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GOA - Contos em Viagem | Folha de Sala

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encenação Natália Luiza

www.teatromeridional.net


SINOPSE GOA - CONTOS EM VIAGEM é a nova criação do Teatro Meridional, construída a partir de contos, poesia e excertos de romances de diferentes autores, escritos em diferentes momentos da história de Goa, Damão e Diu. A partir de um trabalho de pesquisa que se inicia na literatura e se expande à música, ao movimento e à dimensão plástica e sensorial, o espetáculo procura o universo histórico, geográfico e humano destes territórios — onde se falou, e ainda hoje, residualmente, se fala a língua portuguesa. Este é um encontro entre Portugal e a sua própria história. Um espetáculo que honra as comunidades indo-portuguesas que hoje vivem em Portugal, trazendo à cena um património que muitos portugueses cruzaram sem saber, e que tantos outros desconhecem em absoluto.

duração: 1h30 classificação etária: M/12 data de estreia: 24 SETEMBRO 2026 local: TEATRO MERIDIONAL, Lisboa temporada TM: 24 SET a 1 NOV 2026 sessão com ILGP: 18 OUT conversa com o público: 25 OUT


GLOSSÁRIO Boto Sacerdote.

Kakú Tio.

Brâmane Membro da mais elevada das

Kumkum Sinal usado na testa pelas

quatro castas tradicionais do hinduísmo, historicamente associada ao sacerdócio, ao ensino e ao estudo dos textos sagrados.

mulheres hindus.

Cambol Espécie de manta que serve de

Maratha Casta de camponeses guerreiros,

resguardo contra o frio e a chuva, usada pelas castas humildes e trabalhadoras rurais.

Chandala “Intocável" ou fora do sistema

clássico de castas, ocupando a posição social mais baixa da hierarquia. Chandala era definido como o descendente da união — considerada tabu na época — entre uma mulher da casta mais alta (Brâmane) e um homem da casta mais baixa (Sudra).

Churtas Tradicionalmente ligada aos

Sudras: a casta inferior de trabalhadores e servos no hinduísmo. Descendentes Descendentes de famílias

europeias que viveram em Goa durante séculos. Lutaram sempre para serem reconhecidos como europeus com as consequentes vantagens. Devido à sua condição de exclusão permanente, os membros deste grupo eram empurrados para os trabalhos considerados ritualmente impuros.

Diutti Candeia hindu. Gaudi/gaudó Considerados os primeiros

habitantes indígenas da região, muito antes da chegada dos colonizadores europeus ou de outras migrações. São reconhecidos como uma Tribo, devido à sua ancestralidade rural e agrícola.

Langotim Espécie de tanga usada pelas

classes baixas na Índia.

proprietários de terras e aristocratas que lideraram as campanhas militares do império. Eram descritos como guerreiros destemidos, cavaleiros velozes ou como a força política que pressionava as fronteiras do domínio português. Paló Ponta do sari, que se atira para trás

das costas ou a cobrir a cabeça.

Tali Uma das cerimónias do casamento

hindu. O tali é um fio cor-de-açafrão com contas que se põe ao pescoço da noiva.

Tulsi Manjericão-sagrado, planta venerada

no hinduísmo e frequentemente cultivada junto e/ou dentro das habitações como símbolo de proteção e prosperidade e à volta da qual fazem várias vezes por dia os seus rituais e rezas. Tyâtr Teatro tradicional goês. Forma de teatro

musical da comunidade católica de Goa, semelhante à revista portuguesa, caracterizada pela combinação de representação dramática, música, humor e crítica social. Vassu O homem do povo, rústico, trabalhador e ligado à terra, no poema específico.


