2ª Quinzena | Março de 2026 Ano XXIII | no530 mercadoeeventos.com.br

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2ª Quinzena | Março de 2026 Ano XXIII | no530 mercadoeeventos.com.br

França
Embarcamos no navio que percorre rotas pelo Mediterrâneo ao longo de todo o ano.

M&E AWARDS - DESTINOS DO ANO 2026
M&E Awards entra na reta final. Premiação vai reconhecer os destinos brasileiros que mais se destacaram em 2025 e terá ápice durante a WTM-LA. A Votação segue aberta até 27 de março.

Abav TravelSP 2026 bate recorde de público e reforça força no mercado. Feira em Campinas reuniu profissionais de todo o país, destacou espaços premium e ampliou oportunidades de negócios.
Páginas 6 e 7

FEIRAS E EVENTOS
BTL (Lisboa) e ITB (Berlim) movimentaram o turismo da Europa e contaram com ampla participação do trade brasileiro. O M&E fez a cobertura de ambas em tempo real e traz os destaques de cada evento.





Presidente da Unedestinos defende estratégia nacional integrada, continuidade de políticas públicas e maior atuação da iniciativa privada para ampliar presença do país no turismo global
Beatriz Waehneldt
O Brasil reúne condições para ampliar sua presença no turismo internacional, especialmente em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e restrições de mobilidade em diferentes regiões do mundo. Para Toni Sando, presidente da Unedestinos e do Visite São Paulo Convention & Visitors Bureau, o país pode se posicionar como um destino atrativo e seguro para turistas e grandes eventos. Em entrevista ao Mercado & Eventos, o executivo falou sobre oportunidades para o setor, desafios estruturais do turismo brasileiro e a importância da integração entre poder público e iniciativa privada para fortalecer a promoção do país no exterior.
MERCADO & EVENTOSComo o Brasil pode aproveitar o atual cenário internacional para atrair mais visitantes?
TONI SANDO - O mundo vive um momento de instabilidade, com guerras e restrições de vistos em vários países. Nesse contexto, o Brasil pode montar uma estratégia para aproveitar esse movimento e incentivar a vinda de turistas e eventos internacionais. O Brasil pode se tornar um destino de referência para quem quer viajar evitando riscos de outras regiões. Temos condições de receber visitantes que buscam lazer, descanso e um ambiente com sensação de segurança.
M&E - O que ainda impede o Brasil de competir melhor no cenário internacional?
TONI SANDO - Um dos principais problemas é a falta de continuidade nas políticas públicas. Em pouco mais de duas décadas tivemos cerca de 22 ministros do Turismo, o que dificulta manter estratégias de longo prazo. Não é apenas o ministro que muda, mas também as equipes. Com tantas mudanças, fica muito difícil manter continuidade nas ações.
M&E - Qual o papel da iniciativa privada nesse processo?
TONI SANDO - Ela precisa participar mais ativamente. Os Convention & Visitors Bureaux precisam do apoio da hotelaria e
de recursos para buscar eventos, congressos e feiras internacionais e incentivar que venham para o Brasil. Não podemos ficar esperando um salvador da pátria. A



iniciativa privada também precisa levar propostas e participar das discussões sobre o desenvolvimento do turismo.
M&E - O que uma cidade precisa hoje para atrair grandes eventos?
TONI SANDO - A comunicação passou a ter um papel central. A cidade precisa se posicionar bem nos meios digitais e aparecer como destino de referência nos sistemas de busca.
M&E - Quais destinos brasileiros vêm se destacando nesse trabalho?
TONI SANDO - Alguns exemplos são Mato Grosso do Sul, Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro e São Paulo, que vêm desenvolvendo estratégias consistentes de promoção e governança turística. Eles conseguiram manter continuidade nas estratégias e fortalecer a organização das entidades locais. Assim, vão ajustando o modelo e evoluindo.











O mercado aéreo brasileiro entra em uma nova fase. Depois de anos marcados por ajustes financeiros, pandemia e reorganizações profundas, as companhias nacionais começam a olhar novamente para fora, e com ambição. Se por muito tempo o foco esteve no mercado doméstico e regional, agora o horizonte é outro: conquistar mais espaço no cenário internacional.
A movimentação mais recente vem da Gol, que apresentou a nova estratégia de crescimento da empresa para os próximos anos. O plano prevê uma expansão consistente da presença internacional da aérea, com voos para Europa e Estados Unidos e a meta de que cerca de 25% de toda a operação da companhia seja internacional até 2030.
A nova fase começa já em 2026. Entre os destinos anunciados estão Lisboa, Paris, Orlando e Nova York. A capital portuguesa terá quatro frequências semanais de ida e volta a partir de 16 de setembro. Orlando receberá quatro novos voos semanais diretos do Rio de Janeiro, somando-se às operações já existentes a partir de Brasília e Fortaleza. Paris deve ter detalhes anunciados em breve, enquanto Nova York já tem início previsto para julho, com três frequências semanais.
Esse movimento marca uma nova etapa na história da empresa. A Gol passa agora a dar um passo além, com a introdução de aeronaves de fuselagem larga e uma presença mais robusta em rotas de longa distância. A estratégia também é consequência direta da reestruturação financeira concluída em 2024, quando a companhia encerrou seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11. A reorganização abriu caminho para novos investimentos em frota, malha aérea e crescimento internacional.
TURISMO EM DADOS
Mas a Gol não está sozinha nesse movimento. A internacionalização das companhias brasileiras já vinha ganhando força nos últimos anos. A Latam consolidou uma presença global relevante, conectando o Brasil a diversos continentes, enquanto a Azul também intensificou suas operações internacionais no período pós-pandemia, ampliando rotas e fortalecendo hubs estratégicos, e segue fortalecendo isso após a sua saída do Chapter 11, neste ano de 2026.
O que vemos agora é um cenário cada vez mais competitivo — e isso é positivo para o mercado. O Brasil está crescendo nas conexões internacionais porque existe demanda. O país bate recordes consecutivos de visitantes estrangeiros e, ao mesmo tempo, os brasileiros seguem viajando cada vez mais para o exterior. Nesse contexto, as companhias nacionais têm uma vantagem importante: conhecem o passageiro brasileiro como ninguém. Entendem seus hábitos de consumo, suas rotas preferidas, seus períodos de viagem e suas expectativas de serviço.
A disputa por esse mercado, portanto, tende a ser cada vez mais estratégica. Fidelização, qualidade de serviço, malha inteligente e boas conexões serão fatores decisivos para definir quem conquistará a maior fatia desse mercado em expansão. Para o passageiro, e para o turismo, o resultado é claro: mais rotas, mais concorrência e mais opções. Viajar de e para o Brasil está se tornando cada vez mais fácil. E isso, para um país com o potencial turístico e econômico que temos, é motivo de sobra para comemorar. Que venham novos destinos, novas conexões e mais espaço — inclusive aéreo.
Roy Taylor é Presidente do M&E
Março sempre me convida a refletir. O mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher é também um momento de olhar com mais atenção para o caminho que nós, mulheres, temos percorrido no mercado de trabalho — especialmente em setores onde nossa presença é massiva, mas nossa voz ainda busca ocupar mais espaços de decisão. Quando observo os dados do setor de turismo, fico diante de um contraste que não pode ser ignorado. Nós representamos 54% da força de trabalho global na indústria de viagens e hospitalidade, mas ocupamos apenas 33% das posições em conselhos de administração das empresas do setor. O número, destacado em uma análise da Belvera Partners, não é apenas uma estatística: ele reflete uma realidade que muitas de nós vivenciamos ao longo da carreira. O turismo é, historicamente, um setor que acolhe mulheres em diversas áreas — atendimento, gestão, hospitalidade, tecnologia, marketing. Estamos presentes, atuantes, qualificadas e cada vez mais preparadas para liderar. Ainda assim, a presença feminina diminui à medida que subimos na estrutura hierárquica das empresas. Um ponto que me chama atenção é o impacto da cultura corporativa. Ambientes de trabalho seguros, gestores que apoiam o desenvolvimento profissional e políticas que incentivam diversidade e inclusão não são apenas boas práticas: são condições essenciais para que mulheres consigam crescer profissionalmente. Outro ponto que merece reflexão é a forma como percebemos a desigualdade de gênero. Um levantamento do portal Turijobs mostra que 63% das mulheres acreditam que o gênero
influenciou sua carreira, enquanto apenas 32% dos homens têm essa mesma percepção. Essa diferença revela algo importante: muitas vezes, a desigualdade não é percebida da mesma forma por todos. Questões como desigualdade salarial, experiências de atitudes sexistas e até decisões relacionadas à maternidade continuam influenciando trajetórias profissionais. O estudo citado aponta, por exemplo, que 22% das mulheres afirmam ter adiado a maternidade por razões econômicas ou pressão profissional, enquanto entre os homens esse índice é de 12%. São números que nos lembram que o debate sobre equidade ainda precisa avançar.
Para mim, o desafio agora é garantir que uma transformação que não aconteça apenas de forma pontual, mas estrutural. Precisamos continuar incentivando mulheres a reconhecer suas conquistas, a ocupar espaços de liderança e a confiar na própria experiência profissional. O turismo é uma indústria movida por pessoas. E se mais da metade dessas pessoas são mulheres, é natural — e necessário — que essa presença também seja refletida nas mesas de decisão.
Neste mês das mulheres, minha reflexão é simples: não queremos apenas participar do mercado de trabalho. Queremos liderar, decidir e construir o futuro da indústria em igualdade de condições.
Porque quando mulheres avançam, todo o setor avança junto.
Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E
Cada R$ 1 do turista estrangeiro movimenta R$ 3,31 na economia brasileira, aponta
Um estudo inédito da Universidade Federal Fluminense (UFF), desenvolvido para a Embratur e publicado na revista científica Turismo Visão e Ação, revela que cada R$ 1 de receita do turismo internacional gera R$ 3,31 na produção econômica total do Brasil. A pesquisa detalha os impactos diretos, indiretos e induzidos sobre o PIB, renda e empregos, em um momento de recorde de chegadas internacionais em 2025. Cada R$ 1 de receita turística internacional gera um crescimento de R$ 3,31 na produção econômica total do Brasil. Esse é o resultado central de um estudo conduzido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) para a Embratur, que calculou de forma inédita o efeito multiplicador do turismo internacional na economia brasileira.
Segundo a pesquisa, o impacto inicial do gasto dos turistas estrangeiros se espalha pela cadeia produtiva, gerando uma produção adicional de R$ 0,75 para cada R$ 1 investido. Além disso, há um efeito direto de R$ 0,59 sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor corresponde ao aumento imediato na renda gerada pela atividade turística. A renda adicional produzida pelo turismo internacional é distribuída entre diferentes agentes econômicos. De cada R$ 0,59 incorporado ao PIB, R$ 0,28 correspondem à remuneração dos trabalhadores, R$ 0,21 representam lucros das empresas e R$ 0,10 referem-se a impostos. Quando esses valores são gastos na economia, geram novo ciclo de produção e consumo. O estudo aponta que o efeito induzido pela renda, ou seja, aquele decorrente do consumo gerado por salários, lucros

