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Revista Sinopses de Enredo UESP Carnaval 2008

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da Presidente Presidente: Edleia dos Santos Vice Presidente: Edvaldo "Sulu" Aguiar Diretor Financeiro: Osmar Augusto de Oliveira Primeiro Secretario: Joao Carlos "Neno" Segundo Secretario: Nelson Gomes de O. Filho Coordenador de projetos: Edelmo dos Santos esse cademo especial, a Uniao das Escolas de Samba presta uma homenagem a todas as suas 64 Filiadas, que compraram a ideia proposta, e deram tinta ao projeto de celebrar com consciE'mcia a data de 120 anos da Aboliyao da Escravatura. Todas elas fizeram enredos e temas referentes a trajetoria do negro no Brasil, e, juntas, todos os fragmentos historicos das agremiayiies, formam um importante documento cultural. A UESP so poderia mesmo registrar, ainda que infelizmente nao na integra, 0 que as participantes desse projeto pensaram e idealizaram de seus desfiles.

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Coordenador de Camaval: Kaxitu Ricardo Campos Assistente Financeiro: Aline dos Santos Dept. de Camaval: Rosemary Aparecida Dept. de Camaval: Adriano Bejar Assessoria de Imprensa: Leandro lamin Recepyao: Cinthia Anjos Coordenador CDMS: Marcos dos Santos Assistente CDMS: Caio Magno Editor e Jomalista Responsavel: Leandro lamin Fotos: Claudio Lira e UESP Cronistas: Femando Penteado e Mauricio Coutinho Revisao: Leandro lamin Publicidade: Paulo Sant'Anna Circulayao: Estado de Sao Paulo Assessor juridico: Dr. Silvio Luiz de Almeida Editora: Master Production Impressao: Nyw Graf Grafica e Editora e-mail: assessoria@uesp.com.br

il~fluClio

Adm .lFinanc.

Tel:( I I) 3 129 9223

Chris tina Becker

Projeto Ed itoria l e Execu r;a o.

Edleia, Presidente da UESP

Direto r/ Ed ito r Paulo Cesa r Sa ne 'A nna

Dire~ao Criat iva, de Arte e Desig n Luig i Di Nizo


esse suplemento, portanto, estiio 64 enredos e temas. Eo nossa homenagem aos nossos sambistas atuais. Mas, antes de apresentarmos a que as Escolas e Blocos tern a mostrar, queremos dedicar, em forma de agradecimento, este cademo a tantos nomes que serao sempre lembrados pelo trabalho de luta pea igualdade racial.

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Jose do Patrocinio - Uder abolicionista, I·omalista e escritor Duplamente reverenciado pela historia, pe a historia politica e pela historia literaria. jomalista implacavel e destemido acuava com seus artigos a classe que defendia 0 regime escravo. romancista brilhante, Patrocinio alcan\X>u 0 ponto mais alto e luminoso do panteon de nossa historia literaria.

Adelina - Abolicionista Escrava e lider abolicionista nascida no Maranhao participou ativamente na

Lima Barreto· Escritor Nascido a 13 de Maio de 1881 , sua obra Ineraria carregada de ironia, satira e critica para relatar 0 cotidiano, em muito rontribuiu para a literatura brasileira, sendo considerado um dos nossos maiores romancistas de todos os tempos.

campanha aboiicionista da capnal maranhense. Aleijadinho - Escultor Antonio Francisco de Lisboa, escultor, considerado 0 maior artista brasileiro do seculo XVIII, suas obras sao ate hoje reconhecidas mundialmente. Andre Rebouc;as - Engenheiro e Escritor

Responsavel pelo projefos de diversos portos e rodovias, estradas de ferro no s8OJlo XVIII, teve Importante pa rticipa~o no movimento abolicionista, sendo um dos fundadores do Nucleo Abolicionista da Escola Politecnica. Antonieta de Barros 11 Oeputada Estadual Negra

Foi professora, I'omalista e escritora, convertendo-se na primeira mulher que conseguiu ser e eita para a Assembleia Legislaliva de seu estado natal, Santa Calarina, em 1934. Aqualtume - Or.f)anizadora e lider do Quilombo de Palma res Era Princesa no Congo, foi capturada e trazida para 0 Brasil e vend ida como reo produtora conseguiu fugir de seus senhores para Palmares transformando-se em uma de suas maiores lideranvas. Foi mae de Ganga Zumba, e avo Zumbi. Auta de Souza - Poetisa Nascida em 1876, ~veu apenas 24 anos e foi autora de apenas urn livro "Horto" considerado0 ponto mais aNo da vertente mislica e aista das poesia brasileira. nadonais

Benedita da Silva - Senadora De origem humilde, roi lidercomunitaria, professora assistente social, militante negra, deputada federal sempre atuando nas quesl6es sociais, sua atua~o e competencia acabou, no final da decada de 90 , sendo elena a primeira mulher negra no Senado Federal.

Luiz Gama - Lider abolicionista poeta e advogado Nascido em 1831 , este lider abOiicionista e advogado dos mais eloquentes ronseguiu libertar mais de quinhentos escravos, filho de Luiza Mahin, trazia no sangue 0 temperamento de negro rebelde, traduzido na sua poesia politica e satirica que fena como ponta de punhal nos alvos atingidos.

Luiza Mahin,- Lider da Revoltas dos Males Nascida na Africa e trazida ao Brasil com escrava no ana de 1812, ROr seu lemperamento forte e decidido nunca aceitou 0 regime da escravidao, foi Hder da Revoltas dos Males, movimenlo contra a escravatura brutalmente sufocado pelas auloridades da capital baiana, Mahin consegue lugir para 0 Rio de ~a neiro onde continua sua militimcia, finalmente presa, foi de~a para a Africa e nunca mais se leve noticia de seu paradelro. Machado de Assis Nascido Joaquim Maria Machado de Assis no ano 1839, 0 brasileiro de maiar prestigio de nossas letras, em todos os tempos e tido como 0 ficcionista mais considerado do idioma luscrbrasileiro, era de ascendencia negra .. Foi funda· dor e primeiro presidenle da Academia Brasileira de Letras. Mae Menininha do Gantois - Mae de Santo Foi a mais conhecida e prestigiosa mao de santo do Brasil em lodos os tern· pos. Seu nome atingiu os quatro cantos do mundo. Babalorixa das mais conceituadas, Maria da Concei9iio Escolastica Nazare nome esle da batismo que recebeu ao naseer em no dia 10 de fevereiro de 1894 na cidade de Sao Salvador, Bahia.

Carolina Maria de Jesus - Poetisa e Escritora Favelada e catadora de papel seu primeiro livro "Quarto de Despejo" , leve proj~o inlemaaonal, sendo traduzido para 30 idiomas. a carater sOCIal desta obra mede-se pelo poderque teve de acabar com a Favela do Caninde, onde merou, considerada na epoca a maior e mais problematica favela de sao Paukl.

Maria Jose Bezerra - Enfenneira Naseida em dezembra de 1885, na cidade paulista de Limeira, de origem humilde trabalhava com empregada domestica. Alislou-se em 1932 como enfermeira da Legiao Negra e seguiu para 0 front. Nao se limitou a condj~o de enfermeira e, de fuzil na mao comllateu em varias frenles 0 que Ihe valeu 0 apelido de "MaSoidado" foi considerada a "Mulher Simboio da Revol""", de 32"

Chica da Silva - Heroina mineira do seculo XVIII Bonita e poderosa esta herolna peder ser considera a precursora da mulher negra no eenario da vida polltica brasileira, casada com 0 contraladar Joiio Fernandes de Oliveira, exerceu lal influencia em sua epoca que chegou a comprar a a~orTia de 100 escravos.

Pixinguinha - Musico, co mpositor e maestro Alfrecfo da Rocha Viana, e quem organizou 0 conjunto Oilo Batutas em 1919 fazendo lama tanlo no Bras~ como na Europa. Nascido no Rio de Janeiro em 1898 Pixinguinha era considerado fiautista de primeira e composnor popular dos mals a~reciadosL e autor de uma das can~s mais belas da musica popular brasilelra "Carinnoso"

Clementina de Jesus· Cantora Considerada a voz mais negra do Brasil, Clementina s6 fei descoberta em 1965, /·a com 65 anos de idaae, filha de escravos incorporou em si "dialelo das senza as" revelados pelo canto dos benditos, cantos do trabalho, ladainhas, 0 $Om do partido allo que aprendera desde a infaneia com seus pais. Cruz e Souza - Poeta • Pai do simbolismo brasileiro Filho de escravos, Cruz e Souza nascido em 1861, loi eriado por familia de posses leve acesso a educa~o e assim lomou-se um dos maiores poetas do seaJlo XVIII , abolicionistas promoveu conferencias em favor da causa negra, econsiderado 0 pai do simbolismo brasileiro.

Ganga Zumba - Lider de Palma res Nascldo no proprio quiklmbo de Palmares - Ganga Zumba, antecedeu a Zumbi, seu sobnnho, 0 grande lider de Palmares, delendia a solU980 pacifica proposta pela corte oe reconhecimento do Quilombo em troca de nao receber malS negros fugidos. Grande Otelo - Ator Nascido em Minas Gerais em 1915, come"", sua carreira com palha", de um circo mambembe, com sua genialidade logo chegou ao leatro, cinema e 1V sendo considerado ale hoje urn dos maiores alores da "istoria da dramaturgia brasileira. Heitor dos Prazeres - Compositor e Artista Plastieo Natural do Rio de Janeir, nasado em 1898, trazia em seu sangue 0 germe dos acordes musicais herdados de seu pai, musioo da Banda da Pollcia Militar, na decada de 20 contribui para organiza~o de varias Escolas de Samba. Dedicou·se tambem a pintura e suas telas rom cenas da vida urbana recebeu muito pn§mios nacionals e internacionais Tia Ciata - Joao Candido - Marinheiro -0 Almirante Negro E um dos nomes n~ros que se tornaram herois nacionais ao liderar em novembro de 1910 Revolla dos Marinheiros, movimento que exigia 0 tim do tratamento regime de semi escravidao, a que eram submetidos os marinheiros, pedindo abol~o das chibatas, maiores soldos e menos trabalho.

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Solano Trindade - Poeta - Fundador do Teatro Popular Brasileiro Nascido no Recife em 1908, sapateiro e comediante veio lazer parte do grupos de negros e de lideranvas populares e acaciemicas que se empenhavam na luta do povo negros, tanto na prosa como na poesia, fazendo com que no teatro e na poesia 0 tema da negrilude negra ~esse a explodir. leadore Sampaio - Ge6grafo, engenheiro e historiador Teodoro Sampaio loi 0 grande negro que a hisloriograf13 nao da muito destaque em razao de sua origem negro-africana. Nascido no estado da Bahia em 1855, foi ge6grafo, hisloriador e engenheiro civil, loi consultor para areas tecnicas na implanta9iio do servi\X>s de agua e esgotos da cidade de sao Paulo. Foi um dos organiZadores e lormando ca prime"a turma da Escola Politecnica de Sao Paulo

Zumbi - Heroi Negro Nacional A histOria heroica de Zumbi dos Palmares Ii a historia da bravura e tenacidade do pavo negro. Dentre as que mais se destacaram nesta guerra de vida e de morte, travada entre a escra~dao e a liberdade um genio nagro militar fez dele uma figura mitol6gica, par sua capacidade de resistir as inumeras tentativas de destruiva,o daquele reduto de homens e mulheres Iwres encravado nos sert6es do Nordeste Brasileira. t

Entre Qutros e Qutras, claro. Muitos oulros e muitas outras. Trata·se de uma aJltura muito bem representada. Confira os enredos conosco! p.s.: TODAS as ide/as, condusc5es, opiniOes e informa¢es hisf6ricas coolidas nos enredos e temas a seguir. sbo resuJtado de pesquisas pi6ptias da fiJada, ~ tendo a UESP paIticipat;iio na apura¢o, verificayOO au documentayOO hist6rica do conleiJdo.


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G.R.C.E.S. FLOR DE VILA DALILA Presidente:Ailton Carnavalesco:Lisboa ENREDO: MENTES BRILHANTES, A NEGRITUDE QUE FEZ E FAZ A HISTORIA

o Brasil a partir do ana de 1.540, produziu-se uma das formas mais perversas de racismo que ja existiu no mundo: 0 inicio do trafico negreiro. Arrancado das terras africanas, estes negros, em sua maioria prisioneiros, sofreram e morreram, mas nunca desanimaram na busca pela liberdade. Seus corpos foram dominados, mas suas mentes, jamais. E surgiram pensamentos e ideia brilhantes, como luzes que clareiam uma tenebrosa escuridao. A FLOR DE VILA DALILA traz 0 negro de roupagem nova, sem correntes e chibatas, com toda a plenitude e gloria que merece, e a realeza de uma negritude que fez e ainda faz a nossa historia.

as lideran~as da Ganga Zumba e posteriormente de Zumbi. Os dois guerreiros eram grandes estrategistas e ofereceram suas vidas em prol da liberta~ao.

Da Africa vieram, a Africa deixaram. Mas nunca esqueceram 0 esplrito guerreiro, enquanto negros. Em meio a crueldade de um Brasil escravagista que come~ou a partir da metade do seculo XVI, muitos negros revoltados com as condi~6es impostas come~aram a fugir dos engenhos nobre subjugados no Brasil de entao.

A Lei Aurea representou a aboli~ao do trabalho escravo, mas nao foi uma liberdade completa, visto que o negro nao recebeu nenhuma indeniza~ao pela labuta de quase quatrocentos anos e foi excluldo do processo de industrializa~ao e do trabalho assalariado.Os jornais da epoca noticiavam que" a serpente do sistema de produ~ao escravista dentro do capital ismo estava enrolada junto com a decadencia da monarquia.

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o Quilombo de Palmares surgiu em 1580 e era uma prospera regiao que durou cerca de 100 anos, isto, gra-

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Os reflexos e a fama de Palmares chegavam a Bahia nas primeiras decadas do seculo XIX quando varias rebeli6es de escravos explodiram naquela provincia. (... )Quintino de Lacerda foi exemplo de inteligencia para sua epoca, po is no final do seculo XIX fez amizade com seu senhor e recebeu como heran~ bens e imoveis, incluindo um pequeno tesouro onde predominam as joias de ouro e moedas de prata.


S.C. MORRO DA CASA VERDE Presidente: Dona Guga Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: PALMARES, A REPUBLICA QUE GEROU LlBERDADE, DEMOCRACIA E HEROIS NEGROS EM TERRAS BRASILEIRAS.

ntendemos que, do seculo XVI aos fins do seculo XIX, a escravidao nas Americas de africanos e descendentes foi um dos epis6dios mais dolorosos da humanidade. Nesta tematica, a Morro da Casa Verde ergue seus estandartes em busca da luz dos ceus.A historia tem como as Primeiras referencias em 1580, ana em que varios escravos fugiram dos engenhos de a9lJcar das capitanias de Pernambuco e Bahia. Firmaram um refugio que daria origem a uma na9ao, uma republica, 0 maior e mais famoso quilombo do Brasil 0 quilombo dos Palmares.

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Confedera9ao de Palmares: o quilombo dos Palmares 10calizava-se na Serra da Barriga, regiao pertencente ao estado de Alagoas, nao se tem 0 nome de seus fundadores, mas e certo que nasceu no final do seculo XVI. Palmares teve um crescimento muito rapido e teve o Mocambo de Macaco como 0 centro politico, contando com 1500 habita90es. A popula9ao Palmarina vivia gra9as a frutas

como manga, jaca, abacate, sua agricultura era diversificada, como feijao, milho, mandioca, banana, laranja e a cana de a9ucar completavam a economia da na9ao. Nao se sabe muito sobre a organiza9ao polftica do quilombo, supoe-se que ali se ergueu um grande estado nos mol des dos grandes impenos Africanos, sendo os diversos mocambos governados por oligarquias sob chefia suprema de um lider. A prosperidade de palmares atraia aten9ao e receio, 0 governo colonial sentiu se obrigat6rio a providenciar guerras para afirmar seu poder sobre a regiao. Para derrubar palmares foram necessarias cerca de 18 expedi90es organizadas desde 1630, ate 1710, quando caiu 0 ultimo Mocambo. Em Palmares, alem dos negros, viviam indios e brancos. E assim, a Morro da Casa Verde viaja na historia recuperada e depois de muitos anos entra firme nesta tematica "Centro e Vinte anos da Aboli9ao".


G.R.C.E.S. CAM/SA 12 Presidente: Marco Aurelio "Carioca" Carnava/esco:Comissao de Carnava/ ENREDO: SOLANO TR/NDADE

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rancisco Solano Trindade, poeta , dramaturgo e pintor, foi uma das figuras mais expressivas e admiraveis da poesia negra no Brasil.

sua primeira tentativa de criar um teatro do povo, 0 que nao se concretizou, devido a uma enchente em 1941, que carregou todo material.

Desde muito cedo acompanhava seu pai sem suas dangas de pastoril, bumba-meu-boi e maracatu, e isto despertou no menino um forte interesse pelo teatro e a cultura popular. Foi operario comerciario ate completar um ana no Liceu Artes e Oficio. A partir de entao comega a escrever sua "carreira" como militante. Inicia-se de fato em 1930 , quando comega a compor poemas afro. Seus versos falavam de amor, beleza e solidao.

