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M&E - 531

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NAS ÁGUAS DO DANÚBIO

Do charme bávaro às capitais, uma travessia que une história, cultura e contemplação.

Página 6 e 7

Em entrevista exclusiva ao M&E, o CEO da CVC Corp, Fabio Mader, revisita o início de sua carreira na Varig, relembra a escolha pela CVC e detalha sua visão de futuro baseada em cultura, confiança e democratização das viagens.

A Embratur inicia um novo capítulo em sua trajetória institucional com anúncio de Bruno Reis para presidir a agência, consolidando um movimento de continuidade estratégica após a saída de Marcelo Freixo.

Primeira edição do M&E Awards 2026 celebra os destaques do turismo brasileiro. Com mais de 84 mil votos, a iniciativa valoriza estratégias, experiências e o desenvolvimento do setor. M&E AWARDS

Fabio Mader: da Paulista à presidência da CVC Corp

A trajetória de disciplina, pessoas e decisões que moldaram um líder: do início na Varig até o momento atual

Janaina Brito

Na Sala Pau Brasil, no segundo andar da sede da CVC Corp, em Santo André, cidade onde a companhia nasceu, Fabio Mader constrói, todos os dias, a rotina de uma empresa em transformação. É ali que ele recebe fornecedores, parceiros, executivos e colaboradores. É ali também que toma decisões que impactam diretamente um dos maiores grupos de turismo da América Latina.

Mas, antes de chegar a essa sala, a trajetória foi construída muito longe dali. E começa, literalmente, na rua. Ao longo de mais de uma hora e meia de conversa com o M&E, Mader detalhou, com riqueza de memória e precisão, uma jornada que mistura disciplina extrema, decisões difíceis e uma relação constante com pessoas, fio condutor que atravessa toda a sua história.

MERCADO E EVENTOS - Como começou a sua trajetória profissional?

FABIO MADER - Literalmente na rua. Quando voltei dos Estados Unidos, sem conseguir seguir meu plano de estudar medicina por questões financeiras, fui para a Avenida Paulista distribuir currículos, sem direcionamento. Entrei em uma loja da Varig, perguntei onde poderia deixar meu currículo e me mandaram para o RH perto de Congonhas. Peguei um ônibus e fui. Chegando lá, a única pergunta que me fizeram foi: “você fala inglês?”. Fiz a prova na hora, fui bem, disse que podia trabalhar de madrugada — e era exatamente o que eles precisavam. Foi assim que tudo começou.

M&E - Seu crescimento na Varig foi muito rápido. Como você explica essa ascensão tão precoce?

FABIO MADER - Foi rápido mesmo. Em menos de oito meses, eu já era supervisor em Guarulhos e, pouco depois, estava em posição gerencial com 19 anos. Mas eu nunca atribuí isso a talento fora da curva. Sempre fui muito disciplinado e consistente. Eu me cobrava muito, tinha foco e dedicação. Essa disciplina vem desde a infância — minha mãe dizia que eu acordava de madrugada para estudar. E tem outro ponto fundamental: minha origem. Eu vim de uma família simples, morávamos todos em um único quarto, com duas beliches. Cada promoção minha era uma conquista coletiva. Lembro de um episódio marcante: fui reconhecido em uma campanha da Varig e convidado para almoçar com o presidente da empresa. Quando cheguei em casa, minha mãe perguntou o que ele tinha me dito. E eu respondi: “Mader, passa o sal”. Parece simples, mas aquilo simbolizava tudo — estar ali já era a grande vitória.

M&E - Em que momento você percebeu que não seguiria mais a carreira em medicina?

FABIO MADER - Foi um processo de clareza. Eu sempre gostei de pessoas, e a medicina representava isso para mim. Mas, ao longo da minha experiência profissional, percebi que poderia cuidar de pessoas de outras formas — liderando, desenvolvendo equipes, me relacionando com clientes. Eu me encontrei nisso. Foi quando entendi que meu caminho seria outro. M&E - Como surgiu a conexão com a CVC e o que te levou a tomar a decisão de ir para a empresa?

FABIO MADER - A CVC já fazia parte da minha realidade desde a época da Varig. Eu atendia muitos clientes da empresa no aeroporto e via de perto a relevância que ela tinha — era referência, a que mais crescia. Anos

“ “

Sempre fui muito disciplinado e consistente. Eu me cobrava muito, tinha foco e dedicação. Essa disciplina vem desde a infância — minha mãe dizia que eu acordava de madrugada para estudar

depois, já com a carreira consolidada, eu tinha acabado de assinar contrato para assumir uma vice-presidência em outra empresa. Estava tudo certo, mudança planejada, novo ciclo definido. Foi então que, no dia 25 de dezembro, recebi a proposta da CVC. E isso exigia romper um compromisso recém-assinado, inclusive com multa. Foi uma decisão difícil, mas teve um fator determinante: minha esposa. Ela disse que eu deveria ir, porque teria mais qualidade de vida, poderia dormir em casa todos os dias. Aquilo pesou muito. Eu rasguei o contrato e fui.

M&E - Como foi sua construção dentro da CVC até chegar ao atual momento?

FABIO MADER - Eu não entrei no topo. Passei por diferentes áreas, comecei em operações e depois migrei para produtos, primeiro nacionais e depois internacionais. Isso foi essencial para construir uma visão ampla do negócio. Ao longo do tempo, acompanhei movimentos importantes da companhia, expansão de portfólio e evolução das marcas. Essa vivência

me preparou para o que veio depois.

M&E - Hoje, como CEO, quais são suas prioridades e visão para a companhia?

FABIO MADER - Meu principal foco é resgatar a essência da CVC, aquela construída na origem: a paixão por vender, pelo cliente, pelo turismo. Esse é o nosso maior ativo. Ao mesmo tempo, seguimos com um propósito muito claro, que sempre fez parte da empresa: democratizar o acesso às viagens, levar a primeira experiência de viagem para o brasileiro. Para isso, a confiança na marca é fundamental, assim como o fortalecimento de toda a cadeia — especialmente as agências de viagem. Eu sempre digo que o maior ativo de uma agência é o cliente e, se eu fosse agente, trabalharia com a CVC.

M&E - Como você define seu estilo de liderança e como é sua rotina hoje?

FABIO MADER - Sou um executivo orientado por dados, mas entendo que experiência e contexto também são essenciais, principalmente em

um setor dinâmico como o turismo. Minha rotina mudou bastante como CEO — ficou mais estratégica, mais fragmentada. Ainda assim, faço questão de cuidar da saúde, jogar tênis e estar com minha família, que é meu principal pilar. No dia a dia, também mantenho proximidade com o time. Não fico isolado — trabalho ao lado dos diretores, com indicadores em tempo real. Essa troca constante é muito importante.

M&E - Quando você olha para sua trajetória e para o futuro, o que mais importa?

FABIO MADER - Eu valorizo muito mais o coletivo do que conquistas individuais. Prefiro olhar para frente do que para arrependimentos. Hoje, minha ambição é preparar a empresa para os próximos 100 anos, deixar um legado consistente. E, independentemente de qualquer decisão ou cenário, há algo que não é negociável para mim: valores e princípios. No fim, tudo se resume a isso — e às pessoas. Elas sempre foram e continuam sendo o mais importante de tudo.

E tem outro ponto fundamental: minha origem. Eu vim de uma família simples, morávamos todos em um único quarto, com duas beliches. Cada promoção minha era uma conquista coletiva

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Mader faz questão de apresentar uma área de reconhecimento da CVC, mostrando a força da companhia e importância de manter o legado

Entre despedidas e continuidade: a Embratur que segue em movimento

Há mudanças que encerram ciclos. Outras, mais raras, conseguem ao mesmo tempo fechar uma etapa e abrir outra com ainda mais consistência. A recente transição na Embratur é um desses momentos.

A saída de Marcelo Freixo marca o fim de um período que ficará registrado como um dos mais simbólicos da história recente do turismo brasileiro. Não apenas pelos números, ainda que eles falem por si, mas pela forma como o setor voltou a se reconhecer, a se reorganizar e, principalmente, a se reposicionar diante do mundo.

Freixo chegou à Embratur em um momento delicado. O turismo ainda tentava se reerguer, o Brasil buscava reconstruir sua imagem internacional e o próprio setor carregava dúvidas legítimas sobre os caminhos que seriam adotados. Ao longo de sua gestão, essas dúvidas foram sendo substituídas por diálogo, presença e comunicação.

Do ponto de vista do M&E, essa relação foi clara desde o início. Freixo não foi apenas um gestor acessível. Foi alguém que entendeu o papel da comunicação, respeitou o jornalismo especializado e, sobretudo, construiu uma relação baseada em confiança, algo que não se estabelece por protocolo, mas por constância.

Foram inúmeras entrevistas, encontros, coberturas e conversas ao longo desses anos. Em todas elas, havia algo em comum: disposição. Mesmo em agendas complexas, mesmo nos momentos mais desafiadores, ele estava presente. E isso, em um setor que vive de relações, faz toda a diferença.

Mas talvez o maior legado de sua gestão tenha sido interno. A formação de uma equipe técnica, alinhada e comprometida com uma visão de longo prazo, deu à Embratur uma base que hoje permite

TURISMO EM DADOS

que a instituição avance com segurança. Não se trata apenas de continuidade administrativa, trata-se de consistência estratégica. E é exatamente sobre essa base que Bruno Reis assume a presidência. Sua chegada não representa ruptura. Representa evolução. Bruno é, antes de tudo, um nome do turismo. Alguém que conhece o setor por dentro, que construiu sua trajetória com diálogo, presença e entrega. Ao longo dos anos, acompanhamos de perto sua atuação, seja na Embratur, no Ministério do Turismo, na promoção de destinos ou na interlocução com o trade. Sempre foi um profissional respeitado. E, mais do que isso, confiável.

Sua ascensão à presidência é, de certa forma, natural. Não apenas pelo cargo que ocupava anteriormente, mas pelo reconhecimento que construiu ao longo de sua carreira. Bruno chega preparado. Chega com leitura de mercado. Chega com escuta. E chega, principalmente, com legitimidade.

Isso é fundamental.

