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M&E 540

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NOME DA SEÇÃO

Foto: Divulgação - MT

2ª Quinzena | Agosto de 2026 Ano XXIII | no540 mercadoeeventos.com.br

ONDE A NATUREZA É PROTAGONISTA

MATO GROSSO

ONDE A NATUREZA É PROTAGONISTA

Um roteiro por Nobres, Chapada dos Guimarães e Pantanal Foto: Reprodução - Linkedin

Foto: Divulgação - Gol

Aprecie paisagens grandiosas e a vida selvagem em seu estado mais genuíno. Páginas 8 e 9

ENTREVISTA

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Como CEO, Eduardo Bernardes detalha ao M&E a estratégia da Konvia, nova empresa do grupo Kontik, que começa pelo Rio e mira expansão nacional.

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FEIRAS E EVENTOS

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A Gol anunciou mudanças em sua liderança. A empresa A Travel Next Minas encerrou a edição de 2026 com decidiu nomear André Fehlauer como novo CEO e recorde de público ao reunir 7.890 participantes, 11% a mais que no ano anterior. Albert Perez como presidente e COO.

Descubra como a Reforma Tributária afetará o caixa e a gestão de empresas de turismo. - Página 12

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NOME DA SEÇÃO

SUPLEMENTO LGBTQIA+

LGBTQIA+ Julho de 2025

ORGULHO DE VIAJAR O potencial bilionário do Turismo LGBTQIA+ e os caminhos para um mercado mais inclusivo e preparado

INSPIRAÇÃO

DESAFIOS

A trajetória de sucesso de Geninho Góes: um exemplo para todos

Apesar de avanços, viajantes da comunidade LGBTQIA+ ainda relatam uma série de barreiras

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Konvia aposta em tecnologia para transformar consolidação em ferramenta de crescimento das agências Eduardo Bernardes detalha ao M&E a estratégia da nova empresa, que começa pelo Rio e mira expansão nacional

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INTERNATIONAL TOURISM TRADE FAIR OF LATIN AMERICA

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M&E - A tecnologia, especialmente a IA aparece como um dos pilares da proposta. Como ela será aplicada na prática para o agente? EDUARDO BERNARDES - A IA está em nosso nome e s erá u m a fer ra m ent a imp ortante para tor nar o negócio das agências melhor. Mas, não queremos começar pela tecnologia. Queremos começar pelos problemas. A s pri m ei ra s a plica ções est arão concent rada s em atividades do dia a dia que consomem tempo e podem s er sim plif ica d a s com dados e automação, como con sult a d e voo s, a p oio à em i s s ão, i n fo r m a çõe s de p er for ma nce e out ra s rot ina s op eraciona is que fazem parte da operação da agência. Também queremos evoluir para ferramentas que apoiem o agente na tomada

EDIC

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AMERICA 26 - 29 SET 2026 L A T I N A BUENOS AIRES - ARGENTINA

Sua próxima grande oportunidade de negócios começa na FIT 2026 Prepare sua empresa para dar um grande salto no mercado do turismo. Na FIT, reunimos as propostas mais destacadas do setor turístico internacional em um único lugar, proporcionando-lhe uma visibilidade sem igual perante um público altamente qualificado.

Não perca a oportunidade de fortalecer sua marca, conectar-se com operadores internacionais e multiplicar suas oportunidades de negócio.

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Mais de 135.000 visitantes, novas experiências em setores especializados e ferramentas digitais para fechar negócios esperam por você.

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MERCADO & EVENTOS - O mercado já conta com consolidadoras estabelecidas. O que motivou a criação da Konvia e qual espaço a empresa pretende ocupar? EDUARDO BERNARDES - Existem, hoje, empresas muito competentes e com uma história importante na distribuição de viagens. O que identificamos foi uma oportunidade de evolução do modelo. Durante muito tempo, a principal pergunta da consolidação foi: “como dist ribuir melhor?” Hoje, acreditamos que a pergunta pre cisa s er out ra: “como fazer as agências crescerem?” A agência passou a conviver com muito mais conteúdo, fornecedores, plataformas, r e g r a s e i n fo r m a ç õ e s . O d es af io d ei xou d e s er simplesm ente ter aces s o ao produto. É transformar toda essa ofert a em produtividade, margem e crescimento. É exatamente aí que queremos atuar.

FERIA INTERNACIONAL DE TURISMO DE AMERICA LATINA

Eduardo Bernardes, CEO da Konvia

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A Konv ia ch ega a o m erca d o d e consolidação com a prop osta de ir além da distribuição tradicional de produtos. A nova empresa do Grupo Kontik pretende combinar tecnologia, dados e inteligência para ajudar as agências de viagens a ganhar produtividade, melhorar a operação e ampliar a rentabilidade. Em entrevista ao M&E, o CEO Eduardo Bernardes explica a estratégia da empresa, fala sobre as aplicações de inteligência artif icial previstas para a operação, a oferta de produtos e a relação da Konvia com as demais empresas do Grupo Kontik.

de decisão, ajudando a identif icar oportunidades e organizar melhor a informação disponível para o negócio. A IA não vem para substituir o agente. Vem para devolver temp o para ele.

Re

Giulia Jardim

M&E - A Konvia começa pelo Rio de Janeiro com uma meta inicial de 50 agências. Como será esse p r i m e i ro m o m e n t o e q u a l é a perspectiva de expansão? EDUARDO BERNARDES - O R io de Janeiro foi escolhido p or ser um dos principais p olos do t urismo no p a ís, com uma b a s e releva nt e d e agência s e prof issiona is alt a mente qu a l i f i c a d o s . I s s o n o s p e r m i t e iniciar a op eração em um a mbiente maduro, com densidade de mercado e gra nde capacidade de feedback. A met a inicial de 50 agência s tem u m p a p el cla r o: p er m i t i r qu e a Konv ia come ce de for ma próx ima, va l id a n d o o m o d elo na p rát ica e aju s t a nd o a o p era ção a p ar t i r d a ex p er iên cia r e a l d o s cl i ent e s. A Konv ia na s ce com v isão naciona l. No s s a es t r u t u ra, t e cnologia e m o d el o d e at en d i m ent o já e s t ão s en d o d e s en ha d o s p a ra e s c a la r d e for ma consis t ent e para ou t ro s mercados do Bra sil.

Foto: Reprodução - Linkedin

ENTREVISTA

A FIT 2026 é a feira que conecta destinos, abre mercados e redefine o futuro do turismo. Garanta hoje mesmo o seu lugar na maior feira de turismo da América Latina. País Convidado:

#FIT2026

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Total de visitantes

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ARTIGOS

O novo voo dos negócios Quando observo os números mais recentes do turismo de negócios, vejo um cenário bastante positivo para o Brasil. Segundo o relatório 2026 Business Travel Index (BTI), divulgado pela Global Business Travel Association (GBTA), o país apresenta a maior taxa de crescimento projetada entre os 15 principais mercados globais de viagens corporativas em 2026, com expansão estimada em 13,8%. A expectativa é que os gastos com esse segmento alcancem US$ 35,8 bilhões até o fim do ano, mantendo o Brasil na décima posição mundial em volume absoluto de investimentos. Esse desempenho ganha ainda mais relevância quando analisamos o contexto internacional. Globalmente, os gastos com viagens corporativas devem atingir US$ 1,71 trilhão em 2026, crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. O Brasil, no entanto, avança em ritmo superior, impulsionado por fatores como a estabilidade regional e o fortalecimento de setores estratégicos da economia. Para mim, esses números mostram que o país está cada vez mais inserido nas rotas de negócios e eventos internacionais. O turismo corporativo tem características próprias e vai muito além do deslocamento de profissionais. Cada viagem movimenta hotéis, companhias aéreas, restaurantes, serviços de transporte, centros de convenções e uma ampla cadeia produtiva. O gasto médio diário de um viajante de negócios no mundo chegou a US$ 875, sendo que hospedagem e transporte aéreo representam mais da metade das despesas totais. Isso demonstra o potencial econômico desse segmento e a importância de uma infraestrutura preparada para atender às demandas do mercado. Também considero interessante observarmos como o perfil do viajante corporativo está mudando. As empre-

sas têm direcionado suas viagens para encontros mais estratégicos, com foco em geração de negócios, networking, inovação e desenvolvimento de parcerias. Isso aumenta a necessidade de conectividade, serviços especializados e experiências mais eficientes. Destinos capazes de oferecer boa malha aérea, tecnologia e estrutura de eventos tendem a ganhar ainda mais protagonismo nos próximos anos. Esse crescimento acompanha um momento favorável do turismo brasileiro como um todo. Nos primeiros seis meses de 2026, os visitantes internacionais deixaram US$ 5,6 bilhões na economia nacional, alta de 12,14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Na minha visão, o turismo de negócios tem uma capacidade única de gerar resultados econômicos duradouros. Uma feira, congresso ou reunião internacional não movimenta apenas os dias do evento, mas pode atrair investimentos, estimular novas oportunidades e fortalecer a imagem do destino no exterior. Além disso, muitos viajantes corporativos retornam posteriormente a lazer, ampliando ainda mais os impactos positivos para o setor. Os números projetados pela GBTA mostram que o Brasil vive um momento importante e tem uma oportunidade concreta de consolidar sua posição no mercado global de viagens corporativas. O desafio agora é continuar investindo em infraestrutura, conectividade, promoção e qualificação. Se o país conseguir transformar esse crescimento em uma estratégia de longo prazo, o turismo de negócios poderá se tornar um dos grandes motores do desenvolvimento econômico e da projeção internacional do Brasil.

Roy Taylor é Presidente do M&E

Reforma Tributária: alerta para o turismo Confesso que, quando comecei a acompanhar mais de perto os impactos da Reforma Tributária sobre o turismo, uma coisa ficou clara: não estamos falando apenas de uma troca de impostos. A partir de 2027, empresas de turismo terão de lidar com uma nova lógica de recolhimento, mudanças no aproveitamento de créditos e, principalmente, uma relação diferente com o próprio caixa. A transição ainda será gradual e alguns detalhes técnicos dependem de regulamentações, mas o momento de olhar para isso é agora — e não quando a nova cobrança já estiver valendo. Um dos pontos que mais me chama atenção é o split payment, previsto para começar em 2027. Na prática, parte do tributo poderá ser separada automaticamente no momento em que o cliente realizar o pagamento, seguindo diretamente para o Fisco. Parece uma mudança operacional, mas pode ter efeito importante no fluxo financeiro das empresas, já que aquele dinheiro que antes permanecia temporariamente no caixa deixa de estar disponível para financiar despesas, fornecedores e outras operações. Para empresas que trabalham com margens apertadas, essa diferença pode ser bastante relevante. Também vejo impacto direto na formação de preços. A estimativa apresentada para a alíquota de referência do novo sistema chegou a 28%, embora esse percentual ainda não seja definitivo e existam tratamentos específicos para atividades do turismo. Para 2027, porém, o foco deve estar na CBS, que começará a ser cobrada naquele ano. A projeção apresentada para planejamento é de algo próximo a 9%. Isso significa que as empresas precisam começar a simular cenários, entender seus custos e avaliar como a nova tributação poderá afetar suas margens — antes de simplesmente repassar qualquer aumento ao consumidor.

