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PAULO
CONDE
Efetivamente, este ano não vai ser igual àquele que passou. Este ano, surdos, cuícas, tamborins, pandeiros, cabrochas, passistas, mestre-salas e porta-bandeiras vão incorporar o verde-amarelo às cores de suas agremiações para festejar os 500 anos do descobrimento do Brasil. Pela avenida mais colorida que nunca, o carioca vai recontar, para o Brasil e o mundo, raízes, modos e costumes que fizeram deste país esta maravilhosa força cultural. Anfitriã da maior festa popular do planeta, a Prefeitura do Rio não economizou esforços para assegurar brilho ao Desfile das Escolas de Samba 110 Carnaval de 2000. Em iniciativa inédita, por meio de acordo selado entre a Riotur e a Liga Independente das Escolas de Samba, propôs a integração temática dos enredos, todos focalizando aspectos da nossa história, e investiu R$ 7,5 milhões na festa. Festa que trará ao Rio trezentos mil turistas, entre brasileiros e estrangeiros. Festa que, como em todos os anos, vai romper as fronteiras da Passarela do Samba para encher de alegria ruas e praças da cidade, com o desfile de blocos e cordões, o concurso de coretos e bailes populares, ao ar-livre e de graça. Mas que, este ano, o ano dos 500 anos, mobiliza mais artistas e mais recursos públicos - um total de R$ 16,7 milhões. A resposta está na luz, na cor, na magia, no sonho e na batida do coração de cada carioca, O Rio agradece. Até quarta-feira! LUIZ PAULO CONDE É PREFEITO DO RIO
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LUIZ
PACHECO
DRUMOND
No momento em que os olhos do mundo estarão dirigidos para o nosso carnaval, a Liga Independente das Escolas de Samba, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e a Riotur se unem para tornar possível o maior desfile carnavalesco dos últimos tempos. Desde seu surgimento, as escolas de samba cariocas têm apresentado em seus enredos verdadeiras aulas de cidadania e amor por nossa pátria. Por isso, nada mais justo que sejam essas mesmas escolas as protagonistas da maior homenagem que o povo brasileiro irá prestar a nosso país em Seus 500 anos. As diferentes visões de fatos da nossa história vão traçar um painel rico e abrangente do Brasil O projeto deste carnaval do ano 2000 será, seguramente, um marco de nossa cultura popular, ao aliar a força, a energia e a criatividade de nosso povo com a história de uma jovem nação. A cultura popular abre, deste modo, seus braços para homenagear os 500 anos do nosso país numa festa que irá reunir gente do Brasil e do mundo num clima de paz, confraternização e alegria. Afinal, estamos no Rio de Janeiro e é carnaval! LUIZ PACHECO DRUMOND PRESo DA LIGA INDEPENDENTE
Presidelll,
Ibe llldepelldelll League, Rio deJalleiro joill
Samba Scbool
CiZv fiaI/ m/(i Riolur
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DAS ESCOl.AS DE SAMBA
Samba School League
Os desfiles que ficaram na memória dos sambistas e marcam a história do carnaval brasileiro, rememorados por Roberto M. Moura. 11.)1'IIlljurgellahle
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Noherlo M. ilfoll;.a
pág.
181
A crônica sobre o Rio, desta vez, foi escrita pelos próprios sambistas. Ao longo de várias décadas, versos dos sambas-enredo exaltam a nossa cidade, cantando suas belezas e costumes. 77Jechrollicle
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Rio is l/Irillell
Ihis fime I~J'lhe samha
composers Ihemselues. Quer lhe decades. samha-Iheme sillg lhe praise %llr cllsloms
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O tema com que cada escola vai abordar o aniversário cios 500 anos do Brasil. Os sambas-enredo. O que esperar de cada uma das 14 agremiações que vão disputar o título do Carnaval 2.000 em dois dias de muito luxo e muita alegria. A reportagem é de Solange Duart./ 17.)1'Iheme l/Ii1h ll'hich each scbooll/!iII
comlJlemorale
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IlIxlIry pág.
62
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lesa Rodrigues mostra o que fazer para tornar diferente as camisetas-convite. E ensina vários truques para criar uma bela fantasia usando roupa e maquiagem do dia-a-dia./ lesa Rodriglles shol/ls lI'bal lo do lo C1W1II'somelhillg l/el/lji'Olll sel'l'ml
Ibe T-sbirl illl/ilaliolls, fips
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bOIl' lo creale ti Slllllllil/g el,'eIY(./(.ZI'lI'ear (./I/(lmake-lIp
.................... pág.
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CnélMPI
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A história l~1 Imper.ltriz l..eopoldil1l:nse,IUllsonho de Amaury Jório. Na reportagem de Marcelo de Mello, tudo sobre a fundação e os desfiles da escola campeã de 1999./ 'fl7e bis/(ny e<l IlIIjJera/liz l.eo/x)ldillellse. AlIlalll.l'Jório:\' dreellll cOllle lrue. Illlbe ar/icle IJy Marcelo de Me//o. ali aIJollllbej()//lldalioll (!llbe /999 CbWlljJioll scbool tl/ul ils jJarades.
..
.pág.
196
Um vez de uma, sete. Isso mesmo: Pinah, Paula do Salgueiro, Valéria Valenssa, Selminha Sorriso, Delegado, Carlinhos de Jesus e Wilma. Quem explica porque esses sambistas são personalidades indiscutíveis do carnaval é Berenice Seara./ Sel'ell. olle I~)' olle: Pillab. Pallla do Sa~f.!,lIeiro. Valéria Valellssa. Sellllillba Sorriso, Dele,f.!,ado,Car/ill!Jos deJeslls alld \\í'illlltl. Berellice Seara e.\plail/s I/lby Ibese Stl/lllJa dal/ce!:', are illdisjJlllalJle
Cami/lal
pág.
celelJrilies
0élTnt
In
nnjO~~~NTRA(AO
o deputado federal Miro Teixeira defende que o carnaval carioca, em especial o desfile das escolas, só pode ser coisa de Deus./ Federal cOll,f.!,reSSllltlllMiro Teixeira c!aillls Ibal Rio Carllil'al. especia/~)' Ibe salll/)a sc!JooI jJarade. call Oll~l'
/)e Ibe ll'OI'Á!ofGod
lI0
pág.
R[GULAM[NTO
F<.1J/o; ,riO fZ.c a.. l,t,oM"
As novidades
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do carnaval 2.000, incluindo
Nel/ls (~lCarllil'al
a volta do super-quesito.
2000 alld Ibe cOllle-!?ack e<llbe slIjJer-reqll isile
pág.
~8
Um trabalho especial do artista plástico Mello Menezes traz todas as informações para quem vai à Passarela do Samba. SjJecia/~)' crealed /)y arlisl Mello Mellezes lo gil'e alI Ibe iJ!lol"l/ltllioll Ileeded I~)' I'isilol:, lo Ibe Stl/l//)a Al'elllle
H[NSÁGUfúO PRIJOlb' ... ~~( ... .'\.)(.'"lfi'
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pág.
60
Diretor-presidente/Director-president MAURíCIO
~I carnava
DE ARAÚJO MAnOS
Diretora Institucional/Institucional director TÂNIA
MARIA
SALÓES MAnos
Editor ROBERTO M.
MOURA
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Colaboradores/ Contributors Artigos e reportagens/ Articles and news BERENICE SEARA, CLAUDIA JOSÉ CARLOS REGO, ROBERTO M.
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MARCELO
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lESA RODRIGUES,
DE MELLO,
E SOLANGE
MIRO
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Fotografia/ photos AGÊNCIA CARLÂO
TYBA, AGÊNCIA
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Tradução/Translation ELVYN MARSHALL
Fotolito/Photolith Rio
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related Carnival,
lo
is Rio
deJaneiro's
A programação do Terreirão do Samba vai até o dia 11 de março, data marcada para o desfile das campeãs. A cada semana cerca de 14 atrações sobem ao palco. As prindpais são Nelson Sargento, Noca da Portela, João Nogueira, Dona Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Sombrinha, Deldo Carvalho, Dicró, Bebeto e Toque de Prima. O Terreirão do Samba fica na Praça Onze. Os ingressos custam apenas R$ 3,00.
greatest attractioll.Al/(1
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will be even more awesome, now tbat is being restored and witb ligbting.
GE' s
/n fact,
GE bas applied
its skills to tbe SAMBA SQUAREliAS NOCA, DONA IVONE AND OTlIER ACES enbancemenl of TbejJrogram of tbe Samba Square Is scbeduled /mtf( Marcb //, tbe otber landmarks day of tbe CbllmjJlolIs jJarade. Eacb week /4 OI' so attract!olls go u/J 011 stage. in tbis Some um.tb mell/lOlllllg are Nelsoll Sargellto, Noca da Portela, jo(1() Nogueira, wondelflll city DOlla /volle Lara, Luiz Carlos da Vila, Arlllldo Cruz mlll Sombrlllba, Delclo Carvalbo, Dlcr6, Bebeto (//IlI Toque de Prima. Tbe Samba Square is 111 Praça Ollze.Admissioll Oll~)'R$ 3,00.
o CRISTO,
EMBORA NADA CARNAVALESCO, É A MAIOR ••\LECC)R.IA IX) 1'10 DE JANEIRO.
E
ACOR.A VAI FICAR AINDA
MAIS BONITO,
REFOR.MADO E COM LUZES CEDIDAS PELA CE. ALIAS,
A
CE
TEM PAR.TIClPADO DE DIVERSOS
OUTROS PR.C1JETOS QUE VALORIZAM PONTOS DA CI[)ADE.
V ARIOS
Primeiro, foi Chiquinha Gonzaga, nos primórdios do carnaval. Agora, é a fotógrafa gaúcha Mirian Fichtner. São dela as fotos que compõem a exposição Um Rio de Carnaval, cartaz do Museu da República. Das 15fotos em cor expostas, cinco foram premiadas e publicadas em livros (á autora é'a única mulher brasileira que já venceu o Nikon Photo Contest !nternational, concorrendo com 50 mil fotos de profissionais de 51 países do mundo). Mirian trabalha atualmente na revista Época e é dona de um estilo plástico e autoral, que aproveita as cores e o movimento da festa popular, transformando-os em imagens que formam uma visão bastante original da alegria carioca. MINI.IN FlClI1JV/;,R CA RNII'A I IV CATf:71;'
Of1ENS
iJ(,(,1I({1l'CtrdedjJrizl's (///(I jJl/iJllshed ill IJuul.'s ((he (/Itt/lur Ilrtlzilím/ IlIlen/({lfolltl!.
Firsl fi U'({S0Iiql//1/h({
(,/II/z({ga, ill lhe em~)' cm'llil'({!
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Rio de (;({I'II({/'al. l' /Jho(os
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ATIIÁS DOS "IIESTOS ALgUÉM
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NA EXPOSiÇÃO
fANTASIAS,
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168).
11 RI \
DESTE gAnIMPO
ATÉ O DIA 12 DE MARÇO, CINZAS
ESTÁ LÁ TODA UMA
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VIVEU:'
E VAI QUE
BEAU7Y GLOWINGAMIDST THEASHES The party's over but "there are still the leftovers from ali that colOlful exuberance". Photographer Luiz Carlos Lopes assures us of this. Every Ash Wednesday he goes around the city capturing in his lens what otbers would regard as Carnivalleftovers. Luiz Carlos considers it raw material: tbe result of this prospecting can be seen until Mm'ch 12 in tbe exhibition Cor das Cinzas e Outras Fantasias, at tbe Cultural Center Oduvaldo Vianna Filbo (better known as Castelinbo, on Praia do Flamengo, 168). From anotber (mgle, paylng attentlol1 to detal!, the pbotographer rejects tbe flauntlng beautles and goes In searcb of tbe "Iast traces of someone's fantasy".
Como o próprio t ít 1110 sugere - Pal"intins, Toada & Boi-Bumbá - a nova revista que vai se tornar programa oficial da grandc festa do Norte brasileiro é uma parccria cntre a fl{io Samha (~Camaval e a Amazon Best. O pl"Ojeto gráJico da revista, criado pelo Alcph Studio, vai ser apresentado IIOS camarotes da HSC. durante () cal'llaval. A nova publicação, com cem mil exemplares e 1.52 páginas, terá o mesmo padrão da lHo Samba e Cm'naval, com todas as páginas a quatro cores, em papel cuchê (José Carlos Dias fará a produção).
IJ
O novo empreendimento a que o empresário lvlaurÍcio Mattos se associa vai trazer para os públicos bl'asileiro e estrangeit'o tudo sobre a fcsla que lota os 35 mil lugares do Bumbódromo, numa cidade de apenas 80 mil habitantes. Os destaques da festa são os "bois" Garantido e Caprichoso - o orçamento de suas apresentaçõcs este ano, cm Parintins, nltrapassa os três milhões dc reais. O fato é quc, durante três dias, de 28 a 30 de junho, Parintins se transforma na capital da Amazônia, atraindo turistas, curiosos e pesquisadol'cs de todo () mundo, num total estimado cm mais de 60 mil visitantes. A partir de agora, cste evento ganha um caüilogo compatível com a sua importância no calendário turístico nacional. As tbe tltle Itself suggests, Parintins, Toada & Boi-Bumbá, tbe new magazine tbat will become tbe o.fficialprogram of tbe grand festival in the Nortb of Brazl!, is tbe outcome of tbe partnership between Rio Samba & Camival and Amazon Best. The graj)bic deslgn of tbe magazine signed v)' Alepb Studio uJÍIIbe sbown at tbe RSC bo.-..:es during Camival. rbe new gloss)' edition (IOO,OOO copies and 152 pages ali in color) will be in tbe sume style as RSC. Tbe new project adopted by entreprel1eur Maurício Mattos will tell
tbe Brazilian and foreign public evelJ'thing about the festival, wbicb fills tbe 35,000 places at tbe bumbódromo, In a town of onl)' 80,000 inbabitants. rhe bighligbts of tbe festival are tbe "oxel1"Garal1tido and Capricboso. Tbefact is tbat,jor tbree days fl'Om June 38 to 30, Parintins bec01lles the capital of tbe Amazon, attracting Un estimated total of 60,000 visitors, tourists and researcbers from ali over tbe world. Fro1llnoU! on, this event has its own catalog 011a par wlth Its i1llportal1ce.
NArAl-
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MONTBIRO B A CApA DA
(F NÁÓ É ó I>ÁPóRTtU) U
Hatal rima com carnaual. Acreditando nisso. o produtor Paulinho AlbuQuerQue propôs-se a fazer um [O com um repertório eHclusiuamente natalino. Só Que em forma de samba e partido-alto. com as faiHas assinadas por nomes como leca Pagodinho, Almir Guineto. Hei lopes, luiz Carlos da Uila. João Hogueira e Oona luone lara. O CO chama-se Um Hatal de samba e é distribuído pela Uelas. NATAL AT CARNIVAL (ANlJ NOT PORTE/A'S NATAL EITllER) Natal
(ór Cbristl/Uls
jJrodllcer
Palllinbo
Cbristl/Uls Almir
in Portllgllese) Albllqllerqlle
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CarniN/I.
Bearing
jJrojJosed to make a ClJ ll'itil
(1/1
tbis in //lind. exclllsi/'e~)'
rejJertoire bllt in tile samba style. lI'itb tmcks by Zeca PagodinllO,
Cllineto.
Nei LOjJes,Llliz Carlos da Vila •.1oâo Noglleim
Lara. 11JeClJ is ealled Vm Natal de s(/ll/I}a
(/Iui
(/1/(1
is distrilJllted
lJona h'one by Velas.
A PRAÇA ONZE E A SAPUCAí SEM PASSARELA "Em tom romântico, no bom sentido da palavra, o livro de Roberto M. Moura restaura a força de uma literatura carioca forte e densa, na família de escritores que vem de Manuel Antonio de Almeida a Lima Barreto, passando por Machado de Assis." O comentário é do acadêmico Antonio Olinto, autor do festejado A casa da água, e foi publicado no Jornal de Letras do mês de janeiro. Refere-se ao novo livro do editor da Rio Samba e Carnaval, Praça Onze - no meio do caminho tinha as meninas do Mangue. Livro que, obviamente, fala de antigos carnavais e da Rua Marquês de Sapucaí ainda sem Passarela do Samba.
IH O ~ \
IB
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A capa da RI,) "llllb,l L' 111,1 ,li, a jornalista e atriz Nilza Monteiro, descende de Índios e está preparando agora um prU~r~ll11,l k lL' L que vai ser produzido de forma independente e dirigido por l\lLIk' lrL .j ....,1I1. Jornalista há dez anos, Nilza é paranaense de e morou muito anos em I I[ 11,1 l'rCll) onde chegou a ter um jornal tablóide e atuar no tc!cjl)rn,li regional da Rede Globo. Como atriz, atuou no filme O CClngacciro e, na tevê, participou de Dona Anjo, Anjo Mau e TOCClia Grande, Duas vezes capa da Playbo,\', chegou a ser escolhida pela revista como "o melhor bUll1hllll do Brasil". NlLZA MONTEIRO IÍA CA/'lI DA "RIO SAMBA E CARNAI~L" COl.'ergirl of Rio Samba e Carl/aual. jOllrl/alist
al/d
actress Ni/za MOl/teiro, is of lI/dia mui is
descellf,
1/
I/OW
jJrejJaring jJrogram
a TV tbat will
be /Jroduced il/dejJendel/tl)'
mui
directed by Paulo Tre/,isan. Ni/za bas beel/ a jOllrl/alisl
Jár tel/
years, is from Cel/tenário
do SIII in
Paraná mui bas liued
PRAÇA ONZE ANDSAPUCAf WITHOUT "11/
ITS PASSARElA a rOlllantic
lIlood,
in tbe good seI/se of tbe U'ord, Roberto M. MOllra's book reuiues the strong, compact Rio literatllre, from from
the fallli~)' of writers tbat ral/ges Manlle/ Antonio de A/meida to
Lima Barreto, mui lI1acbado de Assis too. "
These ll'ords are frolll the academic Antol/io Olinto. allthor of tile celebrated A casa
da água. a I/d p"blished in tbe Jornal de Letras in.1alllUlI)( He refers to tbe neU' book Praça Onze - no meio do caminho tinha as meninas do Mangue by tile cMef editor of the Rio Samba & Carl/iual. Tbe book, of course, teUs tbe st(JI)' of old carl/iuals and Marqllês de SajJllcaí street ll'ell before it had tbe saml}a auel/lle.
n
//l(///y)'ears
il/ Ribeirtlo
Preto, wbere sbe euen bad ber oum tafJloid newsjJajJer mui worked OI/ tbe Clobo regional
I/ews broadcast. /fel'
acting career incflldes
tbe film
O Cangaceiro muI il/ TV il/ Dona Anja, Anjo Mau mui Toca ia Grande. Sbe bas jJosed twice for the co/'er of Play\)oy, and was euen elecled by tbe magazil/e
as bauing
"tbe cutest ass il/ Brazil".
SAMBA-ENREDO À FRANCESA PODE UMA
RUBENS CONFEll É UM DOS 'DOM OBÁ"
FRANCESA
A VENTURAR -SE NA HISTÓRIA DO SAMBA-ENREDO? DESSA HISTÓRIA
PODE EXTRAIR
-g ~E
IIt
1: A 1\! I f'í.
~
R ~
N1Z
POIS É: O LiVR-O TEM UMA BASTANTE SINGULAR SEJA A EVOLUÃO NÃO
Entre os convidados pela Mangueira para representar na pista a figura central do seu enredo -Dom Obá- está o veterano cronista ca rn a va Iesco Rubens Confeti.
UM LIVRO COMO
s:
ORE?
VISÃO
E EXTERNA DO QUE DO GÊNERO -
PODE SER IGNORADO
MAS
POR NENHUM
ESTUDIOSO OU PESQUISADOR DAS COISA DO CARNAVAL. SAMBA-TlJEMEA LA FRANÇA/SE lJow cOllld a French woman venlure into llJe lJistol)' of tlJe samba tlJeme? And take from tlJis lJistol)' a book like O Brasil do samba-enredo, publislJ il tlJrollglJ Geflllio Vm;gas FOllndation and witlJ a preface b1' Muniz Sodré? Well slJe did: tlJe book lJas a quite unique view, diflerent from tlJe usual p"blications on tlJe sllbject - and slJould not be ignored b1' an1' carnival sclJolar or researclJel:
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(Iha - is {'etera <fllti carllif'al fi
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brol1iclcr ~I RIf()CIIS (ol/feti.
CAMAROTE DA RSC LANÇA O CHANDON CUVÉE soa ANOS QJomàll£l'w l7Jac/', pl'C.'i:ÜlcWlenllmelü,{
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/'"tro) (Ia 6e6iela. maü .. 'i:[Jfi:\'üeaelaflue .\'':~co,,/'ece.
&/llulllon, rJar; pl'C.\'I(£;üu<PC''i:,\'oa/nUWleo "000 </{o laelo (Ie QJat.J(ile•./f/êucc,()t.J("tc/" pre.wilCllle !lmçanrcnlo (!lr./'r1ü,{ 6'VM,1cira elo c/,amp(m/w mm:'i: (!l( &/,(melon elo ll1ra.\"l, QJomàu9ue oa'; 61Y;lelUI< ao fiu"O'\'O (lo numelo. g;vrür -.\'e (lo &/,a"(lo,, (lIlOCe calYlaoal c(uvoca conl unia ü(ça cIo /,£;uülo 600 </{no.\'., unr. e.\'jJunutllle pro(luzülo COIn a.\'> I/ICI/'ores. UOCM. e.\'jJccia/menle &/'(///(10" /,onlc"(wc'((,,
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C.J Dominique BaclJ, 1lI0rld president oi ClJandon, will personall1' H attend tbe launclJing oi lbe Brazilian branclJ's most famous ~
24
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cbampagne in tlJe world - Cbandon Cllvée 500 Years, especiall1' prepared b1' Cbcmdon do Brasil in bomage of tbe 500 1'ear anniversal)' of Brazil's discovel)( Tbe ojJicial lallnclJing uJill be
((rol/U( (Ie fivtl((,\' aIIlCl/(loa.\~.e
aCI'C.'i:ciclo (lo .f:CCa.'i:" COI"O
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Iflyue .'i:uü1eleJlore.'i:. vt par/r;' ele a6,v1,
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600
v{"o.'i:',jú poelCIVí .fCJ<Cllco/tl1caelo /tO IIlcrca(lo. lJeld at the Rio Samba & Carnival box where 500 magnllms 0,5 liters) of tlJe most soplJisticated drink ever will be opened. Dominique, togetber willJ Davide MarcovitclJ, president of ClJandon do Brasil, will ojJer a toast to Rio Carnival wilb a glass of cbampagne prodllced lrom tlJe best Pinot Noir and ClJardonna)' grapes from Rio Grande do Sul, tempered willJ tlJejlavor of dried fruits, such as almonds and lJazelnuts, and tlJe subtle fragrance of jlowers. Cbandon Cuvée 500 Years will be on sale from April on.
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ACERVO DE BETH CARVALHO NA RCA JÁ ESTÁ TODO EM CO
BE1l1 CARVALHO'S RCA REPERTOIRE NOW ALI
ONCD
Eliel}' record tbal Betb Carllalbo between
pbase, will now be allailable
Todos os discos que Beth Carvalho gravou na RCA, entre 1976e 1987,provavlemente a sua melhor fase, estarão todos disponíveis em CD. A BMG (detentora do acervo da antiga RCA) já havia lançado Mundo Melhor (976), Nos Botequins da Vida (977), De Pé no Cheio (978), No Pagode (979), Na Fonte (981), Traço de Unieio (982) e Suor no Rosto (983). Juntam-se a estes agora os outros cinco: Sentimento Brasileiro (980), Coração Feliz (984), Das Bençãos Que Virão com os Novos Amanhãs (985), Beth (986) e Beth Carvalho ao Vivo (987), o último antes dela ir para a Universal.
cut in RCA,
1976 and 1987, probabl)' (lbal
bel' besl
in CD.BMG
bas tbe collection
of
the old RCA) had alread)' launcbed (1976),
Mundo
Melhor
Nos Botequins
da
Vida (1977), De Pé no Cbão (1978), No Pagode (1979),
Na Fonte (1981),
Traço de União
(1982)
and Suor no Rosto (1983).Add the filie
to tbem now
others:
Sentimento
Brasileiro
(1980),
Coração Feliz
(1984),
Das Bençãos Que
Virão com os NOllos Amanbãs
(1985), Belb (1986) and Belh
Carllalbo
ao Villo (1987), the last before sbe
mOlled to Unillersal.
SEGREDOS DA GL08ELEZA AGORA EM VIDEO
Aprenda a sambar com Vaféria Vafenssa este é o I/ídeo da Gfobefeza já disponíl/ef em todas as I/idoefocadoras e fojas especializadas do país. Nefe, o símbofo do carnal/af da Rede Gfobo ensina todos os trut(ues e set]redos profissionais de seus mais de dez anos de carreira. Mais t(ue um I/ídeo didático, Aprenda a sambar é uma I/iat]em t(ue passa pefas imat]ens das duas maiores festas popufares do 8rasil: o carnal/a f carioca e o incríl/ef Festil/af Fofclórico
SÓ CAPRICHOSOS TEM ROBERTA CLOSE Apesar dos convites de várias escolas, a mais famosa transexual do Brasil, Roberta Close, já confirmou: irá desfilar apenas na Caprichosos de Pilares, no desfile do domingo de carnaval. La Close adorou o tratamento que recebeu dos componentes da escola no desfile de 99, quando representou a deusa Afrodite no enredo No universo da beleza, mestre Ivo Pitanguy, e mandou avisar que estará outra vez na Sapucaí defendendo as cores da agremiação de Pilares. UNO' CAPRICllOSOS liAS ROBERTA CLUSE Aft!Jougb
illI'ited
by sel'eml scbools, IJrazil's
lIIost fllluOUS tr(//lssexl{((l, bas already
cOItj,rllled
Roberta
jJamde 011(1'ill CajJricbosus de Pilares, i1l (!Je /}(II'(ule 011Carllil'al
por Hans Donner, o I/ídeo tem direção
receil'ed frolll
passos, técnicas e cadências capazes de interessar o aprendiz ou aprimorar t(uem já tem "samba no pé".
sbe
(be lltelllbers
se!Jool durillg
of tbe
(be 19')9/Jarade,
Il'bell sbe represe1lted tbe goddess Apbrodite tbellle Jlaestru beallty
i1l tbe 11'0
i1l (be lI'ur/d uf (///(1 seut tbe
lI1essage (ba( sbe will be 011
de Otto Weisser, com 60 minutos de
SIll/(laJ~ La
Close 10l'etl tbe treatlllellt
Pit(//Iguy
de Parintins, na Amazonia. Criado
Close.
tba( sbe 1l'i11
(!Je SajJ1IcaÍ (//'e1llle
agaiu
(bis year defe1ldi1lg
tbe colors (!I" tbe salllba sebool fr0l1l
Pilares.
