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Tablóide O Beija-Flor nº 20

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Viva o samba-enredo o

mês de agosto chega com a tão esperada fase de seleção de samba-enredo. É a hora das alas de compositores mostrarem o talento de seus integrantes. Neste momento já se pode sentir a força do enredo escolhido, pois via de regra bons enredos geram bons sambas. Se bons sambas serão escolhidos ou não, isto é outra história. Mas o bacana dessa fase nas quadras é o seu colorido, o reencontro de gente que não se vê desde o carnaval: é a volta do samba na sua maior plenitude. A disputa de samba-enredo tem se mostrado uma atividade eminentemente social , pois pessoas que normalmente não teriam oportunidade de freqüentar as quadras na alta temporada formam as torcidas dos sambas concorrentes , levadas às quadras em ônibus alugados, tendo já ensaiado o samba. Muitos desses sambistas de ocasião acabam se incorporando definitivamente à escola. Quantos componentes não chegam às escolas de samba como torcedores eventuais de um samba e acabam se tornando componentes apaixonados e fiéis? Até a escolha do hino oficial se passarão aproximadamente dez semanas, em que uma verdadeira guerra de letras e melodias será travada. Nosso desejo é que os melhores sambas sejam escolhidos, que carnavalescos e dirigentes, nesses tempos de megashows e não grandes desfiles, entendam que a Escola é de Samba e não de Enredo, e que esta fábula de que o samba deve estar a serviço do enredo é conto da carochinha, pois a história a todo momento nos mostra que o bom, o excelente samba não está a serviço de ninguém: ele tem qualidade e ponto. Viva o samba-enredo! Conselho Editorial

Fale com O Beija-Flor Rua Rivadávia Correia, 60 - Barracão 11 - Gamboa Rio de Janeiro - RJ - Tel.: (21) 2233-5889 e-mail: admbeijaflor@veloxmail.com.br

Como sempre em um clima de muita confraternização e alegria, a Beija-Flor de Nilópolis realizou no dia 21 de julho, na quadra, a sua festa julina. O "Arraiá da BeijaFlor" teve barracas de vários setores da escola, como a da comissão de frente e das baianas, comidas típicas, forró e brincadeiras para a criançada, como o pula-pula. O ponto alto da festa foi a apresentação da quadrilha "Zeca Cuia Mana Vaca", comandada por Fran-Sérgio, integrante da Comissão de Carnaval. Além desta, outras duas quadrilhas convidadas deram seu show. O vice-presidente Nelsinho David e o presidente do Conselho Deliberativo , Ari José Rodrigues, estiveram presentes ao "arraiá", que teve como ingresso um quilo de alimento não perecível.

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Agenda

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Dia 28/07 - Festa Julina do CEFAE, às18h. Dia 29/07 - Show do "Jeito Moleque", às 22h. Dia 06/08 - Tribos Folia, às 16h. Dia 07/08 - Prazo final para entrega dos sambas-enredo concorrentes para o carnaval 2007. No dia acontecerão os primeiros cortes de samba. A expectativa é de uma excelente safra, devido à tradição da escola em enredos afros. Dia 13/08 - Feijoada dos compositores, apresentação dos sambas-enredo concorrentes para o carnava 2007. A entrada é R$ 5,00. Dia 17/08 - Rio International Cello Enconter. Apresentação da Orquestra Pro Música de Juiz de Fora com a apresentação da bailarina Betina do Dalcanale, na quadra da Beija-Flor às 19h. Dia 18/08 - Festa Hipnose, às 22h. Dia 20/08 - Festa de aniversário do Motoclube Cavalheiro de Ferro, às 10h. Dia 02109 - Festa à fantasia, às 22h.

~"'.-J""'IIIII"''''. Uma publicação da G.R.E.S. ESCOLA DE SAMBA BEIJA-FLOR DE NILÓPOLlS - Rua Pracinha Wallace Paes Leme , 1025 - Centro -

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Nilópolis - Rio de Janeiro - Tel. : (021) 2791-2866 . Presidente de Honra : Anízio Abrahão David ; Presidente Administrativo : Farid Abrão David ; Vice-Presidente : Nelson Alexandre Sennas David ; Presidente do Conselho Deliberativo : Ary Rodrigues - Editor: Walter Honorato Gomes ; Jornalista Responsável : Walter Honorato Gomes (RP 20 .559) ; Projeto Gráfico e Diagramação: Marcos Caram ; Redação : Murillo Victorazzo e Miro Lopes; Fotógrafos : Henrique Mattos e Robson Barreto; Produção e Marketing : Unità ; Impressão : Walprint Gráfica e Editora ; Tiragem :10.000 exemplares .


