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Notícias do Mar n.º 471

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Investigação Subaquática

Viver a 300 Metros de Profundidade

Morar no fundo do mar com entradas e saidas dos mergulhadores

Testar a viabilidade de colónias humanas a habitar o meio marinho, a 300 metros de profundidade, por longos períodos, assim se consubstancia o projeto Conshelf (Continental Shelf Station).

Este projeto ocupou o trabalho do oceanógrafo francês Jacques-Yves Cousteau na década de 60. Em três fases principais, Cousteau e a sua

equipa estudaram os efeitos da pressão subaquática no corpo humano e a sustentabilidade de vida submersa. Da teoria à prática, apenas três módulos foram concluídos,

instalados a uma profundidade máxima de 100 metros.

- Nas últimas décadas, diversos projetos apontam a vontade humana de habitar em permanência diferentes regiões das plataformas continentais, com fins diversos. O habitat subaquático Aquarius Reef Base, ativo desde os anos 80 nas Florida Keys, é um exemplo viável para pesquisas oceânicas e de treino para astronautas da NASA. O SeaOrbiter, uma estação de pesquisa semissubmersa concebida pelo arquiteto e oceanógrafo francês Jacques Rougerie, ainda em desenvolvimento, centra-se em estudos oceanográficos. Já o Proteus, projeto do explorador Fabien Cousteau, neto de Jacques, visa construir um habitat modular submerso nas Caraíbas até ao final desta década.

Habitar o meio marinho, a 300 metros de profundidade

- Nas cercanias da cidade de Bristol, na costa ocidental inglesa, uma pedreira de cal-

cário abandonada oferece a sua enorme bacia de águas pluviais à investigação da futura permanência humana em fundos marinhos. Com 600 metros de comprimento, 100 metros de largura e 80 metros de profundidade, a pedreira serve os testes da visão futurista de uma empresa britânica de tecnologia oceânica, a DEEP. Em outubro de 2023, em conferência de imprensa,

a DEEP anunciou o desígnio do trabalho que desenvolvia em segredo há vários anos: o de criar um habitat subaquático designado sistema oceânico Sentinel.

Até ao final de 2026, a empresa britânica de investigação oceânica propõe-se colocar no fundo marinho, a 200 metros de profundidade, “uma tripulação de seis indivíduos totalmente treinados, enviada

A estrutura metálica esférica de “Conshelf III”, a ser preparada na costa de Saint-Jean-Cap-Ferrat

Fotografia:
Cousteau Society
Ilustração da estrutura esférica “Conshelf III”
Habitat subaquático, Conshelf II
Ilustração do interior do Conshelf II

para o sistema Sentinel, o que iniciará a era da presença contínua da humanidade debaixo de água”. Assim apontava a DEEP em comunicado de im-

prensa no momento do anúncio do seu projeto. É intenção da empresa britânica ampliar o acesso humano à maioria das plataformas continentais

do mundo, incluindo a zona epipelágica, ou “luz solar”. O objetivo é levar a espécie a “tornar-se uma parte natural dos biomas e ambientes oceânicos”, como destaca no seu site.

Um dos mergulhadores, afirmou “foram algumas semanas movimentadas aqui no DEEP Campus. Duas grandes peças do quebracabeça estão surgindo e, juntas, nos levarão um grande passo mais perto de tornar os humanos aquáticos. Então, eu queria contar tudo sobre elas e compartilhar algumas fotos para que vocês possam ver nosso progresso”

A primeira peça do quebracabeça é o modelo de madeira em escala real do interior de um Sentinel.

O mergulhador acrescenta “nosso designer de produto líder Travis e sua equipe fizeram um trabalho fenomenal de “fatoração humana” do layout do Sentinel. Em termos leigos, isso é testar diferentes configurações em um modelo em escala real com pessoas reais.

Estudar os efeitos da pressão subaquática no corpo humano
Estudar a sustentabilidade de vida submersa
Fotografia: The Cousteau Society

A equipe de design está trabalhando com nossos mergulhadores e operadores internos, bem como pessoas externas, às vezes sem experiência em mergulho, para analisar coisas como. Se seu beliche fosse aqui, seria confortável ou você se sentiria claustrofóbico? Você conseguiria passar por aquela porta com faci-

lidade? Você consegue alcançar aquela válvula?”

Como Travis explica nesta postagem do blog, construir maquetes de madeira em escala real é a única maneira de obter respostas realistas para esses tipos de perguntas. Usaremos os aprendizados do modelo de madeira quando equiparmos o Sentinel final, mas eles também informarão

o interior da nossa segunda peça de quebra-cabeça que está tomando forma: o Simulador de Habitat.

Bem, eu sou um mergulhador e gosto de me molhar, então estou especialmente animado com isso. O simulador é outra maquete em escala real, desta vez feita de alumínio, que ficará em um pontão flutuante acima da água no

Campus. Há um buraco no chão, conhecido como moon pool, que mergulhará na água, o que significa que os mergulhadores poderão entrar no simulador, fechar a porta e simular uma missão, incluindo colocar os mergulhadores dentro e fora da água usando o elevador hidráulico. Esses elevadores são encontrados na maioria dos barcos de mer-

Vestígios de um habitat subaquático deixados pelos habitantes marinhos de 1960
Fotografia: Guillen
Photo LLC

gulho modernos e serão instalados como parte de nossos habitats, porque o esforço físico após um mergulho geralmente não é uma boa ideia.

O foco principal, é claro, será simular não o que os mergulhadores fazem em um dia normal, mas simular emergências, como trazer um mergulhador inconsciente de volta ao habitat. A ideia é criar rotina nos estagiários, para que, se algo der errado, eles reajam automaticamente e tomem as ações corretas.

Agora temos o esqueleto externo e interno totalmente montado do simulador, bem como o piso entre os dois níveis. No convés superior, haverá seis quartos individuais, o banheiro principal, o laboratório de ciências seco interno e outro conjunto de escadas que levam a um convés mezanino. Este convés mezanino fica acima do centro de mergulho e leva a um ponto de saída baseado no telhado que levaria a um módulo de transferência. Este será o principal ponto de entrada e saída durante uma missão submarina e também pode servir como um ponto de saída para emergências, com um deles em cada extremidade do habitat.

No convés inferior, fica a piscina lunar principal, com mais de 2 metros de diâmetro, além de outra piscina lunar de

emergência abaixo do grande salão. Então, há quatro maneiras de deixar o habitat em uma emergência (gostamos de construir pelo menos três camadas de backup no design do Sentinel; com saídas, há quatro, com um módulo de refúgio no fundo do mar próxi-

mo ao habitat, caso os membros da tripulação precisem evacuar por uma das piscinas lunares).

O grande salão, a propósito, é basicamente uma grande sala de estar, ao lado da cozinha, com enormes jane-

las com vista para o recife ou para o ambiente em que a missão está baseada, onde a tripulação pode relaxar, escrever seus artigos e trabalhar à noite.

Como o modelo e o simulador se encaixam na missão

Mergulhador no habitat subaquático, Conshelf II de Jacques Yves Cousteau
Uma partida de xadrez abaixo da superfície do Mar Vermelho, durante a missão “Conshelf II” de 1963
Ilustração do interior do Conshelf II
Fotografia: The Cousteau Society

do DEEPOs próximos passos são continuar a construir e equipar o simulador, testando possíveis configurações internas no modelo de madeira. Mais tarde, há um plano para substituir as válvulas de papelão (impressionantemente realistas), pias e outros acessórios no modelo de madeira por versões reais. Ao contrário do simulador, essas válvulas não farão nada quando as girar, mas isso aumentará o realismo.

O motivo para fazer isso é que significa que podemos usar o modelo de madeira para introduzir os trainees ao espaço em terra firme logo no início do programa, para que eles estejam mais familiarizados com o ambiente ao iniciar o treinamento no simulador. Então, quando chegarem ao simulador, eles poderão concentrar-se em aprender todas as habilidades e procedimentos necessários para uma missão segura e bem-sucedida. Quanto ao simulador em si, por estar na superfície da água, ele é classificado como um barco sem motor. Os mergulhadores poderão mergulhar da piscina lunar do simulador usando uma variedade de estilos de mergulho diferentes, como usar rebreathers, que já treinamos, a nossa equipa de mergulhadores.

Localização no mapa da Estação SG 1
Ilustração da missão “Conshelf II” no Mar Vermelho, em 1963
Construção do Conshelf II
Ilustração3D do Proteus de Fabien Cousteau
Fotografia:
Cousteau

Ambiente

Desinformação na RTP

Os tubarões são espécies-chave para o equilíbrio dos oceanos

Organizações de ambiente alertam para desinformação científica em série sensacionalista exibida em televisão nacional RTP.

Um conjunto de organizações dedicadas à conservação marinha manifestou hoje profunda preocupação relativamente à exibição, pela RTP, da série documental “Tuba-

rões: Máquinas Assassinas”, transmitida nos dias 26 de janeiro, 1 e 8 de fevereiro de 2026.

As entidades signatárias - incluindo a SEI Portugal, a Associação Portuguesa para

o Estudo e Conservação de Elasmobrânquios (APECE) e organizações não-governamentais e associações de ambiente como a Sciaena, o Ocean Hub Portugal, a Surfrider Foundation Portugal e

a Ocean Patrol - enviaram à estação pública uma carta aberta solicitando a remoção da série das plataformas digitais da RTP.

Segundo as organizações, a série recorre a uma narrativa sensacionalista que perpetua mitos alarmistas sobre os tubarões, utilizando linguagem exagerada que distorce conceitos científicos fundamentais e contribui para uma perceção pública errada destes animais. Expressões como “assassinos em série” ou “máquinas de matar” reforçam uma imagem desproporcional do risco, sugerindo uma aproximação crescente destes animais às zonas costeiras.

As entidades esclarecem, no entanto, que o aumento aparente de avistamentos resulta sobretudo da maior presença humana no litoral Tubarão anequim

e do acesso a tecnologias que permitem reportar encontros em tempo real, e não de um aumento significativo da abundância de tubarões junto à costa. Pelo contrário, os dados científicos mais recentes indicam que mais de um terço das espécies de tubarões enfrenta risco de extinção, com uma redução estimada de 70% na abundância global de tubarões e raias nas últimas décadas.

