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Revista da São Clemente 2013

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REVISTA OFICIAL DO GRES Sテグ CLEMENTE - Carnaval 2013 OFFICIAL MAGAZINE OF GRES sAo CLEMENTE - Carnival 2013


,

SUMARIO 4- Palavra do presidente 6- Carnaval: caminho para o mundo dos sonhos 7- Carnaval: paixão do povo carioca 8-

Futebol e samba na nossa raiz

10- São

Clemente se transforma para agradar o público cada vez mais exigente ,... b

-/"ence

12- Cultura x carnaval ...,

13- O tempo certo para não atravessar o samba

14- Bruna e Raphaela: clementianas de carteirinha I $- Fiel Bateria,

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16-

criatividade e inovação a cada ano

el

Santa Marta abre as janelas para ver projeto da São Clemente r

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20- Clementianas: amor pela escola, amor pela percussão --uu

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22- Junção dos sambas agrada aos compositores e componentes da escola "'ie m

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24- Igor Sorriso no comando do canto da São Clemente t e

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2$- Samba-enredo, uma novela ao vivo na Sapucaí St--

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SUMMARY

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26- Artistas anônimos qualificam o trabalho no barracão da São Clemente th u, r ,

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30- Sinopse do enredo 32- Uma novela ao vivo na Sapucaí 34- Roteiro do desfile 50- Renato Vieira promete grande espetáculo da Comissão de Frente 5 ,- Velha-guarda defende a São Clemente com garra e

emoção :i defend

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mth d tammatlon and

52- Centro Cultural São Clemente resgata a história da escola n

ol's history

54- Os meninos dos olhos do presidente 57- Orgulho norteia os guardiões da bandeira da São Clemente ,.,

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58- Ala das Baianas: um espetáculo à parte 60- Paixão que transforma a todos numa grande família "In> '"

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62- São Clemente na alma e na pele In

63- Ficha técnica / expediente

Capa: logomarca do enredo arquivo do GRES São Clemente GRf Sao Cl m

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b~ar a gr~at r~spOll.llhli[';

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th" parad~s th,,) paform. T~y r"pr~s,nt th"lr wmmunme.\ t~lr neighbors' yearnin~.1 and, Ob\"lOltsh, they ne~d to m"t tI\elr expecwtlons. Forttlnat,ly, the cr~(lUt"e capaw;! of oltr aTCIStlc carnll'al pradllcers pennm thtH th.: tasks, despI te bem!; ardlwlt" come rhrough )~ar ajt~r y,ar. And for this r,a,on, u ~ can proudly sa) that t~ parades of the samba ,chools represent, indeed, t~ grearest shau on .:anh.

São Ckmente IS aU"QT~ of its huge respon.llhility. And I 5ay 50 UHholtt an) fear of bemg ("l"rang. Belldes repre.lentm,l( the commun!ty /rom Botato~o, the yellou-and·black LI abo t~ onl) .Iamha ,ehool frum th~ Sottt~rn lon, m t~ Sp~(lal Group. Alu'a)s trying to S[{/y slde by side U"lth th~ major .Iamba sehooLs of the Carioca carnlml, Sôo Ckmente II'IH tak~ [O the Sambadrome, 1ft th, 2013 carnintl, a t~me thm LI pan of t~ dmly !tfe of t~ Bra~iliall jamilies. W'ith 1t.1 "Pnm, Time", Sôo Cl,'m"nte, supported bv the Loyal Rrc·u.\.llOll BanJ, trill t"ll th" stori,s and the histor) uf t~ T\' map, that ha,'c capuI"(H<!J t~ nell"er5 Il\ th~ last war.l.

sltllatlOl1.\ that hlllc draun th" att~ntlOn of the I ICtl~rs throughout the y<.'!lr.l. The cI\itllenR~ oj ponraymg rim compln Hnlt~ne tlwt ~nt~n l't 'l'ry day in 0141' hou:ü,;':>' thr011,h tlu! tei<t Ilion. ti H

ccnlllnly u'ork as sunllllttl to th~ I\citds and til, m~mhen 01 Sáo Clemente AnJ t~, .i// ,/0 IIhat",- It takô to Imng ll,'n mor, bnghtnm tu t~ ~'TCat"'t anJ most ammg Ilwu oi the uho/e uor'il. L"rnllalls a pathlta, 1& <I dr,am \lor/d.

Castanheira President o/ the lndependent League

Samba Schools oi RJ

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Football and amba in our Roots êl ml' 1lIude em hl, um eterno r,'1 onadl' pela uis,l maIs hr,l Ileirl ,leste m I11d., - alllba t. tuteb(ll - , InLltivado rdo ,t'tI ,10m 1,' .1Iegr.1r tuJ, .1 ~lta vIlha, abraçuu JU.1S h:1rn.:as v'l:ias de \1\',1 e as te: de \11srrumenw de percus,;,iu, pu:amk, um" daquela, I'ntllc.ldas entre ,lmi,!!l1s. Ali naSCI,l o hlclC" que maIS rardt, em 2~ de tllltUbTll J<: 1961. \ ifla ,1 ,tI' o Cm:!mio Rl'CTeJti\o E cul,l d" ,'.(mh ',ÍL> Clem.:me.

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Era dl,l de )(\!éD qu.ll1,l, 10 In Plradl,l\o da R,'chalJl'me l!lu.tr,la\ \ a .:hegada J

restante do tlmé rara ,\ t-x(ursão q1\e os 't'Vm. a llutra wmulli&lLk, ,'nde "cna ,I partida de tuttbol.

A inspíraçjo se desdélhroll em um blDco de sujo, ([iad" em 1951 pl)r ,jovens do hairru de Bnralogo. ap,lL'\onados pelo 'Ime de 'utehol

Llu lugar, l São Clemente Futehol Cluhe, que er,} t.1Inhem () nllme da rua ol1,le mnrm a'n. ho llome também foi ( re ron á\d pela: (nre. amarelo e pretl l d.l esccl.J. Ate 1953 as cores originaria. LI0 tim~ e dI) bloco de Botafogu ~ram azul e hranel\. A lnudança foi quando Ivo, tnrcedor Jo Flumín~nse, f"i assIstir nas Laranjeiras ,l um.l r,lrtida de ,eu time contra o argentino Penhawl. Ele flCllU impre sionado com as cores prétll e am.ut.!u da camisa du adver ário, e rel lveu consultar seus amigo' sobre :I mudança das C'llre< Llo time e do hloco que JirÜria. Além de Ivo, outrdS peSSllas foram muito importantes para a rranstormaçã() clé) hl\xtl em escola de samba, entre das Jorge Andralle. Marina da Conceição Gomes, Daniel Teixeira. Hugo da ROl:ha Gomes, Daniel (tiO dLI Miro), Waldomiro (Miro da Neném), Ivan da Silva Vaz (Guiga), Elpídio dos Santos, Jé ão Marinho, Sebastião Costa, Conceição Farias, Adalberto de Almeida, Abelardo de Almeida, Rodolfo Pinto de Oli\eira, Paulo Ney Xavier (Paulo Negão), Carlos Correa Lopes (Carlinhos Pato Roco), Ailton da Conceição (Ailton Fala Grosso), Nelson do Piston, China da Caixa de Guerra, Henrique Torquatro

EI'ery day should hc lU.lt like the one when Mr, 11'0, an etemallover of lhe mOSl tyPical Brazilian things In this tvorld - .IHeh as samba and football., moved h) his gtft Df Imnging joy to ewryone arOl/nJ him, took holJ of ttt'O empty grapes barreis anJ tIImeJ them Into

perCltssion inslnlments,

thu.s starring one of those ,lamba music semon among friends. lt um bom nght Ihere lhe party block thot later on. on 25 Ocrober 1961, woulJ become the Recrearional Guild Sdo Clemente Samba School.

lt IWS ti game da) uohen the enlightened 110 da Rocho G01l1t!S atuaitd the aTTlld of the re.lt of ltis football tetlm to go OH the exwrsioll lhat woulJ wke Ihem LO another community, v.:here the football game \wuld wke place,

The In.lplration mlminated a ClIrniml block, ereared in 1951 by youngsters in lhe Botafogo Jistricr, Ilho 101'eJ rheir local tootba!! lellln, Sdo Clemente Football Cl"b, which was also the name of lhe streer where they lived,

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(Dunga), Benildu Mendes Vieira de C.r\'alho, Zélia Baptista, Carmindo Moacir (MoaCir do Ch\IClllw) e Romualdo (Mundinho). A Sjo Clemente começou desfilandll pelas ruas de Blltatllgll. Sua estreia nos de,tile. oficiais das escolas de samba foi em 1962, na A\"enida Ritl Branco, pelo Terceiro Grupo. Em 196i, a escola de Botafogo chegL1u ao Primeim Grupo do carnaval carioca, que correspl1ndia atualmente ao Grupo Especial. Naquele ,mo, o GRES São Clemente desfik)u com o enredo Festas e Tradições Populares do Bra,'íl, inspirado no livro homõnimo de Mello Muraes Filho, avô de Vinicius de Moraes.


•

lt o Gomes Iras also r"sponsi ble jor the colon ydlou anel black of the s,hool. Until1953 Ih.: original (Dion of the t"am aml block pany 11 ere blu!! and Ithlte. Th" ehange happ"ned \I'hen 110, a Flummeme rooter, a!tendd a mateh 111 laranJeira., of hls team a~am.1t the Ar~entinian Penlwrol He \I as IInpTC\Ied I" the cOIVTS hllIlk an,1 ,dlull m tlk' oppon,nt '.1 ,Ilurt, and decldeei to ,'onllllt hl.\ Jriend.s al'ollt th, dum~e in the color.\ of tlk' tu'III ,mJ plm, hlock lhat h, ,11'eded. Be."Jes

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Bowfogo. /ts t1chut the ol/lcllll !',mh!" ,I 1i m 'a sc/lOoL, tI',I.\ 111 1962, III RIO llmn,o AI ,'111/" III rh, Tftml LiTOlIp In IQbi. tlll .lamba ,I.:hool JTOm Bntufogo reached lhe FlT5t Li'olll' 01 lhe Canoca ,am!\" . \lItILh correspondd lo the .:um~nt Spwal Grollp. In that same year, rhe GRES \<10 Clemente paraded u 'h t/le 'heme Pam anJ PU/lllk.r

TradltlOn.I 01 Bm~j.. ms/med ~ook

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encontro desse profi 'sillnalbmo. Entre as mais recentes estrelas da São Clemente que atuarão no carnaval 2013 estão o carnavalesco, o animador cultural e o intérprete do samba", explica Ricardo Gomes, diretor de carnaval da São Clemente.

o gigantismo das alegorias e as surpresas para a hora do desfile são fundamentais para as escolas conquIstarem o coração do público. Desafio que está aos cuidados do carnavalesco Fabio Ricardo, respon á\-el pelas belas criações da São Clemente há três anos, e que prefere reservar toda sua arte para o dia do desfile. Por enquanto, quase tudo é mantido a sete chaves. Para dar ritmo ao desfile da escola, que tem apenas 82 minutos para chegar à Apoteose com seus 3.500 componentes, a São Clemente conta com a voz de Igor Sorriso. "Essa busca pela perfeição permitiu à São Clemente a permanência no Grupo Especial pelo terceiro ano con 'ecutivo, Para este ano, muito trabalho deve 'er feito ante da escola chegar à Sapucaí. Até lá, todos devem estar muito bem afinados com as necessidades técnicas", desabafa Ricardo. Que itos técnicos são con tantemente abordados nas reuniões e en aios. Ainda assim, situações que ocorrem durante os desfiles são difíceis de eliminar, como controlar o folião rehelde que não entende a importância do pequenos detalhes para a agremiação, e acabam prejudicando a e:cola. É es encial que uma escola de samha mo. tre ao seu componente, durante os ensaios técnicos na quadra e na Avenida, a importância do papel a ser desempenhado, comprometido com a busca do campeonato. Esta é uma das funções do al1lmador cultural, papel desenvolvIdo especialmente por Mílton Cunha. Ricardo Gome" acredita que a escola está pronta para esse crescimento e que seus componentes estão dispostos porque têm amor à escola. "Uma das preocupações da São Clemente é crescer de forma ordenada e com qualidade, nós estamos trabalhando para isso. Por outro lado, o componente é um eterno folião que percebe a mudança no sentido do profis~;jonalismo, do gigantismo do carnaval e da importância de obter os pontos com técnica, mas está ali para se divertir e defender a bandeira da escola com alegria e satisfação. Não podemos travar a essência Jo cama\'al que é a alegria das pessoas, portanto, o dever dos dirigentes é encaixar essas neces 'idades", conclui. 'r'1trtE

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o saudoso Ivo da Rocha Gomes juntamente com João Marinho e Ailton Teixeira são os idealizadores e fundadores do time de futeb ol de praia São Clemente Futebol Clube, que até hoje tem o mesmo nome da rua onde moravam . Em 1953, um grupo de jovens do bairro de Botafogo liderado por Ivo, criou um bloco carnavalesco com esse nome. A opção pelas cores preta e amarela do GRES São Clemente, que até então eram azul e branco, surgiu quando Ivo, assistindo a um jogo de futebol entre Fluminense e Penharol, gostou da combinação das cores do time uruguaio.

The dearesr It'O da Rocha Gomes together witldoão Marinho and Ailton Teixeira werc rhe conceivers anel fOlinders of lhe beach footballteam São Clemente Football Cluh, which still today &ears the na me of the stfeet where th.ry used co live. In 1953, a grOl'P of yOling men [rom the districl of Botafogo, leaded by It'O, createcl a eamival block with lhat name. The oplion for lhe colors black and yellow ofGRES São Clemente, which I<n til then had been blue and white, carne to be when Ivo, watehing a foorball game between Flllminense and Penharol, likeel lhe ser of colors of the Unlguayan team. The Party of Momo brings back the irre\JeTence to the parade avenlle, \Virh São Clemente on lhe center stage of the CarlOca camival. 1t carries on the tradirion of hlimorous themes such as "The one who marries wantl a home", "Unle heallh anel plenty of atta ants" and "Anel the samba danced ".

RIO de Janeiro, in espwal lhe water[ront, where salt stone is found, the historicallandmark of lhe Carioca culture, is going lhrough a renovarion. Projects of mliSettmS, parks, and a samba city bring to lhe locais a space designed

The samba 5choo/s are

A Festa do Momo traz novamente a irreverência de volta à avenida de desfile, com a São Clemente no palco principal do carnaval carioca, dando continuidade à tradição de temas cômicos como "Quem casa quer casa", "Pouca saúde e muita saúva" e "E o samba sambou."

going through this par/t, creating facilities to recorel

o Rio de Janeiro, em especial a zona

for lhe cullure and leisure.

lhe hislory of camival. For fOlir years, GRES São Clemente has invested in culture and in rhe presermrion of hi5tory. Witlt its ClIlrural Genter, it presents half a century of history in the Carioca camil'al, an example rhar sMlIld be fo!lowed by rhe 50 called sister sehoo/s, one that expands rhe unity berween cullure and camiwl.