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Palco dos ensaios da escola de samba mais querida do Rio de Janeiro, a quadra da Beija-Flor de Nilópolis é apenas a principal parte de um complexo que inclui também o parque aquático Nélson Abrahão David. E que condiz com a fama da escola de ser uma excelente anfitriã. Mas para manter tudo organizado é necessário que haja funcionários cuidando do local todos os dias. Márcia e Banana (como é conhecido na escola Luís Carlos Barbosa) são um exemplo disso. Espécie de "curingas", eles fazem de tudo um pouco lá desde o final da década de 80. Márcia ajuda na administração da quadra, desde o bar até a limpeza. Banana, por cinco anos, trabalhou com adereços no barracão. Há nove voltou ao parque aquático, onde cuida diariamente da área de esportes e lazer da escola. "Faço tudo aqui. Resolvo tudo quanto é coisa quando o Júnior (administrador da quadra) não está aqui. Lidar com o publico é a melhor coisa do mundo. É uma terapia. Adoro isso", afirma Márcia, que entrou na escola indicada pelo falecido presidente Nélson Abrão David: "Meu marido estava muito doente na época. Seu Nélson me deu essa moral", lembra. Por dever de ofício, ela tem que estar presente em todas as festas da Beija-Flor na quadra. Confessa, no entanto, que a motivação é diferente nos shows realizados lá: "Nos ensaios é quase sempre o mesmo pessoal. Nos shows vem gente de fora. A rotina muda um pouco. Mas adoro o contato diário com o componente da escola". Nascido no bairro carioca de Anchieta, Banana mora em Nilópolis desde os oito anos de idade. Aos 51 anos, jura nunca ter ido a nenhuma outra escola de samba: "Só conheço a Beija-Flor. E estou satisfeito". No dia do desfile, ele deixa a quadra para, como diretor do abre-alas, ajudar a sua azul-e-branco a vencer mais um campeonato na Sapucaí. "Mais gostoso do que passar pela Apoteose com a Beija-Flor só mesmo esperar o resultado e vê-Ia campeã. É muito bom! ", entusiasma-se. Márcia, ao contrário, nunca desfilou na escola. No momento em que a Beija-Flor entra na Sapucaí, ela está ou nas arquibancadas, vendo o filho Carlos Henrique tocar repique na bateria, ou em casa, assistindo pela televisão. "Este ano ele não desfilou, então não fui para a Sapucaí. Fiquei vendo pela TV. Mas me emociono da mesma maneira.", afirma. Cada um à sua maneira, eles transpiram Beija-Flor praticamente 24 horas por dia. Sem eles, a reconhecida hospitalidade azul-e-branca não seria a mesma. "Amo trabalhar na escola. A quadra é uma extensão da minha casa . Praticamente moro aqui", conta Márcia . "Dizem que o meu sangue é azul -e-branco. Meu coração é Beija-Flor", garante Banana. Por esse profissionalismo e dedicação, Márcia e Banana são a cara da Beija-Flor.

Aniversário de Nilópolis Programação:

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05/08 - Estréia da Peça: Lisbela e O Prisioneiro no Teatro Municipal Jornalista Tim Lopes às 19:30h .

19/08 - Missa Campal com o Bispo Diocesano Dom Luciano no Parque de Eventos Municipal às 18:30h.

11/08 - Aluno Nota Dez no Centro Cultural de Nilopolis das 14 às 17h.

20/08 - Corrida e Caminhada de Emancipação de Nilópolis, na Vila Olímpicaàs7h .

14/08 - Mulher, Beleza e Ação , na Praça de Alimentação do Nilópolis Square às19h.

20/08 - Kid Abelha no Parque de Eventos Municipal às 19h. 21/08 - Salto de Paraquedas, na Vila Olímpica. De 09 às 17h.

18/08 - Escola do Legislativo, posse dos vereadores Mirins na Câmara Municipal de Nilopolis.

21/08 - Barão Vermelho, no Parque de Eventos Municipal , às18:30h .

18/08 - Show Gospel com Kleber Lucas no Parque de Eventos Municipal às18:30h .

