Edilção nº1
activimo
A linguagem visual do protesto; a propaganda por comparação
c hi ap gr
preço - investimento em pensamento crítico, PVP
anual
junho 2020
protesto
ferramenta
design Joana Ribeiro, nº3190238
ARTISTS / DESIGNERS / STUDIOS Noel Douglas Edel Rodriguez “Bansky Does New York” Metahaven - Can Jokes Bring down Governments Arara Studios Addbusters OTHERS Manifesto A força da forma Sociedade do Espetáculo Clean New Worl, de Maud Lavin European Culture activists, Canal180 NOPE TO HOPE EXHBITION
PROPAGANDA/ CAMPAINGNS Propaganda: A arte de vender mentiras
Graphic design as propaganda Graphic design as campaign Graphic design as activism
ACTIVISTS MOVEMENTS 01 » ACT UP 02 » 99%. The Ocuppy WallStreet movement 03 » Umbrella movement 04 » PussyHat Movement 05 » Guerrila Girls 06 » Sisters Uncut
Graphic design as protest
Graphic design as propaganda Graphic design as campaign Graphic design as activism Graphic design as protest
PROTESTS 01 » Act Up Paris 02 » Maio de 68: protesto estudantil La Lutte Continue Pop art BBC Doc
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Shepard Fairey
NOPE TO HOPE: the power of graphics in Politics EXHIBITON 02 Metahaven é um estúdio de design gráfico de cariz interventivo e estética irreverente, com trabalhos de referência como o videoclip “Home” de Holly Herton, as t-shirts de Chelsea Manning e ainda as
https://theinfluencers.org/en/metahaven
HOPE posters Obama Campaign
ACTIVIST ARTISTS/PRODUCTIONS
My studio and street work ranges across all media. My main focus is on Signs, Memes and Symbols and how the struggles over the meaning of these Signs is amplified by Social Networks and Political Movements.
Maud Lavin approaches design from the broader field of visual culture criticism, asking challenging questions about about who really has a voice in the culture and what unseen influences affect the look of things designers produce.
Protest
as a tool for
outras formas de ativismo que usam a criatividade como agente de ação
A new exhibition at the Design Museum in London entitled Hope to Nope: Graphics and Politics 2008-18 explores the role of graphics over those 3,650 or so days to engage, message, influence, and provoke; charting events from across the globe, including the election of Barack Obama, the worldwide Occupy movement, the Arab Spring, Brexit, and Donald Trump’s presidency.
Noel Douglas 'Hope' Artist Shepard Fairey Designs Inspire Wall Street Protest Invite
“Clean New World”, Maud Lavin
As politically turbulent times go, the last decade has been pretty much a constant “seatbelt on” period. And with political turbulence comes politically charged design—whether through posters, memes, GIFs, printed ephemera, slogan T-shirts, or anything else—generated as much by amateur activists as “professional” designers and studios.
"ativista", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/ativista [consultado em 22-06-2020].
"Há Uma Hora" (Mário Cesariny / Gabriel Gomes, Rodrigo Leão)
adjectivo de dois géneros 1. Relativo ou pertencente ao activismo. 2. Relativo a activos �inanceiros (ex.: fundo de investimento activista; investidores activistas). adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros 3. Que ou quem defende ou pratica algum tipo de activismo. 4. Que ou quem é membro activo de um partido, de um agrupamento ou a�im.
ativistmo
"protesto", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/protesto [consultado em 20-06-2020].
Each episode is like an open stage where invited artists and activists can express their ideas, thoughts and comments on role of culture and art in today's Europe.
People who are shaping the European culture debating the role of it in our current political climate.
7-episode documental serieswe met up with people from all over Europe and talked about how to be an activist in the most varied fields of work.
Umbrella Movement
as a visual and artistic language for
Ativism
Os Adbusters foram a primeira organização a dar uma cara aos protestos de Occupy Wall Street com o seu famoso poster da bailarina em cima do touro
Adbusters Media Foundation é uma organização sem �ins lucrativos, anticonsumista fundada em 1989 por Kalle Lasn e Bill Schmalz em Vancouver, Canadá.
https://monoskop.org/log/?tag=protest
Dirigido por John Akomfrah / Black Audio Film Collective, 1986 Produzido por Lina Gopal Comissionado pelo Channel 4 para sua série Britain: The Lie of the Land 61 min
t
sisters uncut activist group “Act Up, Fight Back, Fight Aids”
Act Up Nova Iorque, AIDS Coalition to Unleash Power: criada em 1987 por activistas descontentes com a passividade dos políticos e cientistas, e de outras associações homossexuais, na resposta à “doença do século”. Apresentavam a síndrome da imunode�iciência adquirida como uma “crise política” e censuravam os lucros da farmacêutica que produzia o AZT. Os alvos principais foram a administração Reagan, imóvel no combate à doença, e a autoridade americana do medicamento, FDA, que não queria acelerar a aprovação de novos medicamentos anti-retrovirais mais e�icazes que o AZT.
“120 batimentos por minuto” 120 Batimentos por Minuto é uma visão épica dos activistas da luta contra a sida. Cheios de energia, de desejo, intencionalmente sensuais, ainda que a morrer. O �ilme de Robin Campillo é a geração dos seropositivos a falar dela e de uma época gloriosa, ainda que rodeada por doença e morte.
símbolo inveritdo de identificação usado nos campos de concentração nazis para distinguir criminosos homossexuais
NUMA PERFORMANCE ARROJADA, OS QUE COMEÇARAM POR SER POUCOS JOVENS ATIVISTAS DA ACT UP PARIS NOS ANOS 90, MANIFESTARAM-SE CONTRA ENTIDADES COMO A IGREJA CATÓLICA, A FDA E O GOVERNO DA ÉPOCA EXIBINDO CARTAZES ASSERTIVOS E VIOLENTOS (PELA QUASE AUSÊNCIA DE COR), REALÇANDO ORGULHOSAMENTE O TRIÂNGULO COR-DE-ROSA USADO PELAS FORÇAS NAZIS NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO COMO SÍMBOLO DE DISTINÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DOS CONSIDERADOS JUDEUS CRIMINOSOS HOMOSSEXUAIS
O movimento “99%: occupy wall street” começou em Nova Iorque, a maio de 2011, pela da oganização ativista canadiana AdBusters, igualmente reconhecida pela sua revista, cujo núcleo de protesto é contra a desigualdade económica severamente sentida no pais, Frames retirados da “talk”: “How Do Social Movements Communicate?”, assim como a corrupção, as elevadas taxas de desemprego e apresentada pela organização coletiva sem �ins lucrativos “Not An Alternative” as in�luências corporativas nos governos.
organizações identi�icadas no livro “Strike Art”
“Strike Art Contemporary Art and the Post-Occupy Condition”, by Yates McKee
works within institutions and in the public sphere, in collaboration with community groups and social movements. We combine art, activism, and theory to affect popular understandings of events, symbols, institutions, and history.