A carta aberta (disponível no website da SEI Portugal) destaca ainda o papel ecológico fundamental destes animais, que há mais de 400 milhões de anos desempenham funções essenciais enquanto predadores de topo e mesoconsumidores, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas marinhos. A sua remoção pode desencadear cascatas tróficas com impactos significativos na estrutura e funcionamento dos ecossistemas.

“Os tubarões são espécies-chave para o equilíbrio dos oceanos, e Portugal já reconheceu a sua importância ao comprometer-se, em 2022, com a elaboração de um Plano de Acção Nacional de Gestão e Conservação de tubarões e raias, que se encontra em desenvolvimento. É fundamental que a comunicação pública esteja alinhada com este compromisso,” afirma Catarina Abril, Técnica de Pescas e Clima da Sciaena.

No contexto recente de incidentes envolvendo tubarões em Sydney, na Austrália, as organizações consideram particularmente importante que o serviço público de televisão assegure uma comunicação rigorosa e baseada em evidência científica. Nesse sentido, apelam à remoção da série da plataforma RTP Play e à emissão de uma nota de esclarecimento.

Filipe Pereira, Vice-Presidente da APECE, sublinha que

“o documentário em causa caiu na tentação de utilizar o sensacionalismo tão em voga nos dias que correm para tentar ir buscar mais audiência”. Acrescenta ainda que, “o sensacionalismo vende (...), e, quando toca aos tubarões em particular, o medo sempre teve mais audiência do que a informação e a aprendizagem”

No entanto, “A forma como comunicamos ciência tem consequências reais na perceção pública e nas políticas de conservação. Ao perpetuar uma imagem distorcida dos tubarões, arris-

camo-nos a comprometer décadas de trabalho científico e educativo. Enquanto serviço público, a RTP tem a responsabilidade de informar com rigor e promover

uma relação mais consciente e equilibrada com o oceano,” conclui Cheila Almeida, Presidente da SEI Portugal, autora da carta endereçada à estação televisiva.

Cardume de tubarões
Tubarão anequim frequente nas águas portuguesas
Tubarão azul

Turismo de Cruzeiros

Gera 9.800 Postos de Trabalho e €940 Milhões de Euros

Lisboa é um destino muito procurado

O Turismo de Cruzeiros em Portugal gera 9.800 postos de trabalho e um impacto económico de €940 milhões é comunicado no CLIA European Summit na Madeira.

Anível Europeu o impacto económico é de €64.1 mil milhões

e 445.000 empregos.

De acordo com os últimos dados validados para Portu-

gal, a Indústria contribuiu em 2024 com €410 milhões para o PIB Português e pagou mais

de €225 milhões em salários e ordenados.

A indústria de cruzeiros apoia um vasto ecossistema industrial e turístico europeu, com benefícios tangíveis nas economias nacionais e locais.

Os cruzeiros promovem destinos periféricos, viagens fora da época alta e contribuem para fluxos turísticos mais equilibrados.

A Cruise Lines International Association (CLIA), a maior associação comercial da indústria de cruzeiros a nível global, apresentou os principais destaques do Estudo de Impacto Económico na sua Cimeira Europeia que decorreu na Madeira.

O estudo revela que as Porto do Funchal

atividades de cruzeiros são apoiadas por uma cadeia de fornecimento extensa e diversificada com impacto profundo nas economias nacionais e locais, sublinhando o papel do setor de cruzeiros como um criador de empregos sólido em toda a Europa. Em 2024, a indústria de cruzeiros apoiou 445.000 empregos em toda a Europa e contribuiu com €64,1 mil milhões de euros para a economia europeia. Deste total, €28 mil milhões de euros contribuíram diretamente para o PIB europeu.

Os resultados, que refletem a contribuição dos cruzeiros em 2024, surgem num momento em que os decisores políticos em toda a Europa estão cada vez mais focados no desenvolvimento de turismo sustentável e equilibrado, uma área onde a indústria de cruzeiros podem dar uma contribuição positiva.

Motores Económicos do Impacto dos Cruzeiros no PIB Português

Em Portugal, o turismo de cruzeiros gerou um impacto eco-

nómico de €940 milhões de euros, contribuindo com €410 milhões de euros para o PIB. Estes valores referem-se a 2024, os dados mais recentes disponíveis para Portugal. As compras das companhias de

cruzeiros em Portugal constituíram a maior parte da contribuição do setor para o PIB em 2024, com um valor de €174 milhões de euros e representando 42% do impacto total do PIB da indústria. Os

Porto do Funchal
Porto de cruzeiros de Lisboa

gastos de passageiros e tripulações também proporcionaram um impulso significativo à economia, contribuindo com €150 milhões de euros através de compras em negócios locais. As atividades de construção naval e expansão de capacidade portuária representaram mais €78 milhões de euros, enquanto os salários das equipas das companhias de cruzeiros representaram €8 milhões de euros adicionais no PIB.

A contribuição económica global aumentou quase 16% em comparação com 2023, refletindo a procura sustentada por viagens de cruzeiro em toda a Europa.

Bud Darr, Presidente e CEO da CLIA, afirmou: “Estes números demonstram que o turismo de cruzeiros é uma parte integral da economia marítima europeia, entregando valor significativo em todo o continente, apoiando empregos, negócios e comunidades costeiras através de uma cadeia de valor ampla e interligada. Os benefícios estendemse muito além dos portos,

Terminal de cruzeiros de Santa Apolónia
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Lisboa como destino de topo de Cruzeiros

apoiando fornecedores e economias locais em toda as regiões, incluindo áreas costeiras, insulares e remotas, enquanto também contribuem para fluxos turísticos mais equilibrados. Como resultado, os cruzeiros contribuem para a competitividade europeia e simultaneamente contribuem com benefícios concretos ao nível das comunidades locais”

A atividade de cruzeiros apoia uma rede extensa de empresas europeias, desde estaleiros e fornecedores de componentes até portos, prestadores de serviços de logística, serviços de hotelaria e pequenas e médias empresas em todo o continente. Em 2024, os gastos diretos relacionados com cruzeiros atingiram €31 mil milhões, incluindo €14 mil milhões em bens e serviços adquiridos a fornecedores europeus e €10 mil milhões em construção naval relacionada com

Para regiões insulares, podem representar uma fonte estável e recorrente de rendimento
Porto do Funchal

cruzeiros. Para além do impacto industrial, a atividade de cruzeiros canaliza receitas diretamente para os destinos onde os navios operam, apoiando uma vasta gama de economias costeiras, in-

sulares e regionais.

Nikos Mertzanidis, Diretor Executivo CLIA Europa, afirmou: “Os cruzeiros representam cerca de 3% do turismo global, ao mesmo tempo que entregam be-

nefícios económicos significativos aos destinos e comunidades. O impacto dos cruzeiros está distribuído geograficamente. A atividade de cruzeiros canaliza receitas diretamente para os destinos onde os navios operam, criando benefícios económicos tangíveis para as comunidades locais. Para regiões insulares e marítimas, em particular, os cruzeiros podem representar uma fonte estável e recorrente de rendimento. Além disso, os cruzeiros promovem e apoiam destinos periféricos, viagens fora da época alta e turismo responsável”

Os cruzeiros promovem e apoiam destinos, como as ilhas
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
Terminal de Cruzeiros de Lisboa
A atividade de cruzeiros apoia uma rede extensa de empresas europeias

Notícias

Notícias do Politécnico de Leiria

O Ocean Open Day 2026 Abriu Portas do ESTM para Divulgação Científica

O ESTM (Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar), abriu as portas dois dias dedicados à divulgação científica e à experimentação nas áreas do mar, biotecnologia e ciências dos alimentos.

Experimentação prática na Biologia Marinha

Ocean Open Day realizou-se nos dias 11 e 12 de fevereiro. A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Politécnico de Leiria, em Peniche, abriu as portas a alunos do ensino secundário e profissional para dois dias dedicados à divulgação científica e à experimentação prática nas áreas do mar, da biotecnologia e das ciências dos alimentos. A iniciativa, durante os dias 11 e 12 de fevereiro, incluiu palestras, workshops e um conjunto diversificado de atividades laboratoriais, promovendo um contacto direto com investigadores, docentes

e infraestruturas especializadas.

O Ocean Open Day 2026 pretende proporcionar aos participantes uma verdadeira

Promoveu-se o contacto direto com investigadores, docentes e infraestruturas especializadas

imersão no universo científico da ESTM, marcada por uma forte componente prática e experimental, com atividades laboratoriais distribuídas por

vários espaços da escola, nas áreas da Biologia Marinha, Aquacultura, Biotecnologia, Ciências dos Alimentos e Química.

As experiências permitirão aos alunos contactar diretamente com o trabalho desenvolvido em laboratório, compreender a aplicação do

O Ocean Open Day incluiu palestras, workshops e um conjunto diversificado de atividades laboratoriais

conhecimento científico a desafios reais e perceber o papel da ciência na sustentabilidade dos oceanos e dos sistemas alimentares.

“O Ocean Open Day 2026 será uma oportunidade única para os participantes descobrirem a oferta formativa da ESTM nas áreas das

ciências e tecnologias do mar, explorarem o ambiente marinho e a sua importância para o desenvolvimento sustentável, assistirem a palestras e participarem em atividades práticas orientadas por profissionais de referência”, afirmou Sérgio Leandro, diretor da ESTM.

Segundo Sérgio Leandro,

Experimentação nas áreas do mar

a iniciativa “reafirma o compromisso da ESTM com a promoção do conhecimento científico, a aproximação à comunidade educativa e a valorização das áreas do mar e da inovação, dando a conhecer, de forma prática e envolvente, a investigação e a formação desenvolvidas na escola”

Estudo de ouriços-do-mar

Percebes sobre investigação

Ouriços para estudo

Algas a secar

Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis em https://www.ipleiria.pt/estm/ocean-open-day-2026/

Notícias do Porto de Sines

Porto de Sines a Liderar Hub Ibérico do Hidrogénio Verde

O Porto de Sines posiciona-se como hub ibérico do hidrogénio no primeiro Fórum Hispano-Luso do Hidrogénio Verde. Notícias

OPorto de Sines marcou presença no 1º Fórum HispanoLuso do Hidrogénio Verde, realizado no Centro de Artes de Sines, no âmbito do projeto europeu Futuretech-H2, do qual a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) é parceira, que reuniu representantes da indústria, entidades públicas e centros de investigação de Portugal e Espanha para debater as oportunidades da economia do hidrogénio e da transição energética.