O turismo brasileiro vive hoje um momento diferente daquele de poucos anos atrás. Cresceu, se reposicionou, ganhou protagonismo. Mas também se tornou mais complexo, mais competitivo e mais exigente. Manter esse ritmo exige mais do que boas intenções. Exige conhecimento, articulação e continuidade. E Bruno reúne esses elementos.

Se a gestão anterior foi responsável por recolocar o Brasil no mapa, a atual tem o desafio de ampliar esse impacto para dentro. Fazer com que o turismo internacional não seja apenas número, mas transformação real nos destinos.

Roy Taylor é Presidente do M&E

Turismo em 2026: menos destino, mais significado

Ao observar as informações publicadas na revista “Tendências do Turismo para 2026”, da Embratur, fica evidente uma mudança consistente na forma de viajar dos brasileiros e, principalmente, nas motivações que orientam essas escolhas. Já não se trata apenas de descanso ou lazer, mas de uma busca mais profunda por sentido, equilíbrio e conexão. O viajante se mostra mais consciente, atento às próprias necessidades e interessado em experiências que agreguem valor real à sua vida. Uma das transformações mais marcantes é a valorização do bem-estar. As viagens deixam de ser apenas deslocamentos e passam a incorporar práticas de autocuidado, envolvendo saúde mental, equilíbrio emocional e qualidade de vida. Atividades como contato com a natureza, momentos de introspecção e práticas como meditação e caminhadas ganham protagonismo, reposicionando o turismo como ferramenta de reconexão pessoal. Ao mesmo tempo, o turismo esportivo e as experiências ativas ganham relevância. Não se trata apenas de assistir a grandes eventos, mas de vivenciar o esporte no destino, seja por meio da prática ou da imersão em ambientes ligados a essa cultura. Essa tendência reforça o desejo por experiências mais dinâmicas e participativas, que ampliam a relação do viajante com o lugar visitado.

A gastronomia também assume um papel central nas escolhas. Mais do que uma necessidade, ela se torna uma porta de entrada para a cultura local. Ao experimentar pratos típicos ou interagir com produtores e cozinheiros, o viajante acessa histórias,

Turismo brasileiro aposta em viagens mais curtas e personalizadas, aponta relatório

Olhando para 2026, o cenário projetado é de transformação. O setor deve enfrentar desafios como volatilidade e sensibilidade econômica, mas também avançar impulsionado pela tecnologia

Janaina Brito

A 7ª edição da Revista Tendências do Turismo, produzida pela Embratur e pelo Ministério do Turismo (MTur), com apoio da Braztoa, revela um retrato detalhado do agenciamento turístico no Brasil, marcado por mudanças no comportamento do consumidor e por novas oportunidades para o setor. Em 2024, o mercado foi dominado por viagens de curta e média duração.

Segundo a Braztoa, 51,97% dos roteiros comercializados tiveram entre 5 e 8 dias, enquanto 35% duraram até quatro dias. A tendência indica que os brasileiros estão optando por viagens mais curtas, porém mais frequentes, distribuindo melhor seus períodos de descanso ao longo do ano. Regionalmente, o Nordeste consolidou sua liderança como principal destino turístico nacional, concentrando 45% do faturamento e 44% dos embarques domésticos. Em seguida aparecem Sudes-

tradições e identidades. Essa valorização do autêntico ganha força em um contexto global cada vez mais padronizado.

Outro aspecto relevante é a influência da mídia e da nostalgia. Destinos inspirados por filmes, séries e conteúdos digitais seguem em alta, ao mesmo tempo em que cresce o interesse por experiências que resgatem o passado. Hospedagens históricas, roteiros culturais e vivências que evocam memórias afetivas apontam para um turismo mais emocional e conectado com diferentes temporalidades. As decisões de viagem também passam a ser guiadas por maior consciência e estratégia. Sustentabilidade, impacto social e custo-benefício entram definitivamente no radar do viajante, que busca equilibrar suas escolhas. Destinos menos explorados, viagens fora de temporada e o apoio a economias locais refletem uma postura mais responsável e alinhada a valores contemporâneos. Por fim, a tecnologia — especialmente a inteligência artificial — redefine o planejamento das viagens. Ferramentas digitais permitem roteiros personalizados, maior autonomia e decisões mais rápidas. Ainda assim, mesmo com todo o avanço tecnológico, o foco permanece no significado da experiência. Mais do que o destino em si, o que ganha relevância é o propósito da viagem e as transformações que ela pode proporcionar.

Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E

te (26%), Sul (11%), Centro-Oeste (10%) e Norte (8%). Já a origem dos viajantes reflete a concentração econômica do país: o Sudeste lidera com 62%, seguido pelo Sul (15%) e Centro-Oeste (13%).

Entre os destinos mais procurados, atrações como o Beto Carrero World e o Beach Park figuram no topo, ao lado de experiências como cruzeiros marítimos e as Cataratas do Iguaçu. No ranking das cidades mais vendidas, o destaque vai para o Rio de Janeiro,

Foto:

Anuário

Braztoa

2025

seguido por Porto de Galinhas e Maceió. Também aparecem entre os principais destinos São Paulo, Salvador, Fortaleza e Recife, evidenciando a diversidade turística do país.

Entre os estados, a liderança é da Bahia, seguida por Pernambuco e Alagoas, reforçando a força do litoral nordestino. Estados como Rio Grande do Sul e Amazonas também se destacam, mostrando a amplitude da oferta turística nacional.

O QUE O SETOR DE AGENCIAMENTO DEVE ESPERAR DO TURISMO EM 2026?

Olhando para 2026, o cenário projetado é de transformação. O setor deve enfrentar desafios como volatilidade e sensibilidade econômica, mas também avançar impulsionado pela tecnologia. O uso de inteligência artificial, a hiperpersonalização e a curadoria de experiências ganham protagonismo.

Ao mesmo tempo, cresce a busca por conexões mais humanas e confiáveis durante as viagens. O turista tende a adotar escolhas mais conscientes, priorizando experiências transformadoras, sustentáveis e menos massificadas. Destinos alternativos e menos saturados devem ganhar espaço, assim como o turismo de natureza.

Entre os destinos com maior projeção para 2026 estão Foz do Iguaçu, Gramado, João Pessoa e Jericoacoara, além de clássicos como Fernando de Noronha e Lençóis Maranhenses.

Também surgem como apostas destinos em processo de reinvenção, como Alter do Chão, Bonito e São Miguel dos Milagres, impulsionados por investimentos, governança local e alinhamento com tendências globais de sustentabilidade.

O panorama aponta para um turismo brasileiro mais dinâmico, diversificado e orientado por experiências onde a personalização e a autenticidade devem ser os principais motores de crescimento nos próximos anos.

Cidades mais comercializadas por operadores Braztoa em 2024

IATA aponta crescimento por transporte aéreo em fevereiro

A demanda internacional cresceu 5,9% em comparação a fevereiro de 2025. A capacidade subiu 5,3% em relação ao ano anterior

A Associação do Transporte Aéreo Internacional (IATA) divulgou os dados de demanda global de passageiros de fevereiro de 2026. A demanda total, medida em passageiros-quilômetros pagos (RPK), subiu 6,1% em relação a fevereiro de 2025. A capacidade total, medida em assentos-quilômetros oferecidos (ASK), aumentou 5,6% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 81,4% (+0,3 ponto percentual em relação a fevereiro de 2025), o valor mais alto já registrado para um mês de fevereiro.

A demanda internacional cresceu 5,9% em comparação a fevereiro de 2025. A capacidade subiu 5,3% em relação ao ano anterior, e a taxa de ocupação foi de 80,5% (+0,5 p.p. em relação a fevereiro de 2025). A demanda doméstica aumentou 6,3% em relação a fevereiro de 2025. A capacidade cresceu 6,2% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 82,8% (+0,1 p.p. em relação a fevereiro de 2025).

“Fevereiro foi um mês forte, mostrando que os fundamentos para o crescimento da demanda estavam estabelecidos para um ano positivo. No entanto, sem saber a duração e a intensidade da guerra no Oriente Médio, é impossível quantificar o impacto total que ela terá nas perspectivas das companhias aéreas. Mas algumas coisas já estão claras. Os custos de combustível subiram acentuadamente. Com capacidade restrita e margens estreitas, as tarifas aéreas já estão subindo”, afirmou Willie Walsh, diretor geral da IATA.

DETALHAMENTO REGIONAL

Segundo a IATA, o crescimento do RPK internacional atingiu 5,9% em fevereiro em comparação ao ano anterior, com um crescimento particularmente forte na América Latina. O tráfego na Ásia foi beneficiado pela demanda de viagens do Ano Novo Lunar. O tráfego entre a Europa e a Ásia foi especialmente forte (+14%), particularmente entre a Ásia e a Espanha e Itália. As companhias aéreas da Ásia-Pacífico alcançaram um aumento de 8,6% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 7,3% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 86,6%.

As transportadoras europeias tiveram um aumento de 5,0% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade se elevou 4,5% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 75,6%.

As transportadoras da América do Norte registraram um aumento de 5,0% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 2,4% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 80,9%. As

transportadoras do Oriente Médio viram um aumento de 0,9% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 3,8% na comparação anual, e a taxa de ocupação foi de 79,6%.

As companhias aéreas da América Latina registraram aumento de 13,5% na demanda em relação ao ano anterior. A capacidade aumentou 9,3% na com-

Tráfego na Ásia foi beneficiado pela demanda de viagens do Ano Novo Lunar

paração anual. A taxa de ocupação foi de 85,0%. As companhias aéreas africanas tiveram um aumento de 4,8% na

demanda em relação ao ano anterior. A capacidade subiu 6,6% na comparação anual. A taxa de ocupação foi de 74,5%.

Entre margens e memórias: o diário de uma travessia pelo Danúbio a bordo do AmaMagna

Uma imersão que conecta tradição, cultura e sofisticação ao longo de um dos rios mais emblemáticos da Europa

Beatriz do Vale

De 15 a 22 de março, a AmaWaterways proporcionou uma imersão por um Ao longo das águas serenas do Danúbio, onde o tempo parece desacelerar e a história se revela em cada curva do rio, uma travessia se transforma em narrativa viva. Entre paisagens que alternam vilarejos medievais, cidades imperiais e cenários que parecem saídos de um filme, o AmaMagna conduz não apenas um roteiro, mas uma experiência sensorial que conecta passado e presente com elegância. De 15 a 22 de março, a AmaWaterways reuniu 56 profissionais do trade da América Latina — entre agentes, operadores, representantes e jornalistas — para uma imersão por um de seus itinerários mais emblemáticos, onde cada parada revela um novo capítulo às margens de um dos rios mais icônicos da Europa.