e tributos pagos, alcança R$ 1,55 em produção econômica total para cada R$ 1 de receita internacional. Considerando efeitos diretos, indiretos e induzidos, a renda brasileira cresce R$ 1,92 por cada R$ 1 gasto por turistas estrangeiros. Para cada R$ 1 milhão em receitas turísticas internacionais, são gerados 15 empregos diretos e 34 empregos totais, incluindo postos indiretos e induzidos em diversos setores da economia. Os dados foram divulgados em um momento de expansão do fluxo internacional. Em 2025, o Brasil registrou aumento de 37% no número de turistas estrangeiros em relação ao ano anterior, que já havia estabelecido recorde. A receita turística internacional também cresceu, ainda que em ritmo inferior ao das chegadas. No acumulado de 2025, os turistas internacionais deixaram cerca de R$ 44 bilhões no país. De acordo com as
estimativas do estudo, esse volume de recursos deve ter gerado impacto de aproximadamente R$ 145 bilhões na produção econômica total e de R$ 84 bilhões no PIB, o equivalente a 0,7% do PIB brasileiro.
O coordenador da pesquisa, professor Osiris Marques, da UFF, afirmou que os resultados confirmam o papel do turismo internacional como vetor de dinamização econômica. Segundo ele, “todos falavam do efeito multiplicador, mas ninguém havia calculado nem apresentado as estatísticas”.
O professor João Evangelista Monteiro, também da UFF, destacou que o cálculo do efeito multiplicador é fundamental para demonstrar a importância econômica do setor. Ele ressaltou que o turismo internacional gera emprego e renda em diversos segmentos, não apenas naqueles que atendem diretamente os visitantes.
O estudo contou ainda com a participação do professor Glauber Santos, da Universidade de São Paulo (USP). O pesquisador enfatizou as diferenças entre o impacto do turismo internacional e o doméstico. Segundo ele, a receita proveniente do exterior representa injeção de novos recursos na economia nacional, o que fortalece o efeito multiplicador. No caso do turismo doméstico, explicou, há deslocamento de recursos entre setores e regiões do país, sem necessariamente ampliar o volume total de renda nacional. Por isso, o turismo internacional tende a apresentar impacto macroeconômico mais robusto. O professor também afirmou que o Brasil deve buscar não apenas ampliar o número de visitantes estrangeiros, mas atrair turistas com maior capacidade de gasto e perfil alinhado ao desenvolvimento econômico e ao bem-estar da população. Segundo ele, a análise do desempenho do setor deve considerar não apenas o volume de chegadas, mas também o comportamento e o padrão de consumo dos visitantes.
A publicação do estudo na revista científica Turismo Visão e Ação amplia o acesso às estimativas e contribui para o debate sobre políticas públicas e estratégias de promoção internacional do destino Brasil. Ao calcular de forma detalhada o efeito multiplicador do setor, a pesquisa oferece base quantitativa para decisões de política econômica e de promoção do país no exterior. Em um cenário de recorde de chegadas e crescimento de receitas, os dados reforçam a importância de estratégias voltadas à atração de visitantes que ampliem o retorno econômico para o país.
O diretor criativo do Walt Disney World explicou como atrações são atualizadas, tecnologia e inclusão fazem parte da experiência
Felipe Abílio
A Disney abriu um pouco dos bastidores de como cria magia nos parques. No escritório da empresa em São Paulo, Tom Vazzana, diretor de Desenvolvimento Criativo do Walt Disney World Live Entertainment, explicou como a equipe decide quais histórias precisam evoluir e como cada detalhe é pensado.
“Somos responsáveis por desenvolver o material mais maravilhoso, mais mágico e também o mais relevante e inclusivo do mundo”, disse Vazzana. Ele ressaltou que nada acontece sozinho. “O departamento de produções de vídeo trabalha em total colaboração comigo. Temos diretores de show, roteiristas e todo o departamento de música. Eu sou muito afortunado por fazer parte desse grupo.”
FANTASMIC E A CHANCE DE RENOVAR
Um exemplo de mudança concreta é o espetáculo Fantasmic. “A pandemia nos deu uma oportunidade maravilhosa de olhar para o que estava errado.” Personagens como Elsa, Moana e Mulan entraram na nova versão. “Ser autêntico e mágico é melhor do que apenas ser mágico”, explicou Vazzana. Antes, a história apresentada era uma versão romantizada da América do Norte. “Nós amávamos, mas por que mostrar se podemos consertar?”
HISTÓRIAS QUE
PRECISAM EVOLUIR
Vazzana destacou que algumas atrações precisaram ser atualizadas para continuar relevantes. “Algumas histórias deixam de fazer sentido com o tempo, e a mensagem por trás delas não conversa mais com o público atual.” Ele citou Splash Mountain como exemplo: “Tiana é relevante. O espírito empreendedor dela é relevante.” A ideia é unir atrações clássicas a narrativas que conectam com o visitante de hoje.
Na Rock ‘n’ Roller Coaster Starring Aerosmith, ele comentou sobre a dificuldade de manter certas marcas conectadas às novas gerações. “Pessoas mais jovens não se relacionam com Aerosmith.” Durante uma sessão de ideias, alguém lembrou dos Muppets: “E alguém disse, quando estávamos saindo da sala, que os Muppets tinham uma banda.” A solução trouxe algo mais duradouro, menos preso a uma moda musical específica.
INCLUSÃO COMO BASE
Para Vazzana, diversidade não é moda, é dever. “Nós promovemos diversidade nos nossos shows. Promovemos múltiplas línguas nos nossos shows. E ainda temos muito a avançar.” O objetivo é refletir no palco o mundo real fora do parque, incluindo elenco, repertório e narrativas.
O momento que realmente
importa é simples: o encontro entre uma criança e um personagem. “Quando uma criança encontra um personagem e tem uma conexão que vai além do que eu posso sentir, eu choro.” É nesse instante, longe do palco, que a magia realmente acontece. “Quando você vai para casa, qual é a conversa ao redor da mesa? Qual foi o sentimento emocional?”


Entre portos e cidades históricas, região reúne alguns dos destinos mais visitados da Europa

Matheus Bueno
Explorar o Mediterrâneo é atravessar séculos de história em poucos dias. Entre cidades portuárias, monumentos históricos e paisagens que se estendem até o mar azul, a região reúne alguns dos destinos mais conhecidos da Europa e concentra algumas das rotas turísticas mais tradicionais do continente. Foi esse cenário que o M&E explo -
rou através de um roteiro a bordo do Costa Toscana, navio que percorre rotas pelo Mediterrâneo ao longo de todo o ano e conecta portos estratégicos em países como Itália, França e Espanha.
Ao longo dos dias desbravamos destinos como Marselha, Barcelona e Civitavecchia, principal acesso marítimo para Roma. Ao longo da viagem, cada parada revelou cidades com identidades próprias, marcadas
por patrimônios históricos, arquitetura característica e uma forte relação com o mar.
MARSELHA: TRADIÇÃO
MARÍTIMA NO SUL DA FRANÇA
Primeiro grande porto do roteiro, Marselha é uma das cidades mais antigas da França e mantém até hoje uma ligação profunda com o Mediterrâneo. Fundada pelos gregos há mais de 2.600 anos, a cidade
se desenvolveu ao redor do Velho Porto, região considerada o coração histórico e comercial do destino. O cenário mistura barcos de pesca, restaurantes e mercados tradicionais, criando um ambiente que revela a identidade multicultural da cidade. Caminhar pela região permite observar a dinâmica local e entender como o mar continua sendo parte central da vida em Marselha. Entre os principais marcos arquitetônicos está a Catedral de Marselha, conhecida pela imponência e pela arquitetura em estilo romano-bizantino, marcada por cúpulas e detalhes em pedra que dominam o horizonte da cidade. Outro símbolo histórico é o Forte de São João, fortificação construída no século XVII para proteger a entrada do porto. O roteiro pela cidade inclui ainda o Arco do Triunfo de Marselha, localizado na região da Porta de Aix, e o Palácio Longchamp, complexo monumental do século XIX cercado por jardins e fontes que se tornou um dos cartões-postais do destino.
BARCELONA: ARTE, ARQUITETURA E ENERGIA URBANA
Na Espanha, Barcelona se apresenta como um dos destinos mais vibrantes do Mediterrâneo. A capital da Catalunha combina patrimônio histórico, arquitetura icônica e uma atmosfera urbana dinâmica que atrai visitantes do mundo inteiro. Entre seus maiores símbolos está a Sagrada Família, obra-prima do arquiteto Antoni Gaudí e um dos monumentos mais conhecidos da Europa. Com torres imponentes e detalhes arquitetônicos únicos, a basílica se tornou um marco da cidade e um dos pontos mais visitados da Espanha.
Mas Barcelona vai além de seus monumentos. Bairros históricos, mercados tradicionais e avenidas movimentadas revelam uma cidade que equilibra tradição e modernidade, refletindo também sua forte vocação turística.
CIVITAVECCHIA: PORTA DE ENTRADA PARA ROMA
Na Itália, o porto de Civitavecchia representa a principal porta de entrada marítima para Roma. Localizada a cerca de 80 quilômetros da capital italiana, a cidade portuária recebe viajantes interessados em explorar um dos maiores centros históricos do mundo.
Civitavecchia abriga construções que remetem ao período renascentista, como o Forte Michelangelo,

fortificação ligada ao antigo sistema defensivo da costa italiana. A proximidade com Roma, no entanto, é o que transforma o destino em um dos pontos estratégicos das rotas mediterrâneas.
ROMA: UMA CIDADE MARCADA PELA HISTÓRIA
Na capital italiana, a história se revela em diferentes camadas. Considerada um dos maiores centros históricos do mundo, Roma reúne monumentos que atravessam períodos da civilização europeia, da Roma Antiga ao Renascimento.
O Coliseu, símbolo da Roma Antiga, continua sendo um dos marcos mais impressionantes da cidade e atrai milhões de visitantes todos os anos. Construído no século I, o anfiteatro foi palco de espetáculos públicos e permanece como uma das estruturas mais emblemáticas do Império Romano.
Outro ponto icônico é a Fontana di Trevi, cuja tradição de jogar uma moeda na fonte se tornou um ritual para quem deseja retornar à chamada cidade eterna. A praça onde está localizada a fonte é uma das áreas mais
movimentadas do centro histórico e reúne visitantes ao longo de todo o dia. Roma também abriga o Vaticano, centro espiritual da Igreja Católica e sede de alguns dos mais importantes patrimônios artísticos do mundo, incluindo a Basílica de São Pedro e os Museus do Vaticano. A região recebe milhões de visitantes por ano e concentra algumas das obras mais conhecidas da história da arte.
O MEDITERRÂNEO COMO
EXPERIÊNCIA CULTURAL
Mais do que um roteiro turístico, viajar pelo Mediterrâneo representa um encontro com algumas das civilizações que moldaram a história da Europa. Cada destino preserva monumentos, tradições e paisagens que ajudam a contar essa trajetória.
A EXPERIÊNCIA DE NAVEGAR PELO MEDITERRÂNEO A BORDO DO COSTA TOSCANA, DA COSTA CRUZEIROS
O M&E esteve a bordo do Costa Toscana para acompanhar de perto a experiência de navegação pelo Mediterrâneo. Operado pela Costa Cruzeiros,


o navio integra os roteiros da companhia na região e reúne uma estrutura pensada para combinar hospedagem, gastronomia, entretenimento e deslocamento entre diferentes portos europeus, sendo uma opção para viajantes que desejam conhecer vários países e cidades em uma mesma viagem.
Inspirado na região italiana da Toscana, o Costa Toscana foi inaugurado em 2022 e reúne uma ampla estrutura voltada à gastronomia, entretenimento e bem-estar dos hóspedes. A embarcação conta com 2.663 cabines e capacidade para receber até 6.730 passageiros, além de 1.682 tripulantes responsáveis por garantir a operação e o atendimento ao longo da viagem. Os ambientes do navio também fazem referência a cidades e paisagens italianas, com áreas temáticas inspiradas em destinos do país e até lead interativo com pontos turísticos.
Entre os destaques da infraestrutura estão 19 restaurantes que apresentam diferentes estilos de culinária, desde opções internacionais até conceitos gastronômicos temáticos. Entre eles estão espaços dedicados à culinária italiana, frutos do mar e menus assina-
dos por chefs renomados parceiros da companhia. O navio conta ainda com 13 bares e lounges distribuídos pelos decks, além de áreas dedicadas ao lazer e relaxamento, com quatro piscinas, spa, academia e salão de beleza. A programação de bordo inclui espetáculos, música ao vivo e atividades interativas ao longo do dia, oferecendo diferentes opções de entretenimento durante a viagem. O Costa Toscana também dispõe de três áreas dedicadas ao público infantil, com espaços pensados para diferentes faixas etárias. Outro diferencial está na tecnologia empregada na operação. O Costa Toscana é movido a gás natural liquefeito (GNL), combustível que contribui para a redução das emissões durante a navegação e integra a estratégia da companhia de investir em soluções mais eficientes para a operação marítima. Ao longo dos decks, o navio reúne ambientes que combinam design contemporâneo, tecnologia e diferentes propostas de convivência. Entre restaurantes, áreas de lazer e espaços de entretenimento, o Costa Toscana apresenta uma variedade de ambientes pensados para diferentes momentos da viagem.


O Brasil alterna a liderança regional com o México, dependendo do mês analisado
Beatriz Waehneldt
Durante o Routes America 2026, Kerry Fountain, do Bahamas Out Islands Promotion Board, e Valery Brown-Alce, do Ministério do Turismo das Bahamas, detalharam como o destino alcançou 12,5 milhões de visitantes em 2025, quais mercados mais cresceram, incluindo o Brasil, e as estratégias para ampliar a permanência dos turistas nas ilhas ao longo dos próximos anos. O arquipélago das Bahamas encerrou 2025 com 12,5 milhões de visitantes, o maior volume já registrado pelo destino. O dado foi confirmado por Valery Brown-Alce, Deputy Director of Tourism do The Bahamas Ministry of Tourism, Investments and Aviation, que destacou o peso das chegadas marítimas e aéreas no resultado. “Uma grande parte veio de chegadas marítimas e aéreas e o empolgante é que este foi o maior volume de turismo que já recebemos”, celebra.
Segundo ela, o país possui 700 ilhas, mas promove 16 destinos turísticos estruturados “É mais do que uma ilha, é uma vida inteira delas”. A estratégia recente reforça a divulgação além de Nassau e Paradise Island, incentivando o visitante a conhecer outras regiões em uma espécie de Bucket-List das Bahamas. “A oportunidade está em as pessoas criarem uma lista de ilhas nas Bahamas que possam visitar ao longo da vida”, explicou.
O BRASIL EM ASCENSÃO
De acordo com Valery, o Brasil alter-

na a liderança regional com o México, dependendo do mês analisado. “O Brasil é um mercado de alto desempenho para nós”, ressalta
Ela acrescentou que também houve crescimento de mercados como Colômbia e Argentina e relatou reuniões
com companhias aéreas brasileiras para discutir possíveis ligações diretas. “Um deles (encontros) foi próximo ao Routes, conversando com companhias aéreas brasileiras que poderiam voar do Brasil para as Bahamas. Isso foi uma notícia muito encorajadora.”
SETOR PRIVADO ATUA DE FORMA COMPLEMENTAR
Kerry Fountain, Executive Director do Bahamas Out Islands Promotion Board, explicou que o board representa uma associação de hotéis das chamadas Out Islands e opera como entidade de promoção voltada à iniciativa privada. Sob o guarda-chuva do ministério, existem três boards: um para Nassau Paradise Island, outro para Grand Bahama Island e o das Out Islands. “O nosso foco é estimular a hospedagem nos hotéis membros da associação”, explica.
Embora o país registre recordes, Fountain esclareceu que a maior parte do crescimento recente está concentrada no segmento de cruzeiros. “Nosso destino é o principal porto de cruzeiros do Caribe”, celebra. O dado, segundo ele, representa oportunidade: “Recebemos um pouco mais de 10 milhões de visitantes de cruzeiros por ano. E seis em cada dez dizem que querem voltar para uma férias com hospedagem em terra”. A estratégia agora é transformar parte desse fluxo em estadias mais longas em terra.
Fountain citou conexões via Panamá e a necessidade de tornar o deslocamento interno mais simples e acessível no mesmo dia da chegada internacional. Como incentivo, o board oferece subsídio aéreo para quem se hospeda nas Out Islands. Assim que um passageiro chega a Nassau e se hospeda em um dos hotéis membros por quatro noites, a passagem aérea de ida e volta entre Nassau e aquela ilha é gratuita. E se o viajante ficar sete noites, as duas passagens entre Nassau e as Out Islands são gratuitas.
DICAS
Ao recomendar destinos nas Bahamas, Fountain citou Long Island, ressaltando praias extensas e a hospitalidade local. Já Valery destacou a busca por experiências comunitárias e hospedagens menores: “Gosto de lugares isolados, algo mais simples, baseado na comunidade, onde eu possa conhecer as pessoas”, declarou.
Turistas europeus, argentinos e brasileiros permanecem, em média, 12 dias no destino