28 a 30/08 - Fórum Municipal de Educação, no Teatro Municipal Jornalista Tim Lopes, das 8 às 13h.

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Formatura do Projeto Escola de Fábrica Murillo Victorazzo O nome de Nélson Abrahão David não está mais eternizado somente na Beija-Flor de Nilópolis. No dia 23 de junho, o inesquecível presidente foi escolhido patrono da primeira turma do projeto Escola de Fábrica, nascido da parceria entre a azul-ebranco e o Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET). A colação de grau dos 122 alunos da turma Nélson Abrahão David foi realizada no auditório do CEFET de Nilópolis e contou com a presença de autoridades e integrantes da escola. Com o lema "Uma sala de aula em cada empresa para formar jovens profissionais", o projeto Escola de Fábrica tem como objetivo dar uma formação profissionalizante para jovens de famílias com renda per capita de até um salário mínimo e meio. No caso da parceria com a Beija-Flor, o projeto oferece cursos de confecção de adereços, serralheria, ferragem, pintura artística e escultura para jovens da região de Nilópolis entre 16 e 24 anos no ensino médio ou fundamental. Durante seis meses, os alunos tiveram aulas no barracão da escola, na Cidade do Samba, com direito a uma ajuda de custo de meio salário mínimo e reforço escolar (aulas de português, matemática, história, geografia, cidadania e higiene). E ao final tiveram avaliações escritas e de habilidade específica.

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Na mesa que presidiu a solenidade estavam o prefeito de Nilópolis e presidente da Beija-Flor, Farid Abrão David; a secretária municipal de Educação, Eva Maria Vasconcelos; o deputado federal Simão Sessim, paraninfo da turma; o vice-presidente social da escola, Ricardo Abrão; a coordenadora nacional do projeto Escola de Fábrica, professora Ivone Moreira, e o diretor geral do CEFET-RJ, Luís Edmundo Vargas Aguiar. "É um momento gratificante para o CEFET. São 60 anos ensinando. Mas tivemos que assinar uma parceria com a Beija-Flor para aparecermos duas semanas nos jornais", brincou Luís Edmundo,

o presidente da Beija-Flor Farid, o vice Ricardo e o deputado Simão Sessim na Cerimônia de formatura do Projeto Escola de Fábricas sem se esquecer daqueles que não acreditavam na parceria: "No início, perguntavam: 'Como pode uma escola técnica se meter em carnaval?' Nos chamaram de louco! Mas agora muitas escolas já pensam em repetir o projeto". Para Farid, o grande mérito do projeto é qualificar e valorizar com um diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) - a mão-de-obra especializada em carnaval: "Os alunos saem daqui preparados para trabalhar em outros lugares além de escolas de samba. Eles poderão ser inseridos num mercado mais amplo. Muitas vezes um jovem trabalha anos num barracão, mas não é valorizado por não ter um certificado. Pela primeira vez no samba se faz um projeto de tamanha importância". O prefeito, aliás, estava duplamente satisfeito: a Beija-Flor e a prefeitura são as responsáveis pela infraestrutura, cessão de instrutores,

ônibus e alimentação. Ao MEC, cabe o financiamento da bolsaauxílio . "Quero saudar estes formandos , que já ajudaram a fazer o carnaval da Beija-Flor deste ano participando ativamente dos trabalhos no barracão" , acrescentou. A presença de funcionários do barracão na cerimônia mostrou que os alunos se integraram perfeitamente ao dia-a-dia da escola. Homenagens aos instrutores - alguns há décadas na Beija-Flor - foram feitas através de placas e cartas. "Uma das coisas que mais me comoveu quando visitei o barracão foi a alegria dos profissionais antigos ao lidar com os alunos,e vice-versa", diz Luís Edmundo. Ricardo Abrão completou: "A Beija-Flor faz um trabalho social muito importante. Mas ainda mais importante é a dignidade desses jovens, com a conquista do primeiro emprego".

Outra pessoa satisfeita com o resultado era Ivone Moreira. Representante do MEC , a professora fez questão de ir à colação vestida com a camisa da Beija-Flor. "Vim com esta camisa porque tenho muito orgulho de participar desta parceria. Só posso agradecer ao CEFET e à BeijaFlor", disse. Do lado dos alunos, a alegria era contagiante. Após prestarem juramento como formandos em produção cultural e iniciação artística, os mais bem-avaliados receberam o diploma oficial em nome da turma. "Estou muito feliz. É meu primeiro diploma. É pura emoção, principalmente por ser numa parceria com a Beija-Flor" , conta Diego Gonçalves, 23 anos, formando do curso de serralheria. Como não poderia deixar de acontecer, a cerimônia terminou com uma apresentação da bateria mirim da Beija-Flor.