VILSHOFEN ENTRE RUAS DE PEDRA E FACHADAS HISTÓRICAS

A cidade alemã revela uma rede de becos e ruelas que se conectam às ruas principais, algo típico de cidades medievais do sul da Alemanha, e que parecem ter saído de um cenário de cinema.

O centro histórico cresceu ao redor do comércio e das igrejas, então es -

sas passagens pequenas acabaram formando um labirinto de vielas bem pitorescas.

Outro detalhe que dá essa sensação de “cidade de filme” é o estilo das vitrines. Muitas lojas mantêm fachadas tradicionais, com grandes janelas de vidro, molduras trabalhadas e letreiros clássicos, algo muito comum na região da Bavaria, reforçando ainda mais o charme do comércio local. Em vez de vitrines modernas e padronizadas, cada comércio tem uma identidade própria, com padarias, cafés, pequenas boutiques e lojas familiares.

Já os paralelepípedos são praticamente parte da identidade das cidades históricas da Bavaria, incluindo Vilshofen.

PASSAU, A CIDADE

DOS TRÊS RIOS

Passau é um destino no sul da Alemanha que combina arquitetura barroca, ruas de paralelepípedo e registros históricos curiosos, como marcações nas fachadas que indicam até onde chegaram antigas enchentes.

Ao caminhar pelas vielas e praças, é possível observar detalhes curiosos que contam parte da história local, como marcações nas paredes de prédios antigos que registram até onde chegaram as águas durante grandes

enchentes ao longo dos séculos. Outro destaque é a proximidade com o rio Inn, que nasce nos Alpes e chega a Passau. Entre igrejas barrocas, pontes e ruelas estreitas, a cidade oferece um passeio que mistura paisagem, história e cultura às margens do Danúbio.

LINZ É UMA CIDADE QUE FOGE DO ÓBVIO NO ROTEIRO AUSTRÍACO

Entre igrejas, museus, cafés e espaços culturais, Linz se revela como um destino que equilibra tradição e inovação de forma natural. Localizada às margens do Danúbio, ela combina o charme das construções históricas com uma atmosfera contemporânea marcada pela arte, tecnologia e inovação.

O centro histórico revela sua essência nas praças amplas e edifícios em estilo barroco, com destaque para a Hauptplatz, uma das maiores praças da Áustria, cercada por construções elegantes e cheias de vida. Caminhar nesta cidade é mergulhar em um cenário que mistura o passado imperial com o cotidiano moderno.

É uma parada que surpreende justamente por mostrar que a Áustria vai muito além dos clássicos, oferecendo uma nova perspectiva às margens do Danúbio.

CESKÝ KRUMLOV: CIDADE MEDIEVAL NA REPÚBLICA TCHECA

Reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Unesco, Ceský Krumlov preserva de forma excepcional sua estrutura medieval, com ruas de pedra, construções renascentistas e barrocas praticamente intactas ao longo dos séculos. Esse reconhecimento reforça a importância histórica e arquitetônica da cidade, considerada uma das mais bem preservadas da Europa, onde cada detalhe, desde as fachadas coloridas às vielas estreitas, contribui para uma experiência autêntica e imersiva no passado. Entre torres, vielas e o rio serpenteante, Ceský Krumlov é um destino que permite apreciar a cidade de cima da água, enquanto cafés aconchegantes à beira do rio convidam a uma pausa contemplativa.

ABADIA DE MELK SE DESTACA COMO ÍCONE BARROCO DA ÁUSTRIA

A Abadia de Melk é o principal ponto turístico da cidade. É um dos mosteiros mais impressionantes da Áustria e um verdadeiro símbolo do barroco europeu.

Erguida sobre um penhasco com vista privilegiada para o Danúbio, ela chama atenção já de longe, com sua fachada em tons dourados e sua

Popa do Costa Toscana, área que reúne bares, restaurantes e espaços de convivência

imponência arquitetônica.

Fundada originalmente no século XI e reconstruída no século XVIII em estilo barroco, a abadia pertence à ordem beneditina e segue ativa até hoje, combinando vida religiosa, história e cultura em um só espaço.

VIENA É COMO REVISITAR O PASSADO IMPERIAL

Caminhar por Viena é como percorrer um cenário onde história e elegância convivem em perfeita harmonia. As ruas são amplas, limpas e organizadas, com calçadas generosas que convidam a longas caminhadas sem pressa. No centro histórico, cada esquina revela fachadas imponentes, igrejas que atravessam séculos e cafés tradicionais que parecem ter parado no tempo. Há uma sensação constante de equilíbrio entre o ritmo urbano e a contemplação, como se a cidade incentivasse o visitante a observar os detalhes, dos vitrais às esculturas que adornam prédios e praças.

Ao mesmo tempo, Viena é surpreendentemente acessível para quem explora a pé. A sinalização é

clara, o transporte público se integra facilmente ao trajeto e há sempre um parque ou área verde por perto. É uma experiência que vai além do deslocamento, transformando cada trajeto em parte essencial da viagem. Bratislava revela charme histórico e clima acolhedor na Eslováquia

Localizada às margens do Danúbio, a cidade mistura construções medievais, arquitetura austro-húngara e elementos mais modernos.

O destino tem cerca de 430 mil habitantes e carrega uma posição estratégica única: fica próxima às fronteiras com Áustria e Hungria, sendo a única capital do mundo que faz fronteira direta com dois países.

O centro histórico concentra boa parte das atrações, com ruas de pedra, praças animadas, cafés e esculturas curiosas espalhadas pela cidade.

BUDAPESTE E SEUS CONTRASTES

Caminhar por Budapeste é mergulhar em uma cidade de contrastes marcantes, onde cada passo revela uma nova camada de história e identidade. De um lado do Rio Danúbio, o lado Buda se apresenta

com ruas mais tranquilas, ladeiras e construções que parecem guardar séculos de memórias, enquanto o lado Peste pulsa com avenidas largas, movimento intenso e uma energia mais urbana. A travessia entre esses dois mundos, muitas vezes feita a pé por pontes, é uma experiência com vistas que acompanham o caminhar e tornam o trajeto tão interessante quanto o destino.

Ao mesmo tempo, Budapeste tem um charme espontâneo que se revela nos detalhes do cotidiano.

UM POUCO SOBRE O AMAMAGNA

Lançado em 2019, ele foi projetado para ser diferente da maioria dos navios fluviais, tendo o dobro da largura dos navios tradicionais do Danúbio, o que permite mais espaço, cabines maiores e áreas comuns mais amplas:

• COMPRIMENTO: cerca de 135 metros

• LARGURA: cerca de 22 metros

• PASSAGEIROS: 196

• TRIPULAÇÃO: cerca de 70

• CABINES: 98 (algumas chegando a ter duas varandas - uma francesa e uma externa, algo bem raro em cruzeiros fluviais)

CURIOSIDADES

O AmaMagna é duas vezes mais largo que os outros navios do Danúbio, um projeto da AmaWaterways justamente para criar um conceito de “cruzeiro fluvial com sensação de oceânico”.

Por causa da largura, ele não consegue navegar em todo o Danúbio (navios fluviais precisam caber em eclusas, que são aquelas estruturas que elevam ou baixam o nível da água) e, por isso, ele navega principalmente no trecho mais famoso do Rio: entre Vilshofen e Budapeste, capital da Hungria.

O projeto foi feito para viajantes que já fizeram cruzeiros fluviais, ou seja, a ideia da AmaWaterways foi criar algo mais espaçoso e sofisticado para “repeaters”, que já conhecem o Danúbio e querem uma experiência mais premium.

Cabine 321
Česckỳ Krumlov, na República Tcheca, é conhecida por suas vistas panorâmicas da torre do castelo e da passarela
Viena durante a noite vista pelo AmaMagna
Abadia de Melk

Tendências do turismo para 2026 apontam viajante mais consciente, conectado e em busca de experiências

Movimentos refletem alterações duradouras nos valores, nas motivações e na forma como as pessoas planejam e vivenciam suas viagens

Turismo caminha em paralelo para uma valorização crescente da autenticidade, do bem-estar e das experiências com significado

Beatriz do Vale

Em um cenário de transformações constantes, as tendências do turismo para 2026 reforçam mudanças que vêm se consolidando no com -

EXPERIÊNCIAS NO DESTINO

1. SAÚDE E BEM-ESTAR NAS VIAGENS

portamento do viajante. Mais do que modismos passageiros, esses movimentos refletem alterações duradouras nos valores, nas motivações e na forma como as pessoas planejam e vivenciam suas viagens.

O turismo de saúde e bem-estar se consolida como uma das principais forças do setor em 2026. As viagens deixam de ter apenas caráter recreativo e passam a incorporar práticas de autocuidado, incluindo saúde mental, equilíbrio emocional e bem-estar físico. Spas, águas termais e atividades como yoga, meditação e trilhas ganham protagonismo, assim como experiências mais holísticas e conectadas à natureza.

2. EM BUSCA DO ESPORTE

Eventos esportivos seguem como importantes motivadores de viagem, impulsionando deslocamentos para competições como Copa do Mundo, Olimpíadas e campeonatos internacionais. Além de assistir, cresce o interesse em vivenciar o esporte no destino, seja visitando arenas e museus ou praticando atividades como corrida e ciclismo.

3. EXPERIÊNCIAS GASTRONÔMICAS

A gastronomia se fortalece como uma das principais formas de conexão com o destino. O viajante busca compreender a cultura local por meio de sabores, ingredientes e modos de preparo, valorizando desde restaurantes típicos até mercados e produtores locais. Experiências participativas, como aulas de culinária e visitas a vinícolas, também ganham espaço.