GRAND[ RIO CONfiRMA THIAGO lAC[RDA [ SUZANA W[RN[R (onfirm~díssimo: T~i~go lMerd~, o M~tteo d~ novel~ Terr~Nostr~, v~i mesmo desfil~r n~ Gr~nde Rio. Atricolor de Duque de (~xi~sr por sin~I, promete ser ~ m~ior con(entr~ç~o de ~stros e estrel~s d~ S~pu(~í dur~nte os desfiles do Grupo [speci~l. [ quem tem visto Sus~n~ Werner, r~in~~ d~ b~teri~ d~ ~gremi~ç~o, ~ novel~, est~ doidin~o p~r~s~ber como el~ vir~ ~ frente dos (~o(~I~oSr surdos e repiques com~nd~dos por mestre Odilon.
GRANDli RIO CONHRMS THIAGO l.ACERDA ANO SUZANA lVliRNER
Guam1lleed: Tbiago Lacerda, Malleo of Ibe soap opera Terra Noslra, is really goi1lg lo parade ÍlI Gra1lde Rio. Tbe Iric%r samba scboo/ from Duque de Caxias aCluall)' proll/ises lo bave lhe /argesl1lulI/ber of slars 011 Sapucai AI'ellue durillg Ibe Specia/ Group parades.Alld wboever bas seell SUS{///(/Werller ill {//lOlber soap opera, wbo willlJe paradillg as II/IIse oi Ibe scbool's percussioll, is {~,'illg lo kllow bOIl' sbe's goillg lo J}{/rade ill frol1l of Ibe rallles, drulI/s (//ullall/bollrilles nJlldllcled by
ISADOBA
INFERNO E PARAÍSO NA VISAO DA VIRADOURO UMA MUDANÇA FOI FEITA NA COMISSÃO
DE
TEHHA DOS PAPA(,AIOS HELL AND PARADlSE
AfASTADA DA fOLIA Somelbing
A
.., >Úl
new in lhe
QUANDO
Unidos do Viradollro's front
lhe
DA
BATERIA DA CAPIHCIIOSOS
DE
PILAUES,
opened by seven
SpINOSA
wbile men. Tbey
AVENIDA SETE NEGROS E
will represent lhe
SETE BRANCOS. ELES VÃO REPRESENTAR
gllardians
E
DBSTAQUE
CARRO "TEHRA
Iheme Brasil:
GUARDIÕES DO PARAÍso
PARA St:;R O
pRINCIpAL
of
Paradise in Ibe
OS
O CONVITE
DO CARNAVALESCO CIIIQUINHO
black and seven
VIU LEVAR PARA A
A ATRIZ ISADORA
IUBEIHO ACEITOU
scbool will be
'\
H)94,
IH~SDE
fOI MADRINIIA
tine, Inslead
of 14 mlllaltos,
EM VEZ DE
14 MULATOS,
BIIH-JI BO NA
NOW VIRADOURO SEES
FRENTE DA UNIDOS DO VIRADOURO.
II/aeslro Odiloll.
pApAc;JAIOS:'
Paradises and
ENREDO BRASIL: VISÕES
Hells, by camival
DOS
PARA DELÍRIO
fÃS, ISADORA,
Visions of
DO INFERNO DENTRO DO
DO
HECUpEUOU
QUEJÁ
SUAS fORMAS
TEU A fILHA
DOS
ApÓS
MAlHA ANTÔNIA,
artisl joãosinbo
DE PARAÍsos
E INFERNOS,
Trinta, In facl, Ihis
DO CARNAVALESCO
J
information Ibe fronl
ESTAS SÃO AS
QUE SE
joãosinbo,
ARRANCAR DE JOÃOSINHO
SOBRE A COMISSÃO.
ELE NÃO QUER DAR MPJS
DETALHES PARA NÃO ESTRAGAR A SURPRESA QUE ESTÁ SENDO PLANEJADA COREÓGRAFA
JUSSARA
abOltl
tine we
can drag from
úNICAS INFORMAÇÕES
PELA ESCOLA. A
PADUA ESTÁ ENSAIANDO
OS RAPAZES.
nol wanl
He does
lo give furlher
delails so it will nol spoil lhe surprise planned Ibe school, Tbe young are rebearsing gllidance jussara
by men
under Ibe
of cboreographer Pádua,
DE TOpLESS.
DA TIjUCA
is lhe only
u:'>,
ALIÁs,
DESfILARÁ
A UNIDOS
ABRB O DESflLB
DE
SEc;JUNDA-fEIHA. 1\.1IJ/WI/{fIII:'I/tu/\ I'INN()/, ll'hell
s/Jc
/111 /I\/ilil/III
I/Js('III.1rlJlJi1/", lI'lIS
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uJ (tI/)rit Istl(/ul'rl
/1u.'u, N,!J('IJ'U
'111" I')') I. rll' I'i/(//('-" til
c (1)/('t/
C/lr/lil'al arlisl (1'''/lIil/!>'' 'IJiIl",\(I.' ,11/ Iltlli,," I" I", I!>" c<'l/lrlll IlglIl'<' Ul/ lI", /1"<11/ <lI/ti uI' li", 1'lIrrul,," lu Ih" tidi,t:.I'1 uI' !>,T /illl,' I ,lti"l'tl 1/'/'" /,tI" IIlr"tlti)' g,,1 I'IIC/..'il/I" . !>tll" tI/i,'1 11,(Inrll' "f 1",1'titlllghl"r . "tll'ltl 11I1"/lItI lI'i/f fJtlltltie l"f'I"".' I IIl1lus tia II/IIC(I "f"'1I 1/,( f"11'tIti,' "li l/ulltitl)'
Cf)
CO ~
~
-:3 """-l, ~
t'/'{'niJl:1
29
Mortinha em duas performances não da Vila: pouco antes do carnaval. ele lançou o seu primeiro romance (Joana e Joanes, que inaugura a sua Editora ZFM); e, na grande festa, além da presença habitual na escola de Vila Isabel, é ele o autor do samba-enredo da Unidos do Mundo, formada por amantes do ritmo brasileira espalhados por diversas países. Chama-se Declaração universal de amor: A atriz
Taís Araújo
o carnavalesco fez a vontade chão.
..José Feliz da moça:
na Portela,
Carmem
I
pediu e
ela desfilará
fazendo
Miranda.
um tributo
No ano passado,
representou
Xica da Silva dentro
sobre
Gerais.
vestida
Minas
Desta
acompanhava
a atriz
vez, Taís estará
de cinco rapazes.
homenagearão
a
do enredo
como a Pequena Notável
acompanhada
no
e será que
o Bando da Lua, grupo Carmem.
é Trabalhadores
O enredo
do Brasil
que
da Portela
- a época de
Getúlio Vargas. THEN XICA DA SILVA, NOW CARMEN MIRANDA Actress Taís Araújo asked and carnival artist José Feliz gave the girl her heart's desire: she will parade on foot in Portela, in tribute to Carmen Miranda. Last year the actress was Xica da Silva in the theme on Minas Gerais. This year, Taís will be dressed as the vivacious Bahian singer and be accompanied by five young men, in homage to the Lua Band, lhe group that was always with Carmen. Portela's theme is Workers of Brazil- the Getulio Vargas era.
"Meu amor, meu prazer viajei pra te ver Singrei os mores tal qual navegantes de Sagres cruzei os ores cama a genial Santas Dumont pra carnavalizar com a bandeira brasileira e confraternizar no desfile das campeãs eu vim cantar, eu vim dançar e me exibir mas sei que os sambistas desfilam não é só para se divertir Eu te amo, eu te amo eu te amo, Brasil eu vim desejar muitas felicidades na ano dois mil Ouvindo bons sambas a tua cultura eu entendi e em qualquer país quando posso eu falo par ti jó contei tua história através dos teus sambas-enredo sou a Unidos do Mundo o samba pra mim jó não tem mais segredo, ,Uarlillbo ill two times. meu amor"
UNIVE"'RSAL alld
LOVE
1I0t Vi/a tbis
lime rolllld: sbortly be/ore Carllil'albe latlllcbed bis /irst lIovel (Joalla e jualles, bis ZI',H pllblisbillg
to illaugurate ((lul,
bouse)
at a big !Jart)', ill tbe IIsual compallY o/ tbe Vi/a Isabel samba school, bis
salllba-tbeme finm
o/ Ullidos
do /lflmdo,ftms
ali Oll!r Ibe Imrld
ill jJmise
Braz/liall 11is mlled tlJe Ulliu!rsül
Declmutioll
o/the beato
0/ LOI~'
'j~.o'/oI¥!, "0' deligbt/l'l¥! see )fJll/l've
tral¥!led tlJe 1I'0Iú1 to süiled tlJe sevell seas like tlJe
Sagres sailors Irv!! floum
tbe skies like tlJe
im 'f!ntil¥! Sal/tos Dlllllol/tllo be ill Camil'al lIluler tlJe Braz/lial/ balll/erl{//ul joil/ 11JeOXl11/jJiOtlÇ parade /l'l'f! come to sil/g. dal/a! al/d slx)/V (!/fI I kl/o/V Ibat tbe samba is a .'iI.-'1iOlIS /xII'(l(lel
(I1ul
mOIT! tlxm just to pkO'!llov!! )Vll, Ilol'e )01111101'11 )fJll, Braz/I/rlll bem to ll'isb )OU a tbousalld gn.'l!tingslill tlJe )t!ar
ruo tlXJusatuLv tlxJllsalld/listening S£l1IIbas/Jollr ImdL'I~1al/dlal/d
listL'Ilil/g to g()(x! ali til/e 1
(I1~}~I'Ix'le I
gololl{)' pmise )vu11lJear frolll lIIe/l"H! to/d) vur StOl}'!tI:llVlIgb )vur
S£lmlxz.llx'l1U!s/rlll UI/idos do MUI/doi somlxl I/O/V IxJ!ds 1/0 Sl.-'Clets finmme,
101'11 o/I/O'liji/'
Pode vir que o cachorro é quente.
iG, o mascote do iG.
Em março o iG lança o portal iG. O seu melhor amigo na internet. Ligue para 0800 70 2000 ou www.ig.com.br
So much music, /so many colours, so much Iiveliness. The Carnival in Rio de Janeiro is a perfect example of Brazilian spirit and elegance. You'lI be spellbound. It's simply impossible to resist the contagious rhythms that take hold of everyone in the city. Your heart will beat faster and your head will be spinning as you try not to miss any of the action. Come and take part in the greatest party in the world, in the most stunning city in Brazil. Beautiful people, exuberant costumes and wild adventure are ali waiting for you.
Rio de Janeiro ~ ê,~,~~~!~,~ www.embrall.lr.gov.b.
MINISTRY OF SPORT ANO TOURISM
BRAZI1IAH GOVERNMENT
I
H
ng is your passion, Brazi is your destiny.
o RIO VISTO
PELOS
SAMBISTAS A RIO SAMBA E CARNAVAL PRESTA ANUALMENTE UMA HOMENAGEM AO RIO DE JANEIRO. NESSA EDIÇÃO DOS 500 ANOS DO DESCOBRIMENTO AO
INVÉS
DE
ENCOMENDAR
O TEXTO
DO BRASIL,
A UM CRONISTA,
como ocorreu em outros anos, nós preferimos relembrar versos de sambas-enredo que exaltam a nossa cidade ou algumas de suas características sócio-geogr' Assim, no lugar que já foi ocupado por autores como Aldir Blanc, ArtuJ Marcelo Madureira, Hubert e Sergio Granja, neste ano a vez é de Si! Aluísio Machado, Mano Décio, Franco e outros bambas. Até P0ri demonstração
de que o amor que a cidade inspira não é privilég
(o sambista, cá entre nós, evoca o Rio desde os tempos pioneiros "glória e consagração recomendou
da primeira
escola
de samba"),
Geraldo Babão: "os imortais compositores,
Façamo
revivemos s
valores" (História do carnaval carioca - Salgueiro, 1965).
'. ,
((Rio)cidade tradicional teu panora1na é deslu1nbrante és U1na tela divinal JJ
(RECORDAÇÕES
DO RIO ANTIGO, D
HELIO TURCO, CÍCERO E PELADO - MANGUEIRA, 1961)
"Rio, lradiliol/al cily of mine/al/d hrealblakil/g views/a lal/dscape paÍllling divil/e" (Memories ofOld Rio, hy Helio 7ilrco, Cícero and Pelado - Mangueira, 1961)
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o o
ê:2
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((Garテァon) garテァon) bota uma cerva bem gelada aqui na mesa" (DE BAR EM BAR, DIDI, UM POETA, DE FRANCO - UNIテグ DA ILHA, 1991) "Waiter, waiter/bri1lg a cool beer/to Ollr table bere" (Pllb crawl, Didi, a poet, by Franco - Uniテ」o da lIba, 1991)
MasterCard: Aceito da concentração , a apoteose .
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j'
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Existem coisas que o dinheiro n達o compra. Para todas as outras existe MasterCard~ www.mastcrcard.com
((O mar subiu na linha
do horizonte desaguando como fonte)) (DAS MARAVILHAS DO MAR FEZ-SE O ESPLENDOR DE UMA NOITE, DE DAVID CORREA E JORGE MACEDO - PORTELA,
1981) "The sea overflows on the horizon/like a gushing fountain" (Erom the ocean wonders comes the splendor of a night. David Correa and Jorge Macedo - Portela, 1981)
hy
"Vem) amo~ vem à janela ver o sol nascer na suti~ do amanhecer um lindo dia se anuncia veja o despertar da natureza olha) amo~ quanta beleza o domingo é de alegria no Rio colorido pelo sol as morenas na praia que gingam no sanlba e no meu futebol)) (DOMINGO, DE AUIUNHO DA ILHA - UNIÃO DA lU-IA, 1977) "Come. m)l /oue, come lo lhe Willdoll' til/ti see lhe dawnllhe genl/elless of lhe Ilew morlll a /ol'e()' exjJeclalll day/see Ilalllre all'akenl/ook, l/l)' /oce, how radiallllis lhejoyolls Sw/day/ill Rio hrighl/ lhe sllll-kissed
maidens on lhe heach/..'iU'aylo lhe samIJa tIIu/my soccer" (Sumia)'. hyAllrillho da Ilha - Unido da Ilha, /977)
('Numfim de semana em Paquetá/ ouvi Carinhoso) amei au luar)) (YES, NÓS TEMOS BRAGUINHA, DE HELIU TUl{CO, JAJÁ E COMPRIDO
J URANDIR,
ARROZ,
- MANG UEl!{A, 1l)~4)
o .o:::
o
~1
erguer a 1ninha taça com euforia/brindei àquela linda valsa/ já no amanhecer do dia/a suntuosidade nze acenava/e alegremente sorria/algo acontecia) era o .[in?, da monarquia ))
(~o
(OS CINCO BAILES DA HISTÓRIA DO RIO, DE SILAS DE OLIVEIRA, DONA YVONE LARA E BACALHA MP' RJO SERRANO,
] 965)
-
(~ passo a passo) no compasso o samba cresceu na Candelária) construiu seu apogeu)) (BUMBUMPRATICUMBUMPRUGURUNDUM, DE BETO SEM BRAÇO E ALUÍSIO MACHADO - IMPÉRIO SERRANO, 1982 "Alld stejJ by step, to the beat/the samha su'elled/in ('ande/ária, /lllti/ it reached its peak" (BlImbllmprtlticumbumprugllrundum, hy Beto Sem Braço (/}ul A//I ísio Machado -Império Senww, 1982
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BÁSICO
DO CARNAVAL
DO RIO.
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RODRIGUES
Quem é a pessoa mais bonita do Carnaval? Na maior festa do planeta, todos concorrem a este título - desde o integrante de comissão de frente da Escola até a convidada de um camarote, que deve virar ma drinha de alguma bateria no ano que vem. É uma competição democrática, sem definições de categorias ou restrições de cor, tamanho ou forma de roupa. Muito menos, de idade ou de sexo. Mas além da beleza, como dote natural, há o fator estilo, que brinca justamente
com o que temos de mais criativo no Carnaval: a fantasia. Com exceção de quem sai nas Escolas, atualmente ninguém sai de casa vestido de pierrõ, arlequim ou colombina. Muito mais divertido é reinventar a roupa de todos os dias, que já anda um tanto carnavalesca. Ou recriar a camisetaconvite, passaporte para as melhores festas. Nossas próximas páginas sugerem algumas maneiras de se divertir com acessórios, roupas e maquilagem e fazer parte deste enorme concurso de beleza que é o Carnaval carioca.
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lse ta 1. PRENDA FRANJAS DE SEDA NA CAMISETA E NA SAIA, NO TOM PREDOMINANTE DA ESTAMPA
Enfim, a maravilhosa camiseta, o convite para a festa está na sua mão. Agora, mãos à obra, para ficar completamente diferente dos outros convidados. Para os senhores, as opções são mais discretas: tirar mangas, abrir alguns buracos para ficar meio Punk. As beldades, ah, elas podem encurtar o comprimento, transformar a gola em frente-única ou até fazer da clássica camiseta um conjunto de top, minissaia ...e bolsinha! Quem não pretende se exibir muito, adota um truque da moda atual: prolonga a camiseta com um tecido meio transparente, insinuando as pernas. Af lasf, fbaf
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2. TRANSFORME O MODELO EM VESTIDO, COM UMA BARRA DE TECIDO TRANSPARENTE 3. UM BOM CORTE E VOCÊ TEM UMA MINISSAIA COM BOLSO LATERAL (ESTILO CARGO), UM TOP E UMA BOLSINHA, FEITA COM UMA DAS MANGAS 4. ELE SERÁ O COMANDANTE DO CAMAROTE, DEPOIS QUE APARECER COM A CAMISETA DE MANGAS RETIRADAS E FITAS DOURADAS COSTURADAS NA GOLA, DEFININDO SEU POSTO DE COMANDO
wondeJ:liil T-shirt, fhe fiekef fo fbe parfy is ill your possession. Now, ballds lo work, lo sfalld oulji'om fbe olber guesls. 17.Jegellllemen bave more disereel OjJliolls: remove Ibe sleeves alld make some boles ill jJseudo-Punk./àsbioll.
5. O BRILHO DOS PAETÊS PRESOS SEM MUITA ORGANIZAÇÃO, NEM FORMANDO FIGURAS DEFINIDAS, DÁ UM AR DE MODA E DE FESTA. AQUI, COM SHORTS DE COURO (FÓRUM)
l3ul lhe female beaulies eml do so mueh - sborfell il, make il baekless 01' even lurn lhe c/assie 7~sbirf inlo a malehing 10/), miniskirl and .... purse! \F'ho doesn'l wanl lo revealloo
mueh ean lake a tijJ/rom high fashion: make lhe T-shirl longer by adding a semiIJWIs/)arenl fabrie lo sbow lhe oulfine o/Ibe legs.
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Além das nüscaras e lantejoulas típicas das festas carnavalescas, há acessórios da moda atual que elão um toque ele luxo. /3esides l!Je 1.J1Jica/ 1I1tlSks alld sequills ql Camim/ /esliuilies, loucb.
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Visa. O Cart達o Oficial do Carnaval Carioca 2000.
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3. PARA UM VISUAL MAIS LUXUOSO, PRENDA FITAS E PENAS PRETAS, DE UM LADO DO CABELO SOLTO (OU PRESO, SE QUISER). A MAQUIAGEM VERMELHA COLORES OS OLHARES. E UM BATON CEREJA PARA TERMINAR 4.DESTAQUE PARA A PELE BRONZEADA: PASSE UMA FAIXA RENDADA DOURADA NA ESTA. PRENDA POR BAIXO DO CABELO SOLTO J. \Vet hair OI' with gel for the Gillook hy BClIlela Beijo; roll il/to cllrls allel fix with elastic IX/Ilels, rihhOlls OI' wbateuer YOII llIisb
2.Pollytaillllitb gold hraid hracelets tieel togetber (Cesm' Marça!) 3.For a more sopbisticateel s(yle, tie hlack rihholls al/d featbers 011 olle side ofyollr bai/; eitber hallgillg loose OI'tieel hack, wbicbeuer YOII l/lisb. Rosy ~ye make-IIp allel cbel7)'-red lipstick to giue tbat/illal tOllcb. 4.Higbligbtillg a goldell tClIl: ll'ear a goldell lace hClIld 011 YOllrforebead. Tie it IIl1deryollr loose bair.
divirta-se com a
Carnaval é ótimo para mudar o estilo do cabelo, inventar maquilagem nova. E na bolsa, leve um spray de água mineral, para refrescar e hidratar a pele nos intervalos do samba (na foto, brinco de argolão da Lolly Gherardi). Dê uma olhada nas novidades de brilhos para maquilagem: a Lancôme tem o Pommette, em tons bronzeados, a Christian Dior tem o brilho meio cintilante do Lumiere du Corps e Yves Saint-Laurent lançou, só para as festas do Ano 2000, o Huile Scintillant, para passar no rosto e no corpo. Canliual is one of the best times to change your hairstyle ar inuest in new makeup. Alld cany a mineral wa/er .\pray in your purse to keep coai and hydrate your skin between sambas. In the ph%, earrings by Lo/~VGherardi. Take a look at the new glos!;y makeup: Lancôme's Pommette, in tones of bronze, Christian Dior:~ halFshimmering !ook in Lumiere du COI1)s.and VuesSaint-Laurent launched the Huile Scintillant just for lhe 2000 Vear ce!ebmtions to smoo/h ouer you rface and
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53
• fora do camarote Improvisar fantasia? Ninguém mais faz isso, de pegar um lençol e sair fingindo que se vestiu de fantasma. Muito melhor é fazer um tipo, exagerando a roupa da moda. Improvising a costllme? No one does tbis em)' more. takil/g a hed sbeet and pretending
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are a ghost. If's mllch
helfer to adopt a s(Vle, wearing
TENDÊNCIA PUCCI: NA ESTAMPA DA CALÇA (RYGY), COM O BRILHO DO BORDADO NO TOP DE TRICO (MARIAZINHA), CHACOALHANDO OS BRACELETES (METALLY, BIJOU BOX, MIRNA FERRAZ, DI OCCASIONI, VILLA BORGHESE STILE) E ARRASANDO COM A MULE HOLOGRÁFICA (MARIAZINHA) Pllcci trend: jJrinted pal1fs (RygyJ, with the ~parklil/g knifted
elllhroidered
tojJ )'0111'
(Metall)',
cllrrent/asbio/I.
PAREO URBANO: FAÇA UMA SAIA COM UM LENÇO (KRISHNA), VISTA O TOP DE MALHA BORDADA (AGllITÁ), APERTE COM O CINTO DE METAL (VILLA BORGHESE STILE). SANDÁLIA DOURADA (ANTONELLA), ARGOLA (LOLLY GHERARDI) Ci()1 saron!].' make a skirt ./i'olll a scmi (Krishna). elllbroidered
colfon
top (Agilifú).
fight~)'
tied II/etal helt (Vil/a l30rgbese sandals
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Bijoll
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lHil'/la Ferraz, Di Occasioni,
versiOl1 u/tbe
StileJ, golden
(MariazinhaJ, shakillg
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Vil/a
130rghese StileJ and heing tbe helle
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hall with the hologram II/llles (Mariazinha)
(AI/tonella), earril/gs Cberardi)
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NEO-BRANCA DE NEVE: TODA DE BRANCO, CLARO: CALÇA CAPRI (LEVI'S), SUTIÃ BORDADO (FABRICATTO), COLEIRA PRATA FOSCA (VILLA BORGHESE STlLE) E PULSEIRAS (CÉSAR MARÇAL) Ne()-SIICHI' W!Ji/e: aI/
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COIIrse: cajJri I)(III/S ( 1.1'1 'i~, J, ellll}1"{Jidere(1 Ims/ ier /ojJ (FaiJrical/o). sili'er
dark
c!Joker (Vil/a
IJcJI;!!,!JeseS/ ile) (///(liJr(/cele/s ( Césa r Ma rça /)
FANATlCA POR MODA: SAIA ZEBRADA (C & A), SUTIÃ COM ESTAMPA PUCCI (RYGY), ESTOLA INDIANA (KRISHNA), MULE (MARIAZINHA), COLAR E BRINCOS DE PEDRAS CRISTAL AZUIS (BIJOU BOX) Fas!Jioll-cmzl':
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skir/ (C & 11), I'lIcci jJrill/
IJIIs/ier /(JP (f(J;!!..I').
IlIdiall
s/ole (Kris!Jlla).