In 2013, rhe sehool wi/t take lO lhe avenue the theme "Prime Time" by lhe eamiva! produeer Fábio Ricardo, a common th~me in et'ery Bravlian family. Who has never watched che final episode of a soapl Who has never wondered w/to che mHrderer \(Ias! We will watch a parade of characters riU/I belong in the fantasy of che BrazilicLn popular mltllTe. Sel/eral rimes Brazil has [rozen at lhe Prime Time. In 2013 São Clemente will be opening the second night of the grealesr SMW on earth. Hiram Araujo

Cultural Director of the League of Samba Schools of Rio de Janeiro

portuária, onde se encontra a Pedra do Sal, marco fundamental na história da cultura carioca, está sofrendo um processo de revitalização. Projetos de museus, parques, cidade do samba trazem aos cariocas mais espaços destinados à cultura e ao lazer. As escolas de samba estão caminhando por essa rota, criando espaços para registrar a história do carnaval. Há quatro anos, o GRES São Clemente investe na cultura e preservação da memória. Com o seu Centro Cultural, ele desmembra meio século de história dentro do carnaval carioca, um exemplo que deve ser seguido pelas coirmãs, ampliando a união entre cultura e carnaval. Em 2013, a escola levará para Avenida o enredo "Horário Nobre", de autoria do carnavalesco Fábio Ricardo, um tema comum a qualquer familia brasileira. Quem nunca assistiu ao final de uma novela? Quem nunca se perguntou quem seria o assassino? Assistiremos a um desfile de personagens que fazem parte do imaginário e da cultura popular brasileira. Muitas e muitas vezes o Brasil parou no Horário Nobre. Em 2013 a São Clemente estará abrindo a segunda noite do maior espetáculo da terra.

Hiram Araujo Diretor Cultural da Liga das Escolas de Samba do RJ


Eighty'w'o minlltes is a

......,...n.

short time for so mllch )oy, and pwty long for ,lO much adww/in, TI1lS IS the tínw Illlllt for a sellOol to eross MmquJs dt' Sapucai A,enue lI'lth ahollt 3,500 LOmpOnents, the nwnl'e' of meTrymakm thar GRES, Sôo Clt'mente mil Jrau m to the 2013 camlntl. Hou IS It posslble to orgalll~t' so man\ people anti f10l!l' u,lth sllch perfecrion' T/m IS tht' Harmony Crt'11 ., c1llllknge,

The dwlknging mlS,llOn

of one's elllotions, Seio Clemt'nte srands OlH for the t'dllmtlon anti respect tou-ards Its components, Thw, it 15 dt'manded from lht' harmony dlrectors that elerybody lllU5t bt' treated \rith kintln.?ss, Inehriated Pt'ople, for Instance, are IJ1tlled to leme, afCer ai/, the) rt'prt'sent /u1~arJ to the grOllP m u<ll as to tht:mst?lt'2s. On tol) of /1 ali, comt's rec/ln l'lllt', The schoo!'s components are commltted to

lhe necessiries regarding

/ulrmony, Who:n the" ctrrln! In [he At\?nuc,

Oitenta e dois minutlls é pouco temp,) para tanta alegria, e muiw para tanta adrenalll1a . Esse e o limire de rempo para uma escola de samba corrar a Marquês de Sapucai com cerca de 3.500 componentes, o nlimero de folities que o GRES São Clemente vai arrasrar no carnaval 2013. Como organi:ar tantas pessoas e alegorias com perfeição? Esse é o desafio da Harmonia, A difícil missão é di\'ida por cerca de 35 a 40 diretores de harmonia, São homens e mulheres coordenados pelo Diretor Geral de Harmonia, Marquinhos da São Clemente, Confiança e boa comunicação para que não haja erros durante o desfile são as exigências para desem-ol\'er esse rrahalho. Ponto crucial do desfile da escola, a harmonia depende de muitos outros setores para tluir. Os compositores precisam entender a sinopse para desenvoh-er um hom samha, e um hom samba ganha rapidamente a garganta e o reconhecimento do po\'o; no di:er popular, Ué um samba forte" aquele que rem melodia marcante, um refrão que empolga, que le\'a rodos a cantar e dançar, e faz com que a escola tenha condição de cruzar a Praça da Apoteose sem sofrer punição do limite de tempo, É a pontuação mais compensadora que existe, pois se aplica à escola inteira e conquistada justamente quando o sentimento de "acabou" abate o folião.

Homen eoorJinated b:: tht' Diro:ctor lJ1 Chie! of

Hannoll\, MarqlllJ1hos tia Seio Clemente, Tnm and communieation skills, lO thm tlk,u ar, no mistakes tlllrinl( the parade, ar, tlte prt'·rt'qwsltt's in order tO detdop rhls U'ork, A enleial factor to tht' sehoa!'s ramal', the harman" det)en,ls on ma n" orher SO:CtlOllS to /une fnlltlOn, Tht' composm ned to llnderstand rhe s"nopsis III order to dele/op li gOOtllamba theme, alltl li good samba thellle IS It'ry Ilk.d~ to become popular anti get rhe commlLntty lIPproml; in tlle peoplc 's l!'Ords, '/\ strong lamha thellle" is the one tha t hm a remarkable melod}, an L'xclting

choras, that

eneollragcs et,rybod\ to llll~ and dance, (mel mak.:s Ir pOlsible for the sehool to em's lhe Apotheosis Sqllare H'lrhollt losmg POlll ts for ol-erlappll1g !li nme Ill11lL T/üs is the most reu-arding scort' rhae LI, becallse ir applies to tho: uhole sehool anJ it Il achleld in the right moment uhen the feelll1~ of "11 IS OI'er" oter1l'hellllS the lllt'Trymaker,

Para a harmonia não impactar sohre a e\'o!ução, é preciso ter pulso fórte, lidar com a~ adversidades do desfile e ter b()m controle emocional. A São Clemente prima pela educação e pelo respeito ao componente. Com isso, é exigido dos diretores de harmonia que

In order not to /ua'e /umnonv harming tht' performance, it is essencial to ha,e a firm hand, to tleal ,l'ilh ali the adt't'rsltlt's during th.? parade anti to ha, I' a pou'erfld control

eteryboJ) gets IlHO the mood of eagem.:ss anel tletenninatioll. gil IJ1g tht' best tht'y hal'<', smgmg 101lJly anti shoU'lng thm bell la mha lteps lJ1 order not to spoil the /umnony. In atlmnce, tht' path in M<lT</llês the Sapllcai LI mapped and tlmeJ 50 t/ua dllrmg the paratle It 1$ pOSllhlt' to !lotice If the .lellOol is ht'hmd or on time, Thll kmti of ,rork

or)(anizes the pamde, makmg the school agIle anJ manageablt',

"Tlte School '.1 breeJ ", lha 1 is IlOU he defmt's hlmsdf, Mmqlllllhos da Sôo Clemente tells u-ith mi,Hy eyes hou he got to kno1l' Süo Clemenle. "I u-as m Arnaldo Qwntela Street (in Botafogo) as a meTrymaker anti I demed a lamba sellOol yel/ou'

anti black, leading the permssion band there um a huge man holdmg a bawn anti nght rhere 111m mesmenzed, 1/u1d no tl'Qy to ger nem hlm, Since I um li local I I(ent to u'atch a footbal/ game on the h.wch, and u'hen I got thm I 5Qu' Süo Clemente's t<,am and there he u as, rh" same man leatling rhe team, and I took the OPPOrtllntty, It um Mr Il'O, fOllndt'r of São Ckmenle and direcwr of the team. I got near hm1 anJ from then 011 I beca me tht'ir homl'ho)", he states prOl«I/y.

todlls sejam hem tratadus. Pessoas alcooli:adas, exemplo, são wn\'ldadas a ,e r.:rirar, afinal, são um perigo para o !!rupo e ('ara si mesmas. PI)[

A técnica está acima de tudo, llS compllnenres da escola são comprometidos com as necessidades da harmonia. Quando chega na A\'enida, rodos entram no clima de garra e determinação, dando rudo de si, camamlo forte e samhando muito para que não haja problemas com a harmonia, C,lm anrecedência, o percurso da Marques de Sapucai é mapeado e cronometr,ldo para que durante o desfile seja possiwl perceher se a escola esr:i atrasada ou dentro do tempo. Esse trabalho organi:a o desfile, tornando a escola ágil e controlada. No grupo de diretores de harmonia todos têm a mesma importância e respom;ahilidade para com a agremiação. O grupo segue um cronograma e cada um é responsável pelo seu ~etor. "Cria da escola", como ele mesmo se define, Marquinhos da São Clemente Cllnta emocionado como conheceu a São Clemente. "Eu esta\'a na Rua Arnaldo Quintela (em Botafogo) como folião e a\'istei uma agremiação amarela e preta, na frente da bateria \'inha um homem grandão com uma hatuta na mão e aquilo me fascinou. Eu não tinha como me aproximar dele. Como morador do bairro fui assistir ao futebol na praia, ao chegar lá \'i o time da São Clemente e lá esta\'a esse homem comandando o time, ai foi a minha oportunidade, Era o Seu [\'O, fundador da São Clemente e diretor do time, Cheguei perto dele e de lá para cá me tornei um filho da casa", orgulha-se.


Majestade na São Clemente há 15 anos, a carioca e botafoguen e Bruna Almeida, hoje aos 28 anos de idade, ' e orgulha de ser rainha da bateria. "Sou clementiana de verdade. A São Clemente faz parte da minha história. Posso sair do cargo de rainha dos ritmistas, mas nunca vou deixar de desfilar na São Clemente. Permaneço em qualquer setor da agremiação, afinal desde os 9 anos desfilo na escola." A convicção de Bruna ao falar do amor que sente pela São Clemente não surpreende aqueles que a conhecem. Faz tempo ela é uma das pessoas que ostenta uma tamagem em homenagem à agremiação. "Quando decidi criar uma ramagem logo pensei numa imagem que gostasse para toda vida. Optei pelo nome da São Clemente. Gravei a tamagem em meu pé, sei que a São Clemente vai estar sempre em meu coração". Ela conta que participa de tudo na escola. E por isto, ao entrar na Avenida se emociona muito. A prima Raphaela, sua alteza real de 14 anos, filha do Presidente Renato, desfila ao lado de Bruna. Raphaela é a princesa da bateria da São Clemente há 10 anos. "Sempre desfilei à 14 São Clemente ldr'laval2C 1~

frente dos ritmistas. Mesmo depois de tantos anos saindo como princesa da baterIa, ao entrar na Aventda sinto um "frio na barriga" de nervosismo e felicidade. A preocupação se transforma em dedicação para que tudo dê certinho. Sinto que minha família confia em mim, estão sempre a meu lado", afirma Raphaela.


- .... , Mestres de liateria Gilberto e c:allaLlIn110 Percussion masters Gilberto and Caliquinho

FIEL BATERIA: CRIATIVIDADE EINOVAÇAO ACADAANO N

The Faithful percussion Band: creati1-'it'V and '1 1l0vati(l1 P(l; rlft p r '\1N1r Não é à toa que ao conhecer os varios s('tores da São C lemente, as pessoas st' sentem em'olvidas pelo amhiente de ami:ade, parceria, fidelidade e emoção. A FI EL BATERIA, Cllmo é conhecida no mundo Jo samha, é comandada pelos me-rres de hateria Gilherto Lopes Almeida e Jeierson Alves de Castro, o Caliquinho. O nome FIEL BATER IA ioi dado aos ritmistas por ser um grupo "fechado", no qual a maioria de seus integrantes defende a batida da escula amarela t' preta de Botaingo há muitos anllS.

Gilhertll explica que !>tl) e con,tatadll p~1a disciplina dos Cllmponentes. "Sumos a única hateria de escola de s,\mha em ljue os dirt'tllrt's não usam apitll para 't:U comando. Meu tio h-o, iundadllr da esCll la , não usava apito ao comandar a hateria da S;\l) Clemenre, técnica que [oi passada de geração para geração. Dirigimos os ritmistas com gestos. NO"lb integrantes têml\ul' e,tar "ligados", prest,\ndo att'nção pois, para cada hatlda é um gt'sto ditt'rente ",rewla Cllmllrgulho. Para Gilht'rw, é fundamental usar de criati\'ldadt' a cada ano de dt',file. "A cada exihiçãl 1 na Sapucaí criamos seis, sete gestllS Jiierentes, 1I1ll\'amlo sempre. São desenhos rítmiClls de cadência diver,iiicada com uma su,tentação padrão." Se aIguém acha qut' comandar uma hatt'ria de e,((lla de samha é fácil, e1t' esclart'ce: "Saher que a hatida dt' uma bateria tem algum som desencontrado, não é difícil. Difícil mesmo é locali:ar o erro de uma batida ou de um instrumento desafinadll, l' corrigi-lo rapidamente. Para isto tem qut' ter sensihilidade e, principalmente, um ótimo oU\'ldl musicaI." tE


Santa Marta opens 1 windows to see São Clemente' s project

__~ __ it is impossible for the 1'leU' that cmbellishes Santa Marta to go unnoticcd. The~ are the tu'o most b~allriful postcanls of the city:

Em plena tarde de quarta-feira, o mestre de bateria Caliquinho reúne alguns de seus aluno para tocar na laje da associação de moradore da comunidade Santa Marta. Aos poucos, as janelas são ocupadas por moradores com olhares e ouvidos atentos aos jovens que estão ali aprendendo uma profi são. Os meninos, cheios de orgulho, tocam com alegria para mostrar ao mundo que sabem o que estão fazendo. Ao poucos, outros meninos vão chegando. O om da bateria convoca os pequenos aprendizes, e em pouco tempo já não há mais e paço para tantos alunos. Nas vielas da comunidade, cheias de turistas, ou no plano inclinado (elevador que transporta as pe" oas para o topo da comunidade), onde todos se misturam, é impossível a paisagem que em beleza o Santa Marta pas ar desapercebida. São os dois cartões postais mais lindos da nossa cidade, o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

On broad Wedne.\dm aftemoon, master o{

O projeto de bateria mirim já existe há quatro anos e exige dos meninos mais do que amor ao samba e aos in trumentos de percussão. É preciso ter boas notas e frequência nas aulas

elevator transports people to the top of the community), where everybody gets together,

