se torna obrigatória e o ideal de “Natal perfeito” paira como uma exigência implícita.
A
socióloga Barbara A. Mitchell, doutorada e professora de Sociologia e Gerontologia na Simon Fraser University, a nosso pedido analisou o Natal a partir de uma perspetiva sociológica, destacando como este período do ano revela dinâmicas profundas das famílias contemporâneas. Para a investigadora, mais do que uma simples celebração, o Natal é um momento social carregado de expectativas, normas culturais e pressões emocionais. Um cenário onde se tornam visíveis relações de poder, concessões silenciosas e desigualdades nem sempre discutidas abertamente. Um “teste de stress” familiar Segundo Barbara A. Mitchell, o Natal pode funcionar como um verdadeiro “teste de stress” para muitas famílias. A investigadora sublinha que esta época do ano é frequentemente vivida de forma intensa e exigente, precisamente porque existe uma expectativa social generalizada de que tudo deve correr bem. “O Natal pode servir como uma espécie de ‘teste de stress’ para muitas famílias. Em primeiro lugar, pode ser uma época do ano agitada e stressante, uma vez que muitos de nós têm expectativas de que deve ser um evento perfeito e alegre, repleto de diversão em família e de um convívio caloroso, acolhedor e harmonioso.” Estas expectativas, explica, nem sempre correspondem à realidade vivida pelas famílias, sobretudo quando se somam obrigações sociais e familiares que nem todos desejam ou conseguem cumprir. “Também podemos sentir-nos obrigados a participar
em atividades nas quais não queremos necessariamente estar envolvidos, ou que não somos capazes de concretizar, como comprar presentes sofisticados ou participar em funções e celebrações familiares, como um grande jantar de família.” O peso emocional do Natal torna-se ainda maior quando existem conflitos antigos ou ressentimentos não resolvidos entre familiares. “Pode também ser uma época stressante para aqueles que têm ressentimentos antigos ou questões não resolvidas com determinados membros da família. Por exemplo, por vezes, rivalidades entre irmãos na infância podem persistir até à idade adulta e, se não forem resolvidas, podem criar drama e conflito em algumas famílias numa altura do ano que já é, por si só, stressante.” A ideia de um “Natal perfeito”, amplamente difundida pela publicidade, pela cultura popular e pelos media, não surge de forma espontânea. Para Barbara A. Mitchell, trata-se de uma construção social poderosa, que molda comportamentos, expectativas e até sentimentos de culpa ou fracasso quando a realidade não corresponde ao ideal. “Existe uma noção cultural generalizada de que, para aqueles que o celebram, o Natal deve ser um momento de união e celebração familiar.” Essa noção é reforçada por múltiplas instituições sociais ao longo do tempo. “Tradições familiares transmitidas ao longo dos séculos, instituições religiosas e os meios de comunicação social desempenham um papel enorme na geração de normas sociais, valores familiares, simbolismo, expectativas e obrigações.” A socióloga destaca ainda o impacto do consumismo contemporâneo neste processo. “Vivemos também numa cultura fortemente orientada para o consumo e somos constantemente bombardeados com anúncios que promovem determinados tipos de produtos ou bens e serviços.” Este bombardeamento publicitário contribui para alimentar a ilusão de que o Natal perfeito é acessível a todos, desde que se consuma o suficiente. “Este marketing e branding massivos também estão direcionados para ‘vender’ eficazmente a ideia de que todos podemos alcançar o Natal perfeito, e isso afeta os nossos comportamentos de compra e outros comportamentos relacionados com a família.”
Credito: DR
O Natal como espelho das famílias presentes do tipo ‘Amigo Secreto’, que é uma forma popular, atenciosa e divertida de troca de presentes, geralmente muito Embora existam poucos dados estatístimenos dispendiosa.” cos sobre o tema, a experiência quotidiana Esta prática ajuda a reduzir expectativas revela que muitas pessoas fazem concesexcessivas e a simplificar dinâmicas que, sões significativas durante o Natal para de outra forma, poderiam gerar tensão. evitar conflitos familiares ou julgamentos “Também pode simplificar ou reduzir as sociais. Barbara A. Mitchell reconhece essa expectativas de que todos devem dar ou realidade, ainda que sublinhe a falta de esreceber um presente de todos.” tudos sistemáticos. “Faltam dados sobre estas experiências. No entanto, de forma Que tal repensarmos o Natal? anedótica, muitos de nós sabemos que pode A análise de Barbara A. Mitchell conviser comum nas famílias existir pelo menos um membro da família que participa relu- da a uma reflexão mais profunda sobre o tantemente em encontros ou festividades significado do Natal nas sociedades confamiliares ou, em casos mais extremos, temporâneas. Longe de ser apenas um moevita completamente a participação nas mento de celebração, esta época funciona celebrações para evitar desencadear con- como um espelho das relações familiares, flitos antigos ou vivenciar novas tensões.” expondo desigualdades, conflitos latentes Estas concessões podem assumir várias e o peso das normas sociais. Ao reconhecer o Natal como um espaço formas: presença física sem envolvimento emocional, silêncio estratégico ou até au- de tensões, e não apenas de idealizações, sência total das celebrações. Em todos os abre-se também a possibilidade de vivê-lo casos, revelam o peso das normas familia- de forma mais consciente, com expectativas mais realistas e maior empatia pelas res e sociais associadas ao Natal. E, claro, há um outro fator central nas diferentes realidades familiares. Talvez, tensões natalícias que é o impacto financei- como sugere implicitamente a socióloga, o ro das celebrações. Para algumas famílias, o verdadeiro desafio não seja alcançar o “Nacusto associado aos presentes, às refeições tal perfeito”, mas construir relações mais e às deslocações pode agravar situações de honestas, sustentáveis e humanas, dentro fragilidade económica e aprofundar desi- e fora da quadra festiva. gualdades internas. “A situação financeira MB/MS de algumas famílias pode ficar pressionada devido ao elevado custo das despesas associadas às festas.” A socióloga lembra ainda o que todos já saberão até por experiência própria - gastar além das possibilidades pode ter consequências duradouras. “Contrair dívidas ou gastar para além dos próprios meios pode dificultar o progresso financeiro e criar stress e dificuldades adicionais, tanto a curto como a longo prazo.” Apesar disso, Barbara A. Mitchell sublinha que muitas famílias desenvolvem estratégias criativas para lidar com estas pressões económicas. “No entanto, algumas famílias são muito criativas e adaptativas, por exemplo, ao fazerem um orçamento cuidadoso, comprarem com antecedência e aproveitarem saldos, fazerem presentes artesanais e estabelecerem limites razoáveis.” Entre as alternativas mais populares está a adoção de modelos de troca de presentes mais simples. “Algumas famílias podem também optar por um sistema de troca de Concessões silenciosas para evitar conflitos
Barbara A. Mitchell. Créditos: DR.
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O Natal não precisa ser perfeito
À mesa de Natal sentam-se tradições, memórias e afetos, mas também silêncios desconfortáveis, expectativas não ditas e conflitos antigos que insistem em reaparecer. Apesar de ser amplamente retratada como uma época de união e alegria, a quadra natalícia pode transformar-se, para muitas pessoas, num período de elevada tensão emocional. A pressão para “estar bem”, para corresponder a ideais familiares e sociais e para manter uma aparência de harmonia pode ter um custo significativo para a saúde mental.
emocionais antigas, muitas vezes ligadas à família e à infância. Para algumas pessoas, isso desperta sentimentos de pertencimento e segurança, para outras, reativa experiências de rejeição, críticas, solidão, conflitos ou perdas.
Além disso, o Natal tende a intensificar conflitos interpessoais já existentes, especialmente aqueles relacionados a expectativas sobre como uma família “deveria” ser ou como cada membro “deveria” se comportar. Muitas famílias carregam crenças rígidas sobre papéis familiares, escolhas de vida, sucesso, parentalidade, relacionamentos ou valores, e essa época cria um eencontros familiares obrigatórios, palco onde essas expectativas ficam mais papéis rigidamente definidos, comexpostas. parações subtis, feridas emocionais não resolvidas e dificuldades financeiras Do ponto de vista psicológico, quando a são alguns dos fatores que contribuem para pessoa sente que precisa corresponder a que o Natal funcione, do ponto de vista psi- uma versão de si mesma que a família especológico, como um verdadeiro amplifica- ra, e não àquilo que ela realmente é, surge dor emocional. Aquilo que ao longo do ano um conflito interno significativo. Isso pode permanece latente tende a emergir com gerar sentimentos de inadequação, vergomaior intensidade num contexto carregado nha, frustração e raiva, mesmo quando não de simbolismo e expectativas. Para alguns, há discussões explícitas. Comentários sutis, é um tempo de pertença e conforto; para comparações ou olhares de desaprovação outros, de ansiedade, frustração, solidão funcionam como gatilhos emocionais que reforçam a ideia de “não sou suficiente” ou ou exaustão emocional. Nesta entrevista, a psicóloga Elaine Oli- “não sou como deveria ser”. veira analisa os mecanismos psicológicos Essas situações podem ativar crenças cenque ajudam a explicar por que razão o Natal trais relacionadas a aceitação e valor pesintensifica tensões familiares, de que forma soal, como a necessidade de aprovação ou a expectativa implícita de que “toda a gente o medo de rejeição. O resultado pode ser o tem de se dar bem” pode afetar o bem-estar aumento do stress emocional e uma maior emocional e quais as consequências, a curvulnerabilidade a conflitos, justamente to e longo prazo, de compromissos familianum período em que se espera harmonia e res vividos como obrigação. A especialista proximidade. aborda ainda o impacto da pressão financeira associada à época festiva e partilha MS: De que forma a expectativa não verbaestratégias práticas para lidar com dinâmi- lizada de que “toda a gente tem de se dar cas familiares difíceis, estabelecer limites bem” no Natal afeta o bem-estar emocioe redefinir o significado do Natal de forma nal individual, especialmente em famílias mais alinhada com o bem-estar emocional com conflitos não resolvidos? e os valores individuais. EO: Na psicologia, chamamos isso de reMilénio Stadium: O Natal é frequentemen- gra rígida interna ou crença disfuncional. te retratado como uma época de harmonia Frases implícitas como “no Natal não pode e alegria. Do ponto de vista psicológico, haver conflitos” ou “tenho que fingir que porque é que este período tende, tantas ve- está tudo bem” geram um conflito interno importante. zes, a intensificar tensões familiares?
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Elaine Oliveira: Do ponto de vista psicológico, o Natal funciona como um amplificador emocional. É uma época carregada de simbolismo união, amor, gratidão, família e, quando a realidade familiar não corresponde a esse ideal, o contraste torna-se mais evidente. Além disso, o Natal pode ativar memórias
Quando a pessoa sente raiva, mágoa ou desconforto, mas acredita que não pode expressar essas emoções, surge o que chamamos de invalidação emocional. O resultado costuma ser aumento de ansiedade, irritabilidade, sensação de culpa e até sintomas físicos, como tensão muscular, dores de cabeça ou cansaço extremo.
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- Elaine Oliveira Em famílias com conflitos não resolvidos, essa expectativa cria um “silêncio emocional forçado”, que não promove harmonia verdadeira, apenas evita o conflito à superfície, enquanto o sofrimento permanece. MS: Muitas pessoas sentem-se obrigadas a partilhar a mesa de Natal com familiares com quem não têm uma relação próxima. De que modo este compromisso emocional pode afetar a saúde mental a curto e a longo prazo?
imperfeições, e reconhecer isso ajuda a reduzir frustrações e a aliviar a pressão emocional associada a ideais irreais. Outra estratégia importante é trabalhar os pensamentos automáticos. Questionar ideias como “tenho de agradar a todos” ou “não posso dizer não” permite desenvolver uma visão mais flexível e realista das relações, o que contribui para a diminuição do sofrimento emocional.
Definir limites emocionais e práticos também é fundamental. Limites não significam rejeição, mas sim formas de autocuidado. Isso pode envolver reduzir o tempo de permanência em encontros familiares, evitar determinados temas de conversa ou escolher conscientemente onde e com quem A curto prazo, isso pode trazer ansiedade, passar a data. sensação de estar sempre em alerta, irritação e exaustão emocional. A longo prazo, Criar pausas de regulação emocional ao quando esse padrão se repete ano após ano longo do período festivo ajuda a manter o sem reflexão ou limites, pode contribuir equilíbrio psicológico. Atividades simples para sintomas de ansiedade crónica, baixa como caminhadas, exercícios de respiraautoestima e ressentimento, além de refor- ção, momentos a sós ou conversas com çar a crença de que os próprios limites não alguém de confiança auxiliam na regulação do sistema emocional e na redução do são importantes. stress. MS: Até que ponto a pressão financeira, os gastos excessivos e as expectativas consu- Por fim, redefinir o significado do Natal mistas associadas ao Natal podem contri- pode ser um passo transformador. Em vez buir para a ansiedade, o stress ou mesmo de focar no ideal socialmente imposto, vale a pena refletir: “O que este momento siga depressão? nifica para mim?”. Muitas vezes, pequenas EO: O Natal moderno associa amor e sutradições pessoais, alinhadas com os prócesso pessoal à capacidade de gastar. Isso prios valores, promovem mais bem-estar ativa pensamentos automáticos como: “Se do que grandes encontros carregados de eu não presentear, estou falhando” ou “os expectativas. outros vão julgar-me ou ficar aborrecidos, decepcionados”. MB/MS Esses pensamentos aumentam o stress financeiro, especialmente em pessoas que já vivem alguma instabilidade económica. A consequência pode ser ansiedade, insónia, sentimento de inadequação e, em alguns casos, sintomas depressivos após o período festivo, quando surgem dívidas e frustração. EO: Esse tipo de situação pode gerar o que chamamos de sobrecarga emocional relacional. A pessoa sente que precisa estar presente fisicamente, mas emocionalmente se sente desconectada ou até ameaçada.
Na perspetiva da psicologia, não é o gasto em si que causa sofrimento, mas a interpretação mental associada a isso. MS: Que estratégias recomendaria a pessoas que se sentem emocionalmente sobrecarregadas pelas dinâmicas familiares e pelas expectativas sociais durante a época festiva? EO: Algumas estratégias eficazes incluem ajustar as expectativas e aceitar que o Natal não precisa ser perfeito. Famílias reais têm
Elaine Oliveira. Créditos: DR.
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VOX POP
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O Natal é tradicionalmente associado à união, à partilha e à alegria em família. No entanto, por detrás da mesa farta e das trocas de presentes, nem sempre tudo é tão harmonioso quanto parece. Entre momentos de cumplicidade, pequenas tensões, cedências emocionais e preocupações financeiras, esta época pode ser vivida de formas muito diferentes. Para perceber como as famílias encaram o Natal hoje em dia, ouvimos dez pessoas de várias idades, que partilharam a sua experiência sobre o ambiente familiar, a pressão emocional e o impacto do consumismo nesta quadra festiva.
Ana, 34 anos
RMA/MS
Hoje em dia passo o Natal maioritariamente com quem gosto, já não sinto tanta obrigação de estar onde não me sinto bem.
O Natal traz mais alegria ou mais pressão No Natal, a família funciona como uma emocional dentro da família? Porquê? verdadeira “equipa” ou há sempre pequenas tensões à mesa? Traz mais alegria, porque é uma das poucas alturas em que conseguimos estar todos Funciona como uma equipa na maior parte juntos com tempo e calma. do tempo, mas há sempre pequenas tensões, sobretudo por opiniões diferentes e Os gastos e o consumismo nesta época pecomentários menos pensados. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Pesam um pouco, especialmente na commanter as aparências? pra de presentes, mas tento planear com antecedência para não gerar ansiedade.
Luís, 61 anos
Passo o Natal apenas com quem gosto, deixei de fazer fretes.
Carlos, 45 anos
O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- Traz mais pressão emocional, porque exisnas tensões à mesa? tem muitas expectativas sobre como tudo deve ser. Há sempre pequenas tensões, especialmente em famílias grandes, onde é difícil Os gastos e o consumismo nesta época peagradar a todos. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Sim, pesam e acabam por trazer alguma manter as aparências? preocupação extra.
João, 52 anos
O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre pequeNo Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- Traz mais alegria, porque valorizo muito o nas tensões à mesa? nas tensões à mesa? simples facto de estarmos juntos. Há sempre algumas tensões, principalHoje funciona mais como equipa, talvez Os gastos e o consumismo nesta época pe- mente quando surgem assuntos antigos ou porque com a idade todos ficaram mais to- sam no seu orçamento e no seu bem-estar diferenças de opinião que nunca ficaram resolvidas. lerantes. emocional? Sente que passa o Natal com quem real- Não pesam muito, já não dou tanta impormente gosta ou faz cedências apenas para tância ao consumo. manter as aparências?
Ricardo, 31 anos
No Natal, a família funciona como uma Traz mais alegria, apesar do stress típico da verdadeira “equipa” ou há sempre pequeépoca. nas tensões à mesa? Os gastos e o consumismo nesta época peÉ um pouco dos dois, existe união, mas sam no seu orçamento e no seu bem-estar também pequenos conflitos inevitáveis. emocional? Sente que passa o Natal com quem realPesam, mas tento gerir para que não afemente gosta ou faz cedências apenas para tem demasiado. manter as aparências? Tento equilibrar, estando com quem gosto
960 St. Clair Avenue West, Toronto, Ontario (647) 748-0960 Open on Saturdays 11 am - 2 pm PioneersGallery.ca
Muitas vezes faço cedências para manter as aparências e evitar conflitos maiores. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê? Traz mais pressão emocional, porque sinto a responsabilidade de agradar a todos e garantir que tudo corre bem. Os gastos e o consumismo nesta época pesam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional?
Sente que passa o Natal com quem real- Sim, pesam bastante e acabam por gerar almente gosta ou faz cedências apenas para gum stress financeiro. manter as aparências?
sem criar conflitos desnecessários. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
Faço algumas cedências para evitar discussões e manter um ambiente mais calmo.
Pedro, 48 anos
Passo o Natal com quem gosto, isso é essencial para mim. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- Traz mais alegria, porque o convívio comnas tensões à mesa? pensa qualquer pequeno stress. Funciona como equipa quando todos cola- Os gastos e o consumismo nesta época peboram e evitam certos assuntos sensíveis. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Pesam um pouco, mas tento manter tudo manter as aparências? dentro de limites.
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Inês, 22 anos
Faço algumas cedências para evitar conflitos e discussões. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- Traz mais pressão emocional, porque sinto nas tensões à mesa? que há muitas expectativas sobre o comportamento de todos. Há tensões, sobretudo entre gerações, com opiniões muito diferentes sobre vários te- Os gastos e o consumismo nesta época pemas. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Sim, pesam bastante, especialmente para manter as aparências? quem ainda está a começar a vida profissional.
Marta, 27 anos
Passo o Natal com quem realmente gosto, nunca senti obrigação de estar em situações desconfortáveis.
O Natal traz mais alegria ou mais pressão No Natal, a família funciona como uma emocional dentro da família? Porquê? verdadeira “equipa” ou há sempre pequenas tensões à mesa? Traz mais alegria, porque associo esta época a bons momentos e memórias felizes. Funciona como uma verdadeira equipa, todos ajudam e existe um ambiente leve e Os gastos e o consumismo nesta época pedescontraído. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Não pesam muito, porque tento ser prática manter as aparências? e não exagerar nos gastos.
Sofia, 39 anos
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19 de dezembro de 2025
Passo maioritariamente com quem gosto, embora às vezes faça cedências pelos filhos.
Débora, 50 anos
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Muitas vezes faço cedências para manter a paz familiar. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- Traz mais pressão emocional, especialnas tensões à mesa? mente para quem fica responsável por organizar tudo. Há sempre pequenas tensões, sobretudo por causa da organização e das expectati- Os gastos e o consumismo nesta época pevas. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Sim, afetam bastante tanto o orçamento manter as aparências? como o meu bem-estar.
Carla, 39 anos
zes faço cedências para manter a harmonia familiar.
O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê? No Natal, a família funciona como uma verdadeira “equipa” ou há sempre peque- É uma mistura: a alegria de estarmos juntos nas tensões à mesa? contrabalança a pressão de cumprir expectativas. Funciona como equipa, embora algumas discussões surgam por diferenças de opi- Os gastos e o consumismo nesta época penião sobre tradições e costumes. sam no seu orçamento e no seu bem-estar emocional? Sente que passa o Natal com quem realmente gosta ou faz cedências apenas para Sim, sinto alguma pressão financeira, esmanter as aparências? pecialmente com presentes para familiares grandes. Procuro estar com quem gosto, mas às ve-
Miguel, 49 anos
O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
Traz mais alegria, porque consigo apreciar os momentos de convívio sem grandes exNo Natal, a família funciona como uma No Natal, a família funciona como uma pectativas. verdadeira “equipa” ou há sempre pequeverdadeira “equipa” ou há sempre peque- É um misto dos dois, há alegria, mas tamnas tensões à mesa? Os gastos e o consumismo nesta época penas tensões à mesa? bém pressão para que tudo seja perfeito. sam no seu orçamento e no seu bem-estar Há pequenas tensões, mas no geral conseFunciona como equipa, mas é inevitável Os gastos e o consumismo nesta época peemocional? guimos desfrutar do momento. haver pequenas tensões, sobretudo com sam no seu orçamento e no seu bem-estar Pesam um pouco, mas tento controlar os diferentes personalidades. Sente que passa o Natal com quem realemocional? gastos e focar mais na experiência do que mente gosta ou faz cedências apenas para Sente que passa o Natal com quem real- Sim, principalmente por causa das despenos objetos. manter as aparências? mente gosta ou faz cedências apenas para sas com crianças e presentes. manter as aparências? Passo com quem gosto, tento evitar situações desconfortáveis. O Natal traz mais alegria ou mais pressão emocional dentro da família? Porquê?
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Wishing all of our clients (past, present and future) a safe and peaceful Holiday Season!
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MILÉNIO | CAPA
19 de dezembro de 2025
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Natal de omissões Pois, porque os amigos, esses podemos escolher, mas a família oh, oh... nem por isso. Essa história de ceia em harmonia é uma questão de sorte ou de fingir que se a tem.
Nestes dias que correm, e falo apenas por mim, quanto mais calmos forem os meus dias, tanto melhor e festas destas, eu a cozinhar e a limpar para ficar exausta no dia seguinte, dispenso. Basta encontrar-me com a família num Família, que palavra tão bonita, sendo definida como um Cristina Da Costa lugar neutro, degustar seja lá o que for e dois bons dedos de grupo alargado ou não de pessoas provenientes da mesma Opinião conversa e já está. Essa sim é a consoada ideal. descendência, cultural e de sangue. Não me adianto mais porque nada mais tenho a adiantar. Mas enfim, já lá vai o tempo em que era hábito e costume Olá, bom dia, Espero-vos bem e com muita saúde. sentarmo-nos à mesa na véspera de Natal, a dita consoada. Resta-me desejar-vos um Santo Natal repleto de saúde e Os filhos começam a casar, a ir passar esses dias na casa das paz. O resto vem por acréscimo. Não se esqueça de praticar reta final do ano está aí e o para a chegada do Natal famílias dos esposos ou esposas e o sistema muda. Por ve- a sua boa ação ajudando o próximo. também. Vamos encarar esta fase das nossas vidas zes para melhor, convenhamos, porque nem sempre nos com serenidade? A verdade é que, se pensarmos sentamos com quem gostamos. Eu falo por mim. bem, as filas e a loucura de uma correria desenfreada conÉ o que é e vai valer sempre o que vale. tra o tempo para apenas encontrar no presente “ideal”, Mas quem é que me garante que também gostavam da minha Até já, não fazem nenhum sentido. companhia? Salvaguardando que sendo eu a cozinhar, aí era Cristina E se corrêssemos para encontrar a família ideal? tudo fabuloso. Enfim, os tais “fingimentos” por justa causa.