Em 1945 funda 0 Comite democratico afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas. Em 1950, em Sao Paulo , tambem funda 0 teatro popular brasileiro - TPB , com apoio do soci610go Edson Carneiro e Margarida Trindade , onde desenvolveu uma intensa atividade cultural voltada para 0 folclore e para a denuncia do racismo.

Seus poemas, repletos de musicalidade e ritmo , refletem 0 humor, otimismo e a senti mentalidade do negro brasileiro tao presente em nossa cultura. A tematica gira em torno dos anseios de liberdade das minorias negras marginalizadas, den uncias contra 0 preconceito e discriminagao e outras quest6es sociais. Fundou com 0 poeta Balduino de Oliveira um grupo de arte popular. Esta foi

Sua obra , apesar de ter ficado ate certo ponto restrita a u m publico especializado, entusiasmou personalidades como Sergio Miliet, Darcy Ribeiro e Graciliano Ramos. Em 1995 viaja para Europa , com 0 TPB , onde da espetaculo de canto e de danga . A obra de Solano Trindade continuara viva na mente de todo o afro-descendente, que luta pela igualdade social e a paz mundial , s6 assim a liberdade de ser apenas um sonho.


G.R.C.E.S. COMBINADOS DE SAPOPEMBA Presidente: Bel Calado Carnavalesco:Magu e Leo Enredo: DEVOTOS OU NAO, SEUS FILHOSAQUI ESTAO! SALVE TIETE! SALVE SAO BENEDITO! egro e resistencia. Negro e fe. Negro e devo<;:ao! E como este espirito, que a Combinados de Sapopemba, no ana em que lembramos os 120 anos da aboli<;:ao, expressa toda a sua negritude e fe e faz no samb6dromo, uma justa homenagem a Tiete, cidade simbolo de religiosidade e devo<;:ao ao santo negro "Sao Benedito".

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Na cidade de Tiete, interior de Sao Paulo, acontece a linda festa de Sao Benedito. Na ocasiao sao reunidos mais de 40.000 romeiros e turistas, dentra os quais 90% sao negros. A devo<;:ao a Sao Benedito, como protetor dos "homens negros" e conhecida em todo Brasil, desde a epoca da escravidao, porem em poucas cidades a devo<;:ao ao "Santo Negro" e tao grande como em Tiete. Nesta cidade hist6rica do interior paulista, se concentrava, nos tempos do imperio, importantes fazendas de cafe e cana-de-a<;:ucar. Ap6s a aboli<;:ao da escravidao,

muitas familia de escravos decidiram permanecer na regiao, criando devo<;:ao ao "Santo Negro". Em 1868 as familias dos donos das fazendas, com a ajuda da coletividade negra, construiram a capela que existe ate hoje.

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sempre muito esperada a festa de Sao Benedito em Tiete, atraindo grande massa de fieis aos festejos que incluem novenas, levantamento de mastro e ele ofertado, missa e grande procissao no final da tarde, onde somente nesta data sua imagem sai no final do cortejo. A procissao e conduzida pelos irmaos de Sao Benedito. Duas coroas fazem lembrar obediencia e a caridade que sempre nortearam 0 caminho do santo. Sao Benedito, aben<;:oe a todos que vieram a sua festa, levando de Tiete, paz bem para cada lar dos romeiros.


A.R.C.E.S.E.S PORTELA DA ZONA Presidente: Jose Artur Aguiar Carnavalesco: Douglas Amorim ENREDO: EM BUSCA DA TAo SONHADA LlBERDADE

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urante muito tempo existiu no Brasil a escravidao. Esse regime social determina que um ser humane tem direitos de propriedade sobre tudo do outr~. A escravatura de africanos existiu desde 1568, quando foi permitido 0 comercio de pessoas para 0 trabalho nos engenhos de cana-de-ar,;ucar, cada dono de engenho podia comprar ate 120 escravos por ano.

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quilombo era um acampamento fortificado de escravos fugidos, geralmente distantes das povoar,;oes dos brancos ou em locais de ditfcil acesso. Embrenhados nas matas e terras virgens, os nucleos se transforma ram em pr6speras aldeia, chamadas de mocambo. Seus habitantes dito "quilombolas", retomavam alguns dos pad roes africanos de organizar,;ao social: cultivo coletivo de terra, policultura, criar,;ao de animais domesticos e religiao, na qual buscavam a proter,;ao dos quilombos atraves de sua crenr,;a, trazida com eles pedindo proter,;ao aos orixas , seres encantados da natureza e suas danr,;as e lutas , como a capoeira.

A liberdade e pr6pria do ser humano. Por isso, 0 escravo, o branco, 0 amarelo ou indio sempre lutou para livrar-se da escravidao . A lei que proporcionou essa independencia de escravos no Brasil foi assinada pela princesa Isabel em 13 de maio de 1888 e foi chamada de Lei Aurea. Essa norma que marcou a extinr,;ao da escravatura no Brasil e levou a libertar,;ao de 750mil escravos - a maioria deles trazidos da Africa pelos portugueses.

A Lei do Ventre Livre teve

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objetivo de dar a liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquelas data, mas eles ainda dependem dos seus senhores ate atingirem 21 anos de idade . Ja a Lei dos Sexagenarios, proclamada pelo governo imperial em 28 de setembro de 1885, estabelecendo que os escravos teriam sua liberdade quando completassem 60 anos. S6 que antes da liberdade total, eles deveriam trabalhar cinco anos de grar,;a como forma de indenizar,;ao aos senhores.


G.R.E.S. COLORADO DO BRAs Presidente: Ney Carnavalesco: Lucas Pinto ENREDO: CATOPES DO MILHO VERDE: DE ESCRAVO A REIS DA FESTA

utubro, mes da virgem do Rosario. Na freguesia da Conceigao da vila do Principe do Serro Frio se realiza ate hoje, Ha mais de 205 anos, a Festa de Nossa Senhora do Rosario . Mais uma vez os exescravos do Quilombo do Milho Verde, garimpeiros de diamantes e ouro se transformam em "Reis" da maior festa da regiao.

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Conta a lend a que Nossa Senhora do Rosario apareceu, certa vez, entre as ondas sob as aguas do mar. Imediatamente, os indios que, por serem catequizados, eram devotos da virgem, rezaram, dangaram, tocaram seu instrumentos e ofereceram-Ihe seus cocares para que a Virgem Santa viesse com eles. Mas a Virgem nao veio. Em seguida os brancos fizeram o mesmo e ofereceram-Ihe seus poderes, suas riquezas e bravuras da guerra. Porem a virgem em nada se encantou negando-se a ir com eles. Por ultimo os negros catopes junto a praia cantaram seus lamentos, talaram o banzo que Ihes habitava os corag6es sofridos. Falaram que embora garimpassem aura e diamantes, eles nao

os poderiam ofertar pois nao eram deles e que a (mica coisa que poderiam oferecer virgem eram as dores, suor e 0 sofrimento por serem escravizados. A virgem enternecida com 0 que os negros Ihes ofereceram aceitou vir, substituindo ludicamente seu rosario pelas correntes que pendiam dos corpos daquele povo escravizado.

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Epor isso que se diz que, a virgem de nossa Senhora do Rosario e a protetora dos negros. A festa de nossa senhora do Rosario, assim como outras festas cat61icas cultuadas pelos negros tern 0 sentido de afirmagao, congregagao e informagao do povo negro e que se repete anualmente em todo o Brasil. Apesar do carater religioso dessas festas, onde 0 negro se utiliza trazido pelos portugueses para afirmar sua posigao perante a sociedade, nelas estao presentes elementos de origem afro-brasileira.


G.R.E.S.U.IMPERIAL Presidente: Divino Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: A QUALTUNE, A PRINCESA DE PA LMA RES

ersistencia e Fe sao sin6nimos que em tom de encantamento a imperial vem Ihes contar

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Em tom de exaltagao vamos maracatucar, relembrar sua aruanda, e com as forgas de Aqualtune reviver este povo que aqui chegou , criou, progrediu e fez a diferenga. Aqualtune a princesa que veio do congo para tornar-se princesa de palmares. Era filha do rei do congo, mulher de coragem e grande beleza , detentora de poder sobre um exercito de dez mil homens , em combate foi capturada e trazida para 0 Brasil pelos portugueses. Foi vend ida como reprodutora mas mesmo gravida organizou uma fuga e foi para o quilombo de Palmares, onde se tornou princesa . Nunca perdeu a esperanga de liberdade e de uma vida digna .Convidava sempre a todos para relembrar seus tiros e crengas para nao esquecerem suas origens. Os negros que eram milhares trazidos para 0 Brasil pelos portu-

gueses, franceses e holandeses como mercadoria a fim de serem escravizadas na cultura da cana de agucar, vista a au sen cia da mao de obra, ja que a igreja nao permitiria a escravizagao do povo indigena aqui existentes. Queriam sua liberdade e viver em paz isto fugiam para 0 quilombo dos palmares onde podiam viver com seus e relembrar suas terras tao distantes. 0 negro se miscigenou, trouxe sua cultura, ajudando assim nosso folclore , e do dominio da ginga a capoeira, dos restos do senhoril a mais rica das comidas (feijoada), da sua fe 0 candomble , etc. Brasil terra abengoada onde tudo que se planwta da , vamos rezar para nao perder 0 nosso bem mais preciso- a agua, e fazer uma grande batucada para celebrar a tao sonhada liberdade . Aqualtune - filha do rei do congo, mae de cana zumba, mae de Sabine e avo de Zumbi dos Palmares.


G.R.C.S.E.S. UNIDOS DE sAo LUCAS Presidente: Paulo Lima Carnavalesco: Marcyo de Oliveira, Marcos Aramha. ENREDO: 120ANOS, A RA9A NEGRA VEM MOSTRAR 0 SEU VALOR! A LUTA CULTURAL DE UM POVO.

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OgO ap6s a sua libertac;;ao, o negro teve a sua cultura marginaliza pel a sociedade que os via ainda como inferiores. A comunidade africana nao teve meios de renascer de imediato. Foram os negros sudaneses, os maiores responsaveis pelo azeite de coco de dende, 0 camarao seco, a pimenta malagueta, 0 inhame, as varias folhas para 0 preparo de molhos, condimentos e pratos em nossa culinaria. E apesar da resistencia cultural contra 0 negro ja no seculo XIX, o caruru, 0 vatapa, 0 acaraje ja odeiam ser considerados pratos nacionais . Alem e claro da nossa feijoada com farofa, que ganhou novo e melhor paladar. E utensilios como a pedra de ralar, 0 pilao , a colher de pau, a panela de barro etc. De sua arte em pinturas e esculturas . Express6es culturais e linguisticas, em musica, danc;;a e teatro , miscigenadas e evoluidas, surgiram as novas artes afro-brasileiras. Na literatura merecem ser citados os poetas , Cruz e Souza , Solano Trindade, Lima Barreto e Nei Lopes, compositor, soci610-

go e escritor. A maior contribuic;;ao desta mistura cultural foi 0 samba. Que evoluiu aos dias de hoje para uma expressam maior atraves do espetaculo das escolas de samba. Quando 0 samba de Sao Paulo dava seus primeiro passos, nos idos de 1914 e sofria toda a especial de discriminac;;ao por parte das camadas sociais de maior poder aquisitivo e das autoridades, os grupos carnavalesco da epoca, travaram verdadeira batalhas para a conquista de seu espac;;o.Na epoca hoje figuras ilustras do carnaval paulistano como:Seu Nene, Pe Rachado, Madrinha Eunice, Carlao do Peruche , Carlos Alberto Tobias e outros faziam de tudo para provar que "a escola de samba nao era s6 coisa de preto" . Sera que 0 monstro social saciou sua fome? Que ap6s tanto tempo a cultura africana agora afro-brasileira podera ter seu espac;;o na sociedade como genuina cultural brasileira? Continuara o negro liberto do grilh6es escravidao, mas acorrentado pelo preconceito social?


G.R.C.E.S PRIMEIRA DA A CLiMACAo Presidente: Marcia Pessi Carnavalesco: Rafael Soares ENREDO: GUERREIROS DA LlBERDADE

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rincesa Aqualtune do reinado de Congo, que comandou um exercito de dez mil homens quando Jaga invadiu a territ6rio do Congo, foi derrotado e trazido como escravo para a Brasil, e organizou sua fuga da senzala e a de outros escravos. Ganga Zumba torna-se rei dos mocambos mais importantes dos quilombos . Os ataques aos colonizadores propiciaram grande numero de fugas e saques tornando Palmares maior e mais forte . Nasce a neto de Aqualtune, da filha mais velha que se chamava Sabina, bem no dia que Palmares se preparava para mais um ataque aos holandeses. Dandara, guerreira mulher de Zumbi, abrigou e protegeu 50 mil pessoas no Palmares, auxiliou Zumbi com taticas e es-

trategias de guerra. A popula<;ao quilombolas resistiu par quase um seculo aos ataques coloniais, a inconformismo dos escravos materializado em gestos como fugas, suicidios, assassinatos e rebelioes. Os quilombolas participaram de movimentos de dimensoes que ultrapassam a defesa do Quilombo, a principal deles foi a Guerra da Balaiada ocorrida no Maranhao entre 1838 e 1841. Em 1888, a Governo Imperial rendeu-se as pressoes e a Princesa Isabel assinou a Lei Aurea. A decisao desagradou as fazendeiros, que eXlglam indeniza<;oes pela perda de seus "bens". Como nao conseguiram, aderiram ao movimento republicano.


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G.R.C.B.E.S. PASSO DE OURO Presidente: Sro Batista Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: OS GRIOTS - CONTADORES E CANTADORES DA TRADICAO DE UMA AFRICA ANTIGA

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eem algum momento da historia da escravidao no Brasil pensou-se que a cultura dessa nac;:ao sucumbiria ante a diaspora africana , esse pensamento caiu porterra diante da existencia de muitos negros que para ca vieram escravizados. as Griots eram contadores tradicionais da historia . Eles eram considerados verdadeiras bibliotecas ambulantes, donos de memoria prodigiosa, e sua importancia era tao grande que foram poupados ate pelos inimigos na guerra . Eram encarregados de perpetuarem a tradic;:ao e a voz dos povos africanos. E como diz um belo ditado africano, que sintetiza 0 trabalho dos Griots: "Ate que os elefantes possam contar suas proprias historias , as historias de cac;:a sempre iraQ glorificar os cac;:adores ". Nunca pode esquecer-se que os Griots sao guardi6es da palavra que carregam consigo a continuidade das lendas, proverbios e canc;:6es dos povos africanos . Na guerra era proibido atacar, matar ou mesmo ferir um Griots . Eles vinham a frente de seus exercitos, principalmente

das tribos africanas. Diante de um mundo globalizado, onde a TV e 0 computador parecem excluir a func;:ao dos Griots, pesquisadores percebem que a sua func;:ao ainda nao esta esgotada . A tradic;:ao oral pode ser vista como uma cacimba de ensinamentos, saberes que veiculam e auxiliam homens e mulheres , crianc;:as, adultos e velhos . A abolic;:ao inacabada hoje empurra a consciencia do Brasil e do mundo para uma realidade onde 0 negro conscientiza-se da importancia que sua cultura propiciou as nac;:6es em que seu povo esteve escravizado. No Brasil , ac;:6es como a escolha do dia de Zumbi, como 0 dia 20 de Novembro torna essa data muito mais importante do que 0 dia 13 de Maio, uma vez que essa abolic;:ao pro posta nao aconteceu em sua totalidade. Esse evento renasce com a presenc;:a dos Griots, cuja manifestac;:ao por todo 0 Brasil mostra que eles estao vivos na evoluc;:ao e a permanencia dessa cultura .


G.R.C.S.E.S. ESTACAO INVERNADA Presidente: Adilson Tadeu Carnavalesco: Tomaz ENREDO: PELA RACA LUTOU, NA RACA SUPEROU E COM A RACA CONQUISTOUI A ESTACAO INVERNADA EXALTA 0 POVO DA VITORIA

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ara 0 desfile de 2008 em men gao aos 120 anos da aboligao, a Estagao Invernada pretende narrar a luta do negro pela liberdade, a ilusao que assinatura da lei Aurea proporcionou ao ser declarada, as injustigas e principalmente enaltecer nesse carnaval 0 poder se superagao e as conquistas do negro no Brasil. A pele escura brilha na passarela do samba e deixa a mensagem de reflexao , enfatizando que a batalha pelo ideal de igualdade, apesar ainda de muitas adversidades, nao e em vao. Com a assinatura da lei Aurea em 13 de maio de 1.888, a aboligao da escravidao e promulgada! Quebram-se as correntes e enfim a chibata e silenciada.

o sol da liberdade ilumina 0 sonho de um novo tempo e os atabaques ecoam pelas veias do Brasil. Erguem-se as raizes africanas ficando as utopias de uma nova Africa em terras brasileiras. Uma terra de paz e de felicidade infinita . Em uma grande celebragao, 0 negro danga evocando sua

ancestralidade e solta a voz da alma sem receio, cantando em louvor aos orixas resgatando a tradigao, nobreza e majestade de sua raga. A liberdade veio, mas e a igualdade? Jamais. A politica de integragao do negro a estrutura da sociedade brasileira nao aconteceu. E 0 fim da utopia, 0 negro presencia a queda do seu sonho, a queda das ilus6es. Condenada pela cor, a exclusao racial afasta sistematicamente a populagao negra dos grandes centros forgando fazer seu reduto em areas perifericas. Com 0 orgulho a flor da pele, a cada ana que passa 0 negro faz valer 0 seu leg ado de superar barreiras, mostrando talento e genialidade despontando em diversos segmentos da sociedade. A Estagao invernada e como um espelho dessa historia de superagao. Nosso samba desceu 0 morro e mesmo perseguida, a comunidade de Vila Aurora exalta todos aqueles que romperam lutaram e conquistaram pelos tambores do sonho.