II~ Por Walter Honorato e Murillo Victorazzo

Quando em 1992 a Beija-Flor levou para a Avenida o enredo "Há um ponto de luz na imensidão", a azul-e-branco não poderia imaginar que anos depois seria dela a primazia de ser a primeira escola de samba a ter um canal de televisão. Depois de sair na frente com projetos sociais marcantes e desfiles que ditaram um novo estilo, a escola agora se torna pioneira na internet. Em breve, irá ao ar a TV O Beija-Flor, um produto criado pela InterativaWebTV em parceria com o Departamento de Marketing da azul-e-branco. Hospedada no endereço www.tvobeijaflor.com.br. ela terá programas gravados e ao vivo. A grade, por enquanto, ainda não está totalmente definida, mas é certo que desfiles históricos, eventos da escola e programas com personalidades estarão presentes. Não bastasse ser a primeira escola a ter seu próprio canal, a Beija-Flor aproveita assim as novas tecnologias de mídia para ficar mais perto da sua comunidade o ano todo. Para explicar melhor o funcionamento da TV, O Beija-Flor conversou com Júlio César Matos Silva e Leandro Bastos Costa, o Bola, da Interativa. "A Beija-Flor tem um renome internacional. Achei ideal ela ser a escola pioneira nisso. Daqui a um ano, as televisões por internet vão explodir", garante Júlio.

o Beija-Flor - Como surgiu a InterativaWebTV? Júlio - A Interativa surgiu há seis meses. Eu e o Bola já havíamos colocado uma rádio no ar, que ficava tocando 24 horas. Como fazíamos transmissões ao vivo pela internet de algumas empresas, resolvi pôr também uma televisão. Sou de televisão, trabalho há 27 anos na Globo voltado para a produção de dramaturgia. Alugo equipamento para a Globo fazer o Big Brother. Com o fim desse programa, fiquei com tudo parado. Sobraram câmeras para montarmos estúdio e fazermos externas. Criamos então um núcleo de produção. Primeiro, começamos com o jornalismo, depois iniciamos programas de entrevistas. 6 Surpreendentemente, três meses

depois, já tínhamos dois milhões de acessos. Hoje estamos com mais de 3 milhões e 600 mil.

o Beija-Flor - Explica para nós como acessar a Interativa. Júlio - A Interativa é uma televisão, não é um site comum. A pessoa vai acessar se alguém indicar. Por isso, mandamos um mailer de contato. A pessoa digita www.interativawebtv .com .br e acessa o canal. Ela pode assistir o programa que está ao vivo no estúdio, ou buscar um programa já transmitido. Ela pode ver posteriormente, na hora que quiser. Nossa grade tem 11 programas ao vivo . Quando há um assunto interessante, divulgamos pelo mailer. Agora as pessoas já têm o habito de acessar normalmente.

Chego aqui de manhã e vejo que já há 60 visitantes na página acessando os ícones gravados. Às 8 horas, colocamos os programas ao vivo, com documentários, jornal. Temos um repórter que fica aqui o dia inteiro colhendo tudo o que acontece no mundo. Depois entram programas de entrevistas , de esportes, de ecologia , sobre problemas familiares e outros.

Interativa. Como televisão sem provedor nas costas, porém, somos a primeira! Não temos investidor nenhum! Tudo é trabalho nosso. Gastamos cerca de R$ 25 mil por mês de despesa. Até agora não tenho anunciante. Estamos bancando tudo.

o Beija-Flor- Toda a programação é feita por vocês?

Júlio - Depois que o Bola, que é técnico em tecnologia, desenvolveu a página da Interativa, achei por bem criar outras para se integrarem à nossa. A minha idéia era levar a proposta de um canal de TV próprio diretamente para a Liesa. Mas, como não tinha contato lá e já conhecia o Wellington Tostes, do Departamento de marketing da Beija-Flor, partimos para essa

Júlio - Por enquanto, toda a produção é nossa. Mas já há pessoas de diversos locais querendo pôr seus programas na nossa webtv. No Brasil , somos a terceira maior televisão pela internet. Em primeiro vem o Uol; depois, o Terra; e, em seguida, a

o Beija-Flor- Como foi que surgiu a parceria com a Beija-Flor?