161 )ão Clerrt'nte Cdrnaval 2013

the pcrcusswn band Caliquinho garhers some of his puPiLs to I,lay on the roof of the residents association of Santa Mana comnmnicy. Slou,ly, the tt~ndoU's are filled with residcnts u'ith eyes and ears open to appreciate the youngsters u'ho are there leaming a profession. The boys proudly play u'Íth joy to show the u'orlJ thot they know \Vhot they are doing. Linle by little, other boys come along. The sound of the band culLs up the httle apprentices, and pretcy soon there is no more room for such a big CTowd of students. In the community's alleys, teaming up lI'ith tollTÍsts, or on the inclmed plan (the

ChTÍst the Redcemer and the Sugar Loaf. The Project of Childrcn 's percussion band has bem in existence for four years and demands [rom the boys much more than 101'e for samba and the pcrctl.'ision mstmments. In order to enable cwrybody to participa te, classes \('ere made amilable in the moming and aftemoon, anending abollt 50 sntdentl, u'ith ages hetll'een 8 lind 18. Many of these hoys are summoned to take parte 111 the Seio Clemente '5 Loyal Percussion Band, parading in Marquês de Sapucaí. To them, this is li dream come tnJe, In 2013, the Loyalll'lll receil'e abollt 25 students [rom the project, besides the boys who hove been involt'ed in it longer, Some are invited to join olher schooLs and camit'al block.l.

escolares. Para que todos pudessem participar, foram criadas turmas de manhã e à tarde, atendendo os cerca de 50 alunos, que têm entre 8 e 18 anos. Muitos desses meninos são convocados para participar da Fiel Bateria, da São Clemente, desfilando na Marquês de Sapucai. Para eles, essa é a realização de um sonho. Em 2013, a Fiel deve receber cerca de 25 alunos do projeto, além dos menino que já fazem parte há mais tempo. Alguns são convidados por outras escolas e blocos carnavalescos. A percussão ensina, pelo projeto, como é importante ter disciplina e força de vontade. Evitar que esses meninos se envolvam com as drogas e com o tráfico também é um dos principais objetivos do projeto. Outros tema como a gravidez na adolescência, doença exualmente transmissíveis e responsabilidades da vida adulta fazem parte das rodas de conversa com os instrutores do grupo. Para o mestre Caliquinho, os jovens da comunidade encontram barreiras devido suas origens, por isso uma profissão abre


POrtas, como foi para ele mesmo. "Eu era

PercI/SslOn teache,I, novo e já sabia tocar, queria muito participar kneu' hou to play, / rhrough th" />rajeet, hOt( da bateria da São Clemente, tentei algumas tl'antcJ hard 10 ]om São Important it is to /ult'e ( \'ezes e nunca desisti. Tocar instrumentos de discipline and tâllpo,réT. Clemenles PéTCUSSlon bi/lld, ICried some percussão fe: de mim a pessoa que sou hoje, To pre!'cnt thes e kids tlllles and net'er !?at'e nunca tive envolvimento com drogas e nem !rom I;etlillg int'o/t-ed I/p. PlaJ'ng perwssion tmh dn/gs and the Com o mau caminho, é isso que eu espero Instnllnent\ mad.: rraff;cking is also one para os meus alunos", desahatà. Ele de fila .. me lhe person Iam of the mam Ob]ecci,'es pela São Clemente desde 82, quando ainda toclll'V, I hat'C net'''r had of the />ro]ect. OtheT na barnga de sua mãe, grávida de 'ete meses, desfilou como baiana. Naquela época seu pai tocava reco-reco na bateria, despertando no filllO a paixão pela e 'cola e por instrumentos de percussão.

Logo se percebe a alegria de participar do projeto. Os meninos chegam com pressa para começar o ensaio. Surdos de primeira, 'egunda e terceira, caixa, repique, chocalho tamborim e cuíca s,io os ll1strumentos mais disp utados por eb. Renan Duarte Belo é estudante, tem 16 anos e está no projeto

theme,\ sl/eh as teenage pregnallcy, sexually transmitred dlseases (lnd respoTISibility in a,ú/lt !ife appear in the CITe/c: lalks Il'ith tht? illStnleton ofther;roup, To mast!'r Calcquinho,

the youngslers m

lhe communil\' face obstac/e:; dl/e io theiT origiTIS, t/uZ! is lchy a Profession uperu do ors , ll/st like it u'oTked Jor IlIm, '/u'as YOung and

COnt:,Lt Inch dru!(s and neWr dcrailed, thal IS li'/ult I expecc /rom lIly sWdenls ", he adllll lS . He Ms PIlTllded for São Clemente sinct' 82, uhen he U'as .\011 in his lIlotik"T S I('omb, St't'cn monlhs to go, she paraded as a sPinning ba ill na, In l/uH C/me my dad used to pwy the recCHeco in th.. band, inspiring /TI hlS\on th .. passlon for the IChool anti the pert'l/ssion iTlStTlonenL\.

~ o Projeto Davidson nao consegue largar 't drop lhe project

Davidson ean

J;Z Pedro no chocalho João Petro playing rattle J

I

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h _ _ ,

.

Renan Duarte é so al~grla no,

tamborim

. J'ust happmess for p ay Renan Duarte IS

mg'

tambourine


It is IInmetliatd~ nutlc~ah/c th~ j~y 111 takll1g parr 111 tht! projt'cr. The boys amle in a hurry 10 gd th~ reht'aTsal swrred. The surJos of fim, .\t'conJ anti third, snare dnl111, rePique, slwker,

•

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Jodo Pedro Marques says desde o início, toca repique, mas conta que t/uH h~ can play ali tht! sabe tocar outros instrumentos como caixa, ITLlrrumems 111 the bando surdo, entre outros. "Aqui a gente vê exemplos Th.. 16·,ear-olJ swdcn r de pe soas que já passaram pelo mau hm bt'e~ part of rhe proJect for thret' JeaTS. "1 caminho, então eu já tomo como exemplo likt' wkillg Pllrt in the de como não devo ser. O projeto não ensina Se/lOO!, fur hne lI'e lellrn somente tocar um instrumento, ensina sobre a a 10l. Aftt'r entcring tht! vida, gosto muito daqui, participar das aulas é tamhollnn~ and CUl W projt'ct 1can focus more are tht! most dt'SlTeJ anJ my perforrnance muito importante para mim", finaliza. ll1strumenlS among in tht' school imprOt'eJ a lor, ewnboJ, has them. Rman Duarte Bdo is a 16-war-o/d notlced. Úu'a; n:0 good João Pedro Marques conta que sabe tocar todos os instrumentos da bateria. O estudante to m~. I', hl! .'ia),s . swtÍenr anJ has hct'n 111 til" pTOJect Sl1lCt! de 16 anos participa do projeto há três. "Eu tht' bt'gll1nll1g, pln:>s Dat'iJson Fana> gosto de participar da escolinha, aqui a gente the rePique, bHt says Santos, 25 jean old, is aprende bastante. Meu preferido é o surd o chat he can play otht!r a memba of rh" Loya/ de terceira, é instrumento difícil, mas eu ll1scrumenrs, Sllch as, Pt'rcussion Band anel snare Jrums, mrdo, cann ot /et go of rlle consegui aprencler. Depois de entrar para o alllong othas. "Here project. "1/uH'e b.:en projeto eu consegui me concentrar mais e ti 'e can st't' eXlImples her~ Sll1ce the beginning meu desempenho na escola melhorou muito, of pt'oplt' thar /uH 'e and 1 a/ums come todos perceberam. Foi muito bom para mim", alrt'aJj been thTOugh • her~, besiJ~s fillll1g liP t!'Tong paths, 50 I gt!t c!te m:> tlmt' I also hdp tht! conta. t'xamplt' of tI'M t not to yOllngsters. 1 Iearnt'el Davidson Farias Santos tem 25 anos, faz do. The project teacht\ a ne\(l prof~ssion here, parte da Fiel Bateria e não consegue largar o IIS nOl only [O pia) an I hate knoll'blgt' of projeto. "Estou aqui desde o início e \'enho ll1Srrtllllent, bllf also Hlnous Illstrllments antÍ abollr lift', lli ke It hcre I can tl'ork in diflerent sempre, além de ocupar meu tempo ainda 1'1'0 mach, wkl1lg pare arcas of num e", he ajudo aos mais novos. Aqui aprendi uma i n lhe classes is t't'n SW 16 profissão, tenho conhecimento em diversos imporwnt to nw", ilt' instrumentos e posso trabalhar com diversas swres. áreas da música", comenta.

Caliquinho no comandada bateria mirim da São Clemente


Num universo tão masculino, 200 mulheres pegam seus instrumentos e vão batucar. Parece irreal, ma é assim que funciona na São Clemente. A ideia foi do presidente Renato Gomes e o projeto que, inicialmente, seria para 35 mulheres, tomou proporções seis vezes maiores. Com apenas cinco meses de ensaio, todas elas já estavam prontas para se apresentar em qualquer lugar. E convites não faltam. Quinze delas foram selecionadas para serem ritmistas da Fiel Bateria da São Clemente no carnaval 2013. Com início em abril de 2012, as vagas para participar do projeto estão esgotadas e a fila de espera só cresce. Médicas, enfermeiras, jornalistas, donas de casa, dentistas, corretoras de imóveis, estudantes, a variedade de profissões é tanta que elas deixam o orgulho falar mais alto e preferem ser conhecidas como a 200 Clementiana . Repique, tamborim, cuíca, caixa, chocalho, reco-reco, pandeiro e os surdos de primeira, segunda e terceira, são os principais instrumentos de uma bateria, e para as Clementianas não poderia ser diferente. Elas dominam essa arte com a graça e a leveza que só as mulheres têm. 20 I São Clemente - carnaval 2013

In such a lTtl~cuIine umt'me, 200 tl'omen grah rheir msmlment\ and Stllrt playmg. Ir is dreamIike, btH rha r is hOIl Ir tl'orks 111 Silo Clemente. T11e Idca came {rom president Renato Gomes and che projecc \I,hich, Inltially, IImdd sen'e 35 women, mcreased su times m nllmber. Wich only {ue monchs of rehearsals, all of chem lI'ere ready to perforrn anYllhere. And chey are nor shorc of Inlitarions. Fifceen of chem \I.'e'Te selecred co become peretmiomsts m São Clemenre's Loyal Band m che 2013 carnital. Srarring in April 2012, che t'aca ncies to joi n che proJect are finished and rhe wairing Une IS geccmg longer. Female doecors, nurses, jOllrrralists, ho(j.\etl'I\~, dentists, brokers, students, che \!ariel) of professions IS such, thac they lec cheir pnde speak louder and prefer to be known as che 200 Clemencianas.

RePique, rambmtrine, cu(ca, snare dmms,

shllker, reccruco, pandeiro anel che surdos of fim, second and chlrd, are che IlUlin Inscmments in a /'c'TL1mlOn band., and to che Clementianas It cOllld noc he differenc. They mascer this are U'lth the graee anel ligheness thac only \Iomen possesso Wich IlUlscery, che ouon presidem, Renato Gomes, passes on his knoo'ledge to che gtrls. Apare {rom bemg the prOJecl coordinacor he is alIO an InsmlCcor. He also counts wlch che mpporc of Mascers Caliquinho and Grlberto, of che Loyal PeTL1lSsion Band, and Dadd Alves, Lio Ribeiro, Sidnei Ribeiro, Rafael, Bnmo, wlthout leat1ng Ollt che femmine couch of che director of the Loyal Peret~sion Band., Reglna Gomes.

The techmque IS che same one passed on to che men m the official school's bando In São Clemente, the whistle is not parc of che method tlSed by the mllSicians. T11e comllUlnds are giten

Com maestria, o próprio presidente, Renato Gomes, passa sua sabedoria para as meninas. Além de coordenador do projeto é também in. truror. Conta ainda com o apoio dos Mestres Caliquinho e Gilberto, da Fiel Bateria, e David Alves, Léo Ribeiro, Sidnei Ribeiro, Rafael, Bruno, sem esquecer do toque feminino da diretora da Fiel, Regina Gomes. A técnica é a mesma passada aos homen da bateria oficial da escola. Na São Clemente, o apito não faz parte do método usado pelos instrumentistas. Os comandos são dados pelos diretores com as mãos, o que poderia ter sido uma dificuldade para essas mulheres, mas não foi. Elas já têm tantas em suas vidas pessoais que decidiram fazer daquele encontro mais uma revolução. Dilene de Oliveira conta que foi convidada por uma amiga que tinha acabado de conhecer o projeto. O convite foi feito a ela e mais três amigas, porém tiveram que ficar na fila de espera, pois o grupo já tinha as 200 Clementianas. Logo apareceram as vagas, ela conseguiu ingressar no grupo e hoje, suas novas amizades completam um circulo de 12 mulheres. Moradora do Méier, Dilene não


~. riu: dih\:ton' ~,.:.\l1lrnH!,

tdwr eOlllJ luH': hú:n d ,hfil,tdl, W rh':l': lIom,n, b1lt llt rhe enJ H 11<" no!. Th" alr.:aJ, hnt, ~o m<llri on" llt rh, • p.:·~onalll1 ô riU/r rh,.., d.:, J,d tu makt {htu ,!!{ldllT!11~

Ulll'

murL'

relUIlfllun.

perde um ensaio e desraca (l acolhimenru e forma de conduçüo dus instrutores na adaptação do .~rupo. "A forma de apresenração do projeto e dos instrumentos pdos instrutores Illl sempre de mant'ira especial. Hoje somos uma família e I'odt:mos contar umas com as outras em qualquer situaçàl1", di: orgulhosa.

Drl,n.: d, Oll! ma ~a'-\ rluH slL..~ U{1.'1 Inl dút t1't

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IIhu Iw,1 'H.lr ~ur tu knou rh.. pWWll Til, '111 irallon \1'11.1 llle,llt r tu h.:r <ln,1 rim:.: orh.:r ~·I.:n,k Huu.:\cr, rlt" luld to uwr llt Im.:, I"ClIlI.I,' rh, gruHI' ,rlr,ali) IUI,I 200 C/em.:nrlanm, Soon mh,r nlL'llllCil'S

OPr!th.!ll. .'lhe mutll'

Ir lltro rh.: ,ry'OIlP {/n,1 rudm, her lWu' parrn.:rl 1J1lIk" li mel.: of 12 uum,n Ll1l11g m ,"kln, Dil<'n<' dO<,jfl'r mi.Ii.\

lUl)'

~r<lre~

Sllnw Tnledo é jllfnalisra e Cllnseguiu aderir ao grupo um mês apús (1 inicio dos ensaills, (llnra que Ll~rupo é Cllmll uma familta para ela. "É mara\'ilhllso estar aqui, é uma opllrrunidade única aprender com uma pessoa que sabe tudo de chocalho. É uma alegria t'nrre mis, sall110S juntas, somos a família Clementianas e que \'ai ficar para sempre. Você quando entra num projeto desses Sl') tem. coi:-;a~ positivas, alegria~".