G.R.C.E.S. EXPLOSAO DA ZONA NORTE Presidente: Nelson Gomes Carnavalesco: Joiio Dionizio ENREDO: SOU QUILOMBOLA, SIM SINHO

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m 1882, por iniciativa de alguns abolicionistas, resolveu-se criar um quilombo no Bairro do Jabaquara no municipio de Santos, nos fundos da propriedade de Mathias Costa. Para manter a ordem no quilombo e para coordenar os quilombolas, foi escolhido 0 nome de Quintino de Lacerda como lider. Foi a iniciativa dos Caifazes e de pessoas abolicionistas, que formavam uma sociedade secreta, que trabalhavam para a fuga dos escravos e os encaminhavam para regioes onde encontravam trabalho. Mas a maioria dos fugitiv~s ia para 0 Quilombo do Jabaquara, que tinha uma popula9ao estimad a de 10.000 (dez mil) pessoas. A viagem ate a baixada santista era muito complicada, a mata fechada, cheia de cobras, on9as, jacares, formigas, animais pe90nhentos, indios antropofagos armados com arco e flecha, tacape e borduna, 0 maior desafio era descer a serra do mar, com seus abismos, precipicios e a

constante serra9ao, nao foram poucos os negros devorados nesta travessia.

o Quilombo do Jabaquara situava-se atras das terras do fazendeiro Mathos Coelho, onde os negros que conseguiam efetuar a travessia eram escondidos e tin ham toda a acolhida, acomodados em comunidades. La 0 grande lider do Quilombo, Quintina de Lacerda, organizada o sistema de defesa do Quilombo, impedindo s investidas dos capitaes do mato a procura de fugitiv~s. A grande barreira para concretizar a travessia era a Ponte do Casqueiro, para onde 0 Governo destacou grande efetivo de policiais para proibir a travessia de negros foragidos, mas gra9as ao ideal abolicionista que imperava na cidade de Santos, muitos homens de farda, nao permitiam que os caifazes com os negros atravessassem pela ponte, mas os escondiam em barcos pequenos dos abolicionistas onde os negros eram disfar9ados de pescadores.


S.R.B.E LAVAPES Presidente: Rose do Lavapes Carnavalesco: Renato Lucena, Horacio Raba~a ENREDO: A VIA GEM DE UM POVO GUERREIRO, DA "AFRICA A LA VA PES "

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s negros guerreiros africanos sempre voltados para suas raizes espalharamse pelo mundo no inicio da hist6ria antiga, quando 0 homem deixava de ser nomade. De notavel sabedoria, diz uma lenda nigeriana que os primeiros habitantes aprenderam a raciocinar e entender os preceitos da vida atraves de uma coruja gigante e que tinham como missao espalhar os ensinamentos pelo mundo. 0 Egito foi 0 ponto de partida para dispersao deste povo africano. Poucos sabem que os escribas egipcios na Idade Antiga eram negros , e pela facilidade de comunica<;:ao difundiram duas tradi<;:6es pela Asia e Europa. Mais tarde com 0 exercito romano dominando 0 mundo, os negros chegavam a Italia como escravos, mas ao mesmo tempo, especializaram-se nas curas das folhas e raizes que tanto conheciam aliad as as termas romanas , que eram os verdadeiros centr~s de saude e beleza . No secu10 XVI chegaram a America e apesar de escravizados ,

souberam se impor, inicialmente , nas viagens dos navios negreiros da Africa para os Estados Unidos, os negros que nao morriam de doen<;:as eram obrigados a dan<;:ar para manterem a saude. As dan<;:as tradicionais dos senhores eram consideradas disciplinadas demais e os negros os imitavam para ridiculariza-Ios, mas dan<;:avam de acordo com a visao que tinham da cultura europeia, e misturando um pouco com as que conheciam, utilizando instrumentos de sua cultura . No Brasil, nao foi deferente, este povo chegou e extasiouse com 0 paraiso tropical, onde predominava florestas e flores, tao parecido com a saudosa Africa . Trouxe legados africanos, como a arte , a musica e 0 folclore misturando-se aos povos brancos e indigenas , explodindo em tradi<;:6es e cores. 0 barroco baiano foi a grande contribui<;:ao , misturando a arte das esculturas francesas com elementos da cultura africana.


S.R.C. IRACEMA MEU GRANDE AMOR Presidente: Antonio Candido de Santos Carnavalesco: Eduardo Zonta ENREDO: 0 REI NEGRO EM OURO PRE TO

m mead os do sEkulo XVII, nascido no pais do Congo, natural da Africa, regiao onde 0 negro era hospitaleiro e tinha fama de vaidoso, Galanga, guerreiro vencedor da batalha de Maramara, foi aclamado pelo exercito, pela nobreza e pelo Rei do Congo (Chico Rei), monarca sacerdote de Deus Pagao - Zumbi -Apunga.

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Galanga fez um governo moderado, ao cedendo a tudo, nao hostilizando os estrangeiros. Membro da familia real, nobre de linhagem, veio se casar com 16 anos com a jovem prima Ojalo, que deu a luz a seu filho Munzinga 0 principe. Passado alguns anos Ojalo veio a dar a luz princesa Itulo. 0 rei e sua corte passaram a amedrontar os intrusos, tomando providencias drasticas para escorrac;:ar de seu pais os estrangeiros, lad roes de homens validos, transformando para mil negocios em cativos de outros povos, abalando 0 pais nas suas bases.

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Tomadas as providencias da defesa, EI-Rei mandou abrir 0 templo de Zambu - Apunga para que fizessem um apelo ao grande idolo. rei avanc;:ou para fora, mas foi

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agarrado sem respeito por muitos bandidos que botaram no pescoc;:o uma gargantilha de ferro, sua filha Itulo eo principe herdeiro estavam, embora gritando, com gaiolas de ferro no pescoc;:o, havia muitos Congoleses mortos. Em poucos instantes os companheiros do rei, Condes, Viscondes, Secularios, ajudantes de ordens e oficiais, estavam amarrados pelo pescoc;:o, como se faz com caes bravos. Os prisioneiros foram arrastados para fora da cidade de Banza, entao sossegada, sob a luz das estrelas. Um senhor idoso que tomava nota sobre a prancha a cavalada em paus rolic;:os, riu alto ao ver chegar o exausto comboio de negros. Todos os hom ens, agora se chamam Francisco e as mulheres Maria, desceu do banco, pois os pagaos estavam batizados. Agora e cristao EI-Rei Galanga, ex-soberano do Congo e hoje Francisco que esse foi 0 nome que 0 padre Ihe pes no batismo, no meio de ex-vassalos ao chegarem de coleira de ferro no pescoc;:o, que nao tardara que Ihe cham em de "Chico Rei".


G.R.C.E.S. UIRAPURU DA MOOCA Presidente: Sidney Aguilera Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: DE PUNHO CERRADO E PElTO ABERTO, UM GRITO DE LlBERDADE.

este berc;:o esplendido, ao som da brisa suave , saciado, repousando seu corpo viril, 0 her6i de inumeras batalhas alcanc;:a 0 so no dos justos , onde os sonhos transcendem a um tempo em que a cada canto, se acende uma chama de esperanc;:a para a igualdade, perpetuando a sua origem e levando consigo um ideal de liberdade .

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Os portais do tempo se abrem e nele surge um majestoso "Rei Negro" , 0 eterno de tres corac;:6es . Que trajando seu manto branco , coloca 0 mundo sob seus pes. Neste sonho encantador, do quilombo dos pampas , no rincao as margens de um rio caudaloso, surge cheia de g inga uma jovem mulata saltando e girando no ar, livre e leve como uma pluma. Ao longo dessa viagem telurica, som de tambores multicores, no ritmo do "Deus dos Deuses ", na batida do timbal, guerreiros de faces pintadas entoam alegria. Segundo a trilha do horizonte, avista-se das Serras gerais solos onde brotam profetas e santos es-

culpidos em pedra-sabao, pelas maos artesas do filho Aleijadinho de uma escrava africana. Neste caminho de revelac;:6es, e forte a emoc;:ao ao ver a sublime beleza de uma negra de olhos azuis da cor do mar, ser suprimida por uma mascara e ferro, que com dignidade se fez soberana escrava , adorada "Santa Anastacia". No despertar dos sonhos , na terra de todos os santos, com 0 calor dos atabaques, em uma gira de fe , uma menininha, mae da doc;:ura, rainha dos terreiros de candom ble, abenc;:oa seus filhos. Sob a luz de todos os segredos , nesta passarela de carnaval, acordamos para a realidade de uma noite de festa, onde a "estrela " mais querida do Grajau ilumina este enredo de liberdade, a essencia e 0 tempero que atrai para uma viagem de sonhos, onde a hist6ria real confunde-se coma fantasia, assim , a sobra tornando-se prato principal ao e excec;:ao de uma receita , e um exemplo que esta a nossa frente, mostrando 0 quanta e preciso sonhar, ultrapassar fronteiras e agir.


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G.R.C.S.E.S. VALENCA PERUS Presidente: Claudio Messias Carnavalesco: Pedrinho Pinotti ENREDO: NA BATIDA DO CALUMBE 0 CANTO DA RIQUEZA.

. ??t :"~ inda ouvimos soar as batidas dos tam~)Qres vindos de uma Africa distante. Do tempo que por mares nunca navegados, nos navios negreiros do destin~, chegavam ao nosso Brasil, sob o som do estalo do ar;oite, os mais legitimos representantes da arte, da rar;a e da fe : os negros africanos.

A

Os escravos introduzidos no brasil pertenciam a dois grandes grupos de linguas e cultural bem distantes: os Sudaneses, encontrados nas regioes mais ao norte do litoral africano, e os Bantos, nas areas ao sui da linha do Equador. Entre garimpagens e descobertas, em 13 de Outubro de 1831, 0 Tijuco e elevado a Vila, com nome de Diamantina . 0 municipio de Diamantina mantem-se fiel aos descobertos que 0 originaram. Foi durante esse apogeu que reinou em Diamantina a famosa e polemica Chica da Silva, que deixou os guetos negros para ser esposa do Contratador portugues. Chica, que Ihe deu treze filhos, tor-

nou-se presenr;a carismatica numa sociedade tacanha que, de repente, se viu obrigada a estender seus melhores ta petes a uma ex-escrava. Mas era atraves de crendices, das superstir;oes e dos feitir;os, que eles mantinham vivas suas tradir;oes e suas raizes. De nosso Brasil colonial , restam fatos hist6ricos, telas de Debret e algumas contradir;oes socia is, tais como desigualdade e preconceito racial. No exato momenta em que pretendemos trazer 0 passado ao presente, 0 faremos de maneira a recordar, a beleza e 0 significado dessas pedras que ha seculos embelezam as j6ias do mundo inteiro, sejam nas coroas, nos colares, nos brincos, nas pulseiras ou em qualquer outras j6ias que merer;am esplendor e requinte . Pedras essas, garimpad as por nossos africanos no exercicio escravo do seu trabalho escravo, cantando sempre seus Vissungos na batida do Calumbe .


G.R.C.B.E.S. BRINCO DA MARQUESA Presidente: Lineto Basilio Carnavalesco: Ednei, Mestre Batucada ENREDO: ANASTAclA A PRINCESA ESCRAVA QUE VIROU "SANTA"

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s 120 anos da abolic;:ao fazem materializar a hist6ria de uma negra que se tornou uma das figuras mais importantes do cenario feminino brasileiro pela sua garra , forma humilde e determinac;:ao na luta contra a escravidao no Brasil. Nossa hist6ria comec;:a na Africa esplendorosa, continente berc;:o da humanidade. Esta e a origem de Anastacia , que nasceu em solo brasileiro , depois que sua tribo foi invadida pelos portugueses em 1740. Anastacia comec;:ou a ajudar dando agua e com ida aos escravos presos e uma alimentac;:ao melhor para os da senzala, quando este feito foi descoberto, logo foi vendida para uma fazendeira no estado da Bahia, dona Joaquina Pompeu . Como ela nao queria se submeter aos seus atos , ele mandou fabricar uma mascara de ferro e obrigou Anastacia a usa-Ia. A mascara s6 era retirada durante as refeic;:6es . Esta tortura durou do is anos e mesmo assim ela continuava ajudando os negros. Em seus atos usava orac;:ao e

tambem como acalanto . Mais uma vez por esses atos foi vend ida para um fazendeiro agora nas terras de Minas Gerais , on de aura e as pedras preciosas fluiam para a coroa portuguesa. A saude de Anastacia piorou diante do excesso de trabalho , uma das causas de sua doenc;:a era a angustia de querer fazer sempre mais a quem muito precisava . Anastacia foi enterrada na igreja do Rosario. Um incE~ndio criminoso destruiu os seus restos mortais , clareou a imensa noite negra e sem duvida ali foi sua ascensao para 0 ceu. Ate hoje, Anastacia continua viva e venerada nao s6 por negros, mas por todos que clamam a liberdade. Anastacia , a Princesa escrava que virou Santa, simboliza todas as mulheres escravas que tambem contribuiram para que a rac;:a negra ficasse livre do sofrimento da escravidao.


G.R.C.E.S. ESTRELA DO 3°MILENI0 Presidente: Alexandre Almeida Carnavalesco: Jorge Luiz e comissao ENREDO: "DA SOBRA AO PRATO PRINCIPAL"

este berc;;o esplendido, ao som da brisa suave, saciado , repousando seu corpo viril , 0 her6i de inumeras batalhas alcanc;;a 0 sono dos justos , onde os sonhos transcendem a um tempo em que a cada canto, se acende uma chama de esperanc;;a para a igualdade, perpetuando a sua origem e levando consigo um ideal de liberdade.

N

Os portais do tempo se abrem e nele surge um majestoso "Rei Negro", 0 eterno de tres corac;;oes . Que trajando seu manto branco , coloca 0 mundo sob seus pes . Neste sonho encantador, do quilombo dos pampas, no rincao as margens de um rio caudaloso , surge cheia de ginga uma jovem mulata saltando e girando no ar, livre e leve como uma pluma. Ao longo dessa viagem telurica, som de tambores multicores , no ritmo do "Deus dos Deuses", na batida do timbal, guerreiros de faces pintadas entoam alegria . Segundo a trilha do horizonte , avista-se das Serras gerais solos on de brotam profetas e santos esculpidos em pedra-sabao , pelas

maos artesas do filho Aleijadinho de uma escrava africana . Neste caminho de revelac;;oes , e forte a emoc;;ao ao ver a sublime beleza de uma negra de olhos azuis da cor do mar, ser suprimida por uma mascara e ferro , que com dignidade se fez soberana escra va , adorada "Santa Anastacia". No despertar dos sonhos, na terra de todos os santos, com 0 calor dos atabaques, em uma gira de fe , uma menininha , mae da doc;;ura , rainha dos terreiros de candomble, abenc;;oa seus filhos. Sob a luz de todos os segredos , nesta passarela de carnaval , acordamos para a realidade de uma noite de festa, onde a "estrela" mais querida do Grajau ilumina este enredo de liberdade , a essen cia e 0 tempero que atrai para uma viagem de sonhos , onde a hist6ria real confunde-se coma fantasia, assim, a sobra tornando-se prato principal ao e excec;;ao de uma receita , e um exemplo que esta a nossa frente , mostrando 0 quanto e preciso sonhar, ultrapassar fronteiras e agir.


G.R.C.E.S. TORCIDA JOVEM Presidente: Valdir "Gonguinho" Carnavalesco: Augusto de Oliveira ENREDO: TRIBOS URBANAS - NOVOS QUiLOMBOS.

s interpretac;:6es sobre 0 conceito de quilombo sempre remeteu ao imaginario do quilombo dos palmares, formado na serra da barriga, no interior rural de Alagoas. Este quilombo era um verdadeiro estado dentro do Brasil colonial do seculo XVI/, pois possufa um complexo de moradias e meios de produc;:ao.

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meios de reafirmar a hierarquia de valores que estruturam a sociedade brasileira e impede 0 acesso de determinados grupos aos beneffcios e oportunidades da urbanizac;:ao. Os quilombos urbanos sao formados, principalmente, por grupos que vivem ao redor de grandes cidades e foram englobados a se deslocar para areas de periferia .

Novos quilombos nao se limitam ao modelo do quilombo de Palmares e semelhantes, mas sim ao que se refere a grupos com visao de mundo comum, compartilhando valores e aspectos peculiares de uma organizac;:ao social que confere uma coesao necessaria as investidas de outros segmentos da sociedade nacional.

Esses grupos tem em comum 0 vinculo com a ancestralidade negra, ainda que 0 quilombo tambem seja um local para acolhida de brancos empobrecidos com os quais se estabelecem vinculos de solidariedade.