Para as agências de viagens, há ainda uma particularidade importante: a tributação deverá considerar a margem de intermediação e as comissões, com possibilidade de dedução dos valores repassados a hotéis e transportadoras. Ao mesmo tempo, os créditos tributários ganham peso na relação entre empresas. Um cliente pessoa jurídica pode valorizar mais um fornecedor que permita maior aproveitamento de créditos, o que pode influenciar decisões comerciais. Para quem está no Simples Nacional, esse tema merece atenção redobrada, inclusive na avaliação sobre permanecer integralmente no regime ou adotar o modelo híbrido para IBS e CBS. Outro ponto que considero fundamental é a relação com os fornecedores. O aproveitamento dos créditos estará ligado ao efetivo recolhimento dos tributos pelo fornecedor. Ou seja, a gestão tributária deixa de ser uma preocupação exclusivamente do departamento financeiro e passa a envolver compras, comercial, tecnologia e gestão. Minha principal mensagem para o setor de turismo é justamente esta: não deixem a Reforma Tributária para 2027. A transição já começou, e 2026 precisa ser usado para fazer contas, testar cenários, revisar processos e preparar os sistemas. A mudança pode trazer oportunidades de simplificação no longo prazo, mas a adaptação exigirá planejamento. Para empresas de turismo, estar preparado não será apenas uma questão de cumprir uma nova regra tributária; será uma questão de proteger o caixa, preservar margens e continuar sendo competitivo em um mercado que já enfrenta tantos desafios.

Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E

TURISMO EM DADOS

Civitatis analisa reservas de experiências realizadas no Brasil no primeiro semestre de 2026 Foto: Banco de Fotos - Magnific

Turistas estrangeiros responderam por cerca de 77% das reservas de experiências realizadas no Brasil no primeiro semestre de 2026, enquanto os brasileiros representaram aproximadamente 23%, segundo levantamento da Civitatis. A Argentina foi o principal mercado emissor, e o Rio de Janeiro concentrou praticamente metade das reservas. Entre as experiências, visitas guiadas e tours foram as atividades mais procuradas. O resultado ocorre em um período de crescimento do turismo internacional no país. Em 2025, o Brasil recebeu 9,3 milhões de turistas estrangeiros, alta de 37% em relação a 2024. Entre 2019 e 2025, as chegadas internacionais aumentaram 46%, de acordo com o relatório OECD Tourism Trends and Policies 2026. O levantamento analisou as reservas de experiências realizadas no Brasil entre janeiro e junho de 2026 e identificou os principais mercados emissores, destinos procurados, categorias de atividades e diferenças de gasto entre os viajantes. PRINCIPAIS MERCADOS EMISSORES → Argentina → Brasil (doméstico) → Uruguai → Espanha → Colômbia → México → Chile → Paraguai → Peru → Itália Destinos mais buscados na Civitatis O Rio de Janeiro foi o destino mais procurado no período e concentrou pratica-

mente metade das reservas. Salvador ficou em segundo lugar, seguida por São Paulo e Recife. Foz do Iguaçu e Natal completam os seis destinos que, juntos, respondem por cerca de três em cada quatro reservas. Florianópolis, Penha, Paraty e Fortaleza aparecem na sequência. O levantamento também aponta aumento da procura por destinos que não estão entre os principais polos tradicionais do turismo internacional brasileiro. Recife mais que dobrou as reservas na comparação com o primeiro semestre de 2025 e alcançou a quarta posição. Já Manaus registrou crescimento de 49%

nas reservas no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. EXPERIÊNCIAS EM ALTA Desconsiderados os traslados, as visitas guiadas e os tours foram responsáveis por 37,7% das reservas. A categoria inclui passeios a pé por centros históricos e visitas guiadas a atrações turísticas. As excursões de dia inteiro ficaram em segundo lugar, com atividades para destinos como Cataratas do Iguaçu, Arraial do Cabo, Petrópolis e Angra dos Reis. Já os ingressos para atrações apare-

cem na terceira posição. Entre os locais procurados estão Beto Carrero World, AquaRio e Maracanã. Passeios de barco, ônibus turístico e shows e vida noturna completam a relação. Entre as atividades individuais mais reservadas estão o free tour pelo centro histórico e pela Escadaria de Selarón, no Rio de Janeiro; o passeio com subida ao Cristo Redentor de trem; e o free tour pelo Pelourinho e pelo centro histórico de Salvador. Os passeios de barco tiveram destaque principalmente em Búzios, Arraial do Cabo e Angra dos Reis. GASTO MÉDIO POR EXPERIÊNCIA O comportamento de consumo varia conforme a origem do viajante. Os países do Cone Sul concentram o maior volume de reservas, mas apresentam ticket médio mais baixo, com maior participação de traslados e atividades de curta duração. Já turistas de mercados de longa distância, como México, Colômbia, Peru e Itália, apresentam ticket médio por reserva de até quase três vezes o registrado entre brasileiros e argentinos. RANKING DOS PAÍSES QUE MAIS GASTAM EM EXPERIÊNCIAS NO BRASIL 1. México 2. Colômbia 3. Peru 4. Itália 5. França 6. Espanha 7. Uruguai 8. Chile 9. Argentina 10. Brasil


AVIAÇÃO

Gol anuncia mudança de lideranças e nomeia André Fehlauer como novo CEO e Albert Perez como presidente e COO Fehlauer retorna à Gol, onde trabalhou anteriormente por oito anos como CEO da Smiles na Argentina e no Brasil Foto: Reprodução LinkedIn -Divulgação Gol -Victor Affaro

Natália Strucchi A Gol anunciou mudanças em sua liderança. Após liderar uma importante fase de transformação da companhia, Celso Ferrer decidiu deixar o cargo de Chief Executive Officer (CEO), com efeito a partir de 31 de agosto de 2026, para assumir uma nova oportunidade profissional. André Fehlauer ingressará na Companhia como novo CEO, com início em setembro de 2026. Albert Perez, atual Chief Operating Officer (COO) da Gol, assumirá responsabilidades adicionais como Presidente e COO. Ao longo de seus mais de 20 anos na Gol, Celso ocupou diversas posições estratégicas. Como CEO desde 2022, ele foi responsável pelo processo de reestruturação que fortaleceu a posição financeira e operacional da companhia, além de liderar sua integração ao Grupo Abra. TRAJETÓRIAS André Fehlauer retorna à Gol, onde trabalhou anteriormente por oito anos como CEO da Smiles na Argentina e no Brasil. Além de sua exp eriência prévia na companhia, sua trajetória profissional inclui sua atuação mais recente como CEO da Livelo, um dos principais programas de fidelidade do Brasil, além de posições no Citi e na Credicard. A nomeação de André assegura a continuidade da visão e da liderança da Gol, mantendo o cliente no centro da estratégia da empresa, que entra em uma nova fase de criação de valor, em sinergia com as demais companhias aéreas do Grupo Abra. Albert Perez ingressou na Gol no primeiro semestre de 2024, trazendo mais de duas décadas de experiência no setor de aviação, com passagens

A Gol anunciou mudanças em sua liderança/ André Fehlauer e Albert Perez

por posições de liderança na Avianca, JetSMART e Vueling. Nos últimos dois anos, desempenhou um papel fundamental no fortalecimento do desempenho operacional da Gol, liderando o redes enho de processos- chave e consolidando uma cultura de melhoria contínua em toda a organização. EXECUTIVOS FALAM APÓS MUDANÇAS “Em nome do Grupo Abra, gostaria de agradecer a Celso Ferrer por sua liderança e p or sua s cont ribuições para a Gol ao longo de mais de duas décadas. Como CEO, ele desempenhou um papel fundamental na condução da Gol durante um período de transfor mação e no p osiciona mento da companhia para sua próxima fase de

crescimento. Seu impacto vai além dos resultados do negócio, refletindo-se na sólida cultura, nas equipes e no legado de liderança que ajudou a construir. Temos o prazer de dar as boas-vindas a André Fehlauer como CEO e orgulho em promover Albert para sua nova e ampliada função. A exp eriência do André e seu profundo conhecimento do negócio assegurarão a continuidade da visão estratégica que, em conjunto com a expertise operacional do Albert, apoiará a próxima fase de crescimento e criação de valor da Gol.” Adrian Neuhauser, CEO do Grupo Abra “Ao longo de mais de 20 anos nesta companhia, tive o privilégio de crescer ao lado de pessoas extraordinárias,

compartilhar desafios, superar momentos difíceis e celebrar conquistas que ajudaram a construir a história da aviação brasileira. Estamos concluindo um importante ciclo de transformação, fortalecendo nossas operações, nossa cultura e nosso posicionamento para o futuro. Nada disso teria sido possível sem a dedicação, a resiliência e a paixão do nosso Time de Águias. Deixo minha posição confiante de que a companhia vive um dos momentos mais promissores de sua história. Tenho certeza de que, sob a liderança do André Fehlauer e com o talento excepcional do Albert e de nossas equipes, a Gol continuará crescendo, inovando e conectando pessoas e sonhos por muitos anos.” Celso Ferrer, CEO da Gol

Celso Ferrer deixa Gol e assume presidência da Boeing América Latina e Caribe Ele será responsável por fortalecer as operações, a estratégia e a presença da Boeing em toda a região

A Boeing nomeou Celso Ferrer como presidente da Boeing América Latina e Caribe, efetivo a partir de 4 de setembro de 2026. Nesta posição, ele será responsável por fortalecer as operações, a estratégia e a presença da Boeing em toda a região, além de apoiar as oportunidades de crescimento da empresa na América Latina e no Caribe. “Celso traz experiência, habilidades de liderança e conhecimento excepcionais para esta posição”, disse o Dr. Brendan Nelson AO, presidente da Boeing Global. “Com mais de 20 anos de experiência na indústria da aviação, Celso é a pessoa certa para enfrentar os deasfios e as oportunidades que essa dinâmica e imp ortante região representa para a Boeing.” TRAJETÓRIA ANTES DA BOEING Antes de ingressar na Boeing, Ferrer atuou por quatro anos como CEO da Gol Linhas Aéreas, companhia na qual iniciou sua carreira como estagiário. Antes de ocupar a posição de CEO, ocupou o cargo de Chief Operating Officer, liderando as áreas de Operações, Segurança Operacional, Aeroportos, Planejamento, Malha Aérea, Cadeia de Suprimentos e Frota. Anteriormente, ele foi vice-presidente de Planejamento por cinco anos, tendo ampla experiência em

Foto: Acervo M&E

Natália Strucchi

Precificação e Parcerias. Ele também é um piloto de linha aérea experiente e atualmente habilitado, e fez parte da tripulação de voo da Gol na frota Boeing 737. “É um grande prazer e, ao mesmo tempo, um privilégio ter a oportunidade de me juntar à Boeing durante um período de expansão em uma região tão dinâmica quanto a América Latina”, disse Celso Ferrer, Presidente da Boeing América Latina e Caribe. “Estou honrado pela confiança que a empresa depositou em mim e encaro com entusiasmo os desafios e as oportunidades que virão neste novo capítulo da minha carreira.” RESULTADOS DE JULHO O desempenho da Boeing de julho foi puxado principalmente pela família 737 MAX, responsável por 39 das 53 aeronaves entregues pela Boeing no mês. O modelo representa a maior parcela da produção comercial entregue pela fabricante e manteve a liderança também no acumulado de 2026. O programa 787 Dreamliner respondeu por outras 10 aeronaves entregues em julho. A Boeing também registrou a entrega de três unidades do 767 e de um 777 Freighter, aeronave voltada ao transporte de cargas. No acumulado entre janeiro e julho, a Boeing entregou 282 aeronaves da fa-

