Skip to main content

Separata da Revista Rio Samba e Carnaval 1987

Page 1

OEM

•

10 EM HARMONIA 10 EM CONJUNTO •


-

SO

A

AS DO

-

• ~

o proprio nome ja e um dividendo.


Dezesseis escolas de• samba do primeiro • grupo prepararam, mals uma vez, 0 malOr espetiiculo da terra. A se desenrolar na passarela do samba - 0 jii celebre samb6dromo, palco monumental criado por Oscar Niemayer especial mente para a sua cidade maravilhosa. Nas duas mais longas, iluminadas e luxuosas noites do ano, as escolas cariocas do grupo I contarao 0 Brasil : seus canto res populares , artist as e escritores; 05 politicos e suas vas promessas; as elei~iies e a Constituinte: a miseria das crian~as abandonadas; a natureza brasileira; as raizes, 05 sonhos, as utopias e as reivindica~iies dos brasileiros. E, mais uma vez, por for~a do grande espetiiculo , 05 olhos do mundo , atraves das midias eletriinicas e dos jornais e revista s estarao testemunhando a nossa imensa vitali dade e extraordinaria resisten cia, manifesta no ato de cantar e sam bar. Todos juntos vivendo 05 enredos e cantando 05 sambas que as escolas realizam na passarela .

•


o brilho do ca rnaval carioca reflete, nos seus melhores momentos, 0 alto nrvel da tecnologia empregada pela Siemens na solucao dos ma is diversos problemas de iluminacao. No projeto luminotecnico do Samb6dromo, todos os

Siemens.

componentes do sistema, desde os transformadores, qu ad ros de comando, cabos eletricos ate as lumimlrias de rea cendimento instantaneo, tem a qualidade e tecnologia Siemens. E as lampadas de multivapores metalicos sao da Osram ,

I

parauma


empresa do grupo Siemens. Mas nao e s6 0 samba que a Siemens ilumina: 0 Maracana, 0 Aterro do Flamengo, o Aeroporto do Galeao, o Jockey Club sao alguns outros projetos onde a eficiencia e a confiabilidade dos equipamentos integra-

melhor

dos Siemens tambem estao brilhando. Siemens. Sempre ligada aos grandes momentos de emo<;ao, assegurando, Ii luz de sua tecnologia, uma contribui <;ao efetiva Ii seguran<;a e ao be m ~estar das pessoas.

de vida.


• o •

PIROUE II E GRILL

WAlfTA

Achurrasqueira eletrica de mesa, que com sellS ~"",,""IOS 9irat6rlos, grelha a came por iguaJ.

WALITADUO Possui dupla ftJ~: Espremedol'de frutas e oortador de legumes, wrduras e frutas.


em Reconhecimento a Qualidade

OURO PARA 0 OMELHORDO CARNAVAL87 Falioes, carnavalescos, empresArios, sambistas, passistas, artistas, promotores de festas e eventos, velhas e novas guardas, na passarela e nas arquibancadas , nas ruas au nos salOes, todos sao candidatos a PERSONALIDADE MUSTANG CARNAVAL 87.

Ha maisde urn mes, umjuri de

Belgica, confere a MUSTANG especialistas tern estado de olho a medalha de ouro. Uma distin~ao e tanto, ja que aberto e atento para todas aqueles que tern contribuido o Instituto e seus exigentes julgadores avaliam produtos das ativamente para 0 britho da mais diferentes categorias maior das nossas festas populares. procedentes dos mais diversos concurso palses. A marca MUSTANG, no caso, trouxe por duas vezes a PERSONALIDADE MUSTANG CARNAVAL 87¡ medalha de ouro para 0 Brasil, MELHOR DA RAyA,O palS que tern no samba e no MELHOR DO CARNAVAL carnaval produtos culturais que tambem valem ouro. vai buscar entre os Pois bern, MUSTANG, carnavalescos e fatioes ode melhor qualidade . "0 Melhor da Ra~a ' : associoupatrocinador do evento se este ano arevista Rio Samba e MUSTANG, uma rnaTca de e Carnaval para a sele~ao e cigarros que ostenta 0 titulo premiac;ao da de "0 Melhor da Ra<;a". PERSONALIDADE Exatamente porque vern se MUSTANG CARNAVAL 87, destacando pela qualidade . que vai receber a Medalha de Ja ha dais anos consecutivos, 0 Ouro MUSTANG. 0 vencedor rigoroso Institute Internacional sera ainda distinguido com urn diploma e ganhara urn video de Sele~ao de Qualidade, cassete. sediado em Bruxelas, na

o

o

o

No dta 5 de mar.;o. primeira QUinta-Ieira depots do Carnaval, a PERSONALIDADE MUSTANG DO CARNAVAL87 vai ser

anunciada e homenageada durante um coquetel


BBllZBlldo 0 chao cia psssa,elB lIem cheglUldo B T,Bdi{;ijo.

A o mals importame acontecimento da hist6ria alual das escolas de samba e urn faro recentissimo: 8

dissidencia que aconreceu na Portela, Quando 1. 100 componenres da Escola (inclusive 0 compositor J030 Nogueira) Bcompanhara m 0 filho do legendario Natal (fa Portela, Nezio do Nascimento, e com ale fund8tam 0 Grbmio Recrearivo e Escola de Samba T,ad~80. no dia 1 de oUlUbro de 1984. 0 cisma que rachou a Ponela toi resulrado de desenrendimenros amigos. os mesmos que j8 opunham figuras como Candeia e Paulinho da Vioki as diretnzes que 0 sucessor(JeNaral, Carlos TeixeiraM8rtins, 0 Carlinhos Maracantl, impnme J escola. Entre os rnais

de m17 componentes que seguiram Nezia estaO os outras Mhos de Natal fiJ e)(~o de um, Osnir Jose do Nascimento, que ficou na Portela), MBzinho,

oiliteia, OdaMia e Turaca e a nora de Natal, Wilma cia Porrela, uma das mals perfeilas porta¡bandeiras de todos os tempas. Alem de alas imeiras com enorme peso polizico OOm(o cia Portela, como a Jovem Flu, a Ra93 Rubro-Negra, a Almirame, do Donga, das Mulatas, Carmho$o, Clara Guerreira, Chova au Fat;D Sol (hoje Mistura Fina, na Tradk;80J e a ala do Dr. Clemente (que se chama agoralafl(:a Perfume), que se uansfen"ram inteirameme para a TradN;80. PaSSdram lambem a integrar a Tradk;80 alas que ainda permanecem na Portela, como a ala dCf fsrudame, ala do Campinho (Coroja, na Tradi9.fo) e Bons Amigos (Nos Somas Assim, na Tradir;AoJ. o que impressiona a garra e a fo(r;;a da nova fscola de Samba. Seu primeiro carf'8val foi em 85, quando desfilou no ultimo gropo - ent.fo /1-8, com 0 enredo Xingu, Phsaro Guerreiro. Sagrou-se campe.f, com notas maximas em todos os quesiros, e uma diferenr;;a de 18 pomos em relar:.fo 8 segunda classiliceda. Com essa c%car;Ao, ela subi!1 para 0 grupo II-A. onde desfilou no ana passado. ramMm na Avenida Rio Branco, com 0 enredo Rei Senhor, Rei Zumbi, Rei Nag6, eu tBmb6m estou aI, estou ai, sim senhor. Mais um campeonato. fa Tradit;.fo veio para a Sapucaf, segunda a desfifar, esre ana, sex tafeira, no gropo II. O'enredo e Sonhos de Natal, uma homenagem ao Pai Grande da Portela, rei de M adureira, comandante do samba, do logo e da valentia, como 0 qualifica 0 belfssimo $amba¡enredo de Jooo N ogueira e Paulo Cesar Pinheiro. Uma impressionente rrajeroria . dais campeonatos em dois camavais e ja se preparanda para levantar 0 terceiro, esle ana, na avenida. S8 talaconlecer a Tradk;80 sobe para 0 cob~ pflmeiro grupo. A ssistiremas, em tlO, na carnaval de 88, a uma brigs mir0/6gica, quando m 3e e Ii/ha, a velha Portela e a jovem Tradit;.fo, v30 vivero grandeconfronto, na dispu ta pelo primeiro lugar, pela direira de erguer a rar;;a de campeA.