4. DESTINOS INSPIRADOS PELA MÍDIA

Filmes, séries e conteúdos digitais continuam influenciando a escolha de destinos. O chamado set-jetting leva viajantes a lugares vistos nas telas, motivados pelo desejo de vivenciar cenários e recriar experiências ligadas à cultura pop.

5. DE VOLTA AO PASSADO

Experiências com apelo nostálgico crescem como resposta à hiperconectividade. Hospedagens históricas, roteiros ligados à memória e vivências que resgatam histórias pessoais ou coletivas ganham relevância, reforçando o desejo por conexões emocionais mais profundas.

6. CONEXÃO COM A NATUREZA

O turismo de natureza segue em alta, impulsionado pela busca por desaceleração e contato com o meio ambiente. Atividades ao ar livre, contemplação e experiências em áreas preservadas ganham destaque, assim como o interesse por fenômenos naturais e destinos ameaçados pelas mudanças climáticas.

A análise da 7ª edição da Revista Tendências do Turismo da Embratur mostra que, embora a tecnologia avance e acelere decisões, o turismo caminha em paralelo para uma valorização crescente da autenticidade,

FATORES QUE ORIENTAM A ESCOLHA

1. O EVENTO COMO IMPULSIONADOR DA VIAGEM

Eventos culturais, esportivos e musicais influenciam diretamente a escolha do destino e do período da viagem. Shows, festivais e competições se consolidam como catalisadores de fluxo turístico, reunindo viajantes em torno de experiências coletivas.

2. ESCOLHAS MAIS CONSCIENTES

A sustentabilidade deixa de ser diferencial e passa a integrar o processo de decisão. O viajante valoriza destinos menos massificados, experiências que apoiem comunidades locais e práticas com menor impacto ambiental, ainda que o custo continue sendo um fator relevante.

3. FOCO NO CUSTO-BENEFÍCIO

A busca por equilíbrio entre preço e experiência se intensifica. O viajante se torna mais estratégico, optando por períodos como a baixa temporada e combinando diferentes padrões de consumo para otimizar gastos sem abrir mão de experiências relevantes.

4. VIVÊNCIAS AUTÊNTICAS

A autenticidade ganha protagonismo, com viajantes buscando experiências reais, conectadas ao cotidiano local. Recomendações espontâneas, contato com moradores e vivências culturais se tornam mais valorizados do que roteiros tradicionais.

5. DESTINOS ALTERNATIVOS

Destinos menos explorados ganham espaço, impulsionados pela busca por exclusividade, menor aglomeração e custos mais acessíveis. A tendência também dialoga com o desejo de descoberta e apoio a economias locais.

6. VIAGENS LITERÁRIAS

Inspiradas por livros e narrativas, essas viagens refletem o desejo de desacelerar e vivenciar ambientes que favoreçam a contemplação e a imersão. Embora ainda em desenvolvimento, indicam um movimento de reconexão com experiências mais introspectivas.

do bem-estar e das experiências com significado. O resultado é um viajante mais estratégico, informado e consciente, que busca equilibrar custo, propósito e qualidade das vivências.

COMPORTAMENTO E PLANEJAMENTO DA VIAGEM

1. A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO FERRAMENTA

A inteligência artificial transforma o planejamento de viagens, permitindo a criação de roteiros personalizados, comparação de preços e tomadas de decisão mais rápidas. Durante a viagem, assistentes digitais e aplicativos ampliam a autonomia e a praticidade do viajante.

2. O TRANSPORTE COMO PARTE DA EXPERIÊNCIA O deslocamento deixa de ser apenas funcional e passa a integrar a experiência. Viagens de carro, trem e cruzeiros ganham destaque, oferecendo uma jornada mais imersiva e conectada ao percurso.

3. VIAGENS EM FAMÍLIA E MULTIGERACIONAIS

As viagens em grupo familiar, incluindo diferentes gerações, crescem como forma de fortalecer vínculos e valorizar o tempo compartilhado. O turismo passa a ocupar o papel de experiência coletiva, substituindo encontros tradicionais.

4. VIAGENS INSPIRADAS PELAS REDES SOCIAIS

As redes sociais seguem influenciando decisões, mas com mudança de comportamento. Conteúdos espontâneos e recomendações reais ganham mais credibilidade do que produções altamente editadas, especialmente entre as gerações mais jovens.

5. VIAGENS MAIS LONGAS

Cresce o interesse por viagens mais longas e imersivas, motivadas pela busca por desconexão e experiências mais profundas. Ao mesmo tempo, há uma reorganização das jornadas, com equilíbrio entre tempo, orçamento e qualidade da experiência.

6. VIAGENS COM PROPÓSITO

O conceito de “whycation” ganha força, colocando o propósito no centro da decisão de viagem. Mais do que o destino, importa o significado da experiência, com foco em transformação pessoal, aprendizado e conexão emocional.

Masterop reúne mais de 600 agentes em Gramado e projeta alta acima de 20% para 2026

Evento marca saída inédita de Maceió e amplia presença da operadora no Sul a Masterop, em parceria com a Promperú, anunciou o lançamento de uma campanha de vendas com foco no destino Peru. A ação oferece um famtour para 16 agentes de viagens como premiação. As vendas elegíveis devem ser realizadas entre 25 de março e 31 de

A Masterop Operadora realizou, entre os dias 24 e 26 de março, em Gramado, a 14ª edição do Workshop Masterop Travel (WMT), reunindo mais de 600 agentes de viagens de diferentes regiões do país. Pela primeira vez fora de Maceió, cidade onde o evento foi consolidado, a convenção teve como principais destaques a ampliação da feira de negócios, a agenda de capacitações técnicas e a estratégia de expansão nacional da operadora, que projeta crescimento acima de 20% para este ano.

Segundo o gerente Comercial da empresa, Artur Francisco, o desempenho esperado ocorre mesmo em um cenário considerado desafiador. “É um ano com variáveis externas relevantes, como eleições e eventos internacionais, mas seguimos com planejamento estruturado e projeção positiva”, afirmou.

A estratégia da operadora está baseada em negociações antecipadas com fornecedores e companhias aéreas, além da ampliação da sua base de atuação. Atualmente, a empresa possui presença física em seis capitais do Nordeste e operação remota em novos mercados, com planos de abertura de uma base em Fortaleza e avanço inicial em Minas Gerais.

A edição em Gramado também funcionou como teste para novos mercados emissores. “Trazer o evento para a Serra Gaúcha amplia nossa visibilidade e aproxima a marca de outras regiões estratégicas”, disse o executivo.

NEGÓCIOSCAPACITAÇÃO, E IMERSÃO

NO DESTINO

A programação do WMT foi dividida entre conteúdo técnico e geração de negócios. O primeiro dia concentrou apresentações institucionais e treinamentos, enquanto os dias seguintes foram voltados para rodadas de negócios e feira, com quase 100 fornecedores participantes.

Além da agenda profissional, a operadora estruturou experiências no destino para os agentes, com visitas a atrativos turísticos como Skyglass Canela e Snowland. A proposta, segundo a empresa, é integrar capacitação e vivência prática para impulsionar a comercialização.

O evento contou ainda com participação de destinos e governos estaduais, incluindo Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Alagoas, Bahia e Paraíba, que utilizaram o encontro para ações de promoção e treinamento do trade.

CAMPANHA DE VENDAS

E FAMTOUR NO PERU

Durante o workshop,

incluindo todo o portfólio da operadora.

“Todas as vendas feitas com a Masterop contam para o ranking, mas as vendas para o Peru vão pontuar em dobro”, disse Arthur. A viagem de premiação está prevista para ocorrer entre 22 a 30 de agosto.

PRÓXIMA EDIÇÃO PODE OCORRER EM SANTA CATARINA A expansão geográfica do evento deve continuar na próxima edição. Durante o encontro em Gramado, Catiane Seif, secretária de Turismo de Santa Catarina, formalizou o convite para sediar o WMT em 2027. A executiva defendeu o evento

Artur Francisco e Ana Carolina Feitosa, da Masterop junho,

De vendedores a consultores: agentes de viagens se reposicionam na era da Inteligência Artificial

Com o avanço da IA, profissionais apostam em personalização para agregar valor às experiências

Rafael Torres

Em um cenário cada vez mais digital, marcado pelo crescimento das plataformas de reservas online e pelo avanço da Inteligência Artificial (IA), o papel do agente de viagens passa por uma transformação significativa. Longe de desaparecer, esse profissional vem se reposicionando como consultor especializado, oferecendo um valor agregado que vai muito além da simples venda de passagens e hospedagens.

Na prática, o agente passa a atuar como um verdadeiro curador de experiências. Ele analisa o perfil do cliente, compreende expectativas, orçamento, preferências culturais e estilo de viagem para construir roteiros personalizados. Esse olhar humano, aliado ao conhecimento técnico do setor, ainda é um diferencial que a tecnologia dificilmente consegue reproduzir de forma completa.

Outro ponto importante é a segurança oferecida ao viajante. Em um ambiente global sujeito a imprevistos, como mudanças climáticas, crises sanitárias ou alterações nas regras de entrada em países, o agente de viagens se torna um suporte essencial. O profissional acompanha a jornada antes, durante e depois da viagem, oferecendo assistência em cancelamentos, remarcações ou situações emergenciais.

Além disso, o agente atua como mediador entre o viajante e a ampla rede de fornecedores do turismo, como companhias aéreas, hotéis,

operadoras e empresas de transporte. Essa articulação facilita a solução de problemas e contribui para que a experiência do cliente seja mais fluida e segura.

Outro aspecto relevante é a capacidade de acesso a informações qualificadas e atualizadas. O agente acompanha tendências de mercado, mudanças regulatórias e novidades em destinos turísticos, permitindo oferecer recomendações mais estratégicas e alinhadas ao perfil de cada viajante.

Nesse contexto de transformação digital, entidades do setor também reforçam a importância do equilíbrio entre tecnologia e atendimento humano. Segundo Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional, “a Inteligência Artificial consolidou-se como uma parceira estratégica no turismo, atuando de forma complementar para otimizar a rotina dos agentes de viagens.”

A Abav Nacional, completa Medeiros, incentiva o uso de inovações tecnológicas, mas reforça que a tecnologia atua para potencializar o atendimento humanizado, que permanece insubstituível.