CABEÇA DE LUXO: SHORTS PRETO, CAMISETA DALMATA (CLAUDIA SIMÕES), SANDAuA BAIXA (DATELU). O LUXO? SÃO AS PLUMAS NA CABEÇA! 1.11.\'11 r)' /opkll(J/: shor/s. /)alll/(//iall
7~sbir/
Sillll)es), .fl(//
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1\'I!Jere:-;
/!Je III.\"IIIY? n)e/i.m/her !Je(/drlress,
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1/IIIIes (Mari(/zillha), Mlle C/ys/(/I I}ead lIeck/ace
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(1J(j(J1I lJu.\'J
EnderL','os
/ Atltlresses':
Agilil:'l: Shopping da Gávea. I" piso. Anlonella: Shopping I{io Sul. 3" piso. Ilijou Box: Rua Farme de Amoedo. 35 • C 8: A: Barrashopping • César l\Ian;al: (OZ.j) 522-50(,7. CI:'llIdi:l Simàes: Shopping Rio Sul. 2~ piso. Cristina Augusto: (2]) 4(,2-14(,4 • D:llelli: Barrashopping, expans;lo • Di Occasioni: Ilarrashopping • Fal1riGluo: Rua Visconde de I'irajá, 550. térreo. Fórum: S;IO Conrado Fashion Mall. 2" piso. Krishna: Shopping Rio Sul. 2" piso. Levi's: S:IO Conr:ldo Fashion Mall. 2º piso. Lolly Gherardi: Rua Visconde de I'irajá. 550 - sala 411 • I\lariazinha: S:IO Conrado Fashion l\Iall. 2" piso. i\l:trie 8: Jean: (021) 4(,7.1500 • Metally: Rua Visconde de I'irajá. 550. llº andar. Mima Ferraz: Shopping BOla fogo • O\'(~rL'nd: Shopping IguatL'mi • I{ygy: Barrashopping. expans:lo TeITanée: • Villa BorghesL' Stile: Shopping Rio Sul, 2" piso
Adeus cores monótonas. Chegou a coloração
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o "superquesito" está de volta. No carnaval. do ano 2000, quatro pessoas terão que dar notas para um quesito que tinha sido eliminado há cinco anos: o conjunto de cada escola. Ou seja, uma mistura de todos os outros quesitos mais a animação dos componentes. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) decidiu tambêm aumentar o tempo máximo do desfile de cada escola: O tempo máximo de cada escola passou de 80 para 85 minutos por que, no carnaval 2000, todos os temas são históricos. Conseqüentemente, as fantasias serão maiores e mais pesadas. Alêm disto, a procura por fantasias está sendo muito grande. O tempo mínimo continua sendo 65 minutos - explica o tesoureiro e diretor de carnaval da Liesa, Valter Lopes de Carvalho.
agremiação seja de outro estado. - Já imaginou? A escola banca, por exemplo, seu puxador o ano todo.Aí, ele sai em outra escola que desfila antes e, por falta de sorte, fica rouco. E aí? Se alguém desobedecer este regulamento, a escola a qual pertence vai perder dois pontos e esta pessoa ficará fora do nosso desfile por três anos sob pena de a escola que a aceitar perder também dois pontos - explica Valter. A comissão de dispersão, que verifica a saída dos carros e dos componentes, perdeu uma pessoa passando a ter quatro membros. A de apuração, em contrapartida, ganhou duas: o vicepresidente e o tesoureiro da Liesa. Outra mudança foi feita no desfile das campeãs: a vice e a campeã do Grupo A não desfilarão no sábado seguinte ao
Das 40 notas (são quatro jurados para cada um dos dez quesitos) apenas 30 serão válidas. Com os envelopes fechados, será sorteado um por quesito para ser eliminado antes de ser aberto.As outras três notas serão lidas e somadas. Uma proibição foi feita: o puxador-oficial, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, o diretor de bateria e os componentes da comissão de frente das escolas do Grupo Especial não poderão se apresentar em outra agremiação até que termine o desfile de todo o grupo, na madrugada de terça-feira. Mesmo que a outra
carnaval. Neste dia se apresentarão, além das cinco primeiras colocadas do Grupo Especial, a Unidos do Mundo, formada por componentes de agremiações de outros países; uma escola japonesa e a italiana, já bem conhecida da Passarela do Samba, onde distribui, anualmente, centenas de bichinhos de pelúcia. Em 2000, a Liesa será a responsável não só pelo desfile do Grupo Especial, mas também pelo desfile do Grupo A e das escolas mirins. Acordo neste sentido já foi assinado entre a Liesa, a Associação das Escolas de Samba e a Liga mirim.
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59
Auto-atendimento BB. Campeão em tudo.
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Udo bem. Um carnaval monotemático, com todas as escolas celebrando aspectos dos quinhentos anos de Brasil. Mas, carecer, carecia não. Para as escolas, não há problema. Elas já enfrentaram o mesmo desafio em 1965, quando o Rio de Janeiro festejou o seu IV Centenário. Por que não carecia, então? Simples, desde o primeiro desfile, ainda extra-oficial, realizado em 1929, as escolas não fizeram outra coisa nesses 71 carnavais senão contar e recontar múltiplos aspectos da história desses 500 anos. De antes, até, considerando-se por exemplo o desfile da Mocidade Independente com o enredo Como era verde o meuXingu,de Fernando Pinto, em 1983. A mesma Mocidade, em 79, foi campeã cantando exatamente O Descobrimento do Brasil, enredo de Arlindo Rodrigues.A escravidão (e seu fim) foi tema de dezenas de desfiles , bastando citar o que fizeram na pista a Unidos de Lucas (Sublime pergaminho, um samba realmente sublime, de 1967), o Império Serrano (Heróis da liberdade, 1969), o Salgueiro (Quilombo dos Palmares, enredo de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, 1962) e a Vila Isabel (no seu único campeonato, em 88, com Kizomba outro samba de antologia). Como as lutas da Independência, que deram a Imperatriz Leopoldinen um campeonato irrefutável (Liberdade, liberdade abre as asas obre nós, enredo de Max Lopes). E, para relembrar o fim da monarquia e a chegad' da epúblioa, nada melhor
que evocar Os cinco bailes da história do Rio , do Império Serrano, 1965, obra-prima de Silas de Oliveira, Dona Ivone Lara e Bacalhau. Portanto, em tese, as escolas vão fazer o que fizeram sempre. Só que isso nunca implica em repetição, redundância. É justamente mergulhando nesse universo que conhecem tão bem, que as escolas de samba sempre surpreendem, com um ângulo novo, uma abordagem original. Trazendo para a pista de desftle coisas que não se pode procurar nos livros de história. Salve o Brasil. Salve a festa do seu V Centenário. E salve o carnaval. Evoé, Momo. So u'e willlu/lIe Carnival wilb a sillgle Ibeme, ever)' sclJool cO/llmellloratillg olle or more aspeCISof IlJe 500 }'ears since Ibe discovel]' ofBrazil.Bul IlJey do 11 'I lIeed lo. TlJesclJool~dOIl'1Ibink il:ç a pl'Oblelll. TlJe)"/!ealrea{~}'faced IlJe sallle challellge ill 1965 when lhe cil)' of Rio de Jalleiro colllnlellloraled its 400-)'ear ({IIIIÍI'ers(/l)( W1.J)' dOIl 'I IlJe)' need lo. Ihell? SiIllP~1'because, sillce lhe firsl parade, uuojJicial aI Ihal, ill 1929, lhe schools lJa/!e dOlle nolhing else ill IlJe pasl 71 Camil'als bul lu lell (/Iul re-Iell /lUIII)' aspecls of lhe hislul:)' of Ihese 500 )'ears. Well before 1IJ(11.acluall)'. cUlIsiderillg. fi)r inslallce, Mocidade IlIdepelldellle's parade ill 1983. Mocidade agaill, ill 1979, /I'as clJalllpion wilh precisel)' IlJe sallle Ihellle Tl.JeDiscOllel}' of Brazif. Slawl)' ((/Iul its abolition) lllls also i}eell IlJe Ihellle of dozens 0./ parades; we jusl lIeed lo lIIentiulI Il'lllll Unidos de Lllcas (SlIblime parcl.Jmelll, ill 19(7), lmpério Serrallu (!ferves of Preedom, 19(9), Salgueiro (QlIilombo (los Palmares, 19(2) (/IulVila Isabel (Kizomba, 1988) sang UII lhe avellue. Alld lhe jlglJls ./or llldepelldellce, which gaw IlIIperalriz Leopuldillense (/lI uncollleslabie vicIo/')' (Preedom freedom, sl.Jelter IIS IIl1der )'o"r willgs). Alld going back lo Ih~ end oj.llJe 1II0n'tircb)' ({Iul Ibe lIew Republic, nolbillg better Ihall lo mil lo milld Império Serrm/U's me filie bal/s i" Rio's bisIOl)' ill 196.5.71.Jeschools, Iberejore, Iheorelicall)' will do wbal lhe}' ba/!e always dOlle.Jusl Ihal Ibis lIe/!el i/llplies repetitiulI. It is ex~cI y b)' diving deep inlo Ibis unil'erse bey kllo/l 50 Il'ell Ihal lhe samba scb ois alwa)'s sll11Jriseus I '/Ih a nel/l angle, ali origillal approacb. Tbe ' brillg Ibings Ibal call nel'er by fi)//lIa ill IlJe bislor)' books lo IlJe parade aVell1le. God .\ll!'e Brazil. Cod save its 500:)'ear a lni/!ers{//)~ A/ui arllival. Ollll'ards, M01l/o, king of CarllilJal.
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Samba-Enredo.
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Grupo O DIA. Jornal O DIA, Rádio FM O DIA, Nova FM, O DIA On Une e TV O DIA, mostrando o carnaval mais carioca do Rio.
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Mandar uma mensagem defé e esperança para o povo brasileiro é o que pretende a Urzidos do Porto da Pedra com o enredo "Ordem, progresso, amor efolia no milênio da fantasia". O carnavalesco Jaime Cezário e a escritora Dalva Lazaroni, autores deste tema, contam que ele é um sonho de liherdade in..,pirado na formação de um imaginário republicano e nas ideologias que in:fluenciaram a cabeça dos formadores da República (Ordem e Progresso) e suas conseqüências no imaginário popular (Amor e Folia). O enredo conta que, na noite de 14 de novembro de 1889, raios e trovôes marcaram o aparecimento dos hspíritos da Liberdade
Presidente/Presi dent: Nei Sebastião da Silva
Carnavalesco/Carnival artist: Jaime Cezário Mestre-sala e Porta-bandeira: Antônio e Andrea Últimas colocações: 1999 - 2° lugar no Grupo A 1998 - 14° lugar no Grupo Especial 1997 - 5° lugar no Grupo Especial 1996 - 9° lugar no Grupo Especial 1995 - 2° lugar no Grupo A
cruzando o céu do Brasil. Meio homens, meio mulheres, m,eio índios, meio negros e meio brancos, tinhmn, na altura do coração, uma pedra verde, o muiraquitã, símbolo da esperança. Na Jnão direita, uma espada de ouro enfeitada com rosas vermelhas siJnbolizava a paz e o amor. A união de todos, no entanto, não foi possível: de um lado ficaram os republicanos liderados por militares, intelectuais e alguns letrados; do outro, o povo. A Revolução Francesa, com seu lema" Liberdade, Fraternidade e Igualdade" inspirou os republicanos e a República brasileira foi proclamada em 15 de novembro de 1889. O povo, no entanto, ficou de fora da festa e ainda sonhava com a monarquia que, um ano antes, acabara com a escravidão no País. A escola pergunta: o que faltou para o "casamento" do povo com o governo dar certo? E re:-,ponde:maior participação populm~ condições de trabalho, investiJnerlto na Educação e na Saúde. AJas a agremiação garante que este casamento ainda pode ser salvo. A solução é investir na cidadania, na ciência, na tecnologia, na melhoria da qualidade de vida, na saúde preventiva e no emprego.
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Ullidos do Porlo da Pedm l/Iishes lo sel/d a lIIessage (dfailh muI hope lo lhe 13raziliml peop/e luilh lhe Ihellle "Ordel: progress, /ow (/Iul rel'eh)' ill lhe lIIi11el/llilllll (!/f{///(yji'ee". Cal'llil'a/ (/I1isl./aillle Cezârio (/Iu/l/Iriler [)ah!(1 Lazarolli, alllhors oI' Ihis Ihellle, lell h(l/l' il is lo elrealll (!/:ti'eeelolll iW!Jireel 011 Ihejóllllelillg q(all illlagillmy rejJllhlic al/(I iele%gies Ihm il?/7I1ellced Ibe lIIillels (!( Ihose sel/illg IIp lhe RejJllhlic (Order aliei Progress) mui ils cOlIseqllellces ill lhe illlagillalioll q( lhe jJeojJ/e (L(lIIe (/lu/ ReuehyJ. 'lhe Iheme lelL,' how, 011lhe eue q( Novelllher 14, 1889, Ihllnder mullighllling allllOllllced lhe ajJjJeamnce q(lhe !:>jJirils fi!' Preedolll i/I lhe Bmzi/iall SR:l'. ,Hell, 1I'0lllell, IlIdiclIlS, Negroes (md while, Ihey had a greell slolle lIear Iheir hearls, called lhe 11111imqllilâ, ,~ylllhal (?( hope. 111Iheir righl hallds, a go/d sll'ord decomled lvilh red roses .'Tlllholizillg lo/'(' mui peace. 1I was 1101 jJossib/e, hou'evel; lo ,mile
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CompositoreslColllposers: Femando BllSter,j.C. Couto, João da Valsa e Touro Editora Mmical Escola de Samba LIda I BMG Music Publisbing Brasil JntérpretelSillger: \f'ander Pires Mestre de bate1"Í(tlPermssion leader: Louro
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Brilhou no céu o ideal da liberdade o país querendo ser feliz sonhou com a igualdade. Mas sem união e amor não dá pra melhorar. Os republicanos buscaram na França idéias pro Brasil mudar e sem se importar com o apoio do povo poder queriam conquistar. Ordem e progresso tem que produzir a união efé (com muita fé) mas sem amor não vai construir a integração que que1: O povo
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fez-se independente, caminhou com muito amor fez a folia e nossa cultura agitou se povo e governo pudessem formar um elo de amor e paz na festa dos 500 anos não separar jamais.
.Sacode a cidade, levante o astral é o Porto da Pedra neste carnaval com ordem, progresso, amor efolia saudando o milênio, tudo éfantasia.
A Acadêmicos do Grande Rio lembra no enredo "Carnaval à vista -nunca fomos catequizados, fizemos carnaval" que os índios já existiam no Brasil quando os navegantes europeus chegaram. Nunca, no entanto, se soube ao ceJ10de onde eles chegaram, como e quando surgiram. Diversas lendas tentam explicar o aparecimento dos índios. A escola cita uma, amazonense, que diz que Tupã mandara Coaraci (princípio materno) dar origem a rios, fauna, flora, terra fértil com deliciosos frutos e bons ares. Ela obedeceu as ordens e criou também a primeira icamiaba, a "sem marido", que vagava solitária no paraíso tropical. Tupã decidiu, então, povoar a região e
Presidente/President: Hélio Ribeiro de Oliveira
Carnavalesco/Carnival artist: Max Lopes
Mestre-sala e Porta-bandeira: Ronaldinho e Verônica Rainha da bateria: Suzana Werner Últimas colocações: 1999 - 60 lugar no Grupo Especial 1998 - 7" lugar no Grupo Especial 1997 - 100 lugar no Grupo Especial 1996 - 110 lugar no Grupo Especial 1995 - 1fiO lugar no Grupo Especial
enviou da tribo celestial um índio guerreiro sobre uma estrela colorida e brilhante que pousou no coração da América do Sul. Nesta estrela estavam todos os segredos das magias encantadas qu.eprotegeriam as tribos dos maus espíritos. Assim surgiram os primeiros brasileiros e elesjá possuíam alma festiva e muita criatividade. Foram eles) segundo o carnavalesco Max Lopes) os precursores dos atuais foliões. Foi com festa que os índios receberam os navegantes europeus. Os povos da floresta eram bem-humorados) felizes e lutaram unidos pela liberdade como na Confederação dos Tamoios) uma das mais fortes organizações indígenas na guerra contra os escravizadores portugueses. A Acadêmicos do Grande Rio vai mostrar o desenvolvimento do Brasil e as mudanças registradas nos diversos setores paralelamente ao desenvolvimento do carnaval. que foi introduzido no Brasil Colônia pelos p011ugueses. A influência dos negros na cultura brasileira) o culto religioso nas senzalas e sua 1?'larCano nosso carnaval também serão mostrados. Afinal) diz o enredo) foram os negros que consolidaram o costume de usar fantasias neste evento. Os imigrantes chegam, com o fim da escravidão) e inc01poram suas tradições carnavalescas aos folguedos brasileiros. Surgem os bailes de máscaras, os bailes públicos. A folia ganha dimensão internacional no Rio, Recife e Bahia com as escolas de samba, o frevo e o axé. Mas no Brasil 2000) são outros 500) lembra Max. Será preciso resolver os problemas básicos como saúde educação e moradia.
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do Grande Rio in Ibe Ibeme "Carnil'a/
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do Grande Rio //IiI/ sbow Rrazi/'s jJrogress (/Iu/ Ibe
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CompositoresIComj}()sers: Pedrinho Messias, J. Mendonça e Mingau Editom Musical Esco/tl de Samba LIda I Bl\1G Music Publishing Brasil /ntérpreteISinger: Nego Mestre de baterialPercussion leader: Odilon
Naveguei e cheguei bons ventos me trouxeram do além-mar monstros marinhos, tempestades vieram me assustar. ao chegar,festeja o dono da terra fui rezar primeira missa e esse povo abençoar. Na Brasilândia, melodia curubim Terra Brasilis e o cantar feliz toca gaiteiro e espanta tristeza que a festa é tupiniquim e portuguesa. E o cordão que não parava de aumentar quem vem para conhecer não quer mais voltar margeando o Chico eu vou ouvindo a batucada do Sergipe. Toca bumbo, toca Zé Pereira e sambando, venha quem vier se deixar, eu canto noite inteira mas batuque no terreiro, meu senhor não quer.
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Verdade se tornou realidade enfim o carnaval da liberdade. Amor, vem me fazer sorrir abram alas, Grande Rio vem aí Vem brindar lança-perfume, pois o baile já vai começar. A Praça é nossa e o povo quer sambar THE SOUNOTAACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY
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NESTE CARNAVAL, A TELEMAR PEDE PASSAGEM PARA FAZER TAMBÉM O SEU DESFILE DE REALIZACÕES. )
Em 1 ano e meio de operação no Rio de Janeiro, ser destaque .• Mais de 22 mil novos telefones • 52 mil km de fibras óticas instaladas,
a Telemar apresenta públicos instalados.
para modernizar
• Mais de 1 milhão e 100 mil novas linhas telefônicas
alguns resultados
Até dezembro,
serão mais 12 mil.
a rede. Até o final do ano, serão mais 12 mil km .
para a população. Até dezembro,
serão mais 950 mil.
Para realizar tudo isso, a Telemar investiu mais de 1 bilhão e meio
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do mundo. Você vai até mudar de expressão! Sabe essas ruguinhas que vão aparecendo em volta dos olhos. na testa e perto da boca? Acabe com elas em apenas uma aplicação! Sem marcas. sem internação e com total segurança. Caia na folia de cara nova! Esqueça as rugas de outros carnavais e saia no bloco das esticadinhas.
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A Unidos de Vila Isabel quer mostrar o que é ser indio e que ele tambéln é imortal. Para isto, lembra que nestes 500 anos muita coisa aconteceu até o brasileiro criarfama de ser muito versátil e criativo. Uma raça empregnada de heranças genéticas do indio, do branco e do negro. O enredo ''Eu sou indio, eu também sou imortal'~ do carnavalesco Oswaldo Jardim, fala sobre os primeiros habitantes do Brasil, seus costumes, comportamento e personalidade além da necessidade de se reavaliar o comportamento de todos em relação aos indios. Para entendê-los, ensina Jardim, é preciso primeiro amá-los
Presidente/President: Olício Alves dos Santos
Carnavalesco/Carnival artist: Oswaldo Jardim Mestre-sala e Porta-bandeira: Bira Mulato e Tuca Últimas colocações: 1999 -110 lugar no Grupo Especial 1998 - 12" lugar no Grupo Especial 1997 - go lugar no Grupo Especial 1996 - ? lugar no Grupo Especial 1995 - 80 lugar no Grupo Especial
e respeitá-los nestes tempos de preocupação com, a saúde da Terra. É preciso entender sua vida repleta de contos, mitos, prosas e muita poética . .o carnavalesco acrescenta que o bairro de Vila Isabel foi, durante muito tempo, endereço de tribos indígenas. No início do século xx, tornou-se grande reduto de poetas e músicos. A Unidos de Vila Isabel vai mostrar a história do Brasil sob a ótica indígena, com suas lendas e mitos escritos com uruculn e jenipapo, cantando e dançando. E a agremiação quer que todos aprendam a ser felizes, a comemorara vida, a cantar e dançar para o amor, para os animais, para os rios e para a Natureza.
Ullidos de Vila Isabel wishes to show us what it is like to be an Indian and his immortality To do so, it tells that in these last 500 years, mallY thillgs happened before the Brazilian became famousfor his versatility alld creativityA race imbued with gelletic illheritance from the Illdian, white alld black peoples. The lheme "I am an Illdian, immortal too" by carllival arlist Oswaldo jardim tells of the first Brazilian illhabitallts, their customs, behavior alld personality, as well as the need to re-appraise the behavior of everyolle in relation to the Illdialls.jardim teaches us that, in order to ullderstalld them, we must first learn to love alld respect lhem, especially today whell the world is cOllcerned about its own health, and lo ullderstalld their li/e, rich in tales, myths, prose and poelry. The carnival artist adds that the Vila Isabel
lleighborhood was, for a long time, the address of illdigellous tribes. 111the early 20th celltury, it was the havell of poets alld musicians. Ullidos de Vila Isabel will show Brazil's history from the illdigellous viewpoint, with its legends alld myths writtell ill allllato alld genip, in song and dallce.And lhe school wants everyone to learn to be happy, enjoy li/e, sing and dance to love the living creatures, rivers and Nature.
CompositoreslComposers: Evandro Bocão, Serginho "20", Tito, Leonel e I vali da Wanda Editora Musical Escola de Samba Lida I BMG MlIsic Pllb/ishing Brasi/l ntérpretelSillger: Jorge Tropical Mestre de baterialPerCIIssion leader: Mug
Ouvindo os murmúrios da cascata a minha Vilafoi pra mata e ao voltar canta o que tenho pra mostrar a avenida vira aldeia, Porto Seguro pro azul e branco me exaltar o samba é a alma de um povo. Unidos tal qual oração, Tupã abençoando essa união. Iara do Igarapé, meu coração é seu lugar a proteção do meu pajé abre os caminhos para a Vila desfilar.
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Vi lá...em harmonia com a floresta em canto, dança, caça e pesca respeito à criação de um Deus maior. Vi lá...sabedoria em minha gente não letrada, jaci iluminar a madrugada sublimes rituais e soluções medicinais. Vila querida guerreira, tua coroa hoje é cocar cavaco é arco eflecha, "lança" nessa festa . um rio de amor em pleno carnaval. Ao ver tanta cultura me faz tua pintura, hoje eu sou índio, eu também sou imortal .
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O meu tambor vai ecoar a noite inteira
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a tribo Brasil festeja o ano 2000 500 anos, a história brasileira.
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''Brasil, teu espírito é santo!'~ garante a Caprichosos de Pilares no enredo criado pelo carnavalesco Etevaldo Brandão para mostrar que o País é capaz de superar as maiores adversidades. As graves crises políticas, inclusive. A agremiação, no entanto, observa que não se sente obrigada a apresentar os fatos em seqüência cronológica. Eles serão mostrados dentro de sua própria ótica com a alegria e a irreverência que são marca da escola. O enredo fala de quatro ex-presidentes brasileiros e das transformações sociais e políticas registradas durante seus governos. São eles:Juscelino
Presidente/President: Fernando Leandro
Carnavalesco/Carnival artist: Etevaldo Brandão Mestre-sala e Porta-bandeira: Peixinho e Marcela Últimas colocações: 1999 - go lugar no Grupo Especial 1998 -10" lugar no Grupo Especial 1997 - 2" lugar no GrupoA 1996 -13" lugar no Grupo Especial 1995 -10" lugar no Grupo Especial
Kubitschek UK),Jânio Quadros UQ), João Goulart UG) e Fernando Collor de Mello. A Caprichosos lembra os avanços sociais e econômicos da era JK. Reflete a posse e a renúncia de JQ, que alegou pressão de 'forças ocultas" que não podiam ser "varridas" do País. Jânio foi substituído por JG, seu vice-presidente, mas este teve os poderes limitados pelo regime parlamentarista, encerrado em janeiro de 1962. A Comissão de Frente da escola vai representar o direito da força e a força do bom senso. Em seguida, será mostrada parte da história brasileira lembrando a intolerância e a repressão, a censura aos jornais, os artistas, os movimentos popular e estudantil, os intelectuais, a Bossa Nova, a Jovem Guarda e o movimento hippie. Também têm lugar no enredo o movimento pró-eleição direta para presidente da República, o movimento armado de 1964 e o impeachment de Collor. Uma festa de aniversário em black-tie com taças de champanhe e vinho do Porto marcará o final do desfile da escola.
"JJrazil, your spirit is "santo"!" b)' Caprichosos de Pilares is the theme created by carnival artist Etevaldo Brandão to show that the country is able to overcome the worst hardships, and the devastating political crises, too. lbe school, however, alleges that it is not obliged to present the facts in chronological order. It will show them from their own angle, with the jo)' and irreverence that are the school's registered trademarks. The theme speaks of four former Brazilian presidents and the social and political changes during their respective governments. ThLy are:juscelino Kubitschek (]K), jânio Quadros (]QJ, João Goulart (]G) and Fernando Collor de Mello. Caprichosos reminds us of the social and economic progress during the jK era. Reflects on the rise and fali of jQ, who claimed pressure from "hidden forces" that could not be swept from the cOlmtry. jânio was followed by jG, his vice-president, but he had his powers limited by the parliamentary
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1962. The school's Front Committee will represent the law oI force and force of common sense. Then comes the part of Brazilian history that recalls intolerance and repression, censorship against the Press, artists, the people's and students' movements, intellectttaL~, Bossa Nova, jovem Guarda and the hippie movement. There is also room in the theme jór the movement in favor of direct votes for the president of the Republic, the military coup d'état of 1964 and Collor's impeacbment.A black-tie anniversary celebration, with glasses of cbampagne and port wine, will announce the end of the scbool's parade.