Celso Ferrer vai comandar a Boeing nas Américas e Caribe

mília 737. O 787 Dreamliner aparece na sequência, com 50 unidades entregues no período. A fabricante também entregou 19 aeronaves 767 e 16 aviões da família 777 nos sete primeiros meses do ano. PANORAMA DO ANO A Boeing encerrou os sete primeiros meses de 2026 com 367 aeronaves entregues, 39 unidades a mais do que as 328 registradas no mesmo intervalo de 2025. O crescimento de aproximadamente 12% ocorre após um julho em que a fabricante também apresentou avanço no número de entregas. Foram

53 aeronaves entregues no mês, cinco a mais que as 48 contabilizadas em julho do ano anterior. A evolução mensal, porém, representa apenas um recorte do desempenho anual. O resultado acumulado reúne diferentes programas e modelos e permite acompanhar o ritmo de produção e entrega da fabricante ao longo de 2026. Entre janeiro e julho, a Boeing entregou 282 aeronaves da família 737, 50 unidades do 787, 19 do 767 e 16 da família 777. Somados, os quatro grupos chegam às 367 aeronaves entregues pela companhia no período.

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6 Fotos: Giulia Jardim - M&E

Avistamento de onças durante o Safari Fluvial

ENTRE ÁGUAS CRISTALINAS E ONÇAS-PINTADAS, MATO GROSSO CONVIDA A VIVER UM BRASIL DIFERENTE De Nobres ao Pantanal, estado combina aventura, conforto, cultura local e paisagens que revelam um dos destinos mais surpreendentes do Brasil Giulia Jardim O motor do barco é desligado e, por alguns instantes, a emoção toma conta da equip e. Todos os olhares s e vol t a m p ara a margem d o rio, onde uma onça-pint ada obs erva a movimentação sem qualquer pressa. Depois de muito tempo navegando pelos canais do Pantanal mato-grossense, finalmente acontece um dos momentos mais aguardados por quem v isit a a região: o encont ro com o maior felino da s A mérica s em seu habitat natural. Não há cercas, nem garantias de que ele aparecerá. Há apenas natureza em seu estado mais genuíno — e talvez seja justamente isso que tor ne a exp eriência tão especial. Mas reduzir Mato Grosso à emoção de avistar uma onça seria simplificar um estado que reúne alguns dos cenários nat ura is ma is impressionantes do país. Entre rios de águas cris t a lina s, ca ch o ei ra s, p are dões rochosos, sabores regionais e histórias compartilhadas por quem vive no Cerrado e no Pantanal, o destino revela um Brasil ainda pouco explorado por muitos viajantes, mas que merece figurar no top o da lista de quem busca experiências autênticas. Foi esse lado do estado que o Mercado & Eventos conheceu. Ao longo de s eis dia s, o roteiro pa ss ou p or Nobres, Chapada dos Guimarães e Pantanal, mostrando que a diversi-

dade de Mato Grosso vai muito além da fama de destino voltado à pesca esportiva ou ao turismo de aventura. A viagem também revelou uma infraestr utura preparada para receber visitantes em busca de conforto, boa gastronomia e experiências capazes de criar conexões genuína s com a natureza e com a cultura local. UM MERGULHO EM UM AQUÁRIO NATURAL A primeira parada é Nobres, município que conquistou fama nacional pelas águas incrivelmente transparentes de seus rios. No Reino Encantado, um dos at rativos mais conhecidos d a região, b a s t a colocar más cara e snorkel para entender p or que o destino é frequentemente comparado a um aquário natural. A visibilidade impressiona, enquanto dezena s de es p écies d e p ei xes a com p a n ha m silenciosamente o percurso da flutuação. A correnteza faz praticamente todo o trabalho, p er mitindo que o visitante contemple a paisagem com tranquilidade. A avent ura continua no Duto do Quebó, onde o boia cross transforma o passeio em uma boa dose de adrenalina. Ao longo do percurso, a travessia por uma caver na habitada por morcegos faz o coração acelerar e rende uma exp eriência difícil de esquecer. O frio na barriga dura apenas alguns minutos, mas é suficiente para tor nar o passeio um dos mais

marcantes do roteiro. A ntes de s eguir v iagem, há uma parada praticamente obrigatória: o Pé de Queijo. O pequeno empreendimento familiar é daqueles lugares que traduzem a hospitalidade mato-grossense. Os proprietários recebem o s v isit a nt es com o quem a bre a s p or t a s d e ca s a, enqua nto s ervem cafés, quitanda s, doces artesanais e queijos premiados produzidos ali mesmo. Mais do que uma pausa para o lanche, a visita é uma imersão nos sabores e no acolhimento do interior. PAISAGENS QUE IMPRESSIONAM DO PRIMEIRO AO ÚLTIMO MIRANTE Na Chapada dos Guimarães, o prot agonist a é o relevo. Ent re t rilha s de fácil acesso, paredões de arenito e veget a ção t ípica d o Cer ra d o, o cartão-postal mais famoso continua sendo a Cachoeira Véu de Noiva. A caminhada até o mirante é tranquila, e a vista da queda d’água de mais de 80 metros faz valer cada passo. Mas há outro momento que merece atenção especial: o pôr do sol visto do Mirante Alto do Céu. Enquanto o horizonte ganha tons alaranjados e o relevo da Chapada muda de cor a cada minuto, o local se transforma em um dos melhores pontos para contemplar o fim de tarde — e, claro, garantir excelentes registros fotográficos. Para quem pretende explorar a região, uma dica faz toda a diferença:

repelente. As trilhas são leves e agradáveis, mas os insetos fazem parte da experiência tanto quanto as belas paisagens. O PANTANAL ACONTECE NO TEMPO DA NATUREZA Se Nobres encanta pela transparência das águas e a Chapada impressiona p ela s pa isagens, o Pa nt a na l emociona por algo que não pode ser controlado: o tempo da natureza. Durante o safari fluvial em Porto Jofre, são horas navegando pelos rios à procura da fauna pantaneira. Não existe roteiro pronto nem garantia de avistamentos. A expectativa acompanha cada curva do rio, até que, finalmente, as onças-pintadas aparecem às margens, completamente liv res, indiferentes à presença dos barcos. O silêncio toma conta da embarcação. Câmeras registram o momento, mas nenhuma fotograf ia consegue reproduzir a emoção de observar um animal símb olo da fauna brasileira vivendo em seu habitat natural. Além das onças, o percurso revela tuiuiús, jacarés, ariranhas e diversas esp écies de aves, confirmando por que o Pantanal é um dos melhores destinos do mundo para observação de vida selvagem. Para quem pretende viver a experiência, um binóculo pode fazer toda a diferença, a mplia ndo detalhes que muitas vezes passam despercebidos a olho nu.


DESTINOS

MUITO ALÉM DA NATUREZA Existe um imaginário de que viagens ao Pantanal exigem abrir mão do conforto. A exp eriência most ra justamente o contrário. Ao longo do roteiro, hospedagens de qualidade, boa gastronomia e uma operação bem estr uturada acompanham o visitante do início ao fim. Até mesmo durante os deslocamentos, a conectividade deixa de ser um problema graças à inter net via Starlink disponível nas vans, permitindo que os t uris t a s p er ma ne ça m cone ct ados sem comprometer a imersão na viagem. A ga s t ronom ia t a m b ém m ere ce destaque. Em cada parada, ingredientes regionais ganham protagonismo em ex p eriên cia s cuid a d o s a m ent e preparadas por pequenos empreendedores locais. O trabalho realizado pelo Sebrae no fortalecimento desses negócios é percebido não apenas na qualidade dos produtos, mas também no atendimento e na organização dos atrativos, que combinam profissio-

nalismo e autenticidade. Essa proximidade com quem vive no destino talvez seja um dos maiores diferenciais da viagem. Seja durante a visita às ceramistas do roteiro Vida Pantaneira ou no almoço preparado pela família do Rancho Seu Jorge, o visitante encontra muito mais do que belas paisagens. Entre uma moda de viola, boas conversas e pratos típicos — incluindo a tradicional bochecha de boi —, fica evidente que conhecer Mato Grosso também significa conhecer as histórias de quem constrói o destino todos os dias. No fim da viagem, percebe-se que o maior patrimônio do estado talvez nem seja a exuberância de suas paisagens. Está na forma como natureza, cultura, gastronomia e hospitalidade convivem em per feita sintonia. Mato Grosso entrega aventura, contemplação e conforto na mesma medida, convidando o visitante a desacelerar, respeitar o ritmo da natureza e descobrir um Brasil que muitos ainda não conhecem.

Cachoeira Véu de Noiva, no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Reino Encantado, em Nobres

Atividade de Boia Cross no Duto do Quebó, em Nobres

Jacarés são avistados em todo o Pantanal

Pôr do Sol no Mirante Alto do Céu

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PARQUES E ATRAÇÕES

Universal Destinations & Experiences reforça estratégia no Brasil com foco em permanência maior em Orlando Universal and U reuniu cerca de mil agentes em São Paulo e destacou expansão do complexo após chegada do Epic Universe Foto: Giulia Jardim - M&E

Eric Marshall, Juliana Pisani, Gabriella Cavalheiro e Marcos Barros, da Universal

Giulia Jardim A Universal Destinations & Experiences reuniu cerca de mil agentes de viagens, operadores e profissionais do turismo em São Paulo no dia 12 de agosto para mais uma edição do Universal and U. Em um momento de expansão do Universal Orlando Resort, a companhia aproveitou o encontro para reforçar uma mensagem ao mercado brasileiro: a estratégia agora é vender o complexo como um destino completo de férias, e não apenas como um conjunto de parques.