Tl'hÚIT\tlls anti

rllllr rh" pr':.I':nl<lrlOn

of riU! pTOJecr and oi rh" lllStnllllent\ I" rh.. lmll1lctor.1 ll"lb altllm m a sp.:cial nlllnn.:r. Toda, li': are (l i(lllllly and li, can COtll1 r on one llJlOrh.:r lJ1 am ~lrll<ltlOn ", .Ih,' prulldh ~wréS.

S011la Toldo 1.1 <I Jotmlllli~r anJ nllll1<1~ed tu JOll1 rh.:

,oroup on.: monrh ajúr rh" f,.:gtnnlJ1~

of rh.: r.:hearsals, shc says rhar riU! borOIlP i~ jusr likl' a J1rllllly to her. "Ir IS u'onJ.. rful hnl" Ir I~ a In"l"e OPp0rtulIlC> to

I,am [rum a p.:r~oll Il hu knOtrs .:renrhmg al'otU

11

~hak.:r.

I r i~ \I,ch jo! Jór U.\, Ul' hnng otU, li': are rhe ~llnil} C/emnwanas lmd Ir \lilllll~r for,'\ cr. \Xllen 'Oll enrn .llIch a pWJecr yOU onl) ger posirire rhmg.1 from Ir, hnpPmé.\I!".

•

5ãr Jt'r er'f call

d' di 1

21


Não é de hoje que a união faz a força. Desde o começo de outubro que o GRES São Clemente conhece o samba-enredo que irá cantar no desfile na Marquês de Sapucai em 20l3. A diretoria da escola decidiu juntar os melhores versos de cada composição finalista para representar a escola no enredo Horário Nobre, desenvolvido pelo carnavalesco Fábio Ricardo. Com a decisão, sete compositores se tornaram campeões do samba para o desfile do próximo carnaval no Sambódromo: Fábio Portugal, Floriano do Caranguejo, Gabrielzinho Poeta, Guguinha, Nelson Amatuzzi, Sacadura Cabral e Victor Alves. A junção feita pela diretoria agradou a eles e aos demais etores da São Clemente. Muitos destes nomes têm uma estrada vitoriosa como vencedores de sambasenredos. Nelson Amatuzzi, por exemplo, é um dos campeões do samba cantado pela São Clemente na Avenida em 2011. Para ele compor samba com um grupo grande, como foi o caso da composição que defendia com cinco parceiros, não é difícil. "Em uma semana criamos a base, depois vamos adaptando de acordo com o carnavalesco que 22 I São Clemente carnaval 20' 1

It Ms <1111'l1}'s veen noted tlUlr man) lumds nUlk~ lighl \I'ork, Since th.> heginnillg of OltOh"r GRES Selo Clemente IUl5 kn(X('1l th.> samba·rheme to be sung at the parade in Maryuês de Sapucai in 2013. Th.> direCtlon of the sehool dwded to p1ll togelher the best \'erscs from eaeh finalisr work to represent the .\Chool in th.> th.>me Prnne Time, del'doped by carnlral !lfoJum FábIO Ricardo.

With that elecislOn, selen .lOng-{17iters uere rhe II'lnners of the contelt t/uu ,selccteel the song that lI'ill he presented next camlwl in the Samhadrome: FábIO Portugal, Floriano do Caranguejo, Gahridvnho Poeta, Guguinha, Nelson Amawzzi, Sacadura CahTelI and Victor AII'es. Th.> mlXlng was made by the direwon anJ pleascd th.> \l7itm anJ the oth.>r seetars in São Clemente. Sel'eral, of [hose name.s hat'e \'lctOTlOUS careers as U'lnners of samba·themes. Nelson Amatllw, for examp/e,

one of the unters of Ih.> \('IJlnillg song for São Ckmente In 2011. To him, \lTlting samba songs U'I[h a hlg group, like lhe song h.> defended Uilh five partners, is not hard. "In one u-et'k's time tcC mate the base, afteTll'anls \l'e adapr it acconling to II'hat the camlt'al producer demands. He has frequent meetmgs \I'ith the (ontesrants to clear up douhts. One partner Il1cllldeS a I'erse, another Ih.> 15

mcloJy, another one makes a pOt'tic sU,f(gesrion anJ that IS how th.> fina l compositlOn I; hllllr. Th" mixing o[ GabriclZll1ho Poeta 'ssol1,~ ma,le the samba theme of Selo Clemente become prettier. Iam sure thar It \1'111 stir li/> th.> Awnue dUTlng the paraJe", Nehon Amatuw p01l1lers. Floriano Caranguejo 15 a [amous clwmeter in Niterói for Im restaurant, the Crab House, 111 the Xaritas /3eaeh , Ir is his fim year competing u-ith a song ar São Clemente, e\'e!l though his curriru/um in th.> samba \lorld is prelty rich. "I hat'e

faz constantes reuniões com os concorrentes para esclarecer as dúvidas. Um parceiro bota um verso, outro a melodia, mais um dá uma sugestão poética e assim vai se construindo a composição final. A junção com o samba do Gabrielzinho Poeta fez com que o samba enredo da São Clemente ficasse lindo. Tenho certeza que irá levantar a Avenida no desfile", avalia Nelson Amatuzzi. Floriano do Caranguejo é uma figura conhecida em Niterói pelo seu restaurante, o Casa do Caranguejo, na Praia das Xaritas. É o primeiro ano que Floriano disputa samba na São Clemente, apesar de seu currículo no mundo do samba ser enorme. "Já fui vencedor de samba-enredo da Viradouro por três vezes, inclusive venci este ano. A Viradouro irá, no próximo desfile, homenagear o Salgueiro e o samba-enredo que será cantado no desfile é o meu". Aos 60 anos de idade, Floriano fica orgulhoso ao lembrar que até sua filha Flávia, que é evangélica, atravessou a Ponte para vir apoiá-lo. "Meu filho, Felipe do Caranguejo, também me deu muita força nesta disputa", relembra. Victor Alves tem 29 anos. É músico, toca violão e cavaco. "Há alguns anos venho


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no C\ml de som da Sãu Ckmente - 2004, 2005,2001',2011 e 2012. Eswu tentando II campeon~\to de samha-enredll há hastante tempo, Lbde 2007. Gosto do pessoal daqui", explica. Fáhio Portugal está há quatro anos na São Ckmenre. "Canhei o samba em 2010 que foi cantadu na Avenida no carnaval d" ZOI!. Esta é a segunda ve: que sou campeão aqui na escola. Ouvir os componentes cantando nosso samha na Avenida é um momento único d" emoção para qualquer cllmpositllr. QuandLl a eS((l1a abraça o samba, seus componentes curtem a melodia, o ritmo e seu:.; wrsos, é algo indescritível! Este nosso samba é alegre, tenho certeza que todos irão curti-lo e cant;1-1o nos ensaios e na Avenida. Só quem vive esle mllmento é que pode descrevê-lu". Sacadura Cabral tem 51 anos. O nome foi dadu pclo pai português, que qui:.; homLnagear o conterrâneo Artur Sacadura Cabral, o primeiro pilotll de avião a atravess,u () ArlântlCll Sul de Portugal para o BrasIl. O nossu Sacadura Cabral é samhista e no primeiro ano que concorre pela SãLI Clemente tem seu :.;amha \'itorioso. "Já era parceiro du Flurianu do C aranguejo e (1 Guguinha

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Gu!;uinha, o mais nOI'll dtl grupo ,1llS 2) anl1S de ida,k tamhém é de iterúi, Esrudame de ,\dminisrração, chegou a Sãl) ClemenrL' no anil passado. "Dos parcL'lro, desrt' anl1, j,í Cllnhecia II Flori,\I111 do CaralH!UL'jll, ti: parcena Cl1m ele e tomos hicampL'I-'es na Viradouro, AqUI n.t São Clemente t,tmhém Sl1U hlcampl'<lo, Noú!timo carna\al n:nci ,'1\\ l'arn:ria l'lllll Ricardo Glles, Grei, Ser~inhll Machado, Mar,os Antunes, FM,V,lnl,\ e Flavlnho Sega I. Contrihuir Cllm a ~,il1 Clelllentt: estú senLh) mUltll hom, tenho certe:a qut? L',ta u1mplJ>ICãll sed um hL·ll1 samh,1 canradll na A\'enILb",

de engenh,lria na Lni\'ersi,lade do btadl1 do Rio de JanL'II'I> (UERJl continu.t rentandll \'estihul.tr, pois seu dt':';t'jo c la:er o curso de medi, ina. C;ahrielzinho Cllncorreu peb primeir,\ \1.': numa disputa de samh'1-el1lúll l. Nascido L' criado na Rua São Clemente, em !3otal\\!;o, IOl!lcamente como "não é nllm da caheça, nem doente do pé", .~INa de samha L' j,í ha\·ia desfibdo pela 'ãll Clemente, "Não [1L'n\<1\ a em disputar o samha da t'sCllla, Partlcip~wa de carnavab \'irtuai, em e'CllIa, virtuai, , i,sll me ti1zia ieli:", esclarece. "Decidi entrar na disputa do samha-enredo pela São Clemente sozinho, sem parceria, conCllrrel1do CLlIll 20 samba,. Che~uei ;i final. A e:.;c\)1a optou pela fusão los dois samhas finalistas, Achei que casou legal. na quaJm entre

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_....,.~_III


"Tlwnk '! JU L"n' M)' schoo/,s fI/I! ( haptlincss

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"Obrigado meu Deus/ Minha escola é só felicidade/ Vem comigo São Clemente" 211 11

Não foi só no Rio que Igor Sorriso conquÍ>tou o público. Com dedicação, tornou . se conhecido em várias cidades do Brasil COml) intérprete de agremiações em São Paulo, Guaratinguetá e Brasília, e ainda por participar do carnaval da Província de San Luis, na Argentina. Ele diz buscar inspiração em rodos os cantores das escolas. "Temo, que aprender com cada um Jeles, mas sem dúvida, meu grande ícone foi o Jamelão".

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Quando os quase quatro mil componentes da São Clemente ouvirem este "grito de guerra", abrindo o segundo dia dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, pode ter certeza, a voz Je Igor Sorriso irá contagiar e empolgar o público Ja Marquês de Sapucaí. Alegria e simpatia trazidas a reboque pelo sorriso largo são características que credenciam o intérprete oficial da São Clemente ao nome artístico de Igor Sorriso. De jeito discreto foi em 2003 que entrou pra valer no mundo do samba e chegou pra ficar. Seu começo foi com participaçõe, em eliminatórias Je sambas-enredos, que o fizeram ser convidado a assumir como intérprete oficial da escola de samba Mocidade Unida do Santa Marra, em Botafogo, o que lhe garante, atualmente aos 2S anos de idade, um currículo artístico.. musical com premiaçõe, que surpreendem antigos sambistas.

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Feli: com a carreira, 19or comenta sua trajetória na São Clemente: "Esrou desde 2006 como cantor Je apoio da São Clemente. Em 2010 fui convidado pela direção Ja escola para ser o intérprete oficial. Este desfile foi inesquecível para mim. Foi a minha estreia como cantor oficial na Sapucaí e também por termos Cllnquistado o título e o rerorno ao grupo elite do carnaval carioca".

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Em 2011, ao estrear na Sapucaí como intérprete no Grupo Especial, foi quando chegou a coroação por toda sua dedicação a ão Clemente. "Ganhei em 2011 o prêmio Estandarte de Ouro de Intérprete Revelação, também neste mesmo carnaval conquistei o Troféu Rádio Manchete e o Garo de Prata, do Programa Tico do Gato, também da Rádio Manchete". No carnaval de 2012, experimentou nova safra de premiações ao ganhar o, troféu" Tupi e do site Carnavalesco como melhor cantor da A\'enida, e no site Sidnei Resende foi premiado como o destaque da São Clemente.

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Igor Sorriso diz que a receita para tanto êxito pouca idade é simples: durante o ano ele ,,~ prepara com aulas de canto e exercícios físico>. Com a proximidade do carnaval ele procura descansar bastante." o dia Jo desfile procuro manter a tranquilidade porque é muita adrenalina a responsabilidade que irei enfrentar. Costumo me arrumar nos arredores do Sambódromo, pelo menos com duas horas de antecedência. Naqueles momentos a emoção é forte, por isto peço inspiração e energia a Deus". COIll


Horário Nobre Compositores: Fábio Portugal, Floriano do Caranguejo, Gabrie\únho Poeta, Gllgllinha, Nelson Amatuz:i, Sacadllra Cabral, Victor Alves.

In térprete: 19or Sorriso em adianta me ligar ag,lra Eu ~swu grudado na telJ Anti,ga história de amor Orgulhn da ,gente Ajeita a pnltmna, chegnu ... Sãu Clemente' No espdhll, a magia arrawss" gera\'i\es Está no ar " Il1lstica das grande, emllç,"lé' Coragem Irmãos, que a \'i,lgem Tem os dramas da \'ida que imita a arte A" lutas de um pO\'ll e suas bandeiras Amores e risos por rodas as partés

B~m lémhm a m~ seduzir A morena sensual Gabriela Flll!Osa Ti~ta ~ a doce Isaum Branca escra\'a, tãtl bela Em b(lle-hnle quem não viu~ Duna R~donda explodiu! Sél!Ura a p~ruca, Perpétua O,let~, ch~l!oU sua hora O Brasil pawu! Quem ll1atou~ Já \'ai terminar do jeito que ~u quis Vilão não t~m \'e:, final fdi:

Dance bem, dance mal, danc~ s~m parar Roque quer sambar. .. Não é hrinqu~do não Quero ouro, muito d~:, inshalá O astro na image m da televisão

Olha quem chegou, Sinhozinho Malta Viúva Porcina sambando i,!!ualmulata M i1hües de imortais também presentes Na tela da São Clemente

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Ne~te terceiro ano consecutivo que a São Clemente participa dos desfiles do Grupo Especial do carnaval carioca, a escola investe nas novidades e no aprimoramento de técnicas que possibilitem a conquista do campeonato em 2013. Usando elevada qualidade de matéria prima e investindo na contratação de mão de obra qualificada, a meta é transformar o enredo "Horário Nobre" em um verdadeiro espetáculo na Apoteose do Samba.

o carnavalesco Fábio Ricardo supervisiona todo o trabalho do barracão. Entre alegoria~ e adereços, ele marca em cima para que nada saia errado. O trabalho no barracão começa todo ano em ago -to e vai crescendo até que chegue o carnaval, com isso, a necessidade de mão de obra qualificada também cresce e o número de funcionários pode triplicar até a data do desfile. Costureiras, p1l1tore~, escultores, adereci~tas, montadores, todos trabalhando para montar o carnaval da São Clemente_ Dos desenhos surgem as fantasias, com seus coloridos exuberantes e riquezas de detalhes. Nas alegorias, cada brilho tem sua função para que a mensagem chegue luxuosa ao público. São meses de trabalho para retratar o enredo com fidelidade.