Not An Alternative
The Guerrilla Girls are a group of anonymous artists who wear gorilla masks in public and use facts, humor and outrageous visuals to expose discrimination and corruption in art, �ilm, politics, and pop culture. In 30 years, they have come up with over a hundred posters, street projects, actions, books, and billboards. They travel the world doing gigs and workshops, inspiring others to create their own effective activist campaigns
REPOhistory Critical ArtEnsemble, Temporary Services, Yes Men, 16 Beaver, W.A.G.E., MTL Not An Alternative
começaram como um protesto e conduziram para uma campanha de luta pelas necessidades da mulher e contra a violeñcia doméstica a que as mulheres são frequentemente sumbetidas.
http://www.sistersuncut.org/blog/ “We are Sisters Uncut. As women and gender-varian t people who live under the threat of domestic violence, we �ight alongside all those who experience domestic, sexual, gendered, and state violence in their daily lives. We are �ighting for our right to live in safety. We are �ighting for our lives.”
Diagrama de referências
um coletivo de artistas australianos que reclamou o espaço público dedicado à publicidade com posters a dirigirem-se para a inação do governo australiano perante a instabilidade climática e social do país, depois da devoração do fogo durante semanas.
The Pussyhat Project™ was about making a powerful visual statement at the January 21, 2017, Women’s March on Washington, D.C. But there’s a whole lot more to this. At its core, this project is about: 1. Creating a concrete, accessible, thoughtful way for those who cannot attend activism events in person to be heard and represented, 2. Developing meaningful, respectful connections among people who care about women’s rights, and 3. Creating a framework for community and personal agency from the local to the national level. And we have just begun to achieve these goals. Because of the hundreds of thousands of people involved in the Pussyhat Project™ so far, the Pussyhat ™ has grown into a symbol of support and solidarity for women’s rights around the globe.
“Um dos trabalhos de de�inição do pioneiro Black Audio Film Collective, esse mosaico documental de forma livre explora as tensões raciais na Grã-Bretanha através das lentes dos tumultos de 1985 que abalaram Birmingham. Através de uma mistura impressionista de �ilmagens, fotogra�ias e entrevistas no jornal, a Handsworth Songs chega a uma declaração poderosa, alusiva e profundamente pessoal sobre a experiência negra britânica. ” (Ashley Clark)
John Akomfrah: Canções Handsworth (1986)
Os protestos em Hong Kong em 2014, também chamados de Revolução dos Guarda-chuvas começaram em setembro de 2014, quando manifestantes pró-democracia de Hong Kong se manifestaram em frente à sede do governo e ocuparam vários dos principais cruzamentos da cidade logo após o Congresso Nacional do Povo anunciar a sua decisão sobre a proposta de reforma eleitoral.
John Akomfrah: Canções Handsworth
MO VI M ENTO S ATI COR POR VISTA AÇÕ CON ES E TRA GOVE RNO S
(derivação regressiva de protestar) nome masculino 1. Declaração enérgica e solene de que se reputa ilegal alguma coisa. 2. Promessa, demonstração de um sentimento. 3. Resolução, decisão inabalável. 4. [Comércio] Acto ou efeito de protestar uma letra de câmbio.
Bushfire Brandalism activist group
the Pussy Hat activist group ocuppy wall street
INDEX
the Guerrila Girls activist group
protesto New activists of european culture
99%
Os Poetas - “Há uma hora”
ACT UP
Other activist artistic groups
04 FMI - José Mário Branco
ACT UP: AIDS PROTEST IN “120 BATIMENTOS POR MINUTO”
Graphic design as protest
ADBUSTERS
Methaven: influe
o design como recurso gráfico online estratégico e subversivo de transmitir mensaagens, seduzir e radicalizar
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Metahaven is a research and design studio founded by Vinca Kruk and Daniel van der Velden based in Amsterdam. Metahaven's work both commissioned and self-directed reflects political and social issues in collaboratively produced graphic design objects and media. In addition to international presentation of design and research projects, Metahaven has written and edited numerous publications such as ‘Uncorporate Identity’, a design anthology for our dystopian age, ‘Can Jokes Bring Down Governments’ and a forthcoming book ‘Black Transparency’.
WHO IS METAHEVAN WHAT’S THEIR WORK LIKE
Graphic design as protest
Dutch Art Intstitute, Roaming Academy https://dutchartinstitute.eu/page/64 17/metahaven
“Em 2014, o estúdio de design Metahaven publicou o panfleto Can Jokes Bring Down Governments? Estava-se no auge da crise económica. A dúvida expressa no título interrogava a capacidade subversiva da Internet - se os memes, lolcats e RickRolls tinham mesmo capacidade para funcionar como instrumentos de protesto e activismo.
Can jokes bring down governments? METAHAVEN
isu a
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visual
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Graphic design as activism
TRUMP ELECTIONS
Can jokes bring down governments? Metahaven 02
s t ak
interventive tool and
ideas and ideal
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Graphic design as campaign
Graphic design as propaganda
propaganda
campanha
aestheticize politics
propostas de identidade gráfica para a plataforma wikileaks
Leni Riefenstahl
NAZI PROPAGANDA
s memekes jo
encers
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A linguagem visual do protesto; a propaganda por comparação
Edilção nº1 preço - investimento em pensamento crítico + IVA, PVP
anual
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protesto
design
Joana Ribeiro, nº3190238
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Graphic design as protest
“Design is always political. From who is making it, to who it impacts, and telling yourself otherwise is the biggest lie that we can tell ourselves. You cannot design a good border wall. It is a border wall! It is meant to separate people from eachother! You cannot design a good Muslim database! You cannot design a good gun because all of these things are inherently evil. (…) we need to stop measuring form, and start measuring impact. The impact of what we do on our world, needs to be the thing that we care about the most as designers.”