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Esta semana
Aos sábados às 7:30 da manhã Aos sábados às 10.30 da manhã e aos domingos às 10 da manhã
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The Christ-Mouse: Uma viúva, um rato e uma amizade improvável. Descubra este conto de Natal onde o carinho (e o queijo) aquecem o coração.
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Street Gospel Choir: Sinta a energia vibrante deste concerto memorável que transformou a rua numa festa!
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Grupo Coral da Barra de Mira: Um concerto solidário na Capela dos Aflitos a favor da Obra de Frei Gil.
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Pão de Ló Celeste D'Ovar: Uma viagem no tempo através do sabor. Fomos provar a receita de 1917 que mantém vivo o legado da doçaria de Ovar.
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Celebre o Natal com o sabor de Portugal: Rosa’s Portuguese Kitchen apresenta receitas de Natal cheias de tradição e sabor
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e muito mais...
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Editorial
MILÉNIO | CAPA
19 de dezembro de 2025
Merry Geringonça Manuel DaCosta Editorial
As December 25th approaches, you can feel the excitement in the air or is it just your body slowly freezing?
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reparations are well underway for families to congregate in a spirit of merriment, celebrating the birth of Christ by stuffing our mouths with food and drink. It’s the ultimate celebration where generous abuses occur in the name of celebration while honouring family members and friends.
Apresentador
Augusto Bandeira
But is it all conviviality getting together with family and friends or is it a sacrifice that many put up with because it’s expected? Generally, the combination of food and excessive drinking results more often than not in a certain buffoonery as tongues get looser and the license to indulge in perceptive truths come out of mouths in the name of focularity. So most people dread another holiday with the in-laws and the preparation to endure brothers or sisters, mothers or fathers is a mental exercise of Olympian proportions. A myriad of things that may happen to hijack the event can derail what should be a wonderful experience. The composition of families, particularly today, has different backgrounds and values, family members who will not eat the traditional food you cook and insist on a separate dish.
Convidados
Jorge Ribeiro Vítor Silva Rómulo Medeiros Ávila
Tema da semana
O Natal e as famílias – como funciona a geringonça familiar?
sexta-feira às 18h
Blood relatives feel they have permission to disagree or bicker while in-laws are expected to be a bit more guarded. The hosts for the evening are to work their bodies to the bone, shopping for all the ingredients, set up the tables and chairs in a manner that lifts our hearts with reminders of the season, cook meals for all the guests without any help and clean up afterwards while the guests enjoy their espresso or brandy. Yes, you had a game plan in place of how the event was to proceed but you never accounted for Uncle Jeb to screw up the pleasantries with critical antonyms. Then there are those family members who refuse to attend the celebrations, but won’t tell you the truth as to why. Should it be a moral requirement that you have to tell your family the truth, or simply that you have other plans? They won’t believe you but it’s your choice. For the most part, most people assume that Christmas should be a happy occasion, but the reality is that it is a sad occasion for a lot of people. For many, they don’t have to worry about the pressures of family, because being alone is all they know. Those with their feet at the fireplace sipping on some exotic concoction may want to think about those who are not experiencing the exoticism of the logs on a fireplace crackling to envelope your body with warmth. More than 60% of the population suggest they are tired and stressed at this time of the year, so why celebrate a biblical parable? The flickering of lights outside and candles on the table with only two plates may create the perfect soothing atmosphere that fulfills an invigorating part of what Christmas is about. Family, maybe a barbeque in the summer. Christmas should be a time to give thanks to those who make a difference in our lives. A functioning media company such as MDC requires individuals who are dedicated and visionaries to understand that society is imperfect and it’s our job to use our imperfections as information that would be useful for the day they read the words. Those who appreciate their jobs will always be on top of information cycles so that the spoken or published content is reflective of what MDC is about. There are those of course who do not have the intellectual capacity to do this and will always live in a world of mediocrity. I want to thank all of those who, every week, provide content that is reflective of who they are as people. Thank you to all employees of MDC, Sponsors, and every reader for filing your eyes with the information we provide. Merry Christmas and Happy New Year.
Jack Oliveira Business Manager Luis Camara Secretary Treasurer
Nelson Melo President
Marcello DiGiovanni Vice-President
Ricardo Teixeira Recording Secretary
Jaime Cortez E-Board Member
Pat Sheridan E-Board Member
O ESSENCIAL DA SUA FESTA
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19 de dezembro de 2025
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OPINIÃO
ALL IN THE FAMILY CHRISTMAS The Christmas holidays are off and running, and along with them, the usual gripes. The gripes are usually about personal inconveniences, like having to ‘put up’ with the family, having to make time for gift-buying, and fighting the crowds. Luckily, not everyone sees the holidays in this light, and when I say all of us, I mean all who decide to enjoy this season and its merriment.
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hen it comes to family, it’s the luck of the draw. We don’t get to choose; our families are comprised of different individuals, each with their own set of traits, some of which may or may not be to everyone’s liking. But they are our blood, and that takes precedence over all else. I believe there are times
when everything else should be set aside so that the present can be absorbed as it should be. Living the moment without distraction can often teach us a lot. By shedding our prejudices, we open ourselves up to details, otherwise unnoticed. We may realize that it isn’t as bad as we were making it seem in our minds. I guess I’m referring to tolerance, once again. If, for example, you have a siter-in-law who is a racist, it’s one thing, but an opinionated grandpa who can’t hold in his gasses, that cousin who’s louder than all the rest, or the stereotypical auntie who loves to slobber you with kisses, these are not things to get bothered about, have a laugh instead. We also can’t forget the children around us at these times of the year, who are absorbing everything they see and hear.
Family gatherings are one of my favourite things. My memories of Christmas are not of receiving gifts, but of all the faces, the jokes, the laughs, the love. Many of those people are now gone, but the sounds and images will never leave me. Even the misfit family reunions in the movies ended up alright in the end, most of the time, I think. At least that’s the way I chose to remember it. Actually, I also believe that this time of year continues to raise the spirits of most. For those looking at a solo holiday season, I urge you to adopt a family for Christmas. I may sound somewhat naive, but that’s the way I see it. There’s always hope. For those who know someone who will be spending Christmas on their own, I urge you to extend an invitation. It will probably feel like a gift to yourselves.
As I write this, I remember the great actor and director, Rob Reiner, who made many of us laugh and cry, through his art. If you’re old enough, like me, you’ll remember that he began his career with a dysfunctional TV family. This show was a good example of a family and its issues, and it too portrayed many examples of tolerance and respect amid dark situations. It also showed us we could laugh, which is how I remember all my Christmases. Let’s make that our common denominator, this season, and the rest. Fiquem bem,
CONHECEDORES ABSOLUTOS DAS LEIS DE IMIGRAÇÃO
Vistos de trabalho aberto a jovens (18 aos 35 anos) Processos de residência permanente (nomeações em Ontário e outras Províncias, Express Entry, entre outros) Ofertas de trabalho podem resultar em vistos de trabalho temporário ou permanente Jason Ferreira, B. Comm, RCIC immigration4canada.ca | 416-653-8938 1560 Bloor Street West, Toronto
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MILÉNIO | OPINIÃO
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The Politics of Christmas... I’m nice to people every day of the year...why start on Christmas? Vincent Black Opinion
Christmas, a holiday traditionally anchored in faith, family, and shared rituals, has long carried political weight. It sits at the intersection of culture, economics, media, and how societies imagine themselves. I have questions why families often pretend they’re having a great time during the holidays, whether the traditional family model around Christmas has shifted, and how social media has transformed the sense of togetherness and family history during Christmas.
Increased acceptance and visibility of blended families, multigenerational households, childless couples, and LGBTQ families have diversified holiday arrangements. This diversity often reconfigures who is present, who hosts, and how traditions are adapted. As parents and grandparents live longer, holidays may become multi-generational gatherings with additional caregiving dynamics and traditions that honor elders. Public debates about Christmas displays in public spaces or school holiday policies reflect ongoing tensions between tradition, religion, and state neutrality.
Social media allows family members to stay connected across distances, sharing updates, photos, and rituals in real time. This can enhance a sense of ongoing classness, even when physically apart. Platforms encourage carefully curated depictions of holiday cheer. This can create pressure to present an idealized version of family life, exacerbating feelings of inadequacy among viewers. Family dynamics become subject to public scrutiny. Disputes or private tensions may spill into comments or public narratives, complicating how families manage conflict and privacy.
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he holiday season is a public-looking display of happiness and harmony. Families may feel obligated to project joy to uphold social norms, especially in photographs, cards, and social gatherings that are widely shared. In many cultures, festive cheer is a form of national or communal belonging. Families may present a united, cheerful front to reinforce shared values and stability in times of political polarization or economic stress. Not all family members experience the holidays in the same way. Chronic stress, grief, or estrangement can clash with the idealized public persona. With cameras, social feeds, and photoops, private moments are increasingly mediated. People may curate memories to avoid negative attention or misinterpretation in public forums. Public discourse about the holidays often intersects with policy debates on wages, paid leave, childcare, and social support. The legitimacy of such policies can be bolstered by narratives of shared joy or challenged by stories of hardship.
Social media amplifies certain holiday narratives-charitable campaigns, national heritage messages, or commercial campaigns-affecting how people understand the meaning of Christmas within their society. Online conversations can influence public attitudes towards policies related to family leave, childcare, taxation, and social welfare, as stories of hardship or generosity circulate widely. Christmas exposes fractures more than it creates them. Families pretend to get along because the holiday demands unity, but modern life-especially social media-has made genuine consensus rarer, not louder. Christmas is less about peace on earth than a temporary ceasefire. Families often perform harmony because the holiday carries heavy moral pressure, good families are close, grateful, and cheerful. Disagreeing openly feels like violating the rituals itself, so tension gets buried under politeness, jokes, or passive-aggression. The politics of Christmas extends far beyond gift-giving and carols. They encompass how societies organize care, how families narrate their histories, and how public life negotiates faith, commerce, and national identity. As families continue to adapt to shifting economic realities, demographic changes, and the omnipresence of social media, the holiday season remains a revealing lens on what community’s value, fear, and hope for in the public square. Christmas for me is everyday......l am good with people every day and try and be helpful throughout the year with much gratitude and appreciation. The phoniness of Christmas is so much of a fake day, and these holidays are not what they once were.
Carrying Tradition
Threads of a Portuguese Christmas Opinion
If you think about it, Christmas has always been more than a date on the calendar—it’s the anticipation, a feeling that gathers itself long before the day arrives. It seeps into the streets, where lights shimmer in growing chains of colour, and into retail aisles where the same songs play on a loop. Even a December snowfall seems reminiscent of the season, drifting down with the quiet nostalgia of holidays past.
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t home, a tree glows in the corner while holiday movie marathons flicker across the screen. It can all feel excessive, like going for a sixth serving at a buffet—but somehow, Christmas still manages to warm the cold edges of winter. It is a feeling, a rhythm, a gathering that brings out the best in us. Growing up Portuguese, the season meant something deeper. It meant placing family at the centre of everything. It meant piling into the car and making the rounds—visiting aunts, uncles, grandparents, and squeezing in time for friends and neighbours who felt like extended kin. It meant crowded kitchens humming with life, cousins roughhousing in the next room, and memories being forged in the small, ordinary moments. Those are the threads that get woven into the tablecloth that brings us together. A Portuguese Christmas is unmistakable; the day stretches wider, the table longer, the laughter louder. Those nights were often bookmarked with worship: midnight mass, a ritual as ancient as the culture itself, fol-
remains the same as it was. I’m reminded that the spirit of Christmas isn’t found in perfection, but in presence. In gathering. In love. It’s in the continuity of traditions worthy of passing on and leading up to the day is the most electrifying part of it all! Wishing everyone a season filled with family, laughter, memories worth holding onto!
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Devin Meireles
lowed by celebrations that spilled into the early hours. Everything started and ended at the dining table. This was the heartbeat of our upbringing. Our immigrant parents worked themselves into new lives so these traditions could thrive, so the family could gather freely, so warmth could replace the longing that comes with distance from home. Their sacrifices became the glow that filled each December, showing us what the season truly meant. And if you’re lucky enough to have old home videos, you’ll see it captured in every family—pure, unfiltered joy. Portuguese people love Christmas. Now, the torch rests in our hands; the next generation. My wife and I find ourselves in a new chapter—serving as the hub house, the holiday headquarters, the home where everyone converges. We welcome it wholeheartedly. My wife, a natural host and talented planner, transforms our space into something generous and inviting, a place where family feels both welcomed and wanted. Our Christmases are now filled with abundant food, good drinks, games, laughter, and those long, winding conversations that carry late into the night. It has become a tradition embraced by every branch of the family, including extended relatives and friends. Christmas at our house is an event and our dining table is the center piece. Threaded through it all are the Portuguese customs that shaped us—the recipes, the stories, a traditional presepio on display and the rituals like a hot bowl of soup after midnight, that insist on returning each year. Hosting Christmas has become our way of honouring that inheritance. It is how we keep the culture alive, just as our parents once did, stitch by stitch, meal by meal, gathering by gathering. As we open our doors again this year, the family has grown, new faces will attend, however the foundation
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MILÉNIO | OPINIÃO
Mas afinal onde se fica? Governo e sindicatos em desacordo sobre adesão Augusto Bandeira Opinião
Meu caro leitor, ainda sobre a greve geral, ouviu-se tanta coisa que acabou por confundir ainda mais as pessoas. O Governo e a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) vieram a público dizer que a adesão à greve teve uma estimativa entre 0% e 10% e afirmam que a economia real continuou a funcionar. Por outro lado, os sindicatos apontam para uma adesão superior a 80%; por exemplo, a CGTP afirma que mais de três milhões de trabalhadores aderiram. Para quem teve a hipótese de ver nos vários canais de televisão, a adesão não foi assim tão expressiva. A razão para isso? A UGT já está a pensar numa nova ameaça de paralisação. Isto é mesmo de loucos, ou de aflitos, como eu tantas vezes digo, “os deuses devem estar loucos”.
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mesmo se viu na esquerda, estavam furiosos porque as coisas não correram como queriam. Sejamos
realistas, quando nos dizem que é “a luta pelos direitos”, que direitos? Algumas pessoas nem sabem o que são direitos nem, tão pouco, deveres. Por estas e outras é que os extremismos crescem, a maioria é apenas para a fotografia. Como dizia um comentador desportivo há anos, alguns políticos erguem a cabeça para serem vistos, apoiando movimentos que só destroem. E pergunto, apontem uma, só uma ação positiva destes que realmente promove direitos. Meus caros amigos, os direitos existem para proteger a dignidade, a segurança e a justiça no trabalho: salário justo e atempado, condições de trabalho seguras, descanso, férias e folgas, proteção na doença, maternidade e desemprego, liberdade sindical e greve (constitucional), respeito e não discriminação. Não são favores; são conquistas de uma sociedade moderna. Mas para quem só pensa em direitos, aqui ficam os deveres, que muitas vezes se esquecem, cumprir horários, executar o trabalho com zelo e profissionalismo, respeitar colegas, chefias e clientes, contribuir para a produtividade, defender os interesses da entidade patronal dentro da legalidade, e não causar prejuízos deliberados.
Direitos sem deveres transformam-se em privilégios. E é exatamente aqui que muitos sindicatos falham, geridos por pessoas que nunca trabalharam, transformam o cargo numa empresa pessoal, esquecendo o equilíbrio necessário. Sem dúvida, a greve é um direito constitucional, isso não está em causa. O problema surge quando a greve deixa de ser o último recurso e passa a ser instrumento político, para pressionar governos eleitos democraticamente ou vingar derrotas eleitorais. Quando um partido perde nas urnas e tenta ganhar na rua aquilo que o povo não lhe deu no voto, já não estamos a falar de direitos laborais, mas de militância disfarçada de reivindicação. Acordem para a vida. Eu não sou contra os sindicatos, concordo que são necessários quando defendem trabalhadores. O problema é quando se tornam problemáticos, vivem em conflito permanente, recusam falar de produtividade, ignoram a realidade económica e protegem sempre os mesmos, independentemente do mérito. Isto sim é muito mau. Será que é isto que os patrões apoiam? Um sindicato que só sabe exigir e nunca fala em produzir mais, me-
lhorar serviços ou modernizar o país deixa de ser parceiro social e passa a ser obstáculo ao progresso. Mais uma vez, meus amigos, olhando com experiência, gosto de ver a economia crescer e tudo equilibrado. Prejuízos não, porque há quebras de produção, perda de contratos, danos na imagem, custos operacionais elevados e falta de previsibilidade. Mas há também prejuízos para o cidadão, serviços essenciais parados, transportes bloqueados, escolas fechadas, economia travada. Muitos que vivem no meio destas situações fazem-no para se mostrarem como heróis; na realidade, quem sofre mais é o cidadão comum e o pequeno empresário. Para terminar, e desculpem o desabafo, é curioso como alguns defendem direitos com grande entusiasmo, mas ficam silenciosos quando se fala de deveres, produtividade ou responsabilidade. Exigir é sempre mais fácil do que construir. Acreditem, um país não cresce à base de greves sucessivas, mas de trabalho sério, diálogo responsável e respeito por quem cria emprego. Bom fim de semana!
Agora sim – valorizar as comunidades portuguesas! Opinion
Em pleno tempo de Natal, aqui vos trago duas propostas do Partido Socialista para que, de uma vez, nós, emigrantes, sejamos valorizados.
A
primeira será a de apoiar o regresso de pensionistas emigrantes, fazendo com que, durante dez anos, apenas 50% dos rendimentos de pensões sujeitos a tributação em Portugal sejam considerados para efeitos de IRS. Não seria um bela prenda para todos aqueles que querem voltar? Mas não basta dizermos, nós queremos que voltem, temos de criar condições para que isso aconteça. Assim sendo, este projeto tem como objetivo introduzir uma equivalência ao que está previsto no regime fiscal do Programa Regressar, que abrange os rendimentos do trabalho de emigrantes que regressam a Portugal. O que está em causa é fazer acontecer um tratamento fiscal idêntico para os pensionistas [emigrantes], garantindo equidade e apoiando o regresso a Portugal após a vida ativa no estrangeiro. O regime aplica-se apenas à parte das pensões sujeitas a tributação em
bretudo nas regiões norte e centro de Portugal, que é onde milhares de portugueses residentes no estrangeiro têm as suas casas e os seus terrenos. Ligando mesmo a primeira proposta deste artigo, esta discriminação pode ser prejudicial para as opções de regresso e investimento por parte dos emigrantes, porque muito do território ardido fica em regiões do interior, que já sofre de despovoamento e desvitalização económica, o que obrigaria a olhar para a propriedade dos portugueses residentes no estrangeiro com mais consideração. Tendo em conta que estes portugueses concidadãos são um ativo económico fundamental para Portugal, não apenas pelo avultadíssimo valor das remessas, mas também pelo volume de investimentos, de importações dos países onde estão e do consumo da produção nacional, isto é discriminação pura. Os portugueses residentes no estrangeiro devem ter acesso aos apoios para o património danificado, é injusto se isto continuar a não acontecer. “Os portugueses que vivem nas comunidades portuguesas representam um fator estratégico da afirmação de Portugal no mundo e um fator essencial de coesão e desenvolvimento do nosso país” José Luís Carneiro
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Vítor Silva
território nacional, respeitando integralmente as convenções para evitar a dupla tributação e o direito da União Europeia. Com esta medida aprovada não só se valorizam as comunidades portuguesas, como ainda se apoia a fixação da população, em especial nos territórios de baixa densidade, promovendo coesão social e territorial. Se estas alterações introduzidas ao código de IRS forem aprovadas no Parlamento, aplicam-se aos rendimentos auferidos a partir de 1 de janeiro de 2026. A segunda, o apoio a emigrantes com casas atingidas pelos fogos. Quem acompanha os meus artigos sabe que escrevi sobre este assunto ainda em pleno Verão onde explanei a minha repulsa pela lei que discrimina negativamente os emigrantes no que diz respeito a indemnizações por incêndio ou outras calamidades. Discriminar categoricamente os portugueses residentes no estrangeiro no acesso aos apoios para o património danificado é injusto, porque as casas e propriedades que podem ter ardido correspondem à casa com que sempre sonharam em Portugal e ao objetivo de trabalho de uma vida Todos nos lembramos que os incêndios do verão de 2025 foram bastante devastadores tendo ardido o equivalente a cerca de três por cento do território nacional, so-
MILÉNIO | OPINIÃO
19 de dezembro de 2025
Crédito: MDC Media Group
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NATAL DAS COISAS SIMPLES Quando recordamos os natais passados, descobrimos que são as coisas mais simples que nos oferecem os maiores momentos de felicidade Bob Hope, comediante americano aproximam a passos largos. Nenhuma autarquia fica hoje indiferente a estas festividades e tudo faz para as promoAida Batista ver e inscrever nos seus programas de Opinião rua, de acordo com o orçamento de que cada uma dispõe. Claro que não podeO espírito de mais uma quadra natalícia mos competir com os mercadinhos de há muito se instalou por todo o lado, nas Natal dos países europeus do Norte, suas mais variadas vertentes: música, mas, timidamente e por mimetismo, esdecorações, brilho das luzes, ritmo de tamos a instalá-los por todo o lado na vida mais acelerado e até alguma cris- esperança de que um dia venham a ter pação em resultado das vésperas que se a mesma visibilidade turística. E como
somos sempre muito bons a copiar e a importar práticas alheias para alegria das crianças, não nos faltam pistas de gelo artificial a nascer em vários espaços públicos.