Tudo começa (Um Miro Freitas, ele é o responsável pela wmpra do, materiais . Para ele, o trabalho nào é tão difícil quanro parece. "Tudo é calculado com antecedência, basta ser organizado e saher o que é possíwl substituir sem prejudicar (l trabalho do carn'1\'ab,Cll. So é mais trabalhoso quando é algo diferente de material carna\·alesco, aí a busca se torna mais específica, mas é muito bom trahalhar com iss\)", expôe Freira". Dona Glória Cllnta que é muitl) gratificante trabalhar na Sã\) Clemente. Para ela, que já está nesta área hü 12 anos e na escola desde 2007, trabalhar com carna\·al é muito diferente. "O espectador nem ima.l!i na o tempo e todas as coisas que estão por tr3S do desfile. Nós começamos a costurar seis meses ante>. Muitas I't':es eu pego ainda no de>enho, façl) a modelagem, passo para o tecido, para a Cllstura. Ver a produção crescend\) e depois aquilo tudo na Avenida e muito bom", acrescenta Dona Glória.

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O chefe dos aderecistas de alegllria", Tia.L:o Martins, (()nra que o número de pessoas trabalhando com ele chega a 25 funcionárills na época do carnaval. "Nós adianramos rodo II trabalho ~[(lSSO para quandn chegar a t

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semana do desfile podermos dar atenção aos minimos detalhes. Cada ano que passa nosso trabalho é aprimorado e fica ainda maior", diz Thiago.

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Para Leandro, o "Pequeno da São Clemente", que trabalha para a escola há vinte anos, mas só há três é o responsável pela pinrura dos materiai das alas, é fundamental ter experiência e domínio do trabalho, Ué muito bom ver meu trabalho na A\'enida, algumas pe soas nem acreditam quando eu conto ou mostro minhas pinturas. Vejo meu trabalho como uma arte e busco sempre o aprimoramento", conta Leandro. Logo se percebe que um bloco de isopor de dois metros não dá para nada. Para produzir todas as suas alegorias a escola gasta em torno de 300 blocos do material. O trabalho é dividido entre três equipe, para o desen\'olvimento das peças gigantes. Mas isso não é suficiente, muitas etapas ainda precisam ser cumpridas para que a escultura esteja pronta. Jato de fibra, massa, pintura, adereços estão no processo artístico. Começando pelo protótipo, o escultor corta o isopor com atenção, e em quatro dias já está


proIHa lima linda fl!!ura col11linco metros de altura. Ao ser questiunadu sohre a dificuldade elo trahalhu, Rl1nildo ["cultura ne!!a ele primeira, wm uma punta de (lf!!ldho ,l(l mustrar sua ,Irte e ele sua equipe: "Fa:L'I" um.1 escultura n<iue ditkil, L; apenas trahalhusu, s;io muitos detalhes, prell'<lmos estar .]tl'IHos. Este ano e.,tá sendu ,linda mais !!ratificante puder rel'er os persona!!ens qUe' ),j pa"ar<l1l1 nas nOI-e!as que mdo ll1undo a"istiu, 0 muito hom", destaca Runddll.

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trahalhu n.) harrado Se!!ut' 'L'm 11llra par,1 terminar. SI') acaha Ljuando a ('S((lla p'IS.',1 pL'ia I\!arquê., dL' Sapucai. Muitos tlll1ciunál"lllS do harrac,]o ainda encontram t~iiL'l!o para desfilar L' defender a handeira S,]O CiL'meIHt'. E Lju,lndo a escula passa, al,lhuu' Ainda n,\ll, 0 hora de r~L'n.'ar !lU carnal'al du allll Se!!UIIHe ...

~----------~----~----~=------------------------------- --


(either 8 or 9 o'c/ock, it is always lO!).

legitimate green and yellolt' art, carnlm/llnd TV soap.

-Tira o telefone do gancho, a gente se vê depois da novela.

-Disconnect the phone, we meet after the soap.

-Não estou, não aceito convite, que ninguém fale com igo.

So, tag a/ung, follou me becmLle coday I am for .\uap: the OfJinion poli of São Clemente can not 5ral)

-I am not in, I take no invitations, nobody should talk to me.

nsrng heClUtSe it ne.'er t1!rns ojfl From soaI) to 50ap, in almose fifry yellTs, i[ lUIS heen said "sllence in ehe studio, Ui/:: are on!l. Notv, inseeud, it tl'ill be "make ,ome noise in ehe seudio, dance samba! le uil! be wonh watching Ir again."

(DAS 8

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AS 9,

É SEMPRE 10l ).

- Quero lagrimar, so rrir, torcer pelo par ro mântico, fe lizes para sem pre! No ar: novela e desfile de escola de samba, dois triunfos da brasilidade que rodam o mundo inteiro, como gloriosas narrativas artísticas e populares, rituais que constroem a identidade do povão brazuca: "Tamos" juntos e misturados, porque não importa quem seja - patroa ou empregada, vovô ou netinho; preto do asfalto, branco da comunidade; na taba indígena, do Oiapoque ao Chuí, todos nos procuramos e nos reconhecemos na mais legítima arte verde e amarela, carnaval e folhetim. Então vem comigo, me acompanha porque hoje eu sou novela: o ibope da São Clemente não para de crescer porque ela não desliga nunca! De folhetim em folhetim, há quase

30 I São Clemente - carnaval 2013

-I wanna weep, smile, root for the romantic couple, happily ever after!" On Im: TV SOll[J and samba schoo/ parade, W'U CrLltmphs of ,he Brazilwn spiTie that go aTound lhe tvho/e Ulorld, as glorious anJ popular J1alTaeil'es, rll1wLs tha[ Ite/p buikl lrp an identiry for ti,e I3ratilian people:

"We're" wgether and mingkd, becawe ie does noc matrer who yOl! are madam or maid, grandpa or sunny; black person from tlte suburb, whlle one fi·om a poor communily; m [he inrllgenulls eribe, from Orapoque to Chuí, we alllook for and recognize o1trseltles in [he most

It ha.1 an opemng, sldeeTllck action, main pior. The soar is a re/Jenoir€ or clichés,

because life a/ways repeats the are of rltis magic mirror: the pregnanL""j rrick, ehe hrcllny kid, the slljfering young u'oman uoho i5 alli'ays smiling, half of ehe cast tt'Orking in a fami/y business, and ar til<' bnnk of deaeh ehe smet is rt'lealed - ehe fastidlous rich tvoma n is in face someone '.1 /li eclt, ehe sruJ is a falry, the une wha seemed hone,t is in fact corrupto Ewrytlti ng goes, as long as ir has empaehy, it is catchy, ie succeeJ.s'

cinquenta anos, ouve-se "silêncio no estúdio, gravando". Pois agora vai ser "barulho no estúdio, sambando! Valerá a pena me ver de novo . Tem abertura, ações paralelas, história central. A trama nove lesca é um repertório de clichês, porque a vida sempre imita a arte deste espelho mágico: o golpe da barriga, a criança prodígio, a mocinha sofredora que vive sorrindo, metade do elenco trabalhando numa empresa familiar, e na beira da morte o segredo é revelado - a rica enjoada é teúda e manteúda, o bofe é tábua que leva prego, o tipo que parecia honesto é o maior corrupto. Vale tudo, desde que tenha empatia, pegue, emplaque! Tem estória de riqueza e pobreza, pode ser moderna e retratar o passado, pode er num tempo que ainda não existiu, ou um reino que jamais existirá; tem pescador do litoral ou vaqueiro do interior, gente do campo, da cidade, Arquétipos que não morrem, eternos que são em nossos corações: personagens que até acabam, mas não desaparecem nunca! Viva tantos conhecidos amigos que habitam a memória emocional tupiniquim, porque todos nós temos em nossas famílias, alguém


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Text b)' Milton Cunha, {rom an idea In, Roberto A/meida Gom~s

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Como será que termina~ O último capitulo é um fnsson nacional, a opinião púhlica mohili:ada com tod u 8rasil parado diante da televisão : \'ilão casti,gado (morre, enlouquece, se arrepende ou fuge) e cena de casamento do m\lcinho com a heroína (só podem ficar juntos no fina!). Todo hrasileiro tem um pouco de autor de dramalhão, até desconfia como termina, mas isso não tem a menor importância. As cenas da próxima nlwela mo tram que na se,gunda-feira começa tudo de novo, e não percam o primeiro capítulo.

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Ra\'engar tem caso com a Rainha Valentine! Gabriela nãu podia ter traído Seu Nachib; Ih, a Perpétua é Careca, Tida arrarK\lu-lhe a peruca; Natasha era uma \'ampira muiw gosto:;a, e Isaura, uma escrava que n,bceu branca. E pela última \'e:, quem mawu a pra,ga da Odete Roitman \lU o querido Salomão Hayala' É que sem um h\lm \'ilãll nào tem namoradinha do 8rasil que sohre\'i\'a, porque maldade e hondade S<lO irmãs gemea, (tip\l Rute e Raquel) deste universo \'emssímil, ainda que nele, a gorda Dona Redonda p\lSSa explodir e muita gente \'oltar da morte.

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É só dar uma olhadinha na barraca do camelô: não esqueça salto alto e meias de lurex para ir a discoteca, porque se o figurino da TV ganhou as ruas, é sinal de que a trama "vingou".

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Uma emoção plimplinizada na Sapucai, que hoje vira telinha de fábrica de sonhos: anunciando que Vêm aí mais um campeão de audiência, nossa escola de samba, o produto que mais fa: a cabeça do 8rasil. em credibilidade e legitimação, pois além de a 'sistir a gente repete que nem papagaio o bordão da novela que gruda que nem chiclete, donde se conclui que isso não é brinquedo, não: em todas as esquinas é "inshalá, muito ouro!" pra cá, "na chon" pra lá. To certo ou to errado' To podendo ... E quem fala, se veste, se penteia e se maquia igual aos habitantes deste mundo mágico (quase rea!), que lança moda transformando milhares de cidadãs em Jade ou Maya (dá-lhe lápis de olho e rímel para marcar os olhos) que vão expor seus corpos na Medina ou em Saramandaia Malta.

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que é a cara do personagem daquela l1lll'ela, como era mesmo o nome? Seja pelo carisma que despertou, por uma tirada cômica ou até pela maldade extrema, rudo termina bem, porque a gente vai sempre se ver por aqui.

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Se e para citar alguns, rápido \'em à caheça: 8rasil é um Bataclã, Sucupira é 8rasília e Odllrico Paraguassú mura no Congresso Naciunal! João Coragem ficou com qual das três Glória Menezes!

II

Somos os iilhos de Janete e Dias, sobrinhos de h-ani l Tomara Deus, o 8eato Salú e a Vênus Platinada, que nunca deixem de nascer os maravilhosos autores. Semeadores do sonho são criadores que democrati:am as questôes urgentes para o nosso povo (drogas, AID , trabalho infantil, coronelismo, refórma agrária, corrupção política, minorias, racismo etc.) e ajudam essa galera a compreender sua maravilhosa gênese de ser: tudo brasileiro noveleiro, cujas vidas são obras em aberto, assi m como as novelas.

Texto de Milton Cunha, a partir da ideia de Roberto Almeida Gomes


A soap opera live in sapucaí Há três anos como carnavalesco da São Clemente, Fábio Ricardo aposta nas cores para traduzir o enredo do carnaval 2013, Horário Nobre. Com passe li\Te da presidência para criar a sua maneira, a primeira atitude para o desenvolvimento do trabalho se deu com uma pesquisa de campo.

Thrce 'car- ,l.I thê , Imll ,,/ /'roJuc'cr of Süo Clêmcntc, Fühw Ricardo i'lll(c~ hl.l h,'l\ on t!tê colors to tmnskltê the 2013 carniwltheme, Prime TIJl1c, Wld\ fr<e pa~, [rum the sc/wol Jircltwl1 to creGte thmgs hl.\ "ay,

th" J,r~t ~lep to ,lct doi' .he I('ork Itllrl<J ti th a flckl r<5<arch. ViSltor> to Llr~o ,1\ lanoca, ~aara, Me1'cadâo de MaJl/Tclra, Botafogo B,ach ancl elt'l1 to rll': school\ mlrêhol/st', U,1'< ap/lToac-h<d hy him, Ir/W h",j

unh une 'l"êstlOn:

Frequentadores do Largo da Carioca, do Saara, do Mercadão de Madureira, da Praia de Botafogo e do próprio barracão da escola, foram alvos de seu questionamento, que tinha apenas uma pergunta: qual novela marcou a sua vida? As mais votadas seriam re\'eladas no desfile da escola na Marquês de Sapucaí. A partir daí as ideias foram fervilhando e fluindo movidas pelas lembranças das renomadas nm-e1as da televisão hrasileira. Ter acesso aos estúdios da Rede Globo de Televisão, às cidades cenográficas e ao acervo de figurinos, reforçou a criação do carna\'alesco, Todas as fanta~ias das 40 alas falam sobre as personagens mais marcantes das principais novelas exibidas na TV aberta, e promete fazer () púhlico daJar numa máquina do tempo ao reviver cada cena de sua novela fa\'orita, Ao lado de Fábio, Milton Cunha tem papel fundamental para a São Clemente. Animador Cultural da quadra, ele é a ponte que liga o conteúdo do samba e a comunidade.


C,lIltando O enredo, ele com'er,a com ,1 comunidade, possibilitando que de, ,é apropriem de cada detalhe que a e,wla \'ai tratar na A\'el1lda, "Eu interpreto cada per-;onagem no, ensaio, técnicos, É de"e Jeito que descubro wmo sedu:ir, cativar, animar o público, entregar masrig,ldo, Esse é o diferencial da São Clemente, um trabalho dramatúrgico que () pm'o daqui adora," Foi Miltnn quem desem'ol\'eu a Sll1l1pse do enredo ideali:ado pllr Roberto Almeida Gomes, Para ele, es,e tema tem e1e\'ada importância cultura\' pois as nowIas são, junto com carnaval e futebol, ul11a das três grande, vitrines pela:; quais o Brasil se mostra ao mundo, A São Clel11~nte abre (1 desfile da segunda-feira de carnava\, dia II de fevereiro de 2013, no Sambódromo da Avenida Marquês de Sapucaí. A escola apre,entará ,1 enredo Horário Nobre com:

-3.S00 componentes -40 alas divididas em 7 setores - 90 integrantes da Ala das Baianas -280 componentes na Bateria - IS integrantes na Comissão de Frente - 7 alegorias -S tripés

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setor

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Vale a pena ver de novo It is worth watching it agam Comissão de Frente: Espelho Mágico Main troupe: magic (Coreógrafo da Vieira)

Comis~ão

de Frente - Renato

mirror

1.\ lain Troupe l horcogra/,h('T

RItlUlI(

Vim)

Vamp: la Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira (Fabrício e Oenadir)

É só cair a noite que os vampiros aparecem! Eis que Vlad e Nasthasa fazem as pazes e hoje defendem nosso pavil hão! Vamp foi sucesso de público e crítica em 1992, levando para telinha uma história divertida que misturava rock e vampiros.