Mike Monteiro, “How To Fight Fascism”, na conferência “From Business to Buttons”
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» artigo online
Graphic design as protest
Medium “Ease design” 2019
The visual lan How graphic d protest and ch
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“All design is political, because all politics are designed. The world is a mess because a certain set of people designed it to be a mess. Now we need a different set of people to design our way out of it. This is not a choice. Regardless of whether this is what we wanted or not fascism is knocking on our front door. This is how we knock back.” - Mike Monteiro, escritor e diretor do “Mule Design Studio”
Palestra de Mike Monteiro, na conferência “From Business to Buttons”, a 27 de Abril de 2017 em Estocolmo. “From Business to Buttons” é um encontro para todos os interessados em conselhos de como gerar valor nos negócios através da criação de experiências espetaculares ao utilizador.
Na cultura da política, foram vários os acontecimentos que foram marcando a história: desde os protestos de Maio de 68, à primavera árabe, ao “Humbrella movement” em Hong Kong, às eleições presidenciais de Barack Obama e Donald Trump, aos movimentos ativistas de grupos como a “ACT UP”, “Guerrila Girls”, “PussyHat Project”, entre tantos outros. Todos eles provocaram uma mudança cultural no panorama da sociedade, tendo em comum uma linguagem visual que ditou e in�luenciou a reação de alguns dos maiores momentos políticos da história, usando como meio o design grá�ico aplicado a manifestações. Nas palavras de Mike Monteiro em “How to Fight Fascism Talk”;
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
Numa questão à audiência sob o formato de aplauso como resposta, Mike pergunta se, nos tempos da atualidade em que os direitos humanos estão cada vez mais em risco, situações de segurança e proteção, preconceito e injustiça são o prato do dia, querem falar de design ou de política. As pessoas aplaudem à política, quando Mike conclui que design é política. “Every choice that we make its political”. Desde com quem desde quem escolhemos para quem traballhar, sobre o que trabalhar, às decisões que tomamos enquanto resolvemos esses trabalhos, às pessoas envolvidas no processo de criação e às pessoas não envolvidas na resolução desses problemas e ainda às pessoas a quem esse trabalho vai afetar ou in�luenciar. “Design is: the intentional solution to a problem within a set of constrains”.
“Design is always political propaganda. The in�inite ability of design to work with the human subconscious can fuel our ability to make a political decision, to participate in campaign or even be a fan of DPRK.”. Entende-se que a disciplina é assim potencialmente capaz de in�luenciar o modo como respondemos a líderes mundiais, políticas de partidos políticos e crises globais. Pela in�luência na reação e interpretação de informação, o design atua como agente ativo de uma sociedade que muda e se manifesta criativamente , onde o a disciplina é usada como arma. A intenção é causar impacto, interceptar mentalidades e expôr injustiças, na maioria das situações. O crescimento das redes sociais, veio aumentar a visibilidade e a intervenção do design em campanhas de protesto, facilitando a transmissão e difusão das mensagens. O principal objetivo não é somente tomar o design como bom ou mau, pela sua tecnicidade, mas perceber a sua in�luência e impacto na produção de mensagens. A ideia seria aproximarmo-nos de um design grá�ico político como objeto de estudo.
nguage of Protest: design can fuel hange government
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
“Design is always political because design is labor and your labor is political and the political is always designed.” Monteiro começa por de�inir design: “Design is: the intentional solution to a problem within a set of constraints.”. E este de�inição reparte-se em três momentos: a existência e de�inição de um problema por resolver; a percepção de potênciais constrangimentos e a questão de se podemos então ou não arranjar/criar uma solução para o problema. Como exemplo, Mike faz referência ao design utilizado como ferramenta para subverter populações a elegerem candidatos por distrito para o congresso, alterando os números de republicanos e democratas ao posto pelo simples redesign da linha do mapa desses mesmos distritos, agrupando por cada um deles o maior número de pessoas da mesma política. “This is called gerrymandering” - a�irmando tratar-se de uma estratégia de subversão e antidemocrática da vontade das pessoas.
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
De uma forma geral, o design grá�ico assume um papel multifacetado e visível, que bebe da sociedade aquilo que a consome e de�ine, converte em imagem e intervém criticamente na mesma. Provoca emoções, promove mensagens, difunde informação. Seja pelo design ou pela tipogra�ia, o designer tem o poder de incentivar, de gerar uma reacção no consumidor ou no leitor e desencadear ações, que neste contexto, se pretendem interventivas e signi�icativas. A ética do design intervém no tipo de soluções para problemas que in�lueciam a estabilidade e justiça da sociedade, já que até eleições e representações cívicas são ‘desenhadas’.
Graphic design as protest
“Graphic design as a tool of the visual language of protest is so powerful that it creates the ability to promote and pass on change messages and allowed it to its way into our everyday lives creating a mass movement that can shake up political regimes.”