Pouco mais de um ano após a inauguração do Universal Epic Universe, o novo parque aparece como peça central dessa estratégia. Segundo Gabriella Cavalheiro, Business Development Director da Universal, os resultados do empreendimento superaram as expectativas tanto em vendas quanto na satisfação dos visitantes. Para a companhia, o desempenho também evidencia a importância do mercado brasileiro e do trabalho realizado em conjunto com agentes e operadores. A mudança de posicionamento passa

diretamente pela permanência. A Universal vem estimulando o trade a combinar os quatro parques, os 11 hotéis, entretenimento e demais experiências do complexo em uma mesma viagem. O movimento já aparece nos dados apresentados durante o evento: a permanência dos hóspedes nos hotéis, que antes ficava em torno de três a quatro dias, atualmente chega a aproximadamente seis dias. Nesse cenário, o agente ganha uma função ainda mais estratégica. Em vez de apresentar apenas as opções de in-

gressos, a orientação é entender o perfil do viajante e construir uma programação que combine parques, hospedagem, entretenimento e experiências. A Universal apresentou, inclusive, diferentes modalidades de ingressos que permitem explorar os parques durante até 14 dias, reforçando a proposta de aumentar o tempo de permanência dentro do complexo. A estratégia acompanha uma fase de forte expansão da marca. Nos últimos nove anos, segundo Renato Gonçalves, a Universal inaugurou sete hotéis e dois parques temáticos. O portfólio também segue crescendo fora de Orlando, com projetos como o Universal Kids Resort, no Texas, e o Universal Horror Unleashed, em Las Vegas. A companhia ainda prepara a Fast & Furious: Hollywood Drift para 2027 e já trabalha com a previsão de um novo parque na Europa em 2031. Outro ponto apresentado em São Paulo foi a tentativa de aproximar a marca de diferentes públicos por meio de grandes propriedades intelectuais, como Harry Potter, Mario e Nintendo. A Universal também reforçou o conceito de “challenger brand”, baseado em três pilares: inovação, férias descomplicadas e imersão. A proposta é que esses elementos estejam presentes não apenas nas atrações, mas também nos hotéis, no entretenimento e na experiência geral do visitante. Para o trade, a estratégia abre espaço para vender produtos além dos parques tradicionais. Um exemplo é o Halloween Horror Nights, que ganhou destaque durante o treinamento como uma experiência adicional que pode ser incorporada aos roteiros, especialmente para clientes interessados em terror, entretenimento e cultura pop.

Fotos: Yuri Ricci - M&E

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Universal destaca contribuição do trade para o sucesso do Epic Universe

Universal destaca forca do mercado brasileiro e avanço nas estadias dentro do complexo em Orlando

Universal prepara trade para uma nova fase do destino em Orlando

Com Epic Universe no centro da estratégia, Universal mira uma nova fase de crescimento no mercado brasileiro


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CRUZEIROS Foto: Divulgação - Costa Cruzeiros

Costa Cruzeiros anuncia Jorge Vidales como diretor para Américas A nomeação ocorre após a decisão de Dario Rustico de deixar a empresa para seguir objetivos pessoais Natália Strucchi A Costa Cr uzeiros anunciou uma transição de liderança na Região das Américas, com a saída de Dario Rustico da companhia e a nomeação de Jorge Serrano Martín de Vidales como novo diretor para a Região das Américas. Em sua nova função, Jorge se reportará diretamente a Luigi Stefanelli, vice-presidente Mundial de Vendas, e será responsável por liderar a estratégia comercial e o desenvolvimento de negócios da companhia em toda a região das Américas. A nomeação de Jorge ocorre após a decisão de Dario Rustico de deixar a Costa Cruzeiros a partir de 14 de setembro para seguir objetivos pessoais fora da companhia, após mais de duas décadas de uma trajetória de destaque. “Sou profundamente grato p elas exp eriências, p elos relacionamentos e pelas conquis t a s ao longo do s meus 24 anos na Costa. Foi um privilégio trabalhar ao lado de colegas, parceiros e equipes excepcionais na Ásia-Pacífico, Europa e, ao longo da última década, nas Américas”, declarou Dario Rustico. Luigi Stefanelli, vice-presidente Mundial de Vendas da Costa Cruzeiros, destacou que “Dario deu uma contribuição extraordinária para o desenvolvimento dos nossos negócios globais. Seu espírito empreendedor, determinação e liderança deixaram um legado duradouro em toda a nossa organização. Agradecemos sinceramente por seu comprometimento e por suas conquistas e desejamos a ele muito sucesso no próximo capítulo de sua trajetória pessoal e profissional”. Atualmente à frente das vendas para o trade da Costa na Espanha e em Portugal, Jorge Serrano Martín de Vidales assumirá formalmente sua nova função em janeiro de 2027, após a conclusão de sua transferência para o escritório da Costa no Brasil. Até lá, a equipe da região das Américas se reportará diretamente a Luigi Stefanelli. Com essa importante nomeação internacional, a Costa Cruzeiros reafirma seu compromisso com o crescimento, o desenvolvimento de talentos e o sucesso contínuo em toda a Região das Américas. “Jorge traz ampla experiência comercial e um histórico comprovado de geração de crescimento em diferentes mercados e canais de distribuição. Sua nomeação reflete o compromisso da Costa com o desenvolvimento de talentos e com a formação de lideranças internas”, continuou Luigi Stefanelli. “É uma honra assumir esta nova responsabilidade e sou

grato pela confiança que a companhia depositou em mim”, declarou Jorge Serrano. “A Região das Américas representa um mercado dinâmico e estratégico, e estou ansioso para trabalhar ao lado de nossas equipes talentosas, dando continuidade à sólida base já construída e impulsionando um crescimento sustentável no futuro.”

Jorge Serrano Martín de Vidales assume como novo diretor para Américas no lugar da Dario Rustico


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CRUZEIROS

MSC anuncia nova operação no Caribe Sul Nova operação a partir da República Dominicana terá saídas o ano todo e dispensa visto americano, ampliando opções para o mercado brasileiro

Time da MSC Cruzeiros

Giulia Jardim A MSC Cruzeiros anunciou uma nova operação no Caribe Sul com embarques em La Romana, na República Dominicana. A novidade foi apresentada no dia 4 de agosto, em São Paulo, durante encontro que reuniu agentes de viagens, parceiros comerciais e representantes do trade. A partir de novembro, o MSC Opera terá saídas semanais do destino, com oito roteiros de sete noites, que também poderão ser combinados em viagens de 14 noites. O principal diferencial para o merca-

do brasileiro está no acesso: os novos cruzeiros poderão ser realizados sem a necessidade de visto americano. A operação também amplia a presença da MSC no Caribe Sul, que já conta com saídas a partir de Fort-de-France, na Martinica. A diferença é que, enquanto a operação na ilha é sazonal, La Romana terá cruzeiros durante todo o ano, com roteiros disponíveis para venda até abril de 2028. Durante o encontro com o trade, a companhia destacou justamente a possibilidade de ampliar o público interessado no Caribe ao oferecer uma alternativa aos

tradicionais embarques que passam pelos Estados Unidos. “O produto começa a operar em novembro e teremos Caribe sem visto durante todo o ano, o que representa um diferencial importante para o consumidor brasileiro. Até agora, nossa operação na Martinica era sazonal. Com La Romana, ampliamos o portfólio de opções para o destino”, afirmou Ignacio Palacios, diretor de Vendas e Revenue da MSC Cruzeiros no Brasil. A escolha da República Dominicana também acompanha o crescimento do fluxo brasileiro para o país. De acor-

do com dados apresentados pela MSC, 141.685 brasileiros visitaram o destino em 2025. Nos primeiros meses de 2026, foram cerca de 10 mil turistas do Brasil. A companhia estima crescimento de até 16% no fluxo de brasileiros neste ano e projeta que o número dobre até 2027. Os novos roteiros serão realizados às segundas-feiras, a bordo do MSC Opera, e terão diferentes combinações de destinos no Caribe. Entre as escalas estão Aruba, Curaçao, Bonaire, Barbados, Martinica, Antígua, Ilhas Virgens e Ilha Catalina. Ao combinar dois itinerários, o passageiro poderá fazer uma viagem de 14 noites com pouca repetição de destinos. Para facilitar a comercialização no Brasil, a MSC estr uturou ainda uma opção que reúne cr uzeiro, aéreo e hosp edagem. O pacote inclui pa ssagens de ida e volta pela Gol entre São Paulo e Punta Cana, traslados, duas noites de hospedagem antes do embarque no Hilton Garden Inn La Romana e o cr uzeiro de sete noites. O hotel fica a cerca de 20 minutos do porto. A est ratégia t a mbém inclui uma exp eriência exclusiva na Ilha Catalina. Em parceria com o governo da República Dominicana, a MSC terá uma estrutura própria para seus passageiros, com bar à beira-mar, almoço típico e áreas de lazer e descanso. A nova operação chega em um momento de expansão da presença da companhia no Caribe Sul. Na temporada 2026/2027, além do MSC Opera em La Romana, a MSC terá o MSC World Europa operando a partir da Martinica. Entre dezembro de 2026 e março de 2027, os dois navios estarão na região simultaneamente.

Eduardo Simões, da MSC Cruzeiros, ao lado de Caroline Putnoki, da Atout France

Fernando Alves e Tatiana Falcão, da Landmark Turismo, Juliana Neves, da Destinos com a Ju e Carina Fusco, da DCT Turismo

Jussara Beraldes, da Innovati Travel, Elisangela Silva, da Viaje na Magia, Lailla Duarte, da Imagine Turismo e Clarissa Fisco, da Clarity Viagens

Stella Drago, da Airpass Turismo, Ivoni Lima, da Fly Moon e Roseleine Sapia, da Bella Voyage

Cassia Saponara, da Sky Sea Travel

Priscila Coimbra e Simone Regina, da Coimbratur Viagens

Representantes da Gol apresentam informações sobre conectividade ao trade

Daniela Brito e Beatriz Lopes, da Dani Help

Expositores parceiros apresentaram seus produtos ao trade


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POLÍTICA Foto: José Cruz - Agência Brasil

Projeto quer obrigar aéreas a dar 50% de desconto em emergências familiares Medida valeria para casos de morte ou internação de familiar com risco de morte Felip e Abílio Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados quer obrigar as companhias aéreas a oferecer pelo menos 50% de des conto na t arifa p ara p a s s agei ro s qu e pre cis arem viajar às pressas p or causa de uma emergência familiar. A medida está prevista no PL 2158/26, da deputada S o co r r o Ner i ( PP-AC), e valeria para casos de falecimento ou hospitalização de fa m iliar com ris co de morte. O b en ef ício s er ia d e st inad o a v iagen s para a co m p a n ha r cônjuge ou companheiro, pais, filhos, ir mãos, avós e netos. Para ter acesso à tarifa emergencial, o passageiro precisaria apresentar documentos que comprovem a situação, como certidão de óbito ou atestado médico indicando risco de morte. O d es conto m ín imo d e 50% seria aplicado somente sobre o valor da tarifa aérea. Ta xa s aerop ort uárias e outros encargos não ent raria m na re du ção. A concessão também dependeria da ex istência de assentos disp oníveis no voo escolhido. A p r o p o s t a p r evê a i nd a qu e a s co m p a n h ia s criem ca na is priorit ário s para receb er e analisar os p edidos, justamente p ela urgência dess a s v iagens. As empresas poderiam oferecer descontos superiores a 50% e ampliar, p or decisão própria, o gr up o de familiares contemplados. QUEM JÁ COMPROU A PASSAGEM PODERÁ PEDIR A DIFERENÇA O projeto ta mbém contempla passageiros que não co n s eg u i r em s ol i ci t a r o benefício antes da compra. Nesse caso, seria p ossível p edir o reemb olso da diferença entre o valor pago e o preço que resultaria da aplicação do desconto. O pedido deverá ser feito em até sete dias contados a partir da emergência que m ot i vou a v ia gem e d ep enderá da apres ent ação dos documentos ex igidos e do cumprimento dos demais critérios previstos no texto. A medida busca atender passageiros que precisam embarcar imediatamente e não podem esperar a análise da companhia antes de comprar a passagem. PROJETO AINDA NÃO VIROU LEI O PL 2158/26 ainda está em t ramitação e não cria, neste momento, qualquer obrigação para as companhia s aérea s. A prop osta será analisada pelas comissões de Viação e Transportes, de Defesa do Consumidor e de Constit uição e

Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo, confor me a s regra s de t ramitação da Câmara. Se aprovado nas etapas previstas, o texto ainda precisará passar p elo Senado e ser sancionado para entrar em vigor. Até lá, as companhias aéreas não são obrigadas a conceder o d e s co nt o d e 50% em c a s o s d e emergência familiar.