Beija-Flor, a primeira na área de samba , vai haver muita curiosidade. Teremos que gerar uma grande quantidade de conteúdo para abastecer a página. Acredito que teremos um milhão de acessos facilmente até o final do ano. Fechamos uma parceria com a Oi , um portal com um milhão de visitas por dia. Todas as pessoas linkadas conosco vão estar obviamente dentro desse portal. Quando clicar Beija-Flor na Oi , vão abrir a nossa página.

o Beija-Flor- Há alguma projeção quanto ao número de visitantes da página?

Júlio César Matos Silva e Leandro Bastos Costa, o Bola da Interativa TV, parceiros da Beija-Flor em projeto pioneiro quando tivermos a modalidade ao vivo, transmitiremos em tempo real os eventos da Beija-Flor, como os ensaios. As pessoas poderão acessar para saber como está o ensaio. Caberá ao cameraman tirar as melhores imagens para instigálas a saírem de casa e irem para a quadra.

o Beija-Flor - Que tipo de tecnologia será usada na TV O Beija-Flor? Bola - Usamos uma tecnologia toda Microsoft. O futuro da webtv será esse. Antecipei-me a isso. A TV será em cima do Windows Media Vídeo. Preferi essa tecnologia, entre outros motivos, por suportar qualquer seNidor.

parceria. A Beija-Flor tem um renome internacional. Achei ideal ela ser a escola pioneira nisso. Teremos uma programação exclusiva voltada para ela. Beija-Flor - Como será o funcionamento diário da TV O Beija-Flor?

televisão. Nela rodará um vídeo chamado on demands (vídeo por demanda). Ele vai rodar 24 horas um clip. Quando houver algo ao vivo, aparecerá nesta tela. Do lado da página, teremos diversos ícones com programas gravados. Serão entrevistas, melhores momentos, desfiles antigos, ensaios.

Júlio - Quando o internauta clicar em www.tvobeijaflor.com.br.vai acessar a página, onde haverá uma

Bola - O material gravado poderá ser utilizado na hora em que o internauta quiser. Mais adiante,

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o Beija-Flor - Atualmente, há o fenômeno das listas de discussão: pessoas do mundo inteiro conversam sobre samba nos sites sobre carnaval. A TV será voltada para esse público, ou você acredita que terá uma abrangência maior? Júlio - Vai ter uma abrangência muito maior. O internauta é muito curioso. Quando ele conhece uma página, começa a navegar nela. E viaja, buscando todos os ícones. Obviamente, quando entrar a TV

Júlio - Nós temos um mailer de três milhões de internautas. É claro que, quando a TV entrar no ar, faremos um marketing em cima disto. Para o internauta, não adianta anunciar em televisão ou jornal. A melhor publicidade para a internet é ela mesma. O internauta está 24 horas no computador. Vamos usar canais como orkut e msn para divulgar. É por isso que, sem sermos conhecidos, atingimos esse número. Hoje temos 35 milhões de internautas, sendo oito milhões com banda larga. Para acessar a TV, será necessário ter banda larga.

o Beija-Flor - Como vocês vêem essa idéia de, pela primeira vez, uma escola de samba ter o seu próprio canal de televisão? Júlio - Para mim , profissional de TV, tudo é vídeo. Acho que todas as escolas de samba deveriam ter um canal para a comunidade, torcedores e curiosos terem um contato direto com elas. Daqui a um ano, as televisões por internet vão explodir. Bola - As pessoas têm uma visão de que o carnaval é somente em fevereiro . Mas é o ano inteiro. Através da web, poderemos ver que a escola não pára. Há vários eventos, a galera trabalhando no barracão ... Às vezes a pessoa que curte a escola não mora na cidade. Através da web , ele terá toda essa informação em vídeo, o que é muito mais agradável. Foi uma sacada muito inteligente da diretoria visualizar isso como ferramenta de divulgação da escola.