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» artigo online
Coletivo ativista “It’s Nice That Graphic design as protest
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Em 1999, a ONG Adbusters lançou uma ‘renovação’ do Manifesto de Garland, que se intitulava de “First things first 2000’, proposto por Cole Peters, designer, escritor e ”noise-maker”. Na sua proposta, Peters acrescenta ao manifesto original que se deve considerar três outras preocupações ao uso do design: a amplitude das mudanças e consequências da existência do meio da web (”The first thing that I feel needs to be added is the inclusion and consideration of the web”); a inclusão de outros profissionais criativos (”The original text was signed by “graphic designers, photographers and students”, while the 2000 renewal reflected somewhat more broadly the views of “graphic designers, art directors and visual communicators.(...) I believe (...) the manifesto should thusly represent not only designers, but also developers, programmers and tother criative technologists”); e por último a colaboração entre profissional criativo e a web como a forma de abranger mais pessoas na assinatura do manifesto (”First Things First should mirror the spirit of how open and collaborative the web has made so much of our work”); todas estas preocupações sem descurar a base do uso interventivo do design no ambiente cultural, social, de campanha de marketing (”Unpreecedent environmental, social and cultural crises demand out attention. Many cultural interventions, social marketing campaigns, books, magazines, exhibitions, educational tools, television programs, films, charitable causes and other information design
À medida que o tempo passa, e já desde os tempos do nazismo, o design grá�ico tem assumido contornos políticos, dando rosto como forma de expressão e/ou protesto. Com a turbulência política, vem o design politicamente carregado - seja através de posters, memes, GIFs, banners, autocolantes entre outros tantos formatos, representando slogans, cores ou mensagens - gerado tanto por ativistas amadores quanto por designers e estúdios. O envolvimento público com questões sociais e políticas proliferou nos últimos anos e tornou pertinente descobrir como o design grá�ico e a tecnologia tomam um papel de pivot, ditam e in�luenciam a reacção de momentos de ação política em tempos de crise e/ou con�lito. Em tempos de con�litos de natureza política, que acabam maioritariamente por ser os mais consequentes e implicadores de todos os restantes da civilização, qual o impacto da criação? A questão que se propõe é o levantamento crítico da intervenção do design grá�ico como instrumento de comunicação e agente ativo na liberdade de expressão e criatividade em tempos de con�lito político/social, passando pelo escrutínio da expectativa e conceito da própria palavra, até às motivações das intervenções do design grá�ico em diversos formatos, tanto em publicações como em revoluções digitais na sopa digital que se tem vindo a provar. Pretende-se estudar ainda relações de poder de organizações e os seus trabalhos grá�icos, de modo a re�lectir sobre a ponte e voz que o construído na comunicação; Até que ponto existem publicações independentes resilientes em situações de crise, seja ela qual for?
manife Apoiando-me na ideia de Ken Garland e o seu manifesto - de usar as capacidades criativas com o propósito de criar massa crítica interventiva e signi�icativa - pretendo assim estudar o uso do design grá�ico como linguagem visual de protesto, campanhas e propaganda, de tudo o que é suporte grá�ico, aliados a eventos e/ou manifestações de cariz político seja ele propagandísta, ativista ou de intervenção.
We, the undersigned, are graphic designers, photographers and students who have been brought up in a world in which the techniques and apparatus of advertising have persistently been presented to us as the most lucrative, effective and desirable means of using our talents. We have been bombarded with publications devoted to this belief, applauding the work of those who have flogged theirskill and imagination to sell such things as:
projects urgently require our expertise and help... Consumerism is running uncontested; it must be challenged by other perspectives expressed, in part, trough the visual languages and resources of design.”) “The First Things First Manifesto” Adbusters, 2014
cat food, stomach powders, detergent, hair restorer, striped toothpaste, aftershave lotion, beforeshave lotion, slimming diets, fattening diets, deodorants, fizzy water, cigarettes, roll-ons, pull-ons and slip-ons.
esto
In common with an increasing number of the general public, we have reached a saturation point at which the high pitched scream of consumer selling is no more than sheer noise.
We think that there are other things more worth using our skill and experience on. There are signs for streets and buildings, books and periodicals, catalogues, instructional manuals, industrial photography educational aids, films, television features, scientific and industrial publications and all the other media trough which we promote our trade, our education, our culture and our greater awareness of the worl.
We do not advocate the abolition of high pressure consumer advertising: this is not feasible. Nor do we want to take any of the fun out of life. But we are proposing a reversal of priorities in favour of the more useful and more lasting forms of - there may be times when we are powerless to prevent injustice,
communication.
We hope that our society will tire of gimmick Legendamerchants, status salesmen and Prémio Nobel da Pazhidden persuaders, and that the acrescentar biografiaprior call on our skills will be for worthwhile purposes. With this in mind, we propose to share our experience and opinions, and to make them available to colleagues, students and others who may be interested.
but there must never be a time when we fail to protest”
Designers do Manifesto de 1984
Edward Wright Geoffrey White William Slack Caroline Rawlence Ian McLaren Sam Lambert Ivor Kamish Gerald Jones Bernard Higton Brian Grimbly John Garner Ken Garland Anthony Froshaug Robin Fior Germano Facetti Ivan Dodd Harriet Crowder Anthony Clift Gerry Cinamon Robert Chapman Ray Carpenter Ken Briggs
Graphic design as protest
By far the greatest time and effort of those working in the advertising industry are wasted on these trivial purposes, which contribute little or nothing to our national prosperity.
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metahaven » artigo online
Coletivo ativista “It’s Nice That
“whatever other people decide as to be”
Graphic design as campaign
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Os Metahaven são um estúdio de design estratégico alemão que operam com uma mão afiada e entrelaçada entre a comunicação, estética e política. Constituído pelos designers Vinca kruk and daniel van der velden, o estúdio de design investe em trabalhos gráficos subversivos que funcionam quase como uma denúncia e/ou exposição de questões políticas pouco exploradas com grande influência na sociedade. Interessam-se em conjugar estética revolucionária com o poder da internet, em entender como funciona a relação de poder de corporações e governos no controlo de informação através deste meio.
“We are the Metahaven, and we recently decided to call ourselfes a design studio. We leave it to other people to define who we are.” Interessados nas valências do design e tecnologia, lançaram o livro “Can Jokes Bring Down Governments”, onde exploram a forma como memes, piadas e outras formas ridículas ganham escala e poder na internet, podendo formar uma ameaça real para o poder, inspirado no trabalho de outros agentes ativos neste contexto, como o grupo Anonymous, Wikileaks e movimentos Occupy – que definiam a agenda da sociedade.
“Em 2014, o estúdio de design Metahaven publicou o pan�leto Can Jokes Bring Down Governments? Estava-se no auge da crise económica. A dúvida expressa no título interrogava a capacidade subversiva da Internet - se os memes, lolcats e RickRolls tinham mesmo capacidade para funcionar como instrumentos de protesto e activismo. Dois anos depois, Donald Trump era eleito presidente dos Estados Unidos da América, com uma plataforma assente na oposição ao chamado «politicamente correto», em reclamar uma linguagem ofensiva para com minorias étnicas, imigrantes e mulheres. Este movimento expressava a sua identidade pelo humor, usando da ironia para confundir os críticos e alegando a cada passo censura para silenciar opiniões contrárias, protestos ou boicotes. Daí que hoje poucos duvidem ser possível derrubar governos e abalar regimes com recurso a piadas. A seguir à eleição, o título de um artigo de Emily Nussbaum, crítica de televisão na revista The New Yorker, parecia responder à perginta dos Metahaven: «How Jokes Won DESIGN The Election - How doYou Fight an Enemy VS Who’s Just kidding?»”.