e

Ochapeu do verao


SONHOS DE NATAL Autores: JOAO NOGUEIRA e PAULO CESAR PINHEIRO Puxador: KANOANDA Participa~iio: RUSSO

Vem chegando a Tradl(:ao Benzendo 0 chao da passarela E pra falar nos Sonhos de Natal Pedlmos licem;;a a nossa querida Ponela Entre Oswaldo Cruz e Madureira Ele p as sua bandeira E fez seu estado maior Senhor da fe e patrono da alegria Samba, jogo e valentia Comandou com um braco s6 BIS Com um bra,o s6 . Com um bra,o s6, ja dei tapa em vagabundo Oei a volta pelo mundo mas tambfim ja hz 0 bem Com urn brar;:o s6, vou viver a Vida inteira M andando em Madureifa e em outras lerras lambem Oh Natal Oh Natal que saudade Foram dezenove carnavais Toda cidade era felicidade Sonhos bonitos que ja nao voltam mais Vem e Guia seus filhos No derradeiro sonho do seu corar;:ao Volta pra avenida iluminada Mostra pra rapaziada que eaTradi9ao

o

BIS

Chegou, chegou mas s6 vem quem quer Quem sonhador, como a genre Chegou, chegou pra dizer no pe Respeitando os sonhos do senhor da fe

e

,

e


•

0

,

•

••

o

• •

•

• • o

•

•

••

••

o

.. •

• • • •• • • • • • • .0

• •• • • •

0 0

•

0

• • •

• •

•

·0

Acerveja muito mais

•


•

Este ano, 0 jufgamento do desf1le sofreu algumas modifica¢es. Para com~ar, pela primeira vez, a Riotur atribuiu a responsabi/idade da escolha dos jura dos, que sempre foi sua, as pr6prias escolas. atTaves da Uga Independente das Escolas de Samba. 0 corpo de jurados e formado par sessenta julgadores, sendo 40 efetivos e 20 reservas, 0 que corresponde a quatro jurados efetivos e dois de reserva para cada um dos dez quesitos. As nolas variam de cinco a dez e nao se pode dar zero (que serA transformado em cinco). As duas notas extremas tambem caem, permanecencio vafidas as restantes. Os crilerios e a expfica¢o, segundo 0 Manual dos Jufgadores da Riotur e da Liga, de cada quesito sao os seguintes:

- e 0 entrosamento enlre 0 ritmo (bateria), a melodia (canto) e a ciaf19a, observando-se a dislribui~ao dos componentes. 0 des/ize mais grave e 0 atravessamento, que pode manifestar·se na divergencia do canto, quando uma parfe.dos componentes canta um trecho do samba·enredo, e outTa, trechos diferenles; ou quando 0 ritmo da bateria nao mantido ou acompanhado pe/o andamento do canto.

e

SA TERIA - respons~vel pela marca9tio e pela cadencia do samba, do canto e da evo/U(}80, a bateria tem identidade pr6pria e /iberdade quanto ao ritmo e distribui9ao de instrumentos, 0 que lhe permite desenhos pr6prios, caraclerizando sua marca, seu estilo. Interessa avaliar e se efa cumpre com seu traba/ho de suslenta~ao e cadencia e nao 0 mimero de componentes, a fama da escola ou 0 visual que apresenla. •

DE FRENTE

-eumdoselemenlOs tradicionais da escola de samba. Sauda os assistentes em nome da escola e pede passagem. A Comissao pode ou nao ler vincula¢o

e'.

sant

picole


•

rom 0 enredo. Devem ser observadas a alitude - fonna gentil,

e/egante. coordenada e comunicativa com que seus integrantes cumprimentam 0 publico; e a indumentAria - a beleza. 0 apuro e 0 acabamento dos ligun'nos, bern como sua adequa¢o ao enredo. quando for 0 caso.

, ,

.'

,,

~

~U"" I' ,

'

•

I

EVOL Ut;A 0 - /rata·se do ponto alto do conjunto: a da(1fa

e os moviment05, ~ precise avaliar 0 vigor. a empolga98o, a vibra980, a agilidade. a precis8.o. a espontaneidade e a criatividade dos passistas e das alas. Nao pode haverclaros na pisla e a evoll)98.o, como ali~ 0 proprio nome indica, deve levar a esco/a sempre para a frente.

- ea visao geral do desfile da escoJa. 0 julgador deve avaliar a unidade e a seqiiencia do desfiie, constatando ainda as presen9as obrigatoria das alas das baianas e criaf~as, sem se preocupar com a anAlise minuciosa dos outros .quesitos, .que jA estao recebendo ju/gamentos especfflcos. A escola precisa se apresenlar coesa, mantendo um espa9amento 0 mais uniforme passIve! entre componenles, alas e alegan'as, evitando qualquer tipo de quebra do conjunto, os "buracos".

eles I,§m a honra de conduzir 0 simbolo maximo da agremia9ao, a bandeira, A fuTl9ao do mestre-sala cortejar a porta-t)and.eira durante toda a apresenta¢o, atraves de geslos e posturas eiegantes que demonstrem refer,§ncia sua dama. Os ma/abarismos e acrobacias nada tern a ver com a dall9a. 0 mestre-sala e a porta-bandeira nao sambam, mas executam um baifado, ao rilmo ao samba. que inclui uma imensa variedade de passos, giros. meias-vollas, torneados e mesuras.

e

a

ENREDO - e 0 tema oentral do desfile e a forma como a

escola desenvolve e trarysmile sua mensagem. atraves de elementos dramaticos, musicais e pJastico-visuais, A concept;ao do enredo deve

os

Oualidade Nestle em

,

FINOS DA NES I' F.


•

• •

•

•

•

-• • • •

•

• • • • • • • • • • •• • • • • • • • • • • • • • • • • •

•

•

• • • • • •

• • •

.•

•

• • • • • " . " ~ ........ • • •• • •• • • • • II

...

"

..

..

..

• •• • • . . ... . . . . . . . • • • • • .......... . . . ... • • "• • • • • • • " • • • • • • • ••

•

• • • • • • • • •• • • • ••

•• • • • • • • • •

.. , '" -..... ........ ... -. ..... ...... ... . . . ...-. . . --.. ..... . . . '" ........... • · .......

•

•

..

,

·• • • • ,

•

. ... . •• • • •• •. •" ..

"

•

"

••

• • • • • • • •

.. . . III

..

..

• • • • • • • • • • • •• • •• • • • •

• • •• •• • •

• •

• •, •, • • • , •• •• • • • • • • • • , , , • • •• •• • • • •• , • • • • • I , , , , • • • • • •• • • • • • • •• • • • • • • • , •• . • . • • .. • • • • , , ,-• " , • • • • , .,"," ", • • I, • • " " . , , . ," • • • •• I, , • ........... • '.(' • • •• • • • • • • •• .................. "' . • • • • • • • • • ....... ,.,. . . ... . . . . . . P·, ,,, •, • • • ......... • • • • • • • • • • •....... , • • • •• . " • • • • • , • • • •

,.

I: ,.

.... . ....

...

.... .. .... .

... .. .


ser apreciada levando-se em conta 0 tema e a originalidade. Deve ser criativo, inventivo e imaginoso, nao cabendo ao jurado qualquer aprecia¢o sobre 0 ineditismo do tema ou sobre a sua naciona/idade. Imporra saber t1 se a escota, ao Iongo da apresenta~ao e fazendo usa dos elementos de que disp6e - alas, fantasias, alegorias, e tudo 0 mais - conseguiu ou nao realizar 0 seu enredo.

•

- sao elementos desse quesftu~ passivel plasticos e ilustrativos do enredo. um me/h~r esclarecimento do tema. As formas das alegorias e adef890s devem necessariamenle ler uma significa~ao, traduzindo para 0 publico 0 conteudo do enredo. Devem ser analisadas a devida utiliza~ao e adequa~ao dos materiais na interpreta~ao dos tipos e partes do enreeJo. Devem ser julgados origina/idade e efeito.