A APS esteve representada pelo Presidente do Conselho de Administração, Pedro do Ó Ramos, que participou como keynote speaker na sessão de enquadramento dedicada ao tema “Sines como plataforma ibérica do hidrogénio”. Na sua intervenção, o responsável destacou o papel

O Porto de Sines

estratégico do Porto de Sines na transição energética e no desenvolvimento da cadeia de valor do hidrogénio verde, sublinhando as condições únicas que o posicionam como um hub energético e logístico de referência na Península Ibérica. Neste contexto, de realçar o enquadramento do Porto de Sines nalguns corredores verdes marítimos, de onde se destaca o corredor que integra Sines – Roterdão e Duisport, parceira vertida num Memorando de Entendimento que integra ainda a MADOQUA, empresa que produzirá combustíveis verdes em Sines, exportando-os através do porto com destino a Roterdão, para abastecimento do norte da Europa. Pedro do Ó Ramos destacou ainda os projetos industriais e energéticos em desenvolvimento na Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), com implementação prevista até 2030, que incluem iniciativas associadas à C produção de hidrogénio verde e combustíveis sintéticos, bem como infraestruturas dedicadas ao armazenamento e abastecimento de novos combustíveis

sustentáveis para o transporte marítimo.

Por último, destaque ainda para os projetos de expansão portuária onde se enquadram infraestruturas destinadas a dar capacidade de resposta à movimentação e armazenagem em porto, destes novos combustíveis, reforçando a capacidade de Sines no suporte ao processo de descarbonização do setor marítimoportuário e da indústria.

EDP central de Sines
Foi destacado o papel estratégico do Porto de Sines

Fórum

Hispano-Luso do Hidrogénio Verde

O fórum enquadra-se nas atividades do projeto Futuretech_H2, uma iniciativa europeia destinada a fomentar o desenvolvimento tecnológico e a indústria do hidrogénio verde em Espanha e Portugal. Este projeto é cofinanciado pela União Europeia através do programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027, que promove a cooperação territorial entre ambos os países.

O objetivo do fórum é criar um espaço de diálogo e cooperação transfronteiriça entre empresas, centros tecnológicos, universidades e administrações públicas, de modo a impulsionar o desenvolvimento da economia do hidrogénio verde no âmbito ibérico.

Produção de hidrogénio verde e combustíveis sintéticos

O fórum faz parte do roadshow transfronteiriço do Futuretech_H2, um programa de eventos que percorre diferentes cidades de Espanha e Portugal para divulgar o potencial industrial e tecnológico do hidrogénio verde e promover a colaboração entre ambos os países.

Sines como plataforma ibérica do hidrogénio
Parque South View

Morte por GPS - Nunca Perder a Capacidade de Pensar

A cada instante entram nos nossos olhos imagens, os nossos ouvidos captam sons, o nosso nariz recebe partículas, as nossas mãos tocam em produtos de diferentes texturas, temperaturas, etc.

Tudo isto pode ocorrer em simultâneo.

Nada mais natural pois que existam mecanismos de simplificação. Isso é válido para as imagens captadas pelos nossos olhos e para toda a informação que nos chega.

A forma como o fazemos é quase mecânica, automática, e processa-se desta forma: se estamos a ler, ao olhar para uma palavra mal escrita, e desde que esta tenha a primeira e última letras na sua posição correcta, nós conseguimos que o nosso cérebro preencha as lacunas. E conseguimos prever e completar o que falta.

Em suma, conseguimos ler.

Nesse caso, o que fazemos é prever o contexto. Na pesca fazemos o mesmo.

Quando olhamos a água, analisamos a corrente, a cor, a ondulação, o vento, e por experiência anterior projectamos aquilo que ali pode ser feito, naquelas condições.

Tudo se complica quando os nossos sentidos nos enganam.

Não é necessário muito para que isso aconteça, de resto. Quem sai ao mar e entra uma zona de nevoeiro sabe do que falo.

Num instante, deixa de conseguir ver para além da ponta do seu nariz e sente-se perdido, sem referências. Aí, recorre ao GPS do seu plotter e ...confia.

Confiamos na tecnologia de forma cega, e muito para além daquilo que confiamos nos

Saio ao mar e levo comigo diversas possibilidades de pesca. No mar, olho para o que tenho à frente e....decido.

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com nossos sentidos. E todavía... Podemos explorar o conceito de “morte por GPS” para nos referirmos a quem sofre acidentes por ter confiado mais nos instrumentos que na sua própria observação.

Imaginem um condutor que abdica de conduzir ele próprio por acreditar que o sistema electrónico de navegação do seu carro será mais fiável que os seus próprios olhos. E que por isso acaba de cair por uma ravina.

Um pescador não deve eximir-se nunca de ter a sua opinião própria sobre aquilo que vê no mar em que pesca.

Nunca por nunca devemos enredar-nos na teia do excesso de informação das redes sociais, acreditar que tudo o que está ali é verdade. Hoje em dia, a IA pode enganarnos com relativa facilidade. Cuidado!

Decisões rápidas e irrefle-

tidas (tomadas a partir de dados viciados), são o pior que podemos tomar. Nunca por nunca renunciar e anular os nossos sentidos, nunca perder a noção da realidade.

Pode acontecer que uma

Nem sempre temos estas excelentes condições de mar.

fábrica japonesa produza algo que aos olhos deles, perante a sua realidade, seja eficaz. Mas que para a nossa pesca tenha de ser adaptado. Eu faço isso frequentemente.

Vivemos num mundo de sobrecarga de informação sem limites, um mundo onde impera a saturação da comunicação e isso é um passo dado no sentido de tomarmos a decisão errada.

Gente que lê isto, assim, vive certamente noutra realidade. Por isso mesmo devemos pensar por nós e não acreditar cegamente que tudo o que nos oferecem é bom.

Anularmos a nossa percepção da realidade para acreditarmos apenas naquilo que nos dizem é irmos de olhos

fechados direito a um abismo. Podemos e devemos pensar! Passamos de uma realidade em que os corpos se con-

tactam, pele com pele, para um mundo virtual, uma pressuposta realidade imaterial em que cada um pode ser aquilo

que idealiza e não aquilo que é.

Tornamo-nos dependentes de um certo tipo de clausura tecnológica que nos leva a acreditarmos e fazermos acreditar os outros que somos aquilo que não somos.

Haja Photoshop em quantidade e qualidade e tudo parece bem!

Eu testo por mim, e faço as alterações que entendo que devem ser feitas.

Mudo triplos a amostras, altero o tamanho dos anzóis, corto vinis, colo com cola Super3, acrescento peças, e no fim, ...pesco.

São ideias minhas e até admito que algumas possam ter ainda algumas arestas ásperas que requerem mais polimento, mais tempo de observação, mas no geral não tenho dúvida de que o bom princípio técnico está lá.

Acredito que aquilo que faço tem sentido, à luz da experiência de pesca que tenho.

Todos nós temos a nossa dose de sabedoria, de experiência, e por isso...devemos usá-la.

O tempo pertence-nos.

O que eu faço a um jig da Little Jack… A verdade é que a percentagem de peixes perdidos é quase nula.

Pesca Lúdica Embarcada

Vale a Pena Pescar de Inverno? - Cap I

Tenho amigos de Setúbal que ...”hibernam”. Quando acaba o outono, guardam os seus equipamentos de pesca e esperam que a primavera chegue.

Outros pescam com muito menos frequência, a ponto de estarem praticamente inactivos.

E porquê?! Posso cogitar que se trate de gente friorenta, sem casacos quentes para ir ao mar.

Será só isso ou será que existe algo mais?

De facto, as condições atmosféricas invernais são frequentemente mais desconfortáveis.

Mas aquilo que os desmobiliza não é isso, é acreditarem que não há peixe em dias nu-

blados, frios, com vento, com chuva, ...

A ser assim, teríamos pois que os nossos peixes se evaporam e só voltam a condensar lá para a primavera, certo? Desaparecem como que por magia, para voltar mais tarde...

Pois não, não é nada disso e hoje aqui no blog vamos ver algumas das razões que levam a que de inverno se pesque de forma diferente daquilo que se faz no verão. Mas ...pesca-se!

Falamos de metabolismo basal, e de necessidade de

comer.

Os peixes são seres exotérmicos e isso significa que a sua temperatura corporal é sensivelmente a mesma, mais ou menos 0.5ºC, da água circundante.

Eles de facto baixam a sua actividade física, focam toda a sua energia em manterem o corpo quente através da queima de gorduras armazenadas, e por isso é natural que estejam menos activos, menos receptivos a atacar violentamente as nossas amostras.

Ainda assim, mesmo sabendo que os peixes não se

alimentam com tanta frequência aquando da presença de águas frias, não deixam de o fazer. Eles comem.

O que não nos convém mesmo nada a nós pescadores é saber que o período de atividade alimentar passa a ser geralmente muito mais curto. Mas é!

A pesca em estuário nesta altura do ano pode ser muito produtiva.

Sabem qual é a minha opinião sobre este assunto: eu não pesco em estuários, da mesma forma que não aceito trazer para casa peixes juve-

Texto e Fotografia Vitor Ganchinho (Pescador conservacionista) https://peixepelobeicinho.blogspot.com nis, miniaturas, projectos de futuros peixes.

São questões de princípios e deles não abdico, mas posso dizer-vos que muitos dos peixes que adentram os estuários no início do inverno têm tamanho e força.

Muitas espécies de peixes migram para os estuários no outono e vivem lá durante todo o inverno.

O rio Sado tem robalos gigantescos, acima dos 10 kgs de peso, e em sítios perfeitamente insuspeitos. Peixes que seriam o troféu da vida de muita gente passam o inverno nos portos rasos, em poucos metros de água.

Alguns desses peixes são solitários, caçam sozinhos e podem ter proporções impressionantes, a ponto de engolirem tainhas vivas de 1 kg inteiras...