PO
tar que presen de in para re rente e design usam o ytelling irreve or num st
Em conferência, o designer Vendel, justi�ica o trabalho do estúdio com base na cultura visual atual, controlada um pouco pelas ideologias de direita, a�irmando que toda a gente pode politizar a cultura visual. Sumarizando, os Metahaven privilegiam um design relevante de trabalho estético político, com fortes in�luências e impacto. A dupla prima por uma design inconvencional, por abordagens visuais muito diferentes e irreverentes, e fazem-no pois acreditam que qualquer ideia política, social ou humana tem uma forma visual muito própria. Um exemplo disso mesmo, de como a estética ou formas de
Existem várias formas criativas de manifestação em que o design pode participar, e este é um bom exemplo disso mesmo. Os logótipos eram uma representação da cultura visual da NASA, dado serem identidades das corporações que forneciam e investiam nos programas usados pela NASA, sendo parte constituinte da sua própria identidade/cultura. O video apresenta cenários distópicos, numa antítese de uma negatividade, onde o pretendido é a procura de uma saída que não fosse utópica nem um escape, mas sim uma saída real, como alternativa política criada não através de programas, mas sim de laços humanos e empatia.
des
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expressão como a música podem ser uma forma de politizar questões. O vídeo da compositora de Holly Herton – Home, é um exemplo disso mesmo, em que o estúdio interviu de forma estratégica. O vídeo apresenta imagens de logótipos de instituições/agências às quais a NASA recorria para recilher informações de indivíduos, numa forma de revelar/identificação de um problema real – a invasão de informação/privacidade por parte destas agências – como se estas mesmas entidades entrassem em nossa casa. Revelações também já fundamentadas pelos casos desnudados por Edward Snowden.
COMO LINGUAGEM
MANIFESTO “FIRST THINGS FIRST”
OLITIZAÇÃO VISUAL
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
“Founded by Vinca Kruk and Daniel van der Velden, Metahaven ingeniously creates odd assemblages into a variety of art forms ranging from installation work to apparel. Their work, both commissioned and self-directed, approaches branding and identity in such a way to depict contemporary forms of power, in an age where power is especially designed to exclude as many people as possible from its -13 operating system, its code”.
Graphic design as campaign
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Politização substantivo feminino 1.ação ou efeito de politizar. 2.processo de tornar (alguém ou grupo) capaz de reconhecer a importância do pensamento ou da ação crítica política.
» artigo online
Coletivo ativista “It’s Nice That
Graphic design as protest
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Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
“WikiLeaks is a giant library of the world's most persecuted documents. We give asylum to these documents, we analyze them, we promote them and we obtain more.” Julian Assange, Der Spiegel Interview
Numa estética aproximada ao Windows e powerpoint e apresentações assim semelhantes, os Metahaven procuram afastar de estéticas visualmente bonitas e agradáveis, procurando criar inquietação e debate. As t-shirts de “Free Chelsea Manning”, foi outro trabalho grá�ico que o estúdio abraçou numa angariação de fundos. O gra�ismo apela à libertação de Chelsea Manning, “ex-militar, que passou sete anos detida por remeter mais de 700 mil documentos sobre as guerra do Iraque e do Afeganistão para a Wikileaks, recusa-se a testemunhar num caso contra a organização de Julian Assange”. “A antiga militar norte-americana Chelsea Manning foi libertada (...) dois meses depois de ter sido detida por recusar testemunhar num caso contra a WikiLeaks, e imediatamente convocada para prestar testemunho num outro grande júri, a 16 de Maio - se recusar, pode vir a ser detida de novo.”
“Manning passou 62 dias num centro de detenção na cidade de Alexandria, no estado norte-americano da Virgínia, sob a acusação de desobediência, depois de ter recusado testemunhar perante um grande júri que investiga a WikiLeaks. Não se sabe sobre que temas a justiça norte-americana quer ouvir Chelsea Manning, mas é legítimo pensar que terá a ver com a investigação de longa duração sobre a actividade da Wikileaks, de Julian Assange.”1. Na plataforma da Wikileaks, Chelsea Manning, Bradley Manning à nascença, revelou uma gravação de vídeo de um helicópetro Apache a matar 12 civis em Baghada em 2007. “Wikileaks released tens of thousands of documents relating to the A�han war. The website later
disclosed thousands of sensitive messages written by US diplomats and military records from the Iraq war, causing growing embarrassment to the US government.”
1 https://www.publico.pt/2019/05/10/mundo/noticia/chelsea-man
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
A imagem da esquerda foi criada com o intuito de apresentar Chelsea Manning e a segunda como forma de introduzir o que a ex-militar fez e como o que ela fez é tão importante. E no ponto de vista do estúdio, é importante em comparação pela intenção com que o fez com Edward Snowden (que igualmente foi acusado por ter relevado informações privadas diplomáticas e governamentais). Edward Snodew fê-lo com o privilégio de uma inteligência e estratégia muito própria, enquanto que Chelsea Manning agiu sob uma consciência e instinto menos estratega, e como culminação de uma necessidade de desenvolvimento pessoal, envolvendo na sua demanda uma emoção na revelação destes documentos. Há
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
sempre uma componente humana na manifestação/protesto, o que muitas vezes descredibiliza o protesto. A arte credibiliza e fortalece a base dessas exposições pessoais às questões geopolíticas, muitas vezes desvalorizadas pelos meios de imprensa.