•

o crit~rio mais importante neste quesito e 0 perleito entrosamento dos figurinos com 0 lema do enredo. Nao impor1ando material a ser usado, e sim, a criatividade, originalidade e gr89a. As fantasias devem facilitar os rnovimentos, em solu¢es figurativas, simbOlicas, realistas ou estilizadas. As fantasias de comissao de frente, mestre-sala, porta-bandeira, criaft9as, baleria e baianas podem ou nao estar vinculadas ao enredo. As fantasias devem retratar a epoca, se 0 enredo gira em tomo de acontecimentos hist6ricos.

SAMBA-ENREOO - ~ a iluslrafao po~lico-melOdica do enredo e s6 podera ser ava/iada durante 0 desfile. Sua letra se refere ao enreoo apresentado pela escola e n50 deve ser julgada como p89a erudita, mas como expressao de linguagem popular. Esquemas fixos de metrica e rima tamMm nao sao exigicJos. 0 imporrante obseNar a criatividade e a perleita adapta980 melodia, nao devendo 0 julgador levar em conta possiveis transgress6es gramatica, e sim estar atento as so/u¢es encontradas pelos compositores. 0 samba-enredo deve ter a necessaria hail/IOnia musical que faci/ite 0 canto e a evolu9aO, sem esfo~o dos componentes, facilitando a cadencia da bateria. A melodia devera ser avaliada em sua criatividade, riqueza e originalidade, nao se aceitando 0 plagio.

a

e

a


leite condensado


/ ./

AS ESCOLAS NAORDEM DODESFILE JACAREZINHO . DA TIJUCA ESTACIO CAPRICHOSOS SALGUEIRO BEIJA-FLOR IMPERATRIZ MANGUEIRA S.CLEMENTE PONTE

~ ~

CABUCU IMP£RIO VILA ILHA PORTELA MOCIDADE

Dentro de cada urn de nos mora urn jlliz. Quem nunca arriscou urn palpite para essa ou aquela escola, nao gosta de samba ou e doente do pe. Pois este espaco foi reservado para voce julgar soberanamente qual sera a escola de samba campea do Grupo I. Lembre-se, contudo, de que beleza nao pOe mesa. A conjugacao de belas fantasias, alegorlas e aderecos, em perfeita sintonia com 0 enredo e a evolucao harmonica da escola, embalada pelo seu

I

-


QUESITOS: NOTAS DE 1 A 10

<p

TOTAL

"t-

,

+ -' samba-enredo executado com maestria pela bateria, viio !he dar a no~iio do conjunto - esta ea linba que deve nortear seu veredicto final. Desatentos, muitos jllizes se confundem com um visual brilhante e, algumas vezes, esquecem, por exemplo, de um mestre-sala e porta-bandeira ou de uma comissao de frente> que representam a mais pura tradi~iio dos desfiles. Nao va cometer esse erro em seu julgamento! â&#x20AC;˘


UNIDOS 00 JACAREZINHO LUPICiNIO ROORIGUES A OOR OE COTOVELO

ocompositor galicho Lupicinio Rodrigues Ii 0

tema do carnaval-87 do Gremio Recreativo e Escola de Samba .Unidos do Jacarezinho. o en redo foi sugerido por outro grande compositor, Monarco da Portela, figura importantissima no Jacarezinho. o carnavalesco Flavio Tavares preparou um desfile que se desenvolve em quatro quadros: 0 inicio da carreira de Lupicinio, no Rio Grande do Sui , quando entao desfilam aspectos do viver galicho; a boemia com todo o seu sequito de situa,fies e figuras curiosas e fascinantes , entre elas os seresteiros, as dan,arinas , os gar,fies e ate a luz e as estrelas que ornamentam a noite ; dor de cotovelo , relembrando composi,fies famosas de Lupicinio, que cantava as dores de amor de forma genial; e os amigos e interpretes, quando desfilam, ao vivo ou em cita,fies , figuras importantes do nos so mundo artistico , como Francisco Alves e Orlando Silva, alem de cantores modernos, que regravaram Lupicinio , entre eles Caetano Veloso , Gal Costa e Paulinho da Viola.

III •••

tii • • • •

..... •· • • · '""...

. 11 •

•••

•

. -.' • I • •• •• ., • •, • • ,. ••• , • • • • ....


'G.R.E.S. UNIDOS DO JACAREZINHO

LUPICINIO RODRIGUES, A DOR DE COTOVELO Tema: Monarco Autores : Milton de Luna, Madeira. Bene do Feitico . Lucio Bacathau e J. Andrade Puxador: NonO

Entra, meu amor: fica II vontade Para homenagear ogrande artista e poeta popular Que se faz vestir De rosa e branco t por aqui a vida e obra de Lupi De bar em bar Ede amores em amores Teceu ca nCOes Efez da magoa uma fonte de lazer Semeando ao som de melodias Alegria e prazer Eis a Ii~o Haja cora~o Desafiando otempo e atravessando geraCOes Suas canr;oes VaG encantando Nos caban!s e saloes Uma legiao de sofredores Falando em desamor numa s6 voz Vira um mutirao de sonhadores Semeando flo res entre n6s Quem ontem chorou Hoje vai sorrir Lupiciniando Na Sapuca{

BIS

O.\NOA

VI~UI1'\

Alta, pura e lina


o

Acabe de vez com 0 desfile das baratas em sua casa. Use Matox.

netram no dispositive, comem a isca 13 dentre e saem com as heras contadas, Para "bter maior efideia, e recomendavel 0 usc simuldneo de oito ou mais dispositivos, nos locais onde elas costumam aparecer.

56 Matox possui "Amdro" Hidramethylnone, o mais eficaz ingrediente cientifico para matar baratas. Em busca de ali mento, as baratas pe-

NOvo

"'-"" ,.,,"

""" ~ EXT-..nIII

CYANAMID


, • CABE«;:'A LONGA

CABE«;:'A PEQUENA

...

.'

FlO DENTAL

Contem25m


•

IMPERIO OA TlJUCA VIVA 0 POVO BRASILEIRO •

°

A Imperio da Tijuca traz 0 enredo Viva Povo Brasileiro , baseado no livro homonimo do escritor Joao Ubaldo Ribeiro . A obra e rica e densa , um painel em que interage , atraves do tempo e das gera,5es , a mais variada gama de gente e de orixas; pretos; brancos; indios e mesti,os. Todos lutando por construir uma grande patria , onde haja dignidade , justi,a e liberdade. Numa popula,ao de centenas de personagens , destacam-se dois, cuja saga pessoal comp5e olio da narrativa . Patricio Macario, que era tenente, foi preso pela revolucionaria Maria da Fe , tornou se amante dela , converteu-se ao seu ideario de liberdade e [uta, iniciou-se nos sewedos dos orixas , lutou na Guerra do Paraquai , fez-se abolicionista e virou heroi republicano; e Maria da Fe, ou Dafe , mulata guerreira , descendente da bela escrava Veve e do despotico Barao de Pirapuama, que deflorou , engravidou e expulsou Veve . Tudo se passando na IIha de Itaparica, onde, ate hoje, as almas dos mortos continuam a vagar entre os vivos , sussurrando-Ihes as suas historias. No amplo painel do enredo, circulam holandeses , portugueses e caboclos: escravos e forros ; lendas e misterios; a cronica da Ijbertaria Irmandade da Casa da Farinha e sua luta contra os opressores do povo mantenedores da sociedade exploradora .

~ Minalba esaudavel pela propria natureza. Sem nenhum confete.. Minalba_ Aaua DUra do montanha.