O
Natal da minha infância foi sempre vivido num clima quente, mas as memórias dos meus pais e dos meus avós maternos, bem como os postais recebidos dos familiares, sempre me transportaram para cenários de frio, neve, lareiras, fogueiras de rua e gente muito encasacada. Nunca escondi que o Natal é a minha época preferida do ano, tendo sempre sabido viver entre estes dois natais: o do espaço onde cresci e o das memórias que me foram incutidas. Por isso, por mais críticas que oiça ao consumismo, à azáfama descontrolada de loja em loja em busca da última
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oferta, à música repetida até à exaustão, não há como reprimir a criança que em mim exulta indiferente a todos estes constrangimentos. Se as decorações e a música sempre ocuparam lugar de destaque, a gastronomia, em especial a doçaria, continua a ser uma fatia especial da minha memória afetiva. A cozinha lá de casa, onde a minha mãe era senhora e rainha, ganhava um cheiro especial na época do Natal – a massa frita das filhós, açúcar e canela. Se os odores e os sabores são as inconfundíveis campainhas que nos transportam ao nosso passado, então elas carimbam o passaporte seguro para o regaço de minha mãe. Para além das filhós e da aletria (usada nas Beiras em vez do arroz doce), outra sobremesa típica daqueles dias eram as rabanadas, feitas com o pão de cacete comprado de véspera. Não sei se conseguem imaginar como era difícil manter toda esta doçaria afastada da tentação das crianças que, a toda a hora, atravessavam a cozinha, na esperança de poderem transgredir e iniciar qualquer prova antes do tempo. Eu, como mais velha, e com a responsabilidade de ajudar minha mãe nestas tarefas, tinha o privilégio de rapar o tacho da aletria, provar a primeira filhó enquanto as salpicava de açúcar ou, ao passar as rabanadas por canela e açúcar, levar à boca as pontas do cacete que, por serem pontiagudos, não ocupavam lugar na travessa para serem servidos à mesa. Hoje, rabanada que se preze exige garfo, faca e colher, em virtude de ser bem regada com uma espessa calda de açúcar. Na nossa casa, a calda nunca fez parte da receita, pelo que as retirávamos da travessa sempre à mão, como acontecia com as filhós, que minha mãe fazia pequenas para renderem mais. Esta era a doçaria que nunca faltava na mesa da minha infância natalícia. O bolo rei entrou muito mais tarde, por força das pastelarias que começaram a exibi-lo nas montras e que minha mãe passou também a incluir na ementa da consoada. Mas, por mais variada que seja a confeitaria de uma mesa de natal, eu mantenho-me rendida a esta trilogia básica porque é ela que continua a habitar a memória de um tempo sem idade.
Segurança com humanidade: a esquerda contra-ataca Miguel Costa Matos Opinion
A alteração à Lei da Nacionalidade, e ao Código Penal dela resultante, foi considerada inconstitucional pela unanimidade dos juízes do Tribunal Constitucional. Foi assim com cinco das oito normas impugnadas pelo PS, com exceção de uma que teve um único voto contra. O Governo, depois de uma greve geral que feriu de morte o seu pacote laboral, tem a segunda derrota política em duas semanas, ilustrando o radicalismo ideológico da sua ação, apesar de apenas dispor de apoio parlamentar minoritário.
É
provável que esse cenário se agrave nos próximos tempos. Não se anteveem especiais facilidades a nível económico-financeiro. Já este ano o Governo escolheu proceder a uma segunda redução do IRC, no valor de 840 milhões de euros, aproximadamente o mesmo valor que decidiu cortar ao Serviço Nacional de Saúde. O ISP já subiu cinco vezes, tendo sido pela primeira vez omitido do Orçamento do Estado. O prémio salarial ainda está por pagar a milhares de jovens, o alargamento à classe média do apoio ao alojamento estudantil nunca chegou a ser pago e hoje é apresentado um novo modelo de ação social que deixará milhares de estudantes com menos apoio do que tinham antes. Governar implica escolhas e as de Luís Montenegro revelam falta de palavra, compaixão e sentido de prioridades. Reduzir a fiscalidade sobre as empresas pode ser uma vaca sagrada da direita mas será que estes 2 pontos percentuais
faziam assim tanta diferença, comparado com um corte de 10% no orçamento com que os hospitais compram medicamentos e materiais para cuidar de nós e dos nossos entes queridos? Devemos igualmente pensar bem no que vamos deixar de fazer com os 1000 milhões de euros de cortes de impostos para os senhorios. Por estes dias, estou em Oxford num Simpósio que junta poucas dezenas de ministros, deputados e académicos progressistas de toda a Europa para debater e consolidar as políticas públicas e argumentos da social-democracia europeia. Venho cá para ser orador sobre como promover crescimento económico. É algo desesperadamente em falta noutros países, como no Reino Unido, onde um governo trabalhista tem sido obrigado a escolhas difíceis, vendo o seu suporte popular desvanecer em ano e meio. Em linha com o que tenho escrito aqui, em diversas ocasiões, os dados apontam para a necessidade de uma oferta política que não seja defensiva mas propositiva e focada. Enquanto os cidadãos sabem o que move e o que pensa a extrema-direita, da esquerda obtém-se um “nim” em vários assuntos. Isso revela uma fraqueza que afasta mais do que os pormenores programáticos em causa. Mais do que parecer impotentes ou incompetentes, parecemos desligados das preocupações das pessoas, nomeadamente sobre o custo de vida, a habitação ou a saúde. Essa desejável sintonia merece um debate bastante mais complexo no que concerne ao tema da imigração. É difícil não falar do assunto, mas é contraproducente dar ainda mais saliência a um assunto e a uma vontade restritiva que nunca saciará a extrema-direita. Também aqui parece ser necessário passar de uma postura defensiva para assumir uma posição clara, que partilhe preocupações sem as exacerbar e que procure equilíbrio e regulação sem prometer um controlo que não existe. Para tal, precisamos de valo-
rizar também o contributo que os imigrantes dão à nossa sociedade e as condições em que esse contributo pode ser não apenas económico como também social. Digamo-lo sem complexos. Devemos ter a expectativa que os imigrantes aprendam a nossa língua e cumpram as nossas leis. Isso implica que quem entrou irregularmente deve ter de abandonar o país. Essa é a mesma firmeza com que devemos honrar a proteção devida a refugiados, ao contrário do que o Governo fez a semana passada. De igual modo, quem tiver um contrato de trabalho cá, deve poder vir para cá e contribuir para a nossa economia. Deve pagar impostos e aceder a cuidados de saúde, educação e proteção social, como qualquer contribuinte. Finalmente, deve poder reagrupar cá a sua família, tirando imigrantes das praças e das “camas quentes” para uma integração plena. Essa posição claríssima é um contraste gritante com a direita. Não podemos querer reduzir a imigração por decreto, desligados das necessidades do país. Não podemos empurrar a imigração para situações de clandestinidade, sem direitos e também sem responsabilidade fiscal ou contributiva. O fim do “NISS na hora” ajuda muito a isso, pondo mais poder nas mãos de máfias como a que foi apanhada no Alentejo o mês passado. Não podemos viver para as perceções, obcecados com parecer duros e culpabilizar os nossos semelhantes por males na sociedade sobre os quais não têm poder. Quanto mais cedo esclarecermos a nossa posição e dermos segurança e credibilidade às pessoas sobre este assunto, mais rapidamente poderemos recentrar o foco nos seus verdadeiros problemas. Quanto mais cedo sairmos da defensiva, melhor poderemos montar um “contra-ataque” em que a esquerda convoque a esperança numa vida melhor.
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19 de dezembro de 2025
Manuel Viegas
Um fautor da portugalidade na Flórida Daniel Bastos Opinião
Uma das marcas mais características das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo é indubitavelmente a sua dimensão empreendedora, como corroboram as trajetórias de diversos compatriotas que criam empresas de sucesso e desempenham funções de relevo a nível cultural, social, económico, político e associativo.
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os vários exemplos de dirigentes associativos e fautores da cultura lusa na diáspora, cada vez mais percecionados como um ativo estratégico na promoção e reconhecimento do país, tem-se destacado, ao longo das últimas décadas, o percurso altruísta de Manuel Viegas em prol da portugalidade na Flórida, um estado situado no extremo sudeste dos Estados Unidos da América. Natural da povoação de Parada de Gonta, município de Tondela, no distrito de Viseu, onde nasceu em 1944, Manuel Viegas emigrou para os Estados Unidos, no alvorecer dos anos 60, ao encontro da figura materna. A chegada do jovem tondelense ao estado de Nova Jérsia, marcou o início de um percurso de vida pautado pelo esforço hercúleo e dedicação incansável, “life marks” que Manny Viegas, como é conhecido na América, continua a cultivar em conjunto com os valores da amizade e da família. Com uma carreira profissional sólida e feita de consistência, que iniciou ainda na adolescência na construção civil, Manuel Viegas tem como principais referências socioprofissionais as funções desempenhadas entre 1961 e 1976 na “Garden City”, durante mais de 25 anos na “Jomar Displays Inc.”, e até 2003 na “Boxer Displays”, empresas onde progrediu constantemente até chegar a encarregado geral. Concomitantemente, o emigrante tondelense estabeleceu um forte comprometimento com a comunidade portuguesa em Nova Jérsia, onde se concentra uma das mais conhecidas e numerosas comunidades luso-americanas. Como revela o notável trabalho associativo em relevantes instituições luso-americanas a favor da dinamização
e preservação da cultura portuguesa. Assim testemunha o seu envolvimento comunitário, no Portuguese Heritage Group of Perth Amboy, no Portuguese Sporting Club of Perth Amboy, no Heritage Festival Ball Inc., na Federação das Associações de New Jersey, no Sport Club Português ou na Casa de Tondela em Newark, à frente da qual, foi o grande mentor da construção no concelho beirão da construção de um “Monumento ao Emigrante”. Nesse sentido, e com o intuito de perpetuar o valor dos emigrantes de Tondela, a edilidade beirã criou, em 1994, o largo do Monumento ao Emigrante, composto por uma estátua de Joaquim Machado e três espirais helicoidais de Luz Correia. A iniciativa teve o contributo da comunidade tondelense em Nova Jérsia, que esteve representada na inauguração pelo então Presidente da Casa de Tondela em Newark, Manuel Viegas. Na memória descritiva do monumento refere-se: “O emigrante vai nu, ou seja, despido de tudo quanto é material, de artificialismos e preconceitos”. Quando atingiu a idade da reforma, o emigrante e dirigente associativo mudou-se, em 2005, para a Flórida, estado norte-americano onde vivem atualmente mais de 75 mil emigrantes portugueses e lusodescendentes. Também aqui, ao longo das últimas décadas, Manny Viegas tem realizado um importante trabalho em defesa da portugalidade, como evidencia o facto, por exemplo, de ter sido eleito em 2015, e reeleito em 2024, Conselheiro das Comunidades Portuguesas. Assim como, as suas conhecidas ligações ao Portuguese American Cultural Center of Palm Coast, à associação Os Beirões de Palm Coast e aos Sportinguistas de Palm Coast. Não por acaso, o laborioso dirigente associativo da diáspora e hodierno Conselheiro das Comunidades Portuguesas pela Flórida, tem recebido diversas homenagens e distinções, e diplomas mérito e beneficência, entre as quais se incluem, as Chaves da Cidade de Perth Amboy. A Medalha de Mérito das Comunidades Portuguesas, Grau Ouro, uma distinção atribuída pelo Governo Português, através do Secretário de Estado das Comunidades, a individualidades que se destacam no apoio e representação da diáspora portuguesa no estrangeiro, reconhecendo o seu trabalho e dedicação. E, a Comenda Oficial da Ordem de Mérito, uma das Ordens Honoríficas Portuguesas, que distingue atos ou serviços meritórios de abnegação em prol da coletividade, seja em funções públicas ou privadas.
Uma das figuras mais consideradas e respeitadas da comunidade portuguesa na Flórida, o esforço e dedicação desprendida de Manuel Viegas, genuíno fautor da portugalidade que não olvida as suas raízes, presentemente o confrade da Confraria de Saberes e Sabores da Beira ‘Grão Vasco”, está empenhado na criação de uma confraria irmã neste estado norte-americano, inspira-nos a máxima do filósofo romano Séneca: “O esforço chama sempre pelos melhores”.
O comendador Manuel Viegas é atualmente Conselheiro das Comunidades Portuguesas pela Flórida. Créditos: DR.
Fernando Pessoa volume nº 12 da coleção
O LIVRO DE FREI MAURICE Com organização e apresentação de Nuno Ribeiro (n.1983) este livro foi projectado em 1907 como «The book of Friar Maurice» figura que é definida por Fernando Pessoa como um místico sem Deus; um cristão sem credo ou seja no original «a mystic without God; a Christian without a creed».
Credito: DR
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ão é de estranhar o uso do inglês neste autor uma vez que Fernando Pessoa viveu na África do Sul entre 1896 e 1905 e foi mais tarde empregado de escritório escrevendo cartas em inglês para ganhar a vida. Este livro de 69 páginas (Editora Apenas Livros) cruza quatro vectores da produção pessoana: filosofia, religião, psiquiatria e literatura. Para além dos textos, este livro inclui
vários fac-simile em pormenor. Fica uma ideia das páginas 43 e 44: Não se riam de ninguém, não façam ninguém de ridículo nem mesmo no mais íntimo do vosso coração. A vida humana é algo demasiado séria e demasiado triste para se rir. Riam-se com as crianças das coisas simples que as alegram. Mas não se riam de mais nada. Em inglês: «Laugh at no one, make no one ridiculous, not even in thy inmost heart. Human life is too serious and too sad a thing for laughter. Laugh with children at the simple things that make them merry. But laugh at nothing more.» JCF
cultura | tradição | histórias | lugares Saturdays 7:30 am Saturday 10:30 am Sundays 10:00 am
Juntos celebramos a nossa união MAIS DO QUE CLUBES, SOMOS COMUNIDADE. MAIS DO QUE FESTAS, SOMOS APOIO. NESTA ÉPOCA DE PARTILHA, A ACAPO DESEJA UM PERÍODO FESTIVO REPLETO DE FORÇA E ESPERANÇA PARA TODOS OS NOSSOS ASSOCIADOS.
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19 de dezembro de 2025
diáspora, realizado em Espinho, em março de 1985, Maria Barroso esteve presente nas iniciativas promovidas pela Associação de Estudo, Cooperação e Solidariedade da Mulher Migrante (AMM), que celebra este ano três décadas de atividade contínua. O livro Entre Portuguesas: Maria Barroso na nossa memória, publicado em 2015 e coordenado por Manuela Aguiar, Graça Guedes e Arcelina Santiago (AMM), regista o percurso e o ativismo impressionante desta mulher frágil na aparência, mas de espírito indomável. Maria Barroso regressaria a Toronto em 2007, a convite da então Cônsul-Geral Maria Amélia Paiva, para incentivar a integração plena da mulher portuguesa no Canadá, nomeadamente através da aquisição da cidadania — condição fundamental para uma participação mais ativa na vida cívica e política e para o exercício pleno dos seus direitos. Foram os Encontros para a Cidadania que liderou e que, por isso mesmo, se realizaram com ampla participação e grande entusiasmo. Homenagear Maria de Jesus Barroso no Canadá, no ano do seu centenário, é, por isso, um gesto pertinente e profundamente justo. Para assinalar esta figura incontornável da vida política, social e cultural portuguesa, a Associação Mulher Migrante do Ontário (AMMO) convida toda a comunidade e o público interessado a estar presente. A Galeria dos Pioneiros cede gentilmente as suas instalações, patrocinando assim este evento. 960 St. Clair Avenue West, 29 de dezembro, das 17h-20h.
COMUNIDADE
Manuela Marujo, Maria Barroso e Maria Amélia Paiva. Créditos: Manuela Marujo
Homenagem a Maria Barroso no Canadá
Manuela Marujo
“Nenhuma mulher é estrangeira numa sociedade que vive dos direitos humanos” Maria de Jesus Barroso aceitou o convite para proferir a conferência de abertura do I Congresso Internacional A Vez e a Voz da Mulher Imigrante Portuguesa, realizado na Universidade de Toronto, em 2003. Assinalava-se, nesse ano, o cinquentenário da chegada oficial dos portugueses ao Canadá e pretendia-se realçar o papel da mulher portuguesa na diáspora.
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esde o momento da sua chegada, Maria Barroso revelou-se uma pessoa de grande simplicidade e trato afável, genuinamente interessada em ouvir as mulheres que a acolheram. Questionava, escutava e partilhava memórias da sua própria experiência enquanto mulher exilada em Paris — anos marcados por privações e saudades da família — criando, desde logo,
um ambiente de proximidade e igualdade. Durante a sua intervenção, foi particularmente enriquecedor ouvi-la refletir sobre a condição, as aspirações e os desafios enfrentados pela mulher portuguesa emigrante, obrigada a reconstruir a sua vida numa sociedade de acolhimento. A defesa da igualdade de direitos, com especial ênfase na educação e no acesso ao mercado de trabalho, esteve no centro do seu discurso, entendido como condição essencial para a emancipação feminina. As suas palavras não soaram a mero discurso de circunstância, mas à voz de alguém que viveu, estudou e lutou de forma consequente para que essas ideias se transformassem em realidade. A sua intervenção em Toronto foi, aliás, reflexo de um percurso longo e consistente em prol da mulher migrante. Desde o maior congresso de mulheres portuguesas na
Maria de Jesus Barroso (1925–2015) Atriz, ativista cívica e defensora dos direitos humanos, Maria de Jesus Barroso foi uma das mais marcantes figuras da vida cultural, social e política portuguesa do século XX. Dados essenciais •
Nome completo: Maria de Jesus Simões Barroso Soares
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Nascimento: 2 de maio de 1925, Lisboa, Portugal
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Falecimento: 18 de julho de 2015, Lisboa
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Formação: Conservatório Nacional (curso de Teatro)
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Profissão: Atriz, professora, ativista cívica
Teatro e cultura
No Victoria College Maria Barroso, Manuela Marujo e Aida Baptista. Créditos: Manuela Marujo
Mulher, cidadania e direitos humanos Ao longo da sua vida, Maria de Jesus Barroso destacou-se como uma voz firme na defesa dos direitos das mulheres, das populações migrantes e dos valores democráticos. Teve um papel ativo em organizações da sociedade civil, nomeadamente na promoção da cidadania, da igualdade de oportunidades e da participação cívica das mulheres portuguesas, dentro e fora de Portugal.
Iniciou muito jovem a sua carreira no teatro, integrando companhias e participando em encenações marcantes do teatro português. A sua ligação às artes foi sempre indissociável de uma visão humanista e interventiva da cultura, entendida como espaço de liberdade, reflexão crítica e comFoi presidente da Amnistia Internacional – promisso social. Portugal durante a década de 1990, contribuindo decisivamente para a afirmação da Exílio e resistência organização no país e para a sensibilização Casada com Mário Soares, figura central da da sociedade portuguesa em torno dos dioposição democrática ao Estado Novo, Ma- reitos humanos à escala global. ria Barroso partilhou com ele os caminhos do exílio político em Paris durante a ditaPrimeira-Dama de Portugal dura. Esses anos foram marcados por dificuldades materiais, separações familiares e Enquanto Primeira-Dama (1986–1996), intensa atividade cívica, reforçando o seu Maria Barroso deu uma dimensão própria compromisso com a democracia, a justiça ao cargo, privilegiando causas sociais, culturais e educativas, mantendo sempre uma social e os direitos humanos.
postura discreta, independente e profundamente ética. Ligação à diáspora portuguesa Maria Barroso manteve uma relação próxima e constante com as comunidades portuguesas no estrangeiro, em particular com as mulheres emigrantes. A sua participação em encontros, congressos e iniciativas no Canadá, nomeadamente em Toronto, ficou marcada pela escuta atenta, pela partilha de experiências e pelo incentivo à integração plena, à cidadania ativa e à afirmação de direitos. Legado No ano do seu centenário, Maria de Jesus Barroso permanece uma referência incontornável de coragem cívica, coerência ética e compromisso com a dignidade humana, deixando um legado que continua a inspirar gerações em Portugal e na diáspora.
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19 de dezembro de 2025
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VÍDEO
Academia do Bacalhau de Toronto celebra Natal com jantar solidário
A vez da voz e dos rostos da comunidade, sem filtros!
os membros da instituição, que se envolveram ativamente nesta iniciativa solidária. O presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, Raul Gomes, sublinhou o significado do evento para a comunidade portuguesa no estrangeiro: “este jantar representa muito mais do que uma refeição. É um momento de união, de partilha e de afirmação da nossa identidade”, afirmou. Já a vice-presidente, Zilda Evangelista, destacou a solidariedade como um dos
pilares fundamentais da Academia: “hoje reforçamos a missão de ajudar quem mais precisa. O Natal é a altura ideal para viver este espírito de entreajuda. Esta tradição nasceu na África do Sul há 53 anos e hoje a Academia do Bacalhau está presente em 32 países, sempre com o objectivo de apoiar famílias carenciadas” Presente no jantar, Ricardo Castro Lobo, antigo responsável da Academia do Bacalhau de Toronto, recordou a origem da instituição: “vim da África do Sul, onde fazia parte da Academia em Joanesburgo. Ao chegar ao Canadá, percebi que não existia uma organização que reunisse toda a comunidade portuguesa. A Academia foi criada em memória do meu pai e com o propósito de apoiar os mais necessitados.” Sobre o percurso da Academia ao longo de quase três décadas, acrescentou: “a Academia cresceu e foi-se rejuvenescendo com novos membros. Muitos fundadores já partiram, mas continuamos a apoiar a comunidade, desde lares de idosos a bolsas de estudo.” Entre os participantes, Arminda Bolsinha destacou a dimensão humana do encontro: “esta noite soube-me muito bem. Foi uma festa bonita, um jantar por uma boa causa. Fico feliz por ajudar quem precisa. Faz-me lembrar o trabalho voluntário que faço no Centro Abrigo, onde percebemos como é importante apoiar quem mais necessita.” Também Dina Pereira partilhou uma mensagem de esperança: “foi um jantar bonito, rodeado de boa gente. Aproveito para desejar a todos alegria, paz e um Próspero Ano Novo.” Ao longo da noite, os convidados trocaram votos de Feliz Natal e Bom Ano Novo, reforçando o espírito de união e comunidade. Fundada a 19 de setembro de 1998, a Academia do Bacalhau de Toronto promove reuniões mensais e jantares-tertúlia, tendo o bacalhau como prato principal e a solidariedade como missão central. O Jantar de Natal foi, assim, mais do que uma festa: foi um momento de partilha, alegria e reafirmação da identidade portuguesa, provando que o espírito comunitário continua vivo e unido, mesmo longe de Portugal. FP/MS
Credito: E-Motions Photography
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ara além da celebração natalícia, o jantar teve um forte carácter solidário, com a recolha de alimentos não perecíveis destinados a apoiar famílias carenciadas, tornando a noite não apenas um momento de festa, mas também de partilha e apoio ao próximo. Naturalmente, o bacalhau foi o protagonista da ementa; no entanto, o verdadeiro destaque esteve na generosidade dos compadres e comadres, como são conhecidos
Credito: E-Motions Photography
A Academia do Bacalhau de Toronto realizou a sua tradicional Festa de Natal na sexta-feira, 12 de dezembro, no Europa Catering, reunindo a comunidade num ambiente de confraternização, amizade e solidariedade. A iniciativa manteve viva uma tradição que celebra a cultura portuguesa e reforça o compromisso social junto da comunidade luso-canadiana.
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Novo podcast apresentado por Rómulo Medeiros Ávila. Emitido às sextas-feiras.
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Mensagem do Abrigo Centre dirigida ao Milénio
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ste email, dirigido ao presidente do grupo MDC, Manuel DaCosta, surge na sequência da nossa edição dedicada ao Movember e sublinha o impacto real que o jornalismo pode ter quando abre espaço a diálogos difíceis, necessários e muitas vezes silenciados. Mais do que um elogio, trata-se de um reconhecimento do papel que a comunicação social pode e deve desempenhar na construção de comunidades mais informadas, empáticas e conscientes. E vindo de quem vem – de Paula de Jesus, Co-DiretoraExecutiva do Abrigo Centre, uma instituição com um percurso reconhecido na área da intervenção social, da saúde mental e do apoio à comunidade - este testemunho tem para nós um significado muito especial. Reforça a responsabilidade que assumimos enquanto órgão de comunicação social de língua portuguesa no Canadá: informar, dar voz, criar pontes, desafiar estigmas e contribuir para conversas que promovem mudança, compreensão e bem-estar coletivo. MB/MS “O meu email de hoje está relacionado com a edição de 14 de novembro do Milénio, dedicada ao Movember. Fiquei profundamente tocada pelo seu editorial e pelos artigos de Ana Lúcia Sousa, Angela Masuzzo e Raul Freitas.