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Por MUl'illo Victorazzo as baianas e a dizer o momento certo das tradicionais rodopiadas. "Já fui baiana, sei qual é o sentimento. Não saio mais porque não tenho condições. Ainda me emociono, só que agora as orientando. Não há nada melhor do que desfilar pela Beija-Flor", garante Neuza Silva de Oliveira, 42 anos de escola e dois como líder. "A responsabilidade é muito grande. Mas elas entendem o que a gente quer pelo olhar. É muito gratificante. A Beija-Flor é minha segunda casa" , completa Ari Pimenta de Oliveira, há 12 anos como líder e 28 na BeijaFlor.

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Pai Jorge D'Ogum-Já e Ari Pimenta de Oliveira à frente da ala das Baianas da azul-e-branco de Nilópolis Não há quem não se emocione ao ver aquelas senhoras entrando na Sapucaí. A cada girar, rodopiando suas longas fantasias, elas transbordam alegria, energia e anos de amor ao samba. As baianas são provavelmente a ala mais querida de toda escola de samba. Imagine então de uma agremiação vitoriosa e popular como a Beija-Flor de Nilópolis. Para que tão queridas "tias" e "avós" dêem seus shows é necessário, no entanto, uma mistura de muita paixão com organização. Atualmente a escola entra na Avenida com 110 baianas, todas da comunidade de Nilópolis. Mas, segundo Pai Jorge D'Ogum-Já, presidente da ala, outras 140 senhoras estão à espera para realizar esse sonho algum dia.

para todas elas. Sua preocupação fazia sentido. Afinal não é tarefa fácil para essas senhoras - a maioria na "melhor idade" - ficar com aquelas pesadas roupas durante várias horas, e por toda a Avenida. Hoje a baiana mais nova tem 36 anos. E a mais velha, Maria do Carmo, 78, sendo mais de vinte na escola. Além, é claro, de Dona Nadir, que, aos 88 anos, também é uma das fundadoras da Beija-Flor. Embora faça questão de ir às reuniões , Dona Nadir, há três anos, sai como destaque, em carro alegórico. "Eu preferia continuar saindo nas baianas, mas o seu Anízio achou melhor eu começar a desfilar sentada. A emoção é sempre a mesma. Quero aproveitar a minha vida, o carnaval ", brinca.

Ao assumir o cargo, em novembro,

Para manter todas unidas e motivadas, Pai Jorge tem feito

8 Pai Jorge pediu exames médicos

reuniões quinzenais na quadra da escola . "Nos reunimos para enfatizar sempre a necessidade de haver muito amor, carinho e dedicação entre nós. E também para trocar opiniões. Afinal de contas, sem baiana não há escola de samba. Elas são a cara da escola" , afirma. Com esse objetivo em mente, eventos têm sido realizados. Rifas foram vendidas para arrecadar dinheiro para confecção de seus uniformes. E sorteios de cesta básica acontecem todo mês. Liderar as baianas não é fácil. Prova disso é que Pai Jorge conta com o apoio de quatro baianas para a tarefa: na secretaria, Léa Brasil ; na tesouraria , Lúcia , e na administração, Léa e Maria Odete. Além , é claro, dos quatro líderes de ala, que o auxiliam no desfile. Eles ajudam a arrumar as roupas , a vestir

Inexplicável. Assim Mariléia Santos Lima descreve a sensação de entrar, há oito anos , na Sapucaí como baiana. "Desde que me entendo por gente torço pra BeijaFlor. Assim que vim para a escola, quis ser baiana. Só quem é uma sabe o que se sente desfilando na ala", diz, confessando ainda ficar preocupada com a hora certa de girar: "Mas, quando vemos tudo acontecendo , é a realização . Assim que vemos a roupa , começamos a imaginar como será rodar com ela". O belo visual que as baianas propiciam ao público também tem a ver com o posicionamento delas na Avenida. Pai Jorge, por exemplo, prefere pôr na frente da ala senhoras altas e negras. "Não é preconceito, é valorizar a raça. É essa a ca r a da escola , principalmente no próximo desfile, que será com um enredo afro", explica, feliz pelo privilégio de orientar "essas mulheres tão boas, que, sabendo levar, lhe dão tudo". E que têm tanto orgulho de serem baianas que fica difícil aconselhálas a parar quando a saúde já não é mais a mesma. "Tento convencê-Ias a irem para a velha guarda, cuja roupa é mais leve. Mas muitas não largam de jeito nenhum", brinca.