---


G.R.E.S.E. IMPERIO DA TIJUCA

VIVA 0 POVO BRASILEIRO Autores: Pedrinho da Flor, Baster. Belandi. Marinho da Muda e Jo30 Quadrado Puxador: Darcy Giorno

/

I

Tudo que vamos contar veio de la de Itaparica IIha baiana on de viveu Pirapuama Eas personagens que ilustram essa trama Dale, Patrfcio Macario Ea mfstica ligura do cenario Ao passar pela Bahia as holandeses Deixaram geracOes , marcaram coracOes Etern mais a barao cruel, homem dominador Do monop6lio da baleia era senhor

0000000 0000000

BIS

No verde-esperanca dos olhos de Maria Luzia a Ie de um povo que sotria Com ele lutou pelo ideal De liberdade e justica social Ap6s a vit6ria, coberta de gl6ria Tomada de emocao, aprisiona a vencido Com a sua doCura nas grades do seu coracao No Paraguai , vit6ria geral , { Mas pro Macario desilusao total ) v' \>l iMItl'I~ Ressoam novamente as atabaques ) Agradecendo aos nossos orixas La se toi a general, tim da linha Hoje ainda existe a canastra A irmandade da casa da larinha Par tras desta alegria, a sombra de uma dar De urn povo hospitaleiro Viva n6s, viva n6s Viva a povo brasileiro

- ..

BIS

•

•

, •

•

• •

BISCOIiOS

Qualidade

-

• •

•

•

•

•

•

•

FINOS DA NESIi E,

em biscoito


.

,

.

-


\

\ ,ff. I

,0:. '.

\ .}

H.

I, "••

,,.'

., ••

",. f.

{

·,.':. I, ·,,..,,

..,;•

I

•

\

J

J

!•

,•

,,•

,, • •

I

mORAnGO

A bebida saudavel.

•


ESTAclO DE sA

oTI -TI-TI 00 SAPOTI

oenredo da ESlacio de Sa (ex-Sao Carlos) e

original: conta a hist6ria do sapoti , suas origens, como chegou ao Brasil, e como se espalhou pelo mundo, chegando aos Estados Unidos, onde virou chiclete . As duas carnavalescas do Estacio , Rosa Magalhaes e Licia Lacerda , gostam de trabalhar com temas inusitados e, com eles , sabem lazer grandes carnavais . 0 Estacio mostra 0 sapoti, tanto no sentido literal quanto no figurado (Angela Maria deslila, ja que tern 0 apelido de sapoti, inspirado na sua cor mulata). Ao abre-alas, que representa 0 Leao da Metro, seguem-se os cinco quadros do ewedo , - astecas, Portugal, Tailandia , India e Estados Unidos - mostrando a origem da Iruta, no Mexico , e seu percurso pelo mundo . As baianas do Estacio vern vestidas de Estatua da Liberdade . Urn show com mais de tres mil figurantes , estrelado pela negra e gostosa frutinha , que era a alegria da crianGada , nos quintais de antigamente.

â&#x20AC;˘


•

G.R.E.S. ESTAclO DE sA

oTlTITI DO SAPOTI

' •

Autores : Darcy do Nascimento. Djalma Branco . Dominguinhos do Est~cio Puxador: Dominguinhos do Est~cio

Que tititi e esse Que vem da Sapucaf Te! que tel danado Te! cheirando a sapoti

SIS

Saila no ceu a esperanl;O. ocheiro doce e 0 perfune vem no ar

Ole, ole, ole Vem de terra mexicana Mandei buscar pre! voce

(~l\NOA

VI~UIi\ Alta, pura e tina

Sacode pre! col her Do pe que eu quero ver Ate 0 dia amanhecer

SIS

D. Joao achou bom Depois que 0 sapoti saboreou Deu pre! Dona Leopoldina A Corte se empapu~ou Emandou rapidamente Espalhar no continente Ate 0 Oriente conheceu E hoje no quintal da vida sou crianl;O. Me de! que 0 sapoti e meu Isso virou tutti-frutti Tutti -mu Iti nacional Virou goma de mascar Roda pre! Ie! e pre! ce! Na boca do pessoal

SIS

•

•


A o

,

E carnaval. Pule, sam be, sorria. Curta toda a alegria destes 4 dias de folia do reinado de Momo. E, quando quarta-feira chegar, conhe~a o melhor da moda seguindo as tendencias internacionais, as principais griffes e marcas exclusivas da Mesbla. Uma delas vai fazer o seu estilo. E mais tudo para 0 lar e para 0 seu lazer. Siga 0 mapa da moda pra voce encontrar rapido tudo 0 que ha de melhor.

Rio SuI, Barra Shopping, Passeio (Centro), Tijuca, Meier e Niteroi.


â&#x20AC;˘ â&#x20AC;˘ Como nao poderia deixar de ser, os caminhaes Volkswagen foram mais uma vez convocados para puxar o samba na avenida e dar aquele show de desempenho e resistencia. Porque para desfilar na avenida e preciso muito f6lego, muita ginga e muita classe. E e claro que os caminhoes Volkswagen VaG repetir o sucesso dos anos anteriores no desfile das escolas de samba. Sucesso alias que eles repetem nas ruas, nas estradas e em qualquer trabalho que sao convocados.

QUALIDADE COMPROVADA. ATE NO SAMBA .


CAPRICHOSOS OE PILARES " EU PROM ETO " - AJOELHOU , TEM QUE REZAR

Fiel ao estilo satirico que vem caracterizando seus desfiles, as Caprichosos de Pilares abordam, neste carnaval , os politicos e suas promessas, de modo geral apenas da boca para fora, incitando 0 povo a cobrar deles os compromissos de campanha . Pois " quem se ajoelha, tem que rezar ". Mas, como sempre acontece em Pilares, 0 enredo eum ponto de partida para a critica e a satira asitua,ao brasileira . Desfilam os desaparecidos bois que t,lntas dores de cabe,a vem provocando . A sua procura , em bora as bois estejam a rodea-Ios, todos devidamente carimbados pel a UDR , Sarney e Funaro , vestidos de Sherlock Holmes. E esse 0 tom do des file Que aborda a democracia desde a Grecia, passa pela Revolu,ao Francesa e pela Independencia dos Estados Unidos , fatos da historia universal que influenciaram a nossa formaCao nacional: a Inconfidencia Mineira , a Confedera,ao do Equador, a Guerra dos Farrapos, a funda,ao do Partido Comunista, a dupla face de Vargas, que assegurou direitos aos Irabalhadores mas namorou firme 0 fascismo, A censura, a repressao policial, a Velha e a Nova Republica tambtim sao personagens do espetaculo. Nem mesmo a "esquerda festiva" escapa: esta num carro alegorico resolvendo os problemas brasileiros entre goles de uisque importado.


G.R.E.S. CAPRICHOSOS DE PILARES

AJOELHOU, TEM QUE REZAR .. . Autores : Evandro Boia. Naldo do Cavaco e Toninho 70 Puxador: Carlinhos de Pilares

â&#x20AC;˘ I

Estou cansado de ser enganado Papo furado e demagogia Nao VaG encher (0 que?) a minha barriga vazia Espero da constituinte Em minha mesa muito pao Uma poupanl;8. cheia de cruzados Eum carnaval com muita paz no cora~o Vou deitar, rolar, Pular feliz Essa ~ a vida BIS Que eu sempre quis

(~AN01\ VI~UIi\ Alta, pura e tina

Vamos, meu povo, Democracia ~ participar Vote, cante, grite t tempo de mudar Quem vive de promessa ~ Santo Eeu nao sou Santo, meu senhor Seu deputado, eu votei Eagora posso exigir, Quero ver voce cumprir Seu lero-Iero, bla , bla, bla Conversa mole isso af t papa pra boi dormir Ajoelhou , tem que rezar Nao quero mais viver de ilusao voce prometeu Agora vai ter que pagar Nao vai me deixar na mao

BIS

PILAo I

I


•

-

urn bate-papo com velhos e novos amigos e para acompanhar Piii.a Colada Bola de Neve, 0 coquetel de coco e abacaxi natural

o sol nos envolvendo, urn mergullio,

, •

Desde 1.575

•


Vista este I


ACADEMICDS DDSALGUBRD

E PDR QUE NAD?

oSalgueiro sempre loi uma escola atreviaa e

inovadora. Na decada de 60, loi do Salgueiro que partiu a ordem de rebeldia ao convencional dos desliies, lan"ando-se a escola em ousadias esteticas que atli hoje alimentam discussiies. Este ano 0 SalQueiro vem com 0 tema E Pur que Nio?, dos carnavalescos Renato Lage e Lilian Rabelo, um enredo critico, mas com mensagem otimista, segundo os criadores. A idliia e colocar perguntas aparentemente absurdas e propor solu.,oes aparentemente impossiveis. Por exemplo : ja pen sou 0 Brasil emprestando cruzados aos Estados Unidos? Ese , ao inves de usinas nucleares, lossem construidas usinas de saude? Por que nao dar um peda~o de terra a cada lavrador? Um dos carros alegoricos mostra a ' 'maquina da transforma~30 ", que constroi, em vez de destruir, e faz dos sonhos, realidades o FMI , 0 Governo, os gestores da politica economica est30 no desfile. Mas a pomba da paz tambem . Eo Salgueiro quer deixar clara , atraves do seu carnaval, uma mensagem : Ii preciso que 0 povo saia do imobilismo e va aluta.