Mas a sua actividade diária pode restringir-se a pou-

cos minutos / dia.

Se alguém quiser tentar, é munir-se de algumas amostras um pouco mais encorpadas e ir tentar fazer alguns lançamentos. Esses peixes caçam sobretudo à noite, a coberto da escuridão, protegidos pela sua invisibilidade. O segredo para os pescar

é descobrir quando e onde os peixes estarão a alimentarse e focar a pesca especificamente nesses períodos.

Eu sei um pouco mais que isto, e vocês sabem que sim, mas prefiro saber que esses grandes robalos fêmeas estarão disponíveis para proceder a desovas massivas quando

chegar o seu dia.

Sei onde é mas não digo...e sei que a maior parte das pessoas entende.

Sou pelo património natural de todos, pela reprodução de peixes para todos e não pela captura de um peixe que só serve a uma única pessoa.

Porque este é um blog de pesca, é meu dever tentar ajudar aqueles que querem pescar e não desincentivar ninguém. Mas procuro fazêlo de uma forma construtiva, didáctica tanto quanto posso, e por isso espero que nunca

procurem aqui formas de dizimar peixes.

Essas coisas de pescar com bombas, e com venenos e lançar redes de cerco, não é aqui...

Vamos ver o que acontece ao metabolismo dos peixes

quando a temperatura da água arrefece durante o inverno e usar essas informações para ver se há algo que possa ser feito para aumentar as vossas taxas de captura.

Mas façam isso de forma honesta, séria, ética. Por favor.

Hoje em dia há muita informação disponível e ninguém se pode queixar de não saber porque não pode.

A temperatura ambiente da atmosfera e a temperatura da água do mar influenciam de-

cisivamente vários processos que estão direta ou indiretamente relacionados à procura de alimentos.

Essa actividade alimentar é aquilo que nos permite a nós pescadores conseguir alguns peixes.

À medida que a temperatura diminui, os peixes ficam mais lentos de movimentos e alimentam-se menos vezes.

Isso decorre como resultado do abaixamento do seu metabolismo basal. Assim temos que:

A baixa temperatura da água diminui o metabolismo, reduzindo o impulso para se alimentarem (ou seja, o impulso para obter energia).

A função muscular, a “contração” muscular, fica mais lenta em condições de águas mais frias, logo menos ideais, de modo que os peixes não conseguem nadar tão rápido. Tornam-se mais lentos.

Se insistirmos em recuperar amostras tal como o fazemos no verão, eles não tocam, não conseguem, não têm tempo nem disponibilidade física para chegar à amostra.

Vamos ver de que forma isso afecta a nossa forma de pescar.

No próximo número continuamos com este assunto. Até lá.

Notícias Nautel

Novos Minn Kota para Kayaks

A Nautel apresenta os novos motores da Minn Kota para kayaks, de controlo fácil e fiável, o Kayak Terrova, para água doce e o Kayak Riptide Terrova, para água salgada.

Desde lanchas de consola central a barcos de pesca desportiva e agora kayaks de pesca, a Minn Kota oferece uma potência silenciosa e eficiente para maximizar o seu tempo na água, independen-

temente da embarcação escolhida.

Com o sistema de pesca com GPS mais avançado da Minn Kota, incluindo o SpotLock®, de fácil controlo e fiável para o seu kayak, terá a capacidade de manobrar o

O Kayak Riptide Terrova
O Kayak Terrova

seu barco da forma que desejar. Guarde e lance com facilidade e deixe o motor fazer o resto para que possa aproveitar ao máximo o seu tempo na água.

Kayak Terrova

O Kayak Terrova para água doce oferece um controlo do kayak simplificado, é um motor robusto que não se deixa intimidar por qualquer dificuldade. Controle o seu motor elétrico a partir de qualquer ponto do kayak utilizando o Micro Remote, a aplicação One-Boat Network ou um sonar Humminbird compatível.

Ligar e Vá, o Kayak Terrova vem de fábrica com um sistema avançado de navegação GPS que permite aos pescadores aceder a funcionalidades de navegação como o Piloto Automático, o Modo Deriva e o Modo Seguir, e ligase aos localizadores de peixe Humminbird assim que sai da caixa.

Reivindique o Seu Lugar de Pesca, utilize o Spot-Lock para garantir o seu lugar de pesca com mais precisão do que qualquer outra coisa na água.

Kayak Riptide

Terrova

Pronto para pescar assim que sai da caixa, o Kayak Riptide Terrova vem equipado de fábrica com um sistema de navegação GPS avançado que permite aos pescadores utilizar funcionalidades de navegação como o Piloto Automático, o Modo Deriva e o Modo Seguir. Preparado para sincronizar instantaneamente com o Humminbird, basta ligar, usar e ir.

O Kayak Riptide Terrova foi concebido para impedir completamente a corrosão provocada pela água salgada. A proteção da unidade inferior do Kayak Riptide Terrova passa por um processo de jato de areia e, em seguida, recebe um revestimento de alumínio para evitar a oxidação e a ferrugem. Por fim, uma camada final de tinta em pó proporcio-

na a máxima proteção.

Principais

Recursos

dos Motores

Controle sem esforço: Com o sistema de pesca com GPS mais avançado da Minn Kota, incluindo o Spot-Lock®, terá a capacidade de manobrar o seu barco da forma que desejar. Guarde e lance o motor com facilidade e deixe o motor fazer o resto para que possa aproveitar ao máximo o seu tempo na água.

Alavanca de guarda e lan-

çamento: Basta pressionar a alavanca no suporte e as rampas retráteis fazem deslizar o motor de pesca para a água sem esforço.

Sistema de pesca com GPS avançado: O sistema de navegação mais fiável na pesca. Os Kayak Terrova e

Kayak Terrova
Kayak Riptide Terrova
Kayak Terrova

Riptide Terrova utilizam o GPS para controlar o seu motor de pesca com características incomparáveis que o mantêm sobre os peixes. Configure o Spot-Lock, grave trajetórias, controle a velocidade e a direção e muito mais. A Minn Kota torna o posicionamento e o controlo do barco automáticos, e pode assumir o comando através do microcontrolo fácil de utilizar ou da aplicação One-Boat Network.

Aplicação One-Boat Network: Os motores Minn Kota vêm de fábrica com tudo o que precisa para se ligar a alguns localizadores de peixe Humminbird. Ligue e controle o seu motor elétrico, âncora de águas pouco profundas e sonar através da aplicação One-Boat Network em dispositivos Apple® ou Android™.

Spot-Lock: O botão mais popular do seu comando. É o Minn Kota® Spot-Lock®, a revolucionária âncora GPS. Basta pressioná-lo e o SpotLock utiliza o GPS para fixar a sua embarcação no seu ponto de pesca com mais precisão do que qualquer ou-

tro dispositivo na água.

Digital Maximizer™: Oferece até 5 vezes mais tempo de funcionamento com uma única carga de bateria. Estes motores elétricos de velocidade variável permitem ajustar a velocidade exata e fornecem apenas a potência necessária, ajudando a conservar a bateria para um dia inteiro de pesca.

Hélice Weedless Wedge™ 2: Com pás inclinadas para trás que permitem navegar por qualquer obstáculo sem o desperdício de bateria com cortes e impactos, a Weedless Wedge™ 2 é uma das hélices mais fiáveis para a pesca.

Eixo composto indestrutível - Garantia vitalícia: No coração do seu motor de pesca Minn Kota está um eixo composto indestrutível. É uma exclusividade da Minn Kota, que garante a sua durabilidade para toda a vida.

O que está incluído:

Motor Terrova de 55 lb e 36” e Motor Riptide Kayak Terrova de 55 lb e 36”:

O Spot-Lock fixa a sua embarcação no ponto de pesca
Comande através do microcontrolo, fácil de utilizar
Kayak Terrova

Controlo de mão sem fios via “ Micro Remote”, incluído, Cordão de Segurança, Hélice MKP-32, Acessórios de Montagem, Cabo Ethernet de 15 pés e Kit de Interruptor de Segurança. Comutador de segurança (safety switch kit).

Adaptadores e cabos incluídos para interligar aos multifunções HUMMINBIRD Xplore.

Acessórios opcionais: Base de colocação RTA-17 ou MKA-21: Preparados para base de colocação RTA-17 (para motores água salgada) ou MKA-21 (para água doce).

Comando de mão sem fios

Advanced GPS Nav. Garantia: Garantia limitada de 2 anos.

Ref: Minn Kota Kayak Terrova/55MR -36 - 1358340

Ref: Minn Kota Kayak RT Terrova/55MR -36 - 1358339

O Kayak Terrova para pescar em água doce
O Kayak Riptide Terrova para pescar em água salgada Kayak
Riptide Terrova

Navegando nas Minhas Memórias

A Mãe de Todos os Debates…

Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloquo e corrente, Por que Vossas águas Febo ordene Que não tenham inveja as de Hipocrene. Luis de Camões, os Lusíadas

Foi a sociedade civil que tomou a iniciativa de a partir de 2015 dar início à preparação do programa e aos contactos com alguns parceiros, nomeadamente os municípios, algumas Cims, outras entidades ligadas ao Tejo e a sociedade do conhecimento, para a organização de um novo Congresso do Tejo. Notícias

Este é o terceiro, pela mão da Tagus Vivan, a legítima continuadora da obra de 25 anos da AAT- Associação dos Amigos do Tejo, fundada em 1984, ONGA declarada de Utilidade Pública no DR em 1991, cujas origens remontam aos anos sessenta do século passado.

Com efeito, estas duas associações cívicas sem fins lucrativos no seu desígnio de pugnar pelo nosso maior rio, tiveram sempre a preocupação de estarem bem informadas sobre o estado dele e essa informação foi na sua

maioria recolhida de dentro para fora do rio, com a preocupação de falar com verdade, e optaram por seguir uma estratégia pelo diálogo e persuasão com perseverança, e empreenderam um conjunto de acções com pragmatismo, procurando levar para o Tejo os autarcas e as populações ribeirinhas para voltarem a aproximar-se dele, reforçando essa proximidade para conhecerem-no melhor, por ser sabido que ninguém ama, protege ou cuida daquilo que desconhece. Por ser sabido também que é do estado de salubridade da água e das

potencialidades deste grande recurso natural para criar vida e riqueza, que depende a qualidade de vida dessas populações que devem estar bem conscientes dessa realidade e também para entenderem que é pela proximidade que se está a par das realidades para além de compreenderem que a sociedade civil não pode abdicar, alhearse ou sentir-se desresponsabilizada de participar e intervir nos destinos do futuro do seu território e dos seus bens naturais, mesmo que eles sejam comuns e partilhados, como é o caso do Tejo.