A.delzon ~lves, amigo da madrugada e sempre amigo do samba Por Miro Lopes Adelzon Alves é pioneiro no rádio brasileiro dos programas dedicados integralmente ao samba e, por extensão, ao carnaval. Paranaense do interior, por 25 anos foi líder de audiência no horário da meia-noite às 5h, na Rádio Globo. Ficou, por isso, conhecido como o "amigo da madrugada". Hoje na Rádio MEC, apresenta os programas "Viola e fole" (diariamente, de madrugada) e "MPB de Raiz" (aos domingos, das 9 às 11 h). Jurado mais antigo do Estandarte de Ouro, Adelzon é uma memória viva do samba. Quem ouve seus programas nota o seu amplo conhecimento sobre o assunto. Amante de geografia e história, gosta de apresentar sambasenredo - como o da Beija-Flor sobre as missões jesuítas, em 2005 - com dados históricos complementares aos contidos na sinopse. Ao dar espaço ao samba o ano todo, ele ganha um outro epíteto, ainda mais apropriado e justo: "o amigo do samba" . g.,'"

o Beija-Flor - Como se iniciou sua carreira de radialista?

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Adelzon Alves - Eu nasci em Cornélio Procópio (PR) . Minha carreira começa, ainda estudante, na radiozinha local. Meu mestre, falecido recentemente, foi Marcos Alberto. Era um tremendo radialista! Aprendi com ele a fazer programação de rádio, locução comercial, selecionar discos , músicas. Depois fui para Curitiba e de lá vim direto para a Rádio Globo. Eu lia anúncios no programa do Chacrinha e era locutor comercial e do "O seu Redator Chefe". Em 1966, a rádio passou a ficar 24 horas no ar. Aí reivindiquei o horário da madrugada para fazer um programa ...

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o Beija-Flor - Você abriu espaço para o samba. Mas o samba te abriu espaço nas escolas? Adelzon - Graças a Deus, sempre tive boa receptividade nas escolas.

Sou amigo pessoal do Anízio e do Luizinho , da Imperatriz . Era também do Cartola, do Nelson Cavaquinho . O Anísio é um sambista! Quando o Cabana morreu, fui para a quadra. Lá estava o pessoal antigo da escola cantando sambas dele e de outros grandes compositores, num tom de respeito. O Anízio estava lá . Quando alguém esquecia um pedaço de um samba de 30, 40 anos atrás, ele era quem puxava.

o Beija-Flor- O que tinha de novo nesse programa? Adelzon - Era o espaço que o cara de morro não tinha. Não mostravam o samba dele ao vivo. Quem tem um pouco de sensibilidade cultural sabe que em 1945 o desfile das escolas de samba já era considerado o maior espetáculo do mundo. Mas o artista que o fazia não tinha espaço no rádio . Se ele faz o espetáculo, tem talento e conteúdo artísticocultural para ter um espaço. Coloquei no ar Ciro Monteiro e Elizeth Cardoso. O Candeia estava muito pra baixo devido a um acidente, então eu o gravava e colocava no ar. Falando da BeijaFlor, uma ala de compositores que tinha Cabana , Osório Lima, Varcese, Anésio, Wilson Bombeiro e hoje tem , por exemplo, Sérgio Fonseca, que tem um trabalho muito bonito.. . Como esse pessoal não tem espaço no rádio?

o Beija-Flor - Foi essa indignação que te levou a abrir esse espaço para o samba?

Adelzon - Eu já era aqui da MEC. Ninguém ouvia a rádio, agora é que deu uma melhorada. A MEC é uma rádio educativa e cultural , que precisava ter um programa de alguém que conhecesse a música do país inteiro.

o Beija-Flor - A presença das escolas é fundamental para o programa? Adelzon - O artista da tevê americana é o da Broadway, o grande espetáculo americano. Por que o nosso ritmista, compositor, cantor do maior espetáculo não tem espaço no rádio e na televisão? Porque o nosso rádio e a nossa tv sempre imitaram os americanos. Se o espetáculo já era tido como de qualidade, não haveria problema em botar esses artistas no ar. A nossa matéria-prima cultural é o samba! A nossa música, de maneira geral, é a MPB. Mas a espinha dorsal é o samba. Sou radialista, era nada mais do que minha obrigação abrir esse espaço.

o Beija-Flor -

Quanto tempo você ficou na rádio Globo?