Beatriz Waehneldt
O diretor de Turismo do Belize Tourism Board (BTB), Evan Tillett, apresentou, durante o Route Americas 2026, em entrevista ao Mercado & Eventos, os diferenciais do destino da América Central, destacando patrimônio maia, sustentabilidade, hotelaria boutique, diversidade cultural. Além disso, destacou a ampliação da conectividade aérea para brasileiros via Panamá e Estados Unidos e o crescimento do interesse do mercado
sul-americano. O país é o único da América Central cuja língua oficial é o inglês, fator apontado como um dos diferenciais competitivos. Segundo Tillett, “Belize é uma das joias da América Central e é um país ainda por ser descoberto, especialmente pelos brasileiros”. Ele reforça que a diversidade cultural é um dos pilares do destino, resultado de diferentes influências históricas e migratórias. No campo do patrimônio histórico, Belize concentra alguns dos principais
sítios da civilização maia. “Poucas pessoas sabem, por exemplo, que alguns dos maiores templos maias do mundo estão em Belize”, afirmou. O país abriga complexos arqueológicos que permitem visitação com controle de acesso e, em alguns casos, a possibilidade de subir nas pirâmides.
A experiência cultural inclui vivências com comunidades maias, como oficinas gastronômicas realizadas em cozinhas tradicionais. “Eles têm aulas para te ensinar a fazer a comida maia do zero”, relatou. Cerimônias e casamentos maias também podem ser acompanhados por visitantes, inclusive realizados em áreas próximas a sítios arqueológicos.
Além da herança maia e das áreas de floresta com rios subterrâneos, onde há registros históricos de rituais, o país oferece atividades de natureza e aventura.
A observação de aves é uma das opções, com destaque para o tucano, ave nacional.
A sustentabilidade é tratada como eixo estruturante da política turística. Entre as medidas adotadas estão limites diários de visitantes em determinadas atrações e restrições quanto ao número de pessoas por guia.
NO LITORAL, BELIZE INTEGRA O CARIBE, COM CARACTERÍSTICAS PRÓPRIAS
Tillett destacou que, embora esteja próximo ao sul do México, há diferenças culturais marcadas pela influência de migrações africanas que passaram pelas ilhas caribenhas antes de se estabelecerem no país. A ilha de San Pedro, no distrito de Ambergris Caye, foi mencionada como referência cultural ligada à música “La
Isla Bonita”, interpretada por Madonna. Segundo ele, a ilha tem circulação predominante de carrinhos de golfe e perfil de hospedagem com empreendimentos de menor porte, além de atividades náuticas. Entre os atrativos marinhos está o Great Blue Hole, formação subaquática localizada a poucas horas de navegação da costa. O local é procurado por mergulhadores e integra o sistema da Barreira de Corais de Belize, considerada a segunda maior barreira de corais do mundo, atrás apenas da australiana. Na hotelaria, o Tilett mencionou a presença de empreendimentos associados ao cineasta Francis Ford Coppola, com propriedades em diferentes regiões do país. Também citou ofertas de hospedagem em ilhas privadas com acesso por helicóptero, serviços personalizados, atividades náuticas exclusivas e experiências na floresta com guias e infraestrutura dedicada. Belize também apresenta diversidade étnica e gastronômica, incluindo comunidades de origem chinesa, taiwanesa, libanesa e árabe, além das populações locais. “Para um país tão pequeno, é uma diversidade grande”, destacou. Segundo o diretor, turistas europeus, argentinos e brasileiros permanecem, em média, 12 dias no destino, dividindo a estadia entre floresta, litoral e ilhas.
No que diz respeito à conectividade, o acesso principal a partir do Brasil é via Copa Airlines, com voos pela Cidade do Panamá. “Há três anos, tínhamos um voo por semana. Hoje temos dois. A partir de julho serão quatro”, informou. Há ainda opções de conexão via cidades dos Estados Unidos, como Miami, Dallas, Atlanta e Houston.
Empresa apresenta seis itinerários internacionais inspirados em antigas rotas históricas: conheça cada uma delas
Beatriz Waehneldt
A operadora carioca Transmundi anunciou o projeto Rotas durante evento com parceiros do trade turístico, ao mesmo tempo em que celebra duas décadas de atuação no mercado. Criada em 2006 e sediada no Rio de Janeiro, a empresa fundada por Miguel Andrade e gerida por ele e o filho Marcelo, apresenta seis itinerários internacionais inspirados em antigas rotas históricas, com viagens estruturadas a partir de pesquisa histórica e trajetos que reproduzem caminhos utilizados por comerciantes e civilizações do passado. A proposta marca uma nova etapa da operadora, conhecida por organizar grupos e por operar fretamentos de cruzeiros fluviais na Europa.
Ao falar sobre a trajetória da empresa, Marcelo Andrade destacou marcos considerados relevantes ao longo dos 20 anos de operação. “Nós temos muito orgulho de trazer alguns marcos, não só da Transmundi, mas do mercado brasileiro. O primeiro deles é que a Transmundi é e continua sendo a única empresa que freta navios fluviais na Europa”, afirma.
Segundo os executivos, a aposta nos cruzeiros fluviais começou ainda nos primeiros anos da empresa e se tornou um dos produtos mais associados à marca. “Começamos em 2007, então esse é um grande marco. Nossa trajetória começou com esse produto”, celebra.
Miguel Andrade explicou que a decisão veio da experiência profissional anterior no setor. “Ninguém acreditava nesse produto aqui no Brasil. Eu, como era guia, eu visitava os navios na Europa quando estava trabalhando por lá e eu achava aquilo incrível”.
A operadora ficou conhecida internamente no mercado por buscar desti-

nos e formatos de viagem ainda pouco explorados. “Nós somos conhecidos no mercado como os garimpeiros do turismo, sempre achamos novidades”, revela. A empresa também passou a desenvolver outros produtos considerados diferentes dentro do portfólio nacional, como fretamentos de iates na Croácia e roteiros especiais em diferentes regiões do mundo. Outro ponto citado pelos executivos foi a relação histórica da operadora com a companhia aérea Emirates, desde o início da operação da empresa no Brasil. “Desde o primeiro voo da Emirates para o Brasil, que começou no Rio, depois ele foi para São Paulo, nós temos passageiros.”
A NOVIDADE APRESENTADA NO EVENTO FOI O PROJETO ROTAS
A iniciativa reúne seis itinerários baseados em caminhos históricos.
De acordo com Marcelo Andrade, a proposta foi recriar percursos utilizados por comerciantes e civilizações antigas. “Todo mundo vende a rota da seda, mas ninguém vende a rota da seda de verdade”, conta. O objetivo foi reproduzir o trajeto original utilizado pelos comerciantes ao longo da história. “Fizemos um trabalho em pesquisa, estudamos muito a respeito, então, os passageiros vão poder ter a mesma sensação que os antigos comerciantes tinham”.
A ideia surgiu durante uma viagem dos executivos à feira internacional de turismo Fitur, em Madri. “Começamos falando de um grupo que nos foi solicitado por uma agência que era justamente a Rota da Seda, mas não quisemos fazer o mesmo de sempre, decidimos inovar”, relata. Assim, a empresa decidiu estruturar o novo portfólio de viagens.
INICIALMENTE, SEIS ITINERÁRIOS FAZEM PARTE DO PROJETO ROTAS:
Rota do Transporte do Chá: começa no Sri Lanka, antigo Ceilão, e segue até as Maldivas;
Rota do Império Romano: percorre o caminho entre Roma e Tirana, passando por regiões dos Balcãs;
Rota dos Nabateus: povo responsável pela construção de Petra, que liga Amã, na Jordânia, a Al-Ula, na Arábia Saudita.
Rota do Ouro e da Prata: percorre áreas da Mesoamérica entre a Cidade do México e a Guatemala, com visitas a sitios arqueológicos como Teotihuacan, Chichén Itzá e Tikal;
Rota da Seda: começa em Pequim, passa por Xi’an e segue por cidades históricas da Ásia Central, como Kashgar e Samarcanda.
Rota do Ano Novo Chinês: o portfólio inclui ainda um itinerário pela China que termina com a celebração do Ano Novo em Hong Kong.
Apesar da inspiração histórica, Marcelo Andrade destacou que as viagens são adaptadas às condições atuais. “Essas rotas são exatamente autênticas, mas tem toda a comodidade, todo o conforto, todas as facilidades de qualquer outro lugar. Nós tomamos esse cuidado.”
Segundo ele, o perfil de viajante esperado é composto principalmente por passageiros experientes. “Procuramos pessoas que estão buscando novidades”, explica. Marcelo acrescentou que a proposta também busca oferecer novos produtos às agências parceiras: “é muito difícil ter produto novo no mercado.”
RCA Turismo mira crescimento de 29% em vendas e celebra aniversário com programação
Empresa diversifica portfólio internacional enquanto amplia ações presenciais com o trade

Ana Azevedo
A RCA Turismo anunciou, no dia 10 de março, a projeção de crescimento de 29% nas vendas para este ano, além da aposta na diversificação de destinos para sustentar a expansão em um cenário de instabilidade no turismo internacional.
A operadora, que mantém forte presença em produtos para os Estados Unidos, vem ampliando a oferta para o Caribe, a Europa e destinos considerados exóticos, como Japão, Coreia e China.
“Éramos conhecidos pela expertise em destinos internacionais, principalmente Estados Unidos, mas aprendemos com experiências anteriores a não depender de um único produto. Hoje trabalhamos com um portfólio amplo, o que reduz o impacto de eventuais crises sobre a empresa”, afirmou Fabiano Araújo, gerente Comercial e de Vendas da RCA Turismo.
Segundo o executivo, cenários de instabilidade global e conflitos internacionais podem alterar o comportamento de consumo e exigir ajustes na oferta de produtos, abrindo espaço também para o crescimento do turismo doméstico.
“Atualmente, cerca de 38% das vendas da RCA Turismo correspondem ao mercado nacional. O restante concentra-se
em viagens internacionais, com os Estados Unidos como principal destino. No entanto, estamos preparados, com um portfólio diversificado, para atender aos interesses do mercado dentro e fora do Brasil”, completou.
RCA TURISMO BUSCA FORTALECER O DIÁLOGO COM O MERCADO Na ocasião, a RCA promoveu um workshop no hotel Renaissance, reunindo 33 fornecedores e cerca de 400 agentes de viagens. “Estão aqui os parceiros que participaram do primeiro workshop e também aqueles mais próximos, com quem tivemos um trabalho estreito no último ano. Inclusive, o trabalho não termina no workshop; ele se inicia aqui e se desdobra em outras ações ao longo do ano. Vamos passar pelas principais praças para dialogar com o mercado”, destacou. Vale ressaltar que, em agosto deste ano, a empresa completa 33 anos e, como parte das celebrações, diversas ações serão realizadas ao longo de 2026, incluindo novos eventos semelhantes ao workshop. Os encontros ocorrerão em praças prioritárias, como o interior de São Paulo, Rio de Janeiro, a região Sul, além de Belo Horizonte e capitais do Nordeste.
Cruzeiro reuniu 104 participantes em programação que combinou capacitação, networking e experiência do produto
Yuri Ricci
A Clube Turismo promoveu, na primeira semana de março, um seminário de vendas em formato imersivo a bordo do MSC Sinfonia, reunindo 104 participantes entre franqueados e parceiros do setor. O cruzeiro partiu do porto de Santos, passou por Armação dos Búzios e retornou ao litoral paulista, criando um ambiente diferente para capacitação e troca de experiências no turismo. O encontro teve como proposta unir conteúdo estratégico, relacionamento e vivência prática do produto. Ao longo da agenda, os participantes
acompanharam palestras e apresentações voltadas ao desenvolvimento profissional dos agentes de viagens e ao fortalecimento das vendas dentro da rede.
Durante o seminário, foram discutidas estratégias de posicionamento profissional, construção de perfil pessoal e formas de identificar o perfil do cliente no momento da venda. A ideia foi incentivar uma abordagem mais consultiva, permitindo que os agentes franqueados da Clube Turismo ofereçam experiências mais alinhadas às expectativas de cada viajante.
Parceiros comerciais, como a pró -



pria MSC, além da Orinter, CVC, Azul Viagens, BRT, SkyTeam, BestBuy, Hero Seguros e G7 Operadora, também participaram do encontro, compartilhando novidades do mercado e apresentando dicas práticas para impulsionar resultados nas agências franqueadas. As empresas aproveitaram a iniciativa para estreitar o relacionamento com os agentes e apresentar oportunidades de vendas dentro de seus portfólios. Além das atividades de conteúdo, os participantes tiveram a oportunidade de vivenciar a experiência do cruzeiro na prática. A programação incluiu momentos de integração e um ship
tour pelo navio, permitindo conhecer em detalhes a estrutura e os serviços oferecidos. Antes de embarcar, os agentes também tiveram a chance de conhecer atrativos da cidade de Santos, no litoral paulista, de onde embarcaram. A proposta foi ampliar o repertório comercial dos franqueados e fortalecer a conexão da rede com seus principais parceiros do setor.
“Quando alguém viaja, normalmente está vivendo um momento especial. E nós fazemos parte disso. Criamos vínculos com os passageiros e com os parceiros”, afirmou Ana Virginia Falcão, CEO da Clube Turismo.