Foi por esta estratégia que estas associações cívicas optaram para procurar por meio da informação e do diálogo alertar a consciência dos cidadãos, como por exemplo os “Encontros intermunicípios ribeirinhos” bastante participados ao tempo, complementado com outras acções e actividades, muitas delas a navegar, tendo elegido a juventude ribeirinha para propagar a sua mensagem de consciencialização ambiental e cívica, por ela ser não só o futuro mas também o elo provavelmente mais eficaz de transmissão aos pais, aos avós e às co-

Crónica Carlos Salgado

munidades onde está inserida, para o que a preparou por meio de formação prática e teórica, nalguns casos intensiva no período de fins-de-semana e férias, nas áreas da educação ambiental, vigilância, navegação, defesa e preservação dos patrimónios ambiental e cultural, material e imaterial, que são valias importantes e muito diversificadas e particulares de região para região, e também na escola durante o ano lectivo como aconteceu no programa “O Tejo na Escola”, durante um ano lectivo, para o qual os próprios professores foram previamente levados para dentro e fora do Tejo para o conhecerem de perto e melhor. Outros programas também preparou e materializou, de aproximação e convívio com o Tejo e de índole educativa e formativa como as “Tagíadas da Juventude”, “Descidas ecológicas lusoespanholas de canoagem”, “ Formação de Vigilantes do Tejo”, de jovens pré-universitários e universitários, bem assim como as “Descobertas d´Áquém” que consistiu numa viagem durante um mês num barco Varino típico do Tejo que foi atracando em todos os portos fluviais desde Valada até Oeiras, com a tripulação a ser rendida semanalmente, composta por jovens oriundos das diversas comunidades do Tejo, que nos portos que eram escalados os tripulantes durante dia e meio conviviam com os jovens locais e havia sempre uma sessão de debate sobre o rio localmente, dentro ou fora do barco, dependendo do número de participantes, com a presença dos autarcas e dos professores de geografia e de ciências naturais das escolas locais.

Para além desta viagem aconteceram outros encontros pontuais de esclarecimento e animação, sempre com uma componente formativa e de consciencialização com a par-

ticipação de jovens, de autarcas e das populações locais, por vezes com uma componente de navegação desportiva ou criativa como a regata de OFNIS (objectos flutuantes não identificados), entre jangadas com automóveis em cima, tendas e outros objectos fruto da imaginação, e até

uma banheira à vela, desde o Rocio ao Sul do Tejo até ao Castelo de Almourol, para jovens e adultos, e também uma “Conquista do Castelo de Almourol” por alunos do ensino secundário.

Durante este percurso “Com empenho e desempenho” foram levados ao Tejo os au-

tarcas, os alunos, os professores, alguns representantes das tutelas, a juventude ribeirinha “O Juventejo”, técnicos, cientistas e outros especialistas enfim, sempre em prol do Tejo dialogando, informando, esclarecendo e formando, com algumas actividades inovadoras para a época, e toda

O Tejo e as suas férteis Lezírias

O Tejo tem de continuar a criar vida

estas acções foram muito apoiadas pela comunicação social que ao tempo era mais consciente e formativa, com um conceito muito diferente dos oportunismos, sensacionalismos ou populismos, todos a baterem na mesma tecla para fazer render o papel, ou a antena do áudio-visual como acontece nos tempos de hoje.

Também foram feitas intervenções junto dos organismos públicos e privados, sempre usando o diálogo e a persuasão como arma. Houve quem apelidasse todo este trabalho de romantismo ou até de Quixotesco o que mereceu da parte dos Amigos do Tejo apenas esta resposta, com um sorriso: enquanto o D. Quixote travava lutas com os moinhos de ven-

to para os destruir, nós pelo contrário, como velejadores lutámos com os ventos para irmos construindo moinhos! Fez também parte desta estratégia organizar dois Congressos do Tejo, o primeiro na Fundação Calouste Gulbenkian em 1987, o segundo na Gare da Rocha Conde de Óbidos em 2006 e agora aproxima-se o terceiro que

consideramos a Mãe de Todos os Debates Sobre o Futuro do Tejo que foi precedido de um Ciclo de 5 Conferências Regionais preparatórias para fazer um diagnóstico do Tejo por esse rio acima, com a validade de um pré-congresso e nos próximo dias 16 e 17 do mês de Fevereiro de 2018, na emblemática Gare da Rocha Conde d`Óbidos, na Doca de Alcântara em Lisboa, vai acontecer o Congresso do Tejo III, Mais Tejo, Mais Futuro, Um Compromisso Nacional.

Registámos a seguinte opinião por parte de alguns especialistas sobre a pertinência da realização deste Congresso do Tejo III. “Passados que foram já alguns anos sobre a última realização do Congresso do Tejo, estou convencido que não só é oportuno como é também de grande importância realizar uma nova edição de um encontro desta natureza. Os problemas devido à escassez de água, aos baixos caudais e aos episódios de poluição e de má qualidade da água, a que se associam as questões transfronteiriças, as alterações climáticas, as alterações do uso da água, ou os desafios do transporte fluvial e marítimo, justificam plenamente um novo encontro técnico-científico sobre o maior rio português.” António Carmona Rodrigues (Prof. FCT.UNL)

“Depois de algumas centenas de milhões de euros de investimento em saneamento e todo o tipo de infraestruturas, um rio estar como está o Tejo não tem justificação. É inaceitável e inexplicável, é um crime e devia ser tratado como tal. Todos somos responsáveis, mas uns são bem mais que outros. Há um marco simbólico que, provavelmente, não aconteceu por acaso, e que assinala o início do abandono do rio, conduzindo à situação em que hoje está. Refiro-me

O Tejo com água e velas ao ventonão pode ser uma quimera num país de marinheiros...
Havia sempre uma sessão de debate sobre o rio localmente, dentro ou fora do barco

ao desmantelamento da ARH do Tejo no vale do Tejo quando a sua gestão é relocalizada nas Caldas da Rainha. Como foi possível, nessa altura, autarcas, grupos de ecologistas e demais forças vivas do Tejo terem aceite esta decisão? Sem fiscalização, sem proximidade, sem conhecimento e sem saber só podia dar no que hoje temos: uma catástrofe que corresponde a décadas de retrocesso. Na prática, é um problema muito complexo que não tem solução simples e fácil. Vai necessitar de muito dinheiro e tempo. Quando um ecossistema como o Tejo chega a esta situação, mesmo com a ação certa, a inércia para a inversão é grande. Se juntarmos a tudo isto a situação de “crise” que sustenta a “justificação” para más práticas do sector empresarial e público, e ainda a grave seca que vivemos, a equação para a catástrofe está completa. É bem sabido que quem se junta em congressos a mais das vezes está sempre de acordo

com a nobre causa.” Carlos Cupeto (Prof. U.Évora)

“Todos os rios têm características particulares que os distinguem de todos os outros no que se refere, não apenas aos aspectos da sua fisiografia e regime hidrológico, mas também à relação que as comunidades humanas com eles estabelecem. No contexto da Península Ibérica, o Tejo é um rio com características singulares nesses dois planos. Ele liga um

Norte montanhoso húmido, característico dos afluentes da margem direita, com um Sul mais plano e semiárido, próprio dos afluentes da sua margem esquerda. No plano histórico e cultural, corre predominantemente de Este para Oeste, desde os planaltos e serranias de Castela até à orla atlântica de Portugal, ligando a região da “austera” cidade de Madrid à “suave” cidade de Lisboa. Ao longo de todo o percurso são estreitos

os laços da população com o “seu” rio. Esta dupla articulação Norte-Sul e Este-Oeste fazem do Tejo uma espécie de “alma hídrica” do território peninsular onde tudo de essencial, ou quase tudo, se reflete. Por isso, nunca será demais a atenção que Portugal e Espanha lhe dediquem, procurando resolver e superar os muitos problemas que ao longo das últimas décadas se foram acumulando. Um melhor futuro para o Tejo é

necessariamente um melhor futuro para a economia, para o ambiente e para as populações dos dois lados da fronteira.” Francisco Nunes Correia (Prof. FNC.IST.UTL)

“A razão de ser do Congresso sobre o rio Tejo funda-

menta-se na necessidade de vir a conhecer a sua realidade no que se refere ao estado da sua água em termos qualitativos e quantitativos, por forma a poderem ser avaliadas num processo de decisão linhas de acção que visem atingir objec-

tivos que permitam corrigir as debilidades limitativas do processo do seu ambiente envolvente nas diversas actividades que nele podem ser desenvolvidas.” Luis Medeiros Alves (Vice-Almirante)

“O rio Tejo alimentou um lon-

go processo histórico de ocupação e circulação humana, de afirmação de comunidades locais, de desenvolvimento de culturas e saberes específicos, atividades particulares, paisagens singulares. Imaginemos, por um momento, a história deste longo troço do país sem o rio Tejo: como teria evoluído este território, o que seria ele hoje? Esta situação absurda é, afinal, o que está hoje em causa num rio acossado por diversos fatores, das alterações climáticas à dependência de espaços de decisão que Portugal não controla. É isto que está em debate no III Congresso do Tejo. Para que o futuro desejado se imponha ao futuro temido, para que a visão e a esperança permitam combater todas as distopias, para que as vozes de quem o conhece e o entende se façam ouvir, para que o Tejo se mantenha vivo e, assim, continue a dar vida e a rejuvenescer ecossistemas, comunidades, atividades e culturas que nele encontram a sua fonte de existência e razão de ser.” João Ferrão (Prof. ISC. UL)

Proteger e cuidar do Tejo

O Estuário do Tejo e o seu Porto voltaram a estar no centro do Mundo

Notícias

Notícias da Madeira

Madeira Quer Ser Referência Europeia na Inovação Portuária

Assembleia-geral do SHIFT2DC

A Gare Marítima da Madeira acolheu dia 27 de fevereiro a Assembleiageral do SHIFT2DC.