G.R.E.S. ACADEMICOS DO SAlGUEIRO

E POR QUE NAG? Autores: Didi , Bala . Cezar Veneno Puxador: Rixxa

Se um dia 0 mundo acordar (e vai acordar) Vera, vera, vera Uma IUl brilhando no horilonte Evai se transtormar Vera que tudo pode acontecer Sorrir, sem nunca precisar chorar Virar ... um passarinho Etaler no Mundo, e por que nao , Um belo ninho (~ANOA

Venham ter telicidade Salgueirando a humanidade

BIS

Amanha Eraio de luz agora Vai a luta o que deve ser teu sera

BIS

ochapeu de palha

Querere Suor no rosto E um chao para viver

oparafso esta na terra ~

por que nao acreditar Eacabar com as guerras Evamos viver de amar

BIS


Antes de pular o camaval, de um pulo na Mesbla para conhecer as novidades Ika exclusivas da Mesbla. Embarqueno camaval87 com a Ika. Esta alegria nao termina na quarta-feira.

A mala brasileira de classe Exclusividade Mesb/


BEIJA-FLDR DE NILDPDLlS AS MAGICAS LUZES DA RIBALTA

oenredo da Beila -Flor homenageia 0 teatro,

universal e brasileiro, mostrando-o desde as suas origens. 0 carnavalesco da escola , 0 lamoso cen6gralo Joaozinho Trinta , organizou um carnavalluxuosissimo e preparou muito bem os mais de quatro mil compone ntes para a garantia do brilho na apresentaGao de um tema especialmente grato ao carnavalesco: Joaozinho loi bailarino e core6gralo do leatro Municipal do Rio de Janeiro, lamosa casa de espelaculo que estara magnilicamente represen tada e homenageada na passarela do s<jmba. o carnaval87 da Beija-Flor comeGa na India, que seria a pat ria original do teatro. Passa pela Grticia; pelo tealro ingles de Shakespeare ; pelos palcos Iranceses cliissicos e populares ; pela Commedia Dell' Arte e 0 teatro veneziano . No Brasil, Joaozinho comeGa a con tar 0 teatro desde 0 tempo em que os jesuitas , em particular 0 Padre Anchieta , laziam a catequese religiosa dos indios, usando recursos de teatralizaGao. Estarao tambem presentes na passarela da Beija -Flor 0 teatro inlantil e de marionetes; 0 circo , 0 teatro de revista , Charles Chaplin , 0 ramose Carlitos , mestre na arte de represen tar e, evidentemente, 0 carnaval, 0 maior teatro em palco aberto do mundo.

A Estrela entra bloco para brincar em que todo volta a ser

: 365 dias


G.R.E.S. BEIJA¡FLOR DE NIL6pOLIS

AS MAGICAS LUZES DA RIBALTA Autores : Mazinho e Gilson Dr. Puxador: Neguinho da Beija¡Flor

Ao descerrar a cortina opalco se ilumina Tudo e brilho, luz e cor Mergulhei na poesia Drama, riso e fantasia Num cenelrio multicor Surgiu de uma era distante Esta arte fascinante Que 0 mundo inteiro deslumbrou Com en canto e magia oteatro irradia A mais pura emocao

(~ilNOi\ Alta, pura e .

E, hoje, esta beleza infinita Acontece na Avenida Ea minha escola a sensacao (E lei no ceu) E lei no ceu Uma estrela brilhou Anunciando a alegria Que a passarela contagia Com beleza e esplendor

SIS

(Para que chorar) Para que chorar oque pas sou Lamentar perdidas ilusoes omeu povo vibra Cheio de euforia Extasiando os coraQCles

SIS

da


IMPERATRIZ lEOPOlOINENSE ESTRElA OAlVA Dalva de Oliveira , a Estrela Dalva aa Musica Popular Brasileira , interprete extraordinaria , dona de um repertorio maravilhoso, e a grande homenageada no enredo da Imperatriz Leopoldinense. Pela quinta vez , Arlindo Rodrigues prepara 0 carnaval da Imperatriz , sempre partindo de temas simples , mas que ele translorma em espetaculos incriveis. A biogralia de Dalva sera lembrada, desde 0 nascimento em Rio Pardo, Sao Paulo, ate quando gravou sua ultima cancao, Bandeira Branca . de Max Nunes e Laercio Alves , um classico . A vida de Dalva ; a epoca em que viveu, com seus cassinos , teatros de revista ; 0 esplendor da Lapa bmimia e carioca; os amigos ; os compositores ; 0 lamoso Trio de Duro, que tormava com Herivelto Martins (que toi seu marido) e Nilo Chagas ; a epoca dourada do radio ; os circos onde Dalva gostava de se apresentar; os lilmes de que participou . Alguns dos seus sucessos estao citados no enredo, ou sao temas de carros alegoricos . Entre eles , " Ave -Maria no Morro", de Herivelto Martins; " Minueto", de Herivelto e Benedito Lacerda ; "Zum-Zum ", de Fernando Lobo e Paulo Soledade ; e " Estrela do Mar ", de Marino Pinto e Paulo Soledade. Arlindo Rodrigues preparou um carnavalluxuoso tirando partido do fato da escola destilar em plena Iuz do dia.


G.R.E.S.IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE

ESTRELA DALVA Aulores: Ze Calimba, Guga , Nillinho Trisleza e Bil Amizade Puxador: Alexandre da Imperalriz

ZUM ZUM ZUM ... A BATERIA ZUM ZUM ZUM ... EHARMONIA Hoje ~ dia de festa BIS Hoje ~ dia de folia Oh I Saudade, 0 0 Hoje voc~ ~ carnaval No palco do amor, oteu papel ~ 0 esplendor, 0 0 A Estrela Dalva brilha, Eilumina 0 meu sonhar Ea luz, ~ a poesia Ea vontade de cantar

VI~UI1\ Alta , pura e lina

La la la lau~ Ecarnaval, vou me perder La la 1<1 lau~ Vem , meu amor, quero voc~ Bandeira Branca Meu amor, eu pe~o paz Vamos sambar, BIS Viver feliz e nada mais


Deixe de preocupacOes. Sinta-se Fresha. Com Fresha, o prazer do p6s-banho dura muito mais. Voce pode sollar suas emocOes, com toda a liberdade de movimentos da mulher. Experimente com Fresha a aJegria e 0 frescor de urn novo dia. A cor da vida. Sao tres irresistiveis fragrancias para voce sollar suas emocOes e seu charme. Fresha. A Colonia p6s-banho que refresca muito mais.

~ntc colonl'

.... uso 8po$ 0 b.rN ' Iornl

.,

mo~


I

'.