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o Beijo do Vampiro

la Ala - Telespectadores (1st Aisle Viewers)

Guardiôes do lo Casal de mestre-sala e portabandeira.

I a Ala - Telespectadores ( Ala Coreografada)

Para garantir e segurança de Vlad e Natasha, nossos guardiôes vêm da novela Beijo do Vampiro, que foi exibida em 2003 com uma temática divertida e politicamente correta, com vampiros que não mordiam idosos, ge tantes e pessoas com deficiência.

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O grande responsável pelo sucesso das novelas nesse tempo todo são o telespectadores que, com o passar do tempo, foram crescendo e se multiplicando: papai, mamãe, avós, filhinhos, titios, prim inhos, vizinhas, amigas! Todos, sem distinção de cor, raça, gênero ou classe social! Os telespectadores são um sucesso a cada folhetim!

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O sucesso dos fol hetins se deu por conta dos telespectadores, que sempre elevaram ou não os índices de audiência, apontando quai foram os grandes sucessos da teledramarurgia. Com o tempo, autores foram percebendo os costumes, gostos e o que realmente atraia a atenção do povo. Para homenageá-los, o tripé Laços de Família lembra um dos momentos únicos de un ião da família brasileira. Em rirual de comunhão, composto pelo singelo sofá, é o altar que faz com que a fam íl ia fique mais próxima da TV e das novelas. Não tem tempo ruim, sol ou chuva, é só ligar a TV, sentar no sofá que A No\·e1a da ão Clemente vai Começar!

2a Ala - Nouelezas (Ala das Baianas) Hoje as nossas baianas são as grandes mulheres que constroem o nosso carnaval. A nossa homenagem vai para as costureiras da São Clemente! Elas são as nossas "novelezas", as belezas que assistem às novelas. Se liguem na telinha!


ROTEIRO DO DESFILE - GU/DE DF THE PAlVIDE

10 Carro: Fábrica de Sonhos (Abre -Alas) O Abre-A las da São Clemente representa todo II encanto e magia da Fábrica de Sonhos, hoje conhecida como Projac, no Rio de Janeiro. É lá onde as escritas do autor viram realidade. Na Fábrica de Sonhos, por meio de satélites e antenas digitais, as novelas chegam na telinha do carioca, do mineiro, do paulista e na TV de outros países. Com a globali:ação e comercialização dos folhetins, as histórias chegam a mais de cinco continentes diferentes, levando o talento brasileiro a todo mundo.

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Na Fábrica de Sonhos também tem toda uma série de profissionais que ajudam a montar os cenários de beleza e magia. São câmeras, maquiadores, produtores, camareiras, seguranças, carpinteiflls, enfim, uma infinidade de profissionais destinados a imortalizar histórias na sua TV.

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Mistérios do interior Countryside mystery

3a Ala - Innãos Coragem A força, coragem e valentia de trê:; irmàos lutando contra a opressão em uma cidade do interior de Minas Gerais foi a tônica dessa novela de Dias Gomes e Marcílio Moares. Uma história que para nós clementianoli remete a nossa própria história, com os irmàos da São Clemente. Balão Inflável·Dona Redonda-Grupo Saramandaia

4a Ala - Cordel Encantado Romance, coragem e lutas no sertão brasileiro foi o tempero de um conto de fadas contemporâneo, narrado por literatura de cordel e ambientado no interior nordestino.

sa Ala - Roque Santeiro Após 17 anos, Luis Roque volta a Asa Branca e quebra a lenda de sua morte. Sua volta é tumultuada por diversos assuntos deixados antes de sua suposta morte. Com seu retorno. a pequena cidade de Asa Branca nunca mais foi a mesma ...

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F Ala - OBem Amado Povo de Sapucai e Sucupira' Eis o querido bem amado. Odorico Paraguaçu, pronto para inaugurar o grande e ardiloso cemitério de Sucupira! Quem quer morrer de alegria?

sa Ala - O Rei do Gado E eis que Bruno Berdinazzi Mezenga largou as fazendas em Guaxupé e veio com a São Clemente sambar. Deixou as amarguras da vida de lado e hoje veio laçar as boa, noras dos jurados!

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Doroteia é a mais velha, líder na Câmara de Vereadores da cidade. Dulcineia, a do meio, é seduzida pelo prefeito. E ]udiceia é a mais nova e mais espevitada. São três solteironas avessas a imoralidades - pelo menos em público, já que Odorico sempre aparece de noite para tomar um "licor de jenipapo".

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Quem nunca quis ter uma pipa presa no telhado para ver Gabriela pegar? Cena inesquecível do folhetim Gabriela.

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2° Carro: Tieta do Agreste E hoje a lua brilha mais alta, vista de dentro do oasis, nas dunas de Santana do Agreste. A Lua, tão serena e ao mesmo tempo tão atroz, nos traz a inspiração e a fertilidade feminina. A lua, que instiga e faz florescer os instintos


ROTEIRO DO DESFILE - GUIDE DF THE PARADE

sa Ala· Roque Santeiro

6" Ala· As Pipas de Gabriela

(S'" }liste Roque Santeiro)

(6'" }liste Gabrieta's Kires)

mais s~lvagen, e sua\'es da mulher. As cahritas uivam ~ ,1() alto surge ela, rt'vi,l;orada l' sensua l: é Tieta do Agresre, mais conhecida como CABRITA! Destaq ue central baixo - Fantasia: "Lobisomem" Composições - Fantasia: "Cabririnhas"

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11 a ala - Vale Tudo Pilantragem, mortes, roubos e corrupção. Essa foi a tônica de Vale Tudo. Ambientada no Rio de Janeiro, o folhetim revelava um Brasil que conhecíamos e não comentávamos. Quem não se lembra do mistério "quem matou Odete Roitman"?

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ga Ala - Pecado Capital A busca exacerbada pela grana e o que ela pode nos trazer de bom foram a tônica desse folhetim, reeditada em 1998. Hoje Carlão cata a mala com a grana e vem cair na folia.

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"Longo é o desejo do amador, querida ... " Quem não se lembra do leve balão flutuante, conduzido por um suposto ditador na abertura dessa trama?

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Quem será o próximo? Essa pergunta parou o Brasil em 1995. Todos faziam suas apostas em quem poderia ser o possivel assassino, e quem seria a próxima vítima. Instigando o espírito de detetive no brasileiro, essa novela de Silvio de Abreu tinha as gravações externas na Bexiga e na Mooca, em São Paulo ,

381 São Clemente - carnaval 2013

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12a Ala - Dancing Days (Ala Coreografada) "Dance bem, dance mal, dance sem parar... " Eis que a exuberante Julia hoje faz da Sapucaí a sua boate Dancing Days. Com muita sensualidade, mostra toda sua habilidade e requebrado.

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"Dance bem, dance mal, dance sem parar..." E hoje, a Sapucaí é a sua boate Dancing Days. Meias coloridas ao alto, pernas sen uais e o som descolado do DJ. Hoje é o samba da São Clemente. DJ da Pick·UP, Thiago Martins

Il a Ala -América A força de um sonho movido por mudar de vida para melhor em outro lugar, na América, foi a tônica dessa novela que mostrou a dura realidade de brasileiros que tentam ilegalmente romper as fronteiras sem o visto. Mais uma vez a novela fazendo o papel de no mostrar uma realidade que pouco comentamos e conhecemos.


ROTEIRO DO DESFILE - GUIDE DF THE PARADE 12 Th Aisle

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prédios, empreendimentos, moradias. E eis que surge um grande novo mundo de pedra. Grande trama de ]anete Clair é origina l de 1972, tendo um remake em 1986, com lima \'isão da cidade contemporânea, atualizada e urbana. Nossa alegoria mostra a agitação e a beleza, o contraste entre a cidade grande e a garra do leão. Destaque alto - Fantasia: "O Homem do Futuro" Semi-destaques: Fantasia: "Guerreiros Urbanos" Teatro - Fantasia: "Homens da cidade"

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14a Ala· Feijão Marcwilha "10 em 10 brasileiros preferem feijão!" E reforçando o que diz a música, a novela de Bráulio mostrou as trapaças de Eliana, Anselmo e seus amigos. Após o sucesso de Feijão Maravilha, a emissora Globo resolveu investi r em coméd ias no horário das 19 horas.

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Isa Ala· Dona Xepa ( Drag Queens) Nossa breve homenagem à querida Dona Xepa, hatalhadora e mãe! Aquela que sempre sonhou em dar tudo de melhor aos seus filhos, hoje é homenageada por nossas "xepas c1ementianas'"


ROTEIRO DO DESFILE - GUIDE DF THE PARADE

t'FAla - Crô (16Th Aisle Cambalacho)

16a Ala - Cambalacho Os camhalachos aplicados por Nan,í e Jeje t' a divertida Tinna Peper foram per,llnagens marcantes nessa trama, que popu lari:ou ,1 expressão "cambalacho" como sinônimo de trapaças e trambiqul's. Quer ler a sorte) Princesa de Tebas, por Raphaela Gomes (Princesa da Bateria) Assim que era chamada carinhosamente por Crô a filha de Tere:a Cristina em Fina E,tampa Rainha do Nilo, por Bruna Almeida (Rainha da Bateria) Apelido dado ú Tere:a Cristina, de Fina Estampa. por seu fiel e amigo, Cril.

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I 'F Ala - Crô (Fina Estampa): Bateria Congela! Hoje nllssa Bateria Fiel se livra de qualquer preconceito e ahraça a diversidade! H omena~eando aquele fiel companheiro de Tere:a Cristina, hoje a bateria da São Clemente não rem trescura rl

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Victor Valentin e Jack Lecler (Passistas Masculinos)

As rivalidades entre Ariclenes Almeida e André Spina, que vêm desde a infância, tornam-se mais acirradas quando os dois assumem a posrura de Jack Lecler e Victor Valentim! A história da novela foi levemente inspirada nos estilistas Denner e Clodovil!

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ROTEIRO DO DESFILE· GU/DE DF THE PARADE

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2(1' Ala· Brega e Chique (20"" Ais/e Tacky mui Sty/ish)

20" Ala - Brega e Chique Os opostos na sociedade ficaram mais e\'Ídenres nessa trama. A medição \:nrre o poder e pobre:a mostrou aos brasileiros que, independente do lado que nlcê esteja, hú como ser uma pessoa melhor. A husca pda melhoria. Nem sempre grana e poder represenram tudo.

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(2/ SI Ais/e lhe 'M:u 01 Genders)

4Th F/oat: What King am I?

2/ a Ala - Guerra dos Sexos A guerra jú começou!!' Iloje, mulheres l' homens estão do mesmo lado, Imando para, junto c,)m a São Clemente, alcançarmos as melhort's nlltas!

4° Carro: Que Rei Sou Eu? li]

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E do Inem tão] distanre rt'ino de Avilan, o reino t'm carm'ana hoje está na SapUGll. Nobres e vassalos hoje reunidos em prol do ideal amarelo e preto! Um reino cheio de partes que lembram nossa vida cotidiana. bobo manipulado pela Rainha, que era manipulada pelos seus ministros.

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Destaque central-Fantasia: "O Reino de Avilan" Semi-destaques - Fantasia: "Guardas da Corte" Composições - Fantasia: "As Cortesã.," Mi nistros do Rei no de Avilan

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Estrela Guia Guiding Star

22a Ala - Mandala A tentativa desesperada de Laio, de mudar um trágico destino escrito, é frustrada após alguns anos reencontrando seu filho, outrora visto nos búzios que o mesmo seria o seu assassino. É uma li~e adaptação do texto clássico de Sófocles, Edipo Rei.

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23a Ala -Alma Gêmea Uma história de amor e reencarnacão é apresentada ao público com uma história leve. O amor de Rafael e Luna transpõe o destino cruel traçado pelas maldades de Cristina e os dois terminam felizes e juntos.

24a Ala -A Viagem Grande folhetim que levou ao público do horário nobre o tema da vida pós-morte. As consequências para quem faz o mal e o bem na terra e como· segundo o espiritismo· somos acolhidos em um plano superior.

Tripé - Explode Coração Relembrando as caravanas ciganas, suas danças, festas, costumes e tradições, Explode Coração foi um grande sucesso por tratar desse tema ainda virgem na teledramartugia. Como esquecer a doce cigana Dara e o misterioso cigano 19or? Cigana Dara . Cigano 19or .

2Sa Ala - Explode

Coração

(Ala Coreografada) Muita sensualidade e beleza nas dancas ciganas apresentadas nessa novela de' grande sucesso, por abordar um tema até então desconhecido de muitos.

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Poderes sobrenaturais ou charlatanismo? Descubra seu futuro e o da São Clemente nas mãos do nosso Astro.

2 F Ala - Sétimo Sentido A paranormalidade da pacata e singela Luana Camará foi a receita de sucesso para essa novela de janete Clair, exibida em 82. Porém, as coisas aconteciam mesmo quando baixava em Luana o espírito da extrovertida, sensual e esfuziante Prisci la Capricce.

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Muita sensualidade na Sapucaí: nossas odaliscas, musas de O Clone, abrem alas para o mundo das arábias ... lnshalá!'!

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441 São Clemente· carnaval 2013


ROTEIRO DO DESFILE - GUIDE OF THE PARADE

2Sa Ala Explode Coração (25Th Aisle Let My Heart Blow)

24 a Ala -A Viagem (24 Th Aisle The Voyage)

23 a Ala -Alma Gêmea (23td Aisle Twin Souls)

SO Carro:

26 th Aisle

Caminho das índias

E em um piscar de olhos ... A índia é aqui! Raj, Maia completam o cenário de medalh as, brasões e Brama. Seu reino danca Bharata Naryam ao som do nosso samb,~' e em comemoracão ao nmso desfile E a mistura dos povos! G rande trama de Glliria Perez que abordou temas como casamentos arranjados e castidade. Hoje teremos um grande casamento Indian o na Avenida.