“Enquanto os algoritmos oferecem respostas automatizadas, são os agentes que garantem confiança e segurança. O profissional é essencial para compreender os desejos individuais de cada turista, antecipar soluções para imprevistos e oferecer uma consultoria empática, transformando roteiros comuns em experiências verdadeiramente únicas

e personalizadas”, ressalta.

Para Duda Slud, diretor de Parcerias, Eventos e Comunicação da União Nacional das Agências de Viagens (Unav), a inteligência artificial não representa uma ameaça à profissão, mas uma oportunidade de reposicionamento no mercado.

Segundo o executivo, o diferencial competitivo do agente está cada vez menos nas respostas prontas e mais na capacidade de fazer as perguntas certas. Com o avanço das ferramentas digitais, muitas informações já estão disponíveis ao público. O valor do profissional passa a ser a habilidade de interpretar as necessidades do cliente e transformar esse entendimento em soluções de viagem mais precisas.

“O agente de viagem possui um conhecimento acumulado sobre destinos, fornecedores e perfis de viajantes que permite formular perguntas muito mais assertivas na hora de planejar uma viagem”, explica Slud.

Esse repertório profissional aliado à agilidade das ferramentas tecnológicas, permite que o atendimento alcance um novo patamar de qualidade e personalização. A tecnologia entrega velocidade e escala, enquanto o agente ocupa o espaço da interpretação e da consultoria.

Além disso, a inteligência artificial pode contribuir diretamente para a evolução da atividade. A automação de tarefas operacionais — como organização de informações e formatação de cotações — permite que o profissional dedique mais tempo ao relacionamento com o cliente e ao planejamento personalizado das viagens.

Outro diferencial que se fortalece nesse contexto é o conhecimento profundo do viajante. Ao longo dos anos, o agente constrói um histórico de relacionamento que inclui preferências pessoais, experiências anteriores e características familiares — informações que muitas vezes não aparecem em pesquisas digitais. Esse relacionamento de longo prazo gera confiança e fidelização, elementos cada vez mais valorizados em um mercado com grande oferta de informações e opções de viagem. Para muitos viajantes, contar com um especialista que compreenda suas expectativas torna o processo de planejamento mais seguro e eficiente. Para Slud, a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta estratégica no cotidiano das agências. “Quando bem aplicada, a IA não substitui o profissional. Pelo contrário: amplia sua capacidade de atendimento e fortalece o papel do agente como especialista na construção da experiência de viagem”, conclui.

Nesse processo, a inteligência artificial também pode auxiliar na análise de dados de comportamento do consumidor, identificando padrões de compra, preferências de destinos e períodos de viagem mais procurados. Essas informações ajudam o agente a antecipar demandas e oferecer sugestões mais alinhadas aos interesses dos clientes.

Ana Carolina Medeiros, presidente da Abav Nacional
Duda Slud, diretor de parcerias,

HotelDO acelera estratégia e projeta dobrar participação do B2B nos próximos ciclos

Com avanço tecnológico e forte atuação na América Latina, HotelDO projeta alta de 47% em 2026

Beatriz do Vale

A HotelDO chega a 2026 com um plano de expansão robusto, apoiado em tecnologia, escala e fortalecimento do canal B2B. Parte do Grupo Decolar desde 2020 e integrada ao ecossistema global da Prosus em 2025, a empresa busca ampliar sua participação dentro do grupo e consolidar sua atuação como plataforma estratégica para agentes de viagens.

No dia 26 de março, a HotelDO deu início ao seu calendário de 2026 com a realização da primeira edição do Campus HotelDO.

O encontro, realizado no Hotel Laghetto, reúne mais de 150 agentes de viagens para capacitar, fortalecer conexões e gerar negócios.

Com apresentação de Marcio Nogueira, diretor-geral da empresa, a programação foi estruturada para trazer ao público conteúdos ligados às principais tendências do setor, estratégias comerciais e soluções práticas aplicadas ao dia a dia dos agentes. A proposta é ir além do networking tradicional e oferecer ferramentas que impactem diretamente a performance de vendas.

“O Campus reafirma nosso compromisso com a capacitação contínua e com a geração de valor para o agente de viagem. Hoje, inseridos no ecossistema da Prosus e com um portfólio cada vez mais amplo de produtos e soluções, é fundamental que o agente de viagens esteja preparado para capturar essas oportunidades”, afirmou Nogueira.

“Por isso, entregamos conteúdo relevante, conexões qualificadas e cada vez mais tecnologia para impulsionar a performance desses profissionais.”

A edição também reuniu importantes players do setor, entre companhias aéreas nacionais e internacionais, meios de hospedagem, destinos e atrações, como o Walt Disney World Resort, criando um ambiente dinâmico de relacionamento e troca de conhecimento.

METAS PARA 2026

Para 2026, a empresa projeta crescimento de aproximadamente 47% em relação ao ano anterior, com início já aquecido, refletido em alta superior a 80% em janeiro.

O foco está na ampliação do portfólio, especialmente em segmentos como cruzeiros e serviços complementares, além do fortalecimento das integrações tecnológicas e do canal API. Ao mesmo tempo, a HotelDO aposta na expansão do B2B dentro do Grupo Decolar, que hoje representa pouco

mais de 20% do negócio, com meta de alcançar 50% nos próximos ciclos. A estratégia inclui ainda investimentos contínuos em capacitação e relacionamento com agentes de viagens, reforçados por iniciativas como o Campus HotelDO, que percorre diferentes cidades ao longo do ano.

Marcio Nogueira, da HotelDo, em primeiro Campus HotelDO 2026 em São Paulo

Ancoradouro reúne mais de 100 profissionais na 1ª edição do Agente com A Gente em 2026

Evento, realizado na sede da empresa, em Campinas, destacou capacitações, novidades do online e estratégias do grupo

A Ancoradouro realizou, nos dias 18 e 19 de março, a primeira edição de 2026 do Agente com A Gente, reunindo cerca de 100 agentes de viagens de diferentes regiões do Brasil em sua sede, em Campinas. O encontro começou no dia 18 com treinamentos conduzidos por empresas como Atlantica Hospitality, ClickBus, Coris, Dorak, Intercity, Meliã, Mobility, R11 e Universal Assistance, além de momentos de troca entre os participantes. No dia seguinte, os agentes participaram de um tour pelas instalações da Ancoradouro e da Mondiale, seguido de apresentações estratégicas, incluindo R11 e Mondiale, além da campanha Football Travel Series. À tarde, as capacitações reuniram companhias como Air Canada, Air France KLM, GOL, Avianca, Azul, British Airways, Iberia, Emirates, ITA Airways, Latam, Delta, SAA, TAP e United.

O encerramento foi marcado por um happy hour, que reuniu os participantes após dois dias de treinamentos e networking.

ANCORADOURO: ESTRATÉGIA COMBINA CAUTELA, CAMPANHAS E TECNOLOGIA

Durante o evento, a Ancoradouro detalhou ao M&E suas diretrizes para 2026, com expectativa de crescimento entre 10% e 12%, sustentada por uma estratégia conservadora diante do cenário atual.

“A gente sempre projeta crescimento, mas sabe que este não é um ano simples. Depende muito da nossa capacidade de adaptação e execução”, afirmou Juarez Neto, sócio-diretor da Ancoradouro.

Entre as apostas está a campanha Football Travel Series, que tem impulsionado o engajamento dos agentes. Inspirada no

universo do futebol, a ação utiliza itens colecionáveis como incentivo de vendas. No cenário internacional, a leitura é de redistribuição da demanda. “As pessoas não deixam de viajar, elas mudam o destino”, disse Juarez Neto.

A alta nas tarifas aéreas também aparece como ponto de atenção, pressionada principalmente pelos custos operacionais. Ainda assim, o desafio estrutural segue sendo ampliar o acesso ao transporte aéreo no Brasil. Para sustentar o crescimento, a estratégia inclui expansão fora do eixo Rio-São Paulo, investimentos em tecnologia e manutenção do atendimento próximo ao agente.

ANCORADOURO ONLINE: CANAL GANHA FORÇA COM

NOVOS PRODUTOS E FOCO EM CONVERSÃO

O canal online entra em 2026 com foco em diversificação e aumento de conversão, especialmente no segmento corporativo. Após um início mais gradual, a demanda ganhou ritmo a partir da segunda quinzena de março.

“A tecnologia ajuda, mas o atendimento humano continua essencial. Nosso foco é dar rapidez e facilitar a vida do agente”, afirmou Marcelo Rolim, supervisor de Vendas do Online da Ancoradouro.

Entre as iniciativas está a ampliação do parcelamento para locação de veículos internacionais, que passou de seis para dez vezes. O portfólio também avança com produtos como o eSIM, voltado à co-

nectividade internacional, além de seguro viagem e transporte executivo.

“A nossa expectativa é positiva, porque estamos investindo em novos produtos e, principalmente, em atendimento”, completou Rolim.

A operação acompanha esse movimento com reforço de equipe e maior integração entre tecnologia e atendimento, além de suporte a demandas específicas, como grupos e eventos corporativos.

MONDIALE: DIVERSIFICAÇÃO E TURISMO NACIONAL SUSTENTAM CRESCIMENTO

A Mondiale aposta na ampliação do portfólio e no fortalecimento do turismo doméstico como resposta ao cenário internacional mais instável. A principal novidade é a entrada da Corazul, marcando a estreia da operadora em cruzeiros com embarques no Brasil.

“É uma marca nova, com proposta diferenciada, voltada a um público mais exigente”, afirmou Rafael Tobias, diretor geral da Mondiale.

O movimento acompanha o avanço das viagens nacionais. “Em momentos de incerteza, o passageiro tende a optar por destinos mais próximos e seguros”, complementou Tobias.

Destinos como Fernando de Noronha, Jericoacoara, Lençóis Maranhenses e Bonito seguem entre os destaques, além de cidades como Gramado, Foz do Iguaçu, João Pessoa e Maceió.

Apesar das oscilações no cenário internacional, a expectativa é de crescimento entre 10% e 20% em 2026. “O turismo exige adaptação constante. Seguimos ajustando o portfólio conforme o cenário”, finalizou.