Agente Tá On chegou à 5ª edição reconhecendo mais de 30 profissionais do turismo em Orlando

Beatriz do Vale
Entre os dias 2 e 5 de março, a Azul Viagens realizou a 5ª edição do Agente Tá On, desta vez em Orlando, nos Estados Unidos. Foi a primeira ação da operadora voltada aos agentes desde a saída da Azul do processo de reestruturação financeira conhecido como Chapter 11, mecanismo da legislação americana semelhante à recuperação judicial, utilizado para reorganizar dívidas e fortalecer a estrutura financeira das empresas.
O evento anual celebrou o desempenho dos agentes que mais se destacaram na campanha de vendas da operadora, realizada entre setembro de 2025 e
janeiro de 2026, além de reforçar o relacionamento da empresa com o trade turístico.
Ao todo, 37 profissionais participaram da viagem, sendo 33 agentes de viagens — entre agências multimarcas, lojas Azul Viagens e tripulantes do AzulCenter — além de quatro executivos da operadora. A ação contou com parceria do Universal Orlando Resort e combinou capacitação estratégica com experiências imersivas no destino. Para Giulliana Mesquita, head da operadora, este é um momento de repensar processos e estruturas, aproveitando a oportunidade para fortalecer o produto Azul e intensificar a relação com o cliente.
“Essa, de fato, é a nossa prioridade: retomar toda a excelência que colocou a Azul no patamar que ela tem hoje, como uma companhia aérea que pensa no cliente e o coloca em primeiro lugar. Temos trabalhado de forma contínua, com foco e visão voltados para o cliente”, afirmou.
DESEMPENHO AZUL VIAGENS
Durante a ação, a Azul Viagens também divulgou resultados relacionados à venda de ingressos para os parques do complexo Universal Orlando Resort em 2025. O produto registrou crescimento de 105% em comparação ao ano anterior, consolidando-se como um dos principais impulsionadores de receita
do destino dentro da operadora. No mesmo período, as agências multimarcas ampliaram em 60% as vendas para Orlando na plataforma da Azul Viagens, evidenciando o fortalecimento da parceria com o trade na comercialização dos produtos internacionais.
“Orlando se consolidou como o principal motor internacional da Azul Viagens. Crescer 48% em faturamento em um destino tão maduro, demonstra não apenas a força da nossa malha aérea, mas também a maturidade do nosso modelo de integração entre voo, hospedagem e entretenimento. Encerramos 2025 com números históricos e iniciamos 2026 com uma estratégia clara de expansão e fortalecimento da nossa presença nos Estados Unidos”, destacou Giulliana Mesquita.
O desempenho reflete a estratégia da operadora de ampliar a venda de experiências completas, integrando voos, hospedagem e ingressos em uma oferta única, além de fortalecer a capacitação dos agentes para elevar a conversão e o valor agregado das reservas.
“A performance registrada no ano passado mostra que estamos evoluindo na forma de estruturar e distribuir nossos produtos internacionais. O crescimento de 105% na venda de ingressos comprova que o agente está cada vez mais preparado para oferecer experiências completas e que a estratégia da Azul Viagens está alinhada ao que o cliente busca. Seguimos avançando para consolidar esse movimento ao longo de 2026”, afirmou.
CHAPTER 11
Giulliana também destacou que, neste momento, o foco da empresa não está em grandes saltos de crescimento, mas na consolidação das operações e na qualidade da experiência oferecida ao cliente.
“Estamos retomando, inclusive, investimentos em tudo que envolve o cliente, principalmente em atendimento e no tipo de produto que estamos entregando”.
A executiva também agradeceu o apoio do trade durante o período de reestruturação da companhia.
“Vocês acreditaram na Azul, não saíram do nosso lado e continuaram conosco durante toda essa fase. Essa nossa volta é, de fato, definida pela palavra gratidão”, finalizou.



Premiação do Mercado & Eventos reconhece os destinos brasileiros que mais se destacaram em 2025 e terá entrega durante a WTM-LA
Janaina Brito
A votação do M&E Awards – Destinos do Ano 2026 entra em sua reta final e segue mobilizando profissionais do trade e leitores em todo o país. Criada pelo Mercado & Eventos, a premiação chega para reconhecer os estados brasileiros que mais se destacaram ao longo de 2025 em áreas como promoção turística, inovação, sustentabilidade e geração de resultados concretos para o setor.
O prêmio foi estruturado em 12 categorias, refletindo diferentes segmentos e vocações do turismo nacional. Os indicados foram definidos por meio de uma curadoria que reuniu direção e equipe editorial do M&E, além de especialistas do trade, considerando dados oficiais, desempenho em ações promocionais, desenvolvimento de produtos turísticos e contribuição efetiva para o fortalecimento da atividade no Brasil.
A votação permanece aberta até 27 de março, enquanto o resultado geral será divulgado em 30 de março. Já a entrega dos troféus acontecerá no dia 14 de abril, durante a WTM Latin America 2026, no estande do M&E, no Expo Center Norte, em São Paulo. Até o momento, as votações das categorias estão acirradas, com os destinos disputando os troféus por poucos votos de diferença.




O M&E Awards – Destinos do Ano 2026 conta com patrocínio da Sakura Consolidadora e da Affinity Seguros, que apoiam a iniciativa e reforçam a importância de valorizar os destinos nacionais e suas estratégias de



desenvolvimento turístico.
Cada categoria reúne três destinos que apresentaram desempenho consistente ao longo do último ano, com investimentos em infraestrutura, promoção estratégica, relacionamento com o trade



e desenvolvimento de experiências turísticas. Ainda dá tempo de votar. ACESSE O SITE www.mercadoeeventos.com.br e vote JÁ!



PATROCÍNIOS: REALIZAÇÃO:


Na alta temporada a American Airlines chega a operar 55 frequências semanais de voos sazonais para o país
Beatriz Waehneldt
Durante apresentação no TurisMall 2026, realizado no Rio de Janeiro, Alexandre Cavalcanti, diretor Comercial da American Airlines para Miami, América Latina e Caribe, apresentou dados da operação da companhia no Brasil, incluindo volume de passageiros, frequên cia de voos e a estratégia de conexão com destinos brasileiros por meio da parceria com a Gol.
Segundo ele, na alta temporada a American Airlines chega a operar 55 frequências semanais de voos sazonais para o país. O volume de pas sageiros transportados também foi detalhado. “Chegamos a transportar 898 mil passageiros de ja neiro a setembro. Quando puxamos esse número até dezembro, são mais de 1 milhão de passageiros.”
A estratégia de conecti vidade doméstica no Bra sil, que ocorre por meio da parceria com a Gol Linhas Aéreas, também foi desta cada. A parceria permite ampliar o alcance da com panhia no país além das cidades atendidas direta mente pelos voos interna cionais. “São 31 destinos que voamos com a nossa parceria Gol”, explicou.
A estratégia da Ame rican Airlines no Brasil difere da de outras com panhias internacionais, que optam por expandir rotas diretas para dife rentes cidades. “A TAP expandiu para outras ci dades, nós expandimos para Rio e São Paulo com parceria para poder atin gir outros mercados.” O objetivo final das com panhias é semelhante, de acordo com ele, indepen dentemente da estratégia adotada: “explorar todos os destinos, ter mais pas sageiros e viabilizar que as pessoas cheguem aos destinos da forma que elas querem viajar.”
Um dos dados que mais chamou atenção na apre sentação foi o equilíbrio entre passageiros que ini ciam a viagem no Brasil e nos Estados Unidos. No caso da operação brasileira da American Airlines, o fluxo está relativamente equilibrado entre os dois mercados. “Os Estados Unidos representam 48% das vendas.” Esse número indica um equilíbrio pouco comum em comparação com outros destinos da América Latina atendidos pela companhia. “Quando falamos de 48%, parece um número muito equilibrado, mas olhando para
a América Latina, é um dos únicos destinos que tem uma balança equilibrada.”
Na maior parte dos mercados da região, o fluxo de passageiros é majoritariamente originado nos Estados Unidos. “São muito mais
americanos iniciando nos Estados Unidos para conhecer outros destinos.” O executivo citou o México como exemplo dessa diferença. “México é um grande exemplo que passa de 70% dessa balança. Setenta por cento se inicia nos Estados Unidos.”
Pequenas mudanças nesse equilíbrio podem gerar impactos significativos no número total de turistas. “Cada 1% dessa balança são 10 mil passageiros.” Um aumento pequeno na participação de viajantes vindos dos Estados Unidos já representaria crescimento relevante no volume de turistas internacionais. “Um aumento para 2%, são 20 mil passageiros ao ano voando ao Brasil, sejam americanos ou pessoas que moram nos Estados Unidos.”
O executivo defendeu maior consistência na promoção internacional do Brasil como destino turístico. O objetivo é criar maior visibilidade do país para viajantes internacionais.




A estratégia está ligada à chegada de novas aeronaves Airbus, que permitirão rotas de maior distância

Em evento realizado no Copacabana Palace, o CEO da Gol, Celso Ferrer, apresentou a nova estratégia de crescimento da companhia para os próximos anos. O plano prevê a ampliação da presença internacional da empresa, com o lançamento de voos para a Europa e os Estados Unidos e a meta de que um quarto de toda a operação da aérea seja internacional até 2030.
Ainda em 2026, a companhia estreará voos para Lisboa, Paris, Orlando e Nova York. Para Lisboa, serão de início 4 frequências semanais de ida e volta, a partir de 16 de setembro. Já Paris, a companhia vai anunciar data e frequência em breve. Como terceiro destino, há Orlando, com voos sem escalas também a partir do RIOgaleão e 4 novas frequências semanais. A rota direta entre Rio de Janeiro e Nova York, tem início em julho deste ano com três frequências semanais.
Segundo Ferrer, o movimento marca uma nova fase na trajetória da companhia, fundada há 25 anos com o objetivo de democratizar o transporte aéreo no Brasil e na América Latina. “A Gol foi fundada há 25 anos para transformar a aviação na América Latina. Atualmente, operamos em 12 países, em mais de 80 bases, e transportamos 30 milhões de passageiros por ano. Agora, com a introdução de operações com aeronaves de fuselagem larga, damos mais um
passo em nossa evolução – expandindo nossos horizontes e criando novos produtos e serviços para nossos clientes. Dessa forma, conectaremos ainda mais o Brasil ao mundo, permitindo que mais pessoas vivenciem a beleza do nosso país”, afirmou o executivo.
NOVAS AERONAVES AIRBUS = NOVOS VOOS
A estratégia está diretamente ligada à chegada de novas aeronaves Airbus, que permitirão à companhia operar rotas de maior distância e ampliar sua capacidade em voos internacionais. De acordo com a empresa, cinco aeronaves Airbus A330-900neo serão incorporadas à frota entre 2026 e 2027. Diferentemente dos modelos atualmente utilizados pela Gol, baseados na família Boeing 737, os novos aviões serão de fuselagem larga (widebody), com dois corredores, capacidade para até 300 passageiros e autonomia para voos de até 15 horas.
Estes investimentos fazem parte do plano do Grupo Abra para a companhia. Segundo Celso, “Fazer parte do Grupo Abra nos deu uma vantagem competitiva que nunca tivemos. Acreditamos profundamente no potencial de nosso país”, disse.
HUB NO GALEÃO
A expansão internacional também se apoia no fortalecimento da presença da companhia no Rio de Janeiro.