Este é um projeto financiado pelo programa Horizon Europe que reúne 33 parceiros de 10 países, incluindo universidades, empresas, centros de investigação e entidades públicas, sob a coordenação do INESC, dedicado à modernização das infraestruturas energéticas através da utilização de corrente contínua (CC). Uma tecnologia que permite aumentar a eficiência e reduzir o impacto ambiental.

Na abertura dos trabalhos, a Presidente da Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira (APRAM, Movimento no porto

SA), Paula Cabaço, destacou que o SHIFT2DC “reúne alguns dos melhores parceiros europeus na construção de infraestruturas energéticas mais eficientes e mais sustentáveis”, sublinhando que, apesar da pequena dimensão do Porto do Funchal e da condição ultraperiférica da Região, “a Madeira tem a ambição e a determinação de quem quer fazer parte da solução”

A responsável da APRAM, empresa tutelada pela Secretaria Regional da Economia, reforçou que o projeto representa uma oportunidade estratégica para modernizar as infraestruturas portuárias, melhorar a eficiência energética e posicionar os Portos da Madeira como referência na transição energética, com impacto direto na competitividade, sustentabilidade e qualidade do serviço.

Paula Cabaço lembrou ainda que a Madeira oferece condições únicas para funcionar como ecossistema de teste de soluções tecnológicas sustentáveis, com aplicação no setor portuário, na logística e nos transportes, afirmando que o projeto demonstra que “inovação, sustentabilidade e excelência podem caminhar lado a lado”

O demonstrador português do SHIFT2DC está instalado no Porto do Funchal, onde se estuda a aplicação da corrente contínua em ambiente por-

Uma oportunidade estratégica para modernizar as infraestruturas portuárias
Porto do Funchal

tuário, uma área estratégica tendo em conta os desafios da eletrificação das infraestruturas e da preparação para soluções como o shore power, fundamentais para reduzir emissões e cumprir as metas europeias de descarbonização.

Com um investimento total de 11 milhões de euros, o projeto desenvolve e valida soluções inovadoras para redes de média e baixa tensão, avaliando o seu desempenho, impacto ambiental e benefícios a longo prazo. Em conjunto, estas iniciativas permitirão aumentar a eficiência dos sistemas elétricos, reduzir custos energéticos e reforçar a sustentabilidade ambiental.

“Através deste projeto estamos, em conjunto com os nossos parceiros europeus, a contribuir para a produção de conhecimento altamente especializado ao mesmo tempo que testamos no Porto do Funchal estas novas alternativas energéticas com a perspetiva de que venham a ser aplicadas na nossa realidade.”

É um projeto dedicado à modernização das infraestruturas energéticas
Este é um projeto financiado pelo programa Horizon Europe

Novo Sistema de Som Apollo MS-RA800

A Nautiradar traz até si o novo sistema de som marítimo da Fusion, o Apollo MS-RA800 com ecrã tátil, com um design elegante, é o mais avançado até ao momento.

OApollo MS-RA800, é o sistema de som marítimo com ecrã tátil, da Fusion, mais avança-

do até ao momento. Apresenta um novo e elegante design, um processador mais rápido e potente, DSP integrado, áudio sem perdas e conetividade

Wi-Fi para um streaming perfeito de áudio AirPlay, a partir de um dispositivo Apple.

O amplificador interno integrado de Classe D, oferece 50% mais potência de saída, quando comparado com o modelo Apolo RA770, sendo

suficiente para alimentar até quatro altifalantes.

Com a rede PartyBus via Ethernet ou Wi-Fi, vai poder ligar vários sistemas de som da série Apollo, para partilhar fontes de áudio em várias zonas de som a bordo da sua embarcação.

Esta elegante unidade, em vidro preto, possui um design robusto e resistente a intempéries e pode ser embutida, por forma a integrar-se na perfeição com outros equipamentos eletrónicos modernos existentes a bordo.

Áudio de Alta Resolução

Capaz de suportar áudio de alta resolução sem perdas (até 24 bits a 96 kHz), o RA800 ofe-

rece uma qualidade de som incomparável, suportada pela tecnologia Wi-Fi para uma transmissão de áudio perfeita.

Amplificador

Melhorado

O amplificador de classe D incorporado pode fornecer 4 x 40 watts RMS (todos os canais acionados) com menos de 0,1% de distorção harmónica total a 4 ohms, produzindo mais de 50% de potência de saída1 do que o seu antecessor.

Resolução de Ecrã Melhorada

O ecrã LCD tátil de alta resolução de 4,3″ do sistema de som oferece melhorias notáveis1 na resolução da imagem, saturação da cor, ângulos de visualização e legibilidade em condições de muita luz.

Ligação em Rede

Ligue o seu RA800 a outros sistemas da Série Apollo para criar uma rede a bordo e desfrute de funcionalidades avançadas, incluindo o agrupamento estéreo, controlo de volume combinado, opções de alimentação e controlo da zona principal.

Várias Opções de Fontes

de outro dispositivo inteligente.

Além disso, as funcionalidades wireless do Apollo RA800 oferecem controlo remoto de áudio a partir de dispositivos compatíveis e smartwatches Garmin. As atualizações de software sem fios estão disponíveis através da app Fusion Audio.

Especificações:

- Receptor de multimédia digital marítimo com Bluetooth integrado e streaming Wi-Fi AirPlay 2.

- Ecrã LCD a cores sensível ao toque capacitivo de 4,3”.

- O controlo multizona permite sintonizar quatro zonas de áudio.

- Compatível com sistemas Wi-Fi existentes.

- O avançado DSP Fusion otimiza a qualidade do som em todos os níveis de audição.

- A eficiente tecnologia de

amplificador Classe D poupa energia da bateria.

- Sintonizador AM/FM.

- Controle remoto.

Recursos de áudio:

- Compatível com Apple AirPlay.

Tire partido de uma grande variedade de opções de fonte disponíveis, incluindo transmissão AirPlay da Apple® , conetividade BLUETOOTH® , HDMI ARC, sintonizador de rádio DAB+, ligações USB, rádio AM/FM e entradas AUX.

Rede Displays

Multifunções

Ligue facilmente o seu sistema de som RA800 a um MFD Garmin compatível via NMEA 2000® para obter um controlo de áudio integrado, ou use a app ou utilize a Fusion® Audio para controlar a sua música sem fios a partir de um smartwatch Garmin compatível ou

- Compatível com os comandos remotos FUSION-Link e NRX.

- Liga-se à sua rede NMEA 2000 existente.

Conectividade:

- Entradas: porta USB-C traseira; duas entradas AUX estéreo; entrada HDMI.

- Saídas: áudio de 4 zonas (as saídas de linha requerem amplificação separada).

- Porta SPDIF compatível com saída de áudio para TV.

- Porta Ethernet.

Conteúdo da embalagem:

- Fusion Apollo™ MS-RA800

– Sistema de som marítimo.

- Junta de montagem.

- Quatro parafusos autorroscantes de calibre 8.

- Reproduz ficheiros MP3, M4A e FLAC.

- Limitador de feed-forward antecipa picos no áudio.

- Compatível com iPod/iPhone, bem como com telefones Android e Windows.

- Tecnologia de distribuição de áudio PartyBus (requer sistemas estéreo de zona Fusion MS-SRX400).

Características marítimas:

- Face resistente à água IPX7.

- Duas tampas roscadas.

- Cablagem de alimentação e do altifalante.

- Cablagens de entrada auxiliar, saída de linha e saída do subwoofer.

- Cabo de extensão de 2 metros (6 pés) para a rede NMEA 2000®

- Proteção contra poeira.

- Documentação.

Para mais informações visite o site www.nautiradar.pt

Notícias do Porto de Portimão

Arrancam Dragagens no Porto de Portimão

As dragagens de manutenção em curso beneficiarão a capacidade operacional do Porto de Portimão, dotando a infraestrutura de fundos da ordem dos -8m Zero Hidrográfico (ZH).

As obras de beneficiação do Porto de Portimão, que consistem na realização de dragagens de manutenção no canal de acesso e bacia de rotação, dotando o porto de fundos de -8m ZH (Zero Hidrográfico), tiveram início no passado dia 28 de fevereiro.

Sob a responsabilidade da APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA, esta intervenção visa melhorar a operacionalidade da infraestrutura, garantindo as condições de segurança necessárias ao acesso e operação dos navios de cruzeiros que escalam o Porto de Portimão.

Além de traduzirem o contributo que a APS pretende aportar à concretização da Estratégia Portos 5+, que prevê um, estas obras atestam ainda o crescimento no

Porto de Portimao

segmento dos Cruzeiros da ordem dos 30% comprometimento desta autoridade portuária para com o Porto de Portimão, infraestrutura fundamental na dinamização e promoção da região do Algarve, marca cujo potencial se destaca ao nível dos tráfegos do Mediterrâneo.

Por último, de lembrar a excelente performance do Porto de Portimão em 2025, tendo registado um total de 56 escalas e 23.996 passageiros, o que correspondeu a um crescimento 40% e 70%, respetivamente, face ao ano transato.

Infraestrutura de fundos da ordem dos -8m ZH
Crescimento no segmento dos Cruzeiros da ordem dos 30%
O Porto de Portimão, é uma infraestrutura fundamental na dinamização e promoção da região do Algarve

Notícias

Notícias do Instituto

Visita às Conserveiras Freitas Mar e Portugal Norte

No âmbito da Campanha Educativa “O Meu Atum”, realizaram-se visitas de estudo à Conserveira Portugal Norte, em Matosinhos, e à Conserveira Freitas Mar, em Olhão, unidades de referência do setor, que proporcionaram aos formandos um contacto direto com a realidade da indústria conserveira portuguesa.

Estas iniciativas tiveram como principal objetivo aproximar os participantes dos processos produtivos associados às conservas de pescado, permitindo-lhes compreender de forma prática as diferentes etapas que compõem esta atividade tradicional e perceber o seu papel económico em Portugal.