NOTA DE ENCENAÇÃO CONTOS EM VIAGEM partem, há vinte anos, do mesmo gesto: dar voz em palco, à literatura escrita em língua portuguesa: contos, poesia, excertos de romances nas vozes de múltiplos autores. Depois de dois espetáculos a partir da literatura do Brasil (2006 e 2012), um de Cabo Verde (2012) e, o penúltimo a partir de Macau (2016), chega agora a quinta viagem: GOA. Ator(es), músico e, nos dois últimos espetáculos, também um bailarino, são a cena, em interação direta com a palavra. É a viagem pelos textos literários que pelo tempo e espaço, somaram um património de estórias que a língua portuguesa transformou e foi transformada, pelos lugares por onde passou. Não se pretende, “mostrar” Goa, mas evocá-la, com um olhar “estrangeiro” que em momento algum se quer antropológico, exato, antes

preservando a identidade autoral de cada texto, produzida em diferentes momentos da sua história. Depois, é o palco e a identidade a chamar: na escolha dos textos, no trabalho de escrever sinais em cena, cruzando um olhar sobre a história que se interroga com a subjetividade dos seus criadores, da pesquisa à encenação, da interpretação à música, da luz à cenografia. Estes espetáculos partem sempre da viagem ao território, para o interligar inicialmente através de uma perceção sensorial, intuitiva, física. Inscrito no corpo e na pele, escolheram-se os eixos de pesquisa literária. Desta vez, foi o lugar, mas também as mulheres, as castas, as religiões, as especiarias… da terra da minha Goa… No lugar da cena, os atores, arquétipo conjunto do contador de histórias não são quase nunca personagens, antes a energia pedida em cada palavra, a bailarina que não é Goa, mas rasga com o corpo o quadro e sugere o que


não tem palavra, a música que não ilustra a ação, constrói antes o território onde ela acontece, atravessando o tempo e a memória e acolhendo o espectador como quem prepara o cais para todas as viagens dentro da Viagem. A luz desenha temperaturas, sombreia imaginários, acompanhando a palavra em primeiro plano ou perspetiva, trabalhando articuladamente com a cenografia, lugar cultual e transformável. Depois a outra viagem onde somos equipa para além da que se olha, múltipla, mas em voz unívoca e todos, todos os que não estando aqui, foram colaboração com ação, coração ou oração. Através das palavras cruzam-se mundos, promovem-se entendimentos, dão-se a conhecer lugares e imaginários de culturas com as quais nos cruzámos e das quais pouco sabemos, valorizando este encontro com a História e a miscigenação vivida em contactos e cruzamentos entre povos de culturas distintas, tornando-nos portadores de uma memória comum, feita de ausências

e de regressos, de partidas e de chegadas, onde cada voz é também casa e caminho. GOA – Contos em Viagem cumpre assim, mais um encontro no lugar do Teatro, onde elegendo um lugar de escuta e um cais de onde partem palavras, o corpo se faz paisagem, e as paisagens se reconfiguram, permitindo que quem chega e quem parte se reconheça, ainda que por um instante, na mesma língua, na mesma viagem, no mesmo gesto de habitar o mundo através da literatura tornada teatro. Vinte anos depois, o gesto permanece: partir de textos, de um lugar, de uma língua, deixar que o palco os transforme em território partilhado, onde a palavra não explica, mas convoca; não define, mas abre; não mostra Goa, mas enuncia-a, entre o que foi escrito, o que foi vivido e o que, em cena, se reinventa como possibilidade de uma nova escrita. Natália Luiza


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA dramaturgia e encenação Natália Luiza interpretação Catarina Ribeiro, Fernando Nobre, Joana Brandão e Rui Rebelo espaço cénico e figurinos Vítor Alves da Silva música original e espaço sonoro Rui Rebelo desenho de luz Miguel Seabra pesquisa Patrícia Pinheiro, Paula Campos e Natália Luiza assist. de encenação Patrícia Pinheiro fotografia Susana Monteiro assist. de cenografia, montagem e direação de cena Marco Fonseca operação técnica e montagem André Reis assist.geral (estágio) Henrique Gomes limpeza Paula Capelo, Elisabete Rodrigues, Claudionor Silva assist. de produção e comunicação Catarina Pereira comunicação Thalita Araújo design gráfico Teresa Serra Nunes produção executiva Brigite Oleiro direção de produção Susana Monteiro direção artística T. Meridional Miguel Seabra e Natália Luiza agradecimentos Afonso de Melo, Anete Faria de Almeida, Ângela Sequeira, Bernardo de Lacerda, Delfim Correia, Fundação Oriente, Gonçalo M. Tavares, Instituto Camões, João Soares, Jorge Barreto Xavier, Lionel Fernandes, Maria Gonzaga, Marlon Fernandes, Nalini Elvino de Sousa, Paul Melo e Castro, Paula Campos, Tiago Barreiros