nova faixa foi criada para oferecer benefícios adicionais e um atendimento mais personalizado aos clientes que mantêm maior frequência de voos. Para alcançar o status, será necessário acumular 50 mil milhas qualificáveis e realizar 50 trechos qualificáveis ao longo do período de qualificação. Entre os principais benefícios anunciados estão a possibilidade de upgrades para classes superiores, incluindo as novas cabines de voos internacionais da Gol, além de serviços diferenciados em aeroportos. Clientes Magno também terão check-in prioritário, atendimento dedicado durante toda a jornada de viagem e suporte 24 horas via WhatsApp para serviços como marcações, remarcações e assistência durante a experiência no aeroporto. Outro destaque é o acesso às salas VIP Gol Smiles com até quatro familiares diretos, expandindo o benefício anterior que permitia apenas um acompanhante. De acordo com Fonseca, a criação da nova categoria acompanha o momento de transformação da Gol e reforça o papel da Smiles como plataforma de relacionamento e viagens. “A categoria Magno foi pensada para nossos clientes mais fiéis, que realmente escolhem viajar conosco. Queremos oferecer uma experiência cada vez mais personalizada e exclusiva”, afirmou.
NOVA CLASSE INSIGNIA
A Gol anunciou a criação de seu hub internacional no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), que será a principal plataforma para a nova etapa de crescimento da empresa.
SMILES ANUNCIA “MAGNO”
O Smiles, programa de fidelidade da Gol, anunciou a criação de uma nova categoria para seus clientes mais frequentes: a Magno. A novidade foi apresentada pela CEO da empresa, Carla Fonseca. Segundo a executiva, a nova categoria representa um avanço na estratégia de relacionamento da companhia com seus clientes mais engajados, em um momento em que a Gol inicia uma nova fase de crescimento e expansão internacional. “Nosso papel é garantir que essa nova jornada seja inesquecível e recompensadora para os clientes. A Smiles é especialista em relacionamento e fidelidade. Para nós, fidelidade não é apenas números, mas reconhecer e valorizar quem escolhe voar conosco”, afirmou Fonseca.
Atualmente, o programa soma mais de 29 milhões de participantes e, segundo a executiva, segue evoluindo para oferecer experiências cada vez mais personalizadas ao viajante frequente.
A categoria Magno passa a ser o nível mais alto do programa. Aliás, a Magno fazia parte de um grupo da categoria Diamante (então o mais exclusivo), antes de se tornar uma categoria própria. A
A nova fase de internacionalização da Gol Linhas Aéreas inclui aumento de capacidade, abertura de novas rotas e o lançamento de uma experiência premium voltada para passageiros de voos intercontinentais. De acordo com Mateus Pongeluppi, vice-presidente Comercial, a chegada das novas aeronaves representa um marco na estratégia de expansão da companhia no exterior.
Para acompanhar o avanço nos voos intercontinentais, a companhia lançou a Business Insignia by Gol, nova classe executiva voltada para passageiros de maior valor agregado. “O objetivo é atender um público altamente exigente. A Business Insignia oferece conforto, exclusividade e uma experiência diferenciada ao longo de toda a viagem”, explicou.
Entre os benefícios estão prioridade no check-in, embarque e desembarque, entrega prioritária de bagagens e acesso a salas VIP da Smiles e de parceiros em aeroportos selecionados.
A experiência gastronômica também será um dos destaques. Para isso, a companhia convidou o chef carioca Felipe Bronze, reconhecido por duas estrelas Michelin, para desenvolver um menu exclusivo para os voos.
“A proposta é levar o melhor da gastronomia brasileira contemporânea para o mundo”, destacou Pongeluppi. Segundo ele, a combinação de novas aeronaves, rotas intercontinentais e uma cabine premium reforça o objetivo da Gol de ampliar sua presença global e oferecer uma experiência mais completa aos passageiro

CVC aposta em nova estratégia, tecnologia e força da rede para iniciar ciclo mais ambicioso da companhia
Janaina Brito
A Convenção Nacional de Vendas 2026 da CVC Corp reuniu mais de 2 mil profissionais do turismo em João Pessoa (PB) entre os dias 6 e 8 de março e marcou o início de uma nova fase estratégica para a companhia. Durante três dias de programação, executivos, franqueados, agentes de viagens e parceiros acompanharam anúncios, treinamentos e debates que reforçam o objetivo da empresa de acelerar crescimento, ampliar a digitalização e fortalecer a relação com o cliente. O encontro teve um significado especial para a companhia. Foi a primeira participação de Fabio Mader como CEO da CVC Corp em uma convenção nacional de vendas, cargo que assumiu em janeiro deste ano. Ao lado do vice-presidente de vendas, Emerson Belan, o executivo abriu oficialmente o evento destacando a importância da convenção como momento de alinhamento estratégico e mobilização da rede.
Realizada no Centro de Convenções de João Pessoa, a edição de 2026 foi apresentada como a maior da história da empresa. Ao longo da programação, os participantes acompanharam apresentações de destinos e empresas nacionais e internacionais, como Balneário Camboriú, São Paulo e República Dominicana, além de palestras sobre estratégia comercial, marketing digital, redes sociais, tecnologia e tendências do turismo. A agenda também incluiu momentos de networking, treinamentos, happy hours e a tradicional premiação de agentes e franqueados.
NOVO CICLO PARA A CVC
Um dos momentos mais simbólicos da convenção foi a participação de Gustavo Paulus, atual vice-presidente do conselho da companhia. Em sua fala, o executivo relembrou a trajetória da empresa, fundada em Santo André, e destacou a confiança no futuro do turismo brasileiro.
Segundo Paulus, o retorno da família à companhia reforça a crença no potencial de crescimento do setor e na força da marca construída ao longo das últimas décadas. “Começamos pequenos e hoje construímos a maior operadora de turismo do Brasil. Muitas empresas ficaram pelo caminho, mas a

CVC continua forte”, afirmou.
Para ele, a empresa se prepara agora para entrar em um novo momento de expansão. “Vamos entrar no ciclo mais ambicioso da CVC até agora”, disse, ao convocar franqueados e parceiros a liderarem a próxima etapa da companhia.
ESTRATÉGIA BASEADA
EM CINCO PILARES
Durante a convenção, o CEO Fabio Mader apresentou o novo direcionamento estratégico da companhia, que pretende posicionar a CVC para os próximos anos em um mercado cada vez mais digital e competitivo.
Entre as mudanças destacadas está a decisão de colocar o cliente no centro das decisões da empresa. A proposta é acompanhar toda a jornada do viajante, desde a fase de inspiração e pesquisa até o retorno da viagem.
“Precisamos estar presentes em todos os momentos da jornada. O cliente começa sonhando com o destino, depois pesquisa, compra, viaja e volta para
casa. Nosso papel é acompanhar essa experiência do início ao fim”, explicou Mader.
Outro ponto central da estratégia é o resgate da cultura de vendas, considerada parte do DNA da empresa. Segundo o CEO, a CVC continua sendo essencialmente uma empresa de distribuição. “Nós não temos avião nem hotel. O nosso trabalho é vender viagens e cuidar do cliente”, afirmou.
NOVA ASSINATURA DA MARCA
O encerramento da convenção foi marcado pela apresentação de um novo posicionamento de marca para a companhia. A CVC revelou sua nova assinatura: “CVC, a gente vai com você.”
A frase sintetiza a proposta de reforçar a proximidade com o cliente e destacar o papel dos agentes de viagem em todo o processo de planejamento e realização da viagem. Segundo a empresa, a nova comunicação pretende fortalecer a presença da marca nas
etapas iniciais da jornada do viajante, especialmente na fase de inspiração.
A estratégia prevê que a CVC atue em três momentos principais: inspirar o desejo de viajar, reforçar atributos de confiança e experiência e, por fim, apresentar ofertas e produtos.
Atualmente, a companhia conta com mais de 5 mil agentes de viagem e cerca de 1.400 lojas espalhadas pelo Brasil.
PRÓXIMA CONVENÇÃO PODE SER NO ESPÍRITO SANTO
Durante o evento, a empresa também assinou uma carta de intenções para realizar a Convenção Nacional de Vendas de 2027 no Espírito Santo. O documento foi firmado com representantes do governo estadual, que agora aguardam uma visita técnica da companhia para avaliar a infraestrutura do destino.
Caso a realização seja confirmada, o estado deve receber centenas de profissionais do turismo de todo o país na próxima edição do encontro.

Evento realizado no Rio de Janeiro reuniu executivos da aviação para negociar rotas e discutir conectividade aérea regional
Beatriz Waehneldt
O Routes Americas 2026, um dos principais fóruns de desenvolvimento de rotas aéreas das Américas, foi realizado entre os dias 3 e 5 de março no ExpoRio Cidade Nova, no Rio de Janeiro. O evento reuniu cerca de 1,1 mil executivos de companhias aéreas, aeroportos e destinos turísticos para reuniões estratégicas, painéis e atividades de networking voltadas à expansão da conectividade aérea na região.
Pela primeira vez no Brasil, o evento reuniu lideranças da aviação internacional para discutir planejamento de malha aérea, expansão de rotas e perspectivas para o mercado nas Américas. A edição de 2026 colocou o Rio de Janeiro no centro das decisões estratégicas do setor, ao concentrar executivos responsáveis por definir novas ligações aéreas e frequências internacionais.
O encontro integra a plataforma global Routes, especializada em eventos de desenvolvimento de rotas que conectam companhias aéreas, aeroportos e destinos interessados em ampliar sua conectividade.
Ao longo de três dias, o fórum combinou rodadas de reuniões pré-agendadas, sessões de conferência e atividades de relacionamento entre os participantes.
A programação reuniu representantes de cerca de 91 companhias aéreas e 148 aeroportos, além de autoridades públicas e
organizações de promoção turística. Entre as empresas presentes estavam companhias da América do Norte, Europa, América Latina e Caribe, incluindo Air Canada, American Airlines, Avianca, Azul, Gol, JetSmart, Latam, Sky Airline, Turkish Airlines e TAP Air Portugal.
O OBJETIVO DO ROUTES
AMERICAS É CRIAR UM AMBIENTE DE NEGOCIAÇÃO DIRETA
ENTRE COMPANHIAS AÉREAS E AEROPORTOS
Executivos responsáveis por planejamento de malha e desenvolvimento de rotas participaram de reuniões individuais no chamado Airline Meeting Hall. Nessas sessões, aeroportos e destinos apresentam dados de demanda, incentivos comerciais e estratégias de promoção para convencer companhias aéreas a iniciar novas operações ou ampliar serviços existentes.
Paralelamente às reuniões, o evento também contou com painéis e conferências no Keynote Theatre, abordando temas estratégicos para a aviação. Entre os assuntos discutidos estiveram planejamento de malha, tributação e regulação do setor, sustentabilidade, descarbonização da aviação e impacto de novas aeronaves na economia das rotas.
Outro tema recorrente nas discussões foi a necessidade de cooperação entre



companhias aéreas, aeroportos e destinos turísticos. A abertura de uma nova rota, como foi destacado pelos executivos, envolve não apenas a decisão comercial de uma companhia aérea, mas também articulação com operadores aeroportuários, autoridades públicas e entidades de promoção de destinos.
A expansão da conectividade aérea foi apontada como fator central para o crescimento do turismo internacional e do transporte de passageiros na região. Destinos e aeroportos utilizam o Routes como plataforma para apresentar seus planos de desenvolvimento e negociar novos voos.
“O Routes Americas 2026 é o palco ideal para demonstrarmos como transformamos planejamento, inteligência e parceria em crescimento real. Apoiar este encontro no Rio, um hub tão importante para a Gol, e no ano em que celebramos 25 anos de história, é uma oportunidade de reafirmar nosso compromisso em ampliar o acesso ao transporte aéreo com eficiência e de forma sustentável”, afirma Celso Ferrer, CEO da aérea, que esteve em painel no evento.
A REALIZAÇÃO DO EVENTO NO BRASIL TAMBÉM REFORÇOU O POSICIONAMENTO DO PAÍS NO MERCADO INTERNACIONAL DE AVIAÇÃO E TURISMO
Autoridades e executivos destacaram que
o aumento recente da demanda turística e o crescimento da conectividade aérea têm ampliado o interesse de companhias internacionais no mercado brasileiro. Durante o encontro, representantes de companhias aéreas mencionaram a importância estratégica do Brasil na América Latina, tanto pelo volume de passageiros quanto pelo potencial de conexão entre mercados regionais e intercontinentais.
O evento também ocorreu em um momento de transformação para a aviação global, marcado por desafios como escassez de aeronaves, falta de pilotos em alguns mercados e aumento de custos operacionais. Esses fatores têm levado companhias aéreas a adotar estratégias mais cautelosas na expansão de rotas e no planejamento de capacidade.
O uso de dados e inteligência de mercado tem se tornado cada vez mais relevante para a tomada de decisões. Durante os debates, executivos destacaram que a análise de demanda, comportamento do consumidor e viabilidade econômica das rotas é fundamental para sustentar operações de longo prazo.
A edição de 2026 contou ainda com a realização do Routes Americas Awards, premiação que reconhece aeroportos, companhias aéreas e destinos que se destacaram no desenvolvimento de rotas e na promoção da conectividade aérea na região.