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CompositoreslComposers: Mauro, Claudinho,j. Bodão e Márcio do Swing. Editora Musical Escola de Samba LIda I BMG MIISie Pub/ishing Brasil lntérpretelSinger: jackson Martim Mestre de baterialPerCtlssion leI/der: Alexandre
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/ Brasil eu amo você meu país abençoado Brasil de JK, JQ, JG memórias de um passado Brasil virou o jogo na Arena roubou a cena o bom senso idolatrado e a Caprichosos agradece e bate palma, se Deus é brasileiro o povo é a alma.
o violão,
a bossa nova uma canção do Rei um hippie sem compromisso o coração, a lei.
Nos caminhos da saudade a esperança, a paz diretas a sua vontade na alegria dos carnavais. Vencemos, dançamos de cara pintada tiramos deu pra ver o que é amar. Nossa pátria mãe gentil hoje a festa é sua é só comemorar meu Brasil. Capricha na virada, amor, amor o futuro é todo seu o espírito é santo, é guerreiro sou mais você, valeu.
THE SOUNOlAACl< FROM THE 500 YEARS DF HlSTORY
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Diners. Tão bem-vindo no Brasil quanto
Diners é o cartão mais aceito no Brasil. Surpreso? São mais de 350 mil estabelecimentos onde gasolina, farmácias. Não importa onde. Nenhum outro cartão é tão bem-vindo quanto Diners.
passar o carnaval
na cidade do samba.
o seu Diners e você serão sempre recebidos de braços abertos. Lojas, supermercados, postos de
Diners C/uh lnternational'"
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As crenças, costumes e lutas do negro através da mitologia que o cerca. Este é o enredo ~ que o carnavalesco Orlando Ir. criou para a Tradição. Será a celebração da importância do negro como defensor de sua própria dignidade através de manifestações artísticas e culturais de uma época. O enredo "Liberdade! Sou negro, raça e Tradição" lembra que, paralelamente à discussão da sociedade sobre o abolicionismo, as comunidades negras lutavam para defender sua cultura, sua religião e sua liberdade sendo as escolas de
Presidente/President: Nésio Nascimento
Carnavalesco/Carnival artist: Orlando Junior Mestre-sala e Porta-bandeira: Julinho e Danielle Rainha da bateria: RoseanePinheiroe AdrianaBombom Últimas colocações: 1999 - 12" lugar no Grupo Especial 1998 - 110 lugar no Grupo Especial 1997 - 10 lugar no Grupo A 1996 -140 lugar no Grupo Especial 1995 -110 lugar no Grupo Especial
samba um exemplo de sua vitória nesta luta.A Tradição quer chamar a atenção para o negro brasileiro deixando no ar uma reflexão: qual será a posição do negro brasileiro no milênio que se aproxima? A última ala da escola dá uma pista: toda em verde e amarelo será composta essencialmente por negros, numa referência ao resgate da identidade do Brasil como a maior nação negra fora do continente africano. Uma nação onde o negro não é apenas a maioria étnica, mas elemento fundamental na formação da identidade cultural brasileira.
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The beliejs, customs and stmggle of the AfricallS through their surrounding mythology. This is the theme that carnival artist Orlando Jr. has created for Tradição. It will be in commemoration of the importance of the black people as defende/os of their own digni~y through artistic and cultural e:tpressiollS of an era. The theme "Freedom! J'm black, race and Tradition" recalls that, while society was debating abolitionism, the black communities stmggled to defend their culture, religion and freedom. The samba schools are an example of their
victOlY in this fight. Tradição wishes to call attention to the black Brazilian and asks a question: what will be the status of the black Brazilian in the forthcoming millennium? The last section of the school gives a clue: the ali green and gold will essentially be worn by black BraziliallS in a reference to redeeming the identity of Brazil as the largest black nation outside the African continent. A nation where he black people are not only the ethnic majority but a fundamental element in the formation of the Brazilian cultural identity.
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CompositoreslComposers: Lollrellfo e Adalto Magalha Editora Musical Escola de Stl/nba.Ltda I BMG Music PlIblishing Brasil lntérpretelSinger: lfltllltllir Mestre de baterialPercussioll leader: Dacopê
Liberdade sou negro, raça e Tradição vim de Angola, da minha mãe África num navio negreiro clamando por Zambi. Vim para um solo bonito e maneiro . caí na senzala para trabalhar mas negro éforte, valente e guerreiro até hoje se ouve um lamento ecoar (ô ô ô) Baiana, gira baiana dance pro seu orixá vamos firmar a kizomba fazer o povo sambar. Ma racatu, maculelê e cavalhadas (valeu, Zumbi) valeu, Zumbi o negro é rei nas batucadas na arte, o negro encanta cultura tradicional e resistência do samba a alma do carnaval. Hoje é só felicidade negro quer comemorar.
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Parabéns pra você que foi descoberto em 22 de abril (é lindo). Desperta, gigante chegou tua hora pra frente, Brasil.
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A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISTORIA
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY
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Uma nave vinda de um lugar distante do universo traz índios do futuro. Um dia, aqueles índios partiram do Brasil e se esconderam em algum ponto do espaço sideral. Sábios, senhores de uma nova mentalidade e dominando tecnologias avançadas, eles mantiveram o carinho e o amor pela terra que deixaram. Agora, eles estão de volta, trazendo uma mensagem de mudança, de afirmação, de respeito e da importância de se ter estima pelas coisas daqui. Nesta viagem, eles mergulham nas cores da bandeira brasileira dando origem ao enredo "Verde, amarelo, azul-anil, colorem o Brasil no ano 2000". No verde, no interior da mata, está a cura de muitos males, o mistério, ,I
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o segredo, a lenda, a procura e Presidente/President: José Roberto Tenório
Carnavalesco/Carnival artist: Renato Lage Mestre-sala e Porta-bandeira: Rogério e Nira
Últimas colocações: 1999 - 4° lugar no GrupoEspecial 1998 - 4° lugar no GrupoEspecial 1997 - 6" lugar no GrupoEspecial 1996 - 2° lugar no Grupo Especial 1995 - Campeã
a esperança de uma gente que sempre espera o 1nelhor.Está também a idéia do recomeço. Da nave, virá o verde sinal dos tempos. Brasil, pulmão da Terra! O amarelo é associado ao ouro, 1nas o carnavalesco Renato Lage lembra que se busca um novo ouro representando o conhecimento da nossa riqueza, do nosso patrimônio cultural, da nossa ambição em nos tornarm,os um grande país em sentimentos e realizações. Um mergulho no azul, a cor do desejo, leva ao grande mar das canções praieiras, das redes e l endas, das h istórias de peixes e naufrágios distantes. O azul é a capacidade de imaginar um país dono do seu destino e senhor de sua vontade. No branco está a paz, a busca do equilíbrio e da espiritualidade. Os índios do futuro vão ensinar a ver através destas cores e a descobrir que a vontade é capaz de transfonnar tudo. E eles vão embora em paz, C01na certeza de que visitaram U1naterra que não se compara com nenhuma outra, de qualquer recanto do universo.
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A spacecrafl from ouler space brings Indians from Ibe fulu re. One da)\ Ibose Indians bad lefl Brazi/lo bide somewbere in Ibe far universe. Tbe)' are wise men, witb a new menfalil)' and learned in Ibe wa)'s of advanced lecbnolog)\ wbo bad nurlured Ibe love t/1ul ajJeclion for Ibe land Iballbe)' bad lefl bebind. Now Ibe)' are back, bringing a message of cbange, ajJirmation, respecl (/Iul Ibe imporl{/l/ce of cberisbing Ibe Ibings Ibal are bere. On Ibis jourl/e)\ Ibe)' are wearing Ibe colors of Ibe Brazilian j7ag, giving origin lo Ibe Ibeme "Brazi/ 2000 in color Irue is green, gold (/Iul blue". Tbe green foresls bold Ibe cure of II/{/n)' ai/menls, Ibe m)'sleIJ\ secrels, legends, Ibe bopes t/1ul dreams of a people wbo alwa)'s wail for Ibe besl. Tbis is also Ibe idea of Ibe new beginning. From Ibe ~1)acecrafl will come Ibe green Iigbl of new times. Brazi/, Ibe Earlb's lungs! G'old represenls Ibe ore, bul carnival artisl Renalo Lage reminds us flxll we are seeking a new gold representing Ibe knowledge of our wealtb, our cultural beritage, our ambition lo become a grealnation in feelings t/1ul acbievemenls. Tbe blue, Ibe color of desire, leads lo Ibe vasl ocet/1/ of beacb songs, fisbing nels t/1ul legends, slories of fisb and far-ojJ sbipwrecks. Blue is Ibe ability lo imagine a counll]' wbere it commands its OWI/ destil/)' and is lord of ils own free will. lVbite is peace, Ibe searcb for balance alui spirilualily. Tbe II/dians from Ibe fu lu re will leacb us lo see Ibrougb Ibese colm's t/1ul discover Ibal our free will can cbange evel}'lbing.And Ibe)' will deparl in peace, certa in Iballbey balJe visiled a I{/Iullike no o/bel' corner of Ibe universe.
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CompositoreslComposers: Dico da Viola, jefinho, Marquinho indio e Marquinho PQD Editora Mmical Escola de Samba LIda I BMG Mmic Publishing Brasil IntérpretelSinger: Paulo Henrique Mestre de baterialPercussion leader: Coé
v~y o coração do mundo está em desta e bate forte nesse carnaval mas a saudade de uma forma iluminada vem trazendo visitantes do espaço sideral. É bom recordar o que já passou também vou mostrar como estou eu quero aprender, um pouco mais a caminhar com os índios do futuro viajar. E mergulhar nessa paixão com as cores da bandeira no meu coração. Oh! Meu Brasil, esperança que pode curar encantos mil, e um segredo pra se desvendar riqueza que desperta o avanço cultural reflete muito mais que o brilho do metal Oh! Meu Brasil, o infinito quando toca o mar num beijo anil, um cenário que me faz sonhar que o amor pode guiar o novo amanhecer e à gente ensinar o que é viver. Viver em paz, pra se feliz é só amar nosso país é preservar o que se tem seguir a Deus, plantar o bem.
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É abraçar o nosso irmão ao inimigo só perdão
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a nossa estrela vai brilhar e a luz da Paz eternizar.
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A TRILJiA SONORA DOS 500 ANOS DE HISTORIA
(canta, Brasil)
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY
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Este veículo está em conformidade
com o PROCONVE-
Programo de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores.
Um carro que só faz barulho nessas horas: quando comemora 13 anos sendo o ma isvend ido.
• Não dá para ser silencioso quando você está comemorando algo tão importante: a liderança absoluta de vendas no Brasil pelo 13°ano consecutivo. Muito menos quando, além de estar comemorando 3 milhões de unidades produzidas, você ainda tem tantos outros motivos para festejar. Como por exemplo o Top of Mind da Folha de S. Paulo pela 5" vez seguida, o'Marketing Best e o Top de VendasADVB (estes dois últimos, com o lançamento da Geração I1I). E,já que começamos a falar, gostaríamos de aproveitar para explicar rapidamente um pouquinho desse sucesso do Gol. Primeiro, é a tecnologia Volkswagen, que oferece
ao consumidor brasileiro - e ao de mais de 20 países para onde o Gol é exportado - a melhor relação custol beneficio do mercado. Segundo, é a tradição Volkswagen, onde segurança, robustez e durabilidade são marcas registradas e dão ao Gol muito mais valor de revenda. E depois, lógico, é a estrutura Volkswagen, que coloca à disposição dos seus clientes a maior Rede de Concessionários do país (atualmente são mais de 670). Ou seja, é uma série de razões que, como essas, fazem do Gol um carro especial. Um carro que faz barulho com alguns anos de sucesso, e não com alguns anos de uso.
Gol. Há 13 anos, o carro mais vendido do país.
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Viva 500 anos em 5 dias.
Carnaval 2000 no Rio de Janeiro. Homenagem dos Hotéis Othon à festa mais animada, badalada e divertida do mundo. Parabéns Rio de Janeiro por tanta alegria.
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o presidente
brasileiro que mais tempo permaneceu no cargo é o enredo-2000 da POltela. "Trabalhadores do Brasil - a época de Getúlio Vargas'~ do carnavalesco José Félix, vai falar sobre o governo deste gaúcho que se tornou presidente através de um movimento militar e popular, a Revolução de 1930. A Era Vargas marcou o Brasil pelo conjunto de políticas econômico-sociais e sua influência na industrialização, urbanização e organização da sociedade brasileira. O crash da Bolsa de Nova York, em 1929, fez cair a cotação do café brasileiro. A política do "café com leite" (revezamento de paulistas e mineiros no governo) foi posta em cheque. Os acontecimentos se sucedem: Rio de
Presidente/President: Carlos Teixeira Martins
Carnavalesco/Carnival artist: José Félix Mestre-sala e Porta-bandeira: Marcelo e Ruth Últimas colocações: 1999 - 8° lugar no Grupo Especial 1998 - 3° lugar no Grupo Especial 1997 - 8° lugar no Grupo Especial 1996 - ]O lugar no Grupo Especial 1995 - 2" lugar no Grupo Especial
janeiro e Minas Gerais assumem a hegen'lOnia política e São Paulo deflagra a Revolução Constitucionalista; a Aliança Nacional Libertadora éfechada e acontece a Intentona Comunista de 1935. Era o pretexto que o governo esperava para adotar medidas repressivas que culminaram com a ditadura e muitos presos políticos. Getúlio Vm:gas,senhor do Estado Novo, fecha o Congresso, reprime as liberdades públicas, persegue ininligos, acaba com os partidos políticos e censura a imprensa. Em contrapartida, a mulher conquista alguns direitos e a legislação trabalhista é consolidada. São criados dois ministérios: o do Trabalho, Indústria e Comércio e o da Saúde e Educação. Com o fim da II Guerra Mundial, Getúlio Vm:gasé deposto pelos militares voltando ao poder em 1951 através do voto direto. Pessoas da guarda pessoal do presidente participam de um atentado político e Getúlio, desgastado, se suicida deixando uma carta-testamento: "saio da vida para entrar na história ". No meio desta verdadeira aula de história, a P011elal1'lOstratmnbém a m1e festiva dos anos 30, 40 e 50 com Carmem Miranda, o Rádio, a MPB, a televisão, as escolas de samba, cassinos e chanchadas.
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7be Brazilian presidem lI'bo sta)'ed longest in o.//lce is Portela 's tbellle 2000. "\rIorke/:5 of Brazil - Tbe Getulio Vargas em" hy carllival m1ists José Félix, will tellus of tbis gaucbo 's govem lIIent wb£'n be hecallle presidem tbrougb a lIIilitm)' alld popular 1II0velllent in tbe ]930 Revolution. 77.7£, Vargas era lIIarked Brazil hy tbe set q( socioeconolllic policies mld tbeir il!f7uellce on industrialization, urbanization mld organization of tbe Brazilian society. 7be milita!)', union cO!poratiuislll, political autboritarimlism, administrative centmlization, nationalislll (lIId inte/ventiollism u'ere fi 111da lIIen tal./eatll res q( tbe gouerll/nent. Tbe New York Stock Excbange crasb in ]929 lIIade tbe price of Brazilian coJ(ee plu/11met. 7be "cq[(ee (lIId 111 ilk "policy (altemating São Paulo and Minas Gerais politiciallS in the governlllent) was put in cbeck. Tben cal/1e: Rio de J(lIIeiro (/Ild Millas Gerais assuming tbe political begelllony and Sâo Paulo st(/l1ing tbe COlIStitutionalist Reuolution; tbe Liherating National AI/iance c/osing dOU'l1 (/Iul tbe COlIIl/1l11zistRevolt in ]935. Tbis ll'as tbe pretext tbe goverll/11ent was waiting./or to adopt repressiue l/1easures culminating ill the dictatO!:5hlp (/Iul l/1any political prisoners. 7ben the ]937 coup d'état. Getzílio V(/I;gas, head 0./ the New State, c/oses down Co ngress, restrains pllhlic ./reedolll, persecutes enel/1ies, puts (/lI end to tbe
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political pm1ies and introduces press ceIISOI:5bip. 011 tbe otber band, wOlllen gained some rigbts and tbe lahor lau's lI'ere consolidated, ll'itb a minilllul/1 Il'age. stable retirel/1ent, pro./essional registration and otber acbie/.'elllents. And two new ministries. [ahO!: !lldustlY and COlllmerce, and 0./ Healtb anc/ E'ducation. At tbe enc/ 0./ tbe Seconc/ \rIorld \fil/: Getúlio Vm;gas is deposed by tbe militm)'uoted in to poll'er direct~)' in ]951. 77.le opposition reacts. a./raid of a new c/ictatol:5bip. Memhel:5 q( tbe presic/ent~ç pel:5onal guard take pm1 ill a political attelllpt and Getúlio, in disgust, commits suicide, leaving a ./arell'el/letter "I serene~v take mY./ÍI:5t step towards etemity and lem'e li(e to emer bistol)' ". Portela, in its bistol)l c/ass, will also sboll' tbe ./estive side 0/ tbe ]930s, ]940s (/Iul 1950s, witb Carmen il'lir(/I1da, tbe Ra(lio Yem:5, the golc/en c/ays q( O Brazilian popular bD music, teleuisioll, O samba scbools, •••.•• parades aliei Camiual c/ubs, casinos, O caharet dancers anel comeelies.
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CompositoreslComposers: Amilton Damião, Ailton Damião, Edynel, Zezé do Pandeiro, Edinho Leal Editora Musical Escol,;,de Samba LIda I BMG MlIsic PlIb/ishing Brasil IntérpretelSinger: Gera Mestre de baterialPermssion leader: MlIg
o raiar
de um novo dia desafia o meu pensar voltando à Época de Ouro vejo a luz de um tesouro, a Portela despontar (lalalaiá) . Aclamado pelo povo, o Estado Novo Getúlio Vargas anunciou a despeito da censura não existe mal sem cura viva o trabalhador, ôôô. Nossa indústria cresceu (e lá vou eu) jorrou petróleo a valer... no carnaval de Orfeu, cassinos e MPB. O rei da noite, o teatro, a fantasia No rádio, as Rainhas, a "baiana de além-mar" tantas vedetes, Cadillacs, brilhantina, em outro palco o movimento popular. E no Palácio das Aguias ecoou um grito a mais. Vai à luta meu Brasil pela soberana paz. Quem foi amado e odiado na memória saiu da vida para entrar na história.
Meu Brasil-menino foi pintado em aquarela fez do meu destino o destino da Portela. A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISrORIA
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY ~~,~
eparem só. Artistas, heróis, políticos .. Natureza, cultura, economIa, comportamento. As escolas sempre falaram de tudo. De Tiradentes a Carmen Miranda. Da beleza do nosso território (;tquarela Brasileira, Império Serrano, 1964) aos Quatro séculos de modas e costumes, que agora são cinco. Das Glórias gaúchas (Vila, 1970) à Bahia de todos os deuses (Salgueiro, 1969). De Getúlio Vargas (O grande presidente, Mangueira, 1956) a Caymmi e Braguinha. De Drummond e JK a Chico Buarque e Tom Jobim. Da Semana Modernista à Rádio Nacional (ambos os enredos da Estácio de Sá). Da Lapa boêmia ao fervoroso Círio de Nazaré. De Pixinguinha a Macunaíma, exaltados pela Portela. Sete escolas já mostraram ângulos inusitados dos quinhentos anos de Brasil - mas estamos apenas na metade da celebração. Agora, outras sete escolas estão por vir, trazendo novas luzes sobre episódios conhecidos ou desvelando especialmente para a grande festa do carnaval capítulos n m sempr muito destacados nos livros oficiais. Na irreverência garantida pelo próprio espírito da folia, as escolas aproveitam o itmo de suas baterias, a graça de suas passistas e a criatividade de cada comunidade
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para lembrar, inclusive, que nem sempre tudo foram (ou são) flores. Mas que, apesar e acima de tudo, o sentimento do povo pela sua terra não se altera. O que as escolas reafirmam na pista de desfile é uma declaração de amor ao Brasil
Just take a look. Artists, beroes, politicians. Nature, cllltllre, economics, bebavi01:Tbe scbools bave always narrated all tbat and more. From Tiradentes, a Brazilian national hero, to Carmen Miranda. From the beauty of our land (Império Serrano 'sAquarela Brasileira, 1964) to tbe Four ce"turies of babits a"d customs, which are now flve. GauclJo Glories (Vila, 1970) to Babia of ali tbe deities (Salgueiro, 1969). Getúlio Vargas (The Great Preside"t, Mangueira, 1956) to Caymmi and Braguinba (Brazilian musicians). Drummond (Brazilian poet) and JK (president Juscelino Kubitschek) to Cbico Bllarque and TomJobim (renowned composers). From the Modemist Week to the National Radio (both by Estácio de Sá). Bohemian Lapa to the ebullient Círio de Nazaré. Pixinguinha to Macunaíma, praised by Portela. Now, seven scbools have shown unusllal angles of the five hundred since Brazil's discovery - but we are only balf-way througb the celebratiolls. Another seven schools are still to come, casting new lights on well-known episodes OI'unveiling for tbe great Carnival festivities special cbapters tbat history textbooks bave not always empbasized. In tbe irreverence guaranteed by tbe truly festive spirit of tbe merrymaking, the schools make full use of tbeir drum beats, tbe charm of tbeir dallcers emd creativity of each cOlnl1lunity to recall in fact wbat was (OI'is) /lot always jlowers. BIIt tbat, in spite of everytbing, tbe people's lovefor tbeir land doesll 't change. Tbe scbool parades down tbe avenue show bow tbis is a Ilever-ellding love affair.
ORDEM
DOS
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UNIDOS DA TIjUCA MANGUEIRA SALGUEIRO IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE UNIテグ DA ILHA BEIJA-FLOR VIRADOURO
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Este
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desfilar.
Destaque
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ano
desfilar.
E na ala das baianas? Quanto?
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já sel.
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A Unidos da Tijuca escolheu como enredo-2000 "Terra dos Papagaios ... Navegar foi preciso'~ uma homenagem aos Ăndios do Brasil idealizada pelo carnavalesco Chico Spinosa. O tema remonta a 500 anos atrĂĄs, quando uma esquadra vinda do Velho Mundo atracou em um continente perdido.
Presidente/President: João Manuel Paredes
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Carnavalesco/Carnival artist: Chico Spinosa Mestre-sala e Porta-bandeira: Paulo Roberto e Gleice Simpatia Rainha da bateria: Fábia Borges Últimas colocações: 1999 - Campeã do Grupo A 1998 - 13° lugar no Grupo Especial 1997 - 11° lugar no Grupo Especial 1996 - 14° lugar no Grupo Especial 1995 - 12" lugar no Grupo Especial
Encontrou ali seres enfeitados com penas coloridas, C01pOS pintados e carregando arcos e flechas. Umpovo feliz eln uma terra onde tudo o que se plantava se colhia. Araras e papagaios chamara11'ltanto a atenção dos recém-chegados que em dois mapas-mündi o litoral da nova terra foi desenhado cheio destas aves. Por isto, o local descobel10 pelos portugueses ficou conhecido COlno"Terra dos Papagaios". Os índios conheceram os pol1ugueses e seus costumes e estes estranharam os hábitos daquele povo tão inocente que vivia nu. Antes de pal1il~ toda a tripulação de Pedro Álvares Cabral desceu para a terra onde, ao lado dos índios, assistiram a primeira missa rezada em solo brasileiro. Hoje, herdeiros dos descobridores comemoram na maior festa popular os cinco séculos da "Terra dos Pagagaios".
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Ullidos da Tijuca cbose as its salllba-tbellle 2000 "Lalld of Parrots - Vo)'age to tbe Unkllown", in tribute to tlJe Brazilian Indians, designed IJ)' carnival artist Cbico Spinosa. TlJe tlJeme is about 500 )'ears ago wlJen a CO11VO)' from tlJe Old World ancbored on tlJe sbores of a lost continent. Tbere tlJe)'f o liI ui creatures decorated in colol1ul featbers, witb jJainted bodies mui ca"':)'ing bows alld arrows.A jo)'ous people ill a lalld wbere euerytbillg tbat was SOWIIgaue fruit. Macaws alld parrots attmcted tbe lIew visitors - attentioll so lIlucb tbat ill two llJOrld lIlaps, tbe coastlille of tbe new laml was illustrated witb tbese birds. Tbis ís wby tlJe lalld discouered by tbe Portuguese was kllOllJn as "Land of tbe
Parrots". TlJe Indians
met tbe Portuguese
and learned tbeir
customs wbi/e the Portuguese fOlllld the habits of tbe pure lIaked lIatiues stmllge. Before dejJartillg, the wbole crew of Pedro Álvares Cabral wellt 011 land wbere, at the side of the Indialls, tbe)' watclJed the first mass celebrated 011 Braziliall soi/. Today, lJeírs of tlJe discouerers commemorate tlJefiue centuries of tbe "Land of tlJe Parrots".