,• , ~

•

,

)

., -


DE MANGUEIRA

" D REIND DAS PALAVRAS " - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

Uma das maiores liguras vivas da literatura brasileira - 0 poeta Carlos Drummond de Andrade - eo enredo da Mangueira para este ano. 0 carnavalesco Julio de Mattos organizou 0 deslile a partir de versos e de poemas de Drummond, bem como de cita,oes de cronicas. Um trabalho e tanto, iii que 0 homenageado e um escritor e intelectual militante ha muitas decadas (Drummond tem mais de 80 anos). 0 que a Mangueira vai fazer e contar 0 Brasil e 0 homem brasileiro, a partir da poesia e da prosa drummoniana; e da biogralia do proprio poela . Assim e que Minas Gerais, a terra natal de Drummond, deslila na passarela. com seu rico lolclore, arte e costumes; tambem 0 carnaval do Rio Antigo; as carrancas do rio Sao Francisco ; as lazendas do nos so mundo rural; a natureza brasileira. E ainda os v60s romanticos, as utopias e a universalidade do poeta que , a partir da rua da cldade Mineira de Itabira, onde nasceu. volta os olhos para 0 vasto mundo e para 0 universo . •

•

•

ANOS DA NES .. E,

•

Qualidade Nestle em biscoito •


G.R.E.S. ESTACAo PRIMEIRA

DE MANGUEIRA

o REINO OAS PALAVRAS Aulores: Rody. Verinha. Bira do Ponlo Puxador: Jamelao

Mangueira De maos dadas com a poesia Traz para os brar;os do povo Este poeta genial Carlos Drummond de Andrade Suas obras sao palavras De urn reino de verdade Itabira Em seus versos ele tanto exaltou Com amor Eis a( a verde e rosa SIS Cantando em verso e prosa oque ao poeta inspirou

t Don Quixote, 0 t Z~ Pereira t Charlie Chaplin

SIS

No embalo da Mangueira Olha as carrancas Do Rio Sao Francisco Rema, rema, remador Primavera vern chegando Inspirando amor orio toma forma de sambista Como 0 artista imaginou Na ilusao de urn sonho Achei oelefante que eu Imaginei

SIS

CANOA Alta, pura e tina


I

â&#x20AC;¢


sAo CLEMENTE CAPITAES DD ASFALTD L....._ _ _;;;:

A cnan,a abandonada Ii 0 tema que a sao Clemente desenvolve, com 0 enredo Capitaes do Aslalto . Com isso. a escola prossegue na linha de temas urbanos e polemicos . A escola la inicia a apresenta,ao de lorma instigante: com crian,as vestldas com 0 unllorrne do antigo SAM, sob 0 comando de um olicial naZISta . A partir dai , deslilam os problemas da crian,a abandonada: menores dnrmindo nas pra,as , garotos vendendo ch,cletes nos sinals, crian,as revirando 0 lixo na porta dos res taurantes . Um dos carros represent a A FUNABEM. A decora,ao e uma latnna, um camburao e um delunto Mas a crian,a fica e a de cia sse media tambem nao sao esquecidas : Sao Clemente vai mostra las na sua "galola de ouro". cercadas de brinquedos caros. mas solltanas e. sem amor. acompanhadas por babas mdilerentes. Numa parte do deslile , a Escola cobra da ConstltUinte aten,ao para os problemas do rnenor e uma legisla,ao que privilegle e protela a Crlan,a . Ape sar da seriedade do enredo, a Sao Clemente e escola com multa evolu,ao. calor e anlma,ao Seus cinco mil componentes prometem, corn os argurnentos da alegna e com seu samba cheio de garra. chamar a aten,ao do Brasil para um dos rnal s crueis entre os problemas nacionais


G.R.E.S. SAO CLEMENTE

CAPITAES DE ASFALTO Autores: Izaias de Paulo. Jorge Moreira e Manuelzinho Poeta Puxador: Izaias de Paulo

Pequenino triste leito um cao sem dono Tao cansado de viver e solrer Por ai perambulando , nao teve sorte, Seu ber~o nao loi de ouro, Seu pai nao teve tesouro t triste sua vida a vagar: Seu mo~ de-me um trocado Eu quero comer um pao Sou menor abandonado, Neste mundo de ilusao.

BIS

Enquanto 0 IiIho do papai rico Deslruta 0 bom e 0 bonito Do dinheiro que 0 pai tem La vai 0 menino pobrezinho Que acorda bem cedinho Pra vender bala no trem Muitas vezes e abandonado Sendo bem ou maltratado Na chamada FU NABEM , AID Brasil Felicidade nunca existiu no SAM, Se hoje ele e mal orientado Sera marginalizado Nas manchetes de amanha A Sao Clemente Lembrou do seu existir Somos Capitaes de Aslalto (REFRiiO) Na Sapucaf

e'.

saiD

.~ANOA VI~UIA Alta, pura e tina


o

DEVENCER.


peso


UNIDDS DA PDNTE

,

GREMID RECREATIVD ESCDLA DE SAMBA SAUDADE

A Unldos da Pome presta aos grandes sambistas que morreram, entre eles Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes , Mano Oecio da Viola , Silas de Oliveira e Candeia . Segundo 0 carnavalesco Orlando Pereira , enquanto a Ponte estiver se apresenlando na passarela, um desfile simultaneo esfara ocorrendo no ceu, reunindo todos os bambas que partiram. o grande campeao de des files de fantasia Evandro de Castro Lima, por exemplo . aparece como 0 sol , e passistas e ritmi stas do passado como os mestres Andre , da Mocidade: e Valdomiro, da Mangueira , estarao representados por arco-iris . 0 carro abre-alas , com 20 por 30 metros, mostra a formaCao de uma escola de samba do passado completa, com as baianas de cetim . os malandros, 0 mestre-sala e a portabandeira, que serilo bonecos dotados de movimentos . A Unidos da Ponte traz mais de dois mil componentes , uma excelente baleria (comandada pelo mestre Oscar Bigode), 100 baianas , qualro carros alegoricos e olimos destaques, entre eles, Mauro Rosa , e Herivello Martins que, no ano passado , loi tema-enredo da escola.


G.R.E.S. UNIDOS DA PONTE

f ~ IJ'\'I ~

G.R.E.S SAUDADE Autores : Silvio da Ponte e Zoinho da Ponte Puxador: Grilo

I

~~

\~

Ii h

11 ~~ C\M.~~

\l

\ ~r

ocanto que ~ncanta espanta

Os males que a vida nos traz Saudade lembranG<! e heranG<! Dos antigos carnavais Saudade que bate constante Tao forte dentro do meu cora"ao oceu esta engalanado ochao todo enfeitado De recorda"ao Quero a tempo parada Epoder reviver Meu antepassado BIS Meu carnaval e voce Que beleza A natureza traz de volta omeu cantar oarco-(ris se transforma Em passarela Ea ponte e a tela Da gl6ria em seu despertar No gingado da baiana DanG<! a sol E danG<! a lua BIS Tambtlm danG<! a velha-guarda Ea vida continua

VEUIJ\ Alta, pura e tina

9,


I

E WALITA FAZEM A MAIS GOSTOSA P CERIA: CUTICUTUCO SUCO ... SUCO ... TICUTUCO SUCO ... SUCO ...

Centrifuga Walita, a pequena saudavel. • Extrai sueD de qualquer fruta, legume au verdura: maya, abacaxi, pera. carambola, manga, coco, morango, maracuja, melao. melancia, espinafre. salsa, aipo, cenoura, couve, mandioca, tomate, agriao, repolho, beterraba,

A

pepino, etc. • Separa automaticamente

cascas, sementes e bagaco. • E p,,;tica, leve, facil de usar e de limpar. • Uma fonte de sucos naturais para a saude da familia .


â&#x20AC;˘

, UNIOOS 00 CABUCU ROBERTO CARLOS

a "Rei" Roberto Carlos e 0 enredo da Cabu,u. Embora a escola fa,a cita,6es biograficas, 0 enredo se desenvolve mais sobre as can,6es do compositor-cantor. A escola recorreu amitologia para falar do mito da can,ao brasileira. Num carro alegorico, logo no come,o do espetaculo, Apolo, para os gregos 0 deus da musica, aben,oa Roberto. a " Rei " desfila, ao vivo , bem como praticamente toda a familia, incluindo a mae, a famosa Lady Laura. as amigos tambem estao na passarela, a come,ar pelo parceiro, "arnigo de fe, irmao , camarada " , Erasmo Carlos. Toda a Jovem Guarda , patota que come,ou com Roberto Carlos faz vinte e cinco anos, abrilhantara 0 desfile , inclusive Wanderleia, Leno e Lilian e os Golden Boys. Mas um roqueiro da nova gera,ao tambem estara batendo cabe,a para o veterano " Rei " - Paulo Ricardo , da RPM . Um desfile de superastros. Entre as can,6es em que se baseia 0 desenvolvimento do enredo , con ta-se " Calhambeque " , "Amante aModa Antiga", "Cafe da Manha ", " Que Va Tudo pro Inferno ", " Oetalhes ". Acha 0 carnavalesco IIvamar Magalhaes, que as " Emo,6es" tomarao conta da escola e das arquibancadas , quando a Cabu,u passaro

e

Cornetto dificil esauecer.

na pe.