As comunidades de quilombos buscam 0 reconhecimento de sua identidade e a seguranc;:a jurfdica de seu direito a propriedade para romper 0 cicio da segregac;:ao espacial, pratica naturalizada que nega aos setores social mente diferenciados 0 direito de viver em determinados espac;:os urbanos. A segregac;:ao espacial e um dos

Seria pejorativo taxa-los de guetos, pois nao trata-se de grupos fechados, mas sim, organizac;:6es que buscam seu espac;:o na sociedade. Nosso enredo e uma grande homenagem a todas as minorias desprotegidas que habitam a periferia das grandes cidades, sera uma grande festa no carnaval, festa da luta contra as desigualdades, contra a segregac;:ao e em favor da cultura como forma de inclusao.


G.R.C.S.E.E.E.S.IMPERIO LAPEANO Presidente: Luiza Fonseca Carnavalesco: Robson Lara ENREDO: MISTERIOS E HISTORIAS QUE POUCO CONHECEMOS DA AFRICA OCIDENTAL - CIVILIZACAO NOK

rei Mami nome dado ao guerreiro mais forte e corajoso da tribo confundido com um medico feiticeiro, grande cac;ador conhecido por sua vestimenta e sua coragem, cuja cabec;a de leaD era seu ornamento e a pele era sua roupa, e 0 elefante pela sua forc;a e inteligencia era um animal sagrado a quem a tribo pedia protec;ao.

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Pode-se dizer que seu povo vestia roupas coloridas e suas mulheres, muito vaidosas usavam muitas pulseiras e colares, e sua maior paixao eram seus filhos e suas crianc;as. Os homens dominavam a arte do ferro. 0 estilo artistico e uma prova das tradic;oes culturais, fabricavam lanc;as, machados, artefatos de metais, vasos, esculturas e outros objetos de barro e ceramica, cultivavam 0 inhame, abobora estirada, mas acreditava-se que a regiao onde se desenvolveu 0 povo Nok fosse bem mais umida e arborizada, e viviam da pesca e da cac;a. Iniciaram uma tradic;ao, que cor-

responderia ao classicismo de uma cultura, e a hipotese de que estas tenham sido precedidas por imagens em argila crua ou em madeira . A tentac;ao do realismo revela-se em certo gosto por reproduzir deformidades fisicas , as dimensoes das figuras sao suficientes para atestar 0 dominio que os artistas de Nok tin ham sobre o barro. Os artistas deste secu10 nao serviram para reivindicar suas raizes historicas e culturais, somente 0 interesse estetico pela simplificac;ao da forma . A arte da cultura de Nok tambem havia passado pelo reinado da faraD Hatshepsut. Essa magnifica mulher que governou 0 Egito por 20 anos.

o Egito Fara6nico produziu uma serie de mulheres negras excepcionais sendo ela que a que mais se destacou, foi a primeira que se arrogara a divindade a realeza usando dupla coroa, que indicava a soberania as duas regioes, Alto e baixo Egito, uma figura singular e que se vestia como homem e usava uma barba postic;a.


G.R.C.E.S. UNIAO INDEPENDENTE DA ZONA SUL Presidente: Ti~ao Carnavalesco: Eduardo ENREDO: CONGADA- RES/STENCIA E AFRO- BRASIL/DADE.

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arnaval e assim: emogao sem fim e novamente vamos enriquecer nossa cultura ao reverenciarmos a CONGADA, neste ano em que celebramos os 120 anos da Aboligao da escravatura. Com os navios carregando prisioneiros feitos no ventre da mae Africa, os portugueses de Quinhentos, com a bengao da Cristandade, fizeram a desgraga de alem mar para transportarem os escravos ao local que os cetico-fenicios chamaram de "Brazil", isto e, terra grande. Essa terra recebeu os filhos d'Africa e deles bebeu 0 suor e sangue de gente humilde e de gente de alta linhagem. Nasceram os terreiros, exteriorizando diferentemente a danga como ritual religioso e social , as primeiras manifestagoes de afrobrasilidade dentro do proprio Imperio Portugues. Estabelecendo paralelos entre os rituais aprendidos nas aldeias nativas d'Africa e a liturgia do Catolicismo romano, os escravos viraram 0 feitigo contra 0 feiticeiro, ai 0 colonizador portugues viu-se como rato

fugindo do bojo do navio negreiro que Ihe servira como simbolo do imperial poder. Os estilos da cultura Afro-Catolica tem como padroeiro Sao Benedito e Nossa Senhora do Rosario, em ambas a agao comunitaria da-Ihes plena cidadania, uma cidadania que apos a Aboligao levaria os escravos a Liberdade no ambito da cultura Afro-Brasileira. Falar da Congada, que interpreta o ritual de coroagao de um rei do Congo, um rei Negro como forma de afrontamento a escravatura, a falar da Historia do Brasil. Defini-se a CONGADA como auto popular brasileiro de motivagao africana, mas que, como e representado atualmente, nunca existiu na Africa . Trata-se de uma criayao de "reis do Congo", os prestitos e embaixada, vestigios de bailados guerreiros que documentavam as lutas da famosa rainha Ginga, de Angola, contra os portugueses e os outros chefes da regiao. Ha tambem a lembranya da luta do rei negro Chico rei pela libertayao de seus irmaos.


G.R.C.E.S. PRiNcIPE NEGRO DA CIDADE TlRA DEN TES

Presidente: "Inhana" Carnavalesco: Julieta ........,.,... ENREDO: HERAN9AS AFRICANAS

otivada pela rica contribuit;:ao do povo negro ao folclore brasileiro que 0 Gremio Recreativo Cultural Escola de Samba Principe Negro da Cidade Tiradentes exalta 0 tema Herant;:as Africanas.

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Com a chegada dos navios negreiros carregados de negros escravizados, vieram para 0 Brasil mais que uma massa humilhada de homens, mulheres e criant;:as , vieram com eles miscigenando aos costumes do nosso pais, criando novos termos , enriquecendo consideravelmente nossa cultura . Na linguagem corrente e dicionarizada as palavras mais populares originarias do dialeto africano sao: Caramba, Bunda, Epa, Gogo; na culinaria, um pedat;:o da africa se mudou para 0 Brasil com escravos. E facil encontra-Ios nos quitutes espalhados por todos 0 pais, da Africa chegou 0 azeite de dende, 0 quiabo, o inhame, 0 amendoim, 0 gengibre eo feijao preto. E surgiram celebres pratos como: 0 Acaraje , 0 Abara, 0 Caruru, 0 Mungunza, a Feijoada, 0 uso da pimenta e do leite de coco. A crent;:a aos orixas cultuados com

tanta devot;:ao em terras africanas, em nosso pais, tomou fort;:a , atravessou crises de perseguit;:oes iniciadas ainda nas senzalas, mas manteve-se forte, criando sincretismo para melhor explicar-se e fazer entender, e tambem ludibriar os seus perseguidores. Os negros demonstravam um forte sentido e comunidade e gosto pelas reunioes e pela convivencia harmoniosa em grupo sendo considerado uma rat;:a alegre e festeira , mesmo passando tanto sofrimento, semeou esta alegria que hoje e caracteristica do povo brasileiro. As influencias e contribuit;:oes do negro na sociedade brasileira foram e continuam sendo desempenhadas de forma muito importante , sendo inumeras as influencias e contribuit;:oes que recebemos na format;:ao de nossa sociedade e na construt;:ao do nosso Brasil Miscigenado, nos dias de hoje, 0 negro continua firme , consiste lutando para perpetuar e resgatar suas diversas matrizes culturais que aqui sobreviveram e serviram como patamares de resistencia social ao regime que os oprimia .


G.R.CES. s6 VOU SE VOCE FOR Presidente: Reginaldo de Paula Santos "Pato" Camavalesco:Artur e Comissao de Camaval ENREDO: A REVOLTA DOS MALES E SEU LEGADO

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uito antes dos tempos do Profeta, caravanas de mercadores viajavam da Arabia ate 0 delta do Nilo. A partir de 622, ana da Hegira de Maome, a penetra9ao dos arabes na Africa se faz obedecendo mais ditames religiosos que mercantis mas ate 0 inicio da era mU9ulmana, tudo 0 que o mundo conhecia da Africa, vinha das rela90es entre os arabes do lemen. Da mesma forma a denomina9ao de sudaneses dada aos africanos ocidentais tambem se deve aos arabes. Com 0 advento do isla, os arabes come9am a se estabelecer no continente africano, iniciando a partir 639 o processo de islamiza9ao. Em 1442 0 portugues Antao Gon9alves sequestrava um casal de africanos, apenas para comprovar que tinha realmente estado no "pais dos negros". 0 infcio da vinda dos escravos para 0 Brasil se da se da exatamente

no momenta hist6rico em que a hegemonia da Africa Ocidental esta nas maos do Imperio Songai, que ate 1528 e governado pelo askia Muhammad Ture. Uma das j ustificativas para a escraviza9ao do negro e a "salva9ao" de sua alma. Argumentavam que desenraizar 0 africano do seu continente era um bem que se fazia a ele, pois assim, livre do "paganismo" e da "idolatria", ele encontraria salva9ao espiritual at raves do cristianismo, numa patria nova. A escravidao era, sob todos os aspectos, algo extremamente desumano e cruel, tanto pelo aviltamento moral insidioso, minando a vontade dos escravos, quanto pela inten9ao deliberada de faze-los perder seus la90s familiares. Ao irmos para as ruas, estamos fazendo presente na cidade, a for9a de uma cultura da qual somos herdeiros enos cabe historicamente defender.


C.R.C.A.E.S ESTRELA CADENTE Presidente: Dona Maze Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: "NEGRO ARTE MADE IN BRASIL"

osso enredo enfoca . a historia do negro desde 0 periodo da escravidao, onde mostramos que mesmo sofrendo, acuado em senzalas e quilombos, ele utilizava a sua criatividade para sobreviver e tambem para amenizar as adversidades do dia a dia.

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Foi assim que surgiu a feijoada preparada com restos de comidas que vinham da casa grande, trazidas pelas negras, e a invengao da capoeira e outras dangas, adaptadas e criadas por eles. Com ISSO queremos mostrar, que eles ja eram talentosos e a prova maior disso, foi 0 surgimento do grande lider "Zumbi", grande guerreiro, destemido, que conseguia unir, e organizar a sua gente, para enfrentar toda a ira dos senhores de engenho,

e as tropas enviadas pelo governo da epoca. Portanto Zumbi era um grande talento, e as noticias sobre suas faganhas nas batalhas, com expressivas vit6rias, correram 0 mundo e ganharam 0 reconhecimento de todos. Machado de Assis, Jose do Patrocinio sao outros nomes. Anos depois, a princesa Isabel atraves de um decreto, promulga definitivamente a Aboligao da Escravatura e finalmente a negro e liberto.De 1.888 ate 2.008, outras personalidades surgiram e maravilharam nossa patria e 0 mundo com feitos e conquistas inesqueciveis: Pixinguinha, Grande Ote10, Leonidas da Silva, Moacir Santos, Ademar Ferreira da Silva, Carma de Souza, Pele, Gilberta Gil, Jorge Ben Jar, Luis Faustino Pires, Ismael Ivo, 010dum.


G.R.C.E.S. MALUNGOS Presidente: Izabel de Lima "Bel" Carnavalesco: Debora de Freitas ENREDO: MALUNGOS-QUILOMBOLAS

negro chega sonhando a liberdade e igualdade trazidas nos navios negreiros , muitas vezes ja escravizados na pr6pria mae Africa .

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Os portugueses trouxerem os negros como uma verdadeira mercadoria , comercializados como iguarias e jog ados nos mercados, amontoados nos portos como escambo , assim come<;:a 0 primeiro lamento de dor e luta . Muito trabalho e como penalidade 0 acoite do senhor. 0 som entoado dos tambores dava 0 toque do rogar dessa gente de for<;:a e de guerra . Liberdade do tronco e 0 que queremos , essa gente tenta fugir de repente , e a solu<;:ao. 0 unico apego era depositado nos orixas, como Ilu Aie , Odara , lemanja. 0 negro implorava pela vida . Na serra da Barriga onde hoje se localiza 0 Estado de Alagoas nordeste do Brasil surge 0 maior e principal de todos os quilombos , seu nome e imponente, quilombo dos Palmares . Palmares chegou a ter aproximadamente meio milhao de pessoas . Falar desse quilombo

nao e s6 denunciar uma grande esconderijo representador da luta do povo negro, e sim tambem um lugar onde as coisas verdadeiras e os sonhos mais distantes podiam se tornar uma maravilhosa realidade assim como as moradias livres e tao sonhadas pelos negros , um lugar de comum alegria e onde a organiza<;:ao levava tudo para todos , desde 0 cultivo da agricultura ate a colheita , da con stru<;:ao de casas , on de negros come<;:am a olhar a realidade de uma moradia feita com taipa e coberturas" cultos religiosos , fogoes e lenha mostram a vida e a fartura que agora ha de existir conviver assim com harmonia e paz.

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grande lider do quilombo de Palmares tinha sobre si 0 grande nome de Zumbi dos Palmares. Os senhores das vilas e engenhos se armavam contra ele temendo a amea<;:a ao seu poder, mais os feitos de Zumbi agu<;:ava a todas as pessoas tanto de um lade como de outro .Lutas foram precisas, sons de tambores pela liberdade , uma liberta<;:ao pedida por todas as horas.


G.R.C.E.S DOM BOSCO Presidente: Padre Rosalvino M. Vinayo Carnavalesco: Robson da Silva ENREDO: BRASIL, UM JARDIM DE ROSASNEGRAS

arnaval, a grande festa popular. A festa que enche de orgulho 0 brasileiro e de paixao os olhos do turista. Plumas, paetes, confetes, fantasias, esculturas e lindas mulheres. Hoje o sambista poeta se extravasa de amor e toda mulher se transforma numa flor. Neste ana comemoramos 120 anos de aboliryao da escravatura e na passarela lindas mulheres negras nos encantam trazendo consigo a forrya guerreira com 0 gingado vindo de seus ancestrais, numa luta sem igual, na rarya, no peito, na alma e no coraryao .

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Chega 0 navio negreiro em nossas terras, trazendo consigo a forrya da negra, mulher de beleza, de magia, de fe, de danrya e seduryao . Das cantigas de roda, das comidas e dos costumes africanos que foram passados de geraryao em geraryao. Guerreiras formosas, de coragem sem igual. Escravas quilombolas, maltratadas,

relegadas. Nos casaroes, servas gentis de filhos de brancos, pois aos seus negros paridos Ihe era negado 0 amor. Elas eram amas de leite , av6s, parteiras, rezadeira, benzedeiras, preta velha. Amante forryada do senhor patriarcal, matriz reprodutora de nova escravidao. Passado 0 tempo nas asas da liberdade, essas mulheres cada vez mais, enaltecem e enchem de orgulho a miscigenaryao de nossa rarya. Negras guerreiras, vit6ria da mulher brasileira , atrizes e atoras no palco da vida. Sao medicas, advogadas, professoras, enfim um exemplo de que a luta e a coragem vencem 0 sofrimento e a servidao. 0 Brasil se transformou num jardim na qual toda mulher e uma flor e no meio dessas flores surgem entao, frageis botoes que se transformam em belissimas rosas negras, mulheres que trazem a seduryao a flor da pele e com coragem riscam 0 chao de poesia.


C.E.S DRAGOES DE sAo MIGUEL Presidente: Geraldo Aluisio Carnavalesco: Jair ENREDO: "IANSA, A DIVINDADE NEGRA"

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razemos um simbolo da religiosidade africana (Ioruba), viajando sobre a historia dos africanos no Brasil encontramos uma deusa , um Orixa feminimo , uma divindade vinda da Nigeria para 0 nosso pais na imigrayao a seculos atras, que tem por nome de lansa.

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folhas de Ossaim, pois feita ventania e as folhas se espalharam e voaram em direyao a todos os orixas, em meia ventania Ossaim repetia Eu eu Uaya! , que significa oh folhas! E com essa reza apesar de cada Orixa ter se apossado de uma folha Ossaim evitou que seu poder fosse distribuido entre os irmaos.

Segundo a religiao loruba lansa e filha de Oxala e lemanja. Possui por elemento 0 dominio do ar, dos raios e das tempestades, tambem e chamada de Rainha dos Ventos.

Na vinda para 0 Brasil, os africanos trouxeram a Re li giao loruba , (espiritismo) , devido a nao poder cultuar 0 Orixa da forma que era cultuado na Africa , os negros pelo sincretismo cat61ico e loruba substituem lansa por Santa Barbara e vice versa.

Na semana tem como dia a quarta-feira , como dia de devoyao 4 de dezembro. Sua hist6ria gira em torno de dois amores , pois foi mulher de Ogum de quem herdou 0 poder da guerra e e tid a como simbolo de mu lher guerreira . Foi tambem apaixonada por Xango , de quem herdou 0 poder do elemento fogo e virou rainha na coroa de Xango. Consta-se na sua historia que lansa, que tinha por natureza 0 poder do Ar, concedeu entao 0 pedido de Xango fazendo com que se espalhassem as

Como tradiyao da religiao africana , hoje existem diversos "filhos de santo" e "Babalorixas" que cultuam e tem lansa como mae de cabaya invocando a sua proteyao atraves de oferendas de comidas tipicas deste Orixa como 0 acaraje , abara , acassa , flores , velas mel e dende entre outros , especial mente no dia de comemorayao 04 de dezembro 0 dia de Santa Barbara tambem pela religiosidade loruba e comemorado como dia de lansa dia da Rainha dos Ventos.