A indústria global deve atingir 37,2 milhões de passageiros na temporada 2025/2026 e incorporar 75 novos navios até 2036
Ana Azevedo
O Cruise360 Brasil 2026, evento de capacitação da indústria de cruzeiros, reuniu mais de 700 profissionais entre os dias 14 e 15 de março, no Santos Convention Center e a bordo dos navios Costa Diadema e MSC Preziosa. Durante dois dias, armadoras, operadoras e agentes de viagem participaram de treinamentos, paineis e networking, além de visitas técnicas a bordo.
Dados apresentados pela Clia Brasil indicam que a indústria global deve atingir 37,2 milhões de passageiros na temporada 2025/2026 e incorporar 75 novos navios até 2036, representando aumento de 32% na oferta de leitos. Atualmente, a frota mundial conta com cerca de 300 navios e 651 mil leitos. Somente neste ano, 13 novas embarcações entrarão em operação, adicionando 27 mil leitos e US$ 9 bilhões em investimentos.
“Estamos fechando os números do ano passado e a expectativa é atingir 37 milhões e 200 mil cruzeiristas. O crescimento continua forte e exige cada vez mais capacidade da indústria”, afirmou Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil.
Segundo ele, o Brasil ainda enfrenta entraves estruturais, como altos custos operacionais, infraestrutura portuária limitada e processos regulatórios complexos. “O Brasil é um belo destino, mas precisamos resolver alguns pontos para sermos mais competitivos”, disse.
Apesar disso, o país mantém relevância global, com cerca de 750 mil brasileiros embarcando em cruzeiros anualmente, enquanto mais de 100 mil estrangeiros visitam o país por mar a cada temporada. Na América do Sul, 93 navios operaram na última temporada, mas apenas 43 incluíram o Brasil nos itinerários.
VEJA OS DESTAQUES DOS PRINCIPAIS PLAYERS NO EVENTO.
COSTA CRUZEIROS
A Costa Cruzeiros registrou ocupação total das cabines semanas antes do fim da temporada na América do Sul, com cerca de 25% de passageiros recorrentes. O balanço foi apresentado por Ruy Ribeiro, diretor comercial da companhia no Brasil, em entrevista ao M&E a bordo do Costa Diadema.

da Clia, representante do trade marítimo
“Encerramos nossas vendas com bastante antecedência. Já há algumas semanas não tínhamos mais nenhuma cabine disponível. São famílias e hóspedes que todos os anos voltam a viajar com a Costa. Esse nível de repeaters mostra o reconhecimento do passageiro pela qualidade do serviço, do entretenimento e do produto que oferecemos”, afirmou Ribeiro. Para a próxima temporada na América do Sul, a companhia confirmou o retorno do Costa Diadema e a estreia do Costa Serena, que passou por revitalização após viagem de volta ao mundo. Entre os itinerários previstos está a retomada de cruzeiros à Terra do Fogo, destino que não era operado há anos e solicitado por hóspedes frequentes.
Ribeiro destacou também a importância do produto combinado Costa Air & Sea, que integra cruzeiro, voo e traslado em um único pacote. O modelo segue sendo fundamental para vendas internacionais, especialmente em destinos como Caribe e Mediterrâneo.
CORAZUL CRUCEROS E
R11 TRAVEL
A R11 Travel anunciou a parceria para representar no Brasil, com exclusividade, a companhia espanhola Corazul Cruceros, com início das operações previstas em


poucas semanas. O primeiro navio, Buenavista, terá cruzeiros no Mediterrâneo e Caribe antes de operar no Brasil.
Segundo Sabrina Moretti, diretora de Vendas e Marketing da R11 Travel, a empresa complementa o portfólio internacional da operadora. “Temos um portfólio grande de companhias internacionais que fazem Caribe e Europa, e a Corazul vem agregar para atuar também no Brasil, onde hoje não temos muitas empresas com esse perfil.”
Os roteiros brasileiros do Buenavista terão saídas de 3, 4, 5 e 7 noites, com embarques em Santos e Rio de Janeiro. A comercialização será iniciada pela R11 Travel na próxima semana.
“A partir do momento em que começamos, já tínhamos claro qual era o desenho: levar ao mercado brasileiro um produto muito adaptado ao perfil local. Qualquer cliente que quiser comprar um cruzeiro da Corazul tem que estar confortável com esse estilo de vida, de dançar, de comer, de tudo que envolve a experiência”, disse o vice-presidente de Vendas da Corazul, Àlex Busquets.
DISNEY CRUISE
A Disney Cruise Line anunciou durante o Cruise360 Brasil uma promoção com 20% de desconto nas tarifas e crédito de


US$ 250 a bordo para reservas até 29 de março, válida em saídas selecionadas dos navios Disney Dream e Disney Wish com embarque até julho.
Segundo Alexander Haim, gerente da Disney Destinations no Brasil, o crédito permite que hóspedes aproveitem experiências adicionais, como restaurantes de assinatura, tratamentos de spa ou compras a bordo.
Bruna Bertozzo, gerente de Treinamentos, acrescentou que a participação da marca no evento está alinhada ao foco da empresa de capacitar agentes de viagem para ampliar a distribuição: “Buscamos garantir que os agentes tenham acesso às ferramentas e informações necessárias para apresentar o produto ao cliente e montar pacotes completos.”
Entre os diferenciais destacados estão atenção aos detalhes, estrutura para público adulto, clubes infantis, ilhas privadas e gastronomia integrada ao entretenimento. A companhia opera atualmente oito navios, com planos de expansão para 13 embarcações até 2031, e reforça itinerários na Flórida, Caribe, Bahamas, Europa, Alasca e Ásia.
A Norwegian Cruise Line (NCL) alterou sua política de comissões para agentes, eliminando a taxa não comissionável (NCF) e permitindo que agentes recebam comissão sobre o valor total das cabines vendidas. A medida, válida para embarques a partir de maio, foi detalhada por Estela Farina, diretora da NCL no Brasil, em entrevista ao M&E.
“Zeramos essa parte que não é comissionada, o que significa que o valor de cálculo da comissão do agente de viagem passa a ser maior. Ele passa efetivamente a receber comissão sobre o valor total da cabine”, explicou.
A companhia também anunciou o retorno à América do Sul na temporada 2027/2028 com o navio Norwegian Star, que fará travessias saindo da Europa, com escalas no Brasil, Argentina, Patagônia e Antártica.
“Existe uma demanda importante e por isso voltamos com os roteiros”, disse Farina. A executiva ressaltou que o Brasil continua sendo monitorado, mas ainda não há planos para retomada de embarques nos navios da empresa.


A organização já confirmou a realização da segunda edição do evento em 2027, novamente no Rio
Natália Strucchi e Beatriz Waehneldt
Chegou ao fim a primeira edição do TurisMall, evento multiplataforma que, ao longo de três dias, ativou diferentes equipamentos turísticos e institucionais do Rio de Janeiro e reuniu agentes de turismo, gestores públicos e representantes do setor para discutir os caminhos do turismo global. Cerca de 1.800 agentes de turismo marcaram presença, assim como o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, além de secretários estaduais e municipais do setor.
Durante a programação, o TurisMall ocupou espaços estratégicos da cidade, como o Museu do Amanhã, Museu de Arte do Rio (MAR), Casa Firjan, Copacabana Palace, Roxy Dinner Show e Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).
“Criamos o TurisMall com a proposta de posicionar o Rio de Janeiro como um espaço permanente de diálogo internacional sobre turismo, negócios e inovação. O resultado desta primeira edição mostra que existe demanda por um encontro que conecte destinos, agentes, investidores e formuladores de políticas públicas. Em 2027, voltaremos ainda mais estruturados para ampliar essas conexões e gerar novas oportunidades para o setor”, afirma Mônica Medeiros, idealizadora do evento.
CARAVANAS AMPLIAM INTEGRAÇÃO ENTRE DESTINOS E PROFISSIONAIS DO SETOR O TurisMall recebeu 16 caravanas, reunindo cerca de 1.200 participantes de todos os estados do Brasil que circularam pelo evento. A maior delas contou com 121 integrantes, incluindo agentes de turismo dos 26 estados e do Distrito Federal, simbolizando um dos principais propósitos do encontro: promover a integração entre gestores públicos, líderes do setor e profissionais do turismo em todo o país.
VISITA AOS ESTÚDIOS
GLOBO CONECTA TURISMO E AUDIOVISUAL
Uma agenda especial levou secretários

de turismo e representantes de Convention & Visitors Bureaux para uma visita institucional aos Estúdios Globo (Projac). A iniciativa aproxima o turismo da indústria do audiovisual e reforça o potencial do chamado turismo de telas (screen tourism), fenômeno em que produções de cinema e televisão influenciam diretamente a escolha de destinos pelos viajantes.
CAPACITAÇÃO DE AGENTES
DESTACA TENDÊNCIAS E NOVOS CAMINHOS PARA O TURISMO
O terceiro e último dia da progra -


mação foi dedicado à capacitação de agentes e operadores de turismo. Com curadoria do especialista em marketing turístico Thiago Akira, o encontro reuniu, no Museu do Amanhã, uma série de palestras voltadas para profissionais do setor, conectando inovação, cultura e estratégias para o turismo do futuro.
“Temos que entender o que o viajante está procurando. Hoje ele busca, cada vez mais, tempo e qualidade de vida. As viagens passam a representar inspiração e reconexão. O papel do agente é interpretar esse desejo e transformá-lo em experiência”, afirmou Akira.


Ao todo, 19 especialistas participaram de sete palestras, que apontaram um momento favorável para o posicionamento do Brasil no mercado internacional. “O Brasil está na moda e isso é resultado de uma estratégia”, destacou Carolina Stolf, coordenadora de gestão estratégica da Embratur, ao apresentar ações voltadas à promoção internacional do país, incluindo campanhas integradas, presença em feiras globais e divulgação de experiências turísticas brasileiras.
Entre os temas debatidos estavam diversidade, sustentabilidade e novos nichos de mercado, como afroturismo, etnoturismo e turismo LGBTQIA+. Para os especialistas, a ampliação de experiências autênticas e inclusivas será um dos principais motores do crescimento do setor nos próximos anos.
EXPOSITORES REFORÇAM CONEXÕES E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS
Além da programação de conteúdo, o TurisMall reuniu expositores de diferentes áreas do turismo. Entre as iniciativas apresentadas esteve o College Football Brasil, evento que acontece no dia 29 de agosto, no Estádio Nilton Santos, e que trará a disputa entre as equipes da Universidade da Virgínia e da Universidade do Estado da Carolina do Norte. A expectativa é atrair cerca de 47 mil pessoas, sendo 20 mil americanos, e gerar impacto econômico estimado em R$ 400 milhões para a cidade.
Empresas de serviços e suporte ao viajante também marcaram presença. A Aeropatra apresentou sua proposta de embarque assistido, oferecido em 18 aeroportos brasileiros e voltado principalmente para passageiros que buscam mais comodidade no deslocamento. No segmento de eventos e mercado B2B, a BBC Eventos apresentou a Brazil Travel Market (BTM), um dos principais encontros profissionais do setor no país, realizado no Norte e Nordeste e que reúne cerca de 5.500 participantes, além da Minas Travel Market (MTM). Operadoras e consolidadoras de turismo também utilizaram o evento para fortalecer a relação com os agentes de viagem, como AINA Travel, especializada em destinos como Fernando de Noronha, Portugal e Espanha, e a OTT, do grupo Orinter.
A organização já confirmou a realização da segunda edição do evento em 2027, novamente na capital fluminense.










Feira em Campinas reuniu profissionais de todo o país, destacou espaços premium e ampliou oportunidades de negócios

Felipe Abílio e Beatriz do Vale
A 48ª edição da Abav TravelSP, realizada nos dias 11 e 12 de março no Royal Palm Hall, encerrou com recorde de público e sinais claros de crescimento. O evento recebeu 6.596 visitantes – alta de 5% em relação ao ano passado – e contou com 281 marcas distribuídas em 119 estandes, o maior volume já registrado pela feira.
Segundo Bruno Waltrick, presidente da Abav-SP | Aviesp, os números refletem a força do evento e consolidam Campinas como sede da feira. “Chegamos ao nosso terceiro ano na cidade com números que demonstram a força do nosso evento. Tanto a cidade como o Royal Palm Hall já se consolidaram como a casa da Abav TravelSP”, afirmou. A próxima
edição já tem data confirmada: 7 e 8 de abril de 2027. O público deste ano teve forte presença paulista, com participantes de 151 cidades. Executivos de 21 estados também marcaram presença, reforçando a abrangência nacional da feira. Para Waltrick, o retorno positivo dos expositores foi um dos melhores indicadores do evento: muitos já manifestaram interesse em ampliar seus espaços na próxima edição.
Entre as novidades, o Espaço Luxo & Experiência se destacou ao reunir seis marcas e 40 agentes de viagens selecionados, com 240 reuniões de negócios realizadas. “Todos os participantes deram feedback muito positivo. Já temos empresas buscando participar da próxima edição”, disse Juliana Assumpção, diretora


da Abav-SP | Aviesp. A curadoria garante que apenas marcas alinhadas ao segmento premium participem do espaço.
O Espaço Estados Unidos dobrou de tamanho em relação ao ano passado e ofereceu 14 sessões de capacitação para mais de 200 agentes, todas com alta procura. O evento também reforçou o uso de ferramentas digitais: o aplicativo oficial foi baixado por 1.010 participantes e possibilitou 65 reuniões de negócios, fortalecendo o networking.
A programação ainda contou com o Abav-SP | Aviesp Cast, que realizou mais de 50 entrevistas com executivos e profissionais do setor durante os dois dias. Mesmo com chuva e proximidade do Carnaval, os corredores permaneceram cheios, mostrando a força da feira no calen -
dário do turismo brasileiro. Além das oportunidades de negócios, a feira também serviu como vitrine para novas tendências do turismo, com produtos e serviços inovadores apresentados pelos expositores. “É um espaço onde conseguimos ver para onde o mercado está caminhando e quais novidades os agentes podem levar para os clientes”, comentou Juliana Assumpção. Outro destaque foi a interação entre profissionais de diferentes regiões do país, fortalecendo o networking e criando parcerias estratégicas para o setor. A diversidade de participantes, aliada à variedade de conteúdos e experiências oferecidas, reafirma o papel da Abav TravelSP como referência no turismo brasileiro e como espaço de conexão e aprendizado contínuo.

