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, ú CompositOl"esIComposers: Henrique Badá, Edsoll de OlilleÍl"a eJacy IllSpirafão Editora Musical Escola de Samba Lida I BMG Music Publisbillg Brasil IlltérpretelSillger: David do Pal1deiro Mestre de baterialPerCIIssioll leader: Celillbo
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Brasil, Brasil, Brasil pra falar de ti em poesia folheando a história no tenebroso mar da imaginação. Lembro que a viagem foi traçada calmaria fez mudar a direção hoje a Tijuca faz a festa e mostra o valor dessa união. Caravelas no mar, expedição. Obrigado, Cabral, quanta emoção. Terra à vista! O despontar desta nação. O índio, a fauna, a flora
paraíso de encanto e sedução nesse encontro com os portugueses um momento tão divino cada qual se fez irmão, rezando a missa todo mundo em comunhão. Brasil tu já não és mais um menino e seguindo o meu destino seja lá por onde for vou te redescobrindo a cada dia na grandeza do teu povo e no teu solo promissor. É lindo ver tremular bem alto o seu pavilhão
e repartir esta alegria com a multidão. Paz, amor e esperança uma voz anunciou é chegada a nova era abençoada pelo criador A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISrORIA
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY
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Dom Obá 11 - Rei
dos .bsfarrapados) Príncipe do Povo '~ criado por Oswaldo Martins e desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada) é uma exaltação à saga da raça negra. Um tribtlto aos que) lnesmo oprimidos) cultuaram a liberdade como um bem inerente à corzdição humana. Mas não espere ver os conhecidos heróis da raça negra) que tantas
Presidente/President: Elmo José dos Santos
Carnavalesco/Carnival artist: Alexandre Louzada Mestre-sala e Porta-bandeira: Marquinhos e Giovana
1999 1998 1997 1996 1995
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Últimas colocações: 7° lugar no Grupo Especial Campeã 3° lugar no Grupo Especial 4° lugar no Grupo Especial 5° lugar no Grupo Especial
homenagens já receberam e merecem tantas mais. A Mangueira preferiu falar de gente simples e urbana. Do povo do Rio dejaneiro da segunda metade do século XIX. É deste Rio, o da ralé dos cortiços, que emergiu a figura de Dom Obá 11 D'África, o Rei dos Esfarrapados, Príncipe do Povo: Cândido da Fonseca Galvão. Um baiano de Lençóis, voluntário na Guerra do Paraguai, que tinha o sangue azul da realeza iorubá de seus ancestrais africanos de Oyó. Aos sábados, era o primeiro a chegar para as audiências públicas concedidas por Dom Pedro 11 no palácio imperial. Ia de fraque, cartola, luvas, pincenez de ouro com lentes azuis, bengala e guarda-chuva. Mas quem era ele? Um herdeiro legítimo da dinastia iorubá ou apenas um louco que amava a bebida e se exaltava tanto ao falar de sua nobre estirpe que parecia estar tendo alucinações? Um enredo que mistura realidade eficção no ponto certo para comemorar os 500 anos de Brasil.
"Don Obá II - King of the Beggars, Prince of the People ", created by Oswaldo Martins and designed by carnival artist Alexandre Louzada, is in praise of the saga of the black race.A tribute to those who, even when oppressed, nurtured freedom as an asset inherent to the human conditio1/. But don 't expect lo see the famous heroes of the black race, who have received so many tributes and deserved so many more. Mangueira prefers to tell of simple ctty people - Rio de janeiro dwellers in the second half of the 19th century. And it is in this Rio, the Rio of the slums, thal the figure of Don Obá II of Africa, King of the Beggars, Prince of the People appeared, who was Candido da Fonseca Galvão. Born in Lençóis in Bahia, a volunteer in the Paraguay War, who had the blue
blood of lhe Yoruba royalt)' of his AfI'imn ancestors of O)'ó. 011 Salllrda)'s, he wOllld be the first lo arrive for Ibe jJllbltc bearillgs gmnled b)' Don Peter II at tbe Imperial Palace. He wOllld go dressed in tai/s, top hal, gloves, a gold jJince-nez wi/h bllle-tinled lens, walking stick and 11mbrella.But wbo was bel A legitimale heir lO lhe Yorllba tbrolle or onl)' a madl1lan who loved to drink and exaggerate bis noble ancestr)' in wbat seemed to be wi/d hallucinations? A thel1le tbat is Ibe rigbt blend of realtt)' (/1ul fiction to cOl1ll1lel1lomtetbe 500 )'ears of Brazi/.
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CompositoreslComposers: Marcelo D'Aguiã, Bizuca, Gilsol1 BermÍtli e Valter Venel10 Editora Musical Escola de Samba LIda I BMG MtlSic Publishil1g Brasil l11térpreteISil1ger:jamelão Mestre de baterialPercussiol1 leader: Ruço
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Axé, mãe África, berço da nação iorubá de onde herdei o sangue azul da realeza sou guerreiro de qyó, filho dos orixás. Vim da corte do sertão, pra defender a nossa pátria, mãe gentil sou "Dom Obá ",o príncipe do povo rei da ralé. Nos meus delírios, um mundo novo eu tenho fé. No Rio de lá; luxo e riqueza, no Rio de cá, lixo e pobreza. Freqüentei o Palácio Imperial critiquei a elite no jornal desejei liberdade 500 anos, Brasil, e a raça negra não viu o clarão da igualdade fazer o negro respirar felicidade. Sonho ou realidade? Uma dádiva do céu (do céu, do céu) vi no morro da Mangueira sambar de porta-bandeira a princesa Isabel.
13°
A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISTÚRIA
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY
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"Sou rei, sou Salgueiro, meu reinado é brasileiro'~ do carnavalesco Mauro Quintaes, pretende mostrar o início do mnadurecimento do Brasil quando passou de Colônia a Reino Unido. Ele lenzbra que, em 1806, Napoleâo decretou o Bloqueio Continental obrigando os países europeus sob seu domínio a fecharenl seus portos ao comércio inglês. D. Joâo, príncipe regente de Portugal, tentava se manter neutro na disputa entre França e Inglaterra mas, em 1807, Napoleâo assina com a E:-,panha o Tratado de Fontainebleau dividindo Portugal entre eles e ordena a invasâo daquele país. Com a cy'uda da Inglate17'a, D. João tran~lere a sede do reino português
Presidente/President: Paulo César Mangano Barreiros
Carnavalesco/Carnival artist: Mauro Quintaes Mestre-sala e Porta-bandeira: Wanderli e Fernanda
1999 1998 1997 1996 1995
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Últimas colocações: 5° lugar no Grupo Especial 7° lugar no Grupo Especial 7° lugar no Grupo Especial 5° lugar no Grupo Especial 5° lugar no Grupo Especial
para o Brasil e desembarca na Bahia, em 1808, com a família e uma comitiva de 15 mil pessoas. Naquele mesmo ano, abre os portos brasileiros às nações amigas e o Rio de Janeiro se torna o porto de entrada de produtos manufaturados ingleses. No Rio de Janeiro, a família realfoi recebida com nove dias de festa apesar de várias famílias terem sido despejadas para que suas casas abrigassem a comitiva real. Em 1815, D. João eleva o Brasil a Reino Unido a Portugal e Algarve. Com isto, Brasil e Portugal passam a ser um só corpo político e a permanência de DJoão aqui é legitimada com apoio do Congresso.de Viena. Ele reorganiza a administração, cria ministérios e o Banco do Brasil, a Imprensa Régia, a Academia Militar da Marinha, o teatro São João, a fábrica de pólvora, o Jardim Botânico e a Biblioteca Real, entre outras escolas e academias. Debret, Taunay e Montigny, entre outros artistas, chegam ao Rio e participam da Missão Artística para a Escola de Ciências, Artes e Ofícios criada por D. João. No final do desfile, o Salgueiro convida o público a embarcar em uma caravela para o futuro a fim de perpetuar, no próximo milênio, o carnaval carioca, que é mais uma contribuição portuguesa à cultura brasileira.
"Killg / am, Salgueiro / am, Bmziliall m1isl Mauro
Quill/aes,
progress whell iI is
110
illlends
my realm", I~}Iearlliual
European
countries
lo Englisb lrade. D. johll, remaill
neutral
under bis domain
Prillce Negell/ of POl1llgal, elldeauored
/807, Napoleon signed lhe Trealy of/o''onlaillebleau diuiding
beljJ, D. john
brougbl
POl1uguese coul110 Brazi/ and came ashore in Bahia wilh hisfamily
alld afollowing
he opelled Ibe Brazilian
pol1s lo
friendly
lIations and Rio de
janeiro
became lhe POI1for
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of Ihal
his in 1808,
of 15,000 people. 7bal same yetll;
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mised 1Jrazillo
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SllppOI1 (?llhe Vielllla
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Pol1ugal helween Ihem mui ordered lhe invasioll
COIlll//Y. Wilh ElIgland's
COlIseqllell/(j', Bloek,
lO c/ose Iheirporls
ill lhe dispute belweell Frallce and ElIgland
1815, D.juhll
a Ulliled I\illgdum
wilh PU/111galalld lhe Algame.
10llger a colollY blll a III1i1ed killgdom.
He recalls Ihal, i/I 1806, Napoleoll decreed lhe COlllillelllal obligillg
delega/iulI.11I
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Salgueiro
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CompositoresIComposer.<: Fernalldo BasteI; J.c. COlltO,João da Valsa e TOllro Editora Mmical Escola de Salllb" Lida I BMG Mmic Pllblishillg Brasil IlltérpretelSinger: \fIa1lller Pires Mestre de baterialPercussion leader: Louro
Senho!; olhai por nós iluminai este momento os nossos corações e as emoções estão ao vento navegando o passado nas águas do meu pensamento. E hoje a história vem mostrar a transmigração da realeza chegando à Bahia, trazendo luxo e riqueza e no Rio deJaneiro a corte veio encontrar no carioca maneiro um povo festeiro a comemorar. Roda, baiana bonita, vem no balanço do mar o teu sorriso clareia meu olhar. Mudando o rumo da economia, meu Rio seria a grande atração comercial ... gira, gira capital Dom João está sorrindo curtindo seu reinado tropical nova estrutura, arte e cultura e veio a coroação. Criou-se um legado de artistas que ao mundo encantou e nessa caravela futurista sou mais U1nsambista, me leva, que eu vou vou brincar com meu amor ...
A TRIUiA SONORA DOS 500 ANOS OE HISTORIA
Vou brincar com meu amor eu vou que vou nessa viagem de alegria, Salgueiro eu sou. Parabéns, meu Brasil, vem comigo, arrebenta bateria ... (Oh! Meu Senhor ...)
THE SOUNDTRACK FROM THE 500 YEARS OF HISTORY ~~,~
A Imperatriz Leopoldinense é a única agremiação do Grupo Especial que tem uma mulher como carnavalesca. Rosa Magalhães lembra que os séculos XV e XVI foram épocas de descobertas como a redondeza da Ten-a, os instrumentos de navegação, a circulação sanguínea, a imprensa e o próprio descobrimento do Brasil. Ela observa que tudo indica que Cabral queria mesmo era ir para as Índias, mas que isto não elimina a probabilidade de navegantes europeus, sobretudo portugueses, terem freqüentado a costa do Brasil antes de 1.500. D. Manoel, o Venturoso, queria que Cabral conseguisse
o monopólio do comércio de Presidente/President: Wagner Tavares de Araújo
carnavalescalcarnival artist: Rosa Magalhães Mestre-sala e Porta. bandeira: Chiquinho e Maria Helena Madrinha da bateria: Luiza Brunet 1999 1998 1997 1996 1995
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Últimas colocações: Campeã 3° lugar no Grupo Especial 6" lugar no Grupo Especial 2" lugar no Grupo Especial Campea
especiarias com as Índias para que pudesse furar o bloqueio imposto pelos muçulmanos às rotas de comércio terrestre que uniam a Europa à Ásia. As especiarias eram caras e eram usadas para vários fins, como temperos, alimentos, remédios e perfumaria. O alto valor era devido às precárias técnicas de conservação e aos hábitos alimentares. A carne, por exemplo, era armazenada e precariamente mantida em condições de servir de alimentação pelo sal, solou defumação. A pimenta, por exemplo, servia para disfarçar o gosto ruim da comida mal conservada. Na África, trigo, tecidos e cavalos eram trocados por ouro, marfim, escravos e pimenta malagueta. Cabral teria também que impressionar os fidalgos indianos, convencendo os rajás hindus da riqueza de Portugal. A armada - dez naus e três caravelas - partiu da praia do Restelo, junto ao Tejo, com todo tipo de gente. Entre eles, Pera Vaz de Caminha. Depois de 42 dias no mar, é descoberto o Brasil com seus índios. E no encontro do branco, com o índio - e o negro, que viria depois esboçou-se a origem do povo brasileiro.
Imperatriz LeojJoldinense is tbe onl)' scbool in tbe Special Group tbat bas a woman as carnival artist. Rosa Magalb達es recalls tbat tbe 15tb mui 16tb centllries were times 0/ discovery, sucb as tbe roundness 0/ tbe Eartb, navigation instrllments, blood circlllation, tbe jJrinting jJress and tbe discoVel}' o/ Brazil. Sbe claims tbat ever)'tbing indicates tbat wbat Cabral bad wanted to do was to reacb tbe Indies, but tbat tbis did not eliminate tbe jJrobability 0/ EurojJean navigators, eSjJeciall)' Portllgllese, to baue visited tlJe coast o/ Brazil be/ore 1500. D. Manoel, tbe Adventllrous, wanted Cabral to acquire tbe monojJol)' 0/ tbe sjJice trade witb tbe Indies so tbat lJe could break tbe barrier imjJosed by the Moslems on the overland trade routes tbat joined Ellrope and Asia. Spices were expensive and used for a nllmber o/ jJllrposes, sllcb as seasoning, /ood, remedies and jJeifll11les. Tbeir value was higb due to tbe rudimentar)' tecbniqlles o/ conservation and eating babits. Meat, for examjJle, was stored and
kept in poor conditions, a/ter baving been salted, sun-dried or smoked. Pepper,/or instance, was llsed to disguise the bad taste 0/ a poorly conserved /ood. In A/rica, wbeat, /abrics and horses were traded for gold, ivory, slaves and hot peppers. Cabral would also have to impress the /ndian lords, convincing the Hindu rajahs 0/ Portugal's wealth. The fleet - ten galleons and three caravels - le/t Restelo beach, near Tejo, with all kinds 0/ peop/e aboard. One 0/ them, Pera Vaz de Caminha.Ajter 42 days at sea, Brazil and its /ndians are discovered.And the meeting 0/ the white with the /ndian people -and the Negro later -.gave origin to the Brazilian nation.
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CompositoreslComposers: Marqllinhos Lessa, GlIga, Ttminho Professor, Amallrizão e Chopinho Editora MlISical Escola de Samba Lida I BMG MlISic PlIb/ishing Brasil lntérpretelSinger: Pall/inho Mocidade Mestre de baterialPermssion leader: Beto
Terra à vista! O grito de conquista do descobridor. A ordem do rei é navegar e monopolizar riquezas de além-mar. Partiram caravelas de Lisboa com o desejo de comercializar as especiarias da india e o ouro da África (e aí...) mas depois o rumo se modificou. Olhos no horizonte, um sinal surgiu em 22 de abril, quando ele avistou se encantou (tão linda). Tão linda, tão bela paraíso tropical foi seu Cabral quem descobriu o Brasil, dois meses depois do carnaval. Terra abençoada de encantos mil de Vera Cruz, de Santa Cruz, Brasil iluminada é a nossa terra o branco, o negro e o índio no encontro a origem da nação e hoje minha escola é toda raça convida a massa e canta a história são 500 anos vivos na memória de luta, esperança, amor e paz
A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISTORIA
Eu quero é mais viver feliz sambando com a Imperatriz.
THE SOlJlDTRACK FROM THE 500 YEARS DF HlSTORV
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"e i a ou salão.
· Ú"i<la Çiq,Ue c.ottJ os dois
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A União da Ilha encontrou uma maneira diferente de contar um período triste da história brasileira: vai mostrai; através da música e do teatro a época da ditatura militar imposta no período de 1964 a 1984. O próprio título do enredo, "Pra nelo dizer que não falei de./lores':criado pelo carnavalesco .Mário Borriel/o, foi extraído de uma música: "Caminhando': de Geraldo Vandré, apresentada no 111Festival Internacional da Canção, realizado em 1968, no Maracanâzinho. O sucesso da canção foi logo interrompido pela censura e Vandréfoi obrigado a se exilar no Chile. A dureza do regime militar fez surgi}; no campo das al1es, a necessidade de defender nossas características culturais e de tirar o poder das màos dos militares. A postura de esquerda dos al1istas é
Presidente/Presi dent: Alfredo Fernando da Silva
Carnavalesco/Carnival artist: Mário Borriello Mestre-sala e Porta-bandeira: Robson e Ana Paula
1999 1998 1997 1996 1995
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Últimas colocações: 10° lugar no Grupo Especial 9° lugar no Grupo Especial 13° lugar no Grupo Especial 12° lugar no Grupo Especial 11° lugar no Grupo Especial
evidenciada através da produção artística. A resposta dos militares foi imediata: queimaram livros, invadiram teatros, agrediram artistas e estudantes e proibiram letras de músicas, jornais efilmes. A censura, implacável, atingiu até mesmo obras clássicas. Muitas pessoas foram presas, torturadas e humilhadas. Muitas desapareceram depois de presas e torturadas. Nessa fase, alguns artistas optam pelo deboche e pela ironia em uma alienação dirigida (Movimento Tropicalista). Outros, denunciam diretamente as ilegalidades. O cinema usa as telas para pedir liberdade e denunciar diferenças sociais como em "Deus e o Diabo na Terra do Sol'~ de Gláuber Rocha, em 64; ''A hora e a vez de Augusto Matraga", de Roberto Santos, em 66; ''Macunaíma'~ deJoaquim Pedro de Almeida, em 68 e ''Memórias do Cárcere'~ de Nelson Pereira dos Santos, em 84. Na música, destacaram-se "Carcará ", de João do Vale; "Viola enluarada'~ de Marcos e Paulo Sérgio Vale; ''A Banda'~ de Chico Bum'que; "O Bêbado e a Equilibrista'~ deJoão Bosco e Aldir Blanc, entre outras. Estilista defama internacional, Zuzu Angel, inicia uma batalha contra o regime militar depois que seu filho, Stuart Edgard, é assassinado na Base Aérea do Galeão e seu corpo desaparece. No teatro, a estréia do musical"Opinião'~ em 64, valoriza o povo como autêntica fonte de cultura. O teatro Ruth Escobm~ onde estava sendo apresentada a peça "Roda Viva ", de Chico Bum-que, é invadido por 20 homens armados com cassetetes e jogando bombas de gás lacrimogêneo. Em 73, destaca-se "Calabar", de Chico e Ruy Guen'a; em 75, "Gota d'Água", de Chico e Paulo Pontes; em 79, ''Rasga Coração'~ de Vianinha. Depois de 20 anos, a chegada de Tancredo Neves à presidência da República coroa a vitón'a da oposição.
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Uniüo da lflJa lJas encountered a dijJerent wa)' to talk about a sad period in the lJistory of Brazil: it will slJow, tlJrough music and tlJeatre, tlJe times of tlJe militar)' dictatorslJip between 1964 (//ul 1984. Even tlJe title of tlJe theme "/)on’t tell me I idn’t say it with j70wers ", created by carnival artist Mário Borriello, was taken from a music by Geraido Vtl1ldré "CaminlJando" [On our way] sung at tlJe 1968111 lnternational Song Festival, in Maracanàzinho. TlJe song’s success was soon interrujJted b)' the censor and Vandré was forced to seek exile in Chile. The severit)' of the militar)' goverll/nent brouglJt to the jóre, in tlJe arts field, tlJe need to defend our culturallJaracterislics (//ul take Ibe power from tlJe lJands of IlJe milit(//)( TlJe leftwing altitude of Ihose in IlJe arls world was expressed in cultural evenls. The militar)' &Isquo;s resjJonse was immediale: the)' burned books, inuaded Iheatres, al/acked arlisls and studenls (//ul prohibited (Vrics, newsfJapers and films. TlJe relentless censorslJip euen a/Jected tlJe classics. Man)' people were arresled, lortured and lJumiliated. Man)' disappeared afler being arresled (//ul 10rtured.At Ihis time, some artists adopled a sarcastic muI ironic al/itude in a focused alienation (Tropicalisl llJovemen/). Olhers directl)' denounced lhe crimes. TlJe cinema used lhe screens to claim freedom alld dellounce social dijJerences, such as ill "Deus e o Diabo na Terra do Sol" [God (/1ul IlJe Devil in the Land of Ibe SUII], b)' Glauber Rocba in 1964; '/I bora e a vez de Augusto Matraga" [The times and destin)' of Augusto Matraga] , b)' Roberto Sanlos in 1966; ',Hacunaíma", b)' Joaquim Pedro de Almeida in 1968 muI ',Hemórias do Cárcere" [Memories
of Prison] by Nelson Pereira dos Santos in 1984. The higbpoinl in tbe music world was "Carcará" b)' joâo do Vale; "Viola enluarada" by Marcos and Paulo Sérgio Vale; ':'t Banda" by ClJico Buarque; "O Bêbado e a Equilibrista" b)' joâo Bosco and Aldir Blanc, among otbers. lnternationally known dress designer, Zuzu Angel, began a bat/le against tbe military regime after ber son, Sluarl Hdgard, was murdered at tbe Galeâo Air Force base and his bod)' vanished. In Ibeatre, Ibe premiere of lhe musical "Opiniâo" in 1964, gives value to lhe people as an aulbentic source of culture. 71JeRulh Escobar tbeatre, wbere the musical "Roda Viua", by Chico Buarque was being played, was invaded by 20 men armed witb truncheons and tbrowing lear gas bombs.ln 1973, tbe main events were Cbico (//ul Ruy Guerra’s "Calabar"; in 1975, "Gola d'Água': by Chico mui Paulo Ponles; in 1979, "Rasga Coraçâo", by Vianinha. Twent)' years laler, lhe arrival ofTancredo ~ Neves as jJresident of "Ü Ibe RejJublic crowned tbe victory of the opposition. C,.)
S bn
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CompositoreslComposers: Marquillho do Banjo, Niva e Franco EDITORA MUSICAL ESCOLA DE SAMBA LTDA IRMG MUSIC PUBUSHING
BRASIL
lntérpretelSinger: Serginho do Porto Mestre de baterialPercl/Ssioll leader: Bira
vou cantando em verso e prosa Vou abrir meu coração. Vou me libertar no perfume desse mar num mar de rosas vou das cinzas pra folia, minha arma é uma flor e vestido de alegria vou florir esta avenida pra falar de amor. Vem, vamos embora, quem faz a hora bota o "bicho"pra "correr" vem que tá na hora, A Ilha canta, não espera acontecer. Eu vou botar a boca no mundo, pode até me censurar, mas a terra é do homem. Carcará é um pega, mata e come. Que tem fé, na paz de Deus e na mão que faz a guerra. Não vi, não sei. Se ouvi, neguei. Calei, mas resisti: num anjo, mãe de um querubim, nas guerrilhas do Pasquim. Caminhando e cantando, seguindo a canção, voltei "nas águas" do refrão.
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L I
A TRILHA SONORA DOS 500 ANOS DE HISTOAIA
Marcha, soldado! Bate tambor! 6ôôô! Que o "barco da volta" chegou pra ficar! Ai, Iaiá! Rasga no peito esse meu coração, meu amor. Mais do que nunca é preciso cantar! Ai, Ioiô! (Olha que eu falei que vou ...)
THE SOlJlDTRACK AlOM THE 500 YEAAS DF HISTOAY
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A
VIDA
VEM PEGUE
EM
A
ONDAS.
SUA.
BACARDI /
LIMON ORIGINAL CITRUS BACARDI RUM IVITH
ATURAI. C1TRUS FLWORS
SURPRE
3:NDENTE
A
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VOCE JA PEN PODE INflU
ou ATÉ QUE PONTO A ~AÚDE~EXUAL ENCIAR NA QUALIDADE DE VIDA? Que sexo é bom, todo mundo sabe. Além de fazer bem para o corpo. ele é um dos grandes responsáveis pelo bem-estar do casal. Tudo isso está diretamente relacionado ao desempenho
de cada pessoa. Atualmente, já existe uma maneira segura e eficaz
de tratar qualquer grau de Disfunção Erétil. Por isso, não existe mais motivo para manter esse assunto em segredo. Aproveite que você está com este questionário em mãos e analise sua função sexual. Escolha somente uma resposta para cada pergunta. Nos últimos 6 meses: 1. Como você classificaria sua confiança em conseguir e manter uma ereção? Muito baixa
Baixa
Moderada
Alta
Muito alta
1
2
3
4
5
2. Quando você teve ereções após estímulo sexual, com que freqüência suas ereções foram rígidas o suficiente para a penetração (você penetrou sua companheira)? Nenhuma atividade sexual
Quase nunca ou nunca
Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)
o
1
2
Algumas vezes Na maioria das (cerca de vezes (mais metade da metade das vezes) das vezes)
3
3. Durante a relação sexual, com que freqüência após ter penetrado sua companheira? Não tentei ter relações
Quase nunca ou nunca
Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)
o
1
2
Sempre ou quase sempre
4
5
você foi capaz de manter a ereção Algumas vezes Na maioria das (cerca de vezes (mais metade da metade das vezes) das vezes)
3
4. Durante a relação sexual, qual foi seu grau de dificuldade e completar a relação sexual?
Sempre ou quase sempre
5
4 para manter a ereção
Não tentei ter relações
Extremamente difícil
Muito difícil
Difícil
Pouco difícil
Não foi difícil
o
1
2
3
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5. Quando você tentou ter uma relação sexual, com que freqüência para você? Não tentei ter relações
Quase nunca ou nunca
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Poucas vezes (muito menos da metade das vezes)
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ela foi satisfatória
Algumas vezes Na maioria das (cerca de vezes (mais metade da metade das vezes) das vezes)
Sempre ou quase sempre
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Agora some os valores de todas as respostas. Se a pontuação for menor ou igual a 21, você pode estar com a função sexual insatisfatória. Nesse caso, procure um médico. Procure um médico. Ele irá indicar a melhor solução para recuperar sua função sexual.
S贸 para lembrar
o telefone
que deixa a Souza Cruz mais perto
1+1 SOUZA
CRUZ
de voc锚.
Para continuar bonita amanh達, Linha Chester hoje.
de :1.50 canais e
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de CD.
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o Globo vai estar em todos os lugares deste carnaval.
E+Dmm
NĂŁo perca nenhum detalhe da maior festa popular do mundo. O Globo. A melhor e mais completa cobertura jornalĂstica do carnaval carioca.