Miguel Seabra [direção artística Teatro Meridional e desenho de luz] Lisboa, 1965 Licenciado em Teatro Formação de Atores pela Escola Superior de Teatro e Cinema. Em 1992 funda o Teatro Meridional, Companhia onde se mantém como codirector artístico e que tem marcado o seu percurso profissional como ator, encenador, desenhador de luz, formador e produtor. Está ligado a todos as distinções recebidas pelo Teatro Meridional dos quais destaca o Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, recebido em 2010.

Natália Luiza [direção artística Teatro Meridional, encenação e dramaturgia] Maputo, 1960 Licenciada em Teatro, Formação de Atores, pela Escola Superior de Teatro e Cinema, Bacharel em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da UL e frequência no Mestrado de Estudos Africanos. Tem dividido a sua atividade como encenadora, formadora, atriz, programadora e dramaturgista. Realizou 27 encenações e participou como atriz em 22 espetáculos de Teatro em várias companhias de Teatro. Programa há 30 anos, juntamente com Miguel Seabra, o Teatro Meridional. Faz rádio, cinema, dobragens e televisão.


textos ADEODATO BARRETO ALBERTO DE MENEZES RODRIGUES ÁLVARO VELHO ANA HATHERLY BAKIBAB BORKAR BOCAGE BOIES PEMROSE (cita Pirard) CARMO DE SOUZA CRISTÓVÃO AIRES GIL VICENTE GONÇALO M. TAVARES J. GONÇALVES JORGE BARRETO XAVIER JORGE SOUSA BRAGA KABIR (poeta e místico hindu do século XV) LUÍS VAZ DE CAMÕES MARIANO GRACIAS MIGUEL REAL NASCIMENTO MENDONÇA ORLANDO DA COSTA PADRE ANTÓNIO DE SOUSA PAULINO DIAS SARVAJNA (século XVII) TOMÁS RIBEIRO VIMALA DEVI


Catarina Ribeiro [interpretação]

Iniciou os seus estudos em Dança em 2015, na Academia de Dança de Alcobaça, onde, em 2024, concluiu o Ensino Especializado em Dança. Entre 2024 e 2025, integrou o AZA Dance Programme, programa de formação dirigido a jovens bailarinos em processo de transição para a vida profissional, fundado por Inês Pedruco. Em 2025, integrou, enquanto bailarina, a obra El Amor Brujo, apresentada no Festival de Ópera de Óbidos, numa criação coreográfica de Rita Abreu, ao lado do bailarino Ivanoel Tavares e da mezzosoprano Maria Luísa Freitas. Em 2026, no âmbito da sua formação profissional, integrou o projeto Rampa .3, onde teve a oportunidade de trabalhar com os bailarinos e coreógrafos Benvindo Fonseca, Tiago Barreiros e Beatriz Mira. Neste contexto, interpretou Tabula Rasa e The Pulse of Earth, de Benvindo Fonseca.

Fernando Nobre [interpretação]