Destaque central - lran Chagas - Fantasia: "A Reencarnação de Sheeva" Composições - Fantasia: "Mística Índia" Grupo Teatral - Fantasia: "Casamento lndiano"

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Há Muito Tempo Atrás A Long Long Time Ago

The Carnation 31 Q Ala - Chocolate Com Pimenta and lhe Rose: (Gafieira) 2nd Couple 0/ Master 0/ Ceremonies and A disputa pelo poder na fábrica de chocolates nos le\'ou a 1920. em uma trama en\'olvente Flag-Bearer 1I1 nu \1, nl'[ld 'tu"n a T', "ru an di, .J1'p,ml

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29Q Ala - Estúpido Cupido "Oh, cupido vê se deixa em paz ... " Quem não se lembra da última novela em preto e branco! Eu não~ A tranquila cidade de Albuquerque Maria Tereza ganha o mundo como Miss Brasil e hoje é nosso destaque principal.

29th Aisle Stupid Cupid li,

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2° Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira:

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3/ a Ala - Chocolate Com Pimenta

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o Cravo e a Rosa:

Uma história de amor entre um grosseiro fazendeiro e uma dondoca mal humorada provocou nos brasileiros muita risada. Diversas trapalhadas criadas por esse casal que por fim acabaram juntos e felizes.

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Segui ndo o suce so de "Anos Dourados", o folhetim Bambolê trouxe para a casa dmi brasileiros uma história vivida na década de 50. Trazia em destaque o personagem Álvaro Galhardo e seu jogo de cintura, ao se recusar a viver em uma sociedade hipócrita e moralista.

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A saga dos imigrantes italianos e a disputa por terras em nossa pátria foram a rônica para um folhetim que juntou casos cotidianos de imigrantes com histórias de amor e luta.

33 Q Ala - Sinhá Moça A São Clemente convida Maria das Graças, grande abolicionista da época de 1887, e seu amor Rodolfo Garcia Fonte, para juntos celebrarmos a liberdade de expressão que é o nosso carnaval. Liberte seus instintos e caia na folia~

(Grupo Teatral de Dança)

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32 Ala - Terra Nostra

34 Ala - Minueto Escrava Isaura Irm,an

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e divertida. Destaque para os casais da cidade de Ventura, as mulheres com seus chanéis delineados e os rapazes engomados em seus ternos de linho.

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Deixando de lado a tristezas da vida sofrida, hoje escravos e damas se juntam e fazem um belo minueto para comemorar a liberdade de [saura e de todos na Avenida


ROTEIRO DO DESFILE - GU/DE DF THE PARADE

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30" Ala· Bambolê (30'" Aisle Hula Hoop)

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Abram as portas da fazenda, enfeitem o salão, preparem a comida e chamem rodos

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Nossa alegoria relembra o grande sucesso

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Escrm'a Isaura, que abordou o tema da libertação dos escravos com classe e tom crítico. Uma das novelas mais exportadas para

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pra Sapucaí: é dia de liberdade! lsaura foi libertada para cair no samba, requebrar e cantar com a família clementiana l

outros países, teve como intérprete da escrava branca a atriz Lucélia Santos.

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Composições - Fantasia "Figuras vivas retratadas por Debret"

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Por Amor For Love 3Sa Ala· Sangue e Areia Olé! Trama exibida em 1967, Sangue e Areia trazia o toureiro Miguel, que dividia ~eu amor por duas damas, Pilar e Dona Sol. Domando as diferenças, Miguel dá um "olé!" na dúvida e hoje cai no samba com a São Clemente!

36a Ala -A Moreninha Hoje ela pegou a barca de Paquetá X Rio de Janeiro e veio sambar! Carolina, menina aventureira e engajada socialmente pelos di reitos humanos, hoje é mais uma artista em nossa telinha de emoções!

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O visual de ltanhahém é o cenário das irmãs Ruth e Raquel, que lutam pelo amor de Marcos. Só que uma delas não o ama de verdade ... Quem sabe a verdade? Pergunte a Tonho da Lua, que hoje canta forte o samha c1ementiano! Destaq ue - Fantasia: "Areias do Tempo"

3'F Ala - Pedra Sobre Pedra ... E hoje as representantes da beleza do Grêmio Recreativo Esplendor aportaram na Sapucaí com a flor que nasce da árvore do até então falecido José Tadeu .

3tJCl Ala· Barriga de Aluguel Aluga-se uma Barriga! Dentre todos os temas já explorados, Barriga de Aluguel trazia um tema polêmico e diferente, que mobilizou a critica, o público e dividiu opiniões por todo pais.

39a Ala· O Salvador da Pátria E nessa festa não podia faltar o querido Sassá Mutema para completar nossa história! Nosso prefeito deixa as terras de Tangará e Ouro Verde, e traz pra Sapucaí toda sorte e carisma conquistado pelo povo!

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40a Ala· Avenida Brasil Um dos maiores sucessos da TV nos últimos tempos, contou uma história de vingança de contexto bem carioca suburbano. Hoje o povo do lixão vem fazer coro com nossa escola e reciclar as notas lO!

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3lPAla Batriga de Aluguel (38th Aisle \\tmb For Rent)

48 I São Clemente carnaval 2013


ROTEIRO DO DESFILE - GU/DE DF THE PARADE

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7th Float: Happy Ending

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37"Ala Sobre Pedra (3Tth Aisle Stone Ouer Stone)

(36th Aisle lhe Tanned One)

r' Carro: Final Feliz Não tem je ito! Final Je novela é que nem Copa do Mundo, feriado, evento nacional. Mobiliza e reúne milhões de pessoas na frente dessa tela de magia e encantamento. Todos querem assistir junto~ ao fim trágico do vilão, o casamento da mocinha e a vida de todos personagens se resolvendo. E hoje, nos~o

40th Aisle Brazil Al.Ienue

Final Feliz é a apoteose de emoção com todos esses personagens reunidos, cantando em uma só \'oz: "Olha quem chegou Sinhozinho Malta, Viú\'a Porcinha sambando igual mulata, outros imortais, também presentes, na tela da SÃO CLEME TE'"

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RENATO VIEIRA PROMETE GRANDE ESPEffÁCULO IDA COMISSÃO DE FRENTE Renato Vieira

The cracking of rhe fireworks announ(" rhe beginning of the parade, whether rhe public is in frOllt of rhelr TV, 01' in Sapttcaí, makes them feel thar pleasant anttcipatioll for \vhar is to come. The aadience ",anrs to be baffled - ohviou.s/y' - by rhe performance of rhe fim

The hiring of the choreographer Renato Vieira to conceive São Clemenre's Main Troupe slwws In advance rllOr rhe direerion of tlle school "is working hard" to present irs soap in Sapucaí. Renaw is a celebrated BraziUan choreographer, his swry in rhe samba wOTId accredirs

his (vork choreographing shows for [he infanrile and adulr thea ter, TV series and the opelling of mUSICais for the TV Due to [he success of his work he eamed coulltless aW(lrds and the recognitioll in Brazil and abroad.

"I stC/rted working Wirll carnimll11 Acadêmicos do Grande Rio. I (ms responsible for their school's main troupe for 10 years. In the lrut parade I dlOreugraphed the main troupe fTOm Mocidade I nde pendente de Padre MIguel", he scated. For Seio Clemente 's 2013 camlml Ite pronllSes to gil'c his Imaginaeion wings C/nJ offer the audienee and rl1e jurors a srttnlling entrance i11 the Samba Promenade. "Although, ctlrrendy the Main Troupe is an independent shoU', 1defend rhat ir is nor possible to

ahandon it~ characteristic of tradi tion, u,hich is to present the school and open the parade. Ir ml!Sr be connecred to rhe theme and, dming dle pcrfonnance, we are /.ikety to sllcceed if we are atrentit'e to the harmony leaders and the fim coHple of mas rer.oj.ceremon ies and til<' fiLlg.bearer", Renato explains.

The profcssional Talking about his debur ~_.. _~___ in rhe sehaol, Renaw said

rlUlr rhe congregation

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o estampid o dos fogos que anunciam o inicio d o desfile, estej a o público em frente a sua TV, estej a na Sapucai, provoca nele aquela agradável expectativa a respeito do que está por vir. A plateia quer ser impactada - óbvio! - já nas prim eiras alas que se apresentam. A conrratação do coreógrafo Renato Vieira para ideali zar a Comissão de Frente da São C lemente antecipa que a diretoria d a escola "vem com tud o" para colocar sua novela na Sapucai . Renato é um consagrado co reógrafo brasileiro, sua história no mund o do samba

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w him. "Sdo Clemenre

is a homeUke sc/wol, a school wirh boldness and rradirionally comroversial

themes. Undoubteclly, a samba .Ichool elear to the popu/ation ", he defines Iwppily. Choreographer, professor, artimc direcwr of the Dance Company which was named afrer him, among orher aTriseie activities he does rhroughott[ rhe year, Renato is distinguished by

hackground he bnngs, granted by tl1e StiCcessi\'e

maximllm grades achie('ed throughollt tl1e years U'orking U'itl\ this requisite, gives nora bility to the choT"ographer's genius, makes I\im a "ce/ebrity ". Despite his experience, Renato ret'eals: "Every time I enter the Avenue beOling the responsibility for the choreography of the Main Tr01IPe 1get ol'crwhelmed by emotion and re115ion, because in tha t momem we are representing our commtlniry which devotes tlte wl\Ole year to do [heir b"st for the IJerfonllallce il1 dte parade."

credencia seu rrabalho a ser mais uma vez um dos melhores da Passarela. Ao co nversar sobre sua estreia na escola, Renato falou que a agremiação sempre fo i querid a para ele. "A São Clemente é uma escola fa m iliar, uma esco la de ousadia e tradi cionalmente de enredos polêmicos. Sem d úvida uma escola de samba que rida da população", define feliz. Coreógrafo, professor, d iretor artístico da Companhia de Dança que tem o seu nome, entre ourras atividades artísticas que executa ao lo ngo do ano, Renato destaca-se coreografando espetáculos de teatro infantil e adulto, minisséri es e abertura de musica is para a TV. Pelo sucesso de seus trabalhos já conquistou inú meras premiações e o reconhecimento no Bras il e no exterior. "Cümecei a fazer carnaval na Acadêmicos do G rande Rio. Fui responsável pela comissão de frente da escola durante 10 anos. No último desfil e coreografei a comissão da Mocidade Independ ente de Padre Miguel", co menta. Para o ca rn aval da São Clemente em 2013 ele promete dar asas a sua criatividade e proporcionar ao púb lico e jurados uma belíssima entrada na Passarela do Samba. "Embora atualmente a Comissão de Frente seja um show à parte, defendo que não se pode abandonar sua caracteristica tradicional, que é apresentar a escola e abrir o desfile. Ela deve esta r ligada ao enredo e, durante a exibição, teremos êxito ao estarm os atentos aos dirigentes da harmonia e ao primeiro casal de mes tre-sala e porta-bandeira", explica Renato. A bagagem profiss io nal qu e traz, comprovada pelas sucessivas notas máximas ao longo de anos de atu ação neste quesito, notab lliza a geni alidade do coreógrafo, o faz "Celebridad e". Apesar da vivê ncia, Renato revela: "Tod a vez qu e entro na Avenida co mo respo nsável pela co reografia de um a Comissão de Frente sou to mado pela emoção e tensão, po is naquele momentO esta mos representando uma co munid ade que se dedica durante todo ano para faze r o melhor em sua exibição no desfil e ".


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CULTURAL CENTER SÃO CLEMENTE RESCUES THE SCHOOL'S HISTORY

dOlAmoU'n Sâo Clement~ keeps an archltl' to

presa! e the memory oj Canoca Camlml. FIa~, and trophll's allmded to the sehools, pnzes and

No centro do Rio de Janeiro a São Clemente mantém um acervo histórico para a memória do carnaval carioca. Bandeiras e troféus dos campeonatos conquistados pela escola, prêmios e fotos, galeria de pre identes, bandeiras de enredo, entre outros, estão em exposição permanente no Centro Cu ltural inaugurado em 27 de etembro de 2008, que também oferece atividades sociais, entre elas, aulas de cavaquinho, samba no pé e adereços para fantas ias.

o espaço possui três andares nos quais funcionam, no primeiro, um salão de eventos, no segundo, o acervo memorial da escola, e no terceiro um atelier onde são desenvolvidas fantasias de luxo para o de file da escola. Quando chega a época do carnaval, começam a ser feitas as ro upas de Mestre Sala, Porta Bandeira e da Ala das Baianas. Em mais de quatro anos de existência, o Centro Cultural já realizou parcerias com escolas infantis para deficientes aprendizes, recebe grupos de estudantes universitários

52

'iao Clemente carnaval 201 ,

photos, photo gallery of presldents, samba theme flags, among others, are 111 permanent exhibltion ar the Cultural Center Ilhleh u'QS inaugurated on 27 September 2008, and It also offas sonal actiwies, among l<'hICh, lessons of camqull1ho (a small gUltar), samba dancing and costllmes decoration. The facai t~ has thue floors on Ilhich are alwlable, on the fim, a hall for el'l'nts, on the second, the school '5 arehil'e and on the thlrd there is a u'orkshop Ilhere the IUXI/TlOUS costumes au produced for the sehool's parade. When camlt'al time comes, the costumes for the master-of ceremomes, flag·bearer and the sPinmng balQnas are produced. In over 4 years of existenee, the Cultural Center has already made partnershlps mth children sehools for the dlsabled apprentices, It

recelle.s lmll'erslty swdent seekl1lg for knouhou abollt camiml, forelgners u·ho ll'lsh to leam hOIl to dance samha and to get to knotl the struetl/Te and the methods applied by eaeh school. The courses cake plaee bet!!'een April anJ AUgHst of elery year. Any person can join m the classes, Lvhich contain 16 members at most.

The photo gallery sends the tisitor to the camlmls that took pla.:e m the 605, ti'hen São Clemente um fotmded lry !to da Rocha Gomes. Many other parades lIere recordcd hy the components of the Itlngs and the floats on the U'alls of the Cultural Center, A real CTlp through the biograph~ of São Clemente and of a city tlwt has eamlml rooted in its origllLS. A public edction spoiled the records of the sehool's hlltory before 1982, uhen lots of remembrances ,<'ere lost. Hou'eter, a baton, used by 110 to conduct the

musicians, um kept by his successors, thus becommg the olJest object in the São Clemente Cultural Center.

I~iiillll I

em busca de conhecimento sobre o carna\'al, estrangeiros que querem aprender a 'ambar e conhecer a estrutura e os métodos usados por uma escola de samba. Os cursos acontecem entre ab ril e agosto de cada ano. Qualquer pessoa pode participar das turmas que possuem, no máximo, 16 integrantes. A galeria de fotos remete o visita nte aos ca rnavais da década de 60, quando a São Clemente foi fundada por Ivo da Rocha Gomes. Muitos outros desfiles e tão registrados por integrantes das alas e das alegorias nas pa redes do Centro Cultural. Uma \'e rd adeira viagem pela biografia da São Clemente e de uma cidade que tem o carnaval incrustado em ua origem. Um despejo público prejudicou o registro anterior a 1982 da escola, qua ndo mu itas lembranças foram perdidas. Porém, uma batuta, usada por Ivo para reger os ritmistas, manteve-se sob o poder dos seus sucessores, to rnando-se então o mais antigo objeto do Centro Cultural São Clemente.