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o Brasil
é mais que uma nação. É, acima de tudo,uma terra de imenso calor humano com uma gente que fala através de sentimentos e busca fazer deste mundo um lugar mais digno de se viver. Esta é uma das mensagens que a Beija-Flor quer passar através do enredo "Brasil, um coração que pulsa forte - Pátria de todos ou terra de ninguém?" A comissão de carnaval- Laíla, Cid Carvalho, Shangai, Fran Sérgio, Ubiratan Silva e Nelson Ricardo - conta que, antes de 1.500, nas altas esferas celestiais, viram que a velha Europa não compreendera as mensagens espirituais de paz e amor entre os homens na Terra. Era preciso, portanto, buscar continentes ignorados onde espíritos jovens e simples aguardavam a semente de uma nova vida. Sob intervenção sagrada, nasceu a
Presidente/President: Farid Abraão David
Carnavalescos/Carnival artists: Laíla, Cid Carvalho, Ubiratan Silva, Fran-Sérgio, Nelson Ricardo e Shangai. Mestre-sala e Porta-bandeira: Claudinho e Seiminha Sorriso Rainha da bateria: Sõnia Capeta Últimas colocações: 1999 - 2° lugar no Grupo Especial 1998 - Campeã 1997 - 4° lugar no Grupo Especial 1996 - 3° lugar no Grupo Especial 1995 - 3° lugar no Grupo Especial
escola de Sagres, que possibilitou os conhecimentos necessários para que se pudesse cruzar os oceanos. E os portugueses descobriram um grande paraíso que viria a se chamar Brasil. Mas, era preciso mais que isto para um novo recomeço: era necessário o surgimento de uma nova raça, que seria a fusão entre todas as existentes. O negro, o branco e o índio se miscigenaram com povos de outros países que chegaram ao Brasil e todos contribuíram, ainda que involuntária e inconscientemente, para a mistura de culturas e espíritos. E o Brasil se tornou a pátria de todos os povos. Mas o povo brasileiro -fruto desta miscigenação racial - tinha uma missão: compreender e repassar as mensagens divinas. Humanos, falharam e o erro foi se acumulando através de gerações e tomando proporções alarmantes até culminar no caos atual. E a Beija-Flor questiona: onde foi o erro? Por que a terra escolhida para ser a nova "terra santa" se tran~formou em "ten'a deninguém/~ sem dono, leis e coração? E a própria escola responde: o caminho percorrido não era o correto e o brasileiro, agora, tem que ultrapassar os obstáculos da ignorância e adquirir as riquezas do conhecimento. Um povo pacifico como o brasileiro, diz a agremiação, deve ir em busca da preservação da integridade do ser humanos não repetindo os mesmos erros, mas buscando em cada geração um indivíduo mais evoluído, mais perto da perfeição.
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Compositores/Composers: 19or Leal e Amendoim da Beija-Flor Editora Musical Escola de Samba Lida I BMG Mmic Publish;,zg Brasil
I1ttérprete/Singer: NeguÍltho da Beija-Flor
Luz celestial que ilumina astros abrem a porta divina guiando a navegação descobrindo esta nova nação semente de uma nova era paraíso de beleza natural índios guerreiros de pele dourada e alma purificada habitavam este solo colossal corsários e aventureiros invadem o cruzeiro pela ambição lutaram e colonizaram. A pátria de todos os povos então e o negro aqui chegou, chegou e o seu canto de fé ecoou, ecoou liberdade pra serfeliz. O braço forte que ergueu nosso país Assim São Vicente veio a encantar (oba, oba). Berço da democracia a primeira cidade do Brasil Meu Rio, eu sonhei que o Senhor havia nos dado a mão que havia ordem, progresso e perdão e um ser de luz a iluminar e hoje eu canto oh, pátria amada, me envolvo em seu manto por essa terra sem dono, sem leis pra ver o sonho que sonhei
Me abrace, amor, com seu calor faz pulsar meu coração sou Beija-Flor e trago a paz nos olhos da geração. lliE SOUNOTRAa< AlOM lliE 500 YEARS OF HISTORY
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Mas com carinho de 20.
A única representante do município de Niterói no Grupo Especial tem o carnavalesco mais conhecido do Brasil: joãosinho Trinta. Sempre criativo, ele imaginou o enredo "Brasil: visões de paraísos e infernos'~ que lhe permite recontar o descobrimento do Brasil dentro de uma perspectiva carnavalesca. joãosinho diz que, na Idade Média, o imaginário europeu
Presidente/President: José Carlos Monassa Bessil
Carnavalesco/Carnival artist: Joãosinho Trinta Mestre-sala e Porta-bandeira: André e Patrícia Rainha da bateria: Luma de Oliveira Últimas colocações: 1999 - 3° lugar no Grupo Especial 1998 - 5° lugar no Grupo Especial 1997 - Campeã 1996.13° lugar no Grupo Especial 1995 - 8° lugar no Grupo Especial
acreditava que, em algum lugar, existia um paraíso terrestre e também um inferno. Em busca das riquezas e temperos da Índias Orientais, os portugueses descobriram o Brasil e Pedro Álvares Cabral acreditou que chegara no 'Jardim das Delícias". Afinal, ali existiam homens e mulheres livres vivendo em uma terra de natureza exuberante, cheia de fiares, frutas e animais. Mas, os portugueses obrigaram os índios a trabalhar e tiraram sua liberdade transformando aquela felicidade em um verdadeiro inferno. Em outro ponto da Terra, na África, os habitantes também viviam felizes, organizados em grandes reinados. Mas o branco chegou e trouxe os africanos como escravos transformando suas vidas em outro inferno. O tempo passou. Índios, brancos e negros misturaram suas culturas e, no alvorecer do terceiro milênio, todos sonham com um Brasil transformado em uma grande civilização cheia de luz, paz e alegria.
The on/y representative from the town of Niterói in the Specia/ Group has the best known carniva/ artist in Brazi/: joàosinho Trinta. A/ways creative, he imagined the theme "Brazi/: scenes of paradise and hel/" to tel/ the story of Brazi/ 's discovery from a Carniva/ viewpoint. joàosinho says that, in the Midd/e Ages, the European imagination be/ieved that, somewhere, there was an earth/y paradise and an earth/y hel/. In search of the wea/th and spices of the East Indies, the Portuguese discovered Brazi/ and A/vares Cabral be/ieved that he had reached the "Garden of De/ights". After a 1/, here free men and women fived in a /and of ablmdance, fuI/ of jlowers, fruit and anima/s.
Bra the Portuguese forced the Indians to work and took away their freedom, changing that happiness into a /iving hel/. At another p/ace on Earth, in Africa, the inhabitants also /ived happi/y, organized in great kingdoms. But the whites arrived and took the Ajricans as slaves, making their fives another hel/. Time went by and the Indians, white and b/ack races mixed their cu/tures and, at the dawn of the third millemlium, everyone dreams of a new Brazi/ and a great civi/ization fuI/ of light, peace and joy
CompositoreslComposers: Gilberto Gomes, Gustavo do Clarão da Lua, Dadblho, Paulo César Portugal e Mocotó Editora Musical Escola de Samba LIda I BMG Music Publishing Brasil lntérpretelSinger: Dominguinhos do Estácio Mestre de baterialPerCIIssioll leader: Cira
Na era medieval, começa o meu carnaval. No paraíso, eu me vesti de branco e, no "martírio eterno '~o vermelho é meu manto. Navegando ao Oriente, "seu" Cabral o 'Jardim das Delícias" descobriu "seu" Caminha escreveu o que ele viu maravilhas do Brasil. Bordunas, tacapes e ajarés na dança o índio põe aos seus pés mas nascem idéias diversas, são mentes perversas não foi essa a lição dos pajés. Ire, ire, pra agba yê o negro canta, o negro dança em liberdade ire, ire, pra agba yê pra agba yê, felicidade. Bem longe daqui, na festa da coroação o negro africano, nos seus desenganos desfaz-se dos planos, pro branco explorar preso nas correntes da vida são marcas que jamais esquecerá mas o tempo passou e a felicidade eu vejo brotar na luz da esperança, há paz e alegria pro Rei do universo abençoar. O dia vai raiar, amor, amor com a Viradouro eu vou, eu vou, eu vou meu canto de amor se espalha no ar quinhentos anos vamos festejar. A TRIUiA SONORA DOS 500 ANOS OE HISTORIA
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THE SOUNOTRACK FROM THE 500 YEARS OF HlSTORY
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J á falamos das musas, aquelas mulheres que deslumbram a avenida a cada desftle. No ano passado, We've already talked about our muses, those women who dazzle the avenue at each parade. Last yem; we wrote about the life of the super champion Clovis Bomay. Now, the real samba dancers deserve to occupy the space rese17Jedfor Carnival personalities. Publicly acclaimed artistes who, in the category in which they parade, the inimitable style of their choreography or Cf} unquestionable identity of ~ their samba schools, are '"'d pennanent stars in camival's ~ great show. In their homage, .•......• ""'" Rio Samba & Carnival takes CO o.ff its hat to each anonymous O dancer who has for seventy years contributed to making ~ the samba school parade what ~ ~ it is today - the Brazilian Camival's biggest attraction.
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focalizamos a trajetória de um campeoníssimo, como Clóvis Bornay.Agora, no espaço sempre reservado às personalidades do carnaval, a vez é dos sambistas verdadeiros. Artistas populares que, pela categoria de sua participação nos desftles, pelo estilo inconfundível de suas coreografias ou pela inquestionável identidade com suas agremiações, são destaques permanentes da grande festa do carnaval. Ao homenageá-los, a Rio Samba e Carnaval reverencia cada passista anônimo que contribuiu, ao longo de sete décadas, para que o desftle das escolas de samba se transformasse na maior atração do carnaval brasileiro.
I
Quando saía da casa humilde na Rua dos Cajueiros, em Nilópolis, com a careca escondida por um lenço e vestindo uma túnica com motivos africanos, ela era Maria da Penha Ferreira. Quando pisava na avenida, com 1,80m de corpo perfeito, biquíni, plumas e a cabeça enfeitada por pérolas Wlien she lrfft t/je simp/e home on Cajueiros Street in Ni/ópo/is, with her ba/d head e pedras brilhantes, ela se transformava em hidden under a headscar/ and wearing an Pinah, a "Cinderela Negra" do carnaval carioca. 'A/rican prillt tunic, her na me was Maria A imagem da mulher mais fotografada da da Penha Ferreira. When she stepped anta avenida rodou o mundo nos 14 anos em que foi the avenue with her 1.80m 0/ per/ect body, bikini, /eathers and headdress 0/ pear/s a estrela máxima da Beija-Flor de Nilópolis, and spark/ing stones, she became Pinah, alçada à condição de mito pelas mãos do mago the "B/ack Cindere//a" o/the Rio dejaneiro Carniva/. 7be picture o/the wor/d's most Joãosinho Trinta e por sua própria graça IjJhotographed woman on the avenue has personalíssima e intransferível. Em março de been around the wor/d, in her 14years as 1978, ela virou emblema quando encantou o the shining /ight 0/ Beija-F/ar de Ni/ópo/is, príncipe Charles, herdeiro do trono da raised to the status 0/ myth at the magic hands 0/ joãosinho Trinta and by her own Inglaterra, em uma recepção no Palácio da lmique charm. In March 1978, she became Cidade. Trôpego, o príncipe ainda ensaiou uns an emb/em when she enchanted Prince passos rudimentares de samba, mas se curvou Char/es, heir to the Eng/ish throne, at a reception at the City Pa/ace. 7be prince diante de 'Stumb/ing/y sketched a/ew hasic samha sua 'Stepsbut bowed be/ore her majesty. 7bere majestade. has never been anyone /ike Pinah in the No carnaval Rio Carniva/. She lefl Rio in 1990, married and went to /ive in São Pau/o, to the carioca, disappoilltment 0/ her many Carniva/ Iam. nunca be paraded again in 1994, injoãosinho's wake, exchanging the exuberant b/ue and houve white 0/ Ni/ópo/is/or the discreet uniform alguém 0/ the directors 0/ Unidos do Viradouro. como Pinah. Para a saudade de todos os fãs do carnaval, ela deixou o Rio em 1990, casou e foi morar em São Paulo.Voltou a desftlar em 1994, seguindo Joãosinho e trocando a exuberância azul e branco de Nilópolis pelo uniforme discreto da diretoria da Unidos do Viradouro.
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Hégio Laurindo da Silva's soul is colored. It's pink and green. Delegado, top grades in every single parade he has participated in, is a legend of the school of Estaçào Primeira de Mangueira. 7be kid from Mangueira, who was nicknamed Delegado beca use he broke up the quarrels on the hill, was synonymous with peerless elegance on the avenue. When he was 13, he was challenged to escort the school's great lady, Nininha, and defend the banner and highest symbol ofthe school. Fourteen years later, he is now partner with Neide, the eternal and inimitable jlag-bearer and was crowned the best escort ever known to the Brazilian carnival. Anyone who has seen him will never forget that swing, those matchless steps, a show ofperjection. And whoever has not seen him, should then learn. Although retired from the role of jlagbearer's escort since 1984, Delegado has never left the school. He runs the harmony part, paraded as a special highlight in the directors section, and noU!,at the height of his 78 years, helps to teach the youngest Mangueira members to be great samba dancers. And to understand the love he had to defend the colors and banner of his school for 34 years.
A alma de Hégio Laurindo da Silva tem cor. E é verde e rosa. Delegado, nota máxima em todos os desfIles de que participou, é uma lenda na Estação Primeira de Mangueira. O menino da Mangueira, que ganhou o apelido de Delegado por apartar as brigas no morro, foi sinônimo de elegância nunca igualada na avenida.Aos 13 anos, recebeu o desafio de reverenciar sua grande dama, Nininha, e defender o pavilhão e símbolo maior da escola. Quatorze anos depois, passou a fazer par com .
NeIde, a eterna e inimitável portabandeira nota 10 .
'
e fOIcoroado o maior mestre-sala que o carnaval .
.
brasileIro conheceu. Quem viu jamais vai esquecer aquela ginga, os passos perfeitos, o show de arte. E quem não viu, _ aprende. Mesmo aposentado da funçao de mestre-sala desde 1984, Delegado jamais deixou a escola. Tomou conta da harmonia, desfIlou como destaque, na ala da diretoria, e agora, aos 78 anos, ajuda a ensinar aos mais novos na Mangueira a serem grandes bailarinos do samba. E a entender o amor que o fez defender, durante 34 anos, as cores e a bandeira de sua escola.
samba não se aprende no colégio, mas na escola. Foi assim que Carlinhos de Jesus, nascido em Cavalcante, aprendeu a sambar: na sua escola de coração, a Em Cima da Hora. Lá,foi passista e mestre-sala e se tornou um apaixonado pelo ritmo. O curso de pós-graduação, porém, foi na Mangueira. "Na verdade, eu aprendi muito observando o mestre-sala Delegado, que é um show.A primeira vez que o vi se exibir compreendi que o meu ideal de dançarino estava ali. Ele era a leveza, o improviso, a coisa malandreada", diz o sambista. Carlinhos foi bom aluno. Aprendeu e dividiu. Professor de dança, coreógrafo do carnaval, já criou passos novos para alas inteiras, para carros alegóricos que, com o seu toque de mestre, participam muito mais do enredo do que passando pela avenida como simples cenários. Como gratidão pelas aulas, é ele quem hoje concebe, cria a coreografia e ensaia a comissão de frente da Estação Primeira de Mangueira, escola de coração do professor Delegado. O
"Vestida" com óleo, um sopro de purpurina e umas tiras de fita adesiva plástica, Valéria da Conceição dos Santos já era Valenssa (nome artístico) e Globeleza (apelido televisivo) quando pisou na Marquês de Sapucaí em 1993, à frente da bateria da Caprichosos de Pilares. Quer dizer, meio na frente, já que a primazia de apresentar os ritmistas era da atriz Isadora Ribeiro, a madrinha oficial da bateria. Ficara combinado que Valéria era apenas a "Garota Globeleza" e sambaria um pouco atrás de Isadora. Só esqueceram de avisar o público, que levantou à sua passagem e gritava o seu nome ainda na concentração. Deu Valéria na aprovação popular. No ano seguinte, levada pelos braços do povo, assumiu o posto de madrinha única da bateria da escola, cargo abandonado por Isadora. Valéria, que tem "graça, energia, ritmo e pique", na avaliação de Oswaldo Sargentelli, reinou feliz na escola de Pilares até o ano passado (quando desftlou pela Unidos do Viradouro). "A Caprichosos é a minha escola de coração", diz a musa.
Valéria da Conceição dos Sanlos, 'dressed" in oil, a scattering of glitter and some plaslic slicky lape, beca me Valenssa (slage name) and Globeleza (television nickname) when shefirsl appeared on Marquês de Sapucaí in 1993, infronl oflhe dnuns of Caprichosos de Pilares. I mean, half in frolll, since who real/y represemed lhe drummers was aclress Isadora Ribeiro, the oJficial queen of the percussion. It was agreed that Valéria would only be the "Globeleza Girl" and samba a Iittle behind Isadora. 1bey on/y forgot to warn the public, who rose in applause as she went by, shouting her na me unti! the end of the parade. Valéria was final/y approved by the public. 1be fol/owing year, by popular acclaim, she took over lhe position of lhe on/y queen of the school's percussion, which Isadora had given up. Valéria, who has "grace, energy, rhythm and stamina'~ in the opinion of Oswaldo Sargentel/i, reigned happily in the Pilares school until last year (when she paraded for Unidos do Viradouro). "Caprichosos is the school thal Iives in my hem1'~ says lhe muse.
You can 'I learn lhe samba at col/ege, only aI school. 1bat was how Carlinhos de Jesus, born in Cavalcante, learned to samba: at his favorite school, Em Cima da Hora, where he was dancer and jlag-bearer's escort and fel/ in love with the rhythm. His postgraduale course was, however, at Mangueira. ''I real/y learned a lot by walching Delegado, who is a show apart. When lfirst saw him perform I learned thal he was my ideal of a dancer. He was Iightness, improvisation, that special somelhing'~ says lhe samba dancer. Carlinhos was an applied student. He learned and shared. As dance teachel; carnival choreographer, he has already created new stepsfor whole sections and jloats that, with his masterful touch, participate much more in the theme than just moving dOlVn lhe avenue as mere backdrops lo lhe parade. In gratitude for the classes, today he conceives, creales the choreography and rehearses the front line of Estação Primeira de Mangueira, professor Delegado'sfavorile school.
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'"'O cd '"'O • ...-I ~ ~ O ~ ~
Ela estourou no carnaval de 1955. Com um 1,78m de altura e pouco mais de 70 quilos muito bem distribuídos, no alto de um carro alegórico sob a chuva [ma que caía na Avenida Presidente Vargas, encantou as muitas milhares de pessoas que assistiam ao desftle Epopéia do Samba, do Salgueiro. Quem perguntava quem era, ouvia a resposta simples: "É a Paula!". Na quarta-feira de Cinzas, os jornais consagraram a pastora e passista, até então desconhecida, como a "Paula do Salgueiro". Seu caminho até a consagração, porém, foi tortuoso. Antes de ser aceita pela escola da Tijuca, Paula desftlou pela Combinados do Amor, uma escola de Niterói. Uma vez, num Sábado de Aleluia, vestindo a baiana azul-e-branca de sua escola, Paula passou por um desftle do Salgueiro na Praça Saens Pena. Ouviu a bateria que passaria a reger seu coração para sempre. Não agüentou e sambou de azul no mar vermelho e branco. Foi hostilizada, mas ganhou o convite para desftlar no ano seguinte.A partir daí, Salgueiro passou a ser seu sobrenome por 42 anos consecutivos."A Paula foi um ícone do carnaval carioca. Foi uma das pioneiras como passista de escola de samba. Todo mundo a comparava às mulatas de Di Cavalcanti. Sempre foi uma marca de brasilidade", aftrma o jornalista e pesquisador
17
José Carlos Rego.
Cf)
11)
6
Se/ma Rocha stops, /ooks the interoiewer in the ryes and, invariab/y, opens her wide and /ove/y smi/e. No other lOordsare needed. 7bat lOas lOhat happened with journa/ist José Carlos Netto, who had a sudden spark of inspirafion: Smiling Se/minha. And that was the name given to the most ta/emed flag-bearer of the generation that today defends the Rio samba schoo/s on the avenue. Se/minha began to take her first samba steps in Unidos de Lucas, lOhen she lOas8-years o/do At home she wou/d dance in front of the min'or with a broomstick and floor c10th tied to it. 7be dream came true when she lOas 17years o/d, when she became a flag-bearer. And she found her niche. Samba composers, crifics, experts and the public are unanimous in praising her. Her grace, e/egance, charm, sensuality. Smiling Se/minha is perfect. Treated as a princess, even by Prince A/bert of Monaco, who has a/ready bowed to her domain. Today she parades for Beija-F/or de Nilópo/is and is cOllSidered the most /egitimate heire.'\Sin the /ong fine of great Carniva/ stars, such as Neide of Mangueira and Vi/ma of Porte/a: But Se/minha allOays reacts to the praise as she pleases: smi/ing.
Selma Rocha pára, olha o interlocutor nos olhos e, invariavelmente, abre o enorme e lindo sorriso. Não precisa dizer mais nada. Foi numa cena destas que o jornalista José Carlos Netto teve o estalo: Selminha Sorriso. Estava batizada a mais talentosa porta-bandeira da geração que atualmente defende as escolas de samba cariocas na avenida. Selminha começou a dar seus primeiros passos no samba na Unidos de Lucas, aos oito anos. Em casa, dançava na frente do espelho com um cabo de vassoura com um pano de chão amarrado. O sonho se tornou realidade aos 17 anos, quando ganhou o posto de porta-bandeira. E encontrou seu lugar. Sambistas, críticos, especialistas e leigos são unânimes nos elogios à moça. À sua graça, elegância, charme, sensualidade. Selminha Sorriso é perfeita. Tratada como princesa até pelo príncipe Albert, de Mônaco, que já se rendeu ao seu domínio. Desfilando hoje sob as cores da Beija-Flor de Nilópolis, ela é considerada a mais legítima herdeira da linhagem das grandes damas do carnaval, como Neide da Mangueira e Vilma da Portela. Mas, a todos os elogios, Selminha sempre reage como lhe convém: sorrindo.
Se minha Sorriso
Vilma da Portela não começou nem terminou na Portela. Mas foi na escola azul-e-branco de Madureira, que lhe emprestou o sobrenome, que Vilma Nascimento protagonizou alguns dos momentos mais bonitos do carnaval carioca. Vilma desfilou pela primeira vez na União Vilma q( P0I1ela neither began OI'ended in Porlela. BIl/ de Vaz Lobo, aos 9 anos. Com 12 já era a porta-estandarte, il was ji'om Ibis bllle aluI white school q( i',,/adureira that rodando a bandeira de sua escola com tanta elegância que foi she 1501heI' lasl name, in which Vilma Nascimenlo bas convidada por Carlos Machado para os shows da boate Night played some of heI' mosl magnijkenl rales in lhe Rio and Day.Era com o estandarte da Portela, porém, que Vilma se Carnival. 7be 9-year old Vilma paraded for the first time in Uniào de Vaz Lobo. apresentava para os turistas na festiva Cinelândia. Wfhenshe was 12 she was alreac{yflag-bearel; whirting raund heI' school banner UJithsuch elegal/ce Ihal she Um dia o lendário Natal entrou na boate, was invited by Carlos iHachado to lake parI in Ibe shoUJs indignado com o uso do símbolo de sua escola. aI his nightclub Night and Da)'. Yel it was bearing lhe Parou extasiado. No tlm do show, Natal não Portela banner tbat Vilma UJol/ldappear to lhe 10/II1'sls in tively Cinelal/dia. One day, lhe jàmous Nalal entered queria apenas a bandeira da Portela de lhe nighlclllb, indignal11ú' prolesting against lhe use of volta. Queria Vilma com ela. Assim a grande his school's emblem. He slood amazed. At lhe end q(lhe shoUJNalal 1101only waI/ted the POl1elabanner back bll/ dama do samba começou a freqüentar a Vilma as wel!. 50 lhefirst lac{)1q(samba began lo visit vida portelense e se tomou de amores pela POl1ela{/I/dfel! in love UJitblhe b/lIe and white school. azul-e-branco. À frente da escola, levando AI lhe head of the school proud(y bearing the eagle's bannel; Vilma /lionjlve Cold Ba/l//ers and I1lllnerolls com garbo o pavilhão da águia, Vilma 10pgrades. 5he /lias considered lhe grealesl flag-bearer colecionou cinco Estandartes de Ouro euer in lhe hislOIY of Carnival. AfieI' Nalal~' dealh. lhe P0I1elafamily sptil IIp. Vilma left lo 150lo 1I'adiçào with e incontáveis notas 10. Foi heI' brolher-in-/aw Nésio. Nalal:ç sono 5he prolldly considerada a maior portacan'ied its banllel; a/so bllle alu/while, in Ibe/ourlh, Ihird and second groups. Tradição reached lhe 5pecial bandeira da história do CrollP bul Vilma had alreac{y relired heI' bC/Ilnel:5he carnaval. Morreu Natal, a didn 'I manage howeuer lo retire heI' legenda/}' slatlls. família portelense se dividiu. 17Jalcontinues ative today - IInchc/Ilging. Vilma partiu para a Tradição com o cunhado Nésio, fIlho de Natal. Levou sua bandeira, mais uma vez nas cores azul e branco, com garra no quarto, no terceiro e no segundo grupos. ATradição chegou ao Grupo Especial, mas Vilma guardou a bandeira. Só não conseguiu guardar a condição de mito. Esta permanece viva. E imutável.
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Porque eu mereço.