S.E.R.E.S UNIDOS DO CABUCU

ROBERTO CARLOS Autores: Adilson Gavi30. Adalto Magalha. Sergio Magnata Puxadores: Celsinho e Oi Miguel

Surgia na manha 0 rei sol Na carruagem que cor ria 0 infinito Apolo dedilhava sua lira Soavam notas que tocaram a tez de urn mortal Assim nasceu Roberto Carlos na cancao popular Ehoje em festa e fantasia Na corte da alegria vern cantar Equem sou eu, nessa cidade encantada Sou mensageiro do amor No esplendor da madrugada Olha, vocl! sa be muito bern Certos Detalhes de uma vida agitada oque me vale ea palavra amiga Sempre tao querida do meu camarada Urn Amante a Moda Antiga Nesse pal GO de Emo~oes Quero urn am or que seja eterno oresto Que Va Tudo Pro Inferno Oh! Meu Brasil verde e amarelo Meu Cachoeiro de luar tao belo Oh I noite, nao se va sem levar De presente meu coracao Quem sa be nessa longa Cavalgada No meu alazao de prata Eu encontre inspira~o Ecantar pra vocl! outra vez A nossa can~o ., ,surgia

BIS

BIS

Alta, pura e


â&#x20AC;˘

IMPERIO SERRANO COM A BOCA NO MUNOO - " QUEM NAo SE COMUNICA, SE TRUMBICA"

oen redo do Imperio, de autoria de Fernando

Pamplona, e a comunicacao. 0 carnavalesco Ney Ayan dividiu 0 assunto em sete eta pas basicas: Descobrimento do Brasil; 0 Telegrafo: Correio Aereo Nacional ; Imprensa; Radio: Televisao; e Satelite Artificial. o enredo abrange, praticamente, quatro seculos de comunicacao no Brasil. Da epoca do descobrimento e da colonizacao sao mostrados estafetas , arautos (na comissao de frente j e pregoes de rua. Mesmo 0 grito do Ipiranga, que tornou 0 Pais independente. e mostrado como forma de comunicacao. desfi le come,a com a famosa Carta de Pero Vaz de Caminha, primeira reportagem . sobre a nos sa terra. Foi dada muita enfase ao setor que trata da imprensa, como home nag ens a jornal istas , jornais e revistas antigos e contemporaneos. Na etapa telegrafo e lembrado 0 General Rondon ; e na parte dos Correios, a figura do carteiro. Com as eta pas radi o e televisao, a passarela assiste ao brilho dos shows , das novelas e dos fas -clu bes. 0 Imperio desfila com mais de quatro mil pessoas. A frase que ilustra 0 enredo "Quem nao se comunica, se trumbica" e uma homenagem a Chacrinha.

o


G.R.E.S.IMPERIO SERRANO

COM A BOCA NO MUNOO QUEM NAG SE COMUNICA SE TRUMBICA Autores: Beto S/Braco, Alu'sio Machado, Bicalho Puxador: Quinzinho

Se liga, ligac;ao vai ser preciso Aviso, 0 verbo I! comunicar Caminha nem pestanejou Como agente da pass iva Se comunicou Vai, pombo¡correio De permeio, na imensidao Voe e va dizer ao meu amor BIS Que a saudade machucou meu corac;ao Pregoa, pregoeiro omercado I! todo seu Independ~ncia ou Morte Grito forte que valeu de casa, olha 0 carteiro Ea carta de quem nunca Ihe esqueceu Jornal , jornaleiro, jornalista Reportagem em revista A Imprensa em comunhao Tudo em primeira mao

Alta, pura e lina

o

All), all!, all!, all! Nao se comunicou, danvou

BIS

A radiodifusao esta no ar Seu sucesso I! not6rio Fez tanto artista popular Novelas , programas de audit6rio Indiscutivelmente I! a era da televisao otao distante presente Se faz presente, satisfaz nossa visao Atl! a lua la no cl!u Nos chega via Embratel Quem nao se comunica Se trumbica e como fica Fica na saudade, fica

BIS

,

FINOS DA

Nestle em biscoito


....

-.-:::-

'"


â&#x20AC;˘â&#x20AC;˘

J

Exclusivo controle pulsar que permite funcionamento intermitente Controle deslizante com 12 graduag6es Exclusivo sistema de acoplamento que permite 0 encaixe do copo em qualquer . posigao

-

----


\

UNIDOS DE VILA ISABEL RAizES

A Unidos de Vila Isabel escolheu para seu en redo uma lenda da tribo maranhense kaapor (ia extinta), que narra 0 surgimento do sol, da lua e das quatro esta,Des do ano. Segundo a lenda , 0 deus supremo Maira, que morava nas montanhas, fez dez bonecos de argila e deu vida a um, Arapia, seu filho. Fez tambem sete deusas de pedra e deu vida amais famosa, que seria, um dia, companheira de Arapia. Mas 0 filho de Maira entediou-se da montanha onde vivia e fugiu para conhecer a natureza. Encontrou -se com a rainha dos peixes , Numia, e uniu-se a ela gerando quatro filhos, 0 verao, 0 outono, a primavera e 0 inverno. Mas os amantes acabaram brigando pelo poder do universo. Maira interferiu na disputa e jogou os dois no espa,o. Arapia transformou -se no sol; Numia, na lua. Maira , entao, entregou 0 mundo aos quatro irmaos, para governarem, cada um durante tres meses do ano.


G.R.E.S. UNIDOS DE VILA ISABEL

RAlzES Autores : Martinho da Vila. Ovldio Bessa e AlO Puxadores: Martinho da Vila e Gera

A Vila Isabel, incorporada de Ma(ra, Se transforma em deus supremo Dos povos de raiz Da terra Kaapor D Deus morava nas montanhas E fez filhos do chao Mas s6 deu vida para um No templo de Ma(ra, sete deusas de pedra Mas vida s6 para uma Destinada a Arapia Querubim Tapixi guardava a deusa para ele Que sonhava conhecer a natureza EntaD ele fugiu Alta, pura e tina Da serra Buscando emor;aes Ese encontrou com a mae dos peixes Numia Por ela, Arapia sentiu paixao Equatro filhos Numia gerou Verao, calor e luz Dutono, muita fartura Inverno, beleza fria BIS Primavera, cores e flo res Para enfeitar 0 para(so Mas eclodiu a luta entre os dois amantes Pelo poder universal VovO Ma(ra interferiu na luta Eatirou os dois pro ar Pra la no ceu jamais poderem se envolver Arapia, Guaraci, bola de fogo E Numia e Jaci, bola de prata BIS E fez dos quatro netos , governantes magistrais Surgindo, assim, as estar;aes dos anos Dh, Vila Isabel .. .


I

I

/.

.- -

,. .. .

.• :

, I;'.

' 1 ;:::111: , , ,/,

..

:. U 11

.

'I'.: Ii /'

'.' /1 ;'°"""1 :. ~":I /I .! 'I ::

"

i

:: '!r

•. . .

':

I

I').I.,.i

,.,.I!

,..... " 'I' .fi' !j l

r

i

I


todos os dias. PARAMAlQRE.S

l~w.coeS.

LtGUEGRATISPARA 10111 eoo.3504 EM sAo PAULO (CAPITAL) Dlo.otJf /I ·1"l14

or

I

t

nnrn

•

rrlnnrn~


UN lAo DA ILHA .