Quero felicitá-lo pela coragem de partilhar a forma como sofreu de depressão e por dar voz ao facto de que 70% dos homens com problemas de saúde mental sofrem em silêncio. Aplaudo igualmente a sua honestidade ao falar sobre como os homens nem sempre são compreendidos pelas mulheres e sobre como isso cria ainda mais divisão e torna mais difícil para os homens sentirem-se seguros ao abrirem-se emocionalmente e ao partilharem as suas vulnerabilidades. Isto é algo que me entristece profundamente: a forma como, de geração em geração, a sociedade condicionou os homens a acreditar que é sinal de fraqueza falar sobre emoções difíceis “aguenta”, “segue em frente”, “assume o controlo”. Em contrapartida, as mulheres foram condicionadas, geração após geração, a ver a expressão de sentimentos como parte natural de quem são. Esta é uma receita para o desastre quando existe conflito numa relação e, inevitavelmente, existirão desafios nas relações entre os sexos. Quando não existem espaços emocionalmente seguros para discutir frustrações, desafios e dor, acabamos por nos virar uns contra os outros e culpar-nos mutuamente. Tanto homens como mulheres sentem-se, muitas vezes, isolados e não ouvidos. Como podemos mudar esta realidade? É precisamente este o trabalho que procuramos desenvolver no Abrigo, todos os dias. Os nossos conselheiros esforçam-se por criar espaços seguros onde os clientes possam ser ouvidos, onde a sua dor seja acolhida e onde narrativas como “são as mulheres hoje em dia” ou “são os homens hoje em dia” possam ser gentilmente questionadas. Adotamos uma abordagem mais humanista, centrada no processamento de pensamentos e sentimentos, para que cada pessoa possa alcançar os seus objetivos relacionais, quer na relação consigo própria, quer com os outros. É também por
isso que o nosso técnico de juventude vai regularmente às escolas secundárias dinamizar workshops preventivos com jovens, abordando temas como “qual a diferença entre uma relação saudável e uma relação tóxica?” e “como caminhar no sentido de se tornar a melhor pessoa possível?”. Reconhecemos igualmente que continuamos a enfrentar lacunas nos serviços de aconselhamento e que nem sempre conseguimos oferecer todos os serviços que gostaríamos, tanto a homens como a mulheres. Temos uma nova iniciativa prevista para o próximo ano que acreditamos vir a colmatar parte desta lacuna, e esperamos poder partilhar essa informação em breve. Sr. DaCosta, abriu corajosamente este diálogo na edição do Milénio dedicada ao Movember. O Abrigo, a Gila e eu própria procuramos continuar a fazer parte da solução e da continuidade desta conversa. Queremos contribuir para manter o diálogo entre homens e mulheres, trabalhando as divisões existentes e reencontrando-nos na nossa humanidade comum, através de uma resolução respeitosa dos desafios e diferenças. Talvez no novo ano seja possível organizar um encontro público para debater esta questão tão importante? Ou criar uma oportunidade para reunir homens e ouvir as suas ideias sobre o que poderia facilitar o acesso a apoios na área da saúde mental? Estas são algumas das ideias iniciais que tenho. Existe, de facto, muito trabalho a ser feito atualmente no setor sem fins lucrativos para envolver mais homens nos serviços de saúde mental e na prestação de apoios, mais do que nunca, o que são excelentes notícias. Peço desculpa pela longa reflexão, mas considerei importante partilhar o impacto que o seu editorial e os artigos dos seus colegas tiveram em mim e, certamente, em muitos outros leitores. Valorizamos sempre a vossa parceria e as muitas oportunidades
que os vossos órgãos de comunicação social oferecem ao Abrigo, bem como as vossas contribuições para os nossos programas. Aguardo com expectativa a continuidade deste envolvimento em torno deste tema tão relevante e pode contar com o Abrigo para continuar a apoiar as comunidades de língua portuguesa através dos nossos serviços sociais, Paula” Paula De Jesus (She/Her) Co-Executive Director/Programs & Operations - Abrigo Centre
Ano XXXIV edição nº 1771 | 14 de novembro de 2025
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David Ganhão
Mensagens como esta são mais do que palavras de reconhecimento, são um incentivo profundo para continuarmos a fazer, todos os dias, o melhor trabalho possível no Milénio. Num tempo em que o jornalismo enfrenta múltiplos desafios e em que falar de temas sensíveis exige coragem, rigor e humanidade, saber que o nosso trabalho chega, toca e provoca reflexão é, para toda a nossa equipa, profundamente gratificante.
"Vida e esperança" celebra 15 anos
Magellan
Toronto
Abrigo Centre P22
Conselho Municipal contra Bill 60
P26
Sonho à vista!
NOVEMBRO 2025 REVISTAMAR.COM
RICARDO ARAÚJO
Capa do Milénio Stadium 14 de Novembro
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P28
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YEAR-END 2025
r year-end edition of the Magellan newsletter.
YEAR-END 2025
close, we are excited to share our highlights, achievements, and upcoming events. Whether you year or are just joining us, we hope you find valuable insight into this month’s edition. À medida que 2025 chega ao fim, é com grande entusiasmo que partilhamos os principais destaques, conquistas e eventos futuros. Quer tenha estado connosco ao
longo de todo o ano ou esteja agora a juntar-se a nós, esperamos que encontre informações valiosas nesta edição do mês. A estrutura do edifício continua a avançar de forma muito positiva. Já foi betonada toda a laje do 5.º piso e os trabalhos prosseguem em altura, estando prevista a betonagem das lajes do 6.º piso para o início de dezembro. A estrutura exterior começa agora a fechar o edifício. As infraestruturas mecânicas e elétricas em bruto terão início em dezembro no piso térreo. Durante esse mês, arrancarão também as ligações de águas pluviais, saneamento e abastecimento de água, desde a rua até ao edifício.
Welcome to our year-end edition of the Magellan newsletter. update
As 2025 to astructure close, we are excited to to share our highlights, achievements, and upcoming events. Whether you The comes building continues havemake beengreat with us all year or are just poured joining us, we hope you find valuable insight into this month’s edition. progress. We have
all of the 5th floor, and are progressing upwards, with the 6th floor slabs to be poured by early December. The exterior structure is now starting to close the building in. Mechanical and electrical rough-ins will start in December on the ground floor. We will start storm, sanitary, and water connections from the street to the building in December as well.
construction update
Angariação de fundos e eventos Gostaríamos de expressar o nosso sincero agradecimento a todos os que participaram e apoiaram a 2.ª Gala Anual Brick by Brick da Magellan, realizada a 22 de novembro, na sede da LiUNA! Local 183. Foi uma noite extraordinária, marcada por entusiasmo e elegância, com apresentações inspiradoras, um leilão silencioso, uma rifa de um automóvel Honda novo e muito mais. A noite foi ainda enriquecida por uma atuação excecional do grupo The Tenors, cuja presença em palco e qualidade vocal tornaram o evento verdadeiramente memorável. Temos o enorme prazer de anunciar que a gala foi um grande sucesso, angariando um montante impressionante de 1,1 milhões de dólares. O nosso profundo agradecimento ao patrocinador principal, LiUNA! Local 183, bem como a todos os patrocinadores que tornaram este evento possível. A todos os convidados e voluntários, o nosso muito obrigado pelo apoio contínuo. Esperamos voltar a celebrar juntos na gala do próximo ano.
Ligue-se a nós! Gostaríamos de agradecer, de forma muito especial, a todos os doadores e apoiantes da comunidade pela sua generosidade contínua ao longo deste ano. Somos profundamente gratos por cada contribuição que nos aproxima da abertura das portas do Centro Magellan.
cture continues to ss. We have poured Desejamos a todos umas excelentes festas e um feliz ano novo. and are progressing - Conselho de Administração e Equipa Executiva da Magellan 6th floor slabs to be December. The structure continues to As doações são sempre bem-vindas! The building Doadores anuais is nowmake starting to Aceitamos donativos em numerário, great progress. We have poured cheque, online e através de títulos moAos nossos doadores anuais, agradecemos o vosso compromisso contínuo com a nossa organização. in. Mechanical biliários. Para mais informações, visite o ofgenerosidade the and 5th floor, and are progressing Aall vossa constitui a base sólida que nos permite prosseguir o nosso trabalho e cumprir a nosso site em: www.magellancommunossa missão. dirigir um agradecimento ns will startGostaríamos in theainda upwards, with 6thdefloor slabs to be muito especial aos doadores que assu- nityfoundation.com ou contacte-nos miram compromissos regulares e continuam a apoiar-nos com as suas contribuições anuais: a LiUgroundNA! floor. will early orgulhosamente Local We 183 apresentou-nos o seu quarto poured by December. The donativo solidário no valor de 250.000 através do telefone: (437) 914-9110. dólares, elevando a sua contribuição total para 1 milhão de dólares; a Global Waste Services contriitary, buiu and water exterior structure is now starting com 32.500 dólares, perfazendo um total de 100.000to dólares; a Triumph Roofing & Sheet Metal Inc., 50.000 dólares; a IC Savings, 30.000 dólares; a Cardinal Funeral Homes, 25.000 dólares; a Fathe street to the Do fundo do coração, OBRIGADO! Os seniores da nossa comunidade de língua close the building Mechanical and 20.000 dólares. mília Porto, 25.000 dólares; e ain. DiMarco Family Foundation, portuguesa precisam do Centro Magellan e, graças a si, estamos cada vez mais ber as well. electrical rough-ins will start in perto de tornar este projeto uma realidade. December on thePróximo groundevento floor. We will start storm, sanitary, and water É com grande entusiasmo que anunciamos o próximo evento RetroFest, organizado pela Tavorato Foods, connections from the street theno dia 31 de janeiro de 2026. O RetroFest é um evento de angariação de fundos promovido por terceiros, em bebuilding in December well.organizações sem fins lucrativos, incluindo a Magellan nefício as de várias Community Foundation. Para informações sobre bilhetes, contacte: tavorafoodsmississauga@gmail.com ou ligue para: (647) 235-2032.
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Governo da Madeira estuda possível construção de marina para megaiates ro desenvolvimento social”. O orçamento que tutela pretende, entre outros objetivos, “continuar a trajetória de crescimento económico, aumentar a diversificação da base produtiva, reforçar a captação de investimento externo” e assegurar a modernização tecnológica do tecido empresarial. Visa também “garantir a transição energética da economia, reduzir os impostos, sem pôr em causa o equilíbrio das contas públicas, valorizar os salários sem afetar a competitividade das empresas, corrigir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida de todos os madeirenses”, sublinhou o secretário da Economia. O Inssecretário da Economia falava no tituto de Desenvolvimento Empresarial vai parlamento madeirense, na discus- dispor de 58 milhões de euros no próximo são na especialidade das propostas ano para suportar os incentivos destinados de Orçamento Regional para 2026, no va- às empresas dos setores secundário e terlor de 2.329 milhões de euros, e Plano de ciário. Investimentos, no valor de 1.002 milhões. JM/MS O governante salientou que o orçamento da Secretaria Regional da Economia da Madeira, de 128 milhões de euros, “corta nas despesas de funcionamento para reforçar o apoio à inovação, competitividade e sustentabilidade das empresas, para atrair mais capitais e empresas à região e para assegurar o investimento em setores vitais, como os portos”. Os investimentos rondam os 70 milhões de euros “entre fundos regionais e fundos europeus, ou seja, mais de metade do orçamento da Secretaria da Economia vai para o investimento, para a criação de emprego e de riqueza”, acrescentou. José Manuel Rodrigues, do CDS-PP, partido que tem um acordo de coligação com o PSD, líder do executivo insular, destacou o crescimento económico da região nos últimos anos, apontando, no entanto, que não deixam o executivo satisfeito e “aguçam a ambição de fazer mais e melhor” para que “chegue a todos e represente um verdadei-
AUTONOMIAS
A Administração dos Portos da Madeira (APRAM) vai estudar a construção de uma marina para grandes iates, anunciou hoje o secretário regional da Economia, salientando que é um segmento de mercado com cada vez mais procura no arquipélago. “No próximo ano a APRAM fará estudos para decidir a possível construção de uma marina para megaiates, um segmento de mercado que, cada vez mais, procura a Madeira, e que tem elevado potencial económico de crescimento”, indicou José Manuel Rodrigues.
Credito: DR
Credito: DR
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Açores entre as comarcas com maior número de vítimas de violência doméstica com “botão de “pânico” Os Açores, Porto, Aveiro e Lisboa são as comarcas com o maior número de dispositivos activos de pânico contra violência doméstica, segundo os dados de novembro divulgados do Portal da Violência Doméstica, gerido pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
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egundo a mesma fonte, àquela data nunca houve tantas vítimas de violência doméstica com acesso a um botão de pânico para pedir ajuda, sendo que mais de 99% das pessoas protegidas por teleassistência são mulheres entre os 30 e os 54 anos. Mais acrescenta que no terceiro trimestre do corrente ano, no país, 6.009 vítimas de violência doméstica tinham um
“botão de pânico” para pedir ajuda, mais 493 do que no mesmo período em 2024. Desde 2018, o número quase triplicou. Em 2024, um estudo de investigadores do Centro de Investigação Interdisciplinar em Justiça da Universidade do Porto no European Journal of Criminology, indicava que, maioritariamente devido a agressões físicas, ameaças ou perseguições, cerca de 32% das vítimas ativaram o “botão de pânico”. O denominado “botão de pânico”, permite acionar ajuda imediata a qualquer momento. Ao ser ativado, a vítima é localizada e uma equipa especializada que avalia a situação, podendo solicitar intervenção policial. DA/MS
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LOCAL
BADC promoveu noite de reconhecimento aos seniores da comunidade negra em Toronto A Black Action Defence Committee (BADC), em parceria com Jill Andrew, a For Youth Initiative e a Oakwood Vaughan Community Organization, promoveu em Toronto uma noite especial de reconhecimento, celebração e entrega de prémios aos seniores da comunidade negra, assinalando as suas contribuições, reforçando laços comunitários e celebrando o seu legado vibrante.
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evento reuniu membros da comunidade para homenagear homens e mulheres que, ao longo das suas vidas, contribuíram de forma significativa para o fortalecimento social, cultural e humano das comunidades em Toronto. A iniciativa valorizou as suas experiências, percursos de vida e talentos, num ambiente marcado pela partilha e pelo respeito intergeracional.
Representantes da BADC sublinharam que a organização tem sido, desde a sua fundação, um pilar de apoio à comunidade negra, com um forte compromisso na defesa dos direitos humanos, na promoção da justiça social e no desenvolvimento de iniciativas centradas no bem-estar e na união comunitária. A diretora executiva da BADC, Rita Asare, destacou a importância de momentos
como este, que reforçam o sentido de pertença e reconhecimento dos seniores, sublinhando que a celebração vai muito além de um simples evento, sendo um verdadeiro gesto de valorização humana e comunitária. Por sua vez, a vice-presidente da BADC, Valerie Steele, referiu que também é sénior e destacou o papel ativo dos seniores na sociedade atual, defendendo que continuam a ser uma fonte essencial de sabedoria, orientação e inspiração para as gerações mais jovens. Sublinhou ainda a importância de criar espaços de convívio onde os seniores não se sintam isolados, mas sejam encorajados a sair de casa, socializar e manter uma vida activa, algo fundamental para o seu bem-estar emocional e social. Os organizadores aproveitaram a ocasião para apresentar algumas das iniciativas previstas para o próximo ano, reforçando o compromisso de continuar a unir, apoiar e valorizar todos os membros da comunidade. Também Jill Andrew, co-organizadora do evento, destacou a relevância de criar espaços seguros e inclusivos, onde os seniores possam sentir-se reconhecidos, ouvidos e celebrados pelo contributo que deram e continuam a dar à comunidade. A noite foi marcada por momentos de convívio, partilha de histórias e reconhecimento público, reforçando a importância dos seniores na construção e preservação da identidade da comunidade negra em Toronto. Entre os participantes, Eugene Barrow sublinhou o espírito positivo do encontro, destacando a alegria, a música e a energia que marcaram a celebração. Esta iniciativa evidenciou, mais uma vez, o compromisso da Black Action Defence Committee e das organizações parceiras em valorizar os seniores, preservar a história e a cultura da comunidade negra e promover a coesão social em Toronto. FP/MS
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População do Canadá diminuiu no terceiro trimestre, impulsionada pela redução de residentes não permanentes
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ados preliminares divulgados na quarta-feira (17) indicam uma diminuição de cerca de 76.068 pessoas, o equivalente a 0,2%, entre 1 de julho e 1 de outubro. O Statistics Canada refere que a diminuição se deve principalmente à redução do número de residentes não permanentes, resultado de alterações na política governamental. Em 2024, o governo federal anunciou que iria reduzir significativamente o número de residentes não permanentes autorizados a entrar no Canadá, bem como diminuir o limite de estudantes internacionais. Desde que foi eleito esta primavera, o primeiro-ministro Mark Carney prometeu colocar a “imigração sob controlo”. Segundo o Statistics Canada, a diminuição resulta de saídas recorde — autorizações de permanência a expirar — em comparação com as entradas, ou seja, novas autorizações emitidas. A redução mais significativa verificou-se entre pessoas com autorização de estudo, cerca de 73.682, seguidas por titulares de autorizações de trabalho e estudo. Esta foi a maior queda de residentes não permanentes registada desde que começaram a ser mantidos registos comparáveis, no terceiro trimestre de 1971. Todas as províncias e territórios registaram menos residentes não permanentes a 1 de outubro do que a 1 de julho.
CANADÁ
Ontário regista a maior redução O Ontário registou a maior diminuição, com menos cerca de 107.280 residentes não permanentes, seguido da Colúmbia Britânica (26.242), Quebec (15.989) e Alberta (10.605). Estão previstas mais mudanças na política de imigração. No orçamento de novembro, o governo federal sinalizou que irá reduzir significativamente o número de residentes temporários autorizados a entrar no Canadá nos próximos anos. O objetivo é admitir apenas 385 mil residentes temporários no próximo ano e 370 mil em cada um dos dois anos seguintes. Esta redução surge num contexto de mudanças na opinião pública, com sondagens a indicarem uma alteração no consenso dos canadianos sobre a imigração, em meio a crises na habitação e nos cuidados de saúde. Sondagens do próprio Ministério da Imigração, Refugiados e Cidadania do Canadá indicam que o apoio dos canadianos aos níveis de imigração desceu “para o valor mais baixo em 30 anos”. Os Conservadores da oposição tornaram a imigração uma questão central no Parlamento nos últimos meses, com o líder Pierre Poilievre a defender o desmantelamento do programa de trabalhadores estrangeiros temporários. A 1 de outubro, a população do Canadá situava-se em cerca de 41.575.585 habitantes. CBC/MS
Política “Buy Canadian” entra em vigor para projetos federais superiores a 25 milhões de dólares A política federal “Buy Canadian” entrou dos em 25 milhões de dólares ou mais prioem vigor e o governo de Otava afirma rizem empresas e materiais canadianos. Exige também a utilização de aço, aluque irá alterar profundamente a forma mínio e produtos de madeira fabricados como são adquiridos bens e serviços. ou transformados no Canadá em projetos nunciada no início do outono, a es- de construção e defesa, apoiando setores tratégia visa garantir que produtos fortemente afetados pela guerra comercial e trabalhadores canadianos sejam lançada pelo Presidente dos EUA, Donald priorizados nas decisões de contratação Trump. O ministro da Aquisição Pública, Joël pública. A política aplica-se a novos grandes Lightbound, afirmou que o governo federal projetos governamentais, programas de está a “colocar os trabalhadores e as indúshabitação, aquisições na área da defesa e trias canadianas em primeiro lugar” e que infraestruturas comunitárias financiadas a medida ajudará a garantir a solidez das cadeias de abastecimento do país. pelo governo federal. CBC/MS A primeira fase da política, que entra agora em vigor, exige que contratos avalia-
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Creditos: CBC
A população do Canadá diminuiu no terceiro trimestre de 2025, devido sobretudo à redução do número de residentes não permanentes, de acordo com novos dados do Statistics Canada.
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Trump não ameaçou abandonar acordo de comércio norte-americano em conversas privadas, diz Carney Trump não ameaçou abandonar acordo resolver os problemas identificados, mas de comércio norte-americano em con- apenas recomendando a renovação se for possível alcançar uma solução”. versas privadas, diz Carney Trump ameaçou retirar-se do acordo primeiro-ministro Mark Carney que antecedeu o CUSMA, o NAFTA, duranafirmou que o Presidente dos Esta- te o seu primeiro mandato presidencial, e dos Unidos, Donald Trump, não lhe fez comentários semelhantes sobre o atual deu qualquer indicação de que esteja dis- acordo em declarações públicas na Casa posto a abandonar o acordo de comércio li- Branca. No entanto, Carney disse que o presidenvre da América do Norte negociado durante o seu primeiro mandato na Casa Branca. te “não fez nenhuma dessas afirmações” Carney reuniu-se em privado com durante as conversas privadas. “As minhas Trump e com a Presidente do México, conversas com o presidente Trump, tal Claudia Sheinbaum, em Washington, no como as da Presidente Sheinbaum, aponinício deste mês, à margem do sorteio do taram para uma revisão e ajustamentos ao Campeonato do Mundo de Futebol da FIFA. CUSMA, não para um abandono total do Grande parte da conversa serviu para acordo”, afirmou Carney. Apesar do acordo comercial, os Estados delinear os contornos gerais das futuras discussões em torno do Acordo Canadá– Unidos continuam a aplicar tarifas de 50% Estados Unidos–México (CUSMA), que de- às exportações canadianas de aço e alumínio, de 10% à madeira e de 25% a alguns verá ser revisto em 2026. “O que discutimos, os dois presidentes e produtos automóveis e outros bens, como eu, foi o processo de revisão e renegociação armários de cozinha. Carney venceu as eleições federais de do CUSMA. Falámos de prazos potenciais, embora não tenhamos definido calendários abril depois de se apresentar como a pessoa mais indicada para lidar com o presidente específicos”, afirmou Carney. Recentemente, o Representante Comer- norte-americano. Após a eleição, o primeiro-ministro tocial dos EUA, Jamieson Greer, admitiu a possibilidade de os Estados Unidos ten- mou várias medidas para apaziguar a adtarem negociar acordos separados com o ministração dos EUA, incluindo o recuo na Canadá e o México ou até de abandonarem taxa sobre serviços digitais e a eliminação completamente o acordo. “Pode ser aban- de um conjunto de tarifas retaliatórias sodonado? Sim. Pode ser revisto? Sim. Pode bre produtos americanos. Apesar desses esforços, ainda não foi alser renegociado? Sim. Todas essas opções cançado um acordo para eliminar pelo meestão em cima da mesa”, afirmou Greer. Num relatório apresentado ao Congres- nos algumas das tarifas sectoriais impostas so norte-americano, Greer escreveu que pelos Estados Unidos. CBC/MS “manterá em aberto as opções do presidente, negociando de forma firme para
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Plano de comboio de alta velocidade recebe elogios em Otava
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a sexta-feira, o governo federal anunciou que a construção da linha que ligará Otava a Montreal poderá começar já em 2029. Com comboios a atingir velocidades de até 300 quilómetros por hora, o tempo de viagem entre as duas cidades poderá ser reduzido para metade — uma perspetiva apelativa para quem receia o trânsito in-
tenso em Montreal e arredores. “Não vou a Montreal com muita frequência, mas provavelmente teria mais vontade de ir, porque seria muito mais fácil”, afirmou Thane Tremaine, residente na região de Otava. Quando concluída, a ligação Otava– Montreal será o primeiro segmento de um corredor ferroviário de alta velocidade planeado entre Toronto e a cidade do Quebec. Na comunidade empresarial de Otava, o projeto é elogiado como uma forma de atrair talento de fora e de reter licenciados das instituições de ensino superior locais.