Salgueiro,
1963
ABSTRAíDA A EMOÇÃO (OU MELHOR, A NOSSA EMOÇÃO PARTICULAR) O FATO É QUE EXISTEM ALGUNS CARNAVAIS, ALGUNS DESFILES ESPECIALMENTE, QUE COMOVERAM MULTIDÕES. SÃO DESSES CARNAVAIS MEMORÁVEIS QUE SE ESTÁ FALANDO AGORA. PODEMOS CONCORDAR COM
Memorável} MACHADO DE ASSIS, QUANDO ELE DIZ EM MEMORIAL DE AIRES mesmo e QUE "NÃO HÁ ALEGRIA PÚBLICA QUE VALHA UMA BOA ALEGRIA aq uele carnaval em PARTICULAR", MAS, NESSE CASO, O MELHOR É QUE AS que a nossa escola ALEGRIAS COINCIDAM. QUE AS EMOÇÕES MEMORÁVEIS ganhou e a gente DESSES CARNAVAIS SEJAM TAMBÉM AS NOSSAS MAIS PARTICULARES ALEGRIAS. OUTRAS PESSOAS, NATURALMENTE, fez bonito na LEMBRARÃO OUTROS DESFILES. OUTRAS ESCOLAS. NA LISTA QUE avenida, /
J
SEGUE, ESTÃO AS POSSÍVEIS UNANIMIDADES INQUESTIONÁVEIS. POR EXEMPLO:
Unforgettable
is the Carllival whell our schoolwas
champioll mld we did our best alollg the samba avellue. Yet, excludillg emotioll (or better, our OWll persotlalfeelillgs), thefact is that some Ca""ivals, especially some parades, have brought the crowds to their feet. These are the memorable Cartlivals that we are talkitlg about here. We might agree with Machado de Assis, whell he says ill Memorial lo Aires that "110 publicjoy is the same as a good persollaljoy'; but ill this case, the best is whell the joys coillcifle. Here's to the uliforgettable emotiotlS of those Carllivals that are also our OWIlpersotlal joys. Others, of course, will recollect other parades. The list below suggests some of the possible lmdelliabl;' ummimOltS choices, for example:
Mocidade,
1985
Salgueiro, 1960 o enredo era O Quilombo dos Palmares, dos então neo-carnavalescos Fernando Pamplona, Arlindo Rodrigues, Nilton Sá, Dirceu NeIY e Maria Louise Nery. O samba ainda hoje emociona as rodas de samba mais veteranas. Para Pamplona, a grande virada do carnaval se dá nesse ano. O Salgueiro teria tudo para ser o grande campeão, mas um acordo acahou fazendo com que cinco escolas fossem proclamadas campeãs: Ponela, Mangueira,
Império Serrano, Capela e o próprio Salgueiro.
"!7Jetheme lI'as O Quilombo Arlilldo
Rodn;!Jues. Niltoll
raullds. Imt
(//1
Pamplolla agreemellt
dos Palmares /I'almares
Sá. Dirceu
sa)'s that that )'ear:, /l'as /I/(/de that.fll'e
ex-sla/'e cokJl/YJ. I~)' the thell Canli/'ala/1ist
Ner)' {//ul Maria CarllilYIII/'as
Louise I\'eiy. 77.1esamlxl the stm1 of challge.
schools hC'proclaimedjoillt
is still elljoyed
Salgueiro
cham/Jiolls:
lIell'CO/lWrs ferllalldo
Pall/plolla,
today ill the more ueterclll samba
had ew/)'thillg
Portela. Jllallgu£'ira.
to he the su/Jreme chall//JiulI Império
Serra 110.Capela alld
Sa~!!,ueiro irse(j:
Salgueiro, 1963 O desfile com o enredo Chica da Silva, de que o espetáculo das escolas de samha se definitiva as autoridades do Rio de Janeiro que a mídia concedia ao evento. O samba,
Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues, é um marco. É com ele torna o mais importante do carnaval carioca, seduzindo de forma e ampliando de forma inimaginável até aquele momento o espaço de Anescar e Noel Rosa de Oliveira, "é considerado um dos mais
belos de todos os tempos" (in Escolas de samba em deifile, de Amaury Jório e Hiram Araújo). 7he jJarade (//ul themC' Chica da Silva I~)' Ferllalldo IIhell
Pamplolla
the samba school sho/U 1)C'ul/1lC'the most imjJortal/f
allrl A rli 11do Rodrigues
e/'el/f ill the Rio Carl/iual,
is a Icmdmark
filla/~y
ill Carlliual
persuadillg
{//ul the press ga1'l! more space ill the media thal/ euer ill/agilled. {//ul Noel Rosa de Oliveira
"is cOllSidered OIIe
q( the
Iight illlImil/ated
samha I~)'Darci.
the whole Mal/gueira
sto/yteller
lVlollfeiro
Hélio ?ilrco, .!urandil;
school gcwe a breathtakillg Carllical
alld
Hireml Ar(//U0).
divina I iluminou todos os mangueirenses naquela homenagem a Lobato. Ancorada num samba antológico de Darci, Hélio Turco, Luís, Batista e Dico, a escola fez uma apresentação admirável e pista aclamada como favorita do público e dos analistas do Quando os envelopes foram abertos, não deu outra: Mangueira
homage to BraziliclIl
(I/'e/llle.
The samha hy Allescar
1967
Mangueira,
A diuille
This /lias
authoriries,
loveliest euer" (ill the hook Escolas de
samba em desfile ISamba schools on parade, ~y Ama1l1y.!ório
Uma luz Monteiro Jurandir, saiu da carnaval. campeã.
history.
Rio deJalleiro
critics prac/aimillg
parade,
cOllfillgellf
Luis, Batista alld
with the puhlic
ir favorite
as ir left the
IF'hell the I'otill/!, ellvelopes Ivere opelled it
I/'as 110su/1Jrise that Mallgueira
as they paraded
Lohato. Based on lales q{
lI'as champioll.
alld
Dico. the
in
Império Serrano, 1969 Em plena repressão política, com as manifestações estudantis enfrentando as consequências do AI-5, o Império Serrano quase não desfilou. Escolheu um tema ousado, Heróis da liberdade, deu a ele um tratamento claramente político e acabou tendo que se contentar com um modesto quarto lugar. O samba de Silas de Oliveira, Mano Décio da Viola e Manuel citava inclusive o Hino da Independência, "sob a assinatura inatacável do imperador Dom Pedro lI" (Carnaval - da Redentora ti Praça do Apocalipse, de Roberto JVI. Moura). Gravado por Elza Soares, "ganhava fervor cívico quando Império, 1969 cantado nas roelas ele samba da época, dos subúrbios ao Teatro Opinião" Cidem). Império Serrano almosl did nol parade, amid political censure. wilh sludenl demonslralions braving lhe consequences 0/ lhe AI-5 acl. Ils choice 0/ a defiallt Iheme, Heroes 01' freedom, gal'e it a c1ear()' political tlIlgle and il had lo cOI/lenl itself wilb a modesl/oll11h place. The samba I~)'Silas de Oliveira. lHano Décio da Viola and Manuel eueu mentioned lhe Anlbem o/II/depel/dence, ':,igned I~J'lhe irreproachahle Brazilial/ Emperor Dom Pedro 11"(Carnaval - da Redentora à Praça do Apocalipse. I~),Rohel1o ivl. Moura). It u'as recorded l~)' Elza Soares and "aroused civic/erLJor whel/ sUl/g il/ lhe samba roul/ds aI Ihar time, ji'om lhe sulmrbs lo OjJil/iâo Ihealre" (idell/J.
Beija-Flor, 1976 A escola de Nilópolis tinha subido há poucos anos e apresentado no primeiro grupo enredos que cortejavam o regime militar. Súbito, deu-se a mudança. O carnavalesco joãosinho Trinta, campeão pelo Salgueiro, aceita o convite para assumir a agremiação da Baixada e a escola vence o desfile homenageando a contravenção do jogo do bicho no enredo Sonhar com rei dá leão. No mesmo carnaval, a desclassificada Em Cima da Hora trouxe para a pista o melhor samba-enredo daquele ano: Os Sertões, de Edeor ele Paula. 7be Nilápolis school had on(v heen il/ Ihefirsl groujJfor a few years, adopling samba Ibemes in-praise e!f lhe mililtll)' diclalorsbip. Sudden(l', it chtlllged radical(v. Camival al1isl jOclosinbo 7hl/la, from lhe champiol/ Salgueiro. accepled lhe invitatiol/ lo lake on Ihis school ji"om lhe Baixada Fluminel/se, alluding lo lhe iIIegal zoo lolte/:!, in lhe Iheme Sonhar com rei dá leào [Dreaming oI' a king means the lionl. 11/ Ihol same Carnivol. Em Cimo da Hora was disqual(fied Iml had lhe hesl samba-Iheme OI/ lhe avenue: Os Sertões, by 1:.,{leorde Paula.
Mangueira,
/984
Mangueira, 1984 No inauguraç~10 da Passarela do Samba, concebida por Oscar Niemeyer, materializando um sonho do vicegovernador Darcy Ribeiro, caberia à Mangueira ser a última escola a se apresentar. Darcy, político e intelectual sempre delirante, conseguiu impor ao regulamento que a Praça da Apoteose deveria servir como cenário obrigatório de uma cenografia diferente do simples desfilar de cada escola. Com o enredo Yes, nós lemos Braguinba, de Max Lopes, e cantando um samba de Helio Turco, Comprido, Jajá e Arroz, a Mangueira converteu em trunfo definitivo exatamente o desafio que já derrubara tantas outras escolas. Após uma complexa manobra na área da Apoteose, a escola retornou à pista. desfilando agora em sentido contrário ao previsto pela Riotur. Promoveu, de fato. uma apoteose que levou muita gente às lágrimas. A Mangueira foi campc~l - mas a idéia da "criatividade final", idealizada por Darcy, não vingou. A partir de 1985, os desfiles voltaram a ser como sempre. ll1al1glleira archilecl
/I'as lhe lasl school il1 Ihejlrsl Oscar Nie//le)'er
al1d illlel/eclllal oiJligatory
Braguinha
evel; IIU/I/aged
jJarade (!/Ihe
Sa//lba Acel1l1e. desigl1ed
I~l' l'ice-i~Ol'el'l/()r
lo jmss a reglllaliol1
Darcy
Ihallhe
N/heiro. Darcy.
I~)I
dislil1p,lIished
CO//ljJrido . .ft~iá(///(1 ,1'0
AjJolheosis Plaza shollld
the sc!Jool rellll'lled
I~p N/olllr
"/il1al crealiui(p"
,l1al1glleira
lo lhe (//'el1l1e. jJamdillg
mllhorilies.
lI/al1)' jJeople~,' ~)'es. Mal1glleira whal Ih~l' always
Arroz.
lookjill/
/11(//1)' olheI' schools. ,t!/ier a cO//ljJlicaled
/1 did, illdeed. lI'as challljJiol1
iJe IIsed as al1
(~/Ihe chal/ellge
ill lhe AjJolheosis
110{(' il1 lhe ojJposile direcliol1
callse al1 ajJolheosis thal hrollghllears - Iml Da/'(.T~" idea (!/
/l'as shOI1-lil'ed. /11 /985 the pamdes were.
adl'mllage /lU/l1elll'er
rellll'lled
lo
Braziliml
lhe //losl el1lhllsiaslic
el'el1ls othel' Ihmljllsl each sc!Joo/~,'jJamde. lfIith ils Ihe/lle o/Yes. nós lemos [Yes. we !lave Braguin!laJ I~),li/a.\' LojJes. al1d lo the //lllsic (!/ lhe sa//lha cO//ljJosed
I~I' Helio Tllrco,
plal1l1ed
idealized
scelwl)'j(Jr
Ihal had de/eated jJlaza,
(///(1
lo Ihal lo
jJoliliciall
Mocidade Independente, 1985 o falecido
carnavalesco Fernando Pinto imagina um carnaval cósmico. Seu enredo futurista, Ziriguidum 2001, causa um impacto impressionante na Sapucaí, com astronautas e paisagens espaciais ilustrando uma possível viagem do samba ao espaço sideral. O samba de Gigi, Tiãozinho e Arsênio acaba regravado pela cantora Joyce: "sou a Mocidade, sou independente, vou a qualquer lugar ..." Deceased Canlival Carnival. illlpressive
illlpact
Ic/lldscapesji'olll jOllrl/e)'
arlist Fenl(ll/do OI/
Sapllcaí
bas jllst
a coslllic
al.'el/lle, IIIi/b astrol/allts
ollfer space, illlIstratil/g
lo tbe stars. 7l1e salllha
and Arsêl/io
Pinto imagil/es
tbellle Zirigllidllll1 2001 callsed aI/
Hisjiltllristic
cOlllposed h)' CiRi, Tiâozinbo
heel/ re-recorded
Mocidade,
sou indepel/dente,
lHocidade,
il/depel/del/t,
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a possihle samha I~l' sil/gerJo)'ce:
vou a qualquer
':'011 a
lugar ... " [1'111
read)' to go all)'where
... .J
Vila Isabel, 1988 Não se pode dizer que era um enredo. Era uma saga. Nem que foi um desfile. Foi uma epopéia. Do samba de Luiz Carlos da Vila, Rodolpho e Jonas, o mínimo que se pode dizer é que tornou-se um hino. Foi assim a Vila Isabel de 1988, campeã incontestável do carnaval, com um desfile cuja lembrança emociona até hoje os que participaram dele ou tiveram o privilégio de assisti-lo. Kizolllba - Festa da raça é O único título da Vila Isabel, conquistado quando a escola era presidida por Lícia Ruça Caniné. Mas, não é pouca coisa, não: foi uma vitória inesquecível. 11was 1I0ljllSt
a thellle. !I was a saga. Nor III(IS il a parade.
It lI'as a processiol/.
From Ibe samha composed by Luiz Carlos da Vila, Rodolpbo al/dJol/as, )'OU coulc/ sa)' was Ihat i/ became aI/ alltbem. ul/colltestable rememhered
cbampiOlI
o/Ibe
1988 Camival,
//Ii/b a pamde
till today hy tbose //Ibo took /K111il/ it ar bad tbe
0/ watchil/g. Kizoll1ba - Festa da raça [Kizoll1ba Festival of lhe Racel is lhe OIl~Vtime Vila Isahel has WOI/,
privilege
//Ihel/ the president
was Lícia Ruça Cal/il/é.
victOlY: i/ was IIII/orgettahle.
tbe leasl
17)is lI'as bO//l Vila Isahelll'as
/t /lias /10 meCIII
Ibat is
POUPANCA DA CAIXA. , ,
UM ESPETACULOEM 99: 2,7 MILHOES DE NOVAS CONTAS. A Poupança da Caixa é a primeira e a maior do Brasil.
E
os números confirmam
essa atuação brilhante.
Hoje, um em cada quatro poupadores
tem Poupança
na Caixa. Foram 2,7 milhões de clientes novos em 1999 e um crescimento de R$ 2 bilhões em depósitos, totalizando
R$ 29 bilhões na Poupança da Caixa. O mais
importante de tudo isso é que os brasileiros ganham duas vezes. Além de garantir
um futuro tranqüilo e mais
seguro, a Poupança da Caixa é a única que destina 100% dos recursos ao financiamento da casa própria. A todos vocês que fazem o sucesso da Poupança da Ca ixa, o nosso muito obrigado.
E uma promessa:
de neste ano melhorar ainda mais a nossa atuação.
PARTICIPAÇÃO NO MERCADO DE POUPANÇA
14,5% Banco B
11,5% Banco C
4,5% Banco D
26% CAIXA FONTE: ABEClP e SISBACEN
Beija-Flor, 1989 Nuvens cinzentas no horizonte. A repressão, que já era para estar longe, decide fazer mais uma das suase logo no carnaval. )oãosinho Trinta concebe o enredo Ratos e IImbus - Larguem a minha fantasia, focalizando personagens de rua, incluindo mendigos, alcoólatras, pivetes, loucos e desocupados. Para fechar a apresentação, imagina um Cristo abençoando todos aqueles marginais. Só que o Cristo acabou proibido, depois de uma extensa polêmica envolvendo o Estado e a Igreja. No fim, submetendo-se aos censores, )oãosinho emociona toda a Sapucaí, cobrindo o seu Cristo de despedida e acrescentando à alegoria censurada uma frase em forma de oração: "mesmo proibido, rogai por nós.". Gr~)' c/ouds loomillg Carllil'al,
oI'
lllY
costumeI,
imagilles
wilh Ihe/ocus
lbe gralld.flllale
10llg dralllll
Sapllcaí
O/I lhe horizoll.
(!lalllimes.Joclosillho
(//'elllle
Ihal should haue heell 10llg/orgollell
creates lhe Ibeme Ratos e urubus
011 slreel/igllres,
illC!lldillg
lI'ilh (/ Chrisl hlessillg alllhose
oul comrover:-.y illlJoluillg
./)ra.1'el:' "hmllled
Cellsureship
Trillla
lhe Slale (//ullhe
wbell he couel's bis Cbrisl, hrillgÍlIg
/IOW reemo ils ug~y head agaill
- alld aI
- Larguem a minha fantasia [Rats anel vultures
-Iet go
heggars, alcoholics, liui/Ig
picRpockels,
011 lhe edge. ]lle
Cbllrch.
Filwlly,
bowillg
Ibe mad alld lhe IIl1employed.
reslIll loas Ihal bis Chrisl Ulas balllled
He
C(fier a
lo lhe cellsors, JOclosillbo tOllcbes euel)'olle O/I
IIp Ibe rem; alld adds to the cellSlIred jloal
a /ew words ill Ibe/ol'm
0/ a
YOIl ma.1' he hlll hCll:e mercy 011 IIS."
Mangueira, 1998 o enredo
era meio caminho andado: Chico BllaI'que da Mangueira. O samba ajudou e a Sapucaí se torna uma emoção só. )amelão parece não sentir o peso dos anos e contagia arquibancadas e camarotes. Chico Buarque, personagem-vivo do enredo, vira mito, ícone. Cariocas e brasileiros de todas as classes se unem na mesma emoção louvando um artista que parece acima do bem e do mal, que vive um momento abençoado em sua criação e é adorado por toda a sua gente. /998 - ]lJe Iheme was almosl rea(~)' be/ore iI sla/1ed: Chico Buarque da Mangueira. The samba mllsic (/Ild l.1'rics helped and Sapucaí
M(IIlJ!.lIeira. avelllle
lI'as one /ablllolls
years alld
broughl
BlIarque,
sbol/l. Jamelão
lhe Iheme's Iiuillg
BraziliallS
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lhe croUlds ill the st(/llds mui bo:res lo Iheir /eel. Chico alld
celebri(y,
cariocas
same emolioll
becomes a mylb, ali ico/l.
alike/rom
ali c/asses Imile
ill the
- ill praise 0/ a celebril.1' wbo seems ahove
good (lIId eui!, who is at a hlessed creatiue momem, 1I'0rsbipped {~yali his people.
,
,•
LEOPOLO NENSE Organização, técnica e planejamento. Passo a passo. Primeira no ranking da Liga Independente das Escolas de Samba e campe~l do ano passado, a Imperatriz Leopoldinense não se descuida de um detalhe sequer para chegar à vitória. O presidente Wagner Araújo, a carnavalesca Hosa Magalhães, diretores de harmonia e presidentes de ala sabem que os títulos não são fruto apenas da empolgação natural dos sambistas. Para entender melhor essa história, é preciso voltar no tempo. Mais precisamente ao dia 6 de marco de 1959, à casa do farmacêutico e líder comunitário AmalllY Jório, na Hua Euclides Faria, 22, onde foi fundada a Imperatriz Leopoldinense. Naquele dia, nascia o projeto de construir, aos poucos, uma grande escola de samba na Zona da Leopoldina. Na hora de escolher o nome, o Leopoldinense veio antes de Imperatriz. O objetivo era marcar a vinculacão da escola com a região. Tanto que ficou decidido que a bandeira teria 11 estrelas, representando estações do ramal da Leopoldina. A maior simbolizaria Hamos. Já o "Imperatriz" foi escolhido porque, na época, os enredos históricos eram a regra e as escolas gostavam de nomes pomposos, segundo Almyr Jório, presidente do Conselho Deliberativo ela escola e filho de Amaury Jório. MARCELO
D E
MELLO
Não se sabe se pesou na decis~10 o fato de o ramal da Leopoldina ser uma homenagem à imperatriz Leopoldina, mulher de dom Pedro J. Mas isso acabou reforçando a ligação da escola com a regi<1o. Da mesma forma, () verde e o branco, escolhidos em votação, foram ao encontro de outra peculiaridade da Imperatriz: a escola foi fundada por sambistas oriundos da extinta Hecreio de Ramos, da qual faziam parte imperianos ilustres, como Mano Décio da Viola. - FI houve quem dissesse que as cores eram homenagem ao Império Serrano mas não foi assim. Depois que as cores foram decididas e que pensaram numa escola verde e branca para madrinha e aí a escolhida foi o Império - diz Almir, guardiào de atas de reuniào, fotografias e livros de seu pai. A sede administrativa ficou funcionando na casa de Amaury, que presidiu a escola de 1960 a 1966, substituindo o carpinteiro Oswaldo Gomes Pereira, o primeiro presidente. Os ensaios eram realizados na Rua Paranhos, 251, na casa de Pedro Alves Diniz, o Pedro Caolha, perto do Morro do Alemão, onde morava a maior parte dos componentes. No primeiro desfile, em 1960, a escola ficou em sexto lugar, no terceiro grupo, com o enredo
Um sonho,," de Amaury Jório i que se tornou rea idade~7
Organization, tecbnique mui plallning Step by step. Top of tbe IlIdependellt Samba Scbool League mui last year's cbampion, Im/}eratriz Leopoldinense did not overlook a sillgle detail ill its l'ictOl:J~President lVagner AralÍjo, carnilJal artist Rosa Magalbães, barJIlOny tlirectors mui sectioll organizers know tbat tbe cbampionsbip is 1I0t merely tbe resuft of lIatural entbusiasm by tbe samba composers mut dallcers. In order to IlIIderstalltl tbis story bettel; we must go back in time. More precise~)\ to Marcb 6, 1959, to tbe bom e of pbar/nacist mui communit)' leader Amatll:)' jôrio, at 110.22 Euclides Faria street, wbere Imperatriz I.eopoldillense was founded. T/.Jatda)\ tbe goal was decided to gradually build up a great samba scJ./lJolin tbe Leopoldilla neiglJborbood. lts name lI'as cbosell witb Leopoldinense comillg bejiJre tbe Imperatriz. T/.Jeidea was to stress t/.Jescbool's COl/llectioll witb t/.Je region. Somucb so tlwt it was decided to balJe I I stars O/It/.Je bm/llel: represelltillg tbe railroad stations 011 tbe Leopotdilla line. TlJe tm~r.:estrepresented Ramos. "Imperatriz" was cbosen beca use, at t/.Jat time, bistoric tbemes were t/.Jerute (/fui tbe sc/.Jootsliked pompous names, e.\1JtaillsAlm)'rjório, president of tbe scbool's board of directors (/fut Amal/lJ' jório's SOl/. It's not knowlI if t/.Jedecisioll was illfiuenced by tbe fact tbat t/.Je I.eopoldina tine was a tribute to empress I,eopotdilla, wife of DOII Pedro I. But tbis belped strellgtbell tbe sc/.Joot'stink wit/.J t/.Jeregiol/. Similar~)', tbe green (/fui wbite cotors, cbosell b)' I'ote, combined witb anotber singular feature of Imperatriz: tbe sc/.Jootu'as founded by samba composers and dallcers from tbe extinct Recreio til' Ramos, wbicb bad /.Jad ilIustrious members 1I0W ill Império Serrallo, suc/.Jas Mallo Décio da Viota. Some peopte bave said tbat tbe cotors were a tribute to Império Serrano but it was not tike tbat. Ollce tbe cotors bad beell decided, tbe)' tbougbt it lI'ould be lIice to bave a green mui wbite sciJoot tiS patroness aud so Império was cbosell - says Atmyr, wbo /.Jaskept bis fitlber's millutes of meetillgs, pbotos mui books. Tbe main base was operatillg from tbe bome of Amal/lJ\ who u'as president 0/ the scboot from 1960 to 1966, substituting wrpellter OSIl'altlo Gomes Pereira, tbe first president. Rebearsats were held at 25 I Parallbos street, at tbe bom e of Pedro AtIJes Diniz, Pedro Caotha, lIear Atemão lIil1, u'here most of its members til'ed. In tbe first paratle ill 1960, tbe scboot came sixtb ill tbe tbird group, witb tbe theme 'Tribute to t/.JeBrazitian Awdem)' of f.iterature". Tbefollowing year t/.Jegreen alld lubite scboot was c/.Jampion with "lVealtb mui wOIulers of Brazil", mOIJing up to tbe second group. Tbe samba tbeme "T/.Jreecapitats'; by Bidi, was tbe success 0/ tbe 196] Carnival alld tater was one of tbe sambas ill the collectioll recorded I))' Martillho da Vila. fts debut among tbe top scboots u'as ill 1965, u'ith "Tribute to Brazit on Rio de janeiro:ç 4th Centen(/fJ''', wben it dropped to a dismal tellth mui returnetl to tbe second group. Imperatriz was to return to tbe top group ill 1969. AI/IlUll:)' did ali be coutd to see bis scbool grow. lIe created tbemes, cOlltracted a costume designer and mallaged to persuade u'ollwn from the Atel/u;o lIilI to make tbe costumes free of charge. fie con/lillced one of tbem b)' proposillg to tend ber a sell'illg machine tbat woutd be usetl as a workillg toot olltside tbe Carlli/!at period. But be atso lIeeded to attract tbe middle c/asso Amal/l)' u'o/dd say: "Samba composers mui dancers lIeed to unite fi)/" samba scbools to acbie/le a status of sociat digllit)'''. 71Jat u'as bou', ill 1966, Imperatriz left tbe rebearsats ill Parm/bos street (/fui 11/Ol'ed to tbe ptot of talld at 2]5 I CC Professor Lacê street u'bere it is till toda)\ lIear tbe more accessibte Ramos statioll. ;:::IJuildillg tbe first rehearsatball took its time. Bars, ::: lI'lIsbroo//ls, stantls were built as the //Ione)' came il/. Tbis period sau' dramatic (/fut beroic episotles, overcome witb U persistellce (/fui colIsiderable cUllnillg. Tbe side wall, fi}r illstallce, fell dowlI alld u'as rebuilt tbree times to at!oid peopte seeillg tbe rebearsat /rom tbe street and tbe schoots lose o
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"Homenagem a Academia Brasileira de Letras". J{l no ano seguinte a verde-e-branca seria campeã, com o enredo "Hiquezas e maravilhas do Brasil", passando para o segundo grupo. O samba-enredo "Três capitais", de Bidi, faria sucesso no carnaval de 1963 e mais tarde entraria numa antologia de sambas-enredo gravada por Martinho da Vila. A estréia entre as grandes aconteceria em 1965,
com "Homenagem ao Brasil no IV Centenário do Hio de Janeiro", quando chegou em décimo lugar e voltou ao segundo grupo. A Imperatriz retornaria ao grupo principal em 1969. Amaury fazia de tudo para ver sua escola crescer. Escrevia enredos, contratava figurinista e dava um jeito de conseguir que mulheres do Morro