Moçambique,1971 Ator, encenador e cantor de origem cabo-verdiana e nacionalidade portuguesa. Licenciou-se na Escola Superior de Teatro e Cinema. Formação em Londres 2 anos. Ator da companhia Teatro da Garagem durante 10 anos, após esse período continuou a trabalhar como ator profissional em inúmeras produções teatrais. Com o Teatro Meridional, Historias 100 Tempo, Historia de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar, Morna Amateur com Armando Tito. Como professor de teatro - Chapitô, Clube de Teatro Sénior e Juvenil do Teatro da Garagem Teatro crianças na Red-Bridge School. Actualmente é professor de Teatro na Academia de Boxe Jorge Pina em Marvila. Encenou: No Escuro, História de Amor Sem Fim, Bom Feeling! Não Sei se Chegarei Vivo à Estreia, Ofélia. Nos ecrãs: foi visto em vários filmes, séries, telefilmes e novelas, dos quais destaca as séries Sal, Cidade Despida e Liberdade 21 e a websérie A.Lusitanicus; os filmes Mata Hari, Videovigilância (2012), Njinga Rainha de Angola (2013), e Passaporte de Emigrante; as novelas Laços de Sangue, Rainha das Flores, A Impostora, Ouro Verde, Única Mulher, Prisioneira, Cidade Despida, Lua de Mel, Nazaré, Promessa e Herança. Os seus projetos musicais incluem Shout e Sara Tavares, Funky Messengers, Mr. Lizard,Funk do Boi, Cais Sodre Funk Connection e o seu projeto a solo Silk Nobre com o último disco Diz a Mãe que está tudo bem, 7 discos editados ao todo, Festival da Canção 2024, Com novo disco a solo em 2027.

Joana Brandão [interpretação]

Formou-se como actriz e encenadora, na ESTC. Estreou-se como actriz no Teatro da Comuna, tendo ao longo dos anos trabalhado com nomes como João Mota, João Brites, Rui Mendes, José Peixoto, João Lourenço, Fernando Gomes, Bruno Bravo, Helena Pimenta, Maria de La Ribot, Jean Paul Bucchieri, entre muitos outros. Ganhou o prémio de Melhor Actriz de Teatro, em 2017 (prémios SPA) com “Constelações”, no Teatro Aberto, entre outros prémios, na área do cinema. Paralelamente tem desenvolvido o seu trabalho como realizadora, em vários formatos como a série “2513- O Número que deu Voz às Mulheres” (em pre-produção), telenovelas, publicidades institucionais e video-clips, tendo ganho vários prémios internacionais com o vídeo “Onde Estou Eu” de Manel Cruz. Como dramaturga teve nomeado o seu monólogo “Coragem Hoje, Abraços Amanhã, para o Prémio de Melhor Texto Escrito para Teatro, em 2014 (prémios SPA). Paralelamente tem desenvolvido vários trabalhos de directora de actores, locutora e professora (em diversas escolas públicas e privadas).


Rui Rebelo

[interpretação e música original e espaço sonoro] Maputo, 1973 Com formação clássica e de jazz, tem desenvolvido a sua atividade profissional como multi-instrumentista, compositor, professor, encenador e ator; trabalhando maioritariamente para teatro,dança e audiovisuais. Foi elemento fundador da Companhia do Chapitô e do Teatro dos Aloés. Com mais de uma centena de atuações em palcos internacionais, tem feito da internacionalização um dos principais meios de divulgação dos seus espectáculos, tendo atuado e dado formação em mais de 20 países espalhados pelo mundo.

Vítor Alves da Silva

[espaço cénico e figurinos] Lisboa. Licenciado em Teatro, variante de Interpretação, pela ESMAE, onde também anteriormente frequentou a variante de Design de Figurinos. Foi animador residente no Museu Do Carro Eléctrico – STCP, convite dos Serviços Educativos na afirmação de dinamização cultural no contexto museológico. Trabalhou com Inês Vicente, Oskar Gómez Mata, Bruno Schiappa, Nuno Carinhas, Rui M. Silva, Natália Luíza, Miguel Seabra, Maria Duarte, João Garcia Miguel, Marta Lapa, Hugo Cruz, Fernanda Lapa, Pedro Ramos, Marlene Barreto, Miguel Maia, Luís Moreira. Colabora regularmente como ator, assistente de encenação e figurinista com várias companhias profissionais, nomeadamente: Companhia Teatro Meridional; Escola de Mulheres – Oficina de Teatro; Ordem do O. Assim como a ficção televisiva, publicidade, locução e dobragem. Após o terminus da formação académica desenvolve um trabalho de pesquisa laboratorial de componente física junto de criadores nacionais, em modelos de oficinas e de pesquisa colectiva: João Fiadeiro, Fernanda Eugénio, Sofia Neuparth, Àfrica Martinez Ferrin, Victor Hugo Pontes, Catarina Lacerda. Desde 2017 é um dos leitores do ciclo de poesia contemporânea “Da Voz Humana”, pela direção de Marta Lapa. É codiretor e cofundador da GravityForms Associação. Durante o ano letivo 2019/2020 integrou o corpo docenteda EPAOE – Chapitô, como Coordenador do 2º Ano e professor de Técnicas Performativas e Dramaturgia. Desde 2023 é docente da cadeira de Voz, do Curso de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema, IPL.