Graphic design as protest
Chelsea Manning t-shirts
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Coletivo ativista “It’s Nice That
Frame retirado do vídeo: “Mike Monteiro: How to Fight Fascism”, no canal do youtube inUseExp”
Graphic design as protest
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A Wikileaks foi um projeto no qual o estúdio desenvolveu propostas de identidade (produtos, merchandising), através de padrões de camu�lagem que sugeriam parte do trabalho desta plataforma que seria o oposto de esconder. Muito do que a arte faz é colocar a nu de uma forma pessoal injustiças e questões políticas frequentemente abafadas por interesses governamentais, e esforços como os dos Metahaven promovem a consciencialização social, fomentam o design como ferramenta de instrução, de exposição, acrescentando valor e fundamento necessário da condição humana à disciplina. O website da Wikileaks é outro projeto com intervenção dos Metahaven, no qual desenharam lenços falsos da Louis Vitton de um ponto de vista de tranformar camu�lagem numa metáfora para o ‘core’ da índole da plataforma, sendo uma identidade problemática dada a ação que a Wikileaks pratica. “Back in the 90s, Metahaven worked on the visual identity of the Sealand, an off-shore micronation which played an iconic role as a data haven during the “dotcom” boom. In 2009 they released “Uncorporate Identity”, a design book for our dystopian age where they attacked the idea of “branded states” (the notion of promoting or creating reputations for countries) and “soft power” (the power to project in�luence through attraction instead of coercion). In 2010, they researched and designed a new image for WikiLeaks. Metahaven are currently collaborating with the Icelandic Modern Media Institute, a not-for-pro�it think-tank that researches and promotes improved media legislation around the world.
Solo exhibitions about their work have been organized by CAPC Musée d'Art Contemporain de Bordeaux (2008), Künstlerhaus Stuttgart/Casco (2009), MoMA PS1 (2013) and Bureau Europa, Maastricht (2013). Group exhibitions include Manifesta 8 (Murcia, 2010), the Gwangju Design Biennale 2011 (Gwangju, Korea), Graphic Design: Now In Production (Walker Art Center, Minneapolis, 2011), The New Public (Museion, Bolzano, 2013), and Power of the Powerless (Kunsthalle Baden-Baden, 2013), among others.”
Imagens da imitação dos lenços Luoi Vitton criados pelo estúdio Metahaven, retiradas de thein�luencers.org
Metahaven, disponível em thein�luencers.org
Graphic design as activism
Their riotous mixture of satirical, conceptualist expressions and folk internet imagery is paired by their interest in memes as collective political and design objects. The dissolution of the societal middle ground institutions and the welfare state has triggered the demise of the politically and socially meaningful role of the designer. “It is with the internet as an ampli�ier that this perspective can be suddenly liberating”, says Metahaven. The traditional designer’s demise seems now to have sparked a whole new type of research and creation that digs much deeper below the surface of images.
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Coletivo ativista “It’s Nice That
“OUR GOVERNMENT WON’T ACT ON CLIMATE CHANGE, BUT WE CAN.”
Graphic design as activism
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Bushfire Brandalism
Bush�ire Brandalism é um coletivo ativista de artistas de Austrália que no início do ano de 2020, na sequência dos devastadores incêndios reportados, substitui cerca de 78 cartazes e posters de publicidade por trabalhos grá�icos de 41 artistas diferentes como forma de consciencialização social e de protesto contra as ações tomadas pelo governo perante a situação. Numa campanha de guerrilha, os ilustradores e designers grá�icos organizaram uma campanha de “brandalism” em várias cidades do país em reação aos devastadotres incêncdios �lorestais e seca. O coletivo de artistas australianos reclamou o espaço público dedicado à publicidade com posters a dirigirem-se para a inação do governo perante a instabilidade climática e social do país, depois da devoração do fogo durante semanas.
Anonymous - Photo by Adam Scarf. Retirada do artigo “Australian creative activist group Bushfire Brandalism replaces ads with protest posters”,a 11/07/2020 no blog “It’s Nice That”
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Graphic design as campaign
“We do not accept that this situation is ‘business as usual’. We are making these issues visible in our public spaces and in our media; areas monopolised by entities maintaining conservative climate denial agendas. If the newspapers won’t print the story, we will!” Self-penned “the nation’s largest unsanctioned art campaign,” Bush�ire Brandalism saw its artists take down 78 advertising posters at bus stops around the cities in an act of protest, and replace them with images and messages pertaining to the country’s disasters, and their feelings of “hopelessness and powerlessness” around the government’s response. Anonymous - Photo by Adam Scarf. Retirada do artigo “Australian creative activist group Bushfire Brandalism replaces ads with protest posters”,a 11/07/2020 no blog “It’s Nice That”
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Coletivo ativista “It’s Nice That
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Graphic design as activism
Lotte Smith
Tom Gerrard
Os cartazes mostram como os incêndios prejudicaram a vida selvagem; celebram os bombeiros; parodiam �iguras políticas e exigem ações do governo em relação à crise climática, com o objetivo de obter mais respostas do público, pressionando as forças no poder. Os códigos QR nos posters têm links para instituições de caridade associadas a incêndios �lorestais, à escolha de cada artista. Os cartazes foram instalados pelos membros do grupo ativista em plena luz do dia, mas - como é o caso de muitas campanhas de guerrilha semelhantes - apenas alguns ainda permanecem no local. Os artistas incluem Georgia Hill, Tom Gerrard, Sarah McCloskey, Amok Island, Andrew J Steel, Blends, Callum Preston, Cam Scale, Damien Mitchell, Dani Hair, Dvate, ELK, Ed Whit�ield, Fikaris, Fintan Magee, Heesco, Jeswri, Ghostpatrol, Leans, Lluis fuzzhound, Lotte Smith, Lucy Lucy, Makatron, Michael Langenegger, Peter Breen, The Workers Art Collective, Stanislava Pinchuk, The Lazy Edwin, Thomas Bell, Tom Civil, WordPlay Studio e Peter Breen.
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Dani Hair
Workers Art Collective
Leans
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Fikaris
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» vários
Act Up é uma organização não governamental que surgiu primeiramente em Nova Iorque,
we distribute the latest medical information, we protest and demonstrate. We are not silent.” ACT UP was formed in response to social neglect, government negligence and the complacency of the medical establishment during the 1980s. criada em Soon it found itself needing to �ight 1987 por activistas descontentes com corporate greed, lack of solidarity and a passividade dos políticos e various forms of stigma and discrimination at home and abroad. Sustained investment cientistas, e de outras associações homossexuais, na resposta à “doença in research for new medicines and do século”. Apresentavam o síndrome treatments for HIV/AIDS and related da imunode�iciência adquirida como co-infections; Equitable access to prevention and care for uma “crise política” e censuravam os HIV/AIDS and healthcare, in general; lucros da farmacêutica que produzia Tackling the structural drivers of the o AZT. Os alvos principais foram a HIV/AIDS epidemic, such as stigma, administração Reagan, imóvel no discrimination and poverty.