Juarez Neto, sócio-diretor da Ancoradouro
Camisas colecionáveis da Football Travel Series
Fornecedores da Ancoradouro participaram de tarde de treinamentos
Marcelo Rolim, supervisor de Vendas da Ancoradouro Online
Clarissa Cavalheiro, da Ancoradouro, e Junior, da Lets Go Turismo
Elzo Nogueira Filho, Sérgio Folster e Raimundo Nonato, da Ancoradouro
Rafael Tobias, da Mondiale

ampliem sua presença digital em diferentes idiomas, como inglês e espanhol, para facilitar o acesso de turistas estrangeiros às informações. O material não será distribuído de forma massiva. Segundo a federação, trata-se de um produto institucional voltado ao uso estratégico por

anuncio-fitcataratas-me-wtm.pdf 1 25/03/2026 15:20:14

profissionais do setor.

Cada entidade recebeu exemplares para utilização em negociações, captação de eventos e ações promocionais, reforçando o papel do mapa como ferramenta de apoio ao trade turístico. Ao sintetizar o potencial turístico do estado, Abreu destacou a variedade de experiências disponíveis nas diferentes regiões. “Ele vai encontrar aqui no nosso estado do Rio de Janeiro, um pedacinho de cada lugar do mundo”, afirmou. O executivo citou como exemplos destinos de serra, com clima mais frio, áreas de natureza, regiões de praia e ilhas, além de localidades menos exploradas no Norte e no interior do estado.

21ª edição | 2026

Foz do Iguaçu - Paraná - Brasil 10 11 12 JUNHO

Tatiana D’Angelo e Guilherme Abreu, da FC&VB-RJ

Bruno Reis assume presidência da Embratur e inaugura

nova fase de consolidação e crescimento internacional

Transição marca continuidade do legado de Freixo e posiciona Bruno Villa em área estratégica para promoção do Brasil

A Embratur inicia um novo capítulo em sua trajetória institucional com a posse de Bruno Reis na presidência da agência, consolidando um movimento de continuidade estratégica após um dos períodos mais transformadores da promoção internacional do turismo brasileiro. A mudança ocorre na esteira da saída de Marcelo Freixo, cuja gestão reposicionou o Brasil no cenário global, e é acompanhada por uma reconfiguração interna que leva Bruno Villa à uma das áreas mais estratégicas da instituição. A ascensão de Bruno Reis ao comando da Embratur representa mais do que uma simples troca de mudança. Trata-se da consolidação de um modelo técnico e orientado por resultados, que ganhou força nos últimos anos e agora encontra continuidade em um executivo com trajetória profundamente enraizada no próprio sistema turístico nacional. Com mais de 16 anos de experiência no setor, Reis construiu sua carreira dentro da cadeia de promoção do turismo, transitando entre poder público e iniciativas estratégicas ligadas ao desenvolvimento de destinos. Sua história com a Embratur remonta aos primeiros anos de sua formação profissional, quando atuou como estagiário no segmento MICE. Desde então, percorreu um caminho consistente, passando por funções técnicas e gerenciais que o colocaram em posição de protagonismo nas estratégias de promoção internacional do Brasil. Ao longo da carreira, acumulou experiências no Ministério do Turismo, onde participou de projetos relevantes de estímulo ao mercado interno, além de atuar diretamente em iniciativas ligadas a grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014.

Posteriormente, ocupou cargos estratégicos dentro da própria Embratur, incluindo a gestão de mercados internacionais, com destaque para a atuação no mercado europeu. Também integrou o setor aeroportuário, com passagem pelo RIOgaleão, ampliando sua visão sobre conectividade e desenvolvimento de rotas, elemento-chave para o crescimento do turismo internacional. Mais recentemente, esteve à frente da Emprotur, onde liderou ações de promoção do Rio Grande do Norte no exterior, antes de retornar à Embratur como diretor de Marketing, Negócios e Sustentabilidade.

Essa trajetória multifacetada é vista pelo mercado como um dos principais diferenciais de sua gestão. Conhecedor das engrenagens da promoção turística e com forte capacidade de articulação, Bruno Reis assume a presidência com o desafio de manter o ritmo de crescimento observado nos últimos anos, ao mesmo tempo em que amplia o alcance das políticas de internacionalização do turismo brasileiro. Além disso, esse movimento marca o retorno de um turismólogo a uma posição verdadeiramente de liderança em um dos principais órgãos do setor - reconhecimento que destaca a representatividade.

Em suas primeiras sinalizações, o novo presidente falou sobre a importância de aproveitar o momento favorável de visibilidade do Brasil no exterior. Para ele, há uma janela de oportunidade única para fortalecer a imagem do país e, sobretudo, ampliar a distribuição dos benefícios do turismo internacional. Nesse contexto, ganha centralidade a inclusão de micro e pequenos empreendedores na cadeia produtiva, especialmente aqueles responsáveis pelas experiências turísticas nos destinos.

“O que eu percebo é que a gente tem uma janela de oportunidade muito única pra poder falar de promoção do Brasil e nessa janela de oportunidade a gente precisa capacitar e explorar como os

micro e pequenos empreendedores, que são aquelas pessoas que cuidam das experiências lá na ponta, que participam da jornada do mercado internacional. Então, eu sinto que o nosso trabalho futuro é engajar as comunidades locais, engajar as micro e pequenas empresas, para que elas também participem dos benefícios de receber um turista internacional na sua cidade”, revelou Reis, durante entrevista no Visit Brasil Summit, realizado no último dia do mês de março, em Brasília. A proposta aponta para um modelo de desenvolvimento mais capilarizado, no qual o crescimento do fluxo internacional se traduz em impacto econômico direto nas comunidades locais. Trata-se de uma evolução da estratégia recente da Embratur, que já vinha incorporando elementos de sustentabilidade, diversidade e valorização cultural como pilares da promoção internacional.

FREIXO FEZ HISTÓRIA

A chegada de Bruno Reis à presidência ocorre após a saída de Marcelo Freixo, que encerra sua gestão à frente da agência após três anos e três meses. Freixo entregou o cargo de maneira emblemática do evento. Sua saída está associada ao retorno à vida política, com a decisão de disputar uma vaga como deputado federal pelo Rio de Janeiro. O encerramento de seu ciclo marca o fim de um período amplamente reconhecido como de recons-

de dados e valorização da diversidade regional.

Outro aspecto relevante foi a aproximação com o trade turístico. A gestão Freixo priorizou o diálogo constante com representantes do setor, promovendo uma atuação mais integrada entre o poder público e iniciativa privada. Essa articulação se refletiu também na presença do Brasil em feiras internacionais, que passaram a adotar uma abordagem mais estratégica, com foco na geração de negócios e resultados concretos.

Internamente, a gestão também é associada à modernização dos processos da agência e à formação de uma equipe técnica qualificada, capaz de dar continuidade às políticas implementadas. Ao deixar o cargo, Freixo destacou a sensação de missão cumprida, reforçando que o Brasil voltou a ocupar um lugar de destaque no cenário global do turismo. É nesse contexto que Bruno Reis assume a presidência, com a responsabilidade de preservar esse legado e, ao mesmo tempo, avançar em novas frentes. A expectativa do setor é de que sua gestão combine continuidade e inovação, mantendo as diretrizes que se mostraram eficazes e incorporando abordagens que ampliem a competitividade do país.

NOVO PAPEL DE BRUNO VILA

A transição na presidência também desencadeou mudanças na estrutura interna da Embratur. Bruno Villa, que atuava como chefe de gabinete durante a gestão Freixo, assume a diretoria de Marketing, Negócios e Sustentabilidade, área anteriormente liderada por Reis e considerada o coração estratégico da agência, mostrando que a continuidade é a palavra de ordem, uma vez que o executivo participou diretamente das decisões estratégicas da gestão anterior. Responsável pela promoção internacional, articulação de parcerias comerciais, atração de investimentos e desenvolvimento de campanhas, a diretoria desempenha papel central na execução das políticas da Embratur.

trução institucional e reposicionamento global do Brasil.

Quando assumiu a Embratur, Freixo encontrou um cenário adverso. O turismo internacional ainda sofria os efeitos da pandemia de Covid-19, com baixos índices de visitantes, perda de competitividade e uma imagem fragilizada do país no exterior. Sem trajetória prévia no setor, sua nomeação foi inicialmente recebida com cautela por parte do trade. No entanto, ao longo de sua gestão, conseguiu estabelecer uma condução técnica e orientada por dados, aliada a uma forte capacidade de diálogo institucional.

Um dos principais marcos de sua gestão foi a retomada do protagonismo do Brasil no cenário internacional. Em 2025, o país atingiu resultados históricos, ultrapassando a marca de 9 milhões de turistas estrangeiros e gerando mais de US$ 8 bilhões em receitas. Os números colocaram o Brasil entre os destinos com maior crescimento no mundo, consolidando uma tendência de recuperação acelerada e sustentável.

Mais do que os indicadores quantitativos, o período foi marcado por mudanças estruturais na forma como o Brasil se posiciona no exterior. A implementação do Plano Brasis, primeiro plano estruturado de marketing internacional em duas décadas, trouxe uma retomada estratégica da promoção do país, com foco em segmentação de mercados, inteligência

Sua atuação à frente da diretoria deve manter o foco em inovação, posicionamento internacional e integração entre sustentabilidade e desenvolvimento turístico. A expectativa é de que a área continue sendo um dos principais motores de geração de negócios e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior. O novo arranjo organizacional da Embratur reflete, portanto, um momento de transição planejada e alinhada às necessidades do setor. A combinação entre continuidade estratégica, valorização de quadros internos e renovação de funções-chave cria um ambiente propício para a consolidação dos avanços recentes. Para o mercado, o desafio agora é transformar o crescimento observado nos últimos anos em uma trajetória sustentável de longo prazo. Isso passa não apenas pela manutenção do fluxo internacional, mas também pela diversificação de mercados emissores, ampliação da conectividade aérea e fortalecimento da oferta turística nacional.