G.R.C.E.S. UNIDOS DE SAO MIGUEL Presidente: Claudio Antonio Un"'", Carnavalesco: Gleideson ENREDO: APESAR DOS PESARES, A HOJE E FESTA

0 longo da historia, estado, igreja, midia , combateram sua identidade cultural, suas origens para adequa-Ias a um padrao cultural supostamente superior. Entretanto, o negro tem encontrado maneiras de afirmar seus valores, ora de modo velado, ora de um jeito mais explicito . Mas, sempre resistindo ou mesmo recriando suas manifesta90es em meio a essas condi90es adversas.

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Trataremos, pois dessa resistencia atraves das festas de origem negra (proveniente de ritos , rituais ou celebra90es africanas, em contato com um novo meio); ou das festas impostas pelos colonizadores / dominadores, porem , transformadas em manifesta90es novas e autenticas .

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rei, a rainha do Congo e sua corte desenvolverao a Congada abrindo pas-

sagem para a bela Baiana da Lavagem do Bonfim que aben90a a avenida a qual , em seguida e purificada pelo Mar de Flores de lemanja. A folia e sagrada , e de Reis , e do Divino ou de Cosme e Damiao.

o Boi-Bumba abre alas para o carnaval , e a festa que nao e de ninguem porque e de todos. Nela cabem todas as festas, caba 0 ritmo do afoxe, e um lie Aye orgulhoso; a corte do Maracatu, 0 gingado do Frevo . Cabem, tambem todos os blocos, dos Mascarados inocentes e brincalhoes ao misterioso Cl6vis . E por fim, 0 Cordao genesis das Escolas de Samba, quilombos onde nossa cultura resiste e se renova todo ano. Viva 0 Gremio Recreativo Cultural Escola de Samba Quilombo Unidos de Sao Miguel.


S.R.C.E.S 1° DA CIDADE LiDER Presidente: Wanderley Carnavalesco: Jorge Henrique ENREDO: NARCISO NEGRO- AS ESTRELAS NEGRAS BRILHAM NO SOL DA VAIDOSA 1° DA CIDADE LiDER NOS 120 ANOS DA A BOLICA 0

ei 3.353 de 13 de maio de 1.888 declara extinta a escravidao no Brasil.

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A Lei Aurea, lei esta que extinguiu a escravidao em todo 0 Brasil. Por ter promulgado a Lei Aurea, a princesa Isabel alcanc;ou um lugar de destaque na historia do Brasil. Esse ate conteve um longo combate, sustentando pelos abolicionistas que nao concordavam em aceitar a aplicac;ao de seres que tinham 0 mesmo direito a liberdade. De la pra ca, 0 negro evoluiu se destacando na musica, esporte, cultura e religiao. Tendo como destaque

o Ministro da Cultura Gilberto Gil, Rei Pele no futebol como eterno campeao e Grande Otelo que se destacou nos palcos do teatro e televisao, entre outros. Hoje a nossa negritude esta em festa, comemorando os 120 anos da abolic;ao em grande estilo porque somos Narciso Negro. Assim como esse enredo, a nossa vaidosa Primeira da Cidade Lider, junto com sua comunidade vamos para a passarela do samba fazer 0 maior espetaculo que e 0 carnaval. Narciso Negro = 0 negro venceu 0 sucesso e a muito vaidoso.


G.R.C.FOLHA AZUL DOS MARUJOS DE EUTALIA. Presidente:Jacinto Carnavalesco:Artur Rey ENREDO: NO TABULEIRO DA BAIANA TEM: TEM QUiTUTES TEM, TEM CULTURA, FEITICO EO AGRI-DOCE SABOR DE UMA ABOLICAo INACABADA TAMBEM

ratica

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do comercio escra- em baixa de sua sobrevivencia, vagista iniciada no seculo rezando aos seus orixas e sa indo uma nova luta, comercializando V, nao se baseava em uma guerra politica como no tempo de . peixes, frutas, legumes, que aos Roma , Egito, este tinha como base mesmos eram entregues, quitutes apenas 0 comercio e lucro almeja- e salgados, sendo estes dois ultimos que permitiram 0 surgimento do pelas nac;:6es envolvidas neste. das baianas quituteiras e seus faAo falarmos de escravidao ao Bra- mosos tabuleiros. Senhoras detensil, pais estranho aos mesmos, nos toras de axe, com maos boas para vem a mente que 0 negocio com a culinaria, maos estas que conheescravos pela coroa portuguesa cem a "manha" do dengoso caruru, com a permissao da igreja cat6li- que quebram e amassam no pilao 0 ca, e juntamente com a Inglaterra feijao fradinho, senhoras cheias de saber, de etnias diversas, vestindo e Espanha. em suas festas suas saias de varias Em 1888 0 mesmo finda com a as- anaguas e balangandas mil. sinatura da lei Aurea pela entao Com estas se aprende muito da cuPrincesa Isabel. Sabemos da lei linaria africana e e importante resassinada na Inglaterra chamada de Aberdeen, mesmo ato feito pelo saltar que neste mesmo tabuleiro se encontra talvez a primeira miscigenaBrasil, e da Lei do Ventre Livre. c;:ao aceita pel a populac;:ao brasileira, Atentamos aqui para 0 fato de que pois a culinaria negra e de brasileia cultura de cana-de-ac;:ucar in- ra retem e, seu caldeirao a mistura troduzida no pais necessitava de de varios elementos culinarios nao mao-de-obra, pois a existente que africanos, pois a mesma e fruto da mistura de ingredientes indigenas, era a indigena nao dera resultado. portugueses e africanas combinadas Em retorno epoca da abolic;:ao para criar sabor ex6tico e irresistivel , atestamos que os negros, agora fora os ingredientes encontrados em livres, ficaram a margem da so- solo brasileiro como 0 amendoim, ciedade, sem direitos, e sa indo castanha de caju e feij6es.

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G.R.C.E.S. TRADICAO DA ZONA Presidente: Serginho Carnavalesco: Vicente ENREDO: "NIGERIA- BRASIL, DO ELO DA ESCRAVIDAO AO LACO DE UNIAO" &.. ......

ontaremos a historia de resistencia, luta e amor de um povo, que atraves da escravidao foram obrigados a abandonar a sua terra mae Africa.

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Trazidos pelos colonizadores portugueses, ocuparam inicialmente as regi6es da Baia e Pernambuco. Estabelecendo grande influencia em nossa formac;:ao socio-cultural. Que atualmente revela uma forte ligac;:ao entre os nigerianos e brasileiros. A Nigeria, uma das principais portas de safda de escravos para a America, onde eram levados em sua maioria para Salvador, na Bahia. Composta por vanos grupos etnicos, a Nigeria pas sou por intensos movimentos migratorios, os Haussas ao norte, os Fulanis, os Ibos e os Yorubas ao suI. Com uma caracterfstica social dividida entre dominados e dominadores, estabeleceram relac;:6es comerciais com os Arabes, portugueses e ingleses. Com a vinda forc;:ada ao Brasil, herdamos varias heranc;:as religiosas culturais.

as grupos Yorubas eram os povos de cultura mais adiantados, falavam nago, lingua que deixou numerosas palavras no portugues que falamos no Brasil. A Lei Aurea, alem de abolir a escravidao, consolidou a uniao entre estes dois pafses. A nac;:ao Nigeriana faz parte de nossas rafzes. Compartilhamos a experiencia da colonizac;:ao, 0 sofrimento da escravidao e 0 desafio de construir sociedades forjadas na diferenc;:a , mas que avanc;:am em busca do bem comum. Superando divis6es, encontrou na democracia a melhor forma expressao. Nigeria, 0 pafs mais populoso da Africa, caminha entre 0 progresso trazido pelo petrol eo e 0 pesadelo da guerra civil. Com a aproximac;:ao polftica e economica, intercambios e acordos bilaterais, ha um sentimento de confianc;:a que unem os governos do Brasil e Nigeria. Hoje, unidos pelo atlantico e pela historia, 0 povo nigeriano atravessa o mar, agora livre em busca de novas aspirac;:6es e oportunidades.


C.A.B.E.S. TRADICAO ALBERTINENSE Presidente: Rinaldo Lopes Carnavalesco: Regis Silva ENREDO: ENTRE FESTAS, CRENCAS E IRMANDADES, A VERDADEIRA LlBERDADE

Tradi<;ao Albertinense resgata a historia e a origem de um dos maiores redutos da comunidade negra da cidade de Sao Paulo: 0 bairro da Liberdade.

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No final do sEkulo XIX os escravos de oficio ou de ganho, somados aos escravos domesticos, partiam para conquistar seu primeiro e pequeno espa<;o no centro urbano paulistano em transforma<;ao: a rua. Durante os encontros nas ruas os negros podiam entoar certos cantos de trabalho, ou improvisar batucadas e dan<;as ao final do dia de trabalho . Alguns pontos de encontro se forma ram , como no largo do Rosario, defronte as igrejas na rua Sao Bento. Portanto , a primeira conquista de seu proprio espa<;o 0 negro a obteve nas ruas. A partir do novo codigo de posturas de 1886, 0 Poder Municipal tenta obstruir determinadas atividades na reg iao central, na tentativa de embeleza-Io de acordo

com certos criterios esteticos europeus . Por conta da imigra<;ao ou pelas subven<;oes do Estado, a popula<;ao negra paulistana e violentamente reduzida e isolada. Na passagem para 0 seculo XX a regiao da liberdade come<;ou a se caracterizar como uma area de popula<;ao predominantemente negra . 0 que antes era local de suplicios e castigos publico come<;a a mudar. A regiao era rica nas manifesta<;oes e festas populares relig iosas sendo a mais famosa delas a Festa da Santa Cruz, na Igreja dos Enforcados. As festas religiosas continuaram sendo fundamentais para as manifesta<;oes dos negros, principalmente para 0 samba , que ganhava sua forma urbana . Nesse ritmo os negros da liberdade viravam a noite do dia 12, cantando, dan<;ando e tocando , ate amanhecer 0 dia 13. Assim, 0 bairro segregado nao e apenas um lugar no espa<;o na cidade , mas e 0 proprio grupo social que 0 ocupa e com ele


G.R.C.E.S. IMPERATRIZ DA PAULICEIA Presidente: Cida Camavalesco: Horacio Raba~, Mago go Samba ENREDO: " DANCAR PARA NAO CHORAR. .. E 0 NEGRO REINVENTOU 0 PRAZER ATRAVES DA DOR"

razemos para a avenida as danyas trazidas ou concebidas aqui no Brasil atraves dos negros africanos. 0 negro usava a danya como forma de disfaryar a dor na forma de castigo pelos opressores.

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As danyas sempre tiveram um carater importante na vida dos negros em geral e de todos os povos de civilizayao antiga, principalmente, as que trouxeram para 0 Brasil com carater religioso e que se tem mantido na mais rigorosa pureza, porque os negros quando realizam a sua cerim6nia nada percebem no mundo exterior. 0 Candomble e um verdadeiro exemplo. Foi desenvolvida no Brasil com 0 conhecimento dos sacerdotes africanos que foram trazidos da Africa. Seus passos cadenciados sao usados como base para outras danyas como 0 axe. Ja 0 Maracatu nasceu da tradiyao do rei do Congo africano, implantada no Brasil pelos portugueses. Os escravos, atraves dos tempos desenvolveram outras manifestayoes como capoeira que e uma danya de expressao cultura que

mistura esporte, luta, cultura popular, musica e brincadeira, desenvolvida por escravos de varias regi6es da Africa. Era a alegria como resposta ao sofrimento ou a dor reinventada em prazer. Acongada e um bailado popular que acontecem em algumas regioes do sudeste brasileiro e nordeste, esta manifestayao tem origem no catolicismo e nas sangrentas historias de guerra do povo africano. Enquanto os negros dangavam com os cepos de cana no meio do canavial, cantavam musicas que evidenciavam 0 6dio. Mas 0 negro tambem soube adequar danyas ja existentes aqui, como 0 carimbo que e a mais extraordinaria manifestayao de criatividade artistica do povo paraense criada pelos indios Tupinamba . Mas a maior e mais conhecida manifestay80 do negro e 0 samba atraves do carnaval , uma mistura de ritmos como 0 batuque e 0 samba de diferentes regioes da Africa resultando em um fantastico movimento de cores que e conhecido no mundo inteiro.


G.R.E.C. OS BAMBAS Presidente: Joao Santana de Jesus "Brown" Carnavalesco: Adilson ENREDO: JOAO DA CRUZ E SOUZA, 0 CISNE NEGRO" a'aremos da historia de um bamba na luta abolicionista: Cruz e Souza. Um negro nascido em 24 de novembro de 1861, em Nossa Senhora do Desterro, capital da provincia de Santa Catarina. Seu pai Guilherme. 0 nome de Joao da Cruz Ihe foi dado pois a data de seu nascimento corresponde data santa comemorativa de San Juan de La Cruz.

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Por uma grande sorte na epoca os pais de Joao da Cruz foram alforriados pelo coronel Guilherme Xavier de Souza. Apesar disso, a Cruz foi um "carma", em sua vida. Aos nove anos Joao e um menino prodigio recitando seus poemas para os familiares, porem e nessa idade que perde seu protetor. Ao tempo da intancia e adolescencia, 0 menino Joao da Cruz pede ver 0 mundo com relativo otimismo e preparar-se para ser 0 grande poeta que efetivamente chegou a ser. Aos 20 anos de idade, Joao da Cruz resolve excursionar pelo Brasil. Engajado numa companhia teatral passara ao emprego de "ponto" . Em 1885 publica seu primeiro livro

de co-autoria de Virgilio Va rzea , intitulado, Tropos e Fantasias. Em tempos de aboligao da escravatura, Cruz e Sousa atuou em jornais, revistas e no centro de imigragao da Provincia de Santa Catarina. Diticuldades Ihe vieram, ja nao resultante dos problemas da cor, no ana de 1896 e um inicio dos desgrayados acontecimentos. Gavita enlouquecera em mar90, ainda que passageiramente por seis meses, e a saude de Joao da Cruz tambem recebe abalos. Todas as desgrayas se armavam de uma s6 vez, mal ia chegando ao tim 0 mal desta loucura, vem telegrama comunicando o falecimento de seu velho paL

a

Em mar90 de 1897 em meio tantas desgrayas que 0 abatem, conclui um livro de prosa poetica denominada Evoca90es, quando preparava-se para publica-los viuse abatido pela tuberculose.

Em dezembro de 1897 adoecia 0 poeta detinitivamente, revelandose uma tuberculose galopante. Tres meses apenas completariam a tragedia, e morre Joao da Cruz e Sousa.


S.G.R.C.E.S ACADEMICOS DO JARAGUA Presidente: Joao da Cruz Carnavalesco: Renato Guillanstinn, Carlinhos ENREDO: AJEUM 0 A LIMEN TO SAGRADO QUE UNE OS HOMENS AOS DEUSES

omente a maior entre todas as festas poderia ser cenario da comemorac;:ao de algo tao grandioso quanto a liberdade. Venham todos participar do Ajeun , venham transformar o prazeroso ato de comer em um ato sagrado.

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Nosso enredo mostrara as oferendas de alimentos feitas aos orixas e como estas influenciam a vida dos homens. Por estarmos em um momenta de extrema alegria e comemorac;:ao , e por nao considerarmos a avenida 0 espac;:o adequado para polemicas, nos ateremos as oferendas de origem mineral e vegetal. INU MI DUN , esta expressao africana traduzida ao pe da letra significa barriga minha doce, esse termo tem como real significado a expressao estou feliz. Ajeun . Conjugac;:ao do verbo je , comer mais a partfcula e n) que indica 0 gerundio do

Ao oferecermos os alimentos aos orixas nao estamos fazendo uma simples evil barganha on de ofertamos os alimentos em trac;:ao

de saude, amor, etc. se assim pensarmos, estaremos desprezando a grandeza dos orixas. Os alimentos se tornam a ponte de ligac;:ao entre os orixas, os hom ens e 0 axe que estes necessitam. Abriremos nosso desfile homenageando a Africa , solo sagrado, berc;:o da humanidade onde floresceram grandes civilizac;:6es. Exaltaremos seus minerais, vegetais , animais e seus homens. Traremos a agua, Omi, font de vida , mantenedora da existencia dos seres vivos, 0 elemento que traz 0 axe da multiplicac;:ao, da purificac;:ao, da resistencia . Seguindo nosso ritual, ofertaremos 0 Epo, dende, azeite extrafdo do fruto da palmeira que tem 0 axe de harmonizar e serenar vida dos homens . Obaluaye, senhor da saude, e traz exatamente esse axe, a cura e 0 fim dos sofrimentos fisicos. trouxemos a musica , 0 canto a danc;:a, os alimentos sagrados e as folhas. E traremos os orixas, encerrando nosso desfile enos abenc;:oando por todos os dias de nossas vidas.