Patrícia Pinheiro

[assistência de encenação e pesquisa] Barcelos, 1986 Formada no BalleTeatro Escola Profissional, licenciada em Estudos Artísticos - Artes e Culturas Comparadas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Pós-Graduada em Escrita de Ficção sob direcção de Filipa Melo. Destaca formações complementares com Beatriz Batarda, Polina Klimovitskaya, Thiago Felix, Miguel Seabra, José Jorge Duarte - dobragens; James Ludwig, Artur Guimarães, Elaine Petricoff e Kristen Beth Williams - pela Music Theatre Lisbon; École des Maîtres 2015 com Ivica Buljan. Integrou a Umbigo Companhia de Teatro como intérprete, criadora e produtora. Na televisão destaca a série “Vento Norte”, de João Cayatte para a RTP. Fez assistência de encenação a Almeno Gonçalves, Rui Sérgio, Natália Luiza e estreou-se na encenação em 2023 com “Pinóquio e o Lençol Mágico” de Rui Xerez de Sousa, para o Teatro Meridional. A música, a dança e a escrita fazem parte do caminho.


TEATRO MERIDIONAL - O PROJETO Com uma atividade ininterrupta desde 1992, o Teatro Meridional continua a privilegiar como principais objetivos da sua atividade, a construção de espetáculos que surjam da urgência de comunicar, que tenham no trabalho do ator o seu principal protagonista e façam da edificação de cada projeto artístico um desafio de pesquisa e experimentação nas suas diferentes áreas expressivas. Desde 2005 sediado em Marvila, o TM acolhe no seu Espaço de trabalho, outras Companhias e Projetos pontuais de várias áreas artísticas, direcionados para diferentes públicos, assim como continua a associar-se a parceiros nas áreas de intervenção social e artística, num percurso de exigência e rigor. No Polo II, também em Marvila, desenvolve desde 2021 um projeto intenso de formação e ainda de acolhimento de ensaios de outras estruturas. As principais linhas de atuação artística do Teatro Meridional prendem-se com a encenação de textos originais (desafiando autores a arriscarem a escrita dramatúrgica), a criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais (com relevo para a literatura da Lusofonia), encenação e adaptação de grandes textos da dramaturgia mundial e criação de espetáculos onde a palavra não é a principal forma de comunicação cénica. Tendo realizado até à data 79 produções num continuado trabalho de itinerância, já apresentou internacionalmente os seus trabalhos em 21 países dos 5 continentes — Angola, Argentina, Bolívia, Brasil, Cabo Verde, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, EUA, França, Itália, Jordânia, Marrocos, México, Paraguai, Roménia, Rússia, São Tomé e Príncipe, Timor, Uruguai e Finlândia - para além de concretizar uma itinerância anual por Portugal Continental e Ilhas. Desde a sua formação, os espetáculos do Teatro Meridional foram distinguidos 37 vezes a nível nacional e 10 a nível internacional, relevando-se: Prémio Acarte/Madalena Perdigão (Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal), 1992; Prémio Nacional da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, Portugal), 1994, 2004 e 2014; Prémio do Público (FIT Almada, Portugal) 1994, 1999, 2012 e 2014; Globo de Ouro para o melhor espetáculo de Teatro (SIC/Revista Caras, Portugal), 2004; Prémio Homenagem (FESTLIP, Rio de Janeiro, Brasil), 2018; Prémio Europa Novas Realidades Teatrais, 2010.

fotografia SUSANA MONTEIRO design WUNDERMAN THOMPSON composição gráfica TERESA SERRA NUNES

ESTRUTURA FINANCIADA

ESTRUTURA APOIADA

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M/12 2026


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