Sob o comando de Bruno Reis, a Embratur inicia esse novo ciclo com bases sólidas e expectativas elevadas. A continuidade do trabalho desenvolvido, aliada a uma visão voltada para inclusão, inovação e competitividade, deve orientar os próximos passos da agência em um cenário global cada vez mais dinâmico e disputado. Se a gestão anterior foi marcada pela reconstrução e reposicionamento, o momento atual aponta para consolidação e expansão. E, nesse contexto, a liderança de Bruno Reis surge como elemento central para sustentar o protagonismo do Brasil no turismo internacional e ampliar sua relevância como destino global nos próximos anos.

Marcelo Freixo, ex-presidente da Embratur
Marcelo Freixo, presidente da Embratur
Bruno Villa, novo Diretor de Marketing, Sustentabilidade e Inovação

Primeira edição do M&E Awards celebra os destaques do turismo brasileiro

Com mais de 84 mil votos, iniciativa valoriza estratégias, experiências e o desenvolvimento do setor

Janaina Brito

A primeira edição do M&E Awards – Destinos do Ano 2026 nasce com o propósito de se tornar uma das principais iniciativas de valorização do turismo nacional, reconhecendo os estados que mais se destacaram ao longo do último ano. Criada e desenvolvida pelo Mercado & Eventos, a premiação reuniu, em sua edição de lançamento, mais de 84 mil votos, refletindo de forma significativa a percepção do trade e

do público sobre os destinos que vêm se destacando no país.

Mais do que premiar, a proposta é dar visibilidade a quem investe em estrutura, promoção e qualificação, impulsionando o turismo em diferentes regiões do Brasil. Ao todo, doze categorias contemplam os destinos brasileiros em segmentos já consolidados, como Sol e Praia e Gastronomia, além de tendências em crescimento, como Turismo Regenerativo e Turismo de Comunidade.

PATROCÍNIOS:

“Mais uma vez, o M&E segue inovando e reconhecendo quem faz o turismo acontecer. Desta vez, foi o momento de celebrarmos os nossos destinos. O Brasil é um país diverso, maravilhoso e cenográfico, que investe cada vez mais no turismo, na sua capacidade de receber, criar novos atrativos, contar histórias e gerar emprego e renda”, celebrou Roy Taylor, presidente do Mercado & Eventos. Ele também reforça o papel histórico do veículo na promoção dos destinos brasileiros. “Sempre valorizamos o nosso país. Essa premiação é uma maneira de reconhecer quem se destaca e também de inspirar destinos em ascensão, provando que o bom trabalho gera bons resultados”, completou.

O engajamento do público foi outro destaque desta edição. Segundo Natália Strucchi, diretora de Redação do Mercado & Eventos, a votação manteve alto nível de participação e disputas acirradas até o final. “A votação do M&E Awards 2026 contou com forte engajamento do mercado. Em diversas categorias, a disputa foi bastante acirrada, com diferenças mínimas entre os mais votados. Os destinos fizeram campanhas lindas, se dedicaram a conquistar os prêmios e levam pra casa agora um título de

grande relevância, uma chancela fornecida pelo principal veículo de comunicação do setor”, destacou.

INDICADOS E VENCEDORES DO M&E AWARDS 2026

Com categorias que refletem a diversidade do turismo brasileiro, o M&E Awards reconhece destinos que se destacam por suas estratégias, atrativos e capacidade de gerar experiências relevantes. A seleção dos três destinos finalistas em cada categoria foi feita através de uma curadoria da própria equipe do M&E, além de autoridades do setor.

A realização da primeira edição do M&E Awards não seria possível sem o apoio de importantes nomes do setor. Em 2026, o prêmio conta com patrocínio da Sakura Consolidadora e do Affinity Seguro Viagem, que apoiam a iniciativa como parceiras estratégicas do projeto.

Para Wagner Chaves, CEO da Sakura, a parceria reforça o compromisso com o setor. “Ninguém chega longe sozinho, e o M&E faz parte da nossa trajetória. Apoiar um prêmio que reconhece os destinos nacionais faz todo sentido, porque valoriza quem faz o turismo acontecer”, afirmou

Já Alexandre Lança, diretor de Marketing do Affinity Seguro Viagem, destaca a importância da valorização do mercado interno. “Patrocinar o M&E Awards é uma forma de valorizar o turismo brasileiro e reconhecer os destinos que fazem o setor avançar. Queremos reforçar a importância dos viajantes contratarem o seguro viagem também para viagens dentro do Brasil”, completou.

A premiação ocorrerá no dia 14 de abril, em coquetel no estande do M&E na WTM-LA, no Expo Center Norte.

REALIZAÇÃO:

Roy Taylor, presidente do M&E
Wagner Chaves, CEO da Sakura
Alexandre Lança, diretor de Marketing do Affinity Seguro Viagem

ExpoRio 2026 soma 63 mil participantes, anuncia dois parques e registra alta de 20% no turismo internacional

Evento no Lagoon reuniu 66 municípios, mais de 700 expositores e aposta no interior do RJ

A ExpoRio Turismo 2026 foi realizada entre os dias 26 e 29 de março, no Complexo Lagoon, reunindo autoridades, representantes do trade turístico, produtores e o público em geral. Promovido pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Secretaria de Estado de Turismo (Setur-RJ) e da TurisRio, com apoio da Fecomércio RJ e coparticipação do Sesc Rio, o evento teve como objetivo promover destinos fluminenses, estimular negócios e reforçar o turismo como atividade econômica. Ao longo de quatro dias, a feira concentrou experiências turísticas, produtos regionais, atividades culturais e espaços voltados à geração de negócios.

Na cerimônia de abertura, algumas autoridades estiveram presentes, como o secretário de Estado de Turismo, Lucas Alves; o presidente da TurisRio, Sergio Ricardo de Almeida; e o presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz, além de prefeitos, parlamentares e representantes do setor. Em seu discurso, Sergio Ricardo destacou a consolidação do evento ao longo das edições. “O evento só é sucesso depois que passa da segunda edição. Estamos na quinta. Um verdadeiro encontro com a diversidade e com o potencial do turismo fluminense”, afirmou.

Já o subsecretário de Grandes Eventos, Marcelo Monfort, reforçou o papel da feira na promoção do interior do estado. “Essa é a quinta edição da Expo Turismo, um evento que a gente idealizou junto com toda nossa equipe para cada vez mais fomentar o interior do estado, do principal emissor de turismo que é a capital”, disse. Durante sua participação, Monfort anunciou novos investimentos e o lançamento de dois parques no estado. “Parques a níveis nacionais e internacionais. Isso é fruto de investimento no turismo”, declarou.

O subsecretário também apresentou dados sobre o desempenho recente do

turismo fluminense. “Ano passado, batemos recorde com 2.3 milhões de turistas internacionais. Esse ano, em janeiro e fevereiro, já batemos 20% a mais do que no ano passado”, afirmou. Os números reforçam o crescimento da atividade no estado e o impacto das ações de promoção turística.

A PROGRAMAÇÃO INCLUIU ESPAÇOS DEDICADOS AOS MUNICÍPIOS

Um dos destaques foi o espaço “Vivências do Rio”, voltado à valorização do artesanato e da produção rural. A iniciativa contou com a participação de produtores e artesãos que expuseram itens como queijos, doces, cachaças e peças artesanais, além de promover experiências ligadas ao turismo rural. Durante a abertura, também foram realizadas ações institucionais, como a assinatura simbólica do decreto nº 50.237, de 19 de março de 2026, e a formalização de um termo de cooperação técnica voltado ao turismo

rural. Foram entregues ainda placas de reconhecimento a produtores e empreendedores, além do primeiro selo de turismo rural do estado. A iniciativa contou com parcerias com o Senar e buscou estruturar experiências relacionadas à produção local.

A agenda do evento incluiu palestras, talkshows e apresentações culturais. No palco principal, se apresentaram artistas como Benzadeus e Vitor Kley na abertura, Toni Garrido no segundo dia, Diogo Nogueira no terceiro e Mumuzinho no encerramento. Ao todo, mais de 100 artistas participaram da programação cultural.

O entretenimento foi um dos eixos da edição, com espaços interativos, atividades ao ar livre e atrações para diferentes públicos. Áreas como a Orla #tônoRio, o espaço de manifestações culturais dos municípios e atividades como parede de escalada integraram a programação. O espaço “Sesc + Diversão” e a réplica de um dinossauro também estiveram entre os atrativos

voltados ao público infantil.

NÚMEROS

Ao longo das últimas quatro edições o evento soma mais de 262 mil inscritos e cerca de 81 mil visitantes presenciais. Foram contabilizados 983 expositores no período, sendo 888 artesãos e produtores rurais, além da geração de aproximadamente 5.950 empregos diretos e indiretos.

Nesta edição, 66 municípios estiveram representados e mais de 700 expositores participaram da feira, incluindo artesãos, produtores rurais e palestrantes. A programação também contou com 10 palestras e 48 palestrantes, voltados à qualificação profissional do setor. A estrutura do evento chegou a 18 mil metros quadrados e incluiu experiências gastronômicas, com a participação de 46 food trucks e 37 cervejarias da Rota Cervejeira RJ. O evento também contou com suporte de guias de turismo e voluntários, além de espaços dedicados à promoção de destinos e serviços.

Suelen Ricaldi e Sophia Santana, do Sesc
Luiz Marcelo, Barão do Piauí, Barão de Mauá e Marquês de Aguiar, dos Guias Caracterizados
Marco Paes, da Setur e TurisRio
Jovens da Escola Carvalho Hosken de Hotelaria posam para foto
Evento reuniu destinos, autoridades e trade turístico no Rio

Connect 2026 reforça estratégia B2B da CVC Corp, com

foco em tecnologia, produtos e protagonismo do agente

Evento em Porto Seguro evidencia avanço do grupo em dados, integração e qualificação de portfólio, com Visual e Rextur como pilares da estratégia

Plenárias cheias, agenda intensa e uma operação voltada à geração de negócios deram o tom do Connect 2026, convenção que reuniu as marcas Visual Turismo e Rextur Advance, e que terminou deixando um retrato claro do momento da CVC Corp e das prioridades que devem guiar o grupo no curto e médio prazo.

Realizado em Porto Seguro entre os dias 21 e 24 de março, o encontro reuniu cerca de 600 profissionais do turismo, entre agentes de viagens, executivos e fornecedores, em uma programação que combinou capacitação, conteúdo estratégico e relacionamento comercial.