A maior edição da história da Better Tourism Lisbon Travel Market reuniu 1.700 expositores, 125 destinos internacionais e cerca de 85 mil visitantes
Ana Azevedo e Giullia Jardim
A 36ª edição da BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market entrou para a história como a maior já realizada. Entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março de 2026, na FIL – Parque das Nações, em Lisboa, a feira recebeu cerca de 85 mil visitantes ao longo de cinco dias e consolidou sua posição entre os principais encontros do turismo na Europa.
Promovida pela Fundação AIP, a BTL reuniu neste ano 1.700 expositores, representando 125 destinos internacionais, e ocupou 60 mil metros quadrados distribuídos em cinco pavilhões. Os números refletem o crescimento do evento e o aumento da participação internacional.
A programação também ganhou escala. Ao todo, foram realizados mais de 600 eventos, entre conferências, workshops, apresentações culturais e experiências interativas voltadas a profissionais do setor e ao público visitante.
NEGÓCIOS NO CENTRO DA FEIRA
Um dos focos da BTL é reunir diferentes segmentos da cadeia turística em um único espaço. Destinos, operadoras, companhias aéreas, redes hoteleiras, empresas de tecnologia e prestadores de serviços utilizam a feira como vitrine para novos produtos e para ampliar parcerias comerciais.
No ambiente profissional, o programa
Hosted Buyers voltou a concentrar boa parte da agenda de negócios. A iniciativa reuniu mais de 200 compradores internacionais de 42 mercados emissores, que participaram de reuniões com empresas portuguesas e internacionais.
Ao todo, foram realizadas 3.800 reuniões de negócios, promovidas em parceria com a TAP Air Portugal e o Turismo de Portugal, com apoio da ACISO. O programa busca aproximar operadores estratégicos do destino Portugal e facilitar acordos comerciais.
O crescimento também apareceu na presença de empresas em diferentes segmentos. Em relação ao ano anterior, a hotelaria ampliou sua participação em 30%, enquanto o setor de serviços cresceu 15% e a distribuição 10%.
Segundo Dália Palma, gestora coordenadora da BTL, os números refletem a evolução da feira no cenário internacional. “Esta foi a maior edição de sempre da BTL, um marco que evidencia a relevância crescente do evento a nível nacional e internacional. Esse resultado traz também uma responsabilidade extra para a próxima edição: continuar elevando a qualidade da oferta, criar novas oportunidades de negócio e superar as expectativas de todos os participantes”, afirma.
TURISMO TAMBÉM
PARA O PÚBLICO FINAL
Além da agenda profissional, a BTL




mantém um espaço importante voltado ao consumidor final. Nos dias abertos ao público, os visitantes podem conhecer destinos, assistir a apresentações culturais e aproveitar ofertas especiais de viagens.
Nesta edição, mais de 300 postos de venda direta funcionaram nos pavilhões da feira, com procura constante por pacotes turísticos e produtos de viagem. A organização estima que o volume de negócios tenha alcançado vários milhões de euros, impulsionado por campanhas promocionais e descontos exclusivos oferecidos durante o evento.
Uma pesquisa realizada durante a feira mostra que 88% dos participantes afirmaram que a BTL correspondeu às expectativas, enquanto mais de 80% disseram que recomendariam a participação a outros profissionais do setor.
BRASIL FOI O DESTINO INTERNACIONAL CONVIDADO
Entre os destaques da edição de 2026 esteve a escolha do Brasil como Destino Internacional Convidado. A participação brasileira contou com um espaço expositivo ampliado e uma programação voltada à promoção da diversidade cultural e natural do país.
Além das apresentações culturais e gastronômicas, a presença brasileira também destacou temas como turismo sustentável, experiências autênticas e
turismo de base comunitária.
Para Marcelo Freixo, presidente da Embratur, a participação em destaque na feira fortalece a presença do Brasil no mercado europeu. “Ser o Destino Internacional Convidado da BTL 2026 é uma honra e uma oportunidade estratégica para fortalecer ainda mais os laços com o mercado europeu, em particular com Portugal. O Brasil vive um momento extraordinário no turismo, com crescimento recorde, maior conectividade aérea e um forte compromisso com a sustentabilidade”, afirmou.
A escolha ocorre em um momento de crescimento do turismo internacional no Brasil. Em 2025, o país ultrapassou 9 milhões de visitantes estrangeiros, número 40% superior ao registrado em 2024. A Europa é hoje o segundo maior mercado emissor para o destino, com Portugal entre os principais países de origem.
PRÓXIMA EDIÇÃO JÁ TEM DATA
Ao longo das últimas décadas, a BTL consolidou-se como um dos principais encontros do turismo na Península Ibérica, reunindo destinos, empresas e profissionais em torno de negócios, tendências e novas oportunidades para o setor. A próxima edição já tem data marcada e acontecerá entre 3 e 7 de março de 2027, novamente em Lisboa.











A entidade promoveu o uso do chamado soft power brasileiro para reforçar a imagem do país no exterior, associando natureza, cultura e sustentabilidade a experiências de viagem com impacto positivo.
Entre as iniciativas anunciadas esteve a campanha internacional “Para se renovar, não há lugar como Brasil”, voltada ao mercado europeu e desenvolvida em parceria com o Sebrae. A ação promove destinos ligados a bem-estar, natureza e reconexão e será veiculada em dez países da Europa, com foco em mercados com maior conectividade aérea e potencial de conversão.
A Embratur também apresentou projetos voltados à diversificação da oferta turística, como o “Turismo Transforma Favelas”, que promove o turismo comunitário em favelas do Rio de Janeiro com participação de guias locais, e iniciativas de afroturismo, em parceria com a Diáspora.Black, destacando a influência africana na cultura brasileira como diferencial competitivo.
Segundo o presidente da entidade, Marcelo Freixo, o país vive um momento favorável no turismo internacional, após superar a marca de nove milhões de visitantes estrangeiros em 2025. A estratégia agora é consolidar esse crescimento com promoção segmentada, ampliação da conectividade aérea e valorização de experiências regionais fora do eixo tradicional Rio–São Paulo.
BAHIA
A Bahia levou 13 zonas turísticas e produtos como as rotas do chocolate e do vinho, observação de aves e turismo rural. O estande inspirado no casario do Pelourinho funcionou como vitrine do destino e ponto de apoio ao trade, com participação de mais de 18 coexpositores e cinco municípios baianos. A agenda incluiu degustações de produtos típicos, reuniões com operadores e companhias aéreas, além de encontros com investidores interessados em projetos hoteleiros e em ampliar a conectividade aérea do estado com a Europa.
BRASÍLIA
Brasília promoveu roteiros rurais e gastronômicos estruturados pela Secretaria de Turismo do Distrito Federal. Os destaques foram a Rota da Uva, que oferece visitas a vinícolas e degustações, e a Rota do Queijo, voltada à produção artesanal e ao consumo de produtos regionais. As propostas integram propriedades rurais, cafés, restaurantes e meios de hospedagem, com foco na diversificação
da oferta turística e no estímulo à economia local.
O espaço do destino reuniu representantes do setor público e privado, incluindo entidades do trade e empresas ligadas ao turismo e à conectividade aérea. A programação também contou com ativação interativa no estande, com partidas temáticas de futebol de botão entre Brasil e Portugal e distribuição de brindes, em ação realizada em parceria com o Aeroporto de Brasília e com apoio da companhia aérea portuguesa.
O Ceará intensificou sua estratégia de expansão internacional baseada no fortalecimento da conectividade aérea e na promoção integrada do Nordeste. O estado apresentou planos para 2026 que incluem o anúncio de pelo menos três novos voos internacionais e o avanço do processo de internacionalização do aeroporto de Jericoacoara, com potencial para receber aeronaves de longo alcance e reduzir o tempo de viagem de turistas europeus.
A promoção do destino também enfatizou a integração regional por meio da marca “Nordeste”, que reúne nove estados como um único produto turístico, além da ampliação da presença em mercados europeus estratégicos e da abertura de novas frentes de atuação no Leste Europeu, Escandinávia e América do Sul.
Fortaleza evidenciou a conectividade aérea com Europa e América do Sul, além da promoção de suas praias urbanas, gastronomia e experiências culturais. A cidade também antecipou as comemorações pelos 300 anos, com um calendário anual de eventos culturais, tecnológicos e gastronômicos, além de iniciativas voltadas ao empreendedorismo e à valorização do artesanato local. A estratégia incluiu ainda o fortalecimento da marca do destino e a capacitação do trade turístico para ampliar a atração de visitantes internacionais.
A Paraíba destacou na feira a cultura e os novos investimentos turísticos como pilares de promoção do destino. O estande apresentou gastronomia regional, com destaque para o baião de dois, exposição de artesanato e apresentações de forró e manifestações populares, incluindo a participação do intérprete Isaías Vicente, ligado ao repertório de Jackson do Pandeiro.
Entre os anúncios, a rede portuguesa Vila Galé confirmou investi-
mento de R$ 100 milhões no hotel Vila Galé Collection das Artes, em João Pessoa, projeto que prevê a revitalização do antigo Colégio Pio XII e ampliação da oferta hoteleira no centro histórico. O governo estadual também apresentou projetos estruturantes, como o Polo Turístico Cabo Branco, que reúne novos resorts e equipamentos de lazer, além do radiotelescópio Bingo, em Aguiar, iniciativa associada ao desenvolvimento do turismo científico no interior do estado.
PERNAMBUCO
A Empetur contou com uma agenda focada em promoção institucional, encontros comerciais com operadoras e ativações culturais. A programação incluiu apresentações sobre a diversidade cultural de Pernambuco no estande do Brasil, ações de divulgação do destino pela cidade de Lisboa e atividades na Galeria Brasil. Na BTL, a delegação cumpriu reuniões com agências e operadores europeus, com o objetivo de ampliar parcerias e fortalecer a presença do destino no mercado internacional.
MATO GROSSO
O Mato Grosso apresentou o Pantanal como principal vitrine internacional, destacando experiências ligadas à biodiversidade, como observação de aves e onças, etnoturismo, contemplação da natureza e gastronomia regional. O estado também reforçou a estratégia de ampliar sua presença no mercado europeu e articulou com companhias aéreas a viabilização de um voo direto entre Cuiabá e a Europa, apontado como prioridade para fortalecer a conectividade internacional. Paralelamente, destacou investimentos em infraestrutura, o crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio e iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao combate ao desmatamento ilegal.
SANTA CATARINA
Santa Catarina destacou na BTL o crescimento de 700% no número de turistas internacionais em três anos e reforçou a estratégia de consolidação no mercado europeu, com foco em Portugal. O estado apresentou a ampliação da conectividade aérea com Lisboa, incluindo o aumento das frequências da TAP, e promoveu ações diretas com o trade, como roadshow em Lisboa com agentes e operadores portugueses, capacitações e rodadas de negócios. Também lançou um roteiro turístico estruturado para o mercado português, desenvolvido em parceria com a operadora Personal Brasil, voltado à comercialização do destino por agências de Portugal.
A agenda incluiu ainda participação em programas de televisão, ações de promoção no país e plane-
jamento de famtours e novas etapas de relacionamento comercial ao longo de 2026.Entre as iniciativas de mercado, Santa Catarina anunciou novos roadshows na Península Ibérica, campanhas em emissoras portuguesas e a realização de famtours com agentes do país, organizados por estações do ano, como forma de ampliar a comercialização do destino no mercado europeu.
RIO GRANDE DO NORTE O Rio Grande do Norte apresentou uma estratégia de posicionamento internacional baseada em sustentabilidade, experiências de natureza e ampliação da conectividade aérea. O estado destacou o uso integral de energia renovável, unidades de conservação e destinos certificados como São Miguel do Gostoso e Pipa, além de experiências icônicas como passeios de buggy nas dunas e observação de golfinhos.
A promoção também incluiu o fortalecimento do kitesurf como produto turístico, em parceria com a Beautiful Destinations. No campo da conectividade, foram ressaltados o voo diário Lisboa–Natal da TAP Air Portugal, a ampliação da malha com a Argentina e o início da rota direta Montevidéu–Natal da Gol, dentro da estratégia de expandir a presença internacional do destino.
O Rio Grande do Sul mostrou a diversidade de experiências turísticas para o público português, com foco em enoturismo na Serra Gaúcha, natureza nos cânions dos Campos de Cima da Serra e patrimônio histórico nas Missões Jesuíticas, que celebram 400 anos em 2026. A estratégia também valorizou a cultura do bioma Pampa, com vivências em estâncias, gastronomia típica e experiências de bem-estar. No estande do destino, empresas como Brocker Turismo, Giordani Turismo, Agência Eco Hotel, Grupo Cisne Branco/Orgatur, Galápagos Tour e Raft Adventure Park apresentaram roteiros e produtos ao trade.
São Paulo destacou o programa Discover City São Paulo, com foco na promoção internacional da cidade por meio da gastronomia, agenda de eventos culturais e esportivos e do turismo de negócios. A estratégia também incluiu articulação com o trade europeu, negociação com redes hoteleiras e ações voltadas ao público português, além da apresentação do Smart Sampa, sistema de segurança urbana com mais de 40 mil câmeras utilizado em grandes eventos. A agenda integrou o plano de expansão internacional do destino, com monitoramento de resultados e continuidade das ações ao longo de 2026.