Desconto seria aplicado à tarifa, sem incluir taxas aeroportuárias e outros encargos

Business | Events | Lifestyle | M.I.C.E.

O PROGRAMA QUE GERA NEGÓCIOS E CRIA RELACIONAMENTOS

Terça-feira | às 23:11 pm | Rede CNT | e às 23:30 pm | Canal Vezo TV na Soul TV

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otaviopneto

Otavio Neto


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POLÍTICA

Descubra como a Reforma Tributária afetará o caixa e a gestão de empresas de turismo a partir de 2027 O s e fe i to s da m u d an ça f o ram ap resent ados durant e palest ra promovida pelo S i n detu r S P, c o m a p o i o da Fec o merc i o S P Foto: Divulgação - SindeturSP

Yuri Ricci A Reforma Tributária deve provocar mudanças na gestão financeira das empresas de turismo a partir de 2027, principalmente com a implementação do split payment, mecanismo que prevê o recolhimento automático de parte dos tributos no momento do pagamento. A alteração pode reduzir o período em que os valores permanecem no caixa das empresas e exige antecipação de decisões sobre fluxo de caixa, contratos, fornecedores e formação de preços. Os efeitos da mudança foram apresentados durante palestra promovida pelo SindeturSP, com apoio da FecomercioSP, sobre os impactos da Reforma Tributária para empresas do setor de Turismo e associações sem fins lucrativos. A apresentação abordou o cronograma de transição, os novos tributos, as regras específicas para atividades turísticas, o funcionamento do split payment e as mudanças para empresas do Simples Nacional. A reforma começou a ser estruturada com a Emenda Constitucional 132, aprovada em 2023. Em 2025, a Lei Complementar 214 criou os novos tributos sobre o consumo e, em 2026, a Lei Complementar 227 trouxe mudanças relacionadas ao processo administrativo e ao Comitê Gestor. O regulamento do IBS e da CBS foi aprovado em maio deste ano, mas ainda há detalhes técnicos que deverão ser definidos por atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor. NOVO SISTEMA COMEÇA A SER IMPLEMENTADO EM 2026 A transição prevê a extinção do PIS e da Cofins em 31 de dezembro de 2026. Em janeiro de 2027, entra a CBS, enquanto o IBS substituirá gradualmente ICMS e ISS entre 2029 e 2032. O novo sistema será concluído em 1º de janeiro de 2033. Em 2026, as empresas já começam a ter obrigações relacionadas à reforma. Para o setor de serviços, a partir de 1º de outubro, haverá a necessidade de informar as alíquotas de teste do IBS e da CBS nos documentos fiscais. A estimativa apresentada para a alíquota de referência do novo sistema chegou a 28%. Esse percentual, porém, ainda não é definitivo. Para atividades turísticas enquadradas em regimes específicos, está prevista redução de 40% sobre a alíquota de referência. Caso os 28% se confirmem, a carga correspondente seria de aproximadamente 16,8%. No caso de bares e restaurantes, a redução não se aplica indistintamente a todos os produtos. Alimentos e bebidas não alcoólicas preparados no estabelecimento entram na regra específica, enquanto produtos industrializados revendidos e bebidas alcoólicas ficam sujeitos à alíquota integral. Gorjetas de até 15%, quando repassadas aos empregados, ficam fora da base de cálculo. Na hotelaria, as empresas poderão aproveitar créditos relacionados aos insumos, mas não poderão transferi-los aos clientes empresariais. A regra pode influenciar a competitividade das empresas em operações B2B. As locações de curta duração também foram incluídas nas regras específicas do turismo. Aluguéis de até 90 dias poderão seguir o tratamento destinado à hotelaria, enquanto pessoas físicas que ultrapassarem determinados critérios de receita e quantidade de imóveis poderão ser consideradas contribuintes do IBS e da CBS. AGÊNCIAS TERÃO TRIBUTAÇÃO SOBRE INTERMEDIAÇÃO Para as agências de turismo, a regra prevê que a tributação seja concentrada na margem de intermediação e nas comissões, com possibilidade de dedução dos valores repassados a hotéis e transportadoras. Outro diferencial é a possibilidade de transferência de créditos aos clientes. A

Hotelaria, bares, restaurantes, parques e agências de turismo estão entre as atividades contempladas pelo tratamento específico

medida pode influenciar a relação das agências com empresas, principalmente porque clientes PJ sujeitos ao regime regular terão interesse no aproveitamento dos créditos tributários. Esse aspecto também se relaciona ao Simples Nacional. Empresas que permanecerem integralmente no regime poderão enfrentar situações em que clientes empresariais recebam créditos menores do que aqueles gerados por fornecedores submetidos ao regime regular. Por isso, empresas do Simples deverão avaliar até 30 de setembro de 2026 se permanecerão integralmente no regime ou se adotarão o modelo híbrido. No regime híbrido, a empresa continua no Simples para determinados tributos, mas passa a recolher IBS e CBS pelo regime regular, permitindo o aproveitamento e a transferência dos créditos correspondentes. A opção poderá ser alterada a cada seis meses. A decisão também deve levar em conta os fornecedores. Empresas do Simples não aproveitam créditos das aquisições da mesma forma que empresas do regime regular, o que pode alterar o custo efetivo das operações. SPLIT PAYMENT MUDA RELAÇÃO DAS EMPRESAS COM O CAIXA Na primeira etapa, o mecanismo será aplicado de forma facultativa a determinadas operações B2B realizadas por meios eletrônicos, como Pix, boleto e TED. A lógica é separar automaticamente, no momento do pagamento, o valor destinado ao tributo e encaminhá-lo ao Fisco. Com isso, a empresa deixa de manter temporariamente esse recurso em seu caixa até o momento do recolhimento. A mudança exige simulações de fluxo de caixa porque o dinheiro que atualmente pode permanecer disponível para financiar as operações da empresa durante determinado período passará a ser direcionado ao pagamento do tributo. O sistema deverá contar com diferentes formas de funcionamento. No modelo chamado de split payment inteligente, o mecanismo poderá consultar os créditos da empresa para calcular o valor líquido a ser recolhido. Em caso de impossibilidade de consulta, o modelo offline poderá realizar a retenção pelo valor bruto, com previsão de devolução do excedente em até três dias úteis. A reforma também muda a lógica dos

O split payment está previsto para começar em janeiro de 2027

créditos tributários. O aproveitamento do crédito estará vinculado ao efetivo recolhimento do tributo pelo fornecedor. Na prática, empresas precisarão acompanhar não apenas os valores pagos nas aquisições, mas também a situação tributária dos fornecedores. A preparação, segundo as orientações apresentadas na palestra, deve envolver áreas como financeiro, compras, vendas e tecnologia. Os sistemas também precisarão ser adaptados para emissão e conferência dos documentos fiscais com as novas informações. CONTRATOS E PREÇOS TAMBÉM ENTRAM NO PLANEJAMENTO A mudança na tributação deverá atingir a formação de preços. As empresas terão que recalcular seus custos considerando a substituição dos tributos atuais pelos novos modelos de cobrança. Outro ponto destacado foi a necessidade de revisar contratos de longo prazo. Cláusulas de reajuste baseadas apenas em índices de inflação podem não contemplar o impacto dos novos tributos, o que pode gerar necessidade de inclusão de mecanismos específicos para a alteração da carga tributária. A recomendação é que empresas façam simulações antes da entrada efetiva da nova sistemática. Para 2027, a avaliação não deve considerar diretamente os 28% estimados para a alíquota geral, mas a CBS que começará a ser cobrada naquele momento. A orientação apresentada foi utilizar, para fins de planejamento, uma projeção próxima de 9% para a CBS e comparar o resultado com a estrutura tributária atual. Além do planejamento financeiro, as

empresas deverão revisar a classificação dos serviços. No turismo, diferentes atividades podem receber tratamentos tributários distintos, exigindo que os códigos utilizados nos documentos fiscais estejam corretamente cadastrados. A orientação também inclui avaliar quais fornecedores estão no Simples Nacional, quais permanecerão integralmente no regime e quais poderão adotar o modelo híbrido. REFORMA MANTÉM TRATAMENTO PARA ASSOCIAÇÕES SEM FINS LUCRATIVOS A palestra também abordou os efeitos da reforma sobre associações sem fins lucrativos. As contribuições associativas estatutárias sem caráter de contraprestação e destinadas à manutenção das entidades permanecem fora do campo de incidência do IBS e da CBS, desde que atendidos os requisitos previstos na legislação. Rendimentos financeiros e recursos públicos decorrentes de determinadas parcerias também não estarão sujeitos aos novos tributos. Por outro lado, atividades realizadas mediante contraprestação, especialmente serviços oferecidos a não associados, podem exigir análise específica para determinar a incidência dos novos tributos. A reforma, portanto, não representa apenas uma substituição de impostos para o setor de turismo. A mudança envolve fluxo de caixa, aproveitamento de créditos, relação com fornecedores, contratos, formação de preços e escolha do regime tributário, com parte das decisões precisando ser tomada ainda em 2026.


AGÊNCIAS E OPERADORAS

Leandro Pimenta lança X.one para ampliar atuação das agências brasileiras no exterior Nova operação pretende conectar agências brasileiras a fornecedores e experiências em diferentes mercados internacionais Felipe Abílio A experiência de mais de uma década à frente da tg.mob levou Leandro Pimenta a identificar uma dificuldade recorrente entre as agências brasileiras: a complexidade de colocar em operação, fora do país, projetos que envolvem diferentes fornecedores, mercados e particularidades locais. A partir dessa percepção nasceu a X.one, DMC criada para at uar ao lado das agências brasileiras em operações internacionais. A prop osta é assumir parte da complexidade dos projetos no exterior, permitindo que as agências mantenham o foco no relacionamento com seus clientes. A X.one foi estruturada de forma independente da tg. mob, com equipe e operação próprias, reunindo profissionais com experiência nos Estados Unidos, Europa e América Latina e uma estrutura no Brasil. Segundo Pimenta, a experiência com as agências most rou que os desaf ios aumentam quando um projeto dei xa o Bra sil. “Não era apenas uma questão de transporte ou de encontrar fornecedores. Estamos falando de legislações diferentes, cult uras, mo edas, fusos horários, formas de negociação e padrões de s erv iço que mudam completamente de um destino para outro”, afirma. A empresa pretende atuar desde a construção do projeto, ap oia ndo a agência na pesquisa de destinos e exp eriências, viabilidade, orçamento e seleção de fornecedores, até a operação no dest ino. A intenção é funcionar como um ponto d e a p oio p ara coord enar transporte, hotéis, restaurantes, receptivo, produção, logística e demais parceiros envolvidos. “Queremos s er o braço da agência no destino”, diz Pimenta. O posicionamento também deixa claro que a X.one não pretende disputar o cliente final. “Não queremos o cliente final da agência. Nosso cliente é a agência. Queremos ajudá-la a entregar melhor, com mais segurança e capacidade de escala.” Outro foco está na combinação entre conhecimento local e padrão de atendimento. Para Pimenta, cada mercado possui características próprias e uma op eração internacional precisa respeitá-las. “Não podemos imaginar que Chicago, Paris, Buenos Aires ou Cidade do México funcionem da mesma maneira. Cada mercado tem suas particularidades e precisamos respeitá-las.” A X.one também quer ajudar as agências brasileiras a

ampliar seus negócios internacionais. Segundo o executivo, muitas oport unidades acaba m não ava nça ndo pela dificuldade de operar em outros países. A empresa pretende ent rar justamente nessa etapa, oferecendo suporte para transformar projetos em operações viáveis.