Mais do que apresentar novidades, o Connect 2026 funcionou como um movimento de alinhamento da CVC Corp com sua base de vendas, evidenciando o reforço do B2B como eixo central da estratégia do grupo.

Ao longo da programação, a principal mensagem foi clara: o agente de viagens segue como peça central no modelo de distribuição. O desafio, no entanto, está em sustentar esse protagonismo em um ambiente mais competitivo, com avanço tecnológico, diversificação de produtos e maior exigência por eficiência.

TECNOLOGIA E DADOS COMO BASE DA OPERAÇÃO

A tecnologia deixou de ser discurso e ganhou papel central no Connect 2026. Durante o evento, o VP de Vendas B2B e B2C, Emerson Belan, detalhou como a CVC Corp vem avançando na integração de sistemas e no uso de inteligência de dados para reorganizar sua operação no B2B.

Na prática, o movimento mira ganhos de eficiência em toda a cadeia, da busca e montagem de produtos ao fechamento da venda. A proposta é reduzir etapas manuais, aumentar a autonomia do agente e tornar o processo mais fluido. Outro ponto enfatizado foi o uso de dados para orientar a curadoria de produtos e identificar oportunidades de venda. A leitura é clara: quem conseguir transformar dados em oferta relevante sai na frente, e é nessa lógica que a CVC Corp quer posicionar sua atuação.

“O viajante não quer apenas viajar, ele quer viver experiências, seja gastronômica, em família ou de descanso. E o agente é fundamental para construir

VISUAL TURISMO ESTRUTURA PORTFÓLIO COM “VISUAL PELO MUNDO” E APOSTA NO ULTRA LUXO COM A BIBLOS BRASIL

Com crescimento superior a 300% em 2025, a Visual Turismo chegou ao Connect 2026 reforçando seu momento de expansão e apresentando novos projetos para sustentar esse avanço.

Os resultados foram detalhados por Hugo Lagares, diretor da Visual Turismo, e incluem mais de 60 campanhas realizadas, 389 premiações distribuídas e mais de R$ 185 mil em incentivos pagos aos agentes.

Entre os principais lançamentos está o Visual Pelo Mundo, novo produto de grupos internacionais com roteiros personalizados, acompanhamento desde o Brasil e experiências inclusas. Ao todo, são 11 itinerários para destinos como Japão, Croácia, África, Portugal, Reino Unido e Colômbia, com saídas programadas até 2027.

Outra frente estratégica é a consolidação do segmento de luxo, com a criação de uma equipe dedicada e curadoria de produtos diferenciados. Com a chegada da Biblos Brasil, a proposta inclui desde hotéis boutique no Brasil até roteiros internacionais exóticos e viagens de neve, ampliando o leque de atuação das agências.

O novo segmento nasce com foco no público ultra-premium, com produtos altamente personalizados e curadoria mais sofisticada, marcando a entrada mais estruturada do grupo em um nicho de maior margem e menor escala.

Em entrevista ao M&E, Lagares explicou que as iniciativas surgem tanto da leitura de mercado quanto da escuta ativa dos agentes de viagens. “A gente percebeu uma demanda crescente, tanto por mais segurança nas viagens quanto por produtos mais elaborados. E, ao mesmo tempo, vimos que muitas agências não tinham estrutura para atender essas duas pontas”, afirmou.

REXTUR ADVANCE AVANÇA

EM INTEGRAÇÃO E MIRA

PRODUTIVIDADE DO AGENTE

Já a Rextur Advance concentrou sua participação na evolução das plataformas e na integração de conteúdos, com foco direto na eficiência operacional.

Em sua apresentação, Márvio Mansur, diretor geral da consolidadora, destacou a dimensão da operação e o papel da empresa em transformar tendências de mercado em oportunidades para os agentes de viagens. “Nosso papel é justamente conectar essas oportunidades e facilitar o dia a dia do agente, com mais eficiência e autonomia”, afirmou. Esse posicionamento se reflete nos números da operação. Segundo o exe-

cutivo, a companhia já alcançou a marca de 3 milhões de passageiros embarcados em 2026, com uma rede de mais de 5 mil agências parceiras e cerca de 350 profissionais em todo o Brasil. O crescimento do modal rodoviário também ganhou destaque, com a emissão de 120 mil passageiros por meio da integração com a ClickBus dentro da plataforma utilizada pelos agentes. No campo tecnológico, Mansur reforçou a evolução do Reserva Fácil, que já soma 48 mil logins ativos, e apresentou o avanço para a versão 3.0, estruturada em três pilares: novas funcionalidades, uso de inteligência artificial e maior autonomia para o agente. Entre as novidades, está a possibilidade de reemissão online de bilhetes, inicialmente com companhias aéreas nacionais, reduzindo o tempo de atendimento e aumentando a produtividade das agências. Nesse mesmo movimento, o executivo destacou a importância de estratégias de upsell, alinhadas à ampliação de serviços agregados pelas companhias aéreas. “O agente tem um papel cada vez mais consultivo, e isso impacta diretamente no ticket médio e na experiência do passageiro”, disse. Outro destaque é o Guardião, ferramenta que monitora alterações em voos e que passa a ganhar novas funcionalidades na versão 3.0, incluindo integração com WhatsApp e ampliação das informações operacionais disponíveis aos agentes.

EVENTO CRESCE E ACOMPANHA MOMENTO DA COMPANHIA

Ao classificar o encontro como o maior já realizado pelas marcas Rextur Advance e Visual Turismo, Fábio Mader associou o crescimento do evento ao próprio momento da empresa. “Sem dúvida nenhuma, esse é o maior evento que nós fizemos do B2B. O evento está do tamanho do grupo”, afirmou. Mais do que uma convenção, o Connect tem sido utilizado pela CVC Corp como plataforma para alinhar discurso, estratégia e operação. Nesse contexto, o executivo reforçou que a transformação da companhia passa por três pilares: foco no cliente, avanço tecnológico e disciplina financeira.

“A gente fala de inovação e transformação digital, mas isso só faz sentido com o cliente no centro e uma empresa saudável, que transmita confiança”, concluiu.

Emerson Belan, da CVC Corp; e Marvio Mansur, da Rextur Advance
Hugo Lagares, da Visual Turismo
Fábio Mader, CEO da CVC Corp isso”, afirmou Belan.

• AVIVA - A Aviva anunciou a chegada de Jorge Luís Cordenonsi como novo Chief Information Officer (CIO). O executivo assume a liderança da área de Tecnologia da Informação (TI) em um momento estratégico para a companhia, marcado pela intensificação da cultura de inovação e pela ampliação do uso estruturado de inteligência artificial em diferentes processos da organização.

• AZUL VIAGENS – A Azul Viagens anunciou a chegada de Marcela Ciasca para assumir a gerência sênior de Soluções de Negócios. Com mais de duas décadas de atuação no turismo, a executiva passa a integrar a operadora em um cargo considerado estratégico, com a missão de aproximar diferentes áreas da empresa e apoiar a criação de soluções voltadas ao desenvolvimento de produtos, serviços e iniciativas comerciais.

• VOLL - A Voll anunciou a contratação de Daniela Araújo como Chief Alliances Officer. A executiva, com mais de 20 anos de experiência e passagens por empresas como Decolar e Gol, assume a liderança da estratégia de parcerias da companhia, com o objetivo de fortalecer o ecossistema de aliados e impulsionar a integração tecnológica.

• AIR CANADÁ - A Air Canada anunciou que seu CEO, Michael Rousseau, deixará o cargo até o fim do terceiro

AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS

WTM-LA

trimestre de 2026. O Conselho de Administração já conduz um processo estruturado de sucessão, com busca interna e externa para definir o novo líder da empresa sediada em Montreal.

• TG.MOB - A tg.mob acaba de anunciar a entrada de Cristina Gomes em seu quadro societário. Até então diretora-executiva, a profissional passa a integrar o grupo de sócios em um movimento que combina fortalecimento da estrutura de gestão com o compromisso da empresa com a equidade de gênero.

• EMBRATUR - A Embratur inicia um novo capítulo em sua gestão com a chegada de um rostinho já muito conhecido à presidência: Bruno Giovanni Reis. A mudança ocorre após a saída de Marcelo Freixo, que esteve à frente da agência por mais de três anos e liderou um período marcado por crescimento expressivo na promoção internacional do Brasil, com resultados recordes no número de visitantes estrangeiros.

• BC CONVENTION - O Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau elegeu sua nova diretoria para o biênio 2026/2027 durante Assembleia Geral Ordinária. O novo presidente é Robinsom Fernando Soares, conhecido como Robinho, que assume o cargo após dois mandatos de Andrezza Negrini.

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A WTM Latin America, que acontece entre 14 e 16 de abril, é um evento B2B de viagens que oferece excelentes oportunidades de negócios e acesso a compradores e influenciadores qualificados da indústria de viagens e turismo. Profissionais de todas as áreas participam do evento, como agências de turismo, operadoras de viagens, acomodações, transportes, cruzeiros, produtos de luxo e tecnologia, entre outros. Durante apenas 3 dias é possível explorar as últimas tendências, buscar novos produtos, expandir sua rede de contatos e encontrar oportunidades que vão impulsionar seus negócios.

BNT MERCOSUL

A BNT Mercosul é um evento que reúne profissionais de turismo para a realização de negócios criando um cenário ideal para quem pretende divulgar destinos e fazer contatos comerciais. A 32ª edição da BNT Mercosul está confirmada para os dias 21, 22 e 23 de maio de 2026. O evento será realizado no Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco, em Santa Catarina.

FESTIVAL DAS CATARATAS

O FIT Cataratas é consolidado como um dos eventos mais completos de turismo e negócios da América Latina. Na 21ª edição, que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de junho em 2026, Foz do Iguaçu mais uma vez será o epicentro das grandes oportunidades para destinos e atrativos turísticos, operadoras, agentes de viagens, meios de hospedagem, empresas de transporte, companhias aéreas, bares e restaurantes, casas de shows, instituições governamentais e da iniciativa privada, associações e sindicatos de turismo, enfim todo o trade e entusiastas da inovação e sustentabilidade.

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