“Facilita a vida de quem queira trabalhar aqui alguns dias por semana e deslocar-se rapidamente entre as cidades”, afirmou Sonya Shorey, presidente da Invest Ottawa. “Penso que também nos permite destacar ainda mais todos os atributos de Otava. A existência de um comboio de alta velocidade cria uma melhor qualidade de vida para quem vive aqui e quer viajar.” CBC/MS
Creditos: CBC
A possibilidade de Otava vir a acolher a primeira linha de comboio de alta velocidade do Canadá até ao final da década está a gerar reações positivas na capital do país.
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Imigração
PORTUGAL PORTUGAL
Leitão Amaro agradece a associações de imigrantes. "Deram lição" O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, está a apresentar, na manhã de quinta-feira, 18 de dezembro, os resultados da Estrutura de Missão para a recuperação de processos pendentes na AIMA.
Credito: portugal.gov.pt
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Montenegro
m conferência de imprensa, o governante começou por salientar que, apesar de ser o responsável pelas "escolhas, todas, as fáceis e as mais difíceis, na política de imigração", o líder deste processo "espetacular" é o secretário de Estado Rui Armindo Freitas que, considera ter, além de "talento", um "espírito de serviço público" que "todo o país deve conhecer". Leitão Amaro agradeceu, além de a várias entidades, à comunidade hindu, que recebeu o Governo "ao longo de todo esse tempo". "A decisão de acolher isto, sobre o qual havia muitas dúvidas no início, é uma decisão muito corajosa, é mais um exem-
plo da forma como a vossa comunidade está dentro da comunidade nacional à qual pertencem integralmente. Todos os que são portugueses. Todos aqueles que não são portugueses mas fazem parte da vossa comunidade são bem-vindos e a vossa comunidade deu um exemplo extraordinário", realçou. Leitão Amaro deixou ainda uma palavras às associações de imigrantes presentes no evento. "Muitos de vós são portugueses, muitos são estrangeiros com trabalho aqui em Portugal e a todos aqueles que olham com desconsideração e altivez para quem é imigrante ou representa imigrantes deve pôr os olhos na lição que deram ao ajudar o Estado português", atirou, acrescentando que "esta colaboração entre Estado e associações de imigrantes e de apoio a imigrantes é uma belíssima maneira de celebrar este Dia dos Imigrantes". JN/MS
Chega
De pedra no sapato a prenda no sapatinho Cartazes polémicos? Ventura diz que de Montenegro. O caso Spinumviva O caso que envolve a polémica empresa familiar do primeiro-ministro causou uma reviravolta política este ano e é tema incontornável de 2025 no que à política diz respeito. Com o ano a chegar ao fim, o arquivamento da averiguação preventiva ao caso anunciado na tarde de quarta-feira (17), parece uma prenda no sapatinho para Luís Montenegro.
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gora, o primeiro-ministro e líder do PSD pode finalmente enterrar o caso e deixar para trás a 'pedra no sapato' que o fez "sofrer por ver os [seus] sofrer". Aqui chegados, importa recordar esta 'novela' que envolveu a discussão de moções de censura e de confiança, conduziu à queda do Governo e marcou várias campanhas eleitorais - inclusive agora a pré-campanha às presidenciais. NM/MS
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ação "é uma montagem política" O presidente do Chega, André Ventura, recusa que os seus cartazes presidenciais sobre a comunidade cigana tenham tido impacto na vida escolar das crianças daquela etnia e diz mesmo que a ação interposta pelos mesmos não passa de uma "montagem política".
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líder do Chega regressou hoje ao Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa para prestar depoimento no processo que avalia a legalidade dos cartazes colocados pelo partido durante a sua candidatura presidencial, com mensagens dirigidas à comunidade cigana. "Alguém acredita que deixaram agora de ir à escola por causa dos cartazes?", questionou. "As crianças ciganas não vão à escola há muitos anos em Portugal, começaram aliás a ir por causa dos pais receberem os subsídios de integração. Toda a gente sabe isso. Não tem nada a ver com os cartazes de André Ventura." Recorde-se que, na sessão de terça-feira (16), um dos autores da petição para obrigar o Chega a retirar os cartazes relatou que estes já tiveram impacto na vida escolar das
filhas e contou até que a mais velha, de 12 anos, lhe pediu para "não se deixar filmar" junto ao tribunal para que os colegas não tivessem conhecimento da sua presença, o que o fez sentir humilhado e injustiçado. Por decisão da juíza, André Ventura não pode acompanhar na sala os depoimentos dos autores da ação, tendo sido dispensado na terça-feira, e só hoje voltou a ser ouvido. O líder do Chega só ouviu dois dos testemunhos da comunidade cigana e refutou os seus argumentos. "Eu sei que não estão habituados a políticos assim, mas eu digo o que tem de ser dito e disse à sra. dra. juíza", afirmou, em declarações aos jornalistas à porta do tribunal. "Penso que a função do tribunal é julgar e não mudar convicções políticas nem mudar discurso político." A ação pretende a retirada dos cartazes e que André Ventura seja obrigado a pagar uma multa de cinco mil euros por cada dia de atraso ou por cartazes que venham a ser colocados e que tenham conteúdo semelhante. NM/MS
Economia
Um quarto dos portugueses antecipa que vai gastar mais este Natal Segundo a análise da consultora, que considerou sete mercados europeus (Portugal, Espanha, França, Alemanha, Países Baixos, Itália e Reino Unido), 25% dos consumidores portugueses antecipa maiores gastos, acima da média europeia (23%) e apenas atrás do Reino Unido.
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ntre os consumidores que antecipam gastar mais este ano, onde se destaca o grupo etário dos 18-34 anos como o mais propenso a aumentar as despesas (30%), a maioria aponta como justificação o aumento dos preços dos presentes (37%), enquanto 19% dos portugueses inquiridos afirmam que a sua situação financeira melhorou. Já os consumidores portugueses que planeiam reduzir o orçamento de Na-
tal, 22% dos inquiridos, têm como principais motivos o aumento do custo de vida (43%), a deterioração da situação financeira (31%) e a incerteza económica (24%). A maioria dos inquiridos em Portugal espera manter o nível de despesas do ano anterior (44%), enquanto na média dos sete países analisados, 49% esperam gastar o mesmo e 23% planeiam aumentar as despesas. A análise concluiu também que os consumidores portugueses são os mais stressados com as compras natalícias, quando comparados com consumidores de outros seis países europeus. Este estudo contou com uma amostra de 7.000 consumidores, 1.000 consumidores por cada mercado analisado. NM/MS
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Apagão
A REN afirmou que não é possível garantir que não ocorrerão novos apagões e defendeu que a prioridade do sistema elétrico deve ser a capacidade de recuperação rápida perante riscos técnicos, climáticos ou de cibersegurança.
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a audição na Comissão de Ambiente e Energia, no âmbito do Grupo de Trabalho sobre o apagão de 28 de abril 2025, o presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, afirmou que o operador das redes nacionais faz "tudo para evitar" estes eventos, mas sublinhou que "não há nada que possa evitar" que voltem a acontecer. "O nosso serviço é um dos melhores da Europa e as coisas estão bem, mas estamos sujeitos a acidentes, estamos sujeitos à cibersegurança e estamos sujeitos a desastres naturais", afirmou. "A única coisa que há a fazer é estar bem preparados para recuperar" em caso de novo apagão. Rodrigo Costa defendeu que essa preparação não pode estar limitada ao operador da rede de transporte, devendo envolver "o exército, a polícia, todos os serviços críticos e os operadores de telecomunicações". A apresentação da REN, feita em conjunto com o administrador executivo João Conceição no arranque da reunião do grupo de trabalho, começou por caracterizar o estado do sistema ibérico antes das 11.33 horas de 28 de abril, quando ocorreu o colapso. Em Portugal, a produção renovável representava cerca de 62% do consumo, enquanto em Espanha atingia 92%, com
forte peso da energia solar. Segundo a REN, o sudoeste espanhol concentrava uma produção muito elevada - cerca de 16.000 megawatts de solar e eólica - para um consumo reduzido, com grande parte da energia a ser exportada para outras zonas de Espanha e para Portugal. Os responsáveis destacaram ainda que Espanha operava com uma derrogação europeia que permite níveis de tensão até 435 kV, acima do padrão praticado em Portugal, onde as redes de muito alta tensão operam até cerca de 420 kV. De acordo com João Conceição, ambos os sistemas cumpriam os níveis mínimos de inércia definidos pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E), mas o controlo de tensão no sistema espanhol não estava a seguir a curva objetivo em vários momentos. Segundo João Conceição, Portugal e Espanha cumpriam os níveis mínimos de inércia exigidos pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E), mas o sistema espanhol não estava a responder adequadamente no controlo da tensão, um dos fatores que esteve na origem do colapso. "A causa principal que está identificada é um problema de muito alta tensão, que se inicia claramente no sistema espanhol e que se propaga para o sistema português", afirmou. JN/MS
Credito: DR
REN diz que "não há nada que possa evitar" novos apagões
Salário mínimo
Marcelo promulga aumento do salário mínimo para 920 euros em 2026 O presidente da República, Marcelo Re- nio Leitão Amaro, classificou a atualização belo de Sousa, promulgou o diploma do como um "aumento significativo". "Em ano e meio, com Luís Montenegro Governo que atualiza o salário mínimo nacional para 920 euros brutos em 2026. como primeiro-ministro, o salário mínimo sobe 100 euros. Faz parte de uma política de aumento, aprovado em Conselho de aumento de rendimento dos portugueses Ministros na quarta-feira, eleva a sustentada por um momento ímpar da ecoretribuição mínima mensal garan- nomia nacional", afirmou o governante. O aumento agora promulgado está pretida dos atuais 870 euros para 920 euros, correspondendo a uma subida de 50 euros. visto no acordo de rendimentos assinado "O presidente do República promulgou o em outubro de 2024 pelo anterior Governo diploma do Governo que atualiza para 920 PSD/CDS-PP com a UGT e as confederaeuros o valor da retribuição mínima mensal ções patronais, que estabelece uma subida garantida para 2026",lê-se na nota publica- anual de 50 euros do salário mínimo até 2028. De acordo com esse acordo, o saláda pela Presidência da República. Em conferência de imprensa após o Con- rio mínimo deverá atingir os 970 euros em selho de Ministros, no Palácio da Vila, em 2027 e os 1020 euros em 2028. JN/MS Sintra, o ministro da Presidência, Antó-
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Subsídios Credito: DR
Subsídio ao cuidador informal deixa de contar como rendimento
AIMA
Trinta e quatro pessoas detidas em postos de atendimento da AIMA A Estrutura de Missão para Recuperação de Processos Pendentes na Agência para a Integração Migrações e Asilo (AIMA) fez o balanço dos seus 15 meses de atividade: quase 940 mil notificações, mais de 753 mil atendimentos que terminaram em cerca de 311 mil documentos emitidos. A operação acabou com um saldo positivo de 62 milhões de euros e 34 pessoas detidas nos postos de atendimento.
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o início da sua atividade, encontravam-se pendentes cerca de 450 mil processos de manifestação de interesse, tendo sido essa a sua missão inicial. Ao longo do período de intervenção, a capacidade instalada e a eficiência gerada no tratamento dos processos permitiram à Estrutura de Missão tratar de outros desa-
fios, relativos a outras tipologias que compunham cerca de um milhão de processos pendentes. Concretamente além das manifestações de interesse, existiam mais de 215 mil processos de autorização de residência para cidadãos da CPLP, 80 mil processos relativos ao Regime Transitório de Manifestação de Interesse, 375 mil renovações de autorização de residência e 25 mil processos de reagrupamento familiar. O balanço feito pelo coordenador da Estrutura de Missão, Luís Goes Pinheiro, dá conta que, do mais de um milhão de processos pendentes, a Estrutura de Missão fez quase 940 mil notificações. Destes processos, quase 387 mil foram decididos: 327 597 foram deferidos e 59194 indeferidos. Foram ainda emitidos 311 316 documentos. JN/MS
O subsídio de apoio ao cuidador informal deixa de ser considerado rendimento, anunciou o Governo, uma situação que fazia com que alguns cuidadores sofressem cortes noutras prestações sociais, como o abono de família.
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m comunicado, o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) adianta que desta forma está resolvido "o problema criado por um decreto regulamentar de 2022, detetado após ser implementado automaticamente pela Segurança Social". "O subsídio de apoio ao cuidador informal deixa de ser considerado na determinação da condição de recursos de que depende a atribuição de outras prestações sociais, como o abono de família para crianças e jovens e o abono de família pré-natal", lê-se no comunicado. Em setembro foram conhecidas várias situações de cuidadores informais, que, por receberem o respetivo subsídio, tinham tido cortes noutras prestações sociais, tendo, na altura, o MTSSS contabilizado cerca de 1600 pessoas. Na altura, a secretária de Estado da Segurança Social, Susana Filipa Lima, explicou que os cortes não afetavam todos os
cuidadores informais, mas apenas os que estavam "na franja de escalões [de rendimentos]" e que subiram de escalão a partir do momento em que a Segurança Social passou a assumir o subsídio de apoio ao cuidador informal como rendimento. O MTSSS diz, esta quinta-feira, que a medida agora anunciada vai ao encontro de queixas de cidadãos e associações e que entra em vigor em 1 de janeiro de 2026. "A decisão reverte o problema criado por um decreto regulamentar de 2022 (...) que estabeleceu as condições do reconhecimento do estatuto do cuidador informal e das respetivas medidas de apoio sem alterar a avaliação da condição de recursos na atribuição das prestações sociais", explica o ministério. O MTSSS salienta que o subsídio de apoio ao cuidador informal principal passa a estar integrado no subsistema de proteção familiar, em vez de no subsistema de solidariedade, como até aqui, uma vez que o objetivo "é garantir a prestação de cuidados à pessoa em situação de dependência". "Desta forma, o Governo evita que quem acede ao subsídio de apoio ao cuidador informal principal seja excluído de outros apoios ou veja o seu valor reduzido", diz ainda. JN/MS
Neste momento de balanço e de renovação de esperanças, desejamos que esta época festiva seja vivida com paz, saúde e alegria, junto de familiares e amigos. Que o Natal traga união e serenidade, e que o Ano Novo que se aproxima seja repleto de oportunidades, sucesso e realizações, tanto a nível pessoal
Cada anúncio publicado representa mais do que um gesto de confiança: é um contributo direto para a sustentabilidade de um projeto editorial que vive da proximidade com os seus leitores e do compromisso com a qualidade, a credibilidade e o serviço à comunidade. Sem o vosso envolvimento, este caminho não seria possível.
À medida que este ano chega ao fim, queremos deixar uma palavra de profundo agradecimento a todos os nossos anunciantes. O vosso apoio contínuo foi fundamental para que o jornal pudesse cumprir a sua missão de informar, dar voz à comunidade e promover os seus valores ao longo de mais um ano repleto de desafios e conquistas.
OBRIGADO!
Madalena Balça
Em nome de toda a equipa do jornal, o nosso muito obrigado. Boas Festas e um próspero Ano Novo!
como profissional.
OMS
MUNDO
"Gripe chega todos os invernos, mas este ano é um pouco diferente"
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que 27 dos 38 países da região europeia enfrentam níveis elevados ou muito elevados de gripe, quatro semanas antes do habitual, devido a uma nova estirpe do vírus A (H3N2), subclade K.
Ucrânia
Zelensky pede decisão sobre financiamento europeu até fim do ano O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, advertiu que o país invadido pela Rússia há quase quatro anos precisa de uma decisão sobre os ativos russos imobilizados até ao final ano.
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m conferência de imprensa em Bruxelas, depois de intervir na reunião do Conselho Europeu - a última de 2025 -, Volodymyr Zelensky advertiu os líderes do bloco comunitário que a Ucrânia precisa de uma decisão nas últimas duas semanas sobre o financiamento ao país em 2026 e 2027. A proposta em cima da mesa, apresentada pela Comissão Europeia há duas semanas, prevê a utilização das receitas dos recursos russos congelados nos países da
E
m países como Irlanda, Reino Unido, Sérvia e Eslovénia, mais de metade dos doentes com síndrome gripal testados tiveram resultado positivo. Kluge indicou que, apesar de a nova variante estar a acelerar a transmissão e representar até 90% dos casos confirmados, não há evidências de maior gravidade. De acordo com a OMS, o pico da epidemia deverá ocorrer entre o final de dezembro e o início de janeiro. Os idosos com mais de 65 anos concentram os casos mais graves que exigem hospitalização, enquanto crianças em idade escolar impulsionam a disseminação comunitária, tal como acontece noutras alturas do ano. Nesse sentido, a OMS reforçou que a vacinação "é a melhor defesa", sobretudo para grupos de risco como idosos, grávidas, doentes crónicos, crianças e profissionais de saúde.
União Europeia para financiar nos próximos dois anos o país que a Rússia invadiu. A Bélgica é um dos países que está contra, uma vez que agrega a maioria destes recursos russos congelados. Sobre esta oposição à proposta, Volodymyr Zelensky disse que falou pessoalmente com o primeiro-ministro da Bélgica e que "lhe disse tudo o que tinha a dizer" sobre a necessidade de aprovar esta ideia do executivo de Ursula von der Leyen. "Vamos ver se surtiu efeito o que lhe disse", comentou. Outros países, comentou Volodymyr Zelensky, têm "superstições políticas" e "são contra a Ucrânia, independentemente do A explosão, em Trévoux, no norte de que a Ucrânia faça". Lyon, em França, que matou duas crianNM/MS ças, filhas de um emigrante português, foi causado por uma das moradoras do prédio, que quis tirar a própria vida.
A OMS recomendou ainda medidas preventivas como uso de máscara, higiene das mãos, etiqueta respiratória e ventilação dos espaços. Em relação à vacinação, a OMS esclareceu que, embora possa não prevenir a infeção, reduz o risco de complicações graves da gripe A(H3N2), aconselhando que as pessoas com sintomas graves ou outras condições médicas procurem cuidados médicos. Embora grave, Kluge sublinhou que esta época gripal não equivale à pandemia de covid-19. "Os nossos sistemas de saúde têm décadas de experiência no controlo da gripe, temos vacinas seguras que são atualizadas anualmente e temos um conjunto claro e eficaz de medidas de proteção", realçou. Kluge incentivou ainda o público a procurar informação em fontes fidedignas, como as agências nacionais de saúde e a OMS, para combater a desinformação. "Numa época de gripe desafiante, informações fiáveis e baseadas em evidências podem salvar vidas", acrescentou. NM/MS
França
Explosão que matou filhos de português causada intencionalmente
E
sta é a mais recente conclusão da investigação à tragédia, que abalou, no início desta semana, esta região fran-
cesa. A explosão aconteceu num prédio de quatro andares, por volta das 17h30 locais (16h30, em Lisboa), no dia 15 de dezembro, perto de uma escola secundária. Pelo menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas. Entre as vítimas mortais estão duas crianças, de 3 e 5 anos, filhos de um emigrante português, que entretanto se soube que é primo do jogador Vitinha. Há uma terceira vítima mortal que será a pessoa que causou a explosão. As mais recentes conclusões da investigação ao sucedido revelam que a explosão foi causada por uma mulher, moradora no mesmo prédio, que propositadamente deixou o gás de casa ligado. Ao site Linternaut,
um vizinho da família enlutada contou que sentiu um forte estrondo e depois cheiro a gás. Saiu de casa e ajudou outras pessoas idosos e com problemas de locomoção - a fazer o mesmo. Segundo o ministro do Interior, que esteve no local, para além das vítimas mortais, treze pessoas foram hospitalizadas em estado de emergência relativa, outras 53 foram atendidas por ferimentos leves ou receberam apoio psicológico. Em relação à família do emigrante português, para além dos dois filhos que morreram, a sua mulher ficou ferida, mas sem gravidade. O filho mais velho, que também estaria em casa, sobreviveu sem ferimentos. O pai, natural de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga, não estaria no local quando tudo aconteceu e encontra-se agora em choque. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já lamentou, numa nota publicada no site da Presidência da República, a morte das duas crianças, filhas de um português natural de Cabeceiras de Basto, distrito de Braga. NM/MS
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P44
Liga dos Campeões
Benfica mantémP37 se na luta
Rosa Mota aos 67 anos
Prata em Tòquio P41
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Leaf stars weigh in P43 Duas vozes, um jogo, zero filtros. Rómulo Ávila e Francisco Pegado levam-no Fora de Jogo. Em CamoesRadio.com e no Facebook @camoes.radio segunda-feira às 18h
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19 de dezembro de 2025
CRÓNICA DESPORTIVA
Centralizar para nivelar por baixo Paulo Freitas Opinião
Entre vitórias previsíveis dos grandes e reformas estruturais duvidosas, o futebol português arrisca trocar mérito por conforto.