Durante as visitas, os formandos tiveram a oportunidade de conhecer o funcionamento das linhas de produção, desde a receção e seleção da maté-

ria-prima até às fases finais de embalagem e rotulagem de espécies como a sardinha, a cavala e o atum. Os visitantes acompanharam várias etapas do processo produtivo, incluindo a preparação e limpeza do pescado, o corte e a colocação manual ou semi-automatizada nas latas, a adição de diferentes tipos de molhos ou azeites e o posterior processo de esterilização, que garante a conservação e segurança alimentar do produto.

As empresas apresentaram uma ampla gama de conser-

vas, desde produtos de consumo corrente, designados como Standard, até linhas premium e gourmet, caracterizadas por matérias-primas selecionadas, métodos de preparação mais artesanais e apresentações diferenciadas.

Outro aspeto relevante observado pelos formandos foi

a combinação entre tradição e inovação que caracteriza o setor conserveiro nacional. Apesar de muitas operações continuarem a exigir um elevado nível de intervenção manual, especialmente nas fases de preparação e colocação do pescado nas latas, as unidades visitadas integram tam-

bém tecnologia moderna, que permite melhorar a eficiência produtiva, garantir elevados padrões de qualidade e assegurar o cumprimento rigoroso das normas de higiene e segurança alimentar.

Estas visitas constituíram um momento de aprendizagem relevante para os partici-

pantes da campanha educativa, permitindo-lhes aprofundar conhecimentos sobre a cadeia de valor das conservas de pescado e compreender melhor o papel que a indústria conserveira desempenha na valorização dos recursos marinhos e na economia das regiões costeiras portuguesas.

Notícias

Notícias do Instituto Português do Mar e da Atmosfera

Início da Campanha “PELAGO26”

Trata-se de uma campanha acústica centrada nos pequenos pelágicos

Até 30 de março, o navio oceanográfico Miguel Oliver irá caracterizar o ecossistema pelágico ao longo da costa portuguesa e no Golfo de Cádis, no âmbito da campanha científica PELAGO26.

Acampanha, integrada no Programa Nacional de Amostragem Biológica (PNAB), tem direção científica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e decorre a bordo do navio da Secretaria-Geral das Pescas de Espanha, com início no porto de Cádis a 5 de março.

A PELAGO26 é desenvolvida ao abrigo do Memorando de Entendimento celebrado entre o Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação de Espanha e o Ministério da Agricultura e Mar da República Portuguesa, no quadro da cooperação bilateral em investigação pesqueira em vigor desde 2022.

Objetivos científicos

Trata-se de uma campanha

acústica centrada nos pequenos pelágicos, nomeadamente:

• sardinha (Sardina pilchardus),

• biqueirão (Engraulis encrasicolus),

• cavala (Scomber colias),

• carapau (Trachurus trachurus),

• entre outras espécies pelágicas.

Entre os principais objetivos destacam-se:

• Monitorização da distribuição, abundância e biomassa das populações;

• Recolha de parâmetros biológicos (comprimento, idade, sexo e maturidade);

• Avaliação da distribuição de ovos e larvas;

• Caracterização física, química e biológica da coluna de água;

• Observação de aves e mamíferos marinhos ao longo dos transectos, com equipas do Instituto Español de Oce-

anografía (IEO), do CIIMAR, CCMAR, ICNF e da SPEA.

Contributo

para a gestão sustentável

Os dados recolhidos serão posteriormente analisados nos

Decorre a bordo do navio oceanográfico Miguel Oliver

grupos de avaliação do International Council for the Exploration of the Sea (ICES), que produzem pareceres científicos sobre o estado das unidades populacionais. Estes pareceres constituem a base para a definição dos Totais Admissíveis de Captura (TAC) e das quotas, bem como para os acordos bilaterais entre Portugal e Espanha relativos à sardinha.

A campanha assume particular relevância para a frota que explora estas espécies, especialmente a frota de cerco, contribuindo diretamente para uma gestão sustentável dos recursos marinhos.

A PELAGO26 é cofinanciada pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEMPA), através do programa Mar2030, e pelo Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas (IFADAP).

Este tipo de campanhas é fundamental para aprofundar o conhecimento científico sobre os ecossistemas marinhos, garantindo a proteção e a exploração sustentável dos recursos a longo prazo, em particular das populações com especial relevância para as pescarias da zona ICES 27.9a.

É uma campanha ao abrigo do Memorando de Entendimento celebrado entre Espanha e Portugal, em vigor desde 2022

Notícias da Marinha

Marinha Portuguesa Assina Protocolo com a Associação de Submarinistas de Portugal

O Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória reforçou, no dia 12 de março, a missão de preservação e divulgação do património naval português com a assinatura de um protocolo de colaboração entre a Marinha Portuguesa e a Associação de Submarinistas de Portugal.

Acerimónia de assinatura do protocolo decorreu a bordo do submarino Barracuda com a presença do Diretor Cultural da Marinha, Vice-almirante Bastos Ribeiro, do Diretor da Associação de Submarinistas de Portugal, Comandante Pinho, do Diretor do Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória, Capitão-demar-e-guerra Romão Neto, entre outras entidades. Este acordo tem como objetivo promover a valorização e divulgação do património naval português, através da colaboração da Associação de Submarinistas de Portugal em iniciativas de carácter cultural e museológico desenvolvidas neste espaço. No âmbito desta parceria ficará também disponível a

Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória

realização de visitas guiadas ao submarino Barracuda, conduzidas por membros da associação que ali viveram grande parte da sua vida profissional. Estas visitas terão de ser previamente combinadas e destinam-se a pequenos grupos, com um máximo de 12 pessoas.

As visitas serão preferencialmente realizadas à segunda-feira, dia em que habitualmente se encontram presentes elementos da Associação de Submarinistas de Portugal, sendo que nos restantes dias, a realização das visitas guiadas ao submarino dependerá da disponibilidade dos voluntários da associação.

Com esta parceria, a Marinha Portuguesa e a Associação de Submarinistas de Portugal reforçam o compromisso conjunto de preservar e partilhar a memória da atividade submarina em Portugal, contribuindo para enriquecer a experiência de quem visita o Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória.

Associação de Submarinistas de Portugal

A ASubPOR – Associação de Submarinistas de Portugal é uma entidade vocacionada para a preservação da história, cultura e património da atividade submarina em Portugal, promovendo o convívio entre submarinistas.

Instituída com estatutos publicados em setembro de 2021. A sua missão é fomentar o espírito de corpo entre os submarinistas, preservar a história e cooperar com entidades para a valorização do património naval.

Atividades: Realiza celebrações de aniversário, encontros de guarnições e ações de divulgação histórica.

Parcerias: Colaboração com o Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória e Co-

Contou com a presença do Diretor Cultural da Marinha, Vice-almirante Bastos Ribeiro, do Diretor da Associação de Submarinistas de Portugal, Comandante Pinho, do Diretor do Núcleo Museológico Fragata D. Fernando II e Glória, Capitão-de-mar-e-guerra Romão Neto, entre outras entidades

missão Cultural de Marinha.

Submarino arracuda

O Submarino Barracuda foi construído em França e o segundo de quatro submarinos da mesma classe da Marinha Portuguesa. Navegou com

distinção nas profundezas dos mares entre 1968 e 2010. Com 54 metros de comprimento e deslocamento de 1.038 toneladas em imersão, o Barracuda tinha uma guarnição de 54 militares, podia operar até 300m de profundidade e embarcar 12 torpedos. De-

sempenhou missões de natureza diversificada: patrulha e recolha de informação em áreas de interesse nacional, projeção de forças de operações especiais, seguimento de contactos de interesse, colaboração com a Polícia Judiciária no combate ao tráfico e

O Barracuda é o submarino mais antigo de todas as marinhas de guerra da NATO

operações e exercícios nacionais e internacionais.

Ao longo da sua vida cumpriu 3.090 dias de mar, navegando 52.622 horas, das quais 35.795 em imersão. Percorreu 263.358 milhas náuticas, o equivalente a 12 voltas ao mundo, com 180.000 milhas em imersão.

O Barracuda é o submarino mais antigo de todas as

marinhas de guerra da NATO e foi o último submarino da classe Albacora a sair de serviço, em 2010, com 42 anos de vida operacional.

Fragata

D. Fernando II e Glória

A fragata D. Fernando II e Glória, o último navio de guerra construído em Damão, Índia,

foi o último navio exclusivamente à vela da Marinha Portuguesa e a última “Nau” da prestigiosa “Carreira da Índia”.

Lançada à água em 1843, teve a sua viagem inaugural em 1845, de Goa para Lisboa.

O nome do navio presta homenagem ao Rei consorte, D. Fernando, e à Rainha, Maria da Glória. Equipada

com 50 bocas-de-fogo, a sua guarnição variava entre 145 e 379 homens, ajustando-se às exigências de cada missão. No período operacional, entre 1845 e 1878, navegou mais de 100.000 milhas náuticas, o equivalente a 5 viagens de circum-navegação. Em 1963 sofreu um grande incêndio que a destruiu quase completamente e a deixou parcialmente submersa no Rio Tejo. Após um audacioso processo de restauro, entre 1992 e 1998, emergiu renovada, como um testemunho majestoso do passado marítimo português.

A Fragata D. Fernando II e Glória, um testemunho majestoso do passado marítimo português
Realização de visitas guiadas ao submarino Barracuda, conduzidas por membros da associação

Notícias do Clube Naval de Sesimbra

Vasco Coelho Distinguido com Prémio do Público no Lisbon Underwater Film Festival

O documentário do atleta Vasco Coelho distinguido com o prémio do público no Lisbon Underwater Film Festival.

Odocumentário “23 Milhas” do atleta de fotografia subaquática do Clube Naval de Sesimbra, Vasco Coelho, foi galardoado com o prémio do público (Public Choice Award) no Lisbon Underwater Film

Festival.