Com quase 97 mil participantes e 5.601 expositores de 166 países, a feira reforça sua posição como principal encontro internacional do trade turístico
Ana Azevedo e Giullia Jardim
A ITB Berlin chegou à sua 60ª edição em 2026 consolidada como um dos principais pontos de encontro da indústria global de viagens. Realizada entre os dias 3 e 5 de março na Messe Berlin, a feira reuniu 5.601 expositores de 166 países e territórios e recebeu quase 97 mil participantes, entre profissionais, executivos, representantes governamentais e imprensa especializada.
Criada em 1966 com apenas nove expositores de cinco países, a ITB se transformou ao longo de seis décadas em um dos maiores eventos B2B do turismo mundial. Hoje, a feira funciona como um verdadeiro termômetro do setor, reunindo destinos, companhias aéreas, redes hoteleiras, operadoras, empresas de tecnologia e organizações internacionais em torno de debates estratégicos, lançamentos e negociações comerciais.
Mesmo em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e desafios logísticos, como a redução de voos causada pelo conflito no Oriente Médio, a edição de 2026 manteve níveis de participação próximos aos do ano anterior. O resultado reforça a relevância do encontro para o mercado internacional e o valor do contato presencial para a construção de parcerias e decisões estratégicas.
Segundo Dr. Mario Tobias, CEO da Messe Berlin, organizadora da feira, a edição comemorativa destacou o papel do turismo como ferramenta de diálogo internacional. “Em seu ano de aniversário, a ITB Berlin voltou a reunir mercados, estimular discussões sobre o futuro dos negócios e demonstrar a importância do diálogo internacional e da cooperação, especialmente em tempos de incerteza geopolítica”, afirmou.
NEGÓCIOS QUE MOVIMENTAM
O TURISMO GLOBAL
Além da dimensão institucional, a ITB Berlin é reconhecida pelo volume de negócios gerados durante os três dias de feira. De acordo com a organização, transações e decisões comerciais avaliadas em cerca de 47 bilhões de euros foram concluídas no evento.
A qualidade das reuniões também foi destacada pelos participantes: 96% dos visitantes afirmaram que pretendem retornar às próximas edições da feira, indicador que reforça o alcance global do evento e sua relevância para o trade.
CONVENÇÃO
DISCUTE DESAFIOS E TRANSFORMAÇÕES DO SETOR
Paralelamente à área de exposição, a ITB Berlin Convention voltou a reunir lideranças da indústria para discutir tendências e desafios que impactam o turismo global. A programação contou com mais de 400 palestrantes distribuídos em 200 sessões e 17 trilhas temáticas, atraindo mais de 24 mil participantes.

Pavilhão da Europa na ITB 2026

Sob o tema “Leading Tourism into Balance”, os debates abordaram temas como inteligência artificial, sustentabilidade, novas estruturas de mercado, resiliência empresarial e o papel do turismo em um cenário internacional marcado por crises simultâneas. Entre os principais pontos discutidos esteve o avanço da inteligência artificial no setor, desde sistemas de personalização de viagens até novas ferramentas de vendas automatizadas. Ao mesmo tempo, especialistas destacaram desafios como o aumento da pressão sobre destinos turísticos, a necessidade de modelos de crescimento mais equilibrados e a importância da confiança na comunicação com viajantes.
Outro tema recorrente foi o papel do turismo como ferramenta de estabilidade econômica e reconstrução em contextos de crise, evidenciando o impacto do setor para além da atividade econômica.
ANGOLA FOI O PAÍS ANFITRIÃO DA EDIÇÃO DE
2026
A edição comemorativa também teve Angola como país anfitrião oficial da feira. Com o slogan “The Rhythm of Life”, o destino apresentou ao mercado internacional sua diversidade cultural e natural, destacando atrações como as Cataratas de Kalandula, o litoral do Atlântico e as tradições musicais do país.
A presença angolana incluiu pro -
gramação cultural, ações promocionais e participação ativa em diferentes momentos da feira, incluindo a tradicional gala de abertura. A iniciativa buscou ampliar a visibilidade do país no mercado turístico internacional e estimular novas oportunidades de investimento e cooperação.
A próxima edição da ITB Berlin já está confirmada e acontecerá entre 16 e 18 de março de 2027, novamente no Messe Berlin. O evento terá as Maldivas como país anfitrião, que pretende destacar ao mercado internacional sua oferta turística baseada em experiências de luxo, natureza e sustentabilidade.








Com 44 coexpositores, o estande brasileiro contou com experiências apresentando vídeos de destinos como Amazônia e Rio de Janeiro. A proposta foi proporcionar ao trade uma vivência que antecipe a experiência real.
O espaço reuniu também destinos institucionais como Amazonas, Bahia, Foz do Iguaçu (PR), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia.
O M&E esteve, mais uma vez, presente como a única mídia brasileira do trade turístico cobrindo a ITB 2026 e abaixo você pode conferir os destaques do evento:
AZUL LINHAS AÉREAS
A companhia usou a feira para promover internacionalmente o Azul Brazil Airpass, voltado a turistas estrangeiros que querem visitar vários destinos no Brasil na mesma viagem. Ao trade europeu, destacou o potencial da sua
malha doméstica para ampliar a circulação de visitantes, mesmo sem voo direto entre Alemanha e Brasil. A estratégia inclui acordos de conectividade com companhias como TAP Air Portugal e Air Europa, com conexões via Lisboa, Porto e Madri.
PARANÁ
O Viaje Paraná participou com foco em ampliar a presença do estado no mercado alemão e diversificar os destinos visitados além de Foz do Iguaçu. A estratégia apresentada foi usar o destino de natureza como porta de entrada para distribuir turistas para outras regiões, principalmente Curitiba, além de locais como Prudentópolis e a Ilha do Mel.
Durante a feira, o estado promoveu encontros com operadores e ações institucionais para fortalecer a nova ligação aérea entre Lisboa e Curitiba, operada pela TAP Air Portugal. A iniciativa integra a es -



tratégia de ampliar a conectividade internacional e aumentar o fluxo de turistas europeus.
PERNAMBUCO
O estado atuou por meio de reuniões com operadores, DMCs e companhias aéreas. A estratégia incluiu fortalecer mercados com crescimento gradual, como a Alemanha, e reforçar a conectividade aérea do estado, que conta com voos diretos da Europa via Madri, Lisboa e Porto.
Em paralelo, o destino também ampliou ações de promoção internacional, como a recepção de famtours europeus, e passou a destacar, além do sol e praia, experiências ligadas à cultura, gastronomia, patrimônio histórico e natureza para atrair o viajante europeu.
SÃO PAULO
Já São Paulo marcou presença em duas frentes institucionais. O
Governo do Estado utilizou a feira para promover destinos de natureza e lançar o guia “Trilhas de São Paulo”, com foco em ecoturismo estruturado e na atração do mercado alemão interessado em experiências certificadas. A estratégia buscou ampliar a visibilidade de regiões fora da capital, como o Vale do Ribeira e o Litoral Norte, e conectar produtos de turismo de natureza a operadores internacionais.
Já a Prefeitura de São Paulo apresentou a capital como destino urbano multifuncional, destacando turismo esportivo, agenda cultural e gastronomia. A promoção enfatizou as corridas de rua e grandes eventos como ativos para atrair visitantes estrangeiros e estimular que turistas de negócios prolonguem a permanência na cidade.
As agendas estadual e municipal também incluíram reuniões com operadores e ações de relacionamento para inserção de produtos paulistas no mercado europeu.



















RBC TUR - A agência RBC Tur inicia um novo ciclo de transformação estratégica com a chegada de Fabio da Luz como consultor executivo. O movimento integra um plano estruturado e liderado por Rodrigo Cardoso, diretor-geral da empresa. A iniciativa marca uma fase de reestruturação organizacional, reposicionamento de marca e expansão de portfólio. O objetivo é preparar a companhia para um novo patamar de crescimento sustentável.
GOL – A Gol anunciou Fábio Lessa como seu novo gerente de Vendas Internacional para fortalecer o time de Vendas e ampliar oportunidades estratégicas.
HOPI HARI - O Hopi Hari anunciou a contratação de Fernando Fiszbein como Chief Commercial Officer (CCO). O executivo, que vinha atuando como diretor Comercial do Beto Carrero World nos últimos seis anos, chega com a missão de fortalecer a gestão estratégica e acelerar projetos de expansão do parque temático localizado em Vinhedo (SP). A movimentação ocorre em um momento de reposicionamento do empreendimento e de mudanças no setor de entretenimento no Brasil.
BETO CARRERO – O Beto Carrero World anunciou, em pleno Mês da Mulher, a nomeação de Veridiana Corrêa como nova diretora de Alimentos e Bebidas. Ela se torna a primeira mulher a ocupar um cargo de diretoria na história do parque e assume a missão de fortalecer a estratégia que visa alcançar a marca de 5 milhões de visitantes até 2030.
NOMAD - Em movimento estratégico para sustentar sua expansão e consolidar a posição no setor de soluções financeiras globais, a Nomad anunciou a chegada de dois executivos ao time de gestão: Bruno Guarnieri, como Chief Revenue Officer (CRO) e sócio, e Tahiana D’Egmont, que
AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS
assume a Diretoria de Growth.
GRUPO CATARATAS - A engenheira ambiental Talita Uzêda foi nomeada diretora de sustentabilidade e segurança do trabalho do Grupo Cataratas, após mais de uma década de atuação na companhia. A executiva iniciou sua carreira como trainee em 2015 e, desde então, ocupou funções ligadas à gestão socioambiental.
HSMAI- A HSMAI Brasil iniciou 2026 com uma nova configuração do seu Board Executivo, grupo responsável por orientar as estratégias da entidade no país e também na América Latina. A associação reúne profissionais da hotelaria e do turismo com atuação em áreas como vendas, revenue management, distribuição e marketing.
GRUPO BROCKER - A turismóloga Deise Gomes anunciou sua saída do Grupo Brocker após um ciclo profissional marcado pelo fortalecimento de parcerias estratégicas e pelo desenvolvimento de negócios no segmento B2B. A executiva atuava como gerente de Vendas B2B da empresa e soma 18 anos de experiência no setor de turismo.
DECOLAR - O Grupo Decolar anunciou a nomeação de Pablo Abad como novo Chief Technology Officer (CTO). A mudança ocorre no contexto de uma reorganização na liderança da companhia, que também terá Gonzalo Estebarena assumindo o cargo de CEO a partir de abril.
INCOMUM VIAGENS - A Incomum Viagens segue fortalecendo sua presença no mercado fluminense e acaba de anunciar a chegada de Vanessa Azeredo para integrar a equipe de vendas no Rio de Janeiro. A profissional passa a atuar diretamente no relacionamento com agentes de viagens, ampliando o suporte da operadora na região.



Presidente Roy Taylor Vice-Presidente Rosa Masgrau rosamasgrau@mercadoeeventos.com.br - (55-21) 99236-5288
Diretor Executivo João Taylor joao.taylor@mercadoeeventos.com.br - (55-11) 94542-0911
Diretora de Redação Natália Strucchi natalia.strucchi@mercadoeeventos.com.br - (55-21) 99164-2940
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A WTM Latin America, que acontece entre 14 e 16 de abril, é um evento B2B de viagens que oferece excelentes oportunidades de negócios e acesso a compradores e influenciadores qualificados da indústria de viagens e turismo. Profissionais de todas as áreas participam do evento, como agências de turismo, operadoras de viagens, acomodações, transportes, cruzeiros, produtos de luxo e tecnologia, entre outros. Durante apenas 3 dias é possível explorar as últimas tendências, buscar novos produtos, expandir sua rede de contatos e encontrar oportunidades que vão impulsionar seus negócios.
O FIT Cataratas é consolidado como um dos eventos mais completos de turismo e negócios da América Latina. Na 21ª edição que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de junho em 2026, em Foz do Iguaçu, mais uma vez será o epicentro das grandes oportunidades para destinos e atrativos turísticos, operadoras, agentes de viagens, meios de hospedagem, empresas de transporte, companhias aéreas, bares e restaurantes, casas de shows, instituições governamentais e da iniciativa privada, associações e sindicatos de turismo, enfim todo o trade e entusiastas da inovação e sustentabilidade.
A BNT Mercosul é um evento que reúne profissionais de turismo para a realização de negócios criando um cenário ideal para quem pretende divulgar destinos e fazer contatos comerciais. A 32ª edição da BNT Mercosul está confirmada para os dias 21, 22 e 23 de maio de 2026. O evento será realizado no Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco, em Santa Catarina.
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