G.R.C.E.S MOCIDADE ROBRUENSE Presidente: Silvio Demetrio da Costa Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: " DOS GUETOS NAS PERIFERIAS AOS REDUTOS DA BURGUESIA SAMBA E HIP HOP UMA MISTURA PERFEITA PARA LUTAR" njustamente tirado do seio da mae africa e escravizado na terra Brasil, 0 negro ve seu sonho de liberdade realizado atraves da assinatura da Lei Aurea.

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que se viu atraves dos tempos , foi uma divisao de classes e ate racial, onde 0 negro se viu excluido, colocado em segundo plano e marginalizado, sofrendo um "massacre social". Sem recurso e visibilidade, muitos se perderam em caminhos tortuosos e arduos, amerce das drogas e 0 crime. E diante desse quadro de negativismo, sem perspectiva que surgem dois ritmos musicais como numa redenc;:ao social: e 0 Samba e 0 Hip-Hop. Aparentemente distintos, ambos passaram por um processo de muita luta para alcanc;:ar aceitac;:ao , sofrendo muita discriminac;:ao em suas respectivas trajetorias .

marginalizados, p~r isso em determinada epoca surgiu 0 termo "Escola de Samba", adotado pelos sambistas a fim de romper barreiras e transpor obstaculos, com organizac;:ao e legitimidade . Ja 0 Hip-Hop que nasceu nos EUA, chegou ao Brasil no inicio da decada de 80, trazido por equipes de bailes e atrav8S de revistas e discos vendidos nas lojas da galeria da Rua 24 de Maio. Rendemos homenagens a tantos que fizeram 0 samba do Brasil atrav8s dos tempos, as Escolas de Samba, Grupos e nomes imortais que ajudaram 0 samba a descer 0 morro e ganhar o mundo ... Saudamos aos Rappers, Mcs, Djs e Equipes que tornaram 0 Hip-Hop esta manifestac;:ao popular, fazendo com que vozes sejam ouvidas, direitos sejam reivindicados e espac;:os sejam ocupados.

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samba nascia no morro e era 0 retrato dos excluidos e

Viva 0 Samba, salve 0 Hip-Hop.


R.E.S MOCIDADE UNIDA DA MOOCA Presidente: Roberto Falanga Carnavalesco: Fernando e Nilson ENREDO: "A CULINARIA AFRICANA INFLUENCIAS, EVOLU9AO E COMERCIALIZACAO NO BRASIL"

a metade do sEkulo XVI, os africanos no Brasil sofreram toda especie de dominayao e explorayao.

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Justamente por serem um povo sofrido, 0 martirio ja comeyava em sua terra natal, quando eram transportados nos navios . . negrelros para serem escravlzados na America em condiyoes sub-humanas. Na africa, a religiao predominante eo Candomble tendo seus deuses, popularmente conhecidos como orixas. Cad a orixa teria a sua comida especitica. Nas festas da religiao africana acreditava-se que oferecendo com ida aos deuses, todos teriam sorte e seus caminhos se abririam . E assim, aos poucos os africanos comeyaram a nos mostrar seus costumes, crenyas e as suas tradiyoes. Quando chegaram a Casa Grande das Fazendas do cafe e dos engenhos de ayucar, as negras foram para a cozinha tendo de adaptar seus habitos aos ingredi-

dos temperos e ingredientes nativos, dai surgindo diversos pratos. Anos depois, grayas a criatividade dos habitantes da senzala, junto com a pimenta malagueta, quiabo e 0 azeite-de-dende, comeyavam a evoluyao da culinaria africana no Brasil. Na Bahia no tim do seculo XVIII dada aboliyao, os negros comeyaram a comercializar suas iguarias, vendendo de porta em porta 0 que cozinhavam, como o caruru , 0 acaraje, 0 vatapa , 0 xinxim de galinha e a canjica. Hoje em dia a feijoada e conhecida em todo 0 mundo como 0 prato tipico brasileiro, tao enraizado a nossa cultura que tem direito a ser servido em dois dias da semana: quarta-feira e sabado. Antes do sucesso, vem 0 choro, e depois de muito trabalhar e lutar pel a liberdade, onde quer esteja e seja, voce um dia podera ser eterno a memoria do amanha. Nosso muito obrigado aos negros e afri-


G.R. C.E.S.MOCIDADE ACADEMICA "SAl DA FRENTE". Presidente: Joao Carlos Pucher Carnavalesco: Tomaz de Souza ENREDO: 0 ANJO AZUL PEDE LlCENCA AO SAMBA DE RODA DE PIRAPORA.

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esgatamos uma tradiyao rompida ha mais de sessenta anos: 0 samba de roda na cidade de Pirapora, onde se originou 0 samba paulistao Juntamente com 0 samba de roda, homenageamos 0 grande sambista Geraldo Filme .

o samba de roda de Pirapora foi trazido pel os escravos, pois nas festividades em homenagem ao Bom Jesus de Pirapora eram proibidos de participarem e ficayam confinados em barracoes. Em seu confinamento, os negros saudosos, relembravam suas tradiyoes folcl6ricas atraves de danyas bem diversificadas como a ciranda, samba de roda e a congada . Geraldo Filme velo pequeno para a capital. Foi descriminado devido a sua raya, nao p6de participar da procissao vestido como anjo, sendo assim sua av6 o vestiu de Anjo Azul e assim ele participou ainda crianya de um samba de rosa em Pirapora.

o samba de roda e um estilo mu-

sical tradicional afro-brasileiro, associado a um danya que por sua vez esta associada a capoeira. E tocado por um conjunto de pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, acompanhado por canto e palmas. 0 samba teria surgido por inspirayao, sobretudo de um ritmo africano, 0 samba, e teria side formado a partir de referencias dos mais diversos ritmos tribais africanos. Notese que a diversidade cultural, mesmo dentro da raya negra no Brasil, era bastante notavel, porque os senhores de escravos escolhiam aleatoriamente seus individuos, e isso tanto fez separarem tipos africanos afins, pertencentes a uma mesma tribo, quanto fez juntarem tipos africanos diferentes, alguns ligados a tribos que eram hostis em seu continente original. Isso transformou seriamente 0 ambiente social dos negros, nao bastasse 0 novo lugar onde passariam a viver, e isso influenciou decisivamente na originalidade da formayao do samba brasileiro.


G.R.B. C. UNIDOS DO PE GRANDE Presidente: Walmir Andrade "Gudi" Carnavalesco:Joao Carlos TEMA: RACA NEGRA

endo escravizados em suas aldeias, e levados pelos europeus como mao de obra para todos os cantos, eles eram obrigados a trabalhar em minas, e quando se revoltavam iam ao tronco. Mesmo com todo sofrimento os escravos mantinham sua fe e realizavam cerim6nias religiosas, onde se misturavam deuses tribais com santos cat6licos, saudayam seus orixas com cantos e dan<;:as ao som de tambores e almas e assim mantinham suas raizes.

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Alguns conseguiram fugir, e esses forma ram os quilombos, que ajudando assim a todos os escravos fugitiv~s. Desses negros varios se destacaram como Zumbi que virou rei para o seu povo, guerreando e protegendo a todos que precisayam de abrigo. Com 0 tempo surgiu Chico Reis, que escondendo Duro em seus cabelos conseguiu comprar sua liberdade de muitos outros escravos. E Chica da Silva mulata, que comprada e alforriada

pelo seu amado contratador de diamantes. EscravaAnastacia a princesa de olhos cor do ceu que foi amorda<;:ada porque incentivava escravos a lutar por liberdade , foi dada como santa porque curou o filho de seu senhor com seu dom divino minutos antes de morrer. Hoje se destacam em varias atividades, superando suas dificuldades, temos negros na politica, nos esportes, diretores de grandes empresas, musicos, atores famosos , e com orgulho de serem negros, descendentes daqueles escravos que foram subjugados. Em nossa terra ha grandes destaques, no futebol 0 rei Pele que e considerado 0 melhor atleta do mundo, a Joao do Pulo e aos jogadores brasileiros no basquete da NBA. Temos a capoeira e a culinaria. E 0 samba maior expressao de alegria desse povo, com a maior festa popular desta na<;:130 que e 0 carnaval.


G.R.C.8.S UNIDOS DO GUARAU Presidente: Pedro Moreira Filho "Pedrinho" Camavalesco:Comissao de Camaval TEMA: EU TENHO UM PE NA SENZALA

Bloeo de Samba Unidos do

forma ou outra, somos escravizados por poderosos

Guarau faz uma

que ainda governam esta

homenagem

a raga negra

nag80 ehamada Brasil.

mostrando um poueo da raiz historiea que tanto

o

influeneia e enriqueee a

dos do Guarau espera fazer um desfile alegre e

cultura do nosso pais.

Bloeo de Samba Uni-

deseontrafdo,

para que

Ao mesmo tempo, faz

todos se divirtam.

urn desabafo de mane ira irreverente ironizan-

Bom Carnaval.

do a hip6crita condic;ao de bondade de parte da sociedade em nos dar direitos; afinal cercados de preconceitos, racismo e desigualdade social . . Todos nos temos um pe na senzala, pois de uma


G.R.B.C UNIDOS DE SANTA DIi,n:D,~n:JI Presidente: Neo Costa Carnavalesco: Anderson Paulino TEMA: ANDAR COM FE EU VOU, QUE A LlBERDADE NAO COSTUMA FALHAR

amos coroar cantor e compositor, ministro Gilberta Gil fazse conhecido internacionaImente apos exilio politico, fortalece 0 carnaval da Bahia e toda sua musicalidade inclusive no Afoxe Filhos de Gandhy, explora temas como desigualdades sociais, seca, miseria, drogas e canta com muita emor;:ao 0 amor, faz esse mestre entrar para historia do Brasil como icone do potencial criativo da negritude que tanto nos orgulha e par isso se transforma em desfile de carnaval. Nascido baiano em 42, Gil e dono de um espirito inventivo e sempre esta em busca de novos codigos musicais. Aos dez anos de idade aprendeu acordeom par influencias de Luiz Gonzaga. Iniciou carreira tocando em Salvador e em Sao Paulo . Seu primeiro disco lanr;:ado em 63 e conheceu Gal, Caetano e Bethania; em 67 surge a Tropicalismo e a disco coletivo em 68 com as tropicalistas, quan-

V

do Gil e Caetano vao presos pel a Ditadura. Exilados iniciam a carreira internacional de grande sucesso. Em 76 a grupo lanr;:a os Doces Barbaros, um dos as discos mais famosos da MPB. Gil realiza turnes internacionais e desenvolvimento discos que entraram para a historia. Cantou a Bahia, afirmou que a Rio continuava lindo, fez musica para as crianr;:as, visitou a miseria, a favela, a periferia, declarou suas paix6es, fez a paz invadir nossos corar;:6es, exaltou a grande Rei do Baiao . Hoje a nosso Gil desfile em nosso Sambod ramo com a seu Expresso 2222 nos honrando com sua mente brilhante e mostrando que andar com fe e realmente muito importante, pais a fe, pel a me nos na Comunidade Santa Barbara, nunca costuma falhar. E a liberdade da negritude, assim como para todo e qualquer cidadao brasileiro so existe se houver respeito , amor proprio .


BLOCO CARNAVALESCO TUP Presidente: Marcelo M.M. Lima Carnavalesco: Pedro Luiz Pinotti TEMA: BATUQUE A FOR9A DA RAIZ

E

sta nascendo um Deus negro . Seculo 17. No leilao a Princesa Aqualtune . Velha vaticina: ira nascer o senhor da guerra, que vira para libertar os escravos, seu nome sera Zumbi. Na epoca da chegada da princesa 40 fugitivos dos engenhos chegaram a Serra. Solo fertil, vegeta~ao abundante e os extensos palmeirais . Pernambuco entra em guerra. Os holandeses desembarcam em Olinda . Com a guerra relaxa-se a vigilancia sobre os escravos e eles fogem as centenas e entre eles en contra-se a princesa Aqualtune, que logo recebe 0 governo de uma das aldeias de palmares . Por isso os negros cantaram e rezaram muito , sempre ao som do batuque dos tambores . Nasce Zumbi . A profecia da negra velha tinha se confirmado , 0 Deus negro nasceu. No Quilombo de Palma res as batalhas ; a dura violencia; a permanencia desumana da escravidao; 0 preconceito racial . Do outro 0 direito mais do que justo e humano de trabalhar, mas , viver em

liberdade. 0 cerco ; Zumbi esta morto. Nao morreu com ele 0 ideal da aboli~ao da escravatura 0 sonho de ver seus irmaos em liberdade . Maio de 1888, a Princesa Isabel decl a ra abolida a escravatura. 0 sonho tao sonhado estava consumado. A cultura negra, no sentido mais amplo do termo cultura , ou seja , soma de valores materiais e espirituais infiltra-se na coletividade nordestina pelos caminhos variados desde a musica , os espetaculos religiosos e ate os temperos de cozinha. Toda sorte de influencia , seja na musica, no folclore, na religiao , nas artes plasticas, bem como , na ourivesaria negra de Salvador com suas pencas , balangandas e berenguendens. Na musica , no folclore , na religiao 0 candomble com seus orixas e seus atabaques , sempre cheios de vibra~ao , encantam a todos com suas vibra~6es , na escultura , com plena riqueza na objetividade de formas e de cores .


G.R.C.S.B. T. C.D. PAVILHAo NOVE Presidente: Jeferson Carnavalesco: Carlos Marques TEMA: RITMOS QUENTES E ENVOLVENTES DE ORIGENS NEGRAS

inegavel influencia negra na musica brasileira transformou-a numa das mais ricas do planeta. Se nao fossem nossos irmaos africanos que para aqui vieram sofrer no cativeiro infortUnios de toda ordem nao terfamos a oportunidade de penetrar e incorporar toda sua riqueza cultural. Mas se 0 prec;o para essa Inserc;ao da cultura negra em nossos costumes foi muito duro e cruel, 0 que dela temos hoje e um patrimonio inestimavel. Oeve-se tambem aqui exaltar a obstinac;ao e a luta de nossos ancestrais africanos em nao deixar que suas matrizes culturais fossem exclufdas da convivencia cotidiana de nossa sociedade , impondo-a com muita luta a sua penetrac;ao e adquirindo ao Ion go da historia 0 lugar de destaque que hoje mui-

to nos orgulha. 0 som das percussoes, cordas, teclados, instrumentos de sopros e 0 jeito diferente dos cantos sao 0 resultado da universalizac;ao da musica brasileira, mantendose presente na atual so ciedade, porem com sua essencia preservada, ve que quando a influencia e dirigida na dose certa ela acaba por se tornar um produto de marca registrada. Afinal e preciso olhar para frente, observar tendencias e absorve-Ias, mas nao podemos perder nossa identidade e originalidade e nao esquecer a origem de tudo, a musica com conceitos negros veio para ficar e cad a vez mais seguir ao infinito do horizonte e nao devemos nunca perder a integridade e sua raiz, e assim que deve ser agora e sempre .


G.R.C.B.C VOVO BOLAO Presidente: Aroldo Ramos Carnavalesco: Comissao de Carnaval TEMA: GRANDE OTELO DE TODOS OSPALCOS

ebastiao Bernardes de Souza Prata, nascido em 1915 em Uberlandia, teve como 0 primeiro palco 0 picadeiro de um circo . 0 circo precisava de um garoto para contracenar com um palhago e ele se apresentou fantasiado de mulher gravida . Comega assim de maneira improvisada a carreira . Quando 0 seu pai morreu, sua mae casou outra vez e ele aproveitou a visita de uma companhia mambembe para fugir duas vezes. Foi adotado mais uma vez pela familia de Antonio de Queiroz . Os Queiroz 0 colocaram no Colegio Sagrado Coragao de Jesus, on¡de es tudou ate a 3. a serie . A familia sonha em transforma-Io em advogado, mas ele bateu 0 pe , queria ser artista. Iniciou a carreira nos palcos de teatro, da Companhia Arruda-Otilia Amorim na pega " Nha - Moga !" apresentada no teatro Rink em Campinas. Nesse mesmo ana estreou na Companhia Negra

S

de Revistas que estava excursionando por Sao Paulo e 0 contratou. Fez bastante sucesso nos teatros Apolo , Mafalda e Antartica e depois do sucesso no Rio . Em 1931 entrou para Companhia de Jardel Je r colis, um dos pio neiros de teatro de revistas . No teatro de revistas viveu a fase aurea do Cassino da Urca , contracenando com os maiores art istas da epoca. Estreou no cinema no filme Noites Cariocas com Oscari to e formou a dupla camica mais querida do cinema . Nas chanchadas da Atlantida atuou com grande sucesso de publico . Mas alem de suas qualidades como comediante, Grande Otelo brilhou como ator dramatico. Na televisao sua atuagao foi competente nos grandes musicais e programas humoristicos . Na MPB, alem de interprete assinou algumas parcerias com grandes compositores. Grande Ote10 morreu de enfarte ao desembarcar em Paris com 78 anos .