do Alem~10 fizessem as fantasias sem custo. Convenceu uma delas propondo emprestar uma máquina de costura que serviria como instrumento de trabalho fora da época do carnaval. Mas era preciso atrair também a classe média. Amaury dizia: "Sambistas e sambeiros precisam se unir para que as escolas de samba alcancem um status de dignidade social". Foi assim que, em 1966, a Imperatriz deixou os na ensaios Paranhos e Rua ocupou o terreno na Rua Professor Lacê, 235, onde está até hoje, peIto da estação de Ramos, de acesso mais fácil. A construção da primeira quadra foi obra de igreja. Bares, banheiros, camarotes foram sendo erguidos à medida em que o dinheiro ia entrando. São dessa época episódios dramáticos e heróicos, superados com persistência e muita malandragem. No final da década de 60, a Imperatriz esteve sob ameaça de despejo, já que os herdeiros do dono do terreno invadido foram à Justiça reclamar seus direitos. Aí, foi preciso lançar mão da esperteza de sambista. - Meu pai soube de uma lei que impedia a desapropriação de escolas e montou uma na I~ Imperatriz. Chamou as professoras do bairro e as ~ convocou para dar aula na quadra, em troca de fantasias para elas próprias e a família. Pegou cd cadeiras e mesas das escolas municipais ela região e U fez propaganda na comunidade para que as famílias
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tbe paying IJ/{{}{ic. In tbe {ate 1960s, ImjJeratriz lOas almost evicted since tbe beirs of tbe oumer (!/ tbe invaded Imul went to court to c1aim tbeir inberitance. 71}atlOaswben tbe skill (!/ tbe samba comjJoser and dancer lt'{(Sneeded. - ,lI)' fatber learned about a lalO tbat jJrobibited tbe exprojJriation (!/ scbools, so be set one ujJ at ImjJeratriz. fie called teacbersfrom the neigbborbood {//ul invited them to teach at tbe school's center in excbangejór costumes fuI' themselves and tbeir families. fie got cbairs mui desks from municipal scbools in the neigbborbood muI advertised il1 the cOllllnunity so tbat families !/Iould matriculate their kids in the scbool, lOhiC/} was informal but fu nctioned. Pupils' lIlotbers, pupils and teacbers lOent to tbe courtbouse door 011tbe da)' of tbe bearing as lOitl1esses. Tbe judge decided in favor of ImjJeratriz muI
even cOllgratulated tbe scbool for their initiative AIIIl)'r tell us, velJ' jJ/'{/ud of bis fatbeJ: If tbe 1960s marked tbe beroic era, tbe 1970s were of growth, an intennedim)' jJbase between tbe earl)' romanticism and later pn!/essional altitude tbat bas toda)' reacbed its pea k. Tbe scbool endeavored to becollle belter known.ln 1972, the dance area was the scellelJ' for TV G{obo's soajJ olJera "Bandeira 2" ITaxi meteI}. The plot b)' Dias Gomes to{d the StOl:V (!/ the zoo loltel:)' ballker Turcüo (Paulo Gracindo) muI une of tbe cbaracters was comjJoser Zé Catimba (lbe actor Grande ()feIo). 111real life, Zé Catimba is tbe name (!/ 0111'of tbe composers (!/ that )'ear's samba-tbeme, 'jllartim Cererê", 0111'of the loveliest sOllgs ever sUlIg ill Rio:~ Carllival. Globo TV ajJjJroached ImjJeratriz thal1ks to An/(/ulJ's intervention, wbo at the time !/Iaspresident of tbe Rio de janeiro Cit-VSamba Scbools Association (Aescelj). The D' cbal1nel went to Aescelj to find a green muI white samba school jbr tbe filming An/{/ul:)' would llel'er have let Imperatriz lose a c/xlllce Iike tbis. In 1975, someone cmne on the scene wbo was to cl/(lIlge the destiny of Imperatriz: Luiz Pacheco Drul1lmol1d, Luizinbo.At tbat time, tbe ujJ-and-comil1g samba scbools looked jbr spollsorship to beljJ tbem on tbeir w(~}':Castor was a{ready il1 Mocidade; Beija-Nor bad tbe backing of Al1iz Abrabüo David, Anísio. Tbe green-{//ul-white Ramos scbool needed its OIVl1 sjJonsm: I AlllaUlJ' jório ÍllIJited Luizinbo to he{p ImjJeratriz. 111' ~ gave financiaI support for Carnival, rebuilt tbe center muI o....boug!.lt the property for the school. In 1979, tbe winning card was played:carniva{ artist Arlindo /{odrigues was illlJitedfor tbe next Carnival. Arlindo bad just been challlpiml ÍlI Mocidade IlUlejJendente de Padre Miguel witb "DiscO/JelJ'(!/ Brazil". 1I0pes llJerebigb jiJrlllljJeratriz in tbe 1980 parade. Rumor bad it tbat <rj tbe scbool bad spent 14 lIIi11iOlIcruzeiros (lbe bigbest budget tbat )'ear).Arlindo's tbelllefor tbe Ramos green and lOhitescbool
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matriculassem seus filhos. A escola era informal mas funcionava. Mães de alunos, alunos e professores foram para a porta do fórum no dia do julgamento da questão e serviram de testemunhas. O juiz decidiu a favor da Imperatriz e ainda parabenizou a escola pela iniciativa - conta Almyr, cheio de orgulho do pai. Se a década de 60 marcou o início heróico, os anos 70 seriam de crescimento, uma fase intermediária entre o romantismo inicial e a profissionalização que hoje atinge seu apogeu. A escola buscou ser mais conhecida. Em 1972, a quadra serviu de cenário para a novela "Bandeira 2", da 1V Globo. A trama ele Dias Gomes contava a história do bicheiro TurcJ.o (Paulo Gracindo) e tinha entre os personagens o compositor Zé Catimba (Grande Otelo). Na vida real, Zé Catimba é o nome de um elos compositores do samba-enredo daquele ano, "Martim Cererê", um dos mais bonitos já cantados no carnaval do Rio. A Globo chegou à Imperatriz graças a intervenção de Amaury, que na época já presidia a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio ele Janeiro (Aescerj). emissora procurou a Aescerj em busca de uma agremiação verde e branca para as filmagens. AmaUlY não deixaria sua Imperatriz perder uma chance dessas. Em 1975, entra em cena um personagem que mudaria os destinos da Imperatriz: Luiz Pacheco Drummond, o Luizinho. Naquela época, as escolas de samba em ascensão buscavam a ajuda de patronos para chegar lá: Castor já estava na Mocidade; a BeijaFlor contava com Aniz Abrahão David, o Anísio. A verde-e-branca de Ramos precisava ter seu patrono. Luizinho chega a Imperatriz a convite de Amaury Jório. Dá suporte financeiro para o carnaval,
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reconstrói a quadra e compra o imóvel para a escola. Em 1979, viria a cartada decisiva: a contratação do carnavalesco Arlindo Rodrigues para o carnaval seguinte. Arlindo acabara de ser campeão na Mocidade Independente de Padre Miguel com "Descobrimento do Brasil". A expectativa era grande em torno da Imperatriz para o desfile de 1980. Comentava-se que a escola gastara 14 milhões de cruzeiros (o maior orçamento daquele ano). O enredo que Arlindo escolhera para a verde-e-branca de Ramos ("O que é que a Bahia tem?") era um "remake" de "Bahia de todos os deuses", tema campe,10
Em casa, de ataque cardíaco, poucas horas depois de ver as alegorias de sua querida Imperatriz. Comoção em Ramos. Ficou decidido que diretores desfilariam com tarjas pretas na manga da camisa. A escola faria um minuto de silêncio na avenida. Mas não houve desânimo. Afinal, a previsão de Amaury tinha jeito de premonição. O samba-enredo ajudava. Não só por causa da bela melodia, mas também pela letra: "Reluzente como a luz do dia", dizia o primeiro verso da letra assinada por Dominguinhos do Estácio e Darcy do Nascimento. E foi assim mesmo. Última a desfilar, já com o sol forte da manh<1 de
no Salgueiro em 1969. Depois que a Beija-Flor (em 76, 77 e 78) e a escola de Padre Miguel chegaram lá, soava natural a idéia de uma escola emergente superar as tradicionais Mangueira, Portela, Império Serrano e Salgueiro. Amau1Y Jório sentia cheiro de vitoria. Duas semanas antes do carnaval, ele foi ao barracão e saiu de lá convicto disso. Chegou em casa e disse a família que estava numa situação difícil: presidira a Imperatriz mas a escola nunca fora campeã do Grupo Especial em sua gest<1oe agora que ela chegaria lá, ele tinha certeza, o acusariam de usar o cargo na Aescerj para favorecer a agremiaç<1o. Com esse problema AmaulY n<1oprecisou se preocupar. O homem que sempre dava um jeito de superar as dificuldades de sua escola morreu antes de ela ganhar seu primeiro titulo entre as grandes.
segunda-feira de carnaval, a verde-e-branca trouxe alegorias, adereços e estandartes espelhados representando as igrejas de Salvador, vendedoras de acarajé e os orixás do candomblé. Um dos estandartes n<1otinha função estética nem representava parte alguma do enredo. Mas estava lá por um motivo mais do que justo: era uma homenagem da Imperatriz a seu fundador, com a inscriç<1o"Este desfile é dedicado a Amaury Jório". A vitoria veio com nota máxima em todos os I~ quesitos. Mas os componentes da Imperatriz ficaram com gosto de quero-mais, já que o titulo foi dividido com a Portela e a Beija-Flor. Para uma escola que mal ~ acabara de se tornar grande, era preciso uma vitória U sozinha. Uma afirmaçào definitiva. ~ Se alguém ainda nào estava convencido de
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("Wbat lJas Bahia got?") u'as a "remake" of "BalJia blessedby tlJegods", winning tlJeme by Salgueiro in 1969. Amaury' jório feU the scent of victory Two weeks before Camival, lJe uisited tbe worksho/J and left there collvinced that tlJey u'Oltld will. He got bom e ({Iul toid bis jàmily tbat be was in a /Jredicament: wben lJe bati been /Jresident of Im/Jeratriz tlJesclJoollJad llel'er been clJampioll of tlJe S/Jecial CI'OUPin bis time, and IIOWtlJat it was going to win, be was sure tlJat tbe)' u'ould accuse lJim of using bis position in Aescerj to favor tlJe scbool. This was a pl'Oblem A mau I]' need not IJm'e worried abollt. Tbe m{{ll wlJo lJad always managed lo ouercome bis sclJool:çhardsbips died before it won its firsl cbampionsbip (/Inong tbe great. He died aI bome fl'Om a bearl aftack a feu' bours ajter having uisited Ibe floals of bis beloved Imperalriz. Commotion in Ramos. It was decided Ibal IlJe direclors would parade wilb black armbands. TlJe scbool bad one minule of silence on Ibe af.'enue. Bul no one was discouraged. AfIeI' ali, Amaury's predictio/l Il'as like a premonitioll. The s{/lnba.lheme helped. Not only because of Ibe love~,. melody bul also because of lhe ~J'rics: "SlJining as tbe dayliglJt", said tlJe firsl wrse of IlJe I)'rics signed by Dominguinhos of Estácio mui Darcy do Nascimento. And tbat was what lJa/Jpened. Lasl IQ parade, alread)' 1l'i11J lhe bot morning sun of Carnil'al MOl/(la)', the green.and.wbite school paraded mirrored floals, accessories {{Iul slandards representing tbe churclJes of SaluadOl; acarajé (I)'/Jical BalJian snack) vendors und Ibe candomblé ori.'I:ás (Ajrican.Brazilian deities). It luas alll'ery' lraditional, alrmg Ibe lines of a scbool u'bose symbol is a gold crown on the banner mui Império Serrano as /Jalroness. One of tbe {}(/IlIIers luas not Ibere as decoration or as parI of Ibe IlJeme. It was IlJere fór a much slronger reason: il /lias tlJe tribule b)' Imperatriz to i/sfoundel; with tbe u'ords "TlJis parade is dedicaled to Amaul)' jório': VictOl:)'u'as U'O/l wilb IO/J marks in ali requisites. Bul tbe members of Imperalriz nOllJ wanted mOIY!, since IlJe cbam/Ji. onship was sb{/lY!d witb Porlela ({Iul Beija-FlOI: For a school Ibal was sti/l new lo Ibe special grou/J, it needed to /lIin 011 its o/lln. Definitely lf an)'one was slillnol crmvinced Ibal tbe Rio carnillalbad jusl gained a greal sclJool, tbe 1981 parade pul an end lo ali doubts. ! Imperalriz u'as again cbampion, IlJis time on its OllJn witlJ the theme "}'cmr bair gil'es )'OU a/lla)' - jusl from I.alá", in tribute to d Lamartine Babo. Tbe applause for Imperatriz was tlJelongesl, it left the :;::; at'enue lo the soulul of "viclol)'" and WO/I Ibe Cold Standard for tlJe cd besl scbool.A c1assicu'as aiso "Freedom,freedom, sbelterus l/1uler)'our U /lIings", b)' Max Lopes, in 1989, 100 years afler tlJe Republic was ~ proclaimed. TlJe cbampionslJip second yem' rZl/lning (1994/1995) came
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witb lhe school IUJll' under tbe comI/UI/uI of carnival artist Rosa Magalhães, who made bel' debul in 1992 witb "Sinless below IlJe Equalor" (lhird place). lhe 1994 theme was "Catberine of Medici i/l lhe courl of the Tupinambô muI Tabajere iJu!ia/ls", aboul Brazilian Indians aI the Rouen festivities for the Ki/lg of /-rance Hem)' 11and Catherine of Medici, in /550. Tbe scbool 1101onl)' showed IlJe aestbetic exuberance of tlJe festivities. blending Indian and ro)'al faslJion, bul lhe oulcome on FremchsclJool of tlJoughl aI IlJe time. TlJeinlroduction lo the Tabajaras (/Iul Tupinambás reiJ!forced lhe idea among Ibe l'renclJ tbal lhe Indians would be more com/Jatible witb buman nalure. This influenced lhe sIOl:)'(~f ll'riter mui pbilosoplJer Monlaigne. It /lIould be lJard lo re-C/Y!ate tlJis in jloats {/Iul costumes if Rosa Magalbães were not {//l oulstanding artisl. TlJe last jloal explained eflel)'tlJing: a libra ']' with leaves, br(/nches {/Iul tl"llllks a mong tlJe books ll'as IlJe scenelT in which MOlllaigne wrote bis essa)'sllJhile Nature look ouer his illlagillatioll. 1111995, '~ln (/SSIhat carries me is befter Ih(/n a camel ll'bo IlJrows me ... TlJere ill Ceará" recalled a Nlin aftempt lo inlroduce camels to the Norlbeast. TlJal ye{/l; when it was cbampioll, Imperatriz sboll'ed Ibal it was feasible to haue sponsorsbip outside tlJe reslraints of IlJe zoo loftery. With 111'0 bundred IlJousand reais from lhe Ceará govenl/nenl, IlJe scbool gave a creative {/Iul lu.\"urious parade, mixing Arab aeslhetics (reference lo tbe camels origin), imperial (lhe StOlJ' u'as during tlJe Empire in 1854) {{Iul folk culture (reference to Ibe Nortbeaslern culture). It llJorked so well tbal Ibe AlIstriml governmenl proposed lo sponsor lhe school Ibe ne.\"1)'ear on lhe Ibeme of IlJe empress Leopoldina. Auslria was celebrating its Ihousand years {/Iul wislJed to commemorate tlJe dale llJith euenls in different collnlries. In the case (if Brazil, notbing befter Iban a samba scbool Il'ith lhe IUlme of Ibe AlIstrian arch-duclJess who was lo become empress of Brazil (!fler mal'l]'ing Don Pedro I. TlJe Iheme "Imperalriz Leo/Jo/dinense lJas lo 1J0nor to inlroduce Leopoldina, Empress (if Brazil", llJas one (if Ibe mosl lu.\"urious euer seen in Rio. TlJe Cold Standard cIJoseImperatriz as lhe besl scbool witb its prize.willlling samba-theme. But tIJeofficial jl/1:" voted tIJescbool second to Mocidade Independenle. I.asl )'em; withoul sponsorsbip, IIJe scbool was cIJampion witb "lJrazil sbows itsface in Tbeatrum Rerum NaluraliumlJrasiliae", inspired on IIJe Brazilian paintil/gs by Europeal/ painlers, l/1uler IIJe palrol/age of Maurice of Nassau. This year it will tI)' agail/ lo wil/ witIJ "WIJodiscouered Brazil was MI: Cabral, 011April 22, 111'0 II/O/Itbs (!fter Camiual".Again llJilb delailed plmlllil/g, lecblliqlle al/d care. EI..acl~)'as A lI/alllJ' jório bad ollce dreall/ed.
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Amazonas é o grande destaque dessa história amazônica, um patrimônio cultural que vai estar de portas abertas para sua visita. Além disso, um Centro Antigo magnífico, onde belos prédios e monumentos revelam os mais belos e diferentes momentos da história brasileira.
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Culinária Amazônica: delicosamente diferente.
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Sabores exóticos, marcantes, deliciosos. Assim é a culinária amazônica, que traz nos seus temperos a sabedoria indígena misturada à simplicidade cabocla. O resultado são verdadeiros banquetes genuinamente brasileiros, saborosamente diferentes.
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PREFEITURA
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MANAUSlUR
DE MANAUS CONSTRUINDO
OBRAS SOCIAIS
que o carnaval carioca acabara de ganhar uma grande escola, o desfile de 1981 acabou com todas as dúvidas. A Imperatriz foi bicampeã, desta vez sozinha, com o enredo "O teu cabelo não nega - só da Lalá", em homenagem a Lamartine Babo. Arlindo contou a história do compositor de forma clássica: a infância, as aulas no Colégio São Bento, as marchinhas de carnaval, o trem da alegria (uma das alegorias mais bonitas), a paixão pelo América Futebol Clube e as mulatas. A Imperatriz foi a mais aplaudida, saiu da avenida com gritos de "já ganhou" e ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola. Clássico foi também "Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós", enredo de Max Lopes, em 1989, sobre os cem anos da Proclamação da República. Um belíssimo samba-enredo, premiado com o Estandarte de Ouro, alegorias de acabamento detalhado (como o baile da Ilha Fiscal, com componentes tocando violino), grandiosas (A Guerra do Paraguai) e fantasias de cores suaves valeram a Imperatriz o seu terceiro título. O segundo bicampeonato (1994/1995) viria já com a escola sob o comando da carnavalesca Rosa Magalhães, que estreou em 1992 com "Não existe pecado abaixo do Equador" (terceiro lugar). O enredo de 1994 foi "Catarina de Médicina corte do tupinambôs e tabajeres", sobre a participação de índios brasileiros numa festa, em Rouen, para os reis de França Hel1lique IIe Catarinade Médici, em 1550. A escola mostrou não só a exuberância estética da festa, misturando trajes de índios e nobres, mas suas conseqüências para o pensamento francês. A apresentação dos tabajaras e tupinambás reforçou entre os franceses a idéia de que os índios seriam mais
compatíveis com a natureza humana. Isso influenciou a narrativa do escritor e filósofo Montaigne. Mais tarde, Rousseau retomaria a idéia, com o conceito do bom selvagem. Seria difícil materializar isso em fantasias e alegorias não fosse Rosa Magalhães uma artista excepcional. a última alegoria, tudo ficou claro: uma biblioteca com folhas, galhos e troncos entre os livros foi o cenário em que Montaigne escrevia seus ensaios enquanto a natureza invadia sua imaginação. Em 1995, "Mais vale um jegue que me canegue do que um GU11eloque me demlbe ... Lá no Ceará" lembrava uma tentativa frustrada de introduzir camelos no Nordeste. Nesse ano, a Imperatriz mostrou, ao ser campeã, a viabilidade do patrocínio além das fronteiras do jogo do bicho. Com duzentos mil reais do Governo do Ce<mí,a escola fez um desfile criativo e luxuoso, misturando a estética árabe (referência à origem do camelo), imperial (a história se P,l'>SOU em 1854) e caipira (referência à cultura nordestina). Deu tão certo que o Governo austríaco propôs a escola um enredo sobre a imperatriz Leopoldina para o ano seguinte. A Áustria estava fazendo mil anos e queria marcar a data com eventos em vários países. No CdSOdo Brasil, nada melhor do que uma escola de samba com nome lembrando a arquiduquesa austríaca que se tornaria imperatriz do Brasil após se casar com dom Pedro I. O patrocínio foi bem empregado. O desfile, com o enredo "AImperdtriz Leopoldinense honrosamente apresenta Leopoldina, a imperatriz do Brasil", foi um dos mais luxuosos já vistos no Rio. O Estandarte de Ouro escolheu a Imperatriz a melhor escola e premiou seu samba-enredo. Mas no júri oficial a escola foi vice, perdendo para a Mocidade Independente. o ano passado, sem patrocínio, a escola foi campeã com "Brasilmostra sua cara no ll1eatrum Renll11 Naturalium Brasiliae", inspirado nos quadros feitos por pintores europeus sobre o Brasil, por encomenda de Maurício de Nassau. lcd Este ano, tenta o bicampeonato com "Quem ~ descobriu o Brasil foi seu Cabral, no dia 22 de abril dois H meses depois do carnaval". Mais uma vez com muito êd planejamento, técnica e cuidado com os detalhes. C,.) Exatamente como sonhou um dia Amaury Jório. ~
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Os adversários espalharam que depois de criar o mundo Deus descansou. É falso.
No sétimo dia da criação, Deus .escreveu a História. Tentou evitar
as guerras,
a destruição
ambiental
e a pobreza.
Foi
impossível, mesmo para Ele. Daí, decidiu compensar a nós, seus filhos, por essas falhas imperdoáveis e pensou no carnaval, mas logo se arrependeu. Imaginem só o que falariam lá embaixo, no inferno, ao saberem que logo Ele havia imaginado
tamanha badalação. Não, impossível. Mas, por outro lado, se
deixasse essa lacuna na História, o Satanás poderia aproveitar-se e aí o carnaval seria uma orgia, uma festa de pecados. Inconcebível. Decidiu deixar as coisas acontecerem ar discreto, Deus insinuou
que nos
quarenta dias anteriores à celebração da morte homens
de Seu filho, Cristo, os deveriam
se abster
dos
prazeres da carne. Sábio, deu um duplo sentido às palavras. Lançando-nos a generosa dúvida, Quaresma
permitiu nos
que
antes
da
entregássemos
prazer, sem remorsos,
ao
sem pecado.
Aliás, graças a isso, o Papa Paulo 11, no século XV, salvou-se do inferno. Mandou que o carnaval se realizasse próximo às suas janelas, de onde poderia acompanhar os festejos. Lógico que há uma sutil diferença entre as corridas de corcundas que o Papa assistia e o espetáculo à nossa frente, síntese de intermináveis horas de trabalho. Os
sambistas,
que
no
começo
eram
perseguidos pela polícia, hoje são os astros de uma festa profissionalizada costureiras,
que
movimenta
carpinteiros,
arquitetos,
marceneiros,
engenheiros,
cozinheiras,
artesãos,
pintores e, é claro, políticos e banqueiros. O que antes era festa informal vai-se profissionalizando na futurística indústria do turismo e seus hotéis, móveis, restaurantes, táxis, guias, incontáveis prestadores de serviços. É a alegria do prazer e do dinheiro
com aparência casual. Com seu
resultante
do
trabalho. Uma obra de Deus.
Miro Teixeira é deputado federal
His adversaries spread lhe 17Imor Ihal ajier creating lhe world God resled. No1117le. On lhe sewnlh day of lhe Crealion, God wrole lhe world:~H(ÇIOI)'.He lried lo prewnl W(/I; environmenlal deslmetion and povel1y. BUI il was impossible, even for Him. 50 He decided lo make amends lo us, his jloek, for Ihese unpardonablejàilures and Ihoughlup Camival. Bul soon ehanged His mind. Imagine whal Ihey would say down below, in Hell, when Ihey leam Ihal He had Ihoughl up sueh rew!ly. No, He couldn 'I. Yel, on lhe olher hand, if he w!!re lo leaw Ihis gap in H(çlory, Salan eould leap into lhe breaeh and Camival would beeome (/lI OIRV,a u./Íld and sinful festival. Don 'I ewn Ihink of il. He deeided lo lei Ihings happen S0l1of casual(v. With Ihal d(çcreel air of H(~, God illSinualed Ihal in lhe fort)' days bqrore commemoratillg lhe dealh of HL~Son, Chr(çl, men should abslain from lhe pleasures of lhe jlesh. 111h(~ w(çdom, He gaw lhe word a double meaning. And giving us lhe belUfil O/lhe generous dOl/bl, He permitted Ihal bqjore l..enl we Il'ere lo jling ourselves illlo pleasure, lvilhoul remorse, wilhol/I sino In fact, Ihanks lo Ihis, Pope Paul 11,in lhe 151h cenlllry, escaped Hell. He orc/erec/Ihal Camival be enjo)'ec/ unc/er h(~ ll/Ínc/ows,from where he coulc/ accompan)' lhe ft'Stivilies. Of course Ihere is a sublle c/ifference belll'een lhe piggyback races Ibe Pope walchec/ tIIlc/ Ibe show hejore us, lhe climax of enc/less hou rs of work. 7be samba composers, who in lhe begilllling UJerepelseculec/ ~v lhe police, are loday Ibe slars of a more Ihan projessional show Í/wolving archilecls, engineers, seamslresses, carpenlers, joiners, cooks, al1isallS, painlers mld, of course, politicians anc/ bankers. Whal llSed lO be ClIlinformal cifrair has I/OWbecome more professional in lhe /Ulllliçlic inc/usllY o/Iourislll and ils holels. Ilxlures anc/ fittings, reslaumnts, lax(ç, guides and tlllmerous service providers. !I is Ibe enjoymelll 0/ pleasure and mOI/(Y earnedfi"Ol/l hard work. A llork of Goc/.
Miro Teixeira is federal congressman
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