Leandro Pimenta revela estratégia da nova empresa para operar eventos e viagens de incentivo fora do Brasil

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AGÊNCIAS E OPERADORAS

CVC Corp reduz despesas, melhora caixa e descarta captação nos próximos meses CVC encerra 2T26 com caixa de R$ 175,8 milhões e dívida líquida de R$ 215 milhões

Fabio Mader, CEO da CVC Corp, e Felipe Gomes, vice-presidente da CVC Corp

Felip e Abílio A CVC Cor p encerrou o segundo t rimest re de 2026 com uma p osição f ina nceira ma is confort ável e si na is d e ava n ço n o p ro ces s o d e re est r ut uração. A compa n hia não prevê necessidade de realizar uma nova captação nos próximos meses, enquanto conseguiu transformar um consumo de caixa de R$ 121 milhões no primeiro t rimest re em geração p ositiva de R$ 60,2 m ilhões ent re abril e junho. Ao mesmo temp o, a dívida líquida caiu para R$ 215 milhões e as desp esas gerais e administrativas no Brasil recuaram 10,1%. O cenário ainda é desafiador para o setor de viagens, principalmente diante da pressão sobre o transporte a ér e o. No s eg u n d o t ri m es t r e, a s p a s s a gen s a ér e a s f i c a ra m 52,4% mais cara s na comparação anual e mais de 6 mil voos foram retirados d a m a l ha. Me s m o a s s i m, a CVC registrou crescimento nas Reservas Consumidas no Brasil, que chegaram a R$ 3,1 bilhões, alta de 7,2% sobre o mesmo p er íodo de 2025. A m el h ora no ca i xa foi um d o s principais p ontos destacados p ela companhia durante a apresentação dos resultados. A diferença ent re o primeiro e o segundo t rimest re foi d e a prox i ma d a m ent e R$ 18 0 m ilhões. O caixa ter m inou junho em R$ 175,8 milhões, enquanto a dívida líquida apres entou redução de R$ 26,8 milhões em relação ao trimestre a nterior e de R$ 181,3 m ilhões na comparação anual. Questionado sobre uma event ual n e ce s sid a d e d e c a pt a ção, Fel ip e G o m e s, v i ce- p r e s id ent e d a CVC Cor p, af ir mou que a empresa não t rabalha com essa p ossibilidade no curto prazo. “Não, a gente não enxerga essa necessidade nos próximos meses”, af ir mou. Segundo o executivo, a companhia trabalha com diferentes cenários para o restante de 2026 e o início de 2027, incluindo sit uações de est resse. Na avaliação apresentada, a posição de ca i xa p er ma nece confortável considerando os recursos disp oníveis, os recebíveis que podem ser antecipados, a sazonalidade do segundo

semestre e as medidas adotadas para cont rolar custos e capital de giro. A alavancagem também melhorou na co m p a ra ção a nua l. A r ela ção ent re dív ida líquida e EBITDA dos últimos 12 meses f icou em 0,5 vez, ante 0,9 vez no segundo trimestre de 2025. A dívida br uta caiu R$ 250,3 milhões em 12 meses, resultado que também reflete o pré-pagamento de R$ 150 m ilhões do saldo principal das debênt ures realizado em out ubro de 2025. DESPESAS MENORES E UMA ESTRUTURA MAIS ENXUTA A melhora financeira acontece ao mesmo temp o em que a CVC coloca em prát ica uma re est r ut uração i n i cia d a n o s úl t i m o s m e s e s. Em maio, a companhia promoveu uma simplif icação organizacional, com consolidação de vice-presidências, r e d u ção d e n ívei s h ierár qu ico s e reforço da gest ão de desp esa s no Brasil e na A rgentina. Os primeiros efeitos apareceram

Prédio da CVC Corp

no segundo t rimest re. As desp esas gera is e adm inist rat iva s no Bra sil caíram 10,1%, para R$ 133,4 milhões. Segundo a companhia, desconsiderando itens não recorrentes, a redução chegaria a 21%. A administração estima potencial d e r e d u ção d e cu s t o s s u p er io r a R$ 8 0 m il hões a ind a em 2026. A expectativa é que as medidas implementadas em maio tenham capt ura integral a partir do terceiro t rimestre, o que deve colocar a companhia para operar o segundo semestre com uma est r ut ura mais en xuta. Para Fábio Mad er, CEO d a CVC Cor p, o resultado do t rimest re ainda não most ra todo o impacto das mudanças realizadas. “Os números deste t rimest re não ret ratam o t raba lho que est a mos const r uindo”, af ir mou. O executivo disse que a prioridade é deixar a companhia mais leve e rápida, além de ampliar o uso de inteligência artificial. “Estamos focados na reest r ut uração da compa-

nhia, deixando a empresa mais leve, deixando a empresa mais rápida e atuando fortemente com inteligência artif icial”, disse. BRASIL CRESCE MESMO COM PRESSÃO AÉREA Ap esar das dif iculdades do mercado aéreo, as operações brasileiras apres entaram crescimento. As Reservas Consumidas avançaram 7,2%, p ara R$ 3,1 bil hões, en qua nto a s Reservas Confirmadas subiram 4,1%. O des emp enho foi puxado p elos d ois princip a is ca na is d a com p anhia. O B2B cresceu 5% em Reservas Confirmadas e o B2C avançou 2,9%. Na re ceit a líquida, p orém, o comp orta mento foi diferente. O Bra sil regist rou R$ 269,7 m ilhões, queda de 4,2%, com alta de 2,5% no B2B e recuo de 8,9% no B2C. A CVC atribui parte da pressão sobre o B2C ao cenário do setor aéreo e à maior participação de produtos com ta ke rate abaixo da média. Mesmo com a queda da receita, o EBITDA Ajustado brasileiro cresceu 4,7%, chegando a R$ 82,6 milhões. A margem passou de 28% para 30,6%, o maior nível regist rado p ela compa n hia em um t rimes t re de ba i xa temp orada. No consolidado, as Reservas Conf ir mada s somaram R$ 4,1 bilhões, alta de 0,2%. Considerando ba ses comparáveis, excluindo destinos impactados pelos conflitos no Oriente Médio e considerando a A rgentina em moeda constante, o crescimento foi de 4,1%. A Re cei t a Líqu id a co n s ol id a d a f icou em R$ 319,5 m ilhões, re cuo de 6,5%, ou 3,6% em bases comparáveis. O EBITDA Ajustado consolidado foi de R$ 84,9 milhões, com margem de 26,6%. O Prejuízo Líquido Ajustado ficou em R$ 51,3 milhões. Ap esar de ainda negativo, o resultado representa uma melhora de R$ 11,8 milhões em relação ao primeiro trimestre, justamente em um período de baixa temporada, quando a receita costuma ser menor. A companhia af ir ma que o resultado seria melhor sem os custos relacionados à reest r ut uração. JULHO DÁ PRIMEIRO SINAL POSITIVO A lém d o s núm ero s d o s eg u nd o t rimest re, a administ ração chamou atenção para o desemp enho do início do terceiro t rimest re. Durante a s essão de p ergunta s, Fábio Mader afir mou que julho foi o melhor mês de vendas da CVC nos últimos dois a nos, considera ndo a comparação sem os p er íodos de Black Friday. O exe cu t ivo, no ent a nto, ev itou t rat ar o result ado como uma tendência cons olidada. Segundo ele, julho e o início de agosto ainda são insuf icientes para projetar o comp ort a mento dos próx imos mes es, ma s o d es emp en ho já é um d ado concreto observado p ela empresa. Ent re os fatores que ajudara m o mês, Mader citou uma acomodação dos preços das passagens aéreas e uma mudança no comportamento de compra, com consumidores adquirindo viagens mais próximas da data de embarque. O avanço teria ocorrido tanto no B2C quanto no B2B. A com p a n h ia t a m b ém ent ra n o segundo semestre, tradicionalmente mais imp ortante para o t urismo de lazer, com uma estr utura financeira diferente daquela observada um ano at rás. A dívida líquida está menor, a geração de ca i xa melhorou e a s desp esas passaram a cair de for ma mais signif icativa. A aposta agora é capturar integralmente, a partir do terceiro trimestre, as medidas de ef iciência adotadas em maio. Com potencial de redução de custos sup erior a R$ 80 milhões a i n d a em 2026, a CVC p r et en d e combinar a redução da estrutura com o cres cimento da s venda s e o uso maior de tecnologia e inteligência artif icial.


FEIRAS E EVENTOS

SP recebe o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas para debater impacto de ambos segmentos no setor Durante o evento, a ONU Turismo apresentou dados que mostram como a alimentação vem ganhando peso na decisão dos viajantes para propriedades familiares. Segundo o executivo, as produtoras brasileiras têm, em média, menos de três hectares, o que torna a incorporação do turismo de experiências uma alternativa para ampliar a sustentabilidade econômica dos negócios. “As propriedades brasileiras produtoras de vinho têm, em média, menos de três hectares. São propriedades familiares que não têm viabilidade econômica se não incorporarem o turismo de experiências dentro dessa vivência e criarem rotas”, afirmou. O Vale dos Vinhedos e a Serra Gaúcha aparecem como principal referência nacional. O roteiro, estruturado há cerca de duas décadas, serviu de modelo para outras regiões. Agora, novas áreas começam a desenvolver suas próprias experiências, ainda que em diferentes níveis de maturidade. Abertura do Fórum de Enoturismo e Gastronomia reúne autoridades do Brasil e de países da América do Sul