Viagens intl'rlucillna is realiz'\lLls para aprl'sentar \ 1 ca rna"a l da eSC\l1a estão registrad :\s em h\l mcna,gens recebidas. Paises como Ar,gentina, Peru , Israel e Alemanha ,\hriram suas I'\l rras P ;U:1 cunhecer o carn :\\'al da S:1\l C1emenre e para aprelllkrem o samha no pé, e1emenro de identidade genuin ;\mentl' hrasile iro .

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A historia carna\'alesca da escula se mistura com a hist\'lria do S:1U C lemente Futebol C lube, time que fui o propu lsor dessa paixã\l. Até hoje, as duas arres ca mi nham juntas tra:endo conquistas para a eSCllla e para () time, que co meço u no fim da década de 40. Durante uma visita é possi\'el \'er registros fotogrMi cos de Ljuandoll uniforme do time era a:u l e branco. Somente aplls um jogo do Fluminense (ti me du fundado r) contra o uruguaio Pcn haro l, na década de 50, passou a ter ama relo e preto como cores oficiais.

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Uma mti na entre a maioria das escolas de samha do Grupo Especial do carna\'al do Rio de Janeiro S:10 as "isitas de apresentação do samba enredo \·itorioso. Os encontrtls são etern izados cum placas cumemorati\'as , que tamb~m compôem o acen'u da ga leria do Centru C ultura l. A São C lemente guarda registr\ls de escola, C\lJl1 \l \1 Salgueiro, Uniã \l da Ilha d\l (J\lvernadm, Grand e Rio, Unidos da Tijuca, entre outros.

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Roberro Gomes é o res f1lll1sável pelo Centro C ultu ral São C lemente. Para ele é fundame ntal qu e tudo que seja rea li:ado no espaço seja ligado aos temas ca rna\'al ou futebo l. "Eu me sinro Cllmo um guardião da memória da São C lemente, cuido mu ito bem de tudo que esrá aq ui . O que queremos do nosso Centro C ultural é que tudo aq ui seja envolvido com o carna\'al, co m o desfile. Não te mos in tenção de direcionar nosso espaço para realização de cursos que não sejam neslia área", conclui Roberto.

O Centro Cultural São Clemente fica à Rua Mll ncorvo Fil ho, 56. Centro. Funciona de segunda à sexta-fei ra de 9h às 17h. Contato: Tel. : (21) 4101-4866.

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Rua Gago Coutinho,6-casa 11 Largo do Machado-RJ Phone 55-(21) 3511-3910 I 7824-3889 Site: http://ritmobrasileventos.com.br


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no semblante dns casais de me,tre-sala e porta-bandeira da escola. Fabricio e Denadir tormam II I" casal da a.gremiação, se,g uido de Anderson e Monique, qUe condu:em a 2,1

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Fabricio estreia na São Clemente neste carna\'al. Aos 32 anos de idade, ele tem uma longa história como mestre-sala, "Comecei a ser mestre-sala ainda menino, na escola mirim Inocentes da Caprichosos. De lá pra cá, não parei mais", explica ele, Fabrício conta que em sua chegada a São Clemente foi recebido com muita cortesia pelos componentes e diretores da escola, "Chego para literalmente me integrar a familia c1ementiana, Logo que toquei a mão da minha porta-handeira, Denadir, percebi que Íamos dar certo," Denadir também não esconde o otimismo ao falar da parceria com seu mestre-sala, "Ti\'emos um entrosamento perfeito em nossa dança", comenta com a experiência de qUem

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há 10 anos desfila como Pllrta-handeira, E acrescenta: " agora é só emoção para aguardar o momento mágico que iremos \'i\'er na Awnida", Andep.;on e Monique, 2' casal de lllestre-sala e porta-bal1lkira da agremiação, também são \'eteranos na arte de proteger a handei ra de uma escola, Na São Clemente há, pelo menos, l]uatTll anos têm esta funçãl), C I

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151


Na quadra as lendárias "tias" se esmeram nos ensaios para fazer a melhor exibição na Avenida. Para dona Inês, de 84 anos de idade, completados no último dia 15 de novembro, e para a mais jovem integrante da ala, que é a Tatiane, de apenas 27 anos, é grande a dedicação para atender ao comando de Seu Raul, diretor da ala e dos dirigentes da harmonia da escola. Nos primórdios do carnaval, a ala era formada por homens que se vestiam de baianas. Com o "disfarce", faziam a proteção dos componentes da escola para evi tar brigas. Essa prática mudou com o tempo, até que a regra baniu os homens da ala. Seu Raul que o diga. Este sergipano de 60 anos fica muito à vontade no comando das 90 mulheres do grupo. Ele conta que chegou ao Rio aos 16 de idade e que morou durante muito tempo em Botafogo, comunidade da São Clemente. "Além de mim na São Clemente, tem outras co-irmãs que têm homens na direção de suas alas das baianas". Para Seu Raul, o sucesso do trabalho é ter "jogo de cintura" e espírito de liderança no grupo.

581 São Clemente

carnaval2013

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"Desse jeito consigo passar a mensagem do enredo, a ideia da representação da ala no desfile. Tudo isto com respeito e carinho, pois com este tratamento de cumplicidade é que conseguimos atingir nosso objetivo maior que é o sucesso na Sapucai".


Apesar de estar na direção da ala há dois anos, a experiência e conhecimenro entre as integrantes já vem de há pelo menos oiro anos, anres Seu Raul era auxiliar neste trabalho. "Gosto do que faço, por isto faço com amor. A cada desfile é uma emoção, uma sensação nova. Existe uma responsabilidade e um compromisso grande. Ensaiamos para que tudo dê certo. Gosto de sair na Apoteose do Sambódromo com o sentimento do de\'er cumprido. É gratificante ver que tlIdo correu hem", finaliza Seu Raul.

Duna Maria Inês ~xplica que foi trabalhar em Cnpacabana e sempre la assistir aos ensaios da São Clemente. "Foi assim que re,nhi me candidatar para desfilar na ala das baianas da escola. Estou aqui com toda garra e dedicaçàll. Quando entro na Avenida e escutll llS aplausllS hate muita emoção. Sou haiana let.:itima du bairro da Liberdade, na Cidade Alta de Salvador, acredito que, por esta ra:ãll s~r inre,grante desta ala me dá um pra:er especial."

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Alice Maria de Araújo, por exemplo, maranhense de 56 anos, orgulha-se ao di:er que passou a maillr parte desses anllS desfilando na ala lias haianas da escola. "Suu São Clemente, sou a baiana que desfila há mais tempo nesta ala. Aliás, fui eu quem rrouxe meu marido Raul, atual diretor da ala das baianas, para a escola", re\'e!a cum alegria,

Dona Alice Cllnta que a cada ano t' uma emoção diierente. uÉ muito bom nllS empenharmos e nos dedicarmos para fa:er um desfik bllnitll. Tem ocasiôes que iiCll tão ale.l:rê que chorn e"cundidinho", confessa em tom de puro amor pela São Clemente. Duna Maria Inês é uma iigura anImada e dôcontraida. Do alto de seus 84 anos, di: que não tem "tempo ruim" para ir à quadra da escola. "Moro no bairro de São Cristó\'ào, praticamenre ao lado da quadra. Meu ern'lll\'Ímento com o samba começou indo assistir aos desfiles na Avenida, quando eu comprava o ingresso e ficava apreciandll principalmente as haianas das escolas", garante. Ela conta que a primeira escola que desfilou "foi a Viradouro, depllis pela Purte la , Mangueira, L'nião da !Iha e L nrdlls de Vila Isahel. sempre na ala das haianas. ml04l<1 paixão."

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Dayse Gomes, Gilberto Almeida. Raphaela Gomes, Thiago Almeida, Renato Almeida Gomes. Regina Almeida Gomes. Ricardo Almeida Gomes. Roberto Almeida Gomes, Bruna Almeida, Yasmim Gomes. Cândida Gomes, Amanda Gomes, Sueli ALIJes

PAIXAOQUE TRANSFORMA ATODOSNUMA GRANDE FAMÍLIA Passion that makes everyone part of a big happy family

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Década de 50, um time de futebol aguarda o ônibu alugado para ir a outro bairro jogar bola. Durante a espera, urge a vontade de batucar em alguma coisa. Não era um instrumento, mas o som dali tirado agradou a moçada. Com a proximidade do carnaval, os jogadores resolveram então criar um bloco. Nos primeiros anos o de file acontecia pela rua que dá nome à escola, São Clemente, em Botafogo, e se estendia por todo o bairro.

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Foi por essa postura que a maior herança cultural deixada por Ivo Gomes aos filhos foi justamente o amor pela escola. Sim, poderia ter sido diferente, mas de de seu falecimento em 1980, os três filhos homens assumiram a direção da escola, e logo depois sua filha, Regina, juntou-se aos irmãos. Su perando todas as adversidades desses 32 anos de convivio, conclui-se que o elemento fundamental para levar esse desafio ao suces o é a união de forças entre os irmãos.

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futebol e samba. Pra alguém que aprendeu as lições da vida mergulhado em glórias dessas duas fontes de prazer do nos o povo, a rigidez com que criou seus quatro filhos pode parecer desproporcional. Mas o rigor adicionado de amor preparam os indivíduos que do limão fazem a limonada que não amarga na boca. Lições ensinadas, lições aprendidas! Segurem seus bodes e cabras que os meus estão soltos para abrilhantar o carnaval carioca!

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Como não se emocionar com as memórias de infância que remetem aos campeonatos de 64 e 66 da São Clemente? E como esquecer a importância do futebol7 Craques sobre areia e sobre asfalto, os irmãos Gomes reviram o baú de memórias enquanto os olhos brilham em meio às lembranças. Desde sempre, o assunto


é diferente de wdn mundo, nós praticamos a nossa vida em função da agremiação. Aos nove anos meu pai me deu meu primeiro repique de aniversário e eu nunca mais larguei essa pai.xão, trabalhar com a bateria foi o caminho que segui e muitos dez vieram para a Fiel enquanto fui diretor. Agora eu bUSCCl a inovação para a São Clemente, estamos lutando para mostrar que nós estamos aqui e queremo~ ser visto~;", completa Renato.

principal da família, nos almoços de domingo, em qualquer encontro, ou nas festas de Natal, são os desafios, problemas e glórias da escola e do time de futebol. Saber amar em todas as áreas da São Clemente foi fundamental a Roberto, Ricardo, Regina e Renato. A mãe, Marina Almeida Gomes, que em 51 anos de São Clemente nunca desfilou, esteve sempre presente nos bastidores, dando o apoio que fosse necessário ao marido e aos filhos. Já na última década, rendeu- e ao amor de avó, e passou a frequentar a escola para ver os netos, uma delas é a Rainha de Bateria, Bruna Almeida.

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Roberto Gomes, o primogênito, recorda-se do pai ensinando que era preciso praticar esportes. E, para ele, isso foi fundamental na formação do caráter de toda a família. "Hoje nos orgulhamos por termos sido criados dentro desse ensinamento, nunca nos envolvemos com nada errado, sempre andamos no caminho correto e passamos isso para o nossos filhos. E é assim que gerimos a São Clemente, de cabeça erguida", destaca Roberto. Ricardo Gomes, o segundo filho, expresidente da São Clemente que ficou no cargo por 15 anos, conta que eles quiseram dar seguimento à paixão do pai. "A escola surgiu dentro da nossa casa, e vendo o nosso pai apaixonado por aquilo, não poderia ser diferente, a gente vivia a São Clemente e era impossível não se apaixonar tamhém. É involuntário e acabamos transmitindo esse amor aos nossos filhos. O que queremos é manter a bandeira da nossa escola de pé", conclui Ricardo.

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Regina Almeida, a única filha dessa família, há seis anos comanda os chocalhos da Fiel Bateria, à qual empresta seu toque feminino. "Desde criança eu vivo essa escola, nós já estávamos dentro. Aprendi a bordar com lantejoula, a fazer pompom, foi nldo muito natural, é como um filho para nós. Eu gosto muito de estar na bateria, porque além de ver a escola toda, eu estou ao lado da minha filha e da minha sobrinha, qualquer coisa sou eu quem ajuda. Tudo é sempre emocionante, até o momento da apuração nossos corações estão sempre acelerados", confidencia Regina. Há dez anos a São Clemente é presidida pelo caçula da família. Renato Gomes se emociona ao falar dos pais, já falecidos, e do amor herdado. "Essa escola está no sangue,

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A união entre os irmãos ,empre foi fundamental para a harmonia da família, da escola e do time de futebol. Atualmente, um acordo firmado rege a CClnvivência entre e1e~. Qualquer assunto relacionado à escola ou ao time de futebol não é mais abordados dentro de casa. Es. a t\)i a maneira encontrada por eles para profissionalizar o trabalho da São Clemente e evitar divergências fora do ambiente de trabalho. Eles têm CClmo lema, "brigas de irmão, nunca. São Clemente, sempre!" Se a São Clemente é a segunda casa, cada componente da agremiação é parte da família.


São Clemente inside the soul and on the skin A única representante dos moradores da zona sul do Rio no Grupo Especial tem uma torcida que transcende as comunidades de Botafogo, seu herço natal. A São Clemente - essa jovem cinquentona - está curtindo de montão por se tornar uma queridinha para gringos e brasileiros.

É comum encontrar componentes ou torcedores da agremiação que decidiram gravar para sempre o nome ou a logomarca da escola nu corpo.

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Para valorizar a tattou desses apaixonados, a escola tem uma página na internet especialmente dedicada a publicar as fotos enviadas. Visite o nosso site, confira e envie a sua (otLl.

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Olha só a galera que decidiu l)stentar tatuagens para homenagear a amarelo e preto da zona sul: tem a passista Amanda Gomes, a rainha de hateria Bruna Almeida, o diretor social Cláudio Ribeiro, Ana Nobre, Andrea Ludmila, Cleide Martins, Kátia Lepletier, Suelin Kneipp, Alexandre Almeida, os ritmistas Júlio César, Cláud io Filé e Andrea Chicanel.

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REVISTA OFICIAL DO GRES SÃO CLEMENTE· CARNAVAL 2013 OFHClAL jHAG4II\'E DF CRI" "ÃO CLEME~TE llrnúaJ (1 EXPEDIENTE! nDRK PLACE ElIll,:Ao I: PRll[)ll,:All, 'illJ,I:[)ITUR, PROJETO GRAFll 'O, Ili <\lJRAMAl:An II L'STRAÇ,J,l) REVISÃO,

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LEI DE INCENTIVO A CULTURA

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PREFEITURA

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