AIDS Coalition to Unleash Power,
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combate à doença, e a autoridade americana do medicamento, FDA, que não queria acelerar a aprovação de Inspirado no modelo novos medicamentos anti-retrovirais americano e numa performance mais e�icazes que o AZT. arrojada, os que começaram por ser poucos jovens ativistas da ACT UP Paris nos anos 90, manifestaram-se contra entidades como a igreja católica, a FDA e o governo da época, exibindo cartazes assertivos e violentos (pela quase ausência de cor), realçando orgulhosamente o triângulo cor-de-rosa invertido (usado pelas forças nazis nos campos “ACT UP — the AIDS Coalition To Unleash de concentração como símbolo de Power — is a diverse, non-partisan group distinção e identi�icação dos of individuals, united in anger and committed to direct action to end the AIDS considerados judeus criminosos homossexuais). crisis. We meet with government of�icials,
“Act Up, Fight Back, Fight Aids”
“A dimensão de protesto público foi apenas a face visível da ACT UP”
Graphic design as protest
símbolo inveritdo de identificação usado nos campos de concentração nazis para distinguir criminosos homossexuais
“120 batimentos por minuto” 120 Batimentos por Minuto é uma visão épica dos activistas da luta contra a sida. Cheios de energia, de desejo, intencionalmente sensuais, ainda que a morrer. O �ilme de Robin Campillo é a geração dos seropositivos a falar dela e de uma época gloriosa, ainda que rodeada por doença e morte.
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Coletivo ativista “It’s Nice That
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Occupy Wall Stree movement “More Sugar Ape than Ramparts, it's a magazine that denounces Nike's neoliberalism on one page and then sells its own made-in-Pakistan sneakers on the next. At its best it works as an amusing détournement but is more often than not just a bit of entertaining revolt-porn with nary a hint of intelligible politics.” Criticado por muitos como um movimento de falta de opiniões, de ideias políticas e de uma centralização, o OWS foi adaptado um pouco por todo o mundo, revertendo-se em manifestações sobre a sua identidade durante décadas. “Carne Ross, diplomata com cerca de 50 anos, que em 2004 rejeitou um posto na ONU quando os Estados Unidos entraram no Iraque, faz parte do movimento. “Quem a�irma que só há um punhado de idealistas não tem nenhuma ideia do que se está a passar. Ali está a construir-se o futuro, a cada tarde, Reconhecida pela com a voz e a participação de todos. irreverência e humor inesperado, Sei que custa entender quando se o criativo Adbusters tomou a iniciativa com o primeiro cartaz da viveu acreditando que a democracia dos partidos é a melhor forma ocupação até à data reconhecido como anti-capitalimo, no qual uma possível de governo. Mas somos o que deixámos de acreditar no voto e bailarina complementamente que procuramos novos caminhos �irme e quieta pousada no touro. através da participação dos “Adbusters stated that the cidadãos”, disse o diplomata ao El Occupy Wall Street campaign was país, que hoje dirige a organização simply the organic product of a routine "brainstorming session". As a Independent Diplomat, que faz former employee of Adbusters, I was assessoria diplomática a grupos como a Frente Polisario.”, no jornal privy to these sessions for over two público. years and �ind the notion that the magazine is "anti-capitalist" to be rather preposterous.
O movimento “99%: occupy wall street” começou em Nova Iorque, a maio de 2011, pela da oganização ativista canadiana AdBusters, igualmente reconhecida pela sua revista, cujo núcleo de protesto é contra a desigualdade económica severamente sentida no pais, assim como a corrupção, as elevadas taxas de desemprego e as in�luências corporativas nos governos. Organizada no Parque de Zuccotti, uma série de portestos pací�icos iniciaram-se como resiltado da cerscente injustiça entre os 99% a viver na pobreza e os 1% super ricos. “We are the 99%”, “A expressão refere-se aos 99% da população norte-americana versus os 1% que detêm uma fatia de 40 por cento da riqueza do país, e contra o qual os protestos vão ganhando uma voz cada vez maior.”
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Coletivo ativista “It’s Nice That
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Adbusters Graphic design as protest
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Metahaven, disponĂvel em theinďż˝luencers.org
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» video add Coletivo ativista “It’s Nice That
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Como agora é óbvio para todos, vivemos um con�lito ideológico que de�ine a era. Esta é a guerra dos MEMES que decidirá nosso destino. Retiramos o poder da grande tecnologia, liberamos o verdadeiro metameme de custo, lançamos a mãe de todos os boicotes, diminuímos a devastação do dinheiro rápido, recuperamos nosso poder, apelamos aos artistas para liderar a mudança de tons global, para vencer temos que reexaminar todas as suposições, todas as regras, todos os hábitos da mente. Em 2020, o ano do rato, quebramos a mente global.
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GUERRILLA GIRLS: REINVENTING THE 'F' WORD: FEMINISM
Coletivo ativista “It’s Nice That
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Guerrila Girls
Graphic design as protest
Uma das suas maiores exbições que mais chamou a atençao das massas foi a “Not Ready To Make Nice”, nos EUA
As Guerrila girls são um grupo feminimo activista de artistas. Distinguem-se pelo uso de máscaras de gorilas como identidade em público e usam factos, humor e visuais ousados para expôr preconceitos étcnicos e de género, além da corrupção na política, arte, cinema e cultura pop. O anonimato tem como intenção manter o foco da sua audiência nas questões e longe das suas verdadeiras identidades, apostando numa omnipresença.
”WE BELIEVE IN AN INTERSECTIONAL FEMINISM THAT FIGHTS DISCRIMINATION AND SUPPORTS HUMAN RIGHTS FOR ALL PEOPLE AND ALL GENDERS”
Numa narrativa longe do convencional, primam pela revelação de histórias esquecidas e injustas, pouco expostas e “overlooked”.
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Realizaram já centenas de projetos entre intervenções e exposições em museus, a posters, ações de protesto e ativistmo, livros, vídeos e “stickers” reconhecidos mundialmente. Tal como a maioria dos grupos de movimentos ativistas pelos direitos femininos, e de uma forma geral, todos os movimentos que reivindicam por causas de igualdade e justiça, a base do seu manifesto é visual: num esforço coletivo de artistas contra injustiças da sociedade, o trabalho gráfico é uma constante. As Guerrilas Girls produziram cartazes e banners com uma estética muito particular e identificável, pela ousadia e polémica que tentaram sempre provocar, como forma de chamar a atenção e mesmo chocar. Numa procura por reações e ações, a inconformidade do coletivo feminista criativo é uma constante, incentivando a criação de mais campanhas ativistas. “What’s next: More creative complaining!! More interventions!! More resistance!!”