Giulia Jardim O vinho, a gastronomia e outros produtos começam a ganhar um novo papel na construção de destinos turísticos nas Américas. Mais do que atrativos complementares, eles passam a ser vistos como elementos capazes de movimentar economias locais, criar novas rotas, ampliar a permanência dos visitantes e conectar diferentes territórios. Foi a partir dessa perspectiva que nasceu o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, realizado em 13 de agosto, em São Paulo. A primeira edição reuniu autoridades, representantes do trade turístico, produtores, empresários e organismos internacionais para discutir como transformar produtos, territórios e experiências em novos negócios turísticos. Embora tenha escolhido São Paulo como sede inaugural, a proposta do fórum vai muito além da cidade: a intenção dos organizadores é construir uma agenda permanente de integração entre destinos, países e diferentes elos da cadeia turística. A iniciativa começou a ser articulada pouco mais de dois meses antes do evento, a partir de conversas entre Daniel Nepomuceno, da ONU Turismo, e Christian Burgos, da Inner Group, sobre o potencial do vinho como indutor do desenvolvimento de macrorregiões. Com apoio do Ministério do Turismo e da Prefeitura de São Paulo, a ideia ganhou corpo e passou a contemplar também a gastronomia e outros produtos de origem. Para Nepomuceno, o movimento acompanha o surgimento de novos polos turísticos no Brasil. “Os números foram espetacu-

lares. A gente viu nascer um novo tipo de destinos no Brasil como um todo”, afirmou. A proposta é aproveitar essa transformação para estruturar produtos turísticos e aproximar quem produz, quem comercializa e quem formula políticas públicas. Para Burgos, essa conexão é essencial para que iniciativas que já existem em diferentes regiões possam ganhar escala. “A nossa ideia aqui é, pela primeira vez, conseguir conectar no Brasil a iniciativa privada, que faz as coisas acontecerem, com o poder público, que está disposto a ajudar a fazer as coisas acontecerem”, afirmou. GASTRONOMIA DEIXA DE SER COADJUVANTE O potencial da gastronomia foi um dos pilares da programação. Durante o fórum, a ONU Turismo apresentou dados que mostram como a alimentação vem ganhando peso na decisão dos viajantes. Segundo Heitor Kadri, diretor do escritório regional para as Américas da entidade, 81% dos viajantes consideram a culinária local e a gastronomia antes de escolher uma viagem, enquanto 79% buscam novas experiências gastronômicas durante os deslocamentos. Além disso, 37% chegam a planejar a viagem em função de um restaurante específico. “A gastronomia já não é mais um acessório, mas, muitas vezes, é o motivo principal da viagem”, afirmou Kadri. A entidade também lançou a publicação “Good Practices in the Development of Gastronomy Tourism”, que reúne experiências internacionais e referências para gestores públicos, empresas e profissionais que

atuam no segmento. O material reúne casos de países como Brasil, Canadá, Croácia, México, Eslovênia e Espanha. A discussão parte de uma mudança na forma como o visitante se relaciona com os destinos. A gastronomia pode funcionar como porta de entrada para a cultura local e, ao mesmo tempo, estimular o consumo de outros produtos e serviços. O mesmo conceito se aplica ao vinho e a outras produções regionais. UM NOVO MAPA DO VINHO BRASILEIRO No caso do enoturismo, o Brasil vive uma expansão geográfica. Técnicas de cultivo como a chamada poda invertida permitiram levar a produção de uvas para áreas que antes não eram associadas à vitivinicultura. São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Goiás, Paraíba e o Distrito Federal já aparecem nesse novo mapa, em diferentes estágios de desenvolvimento. O movimento cria espaço para destinos que não precisam ter a produção de vinho como única atividade econômica. A experiência pode começar na vinícola, mas se estende à hospedagem, à gastronomia, ao transporte, ao comércio e a outras atrações do território. “O turismo do vinho costuma ser visto muito para dentro da vinícola, começando no vinhedo e terminando na taça. Mas ele se expande para a hospedagem, para a gastronomia local e para diversos outros serviços. O enoturismo é um grande indutor do desenvolvimento turístico regional”, destacou Burgos. O potencial é especialmente relevante

ROTAS QUE ATRAVESSAM FRONTEIRAS O próximo passo é conectar essas iniciativas. Durante o fórum, Nepomuceno citou projetos para estruturar uma rota na região da Mantiqueira, envolvendo São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, e outra que conecta o Sul do Brasil ao Uruguai e à Argentina. Também estão no horizonte conexões entre destinos internacionais já consolidados, como Mendoza e Santiago, além da possibilidade de aplicar a mesma lógica ao turismo do café, com participação de países como a Colômbia. A estratégia não pretende contemplar apenas as rotas mais estruturadas. A intenção é dar visibilidade também a produtores localizados em destinos turísticos que ainda não integram roteiros formais, como regiões da Chapada Diamantina, Bananeiras, na Paraíba, e Pedra Azul, no Espírito Santo. Ao mesmo tempo, a América do Sul aparece como espaço de troca de experiências. Argentina, Chile e Uruguai, que possuem mercados de enoturismo mais maduros, podem compartilhar práticas com destinos brasileiros que ainda estão estruturando sua oferta. “Queremos promover uma troca de experiências entre rotas que estão mais evoluídas e outras que ainda estão em estágio embrionário”, explicou Burgos. Para Nepomuceno, o envolvimento do trade é decisivo para transformar essas iniciativas em produtos que cheguem ao consumidor. “O trade é fundamental porque o turismo, diferente de outras políticas, é do setor privado. E o que o trade abraça a gente consegue ter celeridade e mais garantia de sucesso”, afirmou.

Rodrigo Ramos e Marina Figueiredo, da Braztoa

Heitor Kadri, da ONU Turismo, durante o 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas e Caribe

Christian Burgos, CEO na Inner Group

Gustavo Feliciano, ministro do Turismo, na cerimônia de abertura

Daniel Nepomuceno, da ONU Turismo, durante a cerimônia de abertura

Ana Biselli, secretária de Turismo do Estado de São Paulo

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Arena Abreu realiza edição recorde com 300 agentes A edição de 2026 foi a maior desde a criação do projeto, que é integralmente organizado e promovido pela equipe da operadora Ana Azevedo A quinta edição do Arena Abreu, realizada entre os dias 3 e 6 de agosto, na Ba hia, reuniu cerca de 30 0 agentes de viagens, 50 for necedores e 45 colaboradores. O encontro combinou capacitação, rodadas de negócios, apresentação de produtos, exp eriências no destino e negociações. A edição de 2026 foi a maior desde a criação do projeto, que é integralmente organizado e promovido pela equipe da operadora. “Recebemos elogios dos for necedores p ela s ele ção da s agência s e dos agentes, pela organização, pelo cuid ad o com o s d et a l h es e p elo s negócios que aconteceram durante o evento e que continuarão dep ois dele. Ao mesmo tempo, recebemos feedbacks importantes que nos ajudam a pensar nas próximas edições. Sabemos que a expectativa está cada vez maior e que quem participa quer volt ar, o que aum ent a no s s a resp on s a bilid ad e”, af ir m ou Ad ria na B o e ck h, di r eto ra d e Mar ket i ng e Comunicação da Abreu. A escolha de Salvador como sede ocorreu após um trabalho conjunto entre a Abreu e o poder público baiano.“Ao recebermos a Arena Abreu, temos a oportunidade de apresentar um pouco mais da nossa terra, abordando Salvador, Porto Seguro e as nossas 13 zonas turísticas. Mostramos os potenciais além do sol e do mar, sur preendendo os agentes ao falar sobre a Chapada Diamantina, a Rota do Café e a Estrada do Chocolate, e evidenciando a diversidade da oferta turística do estado”, afirmou

Cristina Mariotti, analista de projetos da Diretoria de Promoção da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA). ARENA ABREU 2027 O Arena Abreu já passou por São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Gramado e, nesta edição, chegou à Bahia. Para 2027, a op eradora já iniciou o planejamento do encontro e avalia novos destinos e mudanças no formato. Entre as possibilidades está a participação de palestrantes de fora do turismo, com o objetivo de levar novas perspectivas aos agentes. “A Abreu tem uma estrutura muito p equena. Então, acho que o nosso maior tesouro são os nossos colaboradores, porque tudo é feito em equipe. Para a edição de 2027 estamos considerando trazer palestrantes de fora do turismo, para termos uma visão diferente. Transmitir conhecimento para gerar vendas exige comprometimento de quem participa e vem disposto a aprender”, destacou Adriana. A operadora também não pretende ampliar significativamente o número d e par t icipa nt es. Seg und o Felip e Cuadrado, diretor de Cont rat ação Nacional e Caribe da Abreu Online, os cerca de 30 0 agentes p er mitem manter a capacidade de atendimento e capacitação do encontro. Para 2027, a estratégia inclui ampliar a participação de profissionais que ainda não estiveram no Arena. “Quanto mais a gente aumenta o tamanho do evento, mais temp o é necessário para cons eguir atender todos os participantes. Isso também significa uma permanência maior no destino, e tirar os agentes das agên-

cia s durante uma semana se tor na muito mais difícil. Por isso, a gente va i fa zer um t ra ba lho a inda ma is forte para 2027, para estar aqui com a gente”, afirmou Cuadrado. A e dição t a m b ém t eve reflexo s comerciais. Segundo Cuadrado, exp eriência s apresentada s durante o encontro já começaram a ser comercializadas pelos agentes. “Estamos conseguindo gerar muita informação, conhecimento e, acima de tudo, vendas. Já estamos percebendo a comercialização de experiências apresentadas, como o city tour realizado em Salvador e a experiência no hotel parceiro. Isso é muito positivo para a gente”, afirmou. Além do planejamento do A rena Abreu 2027, a op eradora se prepara para o s próx imo s la nça m ento s comerciais, incluindo a campanha da temp orada da Europa, prev ista para setembro, além das vendas de produtos para neve, Réveillon, Natal, Car naval, verão e cr uzeiros. NOVOS CIRCUITOS E O EFEITO “WOW” A mudança no comportamento do v iaja nt e t a m bém orient a a criação d o s n ovo s pro d u to s d a A br eu. A op eradora identif icou maior procura por roteiros associados a interess es esp e cíf ico s, evento s cult ura is e ex p er iên cia s qu e vão a lém d o s circuitos t radiciona is. A est ratégia se reflete na temp orada 2027/2028, qu e r eún e 126 ci rcuito s, ma is d e 80 0 s a ída s e d ez nov idad es. “ Ca d a v e z m a i s v e m o s q u e o client e v iaja mot ivado p or go s to s e h o bbi e s. O s cl i ent e s já co n h e-

cem o comum, o clás sico, e agora querem v iver ex p eriência s ligada s às pa i xões que têm nos des t inos”, af ir mou Margarida A njos, gerente de Produtos da Abreu em Port ugal. Ent re os novos roteiros estão um circuito dedicado ao impressionismo francês, com visitas à casa de Claude Monet e ao Musée d’Orsay, e out ro s obre a Segunda Guerra Mundia l, acompa n hado p or um historiador especializado. A programação também inclui produtos a ss ociados a eventos e fenômenos sazonais, como o St. Pat rick’s Day, na I rla nd a; o Fest iva l da s Rosa s, na Bulgária; o sol da meia-noite, no arquipélago de Lofoten, na Nor uega; e as aparições de Fátima, em Port ugal. “Cada vez mais vemos que o cliente procura o efeito ‘wow’, algo fora d a qu i lo qu e já v iu n o I n s t a gra m ou no site. Ess e é o desaf io. Ma s, s e o d e s t i n o fo r b em p r ep a ra d o, cons eguimos ofere cer um produto d ifer ent e, co m u m a ex p er iên cia marcante e um preço justo”, diss e. Além de ampliar os temas, a Abreu está diversificando a duração dos produtos. A operadora, tradicionalmente associada a circuitos de cerca de duas semanas, passou a desenvolver minicircuitos de quatro a cinco dias concentrados em uma única região. “Ess e t ra ba lho de renovação gan h o u u m r i t m o m a i s a cel era d o. Queremos mostrar que não estamos parad o s no t emp o com o s ci rcuitos. Por iss o, es t a mos foca ndo em r ot ei r o s r e a l m ent e fo ra d a c a i xa e prepara ndo ma is produ to s para o próx im o a no”, af i r m ou Ron n ie Cor rêa, diretor-gera l da Abreu.