EXTRA , EXTRA

e

a

Este 0 carnaval de home nag em comunicacao e Imprensa, referidas no enredo de mais de uma escola . A Uniao da IIha tem como enredo a imprensa escrita e toda a sua hlstoria, principalmente a imprensa no Brasil. A ideia , de acordo com 0 carnavale sco Alexandre Lousada, e transformar a passalela numa verdadeira edicao de jornal. As alas repre sentam as diversas secoes de jornais, em toda a vibracao e colorido : moda , esporte , noticias policiais, economia, politica , segundo caderno, shows, variedades, tudo . A propria comissao de frente sugere, nas fanlasias, bobinas de jornai s. As baianas precedem um carro alegorico que vai ser a banca de jornais: e ate os ritmi stas tem nos chapeus tipos de composicao . Um desfile muito singular. quando quatro mil componentes vao escrever um lornal na avenida , edicao extra , especial para a passarela do samba . Com 0 enredo Extra , Extra , a IIha confirma 0 seu estilo e sua preferencia por temas nada convencionais .

a

,


G.R.E.S. UNIAO DA ILHA DO GOVERNADOR

EXTRA' EXTRA' Autores : J . Brito e Bujao Puxador: Aroldo Melodia

Amor, acorda pra folia Vem, desfolha 0 dia a dia Novamente cruza 0 mar a alegria "CAMINHA" mandai Foi de cocheira, foi noticia de primeira Seu CABRAl! Que legal' (falei) Olh 'eu ai, olha eu ai Vim botar "A BANCA" na Sapucai (e ai) BIS Li que a lic;ao do " ECONOMtS" eexportar , Oiz a manchete que a guerra vai acabar tliNOA Aqui na terra tem cruzado pra valer Caderno "B" 0 dia " 0" e luxe so Alta,pura Ebafafa , e ti'li-ti' no ta-ta-ta Olha a dica, vai na boa Que 0 astral vai melhorar Oanr;ou , danr;ou Oanr;ou , dan ~ou Oeu milonga nessa copa BIS " DONA ZEBRA" ate dan~a (quem tem?) Quem tem amor pode dar Quem nao tem vai achar Quem tem , ama Voce ea chama do meu corac;ao Oi' Br'ilha emoc;ao Antes que eu me esque~ , Extra' Extra' Oeu IIha na cabe~ (olha eu falei meu amor)

BIS â&#x20AC;¢


Tel. 10211 541.0799

• rio sui OJ bl/tf Cd if Loja 201 • B39

Rio de Janeiro

F

Tal. 10211 541.9194

• rio sui a'Mt, '" :UM Loja 101 . A45

Tal. lOlll 885.4055

Tal. 1021) 325.1081

-

Loja 03 . Jardim Paulista

• RIll Plmpl..l, 1551

Tel. 1011) 241.7476

Piso Jurupis • Loja 60

• SIootItIing CI"lBr Ibinopu,no

----------------------------

Nival Americas· Loja 216e

• Born Shopping

Sao Paulo

1

~ ES

by ON hoaI iAJIlU

E ~M PllAc6fS


PORTELA AOELAIOE , A POMBA OA PAZ

Os quase quatro mil componentes da Portela deslilam com um enredo que pretende exaltar a paz e a ecologia, Adelaide , a Pomba da Paz , baseado num conto inlantil de Walmlr Ayala Ii uma pomba que loge do ninho e sobrevoa a Iloresta amazonica aprocura de trabalho , A Portela narra as inumeras aventuras de Adelaide ao longo de sua jornada. 0 en re do esta dividido em quatro partes: a assustadora e primeira naite de Adelaide na floresta amazonica , assambrada por lantasmas e pavores: a beleza e a exuberancia da vida na mata, quando Adelaide passa, enlim, a conhecer a Iloresta; o encontro de Adelaide com 0 velho da sabedoria - uma alegoria de Deus - a quem ela vem procurando desde 0 inicio da jornada e, alinal, a conclusao , quando Adelai de esta nas nuvens, ao lado de Deus, como a pomba da paz , aconselhando 0 mundo a desativar as bombas e a acabar com as guerras. Adelaide passa , entao, a sobrevaar a terra levando 0 lamoso ramo de , oliveira no bico , me nsageira de um mundo em harmonia, em que a natureza Ii representada e preservada .


G.R.E.S. PORTELA

ADELAIDE, A PDMBA DA PAZ Autores : Nenem. Mauro Silva. Arizao. Isaac e Carlinhos Madureira Puxador: Oede da Portela

Como se fosse magia Nosso poeta alcan~ou oafa da poesia Foi af que clareou Clareou ~ do infinito Oh I que tema tao bonito Adelaide, a pomba da paz Esta escrito Voa, voa , voa Deixa a tristeza de lado Voa, voa , voa BIS Vai levar 0 seu recado Leia esse matutino Vai mudar 0 seu destino Disse 0 tucano falador Preciso de LIm mensageiro Que seja bem ligeiro Que leve a paz aonde for Pomba, entre na f/oresta Aproveite, a hora ~ esta De aliviar a sLla dor lIumine a eSGLlridao Faz feliz 0 cora~o De .qualqLler sofredor, Ii Ii Ii Sao quatro letras Que fazem sonhar to amor, que se espalha no ar Neste dia de fOlia Sigam 0 exemplo desta pomba Desativem esta DOl'll ba Pra ningu~m se machucar Amar ~ bom, amar ~ bom t bom demais, ~ felicidade BIS t sinlinimo de paz

(~i\NOl\ Alta, pura e tina


l 1

•

§

•

•

I

Coca·Cola A' ., "lSSOaI.


MOCIDAOE INOEPENOENTE OE PAORE MIGUEL TUPINICiJPOLIS

Tupinicopolis, 0 enredo da Mocidade Independente, fala do cotidiano de uma cidade indigena do futuro, a grande metropole tupiniquim, que surgiu apos a demarcacao das terras indigenas: ~ que se organiza nos modelos das grandes'cidades ditas "civilizadas". No dizer do carnavalesco Fernando Pinto, trata-se de "urn enredo de ficcao cientifica, tupiniquim e retrofuturista". 0 deslile se desenvolve nos seguintes quadros, 0 dever, 0 lazer, 0 prazer e 0 puder, de manha , de tarde e de noite. Em cada urn deles, a critica, a partir das analogias com as cidades onde a gente vive, ama, transa e se intoxica, ate a salvacao atraves dos recursos que so a natureza e a identificacao com ela podem oferecer. No dever, por exemplo, a Mocidade mostra as profissoos e as transacoos financeiras; no lazer, os esportes, as festas, o teatro; no prazer, a prostituicao, a noite, a vida mundana; no poder, as forcas armadas, os donos do dinheiro, 0 governo. Mas em Tupinicopolis tambem tern os artistas e romanticos, que acreditam na homeopatia e cultuam a natureza. Nesta parte do enredo, Augusto Ruschi e homenageado.

!!â&#x20AC;˘

â&#x20AC;˘

com


INDEPENDENTE

TUPINICOPOLIS Autores : Gibi, Chico Cabeleira , Nino Batera , J. Muinhos Puxador: Ney Vianna

Vejam Quanta alegria vem af t uma cidade a sorrir Parece que estou sonhando Com tanta felicidade Vendo a Mocidade desfilando Contagiando a cidade Ea oca virou taba A taba virou metropole BIS Eis aqui a grande Tupinicopolis Boite Saci Shopping Boitata Cha do Raoni PO de Guarana

lixo ~ um luxo Quando ~ real Tupi cacique Poder geral Minha cidade Minha vida Minha cancao Faz mais verde Meu coracao Laia laia lai<1 lai<1 La 1<1 1<1 1<1

(~ANOll VI~Ulil Alta, pura e lina

BIS

No com~rcio, na industria, No trabalho e na diversao t Tupi, amando este chao BIS At~ 0

I


•

•

•

•

•

•• •

• •

• •

i

1

I

• •

••


â&#x20AC;¢


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Separata da Revista Rio Samba e Carnaval 1987 by Portal Academia do Samba - Issuu