A
14.ª jornada da Liga Portugal Betclic confirmou aquilo que, nesta fase da época, já pouco surpreende: os favoritos continuam a cumprir, mesmo quando jogam longe do seu melhor. FC Porto, Sporting e Benfica venceram, cada um à sua maneira, mantendo a previsibilidade competitiva que tem marcado o campeonato. E talvez seja precisamente essa previsibilidade que tem servido de pretexto para algumas das ideias mais discutíveis que têm surgido nos gabinetes do futebol português. No Dragão, o FC Porto venceu o Estrela da Amadora por 3-1, num jogo em que voltou a ficar claro que a equipa nem sempre precisa de brilhar para ganhar. Há um traço identitário que regressou ao clube: a competitividade feroz, a entrega total e a recusa em perder. André Villas-Boas e Francesco Farioli parecem ter resgatado o conceito de “jogador à Porto”, aquele que, quando a técnica falha, compensa com suor e raça. Não é futebol romântico, mas é eficaz. E, goste-se ou não, é parte integrante da história de sucesso do clube. Viktor Froholdt é a cara deste “jogador à Porto” neste plantel. Em Alvalade, o Sporting continua a ser a equipa que melhor joga e mais golos marca. A goleada por 6-0 frente ao
AVS é mais um capítulo de uma época em que o ataque verde e branco tem feito a diferença. Luis Suárez e Pedro Gonçalves lideram um coletivo confiante, intenso e eficaz. O Sporting não só ganha, como convence, e isso, num campeonato cada vez mais previsível, deveria ser valorizado. O Benfica, por seu lado, vive uma fase clara de recuperação. A chegada de José Mourinho trouxe estabilidade, organização e, sobretudo, uma identidade competitiva que parecia perdida. A equipa está mais equilibrada, mais coesa e, sobretudo, emocionalmente mais forte. Depois de um início europeu desastroso, os encarnados estão novamente vivos na Champions League e seguem invictos no campeonato. Não há milagres, mas há trabalho, e isso nota-se. Também o SC Braga vai subindo na tabela, ainda que sem deslumbrar, provando que a consistência continua a ser uma virtude subestimada no futebol português. Tudo isto acontece enquanto, fora das quatro linhas, se discute o futuro estrutural do futebol nacional. A centralização dos direitos televisivos voltou à agenda, apresentada como a solução mágica para todos os males do campeonato. O argumento é conhecido: reduzir desigualdades, aumentar a competitividade e valorizar o produto. O problema é que, por trás do discurso politicamente correto, esconde-se uma realidade bem menos nobre. A centralização parte de um princípio que considero profundamente errado: a ideia de que se deve retirar a quem mais gera valor para compensar quem menos contribui para o produto. Os chamados
três grandes são responsáveis por mais de 75% das audiências, do interesse mediático e das receitas associadas ao futebol português. São eles que vendem o campeonato dentro e fora do país. Penalizá-los financeiramente em nome de uma igualdade artificial não é justiça distributiva, é empobrecimento coletivo. O argumento de que a centralização tornará o campeonato mais competitivo é sedutor, mas pouco sustentado pela realidade. Basta olhar para outros contextos: mais dinheiro não significa automaticamente melhor gestão, melhores jogadores ou melhores resultados. Significa, muitas vezes, apenas mais margem para errar. O verdadeiro problema do futebol português não é a falta de receitas, mas a falta de estruturas, planeamento e profissionalismo em muitos clubes. Há exemplos que desmontam o discurso da inevitabilidade. O SC Braga construiu o seu estatuto com visão estratégica, valorização de ativos e presença regular na Europa. O Gil Vicente estabilizou-se na Primeira Liga com critério e organização. O Vitória SC e o Santa Clara, com orçamentos limitados, têm apresentado projetos desportivos sérios e competitivos. Nenhum deles precisou de subsídios encapotados para crescer. Precisaram, isso sim, de competência. Ainda mais preocupante é a proposta de dividir o campeonato em duas fases, criando um grupo do título e outro da manutenção. Trata-se de uma ideia perigosa, que cristaliza desigualdades em vez de as combater. Ao separar clubes a meio da época, a Liga estaria a assumir, de forma explícita, que metade do campeonato é irrelevante. Menos jogos competitivos, menos interesse, menos exposição me-
diática e, inevitavelmente, menos receitas. É um formato pensado para proteger os de cima e anestesiar os de baixo: tudo menos uma competição justa. Usar a centralização como justificação para este modelo é ainda mais grave. Em vez de reformar o produto, está-se a maquilhar um problema estrutural com soluções de curto prazo, desenhadas para agradar a operadores televisivos e não para servir clubes ou adeptos. Sou crítico da centralização não por defender privilégios, mas por defender mérito. O futebol profissional deve premiar quem trabalha melhor, quem investe melhor e quem compete melhor. Todos os clubes das duas principais divisões são obrigados a ser profissionais. Isso implica responsabilidade, planeamento e visão estratégica. Implica procurar mercados alternativos, apostar na formação, recrutar com critério e valorizar ativos. Não implica esperar que alguém redistribua receitas porque o sistema “é injusto”. Equidade não é igualdade. Tratar de forma igual realidades profundamente diferentes é uma receita segura para nivelar por baixo. O futebol português precisa de competitividade, sim, mas precisa sobretudo de competência. Sem ela, nenhuma centralização salvará um produto que insiste em premiar a mediocridade em vez de exigir excelência. No fim, a pergunta é simples: queremos um campeonato mais forte ou apenas um campeonato mais confortável para quem não quer mudar? A resposta, como quase sempre no futebol português, dirá muito sobre o nosso futuro e pouco sobre a coragem de o enfrentar. Crónica escrita com análises e ponto de vista do seu autor.
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19 de dezembro de 2025
37
LIGA I
Sporting atropela AVS em Alvalade Sporting CP
6
AVS Futebol SAD
0
O Sporting recebeu e bateu o AVS, no Estádio José Alvalade, por 6-0, num jogo em que Maxi Araújo, Luis Suárez e Geny Catamo bisaram. Após a derrota frente ao Bayern, em Munique, por 3-1, o Sporting voltou aos triunfos e com algumas alterações promovidas por Rui Borges no onze. No total foram seis rotações, com destaque para os regressos de Inácio e Trincão, assim como a poupança do capitão Morten Hjulmand.
N
uma primeira parte em que os leões pressionaram de forma densa o AVS, os golos demoraram, mas acabaram por surgir com naturalidade e uns atrás dos outros. Em seis minutos, Luis Suárez (32 m), Maxi Araújo (35 m) e Geny (38 m) encaminharam a goleada. Já na segunda metade, os suspeitos do costume voltaram a deixar marca: Maxi Araújo (47 m), Luis Suárez (52 m) e Geny (90+3 m) chegaram os três ao bis e fecharam as contas. JN/MS
Pavlidis e Aursnes causaram estragos. (Miguel Riopa / AFP)
Benfica goleia Moreirense com hat-trick de Pavlidis Moreirense F.C.
0
S.L. Benfica
4
Com três golos de Vangelis Pavlidis, o Benfica goleou o Moreirense em Moreira de Cónegos, por 4-0, com uma segunda parte de luxo. Apesar de um início bastante equilibrado, foi o Benfica a inaugurar o marcador aos 36 minutos pela cabeça de Pavlidis, após cruzamento com peso e medida de Aursnes, dando a vantagem aos encarnados nos primeiros 45 minutos do encontro.
A
s águias entraram para a segunda metade com energia renovada e o avançado grego Pavlidis aproveitou para faturar por mais duas ocasiões, com Aursnes a ser recompensado pela grande exibição com um mau passe do guardião adversário, de modo a fazer o 4-0 com um belo chapéu. Com este triunfo, o Benfica soma 32 pontos, menos cinco que o líder F. C. Porto, que ainda vai jogar na jornada. O Moreirense cai para oitavo, com 20 pontos. . JN/MS
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19 de dezembro de 2025
RESULTADOS - 14ª JORNADA
I LIGA - CLASSIFICAÇÃO
Casa Pia AC
1-1
Gil Vicente
Rio Ave
0-1
Vitória SC
Sporting
6-0
AFS
FC Famalicão
4-0
Estoril Praia
Moreirense
0-4
Benfica
FC Arouca
1-0
FC Alverca
Nacional
3-1
CD Tondela
SC Braga
1-0
Santa Clara
FC Porto
3-1
Est. Amadora
Equipas
P
J
V
E
D
GM
GS
FC Porto
40
14
13
1
0
30
4
Sporting
35
14
11
2
1
38
7
Benfica
32
14
9
5
0
30
8
Gil Vicente
25
14
7
4
3
17
7
SC Braga
25
14
7
4
3
26
12
FC Famalicão
23
14
6
5
3
18
9
Vitória SC
21
14
6
3
5
15
17
15ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
Moreirense
20
14
6
2
6
21
24
19/12
FC Alverca
17
14
5
2
7
15
20
Estoril Praia
20:15
SC Braga
20/12
Rio Ave
16
14
3
7
4
17
22
Nacional
15
14
4
3
7
15
19
Santa Clara
15
14
4
3
7
11
15
Estoril Praia
14
14
3
5
6
22
25
Est. Amadora
14
14
3
5
6
17
22
FC Arouca
12
14
3
3
8
15
37
Casa Pia AC
10
14
2
4
8
14
28
FC Alverca
18:45
FC Porto
CD Tondela
9
14
2
3
9
8
25
Benfica
20:45
FC Famalicão
AFS
3
14
0
3
11
9
37
Gil Vicente
18:00
Rio Ave
Est. Amadora
20:30
Moreirense
21/12 AFS
15:30
Nacional
CD Tondela
18:00
Casa Pia AC
Santa Clara
20:30
FC Arouca
22/12
23/12 Vitória SC
20:45
Sporting
RESULTADOS - 14ª JORNADA
II LIGA - CLASSIFICAÇÃO
FC Porto B
1-0
FC Penafiel
UD Oliveirense
2-3
GD Chaves
Torreense
2-3
Feirense
UD Leiria
2-3
FC Felgueiras
11
Académico
3-0
Farense
16
Sporting B
0-1
FC Vizela
Portimonense
1-2
Leixões
Paços Ferreira
1-5
Lourosa
Marítimo
1-1
Benfica B
Equipas
P
J
V
E
D
GM
GS
Marítimo
30
15
9
3
3
20
10
Sporting B
29
14
9
2
3
24
8
GD Chaves
26
15
7
5
3
19
Académico
25
14
7
4
3
28
Samu bisou no triunfo do F. C. Porto sobre o Estrela da Amadora. (Miguel Pereira)
F. C. Porto não facilita e vence Estrela da Amadora FC Porto
3
C.F. E. da Amadora
1
O F. C. Porto bateu o Estrela da Amadora, por 3-1, e chegou à 13.ª vitória no campeonato, repondo em cinco pontos a vantagem para o Sporting.
FC Vizela
23
14
6
5
3
19
14
UD Leiria
20
14
5
5
4
18
17
Lourosa
20
14
5
5
4
22
22
Torreense
20
14
6
2
6
19
18
15ª JORNADA (HORA EM PORTUGAL)
Farense
19
14
5
4
5
15
19
20/12
Feirense
17
14
4
5
5
16
16
FC Porto B
17
14
5
2
7
14
20
Leixões
16
15
5
1
9
17
30
FC Penafiel
16
15
4
4
7
14
16
FC Felgueiras
FC Felgueiras
16
14
4
4
6
16
22
Leixões
14:00
Marítimo
Farense
15:30
UD Leiria
FC Penafiel
18:00
Torreense
Contudo, a igualdade durou pouco, cabendo a Francisco Moura assinar o 2-1. O triunfo portista ficou garantido aos 73 minutos, com novo golo de Samu. JN/MS
Benfica B
15
14
3
6
5
21
22
UD Oliveirense
15
14
3
6
5
14
17
Paços Ferreira
12
14
2
6
6
15
23
Portimonense
12
14
3
3
8
16
26
GD Chaves
14:00
Portimonense
Feirense
15:30
Paços Ferreira
FC Vizela
15:30
Académico
21/12 11:00
FC Porto B
22/12 Benfica B
18:00
Sporting B
Lourosa
20:45
UD Oliveirense
No Estádio do Dragão, na 14.ª jornada da I Liga, o jogo foi quase de sentido único, com os portistas a mostrarem-se algo perdulários na finalização, apesar dos três golos marcados. Samu, de grande penalidade, inaugurou o marcador na primeira parte, o que permitiu ao F. C. Porto ir para o intervalo em vantagem. Pouco perigoso, o Estrela da Amadora foi letal e numa das poucas vezes que chegou à baliza de Diogo Costa restabeleceu o empate (Abraham Marcus), aos 60 minutos.
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19 de dezembro de 2025
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MUNDIAL 2026
EUA impõe restrições de acesso a mais dois países que vão ao Mundial 2026 onde será disputado o Mundial 2026. Os atletas que participem em grandes eventos, neste caso os futebolistas que serão convocados para o Mundial 2026, e os diplomatas não são abrangidos pela proibição, mas os adeptos enfrentarão mais dificuldades para entrarem nos EUA se quiserem acompanhar as respetivas seleções. Ao todo, são já 39 os países que enfrentam s dois países africanos estão entre os 15 que o presidente americano restrições totais ou parciais para entrarem juntou à lista na madrugada desta nos Estados Unidos. JN/MS quarta-feira e juntam-se a Haiti e Irão, já incluídos nas restrições de acesso ao país
O
Creditos: DR
A administração de Donald Trump alargou a lista de países cujos cidadãos passam a ter acesso negado ou dificultado aos Estados Unidos e, entre eles, estão Costa do Marfim e Senegal, que vão marcar presença no próximo Campeonato do Mundo.
FIFA anuncia prémios recorde no Mundial 2026 A FIFA anunciou que vai distribuir cerca de 620 milhões de euros (ME) pelas 48 seleções presentes no Mundial 2026, mais 50% do que na edição anterior, sendo que cada nação receberá, no mínimo, nove milhões. Para o evento que vai ser coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, o Conselho da FIFA, reunido em Doha, decidiu que, deste bolo, 558 ME vão ser atribuídos sob a forma de prémios.
Donald Trump com Gianni Infantino, presidente da FIFA. (Mandel Ngan/AFP)
Assim, o campeão do mundo vai embolsar 42,5 ME, o finalista 28 ME, o terceiro 25 e o quarto 23. Ficou ainda decidido que as seleções classificadas do quinto ao oitavo lugar receberão 16 milhões de euros, as do nono ao 16.º cerca de 13, as que terminarem entre a 17.ª e 32.ª posição 9,5, e
as que ficarem entre o 33.º e o 48.º, 7,5 milhões de euros. Paralelamente, cada participante na fase final mais alargada da história vai arrecadar 1,3 ME para financiar os custos de preparação. "O Campeonato do Mundo será também pioneiro no que respeita à sua contribuição financeira para a comunidade global do futebol", congratulou-se o presidente da FIFA, Gianni Infantino. O Conselho da FIFA aprovou igualmente a criação de um fundo para a recuperação de infraestruturas que vai beneficiar, entre outros, a Palestina, destruída pela ação de Israel, em linha com o objetivo de promover os valores unificadores do futebol. JN/MS
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Proença:
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Este estatuto fica ainda a dever-se, mais uma vez de acordo com Proença, com a "nova cultura e novo profissionalismo" da FPF, assente numa "cultura de vitória". "Não chegámos como chegávamos antigamente, de forma tímida às competições, hoje há uma afirmação clara do futebol português, não é ser sobranceiro, nem falta de humildade, mas é, no fundo, com sentido de responsabilidade, assumir aquilo que o futebol português tem de assumir em todas as suas variantes. Sempre que Portugal entra, entra com o objetivo de ganhar. Às vezes, pode não acontecer, mas, com essa nova cultura de vitória, estamos sempre muito mais perto de vencer", vincou. Instado a perspetivar o próximo ano, o antigo árbitro reiterou o sonho de conquistar o Mundial2026. "Obviamente, com o Campeonato do Mundo, e com a seleção, e com o nível de jogadores que temos, e o profissionalismo que a própria estrutura da FPF tem, eu diria que está muito mais perto do que outras competições de poder chegar a esse título que tanto queremos, que é sermos campeões do mundo", admitiu. Após a integração dos dirigentes lusos nos comités da FIFA, o organismo que rege o futebol mundial vai premiar os melhores de 2025, com Vitinha e Nuno Mendes entre os candidatos ao prémio de melhor jogador e o selecionador Roberto Martínez ao de melhor treinador. "Eu diria que seria um reconhecimento normal e natural do talento que o futebolis"O futebol português acaba por ocupar em abril, quando era um dos 11 candidata português tem. Sabemos que é muito dium espaço que, naturalmente, já seria tos às sete vagas no órgão, após Fernando fícil, mas também essas nomeações aconseu", reforçou Proença, realçando, no- Gomes, o seu antecessor e atual presidentecem um bocadinho neste ciclo muito vamente, os feitos dos seus primeiros 10 te do Comité Olímpico de Portugal (COP), positivo que o futebol português hoje vive meses na liderança federativa: "2025 é ter enviado uma carta às 55 federações eue que é reconhecido em termos internaum ano absolutamente marcante, porque ropeias a dar conta de que não o apoiava. cionais, essa é que é a grande ilação que se "É um voltar, depois de termos deixado nunca tinha acontecido estarmos presenretira hoje é o reconhecimento que o futetes em seis finais e, dessas seis, ganhármos o Comité Executivo [da UEFA], dentro dos bol português tem pelas instâncias intercontornos que todos conhecemos, é o recinco". nacionais, que nos leva a estar não só nas O regresso a estas estruturas da FIFA gressar e o reconhecimento do futebol porgrandes competições, mas quando estamos é encarado como "a sequência normal", tuguês, que com a classificação no ranking nestes palcos os nossos jogadores e atletas antecedendo a fase final do Mundial2026, da UEFA e no ranking da FIFA que tem, obtambém são reconhecidos", rematou. por Proença, que recordou a derrota na viamente, devia estar sempre representado JN/MS eleição para o Comité Executivo da UEFA, nestes comités", sublinhou.
"O futebol português acaba por ocupar um espaço que, naturalmente, já seria seu"
Pedro Proença e Gianni Infatino. (FPF)
"Depois de um hiato de alguns meses, é novamente o futebol português a ser reconhecido pelo estatuto que tem granjeado, nomeadamente no ano 2025, um ano muitíssimo positivo, em que chegámos a seis finais e ganhámos cinco", afirmou Pedro Proença, em declarações à agência Lusa.
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lém de Proença, também Rui Caeiro e Helena Pires passam a integrar as estruturas dedicadas às competições jovens masculinas e à comunicação, respetivamente.
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FUTEBOL
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Boavista chega a acordo com credores e evita encerramento
O Boavista chegou a acordo com os credores e evitou o encerramento do clube, anunciou esta terça-feira (16) a direção dos "axadrezados", que adverte que esta não é uma solução definitiva, mas que permite manter a instituição em atividade. Em comunicado, o clube portuense disse que, na assembleia de credores hoje realizada, "os credores aceitaram a proposta apresentada pela direção e assumiram um compromisso que abre portas à viabilização do plano de recuperação financeira existente". "Neste momento, compromete-se o Boavista a assegurar a cobertura do défice corrente da sua exploração, condição que
permite manter abertas as suas estruturas e garantir a continuidade da prática desportiva", lê-se. Considerando estar "num contexto particularmente exigente", o Boavista diz que este acordo "resulta do trabalho desenvolvido em diálogo com os credores e demais intervenientes no processo, permitindo salvaguardar a atividade regular do clube, a participação das suas equipas em competição e a prática desportiva de cerca de 2.000 atletas, em várias modalidades". "A direção sublinha que este acordo não constitui uma solução definitiva, mas representa um passo determinante para preservar a atividade do Boavista Futebol Clube, assegurar a sua função social e criar condições para a construção de uma solu-
ção estrutural e sustentável", refere. A direção do Boavista diz continuar a ter "negociações com entidades públicas e investidores privados com vista à implementação de um plano de recuperação financeira sólido e responsável", de forma a assegurar o futuro do clube. Em final de novembro, a administradora de insolvência do Boavista tinha solicitado ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia o encerramento do clube, num requerimento em que a comissão de credores se pronunciava pelo fecho da atividade do emblema portuense, entendimento seguido pela administradora de insolvência, "devido ao mesmo estar a gerar prejuízos para a massa insolvente, com o consequente acumular de dívida". A liquidação do Boavista tinha sido aprovada em setembro, com os credores a rejeitarem o adiamento por 30 dias da votação do plano de recuperação da direção "axadrezada", presidida por Rui Garrido Pereira, que recorreu dessa deliberação e vincava na altura que vai adotar "todas as medidas ao seu alcance para garantir o funcionamento regular do clube". Responsáveis por garantir a prática desportiva regular de quase 2.000 jovens atletas, as "panteras" consideram a continuidade da sua atividade "essencial para preservar o valor institucional e histórico do Boavista e permitir a sua recuperação", evitando impactos de "largo alcance", numa altura em que já não têm uma equipa de futebol sénior masculino. "O modelo de gestão aplicado à liquidação de sociedades comerciais não é diretamente aplicável a clubes desportivos. Os clubes desempenham uma função social ampla, cuja interrupção não se limita aos impactos contabilísticos, mas recai sobre comunidades inteiras", notou, dizendo que o eventual encerramento "não deter-
mina o fim" do Boavista. O clube detém 10% do capital social da SAD, que deveria disputar a II Liga em 2025/26, mas deixou de ter uma equipa profissional no verão e foi relegada administrativamente para o principal escalão da AF Porto, sendo 18.ª e última colocada e estando a alinhar como anfitriã no Parque Desportivo de Ramalde, a cerca de 2,5 quilómetros do Bessa. O clube inscreveu-se na quarta e última divisão distrital, mas, uma vez que está solidário com as dívidas da SAD, que contabiliza seis impedimentos de inscrição de novos atletas junto da FIFA, abdicou de competir em outubro, sem efetuar qualquer partida esta época. A SAD, liderada pelo senegalês Fary Faye, tem alinhado com antigos e atuais atletas da respetiva equipa de sub-19, da II Divisão nacional daquele escalão, e continua a tentar resolver as restrições da FIFA - duas incidem sobre três períodos de inscrição e quatro têm duração ilimitada -, que tinham vigorado em anos anteriores e reapareceram em março, impossibilitando, para já, a utilização dos reforços oficializados durante o verão. O clube tinha lançado no verão uma equipa sénior independente da SAD, afetada pela ausência de pressupostos financeiros aquando do licenciamento para as competições nacionais e cujo direito de apresentar um plano de recuperação foi aprovado por maioria pelos credores, que votaram por unanimidade a continuidade da atividade "axadrezada". Despromovido à II Liga em maio, após ter fechado a edição 2024/25 da I Liga no 18.º e último lugar, o Boavista concluiu um trajeto de 11 épocas seguidas no escalão principal, sendo um dos cinco campeões nacionais da história, face ao título vencido em 2000/01. JN/MS
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Varandas volta a ser candidato à liderança Frederico Varandas anunciou que se irá recandidatar a um novo mandato à liderança do Sporting, no ato eleitoral agendado para março de 2026. "Os nossos rivais têm muitas saudades daquele Sporting que não incomodava desportivamente, mas esse tempo acabou, esse tempo não volta", assegurou, durante a entrega dos Prémios Stromp.