Legenda do poster
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Legenda do poster
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TRABALHAR SEM A PRESSÃO DO SUCESSO NÃO TER QUE PARTICIPAR DE EXPOSIÇÕES COM HOMENS PODER ESCAPAR DO MUNDO DA ARTE EM SEUS QUATRO TRABALHOS COMO FREELANCER SABER QUE SUA CARREIRA PODE DECOLAR QUANDO VOCÊ TIVER OITENTA ANOS ESTAR SEGURA DE QUE, INDEPENDENTEMENTE DO TIPO DE ARTE QUE VOCÊ FAZ, SERÁ ROTULADA DE FEMININA NÃO FICAR PRESA À SEGURANÇA DE UM CARGO DE PROFESSOR VER AS SUAS IDEIAS TOMAREM VIDA NO TRABALHO DOS OUTROS TER A OPORTUNIDADE DE ESCOLHER SUA CARREIRA OU MATERNIDADE NÃO TER QUE ENGASGAR COM AQUELES CHARUTOS ENORMES NEM TER QUE PINTAR VESTINDO TERNOS ITALIANOS SER INCLUÍDA EM VERSÕES REVISTAS DA HISTÓRIA DA ARTE NÃO TER QUE PASSAR PELO CONSTRANGIMENTO DE SER CHAMADA DE GÊNIO VER SUA FOTO EM REVISTAS DE ARTE USANDO UMA ROUPA DE GORILA UMA MENSAGEM DE UTILIDADE PÚBLICA DAS GUERRILA GIRLS CONSCIÊNCIA DO MUNDO DA ARTE
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AS VANTAGENS DE SER UMA ARTISTA MULHER:
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Ano de início: 1985 Composição do grupo: 55 membros na altura (anonymous members diverse in age, sexual orientation, class and from many ethnic backgrounds, with cis and transgender members from the very beginning)
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Como pseudnómos, as Guerrilla Girls adotam nomes de artistas feminnas como Frida Kahlo, Käthe Kollwitz ou Shigeko Kubota, como forma de tributo e lembrança do trabalho das mesmas O grupo usa as ferramentas clássicas da propaganda e do marketing das massas, incluindo protestos públicos, posters, banners, stickers etc, para cruzar as suas mensagens com as audiências. O núcleo do seu trabalho realça a desigualdade de género e sexo, o sexismo e a hipocrisia não só do mundo da arte mas em geral
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“An interview with Guerrila Girls”, em ArtSpace magazine
O coletivo de activistas artistas feminista - Guerrilla Girls surgiu primeiramente em ideia a 1984, perante a percepção da fraca inclusão do trabalho feminino artístico na exposição "International Survey of Painting and Sculpture" no museu MoMA, em Nova Iorque. Como resposta, e depois da recolha de dados e pesquisa
que sustentasse esta impressão, concluíram que efetivamente menos de 10% dos nomes eram de mulheres. O primeiro poster surge 1985 como campanha contra a lamentável diminuta inclusão do público feminino no mundo artístico, em “What Do These Artists Have in Common?”.
What Do These Artists Have in Common? (1985)
“We started as a bunch of artists who knew each other in the downtown New York art scene. Two of us, Frida and Kathe, met when we were both baby artists in an art world in which almost all of the opportunities, and certainly the money, went to white male artists. As we spent more time together we started making jokes about
When MoMA did a show in 1984 that was supposed to be a survey of international art, but included only seventeen women and even fewer artists of color out of 169 artists, women artists held a demonstration outside the museum.
We were shocked that no one going into the museum cared. That was our 'A-ha!' moment. We realized that there had to be a new kind of activist art that would change people's minds about these issues.”
What Do These Artists Have in Common? (1985)
Em 1989, as Guerrila Girls produziram então, provavelmente, a sua campanha gráfica mais famosa: um billboard inspirado na concubina “Le Grande Odalisque”, da pintura de Jean Auguste Dominique Ingres de 1814, com uma máscara de gorila e o slogan “Do Women have to be naked to get into the Met.Museum?”, com uma estética provocadora e inquisidora, como é habitual no estilo humorístico e inflamado de assinatura destas ativistas.
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about the structure of the art world, realizing it was a closed system with unspoken discrimination.
“Do women have to be naked to get into the Met.Museum? (1989)
“Conscience of the art world”, as Guerrila Girls produzem sempre protestos e ataques aguçados a instituições que pretendem produzir e historizar a cultura, sub-representando faixas inteiras
da população na sua programação e nas coleções. O projeto conta assim com um conjunto de posters que denunciavam a desigualdade de género e que foram
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Coletivo ativista “It’s Nice That
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“We started designing more and more posters—about how it was doubly hard for women artist of color, how few museum shows featured women and many other art issues. We also expanded our critique to address political, social and pop culture issues. We had no idea that Guerrilla Girls would continue for over three decades.” When we started out in 1985, the ideas of social practice, culture jamming and institutional critique were not really out there like today. Feminism was demonized. Intersectionality was something you heard about only in gender studies classes—although it is something our members have always believed in. Curators and critics had arguments about whether or not what the Guerrilla Girls did was even "art." We didn't care, we just kept doing it. “An interview with Guerrila Girls”, em ArtSpace magazine
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What Do These Artists Have in Common? (1985)
eventualmente adquiridos por museus de renome, que ainda assim apresentavam nas suas coleções a persistente desigualdade. Um dos projetos mais recentes, “Dear Billionaire Art Collector” (2015), revê-se numa campanha cujo alvo eram os colecionadores de arte bilionários, muitas vezes colecionadores presentes nos quadros de governação dos museus, com in�luência na curadoria das obras em exibição, que acabariam por igualmente in�luenciar o mercado de arte e a
representação da diversidade cultural. que sustentasse esta impressão, concluíram que efetivamente menos de 10% dos nomes eram de mulheres. O primeiro poster surge 1985 como campanha contra a lamentável diminuta inclusão do público feminino no mundo artístico, em “What Do These Artists Have in Common?”.
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