Adelzon - Fiz o programa na Globo de 1966 a 1990 . Lá havia um superintendente , chamado Luiz Brunini, que foi fundamental para o programa não acabar. Para o pessoal abaixo dele, o negócio era só Roberto Carlos. Não tinham consciência cultural e política. Por ele ser um âncora de proteção, fiquei 26 anos no ar com a porta aberta para o compositor do morro. Aí vieram João Nogueira, Roberto Ribeiro, Ivone Lara... As gravadoras diziam que o samba era um fenômeno esporádico. Eu dizia que não. O samba não é um acidente, é um processo cultural ... cultura negra!

o Beija-Flor- Você foi então para a Rádio MEC produzir programas de samba .. .

Adelzon - Para a divulgação delas, é importante. É o segundo programa da rádio. Temos uma boa pontuação no IBOPE. Dez horas da manhã de domingo é horário nobre. As escolas passaram a adotar esse método moderno de divulgação. Acabaram os divulgadores nas escolas de samba. No tempo da Globo, eles iam pessoalmente à rádio .

o Beija-Flor - Como você vê a audiência do samba diante da concorrência desses gêneros novos?

Adelzon - Vejo como Nelson Sargento : "Agoniza , mas não morre"!

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Por Walter Honorato email: walterhonorato@yahoo.com.br 07/07/06 - Morreu Dinorah , componente do Grupo Vocal As Gatas, fundadora da Escola de Samba Mirim Herdeiros da Vila , presidente de Honra da Associação das Escolas de Samba Mirins do Rio de Janeiro. Dinorah das Gatas, como era conhecida, era integrante do coro dos discos das Escolas de Samba desde 1967. 08/07/06 - A Vila Isabel também chorou no mês de julho pela morte do seu fundador, Pery Aymoré, último remanescente do grupo que fundou a azul-ebranco do bairro de Noel.

Dando prosseguimento ao projeto de revitalização da quadra da Beija-Flor, o bar do parque aquático foi reaberto oficialmente no dia 2 de julho. Fechado desde 2000, o bar funcionará 24 horas por dia. "Enquanto tiver movimento, estaremos trabalhando.Graças a Deus, estamos indo de vento em popa", conta J. Veloso, que, além de vice-presidente da ala dos compositores, é vice-presidente de Patrimônio da escola . "Fui convidado para assumir o cargo com a missão de reativa r o parque. Estamos fazendo um trabalho que está dando bons frutos", afirma . Além de oferecer campo de futebol , piscinas para adulto e para criança e sauna, Veloso revela ter um projeto de construir uma academia e restaurante: "Queremos dar mais opções de lazer ao sócio que deseja freqüentar a nossa escola". As empresas ou pessoas interessadas em programar algum evento no parque podem ligar para 27912866 . "Estou na quadra das 8 às 20h todos os dias . Todas as dependências estão disponíveis para aluguel", avisa . E, para reativa r ainda mais o parque, a partir de 15 de julho acontecerá, todos os sábados , no bar, um pagode com o grupo "Tô chegando". O show começa sempre às 16h, custa R$3,00 para homens e é de graça para mulheres .

22/07/06 - No dia 22 de julho, a escola de mestre-sala e porta-bandeira que funciona no ginásio da Marquês de Sapucaí completou 16 anos. Pelos ensinamentos do professor Manoel Dionísio e seus assistentes passaram meninas e meninos que hoje brilham nos grupos Especial e A. A data, porém, não é só de festa . Para continuar com o trabalho e incentivar cada vez mais a cultura popular, a escola de formação de mestre-sala e portabandeira precisa de patrocínio para manter o projeto. A Prefeitura do Rio ajuda, cedendo o local para as aulas, mas o projeto conta com professores e outras despesas, que sem uma verba extra serão paralisadas, deixando mais de 150 crianças sem uma oportunidade de aprender o bailado de um casal de mestre-sala e porta-bandeira e quem sabe um dia pisarem oficialmente na Passarela do Samba. Quem quiser ajudar o projeto da escola de mestre-sala e porta-bandeira pode passar no próximo sábado no ginásio do Sambódromo, que fica na rua Benedito Hipólito, ou ligar para o professor Manoel Dionísio. O telefone é 9171- 7449.

Conheça meninos e meninas que começaram na escola de mestre-sala e porta-bandeira e hoje brilham no Sambódromo: • MarcellaAlves (Mocidade) • Raphael e Ruth (Vila Isabel) • Sidclei (Grande Rio) • Priscila (União da Ilha) • Marcílio e Verônica (Imperatriz) Fonte: O Dia na Folia

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