André Bernardes, Felipe Cuadrado, Adriana Boeckh e Ronnie Corrêa, da Abreu

Delegação da Bahia e Porto Seguro com a equipe da Abreu

Equioe da abreu com fornecedores parceiros

Famtour da Abreu no Pelourinho

Felipe Cuadrado, da Abreu, e Carola Monteiro, do Turismo de Salvador

Margarida Anjos e Ronnie Corrêa, da Abreu, no Arena 2026


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Travel Next Minas bate recorde de público em 2026 Evento reuniu 7.890 participantes e registrou crescimento de 12% no número de expositores, chegando a 900 marcas e 24 parceiros internacionais Ana Azevedo A Travel Next Minas encerrou a edição de 2026 com recorde de público ao reunir 7.890 participantes, 11% a mais que no ano anterior. Realizada nos dias 12 e 13 de agosto, no Expominas, em Belo Horizonte, a feira também ampliou de 800 para 900 o número de marcas expositoras e elevou de quatro para 24 a participação de parceiros internacionais. “Também tivemos um crescimento de 12% no número de expositores, chegando a 900 marcas. E, no quesito parceiros internacionais, ficamos felizes com a participação dos nossos 24 parceiros”, afirmou Rubia Coser, CEO da Travel Next. A expansão também alcançou as operadoras, consideradas pela organização um dos principais vetores de negócios da feira. Mais de 24 empresas participaram desta edição, entre elas Visual, Trend, Incomum, Soul Traveller e Cativa. Para Rubia, a presença das empresas amplia o contato direto entre responsáveis por produtos e agentes de viagens. “Quando você tem uma feira com uma presença forte de operadoras, você tem negócios acontecendo. A operadora vem com seus responsáveis pelos produtos nacionais e internacionais, encontra os agentes de viagens, estabelece relações comerciais e apresenta seus produtos para um público qualificado”, disse. A feira também reuniu profissionais de mais de 18 Estados e teve a participação de mais de 25 localidades, entre estados e municípios. Segundo Rubia, a presença de diferentes regiões, mesmo em um ano marcado por restrições decorrentes do calendário eleitoral, indica o avanço da feira como ponto de conexão entre destinos e o mercado. Entre as participações conjuntas estiveram Sergipe e Aracaju, além de Paraíba e João Pessoa. Para a CEO, a aproximação presencial entre agentes e destinos contribui para transformar a experiência em conhecimento comercial. “Todo ano é uma construção. A gente vai melhorando e já estamos colhendo bons frutos. Quando um agente visita o destino pessoalmente, passa a vendê-lo com conhecimento de causa. As feiras não retiram pessoas de Minas; elas mostram Minas ao mundo e atraem visitantes para conhecer o Estado. Esse processo é bilateral e gera um legado”, afirmou. CONTEÚDO E NEGÓCIOS Além da expansão em público e ex-

Rubia Coser, CEO da Travel Next

positores, a Travel Next estruturou a programação de 2026 com foco em capacitação, inovação e aplicação prática para os profissionais do turismo. A proposta foi aproximar os conteúdos da rotina dos agentes de viagens e ampliar os espaços de interação com fornecedores, especialistas e representantes do setor. “Gosto muito da ideia de que o futuro é ancestral. O mundo é cíclico e, muitas vezes, precisamos voltar às origens para encontrar caminhos para inovar. A partir disso, pensamos em uma programação que não trouxesse apenas pessoas falando sobre conceitos, mas profissionais que efetivamente estão fazendo, criando e transformando o mercado”, afirmou Rubia. O Arena, espaço dedicado à capacitação, concentrou discussões relacionadas ao cotidiano dos agentes e dos consumidores. A feira também ampliou as oportunidades de treinamento, rodadas de negócios e encontros entre fornecedores e profissionais. “Trouxemos questões que fazem parte da rotina do agente e do consumidor, CEOs e criadores de marcas que estão trabalhando com inovação, porque queríamos apresentar qualidade e soluções para o setor. Eu quero transformar o palco em um espaço de troca, e não apenas em

um lugar onde alguém fala e o público escuta, colocando o agente de viagens no centro da estratégia”, disse. Para Rubia, a expansão da Travel Next deve ser avaliada também pela capacidade de gerar oportunidades comerciais. A estratégia da organização é combinar conteúdo e relacionamento para que a participação do agente resulte em conhecimento de produtos, contato com fornecedores e negócios. “A presença do agente de viagens é central para a Travel Next. Quando pensamos nas mudanças da feira, nos conteúdos e nas parcerias com as operadoras, estamos pensando em como gerar mais oportunidades para esse profissional. Não adianta simplesmente trazer conteúdo. Precisamos trazer conteúdo que tenha aplicação prática e criar um ambiente em que o agente possa encontrar fornecedores, conhecer produtos, fazer perguntas e, principalmente, fazer negócios”, afirmou. MINAS COMO CONEXÃO COM O MERCADO A consolidação da Travel Next também acompanha, segundo Rubia, uma mudança na forma como Minas Gerais se posiciona no mercado turístico. Na avaliação da CEO, o evento passou de uma primeira fase voltada à divulgação

do Estado para uma etapa de maior articulação comercial e institucional. “Em um primeiro momento, atuamos na expansão, mostrando Minas para o Brasil e para o mundo. Agora vivemos um momento de enraizamento institucional, com crescimento cotidiano em parceria com instituições, estreitando vínculos. A Travel Next não é apenas mineira por se realizar em Minas Gerais; é mineira por pertencer ao Brasil. Não viemos vender Minas para Minas. O mercado reconheceu Minas como um destino de alto potencial e nosso papel é mostrar isso ao mundo e criar as conexões para que as pessoas venham conhecer o Estado”, disse. A estratégia de ampliar essas conexões também aparece na atuação do poder público e da Embratur. Para Alisson Andrade, coordenador de Mercados Internacionais da agência, Minas Gerais tem potencial para ampliar sua presença entre os destinos procurados pelo turista estrangeiro interessado em experiências além dos roteiros brasileiros já consolidados. “Minas Gerais é um destino competitivo para oferecer para o turista estrangeiro, aquele turista que quer mais do Brasil do que ele já conhece”, afirmou. Segundo Andrade, o desafio é transformar atributos já associados ao Estado, como cultura, patrimônio, gastronomia, natureza e hospitalidade, em produtos comercializáveis no mercado internacional. Para ele, esse movimento depende da articulação entre governos e iniciativa privada. “A mágica vai acontecer quando a gente conseguir trabalhar em sinergia entre o governo e o setor privado, e Minas Gerais tem um papel importantíssimo nessa estratégia nacional”, disse. A subsecretária de Estado de Turismo de Minas Gerais, Patrícia Gomes, também destacou a estratégia de promoção do destino por meio da participação em eventos do setor. “Estaremos em várias feiras pelo mundo para levar cada vez mais Minas para o Brasil e Minas para o mundo”, afirmou. A agenda de promoção inclui produtos associados à identidade mineira, como queijo, azeite e vinho, além de experiências ligadas à cultura e à gastronomia. Para a Travel Next, o próximo passo é ampliar a articulação com governos, municípios e empresas do setor. A organização ainda não definiu a data d a e d ição d e 2027, ma s ma nt ém agosto, tradicionalmente na primeira quinzena, como referência para o calendário. Foto: Divulgação - Anderson Gradischer

Autoridades do Turismo Nacional na abertura da Travel Next Minas 2026 Foto: Divulgação - Anderson Gradischer

Leônidas Oliveira, secretário de Turismo de Minas Gerais

Corredores cheios na Travel Next Minas 2026


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As mais lidas do portal Foto: Divulgação - Urbia

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DECOLAR - A Decolar contratou Paula Rorato para atuar como Senior Regional Market na área de Global Partners, divisão responsável pelo relacionamento com parceiros da hotelaria internacional. A executiva passa a integrar a equipe com a missão de ampliar a oferta de hospedagens e fortalecer a estratégia da empresa fora da América Latina

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AMERICAN AIRLINES - A aérea anunciou a nomeação do brasileiro Luiz Laham como gerente sênior de Operações para a região do Cone Sul da América do Sul. Baseado em São Paulo (GRU), o executivo será responsável pelas operações da companhia em 13 aeroportos de sete países, incluindo Brasil, Argentina, Chile e Uruguai.

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ATOUT FRANCE - A Atout France inicia um novo ciclo em sua atuação no mercado brasileiro. Agnes Angrand é a nova diretora da agência de desenvolvimento do turismo da França no País e assume o cargo após a saída de Caroline Putnoki, que encerra uma trajetória de mais de 15 anos no turismo brasileiro para assumir um novo desafio profissional na Itália, com base em Milão.

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MARRIOTT E DEVILLE - A Marriott International e a Rede Deville anunciaram a nomeação de Eduardo Troian como novo gerente geral do Marriott São Paulo Airport Hotel. O executivo chega à unidade com a missão de fortalecer a cultura interna, ampliar o relacionamento com clientes, parceiros e a comunidade local, além de impulsionar os indicadores de satisfação e os resultados do hotel.

AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS

FIT BUENOS AIRES

De 26 a 29 de setembro de 2026, o mundo se reúne na capital argentina para mais uma edição da FIT Buenos Aires, uma das principais feiras no calendário internacional do turismo global.

ABAV EXPO 2026

A 53ª Abav Expo 2026 será realizada de 30 de setembro a 2 de outubro de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo. Retornando à capital paulista, a maior feira de turismo do Brasil espera receber mais de 42 mil participantes durante os 3 dias de evento.

Foto: Divulgação

ABLA - A Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis contratou Roose Mendanha como sua primeira executiva regional para os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A iniciativa marca um novo momento na estratégia de fortalecimento da presença institucional da entidade na região, com foco na ampliação do relacionamento com locadoras, sindicatos e parceiros.

Parque Nacional do Iguaçu bate recorde histórico e recebe mais de 263 mil visitantes em julho. Foto: Reproodução - Latam

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Latam confirma estreia dos jatos Embraer E195-E2 e anuncia oito novas rotas domésticas na 1ª fase

CEO do Le Canton Mônica Paixão é homenageada no Top Business

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BTM 2026

Reconhecido como o principal evento B2B de turismo no Norte e Nordeste, e um dos maiores do Brasil, o BTM é realizado e organizado pela BBC Eventos. Neste ano, acontece entre os dias 22 e 23 de outubro, em Fortaleza (CE).

WTM LONDRES 2026

A próxima edição da WTM Londres, uma das maiores feiras de turismo do mundo, acontecerá de 3 a 5 de novembro de 2026, no ExCeL London, com expectativa de reunir mais de 46 mil visitantes.

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