G.R.C.B.C. GAROTOS DE VILA SANTAMARIA Presidente: Nelson Amaro dos Santos Carnavalesco: Horacio R. Filho TEMA: AS QUATRO DAMAS DE EBANO

, frica e mae, mulher e negra. As mulheres guerreiras africanas merecem toda a nossa homenagem, levantando a lanc;a da forc;a, da paz e da justic;a realc;ando os ideais socia is. E 0 nosso belo e imenso Brasil herdou a forc;a feminina e negra, atraves de suas damas de ebano. Ebano sim, porque e madeira forte, negra e resistente. A primeira e Benedita da Silva que nasceu na favela da Praia do Pinto e durante seu crescimento percebeu que a luta e a forc;a dos trabalhadores. Professora de sucesso rapidamente 0 cenario politico, sendo a primeira mulher negra no Senado. Clementina de Jesus, filha de musicos, desde cedo foi acostumada a ouvir jongos e partidos altos cantados em sua casa. 0 trabalho de domestica nao perm itiu que a carreira deslanchasse, sendo cantora aos 63 anos. Clementina vadiou, sonorizou e criou um sentimento nativista

A

forte em nossa nac;ao. Da pobreza ao mundo magico, a hist6ria de Ruth de Souza nao e tao diferente de Clementina. A filha de lavadeira, sempre foi influenciada pela mae que adorava as expressoes artisticas. Comec;ou em um grupo do teatro experimental negro. A mascara da vida refletia 0 brilho da excepcional Ruth. Nossa homenagem a negra Deolinda Madre, a Madrinha Eunice, 1.a Dama do Samba, fundadora em 37, da Lavapes, a mais antiga escola paulistana. A querida Madrinha foi a grande mulher no samba paulistano, alem de fazer parte da galeria dos cinco baluartes da cidade, defendeu 0 samba de Sao Paulo apesar das dificuldades que existiam na epoca. Com 30 pessoas saiu na Lavapes, alguns homens se vestiam de baianas, fato que deu origem ate ao simbolo da escola, que hoje e uma baiana.


A.R.C.BLoeo CHOROES DA TIA GE Presidente: Maria Ines de Oliveira Carnavalesco: Dario Franco Bueno TEMA: DA ENCENACAO DA A BOL/CA 0 AO QUILOMBO TIA GE

o suor dos negros escravos se fez a prosperidade do Brasil Colonia. Da riqueza dos senhores do engenho, ao poder dos bar6es do cafe, 0 negro rasgava 0 ventre da terra extraindo 0 aura e as pedras preciosas que enriqueciam a Corte e dourayam os palacios e as igrejas, locais onde sequer podiam pisar.

D

Motivada por press6es populares (abolicionistas) e internacionais foi encenada a aboligao dos escravos no Brasil, estavamos em 1888 e num ate sugerido como heroico, a princesa Isabel assinou a tao propagadaleiAurea. Poresse ato, os negros brasileiros se viram "Iivres" dos agoites das senzalas, mas continuavam presos aos grilh6es da miseria e do agoite da discriminagao. Sem ter como retornar a Africa, choravam saudades da "Terra Mae" , tocavam tristes os atabaques, sem respostas ao porque de tanto sofrimento, a partir dar sao depositados e

aglomerados nas grandes cidades em cortigos e favelas, col hem os amargos frutos da desigualdade social. Os Chor6es da Tia Ge se faz Quilombo, na luta pela preservagao cultural e resgate da dignidade da raga negra. Isso, de forma organizada em entidade carnavalesca, mas, como nova abolicionista, e ate mesmo sem sabe-Io, Geral da Duarte de Oliveira, a Tia Ge, ja 0 fazia a muitos anos , procurando manter em nosso meio, as tradig6es e as varias manifestag6es culturais que se relacionavam a Raga Negra e sem se preocupar com os tftulos que advinham dessas atividades . Os Chor6es chamam de encenagao essa Aboligao, comemorada nos palacios com uma grande festa, chamada de Baile do Livramento. Nos podemos faze-Io , talvez outros nao, ja que: QUEM NAo SENTE NA PELE A DESIGUALDADE, NAo PODE ENXERGAR A DOR DA DISCRIMINA<;AO RACIAL.


G.R.C.BLOCO CAPRICHOSOS DO PIQUERI Presidente: Vilerio Emidio dos Santos ( Pitica) Camavalesco: Loro TEMA: 0 FREVO, A MARCHA ACELERADA QUE POS 0 BRASIL PARA PULAR. sta danya teve origem na capoeira. A estilizay80 dos passos resultou da perseguiy80 infligida pela poli. . . cia aos capoelras, que sumlram das ruas, dando lugar aos passitas. Dizem que 0 frevo vem da express80 erronea do negro querendo dizer: "Eu fervo todo" .. No seculo 19, em Pernambuco, surgiram as primeiras bandas, executando dobradas e marchas e eram acompanhados por capoeiristas. Na epoca, surgiram os primeiros: Carnavalesco Vassourinhas 1889 e Lenhadores 1887, formados por trabalhadores. Os capoeiristas usavam disfarce para fugir da policia. Modificam seus golpes, originando assim 0 "passo" e trocando as antigas armas pelo sfmbolodosclubes,constitufdos por pedayos de madeiras como vassoura ou machado, usados como enfeites. A sombrinha era usada como arma pelos casemelhanya dos poeiristas, sfmbolos dos clubes. De infcio,

E

a

era 0 guarda-chuva comum, e colorido para embelezar a coreografia. Hoje a sombrinha e 0 ornamento mais caracterfstico e simb61ico do carnaval. E uma danya inspirada em um misto de marcha e polca. E uma das danyas mais vivas e mais brejeiras do folclore. A comunicabilidade da musica e tao contagiante que, quando eX8Cutada, atrai os que passam e tomam partes dos folguedos. E assim e uma danya de multid80, onde se confundem todas as classes socia is. E rico em espontaneidade e improvisay80, permitindo ao danyarino criar, ter espfrito inventiv~, com passos mais variados, simples, malabaristicos, possfveis e imaginaveis. E executam acrobacias que desafiam as leis do equilibrio. o Frevo e danyado nas ruas e nos sal(5es; 0 beryo e Pemambuco, onde 0 Galo da Madrugada preserva tradiy6es desfilando sem cord6es de isolamento com muita garra.


G.R.C.E.B.C. CAPRICHOSOS DA ZONA SUL Presidente: Fernando Israel Carnavalesco: Anderson (Andinho) TEMA: EM CANTO NEGRO

E

sse vem

tema exaItar

a musica popular brasileira, que teve grande influencia dos povos africanos trazidos para 0 Brasil.

o

canto que se ouvia nos tu mbeiros era um lamento que aliviava os sentimentos de dor, de saudade e da incerteza do

que estaria por VIr.

Esse canto de lamento vlrou canto de alegria com a liberdade. Entao, nas asas da liberdade, ele voou e se mesclou com outros ritmos, transformando-se em patrimonio

da

cultura brasileira.


G.R.E.S.C.B.C AMIZADE DA ZONA LES Presidente: Paulao Carnavalesco: Vagner Co/zatto TEMA: 120 ANOS EM BUSCA PELA VERDADEIRA LlBERDADE

E

m que reis, rainhas, principes e princesas, os mais saudaveis, bonitos e fortes foram arrancados de suas na<;:oes na Africa, postos em navios imundos e trazidos para 0 Brasil. Eram escravos para o trabalho bra<;:al na de cana de a<;:ucar e unos servi<;:os domesticos. Vendidos como mercadorias, tratados da pior forma possivel . A noite entoavam cantos e dan<;:as religiosos como forma de alento . Os rebelados fugiam, formando os Quilombos, nucleos de resistencia; o mais famoso, Palmares criado em Alagoas, resistiu aos ataques de holandeses e bandeirantes; com quase 30 mil pessoas liderados por Zumbi , 0 autentico libertador que morre em 1695. A extin<;:ao do trafico negreiro da-se em 1850; Lei do Ventre-livre em 71: livre os filhos de escravos; na pratica, separava as crian<;:as de pais, desestruturando assim a familia negra . Desprotegidas

e abandonadas, surge os primeiros menores abandonados. Em 85, Lei do Sexagenario: beneficiava negros de 65 anos; na verdade, jogar na rua os velhos doentes, surgindo os primeiros mendigos de ruas . Em 88, a lei Aurea, que abolia a escravidao no Brasil, que mais tarde se tornaria um pesade10 que perdura ate hoje. Declarados livres, sem forma<;:130 escolar, nem profissao definida, a simples emancipa<;:ao juridica nao muda sua condi<;:ao subalterna, muito menos sua ascensao social. A religiosidade, a culinaria, a musica, a dan<;:a, foram outras boas influencias desse povo negro, que mesmo sofredor, injusti<;:ado e humilhado, vive a vida da forma mais alegre e festiva, aflorando todo 0 seu gingado, sua sensualidade e erotismo, e 0 maior exemplo disto e 0 Carnaval. Hoje e necessario que a popula<;:130 negra lute pela igualdade.


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G.R.C.B.C. MOCIDADE INDEPENDENTE , DA ZONA LESTE . r; ! ., ..i Presidente: Benedito Jus tin 0 ~ . : .'I:' . , '\ i. Carnavalesco: Comissao de Carnaval " l .' ~ TEMA: PALMARES, 0 NEGRO ONTEM E : > ~ ) " .~ HOJE NO BRASIL I

0.

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boliyao jamais esquecida uma realidade que se enquadra, numa escravidao embutida no meio das multid5es.

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Nada mudou ; 0 negro nao mudou ontem , hoje e amanha, sofrendo 0 povo chora 0 descaso da elite. Palmares representou um grito pel a liberdade racial , sou homem forte na lida , mas nao sou animal. Sou negro , sou bravo, sou homem de fe, sou mocidade trago 0 meu axe e 0 samba na ponta do pe. Bat a lhas e m vim pra

enfrentar, na sarela onde e lugar.

0

pasmeu

A escravidao continua a aboliyao nao acabou, vem ca vem ver 0 samba chegou , trazendo 0 povo enfeitado com tambores raiados, deixando a alegria no olhar de cada foliao a desfila r. Vamos com a Mocidade buscar paz e uniao e a verdadeira aboli y 80. Faz barulho bateria, vamos deixar no negro do asfalto toda nossa euforia e acelerar a emoyao no bater do corayao.


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G.R.C.E.S. ERMELINENSE Presidente: Nadir Carnavalesco: Gipione ENREDO: ONZE GAROrOS E UM SONHO

grande parte dos moradores de nossos guetos sao compostos por elementos da ra<;:a negra , que sofrem crueis preconceitos raciais desde os tempos das infames capturas em seu pa is , as negros cansados da injusti<;:a fugiram de seus cativeiros , organizando- se em quilombos , porem suas vidas nao tiveram grandes melhoras , tiveram que aprender a lutar com seu proprio corpo.

A

Atualmente a capoeira e reconhecida como um esporte originalmente brasileiro , tendo como patronos os mestres bimba e Pastinha. Mesmo com a escravidao extinta , os negros na maioria das vezes sao perseguidos com preconceitos raciais que os obrigam a viver em favelas as margens da sociedade a grande maioria dos jovens da periferia nao tem acesso as boas escolas , portanto as chances de bons empregos sao reduzidas. Empolgados

com

a fictfcia

vida que 0 crime oferece, perdemos muitos de nossos joyens que entregam-se a vida do crime com a falsa ilusao de dias melhores . Porem por ironia do destino, com a cor de sua pele , tambem o negro re cebe como heran<;:a uma habilidade impar, um extraordinario e admiravel jogo de cintura , um swing sem igual e com toda certeza isso o ajuda muito para 0 dominic do esporte nacional , 0 "FUTESOL ". Nossos garotos organizam formando times de futebol , onde treinam e praticam com muita dedica<;:ao e afinco , esperan<;:a de projetarem-se ao rico mundo do futebol. E muitos desses times destacam-se formado grandes jogadores que por sua habilidade impar destacam-se internacionalmente , temos 0 orgulho de ostentar 0 titulo de pais do futebol , e grande prova disso, e inigualavel, Rei Pele.


G.R.S. CACHOEIRA IMPERIO DO SAMBA Presidente: Amancio Carnavalesco: Comissao de Carnaval ENREDO: ZUMBI DOS PALMARES

mas das primeiras referencias a Zumbi e alta mente religiosa, do tipo que se faz a um inimigo de respeito. Zumbi Nasceu livre em palmares em 1655, e sua morte aconteceu quarenta anos depois. A unica prova disso esta em duas cartas atribuidas a um padre portugues. Antonio Melo, que morou em Porto Calvo.

U

Nas cartas do Padre Melo, escritas em 1696, e 1697, quando ja voltara a Portugal e ainda esta sob impacto da noticia da morte de Zumbi. Ele faz um resumo da historia pregressa de rebelde recem-assassin ado. A historia e fascinante. o padre recorda que era paroco em Porto Calvo, em 1655, quando uma

expedic;ao comandada pelo capitao Bras da Rocha Cardoso "Fez surpresa aos negros que trabalhavam em suas roc;as, os quais na fuga extraviaram uma cria de escassos d ias de existencia". A Capitac;ao presenteou o recem-nascido como se fora um cachorrinho. Ao Padre" Em paga de favor de pequena monta, que Ihe fizera". Batizado de Francisco, 0 . . menlno calu nas grac;as do padre. Demonstrava "Cordura perfeitamente crista" e "engenho imaginavel na rac;a negra e que bem poucas vezes encontrei em Brancos. Aprendeu a ler e a escrever, privilegios praticamente inexistentes entre os negros, e tornou-se a coroinha".


G.R.ES. UNIAo DA VILA ALBERTINA Presidente: Ricardo Carnavalesco: Jorge Luis Marques ENREDO: A TRAJETORIA DE VIDA DE UM GENIO: "CARTOLA"

D

ono de uma obra impar na muslca popular brasileira e tendo sido gravado por gente de peso, ele teve que mexer outros oficios para sobreviver. Foi tip6grafo , continuo do Ministerio da Industria e Comercio, grafico e pedreiro. 0 habito de usar chapeu para proteger a cabec;:a do cimento Ihe rendeu 0 apelido : Cartola. Com esse nome, Angenor de Oliveira se tornaria con hecido e respeitado como um dos grandes da MPB. Seria o mestre Cartola. Aos 8 anos , foi morar em Laranjeiras, zona sui carioca. Ja nessa epoca , sara nos desfiles do Dia de Reis e no rancho do arrepiado, um tipo de grupo carnavalesco posterior ao bloco e anterior da escola de samba. Em 28 de abril de 1928 , fundou ao lado de Saturnino Gonc;:alves, Marcelino Jose Claudino, Francisco Ribeiro e Pedro Caymmi, entre

outros, 0 G.R.E.S. Estac;:ao Primeira de Mangueira , segunda escola de samba do Rio de Janeiro. Foi Cartola quem compos 0 primeiro samba da escola, "Chega de Oemanda ", lanc;:amento em 1974, no disco "Historia das Escolas de Samba: Mangueira " . Nos anos 30, suas composl(;:oes ganharam fama na interpretac;:ao de gente como Carmem Miranda que gravou, em 1932 , "Tenho urn Novo Amor", e Araci de Almeida como samba " Nao Quero Mais" , de 1937 . Em 1940, criou ao lado de Paulo da Portela 0 programa "A Voz do Morro " na radio Cruzeiro do Sui, no qual apresentavam composic;:6es ainda sem titulo para que 0 publico pudesse nomea-Ias. Em 1979, descobre que esta com cancer. Cartola sabia que sua doenc;:a era grave , mas manteve segredo sobre ela todo 0 tempo . Para todos dizia que tinha uma ulcera.


, G.R.E.S. ACADEMICOS DO IPIRANG Presidente: Patricia Waleska Camavalesco: Tomas ENREDO: RAIZES QUEIMADAS

tentativa de pesquisar sobre a origem da familia, ou elemento afro descendente no Brasil ira certamente trope9ar em Raizes queimadas!!!

A

todos os papeis, livros de matricula e registros ficais relativos a escravidao existentes no Ministerio da Fazendo.

Aquele que e considerado um dos brasileiros mais ilustres, advogado, jurista, politico, diplomata, ensaista e magnifico orador Rui Barbosa, com um golpe certeiro de sua poderosa caneta ministerial, fez reduzir a cinzas mais de trezentos anos de documenta9ao referentes ao tratico, comercio e quaisquer outras atividades escravagistas ocorridas em solo brasileiro. Sob as desculpas de limpar da historia do pais a mancha da escravatura, milh6es de documentos referentes as nossas origens foram perdidos para sempre!

Mas 0 que esses bem intencionados senhores nao imaginavam e que em tempos de tres gera96es os descendentes dessa massa de meros ex-animais de carga oprimidos, desafortunados, viriam a participar de todas as camadas da popula9ao, e que esses brasileiros gostariam de ter acesso a tais informa96es. Essa manobra aparentemente econ6mica funciona em favor do estado ate dias atuais, pois quando os ja citados descendentes de escravos tentam mover alguma a9ao com referencia a direitos e propriedades usurpadas, nada ou quase nada conseguem, principal mente pela falta dos tais dados incinerados.