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frentes. "O Sporting vive uma das melhores fases da sua história. Que orgulho e felicidade é hoje ser Sporting. Corajoso, que não perde, que pode chegar ao Natal a cinco pontos, mas que todos sabem, vai estar na luta pelo título", sublinhou. Frederico Varandas fez questão de lembrar que o clube é "uma casa onde não se chora, não se lamenta", numa passagem que pode ser encarada como uma indireta para José Mourinho. Sobre um alegado penálti sofrido por Pavlidis, no Moreirense-Benfica, o treinador encarnado lembrou que "há outros que choram, gritam e pressionam", numa alusão, aos rivais. Sempre num registo enfático, lembrou a "dobradinha saborosa" e garante que não há ninguém da equipa de futebol "que não acredite que vai lutar pelo tricampeonato", o grande objetivo para 2026. "Se há coisa que sabemos fazer é lutar e ninguém o faz melhor que eles [jogadores]. Eles dizem presente e vão lutar até ao fim. E vão lutar com tudo até ao último segundo. Não é contra tudo, nem contra ninguém. É apenas pelo Sporting tricampeão", acentuou. Rui Borges foi eleito o treinador do ano e Hjulmand venceu o prémio de futebolista numa gala que também contemplou as modalidades. JN/MS
HÓQUEI EM PATINS
Nolito, Atleta do Ano: «Orgulho enorme» Internacional argentino da equipa de hóquei em patins do Sporting distinguido nos Prémios Stromp. Nolito Romero, internacional argentino e jogador da equipa de hóquei em patins do Sporting, saiu satisfeito da gala dos Prémios Stromp, esta segunda-feira, em Lisboa, sublinhando o «orgulho enorme em representar um clube que respira exigência e ambição todos os dias». À saída da cerimónia, o camisola verde e branco destacou a importância do reconhecimento interno como motivação extra para a época que está em curso . Perante os jornalistas, Nolito admitiu que «estar num clube como o Sporting
é, por si só, uma responsabilidade enorme», acrescentando que sente «orgulho em fazer parte de um projeto que luta sempre por títulos em todas as modalidades» . O argentino referiu ainda que o ambiente vivido na gala é «um reflexo da grandeza do Sporting e do peso da sua história» . Questionado sobre os objetivos para a temporada, o jogador enfatizou que o grupo está «focado em competir até ao fim por todas as provas», apontando à conquista do campeonato nacional e da Taça de Portugal . Nolito frisou que «os prémios são importantes, mas o que realmente conta é aquilo que a equipa conquista em pista, jogo após jogo» . A Bola/MS
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irigente do ano para o grupo Stromp, prémio que recebeu na tradicional gala do Sporting, Frederico Varandas anunciou que se vai recandidatar às eleições do clube, agendadas para março de 2026. "Muito já foi conquistado, mas não chega. Queremos continuar a crescer e a vencer. Mas sempre com princípios, dignidade e ética. Não apenas em palavras, mas também nos atos. Estamos a meio da nossa missão e da escola de onde venho, nunca se sai a meio de uma missão. Iremos recandidatar-nos às eleições de março. Os nossos rivais têm muitas saudades do Sporting que não incomodava muito, desportivamente, mas esse tempo acabou, esse tempo não volta", destacou o presidente perante uma plateia entusiasta, na 63.ª edição dos prémios do clube. O dirigente recordou que os leões passam por um momento "fantástico" em várias
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ANDEBOL
Novas regras para a Champions FC Porto não desarma na perseguição ao líder Sporting de andebol O Marítimo recebeu o Águas Santas gar, depois da vitória frente ao Avanca
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Liga dos Campeões masculina da próxima temporada será alargada a 24 equipas, anunciou hoje o Comité Executivo da Federação Europeia de Andebol (EHF) e terá também uma nova distribuição de vagas e convites para a próxima edição. As 10 federações (Alemanha, Espanha, França, Dinamarca, Polónia, Hungria, Roménia, Portugal, Croácia e Noruega) mais bem classificadas, com base no desempenho dos seus clubes entre 2022 e 2025, vão ter direito a um lugar garantido na temporada 2026/2027. Contudo, cada federação poderá pedir à EHF até dois convites para os seus outros clubes inicialmente qualificados para a Liga Europeia, sendo que, de um máximo de 10 pedidos de wildcards, apenas oito vão ser concedidos. As últimas quatro vagas vão ser atribuídas a
clubes de países sem representação garantida, sendo permitido um máximo de três clubes por país. Assim, os 24 clubes vão ser divididos por seis poules de quatro equipas cada, com 12 delas a seguirem para a ronda principal, composta por dois grupos de seis, com as quatro melhores a avançarem para os quartos de final. O vencedor da Liga dos Campeões será encontrado após a final four, cujo formato permanece igual. O bicampeão Sporting é o único clube português na atual edição da prova, com FC Porto e Benfica a disputarem a Liga Europeia, que vai continuar com oito grupos de quatro equipas na primeira fase, num total de 32 clubes, mas sem qualificação. Este ano, Marítimo e ABC Braga não passaram dessa fase. A Federação Europeia reserva-se ainda o direito de conceder convites a especiais de participação, inclusive a clubes não europeus. A Bola/MS
na 17.ª jornada do Campeonato Nacional e os pupilos de Paulo Fidalgo conseguiram o triunfo suado por 2827 que lhes valeu a subida ao sexto lugar nesta primeira fase, da qual apenas os quatro primeiros seguem para a decisão do título. Os maiatos, por seu lado, que discutem atualmente com o ABC essa última vaga para o Grupo A, viram os minhotos continuarem na frente, instalados no quarto lu-
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Portugal faz parte do top 10 das Federações e, além do lugar para o campeão, poderá ter dois wild cards para a nova Liga dos Campeões que será alargada a 24 equipas a partir da próxima época
por 34-29.
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FC Porto também cumpriu a sua missão e derrotou o Póvoa por 39-30, enquanto no Restelo o Belenenses bateu o FC Gaia por 23-19. Benfica e Sporting jogaram e venceram na véspera, porque sexta-feira voltam a jogar, para acertar calendário, protagonizando o dérbi da capital.. A Bola/MS
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FÓRMULA 1
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Fórmula 1 regressa a Portugal em 2027 e 2028
REMO DE MAR Creditos: DR
Oeiras recebe Mundiais de remo de mar em 2027
A Fórmula 1 anunciou, nas redes sociais, que chegou a acordo para a realização de duas provas no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão. "Como parte de um acordo de dois anos, o Autódromo Internacional do Algarve voltará ao calendário da F1", lê-se na publicação da organização na rede social X.
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e recordar que em agosto, na Festa do Pontal, o primeiro-ministro Luís Montenegro tinha referido que estava "tudo pronto" para o regresso do mítico Grande Prémio de automobilismo a Portugal. "Assegurámos a realização do MotoGP, a prova mãe do motociclismo a nível mundial para 2025 e 2026. E estou em condições de vos dizer que temos tudo pronto para formalizar o regresso da Fórmula 1 ao Algarve no próximo ano, em 2027", assegurou na altura. Em 2020 e 2021, na altura da pandemia, o Autódromo Internacional do Algarve (AIA)
já tinha acolhido a prova, a primeira com público limitado na bancada. Já a segunda, à porta fechada, consagrou a ultrapassagem de Lewis Hamilton sobre Michael Schumacher como o piloto com o maior número de vitórias de sempre, ao chegar aos 92 triunfos na classe. "É com enorme orgulho que confirmamos o regresso da Fórmula 1 a Portugal e ao Autódromo Internacional do Algarve. Este anúncio representa o reconhecimento da excelência técnica do nosso circuito, e também um palco para a demonstração da paixão e dedicação dos nossos fãs", disse Jaime Costa, Chairman e CEO do AIA. "O Grande Prémio de Portugal constituirá um impulso significativo para o turismo, para a economia local e para toda a comunidade. Esta conquista só foi possível graças ao apoio contínuo do Governo Português, do Turismo de Portugal e do Turismo do Algarve, a quem expressamos o nosso
sincero agradecimento", acrescentou, deixando uma garantia. "O traçado único da nossa pista continuará a desafiar os melhores pilotos do mundo e a proporcionar um espetáculo incomparável. Estamos totalmente empenhados em assegurar uma edição memorável e em elevar, mais uma vez, os padrões de qualidade dentro e fora da pista", concluiu. A relação entre Portugal e a Fórmula 1 já conta com décadas. O primeiro evento realizou-se em 1958, no Porto. Depois, a prova acabaria por passar em Monsanto e no Estoril, onde grandes lendas triunfaram, mas uma em especial destaca-se pela importância do contexto. A 21 de abril de 1984, no Estoril, o tricampeão mundial Ayrton Senna celebrou a primeira vitória na Fórmula 1. Debaixo de uma chuva torrencial, o falecido piloto brasileiro bateu a concorrência de forma categórica a Lotus. JN/MS
Modalidade vai ser olímpica em Los Angeles'2028. Oeiras vai voltar a receber os Mundiais de remo de mar, em 2027, um ano antes de a modalidade efetuar a estreia nos Jogos Olímpicos, em Los Angeles'2028, anunciou esta quarta-feira a World Rowing. O organismo regulador do remo a nível mundial revelou os organizadores das edições de 2027 e 2028, que serão disputadas em Oeiras -- palco do evento pela primeira vez em 2021 - e Antalya, na Turquia, onde se realizou a competição deste ano. Os Mundiais de remo de mar de 2021, nas variantes de fundo e 'sprint', disputaram-se entre 24 setembro e 02 de outubro, na Praia da Torre, em Oeiras, tendo contado com a participação de mais de 1.000 atletas, em representação de 34 países. Sapo/MS
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HOCKEY
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Heat turning up on Leaf’s Matthews
Craig Berube didn’t need to name names. The message landed anyway. After watching the Maple Leafs squander winnable games — the coach spoke plainly about accountability at the top of the lineup. Leadership, he said, had to look like something more tangible than it had of late.
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round the team, it wasn’t difficult to decode who the spotlight drifted toward. William Nylander had clearly been under the weather. John Tavares, at 35, continues to squeeze value from every dollar of his contract. That leaves the captain, Auston Matthews, as the figure most closely tied to Berube’s challenge. Matthews didn’t push back when he finally addressed the collapse. If anything, he echoed the coach’s tone. The frustration, he acknowledged, came from knowing how close the Leafs were in consecutive games — holding leads, controlling stretches, then letting the urgency slip away when it mattered most. That’s where the conversation keeps returning: the third period, and the players expected to set the standard when legs get heavy and games tighten. Matthews accepted that burden without deflection. Leadership, he said, is supposed to carry the weight when momentum turns, and Toronto hasn’t done that well enough. Individually, Matthews framed his season as a grind rather than a slump. There’s truth in that. His defensive metrics remain strong. He’s blocking shots at a career rate and winning nearly 60 per cent of his draws. In many ways, his two-way commitment is as visible as ever.
And yet, the difference between solid and dominant is glaring when measured against the league’s elite. Against Edmonton, the contrast between captains was unmistakable. The tape from San Jose, where Matthews’ late backcheck became a talking point, only sharpened the perception that something is missing from his overall impact. Berube hasn’t denied it. He’s been careful to spread responsibility across the room, but he’s also been honest that Matthews’ game isn’t where either side wants it to be — not just offensively, but in pace, physical engagement, and influence. The numbers support that unease. Matthews is shooting less, finishing less, and initiating less contact than in prior seasons. A projected dip to the high-30s in goals and a career-low point total isn’t what a $13.25-million captain is meant to deliver, especially on a team built around his peak years. Even Berube’s decision to elevate Nylander to Matthews’ wing carries subtext. It’s a search for spark, but also a signal that the engine hasn’t been firing on its own. Matthews insists the solution isn’t personal. Strip away ego, he says, and focus on winning shifts, periods, games. That sentiment resonates in a dressing room built on collective belief. Still, this version of the Leafs will only go as far as the player wearing the C. Leadership may be shared in theory, but in practice, it has a face — and right now, that face is being asked to do more than grind. RS/MS
BASEBALL
Jay’s Cease has a lot to prove to earn credibility
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The contract is already signed, the numor Cease, there’s a point where bers already public. Dylan Cease doesn’t money stops being the measurneed to justify the seven years or the ing stick. Another dollar doesn’t $210 million the Toronto Blue Jays com- change the work or the expectations. mitted to him. What he’s chasing now What matters, in his view, is proving isn’t financial security — it’s credibility. that the investment reflects who he is as
a pitcher and what he can still become. Speaking this week on a recent Podcast, Cease framed the next phase of his career in simple terms: performance over perception. “I want to earn respect through how I play,” he said. “Not through the contract or what I’ve done before. That’s the goal.” Rather than viewing his deal as a finish line, Cease sees it as leverage — a reminder that coasting isn’t an option. The challenge is to validate the faith Toronto showed in him, both to himself and to a fan base that expects more than strikeouts and highlights from its ace. That mindset is what pulled Cease toward the Blue Jays in the first place. At 29, he wasn’t just looking for a contender; he was looking for a place that could sharpen his game. Toronto’s reputation for pitching development stood out, particularly its attention to detail and consistency. Cease is largely defined by two elite weapons: a high-octane four-seam fastball and a wipeout slider that together account for the overwhelming majority of his pitches. But even with that success, he believes there’s more to unlock. He spoke about the value of adding a third
option, not necessarily by copying another pitcher’s approach, but by refining his own through incremental improvements. A lengthy pre-signing conversation with Kevin Gausman helped reinforce that belief. The discussion touched on pitch design, preparation, and the marginal gains that can separate good from great. What impressed Cease most was the organization’s commitment to those margins — the idea that winning is built as much in the details as it is in the talent. The final box to check was simple: winning. Watching the Blue Jays reach the World Series was all the evidence Cease needed that Toronto could contend now.“ If I didn’t think a team could win or help me be my best, I wasn’t interested,” he said. “Toronto checked every box.” Even the off-field adjustments seem manageable. Cease joked about shelving his love of disc golf during his time in Toronto, opting to avoid unnecessary risk. The priority is clear. The Blue Jays made a massive bet on Dylan Cease. Now, he’s focused on making sure it looks like a safe one — every fifth day, one pitch at a time. RS/MS
TO ALL OUR SPORTING FAMILIES SPORTINGFCTORONTO.COM
O EXECUTIVO DA CCWU DESEJA A TODOS OS MEMBROS E À COMUNIDADE PORTUGUESA UM
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO A Canadian Construction Worker’s Union é um sindicato que abrange todos os sectores da indústria da construção civil. O nosso propósito é representar os que não têm representação, garantindo que os nossos sócios são devidamente tratados e protegidos, para que no final de cada dia possam regressar às suas casas e ao seio das suas famílias. Os sócios da CCWU desfrutam de bons salários, benefícios de saúde e pensão. Presidente: Joel Filipe | Vice-Presidente: Victor Ferreira | Financial Secretary: Luis Torres | Recording Secretary: Joel Filipe Jr | Trustee: Jason Torres
Canadian Construction Worker’s Union
1170 Sheppard Ave W, Unit 42, North York
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Brock University undergoing $100M sustainability overhaul
three-year clean infrastructure initiative was recently launched at Brock University with the objective of reducing the institution’s carbon footprint and impact on the planet.
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he SPARK (sustainability, performance, adaptation, renewal and knowledge) energy retrofit will enable Brock to reduce campus greenhouse gas emissions by 83 per cent by 2028, surpassing the university’s initial target of a 75 per cent reduction by 2030 (compared to a 2013 baseline). The initiative will also cut energy usage by 60 per cent. “Brock has embarked on SPARK to address a growing backlog of Deferred Capital Renewal and Maintenance, ensuring the university’s renowned student experience and teaching and research activities are able to continue unaffected by campus
facilities well into the future,” said Scott Johnstone, vice-president, administration and services. SPARK will leverage the Canada Infrastructure Bank’s low-interest carbon fund in partnership with Enbridge Sustain through an energy-as-a-service funding model. This approach will move the retrofit forward without upfront capital costs from the university. The pro gram tar gets the university’s Walker Complex, Arthur Schmon Tower, Thistle Complex, Robert S.K. Welch Hall and Mackenzie Chown Complex H-Block. Johnstone said the initiative will address high Energy Use Intensity on these buildings driven by the physical limitations of heating, cooling and ventilation systems dating back to 1964. Despite efforts to optimize older campus systems, in addition to ongoing regular maintenance, they’ve
reached their limits of what is currently possible, with performance decreasing over time, he added. Under the SPARK initiative, lights across campus will be converted to LED, new efficient hot water heat pumps installed and building automation system controls optimized, new air handling units will be installed in several buildings across campus and new fume hoods installed in the Mackenzie Chown Complex. “Brock has partnered with Enbridge Sustain on SPARK, which has a total estimated cost of more than $100 million over three years. Canada Infrastructure Bank is providing 70 per cent of the funding with the remainder funded by Enbridge Sustain. Brock will use its own capital for asbestos abatement, where needed,” said Johnstone. Enbridge Sustain has hired Blackstone
Energy Services as their developer to implement all measures under SPARK. Mary Quintana, Brock University associate vice-president, facilities management, says SPARK will improve system performance across campus and prepare Brock to thrive in the face of future climate risks and uncertainties. “This is not only about infrastructure renewal; it’s about breathing new life into Brock and our community, ensuring that our spaces match the ambition and excellence of our people,” she said. Design is underway, with consultants conducting site visits and inspections across campus. The initiative’s completion date is planned for 2028. DCN/MS
connecting Kitchener to the greater Region of Waterloo, a release reads. It will include WiFi, security systems and a central plaza. The adjacent bus terminal at the corner of King Street and Victoria Street will also be upgraded with four additional bus bays and one mobility bus stop. Funds are also going towards purchasne key project the money will go towards is the construction of the ing 56 hybrid buses to replace retired diesel buses and expanding the fleet with Kitchener Central Transit Hub. Uniting the ION light rail, GO transit, up to 70 additional hybrid buses. “Other projects will enhance access to VIA rail, intercity buses, passenger vehicles and Grand River Transit, the new transit by supporting improvements for facility will operate as an important node paths and pedestrian bridges and support
Canada, Ontario and the Region of Waterloo are investing more than $291 million in nine projects that are meant to increase access to public transit, reduce emissions and improve service and accessibility for commuters in the region.
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general transit operations by improving accessibility and commuter comfort and safety,” the release adds. The federal government is investing more than $115 million in these nine projects through the Public Transit Infrastructure Stream of the Investing in Canada Infrastructure Program. The Government of Ontario is investing more than $96 million and the Regional Municipality of Waterloo is contributing more than $80 million. DCN/MS
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More than $291M rolling to Waterloo for transit projects
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SAÚDE & BEM-ESTAR
O inverno canadiano e a pele O inverno no Canadá é belo, mas implacável. As paisagens cobertas de neve encantam, mas as temperaturas negativas, o vento cortante e o ar extremamente seco criam um verdadeiro desafio para a nossa pele. Entre o frio exterior e o aquecimento constante no interior das casas, escritórios e transportes, a pele sofre um choque térmico contínuo que compromete a sua barreira natural de proteção. O resultado é conhecido por muitos: pele seca, repuxada, gretada, sensível e, muitas vezes, dolorosa.
limpeza deve ser suave, evitando produtos muito agressivos ou com álcool. A água demasiado quente também deve ser evitada, pois remove a oleosidade protetora da pele.
Mesmo no inverno, o protetor solar continua a ser indispensável. A radiação ultravioleta reflete-se na neve e pode causar danos sérios à pele, especialmente em dias muito claros. Lábios: a zona mais castigada
Os lábios não possuem glândulas sebáceas, o que os torna particularmente vulneráveis ao frio. No inverno, gretas, rachaduras e ardor urante o inverno, a humidade do ar são queixas frequentes. desce drasticamente. O frio reduz A aplicação regular de bálsamo labial hia produção natural de oleosidade dratante é fundamental, várias vezes ao da pele e o aquecimento artificial “rouba” dia. Produtos com manteiga de karité, cera ainda mais água da epiderme. Esta combide abelha, óleos naturais ou vitamina E são nação favorece a desidratação cutânea, o boas opções. Evitar passar a língua nos láaparecimento de vermelhidão, comichão, bios é igualmente importante, pois a saliva descamação e até pequenas fissuras, sobreresseca ainda mais a pele. tudo nas zonas mais expostas.
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Rosto: a primeira linha de defesa O rosto é a área mais vulnerável, por estar constantemente em contacto com o frio, o vento e as mudanças bruscas de temperatura. No inverno, a pele do rosto tende a ficar mais sensível e reativa. Cremes leves de verão já não são suficientes. É essencial optar por um hidratante mais nutritivo, com ingredientes como ácido hialurónico, ceramidas, glicerina ou manteigas naturais. A
Mãos: sempre expostas, sempre a sofrer As mãos estão entre as partes do corpo mais castigadas no inverno: frio, vento, lavagens frequentes e uso constante de álcool-gel contribuem para uma desidratação intensa. O ideal é usar creme hidratante várias vezes ao dia, sobretudo após lavar as mãos. Luvas no exterior deixam de ser apenas um acessório de moda e passam a ser uma necessi-
dade de saúde da pele. À noite, aplicar um corporais, loções nutritivas e manteigas creme mais espesso e, se possível, usar luvas corporais são grandes aliados nesta época. de algodão enquanto se dorme ajuda a reparar profundamente a pele. A hidratação começa de dentro para fora Pés: escondidos, mas não imunes Não basta cuidar apenas da pele por fora. Apesar de estarem mais protegidos pelo cal- No inverno, muitas pessoas sentem menos çado, os pés também sofrem no inverno. O sede e acabam por beber menos água, o que frio, a humidade dentro dos sapatos e a me- contribui para a desidratação geral do organor ventilação favorecem a secura, fissuras nismo. Beber água regularmente, consumir sopas, chás e alimentos ricos em água ajuda nos calcanhares e até infeções fúngicas. também a manter a pele saudável. A hidratação diária é essencial, sobretudo após o banho. Cremes mais espessos, espe- Uma alimentação equilibrada, rica em vitacíficos para pés, ajudam a manter a pele ma- minas A, C e E, ómega-3 e antioxidantes, recia. É importante também secar muito bem força a função de barreira da pele e melhora entre os dedos e trocar meias diariamente, a sua capacidade de regeneração. dando preferência a tecidos que permitam a respiração da pele. Mais do que estética, uma questão de saúde Corpo: o frio não poupa nenhuma zona Cuidar da pele não é apenas uma questão de No corpo, o inverno manifesta-se sob a aparência. A pele é a primeira barreira de forma de pele áspera, comichão, pequenas defesa do corpo contra agentes externos. descamações e sensação de “pele a repu- Quando está danificada, o risco de infeções, xar”. Banhos muito quentes e demorados, inflamações e desconforto aumenta. apesar de reconfortantes, agravam o proO inverno canadiano vai continuar a ser rigoblema, pois retiram a camada lipídica naturoso, mas com os cuidados certos, é possível ral da pele. atravessá-lo com a pele protegida, saudável e O ideal é optar por banhos mornos e rápidos, confortável. Afinal, tal como usamos casacos utilizando produtos de limpeza suaves, sem para nos proteger do frio, a pele também presabão agressivo. Após o banho, a aplicação cisa do seu próprio “casaco” diário. de hidratante com a pele ainda ligeiramente MS húmida maximiza a retenção de água. Óleos
Nutrição & Bem-Estar com Ana Lucas Rebelo nutricionista
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19 de dezembro de 2025
MILÉNIO | ENTRETENIMENTO
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Não aos beijos!