Entre os mais de 250 inscritos, o filme de Vasco Coelho foi um dos selecionados

O documentário “23 Milhas”, foi galardoado com o prémio do público (Public Choice Award)

para a mostra oficial de filmes, que incluiu cerca de 12 Obras Documentais (o festival tinha 44 filmes, em 3 categorias, curtas-metragens, documentários, conservação) no dia 14 de fevereiro, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

O documentário “23 Milhas” propõe uma viagem pelo Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, que Vasco Coelho considera ser “um verdadeiro tesouro natural da costa portuguesa”. São sete conversas com pessoas profundamente ligadas ao mar, entre pescadores, cientistas e guardiões ambientais, que revelam a riqueza da vida marinha, as tradições locais e os esforços contínuos para proteger este ecossistema único. “É uma jornada inspiradora que cruza ciência, cultura e

natureza, recordando-nos da responsabilidade coletiva de cuidar do nosso oceano”, frisa o autor.

O Festival

Vasco Coelho salienta que este festival “tem-se afirmado como uma plataforma de referência para o cinema subaquático e ambiental, reunindo realizadores, cientistas, mergulhadores, fotógrafos e amantes do oceano”

“Mais do que uma mostra de cinema, é um espaço de encontro entre arte, ciência e conservação marinha, promovendo o debate sobre a importância da preservação dos ecossistemas aquáticos e dando visibilidade a histórias que muitas vezes permanecem invisíveis”, acrescenta.

Para Vasco Coelho, integrar a seleção oficial do Lisbon Underwater Film Festival “foi, por si só, um enorme

reconhecimento do trabalho desenvolvido” e receber o Prémio do Público “tornou este momento ainda mais especial”

“Saber que a história tocou quem assistiu, que gerou ligação e emoção, é talvez a maior recompensa que um realizador pode receber. Este reconhecimen-

to reforça a minha convicção de que contar histórias sobre o oceano é urgente e necessário e que, quando a ciência, a cultura e a emoção se encontram, o impacto pode ser profundo e transformador”, defende.

“O festival destaca-se não apenas pela qualidade cinematográfica, mas pelo

ambiente de proximidade e partilha que cria entre autores e público. Há uma genuína paixão pelo mar e pelas histórias que o rodeiam. É inspirador sentir que existe uma comunidade comprometida em usar o cinema como ferramenta de sensibilização e mudança”, acrescenta.

https://www.youtube.com/watch?v=MVk_npp68Oo

O atleta de fotografia subaquática do Clube Naval de Sesimbra, Vasco Coelho
O documentário “23 Milhas” propõe uma viagem pelo Parque Marinho Professor Luiz Saldanha

Liga MEO Surf,

1ª Edição do Surf Camp Better Portugal

Esperanças portuguesas estagiaram com referência do treino mundial no Surf Camp Better Portugal. Iniciativa com suporte Visit Portugal juntou Leandro Dora a jovens talentos nacionais em Peniche.

Concluiu-se em Peniche, a primeira edição do Surf Camp Better Portugal, que juntou os melhores juniores da Liga MEO Surf e grandes esperanças do surf nacional ao conceituado treinador brasileiro Leandro Dora, pai e mentor do atualmente campeão do mundo, Yago Dora. Numa iniciativa inserida na Liga MEO Surf e com o suporte Visit Portugal, cinco dos nomes mais talentosos da nova geração do surf nacional tiveram a oportunidade de trabalhar durante vários dias com uma das maiores referências do treino de surf a

nível mundial. O campeão nacional Francisco Ordonhas, Jaime Veselko, João Mendonça, Lua Escudeiro e a campeã nacional e europeia júnior Maria Salgado estiveram lado a lado com Leandro Dora, treinador de elite do surf mundial, numa experiência inédita, que teve início na passada noite de segunda-feira e se prolongou até este sábado, pelas ondas de Peniche.

Para Leandro Dora, esta foi uma experiência com um impacto positivo. “Gostaria de dar os parabéns à organização, que fez isto acontecer. Pen-

A 1ª edição do Surf Camp Better Portugal, juntou Leandro Dora a jovens talentos nacionais em Peniche
João Mendonça e Francisco Ordonhas

so que é um caminho muito eficaz, pois oferece experiências novas aos atletas. Temos treinadores conceituados em Portugal, muitas pessoas entendidas e que respiram surf, por isso, sinto-me honrado por poder contribuir para esse desenvolvimento. Foi muito positivo e fiquei surpreendido com a educação, respeito e compenetração que os surfistas colocaram nesta vivência. Pudemos incentivá-los a dar o máximo e a terem desempenhos perto do nível máximo, de forma a adquirirem conhecimentos que sejam muito positivos para os próximos passos de desenvolvimento da carreira profissional deles”, frisou.

Francisco Ordonhas, campeão nacional masculino em título

“Na minha opinião o estágio superou as expectativas. Já sabia que o Leandro Dora era um grande treinador e que ia ser uma boa semana. Mas penso que correu tudo ainda melhor e com um ambiente simultaneamente leve e sério, o que fez com que tudo corresse bem. Puxámos muito uns pelos outros. Além das dicas técnicas, julgo que o Leandro Dora nos ajudou a abrir um pouco a mente para o que é o surf e a competição. Tinha uma visão bastante simples,

mas fiquei a saber que o surf de competição depende de muito mais facetas que julgava. São ensinamentos que me vão ajudar a curto e longo prazo para a vida.”

Maria Salgado, campeã nacional júnior e campeã europeia júnior em título

“O estágio superou as minhas expectativas, pois estamos a falar de um dos melhores treinadores do Mundo, que é mesmo incrível. A forma como o Leandro Dora conseguiu explicar o que temos de melhorar foi muito boa, porque ele simplifica tudo. Além dos aspetos técnicos, uma das principais lições é a de que temos de estar o máximo de tempo dentro de água.”

João Mendonça, top 3 da Liga MEO Surf 2025

“O estágio superou as minhas expectativas e correu muito bem. Consegui receber várias dicas e detalhes, não só a nível técnico, mas também mental e espiritual. Fizemos muitas questões e foi sempre ótimo receber o feedback de alguém que está a trabalhar no patamar mais alto do surf mundial. Houve muitos pontos positivos neste estágio.”

Lua Escudeiro, top 5 da Liga MEO Surf 2025

“O estágio correspondeu às minhas expectativas, que eram altas. Sempre me disseram que o Leandro Dora era um ótimo treinador e confirmei isso mesmo. Foi uma experiência ótima e aprendi imenso. O maior ensinamento que levo é a parte emocional, a forma como temos de gerir as emoções, que é algo muito importante. Penso que não perdia muito tempo a pensar nisso e saí daqui a pensar de maneia completamente diferente, o que faz toda a diferença.”

Um agradecimento especial também à Câmara Municipal de Peniche, ao CAR Peniche e ao Peniche Surfing Clube pelo apoio prestado ao longo desta semana.

O Surf Camp Better Portugal teve a primeira edição em 2026, foi realizado com o suporte Visit Portugal e está integrado na Liga MEO Surf.

Os participantes na primeira edição desta inovadora iniciativa foram os melhores juniores do ranking da Liga MEO Surf 2025.

A Liga MEO Surf 2026 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas, com o patrocínio do MEO, Allianz Seguros, Bom Petisco, Go Chill, Corona, Somersby, Montebelo, o parceiro de sustentabilidade Pingo Doce, Quiksilver, Turismo do Centro, Visit Portugal, os apoios locais dos Municípios da Figueira da Foz, Porto, Matosinhos, Mafra, Ribeira Grande e de Peniche, o apoio técnico da Associação de Surf da Figueira da Foz, Associação de Desenvolvimento Mais Surf, Onda Pura, Ericeira Surf Clube, Associação Açores de Surf e Bodyboard, Peniche Surfing Clube e da Federação Portuguesa de Surf.

João Mendonça e Leandro Dora
Jaime Veselko e João Mendonça
Maria Salgado e João Mendonça

Última

The Ocean Race

15.ª Edição da The Ocean Race em Cascais

A Volvo Cars assinala este novo capítulo da icónica regata oceânica enquanto parceira oficial, reforçando a ligação histórica da marca a uma das mais exigentes provas do desporto mundial.

Aetapa ligará St. Pete-Clearwater, na Florida (Estados Unidos), à costa portuguesa, numa travessia de cerca d e 4.500 milhas náuticas através do Atlântico, colocando Cascais no centro de um dos momentos mais emblemáticos da regata e reforçando o seu estatuto como destino de referência para a vela internacional.

A 15.ª edição da The Ocean Race terá início a 17 de janeiro de 2027, em Alicante (Espanha), com a frota de embarcações IMOCA a en-

frentar a mais longa etapa de abertura da história da prova, numa travessia de cerca de 14.000 milhas náuticas até Auckland, na Nova Zelândia. O percurso seguirá depois para a América do Sul, com escala em Itajaí (Brasil), antes de rumar aos Estados Unidos e dar lugar à nova etapa transatlântica entre St. Pete Clearwater e Cascais. A regata terminará com uma etapa final no Mar Vermelho, até AMAALA, marcando a primeira vez que a competição passa por estas águas.

Para a Volvo, a ligação à

regata tem uma dimensão particularmente especial. Durante mais de duas décadas, a prova foi conhecida como Volvo Ocean Race, período em que a marca contribuiu de forma decisiva para a projeção global da competição e para a sua evolução tecnológica e desportiva.

“É com grande orgulho que vemos Portugal voltar a integrar o percurso da The Ocean Race. A chegada da regata a Cascais, após uma travessia do Atlântico, celebra a ligação histórica do nosso país ao oceano e o es-

pírito de aventura que sempre definiu esta competição. Para a Volvo, continuar a apoiar a The Ocean Race é também dar continuidade a uma relação histórica com esta prova e com os valores que ela representa: inovação, trabalho de equipa e um profundo respeito pelo oceano, princípios que estão igualmente no centro da visão da Volvo para um futuro mais seguro e sustentável”, afirma Luís Santos, Head of Marketing & Consumer Experience da Volvo Car Portugal.

Director: Antero dos Santos - mar.antero@gmail.com - Tlm:91 964 28 00

Editor: João Carlos Reis - joao.reis@noticiasdomar.pt - Tlm: 93 512 13 22

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Paginação e Redação: Tiago Bento - tiagoasben@gmail.com

Editor de Motonáutica: Gustavo Bahia

Colaboração: Carlos Salgado, Carlos Cupeto, André Santos, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Rocha, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Club Naval de Sesimbra, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Associação Portuguesa de WindSurfing

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