Em 14 de dezembro de 1890 Rui Barbosa manda queimar


A.R.C.C.A.S. PAINEIRA Presidente: De Paula Camavalesco: Renata, P[iscila e pery di Embu ENREDO: "RES/STENCIA E RES/STIR: DE ZUMBI ATE AQUI PAINEIRA MOSTRA UMA CULTURA QUE RES/STE E UM POVO QUE ACREDITA NA IGUALDADE RACIAL" resistencia negra brasileira come<;:ou com a chegada do povo jagas, do reino e Angola, no Brasil , ainda no seculo XVI. Esses povos, quando aprisionados, eram enviados ao Brasil, e aqui chegando , nao se conformavam com a condi<;:ao de escravos, promoviam rebelioes e quando fugiam criaram os primeiros quilombos nas terras brasileiras . Dentre estes , o de Angola Janga - significa Pequena Angola - mais conhecido como "Palmares". A resistencia dos africanos e seus descendentes, aqui no Brasil , nao se deu somente no campo belico/marcial - seja notado que 0 quilombo acima descrito foi considerado por alguns historiadores como a "Tr6ia Negra ", por que resistiu mais de 60 anos fazendo entao referencia aquela cidade, dada a sua resistencia. No aspecto cultural, esta se divide em varios setores , seja

na musica, na dan<;:a, nos artesanatos. Devemos exaltar a capoeira, que tem origens tambem em Angola e que aqui se adaptou Na religiosidade 0 candomble se destaca como a expressao mais evidente da africanidade, mas temos tambem os xang6s na Bahia. Essa e uma das maneiras negro-africana de demonstrar nossa cosmovi sao ancestral. Na atualidade ressaltamos o 20 de novembro, que tem o dever de conscientizar a todos , nao somente os negras. A inclusao parece estar melhorando, surgem novas formas de incluir 0 negro na sociedade, e uma delas e a quota para negras. Mas sera que 0 ideal nao seria educar a todos? Finalizando, faremos referencia a nossa infancia e juventude, porque temos a missao de preserva-Ios, afinal, eles tem 0 dever de serem os


G.R.C.E.S FLOR DO MORRO DA VILA ALPINA Presidente: Didi Carnavalesco: Sergio Gomes ENREDO: EU VOU CONTAR, QUE o POVO PAULISTA TAMBEM SABE SAMBAR!

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ao Paulo de 1920, era uma cidade que sofria grandes transfonnac;:6es, habitadas por imigrantes italianos e paulistas vindos do interior e negros oriundos da ro~ ou descendentes de quilombolas. Era comum ir ao interior para participar das grandes festas religiosas que la aconteciam, Sao Benedito, Sao Gon~lo, Bom Jesus e outras onde 0 povo dan~va .

adequando ao novo modelo do carnaval e viraram escolas de samba.

o Vai- Vai foi para ele um novo desafio, pois quando um novo compositor chegava, para ser aceito na ala de compositores era preciso fazer uma samba exalta<;:ao a escola e acabou fazendo um hino que ate hoje e cantado. " Quem nunca viu 0 samba amanhecer, vai no Bixiga pra ver, vai no Bixiga pra

ver..." Era excelente observador das situagees e nao passou despercebido as transfonnagees que aconteciam na cidade. 0 camaval era muito diferente do apresentado hoje em dia, nao havia samba, apenas marcha, desfile de corso, batalhas de confete, 0 samba era coisa de negro e era confundido com macumba de terreiros e a polfcia combatia com pris6es e perseguic;:6es. Geraldo ja era conhecido por todas as Escolas de Samba paulistanas, sua influencia foi marcante na vida de muitos sambistas. A partir de 1968 com a organizagao da Uniao das Escolas de Samba Paulistanas, muitos cord6es foram se

Naquele tempo havia um diretor de bateria chamado de apitador um negro valente, temido e admirado por todos conhecido com Pato N' agua que foi morto estranhamente pela pancia par suas andan~s pela cidade e novamente Geraldo tamoom fez um samba pra seu amigo. " Silencio, um sambista esm donnindo, ele foi mas foi sorrindo e apito de Pato N' agua emudeceu ..." Participau de todas as lutas a favor do samba paulista a construgao do Anhembi e assumiu a presidencia da Uniao das Escolas de Samba Paulistanas e atuou na luta pelos direitos da cultura do negro.


G.R.B.C. UNIDOS DE VILA CARMOSINA EPROGRESSO Presidente: Sr'Santos Carnavalesco: Comissao de Carnaval TEMA: ZUMBI DOS PALMARES, 0 LiDER NEGRO BRASILEIRO

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m terras alagoanas, mais precisamente na Serra da Barriga, lugar de diffcil acesso, forma-se um quilombo chamado "Palmares", que servia de refugio para negros fugitivos da escravidao dos engenhos de ayucar da zona da mata nordestina no inicio do seculo XVII.

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Esse quilombo chamado pelos portugueses como "Republica de Palmares", e era composta de varias aldeias, de nomes africanos. Em 1655, nasceu um menino livre descendente de africanos, que mais tarde na sua infancia e raptado por soldados portugueses, em uma das tentativas de destruiyao do quilombo. Logo ap6s 0 rapto e a volta dos portugueses, a Porto Calvo (Hoje Alagoas) e entregue ao Padre Antonio Mello, que batiza 0 menino como Francisco. Convivendo com os religiosos, aprende a ler e es-

crever portugues e 0 latim tornando-se coroinha aos 10 anos idade. Foi criado com brancos, mas nunca esqueceu 0 quilombo e seu povo, aos 15 anos foge e retorna a "Palmares", Em 1673 comeya a se destacar como um jovem negro vencendo varias batalhas com seu povo quilombola. Mostrando sua garra e conhecimentos pelas causas que envolviam sua gente, por varias vezes foi chamado juntamente com 0 Ifder do quilombo para negociar a anistia e liberdade dos seus irmaos negros com 0 Governador de Pernambuco. Hoje sabemos que Zumbi nao e um her6i distante no tempo, e ficou em cada um de n6s 0 dever da luta e que a hist6ria aparece nao como um esforyo fechado, mas sim como um exercfcio para a reflexao e a construyao da cidadania.


G.R.C.S.B.C NAO EMPURRA QUE EPIOR Presidente: "H" Carnavalesco: Rodrigo TEMA: EM 120ANOS NA.O CALARAM NOSSA VOZ ESCRAVA ANASTAcIA, UM GRITO PELA LlBERDADE

o Brasil e cultuada como a santa e heroina, negra com toda a sua beleza lutou contra os maus tratos e assMios dos feitores. Falo da mais impartante figura negra da historia brasileira, escrava Anastacia, que violentada foi condenada a viver com uma mordaya em forma de mascara que s6 tirava para se alimentar. As filhas de senhores de escravos quem mais incentivaram a permanencia da mascara par inveja de sua beleza.

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Alguns afirmam que ela era filha de Delminda, negra da mbo Bantu, mais precisamente da familia real Galanga, trazida para 0 Brasil em1740 junto a um carregamento de 112 escravos. Delminda que era uma jovem formosa, foi com prada pelo Feitor Antonio Rodrigues Velho. Como era comum violentada pelo seu senhor, sendo vendida gravida para Joaquim Pompeu e no dia 12 de Maio deu a luz a uma men ina de olhos que refletiam a cor do ceu, pais seus olhos da cor azul, par ser filha de um homem branco, trazia em seus olhos essa marca que chamava atencao por onde passava .

Debilitada, foi levada para 0 Rio de Janeiro onde morreu e foi sepultada na igreja do Rosario. Sua imagem e lembrada a partir de um retrato do artista Jacques Ertienne Victor Arago, e sua historia foi recuperada em 1968, quando a Igreja do Rosario fez uma expasiyao dos 80 anos da Aboliyao e nela estava esse retrato de Arago. Neste momenta com~u a ser considerada milagreira e hoje tem cerca de 28 milh6es de fieis. Existe um santuario em sua hornenagem em Vaz Lobo, um bairro no Rio. A imagem da mascara de ferro ficou famosa no mundo inteiro, inspirando o diretor americana Jonathan Demme no seu filme "AAmada", realizado em 1999 e estrelado pela apresentadora Oprah Winfrey . E no ana 2008 comemorando 120 anos da aboliyao da esaavatura recebe essa homenagem no camaval paulistano onde mostra a garra e forya de uma guerreira negra que mesmo amordayada sua voz nao calou.

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G.R.C.B.S. FOLHA VERDE Presidente: Luiz Carlos Pierrott Carnavalesco: Felipe TEMA: "ILU-AYE" TERRA DA VIDA

h, Bahia de todos os credos, de todas as ragas, de negras nagoes! Negros Banto, Jeje, Keto e Nag6, cujos filhos roubados da mae ao aqui chegarem com sua cultura, a medida que iam conhecendo a nossa, geravam uma mistura de forte influencia afro nos costumes locais e com isso, passe a passe se abria para eles uma perspectiva de realizagao de sua tao sonhada terra da vida 0 seu ILU- AYE, onde pudessem preservar livremente suas tradigoes.

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Eh, Bahia de todos os santos, misticismo negros, de centenas de templos, de uma "Roma Negra" de negras nagoes! Nova mae, baiana mae, vigorosa patroa de punhos fortes e chibata em punho, tambem, por ironia acolhedora mae onde os filhos do "ILUAYE" vao pouco a pouco encontrando 0 seu espago para difundir e perpetuar suas mais legitimas raizes em forma de musica, danga e com ida. Apesar das agruras do cativeiro, a sensibilidade e 0 grande poder de assimilagao fez com que 0 negro se modificasse, adaptando sua raiz e personalidade

ao modo baiano de ser e assim, inseparavel das influencias brasileiras foi que 0 negro doou ao Brasil 0 conhecimento quase total de suas raizes culturais. Seja na Bahia ou em qualquer parte do Brasil, a verdade e que o negro marcou presenga e fez historia, criou e espalhou diversidade cultural, incorporando ao nosso folclore suas "Congadas e Maracatus". Do lade mistico, criou 0 sincretismo religioso, relagao dos nossos santos cat61icos com seus Orixas e destes, nos revelou a cultura culinaria exigida pelos "Ebos"(oferendas), constituidas no "Ageum" (comida) predileta dos seus santos africanos Axe Bahia "terra da vida", tao sonhada nos negros sonhos de "ILU- AYE"! Salve a Bahia da capital Salvador, onde 0 "ILUAYE" Desabrochou na negra faganha de fazer surgir a sombra da "Igreja da Barroquinha "0 seu primeiro Candomble, no bairro do Engenho Velho desde entao e ate hoje, muito respeitado pela forga do seu bom Axe.


G.R. C.B. C MOCIDADE AMAZONENS Presidente: "Chico" Carnavalesco: Robson TEMA: PINAH A CINDERELA NEGRA

arnaval, 0 maior espetaculo da terra. A festa negra dos sonhos das fantasias, que tem como tema 120 anos da aboli<;:ao da escravatura. Sem pensar no sofrimento da nossa ra<;:a so, lembrando a todos: que 0 negro nasceu para brilhar!

C

Brilho, e 0 que nos conduz ao deslumbre quando ouvimos falar em Pinah ... . Nascida em Muriae (MG) iluminada pela luz da cria<;:ao de Joaozinho Trinta, ela foi a sacerdotisa dos sete altares, Ya Nasso, uma princesa negra, e Odete, uma escrava de Xango, entre outros personagens que riscavam a Sapucai de pura elegancia, nos desfiles da BeijaFlor de Nilopolis. Feita uma deusa negra com a imponencia de rainha, ficou consagrada pelo

mundo como a "Cinderela negra", que ao principe encantou. Apos dan<;:ar com o principe Charles sendo manchete de jornais, programas de TV, revistas no mundo inteiro. Hoje entre belos palacios ja conquistados 0 seu e o de plumas .... Pinah se eterniza como uma diva do carnaval. Quem nao se lembra da belfssima negra, um show de prata em plena pista ... Prata essa que se reflete em nosso jubileu. Sao vinte cinco anos do nosso bloco. Com garra e determinac;:ao, mantem em aureos carnavais, a alegria ,a beleza de um grande show . 0 poeta se encanta com a musa .... e agremiac;:ao esta feliz ... Pinah, negra preciosidade, encantou 0 principe, hoje e amazonense " e moci' d a d e.I ..... h oJe


G.R.S.C.E ME ENGANA QUE EU GOSTO Presidente: "Betao" Camavalesco: Comissao de Camaval TEMA: 120ANOS DAABOLlCAo, ME ENGANA QUE EU GOSTO

o ana de 1988, 100 an os de aboli~ao , nasce 0 bloco Me Engana que Eu Gosto, on de comemora este ana 20 anos de sua historia .

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No Brasil da fome , da vida dura, do mau salario, do pobre opera rio, me engana que eu gosto! A aboli~ao! Que aboli~ao? 0 negro livre sem educa~ao, escolas, professores , no lamento da nossa na~ao . Vamos falar da historia que nao foi, em tom de alegria e brincadeira , mostrar a nossa realidade , o Brasil das mazelas, onde esta o negro? Os direitos viol ados no Planalto Central , a mais pura ilusao , 0 negro sofre nos suburbios e nas favelas na tristeza do contraste social. Cade a divisao de renda?, os problemas se agravam e a elite cada vez mais centralizando 0 poder em suas maos, vive assim a cultura do preconceito. Em fantasias quero mostrar e dizer que acreditamos na esperan9a on de tudo pode melhorar, no papai noel me enganar de novo com tristeza de provar

o doce amargo do fel. Quanta

mentira aqui , p6s aboli~ao , estamos vivenciando 120 anos de corrup~ao , a mentira dos governantes e a maior realidade , 0 povo passa fome e o negro pobre espera e acredita de verdade, Nossos governantes brincam com a gente. Nesse enredo , puro e belo, me engana que eu gosto! Mesmo enganando YOU vivendo 0 dia e sempre levando na alegria. Meu Brasil acorda, a luta continua , onde esta 0 nosso ouro, democracia de verdade tem espa~o para todos dividirem de verdade , me engana, continua assim e eu nada posso fazer a nao ser falar de mim. Oreal e nosso! Diz 0 ator no teatro das ruas onde eu sou rei da alegria e tambem da folia. Quero viver e acreditar, porque depois da quarta feira de cinzas , tudo volta ao seu lugar. Nesse camaval comemoro, 20 anos nasci e cresci, na vida aprendi, me engana que eu gosto! Acorda Brasil olha 0 povo ai de novo Me engana que eu gosto!


A.G.R.C.B.C UNIAO DA TRINDADE Presidente: Almir Carnavalesco: Comissao de Carnaval TEMA: AFRICA MAE DE TODOS NOS

e certo modo todos nos somos associados ao copo escorregadio dessa Africa tao negra, mae de todos n6s, Eva negra nem necessitou da costela do Adao, para se fazer presente. A tematica Africa - mae, Africa - Mulher, nos leva a refletir, nao apenas 0 povo brasileiro se origina dessa mae ... Mas sim 0 mundo inteiro.

D

A custa, principalmente, da escravatura, varios imperios foram constituidos. Africa mae, "africa Raiz" , constitui ainda um enigma perpetuo, apesar de todos os esfor<;os efetuados. Protagonista das mais

complexas aventuras, mesmo ainda antes de ter consegu ido se emancipar. Po is teve sua prole espalhada, a qual vagueia pelo deserto de areias de indiferen<;a. Os gritos dos que partiram ecoam tal como trovao em noite de tempestade, mas s6 ouve aqueles que enxergam esse "homem invisivel" 0 que faz essa mae sentirse abandonada... 8em passado... 8em presente . 0 povo africano e seus descendentes, sabe que perdeu parte de sua historia, sua liberdade, quase perdeu sua identidade, mas nao perdeu a sua for<;a e a sua fe.

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G.R.B.C. UNIDOS DE VILA CARMOSINA EPROGRESSO Presidente: Sr' Santos Carnavalesco: Comissao de Carnaval TEMA: ZUMBI DOS PALMARES, 0 LiDER NEGRO BRASILEIRO

m terras alagoanas, mais precisamente na Serra da Barriga, lugar de diffcil acesso, forma-se um quilombo chamado "Palmares", que servia de refugio para negros fugitivos da escravidao dos engenhos de ayucar da zona da mata nordestina no Inlcio do seculo XVII.

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Esse quilombo chamado pelos portugueses como "Republica de Palma res" , e era composta de varias aldeias, de nomes africanos. Em 1655, nasceu um menino livre descendente de africanos, que mais tarde na sua infancia e raptado por soldados portugueses, em uma das tentativas de destruiyao do quilombo. Logo ap6s 0 rapto e a volta dos portugueses, a Porto Calvo (Hoje Alagoas) e entregue ao Padre Antonio Mello, que batiza 0 menino como Francisco. Convivendo com os religiosos, aprende a ler e es-

crever portugues e 0 latim tornando-se coroinha aos 10 anos idade. Foi criado com brancos, mas nunca esqueceu 0 quilombo e seu povo, aos 15 anos foge e retorna a "Palmares", Em 1673 comeya a se destacar como um jovem negro vencendo varias batalhas com seu povo quilombola. Mostrando sua garra e conhecimentos pelas causas que envolviam sua gente, por varias vezes foi chamado juntamente com 0 lider do quilombo para negociar a anistia e liberdade dos seus irmaos negros com 0 Governador de Pernambuco. Hoje sabemos que Zumbi nao e um her6i distante no tempo, e ficou em cada um de n6s 0 dever da luta e que a hist6ria aparece nao como um esforyo fechado, mas sim como um exercicio para a reflexao e a construyao da cidadania.


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