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Natal da família Raposo
José Raposo afirmou numa entrevista que o Natal é "uma festa diferente, porque se reveem uma série de pessoas que normalmente não se veem durante o ano. No dia 24 e 25 dividimo-nos, fico com uma parte da família num dia e outra parte da família noutro dia". José Raposo tem ainda uma 'tradição' - todos os anos convida alguém para passar o Natal com a sua família. "Levo pessoas, sempre que posso, principalmente pessoas que vivem sozinhas ou que, pela idade, estão 'abandonadas'. A história da agregação para mim é muito importante. "
O Natal de Romana Com o Natal à porta, Romana partilhou alguns detalhes sobre como passa esta época festiva, sobretudo no que diz respeito à mesa de Natal. A cantora não come carne nem peixe, por isso o seu prato da consoada é um bocadinho diferente. "Carne não cozinho. Peixe, de vez em quando, ainda preparo para a minha filha e para o Santiago. No Natal, tento simplificar as coisas e como grão com legumes e para mim está mesmo ótimo. É bastante nutritivo. Mas gosto de fazer uns pratos com puré de batata-doce, tofu e uma caminha de grelos salteados. Gosto de criar algumas coisas, mas não é obrigatório", acrescentou. Questionada sobre a que Natal voltaria se pudesse regressar ao passado, Romana disse: "Na casa dos meus avós, nos Olivais, onde estávamos todos juntos naquela correria boa, naquele desassossego maravilhoso. Com os anos, as memórias ganham outro sabor e tentamos depois voltar a revivê-las com a nossa família noutros ambientes, mas tem sempre a magia do passado", continuou, com alguma emoção. "Emociono-me bastante a pensar nisto porque eram momentos tão bonitos. O meu avó tocava harmónica, a avó a cozinhar, as brincadeiras entre os primos, os tios, as tias... Tão bom", rematou.
Luciana na CMTV
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Telemóvel perdido
Lara Afonso, apresentadora de televisão e radialista, sofreu um percalço que lhe está a causar graves constrangimentos. A comunicadora perdeu o telemóvel no centro de Lisboa, um iPhone 16 pro max, que era a sua ferramenta de trabalho. Lara Afonso está ainda mais aflita por não ter feito as atualizações necessárias e, por isso, não ter cópias de segurança de ficheiros de trabalho importantes dos quais necessita com urgência. Lara Afonso assegurou que se disponibiliza a oferecer o telemóvel a quem o encontrar e devolver.
O ator George Clooney, 64 anos, prometeu à sua mulher Amal Clooney, que não beijará mais nenhuma mulher em cena. O artista partilhou, numa entrevista ao Daily Mail, que ao conversar com a advogada percebeu que não quer aceitar mais papéis de galã na sétima arte devido à sua idade. "Tenho tentado seguir o caminho de Paul Newman (ator que tomou a mesma decisão): «OK, não vou beijar mais nenhuma mulher", referiu. Recorde-se que o artista foi o protagonista de várias comédias românticas ao lado de nomes como Julia Roberts e Catherine Zeta-Jones e beijou várias artistas ao longo de muitas décadas de carreira. "Bilhete para o Paraíso"; "Crueldade Intolerável" e "Um Dia Especial" são alguns dos trabalhos onde Clooney mostrou os seus dotes mais românticos em prol da arte. O seu mais recente filme, "Jay Kelly" estreou este ano e na trama, Clooney interpreta um ator muito conhecido que trocou a família pela fama. "As pessoas dizem-me que é como fazer o papel de mim próprio, mas eu não tenho os arrependimentos que este tipo tem", disse Clooney. "Os meus filhos ainda gostam de mim", referiu o artista, fazendo referência a um dos principais desgostos de Jay Kelly no filme: a dificuldade de proximidade com as filhas. "Tenho uma vida muito diferente deste tipo, por isso não me identifico com ele. A única coisa que me preocupou durante todo o processo foi: será que consigo torná-lo simpático ao fazer tudo isto?", disse o artista numa entrevista em Los Angeles.
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Nick Reiner, filho de Rob e Michele Singer Reiner, foi detido, depois de os pais serem encontrados mortos em casa, em Los Angeles, no estado norte-americano da Califórnia. Ambos tinham ferimentos que se assemelham a facadas. Foi estipulada uma fiança no valor de quatro milhões de dólares. Os investigadores explicaram que a família estava a ser ouvida. Apesar de confirmar a detenção, a fonte policial que falou com a Associated Press não especificou quais são as acusações contra Nick, um dos três filhos que Rob, de 78 anos, e Michele, de 68, tiveram em comum.
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Preso!
Luciana Abreu foi oficialmente apresentada como reforço da CMTV. Após quase 26 anos ligada à SIC, a apresentadora, cantora e atriz decidiu aceitar a proposta da Medialive e não renovar o seu contrato de exclusividade com a SIC. Ao assinar contrato com o grupo Medialive, Luciana Abreu passou a ser um reforço da CMTV e ainda da Correio da Manhã Rádio. A apresentadora, cantora e atriz irá apresentar o programa da manhã da CMTV, "Manhãs CM", ao lado de Rui Oliveira, marido de Manuel Luís Goucha, e ainda colaborar com a rádio do canal. Na sua apresentação oficial, Carlos Rodrigues, diretor-geral editorial da CMTV e Correio da Manhã, explicou que será criada a "marca Luciana 360" - uma parceria entre a artista e o grupo Medialive que tem como objetivo rentabilizar os muitos dotes artísticos de Luciana Abreu. Através das redes sociais, Luciana Abreu afirmou que a sua chegada ao canal "é só o início" de uma grande aventura e agradeceu a forma especial como foi recebida no "universo CM". Acabada de chegar à CMTV, Luciana Abreu foi a estrela do jantar de Natal da Medialive. A artista marcou presença no convívio e cantou para os agora colegas, deixando todos rendidos ao seu talento natural. "O que posso garantir é que vou trabalhar muito para que juntos possamos dar mais, fazer cada vez melhor e sermos cada vez mais próximos do público", disse Luciana ao falar ao grupo durante o referido jantar de Natal.
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Noiserv
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Duas décadas de invenção
David Santos, o rosto e a mente por detrás do projeto Noiserv, é hoje uma das figuras mais importantes da música independente em Portugal. A sua carreira, que em 2025 completou vinte anos, é um testemunho de persistência, evolução técnica e procura por uma identidade sonora própria. Durante a sua entrevista à Camões TV +, o músico recordou com precisão o momento em que tudo começou: há exatamente vinte anos, David encontrava-se no 11º andar do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, a finalizar a sua tese de mestrado em Engenharia Electrotécnica e de Computadores.
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oi nesse contexto académico e técnico que o projeto Noiserv deu os seus primeiros passos oficiais, com o concerto de estreia realizado a 19 de março de 2005. O nome do seu mais recente trabalho discográfico, intitulado 7.305, é uma referência direta a este marco temporal. Este número representa a soma exata de dias passados entre aquele primeiro concerto em 2005 e o aniversário de vinte anos da sua carreira em 2025. Para David Santos, este disco não é apenas uma coleção de novas canções, mas uma celebração de todo o seu percurso artístico. O álbum funciona como um espelho retrovisor que permite ao músico e ao público observar como a sonoridade de Noiserv se transformou, sem nunca perder a sua essência introspectiva e experimental. O processo de criação de 7.305 revela o rigor matemático e a sensibilidade artística de Noiserv. O disco é composto por nove faixas, e a sua estrutura física e digital esconde um sistema de códigos que remete diretamente para a história do projeto. Cada música é precedida por uma designação numérica, como "20.05", "20.08" ou "20.16", que corresponde aos anos em que David lançou discos ou EPs marcantes. No entanto, o artista esclarece que não se trata de uma
Aos sábados 7h30am
compilação ou de regravações de material antigo. O conceito é mais profundo: David tentou que cada nova música mostrasse o processo criativo que ele utilizava no ano correspondente ao código. Por exemplo, a faixa "20.05" foi construída apenas com voz e guitarra, refletindo a simplicidade e a crueza sonora dos seus primeiros anos. Já a música "20.16" utiliza o piano e a voz como elementos centrais, mostrando o estilo de composição do álbum que lançou naquela época. Este exercício de arqueologia criativa permitiu ao músico "falar" com o seu passado, aplicando a experiência acumulada de duas décadas à estética mais simples dos seus primórdios. Noiserv tornou-se célebre no panorama musical por ser um "homem-orquestra", capaz de operar uma vasta gama de instrumentos e pedais de loop em palco, criando camadas sonoras complexas de forma solitária. Contudo, o novo álbum introduz uma mudança significativa: a presença de vários convidados. Questionado sobre se esta abertura a outros artistas poderia diluir a identidade do projeto, David foi categórico ao afirmar que a essência permanece intacta. Os convidados incluídos no disco são, na sua grande maioria, vozes. David escolheu convidar amigos que conheceu e com quem trabalhou ao longo destes vinte anos, transformando a colaboração musical numa homenagem aos laços humanos criados pela carreira. Apesar destas participações, o controlo criativo continua a residir em David, que continua a idealizar, arranjar e tocar quase todos os instrumentos. Esta abertura serve para demonstrar que, embora o seu processo de criação seja muitas vezes solitário em estúdio, ele não é um eremita no mundo da música; faz parte de uma rede de amizades e colaborações que o enriquecem como artista e como pessoa. Uma das transições mais discutidas na carreira de Noiserv foi a passagem do inglês para o português na
escrita das suas letras. Nos seus primeiros anos, o inglês era a língua natural de expressão, influenciada pelas bandas e referências internacionais que David consumia. Foi apenas em 2016 que o músico fez a primeira experiência séria em português, um caminho que aprofundou em trabalhos posteriores, como o aclamado álbum Uma Palavra Começada Por N. No álbum 7.305, Noiserv abraça as duas línguas. David explica que a escolha do idioma é agora um processo orgânico que acontece logo na fase inicial da composição. Quando começa a traçar o esboço de uma melodia através de sons abstratos (o chamado "lá-lá-lá"), a própria métrica da música acaba por sugerir se o texto final deve ser escrito em português ou em inglês. Para o músico, são línguas com texturas e métricas muito diferentes, e ser capaz de alternar entre elas confere uma liberdade criativa que não possuía no início da carreira. Apesar da sua vasta experiência em concertos, David Santos confessa que a relação com o palco continua a ser pautada por um certo nervosismo e constrangimento. Devido à sua natureza envergonhada, o estúdio é o seu santuário: é o local onde pode experimentar, errar e decidir sem estar sob o olhar de ninguém. No palco, a situação inverte-se. Tocar sozinho para centenas de pessoas é um desafio constante, onde o risco de falhar perante o público gera uma tensão palpável. No entanto, David reconhece que o concerto é o momento em que o ciclo da música se completa. É ao vivo que as canções deixam de ser um projeto pessoal e solitário de estúdio para se tornarem uma experiência partilhada. O reconhecimento público teve um ponto alto em 2013 com o álbum Almost Visible Orchestra (A.V.O.), que valeu a Noiserv o prémio de melhor disco do ano pela Sociedade Portuguesa de Autores. Esse momento foi um divisor de águas, garantindo ao projeto um lugar permanente no
Sábado às 10:30am | domingos 10am.
panorama da música nacional. Ao analisar a evolução da indústria musical em Portugal nas últimas duas décadas, Noiserv destaca uma mudança de paradigma profunda. Em 2005, existia um certo complexo de inferioridade em relação ao que vinha de fora; o público e os próprios artistas tendiam a valorizar mais a música estrangeira em detrimento da nacional. Vinte anos depois, o cenário é radicalmente diferente: Valorização Nacional: Hoje existem festivais de grande dimensão dedicados exclusivamente a bandas portuguesas. Interesse do Público: As bandas nacionais conseguem muitas vezes atrair mais público e interesse do que artistas estrangeiros que partilham o mesmo cartaz. Democratização Tecnológica: O acesso a ferramentas digitais permitiu que os jovens atuais comecem a gravar e a lançar discos com uma qualidade profissional muito cedo, frequentemente aos 15 ou 16 anos. Quantidade e Qualidade: Para David, este aumento na quantidade de projetos musicais resultou inevitavelmente num aumento da qualidade e da diversidade da oferta artística no país. Noiserv continua a sua digressão de celebração por Portugal. Embora já tenha tocado nos Estados Unidos várias vezes, o músico mantém o desejo de levar o seu espetáculo ao Canadá, um território onde nunca atuou e onde gostaria de se apresentar perante a comunidade portuguesa. Para David Santos, os últimos 7.305 dias foram uma construção contínua. A sua carreira não foi feita de saltos súbitos, mas de um caminho consolidado passo a passo, onde cada disco somou algo novo ao anterior. Enquanto houver novas formas de explorar o som e novas histórias para contar através dos seus múltiplos instrumentos, Noiserv continuará a ser um dos inventores mais fascinantes da música portuguesa.
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Palavras cruzadas
Sudoku
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MILÉNIO | PASSATEMPOS
O objetivo do jogo é a colocação de números de 1 a 9 em cada um dos quadrados vazios numa grade de 9×9, constituída por 3×3 subgrades chamadas regiões. O quebra-cabeça contém algumas pistas iniciais. Cada coluna, linha e região só pode ter um número de cada um dos 1 a 9. Resolver o problema requer apenas raciocínio lógico e algum tempo.
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7 1. Bebida resultante da fermentação alcoólica do mosto da uva 2. Animal que ainda não foi domesticado 3. Qualquer material (natural ou artificial) inserido ou enxertado no organismo 4. Em um momento posterior; em seguida 5. Que ou o que tem ciúme 6. Aquele que não crê em Deus ou nos deuses 7. Muito forte; que apresenta músculos bem delineados 8. Que não está disponível; preenchido
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7 9. Guindaste para içar volumes não muito pesados 10. Aquilo que possui baixa temperatura 11. Recipiente geralmente cilíndrico, usado para beber 12. Instrumento constituído por lâmina cortante presa a um cabo 13. Terreno onde se cultivam flores e plantas ornamentais para lazer ou estudo 14. Lugar onde se pode deitar e/ou dormir 15. Contente, satisfeito. Cujos desejos e aspirações foram atendidos ou realizados
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Culinária por Rosa Bandeira
Toucinho do Céu Credito: MDC Media Group Inc.
Jogo das 10 diferenças
Ingredientes Rabanada Caça palavras
Q E A S X E J R J U O G C P L T M I N V D P E X L A M Q O E N G C P X A T V U G R S T D P X D N F I D U E J P U N K A A C J E Z E I B D R R T T E Z P Q R L O S R U H E O U W N I P L Y O W T O E T N F R N U D E D U I L U T G Y S E T R L N R G J V E D U R G I S S E A E D Q I L V O A E Y N S E D L R A R L I V R O S U O O P O O P W X G J X E K T G R R Y P C A S O S R U C R E P B E G M S Q D N C K K R U O S B S N C E H I B V S M L E V O R I E N T A R
L I V RO S E N S I NO ESTUDO P E RC U R S O P RO F E S S O R E S ESCOLA DEVER ESTRUTURA PODER O R I E N TA R PA P E L V I O L E NC I A P E R DA APRENDIZADO AU T O R I DA D E
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250 g de açúcar 125 ml de água 10 gemas 125 g de amêndoa moída 50 g de manteiga sem sal Açúcar em pó, para polvilhar
Modo de preparação
uma calda leve. Adicionar a amêndoa moída à calda morna e mexer bem. Adicionar a manteiga em pedaços e envolver até derreter completamente. Por fim, adicionar as gemas, mexendo sempre para não talharem. Forrar uma forma com manteiga e papel vegetal. Colocar a massa na forma. Levar ao forno pré-aquecido a 180°C durante 35 minutos. Retirar do forno, deixar arrefecer, polvilhar com açúcar em pó e servir.
Num tacho, levar ao lume o açúcar com a água Até a próxima semana! Deixar ferver durante 5 minutos até formar
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OLHAR COM OLHOS DE VER
O banho nosso de cada dia. Créditos: David Ganhão
Luz de Aveiro. Créditos: Paulo Perdiz
Luzes da China. Créditos: Fa Azevedo
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CARNEIRO 21/03 A 20/04 Nesta altura irá sentir um fervilhar de ideias e projetos. Este é uma boa altura para procurar fazer um aprofundamento intelectual, dirigido a uma expansão de conhecimento não só de si como, e principalmente, de tudo o que está à sua volta. Também no campo filosófico irá sentir maior necessidade de expansão dos seus conhecimentos. TOURO 21/04 A 20/05 Durante este período vai estar em maior sintonia como o seu eu interior. Sente que está no fim de um ciclo, o que provoca em si o desejo de proceder a algumas mudanças. Uma análise psicológica profunda poderá levá-lo a uma mudança de rumo. É importante usar todo o seu discernimento para avaliar a sua escolha.
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LEÃO 22/07 A 22/08
SAGITÁRIO 22/11 A 21/12
Está num período de grande atividade física que é favorável ao início de novos projetos. Sente confiança em si. Deve ter cuidado, pois poderá ter tendência para avançar sem reparar nos obstáculos. Deve respeitar os direitos dos outros e evitar ser autoritário. Para gastar o excesso de energia pratique um desporto. Este momento é bom para o amor.
Durante este trânsito poderá obter grande satisfação da relação com as outras pessoas. Contudo, é possível que se sinta mais dependente da opinião delas em relação à sua pessoa. Não perca oportunidades de se distrair e de abstrair das obrigações do quotidiano sem, no entanto, as pôr de lado totalmente.
VIRGEM 23/08 A 22/09
CAPRICÓRNIO 22/12 a 20/01
Ao longo desta fase mostrará grande interesse por todas as questões relacionadas com a família, que é para si um fator de equilíbrio. Sentirá necessidade de conforto, calor, de um ambiente intimista que lhe permita recuperar energias. Aproveite para fortalecer os laços de união com os membros mais chegados da família ou amigos.
Poderá sentir, neste período, uma certa angústia e nervosismo causados por a sua mente se envolver em pensamentos vagos e pouco definidos o que lhe causa essa intranquilidade e insatisfação. Procure dedicar-se a trabalhos concretos que distraiam e ocupem o seu espírito, levando-o a uma atitude positiva.
GÉMEOS 21/05 A 20/06
BALANÇA 23/09 A 22/10
AQUÁRIO 21/01 A 19/02
Nesta fase não deve querer resolver sozinho, questões relativas ao seu trabalho ou negócios. Deve pelo contrário citar a ajuda, as opiniões e a colaboração de outras pessoas. Nos últimos quinze dias o centro da sua atenção será o seu mundo interior, os seus sentimentos e emoções.
Os contactos, a comunicação e a troca de ideias vão estar na ordem do dia. Poderá aproveitar este período para rever a sua relação com as pessoas com quem contacta diariamente, colegas ou vizinhos, e também para fazer novos relacionamentos. Nesta altura a sua capacidade de comunicação com o estrangeiro estará no auge.
A sua relação com o grupo de amigos e com a sociedade em geral está amplamente beneficiada. Ajude ou peça ajuda aos amigos. Notará uma grande identificação com eles e descobrirá novas facetas do seu ego. Inicie novas amizades e dê atenção aos valores dos outros, verá que não são assim tão diferentes dos seus.
CARANGUEJO 21/06 A 20/07 Este é o momento ideal para reorganizar a sua vida pessoal, em especial a sua saúde, o seu bem-estar físico e o mundo do trabalho. Poderá mesmo de ter de dar prioridade às necessidades dos outros em detrimento das suas. A sua eficiência e capacidade de trabalho estão em alta, quer trabalhe para outrem com fins lucrativos, quer esteja apenas a ajudar alguém.
ESCORPIÃO 23/10 A 21/11 Durante este período o seu sentido estético poderá atrair investimentos na área das artes, ou de objetos de luxo, do que resultarão associações ou uniões vantajosas para si, beneficiando esta área da sua vida. Sentirá mais apego e saberá dar mais valor aos objetos e pequenas coisas que fazem parte da sua vida.
PEIXES 20/02 A 20/03 Com o Sol a transitar pela sua Casa X é a sua carreira que vai estar em evidência. Terá, pois, tendência para se envolver mais fervorosamente naquilo que faz. Aproveite para testar as suas capacidades no mundo do trabalho, para tomar decisões importantes e para passar à prática o que planeia há algum tempo.
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MILÉNIO | HORÓSCOPO
Soluções 13 J 11 3 A 14 C A M A I R O 2 M 4 D E P O I S P I O E L L A M 9 8 G 1 V I N H O O 15 A T U 12 F A C A 10 F R I O G E 6 U N E A P E L 5 C I U M E N T O A H E D I Z O 7 M U S C U L O S O
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MILÉNIO | CLASSIFICADOS
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19 de dezembro de 2025
Classificados Aluga-se casa primeiro andar na area de Etobicoke, Queensway e Islington. Renovada com entrada privada, 3 quartos, casa de banho, cozinha nova , lavandaria, parking e quintal . Acessivel a transport publicos TTC 10 minutes, parks,escolas, restaurantes, shopping malls e várias lojas de compras Cosco, no Frills etc . Nao precisa de carro. Disponivel en Dezembro. Para mais informação enviar mensagem ou TextWhatsApp 416-884-3684
Aluga-se apartamento todo renovado com três quartos e com acesso a lavandaria. Na zona da Christie e ST. Clair. Contatar 416936-9417 or johnantunes@rogers.com Apartamento para arrendar na zona da Davenport e Dovercourt. Com duas quartos, cozinha, sala, casa de banho e lavandaria. Contatar 416-427-4703
Um apartamento com 1 quarto, cozinha, sala e casa de banho e com lavandaria. Basement para alugar com entrada privada. Estacionamento disponível. Na zona da Apartamento em ótimo estado para 1 pessoa ou Weston Road and Eglinton. Contato por 1 casal sem filhos, sem animais, ou fumadores. telefone 416-531-4045 ou pode mandar Quarto de dormir, banho, cozinha e lavandemensagem. ria, localizado na área da Caledonia Rd, entre a Rogers e Gilbert Rd. Contato: 416-937-8807 Aluga-se apartamento no segundo andar, com 1 quarto, cozinha, casa de banho e sala. Cabeleireira licenciada Manuela. Disponível Tudo incluido (menos TV e internet). Dispopara realizar serviço ao domicilio. Com 20 nível de imediato. Não aceita fumado-res. anos de experiencia. Fala português. AtenÁrea da College e Lansdowne. Para mais de pessoa idosas, criança, homens mulheinformações contactar: Mário: 416-937-5212 res. Especializada em corte cor e madeixas. Área de Toronto. Contate para todas as necessidades com o cabelo. Contato: 647761-9155 Garage for rent. Rogers and Caledonia. Contact 416-968-1739.
Para publicar um classificado, ligue para 416-900-6692 ou envie e-mail para info@mileniostadium.com
Agenda comunitária
20 de Dezembro Arsenal do Minho Kids Christmas party
PCCM Festa de Natal
Time Doors open at 5:30 PM & dinner served at 6:30 PM
Midnight countdown celebration with champagne toast
Starter Butternut squash soup Entrée Beef tenderloin with creamy peppercorn gravy and Breast of chicken with creamy garlic wine sauce
Sides Garlic mashed potatoes Oven-roasted seasonal vegetables Dessert Cheesecake Midnight Seafood and sweet table
Vegetarian and kids’ menu options available upon request
Pricing
Adults (18+): $110 Non-Members (18+): $120 Teens (13–17): $65 Children (7–12): $45
Included
Champagne per table Party favours Entertainment by LB Entertainment
Cash Bar Available Tickets available to purchase at the Club. Limited seating.
Contact
melannie@northernportugal.org 905-576-2474
FULL-TIME POSITIONS AVAILABLE
CAMERAMAN (2 POSITIONS)
VIDEO EDITOR (2 POSITIONS)
SEND YOUR RESUME AND PORTFOLIO TO INFO@MDCMEDIAGROUP.COM
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53 Queen St. N, Mississauga, as 18h. Reservas e Informações: 905 286-1311/ secre3404 Dundas St W, 13:00 pm. Reservas e tary@pccmississauga.ca Informações: 416 505 0237
Menu Antipasto Bar
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